Você está na página 1de 9

As manifestaçoes de Junho: uma mirada argentina

Rodrigo Illarraga *

rodrigoillarraga.com

Neste breve trabalho buscamos tentaremos apresentar a perspectiva das chamadas manifestações de Junho pela a visão dos jornais argentinos. Especificamente, pesquisaremos as diferenças e continuidades entre os escritos jornalísticos argentinos e os brasileiros, utilizando como fonte de analice uma selecção de artigos e como principal aparato teórico os textos do livro Cidades Rebeldes 1 . Para fazer este analice, dividimos o trabalho em dois pequenas partes e uma conclusão - além dista introdução -. Na primeira parte revisaremos a cronologia das manifestações pelos diferentes jornais Na segunda parte, revisaremos as posições presentes em dois dos mas importantes jornais da Argentina: La Nación, um jornal conservador ou de direita, e Pagina 12, um jornal de esquerda ou oficialista. Finalmente, apresentaremos nossa conclusão: manteremos que os jornais do direita construem um relato das manifestações onde as lutas não som produto das contradições do capitalismo mesmo, mas só uma questão cojuntural; ainda mais, um relato onde o mesmo capitalismo, se intensifica-se, pode resolver os problemas expostos nas manifestações.

As manifestaçoes: visões dé Brasil

Os primeiros dias do Junho do 2013, precisamente dias 6, 7 e 11, houve uma série de manifestações que seriam as primeiras experiências das que seriam chamadas pela prensa internacional "as manifestações do Brasil" ou "as manifestações de Junho". Estas manifestações começaram contra aumento da passagem de transporte público: o custo da viajem subiu de R$3 para R3,20, afectando a toda população que utiliza ónibus, metro e trens urbanos 2 .

* Estudiante de Licenciatura y Profesorado en Historia de la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires (UBA). Becario Estímulo a la Investigación (UBA). Investigador en proyectos PRI-FFyL, UBACyT, PIP-CONICET y PICT-Agencia. Becario de intercambio de la Universidade de Sao Paulo (USP)

1 A.A.V.V. (2013)

Estas primeiras manifestações foram reprimidas pela Policia Militar (PM) e essa repressão gerou mas violência dos manifestantes. Mas a repressão e violência da PM estendeu as manifestações: na segunda semana de Junho registaram-se protestos em capitais e importantes cidades brasileiras, como Porto Alegre, Rio de Janeiro, Goiânia e Niteroi, entre outras 3 . A mobilização de São Paulo foi impulsada em grande medida pelo Movimento Passe Livre, uma organização que impulsa a chamada "tarifa zero", um sistema de transporte publico gratuito, garantido por impostos progressivos e por isso mesmo sem exclusão social. As manifestações, na tercera semana de Junho (principalmente, de 17 a 21 de Junho), massificaram-se e mudaram seus objectos de protesta e modo de luta: as criticas incluíram PECs 37 e 33, os gastos da Copa das Confederações FIFA 2013 y a corrupção (além do custo da viajem), e mostraram-se sem violência 4 . Um artigo do Miriam Leitao, publicado para O Globo y revisado para a coluna "Opinión"do jornal conservador La Nación de Argentina e particularmente elucidador na leitura que fazem das manifestações determinados sectores da opiniao publica:

"Queda claro que no es por pasión por el gobierno de Dilma Rousseff que miles de personas ganaron las calles. Pero tampoco es a favor de la oposición. La reacción popular es difusa,

pero una bandera frecuente es la condena a la corrupción. [

ocupa el centro de la protesta. Y allí sobresalen algunas banderas: contra la corrupción, contra el intento de neutralizar al Ministerio Público a través del PEC 37, en reclamo de mejor educación y un sistema de salud más eficiente. Todo ese descontento diario se venía acumulando en los brasileños. Y no hay contorsionismo del PT que pueda transformar las protestas en manifestaciones a favor del gobierno. a situación económica empeoró. Sin relación de un hecho con el otro. El anuncio del presidente de la Reserva Federal, Ben Bernanke, de que la economía norteamericana anda bien y que tal vez el año que viene puedan reducir los estímulos monetarios, les indicó a los mercados financieros que la tendencia a futuro es de un dólar cada vez más fuerte. El anuncio hizo subir el dólar en todo el mundo. En Brasil, subió más porque hay falta de confianza en la política económica. Las agencias de riesgo colocaron la nota de Brasil en tendencia negativa, debido al deterioro fiscal. Fueron años de ardides contables que, acumulados, minaron la credibilidad de los

indicadores fiscales del país. [

también su precio. Fueron innumerables las renuncias fiscales con el signo cambiado […] El valor intangible de estas protestas es avisarles a los políticos que ese país que pensaban que

]

Pero una insatisfacción difusa

]

Los errores de la política económica se están cobrando

3 DE PALHANO (14/06/2013), GOULART, ROCHA (14/06/2013)

jamás reaccionaría ante los desaires no está dispuesto a quedarse callado frente a tantos y tan frecuentes abusos" 5

É interessante que para Leitão, os problemas som dois: a corrupção e as malas eleições na

politica economia do governo do PT. O seja, não som problemas estruturais, mas situações concretas, especificas, com a possibilidade de ser mudadas se o governo de Dilma (ou, como tacitamente sugere Leitão, outro governo) faz boas decisões. Assim, o discurso de Leitão, representativo de muitos sectores, invisibiliza ou nega os problemas mas graves e complexos que vivem as sociedades dos novos paises industrializados e, em geral, da maior parte do mundo. Esto e, o problema da modo de acumulação do capitalismo, de seus modos de integração social e de sua necessidade de manter as diferenças sociais. O problema no e o modo em que o capitalismo desarrolla, mas o mesmo capitalismo. Este é evidente, como propõe Raquel Rolnik, no modo em que se desenvolve a trama urbana, a precaridade dos serviços públicos de educação e saúde que contrastam com os investimentos do projecto Copa/Olimpíadas: a sociedade capitalista precisa de se construir como dicotomia, marcando a distinção entre excluídos e inclusos 6 .

Esta diferença entre as interpretações e de fato evidente nas mesmas manifestações de Junho e suas mudanças: como Andre Singer expone, a mesma dinámica das manifestaóes, horizontal e aprogramática, gerou que o movimento mude as reclamações, de um primeiro momento en onde o central era o custo do viajem no transporte publico, a um segundo momento em onde a corrupção foi posta em foco. Este é, um reclamo tipicamente de direita, que comprende o estado como uma empresa económica em onde os problemas sociais podem ser resolvidos si a corrupção - endémica para todo sistema politico- é saneada. 7

E interessante também ver como a mesma direita e seus mídia de comunicação construíram

uma imagem das manifestações onde nas primeiras 3 semanas de Junho mas principalmente nas primeiros movimentos, o reclamo foi violento e impossível de predizer 8 . Na verdade, como mostra um bem documentado artigo do Movemento Pase Livre, as reivindicações em relaçao com o transporte foram tradicionalmente pacíficas 9 .E, alem disso, as manifestações não foram surpresas: Erminia Maricato analiza com muita precisão como a questão urbana nas cidades brasileiras som parte de uma realidade desigual, en onde o problema e o modo de acumulaçao e distribuçao que o capitalismo exibe geograficamente nas cidades. A estratégia da direita e, nesse sentido, negar problemas estruturais de um sistema de desigualdade social e

5 LEITAO (22/06/2013)

6 ROLKIN (2013, 9)

7 SINGER (22/06/2013)

8 MARINATTO (24/07/2013)

atribuir as manifestações a questões conjunturais e, em ultimo lugar, anedoticas.

As manifestações em dois jornais argentinos

Atrás 10 anos, desde a chegada do governo e modelo económico, politico e social kirchnerista, o jornalismo fica marcado pela uma grande divisão entre grupos opositores e oficialistas. Os grupos mediativos opositores, chamamos pelos intelectuais e jornalistas kirchneristas "La Corpo" (i.e., la corporación <de derecha> = a corporação <de direita>) ou "Los Hege" (i.e. los <grupos> hegemonicos <de dereita> = os <grupos> hegemonicos <de dereita>), estam nucleados em o jornal Clarin, que tem o 40% de todos os medios do toda Argentina (de novembro 2013, a "Ley de Medios" obriga a Clarim a vender essos medios) e o jornal La Nación. La Nación, um de nossos objectos de estúdio, e um dos jornais mas antigos do Argentina, é e um jornal tradionalmente de a direita conservadora. Foi fundado pelo Presidente Bartolome Mitre em 1870 -e agora e presido pelo suo tataranieto também chamado Bartolome Mitre-, em uma republica não democrática, notabilar, e é uma mostra dos interesses dos oligárquico católicos latifundistas e financeiros. Por exemplo, La Nación apoiou todas as ditaduras militares de 1930 a 1970 10 . La Nación, com 160.000 exemplares por dia, e o 2do jornal do Argentina. No outro extremo do panorama se encontra "Pagina/12", nosso outra fonte a analisar, o terceiro diario do pais com 51.000 emplares: um jornal fundado em 1987 que se posicionou como e jornal progressista argentino. Alem de jornalistas, no Pagina/12 escrevem numerosos intelectuais e foi por isso que durante a década neoliberal menemista dos 90, foi a principal mídia de oposição. De a chegada de os governo kirchnerista, Pagina/12 apoya -com criticas e matices- as politicas do chamado "modelo nacional y popular" e por isso é acusado pela a dereita de ser um jornal propagandista. A perspectiva do diario La Nación fica bem representada em o artigo de Miriam Leitão já exposto. Ainda mas, o problema parece ser, ironicamente, o mesmo êxito do sistema mundial economico. Num artigo do 7 de Julho, explicam-se 10 rações de as manifestações mundiais (occupy, Turquia, Brasil, etc.): a principal e o crescimento da classe media as diferenças entre uma sociedade mas tecnológica e globalizada, e instituçoes antigas, lentas em mudar suo actuar. Assim, o problema e que os governos nao adequam-se corretamente a os avances do capital e, então, surgem as manifestações 11 . Esse argumento, e uma critica indirecta a determinados governos e, especialmente, a os

10 VITALE (2012)

11 La Nación (07/07/2013)

governos que tentam fazer medidas proteccionistas o de protecção social. Nesta linha, os artigos da La Nación procuraram mostrar a indignação contra o PT, escrevendo que militantes foram atacados em repetidas ocasiões 12 . O problema, então, de acordo com La Nación é a corrupção ou o errado actuar do governo: se o governo fez investimentos correctos, si aceita o capital, as manifestações não teriam acontecido. E por esso mesmo que, um importante extenso artigo em La Nación titulado "Brasil se pregunta ahora cómo resucitar su 'milagro' por Alberto Armendariz, comienza" La nueva clase media es fruto de la historia de éxito del país, pero sus hijos hoy se rebelan contra las fallas y deudas del modelo". Armendariz não reconhece que a nova classe media e produto do lulismo; de acordo com ele, a nova classe meia e mas antiga e é a mesma classe media que revela-se contra o modelo iniciado pelo PT. Falhas e dividas do modelo, fala Armendariz, e no, como poderia falar Slavok Zizek "falhas e dividas do mercado” 13 . A critica a modelo brasileiro é, em La Nación, uma critica a o mesmo modelo argentino que, com suas diferenças, e um modelo de inclusão social. Nesse artigo, Alberto Armendariz cita ao sociólogo Jose Mauricio Domingues (Universidade Estadual de Rio de Janeiro) e ao historiador Marco Antonio Villa (Universidade Federal de São Carlos) para falar que o lulismo e uma mentira e que as politicas de consumo interno não som desejável. Essas ideias som analisadas com profundidade, mas, por exemplo, o analice de Paulo Kramer (Universidade de Brasília) "Dejaron de estar contentos con ser simples consumidores y quieren ser ciudadanos activos, involucrados en el futuro de su país", que mostra as deficiências de o mercado mesmo, no e tratado. Ainda quando La Nación propõe leituras mas amplias, os problemas de base som os mesmos:

“Inesperadamente, las manifestaciones ganaron las calles y se extendieron a varias ciudades; como fueron duramente reprimidas -hubo numerosos heridos graves-, se hicieron más masivas al mismo tiempo que también crecían sus motivos: no se trataba ya sólo del transporte, sino del resto de los servicios públicos, caros y de baja calidad, y los altos impuestos, el encarecimiento del nivel general de vida, el derroche identificado en los gastos del Mundial y las Olimpíadas y, por sobre todo, la corrupción. Los expertos internacionales han tratado de explicar este fenómeno -y otros parecidos, como los ocurridos antes en Túnez, Chile y Turquía- justamente como un resultado sorprendente pero esperable luego de las profundas transformaciones sociales producidas en Brasil en muy poco tiempo, y en las expectativas que provocan en quienes, habiendo satisfecho por primera vez sus necesidades básicas y todavía más, sólo ahora

12 La Nación (21/06/2013) 13ZIZEK (2013, passim)

comprenden mejor que están en condiciones de reclamar por sus derechos como ciudadanos." 14

Em outras palavras, a corrupçao e a culpable de os defeitos economicos socias e, o progreso economico das clases medias posibilita a comprençao de os dereitos ciudadanos. E no, como sostendria Zizek, que os mesmos dereitos som inexistentes num sistemo capitalista mundial que se sustenta em a ausença dos dereitos mesmos. Analicemos agora Pagina/12. A apariçao de artigos so as manifestaçoes som mas tardios, a partir da 3era semana de moviliçaoes. Os artigos som mas extensos que os de La Nacion e destacam pela presença regular das palavras e opinioes da presidente brasileira Dilma Rousseff. Em umo dos primeiros artigos (http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-222498-2013- 06-18.html), que relaçoa as manifestaçoes com a Copa Mundial e a repreçao, se ubican as movilizaçoes em "San Pablo, Río de Janeiro y Belo Horizonte, que integran el triángulo de poder económico de Brasil, y Brasilia, el corazón político del país". Contra uma mirada que entiende que "O Brasil e tudo igual", esto mostra uma perspetiva mostra uma diferença radical: os movimentos estam nucleados em as principais ciudades, as ciudades mas integradas, politica e economicamente, no sistema mundial. Tambem, resaltado a estruturalidade dos reclamos, se cita a uma manifestante:

"Aprovechamos el momento en que el mundo está mirando hacia Brasil para llamar la atención sobre problemas antiguos. Hay gente que está doce horas en la fila de un hospital y no consigue ser atendida".

Os problemas, a diferença dos artigos da La Nación, nao som novos e sorpresivos, mas ai uma tradiçao de reclamos. Esto tambem e evidente no final de otra nota, aparecida o dia 20/6, ja que para Pagina/12 o problemo da corrupçao so e umo entre otros, principalmente economicos e politicos:

"Ahora, el problema es otro. La petición inicial, la mecha de todo lo que viene ocurriendo, finalmente fue atendida. Pero, ¿y las otras? ¿Y las exigencias de mejor salud pública, mejor educación pública, mejor transporte público? ¿Y las furibundas reclamaciones sobre la inmovilidad de los partidos políticos, de la corrupción, del descrédito de los parlamentarios? ¿Y las denuncias de la falencia de las instituciones?" 15

14 La Nación, Editorial (25/06/2013)

15 NEPOMUCENO (20/06/2013)

Outro artigo, Martin Granovsky, propõe uma interpretação multi-causal, em onde a

distribuição da riqueza e pergunta retoricamente aos jornalistas que tem leituras

simplificadoras:

"Tema para discutir: ¿la protesta actual es contra la corrupción, contra la injusticia o contra los dos fenómenos en doblete? ¿Hay, o puede haber, un punto de vista emanado del conocimiento o es un estereotipo con raíces verdaderas pero impreciso y, por lo tanto, difuso y políticamente peligroso incluso para los funcionarios y sectores no corruptos de la política?" 16

Tambien Granovsky identifica, como Venicio A. de Lima 17 , a importança da midia e faz uma relaçao com a mudanza de esquerda a dereita da que fala Andre Singer:

"Al principio de las manifestaciones, cuando no estaba clara su masividad, Globo se concentró en la violencia. Luego, los vándalos pasaron a ser ciudadanos. Y el miércoles 20, según contó el estudioso Laurindo Leal Filho en Carta Maior, produjo un hecho histórico:

reemplazó la novela por la transmisión en vivo de las movilizaciones. Laurindo interpreta que después de una primera etapa de dirección por parte del Movimiento Pase Libre, Globo pasó a conducir las manifestaciones"

O seja, o autor logra identificar que, conforme as manifestações cresceram, os seitores de

direita se apropriaram de ela discursivamente. Assim, a mudança de reivindicaçoes, de questões concretas como o transporte publico, foi encaminhada para ser transformada em una manifestação de caracter aprogramático que, a su vez, foi lidá como uma critica ao PT e ao modelo económico que començou com o lulismo.

Conclusões

O processo das manifestações de Junho e muito extenso e ainda não fica fechado: seus

alcances a longo prazo -se tiverem- pertencem ao futuro. Se bem um trabalho de esta extensão não pode oferecer conclusões fortes, tentaremos um breve analise da apresentação das

manifestações brasileiras nos jornais argentinos. Aqui, estão, nossas hipóteses, como conclusões:

16 GRANOVSKY (24/06/2013)

17 A.DE LIMA (2013, 92-3)

1)

O tratamento das manifestações pelos diversos jornais argentinos e brasileiros não ficou

diferente dependendo da nacionalidade, mas das tendências politicas dos jornais e jornalistas.

2) As diferenças parecem ficar em quais são as causas das manifestações. Os chamados

jornais progressistas (ou as interpretações que ficam em eles) vêem causas estruturais, enquanto os jornais conservadores só vêem um problema conjuntural

3) Nesse sentido, a diferença fundamental podem se ver em algumas questões:

a) a violência -ou a falta dela

b) o papel da corrupção

c) o surgimento da nova classe média

d) as reinvidicações de melhorias em infraestrutura, saúde, educação e transporte

Bibliografía citada:

A.A.V.V. (2013), Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestaçoes que tomaram as ruas do Brasil, Boitempo:

Sao Paulo A.DE LIMA (2013), "Mídia, rebeldia urbana e crise de repreentaçao", em Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestaçoes que tomaram as ruas do Brasil, Boitempo: Sao Paulo ALVES (17/06/2013). On-line: http://g1.globo.com/rj/norte-fluminense/noticia/2013/06/manifestacao-pacifica- em-campos-norte-do-rj-tem-ate-hino-nacional.html. Consultado: 1era semana de dezembro DE PALHANO (14/06/2013), On line: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/06/sete-capitais-tem- protestos-contra-o-aumento-das-passagens-de-onibus.html. Consultado: 1era semana de dezembro GOULART, ROCHA (14/06/2013). On-line: http://oglobo.globo.com/rio/manifestacao-em-niteroi-contra- aumento-de-passagens-de-onibus-tem-confronto-8692905. Consultado: 1era semana de dezembro GRANOVSKY (24/06/2013), On-line: http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-222944-2013-06-24.html. Consultado: 1era semana de dezembro MARINATTO (24/07/2013), On-line: http://extra.globo.com/noticias/rio/pm-confirma-ter-homens-infiltrados- em-protestos-mas-nega-acusacoes-de-incitar-violencia-9156719.html. Consultado: 1era semana de dezembro MELLO (11/06/2013). On-line: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-06-11/manifestantes-contra- aumento-da-passagem-entram-em-conflito-com-pm-em-sao-paulo. Consultado: 1era semana de dezembro. MPL (2013), "Nao començou em Salvador, nao vai terminar em Sao Paulo", em Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestaçoes que tomaram as ruas do Brasil, Boitempo: Sao Paulo NEPOMUCENO (20/06/2013), On-line: http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-222642-2013-06- 20.html. Consultado: 1era semana de dezembro La Nación (07/07/2013), On-line: http://www.lanacion.com.ar/1599028-las-10-razones-de-las-marchas. Consultado: 1era semana de dezembro

La Nación (21/06/2013), On-line: http://www.lanacion.com.ar/1593962-brasil-los-indignados-toman-las-calles- en-masivas-protestas-en-100-ciudades. Consultado: 1era semana de dezembro La Nación, Editorial (25/06/2013), On-line: http://www.lanacion.com.ar/1595146-el-mensaje-de-los-indignados- de-brasil. Consultado: 1era semana de dezembro LEITAO (22/06/2013), On-line: http://www.lanacion.com.ar/1594433-una-revuelta-con-reclamos-difusos-y- dificil-de-capitalizar. Consultado: 1era semana de dezembro ROLKIN (2013), "Apresentaçao - As vozes das ruas: as revoltas de junho e suas interpretaçoes", em Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestaçoes que tomaram as ruas do Brasil, Boitempo: Sao Paulo SINGER (22/06/2013). On-line: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/andresinger/2013/06/1299454-esquerda- ou-direita.shtml. Consultado: 1era semana de dezembro Terra Noticias (18/06/2013), On-line: http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/choque-nao-demorou-para- intervir-na-alerj-diz-pm-do-rio,f19be68c6d85f310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html. Consultado: 1era semana de dezembro VITALE (2012), “Memoria y acontecimiento. La prensa escrita ante el golpe militar de 1976”. On-line:

http://historiapolitica.com/datos/biblioteca/vitale.pdf. Consultado: 1era semana de dezembro ZIZEK (2013), "Problemas no Paraíso", em Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestaçoes que tomaram as ruas do Brasil, Boitempo: Sao Paulo