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INFORMATIVO

CONVOCATÓRIA De acordo com os estatutos do MPI — Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente, convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Associação, que se realizará domingo, dia 16 de Março, pelas 14:30 horas, na rua Bairro Novo, n.º 16, sito no Vilar, freguesia do Vilar, concelho de Cadaval, com a seguinte ordem de trabalhos: 1 - Votação do Relatório e Contas do ano 2013 2 - Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2014. 3 - Outros assuntos de interesse para a associação Não havendo número legal de associados para a Assembleia funcionar, fica desde já marcada uma segunda convocação para meia hora depois, funcionando com qualquer número de associados. Vilar, 25 de Janeiro de 2014 O Presidente da Assembleia-Geral Humberto Pereira Germano FORMAÇÃO e CONVÍVIO DE SÓCIOS E AMIGOS TROCA DE SEMENTES Domingo, 16 de Março - 10.00 h - Vilar (Cadaval) Programa: 10.00 - Visita guiada. O que podem ver: Horta, Compostagem elevada para recuperação de fertilizante líquido, miniviveiro florestal, energias renováveis (sistema solar térmico por termossifão de fabrico caseiro, gerador eólico e painéis fotovoltaicos e fogão de lenha. 11.30 - Oficina de preparação de sementes 13.00 – Almoço/convívio partilhado 14.30 - Assembleia-geral Traz algo para comer e beber para partilhar. Traz as tuas sementes para troca!

BOLETIM

Nesta edição:
Balanços Declaração de Viena
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Editorial
Este ano iremos implementar um formato diferente para a assembleia-geral em que fizemos um pequeno programa para um dia inteiro aproveitando assim este momento que é muitas vezes o único em que alguns de nós se podem reencontrar, por outro lado procuramos criar uma dinâmica de partilha gratuita entre os associados. Abrirei a minha própria casa para vos acolher! Se este formato for bem acolhido podermos repeti-lo nos anos futuros diversificando as partilhas e as temáticas abordadas. A presidente da direcção Alexandra Azevedo

Novas Tecnologias Gestão de Resíduos Secado Solar Troca de Sementes Eco Receita Espaço Jovem Atento

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Ano 10, N.º 30
Fevereiro de 2014

www.mpica.info

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OFICINA DOS FRUTOS SILVESTRES COMESTÍVEIS

Alexandra Azevedo

A tarde de domingo, 1 de Dezembro, estava solarenga e convidava a um passeio pelo bosque e assim começou a actividade na zona “Luneta dos Quarteis” do belíssimo parque florestal de Monsanto, onde se pôde observar frondosos medronheiros, pilriteiros e ainda abrunheiros e pereira brava, espécies encontradas com interesse para esta actividade, ou seja, que produzem frutos comestíveis.

Noutra zona do parque próximo da sede da Quercus, o parque urbano do Calhau, apresentando um coberto vegetal que se aproxima do montado, foi possível observar várias espécies de Quercus, concretamente sobreiros, azinheira e carvalho cerquinho, assim como recolher os seus frutos, ou seja, bolotas. Seguiu-se uma parte teórica para abordar as várias espécies da nossa flora autóctone que produzem frutos comestíveis e finalizou-se com a ansiada degustação de várias iguarias confeccionadas no total com 10 diferentes frutos silvestres (abrunho, amora, baga de roseira brava, baga de sabugueiro, bolota, camarinha, medronho, murtinho, pilrito e sorva). Cada participante pode votar em 3 dos pratos que mais gostou na categoria dos bolos/tartes/bolachas e biscoitos sendo os mais votados o Cheesecake de medronho, a Bolacha de bolota de sobreiro e a Bolacha de camarinha. Na categoria de pães o mais votado foi o pão de bolota de azinheira. Ao pedido de comentários sobre a actividade, todos foram elogiosos e transcrevemos os seguintes: - "Muito interessante toda a actividade e muito espantosos os "sabores". Aprendi e descobri muitas coisas. Parabéns!" - "Biológico, saudável, económico... e retorno às origens!" - "Um passeio, uma oficina e um convívio gastronómico a repetir!"

DOIS DEDOS DE CIÊNCIA – OFICINA DE COZINHA SUSTENTÁVEL
A convite do ATV – Académico de Torres Vedras integrado na rubrica “Dois Dedos de Ciência” realizou-se no dia 30 de Novembro uma oficina de Cozinha Sustentável, e foi mais um momento em que se transmitiram várias informações sobre os actuais impactos do regime alimentar dominante, ou seja, da dieta ocidental, e fez-se a demonstração e degustação de uma ementa alternativa, saudável e saborosa! Esta actividade atraiu bastante público que se manteve sempre bastante participativo e com interesse.

Alexandra Azevedo

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NOVO REGIME DE ARBORIZAÇÃO É NECESSÁRIO TRAVAR A DESREGULAMENTAÇÃO RADICAL DAS PLANTAÇÕES INTENSIVAS NA FLORESTA!
Várias associações – LPN, Quercus, GEOTA, FAPAS, Oikos, Gaia, A Rocha, Flamingo e SPEA – apelaram, em comunicado de 23/7/2013, a todos os deputados da Assembleia da República para que exijam uma Apreciação Parlamentar do Decreto-Lei 96/2013, de 19 de Julho, relativo às acções de arborização e rearborização. O deferimento tácito de acções de arborização e rearborização para áreas inferiores a 2 hectares, o que nas pequenas propriedades aumenta ainda mais o potencial impacto negativo deste diploma. Esta e outras alterações, são inaceitáveis para o ambiente, paisagem e floresta no país, reforçando o desordenamento territorial e agroflorestal pela desregulamentação da plantação de espécies exóticas, o que é particularmente grave no nosso país, em que estas espécies predominam avassaladoramente a paisagem florestal, com o eucalipto à cabeça. Esta maior permissividade à plantação destas espécies exóticas entra em conflito com vários planos estratégicos, como o Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação, a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, entre outros. O impacto desta lei é incalculável sobre a paisagem, a qualidade dos solos e das águas, com um potencial de destruição comparável a poucas iniciativas na história recente do país, como a campanha do trigo nos anos 40! Por outro lado, pode-se apoiar esta indústria, apesar da tendência de redução do mercado mundial da celulose, aumentando a densidade de algumas áreas, melhorando a gestão, em vez de se aumentar a área global plantada.

DECLARAÇÃO DE VIENA: DEFENDER A NOSSA HERANÇA NATURAL,
BIODIVERSIDADE E SEGURANÇA E SOBERANIA ALIMENTARES
Foi publicada em todas as capitais europeias em 26 de Novembro de 2013, dia em esteve reunida em Bruxelas a comissão parlamentar AGRI (assuntos rurais), a Declaração de Viena que é um apelo urgente aos políticos que estão a negociar a nova lei das sementes, para dar prioridade à defesa da nossa herança natural, biodiversidade e segurança e soberania alimentares, sobre os interesses comerciais da indústria da semente. Se a proposta da Comissão Europeia já prometia normas pesadas para todas as pessoas e entidades que pretendem fornecer sementes e plantas, mesmo que gratuitamente, as emendas sugeridas pelo relator da comissão parlamentar AGRI, Sergio Silvestris, eliminarão as poucas isenções incluídas na proposta, submetendo as sementes tradicionais e sementes dos agricultores às normas das sementes industriais, obrigando os agicultores a comprar em vez de produzir as sementes de que necessitam. O regulamento proposto aplicar-se-á a todas as plantas cultivadas, cerca de 300.000 espécies (as directivas anteriores regulavam apenas 150 espécies) e incluirá todas as plantas que hoje são do domínio público! Resumidamente, exige-se que: - As pessoas, sejam elas agricultores ou horticultores, não devem ser obrigadas a comprar "Material para Reprodução Vegetal" de fornecedores comerciais. - As normas industriais não devem determinar as normas adoptadas para o mercado de sementes e plantas. - Plantas livremente reproduzíveis não devem ser sujeitas ao registo obrigatório. A biodiversidade deve ter precedência sobre o interesse comercial, já que é um bem público, tal como a água. - Todas as propostas que têm impacto sobre a biodiversidade devem ser objecto de consultas públicas. - Os controlos oficiais que regem as sementes e plantas devem permanecer um serviço público, fornecido gratuitamente aos pequenos operadores (micro-empresas).

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ALGUNS FACTOS E PREOCUPAÇÕES SOBRE AS NOVAS TECNOLOGIAS
Alexandra Azevedo Ainda sobre o Relatório da Agência Europeia de Ambiente que alerta para potenciais riscos ambientais das novas tecnologias desenvolvemos este assunto de que apenas demos uma breve nota no anterior boletim. Quando os produtos são colocados no mercado sem provas de que representam perigo, não significa que não haja perigo, até porque a ciência não consegue acompanhar, avaliar o risco à mesma velocidade da inovação tecnológica, até porque o investimento é avassaladoramente discrepante. A responsável pela Agência revelou que enquanto que na década passada foram gastos na Europa 70 mil milhões de euros no desenvolvimento da biotecnologia, nanotecnologia e tecnologias de informação e comunicação, mas só um por cento na avaliação dos seus riscos! Portanto inevitavelmente o nosso conhecimento sobre os perigos é mínimo. Aos que criticam o alegado exagero de muitos alertas ambientais, o relatório da Agência Europeia do Ambiente responde com uma análise de 88 potenciais falsos alarmes, concluindo que apenas quatro, de facto, o foram. Os casos contrários – de preocupações fundadas, mas ignorados – revelam uma série de mazelas estruturais, como falta de transparência, interesses particulares e falhas de governação e da democracia. Transgénicos O desenvolvimento e a difusão dos organismos geneticamente modificados têm sido orientados “de cima para baixo”, a partir sobretudo dos interesses comerciais, em detrimento de uma lógica “de baixo para cima”, que envolveria mais o conhecimento local e as necessidades dos agricultores e das comunidades. A agência chama ainda que as culturas geneticamente modificadas são tidas como seguras sempre que não há provas de perigo, o que é comparável ao que aconteceu com o amianto, o benzeno e a doença das “vacas loucas”. Telemóveis Em 2011, a Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC, na sigla em inglês) classificou as radiações dos telemóveis como um “possível cancerígeno”, o que significa que as provas de que provocam cancro no ser humano são “limitadas”, no entanto a Agência Europeia do Ambiente considera suficiente para que se tomem atitudes preventivas. Mas a indústria viu ali uma confirmação de que os telemóveis não representam perigo. Nanotecnologia A nanotecnologia está a desenvolver-se rapidamente, colocando no mercado materiais elaborados em laboratório a partir da combinação individual de átomos e moléculas. Em 2011, havia 1317 produtos registados, com aplicações diversas, como em cosméticos, computadores, artigos de desporto, embalagens, tintas ou produtos de limpeza. Mas, seja por se tratar de materiais novos, seja pela sua minúscula dimensão, os nanomateriais podem representar riscos para o ser humano e para o ambiente, que ainda não estão completamente avaliados, pela ausência de normas claras. Segundo o relatório, é preciso fazer mais para aproveitar os benefícios dos nanomateriais, “sem deixar um legado de prejuízos, e evitando que a nanotecnologia se transforme numa lição para as futuras gerações sobre o que não se deve fazer”.
(Fonte: Ricardo Garcia, Jornal “Público”, 23/01/2013, http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/agencia-europeiaalerta-para-potenciais-riscos-das-novas-tecnologias-1581754)

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GESTÃO DE RESÍDUOS URBANOS
Está em preparação o Plano Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU) 2013-2020, tendo como principal condicionante a meta comunitária de 50% de reciclagem em 2020. Mas na sessão pública de apresentação de proposta para o novo PERSU o Ministério do Ambiente apresentou as metas a que cada sistema terá de cumprir para supostamente o país cumpra esta meta comunitária que revelam por um lado que as associações de defesa do ambiente sempre tiveram razão ao contestar a incineração por condicionar a reciclagem e por outro, que o governo está pouco preocupado com uma regulação eficaz do sector. Vejamos: Na proposta permite-se que os sistemas com incineradoras (Valorsul e Lipor) possam ter uma meta de reciclagem de apenas 35% a 40%, a qual é inferior à meta comunitária estabelecida para o País (50%) e muito inferior à meta de 80% que poderá vir a ser estabelecida para os sistemas tenham apostado em processos de reciclagem, como a Valnor, que possui um moderno sistema de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB), e que foi muitas vezes referenciado a quando do processo de contestação ao modelo de fusão Resioeste – Valorsul, por ser uma alternativa real para aumentar a reciclagem e diminuir os impactos com operação de gestão, como a incineração e a deposição em aterro. A título de exemplo na Valnor só em 2012 foram reciclados 33,3 kg por habitante de plástico, enquanto a média nacional foi inferior a 5 kg por habitante. Os sistemas da Valorsul e da Lipor argumentam precisamente que necessitam de resíduos recicláveis para alimentarem os seus incineradores! É pois o próprio governo que com estas metas vem afirmar que a opção pela incineração condiciona negativamente a reciclagem, e que os sistemas com TMB podem efectivamente contribuir de forma significativa e socialmente comportável aumentar as taxas de reciclagem e apresentarem assim bom desempenho ambiental e o cumprimento das metas de reciclagem! É urgente alargar o sistema de recolha porta-a-porta Para além do alargamento e reforço do Tratamento Mecânico e Biológico é essencial alargar o sistema de recolha porta-a-porta em substituição dos ecopontos, os quais têm vindo a estagnar, enquanto que nos sistemas com porta-a-porta, como são os casos de Lisboa e da Maia, a taxa de recolha de recicláveis apresenta valores muito superiores aos ecopontos. A recolha porta-a-porta é o sistema generalizado nos países europeus com mais elevadas taxas de reciclagem e tem tido sucesso porque é de fácil utilização pelos cidadãos que não têm assim de se deslocar distâncias, por vezes significativas, até ao local de deposição dos recicláveis. Devido à maior quantidade de recicláveis recolhidos, as autarquias têm uma maior receita. Como na recolha porta-a-porta há uma substituição dos circuitos de recolha de indiferenciados pelos da recolha seletiva, verifica-se também uma diminuição dos custos da recolha. O caminho que privilegiasse a reciclagem poderia há muito ter sido seguido e é inaceitável que os sistemas com incineração possam vir a ser isentos de cumprir as metas comunitárias de reciclagem. Não podem as grandes metrópoles de Lisboa e do Porto transferir o esforço para os objetivos nacionais de reciclagem para os sistemas periféricos ou do interior, os quais possuem mais dificuldades em obter grandes quantidades de materiais recicláveis, e estando a receber desde a sua criação um subsídio injusto através da venda de energia dita “renovável” à rede elétrica nacional, quando grande parte dessa energia é obtida a partir da incineração de plásticos que libertam carbono fóssil e que são materiais que deveriam ser reciclados. Grande parte deste subsídio é obtido à custa dos consumidores de eletricidade de outras regiões do País (nomeadamente do interior) que assim estão a suportar os custos do tratamento dos resíduos urbanos das metrópoles de Lisboa e do Porto. No âmbito da Plataforma pela Reciclagem na Valorsul (constituída pelo MPI, Quercus e ADAL – Associação de Defesa do Ambiente de Loures) estaremos atentos ao processo formal de consulta pública a que este novo plano está obrigado, esperando que entretanto possa ter havido alguma correção à proposta inicial do governo e em todo apresentaremos vigorosa participação por uma questão de justiça e legalidade na gestão de resíduos.
Fontes: Comunicado, Quercus- ANCN, 28/6/2013; “Sistemas com incineração poderão vir a ser isentos de cumprir as metas comunitárias de reciclagem” Comunicado de Quercus ANCN, 17/10/2013.

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GRUPO LOCAL DE TROCA DE SEMENTES
O MPI está a dinamizar um Grupo local de Troca de Sementes que passou a ser “oficialmente” criado com a publicação do catálogo das variedades tradicionais disponível aqui http://mpica.info/catalogo-de-variedadesagricolas-2013/ aproveitando a Quinzena de Acção pelas Sementes Livres, que se comemorou de 2 a 16 Outubro.

Com este pequeno, por enquanto, catálogo de variedades hortícolas pretende-se iniciar uma sistematização das variedades e de quem as preserva facilitando o conhecimento do que existe e, sobretudo, a sua livre troca. Não iremos fornecer sementes pelo correio, mas sim através do contacto directo de quem pretender participar, pelo que funcionará na base da proximidade. Terá assim uma área geográfica relativamente restrita contemplando os concelhos de Cadaval, Bombarral, Torres Vedras e Alenquer, ou eventualmente outros dependendo da possibilidade de encontro. VENHAM DAÍ MAIS INTERESSADOS! Caso se venha a justificar, e bom seria que tal acontecesse, poderão ser criados mais Grupos Locais de Troca de Sementes, sendo total a abertura ao intercâmbio entre grupos como de outras associações ou entidades comprometidas na preservação do nosso rico património genético agrícola. Podem participar sócios e não sócios, no entanto em caso de pouca disponibilidade de sementes os pedidos de sócios serão preferencialmente atendidos. As sementes recebidas só podem ser usadas exclusivamente para fins não comerciais. QUE A DIVERSIDADE AGRÍCOLA PERMANEÇA VIVA NOS CAMPOS E, POR CONSEGUINTE, NA NOSSA MESA!

SECADOR SOLAR

Artur Varges

Surgiu a ideia de um secador solar para desidratar fruta como forma de conservação, sem para isso gastar energia. Fiz uma busca na net, e dos vários sistemas encontrados optei por um que me pareceu ser o mais interessante, além de ser um modelo que foi optimizado por pessoal de uma universidade norte americana o que dava boas garantias de funcionamento. O secador funciona por ar quente, e no qual o produto a secar não está directamente exposto ao sol, não sendo por isso afectado pelos raios ultra-violetas (UV), e ao mesmo tempo protegido dos insectos. É possível regular a temperatura através de aberturas de correr que permite a passagem de mais ou menos ar consoante a necessidade. Por curiosidade, verifiquei que em dias de sol facilmente atinge os 60ºC.

Fontes: HP Improving Solar Food Dryers: www.wot.utwente.nl, www.learningace.com

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Eco-receita - Tarte de labaça (também pode ser com acelga)
Ingredientes: Para a massa: 200g de farinha de trigo não refinada, 1 ovo, 50g de manteiga, uma pitada de sal, 2 colheres de sopa de água. Para o recheio: um molho de labaças, 1 ou 2 dentes de alho, azeite q.b., 2,5 dl de leite, 1 colher de sopa bem cheia de amido de milho (ou de preferência farinha de trigo não refinada), 200g de queijo ralado, temperos: sal, pimenta (moída na hora). Modo de preparação: Massa: Misturar todos os ingredientes amolecendo previamente a manteiga. Deixar repousar umas horas ou de um dia para o outro. Tender numa forma de tarte. Recheio: Cozer as labaças e escorrer a água . Saltear no azeite e alho picadinho. Juntar o leite, engrossar com a farinha. Juntar o queijo ralado e temperar com sal e pimenta. Verter na massa. Vai ao forno a 200ºC durante 30 minutos. (adaptado por Alexandra Azevedo de: O Livro Completo da Cozinha Vegetariana, Centralivros, Lda, 2005)

Labaça – Rumex pulcher

Acelga – Beta vulgaris

BREVES
2014 - ANO INTERNACIONAL DA AGRICULTURA FAMILIAR
Pretende destacar a importância da agricultura familiar e dos pequenos agricultores, focando o seu papel fundamental na erradicação da fome e da pobreza, proporcionando segurança alimentar e nutrição, melhorando os meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, protecção do meio ambiente e obtenção do desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais. A agricultura familiar inclui todas as actividades agrícolas de base familiar e está ligada a diversas áreas do desenvolvimento rural como a florestal, pesqueira, pastoril ou aquícola.

Agricultores norte Americanos podem parar de cultivar transgénicos devido a quebra de rendimento
Alguns agricultores consideram voltar ao cultivo de variedades convencionais por causa do aumento da resistência de pragas e quebra de rendimento dos cultivos transgénicos.
http://gmwatch.org/index.php?option=com_content&view=article&id=14625

Ficha técnica Directora: Alexandra Azevedo Paginação: Nuno Carvalho Colaboraram nesta edição: Alexandra Azevedo, Artur Varges Impressão com o apoio da Junta de Freguesia de Vilar Propriedade: MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente Largo 16 de Dezembro, 2 / Vilar / 2550-069 VILAR CDV tel:/fax: +351 262 771 060 email: mpicambiente@gmail.com

espaço

Jovem Atento
Vamos proteger as sementes e a comida saudável!
Quem gosta de comer? Toda a gente não é? E precisamos de comer várias vezes por dia para pudermos ter energia para brincar, estudar, ajudar, … Mas há uma coisa que então que não pode faltar: COMIDA! E para isso é preciso cultivar a terra. Mas precisamos ainda de sementes, água, estrume e muito cuidado a tratar das plantas e animais para que a nossa comida seja saudável e assim o nosso planeta e a nossa saúde sejam também saudáveis. A agricultura foi a actividade mais importante para a sobrevivência de todos os povos, mas actualmente em países como o nosso a maioria das pessoas estão a viver nas cidades e a trabalhar noutras actividades. Essa profunda mudança começou durante a Revolução Industrial, no século XVIII, e acelerou bastante há cerca de 60 anos. Também a produção dos alimentos sofreu muitas alterações. Agora há pesticidas, adubos químicos, variedades transgénicas (no próximo boletim vamos explicar o que são), há explorações de animais grandes em que ficam sempre fechados dentro de pavilhões, muitos sem sequer verem o sol. Alterou-se também o tipo de alimentos que as pessoas mais comem. Agora come-se muito mais carne, além de outros alimentos que nem existiam antigamente como é o caso de alimentos processados, de que é exemplo o bolicao, rico em açúcar e ingredientes refinados. Por causa de todas estas alterações estão a tornar-se mais frequentes doenças que quase não existiam, como o cancro e isto devia fazer-nos pensar que se calhar estamos a fazer muitas coisas erradas, não vos parece? Se “somos o que comemos” então o tipo de alimentos que comemos e como foram produzidos é mesmo muito importante! E se tudo isto não bastasse agora há empresas que querem controlar as sementes! AS SEMENTES! Como isto pode ser possível? Não acham que já estão a exagerar? Afinal sempre se pode guardar as sementes e trocar ou dar a quem quisesse como aos nossos vizinhos ou familiares, para que ano após ano houvesse novas colheitas, e, consequentemente, COMIDA! Em 2014 comemora-se o Ano Internacional da Agricultura Familiar porque se quer chamar a atenção para a importância da agricultura familiar e dos pequenos agricultores para combater a fome e a pobreza e proteger o ambiente. O que podemos fazer? - Comer menos carne e comer mais alimentos saudáveis, como fruta e sopa! - Guardar sementes de variedades tradicionais - Cultivar uma horta, em casa ou na escola. Desenho de Pedro Santos - Externado "O Cisne" (Amadora) do concurso de desenho da Quercus sobre o Ano Internacional