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UNIVERSIDADEUNIVERSIDADE FEDERALFEDERAL DODO RIORIO GRANDEGRANDE DODO SULSUL DEPARTAMENTODEPARTAMENTO DEDE
UNIVERSIDADEUNIVERSIDADE FEDERALFEDERAL DODO RIORIO GRANDEGRANDE DODO SULSUL
DEPARTAMENTODEPARTAMENTO DEDE ENGENHARIAENGENHARIA QUÍMICAQUÍMICA
ENGENG 0705507055 –– GERENCIAMENTOGERENCIAMENTO DEDE EFLUENTESEFLUENTES
LÍQUIDOSLÍQUIDOS INDUSTRIAISINDUSTRIAIS
REÚSOREÚSO DADA ÁGÁG AA
UU
MANUELAMANUELA GOMESGOMES CARDOSOCARDOSO
Eng.Eng. Química,Química, M.M. aa
PORTOPORTO ALEGREALEGRE,, RS,RS, BRASIL.BRASIL.
20122012

DEFINIÇÕESDEFINIÇÕES

I. Reúso da água:

“Podese entender o reúso como o aproveitamento do efluente após uma extensão ou não de seu tratamento, com ou sem custos adicionais. De uma forma mais abrangente, o reúso compreende o uso racional e eficiente da água, o controle de perdas e desperdícios e a minimização de produção de efluentes e de consumo da água.”

Reúso in direto não planejado in direto não planejado

Reúso in direto planejado in direto planejado

Reúso direto planejadode produção de efluentes e de consumo da água.” Reúso in direto não planejado Reúso in

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DEFINIÇÕESDEFINIÇÕES (Cont.)(Cont.)

II. Reciclagem da água:

É o reúso interno da água, sem sofrer qualquer tipo de tratamento ou ir para descarte. Exemplo:

qualquer tipo de tratamento ou ir para descarte. Exemplo: Imagem obtida do site:

Imagem obtida do site:

https://repositorio.sead.ufscar.br:8443/xmlui/bitstream/handle/123456789/573/TS_PA_conjunt

o%20de%20moagem.jpg?sequence=1

III. Recuperação da água (Water Reclamation): Todo tratamento aplicado ao efluente, para adequá lo a um certo reúso.

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NORMASNORMAS EE RESOLUÇÕESRESOLUÇÕES

 

1. Resolução CONAMA 357/2005: Dispõe sobre a classificação dos corpos de água (salinas, salobras, doces, e suas subclasses), bem como estabelece os padrões de lançamento de efluentes, e da outras providencias.

2. Resolução CONSEMA Nº 128/2006: Dispõe sobre a fixação de Padrões de Emissão de Efluentes Líquidos para fontes de emissão que lancem seus efluentes em águas superficiais no Estado do RS.

Para aqueles não tabelados, o efluente deverá atender à legislação (CONAMA, 357/2005) que define a qualidade de águas em função do uso (CLASSE) a que está sujeita.

Atentar para casos de maior rigor quanto ao limite no estado. Ex.: Zn(II)

 

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NORMASNORMAS EE RESOLUÇÕESRESOLUÇÕES (Cont.)(Cont.)

 

3.

Norma da ABNT: NBR 13.969/97

Define entre outros:

 

3.1

Os usos previstos para o esgoto tratado

3 2 Volume de esgoto a ser reutilizado (disponibilidade necessidade)

.

,

3.3 Grau de tratamento necessário (de acordo com a finalidade )

3.4 Sistema de reservação e distribuição

 

3.5 Operação e treinamentos dos responsáveis

3.6 Análises de monitoramento do desempenho

 

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NECESSIDADENECESSIDADE EE VANTAGENSVANTAGENS DODO REÚSOREÚSO

 
Necessidades do reúso:

Necessidades do reúso:

Atualmente, três fatores determinam os esforços para redução tanto do consumo de água como da descarga de efluentes:

 

proteção ambiental (legislação e fiscalização);

o custo crescente dos tratamentos;

a crescente indisponibilidade de água (elevados custos).

 

Vantagens do reúso:

 
A) Independência do sistema público e de suas instabilidades

A) Independência do sistema público e de suas instabilidades

B) Economia com custo de tratamento e captação

C) Redução dos impactos ambientais

D) A facilitação na certificação ambiental ISO 14.000

 

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REÚSOREÚSO URBANOURBANO

REÚSO URBANO PARA FINS NÃO POTÁVEIS

Por motivos de segurança à saúde pública, o esgoto de origem doméstica (águas cinzas ), deve ser utilizado para os chamados “fins menos nobres”, ou seja, que não exigem qualidade de água potável, como:

Irrigação de jardins

Lavagem de pisos e veículos

Descarga de sanitários

Manutenção paisagística* (desestabilizar a relação C:N:P)

O potencial de reúso é bastante diversificado, porém demanda água com qualidade elevada, exigindo sistemas de tratamento e controle avançados, podendo levar a custos incompatíveis aos benefícios.

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REÚSOREÚSO URBANOURBANO (Cont.)(Cont.)

REÚSO URBANO PARA FINS POTÁVEIS

Na implementação, se inevitável, devem ser obedecidos os seguintes critérios básicos:

Utilizar apenas sistemas de reúso indiretodevem ser obedecidos os seguintes critérios básicos: Utili zar exc l usi vamente esgo tos domésti

Utili zar exc l usi vamente esgo tos domésti cosbásicos: Utilizar apenas sistemas de reúso indireto O esgoto a ser utilizado deve ser coletado em

O esgoto a ser utilizado deve ser coletado em rede separada e tratado separadamente tratado separadamente

Mananciais que receberam, durante períodos prolongados, efluentes industriais são desqualificados para esta práticadeve ser coletado em rede separada e tratado separadamente Empregar barreiras múltiplas nos sistemas de tratamento

Empregar barreiras múltiplas nos sistemas de tratamentoindustriais são desqualificados para esta prática Realizar controle e monitoramento exaustivo para evitar a

Realizar controle e monitoramento exaustivo para evitar a descarga de águas de qualquer espécie diferente do domésticodesqualificados para esta prática Empregar barreiras múltiplas nos sistemas de tratamento Adquirir aceitação popular 8

Adquirir aceitação popularcontrole e monitoramento exaustivo para evitar a descarga de águas de qualquer espécie diferente do doméstico

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REÚSOREÚSO AGRÍCOLAAGRÍCOLA

Face ao elevado consumo (até 80% em alguns países), especial atenção deve ser atribuída ao reúso como fonte alternativa para a agricultura.

Destacamse alguns benefícios exclusivos do reúso para fins agrícolas:

Recuperação e preservação do solobenefícios exclusivos do reúso para fins agrícolas: Aumento da produção agrícola Economia de fertilizantes

Aumento da produção agrícolapara fins agrícolas: Recuperação e preservação do solo Economia de fertilizantes Recuperar efluentes através da

Economia de fertilizantese preservação do solo Aumento da produção agrícola Recuperar efluentes através da filtração (depende do

Recuperar efluentes através da filtração (depende do solo)Aumento da produção agrícola Economia de fertilizantes Entre os riscos do reúso não planejado, destacam ‐

Entre os riscos do reúso não planejado, destacam se:

Contaminação do solo e lençol freáticoEntre os riscos do reúso não planejado, destacam ‐ se: Acúmulo de contaminantes químicos (tóxicos) no

Acúmulo de contaminantes químicos (tóxicos) no solo‐ se: Contaminação do solo e lençol freático Comprometimento da saúde pública (presença microrganismos

ComprometimentoAcúmulo de contaminantes químicos (tóxicos) no solo da saúde pública (presença microrganismos patogênicos)

da

saúde

pública

(presença

microrganismos patogênicos)

de

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REÚSOREÚSO AGRÍCOLAAGRÍCOLA (Cont.)(Cont.)

Destacamse alguns requisitos básicos para obter sucesso no reúso agrícola:

Usar tipos de cultura adequados e efetuar o rodízio de culturasrequisitos básicos para obter sucesso no reúso agrícola: Utilizar a técnica de irrigação projetada para cada

Utilizar a técnica de irrigação projetada para cada casotipos de cultura adequados e efetuar o rodízio de culturas Aplicar um sistema adequado de drenagem

Aplicar um sistema adequado de drenagem (para o reuso e controle) controle)

Controlar a presença de substâncias orgânicas, inorgânicas e nitratos nitratos

Combinar a produtividade com a qualidade da culturade substâncias orgânicas, inorgânicas e nitratos Usar técnicas integradas para controle de vetores 10

Usar técnicas integradas para controle de vetoresnitratos Combinar a produtividade com a qualidade da cultura 10 REÚSOREÚSO INDUSTRIALINDUSTRIAL Destacam ‐ se os

10

Usar técnicas integradas para controle de vetores 10 REÚSOREÚSO INDUSTRIALINDUSTRIAL Destacam ‐ se os usos:

REÚSOREÚSO INDUSTRIALINDUSTRIAL

Destacamse os usos: como matériaprima, solvente (de sólidos, líquidos e gases), veículo de suspensão de materiais (como na flotação), agente de limpeza, sistemas de refrigeração, produção de água quente ou vapor, lavagem de gases de chaminés, entre outros.

Recomenda se, para cada caso, a elaboração de um “Diagnóstico Hídrico”, elaborado por consultoria especializada.

Exemplos:

As cervejarias podem valerse da contracorrente em operações de pasteurização e envasamento. Nas galvanoplastias, podese reusar a água de rebarbação com simples decantação do efluente, reduzindo em 50% o descarte. A indústria têxtil, através da ultrafiltração, pode reciclar até 95% das gomas (amido), reduzindo o teor no efluente.

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até 95% das gomas (amido), reduzindo o teor no efluente. 11 OUTROSOUTROS TIPOSTIPOS DEDE REÚSOREÚSO ––

OUTROSOUTROS TIPOSTIPOS DEDE REÚSOREÚSO –– ÁGUAÁGUA DADA CHUVACHUVA

Coleta e reúso da água da chuva

Indicada para usos não potáveis como rega de jardins, lavagem de pisos e carros, descarga de vasos sanitários, e sistemas de resfriamento (indústrias).

Não pode ser utilizada para cozinhar, beber ou tomar banho.

e outros poluentes atmosféricos e normalmente, com pouco tempo de precipitação, a chuva já adquire
e outros poluentes atmosféricos e normalmente, com pouco tempo de
precipitação, a chuva já adquire características de água destilada.
Os pr me ros vo umes e gua a c uva carre am c os, m crorgan smos
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As variáveis que entram no cálculo do projeto são: área do telhado, o
modelo da telha e a incidência de chuva. Antes de gastar tempo e dinheiro,
faça a conta, utilize a fórmula abaixo e verifique se o projeto vale à pena:
Antes de gastar tempo e dinheiro, faça a conta, utilize a fórmula abaixo e verifique se

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OUTROSOUTROS TIPOSTIPOS DEDE REÚSOREÚSO –– ÁGUAÁGUA DADA CHUVACHUVA (Cont.)(Cont.)

Cisternas para coleta da água da chuva

1. Reservatório deve ser subterrâneo e coberto

2. Deve permitir o acesso para manutenção

3. Deve haver dispositivo para limpeza de fundo (descarga de fundo, com declive)

4. D eve possui r di spos i t i vos de entrad a al ternat i va (d e servi ço p úbli co, d e outra fonte e da própria água da chuva)

5. Evitar entrada de luz de modo a evitar o desenvolvimento das algas

6. Tampa de inspeção hermeticamente fechada

7. Saída do extravasor, ou ladrão, deve ser gradeada

8. Limpeza deve ser feita pelo menos uma vez ao ano, removendo a lama existente através da descarga de fundo

9. Havendo suspeita de que a água esteja contaminada, devese adicionar hipoclorito de sódio a 10% ou água sanitária

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OUTROSOUTROS TIPOSTIPOS DEDE REÚSOREÚSO –– ÁGUAÁGUA DADA CHUVACHUVA (Cont.)(Cont.)

Cisternas para coleta da água da chuva

1- Filtro bruto: retém as partículas maiores.

2 – Reservatório

3 – B omba

4 – Filtro fino: retém as impurezas menores

5 – Caixa d’água específica para água da chuva

6 – Caixa d’água comum

específica para água da chuva 6 – Caixa d’água comum Imagem obtida do site:

Imagem obtida do site: http://www.flickr.com/photos/desenhos_anna_luiza

 

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OUTROSOUTROS TIPOSTIPOS DEDE REÚSOREÚSO –– DESSALINIZAÇÃODESSALINIZAÇÃO DADA ÁGUAÁGUA

 

Técnicas para dessalinização da água

Destilação: Alto consumo energético

Osmose Inversa: Alto custo com manutenção e com pré tratamento para oxidação de microrganismos, coagulação e remoção de SS, remoção de O 2 dissolvido, remoção de microrganismos e SS e ajuste de pH.

 
SS = Sólidos Suspensos

SS = Sólidos Suspensos

Obs.: Definição segundo CONAMA

357/2005:

Água doce: salinidade < 0,05%

Água salobra: 0,05% salinidade 3%

Água salina: salinidade > 3%

Imagem obtida da apostila de PSM. Prof.: Isabel Tessaro

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APLICAÇÕESAPLICAÇÕES

Produção de Açúcar e Álcool

APLICAÇÕESAPLICAÇÕES Produção de Açúcar e Álcool Imagem obtida do site: http://sine.ni.com/cs/app/doc/p/id/cs

Imagem obtida do site: http://sine.ni.com/cs/app/doc/p/id/cs 13582

Consumo médio: 21 L/ 1 kg cana

28,8% pós tratamento do caldo

25,4% lavagem da cana

19,1% fermentação

19%

condensa dores da destil ã o

resfriamento

dos

Possibilidades de reúso:

A. Lavagem da cana (jatos de ar)

B. Água de resfriamento dos cond (no sistema de multijatos, lavagem da cana e limpeza geral)

C. Condensação de vapores (na embebição, centrifugação, diluição da vinhaça para uso agrícola ou para a fermentação)

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APLICAÇÕESAPLICAÇÕES

Cervejarias

APLICAÇÕESAPLICAÇÕES C e r v e j a r i a s Imagem obtida do site:

Imagem obtida do site: http://www.dortmund.com.br/fabricacao.php

Consumo médio: 10 a 4 L/L cerveja

44% lavagem

25% geração de vapor

20% preparação do mosto

11% sistemas de resfriamento

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Possi i i a es e re so :

A. Lavagem de garrafas (otimização)

B. Pasteurização (na limpeza)

C. Limpeza de equipamentos e

instalações (a seco, ar comprimido ou manual)

D. Condensação de vapores, como

do cozimento e fervura do mosto (reuso na embebição)

E. Envase

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APLICAÇÕESAPLICAÇÕES

Sucos Cítricos

APLICAÇÕESAPLICAÇÕES Sucos Cítricos Imagem obtida do site:

Imagem obtida do site:

http://www.uepg.br/denge/eng_seg_2004/TCC/TCC%2011%20anexo.pdf

Consumo:

Lavagem dos frutos

Extração e emulsificação dos óleos

Lavagem

equipamentos

sanitização de

e

Operações de resfriamento e geração de vapor

Possibilidades de reúso:

A. Reúso do condensado da evaporação (lavagem frutos, e das cascas na extração dos óleos, lavagem instalações )

B. Reúso de solução soda cáustica

C. Redução de consumo: PIG’s e cobertura das mesas de lavagem

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CARACTERIZAÇÃOCARACTERIZAÇÃO:: FERRAMENTAFERRAMENTA FUNDAMENTALFUNDAMENTAL “Nenhuma conclusão poderá ser feita,
CARACTERIZAÇÃOCARACTERIZAÇÃO:: FERRAMENTAFERRAMENTA FUNDAMENTALFUNDAMENTAL
“Nenhuma conclusão poderá ser feita, nenhum método será
proposto, nenhum tratamento será válido se houver o
desconhecimento da qualidade da água em questão.”
“É impossível enumerar os exatos usos e os tratamentos adequados
d
indicar o uso de acordo com a qualidade da água em questão. O que
se faz é indicar seu possíveis reúsos.”
pa a ca a gua e e so,
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o a ca
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Bibliografia reconhecida para padronização dos métodos de análise:
Standard Methods for The Examination of Water and Wastewater
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BIBLIOGRAFIABIBLIOGRAFIA
Wastewater Engineering: Treatment and Reuse, 4th ed ‐ Metcalf &
Eddy, Inc. 2003.
Reú so da Água: Conceitos, Teori as e Práti cas, 1 a edi ção –Di rceu
D’Alkmin Teller, Regina Helena Pacca Guimarães. São Paulo:
Editora Blucher, 2007.
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