MOÇÃO Nº 8

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DE 2002

Nos últimos tempos, a sociedade brasileira vem assistindo à multiplicação e ao agravamento dos problemas relacionados à segurança pública. Não constitui exagero afirmar que os cidadãos de bem estão tomados de verdadeiro pânico, ao constatar a escalada da criminalidade, e, de maneira especial, das modalidades criminosas em que há emprego de viol ncia. Na imprensa e em publicaç!es especiali"adas, inúmeros artigos, editoriais, ensaios e entrevistas t m buscado apontar as causas do problema e apresentar soluç!es para o mesmo. # certo que muitos dos caminhos apontados nesses trabalhos estão fadados a nunca sair do papel, ou por serem demasiado simplistas, ou, no outro extremo, por serem extremamente mirabolantes. $eli"mente, por%m, há pro&etos e propostas que, alicerçados em uma percuciente análise dos múltiplos e complexos fatores envolvidos nessa mat%ria, se revelam fact'veis e, mais do que isso, prev em soluç!es efica"es para o problema. # esse, indubidavelmente, o caso dos trabalhos elaborados pelo ilustre diretor da $undação (l)sses *uimarães de +ão ,aulo, -r. .vandro /esquita, focali"ando a alternativa das ilhas0pris!es. 1 esse respeito, tr s artigos de sua autoria foram publicados no -iário do 2om%rcio, a saber3 41s ilhas0pris!es5, 41 alternativa das ilhas0pris!es 6 75 e 41 alternativa das ilhas0pris!es 6 $inal5, respectivamente nas ediç!es de 89 de março, 8: e ;8 de de"embro de ;<<8. /ui lúcidos são os argumentos articulados pelo autor para &ustificar a implantação de ilhas0pris!es em nosso ,a's, conforme ilustram os seguintes excertos3 “(...) a matriz do problema reside, não no âmbito dos poderes Legislativo e Judiciário, mas no Poder E ecutivo e, mais especi!icamente, nos setores encarregados da cust"dia dos presidiários# e a$ cabem as seguintes considera%&es' . ( )uantidade de !ugas e resgates de presos por bandos armados nas delegacias e pres$dios da *apital e do interior de +ão Paulo atingiu ci!ras alarmantes# . ,ais da metade dos presidiários autorizados a sa$das eventuais não retornam -s pris&es# e . ( Pol$cia *ivil tem sua missão investigat"ria de!ormada pelo es!or%o a )ue está submetida, de cust"dia de presos em delegacias# e a Pol$cia ,ilitar imobiliza cerca de ../// 0omens na vigilância das penitenciárias. Esses !atos indicam a imperiosa necessidade de altera%&es pro!undas no sistema prisional, por meio da implanta%ão de estabelecimentos )ue atendam -s seguintes !inalidades' . +eguran%a má ima, tornando imposs$vel !ugas e resgates de sentenciados# . +epara%ão absoluta dos presidiários pass$veis de reintegra%ão social, !rente aos de di!$cil readapta%ão# e . (do%ão de programas de recupera%ão com reeduca%ão e terapia laboral, voltados para os primeiros.

+istema +1L 2 *"digo de 3riginalidade'45/4/465/6//5./78

preconceitos ideol"gicos.!inalidade. emitiu alentado parecer ?. a adoção de ilhas0pris!es pode acender dúvidas. a pro&o21o (e e$". entendendo.á será posss$vel. mas )ue. 1ssim sendo. .. à +ecretaria Nacional de +egurança . como para manuten%ão de penitenciárias )ue atendam -s necessidades relacionadas. 2omo visto.(s con0ecidas limita%&es or%amentárias brasileiras impossibilitam disp9ndios elevados.= (“(s il0as2pris&es=) “(.<<8B. com a <l0a (nc0ieta ou as <l0as dos Porcos. .N1+. > expediente foi encaminhado pelo então /inistro da =ustiça.arecer n9 8@A. concluindo que o cumprimento de penas em ilhas0pris!es não violaria os mandamentos contidos no artigo C9 da 2onstituição da Depública. .ública. no decorrer da análise. inclusive em +ão Paulo. pode suscitar d:vidas.!"o o& +istema +1L 2 *"digo de 3riginalidade'45/4/465/6//5. restriç!es emocionais ou ideolHgicas.%& (e -. . possua água doce e altimetria ade)uada . Não se pode negar a consist ncia dos argumentos invocados em defesa daquela proposta. ao cabo de um ano. identi!icando il0a no tenso litoral paulista )ue se encontre a distância ideal da costa.vandro /esquita dirigiu ao /inist%rio da =ustiça proposta fundamentada versando a adoção da alternativa das ilhas0pris!es. Em conse)u9ncia dessa realidade. EFG777 e EF7E. ao$ 0r/1o$ o&pe"e!"e$.(o$. ao )ual está a!eto o controle da utiliza%ão dos bens de dom$nio da ?nião. )ual se. contudo. especificamente os dos incisos 777. estando evidenciada a relevância de que a mat%ria se reveste3 A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO apela para o Ex ele!"#$$%&o Se!'or Pre$%(e!"e (a )ep*+l% a..xatamente por isso.ública 6 +.) podemos come%ar com uma e peri9ncia piloto./78 . daquela +ecretaria. 3 +ervi%o do Patrim>nio da ?nião @ +P?.= (“( alternativa das il0as2pris&es @ Binal=) 7mporta salientar que o -r. poderá sem di!iculdades de!erir a ocupa%ão em !avor do Aoverno do Estado de +ão Paulo. como .a a op%ão por il0as2pris&es. não s" para constru%&es de alto custo. % inaceitável que não se lhe d a devida atenção. e& o!3. de . *onsiste esse camin0o em adotar uma solu%ão )ue.á aconteceu em !ases da 0ist"ria brasileira. EFG77.etivos relacionados.. se imp&e como :nica alternativa viável. aprovado pelo +ecretário Nacional de +egurança . rea%&es emocionais. resta :nico camin0o prático para atingir os ob.antidas uma ou duas centenas de presidiários na il0a2prisão e perimental . o prHprio autor da proposta não se furta a reconhecer que em um primeiro momento. a . avaliar os resultados obtidos.e $e (%/!e (e"er&%!ar. # imperioso que os Hrgãos t%cnicos dos governos federal e estaduais reali"em estudos e promovam debates acerca da viabilidade de sua implantação. que a análise serena da questão revela que se trata da única alternativa de baixo custo e curto pra"o dispon'vel. inclusive il0as mar$timas. 3s investimentos em instala%&es singelas e dispositivos de seguran%a serão pe)uenos. =os% *regori. > -epartamento de 2ooperação e 1rticulação das 1ç!es de +egurança .primeira vista.ública.

! %a.a$ Se re"ar%a$ (e Se/. !o$ &ol(e$ (a propo$"a e! a&%!'a(a pelo (%re"or (a 4.!(a21o Ul8$$e$ G. e& Dep."a(o =O)GE >A)USO +istema +1L 2 *"digo de 3riginalidade'45/4/465/6//5.%&ar1e$ (e S1o Pa. (a$ pro5%(.r/. a er a (a 5%a+%l%(a(e (a %&pla!"a21o (e %l'a$6pr%$7e$./78 .lo. e& ar:"er (e .ra!2a P*+l% a (a$ U!%(a(e$ (a 4e(era21o %!"ere$$a(a$.%"a.! %a$ !e e$$:r%a$ 5%$a!(o a o! re"%<ar "al &e(%(a9 Sala (a$ Se$$7e$. Dr9 E5a!(ro Me$-.