MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Nacional de Renda de Cidadania __________________________________________________________________

Cadastro Único

Brasília/2011 Apostila compilada pela Equipe de Capacitação/MDS/Senarc

Índice

1. APRESENTAÇÃO .............................................................................................. 3 2. MÓDULO – VISÃO GERAL SOBRE O CADASTRO ÚNICO PARA PROGRAMAS SOCIAIS ......................................................................................... 4 2.1 Conceito......................................................................................................... 4 2.1.1 Utilização do Cadastro .................................................................................. 4 2.2 Fundamentos legais...................................................................................... 5 2.3 Responsabilidades e competências.............................................................. 7 2.4 Cadastro Único como instrumento de gestão ............................................. 11 3. MÓDULO – PROCESSO DE CADASTRAMENTO .......................................... 14 3.1 Conceitos iniciais e organização do cadastramento .................................... 14 3.1.1 Identificação das famílias que compõem o público- alvo ............................ 16 3.1.2.1 Procedimentos para coleta de dados ....................................................... 23 3.1.2.2 O Cadastramento ..................................................................................... 27 3.1.6 Manutenção da base de dados ................................................................... 29 3.1.6.1 Atualização cadastral ............................................................................... 29 3.1.6.2 Revalidação dos dados ............................................................................ 30 3.2 Cópias de segurança ...................................... Erro! Indicador não definido. 3.2.1 Solicitação da Base Caixa.............................. Erro! Indicador não definido. 3.3 Termo de responsabilidade ............................ Erro! Indicador não definido. 3.4 Exclusão de cadastro................................................................................... 31 APÊNDICE ............................................................................................................ 34

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1. Apresentação

A presente apostila tem o objetivo de fornecer subsídios para os estados e municípios sobre o tema Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (Cadastro Único). O Cadastro Único é uma importante ferramenta de apoio à ação dos gestores municipais que atuam na área social, pois além de servir como referência para diversos programas sociais, permite que os municípios e os estados conheçam melhor os riscos e as vulnerabilidades a que sua população está exposta. Aqui o leitor encontrará um panorama completo sobre o Cadastro Único: conceito, fundamentação legal, como fazer a gestão do cadastro, os

procedimentos para o cadastramento e para manter o cadastro atualizado e organizado, processo. Com o auxílio deste material, que poderá ser utilizado em conjunto com a apresentação em PowerPoint sobre o tema Cadastro Único, disponibilizada no portal do MDS no endereço eletrônico www.mds.gov.br/bolsafamília, os estados e municípios estarão mais preparados para realizar seu trabalho. No final desta apostila encontram-se sugestões de exercícios que poderão auxiliar no desenvolvimento de capacitações. dentre outras informações imprescindíveis para a efetividade do

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1 Utilização do Cadastro O Cadastro Único é utilizado como mecanismo de seleção de público-alvo para diversos programas e benefícios sociais.2.  ProJovem Adolescente. entendidas como aquelas com renda mensal igual ou inferior a ½ salário mínimo por pessoa ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.  Isenção de taxas para concursos públicos. 4 . Será abordada também a utilização do Cadastro Único como um instrumento de gestão de políticas públicas e serão apresentados os sistemas de indicadores sociais. Além dos programas sociais citados acima.1. os principais conceitos e a legislação que o instituiu e regulamentou. 2. tais como:  Programa Bolsa Família. Módulo – Visão Geral sobre o Cadastro Único Este módulo fornece um panorama sobre o Cadastro Único.  Programa Cisternas.  Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). 2.  Carteira do Idoso. estão em fase de implantação:  Bolsa Verde.  Programas Habitacionais do Ministério das Cidades.  Tarifa Social de Energia Elétrica.1 Conceito O Cadastro Único para Programas Sociais é um instrumento de identificação e caracterização socioeconômica das famílias brasileiras de baixa renda.  AICE – Acesso Individual Classe Especial.

possibilitando a análise das suas principais necessidades e promovendo a formulação e a implementação de políticas públicas capazes de promover a melhoria da vida dessas famílias. de 26 de junho de 2007. Esse diagnóstico permite que o poder público convirja suas políticas e programas para um público-alvo comum. estaduais e federal para obter o diagnóstico socioeconômico das famílias cadastradas. as Instruções Normativas nº 1 e nº 2.  Aposentadoria para segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência  Carta Social. disponíveis no site do MDS. estadual ou municipal. Famílias que não atendem aos recortes de renda estabelecidos também podem ser incluídas na base de dados do Cadastro Único. 2. É importante salientar que o cadastramento não significa a inclusão automática da família nos programas sociais: a seleção e o atendimento da família por esses programas ocorrem de acordo com os critérios e procedimentos de cada um deles. Instituído em 2001. O Cadastro Único constitui uma base de informações que pode ser usada pelos governos municipais. de 5 .2 Fundamentos legais É fundamental uma leitura atenta dos instrumentos legais que embasam o assunto. de 16 de junho de 2011. otimizando recursos e potencializando esforços no sentido de implantar políticas solidárias entre si. o Cadastro Único é regulamentado pelo Decreto nº 6. desde que a sua inclusão esteja vinculada a algum programa social desenvolvido em âmbito federal. e tem sua gestão disciplinada pela Portaria GM/MDS nº 177.135. Passe Livre.

e as Instruções Normativas nº 3 e nº 4. descrevendo procedimentos importantes para a gestão do Cadastro Único Kit do Entrevistador. existem outros documentos que devem ser consultados para melhor entender o Cadastro Único:  Lei nº 10. ambas referentes ao Programa Bolsa Família.  Informes semanais. Manual de preenchimento do formulário Suplementar 1. de 14 de outubro de 2011. Toda este material pode ser encontrado no portal do MDS na Internet: http://www.209. de 9 de janeiro de 2004e Decreto nº 5. conforme abaixo: 6 .br/bolsafamilia/cadastrounico.26 de agosto de 2011. Ainda em seus fundamentos legais. de 17 de setembro de 2004. Guia de cadastramento de famílias quilombolas. com informações a respeito do Cadastro Único e Programa Bolsa Família.836. Guia de cadastramento de família indígenas e Caderno de Atividades. Guia de cadastramento de pessoas em situação de rua.  Instruções Operacionais. contendo: Manual do Entrevistador.gov.mds.  Guia do Gestor Municipal do Cadastro Único.

as responsabilidades e competências de cada esfera. Cada esfera de governo – União. Vamos examinar. 7 . que atuam conjuntamente para cumprir uma responsabilidade que é constitucionalmente compartilhada: o combate à pobreza e às desigualdades sociais. a seguir.3 Responsabilidades e competências As propostas de cooperação e de solidariedade entre os entes federativos que vêm sendo incorporadas na gestão pública brasileira a partir da Constituição Federal de 1988 também estão presentes no modelo de gestão adotado pelo Cadastro Único. A gestão do Cadastro Único requer a cooperação dos três níveis da federação. estados e municípios – tem responsabilidades e competências que garantem o bom funcionamento e a correta utilização dos dados do Cadastro Único.2.

E quais são as competências dos Estados?  Promover a utilização do Cadastro Único como ferramenta de planejamento e integração de políticas públicas estaduais voltadas à população de baixa renda.Compete aos municípios:  Identificar as famílias que compõem o público-alvo do Cadastro Único e registrar seus dados nos formulários específicos. os dados coletados nos formulários. Você observou que o município é o protagonista desse processo? Isso se deve às possibilidades de interlocução direta com a população e torna o município peça-chave para garantir que o cadastro seja alimentado com informações qualificadas.  Prestar apoio e informações às famílias de baixa renda sobre o Cadastro Único.  Analisar os dados e zelar pela qualidade das informações coletadas.  Dispor de infraestrutura e recursos humanos permanentes para a execução das atividades inerentes à operacionalização do Cadastro Único.  Manter atualizada a base de dados municipal do Cadastro Único.  Arquivar os formulários em local adequado por um período mínimo de 5 anos. 8 . no Sistema de Cadastro Único.  Digitar.  Estimular a utilização dos dados do Cadastro Único para o planejamento e gestão de políticas públicas locais voltadas à população de baixa renda. e  Adotar medidas para controle e prevenção de fraudes ou inconsistências cadastrais. executadas no âmbito do governo local.

 Emitir regulamentos e instruções operacionais sobre o Cadastro Único. no âmbito federal. para subsidiar procedimentos que se verificarem necessários à sua operacionalização. executar e co-financiar programas de capacitação do Cadastro Único. definindo estratégias para buscar a veracidade e aumentar a qualidade das informações nele registradas. Também a Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc).  Implementar estratégias. acompanhar e supervisionar.  Avaliar a conformidade e qualidade do Cadastro Único. desenvolvidas pela SENARC ou no próprio âmbito estadual.  Propor à SENARC estratégias para aperfeiçoar a qualidade dos dados registrados no Cadastro Único. 9 . e  Implementar estratégia. a gestão. Disponibilizar apoio técnico aos municípios na gestão do Cadastro Único. gerenciar. inclusive indígenas e quilombolas. desenvolvida pela SENARC ou no próprio âmbito estadual. em parceria com municípios e/ou órgãos representativos dos respectivos segmentos populacionais.  Articular os processos de capacitação de gestores e de outros agentes públicos envolvidos com a operação do Cadastro Único. com prioridade para o registro civil de nascimento. à documentação civil. a implantação e a execução do Cadastro Único. do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) possui competências específicas:  Coordenar. para o cadastramento de povos indígenas e comunidades quilombolas. de apoio ao acesso da população de baixa renda.  Coordenar.

 Processar os cadastros enviados pelos municípios. Ainda na esfera federal. os aplicativos necessários à digitação e à transmissão dos dados cadastrais. que tem as seguintes atribuições:  Fornecer e enviar os formulários utilizados para o cadastramento das famílias. identificando e atribuindo o Número de Identificação Social (NIS) para as pessoas cadastradas. periodicamente. com intuito de detectar falhas ou irregularidades.  Desenvolver.  Autorizar o envio de formulários de cadastramento aos governos locais.  Adotar procedimentos de fiscalização e controle. a base de dados dos municípios situados em sua área de abrangência. consagrada pela Constituição Federal de 1988. o MDS contratou como Agente Operador do Cadastro Único a Caixa Econômica Federal (CAIXA). sob supervisão do MDS. mediante autorização do MDS.  Estimular o uso do Cadastro Único por outros órgãos do Governo Federal. mediante autorização do MDS.  Disponibilizar para os estados. Distrito Federal e municípios. atendendo ao princípio da cooperação federativa. Você percebeu que a gestão do Cadastro Único se baseia no compartilhamento de esforços e na distribuição de responsabilidades entre os entes da federação? Todos desempenham funções estratégicas. pelos estados.  Capacitar gestores e técnicos no sistema operacional. Tornar disponível atendimento aos governos locais para esclarecimentos de dúvidas referentes ao Cadastro Único. 10 .  Manter atendimento operacional e suporte técnico aos municípios.

deve-se utilizar o Formulário Principal de Cadastramento: Caderno Verde. as quantidades e os tipos de formulários requeridos.br/bolsafamilia/cadastrounico. e -. 2 2.gov. Para a atualização cadastral. Para a inclusão de famílias.1 . localizar e estimar a população a ser incluída no Cadastro Único.2 .1 – Identificar.Solicitar ao MDS o quantitativo de formulários necessários com no mínimo 20 dias de antecedência de sua utilização. 1.2. mutirões). deve-se acessar o Sasf através do Sistema de Gestão do Bolsa Família (SIGPBF).Definir: -. posto de atendimento. com base na estimativa de cadastramento. com o login e a senha do gestor municipal. Acompanhe as etapas a serem seguidas pelos municípios no quadro abaixo: Nº 1 ETAPAS DO PROCESSO DE GESTÃO DO CADASTRO ÚNICO Planejamento do cadastramento no município: 1. ou Caderno Azul. tomando como referência a estimativa de famílias de baixa renda disponibilizada pelo MDS. 11 . É importante que o Município deixe claro. deve-se utilizar o Formulário Avulso 1 (identificação do domicílio e da família) e o Formulário Avulso 2 (identificação da pessoa). no pedido enviado ao MDS.mds.mds.a infraestrutura e os recursos humanos necessários. para os municípios que já operam a versão 7. -.br/sistemagestaobolsafamilia/.4 Cadastro Único como instrumento de gestão O processo de gestão do Cadastro Único consiste em um conjunto articulado de procedimentos. por meio do Sistema de Atendimento e Solicitação de Formulários (Sasf. Há duas formas para o município obter os formulários de cadastramento na internet: na página www. imprimindo a quantidade de formulários necessária. técnicas e capacidades utilizado para registrar e manter atualizadas as informações sobre as famílias brasileiras em situação de pobreza. para aqueles que utilizam a versão 6. ou solicitar ao MDS. disponível no link http://www.gov.como será realizada a inserção dos dados coletados no Sistema de Cadastro Único.os procedimentos de coleta de dados a serem utilizados (visita domiciliar. Para efetuar a solicitação.05.

avalia a consistência da base.1 . os campos do formulário de preenchimento obrigatório e os procedimentos corretos de preenchimento dos formulários que constam no Manual do Entrevistador Este é um trabalho fundamental para que a qualidade do cadastro seja garantida. 6. valida cadastros.1 – A Senarc/MDS processa a base recebida. 10. 7.Coletar as informações por meio de visitas domiciliares. atualiza as regras e procedimentos para a gestão do Cadastro Único.1 – Verificar se os entrevistadores estão capacitados para a coleta de dados.Arquivar os formulários durante cinco anos.1 . 3 3. 7.1 . 9 10 9.1 – Processamento pela CAIXA dos dados recebidos. a importância de abordar adequadamente a família.1 . 4 De posse dos formulários os municípios devem: 4. gera indicadores e cruzamentos com outros registros administrativos para fins de auditoria. endereço de entrega e quantidade de cada um dos modelos de formulários necessária.2 – Atribuição de um Número de Identificação Social – NIS a cada pessoa efetivamente inserida no cadastro.O MDS autoriza a solicitação e a CAIXA envia a quantidade de formulários autorizada. 5 5. contendo as seguintes informações: Nome e Assinatura do Gestor Municipal.Inserir os dados coletados no Sistema de Cadastro Único. o município também poderá solicitar por ofício ou envio de fax no telefone: (061)3433-3693. responsável pelo recebimento dos formulários.A CAIXA mensalmente extrai um espelho da base e envia à Senarc/MDS. 12 .1 . postos de atendimento e/ou mutirões. Uma boa idéia é organizar os formulários por ordem alfabética do RF ou por bairros.Em caso de dificuldades de acesso ao SASF. 6 7 8 8. período em que esses documentos deverão estar disponíveis para eventuais auditorias.

Na revalidação cadastral. Atualização ou Revalidação Cadastral. pessoa ou família. A Atualização Cadastral deve ser realizada sempre que houver alguma mudança nas características de domicílio. sem que tenha havido nenhuma alteração nos dados. apenas é atualizado o campo referente à data da entrevista 12 Atenção! Estas etapas devem ser minuciosamente observadas. endereço. após validar os cadastros recebidos e identificar cadastros atualizados. que devem ser realizadas em um prazo máximo de 24 meses. Antes de terminar esse prazo.11 11. repassado mensalmente aos municípios. contando a data da última entrevista. mesmo que os dados não tenham sofrido qualquer tipo de alteração. que não houve nenhuma modificação nas informações já registradas. na atualização cadastral.A Senarc /MDS. a confirmação das informações do cadastro das famílias. pois as funções de cadastramento e atualização executadas pelo município são especialmente importantes:  As informações inseridas no Cadastro Único permitem melhor compreensão e análise dos problemas e potencialidades das famílias em situação de pobreza. calcula o pagamento do IGD.1. É. especialmente na sua composição. e  O município é o principal responsável pela qualidade e veracidade dos dados inseridos no Cadastro Único. portanto. A revalidação cadastral é o procedimento a ser utilizado quando for verificado. 12. nova entrevista deverá ser feita com a família.1 . trabalho e renda. 13 .

Para que a inclusão das famílias seja realizada com êxito. todas moradoras de um mesmo domicílio. Módulo – Processo de Cadastramento Neste módulo você conhecerá todas as fases envolvidas no processo de cadastramento das famílias. a fim de que seja um instrumento eficaz para a identificação das diferentes dimensões da pobreza e da vulnerabilidade social no município. todo o dinheiro que a família ganha por mês.  Domicílio: é o local que serve de moradia à família. No caso de pessoa licenciada por instituto de previdência oficial. ou seja.3. deve ser registrado o valor bruto do benefício recebido. 3. Não é necessário que os integrantes tenham relações consanguíneas. Ou seja: para o Cadastro Único. o saláriomaternidade e o salário-família. que sejam parentes. como o auxílio-doença. é necessário que as pessoas residam no mesmo domicílio e compartilhem renda ou despesa para serem consideradas componentes de uma mesma família.  Renda familiar mensal: é a soma dos rendimentos brutos de toda família. sem os descontos registrados. isto é.1 Conceitos iniciais e organização do cadastramento O processo de cadastramento é um conjunto de procedimentos planejados e executados de forma precisa e que necessita ser permanentemente atualizado. auxílio-acidente ou auxílio-doença acidentário. é imprescindível o conhecimento dos conceitos abaixo:  Família: é a unidade nuclear composta por uma ou mais pessoas que contribuam para o rendimento ou tenham suas despesas atendidas por ela. inclusive de povos e comunidades tradicionais e da população em situação de rua. Não devem ser incluídos no cálculo da 14 .

Recomendase que seja. Definidos os conceitos. Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Pró-Jovem). Programa Bolsa Família. mulher. de preferência.  Manutenção de dados: alteração.  Coleta e registro de dados nos formulários específicos. Distrito Federal ou municípios. Auxílio emergencial financeiro e outros programas de transferência de renda destinados à população atingida por desastres. atualização e revalidação dos registros cadastrais. com idade mínima de 16 anos.  Inclusão de dados no Sistema de Cadastro Único. 15 . é importante lembrar que o processo de cadastramento das famílias é definido pela Portaria nº 177/11 e as Instruções Normativas decorrentes e engloba as seguintes fases e atividades:  Identificação das famílias que compõem o público-alvo. Atenção! Vale mencionar que o Benefício de Prestação Continuada (BPC).renda familiar os valores recebidos dos seguintes programas: Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). residente em municípios em estado de calamidade pública ou situação de emergência e demais programas de transferência condicionada de renda implementados por estados. aposentadorias. O RF deve ser um dos componentes da família e morador do domicílio. pensões e outros benefícios previdenciários considerados como parte integrante da renda da família. devem ser A renda familiar per capita (por pessoa) corresponde à soma dos rendimentos brutos divididos pelo número de componentes da família  Responsável pela Unidade Familiar (RF): é a pessoa que vai fornecer as informações ao entrevistador.

ou 16 .Atenção para o Cadastramento Diferenciado: A Portaria GM/MDS nº 177/2011 estabelece o cadastramento diferenciado para famílias com características específicas. Veremos a seguir os procedimentos necessários para atender cada uma dessas fases.alvo A primeira etapa no processo de cadastramento é a identificação das famílias que compõem o público-alvo do Cadastro Único pelo município. Beneficiárias do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). de acordo com as características socioculturais de cada segmento. ou seja. ou mesmo a contextos que as levam a experimentar condições críticas de vulnerabilidade socioeconômica. 3. Pessoas resgatadas da condição de trabalho análoga à escravidão. Indígenas. O cadastramento diferenciado refere-se à adoção de estratégias específicas de: • • • Abordagem. Atualmente as estratégias diferenciadas de cadastramento são dirigidas para as seguintes famílias: • • • • • • Quilombolas. Assentadas pela Reforma Agrária. que dizem respeito ao seu modo de vida. Pessoas em situação de rua.1 Identificação das famílias que compõem o público. crenças e costumes. as famílias que possuem:  Renda familiar per capita de até meio salário mínimo. Parcerias e ações intersetoriais. Coleta de dados. cultura.1.

 Renda familiar total de até três salários mínimos.2 Coleta de dados A entrevista e coleta de dados das famílias de baixa renda podem ser feitas de três formas:  Visita domiciliar: é a forma mais indicada para que o cadastramento tenha um maior alcance social e consiga chegar às famílias mais vulneráveis. sobretudo se tais postos forem instalados em locais distantes das áreas de concentração de pobreza.  Postos de atendimento: constituem uma alternativa mais barata para o município.gov. Neste caso. beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário. de modo a garantir que as famílias tenham acesso a essas informações.br/bolsafamilia.  Mutirões de cadastramento em bairros prioritários: essa estratégia é indicada como alternativa à visita domiciliar. Há uma estimativa de famílias pobres utilizada pelo MDS. Isto acontece porque a visita domiciliar não implica em custos de deslocamento para as famílias de baixa renda. 17 . calculada com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar – IBGE). especialmente para o caso de grupos específicos tais quais assentados. No entanto. às condições habitacionais e ao acesso a serviços públicos. Cada município pode conhecer a sua acessando o site do MDS: www. os locais e horários em que será realizado o cadastramento devem ser divulgados com antecedência. os problemas que se relacionam aos custos de deslocamento e o limitado acesso à informação por parte dessas famílias podem fazer com que a população mais vulnerável não busque este tipo de atendimento. indígenas. quilombolas.1.mds. A visita domiciliar possibilita obter das famílias informações mais próximas da realidade quanto à renda declarada. 3.

De qualquer forma. famílias quilombolas. cujo conceito se encontra abaixo: Povos e comunidades tradicionais são grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais. também devem ser feitas pelo município quando houver entre seus habitantes. por exemplo) e montando postos de atendimento em locais socialmente mais diversificados e com grande fluxo de pessoas. por meio de abordagens específicas. famílias assentadas. assentamentos. pois os dados sobre concentração territorial da pobreza é que permitirão identificar a localização mais adequada para os postos a serem implantados. O cadastramento dessas famílias deve acontecer preferencialmente por meio de busca ativa em razão das vulnerabilidades históricas dessas famílias. sendo uma maneira de avaliar a qualidade das informações coletadas. É importante destacar que a Portaria nº 177 de 2011 define que se o cadastramento for realizado somente em postos de atendimento. fazendo mutirões nas comunidades de difícil acesso (comunidades quilombolas. O município deve ter atenção especial se em seu território existirem famílias indígenas. famílias beneficiárias do Programa Nacional de Crédito Fundiário e pessoas resgatadas da situação análoga ao trabalho escravo. indígenas. pessoas em situação de rua. Ações de cadastramento. que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua 18 . Povos indígenas e comunidades quilombolas pertencem a um grupo mais amplo denominado Povos e Comunidades Tradicionais.Assim. que possuem formas próprias de organização social. realizando visitas aos domicílios situados nas regiões de alta concentração de pobreza. recomenda-se que os municípios combinem essas formas de cadastramento. assim como os dados relativos à concentração de povos e comunidades tradicionais e grupos específicos são importantes para definir locais para a realização dos mutirões. ao menos 20% das famílias devem passar por uma checagem dos dados por meio de visita domiciliar. ribeirinhas. o levantamento preliminar de informações é imprescindível para a gestão municipal.

040 de 7 de fevereiro de 2007). de 29/09/2008. somente famílias indígenas e quilombolas são identificadas como tais no Cadastro Único. uma vez que preencham os critérios de renda. social. no Caderno Azul. (Decreto no 6. religiosa. Entretanto. emissão de documentação civil básica.  Em relação aos indígenas. conforme Portaria 321.  Os Responsáveis pelas Unidades Familiares indígenas e quilombolas estão dispensados da apresentação do CPF e título de eleitor.  Para o MDS a identificação de famílias indígenas e quilombolas ocorre por intermédio da autodeclaração. capacitação pelas instâncias governamentais (municipais e estaduais). o fato de uma família se declarar indígena (ou quilombola) é suficiente para que ela seja assim identificada nos formulários do Cadastro Único. ou seja. INCRA. ancestral e econômica. a Senarc poderá considerar as particularidades desses segmentos populacionais. SEPPIR. FUNASA. Sobre o seu cadastramento há pontos importantes a considerar:  Todos povos e comunidades tradicionais podem ser inseridos no Cadastro Único.  No processo de cadastramento devem ser utilizados os recursos dos estados (IGDE). priorizando ações intersetoriais entre FUNAI. inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição. SEDH e Ministério Público. caso não possuam estes documentos. Entretanto. o RANI (Registro Administrativo de Nascimento do Indígena) é aceito como documento de identificação. busca ativa. podendo apresentar algum outro documento de identificação reconhecido nacionalmente.reprodução cultural.  Famílias indígenas e quilombolas seguem as mesmas regras que os demais em relação às condicionalidades. 19 . utilizando conhecimentos.

não há a necessidade de se habitar em uma terra indígena para ser considerado indígena.Famílias Indígenas População Indígena Urbana X População Indígena em Terra Indígena (TI). Antes de realizar o cadastramento é necessário:  Pactuação com as instituições que detenham mandato sobre esse tema: especialmente a FUNAI. Famílias Quilombolas É importante ressaltar que não há a necessidade de titulação. Entretanto. uma vez que o critério para tanto é a autodeclaração.  Explicar quais os direitos.Indígena. como e quais são os programas usuários do Cadastro e as obrigações das famílias. por órgão competente. Tanto a população indígena urbana quanto a população indígena em Terra Indígena. O acesso às famílias quilombolas deve iniciar com o conhecimento da existência e localização geográfica das comunidades. Como mencionado anteriormente. do território em que se situa a comunidade para que as famílias sejam consideradas quilombolas. a explicação deve ser feita na língua da etnia. são identificadas no Cadastro Único pela marcação do campo 215 “Raça/Cor” do Formulário de Identificação da Pessoa com a marcação da opção 5 . Para facilitar essa identificação o MDS disponibiliza para consulta um levantamento nacional de 20 . com a presença de intérpretes para o perfeito entendimento do tema). uma vez que a identificação ocorre por meio da autodeclaração. no Caderno Azul. existem especificidades no cadastramento de famílias que habitam Terras Indígenas.  Consultar o(s) povo(s) indígena(s) para saber se eles desejam ser cadastrados e receber o benefício do Programa Bolsa Família. (Caso seja possível.

podendo utilizar albergues para pernoitar. canteiros. casas de acolhida temporária ou moradias provisórias. logradouro públicos (ruas. marquises e sob viadutos) e áreas degradadas (dos prédios abandonados. alguns pontos devem ser observados:  Não deve ser feito na rua. cemitérios e carcaças de veículos). Uma vez que esse levantamento foi feito por meio de fontes secundárias. é necessário que suas informações sejam verificadas e atualizadas pelos municípios. Pessoas em Situação de Rua As pessoas em situação de rua devem receber tratamento diferenciado. fazendo destes locais seu espaço de moradia e sustento. temporária ou permanente. São consideradas pessoas em situação de rua aquelas cujos vínculos familiares foram interrompidos ou fragilizados e que não possuem moradia convencional regular. praças. abrigos. habitando.  O endereço deve ser o do equipamento de assistência social ou instituição de acolhimento. Secretarias Estaduais de Promoção da Igualdade Racial. 21 . ruínas. De maneira análoga às famílias indígenas. construído a partir de dados obtidos por várias fontes. etc.comunidades quilombolas. jardins.  Utilização de equipe qualificada de abordagem. para o cadastramento de famílias quilombolas também é recomendável o estabelecimento de parcerias com outras instituições que trabalham com esse segmento social como o Incra. Sobre o cadastramento de pessoas em situação de rua.

mediante modificações no regime de sua posse e uso. e 22 . O trabalho em condição análoga à de escravo é definido no Código Penal Brasileiro. as terras são adquiridas por meio da desapropriação ou outras formas de aquisição. executado pelo MDA. como a conduta de submeter trabalhador a qualquer uma das seguintes condições: • • • trabalho forçado. No caso das famílias assentadas pela Reforma Agrária. Famílias das pessoas resgatadas de situação análoga ao trabalho escravo. As famílias que têm acesso à terra por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário não devem ser confundidas com aquelas que foram assentadas pela Reforma Agrária. em seu artigo 149. Já as famílias atendidas pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). a fim de atender aos princípios de justiça social e ao aumento de produtividade (Estatuto da Terra. adquirem as terras por meio da compra a juros subsidiados pelo Governo Federal. § 1º). No Formulário do Agricultor Familiar do Caderno Azul existem campos específicos para a identificação de dois tipos de famílias beneficiadas no âmbito da desconcentração fundiária: as famílias assentadas pela Reforma Agrária e as famílias beneficiárias do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNFC). servidão por dívida. jornada exaustiva. desde que elas não estejam cumprindo a função social da terra.Famílias assentados pela Reforma Agrária e beneficiárias do Programa Nacional de Crédito Fundiário O Estatuto da Terra considera como reforma agrária o conjunto de medidas que visem a promover a melhor distribuição da terra. art. 1º. que é a produtividade. executada pelo INCRA.

referentes à Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).1 Procedimentos para coleta de dados 23 . 3. As famílias das pessoas resgatadas apenas são identificadas na atual versão do Cadastro Único por meio da marcação da opção “liberto de trabalho escravo” do campo 270 do Aplicativo. Na atual versão do Formulário do Cadastro Único é necessário o preenchimento dos campos 229 a 232 do Formulário de Identificação da Pessoa. O MDS busca na Base Nacional do Cadastro Único esses trabalhadores.• trabalho degradante. configuram a redução dos trabalhadores à condição de escravos. Para maiores informações acerca do cadastramento dos trabalhadores resgatados consulte o Informe nº 105: “Parceria do MDS e MTE promove a inclusão de resgatados do trabalho escravo no Cadastro Único e no Programa Bolsa Família”.1. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) firmaram Acordo de Cooperação Técnica 03/2005 para a implementação de ações de reintegração social dos cidadãos libertados do trabalho escravo. Essas condições. A relação dos trabalhadores que não se encontram no Cadastro Único é encaminhada ao Gestor do Cadastro Único/PBF do município de residência para que sejam localizados e cadastrados.2. O procedimento para o cadastramento desse segmento populacional é o seguinte: • • • O MTE encaminha ao MDS a relação dos trabalhadores resgatados. A partir desse Acordo de Cooperação os dois Ministérios passaram a trabalhar integrados. em conjunto ou isoladamente.

poderá ser utilizada a folha resumo. com a assinatura do entrevistado. consultar o histórico de pedidos e registrar o recebimento dos formulários. é possível realizar o pedido de formulários. data de nascimento e renda total do RF e de cada componente da família. o Sasf permite acompanhar a solicitação realizada. disponível no link http://www. imprimindo a quantidade de formulários necessária. Para efetuar a solicitação.br/bolsafamilia/cadastrounico.NIS. a transcrição das seguintes informações: a) código domiciliar constante do formulário de cadastramento da versão 6 ou código familiar atribuído pelo Sistema de Cadastro Único da versão 7.  Solicitar ao MDS por meio do Sistema de Atendimento e Solicitação de Formulários (Sasf). se houver. e d) composição familiar com nome completo.O entrevistador pode registrar as informações das famílias de duas maneiras:  Preenchendo os formulários de cadastramento ou  Preenchendo os dados diretamente no Sistema do Cadastro Único. Neste caso. com o login e a senha do gestor municipal.gov. do entrevistador e do responsável pelo cadastramento. c) endereço de residência da família.gov.mds. no mínimo. 24 .br/sistemagestaobolsafamilia/. b) data da entrevista. Ou.mds. Número de Identificação Social . conforme modelo constante do Anexo I da Portaria 177/2011. Pelo Sasf. que contenha. Além disso. pelo entrevistador e pelo responsável pelo cadastramento. o formulário deverá ser impresso após a inclusão dos dados para que seja assinado pelo entrevistado. deve-se acessar o Sasf através do Sistema de Gestão do Bolsa Família (SIGPBF). Há duas formas de o município obter os formulários:  Na página do MDS: www. dispensando a necessidade de envio de ofícios.

contendo as seguintes informações: Nome e Assinatura do Gestor Municipal. também conhecido como Caderno Verde. Formulários Avulsos e dois suplementares: (i) o Formulário Suplementar 1. é necessária a identificação do órgão e da pessoa responsável pelo recebimento. indicando também o endereço completo para a entrega dos formulários. é o instrumento básico de coleta de informações sobre a família e cada um de seus componentes. de vinculação da família a programas e serviços. Basta preencher as informações. Bloco 2 Características do Domicílio. 25 . o sistema ficará bloqueado. item “Manter Solicitação de Formulários”. É importante lembrar que a solicitação de formulários só poderá ser feita a cada sete dias e que para realizar um novo pedido é imprescindível que o gestor municipal tenha informado a entrega dos formulários pela CAIXA na sua última solicitação. A versão 7 do Cadastro Único conta com um Formulário Principal. um telefone para contato e o órgão que necessita dos formulários. Bloco 4 Identificação da Pessoa. O Formulário Principal de Cadastramento. para pessoas em situação de rua. Caso isto não aconteça. endereço de entrega e quantidade de cada um dos modelos de formulários necessária. nome do responsável pelo recebimento dos formulários. Está estruturado em 10 blocos: Bloco 1 Identificação e Controle. e (ii) o Formulário Suplementar 2.Ao acessar o SIGPBF. o município também poderá solicitar por ofício ou envio de fax no telefone: (061)3433-3693. Identificação do Domicílio e Família Bloco 3 Família. Em caso de dificuldades de acesso ao SASF. no menu “Gestão de Cadastro – Formulários/ SASF”. A Senarc autoriza o envio todo primeiro dia útil da semana e a CAIXA envia os formulários autorizados ao município.

para famílias que já foram cadastradas no Caderno Verde. O entrevistador deve utilizar um Formulário Avulso 1 para registrar os nomes dos demais integrantes da família na “Lista de Componentes da Família Moradores do Domicílio”. doze componentes da família. 4. Bloco 7 Escolaridade. só é permitido utilizar os Avulsos da versão 7 para atualização depois da família ter sido cadastrada no Caderno Verde. no máximo. Deve ser utilizado para atualizar os dados do domicílio e da família. Bloco 10 Marcação livre para o município. Deve ainda ser utilizado caso a família tenha mais de seis componentes. Identificação da Pessoa Bloco 9 Responsável pela Unidade Familiar. o entrevistador deve utilizar o Formulário Avulso 2 para cada pessoa a mais. 3. Bloco 6 Pessoas com Deficiência. 6. 9 e 10 do Formulário Principal. O Formulário Avulso 1 também será utilizado caso a família possua mais de doze componentes. há dois Formulários Avulsos: (i) Avulso 1 – Identificação do Domicílio e da Família. 5. 26 . O Formulário Avulso 2 traz os campos que identificam as características de cada pessoa da família. quanto para a atualização das informações de famílias que já foram cadastradas nos formulários da versão 6. Este formulário deve ser utilizado na atualização de dados da pessoa. No entanto. É a reprodução dos Blocos 1. 2. 8 e 9 do Formulário Principal. pois o Formulário Principal permite listar. O Formulário Avulso 1 traz os campos que identificam as características do domicílio e da família. e (ii) Avulso 2 – Identificação da Pessoa. Bloco 8 Trabalho e Remuneração. 7. É a reprodução dos Blocos 1. pois o Formulário Principal permite cadastrar no máximo 6 pessoas. Neste caso. O Formulário Principal deve ser utilizado tanto para a coleta de dados de famílias que nunca foram inseridas no Cadastro Único.Bloco 5 Documentos. Na versão 7.

Domicílio. Além disso. pelo menos. Mais informações podem ser consultadas no Manual do Entrevistador.gov. 1 Acesse os materiais didáticos do Cadastro Único no link: http://www. disponível no link: http://www. deve-se estar atento a conceitos importantes para o Cadastro Único.br/bolsafamilia/capacitacao/capacitacao-cadastro-unico/material-didatico 27 . É essencial ler o Guia de Cadastramento de Pessoas em Situação de Rua para saber como identificar esse público específico.mds. seguindo as instruções contidas no Manual do Entrevistador1. e outros previstos no Decreto nº 6. Morador e Responsável pela Unidade Familiar. Os entrevistadores devem ser orientados a preencher o formulário com o máximo de cuidado.135/07 e na Portaria nº 177/11. e a registrar as informações de.1.gov. um documento de numeração única nacional (CPF ou Título de Eleitor). para o Responsável pela Unidade Familiar. que deve ser maior de 16 anos. como o de Família.2. 3.mds.br/bolsafamilia/capacitacao/capacitacao-cadastro- unico/material-didatico.2 O Cadastramento O município deve capacitar os entrevistadores em parceria com as coordenações estaduais do PBF. O Formulário Suplementar 1 – Vinculação a Programas e Serviços é de preenchimento obrigatório tanto para inclusão de famílias no Cadastro Único quanto para atualizações ocorridas na Versão 7. com auxílio do material disponibilizado pelo MDS. Já os Formulários Suplementares identificam situações específicas que complementam as informações da família.É necessário anexar os Formulários Avulsos ao Formulário Principal. O Formulário Suplementar 2 – Pessoa em Situação de Rua deve ser preenchido somente para pessoas em situação de rua.

será aceita a Certidão Administrativa de Nascimento do Indígena (RANI). se a família possuir membros que não tenham nenhum tipo de documento de identificação. CPF ou Carteira de Trabalho). O registro do documento de padronização nacional para o Responsável pela Unidade Familiar é de extrema importância para evitar multiplicidades cadastrais. Título de Eleitor. 3.Para os demais componentes da família. Se os Responsáveis pelas Unidades Familiares quilombolas e indígenas possuírem o CPF ou o Título de Eleitor. 28 . e para que o cadastro da família seja considerado válidona base nacional. sendo suficiente a apresentação de qualquer outro documento de identificação previsto no formulário. alterar ou excluir prefeituras. No caso de povos indígenas. basta a apresentação da Certidão de Nascimento. o município deve articular ação específica com os órgãos locais responsáveis pela emissão de documentos. para o Responsável pela Unidade Familiar. do CPF ou Título de Eleitor. às famílias quilombolas e famílias indígenas é dispensada a obrigatoriedade de apresentação. Certidão de Casamento ou de outro documento de identificação previsto no formulário (RG. Para todos os casos. Esse instrumento permite incluir. solicitando à Coordenação Estadual do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família apoio para a implementação de ações voltadas para a documentação dessas pessoas. domicílios ou pessoas. esses documentos devem ser registrados.3 Inclusão de dados De posse dos formulários preenchidos. que está em constante processo de atualização e aperfeiçoamento. Como já foi abordado anteriormente.1. caso o indígena não possua nenhum outro documento de identificação. as informações coletadas pelos entrevistadores devem ser digitadas no Sistema do Cadastro Único. expedida pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

são necessários para a atribuição do NIS:  Nome completo da pessoa.1. completeza e atualidade desses registros. Uma vez inseridos na base nacional.1.1 Atualização cadastral A atualização cadastral é o processo necessário a ser realizado sempre que houver modificações na composição das famílias. esses dados são utilizados para selecionar as famílias para o PBF e outros programas sociais.6 Manutenção da base de dados A manutenção da base de dados implica na verificação de todas as informações contidas no cadastro da família. 3. 3. dentre outros. O gestor deve ficar atento ao preenchimento dos seguintes campos que.Para cada componente da família cadastrado será atribuído o Número de Identificação Social (NIS). os municípios devem realizar constantemente a manutenção da base de dados. por meio dos procedimentos de:  Atualização e  Revalidação dos registros cadastrais. condição socioeconômica ou 29 . e  Documento de qualquer documento de identificação previsto no Formulário de Cadastramento. Além de inserir os dados das famílias na base do Cadastro Único. pessoal e intransferível.6. considerando os critérios de elegibilidade de cada um deles. Esses procedimentos visam assegurar a unicidade. de caráter único.  Data de nascimento.  Nome completo da mãe.

6.mudança de residência. Cada cadastro deve ser atualizado em um prazo máximo de 24 meses. É.  Avulso 2: Identificação da pessoa. apenas é atualizado o campo referente à data da entrevista. 30 . Na revalidação cadastral. É importante ressaltar que tanto os formulários principais quanto os avulsos devem ser arquivados pelo prazo de cinco anos. 3.2 Revalidação dos dados A revalidação cadastral é o procedimento a ser utilizado quando for verificado. Também deve ser feita no prazo máximo de 24 meses contados da data da última entrevista. contando a partir da data de inclusão ou última atualização.1. a confirmação das informações do cadastro das famílias. a fim de garantir que o procedimento está sendo corretamente realizado. Para a atualização de informações de famílias já cadastradas e do domicílio. na atualização cadastral. portanto. em condições de boa guarda e manuseio. A revalidação produz os mesmos efeitos que a atualização cadastral e o MDS monitora a quantidade de cadastros revalidados por município. sem que tenha havido nenhuma alteração nos dados. que não houve nenhuma modificação nas informações já registradas. deverão ser utilizados os Formulários:  Avulso 1: Identificação do domicílio e da família e.

como RAIS (Relação Anual de Informações Sociais). VI da Portaria 177 de 20/06/2011. conforme previsto no art. CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). com o objetivo de identificar indícios de omissão ou subdeclaração das informações prestadas pelas famílias. Os cadastros das famílias somente poderão ser excluídos nas seguintes situações:  Falecimento de toda a família. 25. Auditorias A qualquer momento o governo local e o MDS poderão adotar medidas de controle e prevenção de fraudes ou inconsistências cadastrais.2. A partir dessas informações. deve ser preenchida a Ficha de Exclusão de Pessoa. III – Solicitação da pessoa. a fim de averiguar a veracidade e aumentar a qualidade das informações do Cadastro Único. II – desligamento da pessoa da família em que está cadastrada. 3. entre outros. 27.3. VIII e art.3 Exclusão de cadastro O município e o Distrito Federal somente poderão realizar a exclusão de pessoa da base do Cadastro Único quando ocorrer quaisquer das seguintes situações: I – falecimento da pessoa. o MDS solicita aos municípios e DF que realizem atualização cadastral e verifiquem se os indícios são reais. e IV – decisão judicial. conforme Anexo II da Portaria 177/2011. Sendo assim. 31 . Para cada pessoa excluída. o MDS realiza cruzamentos entre a base nacional de dados do Cadastro Único e registros administrativos.  Recusa da família em prestar informações.

é necessário que todos os procedimentos abordados nesta apostila sejam feitos com cuidado e precisão.  Solicitação da família. 32 .  Decisão judicial. senão o cadastro poderá ser excluído do Cadastro Único. Atenção!  Os municípios não podem excluir cadastros nos últimos seis meses do término da gestão de um governo no município. Cadastros com mais de 2 anos sem nenhuma atualização não contarão para o cálculo do Índice de Gestão Descentralizada (IGD). você tenha ficado com a percepção do grande potencial do Cadastro Único para a formulação e implementação de políticas públicas capazes de promover a melhoria das condições de vida das famílias brasileiras de baixa renda. o município terá mais 24 meses (até 01/03/2014) para encontrar essa família com o objetivo de atualizar ou revalidar os dados. ou seja.  Não localização da família para atualização ou revalidação cadastral por período igual ou superior a 4 anos contados da última entrevista. até 01/03/2012.. Comprovação de omissão de informações ou prestações de informações inverídicas pela família e que caracterize má fé. É importante que no final do estudo desta apostila. seu cadastro deverá ser atualizado ou revalidado num prazo de até 24 meses dessa data. Para que o Cadastro Único seja uma ferramenta efetiva no combate à pobreza. Exemplo: se uma família foi incluída no Cadastro Único em 01/03/2010. Após essa data.

33 .

b) O município não tiver formulários. b) Inserir os dados coletados no Sistema de Cadastro Único. c) Manter atualizada a base de dados municipal do Cadastro Único. e) Estimular a utilização dos dados do Cadastro Único para o planejamento de políticas públicas municipais voltadas à população de baixa renda.Apêndice Atividades para verificação de aprendizagem sobre o Cadastro Único 1) O Cadastro Único é utilizado apenas para seleção de público-alvo do Programa Bolsa Família. que não houve nenhuma modificação nas informações já registradas. d) For verificado que a família está omitindo informação. 4) A respeito do SASF é importante salientar que: a) Os formulários devem ser solicitados somente quando não houver mais formulários no estoque b) O SASF é um sistema mais lento. d) Autorizar o envio de formulários de coleta de dados. c) for verificado. na atualização cadastral. 3) A revalidação cadastral é o procedimento a ser utilizado quando: a) A família não tiver sido localizada. ( )V ( )F 2) Assinale a alternativa que não é responsabilidade dos municípios: a) Identificar as famílias que compõem o público-alvo do Cadastro Único e registrar seus dados nos formulários específicos. sendo preferível solicitar os formulários por ofício 34 .

b) Não localização da família para atualização ou revalidação cadastral por período igual ou superior a 2 anos contados da última entrevista. 5) A frequência da atualização cadastral deve ser: a) No prazo máximo de 5 anos. c) No prazo máximo de 3 anos. d) Comprovação de omissão de informações ou prestações de informações inverídicas pela família e que caracterize má fé. com exceção de: a) Recusa da família em prestar informações. e) No prazo máximo de 1 ano. b) No prazo máximo de 4 anos. 35 . e) Solicitação da família. d) No prazo máximo de 2 anos.c) O SASF é um sistema de solicitação de dados cadastrais d) O SASF precisa ser baixado no sítio do MDS e instalado para uso e) O SASF é um sistema de solicitação de formulários de cadastramentos online que agiliza o atendimento das solicitações de formulários pelos municípios. c) Falecimento de toda a família. 6) Os cadastros das famílias podem ser excluídos nas seguintes situações.

C 4. E 5. Gabarito: 1. F 2. São Paulo: Ática.B 36 .Referências HAYDT. Curso de didática geral. Regina Célia Cazaux. D 3. D 6. 2006.8 ed.

Para mais informações a respeito do Cadastro Único e do PBF. existem os canais de atendimento abaixo: 37 .

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