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CONSIDERAÇÕES SOBRE O DIMENSIONAMENTO DOS PERFIS DE AÇO FORMADOS A FRIO SOB COMPRESSÃO CENTRADA.

Carlos Eduardo Javaroni (1)

(1) Professor Assistente Doutor, Faculdade de Engenharia, Unesp, Campus de Bauru. Av. Eng. Luis Edmundo Carrijo Coube, 14-01 – CEP 17033-360 – Bauru/SP - Brasil

RESUMO

Na construção metálica brasileira, os perfis de aço formados a frio com seções transversais do tipo: L, U, Ue e Cr são amplamente utilizados como elementos estruturais submetidos à compressão. As curvas de dimensionamento adotadas no projeto desses elementos estruturais têm como base as curvas múltiplas desenvolvidas para os perfis laminados e soldados, os quais apresentam, em geral, menor esbeltez local e maior rigidez à torção. Com o objetivo de se analisar o comportamento desses perfis quando solicitados à compressão centrada foi desenvolvido um programa experimental onde foram ensaiados perfis com aquelas seções transversais com diferentes comprimentos de flambagem a fim de permitir a obtenção de uma curva de resistência para cada tipo de seção. Os resultados experimentais obtidos são comparados com as curvas múltiplas de resistência à compressão da norma brasileira NBR 14.762 “Dimensionamento de estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio”, bem como com outras curvas de interesse, como a curva única do AISI.

Palavra-chave: Estruturas de aço, perfis formados a frio, barras comprimidas, flambagem.

1 INTRODUÇÃO

Quanto aos processos de fabricação, os perfis de aço podem ser obtidos por laminação ou por soldagem de chapas ou por conformação à frio. Deste último obtêm-se os chamados perfis formados a frio, largamente empregados nas construções metálicas, quer seja como elemento estrutural principal, quer seja associado aos perfis soldados e laminados em uma mesma estrutura. Dada às diferenças existentes, os perfis laminados e soldados apresentam o seu dimensionamento segundo os critérios da norma brasileira NBR 8800 (ABNT, 1986), enquanto que, para os perfis formados a frio, a norma brasileira NBR 14762 (ABNT, 2001) apresenta os critérios de dimensionamento pertinentes. Especificamente para o dimensionamento das barras comprimidas, as duas normas brasileiras apresentam as curvas de flambagem, ou curvas de resistência à compressão, tendo como base as curvas européias. Em seus projetos de revisão há uma forte tendência de adoção de uma curva única de resistência. Com o objetivo principal de discutir os resultados teóricos obtidos pelas curvas de dimensionamento à compressão adotadas pela normalização brasileira, foi realizado um programa experimental com 6 tipos de seções transversais:

cantoneira

simples (L), tipo

U (U), tipo U enrijecido (Ue), tipo cartola (Cr), tipo Z

enrijecido à 90º (Z 90 ) e Z enrijecido a 45º (Z 45 ), tendo em vista o emprego destas

nas construções metálicas no país. Para cada tipo de seção transversal escolhido foram analisados diferentes valores do índice de esbeltez da barra, permitindo-se assim a construção da curva (Nx ) para cada um.

  • 2 METODOLOGIA E PROGRAMA EXPERIMENTAL

2.1 Metodologia empregada

Os ensaios à compressão dos perfis de aço formados a frio foram realizados com seis tipos diferentes de seção transversal e seis comprimentos de flambagem para cada tipo. Na tabela 1 são apresentados os tipos de perfis ensaiados e os respectivos comprimentos.

TABELA 1 – Tipos de perfis ensaiados e seus comprimentos.

Perfil

 

Comprimentos (cm)

 

L 50x2,25

 
  • 15 60

  • 30 150

 
  • 120 180

 

U 125x50x2,25

 
  • 15 90

  • 30 185

 
  • 140 280

 

Ue 125x50x17x2,25

 
  • 15 110

  • 40 220

 
  • 170 330

 

Cr 50x125x17x2,25

 
  • 15 110

  • 40 220

 
  • 170 330

 

Z 90 125x50x15x2,25

 
  • 15 90

  • 30 180

 
  • 135 270

 

Z 45 125x50x15x2,25

 
  • 15 90

  • 30 180

 
  • 135 270

 

Os perfis foram cortados com os comprimentos indicados na Tabela 1 e nas suas extremidades foram soldadas chapas de aço com espessura de 9,5 mm para minimizar os efeitos locais da introdução da força aplicada através de atuador hidráulico. Entre a chapa da extremidade inferior e a laje de reação foi posicionada uma peça metálica que permitiu a rotação dessa extremidade, conforme pode ser observado na figura 1.a. Na parte superior, a forma da célula de carga proporciona a rotação da barra, conforme figura 1.b.

cantoneira simples (L), tipo U (U), tipo U enrijecido (Ue), tipo cartola (Cr), tipo Z enrijecido
cantoneira simples (L), tipo U (U), tipo U enrijecido (Ue), tipo cartola (Cr), tipo Z enrijecido

(a)

(b)

Figura 1 – Detalhe dos apoios para os ensaios à compressão – (a) apoio inferior e

(b) apoio superior e célula de carga. Para os perfis com comprimento superior a 600 mm, os ensaios foram realizados em um pórtico de reação montado sobre uma laje de reação cujo conjunto pode ser observado na Figura 2.a. Para os perfis curtos, com comprimento de até 600 mm, os ensaios foram realizados no Laboratório de Construção Civil da Faculdade de Engenharia de Bauru, em uma máquina universal de ensaios, marca Emic, Figura 2.b.

(a) (b) Figura 1 – Detalhe dos apoios para os ensaios à compressão – (a) apoio

(a)

(a) (b) Figura 1 – Detalhe dos apoios para os ensaios à compressão – (a) apoio

(b)

Figura 2 – Ensaio em andamento – (a) pórtico de reação e (b) máquina universal de ensaios.

Após o posicionamento do perfil, colocado na posição vertical e prumado, eram posicionados os transdutores de deslocamento ao longo do perfil. A quantidade de transdutores era variável, dependendo do comprimento do perfil. Para os perfis com comprimento até 60 cm não foram posicionados os transdutores por falta de espaço suficiente par a alocação dos mesmos. Os transdutores de deslocamentos lineares foram posicionados ao longo do perfil segundo o eixo de flambagem previsto. No meio do comprimento da barra foram colocados dois transdutores afastados entre si de modo a permitir a medição de eventual torção da seção transversal. As leituras de forças e dos correspondentes deslocamentos laterais eram registradas automaticamente pelo sistema de aquisição de dados System 5000 da Measurements Group, Inc.

2.2 Caracterização do aço empregado na fabricação dos perfis Para a determinação das propriedades de resistência do aço empregado na confecção dos perfis, tensão limite de escoamento (f y ) e tensão limite de resistência

à tração (f u ), foram realizados ensaios à tração em 11 (onze) corpos-de-prova retirados das extremidades dos perfis de cada uma das seções ensaiadas. A figura 3

ilustra a retirada dos corpos-de-prova de uma seção tipo Ue e as dimensões nominais dos corpos-de-prova. Os valores médios obtidos foram: f y = 260,5 Mpa e f u = 352,5 MPa, com

alongamento médio de 33,2%, sobre a base de medida de 50 mm.

ilustra a retirada dos corpos-de-prova de uma seção tipo Ue e as dimensões nominais dos corpos-de-prova.
R=13 50 10 80 10 50 200 (mm) 20 12.5
R=13
50
10
80
10
50
200
(mm)
20
12.5

Figura 3 – Retirada de corpos-de-prova e dimensões nominais do corpo-de-prova para ensaio à tração.

3 ASPECTOS TEÓRICOS SOBRE O DIMENSIONAMENTO DAS BARRAS COMPRIMIDAS

As barras axialmente comprimidas com seção aberta de paredes delgadas estão sujeitas aos estados limites de flambagem por flexão e torção e, em alguns casos, à instabilidade por torção. Devido à esbeltez dos elementos de chapa que compõem a sua seção transversal, a flambagem local pode ser determinante. Considerando-se uma barra com seção transversal qualquer, delgada com esqueleto aberto, axialmente comprimida por uma força N, das equações diferenciais que governam o seu equilíbrio pode-se obter; Timoshenko; Gere (1961); Vlassov (1962):

EI

x

v

iv

+ Nv

,,

Nx

0

,,

=

0

EI

y

u

iv

+ Nu

,,

+

Ny

0

,,

=

0

EC

' iv

(

GI

t

2

Nr

0

,,

+ Ny u

0

,,

Nx v

0

,,

=

0

Onde:

(1)

(2)

(3)

E e G= módulos de elasticidade longitudinal e transversal, respectivamente.

I x

e I y = momentos de inércia em relação aos eixos x e y, respectivamente.

u, v= deslocamentos laterais nas direções dos eixos x e y, respectivamente.

= ângulo de giro. x 0 e y 0 = coordenadas do centro de cisalhamento.

I t = momento de inércia à torção.

C

= constante de empenamento da seção.

r

0

=

2 2 2 2 r + r + x + y x y 0
2
2
2
2
r
+
r
+
x
+
y
x
y
0
  • 0 , raio de giração polar da seção.

r x e r y = raios de giração da seção em relação aos eixos x e y.

x; y= eixos principais de inércia.

Para uma barra com as extremidades articuladas e vínculos de garfo e

introduzindo-se o parâmetro de flambagem ‘k’ utilizado no cálculo do comprimento

efetivo de flambagem para diferentes condições de contorno, das equações (1) a (3)

obtém-se:

r )( 2 2 2 2 2 ( N N N N )( N N )
r
)(
2
2
2
2
2
(
N
N
N
N
)(
N
N
)
(
N
)
(
y
)
(
N
N
)
(
N
)
(
x
)
(
N
N
)
=
0
(4)
0
cr
ex
cr
ey
cr
ez
cr
0
cr
ex
cr
0
cr
ey
Onde:
2
2
EI
EI
x
y
N
=
e
N
=
são as forças de flambagem elástica de Euler
ex
ey
(
)
2
(
) 2
k l
k
l
x
x
y
y
segundo os eixos x e y, respectivamente.
1
2
EC
N
=
+
GI
é a força de flambagem elástica por torção segundo
ez
2
2
t
r
(
k l
)
0
z
z

o eixo z.

O modo de flambagem da barra fica determinado pelas raízes da equação

característica. A força crítica de flambagem elástica da barra,

entre as três raízes daquela equação cúbica.

N

e

, é o menor valor

Como na prática é impossível observar ou obter as condições ideais

assumidas para as barras comprimidas, se faz necessário corrigir as expressões

utilizadas para o cálculo da tensão crítica de flambagem para cada condição não

satisfeita.

Do ponto de vista do comportamento tensão-deformação do material, devido

aos processos de fabricação, todos os perfis metálicos possuem tensões internas

que alteram o comportamento da peça quando a mesma é comprimida a partir do

momento em que a tensão aplicada ultrapassa a tensão que define o limite de

proporcionalidade. A flambagem ocorre, então, em regime não elástico.

Bleich (1952) propôs uma equação parabólica como uma aproximação para

a obtenção da tensão crítica de flambagem em regime não elástico. Esta equação

foi adotada por várias normalizações nos anos passados.

Outra condição necessária na análise das barras comprimidas é a presença

de imperfeições geométricas, ou seja, os perfis não possuem o seu eixo

perfeitamente reto. Por esse fato, às tensões normais oriundas da compressão axial

devem ser somadas aquelas devidas ao momento fletor gerado pela excentricidade

(imperfeição da barra), ou seja:

=

max

N

+

M

max

A

W

(5)

O momento fletor máximo pode ser colocado como M = N v , onde v é
O momento fletor máximo pode ser colocado como
M
=
N v
, onde
v
é
max
0
0
a excentricidade inicial e é o chamado fator de ampliação do deslocamento inicial.
Av o
Fazendo-se
=
,
visto
que
tal
coeficiente
depende
de
W
características geométricas do perfil, igualando-se a tensão normal máxima à tensão
(
)=
limite de escoamento do aço e definindo-se ainda
N
Af
N
N
=
,
a
força
y
y
2
normal reduzida, e
N
N
=
, onde
é o índice de esbeltez reduzido da barra,
e
0
0
tem-se:
(
2
)
2
(1
2
)
+
+
+
1
=
0
(6)
0
0
Portanto, o problema da flambagem será resolvido com a determinação do
valor de , a força normal reduzida, ou seja, a solução de uma equação do 2º grau,
equação (7).
(
)
2
2
2
2
+
+
1
+
+
1
4
0
0
0
=
(8)
2
2
0
Os valores de influenciam o comportamento dos perfis e como um mesmo
perfil pode apresentar diferentes valores de imperfeições para cada plano, valores
diferentes deste coeficiente podem ocorrer dependendo do plano de flambagem
analisado.
Dessa forma, várias curvas de flambagem, ou curvas de resistência à
compressão foram adotadas para prever o comportamento de grupos de perfis. A
norma brasileira NBR 14.762 (ABNT, 2001) segue a solução dada pela equação (8),
onde a determinação do valor de depende do valor de ( ), Rondal, Maquoi
(1979):
= 1,00
para 0
0,20
(9)
0
1
=
para
>
0,20
(10)
2
2
0
+
0
1
(
(
2
)
2
)
=
1
+
0,2
+
(11)
0
0
2
Obtido
,
a
resistência
à compressão da barra,
N
,
será
obtida pela
c

equação (12), sendo que o valor da área efetiva da seção transversal,

A

ef

, deve ser

calculado com base nas larguras efetivas dos elementos de chapa que compõe a

seção transversal da barra, adotando-se a tensão

=

f

y

.

N

c

=

A

ef

f y
f
y

(12)

As seções transversais e as curvas de flambagem aplicáveis aos perfis de

aço formados a frio estão apresentadas na NBR 14.762 (ABNT, 2001), sendo que os

valores de empregados são 0,21; 0,34 e 0,49 para as curvas a, b e c,

respectivamente.

Adicionalmente, outras curvas teóricas têm sido propostas, como a do

Método da Resistência Direta e curvas únicas, devidamente ajustadas aos

resultados experimentais. Como exemplo de curva única, a norma norte americana

AISI (2001) adota a seguinte:

( 2 ) f = 0,658 0 f para 1,5 (13) n y 0 0,877 f
(
2
)
f
=
0,658
0
f
para
1,5
(13)
n
y
0
0,877
f
=
f
para
>
1,5
(14)
n
2
y
0
0
Onde:
f
y
=
0
f
e
f
= carga crítica de flambagem elástica da barra.
e
f
= tensão crítica de flambagem da barra.
n
A resistência à compressão da barra será dada por
N
=
A
f
.
c
ef
n
  • 4 RESULTADOS EXPERIMENTAIS

Na tabela 2 são apresentados os resultados dos ensaios dos perfis.

N

e

é o

valor da força normal de flambagem elástica da barra e

força obtida em ensaio.

N

exp

é o valor da máxima

O modo de falha observado tem a seguinte notação: FF – Flambagem por

flexão; FLM – Flambagem local da mesa (aba); FT – Flambagem por torção e FFT –

Flambagem por flexão e torção.

TABELA 2 – Resultados experimentais.

Perfil

Compriment

o

N

e

(kN)

 

0

=

Perfil Compriment o N e (kN) 0 = y N e Af N exp (kN) Modo
y N e
y
N
e

Af

 

N

exp

(kN)

Modo de

falha

(mm)

     
 

Perfil tipo L 50x2,25

 

L1A

 
  • 150 0,174

1874

 

55,64

FLM

L1B

54,10

FLM

L2A

 
  • 300 0,347

  • 468 39,93

 

FLM

L2B

39,95

FLM

L3A

     

32,76

FF

L3B

  • 600 0,728

  • 117 42,98

 

FT

L3C

44,55

FT

L4A

 
  • 1200 1,389

  • 29 41,91

 

FT

L4B

34,75

FF

L5A

 
  • 1500 1,737

  • 19 13,91

 

FF

L5B

21,61

FF

L6A

 
  • 1800 2,084

  • 13 13,72

 

FF

L6B

13,04

FF

TABELA 3 – Resultados experimentais (continuação). Perfil Compriment N (kN) N Modo de Af (kN) e
TABELA 3 – Resultados experimentais (continuação).
Perfil
Compriment
N
(kN)
N
Modo de
Af
(kN)
e
exp
y
=
o
falha
0
N
e
(mm)
Perfil tipo U 125x50x2,25
U1A
115,00
FLM
U1B
150
8112
0,125
95,91
FLM
U1C
90,76
FLM
U2A
300
2042
0,250
85,70
FLM
U2B
83,76
FLM
U3A
900
243
0,724
86,10
FLM
U3B
88,80
FLM
U4A
64,91
FLM
U4B
1400
111
1,070
75,11
FLM
U4C
73,51
FLM
U5A
52,10
FF
U5B
1850
69
1,363
56,99
FF
U5C
35,84
FF
U6A
2800
30
2,063
31,92
FF
U6B
28,80
FF
Perfil tipo Ue 125x50x17x2,25
Ue1A
121,87
FLA
Ue1B
150 13388
0,103
144,77
FLA
Ue1C
148,00
FLA
Ue2A
400 1896
0,274
106,26
FLA
Ue2B
105,07
FLA
Ue3A
1100
265
0,718
90,50
FF
Ue3B
87,70
FF
Ue4A
68,80
Ch. apoio
Ue4B
1700
120
1,092
89,22
FF
Ue4C
92,00
FF
Ue5A
2200
78
1,355
47,80
FF
Ue5B
45,94
FF
Ue6A
3300
35
2,024
46,30
FF
Ue6B
37,99
FF
Perfil tipo Cr 50x125x17x2,25

Cr1A

 
  • 150 0,132

  • 8254 115,40

 

FLA

Cr1B

135,71

FLA

Cr2A

     

129,23

FLA

Cr2B

  • 400 0,349

  • 1175 118,72

 

FLA

Cr2C

136,02

FLA

Cr3A

 
  • 1100 0,919

169

 

73,40

FF/FLA

Cr3B

80,30

FF/FLA

Cr4A

 
  • 1700 1,335

  • 80 84,30

 

FF

Cr4B

79,92

FF

Cr5A

 
  • 2200 1,623

  • 54 44,81

 

FF

Cr5B

43,27

FF

Cr6A

     

30,11

FF

Cr6B

  • 3300 2,087

  • 33 41,50

 

FF

Cr6C

26,55

FF

TABELA 2 – Resultados experimentais (continuação). Perfil Compriment N (kN) N Modo de Af (kN) e
TABELA 2 – Resultados experimentais (continuação).
Perfil
Compriment
N
(kN)
N
Modo de
Af
(kN)
e
exp
y
=
o
falha
0
N
e
(mm)
Perfil tipo Z 90 125x50x17x2,25
Z
1A
150 2833
0,225
94,36
FLA
90
Z
1B
94,31
FLA
90
Z
2A
300 708
0,449
120,60
FLA
90
Z
2B
112,17
FLA
90
Z
3A
900
79
1,348
89,14
FFT
90
Z
3B
90,48
FFT
90
Z
4A
1350
35
2,022
85,40
FFT
90
Z
4B
101,68
FFT
90
Z
5A
1800
20
2,696
86,36
FF
90
Z
5B
93,22
FF
90
Z
6A
2700
9 4,044
29,98
FF
90
Z
6B
32,21
FF
90
Perfil tipo Z 45 125x50x17x2,25
Z
1A
150
13141
0,105
99,36
FLA
45
Z
1B
100,76
FLA
45
Z
2A
300 3285
0,211
107,10
FLA
45
Z
2B
101,70
FLA
45
Z
3A
900
365
0,633
100,00
FLA
45
Z
3B
94,50
FLE
45
Z
4A
1350
162
0,949
77,19
FLE
45
Z
4B
89,92
FLE
45
Z
4C
81,55
FLE
45

Z 45 5A

 
  • 1800 1,265

  • 91 87,00

 

FLE

Z 45 5B

67,90

FF

Z 45 6A

 
  • 2700 1,898

  • 41 31,74

 

FF

Z 45 6B

46,66

FF

Z 45 6C

39,58

FF

5 ANÁLISE DOS RESULTADOS E CONCLUSÕES

De acordo com a norma brasileira, para o cálculo da força normal resistente

à compressão, para os perfis tipo L e U deve ser utilizada a curva de flambagem “c”

e para os perfis tipo Ue, Cr e Zs, a curva de flambagem “b”.

Nas figuras 4 e 5 estão apresentados os resultados experimentais (valores

médios) confrontados com os resultados da norma brasileira, ABNT (2001).

Na figura 6 apresentam-se os resultados experimentais (valores médios)

confrontados com os resultados da norma norte americana, AISI (2001).

Comparando-se as razões entre os resultados experimentais (valores

médios) para os resultados normatizados, obtêm-se os valores de média e desvio

padrão dados na tabela 3.

NBR 14.762 - Curva b 1,4 1,2 Cantoneira Perfil tipo U Perfil tipo Ue 1,0 Perfil
NBR 14.762 - Curva b
1,4
1,2
Cantoneira
Perfil tipo U
Perfil tipo Ue
1,0
Perfil tipo Cr
Perfil tipo Z 90
Perfil tipo Z 45
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
=N/(A ef f y )

0 =(A ef f y /N e ) 0,5

Figura 4 – Resultados experimentais e da norma brasileira com uso da curva “b”.

1,4 NBR 14.762 - Curva c Cantoneira 1,2 1,0 Perfil tipo U Perfil tipo Ue Perfil
1,4
NBR 14.762 - Curva c
Cantoneira
1,2
1,0
Perfil tipo U
Perfil tipo Ue
Perfil tipo Cr
Perfil tipo Z 90
Perfil tipo Z 45
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
=N/(A ef f y )

0 =(A ef f y /N e ) 0,5

Figura 5 – Resultados experimentais e da norma brasileira com uso da curva “c”.

AISI (2001) 1,4 1,2 Cantoneira Perfil tipo U Perfil tipo Ue 1,0 Perfil tipo Cr Perfil
AISI (2001)
1,4
1,2
Cantoneira
Perfil tipo U
Perfil tipo Ue
1,0
Perfil tipo Cr
Perfil tipo Z 90
Perfil tipo Z 45
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
=N/(A ef f y )

0 =(A ef f y /N e ) 0,5

Figura 6 – Resultados experimentais e curva da AISI (2001).

Tabela 3 – Análise de resultados: médias e desvio padrão

Razão

Nexp/NBR 14.762

Nexp/(curva b)

Nexp/(AISI 2001)

Média

1,064

1,046

1,020

Desvio Padrão

0,263

0,246

0,211

Especificamente em relação à norma brasileira NBR 14.762 (ABNT, 2001), os

resultados teóricos têm boa aproximação com os experimentais, embora as curvas

tenham sido elaboradas para os perfis laminados e soldados.

Analisando-se especificamente os resultados obtidos com a curva b como

sendo única para todos os perfis, observa-se uma boa correlação com os resultados

experimentais.

A curva do AISI (2001) foi a que melhor representou os resultados

experimentais obtidos.

Dessa forma, adoção de uma única curva (AISI, 2001), para o

dimensionamento de todos os tipos de perfis analisados, mostrou-se viável, tendo

boa correlação com os resultados experimentais. Lembrando-se que a curva única já

foi adotada no projeto de revisão da NBR 8800, pode-se sugerir a adoção da mesma

curva para os perfis formados a frio.

6 AGRADECIMENTOS

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) pelo

financiamento deste trabalho.

7 REFERÊNCIAS

AMERICAN IRON AND STEEL INSTITUTE (2001). Cold formed steel design manual.

Washington. AISI.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1986). NBR 8800: Projeto e

execução de estruturas de aço de edifícios. Rio de Janeiro, ABNT.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (2001). NBR 14.762:

Dimensionamento de estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio. Rio

de Janeiro. ABNT.

TIMOSHENKO, S. P.; GERE, J. M. (1961). Theory of elastic stability. 2.ed. New

York: McGraw-Hill.

VLASSOV, V. Z. (1962). Pièces longues en voiles minces. Paris: Eyrolles.

BLEICH, F. (1952). Buckling strength of metal structures. New York: McGraw-Hill.

RONDAL, J., MAQUOI, R. (1979). Single equation for SSRC column-strenght

curves. Journal of the Structural Division, ASCE, v.105, n.ST1. 1979, p.247-250.