INFORMATIVO CEPEA - SETOR FLORESTAL

Realização Grupo Economia Florestal * Coordenação: Prof. Dr. Carlos José Caetano Bacha
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO • ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"

Agosto, 2005
PREÇOS DE MADEIRA SOBEM EM SÃO PAULO E CAEM NO PARÁ Agosto foi caracterizado pela alta de preços de produtos florestais de essências exóticas no estado de São Paulo e pela queda de preços de madeiras de essências nativas no Pará. O mercado internacional de celulose continua com tendência de baixa de preços e os produtores nacionais ainda resistem em aceitá-la. MERCADO INTERNO Preços no Estado de São Paulo O mercado de produtos florestais apresentou comportamento misto em seus preços no mês de agosto. As altas de preços se concentraram nos produtos in natura e semi-processados, enquanto as quedas ocorreram em algumas pranchas de essências nativas (Tabela 1 e 2). A região de Itapeva apresentou alta nos preços dos metros estéreos da tora para serraria em pé de pinus e eucalipto e da lenha cortada e empilhada na fazenda de pinus e eucalipto de 5,56%, 17,94%, 22,85% e 38,20%, respectivamente. Isto ocorreu devido ao aumento nos custos de corte, empilhamento e transporte. Observaram-se também alterações de preços na região de Marília. Os preços do metro cúbico da prancha e sarrafo de pinus, prancha de eucalipto e eucalipto tipo viga tiveram aumentos de 12,52%, 12%, 12,52% e 12%, respectivamente. Em Bauru, ocorreram aumentos de 13,9% no preço do metro cúbico do sarrafo de pinus e de 4,31% no preço do m3 de prancha de eucalipto. Já em Campinas notou-se queda dos preços da prancha de ipê e jatobá de 33,82% e 28,33%, respectivamente, devido a mudança das espécies comercializadas, com

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queda na qualidade. Entretanto, o preço da prancha de angelim vermelho aumentou em 5,43%.
Tabela 1- Preços de produtos florestais in natura e semi-processados em algumas regiões do Estado de São Paulo (valores em reais).
Região pinus Preço do st da árvore em pé eucalipto Itapeva Sorocaba Bauru Itapeva Sorocaba Bauru Itapeva Bauru Campinas Itapeva Bauru Sorocaba Campinas Itapeva Bauru Sorocaba Campinas Bauru Campinas Itapeva Bauru Campinas Itapeva Bauru Campinas Bauru Sorocaba Marília Campinas Itapeva Bauru Sorocaba Marília Campinas Itapeva Bauru Sorocaba Marília Campinas Itapeva Bauru Sorocaba Marília Campinas Preços de Julho/ 2005 Mínimo Médio Máximo 50,00 50,00 50,00 25,00 25,00 25,00 60,00 60,00 60,00 50,00 50,00 50,00 35,00 35,00 35,00 71,00 71,00 71,00 47,80 54,09 66,50 60,00 60,00 60,00 50,00 50,00 50,00 36,46 36,46 36,46 40,00 55,50 71,00 45,00 67,50 90,00 70,00 70,00 70,00 10,50 10,50 10,50 27,00 27,00 27,00 15,00 15,00 15,00 25,00 25,00 25,00 32,00 32,00 32,00 30,00 30,00 30,00 17,85 23,55 29,25 32,00 32,00 32,00 30,00 30,00 30,00 20,26 20,26 20,26 37,00 37,00 37,00 35,00 35,00 35,00 450,00 550,00 650,00 360,00 510,00 660,00 525,00 525,00 525,00 550,00 550,00 550,00 480,00 480,00 480,00 500,00 580,00 660,00 409,00 534,50 660,00 575,00 575,00 575,00 600,00 600,00 600,00 342,00 421,00 500,00 400,00 543,33 650,00 200,00 200,00 200,00 525,00 525,00 525,00 550,00 550,00 550,00 370,00 450,00 530,00 580,00 580,00 580,00 340,00 472,50 605,00 575,00 575,00 575,00 420,00 531,50 643,00 Preços de Agosto/ 2005 Mínimo Médio Máximo 50,00 50,00 50,00 25,00 25,00 25,00 60,00 60,00 60,00 50,00 50,00 50,00 35,00 35,00 35,00 71,00 71,00 71,00 47,80 57,10 66,50 60,00 60,00 60,00 50,00 50,00 50,00 43,00 43,00 43,00 40,00 55,50 71,00 45,00 67,50 90,00 70,00 70,00 70,00 10,50 10,50 10,50 27,00 27,00 27,00 15,00 15,00 15,00 25,00 25,00 25,00 32,00 32,00 32,00 30,00 30,00 30,00 17,85 28,93 40,00 32,00 32,00 32,00 30,00 30,00 30,00 28,00 28,00 28,00 37,00 37,00 37,00 35,00 35,00 35,00 500,00 566,67 650,00 360,00 510,00 660,00 588,00 588,00 588,00 550,00 550,00 550,00 480,00 480,00 480,00 550,00 605,00 660,00 409,00 534,50 660,00 647,00 647,00 647,00 600,00 600,00 600,00 342,00 421,00 500,00 580,00 615,00 650,00 200,00 200,00 200,00 588,00 588,00 588,00 550,00 550,00 550,00 370,00 450,00 530,00 580,00 580,00 580,00 340,00 472,50 605,00 647,00 647,00 647,00 420,00 531,50 643,00

pinus Preço do st da tora para serraria em pé eucalipto

Preço do st para lenha em pé

pinus

eucalipto pinus

Preço do st da lenha cortada e empilhada na fazenda

eucalipto

Preço do eucalipto tipo viga (m3)(2)

Preço da prancha de eucalipto (m3)(1)

Preço do sarrafo de pinus (m3)(1)

Preço da prancha de pinus (m3)(1)

Fonte: Cepea. Nota 1: (1) 30cm x 5cm; (2) 6cm x 12cm e 6cm x 16cm; (3) 2,5cm x 5cm, 2,5cm x 7,5cm, 2,5cm x 10cm e 2,5cm x 15cm. A primeira medida refere-se à largura e a segunda, à espessura. Obs.: metro estéreo é um metro cúbico de madeira desuniforme empilhada, contando os vãos entre as peças.

Espécie: Hymenaea courbaril L. Var. stilbocarpa (Hayne) Lee et Lang. Nome popular: jatobá, jataí, jitaí, farinheira e imbiúva

Ocorre naturalmente do Piauí até o norte do Paraná, a madeira é empregada na construção civil, na confecção de cabos de ferramentas, peças torneadas, esquadrias e móveis. Dos frutos obtém-se uma farinha comestível nutritiva que é consumida tanto pelo homem como pelos animais silvestres. Fonte: (Lorenzi, 1992) _________________________________________________________________________________________________________________ Coordenação: Prof. Dr. Carlos José Caetano Bacha. Equipe: Daniela Popim Miqueloni, Gustavo Travizan Oliveira, Marília Ometto Seiffert, Patrícia Lombardi Perez, Roberto Scorsatto Sartori e Thiago Gasparotto. Contato: 19-3429-8815 * Fax: 19-3429-8829 * florestalcepea@esalq.usp.br http://cepea.esalq.usp.br * Proibido repasse deste informativo.

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Preços de madeiras serradas no Pará No mês de agosto, os preços das pranchas de essências nativas do estado do Pará apresentaram pequenas oscilações. Como estamos no início da safra, surgem pressões dos clientes para que os preços caiam. Com exceção das pranchas de Ipê, Angelim Vermelho e Maçaranduba que mantiveram os mesmos preços do mês passado, verificou-se que os preços do metro cúbico das pranchas de jatobá, angelim pedra e cumaru caíram em menos de 1% (Tabela 3).

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Tabela 2 – Preços das madeiras nativas em algumas regiões do Estado de São Paulo (valores em reais).
Região Bauru Sorocaba Campinas Preço da prancha de Jatobá (m3)(1) Bauru Sorocaba Campinas Bauru Nativas Preço da prancha de Peroba (m3)(1) Marília Sorocaba Campinas Preço da prancha de Maçaranduba(m3)(1) Sorocaba Preços de Julho/ 2005 Mínimo Preço da prancha de Ipê (m3)(1) 1892,10 2500,00 1940,00 1446,00 2310,00 1965,00 1000,00 1152,00 2370,00 1040,00 1500,00 1500,00 1284,00 1500,00 1290,00 2400,00 Médio 2196,05 2500,00 2720,00 1723,00 2310,00 2232,50 1100,00 1152,00 2370,00 1040,00 1500,00 1500,00 1284,00 1500,00 1290,00 2400,00 Máximo 2500,00 2500,00 3500,00 2000,00 2310,00 2500,00 1200,00 1152,00 2370,00 1040,00 1500,00 1500,00 1284,00 1500,00 1290,00 2400,00 Preços de Agosto/ 2005 Mínimo 1892,10 2500,00 1800,00 1446,00 2310,00 1600,00 1000,00 1152,00 2370,00 1040,00 1500,00 1500,00 1360,00 1500,00 1360,00 2400,00 Médio 2196,05 2500,00 1800,00 1723,00 2310,00 1600,00 1100,00 1152,00 2370,00 1040,00 1500,00 1500,00 1360,00 1500,00 1360,00 2400,00 Máximo 2500,00 2500,00 1800,00 2000,00 2310,00 1600,00 1200,00 1152,00 2370,00 1040,00 1500,00 1500,00 1360,00 1500,00 1360,00 2400,00

Mercado doméstico de Celulose e Papel Acompanhando a inércia dos últimos meses, os preços de papel e celulose no mercado doméstico devem continuar constantes no mês de setembro (Tabela 4). Os estoques domésticos continuam equilibrados e não há previsões de alterações, apesar da queda de preços internacionais. MERCADO EXTERNO Exportações brasileiras de produtos florestais As exportações de produtos florestais em agosto registraram um montante maior do que o mês de julho, somando-se US$ 540,84 milhões, ou seja, alta de 11,61% sobre o total exportado em julho (registrado na tabela 5). Tal acréscimo deve-se pelo aumento dos dias úteis de agosto. As exportações de madeira e seus derivados totalizaram US$ 268,04 milhões em agosto, apresentando significativo aumento de 19,01% com relação ao mês de julho. As exportações de celulose e papel foram maiores com relação a julho. O total exportado foi de US$ 272,80 milhões em agosto, com alta de 5,18% em relação a julho.

Preço da prancha de Angelim Sorocaba Pedra (m3)(1) Campinas Preço da prancha de Angelim Sorocaba Vermelho (m3)(1) Campinas Preço da prancha de Cumaru (m3)(1) Sorocaba

Fonte: CEPEA Nota 1: (1) 30cm x 5cm; (2) 6cm x 12cm e 6cm x 16cm. A primeira medida refere-se à largura e a segunda, à espessura. Obs.: metro estéreo é um metro cúbico de madeira desuniforme empilhada, contando os vãos entre as peças.

Tabela 3 – Preços médios do metro cúbico de pranchas de essência nativa no Estado do Pará – Julho e Agosto de 2005 (valores em reais).
Produto Ipê Jatobá Maçaranduba Angelim Pedra Angelim Vermelho Cumaru Fonte: CEPEA Mínimo 1200,0 700,00 550,00 530,00 480,00 750,00 Julho/05 Médio 1509,35 821,43 637,50 605,00 563,75 891,43 Máximo 2000,00 950,00 750,00 680,00 620,00 1140,00 Mínimo 1200,0 700,00 550,00 530,00 480,00 750,00 Agosto/05 Médio 1509,35 814,28 637,50 602,50 563,75 884,28 Máximo 2000,00 950,00 750,00 680,00 620,00 1140,00

Tabela 4 – Preços lista no atacado da tonelada de celulose e papel em São Paulo
Mês Julho/05 Mínimo Médio Máximo Mínimo Médio Máximo Mínimo Médio Máximo Celulose de fibra curta – Papel offset em bobinaA (preço em R$ por seca (preço lista em tonelada) US$ por tonelada) 580,00 3564,00 616,67 3966,61 635,00 4494,38 580,00 3564,00 616,67 3966,61 635,00 4494,38 580,00 3564,00 616,67 3966,61 635,00 4494,38

Papel cut sizeB (preço em R$ por tonelada) 3867,07 4589,70 4961,40 3867,07 4589,70 4961,40 3867,07 4589,70 4961,40

Agosto/05

Setembro/05

Fonte: CEPEA Nota: os preços acima incluem frete e impostos e são para pagamento a vista. A = papel com gramatura igual ou superior a 70 g/m2 B = papel tipo Carta ou A4.

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Preços internacionais de celulose e papel Em agosto, o mercado europeu de celulose apresentou redução dos preços em dólares para as celuloses de fibra longa e curta (gráfico 1). A tonelada de celulose de fibra curta (BHKP) teve cotação de US$ 593,75 na primeira semana do mês e de U$S 590,33 na última semana, ou seja, houve decréscimo de 0,58 %. A celulose de fibra longa foi cotada em US$ 589,04 por tonelada no início do mês e ao final estava em US$ 584,72 por tonelada, apresentando baixa de 0,73%. Com relação aos preços em dólares dos papéis de imprimir e escrever (preço delivery), houve comportamento de alta (Gráfico 2). Na primeira semana do mês, a cotação da tonelada do papel LWC, CTD WF, A4 e jornal foi de, respectivamente, US$ 836,61; US$ 870,80, US$ 942,52 e US$ 591,23; passando para, na última semana do mês, respectivamente, a US$ 861,24, US$ 892,39, US$ 962,56 e US$ 602,69, representando crescimento de, respectivamente, 2,94%, 2,48%, 2,13% e 1,94%. Essas alterações nos preços dos papéis foram motivadas, em parte, pela desvalorização do dólar frente ao euro (fato que foi observado progressivamente durante o mês) e pelo aumento dos preços em euros dos papéis na Europa.

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Tabela 5 – Exportações de produtos florestais manufaturados – Brasil maio a julho de 2005
Item Produtos Maio/ 2005 Valor das Celulose e outras pastas exportações (em Papel milhões de dólares) Madeiras compensadas ou contraplacadas Madeiras laminadas Madeiras serradas Obras de marcenaria ou de carpintaria Painéis de fibras de madeiras Outras madeiras e manufaturas de madeiras Preço médio* do Celulose e outras pastas produto embarcado Papel (US$/t) Madeiras compensadas ou contraplacadas Madeiras laminadas Madeiras serradas Obras de marcenaria ou de carpintaria Painéis de fibras de madeiras Outras madeiras e manufaturas de madeiras Quantidade exportada Celulose e outras pastas (em mil toneladas) Papel Madeiras compensadas ou contraplacadas Madeiras laminadas Madeiras serradas Obras de marcenaria ou de carpintaria Painéis de fibras de madeiras Outras madeiras e manufaturas de madeiras 129,67 121,02 72,07 5,54 82,83 36,34 15,05 60,74 368,03 661,60 494,97 578,79 458,36 1223,58 343,11 390,27 352,26 182,93 145,60 9,57 180,72 29,70 48,85 155,65 Mês Junho/ 2005 184,15 124,19 59,72 6,03 79,14 37,29 17,67 58,41 343,81 666,35 506,62 703,11 453,03 1209,48 320,99 366,99 535,61 186,38 117,89 8,58 174,70 30,83 55,04 159,17 Julho/2005 149,77 109,60 50,33 5,80 66,01 34,57 14,89 53,62 367,25 640,24 496,54 570,89 458,01 1189,45 330,93 377,26 407,80 171,18 85,91 3,65 74,31 44,30 12,30 68,55

Fonte: SECEX/MDIC - Balança Comercial Brasileira.
Gráfico 1 - Evolução dos preços da celulose na Europa 596 594 592 590 588 586 584 582 580 02/08/05 04/08/05 06/08/05 08/08/05 10/08/05 12/08/05 14/08/05 16/08/05 18/08/05 20/08/05 22/08/05 24/08/05 26/08/05 28/08/05 30/08/05

Dólares por

toneladas

Dias celulose NBKS (f ibra longa) celulose BHKP (f ibra curta)

Fonte: Foex

Gráfico 2 - Evolução dos preços de papéis na Europa
1000

Dólares por tonelada

900 800 700 600 500 02/08/05 16/08/05 23/08/05 Dias Papel LWC (revestido para revista) Papel CTD WF (revestido para revista e impressão) Papel A4 - copy paper Papel jornal (entregue na Europa) 09/08/05 30/08/05

Fonte: Foex _________________________________________________________________________________________________________________ Coordenação: Prof. Dr. Carlos José Caetano Bacha. Equipe: Daniela Popim Miqueloni, Gustavo Travizan Oliveira, Marília Ometto Seiffert, Patrícia Lombardi Perez, Roberto Scorsatto Sartori e Thiago Gasparotto. Contato: 19-3429-8815 * Fax: 19-3429-8829 * florestalcepea@esalq.usp.br http://cepea.esalq.usp.br * Proibido repasse deste informativo.

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Agosto, 2005
DESEMPENHO DAS EMPRESAS DE BASE FLORESTAL Furacão Katrina eleva preços de madeiras Enquanto os EUA e o mundo assistem com tristeza as enchentes nos estados de Mississipi, Lousiana e Alabama, os produtores brasileiros de madeira, em especial de compensados, estão animados com os futuros negócios. Apenas na semana passada, a cotação em dólar dos compensados de pinus elevou em 5% diante na necessidade de reconstrução nos estados norte-americanos afetados com a trajédia (Fonte: Folha de São Paulo, 04/09/05). POLÍTICA FLORESTAL Corrupção na Amazônia: É possível conter o desmatamento? Enquanto a sociedade espera resultados do Plano de Controle e Prevenção ao Desmatamento do Governo Federal, nem mesmo o IBAMA consegue conter a corrupção. No dia 18 de agosto, a Polícia Federal prendeu novos suspeitos da máfia da madeira ilegal, entre eles funcionários do IBAMA acusados de “esquentar” as toras. A máfia atuava nos estados fornecedores e consumidores de madeira no Brasil. Alguns servidores do Ibama vendiam autorizações de transporte de produtos florestais (ATPF), por vezes em branco, e os madeireiros usavam nomes de planos de manejo fictícios. A fiscalização por parte do IBAMA era, praticamente, nula. Neste contexto, qualquer política de prevenção ao desmatamento será ineficaz, visto que a fiscalização é ponto fundamental para a aplicação da lei. (Folha de São Paulo, 19/08/05). Reflorestamento é de 500 mil hectares por ano

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Mais do que solução para o desmatamento predatório das florestas nativas, as florestas plantadas parecem cada vez mais ser um negócio rentável no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), o segmento movimentou, no total, US$ 17,5 bilhões em 2004, 3% mais que em 2003 (US$ 17 bilhões) e a expectativa é que o avanço continue em 2005. No Brasil, apenas 5,5 milhões dos 500 milhões de hectares de floresta são plantados. Carlos Aguiar, presidente da Abraf e diretor-presidente da Aracruz Celulose, afirma que a área plantada no país cresce cerca de 500 mil hectares por ano, inferior ao ritmo de crescimento da demanda interna que é de 700 mil hectares. Segundo Aguiar, "é preciso haver políticas governamentais que concedam financiamento com prazos mais longos”, acrescentando que as exportações anuais podem chegar à US$ 15 bilhões em dez anos. No mês passado, foram liberados R$ 70 milhões para financiamento nas linhas de crédito do Programa de Plantio Comercial de Florestas (Propflora) e do Programa Nacional de Florestas (Pronaf Florestal) através do Ministério do Meio Ambiente. Devido aos baixos limites, sobraram recursos nos cofres do governo no ano safra passado (Fonte: Valor Econômico, 11/08/2005). Eucalipto como fonte de empregos no Mato Grosso Hoje, o presidente da Associação de Desenvolvimento Regional para Conclusão da BR-163, Jorge Antônio Baldo, estima que há falta de 15 mil postos de trabalho na porção centro-norte do estado do Mato Grosso. No entanto, essa mão-de-obra poderá ser absorvida pelo crescente plantio de eucalipto na região, que em curto prazo suprirá essa demanda por empregos e em longo prazo aumentará sua oferta, abrangendo as industrias moveleira, energética, de celulose e papel entre outras do setor florestal. Segundo Haroldo Klein, presidente da Associação das Reflorestadoras do Estado de Mato Grosso, o plantio de eucalipto gera cinco vezes mais empregos que as lavouras mecanizadas, dando uma indicação positiva para a economia local. O secretário de Desenvolvimento Rural, Cloves Vettorato, reforça ainda que os reflorestamentos são uma alternativa para contornar a crise e melhorar a renda para os produtores rurais do estado (GazetaOnline).

APOIO

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