CONCÍLIO BATISTA

CONFISSÃO BATISTA DE NEW HAMPSHIRE
O uso de uma confissão de fé publicada pelos Batistas vem desde o Século XVII. A história fornece-nos informa !es "ue no in#cio da obra Batista cada con$re$a ão tinha a sua própria confissão de fé. % medida "ue a obra espalhava-se na &uropa e América do 'orte( um certo )sentimento associacional) come ou a caracteri*+-la( tornando-se inevit+vel o sur$imento de confiss!es de fé re$ionais. &ntre as principais confiss!es de fé Batistas( destacam-se, a -rimeira .onfissão de /ondres 01233 4 In$laterra5( a Se$unda .onfissão de /ondres 01267 4 In$laterra5( a .onfissão de 8é 'e9 :ampshire 016;; - &stados <nidos5 e a =eclara ão de >ensa$em e 8é Batistas 017?@ - &stados <nidos5. A .onfissão de 8é de 'e9 :ampshire foi redi$ida pelo Aev. Bohn 'e9ton Bro9n 016C; - 16265( no &stado de 'e9 :ampshire( por volta de 16;;( e publicada por uma comissão da .onven ão Batista da"uele &stado. &la foi adotada pela mesma .onven ão( che$ando a influenciar outras confiss!es( sendo uma das mais lar$amente aceitas e amplamente usadas declara !es de fé Batista nos &stados <nidos( especialmente nos estados do norte e do oeste. Drata-se de uma declara ão clara e concisa da fé denominada Batista( em harmonia com as doutrinas de confiss!es mais anti$as( porém eEpressa em forma mais moderada. &la é relativamente breve "uando comparada com outras confiss!es( contendo 16 arti$os. =e um modo $eral( sua tendFncia é calvinista moderada e relembra a fé dos protestantes ortodoEos. .om a che$ada dos mission+rios americanos no final do Século XIX ao Brasil( a .onfissão de 8é de 'e9 :ampshire tornou-se a confissão dos Batistas brasileiros( passando a ser conhecida como )=eclara ão de 8é das I$reGas Batistas do Brasil). &m 176;( a Assembléia Anual da .onven ão Batista Brasileira votou a nomea ão de uma comissão para elaborar uma declara ão de fé dos Batistas brasileiros por Batistas brasileiros. Após certo per#odo de trabalho( em 176@( a citada comissão apresentou ao plen+rio de sua Assembléia Anual o seu parecer( "ue foi aceito pelos convencionais presentes. A nova declara ão recebeu o nome de )=eclara ão =outrin+ria da .onven ão Batista Brasileira)( de maneira "ue a referida .onven ão reconhece apenas duas confiss!es de fé, a de 'e9 :ampshire( ou )=eclara ão de 8é das I$reGas Batistas do Brasil)( e a recente )=eclara ão =outrin+ria). DECLARAÇÃO DE FÉ Das Escrituras .remos "ue a B#blia Sa$rada foi escrita por homens divinamente inspirados( e é um perfeito tesouro de instru ão celestialH "ue tem =eus como seu autor( salva ão como seu fim( e verdade sem "ual"uer mistura de erro como seu conteIdoH "ue ela revela os princ#pios pelos "uais =eus nos Gul$ar+H e por isso é( e continuar+ sendo até o fim do mundo( o verdadeiro centro da união cristã( e o supremo padrão pelo "ual toda conduta( credos( e opini!es humanas devem ser Gul$ados.

CONCÍLIO BATISTA Do V r!a! iro D us . Da *usti+ica()o . Da Natur .risto asse$ura a tantos "uantos crFem nele é a Gustifica ãoH "ue a Gustifica ão inclui o perdão de pecado( e a promessa de vida eterna sobre os princ#pios da Gusti aH "ue ela é aplicada( não em considera ão de "uais"uer obras de Gusti a "ue nós temos feito( mas eEclusivamente através da fé no san$ue do AedentorH em virtude do "ue sua perfeita Gusti a é livremente imputada a nós por =eus mediante a féH "ue leva-nos para um estado da mais aben oada pa* e favor com =eus( e nos asse$ura as bFn ãos necess+rias para o tempo e a eternidade.remos "ue as bFn ãos da salva ão são colocadas M disposi ão de todos pelo evan$elhoH "ue é o dever imediato de todos aceit+-las por uma fé cordial( penitente e obedienteH e "ue nada impede a salva ão do maior pecador na terra eEceto sua própria deprava ão inerente e reGei ão volunt+ria do evan$elhoH "ue a reGei ão envolve-o em uma condena ão a$ravada.remos "ue a salva ão de pecadores é totalmente de $ra a( através do of#cio mediador do 8ilho de =eusH "ue pelo decreto do -ai( livremente tomou sobre si nossa nature*a( mas sem pecadoH honrou a /ei =ivina pela sua obediFncia pessoalH "ue tendo ressuscitado da morte( &le est+ a$ora entroni*ado no céuH e unindo em sua maravilhosa pessoa as mais ternas simpatias com divinas perfei !es( &le é de todos os modos "ualificado para ser um salvador ade"uado( compassivo e todo-suficiente.remos "ue o homem foi criado em santidade( sob a lei de seu .remos "ue h+ um( e somente um( =eus vivo e verdadeiro( um &sp#rito infinito( inteli$ente( cuGo nome é JA:V&:( o . $ ra()o . Da -ra(a $a R .riador e Supremo Kovernador do céu e da terra( ineEprimivelmente $lorioso em santidade( e di$no de toda honra( confian a( e amor poss#veisH "ue na unidade da divindade h+ trFs -essoas( o -ai( o 8ilho( e o &sp#rito SantoH i$uais em toda a perfei ão divina( e eEecutando distintos e harmoniosos of#cios na $rande obra da reden ão.remos "ue a $rande bFn ão evan$élica "ue .a Li'r !a Sa&'a()o .remos "ue( a fim de serem salvos( os pecadores devem ser re$enerados( ou nascidos de novoH "ue a re$enera ão consiste em dar uma disposi ão santa M menteH "ue ela é efetuada de uma maneira acima da nossa compreensão pelo poder do &sp#rito Santo( em .riadorH mas por trans$ressão volunt+ria caiu da"uele santo e feli* estadoH em conse"LFncia do "ue todos os homens são a$ora pecadores( não por constran$imento( mas por escolhaH sendo por nature*a completamente destitu#dos da"uela santidade re"uerida pela /ei de =eus( ine$avelmente inclinado para o mal( e por isso sob Gusta condena ão M ru#na eterna( sem defesa ou desculpa. Da "u !a !o Ho# # . Do Ca#i$%o !a Sa&'a()o .

&%o .remos "ue a /ei de =eus é a re$ra eterna e imut+vel de seu $overno moralH "ue ela é santa( Gusta( e boaH e "ue a incapacidade "ue as &scrituras atribuem aos homens ca#dos de cumprir seus preceitos provém inteiramente de seu amor ao pecadoH livr+-los disso( e restaur+-los através de um mediador M obediFncia não fin$ida M santa /ei( é um $rande fim do evan$elho( e dos meios de $ra a associados com o estabelecimento da I$reGa vis#vel.risto como nosso profeta( sacerdote e Aei( e confiando nele somente como Inico e todo-suficiente salvador. Da P rs ' ra$(a !os Sa$tos .risto( nós retornamos para =eus com contri ão( confissão e sIplica por misericórdia não fin$idasH ao mesmo tempo recebendo $enuinamente o Senhor Besus .remos "ue a santifica ão é o processo pelo "ual( se$undo a vontade de =eus( nós somos feitos participantes de sua santidadeH "ue ela é uma obra pro$ressivaH "ue é iniciada na re$enera ãoH e "ue é efetivada nos cora !es dos crentes pela presen a e poder do &sp#rito Santo( o Selador e .remos "ue o arrependimento e a fé são deveres sa$rados( e também $ra as insepar+veis( operadas em nossas almas pelo &sp#rito re$enerador de =eusH pelo "ue sendo profundamente convencidos de nossa culpa( peri$o e incapacidade( e do caminho da salva ão por .onsolador( no uso cont#nuo dos meios decretados especialmente a -alavra de =eus( o auto-eEame( a abne$a ão( a vi$ilNncia( e a ora ão. . Da Har#o$ia !a & i !o E'a$.CONCÍLIO BATISTA coneEão com a verdade divina( de maneira a asse$urar nossa obediFncia volunt+ria ao evan$elhoH e "ue sua evidFncia apropriada aparece nos santos frutos do arrependimento( fé e novidade de vida. Da Sa$ti+ica()o .remos "ue a elei ão é eterno propósito de =eus( se$undo o "ual &le $raciosamente re$enera( santifica e salva pecadoresH "ue sendo perfeitamente consistente com a livre a$Fncia do homem( abran$e todos os meios em coneEão com o fimH "ue é uma demonstra ão $lorios#ssima da bondade soberana de =eus( sendo infinitamente livre( s+bia( santa( e imut+velH "ue ela eEclui completamente a van$lória( e promove humildade( amor( ora ão( louvor( confian a em =eus( e ativa imita ão de sua livre misericórdiaH "ue ela encoraGa o uso dos meios no mais alto $rauH "ue ela pode ser percebida pelos seus efeitos em todo a"uele "ue verdadeiramente crF no evan$elhoH "ue é o alicerce da se$uran a cristãH e "ue verific+-la com respeito a nós mesmos demanda e merece a m+Eima dili$Fncia.remos "ue são crentes le$#timos a"ueles "ue resistem até o fimH "ue seus perseverantes v#nculos com . Do Arr / $!i# $to !a F0 .risto é o $rande marco "ue distin$ui-os dos professos superficiaisH "ue uma especial providFncia *ela por seu bem-estarH e eles são $uardados pelo poder de =eus através da fé para a salva ão. Do Pro/1sito !a -ra(a ! D us .

eia do Senhor( na "ual os membros da I$reGa( pelo uso sa$rado do pão e do vinho( devem comemorar Guntos a morte de . Do *usto !o Í#/io .remos "ue o primeiro dia da semana é o dia do Senhor( ou o s+bado cristãoH e deve ser mantido sa$rado para propósitos reli$iosos( pela absten ão de todo o labor secular e recrea !es pecaminosasH pela observNncia devota de todos os meios de $ra a( tanto privado "uanto pIblicoH e pela prepara ão para a"uele repouso "ue restar+ para o -ovo de =eus.remos "ue uma I$reGa vis#vel de . Do S34a!o Crist)o .remos "ue h+ uma diferen a radical e essencial entre o Gusto e o #mpioH "ue apenas tantos "uantos por meio da fé são Gustificados em nome do Senhor Besus( e santificados pelo &sp#rito do nosso =eus( são verdadeiramente Gustos em Sua avalia ãoH en"uanto todos "uantos continuam em impenitFncia e incredulidade são( aos Seus olhos( #mpios( e sob a maldi ãoH e esta distin ão mantém-se entre os homens tanto na morte como depois dela.remos "ue o $overno civil é de nomea ão divina para os interesses e boa ordem da sociedade humanaH e "ue devemos interceder pelos ma$istrados( conscienciosamente honr+-los e obedecF-losH eEceto apenas nas coisas opostas M vontade de nosso Senhor Besus . .0&ica .risto é uma con$re$a ão de crentes bati*ados( associados pelo pacto na fé e comunhão do evan$elhoH observando as ordenan as de .remos "ue o Batismo cristão é a imersão de um crente em +$ua( em nome do -ai( e do 8ilho( e do &sp#rito SantoH para anunciar( em um solene e belo s#mbolo( nossa fé no Salvador crucificado( sepultado e ressurreto( com seu efeito em nossa morte para o pecado e ressurrei ão para uma nova vidaH "ue é pré-re"uisito aos privilé$ios de uma rela ão eclesi+sticaH e M .risto( "ue é o Inico Senhor da consciFncia( e o pr#ncipe dos Aeis da Derra.remos "ue o fim do mundo est+ se aproEimandoH "ue no Iltimo dia . Do Mu$!o Vi$!ouro .r 2a E'a$.risto descer+ do céu( e ressuscitar+ os mortos da sepultura para retribui ão finalH "ue uma solene separa ão então tomar+ lu$arH "ue o #mpio ser+ condenado M puni ão( e o Gusto ao GIbilo infind+veisH e "ue este Gul$amento fiEar+ para sempre o estado final dos homens no céu ou no inferno( sobre os princ#pios da Gusti a.ristoH $overnados por suas /eis( e eEercitando os dons( direitos( e privilé$ios investidos neles pela sua -alavraH "ue seus Inicos oficiais b#blicos são bispos( ou pastores( e di+conos( cuGas "ualifica !es( reivindica !es( e deveres são definidos nas ep#stolas a Dimóteo e Dito. Do Batis#o !a C ia !o S $%or . Do -o' r$o Ci'i& .CONCÍLIO BATISTA D u#a I.risto por amorH precedido sempre por solene auto-eEame.