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Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia – IFCE – Sobral Eixo de Controle e

Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia – IFCE – Sobral Eixo de Controle e Processos Industriais Curso: Tecnólogo em Mecatrônica Industrial Disciplina: Mecânica Técnica I

Mecânica Técnica I: introdução

Prof. Jean Jefferson M. da Silva

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Mecânica técnica I

Noções de Trigonometria Estuda as relações trigonométricas no triângulo retângulo.

as relações trigonométricas no triângulo retângulo. a – hipotenusa; b – cateto oposto ao ângulo α

a – hipotenusa;

b – cateto oposto ao ângulo α

c – cateto adjacente ao ângulo α

 

b

sen α – relação entre o cateto oposto e a hipotenusa:

sen

 

a

 

c

cos α – relação entre o cateto adjacente e a hipotenusa:

cos

 

a

ângulo seno Cosseno 0º 0 1 30º 1/2 3 2 = 0,87 45º 2 2
ângulo
seno
Cosseno
0
1
30º
1/2
3
2
= 0,87
45º
2
2
= 0,74
2
2
60º
3
2
= 0,87
1/2
90º
1
0

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Lei dos senos e cossenos

Revisão  Lei dos senos e cossenos Mecânica técnica I

Mecânica técnica I

Revisão  Lei dos senos e cossenos Mecânica técnica I

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Grandezas físicas, escalares e vetoriais

.

Mecânica técnica I

Grandezas físicas: Tudo aquilo que pode ser medido, associando-se a um valor numérico e a uma unidade, dá-se o nome de grandeza física. As grandezas físicas são classificadas em:

Grandeza Escalar: fica perfeitamente definida (caracterizada) pelo valor numérico acompanhado de uma unidade de medida. Exemplos: comprimento, área, volume, massa, tempo, temperatura, etc.

Grandeza Vetorial: necessita, para ser perfeitamente definida (caracterizada), de um valor numérico, denominado módulo ou intensidade, acompanhado de uma unidade de medida, de uma direção e de um sentido. Toda a grandeza Física Vetorial é representada por um vetor. Exemplos: Força, velocidade, aceleração, campo elétrico, etc.

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Força e vetor

Mecânica técnica I

Vetor: é um símbolo matemático utilizado para representar o módulo, a direção e o sentido de uma grandeza física vetorial. O vetor é representado por um segmento de reta orientado.

Módulo: é a medida do comprimento do segmento de reta orientado que o representa.

Direção: ângulo que o vetor forma com um eixo de referência. Determinada pela reta suporte do segmento orientado.

Sentido: orientação do vetor.

Vetor Resultante: é o vetor que, sozinho, produz o mesmo efeito que todos os vetores reunidos.

orientação do vetor. • Vetor Resultante: é o vetor que, sozinho, produz o mesmo efeito que
orientação do vetor. • Vetor Resultante: é o vetor que, sozinho, produz o mesmo efeito que

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Força e vetor

Mecânica técnica I

Força: Força é toda causa capaz de produzir em um corpo uma modificação de movimento ou uma deformação. A força é uma grandeza vetorial que necessita para sua definição, além da intensidade, da direção, do sentido e também da indicação do ponto de aplicação.

F ma

da indicação do ponto de aplicação.  F  m  a Duas ou mais forças

Duas ou mais forças constituem um sistema de forças, sendo que cada uma delas é chamada de componente. Todo sistema de forças pode ser substituído por uma única força chamada resultante, que produz o mesmo efeito das componentes.

de forças pode ser substituído por uma única força chamada resultante, que produz o mesmo efeito

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Força e vetor

Mecânica técnica I

Composição de Forças Para fazer a composição de forças tem-se que levar em conta, sempre, os três parâmetros que as formam.

Duas forças com mesma direção e sentido se somam.

• Duas forças com mesma direção e sentido se somam. • Duas forças com mesma direção,

Duas forças com mesma direção, mas com sentidos contrários se diminuem e terá resultante na direção da maior.

• Duas forças com mesma direção, mas com sentidos contrários se diminuem e terá resultante na

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Força e vetor

Composição de Forças

Mecânica técnica I

Duas forças em direções e sentidos diversos podem ser compostas pela regra do paralelogramo.

diversos podem ser compostas pela regra do paralelogramo. Desenha-se os dois vetores com suas origens coincidentes.

Desenha-se os dois vetores com suas origens coincidentes. A partir da extremidade do vetor F1, traça-se um segmento de reta paralelo ao vetor F2. Em seguida, a partir da extremidade do vetor F2, traça-se um outro segmento paralelo ao vetor F1. O vetor soma é obtido pela ligação do ponto de origem comum dos vetores ao ponto de intersecção dos segmentos de reta traçados.

é obtido pela ligação do ponto de origem comum dos vetores ao ponto de intersecção dos

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Força e vetor

Composição de Forças

O módulo do vetor resultante é dado por.

Mecânica técnica I

Revisão  Força e vetor Composição de Forças O módulo do vetor resultante é dado por.
Revisão  Força e vetor Composição de Forças O módulo do vetor resultante é dado por.

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Força e vetor

Mecânica técnica I

Decomposição de Forças segundo os eixos ortogonais x e y Utiliza-se dois eixos ortogonais (dois eixos que formam 90º entre si. Estes eixos são assim escolhidos para facilitar os cálculos). No ponto zero dos eixos coloca-se a força que se quer decompor.

eixos são assim escolhidos para facilitar os cálculos). No ponto zero dos eixos coloca-se a força
eixos são assim escolhidos para facilitar os cálculos). No ponto zero dos eixos coloca-se a força
eixos são assim escolhidos para facilitar os cálculos). No ponto zero dos eixos coloca-se a força
eixos são assim escolhidos para facilitar os cálculos). No ponto zero dos eixos coloca-se a força

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Força e vetor

Exemplo O elo da figura abaixo está submetido a duas forças F1 e F2. Determine a intensidade e orientação da força resultante.

Determine a intensidade e orientação da força resultante. Mecânica técnica I Iremos decompor cada força em

Mecânica técnica I

Iremos decompor cada força em seus componentes x e y e somar esses componentes algebricamente. Indicando o sentido ‘positivo’ de cada equação, temos:

Indicando o sentido ‘positivo’ de cada equação, temos: A força resultante tem a seguinte intensidade: O
Indicando o sentido ‘positivo’ de cada equação, temos: A força resultante tem a seguinte intensidade: O

A força resultante tem a seguinte intensidade:

‘positivo’ de cada equação, temos: A força resultante tem a seguinte intensidade: O ângulo de direção

O ângulo de direção é:

‘positivo’ de cada equação, temos: A força resultante tem a seguinte intensidade: O ângulo de direção

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Leis de Newton

Primeira lei de Newton ou princípio da inércia Todo corpo continua no seu estado de repouso ou de movimento retilíneo uniforme, a menos que seja obrigado a mudar esse estado por forças imprimidas sobre ele.

Pode-se concluir, que um corpo livre de ação de forças, ou com força resultante nula, conservará , por inércia, sua velocidade constante. Todo o corpo em equilíbrio mantém, por inércia, sua velocidade constante.

Segunda lei de Newton ou princípio fundamental Quando uma força resultante atua num ponto material, este adquire uma aceleração na mesma direção e sentido da força, segundo um referencial inercial. A resultante das forças que agem num ponto material é igual ao produto de sua massa pela aceleração adquirida.

Terceira lei de Newton ou princípio da ação e reação Se um corpo A aplicar uma força FA sobre um corpo B, este aplica em A uma força FB de mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto.

Mecânica técnica I

aplica em A uma força FB de mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto. Mecânica técnica
aplica em A uma força FB de mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto. Mecânica técnica

F ma

aplica em A uma força FB de mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto. Mecânica técnica

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Momento

Mecânica técnica I

Momento de uma força em relação a um ponto é a tendência que tem essa força em fazer um corpo girar, tendo esse ponto como centro de giro.

Momento de uma Força em Relação a um Ponto é uma grandeza vetorial cuja intensidade é igual ao produto da intensidade da força pela distância do ponto ao suporte da força.

vetorial cuja intensidade é igual ao produto da intensidade da força pela distância do ponto ao

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Momento

Mecânica técnica I

Determinar a intensidade da força F, para que atue no parafuso o torque de 40Nm . Dado: cos23º = 0,92

que atue no parafuso o torque de 40Nm . Dado: cos23º = 0,92 Solução: A distância

Solução:

A distância “a” (centro do parafuso ao ponto de aplicação da carga F) será determinada por:

cos23º

20

a

20

a cos23º

20

0,92

a = 21,7 cm = 0,217 m

O somatório dos momentos em torno do ponto O é dado por:

M 0

o

0,217F 40F

40

0,217

F 184 N

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Condição de equilíbrio estático

Mecânica técnica I

Um ponto material encontra-se em equilíbrio desde que esteja em repouso, se originalmente se achava em repouso, ou tenha velocidade constante, se originalmente estava em movimento. Mais frequentemente, entretanto, o termo ‘equilíbrio estático’ é usado para descrever um objeto em repouso. Para manter o equilíbrio, é necessária que seja satisfeita a primeira lei de Newton, pela força resultante que atua sobre o ponto material deve ser igual a zero.

F 0

M 0

o

F 0

x

F 0

y

F 0

z

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Mecânica técnica I

Condição de equilíbrio estático O guindaste da figura foi projetado para 5kN. Determinar a força atuante na haste do cilindro e a

reação na articulação A.

Dados: cos 37º = 0,8; sen 27º = 0,6

Solução:

Esforços na viga AC:

37º = 0,8; sen 27º = 0,6 Solução: Esforços na viga AC: Força atuante na haste
37º = 0,8; sen 27º = 0,6 Solução: Esforços na viga AC: Força atuante na haste

Força atuante na haste do cilindro:

M

A

0 (400

F

c

Fc 18,75 kN

cos37º ) (51200) 0

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Condição de equilíbrio estático

Revisão  Condição de equilíbrio estático Componentes de Fc: Mecânica técnica I  F sen 37

Componentes de Fc:

 Condição de equilíbrio estático Componentes de Fc: Mecânica técnica I  F sen 37 º

Mecânica técnica I

 F sen 37 º R c  F cos 37 º R c
 F sen
37 º
R
c
 F
cos 37 º
R
c

AH

AV

0

5 0

Componentes de Fc: Mecânica técnica I  F sen 37 º R c  F cos