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Uso de imagens hápticas em objetos de aprendizagem. Revisão sistemática qualitativa de pesquisas Use of

Uso de imagens hápticas em objetos de aprendizagem. Revisão sistemática qualitativa de pesquisas

Use of haptic images in learning objects. Qualitative systematic review research

Dominique Leite Adam 1 Universidade Federal do Paraná - PPGDesign Claudia Mara Scudelari de Macedo 2 Universidade Federal do Paraná - PPGDesign Universidade Federal de Santa Catarina - EGC

Resumo

Objetos de aprendizagem são recursos pedagógicos que intermediam o acesso à informação em ambientes virtuais de aprendizagem. A acessibilidade nesses ambientes é comumente atingida através de leitores de tela e audiodescrição. O recurso háptico, ainda é pouco explorado em objetos de aprendizagem digitais, pois requerem uma tecnologia que está começando a se popularizar no Brasil, como sensores táteis e tablets. O uso de imagens hápticas em objetos de aprendizagem pode facilitar o acesso à informação para pessoas com desabilidades cognitivas, como a cegueira. Este artigo apresenta a revisão bibliográfica sistemática sobre a aplicação de imagens hápticas em objetos e ambientes de aprendizagem virtuais.

Palavras-chave: revisão sistemática, imagem háptica, objetos de aprendizagem.

Abstract

Learning objects are educational resources that mediate access to information in virtual learning environments. The accessibility of these environments is commonly achieved by screen readers and audio description. The haptic feature is still little explored in digital learning objects, since they require a technology that is starting to become popular in Brazil, such as tactile sensors and tablets. The use of images in haptic learning objects can facilitate access to information for people with cognitive disabilities, such as blindness. This paper presents a systematic literature review on the application of haptic images in objects learning and virtual environments.

Keywords: qualitative systematic review, haptic image, learning object.

1 domiadam@gmail.com 2 claudia.scudelari@gmail.com

2

1. Introdução

A imagem háptica é um recurso utilizado para facilitar o acesso à informação para pessoas com deficiência

visual, esse tipo de representação tátil é comumente relacionado a objetos de aprendizagem como mapas e ensino de geometria. As imagens com muitos elementos gráficos, como fotografias e ilustrações, são complexas e para serem representadas de maneira tátil, não atingindo eficiência no acesso à informação por pessoas com a limitação cognitiva mencionada anteriormente, por esse motivo são audiodescritas.

A audiodescrição é uma tecnologia assistiva que facilita o acesso a diversos tipos de informação, porém esta

é suficiente para a compreensão da informação? Até que ponto as imagens podem ser descritas mantendo suas características e a facilitando a aquisição da informação?

A partir desses questionamentos optou-se por realizar uma revisão bibliográfica sistemática a respeito da imagem háptica como facilitador do acesso à informação, servindo como complemento da audiodescrição em objetos de aprendizagem digitais.

O método de pesquisa utilizado foi adaptado das recomendações propostas pela Colaboração Cochrane

(CASTRO, 2010; COCHRANE, 2010; GUIDUGLI, 2000; HIGGINS & GREEN, 2011) e Levy e Ellis (2006), visando contribuir com a elaboração da dissertação de mestrado em andamento e, ao divulgá-la poderá auxiliar outras pesquisas que contenham como tema imagens hápticas, audiodescrição e objetos de aprendizagem.

O presente artigo estrutura-se com um breve contexto sobre objeto de aprendizagem e tecnologia assistiva,

em seguida a revisão bibliográfica sistemática, descrevendo o processo metodológico utilizado, resultados,

conclusões e sugestões de futuros trabalhos.

2. Contexto

De acordo com o The Learning Technology Standards Committee – LTSC, objetos de aprendizagem são “qualquer entidade digital, ou não digital, que pode ser usada, reutilizada ou referenciada durante o aprendizado suportado pela tecnologia”. Eles incluem conteúdos multimídia e/ou instrucionais, softwares e ferramentas que auxiliam a aprendizagem. Desta forma, as tecnologias que suportam os objetos de aprendizagem são sistemas computacionais de treinamento, de instruções, de ensino a distância e ambientes virtuais de aprendizagem colaborativa. (IEEE LTSC, 2010)

Segundo os estudos de Silva, Lückman & Wilbert (2011), o que falta não é tecnologia e sim a quantidade e a maneira de como as informações são disponibilizadas. A dificuldade da pessoa com deficiência visual é acompanhar a audiodescrição feita pelos leitores de tela.

A tecnologia vem mostrando suportes diferentes para o acesso interativo à informação, como por exemplo, a

realidade virtual. Pesquisas mostram que é possível utilizar esse suporte para auxiliar o aprendizado de pessoas com desabilidades cognitivas, como aquelas que possuem deficiência visual.

“As tecnologias de informação e comunicação podem agregar muito à gestão educacional, tanto no âmbito das redes quanto nas próprias escolas, viabilizando o planejamento e o monitoramento das ações pedagógicas, da aprendizagem dos alunos e da alocação de recursos, agregando agilidade e transparência ao processo de gestão.” (TIC Educação 2011).

A Tecnologia Assistiva (TA) tem o objetivo de contribuir ou ampliar as práticas concebidas e aplicadas para

minorar os problemas encontrados pelas pessoas que possuem deficiências, promovendo vida independente e

inclusão.

De acordo com o Comitê de Ajudas Técnicas – CAT, a definição de Tecnologia Assistiva (TA) é:

3

“produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social”. (Comitê de Ajudas Técnicas – ATA VII)

Dessa forma, a TA visa melhorar a funcionalidade das pessoas com deficiência. O termo funcionalidade diz respeito além da habilidade em realizar uma tarefa, logo, agrega a deficiência propriamente dita, as limitações de atividades e de participação impostas pela deficiência e o contexto em que essas atividades serão realizadas, ou seja, um modelo de intervenção biopsicossocial, segundo a CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade.

A audiodescrição é um recurso de descrição clara e objetiva utilizada para tornar acessível toda informação

compreendida visualmente e que não está contida em diálogos, textos. Ela permite que o indivíduo receba a informação contida em uma imagem ou cena ao mesmo tempo em que esta aparece. É uma técnica alternativa de acesso à informação para pessoas com deficiência visual. A audiodescrição difere-se da tecnologia normalmente utilizada para deficientes auditivos, denominada closed caption, a qual transcreve, sob a forma de legendas, o áudio de diversos tipos de mídias. (FILHO & MOTTA, 2010)

A tecnologia háptica vem sendo bastante explorada em várias áreas de acordo com Hayward et al. (2004)

incluindo a área da saúde, educação, entretenimento, indústria automotiva, telefonia móvel, robótica e tecnologia assistiva. A interação ocorre através da estimulação do tato, estudando a simulação da pressão, textura, vibração e outras sensações biológicas relacionadas com o toque.

Háptico vem do grego haptikós, que significa “próprio para tocar, sensível ao tato”. (WEISZFLOG, 2013). O termo é o correlato tátil da ótica (para o visual) e da acústica (para o auditivo). A ciência háptica vem sendo estudada há décadas, e os cientistas têm um bom conhecimento sobre a biologia do toque. Sabem, por exemplo, que tipo de receptores estão na pele e como os nervos levam e trazem informação entre o sistema nervoso central e o ponto de contato.

Diante do contexto apresentado, o objetivo é apresentar uma Revisão Bibliográfica Sistemática (RBS) para servir como base teórica para a dissertação de mestrado que visa responder a seguinte questão: Como a imagem háptica pode ser utilizada como recurso para facilitar o acesso à informação para pessoas com deficiência visual congênita em objetos de aprendizagem digitais?

O método de Revisão sistemática foi adotado, visto que é uma revisão planejada que, segundo Castro (2001)

serve para responder a uma (ou mais) pergunta específica, identificando, selecionando e avaliando de maneira crítica os estudos encontrados, coletando as informações para posterior análise e inclusão dos estudos na revisão. Este método difere-se do mapeamento sistemático, que possui o mesmo objetivo da Revisão sistemática, porém focando em questões amplas e exploratórias, com o intuito de listar a relevância

do tema em uma área de pesquisa. (KITCHENHAM, BUDGEN, & BRERETON, 2010)

3. Premissas para revisão sistemática

O objetivo da revisão sistemática foi dirigir e embasar a fundamentação teórica para desenvolvimento do

projeto de pesquisa bem como, auxiliar na delimitação do problema de pesquisa proposto no projeto. Assim, procurou-se através da revisão sistemática identificar os estudos que abordam as teorias e/ou aplicações de imagens hápticas em objetos de aprendizagem digitais.

O objetivo da busca era responder a questão de pesquisa: “Como a imagem háptica pode ser utilizada como

recurso para facilitar o acesso à informação para pessoas com deficiência visual em objetos de aprendizagem

digitais”?

Na investigação inicial, foram selecionadas publicações que continham os seguintes termos: percepção háptica, imagem, cegos, audiodescrição, aprendizado virtual e acessibilidade.

4

Como escopo, foram selecionadas 10 bases de dados para busca: o periódico CAPES, banco de teses e dissertações CAPES, SPRINGER, Institute of Electrical and Electronics Engineers-IEEE, SCIELO, Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, American Foundation for the Blind-AFB, o periódico Design Studies e o Google Scholar para evitar vieses.

A busca se ateve a documentos que apresentassem relações claras sobre a imagem háptica como

complemento da audiodescrição em um ambiente virtual de aprendizagem. Nesta busca inicial, os portais SCIELO, RBTV e AFB já foram excluídos, pois não apresentavam documentos com o refinamento de palavras-chave inicialmente proposto.

A pesquisa bibliográfica sistemática foi limitada a busca online, pois devido ao grande número de

documentos encontrados via internet, a busca em acervos de biblioteca fez-se desnecessária. O idioma de pesquisa foi o majoritariamente o inglês embora para a busca no banco de teses e dissertações da CAPES e portal RBTV o idioma foi o português.

O refinamento da busca sistemática foi realizado com publicações que datam de janeiro de 2003 a março de

2013. Este período de 10 anos foi selecionado como fator de refinamento devido ao ano de 2003 ser o momento de consagração da audiodescrição no Brasil, através do Festival Internacional de Cinema Assim Vivemos, podendo assim relacionar a imagem háptica com a audiodescrição.

4. O Processo metodológico

A revisão sistemática foi organizada e realizada de acordo com o curso sobre Revisão sistemática e Meta-

análise, ofertado online, pelo Centro Cochrane (CASTRO, 2010; COCHRANE, 2010; GUIDUGLI, 2000;

HIGGINS & GREEN, 2011), além de BRAGA e ULBRICHT (2010) que utilizam este método e o modelo proposto por Levy e Ellis (2006) apresentado na Figura 1.

proposto por Levy e Ellis (2006) apresentado na Figura 1. Figura 1: Etapas da Revisão Sistemática.

Figura 1: Etapas da Revisão Sistemática. Fonte: Adaptado de Levy e Ellis, 2006: p.182

Segundo este modelo, a revisão sistemática é cíclica, através de seis etapas que podem ser repetidas quantas vezes forem necessárias, conforme a necessidade do pesquisador, para alcançar os objetivos da pesquisa bibliográfica.

Desta forma, a etapa de processamento da revisão sistemática aqui abordada se deu da seguinte maneira:

1. Identificação do problema de pesquisa com base na literatura; identificação da pergunta que se pretende responder com o projeto de pesquisa; e uma lista de palavras que descrevem o tema:

Palavras chave: Imagem háptica; audiodescrição; ambiente virtual de aprendizagem; deficientes visuais; objeto de aprendizagem.

5

Palavras complementares: Percepção da imagem tátil; interpretação da imagem tátil; interpretação da imagem em relevo; percepção do deficiente visual; percepção do cego, percepção háptica; deficientes visuais; cegos; imagens táteis; design universal; acessibilidade.

2. Após a definição da lista de palavras sobre o tema, foram geradas combinações entre os termos para realizar a primeira busca por documentos. Esta busca inicial sobre o tema a ser abordado, realizada no portal CAPES, teve o objetivo de obter um panorama sobre o tema a ser abordado, listando através de referências cruzadas, outras bases de dados relevantes. Para esta busca, foram selecionadas 36 combinações de termos (entre palavras-chave e palavras complementares) para identificar quais eram os termos mais recorrentes.

Tabela 1: Bases de dados selecionadas.

Fonte: Portal CAPES, março de 2013.

Bases de dados

1. Banco de teses da CAPES

2. SPRINGER Link (MetaPress)

3. IEEE Xplore

4. Design Studies

5. SCOPUS

6. RBTV

7. AFB

8. SCIELO (Elsevier)

9. Google Scholar

A busca contendo as combinações de palavras-chave foi realizada e, as bases de dados referentes aos números 5, 6, 7 e 8 listadas na Tabela 2, foram excluídas da contagem por não conterem documentos com a especificidade de palavras-chave selecionadas. Logo, restaram para a busca sistemática seis bases de dados. Esta pesquisa não incluiu meta-análise.

Na base de dados da CAPES foram inseridos, no campo “assunto”, os termos chave; o idioma selecionado foi o inglês, o período de busca foi estabelecido a partir do ano de 2003, e o refinamento foi feito quanto à abordagem no tipo de material publicado - somente artigos. O banco de teses e dissertações da CAPES utilizou este mesmo processo de busca, porém não foram encontrados documentos com a combinação de termos chave selecionada, logo a quantidade de palavras-chave foi reduzida com o objetivo de encontrar alguma publicação. Não houve refinamento quanto ao tipo de material, logo os resultados apontam teses e dissertações conforme Tabela 2.

Tabela 2: Resultados da busca no banco de teses e dissertações da CAPES.

Fonte: Portal CAPES, maio de 2013.

Palavras-chave

Total*

Tese

Dissertação

Percepção da imagem tátil

10

2

8

Percepção da imagem háptica **

1

0

1

*Documentos oriundos de mestrado, doutorado **Os documentos duplicados foram excluídos

No portal SPRINGER, a busca foi realizada com filtro em que os documentos contenham todas as expressões chave; idioma (somente inglês), ano de publicação (de 2003 a 2013), documentos que se apresentam completos e aqueles que apresentam apenas um conteúdo prévio (preview-only content). Para um refinamento posterior, o parâmetro utilizado foi o tipo de material – somente artigos e capítulos. Durante a busca, 4 publicações que foram encontradas já tinham sido mencionadas na busca referente ao portal CAPES, por esse motivo, foram excluídas da contagem final, logo foram tabulados 16 documentos.

6

A busca na base de dados IEEE foi realizada com o objetivo de refinamento específico do tema. Foi utilizado o filtro de busca contendo textos completos, resumos, títulos e palavras-chave, e também filtro de data – publicações de 2003 a 2013. O resultado listou 16 documentos.

No periódico Design Studies, no campo “assunto” foram inseridas as palavras-chave e respectivas combinações com palavras complementares. O refinamento ocorreu de acordo com a data – somente documentos datados entre 2003 e 2013 e, posteriormente, a busca foi refinada com o objetivo de listar os documentos focados na área de artes e humanas – design. De acordo com o refinamento proposto, foram encontrados 24 documentos; em um refinamento sem a palavra “accessibility”, apenas 2 documentos da área de design foram encontrados.

Para evitar vieses, o Google Scholar foi utilizado como busca. O refinamento inicial foi realizado no campo “título”, apenas documentos que contivessem as palavras-chave no título foram catalogados. Foi utilizado também o filtro de idioma – apenas inglês; entre o período de 2003 a 2013. Para maior refinamento nos resultados, aspas foram utilizadas em termos que devem aparecer precisamente juntos. Os resultados indicaram 6 documentos.

3. A busca com as 25 combinações de termos foi realizada nas 6 bases de dados restantes com o objetivo de gerar resultados de publicações e, posteriormente foi selecionada a combinação que continha mais palavras específicas sobre o assunto do projeto, refinando dessa forma, os resultados.

Tabela 3: Grupos de palavras-chave relacionadas na estratégia de busca.

Fonte: do autor, março 2013.

Grupo A

Grupo B

Grupo C

Grupo D

Grupo E

Grupo F

Haptic

Blind

Image

Audio

Virtual

Accessibility

perception

description

learning

Perception

Visually

Tactile image

 

Learning

Universal design

impaired

object

Interpretation

 

Embossed image

     
   

Haptic image

     

Combinação selecionada: Haptic perception + blind + image + audio description + virtual learning + accessibility

4. Após a seleção de documentos com abordagem sobre o tema, foi realizado um levantamento sobre quais publicações poderiam conter informações relevantes para o projeto, analisando os resumos disponibilizados e, dessa forma, foram classificadas como relevantes ou não para o projeto em questão. Somando todos os resultados encontrados, chegou-se ao resultado de 82 documentos. Entre esses, foi feita uma seleção, através da leitura dos resumos, que compilou 16 documentos importantes para serem lidos para a pesquisa.

Tabela 4: Resultados e documentos relevantes.

Fonte: do autor, maio de 2013.

BANCO DE DADOS

Resultados

Seleção de documentos relevantes

CAPES

18

7

Teses e dissertações CAPES

11

2

SPRINGER

16

1

IEEE

16

3

Design Studies

26

2

Google Scholar

6

3

TOTAL

82

18

7

5. Nesta etapa de síntese, os documentos classificados como relevantes foram listados, conforme Tabela 5;

Tabela 5: Lista de documentos selecionados.

Fonte: CAPES, SPRINGER, IEEE, Design Studies e Google Scholar, maio 2013.

Título

Autor

Ano

Periódico/Qualis

Base de

dados

Accessibility of audio and tactile interfaces for young blind people performing everyday tasks

Shimomura, Yayoi;

2010

Universal Access in the Information Society

A1

CAPES

Hvannberg, Ebba;

Hafsteinsson,

Hjalmtyr

 

Evaluation of Haptic HTML Mappings Derived from a Novel Methodology

Kuber, Ravi; Yu, Wai; O’modhrain, M. Sile

2011

ACM Transactions

-

CAPES

on Accessible

 

Computing

 

(TACCESS)

Using haptic cues to aid nonvisual structure

Jay, Caroline; Stevens, Robert;

2008

ACM Transactions

B2

CAPES

on Applied

recognition

Hubbold, Roger; Glencross, Mashhuda

Perception (TAP)

A

novel multimodal

Yu, Wai; Kuber, Ravi; Murphy, Emma; Strain, Philip; McAllister, Graham

2006

Virtual Reality

B5

CAPES e

interface for improving visually impaired people’s web accessibility

SPRINGER

Multimodal Trajectory Playback for Teaching Shape Information and Trajectories to Visually Impaired Computer Users

Crossan, Andrew;

2008

ACM Transactions

-

CAPES

Brewster, Stephen

on Accessible

Computing

(TACCESS)

Accessible presentation of information for people with visual disabilities

Power, Christopher; Jürgensen, Helmut

2010

Universal Access in the Information Society

A1

CAPES e

SPRINGER

Generation of accessible diagrams by semantics preserving adaptation

Goncu, Cagatay

2009

ACM SIGACCESS

-

CAPES

Accessibility and

Computing

Interactive hierarchy-based auditory displays for accessing and manipulating relational diagrams

Oussama MetatlaNick Bryan- KinnsTony Stockman

2012

Journal on

-

SPRINGER

Multimodal User

Interfaces

Haptic Based Interface to Ease Visually Impaired Pupils’ Inclusion in

Geometry Lessons

A

Cédric Gouy-Pailler, Sophie Zijp-Rouzier, Sylvie Vidal, and Denis Chêne

2007

Universal Access in Human-Computer Interaction. Applications and Services Lecture Notes in Computer Science

-

Google

Scholar

Multimodal Interfaces for Representing and Accessing Geospatial Information

Reginald G. Golledge, Matthew T. Rice and R. Daniel Jacobson

2006

Chapter

-

Google

Scholar

Assistive Technology for

Marion A. Hersh, Michael A. Johnson

2008

Assistive Technology for Visually Impaired and Blind People

-

Google

Education, Employment and

Scholar

Recreation

 

Review of Designs for Haptic Data Visualization

Paneels, S.; Roberts, J.C.

2010

Haptics, IEEE

-

IEEE

Transactions on

8

Adaptive haptic exploration of geometrical structures in map navigation for people with visual impairment

Xiaolong Zhang

2010

Haptic Audio-

-

IEEE

Visual

Environments and

Games (HAVE)

SpelLit: Development of a Multi-Touch Application to Foster Literacy Skills at Elementary Schools

Florian Scharf, Silke Günther, Thomas Winkler, Michael Herczeg

2010

Frontiers in

-

IEEE

Education

Conference (FIE)

Toward multimodal notation for mathematics: Why and how

Cristian Bernareggi,

2009

Journal of Visual Languages and Computing 20

A1

Design

PieroMussio,

Studies

Loredana Parasiliti

 

Provenza

 

Visual Art experiences through touch using haptices

Riitta Lahtinen, Russ Palmer, Stina Ojala

2012

The 5th

A1

Design

Intercultural Arts

Studies

 

Education

 

Conference: Design

Learning

A linguagem gráfica de quem não vê: imagens, diagramas e metáforas

Marcelo Santos de Moraes

2012

Tese

-

CAPES

Itinerário educacional de uma aluna cega e a busca pela imagem adaptada

Rubem Varela de Oliveira

2008

Dissertação

-

CAPES

6. Esta etapa de análise sobre os documentos selecionados, além de responder à questão de pesquisa, permitiu verificar a validade e relevância dos estudos encontrados.

4.

Conclusão

A

revisão sistemática possibilitou verificar a relevância do estudo deste tema abordando

especificamente uma área que ainda há poucos estudos, porém que está em ascensão. A busca resultou em 18 documentos relevantes, sendo que apenas 2 deles possuem classificação A1 de acordo com o Qualis 3 da CAPES. Este fator comprova a escassez de estudos relevantes sobre o tema na área do design.

As publicações analisadas abordam a questão das tecnologias disponíveis no mercado para acesso

às informações textuais digitais, softwares e hardwares; outros abordam o uso da tecnologia

assistiva, como leitores de tela, sintetizadores de voz e audiodescrição. É reduzido o número de documentos que abordam a imagem háptica como complemento da audiodescrição, ela é encontrada em alguns documentos, com foco específico em mapas táteis, onde a imagem háptica pode facilitar a compreensão; outros assinalam o uso dessa imagem para o ensino de geometria.

Devido à escassez de documentos com foco na área de imagem háptica como complemento da audiodescrição, o projeto de pesquisa tem caráter exploratório, com a finalidade de proporcionar uma visão ampla do objeto de estudo, esclarecendo e desenvolvendo conceitos e ideias (GIL, 1995 p. 44), visto que, segundo os resultados obtidos na revisão bibliográfica sistemática, estudos de design ainda exploram pouco sobre a pergunta de pesquisa que norteia a dissertação de mestrado

3 Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pela Capes para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. A1, o mais elevado; A2; B1; B2; B3; B4; B5; C - com peso zero.

9

em andamento. Trabalhos futuros apresentarão a continuidade desta revisão, que terá como próximo passo, a Revisão Integrativa 4 .

5. Agradecimentos

PPGDesign - Universidade Federal do Paraná, EGC – Universidade Federal de Santa Catarina. Bolsa CAPES.

6. Referências Bibliográficas

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4 Revisão integrativa inclui a análise de pesquisas relevantes que dão suporte para a tomada de decisão possibilitando a síntese do estado do conhecimento de um determinado assunto, além de apontar lacunas do conhecimento que precisam ser preenchidas com a realização de novos estudos.

10

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11

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