Projetos voltados ao reconhecimento do protagonismo de personagens negros

Projeto “A Cor da Cultura” O Projeto A cor da Cultura se apresenta como “um projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a Petrobras, o Cidan – Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, a TV Globo e a Seppir – Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. O projeto teve seu início em 2004 e, desde então, tem realizado produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo.” (Disponível em http://www.acordacultura.org.br) O projeto é composto pelos seguintes programas: HERÓIS DE TODO MUNDO – DVD’s que têm o papel de difundir a história de heróis negros que não constam nos livros de história e que consagram a presença do negro no Brasil, para além do período escravocrata. Cada vídeo tem duração de um minuto e trinta segundos. MOJUBÁ – DVD’s que mostram a riqueza do patrimônio dos afrodescendentes e sua relação com os movimentos de resgate da cultura local e hábitos atuais do povo brasileiro. São manifestações populares que fazem parte da herança cultural africana que moldou a identidade brasileira por meio de ritos, festas, tradições. São abordadas especialmente a culinária, a literatura e a história. LIVROS ANIMADOS – Incentivar a leitura e difundir entre crianças e educadores de todo o país lendas e contos africanos e afro-brasileiros, bem como a produção dos principais autores e ilustradores nacionais, por meio de animação da história original e ilustrações dos respectivos livros produzidos recentemente. NOTA 10 – Consiste em programas de televisão, veiculados pelo Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho, voltados a educadores e pais, que apresentam diferentes metodologias de ensino em que são registrados o trabalho de educadores e escolas que participaram do projeto na Fase 1. (Disponível em http://www.portaldaigualdade.gov.br/acoes) Dentro da perspectiva aqui apontada, centrada no uso de biografias como recurso para a abordagem da história e cultura afro-brasileira, destacamos o Programa “Heróis de todo mundo”, que apresenta uma coletânea de biografias, incluindo um videodocumentário sobre cada um dos personagens estudados. O Programa se apresenta como “uma série de interprogramas que quer mostrar ao público comum que aqui mesmo, no Brasil, existem Heróis. Heróis porque quebraram barreiras, que venceram apesar dos enormes obstáculos enfrentados, que lutaram por uma vida melhor para todos. Ah! E são negros.” (em http://www.acordacultura.org.br/).

Projeto Cantando/contando a história do samba

Alda Maria Palhares. Disponível em http://www. Já foi realizado em mais de 93 escolas envolvendo cerca de 2. 10p. disponível em http://www. ANDRADE. Cláudia Alves.” (Disponível em http://www. da Coordenadoria Assuntos da População Negra da Pref.br/046/46bueno. história e a importância da cultura afro-brasileira e de matriz africana para a afirmação da nossa identidade étnica e racial. 1988 .com. idealizado por ELZELINA DORIS. destacamos o estudo de biografias de compositores negros. busca o envolvimento dos professores das diversas áreas do conhecimento com oficinas de sensibilização e interativas com os alunos. Verena. Escravidão em Minas Gerais. 390 professores e 15. Ganhou o Prêmio Educar para a Igualdade Racial .espacoacademico. 2006.org/index. o projeto é um espaço para que aprendamos a valorizar os momentos importantes em que a música se inscreve no tempo e na historia. catálogo. tempo e lugar. UNESCO e UNICEF.rj. Referências Bibliográficas ALBERTI.600 alunos . Desenvolvido em escolas da rede pública e particular. SESC/SP. Carolina Maria de Jesus no Kansas: uma história de amor.anpuh. Conheça melhor o projeto “Cantando/contando a história do samba”.Experiências de Promoção da Igualdade racial/étnica no ambiente escolar. Com atividades lúdicas e pedagógicas com base na musicalidade rítmica do samba e na poesia. conhecimento. nº 46. 2000.880 professores e 79. possibilitando as crianças e aos jovens a fruição dessa genuína manifestação da cultura negra brasileira. Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais. informação.de SP. formação.html) Entre as atividades propostas no projeto.No formato de Seminário também já atendeu a 61 escolas. MELO.000 alunos . Belo Horizonte: Secretaria de Estado da Cultura – Arquivo Público Mineiro/COPASA MG. Biografia dos avós: uma experiência de pesquisa no ensino médio. Versão abreviada. Mariza Guerra de. tem a finalidade de valorizar a história social do samba a partir do resgate da nossa memória musical e tem o objetivo de despertar e desenvolver a integração social.pdf Brasil+500: Mostra do Redescobrimento. Rio de Janeiro: Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil – CPDOC / FGV. visitando sua página na internet ou através do material didático que o acompanha. Eva Paulino. março de 2005.“O Projeto Cantando a História do Samba. Revista Espaço Acadêmico.htm) CAMPOLINA. O projeto articula no mesmo espaço. BUENO.projetohistoriadosamba. o bem estar e a construção de uma cultura de paz e fortalecimento da auto estima. instituído pelo CEERT/SP e com apoio da Fundação Ford. Cadernos do Arquivo 1.org/resources/rj/Anais/2006/conferencias/Verena%20Alberti.

In: Psicologia & Sociedade. mai. Saúde – Manguinhos. Rio de Janeiro: Editora da UERJ. Eduardo. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: um breve discussão. 7-16. 2005. Mary.CARVALHO. 2. In: Estudos Históricos.pdf DEBRET. II (2).. São Paulo: Ática. Rio de Janeiro. MAGNABOSCO. Os escritos de Carolina Maria de Jesus: determinações e imaginário. QUEIRÓZ. DEL PRIORE. 2006. vol.scielo. Biografia: quando o indivíduo encontra a história. Robert M.ufsc. JESUS. Suely Robles Reis de. 1989. n./ago. Brasília: Ministério da Educação.amulhernaliteratura. Carolina Maria. 133-152. .br/reportagens/violencia/vio12. p. 1994.comciencia. jul.639/03.htm. Secretaria de Educação Continuada. 1989. Carolina Maria de Jesus (verbete). B. Cinderela negra: A saga de Carolina Maria de Jesus. 1998 REIS. VOGT. 2006. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. José Carlos Sebe Bom. João José. Belo Horizonte: Itatiaia. 2009. LEVINE. São Paulo: Contexto. GOMES. In: Ensino de História e Cultura africana e afro-brasileira – Livro-texto (vários autores). Laura de Mello e. Nilma Lino. Revista de História. In: Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10. Os bordados de João Cândido. 3. n. SC. Disponível em http://www. Alfabetização e Diversidade. Maria Madalena. In: Topoi. Liana Maria.br/catalogo/carolina_vida.br/pdf/hcsm/v2n2/a05v2n2. Carlos. Quarto de Despejo: diário de uma favelada. 1995. p. v. Marília Novais da Mata. J. MACHADO. A mulher na Literatura. 68-84 jul. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. José Murilo de. Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil.-dez. Escravidão negra em debate. História. REIS. (Coleção Reconquista do Brasil). RAVETTI. (disponível em http://www.html) MEIHY. Disponível em http://www. 10. ANPOLL. Graciela. O escravismo brasileiro nas Redes do Poder: comentário de quatro trabalhos recentes sobre escravidão colonial. In: Historiografia Brasileira em Perspectiva.Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Lingüística. Florianópolis. pobreza e trabalho intelectual (1983). 1989. SILVA. São Paulo: Companhia das Letras. Belo Horizonte: PUC Minas Virtual. 19. Africanos no Brasil: contribuições históricas. Ciências.-out. Rio de Janeiro: Programa de Pós-graduação em História Social da UFRJ. Trabalho. SOUZA. 1994. 18 (2): 105-110.