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Microcontrolador PIC - Wikipédia, a enciclopédia livre http://pt.wikipedia.

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Microcontrolador PIC

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Microcontrolador PIC - Wikipédia, a enciclopédia livre http://pt.wikipedia.org/wiki/Microcontrolador_PIC

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Os PIC (PICmicro) são uma família de microcontroladores fabricados pela Microchip Technology, que
processam dados de 8 bits e de 16 bits, mais recentemente 32, com extensa variedade de modelos e
periféricos internos, com arquitetura Harvard e conjunto de instruções RISC (conjuntos de 35 instruções e
de 76 instruções), com recursos de programação por Memória flash, EEPROM e OTP. Os
microcontroladores PIC têm famílias com núcleos de processamento de 12 bits, 14 bits e 16 bits e trabalham
em velocidades de 0kHz (ou DC) a 48MHz, usando ciclo de instrução mínimo de 4 períodos de clock, o que
permite uma velocidade de no máximo 10 MIPS. Há o reconhecimento de interrupções tanto externas como
de periféricos internos. Funcionam com tensões de alimentação de 2 a 6V e os modelos possuem
encapsulamento de 6 a 100 pinos em diversos formatos (SOT23, DIP, SOIC, TQFP, etc)

Índice
1 Periféricos internos
2 Programação e desenvolvimento
3 Modelos comuns de PICs
4 Aplicações
5 História
5.1 Curiosidade Científica
5.2 Do controle de portas para controlador RISC
6 Ligações externas

Periféricos internos
Seus principais periféricos internos (a disponibilidade varia conforme o modelo):

Conversores Analógico-Digitais de 8 a 12 bits


Contadores e timers de 8 e 16 bits
Comparadores Analógicos
USARTs
Controladores de comunicação I2C, SPI, USB
Controladores PWM
Controladores de LCD
Controladores de motores
Gerador de energia de alta potência
Periféricos para LIN, CAN
Controladores Ethernet
Periféricos IRDA
Codificadores para criptografia Keeloq
Watchdog timer
Detetores de falha na alimentação
Portas digitais com capacidade de 25mA (fornecer ou drenar) para acionar circuitos externos
Osciladores internos

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Programação e desenvolvimento
Os PICs podem ser programados em linguagem mnemônica (assembly) ou
usando-se compiladores de linguagem de alto nível (Pascal, C, Basic) que
geram um código em formato hexadecimal (Intel Hex format ou linguagem
de máquina) que são usados para serem gravados na memória de programa
desses microcontroladores. Para tal procedimento, utiliza-se um hardware
especial (gravador) acoplado a um PC. (com um PIC é possível rodar
pequenos programas de computadores gravados neles). PICs com memória
FLASH são altamente flexíveis na fase de desenvolvimento pois permitem uma rápida alteração do código
de programa. Como ferramentas de desenvolvimento, encontram-se disponíveis: gravadores, depuradores,
emuladores, placas de protótipos, etc.

Modelos comuns de PICs


PIC16F84/PIC16F84A
PIC16F628/PIC16F628A
PIC16F877/PIC16F877A
PIC18F452/PIC18F4520
PIC16F876
PIC24F/PIC24H[1] (http://www.artimar.com.br/novidades.asp?id=8&tipo=a1)

Aplicações
A linha de microcontroladores PIC é comumente utilizada em:

Eletrônicos de consumo
Automação
Robótica
Instrumentação
Eletrônica embarcada
Periféricos de informática.

História
As raízes dos PICs se originaram na universidade de Harvard com um projeto para o Departamento de
Defesa, mas este foi vencido por um projeto de memória mais simples (e mais confiável na época) da
Universidade de Princeton. A arquitetura Harvard foi primeiramente usada no 8x300 da Signetics, e foi
adotada pela General Instruments para uso como interface controladora de periféricos (PIC) que foi
projetada para compensar o fraco barramento de I/O da sua CPU CP1600 de 16 bits. A divisão de
microeletrônica foi depois transformada na Arizona Microchip Technology (por volta de 1985), com os PICs
como seu produto principal. Os PICs tinham um grande conjunto de registradores (de 25 a 192 registradores
de 8 bits, comparado com os 144 do Z8). Existem até 31 registradores diretos, mais um acumulador W,
embora R1 a R8 também tenham funções especiais - R2 é o PC (com uma pilha implicita de 2 a 16 níveis), e
R5 a R8 controlam as portas de I/O. R0 é mapeado no registrador R4 (FSR) e serve como apontador
(semelhante ao ISR no F8, ele é o único meio de se acessar o registrador R32 ou acima).

O PIC16x é muito simples, tem somente 33 instruções de 12 bits de largura fixa, incluindo diversas
instruções de salto condicional a flags para a próxima instrução (para loops e rotinas condicionais),
produzindo um código enxuto importante para aplicações em sistemas embarcados. Ele tem pipelines
marginais (2 estágios, 1 de busca e 1 de execução), combinados com execução em um ciclo (exceto para

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saltos, com 2 ciclos), tendo um desempenho muito bom para a sua categoria.

O PIC 17x tem mais modos de endereçamento (direto, indireto, e relativo; as instruções de modo indireto
gastam 2 ciclos para execução), mais instruções (58 de 16 bits), mais registradores (232 a 454), mais até 64k
palavras de espaço de programa (2k a 8k no chip). As versões top de linha também possuem instruções de
multiplicação de 8 bits sem sinal de 1 ciclo. Esse modelo está obsoleto, não sendo mais recomendado para
novos projetos de acordo com a Microchip.

O PIC 16x é uma variante interessante do projeto de 8 bits feita por volta de 1985 pela General Instruments
com técnicas de projeto mais inovadoras do que a de outras CPUs da lista (o 1650, o sucessor do 1600 mais
comum). Ela perdeu para outras CPUs mais populares e foi posteriormente vendida para a Microchip
Technology, que ainda o vende para pequenas aplicações em sistemas embarcados. Um exemplo deste
microcontrolador é uma pequena placa chamada Basic Stamp. que consiste em 2 circuitos integrados (1 PIC
16C56 de 18 pinos, um interpretador Basic em 512 palavras de ROM e uma memória EEPROM serial de
256 bytes) com uma porta de I/O onde os programas do usuário podem ser armazenados (por volta de 80
linhas de comando de Basic).

Curiosidade Científica

Na verdade a arquitetura PIC foi primeiramente integrada pela Signetics para uma empresa em San Jose
usando tecnologia bipolar e usado no 8X300. Antes disso, a arquitetura tinha sido uma curiosidade científica
desde a sua invenção pela Universidade de Harvard numa competição criada pelo departamento de Defesa
que colocou Princeton contra Harvard. Princeton ganhou a competição porque o tempo médio entre falhas
(MTBF) da sua arquitetura de memória mais simples era muito melhor, embora mais lenta que a proposta de
Harvard. Com o desenvolvimento dos transistores e dos circuitos integrados, a arquitetura Harvard
finalmente foi reconhecida. A Microchip fez melhoramentos na arquitetura original, e atualizou os blocos
funcionais do projeto original com avanços modernos que estão em compasso com os processos
arquitetônicos existentes e capacitados pelo baixo custo dos semicondutores.

Do controle de portas para controlador RISC

Em 1965 a General Instruments criou a divisão de microeletrônica, e sem dúvida usou esta divisão para
gerar algumas das primeiras arquiteturas de memórias EPROM e EEPROM viáveis. A Divisão de
Microeletrônica da General Instrumens foi responsável também por uma grande variedade de funções
digitais e analógicas, com as famílias AY3-xxxx e AY5-xxxx.

A General Instruments também criou um microprocessador de 16 bits chamado CP1600, no começo dos
anos 70. Era um microprocessador razoável, mas especialmente era pobre em portas de entrada e saída. Para
algumas aplicações muito específicas onde as portas de I/O eram necessárias, a General Instruments projetou
uma interface controladora de periféricos (ou PIC abreviadamente, de Peripherical Interface Controller em
inglês), por volta de 1975. Ele era projetado para ser muito rápido, dado que era para ser portas de I/O de
uma máquina de 16 bits, mas não tinha uma grande capacidade de funcionalidade, tendo um conjunto de
instruções microcodificadas pequeno. A arquitetura projetada em 1975 é substanciamente a arquitetura de
hoje do PIC16C5x. A versão de 1975 foi fabricada em NMOS, e era somente disponível em versões ROM
mascaradas. O mercado, contudo, não pensava particularmente assim, e os PICs permaneceram projetados
somente para um punhado de grandes clientes.

No final dos anos 80, a General Instruments fez uma grande revisão no seu negócio e se restruturou,
deixando para se concentrar nas suas atividades principais, que eram essencialmente semicondutores de
potência. A Divisão de Microeletrônica da General Instruments se tornou a General Instruments
Microelectronics Inc. (subsidiária integral), da qual 85% foi finalmente vendida para alguns investidores,
incluindo a fábrica em Chandler, no Arizona. O pessoal desses investidores analisou profundamente a linha
de produtos e fez uma limpeza na maioria deles, como a linha AY3 e AY5 e outros produtos, restando como

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negócio principal os PICs e as EEPROMs paralelas. Houve uma decisão de reiniciar uma nova empresa,
chamada Arizona Microchip Technology.

Como parte da estratégia, a família NMOS PIC165X foi reprojetada para usar um recurso em que a empresa
era muito, o EPROM, o conceito de ser baseado em CMOS, one-time-programmable e assim a família
PIC16C5X de memória de programa EPROM apagável tinha nascido.

PIC é uma família de microcontroladores RISC fabricada pela Microchip, derivada do PIC1650
originalmente desenvolvida pela divisão de microeletrônica da General Instruments. A Microchip não usa
PIC como um acrônimo, na realidade a marca é PICmicro. Geralmente é conhecido que PIC significa
Peripherical Interface Controller, embora o acrônimo original para o PIC1650 era Programmable
Intelligent Computer.

O PIC original foi fabricado para ser usado com a nova CPU de 16 bits da
General Instruments, o CP1600. Apesar de ser uma boa CPU, o CP1600
tinha fraco desempenho de portas de I/O, e o PIC de 8 bits foi desenvolvido
em 1975 para melhorar o desempenho do sistema em geral liberando as
tarefas de I/O da CPU. O PIC usava simples microcódigos armazenados na
ROM para desempenhar suas tarefas, e e embora o termo não tenha sido
usado na época, ele tinha um projeto RISC que executava uma instrução
por ciclo (4 ciclos de clock).

Em 1985, a General Instruments vendeu a divisão de microeletrônica, e os novos donos cancelaram quase
tudo, o que na época era obsoleto. Os PICs contudo, foram atualizados com EPROM para produzir um
controlador programável, e hoje uma grande variedade de PICs é disponível com vários periféricos internos
(módulos de comunicação serial, UARTS, núcleos de controle de motores, etc.) e memória de programa de
512 a 32k palavras.

Ligações externas
Microchip Technology (http://www.microchip.com)
PIC book (http://www.mikroelektronika.co.yu/portuguese/product/books/picbook/00.htm)
Princípios de PIC 16x84 (http://www.pictutorials.com) Os novatos guiam para PIC 16x84 e eletrônica.

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Microcontrolador_PIC"
Categorias: Microcontroladores | Componentes eletrônicos

Esta página foi modificada pela última vez às 16h12min de 30 de agosto de 2009.
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