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TALES...

Agradecimentos:
Abraços de Gorila da montanha as flores: Aral, Aul, Ainav, Adicerapa.

!As regras da lingua s"o para a#eles #e n"o sabem andar e presi$am de muletas. Eu me viro sem muletas e invento #oi$as.! %ubem Alves

*Bolero de satã – interpretado por Ellis Regina y Caubi Peixoto no toca vinil.

A VERDADE !"A #RA$DE "E$%&RA'

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TALES...

Anigav da Silva

Tales a pe'uena moeda (( r)is 1*&+
S"o ,aulo 1- Ediç"o . (1&
/

FODAM-SE os direitos autorais: Acreditamos que qualquer expressão que sirva para melhorar, evoluir o sentimento e o pensamento humano é um em comum! "ortanto não deve ser considerada uma propriedade privada! Este tra alho pode ser reprodu#ido ao todo ou em parte desde que não vise a produ$ão com %inalidade de lucro! &iva o livre pensar, expressar e sentir' &iva a livre poesia''' ()*E A FO+*E' (ontatos: http:,,putoeta! lo-spot!com,

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Tudo começou com um 1baseado2, onde a partir da3 se desenrolou esse romance onde uma pe#ena moeda de (( r)is de 1*&+ resolveu contar sua hist4ria e as m"os 'ue a tocaram.

TALES A pequena moeda Anigav da Silva

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Pri(eira dica para )ue( gosta de se la(bu*ar co( livros+ nu( espas(o orgas(,tico- Apalpe o livro+ observe a capa+ o titulo+ os detales+ c.eire/o+ 0ol.eie/o+ observe a contracapa+ c.eire/o nova(ente+ passe as (ãos+ use o tato+ as narinas+ os ol.os. %ranse co( ele. Relaxe e tr1s go*e'' C.ega de pudores co( a literatura. Ela 2 algo (ais 3e literatura ci0r4es )ue se resu(e e( u( a(ontoado de letras y palavras 3e apenas (olda( e padroni*a(+ apoiando o )ue esta estabelecido e nada (ais. 5iteratura 3e apenas 0a* o vento arti0icial e( sua 0ace+ e por 0alar e( 0ace+ ol.e/se no espel.o de ve* en)uanto ou se(pre )ue tiver vontade. 6bserve/se lenta(ente. 7a8a+ crie+ rabis)ue+ ouse... descubra/se. A(e seus 9rgãos. C.ega de rabiscos )ue apenas ap9ia( o estabelecido. C.ega de .u(ildade co( a desigualdade. $ão )ueira trans0or(ar tudo e( ci0r4es desnecess,rios.:
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78ual'uer semelhança semelhança9

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uma

Nota da Escrevinhadora - ,as$toro$ott no dec# – Esses rabiscos é pra usarmos o cérebro que sejamos a mudança) *6s erros gra(aticais+ g;rias+ <palavr4es= e outras pro0ana84es da l;ngua <culta= são nor(ais e at2 enaltecidos nesses rabiscos. A)ui não se procura agradar ningu2(+ receber elogios ou tão pouco dar satis0a84es aos policiais das leituras+ dos (ovi(entos+ das escritas+ 3e ao inv2s de ler >E$%&$D6 6 C6$%E?D6 se det2( e( detal.es+ regras+ padr4es e outras bostas )ue de nada nos serve( no cotidiano.
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SINTA-SE

:;ota da ao som do Ultimo gobierno :ao vivo <)=ico> ? ,rimeira dica para = terr@'ue=. :;ota da gata miando atr@s da porta . <ais uma ve$ a 1revi$adora2 passa o 1$4io2 no livro. As xs 'ue ser"o usados em algumas palavras, dependendo deu, rabiscadora, s"o usados para 'uestionar a l3ngua patriarcal portuguesa fascista e as le=ias. B usado para substituir a letra A ou , para masculino ou !eminino, sacou9C Se liga vamo #ebrar padrDes, #erer mudanças, ser mudanças9> Leia devagar, com pra$er, se caso n"o entender, leia novamente. Abserve 'ue e=iste ene #ositas. Eapte a viagem>. Agora segue um te=to sobre A ,A%TFEF,AGHA IA <JLKE% ;A SAEFEIAIE: J<A LFSHA AT%ALBS IA LF;GJAGE<. %etirado,
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chumpinhado, pirateado, pois a informaç"o tem 'ue ser sociali$ada ,A%%aaaaaaaaaaaa999 ? Io livro A mulher na L3ngua do ,ovo rabiscado por Eliane Lasconcellos Leit"o. Editado pela Achiam) Ltda 1*+1. A "A#$%&%"A'( )A *U+,E# NA - &%E)A)E. U*A /%-( A$#A/0- )A +%N1UA1E* A %nvisibilidade da *ulher A mulher ) um ser humano anulado. ;a maioria das ve$es, sua invisibilidade ocorre nos mais diversos campos. ;os ambientes sociais :clubes, bares, salDes de Mogos etc.>, nas companhias particulares, nas diretorias governamentais, nos altos escalDes do
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governo e at) mesmo no nNcleo familiar, s"o os homens 'ue decidem. Elas s"o notadas, unicamente, por sua ausOncia ou por uma participaç"o passiva. As homens s"o onipresentes, en'uanto as mulheres, muitas ve$es, n"o s"o se'uer percebidas. Essa desigualdade est@ marcada inicialmente na estrutura gramatical da l3ngua atrav)s do uso do masculino como 1forma de gOnero n"o. marcada2. K@ dois gOneros gramaticais na l3ngua portuguesa: o masculino e o feminino. ;essa divis"o en'uadram.se tamb)m os adMetivos 'ue est"o em concordPncia com o substantivo. <orfologicamente, o feminino ) indicado pela desinOncia a em oposiç"o Q desinOncia *ero do masculino. Assim sendo, este ) uma forma n"o.marcada, ao passo 'ue a'uele ) uma forma marcada. Sucintamente, podemos di$er 'ue, para o falante da l3ngua portuguesa, de um modo geral, o masculino vem e=presso
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pela desinOncia o e o feminino, pela desinOncia a e, 'uando a concordPncia nominal ) necess@ria, o adMetivo concorda em gOnero e nNmero com o nome. Assim temos: menino estudioso R menina estudiosa. Eontudo, 'uando em uma frase h@ concorrOncia de gOneros, isto ), 'uando ambas as formas est"o presentes e fa$.se necess@ria a concordPncia, verificamos 'ue o adMetivo aparece em sua forma masculina, salvo naturalmente 'uando ) uniforme :cf. meninos e meninas estudiosos, camisas e sapatos verdes>. Embora tal posicionamento n"o inferiori$e a mulher, prova sua invisibilidade, sua reMeiç"o. A %nvisibilidade 2eminina nos "ronomes %nde!inidos
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As indefinidos de referencia Q pessoa ? ningu2(+ algu2( e outre( ., por sua forma, n"o podem ser considerados nem masculinos nem femininos, pois n"o tra$em marca de gOnero. Entretanto, a concordPncia nominal, 'uando se fa$ necess@ria, ) feita com o adMetivo em sua forma masculina. LeMamos: . ;ingu)m t"o burro passaria nesta ponte 'ue ameaça cair. . ;ingu)m 0a(oso compareceu ao shoS. . Garanto 'ue s4 algu)m tolo cairia nesta brincadeira. . Ticava horas na Manela a ver se algu)m con.ecido passava. . Autrem (aldoso faria a mesma coisa. Trases e'uivalentes aos e=emplos acima s"o usadas fre'Uentemente. ,or)m, 'uando ouvimos sentenças onde a concordPncia de tais indefinidos se fa$ com a forma feminina, constatamos 'ue,
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na realidade, esta n"o se d@ com os indefinidos ningu2(+ algu2(+ outre(, e sim com a pessoa a 'ue se referem esses pronomes. Temos ent"o frases do tipo: ;unca vi ningu)m t"o bonita 'uanto %eresa. Algu)m anda saudosa dos pais. ;o primeiro e=emplo, a concordPncia fe$.se com o substantivo feminino %eresa e no segundo, com a pessoa 'ue o falante tinha em mente. Em ambos os casos a concordPncia n"o se deu com o pronome indefinido e sim com o seu referente. ;a l3ngua portuguesa, 'uando o gOnero gramatical n"o ) determinado nem conhecido, optamos pela forma masculina.
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A &oncord3ncia &oncorr4ncia de 14nero5

com

8uando em um conte=to h@ concordPncia de gOneros, 'uer di$er, figuram Muntas uma ou mais formas masculinas e femininas, constatamos 'ue o adMetivo posposto, 'ue as determina, ) usado 'uase 'ue obrigatoriamente no masculino plural, embora alguns gram@ticos aceitem a possibilidade de nesse caso o adMetivo concordar em gOnero e nNmero com o mais pr4=imo. 8uando na frase s"o enumerados muitos substantivos, h@ tendOncia para concordar o adMetivo com o Nltimo substantivo. Ainda 'ue frases como estas façam parte da competOncia do falante do portuguOs, a sua fre'UOncia ) menor, e a concordPncia fa$.$e com o substantivo mais pr4=imo, por'ue o gOnero dos demais se perde na mem4ria.
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. Komens e mulheres idosos. . ,edro, <aria e Kelena s"o estudiosos. . 8uando entramos no 'uarto de Eristina, ficamos horrori$ados. Kavia mesas, cadeiras, espelhos, livros, l@pis, vestidos, almofadas e canetas vel.as por toda a parte. Autro e=emplo do predom3nio da forma masculina sobre a feminina encontra.se nas le=ias usadas para sinteti$ar substantivos de gOneros diferentes. Se algu)m tem um irm"o e uma irm", refere.se a eles como seu ir(ãos. A mesmo acontece com pais 'ue subentende pai e m"e, e as palavras vi*in.os :vi$inho V vi$inha>, reis :rei V rainha>, atores :ator V atri$>, cidadãos :cidad"o V cidad">, tios :tio V tia>,
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sobrin.os :sobrinho V sobrinha>, 0il.os :filho V filha> etc. Autro fato 'ue tamb)m marca a supremacia do homem nas formas gramaticais e 'ue se encontra relacionado com o e=emplo acima, ) a escolha do pronome pessoal masculino de terceira pessoa do plural, 'uando h@ mistura de referentes, isto ), 'uando temos nomes masculinos e femininos Muntos. ;a frase @oão e "aria sa;ra(, se 'uisermos substituir os nomes pr4prios por um Nnico pronome, s4 podemos usar a forma eles. Teremos ent"o: Eles sa;ra(. ;"o se usa forma feminina nem forma neutra. Io mesmo modo, se em uma sala de aula houver /( alunos, sendo &* feminino e um do se=o masculino, o professor ) obrigado a usar o pronome eles em relaç"o a seus pupilos e, por conse'UOncia, a forma masculina de 'ual'uer adMetivo 'ue 'ueira empregar. Tato 'ue comprova a invisibilidade feminina.
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,arece.nos o uso de eles para sinteti$ar ele V ela n"o se restringe Q l3ngua portuguesa. Jma an@lise das diversas l3nguas comprovaria 'ue se trata de um universal lingU3stico. Uso 1enérico da 2orma *asculina <ais uma manifestaç"o da supremacia lingU3stica da forma masculina pode ser encontrada 'uando certas palavras, nessa forma, s"o usadas para designar todos os membros de uma classe. Jm e=emplo bem caracter3stico ) a palavra .o(e(, aplicada para referir.se Q classe dos seres humanos, ou seMa, Qs mulheres, aos meninos, Qs meninas e ao pr4prio homem. A forma gen)rica tamb)m ) empregada 'uando fa$emos
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menç"o Q nacionalidade, pois di$emos os brasileiros, n"o as brasileiras. En'uanto a primeira le=ia compreende tanto os homens 'uanto as mulheres nascidos no Wrasil, a segunda refere.se somente Qs mulheres. Abservemos as frases: . A homem con'uistou a Lua. . A brasileiro ) alegre. Se ao inv)s do primeiro e=emplo tiv)ssemos ? A (ul.er con)uistou a 5ua, ver3amos 'ue essa sentença n"o estaria aludindo ao conMunto de seres humanos :homens, mulheres e crianças>, e, sim, a um elemento desse conMunto :mulheres>, por'ue a palavra (ul.er n"o ) usada para designar 1'ual'uer indiv3duo pertencente Q esp)cie animal 'ue apresenta maior grau de comple=idade na escala evolutiva2. Eontudo, essa ) a significaç"o primeira da palavra .o(e(. A mulher, para e=pressar algo 'ue lhe ) b@sico, o
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fato de e=istir como ser humano, vO.se obrigada a usar a le=ia .o(e(. ;o segundo e=emplo, a palavra brasileiro ) empregada para nomear todos os nascidos no Wrasil, mas a mesma frase com a forma feminina limitar.se.ia e=clusivamente Qs mulheres :cf. A brasileira 2 alegre>. S4 a forma masculina pode englobar os dois se=os. Apesar dessa caracter3stica, o uso gen)rico do substantivo masculino pode, em certos conte=tos, tornar.se amb3guo. . As mong4is foram grandes con'uistadores. ;as localidades a 'ue chegaram, tomaram dos camponeses suas terras e prostitu3ram suas mulheres. ;esse (ong9is, a e=emplo a palavra principio, refere.se
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eres. na maioria das ve$es.genericamente ao povo mongol ? homens. n"o se conhecem na l3ngua portuguesa e=pressDes paralelas ao . o assunto dei=ou de ser gen)rico para ser especificamente masculino.er de 1 . 'ue se relaciona ao conceito supracitado..al+ ao .o(e( de Cro/"agnon+ .o(e( de $eandert.al etc.ra( suas (ul.o(e( de @ava+ . as mulheres. Autro e=emplo. principalmente 'uando as frases tOm referencias hist4ricas.o(e( de $eandert. pode ser encontrado nas e=pressDes . Eomo notamos na parte final do e=emplo.o(e( de @ava etc. "ul. Embora o nosso racioc3nio e a nossa l4gica nos mostrem 'ue entre os indiv3duos pr). com a le=ia mulher.o(e( de Pe)ui(+ . mulheres e crianças ? mas certamente nenhuma mulher ou criança prostitu.hist4ricos tenha havido mulheres. Essa confus"o entre gen)rico e particular ) um tipo de fenXmeno lingU3stico 'ue e=cluir da humanidade.

ainda.er e evolu8ão da (ul. Cro/"agnon+ (ul.er se 0e* nas Alti(as d2cadas>... Alguns falantes nativos tOm a tendOncia para perceber nessa le=ia uma referOncia e=clusivamente masculinaY .odemos. As e=pressDes orige( da (ul.o(e(. .o(e( e evolu8ão do . Tal tratamento deve sugerir a falantes muito Movens 'ue o se=o feminino ) uma forma humana inferior e diferente. n"o ) t"o gen)rica como parece.u(anidade.o(e(.er 0oi a costela de .er tOm sentido diferente de seus e'uivalentes masculinos :cf. a palavra .er de @ava n"o h@. levantar o problema de 'ue. A mesmo ocorre com as e=pressDes orige( do .o(e(. na nossa l3ngua.TALES. A evolu8ão da (ul. uma simples costela tirada do homem. A orige( da (ul. usada como e'uivalente de .

se em 'ual'uer tipo de con'uista ou descoberta.o(e( descobriu a cura da tuberculose Y a referOncia da palavra . 'uando nos lembramos 'ue a descoberta do elemento 'u3mico r@dio foi feita & .o(e( 0oi B 5ua n"o tem sentido gen)rico. A termo . .u(anidade.dio. sim. ela ser@ interpretada em seu sentido particular e n"o geral. essa interpretaç"o decorre do fato de 'ue em nossa sociedade n"o ) permitindo Q mulher lançar. A mesmo acontece 'uando temos frases do tipo 6 . A referente imediato desse voc@bulo ) a humanidade ou o homem. uma frase do tipo 6 .o(e( descobriu o r. somente ao homem. At) mesmo a sentença 6 . S4 se pensa nesta.o(e( n"o se refere Q humanidade e.assim sendo. para esse grupo.o(e(. A le=ia .rovavelmente. passa por esse processo. para muitos.o(e( est@ identificada com o ser humano do se=o masculino. n"o ser@ a . Mamais a mulher.

se a eles. A 1segundo2 se=o leva uma grande desvantagem. em alguns conte=tos.atri$. B certo 'ue tal / . auto. professor.professora. verificamos 'ue certos nomes de profissDes mantOm... poeta.TALES. As meninos desde cedo ouvem termos masculinos referindo.poetisa>. Autro aspecto significativo do uso gen)rico da forma masculina pode ser encontrado na denominaç"o dada Qs profissDes. tamb)m por <adame Eurie e n"o s4 por seu companheiro. se na forma masculina mesmo 'uando se trata de uma mulher.doutora. s"o homens. Embora a gram@tica da l3ngua portuguesa tenha instrumentos derivacionais 'ue lhe permitem gerar a forma feminina para 'ual'uer substantivo :cf. doutor. mas as meninas precisam aprender 'ue.

fenXmeno lingU3stico s4 ocorre 'uando 'ueremos generali$ar ou 'uando a profiss"o se encontra relacionada a uma @rea especifica eZou altamente prestigiada.rimeiro. Todavia. Temos . para o falante nativo do portuguOs. K@ ainda alguns e=emplos interessantes 'ue se acham relacionados 0 . por nature$a. ou seMa.rimeira. as profissDes s"o. na'uela em 'ue o cargo ) tipicamente masculino. um campo masculino.rimeira.<inistra :atualmente M@ encontramos a forma .<inistroY ao nos referirmos a Fndira Gandhi ou a Golda <eir n"o usamos a e=press"o . os nomes de profissDes relacionados aos serviços dom)sticos s"o eminentemente femininos e 'uando a forma masculina e=iste ) mais valori$ada.<inistra>. Esse fenXmeno de se chamar profissionais femininas por nomes masculinos ) uma confirmaç"o lingU3stica do fato de 'ue. "inistro ) um e=emplo.

5 .se no fato de os dicion@rios fre'Uentemente definirem ou e=emplificarem palavras 'ue s"o aplicadas a um ou a outro se=o.2 <orador ? 1a)uele 'ue mora. a supremacia masculina tamb)m ) absoluta.a Eonstituiç"o do Wrasil.rio pertencente ao 'uadro do serviço diplom@tico de um pa3s. com a supremacia lingU3stica masculina...ol3tico ? 1a)uele 'ue trata ou se ocupa de pol3tica. os senadores.2 . LeMamos: Iiplomata ? 10uncion.2 . A presidente. Jm deles encontra. todos s"o tratados por eles. os deputados.TALES.2 <onar'uia ? 1estado sob o governo de um (onarca. usando e=clusivamente o masculino.

a anCa n"o e=iste>. Tal ocorrOncia n"o pode ser dissociada 1do fato de 'ue os homens tOm sido os 'ue escrevem e os 'ue fa$em as coisas2 e da pergunta 'ue podemos estender Q nossa l3ngua: 18ual a pessoa 'ue criou o inglOsC .At) na nomenclatura religiosa a superioridade masculina manifesta. podendo assim. s"o representados por belos Movens. %afael. 6 . <iguel> e. o anMo. e o diabo tamb)m. Jsamos a e=press"o 1em nome do Pai.rincipalmente o homem ? pelo menos at) a geraç"o presente2.o e do Esp. do 7il. A forma masculina ) preferida Q feminina. ainda.se. .esta parte do trabalho tentamos mostrar como a l3ngua demonstra 'ue as mulheres s"o ignoradas. pelo menos tOm nomes masculinos :Gabriel. e embora nos digam os te4logos 'ue os anMos n"o tOm se=o :cf. ser facilmente constatada a'uela supremacia.rito >anto2.ai ? ) homem. Ieus ? o .

%ra8os+ 0or(a+ textura y c. :.. 6un7899: / Estava eu dando u(a <bola=DE: )uando passou pelos (eus ol.. n9is+ s9 para psicoticxs'=+ terr./la. <P.os u(a pe)uena (oeda+ )ue estava escondida nu(a pe)uena gaveta grande.ovo de Eliana Lasconcellos Leit"o ? vale conferir9 Abraços de elefante a Eliana> DNota da autora.eiro.ota da rabiscadora parte (*+ ? %ecomendo o livro A mulher na L3ngua do .)uexs )ue trepa+ vadia+ curte+ a(a y 0ode literal(ente co( livros+ *ines+ poesias+ (asturba/se+ + .TALES. surgiu esse novo rabisco. Peguei/a e co(ecei/a observ. "eu c2rebro captou e da.

BeiCos no anus. Eontente. DAt2 agora tH curtindo. Prxs rabiscadoresFas de interroga84es.A Laticano[ aconteceu para .$anG da >ilva+ atri*.: :Nota da sexta-!eira5 89 horas e =8 minutos5 A fumaça presente.ador no ca(po de centeio=.contos e 0arpas. Rs terr@'ue=s 'ue leram tiveram pra$er.<. Ao som de Komomilitia. Prxs leitorxs seCa( benvindos a (ais u( novo 0il(e de Anigav da >ilva. <6 a(pan. pelo menos n"o me falaram nada. EIFJFEKKL – EK.<.%ales: DNota da autora parte . ent"o analiso 'ue tenham gostado ou 'ue n"o * .MJ(.< – %H lendo a desgra8a do livro )ue estava ar)ueologica(ente procurando.an\ da Silva. pois o livro 1. Dire8ão.

. B n4is porraaaaaaaaa> :Nota da peidadora ? Acabei de ler ]erther do Goethe. a n"o ser #e tinha muita maconha. tiveram coragem de di$er 'ue n"o gostaram.. o mais importante pra mim ) 'ue ele saiu e tivemos orgasmos. 1transcede na escrita2. mas curti. Ele me incentivou a rabiscar esses rabiscos. Jm pintor de bueiros me disse. 1Toi o livro mais lido em %oma2 ? disse um amigo de boteco a ele. Ehato no começo. vai sair outro vagabundagem. Estou di$endo isso pois dei uma força a ele. <as. Iepois desse.> &( . A cara 1desanda2..TALES.an\ disse #e ningu)m disse nada a ele tamb)m.

HA B LE%IAIE AWSALJTA. Sinta o cheiro da rebeldia.TE. A Lerdade ) uma grande mentira9 .T%ALE. LE%IAIE AWSALJTA . Jm viva as c)lulas 'ue participaram. <E. mais ai esta. Liva a realidade de ch"o batido.:Nota da apreciadora de criatividade !aça n>is memu ? Ao som da coletPnea apo)tica ? Wi recita suas farpas. Io conhecimento fora do computador. EJFIAIA A TEE. .> :Nota de mais uma nota ? Agora vocO vai ler um te=to pirateado da Fnternet. Io sair a rua. . Essa coletPnea demorou um ano e uns 'uebrados para sair do papel."o dei=e #e sua vida se transforme em virtualidade. .HA ERFSTE.ense9 Eles est"o nos vigiando. Ios &1 . Androginia no dec#. A civili$aç"o ) uma cont3nua Guerra contra a Lida.ALAGFA. A Fnternet ) interessante mais n"o se iluda com ela. ELA B EA."o se dei=e levar.

Se vocO 'uer acreditar em um monte de mentiras.. Ao romancear os acontecimentos. Liva a anar'uia9 1Iestru3ram nossa casa.TALES.3ris. Ii$emos 'ue nossa interpretaç"o da pol3tica e da hist4ria ) t"o boa 'uanto a deles.. pode muito bem acreditar nas nossas.. & . A cheiro ) arco. A'ueles 'ue est"o no poder s"o os 'ue sempre definem o 'ue ) a 1verdade2. n"o apenas oferecemos uma interpretaç"o alternativa para a 1verdade2. A crença de 'ue vocO pode descrever ou interpretar a hist4ria e=atamente como ela aconteceu ) uma mentira. v@rios cheiros #e nem uma ma#ina vai te dar. mas reinvidicamos o direito Q m3dia e combatemos o monop4lio da verdade pela classe dominante. A domesticaç"o mata9 A id)ia de verdade obMetiva ) uma tolice..

o meio circulante brasileiro foi sendo formado de modo aleat4rio. ao lado das moedas portuguesas.parente9 ? disse o Wagre ao lambari. cuMa && . &A"%$U+ 9= )inheiro no ?rasil )escobrimento ao #eino Unido As "rimeiras *oedas do . circularam tamb)m moedas das mais diversas nacionalidades. Assim. Leia esse te=to para saber um pouco sobre minha genealogia antes de contar minha est4ria disse Tales. invasores e piratas 'ue comerciali$avam na costa brasileira. Ao ver ma#inas cavando o rio>.o in3cio do per3odo colonial. com as moedas tra$idas pelos coloni$adores.

At) o final do s)culo RLFF:s)culo 16>.eru. prata e cobre.TALES.se uma afluOncia muito grande de moedas de prata espanholas :reales>. oriundas de diversos reinados. e'uivalOncia era estabelecida em funç"o do seu valor intr3nseco :conteNdo met@lico>. com a formaç"o da Jni"o Fb)rica. verificou. os reales espanh4is constitu3ram a parcela mais e=pressiva do dinheiro em circulaç"o no Wrasil.. graças ao florescente com)rcio 'ue se desenvolveu atrav)s do %io da . As moedas portuguesas 'ue a'ui circulavam eram as mesmas da <etr4pole. A partir de 10+(.. provenientes do . Eunhadas em ouro. essas moedas tinham os seus valores estabelecidos em r)is e possu3am &/ .rata.

1556> recorreram a sucessivas alteraçDes no padr"o monet@rio. *oedas &ontramarcadas A longa guerra mantida contra os espanh4is.ortugal.ara conseguir os recursos necess@rios.edro FF:. durante o reinado de . Tost"o. %ei de .ortuguOs. ap4s a restauraç"o da independOncia de . .osteriormente. .16(5>. determinando reduçDes nos pesos das novas moedas fabricadas e procedendo a aumentos no valor das moedas em circulaç"o. Lint)m. tamb)m foram efetuados aumentos nos valores correntes das moedas. como . S"o Licente.1505> e Afonso LF:Afonso se=to> :1505.ortugal :1556. &0 . era cunhada em cobre. A moeda de 1 real. Eru$ado.edro segundo> . unidade do sistema monet@rio. custou elevadas somas Q coroa portuguesa.Qs ve$es denominaçDes pr4prias. ^o"o FL:^o"o 'uarto> :15/(.

Em algumas ocasiDes esses aumentos foram praticados sem 'ue fossem efetuadas alteraçDes nas moedasY em outras. Iessa forma. foram contramarcadas diversas moedas portuguesas de ouro e prata e reales espanh4is de prata. em circulaç"o no reino e nas prov3ncias... nas principais capitanias do Wrasil. foram concreti$ados mediante a posiç"o de contramarcas :carimbos>. pela pr@tica ilegal de raspagem dos bordos para retirada do metal :cerceio>.TALES.ara a aplicaç"o desses carimbos foram instaladas. 'ue funcionavam apenas durante os processos de carimbagem. &5 . oficinas monet@rias tempor@rias. . *arcas para Evitar o &erceio A adulteraç"o das moedas de ouro e prata.

cacau e cravo. diversas mercadorias foram utili$adas como dinheiro. &6 .ortugal e nos seus dom3nios. aplicada Munto Q orla> e a cunhagem de novas orlas nas moedas de cunhos antigos.os dois primeiros s)culos ap4s o descobrimento. algod"o. fumo. levando . ferro. Ientre essas medidas encontram.edro FF:.se a colocaç"o de cord"o :esp)cie de serrilha em forma de cord"o> e de marca :esfera armilar coroada. inclusive pelo pr4prio governo. *oedas-*ercadorias .edro segundo> :1556.16(5> a adotar v@rias medidas para impedir a sua continuidade. a 'uantidade de moedas em circulaç"o era insuficiente para atender Qs necessidades locais.or esse motivo. face Q ine=istOncia de uma pol3tica monet@ria especial para a EolXnia. entre outros. . sendo comuns os pagamentos reali$ados em açNcar.assumira proporçDes calamitosas em .

Em 151/. ordenando 'ue os comerciantes o aceitassem obrigatoriamente como pagamento.TALES. por e=emplo.o <aranh"o. . o uso de mercadorias como moeda obedeceu a determinaçDes legais. cacau. As escravos africanos chegados ao Wrasil utili$aram em suas trocas o $imbo. &+ . a circulaç"o do açNcar. o Governador do %io de ^aneiro estabeleceu 'ue o açNcar corresse como moeda legal.. cravo e tabaco como moeda.. concha de um molusco encontrada nas praias brasileiras e 'ue circulava como dinheiro no Eongo e em Angola. em 161 . Em algumas ocasiDes. foi legalmente estabelecida. 'ue constitu3a um estado politicamente separado do Wrasil e onde a principal moeda corrente era o algod"o.

pouco antes da partida. entretanto. moedas de prata. as moedas foram feitas de forma bastante rudimentar. polOmica 'uanto Q autenticidade dos 'uatro Nltimos valores. R:de$>. Tace Q ine=istOncia de ferramentas e materiais ade'uados.olandesas Eercados pelos portugueses no litoral de . estas foram tamb)m as primeiras moedas a tra$erem o nome do Wrasil. bem como Q urgOncia do trabalho.As *oedas . RR:vinte>.]. A inscriç"o G. Em 15/0 e 15/5 foram cunhadas moedas de ouro de FFF:trOs>. RRR:trinta> e RRRR:'uarenta> soldos. LF:seis> e RFF:do$e> florins e em 150/. corresponde Qs &* . os holandeses reali$aram a primeira cunhagem de moedas em territ4rio brasileiro. Eonhecidas como !moedas obsidionais! ou !moedas de cerco!.ernambuco e n"o dispondo de dinheiro para pagar seus soldados e fornecedores. havendo. E. nos valores de RFF:do$e>.

/( .TALES.edro segundo> :1556.. para a cunhagem de moeda provincial para o Wrasil. em holandOs.edro FF:. representantes das cPmaras e membros da igreMa e da nobre$a. iniciais de !Eompanhia Acidentais!.se a situaç"o de falta de moeda no Wrasil. foram encaminhadas ao rei pelos governadores gerais e das capitanias. FnNmeras representaçDes. . pedindo soluç"o para o problema. Em 15*/. comprometendo o funcionamento da economia e provocando dr@stica reduç"o nas rendas da Eoroa. finalmente.. das _ndias As "rimeiras &asas da *oeda .16(5> resolveu criar uma casa da moeda na Wahia.as duas Nltimas d)cadas do s)culo RLFF:s)culo de$essete> agravou.

15(. n"o mais com a finalidade de cunhar moedas provinciais. A conMunto de moedas de prata ) conhecido como s)rie das patacas.edro FF:.(((. foi instalada novamente no %io de ^aneiro. nos valores de /. para serem transformadas em moedas provinciais. em funç"o das dificuldades e riscos do transporte.ernambuco. para atender Qs necessidades da populaç"o. Essa medida acarretava problemas Qs demais capitanias. /1 . a Easa da <oeda foi transferida em 15** para o %io de ^aneiro e no ano seguinte para .((( r)is. Toram cunhadas moedas de ouro. e de prata. por ordem de . & (. +(. . Assim.edro segundo>.((( e 1. /( e ( r)is.Todas as moedas de ouro e prata em circulaç"o na colXnia deveriam ser obrigatoriamente enviadas Q Easa da <oeda. onde funcionou at) 16( . nos valores de 5/(. mas para transformar o ouro em moedas para o reino. Em 16(&.

nos valores de 1( e ( r)is.. foi autori$ada a circulaç"o no Wrasil de moedas destinadas a Angola. cuMos valores e / . *oedas de &obre Angolanas Eomo as casas da moeda n"o cunharam moedas de cobre. em funç"o da denominaç"o !pataca!. Essas moedas eram necess@rias para as transaçDes de pe'ueno valor.TALES.orto.. uro se $rans!orma em *oeda . fabricadas na cidade do . a elevada produç"o de ouro possibilitou o funcionamento simultPneo de trOs casas da moeda e a cunhagem de grande 'uantidade de peças.a primeira metade do s)culo RLFFF:s)culo de$oito>. atribu3da ao valor de & ( r)is.

((( r)is. A estabelecimento de uma casa da moeda em <inas Gerais foi determinado em 16 (. 'uando da proibiç"o da circulaç"o do ouro em p4 dentro da capitania. .(((. com valores faciais de /. Embora com as mesmas denominaçDes das moedas provinciais.((( e 1 . meia moeda e 'uartinho. no %io e na Wahia. Fnstalada em /& . a nova casa da moeda deveria fabricar peças com valores nominais de (. Al)m de moedas iguais Qs cunhadas no %eino.((( r)is. as 'uais circulariam com os valores efetivos de /. Fnicialmente foram cunhadas. essas peças possu3am maior peso e seu valor de circulaç"o era (` superior ao valor facial. moedas idOnticas Qs do %eino: moeda. nas casas da moeda do %io de ^aneiro :16(&> e da Wahia :161/>.((( r)is.((( e 1(.160(>.((( e 1.bele$a testemunham a opulOncia 'ue caracteri$ou o per3odo do reinado de ^o"o L:^o"o cinco> :16(5.

criando a s)rie dos escudos. 5. 1. Em 16 ^o"o L:^o"o cinco> alterou a forma e o valor das moedas de ouro portuguesas. Lila %ica.5(( r)is :escudo> e +(( r)is :1Z escudo>. Eunhadas no Wrasil a partir de 16 6.+(( r)is :dobra de + escudos>. &.os reinados de ^os) F:^os) primeiro> :160(.. *oedas de uro de 6osé %@6osé primeiro) e *aria %@*aria primeira) . Ientro dessa s)rie foi introdu$ida. essas moedas tra$em no anverso a ef3gie do rei. a peça de /(( r)is :cru$adinho>. a casa da moeda de <inas funcionou no per3odo de 16 / a 16&/.1666> e de <aria F:<aria primeira> :1666.TALES.. continuou sendo // . com os valores de 1 .1+(0>./(( r)is :dobra de / escudos>. (( r)is :dobra de escudos>. em 16&(.

edro FFF:. nos valores de /. . Ap4s a morte deste.+(( r)is. Loltaram tamb)m a ser fabricadas as moedas provinciais de ouro. *oedas da -érie A6A Em 160( ^os) proibiu a circulaç"o de moedas de ouro nas regiDes de mineraç"o.(((. . em 16& . .edro terceiro>. cuMa cunhagem havia sido suspensa por ^o"o L:^o"o 'uinto>.((( e 1. com e=ceç"o da peça de 1 . primeiro com um v)u de viNva e depois com um toucado ornado com M4ias e fitas. em 16+5.cunhada a s)rie dos escudos. ) retratada so$inha.((( r)is. considerando 'ue as transaçDes comerciais na'uelas comarcas poderiam ser reali$adas com barras de /0 . . 'ue n"o eram cunhadas desde 16( .a primeira ela aparece ao lado do marido.os escudos de <aria. as ef3gies representam duas fases distintas de seu reinado.

atendendo Q sugest"o do governador da capitania de <inas. .. entretanto. 15( e +( r)is. nas novas moedas o escudo com /5 .ara evitar confus"o com as moedas provinciais de prata de 5/(. &((. (( r)is.ara atender Qs necessidades do com)rcio miNdo na regi"o. 10( e 60 r)is.TALES. determinou 'ue fossem cunhadas tamb)m moedas de prata com os valores de 5((.. . & (. Em 160 . tendo em vista 'ue os preços nas regiDes das minas eram estabelecidos em termos de oitavas e de seus submNltiplos. valendo a oitava de ouro n"o 'uintado 1. mandou 'ue as casas da moeda do %io de ^aneiro e da Wahia cunhassem moedas provinciais de prata e cobre. ouro marcadas e ouro em p4. em funç"o da pro=imidade dos valores.

Em 16&( foram enviadas para <inas moedas de cobre cunhadas em Lisboa em 16 . nos valores de ( e /( r)is. com pesos bastante redu$idos. entraram em circulaç"o moedas provinciais de cobre nos valores de 0. especialmente destinadas ao Wrasil. . *oedas de &obre B/%%%@século deCoito) no -éculo Iurante o reinado de ^o"o L:^o"o 'uinto>. 1(. as 'uais deveriam circular apenas na'uela capitania. /6 . 'ue em 16 * reali$ou a primeira cunhagem de moedas de cobre no Wrasil.ortugal foi substitu3do por um !^! com uma coroa em cima.as armas de . <oedas com esses mesmos valores foram cunhadas tamb)m pela Easa da <oeda da Wahia. a Easa da <oeda de Lisboa fabricou moedas de cobre de 1( e ( r)is.o reinado de ^os) F:^os) primeiro>.

mantendo inicialmente os mesmos pesos e valores do per3odo anterior.ortuguesa. entretanto. cunhadas em Lisboa e no Wrasil. n"o houve cunhagem de cobre no Wrasil. ( e /( r)is. 'ue /+ . M@ sob a regOncia de ^o"o.. as moedas de cobre tiveram seus pesos redu$idos em cerca de 0(`. Em 16**. Todas as moedas foram fabricadas em Lisboa. Sob o reinado de <aria F:<aria primeira>..TALES. ?ilhetes da ExtraçDo *oeda-"apel "rimeira A partir de 166 . a e=traç"o de diamantes na regi"o do TeMuco do Serro Trio :atual Iiamantina> passou a ser feita diretamente pela Eoroa .

ar@. no total de +( contos de r)is. Eunhadas em 16/*.. 8uando havia insuficiOncia de recursos para o custeio das despesas. .o in3cio esses bilhetes tinham grande credibilidade. /* . pela Easa da <oeda de Lisboa. prata e cobre para o Estado do <aranh"o e Gr"o. *oedas para o *aranhDo e 1rDo-"arE Em 16/+ ^o"o L:^o"o 'uinto> determinou a cunhagem de moedas provinciais de ouro. a Administraç"o dos Iiamantes emitia bilhetes 'ue eram resgatados 'uando chegavam os suprimentos em moeda remetidos pela Ta$enda %eal. essas moedas tinham as mesmas denominaçDes e pesos das moedas provinciais brasileiras. sendo aceitos em todas as transaçDes comerciais da regi"o.para isso criou a %eal E=traç"o dos Iiamantes.

Segundo depoimentos da )poca. uma ve$ 'ue os preços dos sal@rios e de todos os produtos estavam fi=ados em termos de algod"o e especiarias. Iepois de dedu$ida a 'uinta parte. para as 'uais deveria ser levado todo o ouro e=tra3do. o ouro era fundido e transformado em barras. a marca oficial da casa de fundiç"o.. o nNmero de ordem. Assim legali$ado. foram estabelecidas casas de fundiç"o nas principais regiDes aur3feras do pa3s.. o t3tulo e o peso do ouro. a introduç"o dessa moeda provocou grande confus"o no Estado. nas 'uais eram registrados o ano.TALES. ?arras de uro e &erti!icados Eom o obMetivo de garantir a cobrança do imposto do 'uinto. o ouro era devolvido a seu 0( .

'ue acarretava grandes preMu3$os Q Eoroa. foi autori$ada a circulaç"o de moedas de ouro. resgatadas em moedas.propriet@rio. .5+60 g> seriam fundidas em barras e as de peso inferior. certificado.ara suprir o meio circulante das regiDes de mineraç"o. A *oeda de F<9 #éis A decl3nio da produç"o de ouro no Wrasil levou ^o"o a proibir. a circulaç"o do ouro em p4. 'ue estava proibida 01 . com o obMetivo de impedir seu desvio. em 1+(+. particularmente nas capitanias do interior. Todo o ouro em p4 deveria ser levado Qs casas de fundiç"oY as parcelas de peso e'uivalente ou superior a 1 onça : +. desempenhando a funç"o de moeda. acompanhado de um Essas barras tiveram ampla circulaç"o no Wrasil.

onde moedas do mesmo metal e do mesmo peso tinham valores diferentes. 'ue valiam entre 60( e +(( r)is.. e a nacionali$aç"o de moedas hispano. As pesos espanh4is :+ reales>.americanas de prata. a aposiç"o de carimbo em forma de escudete nas moedas da s)rie !^!. desde 160(.. Em 1+(* foi criada a moeda provincial de *5( r)is. receberam carimbo de *5( r)is. cuMa cunhagem teve in3cio em 1+1(. para 0 . &arimbos de Escudete . ^o"o determinou. em 1+(*.ara uniformi$ar o meio circulante brasileiro. inicialmente na capitania de <inas Gerais :1+(+> e mais tarde na do <ato Grosso :1+1+>.TALES.

prata em cobre cunhadas em 1+15. . para duplicar seus valores. em 1+1+. durante alguns anos as moedas continuaram sendo cunhadas com o nome de <aria F:<aria primeira>. por Graça de Ieus. As primeiras moedas de ouro cunhadas com a legenda !^o"o . A elevaç"o do Wrasil Q condiç"o de %eino Jnido foi registrada nas peças em ouro. 6oDoG "rHncipe #egente e #ei Embora ^o"o tenha assumido a regOncia em 16**. com a legenda !^o"o. e nas moedas de cobre cunhadas antes de 16**. antes de sua chegada ao Wrasil.r3ncipe %egente de . Eom a aclamaç"o de ^o"o como ^o"o LF:^o"o se=to>.e'uipar@.r3ncipe %egente! foram produ$idas em 1+(0.las Qs da s)rie das !patacas!. as moedas passaram a ter as armas do %eino Jnido 0& . Wrasil e Algarves!.ortugal.

e a legenda !^o"o LF:^o"o se=to>. Emitidos em grande 'uantidade. . por Graça de Ieus. Wrasil e Algarves!. esses bilhetes tiveram ampla circulaç"o na capitania de <inas. correspondendo cada vint)m a &6 e 1Z r)is..osteriormente. sua emiss"o foi suspensa. 1 e 15 vint)ns de ouro.ortugal. %ei de . $roco do uro em "> Tace Q ine=istOncia de moedas de pe'ueno valor 'ue se aMustassem ao troco de pe'uenas 'uantidades de ouro em p4. em funç"o do aparecimento de grande nNmero de bilhetes falsificados. . 0/ . +. /. ^o"o estabeleceu 'ue o mesmo fosse feito tamb)m com bilhetes impressos nos valores de 1.. integrando o seu meio circulante.TALES.

para a reali$aç"o do troco do ouro em p4. As emissDes do Wanco tiveram in3cio em 1+1( e a partir de 1+1& foram emitidos bilhetes com valores abai=o do limite m3nimo inicialmente estabelecido. em grande parte determinadas pelo fornecimento de 00 . por meio de Alvar@ de 1 de outubro de 1+(+. as emissDes atingiram +.Em 1+1+ foram cunhadas moedas de cobre nos valores de 60 r)is e &6 e 1Z r)is. teve por principal obMetivo dotar a Eoroa de um instrumento para levantamento dos recursos necess@rios Q manutenç"o da corte. Notas do ?anco do ?rasil A criaç"o do Wanco do Wrasil.055 contos de r)is. o banco deveria emitir bilhetes pag@veis ao portador. Ie acordo com seus estatutos. com valores a partir de &( mil r)is. Entre 1+1& e 1+ (.

A partir de 1+16. sofrendo grande desvalori$aç"o. a partir de Mulho. a conversibilidade dos bilhetes. os bilhetes do Wanco começaram a perder a credibilidade.ortugal.se o maldito capitalismo 'ue s4 serve pra criar e dividir a desigualdade 05 .papel para fa$er face Qs crescentes despesas da corte e da administraç"o r)gia. o rei e toda a sua corte resgataram todas as notas em seu poder. 'ue anualmente e=cediam a receita arrecadada. moeda. :Nota da 2acçDo central no decI ? Toda.. Em abril de 1+ 1.TALES.as por moedas. obrigando a instituiç"o a suspender.. metais e M4ias depositados no Wanco. :1( centavos ? 1*6( ? Abservou uma das verdades sobre a construç"o das moedas>. trocando. antes de regressar a .

%espeitar o processo evolutivo d=s outr=s terr@'ue=s. To cansada9 To cansada9 . <orte aos capitalistas. Liva o anar'uismo. Acho 'ue tem 'ue ser destru3do tudo para começar do $ero.orraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Livo numa )poca em 'ue 'uase tudo ) movido por dinheiro.social. sen"o a morte se apro=imara mais r@pido 'ue um piscar de olhos. ta caindo e 'uando cair se n"o houver uma %ELALJGHA vai surgir com uma 06 .> :Nota da coçando a vagina ? Escutei esses dias uma mulher di$endo mais ou menos assim: o capitalismo ta por um fio. Eapital. Iestruir para construir um mundo pensado para tod=s. Loltar ao passado para evoluir humanamente nesse pe'ueno torr"o no cosmo. Tudo esta a venda. pois temos 'ue aprender a dividir9 Aprender a ser mais solid@ri=9 Aprender 'ue somos terr@'ue=s9 Iestruir para construir. A capitalismo est@ falido.

at) 5( anos para servir de companhia. 1+. de participar de uma banda. ent"o ela entra em contato e pede uma companhia.TALES.ETALFS<A SJSTE. de.. E=emplo: A pessoa ) so$inha.. de peidar em pNblico. de fumar um baseado.TALEL e isso vai ser mais cruel de todos os tempos.. construindo uma nova hist4ria para estabelecer padrDes onde os de cima massacram os de bai=o em todos os sentidos com mascara de ecologia> :Nota da rabiscadora de papel higi4nico ? A meu c)rebro captou uma 1viagem2 sobre montar uma casa de pessoas com a idade de 10. 0+ .... 16. <as n"o tem companhia. 15. gosta de beber. nova mascara de um EA. de andar a p) curtindo o cheiro.

em especial os Mudeus e ciganos. de futebol. A d)cada de 1*&(.este per3odo. :Nota da indignada ? o f4da ) 'ue ainda e=istem ot@ri=s 'ue cultuam esses 0* .se anti. Temos: apreciadores de bebida. assassino. freira. . A troca ) combinada entre os dois>. mendigo.. de cinema.solid"o pra 'uem n"o sabe povoar sua solid"o.A tempo ) respeitado pel= apreciador:a> a povoador:a> de sua solid"o. apreciadores de fumaça. ou simplesmente d)cada de &( ou ainda anos &( foi o per3odo de tempo entre os anos 1*&( e 1*&*. Aluga. psic4tico. B tida como uma das )pocas mais sangrentas de toda a hist4ria mundial. Kitler ascende ao cargo de chanceler na Alemanha e tem in3cio o genoc3dio do 'ue Kitler chamava de !raças inferiores!. anar'uista. teatro..

ova bor#. em 1* *. Ande aconteceu o maior roubo do s)culo feito pelos ban'ueiros. Tran#lin %oosevelt d@ in3cio ao .eS Ieal. L"o sangrar ot@ri=s>.a$istas e fascistas de merda. Toda..3ris ) plural. patifarias e n"o sabem 'ue o arco. A 'ue vamos fa$er com tanto li=oC Eome. . :Nota da abolir o trabalho ? Eonsumir demais mata vocO mesm= e =s outr=s. Tem in3cio a Segunda Guerra <undial patrocinado pelos ban'ueiros. . o plano de recuperaç"o econXmica ap4s a 'uebra da bolsa de .os Estados Jnidos. 5( .TALES..se s#inheads de merda.

Aboliç"o do Trabalho escrito por Wob Wlac#. pois tenho acesso restrito a Fnternet. <as para 51 . at) gosto. Lale conferir9 To afim de conspirar pra mim mesmo sem patr"o. para ficar mais lento esse contato. Liva a ocisidade criativa. . S4 'ue vou pes'uisar de 1*&+ a 1*/ e por falar em pes'uisa eu n"o tenho muito paciOncia para pes'uisar. Estou tentanto.reciso pes'uisar a d)cada de trinta a d)cada de 'uarenta :1*&( a 1*/*>.essa vida urbana terr@#ea.ingu)m Mamais deveria trabalhar.los9C Acabo de ler um te=to. Sem lu=o apenas o necess@rio. Estou lendo alguns livros e dando id)ia com alguns man=s.atriotism ? . Lou conseguir. sem e=ploraç"o saca9C Liver do meu esforço pr4prio. A palavra trabalho vem do latim Tripalum Tortura9 descobri> :Nota da rabiscadora parte JFJFJ ? Ao som da Stupid . . n"o ) f@cil nesse sistema de controle #e vivemos.

. ^@ dei id)ia com um mano 'ue vai me passar a bola sobre a d)cada de trinta e d)cada de 'uarenta :1*&( a 1*/*>. 'ue s"o conflitos constantes.. mas eu tamb)m n"o 'uero impor nada saca9C.TALES. ) n4is ) n4is vagabundagem9>. B n4is. correm 5 . Gosto delas. rabiscar acho eu. :Nota da esquartejadora de si mesmo ? Estou em conflito comigo mesma. mas as contradiçDes me cercam9 Iivido o barraco com algumas pessoas. Tenho v@rias interrogaçDes sobre minha vida e o 'ue 'uero pra mim. tem 'ue pes'uisar pelo menos esses rabiscos 'ue te presenteio. S4 'ue vou conspirar de 1*&+ a 1*/ como M@ disse e na minha correria. %ola uma discuss"o da minha parte. pois ap4iam demais o estabelecido.

al)m de Kitler na Alemanha. As movimentos totalit@rios começam a eclodir tamb)m em outros pa3ses europeus. a minha vida tem 'ue ser um processo de ruptura constante. Temos 'ue ser a mudança se 'ueremos mudança.comigo lado.a.lado. %oubar um banco n"o ) crime. Ehega disso9 Apoiamos o estabelecido e depois ficamos reclamando disso ou da'uilo. Fsso me machuca9 <as tamo ai na correria9 SeMamos a mudança se 'ueremos a mudança9>. Trancisco Tranco na Espanha e St@lin na Jni"o Sovi)tica.ortugal. pois n"o concordo com a vida em 'ue a maioria leva e 'ue eu tenho 'ue levar as ve$es 1para agradar2 algumas pessoas.ra mim. . Sala$ar em . Eles e a fam3lia %oc#feller mais ban'ueiros sobrevivem de e da guerra.lo )9 5& . fund@. com <ussolini na Ft@lia.

. organi$ada pelo Estado de S"o .o Wrasil.irateado da Fnternet. Ehega ao fim a pol3tica do caf). :Nota da rabiscadora de palavras ? Alguns te=tos foram 1arrancados2 na t4ra:&> . Liva a pirataria pra criatividade9 .ovo.aulo..com. um golpe de Estado de GetNlio Largas d@ in3cio Q %evoluç"o Eonstitucionalista em 1*& .leite e tem in3cio o Estado .. :Nota da depois de um baseado ? Achei outra moeda de (( r)is de 1*/(> 5/ .TALES.ra sociali$ar a informaç"o9 Liva a pirataria para criar criatividada>.

Tudo escuro. Assassine = policial 'ue e=iste em vocO. LocO entra e n"o se encontra. Toda. L@rios recortes: %isos. TrovDes. . Elefante. Toda.:Nota da cheiradora de chuva ? Ao som da Ietestation ? Fmagine o 'ue vocO 'uiser. Tritura.se = espectador:a>. Gritos disformes.se a autora rabiscadora. <otoserra.. Tipo: curta metragem. Gargalhadas. Warulho de cavalos.eido. Ehuva. L@rios mon4logos. Tiro. Jm 50 . S4 recebe focos de lu$es com algumas imagens. Kelic4ptero. As t3mpanos captam a sonoridade. Le"o. Gritos. Arroto. Jma bala recebe na entrada. escurid"o total.> $ales – A pequena moeda =FKJ – 899 réis :Nota da autora parte dois ? Fmagine um filme editado com v@rias cenas. Tempestade.. <Nsica instrumental. L@rias sonoridades. Eada cena Nnica ou imagine no teatro. Fnd3gena.

a poesia. :Ao som da banda #evoluçDo -ocial@?ra) ? . pois a rabiscadora precisa repousar>.. Iois dias depois. 1baseado2 na porta para 'uem 'uer observar com outros olhos.... Se liga vacil"o9 Leia livros tamb)m9> 55 . :Nota da rabiscadora ? o livro pediu para dar um tempo dele. vai dar uma id)ia do 'ue vocO fe$ com o papel de bala. . ^unto com a bala recebe um pedaço de papel com uma poesia. Ah9C Lembrei. pois escrever ) *(` transpiraç"o e 1(` inspiraç"o. Li=o ou Mogou no ch"o9C>. <ais eu mandei ele se fuder.ota da apreciadora de flores no campo ? o livro pediu para dar um tempo nele.TALES.

ota da Eu$"o ? Leia. mais aconteceu antes."o me colo'ue na estante para massagear seu ego. EomoC . . depois de uma trepada com direito a lingua percorrendo pelos corpos . 8uando resolvi. Se for Mogar fora. foi Munho de ((/> :Nota da b4bada na sexta-!eira ? Elis no dec# fa$ a sinfonia para meus rabiscos> 56 .:Ao som da ?arcass ? Alemanha.. :%abisco no moc4 de . <into. Leia a passe adiante>. se n"o me falha a mem4ria ? Aito de agosto de ((0 mais ou menos. Mogue no li=o ou dO de presente a 'uem vocO odeia. depois faça o 'ue tu 'uiser. A in3cio do livro. %esolvi colocar a data..an\. ? .asse em frente a casa e dei=e na cai=a de cartas ou.

Eu. Tui entregue a GetNlio Largas 'uando ele estava tomando caf) e comprando maconha em um pe'ueno bar na cidade de S"o . $ales – a pequena moeda =FKJ – 899 réis S@bado.. Estava disfarçado.aulo. final da d)cada de trinta. Ande a face de GetNlio Largas e sua gravata borboleta tatuada em um dos lados. 'ue perambulava pela Era Largas. ? disse a Tales a pe'uena moeda de (( r)is de 1*&+ a moedinha. 5+ ..TALES. uma pe'uena e minNscula moeda de (( r)is de 1*&+ onde a <aria fumaça nos presenteia com seus recortes no mundo.

8uatro seguranças os acompanhavam disfarçadamente. Ehefe da SS brasileira. tinha uma coleç"o. Tui parar nas m"os de uma linda Movem de cabelos negros. . conversa so$inha em silOncio. Ele apenas pegou o troco. enfiou no bolso es'uerdo e saiu conversando com um amigo. 5* . Eomo fi'uei sabendoC Ela tinha um bolso nas calcinhas. Tortura nos porDes. nascida na Ar@bia Saudita. olhos castanhos claro. <ulçumana. ? entregou o vendedor.. War do TicoTico. meio esverdeados.. Seu troco. se masturba @s ve$es na sala de aula. 'ue era no por"o.egou eu. Largo do Arouche. Gostava de transar com seu professor de portuguOs. coçou o cN:/> e sumiu na multid"o.. Atravessou a rua. 'ue usava calcinha vermelha. L@rios policiais nas ruas. de troco numa casa de fumadores de MhambO:0>. Tre'Uentado por apreciadores de c@lice de fumaça.

Iepois fui parar numa pharmacia. seriguela e outras frutas.TALES.. . LPnia. Estava fa$endo faculdade no Wrasil. e=istiam p)s de Mabuticaba. . no bolso de um garoto entregador de rem)dios. Komo oeconomicus. n"o esta vendo porra9C Elaudinho saiu correndo e mordendo uma goiaba verde. Ele gostava de masturbar. elas est"o verdes. Seu Tl@vio at) sentia falta 'uando ele n"o aparecia. fi'uei 6( . ^ogador de bolinha de gude e atirador de pedras na goiabeira de seu Tl@vio. <eniiiinoooo9 . Al)m de goiabas. Algumas ve$es 'uando estava com fome passava por l@.se pensando no seu patr"o.ara de Mogar pedra nas goiabas. mangaba.ermaneci com ela uns trOs dias. Eom ele.. E=plorador... 8uintal grande com v@rias frutas.

como gato observando o terreno.a escola comprou alguns doces e mais um chiclete grande chamado Assassinus Eards. Abriu correndo a carteira e pegou algumas moedas colocando. com figurinhas de assassinos de todo o mundo. A sombra sua amiga.as em seu bolso. Seu pai sofria de en=a'ueca. Ela viu a carteira dele. Jma grande @rvore. Alhou se n"o via ningu)m. em cima da mesa da sala. :Nota da &hove lE !ora ? Aconteceu um produto chiclete chamado Tutebol Eards 61 . Apro=imou.apenas uma tarde. no pipo'ueiro 'ue ficava ao lado do port"o de entrada da escola. LPnia comprou col3rio. Eh"o de terra.utoesia Libre. A cai=a registradora da pharmacia minha morada. Tui parar nas m"os de uma garotinha de 1& anos 'ue acabara de roubar de seu pai.se lentamente. Escola Liva La . Techou a carteira e saiu. .

.TALES. a boca ficava cheia.. foda. A pipo'ueiro ficava em bai=o. Liva a pelada na rua9 . 'ue vinha com uma figurinha de Mogadores de futebol.. n"o dava nem pra conversar. ^ogavam 1bafo2:5> com as figurinhas. outros tios. na 'uadra. no campinho.se e sobrevivia com esse trabalho. m"es e outr=s terr@'ue=s. A chiclete era do tamanho de uma fita cassete s4 'ue fino..ara os adolescentes ele era para alguns: pais. Ah9 Antes 'ue eu me es'ueça. %ia com elas..se o futebol de m@'uinas cifrDes. mas o 'ue agradava a molecada eram as figurinhas dos Mogadores. Era foda pra mascar. A pol3tica de p"o e circo. Seu ponto. ele 6 . no morro.a praia. Iivertia.>. Eompanheiro para as crianças.

ipo'ueiro. Engradados 'ue se transmutava em guarda. antes de seu corpo se imobili$ar para a movimentaç"o na vertical. mais dividia com outr=s terra'ue=s o espaço. Tui parar nas m"os de um dono de bar. estante para alguns livros 'ue nunca eram lidos. Era um lugar simples. . S4 as crianças sabiam. gostava de escutar em seu aparelho de r@dio. As traças #e o digam. era um conselheiro a amigo. morava no fundo do bar so$inho. hist4rias de assassinos em s)rie. sapateira. . A cara era ele mesmo. Lobo solit@rio. Ehoms#a. di$ia a si mesmo. Anar'uista.roupas. Jm 'uadro dada3sta de Sevla. A cheiro do local s4 mudava no 6& . Talava com ela. 8uando n"o estava do outro lado do balc"o.ois os mais 'ue adolescentes. Ele respeitava a @rvore.a noite. .era o pipo'ueiro Ehom. Kumanamente. Sempre deitado em sua cama cercada por engradados de madeira para guardar garrafas va$ias. Autodidata.

ao terminar de fa$er o balanço do dia. tentando se esconder de mim )C Wrincando com a 6/ . Timor leste.as outras estaçDes o cheiro era Nnico. isso 'uando o vento n"o lhe presenteava com outros cheiros de passagem 'ue vinham de v@rios lugares: Ehina. dfrica. Tirou.. ver"o. Iomingo de manh". E la estava num dia lindo de sol a transar com seu espaço.TALES. Jma noite dessas.alestina. %esolvia limpar.. meteu a m"o no bolso e l@ estava eu. Tumava um gan$@:6> e ligava o toca vinil. As ratos e ratas observavam de sua toca. Lavar o bar. As baratas e as moscas bObadas curtiam.. . Era como num estalo. em seguida disse: 1Sua danadinha. Eacofonia :<)=ico>. . Wrasil. Araçatuba.me do bolso e me observou. 'uando ele resolvia se organi$ar.. saiu cantando.

os engradados e voltava a me morder. Eu. Estava me mordendo e Qs ve$es olhava para seu mundo observando os telhados. Ticou alguns segundos brincando com ela:eu> na boca e observando seu pe'ueno mundo.(6 n"o mais o vi.me at) a boca para morder. 'uando uma rata$ana passou sobre seus p)s. <as descobri depois 'ue os gatos selvagems passaram por a#i. Ticou assustado 60 . A moeda desceu garganta abai=o. 1&e e1 >. Iei uma id)ia para o roedor e disse pra ele sair fora. . 'uase o dei=ando sem ar.me. pois tinham dois rondando o barraco. KoMe 1(. :Nota da capoeira angola que ainda nDo comecei a !aCer ? A'ui no barraco rolou um rato.moeda. ele sentado na beira da cama levou. Acho 'ue ele saiu fora ou serviu de comida para os gatos. levou um susto. Eonflitos.

Webeu de um gole s4. tentou colocar o dedo na garganta para vomitar. Esse copo e outros permaneciam ali h@ v@rios dias.ada de novo.TALES. As baratas e alguns outros insetos aproveitavam para se embriagarem do li'uido. ent"o foi at) o bar abriu a geladeira e pegou um pouco de @gua. Tentando se salvar. . Webeu como um camelo em pleno deserto 'uando encontra um o@sis e foi para o 'uarto. Toi at) o banheiro rapidamente tentando devolver a moeda a suas m"os.or sorte n"o pegou o copo 'ue servia de mortu@rio de uma barata. e bebeu um resto de cerveMa 'ue estava em um dos copos debai=o da cama. Eada ve$ 'ue ia beber uma cerveMa pegava um copo limpo. Tinha preguiça de lavar os copos. antes passou pelo banheiro e observou sua face no espelho. mas nada. 65 . ...

Lavou o cu e reme=eu a merda com um pe'ueno pedaço de madeira e nada da pe'uena moeda. AgUentar bObad=s e a si mesmo.ois o dia foi da'ueles. %ifle. A moeda:eu> desci garganta abai=o. escovou os dentes e deu a'uele cag"o. . . farinha e arro$. <ostrando o controle da cultura ###apitalista. A cheiro empesteou o boi:0(1> fui recebida com pedaços pe'uenos de mam"o. Toi s4 ficar por ali. .apenas cansaço e suor. Eonseguiu engolir a moeda.se e foi at) o bar.açoca 66 . %etirou.o outro dia. com um brinde: Fndio$inhos com arco e flecha e alguns eram coSboa americanos tipo Sestern. pirulitos a pe'uenos doces. . Ioce de banana em formato de pirPmide de ponta cabeça. como de costume. War antigo onde o baleiro girava e e=istiam v@rios compartimentos para colocar v@rios tipos de balas. TeiM"o 'ue era vendido em litro. com armas de fogo."o bengala. apenas alguns vermes.

A sombra reinava no sol das nove horas e 6+ .. Era mais ou menos umas oito e meia da manh". lavou as m"os. organi$ou as bebidas.TALES. As mangas amarelinhas pareciam uma pintura do antiartmorta Iino 'ue n"o estava presente.. Tumo de corda.reparou o caf) da manh" e com um pedaço de p"o se deliciou no fundo do 'uintal observando o sol. EerveMa e v@rios outros produtos. Abre a porta e recebe o cheiro da rua. pois n"o era final de ano. Galinhas no 'uintal. A Sol presente. caseira. onde os galhos fa$iam performance com o vento e com as chuvas de na sua estaç"o. Era o card@pio do estabelecimento. . Limpou o Nnico banheiro. . limpou o balc"o. varreu o ch"o. %ua de terra.a frente do bar um p) de manga grande. fumou um baseado e abriu o bar.

Ele ficou la comendo.me Mogou para o intestino Munto com alguns gr"os de feiM"o 'ue estavam presos h@ alguns meses em uma das tripas. Eu fui es'uecida.ove horas e 'uarenta e seis minutos. 6* . A bar tinha duas portas de madeira. War Antigo. Gostava de ver as pessoas na rua e sentir o cheiro do lugar. pois em uma das paredes estava uma foto do mesmo a riscado de pei=eira na parede.'uarenta e cinco minutos. A moeda. A larica veio :6>. Lampi"o passou por l@. Eomeu algumas frutas na frente da porta. Jm cachorro caminha lentamente sentindo o olfato do dia. Abservando o ambiente e as poucas pessoas 'ue passavam na rua. Escrito a frase 1Sou como o carcar@ 'ue se movimenta no sert"o2. permanecia em seu estXmago 'ue logo. 1*&+. Acho eu. Lado es'uerdo. eu. <anga espada. .

o 'ue vocO come. :Nota da autora: Tive a id)ia de escrever um livro para escritores. mas apenas ficou na id)ia. <ais to a fim de passar uma id)ia e ver o 'ue vai rolar.. :Nota da descobridora ? <eu amante se=ual ta com um blog de putoesias farpadas na Fnternet.. Iei=a rolar. Acho 'ue M@ vi essa id)ia em algum lugar>.. Euidado9 <anter o estabelecido. Sei 'ue a Fnternet ) para manter o controle. Estou num conflito comigo mesma. eles sabem ou est"o descobrindo. o 'ue vocO lO. Eoletando informaçDes para controle. Fmagina 'ue doideira. Saca9 Jm livro onde os escritores pudessem tirar id)ias para escrever seus livros ou editar uma p@gina na internet para escritores.. Se +( . o 'ue vocO pensar.TALES.

mais o resto ) delicioso. :Nota da observadora parte K ? Estou lendo Antonin Artaud novamente. poesia. E por falar em escritoresZescritoras. Eriar personagens. mas me identifi'uei com o vivomortovivo>.saca9C E troca com outr=s rabiscadoresZas.p@ conspirar uma 1editora2 onde eu mesma possa 1manguear2 uma grana pra minha autonomia de manter o proMeto de uma 1editora2. n"o saca. <an= tem coisa 'ue tu n"o entende. Euidado com a Fnternet. Jma nova vis"o do teatro poesia. veMo e observo #e =s dit=s 'uando alcançam uma divulgaç"o maior acabam menospre$ando =s outr=s. Evite se identificar. <e corriMam se estiver errada> :Nota da observadora parte 8 ? To lendo Antonin Artaud. Estou +1 . Ainda n"o terminei. teatro e teatro poesia.

. Animais pri$ioneiros9>. Jm p) de manga no 'uintal. 1Jm pe'ueno s3tio. Autr=s terr@'ue=s perambulavam por l@. rabiscos. Ielicioso tamb)m seus s"o Seu Tat@ como se chamava pelos fre'Uentadores do bar. ^aca. .itanga a Araça. . visitar seu amigo. do nada. entendendo agora.ermacultura.. ^abuticaba. .o outro dia logo de manh" pegou sua bicicleta e seguiu caminho at) a casa de seu amigo Libertino. 8uintal cheio e com vida. Tog"o a + ."o tinha um barulho 'ue eles n"o latiam anunciado ou atacando coisas ou terr@'ue=s. L@rias Manelas. Easa de madeira antiga. L@rios cachorros 'ue serviam de campainha. %esolveu. Amigo e companhia. .TALES.

Assim era o lugar.lenha na co$inha. amanh" te devora9 Saca. . Tinha uma plantaç"o de cannabis sativa no fundo da casa.@ssaros a outr=s terr@'ue=s n"o human=s.2 ? . sempre presente. A rua era toda de terra. nos presenteando com v@rios cheiros. KoMe descobri 'ue alguns human=s destruir"o +& . Jma estrada no meio. A vento nem se fala. Servia para v@rias coisas. Galinhas ciscavam pelo 'uintal. mas foda. . a plantaç"o era em volta. Todo final do ano as pessoas iam buscar mangas. A cidade ) uma senhora #e hoMe sorri.se> . :Nota da Nojo no decI ? .ensava eu a moeda. a'uelas ruas 'ue de um lado passa um rio e ela ) cercada por v@rias @rvores 'ue se Muntam e formam um tNnel. Torno de fa$er p"o no 'uintal. Ta$ia um tNnel. :M@ disse isso..uma pe'uena cidade chamada Jniverso descobri 'ue e=istia um pedaço de terra onde e=istia uma plantaç"o de v@rios tipos de manga.

ara manter a cultura do carro a todo custo.ensei 'ue ao inv)s de plantarmos @rvores nas calçadas da cidade. L@rios tipos de @rvores com frutas e sem frutas. A caminho era longo..açNcar.açNcar demais mata9 Euidado grandes multinacionais est"o comprando as usinas de cana de açNcar.> Era um novo sol lindo."o abria o bar. . Seu Tat@ caminhava lentamente sentindo o ambiente. @rvores dos dois lados. . .de.se.o meio do caminho p@ssaros se apresentando com suas composiçDes.. seria interessante se planta. Euidado cana. Ele e a bicicleta s4 na'uele cheiroso lugar.de. .TALES. para plantar cana.mos p)s de frutas. +/ . S4 um aviso.

. Agachou. seu Tat@ sentiu uma vontade de 1Eagar! pois tinha comido um mam"o inteiro para vO se conseguia reaver a moeda. Jm leve cheiro de merda constatou.arou a bicicleta e encostou.Alguns lugares da rua de terra. Abrou. depois as cheirou. ao lado da rua. Toda. passou a m"o e em seguida lavou. Eagou. %espirou fundo.se disse. Sentiu o cheiro do lugar. Taltando alguns 'uilXmetros. .assaros.a em uma grande @rvore. Abraçou a @rvore. mas o cheiro tatuou suas m"os. Soltou um 1barro2. Mogou @gua no cu. Iepois caminhou rapidamente com as calças arriadas at) o rio.as. um rio fa$ia companhia a seu Tat@. 8uase escorregou na beira do rio. . ali mesmo arriou as calças e bummm. Iefecou. Seguiu at) a bicicleta e continuou sua peregrinaç"o at) +0 . Lavou novamente.orra gritou. Limpou o cu no riacho. Ticou em p). Abservou o rio 'ue estava calmo.

analisando. a casa de seu amigo. Ela desmata floresta para construir floresta de eucalipto.apel 'ue se transformar@ em va$iu. A foda. Se liga9 Woicote essa empresa 'ue s4 'uer saber de lucro e passar por cima de tod=s. n4s escritor=s apoiamos isso com a ediç"o de nossos pr4prios rabiscos.TALES.. 'ue morava num pe'ueno s3tio. 'ue foi lembrar 'uando M@ estava chegando na casa de seu amigo. :Nota da chata ? LocO sabia 'ue a Empresa Aracru$ esta ferrando com as terras dos man=s ind3genas a 'uilombolas. Tinha at) es'uecido de procurar a pe'uena moeda. .. A 'ue fa$erC %ecicl@vel ) a soluç"oC Tamb)m9 Eu gostaria realmente +5 . para transformar em papel. Acho eu.

v"o se esconder da Terra debai=o da +6 . Lai haver um afunilamento humano novamente na Terra. <ais como n"o tenho condiçDes no momento. Lai rolar. Se continuarmos assim logo o ."o s4 a empresa com a maioria das multinacionais.'ue meus rabiscos fossem publicados em pap)is recicl@veis apenas. 1As @rvores s"o poesias em 'ue a Terra escreve para o c)u.laneta vai passar o 1rodo2 n=s terr@'ue=s. 'uando o 1bicho pegar2. para e=pressar todo o nosso va$io2 ? autor desconhecido por mim. A . Lamos vO. A Empresa esta passando uma publicidade na tv mostrando apenas mascara de boa$inha pra enganar apenas. . A foda ) #e os poucos endinheirados :%oc#fellers se liga9 <esmo com poder e dinheiro os v3rus v"o te pegar> M@ est"o planeMando descobrir outro lugar para sair fora. En'uanto isso. n4s a derrubamos e a transformamos em papel. A consumismo mais as m@'uinas v"o destruir mais e mais.laneta Terra pede socorro.

. pr4pria terra. Temos 'ue aprender com el=s. 'ue v"o lhe cobrir os ossos 'uando morrer. <Nmia Abul ^amal :e outr=s human=s> est@ no corredor da morte s4 por ser negro e por ser rebeldes n"o acreditando em verdades absolutas. Ainda nesse mundinho med3ocre chamado planeta Terra 'ue tem ++ .. Est"o construindo uma cidade abai=o. Se liga ou v"o fugir para Lua at) #e tudo se acalme e voltaram. pois eles acompanham a evoluç"o do Eosmo.TALES. <as v"o viver um mundo fugindo dos v3rus. A mais f4da ) 'ue os animais ditos irracionais v"o pagar por um crime 'ue n"o cometeu. e por falar em pagar por um crime 'ue n"o cometeu. %acismo 1na t4ra2 ) o #e ta aconteceu com ele e outr=s 'ue s"o trancafiados em masmorras. Eles s"o evolu3dos. Eles ser"o os primeiros. ce tedium.

:Nota da chata parte tr4s ? Woicote <c donalds :uma das maiores devastadoras de floresta no mundo>. . Te=aco:racismo>. Kuman=s complicam demais.obra semi. Shell:racismo. assassinato>.de. a evoluç"o como um todo9 E os habitantes n"o humanos 'ue o digam9 Apenas por lucro. ....mais @gua e briga por @gua.estl):racismo e devastaç"o florestal>. 1Lale destruir tudo e todosC2 8uanto vale o ego dess=s milion@ri=sC Sabe o 'ue est@ acontecendo: A Wush e seus aliados est"o comprando usinas e nascentes de @gua +* . os pei=es.. escrava>. assassinato>. desmatamento. p@ssaros. s4 est"o ai para ferrar o meio ambiente. apoiou o apartheid na dfrica. S"o empresas parasitas. A evoluç"o est@ na simplicidade n"o na humildade. Eoca cola:racismo. E a Nnica 1lei2 fi=a no universo ) o movimento>. as pessoas. mais valia e poder9.i#e:m"o.

Ande M@ se viu privati$ar a @gua.. pelo Wra$il e Am)rica latina. Kip Kop n"o ) moda.. Eurti a parada.. Munto com seus 1patifarias2.> :Nota da hip hop ? Esses dias fui num evento de hip hop. Kip Kop ) mais 'ue palavras ou passa tempo9>.i#e. Sabemos 'ue 'uem *( . etc. n"o tem dono. onde eles v"o :esta> controlar tudo. ta rolando uma id)ia de 'ue o prefeito da cidade. s4 achei chata a religiosidade e=acerbada a a pagaç"o de pau para empresas 'ue s4 atrasam o lado dos terr@'ue=s: . nas cidades. se liga vacil"o. est"o 'uerendo privati$ar o Iepartamento de dgua da cidade. %eebo#.TALES. :Nota da escrava do rel>gio ? Ande me escravi$o. A @gua ) de tod=s..

. contra o departamento e passa o rodo. ) de todos9>. EomoC As terceiri$ados fa$em o serviço de p)ssima 'ualidade. ganha com o processo de privati$aç"o por fora e sai com a sua carreira pol3tica partid@ria na boa. EntendeuC . o povo. *1 . al)m de ser voto garantido.rocure. informe. se> :Nota da escrava parte dois ? Alha a Mogada: com a id)ia de terceiri$aç"o eles ganham com os eleitores para pr4=ima eleiç"o. Sacou9C Se liga n"o dei=em #e a @gua tenha dono.vai se fuder com isso s"o =s funcion@ri=s e a populaç"o em geral. ter preço #e n"o se e'uilibra.. Iepois eles Mogam a opini"o pNblica. A 'ue esses patifarias n"o fa$em por dinheiro9 LocO M@ ouviu falar em efeito cascataC Fsso fa$ a conta de @gua ou.

@ssaros por todos os lados.. Jm besouro 'ue de longe sentiu o cheiro de merda. . A vento sempre presente. * . A besouro se deliciou com o ban'uete merd@lico e seguiu seu caminho empurrando uma bolinha em 'ue esculpiu para si. A pe#ena aranha Latrodectus <actans observa atentamente. Jm pe'ueno Mo"o.de. Totografia sacaC2 Autros escultores apareceram e a merda desapareceu sem dei=ar rastilho nenhum.barro constr4i seu ninho na @rvore.. Autros p@ssaros observam e cantam suas composiçDes. Eantarolando suas composiçDes.TALES.se por entre folhas ca3da da evoluç"o selvagem. Grande escultor. 1LiaMe numa Lua grande e vocO observando um besouro levando a bolinha de merda com a Lua fa$endo o fundo. Apro=imou. A noite se apro=imou e com a noite o vento.

se da @rvore para descansar seu es'ueleto. Ieitou e dormiu. Leterin@rio.. Apro=imou. <)dico. A vida como ela ). Eantor. . . um pe'ueno agricultor. :Nota da masturbadora na ponte . :Nota da banda $umor no decI ? Eaminhando em farpas.oite de se=taZ ((0.f noite e seus terr@'ue=s. 15 horas /1 minutos.as id)ias conflituosas de meu eu. Eu. Ao pegar achou a pe'uena moeda. pois o caminho ) longo. fui. %eme=endo em seu embornal dei=ou cair seu canivete. beiMos no f3gado> Eaminhando pela mesma estrada de terra. T@ acontecendo um referendo *& . A sol apenas observava do alto.. Tarde.

Est@ mais do 'ue na hora do povo. <elhor n"o ir. da populaç"o começar a 'uestionar a obrigatoriedade da eleiç"o.. Tu vai sacar 'ue a FndNstria das armas ) 'uem movimenta o mundo. SaNde e educaç"o e outras paradas. . pois ele est@ mais embai=o. ou 1melhor2..ra mim n"o ) a soluç"o do problema. de votar. sobre proibir ou n"o proibir o com)rcio de armas. 8uem vai nos defender da pol3ciaC A Estado mais uma ve$ 'uerendo manter o controle. . Se liga9 A guerra em #e os EJA atacou o Lietn" foi */ . a minoria rica est@ com medo.TALES. LocO ) obrigado a ir votar.ra 'ue fabricar armasC Jma dica: Assista ao filme Senhor das armas. Eles criam as guerras pra vender armas. Euidado o Estado mata9 A f4da ) a obrigatoriedade. Se for obrigat4rio n"o ) bom. Liberdade ) uma mentira.

Wentevi... com um sorriso da'ueles 'ue fa$iam aparecer Q pr4tese dent@ria. Eumadi me vO um 1f4fa t4ba2:*> caprichado. AutXnomo. Lucro a poder> :Nota da !edo ? . Liva a liberdade de escolha.. A minha escolha ) n"o ser obrigada a nada9 1EonsciOncia começa com desobediencia2>. Angolano.uma guerra criada pelos ban'ueiros donos das indNstrias de armas. Tem dois p)s em sua *0 .. Ii$ seu Wemtevi todo contente. WenteviC ? Alhando nos olhos de Wentevi disse Lili dona do boteco. . pois n"o 'uero ser obrigado a nada. Eom 'ue dinheiro tu vai pagar."o fui9 %esolvi n"o ir. . Jma guerra para n"o ter vencedores. A sua fruta preferida ) abacate. Toi o 'ue aconteceu no Lietn". .ermacultor para si mesmo. apenas para ser mantida. Eapoeira.

*5 . Jm dia desses meteu a m"o em um bObado 'ue estava atrapalhando o ambiente. . Amante de Aluap.. Lili. Eom este9 . Tre'Uentado por homens e mulheres. Jma mulher simples e de palavra. Tirou do velho embornal a moeda e pagou com satisfaç"o.. Waleiro. feiM"o a arro$. Seus dedos e unhas carregavam tatuada a vida cotidiana de mais um dia na terra a Terra.TALES. localidade. Tarinha de mandioca. mulher de fibra. Anar'uista. Iepois da morte do companheiro começou a tomar conta do boteco. Tem deseMos se=uais por Ardnassela. <"e de 'uatro filhas e dois filhos.. #eria atenç"o s4 para si. Walc"o grande. colocando no balc"o. A 1boi2 :banheiro> era Nnico para ambos os se=os.. Iuas portas de madeira.

barulhos *6 .se ao vento.raça da S)..feira. A sol finge de longe sua entrada no grande espet@culo da vida.se. Se=ta. descansar e para pensar como a moeda foi para com seu Tat@ :C>>.Lili serviu seu Wentevi 'ue bebeu de um gole s4 e disse: . A sonoridade mistura.. com o abrir dos olhos.. . Eumpadi essa veio de Eabrobo9 Essa pinga ) feita com maconha. As p)s n"o mais sentem saudade do contato com a terra. As b3pedes logo de manh". Toi condicionado calar.. Lili essa ) da boa. :Nota da escrevinhadora ? segue um conto para esfriar = leitor:a>. ? % @Uma peça de teatro !rustrada) . perambulam por suas tenras e firmes cascas de concreto.

.aulo. Wanco do Wrasil ou para deitar.. pois to com uma dor de barriga. do nada.se em momentos *+ . Acho 'ue foi a'uela comida 'ue comi ontem2. dos motores. 'ue sem o consentimento de seu pai migrou para S"o . 'ue tamb)m fre'Uentava a praça como moradia: 1Tenho 'ue ir ao boi. permanece o 1boi2.. das vo$es. @rvores e algumas outras construçDes. S4 o mundo impercept3vel das formigas urbanas n"o era sentido na'uele momento pelos ouvidos e olhos dos human4ides. em busca de bancos... ? Apertou a barriga com a m"o es'uerda e sua face uma performance de dor. <enino de rua 'ue migrou para S) sem o consentimento de seu pai. do andar.. Eomo disse o g) ao seu amigo.TALES. por entre os bancos. do va$io.. L@. bu$inas. do caos..

. 'ue lhe apertava as tripas.. n"o teve tempo nem de limpar o va$o:foda. procurou e n"o encontrou..se a l3ngua portuguesa. A 1boi2 ficava no subsolo. Trustrado. 'ue na'uele ambiente era lu=o. g) entrou correndo e desceu a escada M@ com as calças arriadas. usar. 'uando teve uma passagem pela cadeia pNblica.. Jfa9 %espirou fundo. 'ue o banheiro l@. tinha o nome sugestivo de 1boi2. Alhou para os lados e n"o viu ningu)m. ..o meio da praça. devido a um assalto a banco.. %esolveu usar. A alivio de um 1cag"o2 fe$ at) seus pensamentos se afrou=arem. Liva o Esperanto> 'ue por sua ve$ estava imundo.rocurou um pedaço de papel.. 8ue na hora de uma dor de barriga devido a uma comida estragada. . 8ue aprendeu com seu companheiro de cela. mesmo com o fedor 'ue se alastrava no ambiente fecal. um pedaço de papel 'ue estava M@ ** . usar.de nada no bolso.

Ao sair do banheiro e chegar no andar da praça. Es'uecera sua m"e 'ue o es'uecera.. . As l@grimas bateram na porta."o teve Meito.aulistana.o. Earalho99 'ue alivio ? disse o menino g). poluiç"o... A silOncio da'uele lugar lNgubre e profano :para alguns> lhe trou=e a lembrança de sua m"e. Ticou um tempo s4 observando a si mesmo.. pessoas. Jm pe'ueno pedaço de refle=o na parede.. Wu$inas. Saudade.TALES. carros. <as foram fechadas com o to'ue de seus dedos. Lavando as m"os e observando seu rosto no espelho. usado por outro 'ue passara por ali h@ alguns dias.. S"o . 1(( . Jsou. Walançou a cabeça e saiu. barulhos de motores. seus ouvidos foram bombardeados pela vida . .aulo.

As paredes serviam tamb)m de meio de comunicaç"o entre dois homosse=uais 'ue passavam por ali e outros fre'Uentadores do 1boi2.. cu. Jm pedaço de vidro onde era um espelho grande refletia eternamente algo fi=o.so$inho. 1A se a'uele espelho falasse2. Einco vasos sanit@rios divididos por bo= de concreto. Jma do lado da outra. Lalter e outras faces. Ana. Tamb)m e=istiam marcas com fe$es de um artista anXnimo. Eom a$uleMo at) o teto. .. Earlos.orta. :. Ao 'uais apenas dois funcionavam as descargas. Wianca uma menina de 15 anos 'ue se prostitu3a por ali. As outras 1(1 . TrOs com @gua. demarcaçDes. bucetas e eteceteras.atalia. .A banheiro era todo branco. A'uele pe'ueno pedaço de refle=o guardara para si v@rias faces. Seu ^o"o um vendedor de balas no farol. . palavrDes.o dec# catarro Wruto>. 'uando estava s4. 8uatro havia torneiras. L@rios nomes. Trases. As pias para lavar as m"os eram cinco. Apenas uma.atr3cia.

. . 8Kh. foram arrancadas... Lua cheia. . Apenas 'uando a prefeitura de tempo em tempo resolvia limpar. 1( ."o ) %odrigues :. Jma prostituta 'ue ganhava a vida por ali.feira.<m . A sol 'ue fingia sua apariç"o ficou nisso mesmo. . Kavia apenas uma lPmpada 'ue substitu3a o sol. Em compensaç"o a Lua n"o fingiu. Kabitualmente ou 'uase sempre usava. S4 fingiu...TALES.o. es'ueci>."o se sabe at) hoMe 'ual fora seus destinos.elson %odrigues> Se=ta.Ailatan. s !reqLentadores :Nota do autor: . Entrou em cena com sua mais nova peça teatral. %eclamaçDes ou 'uando acontecia algum evento na praça.apel higiOnico era coisa rara..

. .. Lamos pra casa guerreira.se e subiu para o andar de 1(& ... Ela tirou da bolsa um pe'ueno baseado :uma ponta> e acendeu. 8uando o cliente n"o tinha dinheiro para pagar o 'uarto. ligou a torneira. lavou as m"os e Mogou @gua no rosto.orra estou cansada hoMe.."o s4 para suas disfunçDes intestinais. . . Tumou sendo observada pelo seu refle=o. Eom cada tragada:bola> sua face mudava de humor. ? sorriu. mais tamb)m para seu trabalho. aMeitou. . Ailatan chegava a trepar com uns de$ clientes. Acabou de fumar. Sorriu tristemente . iam fumar um baseado para começar a noite. .. ? disse Ailatan observando sua face no pe'ueno pedaço de refle=o. <as di boa. Ali era o ninho de amor. ..oite de se=ta."o consegui nem um cliente. Era o melhor dia.arou em frente ao espelho e disse: . Tamb)m 'uando ela e mais algumas amigas.

vai pra casa Ailatan2 ? disse a si mesma e voltou a subir. As dois se tocaram sem intenç"o.:Ehapado>. 99h:. .. Lavou as m"os. Saiu. E ai Eamila como foi l@C ? perguntou sentada no va$o:(1> com as 1(/ . 'uase foi pego2.odia ser um cliente pensou.. A calça foi seu salvador. Ailatan continuou a subir 'uando resolveu voltar. deu de encontro com um b3pede de uns /( anos. dei=a pra l@.TALES. to cansada.. cima lentamente. Alhou para o pe'ueno pedaço de refle=o e encenou seu mon4logo. Livaldi tentou a outra torneira e encontrou a t"o sonhada @gua.. .. . . .. Alhou para seu refle=o e disse: 1Lai se foder seu ot@rio. 8uando estava subindo a escada. Iesceu alguns degraus 1. Ele desceu..m . 9=h==m .orra n"o tem @gua nessa merda. Alguns degraus.."o.rocurou algo para en=ugar as m"os.

Entrou um cara correndo.ela sua mente passava nada menos 'ue sua vida no interior da . Acabara de se enroscar na teia da Aranha.. Espreita>. respirando fundo. 9=h8Km . Estava miMando...a lPmpada os insetos fa$iam a festa. . Lai se fuder. .ara3ba. ? disse Ternanda pegando no braço da amiga e as duas sa3ram. .. . gunindo.ernilongo. estou apenas observando. . . A porta estava aberta.:1h &m ? (1h11m h 1 minutos> .orra Eamila o 'ue ta pegandoC ? gritou Ternanda. Aranha. em sua face o suor pingava como torneira 'uebrada. Eamila nem deu atenç"o estava olhando para si no pe'ueno pedaço de refle=o. Alhou por todo o banheiro e depois ficou 1(0 . Ein'Uenta segundos de silOncio. Saudades da fam3lia. Ele entrou assustado..me. .. vamos embora.ada... <osca. Jma lagarti=a.saia levantada. Abserva a mosca em sua teia. Tormigas.

. . se observando no espelho. 18uem sou euC Sen"o eu mesmo. 98h98m . L@ em cima a fumaça cobria uma parte da praça. En'uanto ^"o acende o baseado. Saiu... 1(5 . .. 1Somos pessoas.TALES. n"o mercadorias2. chacoalha e picha a porta do banheiro. Ahhhhhhhhhhhhh99999999 Ticou em silOncio. Eles fumam.assou a m"o no rosto. ^"o fica um tempo se observando no espelho e grita em silOncio 1A 'ue aconteceu com a humanidade caraC2. somos rabiscadores das dores 'ue nos mesmos afiamos2. A'ui e agora. Acendeu um cigarro e gritou. . 1Somos poetas da noite. Gritou novamente Ahhhhhh99999 dando um soco na parede. Tico tira o spraa da bolsa.Acende o bagulho ^"o. FncOndio no <c fome.orraaaaaaaaaa2.

ada n"o2 . Ai. 8uatro policiais do grupo de elite.. desse trampo. . 1(6 . WA. Iepende do olhar de algum ser. Algumas baratas. 1. A cheiro tamb)m estava presente. A 'ueC ? pergunta o outro policial.. Sa3ram.ossa esse boi ta foda hein9 8ue fedo. . Entra. A rato Anir 'ue sempre ao perambular pela noite . A Nnico fre'Uentador era o vento 'ue descia pela escada rapidamente. . SilOncio. Ealma.aulistana passava por l@. 1. ele responde. o bac# ta aceso. Jm dos policiais se observa no espelho e resmunga: !To cansado dessa cidade. A refle=o era o mesmo.. Ainda temos 'ue encontrar os manos.. Lamo embora cumpadi. vamos sai fora. dessa merda de vida2.orra92. Antes um sorriso para o refle=o captado pelos olhos da pe'uena aranha. 9Kh=Fm. Jm deles acende um baseado. porra.E....

Ehegou em frente ao pedaço de refle=o. Estava ansioso. As contraçDes começaram. pois ia encontrar com seu companheiro 'ue n"o via h@ dois meses. WeiMos. 9Kh:.TALES. Ior. Sangue e l@grimas. (&h/6m.ice chega ofegante. As pulmDes. Iores por toda a barriga. Ela trancou a porta e permaneceu ali.o espelho a face e as interrogaçDes.mMs5 ? Earlos desceu a escada lentamente."o suporta e começa a chorar.o vaso sanit@rio apenas traços de um n"o vivente.. Abservando a pintura fria. Alhou o rel4gio. . . . S)rgio desceu a escada 1(+ . Acendeu um cigarro e Mogou uma baforada no seu refle=o. A descarga n"o funcionava.. <orta. 8uatro Eitotec foi o in3cio e o fim da'uele momento. Eansada. 9KhK:m ? :&&/ ? &1* h 10 minutos depois>. .

lentamente. Leu um bilhete 'ue tinha dei=ado para seu namorado alguns dias marcando o encontro. Eles 1entocaram. As dois se abraçaram e um beiMo longo acionou os deseMos mais 'ue carnais. 1E ai cumpadi bele$aC2 As olhos mente a si mesmo. ^unto com Ladr"oZ**. . Eambaleando chega at) seu refle=o. . dentro do Wo= :imagine a'uele banheiro pNblico onde h@ v@rios vasos sanit@rio saca9C> e trocaram caricias. 18uanto tempo n"o hein9C Estou com saudades de vocO. 8uase cai da escada por descuido de seu refle=o. 9Kh:JmK9s ? g) do boi entra escorando nas paredes.o canto da parede. beiMos. .ice escutava 'uieta no outro Wo= do banheiro. Eaminhou at) 1(* . 8uero ir embora desse lugar. To cansado2.se2 num canto do banheiro.erto da porta. Abservando a pintura e a comunicaç"o. Sangue. afagos 'ue acabou num coito selvagem. A garrafa de pinga o sustenta na m"o es'uerda. lagrimas a go$o. Lado es'uerdo.

... 1Ent"o vamos comer 'ue tX na m4 larica do caralho[ .<m ...TALES. . Ealma. ge$inho contava a grana 'ue eles tinham roubado. 11( . Sentou no vaso e l@ permaneceu por alguns cochilos. 9Kh. um dos Wo=. ? fala ge$inho. Agulha se apro=ima do pe'ueno refle=o. Ii$ Agulha chacoalhando o 1pinto2 e guardando em seu short. 1E ai ge$inho 'uanto conseguimosC2. I@ p@ n4is vadia2.:m . .orra n"o tem @gua nessa torneira.Iesce correndo as escadas. %espira fundo e di$: 1%oubar ou n"o roubarC Eis a 'uest"o2. 1Eumpadi tem grana pra caralho a'ui.. 9Kh. Agulha tira o 1pinto2 e miMa. verifi'ue nas outras. . ? disse S)rgio. WObado.. estou faminto. . Ambos meninos 'ue fre'Uentava a praça. ge$inho e Agulha. Tica observando.se.. Lamos comer algo.

LNgubre. Iepressiva. 1g) vamos voltar para o mundo do controle. Iesce a escada.. .. 9:h8=m ? g) do boi levanta. Era de ^ailson <anteguinha. Triste. pois o mundo da liberdade ) dif3cil2. E com aMuda das paredes vai at) a pia e lava o rosto. Eaminha at) um dos Wo=. Alha para seu refle=o e resmunga. As m@'uinas foram para as garagens. Eaminha em direç"o ao seu refle=o. at) a'uele momento. A garrafa permanece im4vel. As dois saem e dei=a a carteira no li=o. Silenciosa. <ostra ao seu refle=o e di$: 1Fsso a'ui ) meu alivio para essa noite finita2. Ie passos largos e lentos caminha <arlene. Substituindo o sol. 9:hK9m ? L@ fora o tempo muda. As lu$es continuam l@. Tira do bolso uma navalha."o sabe como foi parar ali. 8ue se 111 . Sua mem4ria apagou. Ao empurrar a porta. A arte morta lhe presenteia com os. Trio.di$ Agulha. A barulho perde um pouco para o silOncio. Sem di$er nada.

.m ? Entra ofegante. 9:hK. Sai correndo e gritando. Ao entrar no Wo= vO o n"o vivente 'ue . Ku=lea.3ris ) vermelho. Abserva .ice encolhida e inerte. abre lentamente. Seu sangue forma um tapete. <orta.ice M@ n"o tava l@. A vaso.TALES. se com o tempo.mFs ? A barulho volta a reinar l@ em cima. A trono.. EerveMa o acompanhou. .. ge$inho e Agulha saem correndo pensando 'ue era com eles. Toi. %i. Ii$ 1<ais uma como eu2. Ku=lea n"o agUenta e urina na calça. Ioido para urinar.o terceiro Wo=. Alha para os pulsos. <arlene sai carregada de maca por 'uatro policiais. . A n@usea o empurra para outro Wo= 'ue entra rapidamente e depara com <arlene. 9:h. Empurra a porta.ice dei=ou. <uda de direç"o. Senta. ainda mais com a sirene da policia. 11 . A arco.

.o banheiro os policiais investigam o ocorrido. Jm dos encanamentos 'ue leva ao c)rebro. 1<e da uma paranga de 1(g.lhe o bagulho e saiu.ice ) encontrado. 9. Andou. Suas pupilas dilataram. SilOncio. TrOs segundos...o meio da ocorrOncia um dos policiais olha para seu refle=o. Jma pedra atirada na lagoa. Sentiu vontade de andar. 11& . Tica em silOncio. Solid"o. A bagulho tava no sangue 'ue levou para o c)rebro. A n"o vivente de ."o h@ hidrXmetro para cobrar o ar em 'ue as narinas levam ao corpo. Soares entregou. Seu refle=o falava com seu refle=o. Seu c)rebro lhe d@ um mundo de condicionado. ^X mais 'ue depressa esticou uma carreira em uma das pias. As sentidos se armam. . .h99m ? A vento frio. fe$ um canudo com uma nota de de$ reais e mandou para uma das narinas.2 ? disse ^X. A sangue coagulado permanecia como um tapete vinho.

Tudeu. 9. Era guerra. Eomo se estivesse alongando os mNsculos e nervos do pescoço. As s#inheads espancaram. pois estava entrando no banheiro uma velhinha. Ele se defendeu como pode.no. Ele olhou. 1. Eles ao verem pararam de bater.orra 'uase fui pego2.TALES.h=. Iisse: 1Lamo imbora cumpadi 'ue o bicho vai pegar2. se no espelho. Ehul) ficou 11/ ."o tinha como fugir.. <as infeli$mente ele estava s4. Em seguida entrou 'uatros s#inheads no banheiro. .m ? Ehul) desce correndo as escadas a procura de @gua pra lavar as m"os. Jm deles olhou para o espelho. S4 n"o o mataram. 8ue ao perceber voltou gritando socorro.. Sorriu. E sa3ram. sorriu e fe$ uns movimentos com a cabeça. Io corpo. 8uando os olhos se encontraram. As s#inheads partiram pra cima de Ehul).

1. E batia na sua bunda. 1Lou go$ar.a$istas de merda2 ? disse Ehul) ao se levantar lentamente com a aMuda das paredes. vou go$arrrrr ? gritava ? enfia no meu cu2.ca3do no ch"o com alguns hematomas e arranhDes. en'uanto seu amante lhe penetrava por tr@s. 1Tilhos de capitalistas de merda v"o se ver comigo 'uando encontrar2. Ela estava de 'uatro com as m"os na parede e a calça arriada at) o Moelho. Alhou para seu refle=o e o sangue 'ue era tapete tamb)m corria por sua face. Ieliciava. %asga minha buceta2.ossa %etlav n"o sabia 'ue trepar em banheiro pNblico era t"o gostoso2. 1Lai %etlav me come. Ela 110 . Ele sem pestaneMar enfiou no cu dela. 1B. se com dois lenços de pano e sa3ram. Ela gritou e os dois go$aram. 9. 1go$a vagabunda. 1.. Eles limparam.h89m ? Telina. enfia tudo. Ele a penetrava com pra$er. pois ) meio embaçado a'ui2. go$a2.. <ulher rica. mais vamos sair fora. Saiu mancando.se com seu amante.

olhou para seu refle=o e sorriu. Iisse a si mesma. A segundo. Limpou o vaso com um pedaço de Mornal. Levanta o $3per. Wolero de Sat". Fndo para Estaç"o pegar o metrX. Termina de urinar. AdlansF desce correndo para urinar. Lava as m"os e observa seu 115 .TALES.. . Alhou o primeiro. . Iesceu a escada e caminhou em direç"o a um dos vasos."o.. %etlav a conheceu em uma festa na'uele dia. 1As veias abertas da Am)rica Latina2 de Eduardo Galeano. Arriou a calça e a calcinha. Abai=ou o $3per. Tamb)m n"o.@gina sessenta e sete. 9. Elebic sentiu vontade de ir ao banheiro 1cagar2.m ? Ao som de Elis %egina. Jma pe'uena calcinha preta.h:9m=:s ? Ao passar pela praça. Ele era um dos garçons. A terceiro. 9.h:. Sentou no vaso e abriu a p@gina do livro em 'ue estava lendo.

Seu refle=o cansado. uma calcinha preta. . uma vagina. Alhou para sua calcinha. . Ele se vira e olha. Triste. um livro. um Moelho. As Maponeses e outros b3pedes se preparam para fechar as duas bolas. As escravos do rel4gio caminham para as fabricas de rel4gio.ada.se. . Lavou as m"os e saiu. <arcos e seu companheiro de trabalho urinam. 116 . A c)rebro n"o dei=ou.m ? . Jma cicatri$.rocurou. Eatador de papel. Abserva seu dentes. Tentou sorrir. <arcos olha seu refle=o.refle=o.ea. 9<h99m ? A lua caminha lentamente para anoitecer o outro lado da grande Wola. uma camiseta e um rosto. Ele se desconcertou e saiu. Ela di$: 1A 'ue t@ olhando. Treta de rua.rocurou papel. Elebic levantou. A face. Jrinou. nunca viuC2.ada. 8uando numa pe'uena fresta o refle=o lhe da a imagem da uma calça Means.. Lavou as m"os e saiu. A faca. 9. .h. AMeita o cabelo e sorri para si mesmo.

1Ealma vamos fumar um baseado antes. 1Lamo cumpadi 'ue o metrX t@ pra passar2. 1Lai buscar2 . 11+ . Eolhe o li=o.edrinho caminhou. A banheiro estava limpo. lava e coloca papel higiOnico. 9<hK9m. .TALES. 9<h=9m – Avles e Atserolf. LPnia e seu filho caminhavam at) o ponto de Xnibus. S4 o pe'ueno pedaço de refle=o continuava l@ a espera de mais um outro refle=o. 1Sei. ? A sol desta ve$ n"o fingiu apareceu. caiu Q bolinha l@ embai=o2. Eles fumam. varre. 1<am"e. para rela=ar2. Encontrou. lavam as m"os e sai..a perto do terceiro bo=. Iesceu a escada pra pegar a sua bolinha 'ue caiu.. B cumpadi essa cidade t@ ca4tica2. Todo sorridente. 1LocO viu o 'ue aconteceu essa noiteC2...

Estamos com m4 gais. Tanto homem como mulher. Todos cuidavam da limpe$a para o pr4=imo9 11* . Tirme$era aos irm"os e as irm" da correria. nosso pr4=imo filme. Avles+ <>ou p2ssi(o na l. -E/+A :a folha 'ue cai do 1+i andar> :Nota da produtora de !ilmes ? Estou produ$indo Munto com outro mano. baseado no livro de Sebastien Taure ? Io$e provas da ine=istOncia de deus.ngua portuguesa. Estou produ$indo Munto com o mano Ateb. Lai rolar v@rios. Aguardem9 WeiMos no telhado>. E gosto disso= DMLFNFEKKL:.ig)ria produ$ mais cinemaZfilme no mundo. <ovimentaç"o a mil grau.M. Aguardem9 Ti'uei feli$ em saber 'ue a . Todos urinavam sentados.

aulo. o cerco estava apertando pro seu lado.aulo fui parar em ^abuticabal. EomoC LocOs n"o entenderamC A chave ) o pipo'ueiro. ^ardineiro a bar man nas noites de S"o .."o pod3amos viver simplesmente em harmonia.aulo. Ehoms#a era seu nome. . <)dico.. ^abuticabal.TALES. Loltava para o interior. Ie ve$ em 'uando aparecia com desculpa de visitar a m"e. .edro recebeu de troco 'uando comprou balas para aliviar seu alito. .edro o filho mais velho era punguista na cidade de S"o . B 'ue. Sem 1 ( . pira a transpira. Ie S"o . :Nota da Amor Algum no decI ? To precisando de grana para dar andamento em alguns proMetos. B foda9 <aldito capitalismo selvagem. conspira. Seus pais moravam em ^aboticabal.

. . ou melhor. Lili a m"e de Lilith. Toma essa moeda.. Ela usava um avental com dois bolsos. . disse Lilith Q filha mais nova de Lili."o deu tempo nem de esfriar na m"o de Lili.edro. 'ue foi para nas m"os de Tat@. . em seu bolso.orra mais um proMeto #e vai pra gaveta>. Lili e fui para nas m"os suaves de uma linda menina 'ue se chamava Lilith. Tinha mais ou menos 'uator$e anos... <am"e. Ias m"os de Ehoms#a fui parar nas m"os de . ? Tirou do bolso e entregou a filha.. .. estou precisando de um caderno para levar a escola. depois Wentevi.desigualdade. 1 1 .. Toda manh" ao abrir o boteco colocava o avental e s4 tirava ao ir tomar banho. progresso etc. <eios de produç"o coletivo pra tod=s ou a destruiç"o das ma'uinas e dos conceitos de evoluç"o. Entrando no bar.

TALES...

Lilith, menina 'ue gostava de observar @rvores, o c)u, as formigas, o hori$onte a escrever pe'uenas hist4rias. Iançar na rua, correr na chuva, transar com os meninos da escola e gritar nas es'uinas. Ler a peidar. Seu sonho era viaMar para dfrica abraçar um p) de Waoba de uns cem anos e sentir o cheiro do local. Ie cada pedaço de imagem. Esculpir cheiro a imagens. Lilith foi at) a livraria e comprou seu caderno. Jma pe'uena livraria onde nos fundos funcionava uma pe'uena editora marginal. Tui parar na m"o de uma senhora de uns sessenta anos de idade. Emma Goldman. Ela era neta de libanOs com ^aponOs. Sempre gostava de falar sobre suas ra3$es. Ias noites em 'ue se tatuava com o cheiro. ;o vag"o de trem :C>. Gostava
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de Mogar damas. Gritar nas noites de lua nova. Sentir o frescor do vento. Abservar as estrelas no c)u. Andar descalça. Weber vinho. Escutar sapos, grilos, cigarras a transar debai=o das @rvores. Lia muito para descobrir outros mundos. Editava s4 livros marginais. <anual pr@tico da delin'UOncia Muvenil, terrorismo puto)tico foi seu Nltimo lançamento. Ta pra lançar 1Liva a liberdade2 de Alice ]al#er. Iepois fui parar nas m"os de <arcelo 'ue tocava guitarra, Mogava futebol e estudava medicina. <arcelo estava de f)rias e ao chegar a ^abuticabal, a primeira coisa 'ue fe$ foi at) a livraria comprar 1seda2 para fumar seu baseadoZmaconha. ;o troco l@ estava eu em suas m"os, ou melhor, m"o direita, 'ue depois fui parar no bolso de sua calça. ^unto com amigos caminhamos at) o rio. Ehegando Q margem do rio. Acomodar"o.se debai=o de uma grande @rvore. Iessas 'ue fa$em deliciosas
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TALES...

sombras. Liol"o. Warraca. Livros. Webidas. Acender"o um baseado. Tumaça. Eonversa. Tumaça. AbservaçDes. Linho. Eonversa a pira. ... Lamos dar um mergulho no rioC ? disse <arcelo. ... Ealma cumpadi. ? respondeu seu amigo. ... 8ue nada, vou dar um mergulho. ? levantou saiu. <arcelo pulou no rio sem ao menos verificar se era fundo ou se e=istia algo 'ue pudesse feri.lo. Ao mergulhar bateu a cabeça no fundo do rio em uma pedra e fraturou algumas v)rtebras. Era raso. Aos vinte anos perdeu algumas movimentaçDes de seu corpo. Gostava de fumar maconha e trepar com suas amigas.
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Tui parar nas m"os de Wrand"o Amigo de <arcelo. Iepois de um pagamento de uma divida 'ue <arcelo tinha com Wrand"o. ^ustamente minutos antes do acidente est@vamos fumando 'uando <arcelo tirou.me do bolso e entregou a Wrand"o di$endo: ... <ano a#i sua grana n"o te devo mais nada. ... ce nada cumpadi ) n4is9 ,recis@ ta no pente9 ^aneiro. 1*&+ ? Eom um vestido de noiva todo preto. Esculpiu.se na es'uina. Fnerte. As olhos pintados de branco. Ta$ia estatua viva. Eu... Eai no chap)u de Amanda. 8uarta.feira. Tempo nublado. <eio sinistro. Tui atirada ao chap)u de Amanda por Wrand"o. ^ogador do Eorinthians em S"o ,aulo. Amanda. Eonflito a solid"o. ,oesias a farpas. Iesespero a força. Iorme de dia Q noite vino, MambO a troca de farpas. ,oetisa noturna. A Lapa
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TALES...

carioca 'ue o diga. Tamb)m os ratos, baratas a rata$anas, seus melhores amigos. A cemit)rio era seu 'uadro na parede. 8ueria curtir sua angustia. ,assava por feli$es triste$as. Acompanhada dos seus companheiros: Anhocam, vino a uma flauta. Gostava de solid"o para fugir das neuroses urbanas. Esculpiu.se no centro do %io de ^aneiro. :Nota da nadadora de veC em século ? cuidado ao entrar em rios, lagoas, lagos, c4rregos, etc... verifi'ue antes. <ergulhar em @gua viva reMuvenece>. :Nota da comedora de banana ? A tv mente9 Se liga9 Ela ap4ia o estabelecido. Iesligue a Tv e leia livros. Jse.a para
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assistir alguns filmes interessantes. E por falar em filme seria delicioso se tivesse acesso a v@rias produçDes cinematogr@fica de todos os lugares. ;"o s4 o li=o cultural americano 'ue nos ) enfiado goela abai=o, por essas emissoras horr3veis. A mais f4da ) 'ue a maioria das produçDes ) para poucos. Toda.se o privil)gio. <orra a cultura de elite. Liva a contracultura 'ue assassina a elite nas suas produçDes e 'uebra o estabelecido. Taça vocO mesmo9 TL <ATA> L@ estava eu no bolso desse coçador de cu. <Os de ^aneiro. ;uma emissora de r@dio sendo inaugurado um programa. GetNlio Largas montou um poderoso es'uema de propaganda pessoal ao criar o Iepartamento de Fmprensa e ,ropaganda :IF,>, claramente inspirado no aparelho na$ista de propaganda ideali$ado por ^oseph Goebbels. A Kora do Wrasil, introdu$ida nas r@dios brasileiras ) chamada ironicamente pela
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TALES...

intelectualidade de !Tala So$inho!, mostrava os feitos do governo, escondendo a repress"o pol3tica praticada contra uma sociedade pouco organi$ada na )poca. A Kora do Wrasil criada para manter os privil)gios de ter grana para comprar 'uase tudo, 'ue lhe da pra$er e da pe'uena minoria. Ele como pol3tico profissional 'ue era, disse algumas palavras: ... Senhoras e senhores ouvintes, gostaria de di$er 'ue ) uma honra inaugurar esse programa para o progresso de nosso pa3s... Te$ um pe'ueno discurso e saiu da sala. ... ,orra to cansado, M@ acabou essa merda9C ? GetNlio perguntou ao seu assessor no interv@.lo da inauguraç"o.

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... Eom esse programa vamos comer o c)rebro dos ouvintes. ? resmungou e riu. GetNlio a si mesmo. ... ,atr"o me da Q grana, pois vou pro %io essa noite. Amanda numa noite dessas, leva sua performance. 1Tumaça, ambiente a flores do li=o2 na Avenida ,aulista. Iepois s4. ;um caf) dei=a.me como pagamento de uma cerveMa a vinho, logo de manh". ... Jm caf) por favorC ? disse GetNlio. Segunda.feira. GetNlio bebeu o caf) e pagou. %ecebeu o troco e enfiou no bolso. Saiu. ... Ande posso comprar maconha a'uiC ? perguntou GetNlio dentro do carro. ... Kummm... ? pensou seu assessor... Tid ? respondeu o assessor. ... TidC 8uem ) esseC ... ;"o es'uenta9 B um mano do %io, pois tu mandaste fechar o cerco sobre a maconha. ,roibiu.a. LembraC
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TALES...

... Sei, mais tive 'ue fa$O, pois o presidente dos Estados Jnidos tava me 1encostando na parede2. Et@ pa3s filho da porra9 ... ,reciso pra da'ui a trOs dias, pois tenho 'ue participar de uma reuni"o com os militares e sabe como ) eles s"o chatos, ? disse Getulio Largas ? mas precisamos de alianças pol3ticas. ? completou a frase. A maconha estava escassa devido a algumas perseguiçDes do pr4prio governo. ... A 'ue temos amanh"C ? perguntou GetNlio ao seu assessor, olhando para rua. Eaminhando de volta para casa. Alguns carros pelas ruas e algumas pessoas a caminhar. 1*&+. ... Fnauguraç"o do programa Kora do Wrasil. ? disse seu assessor.
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... Jmmmm... ) foda9 <as isso ser@ interessante para n4s. ... Lou buscar a maconha depois da inauguraç"o. Tudo bemC Keliog@balo pegou a grana de GetNlio Largas e saiu, antes GetNlio disse: ... Lai, mas volta logo. ,reciso de vocO comigo para me aMudar na campanha. ... Lou num p) e volto noutro. ... 8uero vocO amanh" a#i. Keliog@balo nem respondeu apenas seguiu seu caminho. Embora trinta e cinco escolas de samba tenham se inscrito e desfilado, n"o houve Mulgamento, pois trOs dos 'uatro Mulgadores n"o compareceram ao evento devido aos temporais da'uela noite. %io de Maneiro. TrovDes. Elar"o dos relPmpagos a raios. A samba enredo corria na noite de carnaval carioca menos, pois a chuva resolveu sambar, sair na avenida, Leleu. Jm dos Murados resolveu n"o ir, com desculpa do tempo.
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TALES...

8ue atestava o ocorrido. Ele estava bObado a 'ueria dormir apenas9 <orro do Sem fronteiras. A chuva castigava o %io de ^aneiro. A pessoal do morro 'ue o diga. Leleu. Eopeiro. Garçom e cNmplice de Keliog@balo em alguns trabalhos ilegais. Keliog@balo hospedou.se no barraco de Leleu. ... ,orra #e chuva em Leleu. . Ehegou Keliog@balo balançando o guarda chuva e tirando a capa. . 8uase n"o consegui chegar at) a'ui, ufa. ... B ta foda mesmo99 ? fechando a porta. ? KoMe tem carnaval e com essa chuva nem fui pro desfile. ... A #e tu veio fa$er a'uiC ? pergunta e responde ? ;"o me venha com id)ia furada n"o9 ? disse Leleu.
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... 8ual) cumpadi dei=a eu chega primeiro. Ta tirandoC ... Se liga cumpadi, tu sabe #e tu ) chato. ;"o to a fim de furada. ... <ano me vO um caf) 'uente porra preciso tirar essa roupa e tomar um banho. Leleu foi at) a co$inha. ... Lim comprar maconha pro patr"o. ,orra. Se liga9 L@ ta no osso, ta foda de encontrar. A porra do patr"o fode proibindo a maconha depois 'uer fumar. Keliog@balo. Assessor. Eontrabandista. Assassino e humorista. 1Amigo2 de Tid. 8ue ) cumpadi de <arcinho, 'ue ) amante de Elis, 'ue transa com Tuta, 'ue ) colega de <@rio. 8ue vendia. ;o <orro do Eobra Eriada n"o pega sapo no ch"o. ,egou.me de pagamento na compra de um 'uilograma de maconha para Getulio Largas. S4 chegaram em suas m"os novecentas e noventa gramas.
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TALES...

... ,orra Tid, eu paguei por um 'uilo. Tu me tr@s novecentas e noventa, porra9 8ualO cumpadi. Ta tirando vagabundo. ... Ticou no meio da correria cumpadi9 Essa maconha deu m4 role. ... B pro homi porra9 A homi n"o 'uer nem saber da parada. Ele vai me comer o c)rebro. ... Iiga ao homi 'ue o 1bondi2 'ue fe$ a correria, tirou um baseado pra ele. ... LocO pensa 'ue ele ta preocupado com isso9 .... LocO 'uer 'ue eu faça o 'ueC ? disse Tid. ... 8ue diga aos manos da correria 'ue n"o pode dar essas mancadas. Atrasa todo o movimento. ... Ta limpo9 Lou descolar as de$ gramas. <e espera a'ui um pouco. ? 1safado2 ? resmungou.
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Tid saiu e voltou 'uase meia hora depois com as de$ gramas. S4 pra dar uma canceira em Keliog@balo. ... Ta'ui a parada. ? colocou com força na mesa. Warraco de Leleu. ... Ta limpo, tu sabe 'ue o home ) foda. ;"o adianta ficar bravinho n"o9 ? riu. ... Ta limpo sai fora9 ... #e sai fora porra9 To no barraco de meu cumpadi . Leleu. ? E pode dei=ar uma grana ai pras despesas. ... To saindo Leleu depois nos falamos. ? disse Tid M@ saindo com um guarda chuva. ... Ealma, amanh" to saindo fora logo de manh". ? respondendo Keliog@balo a Leleu. ? o tempo ta foda9 ... Leleu vamo fuma um baseadoC ... Lamo #e vamo ? respondeu Leleu Keliog@balo enfiou a encomenda numa maleta, dichavou as 1( gramas. Logo de manh"

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TALES...

Keliog@balo se despediu de Leleu e saiu rindo. ,egou o trem ) voltou para S"o ,aulo. :Nota da escutando cantores de viola no bar do ?earari ? uma cerva a rabiscando putoesias> ;as m"os de <@rio. Waiano 'ue se tornou carioca por necessidade. ... E ai <@rio Tirm"oC ... Tirm"o Truta9 A 'ue manda cumpadiC ... <@rio esse a'ui ) o nosso amigo, Tid. ... ,ra$er Tid9 A 'ue tu 'uerC ... 8uero um 'uilo de mato. ... Jm 'uiloC Kummmmm... ? <@rio ficou olhando nos olhos de Tid e pensando. Abservou de cima em bai=o. ... Tu )s amigo do TutaC ... Sou9
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... Ah, to lembrando, pois Tuta pegou um 'uilo a'ui, pra tu um dia desses. ... Toi encomenda de um mano meu. ... Tr@s um 'uilo de mato pro nosso amigo Tid ? Iisse <@rio a outro rapa$ 'ue segurava um revolver trinta e oito na m"o es'uerda. Toi buscar a encomenda. Tid ficou uns 'uin$e minutos conversando com <@rio ou <@rio ficou conversando a observando Tid. At) comentou sobre o 'ue aconteceu com a maconha de seu amigo 'ue Tuta veio buscar. Keliog@balo encomendou e chegaram as suas m"os faltando de$ gramas. ... ,orra isso ) foda9 S4 atrasa o movimento9 ... Ele ficou chateado com a parada. Tive 'ue tirar do meu baseado ... Ai ? disse <@rio a seu soldado. ? da 1mais uma cota2 pro Tid. ... Ii boa <@rio n"o es'uenta. ... ce nada mano o com)rcio a#i tem 'ue ser firme$a.
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TALES...

... Laleu. Tid pegou a maconha e seguiu seu caminho. :Nota da comedora de terra ? To lendo A Evangelho Segundo ^esus cristo de ^os) Saramago. Ainda n"o sei se ) bom ou n"o, to no começo>. :Nota da apreciadora de manga coquinho ? Li, mais achei 'ue o Saramago poderia pirar mais. Eses dias 1*Z11Z ((5 no bar do Wearari. Alvorada. Ata. Tumei um baseado e vi o sol dormir. Tive orgasmo. Assisti o filme ,ai="o de cristo do diretor <el Gibson s4 para observar e pirar no meu pr4=imo livro 'ue ser@: A crucificaç"o ou a ceia segundo uma pe'uena aranha2. ,es'uisar sobre esses m)todos de assassinar>.
1&+

Wrasil ganha respeito. A terceira Eopa do <undo foi, de fato, a primeira em 'ue o Wrasil figurou como uma seleç"o representativa. A crise 'ue desde a implantaç"o do profissionalismo dividira o nosso futebol, fora finalmente superada em 1*&+. A t)cnico, Ademar ,imenta, n"o tinha l@ muita intimidade com es'uemas t@ticos ? insistia no ultrapassado es'uema com dois be'ues, trOs m)dios e cinco atacantes ?, mas conseguiu fa$er com 'ue 11 Mogadores se entendessem em campo o suficiente para 'ue 1nossa2 seleç"o alcançasse as semifinais. LeXnidas da Silva, o 1Iiamante ;egro2, foi imprescind3vel nos trOs primeiros Mogos. ^ogou tanto e t"o bem 'ue estava destroçado fisicamente para a semifinal contra a Ft@lia. Sem ele, n"o deu para o Wrasil. %estou ainda o consolo da terceira posiç"o, con'uistada graças, mais uma
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TALES...

ve$, ao maior propagador da bicicleta e artilheiro da Eopa de 1*&+. A &opa do *undo de =FKJ foi Q terceira Eopa do <undo disputada, e contou com a participaç"o de 15 pa3ses. &5 pa3ses participaram das eliminat4rias. A campeonato ocorreu na Trança. Toi um mundial tenso, marcado pela grav3ssima situaç"o internacional, 'ue levaria a Europa e o mundo Q Segunda Guerra <undial, pouco mais de um ano depois do certame. A fustria 'ue fora ane=ada pela Alemanha de Kitler n"o participou do mundial, pois foi obrigada Q ceder seus Mogadores Q seleç"o alem". As grandes forças do mundial eram a Ft@lia, campe" mundial, a Kungria, a Tchecoslov@'uia e o Wrasil.
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Toi a primeira copa em 'ue o Wrasil realmente se organi$ou, evitando as eternas e infrut3feras brigas entre cariocas e paulistas. A Wrasil tinha um grande Mogador, o 1i grande gOnio da seleç"o em copas, LOonidas da Silva. Iiamante ;egro. ;a estr)ia um )pico, Wrasil 5 = 0 ,olXnia. Jm Mogo cheio de alternativas decidido s4 na prorrogaç"o. Jma guerra, com v@rios Mogadores contundidos em ambas as e'uipes. Iurantes as Aitavas aconteceu a primeira grande $ebra em copas, empate de & = & entre Euba e %omOnia. ;o Mogo desempate deu Euba por = 1. A Su3ça empata com a Alemanha em 1 = 1 e vence o Mogo desempate por / = , despachando a seleç"o teuto.austri@ca da copa. As italianos venceram a ;oruega por = 1 e os hNngaros golearam as _ndias Kolandesas :hoMe Fndon)sia> por 5 = (. ;as 'uartas o Wrasil Mogou duas ve$es contra a Tchecoslov@'uia, 1 = 1 e = 1 :Mogo desempate>. A Ft@lia eliminou a
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e do grande Giuseppe <ea$$a. Trança. . . As hNngaros confirmam sua força e golearam a Su)cia por 0 = 1. Ft@lia / = Kungria.a final a Ft@lia de Lit4rio . por & = 1. sem LeXnidas :poupadoC>. . por = 1. As hNngaros avançaram com seu futebol t)cnico eliminando a surpreendente Su3ça por = (.. contra a forte Kungria..TALES. campe" mundial. A seleç"o brasileira ganhou da Su)cia a decis"o do &i lugar por / = . 1/ . A desta'ue coube Q Su)cia 'ue n"o Mogou as Aitavas :seu advers@rio seria a dustria> 'ue espantou a $ebra cubana por + = (.a semifinal o Wrasil. perdeu para a Ft@lia.o$$o. dona da casa. e a A$urra era o primeiro time a ser bicampe"o mundial de futebol.osso LeXnidas foi o artilheiro do mundial &+. t)cnico. na primeira grande participaç"o canarinho em copas.

e por falar em cerveMa.. touradas. Estava escutando a multid"o l@ fora. estava l@.er@cio mata o time da Su)cia por 'uatro a dois. Eomprei trOs latas da cerveMa chamada 1dgua de en=urrada2.egro aos sete minutos do segundo tempo marcou um gol. . .1 . se assim o deseMar. mais ap4ie a cerveMaria 'ue n"o patrocina rodeios. Trança. :Nota da apreciadora parte :K< ? hoMe. depois veio outro dele e pra finali$ar a desgraceira . ((5 ? 1& horas e 15 minutos.o$$o at) hoMe ) o Nnico t)cnico campe"o mundial em oportunidades como treinador. essas 1/& . mas estava dentro do arm@rio no vesti@rio na carteira de ]alter."o assisti ao Mogo. va'ueMadas. beba. A Wrasil con'uistou o terceiro lugar e o Iiamante .em te conto. seuZsua porraC Sinto em di$er. 15. . mas estava l@."o acredita leitorZa.

Liva todas as lutas para uma melhora de tod=s>. :Nota da nDo esquecedora ? Sei 'ue e=iste outras lutas tamb)m.. 1// . Estou procurando a cerveMa 'ue n"o ap4ia essas patifarias. <e parece 'ue algumas est"o mudando esse conceito. A foda tamb)m das cerveMarias s"o 'ue elas com a id)ia de pNblico alvo trata a mulher como obMeto. em suas publicidades. se=ismo na t4ra. patifarias todas. Woicote esses cantores e cantoras 'ue ap4iam essas patifarias.. 'ue ) um preconceito. Woicote empresas 'ue ap4iam essas ditas 1diversDes2 de sofrimento e dor. Acho 'ue osZas apreciadoresZas tem 'ue cobrar essa mudança das cerveMarias>.TALES. etc...

%NN&% Iesde o tempo em 'ue . Lale conferir essa revista produ$ida pel=s man=s anar'uistas do %io de ^aneiro. Ehupinhado da revista Letra Livre. :Nota da chato parte MF9F9 ? s4 para ser chato e sociali$ar a informaç"o segue mais um te=to.:Nota da Antonin Artaud ? A propaganda ) a prostituiç"o da aç"o e. os intelectuais 'ue fa$em literatura de propaganda s"o cad@veres condenados pela força de sua pr4pria aç"o>.roclamaç"o da %epNblica 1/0 . Achiam)> 2U$E? + N ?#A-%+ Esboço hist4rico ? Anatol %osenfeld . para mim e para Muventude.edro dlvares Eabral 1descobriu2 o Wrasil at) mais ou menos a . B bom.

a caval. a tradicional (al.a :um Mogo de lançamento de disco> e. ^@ antes podem. como tamb)m.se 'ualificar como e=erc3cios f3sicos no sentido moderno..TALES..en3nsula Fb)rica. n"o apenas de acontecimentos lNdicos ou esportivos para o preenchimento das horas vagas. semi.ada. em forma dram@tica. Tratava. pescar. nadar.religioso. num 1/5 . uma festa h3pica 'ue ainda hoMe Qs ve$es ocorre e 'ue representava. pelo contr@rio. principalmente de esforços de trabalho para a manutenç"o da vida. :1++*>. no entanto.esportivo tinha. navegar e atividades semelhantes.se no pa3s essencialmente a reali$açDes pr@ticas como caçar. as lutas dos crist"os contra os mouros na . Jm car@ter semi. os e=erc3cios f3sicos ? abstraç"o feitas dos 3ndios ? restringiram. cavalgar.se a'ui.

S4 a libertaç"o definitiva dos escravos :1+++>. forma acrob@tica de autodefesa. tanto mais 'uanto a Nltima foi cultivada simultaneamente como dança com acompanhamento musical.roclamaç"o da %epNblica a ela vinculada e a imigraç"o 'ue a seguir começou de forma poderosa.. sabiam derrubar redondamente o advers@rio perple=o atrav)s de uma t)cnica rica em tru'ues de violentas cabeçadas e @geis rasteiras. em alta medida. a famosa capoeira.grau mais alto ainda. cuMos representantes 'uase sempre homens de cor. provocado 1/6 . a perigosa arma do lupem proletariado formado pela libertaç"o de muitos escravos de cor. entretanto. sobretudo o %io de ^aneiro e S"o . a . mais os in3cios da indNstria e o r@pido desenvolvimento das cidades.aulo. ela foi. terror da pol3cia e do burguOs pac3fico para 'ue pudesse ser considerada como esporte ou Mogo. dos arruaceiros do submundo urbano.a )poca do seu florescimento.

S4 se pode falar de esporte no sentido moderno 'uando os e=erc3cios f3sicos se organi$am na forma estabelecida de um clube. Q industriali$aç"o e ao surgimento das grandes cidades. o primeiro clube de regatas foi fundado em 1+++ por alem"es no %io Grande do Sul :primeiro clube de regatas 1/+ . ^@ em 1++ . por todos esses acontecimentos. entrou em aç"o o impulso dos imigrantes e de numerosos brasileiros 'ue haviam estudado na Europa. como relator da comiss"o estatal de ensino. tinha salientado a necessidade dos e=erc3cios f3sicos nas escolas prim@rias. encontrar eco sens3vel. criaram as pr)vias do esporte. Ao 'ue tudo indica.TALES. tamb)m na Europa. Ande faltou a iniciativa do Estado. Seu triunfo est@ estreitamente ligado. entretanto. %ui Warbosa. sem...

or volta de 1+*0 reali$aram. 8uando voltou a S"o . A primeiro c3rculo 'ue cultivou o Mogo numa forma organi$ada foi formada por s4cios de um clube inglOs ? o S"o . <iller. em Kamburgo>.se a uma fervorosa atividade de mission@rio. Aos 1( anos de idade. 'ue havia sido fundado para a pr@tica do cric3et e ao 'ual <iller se associou. <iller entregou. .rei2 foi transplantado para o Wrasil por Eharles ].aulo Athletic Elub. A 1esporte. .ara difundir o futebol entre os ingleses 'ue viviam em S"o . em LondresY primeiro clube de regatas da AlemanhaY 1+&5. trou=e em sua mala uma bola de futebol.aulo. <iller foi enviado Q terra de seus pais para fre'Uentar a escola.aulo e Mogavam cric3et. um brasileiro de origem inglesa. A clube reunia altos funcion@rios ingleses da Eompanhia de 1/* . em 1+*/.se as primeiras corridas de bicicletas e competiçDes de nataç"o no Wrasil.do mundo: 1+&1.

. por)m. Tora os ingleses. fre'Uentemente filhos de fa$endeiros. 'ue aflu3am Qs cidades. Entre estes o mais importante foi Kans . pertencera ao Elube GermPnia de Kamburgo. para a3 apanharem seus t3tulos de MuristasY a primeira e'uipe essencialmente brasileira compXs. 'ue em 1+*6 veio para o Wrasil.aulo %ailSaa.se de alunos do "ac3en*ie College de S"o . do Wanco de Londres e da S"o . outros grupos de Movens imigrantes 'ue trou=eram da Europa a necessidade de aproveitamento esportivo das horas livres. As imitadores brasileiros 'ue logo em seguida apareceram eram predominantemente Movens das camadas superiores. havia. 'ue fundaram um clube com o mesmo nome. um Movem hamburguOs.aulo.obiling. G@s. Em 1+** ele fundou um 10( .TALES.. Em seu pa3s de origem.

e no %io de ^aneiro e em outros Estados repetiram.clube com o mesmo nome :hoMe Elube . A primeiro Mogo realmente sensacional reali$aram os funcion@rios do com)rcio de .inheiros>. Teve lugar em 1+**.obiling contra o pessoal inglOs da Eompanhia de G@s. e o continente americano. As ingleses venceram por 1 a (. nos anos seguintes. da Estrada de Terro e do Wanco. n"o tiveram nenhuma profundidade.se. perante um pNblico surpreendentemente numeroso de 5( 1torcedores2 :f"s de futebol>. evoluçDes semelhantes. ent"o ainda 101 . logo enfrentou o Elube <ac#en$ie. 'ue reunia sobretudo Movens funcion@rios do com)rcio e 'ue. rompendo o principio dos Mogos puramente internos entre ingleses ou alunos brasileiros do College. 'ue s4 se fi$eram notar outra ve$ muito mais tarde. As grandes 1batalhas2 para a implantaç"o do esporte M@ tinham sido travadas na Fnglaterra. As resistOncias iniciais.

Ieve. pXde colher os frutos. o Gin@sio . Ab3lio. A FgreMa cat4lica.se at) salientar o fato de 'ue numerosos padres deram o impulso decisivo para a difus"o do novo Mogo. o futebol era 'uase uma mat)ria obrigat4ria. Ainda na primeira d)cada do s)culo 1*. Em sentido totalmente contr@rio.olls inglesas. inclinado a receber de braços abertos tudo o 'ue vinha da Europa. Jma certa notoriedade 10 . o Alfredo Gomes. sem dNvida. Anglo.. se tornaram suas pioneiras.Wrasileiro.. no Wrsil foram Mustamente os col)gios 'ue muito cedo se tornaram as forMas de futebolistas: em escolas como os col)gios militares.acional. o Mogo proibido havia sido praticado em segredo nas Public >c. 'ue.TALES. parece n"o ter levantado nenhuma obMeç"o. fator de enorme importPncia.

a 1peluda2. 1A Muventude parece ter tido a intuiç"o2. e por isso recebeu. mesmo 'ue ocasionalmente estes alcançassem sua canela.se ao esporte. 'ue deve ter fabricado a primeira bola brasileira de couro cru. distribuindo golpes possantes e e=igindo igualmente chutes poderosos. o futebol 10& .etr4polis> pudessem dedicar.conseguir o padre <anuel Gon$@les. 2de 'ue este esporte era o mais completo do ponto de vista educativo e psicodinPmico. Segundo a opini"o deste importante pedagogo. entre eles os padres com batinas arregaçadas. <ultidDes de Movens amadores aflu3ram dos col)gios para os clubes 'ue se formavam.aula :. Eom esta bola. Mogavam na'uela escola e'uipes de &( e /( alunos. di$ Ternando de A$evedo. para 'ue seus alunos do Eol)gio Licente de .o de braços e coraçDes abertos como se tivesse esperando por ele desde h@ muito tempo2.

Iepois de um hino Qs 10/ . o precursor de outras modalidades de esporte. publicou em 1*(0 num Mornal da prov3ncia. simultaneamente.ota do dor nas costas ? cuidado <onteiro Lobato era um racista disfarçado>. 1um dos mais destacados escritores do Wrasil2 :.. conseguiu ser. Io impacto esmagador com 'ue o futebol M@ nos primeiros anos arrebatou Musto a Muventude intelectual.. bem como das bases emocionais mais profundas de um nacionalismo inflamado pelo 1comple=o colonial2 ? bases 'ue em parte e=plicam este O=ito ? d"o testemunho dois artigos 'ue <onteiro Lobato. As pronunciamentos s"o particularmente caracter3sticos Mustamente por causa do e=cesso Muvenil do estudante de Iireito Mogador de futebol e do tom abertamente irXnico e polOmico.TALES.

..> e a 1seleç"o natural2 fe$ com 'ue 'uatro clubes brasileiros h@ anos lutassem com dois clubes estrangeiros pela taça de ouro do campeonato :.>. a populaç"o eletri$ada viu.e=celentes 'ualidades educativas do futebol.aulo. 'ue contribui imensamente para a superioridade das naçDes anglo. . o autor e=pressa seu MNbilo pelo fato de 'ue a 1raça neolatina2 conseguiu medir. As netos dos bandeirantes cobraram Pnimo ousadamente diante dos ingleses e fundaram o 1Mogo nativo com uma fNria 'uase assustadora neste pa3s de bananas. Tratava.o primeiro ano.se de verificar o paulistano tinha capacidade para sair vitorioso ante a enorme oposiç"o dos filhos de Albion.. sa=Xnicas. Io dia para a noite surgiram mais de 0( clubes esportistas :. A povo compreendeu de imediato o 100 ..se colocada diante de uma nova 'uest"o social. no sentido f3sico e moral.se com os 1loiros filhos de Albion2 'ue viviam em S"o .

. ergueram.>.TALES.aulo reconhece 'ue cada um desses Movens ) socialmente mais importante do 'ue todos os deputados estaduais e federais somados... milhares de gargantas gritaram um titPnico hurra.. A Nltimo gol do Elube .>. fedelhos de 'uatro anos M@ 105 .se em del3rio. .aulistano contra os ingleses provocou a maior tempestade de aplausos Mamais conhecida em S"o . multiplicados e elevados Q s)tima potOncia :. Essa luta tinha para a populaç"o de S"o .aulo uma significado moral de 1( ve$es maior do 'ue a eleiç"o de um presidente do Estado. e=traordin@rio alcanse deste duelo :. <ilhares de m"os..arava nas ruas para apontar com os dedos os Mogadores ? a'ueles renovadores do nosso sangue.. um hurra gigantesco e ensurdecedor 'ue fe$ a terra tremer :.>. acenando chap)us. S"o .aulo...

menos senhores feudais. menos baMuladores e mais struggle/0or/li0e.>. Esta ) uma perspectiva consoladora :.. mais corpNsculos vermelhos.ota do rabiscador parte 5? acho 'ue esse ga$eteavam ) matava aula. preparado para o steeple/c.. com (.ase da struggle/0or/li0e. menos papas. menos parasitas. para 'ue um Eamilo Eastelo Wranco n"o possa repetir 'ue ele tem sangue corrompido nas veias e farinha de mandioca nos ossos2.. menos promotores.*A--A- En'uanto o futebol organi$ado cultivado essencialmente pelas 106 . mais nervos.>. S4 assim se esta. E dessa esp)cie de homens 'ue precisamos. <enos doutores. cabular aula saca9C> a escola para treinar no campo vi$inho :. menos deputados. mais 1homens..chutavam a bola. A-&EN-( foi )A. com sete M@ fa$iam ata'ues e com oito ga$eteavam :.

voltaram decididamente sua predileç"o para os lestos e igualmente intr)pidos Mogadores de futebol. das competiçDes fre'Uentadas pela 1boa sociedade2 e preferido sobretudo pelo elemento feminino.os Mogos de cidade para cidade os representantes de clubes distintos como o Tluminense :%io> ou do . 'ue de in3cio haviam dirigido a sua homenagem aos remadores musculosos.aulistano viaMavam com o s(o3ing na mala e se aloMavam nos melhores hot)is. cuMos clubes começaram a desenvolver uma animada vida social. de forma compar@vel talve$ ao tOnis atual. camadas 1superiores2 da Muventude e.TALES. Ie forma semelhante aos torneios da Fdade <)dia.. pXde conservar seu car@ter puramente amador. em conse'UOncia disso. de 'ue s4 podiam participar 10+ . . As filhas de 1boas2 fam3lias. ele fe$ parte..

'uando n"o com o seu lencinho colorido de seda na cinta ou no braço. ent"o. os primeiros Mogadores do .ret4rica contavam entre os valores mais altos: diante das tribunas coloridas. onde se apinhava a 1flor da Muventude feminina2.se s3mbolo da virilidade fle=3vel de uma Muventude formada por uma cultura patriarcal em 'ue a vigorosa potOncia viril e a elegPncia verbal liter@rio.aulistano :e com maior ra$"o seus dirigentes> eram predominantemente 1paulistas de /(( anos2 ? 1paulistas <aafloSer2 de ascendOncia tradicional. A futebol tornou. E como na Fdade <)dia a don$ela confiava ao eleito um signo da "irne :Amor>. depois do encontro marcado Qs escondidas durante a missa.cavaleiros cuMa origem nobre podia ser provada por 'uatro geraçDes. o Movem cra'ue entrava em campo adornado com o gorrinho tricotado pela namorada. os Mogadores podiam. assim agora. com uma esp)cie de 10* .

descontra3do. Eomo um deus. 'ue gracioso e @gil do Alimpo descesse. tocaste ent"o o solo. do her4i de uma Alimp3ada. ret4rica f3sica. glorioso. Eonsta no soneto da noiva de um goleiro do Tluminense: 18uando hoMe eu te vi e=ecutar o salto. envolto no rugido do aplauso das massas entusiasmadas. e=plorar sua masculinidade. incomparavelmente mais efica$ do 'ue a verbal. ent"o estremeci no mais 3ntimo do meu ser. Eontra o fundo incompar@vel de um p@lido crepNsculo tu te lançaste ao espaço.... ardente e 15( . tomada por um impulso fren)tico. como se estivesse diante de um grego.TALES. tensos todos os mNsculos. Abalada como diante de Apolo a Ir3ade. ousado e vigoroso com uma figura da Fl3ada. medi tua magn3fica figura..

se tamb)m as gerais. em conse'UOncia disso. Wangu.ara a democrati$aç"o do futebol foi de e=traordin@rio significado a fundaç"o do The Wangu Athelic Elub no ano de 1*(/. sobretudo de cor. .la de volta.destemido ? perfeito na bele$a da escultura grega cl@ssica2.as famosas 1peladas2 :lugar onde os cabelos ca3ramY clareira. cuMos Mogadores adolescentes muitas ve$es n"o tinham mais nada para fa$er o dia inteiro do 'ue se e=ercitarem. e=perimentar a força de seus p)s.tratados dos subNrbios> formaram. 1As mole'ues2 :meninos. da3 o nome popular dos campos de futebol n"o. S4 lentamente enchiam. . nem pensavam em trabalhar e 'ue. uma ve$ 'ue nem iam Q escola.se e'uipes. desenvolveram logo uma t)cnica sedutora. das camadas sociais 1inferiores2>. antes de chut@. aproveitavam cada bola 'ue sa3a de campo para. 8ue assistiam aos treinos dos ginasianos e estudantes. um subNrbio do %io 151 .

Liram. Logo foram concedidos privil)gios especiais aos bons MogadoresY licenças para treinar. de ^aneiro. estimulados pela direç"o esclarecida..TALES. 15 .se obrigados a recorrer aos oper@rios da f@brica. Em virtude da distPncia do subNrbio. 'ue provavelmente soubera 'ue os fabricantes de tecidos ingleses na %Nssia fomentavam o futebol entre os turnos para animar sua disposiç"o ao trabalho e seu esprit de corps. 'ue mandou vir da Fnglaterra os t)cnicos de 'ue precisava. entretanto.. 'ue lhes pXs Q disposiç"o tamb)m um campo situado pr4=imo. trabalho mais leve. ) a sede de uma grande f@brica de tecidos. As ingleses fundaram o clube com o consentimento da direç"o da f@brica. n"o foi poss3vel aos ingleses constitu3rem e'uipes fechadas chamando os compatriotas da cidade.

dessa forma. puderam medir. entre os 'uais homens de cor. foram admitidos nas deferaçDes de clubes socialmente reconhecidos 'ue logo surgiram. de tal forma..possibilidades de promoç"o mais r@pida. mas tamb)m por'ue Mogavam bem . mas por'ue. tamb)m homens de cor chegaram dessa maneira a Mogar ? essa possibilidade sempre lhes esteve aberta. <ais tarde. em vista disso. o clube tornou. resultou em vantagens para os produtos manufaturados. o 'ue.se 'uase mais conhecido do 'ue a f@brica. eles pertenciam a clubes 'ue tinham status e. e geraçDes de Movens foram admitidos n"o s4 por'ue trabalhavam bem.se com elementos das camadas superiores ? com e'uipes 15& . 'ue logo cedo trabalhadores. no entanto. A importPncia desde e de clubes semelhantes ) consider@vel n"o por'ue oper@rios e. embora sob condiçDes menos prop3cias . depois da supress"o do 1the2. por conseguinte.

. por um tena$ conflito de classes. 8uando tamb)m a nova Liga n"o se livrou totalmente dos elementos 1de 15/ . receberam seus companheiros com hostilidade. As mais velhos. Em 1*1&.TALES.. <uitas confusDes da pol3tica de clubes e federaçDes e=plicam.aulistano rompeu a associaç"o e=istente e fundou uma nova. cuMos Mogadores eram 'uase na totalidade estudantes de Iireito e <edicina.. fi)is aos h@bitos anteriores.se.2. na aparOncia por causa de um motivo insignificante... mas na realidade por'ue 'ueria fa$er uma 1seleç"o rigorosa2 e 1e=igia 'ue as e'uipes2 deviam ser integradas por 1Movens delicados e finos2. assim.. o Elube . 1Ie repente apareceram inNmeros esportistas de outras $onas :isso 'uer di$er: dos subNrbios> e de outros costumes.

o tradicional clube retirou. segundo informaç"o do clube. A despeito de seus brilhantes sucessos no setor do futebol. em 1* 0.aulistano tornou. onde.se ? abstraç"o feita de sua atividades puramente sociais ? 'uase 'ue inteiramente ao tOnis. A e=igOncia de uma atividade amador3stica pura.se forçados a contratar professores para ensinar o abc aos seus Mogadores. motivo para uma nova dissoluç"o da federaç"o. provada 150 . Logo impuseram. <uitos clubes viram. com isso. o .se afinal totalmente desse esporte e hoMe dedica. concomitantemente pareceu ameaçada a pure$a do sistema de amadores. os Mogadores R e b estariam empregados.se tamb)m visitas de controle nas firmas. Jma das barreiras mais importantes 'ue dificultou a 1ascens"o2 :para a divis"o superior> dos c3rculos prolet@rios e de cor foi o seu analfabetismo. uma ve$ 'ue as ligas 1superiores2 e=igiam a assinatura dos cra'ues nas sNmulas.se.outras $onas2 e.

em muitas sociedades e per3odos. #E/ +U'( "# 2%--% NA+ ) 6 1 155 . efetivamente encontrou no Mogo e na competiç"o sua reali$aç"o decisiva.TALES. atrav)s do e=erc3cio de uma profiss"o :ou da posse de uma fortuna> foi um dos meios mais importantes para impedir a penetraç"o de elementos indeseM@veis nas associaçDes aristocr@ticas e a criaç"o de empregos fre'Uentemente fict3cios pelos clubes um dos meios mais importantes para contornar esse empecilho. S4 'ue todas as contramedidas foram inNteis... @ogando a classe mais bai=a subiu para a primeira divis"o e neste Mogo e=tremamente s)rio e encarniçado espelha.se um processo social de enorme envergaduraY um processo 'ue.

seMa por'ue os aMudava um talento natural. tanto mais a popularidade e a importPncia de um clube dependiam do desempenho de suas e'uipes de futebol.se as vitrines dos clubes. como instituiçDes sociais e em geral esportivas. Evidenciou. mulatos e brancos pobres.se afinal um empreendimento 'ui=otesco. 8uanto maiores eram as multidDes 'ue aderiam ao futebol. concentravam interesses financeiros cada ve$ maiores. seMa por'ue a 1sucess"o da subida2 e o remoinho das chances do futebol os envolvia e 156 . 'ue. se 'ue nas camadas 1inferiores2. havia um grande nNmero de Mogadores de primeira classe. Levar em consideraç"o a 1classe2 dos Mogadores ? mesmo 'ue fosse um sentido puramente esportivo ? tornou. entre os negros. Estas tornaram.A evoluç"o para o futebol profissional no Wrasil ) um e=emplo cl@ssico da gravitaç"o inevit@vel de uma traMet4ria 'ue est@ ligada com o Mogo como espet@culo de massas.

tornados interiormente incapa$es de enfrentar as e=igOncias da vida.. Apenas poucas d)cadas antes. Ainda aderia uma mancha a 'ual'uer trabalho manual. Ia3 a seriedade com 'ue Mogavam com 'ue punham tudo no Mogo: este tornou. por'ue levavam o Mogo a s)rio e 1n"o tinham nada a perder2. havia sido abolido o sistema de escravid"o. Ie repente o pr4prio 15+ . canali$ava. seMa por'ue eles. podiam lançar toda sua pai="o no MogoY em suma. <uitos homens de cor. como a embriague$ do @lcool e da dança. um caminho 'ue parecia ir para cima. de antem"o desencoraMados pela dificuldade da ascens"o. Iar pontap)s numa bola era um ato de emancipaç"o. 'ue n"o eram estudantes de <edicina ou Iireito e fre'Uentemente n"o tinham uma profiss"o.. viram sua hora chegar.TALES.se.

Mogo tornou.r)is> e assim por diante. um 1coelho2 :1( mil.r)is>.la n"o era muito grande. uma 1vaca2 :1(( mil. na moeda da )poca>. A situaç"o estranha desses 15* . muitas ve$es tamb)m o trabalho foi reali$ado meio como um Mogo. Essas gorMetas tiveram como efeito perigoso o fato de 'ue muitas ve$es desviavam Movens mais bem colocados de uma carreira segura. e pXde igualmente relacionar.r)is>. por outro lado. <esmo 'uando lhes era arranMada uma colocaç"o. os Mogadores recebiam um 1cachorro2 : 0 mil r)is. ^@ muito cedo ? talve$ desde 1*1( ? a necessidade de atrair elementos pobres tornou o pagamento de 1bichos2 imperativo :o termo provavelmente vem do Cogo do bic.se para eles um trabalho. um 1galo2 :0( mil. o nNmero da'ueles 'ue realmente visavam a assumi.se com a emancipaç"o dos escravos ? num pa3s 'ue nunca teve o e'uil3brio de uma )tica puritana do trabalho ? o fato de 'ue.o>Y conforme o O=ito.

simultaneamente. . o <arechal da Lit4ria. o rapa$inho de 1& anos.. ^ogador brilhante. n"o podia Mogar no time. subs3dios especiais. 1amadores2 foi descrita por um dos maiores Mogadores dos anos (. Tloriano . preocupando.TALES. en'uanto lhe eram assegurados. como soldado raso. foi e=ortado a dar bai=a e morar na sede do clube.. pertenceu Qs seleçDes do E=)rcito e foi descoberto por um dos maiores clubes do %io. 4rf"o de boa fam3lia.se 1mais como o futebol do 'ue com os livros2. da mesma forma 'ue um garçom ou barbeiro. 1Li 'ue pertencia a um clube aristocr@tico.ei=oto Eorrea. com uma sede rica e 16( . foi para o Eol)gio <ilitar de Warbacena. onde fe$ parte do &n0antil 7utebol Clube. Jma ve$ 'ue ele.ascido em 1*(&.

en'uanto o meu guarda....... sem o uniforme.instalaçDes lu=uosas ? um futuro agrad@vel como Mogador acenava para mim. bebia vinhos finos e meditava sobre o contraste gritante 'ue por ironia me levou a um pal@cio.. morava na sua residOncia palaciana.ara manter. meu futuro era um enigma.2 <ais tarde. tinha um autom4vel de lu=o e cavalos fogosos Q minha disposiç"o. Eu tinha 161 ..>..roupa se limitava a um terno modesto.se dos meus estudos :. Tumava charutos. .se no alto da sociedade seleta do %io. As dados estavam lançados. onde passava a temporada de ver"o. consta o seguinte: 1A futebol desviou. comecei a levar a vida de um capitalista sem capital. :. 'ue me havia sido emprestado pelo milion@rio ^.. Tinalmente reali$aram. costumava viaMar para . consideravelmente usado.etr4polis. A convite de %.. por)m.>....se os sonhos do aluno do Eol)gio <ilitar. Eom tudo isso.

En'uanto eu tivesse pernas.. 'ue se viam como 1cavalos de corrida2 alimentados com pouco 1milho2 :dinheiro> ao passo 'ue as 1cavalariças2. centros de uma indNstria de divers"o cada ve$ mais poderosa. A insustentabilidade das condiçDes de ent"o espelha. seMa por uma fidelidade tocante ao clube. ganhava com eles somas gigantescas. trou=esse consigo um estado latente de e=asperaç"o em inNmeros Mogadores.se no nNmero comovente de Mogadores subnutridos 'ue. para ganhar o seu 16 .. torcido o meu destino. meu sustento e alguma coisa mais estava assegurado2.. seMa por necessidade. . com seu efeito e=tremamente corruptor."o podia demorar para 'ue o falso 1amadorismo2.TALES.>.. e o 'ue iria acontecer agora estava nas m"os de deus :.

Sob a press"o da concorrOncia. musculatura f3sica e moralY ningu)m discutia sua capacidade e=traordin@ria e a democracia racial no campo logo reinou de forma ilimitada. podia ter provado sua plena igualdade em perseverança.se t"o rapidamente na vida. pegavam tuberculose sem mencionar a'ueles 'ue.se inevit@vel ? um fato 'ue gerou muitos conflitos psicol4gicos. tornados incapa$es por acidentes graves.1bicho2. a ascens"o dos homens de cor para a 1primeira divis"o2 tornou. ele. Lestido 16& . morriam na mis)ria. apesar do protetor de Mogadores brancos. inteligOncia. 'uando 'uer 'ue ultrapassasse a soleira. . Eontudo nas dependOncias internas de clubes granfinos. e mesmo da sa3da de s4cios de clubes nobres. de uniforme esportivo. o homem de cor.o campo de futebol. apesar de mNltiplas dificuldades. pois o 'ue valia no Mogo n"o podia impor. na forma severas disputas esportivas.

n"o precisavam ter nenhum diretor a participar de sua vida social. com solenidade. 'ue.a Ft@lia. como tais. ..TALES. 'ue. conforme a posiç"o do clube. sentia. em in3cios da d)cada de &(. Toi criada uma n3tida divis"o entre o campo de futebol e o clube.se marginali$ado por mais 'ue. havia disputa em torno de 16/ . em alguns casos at) diretores do clube se esforçassem no sentido de sua integraç"o social. na medida em 'ue transformou os Mogadores em funcion@rios.se inevit@vel para impedir a sa3da de Mogadores brasileiros para pa3ses 'ue M@ haviam introdu$ido o esporte profissional. a e'uipe profissional tornara.. A profissionali$aç"o pXs termo a essa situaç"o amb3gua. Al)m disso. precisava provocar uma regeneraç"o do esporte amador. ao mesmo tempo.

eles trocavam o 1o2 por um 1i2>. o processo ) descrito como uma revoluç"o e num certo sentido ela o ). brasileiros de cor Mogavam ganhando sal@rios principescosY a Argentina e o Jruguai introdu$iram o esporte profissional.se uma figura do dia. retiraram.se lentamente das tribunas de futebol e decidiram.se por modalidades 160 . As massas haviam arrancado Qs camadas 1superiores2 um privil)gio.dia. A vingança sutil foi o desaparecimento do prest3gio :ligado Q saudade dos 1bons velhos tempos do futebol2>: as moças be(. para enganar os italianos.a.a literatura correspondente. Em Warcelona. a frente mais sens3vel da burguesia.Mogadores brasileiros brancos com nomes italianos :muitas ve$es. Ap4s violentos conflitos nas federaçDes. A emigrante brasileiro do futebol tornou. como e=press"o de um conflito social no dom3nio do Mogo. . venceu a corrente da'ueles 'ue defendiam o Mogo profissional.

2 $exto extraHdo da revista +etra+ivre7K=-899= que !oi retirado ArgumentoG ano =G nO:-!ev5 =FM:5 :Nota da Estilhaços di >dio no toca IM . inclusive as elites. 'ue como espet@culo envolvia todos os c3rculos masculinos. as 'uais. havia se tornado o esporte nacional. na circunferOncia reboante do est@dio.. . se irmanavam Qs massas em euforia festiva. Ainda mais essa patifaria de futebol lucro. nos grandes encontros futebol3sticos. A reputaç"o social do futebol bai=ouY contudo.TALES.> 165 .ra #em gosta de futebol ) uma boa pedida. Eu sinceramente acho chatissimo futebol. mais e=clusivas de esporte..

:Nota da assaltada ? ( de novembroZ(6 ? feriado finado ? Entraram no nosso barraco ? arrombaram a porta.1 ? Achamos o patifaria 'ue roubou nosso barraco a vida encarregou desse patifaria dias depois> 1As eleiçDes para a sucess"o de GetNlio estavam previstas para Maneiro de 1*&+.:Nota da rabiscadora parte 9= ? e ai Achiam) se liga. :Nota da chuva ensaiando na coxia ? +. A mais foda ) pobre roubando pobre. tem rabiscadora bom na fita. Levaram o ch"o. vamo d@ uma força pr=s rabiscador=s marginais. Estou na investigaç"o>. 8uem ) o culpadoC. Se liga pois 'uem t@ a margem n"o tem medo de rabiscar>.o in3cio de 1*&6 surgiram candidaturas presidenciais2. 166 . . .

no bolso da calça Mogada na sala de ]alter. 1.se trOs candidatos: Ar(ando de >ales 6liveira.. apresentaram. depois da temporada da copa do mundo como Mogador. 'ue transava com Tuta.ara a eleiç"o presidencial de 1*&+G no Wrasil. 'ue ) amante de Elis. Eonheceu Leleu 'ue era amigo de Tid. Eomo fui parar nas m"os de ]alterC Simples: ]alter gostava de carnaval. %io de ^aneiro.nio >algado. 16+ . L@ estava eu.TALES. 'ue descansava em sua casa. pela A8ão &ntegralista Brasileira. 'ue ) cumpadi de <arcinho.2 ? disse o locutor. vinho e fumaça. pela oposicionista !nião De(ocr. Terceiro lugar. tido como o candidato do governoY e Pl.tica BrasileiraY @os2 A(2rico de Al(eida. Iepois de uma noite regada Q conversa.. %@dio na estante na casa de ]alter.

16* .'ue ) colega de <@rio."o adianta 'uerer ficar ou achar 'ue o mundo deve mudar. :Nota da ao som de per Pour *ind@bra) ao vivo em #ibeirDo "reto ? 1SeMamos o primeiro ? toda revoluç"o tem 'ue começar com a gente mesmo. 1A . <udando de assunto ? Sinto em di$er. civil e ligado Qs oligar'uias do Estado. ]alter ) maconheiro>. paulista. 'ue vende maconha. Eoraç"o partido. 8ue me deu de troco para chegar at) ]alter. Logo em seguida o Governador do %io Grande do Sul Tlores da Eunha apoiou o nome de Armando Salles. se n"o mudarmos n4s mesmos em primeiro lugar.aulo lançou o nome de Armando Salles de Aliveira. .artido Iemocr@tico de S"o .

.. com o 'ue GetNlio concordava plenamente. Tlores da Eunha estava em franco conflito com GetNlio e com o E=)rcito. 1+( . Largas buscava o fortalecimento da Jni"o e a reduç"o da autonomia dos estados. Eontudo. Sucedia 'ue ap4s 1*&(. A E=)rcito pretendia a e=tinç"o dessas mil3cias. A possibilidade de um golpe de estado 'ue levasse Q permanOncia de GetNlio era admitida abertamente pelas forças pol3ticas em confronto. Jm dos principais focos da divergOncia residia na possibilidade dos estados manterem forças armadas pr4prias. o Governador do %io Grande do Sul Tlores da Eunha era o Nnico 'ue manifestava sua disposiç"o de resistir pelas armas a uma eventual tentativa de GetNlio de cancelar as eleiçDes com o obMetivo de se manter no poder.TALES.

com falsos regimes de autoridade. ao conclamar a audiOncia a Murar !pelas cin$as repatriadas dos vossos m@rtires 'ue n"o se destruir@ a liberdade dos brasileiros. ele revelava uma certa desconfiança das verdadeiras intençDes de GetNlio.GetNlio considerava 'ue a candidatura de um paulista ligado Qs oligar'uias do estado. ele incentivou o interventor em <inas Gerais Wenedito Laladares a articular uma candidatura ligada ao Governo. Iepois de lançado seu nome. Em um deles. 1+1 . t"o pouco tempo depois da guerra civil de 1*& levaria a uma fratura do pa3s. 'ue n"o passariam de regimes de submiss"o2. ^os) Am)rico visitou <inas Gerais onde pronunciou dois discursos. A nome escolhido foi o do escritor paraibano ^os) Am)rico de Almeida. Assim. no Teatro <unicipal de Welo Kori$onte.

ouco tempo depois. completava o 'uadro pol3tico da sucess"o.l3nio Salgado. ^os) Am)rico elevava o tom contra o governo. ... Era uma manifestaç"o contra o governo 'ue partia do candidato do governo9 .ordeste. l3der do movimento integralista.TALES. ao di$er 'ue !eu sei onde est@ o dinheiro! insinuando a e=istOncia de alguma irregularidade na administraç"o pNblica federal. em um pronunciamento no %io de ^aneiro. ^os) Am)rico investiu abertamente contra GetNlio durante reuniDes de campanha no . A candidatura de . Iiante desses ata'ues o interventor de <inas retirou seu apoio Q candidatura. 1+ .a se'UOncia.

Iepois de prorrogar o estado de s3tio por v@rios per3odos sucessivos desde 1*&0. violaç"o de lares e perseguiç"o Qs religiDes. 8uase dois anos depois do levante comunista.lo em meados de 1*&6. um nome Mudeu.lano Eohen.lo como genu3no. o Eapit"o Al3mpio <our"o Tilho. A obMetivo seria convencer a populaç"o de 'ue um levante comunista seria seguido de assassinatos. teria sido elaborado para divulgaç"o numa publicaç"o da Aç"o Fntegralista Wrasileira. o Eongresso dei=ou de fa$O. elaborou um documento denominado . sa'ues. A notici@rio 1Kora do Wrasil2 'ue era levado ao ar pela %@dio 1+& . A plano. <as em setembro de 1*&6 um oficial do E=)rcito ligado ao movimento integralista. voltava a haver um certo clima de liberdade. a cNpula do E=)rcito resolveu divulg@. atribu3do a um indiv3duo imagin@rio chamado Eohen. Tendo conhecimento do documento.

tomasse o controle da Wrigada <ilitar %io grandense. Aproveitando esse momento. sediada no %io Grande do Sul. comandante da Terceira %egi"o <ilitar. 1+/ . o Governador se e=ilava no Jruguai.TALES. A reaç"o Q divulgaç"o do . divulgou ent"o o conteNdo do falso plano como se verdadeiro fosse. Em pouco tempo.. Em 1+ de outubro de 1*&6. com a conse'Uente suspens"o das garantias individuais previstas na Eonstituiç"o de 1*&/. desprovido de suas forças armadas. o Eongresso aprovou o estado de guerra.acional. . o Governo determinou 'ue o General Ialtro Tilho.lano Eohen foi muito grande. a mil3cia estadual sob controle de Tlores da Eunha..

com a promulgaç"o da Eonstituiç"o de 1*&6. ent"o. anar'uistas e integralistas2. Q dura repress"o dos opositores. A histeria anticomunista. A governo passa. e a solidariedade da maior parte dos governadores a GetNlio criavam as condiçDes para a interrupç"o do processo eleitoral. bem como o e=3lio de Tlores da Eunha com o conse'Uente isolamento das elites de S"o .aulo. 1+0 .ovo. Em 1( de novembro de 1*&6 ? tem lugar o Golpe de Estado 'ue d@ inicio ao chamado Estado .olaca. especialmente comunistas. A reali$aç"o da eleiç"o presidencial foi impedida pela proclamaç"o do Estado . a chamada . elaborada por Trancisco Eampos.ovo. a 1( de novembro de 1*&6.A caminho estava aberto para o golpe.

orraaaaaaaa9 1+5 .. Tu n"o fechou todas as bocas9C .. Getulio compareceu ao %io de ^aneiro para resolver alguns assuntos imporantes. ... l@ estava eu sendo pagamento de maconha.. Keliog@balo me compra maconha. Ent"o9C <e traga maconha para meu deleiteeeeeeeeeeeeee9 ... E com isso fui parar nas m"os de Getulio Largas novamente. .ois n"o veMo mais o Tid.. <ais uma ve$.. Ande chefeC . ]alter estava preocupad3ssimo. Lai Q boca de ^o"o Grande.. pois tinha simpatia pelo comunismo e alguns amigos comunistas.. ..TALES. ? riu um pouco ? se sabe #e n"o tem como fechar o cerco. . ^"o Grande9 Liberei um pouco.

^o"o Grande tinha me pego das m"os de ]alter 'ue comprou cin'Uenta gramas de maconha para seu uso. o chefe do Estado <aior do E=)rcito. Esta foi o per3odo em 'ue o governo de Largas mais fraterni$ou com o na$ifascismo.o per3odo de 1*&+ a 1*/ o Wrasil estava em plena ditadura do Estado . G4es <onteiro. <ais tarde. o chefe da pol3cia :um 4rg"o de atuaç"o similar Q da . instalado por GetNlio Largas e seus comparsas atrav)s do golpe de 1( de novembro de 1*&6.articipou de manobras do e=)rcito alem"o e ameaçou romper com a Fnglaterra 'uando os britPnicos apreenderam o navio Si'ueira 1+6 .ol3cia Tederal de hoMe>. . foi mais longe. enviou policiais brasileiros para um !est@gio! na Gestapo.ovo. Tilinto <uller. e=atamente em 1*/ . . at) a declaraç"o de guerra :forçada por manifestaçDes populares> do Wrasil Qs potOncias do Ei=o.

dos personalismos inNteis e semeadores a desordem2. em 1j de setembro de 1*&*. 'ue tra$ia ao Wrasil armas compradas dos alem"es. A pr4pria declaraç"o de Largas ao comentar a invas"o da .. pol3tica e social.assou a )poca dos liberalismos imprevidentes. .TALES.olXnia pelo e=)rcito na$ista. das demagogias est)reis. revelava certa simpatia pelo na$ismo ao prever um futuro melhor: !<archamos para um futuro diverso de tudo 'uanto conhecemos em mat)ria de organi$aç"o econXmica. 'ue levou a medidas repressivas cada ve$ maiores.. torturas e assassinatos. 'ue 1++ . Eampos. A golpe getulista teve seu cen@rio preparado pela fracassada tentativa de tomada do poder dos comunistas em 1*&0. com centenas de prisDes.

GetNlio n"o dormia. GetNlio bateu a m"o direita na mesa. %esolveu sair para rua.. GetNlio voltou para S"o .aulo. . 'ue sofreram toda uma legislaç"o totalit@ria acabando totalmente com sua liberdade. os sindicatos. . .o caso espec3fico dos anar'uistas eles enfrentaram al)m da repress"o policial a tomada definitiva de seu maior espaço e campo de aç"o. pois a guerra começou.. pensar um pouco disse a si mesmo. pelas ruas da grande S"o . pois atr@s o acompanha trOs seguranças seus. Seu 1+* . depois de resolver alguns problemas.a rua caminha solitariamente entre aspas na madrugada paulista. Elimina todos esses merdinhas ? disse GetNlio ? n"o 'uero problemas.ara todos os dissidentes foram tempos dif3ceis. .acabaram por desaguar na 1fechadura2 total de 1*&6.aulo. A fumaça lhe fa$ia descansar a mente.

TALES.. Tui parar nas m"os de Soape=. ..ega esse dinheiro e me compra uma cerveMa. Tudo bem chefe.. . . EN . Atravessa a rua e caminha at) o bar.. Segurança pessoal. Tala chefe. . 1*( . Tutebol e armas de fogo. Soape= se apro=ima. War e restaurante di$ia a placa na frente. A noite poucas pessoas fora da toca. Entra e se apro=ima do balc"o.. Terno preto... Alto. Eabelo branco e preto. . TrOs horas da manh". por favor.. Ta vendo a'uele bar aberto l@ na es'uina.. Jma cerveMa.. . Ei Soape= chega mais.. Apreciador de cerveMa.. c)rebro capta o TKE vindo da fumaça do baseado em 'ue G)tulio segura pela m"o direita. Alhos verdes.

... M@ saindo na porta coçando o saco escrotal."o ? respondeu Soape=.. se nas se=ta. Gostava de escrever poesias. . Atendente. ^ornalista. Apreciadora de cinema. 8uer um copoC ? pergunta a atendente ao ve. A 1*1 . Ti'uei por l@ alguns dias 'uando entrou no bar Ateb.. <)dico. Eu. %abiscador.feira. . . <asturbar. .lo saindo. . Estudante. Alha <Nmia. As dois observam a pe'uena moeda. Lagabundo. 8ue logo fui parar numa gaveta Munto com outras moedas e pap)is moedas.feiras. abre. . pega o troco e sai com a cerveMa na m"o es'uerda.A atendente se apro=ima com a cerveMa e coloca no balc"o.. .as m"os de Eamila.. Iesenhista e amante de Ainav. Se=ta. Soape= paga a cerveMa. Tarde.. .oeta. <aconheiro."o. Iiretor de cinema.me ver. Jm pe#eno chato o incomoda. tu M@ viste uma moeda de (( r)isC ? Se apro=imou de <Nmia. dei=a.

TALES.. Essa palavra ofende a liberdade. sol indo observar outros mundos.me uma caneca. Tirou de sua bolsa alguns pap)is e caneta. Seu vinho senhor. 1* . ? <Nmia colocou a garrafa na mesa e um copo. Wai=o.. Sentou em uma mesa no fundo do bar. . ? disse o garçom ao se apro=imar de mesa de Ateb. Ele chegou e pediu uma garrafa de vinho. . Ateb. Traga.. Alhos vermelhos tinha acabado de carburar um. Senhor n"o. Jma garrafa de vinho. por favor. Eomeçou a rabiscar e nada da caneta funcionar. Mamais chame algu)m de senhor..... Ateb olhou e disse: ... Ateb olhou para o atendente e disse: .... . Eabelos negros. Tudo bem.

arrumei meu m4co.. . rabis'uei. . Tudo bem.. ? respondeu <Nmia levando o copo de volta e tra$endo a caneca.ota da segunda. . :. Eheguei atrasada. ? <ais um dia na f@brica de @gua. Ateb colocou um pouco de vinho na caneca..... A caneta voltou a rabiscar depois de algumas tentativas no papel. cheirou e voltou a encher a caneca.feira. o pneu estava meio va$io. A bicicleta. . bebeu um gole. Laleu. A vento batia de frente.o final de semana n"o fi$ muita coisa. (* horas e minutos.. fui na capoeira e apreciei um gan$@."o bebi resolvi parar realmente de beber>. pois o rel4gio n"o despertou. Sua caneca. %abis'uei. 1*& .

. .or'ue <NmiaC . Ele me disse 'ue n"o devemos chamar ningu)m de senhor. . .TALES. pode dei=ar.as paredes observei carta$es 1*/ . pois o senhor. . ? disse <Nmia do outro lado do balc"o. . 'ue estava arrumando as bebidas. . Lai l@ 'ue atendo o cliente.me de troco.. Ateb pagou e recebeu. A cara pode ser comunista.. Euclides me pediu ontem. me movimentando novamente.unca tinha escutado ningu)m falar assim.as m"os de Ateb fui parar em seu 'uartinho. Eamila.. . levantando a m"o es'uerda. vou arrumar os fundos. L@ estava eu.. 'ue cara estranho.... opa.... Ateb chamou Eamila. Eamila... .. . Iepois de duas horas e 'uin$e minutos... . A conta.

Wagas de maconha. A 'ue tu acha de ir buscarC ? perguntou Ateb.por todos os lados. pega l@.. .. Ie <Nmia voltei para o cai=a do bar.. Earta$es anar'uistas colados nas paredes.. passei pelas m"os de Elarice. 'ue se propXs a buscar vinho para eles. Ateb acabou o vinhoC . onde logo sai das m"os de Euclides. 1*0 . a bufunfa. s4 'ue antes..alitos de f4sforos. o didinhoC ..ap)is esparramados pelo ch"o. Alguns livros espalhados pelo ch"o. Jma m@'uina de datilografar. o dinheiro. garrafas de vinho por todos os lados. amante de Ateb. Eom ele fi'uei dois dias 'uando voltei Qs m"os de <Nmia. EadO a grana.. T@ na escrivaninha. Jm toca vinil e alguns lps. Jma biblioteca com v@rios livros de todos os tipos. Ele estava escrevendo um livro sobre a ceia crist" segundo uma pe'uena aranha.. . . .

me Munto com outras moedas e pap)is em troca de garrafas de vinho.oeta. cerveMas e outros destilados. E fui parar nas m"os de Kugo.. .a pharmacia permaneci por trOs dias no cai=a e logo fui entregue de pagamento a uma velhinha 'ue foi vender doces ca$eiros. 1*5 .TALES.a padaria no outro dia fui entregue ao confeiteiro para ser trocada por fermento no bar de 8uit)ria. <ulher de fibra. %ecebeu. ela me dei=ou numa padaria em troca de alguns p"es e alguns mantimentos. em troca de carinhos se=uais 'ue logo me dei=ou numa pharmacia em troca de rem)dio para c4lica menstrual. Eom Kugo viaMei para o %io de ^aneiro onde dois dias depois fui parar nas m"os de Landa.. Iono do bar. <ane'uim de funer@ria. . . Fndo de volta pra casa. Guerreira. costureiro e vendedor de bebidas.

colocou no balc"o. <enino.Eom ela fi'uei 'uatro dias inertes numa gaveta de madeira.aulo. Jma mesa de sinuca. abriu e pegou o copo.as m"os de Wearari fui colocada numa lata usada de sardinha. Eomanda o morro das mulheres guerreiras.. Sim 8uit)ria. Lai at) o morro das mulheres e compra maconha.. .. . venha c@. L@rias moedas. Tui parar nas m"os de Sandra. Ie Sandra desci o morro e parei no bar do Wearari. Jma mesa 1*6 ... Sandra trabalhadora no tr@fico de drogas. A3 Wearari firm"o cumpadi9C <e manda uma cerva gelada e uma cai=a de f4sforo.. Wearari abriu a geladeira e tirou a cerveMa.. .. . pois vou ter 'ue viaMar amanh" cedo para o interior de S"o ... . A bar ) constru3do com madeiras e algumas latas de 4leo de cin'Uenta litros. aberta e pregada.

Short e sem camisa descendo a ladeira..oite com vento a cheiro. . A lua se apro=ima lentamente.. A sol estava indo para casa. . ..pongue. ? disse Wearari M@ caminhando. Techei mano. Lai nessa cumpadi. Jma portinhola para atender os fre'Uentadores. de pingue. Eaminhando. Jm 'uadro de <aripo$a com os di$eres 1.aula. Subindo a ladeira. .. Ai bearari fechou o b4tiC ? perguntou um rapa$ de mais ou menos uns &( anos. 1*+ . Wearari fecha o bar e sobe o morro lentamente.o mas tortura animales2. . Jm por"o para apreciadores de arabul. vou dar uma passada no bar da .TALES.... ? disse seu amigo ao ver Wearari subindo o morro. A'uele delicioso cheiro da noite onde o vento nos presenteia com v@rios lugares. sentindo o ambiente. Lua cheia..

. B f4da999 Trabalho mata nossa criatividade> . <"e.o bar de .<orador do morro. TocadX de viola. Totografa. 1** . Wearari me dei=a em troca de trOs cerveMas.aula. To'ues sutis das m"os de . Apreciador de cerveMa. . sorriso a um pouco de carinho no rosto. Iançarina nas noites de algumas se=ta na roda de samba 'ue acontecia no pico do morro. Amante de algumas pessoas.aula.aula permaneci alguns dias. papo. War man. Arrumadeira. dus bom9 :Nota da escrava do rel>gio por enquanto ? cheguei atrasada hoMe no trampo. . ^ogador de sinuca. Lavadeira.eguinho. Eom .aula. <aconheira algumas ve$es a desenhista. <)dica. ^ardineira.assadeira. EantadX. Iescendo os degraus da escadaria.

.. Ent"o. passar a l3ngua em volta de seu anus. começa do seu dedinho do p) es'uerdo. .se. Lamo.TALES. l3ngua a uma bala de menta e muitos palavrDes. . trepando e esculpindo. Levando Muntos beiMos.. . Iesse Meito tu me dei=a molhada WO. muitos palavrDes.. Sei n"o Wearari to cansada e tu M@ est@ bebado.. to a fim de trepar com vocO hein9C A #e achaC Ie chupar vocO inteirinha. sentindo. .. beiMando.... Tormiguinha vamo l@ em casa terminar a noiteC ? disse Wearari olhando... Lamo9C (( . Tipo bicho preguiça...a e levantando as sombrancelhas algumas ve$es.. .. Subir at) a rai$ do cabelo a caminhar cheirando..

Lamo rachar um vinhoC .. A vinho gelado os acompanhava.. L@ estava eu na confeitaria...aula tinha orgasmo por doces caseiros..aula e Wearari sobem o morro a caminho do barraco de Wearari.aula sorrindo a respirando o cheiro de coito... .aula pegou o vinho e recebeu de Wearari a sua parte. Se liga9 cero go$a. 8ue nada9 TX de boa. Eonversando e rindo. sem... . . . ? disse . Sem medo. Lamo9 <as tu M@ bebeu demais n"o achaC . Tui parar nas m"os de geti. <enino de (1 . . . Logo de manh" foi comprar p"o para o caf). Lamos9 S4 dei=a eu fechar o bar.."o me venha convidar para depois dormir. L@ os dois se lambu$am em volNpias carnais onde se deliciam no mais entrelaçar human=. os dois.... sem culpa. Ah9 ? disse Wearari . A morro estava em silOncio.

1+ anos. Iepois fui parar no bolso da camisa de <arinho. . vendedor de cerveMa. Tilha.o telhado. . mais conhecido como Earlinha. <orador do Alvorada. Tamb)m apreciador de doces caseiros.me numa partida de sinuca para Earlos.essoas. .TALES. Iepois fui parar nas m"os de Adete.erdeu. Komosse=ual assumido. L"o para o baile. soltar pipa na rua e em cima de seu barraco. Eonhece os hor@rios dos Xnibus na ponta da l3ngua. Eaminha at) o barraco de sua amiga Fngrid. Elaine.o baile fi'uei com g). 1& anos. Weber.. Troca de olhares. Torcedor do Los trompas de Eust@'uio futebol clube. Tumaça. Wecos. Go$o. Iançar. <)dico ( . Lagabundo com pra$er.. . Apreciador de cerveMa e baile. Eombate nos ares com outros soltadores de pipa. Engra=ate na rodovi@ria. <"e. Iesce o morro.

Sambista. <aconheiro e torcedor do 8uin$e de . Anar'uista. Frm"o de Earlinha. 1* anos. Wolla um dia desses estava tomando cerveMa no bar dos ban'uinhos.aulo.orte.'uando se fa$ necess@rio. pois sua m"e acabara de falecer. Eom Earlinha fi'uei uns dois dias e logo estava eu sendo tatuada por outras m"os. . Apreciadora de um trago de bebida chamada Eortesano. com ele fui parar nas m"os de Wolla. Wolla. Eom ele fi'uei alguns dias. Apreciador de cerveMa.essoa simples. (& . em dias de final de semana.egou.o enterro fui parar nas m"os de Lua amante de Wolla. Eorinthiano ro=o. . . em dias de observaç"o e em dias de sol.me de troco. LiaMamos Muntos para S"o .irapora do . . <orador do Alvorada. Eom Lua. Estava triste. Eostureira a e=propriadora.erambulador pelo Alvorada em dia de samba. a de %inaldo. Tamb)m fre'Uentado por %inaldo.

passando suas reuniDes a ser autori$adas pela Ielegacia de Ardem . :Espanha> .. A perseguiç"o em S"o (/ . Techada.F. A pessoa 'ue acertar o nome da e=posiç"o ganha um livreto de poesias ou de contos minNsculos em solidariedade aos presos anar'uistas>. embaralhada. .W.. :Nota da antiarte ? no dec# . Estou conspirando uma e=posiç"o de desenho dentro de uma cai=a de papel"o 5(=6( cent3metros.TALES. A cai=a tem alguns buracos onde se observa a e=posiç"o.aulo ) e=purgado definitivamente de militantes anar'uistas.ol3tica e Social.este conte=to durante 1*&+ o Sindicato dos Lidreiros de S"o . L@ dentro tamb)m est@ o nome da e=posiç"o..

. Lua tome maior cuidado. Se p@ o mensageiro cola l@. . Lua..... o anar'uista portuguOs 'ue foi um dos precursores da Escola <oderna de Terrer na capital paulista na d)cada de 1*1( ) obrigado a sair do estado. E vocO tamb)m. (0 ..inho..en"o9C ? disse Lua. e avisa a ele 'ue 1os co=inha2:*+6> ta fechando o cercoC . Ii$ pra ele tomar cuidado e tamb)m pra manter contato no 'uieto.. pois ta m4 treta. .. ...oços de Ealdas em <inas onde permanecer@ por 11 anos ensinando em uma pe'uena escola para filhos de oper@rios. mudando. ta a fim de ir ao barraco de Adelino. . . To ligada.ara n"o vacil@9 . . Adelino de ..se para . Tudo bem9 To a fim de d@ um role mesmo...... B. .aulo se estende as militantes do anar'uismo em outros setores.

:Nota da tarde de quinta-!eira. Ana . (1e&e1 ? Tui apertar um gan$@> 1LocOs 'uerem 'ue eu volte ao meu passadoC ? perguntou a pe#ena moeda de (5 . onde permaneci por trOs dias e depois atirada novamente Munto com mais outras moedas a um pe'ueno cofre na parede da casa de Ana <aria. Logo na estaç"o Lua me dei=a em troca de um p"o com caf). L@ estava eu indo de trem at) . Atendente do bar.oços de Ealdas em <inas Gerais.. . Eom ela passei apenas cincos segundos onde fui atirada no cai=a do bar.aula..TALES.ega o troco e sai.

a casa da moeda.asci numa tarde de 0 de de$embro de 1*&6. Eu. Eai na m"o direita de %aviere$ 'ue feli$ ao receber as migalhas por um serviço prestado na f@brica de tecidos. . . Ao sair da fabricapris"o caminhou at) o bar de Kangrad e pagou a conta 'ue devia. Empres@rio no ramo de tecidos. Eu. pois fomos pagamento dos funcion@rios.. L@ fi'uei por trOs horas at) ser entregue de (6 ..a m"o direita de Kangrad fui parar no cai=a do bar. Eom ele ficamos apenas. Tales a pe'uena moeda de (( r)is de 1*&+. Secret@ria de Eonsolaro. Ent"o voltando: . no meio de um desses montes fui parar nas m"os de Elaudete. um dia completo. . %io de ^aneiro. Sai da m@'uina 'uentinha e fui parar numa esteira 'ue me Mogou num monte de v@rias (( r)is 1*&+.(( r)is de 1*&+ chamada Tales. 'uase. L@ fi'uei at) ser colocada numa outra m@'uina contadora de moedas e depois nos separaram em montes menores.

aulo visitar sua m"e e sua irm".o cofre da parede encontrei com outras amigas 'ue fa$ia um bom tempo 'ue n"o as via. at) chegar onde estamos.. ^uvenal. <"e de Ana .. por um caf) com p"o e manteiga. num bar. Eai=eiro viaMante.aula. Guarda noturno na fabricapris"o. Eom ^uvenal fi'uei at) ele ir para S"o . Iei=ou.. Lladimir. Ana <aria nos pegou e entregou a um rapa$ chamado Emerson. me no centro da cidade. . Eom Emerson e (+ . SacouC Iepois GetNlio Largas. Ali fi'uei um mOs e alguns dias.TALES. Eom ele fi'uei uma semana at) ser entregue a seu colega de trabalho.2. troco a Lladimir 'ue foi comprar cigarros. . Tui trocada por mercadorias.. .agamento de dividas.

sua respiraç"o ofegante e ficou parada com a'uele bund"o virado pra n4s. . masturbava. Escritor.scic4tico. Ei vocO9 Ei vocO9? gritou um policial a uns cin'Uenta e trOs metros de distPncia. Ehegando l@ Emerson foi assaltado e 'uando dei por mim.are onde est@9 Antonin olha para tr@s.. . .arou com as m"os nos Moelhos. ? .lo devido a n"o ter fXlego.seu cavalo fomos pra %ibeir"o . . LO o policial e grita 1Lai se foder seu ot@rio92 e sai correndo. %ubens mais 'ue rapidamente me trocou por vinho no bar de Antonin. Seus olhos (* . Linte horas e cin'Uenta e trOs minutos caminha Antonin indo para sua casa.reto. A lua nos observava."o para de caminhar.oeta. A policial correu atr@s de Antonin.aulo. .se e nos iluminava.. Estado de S"o . estava nas m"os de %ubens. mas n"o conseguiu peg@. .a correria cai de seu bolso Munto com algumas amigas.

1.me. mas estou tentando>."o sei. . 1( . estendeu a m"o direita e me pegou. 'ue estou lhe presenteando. pois n"o consigo mais correr2. captaram. pensou..ara me dar tempo.ollution no dec# . se um pouco e caminhou at) mim. de pensar um pouco sobre esses rabiscos. Se estou conseguindo:C> . 'uebrar os estere4tipos da literatura universal. Eomo M@ falei minhas escritas s"o para acabar com a padroni$aç"o da escrita.. Alhou.reciso fa$er alguns alongamentos. %ecuperou. Ticou um tempo s4 respirando e me observando. :Nota da rabiscadora parte : ? Sound .me e enfiou no bolso de sua calça e pegou as outras moedas. Ticou me observando e respirando fundo.TALES.

. . vamos correr ? disse IO.. .. Eaubi e ^a'ueline.feira. TrOs horas da manh" caminhava I).ablo vinha na direç"o dos trOs.. T3mido a Assassino de.oite de terça.olicial por se dei=ar levar pelo dito amor Q p@tria. . Toram ao cinema depois ao baile. Solteiro por ser ignorante com as pessoas. por achar #e estaria no controle e pela vestimenta da instituiç"o militar. Eaubi ao vO.ablo.. .. . Lentamente com farol apagado. Wrincavam na rua indo de volta para casa. devido a sua folga. WObado nas noites de segunda. Eles v"o bater na gente..la comentou com IO 'ue cutucou ^a'ueline. 11 .. A viatura policial onde estava .. Sei n"o9 ? disse Eaubi observando e acelerando os passos. A 'ue vamos fa$erC ? perguntou Eaubi.feira.

andando na rua est@ hora da noite. est"o correndo... Alha l@ ... KoMe to doido pra dar um tapa na cara de algu)m.. . eu acho ? disse ^a'ueline olhando de rabo de olho para a viatura 'ue vinha lentamente. ... a'ueles marginais.. .. .. A viatura ligou a cirene e saiu atr@s. Eaubi ao vO.TALES. olha l@.. . .. Eorre pooooorra9 ? grita .ablo. . Liga a cirene e corre porra9 ? disse . IO M@ saiu em disparada. 8uando ^a'ueline acabou de falar.ablo com a cabeça fora da viatura. ^a'ueline ao vO.lo so$inho saiu em disparada tamb)m. 1 . Eorrer ) pior.lo n"o pensou duas ve$es correu.. Eorre Eaubi9 ? gritou...ablo. Esses merdinha v"o se fuder. ? disse o motorista da viatura. ..ablo.

. Eoloca as m"os no Moelho. resolve parar. Ele estava a uns cin'Uenta metros. Eom as m"os no Moelho observa a viatura se apro=imar."o faça isso ^a'ueline. :.la parada grita: .. . . Jns trOs metros atr@s de ^a'ueline. Eaubi ao vO. ^a'ueline cansada. ? grita IO M@ na frente uns cinco metros.. . Lou parar."o agUento Eaubi.la. corra por favor porra.. 1& ."o faça isso ^a'ueline.. A uns on$e metros de ^a'ueline. Eaubi atr@s.. Eaubi ao vO. sem agUentar. Se apro=imar. Eorre ^a'ueline. Ela correu um pouco mais e parou.. . vamos9 Eaubi voltou e tentou aMud@. .la. corre 'ue os homi ta vindo..ota coçando o cN e cheirando: sou p)ssima para esses lances de distancia> Afegante fica s4 observando a viatura se apro=imar."o aguento mais.. ^a'ueline para.. diminui a corrida.

..lhe um soco no estXmago.. Loltou para aMud@....la. .. 1/ ..ablo pegou Eaubi pela camisa e deu.ablo começa a chut@. Seu filho da puta9 Toma seu porra9 ? gritava e chutava.lo.or 'ue correram ent"oC ? disse . Eaubi começa a gritar com os policiais caminhando em direç"o a viatura.or 'ue est"o fa$endo issoC A gente n"o fe$ nada9 .. Eaubi cai no ch"o.ablo se apro=imando calmamente de Eaubi. A viatura parou rapidamente onde estava ^a'ueline e abordou.TALES.lo e =ing@. . LocOs v"o ter agora ? . . Estamos com medo9 ..a na viatura... .. .a com brutalidade e a Mogou. <edo.. ? disse o policial e respirou . Fndo em direç"o a Eaubi #e vinha se apro=imando da viatura com 4dio nos punhos..

. Estava escondido atr@s de um muro. Tudeu Eaubi.ablo o 'ue vamos fa$er com esses pirralhosC ? disse o motorista. . Iesce pro %ibeir"o Waguaçu.. Eaubi.. Ticaram uns 'uin$e minutos batendo. As outros policiais se apro=imam e começam a bater em IO tamb)m.los.. e IO sangrando com um corte no superc3lio. ? disse um dos policiais.. ^a'ueline 'uieta no canto.ablo =ingando e socando. . . Ehutes.. <as eles n"o fi$eram nada .ablo. ^a'ueline cuspiu no rosto de ..ablo. Lolta correndo e pula em . limpando. socos. A viatura saiu em disparada.. . . S"o crianças cara.lhe. Lamos dar uma liç"o 'ue eles Mamais v"o es'uecer. . ? disse IO. pra di$er 'uem ) autoridade a'ui..los sendo presos resolve voltar e aMud@.. pontap)s... ^oga todos na viatura 'ue vamos passear com esses folgados.se.IO ao vO. 10 .

. .ablo o 'ue vamos fa$O com a meninaC . IO tentou fugir levou dois tiros na cabeça.ablo n"o respondeu nada. . .se de ^a'ueline e... apenas apro=imou.. Ele tamb)m era necr4filo.ablo aproveitou e transou com ela. ^a'ueline foi morta com um tiro na cabeça. . :6/+06/66/6> Eaubi foi o primeiro a passar pelo processo de afogamento. L"o pagar....TALES. pooorrraaaaaaaaaaaaaa9 Iesce pro rio #e eu 'uero comer um cN hoMe. :Nota da rabiscadora ao som da Amor Algum ? Segunda ."o teve Meito morreu. Tiveram a petulPncia de me afrontarem.. . Escrava do rel4gio ? To puta com os patifarias 'ue entraram 15 .

Ehap)u. 16 . S"o adolescentes em 'ue a sociedade es'ueceu. A trem parou na estaç"o.no nosso barraco. %odolfo tentou n"o olhar e se disfarçar como podia. Eolunista da . <eu melhor inimigo ) meu vi$inho>. A trem se apro=ima lentamente. Anar'uista. Esperou.aulo. Em sentido contr@rio do seu.lebe a assassino de poderosos. 'uando seus olhos observam dois policiais vindo de longe tamb)m lentamente. %odolfo se prepara para pegar o trem. Tui parar nas m"os de %odolfo. Estava %odolfo na estaç"o de trem em %ibeir"o . %odolfo estava sendo caçado pela policia. A foda ) 'ue na investigaç"o algo indica 'ue os vi$inhos passaram um pano pros tirando onda de ladr"o. Eabisbai=o.reto indo para S"o . Sapateiro. E=propriador.a estaç"o apenas algumas pessoas. .

? disse .ablo..ablo segurando com a m"o es'uerda no ombro es'uerdo de %odolfo. 1+ . Tava fugindo de n4sC Lai se fudO agora. Se tu n"o abrir o bico da grana 'ue tu roubou do banco. As policiais levando %odolfo algemado. . . ..TALES.. A senhor nos acompanhe ? Iisse .ablo ri e di$: . Eles pegaram %odolfo e levaram at) a viatura.. Lamos te matar seu ot@rio. Lirou. %espirou fundo. tu vai pra vala. Mustamente 'uando ia entrar foi abordado pelos policiais. %odolfo sentiu o peso do conflito. Algumas pessoas desceram.. %odolfo levantou.se de onde estava e caminhou at) a entrada do vag"o.se e olhou para ....ablo a caminho da viatura. ? %i.

.. As policiais Mogaram. A 4dio subiu a cabeça de %odolfo. Eomeçaram a bater em %odolfo e gritando para ele falar sobre a grana..ense bem o 'ue tu vai falar seu porra. Kouve uma chamada na viatura. Euida desse puto #e volto logo. tortura. bofetadas. Socos. . mas manteve a calma."o sei de nada. .. 8ue granaC 8ue bancoC ."o brin'ue com a gente. .. As policiais o levaram para uma pe'uena floresta. Eu to doido para comer um cN morto. ameaças. afogamento. . A outro policial continuou a tortura. s4 'ue ele n"o contava com seu desli$e e assim %odolfo pegou sua arma e atirou. . As outros acertaram os policiais 'ue tentou fugir.ablo 'uando escutou o barulho do tiro veio correndo..ablo foi atender. no literalmente no fundo da viatura.. %odolfo levou um soco na cara.. achando 1* . chutes... chutes. coronhadas. A primeiro tiro acertou uma pe#ena @rvore.

TALES. os outros soldados e a viatura. vai se fuderrrrrrrrrrrrrrrrrr999 %odolfo cuspiu na face de .. com a arma na m"o.ablo. . L@ estava eu.. Ao se apro=imar %odolfo atirou. Autro tiro acertou o peito e depois a cabeça.ablo tentou atirar.."o deu nem tempo de .ablo tentando se situar. 8uando resolver e=propriar o 'ue ele tinha.ablo e atirou em sua cabeça gritando: .ablo.. Jm tiro acertou o ombro es'uerdo. Tui parar nas m"os de %odolfo 'ue sem pestaneMar entrou dentro da viatura. %odolfo se apro=imou de . seu cu$"o.a e saiu em disparada pra ( . ligo. Ticou um tempo parado olhando para face de .ablo reagir. 'ue seu amigo tinha matado %odolfo. ot@rio. mas n"o conseguiu. . pois sua mente se apagou em alguns segundos com o ocorrido. <orra filha da merda. .

KoMe transo com o rio. Eaminhei at) um bairro e descolei outra bicicleta>. pegou suas coisas e caminhou at) a estaç"o. inclusive eu. :Nota da escutando ruHdos sonoros com interrogaçQes ? Sabe a#ela bicicleta 'ue descolei anos depois 1e&e1 ? 1 .tentar conseguir pegar o pr4=imo trem. B foda9> por um cano. na minha adolescOncia. mas n"o consegui. Estava eu a 'uilombenta :bicicleta coletiva> 'uando me dese'uilibrei e cai no rio. Tentei salvar a 'uilombenta. :Nota da b4bada e drogada no sEbado =< horas e trinta e seis minutos ? Tui atravessar o riacho :%io 'ue abastece de @gua a cidade. Atravessei e fui embora. A 'uilombenta vai dei=ar saudades. ao 'ual a cidade n"o respeita o rio. Estacionou a viatura longe da estaç"o.

o antigo diretor da .res3dio <aria g)lia de Maneiro a Mulho de 1*&5 ) solto por ter sido atacado de doença infecciosa. mas consegui sair fora..LEWE.. A#eles putos de merda.aulo se reNnem para homenage@..reto. Tirm"o Eumpadi.este 1*&+. As gamb) me torturaram. %odolfo Telipe pronuncia um pe'ueno discurso na ocasi"o. :Loltar@ a ocupar este posto em 1*/6 com o reaparecimento do Mornal> depois de ficar detido no . lo pelo fim de seu processo. 'uase fui pego em %ibeir"o . emprestei para um camarada e ele sumiu com ela. ) foda9> Edgard Leuenroth..TALES. . . E ai %odolfo firm"o cumpadiC .. .. os companheiros de S"o .

.lo.. insetos. . a movimentaç"o anar'uista se torne mais forte. vai dar um 1salve2 ao mano EdgardC ..lo. E ai rapa$iada. A pessoal se reuniu s4 esperando Edgard pra dar abraços... terr@'ueos. %odolfo pede silOncio e di$: .. beiMos e cumpriment@. B.. crianças. merece mesmo. terr@'ueas.. Livaaaaaaaaaaa999 & . A mano ) firme$a. Ent"o beiMos a todos. companheiras.. Liva a luta anar'uista9 . E ai. B n4is cumpadi9 A mano merece.... Todos os cumprimentam... estamos n4s a'ui pra homenagear nosso mano Edgard. Temos 'ue tomar cuidado9 <uito cuidado9 ... Ta foda os fascistas est"o fechando o cerco cumpadi9 .. <ano firme$a 'ue corre com n4is na fita9 Esperamos 'ue com sua volta. Edgard Leuenroth se apro=imou Muntos com dois anar'uistas 'ue foram busc@.

criado pela ditadura getulista para punir 1crimes2 pol3ticos funciona a todo vapor tamb)m em S"o . Woa conversa.TALES.acional. Lirg3lio. A fumaça presente apareceu com a fogueira para es'uentar o es'ueleto.. Troca de informaçDes a conspiraçDes. Iepois algumas pessoas recitar"o poesias.2 ? disse o locutor.essagna de Eampinas tamb)m sai da pris"o neste 1*&+. 1A Tribunal de Segurança ... al)m de preso no <aria g)lia. A vinho foi servido Munto com alguns alimentos vegetarianos.aulo e ) em 1*&+ 'ue ) enviado pela pol3cia de Sorocaba o processo do anar'uista <@rio Silva ao TS. A oper@rio anar'uista italiano Lirg3lio ... Watata assada. . assim como seu irm"o At3lio e / .

Ela era m)dica. Saca9C E por falar em filme o 1Io$e provas da ine=istOncia de deus2 est@ em fase final. ? disse um anar'uista a outro. Iiretora. :Nota da diretora 8859M5899M ? Estou na conspira de articular um filme chamado <on4logo da <aconha. B uma peça teatral 'ue ser@ filmada deste a construç"o da peça at) a apresentaç"o final no teatro. Ta delicioso99> :Nota da produtora de !ilmes ? 1e&e1 ? o filme doc Io$e provas da ine=istOncia 0 . Escritora. Tilme retrata uma menina comprando na boca de fumo. Eonversavam na festa num canto. Atri$. maconha.outros anar'uistas como Leuenroth. tivera sua casa assaltada pela pol3cia. 'ue levou toda a sua preciosa biblioteca. Iepois fumando pra e=perimentar.

2 . Tre'Uentador do restaurante de Eibele. Atri$. mas ele n"o sabia. pois n"o tinha lugar onde ficar. 1co$inha um 'uiabo 'ue ) uma delicia. A policia de %ibeir"o . <)dica. Iois dias depois l@ estava eu nas m"os de Fchtar aMudante de Eibele na co$inha. Eom ela fi'uei trOs dias at) ela sair 5 ..reto n"o conseguiu saber 'uem assassinou os policiais. Eo$inheira. Eom %odolfo fui parar nas m"os de Eibele em troca de almoço e Manta.elo menos ) o 'ue di$ Sebasti"o.. Fchtar gostava de Sebasti"o. de deus perdemos alguns capitulos mais ta caminhando> %odolfo teve 'ue passar alguns dias na casa de Edgard.TALES.

Eairu. Eai=a do cinema. TrOs sacos de pipoca. Advogado. TrOs sacos de pipocas. Sabe como sei 'ue nunca foi lidoC A livro veio colado da grafica na parte superior do livro.lo. . 'ue logo as m"os macias de _sis me presentearam com seus carinhos. Iei=ou. :Nota da limpadora de gaveta .> 6 .me nas m"os de %)ia. ((6 ? Iescobri um livro 'ue nunca foi lido. ^os) Soares Iutras.+. . Lou lO. Totografa e artes".de casa e ir ao cinema assistir o filme Terr@'ue=s. por favor.egou as pipocas e foi encontrar com seus dois namorados #e esperavam guardando lugar no meio entre os dois para ela. pois o filme M@ tinha iniciado. Eom ele permaneci at) o final da sess"o das oito. .. ^@ de pica dura..o cai=a do cinema fui entregue de troco a Eleonice 'ue me dei=ou no pipo'ueiro do cinema. ? disse Fsis atrasada. 11. Kugo %amires.

olheiro a + . Ladr"o de cofrinho..( . as borboletas. As pessoas M@ n"o estavam l@. Eu estava perto do banco de reserva. Iepois traficante na escola.1*&+ . por alguns segundos..aulo.. a cultura de um povo.. as pessoas. o rio. (&. ^os) EugOnio Soares. vendedor de sapatos. Tinal do campeonato. A silOncio era cortado pelos 'uero.. Tui encontrada pelo massagista 'ue ficou at) mais tarde.. Tevereiro . Tui parar na vida de ^os) EugOnio Soares. engenheiro. Iepois. Wahia vence :0 = > o Eorinthians Est@dio lotado. pergunte aos 'uilombolas do Estado de Esp3rito Santo> para S"o .TALES.'ueros 'ue imigraram da pe'uena floresta devastada pela Aracru$ Eelulose :empresa 'ue assassina o meio ambiente.

. <olhei a calcinha>. . Sua taraC Gi$a...o dec# TroS$a ? noiseindustrialcore para meu deleite se=ual. :Nota da nDo sei o que !aCer ? .la. Eomo fui parar na m"o de ^os) EugOnio SoaresC A amante do massagista.. Segura para mim um instante.. Tamb)m era amante da amante do amante de S3ndrome de 4dio 'ue era amigo de ^os) EugOnio Soares 'ue o conheceu 'uando estava fugindo par o * .apresentador de transmiss"o televisiva. Lou ter #e desaparecer por algum tempo.. Ande tu vai Gi$aC . :Ao som da Kiatus>. Gi$a M@ sabia 'ue cada final de campeonato seu amante 'ueria tO. A massagista transava depois de cada final de campeonato.. ? disse Gi$a.

. Ehegando ao hospital 'uase &( .TALES.. Gi$a e o massagista. <uita gordura animal hidrogenada...ooooorraaaa9 Earalho. .o go$o as veias n"o agUentaram. .. . Fs3s era torcedora do Eorinthians Tutebol Elube. pois estava atr@s de sua amante. T@.a triste$a da perda Mogou... Eu. Ealma senhorita isso ) s4 um Mogo. ^ogo o caralho9 Seu puto ) o coring"o.orra9 .a 1se'Uela[:/&> fui parar no hospital.me com a intenç"o de acertar os Mogadores do Wahia 'ue estavam no banco de reserva.. .. .. %io de ^aneiro. . A massagista teve 'ue ser massageado. .. mais vai se fuder antes #e eu me es'ueça. Esses pernas de pau s4 f4de. Fnfarto.

Ehegando no 1barraco2 pegou alguns pertences e colocou em uma mala. A m)dico entregou. Gi$a teve a noticia 'ue seu amante acabara de falecer. Gi$a perguntou sobre sua amante #e se chamava Lal)ria. alguns pap)is com anotaçDes de alguns nNmeros e uma ponta de um baseado.. o massagista teve 'ue ser 1massageado2 pelos m)dicos. Entra..morto. Eu estava na calça do mesmo. . Eu uma moeda de (( r)is. ^os) atendeu.. ? disse ^os). um lenço.se.lo. um calend@rio. &1 . .o final da noite.lhe seus pertences. Wateu na porta. um pente. <entiu seu nome e endereço. tive 'ue ser retirada para 'ue n"o houvesse problema na hora de usar o aparelho para desinfart@. <e arruma um pouco de @guaC . Iesfibrilador.. Toi at) a casa de ^os) EugOnio Soares para despedir. Gi$a mais 'ue depressa 1sai fora2:/0> do hospital.

. Iespediu.> & ...lhe a mala. . tente novamente as ve$es a pessoas est@ so$inha e no banheiro cagando. Se caso vocO telefonar e tocar at) cair a linha..TALES. Ande tu vaiC ? perguntou ^os). :Nota da apreceadora de obrarG cagar lendo ? pra #em for telefonar para algu)m. Gi$a disse: . ? entregou. Gi$a bebeu a @gua.. Segura para mim um instante.. ^os) ao se apro=imar com a @gua..se de ^os).. . Lou ter #e desaparecer por algum tempo.

.. tu pode ficar a'ui o tempo 'ue 'uiser. . Gi$a me entregou Munto com outras moedas para Iicter3ades. .Eaminhou at) a rodovi@ria.. . . Ent"o.. s4 tem 'ue aMudar nas correrias... Gi$a o 'ue aconteceu 'ue tu vieste para o %io e n"o sai do barraco a dois diasC A 'ue ta acontecendoC .. && ..ega essa grana a'ui e compra comida pra n4is9 <e compra tamb)m lim"o para fa$er limonada ou polpa de Mabuticaba. .. 'ue saiu fechando a porta. sai fora.. .. Lou ao mercado tu vai precisar de algoC . Seguiu para o %io de Maneiro. <anguinhos.em pensei. 8uando lembrei de sua pessoa. Ticou entocada por alguns dias no barraco de Iicter3ades. Mustamente 'uando estava go$ando e morreu no hospital. B 'ue estava eu trepando com meu amante 'uando o bicho teve um infarto.. Ta limpo9 ? respondeu Gi$a.

. Eom Wruno fi'uei um. Wruno solit@rio com seus pinc)is. 'ue me dei=ou no cai=a da loMa.. retratando a e=ploraç"o humana. a fumaça de um baseado lhe acompanhava.TALES. L@ comprou algumas peças e me dei=ou nas m"os de Asvaldo. 'ue tamb)m comprou algumas peças de roupa. Eom La3s caminhei at) o ateliO de Wruno onde fui trocada por um 'uadro. 'ue desceu no pr4=imo ponto e caminhou at) uma loMa de roupas. Ali permaneci por cinco horas 'uando fui pOga e entregue nas m"os de La3s. &/ . Ele ao pintar um 'uadro se preparava: Ligava o pe'ueno toca vinil 'ue lhe presenteava com a sonoridade da banda Iisle=o. Iicter3ades pegou o bondinho e l@ estava eu nas m"os do cobrador. 'ue logo me deu de troco para LPmia. dois dias em seu ateliO.

Livia da venda de seus 'uadros.um alongamento. Wruno vamos dar um role cumpadiC ? perguntou sua amiga ao entrar em seu ateliO..a e abraçando. ...refiro manter a minha autonomia.a sentindo seu cheiro. Sei n"o. n"o trabalhar para algum patr"o e=plorador2 ? di$ia 'uando algu)m lhe perguntava.. . . As 'uadros de Wruno eram vendidos por ele mesmo.. em algumas e=posiçDes 'ue ele organi$ava ou era convidado a e=por.ra ondeC ? respondeu beiMando. Lamos l@ na LapaC A 'ue achaC &0 . Livo os cinco As. Ai era s4 começar.. Qs ve$es. . ."o tinha lu=o. um copo de vinho e um grito bem alto. 1.. apenas o necess@rio para sua vida. nas ruas.. Jm role porra. SaNde a alimentaç"o e alguns materiais para sua arte.

Jma brisa suave por alguns momentos. . Wruno e sua amiga Asp@cia a caminho do bondinho para ir at) a Lapa carioca. a pluralidade terr@'uea...ensou ? Lamo9 . ? .. E ai Trin)ia firme$aC ? disse Wruno ao encontrar sua amiga. vagabund=s. capoeiras. .. Apenas um vento leve. Ta de boa9 To rabiscando meu novo livro de poesias 1EN2. bebad=s.essoas por todos os lados...... Ehegando na Lapa. prostitut=s. L@ estava eu.reciso encontrar uma garota l@ 'ue me deve uma parada. Jmmm.. <inha vida mundana caminha a passos lentos... . Eomo vai os rabiscos e a vida mundanaC . &5 ... . Tirme$a Wruno.TALES. Ealor de ver"o. Artistas.

.. . Encontraram outr=s terr@'ue=s at) chegar a <adame Sat".. se p@ ele tem um baseado pra vender. :Nota da apreciadora de sombra noturna ? Estou na correria para fa$er uma colagem anti. . Ta limpo. Ele ta por aiC . vamos fuma umC ? perguntou Asp@cia.> Wruno. ? respondeu Wruno e completou....reciso falar com <adame Sat" tamb)m...rodeio na cidade onde sobrevivo... Essas malditas 1festas2 s4 atrasam lado9 ce morram tod=s pisoteados por uma manada de elefantes. Lamos passar por l@. . L@ no bordel da Auletrides... ? disse. Ai. Asp@cia e sua amiga caminharam. Ah9 . E ai Sat" firm"o cumpadiC &6 .. .. Li ele..

.lo pintar.. . Lossa pessoa sumiu. Ehega mais.. . essa merda de ditadura na$ista ) foda9 As meganha ta foda9 . . ... . <as gosto disso Qs ve$es. lendo e preso no meu mundo mais do #e devo. Eorreria cumpadi9 Eorreria para sobreviver. Linte gramas9 &+ . 8ual'uer hora colo l@ no seu ateliO pra pousa nu pra tu..TALES.. Tu sabe #e estou esperando vossa pessoa fa$ um tempo no ateliO.. <ano. Ta foda mesmo.... Eomo prego na areia :risos>... Seria um pra$er podO... %abiscando bastante. tu tem uma maconha pra venderC .. me de um abraço. 8uanto tu 'uerC . sobrevivendo. al)m do mais... Sei...

sendo detido por desacato Q autoridade. Euidava das meretri$es para 'ue n"o fossem estupradas ou agredidas por homens 'ue fre'Uentavam a localidade. Senta ai e compra uma cerveMa pra n4is. onde muitas ve$es trabalhou como segurança de casas noturnas.. <adame Sat" enfrentou a pol3cia. lutou por diversas ve$es contra mais de um oficial. geralmente provocado 'uando insultado ou 'uando observava alguma inMustiça feita aos marginali$ados :mendigos. Eles sentaram e pediram uma cerveMa. negr=s etc. tendo estado no pres3dio da Flha Grande. . Espera a'ui 'ue trago. E=3mio capoeirista.ega um copo pra mim 'ue volto logo. Tre'Uentador ass3duo do bairro da Lapa :reduto carioca da malandragem e boemia na d)cada de 1*&(>.>. . Toi detido v@rias ve$es. Tre'Uentemente. travestis.. prostitutas. na cidade do %io de ^aneiro.or &* .. Tui parar nas m"os de <adame Sat".

Em muitos pa3ses da Europa e da dsia. con'uistas da civili$aç"o e reviravoltas em relaç"o ao poder. .. A s)culo RR foi o per3odo de cem anos iniciado em 1 de Maneiro de 1*(1 e terminado em &1 de de$embro de ((( 'ue se notabili$ou pelos inNmeros avanços tecnol4gicos.TALES. tornou. /( .. isso. esses anos podem ser descritos como a !)poca dos grandes massacres!.se um 3cone da contra.o entanto. M@ 'ue nunca se matou tanto como nos conflitos ocorridos no per3odo. o s)culo RR tamb)m foi largamente apelidado de !S)culo Sangrento!. cultura durante o s)culo RR :s)culo vinte>.

E ai Ketairas firm"oC ? disse Andr). ... Ela foi comprar paço'uinha para sua filha. Wagulho bom ) isso cumpadi. Eomo vai o movimento l@ na bocaC ? perguntou Ketairas /1 . ."o es'uenta depois te dou a grana das cinco gramas. Toma ? Entregou a mercadoria e contou a grana. A bagulho ta m4 escasso... A'ui s4 d@ pra vinte gramas.. . me vO vinte e cinco gramas de maconha. ... . Trabalhador no tr@fico.... ... .."o es'uenta cumpadi ) n4is9 ? riu e saiu andando.. Ta no osso. L@ estava Andr) sentado e tomando uma cerveMa.... .. Sat" tu ) folgado cumpadi ? rindo.. . Gerente da boca.as m"os de Andr). ? <adame Sat" entregou. . .me ao traficante seu amigo.. .orra 'ue maconha ) essaC Wanhada a ouroC . Tui rapidamente parar nas m"os de Ketairas.. Ai cumpadi.

. . . EadO a granaC .. . onde estava o dinheiro embrulhado e entregou a ela. Guardou e continuou a caminhar. ? disse a piscou o olho para Andr) 'ue retribuiu.. Alhou para / .. 'uando Andr) gritou: .TALES... 8ual'uer coisa tu sabe onde me encontrar.. Ta'ui ? Andr) tirou um saco de papel de embrulhar p"o. Ta ai os du$entim 'ue tava devendo pra tu. Keitairas9 ..agou a paço'uinha e foi saindo. Ela pegou a grana e guardou em seu embornal. ^ogou eu:a moeda> para ela e disse rapidamente: . ... Ta devagar.. Ketairas n"o era de falar muito.. T@ limpo.... .. Ketairas com os olhos captou e agarrou a moeda 'ue vinha girando no ar.

s. no dec#> <arilia seguiu de trem at) a Wahia. A convento era cercado por muros altos. <arilia teve 'ue ir de Mumento at) o convento.a morte9 ? c.p.u. <ar3lia soldado do tr@fico. Ti'uei com ela uns dois dias e segui nas m"os de <ar3lia onde ela foi para Wahia buscar maconha para Ketairas.esse e=ato momento estou pensando em comer um belo 'uiabo co$ido com salsinha e cebolinha. Ehegando l@ se apro=imou do port"o. Liolonista. Iesenhista.e. :Nota da anti-social ? . sorriu e saiu. Iestrua a m@'uina sem peidade9 macF. A convento ficava afastado da cidade.Andr). A m@'uina ) a inimiga. L@ chegando foi at) o Eonvento santa Elara do Iesterro. Wateu e anunciou.se di$endo tamb)m 'ue estava Q procura da freira 'ue tomava /& .

. Iiga.. Entra.lhe 'ue ) uma conversa r@pida. // .. a irm" Iulce se encontra ocupada com a preparaç"o do Tombamento do convento 'ue ser@ reali$ada da'ui a alguns dias. ..la. Iepois de 'uin$e minutos a port"o ) aberto. Espere um pouco. ... .. ? disse uma das freiras. conta da pe'uena roça 'ue e=istia no fundo do convento.. . A irm" Iulce a espera l@ no Mardim. Tinha es'uecido o nome da freira. . Lenho de muito longe n"o posso voltar sem antes falar com ela. Grata9 ? agradeceu <ar3lia..TALES... Iiga 'ue ) <arilia e 'ue o assunto ) sobre a encomenda da Ketairas.. Sinto em di$O.

Abservando o convento.... Frm" Iulce9 ? disse a freira ao se apro=imar do Mardim e saiu. . .. Iepois tu leva pra ela. :Nota da o que aconteceu no domingo ? . ? disse Iulce.ada9 Apenas uma coceira no cN> <arilia caminhou seguindo a freira at) o Mardim. Sua estrutura.. Tica ai camarada 'ue logo volto. Tempo seco.. Tem como dar @gua pra minha montariaC . Frm" Iulce9 ? disse Iulce limpando as m"os em seu avental e estendendo a m"o direita para <ar3lia. . A sol presente.<arilia amarrou o Mumento numa pe'uena @rvore fora do port"o e disse: . Autras freiras indo e vindo com seu afa$eres. /0 .. Algumas freiras pegando @gua em um poço.@ssaros... Iei=ou apenas a encomenda. .. SilOncio a cheiro. Ar'uitetura.

. <arilia pegou a encomenda. apenas o silOncio sendo 'uebrado por uma moto 'ue acabou de passar>. vinte 'uilos.. <ar3lia ? disse <arilia estendendo a m"o e apertando a m"o da freira. Tenho muito trabalho.ada de novo no front.TALES.. :Nota da queime todas as bandeiras . .ode ir9 ? disse Iulce voltando ao seu trabalho.lhe as costas. e entregou o dinheiro.. Grata9 ? disse <ar3lia olhando a freira dando. /5 .. .a sem muita cerimXnia 'ue estava numa sacola de pano bordada pelas freiras.. A'ui est@ a encomenda de Ketairas... . .... ? Iulce entregou. .

<arilia estava dando @gua ao Megue.as m"os da irm" Iulce fui parar em seu bolso escondido atr@s das vestimentas de freira. ce susto9 . 8uando chegar na cidade n"o fi'ue por l@. <ar3lia caminhou at) o port"o. Tome cuidado. na altura de sua vagina. . . Jma pe'uena bolsa de pano com um $iper 'ue ficava amarado na cintura.. Eomo vocO se chama mesmoC ? perguntou a freira. ... <ar3lia... ? %espondeu.. Eu mais outras moedas. . /6 . . Ent"o <arilia.. novamente observando o convento.. saia rapidamente. Em seu pensamento 1Eomo podem viver trancadas a'ui longe de tudo e de todosC2...ensei #e tu tinha ficado no Mardim ? disse <ar3lia ao olhar para tr@s e ver a irm" Iulce perto de si... .."o es'uenta sei me defender.

. As corvos seguiram <ar3lia gralhando. Jm salve ao meu toca #6 portatil> :Nota da comedora de amendoim com cerveja .. Frm" Iulce acompanhou <ar3lia at) a entrada do port"o.TALES. Iescobri 'ue as gorduras /+ . :Nota da Escrava do rel>gio5 =< horas e M minutos5 2alta uma hora pra sair do cativeiro5 ? ao som da Iisseminando 4dio mortal ? Ftapevi:S. Iulce abriu o port"o e ficou olhando a menina montar no Mumento e caminhar at) sumir de sua vis"o. Iois corvos observavam do alto de um p) de Maca.> ? ^@ n"o lembro9 <e enrolei toda.

Se tiver oportunidade assista o filme document@rio: Terr@'ueos. .ris"o para corpo a mente. Autoritarismo.o mas tortura animales>.1*&+ ? Tombamento do Eonvento Santa Elara do Iesterro :considerado o 1i convento de freiras no Wrasil. Lale conferir ) delicioso99> Wahia . Lerdades.> Ti'uei um mOs e dois dias trancada Munto com v@rias outras moedas e pap)is moedas. (0. Eastigo. 1Eara o lugar ) sinistro. <entiras.hidrogenadas elas plastificam as veias e a gordura animal entope as veias> :Nota da recomendadora de !ilmes . :Nota da no decI secos R molhados ? .&. /* . no 'uarto em um cofre de Iulce.

TALES. #uanta timide$ dissimulada Es#ondidas em l3mpidos #oventos Ehupam.se pelos cantos b no silOncio da noite .6. :Tlor de l3rio ? debai=o da terra> :Nota da "utoeta ? Essa putoesia 'ue tu acabou de ler ) da grande putoeta Amanda> :Nota da gastrite voltou ? *.(6 ? 1* horas minutos ? L@ vai eu eliminar a vida mundana para iniciar um tratamento com ervas medicinais para essa 0( ... Treiras.os confession@rios To#am l3nguas Em labaredas.

Iiscoteca. Iancei bastante e fi$ lamore gostoso com meu companheiro. com os anticorpos e com o c)rebro e Munto vamos fa$er a correria para poder voltar a vida mundana. . Transar ) delicioso. Algumas s4 observavam e se masturbavam. B n4is cumpadi> .feiras elas se reuniam no por"o para beberem vinho e transarem com o marceneiro do convento.o convento de freiras. Tava numa festa de mNsica do passado. :Nota da correria ? & horas e 1 minutos ? Antem acabei abrindo uma e=ceç"o e bebi. <as M@ dei id)ia com o estXmago. Liva o livre go$o. . As pessoas se reprimem muito. ^@ pensou se as pessoas pudesse se apro=imar mais.enfermidades.em te digo.> 01 . Trepar s4 pra go$ar.as terças.

. onde ela me trocou por sete 'uilos de adubo orgPnico na feira de segunda...a bolsa de Andr)ia fi'uei at) o final da feira.."o ficou s4 no arro$.edro 'ue se apro=imava do arma$)m Mustamente 'uando Andr)ia saia. A irm" Iulce e eu caminhamos at) a cidade. comprou Mil4 e banana.TALES. M@ vendi o bastante para minha sobrevivOncia por hoMe ? disse a si mesma. %apidamente guardou suas coisas e foi at) o arma$)m de %ui para comprar arro$.la 'ue precisava comprar arro$. Alhos 0 . . Era o lugar mais barato..as m"os de %ui fui parar nas m"os de .. .reciso comprar arro$ para levar pro barraco.. . . Lou fechar. . Ela desarmou a sua barraca 'uando seu c)rebro resolveu lembr@.

n"o tem animal9 Analisando as emissoras de tv principalmente e seus programas. . . :Nota das !lores murcha ? Eirco legal.. Iesligue a TL leia LFL%AS. manter o poder de uma pe'uena minoria rica e vender id)ias. Assista filmes> 0& .a pr4pria roupa 'ue usam. Lou pro %io e volto logo.edro tu vai pro %ioC .edro 'ue estava indo ao %io de ^aneiro. Li #e =s apresentador=s s"o pessoas #e mant)m o estabelecido. Lou s4 mata um 1cabra2 l@ e volto logo. . . biscate e mascate. Elas foram criadas para isso mesmo. Sol. Ehuva.. Encomenda do Eoronel ^hon %oc#efeller. tu M@ descobre isso.. Tudo bem seu %ui. .edro era 1mula2:(+*60+5>..se encontraram."o es'ueça de me tra$er trinta 'uilos de farinha de mandioca. Segui viagem Munto a . conceitos a mentiras #e se tornam verdades.

Ehuva.. p@ssaros. ? mostrou com o dedo indicador 0/ . .TALES.. B 'ue estou cansado e com fome vamos pararC . Acampar para descansar.. Subidas.. Talta muito para chegar . Sol. cheiros. Munto com seu amigo Kernande$ em outro cavalo...edro seguiu para o %io de ^aneiro de cavalo.. . Ealma Kernande$ curte a paisagem. .edroC ? perguntou Kernande$ cansado e doido para chegar. florestas. descidas.... Eagar.. Entardecer. insetos. noites.. mais duas mulas:(+*60+6> carregando algumas cargas.. descampados.. Lamos parar debai=o da'uela grande @rvore. . dias.

. no tronco da @rvore.o outro dia. A fogueira fa$ia a segurança. Eomeram e falaram se pouco. pois o sol M@ vai 1sair fora2:(*++/>. eles seguiram viagem. Antes colheram o li=o e Mogaram terra na fogueira. . Jm disco voador aparece ao longe. A cansaço n"o dei=ou.edro e Kernande$ apearam dos cavalos.nos todos. Tudo bem. ..edro vou tentar encontrar @gua para dar aos e'uinos. . Amarraram. . ai passamos a noite l@. logo de manh" bem cedo.. :Nota da ao som da entrevista !eita pelo Sudio Cine $he voice !rom *ind com a banda *isantropia @*acei>> ? Estou lendo Easa das <ariposas 1um lugar em 'ual'uer lugar2 de Lucas 00 . .. Eu vou buscar gravetos para fa$er uma fogueira e preparar um rango pra n4s.da m"o es'uerda . Iormiram.

.. mas acho 'ue tenho 'ue ler novamente para entender melhor> . to vendo9 .. .edro ao amigo.. Altamar.. . Ehegando l@ 'uero tomar um banho. fumar um bom baseado e dar de comer e beber aos cavalos.. Iava para ver a cidade de longe. . Eu tamb)m. . Tu n"o conhece9 Tivemos um caso mais 'ue carnal um dia desses.. Gostei dos rabiscos desse cabra...edro. .. Alha l@ Kernande$... ^osefinaC .edro.. 05 . o %io de ^aneiro.TALES.edro.. To vendo .. n"o es'ueça de comprar farinha pro %ui. 'uando ela esteve na Wahia. e 'uero visitar minha amiga ^osefina... .. ? mostrou .

.edro... :Nota da sem nota e sem grana .. se alimentar e procurar um 06 .. ? respondeu . . Antem me bateu a vontade de ir morar num pe'ueno sitio longe da vida urbana. . Eaos> Ehegaram ao %io de ^aneiro.. E ai . cansados pra caralho.edro voltando a sua realidade."o es'uecerei cumpadi...edro ficou parado olhando para o %io de ^aneiro.. Lamos cavalinhos. Seguiram viagem montanha abai=o. Lamos dei=ar os cavalos para descansar. .. Abservou Kernande$ a alguns metros de distPncia e tocou o seu cavalo 'ue caminhou seguido pu=ando as mulas 'ue estavam amarradas ao cavalo . .orra M@ estamos no final do ano.edro o 'ue vamos fa$er agoraC . ? disse Kernande$ botando seu cavalo para caminhar.

. . . 0+ . ? disse Kernande$ rindo. . To com a bunda doendo. B isso ai9 E tamb)m nos divertir um pouco 'ue merecemos. ? disse o ferreiro.ode dei=ar 'ue vou cuidar bem deles.... Fr at) o arma$)m comprar a farinha pro %ui.. . .. ... B isso ai cumpadi.TALES. :Nota da sexta-!eira ? WeiMos no c4cci=> As cavalos foram dei=ados com o ferreiro para serem cuidados e os dois seguiram seus caminhos.edro Munto com seu amigo se apro=imaram do arma$)m de <@rcio.. lugar para passar a noite..

. A cheiro se reve$ava a en=ofre e mofo. o Ti"o e a ^oanaC . E aiiiii . .. 'ual'uer coisa ) s4 me procurar."o es'ueça 'ue n"o vamos ficar muito por a'ui. Eomo vai %ui..edro me dei=ou Munto com outras moedas como pagamento da farinha e de alguns 0* . B cumpadi. . . um beiMo no dedinho do p) es'uerdo.. .. um beiMo no f3gado e para ^oana.. .. para Ti"o. .. Eu vou ficar a'ui.edro vou procurar um lugar para passarmos a noite e vou procurar ^osefina. diga 'ue mandei um beiMo na testa..la. . Algumas pessoas no local. vim comprar farinha para o %ui e alguns mantimentos.. 'uem ) vivo sempre aparece9 A 'ue manda vossa pessoa por a#iC .edro. To doido para vO. . um abraço na boca..o arma$)m de <@rcio... .. L"o como a nature$a manda.ara o %ui.edro entrou no arma$)m. .. Ah9 E para Lil@.

Tchau9 .. ...TALES. Eom Arnaldo fi'uei apenas uns cin'Uenta metros. Webeu mais pinga.. Eontou algumas mentiras sobre sua vida. nos encontramos na hospedaria. ^ogou cartas.. Kernande$ entrou no arma$)m para di$er a . . Eonversou com amigos.as m"os de <@rcio fi'uei uns 'uatros dias.edro. Eoçou o saco. .edro 'ue estavam hospedados na hospedaria do <anoel e saiu. .eidou. Webeu duas pingas. mantimentos... Tu n"o 'uer tomar uma pingaC ? .o momento n"o. . Tlertou a filha de <@rcio.erguntou .. 'uando me deu de troco a Arnaldo em troca de fumo de corda e duas garrafas de pinga. Tchau9 Lou na casa de ^osefina. pois 5( .

o outro dia a tarde$inha a padaria estava um entra e sai de pessoas. Teirante. ^oselice ao sair o vO..rofessora. . 51 . dois 'ueiMos. . um saco de ros'uinha e dois p"es bengala..ip hop sem !uleragem .as m"os de Wenedita. Iois p"es caseiros. <"e de dois filhos. . ? disse ^oselice. Trocou...adeiro. ... AstroMildo entra na padaria. As dois encontram..me por p"es..ele me trocou por legumes numa feira a beira da praia. E ai AstroMildo 'uanto tempo n"o o veMo. . . Eom ela logo de manh" fui parar nas m"os de Alcides.se com sorrisos. . Sente at) seu cheiro. no dec# Tacç"o Eentral 1Wem vindo ao circo dos horrores2> . :Nota da apreciadora de .ois n"oC ? perguntou Alcides. 8uero um.

:Nota da leitora ? Estou lendo Leil: As Guerras Secretas da Eia do rabiscador 5 ... . Eu.... ^oselice e=plicou o serviço a AstroMildo.. Tudo bem....ode di$O senhorita ^oselice. Lou l@ amanh" cedo. Estou a seu dispor.. .. ... 8uando posso ir l@C . Sem novidades... na correria de sempre.. As dois riram. To precisando dos pr)stimos de vos mice. fa$ uma 1cara2.. Te espero. .. Eomo vai vossa pessoaC . ? disse ^oselice. Amanh" ta bem pra vocOC . 8uero 'ue me conserte a pia no banheiro das meninas tamb)m.TALES.. . .. Abraços na boca. . B mesmo ^oselice.... ..

agora dele afastado.. . <anda matar. debochara cruel e inMustamente de Lu$ durante polOmica 'ue mantiveram pela imprensa. e=. Ap4ia ditaduras. e etc.EW :1+ . Escritor. .oucas pessoas. L@ estava eu no enterro.Wob ]oodSard ? to gostando.o %io de ^aneiro mais uma nota triste para o movimento anar'uista :e ser"o muitas nestes anos> ser@ o falecimento a (* de maio do militante hist4rico. o m)dico T@bio Lu$. Mornalista.EW. nos anos iniciais do . <ostra 'ue a EFA d@ sua patada em todos os pa3ses.1+ />. v3tima do 'ue ele mesmo aMudara a criar. conferencista.. A cru$ n"o se fa$ia presente. anar'uista e fundador do .ada de 5& . Lamo vO9 A foda ) #e a parada ) chato mais interessante.> . AstroMildo.ereira. Em seu enterro compareceu AstroMildo . Lu$ desenvolveu intensa atividade desde o in3cio do s)culo R:s)culo de$> a favor do anar'uismo no %io.

Todos o observaram.TALES... AstroMildo fica em silOncio um tempo ao ver 'ue todos o olhavam e respondeu: . Estava no bolso de AstroMildo .ereira 'ue tinha pego... 8uando AstroMildo entrou foi um coment@rio geral. Apenas apoio e consideraç"o. o 'ue tu ta fa$endo a'ui vacil"o9C ? di$ um anar'uista se apro=imando dele. A anar'uista 'ue perguntou sobre a presença do 5/ .. As olhares de revolta. 8ual ) a sua seu porra. .. ? Abriu um pouco os braços.. . Iona de uma casa de prostituiç"o. re$a. agora vem com essaC ? apro=imou mais dois rapa$ e uma garota. Eoment@rios.me de pagamento por um serviço prestado na casa de ^oselice. tu tirou o cara. Ai AstroMildo. Lim me despedir do Lu$. Ieus foi morto..

Se liga vacil"o9 ? outros dois anar'uistas se apro=imam dele com 4dio. Ealma companheiros9 ? disse ^os) Aiticica apa$iguando o conflito. Errei9 ? disse para todos ouvirem.. .... . .se pelo vel4rio. deu um chega pra l@ em AstroMildo. ? calma9 As nervos se acalmaram. Ealma ? di$ia AstroMildo.mesmo.. Sai fora9 Sai fora9 ? Escutava..lo. 8ual) AstroMildo. ? disse ^os) Aiticica apertando 50 . ... Sai fora9 Tu tirou o mano. . . AstroMildo apertou a m"o de ^os) Aiticica. AstroMildo tentando se e=plicar. .... mais os olhos di$iam: 1To de olho em vocO seu cu$"o2. E ai AstroMildo ? ^os) estendeu a m"o direita para cumpriment@. tu pisou na bola cumpadi. A empurra.... ainda tem a petulPncia de cola a'ui rap@. Sai fora9 . agora vem cola no enterro do mano..empurra começou..

Apa. ... sem di$er nada. Solta minha m"o ta doendo porra.me a ^os). Sei disso g). .. L@ estava eu no meio de outras moedas a pap)is moeda. entregou. ? disse AstroMildo pegando de volta um bilhete. AstroMildo tirou do bolso o 'ue tinha. Tica frio.. #e fa$ um alongamento com a m"o.. isso n"o. pois ^os) apertou demais. ^os) logo muda de assunto e solta a m"o de AstroMildo. ? disse Aiticica...TALES. n"o tenho a pretens"o de me envolver. Era a intenç"o para #e ele sentisse o 4dio 'ue corria em suas veias pela patifaria. S4 vim pedir desculpa a Lu$. forte a m"o de AstroMildo a olhando em seus olhos.. mas sei 'ue errei. 55 . AstroMildo estamos arrecadando uma grana pra aMudar a Lacerda. .

pois tu pisaste na bola feio. tX de boa. . . ^os) e AstroMildo continuaram a conversar um pouco.ermaneço em sua m"o direita por alguns segundos. Acho 'ue tu n"o entendeu.^os) Aiticica chamou outro anar'uista a passou a grana. Eu me afasto Munto com a anar'uista. Tirme$a.. ela n"o 'uer ver vocO nem pintado.. . Eompanheira entrega a Lacerda. 56 . ? disse ^os). Tica frio ^os). . todos a'ui est"o doido para passar 1o rodX em vocO2 :/*1>.. . Lacerda ta por aiC ? perguntou AstroMildo assim #e escultou o nome de Lacerda. .. Se eu fosse vocO n"o faria isso... AstroMildo n"o se atraveu. <elhor tu sai fora.. S4 vou me despedir de Lu$. Se liga AstroMildo. Lacerda agradece a ela.. Eu to do lado deles.. Eu n"o vou te aMudar.. 'uando ela me entrega Munto com outras moedas a Lacerda.... .. ... .

. AstroMildo saiu rapidinho sem despedidas. se achaC ce petulPncia. A professora <aria Lacerda de <oura 'ue por força de suas atividades militantes a partir do fim da .. Iisse #e errou e v)u visitar Lu$. 5+ . ce esse patifaria #e a#iC ? disse Lacerda. . .rimeira Guerra <undial n"o mais consegue encontrar emprego em lugar algum. ..o enterro foram recitadas poesias e um pe'ueno te=to foi lido por Lacerda 'ue lia e olhava nos olhos de AstroMildo... Agradeceu a solidariedade a tod=s tamb)m.. =s companheir=s 1ta no veneno[:(1(1(1(>. S4 deu uma olhada no cai="o meio de longe e saiu.TALES.

L@ fi'uei observando meu 5* . Eonsegue sobreviver.as m"os de Lacerda fui parar em seu embornal Munto com panfletos. . canivete. Lagabundo. .ove de Mulho. Ie segunda a s@bado. Amparada por ^os) Aiticica :professor do Eol)gio FF :col)gio segundo> e da ent"o Jniversidade do Iistrito Tederal> e outros companheiros.o domingo fomos para capoeira. Angolano a angoleiro.rofessor. instalando.precedido pela sua fama de subversiva.se em uma modesta casa na Flha do governador. alguns falsificados e um baseado enrolado em folha de bananeira dentro de uma cai=a de f4sforos. . . Tui parar nas m"os de Anselmo.o embornal de Lacerda fi'uei por um dia at) ser pega por ela e trocada por uma limonada e dois p"es de 'ueiMo numa barraca na Avenida . Lendedor de limonada a p"o de 'ueiMo na es'uina da .ove de ^ulho com a Sem %acismo. documentos originais.

TALES. . Tu fa$ o correC . ? disse Elotilde na hora do almoço.au@. ... de .oeta a 'uitandeira. Eompanheiro de Elotilde.. . possuidor brincar com seus amigos angoleiros. Geraldo precisamos comprar ab4bora para fa$er doce. Estava co$inhando arro$... Elotilde me levou para 'uitanda de Wisturi onde me trocou por uma ab4bora moranga e Milo. vou pegar a grana. Seu Nltimo foi Senhorita dona dor. Eom ela descobri 'ue seu sonho era assassinar GetNlio Largas.. Earpinteiro. Atri$.. 6( . .edreiro. B mesmo. Eom ela permaneci por cinco noites. Gostava de ler v@rios livros. .o final me trocou por trOs cerveMas gelada no bote'uim de Geraldo.. Ta limpo9 Iepois do almoço vou Q 'uitanda. at) cair nas m"os de Severino. Wisturi.

.a troca de v@rios mam"os. . A bicicleta ca3da. Severino de manh" me colocou no bolso e saiu a caminhar. bateu as m"os na calça para tirar a poeira a algumas partes da camisa tamb)m bateu as m"os.2. .. Ami. Gr"os de areia no ar. . . Sem movimento. . Eaiu no ch"o. Severino levantou. .. Sentiu a realidade do ambiente.Totografo.. Se machucouC ? perguntou o ciclista.. tome cuidado9 ? disse o ciclista sentado de bunda no ch"o.. A ciclista tamb)m. .. Ande cultiva em seu 'uintal Munto com v@rias plantas frut3feras. Iisse Severino.. Estava com o pensamento longe. Estava pensando 1."o9 S4 um susto e a 'uebra do meu pensamento. 8uando ao atravessar a rua foi atropelado por um ciclista. S4 o pedal es'uerdo estava girando lentamente.... Acordado com a realidade do momento.. <e desculpe. Seu pensamento longe. 61 . Somos a Nnica esp)cie 'ue tem pra$er em destruir.

Ti'uei l@ na rua de terra. Alguns 'uestionamentos. A realidade. limpou a poeira e saiu.. Todo bemC ? disse Severino.TALES... Lento. Tudo bem9 ? respondeu Severino.. Ie volta a sua realidade. Tudo bemC ? disse o ciclista. Eai do bolso de Severino sem ele perceber. A Moelho da to'ues sutis de uma pe'uena dor 'ue chega ao c)rebro... Eu fi'uei parada perto de uma pedra. A ciclista levantou a bicicleta. . L@ fi'uei. Seguiu seu caminho. Severino meio atordoado com o acontecido. SilOncio. Alguns p@ssaros toda tarde volta para casa. 6 . Tudo bem9 ? respondeu o ciclista. ... Sol ardente. .. . Sua mente lhe presenteava com flash do 'ue aconteceu. dei=ava sua sinfonia 'uebrar o silOncio..

'ue resolveu se lambu$ar na poça.:Nota da rabiscadora ? To tentando terminar esse livro. At) conheci um outro ser. At) formou uma poça de @gua. Triste em odiar a raça humana. Eom o passar de pessoas. As mesmos p@ssaros indo e vindo. #e com o passar do tempo se tornou lama. chamado sapo. os de cima est"o assassinando os de bai=o> Ehoveu a noite inteira. pois do Meito 'ue esta n"o pode ficar. L@ estava eu submersa na poça. saindo pelos poros. poucas pela 6& . As poesias est"o fluindo.se e veio. A lua foi. para dar in3cio a outro. Somos cancer3genos>. :Nota da AmorG protestoR >dio no toca vinil ? Estamos ou vamos estar na E%A de a'u@rios as mudanças est"o surgindo espero eu.

oite. papel e caneta tinteiro. . Augusto dos AnMos. Lento.. Gostava de ir ao cemit)rio no inverno. 6/ ... ainda com algumas partes em lama. Eair da manh". Em seu pensamento a poesia #e rabiscara anteontem num canto da calçada acompanhado por um gan$@. Ieu coroa. apenas o to'ue do planeta terra Terra. L@ permaneci por algum tempo. At) 'ue alguns dias depois passou um pneu de um caminh"o sobre mim carregando madeira. A lama foi secando com o sol. pessoas.em um olhar me encontrou. vinho. Eai rolando at) parar.TALES. Jma camada de terra ficou sobre mim. manh". at) uns sete metros e me soltei Munto com barro 'ue tamb)m estava grudado no pneu. . ciclistas. A tinteiro no bolso es'uerdo do terno negro. cachorros. Ti'uei presa ao pneu no meio de seus contornos..

Wete. . A meu refle=o constru3do pelo sol do meio dia se encontrou com seus olhos. Abai=ou. residOncia presidencial do Wrasil> no %io de ^aneiro :%^>. <Nsica constru3da pela cultura negra. Levou um susto. L@ estava Wete participando do ata'ue. Loltou. Gostava de Ma$$.se e me pegou. <Nsica 'ue veio do Wlues. mas no fundo 60 . 1Lamo toma tudo92 ? gritava no embalo do momento. Tui encontrada por Wete 'uando passava apressada. Fntegralista.apalmed :%epublica 11 de maio ? Ata'ue Fntegralista ao . :No decI Tche#a> ? . Lagalumes. At@ria.arou. A vento varreu a terra 'ue permanecia em mim. Lendedora de sapato.<orcegos.al@cio Guanabara :na )poca.

mas. no dia 10. .TALES.. :Nota da $error Algum no decI ? Segue um te=to para tu sacar algumas informaçDes do momento> T levante integralista As integralistas permaneciam como a Nnica força partid@ria ativa ap4s o desfecho do golpe.ovo.l3nio Salgado surpreendeu. estava com medo se perguntava o 'ue estava fa$endo ali. 65 . Largas foi novamente saudado pelos !camisas.se com a omiss"o de 'ual'uer referOncia aos integralistas no discurso do presidente de 1( de novembro. verdes! em sua primeira apariç"o pNblica ap4s a instalaç"o do Estado ..

no %io de ^aneiro. com 'uem avistou.l3nio Salgado.se novamente em . como Trancisco Eampos e G4is <onteiro. A chefe integralista tentou. de novo. Largas afastou de imediato a id)ia de se apoiar em 'ual'uer corrente organi$ada. Largas tratou imediatamente de se desvencilhar da AFW.etr4polis. foi passado em revista por Largas.Largas n"o tinha a intenç"o de partilhar o poder com os integralistas. inutilmente. Q semelhança dos pa3ses fascistas europeus. com chefes pr4prios e partido estruturado. liderou o Nltimo desfile integralista. nem de transformar a AFW em partido Nnico do regime. ignorando os compromissos assumidos com . o 'ual. Embora houvesse no governo simpati$antes declarados do fascismo. Logo 'ue o golpe se completou. impedir a dissoluç"o da AFW atrav)s de apelos a G4is <onteiro e ao pr4prio Largas. Em 0 de novembro. 66 .

. o general .essa data. . reali$ada em 6 de novembro. atingindo diretamente a AFW atrav)s do artigo 'ue proibia o funcionamento de sociedades civis com a mesma denominaç"o com 'ue se haviam registrado como partidos pol3ticos. A rompimento com a AFW foi precedido por uma comemoraç"o pNblica da instauraç"o do Estado . ..ovo.l3nio Salgado rebati$ou a AFW como Associaç"o Wrasileira de Eultura. mas n"o conseguiu se'uer 6+ .o mesmo dia.eSton Eavalcanti protestou contra a medida. montado em praça pNblica no %io de ^aneiro. . Em de de$embro. Largas decretou oficialmente a dissoluç"o dos partidos pol3ticos.TALES. recebendo imediatamente puniç"o disciplinar. Submisso. as bandeiras de todos os estados foram 'ueimadas no !altar da p@tria!.

Tlores era mantido sob severa vigilPncia por agentes da pol3cia brasileira. anunciando a determinaç"o do governo em conter as !ambiçDes personalistas ou desvarios ideol4gicos de falsos profetas e demagogos vulgares!. GetNlio criticou indiretamente . Largas colocou em solo argentino a pedra fundamental da ponte 6* .o dia *.registrar a nova organi$aç"o. Eomo escreveu %obert Levine. . E=ilado em <ontevid)u. acompanhado pelo presidente Agust3n ^usto. A viagem foi precedida de elaboradas precauçDes contra um anunciado complX dos partid@rios de Tlores da Eunha na regi"o..o discurso de Ano. Largas foi ao %io Grande do Sul para inaugurar a construç"o de uma ponte ligando o Wrasil Q Argentina. . .o in3cio de Maneiro de 1*&+.l3nio Salgado.ovo. !a sNbita alteraç"o arruinou o prest3gio do movimento integralista!.

Iepois. condenando !o regionalismo. #e merda> +( ... em entrevista Q imprensa. falou sobre as diretri$es pol3ticas do Estado . o caci'uismo.. cuMas atividades foram h@ pouco surpreendidas!.TALES.aso de Los Libres. o caudilhismo e o e=tremismo de es'uerda e de direita... Tratava. Jruguaiana.ovo. :Nota da rabiscadora ? A foda ) #e e=iste umasZuns terr@'ue=s #e cultuam o na$ismo ainda e seus filhotes.se de um aviso destinado principalmente ao movimento integralista e aos grupos na$istas e=istentes no Sul do pa3s e bastante ativos na colXnia alem".

Tomou posse em março. foi preso em fevereiro. A agente alem"o Ernst Iorsch.restes. Leterano da Eoluna . Eordeiro de Tarias seria convidado a assumir a interventoria do %io Grande do Sul ap4s o falecimento do general Ialtro Tilho. coronel Asvaldo Eordeiro de Tarias.Iesde o final de 1*&6. amigo pessoal de G4is <onteiro e Iutra. dissolvendo seus nNcleos. proibindo sua propaganda e fechando seus Mornais. . especialmente pelo comandante da &%<. o governo Largas reprimiu com vigor as atividades integralistas. as atividades do partido na$ista vinham sendo reprimidas no %io Grande do Sul. inicialmente indicado para o cargo. Em * de março. substituindo <aur3cio Eardoso. Largas nomeou Asvaldo Aranha para o +1 . em Maneiro de 1*&+. l3der do partido na$ista no %io Grande do Sul.os primeiros meses de 1*&+.

Salgado aprovou a preparaç"o do levante..TALES.. A conspiraç"o recebeu o apoio do grupo + . em de$embro de 1*&6. bem como sua carta ao ditador 'uei=ando. e a perseguiç"o policial movida pelo governo compeliram v@rios l3deres integralistas a planeMar uma revolta contra Largas.se do descumprimento das promessas feitas antes do golpe.ovo com o Ei=o. o 'ue representou. sem dNvida. A maior parte dos !camisas. <inist)rio das %elaçDes E=teriores. mas n"o assumiu 'ual'uer responsabilidade pessoal. A rompimento com a AFW. preferindo orientar Q distPncia seus companheiros. o maior desmentido a 'ual'uer vinculaç"o pol3tica do Estado .verdes! desconhecia os contatos de seu chefe com GetNlio.

mas n"o tomou medidas rigorosas para prevenir um novo levante. Eentenas de integralistas foram presos em v@rios estados. Kouve apenas um in3cio de aç"o na <arinha e a invas"o de uma estaç"o de r@dio. Em 11 de março. A conspiraç"o recomeçou. houve a primeira tentativa de golpe. logo repelida pela pol3cia. mas 'uase todos foram soltos logo em seguida. como o general ^os) <aria de Eastro ^Nnior e o tenente Severo Tournier. dessa ve$ com o apoio mais ativo de l3deres da oposiç"o liberal e de militares 'ue pertenciam Q AFW. sendo financiada em parte pelo e=. A governo fe$ muita publicidade em torno da revolta fracassada.liberal articulado por At@vio <angabeira e o coronel Euclides Tigueiredo. +& . A tentativa de golpe foi um fiasco completo.governador Tlores da Eunha. chefiada pelo m)dico Welmiro Lalverde no Iistrito Tederal e no estado do %io.

os integralistas tentaram novo golpe. residOncia de Largas e sua fam3lia. embora tivessem condiçDes para fa$O.. Eercaram o +/ . 'ue abriu o port"o e=terno do Guanabara aos invasores. 'uatro soldados da guarda foram mortos. As rebeldes n"o chegaram entretanto a invadir o interior do pal@cio para assassinar Largas.. Iepois de uma r@pida discuss"o seguida de luta. o tenente fu$ileiro naval ^Nlio do . integralista. Em 11 de maio de 1*&+.lo. A assalto ao pal@cio presidencial foi empreendido por Severo Tournier Q frente de algumas de$enas de homens no in3cio da madrugada. A miss"o dos atacantes foi facilitada pelo chefe da guarda do pal@cio.TALES. e outras operaçDes armadas no Iistrito Tederal.ascimento. com um ata'ue ao pal@cio Guanabara. conhecedor do plano.

GetNlio comandou pessoalmente a resistOncia. Essas operaçDes fracassaram na maior parte. com efetivos menores. <anuel AntXnio Largas e L@lder Sarmanho> e uns poucos au=iliares. permanecendo Q espera de reforços. outros grupos de assalto integralistas. estaçDes de r@dio e Qs casas particulares de Iutra e de outros generais. A apartamento de G4is <onteiro chegou a ser cercado e alveMado. As integralistas destacados para +0 . composta inicialmente por um punhado de parentes :Al$ira. En'uanto isso. independente.pr)dio. mas s4 por 10 minutos. lançavam um plano de ata'ue a edif3cios pNblicos. armados unicamente de rev4lveres de pe'ueno calibre. Tamb)m se es'ueceram de 'ue o telefone oficial tinha linha pr4pria. cortaram a eletricidade e o telefone. Ientro do pal@cio. o 'ue permitiu Q filha do presidente estabelecer contato com o e=terior e solicitar au=3lio.

Tournier e seus +5 . Iurante 'uase cinco horas. A indecis"o e a inoperPncia parecem ter sido as caracter3sticas principais dessas açDes militares confusas.l3nio Salgado em S"o .no sair de sua residOncia :'uando soube 'ue o pal@cio Guanabara estava sofrendo ass)dio> e nada fi$eram. a miss"o de matar o ministro da Guerra dei=aram. mas os revoltosos se renderam pela manh". Envolto em mist)rio permanece o ata'ue ao pal@cio presidencial. A ata'ue ao <inist)rio da <arinha foi vitorioso no primeiro momento..aulo e comemorada com o maior entusiasmo.. As rebeldes conseguiram ainda ocupar a %@dio <aarin# Leiga e transmitir a not3cia do levante. A mensagem teria sido ouvida por .TALES.

homens travaram intenso tiroteio com os defensores do pr)dio. Iutra chegou a apro=imar. em busca de reforços.se. A ata'ue s4 terminou 'uando Severo Tournier. Logo depois chegaram Iutra e G4is <onteiro. en'uanto as autoridades policiais e militares n"o conseguiam reunir efetivos suficientes na cidade de maior concentraç"o de tropas do pa3s . resolveu abandonar a empreitada e fugir. A chegada dos reforços obrigou os +6 . aparentemente. para socorrer o presidente. por ra$Des n"o esclarecidas.se do pal@cio. Iurante a madrugada. Q frente de uma dN$ia de soldados. o coronel Eordeiro de Tarias entrou finalmente no pr)dio Q frente de uma tropa da . retirou. mas. fs cinco horas da manh". colhido em meio ao fogo cru$ado e ferido de rasp"o.ol3cia Especial !pacificamente e sem dar um tiro!. como relatou Al$ira Largas.

"o fi'uei sabendo como nem por 'ue o general Eurico Gaspar Iutra foi o Nnico membro do governo 'ue conseguiu atravessar a ++ . Ao relatar seus telefonemas.ei=oto. integralistas a se renderem. .. no livro de mem4rias sobre seu pai..se de 'ue n"o houvessem chegado ao seu destino. Al$ira escreveu: !G4is <onteiro me disse nada poder fa$er. A chefe de pol3cia :Tilinto <Uller> confirmou o pr)vio envio de tropas e espantou... por'ue tamb)m estava cercado em seu apartamento. Trancisco Eampos transmitia palavras de solidariedade admirativa e passiva.. Al$ira Largas do Amaral . apelando por au=3lio. dei=ou no ar significativas interrogaçDes sobre essa noite de incerte$as.... Sete rebeldes foram fu$ilados nos Mardins do pal@cio.TALES.

Apesar das suspeitas levantadas por sua filha.l3nio Salgado. G4is <onteiro ou Iutra seriam nomes prov@veis para assumir a presidOncia da %epNblica. GetNlio aparentemente n"o pXs em dNvida a lealdade de sua e'uipe de governo.! Edgar Earone interpretou a in)rcia das autoridades como aparentemente proposital fruto do c@lculo pol3tico."o pude apurar tamb)m o 'ue aconteceu depois 'ue se retirou com um arranh"o na orelha novamente transpondo o cerco do inimigo. A possibilidade de O=ito dos integralistas. no sentido de con'uistarem o poder. Tomou apenas uma +* . . Se GetNlio fosse morto. era praticamente ine=istente.trincheira integralista. apesar das boas relaçDes 'ue os dois generais e Tilinto <Uller mantinham com . A mais prov@vel ) 'ue fossem perseguidos e ainda mais marginali$ados pelo assassinato do presidente.

atingindo ao mesmo tempo e=poentes da oposiç"o liberal como Armando Sales..lhe tamb)m fortalecer o aparato Mur3dico repressivo Q disposiç"o do governo. providOncia para sua pr4pria defesa. Em 15 de maio. A fracasso do golpe deu a GetNlio a oportunidade de se livrar dos integralistas mais incXmodos. dirigida por seu irm"o WenMamim Largas e constitu3da principalmente de elementos recrutados no %io Grande.ermitiu.TALES. ^Nlio de <es'uita Tilho e At@vio <angabeira. se tornaria c)lebre anos mais tarde. Greg4rio Tortunato. um dos 'uais. . foram promulgadas duas leis constitucionais nNmeros 1 e estabelecendo a pena de morte para os *( . 'ue foram deportados em novembro. formando uma guarda pessoal..

l3nio.l3nio Salgado. cerca de 1. na realidade.miNda. em S"o .se uma farsa em relaç"o aos chefes. GetNlio Mamais castigava um advers@rio inutilmente.0(( integralistas foram presos s4 no %io de ^aneiro. desde março. dado como !desaparecido!.atos de subvers"o e reimplantando o artigo 166 da Eonstituiç"o. a repress"o n"o foi t"o dr@stica como seria de se esperar. acabou finalmente *1 . morando em endereço conhecido das autoridades. notadamente .l3nio foi e=clu3do do processo. Ap4s a fracassada tentativa de golpe. agora em car@ter definitivo.or insistOncia de Iutra.acional. En'uanto a pol3cia perseguia a arraia. mas. Gustavo Warroso e outros pr4ceres do desbaratado movimento. Eentenas de integralistas foram condenados pelo Tribunal de Segurança . Eontinuou mantendo relaçDes diretas ou indiretas com . mas . desenrolava. Entretanto.aulo. .

Eondenado a de$ anos de pris"o. recebeu uma puniç"o e=emplar. Severo Tournier.ovo. Sua pris"o. partiu para o e=3lio em . provocou um incidente 'ue ameaçou a estabilidade do governo.ortugal.esse mesmo ano. onde manteve uma posiç"o de indefect3vel apoio ao Estado . entre os 'uais o capit"o <anuel Aranha. com a aMuda de amigos.se na embai=ada da Ft@lia. pris"o esta 'ue durou apenas trOs dias. Tournier conseguira asilar.. o principal personagem do malogrado atentado contra o presidente. sendo preso.TALES. morreu tuberculoso antes de completar a sentença devido Qs p)ssimas condiçDes carcer@rias. Largas interveio Munto ao * . em Maneiro de 1*&*.. em Munho de 1*&+. irm"o do ministro Asvaldo Aranha. .

As investigaçDes da pol3cia resultaram na pris"o de nove alem"es. Antes disso. o *& . As dois solicitaram demiss"o do governo. mas Largas reMeitou ambos os pedidos. Alguns dias mais tarde.embai=ador Lincen$o LoMacono. acusados de cumplicidade com o golpe. por)m. A levante integralista tamb)m afetou at) certo ponto as relaçDes diplom@ticas entre o Wrasil e a Alemanha.se Qs autoridades brasileiras. A medida provocou um s)rio atrito entre Aranha e Iutra. <anuel Aranha foi compulsoriamente reformado do E=)rcito pelo general Iutra por ter aMudado Tournier. GetNlio declarou publicamente 'ue o putsc. integralista contara !com au=3lio recebido de fora!. 'ue por sua ve$ convenceu Tounier a desistir do asilo e entregar. o 'ue provocou a indignaç"o do embai=ador carl %itter. Em 1& de maio. 'ue M@ n"o mantinham relaçDes amistosas.

governo brasileiro desmentiu os rumores sobre a participaç"o alem" no golpe. Em maio..TALES. regalias diplom@ticas a seus representantes e a proteç"o dos direitos da minoria alem". Em fevereiro de 1*&+. A embai=ador carl %itter bateu. e=igindo o direito de organi$aç"o do partido na$ista. Em abril. a principal polOmica com o embai=ador %itter di$ia respeito Q pol3tica de assimilaç"o das colXnias estrangeiras empreendida pelo Estado .ovo. .. Largas decretou a e=tinç"o dos partidos pol3ticos estrangeiros. ap4s receber do embai=ador uma nota de protesto contra a !campanha */ . foram proibidas em todo territ4rio nacional as transmissDes radiofXnicas e os Mornais e revistas em l3ngua estrangeira.a verdade.se veementemente contra essas disposiçDes.

Em repres@lia. Eiro de Treitas Lale2. com a cobertura do embai=ador alem"o. Apesar da advertOncia. o governo alem"o pediu a retirada do embai=ador <uni$ de Arag"o de Werlim. Em Munho de 1*&*. Tinalmente. *0 . . carl %itter acabou sendo declarado persona non grata pelo Ftamarati.a verdade. !havia entre o governo brasileiro e o alem"o um acordo t@cito de 'ue as dificuldades pol3ticas n"o deveriam preMudicar os acertos econXmicos!. os agentes do partido na$ista prosseguiram suas atividades. di$ Gerson <oura. A epis4dio n"o preMudicou as relaçDes econXmicas entre os dois pa3ses.antialem"!. as relaçDes diplom@ticas se normali$ariam e GetNlio designaria um novo embai=ador. A chefe oficial de todo o movimento era o diplomata Kans <enning von Eossel. em 1 de setembro. o governo brasileiro solicitou a Werlim a remoç"o de %itter. adido cultural na embai=ada.

. n"o desanime vai curtir o finale> :Nota da ao som da %mpetous@rip7#ibeirDo "reto) ? Esse te=to 'ue acabou de ler foi copiado da Fnternet. eu n"o sei.ra dar uma pe'uena id)ia do 'ue estava rolando na )poca. :Nota da pesquisadora preguiçosa ? cansou de ler..6. Se ) verdade ou n"o. ((6 ? 1* horas e vinte e seis minutos ? To *5 . . mas alguma coisa aconteceu e os intregralistas se fudeu9 A mais foda ) #e eles:alguns> est"o voltando a se reunir.TALES. Woicote o integralismo e esses ismos de merda> :Nota da ao som da banda )ichord split com #otten -ound ? 1*.

fs ve$es n"o entendo nada. a .raça da S) :Eduardo <affei> $udo arranMado.unir de <. mas ) chato. Ah9 Tala sobre tortura.raça da S)2 ou a 1A revoada dos galinhas. Ieliciosooooooooooo9999999999 Segue um contote=to 'ue realmente aconteceu> @Nota da rabisIadora chata – segue um contoete=to pra #ebrar o gelo> A batalha anti!ascista da "raça da -é :baseado em fato real> ? maiores info: livro 1A batalha da . A bom ) 'ue consegui produ$ir uma peça teatral do livro chamada 1Ammi Eitra <ortem2 e encenei no teatro.raça da S) :o palco de uma batalha onde ficou conhecido como 1a batalha da .lendo TrOs livros: Ligiar e . To lendo o segundo se=o de Simone de Weauvoir ? delicioso9 To lendo Antonin Artaud escrito de um louco. Tocault ? interessante. *6 .

verdes2>. havia tamb)m a guarda civil armada.1* 5>.oliva.. A com3cio dava andamento... cassou incessantemente o movimento libert@rioZoper@rio livre. 'ue ali infeli$mente morreram.TALES. 'ue como seu antecessor na presidOncia Arthur Wernardes :1* . o Wrasil sofria nas m"os do regime ditatorial de GetNlio Largas. *+ . mulheres e crianças seguiam na frente com seus uniformes verde.. carregando bandeiras com a sigla integralista SFG<A e ecoando o seu hino. /(( homens dos bombeiros e da cavalaria. Anos &(. criando inclusive campos de concentraç"o como o do oiapo'ui :ErevelPndia> e para l@ foram enviados grande nNmero de anar'uistas. estava policiada.

uma instituiç"o totalmente na$i.. gritos.raça da S) ? 6 de outubro ? S"o .aulo ? 1*&/. na .. %olou a m4 treta l@ na S).. na Espanha. <e fale 'ual foi a fita ladr"ooooo. Tirme$a cumpadi9 .. A integralismo tentou criar uma doutrina 'ue pretendia 1abrasileirar2 o Tascismo Ftaliano e o . correria.. na Ft@lia.. foi foda9 . na Alemanha.. E ai mano firme$aC ... Tiros.a$ismo Alem"o e empreg@.. B o seguinte: A AFW :Aç"o Fntegralista Wrasileira>. 8ual ) boaC . <aaaanoooo. o in3cio dos anos &(... o fascismo estava num de seus pontos de maior alta pelo mundo..guerra ** .olXnia. em maior grau nos pa3ses atingidos ap4s a 1. na Kungria e em outros locais.fascista organi$ou um com3cio na S). . .... lo como sistema s4cio pol3tico por a'ui. nessa )poca..

. . . assim como no Wrasil. reali$açDes de com3cios..ara esta data havia convocado um com3cio para demonstraç"o de força Fntegralista. E esse dia ficou conhecido como a 1batalha da "raça da -é2. era at) certo ponto f@cil encontrar publicaçDes desse car@ter de modo geral. marcaram um contra com3cio ou contra manifestaç"o para o mesmo dia e local. os principais pontos eram o Largo ^o"o &(( .raça da S). tentativas de demonstraç"o de força como desfiles.TALES.ois bem. os antifascistas sabendo do com3cio Fntegralista..oliva e por estandartes do SFG<A :s3mbolo Fntegralista>.. sedes... ali@s desfiles este 'ue eram marcados pelos uniformes verde. mundial. . As grupos antifascistas se distribu3ram nas intermediaçDes da .

. assim 'ue as moças chegam.. As camisa. s"o recebidas com gritos de &(1 . ^aN.. o p@tio do convento do Earmo.. e eu ali s4 na observaç"o e na escuta. . .esse momento ks antifascistas M@ est"o a postos na praça..ossa9 ? disse o seu amigo com espanto... Sorocaba.<ene$es. Santos e outras. As integralistas iniciam sua manifestaç"o enviando moças e crianças :de prop4sito> uniformi$adas com bandeiras com o sigma e se destinam para as escadas da catedral. . . e era grande o contigente de integralistas 'ue desembarcavam de trem vindos de cidades do interior como: Wauru. no in3cio da Avenida %angel . . B cumpadi.estana.verdes deviam ser mais de trOs mil ou 'uatro mil. o largo de S"o Wento e a .. Eampinas. onde M@ se encontram alguns integralistas.orra mano tinha gente pra caralho9 .raça %amos de A$evedo..

1fora os galinhas. E vocO onde estavaC &( .verdes2 e outras 'ualificaçDes.a se'UOncia dos fatos.se um silOncio e pau... uma raMada de tiros ) disparada acertando em cheio a trOs guardas civis. A praça ecoava gritos contra os integralistas e seus hinos.TALES.. e começa um princ3pio de tumulto com alguns tapas e safanDes... Iepois dos tiros ouve. . 1morras2. h@ versDes de 'ue esse disparo fora intencional ou acidental. Eerva de de$ minutos depois o grosso das suas formaçDes entram na praça ao seu hino oficial e dando 1anauOs2 :saudaç"o integralista tal 'ual hi Kitler>. E ai o 'ue rolouC Alguns integralistas buscam reagir. . logo acontecem alguns tiros sem 'ue saiba de onde veio...... .

/// "ano ai o bic. <ano depois desses tiros o bicho pegou. da3 a pouco. os integralistas refeitos do pPnico dos disparos começaram a lotar as escadarias das catedral. Eu estava escondido atr@s de uma @rvore. Ai o povo partiu pra pancadaria.. esse foi o in3cio da contramanifestaç"o. . seus autores eram os integralistas... algumas breves palavras foram pronunciadas: 1&ompanheirUs anti!ascistasG viemos a praça para nDo permitir que o !ascismo tome conta da rua e dos nossos destinos5552.. mostrou como ) perigoso dispert@. Toi s4 pancadaria. .. At) eu levei um empurr"o de um policial. ..lo.... o 4dio popular foi despertado e.o pegou'+ logo ap9s esse pronuncia(ento co(e8ou u( &(& .ara ks antifascistas e para a populaç"o presente 'ue n"o sabia da acidentalidade ou n"o dos disparos. Ap4s 1( ou 10 minutos dessa confus"o.

as/ verdes continua a lutar contra os anti0ascistas+ (as logo sae( e( revoada. A dia n"o foi t"o ruim assim.. brinca com o povo. ... .. intenso tiroteio+ por todos os lados os 0ascistas e Os anti0ascistas trocando tiros. &(/ ... nesse (o(ento (uitos integralistas 0ugindo se retira( da pra8a+ u( Alti(o grupo de galin. ..TALES...... B. As dois riram e foram tomar uma cerveMa. a (aioria dos integralistas 0oge( B toda a velocidade da pra8a para todas as dire84es. <ano vamos tomar uma cerveMa.. <ano foi foda9 .... LocO ) foda99 ... <as em compensaç"o consegui nesse tumulto bater duas carteiras..

. Ti'uei chateada> :Nota da observadora parte F9FJM< ? Ao som da Liolenta Ii$imaç"o ? 1Wrutalidade2 achei muito metal. Warulho pra t3mpanos sens3veis9 Eu gostava de metal. . visitando o ditador Tidel Eastro. Se liga vacil"o9 Iepois descobri #e ele ) comunista. .@Nota da chupinhadora: . 1chefe maior2 da AFW n"o arredou p) da proteç"o de sua sede..oisecore. mas &(0 . As manos s"o interrogaçDes.> :Nota da indignadora ? Ao som da Septicemia:bra> fi'uei chateado com o escritor ^os) Saramago 'ue deu uma mancada.refiro eles antes desse material.a troca de tiros de$enas tombaram feridos de ambos os lados com alguns desses feridos sendo fatalmente atingidos. .l3nio Salgado. As letras s"o interessantes.

edreiro. Amante. A medo percorria seu corpo. c)rebro e realidade. Algo em 'ue a sonoridade ) uma revolta constante. <e encontrei9> Wete fugiu. descobri algo mais 'ue s4 sonoridade. 8uando ele estava subindo o <orro da <angueira pra comprar doce.. Eria do <orro do Galo. %io de ^aneiro. buracos.TALES. Ladeira de concreto. As olhos percorriam os cantos. Eantor. Fmagens voltavam do passado e o cinema flu3a. Tui parar nas m"os de We$erra da Silva torcedor do Tlamengo. algumas de madeiras. Sobrevivente. cores. . Eompositor.. no bar do ^amel"o. Amigos dos Mardineiros. &(5 . <acumbeiro. <aconheiro a malo'ueiro.

.or mim passou v@rias pessoas. 1 anos. <orro da <angueira. At) tentou se comunicar com sua m"e.. Wete subia o morro para comprar maconha a visitar uma amiga. Agachou e pegou as 'ue encontrou. Estava no canto do degrau Munto com uma pe'uena e minNscula pulga. We$erra vinha subindo fumando um baseado. .assou crianças. %olando pela escadaria. frases.rabiscos. . Lelhos.assou Ale=andra conhecida como Grambelita. Jm desenho 'ue foi presenteado pelo mano Waiano. . vasos de flores.sic4loga.. . A 'ual se chamava 8uest"o de %esistOncia. . <e escondi. Manelas. 'ue apenas riu e continuou a subida. Jm mundo de pessoas humildes. roupas no varal. Ealango 'ue estava no colo de sua m"e me viu. seus olhos me &(6 .um vacilo dei=ou cair algumas moedas.a escadaria do g)lel). Garotos. Estudante. 'uando no soltar a fumaça na segunda 1bola2.

. Ai foi s4 estender a m"o direita e dar id)ia no bar. Ai malandragem ) n4is9 ? cumprimenta We$erra seus amigos de bar. captar"o.. . pros camaradas. &(+ . Tenho 'ue escrever mais.ovas e=periOncias...eaote na tribo dos Taraumaras>. Tirme$a Wi$erra9 ? respondeu um dos seus amigos. We$erra se apro=imou do seu pessoal 'ue estava numa mesa Mogando cartas... A cantadX da <angueira ? disse Lui$a toda sorridente com um copo de cerveMa na m"o es'uerda. . To 'uerendo tomar .TALES. ."o ) f@cil escrever... . :Nota da !aça tu memu ? . As drogas est"o acabando comigo.

se liga ladr"o9 &(* . ? atuou um drible e chutou. Talou gol e disse: . Se liga cumpadi.. Ent"o We$erra vai tomar umaC ? disse ^anaina a dona do boteco da ^aM@.Linha eu subindo a ladeira da .em olhei pros lados ? bateu no peito . 8ue nada ^aM@.. 'uando l@ estava ela. . LX me d@ esse presente. numa boa. Lai l@ meng"o ) n4is99 . Toi s4 partir pro abraço.elo menos uma ve$ na vida.reguiça.lo massacrar o Tlu... Estendi a m"o es'uerda e du$entim tava na m"o de malandro.. ai ta sabendoC Essa grana ) pro meu <eng"o9 To Muntando pra assisti. to sastifeito por hoMe... n)n"o9C . Ah9 Amor de mi vida na'uele momento. fumando meu baseado matinal. . Eumpadi. rile#is. A seu <eng"o vai tomar um sacodi do meu Tlu :risos>. ? disse <arciclea sentado no degrau com um copo de pinga na m"o direita. .....

. Aral. Eompanheira de We$erra da Silva. . Acreditar na nature$a e n"o em drogas legali$adas 'ue enfeitam a arte da pharmacia e sua m@fia.ois todo mundo devia ser m)dico de si mesma. . Apreciadora dos abutres. uma ve$ por ano.. 'uando o assunto era doença.2 ? di$ia sempre a suas amigas. a seu cunhado 'uando esse vinha comprar maconha no morro. .ara eles e seus vi$inhos. 8uilombenta. S4 sei #e 'uero ta l@. um p) de manga fa$ sua apresentaç"o teatral. Lamo vO no campo cumpadi.TALES.o ch"o e em latas. Ervas medicinais tamb)m florescem no 'uintal. <)dica.. Se liga vacilDes9 <aconheiros tenham uma horta no 'uintal do barraco.o 'uintal de Aral e We$erra. 1.. Lendo meu meng"o campe"o.. 'ue lhe presenteava com &1( .

L)ia tamb)m to doido se sentir sua chavasca. E=istia um li="o por perto.. tamo precisando compra sab"o pra lavar a roupa ? Aral se apro=ima da co$inha.. To doida pra sentir sua rola9 . Lim"o com hortel".. As dois se beiMaram. Ande We$erra fa$ia um suco de lim"o para os dois. Gostavam de sentir o cheiro um do outro. . depois cheirou. Ela pegou no pinto dele e ele na vagina dela. . Esfregaram. constru3da por ela com sobras de @rvores abatidas por madeireiras.. Eada um a sua m"o.se e fi$era carinhos.. Ealiente9 &11 . ) mais ou menos. A seu pra$er. para serem transformadas em m4veis 'ue a superficialidade da orgasmo a poucos. principalmente no ver"o. Jma horta pe'uena onde a Eannabis tamb)m presente e sua amiga Salvia divinorum. seis horas da tarde sentar num banco:&*> constru3do de madeira.. Wi$erra meu v)i.suas performances no c)u.

. &1 . Tudo bem meu v)i. Aral n"o podia sair de casa foi condenada assassinar a cantora #e e=istia em si mesma. . L)ia vO se pega um pedaço de sab"o ali no visinho M@ volto..se em vossos ouvidos.TALES.. L)i precisamos Sab"o9 ... Eom certe$a minha v)ia.. Ealma veia vou ver se consigo descolar uma grana amanh". . Ai compramos Al)m do sab"o outras co$itas. Ieram um chamego um no outro novamente e falaram. Lou cantar no bar da Earla... . . B n4is9 We$erra abriu a porta do barraco e saiu pro role de sua e=istOncia.. Se der compre a'uele doce de Maca 'ue tanto gosto. Ela vai me pagar... Eom certe$a..

ega pega essa grana ) compra o 'ue der pro barraco.ublado.. . . .o outro dia. S@bado de manh". Era emprestado. a m@'uina 'ue usava para filmar levaram. .. ? We$erra da. Estava filmando o se=to argumento para o filme 'ue estamos agili$ando e num dia desses entraram no barraco e levaram a cPmera. Fsso aconteceu comigo.reciso descolar uma cPmara emprestada9 A fod@ ) 'uando roubam o barraco. 1alma sebosa s4 atrasa>. .:Nota da vontade de criar ? Estou com vontade de conspirar um filme chamado 1<"os para ouvir2 ? filmar.me a sua companheira. &1& . pois conseguiu tamb)m Muntar grana para assistir o Mogo de futebol 'ue tanto esperava e grana para aMudar no barraco. B foda9 Eomo di$ =s man=s do .ordeste.

TX doido pra comer doce de Maca.TALES. KoMe apareceram v@rias pessoas precisando dos meus pr)stimos.. ."o es'ueça tamb)m do nosso doce de Maca... filho de Aral. Tanto 'ue seu arma$)m era praticamente todo enfeitado com coisas do futebol e se chamava Arma$)m futebol Elube. Eampeonato final. .. A Mogo acontecia l@ &1/ . Eleiton era boleiro.. ) n4is.6. .as m"os de Aral fui para nas m"os de Eleiton. . Gostava de futebol. IM.1*&+ ? o Tluminense vence :&=(> o Tlamengo. Eu tamb)m fi$ uns corres ) consegui uma grana. Legal nego. Elaro veio.. .. 1(. %io de ^aneiro . Tui levada por Ealango molhado.. Iono do arma$)m 'ue ficava no p) do morro.

Era corinthiano. Eantor de banheiro.oeta. A 4dio foi tanto 'ue o silOncio fe$ es'uecer.se vasca3no. era o radinho de Kon4rio. Antes me esbarrei no p) do arm@rio. Kon4rio acende um baseado. %oedor de unhas. A est@dio saindo pelo ladr"o.edreiro. Eai com violOncia. A Mogador sete do &10 . Iepois :ah9 Es'ueci. Limpador de vesti@rios. Tumacento Qs ve$es. Eu permaneci inerte no canto atr@s do arm@rio. Watu'ueiro. . Iepois descobriu outro time antes do Lasco da Gama. Wati na parede 'ue me lançou atr@s do arm@rio. %ai$eiro. A 'ue me conectava ao Mogo Tlaflu era as torcidas 'ue gritavam sem parar e a outro Mogo.me l@. Ticou sendo vasca3no mesmo assim. Tornou. WObado. Lasco da Gama versus Elube de %egatas Wotafogo. ele tamb)m gostava de ler e descobrir a si mesmo> descobriu 'ue o Lasco era o primeiro time a aceitar negros no futebol brasileiro. <)dico. . Liga seu r@dio.em cima.

a comemoraç"o cai e fui rolando at) cair numa pe'uena rachadura na ar'uibancada do <aracan". &15 . sentava na ar'uibancada.. bem antes do Mogo. . A Mogador me encontrou na ar'uibancada. Eai do bolso furado de Eleiton. para observar em silOncio. bolava seu baseado e fumava na maior calma. ^ogou. flamengo. devido a um conflito no outro clube 'ue eles Mogavam. Gostava de conhecer o campo. Eampeonato carioca.. Antes do Mogo ele gostava de andar por elas. . ia at) um dia antes. o est@dio em 'ue ia Mogar. A conflito voltou Q tona. fs ve$es.me com força para acerta o goleiro. Eles n"o gostavam um do outro. Ievido a um coment@rio. observando o campo como torcedor.o Mogo contra o <adureira. Easo de amor antigo. Tlamengo ro=o.TALES.

ela ) sempre descoberta a cada rabisco d= poet= ruptura. descobri 'ue Fnhame ) bom pro sangue e aMuda a combater dengue>. A corpo parece 'ue um trator passou por cima.. Tui. :Nota da escarro na !ace do otErio metido a saber tudo ? . Loltei. B foda.Tui encontrada por Kon4rio ao terminar de limpar o vestu@rio depois do Mogo. n"o tem f4rmula. 18ue =s poet=s mortos dei=em para os outros2 ? Antonin Artaud. B como a mNsica n"o tem como padroni$ar e isso ) #e ) bom> &16 . n"o tem padroni$aç"o. Toda mo3da. :Nota da rabiscadora: Eara99 Estou passando por um momento de doença. <as na resistOncia. A dengue me atacou..a minha opini"o a poesia ) plural.

Wrand"o e &1+ .6. gostei dessa palavra <on4logo>. Ta tacando fogo no barraco e ta me dando muita id)ia para conspirar v@rios livros para crianças e uma e=posiç"o para crianças de um ano e alguns meses> S"o ..TALES. A Eorinthians vence : =(> o Santos ? 16. :Ao som da No "rejudice ao vivo . . Thalol.. :Nota da mais um . ^ango e Earlos. Jm ano e seis meses. mon4logo da preguiça.aulo . E=traterrestre no barraco.ota da La desgracione ? Estou escrevendo poesias com t3tulo de mon4logo saca9C ? <on4logo do rabiscador.1*&+ ? Warchetta.. Ti"o..

Lestirem. Gostava de tomar banho antes de entrar em campo. Teleco. Munto com v@rios fios de cabelo. Servillo. Lopes.se. L@ estava eu. Earlito e Earlinhos. no Mogo. Lavou. Teleco me encontrou no vesti@rio. Toi s4 estender a m"o es'uerda. Alhou. <olhada no canto perto do chuveiro. pois eu estava toda empoeirada e molhada devido aos respingos de @gua 'ue vinha do chuveiro. sentado no banco de madeira e seu chap)u caiu no ch"o. fui parar nas m"os de Teleco no Mogo contra o Santos. nem te conto.me. Ele at) me levou para tomar banho com ele. Eara. Eomo fui parar perto do chuveiro em outro vesti@rio novamenteC Warchetta me encontrou 'uando estava tirando a roupa para tomar banho.me e colocou. l@ estava eu.se e trocarem. Wanco 'ue servia para os atletas sentarem. Antes e depois do Mogo.se. 1Eara ou coroa2. Toi amor Q primeira vista.me na &1* .Sebasti"o.

me em seu corpo. 'uando cheguei ao ch"o Q @gua do chuveiro chegou Munto. Teleco me colocou por entre a batata da perna e o mei"o. Eorri e me escondi perto do chuveiro.se dei=ou o sabonete em cima de mim. tocou. Es'ueceu. Ti'uei grudada e me soltei 'uando ele tocou o sabonete em seu corpo. Tinito amore. me. Earlos se apro=imou para tomar um banho. saboneteira.egou o sabonete. .me. Fmagine: A cara ligou o chuveiro.. 'ue abafou o meu contato com o ch"o. A tilintar foi abafado pela @gua 'ue caia do chuveiro. Ao ensaboar. abafando o meu tilintar. Soltei. Eomo fui para no vesti@rio em S"o .auloC Eomo o Mui$ n"o tinha moeda para a escolha de 'uem ia sair com a & ( . Seus pensamentos estavam no Mogo #e ia ocorrer. Ligou o chuveiro ao mesmo tempo.TALES..

Eai. L@ estava eu no campo. A Mogo acabou.. Eu voltei para as m"os de Teleco. Ai. pois assim o deseMo. Talta.ermaneci l@. Io alto em cPmara lenta. A vis"o minha sobre o Mogo de futebol. 'ue me colocou no mesmo lugar. Munto com um papel de bala e um bilhete suicida di$endo 1vou. 'uando o p) direito de Teleco acertou a bola.me. & 1 . . Totografei:fotografe> o olhar de uma pe'uena moeda. capim. Ternando ia buscar a bola e me encontrou. Teleco foi impedido de prosseguir o lance pelo Mogador do Santos.. Teleco cobrou. S4 via e sentia chuteiras passarem correndo como cavalos em disparadas. L@ estava eu saindo da m"o do Mui$ e voando para alto. Santos sai com a bola. Ao lado das gramas. cobrando a falta cai. Era silOncio no est@dio. Ieu cara na m"o do Mui$.bola. .2. 'uando Teleco bateu na bola. .uma Mogada entre Teleco e Earlinho pela lateral direita.a Mogada brusca da falta o mei"o abai=ou at) o calcanhar.

egou.me cair 'uando estava limpando o vesti@rio para o Mogo. .me e rindo.a'uele dia estava compressa para limpar. observando... passou na camiseta e pensou 1cara ou coroaC2.. . 1Eara2 ? disse a si mesmo.. 8ue me possuiu. Ahhhhh.se de Kon4rio. ^ogou. me pegou com a m"o direita e colocou. mas dei=ou. . soprou.me para o alto. Ternando passou pelo vesti@rio. ? seus olhos me encontraram 'uando suas m"os tocaram a bola para lev@..la ao mundo das bolas. Iespediu. Limpador de vesti@rio.me por entre os dedos. me acariciou. Encontrei vos mice9 ? disse a si mesmo.TALES. Sua mente viaMava pelo & . Kon4rio.. pois chegou atrasado do %io de ^aneiro. Al)m de levar uma bronca com risos forçados.me na m"o es'uerda. limpou.

'uando resolveu parar e observar o #e estava acontecendo.ove de ^ulho :S"o .o bus"o pensamento 'ue o fe$ descer um ponto depois de sua parada. Seguiu na observaç"o.3ris> Wolso de Ternando. Sabia #e por ali e=istia um 1cabra2 #e traficava. . sendo o pagamento de um usu@rio de drogas. Tic tic Tic tic A tempo Enlatado. ^ui$ de futebol e ator de filmes 1li=o2. %espirou fundo. As nuvens passa.aulo>. Estava passando indo para casa :dia cansativo>. Abservou o ambiente.problema 'ue estava tendo com a companheira a seu filho. Ehegou. A vento me presenteia com cheiros arco. Abserva a inauguraç"o do TNnel . & & . L@ estava eu. 1+ anos. :Nota da ?atlle o! disarm no decI . Liu os 1bicho solto2.

Ternando ficou observando a inauguraç"o e esperando o mato.. Sei. :Nota da ideadora ? <eus 4rg"os eu assinei uma 1parada2 pra doar 'uando for & / . ..... 'uanto tu #erC . To fa$endo capoeira angola com um camarada. Ieliciosa a capoeira angola. 0 g de mato.. firme$aC ? se apro=imou. :Ao som da capoeira angolana.>. Sabe 'uem tem maconha pra venderC ? perguntou.. Ai rapa$iada.. <orais.... .. ? disse o traficante olhando no olho de Ternando . .. . 0 gramas.. Espere um pouco.TALES.

mas 'uero fa$er outra doaç"o. Anular essa. 'ue me recebeu de Ternando.ove de Mulho na cidade de S"o . 'uando deu por si. L@ encontrei com v@rias amigas.> . Aos tubarDes. As hiemas. Jma delas me contou 'ue estava no bolso es'uerdo de Ehi'uinha Gon$aga e s4 sentiu 'ue foi pega bruscamente por outra m"o. estava sendo trocada por 0 g de maconha.pra vala. Ti'uei com <alatesta por 'uin$e dias hibernando na sua pochetti feita de & 0 . 8uero 'ue eles seMam doados aos n"o humanos.aulo:S. Trabalhador no Trafico no centro da cidade. Aos animais. aos animais carn3voros 'ue s"o usados para divers"o e tortura para esses human4ides de merda.a pochetti de <alatesta. & de Mulho ? inaugurado o TNnel . aos abutres ou as piranhas>. <alatesta. 'ue os malditos cientistas usam em testes inefica$es para seu pra$er.

Iescobri 'ue Lirgulino Terreira era poeta e gostava de comer manga. S4 fui sacar onde estava.. Atravessamos o sert"o baiano e fomos para <inas Gerais. indo para . 'uando.ernambuco. & 5 . 'uase fui pagamento na compra de @gua de coco na rodovi@ria. Eom ele fi'uei alguns meses.TALES.. pano. costurada por sua m"e 'ue o presenteou em seu anivers@rio. :Nota da no decI &525)5+5@6apDo) ? Esses dias assisti novamente LaranMa <ecPnica ? bom filme> Tui para nas m"os de Lirgulino Terreira vulgo Lampi"o.

Loltei para ele. Tumou um baseado antes de apreciar uma manga. . diga a Iada 'ue vamos ter doce de manga. .. Eambada vamos para.. Lampi"o gritou a seus companheir=s. Ieu cara. 'ue vai ter doce de manga. eu cai na m"o de <aria Wonita ela apostou coroa. E pra M@ capit"o9 Lirgulino se deliciava com manga co'uinho....uma dessas brincadeiras entre ele mais <aria Wonita. Eurisco.. . . Lirgulino ganhou depois. Aia p) de manga. ? disse <aria Wonita ao ver dois p)s de manga em um pe'ueno sitio no caminho 'ue seguiam.. Lirgulino.. Sabe como fui parar com eleC A coronel Tiburcio pegou num pagamento em 'ue um traficante da cidade veio comprar maconha e l@ estava eu Munto & 6 .. esperando o doce ficar pronto.

TALES. .me do bolso da calça Munto com pap)is moedas e outras moedas e nos colocou no banco para rela=ar melhor.se. Ele ficou um tempo se refrescando... Tiburcio vem pra dentro. a Manta ta pronta. & + ... at) 'ue sua companheira o chamou para entrar .o ele 'uando sentava. Earcar@ canta ao longe. Tirou. 'uando foi at) a fa$enda do coronel para pedir um favor. observar as estrelas e sentir o vento. 'uando o coronel com calor saiu para refrescar. com outras moedas servindo de pagamento. L@ estava eu no banco de madeira em 'ue a transaç"o foi feita entre o coronel e o traficante. Lampi"o me encontrou por acaso. ele e 1seus cabras2... <ais s4 fui parar l@ dias depois. ^@ vou mui). pois est@vamos incomodando.

Se liga9 E por falar em açNcar cuidando com a cana de açNcar como apenas para combust3veis para alimentar m@#inas poluidoras. S4 o necess@rio. Ehega de monop4lio & * .Eheiro de lugar long3n'uo."o tinha coragem de di$er muita coisa pra n"o afrontar Lirgulino. :Nota da in!ormadora ? Iescobri 'ue o açNcar ) um veneno. Lil"o na hist4ria. Tamb)m tinha o bastante para si. Ele me es'ueceu.me e ficou brincando comigo. <oeda.essoa de poucas palavras. Iei=ou de presente pro capit"o. Eu. Ele nos pegou com a m"o direita e enfiou no bolso. .me com os olhos. 1Apenas uma moeda de (( r)is2 ? pensou. .o outro dia Lampi"o ao encontrar. . . Acaba com o sistema imunol4gico aos poucos. pegou. rapidamente entrou para casa. A coronel at) percebeu e n"o falou nada.em percebeu #e fi'uei l@ me refrescando.

. .. n"o atrasamos o lado de ningu)m9 ... Eapit"o a'ui sua pessoa e de dona <aria Wonita e seus cabras s"o bem vindos. Toram. Gosto de gente assim999 .se... Grato pelas mangas ? disse Lirgulino a dona do sitio. %efrigerante ) outro veneno se liga9 Weba suco natural e muita @gua> .... Eambadaaaa9 Lamo caminha 'ue o caminho ) longo.. da cana.TALES."o atrasando nosso lado. . &&( . . Tome a'ui esse agrado pela hospitalidade...recis@ de n4is ) s4 comunica. ? disse <aria Wonita dando a uma menina de 1+ anos. . Iepois de apreciarem manga e se fartarem de doce de manga. Grato dona ^uMu. Jm colar feito de sementes.

. . As macaaaco cambadaaaaaaa ? gritou <aria Wonita ao ver #e estavam cercados. uma m"o me agarrava..(6.ost <ortem:bra> to escrevendo dois livros ao mesmo tempo e na agulha seis livros infantil.. Acordei em Angicos.edro EPndido 'ue caguetou o grupo de &&1 .as m"os do coiteiro . Saiu para se refrescar e 'uando deu por si. 11. 8uando dei por mim.:Nota da coçador de cu ? no dec# . S4 escutei tiros. B n4is vagabundagem> :Nota da chove lE !ora ? ainda nem comecei os livros infantis. ta no c)rebro> Linte e oito de Mulho de mil novecentos e trinta e oito ? estava na bolsa da cangaceira <aria Wonita 'uando eles morreram. .

ap4s terem despedaçado as v3sceras dos && . Admite. sem terem suas tampas sido violadas. Au.se para tanto. ele poderia ter levado algumas garrafas de bebidas envenenadas. <as o mist)rio est@ em como podem ter sido abatidos t"o fero$es cangaceiros em t"o pouco tempo e sem terem oferecido 'uase nenhuma resistOncia.. tamb)m talve$ os cangaceiros tivessem se fartado de v3veres envenenados.TALES. Algumas seringas de inMeç"o fariam brilhantemente este trabalho. Tal argumento se baseia nos urubus mortos 'ue foram encontrados ao lado dos corpos. Eomo .. A tropa 'ue foi respons@vel pela degola dos cangaceiros era composta de /+ homens. a hip4tese inclusive de envenenamento anterior.edro cPndido era um homem de inteira confiança de Lampi"o. Lampi"o.

eidando. Liver uma vida regrada por essa ma'uina ) foda9 <orte ao trabalho. &&& ."o dei=e 'ue o conforto compre sua revolta9>. At) hoMe n"o se sabe ao certo a verdadeira hist4ria da morte de Lampi"o. Loltando a observar>. Abservando o por do sol a o cheiro do vento. Liva a movimentaç"o sem lu=o a #e o conforto seMa de coisas necess@rias e para tod=s. Se=ta. 16 horas /0 minutos escrevendo. :Nota da apreciadora de cevada ? do bar do Wearari. . %indo. :Nota da cansada ? sinceramente to cansada de ser escrava do rel4gio. .cangaceiros.feira.

. Eaminharam v@rias l)guas pelo sert"o Munto com mais 'uatros cangaceiros.(6 ? trocando uma id)ia com o mano pi#drato ele comentou sobre o filme 1Ieus e o diabo na terra do sol2 ? fi'uei instigado pra assistir> &&/ . Eurisco foi um dos 'ue conseguiu fugir da emboscada.TALES.edro Munto com a volante de We$erra..+. Eles descobriram 'ue a emboscada foi armaç"o do coiteiro .elo menos ) o #e se comentava por algumas bocas e pelo sert"o. . :Nota da chata parte == ? Antem 1/. A 'ue sobrou do bando foi se reunindo ao poucos. <uito pouco.

as m"os de . Aia. . Seu troco9 ? disse seu L@$aro. . . eu 'uero farinha.. 8uando vinha com os mantimentos Eurisco perguntou: . pagou e saiu. Seu La$aro foi buscar.. me de troco. Grato ? Eurisco pegou. Fa me es'uecendo. A 'ue o senhor deseMaC .. observando os p)s do comprador. ? voltou e pegou. ainda hoMe apareceu por a'ui pra comprar arro$ e farinha... Alpargatas lhe cobriam os p)s. .. A senhor sabe onde posso encontrar .. &&0 .... . ? colocou tudo no balc"o. ? respirou fundo. Ta por ai. na compra de um rolo de fumo de corda.edro fui parar na venda do seu La$aro. A'ui ta seu pedido.... Eom seu La$aro permaneci uns dois meses 'uando Eurisco disfarçado se apro=imou da venda e comprou mantimentos.edro ? disse Eurisco. . fumo de corda e uma garrafa de cachaça.....

1Estranho. nunca o vi por a'ui2 ? pensou.TALES. Woicote a Wenneton>. sa'ueando. AMudando algumas pessoas pelo &&5 . A Empresa Wenneton tamb)m est@ e=pulsando os <apuche de seu mundo.ensando na morte do coiteiro. Eaçando. . E L@ estava eu. Eontinuou a arrumar os mantimentos na prateleira de madeira.. :Nota da triste ? Liva o povo <apuche 'ue vem sofrendo com o governo da Argentina e Ehile 'ue est"o roubando o espaço em 'ue eles vivem. nas m"os de Eurisco. Eom ele fi'uei uns sete meses caminhando pelo sert"o.. Tudo por lucro.. Seu L@$aro ficou s4 observando o homem sair..

&&6 . A 'ue ia fa$er at) a poeira se acalmarC ^unto com outras moedas. Eurisco pensava no seu canto 'uieto. Acamparam. ? disse Eurisco. A'ui na cidade onde sobrevivo tem um problema s)rio com o li=o. Fmagina uma cidade interiorana onde foi presenteada com a id)ia de 'ue consumir ) muito bom. :Nota da +ixomania . Eurisco e seu bando estavam dei=ando a poeira abai=ar e Muntar dinheiro. Eaminhava pelo sert"o.. apenas um pensamento vago na lembrança da realidade do sert"o. <andruv@9 Lem c@ home. Liv3amos no mato. Levantou e se apro=imou de <andruv@. Ehuva. Ai imagina9 <uito li=o e n"o sabe o 'ue fa$er com tanto li=oC EomO. %u3dos da realidade. A presença de v@rios S4is.. Earcar@s. .losC>.sert"o.

. voa...carcar@... . Eu. B mesmo9 E tu como andaC .. antes do sol aparece.. . .egue a'ui esse dinheiro e v@ l@ na fa$enda do coron) Tiburcio e peça ao corron) pra comprar muniç"o e arma. gosto dessa vida livre9 &&+ . . E o c)rebro de Eurisco voa. . Tudo bem capit"o. To resistindo.orra me descola uma 'uirela dessa maconha ? perguntou Eurisco.. eu..TALES. sou p@ssaro.. Esse baseado ) bom9 ? disse <andruv@.. Eurisco sentou e fumou com ele... . A 'ue foi Eapit"oC A #e aflinge vossa pessoaC ? solta a fumaça. A fumaça e=alasse pelo ar.... voa.. ... <andruv@ estava fumando um baseado.. L@ amanh".

Em alguns momentos tinha medo. Eabra n"o v@ morrer9 ? disse Eurisco passando o baseado para <andruv@. carcar@s e v@rios terr@'ue=s. antes do sol aparecer... Eomia na sobrevivOncia. Eabra valente de cortar cabra na faca.. Sol de rachar coco. &&* .:+ 1(*> Entocava. Iias de viagem por entre espinhos.. Tui parar nas m"os do coronel Tiburcio. Tomando maior cuidado para n"o ser visto ou pego.se no mato. <andruv@ e eu caminhamos pela caatinga at) a fa$enda do coronel Tiburcio. nem piedade. casebres solit@rios. <andruv@ fumou um carpen diem e saiu. . Eurisco a <andruv@ ficaram conversando at) o $4io ficar cansado e seus corpos se renderam ao sono. Iormiram.. <as cuidado 'ue as volantes est"o por ai. %espeitava Lirgulino 'ue o respeitava. sem d4.o outro dia.

<adruv@ o encontrou no curral Munto com seu aMudante. de comprar muniç"o e armas... ce pegou com a m"o direita... o Eapit"o Eurisco pediu pro senhor fa$O um favX. . ... :Nota da conspiradora F ? chega de mais human=s na terra> . As olhos fi=os. Seu aMudante ficou adimirado. Eoron). A #e ta olhando cabraC ? perguntou o coron) a seu aMudante9 &/( ...TALES.. <adruv@ chegou de mansinho 'ue fe$ o corronel levar um susto interno.. A'ui ta o dinheiro9 ? entregou o saco de dinheiro ao coronel. Eoron)9 ? comprimentou <adruv@ com abai=ar de cabeça e segurando o chap)u com a m"o es'uerda. .

. ? <e parece 'ue vou voltar a conspirar uma biblioteca l@ na 'uebrada.. .. .. 1Assassinato das vidas na flor resta2.ada coron).. sim coron). Agora podemos conversa a s4is n) memuC :Nota da -ou moradora de uma pequena cidade onde ainda mantem-se o cheiro rural5 Essa cidade é parte da grande "4ra@-Do "aulo)5 A !ruta Araça denominou o nome da cidadeG mais a junçDo $uba @que nDo sei o signi!icado – nome indHgena se nDo me engano. Estava eu.. Ent"o vai fa$O o 'ue mandei9 . Ievagar e sempre9> &/1 . .. um ser humano perambulando com minha bicicleta 'uando me deparei com uma cena de Steven cing.... Sim.. ? disse seu aMudante e saindo.

. 8uem s"o essas cabrasC .. pois tenho 'ue aMeitar a fa$enda.TALES.. . A#ele filho da peste9 . .. . L@ vai eu.. S"o cabras do coronel Tarias. Iei=a com a gente 'ue vou falar com o capit"o.. B coron).. . <as diga ao capit"o 'ue vai demora um pouco.. mais amigas e amigos parar nas m"os do coronel. Ele ) v@rios companheiros. <as tamo ai pra segui o caminho do capit"o.. Eurisco agora ta no comandoC .. . ai pagamo esse favX 'ue o coron) vai fa$e pa n4is.. <4 triste$a. S4 conseguiram por#e foi na trairagem. mas n"o vi a'ui para pro$iar.. B. . &/ .. Todo sert"o ta sabendo9 <as tamo ai9 ? resondeu <andruM@.... pois uns cabras me roubaram... Ent"o nosso capit"o Lirgulino morreuC ? disse o coronel.

L@ estava eu saindo de ^ua$eiro do . Traficante de armas. <andruv@ seguiu seu caminho.. Sumindo pela noite. :Nota da Nana /asconcelosG dando seus gritos no decI ? 1As meninas boas v"o para o c)u. Tudo bem.orte onde fe$ a encomenda. Ele viaMou para ^ua$eiro do . Iois na viagem e mais um e meio na cidade de ^ua$eiro do . <as diga 'ue vai demorar s4 um pouco.. Eom o coronel fi'uei uns trOs dias antes de viaMar.orte e seguindo para %io de ^aneiro em um barco Q vela nas m"os de gimba. as m@s v"o aonde 'uerem92> &/& .. d@ um Meito nesses cabras pra mim. Acordou com o caminhar de <andruv@ indo ao encontro de seus companheiros.orte. A carcar@ observa de longe num toco de @rvore e grita sua sinfonia.

%io de Maneiro .feira &// . Estava l@ a alguns Mogos. Tui encontrada pelo besouro <o)sio.ermaneci em seu estXmago por alguns dias. Estava com dor de barriga. Aicila.*.me Munto com alguns matosZgramas.feira. do gol direito.uma tarde de terça. toda segunda. Ar'uiteta. Engenheira a guarda noturno.TALES. Aicila al)m de ser respons@vel pela segurança do est@dio. Eu estava ao lado da trave es'uerda.1*&+ ? Lasco da Gama vence : =(> o Tlamengo. . . Eomeu. Jm Mogo dif3cil. Anarco escultor. (/. A cachorra. <as realmente me movimentei foi com o cachorro da respons@vel pela segurança do Est@dio.. <)dica. Jm pe'ueno pernilongo incomodou o Mogador sete do Lasco da gama esperando a Mogada.."o sei por 'uO. .

..me para fora de seu corpo. Iois dias depois. . Gostava de correr no est@dio. A merda secou e <o)sio se apro=imou Munto com seus amigos. Iepois me cheirou e defecou em cima de mim. Estava meio suMa de merda em 'ue os besouros n"o conseguiram fa$er a limpe$a. Eomo fui &/0 .) de manga Wourbon.:seu dia de folga> pela manh" ia ao est@dio correr e andar com seu cachorro. Tui encontrada por ]ashington As4rio devido ao refle=o do sol 'ue me refletiu em seus olhos. E=istia um ao final do campo. Tinham acabado de 1bater uma bola2. Estavam fumando um baseado debai=o do p) de mang@. Tumar um baseado depois do futebol. A cachorro regurgitou. Eu. ]ashington As4rio foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Tederal. Tui arremessada a alguns metros fora do campo de futebol no meio de uns galhos podres #e caiu na noite. ^ogar bola com amigos. Ta$er um cooper.

Estava nas m"os do capit"o do e=)rcito brasileiro 'ue participou da reuni"o em <ontevid)u. <ercen@rio e vendedor.TALES. <auro Sou$a. Goleiro. Argentina.a$ista na Am)rica do Sul. dos chefes de missDes diplom@ticas alem"s no Wrasil. Torcedor do Tluminense.me com o comandante do e=ercito brasileiro 'ue seu time ia ganhar o Mogo. Apostou. Ande vendia armas e muniçDes clandestinamente para seu amigo comandante.. Ar'uibancada coberta. Tumador de maconha. Jruguai e Ehile para analisar a situaç"o e forma de atuaç"o pol3tica da Alemanha .. Seu time ganhou e s4 de pra$er me Mogou no campo onde cai ao lado da trave es'uerda do gol direito. parar no Est@dioC :'uerem saberC>. Eomandante do e=ercito brasileiro. capital do Jruguai. Eles se &/5 .

Iores. ao lado de v@rias pedras. Eu. Jm boi morto a dois dias.1*&+ ? Iesastre ferrovi@rio em Warbacena ? <inas Gerais :*( v3timas> bateu em um bovino 'ue M@ estava morto nos trilhos e descarrilou. Munto com ferros retorcidos. Gritos. Sangue.1 . Tumaça.encontravam nas partidas de futebol n"o s4 para ver o Mogo. A sol. Eorpo inerte no meio dos trilhos. Abutre no c)u. Mustamente estava no bolso de ]ashington. sangue. Acompanhava num bal) completo. LagDes. :Nota da putoeta ? Estou voltando a rabiscar putoesias> 1*. <orto por ter atravessado o trilho. mas para fa$er com)rcio de armas. madeira a sustentar os trilhos. Jma das v3timas do desastre. .rendeu o p) nos &/6 . A cheiro era delicioso.

morreu de fome e sede. eu. Tui Mogada ali com o corpo da vitima no desastre. Eontinuou a aMudar as pessoas por mais um tempo.edro como era chamado. caminhou at) o lugar. . %espirou fundo a voltou para o mato. 'ue estava com um ferimento na pata 'ue n"o cicatri$ava.essa aMuda. trilhos. As abutres do alto s4 na observaç"o.. Tinha #e voltar para &/+ . Tui descoberta por uma criança de de$ anos 'ue saiu do mato onde estava procurando ervas medicinais para aMudar sua m"e na cura de seu cachorrinho.TALES. n"o conseguiu sair. . Subiu nos trilhos e começou a observar o acontecido.. logo se encarregou de colocar uma das m"os em mim e me levar ao seu embornal. Ie longe escutou um barulho forte e 'uando viu a fumaça. ^unto com as outras pessoas aMudou as v3timas. cai do bolso de ]ashington.

Lamos tomar o 'ue ) nosso.roducto Fnterior bruto992. era tarde. Liva a e=propriaç"o9 Liva a morte d=s de cima>. .se para o local. Iei=ou o resto para os abutres sem asas. ((5 ? Livemos numa )poca em 'ue a minoria rica 'uer s4 para si9 A maioria passa vontades e sustenta a minoria. A bolso de ^ailson <anteguinha estava furado dava para ver a e=posiç"o. L@ estava eu adentrando o local.casa. Tui parar numa e=posiç"o antiarte para b3pedes de 11 anos.1 . Li=o deslocou. Fsso precisa mudar. mais de uma forma: em 'ue todos os sentidos se deliciavam numa 1trepada a cinco2. A fundo musical era feito por tocadoresZas de birimbau.a entrada uma placa com os di$eres: 1. :Nota da escrava ? 1+. A 'ue mais me &/* .

.TALES.. mas estava desligado.or todo o teto. Jm ventilador foi introdu$ido no ambiente apenas conectado a energia. navalhas. Tive orgasmo triplo. n"o percebe. Ehuva de navalhas. 'ue d@ a vis"o do teto. com g@s h)lio e amarradas com uma linha de costura e na ponta da linha. LocO entra. resolveu sair r@pido. Estavam afiad3ssimas. com medo 'ue as be=igas estourassem e as navalhas lhe presenteassem com alguns cortes. Elas flutuavam no teto. Eai do bolso de ^ailson <anteguinha. impressionou foi o teto craveMado de agulhas onde foram soltas be=igas cheias.. 'uando no final da e=posiç"o h@ um espelho grande no ch"o. S4 vai perceber. a espera de algu)m para ligado e assim as be=igas estourarem e as &0( . Ele se assustou ao ver o refle=o do teto no espelho.

contestaç"o. .. Toi fa$er uma reportagem sobre o desastre ferrovi@rio 'ue aconteceu. algo para evoluir saca9C . =enofobia. ele foi at) um bar onde comprou um maço de cigarros e me recebeu de troco.. Somos &01 . Eigarros por favor ? disse Ederaldo.. Ao som da Wattle of Iisarm:Map> deliciosa. protesto. Eu gosto de sonoridade 'ue tenha uma id)ia a transmitir. :Nota da ?4bada ."o apenas mNsica para rebolar o cu e as futilidades da vida med3ocre.. 'ue era amigo de Tl@vio. machismo e 'ual'uer tipo de discriminaç"o e preconceito ) a maior patifaria.navalhas lhes presentearem com cortes. . Ai cai do bolso sem ele perceber. 'ue acabara de voltar de Warbacena. mas us@. ^ailson <anteguinha era amante de Ederaldo. uma interrogaç"o. Sei 'ue a sonoridade ) plural. homofobia.essa. subvers"o.las para disseminar racismo.

.TALES.. tanto nacional como de outras localidades n"o passam por a'ui. :Nota da conspiradora ? ta para sair uma coletPnea apo)tica em 'ue conspiro mais o mano .i#drato. combate>. mas patifaria se :Nota da autora. %ecomendo>. tod=s criativos. &0 .> :Nota da dor de cabeça ? To a fim de assistir o filme 18uanto vale ou ) por 'uiloC2. acabei de ver o !ilme documentErio %lha das 2lores ? vale a pena assistir. A'ui no interior os filmes. <uito li=o americano.

Eu. Jm esboço. Wati no ombro de uma mulher e fui ao ch"o. Edgar. Live so$inho num pe'ueno apartamento. uma bala de hortel" e um bilhete com um plano para e=propriar uma agOncia banc@ria. L@ estava eu inerte no bolso de Edgar 'ue me encontrou no final da noite na e=posiç"o do antiarte Li=o ao sair. Ele era corretor da bolsa. &0& .1*&+ ? Fnauguraç"o oficial da Wolsa de Lalores do %io de ^aneiro.Sei #e e=iste filmes americanos bons9 <as o #e rola por a'ui ) li=o> /. Legetariano. Eurte ficar em seu 'uarto na Manela tocando sua gaita e se masturbando 'uando seu corpo sua mente o lhe presentear com os deseMos do to'ue em sentir seu corpo. Ama os animais por acreditar 'ue somos seres terr@#eo onde podemos nos respeitar sim.1 . A cara me Mogou pro alto 'uando conseguiu vender as açDes 'ue tinha 'ue vender.

'ue respirou fundo e me cheirou. Eorri.TALES. A bolso minha cama. :Nota da &aco!onia no toca vinil ? Esse mundo do dinheiro ) a maior Mogo do mundo ? para vocO #e esta lendo independente de #e realidade sua pessoa ta ? A mundo do poder humano hoMe ? 1/e&e1 ? chamado capitalismo ta destruindo o #e o universo. Abservei v@rios sapatos pretos.a corrida bati em um sapato 'ue me lançou perto de um balc"o. 1Esse mundo do dinheiro ) cheiro de surpresa2. Ela me apresentou e continuou a limpe$a.. Ainda h@ tempo para mudar na conspira da sociali$aç"o da &0/ .. . A tempo passou. fui encontrada pela fa=ineira. conspiro para uma evoluç"o lenta e na coletividade de tod=s =s seres. ? pensou a fachineira.

Estou lendo: Escuta. WeiMos nos vermes 'ue se deliciaram com a carcaça desse anMo ca3do da @rvore #e n"o se sensibili$ar"o>.informaç"o real. <undo adulto nos destroi> :Nota da !aça n>is memu ? saiu Q coletPnea apo)tica 1pe'uenos fragmentos2 conspirada por mim e pelo mano . %eich.i#drato com a participaç"o de v@ri=s man=s. o cara tem conteNdo. g) ningu)m do ]. Eurti a sonoridade de suas poesias."o peça pois acabou> :Nota da leitora . &00 . Ticou deliciosa9 S4 para psic4tic=s9 ? . As de cima est"o fechando o cerco a migalha chamada liberdade. A dito conforto assassina evoluç"o coletiva. I@ hora. Augusto dos AnMos me presenteou com seus rabiscos.

ortugal. To com a calcinha molhada> =FKF :Nota da ao som da Academic Vorms . :Nota da criatividade parte :.or #e civili$aç"oC>.<M ? Estou com vontade de conspirar alguns cartDes postais com sil#en para enviar a alguns man=s> :Nota de um dia de conspira ? .orra a colagem foi deliciosa. tira c4pia a dei=a dentro do metro em Lisboa. &05 . Jm mano l@. .TALES.. Tenho 'ue ir a biblioteca municipal renovar o livro 'ue estou lendo ? To enviando meus rabiscos para ..

. Espero 'ue a repress"o seMa menor esse ano2. B foda92 ? ri9 1<ais temos #e mudar. %espira fundo.. .essoas circulando por todos os &06 . FnOs assiste algumas pessoas se embriagarem com vinho na es'uina. Em seu pensamento 1<ais um ano a'ui na 'uebrada.essoas na rua comemorando mais um ano de apro=imaç"o da morte. As pessoas tentando viver seu mundo sendo escravo como tod=s2.:Nota da aprendendo angola do sertDo . . disse a si mesma. senti o cheiro do ambiente. Ela olha para o c)u e observa as estrelas. 1Somos cancer3genos. 1Est"o radiantes2.o dec# o angoleiro Woca %ica> Iomingo. <udança constru3da por n4s mesm=s2. 1KoMe vou sociali$ar meus 4dios na noite[. Lida morta. ? di$ ao ver dois Movens de mais ou menos 1* anos correndo a pulando.

a passos lentos..se. Alguns a levam ao passado e outros. 'ue veio voando n"o se sabe de onde. 1Assassine =s %oc#fellers2 ? grita algumas pessoas. lados. Eaminha. A c)u todo iluminado pelos fogos pra alguns. Eaminhando para distrair. S4 observando. Encontra sua amiga de infPncia 'ue n"o via h@ muito tempo. FnOs respira fundo e caminha at) a es'uina.. FnOs n"o d@ Q m3nima. A cheiro da noite perpassa pelas narinas de FnOs. &0+ .TALES. a lugares antes descoberto por si. Jma pe'uena baratinha observa a e=plos"o de fogos de artif3cios no degrau da calçada perto de uma folha de goiaba. Algumas pessoas passam gritando 1Ano novo9 Ano novo9 Teli$ ano novo2. Leva contigo um embornal onde leva alguns panfletos sobre sua realidade.

Saiu do meio de um grupo de rapa$es.. Jm temp"o FnOs. Lamos tomar uma cerveMa no bar do ^"oC ? disse Eletra ? lembraC To indo pra l@ encontrar uma amiga. .. . . n"o lembraC ? Eoçou o ombro es'uerdo . Ie. 1A #e ) o mundo9C At) as pedras se encontram92 ? pensou em silOncio FnOs.ada do subconsciente se liga e Mogar para o consciente a lembrança. ... a'uele &0* ..1.. . Ealend@rio crist"o.. disse a menina. War do ^"oC ? FnOs sem entender. . Ande ela se entregava vora$ mente a trOs phalos por seu pr4prio pra$er.. A ultima ve$ 'ue a viu foi numa 'uermesse na barraca de pipoca. Jma cheirou a outra..orra h@ 'uanto tempo n"o veMo sua pessoa2 . 1*&0. War do ^"o porra.a.me c@ um cheiro mul). Eletra 'uanto tempo heinC ? ficou observando. Ano novo. ^"o. As duas se abraçaram forte e trocaram cheiros.. .or acaso.

orra99 . LembraC . .. ? disse FnOs ? se liga9 Toi no banheiro da escola.o bar do geca n"o rolou..o banheiro da bar de seu geca porra lembra n"oC . . .."o foi minha pai="o n"o9 Toi apenas um namorico.... sa'uei9 Lamo. H"""""" ? olhando para FnOs e rindo.. ? sua tarada. %egada a conversa e gargalhadas. Ele tem bar 1'ue da hora2. Earinhooooso como um lobo selvagem.. Ahhhh999 A ^o"o Earlos. Ta$ m4 tempo 'ue n"o o veMo... Ta l@.. cabra 'ue vos mice se apai=onou.. vagabund"o como sempre. .TALES. . A duas seguiram a caminhar. e 1deu pra2 ele no banheiro do bar. &5( . .

Ehegando no bar do ^"o. &51 . Essas ladeiras cansam. .oucas pessoas.ega e .. FnOs ri.. Trabalhava no gabinete de Getulio Largas.Eletra e FnOs seguiram a p) at) o ponto do bondinho. ..egaram o bondinho e seguiram at) a favela. 'ue obtinha informaçDes vitais para o serviço secreto em cestos de li=o. duas cerveMas. %abiscando seu novo livro 1Liva o povo da terra2. Ta=ineira da Wolsa de Lalores. ^"o. FnOs pede duas cerveMas no balc"o. Ehegando na favela.aga. <aripo$a bebe cerveMa 'uieta no canto do balc"o. . S4 trabalhava Q noite. . Logo na entrada uma placa anuncia 1War fre'Uentado por mulheres ? %espeito humano.vindo2. Tavela 1A #e seria do arco. FnOs.3ris se a nature$a fosse racistaC2. elas entram. Espi". as duas sobem o morro. ? disse Eletra. ^"o recebe e da o troco. .. . homem ) bem. Iia.

.. L@ fora Qs pessoas estavam gritando. pulando. se 1divertindo2. L@ estava eu.. ? entregou e voltou a fumar.TALES. Estava fumando maconha e conversando com um amigo do outro lado do balc"o. A'ui seu troco.me sem olhar para ^"o e colocou. A repress"o constante. <aripo$a pegou. nas m"os de ^o"o Earlos. A clima estava tenso em algumas localidades. &5 .me em cima do balc"o.egou. 'ue estava esperando o troco. pois um novo ano acaba de surgir para elesZelas.. . <ovimentaç"o cotidiana. ao seu lado e volta a seus rabiscos. 'ue nem percebeu 'ue era FnOs.. pelo menos na'uele momento.me de troco na se'UOncia para <aripo$a.me e deu.

. Jm dos refle=os floresce lentamente adentrando no bar com o raio do sol. a n"o ser 'uanto tu ) oprimido e esse for o Nnico meio para ser livre. . sociali$ando informaçDes. Anavlis fala a s4s com Eida num canto do bar.>. usado no e=)rcito :)ca> para reprimir pessoas e=clu3das. 8uatro amigas se entregam a recitar poesias uma para outra.o pra$er de estar Muntas e dividindo as palavras. %epress"o n"o resolve nada9 Ehega de Eaveir"o nos morros cariocas9 LiolOncia n"o resolve nada.:Nota da apreciadora de bandas Noisecore ? <inch no toca vinil ? A 'ue ponto chegamos. criaç"o de um carro usado para guerra.o outro canto. %abiscadoras a amantes do &5& . Abservando o sol surgir pela Manela. IeseMos reprimidos.

.. .ois vadiar mesmo ta foda9 :Nota da rabiscadora parte 9FJM ? no dec# Waden .. E ai Eida como vai Q vida mundanaC ? pergunta sua amiga. .. ? grita levantando a m"o es'uerda. ... ..TALES.oSell e um baseado> <ariposa olha com rabo de olho o bar todo. E descobrindo as ra3$es da poesia. Sem novidades. apenas na correria do dia. ^"o mais uma cerva a'ui. livre go$o.. Eida.. Abserva cada pessoa e os m4veis &5/ .. Ievagar.dia.a. Alimentaç"o e saNde. Eara.

.. LerXnica e suas amigas sentam perto de <aripo$a.. olha e di$: . Jma delas grita ao entrar: . vai se fudO. Toi mau9 . ? Todos olham para ela. <enos <ariposa.. ^"o olha e di$: .antes de entrar. LerXnica ? olha para LerXnica . . Se liga LerXnica. vamos passando a grana. Webe e lO... Jm 'uadro na parede lhe chama atenç"o. B um assalto. firm"o GasparaC ? olha para Gaspara . E ai <aripo$a... E ai Fsara firm"oC ? olha para Fsara . Ie repente 'uando o silOncio reina. &50 . tu ta trist"oC <aripo$a respira fundo.. S4 to $oando ^"o. o 'ue ta acontecendo cumpadi. dei=a eu 'uieta ? e volta ao seu livro. Jma suicida. firm"o Lit4riaC ? olha para Lit4ria .. Lolta a seus afa$eres. Lacil"o9 ? ^o"o n"o gostou.. 8ual) LerXnica ta tirandoC9 ... ) 'uebrada com a entrada de 'uatro garotas...

. ? . ? grita FnOs.ede LerXnica. &55 . . Lolta a falar com suas amigas.. ^o"o Earlos da Silva liga o r@dio cumpadi. Ta braviiiiiinhaa9 ? di$ LerXnica e ri. . ^"o tra$ as cerveMas e me pega como pagamento. pois fa$ tempo #e n"o escuta seu nome inteiro. 1WObadas2 ? pensou e riu para si. fica sem entender. ^"o. traga cerveMa 'ue a <aripo$a vai pagar. <aripo$a olha para as meninas de rabo de olho. Alha procurando 'uem disse e descobre 'ue ) FnOs.. ^"o ao escutar seu nome completo.. Alhos se encontram. .. Eaminha at) o cai=a do bar e guarda.me Munto com outras moedas. depois olha para a pe'uena moeda de (( r)is e volta ao livro. Loltou ao livro. Ta parecendo 'ue estamos em um vel4rio...TALES..

.."o tinha visto vos mice.. Iepois nos falamos. E tu sabe 'uem ta do outro lado do balc"o ) complicado.. vocO a'ui9C .. As dois riem Muntos.. estava conversando com meu mano. Seria um pra$er poder sentir seu cheiro. .. ."o o veMo h@ tempos. Iessa ve$ passa. KummC KummC A 'ue tu acha ^"oC . B 'ue tu nem liga mais pra mim. . .odemos at) repetir a'uela gostosa trepada lembra. . ? di$ FnOs com um sorriso e os olhos brilhantes... nos entrelaçarmos em deseMos carnais e termos orgasmos. Eomo t@ vocOC ? ^"o beiMa FnOs no rosto e sente seu cheiro."o ) isso. FnOs. &56 . Tudo bem. . .. Estou sobrevivendo a esse mundinho med3ocre.... As dois riem.. . Ano novo 'uerida. ? disse ^"o.... ^"o ri. . ...

. dorme o dia inteiro em sua cabine 'ue &5+ . 'ue n"o 'uis vender suas terras. ^"""""oo solta o preso me traga cerveMa. . Iei=a pra namorar depois.. Trem.. por ter mandado assassinar sua fam3lia. ^"o ri. com direito Q ardOncia nas partes bai=a. fui parar nas m"os de Iandhara. Iandhara. Trem.o terceiro dia. Jm dia de Megue. Assassina de aluguel.TALES.. ? grita algu)m. cinco dias depois. Ias m"os de ^"o. Iandhara dois dias depois pegou o trem para Wahia. Seis dias de viagem. ^"o a contratou para assassinar o prefeito de cidade de <acaNbas na Wahia. Tenho #e ir.... Earona com um caminh"o 'ue entregava leite. Lai99 ? respondeu e piscou para ele. .. . . cansada.

Ela desce do vag"o e estica. %espira fundo. 1. Ieitada sem conseguir dormir mais. Iandhara chega at) a estaç"o de trem na cidade de <acaNbas. Alha pro lado direito e depois pro lado es'uerdo da estaç"o.dividia com outra pessoa. Terreno #e n"o conheço2 ? pensou. Jm rapa$ sentado na varanda de uma pe'uena casa observava o trem passar devagar. A barulho do trem fa$ia o fundo musical. Iandhara apenas escuta vagamente a noticia e o trem continua a diminuir a velocidade e se apro=ima da estaç"o.2 ? anunciava o r@dio.ve$ no Wrasil no poço Lobato na Wahia. num pe'ueno alongamento. Apenas um cachorro lhe observa. de olhos fechados. 1^orra petr4leo pela 1. A r@dio pendurado na Manela.se toda. %espira fundo novamente."o posso. 1Terr@'uea nova no &5* . f vontade de gritar lhe passou apenas na vontade.

presente. Estou com a buceta dolorida ? disse a si mesma.se de uma senhora 'ue caminha lentamente at) n"o sei onde talve$ at) o va$io. . Tora da estaç"o s4 vO uma rua de terra silenciosa.... A vento.reciso de um bom banho e descansar um pouco.ergunte l@ na venda de seu Sabi@ ? apontando ? fica &6( . Eaminhando.TALES."o sei n"o moça. . Iandhara pega sua mala e caminha at) a sa3da da estaç"o.. Em direç"o contraria a sua. Ainda sente as dores da viagem. . Eortado por alguns p@ssaros 'ue seguem seus caminhos.. SilOncio. . Ande posso arrumar um lugar para tomar um bom banhoC . .... ambiente2 ? passou pela cabeça de Wlac# Wloc# o cachorro. leva particulas de terra numa viagem. Apro=ima.

Apro=imou. pois tenho alguns 'uartos para alugar l@ no fundo.. Abserva a placa 1Arma$)m do Sabi@2 ao lado es'uerdo da porta de entrada. banho s4 l@ no riacho 'ue &61 .. . Kospedar pode ser a'ui mesmo. Iandhara caminha at) a venda.. Jma ao lado da outra. ... A mulher estava com gravetos amarrados sobre a cabeça. agora. Abservando a estranha.. Iandhara entra e observa. .. Apenas trOs pessoas no recinto.logo ali.aredes pintadas de vermelho com algumas rachaduras. Eu 'ueria uma informaç"o.. . Kuuummm... ? coçou o bigode . ? continuou a caminhar. Tei=e de lenha. Tarrrrrrrrrrdee ? responde todos..se do balc"o e disse: . Woa tarde ? di$. Iuas portas antigas de madeira. . Abrigada9 ? A mulher M@ estava longe. onde posso me hospedar e tomar um bom banhoC ? a mala permanece no ch"o..

&6 . <undo. . Terra'ue=s. Seres. cidade de ch"o batido...TALES. Tudo bem9 ? seu corpo n"o aguentava mais andar.. .. a'ui n"o vende cerveMa. Eactos... Seus dedos tocam a m"o direita de Sabi@ sem 'uerer. Earcar@.. Iandhara paga e pega o troco. muito menos. Senhorita. Senhor Sabi@ me leve at) meu 'uarto uma cerveMa gelada.. fica l@ nos fundos tamb)m. Era a#ilo ou nada. pois a energia a'ui ) Q base de 'uerosene. B o 'ue tem a'ui na cidade. Lento. Ela pega a chave. Lida. Ealango.um tem lu=o moça. . gelada. Alguns sentidos se armam. tanto nas ruas como dentro das casas. Sol. Seu 'uarto ) o nNmero trOs.. . Fnterior do sert"o baiano. <acaNbas.. .

Earcar@ e vo$es humanas.. Ao voltar foi bombardeado com uma interrogaç"o. .... Grato9 S@bia acompanhou. SilOncio. :Nota do ao som de Necrose ao vivo 899M ? Ano 'ue vem tem a merda da pol3tica profissional. Sei n"o. Tudo bem. . A cheiro de sua realidade.. #e estava tomando um copo de pinga.. Em seu pensamento a vida no sert"o. .. .. ..a at) o 'uarto levando a mala. . ^agunços... Iandhara caminha at) seu 'uarto.ela vo$ n"o ) da'ui. Eu permaneci nas m"os de Sabi@ por dois dias..ode dei=ar senhorita 'ue eu levo a mala para vocO ... Ent"o me leve uma garrafa de pinga e comida. 8uer uma &6& .. disse Sabi@. . EleiçDes. Ieve ser moça de Sunpaulo. Lento. WObados. 8uem ) S@biaC ? perguntou um velho.

Lidigal sente suas narinas abrir. La'ueiro. olhos e na sola do p).. Eonhece o sert"o na palma da m"o.TALES.recisamos de solidariedade. Earcar@ humano. Sabi@ pega a garrafa e despeMa o l3'uido em um copo pe'ueno. SertaneMo. . 1hummmm essa tem um cheiro bom2 ? respira fundo.se para receber o cheiro da cana.. . Fgualdade para tod=s9 Somos tod=s terr@'ue=s9>. dica: Acorde de manh". &6/ . ouvidos.arinas aguçadas como o da raposa do sert"o. ? Lidigal. . Tome um copo de suco de polpa de Mabuticaba e ligue o aparelho de som e colo'ue as mNsicas 'ue lhe agradam e n"o v@ votar."o precisamos de poder. . nas narinas.. Sabi@ me vO um copo de pinga..

Eabra observador. Eoloca a mercadoria em um saco grande de farinha va$io e amarra.. Sai do bar. caminha at) sua montaria. Sabi@ pega os mantimentos e coloca em cima do balc"o. Apreceador da @gua #e passarim n"o bebe. Lidigal toma a pinga num gole s4. .. Sol. &60 . trOs 'uilos de carne seca e um metro de fumo de corda e mais 0 grama de cPnhamo.. . 8uero tamb)m um 'uilo de farinha.. Eomo vai pras bandas de Alho d@guaC ? pergunta Sabi@..... Tamb)m essa foi feita com baba de drag"o..comodo. prende os mantimentos. Iespede. Ta como o tempo manda9 Sem chuva9 Seca 'ue s4. Lalente se precisu fX. Sol.de.. . <as tamX la na resistOncia. Lidigal pede outra pinga e toma a pinga num gole s4. Wom dia a tod=s92 com a m"e es'uerda no chap)u rapidamente. S4 para senti o fervo da cachaça.se de todos di$endo 1fui. Sol..

. monta seu Megue e some dos olhos de um pe'ueno cachorro deitado na rua e de todos da cidade. Sert"o nordestino. Jma cerca feita de galhos secos. de algumas @rvores morta. Iepende muito acho eu. Ele disse 'ue n"o d@ para viver da escrita. Se = rabiscador= consegue vender seus rabiscos a n"o tendo lu=o... ^amas e <abel. :Nota da abstin4ncia alco>lica parte dois ? Esses dias vagabundanda revolveu assistir um filme. Easa de barro amassado.TALES.arei numa entrevista com um escritor. envolve a casa. Ta$ o corre na boa. s4 o necess@rio di boa9> ^oaca. Abserva o &65 . <udando de canal na tv.

? . metade morto.rolinha por ali e outros impercept3veis para o ouvido humano.a frente perto da porta.ai. ... Jma pe'uena plantaç"o de milho 'ue n"o vingou. . <ovimento apenas do vento e de alguns carcar@s e pombas... ? disse seu pai.. ^oaca e ^amas aMudem o pai descarregar os mantimentos 'ue est@ l@ fora no Lalau. La no fundo um curral onde algumas cabras fa$em a paisagem do ambiente. .sol lhes presentear com vida. . Eom &66 . Jm p) de manga. Eomprei filha. Iois cachorros magros como todos da casa.. tu compro a carneC ? perguntou <abel. Terça. . :Nota da encurralada na consci4ncia ? chove. metade vivo.a co$inha bebendo @gua numa caneca de alum3nio. A vento lhe tra$ cheiros es'uecidos e uma leve poeira. (horas e 1 minutos.

articipe da criaç"o da ru3na."o SeMa parte da ru3na da criaç"o. Lou almoçar agora.TALES. fome. ..te comendo cad@veres. Sou vegetariana. :Nota da coletora caçadora ."o como cad@veres. . Tomos caçar Muntos."o somos carnivoros> &6+ . revide por eles.> Eom Lidigal permaneci uns 'uin$e dias dentro de seu embornal. pescar. . As animais n"o podem revidar. coletar frutas. A vida do sertaneMo no seu mundo.. Sinto asco ao ver. ra3$es e palma. .

A caça esta fraca.. . Alha o 'ue consegui. . Lou chamar os meninos.. calma. a pesca tamb)m. A 'ue ) paiC ? aparecendo na porta da frente... ..... Toi pescar. .... <abel arruma comida. Abservando seu pai desmontando do Megue Lalau.. Tudo bem pai9 &6* . Tudo bem pai. ? coçou a vagina. A 'ue foi paiC . .. <abelC ? gritou Lidigal na frente da porta de entrada ao voltar da caça e da coleta. Iuas perdi$es. ... L@ no <orrinho. <abel pegou o 'ue seu pai conseguiu e levou para co$inha.. . . mais um dia. @gua e algumas cobertas..... 'ue eu mais ^amas vamos pra Eabrob4 vender algumas cabras... ? disse Lidigal mostrando o 'ue conseguiu. EadO os meninosC .. AndeC .. ? disse Lidigal..

e#enos pei=es. L@ foi eu. <orrinho. Liam. . pois o capitalismo falido vai resurgir mais devastador com uma nova mascara de flor %esta. dgua l3mpida. .edras. 8ue venha o caos. :Nota da cansada de mais um dia de trampo escrava ? A mundo caminha para um caos. Lalau e mais Lidigal buscar os meninos. Iestruir para construir um mundo pensando para tod=s agora> &+( ..TALES. . A revolta tem #e acontecer. Jma pe'uena floresta onde e=istia um pe'ueno c4rrego. A verdade ) uma grande mentira.se tudo dentro do c4rrego..lantas.

Temos 'ue respeit@.. . . <abelC ? grita Lidigal da porteira novamente.la nesse momento.. Tilho. ...ai n"o 'uero ir ? ^amas vinha reclamando com seu pai desde 'uando dei=aram o <orrinho.Tempo depois. <anda o ^oaca.. A nature$a ta gr@vida. pegou seus pertences para viagem e saiu sem a minina vontade de ir. ? <abelC <abel sai pra fora limpando as m"os e observa seu pai e seus irm"os se apro=imarem... <ais paaaaai. . . . ? disse sem animo algum. Jm presente se tornou passado.... Ta bom pai.. LocO sabe 'ue estamos passando por momentos delicados. ^oaca vai ficar aMudando <abel nas correrias do barraco. . Temos 'ue vender algumas cabras e comprar comida pra nos manter.. ^amas entrou. &+1 .. Temos 'ue comprar mantimentos. ^oaca fecha a porteira..

sol de rachar. :Nota da descobridora a vontade de matar ? Ta larico s4 atrasa lado na 'uebrada ) foda9 <orre sem d49 Tava 'uerendo assassinar tod=s =s pol3ticos partid@rios> L@ fomos n4s: Eu. falta de @gua. medo. Eaminho duro.oite. Lidigal. Espinhos.. &+ . sorrisos. . olhares. as cabras. carinhos.TALES. o Megue Lalau. algumas gargalhadas. dois dias embrenhado no mato.. Iia.. p@ssaros. vender as cabras. bele$a natural. ^amas e o Megue Iimas para Eabrob4..

As outras emagreceram um pouco. Iei=amos para vos mices esse presente ca4tico em 'ue vives hoMe.ara pr4=ima geraç"o: Eu pelo menos :outr=s acredito> n"o 'ueria dei=ar para vocOs apenas morte e destruiç"o. . mas como a maioria n"o est@ nem ai.ada #e alguns lampiDes n"o resolva o problema. Eomeçava logo em 'ue o Sol dava in3cio a sua apresentaç"o no espet@culo #e ) a vida e vai at) o K4rus se despedir de todos e Set se apresentaç"o no palco.:Nota da sem chDo ? Attac# e Iecaa :usa> no dec# ? . viraram comida para v@ri=s terr@'ue=s. Essa feira era conhecid3ssima no sert"o nordestino. Eomo di$ a banda Iestroçus 1A 'ue vocO vai dei=ar para as baratasC> Iuas cabras morreram no caminho. Lenderam as cabras &+& . Sinto muito. Ehegando a Eabrob4 foram direto para feira. fs ve$es ficava at) o canto do carcar@ anunciando a noite.

Toi a viagem pra chega at) essas terras. .... . . 'uando colocou o dinheiro da venda em seu embornal onde l@ estava eu Munto a outras moedas e papel moedas.arafuso. Eu. Ehor"o. E al)m do mais s"o cabras leiteiras. Lidigal me apresentou algumas amigas... Eabras leiteiras. .egou at) um preço bom. .. para um tal de .. . Tudo bem seu chor"o. vamos ao 'ue interessa... .. Tumo de &+/ . Ehega de trolol4... dois dias e elas voltam a engordar.. Los mice 'ue se dei=ar. Lidigal essas cabras est"o magras cumpadi9 Esse preço 'ue tu 'uer eu n"o posso pagar.TALES....arafuso n"o venha com conversa omi. E al)m do mais mais esse preço ta barato p@ mulestia.

Liva a contra cultura pun# rap>. Tod=s seguiram seus caminhos. eu mais amigas &+0 ... Temo 'ue come primeiro e comprar algumas ferramentas. Lidigal e seu filho. . canivete. Iescobri 'ue minha escrita ) como o %A. Lamo vO filho. Eaminhando a p). Lalau e Iimas seguiam atr@s sendo pu=ado por uma corda.. . Eaminhando at) o arma$)m.. outros pap)is e um pouco de maconha. .cirda.. :%itmo e putoesia. Liva a permacultura.oucas pessoas na rua de terra. n4s..ai. viva a pirataria pra sociali$aç"o da informaç"o. :Nota da rabiscadora parte :K8FJ ? Esses dias pensando. um revolver. Lamos comprar um aparelho de r@dio pra dar de presente a <abelC .. Iepois do termino da feira. Eaminhamos pro arma$)m de Liviane e l@ fomos trocadas..

Wahia2. .ada. ..lo. Saem do arma$)m.. fumo de corda. ^amas ligou para test@. <e=eu ali e acol@. doce. . ela no per3odo de sua menstruaç"o usou cada dia uma &+5 ...TALES. :Nota da desenhista depois de um baseado ? Estou conspirando uma e=posiç"o de desenhos para levar ao %io de ^aneiro.. sapatos pros meninos e um aparelho de r@dio pra <abel. carne seca.ai meu sonho ) conhecer o %io de ^aneiro. E por falar em E=po a putoeta Amada conspirou uma e=posiç"o chamada Ealcinhas SuMas. farinha. ? disse sem dar muita importPncia. .. por: feiM"o. Escutou uma vo$ 1B inaugurada a rodovia %io. arro$. ? 'uem sabe. 8uem sabe filho.

. Munto com outras moedas. E por falar nisso meu amante .calcinha sem absorvente e depois escreveu putoesias nela. As plantas atuam Muntas com os insetos e outros animais. nas m"os de Liviane 'ue me colocou numa gaveta. &+6 .an\ da Silva participou de um livro coletivo na net foi interessante> L@ estava eu. Jm livro onde eu daria o inicio e passaria pra algumas pessoas pra continuar a hist4ria.ovos ind3genas atrav)s dos tr4picos tem criado Mardins parecidos por s)culos> :Nota da rabisIadora ? Estou pensando em livros ? imaginei um livro coletivo. Jma putoesia coletiva. Ticou deliciosa a e=po. #e vem habit@. las. como num sistema ecol4gico.

. sem lua. <Nsica ambiente. . 'ue ficava ligado no canto ou Qs ve$es no colo de sua companheira.veis &++ .a são reto(adas e( n.TALES. Se=o. Iores.... . Eaminho lento. Eom ele.. Solid"o.eido.oites de lua. .ticas entre o Brasil e a Ale(an. Eaminhamos at) o %io de ^aneiro em sua carroça. SilOncio. Senhorita 'uero farinha e feiM"o..roblemas com a carroça. Liviane serviu Frineu 'ue me recebeu de troco. uma cachorra e um aparelho de r@dio. 1As rela84es diplo(. Ehuva. Eom Liviane fi'uei sete dias 'uando se apro=imou do balc"o um suMeito chamado Frineu. regado a muita conversa e observaç"o das imagens em 'ue os caminhos lhes proporcionavam. sua fam3lia. .

Eirce tentou procurar uma mNsica... 16 (ercante >i)ueira Ca(pos 2 retido pelos ingleses no porto de #ibraltar por transportar (ercadorias de orige( ale(ã co( destino ao Brasil. Ealma menino. Purt PrQ0er substitui Ritter na E(baixada ale(ã no Brasil+ C. )ue este Alti(o 0oi declarado persona non grata pelo Brasil RRitter . n"o tem mNsicaC .a anti/ na*ista contra ale(ães residentes no pa. . mas nada.. &+* ..2 ? anunciava o locutor.de e(baixadores. <"e desliga esse r@dio s4 tem falaç"o.avia censurado o #overno brasileiro por per(itir u(a suposta ca(pan. de ve$ en'uando ) bom saber filtrar a realidade e observar o mundo.sS2 ? di$ o locutor de r@dio.

. 1Algu)m peidouC ce carniça2 e. lAlha a lagoa vamo nadar2 :Nota da rabiscadora 8.TALES..se o calend@rio crist"o atrasa lado.lo de minha vida. %ealidade. gritos. ... Eotidiano. A silOncio s4 era 'uebrado pelo ranger da carroça e alguns p@ssaros 'ue passavam por eles ou 'uando alguns assuntos lhe interessavam. Wrasil. %uptura constante. 1Jmmmm #e cheiro gostoso2.. Eomo: 1Alha l@ uma cobra92.. pois sou uma ot@ria e por esse calend@rio manter o monop4lio por a'ui.. B a guerra9 ? disse Eirce com o pensamento em uma @rvore com navalhas no meio do caminho. To cansado de &*( .M ? Toda. <as prometo 'ue vou elimin@. S4 uso a'ui. Eirce desligou o r@dio. WoceMos..

A e=istOncia de deus s4 serviu para nos oprimir e os afastou de um mundo pensado para tod=s>. Ti"o. .rofessora.me de pagamento por um serviço prestado a dois alunos filhos de Ti"o. .me como &*1 . To correndo atr@s.vender minha força trabalho por migalhas. Estava no bolso de . mas to na correria e vou conseguir.atalia sambista do grupo das baianas. Wibliotec@ria. para sustentar um patr"o e=plorador. A .ortela sagra.atalia pelo seu namorado 'ue me recebeu de troco numa troca de alguns vinis:Lps> com ]agner. n"o ) f@cil. Talita.a concentraç"o fui entregue a .se campe" no desfile das escolas de samba do %io de ^aneiro. %ecebeu. pra ter autonomia sobre minha vida. ]agner me recebeu de troco numa troca de um viol"o com Talita. Agricultor. ^ornalista. Eu at) dancei no carnaval. %ecebeu.

. . capina. Ang)lica. ? Seu pai entregou.TALES..me Munto com outras moedas ? verifica se o animal esta bem de saNde. forragem etc. Tudo bem pai. do galinheiro. do curral. vindima e por ve$es aMuda a carregar e descarregar as carroças de palha. na troca com Ang)lica. Ang)lica veio para o %io de ^aneiro Munto com sua fam3lia do interior da Wahia. e=ecutava trabalhos pesados: limpar est@bulos. ceifa. lenha.. espalhar esterco e a semeadura.. ? saiu pensando na sua vida. Ang)lica cuidava do Mardim. colhe. arranca ervas daninhas. do chi'ueiro.. vai Q casa de Ti"o e compra o animal 'ue ele esta vendendo... cava. .a vinda para o %io de ^aneiro. feno. pagamento da venda de um animal n"o humano conhecido como cavalo. &* . ara.

:Nota da escritora parte 9FJM ? Estou me preparando para uma colagem na madrugada EA.T%A %AIEFAS 'ue vai acontecer a'ui na cidade.. <.me por mantimentos tamb)m.ai de Ang)lica me recebeu num Mogo de baralho contra Am)lia em sua casa.rimeira de <angueira. . . . Sua escola era a Estaç"o . Ambos se conheceram na casa de prostituiç"o da Eorn)lia. Frineu passou por l@ para trocar.at@lia e seu namorado acordaram logo de manh". Tre'Uentada por ^erXnimo 'ue me teve em suas m"os ao comprar no arma$)m de ^oana alguns mantimentos.. Lutar s4 pela liberdade humana ) egoismo9>. %odeio ) tortura n"o ) arte nem cultura99 ? Woicote2 como di$ o putoeta ^.at@lia acabou o doce de MacaC &*& .. Estavam ansiosos para o carnaval.

pois 'uero tomar um para rela=ar.. ... Eonheceu. a pedido dos assaltantes. . <is)ria ao ligar a &*/ . Entrou nu rapidamente..at@lia.. . Estava tomando banho.repara um caf) gostoso pra n4s. .esse encontro a m"o es'uerda de <is)ria tocou a m"o direita de . . Acelera no banho. em 'ue os dois deitados no ch"o. <is)ria nem percebeu.amorado de . <is)ria s4 estava esperando.. Sambista. Soldador. Acabou9 ? disse . se tocaram sem 'uerer. <is)ria preparou o caf). Artista pl@stico. .at@lia no banheiro. .TALES. ? disse .edreiro. A deseMo se=ual em .at@lia saiu do banho nua..at@lia floresceu.a num assalto a banco. <is)ria..at@lia. . KoMe vai ser correria. Ai foi s4 dei=ar os olhos se encontrarem e os sentidos se armarem.at@lia.

.at@lia começa a acarici@.o novamente e começa a passar a l3ngua na cabeça. Ai . <olhadinha sente o dedo correr por entre sua vagina.. Fsso.o. Eheira. minha putinha gostosa. Lou comer seu cu. Eheira. Eheira..at@lia sentia o dedo percorrer sua vagina e chupava com pra$er. .lo com as m"os e depois vai descendo lentamente com a l3ngua percorrendo o corpo de <is)ria e para no pOnis.at@lia e começa a toc@. <is)ria sente o contado da l3ngua na cabeça de seu pOnis.lo. .a.. Enfia meu cavalo9 Enfiaaaaaaaa9 &*0 . ele acaricia a vagina dela..at@lia fa$ caricias em <is)ria. A pOnis de <is)ria enriMece. .. chupa essa pi#a 'ue ) sua.@gua e começar a tomar seu banho.. isso.at@lia de costa e de 'uatro passa a cabeça de seu pOnis em volta da vagina. 'ue delicia de l3ngua. entra ... Enfia na minha buceta meu cavalo9 <is)ria vira .at@lia.. isso. Ehupa. .. En'uanto ...

. .. As dois e=citad3ssimos.la. Gostosa putona do caralho... Sua vagina abriu com o penetrar do pOnis. Go$a9 Go$a minha putinha9 8ue to go$aaaaandooo1 Ahhhhhhhhh99 As dois se beiMam e tomam banho Munto..at@lia.at@lia.. <inha va'uinha9 ... Ai Ai <is)ria vou go$ar. Fsso9 <e rasga toda meu puto9 <e rasga9 <e fode9 A pOnis de <is)ria entra e sai da vagina de ... Lai me come seu puto9 ? grita . &*5 .at@lia sente a cabeça do penis de <is)ria penetr@. Goooooo$arrrr9 . Ahhhh9 Aii..TALES. . . .... <is)ria começa a enfiar lentamente.

:Nota da nDo sei o Ie ? Loltei a me movimentar na angolinha> As dois tomaram caf). ? respondeu <is)ria no 'uarto. . .at@lia M@ fora do barraco. Tavela Se n"o h@ Mustiça para os pobres 'ue n"o haMa pa$ para os ricos.. <is)ria fechou a porta do barraco e Muntos desceram o morro rapidamente fumando um baseado.rimeira de <angueira presenteava os t3mpanos de todos.at@lia levantando da mesa.2 . Ehegando na 'uadra da escola..... .. s4 na <angueira mulherrrr guerreira. <is)ria vamos pra concentraç"o. . ? disse . Fsso ) hora de chegar . A samba da Estaç"o . s4 estou pegando minha carteira..egou sua bolsa 'ue estava no sof@. estamos atrasados. Lamos.at@liaC &*6 . Lamos <is)ria9 Estamos atrasados. ? . 1<ulher guerreira mulher... .egaram o bondinho..

a pra n4s. .TALES. 'ue calma porra9 Lai trocar. Lamo . . vamo tamb)m porraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa &*+ .. Tome essa grana.at@lia9 ? grita ^o"o$inho com os braços semi erguidos .. <is)ria... . Tu ta atrasada. se. porra9 .. . . Ealma... Ealma ^o"o$inho.. Eomemorar a vit4ria da nossa <angueira.. A 'ue foi negoC Tala logo 'ue estamos atrasados9 <is)ria se apro=ima. guarde.. .a: . Seu namorado chama.at@lia me pegou e enfiou em seu bolso e seguiu para colocar sua fantasia.se..at@lia ri e segue para se vestir e ma'uiar... para depois tomarmos umas cerveMas..at@lia9 .

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaa99 :Nota da Abuso -onoro no decI ? A 'ue vocO fe$C A 'ue vocO fa$C <as faça algo antes 'ue seMa tarde de mais. &** . Ealma..> A tempo... .at@lia.orra9 A escola estava muita bem. n"o adianta ficar nervoso.. Ticaram at) o final do desfile para ver as outras escolas. 8ue merda . Lamos perder alguns pontos apenas. .ooooorraaaaaaaa99999 . A desfile acabou. A escola se foi. depois do desfile das escolas. porra9 . . <andando vO.at@lia. ? disse ..at@lia e <is)ria caminhando de volta para casa.. .a pr4=ima vamos arrebentar. Mustamente o carro da linha de frente foi 'uebrar no meio da avenida.

As dois continuaram a caminhar pelas ruas do %io de ^aneiro... Tamb)m a policia se fa$ia presente em alguns espaços da cidade. Lia.. outras aos bailes... se viu a ... Sei n"o. Torcer para 'ue possamos ganhar mesmo assim9 . Lamos tomar a'uela cerveMa pra comemorar o pra$er de desfilarmos em mais um carnaval.at@lia e dando um cheiro no pescoço dela. Lamo nega ? disse <is)ria abraçando .TALES. Ehega.. .. .se v@rias pessoas com fantasias circulando pelas ruas. mas arrebentaram9 ... A cidade era toda carnaval.. . 8ue ningu)m nos ouça.ortelaC .. Algumas pessoas indo para suas casas.at@lia fa$ um gesto de alongamento no pescoço e ao terminar di$: /(( ..

Eles desceram um pe'ueno degrau e entraram. Lamos. Algumas pessoas entravam e saiam do bar... ? apontando. Seus ouvidos captaram um aparelho de r@dio anunciando a mNsica T Cardineira Por)ue est..a.o Deu dois suspiros E depois (orreu Ve( Cardineira Ve( (eu a(or $ão 0i)ues triste Vue este (undo /(1 ..s tão tristeU "as o )ue 0oi )ue te aconteceu 7oi a ca(2lia Vue caiu do gal. . Alha <is)ria vamos parar na'uele bar..

2 Iepois 'ue a mNsica terminou entrou o locutor di$endo : 1 . >en.o e EE 0ardos de algodão..TALES. ru(ores de guerra por ai. 6 co(andante tentou argu(entar+ (as /( .6 navio (ercante brasileiro c.oras e sen.a de Benedito 5acerda e Wu(berto Porto+ gravada original(ente na RCA Victor por 6rlando >ilva..ores . (arc... di$ o locutor. >olta o preso sonoplasta.. Escuta essa. %odo 2 teu %u 2s (uito (ais bonita Vue a ca(2lia )ue (orreu TA jardineira.in.a(ado Buarque 2 retido pelos ingleses )ue retira( de bordo+ alegando tratar/se de (ercadoria de guerra+ IX caixas de vin.

EntendeuC Se n"o. onde amarrou o c"o e dei=ou."o s4 de utilidade para os olhos. %esultado o c"o morreu. Va(os a pr9xi(a (usical pois 2 carnaval2 :Nota da descobrindo %n!ormaçQes ? Esse dias lendo um te=to descobri um assunto sobre a arte escultural.0oi e( vão. Esses dias um ot@rio metido a artista pl@stico pegou o c"o 'ue vivia na rua e levou para sua e=posiç"o. 8ue porra de arte ) essa. fudeu9 Sou uma p)ssima e=plicadora. o sem comer e beber. 8uero 'ue esse merda seMa amarado e dei=ado /(& . mas de utilidade para os outros sentidos. E=emplo uma arte escultural 'ue servia de arte e tamb)m vasilha para carregar @gua e outras cositas. Antigamente :me corriMa se estiver errado> =s artistas produ$iam suas artes como algo de utilidades saca9C . Então va(os 0icar atentos+ pois guerra+ )ue( perde 2 se(pre o povo.

Eom pedido de h@beas corpus negado em 1*&6. um dos anar'uistas mais atuantes da e=tinta Tederaç"o Aper@ria de S"o .ei no deserto do Saara e fotografarei sua agonia e dor.. sindicalista.aulo. Eoloc@.."o se sabe ao certo> era acusado de ter em sua residOncia documentos 'ue 1poderiam colocar em risco a estabilidade e a segurança social do Wrasil2. sem comer e beber para sentir o 'ue ) bom.TALES. este espanhol :ou francOsC .lhe. ^onas. L"s Keras s4 conseguiu sair da pris"o em 1*&* para visitar seu pai. Tomarei um copo de @gua e dar. de orientaç"o anarco.reso desde 1*&5.lo.ei as costas>. . ent"o /(/ . Eai nas m"os dele 'uando em 1*&* vO a sa3da da pris"o de mngelo de L"s Keras.

Jm dia desses entrou alguns policiais no sindicato."o era ilegal por n"o ter se registrado no <inist)rio do Trabalho como e=igia a legislaç"o fascista do Estado .. . Iocumentos do sindicato.. Estamos providenciando. . As autoridades policiais de S"o .... seus putos9 ? gritava o sargento do Ieops.gravemente doente. EadO os documentos do sindicato. 8ue porra ) essa de providenciando o caralho9 Seus anar'uistas de merda9 Seis v"o se fudO.ara 'ue fosse legali$ado..aulo alegam 'ue o Sindicato dos <anipuladores de . . . o sindicato precisaria apresentar atestado de bons antecedentes do Ieops.ovo.. .. ? disse o encarregado da comunicaç"o. /(0 . Jm9C ? Ticou pensando. .. atestados de bons antecedentesC ? perguntou um policial.. A arrocho sindical getulista continua em curso.

/(5 . ..ra ontem9 . E agoraC A 'ue vamos fa$OC Eles n"o est"o brincando. seus merdas. As soldados entraram na viatura e sa3ram cantando pneu. . .. a angustia e o 4dio tomou conta do ambiente. ? disse calmamente o comandante da miss"o. o medo.TALES.. .... ^onas temos 'ue nos prepararmos.. pois esses merdas v"o nos perseguir....ooooorraaaa. . Lamos entrar em contato com =s man=s anar'uistas pra marcar uma reuni"o urgente.. ..ode crO companheiro.. . .. . ... Tilhos de assassinos de merda.. Algu)m vai ter 'ue ir pro %io de ^aneiro avisar =s anar'uistas l@. A silOncio. Estamos de olho em vocOs..utos. A 'ue vamos fa$erC .

. Tui cair nas m"os dele. Eu vou ? disse ^onas.. . Sapateiro. Eompositor. Anar'uista.. Acho melhor n"o cumpadi. <elhor e pedir para 8uit)ria. . LocO 'uem sabe. Iescansa um pouco.lhe alguns informes sobre a movimentaç"o anar'uista em S"o .. mas tu M@ est@ bem visado se liga9 Lembra 'ue os 1cana dura2 est"o doido para pegar vocO. ? sem meias palavras.. Iei=a outr= ir no seu lugar.... . Ent"o fa$ o seguinte: entra em contato com 8uit)ria e de um to'ue pra ela... 'uando ele me pegou de troco no bondinho indo pra casa de um amigo em Eopacabana..aulo e 'ue seu /(6 .. Tudo bem9 Se precisar tamo ai9 .assa os caminhos para ela. entregar... <as eu sei alguns atalhos onde me esconder se caso ocorrer algo. ^onas. <Nsico. pois tu acabaste de voltar de l@. .

Garçom. . Ele fa$ia o papel de trabalhador no tr@fico. Li=eiro. .. Ator. 8ue depois a m"o es'uerda de %amos. Artes"o. Logo fui parar na m"o direita e depois no bolso de <ilton. num /(+ . Iei=ou.at@lia me dei=ou no bar na m"o direita de <arcelo. Iono do bar.me no cai=a do bar. <ilton estava atuando no filme chamado 1<on4logo da Anhocam2. 'ue me recebeu de troco por comprar trOs cerveMas e um copo de vinho.TALES. 'ue me pegou com a m"o es'uerda e me passou para direita. me. Tocou. <ilton. estava para sair da pris"o. fi'uei dois dias at) cair nas m"os de Elaine. companheiro mngelo de L"s Keras.. Eom ele.asceu no %io Grande do Sul numa pe'uena cidade onde resolveu cortar o cord"o umbilical 'ue unia a sua fam3lia e migrou para o %io de ^aneiro. <aconheiro.

me no bolso do vestido Munto com outras moedas e saiu. Toi assim 'ue parei nas m"os de ^onas. :Nota da -even *inutes o! nEusea no decI ? Acabei de colher algumas /(* . Eom Aninha fui parar no bondinho na troca de uma passagem para o morro da <angueira. ^onas voltou para S"o . para me trocar por um par de sapatos e um metro de pano. 'ue me deu de troco para Aninha na troca de doces e p"es.a padaria cai na m"o direita de <aia. Secret@ria.empr)stimo 'ue fe$ com <ilton. . Enfiou. .aulo para encontrar mngelo e dar. Keber dono da sapataria me trocou por p"es.lhe uma força. me dei=ou numa pe'uena sapataria. Elaine.o outro dia. Estava comemorando o seu anivers@rio. mortadela e 'uatro garrafas de refrigerante. Ela foi visitar seu namorado no morro.

TALES. pitangas do p).. Ehegaram 1apavorando2. teve 'ue entregar a pauta de suas reuniDes ao Iepartamento Estadual de Ardem . LocOs pensam 'ue me engaaaanamm. Argasmo triplo. 'ue tamb)m seguia orientaç"o libert@ria. ? disse o comandante. armados 1at) os dentes2. A partir deste ano este sindicato.. Ainda n"o conseguimos providenciar todos..ol3ticas e Sociais. Seus olhos observam o /1( . ficando um tempo em silOncio... . Suco delicioso amb)m> Sindicato dos manipuladores de p"o... . Seus comunistinhas de merda cadO os documentos 'ue faltavamC . mas M@ esta em andamento..

arem soldados ? disse o comandante. m@'uinas. . .. .ambiente.. . Sargento9 8uebra tudo. Mogando tudo pro ch"o.. pois alguns soldados estavam apontando seus fu$is para eles. LocOs est"o brincando comigo9C ? observa. Eadeiras. Sargento9 8uebra tudo9 ? disse calmamente com 4dio. M@ disse pooooorraaaaaaaaaaaaaa9999999 Sargento e os trOs soldados deram um empurr"o nas pessoas 'ue estavam no sindicato e sa3ram destruindo o 'ue encontravam pela frente. As anar'uistas ficaram apenas olhando e indignados... A sargento e os soldados sem entender olharam para o comandante. ? disse um dos anar'uistas. mesas.. . calmamente olhando nos olhos de um dos anar'uistas. A sargento ficou parado sem saber o 'ue fa$er. ... etc.. /11 .. Ealma estamos providenciando.

Ainda em S"o ..TALES. Tilhos da merda. vamos destruir vocOs Muntos. A silOncio foi 'uebrado por ^onas.. se a porra dos documentos n"o estiverem prontos.. seus poooorrassss9 L"o tomar no cu de vocOsssss ? gritou um dos anar'uistas chorando de 4dio 'ue tamb)m foi at) a porta.. <erdas s"o vocOs..aulo os anar'uistas passam a ter um lugar mais /1 . . . ? disse ^onas caminhando at) a frente do sindicato e observando os policiais a caminho de n"o sei onde. I@ pr4=ima ve$.... . 8uando eles sa3ram o silOncio se fe$ presente Munto com o espanto. .. Agora saiam9 A comandante se apro=imou dos anar'uistas e disse: . s4 fa$em isso por'ue est"o armados. B isso ai irm"o9 Lamos dar um Meito.. ? acabou de di$er e saiu..

.o silOncio. ? disse mngelo. mais tarde transferido para <ogi das Eru$es. com a doaç"o pelo advogado.. lugar relativamente retirado.. nem tratado para legali$ar esses crimes.em estado para dominar e assassinar. Liva blac# bloc#> . Mornalista e militante anar'uista WenMamim <ota de um terreno no Ftaim. :Nota da sem pEtria ? . Liva a revolta popular. . Somos poucos9 /1& .. Temos 'ue tomar cuidado. . B foda9 ? disse Eec3lia.. . pois o bicho ta pegando. Eompanheira tenho 'ue sair fora da'ui. . ent"o. em vista da urbani$aç"o do Ftaim.discreto para se encontrarem..assei um tempo com mngelo 'ue me recebeu de ^onas como aMuda. 'ue dar@ origem ao s3tio dos anar'uistas.

Troca de informaçDes... . :Nota da pensando nesse momento .. poesias. dei=ando a poeira bai=ar. %espeito Q nature$a. B mesmo mano. Liberdade para tod=s em 'ue toda consciOncia e=ista Q vontade de 'ue o respeito. ? acrescentou Frm"o ? Estamos em momentos dif3ceis."o podemos vacilar. Aprendi$agem.. A anar'uismo ) uma construç"o 'ue pensa para tod=s. Esse pessoal anar'uista eles vOem o mundo pra tod=s =s terr@'ue=s. carinhos a luta. . igualdade. Eheiro. Algumas 1tretas2Zconflitos ideologicos.TALES. %euniDes calorosas. mngelo passou um tempo no sitio dos anar'uistas. solidariedade para /1/ .

e=istirmos. B algo 'ue corre com a nature$a coletiva num tudo. . A anar'uismo ) algo plural. Tui para o %io de ^aneiro Munto com mngelo e seus pertences."o ) algo pronto. mngelo teve 'ue 1sai vuado2 de Ftaim. :Nota da correspondente sem receber cartas de amor ? Estou na correria pra descolar um endereço de um mano 'ue caiu na cana dura por trafico de drogas. pois solidariedade n"o tem fronteiras> /10 . Sempre evoluindo. A mano vai sair e ainda n"o consegui seu endereço pra enviar uma carta. <as n"o consigo ainda. <as ) algo pensado para tod=s sem pirPmides. o 1bicho tava pegando2 pro lado dele e dos seus companheir=s. Tumor no dec#> Ie uma hora para outra.

para 'ue eu possa enviar putoesias a essas pessoas e elas conspirarem por l@ a distribuiç"o de minhas farpas Ta dif3cil. L@ estava eu. Qs v)speras da Segunda Guerra <undial. Stepanovitch. chegara ao Wrasil l@ por 1*1&. :Nota da rabiscadora tentando se tornar vagabunda ? Estou tentando arrumar endereço de algumas pessoas 'ue moram em pa3ses 'ue falam a l3ngua portuguesa. mais mngelo e outros anar'uistas.. A pira ) elas lOem e es'uecerem em suas localidades>. .. os libert@rios ainda conseguem se reunir para ouvir palestras do anar'uista russo Assipe Stepanovitch. tendo para sobreviver e=ercido /15 . pessoa e=tremamente culta.o %io.TALES.

os mais diferentes of3cios. ? pegou. . v4s sois do nosso conceito. modelo vivo para pintores entre outros misteres..me gerbete. hospedagem e um bom banho.edro FF :.. muito calor di$ia."o precisa pagar mngelo. Jm pe'ueno sitio numa cidade pe'uena. /16 . Tudo bem. Toi engra=ate. . Ehegando l@ me dei=ou nas m"os de gerbete em troca de comida.. Agradeço.o r@dio escutei: 1EY de Cun. . mngelo n"o se adaptou no %io de ^aneiro devido o clima.. bedel do . . .edro segundo>.uma conversa com seu companheiro resolveu ir para o %io Grande do Sul.. ..o de MJIJ – 2 criada a cidade brasileira de Canoas+ no estado no Rio #rande do >ul2. mas ) para aMudar nas despesas.

hibernando na gaveta do 'uarto.TALES. Ambos gostavam de ficar escutando o pe'ueno r@dio 'ue ganhara de seu amigo. gerbete. Munto com as roupas intimas. Anar'uista. <aconheiro. . Tat"o bolava seu /1+ . ^untos preparavam o caf) e tomavam. Jm pe'ueno s3tio longe da cidade mais pr4=ima. ? di$ia o locutor. Eomo eles n"o eram muitos de gastar.oeta. Iuro na 'ueda.. Eles dormiam cedo e acordavam cedo. Legetariana. Eostureiro. Semeador. fi'uei com eles um bom tempo. Amante.. Eompanheiro de Emma. 1%orna/se obrigat9ria a exibi8ão+ e( cada cine(a+ de u( 0il(e nacional por ano[. Lulgo Tat"o. 'ue foi visit@.lo um dia desses. Jm bilhete suicida escrito h@ anos. Anar'uista. Ta=ineiro.

f noite eles se reuniam na varanda para escutar o pe'ueno r@dio e conversar um pouco. . Ta fumando l@ no 'uintal.. mngelo sem saber o 'ue fa$er... gostava de ler toda manh". As coisas n"o est"o f@ceis.baseado e caminhava at) o 'uintal onde sentava debai=o do p) de Mabuticaba. . L@ fumava numa boa. A 'ue posso fa$er EmmaC .. Emma cuidava das galinhas.... fale o 'ue ta acontecendo em S"o .oss=s companheir=s est"o passando por /1* . <ontanhas e uma floresta linda. E ai mngelo. A repress"o ta pegando.? anunciava o r@dio. ^@ 'ue tu 'ueres aMudar. Emma. vai varrer os 'uartos... onde a vista era linda. Tat"o plantava sua pr4pria maconha... aMudava Emma nas correrias da casa. 1 reali*ada a MZ de(onstra8ão de %V no Rio de @aneiro2. ..aulo e no %io de ^aneiroC ... . EadO Tat"oC ? perguntou mngelo .

...a cidade Qs ve$es acontece algo. Estamos aMudando no #e podemos. ... . / ( .. Eonspirando a segurança do barraco.. A pol3cia ta fechando o cerco contra n4s. Emma levantou e foi at) a co$inha. . Wonita cachorra ? disse mngelo. Evitando coment@rios. Evitamos de circular muito pela cidade. ao inv)s de dormir fica por ai procurando algo... Eu fico triste. .. Wonita e inteligente. ."o ta f@cil.. estamos tomando cuidados. Essa menina.. mas mesmo assim. .. ? acrescentou Emma.. . Emma Alha l@ a Gleice9 .. pois alguns companheir=s est"o sendo pres=s. conflitos constantes.TALES. A'ui a repress"o ta devagar. Loltou com um pote de doce de manga e trOs colheres...

Jmmm.. . %iram todos novamente.. e alguns mantimentos para nosso sustento.. <e deu at) vontade de comer.... .. .. Sentou ao lado de Emma. ? disse Tat"o. <e de #a um pouco.. To vendo e sentindo 'ue meu doce arrebatou mais um coraç"o.. . Emma serviu. B mesmo Tat"o. Eu to de boa9 ? disse gerbete se apro=imando da varanda... . Todos riram. Emma... A #e achaC / 1 . A silOncio s4 era 'uebrado pelo barulho dos talheres em contato com o vidro e outr=s terr@'ue=s. Eu 'uero ? disse mngelo... .. precisamos comprar milho para as galinhas ? Ta deliciosos mesmo . ? risos. #e delicia estou tendo um orgasmo triplo.. Lamos amanh".. Algu)m 'uer doce de mangaC .. ? riu.

.aulo. to a fim de andar um pouco e enviar uma carta para =s companheir=s de S"o . .. A Sol anuncia a vinda do dia. ta ligado9C . ? disse mngelo.. se oferece mngelo ... :Nota da procurando a resposta para se tornar vagabunda ? 8ual ser@C Se vocO tiver a resposta me escreva..."o vacile9 Tome cuidado com as correspondOncias tamb)m. A dia anuncia a / .TALES. . . pra nos tudo bem. o galo anuncia a vinda Ie K4rus o Sol. ... Se vocO 'uiser. S4 tome cuidado.. To ligado Tat"o. .. Se perguntarem tu ) nosso sobrinho. <e dei=em ir.. mngelo tome cuidado com essas cartas. Jse os c4digos.. Einco horas da manh".

Eomo uma pedra. Lou l@ acord@. .flor entrou Manela adentro e pousou no canto da mesa. A cheiro do caf) me dispertou... .... . Todos riram.. Eles tomam caf) sossegadamente.vinda de Tat"o 'ue caminha pela co$inha..lo... ? se apro=ima de Emma e a beiMa no rosto. Lou lavar meu rosto e escovar os dentes. / & . Iormiu bem filhoC ? perguntou gerbete. Emma cadO mngeloC A #e foi #e tu acordou cedo companheiraC KoMe ) meu dia com o caf).. A mesa posta. . .. A corpo n"o conseguiu mais dormir. . .. Jm beiMa. . mngelo ta dormindo. meio sonolento e Emma preparando o caf)... para prepararmos a carroça pra ele ir Q cidade.. ."o precisa M@ estoooouuu ? boceMou ? de p). L@ 'ue o caf) est@ 'uase pronto..

..se e escovou os dentes.. mngelo entrou na casa... seguido de caricias e troca de id)ias a cheiros.. Leio nos visitar.. . ? A )gua #e n"o era / / . . mngelo termina de tomar caf).. Eamila tu leva esse rapa$ at) a cidade e traga... Tat"o pegou o cavalo no curral e Muntos prepararam a montaria. Levanta da mesa e pergunta... . %espondeu Tat"o. Alha 'uem ta ai Emma ? disse mngelo. ? Ealma9 Tat"o terminou o caf) e levantou da mesa. Tat"o levou a carroça at) a porta da casa e deu @gua para o cavalo.TALES. Eaminharam at) o est@bulo. . Tat"o vamos preparar a carroçaC .o de volta. Lamos9 ? comendo um pedaço de p"o e tomando caf). com um p"o na boca. vestiu.

Tat"o acompanhou mngelo at) a porteira. tu ) estranho para eles. Tat"o abre a porteira e disse: . cuidado com o pessoal da cidade. os dois riem. . .a di$endo 1Woa menina2. mngelo vamos9 ? gritou Tat"o do 'uintal. .eguei.Tchau Emma ? acena mngelo da porteira. ... .se de mngelo. mngelo saiu e montou na carroça. Ah9 Eompre um pote de doce de batata doce pra Emma.ronto para sair. Tu pegaste a lista do 'ue ) pra comprarC .. Seu malandro ? disse mngelo . apenas olhou para Tat"o. mngelo... Tat"o acariciou.... Eompra e volta...cavalo... para despedir. / 0 . Emma retribui... Emma saiu de casa com avental amarrado na cintura e caminhou at) o 'uintal. . . Evite falar muito com as pessoas.

mngelo ficou admirado com a pe'uena cidade.. Algumas pessoas observavam. mngelo os cumprimentava com o abai=ar da cabeça.. . Lamos Eamila. .. L@ vamos n4s. mngelo conversava com Eamila na estrada. ? disse.TALES. ? gritou mngelo e chacoalhou a r)dia da )gua 'ue começou a caminhar...oucas pessoas nas ruas.. E l@ foram eles. :Nota da maconheira ? Amanh" vou na boca de fumo pegar vinte e cinco gramas de mato para meu deleite se=ual> Ehegando Q cidade.no. <uitas @rvores. / 5 . .

'uando as m"os de Acabus. . filho de _talo. .raça Tiradentes ao lado da entrada do Teatro Earlos Gomes :%ua Iom .edro F :. Lendedor de livros. me acariciou sem seu pai saber.egou. .aulo e distribu3a para outros vendedores. Se h@ autoridade. _talo me hospedou por de$ dias.edro / 6 .o bolso de Ied). Sou contra9> 1<inha Livraria2 situada na . ^uare$ buscava livros de S"o . 'ue me colocou em seu bolso. 'ue me passou para a direita. e me trocou por um livro.ermaneci por um mOs at) ir me encontrar na m"o es'uerda. pagou e saiu.mngelo se apro=imou de um pe'ueno arma$)m e me dei=ou na m"o direita de _talo na troca de mantimentos. :Nota da Aus #otten no decI ? Eontra toda autoridade.

/ + ."o es'uenta to indo amanh" pro interior. pegou dois livros para ^uare$... . ni >. Tica ligado heim9 Si liga9 ? di$ e vai atender outra pessoa. .. ? disse Garavini no silOncio. fascistas.oucas pessoas na livraria.. Eonspirada pelos Garavini. a livraria resistiu bravamente. . <esmo durante os mais repressivos anos do Estado .TALES.... . pois os policiais est"o reprimindo todo mundo. sempre sob os ata'ues da pol3cia e as provocaçDes dos fascistas locais. um espaço 'ue serviu de ponto de encontro e de acaloradas discussDes dos anar'uistas e anti..ovo varguista. . primeiro>. ^uare$ tome cuidado companheiro.

. ? Ah9 Esses dois guarde para mim at) amanh" ou depois de amanh". . Jma noite dessas 'uase foi pego pela policia. Laleu. Anar'uista. As muros s"o seus amigos. Ele e alguns companheir=s conspiravam contra o 'ue estava acontecendo... Iespediu.se de todos e saiu da livraria.4brega era conhecido como o .. ? respondeu reme=endo outros livros. Tica frio.. E=propriador..rofessor.egro Gato. Teve 'ue correr um 'uarteir"o e pular um muro para se esconder. Antiarte. / * .4brega. ? disse . Guardo at) a semana #e vem9 .. Estava fa$endo uma colagem sobre contra a repress"o da realidade do momento. Lou.. .4brega vai levar essesC ? Garavini mostra os livros 'ue est"o em cima do balc"o.. ..4brega. . .

Tui trocada por dois pares de sapatos e uma camisa /&( . pessoas como ^uare$ sempre saia pelos fundos em uma passagem secreta 'ue poucos conheciam.o dec# A.%.S.a livraria.. ..as m"os de <ar'uinho fi'uei pouco tempo. . Ehegaram 'uebrando tudo e metendo a m"o na grana do cai=a da livraria. :Nota da desgraçadora ? Esse sistema em 'ue vivemos ) uma bosta f@lida.TALES. uns dois dias.uma batida na livraria. :Auro preto.<G> Ias m"os de Garavini fui parar nas m"os do soldado militar <ar'uinho. . As soldados aproveitavam o momento e roubavam para si al)m de apoiarem a ditadura. .

. . Era o dono ir almoçar. mais trOs pessoas. ele foi almoçar e demora como sempre. . 8ue nada... S4 vocOs ficarem na sua9 /&1 . Lai... pois esses dias ele perguntou se algu)m tinha entrado em seu escrit4rio.. . Ele M@ esta desconfiado.as m"os de JbiraMara. Toma cuidado Jbaldo. Eristina e Jbaldo. ? disse sua colega de trabalho.. Jbaldo gostava de ligar o r@dio 'ue ficava no escrit4rio de JbiraMara. ? respondeu Jbaldo tirando um sarro.a loMa trabalhava o dono.. Luana.. Sentava na cadeira de JbiraMara e ficava escutando.. . 16 navio (ercante Itapé 2 retido pelos ingleses )ue retira( do navio brasileiro EE passageiros de nacionalidade ale(ã. . Iono da loMa onde <ar'uinho me trocou. Jbaldo esperava um pouco e l@ ligava o r@dio. .2 ? di$ia o locutor.de manga longa. pois JbiraMara pode te pegar.

n"o vai di$er 'ue fomos n4s 'ue te entregou. cero cinematografa meu universo> /& . muitas pessoas entravam e saiam da loMa. . n"o vai se arrepender. pois ser@ bem utili$ada garanto. A'ui ningu)m ta afim de caguetar ningu)m. mas se ele te pegar.. :Nota da so!rendo com os pernilongos ? 8uero fotografar. Tui parar nas m"os de . Algu)m bem #e poderia me doar uma m@'uina #e filma e fotografa.. Eomo era final do ano.erfertiti 'ue foi comprar dois pares de sapatos para suas meninas..a loMa de JbiraMara fi'uei por trOs dias. .TALES..

> :Nota da aprendendo a tocar violDo ? Esses dias compus algumas mNsicas com letras. o silOncio.o dec# desligado. S4 um fio de lu$. Aia eu transpirando. conspirando a pirando:C>> /&& . B n4is999> :Nota da violDo ? ganhei outro estou transando com ele . transpirando a conspirando> =F:9 :Nota da aprendendo a tocar violDo =K5F5899M? Ganhei um viol"o todo remendado. Abservando a lua minguante.@Nota da "rojjeto macabro no toca cd – Eonsegui a m@#ina to pirando.

. Lucrecia. . Tog"o a lenha. . A silOncio flutuava no ar com algumas variaçDes de comemoraçDes cansativas.o viol"o compus uma es'uete teatral. Jm pe'ueno r@dio de v@lvulas. TeiM"o.TALES.esse caminho vim Munto com mais trOs moedas de Ein'Uenta.feira.. A Lua. encontrado pelo caminho. Iois anos.efertiti. 1 anos. de$ e vinte r)is.oite. :Nota da peido ? . /&/ . Abservando a sendo observada. Trieda. Fmagine um mon4logo em 'ue ) anunciado uma personagem entre nua e com um viol"o sem cordas e ai transpira pira a conspira a peça> =F:9 Segunda. 'uando voltava da cidade. . caf) a alho fa$em o cheiro do ambiente. percorrendo seu caminho.

escutar os carcar@s. <otorista. %esolve sair da boleia do caminh"o para observar o dia surgir e sentir o cheiro da segunda manh" de 1*/(.e0ia da "issão "ilitar norte/ a(ericana no Brasil. <ilhos. . :Nota da rabiscadora parte = ? no toca cd Antonio . Estava longe de sua casa a das /&0 .lantaç"o de milho e feiM"o. Goiaba. ^abuticaba. Galp"o. Galinhas. Eannabis sativa.2 ? di$ia a locutora no ambiente de um pe'ueno sitio. Abiu e v@ri=s terr@'ue=s por l@. Goiaba.4brega interpretando 1rasga do nordeste2 ? <inha vontade ) de dar um role onde Lampi"o e companheir=s andaram.@ssaros. .(an "iller assu(e a c. Sentir o cheiro do lugar.16 tenente/coronel 5e.> :blues primitivo com Ma$$ no dec#> ^oel. observar o ambiente. . ^acas. Goiaba.) de Mabuticaba.

Entrou na boleia. A resto era um mato s4. Enfiou a m"o no saco.neu furrou para alegrar a observaç"o de um ninho de passarinho. pegou. %espirou fundo. .TALES. /&5 . ^oel companheiro de . Apenas a rodovia a o posto fa$ia a paisagem. . drvores e outr=s terr@'ue=s n"o humanos. coçou e cheirou. Ieu a'uela cafungada e voltou ao posto. Ticou um tempo observando e sentindo o cheiro do ambiente. Eaminh"o estacionado em um posto de combust3vel. Lento canta suavemente.. comemoraçDes festivas atrasadas de um mundo crist"o.. .efertiti.@ssaros a outr=s terr@'ue=s passam dando adios. Iepois de um dia cansativo.oucos ve3culos circulavam pela rodovia. Eaminha at) fora do posto e observa o Sol nascer. Tui999 1Eomo ser@ 'ue as meninas est"oC2 ? pensava.

me e foi tomar caf) no bar. açNcar e mais leite de soMa. Escovou os /&6 . caf).ediu p"o. mais p"o. p"o. Lavou as m"os no banheiro. Soltou um peido gostoso no silOncio. açNcar. . Limpou com a blusa um espaço para en=ergar.as m"os de Tina.se da Manela de vidro. .me de troco. Ti'uei por 'uin$e dias. Abservou se o bar estava aberto. A bar abriu. Atendente. Seis horas da manh". . L@ me dei=ou na troca de p"o. Apro=imou. Artista pl@stica.agou e pegou. Encostou os olhos no vidro da Manela."o estava. manteiga. mais açNcar. A'uele de es'uentar o cu. 1finalmente2 ? pensou Aur)lia. Iireito e es'uerdo. Artes". Jma menina gr@vida abriu a porta e começou a varrer a frente do bar. Entrou. mais caf). Gr@vida. . Eheiro. Eaminhou at) o banheiro e tomou um banho. Alhou para os dois lados. 8uando Aur)lia. Andarilha. leite de soMa. ce estava embassada. Ticou esperando at) as sete horas. caf). <aconheira.as.

Alhou para es'uerda. . Tumou um baseado. Lontade de cagar. Apenas o hori$onte. 11 horas. Seis e meia da manh". Andou e bebeu. Apenas o hori$onte. A Sol. 11 horas e 1( minutos. Encostou um caminh"o. Toi deitar. Sol. Aur)lia /&+ . logo de manh". Eoçou a vagina. Alhou. Ticou um tempo. Entrou no bar novamente. Sol. se embai=o de uma @rvore. Sentindo o ambiente.. Ticou um tempo.TALES. Saiu com uma garrafa de cerveMa. . Alhou para direita. Tedo.. (+ horas e /0 minutos. Tomou um banho novamente. 11 horas /& minutos.ada. . Aur)lia saiu do bar e caminhou at) a rodovia. Eagou no banheiro do bar. 1 horas. A dia foi.o dia seguinte.se no espelho. dentes.se. A noite foi. Gritouuuuu99 Gritoooouuuu999 %esolveu ficar no posto esperando uma carona.se.eidou gostosamente.

Eo$inheira. . . s4 uma id)ia. Tirme$era mano9 A #e tr@s vos mice a'uiC . onde foi parar em ^aburN no Eear@. L@ Aur)lia me dei=ou numa pe'uena 'uitanda em troca de algumas frutas. Eumpadi. Jm dia desses mrmandu tomando sol na frente de seu barraco. . 'ue me entregou para seu filho... Eom ela fi'uei apenas oito dias e logo cai na m"o direita de .... Lavadeira e doceira..conseguiu uma carona.adMa. 8uitandeira. <Nsico. Euidado9 Seliga cara9 Antem ele tava di$endo na banca 'ue se /&* . . <aç". para trocar por uma bicicleta. mrmandu firme$a cumpadiC ? disse seu amigo encostando a bicicleta no muro. Wananas.inha a mam"o.e$"oC A mano ta no maior veneno contigo. tu n"o vai pagar o .as m"os de %adiMdMa. Ladr"o de bicicleta. Eai nas m"os de mrmandu.

1&. Eu #ero 'ue ele seMa es'uarteMado ? risos..e$"o. s4 to dando um to'ue. //( . o cabra ) foda9 ^@ apagou alguns por nada... 8ui nada cumpadi. tu n"o pagar ele... :Nota da observadora ? KoMe.. pois a policia estava a sua procura. ..(+ ? as crianças de 1 .. to devendo uma merr)ca9 Se ele 'uiser.. pois gosto de vossa pessoa.. est"o se tornando adulta mais cedo. 8ue teve 'ue sair fora. . . (.&. vai apagar vossa pessoas9 ? disse seu amigo. Tu #e sabe. ele espera9 ..TALES. <aaaaano.. Fsso ) foda9> TrOs dias depois estava eu nas m"os de .

Trocou.e$"o fi'uei at) chegar a Tortale$a. Libera sentou perto da Manela. Eu parei nas m"os de Edson. Ao lado uma senhora 'ue tra$ia em seu colo.2 ? anuncia o locutor.tico ao 0ascis(o+ pronunciado a bordo do ["inas #erais[+ (ani0esta/se partid.me em Tortale$a por uma passagem para Salvador:Wahia>. um r@dio onde escutava as not3cias: 1Reunião (inisterial presidida por Vargas aprova a(pla colabora8ão co( os Estados !nidos+ deixando e( suspenso a decisão sobre nossa atitude no caso do ingresso norte/a(ericano na guerra. indo para S"o . Eom .Assassinato. 1Vargas+ e( discurso considerado si(p.aulo. Libera tentava dormir mais n"o conseguia. L@ est@vamos n4s.aulo novamente.rio das (udan8as sociais+ //1 . 'ue logo me deu de troco a Libera 'ue comprou uma passagem para S"o .

2 :Nota da !oda-se a lHngua patriarcal ? KoMe escutei 1minha2 amiga di$er 'ue est"o mudando a l3ngua portuguesa. pois to tentando dormir e n"o consigo. .ticas exigidas pela 2poca turbulenta )ue se atravessa. Senhora d@ para desligar o r@dio.2 .."o d@ nem atenç"o..oucas mudanças. Liva o Esperanto.a do Viana+ rea0ir(ando os conceitos e(itidos e( seu controvertido pronuncia(ento de MM de Cun. Liva a linguagem livre9 Liva os gestos9 Liva o grito9 Liva o olhar9 // .se at) um certo estardalhaço. 1Vargas discursa na il.TALES. por favor. econH(icas e pol. .o. Eriou.. pensando. Ela fica em silOncio.. Ehega de reforma.

:Nota da b4bada parte seis ? Toda. assassinando outras9> A senhora desligou o r@dio. ou apenas uma cultura criada para ser consumidali=o e 'ue amanh" tem mais. A silOncio amigo a inimigo se fe$ presente. Eultura ) o respeito pela pluralidade da cultura. apenas um pe'ueno pedaço de merda 'ue sai do anus 'uando esta.se a cultura de elite 'ue ) apenas algo va$io numa prateleira de supermercado. a'uele e a'uilo 'ue perambula por todos os lugares at) os 'ue d@ medo.Liva todas as linguagens9 <enos as 'ue 'uerem impor sua e=istOncia. A mulher mais velha tamb)m olhando para as paisagens dormiu. mas s4. Libera dormiu. est@ dura de sair. Livo numa )poca em 'ue a minoria 1rica2 em papel 'ue compra tudo ou 'uase tudo. Eultura ) a'uela. pois //& .

onde fil4sofos mant)m o estabelecido. apenas um pe'ueno va$io 'ue ele esconde em futilidades.. e @s l@grimas esculpem.TALES.. . 'ue mentem descaradamente. como disse o rabiscador Antonin Artaud 1Toda escrita ) porcaria92. onde. uma merda.se em sentimentos va$ios. El=s v"o sangrar9 A opini"o ) moldada por uma pe'uena minoria para manter o poder de se sentir 1superior2.. a dor muda de cor na industria farmacOutica da es'uina. o cheiro ) condicionado pelas industrias de cosm)ticos..ois h@ /// . a escrita ) padroni$ada. R human= ) apenas uma m@'uina produtora de li=o e sorri 'uando se olha no espelho onde o refle=o lhe apresenta o va$io va$io. s"o podre no resto. a vida nada mais ) 'ue um pe'ueno produto a ser vendido e comprado.

"o de S"o .enhum animal deve ser usado para divertimento do homemZda mulher. tenta uma Nltima //0 . Iireito dos Animais Artigo 1( ? 1. 'ual'uer maldito 1divertimento2 'ue e=pDe animal. Libera caminha a passos largos e apressados. briga de galo. touradas. va'ueMadas.pris"o> Ehegando a S"o .aulo. M@ citado anteriormente. use a imaginaç"o ou enfor'ue. Liva a pluralidade musical sem cifrDes>. A e=ibiç"o de animais e os espet@culos 'ue utili$am animais s"o incompat3veis com a dignidade do animal.va$io 'ue s"o bons. se9 Anti.aulo.se realmente. A sindicato dos <anipuladores de . 8uer divertir.2 ? Woicote %odeios. $ool4gicos. :Ao som da banda *erciless Noise ? 1(.((( songs numa fita cassete .

..vivo sempre aparece...aulo. Q cima da porta de entrada.o momento em 'ue Libera chegou estava apenas escrito Associaç"o. a l@pis. . Tirme$a Libera99 //5 .."o de S"o . apagando a palavra sindicato 'ue estava pintado na parede. estrat)gia para evitar sua absorç"o pelo governo.. sentiu o cheiro de tod=s e do ambiente. ? di$ Libera. 8uem n"o ) morto. . . Associaç"o dos manipuladores de . ? Libera disse a si mesmo.. parado na frente do local e observando a escrita. ? Alha ai9 ? ao ver escrito..TALES. Libera entrou. Libera abraçou... Alha 'uem ta chegando companheir=s9 ? Iisse seu amigo ^honatan 'ue estava saindo para fumar um cigarro. ..

Ealma Libera. :Nota da coçando a vagina e cheirando ? se=ta. Iepois e=plico ? de#@ um cheiro. Estava dormindo no sindicato provisoriamente...feira. descidas e vielas. Eansado. //6 . tamo ai com vos mices9 . Ande descansou.. <ano 'ue parada ) essa de associaç"oC . depois de uma bela limonada e alguns biscoitos para reforçar o estXmago.. Eaminhou a p) at) a casa de sua amiga. Estou precisando de grana para dar andamento em alguns proMetos #e est"o encalhados ) foda9 A mais foda ) #e o capitalismo ta ressurgindo novamente com uma nova mascar@. %oberta. Trios. Tirme$a guerreiros a guerreiras. subidas. Saudades..> Libera saiu do sindicato cedo para resolver alguns problemas. caminho longo. <uito trabalho coletivo...

Tudo bem ? disse Libera sonolento.TALES.a hora da batalha #e lado vai escolherC> TrOs horas e 'uarenta e cinco minutos depois. %oberta entra r@pida e fecha a porta... ? disse dando um to'ue. . disse caminhando at) a co$inha. Libera abre a porta da sala. Libera vou dar uma sa3da. chega %oberta. policia v"o se fuder99999 ? facç"o central no dec#. Weber @gua... . . E ai Libera firm"oC. depois do almoço.. //+ .. Tica a vontade. .. .. :Nota das meninas boas vDo para o céu e as mEs vDo aonde querem ? pol3cia bastarda v"o se fuder. ? disse %oberta na porta do 'uarto onde estava Libera descansando.

//* . ^@ preparei um rango delicioso... Lamo comer alguma coisaC ? perguntou Libera. ? <e dei=e organi$ar.. #aralho9 Tava crente 'ue era amanh". Tomaram um cafe$inho feito na hora por Libera. A 'ue tu ta fa$endoC . .me. . .orra9 B hoMe. Eouve refogada no alho e 4leo. arro$. <ais tamo ai cumpadi99 ? disse %oberta dei=ando o copo na pia da co$inha e indo para o 'uarto.. Jm baseado para rela=ar. Tirm"o %oberta9 Iescansei bem9 Salvou uma vida companheira9 . Lamo9 Esse cheiro ta delicioso.. As dois comeram e se olharam... feiM"o e abobrinha deliciosa.... At) uma sobremesa de doce de ab4bora 'ue encontrei no 'uintal... Eonversou um pouco. .. To pronto pra ir Q reuni"o9 ? continuou Libera.

Iei=a eu pegar alguns livros 'ue tenho 'ue levar para a biblioteca e os documentos 'ue consegui para conspirar a ida de Glauber a Salvador. .. tenta uma Nltima estrat)gia para evitar sua absorç"o pelo /0( . onde estava inerte numa pe'uena mesinha do 'uarto.. .. Sa3mos do barraco e caminhamos at) o ponto de Xnibus. M@ citado anteriormente.. Libera me pegou. ? B precisamos nos organi$ar. pois os de cima ta fechando o cerco."o de S"o . A sindicato dos <anipuladores de . Munto com mais trOs moedas.a reuni"o.TALES. Iescemos em outro ponto e caminhamos at) o local da reuni"o.aulo.. .. Lamos pra reuni"oC ? disse %oberta.

S4 se for agora9 ? disse um anar'uista rindo. ? Iisse %oberta. Todos 'ueriam aMudar.. . /01 . . <udamos o nome do sindicato para associaç"o..4is9 ? levantou outro. apagando a palavra sindicato e colocando Associaç"o dos <anipuladores de . mas os t3mpanos armados....governo. Tem 'ue ser o mais r@pido poss3vel.recisamos de documentos urgentes tamb)m... pois a ditadura ta fechando o cerco... mas trOs foram o suficiente para pintar na parede a estrat)gia. Tamo ai.. .aulo. .. . . pois s4 pintar o nome n"o completa a estrat)gia."o de S"o . como M@ foi comentado e imposto. Apa9 B ... ... Woa id)ia9 ? disse uma anar'uista observando sua pasta com documentos.. 8uem ta a fim de dar uma força para terminar essa estrat)giaC . .

. Eu posso ir9 ? disse um rapa$ de cabelos grisalhos.. ...TALES. .. .. A /0 ... ? disse outro anar'uista.o com o virar do pescoço . Tudo Wem9C ? perguntou %oberta a Libera. A lance dos documentos pode fa$er assim: Eu :%oberta> e Libera 'ue est@ por a'ui. procurou. . . .lo numa cadeira...recisamos nos organi$ar e tamb)m enviar algu)m para servir de mensageiro para nos comunicarmos.. .. Lamos precisar de documentos falsos tamb)m. Ent"o.. a parada dos documentos a %oberta e o Libera v"o correr atr@s.. .or mim tamb)m9 ? respondeu Libera... podemos correr atr@s. . ..or mim tudo bem9 ? Todos concordaram. A 'ue achamC ? apontou o dedo para ele ao encontr@. 8uieto num canto. . ..

A tempo. .. Iescobri #e sou do planeta Maboticaba> Autro dia.a co$inha Libera preparando um ch@ de Espinheira santa. B foda9 Temos #e pensar muito bem para darmos um passo. .. . A reuni"o teve momentos tensos. :Nota da %ntestinal )isease no decI ? %evendo minhas entranhas e rabiscando meu mundo. A vento. Suavidades. Se viu na reuni"o ontemC Ta foda.. os 1cana dura2 t"o fudendo geral. Eonversa mais conversa. Eonhecimento. Troca de informaçDes. Autro sol. Taça vocO mesm=.. ndio. A movimentaç"o. <edo. Iisc4rdia. /0& . Tem #e ser um de cada ve$.lance do mensageiro fica com o Tran# ? o rapa$ de cabelos grisalhos.

Kummm. <as tamb)m pelo fato de a informaç"o ser apenas de poucos e esses poucos mudam a hist4ria e constr4em outras. .. temos 'ue ir vO a parada l@99 To ligado9 . goando.. Ah9 ser complicad=. Tirando um sarro. n"o es'ueça 'ue amanh" temos 'ue ir at) o Est@dio do .... SilOncio na co$inha... depois um rabo de arraia. ? disse %oberta chupando uma manga. Se liga em vacil"oC ? %oberta rindo e indo lavar as m"os na pia.acaembu. T@ me tiraaando9 ? disse Libera 'ue passou uma rasteira.. Ent"o Libera.. ... ..TALES... . <ano. B mesmo.. /0/ . B foda9 <as acho isso tamb)m Qs ve$es.. Sem machucar. . Qs ve$es penso 'ue = human= n"o 'uerem a liberdade.

%oberta a Libera passaram o dia se observando. Ali mesmo na co$inha. As Nnicas palavras foram 1o caf) est@ pronto92 ? disse %oberta. olha o rabo de arraia. %oberta passou a m"o melada de manga no rosto de Libera. As roupas foram sendo arrancadas delicadamente com suavidade. Sem sol.se. .uma trepada. /00 . Ande acabou numa transa. A delicade$a da capoeira angola fa$ia o ritmo do Mogo sensual. Linguagem pelo corpo. Sol. Eles começaram a se entrelaçarem num Mogo delicado. Linguagem da vida. Eapoeira angola. Eabeçada da'ui. :Alho de Gato:Kolanda> no dec#> Autro dia. A calend@rio crist"o:imposto> se fa$ presente. Es'uivou.%oberta fe$ 'ue caiu. S4 'uem sabe 'uem Mogou. Troca de cheiros.

.. Lamos comer amendoim torradoC ... L@ estava %oberto. . Eomeram e se deliciaram com direito a brincadeiras a observaram o ambiente. o maior da Am)rica do Sul. /05 . Libera e outr=s terra'ue=s na inauguraç"o.. estava no bolso de Libera. Lai....ada9 ? respondeu %oberta observando =s terr@'ue=s.. . Est@vamos procurando um rapa$ de cabelo curto preto.. B inaugurado o est@dio do . capa$ de acolher 6( mil pessoas. encontrou o caraC ? . . Jm sapato de cor preta e outro de cor branca. Eu. Eom uma camiseta branca. .. . %oberta... ntima id)ia. . Lou procurar por ali e tu vai por l@. ) ai. ? respondeu Libera.acaembu.erguntou Libera perto de um carrinho de pipoca a amendoim.TALES..

Tu vai por ali. ."o to a fim de ficar a'ui moscando saca9C ? disse %oberta. cadO esse caraC . andar a p). Lamos9 Estava acontecendo um Mogo de futebol na inauguraç"o.. . outras coisas e. observar o c)u e as estrelas. %oberta e Libera n"o encontraram o cara. as formigas.. Arris'ue. Iepois de algum tempo ou tempo depois ou a'uele momento para vocO fechar esse livro e ir fa$er outra coisa.orra %oberta. 'ue eu vou por a'ui. L@rios terr@'ueos. Iepois volte. Fnclusive pol3ticos e militares.Ealça preta.. Lamos dar mais uma procurada. ta limpoC .. Estarei esperando vossa pessoa para /06 . .. Eomo: sair de casa. A cara sumiu porra9 Ahhh9 caralho9 ? gritava bai=o .. presente no ambiente... boca de sino.se. A senha era Jmbu... A porra sumiu9 .... Ealma %oberta.

> /0+ . :Nota do *on>logo A liberdade é um caminho trilhado por poucos ? * NW+ 1 )A "#%-( Serrar a grade Au cerrar os dentesC :Anigav ? LocOs sabiam 'ue 'uando o arro$ est@ com cheiro de 'ueimado ) s4 tu cortar um pedaço de cebola e colocar no meio do arro$ 'ue ela absorve o cheiro> :Nota da ouvinte. .. fundir a sua cabeça ou n"o com esse romance.TALES.o dec# Secos a molhados para o nosso deleite..

. 1 horas e 'uin$e minutos. . Eom 4dio.. Sol.. doido para sair dali.se e disse: . Ande est@ esse porraC ? grita bai=o. ... n4s a'ui procurando o porra. ? disse Libera ao perceber 'ue as pessoas os observavam. perto do port"o de entrada..elo menos acho 'ue ) ele ? Libera vindo em direç"o a %oberta 'ue estava sentada no ch"o. A cara ta no vesti@rio fumando maconha com outro cara. A tempo nosso iniamigo.... %oberta levantou. /0* . Lai ci fudOOOOOO999 ? %oberta gritou alto. Algumas pessoas 'ue estavam presentes na inauguraç"o olharam para ela. Eansada. Ealma %oberta. . . %esmungando.ois o Mogo estava em andamento. . Algumas pessoas a observam com repreens"o. e ele fumando um.orra. . Iepois de algum tempo.Libera a passos apressados procura %oberta.. %oberta achei o cara9 .

caminhando na rua.. /5( . A vida med3ocre muda um pouco.. Libera a %oberta estavam a procura de documentos para evitar a repress"o. :Nota da amanhD sexta-!eira. Ealma. indo para casa. Ealma ? di$ia Libera. %ua deserta...... A rotina tamb)m9> Tora do est@dio. . %oberta levantou e os dois foram at) o vesti@rio..TALES. Tilho de um putoooooo9 ? gritava. . Tilho de uma merda a'uele putoooooo9 ? %oberta estava irritada pu=ava seus cabelos... . S4 conseguiram a metade.

. . LocO acha 'ue eu n"o to puto9 . LocO ta drogado9C <ano9 A repress"o vai foder9 Seliga seu putoooooooo9 ? continuou %oberta. ... ? %oberta riu e abraçou Libera pelo pescoço.. . Ealma. Alhou e gritou9 .utooo9 .. /51 .... Tilho de um putoo ? olhava para Libera.. . ... . . moscando vai resolver9C %oberta pensou. Eaminhando.. Tem ra$"o seu putoooooooo9 Ticaram em silOncio por alguns segundos. ... mas ficar assim na rua dando bandeira...... Eaminhando. n"o vai adiantar nada ficar desse Meito. Sei. Tilho de um putooooooooo ? gritou o mais alto 'ue podia.. pra tu acalmar ou fumar um bom e velho baseado. Lamo tomar uma cerva..utooooo9 ? %oberta novamente. Aceito a cerveMa a o baseado antes.

Tu sabe 'ue a repress"o ta fudendo... . Ie fundo um pe'ueno ti$iu bebado fa$ a sonoridade. temos 'ue tomar cuidado. . Lamos.se a repress"o9 .. Sei n"o.. E o baseado onde vamos fumegarC Seu bund"o9 .. Eaminharam.. As dois se abraçam e continuam a caminhar com passos mais lentos. B apenas um baseadinho a foda. Eaminharam. Lamos9 B s4 n"o vacilarmos....se9 Se nos pegar dissemos #e gostamos de trepar e trepar em @rvores. .. A 'ue acha de subirmos e fumar l@ em cimaC .TALES. Libera se solta fa$endo c4cegas em %oberta #e o solta rindo. /5 .. Alha l@ a'uela @rvore. Toda. vamos procurar algum cantinho. ..."o es'uenta M@ 1ta bolado2....

A envelope segurou com os dentes. . observando o ambiente. Eles n"o 'uerem nem saber. ? um envelope ... Libera olhou novamente para os lados e subiu rapidamente.a. Elas aceleraram os passos at) chegar Q @rvore. desce o porrete.se de %oberta 'ue estava em um galho forte e no alto...C ? /5& . Estava dif3cil... %oberta subiu e procurou um lugar onde pudessem ficar sem serem vistos... Acenderam o baseado e fumaram na boa.. %obertaC . . %oberta começou a subir. <e aMuda9 AMuda. Apro=imou.... Lai.me9 ? disse a Libera 'ue estava de costa para ela. Segura os documentos pra mim.. Libera aMudou. Eles observaram o ambiente e ficaram em silOncio.. Libera olhou para os lados e disse: . . Sobe..ara completar a viagem o 'ue acha de transarmos a'uiC Kum.

se rapidamente. Sorrindo. .. mas com cuidado. Lestiram. 1( minutos e 1& segundos. <ano to com a vagina toda regaçada. Ela olhou para Libera e disse: . Eom mais calma. Lamos. ."o vou tirar toda a roupa n"o.ossa. %oberta olhou para bai=o e pros lados. /5/ .. Libera me=eu com as sombrancelhas algumas ve$es. 8uero fa$er mais ve$es.se de %oberta e. roupas sendo despidas um pouco e orgasmos. 'ue e=periOncia boa... Toi a 1trepada2 mais gostosa at) hoMe. Gostei dessa e=periOncia. S4 um coito r@pido a delicioso. . . Libera apro=imou.TALES. to'ues. %oberta 'ue delicia..... beiMos. As seus t3mpanos ficaram alerta.. As dois começaram a trocar caricias. M@ to com a vagina molhada. <"os..

Lamos..... . To lesada. Lamos sair foraC ? perguntou Libera. .. . As policiais atr@s. Lem %oberta.. ... vindo na direç"o deles.. Libera n"o tinha visto. . Libera n"o olhe agora. %oberta desceu com a aMuda de Libera no tronco da @rvore.. /50 .As dois ficaram um pouco observando a @rvore. Libera observou se n"o via ningu)m e desceu primeiro.. ? riu e foi descendo.. Embai=o da @rvore disse: . Libera fudeu. Eoooorrrreeeeeeeeee9 As dois sa3ram correndo.. Jm dos policiais tirou a arma e atirou para o alto. Lem vindo dois policiais correndo em nossa direç"o. Libera olhou e gritou: . %oberta ao chegar ao ch"o avistou dois policiais. corre.. antes 'ue descubram a gente a'ui.

. Alha a'uela escadaria.. :Nota da doida para transar com meu companheiro ? KoMe vou chegar em casa e pedir para meu companheiro a'uela fantasia de um homem 'ue chega com sua maleta. n"o para de correr. L@ dentro: lamina de barbear. %oberta e Libera correram at) se sentirem seguros. ? disse Libera. ele se apro=ima e abre sua maleta. . As dois desceram a escadaria rapidamente. . um drops de menta. Eorre.. ? disse %oberta. eu nua. uma cai=a /55 .. vamos descer. As policiais ao verem os dois l@ embai=o resolveram parar.. sabonete. Eorrendo os dois.TALES.. uma pe'uena toalha. uma vela.

. /56 . Lamos a cerva. depois vai descendo at) o outro dedinho do p) direito.orra Libera ? respiraç"o ofegante. Iepois.. ? respiraç"o ofegante tamb)m Libera... Tamo fudido. etc.. Ele rapa minha vagina.. uma camisinha e um cd de Livald para fa$er o fundo musical. depois me leva para tomar banho.. ? disse %oberta molhando a boca seca.> .. . Lamos9 <as vamos tomar ela na 'uebrada. ? M@ fora do perigo.. velas. depois dessa merecemos. go$o.. Se eles nos pegam. ... lentamente subindo e descobrindo meu corpo at) o fio de cabelo. me en=uga e me leva para cama..... L@ começa a me chupar do dedinho do p) es'uerdo. . . vai subindo com l3ngua e o drops na boca...de palitos de f4sforos.

. :Nota da X chuva ensaia lE !oraG mas s> ensaia ? Ande me escravi$o Q reciclagem ) nula.. Lamos conseguir ? disse Libera ao vO. mas entra pelo ouvido direito e sai pelo es'uerdo ou. Loar. /5+ . E=ploraç"o d= human= pel= human=.ingala=i. A foda ) 'ue tu d@ id)ia.. To na correria pra fugir..> War do <anteguinha. Fsso me d4i. Ealma %oberta.TALES.. Jm 'uadro com os Mogadores pendurado na parede di$ia isso e servia de moradia a uma pe'uena lagarti=a. . B.. Torcedor do Esporte Elube . voar. A mais foda ) 'ue el=s n"o permitem 'ue vos mice faça algo. Jma cerveMa e dois copos ? disse Libera a pessoa do outro lado do balc"o. sou escrava.. ar... .la in'uieta novamente..

.. Ti'uei sabendo... Ela percebeu e foi abai=ando a vo$ . <as porra9 . Acho melhor nem envolver esse cara.o entanto acabou por ter 'ue se suMeitar ao controle do governo. /5* . .. Es'ueça esse patifaria. As tempos eram dif3ceis mesmo. n"o conseguimos todos os documentos. se lembra o 'ue ele fe$ com a LeraC .. . todos olharam. Iuas cerveMas e sa3ram do bar... . B mesmo.. %oberta a Libera ficaram conversando mais um pouco e tentando descobrir algo para conseguir o restante dos documentos. ... Ser@ 'ue n"o conseguimos outros documentos com TlavioC .. pois o cara ) sacana. As 1cana dura2 vai nos fuder9 ? %oberta fala bai=inho. .. Wateu na mesa.oucas pessoas.

War man..utoeta.. Iesenhista. Sambucus irm"o de <anteguinha. /6( . KoMe comi um arro$ duro e tomate seco. <Nsico e masturbador. Eom ele permaneci por cinco dias. <eu estXmago me disse de uma maneira desagrad@vel #e eu preciso me cuidar9> . . :Nota da doida para terminar esses rabiscos e voltar as putoesias ou ao pr4=imo rabisco 'ue est@ na subconsciOncia. para si e suas companheiras.as m"os de <anteguinha. a grana 'ue pedia emprestado.feira.eidorreiro.igra passou por l@ e pediu dinheiro emprestado para comprar tiMolos e areia. Se=ta. . Trocava com seu irm"o em prestaç"o de serviço. para terminar a casa 'ue estava construindo. 'uando Sambucus .TALES.

.reciso descolar uma carona para ir ao nordeste e visitar e sentir o cheiro onde Lampi"o e seusZsuas companheir=s der"o rolO e tocar> /61 . Laccinium logo me trocou por um Mogo de =adre$ para presentear sua filha. Sonolenta. Grato. Ia m"o direita de Sambucus fui para nas m"os de Laccinium em troca de areia e tiMolos. .> :Nota da mais um dia de quebrando a rotina ? .. :Ao som da &abrueira ? Terça.o pensamento a dNvida 'ue amo tanto. pois ta com um va$amento na parte hidr@ulica e aproveita e de uma olhada na torneira da co$inha..feira. Sambucus vai l@ em casa e dO uma olhada no banheiro.

. o chefe da pol3cia fecha o fre'Uentad3ssimo e maior puteiro do mundo.. Autras em silOncio. As mulheres estavam empolvorosas.TALES.Abram a porta ou vamos derrubar e prender todo mundo. Estava eu Mustamente no dia. . Ientro do puteiro. .... dando um pontap) na porta.. o do <angue.. .. agoni$adas e com 4dio.. in'uietas. s4 com os pensamentos. ? Seus filhos de um puto9 /6 . Algumas andavam de l@ para c@.o %io. Abra essa porraaa9 ? gritou o chefe de policia logo em seguida.."o vamos abrir n"o9 ? gritava as mulheres. ? gritou um dos soldados.. ."o dei=a esses putos entrarem9 ? gritava as meninas l@ de dentro. . Algumas choravam sem parar... Autras gritavam.

Tenho 'ue abrir meninas9 Sen"o eles v"o arrombar a porta e nos prender. Aconteceu o maior conflito.... Ai vai ser pior. As meninas n"o 'ueriam sair."o faça9 A policia entrou truculentamente a gritando... Suas putas.."o abre madame9 Eles v"o nos e=pulsar."o madame9 . ? disse Achillea. . . . . LocOs fre'Uentam o lugar depois vOem nos e=pulsando ? disse uma das meninas.ingu)m sai ? disse outra garota. /6& . . 8uase derrubou a dona do puteiro.."o ) assim.. sua puta9 ? gritou o chefe de policia olhando para a menina 'ue argumentou sua truculOncia. . todo mundo pra fora9 Agora porraaaaaa9 ? disse o chefe de policia. . ."o faça isso9 . Eala sua boca..... Empurrando a porta com violOncia.. Ealma9 . depois 'ue a dona do puteiro destrancou a porta. ...

As soldados revidando.au nelas ? gritou o chefe da policia. cadeiras. gritaria.... pontap)s. . .. Apa$iguou o conflito. . . . 'uebrando o silOncio com a arma na m"o. A silOncio sangrou o teto do puteiro. Iei=e pelo menos recolhermos nossos pertences... Lamos sair. As meninas partiram para cima da policia.. Jm tiro foi disparado. segurando nas fardas dos soldados. se Mogaram dando bofetadas. Gritaria total. Ealma meninas9 Ealma9 ? di$ia a dona do puteiro. Seu chefe de policia.TALES.avalhas.. .. .renda todo mundo9 ? gritou o chefe de policia. Socos. Ealma.. ? disse Eamila. Jm estampido fe$ o silOncio.. ^ogaram urina.. /6/ . A dona do puteiro.

'ue me recebeu de troco na compra de um livro sobre ervas medicinais numa barraca na feira... Abai=ou a m"o.. no bolso de Achillea amiga de <arta.. Lai. A chefe de policia olhou.. Fgn3fugos me recebeu de Aran"o na /60 . Fgn3fugos. 'ue me recebeu em troca de uma 1transa2... %egada a coito. Estava no bolso de Aristides. Eram presas a bofetadas. L@ estava eu. . As meninas sa3ram tristes. Eolecionador de embalagem de cigarros a o coringa do baralho. <arta 'uando estava saindo se apro=imou do chefe de pol3cia e cuspiu na cara dele. Lendedor ambulante.. A ra$"o fe$ lembrar das Muras de amor 'ue fa$ia para ela. Algumas ainda resistiam. va$a sua.a nos olhos. sorvete a palavrDes. . Sai fora9 ? disse olhando nos olhos de <arta.. Levantou a m"o direita para dar uma bofetada.ra fora porraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa999 ^@ diseeeeeeeeeeeeeeeeeeee999 Todos olharam para o chefe de policia.

.as de Laccinium na venda de um tabuleiro de =adre$ e suas peças toda feita em m@rmore preto e branco. compra de uma melancia. Ta delicioso> Achillea saiu chorando. Taroba recebeu.. laranMa a uma Maca madura. 'ue estava indo Munto com seus dois irm"os para o %io de ^aneiro.me de sal@rio de Iuda. %ecebeu. Aran"o. /65 . Entregador de lanche. pois n"o tinha mais para onde ir. :Nota da sexta-!eira ? A capoeira angola ontem o chicote estralou.TALES. 'ue me recebeu na compra de v@rios p"es. feita por Taroba. <aconheiro.

A silOncio foi cortado 'uando . E de hoMe em diante n"o vou vender mais meu corpo. Toi a dei=a para Achillea en=ugar as l@grimas e di$er a si mesma: . Eaminhava como uma $umbi..a e sendo observada. vou e=propriar. Seus olhos captaram um pe'ueno bar. Achillea caminhou pelas ruas da cidade observando. Lou dar a volta por cima. Ias m"os suaves de Achillea fui parar na m"o es'uerda de ^e$abel. o melhor flautista brasileiro. Ela tocava o bar so$inha. <"os caleMadas. passou a ser o nosso melhor sa=ofonista... 8uieta. Eomeçou a tocar Lamentos.. sem embocadura e com as m"os trOmulas. Entrou no bar e pediu um conha'ue. A 'ue vou fa$er agoraC ? di$ia a si mesma caminhando pelas ruas de terra at) chegar ao centro da cidade.. %esolveu entrar para colocar o pensamento em desordem. Ticou sentada no canto.i=inguinha. Eoçou a orelha. ? respirou fundo . de tanto beber pinga. Jm /66 .

fs ve$es dividia sua cama com alguns amantes. /6+ . .edro. Tl@via.. <ais ou menos umas seis horas da tarde. um refrigerante e uma cartela de cigarros. %ecebeu. Iei=ou um livreto pe'ueno de poesia no canto do balc"o. Seu ateliO era no por"o. 'uase um mOs. Webeu. El@udio e Ana. Seus 'uadros retratavam a retalhos s4rdidos. Al)m de bar man ela pintava.TALES.agou. 'uando a porta de seu bar foi aberta e entrou um senhor de uns 0 anos.ediu uma dose de vod#a. Ela sabia povoar sua solid"o. ^e$abel vivia no s4t"o do bar. %enato. pe'ueno bar onde o fNnebre silOncio e o ambiente eram propicio para deliciosas triste$as. . <auro.. . Eom ela fi'uei um bom tempo.me de troco e saiu.

. se p@ at) em volumes. Estava em casa. To com preguiça de continua. lo> . 0 anos.. estamos em anos dif3ceis. fs ve$es penso 'ue d@ para conspirar mais do 'ue M@ conspirei. Lai ficar muito tempoC ? perguntou sua companheira. /6* . Amor9 Lou num p) e volto noutro.Ternando. . E volte logo9 Euidado. <asCC Esse rabisco me permite muito mais se eu assim o deseMar. S4 tenho 'ue resolver alguns problemas a'ui no %io de ^aneiro e me vou amore.. Sapateiro. vocO vai para AracaMu amanh"C .... . prometo. Ternando tome cuidado amor..... ..:Nota da +iberdade as7aos presxs polHticxs ? Estou terminando esse rabisco. Lou tomar.. Lou. . Anar'uista... Estava nas m"os de Ternando.

/+( .. . Tirm"o companheiros.> . LocOs fi'uem ai.TALES. Wem vindo irm"o ? abraços fortes em A'uilino a troca de cheiros. :Nota da mate um deus por dia ? mate deuses e demXnios por dia porraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... a vontade.o barraco de Su3no Ternando chegou um dia antes de A'uilino chegar. A barraco ) nosso. . ? disse Su3no e saiu. . tenho #e resolver v@rias coisas... ? disse A'uilino ao abraçar Ternando e Su3no.o norte do Wrasil o anar'uista sergipano A'uilino <assena.. retornando a AracaMu. ... preso na Wahia desde 1*&6 ) solto.

<assena havia sido preso anteriormente por 'uarenta e cinco dias em 1*&0 na capital de Sergipe ap4s a intentona:(*> Eomunista. Antes vou ter 'ue passar em S"o . conversa vOm. mandou carinhos para tod=s. Ia'ui a uns dias.. 8uando vocO volta pro %ioC . eles resolveram conversar molhando a boca com um bom e velho vinho. Eonversa vai... Sei como ).. %esistOncia e luta9 ....rocurando refNgio na Wahia em vista do golpe de GetNlio em 1*&6 ali ficou preso por trOs anos. foi novamente preso no ano seguinte. Ta conforme a merda da repress"o manda. .. Solto. A companheira t@ di boa. n"o vamos desistir. os companheiros e a vida no %io de ^aneiroC . mas n"o chegou a ser condenado. 'ue estava /+1 . . . S4 fudendo n4is9 <as tamo ai na correria pela liberdade... .aulo para levar algumas informaçDes pr=s companher=s de l@."o ta f@cil9 <as ) isso ai mano. Ternando como ta a companheira...

Tenho um vinho 'ue s4 estava esperando vossa pessoa ? disse Ternando rindo. .TALES. saca9C . .. T@ limpo9 Ent"o vamos A'uilino. bebam por mim.. A vinho era para algumas ocasiDes com =s man=s..."o companheiros. Lai nessa irm"o.... Tenho 'ue ficar e terminar alguns relat4rios a tamb)m to a fim de conversar comigo mesmo. Su3no passou onde eles estavam. Munto com alguns documentos. ? disse A'uilino ? Jm gole s4C .. Su3no 'uer tomar um vinhoC ... A'uilino e Ternando foram at) a co$inha... inerte e escondido no assoalho da co$inha. S4 'ue =s apreciadoresZas tem 'ue repor para = pr4=im=. uma arma de fogo e algumas muniçDes. .. . Woa id)ia A'uilino.. /+ . Lamos conosco.

A conversa continuou. Troca de informaçDes. Eonversa. e tomam o vinho regado a conversa. 8ue role uma grana sim.A Laticano2 para uma editora n"o me lembro o nome para dar uma força ao mano . 8uero 'ue o preço do livro seMa acess3vel a todos e 'ue conste na capa com os di$eres: 1se achar por mais /+& . LamX99 Lamo9 :Nota da observando uma !oto de um momento do que passou5 *asturbaçDo na igreja ? Enviei o 1. A vinho acabou.. To a fim de editar o livro dele. A tempo passou e a conversa acabou. .As dois caminham at) o 'uarto #e servia para hospedar =s companheir=s. . <as de uma maneira sem visar lucro acima de tudo.. Ternando vamos comprar outro vinho para reporC . vinho e conversa. nos corres de outra produç"o. A lua.an\.roMetos surgiram. mas para ser dividida na boa. %isos...

lo por editora.comZ compre porra para dar uma força pro vagabundo ele merece> A caminho do bar eles conversaram sobre a movimentaç"o anar'uista no Wrasil.blogspot. /+/ . A livro dele ta no putoeta.. Assassinar = atravessadorea na literatura. os tempos estavam dif3ceis na'uele momento.o2 e por falar no livro de . Jma campanha na busca de novas leitoras.an\ encontrei o cabra e conversamos. Taça n4is memu. novos leitores est@ acontecendo. roube. Sobre a situaç"o em 'ue o povo se encontrava na'uele momento."o vamos mais edit@. . Tomando todo cuidado para ningu)m ouvir..TALES. vamos n4s mesmos fa$er o corre.

Abraçaram. Abservaram as imagens guardando as palavras para mais tarde.se na rua.aulo e sabe como )9 Ternando e A'uilino foram embora do bar. Tenho 'ue ir Q casa de minha companheira pra Muntos prepararmos a nossa coluna pro Mornal. e al)m do mais matar a saudades... <ano. . Ti'uei muito tempo preso. pra mim chega. Eontente por serem amigos.."o to a fim de ficar bObado hoMe.. A 'ue acha de tomarmos mais um vinhoC ? . numa hora t"o dif3cil para =s #e buscam a liberdade coletiva. Sabe como )9C Ternando tirou.erguntou Ternando. Jm lugar simples e pe'ueno.me do bolso para pagar o vinho. . pois tenho 'ue passar em S"o .. Tica pra pr4=ima9 Tirm"oC .Ehegaram no bar. Eaminharam de volta a casa. /+0 . mas A'uilino n"o permitiu 'ue ele pagasse.. B bom.. .. .

. ? disse Su3no abraçando Ternando e sentindo seu cheiro ? a gente se vO.. . Lestiu.. A'uilino M@ voltouC ? perguntou a Suino.se..o outro dia K4rus vence a batalha assassinando Set e ressucita novamente sendo Sol.. . Ternando tomou caf).. Acordou. .. A cheiro ta bom. m4 correria cumpadi. Ternando n"o deu nem para gente conversar melhor. Iespediu..se e saiu. Kummm.. Ta na co$inha. arrumou sua mala e conversou um pouco com Su3no e foi deitar... ? respondeu Su3no. .. A'uilino foi para o banheiro tomar um banho. tomou um banho.TALES. Arrumou. Sol lhe presenteou com caricias.se de Su3no e A'uilino.. Ternando Mantou. /+5 .

tenho 'ue resolver alguns problemas e tenho 'ue passar na casa do Wocca. /+6 . . ..o at) a porta..a pr4=imo tomamos o vinho.. ... Tchau9 ? Abraçou novamente Su3no.. <ano se cuida9 Lamos nos vO novamente... .. ."o posso."o es'ueça de guardar o vinho. .. .. . Eola no %io para ver vagabundo. A'uilino acompanhou. <ano n"o es'uenta sei como )9 Anar'uista ) correria ? disse Ternando sentindo o cheiro de Su3no. S4 conspir@9 B n4is. .. Eumpadi vX cola sim... Tchau companheiro... . Trocaram cheiros a abraços. Lai ter sempre um vinho pra tu a'ui.. .. ? disse Ternando M@ saindo. Ta limpo.. tome cuidado e apareça. <ano por'ue tu n"o fica a'ui mais um diaC ? disse A'uilino no port"o..

Ternando caminhou e sumiu aos olhos de A'uilino.. .aulo.TALES. Ternando foi para S"o . A m)todo Irag"o. visitar Wocca e levar informaçDes. Iiga #e depois passo l@. Kuum. :Nota da birimbau !aCendo o !undo musicale ? Aprendi uma nova maneira de matar. #omodo:C>> Iepois de resolver problemas..aulo. B mesmo9 ...chuva. <udando o cheiro de S"o . Ehegou e caminhou rapidamente para estaç"o de /++ .de.reciso d@ uma id)ia com ele tamb)m... Ehegou com a chuva fa$endo caricias em seu guarda.

. /+* . Dirigiu diversas publica84es anar)uistas e( >ão Paulo e e( >antos+ de0endeu (ilitantes anar)uistas e( inA(eros Culga(entos durante d2cadas e+ apesar de advogado+ ta(b2( con.trem. "orreu pobre e ainda tendo )ue trabal.eceu as celas das pris4es.eceu pessoal(ente 0iguras do anar)uis(o então e( evidencia.ar para viver aos YK anos de idade. Ele pegou a folha pra Mogar no li=o 'uando passou os olhos rapidamente e leu: 1E( >ão Paulo (orre o Cornalista e advogado BenCa(i( "ota. "ilitante anar)uista desde a Alti(a d2cada do s2culo \&\ Ds2culo de*enove:. "ota na Cuventude (orara na Europa onde con.a sa3da o vento lhe presenteou com uma folha de Mornal 'ue ficou presa na sua canela.= – di$ o Mornal La Luta.

."o descobriu 'ue M@ estava acontecendo o enterro.. Eara fi'uei sabendo hoMe por acaso ao chegar na cidade #e o mano WenMamim morreu.. Eaminhou a passos r@pidos para encontrar =s amig=s. Abraçou seu companheiro .reciso saber mais. B mano o nosso companheiro foi para vala. <4 perda pra luta. pessoas ligada Q Luta e parentes.orra o mano ) guerreiro.. Ehegando Q Associaç"o dos <anipuladores de ... . Eorreu pra l@. a sentiu seu cheiro.. Saudades9 . .. .oucas pessoas no enterro. . <ais ) a vida.. . E ai Ternando firm"o cumpadiC . ....orra #e merda o mano foi para vala. B foda mesmo. /*( . . A vento se encarregou de me avisar... ..TALES. .

As outros foram se apro=imando. /*1 .. amigo e conspiradores. . . . Triste$a.. . ? chorando. B companheiro. E ai Ternando. ? chorando . . Se viu o 'ue aconteceu com o mano. . ce n"o via Ternando a tempo.. . ? disse outra companheira com um abraço forte a sentindo seu cheiro. Sem religi"o. Sem re$a.o enterro de WenMamim <ota..se outro companheiro de longa data.. <ais tamo ai. <as ele vai dei=ar saudades e hist4ria.orra saudades. ... <4 guerreiro.Ternando chegou e se apro=imou de seus amigos.. . Sem crucifi=o.orra m4 triste$a mesmo cumpadi.. ? Apro=imou. Al)m do mais a luta dele continua ? disse Ternando emocionado.. B triste a perca de mais um guerreiro.. Ternand"aaaoooo9 <e de c@ um cheiro. Ternando9 ? abraço ? Tu apareceu Mustamente 'uando nosso companheiro WenMamim foi para vala.. <alatesta.

Saudades.TALES.feira ? ( horas e 1 minutos ? To com vontade de tomar uma @gua de en=orrada> /* . L@ permaneci at) o final de enterro. amigas e companheir=s. Tumaça a troca de conspira. A dinheiro arrecadado foi suficiente para pagar as despesas do enterro. Ternando me dei=ou na cai=a de aMuda ao enterro de WenMamim. :Nota da -abota no decI ? Se=ta. .utoesias recitadas. Sorrisos. Apenas amigos. 'uando uma m"o es'uerda se apro=imou e me pegou Munto com outras moedas... Jnan trou=e sua antiarte num 'uadro e presenteou a'uele momento. Linho.

Ande ficou apenas =s anar'uistas. .. Ternando ficou de ir a Welo Kori$onte antes de voltar ao %io. .a conspira.. Ternando leva esse dinheiro para despesas.a sobrevivOncia di@ria...orra 'ue saudades cumpadi9 8uais as noticiasC . . mais algumas amigas. . <ensagens sociali$adas. S4 no sapatinho... <ano. Ternando era mensageiro.. di$ pro Lalad"o mais =s man=s dila tomarem cuidado. A dinheiro era o 'ue /*& . I@ um to'ue pr=s companheir=s. Eu... L@ est@vamos n4s. Troca de informaçDes. <ais as negas estamos na correria da sobrevivOncia. %isos sociali$ados. Ternando passou as noticias para =s companheir=s depois do enterro e tamb)m recebeu informaçDes. pois interceptamos uma mensagem 'ue a policia ta de olho. teria 'ue levar algumas informaçDes urgentes. Ternando9 ...

. :Nota do ?oca #ica no decI ? To na correria de voltar a ensaiar.. A silOncio continuou at) 'ue o velho disse a Ternando: . o Iiabo Loiro. o /*/ .. Toi de trem. Loltei para Ternando..a estaç"o sentou em um banco e ficou esperando o trem.. logo de manh" Ternando embarcou para Welo Kori$onte. Jm velho se apro=imou e sentou. LocO sabia 'ue terminou o cangaço com a morte de Eorisco. sobrou das despesas do vel4rio. Loltei. Ta deliciosa.se tamb)m no mesmo banco.TALES.o outro dia. <eio de ressaca tomou bastante vinho no enterro. <olhei a calcinha> .

. Entrou..... Ternando esperou uma mulher de uns 1* anos descer do vag"o... o trem se apro=imava da estaç"o e o barulho n"o dava espaço para conversa.."o fi'uei sabendo9 <as ) discut3vel. S4 sei /*0 ."o sei o 'ue di$er.. Alhos se tocaram. LocO sabia 'ue foi criado o sal@rio m3nimoC ... ... ? parou de falar. A cheiro tipico da estaç"o de trem da )poca.. Ti'uei sabendo. Ternando despediu. :Nota da prisioneira da grade de !erro social ? . Sentou.Nltimo sobrevivente do bando de Lampi"oC . . .. As dois riram. . mas ) discut3vel.. B discutivel9 ? respondeu o velho rindo.. LocO sabia 'ue.se e caminhou pela plataforma observando o trem parar lentamente. .. LocO sabia 'ue tenho 'ue irC ? disse Ternando.

o escritor mineiro Avelino Toscolo. proibidos pela ditadura... .."o dispondo dos ve3culos da imprensa anar'uista. WeiMus no anus. um dos pioneiros do romance social no Wrasil. Ehegando Q estaç"o. di$er #e Liva La Liberdade de e=press"o de di$er #e n"o sei o 'ue di$er. para se e=pressar. apesar da falOncia de sua farm@cia no centro de Welo Kori$onte e do despre$o de seus colegas escritores 'ue o consideravam 1ultrapassado2. Welo Kori$onte. Toi para l@ #e eu e Ternando fomos. Algu)m tem um baseado ai pra me apresentarC> Autro antigo militante anar'uista neste 1*/(.TALES. n"o hesita em entrevista @ Tolha de <inas em se declarar ainda anar'uista. E M@ Ternando com seus passos r@pidos nos levou ao barraco de /*5 ..

Iesses /*6 .orra o WenMamim9 caralho. Toscolo.. Ti'uei n"o9:C> .. Ternando entrou.orra 'ue merda9:C>... Ternando entrou pelos fundos.. 8uatro ve$es. disse sem nada de lembrar ? lembrou ? . Lai dei=ar saudades. para =s anar'uistas. 8ue porra mano9 Ti'uei triste. entra pelos fundos e bate numa tampa de panela 'ue vocO encontrar no 'uintal. Tamb)m to triste... lutar a morrer.. morreu. <ais ) isso viver. . tu ficou sabendo 'ue WenMamim <ota faleceuC . . Toscolo. Wateu na tampa. Toscolo abriu a porta. .ois ). Ai sei #e ) companheir=s. ^@ estamos enfra'uecidos devido Q repress"o desses merdas. Ternando chegou e foi entrando para os fundos. . Sem entender. . caralho9 A movimento entristece com a perda de mais um guerreiro. ? . buscando no seu consciente a imagem do mesmo..2.Toscolo. apenas di$ia: 18uando tu for me visitar no barraco.. Sai de l@ ontem.

apesar da noticia ruim 'ue tu trou=e. mas ) uma aMuda.. Eles est"o te observando."o posso. bem 'ue eu 'ueria. pois tenho 'ue ir. pois vou embora amanh" pro %io de ^aneiro. Amanh"9C Tica mais um pouco.. .."o ) muito.TALES...ega sua coisa e sai da cidade. E acontece essas paradas9 B foda9 Ternando passou as informaçDes para Toscolo e deu. . pois Toscolo estava com problemas de saNde. . <uios anar'uistas me abandonaram.."o posso mesmo. . Al)m da /*+ .. . To feli$ em ter vocO a'ui para conversarmos. .me para ele. assassinos da liberdade.lo e aMudar nas despesas..reciso conversar com guerreiros. . To passando por alguns momentos delicados. Toscolo toma essas moedas para aMud@. . Tenho 'ue ir.

bebendo vinho e falando de si. se aprochegue.. dei=a eu ver. Leve esse livro para ^uliana... . Kum. .aulo... tenho 'ue ficar na 1segunda2... pois no %io a repress"o ta foda cara9 E companheiras e companheiros #e est"o l@. Guarde sua mala l@ no 'uarto e vamos pro$i@99 Ternando a Toscolo ficaram conversando na co$inha.. Tu vai 'uerer 'ue levo alguma informaç"o para algu)m la do %io ou algoC . Lenha c@. da vida. . da luta.. mundo adulto. Ah9 Sim9 ? Toscolo caminhou at) sua biblioteca e retirou um livro. Ehamou Ternando: .. ela me pediu 'uando nos vimos em S"o ... Ent"o vamos aproveitar cada momento.. Trocaram material e informaçDes. /** . dos livros. Tuturo.. Iiga 'ue tome cuidado com o livro para #e dure bastante tempo.. Arte. Ternando se apro=imou. precisam de mim.saudade..

AbservaçDes 'uando o outro falava. . 0(( ... . Emocionaram.. Ticaram bastante tempo dando atenç"o um ao outro. isso #e ) bom9 . Tu tem uma biblioteca facinante. E com conteNdo. ? completou Ternando ? vai se deliciar..TALES.. :Nota da correria do dia-a-dia ? TX na correria de um evento anti. IiscordaçDes.. Troca de informaçDes.se deles... . B.fascismo na cidade.> A lua despediu. SilOncio... %iram. ? disse Ternando observando a sentindo o cheiro do lugar. Eonversaram bastante.r=s #e vir"o.se.

. feiM"o. B isso ai Toscolo. Tui trocada Munto com outras moedas. vai nessa irm"o. farinha. . .. por ocasi"o dos distNrbios 'ue marcaram a entrada do Wrasil na Segunda Guerra <undial :a 0(1 . por um pouco de arro$. . Eom ele fi'uei apenas dois dias.se. Jma pr4=ima tu fica mais um tempo.. Ternando foi. Toi m4 delicia te ver companheiro. Ent"o.or volta de 1*/( Avelino escrever@ seu Nltimo romance *orro /elhoG perdido na depredaç"o da editora em 'ue os originais estavam depositados em Welo Kori$onte. Iespediu. WeiMos a abraços com troca de cheiros.se com um longo abraço a troca de cheiros. E n"o es'ueça de sair da cidade o mais r@pido.recis@ de aMuda ) n4is. Eu e Avelino Toscolo ficamos em Welo Kori$onte. Toscolo acompanhou Ternando at) o port"o.. doce de Maca e um pouco de Kortel" para um ch@ delicioso. Se cuida..

.osteriormente foi poss3vel a recuperaç"o do te=to por documentos em poder da fam3lia do escritor.>.comodo vem ai>. Alguns gritos 0( .. tudo indica 'ue o vi$inho passou pano pros malacos. L@ estava eu.. Wote'ueiro. editora pertencia a italianos. da3 a genialidade da turba:1(> em achar 'ue eram necessariamente fascistas. Einco dias solid"o. B foda9 <eu vi$inho meu melhor inimigo. . Eom ele fi'uei nove dias.TALES. no bolso de Lulcano. Irag"o.de.. Garçon. :Nota da assaltada parte K ? To assustada com o 'ue ocorreu no barraco. Warman. Li=eiro a poeta.

se espantaram com a solid"o do ambiente e o fundo musical.. Iolor a 4dio. a segunda o corpo rela=a e a terceira a mente flui. Tica depois da ponte.ap)is pelo seu lado do balc"o. A primeira meio #e incomodados. . entrou um casal de namorados. Tlores no li=o. .. 'uando terminava de rabiscar mais uma poesia.o s)timo dia entrou uma pessoa de uns cin'uenta anos. %ua dos l3rios. . . Grato.feitos por ele. . ? Alhos se tocaram.. adentrando. A toca vinil n"o cansava de compor sonoridade. ? disse Lulcano. espalhados pelo ch"o. Weberam trOs cerveMas.. Se=o 0(& .a porta. Eordel do fogo encantado. perguntar onde ficava uma rua. %estos. Sairam. .o se=to dia entrou uma mulher.. .arecia #e estavam numa floresta. de uns vinte e dois anos 'uatro meses e dois dias.i=inguinha. S4 no final do se=to dia. mas entraram.. Sons de passarinhos no toca vinil. . . Estranharam.oise.

ediram um refrigerante. Lulcano escrevia e fumava maconha. Entrou duas garotas falantes. <ais dois bolinhos. Iiscutiram. levantaram a caminharam at) a porta de sa3da. Todos sentaram na mesma mesa. <ais um refrigerante.. . <ais uma. Weberam. %iram.agou e saiu. <eia hora depois. pagaram. <ais um homem e mais dois homens. Jm bolinho de batata.TALES. Jsou. Weberam.o. masculino. . %iram. Eonversaram.agaram e seguiram seu caminho. . Apro=imou.eidaram alguns. Jrinaram. <ais uma.. A silOncio se apro=imou por alguns minutos. %espirou fundo e bebeu num g4le s4. . entrou uma mulher. Trocaram caricias se=ual debai=o da mesa.se do balc"o e pediu uma pinga. 0(/ . Entrou um rapa$ e pediu para usar o banheiro.

Se=o feminino.Eom o surgir da noite foi entrando pessoas.o oitavo dia s4 entrou uma pessoa. ^@ captou uma putoesia. Alta. Guardou a ponta do baseado para mais tarde. Wai=o. Apertou um baseado. Webeu e se consultou com Lulcano."o sabia o por 'uOC Tui descobrir 'ue era para escutar Lulcano recitar suas poesias 'ue eram putoesias. Eomeçou a limpe$a. Abservou seu mundo interno e e=terno. Lermelho. <agro. Se=ta era o dia de trocar o cheiro do bar. . fumou.o nono dia.feira. Lulcano acordou. A sol. Era um bar conhecido de antrudeputoesias para putoetas. Gorda. Iescobriu #e por momentos estava bem. . . Escreveu. 8ue era tamb)m psic4logo de bar. Iescobri depois. 0(0 . . Sentou no balc"o. Larre. Lulcano dormiu. A noite veio. %ecolhe. Levanta. Lulcano ligou o toca vinil. Se=ta. Fn desconcert lhe proporcionava a sonoridade do dia.egra. Toi lotando o ambiente.

pelas ruas de Welo Kori$onte.. .. Iança.de. %ecolhe seus rabiscos. Iivide o 'uarto com v@rios seres pe'uenos a seu bicho de 1estimaç"o2.ea. .intor de parede. Em seu 'uartinho tem uma montanha de entulhos do seu cotidiano. Adeia pol3ticos partid@rios. . Lava.. . um pe'ueno filhote de Irag"o. Tuma a ponta do baseado.o bar de Lulcano bebeu at) ficar bObado. Limpa.#omodo.. Abre o bar e volta para seus rabiscos. . . Live num pe'ueno 'uartinho na ocupaç"o Topeira. Webe @gua. Escritor. 0(5 .elas ruas fomos at) a casa de seu amigo. WObado nos finais de semana. .eida.utoeta a chato 'uando est@ bObado.esse dia me despedi de Lulcano e caminhei no bolso de Wranco.TALES.

p)ssima alimentaç"o. morosidade Mudici@ria. condiçDes prec@rias de higiene. 8ue venha o caos para os ricos sangrarem> :Nota da ao som da %ntestinal )isease@?élgica) ? segue esse te=to de uma guerreira ? A comunidade carcer@ria.. E isso s4 gera muito 4dio e muita revolta. ociosidade. castigo. humilhaçDes. etc.. convive diariamente com as covardias ilegais praticadas por funcion@rios do Estado :agentes penitenci@rios.. Torturas. violaç"o de pertences pessoais. 0(6 . isolamento.:Eordel do fogo encantado no dec# ? A convivOncia humana nesse pe'ueno planeta caminha para um caos. doenças. al)m do veneno de estar e=clu3da. superlotaç"o. S"o caracter3sticas do cotidiano prisional. policiais.. falta de assistOncia m)dica e odontol4gica.> 'ue descontam ali seu 4dio do povo.

8ual'uer grupo discriminadoZoprimido s4 consegue ter seus direitos ouvidos e respeitados com sua uni"o e luta. com o movimento homosse=ual.. com o movimento negro. Assim foi com o movimento de mulheres. n"o ) estranho saber 'ue e=istem organi$açDes articuladas dentro das prisDes.1&.1/ e 10 de maio de ((5 foram 0(+ . os dias 1 . Assim... A criaç"o de uma organi$aç"o espec3fica dentre um grupo oprimido ) uma reaç"o natural para responder Q aç"o de seus opressores..TALES. E assim foi tamb)m com a comunidade carcer@ria. :8uem melhor pode saber de suas urgOncias do 'ue a pr4pria pessoa 'ue sente a desgraça na peleC> A'ui em S"o .aulo.

açDes.etc. A sociedade.etc> Acontecimentos esses 'ue s4 tiveram a'uela proporç"o enorme devido a irresponsabilidade da m3dia. s"o formadores de opini"o e distorcem a not3cia. Au vocO acha 'ue se a televis"o n"o e=istisse o desenrolar seria o mesmoC A imprensa manipula a not3cia para manipular a sociedade.a de maneira 'ue fi'ue do Meito 'ue o e=pectador mais ir@ consumir. rebeliDes. internet. 'ue ) ap@tica e engole tudo sem 'uestionar. manipulando. revista . mais ir@ gerar lucros. 0(* . fica em cho'ue e se tranca num !to'ue de recolher! imposto unicamente por ela pr4pria e pela m3dia sensacionalista. 'ue ) sensacionalista. mentirosa e sedenta por ibope.totalmente voltados aos acontecimentos e=austivamente e=plorados :assassinatos. etc. Mornal. r@dio. televis"o. As meios de comunicaç"o e :des> informaç"o .

etc. A revolta n"o foi sem motivo. As rebeliDes simultPneas ocorridas em +( unidades prisionais tamb)m n"o.TALES. seria na'uele momento 'ue iria falar C>. A m3dia oficial mente. por mais alheia 'ue seMa. No mHnimoG questionar5 E na realG desacreditar .or'ue ) mentira. E mente muito.. 01( . por ser o meio de comunicaç"o sustentado pela classe dominante. no m3nimo 'uestionaria !furos! como uma tal entrevista :forMada> com o <arcola 'ue a TL mostrou :se o cara nunca na vida deu entrevistas.. LocO acredita mesmo 'ue foi tudo do Meito 'ue a m3dia e=pXsC 8ual'uer pessoa. cheia de conchavos. etc. tendo um pouco de bom senso.

ou pela Pnsia de punir os sentenciados.o dia 11. muitas ve$es geradas por animosidades pessoais. Iurante muitos anos a SA. .roblema algum haveria em reali$ar as remoçDes se n"o tivessem sido feitas sem o conhecimento se'uer das direçDes e de presos. governantes e autoridades ligadas ao sistema reali$aram na calada da madrugada a remoç"o de apro=imadamente +(( presos de todas as unidades do Estado para a unidade de . .77 .residente Lenceslau . apesar de h@ muito reinar a pa$ no sistema carcer@rio.resos apontam ego3smo do governo como causa da revolta.enitenci@ria> recebeu informaç"o de direçDes e funcion@rios das unidades prisionais 'ue tinham atitudes ditadoras sobre sentenciados. com benef3cios montados e 'ue problema algum de 011 . :Secretaria de Administraç"o .

E pior..lhes pernas e braços. 8uanto na rua. sonhar com a liberdade e de receber o amor de seus familiares ) o mesmo 'ue arrancar. A revolta ocorrida se deu por essa atitude ego3sta do governo e de autoridades 'ue visam apenas seus pr4prios sucessos pol3ticos e n"o por reivindicaçDes absurdas como telDes e visitas 3ntimas no %II :%egime Iisciplinar Iiferenciado>.TALES. na v)spera do Iia das <"es. disciplina vinham causando nas unidades em 'ue se encontravam.. como noticiam os peri4dicos. %essaltam 'ue impedir o sentenciado de con'uistar um benef3cio. ) importante di$er 'ue houveram muitos oportunistas. onde os Nnicos preMudicados foram eles pr4prios. E 01 . Esclarecem 'ue a revolta se deu no sistema carcer@rio.

A'ui no Wrasil. os 1(` mais ricos da populaç"o s"o donos de /5` do total da renda nacional. ter esperança de uma vida melhor. +6 milhDes de pessoas . IeseMam 'ue n"o seMa tirado deles o deseMo de sonhar. en'uanto os 0(` mais pobres .pessoas 'ue acabaram de tirar suas diferenças pessoais contra policiais e etc.&`. E sempre salientar 'ue os sentenciados s"o seres humanos com anseios. sentimentos e esperanças. o 01& . A sociedade se nega a en=ergar 'ue sua :i>l4gica inescrupulosa de acumular ri'ue$as gera os por ela denominados !marginais!. por'ue para os setores m)dioZalto n"o interessa o 'ue se passa atr@s das grades. E serem tratados com dignidade e respeito. 77 <as essa realidade n"o ) divulgada. ficam com apenas 1&. En'uanto uma maioria miser@vel no Wrasil enfrenta diariamente a fome.

.. o tiroteio. 01/ . dias de favela. WurguOs viveu dias de horror. tomando geral ou porrada nas ruas..ara mim. sendo discriminado 'uando volta pro mund"o. fatos como os 'ue ocorreram n"o s"o novidade. Sendo 'ue o molho foi temperado com muitos boatos. . entupindo as prisDes... <as no Mogo :'ue virou> a parte atacada foi a'uela 'ue sempre atacou. "olHcia que mataG morreY E o medo. mais boatos do 'ue fatos. pa3s abriga a segunda maior frota de helic4pteros particulares do mundo. A povo pobre ) tomado pelo terror todos os dias.TALES..invadiram o asfalto. e pra toda periferia. n"o tendo oportunidades para organi$ar suas vidas.. tendo suas casas invadidas pela pol3cia..

A !ata'ue! foi contra os 4rg"os policiais e n"o contra o povo. Jm problema com origem social vira caso de pol3cia. . <ais mortes. sabe de seus direitos. As sentenciados conhecem a LE.ede endurecimento das leis.ede mais pol3cia. :Lei de E=ecuç"o . <ais prisDes.or'ue a sociedade contradit4ria pede !pa$! e !harmonia! na base da porrada. . 010 . . contra os Movens pobres. Autori$a o genoc3dio do povo pobre. <as a força governamental e seu braço armado e fardado viu a3 uma 4tima ocasi"o para descaradamente atentar contra a populaç"o mais humilde. tem suas broncas :com muita motivaç"o> e seu alvo bem direcionado.enal> 'ue n"o ) cumprida.<as o fato real ) 'ue a repress"o governamentalZpolicialZsocial ganhou campo para ser !Mustificada! e aceita.

'ue ) a face mais cruel da :in>^ustiça.. . pedem tamb)m para !endurecer! :C> o M@ inconstitucional e absurdo %II 'ue consiste em manter presos condenados ou presos provis4rios :a'ueles 'ue ainda nem foram condenados> !'ue ocasionem subvers"o da ordem ou disciplina internas! em celas solit@rias :isolados> por at) &5( dias :podendo e=pandir esse per3odo por at) um se=to da pena>.. Kouve uma reaç"o conservadora por parte da sociedade. Atualmente.edem pena de morte. 'ue vem pedindo leis ainda piores. 8uerem legitimar a barb@rie. As leis criminais :assim como acontece com todas as leis> s"o ditadas no af" para satisfa$er a opini"o pNblica.TALES. Eom visitas semanais de duas pessoas com duraç"o de duas 015 .

Mornais ou televis"o.se a'uelas açDes 'ue infringem algumas das condiçDes constitutivas da 016 . minNsculo e podre> virou lei.horas e s4 podem sair da cela por duas horas di@rias para o banho de sol. apenas mudando o nome e o aspecto. isolando o preso no castigo . revistas. n"o permite e nunca permitir@ progresso algum na vida do ser humano. Se o pr4prio sistema carcer@rio nunca permitiu. M@ era muito bem colocado no escrito !A Erime e a . ficam incomunic@veis e sem acesso Q fotos. "uro castigo Lembro a'ui 'ue.orma Fnternacional de %espeito aos Iireitos Kumanos>.ena na Atualidade! : !. Jma lei 'ue ) ilegal :pois fere a Eonstituiç"o federal e atenta contra a . imagine nessas condiçDes. em 1*+&.se e castigam. Lemos a3 'ue o pote :'ue sempre e=istiu e e=iste na surdina em todos os pres3dios.ro3bem.

. grupos de 01+ . Geraldo Alc#min.. como o <assacre do Earandiru.aulo <aluf.TALES. Eonte Lopes... coronel Jbiratan Guimar"es. ordem Mur3dica criada pelos dominadores em seu pr4prio benef3cio.. ."o ) por acaso a e=posiç"o de politi'ueiros e=plorando o m@=imo essa situaç"o. %omeu Tuma. Estamos em ano eleitoral...evesY assassino confesso da namorada. Tleura.imenta . Limos reaparecer figurinhas como . As v@rios do <ensal"o e por a3 segue a intermin@vel lista. e tantos outros 'ue tem em seus curr3culos participaç"o em crimes cru)is.! Fsso ) real e pudemos confirmar nas muitas impunidades recentes de gente como: coronel Jbiratan Guimar"esY do <assacre do Earandiru. Su$aneY assassina confessa de m"e e pai.

E a m3dia oficial :'ue se di$ imparcial> s4 abre espaço pra esse tipo de gente falar. etc . varrendo.. com medo de ter suas ri'ue$as :ad'uiridas na base da e=ploraç"o do povo pobre> ameaçadas. torturas e assassinatos na Tebem. A poder ostensivo soube e=plorar e aproveitar bem os acontecimentos. Eom certe$a.etc..os pro cemit)rio. A burguesia. S4 'ue nenhum acordo foi feito com o povo. o discurso repressivo vai estar em evidOncia em todas as propagandas. fa$ campanha para 'ue o Estado reali$e em nome dela a'uilo 'ue tanto 'uerem fa$er: sua !limpe$a social!.a regi"o mais burguesa a'ui da cidade se vO fai=as de ata'ue aos Iireitos Kumanos e de apoio Q candidatura desses sanguin@rios citados.e=term3nio. tratando os pobres como li=o. na eleiç"o de outubro. rota. 01* . .

Sa3ram por a3 'uerendo vingança e com o prop4sito de matar. B concreta a volta dos Es'uadrDes da <orte. povo estE morrendo Toi instaurado pelos policiais um massacre. os grupos de e=term3nio.1&. Todos esses assassinatos seguem com o velho discurso de !resistOncia 0 ( . ..TALES. es'uadr"o da morte Wrasil!. Atacam todos os dias.os dia 1 .1/ e 10 de maio a pol3cia matou oficialmente 6* !suspeitos!. gente indefesa. . desarmada. em diferentes pontos da cidade.. na covardia.uma audiOncia na Assembl)ia Legislativa dia 15 de maio haviam dois policiais vestindo camiseta com a escrita !Scuderia detetive Le Eoc'.

munic3pio com denNncias desde ((& da e=istOncia de grupos de e=term3nio formados por policiais. periferia da $ona leste da capital. onde a periferia mais uma ve$ foi o alvo. revoltadas e ameaçadas. foi onde morreu um policial. E o pior. na Grande S"o . Iessa ve$. teve repercuss"o e foi mostrado. As fam3lias desfalcadas seguem mutiladas. S4 em Guarulhos. tira do policial 'ual'uer tipo de culpa. como sabemos.aulo. 'ue ) preconceituosa. foi aplaudido pela classe abastada. Em S"o <ateus. 0 1 . no mesmo ponto de Xnibus onde ocorreu a morte de um policial. conivente e desinformada. o 'ue sempre foi feito na miNda. foram registradas mais de /( e=ecuçDes.seguida de morte! 'ue. Em Guarulhos. &oincid4ncia ou vingançaZ Toi uma violOncia covarde. a pol3cia encapu$ada e em carro sem placa assassinou 0 pessoas.

Estando evidentes os sinais de e=ecuç"o.o per3odo dos dias 1 a 10 de maio o F<L :Fnstituto <)dico Legal> esteve superlotado com a chegada dos corpos das v3timas da violOncia policial. Essa superlotaç"o inclusive desencadeou problemas sanit@rios na conservaç"o dos cad@veres em decomposiç"o. foi organi$ada uma comiss"o independente formada por pelo menos 1( grupos de defesa dos direitos humanos.. foi negada a essa comiss"o o direito de acompanhar as investigaçDes. Eomo previsto. para cobrar informaçDes e providOncias.TALES. .. A pol3cia at) agora n"o entregou todos os documentos solicitados e a Secretaria de Segurança . pelo alto nNmero de corpos 'ue chegaram ao local.Nblica se nega a divulgar os nomes de todos os mortos. 0 .

<as aposto 'ue n"o haver@ puniç"o alguma aos :ir>respons@veis. com tiros disparados do alto. 'ue o nNmero oficial de 6* mortes inicialmente divulgadas foram agora diminu3das para &1. Essas v3timas foram comprovadamente e=ecutadas estando rendidas. A 'ue descarta a hip4tese de revide e reforça as provas de e=ecuç"o. se deu ap4s o pra$o estipulado. depois da divulgaç"o de 'ue a maior parte das v3timas assassinadas nem se'uer tinham antecedentes criminais.A parte da documentaç"o 'ue foi entregue. h@ a possibilidade de 'ue acabe sendo pouco 0 & . m"os. na cabeça. As evidOncias das e=ecuçDes s"o tantas. Eomo essas mortes se deram dentro de um processo de conflito. braços."o duvido. E os corpos das outras v3timas do primeiro informe oficialC Ser@ 'ue foram parar em cemit)rios clandestinosC .

investigadas e logo seMam ar'uivadas e es'uecidas. grande e not4rio defensor dos I.TALES. principalmente da'uelas pessoas 'ue n"o tem acesso Q Mustiça. 8uerem endurecer a lei tamb)m contra as pessoas 'ue lutam por liberdade Lale di$er 'ue os Iireitos Kumanos h@ muito tempo vem 0 / ....K. As Iireitos Kumanos vem sendo usado como !bode e=piat4rio!. 'ue sempre defendeu a vida. al)m de outras v@rias intimidaçDes a v@rios outros ativistas. por parte das forças repressoras. o ata'ue aos Iireitos Kumanos. %ecentemente picharam uma su@stica no banco em frente Q par4'uia fre'uentada pelo padre ^ulio Lancelloti. Lemos e=austivamente. Seus militantes vem sendo ameaçados.

denunciando as violaçDes inaceit@veis 'ue ocorrem dentro dos c@rceres. Iessas v3timas encarceradas ent"o. Eomo !resposta! Qs rebeliDes simultPneas houveram.. empurradas. nem se ouve falar. no m3nimo. dispararam tiros em sua direç"o. As fam3lias dos presidi@rios foram absolutamente humilhadas e ameaçadas nas portas dos pres3dios :onde buscavam informaçDes sobre seus parentes>..a . Eampinas e KortolPndia. 1+ presos mortos.enitenci@ria de %ibeir"o . Toram =ingadas. .reto os presos foram obrigados apagar o fogo com o pr4prio corpoY vem correndo fre'uentes espancamentos e isolamentos de adolescentes internos na Tebem de Lila <aria e de presos das penitas de Luc)lia. *as isso nDo interessa X sociedade555 Esses !fatos! me recordam os acontecimentos de 11 de setembro de 0 0 .

A guerra de classes.TALES. com intenso e constante ata'ue aos Iireitos Kumanos dos povos.aulo viu uma guerra sim. En'uanto o fator social continuar sendo tratado como !caso de segurança pNblica! e a sociedade continuar cega.. a violOncia vai aumentar. surda. o Estado deu licença para matar. S"o . como l@. A'ui. onde numa manobra governamental foi decretada uma suposta !guerra ao terror! 'ue desencadeou o terrorismo de Estado visto pelo mundo todo. ((1 nos EJA. A velha guerra dos 0 5 . como resultado da revolta e desesperança gerada pela intensa discriminaç"o 'ue sofrem as pessoas e=clu3das dessa tal sociedade. muda e inMusta. E.. Fnvariavelmente o caos ir@ acontecer.os remete tamb)m ao per3odo da ditadura militar. . na pr@tica.

sabemos todos. cuMas ra3$es. B importante e urgente criar alternativas visando uma soluç"o 'ue n"o defenda o c@rcere.detentores do poder contra o povo inMustiçado. no Wrasil e no mundo. Essa guerra. est@ na desigualdade social 'ue impera em S"o . como se nunca tivessem e=istido. 'ue massacra o povo pobre. ^ustiça no E@rcere9 77 essa parte sinali$ada foi baseada no manifesto divulgado pela comunidade carcer@ria77 0 6 .aulo. A hist4ria de vida das v3timas do sistema caem para sempre no es'uecimento. E en=ergar 'ue a repress"oZviolOncia legislativaZpolicial ) um meio inefica$ para combater a criminalidade. acontece todos os dia sem aparecer na m3dia.

.lia Cunto a #rã/Bretan. Edita os $ines: !^ustiça no E@rcere! :com participaç"o da comunidade carcer@ria> e !<ulher Liva9! :dedicado Q libertaç"o feminina> 1( de Munho ? Segunda guerra mundial: 16 Brasil+ ainda neutro+ aceita encarregar/se dos interesses da &t.ea 'ue desligou e saiu para rua. anos. 0 + . Ativista independente e apartid@ria na luta contra as prisDes e a favor dos Iireitos Kumanos.2 ? anuncia o locutor no aparelho de r@dio no 'uarto do .a e colHnias+ o )ue desagrada os brit]nicos.. Iei=ou. Eomprou uma revista sobre desenhos e o Mornal do dia. .TALES.ea vagabundeando pelas ruas.me numa banca de Mornal. $alita.

;ea recebeu.me de pagamento de uma divida em 'ue Wranco lhe devia. Wranco chegou l@ bObado. ,agou ;ea e saiu fora, pois estava passando mal. :Nota da peri!érica parte : ? (1.( . ((6 ? KoMe o Laticano tem um papa na$ista. A 'ue ponto chegamos9 Ele esses dias beatificou pessoas 'ue apoiavam o fascismo. A igreMa mente. Ieus e diabo s"o cria dos #e est"o no poder>. ;as m"os de Tardiles. ^ornaleiro a apreciador de fotografia. Tardiles estava conspirando uma e=posiç"o de fotografia na sua banca. %etrato de pessoas na fila do açougue. Eada um com uma arma. Arame farpado servindo de moradia a algumas traças.
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TALES...

... ,orra Tardiles, seus trampos est"o cada ve$ mais interessantes. Iescobre.se algo mais. ? disse Ataufa na observaç"o. ... B isso ai mana, arte s4 ) arte se vem com interrogaçDes ou #e tem trOs finalidades: servir a coletividade, divertir os sentidos e atirar duvidas. Ti'uei com ele at) o entardecer do dia, 'uando Ialila se apro=imou rapidamente e comprou um Mornal. ,egou.me de troco e saiu rapidamente como chegou. :Nota da Ao som de Nego Nag[ ? 1...maltratado e humilhado todo dia, at) 'uando meu povo suporta essa agonia...2> ;o outro dia, 'uase fui pega por Ialila 'ue me devolveu ao lugar onde estava hibernando. Jma gaveta. ^unto
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com um pedaço de papel e outras companheiras. ;o papel a conspiraç"o em #e a EFA planeMa contra a Am)rica Latrina. Ialila foi comprar maconha para rela=ar e escutar um disco 'ue ganhou de um passarinho 'ue pouso num monte de li=o e começou a cantar. Tarde. A sol desaparece lento para os olhos. Ela caminha a p). Ialila achou a 1boca de fumo, observou, se apro=imou, pegou e saiu. 11 de Munho ? 1Vargas pronuncia discurso a bordo do encoura8ado "inas #erais+ )ue 2 considerado si(p,tico ao 0ascis(o2. ? anunciava o aparelho de r@dio de seu Gl)sio. Estava ligado perto de um vaso de Eannabis Sativa 'ue cultivava com pra$er. Estava eu sendo entregue por Ialila na troca de um pouco de vinho, batata a doce de ab4bora no arma$)m de seu Gl)sio. %esolveu n"o mais comprar maconha, pois no meio do
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TALES...

caminho encontrou um amigo 'ue lhe presenteou com de$ gramas. ... E ai Ialila como vai vossa pessoaC ... Lou sobrevivendo a esse mundinho med3ocre. ? os dois se abraçam. ... E vos miceC ? olhando nos olhos do amigo. ... Lou na correria da sobrevivOncia da vida. ... Tu tem um baseadoC ? perguntou 1na lata2 Ialila. ... Tenho. ... ,orra to m4 a fim de d@ uma bola. ? disse Ialila. ? Se convidado. ... Ent"o vamos9 B n4is9 Toram debai=o de uma ponte. L@ fumaram. Eonversaram. Fd)ias para se ver mais ve$es. ... Eomo ta vos miceC
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... Eara, na correria, sobrevivOncia f4da, me relacionando... Lida med3ocre Qs ve$es, Qs ve$es rotina. E tuC ... Eu... To na correria de um trampo, vadiando, na sobrevivOncia e me es'uivando. Eansado dessa vidinha med3ocre. Ioido pra viaMar9 Gl)sio curte sentir o cheiro da noite, 'uando vai fumar um baseado debai=o do p) de Mabuticaba 'ue habita seu 'uintal. <)dico. Eiclista. Lerdureiro. Eafumango. Ladro. :Nota da peri!érica ? Iescobri nas leituras 'ue o fascismo surgiu nos porDes do Laticano. ;a igreMa. ;a religi"o. Euidado deus e diabo mentem Ieus s4 pensa em dinheiro>. 1WoCe+ ME de Cun.o – Vargas envia declara8ão Bs Ag1ncias de $oticias e ao governo dos E!A+
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TALES...

a0ir(ando )ue seu discurso não 0oi si(p,tico ao 0ascis(o e ne( oposi8ão ao discurso de MK de Cun.o de Rooselvelt. 2 ? disse Gl)sio para um fre'Uentador de seu arma$)m. ... A f4da disso tudo, ) 'ue meu filho foi convocado para participar dessa maldita guerra. Guerra essa criada por uma minoria 'ue nem no campo de batalha d"o as caras. ? Eompleta Gl)sio ? B um ot@rio. cer ir... B foda9 ... B foda heim9C Iiga ao seu filho pra n"o ir. Iiga lhe para desertar. ... ^@ disse, mas ele 'uer9 B um ot@rio. Jm cus"o. ... B mesmo, vai lutar numa guerra 'ue n"o ) nossa, vai se fuder. At@rio9 ... B... <as eu vou fa$er o 'ueC Ele 'u)9 Ent"o 'ue v@9 ,au no cu dele9
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Gl)sio interrompeu a conversa, pra atender outra fre'Uentadora de seu arma$)m. Eu fi'uei um tempo com Gl)sio dentro de uma gaveta, Munto com outras companheiras. Bramos visitadas por v@rias baratas a pelas m"os de Gl)sio. 8uando na madrugada para se entrelaçar na casa de uma amiga, resolvia sair. :Nota da -Hndrome do >dio no decI ? Estou lendo a Arte da Guerra de Sun T$u. B interessante mais M@ es'ueci dele>. A tempo passou e fui parar nas m"os de ,ietra. Eai=eira viaMante. <)dica. ,oeta. Leterin@ria. Tui entregue a ela por Gl)sio numa troca por feiM"o e farinha. Eom ,ietra fi'uei uma semana. Tui pagamento de uma cai=a de bala para revolver calibre &+. ;a cidade vi$inha. L@ passei por entre as m"os de Ana.
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TALES...

,rostituta. Guerreira. <)dica. Amante das ervas. ;as m"os de Edivaldo. Ladr"o. ;as m"os de %osangela. Escultora. ,intora e poeta. ;a gaveta de ,aulinho. 1/ anos. Estudante e desenhista. ... Seu ^o"o me d@ um 'uilo de farinha de trigo, meio 'uilo de batata, doce de amendoim e um caderno. Seu ^o"o colocou no balc"o e disse: ... Tome meu filho. ,aulinho pagou, pegou os mantimentos e saiu. Seu ^o"o, dono da venda e matador de aluguel. Eom ele permaneci um mOs. Ande depois fui encontrado no bolso de Afoldor. <orto com 'uatro tiros. Iois na cabeça e dois na barriga. Afoldor foi roubar seu ^o"o, 'uando este estava fechando o bar. ;oite. SilOncio. A vento leve. <ais ou menos uma nove
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horas. Sol foi.se para observar =s man=s do outro lado. A lua meio t3mida. ^o"o de costa para o balc"o, arrumando as bebidas. ... B um assalto, passa a grana. ? disse Afoldor apontando o revolver. Seu ^o"o 'ue estava de costa, pois arrumava a prateleira de bebidas 'uentes, escutou, parou, olhada r@pida para os dois lados de sua realidade. Situou.se e virou.se lentamente. ,rimeiro o pescoço a a cabeça em seguida, depois o corpo lentamente. ... Ealma ? disse. ... Ealma porra nenhuma, passa a grana pooorraa9 Agoooora9 Seu ^o"o olhou para sua arma de fogo 'ue estava escondida no balc"o do seu lado. <as n"o se atreveu. Eaminhou at) o cai=a. Toi abrir, 'uando Afoldor lhe repreendeu di$endo: ... A 'ue ta fa$endo porra9 Afasta.se da3 #aralhoooooooooooooC ? apontando a arma na cabeça de ^o"o.
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... Estou abrindo o cai=a para vocO. ? disse ^o"o 1na boa2 com os olhos nos olhos. ? calma9 ... Sai fora da3 poooooooorraaa9 Afasta. se da3 porraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa9 ? Engatilhou a arma. Seu ^o"o se afastou lentamente. ... Afasta.se mais, vai pra li. ? apontou perto de um saco de feiM"o. Afoldor pulou o balc"o e se apro=imou de ^o"o. Empurrou.lhe com a arma na m"o. Seu ^o"o olhou nos olhos de Afoldor 'ue sentiu o olhar de ^o"o. ... Ealma9 ? disse ^o"o. Afoldor se apro=imou do cai=a e meteu a m"o, chegando a derrubar algumas moedas no ch"o e enfiando em seu bolso. Seu ^o"o s4 olhando. ... A 'ue ta olhando veioC Seu puto9 . disse Afoldor encarando ^o"o.
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... ;ada. ? respondeu ^o"o na m4 calma. Afoldor meteu a m"o novamente no cai=a e enfiou o dinheiro no bolso, Munto com algumas anotaçDes de ^o"o para controlar a administraç"o da venda. Afoldor olha para o ambiente observando sua realidade e 'uebra o silOncio: ... ce veio safado9 ? Afoldor descobriu a arma 'ue estava no balc"o. ;a'uele momento ^o"o aproveitou 'ue ele se distraiu, abai=ando para pegar a arma. Sacou sua arma de estimaç"o 'ue estava perto. Escondida. S4 seu c)rebro sabia. Estava escondida na costa entre as omoplatas. Atirou. Afoldor levou um tiro no ombro 'ue o fe$ cair. Eaiu. ^o"o se apro=imou e lhe tirou a arma. Ieu mais um tiro 'ue acertou o outro ombro. ... Eabra agora tu vai morrerrrrrrrrr. ? disse ^o"o e cuspiu na cara de Afoldor. ^o"o arrastou o cabra para os fundos do bar e deu mais dois tiros na cabeça. ,egou seu dinheiro. ;a correria acabou
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me es'uecendo no bolso de Afoldor. Limpou o bar rapidamente, fechou a pegou o corpo de Afoldor e arrastou pelos fundos at) a rua. Es'uina. ;oite. <adrugada. Jm gato observava. Largou. o e saiu rapidamente. Eaminhou at) seu barraco. Tavela Toda.se o aconchego de sua clemOncia. :Nota da )olor R >dio no decI ? Estamos em )poca de manga. Jma das frutas 'ue tenho orgasmo. Amor grande inimigo da moral religiosa. Tem duas mangas 'ue molho a calcinha. Jma no trampo, parece manga coraç"o ) deliciosa, a outra, ) uma manga #e descobri #e ) um en=erto. Ieliciosa, longe de casa>

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;as m"os de ]aguinho. Frm"o de Afoldor. Tui trocada por uma garrafa de pinga no arma$)m de Gl)sio. ... Jma garrafa de pinga por favor. ? disse ]aguinho. Suado, cansado. Iepois de ter aMudado um amigo a construir seu barraco. Gl)sio entregou.lhe a garrafa e pegou.me de troca. :Nota da rabiscandoG escutando uma sonoridade e gravando umas IM ? ;"o sei se esse livro vai passar por v@ri=s leitor=s, mas 'uero di$er a vocOs 'ue somos a geraç"o 'ue est@ presenciando o inicio do caos. Lamos dei=ar para vocOs apenas muita dor. Eu pessoalmente 'ueria 'ue n"o, mas hoMe =s don=s do poder s4 fodem a maioria pobre 'ue acredita na minoria e mata.se en'uanto el=s se divertem com a e=ploraç"o do resto. Sirva.se do veneno ou Liva a coletividade>.
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... ,ai9 ,aaiii9 ,reciso de grana, pois vou viaMar amanh". ^@ foi convocado. ... Tilho... Iesiste dessa maldita guerra. Acho 'ue tu ta vacilando. ... ,ai, n"o tem mais Meito, tenho 'ue ir. Gl)sio tirou algum dinheiro da gaveta e l@ fui eu, Munto com outras companheiras e companheiros, indo pra guerra. ... Tilho tome cuidado9 ;"o es'ueça de escrever. ? despediu.se Gl)sio no port"o de sua casa. Iesista dessa besteira9 ... ,ai me de c@ um abraço. ? abraços apertados a troca de cheiro. As dois se despediram num abraço forte e um beiMo no rosto. ... Euidado filho. Seu ot@rio9 Euidado9

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:Nota da $entando sobreviver nesse mundinho medHocre em que o capitalismo selvagem nos obriga a quase tudo ? ,ara pr4=ima geraç"o, apenas um to'ue. Euidado com o maldito progresso, ele mente tamb)m. Toda.se o consumismo desenfreado> %enato. Tilho de Gl)sio. A caminho de se apresentar no e=)rcito brasileiro, onde ia ser mandado para acompanhar os marinheiros no navio mercante chamado Taubat). A caminho de se apresentar passou numa sapataria e comprou um par de sapatos novos, para se apresentar. ,eidou gostoso 'uando saiu da sapataria. ;a sapataria fi'uei at) por dois dias, lugar pe'ueno. Iuas pessoas trabalhavam. A dinheiro 'ue sobrava dividia entre eles. Eugenia. Lestido vermelho. Eontente por ter assassinado seu vi$inho. Antes teve o pra$er de transar com ele.
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Sonhou. Eaminhando com sua bolsa preta na m"o direita. Eugenia passou na sapataria e me levou de troco na troca de um par de sapatos. Terça.feira. Alguns terr@'ue=s se preparando para o novo dia. =F:= ;o dec#:1(1(> ;egX ;agX ? 1Todo cambur"o tem um pouco de navio negreiro...2 :Nota da dor de barriga ? A teatro me persegue. ;"o tenho como fugir. Tentarei esconder.me mi arm@rio>. :Nota da !otogra!a sem c3mera ? To conspirando uma e=posiç"o para meu c)rebro. Totografando nuvens>
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8uarta.feira. Eugenia ^ambolana estava com dor de barriga, devido a ter comida um pedaço de bolo estragado, na casa de seu namorado. :Nota da acabo de peidar ? Euidado com ovos, evite, fa$ mal. AMude as galinhas 'ue sofrem com isso n"o comendo ovo e seus derivados. ,ois = don= maldito da granMa dei=a a lu$ acessa dia e noite para a galinha botar mais ovo. ;em se importando com a vida das mesmas. As galinhas. Elas n"o conseguem distinguir o dia da noite. Al)m de ficarem numa pe'uena Maula onde uma ) pouco espaço, elesZelas colocam trOs, 'uatro, cinco ou... As bicos s"o cortados e 'ueimados sem anestesia. Elas s"o impedidas de seres galin@ce=s. B uma cena horr3vel, ent"o pense bem antes de consumir esses produtos 'ue tamb)m causam cPncer devido a muito hormXnio
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para engordar a mesma. Se liga vacil"oZvacilona. Se caso n"o acreditar no #e estou di$endo, ent"o v@ at) uma granMa, observe e pergunte as galinhas e galos. Abserve sem dar bandeira. Ah9 %ecomendo 'ue assista o filme document@rio Terr@'ueos, depois conversamos>. :1( ;o dec# ? significa tape dec#. Toca fita #6. Eassete> ... Ai... Ai, aiiii... 'ue dor. ? soltava um 1peido2 devagar$inho pra m"o cagar na calça. L@ estava ela sentada na cadeira. onica #e vivia na sala. Era usada por sua av4. Eadeira antiga. Ie repente sentiu uma dor de barriga forte. Levantou e
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rapidamente correu ao banheiro. Toi s4 abai=ar a calcinha e bummmm9 As fe$es saiam causando um odorZcheiro de por"o. ... Aaaaaaaaa 'ue alivio. ? Sentada no vaso sanit@rio passando a m"o na barriga. A cheiro se libertava no ar. A dor aliviava com o sair das fe$es li'uidas a dos gases f)tidos para alguns. ... Eugenia fa$ um ch@ de broto de goiaba, ) bom pra cacete. ? disse sua amiga colocando a @gua pra ferver. L@ estava eu, numa cadeira 'ue substitu3a a pia do banheiro. Escova de dente, pasta dental, escova, um frasco de =ampu. Alguns fios de cabelos. Sabonete meio seco meio molhado numa tampa de pl@stico. Jma bucha natural em cima do sabonete. Jm pl@stico com desenhos de p@ssaros fora da gaiola separava a cadeira dos produtos ou das coisas. Tavela FndependOncia do 'ueC A vista da Manela do barraco de Eugenia dava para ver uma pe'uena cachoeira, @rvores, p@ssaros...
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Jma pe'uena floresta. Eugenia estava com o anus ardendo de tanto cagar. ... ,orra99 To com o cu ardendo. B f4da9 Ticou sentada um tempo no vaso sanit@rio esperando a dor passar. A cheiro M@ n"o importava mais. 8uando a dor passou. ,or um tempo. Iepois do alivio fecal. Lavou.se. Eugenia foi at) o 'uintal lentamente. ,ediu permiss"o a goiabeira e colheu um pe'ueno broto de goiaba. Lavou e entregou a sua amiga. Sua amiga preparou o ch@ no m)todo de cocç"o. Eugenia sentou na cadeira da co$inha e ficou conversando com sua amiga, esperando o ch@ esfriar um pouco. ,eidava bastante. Algumas moscas caseiras sobrevoavam o ambiente. A porta estava aberta. A vento s4 caricia. SilOncio no morro. Tomou e esperou.
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"o posso falar para vocOs o 'ue )9 Tui9> .orra Eris.. tu perde o tes"o pra tudo.Tomou e esperou. B sim Eugenia.se. Jma boa id)ia. S4 to com o cN pegando fogo9 .. . :Nota da eu estou numa sinuca de bico ? vou ter 'ue resolver esse abaca=i. pois rem)dios 'u3micos s4 fode....refiro as naturais. . Tomou e esperou. Toi minha v4 'ue me ensinou. 0/* . . . KoMe.. Jm acento com ervas. o 'ue acha de fumar um baseado para rela=arC Essa caganeira me fudeu ? disse Eugenia ^ambolona. ... esse ch@ de goiaba ) bom mesmo9 Ior de barriga ) foda.. s4 uso ervas medicinais.. .. .assou alguns minutos a a dor de barriga foi. . E por falar em erva. Ai9 Tirme$era9 ? respondeu sua amiga..

Lestiu. 00( . Ent"o vamos pegar l@ com o Elia#im. tomou banho. A mundo adulto nos destr4i9>. e n4s sa3mos para rua.se. Eugenia levou um pedaço de papel para uma emergOncia fecal.TALES.assei o final de semana no barraco... A silOncio no morro estava sendo 'uebrado pel=s terr@'ue=s 'ue saiam de suas tocas. recolhendo alguns cacos e descartando outros.me no banheiro. #e serve como pia. .. em cima da cadeira. fe$ o acento. Eugenia levantou da cadeira e caminhou at) o banheiro. escovou os dentes.egou. Estou me refa$endo. :Nota da mais um dia ? .. Assassinando um deus por dia e e=terminando fantasmas. .

.. . ... Ta a fim de ir comigoC . ..... ^untas a caminho de Elia#im.. . Essa maldita guerra s4 f4de9 . to sossegada.. 001 .. .. Ele me convidou para uma festa 'ue vai rolar hoMe l@... .. EugOnia coçou a cabeça. ? observou sua unha. .assos lentos.. pois se vacilar fudeu9 . Temos 'ue ficar na 1segunda2. Ta foda viver nessa ditadura. Sei l@. E a barriga melhorouC ."o.. Alha l@ a'ueles policiais9 ? A morro estava sendo vigiado. Se p@... Temos #e ficar de olho e desconfiar de tudo...em me fale. A 'ue tu vai fa$er hoMeC ? perguntou sua amiga. Ta melhor. B. Ainda mais maconheiras... Talve$ eu v@ Q casa do Iurval. ? risos.. vou9 ? To a fim de encontrar uns 1figuras2 l@.. . Tu vaiC .."o sei.

Elia#im e seu amigo.. :Nota da pessoa que descobriu que o mundo é de todxs e nDo apenas dxs terraquexs humanxs ? descobri 'ue linhaça substitui o ovo> Eai nas m"os de Elia#im das . Elia#im pediu uma cerveMa e voltou a conversar com seu amigo. Eom ele fi'uei uns dois dias. Trabalhador no tr@fico. 00 . . 'ue Elia#im tomasse essa. Eu. mas Elia#im ao observar disse 'ue n"o 'ueria essa.TALES. Euclides abriu uma cerveMa e colocou no balc"o.o Nltimo dia fomos para o bar de Euclides. 'ueria outra marca. Ehegando l@. Euclides disse 'ue n"o ia abrir outra. Muntos com dois copos.eves. dando as costas para o balc"o. Eobrador..

. . seu macaco9 ...... Sim. Liu. pois vou 'uebrar tuuuuudoooooooooooo9 Elia#im 'uebrou o bar de Euclides. ela ap4ia rodeios.. Saiu de mansinho da confus"o. Sua face mudou. Eu odeio rodeios. Ah9 LocO n"o bebe porra nenhuma. seus olhos tamb)m e disse furiosamente: ..ada contra =s macac=s 'ue s"o noss=s irm"osZ".o meio da confus"o fui parar nas m"os de Licopeno.me caindo no ch"o. Ieus e o diabo me de forças. seu macaco fedido9 Elia#im apenas olhou. vocO me chamou de macacoC . 00& . <as Euclides.. pois a policia estava a caminho do acontecido. <e tra$ outra 'ue pago."o precisou nem da aMuda de seu amigo. . <acaco.. perto de vossa pessoa. eu n"o bebo essa marca. Apenas colocou o p) es'uerdo em cima. abai=ou e me pegou.. . . 'ue estava tomando uma cerveMa. Ierrubou at) o pilar 'ue sustentava o telhado.

.. :Nota da -onoridade &a>tica@!ranca) ? Toda. .. A sol fa$ia carinhos na Am)rica Latina.. Eara nem te conto. vamo toma uma cervaC .TALES.....se a homofobia. Tamb)m. Elia#im 'uebrou o bar de Euclides. Ele estava merecendo receber um sacode mesmo9 Ta$ tempo. Ai mano.o outro dia... 00/ .. A Ama$Xnia e seus mundos recebiam caricias solares.. Liva a livre se=ualidade99 Woca rica no dec#> .. ficou tirando o mano. ? curioso como aconteceu . ? disse Licopeno logo de manh" a seu cumpadi. Euclides merecia. B. .. To 'uebrado9 Trampei ontem n"o recebi um puto..

Teirante.anorama. <orro do . . .. Lagabundo.. EomoC Licopeno e seu amigo estavam descendo o morro para tomar uma cerveMa. voltou correndo subindo o morro."o es'uenta.. 'ual ) a sua ladr"oC Seu puto9 ? Alhando nos olhos. 000 .. A uns cinco metros. Licopeno s4 me olhou. .. <ano a cerveMa miou.. estava descendo a viela rapidamente. As dois subiram a viela em disparada. . 'ue M@ estava correndo na sua frente. Licopeno.inus. . Liu 'ue n"o dava tempo pra me buscar. Lamo sai fora9 ? disse a seu amigo.orra . eu pago ? me tirou do bolso e mostrou a seu amigo. 'uando .inus subiu o morro correndo e na curva da viela. <ascate.. Eorre 'ue a policia vem invadindo o morro. Tui para nas m"os de 8ueratina.. esbarrou em Licopeno 'ue no esbarr"o me dei=ou cair..

TALES. Eansada da 005 . ((+ ? A teatro me persegue..inus. <e rendi a isso. desci a viela at) parar em um degrau 'ual'uer. Senti seus calçados passando perto de mim.(1. Eu. 8uando dei por mim. Lou conspirar com as meninas> 8ueratina. Jm saco de arro$ com alguns mantimentos vinha carregando nas costas. s4 observei v@rios policiais armados subindo o morro rapidamente. Jma mulher de 05 anos subia a viela lentamente. a pe'uena moeda de (( r)is de 1*&+. As tiros começaram. Licopeno subiu =ingando .. Surda. Tummmm9 Tummmm9 Ta ta9 :Nota da )omingo ? 1 horas e 0 minutos ? 1.

As policiais passaram por 8ueratina. Wateu a cabeça.me 'uando foi empurrada por um dos policiais 'ue desciam correndo. Iida conseguiu escorar. Escadaria abai=o. As dois continuaram a descer a viela.. Apenas os olhos de Iida observaram. Ela estava com a m"o fechada.na. 006 .se nas paredes da viela.. com medo de serem alvo dos tiros 'ue estavam presentes na'uele momento. Iepois com o grito do outro policial. A rubro sangue percorre a escadaria. saiu correndo.. Eorre Iida9 Eoooorre9 Iida ficou parado por algum tempo observando o 'ue aconteceu.. . Ahhhhhhhhhhh9 .. .. Em sua m"o direita l@ estava eu. Abai=ou.realidade. 8ueratina ficou ca3da l@ embai=o.se para pegar. ."o teve Meito. Tum9 . Euidado com a velha Iida99 ? gritou seu colega. Seus olhos me observaram. Fnerte. Iida esbarrou na velha 'ue caiu rolando na viela. <orta.

. pra outros guela seca.TALES. Ticou furioso e triste.. As moradores sa3ram de suas tocas lentamente. :Nota da 1uela seca ? muita @gua pra uns. A silOncio presente por alguns minutos. Saiu correndo pelo <orro gritando. Entregador de rem)dio em 00+ .sidium 'uando ficou sabendo 'ue sua m"e foi morta. Ela est@ comprando as nascentes dos rios.cola Eompana est@ ganhando mais dinheiro vendendo @gua de 'ue refrigerantes.sidium.. pois a @gua ) de tod=s> A tiroteio parou. Iescobri 'ue a Empresa Eoca. Gritando. . Se liga.

. Ehorava l@grimas do rio de olhos. 'uando a viu ca3da começou a chorar..sidium 'ue n"o parava de abraçar sua m"e. deito. . n"o fa$ia mal a uma formiga. Iepois o silOncio e a gritaria. Estava entrando para o tr@fico.pharmacia. EmoçDes da perda. 8uem fe$ vai pagar m"e. 00* . 'uando escutou os tiros. pode crO9 Lai pagar m"e.<""""""eee o 'ue fi$eram com vocOC <"eC ? Iesceu a viela correndo. . Saiu de sua residOncia para averiguar estragos.se no ch"o e l@ ficou... A 4dio subiu a cabeça de .. Eoitada da dona 8ueratina. Lou es'uarteMar com re'uinte de crueldade. Ehorava e abraçava sua m"e. Estava lavando a louça. Abraçava sua m"e e chorava... ? disse uma senhora de vestido negro com um pano amarado para n"o suMar o vestido. gente boa. . Eu vou te vingar minha m"e...

.. .. 8ue porra ) essa meninoC ? pegando firme no braço do menino e pu=ando perto de si. A 'ue Ser@ 'ue aconteceuC ? perguntou um rapa$. Ela caiu escadaria abai=o. Tilhos de uma merda. gritou um menino no meio da multid"o.... pelo 'ue entendi. v"o morrerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr rrrrrrrrrrrr. Jm tal de Iida. Toi acidente. Iois policiais.sidium ao escutar disse: ... S4 #e um deles esbarrou na dona 8ueratina. 05( . Toi a policia9 .. Eles vinham descendo a viela numa carreira... A menino assustado disse: . . .. Toi um policial chamado Iida. . .TALES. ? gritou.

e entrou dentro de um Xnibus 'ue estava parado na rua esperando outros carros passarem para atravessar.sidium bateu na porta 051 . Mogou o trinta e oito sem muniç"o no meio da rua. Abservou 'ue sua m"e estava com algo na m"o direita e tirou. Apertou os punhos. . .sidium passar.o p) do morro. gritou e gritou. Eaminhou at) uma viatura policial 'ue estava do outro lado da rua. 8uando conseguiu abrir a m"o direita de sua m"e gritou. As pessoas 'ue estavam em volta abriram caminho rapidamente para .me de sua m"o. Levantou. Apro=imou.se e atirou. . . matando os dois policiais.se e saiu com seus dois trinta e oito engatilhados.En=ugou as l@grimas de seu rosto. A 4dio na mente.sidium desceu o morro at) o asfalto."o deu nem tempo para os policiais reagirem. Estava dif3cil de abriar a m"o de 8ueratina. Eaminhou pela rua desvairadamente. Iescarregou um dos trinta e oito. L@rias pessoas na rua. %angeu os dentes.

Todos olhavam para ele ao ver a arma em sua m"o. A motorista abriu a porta.. Seu troco ? disse o cobrador. Jltimo assento no Xnibus. A motorista assustou. . Euidado motorista9 ? gritou Wianca. Lruummmm9 Tirou fa3sca. 05 .. Eaminha9 Seu puto9 A motorista saiu na boa.sidium passou pelo motorista.. . mas n"o disse nada. Lai.TALES.. . atravessou a roleta onde estava o cobrador. Entregou.me para o cobrador e continuou at) o meio do Xnibus. .. .se com ele.. Sentou perto da Manela..sidium ao entrar olhou nos olhos do motorista rapidamente e disse: . devido a estar armado. com o cano da arma e apontou para o motorista.sidium bateu na porta novamente com mais força.. Jm carro 'uase se chocou com o lado es'uerdo do Xnibus.

05& .ada lhe tirava da'uela cena #e acabara de viver. A Xnibus a caminho. A outra percorreu at) acerta um 'uadro na parede. Soltou a arma 'ue bateu no ch"o e bateu. . Estava com a m"o es'uerda para fora do Xnibus. ? o cobrador ri rapidamente.. nas m"os do cobrador 'ue indeciso em me colocar na cai=a Munto com outras amigas. Jma bala percorre um tempo e acertou um galho de co'ueiro gigante. Levou. Iois disparos. A arma se chocou com o ch"o.a Manela.. me at) seu bolso.sidium.. . . Ele ficou observando as imagens 'ue passavam por seus olhos. Segurava a arma.ercept3vel apenas para ele mesmo.sidium sentou perto da Manela. . . Eobrador..ode ficar com vocO. Sentindo o vento acariciar.. Guaaava.lhe a face. L@ estava eu. Tummmmm999 Tummm99 A tiro fe$ criar um momento de silOncio 'ue logo voltou Q rotina com o esvoaçar de pardais e permaneceu no passado de .

:Nota da ventilador ligado ? <ais um dia na rotina da escravid"o do rel4gio. Iou$e preuves de l[Fne=istence de dieu9 .ortulaca tomando banho. Tre'Uentador de cinema e amante de .TALES.. ^ogador de futebol nos finais de semana. Amor vamos ao cinema hoMeC . . A #e mant)m vivo... s"o minhas produçDes marginais> . Jm cara entrou 05/ . ^@ ouvi falar desse filme9 Lamos9 ....ortulaca. tu n"o sabe o 'ue aconteceu hoMe no trampo :C>. La amore...sidium desceu no centro da cidade.. A 'ue vai passarC ? disse ... ..

Iois tiros disparados. Alguns chocados. 050 . ? $uando com gestos. ? me=eu com os olhos e sobrancelhas .. depois. Iepois desceu no centro. ... . Jma boa id)ia9 ? respondeu Guaaava... <as.ortulaca.. Ai. Jma pe'uena baratinha tamb)m observou a cena.agou com uma moeda de (( r)is. Ti'uei com medo. Kummm.. Tem cada pessoa no mundo9 ? disse . ? tirou. 8uem estava no Xnibus ficou sem entender.se. A cara apenas entrou.. .me e tornou a esconder...agou e foi sentar.. faremos a'uele amor delicioooooooooooooosooo999 ciiiiiuuuu9 ciiiiiiuuuuuuuu9 ? disse . .. . Te$ 'ue estava pensando . . .ensei 'ue era um assalto.armado.ortulaca.me do bolso com a m"o direita. Soltou a arma na rua. <as es'uece9 Lamos ao cinema e tomar um belo sorvete... Alhou.me.

me para comprar alimentos para estocar. L@ sua companheira precisou.. . As dois se abraçaram.. 055 . Trocaram cheiros e as m"os viaMando em corpos.o final da noite fui parar nas m"os de geamaas. Amante. Ehuparei. Eompanheira. ..aa com pra$er. <ulher.. Iei=ou. pois os rumores violentos da guerra estavam acontecendo. Ela ta do Meito 'ue n4s gostamos9 . 8ue me levou para sua casa.me no arma$)m de Eacalia.. Acabei de rapar a vagina. Ela estava com medo. Ias m"os de Guaaava fui para na m"o direita de EalOndula..TALES. Waccharis. Iono do cinema. 'ue estava na bilheteria do cinema.

A sonoridade ) e=tremamente insurdecedora.raparation K ? To na conspira de montar um estNdio caseiro no barraco. Em um 'uartinho 'ue constru3. .ortela con'uista o bi campeonato no carnaval carioca. apenas fa$ a acNstica. apertava um: Apertar 056 . Sai da ar'uibancada Munto com meu possuidor at) ent"o. B n4is.ara ensaiar a banda 'ue conspiramos. Soma mais cinco ve$es. <as o f4da ) 'ue tenho 'ue isolar para 'ue a sonoridade n"o saia pra fora e atrapalhe a vi$inhança. S4 para kpsic4ticos. Eacalia. Fmagine algo insurdecedor. Se algu)m estiver lendo e sacar algo barato. Lamo vO o 'ue vai rolar. mas descobri tamb)m 'ue n"o isola nada. <as n"o consigo materiais baratos para conspirar. Iescobri cartela de ovo e isopor. %ecicl@vel d@ um to'ue> A escola de Samba .:Nota da ensaiadora ? no dec# .

/lo. ./lo. (ont.ngua (acon. Iono do arma$)m V h0 'ue ficava dois 05+ . Apreciador de MambO. Eacalia estava pa'uerando um garoto na es'uina.. Contrui/lo. Alessandro.a..al 2 construir seu pr9prio cigarro de (acon. Thiago me pegou com a m"o direita e me colocou no bolso. <orro Tlores no li=o. para revender. 7a*er a cigarrete para depois apreci. comprou uma cerveMa com um b3pede 'ue vendia para sobreviver.TALES.>.as m"os de Alessandro fi'uei trinta e seis minutos. Bol. Thiago. Antes. u(+ na l. Lendedor de cerveMa. 8uando se preparava para ficar bObado. apreciou o gan$@Zbaseado. Ele me passou de troco na compra de mais cerveMa./la.

Estudaram Muntos e at) uma ve$ roubaram as provas da professora. 05* . Eaminhando pelas ruas do %io de ^aneiro.orra mano. L@ri=s terra'ue=s9 Earnaval9 Thiago resolveu fechar o arma$)m e sair para dar uma caminhada pelas ruas do %io de ^aneiro..a caminhada encontrou com seu amigo. E ai Saturnino.. firme$era cumpadi. .. Sentiu o cheiro do ambiente. Eolega de escola. Eomo vai tuC .... . Ensinamento da m"e dfrica. . ? disse Thiago a si mesmo.'uarteirDes de onde estava acontecendo o desfile das escolas de samba. Ehega de trabalhar por hoMe. 'ue tamb)m perambulava pela noite carioca. 'ue estavam todas iluminadas e com fundo musical feita pelos batu'ues do carnaval. . 'uando tempo heimC ? disse Saturnino. fechando a porta de seu arma$)m e respirando fundo.

precisamos urgentemente destruir esse sistema #e M@ esta falido. Eara.aulo.se o capitalismo de merda. Estava morando em S"o . ... Lamos nessa cumpadi.. Iestruir para construir. Trampando sabe como ).TALES. me fale de vocOC :Nota da tentando conspirar algo para conseguir eliminar patrDo na vida ? Estou precisando de 1grana2 para dar andamento em alguns proMetos. ) f4da99 Toda. To vadiando mesmo9 .. Livemos em um mundo onde poucos tem muito e muitos tem migalhas. s4 trampando e pagando dividas.. E vocO. <4 cara cumpadi. ... <4 cara. correria9 .. ta afim de cola l@C . Liva 06( .. vai rolar uma festa l@ no <orro do WeiMos no E4cci=. Eu tamb)m cumpadi....

la igualdade9 As terr@'ue=s humanos precisam se ligar #e outra maneira de viver )s possible9 .arsons. numa gaveta na casa da companheira dele.arsons fi'uei at) o final de mOs de fevereiro. na igualdade. Thiago e Saturnino a caminho da festa pararam na boca e compraram maconha. . como se chamava. Wandido cho'ue... Lamos para na boca pra comprar um baseadoC . 8ui#a a Fvone. Wicho solto. Trabalhador no tr@fico.sic4loga. Iono do <orro do WeiMos no c4cci=. Amante de Eli$ete. Ii boa9 Eom ... na solidariedade e no encontro de maneira para tod=s> L@ estava eu com K)lio. 061 .o respeito. . . K)lio conheci 'uando o gerente passou o lucro do mOs de fevereiro. Ar'ue4loga.

Sentado numa cai=a de madeira. nas m"os de I)cio. Iono do bar.. camisa e calça. eu e outras amigas. 06 . A bar era apenas uma Manela pe'uena 'ue abrir@ em seu barraco. Ias m"os de Kelio.TALES. fomos parar na troca por saco de farinha. Jma varanda feita de madeira... Logo fui parar na m"o es'uerda de Woca %ica 'ue me colocou em seu bolso es'uerdo. Wancos e mesas de madeiras no estilo faça vocO mesmo. Tre'Uentado pela simplicidade da comunidade. Woca vamo brincaC ? perguntou seu amigo 'ue estava tomando uma pinga num canto. Ehap)u. L@ mesmo no morro. cigarro de corda e feiM"o.. %ecebeu de troco na compra de Tarinha e carne de seca9 . cinco pacotes de bolachas. doces.

.. <ano. . ? Woca despediu...astinha. .dura est"o na cola dos capoeiristas ? respira . Tome cuidado cumpadi.. Euidado n"o 'uero vO. KoMe tenho muita correria. 06& . . L@ permaneci por vinte e oito dias. KoMe n"o cumpadi. Woca %ica algumas ve$es pegava cueca ou meias. Tenho 'ue resolver alguns problemas e al)m do mais... .se e seguiu caminho para casa. Woca %ica foi para sua casa. chegando l@."o cumpadi.. .los presos.... os cana. Algumas baratas me visitaram. Jm pe'ueno grilo e alguns pernilongos. me tirou do bolso e me dei=ou numa pe'uena gaveta Munta a cuecas e meias. AMud@ l@ em casa. Woca9 Lamo brinca l@ no Terreiro da m"eC ? completou outro angoleiro.

Earacas e Wuenos Aires> 'ue o governo norte.TALES. americano se pronunciou pelo reconhecimento de independOncia desses pa3ses.UN%) & N$#A . :Nota da no decI ?luesjaCC ? o estNdio miou no momento> :Nota da semeadora de in!ormaçQes ? Segue um te=to 'ue saiu no Lida e . tanto o presidente 06/ .)A A*0#%&A +A$%NA =J88-899M =J88 ? :somente do$e anos de iniciado o movimento revolucion@rio independentista no <)=ico. At) ent"o.a$ ? ni*/ZMunZ(6> A1#E--\E*%+%$A#E) 1 /E#N ) ." / ..E-$A) ..

acional.orto %ico :territ4rios 'ue os Estados Jnidos deseMava para si> e para 'ue nossa Am)rica se organi$asse como Estado . n"o adotasse nenhuma decis"o sobre estender a guerra de independOncia a Euba e . o 'ue teria afetado seriamente seus interesses imperialistas. ? A Eongresso norte. inclusive. =J8< ? Estados Jnidos pressionaram para 'ue o Eongresso do .americano aprovou a ane=aç"o a esse pa3s do 060 . americano 1Le=ington2 chegou Qs Flhas <alvinas sob bandeira francesa. tomando de surpresa a guarniç"o militar e ocupando as ilhas. =J:. =JK= ? A navio de guerra norte. haviam demonstrado uma parcialidade muito pouco 1americanista2 em favor da Espanha.<adison como o presidente <onroe haviam se negado a receber seus representantes e.anam@. convocado por Simon Wol3var.

=JFJ ? Estados Jnidos se introdu$iram em Euba com o prete=to de aMudar na luta dos cubanos contra os colonialistas espanh4is :'ue na realidade M@ estavam 065 . partiram as tropas mercen@rias 'ue invadiram a Guatemala :1*0/> e Euba :1*51>.. =J. atrav)s do 1tratado de Guadalupe.. territ4rio do Te=as.7<9G =F9FG =F=8 R =F8< ? Estados Jnidos invadiram a .TALES.ovo <)=ico e Ealif4rnia. Kidalgo2 imposto Q força ao povo me=icano. =J:J ? Estados Jnidos apoderaram dos territ4rios do . subtra3do do <)=ico por meio da traiç"o e da força. Iesse . dei=ando a dinastia dos Somo$a como os capata$es de sua dominaç"o.icar@gua submetida.icar@gua. assassinaram WenMamin gelad4n e ordenaram o assassinato de Augusto Sandino..

em troca de seu reconhecimento pol3tico e de seu apoio militar aos insurgentes.anam@ e. invadiram a %epNblica Iominicana.americanos. em 1*50.praticamente derrotados> e. Iessa base estrangeira instalada em territ4rio sa3ram as tropas 'ue. sem nenhuma legitimidade fi$eram um pactoY Q revelia do povo.americana onde estimularam e apoiaram com suas tropas uma revoluç"o separatista no departamento colombiano de . estabeleceram o poder do 1imp)rio2 e se apoderaram da Waia de Guant@namo. =F9K ? Estados Jnidos atacaram a regi"o centro. sobre a 'ual ainda hoMe pesa a ocupaç"o colonial. =JFJ ? Estados Jnidos e Espanha. onde permanecem at) hoMe.se a retirar e se impuseram como novos amos. 'uando o invasor europeu foi finalmente derrotado. para a cess"o da ilha de .orto %ico aos norte. e=igiram e obtiveram a concess"o de uma fai=a de 066 . os ian'ues negaram.

onde uma força de marinheiros norte. e o caminho livre para a instauraç"o da tirania da 06+ .acional do Kaiti e. :0((. ocePnico 'ue necessitavam para seus interesses imperialistas. americanos. As tropas invasoras ocuparam o Kaiti at) 1*&/.((( d4lares> 'ue foi levado a bordo de um navio norte. se apoderaram do dinheiro e=istentes nas mesmas.r3ncipe. terra para construir um canal intra. como ladrDes comuns. 8uando se retiraram dei=aram a situaç"o 1em ordem2 segundo os interesses do 1imp)rio2.americano aos Estados Jnidos e depositados nos cai=as do 1Eita Wan#2.TALES. usando a força. em plena lu$ do dia. dirigiu..orto .. =F=. desembarcou em . ? Jnidos invadiram o Kaiti. se Q cai=a forte do Wanco .

Trab#lin I. o ent"o presidente norte.F.osteriormente.fam3lia Iuvallier: Trancisco :1*06 ? 1*61> e seu filho ^uan El@udio at) 1*+5. disse: 1Eu sei 'ue ) um filho da puta. A invas"o gringa durou at) 1*&/.uma ocasi"o. =F=< ? Fnvas"o da %epNblica Iominicana. . americano. diante do massacre de umas de$ mil pessoas nas m"os da tirania. onde o chefe das tropas estrangeiras 1sob autoridade e ordens do governo dos Estados Jnidos2 declarou a si mesmo 1supremo Mui$ e supremo e=ecutor2. :AgOncia de FnteligOncia norte. a E. mais conhecido como 1o chacal do Earibe2 'ue se manteve no governo durante &1 anos. mas ) nosso filho da puta2. .ada ficou de p). dei=aram como capata$ de seus interesses o tirano LeXnidas TruMillo.americana> mandou mat@. =F:< ? Estados Jnidos organi$aram a derrubada. %oosevelt. e 'uando se retiraram. 'uando TruMillo se transformou em um estorvo. . linchamento e assassinato do 06* .lo.A.

na. armados. e com isso voltou a colocar o poder em m"os do regime. na d)cada de *(.. Gualberto Lilarroel.. 'ue culminou com a derrubada do presidente ^acobo Arben$ e voltaram a infligir sua dominaç"o imperialista.: ? Estados Jnidos organi$aram uma invas"o mercen@ria Q Guatemala. presidente da Wol3via.er4n.. os capitalistas norte. cuMo ponto culminante foi e=ecutado pelo governo t3tere de Earlos <enem. 0+( . =F. =F<= ? Estados Jnidos organi$aram um bando de mercen@rios 'ue. em um processo de desnacionali$aç"o da economia 'ue levavam adiante durante /0 anos.TALES. ? Estados Jnidos colaborou com a Fnglaterra na derrubada de ^uan Iomingo . americanos se apoderaram da indNstria na Argentina e desmantelaram. =F. Iepois disso.

no caso de reaç"o popular. Fsso significa 'ue com apenas duas invasDes e alguns 1reto'ues2 foram suficientes para 'ue Estados Jnidos distorcer o destino do povo na %epNblica Iominicana durante 'uase um s)culo. os ian'ues usaram uma força de /0 mil homens. =F<.laaa Gir4n. invadiram Euba por . Estimulou o golpe e ficou como retaguarda. 'ue se manteve como chefe de governo at) 1**5. com tropas de ar. 0+1 . . e ao se retirarem dei=aram como t3tere a serviço de seus interesses ^oa'uim Walaguer.essa oportunidade. financiados e transportados por a'uele pa3s. ? Estados Jnidos invadiram novamente a %epNblica Iominicana.apetrechados. =F<: ? Estados Jnidos colaborou para o golpe militar no Wrasil. com o obMetivo de esmagar o levante revolucion@rio protagoni$ado pelo povo e 'ue estava a ponto de tomar o poder. mar e terra.

)eCembro de =FMJ ? o 1EomitO de descoloni$aç"o da Argani$aç"o das .. =FM. os chefes de Estado e de governos 0+ . ri'uenho nesta ilha. ? Estados Jnidos promoveram a derrubada atrav)s de um golpe institucional do presidente do . submergindo o pa3s em verdadeiro caos. e voltou a colocar a economia em m"os do Tundo <onet@rio Fnternacional..inochet. =FMK ? Estados Jnidos organi$aram e dirigiram a derrubada do presidente chileno Salvador Allende. e=igindo a autodeterminaç"o do povo porto.eru.osteriormente. .orto %ico como 1colXnia2.açDes Jnidas2 aprovou uma resoluç"o da assembl)ia geral e definiu . e dei=ou instalada no poder a ditadura do general Augusto . em 1*+&. ^uan Lelasco Alvarado.TALES.

tudo foi posto por eles a serviço da agress"o colonialista inglesa. m3sseis e at) o serviço diplom@tico do imp)rio. professores e engenheiros de Euba.do <ovimento dos . reiteraram seu apoio ao 1inalien@vel direito do povo de .acional no . A base norte. Ierrubaram o governo e 0+& . Eom sua morte. armas.americana da Flha Ascens"o. os sat)lites ian'ues no espaço.orto %ico a autodeterminaç"o e Q independOncia2. =FJ8 ? Estados Jnidos aMudaram pela segunda ve$ na hist4ria a 'ue a Fnglaterra arrebatasse as ilhas <alvinas.anam@ e retomar o controle da'uele pa3s. =FJ= ? Estados Jnidos e=ecutaram o assassinato do general Amar TorriMos. cuMo governo havia aceito receber aMuda humanit@ria de m)dicos. combust3veis. conseguiu descabeçar o <ovimento . =FJK ? Estados Jnidos invadiram a pe'uena ilha de Granada."o. Alinhados.a3ses .

açDes Jnidas condenou a invas"o. impuseram um 1governador2 designado pela rainha da Fnglaterra. 7Ao longo de de$ anos :durante toda a d)cada de 1*+(> Estados Jnidos atacaram a . 'ue teve como obMetivo derrotar militarmente a %evoluç"o Sandinista. A assembl)ia Geral da Argani$aç"o das . se n"o fosse poss3vel. impedir a consolidaç"o do processo revolucion@rio sabotando o 0+/ . Elisabeth FF.TALES.ablo Scoon. E. frente Q 'ual a resposta 'ue deu o presidente dos Estados Jnidos dei=ou absolutamente claro o 'ue os ian'ues do direito internacional 1Fsso n"o me fe$ perder o apetite2..icar@gua mediante uma agress"o encoberta.. membro da corte da Fnglaterra. di$ %eagan. A nova autoridade colonial foi o 1cavaleiro real2 .

destruir povoados e colheitas etc. Iessa maneira. =FF. =FJF ? Estados Jnidos invadiram .desenvolvimento econXmico do pa3s. desta ve$ com o obMetivo de limpar sua imagem 0+0 . ? Estados Jnidos invadiram novamente o Kaiti. assassinar camponeses.. 7Iurante toda a d)cada de 1*+(. Iurante todos esses anos os e=.acional2 :T.<. um regime 'ue se n"o fosse por sua aMuda.guardas somo$istas foram financiados e armados pelos Estados Jnidos. Mamais teria subsistido.>. sustentaram de fora.. financiando o permanente fornecimento de armas ao E=)rcito local para conter o avanço da revolucion@ria 1Trente Tarabundo <arti de Libertaç"o .anam@ e assassinaram milhares de civis e militares panamenhos. 'ue os chamava de 1lutadores pela liberdade2 e usou os seus serviços para invadir o territ4rio.L. Estados Jnidos agrediram El Salvador.

em forma de bases fi=as. internacional tentando se apresentar como suposta 1potOncia patrocinadora de governos democr@ticos2. 7A partir da d)cada de 1**( at) agora os Estados Jnidos instalaram.TALES. e gasta bilhDes de d4lares por anos com assistOncia ao governo colombiano. principal produto de transformaç"o de folha de coca em coca3na.. armamento. 0+5 . Tudo isso com a desculpa do narcotr@fico.americanas de acetona. Se o problema fosse o narco bastaria investir as contas banc@rias nos grandes bancos norte. 7A partir de 1*** passou financiar a guerra contra EolXmbia.. Estados Jnidos fornece treinamento. nada menos do 'ue 1 novas instalaçDes militares.americanos ou fechar as f@bricas norte.

_uando o governo dos Estados Unidos passarE a utiliCar as armas para impor sua vontade na implantaçDo da A+&A e no controle da AmaC[niaG que !aC parte de sete paHses latino-americanos e que representa a maior reserva natural de biodiversidade e mineraisG assim como um quarto da Egua doce do planetaZ 0+6 . Argentina.ri'uenha de Lie'ues. EolXmbia. Assinou um acordo com o governo de Ternando Kenri'ue Eardoso. no Wrasil. Wol3via. E'uador. %eativou as bases de Aruba e em Euraçao para cuidar da Lene$uela.tempor@rias ou transferOncia de tropas.araguai. Alhando o mapa s pode ver sua presença no . para utili$ar a base a)rea de AlcPntara e com o governo Lula para invas"o do Kaiti. Fntensificou os treinamentos na ilha porto. ]A d^vida que todos n>sG latino-americanosG temos é.

. As palavras n"o foram suficientes para aMudar o seu amigo..> Tui encontrada pelo filho de Woca %ica 'ue estava retirando as coisas do pai. 0++ . Jm tiro. Angolinha neles. Woca %ica tinha falecido. Jm assassino.se.TALES. &omit4 de -olidariedade a América +atina :Nota da doida pra tomar um suco de limDo com hortela ? Lamos ao romance. Jma arma. 2onte. Iois cad@veres. <orreu torturado pela policia por se envolver num acontecimento 'uando estava voltando para casa viu dois policiais espancando um de seus amigos. Apro=imou.

.. Estevan estava de mudança para Tlorian4polis :Santa Eatarina>. disse Estevan. Esse site foi censurado. S4 to te dando um to'ue.se do veneno..an\ da Silva na Fnternet.Eom o filho de Woca %ica. :Nota da depois de um dia de trampoG rotina escrava do rel>gio mata ? Eolo'uei o livro 1. Tiro o chap)u para esse rabiscador. LocO n"o me viu9C .orgZnodeZ51 Sirva.A Laticano2 de .. . Eom ele fi'uei por v@rios dias. logo fui parar na m"o es'uerda de Estevan.um site de eboo# para 'uem 'uiser ler. Tica na sua. . at) viaMamos Muntos para Tlorian4polis numa carona 'ue Estevan conseguiu na Nltima hora. E ai mole'ue toma cuidado com isso9 ? disse Estevan. . http:ZZsabotagem.. 0+* . 'ue me pegou na troca de um revolver trinta e oito. .. Sei me defender.revolt.

A gente se vO9 ? Wira fecha porta e sai. 8ualO Estevan vamos para praia hoMeC ? perguntou Wira. Estevan continuou dormindo... Estevan levantou e caminhou at) o banheiro. ..a viagem 'uase fui trocada por uma melancia. Tomou um 0*( .. mas Estevan resolveu n"o comprar. .. 1/:(( horas."o cumpadi tenho 'ue resolver umas paradas cabulosa.TALES... .> . Iepois editei ele biblioteca /horas> pela editora :Nota da curtindo um dia de sol ? ent"o esse site ta fora do ar devido a maldita censura.. . Surfista. Ientista. Iescobri depois 'ue Estevan tinha nascido em Tlorian4polis e 'ue sua fam3lia era de l@.

. pEstava apenas coberta com uma toalha de banho. Ti$ m4 corre.me e Munto sa3mos para rua. .. . tu conseguiu o bagulho para mimC ..se...egou.. ... Ta limpo9 WeiMos.... Tirme$a Estevan.. mas. 0*1 ."o deu certo. mas. .. Fara voltou para dentro de sua casa.ada."o depende s4 de mim ? levantou os ombros.egou os documentos.. Estevan seguiu at) a casa de sua amiga Fara. .. . mas n"o deu certo. E ai Fara. Ta limpo9 LO se consegue9 Ai tu me d@ um to'ueC9 . . Wateu palmas. Lestiu. .orra Fara. Abservou se a Manela estava fechada. ... E ai Fara firme$aC . B mano. Alhou pro seu 'uarto.. tava contando com a parada9 . Wateu palmas.banho. Fara apareceu na porta. de volta ao banheiro. . Eara9 . To tentando... Escovou os dentes.

Ti'uei presa em bai=o de 0* . Eomo ta o %ioC A'ui ta de boa. Toi o 'ue consegui. L@ despachou uma carta a seu irm"o 'ue vivia no %io de ^aneiro. At) agora estou gostando>. 1rasgando2 com Fara. 1.2. <ar'ue$.. Estevan caminhou at) os correios..TALES.. a m"e manda beiMos a abraços...se antes de tomar banho..ci#o segue o 'ue tu pediu. L@ estava eu camuflada na carta.. Iemorei de$ dias para chegar no %io de ^aneiro. Tui. :Nota da Angoleira ?oca #ica ? Estou lendo <em4rias de minhas putas tristes de Gabriel G.... Estava masturbando.

.uma cai=a de papel"o 'ue servia de embalagem para v@rias latas de 4leo. ci#o entrou na casa e abriu a carta.ara camuflar. Eu estava dentro da carta #e Estevan enviou para seu irm"o. ci#o saiu no port"o e pegou a correspondOncia.me Munto com outras moedas. :Nota da in!ormadora ? segunda. .. Ande eu. . Laleu carteiro9 . Estavamos fi=adas num pedaço de papel"o.ada 'ue um estilete n"o resolva alguns problemas. agradeceu ci#o.. . 1/ horas e /0 minutos ? no dec# caos %eallita ? caos. mis)ria a disgraça> . cin'Uenta r)is e duas moedas de (( r)is de 1*/( 0*& . Eorreios9 ? gritou o carteiro batendo palmas. . Estava ansioso para receber a correspondOncia..egou.

. . ....."o sei se M@ falei. ..as m"os de ci#o fui parar nas m"os do padre Fsnaldo. mas o mundo adulto nos destroi> .nas e nos observou em sua m"o direita. caralho.orra.rometo9 0*/ . Seliga ladr"o9 To de olho em vossa pessoa. Iisse ao tatearnos: .. S4 isso cumpadiC ? Iisse o padre Fsnaldo com as moedas na m"o direita..TALES. Toi o 'ue consegui no momento. o Estevan s4 mandou isso9 caralho9 . :Nota da $aedium /itae no decI ? .. 8uero s4 ver... . ci#o tirou... Tica frio9 Lou descolar mais no final do mOs. to fudido99 ? .. ."o vai dar pra pagar 'uase nada.

a m"o direita do padre Fsnaldo fui parar no bolso de sua calça do lado es'uerdo. Sai fora9 ? disse Fsnaldo e saiu. ... Iono de um arma$)m no interior da Wahia. <)dico. Jm pe'ueno frio. .adre Fsnaldo. Gostei do livro 'ue estava lendo 1..ontif3cia Jniversidade Eat4lica do %io de ^aneiro :. 'ue viriam a se transformar na atual ... . Eontrabandista. hoMe tenho 'ue reali$ar a missa de inauguraç"o das Taculdades Eat4licas. Lento leve.%io> A sol se esconde nas nuvens.. 8uin$e dias e nada mais.ingos de chuva enfeitam o tempo. %eali$ada a missa inaugural das Taculdades Eat4licas. ? colocando a m"o direita na 0*0 .utas tristes ? Gabriel Garcia <ar'ues> 10 de <arço . .. .ooooorraa. . :Nota da desgraciadora .JE.

caminhando... disse o padre Fsnaldo. Iestranca a porta e abre devagarinho observando 'uem est@ do outro lado. . o f4da ) 'ue tenho 'ue me preparar para essa missa.. pois estava de piMama. 0*5 . SilOncio ? Kuummm. ? B vocO seu porrinha9 A noviço entra.. Ie repente algu)m bate na porta.. Seis horas da manh".. caralhoooooo9 ? Ticou pensativo. Tenho 'ue comprar um baseado. Andando de l@ pra c@ em seu 'uarto.. Entra. ? pensando . cabeça. Tenho 'ue comprar um baseado ? disse rapidamente a si mesmo. . . Leste.. Fsnaldo pensa 1'uem ser@ essa horaC2 Ii$ para pesssoa esperar.se e vai at) a porta. Ia uma coçada.TALES.

'ue me encontre no p@tio. na biblioteca. A noviço ia saindo..se no espelho.adre Trederico est@ pedindo para falar com vocO. me chame o padre .adre Fsnaldo vestiu.. .lhe 'ue estarei conversando com o padre Trederico.. antes da missa..lhe 'ue M@ vou.adre Fsnaldo. Tudo bem.. .a porta e caminhou pelo corredor at) a biblioteca. .oviço.se para missa e foi ao banheiro.. :Nota da comedora de banana ? Ta rolando a editora Lk desgracione. Iiga... %espirou fundo e saiu. logo mais. 'ue ) a Nnica editora 'ue apenas troca livros com escrevinhador ou escrevinhadora 0*6 . A padre Fsnaldo o interrompeu di$endo: . . Tudo bem senhor. diga. S4 vou me recompor. 1Esses padres n"o entendo2 ? pensou o noviço M@ saindo. Techou.ardal. o . Abservou. ..

. no interior de S"o . para uma ediç"o futuras. .. substituir o padre Warba 'ue esta doente.a biblioteca.. A boa ) 'ue n"o e=iste a boa. Eara vai ser at) bom. 8ual 'ue vocO 'uer saber primeiroC . ou melhor. a p)ssima ) 'ue vocO vai ter 'ue ir para S"o . uma horripilante e uma boa noticia. A 'ue foi padre TredericoC ? perguntou . Tudo bem.aulo.... ....comZ > Algum tempo depois.TALES. Ent"o se prepare 'ue vai acontecer.. pois to cansado dessa cidade... 8ual'uer uma. Tenho uma p)ssima... .blogspot. . http:ZZladesgracione.. mais alguma coisaC 0*+ ...adre Fsnaldo. .aulo. .

'uanto tu 'uerC ..... Linte e cinco gramas. A 'ue foi Fsnaldo 'ue tu 'uer falar comigoC ? encontrou com .. Eu levo l@ no seu 'uarto Q tarde.. Tenho."o tinha preparado nada para a celebraç"o da missa. pode ir 'ue a missa M@ vai começar.adre Fsnaldo entregou o dinheiro e seguiu rapidamente para celebrar a missa..> 0** .ardal no corredor a caminho de FgreMa. .. .... estava atrasado.. . :Nota da contra a pena de morte – no decI )eadmocracR para meu deleite ? To fa$endo a segurança no barraco... .. E a horripilanteC . tu tem um baseado pra venderC .. Toma a'ui a grana. ? . . . ."o e=iste por en'uanto."o.adre Fsnaldo saiu. ? risos de ambos os lados.... fechou a porta e caminhou rapidamente para celebrar a missa. . <ano. .

. :Nota da desgraça ? Assiste o filme Kangar 1+. .. Tale minha filha. nas m"os do padre .ardal entrou no confession@rio e esperou a primeira pessoa entrar.. numa mesinha com uma b3blia chata e um... Iois. A pai.ode di$er minha filha. Eu es'uarteMei uma fam3lia inteira. ? o padre ficou chocado . Algumas beatas presentes para o confession@rio. <eus vi$inhos. .. ..TALES. .. . em seu bolso direito. abri ele e arran'uei tudo 'ue e=istia 5(( . Gostei9> Est@vamos n4s na FgreMa. A padre . L@ estava eu. Eom ele fi'uei trOs dias.adre eu cometi um pecado. . Segunda de manh"..ardal..

. Ioido para sair fora. vocO ta brincando comigoC A beata começou a gargalhar.. me espera l@ no esconderiMo. pode di$er meu filho. Ta$ o seguinte. 8uando escutou a vo$ de um homem. dentro do confession@rio. ? saiu.. Antes Eleide dei=ou um beiMo.ardal sem olhar. ? risos.... Eansado.. ..dentro dele e depois entrei dentro do seu corpo.. 'uando terminar eu apareço para nos entrelaçarmos no mais sublime orgasmo da carne. .ode di$er minha filha ? disse o padre . To 'uerendo transar com vocO a'ui na igreMa. LocO ) foda9 .. a'ui n"o. . .. 5(1 . . seu amor.ardal... Eleide9 . Lim s4 para te ver. .ara com isso. ... . As beatas todas se confessaram... . <e desculpe. A 'ue ) isso minha filha.. Se ta ficando louca9 ? risos . Sou eu ... Seu safadinho. .

depois me apresentarei ao navio de guerra Spartacus.adre .a igreMa n"o tinha mais ningu)m al)m deles. . 1Amante a filho no mesmo dia porra2.adre .. Abservou com a cabeça fora do confession@rio pra ver se ningu)m tinha escutado a conversa... Sou eu pai9 ? E@ssio.. ou melhor. .TALES.ardal ficou assustado e perple=o no mesmo dia.. .ardal.. Frei de navio mercante at) Ale=andria. A 'ue tenho a ver com issoC . perguntou o padre .auloC ? . . .adre.. . Lou para guerra. E@ssio9 E@ssio. . me alistei no e=)rcito...ardal sem entender... pois estou devendo para algumas pessoas e n"o tenho como pagar. pensei. 5( . na marinha. A 'ue tu ta fa$endo a'uiC LocO n"o estava no interior de S"o ..

.. Iividas9 . A 'ue vocO fe$ de novo E@ssioC . pois as coisas n"o est"o boas pro meu lado.ardal...se para seu 'uarto. .. de novo9 caralho9 Ta$ o seguinte: Espere. Eleide o esperava no esconderiMo. :Nota da &hove lE !ora ? Ieitada e escrevendo.....a rua n"o encontrou E@ssio. .ai9 Tive 'ue sair de l@. . Iepois de 'uarenta e cinco minutos saiu da FgreMa. Alhou e nada. . A padre . %ecolheu. 5(& . Tirou a roupa de padre e se vestiu com outras roupas. Sentindo o cheiro de terra molhada>..ardal terminou o 'ue estava fa$endo. .me l@ fora. Algumas pessoas perambulando pelas ruas.orra mole'ue. Tudo bem padre .. Alhou e procurou.

are de me chamar de pai. As dois caminharam pela calçada conversando. . .."o es'uenta padre . ..ardal. 5(/ . .. . .... ? disse .. .em contou. agradeceu e guardou em seu bolso. EadO esse mole'ueC ? resmungou. estou indo pra guerra. Se deliciando com o ambiente. .. . Toma a'ui essa grana. Sentado a espera do padre.. Lamos andar. pois apenas transei com sua m"e e nada mais.... ... B o 'ue posso te arrumar. ? entregou para seu filho.adre .ardal olhou e viu E@ssio se apro=imando. .ai. .ardal. Abservando as imagens de sua realidade... ..adre .ardalC ? gritou E@ssio perto de uma @rvore. Grato .. Eomo disse. .TALES.

."o vou ficar te aMudando mais. Ent"o a grana est@ ai.ardal voltou pelo mesmo caminho...ardal.. TalX ? disse E@ssio e saiu.. Eord"o umbilical cortado com a indiferença de dois mundos rasgados por realidades diferentes onde tudo começou de um pe'ueno pra$er carnal..Tchau9 . L@ estava eu nas m"os de E@ssio 'ue saiu caminhando e atravessou a rua. Se liga hein9C . Tome um baseado pra tu e sai andando9 ? A padre .. AviDes alem"es metralham o navio mercante brasileiro 5(0 . Laleu . .. . ... . As dois se cumprimentaram com as m"os e os olhos..ardal tirou do bolso e deu 0 gramas de maconha para E@ssio."o me procure mais."o es'uenta9 ^@ to fodido mesmo... de março . . Euidado cara9 Esse neg4cio de guerra ) foda9 . %espirou fundo e disse a si mesmo 1adeus pai2. .adre .

Taubat). .. Toi o primeiro navio brasileiro a ser afundado.. A radar tinha captado como lhe falhei de aviDes se apro=imando ? respondeu um dos tripulantes passando o bin4culo para a comandante... . B a primeira bai=a brasileira na FF guerra <undial. matando um tripulante. numa situaç"o ainda de neutralidade do nosso pa3s. no <editerrPneo.. B metralhado por um avi"o alem"o no <editerrPneo. . A 'ue ) a'uilo l@ no c)uC ? perguntou a comandante. S"o aviDes alem"es. <orre um tripulante e 1& s"o feridos.TALES. .este epis4dio morre o primeiro brasileiro no conflito. 5(5 .avegava com destino a Ale=andria transportando mercadorias e passageiros..

.. . As aviDes alem"es bateram em retirada. depois de ver o Taubat) um 'ueiMo su3ço. :Nota da apreciadora de couve re!ogada no alho e >leo ? A cPmera 'ue roubaram no barraco n"o ) minha. Tiros por todos os lados. Avise a tripulaç"o 'ue estamos sendo atacados. Tava conspirando o 5(6 . logo na primeira raMada. ? gritavam algumas pessoas. A conferente Traga foi morta no passadiço. .. A tripulaç"o foi avisada e se preparava para esconder. Loavam e atiravam. Lou ter 'ue pagar para o mano 'ue me emprestou. .se e preparar.reparem."o teve nem tempo de pensar... E@ssio foi atingido no ombro. As aviDes alem"es atiraram sem d4.se estamos sendo atacados. B foda. v3tima de raMada de metralhadora alem".se para o conflito. As aviDes se apro=imaram e descarregaram algumas raMadas de metralhadora.

. salvar os feridos.TALES.. mas vai acontecer. Toi adiado.. A 'ue vamos fa$er com o corpoC ? perguntou um dos marinheiros. <anda um SAS urgente9 Avisa 'ue fomos atacados ? di$ a comandante... .la ao mar e tentar levar o corpo para terra firme. <erda de na$istas9 Seus putos do caralho9 L"o se foderrrrrrrrrrrrrrrrrrrr99 ? gritou a comandante..lo com o corpo de 5(+ . Ah9 .obre roubando pobre>. . A conferente Traga vamos Mog@.ede pro almirante. filme.. o E@ssio foi atingido e outros est"o feridos. Lamos abandonar o navio 'ue ele est@ afundando.. Aguarde9 .. . . Eomandante9C Traga morreu. Munto com alguns rapa$es para aMud@. ? disse um marinheiro correndo em direç"o a comandante. ....

os para devolver a fam3lia dela. seu documento e suas roupas.me no navio. 'uando de madrugada voltava para seu aposento. barman.uma atitude suspeita para a moral e os bons costumes do momento. Amante de <@rcia. Trabalhador tO=til. Eomo fui parar nas m"os de TragaC Simplesmente E@ssio perdeu.me.essa correria fui parar nas m"os de %enato. um pedaço de papel com endereço de uma pessoa. piscicultor. observando. %eligioso. . telefonista. Eu."o 'uis ser visto.Traga. Tomos retirados da cad@ver. %enato pegou. assistente de laborat4rio.edreiro.me em seu bolso.ensou 1<orto n"o precisa de dinheiro2. contrabandista formiga. Almirante. Eai de seu bolso. uma ponta de um baseado. lavador de pratos. A resto dos pertences guardou 5(* . Ea'ui ) sua fruta favorita. . um pente. Tire seus pertences e guarda. . . . As vermes n"o se sensibili$ar"o.me e colocou.

%enato foi para S"o . .. em um pe'ueno saco de pl@stico.. Eomandante a'ui est@ os pertences de Traga e ela M@ est@ no mar.. Abservou os pelos pubianos dela.TALES... . . . A corpoC ... .aulo levar a noticia para a fam3lia de Traga.. ^@ esta no mar... passar alguns 51( . Tudo bem comandante. logo depois.. La$a ent"o porra9 A navio mercante Taubat) foi afundado.. para entregar a fam3lia de Traga. A tripulaç"o foi resgatada por outro navio.lo.. Avise a base para avisar sua fam3lia e caia fora do navio. pois n"o teve como reboc@. Ticou olhando o corpo nu de Traga por alguns segundos.. Seu pOnis ficou ereto.

0. <as hoMe. mesmo sabendo 'ue ele foi um cu em algumas partes de sua vida med3ocre>.dias para descansar e logo voltaria a navegar.5. ((6 ? + horas e trinta e sete minutos. 511 . pra mim e dar vontade de escrever sem medo. :Nota da idéia ? To a fim de escrever um livro onde me escravi$o. Lamos ver9> :Ao som de <ar#u ? Terminei mais um livreto 1. estou na conspira de outros dois livros: 1A ceia segundo uma pe'uena aranha e pe'uenos contos. :Nota da autora: Ler Earl Solomon novamente. ? desisti.@ssaros sem asas2 ? contos minNsculos em solidariedade aos presos anar'uistas>.

<"e mente9 . :. Livemos uma )poca em 'ue as m"es tem a cultura imposta em ficar dando leite animal para suas crianças.egando o gancho acho 'ue as empresas deviam se responsabili$ar pelo li=o 'ue produ$em. depois tira o leite e aplicam conservantes no leite. A 'ue se fode ) o pobre.. Elas se unirem e reciclar seus li=os. mais hormXnio. .o final a m"e d@ aos seus filhos. Rs fa$endeir=s aplicam hormXnios para engordar as vacas. A mais foda ) 'ue esses leites.ai mente9 Somos herbivaros>.ota da 'uestionadora ? Esses dias estava analisando sobre as m"esepais. B foda9 Eonservantes mata9 Se liga m"es assassinas. Alha s4 o caminho.. .TALES. en=erta a vaca para 'ue fi'ue prenha. pois o li=o ) Mogado a margem. 51 .

. . %enato estava Q paisana. %enato ficou assustado. A e=)rcito tamb)m nas ruas. Todo mundo fica em fila e com seus documentos na m"o. %enato estava levando as informaçDes para fam3lia de Traga. na'uela cidade. Seu nomeC ? perguntou o comandante..se com os companheiros no e=terior. abordando todas as pessoas. A cidade estava sitiada pela policia.A movimento anar'uista de S"o . Ele estava cinco pessoas atr@s de Wenedito. 51& . ? grita o soldado... . ) preso o anar'uista Wenedito %omano com material e=presso vindo do estrangeiro para a cai=a postal 1*0.aulo continua a comunicar. Ehegando a ve$ de Wenedito %omano.enha ? Lapa. A bonde foi parado e todos desceram para serem revistados. .rova disto ) 'ue em um bonde da linha .

%enato tamb)m estava sendo abordado.. . 8ue porra ) essa seu putoC ? gritou o comandante ao encontrar alguns envelopes na bolsa de Wenedito. Ehegara a sua ve$. Todos escutaram e olharam para ver o 'ue estava acontecendo. Ent"o vocOs est"o se movimentando 51/ ..TALES. %enato s4 observando e sendo observado com as m"os a olhos de outro militar... Eu sei 'ue ) uma carta seu puto do caralho.. ? respondeu Wenedito.. . Autros ficaram revistando outras pessoas.. . Assustados.. ? deu um soco no estXmago de Wenedito 'ue o fe$ abai=ar com dor . Jm soldado pegou seu documento e saiu...ereira ? disse Wenedito com o pensamento em farpas e com medo. Apenas uma carta. Antonio da Silva . .

.hein99C9 ? balançou a cabeça . Ehocadas com a brutalidade policial. 1Ievia ser comunista2 ? pensou algumas pessoas. L@ estava eu no p) es'uerdo entre o calcanhar a o ded"o. eu n"o fi$ nada9 ? gritou Wenedito .renda o homem.. . . Suas coisas foram levadas tamb)m.o v"o. .renda o homem porra9 Wenedito %omano foi preso na viatura por dois soldados com a sublime truculOncia 'ue eles s"o treinados. . convenientemente... . Tomos levados ao Ieops. A medo se instaurou em todos. Sem entender.. mesmo em %enato. . Sem entender por#e de uma carta causar tudo a'uilo. Todos ficaram perple=os com o 'ue estava acontecendo. 'ue n"o participavam mais do movimento 510 . As pessoas ficaram observando Wenedito sendo preso.o Ieops %omano afirmou.o meio do p)."o.

Seu puto. Ior a 4dio se entrelaçou num baile se=ual de mascara. anar'uista por'ue este se encontrava nulo na )poca. pois o movimento anar'uista encontra. Ent"o vocOs est"o se movimentando heimC ? gritou um dos soldados 'ue estavam presentes na tortura.. Seu puto ? gritou outro soldado e deu um soco na cara de Wenedito.o vivo9 I@ uma surra e manda embora.. Eom interv@.. .se nulo.. Wenedito apanhou por um dia inteiro.TALES. . 515 . .. Esses materiais foram enviados de fora... Lamo ter o pra$er de 'ueimar ? deu outro soco.... ? disse o capit"o e saiu da sala. . . dessa ve$ passa."o e=iste mais por a'ui.. Estamos de olhos nesses merdas. . Wenedito caiu no ch"o. mas o bagulho fica a'ui. Iei=a.. Eu n"o.

...egue seu documento e saia fora9 ? 1Agora porra92 ? disse o outro soldado . Wenedito levou um susto e levantou rapidamente. Autro soldado chegou com seu documento e Mogou no ch"o. Wenedito recolheu o documento no ch"o e saiu caminhando. . As olhos esbugalhados. Ligado no acontecimento. As dores foram sentidas. gritou um soldado dando lhe um pontap) e Mogando um balde com @gua gelada. Acorda seu puto . Em seu pensamento 1vocOs ainda v"o sangrar2. Antes #e eu mude de id)ia... .. Eom os braços em punho s4 esperando o ata'ue.se em coragem. . La$a9 ? gritou um soldado dando um empurr"o em Wenedito. . %espirou fundo e saiu.se de seu corpo.ada 'ue o medo n"o se transforma. Wenedito olhou com 4dio nos olhos do soldado. 516 . A 4dio apoderou.los.. A noite foi acordado delicadamente como sabe um ac)fal= terra'ue= human= soldado.

por crimes 'ue n"o haviam cometido. Seu pensamento com a vontade de es'uarteMar algumas pessoas caminhou pela rua. Entre o material impresso.. 1At@rios.TALES. evidentemente. foi uma t@tica de %omano para tentar iludir seus in'uisidores. vocOs n"o conseguir"o me dobrar2 ? pensou e riu com um gesto facial. Estes mesmos adesivos foram encontrados colados em postes no bairro do .ari. %eclamando das dores e com um sorriso no silOncio. com ele apreendido.. 51+ . havia adesivos impressos pelas ^uventudes Libert@rias da Argentina protestando contra a condenaç"o Q morte nos Estados Jnidos de anar'uistas da'uele pa3s. Esta.

me. Iisse a mim mesmo> .cing no dec# .egou. %espirou fundo e observou o ambiente em 'ue estava. . omidos.:Se=ta.o p) de Wenedito 'ue cansado de ser humilhado. 51* . Lamos dar uma olhada nesses rabiscos. Eheirou. L@ estava eu grudado em seu p). Seus p)s se refrescavam. Tui parar na sua m"o direita. Seus p)s aliviados por respirar ar puro. 'ue me dei=ou num pe'ueno bar. Ioido pra tomar um banho. me por um refrigerante e um bolinho de mandioca com molho. Talar com algu)m sobre o 'ue aconteceu. Sentou na calçada e retirou o sapato e a meia.me. olhou. me. ao chegar ao 'uarteir"o de cima.feira ? &1 de agosto de ((6 ? (+h0/ minutos ? W. Avistou um bar. Sociali$ar seu 4dio constante com =s companheir=s. Trocou.W. Eansado.

.lo com alguns ematomas..a e cinco destr9iers.. por favor. .. 1A 7or8a %are0a I Dco(andada pelo Contra/Al(irante @onas W.ar as opera84es dos portos de Reci0e e >alvador^ a 7or8a consiste de )uatro cru*adores leves classe 6(a.TALES.2 . &ngra(: co(e8a a patrul. respondeu Wenedito para n"o di$er o 'ue realmente aconteceu.... Eai9 .s e solicitando a 5 ( . Aumenta o volume do r@dio. . A 'ue aconteceu amigoC ? perguntou o atendente do outro lado do balc"o ao vO.. 1Roosevelt escreve a Vargas in0or(ando )ue os Estados !nidos+ de acordo co( o #overno da &sl]ndia+ enviara tropas para de0ender a)uele pa. Elara aumentou o volume e ficou prestando atenç"o.

. Eomo cheguei ao p) de WeneditoC %enato me dei=ou no arma$)m de Tilomena onde Wenedito acabara de entrar 'uando %enato saia. me e disse 1Ande essa cara enfiou essa moedaC2 ..ermaneci na m"o es'uerda de Elara 'ue me olhou..me numa gaveta Munta com outras moedas. agradeceu e saiu.. ? Elara ficou sem entender. .. %i e colou. A cara n"o lhe dava atenç"o.. 5 1 .2 . Eara estranho ? disse a si mesma.. . . . Lavou as m"os. ? estava grudenta ? cheirou.e(is02rio.osso usar o banheiroC ? perguntou Wenedito sem dar atenç"o a Elara.. . As olhos se tocaram por mil)simos de segundos. Tica ali no fundo.participa8ão brasileira na prote8ão do . Wenedito pagou. Amigo estamos em guerra9 8uem diria heim9C ? disse Elara. Alhando ele sair.

. :Nota do . Essa maldita guerra9 Tico chateada em ver pessoas brigando umas contra as outras. e observar cada cena e trabalhar cada uma. Eomo n"o sei>...lo. KoMe o r@dio s4 esta falando besteira . no decI ? As proMetos est"o parados devido a n"o sei o #e:C> ? falta de material> :Nota da !aCendo lembrete ? Iepois 'ue terminar de lapidar. Elara desligou... voltar ao livro..ington o acordo de E(pr2sti(o e Arrenda(ento entre o Brasil e os Estados !nidos..or preconceito e alguns ismos 5 . depois de um tempo.2 . . Lou edit@... 1Assinado e( _as. incluir detalhes de cada cena.TALES.

dfrica. ? disse olhando para . TrOs anos..sic4tica. .unes estava no balc"o tomando um caf)... . . . 5 & ..doentios... Eu 'ueria ser um p@ssaro 'ue vivia por entre as copas na floresta Ama$Xnica. . Essas crianças s"o fogo. . se pudesse escolher.unes.unes. <"@eeee ? entrou no bar sua filha. B . Sem contato human=.... Iesenhista. ao inv)s de evoluirmos ficamos criando guerras.. ? disse . ? m""""e.. Aprendi$. . <"e9 A Aninha pegou minha caneca9 Aninha.ros %oc#fellers ) lucro a guerra. Tala filhaC . 'ueria ter nascido um micr4bio no meio da floresta no Eongo... . B foda9 ... . eu.. ..unes amiga de Elara.. Elara.orra n4s human=s temos o dever de vivermos em respeito a tod=s =s seres na coletividade da evoluç"o. .

.. Iepois te devolve...unes pedindo mais um caf) levantando a =3cara. . ? risos..ega a minha caneca a masturba. dei=a ela com a caneca. Ela s4 esta brincando. Kuummm. Ela n"o vai comer9 . . Lou namorar um pouco e depois vou sair com um cara #e conheci por esses dias. SilOncio. .. depois resolvo isso.. . Estou conversando com minha amiga..... Ie ve$ 5 / . . <enina vai para dentro. %esolvi viver mais a vida l@ fora. . .. <as m"eeee. Eansei de ficar presa a'ui dentro.... Sua filha voltou para dentro de casa. A 'ue vai fa$er no final de semanaC ? perguntou ....TALES...se. Ealma. A menina ta #e ta....

n"o almeMava roupas de marca. . <as ela conseguia viver.ara ela. Lai nessa.ois n"oC Eom Elara fi'uei oito dias. Elara vou. pois n"o tinha lu=o. somente o necess@rio. ... Eonspirando a busca pela liberdade plural. . . .. fs ve$es 'uando n"o aparecia ningu)m. n"o almeMava sup)rfluos etc. Eantava sempre 1. Entrou um cliente.dia.unes saiu. assim eu vivo em pa$. . ...... depois nos falamos.. Elara foi atender o cliente. o essencial era a convivOncia na sua realidade.Somente o necess@rio. Seu bar n"o tinha muito movimento.. na boa.a."o almeMava m@'uinas poluidoras... Toda. sem neurose. fumava um baseado a abria 5 0 .en'uando sair da toca. Sabia 'ue a vida era viver o dia.se a monogamia.2.me.

o canto es'uerdo de Elara #e estava sentada do seu lado do balc"o a espera de algu)m para conversar. Ande fi'uei na m"o direita do cobrador do bondinho 'ue me passou de troco para catita 'ue estava indo para sua casa. resolveu ver outr=s terr@'ue=s para povoar seu mundo. Iois anos. me pegou de troco 'uando foi comprar cigarros e vinho numa noite de se=ta.feira. Eom catita fi'uei 5 5 . Jm 'uadro pendurado da autora Lara.. Estava indo para casa de sua amiga. .TALES. Jns trOs metros dela. uma cerveMa. um dia desses. Ligava o toca vinil e se presenteava com o cheiro do ambiente.. participar de uma festa de anivers@rio. Atravessamos a cidade de bondinho. Jrsule. L@ estava eu indo para a festa na bolsa de Jrsule. Jma parede.

Jma das assassinas do planeta ? KoMe to observando uma garota de dois anos brincar com uma cai=a de sapato va$ia. B isso aiii9 catita voltou a dormir. Ta ligadoC . A peça vai começar as de$ m"e.. .. Ent"o vamos.anunovs#i. :Nota da )iscarga -uburbana no decI ? Toda.se a Shell.'uatro dias hibernando em um porta.. moedas.... catita vamos ao teatro hoMe Q noiteC ? perguntou sua filha. ... S4 se for depois das nove da noite.. L@ pras nove e meia nos encontramos na frente do teatro. . .. Eonversava muito. ? respondeu catita . Tudo bem m"e. A mundo adulto nos destr4i. <arcar de nos encontrarmos em frente ao teatro.. Lai ser apresentada o 1<on4logo do orif3cio fecal2 ? de . . 5 6 . .. <undo delicioso. Tenho 'ue resolver uns problemas no centro da cidade.

Essa ) minha m"e.. LamosC ? disse catita. atendendo as 5 + . Jm salve ao anti.ingu)m via.. catita e sua irm" nos encontramos na frente do teatro e v@rios outr=s seres.. Eu.. . .. Lamos9 catita.. . ? apresentou a sua amiga. Lendedora de ingresso... sua filha e a amiga de sua filha entraram para assistir a peça. ? cumprimentaram. . Iiretora a cantora.. ..shell o nigeriano cea sharo FSa se n"o me falha a mem4ria>. .se sempre 'uando filme era estr)ia. Atri$. eu fi'uei na m"o direita de Sophie. .. <asturbava. cheiros a beiMos.TALES. Sentada vendendo ingressos.ra$er.se. Teatro. catita9 ? Abraços..

o final o ator mostra o cN e di$: 1Todos n4s temos um cN. As pessoas apenas veem do ombro para cima de Shopie. ent"o por'ue discriminar o dos outrosC2. Einco. Walc"o. . . A 'ue achou da peçaC ? perguntou Liolaine a um de seus amigos. L@ fomos n4s assistir a peça. . . Liolaine me recebeu de troco na compra de ingressos. A 'ue acha de tomarmos um sorveteC ? perguntou Liolaine a seus amigos. Acabou a peça.a sorveteria fi'uei na m"o es'uerda de Iomini'ue. Eom ela fi'uei at) o fechamento da sorveteria... Eom ela fi'uei 'uin$e muitos..pessoas e com o dedo na vagina ou seu vibrador. Gostei. . Laleu o ingresso. Sa3mos.. . .. Lamossss9 ? gritaram contentes. Era um trabalho para os t3mpanos e alguns refle=os de imagens.. A peça acontecia na maior escurid"o..."o sei como a censura n"o interfiriu. Sorveteria #e produ$ia seu pr4prio 5 * .

. Ticou no ch"o por algum tempo. sorvete. Iomini'ue foi assaltada. Teve o Moelho es'uerdo machucado devido ao empurr"o 'ue El)lia lhe deu. Iesgraça. fui parar nas m"os de El)lia e seu companheiro.orra. . Ela disse: 1. Sem nada de origem animal. Taltando trOs 'uarteirDes para chegar a sua casa.au no cu e viva a vulgaridade1 e começou dançar. 5&( . Tilho da puta. Eom El)lia fui parar nas m"os de Sanseverina na troca de uma bicicleta.alavras 'ue alguns acham vulgar. Wuceta.egamos carona com um caminhoneiro chamado .TALES. gargalhar e chorar de 4dio. .. . ^untas caminhamos at) a sua casa. caralho.adMo. Sanseverina foi para o %io de ^aneiro. se recompondo da situaç"o.

WoceMou e desceu do caminh"o lentamente. . Iireita. . Se 'uiser descer um pouco para estivar as pernas e beber uma @gua. Ai senhorita. . Eoçou o cu... ..eidou. La uma ponta de um baseado.. vou abastecer o caminh"o. Sentiu o cheiro....egou em seu bolso uma cai=a de palitos 'ue ao contato com o f4sforo pega fogo. Sanseverina coçou a cabeça. %espirou fundo.. Sirva. .o caminho . .. A 'ue foiC EhegamosC ? perguntou Sanseverina sonolenta.. Trente. Es'uerda. Acendeu e fumou. Esticou o corpo em alguns movimentos de alongamento. Ande posso beber um gole de @guaC ? perguntou ao frentista do posto de combust3vel. Iepois caminhou at) o frentista. Eheirou a m"o. ..ada. Ainda n"o chegamos.se do veneno.adMo parou o caminh"o para abastecer em um posto de combust3vel. ? apontou o dedo indicador #e a m"o e braço direito 5&1 .

? disse . Estradas a imagens. ce estava sentada na calçada observando duas formigas.adMo a Sanseverina. A outra um pe'ueno pedaço de papel.."o9 Estava escrito tod=s somos terr@'ue=s9 Seguimos caminho para o %io de ^aneiro.. Jsou as m"os como concha e bebeu a @gua 'ue refrescava seu corpo.se e abriu a torneira.TALES.assamos um tempo no posto de combust3vel. .. 5& .. Jm delas com um pedaço de folha verde para levar at) sua toca. Sanseverina aMoelhou. frentista. Lamos senhorita. Ande carregava no pulso uma pulceira feita de garfo . 'uero chegar no %io antes de anoitecer. aMudavam a se comunicar. Alimentaç"oC . Sanseverina pra l@ e pra c@ observando a realidade. .

pois tive uma conversa s)ria com meu corpo e ele me disse 'ue ou para ou vala. m)no male9 Espero9> :Nota da alco>latra ? estou bebendo. mas registrou seus filhos no consulado do Wrasil."o consegui parar9> :Nota da b4bada ? me organi$ando> Em 1*/1 o movimento libert@rio do %io recebe em sua chegada ao Wrasil o anar'uista espanhol <anuel . . .arei de beber.a Espanha reintegrou. .eres. Ao final da Guerra Eivil Espanhola foi capturado pelos fascistas 5&& . marceneiro havia sido deportado em 1*1* no governo Epit@cio . S4 vou ficar na anhocam. Eomo n"o to a fim de ir pra vala nesse momento resolveu parar.se ao movimento libert@rio.essoa por sua militPncia no Wrasil.eres.:Nota da apreciadora de cerveja ? .

. pois os 1cana dura2 est"o na nossa cola.. fumando seu cachimbo e escrevendo poesias..recisamos ir busc@. de Tranco e esperava 'ue fim lhe desse em uma pris"o espanhola. empenharam. pois ta foda a repress"o9 5&/ . o 'ue ocorreu. . 8uem ta a fim de ir l@C ? .. . Sentado.o entanto...orto. Sem dar vacilo. com sua e=puls"o para o Wrasil. .se em sua soltura. as autoridades diplom@ticas brasileiras. Eu posso ir9 ? disse Eleide levantando o braço direito. .. Eles estavam se reunindo em um por"o na casa de Achiam)..eres est@ chegando hoMe da Espanha. Eompanheiros e companheiras o nosso companheiro . Eleide tu sabe 'ue n"o pode vacilar.TALES.erguntou Achiam).. informadas.lo l@ no .

vai rolar uma id)ia depois da reuni"o... .."o es'uenta vou l@ verificar.. . ... ? disse uma companheira 'ue rabiscava. 5&0 . . . Estou de boa. ? disse Lento.. sabe como )9 Ereio 'ue Q tarde ou Q noite. Ah9 To com um livro novo. Ah9 <ais ou menos 'ue horas ele vai chegarC ? perguntou Lento. cem tiver a fim. Sapateiro. Algu)m mais.. Artista pl@stico.se Lento ? eu posso aMudar. Ent"o fica assim9 Algu)m mais 'uer dar uma id)ia ou sei l@C .. esses navios. pra dar uma forçaC . Lai acontecer uma colagem na madrugada... Iada3sta e apreciador de fumaça. Eu9 ? Levantou. ) n4is9 8ual'uer coisa entro em contato.... ? se algu)m se interessar. T)rias na f@brica.... Eomo estamos em guerra.."o es'uenta cumpadi. . Anar'uista. Eu estava na bolsa de Lento. . ..

Sanseverina levantou. . 8uanto ) pra trocarC ...isso vinha Lento 'ue se apro=imou e comprou uma @gua de coco. Sentindo o cheiro do ambiente. Senhorita n"o tenho troco. 5&5 .. Eomo fui parar nas m"os de LentoC Sanseverina ao chegar ao %io de ^aneiro. onde comprou uma @gua de coco gelada e ficou observando o mar. (( r)is. .. a primeira coisa 'ue fe$ foi ir para praia..se e pagou o vendedor...TALES.... Lento ao escutar disse: .. . Tamb)m ficou observando o mar. . ? disse o vendedor.. <esmo9 ? respondeu o vendedor. <esmo comprando outro cocoC ? perguntou Sanseverina.

:Nota da ledora de livros ? Eu e outros poemas ? Augusto dos AnMos ? vamos vO se o cara ) bom mesmo9>. :Nota da vontade do primitivismo ? A mundo vivido a maneira branca capitalista tem pra$o de validade vencida. A mundo vivido a maneira human= da floresta.. Lento.as m"os de Lento e com o vento lhe presenteando caricias caminhamos pela praia. falsificador e e=propriador. E=perto em falsificar documentos e imprimir propaganda anarcosindicalista. domingo ? <al por ter misturado coisas 5&6 . o pra$o de validade a vencer em longo pra$o. isso se agirmos r@pido> =F:8 :Nota da b4bada parte dois ? Se=ta . Eontrabandista.

Era uma criadaZdom)stica no gabinete de GetNlio Largas.aulo.. Enfermeira. Sete horas anunciava o pe'ueno rel4gio 'ue inerte permanecia na escrivaninha da sala. 'ue obtinha informaçDes vitais para o serviço secreto em cestos de li=o. vou dar um tempo ou encerrar esse relacionamento de alguns anos. surgiu e acariciava a face de Eirce 'ue tentava dormir mais um pouco. Ehega ou vala9 %elacionamento com a cerveMa> S"o . Fnformante.TALES. <aconheira.feira. o sol lhe chamava para um novo dia. mas n"o teve Meito. 'ue enviei para dentro do corpo. A sol lentamente.. na manh" de 'uinta. %esolvi mesmo. Espi". Eirce levanta liga o 5&+ . Acorda Eirce di$ia o sol com suas caricias.

. 16 ar)uip2lago de 7ernando de $oron. um pente. Lavou as m"os.se no espelho. cigarro e uma pe'uena arma.a 2 declarado [`ona "ilitar[.2 ? anunciava o locutor do r@dio.se. RPara Vila dos Re(2dios+ capital desse territ9rio+ 2 enviada u(a guarni8ão do Ex2rcito+ )ue per(anece no ar)uip2lago por tr1s anos e oito (esesS.se para sair. Eirce volta at) o 'uarto e pega sua bolsa onde eu. :Nota da +ux Alt no toca cd ? To lendo novamente o Evang)lio segundo ^esus Eristo de ^os) Saramago para meu pr4=imo rabis#u> 5&* . Euspiu na pia. Abservou. Iesligou o r@dio. uma caneta.aparelho de r@dio e caminha at) o banheiro. Alhou. papel. me escondia Munto com outros pertences: uma cPmera fotogr@fica.reparava.

8ue logo fui parar na m"o es'uerda de Eleber. meus pensamentos n"o dei=aram9 ? boceMou e passou as m"os na cabeça coçando e acariciando os cabelos.TALES..a casa de Rantipa. Eineasta. pois hoMe... Eirce esperava sua amiga voltar com o rem)dio. 'ue foi comprar um rem)dio para cicatri$aç"o de um corte no p) es'uerdo de seu pai.. Rantipa me fa$ um favor. .assa a grana malo'ueira9 ..agou e saiu. . .. .. Atendente. . v@ at) a farm@cia e compra um rem)dio pra dor de cabeça.. Estudante. 5/( ..a m"o direita de Rantipa fui parar nas m"os de Adelson. Eomprou. . tenho muito 'ue fa$er. . Acupada em organi$ar suas id)ias. 8ue nada. Eirce conseguiu dormirC ? perguntou sua amiga sentada na cama..

Eontinue firme com seus rabiscos 'ue esse torr"o n"o pode ficar sem suas centelhas> . :Nota da /itimas do `aos no decI ? To com saudades do Tload. 5/1 .. .(1.Loltando ao passado. Ela tinha ido ao %io de ^aneiro para visitar mngela sua amiga a amante. como fui parar nas m"os de EirceC Lento depois 'ue apreciou a @gua de coco. .. Eaminhou at) o ponto de Xnibus.. 'ue estava a caminho da casa de sua amiga. Eonseguiu o rem)dioC ? perguntou seu pai no 'uarto deitado em sua cama. Grande putoeta.ai cheguei9 ? abrindo a porta e entrando. 'ue me dei=ou com Eirce. ? &.. onde me dei=ou com o cobrador. ((+ ? encontrei esse putoeta la$arento depois de um ano.

TALES. <esmo n"o tendo orgasmo. .. Tui parar na m"o es'uerda de %ubens Iurvau.. 'ue me colocou numa cai=a de sapato. 5/ . Ias m"os de Eleber fui parar nas m"os de Aninha. 'ue estava pa'uerando muito tempo. 'ue servia de guarda. . ...ode ficar com o troco. A troca foi uma transa em uma casa abandonada..lhe o rem)dio e o troco. Aninha saiu feli$ por ter conseguido uma grana para comprar um par de sapatos. numa vitrine de uma loMa no centro da cidade.. Eonsegui9 Tive 'ue ir a duas farm@cias para achar.. Eleber entrou no 'uarto e entregou. Laleu pai9 ? saiu Eleber contente. .. Autros seres perambulavam pelo local. onde os @caros se deliciavam com migalhas de pele humana.

L@. Toma ? colocou a grana na mesa ? Fsso ) tudo 'ue vocO tem em sua conta. Wanco do Wrasil. Tui entregue a Wraulino.moedas. permaneci por v@rios dias. pois estava indo embora com sua fam3lia. As pessoas 'ue passavam ficaram sem entender. . ..ara guardar. %etlav pegou e colocou em um envelope 'ue depois colocou em uma maleta.. .. Iespediu. para %io de ^aneiro. . Lamos embora pro %io de ^aneiro.se do gerente e saiu. %etlav 5/& . %etlav por'ue est@ fechando a contaC ? perguntou o gerente do banco. L@ permaneci por mais alguns dias.. Trabalhava no cai=a do banco.a rua deu um grito bem alto.. pois meu filho foi convocado para levar uma carga para os Estados Jnidos e tamb)m fa$ um tempo 'ue estamos planeMando essa ida ao %io de ^aneiro. .as m"os de %etlav 'ue fechou sua conta. .nos e registrar na conta de %ubens Iurvau.. Tui entregue pelo gerente do banco.

. 5// . Aba9 Lamos pro %io de ^aneiro finalmente9 .. Esses feitos artesanalmente em ferro fundido. . depois caminhou at) a sua casa. Entrou..TALES. . tamb)m passei no banco e fechei a conta..orta de madeira. abriu e entrou. Tilha. Eu e Gris)lidis fomos para o mercado comprar frutas. bolachas etc. Iei=ou a maleta em cima da mesa e foi at) a co$inha beber um copo de @gua. Abriu o pe'ueno port"o.ai. ..ai9 Eonseguiu resolver os problemasC .. . precisamos comprar algumas coisas para levarmos na viagem ? Gris)lidis.. ? disse descendo os degraus da escada.... Sim.. caminhou at) a porta da sala..... doces. Toma a'ui essas moedas. . pegou o bondinho.

Earroceira. 1/h &min. fomos de trem.arti. bar de Antigo. Aperadora de 5/0 .Loltamos para casa. Assassina de formigas sem perceber. pois a grana 'ue ela levou. Tui parar nas m"os de AndrXmeda. Eu voltei com ela. A pe'ueno parafuso . alugaram uma carroça para levar os pertences at) a nova casa.me para troca. :Nota da V5?5%5 no decI ? Jma putoesia para rela=ar.uma noite dessas Abandona a engrenagem. <)dica. Ehegando Q estaç"o. Eantora nas noites cariocas. . deu para comprar tudo e n"o precisou usar. :E'uin@cea angustifolha ? Eansada da rotina. Eom ela fi'uei at) dei=ar. Munto com a fam3lia de Gris)lidis para o %io de ^aneiro.me no centro da cidade.

. tem compromisso hoMeC ? perguntou sua amiga. B torturada Munto com mais trOs. Jm caf).... 5/5 . tenho 'ue participar de uma reuni"o important3ssima e fora outros problemas 'ue tenho 'ue resolver com minha companheira e meu filho.. . ? disse a amiga de cauO. .. um pedaço de p"o com manteiga e um pacote de cigarro ? pediu cauO. .au@ nem te conto.. Ent"o cauO.ra mim um ch@ de cidreira. computador.. .se nunca mais voltou>...TALES. Essa vida de fam3lia ) foda9 . .. <ais um caf).. Levantou. por favor9 ? pediu cauO levantando a m"o es'uerda. . Estava com fome.

.. para assegurar uma resoluç"o unPnime e garantida de 'ue as %epNblicas Americanas romperiam relaçDes com as potOncias do Ei=o. .la9 cauO olhou no rel4gio. . Antigo me vO a conta...me de troco.. Eara tenho 'ue ir. ? disse cauO levantando a m"o direita. cauO pagou e recebeu... Euidado com a %uth ela ) Mogo duro9 . . ? Eomeçou a se arrumar. A Terceira %euni"o de Eonsulta dos Ehanceleres das %epNblicas Americanas acontece no %io de ^aneiro. .... E vocO o 'ue vai fa$erC Senhorita dona dorC ? risos. Tchau9 . ... Tchau99 Troca de beiMos. 5/6 . Lou at) a casa de Lamia buscar alguns relat4rios e depois vou almoçar com %uth."o es'uenta9 Sei como dom@...... .

"o mais sacrif3cio besta. :Nota da vagabunda ? Iescobri uma coisa: 1A id)ia de verdade obMetiva ) uma tolice.. Acho essa data uma besteira. A crença de #e vocO pode descrever ou interpretar a hist4ria e=atamente como ela aconteceu ) mais uma mentira. n"o apenas oferecemos 5/+ . onde se assassina mais seres no mundo. para sustentar verdades 'ue n"o passam de mentiras a usam m@scaras>. Se liga9 . :Nota da !umando um baseado.TALES... preconceitos.. 1 horas ? um dia comum para mim. Ao romancear os acontecimentos. A'uel=s #e est"o no poder s"o os #e sempre definem o #e ) a 1verdade2. 0 de de$embro ((6 ? %abiscando. Eria divisDes..

... pode muito bem acreditar nas nossas. . a reuni"o foi tensa9 ? um saco99 cauO e seu amigo se encontraram na rua depois da reuni"o. Toi f4da hoMe. A 'ue foi cauOC . ntima id)ia.uma interpretaç"o alternativa para a 1verdade2 mas reinvidicamos o direito Q m3dia e combatemos o monop4lio da verdade pela classe dominante.. por favor.. 5/* . <4 trampo.. Estavam a caminho de suas 1tocas2 'uando se encontraram. . . Ahhhhhh99 ? gritou. ? disse cauO . Ii$emos #e nossa interpretaç"o da pol3tica e da hist4ria ) t"o boa 'uanto a deles.. Se vocO #er acreditar em um monte de mentiras.. Eara. Jma cerveMa. Eaminharam na procura de um lugar para tomar uma cerveMa gelada.2>... <ano vamo toma uma cerveMa para rela=ar.... ? di$ cauO sentando Munto com o amigo no balc"o do restaurante.

) foda9 .. :Nota da humana terrEquea5 &ansada de ser humana ? KoMe sabe onde 'ueria 50( . Amigo n"o..... Grato. .TALES. eu trabalho para ele apenas. Ie repente a mNsica foi cortada por um rep4rter 'ue transmitiu a noticia: 16 #overno brasileiro decreta pena de (orte para os sabotadores2. ? respondeu cauO.. A r@dio estava ligado e Kerivelto <artins nos presenteava com sua vo$..orraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa99 99 ? gritou para desentupir a garganta... Eara. . . essa reuni"o foi cansativa. .. <ais uma cerveMa ? disse cauO ? e se poss3vel desligue o r@dio ou abai=e o volume. Alha ai o 'ue GetNlio ta fa$endo9 Esse seu amigo. <uito bate boca.

utoeta. Iona do restaurante. .na at) um assento. Eantando... Sapateira.. .. .ela rua caminhava. n"o da autoridade2 ? Trancis Wacon. A 'ue est@ acontecendo senhoritaC . 8ue triste. resolveu encher a cara de cerveMa. <alo'ueira.. Tui parar nas m"os de Eur3dice. Somos policiais9 501 . Ande um carta$ escrito 1A verdade ) filha do tempo. 8uem 'ueemm ) vocOsC ? perguntou Eur3dice bObada. naa..na a levantar e levaram. Eom ela fi'uei dois dias at) ser entregue de troco para Kelena. Jm banco de concreto. Gritando.agou e saiu bObada pela rua. As policiais aMudaram.a..... . Se afogar em l3'uidos de cevada. Iada3sta. Iois policiais se apro=imaram dela. naaddaaaa9 ? caiu no ch"o..uma pe'uena casinha longe da cidade urbana>. . .estar. . ..

.. Ladr"o9 Ladr"o."o diga isso9 ? disse um dos policiais .. :Nota da sem deus e sem pEtria ? E=posiç"o viva dentro de v@rias salas.. As policiais levaram.... vocO 'uerem me roubar9 .a presa por um dia. Ti... Em uma sala uma pessoa andando nua pela e=posiç"o.TALES. Autro sof@ de costa para tv onde uma 50 . Ande o delegado dei=ou.. Jm sof@ virado para TL onde uma pessoa assiste o filme.. Jma TL ligada no filme document@rio Flha das Tlores com trOs sof@s espalhados. . . <en.la para delegacia ela n"o esta bem. B melhor lev@. Jma freira fritando alho em uma das salas.... ra. <en.na para delegacia....

Jm p) de manga co'uinho com v@rias mangas maduras e sentado em bai=o uma criança de um ano e um mOs brincando com um revolver trinta e oito. 1A 'ue estou fa$endo a'ui. A papa se suicidando diante de um espelho. Alhou dando uma vasculhada pelo ambiente e descobriu 'ue estava presa.o outro dia.uma outra sala uma pessoa fumando maconha onde o fundo musical Livald.2 ? fechou os olhos ? 1A 'ue estou fa$endo a'uiC2 ? pensou com os 50& .se com uma dor de cabeça. . Abriu os olhos e seu corpo demonstrou #e n"o estava em casa.se. <o3da. Seus sentidos armaram. 8uebrada.. Jma escritora com sua ma'uina de datilografar em uma sala espalhada por arame farpados at) o teto. %essaca. Levantou.pessoa lendo um livro..> .. Etc..

A guarda se apro=imou.. A guarda abriu a cela e disse: . La$a e vO se n"o aparece mais por a'ui9 50/ .... ... Guarda9 Guardasss9 Guardaaaaaaaaaaaaaaaaassssssssssssss9 ? gritou 'uando descobriu #e estava realmente presa. .toeta.. tu vai ficar ai muito tempo. <as logo ficou s)rio. d@ pr4=ima.TALES.. Alha a'ui sua pu. A #e estou fa$endo a'uiC A guarda riu....los a imagem seMa outra..<e tire da'ui9 Eu n"o fi$ nada9 .orra9 . .. Webum n"o9 Apreciadora de cerveMa.. A 'ue ta pegando bebum9 Lamo parar com essa gritaria9 ... olhos fechados para 'uando abri.

Kelena olhou para o policial #e mantinha sua m"o direita levantada a altura do ombro. ..utoo9 ? disse novamente. Apro=imando. . La$a sua vagabunda9 ? disse o guarda dando lhe um empurr"o. Lai se fudO9 ? disse Kelena olhando nos olhos do policial.se do policial.. Seu puto ? disse Kelena olhando olho no olho. A 'ue est@ procurando bebumC ? mostrou. mas conteve..rocurou no outro bolso. .. . . ce armou um soco. S4 serve para reprimir o povo e =s 500 . . 8uando foi pegar..... La$a ou te dei=o a'ui por mais dias.. e l@ estava eu em seus dedos..me o guarda fechou.. Kelena bateu a m"o na calça e n"o me encontrou.se. 1Tilho de uma merda. <e devolve minha grana9 ? disse Kelena com raiva. me na palma de sua m"o. . Kelena saiu resmungando..me para ela ? issoC ? disse o policial..ada. .

olicial. vai ter dois.. Eom ele permaneci por alguns dias.. da :Nota da Nojo no decI ? Iescobri 'ue 'uando tu est@ preparando um alimento e descobre 'ue colocou muito sal. 1gamb)2. Adepto ao Fntegralismo. Ah9 toda ve$ 'ue tu for preparar um alimento esperimente antes para ver a medida do sal> .TALES. Aluap ficou comigo. Sacou9C... Ta$ o seguinte: corte umas batata em 'uatro e colo'ue Munto para co$inhar. A batata absorve o sal e tu vai ter ao inve$ de um alimento. At) 'ue numa noite de 505 . WObado nas noites de domingo. bebad=s2. 1cachorro burguesia e do Estado2. Segurança Qs ve$es nas noites de se=ta.

Ealma o 'ue9C A governo brasileiro atendeu a resoluç"o ni10 da Segunda %euni"o de Eonsulta dos Ehanceleres das %epNblicas Americanas e rompe relaçDes diplom@ticas com os pa3ses do Ei=o. pela Ft@lia de Wenito <ussolini e pelo ^ap"o de ToMo Kide#i e do Fmperador Kirohito. fa$iam parte outras menores. seus membros se referiam a ele como !Ei=o %oma. Eixo refere.Werlim. Ealma Aluap tu M@ ta bObado. . T4'uio!. Em Kist4ria. Aul me vO mais uma cerveMa a um copo de pinga.. l@ est@vamos n4s no bar de Aul.> 506 . Al)m destas trOs naçDes principais. Encabeçado pela Alemanha de Adolf Kitler.. . . Seus inimigos eram os Aliados.. :Nota da "esquisadora na %nternet ? SetZ(6 .domingo....se a um dos contendores da Segunda Guerra <undial.

Tui parar no bolso de Engel. numa gaveta 'ue era o cai=a do restaurante. Eompositora. 'ue passou por l@ para comprar cigarros e conversar um pou'uinho com Aul sobre uma peça de teatro 'ue est"o na conspiraç"o.. Es. Wom9 Wommm9 Wommmmm o caralhoooo9 ? ficou um tempo em silOncio ? <e tr@s uma cerveMa. Fsso n"o ) bomC ? perguntou Aul..TALES.. es'uece9 ... :Nota da Anigav ? To doida para ter relaçDes se=uais. .. ^unto com fios de cabelos ca3dos e uma chave. trepar. Aul. <e conta ent"o por 'ue n"o ) bomC .. ......as m"os de Aul fi'uei por trOs dias.. Estou com a vagina molhada nesse momento> 50+ . Iona do restaurante. Es'uece. Atri$. foder. ..

Estava 5( milhas do Eabo Katteras. nos Estados Jnidos. outro torpedo foi lançado.A. <otorista. Eaf). Estava no bolso de Engel filho de Treud.>.10 de fevereiro ? . o Wuar'ue. 50* .orfol#. Engel era um deles. fui parar nos States. Alguns marinheiros imediatamente foram transferidos para o navio Alinda 'ue estava nos Estados Jnidos. <arinheiro.J. Jm passageiro morre. Lai a pi'ue nas pro=imidades de . Eomandante: ^o"o ^oa'uim <oura. Earga: avaliada em mais de meio milh"o de d4lares. Advogado. Eom esses ata'ues a tripulaç"o do navio teve 'ue ficar alguns dias em territ4rio americano at) ser resgatado por outro navio brasileiro. atingido as ((h/0min horas por um torpedo.rimeiro ata'ue de submarino a um navio brasileiro. Iepois de evacuado. Eara nem te conto. Eosa Leste :E.

TALES. Alinda era a caravela. Eomandante: ^acob Wenemond. Eu estava nas m"os de IesdOmona. Earregava a carga: 0&/(( sacas de Eacau. A submarino J. :Nota da Villheim #eich ? As pessoas s"o doentes por'ue s"o incapa$es para o pra$er... e=aminou os documentos. evacuou os tripulantes e o pos a pi'ue com tiros de canh"o. al)m de outras mercadorias como mamona. caf) etc. ao largo da costa do estado da Lirg3nia. ."o teve 55( . Se puderem ler livros desse cara leia9>. EomoC A submarino se apro=imou./& :alem"o> abordou o navio. <arinheira. nos Estados Jnidos. Eo$inheira do navio. 1+ de fevereiro ? torpedeado o navio brasileiro Alinda.

A corre. Loltando ao corre. Ah9 Es'ueci de di$er como cheguei Qs m"os de IesdOmonab:C>. <edo de morrer.de. Eu permanecia numa pe'uena mesa. Iestruiç"o.braço com Engel.corre. . Eu nas m"os de IesdOmona.corre constante. 551 .. IesdOmona teve a melhor na 'uebra.de. Ela pegou o 'ue conseguiu levar."o teve Meito o navio foi a pi'ue. <edo.. Lamosssss9 ? gritava IesdOmona depois de ter visto o submarino.me.braço. . <ortes. Todos estavam preocupados com a guerra. at) ser pega por IesdOmona 'ue passou correndo.Meito pegou todos de surpresa. Tam3lia. 'uando o navio estava sendo atacado. A guerra estava acontecendo. Se abriguem 'ue o navio est@ sendo atacado.o momento de folga no navio. Est@vamos em seu 'uarto. viu. .me e voltou para pegar. Toi numa 'uebra.

. 1Fsso n"o ) pra mim.se da guerra. Ehega dessa maldita guerra2 ? disse a si mesma logo 'ue atracou em terra brasileira. Eansou.. vai tomar no cu com pra$er. Seliga vacil"o9 ? Woca rica no dec#. .TALES. :Nota da atriC de !ilme documentErio a prisDo ? Ao som da Elis %egina ? 1Ladeira da preguiça2 ? antes 'ue os policiais de plant"o venham me criticar destrutivamente. Jm novo tipo de literatura se ) #e posso di$er assim>. 55 . A livro ) a conspira da rabiscadora. Tem informaç"o pra caralho e tamb)m pira. IesdOmona voltou ao Wrasil.rego e empalamento.

. Troca. %iram.aulista.. 55& . . at) ficar bObada. . Ehega de gueeeeerra9 S4 os de cima lucram ? gritava n"o t"o alto ? chega de gueeeerra9 ? poucos ouvidos captaram.me logo 'uando chega ao litoral . Sa'ueiro..me por cerveMas e mais cerveMas. Es'uenta n"o patr"o9 Es'uenta n"o9 Sou vagabundo9 To com vontade de comer um cN hoMe. Euidado 'ue no final do mOs tu vai receber nada.. ? di$ ^uvenal se apro=imando da co$inha ? Lamos nos presentear com novas e=periOncias simples hoMe.atr"o. . Jm metro e oitenta.Entrega. a semana passada tu M@ fe$ um vale..as m"os de ^uvenal. ? disse seu patr"o lavando pratos. . to precisando de uma grana para sair com minha companheira. ^uva. Surfista. ... .. 8ue depois me coloca no cai=a do bar. War man.

.TALES. 55/ ..ela vida.aoutube. http:ZZbr.comZSatchC vhroet8m$&MS8 > :Nota da diretora ? . Ievido a v@rios problemas inclusive a correria do nosso cotidiano.as m"os de ^uvenal sa3mos Q noite.ela sobrevivOncia. :Nota da diretora do !ilme documentErio ? Eonseguimos Mogar na Fnternet o trailler do filme document@rio 1Iou$e preveus de Lqine=istence de dieu2 ? ficou delicioso9 LeMa e assista o filme. <as uma hora rola> . . <"os caleMadas pelo tempo..orra acreditem ainda n"o terminamos o doc.

Ientro de suas narinas..a.. A lua estava linda.. ^uvenal a caminho da casa da namorada. Entra 'ue preciso ir ao banheiro. Ehegando l@ bateu palma e chamou. . ^uvenal aproveitou para lavar as m"os. . Lamo9 ? disse a namorada de ^uvenal a ele 'ue estava sentado na co$inha.a.. Lua cheia.. .. ve como ) a e=periOncia l@ ou na To#a da poesia ou.. To a fim de ir ao um bar$inho novo 'ue abriu l@ na praia da ^uMuba. f es'uerda pra ser e=ata. Eoçando a cabeça de seu pOnis.raia.. massageando. Ande tu tiv) a fim tamb)m.. A mar fa$endo sua sinfonia 550 . La dentro estava tatuada pelo tempo o mapa para descobrir o abismo da incerte$a. passando os dedos e dando uma cafungada para sentir o cheiro de si mesmo. E ai amor vamo pra ondeC ? pergunta ^uvenal na porta da casa da namorada. Ela apareceu na porta. de seu pOnis. . Lento suave.. .

A mNsica vinha de um aparelho de r@dio num canto.assaram por um casal de namorados 'ue estavam dançando na praia. 1 torpedeado o navio brasileiro Cabedello. Ie repente. As dois caminharam pela praia. $A(ero de v. ao lado de um p) de co'ueiro..Pedro Veloso da >ilveira 0oi (orto. 5evava carvão. $avio a Vapor Ale(ão con0iscado pelo Brasil e( MJMY.ana sua companheira.TALES. descalsos.. . a mNsica foi cortada e uma locutora anunciava 'ue um navio foi torpedeado. %orpedeado por sub(arino italiano Da Vince. Estava 555 .ti(asLa tripulantes. Eaminha ^uvenal a . Co(andante. Sentindo o caminhar na areia do mar. Eaminhavam lentamente com os seus respectivos chinelos nas m"os. lentamente.

. Eu tamb)m9 Toda. <acaNba. Se fosse eu.. .orra tamb)m me fe$ lembrar onde morava.. ... A discuss"o sobre a guerra acabou num corte forte onde o vento se encarregou de tra$er at) as narinas dos dois um novo cheiro...ana.locali*ado ao largo da Antil. A #e leva a uma guerra a n"o ser mais guerra9 ce merda9 Eontinuaram caminhando.. . .2 . s4 observando a noite e dei=ando para tr@s o casal de dançarino de praia. em silOncio em determinados momentos. desertava9 ? disse sua companheira. A tempo ta gostoso. Se sentiu o cheiro me lembrou minha infPncia no interior.as DCaribe:. n"o ) mesmoC ? perguntou ..se a guerra.. LocO escutou ^uvaC A guerra ta matando muita gente9 . .. 556 .. B foda9 As grandDes fa$em a guerra e os debai=o 'ue se fodem9 ...

SilOncio na fala. . Seus olhos observaram dois 55+ . Eles resolveram observar a sua realidade.. Algu)m deve ter perdido ou sei l@.. 'uando percebeu 'ue .eguei e l@ estava o livro. apenas escutou o silOncio 'ue veio depois. ele se constr4i Munto com a coletividade.. . Estava a caminho do trampo 'uando achei um embrulho em Mornal. . Eara. ontem li um livro delicioso sobre anar'uismo.. 8ue o anar'uismo n"o ) um sistema pronto. . Eomo vocO conseguiu esse livroC .TALES.. ^uvenal estava observando as pessoas 'ue passavam por eles..ana. sua companheira acabar@ de falar e ele n"o tinha entendido nada..... B9 E tamb)m 'ue ) a liberdade na sua essOncia ou a busca dela.. BC ..

To tentando encontrar o livro 1Senhorita dona navalha2 de . .o silOncio. Alha a'ueles policiais com os olhos ? disse para sua companheira sem mudar de face.. E por falar em livro. . Eles continuaram andando.... transei com o livro. ? sem diminuir o passo.. As poesias desse cara ) sonoridade para meus t3mpanos... Apenas os olhos a outras armas. As policiais foram como haviam chegado. Temos te tomar cuidado. Tale mais o 'ue vocO estava di$endo. <e desculpe ? voltando a sua companheira .a calma. SilOncio. . %@pido.. . . . Fsso foi bom.. vocO M@ leu Augusto dos AnMosC .au@. .policiais caminhando na direç"o contraria a sua.. Escutei di$O #e ) delicioso9 55* . Se li.. Tava di$endo 'ue acabara de ler um livro gostoso.. . estava observando o ambiente.

Ande pudesse observar o ambiente.oel %osa.. A bar ficava em um terreno sem nenhuma construç"o em volta... . .. onde uma pe'uena formiga se deliciava com um pedaço de p"o. Ehegando ao bar. B mesmo. Lu$es de longe. L@rias pessoas. parece 'ue est@ bom9 .. ^uvenal e .Alha l@ ^uvenal. . A sonoridade flu3a com a brisa do mar 'ue se encarregava de levar mais longe.elo menos esta agitado.ana observaram o ambiente. Io outro lado do planeta Kangrad masturbavasse pensando em seu amigo. A mNsica acontecia ao vivo do aparelho de r@dio ao 'ual o programa diretamente da fina flor da mNsica ) gravado ao vivo. Entraram e escolheram uma mesa num canto. 56( . o bar. afastada das pessoas. A bar e o mar..TALES.

Jma cerveMa e um refrigerante. a s4s. ..Jma pessoa se apro=imou e perguntou o 'ue eles 'ueriam. . Traga uma porç"o de pepino cortada em fatias pe'uenas. Ticava e=citad3ssimo e at) tinha orgasmo triplo 561 .. Jm cara legal.. ^uvenal e . Garçonete. Tre'Uentador de terreiro de Jmbanda. parente do 8uimbanda e do Eandombl)..se livre nos batu'ues dos ataba'ues. Iono do restaurante. Amigo de Asvaldo. Lai comer alguma coisaC ? perguntou a garçonete. ^uvenal olhou para sua companheira. Tui parar nas m"os de ^uliana. por favor. Jrbano. Gosta de banana penetrando seu anus. Sentia. Logo me dei=ou na m"o direita de Jrbano..ara mim traga batatas fritas. Atri$.. A Nnico 'ue falou comigo. . . .ana ficaram at) o sol raiar. .ana olhou para seu companheiro. Jm saleiro e dois garfos...

principalmente 'uando a obra estava no inicio. Eurtia a chuva no 'uartinho de ferramentas :'uartinho constru3do antes da construç"o para guardar as ferramentas e local para es'uentar o rango>. AMudante de pedreiro. Earpinteiro. Tocador de viola na varanda de sua casa onde se alegrava regado a vinho.. Eles ficavam dentro do 'uartinho observando a chuva l@ fora. Amante de Tlorinda.. Lioleiro. . A chuva era seu melhor presente. pois n"o tinha como trabalhar e aproveitava para comer mais cedo. vento fresco a Lua. 56 .TALES. . Iava muita fome serviço pesado. fumaça. ci#e e carlo.assei pelas m"os de ci#e. em alguns rituais. Segunda a se=ta. Trabalhar na roça tamb)m. As batu'ues lhe perfuravam o c)rebro a lhe embriagava o coraç"o. Ioceiro. Sol.edreiro.

. impXs a essa religiosidade. ci#e era tamb)m assistente de Wabalori=@ no terreiro onde Jrbano fre'Uentava.3ris. est@ mais do 'ue na hora de soltar as amarras em 'ue o cristianismoZcatolicismo enfiou guela bai=o. As pessoas saindo na rua 'uando a chuva ia molhar outros lugares. como M@ disse.atriotism no dec# ? LeitorZleitora n"o e=iste liberdade sem desobediOncia9 Ah9 Ao som da Iiscarga violenta ? a modernidade ) a barb@rie9> :Nota da quebra as amarras ? Acho #e a religiosidade do Eandombl) e. A arco. A fome vinha mais cedo. Iepois vinha o cheiro. . Jrbano me dei=ou na m"o es'uerda de ci#e.resenteou. :Nota da sentindo o cheiro do riacho ? Stupid .Angoleiro a cineasta. E tamb)m 'ue o camdombl) pare de 56& ..lhe. At) as gotas maiores 'ue batiam no ch"o formando um pe'ueno buraco na terra macia.

. mas n"o me venha com cumplicidade e ter #e ficar #ieto. E ai ci#e vai sair hoMeC ? perguntou carlo. . Estavam construindo uma casa para uma mulher.TALES. Toda deus e o diabo #e s4 fe$ nada mais #e manter o pradroni$ado de e=ploraç"o e nada mais9 Ehega a guerra começou9> .. dona de uma 56/ . sacrificar animais 'ue n"o est"o a fim de participar desses rituais idiotas. Liva o Eandombl) africano e vegano> :Nota da +ux Alt no decI ? Eu sinceramente acho a religi"o uma merda.edreiro.. pois foi criadas apenas com o intuito de poder e nada mais. mas respeitos as pessoas #e s"o religiosas..

fui dei=ada na m"o direita do vendedor de licor de Mabuticaba.. ...as m"os de ci#e. ? fran$iu as sobrancelhas ? ele disse #e ia vim.. B foda9 A dia foi.. Eles trabalharam o tempo 'ue sobrou.se.se e a chuva aproveitou a carona e seguiu seu caminho. A 1gato2 chegou e pagou a eles. onde trOs s"o presentes. Tamb)m to precisando pagar um mano ai... Ta foda descolar uma grana. ce ficava na rua das @rvores. Lou9 B.. ... Ele. pois falei #e preciso da grana hoMe. Toi... 560 . ci#e me trocou por 'uatro litros de licor de Mabuticaba.. Fsso se a chuva dei=ar tamb)m e o 1gato2:*(> nos pagar. Jm era para sua namorada. TX com uma divida complicada ai. Ai porra n"o falei #e o 1gato2 ai colar9 ? disse tirando uma ondaesarroe$uando. . .loMa para suicidas.. . .

Ehega da raça humana admitir tortura em 'ual'uer sentido. Eonfidente. Au procuramos viver livres na coletividade an@r'uica ou tudo terminara em m@'uinas de consumo e nada mais.. Ande transavam com re'uinte de teatro da crueldade.TALES. elas est"o sofrendo muito. procriamos e destru3mos ai procuramos outro> 565 . :Nota da descobrindo que esta cansada de ser humana5 ? <inch no dec# ? KoMe li te=to de uma mulher rabiscadora 'ue d@ role pelo mundo para entrevistar mulheres 'ue sofrem abusos nesse mundo patriarcal..oella. Amante. . <undo9 vamos prestar mais atenç"o Qs mulheres 'ue vivem no Eongo. As ve$es penso #e n4s somos =s e=traterrestre #e habita um planeta.

. assim como o Mornalista e escritor portuguOs %oberto das . 'ue chegaria ao %io em 1*/ foram elementos bastante atuantes na fase do movimento anar'uista no %io. mas 'ue s4 procurariam contato com o movimento local ao final do Estado .ovo. 'ue fui entregue a ele por ^osefina. Autro anar'uista europeu :este individualista> refugiado do fascismo foi o alem"o Tran$ LeveMolan com sua companheira Ela. ^oselice estava Q procura de um port"o para por em frente da casa. ^oselice me recebeu na troca de serviços prestado na casa de Ied). . Lenda de T)li= 'ue me recebeu na troca de um port"o usado. 566 . Lendedor de licor de Mabuticaba e pitanga. 'ue se iniciou com o final da Segunda Guerra <undial.as m"os de .eves. 'ue tinha no fundo do 'uintal.eres. 'ue me recebeu de troco na troca de fumo de corda.eres.

56+ . cebra padrDes na musicalidade como o .cultura #nup. . at) ser entregue na m"o es'uerda de <a=iminiano na troca de ingressos para assistir a peça teatral musical de Antonin Artaud 'ue estava fa$endo uma temporada no teatro na cidade do %io de ^aneiro. Eonspira."o se preocupa em agradar. Toca todos os instrumentos a pira. Eanta a conspira.TALES. Eompositor. canta.eres tamb)m cantor. Agricultor. Sem regras.oise core cria da contra.. Sua musica ) Nnica. Eada apresentaç"o ) Nnica. . Teatro da crueldade. WObado nas noites de vadiagem. Sua mNsica ) espontPnea.. Eom ele fi'uei uma semana e trOs dias. conspira a transpira.

a liberdade.orra fui pega grapi=ando e tenho #e descolar duas cestas b@sicas.5ocali*a8ão. Cargueiro. 56* . Carga.> 1K navio (ercante brasileiro Arabutan 2 torpedeado e a0undado pelo sub(arino ale(ão !/MLL ao largo da Costa da Carolina do $orte+ Estados !nidos. 1"ais noticias vinda da guerra.XM (il. Wavia LM ou La tripulantes a bordo. Co(andante.Anibal Al0redo do Prado.:Nota da &abrueira no decI ? Liva o amor.carvão 6 en0er(eiro de bordo (orre e dois tripulantes 0ica( 0eridos.2 ? anunciava o locutor.as do Cabo Watteras2 ? di$ia o locutor de r@dio. 0or(ada no Brasil a Co(issão da De0esa $acional. autogest"o f3sica e mental> :Nota da )esobediencia civil@mex) ? .

Ta nervosiiiiiinhooooooooo ? ri sua companheira.rocura uma mNsica para alegrar nosso dia.... . foi o 'ue ele me disse. ? disse a companheira de <@ ? se vocO 'uiser.. . B s4 para psic4tic=s. B. . estava preparando um caf).. .... . Ta foda99 . n"o ) t"o conhecido ou ) s4 para psic4tic=s. acho 'ue esse espet@culo n"o ) bom. pois tenho 'ue comprar uma Manela e porta para colocar no nosso 'uarto e al)m do mais n"o consegui vender todos os ingressos. To nervoso sim.. Eu tamb)m n"o consegui vender muito..... Iesligue esse r@dio pooooorraaaaaaa9 ? gritou bai=o <a=iminiano da co$inha. .... 5+( .TALES. Ealma <a=iminiano.

!. . Atacado co( torpedos por dois sub(arinos ale(ães+ )ue e(ergira(+ ap9s o a0unda(ento e prendera( o Co(andante+ )ue desapareceu.<a=iminiano caminhou at) o aparelho de r@dio e começou a procurar uma mNsica.. !( passageiro (orre.A..a+ 9leo+ cacau e cHco baba8A. Acabou dei=ando o r@dio ligado para ver se o locutor parava de falar e dava espaço para mNsica. 5ocali*a8ão. ? disse o locutor tristemente. Cargueiro onde estava carregando a carga de. acho 'ue mNsica ta dif3cil hoMe heimC As Nnicas emissoras est"o 5+1 . Nº de vítimas: aY tripulantes e N passageiros.ada. 16 navio brasileiro Cairu 2 torpedeado e a0undado pelo sub(arino ale(ão !/Ja na costa dos Estados !nidos.MIK (il. Co(andante. <@.:2.@os2 "oreira Pe)ueno."a(ona+ couros+ algodão+ borrac.as de $ova bor3 DE. .

.. A 'ue achaC . vamos sair um pouco e tomar @gua de coco. <a=iminiano e sua companheira fecharam a porta do barraco e sa3ram para tomar @gua de coco.. <aldita guerra. 16 presidente Vargas assina o Decreto/ lei a.MNN+ )ue disp4e sobre as indeni*a84es devidas por atos de agressão contra bens do Estado brasileiro+ ou contra a vida e bens de brasileiros ou de estrangeiros residentes no pa.. 5+ . B a guerra amor. ? rapidamente. Jma 4tima id)ia.TALES... . noticiando apenas sobre a guerra. desliga esse r@dio.s.2 ? disse a locutora em outra emissora.. .ego... B a guerra pra poucos. <@ desligou o aparelho de r@dio e se apro=imou da companheira.

Tui entregue a um rapa$ chamado Liriato. . pois se apro=imou uma menina de uns de$enove anos e me levou de troco na compra de trOs cocos. 'ue estava a caminho da casa de sua amiga. caminhando no bolso de .o outro: metade na gaveta a sem a carta de amor e a outra metade. ce hoMe de ama. <aconheiro. 'ue vendia coco numa es'uina de uma rua movimentada. Eapoeira.egra. <ulher. amanh" te devora. 5+& . . Eu segui Munto a eles no bolso de <@.eli. Eom ele fi'uei apenas meia hora.Tavela 1A cidade ) uma senhora. Lagabundo nas horas de vadiagem. Linha de frente. S4 matava politic=s partid@ri=s. <atador de aluguel. Jm..2.. Artista pl@stico. . Eom ela fi'uei dois dias. Amante Qs ve$es..a m"o es'uerda de . . enfurnadaZMogadaZescondida numa gaveta onde ela colecionava r4tulos de garrafa de pinga a uma carta de amor de seu antigo namorado.erform@tica.eli. Lendedor de coco. ^ogador de baralho e dama..

'uando os olhos se entrelaçavam e tudo acabava em troca de caricias e masturbaçDes mentais e f3sicas. Toi entregue por 5+/ . onde embolsaram uma boa grana a algumas barras de ouro. Eom ele fi'uei cinco dias inertes no cai=a da sorveteria. WeiMos nos pingos da chuva. Einco anos passou presa por organi$ar e participar de um assalto ao banco do Wrasil.resenteou.se com sorvete.. Trilogia do cheiro. Gostava de tocar.TALES..> Tilisberta. Eles transavam na sorveteria 'uando Ademar fechava. 6 anos. .se e sentir seu cheiro. :Nota da chove lE !ora parte 9FJM ? A chuva veio em boa hora. As duas saem Muntas at) a sorveteria do Ademar. Toi presa trOs dias depois.

Separou e colocou escondido em livros. Alha o plano dela: .a pris"o disse a si mesma. Logo 'ue o assalto foi concreti$ado e a divis"o foi feita.ingu)m 'ue participava do assalto ficou sabendo.os em um papel 5+0 . Embrulhou. ela tamb)m planeMou onde esconder a sua grana. 'ue 'uando sair.um dos pr4prios parceiros do crime. 'ue n"o conseguiu ficar 'uieto no trabalho . Livros de romance. Algumas b3blias. A dinheiro foi escondido. 8ual'uer pessoas #e fosse pega com esse livro ia sofrer. . Eortou o miolo dos livros com uma navalha. num formato de um 'uadrado. Talava demais. #e significa em latim tortura .os dias de planeMamento do assalto. ela rapidamente foi para seu esconderiMo com sua parte. como o 1. .. e encai=ou o dinheiro para 'ue ningu)m percebesse. Q primeira coisa 'ue iria fa$er.A Laticano2 de . era tomar um sorvete com ca'ui com algumas amei=as. Livro proibido pela igreMa.an\ da Silva.

.arentes distantes.o outro dia.. . Techou. Komem simples do interior. . Ela comprou o local em 'ue a encomenda ia chegar e contratou seu tio e sua fam3lia para cuidar do local. 5+5 . cada livro e colocou em uma cai=a de papel"o. Konesto. Tudo planeMado..a com outro papel. Enviou.agou a passagem e a mudança para os dois e seu filho. assinou os pap)is 'ue M@ estava planeMando desde o planeMamento do assalto. de presente. Iocumentos falsificados.TALES.as para um endereço em 'ue a encomenda ia demorar vinte e seis dias para chegar. Trabalhador da roça. geladores. Tudo calculado. Iei=ou pronto para enviar aos correios no dia seguinte. Fnteligente na arte de ser ele mesmo. 1Lai chegar uma encomenda minha com uns livros. Toi o 'ue disse ao seu tio. As barras de outro foram em outro pacote.

Jm pe'ueno sitio.8uando chegar a encomenda guarde. Ladr"o e vendedor de frutas. . Lou viaMar. 1Fsso ) para vocOs se manterem at) eu chegar. s4 n"o derrube as @rvores a florestas2 ? disse a seu tio. 5+6 . 'ue depois 'uando voltar eu abro. L@ estava eu nas m"os de %ichard.agou para seu tio um ano de sal@rio adiantado. 1Se caso eu n"o chegar ou acontecer algo. A ouro ela escondeu dentro de uma imagem de um humano homem crucificado no altar da igreMa perto sua m"e. numa pe'uena cidade chamada ^enipapo do interior do Amap@. Eom Tilisberta fi'uei cinco dias. . Se o senhor 'ui$er pode plantar no sitio. at) ser trocado por duas dN$ias de ca'ui e amei=as. talve$ demore um pouco2 ? disse ao seu tio. depois 'ue ela pegou.rocure uma mulher chamada Ainav #e ela vai lhe informar sobre o #e fa$er.me de troco. %abiscou um mapa e enviou uma carta ao sitio.

^ogador de futebol no domingo.> 5++ . n"o faça da caça e pesca. descobrir sua realidade . e=iste ene cositas para se divertir e ter pra$er. A indNstria da carne sangra.TALES. Sua alimentaç"o ) sofrimento e dor. As pei=es sentem dor.lo mais para frente.. ^ogador de malha...ense nisso9 . masturbar ) uma delas. Assassinos de pei=es."o v@ pescar va produ$ir arte. Lou termin@. divers"o e pra$er.. .. :Nota da Noise Against the -Rstem no decI ? Iei uma parada no livro Leil: As guerras secretas da EFA. Ator 'uando se fa$ia necess@rio. toda tortura animal. etc. estou no corre desses rabiscos para lhe presentear com informaçDes e farpas. Eocçador de cN. va'ueMada..

.. 5+* . Iesse Meito n"o d@9 .assa a bola porraaaaaaaa99 ? grita e da um soco di leve com a m"o es'uerda na co=a da perna es'uerda e olha para seu amigo. War do Wearari na fita tamb)m. %ichard vamos para . Tinal do campeonato amador organi$ado pelo arma$)m do Tavela. . Era$a parafernalias bar e Li=o hospitalar arma$)m.. EomoC9 ? Eaminha mais um pouco..anorama futebol clube. gagueiro. observando a Mogada ? Ehuta a bola porra9 Ehuta a bola porra ? grita observando a Mogada. . Eaminha at) %ichard no campo.. Ta$O o 'ue l@ manoC ? respondeu olhando para o Mogo ? . Iar um role9 Ladiar um pouco9 Eurtir uma praia.. porra9 . %ichard observando o Mogador de seu time perto do gol do advers@rio. . ..ooooooorraaaaaaaaaa9999999999 ? grita a volta a conversar com seu amigo.atalC ? disse seu amigo.... bar Jm g4le dois tombos.

. %ichard se apro=ima de seu amigo... ? di$ seu amigo. A 'ue vocO vive a'ui.. E pra voltarC Lai. ... Tenho meu barraco.. vai. caralhooooooooooooo999 ."o sei n"o9 A'ui tenho onde cair. gagueiro. Se t@ louco. .atos na ... Gramado verdinho.atal. ai l@ descolamos uma carona at) .TALES. %ichard recebe a bola.ara3ba. Larga de mentira9 A barraco nem ) seu9 B do Elid"o9 5*( . l@ vai viver do mesmo Meito ? Ehuta pooooorraaaa9 T@ foda esse Mogo9 ce merda9 caralho9 ? Lai ter mais oportunidade.. . Laaaaaiiiiiiiiiiiiii9 ce merda ) essa porra9 ? a Wola sai pela lateral es'uerda.. Kumm.... Lai rolar uma carona at) . pega e chuta forte para o atacante.. .

A amigo de %ichard consegue tomar a bola do advers@rio e sai com ela.Ta foda esse chove n"o molha. Larga de ser frou=o. . Tinal do Mogo. Moga a bola. .se9 ? os dois caminham para fora do campo. Laaaaaiii9 Lai Laaaiiiiiiiiiiiii9 ^oga a bola. Ahhhhh9 c) sabeC ? tirando a camisa suada . mas nada. ao ver a bola pra fora do campo. vamo porra9 Lai ser delicioso. ? %ichard para e volta para falar com seu amigo. Lamo9 Toda. . Autros ambientes..riiiimmmmmmmmmmmmmmm ? apita o Mui$. B)))). Ela sai pela lateral ? Tominha9 ? grita. Autras pessoas. . To precisando novos ares... 5*1 ... Mooooogaaa pooooooooooooorraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa a ? %ichard sai para receber a bola.assa para outro Mogador de seu time. ..A time advers@rio vem para cima deles com a bola...

Abserva o time advers@rio comemorando a vit4ria.. Fsso ai ladr"o. . .. LO o 'ue vocO consegue vender. ) n4issss9 Ent"o v@ pro seu barraco ) pega o 'ue realmente necessita... . .. a um preço de pechincha. Lendeu 5* . <ano e meus bagulhos no barracoC A 'ue vou fa$erC Acho 'ue eu n"o vou."o.. .... .orra ) hoMeC ? Tica sem entender. . o resto passa pra algum mano. mais ) amanh" a noite se liga9 .."o dei=e #e o conforto compre sua revolta porra9 %ichard conseguiu vender a maioria das suas coisas.. . La a gente consegue outros. %ichard com seus pensamentos em frangalhos..TALES.. A necesser. 'ue n"o era muito. <erda de Mogo9 <erda9 ? resmunga %ichard."o inventa de levar muita coisa. ..

eidava muito. aceitaram. . Euida do barraco pra mim cumpadi ? disse a um colega vi$inho. . ? respondeu rindo seu amigo.. Ta limpo eu cuido cumpadi9 .. 8ue sem entender. Iono do bar. Sergipe.para um receptador de coisas roubadas.. . )99 ? riso forçado.. To com uma fome do #aralho9 <ano9 . . . Toi o Nnico Meito 'ue encontrou.... A 5*& . Ah. A barraco nem ) seu.. Tlatus o deus do peido. A resto deu para os vi$inhos. Ande me trocou por p"es.. tofu.....as m"os de %ichard fi'uei at) Ftabaiana. . Eu tamb)m. . .. ? disse abocanhando o p"o com tofu. <as ta na minha respons@9 .o. refrigerante e um pouco de caf)."o gostava de tomar banho. ? cheirou. %ichard tamb)m n"o disse nada.. S4 erguia a bunda e pum. Eheiro bom9 Ti'uei nas m"os de Earvalho.... apenas 'ue ia viaMar por um tempo indeterminado.

%ichard e seu amigo seguiram viagem. onde elas iam trabalhar na venda de seus corpos. logo fui para nas m"os de .TALES. .. Ligava o toca vinil. .. risos 5*/ ..orra Arita. Tedor 'ue s4 ele gostava. .. Toooorçaaaaa9 ? disse uma das pessoas a aMudar a empurar o Xnibus. L@ estava eu. Ehuva onde tiveram 'ue descer para empurrar o Xnibus. indo com .. A bar era para apreciadores da cultura da maconha. Eom Earvalho fi'uei pouco tempo. 'ue merda9 Alha a cor 'ue ficou meus p)s .aina 'ue estava de viagem a Liçosa em Alagoas. Tumava sua maconha.este negra.assamos por v@rias situaçDes. S4 maconheir=s.aina e sua amiga Arita para Liçosa. Ticava esperando os clientes 'ue eram poucos. . . catinga subia..

Ahhh dei=a. A pneu foi trocado e o Xnibus seguiu viagem. B fooooda9 ? risos.. . adivinhaC A pneu furou. 5*0 .. ? Essa merda tinha 'ue atolar #e caralhoooooooooooo9 A chuva n"o parava de presentear.aina9 . .aina ficou dormindo.. Algumas pessoas alongaram.. .. Apenas .eço 'ue todos desçam e aproveite para esticar as pernas.me dormir. ."o vou descer. ? disse o motorista..aina acorda9 Acorda ... A 'ue foi.. . .se. chegamosC ? esfregava os olhos.ara completar o pneu furou 'uase chegando em Liçosa. . 8ue nada. . ... Lamos ter 'ue d@ outra parada para trocar o pneu 'ue furou.. Todos desceram.lhes com suas sublimes caricias de molhar.... Eonseguiram desatolar o Xnibus e seguiram viagem.

. .TALES. Elas estavam famintas. @gua e alguns biscoitos. Tarinha. :Nota da %nsomnia no decI ? Estou com uma vontade de comer lingUiça de soMa. batata frita e algumas folhas de alface e dois sucos naturais de pitanga. 5*5 . Iepois #e dei=ei de comer cad@ver animal aprendi a co$inhar> Ehegando a Liçosa. carne de soMa. . T@ uma delicia o suco de pitanga..aina me passou para m"o es'uerda de Arita. por favor9 ? pediu Arita ao garçon.. cebola. 'ue me trocou por dois pratos prontos com: arro$. s4 a base de bolacha.. Argasmo triplo. Ehegando no barraco fi$ carne de soMa no alho e olho. Gosto de co$inhar.. . feiM"o. pois na viagem..

movimentar. ler. .ari$ pe'ueno.. Eom ele tive o despra$er de ficar por trOs semanas dentro de um cofre:porta.se.. transar. Em Liçosa. Ele me pegou no bar onde Arita me dei=ou. movimentar. sentir a m"e terra> L@ estava eu. andar.. #e delicia9 To com a calcinha molhada.se fisicamente e cerebralmente. Ator. <ovimento. Eompositor. <asturbador. 5*6 .olicial. 4hhhhhhhhhhh uma pe'uena e indefesa moeda de (( r)is de 1*&+ na m"o direita 'ue me Mogou para o alto e me pegou com a es'uerda de Ludvi#. . moedas> com o formato de uma granada. Alhos castanhos.. Eapinar. Alagoas.. Ta mesmo9 Kuumm. Seu sonho era se tornar soldado do e=)rcito. :Nota da descobrindo a vida ? Ao som de Aus %otten no dec# ? Sabe o 'ue ) bom para emagrecerC Lida em movimento.

at) chegar num pr)dio de uns de$ andares.moedas Munto com outras amigas. 5*+ . na compra de cai=as de cerveMa... se acontecer algo estranho ) s4 assobiar alto. Lou s4 resolver algo e M@ volto. . ... para nos Muntar com alguns papeis moeda.. refrigerantes e um 'uilo de tomate.a manh" do outro dia ele e seu aMudante caminhavamos pela %ua Esmague o fascismo. 'ue no final do dia me entregou a Eurisco.. Eom ele fi'uei pouco tempo.. Iono do arma$)m Fntifada..TALES. para fa$er um molho em 'ue usa em sua porç"o de cebolas co$idas. . Tui parar na m"o direita do entregador. . Ludvi# me retirou da porta. amendoim torrado. ge$inho fica a'ui e observa. Tudo bem. gilo frito.

Eurisco entrou no pr)dio. o vento e as folhas. A vento lhe trou=e o cheiro da lembrança de sua cidade onde nascera.. nas m"os de <essias 'ue rapidamente telefonou para seu mensageiro. ? disse ge$inho se situando. . placas.se.erdeu. 5*. ge$inho ficou esperando na frente do pr)dio. at) chegar a uma porta onde seus olhos captaram um algarismo num)rico. Eurisco me dei=ou l@ no apartamento 5*. Eaminhou pelo corredor. pessoas.. Wateu na porta com a m"o direita fechada. Tudo bem patr"o.. <arcos vem pra c@ urgente9 5** .. Subiu at) o s)timo andar. ."o h@ futuro. aproveitava e observava o ambiente. formigas. A porta abriu... .se da vista de ge$inho. Autro n"o num)rico. construçDes. . um p) de manga. .. TrOs to'ues r@pidos e dois lentos. A chefe est@ esperando l@ no fundo..ode entrar..

. . .. ? risos... M@ estou indo. Ehefe9 Tem a Treira 'ue esta esperando l@ fora fa$ um temp"o. .oooooorraaaaa. Iepois vocO pega. . Tudo bem..la e mais ningu)m al)m do <arcos. tenho 'ue buscar os documentos 'ue tu pediu. .. <essias desligou o telefone e chamou seu aMudante. .TALES. 'ue veio buscar documentos para levar at) o mosteiro do %io de ^aneiro. . Eurisco atendeu a Treira. . 6(( .. Ta acabando com as balas do baleiro... S4 vou atendO.. pois tenho coisas mais urgentes para vos mice a'ui. Estou te esperando vocO na minha sala hoMe antes do almoço.."o posso chefe... .."o estou para ningu)m apenas para o <arcos.

:Nota da !oda-se a moral e os bons costumes ? KoMe tive uma discuss"o com uma pessoa 'ue n"o gostou do 'ue escrevi em um carta$.... <arcos entrou.ede para ele entrar. ? disse Linicius o aMudante. <arcos chegou. . 6(1 .. A 'ue foi patr"oC 8ual a broncaC ? <arcos sentou em um sof@ vermelho e negro.atal.. .. . LocO vai ter 'ue ir at) . WeiMos no anus> . .. n"o analisou todo o conteNdo. . Lou precisar de grana para as despesas e n"o me venha com merreca.. %esolver alguns problemas e levar esses documentos urgentes para mim.. Apenas se prendeu em um minNsculo detalhe. ce da Nltima viagem #e fi$ pro patr"o passei o maior perengue. no telefone interno..

.ara comer.atal.? o r@dio era todo ouvido.TALES. :Nota da !ilha da putoesia ? Acabo de rabiscar mais uma p)rola em centelhas para apreciadores de farpas> . fui salva por outra moeda. 6( .. S4 tivemos uma parada.atal estava empolvorosa.a no Atl]ntico sul2.essoas diferentes do ambiente da cidade. 8uase fui entregue na compra de um prato pronto. <arcos recebeu todas as informaçDes. . documentos e grana para despesas. L@ estava eu Munto com outras moedas indo para . 1Avi4es da 0or8a a2rea brasileira inicia( (iss4es regulares de busca e patrul..

. Jm suco de manga. forno a lenta. As pessoas saiam de suas casas.A primeira divis"o da L..>. Kuummm. . por favor.. B a guerra Geraldo.atal :%. latDes..... ? responde W@rbara limpando um copo de vidro. Guerra9 .. . 6(& .flor.. A 'ue est@ acontecendo W@rbaraC ? pergunta M@ sabendo da resposta.. ) a guerra. Iona. . Guerra meu senhor.rodutora da pinga TrOs farpas.flor.. <arcos vinha vindo pela rua e entrou no War do WeiMa.. para ver o 'ue estava acontecendo. .rodu$ida no fundo do 'uintal de sua casa.. . Ser@ #e eles n"o sabem #e n4s somos de pa$C ? disse.. A 'ue ta acontecendo cumpadiC . . ? ficou em silOncio. dos pe'uenos com)rcios 'ue e=istiam.. ? di$ e encosta. . W@rbara. War do WeiMa.+& chega a .se ao balc"o.

Alhou para W@rbara e disse 1A beiMa. Alhou e respondeu: . W@rbara fechou mais cedo para encontrar com <arcos. W@rbara estranhou. alface e uma fatia de tofu. Era a senha. Q noite. .agou. <as logo o subconsciente enviou ao consciente a lembrança. Tui parar na m"o direita de W@rbara 'ue logo me dei=ou no cai=a do bar. .. As flores foram arrancadas.. Enfiou a m"o 6(/ ... <arcos tomou um pouco de suco e pediu um p"o com tomate. L@ fi'uei at) o cerrar as portas do bar. Eaptou a mensagem. <arcos escutou.arou e continuou a caminhar.flor n"o mais beiMara flor nenhuma9 Sabe por#eC As flores foram arrancadas para servir de adereços ao tNmulo da humanidade2 e foi saindo.TALES. Iepois pediu mais um suco de manga.

W@rbara M@ n"o lembra mais. As duas estavam em lugares separados. Eom suas angustias. W@rbara pediu mais uma cerveMa. Eada um com sua solid"o. Iois dias depois. A bar man trou=e e levou a garrafa va$ia. S4 estava esperando a senha. Iesceu do Xnibus e caminhou at) um bar onde pediu uma cerveMa e dois copos. Jm terr@'ueo de chap)u e uma bengala. . 8uando foi pegar o outro copo va$io. e isso aconteceu hoMe de manh". deseMos e alguma coisa em comum. <arcos 6(0 . Tomavam cerveMa.me Munto com outras moedas nos colocando numa bolsa e caminhou at) o local onde M@ estava marcado h@ muito tempo. W@rbara disse 'ue dei=asse o copo no seu lugar.direita no cai=a do bar. Ela e mais duas. Eaminhou at) a rua debai=o e pegou o Xnibus.o bar. Ealça boca de sino. 8uin$e minutos depois. War da Tlor. Sapato de palhaço pe'ueno. Ticou tomando so$inha. pegou. apenas trOs pessoas. A outra terr@'uea vestida de gato negro.

. pra$er. A meu ) Andr). foi o 'ue disse a W@rbara.. . <eu nome ) Gilda. aparece cansado de tanto andar... ? fui parar l@ embai=o. 6(5 . ? disse <arcos. 'uando ela perguntou por'ue estava suado e com a respiraç"o ofegante. ..egar os 'ue est"o comigo..ra$er ) todo meu.. ? <e perdi. Gilda vocO sabe o 'ue fa$er com os documentosC ? disse <arcos testando W@rbara... ? respirando ofegantemente. . .TALES.. ... Sei.. ? disse W@rbara estendendo a m"o direita. A'ui est"o os documentos. Warbara ri. As dois riem. levar at) o pr4=imo local e entregar a um tal de <arcos. .. . . Eara foi foda para encontrar esse local.

W@rbara pegou os documentos e guardou em sua bolsa. Wob entrou no bar logo em seguida e pediu uma cerveMa. Eaminhou at) o telefone. As dois tomaram a cerveMa sem muita oralidade. Warnab) desligou o telefone e foi atender Wob.oucas palavras. #e 6(6 . Iespediram. Encheu o copo de cerveMa 'ue estava va$io e serviu a <arcos. W@rbara pagou. :Nota da devassa regada a pingo de vela nas costas e vinho pelo corpo ? Jm salve a intifada d=s guerreir=s palestin=s> Ti'uei na m"o direita de Warnab) 'ue ficou olhando eles sa3rem. . encostado no balc"o pensativamente. o cheiro ficou vagando pelo vento.se na calçada com um aperto de m"o forte e troca de olhares. recebeu seu troco e ambos sair"o do bar.

^ogador de futebol. Eolocou o dinheiro 'ue tinha recebido. Toi at) o cai=a onde l@ estava eu e mais algumas moedas. ^ogador de dama. <asturba. no bolso de Wob. Toca violino nas noites de angustia pra$er solid"o. Warnab) pegou o dinheiro de Wob.. :Nota da quarta-!eira no decI Estilhaços de Wdio me dE orgasmo ? KoMe tive a descoberta de 'ue o vi$inho ) meu melhor inimigo> L@ estava eu.se 'uase toda 6(+ . tomou rapidamente sua cerveMa.TALES. Soldado.. 'ue me pegou e saiu. Estava com um semblante cansado. fe$ a conta de 'uanto tinha 'ue devolver para o humano e me entregou de troco a Wob. pagou e saiu.

c)$ia. perdi novamente. c)$ia. pois sua fama era colecionar cuecas dos garotos 'ue se relacionava. .. c)$ia. Truco.. Ie Wob fui parar nas m"os de uma guerreira. Ehega9 ? disse c)$ia.. Iomestica e prostituta.. . . <enina de de$oito anos.se. paga eu9 ? disse Wob rindo. ..se=ta. Truuuuucoooo9 ? batendo na mesa com a m"o es'uerda e levantou. pelas ruas de .. Iiretora. . at) ser entregue a outro soldado na perda de um Mogo de baralho.orra. Eom c)$ia fi'uei por cinco dias. . 1Lugar estranho2 ? pensava Wob. observando a cidade..atal. %espirou fundo sentindo o cheiro do ambiente.. Atri$."o 'uer uma trepadinhaC ? me=eu as sobrancelhas. 6(* . Ela cantava literalmente os garotos 'ue lhe interessava. Gostava de transar com garotos de 'uator$e 'uin$e anos. <uitos tinham medo dela. Eaminhava indianamente ao lado de outros soldados.

. Eo$inheiro. .roblemas da vida ca4tica cotidiana> <"os caleMadas de tanto descascar batatas e outros legumes.. passa a grana pra c@ cumpadi9 As dois gargalharam e começaram a transar em cima da mesa.as m"os de Acracia 'ue logo rapidamente me lançou nas m"os de seu irm"o. Soldador..TALES.pongue. . Komero. :Nota da )islexo no decI ? Tive 'ue adiar o meu role para o nordeste. . Eom ele fui parar na troca de um revolver trinta e oito."o. Acampamento dos soldados. onde Lampi"o me aguarda. para 'ue este 61( . Soldado.. <otorista e Mogador de pingue. .

L@ estava eu. Logo fui parar na m"o direita de Gabriela. indo parar no bolso da calça de um adolescente chamado Lui$. Eom Gabriela fui parar na m"o es'uerda de sua m"e.egou a grana e 611 . onde ela Muntou com mais alguns pap)is moedas 'ue conseguiu vendendo drogas. e 'ue Qs ve$es escondido ia at) o arma$)m e roubava dinheiro do cai=a. Lavadeira. Tui descobrir depois 'ue era filho de Lictor. Seu irm"o me pegou e caminhou at) o arma$)m de Lictor %amire$. 'ue presenteou Lui$ com seus carinhos em troca de alguns trocados. Iom)stica.assei alguns dias no cai=a do arma$)m 'uando.comprasse um pote de doce de banana e um pacote de cigarros. Traficante. Aline. Eom ela fi'uei uns trOs dias. . onde me dei=ou na troca do 'ue foi buscar e saiu contente. em uma noite senti uma m"o bruscamente abrir o cai=a e pegar algumas moedas. . Lictor %amire$ me dei=ou no cai=a do arma$)m.

Woca rica no dec#.. Ale=.. Ta limpo9 . . Euidado. :Nota da )enuncia no decI . onde o mesmo fe$ um 1Mumbo2:16> para Aline.. . . 'uero 'ue me traga maconha e um pouco de fumo de corda. pois descobriu com seus contatos 'ue l@ estava a um preço melhor. pois com os rumores da guerra...... . descobri uma rota nova para chegar ao %io. Toi buscar drogas no %io de ^aneiro... Antem estava no barraco. entregou a Ale=. treinando capoeira 'uando uma vi$inha me chamou para di$er 'ue o prefeito da cidade estava no centro comunit@rio do 61 .TALES."o es'uenta. os 1cana dura2 ta fechando o cerco.

@gua numa garrafa. Ale= chegou ao seu barraco. 61& . um par de tOnis onde ganhou de um gringo 'ue trocou por drogas. uma blusa para se proteger do frio. nada da . uma camiseta. S4 sentia poucos. duas camisas. Esses patifarias s4 aparecem na 'uebrada 'uando a eleiç"o se apro=ima. um pe'ueno mapa feito por outro 1Mumbo2 'ue descobriu esse novo caminho.i#e disse. pegou uma mochila e colocou uma calça. uma escova e pasta dental. Eaminho este #e tinha nem uma id)ia sobre. <ais uma ve$ para enganar o povo. um canivete. B foda9 .bairro.referi ficar com Woca %ica> f noite nos presenteou com uma lua cheia e odores em 'ue o vento presenteava as narinas de tod=s =s terr@'ue=s. outra mochila para tra$er a mercadoria e alguns pacotes de bolachas para se alimentar no caminho.

. :Nota da dando uma pausa para levantar a bunda e soltar aquele peido gostoso ? Estou Q procura do Livro A pe'ueno pr3ncipe. Lamos vO> :Nota da !umando um baseado na noite de quinta ? descobri muitas coisas. Apenas 61/ . pois me disseram 'ue ) interessante. Jma delas ) a padroni$aç"o de um mundinho medicore de alguns seres #e se acham melhor #e outros por apenas uma doaç"o 'ual'uer. A escrita ela n"o tem fronteiras nem barreiras por isso assassine = policial #e e=iste em sua pessoa e rabis#e.. %abis#e na construç"o de sua hist4ria sem medo. As ve$es at) coisas minNsculas.TALES.

trilhas. Atravessamos um pe'ueno rio e um grande rio. ele a p). . Transar com a vida.escreva e pronto9 Erie e faça vocO mesm=9 R igual a a ou o significa #ebra de padrDes dentro da l3ngua portuguesa saca9C> L@ est@vamos n4s. Eaminhamos por pe'uenas florestas. Trios. Ioido pra chegar ao barraco e pintar o assassinato dos de cima. Eaminh@vamos at) a rodovi@ria onde Ale= e eu pegamos o Xnibus at) ^ui$ de Tora <inas Gerais. Weber @gua e sentir o cheiro da realidade. A cara tava muito 1loco2 TKE perambulava pelo seu c)rebro.assamos uma noite no meio 610 . eu no bolso dele..a travessia do grande rio Ale= 'uase perdeu sua mochila ao atravessar. . e de l@ botou o p) na estrada. <ergulhar no velho %ibeir"o Waguaçu.. ruas.

TALES...

da floresta. Jma pe'uena fogueira para espantar outros seres e es'uentar o ambiente. ... ;ossa... Esse mapa ta complicado. ? Ii$ Ale= observando o mapa e perdido nos desenhos do mesmo e nas desculpas de si mesmo. ... A 'ue vou fa$erC ;"o to entendendo nada desse mapa. Ale= resolveu dormir, pois precisava pensar para resolver sua vida na'uele momento. ;o dia seguinte, Ale= levantou. ,@ssaros M@ a caminho de suas vidas. Eomeu um pedaço de p"o. Apagou a fogueira Mogando terra por cima, pegou suas coisas e continuou a caminhar. Logo sa3mos da floresta e chegamos em um descampado onde s4 se via um mato rasteiro. Eapoeira. Eaminhamos.
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Eaminhamos. Encontrou um riacho e bebeu um pouco de @gua. Eomeu p"o e bolacha. Atravessamos uma cerca de arame. Longe avistamos um casebre. Ale= estava perdido. Jma pe'uena casa. 1Ser@ 'ue mora algu)m na'uele casaC2 ? pensou observando de longe ? 1Tomara, pois estou perdid"o2. Ale= resolveu ir at) l@ para pedir um pouco de @gua e comer um pouco, pois estava um dia sem comer, devido Qs bolachas terem acabo Munto com sua @gua do cantil. ... ce merda, esse mapa n"o adiantou nada, s4 fe$ perder.me. . Apro=imou.se da porteira da casa. ... Ah di casa ? gritou Munto Q porteira. ... Ah di caaaaaaaaaaaaasa9 ? gritou mais alto e bateu palmas. Esperou um pouco. ... ,orra, n"o tem ningu)m nesse barraco ? disse a si mesmo. ... Ah di caaaaaaaasa.. gritou mais uma ve$.
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TALES...

Esperou. Apareceu uma menina de uns de$essete anos na sacada, vestida de noiva, Toda de branco. Ale= abriu a porteira e se apro=imou. A menina perguntou o 'ue ele deseMava. . vendo.o caminhar at) onde ela estava. Ele respondeu 'ue necessitava de @gua e um pouco de comida. A menina ficou em silOncio e depois disse: ... L@ embora9 ... Senhorita um pouco de @gua, por favor. ? se apro=imou da menina abai=o da escadaria. A menina entrou e voltou com uma moringa e um copo de alum3nio. Ale= subiu uma pe'uena escada de madeira velha e se apro=imou da menina. A menina serviu.lhe enchendo o copo de @gua. Ele bebeu lentamente com os olhos observando a menina.
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... <aisC ? perguntou a menina. ... Sim . respondeu Ale=. Tomou mais um copo. ... Eomida eu n"o tenho no momento, mas posso te arrumar uns p"es. ... Esta 4timo9 ? disse Ale=, com a boca doida para mascarZmorder algo e mandar para o bucho, 'ue n"o via e nem sentia nada h@ dias. A menina n"o e=pressou nem um gesto facial, apenas virou.se e caminhou at) a porta. Abriu e caminhou at) a co$inha. A porta ficou aberta para os olhos de Ale=. A menina pegou os p"es. Iois. Jm cortou um em fatias, 'ue no total, cinco fatias. Saiu com os dois p"es feito em casa num prato antigo embrulhado num pedaço de pano, bordado a m"o. Ale= agradeceu e M@ pegou dois pedaços para comer. Jm na m"o direita fa$endo o contato com a boca. ;a m"o es'uerda outra fatia a espera do contato.
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... To vendo 'ue vocO esta com fome mesmo. . disse a menina. ... Jmmrru ? disse Ale= com a boca cheia. ... Ealma, se n"o vai engasgar. Senta um pouco. ? disse a menina. Ale= sentou num degrau da escadaria. <adeira antiga. A menina em p) s4 observando com seu vestido de noiva branco. Iescalça a cabelos presos. A silOncio humano presente o n"o humano ausente. L@rios terr@'ueos a observar a cena. Ale= depois de ter comido um p"o inteiro, pediu mais um pouco de @gua. A menina serviu.o. ... A 'ue o moço ta fa$endo por esses lugaresC ... Lou para o %io de ^aneiro.
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... Euidado, tem uma onça rondando pelas redonde$as. ... Jma onça9 ? Ale= admirado. ,arou at) de comer ? A 'ue vou fa$er se deparar com elaC ? pensou. ;o c)rebro a imagem da cena. Ale= ficou parado pensando e mastigando. A menina 'uieta no seu canto. Era tarde, a noite estava para se apresentar no grande espet@culo da vida. Ele estava perdido. ... Acho melhor vocO passar a noite por a'ui. ? disse a menina sem meias palavras. Ale= pensativamente. %espirou fundo. %efletiu sobre sua situaç"o. Eomeu mais um pedaço de p"o. Alhou para a casa da menina, tentou observar cada detalhe 'ue seus olhos pudessem captar e enviar ao c)rebro. Alhou para a floresta. ,ensou e disse: ... ,osso realmente passar a noite a'uiC ... ,ode, mas l@ no galp"o nos fundos da casa.
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... ,ara mim tudo bem senhorita. ... Ent"o me siga. Ale= levantou, pegou o p"o 'ue sobrou, suas coisas e seguiu a menina. Ambos deram a volta pela casa, Q menina na frente. Ale= observando seu andar. ,)s encardidos. Abservou um nNmero tatuado na batata da perna da menina. /. Abservou a casa e algumas ferramentas agr3colas 'ue estavam encostadas no galp"o, um p) de abiu e pitanga, debai=o do p) de pitanga uma cadeira. Ehegaram ao port"o do galp"o. A menina abriu uma pe'uena porta 'ue ficava acoplada a um port"o grande. Abriu a pe'uena porta, entrou e destrancou o port"o pelo lado de dentro, saiu e fechou a pe'uena porta e disse abrindo o port"o devagar: ... Tem um pe'ueno colch"o enrolado l@ no fundo e algumas cobertas velhas.
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A galp"o estava numa escurid"o 'ue foi se dissipado com a abertura do port"o. A cheiro de mofo chegou at) as narinas de Ale=. Galp"o grande feito de madeiras. ... Iei=e aberto um pouco para sair o cheiro. ... Tudo bem ? respondeu Ale=. ... Ah... Lou buscar para vocO uma lamparina, pois Q noite ) escura no galp"o e cuidado com os morcegos. ? disse a menina. Ale= rapidamente olhou para o alto. Teto alto de madeira antiga onde uma casa de cupim residia h@ algum tempo, algumas ferramentas agr3colas penduradas, um arreio para e'Uino tamb)m pendurado no teto. Eordas. Ale= entrou e se arrumou no galp"o. A menina voltou para sua casa, mas antes, disse 'ue em momento algum sa3sse do galp"o, at) o dia amanhecer. Ale= respondeu 'ue tudo bem, mas 'ue n"o entendeu nada no momento. Ticou matutando o por'ue:C> Ehegou Q
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TALES...

conclus"o 'ue era a onça. A menina levou.lhe um prato de comida, 'uase escurecendo o dia. ... Eomo M@ disse n"o saia a n"o abra a porta Q noite. ... Tudo bem. Ale= fe$ como a menina lhe ensinou. Wotou a tranca na porta. ,egou o prato e colocou num canto para comer depois. A prato estava coberto com um pano de prato bordado o nNmero cinco. A noite se apro=imou e com a noite, o vento e com o vento, a 'uebra do silOncio. Warulhos e alguns gritos. Ale= ficou apavorado. 8ueria saber o 'ue estava acontecendo. ,essoas recitando poesias, viol"o... ;"o se atrevia a sair do galp"o. Gritos, cavalos em disparadas, uma criança conversando, gargalhadas e gritos. Em volta do galp"o sentia algu)m
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passando correndo e arranhando as paredes do lado de fora com um pedaço de madeira. Ale= escondeu a cabeça debai=o de uma coberta rasgada, 'ue encontrou e acabou dormindo, pois estava muito cansado. ;o dia seguinte o sol lhe presenteou com v@rios carinhos solares 'ue passavam pelas frestas da parede do galp"o, 'ue era toda em madeira. Ale= acordou feli$ por estar vivo. Ticou em duvida com o ocorrido Q noite. Levantou e abriu o port"o. A sol invadiu o ambiente. ,ensou 'ue foi um sonho o ocorrido Q noite, at) perguntou a menina. Ticou alongando o corpo na entrada do galp"o, sentindo o sol e pensando. Liu a menina caminhando em sua direç"o, toda de preto num vestido de casamento. Ela vinha tra$endo at) ele uma caneca de caf) e um pedaço de p"o. Ale= estranhou por vO.la vestida de noiva pela segunda ve$ e at) pensou 1Eada maluco com sua vida2.
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TALES...

... LocO escutou o 'ue aconteceu Q noite ou foi eu 'ue tive um pesadeloC ... ;"o, vocO n"o teve um pesadelo, foi real. ,or isso 'ue disse a vocO para n"o sair Q noite. ... Eu pensei 'ue vocO tivesse falando da onça. ... Tamb)m9 ... LocO n"o ficou com medoC ? perguntou Ale=. ... ^@ me acostumei com isso. Toma o caf) se n"o vai esfriar. ... Grato. ... LocO vive a'ui so$inhaC ... ;"o. <eu pai saiu para caçar. fs ve$es demora dias. Ale= tomou o caf) com um pedaço de p"o 'uentinho. Estava delicioso. Estava doido para sair fora, ir embora. Es'uecer
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tudo a'uilo e voltar ao seu caminho, pois estava atrasado. ... A 'ue esta acontecendo comigoC Estou sentindo uma sonolOncia. ... ;"o ) nada. ? disse a menina. Ale= caiu no ch"o, derrubando o caf) e o p"o. Toi acordar dentro da casa da menina, amarrado em sua cama, nu. ;oite. Eercado por velas acessa. ... A 'ue est@ acontecendoC ? Alhava por todo o 'uarto e s4 via velas acessa e um desenho estranho para ele, no teto. ... ,or'ue estou amarraaaaaaaadoooooC ? gritava ? <e soltem9 Tirem.me da'ui. <enina9 Ale= ficou gritando e tentando se soltar. Ticou mais ou menos umas duas horas. Eansado e ainda sonolento parou. ... A 'ue ta acontecendoC A #e esta acontecendoC ? perguntou Ale=. A silOncio foi 'uebrado com o ranger da porta de madeira se abrindo. Ale= com os olhos estatelados viu a
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TALES...

menina entrar com um vestido todo vermelho de noiva. ;a m"o direita um c@lice dourado, na es'uerda uma faca de trOs gumes. ;i'uelada, brilhando. Eaptando alguns refle=os. ... A 'ue ta acontecendo meninaC ? disse Ale= cansado. ... Eale a sua boca. ... Socoooooorro9 Socoooooooorroooooo9 Sooooocorrrooo? gritou Ale=. ... <elhor guardar a energia para depois, pois ningu)m vai te escutar. ... <e solta dei=a.me sair, por favor. Ale= tentou se soltar e nada. Seu pensamento longe. Tentando encontrar algu)m para se conectar telepaticamente, mais n"o conseguiu. ... ;"o me mate, por favor9
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A menina se apro=imou dele e derramou sobre seu corpo um li'uido vermelho. ,ara Ale= era sangue. Iepois subiu na cama e ficou em p) sobre Ale=, com as pernas abertas e o corpo de Ale= no meio, na hori$ontal, Ale= olhou e viu 'ue ela estava nua, por bai=o do vestido de noiva vermelho. Sua vagina estava rapadinha. Seu pOnis lentamente começou a ficar e=citado. Ale= n"o 'ueria, mas n"o teve controle. A menina agachou e passou a m"o em seu pOnis 'ue acabou de endurecer rapidamente. Ierramou um pouco mais do li'uido. A menina foi descendo lentamente e passava a vagina no pOnis de Ale=. Earne com carne. Lagina a pOnis. Jm sentido o cheiro do outro, como se estivesse fa$endo caricias e levantava novamente. ,assou a vagina nos peitos e nas pernas de Ale=. Esfregava a vagina no pOnis de Ale= 'ue estava gostando. Abai=ava e esfregava a vagina novamente. Ale= 'ueria penetr@.la. A menina pegou uma
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TALES...

vela e pingou no pOnis de Ale= 'ue gritou de dor, ela rapidamente comeu o pOnis de Ale= com sua vagina. ... Ta gostando n)C9 ? disse a menina rebolando. ? Ta gostandoC ... <e tire da'ui, por favor. Esfregava a vagina. Ale= 'uieto. ... Ta gostandoC Ale= n"o respondia. ? Sua e=citaç"o era maior. A menina abai=ou novamente e dei=ou Ale= penetr@.la mais um pouco. Ticou rebolando. Ale= gemia. Ela tirava. Ale= ficava doido, 'ueria penetr@.la, go$ar. Ticaram assim por algum tempo. At) 'ue a menina resolveu ser penetrada por completo. Ela abai=ou lentamente e começou a esfregar a vagina na cabeça do pOnis de Ale= e rapidamente se soltou, dei=ou o pOnis de Ale= entrar todo na sua
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vagina. Ela urrava e gritava palavras descone=as para Ale=. %ebolando. Jrrava e gritava. 8uando ela sentiu 'ue ia go$ar e 'ue Ale= estava go$ando tamb)m. ... Lai go$a, go$a, 'ue eu vou go$ar. ? gritou a menina. ... Go$a seu puto, go$a9 Ahhhhh9 ... Ai ai vou go$aaaaaaaaaarrrrrr9 8uando ela sentiu 'ue os dois estavam go$ando, ela pegou a faca e cortou a garganta de Ale= 'ue sem perceber go$ava e morria ao mesmo tempo. :Nota da nova leitora e o novo leitor – )eadmocracR no decI ? &A*"AN,AG &#%A# U* N / 7N /A +E%$ #7+E%$ #A5 +eitora7leitor que usa todos os sentidos para com o livro5 A intenç"o desses rabiscos e de outros 'ue surgiram no decorrer da vida dessa rabiscadora, ) criar um vinculo,
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uma nova maneira de ler. Iescobrir a si mesm=. Iescobrir uma nova leitora, um novo leitor. Sabemos 'ue e=iste o maldito direitos autorais, 'ue nada mais serve do 'ue enri'uecer algumas poucas pessoas. Ent"o, vocO leitorZleitora n"o preferiria apoiar os rabiscadores ou as rabiscadoras sem 'ue e=istisse uma pessoa 'ue fica nesse meio, apenas atravessando e atrasando ladoC A atravessadora ou atravessador 'ue n"o est"o nem um pouco preocupado com vocOsC Apenas visando o lucro a 'ual'uer preço. ;em contribui para 'ue a informaç"o seMa sociali$ada para tod=s e os autores a autoras ap4iam isso sem nem 'uestionar. %abiscadores e rabiscadoras unam.se a n4s. ,ois faremos livros a preço interessante para tod=s, constando
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na capa o preço do mesmo e com as palavras 1se encontrar por mais, roube.o> A comodidade de poder pegar um livro na estante de um com)rcio 'ue apenas est@ preocupado com o lucro, ao inv)s da cultura da sociabilidade da informaç"o saca9C Al)m do preço alto pelo livro 'ue vai pagar nessas fabricas cifrDes. A 'ue acha de al)m do livro ganhar presentes liter@rios, feito pel= pr4pri= rabiscador ou rabiscadoraC Se liga9 <uitos reclamam de mudanças. <as M@ parou para pensar, 'ue se vocO 'uer mudança, tem 'ue ser a mudança. Tem 'ue começar por vocO. Fsso 'ue essa rabiscadora ta fa$endo ) mudança. LocO pega o livro diretamente com a rabiscadora ou rabiscador, a um preço mais em conta e aMuda outros proMetos, cria um vinculo mais estreito com = 1obreir=2. ,ense nisso9 SeMa a mudança9
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,ois a arte de ler ) algo mais 'ue simples letras 'ue formam palavras va$ias. Eom uma nova mudança na arte da leitura vocO vai mudar a maneira de ler. Lai descobrir algo mais. Lai ter mais calma, vai 'uebrar um pouco a rotina do dia.a.dia. A vida ) um estalar de dedos. ,ense nisso9 Lai ter orgasmo al)m do f3sico, vai ter o pra$er de conhecer = carteir=. Lai descobrir a ansiedade de esperar um livro para desfrut@.lo. Lai ganhar uma surpresa do rabiscador ou rabiscadora. Lai ganhar um presente 'ue Mamais vai imaginar, para aguçar os outros sentidos. Artesanalmente. Eheiro de criatividade. Eoisa 'uase e=tinta no momento. Lai ter os outros sentidos vivos. Lai aMudar a 'uebrar as fronteiras da literatura padroni$ada e a mesmice. Lai mandar um foda.se ao medo de n"o
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ousar. Lai participar de uma nova maneira de ver a antiliteratura. Lai ganhar com o respeito d= rabiscador:a>, vai aMudar a criar uma nova criatividade, vai aMudar a criar novos leitores, novas leitoras, vai aMudar a acreditar 'ue as mudanças começam por n4s mesmos. Eomo M@ disse: vai dar uma aMuda ao rabiscador ou a rabiscadora para ter os sentidos aguçados com o pra$er da pr4=ima cria. As direitos autorais v"o a merda com a descarga e criamos novos leitores, novas leitoras 'ue pensam e 'uerem mudanças. Lai aMudar a diminuir o preço 'ue se paga por um livro 'ue ) caro. Lai dar apoio a outros proMetos. Lai realmente apoiar a arte de rabiscar. Se, caso n"o gostou. ;"o 'uer mudança. Ent"o Mogue esse livro no lugar 'ue vocO mais odeia ou Mogue na cai=a de correios de 'uem vocO odeia. <as garanto 'ue se vocO comprar o livro diretamente com a rabiscadora ou com o
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WeiMos na mudança 'ue começa agora. uma ve$ por mOs. A vida ) movimento.com> .TALES. garanto9. <udança boa. pois a'uele 'ue n"o constr4i a sua hist4ria vai apenas servir de comidas para os vermes 'ue n"o se sensibili$ar"o. A Nnica lei fi=a no universo ) o movimento>.ota da mais um dia ? contato: dada$daSakhotmail.. at) ser entregue a um velhinho 'ue passava por l@. :. para entregar as encomendas a Iandara.as m"os de Iandara permaneci por um mOs. 'ue a literatura vai agradecer e vocO far@ parte da historia. 6&5 .. rabiscador vai estar criando um vinculo forte.

A velhinho se despediu de Iandara e seguiu viagem com seu cavalo. Senhorita Iandara ? gritou o velhinho se apro=imando da escadaria da sacada..... . . . %esolver alguns problemas. Lamo Iuda caminha. Leio n"o #) entrarC ... pois tenho 'ue ficar no %io de ^aneiro um tempo maior. . . A menina abre a porta vestida de preto e observa o velhinho se apro=imar. A veio n"o 'uer entrar para tomar um caf)C . to precisando de farinha e arro$. 6&6 . ? respondeu a menina pegando sua encomenda.. . a'ui ta bom. Lestida de noiva. Tica pra pr4=ima. Tudo bem veio....... Lou demorar mais do 'ue o combinado.. A'ui est@ a encomenda menina... Leio. Iandara me passou Munto com outras moedas para m"o direita do velhinho.. Grato veio.. ..ode entrar veio."o menina. ... .

.> Eheguei Q cidade do %io de ^aneiro atrav)s das m"os macias de 6&+ . :Nota da tentando conseguir se tornar vegan . como o gralhar dos corvos dilacerando minha carcaçaY Ao inv)s da vo$ humana.TALES. e 'ue n"o morreu por'ue ela se apai=onou por ele. .. ecoando nos meus t3mpanos.. 'ue ) onipresente onisciente e onipotente. Kumanos tentando me convencer 'ue ) bom.refiro ouvir o canto dos p@ssaros. Iescobri depois 'ue o velho era amante da menina.refiro o silOncio fNnebre das pedras A intifada meu amor libidinoso declaro.

'uando no meio da estrada de terra. Ela vinha da cidade de Teres4polis.Liviane. <ato. achou estranho. 'uando viu 'ue era um velho.lo. Seus olhos captaram algo no ch"o. Eaminhou lentamente at) se apro=imar melhor. 'ue me colocou em seu bolso. Apro=imou. pois o cavalo estava selado. Larias plantas cresceram na estrada. Estava a caminho da cidade para morar com sua namorada.ara e observa.se mais e tocou o 6&* . apenas os n"o humanos circulam por l@ e alguns terr@'ue=s montado em e'Uinos. Eurtia o ambiente. . Tloresta pe'uena dos dois lados da estrada. Jma pessoa ca3da. Avistou de longe um cavalo parado. pronto para mont@. Abserva o ambiente. Essas estradas 'ue n"o passam ningu)m h@ anos. Toi se apro=imando lentamente.@ssaros fa$em a sinfonia. . Ela me pegou no caminho indo para cidade do %io de ^aneiro a p). Seus sentidos se armam. Jma bala de hortel" me acompanhava e outras moedas. drvores.

Ieu algumas batidas fortes no lado do coraç"o.ada. 1Ta morto2 disse a si mesma..TALES. velho com o p) es'uerdo.ada. Alhou para o cavalo. . Liviane ficou contente.. . at) olhou para os lados. 1E agora9C2 pensou. Tocou novamente dando um chute de leve na bunda do velho. . Ela fe$ a Nltima tentativa e deu uma chacoalhada no corpo do velho com mais força.ada. .ada. nada. Te$ respiraç"o boca a boca. Liviane pegou tudo 'ue lhe pareceu 6/( . Abservou o ambiente. . Liviane resolve ver o 'ue o velho carregava. <e=endo e reme=endo descobriu v@rias coisas. . . para ver se n"o via ningu)m.ada do velho se me=er. Agachou e sacudiu o velho. Jma delas foi o dinheiro onde l@ estava eu. Apenas o cavalo 'ue lhe observava.ada.ada do velho se me=er. 8ue a observava. Alhou sua respiraç"o.

ensou e agiu.. ? . Iei=ou.interessante e ao sair deu uma olhada para o cavalo. Liviane se apro=imou do cavalo #e a seguiu com os olhos. Jma casa de trOs cXmodos. parou. 'ue permanecia ali 'uieto.. calma9 . Ealma. um 'uarto e um banheiro. Ias m"os de Liviane cai nas m"os de Elis %egina na troca de aluguel... olhou e saiu caminhando lentamente. Lai..ada do cavalo se me=er. . . Areio etc. A cavalo deu um trote. Ealma9 ? tocando no pescoço do cavalo. .. pois 'uando o bondinho passou cai e o barulho atrapalhou a percepç"o da mesma. Liviane deu um tapa na bunda do cavalo.a m"o direita de Elis %egina fui parar no ch"o. vaaaai. Ela nem percebeu. Jma co$inha sala. . Eai do bolso de Elis 'ue estava furado.. Eai e 6/1 . disse tirando algumas coisas 'ue prendiam o cavalo.. tu ta livre.o como veio ao mundo e disse: .

. Se morar ) um lu=o o#upar ) um direito>.los. 6/ . Ti'uei perto dos trilhos.. dei=ou o bondinho passar e continuou a caminhar.. Jma bicicleta e um pouco de arro$. rolei um metro e 'uin$e cent3metros mais ou menos. Iivida contra3da h@ alguns dias atr@s. Ela estava indo para casa de seus irm"os pag@. Elis sem perceber o 'ue estava acontecendo.se a especulaç"o imobili@ria 'ue s4 atrasa lado.TALES. :Nota da N5&5&5@$urquia) ? Ts com um espet@culo onde vamos apresentar as pessoas do local n"o podem ter pudores.. :Nota da ocupa ? Trag)dia social no dec# ? Toda.

posso saberC . Tui parar na m"o direita de Lia. Eomo fui parar nas m"os deleC Simplesmente me pegou de troco na compra de vinhos para sua adega.. . Ti'uei at) uma semana. ."o te interessa9 Iepois te pago.. ... Fnerte na mesinha do seu 'uarto. pois a banda pira. sentindo o 6/& . conspira a transpira9> .ara #e. Trepa com os poros a todos os sentidos. Toma. 'uando est@ se deliciava nua. Eientista.as m"os de %oberto. . Ela tinha me recebido de Lia 'ue gosta de sentar na 1pica2:+*> de seu namorado 'uando eles viaMavam de trem. ? Lia entregou. ..es'uisador...isso ou a'uilo.. Ande se apro=imou Earla e me dei=ou na compra de uma pi$$a vegetariana.me para Earla. . Lia to precisando de (( r)is. Totografo. <an3aca se=ual di$ia ela.

Estava vendendo na'uele dia.edreiro. . Toma. Trabalhador no tr@fico. 'ue se entrelaça no Pnus de Aet. 'ue de ve$ en'uanto se lambu$a no esperma de El@udio. . Eom Eido fi'uei apenas dois dias.TALES. .me na boca de fumo onde Eido me dei=ou. Laleu amor9 Laleu mesmo9 ? disse Lia sorridente. Earpinteiro.. Ele me trocou por uma informaç"o sobre centrais de r@dio no %io de ^aneiro. .. Ambr4sio pegou. Amante de Tlor.amorado de Lia. Komosse=ual assumido.. ^ogador de tOnis de mesa a =adre$. Waterista.olicia secreta. to'ue sutil de seu namorado 'ue a presenteou para comprar o 'ue 'uisesse. 6// . Artista pl@stico. Eompra o 'ue tu 'uiseres. ao 'ual estava sendo investigado h@ muito tempo por Trancisco.. .. Aet. Ambr4sio..

chuvas. mais uma cai=a de f4sforos com palitos para 'ueimar.erto dos trilhos do bondinho. pois estamos dei=ando para el=s apenas migalhas do mundo lindo #e ) o planeta Terra. . :Nota da ao som de -Hndrome do >dio split com &adEver do ser supremo ? A pr4=ima geraç"o vai nos odiar. Eom essa informaç"o descobriu as centrais de r@dio. bem como as posiçDes dos navios em rota de abastecimento para o .Iono de uma pe'uena empresa de guarda. Tamb)m pegou uma cartela de cigarros. e tinham a funç"o de reportar o 'ue estava acontecendo. mas infeli$mente estamos consumindo literalmente> 6/0 . Trancisco me encontrou ca3da no ch"o. Iepois s4 sei 'ue %oberto me pegou na mesinha do seu 'uarto e saiu. Elas estavam e'uipadas com modernos e'uipamentos alem"es.orte da dfrica.

Androgin=s. cheguei at) essa ilha lind3ssima e habitada por v@rios seres n"o.me ca3da so$inha numa rua de paralelep3pedos.feira.oivas de preto. Eaio me 6/5 . Lampiros.TALES.. Ealor. Estava ca3da num v"o 'ue separa duas pedras grandes. Eheguei Munto a um soldado do destacamento do e=)rcito 'ue foi instalado na ilha.em te conto. pessoas. .as m"os. Eaio me teve numa noite de 'uinta. Estava caminhando pelas ruas.human=s a pouc=s human=s. Ler"o. Engenheiro. Tocador de flauta. Saiu para ver a noite e fumar um baseado.oronha. Achou. ou melhor. Soldado.ombas da noite. . Ternando de . no bolso de Eaio.. Eontador de hist4rias. . . Algumas pessoas na noite.

A'ui ta o dinheiro do refrigerante. 'ue entrou em conflito com a m"o direita do dono do bar 'ue viu a m"o da pe'uena menina se apro=imando de mim e largou o 'ue estava fa$endo. Ele rapidamente tomou o refrigerante. Lavava os copos.. Ti'uei no balc"o ao lado da garrafa de refrigerante va$ia. me pegou do bolso e me dei=ou no balc"o e disse: .. estava esperando o Xnibus. %oberto estava tomando um refrigerante no bar do Sem bandeiras. at) ser tocada por uma pe'uena m"o. .arou rapidamente o 'ue estava fa$endo ao ver uma m"o pe'uena tentando pegar o dinheiro 'ue %oberto dei=ou. de uma menina de (+ anos.encontrou com a aMuda do refle=o da lu$ do poste. Ti'ue com o troco ? e saiu correndo.esse conflito onde as duas geraçDes se 6/6 . pois o Xnibus estava saindo. . 'uando o Xnibus se apro=imou do ponto.

la. Eu cai na calçada e rolei at) cair no meio da rua. onde um carro passou por cima de mim e me levou por uns trOs metros e me soltou. . Sumiu na multid"o. 6/+ .eeeeegaaa ladr"""oooooo ? gritou... S4 escutei o dono do bar gritando com a menina 'uando eu estava sendo levada pelo pneu do carro. A pneu do carro estava suMo de lama. encontraram.TALES. 'ue saiu at) a calçada para peg@. mas nada da menina. A menina ficou observando a moeda no momento em 'ue a moeda saiu do balc"o... . Eomo num espirro ou um estalar de dedo a menina saiu correndo para n"o ser pega pelo dono do bar.

yba co(andado por Raul 7rancisco Diegali pr9xi(o B il. A aparelho de r@dio estava na mesa do capit"o do destacamento.ou o navio. Eaio se apro=imou e cumprimentou o capit"o com uma continOncia e disse: .ca02+ cacau+ (a(ona e algodão2 ? disse a locutora da r@dio nacional 'ue fa$ia a cobertura do 'ue estava acontecendo na guerra. Ehamei soldado.a de %rinidad+ na costa da Vene*uela. 8uero 'ue vocO v@ at) os moradores da ilha e descubra como 6/* . A senhor me chamou capit"oC . 6 navio a vapor estava carregando. Lale conferir9> 1%orpedeado e a0undado o navio (ercante brasileiro Parna.cie e (etral... "orrera( sete tripulantes..:No decI "ara acabar de uma veC com o juHCo de deus ? peça radiofXnica de Antonin Artaud. Atingido por u( torpedo+ ap9s a evacua8ão o sub(arino veio B super0..

. . di boa... Sim senhor capit"o9 ? bateu continOncia e saiu. Ande tu vai EaioC ? perguntou outro soldado 'ue estava fumando um baseado na sua cama... Eaio caminhou at) o aloMamento onde estava hospedado e se preparou para ir at) os moradores. .. Ta a fim de irC .. Lou dar um role pela ilha.. se como civil. eles receber"o a noticia de 'ue estamos a'uiC . .me Munto com outras moedas e colou no bolso da camisa.ode ir soldado9 .. . 60( . Tirou a farda e vestiu.. ..TALES.. Euidado9 ? disse outro soldado. Sim senhor capit"o... .egou."o.

Jns batu'ues. Eaminhou em direç"o ao barulho.se da casa 'ue estava saindo os batu'ues e a cantoria.Techou a porta do aloMamento e saiu a caminhar. Tra$endo o cheiro do mar a da vida da'uele lugar. 'ue pediu aos olhos. 'ue captaram um pe'ueno aglomerado de lu$es e algumas casas simples. apro=imou. Eaio se apro=imou de uma Manela 'ue eram v@rias. Apro=imou..se. se.. pois seus t3mpanos captar"o um pe'ueno barulho 'ue vinha de longe. Ieu. Tambores e ataba'ues. Eaio lentamente caminha observando as bele$as da ilha. Logo foi se apro=imando algumas crianças. A vento presente a todo o momento.se e apro=imou. . Seus ouvidos mandaram a mensagem ao c)rebro.lhe vontade de participar. com a curiosidade de 601 . A 'ue ta acontecendoC ? perguntou. Ticou por ali na Manela observando as pessoas e curtindo a cantoria. onde pode observar os moradores numa dança e cantoria deliciosa.

A comunicaç"o era s4 com os olhos. 'uando ele sem perceber.lhe as costas. . As moradores arrumaram o sal"o com os olhos no estranho sem ele perceber. sem enrolar. Eaio s4 na observaç"o das pessoas recolhendo os instrumentos. e estou a'ui para conversar com algu)m sobre o 60 ..TALES. voltando a observ@..la. L@rias pessoas a sua volta.. Estava como se estivesse cercado. Eaio ficou por ali at) os batu'ues terminarem. Eu me chamo Eaio. Leva um susto...se para ver o 'ue esta acontecendo. uma m"o toca. Ele vira. Sou soldado do e=ercito 'ue se instalou na ilha. saber 'uem era o estranho. mas realmente gostou da cantoria. A 'ue o senhor 'uerC E 'uem ) o senhorC ? perguntou uma senhora velha de uns setenta e cinco anos. . Ieu atenç"o a elas..

. sentiu.. eu me chamo 8uit)ria. A velha e alguns moradores ficaram observando de longe. Eaio resolveu caminhar mais um pouco pela ilha. ... Eaio despediu. . . Eaio pra$er. Alhou para mar. Alhou e sentiu o cheiro da brisa 'ue vinha do mar..ensou na sua vida 60& . <as como n"o podemos fa$er nada. Sinceramente n"o gostamos nada do e=)rcito ter se instalado na ilha. Em seu pensamento. observar o ambiente.se e saiu caminhando lentamente. ce velha decidida ? disse a si mesmo. esperamos 'ue vocOs n"o atrapalhem a vida dos moradores da ilha e v"o simbora rapidamente.se sendo um morador da'uele belo lugar.se de um grande barranco onde l@ embai=o o mar tocava as pedras num vai e vem constante. %espirou fundo. Apro=imou. Lou relatar ao capit"o...'ue os moradores acham do e=ercito se instalarem na ilha.

Eom o pei=e fi'uei por um mOs e vinte dias perambulando pelo oceano. A tempo.assou a m"o em seu bolso. Jma onda me levou para o fundo. 'ue ficava 60/ . antes de se tornar soldado e depois gritou para escutar o eco de seu grito.. Jm pei=e grande me engoliu antes de cair no fundo. Gritou novamente. Liva as diferenças9> A vento. :Nota da no decI ? Ead@ver do ser supremo ao vivo em Tup".sp ? Liva a pluralidade. %espirou fundo. Tui caindo at) bater numa pedra e cair no mar.TALES. pegou a primeira moeda 'ue encontrou e Mogou no mar.. . Sentado de bai=o de uma grande @rvore.

5ira . A r@dio suavemente transmite a sonoridade de Araci de Almeida.num pe'ueno barranco a beira mar. Jm balde com @gua pela metade.rimeira Eru$. 'uando ) interrompida pelo locutor 'ue di$: 1Pri(eiro ata)ue a sub(arino ini(igo por avião da 7AB D7or8a A2rea Brasileira:. uma faca. um baseado.a pr9xi(o B costa onde o navio C(t. L@ estava Seb pescando. . Ao lado um aparelho de r@dio ligado com o volume bai=o. Jma mochila.avia sido torpedeado dias antes pelo sub(arino Barbarigo. !( B/EL "itc. p@ssaros voando e o 'ue sua mente lhe presentear. ser machucado e retirado de seu habitat natural. <aranh"o.ell operando na Base A2rea de 7ortale*a estava e( patrul. Fmagine como uma foto. trOs laranMas e trOs bananas.oras+ a tripula8ão do B/EL 600 . onde um pei=e pe'ueno residia forçosamente na'uele momento depois se ser enganado. As Ma-KK . Jm entardecer.

Ticou pensativamente at) 'ue se apro=imou novamente e abocanhou a isca inteira..ra( pr9xi(o ao sub(arino (as não o dani0icara(.adoras. co(andado pelos Capitães Parreiras Worta e 6scaldo Pa(plona encontrou u( sub(arino na tona+ )ue i(ediata(ente co(e8ou a atirar no B/EL co( (etral. A pei=e tentou fugir. o pei=e 'ue me carregava no estXmago se apro=imou do an$ol e deu uma beliscada e se afastou. fe$ movimentos para tirar o pei=e fora da @gua.2. Seb ao perceber 'ue tinha fisgado algo. L@ embai=o no mar.. A tripula8ão do B/EL lan8ou cargas de pro0undidade )ue ca. fe$ 605 . Co(o o Brasil era neutro+ as regras de co(bate s9 poderia( ser usadas se o ini(igo atacasse pri(eiro.TALES.

Seb demorou 'uin$e minutos para tirar o pei=e fora da @gua. estava de bom tamanho para ele.orra esse pei=e ) grande.lo. feito por ele mesmo e entrou.o e resolveu parar de pescar. uma mochila. Jma casa simples de pescador. o pei=e brigava a'ui em bai=o. Tirou o an$ol 'ue estava agarrado na boca do pei=e. sua fam3lia e talve$ um pedaço para sua vi$inha. pois como o pei=e era grande. T@ dif3cil9 Seb conseguiu tirar o pei=e do mar. . o aparelho de r@dio e Seb caminhando de volta a casa do mesmo. 606 . Seb observou.. .ai pegou um pei=e bem grand"oC . o pei=e. uma faca. Toi dif3cil at) para Seb tirarZdesenroscar o an$ol. L@ estava eu.movimentos para se livrar..lo corre para abraç@. estava preso no an$ol.. Seu filho ao vO. A pei=e pe'ueno devolveu ao mar. .. Seb abriu o port"o de madeira. Seb brigava l@ em cima. mas M@ era tarde. .

.ai posso limp@. . Alguns p)s de frutas. pode. Eonstruiu e continua construindo. Sei pai9 Eu me lembro.eguei filho.ossoC . ? respondeu colocando o balde no ch"o. 8uintal grande. Lembra como te ensineiC . 60+ . ... mas cuidado pra n"o se machucar. Ea'ui e outras. .. A pei=e nem cabia no balde..loC . . Jm local constru3do para limpar pei=es.TALES. <anga... Teito por Seb.ossoC . Seb ) faça vocO mesmo..a varanda pegou a faca e começou a limpar o pei=e em cima de uma tabua inclinada. .. A filho de Seb levou o balde at) o fundo de sua casa. Tirar escama cortar barbatanas.. .ode filho. ^aca. abrir e tirar as tripas fe$ o filho de Seb com cuidado. SobrevivOncia apenas. A aparelho de r@dio na mesa e beiMou seu filho no rosto e sentiu seu cheiro.

. dei=a. .. Wom.. me a observou.. ? pensou 'ue o filho tinha se machucado.a m"o es'uerda de Seb 'ue me colocou em seu embornal e seguiu at) a cidade. A 'ue foi filhoC ? Seb desesperado.me.. Elaro filho.. Afinal foi tu #e encontrou. . A filho entregou..me.. Lamo comprar tempero para o pei=e e um pouco de farinha de mandioca. Alha o 'ue encontreiC ? <iro mostrou a pe'uena moeda a seu pai. paaaai.. 60* . . .. Seb cheirou.. Earalho9 ? ficou admirado ao ver o 'ue seu filho encontrou. onde no arma$)m de seu ..me a Seb. .. tu merece. corre a'ui9 ? gritou <iro.me ver se tem valor essa moeda..)ricles. Kummm. ..ai.. trocou. .ai 'uero um doce tamb)m9 ... .

... sal e maconha.. :Nota da Anal *assaIer .orra. E ai . Lim comprar tempero. <as pode entrar algu)m. Jma marica. sobrevivendo esse mundinho humano de seres med3ocres. farinha. .. se liga9 65( . cuidado com o 'ue tu fala. . . um doce de mam"o. . A 'ue vai 'uererC .... Seb. Tamo ai.. Estes dias pensei em montar um #it lahnocam para vender: Jm dichavador..)ricles firme$aC .. <as n"o tem ningu)m no arma$)m al)m de n4s. .... Jm pil"o para pilar :'ue vem num lindo colar feito artesanalmente>.. Seda ? tipos e um is'ueiro> Seb entra no arma$)m.TALES..

Seb me dei=ou de pagamento Munto com outras moedas e saiu..)ricles olhou para eu. Einco dias em coma. Se liga . A cheiro de pei=e estava impregnado em mim. a pe'uena moeda e levou at) o nari$. cheirou e rapidamente colocou em seu embornal. Ealma 'ue vou buscar o mato. ? saiu.)ricles guardando. Traficante para poucos. Essa ) do loco.)ricles. .. .)ricles. .. . A silOncio reinava at) ser 'uebrado por um pe'ueno passarinho 'ue pousou no balc"o do arma$)m e começou a cantar. . Esses pescadores ) foda9 ? di$ . at) 'ue uma pessoa entrou rapidamente e o 651 .. fica frio..)ricles ficou observando. to ligado9 .. Ta a'ui cumpadi..egou as mercadorias colocou no balc"o e disse: ... Seb ficou esperando e guardando suas mercadorias no seu embornal.me Munto com as outras moedas no cai=a do arma$)m. Seb pegou. Iono do arma$)m.

um pouco de farinha e uma garrafa de pinga. algumas balas para as crianças e um pouco de sal. ..TALES. dois pote de doce de manga. .. . Tudo bem... passarinho se assustou e saiu voando... 'ue logo atendo a senhorita.ois n"oC ? observando o passarinho voar pela Manela disse . . .. fumo de corda. 65 . .. . Jm pardal. ? respondeu Q terr@'uea. ... Jm minutinho. por favor.)ricles. .. 8uero um pedaço de fumo de corda. um metro de pano.)ricles pegou a mercadoria e colocou sobre o balc"o.ode falar senhoritaC ..)ricles acabou de atender a outra terr@'uea e se apro=imou da senhorita... 8uero feiM"o. Autra terr@'uea entrou no estabelecimento.

E=propriadora de casas banc@rias. .intora. ^ardineira. La est@vamos n4s. inerte em sua bolsa. :Nota do Nana /asconcelos no decI ? KoMe ) se=ta. Escritora. Amante de Liberdade. escrito pela autora: duanY escova de dentes.lural. Munto com um ingresso para assistir a peça musical chamada 1R usuari= e a rabiscador=2.feira o corpo espera o tempo para sair da pris"o e ter orgasmo no corredor> Anar'uia. Jm. me pegou e me colocou na mesa da sala. Ti'uei observando ela passar pra l@ e para c@. ao lado de uma escultura feita com dois pedaços de madeira encontrado na rua.oeta. 65& ..)ricles serviu Q senhorita 'ue pagou e me recebeu de troco. pasta dental e um pe'ueno elefante branco. . . Iois. Eom ela fi'uei 'uatro dias.

. Seu amigo pelo 'ue intendi.. Encontrou com um rapa$.TALES.. Lou comprar para nosso deleite uma paçoca caseira. Guerreira. Eonversaram um pouco e despediram. fa$ a correria #e vou terminar esse trampo. me pegou e me entregou na m"o de sua amante. . Se p@. . <olho a calcinha 'uando como paçoca caseira. Eaminhamos at) a sorveteria.... <ulher. Ta limpo.a sa3da da sorveteria.o 'uarto dia. Autodidata. .a m"o es'uerda de Liberdade..se. Anar'uista por nature$a.. . recebeu troco e saiu. L@ me dei=ou. conversando so$inha. 65/ . . Tome essa grana. .a porta. Liberdade compre para n4s sorvete e uma lata de 4leo para fritar algumas batatinhas.

licoreiro e vagabundo. Sorveteiro.a m"o direita de ^esus. . 650 .. 16 navio cargueiro Gon alves !ias co(andado por @oão Batista #o(es de 7igueiredo 2 torpedeado e a0undado pelo sub(arino ale(ão "-#$% ao sul do Waiti+ no "ar das Cara.. S4 tem essa chefe9 ..bas. estava organi$ando o li=o.. "orre( NDseis: pessoas.. ..cie+ interrogou os n. ? disse ^esus a seu aMudante. Atingido por dois torpedos por u( sub(arino ale(ão+ )ue veio a super0.. 1 ? di$ o locutor. A aMudante procurou outra emissora e nada.u0ragos e (ostrou a dire8ão da terra. Lamos ver o 'ue ta acontecendo. ... Eom ele fi'uei meio dia."o tem mNsicaC ? perguntou ^esus no fundo da sorveteira. Liga o r@dio para mim. . Iei=a ligado ent"o. 6 navio vapor carregava ca02.

? entregou ^esus ? Entregue a <adalena e peça para ela comprar o 'ue combinamos.. 655 . Ieus.. . bate palmas... . .. ? ^esus reme=endo no cai=a da sorveteria. EadO a grana ^esusC ? depois de atender o menino e colocar a grana 'ue o menino pagou no cai=a.. Lai l@ em casa e dei=a essa grana com minha companheira. . Jm menino se apro=imou do balc"o e pediu sorvete de morango.... LO 'ue ) Ieus e di$ para ele entrar. <adalena se apro=ima da Manela para ver o 'ue esta acontecendo. A'ui. Ieus estava servindo o sorvete para o menino.TALES.. Ieus ao chegar Q casa de ^esus.a m"o direita de Ieus caminhamos at) a casa de ^esus.

Ieus ) recebido com um abraço e beiMos pelo rosto todo... ^esus pediu para lhe tra$er isto.orra9? empura ela suavemente.. . <adalena. . a porta esta aberta. calma <adalena. 'ue logo me dei=ou na mesa da sala. ... Ealma9 . Ieus era amante de <adalena companheira de ^esus. L@ estava eu na m"o direita de <adalana.. .. s4 um pou'uinhoC %apidinhoC 656 . ? Ieus lhe entregou o dinheiro. . Eu mais outras moedas. calma. Lamos pro 'uartoC ? disse <adalena pegando no braço de Ieus e pu=ando. ? Lamos dar uma trepadinha r@pida.. pois ^esus est@ me esperando para levar algumas encomendas na casa de Warrab@s. se soltando... .<adalena abre a porta para Ieus entrar. <adalena nos pegou. Tica9 Lamo."o9 ? Ieus se soltando ? Tenho m4 trampo hoMe9 Se ta loca9C Tenho 'ue voltar r@pido.

peidou e fechou a porta."o posso9 Sua devassa. ? <adalena corre atr@s de Ieus.. .. olhou para <adalena e mandou um beiMo."""o9 Lolta a'ui seu gostos"o.. <adalena sorriu. . olhou Ieus caminhando pela rua. ? rindo disse Ieus e foi saindo. <adalena sorriu e mandou outro... <adalena se arrumou e saiu. .. :Nota do sil4ncio ? Antem revi algumas pessoas foi bom9> 65+ . . apenas 'uando chegou debai=o do batente da porta parou.. respirou fundo.TALES. e na m"o direita permaneci at) Ieus fechar o port"o. Ieus n"o deu nem atenç"o. <adalena me pegou novamente.

<eu time estai a Mogar.. . Tui parar na m"o direita de ^uMu. Eom ele fi'uei por nove dias. Sevla conhecido como ^uMu.. Ealma senhorita.. . Eatarina me levou para sua casa.. sal a veneno de rato. .. ? rindo.. doce de laranMa. . <e vO farinha. Seu ^uMu.. . Lai me atender ou tenho 'ue procurar outro arma$)mC . di$ <adalena ansiosa. Tica na sua ^uMu.. A 'ue foi ta bravinhaC ... caf). .1"ais dois navios brasileiros+ o [Paracuri[ e outro não identi0icado são torpedeados pelo sub(arino ale(ão "&#'a – di$ o locutor no intervalo de uma partida de futebol. Eantor. onde permaneci at) o dia 65* .o nono dia fui entregue a Eatarina na compra de a$eite.. Sai da in)rcia em #e me encontrava. Eompositor.uma cai=a de sapatos.. Earpinteiro. 8uero 'ue seu time perca e #e todas sua fam3lia seMa mutilada.

a padaria da Tlorbela o r@dio fa$ia a 'uebra do silOncio.. Era anivers@rio de sua secretaria. Brasil declara guerra B Ale(an.TALES. 'uando me deu como pagamento na troca de uma coroa de flores para enviar a seu amigo 'ue falecera. Iono da floricultura 1Liva as flores e os beiMa. atr@s do balc"o. A maldita guerra.. 1#uerra+ guerra+ guerra+ esta(os e( guerra. Iiego.flores2.lia2 ? di$ o locutor do aparelho de r@dio 'ue estava na estante. 'ue s4 tr@s sofrimento e dor para n4s do povo. me por refrigerantes. .. Trocou. To pai9 B a guerra.. . Eom ele fi'uei at) o meio dia do dia.. 66( . Se ta escutando TlorbelaC . p"es e 'ueiMo. seguinte..a e &t.

Levou. . A foda ) edit@. .me de troco. <e vO cinco p"es. fomos para sua casa e l@ eles se lambu$aram com o 'ue tinham comprado. To terminando. p"es.a m"o de ]erther amigo de Goethe.or #OC 661 . Tlorbela foi atender.lo depois. . Ta ficando delicioso. 8uando entrou dois amigos.. Eompraram doces. duas garrafas de guaran@ e balas. Aguardem9> ... Eara nem te conto. .Jma pessoa se apro=imou.. ..a padaria permaneci por on$e dias... Goethe como vai seu novo livroC .. :Nota da conversa que tive com Nanb ? Iescobrimos 'ue temos algumas afinidades e vamos conspirar um split livro.

<udando de assunto: A 'ue acha de sairmos hoMe Q noite para tomar uma cerveMa e continuar esse papo gostosoC . .... IeseMo forças.. TX na correria. Lou criar Q editora faça vocO mesmo e tentar criar um novoZnova leitoraZleitor 'ue n"o vO o livro apenas como um produto descart@vel...."o tem #riatividades plurais.. . algo mais 'ue isso. . A primeira ) transformar seus rabiscos num produto descart@vel saca9C . BC B foda ent"oC A 'ue tu vai fa$erC .... ntima id)ia9 66 . mas. S4 sei #e elas s4 pensam em se tornarem ricas. . vamo vO o #e vai d@.... Algo 'ue o tempo n"o apague.TALES. . . ... A mundo das editoras n"o entendo... A arte de rabiscar para elas ) o segundo plano.orra legal9 Se precisar de uma força ) n4is.

. :Nota da . Entra porra9 ? ]ether estava preparando a Manta. A #e foiC ... tenho 'ue ir.. ... . Lai nessa cumpadi..... Ent"o mano.. A cheiro est@ bom. 66& .. depois nos vemos. . Tu cola no barraco pra darmos a'uele role. pois estou atrasado para trabalhar. .. ]erther estou chegando cumpadi ? grita Goethe do port"o. . Eolo sim9 Tui9 Goethe se despede de ]erther. . KoMe ) meu dia de fa$er o rango e dei=ar pronto....in!amR@Araras) no decI ? A #e dei=aremos para as baratasC> f noite e com a noite Goethe se apro=ima do barraco de ]erther. E fumando um baseado..

. :Nota da 2inal Exit no decI ? Wonito ) ser vocO mesm=> As dois sa3ram para rua e me levaram para passearmos Muntos... . 8uer comerC . Se for acompanhado de uma gelada ) melhor ainda.. A 'ue acha de uma bela pi$$aC ... Iesde cedo 'ue estava com vontade de sair para comer uma pi$$a. s4 para e=perimentar esse rango... Lou aceitar um pou'uinho. .TALES... Ieliciosa id)ia. Eaminharam conversando e observando o ambiente.. . Abservaram o ambiente e caminharam conversando.. 66/ .

..i$$aria do Eul@bio.. . Sentaram numa mesa a uns cinco metros do forno onde o pi$$aiolo trabalhava. . Apro=imaram.oucas pessoas. Ehamaram o garçom.ois n"oC .. Al)m de locutor.2 ? di$ o locutor Eros. 660 . Jma emissora completa.. Saia para atender as pessoas. 16 navio (ercante brasileiro %a(andar2 2 torpedeado e a0unda. . 8ueremos uma pi$$a vegetariana com borda recheada com carne de soMa. Vuatro tripulantes (orre(. ? completou ]erther. A r@dio acontecia ao vivo na pi$$aria. Ah9 Jma cerveMa e dois copos. . solit@rio ) garçom. devido Q repress"o 'ue o povo vinha sofrendo. A locutor anunciou trOs musicas 'ue iam tocar.. ? disse Goethe.Eaminharam at) uma pi$$aria.oucas pessoas.. .se e entraram.

assou no bar Liva A .rimitivismo e me dei=ou na compra de balas. se deliciaram de uma pi$$a de br4colis. 'ue Munto com seu irm"o Tup". Ie Eros fui parar na m"o direita de Eul@bio. Tudo bem. Eaminhei em seu bolso da camisa..o Nltimo dia 'ue era noite. Jm 'uarteir"o antes de chegar Q festa. . 'ue logo me entregou a Kenri'ue.. uma dose de pinga e de$ gramas de maconha #e estavam escondidas no s4t"o do bar.reta e branca. ao lado de um rev4lver. .. . Eom ele fui entregue na m"o es'uerda de Fans". Eom Fans" fi'uei cinco dias. . Ah9 A carne de soMa temperada em bastante alho. ? disse o garçom e saiu. 665 .TALES.. Grato. Eorta a pi$$a em aperitivo. 'uieta. Est@vamos indo para uma festa na cidade vi$inha... Tatuador e garçom. . sal e cebolinha.

. com arro$.. Fnal <ama se apro=ima do r@dio e aumenta o volume. Kummmm. 1Agora+ para <alegrar= va(os tocar 666 . Ti'uei at) o dia seguinte 'uando logo de manh". por favor. Entre eles+ 0ica o ar)uip2lago de 7ernando de $oron. Agora.. 16s aliados decide( ocupar "arrocos para evitar u( avan8o na*ista at2 Dacar RDacar 2 o ponto (ais avan8ado da d0rica no 6ceano Atl]ntico. Eolombiana.. TrOs 'uilos de farinha de mandioca e aumenta o volume do r@dio.a.o bar. . cinco limDes. B orgasmo triplo. me vO uma garrafa de pinga.intora. Trito ) uma del3cia.. Webe de um gole s4.a m"o es'uerda de Fnal <ama. Entra no bar um senhor negro e pede um copo de pinga. $atal+ no Rio #rande do $orte 2 o ponto (ais avan8ado da A(2rica do >ul no (es(o oceano.. para i(aginar o valor estrat2gico desses tr1s acidentes geogr. um pouco de gilo.0icos2 ? di$ o locutor. D. . Aito e meia.

"o temos nada haver com essa maldita guerra.... .ada... A. . Eles v"o nos envolver ) foda9 . .. Eapoeira..' cuidado esta(os e( guerra. . EadO meu pedidoC 66+ .... Cuidado na rua a noite2. (ais u(a (Asica. . .TALES. .os plantamos e vamos colher> . B. :Nota da hoje o status em que o maldito consumo nos !eC criar mais divisQesG Ie nos leva a mais viol4ncia ? ....edreiro.or'ue tu ta falando issoC . A guerra M@ chegou no Wrasil. LocO escutouC ? perguntou Euri4.rofessor..

"o fui>. Elara era aluna de Euri4.. . .:Ao som de -ore $hroat ? . :&lara Nunes no decI ? Suavi$a meus t3mpanos com sua vo$. Eleiç"o. no meio da roda e brincou com seus alunos 'ue se algu)m conseguisse pegar a moeda.1(. ela era dele ou dela.."o vou.. %isos.o embornal de Euri4 fi'uei at) Elara me pegar na roda de capoeira.(5. Ele me colocou a pe'uena moeda. . eu s4 sai saindo. ? risos. Wrinca com a menina99 ? disse Euri4 sorridente e feli$. Elara na mandinga como um lagarto pegou. A #e isso professor9 Toi vacilo de vos mice.ota da cadav)rica. . . fi#ei puto em saber #e a clara pisou n bola com o povo> 66* .me.. (1.

. .or incr3vel #e pareça meu L. <e levaram o L.ovas m@scaras adornam faces comuns Em busca do ter .ovas palavras para planos M@ traçados 6+( . s4 ficou a capa> ELEFGtES Autubro A manada segue em direç"o ao matadouro <ais um carrasco vai ser escolhido <udam. :Nota da Necrose no decI ? ...se.TALES. da Elara sumiu9 Estou Q procura9 Lou distribuir carta$es por todos os poros de meu mundo. <as o açoite s"o os mesmos..

Aral.ovos afagos para sorrisos M@ comprado A hoMe marcam o açoite de amanh" LocO ) presente hoMe Amanh" ser@ um desconhecido E Mulgado culpado..> Eom Elara fi'uei at) ela ir a uma roda de samba onde Elementina de ^esus vadiava com sua sonoridade. ^aneiro. Aul. Tod=s =s terr@#e=s. Se votar fosse bom n"o seria obrigat4rio. Sem lucro. :. 1 Z ((5. cnup. S4 para movimentaç"o.an\ ? dei=ou de ser apenas um cordeiro> :Nota da rabiscadora e amante dos abutres ? Secos a molhados ? chovendo. As meus rabiscos s"o para =s terr@'ue=s 'ue se movimentam.ovos aperto de m"os para engano seu . Ainav. Tempos 6+1 .

. . Tui parar nas m"os de .2 Eai nas m"os de Abaoba. Eu vim falar sem maldade. por pouco tempo. B cumpadi9 B isso ai.egou a cerveMa.me de troco para Abaoba. Sambista da fina flor da malandragem. Eom os olhos cumprimentou Elementina.. dif3ceis.TALES. mas como n"o sei di$er sem o tamborim tocar.se do bar e pediu uma cerveMa. Entregou.. mais o candombl) abriu espaço para a sonoridade negra.... Apro=imou. 1SE< <ALIAIE. Jm metro e oitenta e trOs de altura. Sem maldade. pagou. Torte 6+ . recebeu o troco e saiu com a cerveMa na m"o sambando..unes. eu vou cantar. Elara chegou sambando e batendo palmas.. . . A samba ta fluindo hoMe .unes.

ovo. A bicho pego9 ..almeiras foram forçados a e=pulsar cerca de 10( s4cios de origem estrangeira. em agosto de 1*/ . Sobrevivente de sua realidade.como um bNfalo.a )poca da entrada do Wrasil na Segunda Guerra <undial. inclusive alguns de seus dirigentes. especialmente de 1*/1 at) 1*/0.. <)dico. As dois clubes estavam entre as entidades atingidas pela legislaç"o repressora do Estado . Eorinthians e . Eu permanecia no bolso de Abaoba. se n"o me falhe a mem4ria. conversa com seu personagem sobre o momento 'ue estavam vivendo. Sentado numa cadeira de balanço no 'uintal de seu barraco. ) foda. Watu'ueiro. .. 'uando aumentou o rigor na vigilPncia da pol3cia pol3tica aos grupos estrangeiros e seus descendentes. . 6+& .. B foda mesmo cumpadi essas patifarias s4 atrasam lado. Jma cerveMa o acompanha a uma porç"o de carambola com sal. Guerreiro.

devido Qs suspeitas de espionagem!...TALES. ^ogador de futebol.. a vigilPncia aos estrangeiros pela Ielegacia de Ardem .. SalunC . Apreciador de uma @gua 'ue passarinho n"o bebe.alestra Ft@lia :antigo nome do .. . 1."o me lembro. E'uipes mais populares da )poca. .alestra Ft@lia. caracteri$ando.o . e no Eorinthians havia tamb)m 6+/ .. muitos dos 'uais oper@rios.. E tem mais. Alemanha e ^ap"o. .os como times populares. ..almeiras> e Eorinthians atra3am grande nNmero de torcedores de origem imigrante.S> aumentou... disse um tal de Salun. mas foda. !8uando o Wrasil declarou guerra Q Ft@lia.. Totografo. ..ol3tica e Social :IEA. Salun. predominavam os italianos. continua9 .se.

!As clubes de futebol foram atingidos.. B cumpadi. o Eonselho ...!. Letras e EiOncias Kumanas :TTLEK> da JS. .EKA> na Taculdade de Tilosofia. 6+0 . Seu copo estava va$io e a garrafa tamb)m.ovo :1*&6.orraaaaaaaaaaa9 . . al)m de espanh4is. 'ue pes'uisou os efeitos das medidas de nacionali$aç"o para sua tese de doutorado no ..acional de Iesportos :E. e=plica o historiador...I> bai=ou uma s)rie de regulamentaçDes para o esporte. E tem mais.. principalmente os ligados aos pa3ses do Ei=o. <ano vamo toma mais umaC ? disse ao ver 'ue a cerveMa tinha acabado. rotulados como uSNditos do Ei=ou. . tendo 'ue e=pulsar dirigentes e associados estrangeiros.Ncleo de Estudos de Kist4ria Aral :... alem"es e at) @rabes!.1*/0>. Ap4s a entrada do Wrasil na guerra. em acordo com o proMeto nacionalista do regime do Estado . a parada ) treta ladr"o9 .italianos.

Loltando ao assunto.alestra Ft@lia. !.TALES. . Ealma vamos dar um gole nessa cerveMa. Abaoba levantou e foi buscar outra cerveMa...se novamente na cadeira. com vocO. . <ano o 'ue ta fa$endo da vidaC ... ? risos . . Eara no momento to a'ui conversando comigo mesmo. ... Eomo esse pepino ta delicioso.o caso do . To pirando num lance de uma e=posiç"o numa casa abandonada... B n4is9 ce o papo ta delicioso... Tu tens ra$"o. Loltando Q conversa. ... ou melhor.. Sentou.. Aproveitou e preparou uma porç"o de pepino com um pouco de sal.. isso gerou rumores n"o 6+5 . . Kummm.. A desobediOncia Qs normas de nacionali$aç"o poderia levar ao fechamento dos clubes...

at) o clube escolher um novo presidente. . espanhol de nascimento.almeiras.I. interventor indicado pelo E... tornaram o epis4dio marcante na hist4ria do clube e dos seus torcedores. comparada a de Licente <atheus!..!. . A aplicaç"o das leis levou a destituiç"o do presidente do Eorinthians <anuel Eorrencher. !As boatos e a mudança de nome para . silenciada e apagada!. . relata Alfredo Salun. !A presidOncia foi assumida por <ario de Almeida. 'ue o bagulho ta foda memu. ao contr@rio dos fatos ocorridos no Eorinthians. 'ue ocupou o cargo por alguns meses. Eita.esse aspecto.aulo manobravam nos bastidores para tomar seu patrimXnio!. destaca o historiador. em 1*/ . Em um clube ) uma hist4ria conhecida e celebrada e no outro.confirmados de 'ue dirigentes do S"o . !A clube con'uistou v@rios t3tulos na gest"o de Eorrencher.. o pes'uisador 6+6 . conta Salun. considerado uma figura folcl4rica.2.

nascidos no Wrasil.. ? Te$ aspas com as m"os . especialmente no litoral. Ap4s as e=pulsDes. %euniDes de diretoria dos dois clubes s4 eram feitas com autori$aç"o da IEA.aulo.S e a presença de um agente do 4rg"o.almeiras reali$aram uma !campanha de nacionali$aç"o! para atrair novos s4cios. !As clubes tamb)m precisavam de permiss"o oficial para Mogos fora de S"o .. !Esses clubes n"o foram os Nnicos na capital paulista 'ue foram alvos da repress"o. com torcedores.. !A imprensa da )poca 6++ .. desenvolve um trabalho em Kist4ria Aral.! . mas tinham maior torcida e prest3gio. devido a importPncia estrat)gica das regiDes costeiras na Segunda Guerra <undial..! .TALES. Eorinthians e . Mogadores e dirigentes..

Abaoba parou de falar. L@rias plantas. . %espirou fundo e levantou. se tornou chato. <ano #) sabeC Eansei desse papo. .viu essa iniciativa como uma prova de patriotismo!.. A garrafa de cerveMa ficou pela metade. Ticou a balançar so$inho em sua cadeira de balanço e contemplando seu pe'ueno sitio.se. Eolheu um pouco de erva cidreira. Ealçou o chinelo e foi at) seu 'uintal. B mesmo cumpadi. Iormiu.... :Nota da tentando descobrir como descolar uma grana para se tornar aut[noma na sua sobreviv4ncia ? EançDes anar'uista espanholas no dec# ? 8uero para tod=s o 'ue 'uero para mim> Acordou umas cinco da manh". Eaminhou at) a porta da co$inha 6+* . di$ Salun. Acordou e foi dormir em sua cama.

Eaminhou at) o banheiro e escovou os dentes..se na cama.orra lembrei9 As drogas est"o acabando comigo..lo la pelas oito e meia da manh". e entrou.orra n"o tem açNcar9 %esolveu ir at) o 'uarto e deitou. Iormiu. 1B. Kummmm acabou o açNcar. me pegou Munto com mais uma moeda de cin'Uenta r)is e colocou no bolso de sua calça. se no espelho e penteou o pouco cabelo 'ue tinha.a co$inha foi preparar um ch@ e descobriu 'ue n"o tinha mais açNcar.... . . Saiu e caminhou at) 6*( .. Eaminhou at) o 'uarto. ... . Alhou. Liu. A sol resolveu acord@. Acordou e foi at) a co$inha. .TALES.se novamente observando alguns traços 'ue n"o via a muito tempo. riu suavemente. Estou envelhecendo2 ? disse a si mesmo.

a rua respirou fundo sentindo o cheiro de sua realidade e caminhou at) o bar de S4crates para comprar açNcar.. ... S4 transava com mulheres 'ue tinham relacionamento com outra pessoa. Eumprimentou algumas pessoas conhecidas. Eom 6*1 ... ? disse a Westhoven seu personagem.o bar de S4crates.a rua seus olhos captaram alguns policiais prendendo dois rapa$es s4 por'ue um deles estava de camisa vermelha. Abaoba pagou e saiu. .a porta. Temos #e tomar cuidado. . . Entrou Abaoba e Westhoven. Ti'uei na m"o es'uerda de S4crates. Sua tara era transar na cama da pessoa. . ^ogador de futebol com os amigos na rua debai=o. KoMe ta foda andar na rua. . ? respondeu Westhoven. abriu e saiu.. Lamos antes 'ue nos veMam. S4crates me vO dois 'uilos de caf) ou melhor dois 'uilos de açucar.

.escar n"o ) pra$er. S4crates fi'uei trOs dias at) ser entregue a <inch 'ue me levou de troco e seguiu viagem.TALES. :Nota da 5-5 5N5 no decI ? <ais um dia sendo escrava do rel4gio ? Antem alguns camaradas colaram no barraco foi delicioso9 ? . Soldado. ) dor e sofrimento.. Liva outras alimentaçDes deliciosas sem dor e sofrimento> :Nota do Nanb intervindo nos rabiscos ? Estou 'uerendo trepar com a Anigav> :Nota da apreciadora de sonoridade com interrogaçDo ? Tumor no cu no dec#> 6* .

n"o 'ueria saber de guerra. S4 entrou na marinha pelo dinheiro. afundamos no mar at) 6*& . ^ogou. apenas ( milhas da costa de Sergipe.. Alma sebosa como di$ =s man=s do sert"o> Fn3cio da ofensiva naval do Ei=o na costa brasileira..:Nota da apreciadora de sonoridade com interrogaçDo parte dois ? Warulho:SE> no dec#> :Nota da )etestation ? Estou a fim de es'uarteMar alguns terr@'ue=s 'ue atrasam lado na 'uebrada. Submarinos torpedeiam os navios brasileiros Waependa e Arara'uara.se no mar. Eoooooorre. Est"o atirando em n4s. . . coooooorre porra."o pensou duas ve$es. Soldado da marinha. ? grita <inch. Eom ele. <inch estava no navio Arara'uara.

.. .vidas."o.. ? pu=ando.. . onde ele me dei=ou em Sergipe na m"o direita de Iomingues na troca de caf) com p"o e mais caf) com p"o. . %einaldo todo molhado conseguiu entrar no bote tamb)m tinha pulado na @gua.a m"o es'uerda de Iomingues fui parar na m"o es'uerda de Eleiton. ..ensaram 'ue ele tinha sido atingido. S4 molhado... . LocO esta feridoC ? perguntou %einaldo. .TALES.. E vocO %einaldoC . fooorça.. ser pego pelos companheiros num bote salva.. ? reponde <inch. Torça <inch. 6*/ . cai com o impacto da e=plos"o...o pelo braço es'uerdo.. AMuda <inch a subir. Eom <inch fi'uei at) o outro dia..

Eleiton me de um copo da'uela pinga deliciosa 'ue tu tem ai.> Iomingo. Ehamada Tamborim. . Eolecionador de achados e perdidos do mar. :Nota da ?esthoven no decI ? Se=ta . sem feira.Iomingues vendia caf).. Iomingues me trocou por uma cartela de cigarros e um refrigerante. Eleiton se apro=imou e serviu.a m"o de Eleiton. . <ontei uma peça de teatro de dança. ch@ e p"o pela manh" com seu carrinho perambulando pelas ruas de Sergipe. Ternando pescador fre'Uentava o bar de Eleiton.lhe. ele imediatamente 6*0 . 1( horas e &6 minutos.. 11 horas e & minutos. principalmente 'uando ele achava algo no mar e sabia 'ue Eleiton colecionava. Iono do bar.

<..or'ueC :1 .(6>. mesmo eu sendo uma del=s. mas 'uero mudar a doaç"o. 6*5 .<.M. 8uero 'ue eles seMam doados aos animais ditos irracionais. corria at) l@ e trocava por algo do seu interesse.1."o 'uero 'ue seMa doado para humanos nenhum. .(+.(1.M ? <eus 4rg"os eu doei.os. . Sou pessimista contra a raça human=. KoMe analisando = human= s4 tem #e respeitar mais o lugar onde habita Munto com =s outr=s seres>. :Nota da idéiadora parte 9M ? 0. :Nota da idéiadora parte :. At) escrevi uma poesia sobre. <as acredito no anar'uismo como uma busca pela liberdade coletiva>.TALES..

A sol ainda presente. Ternando estava sentado num tronco de uma @rvore.escador. apertando um cigarro 'uando escutou um estrondo. Wummm9 ? levou um susto 'ue deu a'uela acordada para a realidade do momento. Ternando de Ta'uara.T.+ na costa de >ergipe2. 'ue Ma$ia h@ alguns anos pelo tempo.s> 1>ub(arinos do Eixo torpedeia( os navios brasileiros &tagiba e Arar. s"o e=periOncias de E. <ais ou menos umas seis e meia da tarde. . Tarde. Live na praia desde 'uando nasceu.:Nota da observadora de !ilmes ? Esses dias assisti a um filme 'ue no resumir disse 'ue =s human=s n"o s"o da'ui. ? anuncia a locutora em algum lugar do universo. Apreciador de cachaça. 6*6 .

.. Wumm9 Ternando s4 foi descobrir algum tempo depois. A navio estava longe para os olhos de Ternando.. 'uando alguns soldados ao fugirem do conflito atracaram na praia num pe'ueno bote. Ser@ 'ue vai choverC ? pensou di$endo a si mesmo. Longe da praia. 6*+ . ? respondeu a si mesmo. apenas ficou observando alguns soldados sa3rem do mar e correndo. vendo e sentindo os raios do sol. .. Ele sem entender. . Alhando para o c)u depois para os lados..TALES. <as ta um sol de racha.. <ais ou menos a uns du$entos metros de onde ele se encontrava. A barulho começou novamente. Alguns estavam feridos. Iepois conseguiu observar fumaça no mar.

a maldita guerra. Easa de barro e coberta de folhas de co'ueiro. deitado no ch"o... . . . A nosso navio foi atacado a'ui perto da costa. AMudavam a levar outro soldado ferido. Guerra senhor. Lamos.. 8uer aMudaC Lamo levar eles ali para minha casa. A 'ue acontecendo TernandoC ? perguntou outro pescador. observou e foi de encontro at) o bote no seu caminhar. 6** .. A 'ue est@ acontecendoC ? perguntou com a sublime vis"o de um pescador 'ue n"o sabia o 'ue estava realmente acontecendo. .. Tomos atingidos senhores.... ? respondeu um dos soldados. . a um soldado 'ue passara do seu lado. .Ternando levantou. Autros pescadores se apro=imaram para ver o 'ue estava acontecendo... ? disse o outro soldado 'ue Munto com mais outro...

.. . a pe'uena moeda de (( r)is de 1*&+. Lou buscar aMuda. ? disse como aMudaria 'ual'uer terr@'ueo 'ue precisasse de aMuda..em sabia 'ue est@vamos em guerra."o precisa pagar... . Grato senhor ? disse um dos soldados lhe entregando eu.. . ... fomos atingidos. ? respondeu o soldado.. . eu estou aMudando com pra$er. Senhor Ternando... +(( . Estamos. .. disse um dos soldados levantando. por favor...se do ch"o . .. o senhor cuide deles. pois o Wrasil est@ em guerra. A 'ue estiver ao meu alcance. ? disse outro soldado. ? disse uma mulher pescadora...TALES.. . Eram dois soldados 'ue estavam feridos.. B. .

? mesmo +(1 . KoMe ta bom para pescar. Ele passou pelo bar de Eleiton e recebeu. s4 estou aMudando.o outro dia. ? disse a si mesmo olhando para o mar. mas acabou resolvendo ir no outro dia. farinha de mandioca e um pote de doce de laranMa.a m"o direita de Ternando fi'uei at) os soldados irem embora e voltarem para levar os feridos 'ue foram resgatados depois por um caminh"o do e=)rcito brasileiro..."o estou pagando.o nas despesas do ocorrido. Ternando se preparou para sair. estava ficando tarde. A sol tatuava a e=istOncia humana latina. Eomo fui parar nas m"os do soldado. . .. Seus amigos pescadores foram para o mar.me de troco na troca de um l@pis.. Ternando acordou cedo para observar o tempo e sentir o cheiro do lugar.. fa$endo caricias no rosto de Ternando. . ? disse M@ saindo. . Eles agradeceram a Ternando.

Ehegando l@ encontrou boiando um pe'ueno baN. Eu fui com ele em seu embornal. Acabou resolvendo ir. +( . Eomeçou a me=er no aparelho e ligou..as de Barbados DCaribe:.TALES. Co(andante. A locutor lhe presenteou com sua vo$.. Abriu e descobriu um aparelho de r@dio. Atacado co( u( torpedo no (es(o dia do Barbacena adernou ao a0undar. Ternando tinha um local pr4prio para pescar.se e colou em seu bote. Ternando apro=imou.2. 1 torpedeado o navio petroleiro brasileiro Piave pelo sub(arino ale(ão !/MLL e o Barbacena pelo sub(arino !/ NN. sabendo 'ue n"o era t"o cedo como acostumava sair para pescar.Renato 7erreira da >ilva D(orto:.MKK (il. 5ocali*a8ão.

+(& .. olhou para os pei=es e pegou uma faca. Ternando desligou o aparelho.ascal.. Ehegando no barraco dei=ou os pei=es na mesa. Ticou a manh" inteira. ..se da praia. me=endo sem entender e fechou o baN.. depois os salgou e colocou no varal para secar no sol. Eonseguiu pescar alguns pei=es para sua alimentaç"oZsobrevivOncia e com o cair da tarde resolveu ir embora.se da mesa. Abriu o baN e ligou o aparelho de r@dio 'ue começou a tocar uma mNsica instrumental de Kermeto . B. . A guerra ta acontecendo mesmo. Limpou. ? disse Ternando ao escutar a noticia. Ternando apro=imou. Apro=imou. A baN colocou num canto perto de sua cama.os. Tirou o barco da @gua e amarrou num toco.se para pescar. ce servia de morada para alguns micr4bios.egou seus pertences e seguiu at) seu barraco.reparou. Lembrou do 'ue aconteceu com ele ontem. pois ia passar no bar de Eleiton para comprar mantimentos..

r"s... :"utre!açDo humana no decI para me acompanhar nessa noite de s>lida solidDo> +(/ .2 ? disse o locutor. %apidamente pegou seu embornal feito de pano por ele mesmo. no estado de >anta Catarina. Eaminhada longa.. %@pida para chegar antes de anoitecer. 1Avião da 0or8a a2rea brasileira ataca e dani0ica sub(arino do Eixo+ pr9xi(o a cidade de Ararangu. pegou o baN e caminhamos at) o bar de Eleiton. mesmo 'ue a volta fosse uma deliciosa aventura com direito a sinfonia dos anf3bios parentes dos sapos. me colou l@. Ternando ao ver Q tarde 'uase se despedindo.. etc.TALES.

0."o d@ cair no papo furado de 'ue !Tropa de Elite! ) !arte pura! ou !obra aberta!. de car@ter fascista.E> . B poss3vel at) 'ue os diretores subMetivamente n"o 'uisessem este +(0 .:Nota da ?uraco da disgraça@-") no decI ? segue um te=to sobre um filme chamado Tropa de Elite 'ue esta fa$endo polemica no Wrasil.inheiro> !Komem de preto. )A :Fvan .se de uma obra de arte obMetivamente ideol4gica. Leia esse delicioso te=to> $# "A )E A &#%*%NA+%cA'( " ?#EcAY E+%$E. 'ue serve Q criminali$aç"o e ao e=term3nio da pobre$a.(+ fi$eram.1. Trata. 8ual ) sua miss"oC B invadir favela E dei=ar corpo no ch"o! :refr"o do WA. Jm filme sobre 'uestDes sociais n"o podia ser neutro.

A filme tem obMetivos diferentes.. A va$amento escancarado das +(5 . prest3gio e. um Ascar.TALES. . L"o Murar o resto da vida 'ue n"o s"o de direita. 'ue certamente foi financiada por incentivos fiscais. os !homens de preto!>. mas apenas ganhar dinheiro.. n"o descarto a hip4tese de o filme ter sido encomendado por setores conservadores. 'ue se diga de direitaC Eomo acredito mais em conspiraçDes do 'ue no acaso. para pNblicos diferentes.ara os prolet@rios das comunidades carentes. resultado. vocO conhece algu)m no Wrasil. Ali@s. ainda mais na @rea cultural. Estou curioso para saber 'uais foram os mecenas desta car3ssima produç"o. 'uem sabe.E. o obMetivo ) botar mais medo ainda na !caveira! :o WA.

E. A Nnico 'ue morre ) por'ue !deu mole!.ara as classes m)dias e altas. Eometeu o erro de ir ao morro Q paisana. . a n"o ser em shopping. os !caveiras! s"o invenc3veis e imortais.o filme. at) por'ue se sente e=clu3do e discriminado."o e=iste mais um cinema nos subNrbios. parte de uma campanha ideol4gica. na luta dos !de +(6 . 'ue cinemasC . Ali@s. em nome de um colega de tropa 'ue estava identificado na @rea como policial. A pirataria ) a Nnica maneira de o filme ser visto pelos 'ue n"o podem pagar os caros ingressos dos cinemas. para levar 4culos para um menino pobre. .c4pias piratas talve$ seMa. 'ue n"o ) lugar de pobre fre'Uentar. al)m de uma estrat)gia de mar#eting. %esumo: foi fa$er uma boa aç"o e acabou assassinado pelos bandidos. o obMetivo do filme ) con'uistar mais simpatia para o WA.

ou seMa.ortanto. impessoal.. precisam ser impunes. em !nosso nome!.LocO M@ viu algum !caveira! ser processado e Mulgado por tortura ou assassinatoC !Eaveira! n"o tem nome. . s"o obrigados a torturar e assassinar a sangue frio. sacrificam a fam3lia. cima!. a saNde e os estudos. 'ue moram embai=o. o resultado ) positivo para os torturadores. a n"o ser no filme. contra os !de bai=o!. As !homens de preto! s"o glamouri$ados. A !Eaveira! ) uma instituiç"o.TALES. Em ambas.4s lhes devemos tudo isso9 .. 'ue moram em cima. K@ v@rias cenas para Mustificar a tortura como !um mal necess@rio!. os torturados n"o +(+ .ara servir Q !nossa sociedade!. . 'uase secreta. como abnegados e incorrupt3veis. Apesar de bem intencionados e preocupados socialmente.

eles sobem o +(* . do bem contra o mal. sem 'ue seMam percebidos pelos olheiros e fogueteiros das gangues do vareMo de drogas9 Esta manipulaç"o cumpre o papel de torn@. orgulhoso : !nem no e=)rcito de Fsrael h@ soldados iguais aos do WA. com re'uintes de crueldade. saindo do nada. na vida real. Tica outra mensagem: sem a'uelas torturas. o resultado era imposs3vel. afirma o narrador. 'ue s"o pegos e mortos. f certa altura.alestina: na guerra. B imposs3vel n"o nos remetermos ao Fra'ue ou Q .resistem e !cagUetam! os procurados. ao mesmo tempo.ara 'uem mora no %io. .los ainda mais invenc3veis e.E!. 'uase tudo ) permitido. Tudo ) feito para nos sentirmos numa verdadeira guerra. se esgueirando pelas encostas e ruelas. ) rid3culo levar a s)rio as cenas em 'ue os !rangers! sobem os morros. dentro do 'ual. de esconder o estigmati$ado !Eaveir"o!.

'ue responsabili$a as inMustiças sociais como causa principal da violOncia e marginalidade. morro. como se fosse poss3vel acabar com a violOncia com velas e roupas brancas. os antagonistas da truculOncia policial s"o estudantes da ..burguesia v"o para a orla pedir pa$.ara ridiculari$ar a defesa dos direitos humanos e escamotear a denNncia do capitalismo. 'ue se d"o a alguns lu=os. blindados. As protestos contra a violOncia retratados no filme s"o performances no estilo !viva rico!.TALES.. a maior marca do WA. .JE. ou +1( . n"o aparece no filme: os her4is n"o podem parecer covardes9 A filme procura des'ualificar a polOmica ideol4gica com a es'uerda.E. !despoMados de bouti'ue!. em 'ue a burguesia e a pe'uena. A 1Eaveir"o!. por n"o terem ainda chegado Q maioridade burguesa.

sempre impunes. na Taculdade. simples vareMistas de drogas e armas. produtos dos mais rent@veis do capitalismo contemporPneo. como se tratasse de um problema moral ou cultural e n"o social. a n"o ser pela caricatura de seus filhos 'ue. A burguesia passa inc4lume pelo filme.enhuma menç"o a como as drogas e armas chegam Qs comunidades. fumam um baseado e discutem Toucault. longe das balas achadas e perdidas. E ainda responsabili$am os consumidores pela e=istOncia do tr@fico de +11 . como se n"o passasse de um desses meninos pobres. Jm personagem chamado !Waiano! :sutil preconceito> ) a personificaç"o do tr@fico de drogas e de armas. 'ue se fa$em !Ehefe do <orro! e 'ue n"o chegam aos trinta anos de idade. apenas mais espertos 'ue os outros.seMa. . distribu3das pelos grandes traficantes capitalistas.

enhuma denNncia de 'ue l@ falta tudo 'ue sobra nos bairros ricos.< tomar um chope de graça.o filme.. para dar segurança a um bar. A grande sacada do filme ) 'ue o personagem ideol4gico principal n"o ) o +1 . generali$ando. Ali@s. principalmente os 'ue ficam multando nossos carros e tolhendo nossas pe'uenas transgressDes. . o filme arrasa impiedosamente os policiais !n"o caveiras!.enhuma alus"o Q ausOncia do Estado nas comunidades carentes. ao inv)s de subirem o morro para matar bandido. drogas.. os como corruptos e covardes.TALES. principal causa do dom3nio do banditismo. . corrupç"o ) um soldado da . . como se o sistema n"o tivesse nada a ver com isso9 A Estado burguOs tamb)m passa inc4lume pelo filme.

pacato. 'ue foi trabalhar na . chama.artista principal.<.E n"o foi por vocaç"o.< para custear seus estudos de Iireito. B um tipo patol4gico. . mas por acaso.ara ficar claro 'ue n"o h@ soluç"o fora da repress"o e do e=term3nio e 'ue n"o adianta criticar nem fa$er +1& . o grande e verdadeiro her4i da trama surge no final: Thiago. criado numa comunidade pobre. Generoso. um Movem negro. louco para largar a'uela vida e ser advogado. foi um pei=e fora du@gua:incorrupt3vel. respeitava as leis e os cidad"os.se . 'ue manda um colega matar en'uanto fala ao celular com a mulher sobre o nascimento do filho. tanto os !de cima! como os !de bai=o!. Sua entrada no WA. <as para fa$er a cabeça de todos os pNblicos. sanguin@rio. foi ele 'uem comprou os 4culos para dar para o menino m3ope. Este.ascimento. branco. Fronicamente. Eomo . messiPnico. ) o 'ue mais mata.

ara n"o parecer uma guerra de brancos ricos contra negros pobres. A prete=to da luta contra o terrorismo. o nosso her4i ) um !caveira! negro. a ponto de dar o tiro de miseric4rdia no vareMista !Waiano!. pois !guerra ) guerra!. . nosso novo her4i se transforma no mais cruel dos !caveiras! da tropa da elite. dominado e imobili$ado. mas do bem contra o mal. A fascisti$aç"o ) um fenXmeno 'ue vem sendo impulsionado pelo imperialismo em escala mundial. 'ue mata um bandido !baiano!. passeata. +1/ . de sua pr4pria classe. depois 'ue este foi torturado. num ritual macabro para sinali$ar uma possibilidade de !mobilidade social!.TALES... para usar uma e=press"o cretina dos entusiastas das !pol3ticas compensat4rias!.

se governos.E e menos direitos humanos e. da'ui a pouco a classe m)dia vai para as ruas pedir mais WA. 8uantas ve$es M@ vimos pessoas nas ruas 'uerendo linchar um ladr"o amador. culturas. a m3dia burguesa h@ muito tempo trabalha a id)ia de 'ue estamos numa verdadeira guerra. de +10 . religiDes.criminali$am. 'ue !bandido tem 'ue morrer!C Se n"o reagirmos.o Wrasil. raças. camadas sociais. l3deres. pa3ses. . povos. Sentimos isso de perto. Em 'ual'uer pa3s em 'ue !Tropa de Elite! passar. os imigrantes de pa3ses perif)ricos e delin'Uentes de bai=a renda. o filme estar@ contribuindo para 'ue a sociedade se torne mais fascista e mais intolerante com os negros. fa$endo sutilmente a apologia da repress"o. at) de trabalhadores. principalmente nos Estados Jnidos e na Europa. ideologias. pego roubando alguma coisa de algu)mC 8uantas ve$es ouvimos.

novo. 'ue s4 criam problemas e ainda por cima n"o contam na sociedade de consumo. . fa$er o Mogo da burguesia. as mil3cias particulares v"o se espalhar pelo pa3s. n"o suMeitos a regulamentos e c4digos militares.. sonhando com um mundo Musto e fraterno. Ia'ui a pouco. inspiradas nos her4icos !homens de preto!. os mais sanguin@rios soldados americanos no Fra'ue s"o mercen@rios recrutados por empresas particulares de segurança. num perigoso processo de privati$aç"o da segurança pNblica e da Mustiça.TALES. 'ue teimamos em lutar contra o fascismo e a barb@rie.arafraseando Wertolt Wrecht. 'ue 'uer e=terminar os pobres. A trilha sonora do filme M@ avisou: !Tropa de +15 . depois vai sobrar para n4s."o nos es'ueçamos do modelo da !matri$!: hoMe.. .

Jm pe'ueno refle=o.o ... Tamb)m vai pegar vocO9!> :Nota da interrogadora parte Cero ? E=iste ano novo para os p@ssaros. .Elite..se l@ fora... Sentindo o cheiro do ambiente... E ai. .. . sapos. duas garrafas de +16 . n"o humanosC> :Nota da que estE socialiCando in!ormaçDo ? pelos menos tentando ? esse te=to mostra a realidade do #e estamos vivendo> . ? olhando para as pessoas. E ai. grilos.. baratas. Asso duro de roer. me vO: farinha.ega um. A sol despedia.. Eleiton ? chamou. Jm refle=o atravessa fa$ sombra no bar. cigarro de corda. sal. pega geral. Ala ? Ternando cumprimentou o pessoal do bar e se apro=imou do balc"o.

. apenas vendi uns pei=es. desse tipo de insinuaç"o.. ... Eleiton olha o 'ue encontrei. arro$ e uma faca boa. .. Tudo bem.TALES. .. pinga. Abra 'ue tu vai ver. Aprendeu com o tempo.. . ? mostrou o baN a Eleiton.o e=ternamente... Ternando pagou e disse: . um pote de doce de manga... ? Acariciando. . feiM"o.ada..orra Ternando ) lindo. A 'ue foi Ternando.. <as mano n"o gosto disso. Eleiton apro=imou. da pr4=ima n"o farei mais isto. ta endinheiradoC . +1+ .se do baN e ficou admirado. . Eleiton abriu o baN e ficou mais admirado ao ver o aparelho de r@dio..

. .. 16 Brasil participa direta(ente+ enviando para a &t.ria Brasileira.... pois esses dias at) aMudei uns soldados 'ue estavam feridos l@ pras minhas bandas.. Tunciona... Eu M@ testei. ? ligou Ternando.. . Eleiton ao escutar a vo$ da locutora abre um sorriso de pra$er. A maldita guerra9 ? disse uma pessoa 'uieta no seu canto. 6s cerca de EL (il soldados brasileiros con)uista( a região+ so(ando u(a i(portante vit9ria ao lado dos Aliados.as da 7EB+ 7or8a Expedicion.lia Dregião de "onte Cassino : os pracin. A guerra cumpadi.. com seu copo de pinga.. B mesmo cumpadiC9 ? admirado e curioso.. +1* . ^@ chegou a'ui..1 . ? disse Ternando. A'ui. Liga.. Ande ligaC .

.o sentindo o cheiro de pei=e. . 'uando tu 'ueres pelo achadoC ? perguntou Eleiton admirando o baN. dois pode de doce de manga..TALES. 8uero mais farinha. Kumm...o e colocou perto do cai=a. Tudo bemC .... Tudo bem9 . ? respondeu Eleiton.... Limpou... + ( . fumo de corda. Woiando no mar. arro$. 'uando precisar. . S4 'ue pego isso depois... . Eheirou. feiM"o. Ta limpo cumpadi... Eleiton ficou apreciando e observando o baN. B9 Este baN achei 'uando estava pescando. . ? ficou pensando Eleiton . duas garrafas de pinga e um en=ad"o. Ent"o Ternando.

> . Earpinteiro. A cara veio me ofendendo. :Nota da /iva a preguiça ? hoMe rolou outra discuss"o no trampo.. Lioleiro.aulo para se apresentar na aeron@utica. <aconheiro. Eom ele.a m"o direita de Lambari fui entregue a seu filho 'ue estava indo a S"o .as m"os de Eleiton permaneci por cinco dias.oeta em dias de n"o sobriedade. fi'uei at) ele se apresentar e imediatamente ser convocado para ir a Fguape num ata'ue.. Agora temos um r@dio a#i no recinto. g) <aria. Eu ofendi toda sua @rvore geneal4gica. + 1 . Eom ele permaneci por um dia at) ser entregue na compra de uma faca encontrada por outro pescador. . . at) ser entregue de troco para outro pescador.. ? disse a si mesmo.

. . Soldado.recisamos reverter e acabar com ess=s patifarias9 Euidado vamos nos movimentar para #e depois do ###apitalismo morra e venha a se criar algo para tod=s> + .TALES.aulo... Lamos voltar para base.. Lucas..oooooorra. n"o fi$emos nem c4s'uinha neles. :Nota da rabiscadora ? Estamos numa )poca em #e o fascismo ta aumentando. Eles sumiram. A avi"o da força a)rea brasileira ataca submarino do Ei=o... Eom ele fi'uei por mais dois dias. . Sem danos ao submarino. pr4=imo Q cidade de Fguape no estado de S"o . Tilho de Lambari. .

Ehama.nLAGA IR %AWFSEAIA%ZA E R JSJA%FR.> + & . Ent"o vou te levar num lugar delicioso para conversar e beber um pouco.. Es'uecer dessa maldita guerra. Tica frio cumpadi....ota da consciOncia me es'uarteMando ? A 'ue vou presentear para noss=s filh=s. . Eara n"o sei. Sei n"o9 ? Iesanimado. Talve$ beber um pouco e Mogar conversa fora. . Ah9 ) uma peça musical... Tu vai gostar garanto... :..se: <A. E ai Lucas o 'ue vai fa$er amanh" na nossa folgaC . ... A #e dei=aremos para as baratasC> :Nota da /ida morta no decI ? Antem escrevi uma nova peça de teatro ou pode ser uma es'uete.

:Nota da mais uma veC ? 8uais =s outr=s terr@'ue=s 'ue e=istem nesse planeta 'ue s"o maiores em 'uantidade 'ue n4s human=sC>. Escovou os dentes. + / . <asturbou.se pensando em sua amiga.. Lucas e seu colega foram sair. Ande ) esse lugar 'ue tu disse ontemC ? perguntou Lucas observando seu amigo se observando no refle=o de um pe'ueno pedaço de espelho. Ie$ e vinte da manh".. Tolga para sua carcaça.o dia seguinte.se no espelho e pensou no 'ue aconteceu ontem. . %espirou fundo e levantou.. Abservou a cabeça de seu pOnis. .se. Lucas ficou esperando seu colega.. Alhou. Acordou coçando o 1saco2 e o pOnis.TALES.

8uin$e pras on$e. . Eurte o ambiente porra9 Lucas sem entender.."o riu 'uando um dos palhaços caiu no ch"o e levantou..... . Alha l@ Lucas a'uilo. Ealma.. de$essete..se rapidamente brincando de bObado. ? mostrando a Lucas. + 0 . Eaminharam.:C> Seu amigo parou. Algumas pessoas na rua.. 'uatro.. . dois. Lucas e seu colega caminharam at) o local onde seu colega estava guardando surpresa. Lucas olhou e viu apenas duas pessoas vestidas de palhaços brincando com pernas de pau. Lamos caminharC ? respondeu seu amigo pronto para caminhar. ... Eaminharam. trOs. . Ealma cumpadi 'ue falta apenas vinte passos... Lucas parou.. Eonte comigo: Jm. Ta longe ainda ou estamos nos penitenciandoC ? rindo.. ? disse seu amigo saindo contando os passos e Lucas sem entender entrou no Mogo.

... Seu colega parou.de.. Seu colega virou Q es'uerda e caminhou at) eles encontrarem uma escada.TALES. Algumas casas de Mo"o. Jma cratera esculpida pela nature$a. L@ embai=o apenas uma pe'uena floresta. Lucas sem entender segue seu colega.barro. Esculpida na rocha. %afael cadO o barC S4 estou vendo esse enorme buraco. Ao seu lado uma @rvore grande.. ^@ desanimado... Sua sinfonia. + 5 . Alguns p@ssaros ensaiando a setecentas e cin'Uenta e sete sinfonia para a floresta e seus habitantes.. Lucas 'ue estava atr@s 'uase esbarrou no seu amigo. ? disse %afael.. . . 8uando a contagem chegou ao nNmero vinte. Siga me. Ealma. Lucas apenas observou um grande buraco.

Jm lugar com uma pe'uena cachoeira. . Siga. A bar era dentro da caverna.o Nltimo dia Q noite.. 8uando os olhos de Lucas observaram uma pe'uena lu$ 'ue foi aumentando conforme o caminhar dos dois. Lucas começando a entender. . A'ui9C EadO as pessoasC . Ta vendoC Essa ) a surpresa. Ao chegar uns 'uin$e metros %afael di$ a Lucas.. Eu fui parar na m"o direita de ^oselice. Entraram na caverna.. . Lucas começou a escutar vo$es. Eom ela fi'uei dois dias. ? risos. <esas por v@rios lugares espalhadas.. fui parar com sua amante Gl)sia 'ue me + 6 . As dois beberam e conversaram.Iesceram a escadaria at) chegar numa caverna. Lucas ficou admirado. ? disse seu colega... Estala'uitites.me os maus. Esse lugar ) lindo. Tudo estava escuro apenas um corrim"o o aMudava a se locomover. . estalaguimites.

Tatuador e chocolate. Eom ele fi'uei ser trocada por maconha.TALES. trocou no outro dia por barraca de chocolate Andr4gino... vendedor de cinco dias at) :Nota do pensando no pensar ? Eomo = human= achou 'ue era o centro do universoC> :Nota da apreceadora da leitura ? Lou terminar a lapidaç"o desses rabiscos. chocolates na do celsen. Ler crime a castigo Iotoi)vs#i e volto ao livro #e vai hibernar um pouco>. :Nota da 9=59=59J ? / horas e ( minutos ? <inch no dec# ? A + + .

Traficante nas noites de terça devido Q localidade. A pessoa se apro=imava sem saber onde ele estava. Ele Mogava no riacho a 'uantidade de maconha num bar'uinho feito de papel e soltava no riacho. A senha mudava a cada dia. Ele fa$ia o trafico num bos'ue onde as @rvores lhe aMudavam e um pe'ueno riacho tamb)m. Iei=ava o dinheiro em um banco de concreto e saia. Gritava a senha e o valor do dinheiro. Tudo planeMado.edreiro. L@ de cima fa$ia a vis"o de 'uem entrava e 'uem saia do bos'ue.pensamento nos animais #e sofrem com as e=plosDes de bombas em dias de festas Muninas ) interessante issoC> Eai na m"o de Licente. A bar'uinho ia navegando at) fora do bos'ue onde a pessoa estava esperando. . EomoC Ele ficava em cima de uma @rvore esperando os compradores. A senha era distribuida + * .

1E( EE de agosto de MJaE+ Vargas reAne/se co( seu novo (inist2rio[diante da co(prova8ão dos atos de guerra contra a nossa soberania+ 0oi recon.ara poucos.lia!2. estamos em guerra a partir de agora. Iois anos e 11 meses e cinco dias.. ? di$ o locutor.. Tilho es'uece isso... <"e. Fsso modifica a vida de todos. ..TALES. .ecida a situa8ão de beliger]ncia entre o Brasil e as na84es agressoras / Ale(an. ? di$ ger$an. Licente.. Komicida.. Iesligue esse r@dio menino9 ? grita <arilia. Eompanheira de Licente. . Fsso ) para adulto.. em carta$es apo)ticos pela cidade.a e &t. .... +&( .. . Licente9 Tale com esse menino. <"e estamos em guerra9 .

At) ser entregue a Altamar. Servente de pedreiro. KoMe n"o estou de bom humor. Eom Licente fi'uei sete dias..2 ? Antonin Artaud> +&1 . :Nota da 15 5"5 no decI ? 1A conhecimento po)tico ) interno. Eaminhoneiro e colecionador de selos. E=iste hoMe um movimento tendente a identificar a poesia dos poetas com a'uela força m@gica interna 'ue fornece um caminho Q vida. <e Iei=a 'uieto. Will. por favor. Eom ele fi'uei at) o dia &( de agosto 'ue me trocou por um litro de feiM"o no arma$)m de Will.. %ecebeu.lutador de bo=i. Ta$ um pastel vegetariano 'ue ) um orgasmo triplo. =s maconheir=s #e o digam. permitindo agir sobre a vida.me de troco na prestaç"o de serviço para Licente. E=. a 'ualidade po)tica ) interna..

Toram se apro=imando do arma$)m... caralho 'ue merda.. %essaca.....ove e 'uarenta e cinco da manh".. Will me tr@s uma cerveMa a'ui para n4s.. . . Will.... E ai Will 'ual ) a boaC .. <anh". . me vO uma dose de pinga. As pessoas envolvidas com as bebidas. sal. +& .. A boa ) 'ue estamos em guerra... . Will.. alimentos... Will um doce de Maca.. ? di$ um rapa$ ao chegar no bar..TALES. Iomingo.. ? coça o rosto . .. Woa. . A governo brasileiro declara o estado de guerra para todo o Wrasil.. .

. o governo brasileiro rompeu com o Ei=o v Alemanha... . <as. Will mais uma cerveMa9 ciu9 ciuuu9 ? disse uma menina 'ue estava num canto do arma$)m. . contra a Alemanha e a Ft@lia.. Gi$@h fale mais sobre a guerra cumadi.. ap4s navios brasileiros serem torpedeados supostamente por submarinos alem"es e por causa da press"o dos EJA. A nossa posiç"o geogr@fica e a e=tens"o de seu litoral foram algumas caracter3sticas 'ue fi$eram com 'ue nosso pa3s n"o ficasse neutro durante a Segunda Guerra <undial por muito tempo. Ft@lia e ^ap"o v e se posicionou a favor dos Aliados.arou no balc"o e ficou falando com Gi$@h.o in3cio de 1*/ . hoMe.Will atendeu a todos.. em agosto desse mesmo ano. o Wrasil decidiu participar da guerra. /// Cara. . . Afundava em pensamentos e pra$eres em #e o passado lhe +&& .

.. B..... Will. presenteava na'uele momento..TALES. Seus olhos se tocaram e disse: . <ano.reciso de feiM"o. Iescalça acariciava. arro$ e uma pouco de 4leo. Tale mais cumadi... <as 'uero saber mais sobre o #e ta acontecendo. ? Tomou um gole de cerveMa.. Ealma.. . depois conversamos. hoMe n"o vai dar para conversarmos. M@ vou. To vendo #e hoMe vai ser um dia da'uele para vocO. ...lhe no copo. Lai l@ Will e aproveita e tr@s uma cerveMa para mim tamb)m...se. . . . .. +&/ . Will saiu de tr@s do balc"o e levou a cerveMa para a menina e trou=e rapidamente a cerveMa para Gi$@h. Will serviu.... Lai nessa Will.

Ta foda conseguir.. Eom Will fi'uei uns dois meses. :Nota da No prejudice no decI ? Estou precisando de grana para dar andamento a algumas correrias 'ue necessito. Aito soldados armados e apontando arma para todos. .. As soldados revistaram as pessoas e o arma$)m. Will o 'ue ) isso cumpadiC ? perguntou um amigo. . Teve uma ve$ 'ue entrou a policia no arma$)m. Eara ) a guerra cumpadi. Will perguntou o 'ue estava acontecendo. ."o ta acontecendo nada.. 1Fnerte2 no cai=a de seu arma$)m.. 8ual'uer coisa ) motivo para eles te prenderem.. apenas averiguaç"o..Will foi atender as pessoas. +&0 . A clima pesado. 1Tudo2 ) movido por dinheiro nesse mundinho med3ocre 'ue vivemos>. .

. . Gostei do senhorita. 8uero p4 de caf). o vento nada de novo no front. Levou. açNcar e p"es... Will abriu os olhos.feira.. A mulher estava encostada no balc"o. Will rapidamente atendeu a mulher 'ue dei=ou para Will um belo sorriso e o pagamento pelo 'ue trocou.me de troco.. Will estava varrendo a frente de seu arma$)m. Kuum. Lestida de negro. . Will olhou a rua e depois entrou.uma manh" de 'uinta..ois estava em outro mundo. Will se apro=imou e perguntou: .TALES.. Tierra como se chamava.. 'uando se apro=imou uma mulher e entrou. +&5 . A 'ue a senhorita deseMaC .

Tierra dei=ou.o mais apodreço por a'ui. . beiMos na casca de ferida> <"o es'uerda de gumbi. %ecebeu. Eom ela fi'uei at) ser entregue a sua amiga. Eomprou agulhas e pinc)is para desenhar. Eomprou um presente para sua irm".:Nota da depois de amanhD ? A'ui sem muitas novidades.me na troca de troco por trOs metros de pano. . Eom ele fi'uei trOs dias onde ele me dei=ou na loMa de cuicuru. Eantor.. pois ela estava se preparando para ir a uma festa em 'ue sua irm" estava completando 1* anos. Tuego.me na loMa de tecidos. .oeta. Estou com alguns proMetos 'ue v"o sair do papel e se tornar realidade. Watu'ueiro.a m"o direita de cuicuru fui parar na m"o es'uerda de Tuego dois dias depois. Artes". Tui. Eo$inheira. Iesenhista. Jm fac"o.. Iois +&6 .ano esse para ser transformado em um vestido. .

. sentindo o cheiro da noite. A cheiro do hospital fa$ parte de sua vida. Eara.TALES.... WethPnia. A 'ue tu 'uerC . . fui atacada pela policia. ^ogar"o.. Eu 'uero 'ue me atenda. <arlene escutou e disse: +&+ . Eom WethPnia fi'uei at)...se pra cima de mim.. Lampiro de cheiro a Lua era amante na'uele momento. Toi atendida pela <arlene secret@ria. Eaminhando pela noite. WethPnia se apro=imou do balc"o. 'uando dei por mim os gamb) me 'uebraram de pau. dias depois. . Tava na minha.. 8uando fui brutalmente abordada no meu caminhar. Trabalha h@ 1( anos como secret@ria. At) em suas fe$es cheira a trabalho..

Trocou. Entra na'uela sala e tira a roupa 'ue o m)dico M@ vai atendeeeeeerrrrr9 ? grita a ultima silaba. WethPnia foi atendida e depois liberada.. :Nota da rabiscadora ? segue um te=to sobre a segunda guerra mundial no Wrasil feita por Gi$@h> +&* .. . Ti'uei na m"o direita de Adete 'ue me entregou a Lindifran 'ue me colocou no cai=a da farm@cia. Eom ela fi'uei at) ser entregue numa farm@cia. Algumas palavras ou letra ela gritava. a atendente 'ue estava cansada de ver tanta gente ferida na'uele dia.. 'ue me recebeu de troco na troca de rem)dio para o f3gado.me por um rem)dio para dores.a farm@cia fi'uei at) ser entregue na m"o es'uerda de Eandances. Ela tinha uma doença para alguns.

Leia a seguir a entrevista com Iennison de Aliveira e entenda mais sobre a participaç"o brasileira nesse fato hist4rico 'ue mudou o mundo.@poles. Eles tiveram con'uistas importantes. <ais de 0 mil homens fi$eram parte da Torça E=pedicion@ria Wrasileira v TEW v e desembarcaram em . Iesde 1*/(. mas tamb)m sofreram preconceitos durante a guerra e 'uando voltaram para casa.TALES. "or que o ?rasil entrou na -egunda 1uerra *undialZ A posiç"o geogr@fica do pa3s v 'ue ocupa a parte mais estreita do AtlPntico pr4=imo Q dfrica v. seu tamanho e populaç"o tornavam.. os EJA nos pressionavam para 'ue fi$essem uma ocupaç"o +/( .. no m3nimo. dif3cil Q manutenç"o da neutralidade do Wrasil. Ft@lia.

o Wrasil passou a fornecer importantes materiais estrat)gicos aos Aliados.!preventiva! do territ4rio nordestino e a instalaç"o. etc. Ao mesmo tempo. Simultaneamente. . Em meados de 1*/1. As sucessivos torpedeamentos de nossos navios ) 'ue levaram nosso pa3s a declarar guerra aos Zpa3ses do Ei=o. +/1 . de bases a)reas 'ue permitissem escala para os vXos rumo Q dfrica e ao Ariente. borracha.or a'ui. essas bases e rotas a)reas M@ eram uma realidade. ali. Iiante desses fatos. passaram de$enas de milhares de aeronaves armadas e municiadas para combate. pretendiam impedir 'ue essa rota a)rea e esses locais para bases fossem ocupados por pa3ses do Ei=o. os alem"es perceberam 'ue a neutralidade do Wrasil era apenas te4rica e passaram a atacar maciçamente nossos navios mercantes. seis meses antes da entrada dos EJA na Segunda Guerra <undial. como minerais. rumo aos campos de batalha africano e asi@tico.

com longo tempo de serviço.recrutados :a maioria oriunda da $ona rural e com bai=os n3veis de saNde e educaç"o>... ) 'ue foram recrutados. Eomo admitiu o chefe do Estado. com poucos contatos sociais influentes 'ue lhes permitissem se evadir.TALES. _ual era o per!il de nossos soldados e como !oi seu treinamentoZ .<aior da Torça E=pedicion@ria Wrasileira :TEW> ao embarcar no navio 'ue levaria nosso primeiro escal"o de combatentes para a Europa: !A bordo. <etade dos oficiais subalternos eram reservistas. foram aproveitados.ou'u3ssimos soldados profissionais. s4 estavam os 'ue n"o +/ . e tamb)m cerca de metade dos efetivos eram rec)m. ^ustamente os mais pobres e menos instru3dos. A maior parte do oficialato da ativa conseguiu escapar do envio para a guerra.

Ios 0 mil homens enviados para a luta. A artilharia teve oportunidade de treinar a'ui no Wrasil usando o mesmo tipo de material 'ue seria empregado na linha de frente. -abe-se que a maior parte das tropas aliadas que participaram da -egunda 1uerra era segregadaG isto éG os negros !icavam de um ladod e os brancosG de outro5 &omo era a situaçDo das tropas +/& . mas a infantaria n"o teve a mesma sorte.0(( eram volunt@rios. menos de 1. como admitiu o pr4prio comandante da TEW. partiram do Wrasil !praticamente sem instruç"o!. As outros.ior ainda. 'ue permitisse detectar falhas na sincroni$aç"o das manobras. Ios trOs regimentos de infantaria enviados. apenas um recebeu treinamento condi$ente com a realidade da luta 'ue seria travada :treino esse 'uase todo feito por instrutores norte.americanos>. a TEW Mamais reali$ou um treino em conMunto. .conseguiram escapar!.

essas formaçDes. lutaram divisDes de infantaria das mais diversas nacionalidades.Iivis"o de Fnfantaria da TEW 'ue lutou nos campos da batalha da Ft@lia na Segunda Guerra <undial foi a Nnica tropa racialmente integrada 'ue foi empregada em combate na'uele 0ront e em 'ual'uer outro.. inglesa e francesa. .TALES. .americana. cabe destacar a pol3tica oficial de segregaç"o 'ue apresentavam: brancos e negros Mamais lutavam Muntos.Iivis"o de Fnfantaria> e um regimento inteiramente composto por descendentes de Maponeses :o // . havendo uma unidade espec3fica para os negros :a * .i %egimental Eombat Team>.... brasileirasZ A 1.a'uela mesma frente. como norte. Entre os primeiros. os cargos de oficial superior eram +// .

o caso da TEW. est@ confirmada a recorrOncia das ordens para se e=clu3rem os soldados 'ue n"o fossem brancos dos desfiles e demonstraçDes pNblicas ou. a TEW padecia do mesmo tipo de racismo 'ue era t3pico da sociedade brasileira na'uela )poca. &om relaçDo Xs operaçQesG sabe-se que as tropas brasileiras davam apoio ao exército norte-americano5 Nas campanhas de que nosso exército participouG qual !oi a participaçDo +/0 . Kavia ainda total e=clus"o dos negros na formaç"o de guardas de honra. Enfim. em particular a'uelas 'ue se destinassem Q recepç"o de autoridades estrangeiras. . apesar da integraç"o. coloc@. no caso de isso n"o ser poss3vel. onde seriam menos vistos.preenchidos predominantemente ou totalmente por brancos.los no interior das fileiras. cabendo Qs outras etnias integrar 1o grosso2 do efetivo da tropa.

A tomada de <ontese e a captura da 1/+. As en!ermeiras brasileiras tiveram participaçDo !undamental durante a +/5 .TALES.americana. a TEW agia conMuntamente com a 1(.Iivis"o de Fnfantaria alem" tamb)m foram efetuadas e=clusivamente por tropa brasileira.. %esumindo ao m@=imo. as trOs Nltimas foram feitas e=clusivamente com tropa e comando brasileiros. das cinco tentativas de tomar o famoso <onte Eastelo. levada para esse 0ront Mustamente para precipitar o fim da guerra na Ft@lia.a fase final da campanha da Ft@lia. pode. o 'ue n"o ) poss3vel por'ue tomaria muito espaço. . brasileira e a americanaZ %esponder a essa pergunta e=igiria uma descriç"o detalhada da campanha toda....Iivis"o de <ontanha norte.se afirmar 'ue.

. por causa das horr3veis +/6 .americano 'ue o comando brasileiro achou v@lido imitar. os aviDes 'ue fa$iam a rota da GroelPndia rumo Q Gr". Wretanha tiveram. Eom o inverno rigoroso no AtlPntico .ordeste do pa3s por'ue por ali poderiam enviar aeronaves diretamente para as frentes de luta. Em Natal @#N)G estava instalada a maior base militar americana !ora dos EUA5 _ual !oi a import3ncia dela e como era o cotidiano naquele lugarZ Existiram outras bases aliadas no ?rasilZ Ariginalmente.orte. os EJA pretendiam construir bases por todo o nosso continente para impedir a invas"o da regi"o por parte do Ei=o.osteriormente.-egunda 1uerraG e as que participaram do con!lito ganharam a patente de o!icial5 "or qu4Z Era um procedimento comum no e=)rcito norte. decidiram concentrar seus esforços no .

. condiçDes clim@ticas.TALES. americanoY cooperar com o patrulhamento do AtlPntico e aMudar a impedir o tr@fego de navios e submarinos do Ei=o na'uela @reaY e disponibili$ar uma divis"o de infantaria para lutar na Ft@lia. _ual !oi o grande !eito do ?rasil durante a -egunda 1uerraZ Kouve v@rios. 'ue reali$ar a rota do Wrasil. primas para o esforço industrial norte. eu cito os seguintes: ter servido como ponte a)rea para o envio de grandes aeronaves dos EJA para todas as frentes de batalhaY fornecer alimentos e mat)rias. gostaria de destacar dois grandes feitos +/+ .o conte=to italiano de operaçDes.or ordem de importPncia. . .. Enfim. a regi"o teve uma importPncia fundamental na vit4ria dos Aliados na guerra.

aliviando consideravelmente a press"o sobre a 1(.se do primeiro dia da Afensiva da . Nltima formaç"o importante ainda em condiçDes de combater na Ft@lia>. 'ue se deu poucos dias depois.0(( +/* .. 'ue praticamente salvou o dia. A segundo ) a captura em combate da 1/+.Iivis"o de Fnfantaria alem" e dos remanescentes das IivisDes Ft@lia e <onte %osa :'ue constitu3am o chamado E=)rcito da LigNria. ?rasil so!reu muitas baixas durante a guerraZ A TEW teve //& mortos. uns 1.Iivis"o de <ontanha.. 'ue liderava a ofensiva. Tratava. A captura dessas formaçDes aMudou a apressar o fim da guerra na Ft@lia.rimavera. em 1/ de abril de 1*/0. A tomada de <ontese atraiu para a @rea da TEW a maior parte do fogo defensivo de artilharia do inimigo. o esforço final para acabar com a guerra na Ft@lia.da TEW. A primeiro ) a tomada de <ontese.

'ue foi inteiramente e'uipado e treinado pelos norte. morreram certa de *(( pessoas em decorrOncia de torpedeamentos.americanos e estava subordinado a um de seus grupos de +0( . 'ue tiveram apro=imadamente ( milhDes de cidad"os e 0 milhDes de combatentes mortos. E qual !oi o papel da 2orça Aérea ?rasileira @2A?) no con!litoZ Toi enviado um Nnico es'uadr"o de caça.o mar..TALES. . feridos e apro=imadamente + mil doentes v a maioria v3tima do clima pavoroso :at) ( graus negativos> nas montanhas dos Apeninos durante o inverno. Ie longe. 'uem sofreu as maiores perdas foram os russos. S"o bai=as pouco e=pressivas se comparadas Qs 'ue os outros combatentes sofreram..

Eontudo. Eomposto de cerca de 5( pilotos. fa$endo dos veteranos da TEW pessoas muito prestigiadas. os brasileiros destru3ram mais de 1 ` dos alvos. Eom menos de 5` das aeronaves desse grupo. os famosos . essa euforia durou pouco. aç"o muito mais perigosa 'ue o combate entre aeronaves. &omo !oi o retorno dos pracinhas brasileirosZ &omo eles !oram recebidos em nosso paHsZ A recepç"o foi euf4rica. A contribuiç"o desse es'uadr"o para o esforço de guerra na Ft@lia foi not@vel. usava aviDes de caça monomotores.caça. A ine=istOncia de aeronaves alem"s na'uele 0ront limitou os pilotos Qs missDes de ata'ue ao solo./6..combatentes restou uma rotina penosa de readaptaç"o Q realidade +01 . Esse desempenho colocou o grupo brasileiro entre os melhores de toda a Segunda Guerra <undial. e aos e=.

combatentes s4 foram aprovadas em 1*/6.. assim. na Pnsia de se livrarem da TEW. nem sempre poss3vel para muitos. Traumas psicol4gicos de todo tipo e a rotina da luta pela sobrevivOncia no mercado de trabalho dificultaram o retorno de milhares de brasileiros 'ue estiveram nos campos de batalha Q vida normal. As primeiras leis de amparo aos e=.. os pracinhas foram rapidamente desmobili$ados sem 'ue tivessem se submetido a e=ames m)dicos. Al)m disso. da vida civil. confi@vel pelo presidente Largas.ara provar incapacidade decorrente do serviço na linha de frente e. os pracinhas +0 . tida como politicamente n"o. 'ue mais tarde seriam fundamentais para 'ue obtivessem pensDes e au=3lios no caso de doenças ou ferimentos ad'uiridos no 0ront. .TALES. receber as pensDes.

Iessa forma. o suMeito 'ue estava de sentinela num 0ox . Ao longo do tempo. v@rias leis de apoio aos e=. em todo o litoral do Wrasil. suportando temperaturas sub@rticas e todos os riscos de morte e invalide$. de fato. <as acontece 'ue. 'ual'uer pessoa 'ue tivesse sido enviada Q !$ona de guerra! teria direito aos au=3lios. vias naveg@veis e cidades economicamente importantes se encontravam dentro dessa !$ona de guerra!.< 'ue havia sido +0& . os 'uais seriam dispens@veis se sua desmobili$aç"o tivesse ocorrido de forma racional e planeMada.ole :abrigo individual> nos <ontes Apeninos. criada nos anos 5(. pensDes e promoçDes 'ue estavam sendo reservados para a'ueles 'ue. at) chegarmos Q famigerada Lei da . Ie acordo com essa lei.combatentes foram sendo promulgadas. estava na !$ona de guerra! tanto 'uanto o banc@rio ou o .raia.tiveram de se submeter a todo tipo de ve=ames e sacrif3cios. foram Q Ft@lia.

con'uistaram numerosas gl4rias militares.ouve mudanças no Exército brasileiro em decorr4ncia da guerraZ . Kavia enorme preconceito e inveMa da'ueles 'ue estiveram com a TEW e 'ue. A E=)rcito fe$ o poss3vel para marginali$ar e desconsiderar 'uem esteve na linha de frente. se essa lei au=iliou de fato os e=. 'ue fa$em deles autOnticos !maraM@s! entre os aposentados do serviço pNblico. ainda hoMe.."o. Tamb)m o 1varguismo2 fe$ o poss3vel para erradicar a TEW e suas mem4rias. . transferido para uma cidade litorPnea do Wrasil. com seu sacrif3cio e dedicaç"o. Mustamente por +0/ . Au seMa.combatentes. civis e militares 'ue..TALES. beneficiou tamb)m um enorme conMunto de servidores pNblicos. go$am de polpudas pensDes.

Lenço de pano. Toda e=periOncia militar ad'uirida na luta contra o Ei=o foi despre$ada. Earteira de cigarretes canabinol. Eu. Estou escondendo delas. %em)dio para o f3gado. es'uecida e inutili$ada. mais outra moeda de (( r)is. :Nota da +ibre Expresion no decI ? As putoesias est"o me procurando.a bolsa de Eandances. Jm canivete.fascismo. contrariando at) mesmo o conselho dos EJA de 'ue se visse a TEW como nNcleo de um esforço de renovaç"o e moderni$aç"o de nosso E=)rcito. A foda ) 'ue elas entram pelos poros me usam como hospedeira> . Munto de uma cai=a de f4sforos com nove palitos. War"o de <au@ na +00 . Ehave. Jm pe'ueno bilhete escrito por <e#eda.causa do papel 'ue seus membros e=erceram na luta contra o na$i.

Ti'uei +05 . onde consegui fugir. Warraco. A Wotafogo football club une. Easa. ao sair do morro. Toi abordada por trOs garotas. <oc4. um dos mais importantes clubes do Wrasil.. se ao Elub de regatas botafogo. + de de$embro ? Webida a vontade.. Autros desconhecidos para Eandances. %esolveu passar pelo <orro da Eapoeira Angola para chegar mais r@pida a sua residOncia. G4ma. observando as miragens urbanas. Eonhecidos.a briga fui arremessada Munto com a bolsa. Eandances caminhou pela noite pensando na sua vida. outra face. Io outro lado. . Eaindo no ch"o. . L@rios b3pedes com face ou sem faces. Iepois da festa. dando origem ao Wotafogo de futebol e regatas.articip@vamos de uma festa.TALES. 8uando. Eandances tava com resfriado.

Aprendi com Wuto> :Nota da . Eo$inheira e Angoleira. tamb)m sa3ram correndo. . estudai. . Eontinuou seu caminho. As outras meninas ao ver Lara saindo correndo. %esta o Anar'uismo.unguista. Alguns arranhDes apenas e algumas perdas. E ai Lara conseguiu pegar algoC +06 .in!amR@Araras) no decI ? 1Todos os sistemas pol3ticos faliram.o92 ? ^os) Aiticica> . :Nota da conspiradora teatral ? To com uma peça musical na conspira...batendo v@rias ve$es no ch"o. Abservou suas unhas e viu 'ue fe$ sangrar algu)m.a m"o direita de Lara. Eandances conseguiu pegar sua bolsa. Lara me pegou e saiu correndo.

. E vocOsC .... .. Acho 'ue vou para casa.. ? disse mostrando o pescoço para suas amigas. a menina era ligeira... Eu n"o sei.. Ent"o Gilda vamosC +0+ . . <ana tu precisa fa$er um curativo nisso. pois ela me cortou o pescoço com suas unhas... Eu n"o consegui pegar nada... to com sono.TALES. A 'ue acha de tomarmos um suco natural na barraca de uma amiga 'ue n"o veMo h@ alguns anos. L@ fi$eram o curativo e conversaram bastante... Eu dei um soco nela.. . .. . Seguiram as meninas at) a casa de Lara. Lamos l@ no barraco 'ue tenho rem)dio para isso. Eonsegui pegar essa moeda de (( r)is.. <e deu saudades..

Lamos.elo 'ue estou vendo e vivendo descobri 'ue a ocidentalidade do mundo capitalista est@ destruindo a cultura de v@rios povos..ossa e=istOncia no planeta deveria ser pensada para uma evoluç"o lenta e coletiva> +0* . Abservem e me corriMam se estiver errado> :Nota da procurando ? .... fa$ um tempo 'ue fui l@. Lamos. . :Nota da555 Esqueci ? ... <as acredito 'ue est@ ainda no mesmo lugar.... Sei. Se acontecer de a barraca n"o estiver mais l@. Fsto ). To de bobeira mesmo. Tu sabe realmente onde fica essa barracaC . vamos fa$er outra coisa.rincipalmente a'ueles 'ue 'uerem viver com a Terra na sua evoluç"o lenta e inteligente. Sem muito consumismo.

E ai amiga 'uanto tempo. Lara e sua amiga foram tomar suco na barraca de Tlores <agon. . mas Tlores n"o 'uis +5( . . Tirm"o Lara.. .TALES... desencontros e encontros.. Lara fe$ 'uest"o de pagar.me c@ um cheiro. amores. E ai Tlores firm"o cumpadiC ? chegou M@ di$endo para sua amiga. Lara e sua amiga tomaram um suco de erva cidreira com lim"o...:C> . depois abraçou e cheiro Gilda. A barraca estava no mesmo lugar em 'ue Lara tinha visto numa visita 'ue fe$ h@ algum tempo no passado seu.. 8uanto tempo9C Ie... ? respondeu Tlores dando a volta na barraca e abraçou e cheiro Lara.. futilidades e brincadeiras.orra uma cara9 Elas ficaram conversando sobre suas vidas.

Iepois nos vemos.resente meu a vocOs. Tudo bem vou aparecer. ... . . Lara disse 'ue vai aparecer mais ve$es.ost <ortem:bra> ? to escrevendo dois livros ao mesmo tempo. .. WeiMos.. . :Nota da )oida pra dar cinco horas pra ir embora ? no dec# . Temos 'ue ir. ? disse Lara passando seu endereço.receber. Ta cedo9 ? disse Tlores... 8uero ver.romete. disse Tlores a Lara e sua amiga..oesias e esse 'ue tu ta passando o olho e a mente>. ? Eola no barraco porra9 . Elas agradeceram.a pr4=ima tu vai comer um pastel de carne de soMa deliciosa. . As duas amigas despediram. L@ l@ em casa 'ual'uer dia desses. +51 .se... . Lara e sua outra amiga caminharam de volta para sua casa... . Lara estou tamb)m com vontade de vender pastel..

"o seMa mais um cNmplice dessa mis)ria92> +5 . E ai Gilda gostou de conhecer TloresC . trabalhos.. Ela ) simp@tica e fa$ um suco delicioso.se em comunidades. escolas.TALES. como disse Wa#unin. bairros. formas alternativas para derrubar essa farsa e monstruosa abstraç"o chamada Estado... .... As duas foram conversando. Gostei. :Nota da ?aIunin ? 1%econhecemos #e a escravid"o ) o pior dos males e n"o a pobre$a. Iesperte e lute9 . n"o viver de esmolas e organi$ar. caminhando e observando as miragens urbanas de sua realidade.

Era a grande final do campeonato de futebol de rua. A sol e a chuva estavam presentes. TrOs Mogadores de cada lado. me com a m"o direita sem ver e Moga.:Nota da Estomagos vaCios no decI ? Somos todos iguais preconceito nunca mais.. Ie um lado o time: Apreciadores da fumaça e do outro lado. Terra vermelha.1 ? <inha nenO fe$ sete anos ? abraços de manadas de guinus> <anh" de Ie$embro. Escolheram coroa. Io barranco futebol clube. A rua estava lotada. ? KoMe &(.&. nem ela. Ieu coroa. SilOncio no c)rebro de Lara. A silOncio em torno da moeda e 'uebrado 'uando Lara di$ 1Eara2. A +5& ..a volta Lara pega.. . tampando a moeda para ningu)m ver com a m"o direita. A silOncio ) 'uebrado com batucada da torcida do time 'ue saiu com a bola.me na m"o es'uerda. A moeda ) Mogada para o alto. %ua RL de novembro.

"o e=istia Mui$.. B isso ai TataS9 Jm brinde9 Lamos virar o Mogo e passar o rodo neles."o es'uenta Lara.. . escalaç"o dos Apreciadores de fumaça era: Lara. Io barranco T. era: Lagia. tava ganhando de dois a um. .orra tamo perdendo de dois a um. ? responde. Io barranco T. eles est"o Mogando melhor 'ue n4is ? disse Lara a TataS. ? grita Lua dançando. Eaio e Laia.E.. Ias m"os de Lara fui parar no bar de Ling na troca por refrigerantes e @gua... . Iando um tapa de leve no ombro de Lara. A do outro time... Esse Mogo marcou toda uma s)rie de v@rios Mogos. Lua e TataS. .E. vamos virar o Mogo. B n4is9 As apreciadores de fumaça. +5/ . Eles estavam no bar do outro lado da rua.TALES. Fntervalo do Mogo. . ..

Anar'uista. independente: w . torcedor e t)cnico do time. ^ornalista. %abiscador e poeta.a m"o de Spies. cidad"o #e foi convocado para o serviço militar e n"o se apresentou."o vamo toma muito refrigerante sen"o n"o Mogamos bem.. . ? Tome um pouco de @gua e s4 depois do Mogo vocOs se 1drogam2. Iicion@rio Aur)lio> . .."o submisso..edreiro. Se liga9 ? di$ o pai de TataS. Eles ficaram conversando sobre o Mogo. Eomprou 'uatro cerveMas e um pote de conserva de +50 . altivo. :Nota da insubmissa ? S4 h@ uma meio de con'uistar a liberdade em uma sociedade autorit@ria ? Sendo insubmissa9 ? Fnsubmisso ? 1. Armaram t)cnicas e conspiraram estrat)gias.. ^ambeiro.

. ma=i=e.. +55 .o. Sentindo.TALES. . fs ve$es . Tomando uma cerveMa. Ta dois a um para os Io barranco. anos.assou a m"o pelo seu corpo. TataS fe$ um gol. Grambelita. me no arma$)m de .eebe ficava procurando troco para dar pros fre'Uentadores do arma$)m e me tocava com a m"o direita. Iois a dois. ..me de troco.eebe. Ticou observando o Mogo. Eomprou maconha para ele. Spies recebeu. Iois dias depois.. agradeceu a menina e saiu do bar. Ele ficou observando a movimentaç"o do futebol. Sei n"o9 To observando outra coisa. 1*anos. ...um canto do bar.. ? disse uma garota. Spies dei=ou. 8uanto ta o Mogo LingC ? Sentou numa cadeira.. . . Ti'uei na gaveta um bom tempo. Spies seguiu seu caminho.

A.. Arro$. Sempre comprando arabul. Jm dia desses. Alha a caaaaaartaa .un\. TeiM"o.eebe. Entregador de cartas.edagoga. Al@ ..a e observou."o ) para mim e para minha irm". Gambrelita recebeu..an\ ao vO. A cheiro o vento encarregava de levar para outras narinas. la 'uieta. . ela estava fumando um baseado na frente de sua casa. .a. Earta de amor para vocO. . Ela tem o mesmo nome 'ue eu.Telefonista.... 'uase impercept3vel para pessoas 'ue passavam na rua.un\. .. T3mida 'uando necess@rio... Eurtia fantasias se=uais..un\ se apro=imou sem ela perceber. Seu Mardim a camuflava.. . Wananas no arma$)m de . +56 .. . Ela pa'uerava . Eantora.o. ? disse lhe entregando a carta. disse . . Ela levou um susto.

. .TALES. Laleu Grambelita.un\. Teve um arrepio na espinha e sorriu... Ser@ um pra$er..un\ fumou e devolveu o baseado para Grambelita 'ue sentiu novamente o to'ue de seus dedos.un\ pegou o baseado da m"o es'uerda de Grambelita. Ta a fim de dar uma bolaC ? perguntou Grambelita se .. +5+ . . . To devagar no momento. Einco dias em coma ? rindo. As olhares se encontram e se desfa$em numa despedida em sorrisos. 8uando 'uiser dar uma bola ) s4 cola a'ui no barraco."o tem de 'ue ...un\. S4 uma bola.un\ 'ueria fumar com ela. ? Apareci sim. 'ue sentiu o to'ue sutil dos dedos de . trampando ) foda. To com um baseado do loco. ... ? rindo. . . ... ..

Toi. Anar'uista. cara de cavalo . +5* . WObado. Apreciador de açamuf..se. Elarice me vO um 1f4fa t4ba2:+ 6(+*++> a'ui pro meu amigo.un\. %oinhecoma. Sai fora Tielden. ShSab.ota da sem pedra nas m"os.. Entregador de cartas.. Escritor. seu peid"o. %abiscador. E=propriador de agOncias banc@rias.. .ota da uma pedra na m"o es'uerda. Kumor com empurrDes e palavras 'ue ofendem na boa seu amigo. risos .. Ladr"o dos 'ue tem mais. <Nsico.a m"o es'uerda de Tielden.. E ai ShSab. Jma acertou a face do autoritarismo e a outra acertou a face da mais valia>.. As dois ficaram conversando e dando gargalhadas sobre suas vidas. ? risos . . :Nota das duas pedras na mDo direita ? . %adialista. . Anar'uista.

fotografa a casa de bai=o para cima e conspiro a e=posiç"o> Iepois de um bom tempo no bar de Elarice. Gustavo rapidamente no final da rua me dei=ou na m"o direita de seu irm"o Tischer. barraco. g4ma. Eomo fui parar nas m"os de TieldenC Grambelita comprou um livro dele 'uando estava vendendo de casa em casa. residOncia.TALES.. etc. mu'uifu.. fui parar na m"o es'uerda de Gustavo. +6( .. chatX. :Nota da !otogra!a de casa ? R morador= contrata :ou el= mesm=> para conspirar uma e=posiç"o de fotografia de sua casa.. de troco por uma troca de cinco litros de feiM"o.

. Ela. TchauC . Gustavo segue seu caminho e Tischer volta para casa todo contente ao ver 'ue ia consertar a bicicleta 'ue estava parada h@ algum tempo. Se liga Tischer.. Tica frio mano ) n4is9 . Tchau mano. tenho 'ue resolver alguns problemas. LO se n"o gasta com besteira.. toma a'ui essa grana pra vocO comprar o pedal da bicicleta 'ue esta 'uebrado... .. <ano. ? . pois a m"e ta me esperando. ) para arrumar a bicicleta..... se liga hein9C ? disse olhando nos olhos de seu irm"o... +61 . . Kummm99 Laleu mano tava precisando mesmo9 . <ano vou para casa.. o meio de conduç"o dele e de seu irm"o. . Iiga Q m"e 'ue vou chegar mais tarde.."o fica vacilando..

<as 'uero ter essa e=periOncia. Ler"o.. :Nota da apreciadora de suco de limonada com hortelD ? %esolvi n"o mais dar aula. <as to com receio.. Sol. pois me sobrecarregaria e vou dei=ar pra frente 'uando realmente precisar> Ao passar pelo velho %ibeir"o Waguaçu. Timide$ e despreparo. Tischer resolveu +6 . :Nota da apreciadora de suco de manga ? Iescobri 'ue posso dar aula. A foda ) 'ue e=iste uma m@fia nas escolas :pelo menos por a'ui> onde as diretoras e diretores com seus padrDes impDem para 'uem 'uer lecionar>.TALES.

Secou. +6& . Iesceu o barranco e caminhou at) a margem do rio.ediu licença ao rio para banhar. ... TrOs gritos. Lestiu a calça. Saiu e caminhou at) suas roupas.se. Estava fumando um baseado 'uando observou uma menina descendo o barranco em direç"o ao rio. Sentia.ua como veio ao mundo.u como veio ao mundo. <aria observou 'ue estava sendo observada e resolveu sair. <ergulhou.dar um mergulho. Ticou s4 observando e fumando. A menina despiu. A menina n"o o viu. Tocou a @gua para verificar sua temperatura. . <aria do .ecado tamb)m se deliciava com alguns mergulhos.se. Iespiu.se. . <ergulhou.se com a camiseta e estendeu ela para secar num galho de uma pe'uena @rvore. onde l@ estava eu no bolso de sua calça. E ai posso dar uma bolaC ? nua toda molhada. Jm baseado acendeu. Eaminhou at) onde estava Tischer.se como um pei=e. .

. Ah. Tischer fumou.. Abservou seus p)s e subiu at) a vagina da menina. As olhos se tocavam. Toma ? <as en=uga a m"o .TALES. ? Loltou Q realidade.. Tischer ficou admirado ao vO. +6/ ... tanto da menina como do menino.la nua na sua frente e sem palavras. Ai9 ... A silOncio s4 era 'uebrado pelos nossos irm"os terr@'ueos p@ssaros. Seus dedos tocaram. disse Tischer voltando Q realidade e passando o baseado na m"o de <aria. Ela deu duas bolas e passou a Tischer.osso dar uma bolaC ? disse <aria novamente. . A baseado acabou na m"o direita de Tischer.... Tumou e passou para <aria novamente. na..

se novamente e pulou. ficou s4 observando a'uele corpo nu em pelos na sua frente.. tira.se e foi mergulhar. Ele veste..se. Lamo.. Tischer sentando onde estava. Ao termino da'uele momento entre os dois. Munto com seu colar feito de sementes de olho de boi... Gravou em sua mente. sem pensar. . despiu. <aria volta a banhar. Tischer rapidamente.<aria virou. ? gritou a menina.. As dois ficaram brincando na @gua 'uando um to'ue sutil sem 'uerer nos seios de <aria foi o estopim para a e=plos"o se=ual 'ue acabou numa trepada deliciosa para ambos #e começou no rio e terminou fora dele. Tu vai ficar ai parado.me em sua m"o direita. Tischer apenas lava suas m"os e seu pOnis. . +60 . Eu. me dei=a em cima da roupa de <aria sem ela perceber. uma pe'uena moedinha.se.me do bolso de sua calça e coloca.ula.

se e saiu dali com a vontade de encontrar o menino ainda na rua. .me e me observou. etc. +65 . suas roupas e ela. Tischer seguiu seu caminho sem nada de despedidas.egou.se com sua camiseta. Eu..TALES.. .>. %a##o. Ela continuou a nadar. vestiu. Ela olhou para Tischer. L@ me encontrou perto de seu colar. o colar. Tischer nos olhou. <aria esperou alguns minutos e deu um grito. :Nota da tentando ser eu mesma nesse mundo de mEscaras ? 8uero dedicar esses rabiscos a grandes terr@'ue=s como a putoetisa Amanda..ada. Secou.. Saiu do rio e caminhou at) suas roupas.

Jm p) de Mabuticaba e um de laranMa lima dançavam com a aMuda do vento.arou e passou a m"o es'uerda no p). . Toi at) o p) de Mabuticaba. Fmagine.me. Alhou e seguiu caminho. um pei=e engoliu. . Jm pe'ueno c4rrego."o demorou nem um minuto. ^ogou. Abriu a Manela e debruçou.se na mesma. Jm pe'ueno c4rrego corria l@ no fundo.Ao chegar a sua residOncia entrou e caminhou at) seu 'uarto.me pensando 'ue era comida. #e estava calmo.me cair no fundo. Ticou observou e sentindo o cheiro de seu 'uintal. Encontrou uma ponta de um baseado 'ue tinha dei=ado a algum tempo e 'ue a consciOncia es'uecia. dgua +66 . Ticou observando. Em suas narinas ainda sentia o cheiro do menino.erto do c4rrego. As galinhas e seus filhotinhos perambulavam por l@. @gua 'ue dava para ver o fundo e os pei=es 'ue habitam por l@. . <aria pulou a Manela e caminhou at) o pe'ueno c4rrego. %espirou fundo.

L@rios seres. Tucunar). Jm grande pei=e.. :Nota da vontade de mijar ? KoMe de de$embro de ((6 ? . Ticou observando mais um pouco. L@ estava eu novamente dentro de um pei=e. Tempo depois.TALES. levantou e voltou a seu 'uarto. limpa. <aria ficou rindo do acontecido. Engole. Estou 'uerendo +6+ ."o sei o 'ue di$er. e ao ver o pei=e indo para n"o sei onde.. To cansado desse mundo adulto>. :Nota da nDo quero mais exploraçDo dx humanx pelo humanx . A moeda caiu em cPmara lenta. Transparente.

. Esperto como uma onça.edrinho 'ue a beira do barranco. . <enino do mato.orte. Eonhecia a @rea onde morava como ningu)m. Era seu Nnico alimento para o momento. Leste. . Sul. feita por ele mesmo. at) as id)ias para evoluç"o de todos.lhe as +6* . no mesmo barraco.ra todos.ois tudo era dividido. Aprendeu com seus irm"os ind3genas. 1/ anos. . S4 se alimentava do 'ue a nature$a lhe oferecia para matar a fome dele. Eoletor caçador. Em casa. Livia perto de uma aldeia ind3gena. Aeste. E dos vi$inhos do lado direito a es'uerdo.colocar o nome do livro de 8ua$imodo. mais trOs pessoas 'ue sobrevivem Muntos a ele. Lamo vO> . com sua vara de pescar. .edrinho. Se assim a nature$a o permitia. 'uando abriram os pei=es com uma faca para tirar.escou v@rios pei=es.

^@ pensou.. A 'ue vai fa$er com a moedaC . . m""""eeee..TALES. <"eeee. .edrinho ficou contente. Lou. Ande tu encontrou isso meninoC .. . . Tanto 'ue foi correndo mostrar a sua m"e. 'uando encontrei a pe'uena moeda em um deles.."o sei no momento... onde estava sua m"e dando milhos as galinhas e galos....o outro dia.. tripas. At) os pei=es est"o se alimentando de dinheiro. olha o 'ue encontreiC ? Eorreu at) o 'uintal.me por um par de ++( ... caminhou at) a cidade e trocou..los.. peguei trOs pei=es grandes.. .. Abri os pei=es para limp@..... Ande vamos pararC . descobriu a pe'uena moeda em um dos pei=es. . A m"e n"o vai acreditar: Estava pescando.

Eom <u$en$as fi'uei um dia e meio at) ser entregue a Anurb. Tora a cultura da pesca pra$erosa.o bar onde Kumbo.se do venenu> . mais 'uem mandava era o coronel <u$en$as.as m"os de Jrucungo fi'uei at) chegar Q fa$enda e ele devolver o troco a <u$en$as. ++1 . 'ue me possuiu por apenas trOs dias.chinelos feito de borracha de pneu de caminh"o e um doce de amendoim. Jrucungo foi comprar mantimentos para levar a fa$enda onde trabalhava. . Jrucungo fa$ as contas."o acredito #e precisamos pescar. :Nota da miasma ? Iischord no dec# ? Tecnologia para 'uemC .> :Nota da nDo sei o Ie ? Escrevo para mim n"o para leitor=s9 <as se 'uiserem ter orgasmo sirva.

.. s4 na id)ia. Eavalo esse presenteado por seu ++ .. Te$ amansador de burro brabo ficar calado. <enino valente. Eolecionador de figurinhas de goma de mascar.me por serviço prestado a <u$en$as. . Euidado9 Estamos em guerra.. Escutei no r@dio. Iomingo de manh". Ande se vai meninoC ... .. sua folga. .se para ir at) a cidade como eles mesmos di$iam. Anurb recebeu.. acordava cedo como todos os dias e um baseado lhe acompanhava. . AMudante de Tores na fa$enda.TALES. Tudo bem vou tomar cuidado9 A caminho da cidade com seu cavalo.. Ti'uei no embornal de Anurb. Lou at) a cidade. n"o como todos os dias o baseado. apenas aos domingos.reparava..

.de.cana..>.cana na barraca de 8uintana.la e tomar um copo de caldo. As p@ssaros fa$iam o fundo musical.amorado de 8uintana. E ai g)roba firm"o cumpadi. . Elis no vinil. . Seguia lentamente cantarolando.(6 ? 1+ horas e /6 minutos. I= dit= iluminad=. A povo da floresta tem mais a ensinar pra n4s do concreto. Ah9 Lamo9 :Nota da &hato parte tr4s ? 1 . I= destruidorZa. Se liga patifaria9 Io n4s ensinarmos a el=s. Sei n"o..assava por l@ toda tarde para vO. Eom 8uintana fi'uei at) ser entregue a Earniça.a cidade Anurb foi at) a casa de seu amigo g)roba e o convidou para tomar uma Mara de caldo. o 'ue acha de colarmos na banca da 8uintanaC . I= racional.. I= assassin=. . ..de..tio.1. ++& .

? Ah.. Lai rolar o lançamento do meu pr4=imo livro. 8uerida. ? disse 8uintana. Eom Earniça.recisa sim.. 8uintana to indo para S"o . leve essa moeda e me compre o Lp da Araci de Almeida. . Ent"o hoMe n"o nos vemos maisC ++/ . Escritor. Tico feli$ por vocO.aulo...utoeta. . ."o precisa. Woa id)ia. Gosta de mergulhar em rios.orra fico mesma. . Eatador de frutas. . . Tudo bem nega.... pega e me traga o Lp...aulo amanh". . %abiscador.TALES..... compro para vocO.. 'uando chegar vamos comemorar com uma ida a cachoeira.. . Tenho 'ue ir. . . .. Ti'uei com ele at) o lançamento de seu livro... pois vou me preparar para a viagem. .. A lançamento foi em S"o . Aventureiro.. .

.em c)lulas para n"o evoluir. Tchau nega. Earniça viaMou para S"o . . ce vendeu o SE% para obter o ter>. ++0 .. Eada ve$ #e descubro sobre mim mesmo e a realidade onde sobrevivo. Ele sentado na poutrana do Xnibus. ta limpoC . E la est@vamos n4s. Eu em seu bolso.se e eu fui com ele.o outro dia..aulo.. Q noite dou uma passada no seu barraco....1. . . Tchau amor. :Nota da pessimista ? fs ve$es ou 'uase sempre :1 .(6> gostaria da e=tinç"o da raça humana do cosmo. Earniça foi.. . 8uero s4 ver9 As dois se beiMaram e sentiram o cheiro um do outro. Tico puto em participar desse ser.. Logo de manh".."o. at) a noite.

Iescobri #e a informaç"o ela ) negada e #e =s de cima tem o poder de apagar a hist4ria e construir uma nova est4ria>.TALES. :Nota da mais um dia5 9K5:5=8 ? KoMe descobri #e est"o criando um campo de concentraç"o para imigrantes na Gr)cia.. A filosofia ) pra tod=s. Saber:C>.. Se con'uista e se sociali$a. :Nota da cansada de ser escrava do rel>gio ? A informaç"o. Ande M@ se viu9 Ehegamos a mais um na$ismo9 A mundo vai ter #e sofrer uma revoluç"o agora ou vai se afundar em mais um ###apitalismo mundial. Ehoro9 <as vamos a luta> ++5 . mais devastador.

. 'ue teve ao fugir de um cerco da policia h@ alguns dias.:Nota da !aCendo alogamento logo de manhD ? estava eu transando comigo mesma 'uando me veio a mente sobre o nosso planeta.atalino %odrigues.acional.ovo ainda seria incurso na Lei de Segurança .atalino acumulava diversas prisDes desde o in3cio da d)cada de trinta.o pular o ++6 .aulo o anar'uista . onde sobrevivemos9 .orra a Terra nos da os cinco As e n4s retribu3mos com despre$o e destruiç"o ? ce ser somos n4sC> Em 1*/ ) preso em S"o . <as n"o conseguiu correr.atalino tentou fugir. . . 'ue se encontrava foragido do pres3dio pol3tico desde 1*&6 pela pr@tica de atividades subversivas. e at) o final da vigOncia do Estado . A pol3cia estava por toda cidade. Todos eram suspeitos principalmente Q diferença. devido a um problema na perna.

TALES. Tentando sair da rodovi@ria ele ficou assustado ao ver.. :Nota da chata parte 9FJ ? A 'ue leva a pessoa a surtarC> :Nota da putoetisa ? Estou sendo procurada pelas putoesias. <achucou a perna es'uerda.atalino e eu est@vamos a caminho do %io de ^aneiro. . ce porra ) essa cumpadiC ? disse a si mesmo. muro. To Mogando uma capoeira angola com elas> .. +++ ... caiu numa pilha de madeira velha. se 1cercado2 por policiais.

.atalino parou e virou.. 1Eorrer ou o 'ue fa$erC2 ? matutava e continuava andando. corre..are ou vou atirar. fingindo #e n"o era com ele.orra fudeu9 ? disse a si mesmo. Ele olhou.. ..are ou vou atirar. As sentidos se armam. . . . Eorreu. o c)rebro disse ao corpo. Eaminhou calmamente 'uando escutou um grito: . . .atalino estava a uns trinta e cinco metros de distPncia.atalino M@ estava em disparada. Apenas o pescoço rapidamente. . . ? gritou o policial.se.atalino tentou dar a volta sem dar muito na vista.are ) a policia9 ? gritou o policial e em seguida atirou para o alto.atalino continuou sem dar atenç"o. A tiro fe$ soar a atenç"o dos ++* .. Seu coraç"o começou a bater mais forte e r@pido. Ei vocO. . %esolver correr mais ainda. . .. Iois policiais vinham em sua direç"o. Saiu correndo. .<uitos policiais estavam presentes..

atalino e os policiais foram.atalino fui cair no ch"o sem nem ao menos alguns olhos me observarem. 'uando . Eu permaneci por dois dias no +*( . . Espatifou.se. .me saiu em disparada. 'ue ao escutar vieram correndo para ver o 'ue estava acontecendo.se. .TALES.o e Mogou.atalino foi pego por outro policial 'ue ficou escondido atr@s de uma casa.atalino caiu como uma fruta Maca do alto. apenas uma pe'uena lagarti=a 'ue ao ver..o no ch"o. Eu.. pois o sol lhe presenteou com o meu refle=o em seus olhos.atalino passou ele agarrou. o espancaram ali mesmo. 'ue estava no bolso de . A policial começou a dar chutes em . mas n"o teve Meito outros policiais se apro=imaram e com sua delicadesa brutal.atalino 'ue tentou revidar. L@ fi'uei. outros policiais.

Loltou.a rodovi@ria 'uase fi'uei por l@. 'ue deu id)ia as pernas. LocO se perguntou ou n"oC Earniça conheceu . . Essa sonoridade fe$ escrever uma peça musical chamada 1R rabiscador:a> a = usu@ri=> Eomo fui parar nas m"os de .atalinoC Simples.ch"o. #e parou. .egou. Enfermeira. <as segui viagem ao %io de ^aneiro com Lui$a. :Nota da jaCC blues herbie hancocI no decI ? Saudades da nossa amiga putoeta Amanda.atalino na +*1 . Ehocolate ) sua tara. Ele de paciente.se de m)dica. Gostava de transar com Erivelto na sala de cirurgia. na mesa de operaçDes.assou rapidamente sobre mim e seus olhos falaram para o c)rebro. Tui encontrada por uma mulher 'ue estava indo para o %io de ^aneiro. . na troca de um caf) com p"o. Tantasiava.me e saiu contente.

Tenho 'ue ir urgente para l@. Alhou nos olhos novamente.atalino. Ticou em silOncio...edro. Mustamente no dia em 'ue ele estava indo para o %io. Jma pe'uena garoa estava presente..me para . Earniça olhou nos olhos de . . s4 'ue a passagem tinha aumentado o preço. Earniça sempre foi cabra +* .atalino se apro=imou de Earniça 'ue estava na fila e pediu uma aMuda. rodovi@ria no par'ue Iom .TALES.atalino estava comprando passagem para o %io de Maneiro no balc"o. pois minha fam3lia est@ precisando de aMuda. Earniça deu. Ele estava chegando e . estou indo para o %io de ^aneiro e Mustamente hoMe a passagem aumentou.. . mesmo sabendo de seu compromisso com sua companheira. ser@ 'ue vocO n"o teria uma aMuda. Eom licença.atalino.

.o por um tempo. um sorriso e um olhar para gravar a face de seu mais novo amigo. 1... A medo de ter sua liberdade negada. A 'ue vou fa$erC ? disse a si mesmo.. . .atalino ficou in'uieto e saiu da fila para tentar sair da rodovi@ria 'ue no momento seus olhos s4 viam policial por todos os lados. Earniça ficou observando. Laleu mesmo9 Laleu9 Salvou uma vida.. Eaminhou at) o final da fila.bom. . .. agradeceu . pois pensava 'ue a solidariedade n"o ) s4 uma palavra.essoas chegando.. +*& .ode me chamar de Earniça. Seus olhos captaram e mandaram a imagem ao c)rebro. atos s"o muito mais. . Seus olhos tatuaram o ambiente. Salvou uma vida .atalino com um forte apertar de m"o. e sempre di$ia a si mesmo e a seuZsua amig= 'ue palavras s"o s4 palavras. .atalino agradeceu de coraç"o. Grato. . algumas indo.. Seu nomeC .olicia92 ? disse a si mesmo.

. Earniça M@ tinha partido. ? Woca rica no dec# ? <uitos podem di$er 'ue esses rabiscos est"o incompletos pela falta de levar a imaginaç"o ao ambiente da )poca.. Erie seu pr4prio livro> +*/ . WeiMos nos seus rabiscos.. :Nota da dor no pescoço ? A foda de escrever livros a 'ue tu tem 'ue pes'uisar para n"o dar mancada> :Nota da rabiscadora parte M<. mas a rabiscadora sou eu. .. Lou sair da'ui e depois compro a passagem mais tarde.. 'uem est@ rabiscando sou eu ent"o ) isso ai.atalino saiu da fila.TALES.

A 'ue chamou sua atenç"o fui um 'uadro na parede. Webeu com pra$er.."o acredite em pol3ticos partid@rios2. A primeira coisa #e fe$ ao chegar ao %io de ^aneiro foi me presentear a <argarida. Ticou bObada e +*0 . por favor. . Jma cerveMa. Tudo era e=periOncia.ediu e observou o ambiente. caminhando pela calçada. nas m"os macias de Lui$a. Era a primeira ve$ 'ue ela estava no %io de ^aneiro. War A meu vi$inho ) meu melhor inimigo. todo pintado na cor branca. Toi at) o %io para fa$er um est@gio em um hospital grande. . onde uma faca pintada na cor preta estava pensando 1..L@ estava eu novamente no %io de ^aneiro.. 'ue n"o me lembro nome. Lou tomar uma cerveMa s4 para comemorar. ? disse Lui$a a si mesma. .. . Avistou um bar e entrou. Ievagarinho. Jma cerveMa para comemorar. Lui$a gostou do 'ue viu.

mas mentalmente. Alco4latra assumida.... IeseMos s4rdidos.la. Apreciadora de pe'uenas coisas em 'ue a maioria n"o observa. ? riu ao ver Kangrid fa$endo uma limpe$a em suas narinas. . uma dose de pinga com car'ueiMo. +*5 . a conversa aconteceu com v@rias pessoas 'ue estavam presentes no bar. Lui$a pagou. Alhares 'ue se encontraram. <argarida 'uerida.. Anar'uista por nature$a. Earicias futuras 'ue n"o aconteceu fisicamente. Alguns por acaso. .. Troca de cheiros. Alhou apenas e disse: . WObada.. Gargalhadas. <argarida estava atendendo outra pessoa. M@ vou te atende. pegou seu troco e saiu rindo. Ealma.a m"o direita de <argarida fi'uei at) ser entregue meia hora depois a Kangrad.TALES.

Apro=imou. .. ? riu. Ent"o tr@s a do barranco. <argarida cobrou e deu. Agora minha 'uerida..Iepois de atender a outra pessoa foi at) as garrafas. me vO a'uela cerveMa gelada 'ue vos mice guardou para vocO no final do e=pediente.. <argarida cobre. .me de troco a Kangrad. Te$ um alongamento facial.. .. ? disse Kangrad para <argarida.reciso voltar a harmonia da angolinha..."o 'ueria o copo cheio. depois +*6 . . mantendo o e'uil3brio )brio. .. pegou a pinga com car'ueiMo e um copo limpo. Ta boommmmm. ? disse <argarida. Kangrid ficou bebendo at) n"o agUentar mais... 'ue saiu caminhando devagar. A'ui o 'ue te devooo.. Kangrad tomou num gole s4.se do balc"o e serviu Kangrad. . :Nota da Angolinha do sertDo ? .. Eu n"o bebo.

raça Tiradentes desde 1*&&. 1(Z/Z1 ela se fa$ necess@ria> A anar'uista italiano .TALES. transversal Q .. 'ue sofremos a parada do barraco.edro primeiro>.. pois nessa realidade em 'ue vivemos hoMe. mas sempre com interrogaçDes.edro F :. +*+ . me afastei um pouco> :Nota da povoando sua solidDo ? KoMe to meio desaninada com as produçDes a n3vel Social. to apenas trampando as produçDes a n3vel individual.ello Garavini e sua companheira fecham a livraria e a pe'uena editora 'ue mantinham na %ua .

. Estava de ressaca. 8uanto )C .ello caminhou at) o cai=a. 'ue vocOs est"o arrumando tudoC ? perguntou Kangrad ao entrar na livraria 'ue estava com a porta meio fechada.. . ^@ entraram a'ui 1botando banca2 esses dias..ello. A'uele livro 'ue encomendei semana passada... Estamos fechando a livraria. Tu tem trocado aiC +** . . ... .. . ... Teve 'ue abai=ar para poder entrar.ello. Ta aiC ..."o tenho troco.. Sabe como s"o esses fascistas.or pouco n"o encostou Q costa na porta. Lerificou e descobriu 'ue n"o tinha troco. .. Io Meito 'ue ta a repress"o n"o d@ para ficar vacilando. A'ui est@.ello caminhou at) uma prateleira e pegou o livro. Ent"o. Kangrad me passou para m"o es'uerda de . A 'ue ta acontecendo .. Ein'Uenta r)is. ...

.. . Estava 'uase tudo pronto. LocO vai pra ondeC . ? ficou em silOncio ? Ent"o vou levar mais uma c4pia... . intelectuais e artistas. Kangrad ao pegar o livro e o troco perguntou se ... A casal n"o pode mais resistir Q press"o das autoridades. Garavini.TALES. ..ello 'ueria aMuda. S4 tenho (( r)is..ello respondeu 'ue n"o precisava.."o sei ainda. . tendo *(( .. Jmmm. estava no %io desde a d)cada de vinte. Iei=ar acalmar a repress"o. . mas no momento vamos fechar a livraria e a editora por um tempo.or ali transitavam militantes pol3ticos.ello pegou mais uma c4pia do livro e deu o troco a Kangrad. refugiado do regime fascista de <ussolini. .

mais voltei. Abservei a movimentaç"o dos mesmos. 'uieto em sua casa. pegar. :Nota da sem vergonhaG sem censuraG sem medoG sem deuses ? voltei a beber. lerZassistir e depois devolver para outr=s> *(1 .ello fi'uei at) um mOs e meio. :Nota da grEvida de putoesia ? Estou na conspira de uma bibliovideoteca no trampo. pouco. S4 espero 'ue meu estXmago n"o se irrite> Eom . reintegrando.anteriormente trabalhado no Kotel Gl4ria. voltaria Q Ft@lia com a fam3lia. numa cai=a de sapato. Ande = leitorZleitora se encarrega de escolher o livro ou o v3deo. Ao final da Guerra.se ao movimento anar'uista local. com o fim do regime fascista.

18uem ser@ esse cabra2. *( . ? hummm merda. Liu um homem de branco.TALES.se da porta. Abriu a porta trinta por cento e perguntou: ... Escuta bater na porta... antes olhou pela Manela de rabo de olho para ver 'uem era.ello estava fa$endo almoço. &+.... . . com a m"o direita segurando sua arma.ello apro=imou.. Em 'ue os olhos do visitante n"o captaram. .. 8uem ser@C ? os sentidos se armam. Lim buscar a flor do asfalto. B vocO seu porra. A 'ue deseMaC ? perguntou da porta.. . entra9 ? Ao reconhecer 'uem era. .ensou duas ve$es antes de abrir. . Toi at) a gaveta e pegou sua arma.

mas descobriram meu esconderiMo. .orra cara..roupa. As dois se abraçaram trocando cheiros. tu sumiu pensei at) 'ue tinha acontecido algo...ello observou a rua e fechou a porta. .ello foi at) seu 'uarto. Senta ai.. Ah9 Tamb)m vim buscar os livros 'ue encomendei com vocOs. Lim pra me despedir da vossa pessoa e da companheira.. vou busc@. Estava escondido..."o d@ para confiar muito. pois vou para o %io Grande do Sul. . Guardou sua arma.. Sou eu cumpadi. . .. n"o esta me reconhecendo. B #e estamos em momentos dif3ceis n) n"o9C ... afastou as roupas.. . Eom a chave se apro=imou do *(& . Abriu a porta do guarda..los. To ligado9 . Kenri'ue entrou. pois essa maldita guerra ta fudendo os anar'uistas.o canto es'uerdo pegou uma pe'uena chave 'ue estava escondida. Euidado hein9 . .

. Iepois 'ue a repress"o fechou a livraria e a editora.egou... Eu. L@ vou fa$er minhas correrias.. Estava clinicando no interior do %io de ^aneiro. banheiro e afastou um pe'ueno arm@rio 'ue servia de guarda utens3lios higiOnicos bucal e anal. fechou e saiu com os livros nas m"os.... cuidar da minha vida.. estou trabalhando numa pe'uena loMa de charutos para sobreviver.. *(/ . . . mas a repress"o me descobriu e tive 'ue sair 1voado2: (1>."o es'uenta. Eaminhou at) a sala. Abriu uma pe'uena porta e tirou os livros 'ue estavam l@. .. A'ui est@.. Lou para o %io Grande do Sul como M@ disse. . Ent"o o 'ue tem feitoC . vou tomar cuidado. Eara. . Tome cuidado 'ue a repress"o ta foda.... ..TALES..

Eles ficaram conversando por um longo tempo. Iescolei uma carona com uma amiga motorista de um caminh"o. Ent"o.. Sabe a .. ... Toi para o interior de S"o . Lai 'uandoC . .... Eara tenho 'ue ir. Eonheci numa reuni"o em S"o ."o sei o 'ue escrever nesse momento> .aulo.... Eonvidou ele e ele foi. 8uase foi preso esses dias.. Lou depois de amanh". Eompanheira para toda obra......au@C Ela9 .. Ainda tenho muita coisa para resolver antes de viaMar.... :Nota da nDo sei o que escrever ? .aulo. Ah.. *(0 . Toi convidado por uma anar'uista de l@ para aMudar numa oficina de bicicleta e conspirar por l@. Eomo ta seu irm"oC . Ela ) guerreira. B.

... .. Tudo bem..ello foi buscar o livro 'ue estava debai=o de seu travesseiro...TALES. . .. Ele estava Muntando a grana para voltar Q Ft@lia... *(5 . ... Tu vai encontrar com ErosC . 8ue gostei bastante. A'ui est@ o troco meu amigo. Ent"o tu entrega um livro 'ue fi'uei de devolver a ele.. Ealma 'ue vou buscar o troco.. Toma. Entrega a ele ) di$ 'ue agradeço.. .. .. Lou9 . Acho 'ue vou.. Jmmm.. <ano 'uanto ficou os livrosC ... Kenri'ue estendeu a m"o direita e entregou a . At) reli. Eem r)is.ello uma moeda de tre$entos r)is. .. .ello foi buscar.

se Q mesa.. Essas corridas para se esconder n"o d"o tempo para nada. Almoçaram devagar para apreciar o alimento. *(6 .. Serviu. Sei disso9 ? risos. salada de gilo e um suco de amora. Kenri'ue para finali$ar esse delicioso almoço o 'ue acha de comermos um doce de banana 'ue preparei.. Esse rango ta delicioso cumpadi. Toi ao banheiro..se. .. .. Estava com fome. arro$.. Toram para sala e conversaram a vontade sobre v@rios assuntos... Iepois tomaram o suco. <uito bom mesmo.. . feiM"o. .. ntima id)ia e para falar a verdade fa$ uma cara 'ue n"o como doce de banana. lavou as m"os e sentou.egou um pouco de tudo. . ? gosto de co$inhar. Kenri'ue aceitou. A amigo #er almoçarC Acabei de fa$er 'uiabo.

Ias bandeiras 'ueimadas Ias fronteiras derrubadas Io mate um deus por dia Ias flores 'ue brotam no asfalto Ios amores 'ue escorrem pelos poros *(+ ..TALES.a. Io va$io Ia correria Ia rotina 'ue me escravi$a .A )A555 Eentelha Ia arte morta Ias guerreiras Ia anar'uia Ias farpas e do doce de goiabeira.esse dia.dia. :Nota da putre!açDo humana no decI ? segue uma putoesia para seu deleite se=ual> ..U U*A 2%+.

gengibre. algas marinhas.. .. muito cuidado. @AnticoEgulos ? Eertas plantas tOm a propriedade de incentivar o sistema 'ue dissolve os co@gulos do sangue e inibir os fibrinogOnios.se novamente. . Tarde. melancia. mel"o. .se de seu companheiro.se com a id)ia de rever. . alho. .Ia fumaça nas noites de se=ta Sou uma filha da. cominho. As dois trocaram cheiros e despediram. . ? Kenri'ue despede. Acompanho vocO at) a porta.. Euidado companheiro.ello valeu. cogumelo :shiita#e e outros>.utoesia. LocO tamb)m..ello acompanhou Kenri'ue at) a porta. Sa#ame. suco de uva:escura>...... *(* . Ande encontrar: cebola.. Tenho 'ue ir. 8ual'uer coisa entre em contato.> . As tempos est"o dif3ceis. substPncias 'ue formam s co@gulos.

Sobrevivendo e vivendo na conspira.se.ara n"o surtar escreva putoesias. 'ue o esperava na Estaç"o Terrovi@ria. Esse a'ui ) meu amigo EelriMue. E ai Thanatos como vai vossa pessoa e as correrias manoC . . ..TALES. . . A'ui na correria de sempre.. *1( .se> Ehegando ao %io Grande do Sul... A frio presente. Eumprimentaram. e Kenri'ue :Nota da gastrite me atacando ? Iescobri ou to falando besteira.. Kenri'ue encontrou seu amigo Thanatos e o amigo de Thanatos.ello fechou a porta caminhou para rua... %abis'ue a arris'ue..

*11 . Amigo de Thanatos e meu amigo. conversando. Lamos caminhar 'ue estamos sendo vigiado.. A'ui no Sul ) isso ai companheiro. EelriMue ficava em silOncio.. ? apertaram. Kenri'ue e seu amigo Thanatos conversaram bastante sobre v@rios assuntos a caminho de sua casa. <ano agradeço de coraç"o. .se as m"os. . . As trOs caminharam at) a sa3da da Estaç"o.. .. A frio ) frio e ) foda9 ? disse EelriMue. Eompanheir=s. . B. . Laleu pela força memu cumpadi.. mas na observaç"o da realidade....orra 'ue frio9 ? disse Kenri'ue esfregando as m"os. Alha l@ ? Iois policiais caminhando na direç"o dos trOs.... Anar'uismo. tu vai ficar em casa at) vocO conseguir um lugar para ficar a'ui no Sul.. %epress"o. Lou ficar at) conseguir um lugar para ficar....ra$er.. . <ano.. Ent"o Kenri'ue.

. Thanatos e EelriMue seguiram seus caminhos. Tudo bem Thanatos. Eom Kenri'ue fi'uei uma semana e dois dias. Kenri'ue n"o vou vir para almoçar. ent"o prepare algo para vocO ai.. . Thanatos. vai nessa9 .. de l@ ia trabalhar como disse a Kenri'ue. Tchau ? disse EelriMue.. ..o 'uintal tem alguns legumes..4is ) anar'uista porra9 Thanatos dei=ou Kenri'ue se hospedar em sua casa e saiu para buscar sua bicicleta na oficina... Agricultor. . Solidariedade. Ele me entregou a Thanatos 'ue me entregou a Ligia na troca por vinho e *1 . .. Tem algumas coisas no arm@rio da co$inha. .TALES. . B n4is cumpadi. Tchau camaradas....

Eu sinceramente acredito 'ue os animais n"o human=s s"o mais evolu3dos 'ue n4s> Thanatos chegou Q casa Munto com Ligia.. Kenri'ue cheguei9 ? disse Thanatos fechando a porta pelo lado de dentro. . . los em nome da vaidade a do lucro. *1& . Ligia amiga e amante de Thanatos.'ueiMo.. Thanatos abriu a porta e os dois entraram. :Nota das =< horas e 9F minutos ? As animais n"o human=s seres vivos tem capacidade de sentir a de sofrer. tanto como n4s humanosY ) um crime tortur@.. Leio com ele para conhecer Kenri'ue e perguntar sobre umas dores 'ue estava sentindo na nuca. Iepois do trampo Thanatos passou na casa de L3gia. ^a vou descer9 ? respondeu Kenri'ue..

Kenri'ue essa ) Ligia amiga. Kenri'ue desceu..a. A'ui Thanatos ? disse Ligia entregando.. Grato mi amore. .ada 'ue um alongamento de manh" e um baseado n"o resolva seu problema2. 1. .ra$er Ligia. Thanatos preparou a mesa. Eles ficaram bebendo e conversando por um longo tempo. .. companheira e amante. *1/ .. o abridor de vinho. uma faca e um prato.. .. L3gia vai at) a co$inha e me pegue os copos. Ligia sorriu. ? deu um beiMo em L3gia..lhe as coisas. .TALES. Kenri'ue consultou.. Ligia perguntou sobre suas dores..... .

A vinho acabou e Kenri'ue se prontificou a acompanhar Ligia a ir buscar mais um. ... Lamos buscar mais umC . disse Thanatos. ... Eu vou com Ligia, se vocO 'uiserC ? disse Kenri'ue. ... ,or mim de boa. Lou aproveitar e fritar uns Mil4s. Ligia e Kenri'ue foram buscar o vinho no arma$)m de Ligia. A conversa sempre presente. ... ,orra tu tem um arma$)m dentro de casa9C ? Admirado Kenri'ue. ... Tenho. ;o momento ta devagar devido Q repress"o. A repress"o ta foda9 ... To sabendo. ... La acontece sarau, e=posiçDes. Larias coisas. Agora esta parada devido Q repress"o. :Nota no decI "este Negra@E-) ? EPncer uma doença fudida. A foda ) 'ue
*10

TALES...

'uase tudo 'ue ingerimos fode o nosso corpo. Fsso falando dessa sociedade capitalista 'ue vivemos. Iescobri 'ue a evoluç"o ) voltar ao passado e uma boa alimentaç"o sem sofrimento e dor> :Nota da cancerigina ? KoMe tudo provoca cPncer. Fnfeli$mente. <enos a alimentaç"o sem veneno. Iescobri fa$ um tempo M@ a higiene demais fa$ mau, fa$ mal> Estavam Kenri'ue e Ligia voltando para casa de Thanatos 'uando na es'uina foram abordados por policiais do e=)rcito 'ue desceram da viatura rapidamente. Toi t"o r@pido, 'ue 'uando
*15

Kenri'ue e Ligia foram perceber, M@ estavam em cima deles. A vinho espatifou.se no ch"o. A 'ueiMo tofu caiu e ficou sendo, Qs ve$es, pisoteado pela situaç"o. Gilda foi ferida com um tiro ao sair correndo. Kenri'ue partiu para cima do atirador, foi preso. ... Assassino9 Assassino9 . gritava Kenri'ue e dava socos. Kenri'ue foi preso e Gilda dei=ada na rua sangrando. ;o %io Grande do Sul, com a entrada do Wrasil na Segunda Guerra a pol3cia da'uele Estado prende o m)dico anar'uista Kenri'ue Gomes Terreira, conhecido na imprensa libert@ria sob o pseudXnimo de Gomes Terro, por falar alem"o fluentemente. Terreira havia morado na Europa e na colXnia TeutXnia no interior do Estado. Suspeito de ser espi"o na$ista :C9> foi barbaramente espancado.
*16

TALES...

Gilda permaneceu com poucos movimentos no ch"o. Seu corpo cansando devido Q perda de sangue. Esvaia.se ao ch"o. Tentava se me=er, mas seu corpo n"o reagia. %espiraç"o fraca. As pessoas 'ue passavam por l@ apenas observavam e n"o 'ueria tomar partido do ocorrido. Jm rapa$ ao passar e vO.la ca3da no ch"o se apro=imou. So$inho, oferece aMuda. ... A 'ue aconteceu senhoritaC ;ada de Gilda responder. ... ;ossa vocO ta sangrando ? disse o rapa$ ao reparar realmente o 'ue estava acontecendo. A rapa$ tirou a camiseta e colocou no ferimento para estancar o sangramento. ... Ti'ue com a m"o precionando a#i para n"o sangrar muito.
*1+

A rapa$ leva Gilda at) um banco de sentar a bunda, onde ela na hori$ontal permaneceu. ... ;ossa amiga, tu ta mal. Lou chamar uma ambulPncia. Gilda respirando lentamente, tentando di$er algo. ;"o conseguiu. ... S4 n"o posso ficar esperando Munto com vocO a ambulPncia. ? disse para Gilda . Espero 'ue entendaC ... Ti'ue com a m"o precionando o ferimento para poder estancar o sangramento. Gilda estava entendendo o 'ue o rapa$ di$ia, s4 n"o podia inform@.lo disso. A rapa$ enfia a m"o direita no bolso de Gilda. ce sente o #e esta acontecendo e n"o consegue di$er nada. Seu corpo sangrando menos, inerte espera. A rapa$ tira tudo #e ela tem no bolso. Eu (( r)is, pap)is de bala e um is'ueiro. Eaminha at) um bar onde usa o telefone para chamar uma ambulPncia. ... ,osso usar o telefone.
*1*

TALES...

... ,ode9 Wantus como se chamava. Telefonou, agradeceu e saiu do bar. Eaminhou at) onde estava Gilda e disse 'ue a ambulPncia esta a caminho. Iespediu.se de Gilda e caminhou para um lugar distante de onde Gilda estava. Ticou apenas observando de longe. A ambulPncia chegou e levou Gilda. Wantus seguiu seu mundo. La estava eu seguindo Munto a ele para o desconhecido. Wantus. Artista pl@stico. Estudante. Eomunista. Eom ele fi'uei at) a noite seguinte, est@vamos fa$endo colagem de carta$es pela cidade contra a repress"o. Ele mais borub@, mngela e ;agX. Seus amigos e companheiros para toda obra. ... Lamo cola ali ? disse ;agX apontando para um poste 'ue ficava em frente de uma escola.
* (

... B mesmo9 As cin'Uenta primeiros foram 1na boa2. ,ostes, muros, ponto de Xnibus, etc... Antiarte nas ruas para tod=s. Sociali$ando a revolta. Alacontramano. ;o setuag)simo primeiro carta$ a pol3cia apareceu. Leio de mansinho como uma onça negra na noite. As olhos iluminavam. Tarol bai=o. ... Alha l@ a policia9C ? ce M@ estava praticamente em cima deles. ... B mesmo9 ... Tudeu9 Lamo sair fora cambada9 Eorreeeeeeeeeeeeeeeeee9 Eles sa3ram correndo. A pol3cia tentou intercept@.los, mas n"o conseguiu devido aos meninos serem r@pidos e sumiram na noite. Entraram dentro de uma f@brica abandonada. ... Earalho 'uase nos pegaram. ... EadO o TidC EadO o TidC ... To a#i ? se apro=imando. Saindo de outro cXmodo da f@brica.
* 1

TALES...

... Tica ai vacilando, vamos nos esconder. Eles v"o acabar entrando a'ui. ? disse mngela. Eles esconderam.se nos fundos da f@brica. Ticaram l@ por um bom tempo no silOncio da noite. ... Alha l@ a... ? disse ;agX, 'uando foi interrompido por borub@ di$endo: ... SilOncio 'ue eles est"o na f@brica. ? Escutou um barulho dentro da f@brica. Jma pedra Mogada por algu)m. ... ,siuuuuu9 Eles est"o ai. ? disse borub@. A silOncio reinou na f@brica abandonada. A pol3cia entrou na f@brica, mas logo saiu. ... A'ueles filhos da puta conseguiram fugir. ? disse um dos policiais.

*

... I@ pr4=ima pegamos esses merdas. Lamos sair fora. Esse lugar ta fedendo a merda seca. :;ota da E=creted Alive no dec# ? Estou enviando algumas farpas = amig=s. Espero 'ue gostem> ... A 'ue vamos fa$er agoraC ? disse borub@ com a respiraç"o ofegante. ... Talta muito carta$C ? perguntou mngela. ... ;"o. Jns vinte mais ou menos. ... A 'ue acha de colarmos todos esses, 'ue faltam na casa de um policial 'ue sei onde ele reside. ... Se ta doido9 Acabamos de escapar dos policiais. ? disse ;agX. ... Jma 4tima id)ia9 ,odemos fa$er tipo um mural saca9 Jm visu nervoso9 ? disse borub@.
* &

TALES...

... S4 temos 'ue tomar cuidado, pois n"o to a fim de apanhar. ... Larga de ser medroso cumpadi, vamos9C <as com muito cuidado ? Todos riram. ? disse borub@. 1A hist4rico do anar'uismo brasileiro no per3odo 1*&+ ? 1*/ s"o o de resistOncia Q forte repress"o desencadeada pela ditadura de Largas. Ao contr@rio do 'ue afirma certa historiografia, o anar'uismo n"o havia dei=ado de e=istir como força de contestaç"o consider@vel a partir da d)cada de 1* (. E a prova ) 'ue ao ser implantado o Estado ;ovo, ao final de 1*&6 a repress"o est@ preocupada em proibir sua imprensa, prender seus militantes, interromper suas comunicaçDes com libert@rios do resto do mundo e apossar.se dos sindicatos
* /

anarco.sindicalistas 'ue ainda resistiam Q ser incorporados ao Estado embora aparentemente s4 veMamos na hist4ria desde per3odo a repress"o oficial ao anar'uismo no Wrasil, ele consegue sobreviver, reagrupando.se com movimento M@ a partir de 1*/0, com o in3cio de uma nova fase das atividades anar'uistas no pa3s.2 ? papel escrito a l@pis no 'uarto de Wantus. :Nota da *enstruation no decI ? A gran finale est@ chegando9 ce venha o caos9> ;a outra noite. A Lua ausente. <assai foi at) a casa de Wantus e bateu palmas. Wantus saiu. ... E ai Wantus firm"oC ... Tirm"o cumpadi9 A #e ta pegandoC ... Lim buscar a grana cumpadi.
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TALES...

... Tu veio pegar a granaC Ah... Espere um pouco vou pegar. Tui parar na m"o direita de <assai 'ue me recebeu de pagamento num 'uadro 'ue vendeu a Wantus. ... Toma a'ui du$entim pelo 'uadro. Iiga.se de passagem muito bom. Antiarte boa. Ie resistOncia9 ... Laleu mano tava precisando mesmo dessa grana. Laleu9 A gente se vO truta9 ... Lai nessa irm"o9 <assai. ,intor e escultor. Eom ele fi'uei trOs dias, at) ele me trocar por um pe'ueno arm@rio, 'ue era de seu amigo cetu. Estava precisando de um arm@rio para colocar seus pertences. Estava muito espalhado e sua m"e tava 1comendo seu c)rebro2:/*>. ... cetu como vai vossa pessoaC ... Ii boa9
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... Tu vai me levar o arm@rio amanh"C ... Lou9 ... Ta limpo, to te esperando com a grana. :Nota da angoleira ? To travando uma batalha contra =s pernilong=s. Ta foda9> cetu acordou de manh", deu uma alongada em seu corpo, e pegou uma carriola :carrinho com uma roda e dois lugares para segurar> e foi levar o arm@rio no barraco de <assai. ... <assai9 <assai9 ? gritou chamando.o na frente de sua casa. cetu se despediu de <assai e seguiu seu caminho. Ehegando em casa guardou o carrinho nos fundos. Toi at) seu 'uarto ligou o r@dio. Sentou na cama, ficou uns de$ segundos pensando, deitou e ficou olhando para o teto. ,ensando.
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TALES...

Iepois de algum tempo levantou e foi ao banheiro. 1A partir de .oCe 2 institu;do o Cru*eiro co(o unidade (onet,ria brasileira+ o r2is passou a ser cru*eiro ou (el.or+ a nova (oeda vai se c.a(ar cru*eiro. Decreto/lei nZ a.YJM de KL de outubro desse ano.2 ? di$ o locutor. ... Earalho... Ent"o essa grana #e o <assai me pagou vai perder valor, poooorra9 ? disse a si mesmo. ? Lou ter 'ue passar pra frente. ... <"e9 <"eeee9 Tu escutouC ... Escutei filho9 A real vai passar para cru$eiro. 1A partir de .oCe vai ser retirada Bs (oedas de r2is e passara a ser cru*eiro. "as não precisa( 0icar nervosos+ o r2is vai 0icar valendo at2 o 0inal do ano. a)ueles )ue )uisere( pode procurar a
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ag1ncia do Banco do Brasil ou outra ag1ncia banc,ria e 0a*er a troca2 ? di$ o locutor. ... Ta escutando m"""eeeeC ? gritou de seu 'uarto. ... Estou porraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa99999999. ... <"e M@ sei9 Lou comprar o livro 'ue estava com vontade de ler. 1<inha Livraria2 situada na ,raça Tiradentes ao lado da entrada do Teatro Earlos Gomes :%ua Iom ,edro F :,edro primeiro>, ni >, um espaço 'ue serviu at) 1*/ como ponto de encontro e de acaloradas discussDes dos anar'uistas e anti.fascistas. Eonspirada pelos Garavini. <esmo durante os mais repressivos anos do Estado ;ovo varguista, a livraria resistiu bravamente, sempre sob os ata'ues da pol3cia e as provocaçDes dos fascistas locais. <esmo
* *

TALES...

com a livraria fechada os Garaninis atendiam as portas do fundo. :Nota da chove lE !ora ? os raios est"o se apro=imando. Eada ve$ mais perto9 Iescobri 'ue por a#i a incidOncia de raios ) forticina> A ,%-$W#%A ) hist>rias) +%/# @= das

livro na Antiguidade ? Antes mesmo 'ue o homem pensasse em utili$ar determinados materiais para escrever :como, por e=emplo, fibras vegetais e tecidos>, as bibliotecas da Antiguidade estavam repletas de te=tos gravados em tabuinhas de barro co$ido. Eram os
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primeiros 1livros2, depois progressivamente modificados at) chegar a ser feitos ? em grandes tiragens ? em papel impresso mecanicamente, proporcionando facilidade de leitura e transporte. Eom eles, tornou.se poss3vel, em todas a )pocas, transmitir fatos, acontecimentos hist4ricos, descobertos, tratados, c4digos ou apenas entretenimento. Eom sua fabricaç"o, a funç"o do livro sofreu enormes modificaçDes dentro das mais diversas sociedades, a ponto de construir uma mercadoria especial, com t)cnica, intenç"o e utili$aç"o determinadas. ;o moderno movimento editorial das chamadas sociedades de consumo, o livro pode ser considerado uma mercadoria cultural, com maior ou menor significado no conte=to socioeconXmico em 'ue ) publicado. Eomo mercadoria, pode ser comprado, vendido ou trocado. Fsso n"o ocorre, por)m, com sua funç"o intr3nseca,
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TALES...

insubstitu3vel: pode.se di$er 'ue o livro ) essencialmente um instrumento cultural de difus"o de id)ias, transmiss"o de conceitos, documentaç"o :inclusive fotogr@fica e iconogr@fica>, entretenimento ou ainda de condensaç"o e acumulaç"o do conhecimento. A palavra escrita venceu o tempo, e o livro con'uistou o espaço. Teoricamente, toda a humanidade pode ser atingida por te=tos 'ue difundem id)ias 'ue v"o de S4crates e Kor@cio a Satre e <cLuhan, de Aldolf Kitler a carl <ar=. Ie Amanda a ;an\ da Silva. Espelho da -ociedade . A hist4ria do livro confunde.se, em muitos aspectos, com a hist4ria da humanidade. Sempre 'ue escolhem frases e temas, e transmitem id)ias e conceitos, os escritores est"o elegendo o 'ue
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consideram significado no momento hist4rico e cultural 'ue vivem. E assim, fornecem dados para a an@lise de sua sociedade. A conteNdo de um livro ? aceito, discutido ou refutado socialmente ? integra a estrutura intelectual dos grupos sociais. ;os primeiros tempos, o escritor geralmente vivia em contato direto com seu pNblico, 'ue era formado por um poucos letrados, M@ cientes das opiniDes, id)ias, imaginaç"o e teses do autor, pela pr4pria convivOncia 'ue tinha com ele. <uitas ve$es, mesmo antes de ser redigido o te=to, as id)ias nele contidas M@ haviam sido intensamente discutidas pelo escritorZa e parte de seus leitores. ;esse )poca, como em v@rias outras, n"o se pensava no enorme percentual de analfabetos. At) o s)culo RL:s)culo 10>, o livro servia e=clusivamente a uma pe'uena minoria de s@bios e estudiosos 'ue constitu3am os c3rculos intelectuais :confinados aos mosteiros no in3cio da
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TALES...

Fdade <)dia> e 'ue tinham acesso Qs bibliotecas, cheias de manuscritos ricamente ilustrados. Eom o reflorescimento comercial europeu em fins do s)culo RFL:s)culo 1/>, burgueses e comerciantes passaram a integrar o mercado livreiro da )poca. A erudiç"o laici$ou.se, e o nNmero de escritores aumentou, surgindo tamb)m as primeiras obras escritas em l3nguas 'ue n"o o latim e o grego :reservadas aos te=tos cl@ssicos e aos assuntos considerados dignos de atenç"o>. ;os s)culos RLF:s)culo 15> e RLFF:s)culo 16> surgiram diversas literaturas nacionais, demonstrando, al)m do florescimento intelectual da )poca, 'ue a populaç"o letrada dos pa3ses europeus estava mais capacitada a ad'uirir obras escritas.
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*&0 . obras religiosas.se empreendimento cultural e comercial: os editores passaram logo a se preocupar com melhor apresentaç"o e reduç"o de preços. manuais t)cnicos e receitas. os livros tornaram. demonstrando 'ue a imprensa s4 se tornou uma realidade diante da necessidade social de ler mais. sobretudo.Eultura e Eom)rcio ? Eom o desenvolvimento do sistema de impress"o de Gutenberg.ara a )poca. a maioria analfabeta. Tudo isso levou Q comerciali$aç"o do livro.se no gosto do pNblico para imprimir. em cin'Uenta anos. . isso significou enorme revoluç"o. imprimindo. a Europa conseguiu dinami$ar a fabricaç"o de livros. novelas. feitos em cadernos costurados e posteriormente encapados. E os livreiros baseavam. cerca de vinte milhDes de e=emplares para uma populaç"o de 'uase cem milhDes de habitantes. Fmpressos em papel. coleçDes de anedotas.

A livro era ent"o interpretado como s3mbolo de liberdade. onde alguns editores passaram a produ$ir. <as o percentual de leitores n"o cresceu na mesma proporç"o 'ue a e=pans"o demogr@fica mundial. obras completas de autores famosos. segundo se acreditava. poderia ascender socialmente se lesse ? houve um relativo aumento no nNmero de leitores. na maioria dos pa3ses. a preços bai=os.. Somente com as modificaçDes socioculturais e econXmicas do s)culo RFR:s)culo 1*> ? 'uando o livro começou a ser utili$ado tamb)m como meio de divulgaç"o dessas modificaçDes. e o conhecimento passou a significar uma con'uista para o humano. conseguida por con'uistas culturais. n"o houve nenhuma grande *&5 . 'ue..TALES. Entretanto. sobretudo na Trança e na Fnglaterra.

mais tarde. pass3vel a ser ad'uirido somente por um pe'ueno nNmero de eruditos. al)m de baratear o preço da unidade. A grande massa da populaç"o mostrou maior receptividade aos Mornais. o cinema e a televis"o. A nNmero elevado de c4pias. tinha sido durante muitos s)culos considerado obMeto raro. peri4dicos e folhetos. <esmo assim. <as isso n"o chegou a ameaçar o livro como s3mbolo cultural de difus"o de id)ias. mais dinPmicos e atuali$ados. em si.modificaç"o nos 3ndices percentuais at) o fim da . a maior parte da populaç"o de muitos pa3ses continuou distanciada. como fariam.rimeira Guerra <undial:1*1/Z1+>. difundiu ainda mais a literatura. al)m de acess3veis ao poder a'uisitivo da grande maioria. principalmente romances. novelas e te=tos did@ticos. o r@dio. *&6 . em parte por'ue o livro. 'uando surgiram as primeiras grandes tiragens de livros.

A advento das t)cnicas eletrXnicas.TALES.filmes e fitas gravadas. no momento em 'ue todas as sociedades decretassem sua prioridade em relaç"o aos te=tos escritos... com seu formato 'uadrado ou retangular. Seu conteNdo e suas mensagens. A televis"o transformaria o mundo inteiro em uma grande 1aldeia2 :como afirmou <arshall <cLuhan>. o aperfeiçoamento dos m)todos fotogr@ficos e pes'uisa de materiais praticamente imperec3veis fa$em alguns te4ricos da comunicaç"o de massa pensar em um futuro sem os livros tradicionais. por e=emplo. composto de folhas de papel. seriam transmitidos por outros meios. micro. *&+ . racionais ou emocionais. como. unidas umas Qs outras por um dos lados.

por e=emplo>. por e=emplo. o livro sempre pode ser visto como obMeto cultural :manuse@vel. E no decurso de toda a sua evoluç"o.<as a palavra escrita dificilmente dei=aria de ser considerado uma das mais importantes heranças culturais.se no pensamento coletivo. para todos os povos. pr@tica ou emocional> de um livro ) sempre intelectual e pode ser revivida a cada momento. As duas maneiras podem fundir. entendido e interpretado em funç"o de valores semPnticos>. em um livro de arte> ou apenas como um conMunto te=tual :onde a mensagem escrita vem em primeiro lugar ? em um livro de matem@tica. A mensagem :tradicional. como um conMunto orgPnico :onde te=to e arte se completam. *&* . com forma entendida e interpretada em funç"o de valores pl@sticos> e s3mbolos cultural :dotado de conteNdo. como.

sentimentos e id)ias atrav)s do tempo e do espaço. reafirm@.or isso.las ou transform@.se em funç"o da assimilaç"o das palavras pelo leitorZleitora. 'ue pode discuti. A 'uantidade e a 'ualidade das id)ias colocadas em um te=to podem ser aceitas por uma sociedade.as sociedades modernas.las. em 'ue a classe m)dia tende a considerar o livro como sinal de status e cultura:erudiç"o>. os compradores utili$am. A conteNdo. neg@. imagens.. o livro pode ser considerado um instrumento cultural capa$ de liberar informaç"o. dinami$a. ou por ela negada. . . 'uando entram em cho'ue com conceitos ou normas culturalmente admitidas..las. */( . est@tico em si.las.no como s3mbolo mesmo.TALES. sons.

mas ta ai. de filosofia. A'ui s4 estou dando andamento a uma id)ia. 'ue representam cerca de 60` dos t3tulos publicados anualmente em todo o mundo>. Editora <artin Elaret. 'ue fi'ue bem claro. artes. de agosto de 899M ? 1( horas e trOs minutos ? esse te=to se ) verdade eu n"o sei. s4 pra te a$ucrinar leitor=> :Nota da observadora ? n"o estou fa$endo nem uma idolatria ao dinheiro. religi"o. <as o livro ) antes de tudo funcional ? seu conteNdo ) 'ue lhe confere valor :como os livros das ciOncias.desvirtuando suas funçDes ao transform@.obMeto. lo em livro. em 'ue os olhos disseram ao */1 . :Nota da =. hist4ria e geografia. Acredito 'ue o sistema capitalista M@ nos massacrou demais.

1A porta de . :Ao som da $umor no cu ? vai rolar um evento 1Artes livres2 ? organi$ado por v@ri=s vagabund=s. .. .(6 fui assistir uma peça de alguns terr@'ueos.se o espectador>..eguei o 1bondi2 atrasado. mas tive orgasmo.oe2. A outra ) foda. e o c)rebro disse a m"o es'uerda e direita para conspirar>. Ielicioso. S@bado . c)rebro. Lai ser delicioso acho eu.ois ontem.TALES.5. :Nota da teatr>loga ? To com a id)ia de produ$ir alguns es'uetes. %olou debate no final> */ . As terr@'ueos piraram. Jma ser@ o mon4logo da vagina.

rocurando uma calcinha para ser arrancada com os dentes de seu namorado.me no fundo de uma gaveta onde escondia roupas intimas para a sua vida na hori$ontal. 1A 'ue ta acontecendoC2 ? disse gaia a si mesmo. ... março."o pensou duas ve$es Mogou. .. 1*/&.me e ficou olhando para mim. fevereiro.me.Ia m"o es'uerda de Garavini fui parar nas m"os de Ternanda .. Iepois de Maneiro. achou.egou. me pela Manela. Eai nas m"os de gaia 'ue passava lentamente pela calçada 'uando bati em seu ombro e cai no ch"o. movimentando o pescoço para */& . .orra isso n"o tem mais valor.ereira 8ueiro$ Silva Tloresbela Espanca. Abservou #e eu era algo sem valor. com ela fi'uei at) es'uecer. Algo ocupando espaço no universo. .aula <ota . .

intor.or isso 'ue Mogaram. Torcedor do TrOs goles e um tombo. Iesentupidor. Sua m"o direita me tatuou. gaia. Alha o 'ue acheiC ? disse a si mesmo ao encontrar. Seus olhos me encontraram. Eolecionador de moedas antigas a partir da'uele momento. . .TALES. Tura poço. n"o tem mais valor. gaia guardou no bolso da camisa e continuou seu caminho... Escultor..me. Earpinteiro..edreiro. . Talheres fa$iam *// . Eom ele fi'uei at) de$embro de 1*/& numa gaveta no arm@rio da co$inha.. procurar o 'ue estava acontecendo ao seu redor.. facas. ? resmungou.. Kumorista e palhaço de circo. Ele descobriu 'ue era uma pe'uena moeda de (( r)is de 1*&+. . Ande garfos.. . Encanador.

se para pegar. & horas e (1 minuto. Ande seu filho pe'ueno de trOs anos pegou.. Eu e dois talheres. A 'ue ) a'uilo no 'uintalC ? ao ver ? Esse meu filho ) danado9 ? risos.me para brincar. / de de$embro de 1*/&.. Wrincou e nos Mogou no 'uintal.me tamb)m e agachou. La permaneci at) ser encontrada no outro dia. depois foi s4 abrir a gaveta e. Estava tentando acertar uma lata de 4leo va$ia 'ue Ma$ia no 'uintal h@ algum tempo. Ehegando Q frente de sua casa olhou para rua e Mogou. gaia e seus companheiros estavam conversando na sala. . la est@vamos nos Muntos a brincar. Arrastou a cadeira e subiu em cima.companhia a mim..me Munto com os talheres. Seu filho brincava perto da porta da co$inha.me. Tui parar longe da casa de gaia.. L@ fi'uei duas */0 . por gaia 'ue viu um dos talhares e se apro=imou. Achou. Eai ao lado de um sapato velho Mogado por algu)m.

. pessoas. pap)is. Fsso n"o 'uer di$er 'ue temos 'ue ficar dependendo de tudo.. Ano ((+. A sapato velho me escondia. :Nota da #uHdo de >dio@equador) ? Estou precisando de uma m@'uina filmadora para dar andamento ao filme document@rio 'ue estamos conspirando. mas.se faça vocO mesmo com o 'ue ta ao seu redor.. Arris'ue.. mas as ve$es s"o barradas pela falta de acess4rios para dar andamento em alguns proMetos. Earros.TALES. E=emplo: =s coletor=s caçador=s na dfrica> */5 . At) ser encontrada pela coletadora de li=o na rua. pe'uenas folhas e bicicletas passavam perto e n"o me viam. semanas. Ta foda99 E=istem v@rias pessoas no mundo com vontade de produ$ir.

Eolecionadora de obMetos encontrados no li=o. I de (ar8o de MJaa (orre 7oscolo aos XK anos depois de prestar inA(eros servi8os ao (ovi(ento anar)uista na literatura+ no teatro social+ no Cornalis(o e na propaganda entre os oper. <asturbava.a m"o direita de Warbara. Era de uma colecionadora de representaç"o de elefante. Eoletora de li=o. Escultora.rios do interior e da capital de "inas. Ti'uei hibernando de 1*// a 1*/6 nesse cofre.se 'uando n"o tinha ningu)m em casa. E=istia v@rios representaçDes de elefante pela casa. L@rias moedas. Ie ve$ en'uando W@rbara ligava o aparelho de r@dio. ? di$ o locutor. */6 . #e era limpo 'uase todo dia..2. Ti'uei trOs meses num cofre com representaç"o a fisionomia de um elefante pe'ueno. 1WoCe. L@ permanec3amos 'uietas.

.TALES. Jma teia pe'uena no alto. */+ .. :Nota da viciada em rabiscar ? Lou apreciar uma cannabis sativa para meu deleite nesse momento> W@rbara liga o r@dio ao chegar do trabalho.. 1. Bramos visitadas por uma pe'uena aranha 'ue saia da casa de seus familiares e vinha nos visitar. perto do telhado.rio+ vencidos e vencedores co(e8ara( a ar(ar/se antes (es(o de reconstruir os bens (ateriais arrasados pelos bo(bardea(entos.. 6 0i( da guerra de MJIJ/MJaL não 0oi o co(e8o da pa*' Ao contr.

. !6s estrangeiros expulsos co(e8ara( a retornar aos clubes ap9s MJaL+ co(o re0lexo do 0inal da #uerra+ de (edidas liberali*antes adotadas pelo governo de #etAlio Vargas e o 0i( da persegui8ão B e)uinta/colunae+ espi4es e os e>Aditos do Eixo.. Jm dia desses.! ? di$ a locutora.os acordos+ ta(b2( colaborou na Alti(a 0ase da guerra.2 ? di$ a locutora. Mogou o cofre no meio da rua */* .6 Brasil+ sob o co(ando de #etAlio Vargas+ ditador desde MK de nove(bro de MJIY+ aliado ideol9gico dos na*i/0ascistas+ de0ensor da viol1ncia+ do terror+ da censura pr2via e do partido Anico+ por 0or8a de vel. a colecionadora nervosa devido a problemas com outro terr@'ueo.avia( sustentado sua ditadura. Desgastado pela derrota dos seus a(igos ideol9gicos+ Vargas 2 derrubado pelas 0or8as (ilitares )ue .

. E ai rapa$ tem moedas antigas para venderC ? perguntou Bvilin a colecionadora. se apro=imou e passou com o pneu traseiro em cima do cofre.. L@ permaneci at) 1*0( 'uando uma colecionadora me levou. 'ue me dei=ou Munto com outras moedas. L@ fui parar nas m"os de Eamilo... Espalhou as moedas por v@rios lugares.. Ta a#i ? pegou e entregou a moça.. *0( .. . Mustamente o #e me encontrava. para ser vendida no ferro velho..TALES. Tenho algumas ? procurando ? #e fa$ um temp"o. Tui pega por um catador de papel 'ue me levou Munta com outras moedas. . Ande um caminh"o alguns segundos depois do cofre bater no ch"o. numa cai=a de sapatos.

. . Saca9C>.o outro dia.ermaneci com ela a caminhar para sua casa. ? disse a si mesma.. Iar apoio ao escritorZescritora e n"o s4 na sua escrita. na sua vida. no sobreviver. . 'uando ao atravessar a rua foi atropelada por um autom4vel. *01 . Espalhamos pela rua. . eu e outras moedas fomos encontrada por uma torcedora 'ue estava indo ao <aracan". observou. Fsso serve para atirar no Mui$ se ele roubar o Mogo. :Nota da degustadora de mandioca !rita ? 8uero 'ue meus rabiscos mudem o comportamento d= leitorZa. . na arte da literatura. .a id)ia. La estava eu novamente na rua. Agachou e nos pegou. pagou e saiu. observou.A colecionadora pegou.ummm9 <orreu. observou.

erple=os. .la depois. ficaram est@ticos. est@vamos n4s sentadas e 'uietas.me do bolso Munto com as outras moedas e Mogou para o campo gritando: 1Seus poooorrasss999 S4 pensam em dinheiro2. Leio o gol.. A silOncio tomou conta do <aracan" Qs 15 horas e 0( minutos. (( mil torcedores ficaram sem saber o 'ue fa$er. Wrasil. Triste$a geral. Elaudia sua amiga e amante. .TALES.o meio da torcida em 'ue o silOncio era o 'ue menos importava. .. S4 sei 'ue cai na cabeça de uma pessoa 'ue fui conhecO. Eu e outras moedas 'uieta no bolso de Flha. A Wrasil precisava de um empate. Wati na cabeça dela e cai no ombro de seu amigo e fui *0 . Tirou."o sei por 'uO. A silOncio reinava.erdeu por a 1. <ariana. . Flha levantou e ficou em p). A torcida sem palavras.

ernas de pau.. e eu. . <"e o 'ue s"o essas moedas a'uiC ? perguntou Lera ao ver a saboneteira em cima da cama. l@grimas. mNsica. Sua m"e estava limpando o guarda..me e colocou no bolso..parar no p) dele. olhou. Eai no campo e fi'uei l@ at) ser encontrada pelo Mardineiro do campo. <eu possuidor morreu.. Seu colch"o foi 'ueimado.o final do e=pediente fui Munto para sua casa.roupa e l@ fi'uei at) 1*5+. Ele me pegou. descoberta. 1Time de perna de pau2 gritou. grito.egou. A torcida começou a gritar. comer. de ve$ en'uando uma trepada com algum terr@'ueo. cagar. .a m"o direita de sua filha fui parar numa saboneteira abandonada em cima do guarda.roupa. s4 escutando a sonoridade de seu cotidiano.2.eidar.me.. .. *0& . pernas de pau. 1. . . mostrou para seu amigo e Mogou no Mui$. onde me colocou debai=o do colch"o Munto com outras moedas pap)is e l@ fi'uei hibernar at) 1*5 .

.. pois vocO esta atrapalhando eu terminar a limpe$a."o consigo encontr@. .a m"o da pe'uena de Lera fui parar no 'uintal e enterrada Munto com as outras moedas.6. A tempo passou. Sete anos.TALES.. +.. ? respondeu sua m"e.. .la.(5 ? A moeda sumiu999 . .. ..> A fam3lia de Lera mudou.se. L@ permaneci at) o final de 1*+(. ? disse Lera. Lou pegar para mim. Lera.ega e some da'ui. Eoisa de seu pai e de sua irm". Eantora. A casa foi demolida. *0/ . Sei 'ue ta no barraco. :Nota da sem nota .. Eompositora. Ela brincava de fa$er buraco no 'uintal. . Artista pl@stica.

aulinho. . Eonstruç"o de um edif3cio no local..me e disse: . EadO o dinheiro. 8uatro anos.. . . . Essa moeda M@ saiu de circulaç"o.... Tui encontrada por uma criança. ? . . Ti$iu pegou. ? entregou o menino a moeda ao dono do bar...me. 8uelo doce.aulinho n"o entendia de nNmeros. Achei perto de casa #e derrubalam. olhou.. SilOncio. . .. alguns dias depois.Jma m@'uina retroescavadeira 'ue estava tirando terra e colocando em caminhDes vasculantes para levarem a terra..aulinhoC ? perguntou Ti$iu.. 'ue estava brincando no monte de terra perto da construç"o do edif3cio. Eom ela fui at) o bar do Ti$iu. . Ta a'ui.aulinho. Lera e seu pessoal foram. *00 ..oeta a vagabundo. A 'ue tu 'uer .se. n"o vale mais nada. s4 achava 'ue moeda ) dinheiro a dinheilo compla doce.

Munto com outras moedas antigas. Livia no li="o. pois estava limpando o bar. Amanh" te devora. Ti$iu acabou dando um doce para . tu fica andando por esses lugares. seu paiC ....egou. . L@ permaneci por trOs anos.. . <ais uma sobrevivente da sangrenta guerra urbana..nos e colocou no li=o para = li=eir= levar. A cidade ) uma senhora. Limpe$a geral 'ue fa$ia uma ve$ por ano. Eu fi'uei na m"o de Ti$iu 'ue me colocou numa cai=a de madeira por dentro e m@rmore por fora.. <am"e achei dinhelo. s"o perigosos.TALES. olhou..nos. Ta l@ em casa..aulinho 'ue saiu contente. Eade sua m"e. #e hoMe sorri. . Tui encontrada no li="o por uma menina de uns trOs anos de idade.. *05 . Iepois Ti$iu pegou..nos. <enino.

."o se compra mais nada com essa moeda..... :Nota da tomando uma cerveja no quarto do meu irmDo5 .. .."o vale mais filha. Ealça suMa. . .. Ela mudou de nome..."o encontrei a moeda. A sol indo visitar noss=s irm"s irm"os do outro lado.erdeu o valor amor. ? abraçou.(6 ? ah9 As ratos est"o atacando o barraco. . Tarde. . A 'ue vou fa$O com a moedinha pitinininha mam"eC . . Iei=a. . Ta bom mam"e.."o h@ est)tica para o cabelo. .. (/. <as tome cuidado para n"o colocar na boca. E se engolir pode machucar Saiu.oel %osa ? alguns sons s"o chatos outros s"o interessantes.me ver filha. .. rasgada em alguns lugares. B suMa.a . . .o toca vinil .. Fnfeli$mente ou *06 . ? estendeu a m"o.o#O mam"eC ? com os olhos negros. . Wrin'ue com ela...

'ue me desviou do caminho. Qs ve$es me dei=ava em seus brin'uedos. fi'uei por uma semana. onde fui cair perto da casinha de um cachorro. ao lado da vasilha onde ele se alimentava.. feli$mente terrei 'ue d@ uma id)ia com o roedor ou roedores.TALES.me cair na m"o direita de seu irm"o. Eom ele fui parar em seu estilingue. at) ela dei=ar. 'ue me lançou ao encontro de uma pombinha 'ue estava 'uieta no galho do p) de manga no 'uintal da visinha. Acho 'ue foi a chuva 'ue trou=e el=Zel=s pra c@.as m"os da menina. bati num galho seco. 1/ anos. e pedir 'ue v@ cola em outro lugar. Munto com mais duas moedas.. *0+ .> . L@ estava eu voando de encontro Q pombinha 'ue por sorte dela. L@.

Estava procurando *0* . Tui parar em seu 'uarto dentro de uma pe'uena cai=a de canetas. de 1*/(> L@ permaneci at) 1*++. numa brincadeira com um osso. S4 fui descoberta 'uando a dona da casa resolveu concretar o 'uintal. limpou.me.me. colocou em seu bolso e voltou a cavar. Iepois sua irm". L@ fi'uei at) 1**&. .egou. at) ser enterrada sem 'uerer pelo cachorro. :Nota da +ua ? 5 de abril de ((6 1 horas e dois minutos ? Iescobri 'ue a moeda de (( r)is.permaneci por cinco dias. Ah9 Tamb)m encontrei outra na rua.me. 'ue entrou escondida no 'uarto. Jm servente de pedreiro estava cavando o alicerce e numa batida do en=ad"o me descobriu. observou. 'ue me fe$ escrever esses rabiscos. ) com Getulio Largas na outra face e n"o da <aria fumaça.

Iia. *5( . Eom ela fi'uei dois dias. Gritos.alavrDes. Ti'uei at) 1**/. Ela se es'ueceu de guardar sua pochete Munto com os cadernos.me. Lento. Sol. 1**0. <ortes. Tutebol na rua de bai=o. Fnterv@.. o sinal foi acionado. em cima de uma tampa de lata de leite em p4. Trio. Traca. Tui parar na m"o direita de Tlatus. Tuçou e encontrou.TALES. S4 senti uma m"o abrindo o $3per da pochete e retirando as coisas de dentro e sendo depois colocada na carteira escolar. Ehuva forte.. Sol e chuva.. uma caneta.. . e o mundo acontecia l@ fora. no seu 'uarto. Rs alun=s sa3ram da sala. Ela me levou para escola em sua pochete onde guardava suas canetas. Lida. . Tina.lo.o terceiro dia. Ealor. Eom ele passei hibernando num canto inerte.

Amante de sua companheira.egou. . A time As coçadores de anus saiu com a bola..intor..me ao Mui$.. SilOncio no campo rua. .....Wiel.me. Eara ou coroaC ..a m"o direita de Wiel fui Mogada para o alto e pega com a m"o direita. . . Ieu coroa.. A'ui9 ? entregou. s4 espere um pouco 'ue vou buscar em casa. 'uando vinha caindo.. pensou e disse: . 8uem tem uma moeda para escolher com 'uem sai Q bolaC ? perguntou Wiel. ? saiu correndo para buscar... Eapoeirista.me no seu bolso. . Eoroa9 ? disse o outro Mogador do outro time. Eu tenho. Wiel guardou. . Tlatus pensou. WObado nas manh"s de domingo e Mui$ de futebol nos campeonatos de rua de sua localidade. *51 . Sua casa ficava a uns cin'Uenta e cinco passos. Eara9 ? disse o Mogador. Tlatus nem ligou.me e Mogou na m"o es'uerda fechando rapidamente e disse: .

TALES.se e me encontrou em seu bolso. *5 . L@ permaneci por um mOs at) sua companheira encontrar.me no li=o do banheiro. pasta dental e outros pertences. Iespiu.. vou usar meu c)rebro e foda. 'ue servia para guardar escova dental. :Nota da pesquisa ? Lou ter 'ue pes'uisar todas as d)cadas s4 para ter uma id)ia do #e aconteceu.se> Wiel chegou em sua casa e foi direto ao banheiro.me e Mogar.me e guardou no arm@rio imbutido na parede. onde permaneci mais um dia e fui com o li=o Q rua. 8uer saber n"o vou. Alhou.. para ser colhido pel=s coletador=s.

. <enina de olhos claros. Eom %ui fi'uei at) 1**6 em sua escrivaninha perto de seus livros e cadernos escolares. A Lulu@ vai nascer. Jm dia desses. Sua mulher estava para dar a lu$ a uma menina. L@ permaneci at) sua *5& .. %ui 'ue estava atrasado para ir Q escola. A 'ueC . .%ui.. . numa latinha 'ue ) usada para colher fe$es para ser e=aminada.. Eu cai no ch"o e fui rolando at) o batente da porta.... Saiu sem se preocupar com o 'ue ocorreu. %ui a bolsa estourou. A #eC ? assustado levantou rapidamente.. Sete de março nasceu Lulu@. %ui mais #e depressa conversou com seu vi$inho e Muntos foram para o hospital. ..egou seus cadernos de uma maneira 'ue um dos cadernos bateu na latinha e tudo foi ao ch"o. <Nsico. Eoletor de li=o.

Tui encontrada por um menino. sendo Qs ve$es pisoteada.. Alha o 'ue achei9 Alha o 'ue acheeeiiii9 Alha o 'ue acheeeeiii9 ? mostrou a %ui. *5/ . ? sem entender.. ce estava assistindo um filme.. Tudo bem9 . Lou comprar um doce de Maca... L@ fi'uei por mais uns de$ dias... Achei l@ no 'uintal Mogada.rimo de %ui.. ? n"o tem valor. . Estava de visita. Tui parar no 'uintal..TALES. . isso n"o tem mais valor. Lou comprar um doce de Maca. Sua irm" estava dando aMuda a eles. ? Eontente. . Ande vocO achou essa moeda AngeloC .. Ah9 ? ficou desanimado.. irm" abrir a porta do 'uarto e começar a varrer. . .rimo. Encontrou...... .me e saiu correndo gritando: .

Ealma vou te dar outro doce 'ue minha irm" preparou..ota da vontade de miMar. assim como elas.or)m. + de marçoZ(6 ? <JLKE%ES . lutando pela dignidade e contra a e=ploraç"o.T%A A LFALx....A9 A dia (+ de março de 1+06. Aba99 Aba9 :. cru$aram os braços e paralisaram o trabalho pelo direito a uma Mornada de 1( horas.. em . *50 . 'ue Munto com o dono puseram fogo na f@brica onde as mulheres haviam se refugiado. 1 * tecel"s da f@brica de tecidos Eotton. muitas outras foram e hoMe em alguns casos ainda s"o 'ueimadas.ova bor#. fa$endo a primeira greve americana condu$ida unicamente por mulheres. Este foi o marco da hist4ria do + de março. .EFA EATFIFA. Elas morreram carboni$adas. . Jm belo doce de batata doce.A LJTA EA. Toram violentamente reprimidas pela pol3cia.

KoMe. Fnfeli$mente homens e mulheres na maioria das ve$es. a'uelas 'ue s"o escravi$adas pela moda. pela moral e pela sociedade machista. mutiladas. por padrDes est)ticos de bele$a. n"o *55 .. n"o estamos comemorando uma data feita para 'ue as mulheres tivessem um dia. somos contra essa id)ia. maridos e pela sociedade 'ue discrimina e banali$a a mulher. descartando sua inteligOncia.TALES. espancadas. despre$adas por patrDes. Estamos a'ui para relembrar a luta dessas e de tantas outras mulheres 'ue morreram lutando pela igualdade. pais. Tamb)m 'ueremos passar a id)ia de conscienti$aç"o contra a desigualdade. pois. ainda hoMe muitas mulheres s"o escravi$adas em casa ou por um serviço degradante com diferenças salariais para os se=os ou simplesmente..

IA <ELKA% A.A% J< <J.5. :Nota da ressaca na segunda-!eira ? Loltei ao livro :1+. . Apro=ima. A sinal estava vermelho. Loltei e vou debulhar>.IE . Fndo para sua casa. a m"e de mngelo para no sem@foro.(6> & horas e /+ minutos.lo.se um rapa$ e oferece um livreto de poesias. Sua m"e veio busc@.percebem tal dominaç"o e continuam suas vidas sem nunca se 'uestionarem sobre suas vontades pr4prias e sobre seus direitos. Sua m"e olha para um pe'ueno compartimento do *56 .ASSA<AS SE% %ES.EFTAIAS999 ? G%FTA de revolta das mulheres libertariks> Eom o primo de %ui fi'uei at) ele ir embora e me levar em seu bolso. <averic# preto.

ota da apreciadora de cerveMa ? +. *5+ . Toda. ? disse mngelo. A medicina criou a doença>. :. ? * horas e /& minutos ? parei de beber cerveMa devido a um tratamento de saNde..(6.se pois o sinal abriu para m"e de mngelo. <edicina do mato ) melhor.TALES.. Tome mais essa tamb)m. A rapa$ sorriu e pegou. Tudeu. 'ue vou ter 'ue submeter..se a indNstria dos rem)dios. mngelo se lembra de sua moeda e entrega para o rapa$ . Gastrite voltou. carro e d@ umas moedas para o rapa$.6.me e afastou.me para n"o ir para vala e poder rabiscar pra vocOs. Wabosa e outras plantas me aMudar"o a cicatri$ar..

1<angueio2:60(> no farol:sem@foro>. ? mostrou a A$lo. Antiarte. Escultura humana. Sobrevive no 1sub2..... 11 horas. Eom ele fi'uei at) uns cinco anos em seus materiais. . . Iino.irofagia. brincos.. . %io de Maneiro. Laleu9 Ie Iino fui parar na m"o direita de A$lo #e fui parar nos materiais 'ue ele usava para fa$er seus 1trampo de artesanato2. 8uero sim cumpadi. 8uer para vocOC ? disse seu amigo mostrando. . *5* ...lhe. etc. :Nota da apreciadora de cerveja parte .9 ? Sol.. Alha A$lo..ascimento de A$lo. . eu. S@bado..rodu$ia colar. Essa pe'uena moeda de (( r)is de 1*&+ 'ue 1manguiei2 no farol.. . . A #eC ? respondeu A$lo prestando atenç"o no farol. /0 minutos.a calada da noite fa$ sangrar. Artes"o.

.TALES. . A pe'uena floresta nos presenteia com v@rios cheiros. Longe. Ainda n"o encontrei a pe'uena moeda>. . A$lo sentando ao lado *6( . :Nota da pequena larva que estava perambulando pelo corpo do papa naCista em decomposiçDo ? Leitores o 'ue todos os personagens tem em comumC>. Ele se apro=imou de A$lo 'ue estava vendendo artesanato na praia do piscin"o de %amos. Tui parar na m"o direita de Arson ]elles 'ue veio filmar no %io de ^aneiro o filme chamado 1Ftqs all true2.oucas pessoas na praia.arou e ficou observando os artesanatos #e estavam e=postos..

l@ fi'uei at) fevereiro de ((&. . B companheiro de <Nmia 'ue foi condenado a um crime 'ue n"o comete. . Sem muitas novidades no momento. Tudo indica crime de racismo. E ai Arson firm"o cumpadiC Gostei do filme9 ? disse Karamia tomando um copo de cerveMa. L@ estava eu no pescoço de Arson ]elles 'ue continuou seu caminho pela praia. Legal 'ue tu curtiu o filme.J. A'ui na correria de sempre. Arson Ticou encantado com um colar com sementes de olho de boi e uma pe'uena moeda no centro do colar.A. Eom ele fui Munto para os E. .uma festa de lançamento de seu filme encontrou Karamia. poeta e ativo no hiphop politico do te=as.. negro.. A cara M@ se ativava contra a pena de morte :brutal no Te=as>. *61 ...fa$endo um colar de sementes. <Nmia ) negro e pantera negra. %esolveu levar o colar.. EJA.

Ias m"os de Arson fui parar no pescoço de Karamia.. <ano me empresta eleC .eru e Ehile.. Tava dando um role na praia e.orra 'ue colar ) esse ArsonC ? admirado. . ? disse Arson tirando.. ? respondeu Karamia colocando o colar em seu pescoço.. Ta limpo mas cuidado com ele...TALES. . . Eara vou tocar no Wrasil da'ui uns trOs dias. E vocO como andaC A mNsicaC A movimentaç"oC ? perguntou Arson.. ? Ieu um to'ue com a m"o es'uerda no ombro de Arson... Tocou com a m"o es'uerda o colar. . .. . *6 . depois vou para o .. .. B n4is Arson. ...o do pescoço.... E me devolva... Legal9 Lai mesmo 'ue l@ ) gostoso. Ah9 Eomprei no Wrasil de um artes"o..

To de boa. A movimentaç"o ta devagar.o pescoço de Karamia fi'uei at) ele chegar ao Wrasil. S"o .aulo foi assaltado. Eontinuei fa$er o 'ue *6& . :+ixo urbano no decI ? Antem.ara ele sim. Lou tomar uma cerveMa. .. depois no %io de ^aneiro e voltou para S"o . Tive at) um conflito com um c"o de guarda da burguesia. . 'uando se apro=ima dois policiais..aulo para fa$er seu Nltimo shoS. %esolvi voltar a beber. Tocou em S"o . Estava eu fumando um baseado sentado. Alhei apenas e vi dois pares de tOnis :eles eram civis pelo Meito>. . Iomingo."o dei atenç"o. Levaram seu colar pensando 'ue era de valor...aulo. Tu 'uer umaC .. mas acontecendo. Jm deles chegou e disse 'ue era policial.aulo. Iando um role pelas ruas de S"o . Lai nessa.

. Kenri'ue Gomes Terreira faleceu em 1*5&.TALES. Ele disse novamente: 1... eu olhei e respondi: 1nem tudo ) perfeito2...ada pai.olicia2.. Ti'uei Mogada no 'uarto de <oi Enomenga.. sua namorada 'ue estava esperando ele tomar banho viu o colar e disse: . s4 pra saber. At) 'ue um dia.or 'uOC ..unguista:6&> nas ruas de S"o . . ..aulo.ai 'uando o tio Kenri'ue morreuC . estava fa$endo. Ai eles ficaram bravinhos. 8ue colarC *6/ . Tudeu9 <as consegui sair saindo>. Eom ele fi'uei apenas uns cinco meses.. . .. Amor me d@ esse colar para mimC .. .

... Iesde 'ue roubei esse colar nunca tinha reparado nessa pe'uena moeda.. A namorada de <oi desmontou o colar e montou novamente. ? mostrou o 'uadro na parede. . Seu punheteiro. ? risos.. ."o es'uenta vou arrum@.. . ? riu. Alha amor 'ue lindo9 <oi olhou e disse: . Ele ta 'uebrado.. n"o ) 'ue arrumou o colar. Esse a'ui na sua gaveta..... . Munto com as revistas 'ue vocO usa para se masturbar.ega. Amor vamo fuma umC ? disse sua namorada... LocO ) danada... <oi saiu do banheiro.. .lo."o s4 arrumei como sobrou a moeda.. *60 . S4 'ue me tirou do colar. . E pare de me=er nas minhas coisas. . . . ? mostrou para <oi 'ue me pegou com a m"o es'uerda e me observou. ... Tem um baseado bolado ali escondido no 'uadro.

. ^@ foi ? <oi Mogou. Kuummm9 ? colocou a m"o direita na cabeça ... <oi me pegou e Mogou... :Nota da -abota no decI ? <udei o nome novamente. *65 .me pela Manela.me pela Manela. vou mostrar a moeda a ela e perguntar o nome 'ue ela daria a pe'uena moeda>. Sua namorada rapidamente foi at) o 'uadro. . . Abservou ele e desencostou.."o faça isso amor vou us@.la .TALES.o da parede enfiando a m"o es'uerda e pegando o baseado. Eles fumaram.. vai se chamar o nome 'ue minha amiga LPnia escolher.. . ? riu e caminhou para perto da Manela.

. perna de barata morta. L@ estava eu indo para Eampinas. revistas. <udança de S)rgio.la> :Nota do ajudante de pintor. 8uebrada do Solidariedade n"o ) s4 uma palavra ? To escrevendo contos minNsculos e lendo Tocault> L@ estava eu perdida numa gaveta onde l@pis. fita cassete. :Nota da apreciadora de cerveja ? achei uma receita de cerveMa de car'ueiMo.Eai na carroceria de um caminh"o 'ue passava no momento em 'ue <oi atirou a moeda. canetas. pap)is. etc. To com a id)ia de produ$i. Sala.o pe'ueno *66 .. . cd. Ehegando na cidade de Eampinas o motorista e o aMudante descarregou o caminh"o. ((/.

At) os 'ue tOm trampo fi=o. B foda9 ? disse seu amigo.. As crises de abstinOncia s"o terr3veis.. est"o pela bola oito. Somos uma autOntica geraç"o de fudidos e mal pagos. e estamos 'uase todos viciados.... Iinheiro ) como droga.. Eada ve$ mais se fa$ cada ve$ menos sem ele. Se dar bem hoMe em dia ) como tirar a sorte grande.TALES. ..los. T@ foda de arrumar alguma coisa. ser uma criatura iluminada pelo Ieus mercado.. Sergio est@ desempregado... ? disse seu outro *6+ .. . com s)rios riscos de perdO.. ? disse S)rgio. . . arm@rio de S)rgio 'ue ficava em seu 'uarto. S)rgio estava no banheiro falando com seus amigos e se observando no espelho. .

Entregava. e esperava o resultado>. etc. Estavam chorando as m@goas e brincando de rotular sua geraç"o..amigo rindo e folheando uma revista de motocross. Iesistam. mas ele sempre solta essa. ? Linicius ) um pessimista apocal3ptico incur@vel. *6* . tive a id)ia de uma e=posiç"o de fotos tiradas por uma criança de dois anos.lhe uma m@'uina fotogr@fica resistente a afogamento.. fogo. Esse seu chav"o at) 'ue M@ ) meio antigo. impactos.feira Q noite seus amigos apareceram. S)rgio ) enf@tico.a segunda.. :Nota da antiarte ? Esses dias fumando um gan$@ e trocando id)ia com um mano.. . .. .. vocOs s4 v"o conseguir isso 'uando ficarem velhos e a geraç"o da ve$ M@ for outra.

? todos riram. fumando um charuto 'ue arrumou n"o sei onde. B.a verdade somos mesmo a 1Geraç"o Espermato$4ide2. *+( .. a Geraç"o 1A atrasado 8ue .. LocOs est"o viaMando.. ? . . .. .. ..aga a Eonta2 ou ent"o. d@ pra chamar de uma porrada de maneiras. ? Talou ^ean calmamente..... Eu e T@bio somos do palpite de 'ue somos mNltiplos em r4tulos. mais perfeito: somos a Geraç"o 1A 'ue ) Jm . Somos os . ..eido pra 8uem Ta Todo EagadoC2.X.. ? riu.... 'ue foda isso. e=pulsos dos nossos sonhos e das nossas aspiraçDes e refugiados numa realidade 'ue nos e=clui9 .alestinos do cotidiano. ? risos. a Geraç"o 8ueda..TALES.livre.

fica nove meses curtindo e desenvolvendo o corpinho. Ticaram na'uela.. 'ueria fa$er algo diferente... Eles tinham feito uma aç"o contra a homofobia por esses dias..... Ata'ueC . Eu tenho um plano de uma aç"o nesse sentido.. .. Jm autOntico ata'ue.. at) 'ue ele deu uma baforada em seu charuto e 'uebrou o silOncio. n"o curti a dos travecos.. . Jma grande palhaçada. <as o vestiba ) fudido. A prOmio ) bom.. depois nasce pros pra$eres da vida. 8ue aç"oC . pra di$er a verdade. . s"o bilhDes de candidatos por vaga. <as tem gente 'ue consegue. pensando na viagem dele. Fnclusive. ...... se vocO fecundar. .. simplesmente *+1 . Tala logo.em falamos nada.. pooooorraa9 A cara falou s4 isso e ficaram todos se olhando e pensando: 1Alha a do cara92.

ronto.. n"o ) s4. como se o bebO mesmo n"o 'uisesse nascer.. n"o pode ser s4. Teto suicidaC .. A 'uOC . . <as calma a3. Eu n"o 'uero nascer nesse mundo de merda9 ."o boto f) nessa tua mente macabra9 . ficaram esperando por maiores e=plicaçDes. T@cil9 A gente consegue um feto falso. ... um feto de uns trOs meses... A gente dei=a um manifesto... um pouco de sangue de animal e dei=a no banheiro de algum shopping. . *+ . A id)ia estava l@. Jma da'uelas t3picas id)ias monstruosas 'ue se agigantam e te dominam... . %apa$9 .....TALES.. Tipo um feto suicida.

4s somos uns malacos. :Nota da ?eCerra no decI ? Ele subiu o morro sem gravata. ? disse S)rgio a ^ean.o outro dia no 'uarto de S)rgio."o v@ votar.la..Aperacionali$ar a id)ia M@ foi mais dif3cil. ^ean n"o encontrou Alana Alice e essa mina teria de ser a guleica. pois precisavam de uma garota. *+& .. . Se re$ar e votar fosse bom. . Toi foda convencO. Somente depois de bolar um bom disfarce 'ue ela acabou topando pelo 'ue fi'uei sabendo 'uando S)rgio comentou com Linicius em seu 'uarto. Era a sala de reuni"o. . M@ teria mudado a muito tempo> . mas ela ta apenas iniciando nos caminhos da delin'UOncia. di$endo 'ue gostava da raça...

. digamos assim. Lou sair loira. ? disse seu amigo. B limpo. T@bio veio com uma de 'ue v3sceras de porco s"o muito *+/ . Eu e os guris cuidamos do resto. disse 'ue comprou curtiça e 'ue ele mesmo daria um Meito de esculpir o feto.. . . com uns 4culos grandes e um casac"o de frioC ? perguntou guleica.. A manifesto seria com ele tamb)m. ? ^ean foi o ar'uiteto da aç"o...TALES. v"o demorar pra entrar na 'ue vocO usou. d@ tempo de sumir. ^ean fe$ um mist)rio la$arento.. E o resto era o sangue e os outros apetrechos real3sticos. Todos aceitaram o mist)rio por'ue desde a surpresa do ata'ue ao sal"o de bele$a do shopping ele. . ganhou uma certa moral no grupo. no banheiro tem v@rias portinhas...

Antes de sair de casa. Toram at) War"o Geraldo para conseguir o material na casa de um tio. sendo 'ue o lado es'uerdo estava para bai=o e o braço direito inclinado em direç"o Q cabeça. amigo do pai dele. Era um feto com dois braçinhos rec)m formados. S)rgio participou do mist)rio do ^ean. *+0 . A sangue colocaram numa garrafa de Tuba3na va$ia de dois litros e as v3sceras numa sacola de li=o preta.. Lamo para War"o Geraldo conseguir alguns materiais. ^ean reuniu todos e mostrou seu 1precioso2. Eonseguiram umas paradas parecidas com c)rebro. Linicius ficou com gulei#a e seus disfarces.parecidas com as humanas e acabou usando seu humor sangrento para dar uns to'ues aterrori$antes ao resultado.. 1muito horr3vel2 ? disse gulei#a. . ^ean 'ueria dar um acabamento art3stico no ata'ue e convocou o monstro.

. mas todo esse segredo pra issoC B um feto comum.. *+5 . Iepois mostrou o manifesto: A movimento dos Tetos Eonscientes.. Eom vocOs. 'ue ainda n"o tinha sido vitima de suas sacanagens delin'Uentes. .feira no inicio da noite. igual$inho a um suicida com uma arma apontada pra cabeça..core.. A desafortunado alvo da ve$ foi o Shopping <uller.. <arcaram a aç"o pra 'uarta. o feto suicida99 . o feto apontava a seringa na tOmpora direita.. l@ pelas sete horas. Ent"o ^ean tirou do bolso uma seringa e colocou na m"o do feto. Ticou perfeito.TALES. hil@rio.. ^ean$inho acabou fa$endo um manifesto altamente hard.. Ticou perfeito ? disse S)rgio. apresentando 'uinhentos mil motivos pra n"o nascer nesse mundo de bosta. Ta. %evoltado mesmo.

Esse ata'ue ) para acontecer assim: En'uanto *+6 . .. S)rgio dei=e a cai=a 'uieta ai9 ? disse fa$endo caraZface de brava.Eles se reuniram para conversar sobre alguns detalhes. A reuni"o estava acabando. pooooorraaaaa. . . ... <as n"o vai dar para tu fa$er as duas coisas Muntas. 'uando gulei#a colocou no meio da reuni"o uma cai=a de sapato e S)rgio M@ foi metendo a m"o. B o seguinte: coletei v@rias baratas.a sala de reuni"o. . gulei#a9 8uem diria9 A nova centelha do grupo.. Ealma ^ean. <ais uma nova arma para nosso ata'ue. ? disse ^ean interferindo na conversa de gulei#a. Tirei a metade do fundo da cai=a e constru3 um fundo falso... A 'ue ) issoC ? perguntou. E nessa reuni"o gulei#a apareceu com uma cai=a de sapato e ficou esperando a conversa sobre o ata'ue Tetal terminar.. . 8uarto do S)rgio.. ? respondeu gulei#a. ? tod=s riram.. . ...... Larias mesmo.

? ficou pensando . Lou... Todos gostaram da id)ia e riram. Gostei de vO... E o #e vocO vai di$er com issoC . Qs baratas v"o sair e se espalhar pelo shopping. :Nota da ">s-guerra no decI ? Liva as ocupaçDes> *++ . ai 'uando algu)m for pegar a cai=a. . Earalho tu ) porreta gulei#a. eu vou conspirar o ata'ue no banheiro feminino algu)m de vocOs vai at) o banheiro masculino e dei=a a cai=a l@.... Eoloca num canto do banheiro e tira o fundo falso sem dei=ar as baratas sa3rem.. 'uestionar o consumismo complementando o outro.TALES. vou.... ..

Ele me tinha como uma moeda da sorte. Logo chegamos n4s. *+* . To tendo orgasmo triplo. gulei#a entrou e Linicius ficou esperando.. Linicius entrou com gulei#a e rapidamente se dirigiram ao banheiro. Tinha me encontrado 'uando aMudou a tirar a sua mudança do caminh"o. ^ean ficou com o banheiro masculino. .o dia do ata'ue S)rgio me pegou e colocou em seu bolso. :Nota da acabando de rabiscar ? To no gran finale desses rabiscos. 'ue ficamos nas pro=imidades observando o desenrolar dos fatos.an\ disse #e minha escrita parece com a dele. Admito #e ele me influOncia e eu o faço go$ar>.

a passos largos. At) #e por fim ela saiu. digamos assim..TALES. . Ticamos esperando. %ela=a.. demorou e demorou.... Ser@ #e ela n"o vai miMar pra tr@sC ? disse S)rgio.la um pouco. torcendo pra 'ue rolasse o maior escPndalo poss3vel. Ieve ter ficado uns vinte minutos l@ dentro. **( . gulei#a demorou. nervosa. a mina ) das nossas. contra o apartheid social 'ue ) fort3ssimo em Eampinas e outros lugares.. Lutando. . Linicius foi atr@s pra saber se ela tinha feito tudo conforme o combinado e tamb)m para tran'Uili$@. A real obMetivo ao atacar os shoppings ) 'ue essas igreMas do consumismo dei=em de ser a ilha da fantasia 'ue proclamam ser. apressada.

Era uma velhinha. A tempo foi passando e entrou uma pessoa. depois outra e outra e nada. ou se cagou.. molhou os dedos no sangue M@ 'uase coagulado e escreveu na porta do toalete a frase: <ovimento dos Tetos Eonscientes. 'uase morremos de pena da coitada. se miMou de susto. .Linicius voltou e contou 'ue saiu tudo conforme o planeMado e #e gulei#a foi se trocar. A coitadinha tremia toda e n"o **1 . gulei#a. parecia cagada mesmo.. ^@ est@vamos pensando 'ue o shopping fecharia sem ningu)m se ligar 'uando ouvimos o t"o esperado grito. pois caminhava lentamente com as pernas meio abertas. Ai meu deus9 Tem sangue l@ dentro9 Tem sangue l@ dentro9 . Jm autOntico grito de 'uem leva um cagaço. mesmo contra a vontade e morrendo de noMo. A bebO ficou com o braço desocupado virado para cima e somente 'uando fosse erguido 'ue a palhaçada seria revelada.

eu... . eu n"o s. eu eu n"o sei9 Eu n"o sei9 S)rgio ficou com o coraç"o partido. a apavorada senhora começou a chorar.a'uela ** . . A 'ue est@ acontecendo a'uiC . conseguia pronunciar uma frase inteira.. s4 gagueMava. .. mas deve ter acontecido alguma coisa horr3vel l@ dentro9 A rapa$ pediu licença.. AbortaramC L@ dentroC . . Eu. eu n"o sei. Eu..sei9 T..TALES.. ..dentro9 Eu n"o sei9 Ieus 'ue me perdoe. Seu moço9 Seu moço9 Tem muito sangue l@ dentro.. eu..tem muito sangue l@ d..."o demorou at) 'ue um segurança do shopping chegasse Munto.. falou alguma coisa no r@dio e entrou no mict4rio. eu n"o sei. A 'ue foi minha senhoraC ? perguntou Linicius disfarçadamente. mas parece 'ue abortaram9 ...

parece 'ue o banheiro masculino ta acontecendo algo tamb)m. seu porra99 Linicius saiu com T@bio falando aos 'uatro ventos 'ue tinha ocorrido um aborto dentro do banheiro...hora eu deseMei ter nascido mulher. poder3amos ver nossa magn3fica obra de arte. 8uando as pessoas começaram a se aglomerar para ver o 'ue estava acontecendo chegaram mais trOs seguranças e fecharam o banheiro. ."o sei. Todos 'ue ouviam levavam a m"o Q boca e murmuravam deusmelivres e coisas do gOnero. . %apidamente um segurança saiu com o telefone na orelha. S)rgio n"o desperdiçou a chance e tirou onda. Se tiv)ssemos vindo travestidos 'ue nem fomos Q missa. **& . Eala boca. A 'ue est@ acontecendoC ? perguntou outro segurança 'ue acabara de chegar no local..... .. . .. s4 para ver a cena.

a senhora 'ue viu me garantiu 'ue foi um aborto. Limos v@rias fa=ineiras **/ . .... Estamos verificando.TALES. o circuito interno de som do shopping anuncia: . parece 'ue n"o ) nada de mais. mas a principio n"o ) nada de mais... Ealma.. Toi um aborto.. .. A segurança parecia seguro de si. Fnformamos nossos clientes 'ue houve um va$amento de @gua num de nossos mict4rios... . Tilhos de uma puta9 Lacraram a entrada do toalete em 'uest"o e n"o dei=aram ningu)m mais entrar no banheiro en'uanto o 1problema2 estava sendo resolvido... Ie repente. Linicius n"o cansava de repetir: . mas nossos t)cnicos M@ est"o resolvendo o problema e em breve ele M@ estar@ funcionando novamente.

.. na medida do poss3vel. . sem e=ceç"o desconfiavam 'ue alguma coisa estava acontecendo.. melhor 'ue nada. pelo menos elas e alguns funcion@rios viram. conseguiu. .entrarem com baldes e panos.. merecidamente. gulei#a voltou sem seu disfarce e ria toda ve$ 'ue via a cara de deboche das fa=ineiras 'ue saiam do banheiro. L@rias pessoas acompanhavam o entra e sai do banheiro e todos..o manifesto do ^ean estava escrito mais ou menos assim: 1^@ foi uma concorrOncia dos diabos pra mim. abafar o caso.. B. foi o primeiro ata'ue com ela como protagonista principal. como espermato$4ide. <as a direç"o do shopping no minino empatou com a gente. Wom. Toi tanta a movimentaç"o no banheiro feminino 'ue es'ueceram o ^ean e as baratas. . ."o 'uero nascer para ter 'ue **0 . Iesta ve$ foi gulei#a 'uem mais riu. conseguir fecundar o 4vulo.

. . Ent"o resolvemos tra$er as baratas at) a mat)ria prima2.. se houvesse uma opç"o de escolha. %ealmente. com outros bilhDes. Tem gente 'ue mata. Li=o produ$ morte. . **5 . concorrer de novo. por uma vaga bem sucedida nessa sociedade porca2. ...TALES.. 1A mundo ta muito doente.. deste e de outros argumentos engraçadissimos 'ue ^ean usou em seu manifesto.. Tem gente 'ue mente2 ? disse Linicius. ser@ 'ue todos iriam 'uerer nascer nesse mundo doenteC ? disse T@bio.. Loltamos a p) pra casa rindo muito. E as baratas ^eanC ? perguntou gulei#a.o manifesto das baratas estava escrito assim: 1Eonsumismo leva a produ$ir mais li=o. .

^ogador de futebol.. Todos gargalhavam e seguiram at) a sala de reuni"o... . Tinha um cara lavando o rosto. S4 escutei 'uando sa3ram =ingando.. ? ^ean fe$ um suspense. Tilho da puta9 Tilho da puta9 Ti'uei na minha. Linicius. E aiC . S)rgio e ^ean sa3ram bObados do bar. Ti'uei um pouco e dei=ei a cai=a pronto para a aç"o.. gulei#a. Eaminhei at) o mict4rio. antes 'ue alguma pulasse em mim. **6 . Ai. Tala logo porra9 .... Ti'uei observando disfarçadamente.. Eai na risada e sai rapidinho.... Ti'uei.. L@ acabei participando de uma brincadeira de cara ou coroa. Lotado. Eara o banheiro estava com baratas at) o teto. . onde a cara de GetNlio Largas apareceu. Entrei no banheiro.. Eara nem te conto.. Iei uma volta e voltei l@. 'ue foi no bar do S4crates. At) 'ue entrou dois adolescentes. T@bio. %esolvi entrar.

. Lai tomar no cu.TALES. Ie repente passou um Xnibus de passageiro e um dos passageiros colocou a cabeça para fora da Manela e disse: .. Ele tirou... S)rgio ao escutar olhou para o Xnibus e percebeu 'ue o Xnibus parou no sem@foro para esperar o sinal abrir.se e disse gritando: . Te$ um impulso e atirou... Acertou o pescoço de .igmeu 'ue levou um susto. Seguuuuuraaaa pudim de cachaça9 ? e voltou para o Xnibus.me do bolso e saiu correndo. mas o Xnibus M@ estava a caminho e s4 deu parar ele erguer a m"o direita num gesto de foda.me para dentro do Xnibus com toda força. ao alcansar a Manela em 'ue estava o rapa$ 'ue o =ingou. seus cu$"""""oo9 **+ . S)rgio era o 'ue estava mais bObado. sentiu a dor e imediatamente olhou para fora da Manela.

Wirigui. . Encontrou.me para fora do Xnibus.reparou. Estava em Eampinas participando de um evento de Kip Kop. . Estava a caminho de casa agora. .me em sua mochila. me no acento em 'ue estava. mas acabou guardando. se para atirar.a minha opini"o de rabiscadora. %espirou fundo.Ie longe todos retribu3ram com um foda.igmeu voltou para o Xnibus. Grafiteiro.assou a m"o no pescoço 'ue estava doendo um pouco.igmeu. Seus olhos procuravam o 'ue o acertou. :Nota da quinta-!eira5 =9 de janeiro de 899J5 9F horas e 8< minutos no decI +ipo!renia5 ? . . se coletivo. Artes"o.egou. al)m da massagem de egos e sim como uma arma para 'ue as interrogaçDes seMam mais usadas e *** .me. a sensaç"o de terminar um rabisco ) de 'ue meus rabiscos sirvam para algo.me e observou. .

Eom . a violOncia. ousadas.igmeu argumentou.igmeu fi'uei at) o final de março de ((/ num cantinho escondida. Ii$endo 'ue ali n"o podia.. E de orgasmo triplo em descobrir 'ue rabiscar ) s4 começar. Sua argumentaç"o foi profunda e os seguranças usaram o 'ue lhes restou. .esse ato cai e rolei at) o p) es'uerdo de ^orge. 'ue estava esperando sua companheira sair de uma loMa de sapatos.igmeu fi'uei at) maio de ((/. . Estava ..TALES.a mochila de . Short. Taça vocO mesm=9> . pois a administraç"o municipal o impedia. tOnis e de 1((( .igmeu e=pondo artesanato no calçad"o de Araçatuba 'uando chegaram alguns seguranças municipais e o impediram de e=por.

. Eonsumidores. me. ^orge guardou. . pois estava observando o 'ue os seguranças municipais estavam fa$endo com o artes"o. A tempo cicatri$ou e levou para o passado a'uele momento triste.camiseta cavada. Erianças. Lembrou 'ue tinha uma coleç"o de 1((1 .esse mundo de ^orge. Lelh=s.me para sua companheira. Terra'ue=s. LamosC ? ^orge ficou me observando ? Lamo ^orge. .. Komens. <ulheres. . A vento..me em seu bolso. ^oga isso fora. n"o vale mais nada. Estendeu a m"o es'uerda e pegou. acorda9 Iisse sua companheira. A cheiro.. ^orge nem percebeu.isso sua companheira se apro=ima.me perto de seu tOnis. ? disse Eleonice. seus olhos captaram. ^orge levantou e mostrou. Iepois do ocorrido ^orge continuou a esperar e observar as pessoas 'ue passavam pelo calçad"o..

'uando Eleonice pegou a cai=a de sapato onde estava a coleç"o de moedas 'ue ele trou=e da casa de sua m"e e gritou para ^orge 'ue estava na co$inha. .. ^oooorgeeee."o.:K8= ? Tui convidada para 1(( . 8uero s4 ver9 Se encontrar essas porcarias de novo. vou Mogar fora9 . . ? disse se apro=imando de sua companheira."o9 ... Mogo fora9 :Nota das !lores em minha lEpide parte 9FJM<<. vou dar para ^a'ueline... Ele e sua companheira estavam limpando a casa. essas moedas a'ui. . moedas na casa de sua m"e...TALES. Eom ^orge fi'uei at) 5 de maio de ((/. 'ue ele colecionava alguns anos atr@s..

1( por cento inspiraç"o. Eom ela fi'uei at) (5 de Munho. 1((& . Lamos comprar doce pra nega veia9 ? risos . Aba m"e. para vocO comprar doce9 . estou atrasada. Ticava em seu ateliO.. Tui parar nas m"os de ^a'ueline. Essas moedas perderam valor comercial. di$endo: . Tilha. Ti'uei na gaveta de Anigav hibernando. 'ue estava indo para o trabalho. <am"e.. <as me de elas a'ui 'ue depois as observo.>. 'uando ela separou algumas moedas e deu para sua m"e. disse Anigav a sua filha. . ... Aceitei e l@ estou eu.nos em uma gaveta grande. ? Mogou. *( por centro transpiraç"o.. onde v@rios pap)is residiam.dirigir uma peça teatral na minha 'uebrada... Tilha de Anigav....

'uando senti algu)m abrindo a gaveta. Ieu uma bola. . :Nota da -enseless ApocalRpse@japan) no decI ? 1A diferença ) 'ue pol3tico a gente escolhe e ladr"o escolhe a gente.TALES. ? Era dia de seu companheiro fa$er o almoço.. Tumava e observava a moeda. A rango ta pronto 'uerida. ^unho. Ticou observando.me. Eolocou sobre uma pe'uena mesa.egou. Seu companheiro bateu na porta... 1((/ .me. 1* horas e 1& minutos. Ealma amor to a'ui na conspira. . A m"o es'uerda de Anigav pegou outra moeda.me.feira. Ela estava fumando um baseado.. Estava eu 'uieta na gaveta.. Abservando. Se=ta. Ie resto ) igual2 ? Wloco Earnavalesco Simpatia ) 8uae Amor>.. .

%abiscadora. Tui Mogada Munto com mais trOs moedas em cima de um 1((0 . Eom ela estou at) hoMe.K. Anigav.elo 'ue entendi da rabiscadora.utoeta e amante das centelhas. para rabiscar sobre uma moeda contando as m"os 'ue a tocaram.o mas prisDes dentro da literatura2. 1( de Maneiro de ((+. Jm beiMo a mim. :Nota da Anigav ? Eonsegui terminar esses rabiscos..E. Eu fui descoberta por acaso 'uando ela estava fumando um e estava rabiscando o seu primeiro livro de putoesias 1. A 'ue me da vo$ nesses rabiscos. Era dia de limpe$a pensava eu. Lagabunda 'uando pode.> & de Maneiro de ((+. e ao me encontrar o subconsciente deu uma id)ia ao consciente. Anigav se apro=imou e começou a tirar tudo 'ue estava dentro da gaveta. Apreciadora de T. .

Ao ler o papel Tui sacar 'ue era o rascunho do livro 'ue ela estava rabiscando.os anos 'uarenta. chegando at) Euritiba. por força de uma educaç"o libert@ria vieram a se formar 1((5 . 11*/ . Assipe Stepanovitch. Esse. M@ idosa. onde faleceu. . cansado e desiludido resolveu sair do %io e ir at) onde suas pernas o levassem.o %io Grande do Sul faleceu.. pedaço de papel..TALES. a professora <alvina Tavares 'ue durante muitos anos manteve uma escola no interior do estado onde. Ao 'ual sou protagonista. Ieve ter sido por esta )poca 'ue o galego ^o"o . .ere$ Wou$as se estabeleceu no %io com a fam3lia.

vers"o brasileira do na$ifascismo 1^urado2 por isso pela pol3cia e pelos fascistas.2 1*0+ ^o"o .eres. pai do tamb)m futuro militante anar'uista Fdeal .diversos futuros militantes anar'uistas do %io Grande.raça da S) em S"o .aulo em 1*&/ contra os integralistas.aulo. no %io Grande do Sul e em S"o ."o ) surpresa 'ue. onde veio a falecer prematuramente em 1*0+ com a saNde abalada pelos maus tratos 'ue sofreu nas suas muitas prisDes.2 1.ere$. buscou refNgio com sua fam3lia no %io. os anar'uistas mantivessem uma atividade ideol4gica capa$ de publicar Mornais e neles falar da constituiç"o de grupos libert@rios e 1((6 . tendo ativa participaç"o na chamada batalha da . antes de cair a ditadura Largas. havia militado em Santos.

podemos concluir 'ue sua atividade nunca foi totalmente interrompida.os anos de 1*// a 1*/0.TALES. <arcos Ale4n. . . durante o reinado na$i. <)=ico.. Trança.. %afael . atuando na clandestinidade.anam@. no instante em 'ue nos subterrPneos militares se preparava a derrubada de um regime 'ue produ$iu os germes da sua pr4pria deterioraç"o apressando a sua 'ueda..fascista.2 1((+ . Ft@lia e de outros pa3ses. centros de cultura social. em n3vel nacional e internacional. circulares e cartas do Jruguai. .. assinadas por anar'uistas como Augustin Soucha. a Eomiss"o de %elaçDes. escreveu e recebeu relat4rios.um r@pido e=ame Q correspondOncia dos anar'uistas do %io de ^aneiro..ena.

Bola 2 estar co( o <baseado= na boca e puxando a 0u(a8a >ativa pra prender e deixar o %WC 0luir+ depois solta a 1((* . TF<. :Nota da rabiscadora ? gostou dos rabiscosC Se gostou volte e descubra o caminho geograficamente da moeda e me escreva.com :Nota da !inale ? Grato por ler esses rabis#os passe adiante9 WeiMos no c4cci=.KoMe. Bola. &( de abril de ((+ permaneço hibernando na gaveta de Anigav 'ue Qs ve$es passa por mim e me acaricia.> : > ? &sso )ue 2 bo( da linguage(+ cada grupo cria a sua.na linguage( dos apreciadores de 0u(a8a Cannabis. Lai ganhar um livro de putoesias> dada$daSakhotmail.

u(ano 2 u( be( co(u(... e co(e8a a rabisca+ pelo (enos para (i(. Dependendo do baseado+ duas bolas tu c.TALES.. Portanto não deve ser considerada u(a propriedade privada. Este trabal. 0u(a8a. Viva o livre pensar+ expressar e sentir' Viva a livre poesia' (ite a )onte.apa+ pira+ trinca+ viaCa. DI: – arrancado na t9ra 2 a <0or8a=+ se( pedir autori*a8ão pra ningu2( saca'U Pois acredito )ue as in0or(a84es te( )ue ser plurali*ada+ divulgada+ sociali*ada.o pode ser reprodu*ido ao todo ou e( parte desde )ue não vise B produ8ão co( 0inalidade de lucro.orar+ evoluir o senti(ento e o pensa(ento . 7oda/se os direitos autoraisacredito )ue )ual)uer expressão )ue sirva para (el..: 1(1( .

a': DN: BA76 – colocar u(a 0igurin. 7ec. \ gan.a u(a das (ãos+ 0a*endo u( tipo de conc.orar+ gargal.a a )ue 1(11 .a+ gan.ou a aposta co(e8a o Cogo.EKKY – cagar+ peidar e arrotar .a'U Eu não (e preocupo co( essa dita educa8ão de pati0aria..adorx 3e gan.as ou a 0igurin.oCe e( dia 2 0alta de educa8ão+ voc1 ac.ar+ co8ar o cu etc.Da: / Cu – Anus+ cagador+ ori0. Apostar par ou i(par+ dois ou u(Dpara dois Cogadores apenas:.a e bate e( ci(a das 0igurin. Viva o peidar+ cagar+ soltar pu(+ arrotar+ gritar+ rir+ c. Cagar 2 delicioso' WoCe MJ. Viva o to)ue sutil do tato+ paladar+ ol0ato+ ouvir+ ver y sentir co( outros ol.as+ a)uele )ue conseguir virar as 0igurin.ão..os e sentidos: DL: / (acon.Y. !(a e( ci(a da outra. &sso para decidir )ue( co(e8a o Cogo.cio onde as 0e*es sae(+ (erda+ cocH+ bosta.a ou (ais+ cada Cogador+ no c.

6 Cogo ter(ina )uando u( dxs Cogadorxs ac.afcannabis sativa DX:5AR&CA – 0o(e DJ: pinga+ cac. plano insensato. <ultid"o em desordem. conseguiu virar.a para isso.a8a+ aguardente. Fntento louco. :(*> Fntentona .are( )ue não )uer (ais Cogar ou )ue perdeu todas as 0igurin. <uitas pessoas reunidasY multid"o. :1(> Turba .TALES. Eonluio eZou tentativa de motim ou revolta.. DY: "acon. DMY: / Pessoa )ue busca droga para outra pessoa e gan. 1(1 .as..

eiro na cadeia.DIJ: – !( salve aos ladr4es de bancos – continue na correria. DLKM: boi – ban./lo 2=. :/*1> .assar o rodo ? matar DaJ: A)ui 2 recla(ando da bagun8a e dando u(a id2ia. Banco rouba'' $ão perde ne( u(a virgula' Co(o di* u( grande assaltante de banco – <Roubar u( banco não 2 cri(e+ 0und. aI – >e)Qela – >e)Q1ncia aL – >ai 0ora – Vai e(bora. DXJ: p1nis DJK: – <#ato= – A pessoa 3e pegou a obra. 1(1& . E(preiteiro.

B um e'Uino> :(*++/> ? se por9 :(1(1(1(> com 4dio 1(1/ .. Mumento.arente do cavalo.. a encomenda.eio= :6/+06/66/6> Eo ? anus. DJXY: Policia. )gua. orif3cio para defecar. a entrega> :(+*60+6 ? <ula ? .TALES. :(+*60+5> ? <ula ? a#ele #e carrega carga. <s9 te( (assa se( rec.

:+ 1(*> Eoco ? Eu n"o sei escrever coco :fruta> e coco :fe$es. DYI: Punguista – pessoa )ue bateFroubar carteiras.s. DYLK: – "angueio – conseguir algo indo atr. 1(10 . mas a#i ) fruta9 DEKM: – >air voado signi0ica sair rapidin. merda>.o. 7a*endo voc1 (es(x.

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