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Governo Federal

Ministério de Minas e Energia

Ministro Silas Rondeau Cavalcante Silva Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético Márcio Pereira Zimmermann

Diretor do Departamento de Planejamento Energético Iran de Oliveira Pinto

de Planejamento Energético Iran de Oliveira Pinto Empresa pública, vinculada ao Ministério de Minas e

Empresa pública, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, instituída nos termos da Lei n° 10.847, de 15 de março de 2004, a EPE tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético, tais como energia elétrica, petróleo e gás natural e seus derivados, carvão mineral, fontes energéticas renováveis e eficiência energética, dentre outras.

Presidente Mauricio Tiomno Tolmasquim

Diretor de Estudos Econômicos e Energéticos Amilcar Guerreiro

Diretor de Estudos da Energia Elétrica José Carlos de Miranda Farias

Diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Bioenergia José Alcides Santoro Martins

Diretor de Gestão Corporativa Ibanês César Cássel

URL: http://www.epe.gov.br

Sede SAN – Quadra 1 – Bloco “B” – 1º andar 70051-903 Brasília DF

Escritório Central Av. Rio Branco nº 1, 11º andar 20090-003 Rio de Janeiro RJ

Estudos do Plano Decenal de Expansão do Setor Elétrico

Estudos da Expansão da Transmissão - Análise dos Sistemas Regionais - Subsistema Nordeste Ciclo 2006-2015

Coordenação Geral Mauricio Tiomno Tolmasquim José Carlos de Miranda Farias

Coordenação Executiva Paulo Cesar Vaz Esmeraldo

Equipe Técnica Alzira Noli Edna Araújo Jurema Ludwig Laura Bahiense Maria de Fátima Gama Roberto Rocha

No.

EPE-DEE-RE-042/2005

Data:

21 de novembro de 2005

Índice 1. Introdução e Objetivo 6 2. Sistema Interligado Nacional 7 2.1 Evolução das Projeções

Índice

1. Introdução e Objetivo

6

2. Sistema Interligado Nacional

7

2.1 Evolução das Projeções de Mercado e do Plano de Geração - Brasil

8

2.2 Intercâmbios Regionais

11

Interligação Norte-Sul

13

Interligação Norte-Nordeste

15

Interligação Sudeste-Nordeste

16

Interligação Sul-Sudeste

16

Interligação Acre/Rondônia – Sudeste/Centro-Oeste

17

3. Recomendações

18

3.1 Estado do Piauí

18

3.2 Estado do Ceará

18

3.3 Estado do Rio Grande do Norte

19

3.4 Estado da Paraíba

19

3.5 Estado de Pernambuco

19

3.6 Estado de Alagoas

20

3.7 Estado de Sergipe

20

3.8 Estado da Bahia

20

4. Configuração de Referência

21

5. Critérios Utilizados

22

6. Sistema de Transmissão e Análise de Desempenho

23

Plano de Geração Regional

23

Evolução do Mercado Regional

25

6.1

ESTADO DO PIAUÍ

27

6.1.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão

27

6.1.2 Rede de Distribuição

28

6.2

ESTADO DO CEARÁ

34

6.2.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão

34

6.2.2 Rede de Distribuição

36

6.3

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

42

6.3.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão

42

6.3.2 Rede de Distribuição

43

6.4

ESTADO DA PARAÍBA

47

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

3

6.4.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão 47 6.4.2 Rede

6.4.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão

47

6.4.2 Rede de Distribuição

48

6.5

ESTADO DE PERNAMBUCO

55

6.5.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão

55

6.5.2 Rede de Distribuição

58

6.6

ESTADO DE ALAGOAS

66

6.6.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão

66

6.6.2 Rede de Distribuição

67

6.7

ESTADO DE SERGIPE

74

6.7.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão

74

6.7.2 Rede de Distribuição

75

6.8

ESTADO DA BAHIA

81

6.8.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão

81

6.8.2 Rede de Distribuição

83

7. Sistema de Transmissão Existente

97

7.1

Sistema de Transmissão Existente – Rede Básica

97

8. Evolução do Sistema de Transmissão por Empresa no Período 2006/2015

101

9. Sistema de Transmissão Previsto para o Período 2006-2015

111

10. Equipe de Trabalho

112

ANEXO I : PLANO DE GERAÇÃO DE REFERÊNCIA

113

ANEXO II : MAPAS ELETROGEOGRÁFICOS

123

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

4

Apresentação As atividades relativas ao planejamento da transmissão, em caráter regional, eram conduzidas pelos

Apresentação

As atividades relativas ao planejamento da transmissão, em caráter regional, eram conduzidas pelos Núcleos de Articulação Regional do CCPE (Comitê Coordenador do Planejamento dos Sistemas Elétricos), com a colaboração das concessionárias de transmissão e de distribuição na sua área de atuação.

Com a criação da Empresa de Pesquisa Energética – EPE, instituída nos termos da Lei no 10.847, de 15/03/2004, e do Decreto no 5.184, de 16/08/2004, os estudos associados ao Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica e ao Plano Determinativo da Expansão da Transmissão (PDET), anteriormente conduzidas no âmbito do mencionado CCPE, passaram a se constituir em serviços contratados pelo MME à EPE, em conformidade com o Ofício-Circular no. 095/2005/SPE/MME.

Dentro deste novo contexto, os antigos Núcleos de Articulação Regional (NAR) do CCPE foram substituídos por Grupos de Estudos de Transmissão Regionais (GET) de apoio a EPE. Estes grupos, de natureza regional, vêm mantendo a mesma formação dos anteriores no que diz respeito à abrangência das empresas participantes.

Problemas críticos de atendimento às cargas destas regiões, detectados na análise de desempenho do sistema no decênio pelo Plano Decenal, serão estudados pelos Grupos de Estudos de Transmissão Regionais (GET) assim divididos:

Grupo de Estudo de Transmissão Sudeste – GET-SE/CO Empresas participantes: AMPLA,CDSA, CEB, CELG, CEMAT, CEMIG, CENF, CFLCL, ELETRONORTE, ESCELSA, FURNAS, LIGHT. Grupo de Estudo de Transmissão São Paulo – GET-SP Empresas participantes: AES-TIETÊ, BANDEIRANTE, CESP, CLFSC, CPFL PAULISTA, CPFL PIRATININGA, CTEEP, DUKE-GP, ELEKTRO, ELETROPAULO, EMAE, GRUPO REDE e quando necessário, demais Concessionárias de Distribuição do Estado de São Paulo. Grupo de Estudo de Transmissão Sul– GET-SUL Empresas participantes: ELETROSUL,CEEE-T, COPEL-T, CELESC, TGE, AES SUL, CEEE-D, COPEL-D, ENERSUL e CPFL-G Grupo de Estudo de Transmissão Norte– GET-NO Empresas participantes: ELETRONORTE, CELPA, CEMAR, CELTINS Grupo de Estudo de Transmissão Nordeste– GET-NE Empresas participantes: CHESF, CEPISA, COELCE, COSERN,SAELPA,CELB,CELPE, CEAL, ENERGIPE, COELBA.

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

5

1. Introdução e Objetivo A expansão da transmissão, no novo contexto setorial, deve ser estabelecida

1. Introdução e Objetivo

A expansão da transmissão, no novo contexto setorial, deve ser estabelecida de forma robusta o suficiente para que os agentes de mercado tenham livre acesso à rede, possibilitando um ambiente propício para a competição na geração e na comercialização

de energia elétrica.

Desempenha, ainda, um importante e relevante papel de interligar os submercados, permitindo a busca na equalização dos preços da energia, por meio da minimização dos estrangulamentos entre os submercados, permitindo a adoção de um despacho ótimo do parque gerador.

Os estudos para elaboração do Programa Decenal da Expansão da Transmissão dos sistemas interligados são executados a partir das Projeções de Mercado e do Plano de Geração com a utilização dos critérios de planejamento vigentes, e visa:

Compatibilizar os planos de obras resultantes dos estudos regionais realizados em grupos específicos, no âmbito dos GETs – Grupos de Estudos de Transmissão Regionais;

Compatibilizar os planos de obras resultantes dos demais estudos desenvolvidos pela EPE (interligações regionais, integração de novas usinas, etc.);

Compatibilizar os planos de obras resultantes dos estudos de expansão do sistema de distribuição;

Apresentar o diagnóstico de desempenho do sistema interligado Brasil em condição normal e em emergência (n-1), com base nos planos de obras citados;

Recomendar estudos específicos para solucionar os problemas detectados no diagnóstico de desempenho do sistema;

Elaborar e manter atualizado o Plano Decenal da Expansão da Transmissão; e

Atualizar a infra-estrutura de dados de fluxo de potência, no horizonte decenal

No capítulo 2 é feita uma caracterização do Sistema Interligado Nacional – SIN, de forma

a contextualizar o sistema Nordeste, objeto desse relatório,

As análises da evolução e do desempenho dos sistemas de transmissão do sistema interligado da região Nordeste, são descritas, por estado, no capítulo 6, com a indicação das principais obras de transmissão correspondentes.

no sistema brasileiro.

O plano de obras previsto para o ciclo decenal, assim como a estimativa de custos

associada, compõem o “Relatório de Estimativa de Custos da Expansão da Transmissão

– ciclo 2006/2015”, emitido pela EPE.

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

6

2. Sistema Interligado Nacional O Sistema Interligado Nacional – SIN (ver Figura 2.1), devido à

2. Sistema Interligado Nacional

O Sistema Interligado Nacional – SIN (ver Figura 2.1), devido à extensão territorial e ao parque gerador predominantemente hidráulico, se desenvolveu utilizando uma grande variedade de níveis de tensão em função das distâncias envolvidas entre as fontes geradoras e os centros de carga.

Desta forma, a Rede Básica de transmissão compreende as tensões de 230kV a 750kV, com as principais funções de:

transmissão da energia gerada pelas usinas para os centros de carga;

integração entre os diversos elementos do sistema elétrico para garantir a estabilidade e confiabilidade à rede;

interligação entre as bacias hidráulicas e regiões com características hidrológicas heterogêneas de modo a otimizar o uso da água; e

integração energética com os países vizinhos como forma de otimizar os recursos e aumentar a confiabilidade do sistema.

otimizar os recursos e aumentar a confiabilidade do sistema. Figura 2.1 – Diagrama do Sistema Interligado

Figura 2.1 – Diagrama do Sistema Interligado Nacional

OBS: Informação obtida no site do ONS - Mapas do SIN - outubro de 2005

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

7

2.1 Evolução das Projeções de Mercado e do Plano de Geração - Brasil As projeções

2.1 Evolução das Projeções de Mercado e do Plano de Geração - Brasil

As projeções de mercado para os patamares de carga pesada, média e leve foram informadas pelas empresas e consolidadas, no decorrer das análises, com os estudos de mercado da EPE. As projeções de carga consideradas neste Plano Decenal para os três patamares estão apresentadas nos Gráficos 2.1.1, 2.1.2 e 2.1.3.

Projeção de Mercado (MW) - Carga Pesada - ciclo 2006/2015

60.000 50.000 40.000 SE/CO S NE 30.000 N 20.000 10.000 0 2006 2007 2008 2009
60.000
50.000
40.000
SE/CO
S
NE
30.000
N
20.000
10.000
0
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
SE/CO
39.373
41.019
42.359
43.806
45.157
46.560
47.992
49.505
51.016
52.488
S
10.519
11.013
11.492
12.008
12.472
13.012
13.545
14.148
14.738
15.339
NE
8.993
9.632
10.128
10.355
10.759
11.239
11.684
12.167
12.555
12.938
N
3.964
4.342
4.894
5.100
5.207
6.368
8.064
8.283
8.497
8.731
BRASIL
62.849
66.006
68.873
71.268
73.596
77.179
81.286
84.103
86.806
89.497

Gráfico 2.1.1 – Evolução da carga pesada (MW)– ciclo 2006/2015

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

8

Projeção de Mercado (MW) - Carga Média - ciclo 2006/2015 50.000 45.000 40.000 35.000 30.000

Projeção de Mercado (MW) - Carga Média - ciclo 2006/2015

50.000

45.000

40.000

35.000

30.000

25.000

20.000

15.000

10.000

5.000

0

SE/CO S NE N
SE/CO
S
NE
N
2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2006 2007 2008 2009 2010
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
SE/CO
35.398
36.919
38.168
39.455
40.597
41.844
43.100
44.429
45.745
47.102
S
10.322
10.774
11.225
11.688
12.117
12.615
13.105
13.661
14.216
14.782
NE
9.064
9.695
10.149
10.347
10.732
11.187
11.606
12.065
12.427
12.783
N
3.828
4.195
4.747
4.932
5.044
6.190
7.482
7.663
7.824
7.998
BRASIL
58.612
61.583
64.289
66.423
68.490
71.835
75.293
77.819
80.212
82.665
Gráfico 2.1.2 – Evolução da carga média (MW) – ciclo 2006/2015
Projeção de Mercado (MW) - Carga Leve - ciclo 2006/2015
35.000
30.000
25.000
20.000
SE/CO
S
NE
15.000
N
10.000
5.000
0
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
SE/CO
24.606
25.675
26.427
27.349
28.150
28.917
29.735
30.590
31.389
32.431
S
5.618
5.893
6.184
6.406
6.661
6.862
7.098
7.364
7.628
7.904
NE
6.758
7.279
7.624
7.700
7.957
8.298
8.602
8.941
9.185
9.421
N
3.309
3.638
4.136
4.308
4.390
5.504
6.737
6.883
7.015
7.160
BRASIL
40.291
42.485
44.371
45.763
47.158
49.581
52.172
53.778
55.217
56.915

Gráfico 2.1.3 – Evolução da carga leve (MW) – ciclo 2006/2015

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

9

A capacidade instalada total no BRASIL é de 92.389MW distribuídos em sete tipos de empreendimentos

A capacidade instalada total no BRASIL é de 92.389MW distribuídos em sete tipos de empreendimentos de geração. A Tabela 2.1.1 mostra a composição da matriz energética brasileira com destaque para as usinas hidráulicas - UHE´s e térmicas - UTE´s.

Tabela 2.1.1 – Matriz energética - Setembro de 2005

 

E m p reen d im en to s em O p eração

   

P

o tên cia

 

T

ip o

Q u an tid ad e

In

stala d a (M W )

%

U H E < 1M W

181

 

95

0,10

E

O L

11

 

29

0,03

P

C H

256

 

1.305

1,41

S

O L

1

 

0

0,00

U

H E

147

 

69.223

74,92

U

T E

836

 

19.730

21,36

U

T N

2

 

2.007

2,17

T

o tal

1.434

 

92.389

1 00

Milhares MW 80 60 40 20 0 UHE<1MW EOL PCH SOL UHE UTE UTN
Milhares
MW
80
60
40
20
0
UHE<1MW
EOL
PCH
SOL
UHE
UTE
UTN

OBS: Informação obtida no site da ANEEL - BIG (Banco de Informações de Geração) - Setembro de 2005

Legenda com as siglas utilizadas nas tabelas:

UHE – Usina Hidrelétrica UTE – Usina Termelétrica EOL – Central Geradora Eolielétrica PCH – Pequena Central Hidrelétrica SOL – Central Geradora Solar Fotovoltaica UTN – Usina Termonuclear

O Plano de Geração de referência considerado nos estudos foi proposto pela EPE, levando-se em consideração as informações do DMSE - 14/07/2005 divulgadas por ocasião do início dos estudos, em julho de 2005. A Tabela 2.1.2 apresenta um resumo desse plano, que é apresentado em detalhe no Anexo I.

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

10

Tabela 2.1.2. - Plano de Geração de Referência - EPE – Julho de 2005  

Tabela 2.1.2. - Plano de Geração de Referência - EPE – Julho de 2005

 

Plano de Geração - 2006/2015 ( MW )

 

Ano

SE/CO

S

NE

N

 

Sistemas Isolados

 

TOTAL

Manaus

Rondônia

Madeira

BMonte

existente

 

92.389

 

2005

1.093

810

-

1.875

-

-

 

- -

3.778

2006

2.786

1.065

-

 

- -

-

 

- -

3.851

2007

460

130

340

 

- -

-

 

- -

930

2008

844

439

   

- -

745

 

- -

2.029

2009

385

158

550

1.087

-

-

 

- -

2.180

2010

882

2.176

600

-

-

-

 

- -

3.658

2011

1.957

1.703

1.699

-

-

-

3.300

-

8.659

2012

873

272

423

4.188

1.731

-

3.150

-

10.638

2013

885

 

- 920

-

   

- -

-

5.500

7.305

2014

 

- 500

- -

   

- -

-

 

- 500

2015

 

- 500

200

-

 

- -

-

 

- 700

TOTAL

                 

PREVISTO

10.165

7.254

4.312

8.070

1.731

745

6.450

5.500

44.227

 

TOTAL ( Existente + Previsto )

 

136.616

2.2 Intercâmbios Regionais

A interligação elétrica existente entre as regiões, possibilita a otimização energética aproveitando a diversidade hidrológica existente entre os sistemas. O Sistema Interligado Nacional – SIN está dividido em 4 subsistemas:

Sul (S) Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná;

Sudeste - Centro-Oeste (SE/CO) Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul;

Norte (N) Pará, Tocantins e Maranhão;

Nordeste (NE) Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

Na Figura 2.2.1 estão apresentadas as interligações entre regiões existentes, assim como também a futura interligação entre o Acre/Rondônia e o subsistema Sudeste.

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

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Interligação Norte-Nordeste Interligação Interligação ACRO-SE Norte-Sul Interligação Sudeste/Centro-Oeste
Interligação Norte-Nordeste Interligação Interligação ACRO-SE Norte-Sul Interligação Sudeste/Centro-Oeste
Interligação
Norte-Nordeste
Interligação
Interligação
ACRO-SE
Norte-Sul
Interligação
Sudeste/Centro-Oeste
Interligação
Sul-Sudeste
Sudeste/Centro-Oeste Interligação Sul-Sudeste Sudeste-Nordeste Figura 2.2.1- Interligações entre as

Sudeste-Nordeste

Figura 2.2.1- Interligações entre as Regiões

A escolha dos intercâmbios regionais para a elaboração do Plano Decenal da

Transmissão, dado importante para a definição dos despachos nas regiões analisadas, teve como objetivo a obtenção de um conjunto de casos base adequado para as análises

do ciclo 2006/2015.

Cabe notar que estes intercâmbios não se baseiam em estudos energéticos e não têm a intenção de explorar a capacidade das interligações, sendo estas possibilidades analisadas em estudos específicos a serem desenvolvidos no âmbito da EPE.

Na definição dos intercâmbios Sudeste/Sul, Norte/Sudeste, Sudeste/Nordeste e Norte/Nordeste foram considerados dois cenários, a saber:

Nos anos pares do ciclo 2006/2015 foi considerado o cenário que caracteriza o regime hidrológico representativo do segundo semestre do ano, quando a região Sul é exportadora para o Sudeste e este exportador para o Norte e o Nordeste;

Nos anos ímpares do ciclo 2006/2015 foi considerado o cenário que caracteriza o regime hidrológico representativo do primeiro semestre do ano, quando a região Sul é importadora do Sudeste e este importador do Norte e exportador para o Nordeste.

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12

Estes dois cenários estão ilustrados na Figura 2.2.2, a seguir. RReeggiiããoo Região NNoorrttee Nordeste Região

Estes dois cenários estão ilustrados na Figura 2.2.2, a seguir.

RReeggiiããoo Região NNoorrttee Nordeste Região Sudeste Anos Pares Anos Ímpares Região Sul
RReeggiiããoo
Região
NNoorrttee
Nordeste
Região
Sudeste
Anos Pares
Anos Ímpares
Região
Sul

Figura 2.2.2 – Cenários de Intercâmbio

Interligação Norte-Sul

Até 1998 o Sistema Elétrico Brasileiro foi constituído pelos Sistemas de Transmissão Norte/Nordeste e Sul/Sudeste, que operavam separadamente até a entrada em operação do primeiro circuito da Interligação Norte-Sul, formando o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Atualmente esta interligação é formada por dois circuitos em 500 kV desde a SE Imperatriz até a SE Serra da Mesa, como mostrado na Figura 2.2.3, a seguir.

Como a usina de Lajeado pertence ao submercado Sudeste, o intercâmbio desta interligação é medida através do somatório dos fluxos de potência ativa nos circuitos entre as subestações de Miracema 500 kV e Colinas 500 kV.

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Imperatriz Colinas Ponto de Medição do Intercâmbio Miracema Lajeado 136 136 Mvar Mvar 136 136
Imperatriz Colinas Ponto de Medição do Intercâmbio Miracema Lajeado 136 136 Mvar Mvar 136 136
Imperatriz
Colinas
Ponto de Medição
do Intercâmbio
Miracema
Lajeado
136
136
Mvar
Mvar
136 136
Mvar
Mvar
Gurupi
136 136
Mvar
Mvar
136
136
Mvar
Mvar
Serra
Nordeste
Da
TCSC´s
Mesa
Figura 2.2.3– Interligação Norte-Sul

A expansão desta interligação, composta pelas LTs em 500 kV Itacaiúnas – Colinas -

Miracema – Gurupi – Serra da Mesa, constitui-se na Interligação Norte-Sul III, prevista

para entrar em operação em 2008, e já licitada em novembro de 2005 (ver Figura 2.2.4).

A partir da entrada do Complexo de Belo Monte a interligação entre as regiões Norte e a

região Sudeste será ampliada. Neste ciclo foi considerado um sistema referencial descrito no estudo e “Análise Preliminar do Sistema de Conexão e Sistemas Receptores das

Regiões Sudeste/Centro-Oeste e Norte/Nordeste para a 1ª Etapa do CHE Belo Monte (5500 MW)” - CCPE/CTET.050.2002

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Marabá Tucuruí 136 Mvar Imperatriz 136 136 Mvar Mvar Itacaiúnas 428 Colinas Mvar 200 Mvar
Marabá Tucuruí 136 Mvar Imperatriz 136 136 Mvar Mvar Itacaiúnas 428 Colinas Mvar 200 Mvar
Marabá
Tucuruí
136
Mvar
Imperatriz
136
136
Mvar
Mvar
Itacaiúnas
428
Colinas
Mvar
200
Mvar
136
Mvar
Miracema
194
Lajeado
Mvar
136
136
136
Mvar
Mvar
Mvar
136
136
136
Mvar
Mvar
Mvar
2 x 136
Mvar
194
Mvar
Gurupi
UHE
SE
Peixe
Peixe
136
136
Mvar
Mvar
1 x 136
60 Mvar
136
Mvar
136
Mvar
Mvar
Serra
136
Serra Da
136
Mvar
Da
Mvar
Mesa II
Camaçari
TCSC´s
Correntina
B.J.Lapa
Mesa
Ibicoara
136 Mvar
Cana
Brava
2x
136
136
136
150 Mvar
Mvar
Mvar
Mvar
2 x 200
Sapeaçu
2 x 150
2 x 200
136
3x
Mvar
Mvar
Mvar
Mvar
Níquel
73.5
136
136
136
Tocantins
Mvar
Mvar
Mvar
Mvar
Samambaia
Brasília Sul
151
136 Mvar
3x
2x
73.5
73.5
Bandeirantes
Mvar
Mvar
2x
2x150
3x
Luziânia
Mvar
Emborcação
2x 136
Paracatu
Mvar
136 Mvar
73.5 Mvar
São Gotardo
91 Mvar
91
Mvar
91 Mvar
91 Mvar
91
Mvar
91
91
Mvar
Mvar
Bom Despacho
Nova Ponte
L.C.Barreto
136
Mvar
2x
Estreito
Mascarenhas
Furnas

Figura 2.2.4 - Diagrama Elétrico da Interligação Norte-Sul com o Terceiro Circuito e Reforços na Região Sudeste

Interligação Norte-Nordeste

A interligação Norte-Nordeste existente é constituída pelas linhas de transmissão em 500 kV Presidente Dutra - Boa Esperança e Presidente Dutra – Teresina C1 e C2. O segundo

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circuito em 500 kV entre Teresina e Fortaleza será comissionado em fevereiro de 2006. A

circuito em 500 kV entre Teresina e Fortaleza será comissionado em fevereiro de 2006. A expansão desta interligação dar-se-á com a entrada em operação da LT 500 kV Colinas – Ribeiro Gonçalves – São João do Piauí – Sobradinho, já licitada, entrando em operação em maio de 2007. Esta interligação é ilustrada na Figura 2.2.5 a seguir.

Marabá

Itacaiúnas

Teresina Açailândia P.Dutra Imperatriz Colinas R.Gonçalves S.J. Miracema Gurupi
Teresina
Açailândia
P.Dutra
Imperatriz
Colinas
R.Gonçalves S.J.
Miracema
Gurupi

Sobral

Fortaleza

B.Esperança

Piauí
Piauí

Sobradinho

Figura 2.2.5 – Interligação Norte - Nordeste

Interligação Sudeste-Nordeste

A interligação Sudeste-Nordeste é constituída pela linha de transmissão em 500 kV entre

Serra da Mesa – Rio das Éguas – Bom Jesus da Lapa – Ibicoara – Sapeaçu - Camaçari

(ver Figura 2.2.4).

Interligação Sul-Sudeste

A interligação elétrica existente entre as regiões Sul e Sudeste possibilita a otimização

energética entre estas regiões aproveitando a diversidade hidrológica existente entre

estes dois sistemas.

Com a implantação da LT 500 kV Londrina – Assis – Araraquara e da SE Assis 500/440 kV – 1500 MVA, previstas para 2006, completa-se a configuração desta interligação representada ao longo do ciclo 2006-2015.

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Esta interligação considera o somatório dos fluxos de potência ativa nas seguintes instalações: • Transformadores

Esta interligação considera o somatório dos fluxos de potência ativa nas seguintes instalações:

Transformadores de Ivaiporã 750/525 kV (3 x 1650 MVA);

LT 500 kV Ibiúna - Bateias;

LT 500 kV Londrina – Assis - Araraquara;

LT 230 kV Guairá - Dourados;

LT Londrina - Assis em 230 kV;

LT 230 kV Maringá - Assis;

LT 230 kV Figueira - Chavantes;

LT 138 kV Loanda - Rosana;

LT 138 kV Paranavaí - Rosana; e

LT 88 kV Andirá - Salto Grande.

Interligação Acre/Rondônia – Sudeste/Centro-Oeste

A interligação do sistema da região Sudeste/Centro-Oeste com o sistema, atualmente isolado, dos estados do Acre e Rondônia foi considerada, neste ciclo, a partir do ano de 2008, segundo o “Estudo de Viabilidade Técnico e Econômico da Interligação Acre – Rondônia – Mato Grosso CCPE/CTET.016 2004” e é mostrada na Figura 2.2.6.

Grosso CCPE/CTET.016 2004” e é mostrada na Figura 2.2.6. Figura 2.2.6 – Interligação Acre/Rondônia –

Figura 2.2.6 – Interligação Acre/Rondônia – Sudeste/Centro-Oeste

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3. Recomendações São enumeradas, a seguir, por estado, as recomendações resultantes das análises realizadas no

3. Recomendações

São enumeradas, a seguir, por estado, as recomendações resultantes das análises realizadas no período decenal, assim como também os estudos específicos que deverão ser realizados pela EPE em conjunto com as Empresas.

3.1 Estado do Piauí

A realização de estudos para determinar a viabilidade de substituição dos transformadores instalados nas SEs Teresina e Boa Esperança por outros de maior capacidade, ou da implantação de novos terminais 230/69 kV, devido à previsão de esgotamento da capacidade instalada dessas subestações.

Que seja iniciado um estudo conjunto EPE / Empresas para analisar o suprimento à região Sul dos estados do Piauí e Maranhão, áreas com grande potencial agrícola e que dependem de infra-estrutura elétrica para atender às necessidades de produção.

A realização de estudos para o suprimento ao Vale do Gurguéia, analisando a implantação do nível 138 kV em Eliseu Martins, de forma a atender o crescimento do mercado na região.

A construção de uma nova linha de Piripiri – Campo Maior, em razão do esgotamento da capacidade de transmissão da LT 69 kV Teresina - Altos - Campo Maior e, desta forma, transferir as cargas alimentadas a partir da subestação Campo Maior para o regional Piripiri, em 2007.

A construção da SE Poty na área de Teresina, em 2007, para aliviar o carregamento dos alimentadores da subestação Marquês, permitindo melhor flexibilidade operacional pela distribuição.

A instalação de capacitores na subestação Tabuleiros 13,8 kV, na SE Parnaíba 69 kV e Camurupim 13,8 kV, devido à deficiência de suporte de potência reativa no eixo de Tabuleiros e Parnaíba.

A realização de estudos para instalar capacitores nos alimentadores das subestações de Teresina, Campo Maior, Floriano, Parnaíba, Picos e outros em razão do baixo fator de potência apresentado.

3.2 Estado do Ceará

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• A elaboração de estudos para analisar a substituição dos transformadores instalados nas subestações Delmiro

A elaboração de estudos para analisar a substituição dos transformadores instalados nas subestações Delmiro Gouveia e Fortaleza (Região Metropolitana de Fortaleza) por outros de maior capacidade, ou a implantação de um novo terminal 230/69 kV na região, devido ao esgotamento da capacidade instalada nessas subestações, previsto para 2007, de acordo com a atual previsão de crescimento de carga.

3.3 Estado do Rio Grande do Norte

A

implementação do segundo circuito da LT 230kV Paraíso – Açu, em 2006, além

do segundo circuito em 230kV da LT Banabuiú – Mossoró, em 2011, para permitir

a

integração da UTE Termoaçu e das centrais eólicas do PROINFA neste Estado.

A construção da SE Natal Sul 230/69 kV, em 2006, visando evitar a sobrecarga nos transformadores da SE Natal II e melhorar as condições de atendimento às cargas da região metropolitana de Natal.

O cumprimento integral do plano de obras para o sistema de distribuição elaborado para o período 2006-2015.

3.4 Estado da Paraíba

Para atender ao crescimento de mercado em níveis adequados de qualidade e continuidade será fundamental a entrada em operação dos reforços previstos no sistema de 69 kV e 138 kV e das obras previstas para a ampliação da Rede Básica, quais sejam:

a. entrada em operação da LT 230 kV Milagres – Coremas C2;

b. o novo ponto de suprimento 230/69 kV, a ser instalado na região metropolitana de João Pessoa. Cabe ressaltar que o estudo referente a este ponto de suprimento está em fase final de elaboração

c. entrada em operação da LT 69 kV Campina Grande I – Campina Grande II, em 2006.

3.5 Estado de Pernambuco

A realização de estudo para o atendimento à região metropolitana do Recife para

resolver, estruturalmente, os problemas de esgotamento da capacidade de

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transmissão nos circuitos de 230 kV de Paulo Afonso a Recife II devido ao surgimento

transmissão nos circuitos de 230 kV de Paulo Afonso a Recife II devido ao surgimento de novas cargas potenciais, tal como a refinaria a ser implantada no porto de Suape e durante a emergência das linhas de transmissão em 500 kV que partem da usina de Luiz Gonzaga em direção ao Recife.

A elaboração de estudos para determinar a viabilidade da substituição dos transformadores instalados nas SEs Pirapama e Bongi por outros de maior capacidade, ou da implantação de novos terminais 230/69 kV na Área Metropolitana do Recife, devido ao esgotamento da capacidade instalada nessas subestações previsto para 2008 e 2010, respectivamente.

3.6 Estado de Alagoas

Realização de estudos para avaliar a necessidade de ampliação da capacidade da Rede Básica de Fronteira nas SEs Maceió, Penedo, Rio Largo e Zebu.

O cumprimento do programa de obras apresentado para o sistema de distribuição, de modo a atender as necessidades operacionais e ao crescimento do mercado de energia elétrica no Estado de Alagoas.

3.7 Estado de Sergipe

A realização de estudos para determinar a viabilidade da substituição dos transformadores instalados nessa subestação por outros de maior capacidade, ou da implantação de um novo terminal 230/69 kV na região, devido ao esgotamento da capacidade instalada na subestação de Jardim em 2013.

Que seja executado todo o elenco de obras previsto para o sistema de distribuição durante o decênio 2006/2015.

3.8 Estado da Bahia

A realização de um estudo para avaliar o comportamento do sistema de transmissão do COELBA e as transformações de fronteira, frente à contingências na Rede Básica.

Definição da solução para assegurar o suprimento à região do extremo sul da Bahia e superar a limitação do subsistema Eunápolis, a partir de 2007. Esta região é suprida por redes radiais através de circuitos com limitada capacidade que impedem a expansão da oferta de energia, dificultando o desenvolvimento desta região.

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4. Configuração de Referência A base de dados referente à topologia da rede foi atualizada

4. Configuração de Referência

A base de dados referente à topologia da rede foi atualizada a partir dos dados do ciclo anterior, com inclusão das informações pertinentes resultantes dos Estudos Especiais da Transmissão, dos empreendimentos consolidados no PDET (Plano Determinativo da Expansão da Transmissão) e das atualizações de topologia das empresas referentes à suas áreas de atuação.

Vale observar que foi considerada a interligação Tucuruí – Macapá – Manaus a partir de 2012, contemplando o atendimento à região amazônica (Manaus, Amapá e as cidades situadas à margem esquerda do rio Amazonas), conforme o estudo

CCPE/CTET026.2004.

Foram consideradas, também, as obras referenciais referentes à integração das grandes usinas do rio Madeira, com entrada em operação prevista para 2011 e o CHE Belo Monte para 2013, de acordo com os estudos: “Sistema de Transmissão Associado aos Aproveitamentos Hidrelétricos de Jirau e Santo Antônio” - Nota Técnica DPT.T.016.2004 - dezembro/2004 – FURNAS e “Análise Preliminar do Sistema de Conexão e Sistemas Receptores da Regiões Sudeste/Centro-Oeste e Norte/Nordeste para a 1o Etapa do CHE Belo Monte (5500 MW)” - CCPE/CTET.050.2002, respectivamente.

A Erro! Fonte de referência não encontrada. mostra possíveis corredores de transmissão destas usinas.

mostra possíveis corredores de transmissão destas usinas. Figura 4.1 Possíveis Corredores de Transmissão Associados

Figura 4.1 Possíveis Corredores de Transmissão Associados às Interligações entre Subsistemas Regionais e às Usinas na Região Amazônica

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5. Critérios Utilizados As análises desenvolvidas seguem os critérios de desempenho usuais de planejamento, conforme

5. Critérios Utilizados

As análises desenvolvidas seguem os critérios de desempenho usuais de planejamento, conforme documento “Critérios e Procedimentos para o Planejamento da Expansão dos Sistemas de Transmissão”, de novembro de 2002, do CCPE.

Despachos de Geração Considerados:

A partir do estabelecimento dos intercâmbios, os despachos regionais obedeceram aos seguintes critérios para:

usinas hidráulicas: adotou-se uma reserva girante mínima de 10% da potência instalada;

usinas térmicas a gás e a carvão: foram respeitados os limites mínimos e máximos de potência correspondentes a cada usina;

usinas eólicas: adotou-se 30% da potência instalada, que corresponde ao fator de carga das usinas.

Limites de Carregamento da Transmissão:

Foram adotados os limites de carregamento segundo os critérios abaixo:

para as linhas de transmissão e transformadores existentes, constantes das Resoluções ANEEL n 0 166 e n 0 167 de 2000, foram considerados os valores fornecidos pelas empresas em conformidade com os CPST’s homologados pela ANEEL.

para as linhas de transmissão e transformadores novos, com data de entrada em operação após as Resoluções ANEEL n 0 166 e n 0 167 de 2000, foram considerados os limites definidos CPST’s homologados pela ANEEL.

para as linhas de transmissão e transformadores previstos foram considerados os limites definidos pelos estudos de planejamento.

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6. Sistema de Transmissão e Análise de Desempenho Plano de Geração Regional As Tabelas 6.1

6. Sistema de Transmissão e Análise de Desempenho

Plano de Geração Regional

As Tabelas 6.1 e 6.2 a seguir sumarizam os empreendimentos de geração da região Nordeste em operação.

Tabela 6.1 - Matriz Energética -Região Nordeste

Empreendimentos em Operação – Região Nordeste

Tipo

Quantidade

Potência Instalada (MW)

%

UHE<1MW

9

3,72

0,03

EOL

7

19,73

0,13

PCH

10

37,35

0,25

SOL

0

-

0,00

UHE

20

10.718,0

73,13

UTE

95

3.874,81

26,44

UTN

0

-

0,00

Total

141

14653,61

100

Tabela 6.2 – Usinas Hidrelétricas em operação – Região Nordeste

Região Nordeste – Usinas Hidrelétricas em operação

 

Usina

N o unidades

Capacidade (MW)

Estado

Paulo Afonso-1G1 Paulo Afonso-2G1 Paulo Afonso-2G3 Paulo Afonso-2G4 Paulo Afonso-3G1 Paulo Afonso-4G1 Moxotó Luiz Gonzaga Xingó Boa Esperança -1 Boa Esperança-2 Sobradinho Itapebi Pedra do Cavalo Outras

3

x 60

180

BA

2

x 70

140

BA

1

x 75

75

BA

3

x 76

228

BA

4

x 200

800

BA

6

x 410

2460

BA

4

x 100

400

AL/BA

6

x 250

1500

PE/BA

6

x 500

3000

AL/SE

2

x 49

98

PI/MA

2

x 63,5

127

PI/MA

6

x 175

1050

BA

3

x 150

450

BA

2

x 80

160

BA

 

50

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

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A Tabela 6.3 mostra o Plano de Geração de referência adotado da região Nordeste neste

A Tabela 6.3 mostra o Plano de Geração de referência adotado da região Nordeste neste ciclo de planejamento 2006-2015. As usinas eólicas consideradas a partir de 2008 (PROINFA) estão representadas na Tabela 6.4.

Tabela 6.3 - Plano de Geração de Referência - Região Nordeste

 

NORDESTE

Usina

Data de Início da Motorização

Potência Instalada Final (MW)

UTE Vale do Açu

abr/07

340

UTE Óleo combustível 1 UTE GN NE 1 UTE Óleo combustível 2 UTE GN NE 2 UTE Óleo combustível 2 UTE GN NE 3 UTE Biomassa NE

jan-09

300

jul-09

250

jan-10

300

jan-10

300

jan-11

300

jan-11

150

jan-11

500

PEDRA BRANCA CACHOEIRA CASTELHANO RIACHO SECO RIBEIRO GONÇALVES URUÇUÍ ESTREITO PARNAÍBA

jan-11

320

jun-11

93

jun-11

96

nov-11

240

mai-12

173

mai-12

164

jun-12

86

UTE GN NE 4 UTE GN NE 5

jan-14

500

jan-15

200

Tabela 6.4 - Usinas Eólicas consideradas (PROINFA)

SUBESTAÇÃO

MW

MW

PRODUTOR INDEPENDENTE (PI)

CENTRAL EÓLICA

230 kV

(PI)

(230 KV)

 

SOBRAL

28,8

229,2

Eletrowind S/A

Praia do Morgado

42

Eletrowind S/A

Volta do Rio

RUSSAS

31,5

181,03

ENACEL-Energias Alternativas do Ceará

Ltda.

Parque Eólico Enacel

10,5

Rosa dos Ventos

Canoa Quebrada

3,23

Rosa dos Ventos

Lagoa do Mato

28,8

Eletrowind S/A

Praias de Parajuru

50

Servtec Enegia Ltda

Bons Ventos

57

Ventos Energia e Tecnologia Ltda.

Canoa Quebrada

AÇÚ

51

151,8

New Eneegy Option Ltda

Alegria I

100,8

New Eneegy Option Ltda

Alegria II

NATAL

49,3

49,3

Enerbrasil

Rio do Fogo

TOTAL

611,33

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Evolução do Mercado Regional Os maiores centros de consumo da região Nordeste estão localizados em

Evolução do Mercado Regional

Os maiores centros de consumo da região Nordeste estão localizados em Salvador, Recife e Fortaleza. A Tabela 6.5 e os Gráficos 6.1 e 6.2 mostram a evolução do mercado de energia elétrica da região Nordeste.

do mercado de energia elétrica da região Nordeste. CEAL CELPE CEPISA COELBA COSERN ENERGIPE CHESF
do mercado de energia elétrica da região Nordeste. CEAL CELPE CEPISA COELBA COSERN ENERGIPE CHESF
CEAL CELPE CEPISA COELBA COSERN ENERGIPE CHESF COELCE SAELPA CELB
CEAL
CELPE
CEPISA
COELBA
COSERN
ENERGIPE
CHESF
COELCE
SAELPA
CELB

Gráfico 6.1 – Participação, por empresa, no mercado total da região

Tabela 6.5 - Evolução do Mercado – Nordeste

 

Evolução do Mercado - Região NORDESTE

Ano

Pesada

Média

Leve

 

MW

2006

8.993

9.064

6.758

2007

9.632

9.695

7.279

2008

10.128

10.149

7.624

2009

10.355

10.347

7.700

2010

10.759

10.732

7.957

2011

11.239

11.187

8.298

2012

11.684

11.606

8.602

2013

12.167

12.065

8.941

2014

12.555

12.427

9.185

2015

12.938

12.783

9.421

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

25

Gráfico 6.2 - Evolução do Mercado da região Nordeste– ciclo 2006/2015 14000 Evolução do Mercado
Gráfico 6.2 - Evolução do Mercado da região Nordeste– ciclo 2006/2015 14000 Evolução do Mercado
Gráfico 6.2 - Evolução do Mercado da região Nordeste– ciclo 2006/2015
14000
Evolução do Mercado ciclo 2006/2015
Nordeste
12000
10000
8000
6000
4000
Pesada
Média
Leve
2000
MW
0
2006
2007
2008
2009
2020
2011
2012
2013
2014
2015

O Gráfico 6.3 mostra uma comparação dos dados de mercado coletados e consolidados pela EPE, em setembro de 2005, com aqueles fornecidos pelas empresas por ocasião do inicio dos estudos do Plano Decenal da Expansão da Transmissão, em agosto de 2005. Observa-se que as diferenças registradas se encontram na faixa de 3% a 4% quando a comparação é realizada pelo parâmetro de demanda máxima, ou seja, carga integralizada no período de 1 hora.

Gráfico 6.3 – Comparação mercado EPE e mercado Empresas

Submercado NE - Demanda Máxima (MW) - 2006 - 2015 16000 14000 12000 10000 8000
Submercado NE - Demanda Máxima (MW) - 2006 - 2015
16000
14000
12000
10000
8000
6000
4000
2000
MW
0
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Empresas
9672
10392
10888
11292
11667
12159
12595
13102
13518
13909
EPE
9250
9776
10269
10739
11244
11750
12278
12819
13483
14127

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

26

6.1 ESTADO DO PIAUÍ 6.1.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de

6.1

ESTADO DO PIAUÍ

6.1.1

Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão

Rede Básica

Sistema Elétrico

O sistema de transmissão que atende ao Estado do Piauí é suprido a partir das

subestações 500/230 kV de Teresina II, Boa Esperança e São João do Piauí, alimentadas

na tensão de 500 kV através das linhas de transmissão Presidente Dutra-Teresina II C1 e

C2, Teresina II - Sobral III - Fortaleza II e Presidente Dutra - Boa Esperança - São João

do Piauí - Sobradinho e conectadas ao sistema de 230 kV, através dos autotransformadores dessas subestações, além de um elo em 230 kV existente entre as subestações de Teresina II e Teresina.

O atendimento à capital Teresina é realizado através de duas linhas de transmissão, em

230 kV, provenientes da subestação de Boa Esperança. Da subestação de Teresina parte uma linha, também em 230 kV, que supre a região de Piripiri, ao norte do Estado, interligando-se com a subestação de Sobral, localizada no Estado do Ceará.

Da subestação de São João do Piauí partem duas linhas de 230 kV que atendem, respectivamente, à região dos baixios agrícolas piauienses, através da SE Picos 230/69 kV, e ao Vale do Gurguéia, localizado ao sul do estado, através da SE 230/69kV Eliseu Martins , que está prevista para operar em 230 kV em dezembro de 2005.

A integração dessa malha de transmissão da Rede Básica, com o sistema de distribuição

da CEPISA que atende ao Estado do Piauí, é feita atualmente através das subestações

de Boa Esperança (230/69/13,8kV), Teresina (230/69/13,8kV), Picos (230/69kV), São João do Piauí (230/69kV), Eliseu Martins (230/69kV) e Piripiri (230/138/69/13,8kV).

Análise do Sistema de Transmissão

Análise em Regime Normal

A Rede Básica apresenta desempenho satisfatório considerando os investimentos

propostos no horizonte decenal. Estão previstas, neste horizonte, duas novas interligações da região Nordeste com a região Norte, viabilizadas com a implantação das

LT 500kV Colinas-Ribeiro Gonçalves - São João do Piauí-Sobradinho (942km) e Estreito-

Ribeiro Gonçalves - São João do Piauí - Milagres (1063km), previstas para 2007 e 2012, respectivamente.

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

27

• Análise de Contingências A Rede Básica apresenta desempenho satisfatório em termos de perfil de

Análise de Contingências

A Rede Básica apresenta desempenho satisfatório em termos de perfil de tensão,

considerando os investimentos propostos no horizonte decenal.

Em 2007, é necessário integrar à Rede Básica a LT 230 kV Picos-Tauá, com 180km de extensão, visando possibilitar o atendimento às subestações de Picos e Tauá (CE), em condições de contingência.

Rede Básica de Fronteira

Em 2006 é necessária a ampliação da capacidade de transformação instalada nas seguintes subestações: Picos 230/69 kV (3º transformador de 50 MVA), Piripiri 230/138

kV (2º transformador de 55 MVA), Teresina 230/69 kV (4º transformador de 100 MVA).

No horizonte decenal, destaca-se a necessidade da ampliação da capacidade de transformação instalada nas subestações de Piripiri 230/69 kV (3º transformador de 50 MVA em 2011), Picos 230/69 kV (substituição de um transformador de 33MVA pelo 2º transformador de 50 MVA em 2013), Piripiri 230/138 kV (3º transformador de 55 MVA em 2008), Eliseu Martins 230/69 kV (3º transformador de 50 MVA em 2014) e São João do Piauí 230/69 kV (3º transformador de 50 MVA em 2015).

Além disso, ressalta-se que, de acordo com a atual previsão de crescimento da carga, ocorrerá em 2011 o esgotamento da capacidade instalada nas SEs Teresina e Boa Esperança, devendo-se efetuar estudos para determinar a viabilidade da substituição dos transformadores instalados nessas subestações, por outros de maior capacidade, ou da implantação de novos terminais 230/69 kV.

6.1.2 Rede de Distribuição

Área de atuação da CEPISA

O Estado do Piauí possui uma área de 252,4 mil km², com uma população de 2.980.071

habitantes, atendidas pela Companhia Energética do Estado do Piauí - CEPISA, empresa

responsável pelo fornecimento de energia elétrica ao mercado consumidor do Estado, garantindo energia a 716.352 consumidores, distribuídos nos 223 municípios.

Sistema Elétrico

O suprimento de energia elétrica ao Estado do Piauí é feito através do sistema Interligado Norte/Nordeste a partir das subestações 500/230 KV de Boa Esperança, São João do Piauí e Teresina II.

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28

O sistema de distribuição apresenta características puramente radiais, envolvendo grandes distâncias, constituído

O sistema de distribuição apresenta características puramente radiais, envolvendo

grandes distâncias, constituído atualmente de 4.375 km de linhas, operando nas tensões

de 138 kV, 69 e 34,5kV.

A região norte do Piauí é atendida a partir da subestação de Piripiri 230/138/69 kV de

onde partem dois circuitos radiais, sendo um em 138kV para o litoral (Parnaíba) e outro em 69 kV para o Centro.

O suprimento à cidade de Teresina e centro Norte são feitos pela SE Teresina I, 230/69

kV, de onde saem nove circuitos radiais em 69 kV para cobrir toda área.

A região sudeste é atendida pela SE Picos de onde saem três circuitos radiais.

As

regiões sul e sudoeste são supridas pelas subestações de Boa Esperança e São João

do

Piauí de onde partem linhas longas que acarretam em perdas elevadas e baixo nível

de

tensão.

Mercado Previsto

A previsão de cargas para o ciclo de estudos 2006/2015 pode ser observada no Gráfico

6.1.1 onde, em média, o mercado apresenta um crescimento da ordem de 5,6 % ao ano

ao longo de todo o período.

Gráfico 6.1.1 - Evolução do Mercado da CEPISA – ciclo 2006/2015

Evolução da Carga - ciclo 2006-2015 Sistema da CEPISA

850 750 650 550 450 350 250 150 50 2006 2007 2008 2009 2010 2011
850
750
650
550
450
350
250
150
50
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Pesada
(M W)
474
506
536
568
604
638
673
707
743
778
M édia
(M W)
403
430
456
483
514
542
572
600
630
659
(M W)
Leve
266
283
300
318
337
355
374
393
413
432
MW

Análise de Desempenho

No ano de 2005 o sistema elétrico não operou em condições satisfatórias em regime

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normal. Apresentou vários pontos críticos que não atenderam aos critérios de fornecimento de energia elétrica

normal. Apresentou vários pontos críticos que não atenderam aos critérios de fornecimento de energia elétrica estabelecidos pela legislação vigente, em decorrências da fragilidade do sistema de distribuição.

Destacam-se como os eixos mais problemáticos os de Bertolínia e novo Oriente (regional Boa Esperança), Eliseu Martins (regional São João), Campo Maior (regional Teresina) e Esperantina (regional Piripiri)

O triênio 2006 –2008 foi considerado como o mais crítico em função da quantidade de obras de reforço necessárias para que o sistema opere em condições satisfatórias.

Destaca-se em 2006 a construção e entrada em operação das seguintes obras:

LT 69 kV Eliseu Martins – Bom Jesus; LT 69 kV Eliseu Martins - Bertolínia (recondutoramento); LT 69 kV Bertolínia - Uruçuí II; LT 69 kV Canto do Buriti - São João do Piauí; SE Canto do Buriti 69/34,5 kV; SE Buriti Grande 69/13,8 kV; SE Itaueira 34,5/13,8 kV; SE Uruçui II 69/34,5 kV.

As obras que serão energizadas em 2006 permitirão transferir para o regional Eliseu Martins cerca de 25 MW, oriundos dos regionais Boa Esperança e São João do Piauí. Do regional Boa Esperança serão remanejadas as cargas de Canto do Buriti (6 MW), para o regional São João do Piauí.

A entrada em operação da SE Buriti Grande (2006) na Regional Picos tem a finalidade de

reduzir as perdas ativas na rede de 13,8 kV e de melhorar o nível de tensão na região.

Observa-se, ainda, em 2007/2008, a necessidade de implantação do nível de tensão de 69 kV em várias regiões do Estado que são atendidas, precariamente, em 34,5 kV.

Na Região Norte estão previstas as seguintes linhas de transmissão em 69 kV: Piripiri - Campo Maior, Campo Maior - Castelo e Campo Maior - Barras e as subestações 69/34,5 kV associadas. Estas obras permitirão a transferência das cargas do tramo de Campo Maior (16 MW) do regional Teresina para o Regional Piripiri.

Ainda nesse período constata-se a necessidade de construção do segundo circuito em

138 kV de Piripiri para Tabuleiros, eixo com perdas ativas elevadas, assim como também

a construção da subestação de Buriti dos Lopes 69/13,8 kV (2006).

Verifica-se a necessidade de construção da LT 69 kV Tabuleiros – Luzilândia, para transferir parte das cargas do tramo de 69 kV de Esperantina para o eixo de 138 kV de Tabuleiros.

Na Região Sul está prevista a construção da LT 69 kV Gilbués - Corrente e de uma subestação em 69/34,5 kV, em Corrente. Outro ponto importante é a construção das

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30

subestações de Cristino Castro 69/13,8 kV e São Francisco (Cerrados) 69/13,8 kV, com suas respectivas

subestações de Cristino Castro 69/13,8 kV e São Francisco (Cerrados) 69/13,8 kV, com suas respectivas linhas em 69 kV e da subestação Ribeiro Gonçalves em 69 /34,5 kV, obras de grande valor para as regiões produtivas dos Cerrados e Vale do Gurguéia.

Verifica-se a necessidade de implantar nível de tensão em 138 kV em Bom Jesus e Ribeiro Gonçalves em 2008

Na região Centro visualiza-se a necessidade de construção de uma subestação em Teresina (2007) para desafogar o sistema de distribuição de 13,8 kV e eliminar sobrecarga na subestação Marquês. Detecta-se a necessidade de reforçar o eixo de Nazária – São Pedro, com a construção do segundo circuito e de uma subestação em Amarante 69/13, 8 kV com suas respectivas linhas.

Para o período 2009 - 2015, observa-se que a necessidade de reforço no sistema ainda é grande para atender a expansão do mercado e manter o sistema operando em condições satisfatórias. As obras de grande destaque são:

Implantação do nível de tensão 69 kV em Curimatá, Santa Filomena e Antonio Almeida. Estas áreas são atendidas em 34,5 kV, com perdas ativas elevadas;

Construção da subestação Parnaíba II 69/13,8 kV, para atender o município de Luiz Correia (Litoral), eliminando sobrecarga nos alimentadores;

Construção de mais quatro subestações na área da grande Teresina em 69/13,8 kV, visando eliminar sobrecarga nos alimentadores das subestações em operação;

Construção da LT 69 kV Buriti Grande – Valença, em razão do atendimento ser em 34,5 kV, com capacidade esgotada. Esta obra permite transferir cargas da SE Valença para o regional Picos, aliviando o eixo de Novo Oriente na regional Boa Esperança.

Ressalta-se que nem todas as obras foram comentadas, mas que o programa de obras, apresentado no documento “Relatório de Estimativa de Custos da Expansão da Transmissão – ciclo 2006/2015”, emitido pela EPE, detalha todas de acordo com suas necessidades de implantação.

Até o momento não foi instalado o segundo transformador 55 MVA 230/138 kV em Piripiri (Transformador de Fronteira),e a perda do único transformador implica em corte de carga (30 MW). Verifica-se, ainda, que no caso da perda da única linha de Piripiri - Tabuleiro, o atendimento poderá ser feito pelo sistema de 69 kV de Piracuruca, mas limitado em 10 MW com tensões fora da faixa recomendada.

No caso de perda de um dos transformadores da SE Picos (Rede Básica), só poderá haver transferências de cargas entre os regionais Picos e Boa Esperança de 6 MW, em qualquer condição, limitada pela linha Buriti Grande – Oeiras. Problemas que serão solucionados com os reforços propostos.

Em condições de emergência na LT Eliseu Martins - Bertolínia só poderá haver transferência de 10 MW para a regional Boa Esperança, limitado pela LT 69 kV Boa Esperança - Bertolínia, constatando-se baixos níveis de tensão na área.

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Visualiza-se que na condição de emergência da LT Eliseu Martins - Bom Jesus (linha nova),

Visualiza-se que na condição de emergência da LT Eliseu Martins - Bom Jesus (linha nova), o suprimento poderá ser feito pela linha remanescente, mas com corte de carga (8 MW), operando com tensões baixas em todo trecho.

Recomendações

Recomenda-se:

Um estudo conjunto EPE / Empresas para o suprimento à região sul dos estados do Piauí e Maranhão, áreas com grande potencial agrícola e que dependem de infra-estrutura elétrica para atender às necessidades de produção.

A

construção de uma nova linha de Piripiri para Campo Maior com o objetivo de

transferir as cargas alimentadas a partir da subestação Campo Maior para o

regional Piripiri, em razão do esgotamento da capacidade de transmissão da LT

69

kV Teresina - Altos - Campo Maior.

A construção da SE Poty na área de Teresina, ainda em 2007, para aliviar o carregamento dos alimentadores da subestação Marquês, permitindo melhor flexibilidade operacional pela distribuição.

A instalação de capacitores na subestação Tabuleiros 13,8 kV, na SE Parnaíba

69 kV e Camurupim 13,8 kV, devido a deficiência de suporte de potência reativa

no eixo de Tabuleiros e Parnaíba.

A realização de estudos para instalar capacitores nos alimentadores das subestações de Teresina, Campo Maior, Floriano, Parnaíba, Picos e outros em razão do baixo fator de potência apresentado.

A realizar estudos no âmbito do planejamento, para suprimento ao Vale do Gurguéia, com a implantação do nível 138 kV em Eliseu Martins, visando atender

o crescimento do mercado na região.

Programa de Obras

As obras mais importantes para o ciclo 2006/2015 são descritas nas Tabelas 6.1.1 e

6.1.2:

Tabela 6.1.1 – Principais linhas de transmissão previstas – ciclo 2006/2015

Origem

Destino

Tensão - kV

Data Prevista

Bertolinia

Uruçui

69

2006

Eliseu Martins

Bertolinia

69

2006

Eliseu Martins

Bom Jesus

69

2006

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

32

Origem Destino Tensão - kV Data Prevista São João do Piauí Canto do Buriti 69

Origem

Destino

Tensão - kV

Data Prevista

São João do Piauí

Canto do Buriti

69

2006

Eliseu Martins

Bom Jesus

138

2009

Nazária

São Pedro

69

2008

Piripiri

Campo Maior

69

2007

Piripiri-C2

Tabuleiro-C2

138

2008

Teresina

Parque Industrial

69

2009

Tabela 6.1.2 – Principais subestações previstas – ciclo 2006/2015

Subestação

Tensão

Data Prevista

Buriti Grande

69/13,8 kV

2006

Buriti dos Lopes

69/13,8 kV

2006

Bom Jesus

138/69 kV

2009

Cristino Castro

69/13,8 kV

2008

Corrente

69/34,5

2008

Curimatá

69/34,5

2008

Poty

69/13,8

2007

Renascença

69/13,8

2008

Parque Industrial

69/13,8

2009

Parnaíba II

69/13,8

2007

Uruçuí II

69/34,5

2007

Ribeiro Gonçalves

69/13,8

2008

Uruçuí

138/69

2010

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6.2 ESTADO DO CEARÁ 6.2.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de

6.2

ESTADO DO CEARÁ

6.2.1

Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão

Rede Básica

Sistema Elétrico

O Estado do Ceará é suprido por dois troncos de 500 kV, sendo um oriundo de Presidente

Dutra (LT 500 kV Pres. Dutra-Teresina II C1 e C2 e Teresina II - Sobral III - Fortaleza II C1) e o outro oriundo da SE Luiz Gonzaga (LT 500kV Luiz Gonzaga – Milagres - Quixadá- Fortaleza II), além de um tronco de transmissão, em 230kV, composto por três circuitos entre Paulo Afonso e Fortaleza (via Bom Nome – PE, Milagres, Icó e Banabuiú). Encontra-se em execução um segundo circuito de 500 kV entre Teresina II e Fortaleza II, seccionando na SE Sobral II.

Da subestação Fortaleza parte um circuito duplo em 230 kV, com 7 km de extensão, até a SE Delmiro Gouveia. Atualmente um desses circuitos está conectado a LT 230 kV Banabuiú – Fortaleza, formando a LT Banabuiú – Delmiro Gouveia. Esta configuração será alterada para a conexão da subestação Delmiro Gouveia à subestação Fortaleza II.

Entre as subestações Fortaleza e Cauípe, onde estão conectadas as UTE Termoceará e UTE Fortaleza, existem três circuitos de 230 kV. Da SE Cauípe segue uma linha de transmissão, também em 230 kV até a SE Sobral II, e desta interligando-se com a SE Piripiri, a 166 km, localizada no Estado do Piauí.

O atendimento à subestação de Icó é feito pela derivação de uma das linhas em 230 kV,

existentes entre as subestações de Milagres e Banabuiú, aproximadamente a 123 km da SE Milagres.

A interligação com o Estado do Rio Grande do Norte é feita pelas linhas de transmissão

Banabuiú – Russas – Mossoró e Banabuiú – Mossoró C1, ambas em 230 KV, enquanto a linha de transmissão 230kV Milagres - Coremas C1 é responsável pela interligação do Estado do Ceará com a Paraíba.

Além disso, o Estado conta ainda com as subestações de 500/230 kV de Fortaleza II (1200 MVA), Sobral III (600MVA) e Milagres (600 MVA), além das linhas de transmissão 230kV Fortaleza I I- Cauípe C1 e C2, Fortaleza II - Pici C1 e C2 e Sobral III - Sobral II C1 e C2.

Da subestação de Fortaleza, parte uma linha de transmissão, também em 230 kV, até a subestação de Piripiri, no Estado do Piauí, passando pela subestação de Sobral e com um seccionamento ao longo de sua rota para atender à subestação de Cauípe, responsável pelo suprimento de energia elétrica às cargas do complexo industrial e portuário de Pecém.

A integração dessa malha de transmissão com os sistemas de subtransmissão e distribuição da COELCE que atendem ao Estado do Ceará é feita através das subestações 230/69 kV de Milagres, Icó, Banabuiú, Russas, Fortaleza , Delmiro Gouveia, Cauípe, Pici e Sobral.

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34

Análise do Sistema de Transmissão • Análise em Regime Normal Em 2006 deverá ser comissionada

Análise do Sistema de Transmissão

Análise em Regime Normal

Em 2006 deverá ser comissionada a LT 500 kV Teresina II - Sobral III - Fortaleza II C2, com 544 km de extensão, necessária para aumentar o intercâmbio do Norte para o Nordeste após a entrada em operação das usinas do Médio Tocantins. Ainda em 2006 deverá ser implantada a LT 230 kV Milagres - Tauá, com 220km de extensão, destinada a alimentar a futura subestação de Tauá.

No horizonte analisado, está prevista ainda a ampliação da capacidade de transformação

da subestação 500/230 kV Fortaleza II (3º autotransformador de 600 MVA em 2006).

Nesta mesma data, deverá ser complementado o seccionamento da LT 230kV Milagres - Banabuiú (04M3) na subestação de Icó.

A Rede Básica apresenta desempenho satisfatório, considerando os investimentos

previstos no horizonte decenal. Convém destacar a integração das fazendas eólicas do

PROINFA, previstas para se integrarem à Rede Básica neste horizonte.

Análise de Contingências

A Rede Básica apresenta desempenho satisfatório em termos de perfil de tensão e

carregamento das linhas e transformadores 500/230kV, considerando os investimentos

previstos no horizonte decenal.

Rede Básica de Fronteira

Em 2006 está prevista a implantação de um ponto de suprimento 230/69 kV com um

transformador de 100MVA na cidade de Tauá, situada na região centro-oeste do estado

do Ceará, atualmente alimentada de forma precária, a partir das subestações de Sobral e

Banabuiú.

Além disso, também em 2006 deverá ser ampliada a capacidade de transformação das subestações 230/69 kV de Banabuiú (3º transformador de 50 MVA), Cauípe (2º transformador de 100 MVA), Icó (2º transformador de 100 MVA), Pici (3º transformador de 100 MVA) e Russas (substituição de 2 transformadores de 16,7 MVA pelo 2° transformador de 100 MVA).

Destaca-se, ainda, a necessidade de ampliação, no horizonte decenal, da capacidade de transformação instalada nas subestações de Milagres 230/69 kV (3º transformador de 100 MVA em 2009) Pici 230/69 kV (4º transformador de 100 MVA em 2009), Tauá (2º

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

35

transformador de 100MVA em 2009), Sobral II 230/69 kV (4º transformador de 100 MVA em

transformador de 100MVA em 2009), Sobral II 230/69 kV (4º transformador de 100 MVA em 2011), Banabuiú 230/69 kV (substituição de dois transformadores de 33 MVA pelo 2°

e 3° transformadores de 50 MVA em 2012 e 2014, respectivamente), Russas (3º

transformador de 100 MVA em 2013), Icó 230/69 kV (3º transformador de 100 MVA em 2014) e Cauípe 230/69 kV (3º transformador de 100 MVA em 2015).

Ressalta-se que, de acordo com a atual previsão de crescimento da carga, ocorrerá em 2007 o esgotamento da capacidade instalada nas subestações da Região Metropolitana

de Fortaleza (Delmiro Gouveia e Fortaleza), devendo-se efetuar estudos para determinar

a viabilidade da substituição dos transformadores instalados nessas subestações, por

outros de maior capacidade, ou da implantação de um novo terminal 230/69 kV na região.

6.2.2 Rede de Distribuição

Área de atuação da COELCE

A COELCE é a distribuidora de energia elétrica que detém a concessão para o Estado do

Ceará, atuando em 184 municípios em uma área de 148.825 km² e uma população de mais de sete milhões de habitantes. Com sede em Fortaleza e presença em todos os municípios do Estado, a Companhia opera mais de 80 mil km em linhas de energia. É a terceira maior distribuidora do Nordeste em volume de energia vendida (6.141 GWh em 2004), atendendo a mais de 2,3 milhões de clientes, sendo 1,9 milhão do mercado composto por clientes residenciais, dos quais 1,2 milhão são considerados clientes de baixa renda.

Empresa

Área de Concessão (km 2 )

Municípios Atendidos

População (mil)

COELCE

148.825

184

7.430

Sistema Elétrico

O Estado do Ceará, é atendido através de linhas de transmissão da Rede Básica em 500

kV e 230 kV que partem das usinas hidroelétricas de Luiz Gonzaga e do Complexo de Paulo Afonso, além da interligação com a Região Norte, através das LTs 500 kV Presidente Dutra – Teresina II C1 e C2 e Teresina II – Sobral III – Fortaleza II.

A integração dessa malha de transmissão da Rede Básica com o sistema de distribuição

de energia no Estado do Ceará é realizada pela COELCE, a partir das subestações 230/69 kV, instalações da CHESF: Fortaleza, Delmiro Gouveia e Pici II (que atendem ao Município de Fortaleza e sua Região metropolitana), Cauípe, Milagres, Icó II, Banabuiú, Russas II e Sobral II.

A partir das subestações 230/69 kV, têm origem as linhas que abastecem as subestações

de distribuição da COELCE e consumidores classe A-3 (classe de tensão 72,5kV).

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

36

O subsistema elétrico suprido através de cada uma destas subestações define uma Região Elétrica de

O subsistema elétrico suprido através de cada uma destas subestações define uma Região Elétrica de Operação, também denominada de Sistema Regional de Operação, com as seguintes subestações de distribuição:

Regional Banabuiú - Localizado na região central do Estado, atende às seguintes subestações: Barra do Figueiredo, Boa Viagem, Juatama, Morada Nova, Mombaça, Quixadá, Quixeramobim, Senador Pompeu e Tauá. Também é atendido o consumidor A3: Castanhão;

Regional Cauípe – Localizado na região norte do Estado, atende às seguintes subestações: Apuiarés, Canindé, Caucaia, Inhuporanga, Paraipaba, Pecém, São Luis do Curú, Umarituba e Umirim. Também é atendido o consumidor A3: Porto do Pecém;

Regional Delmiro Gouveia - Localizado em Fortaleza, atende às seguintes subestações: Água Fria, Aldeota I, Aldeota II, Dias Macêdo, Maguary, Papicu e Tauape. Também são atendidos os consumidores A3: Petrobrás, Moinho Fortaleza e Moinho Dias Branco;

Regional Fortaleza - Localizado em Fortaleza, atende às seguintes subestações:

Acarape, Aquiraz, Baturité, Beberibe, Coluna, Cascavel, Distrito Industrial I, Distrito Industrial II, Jabuti, Guaramiranga, Maranguape, Messejana, Mondubim, Pacajús e Parangaba. Também são atendidos os consumidores A3: Bermas, Cagece, Campo Belo, Cotece, Durametal, Elizabeth, Esmaltec, Fábrica Fortaleza, Fitesa, Gerdau, Metalic, Pacajús Têxtil, Santana Têxtil, Têxtil Bezerra de Menezes I, Têxtil Bezerra de Menezes II, Têxtil União e Vicunha I;

Regional Icó – Localizado na região central do Estado, atende às seguintes subestações: Acopiara, Cedro, Curupati, Icó, Iguatú, Jaguaribe, Orós e Várzea Alegre;

Regional Milagres - Localizado na região sul do Estado, atende às seguintes subestações: Antonina do Norte, Araripe, Barbalha, Balanço, Brejo Santo, Campos Sales, Crato, Juazeiro do Norte, Lavras da Mangabeira, Mauriti e Nova Olinda. Também é atendido o consumidor A3 IBACIP;

Regional Pici - Localizado em Fortaleza, atende às seguintes subestações: Barra do Ceará, Bom Sucesso, Jurema, Pici e Presidente Kennedy. Também são atendidos os consumidores A3: Têxtil Baquit e Vicunha IV;

Regional Russas - Localizado na região nordeste do Estado, atende às seguintes subestações: Aracati, Icapuí, Jaguaruana, Limoeiro do Norte, Russas I, Tabuleiro de Russas (distribuição) e Tomé. Subestações Compartilhadas: Apodi e Itaiçaba. Também são atendidos os consumidores A3: Fazenda Belém (Petrobrás) e Tabuleiro de Russas (elevação);

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

37

• Regional Sobral - Localizado na região sudoeste do Estado, atende às seguintes subestações: Acaraú,

Regional Sobral - Localizado na região sudoeste do Estado, atende às seguintes subestações: Acaraú, Amontada, Araras, Baixo Acaraú (distribuição), Camocim, Caracará, Cariré, Coreaú, Crateús, Granja, Ibiapina, Inhuçu, Itapajé, Itapipoca, Marco, Massapê, Nova Russas, Sobral I, Tianguá e Viçosa do Ceará. Também são atendidos os consumidores A3: Baixo Acaraú (elevação), Pedreira e Grendene.

Está prevista, para 2006, a operação de um novo ponto de suprimento para atender a região Centro-Oeste do Ceará, localizado na cidade de Tauá, constituído por uma subestação 230/69 kV, 100 MVA, suprida por uma linha de 230 kV com origem na SE Milagres.

Mercado Previsto

A previsão de cargas para o ciclo de estudos 2006/2015 encontra-se na Gráfico 6.2.1, para as condições de cargas pesada, média e leve, apresentando um crescimento médio

de 5,1% ao ano, ao longo de todo período.

2500 Evolução da Carga - COELCE - ciclo 2006-2015 2000 1500 MW 1000 500 0
2500
Evolução da Carga - COELCE -
ciclo 2006-2015
2000
1500
MW
1000
500
0
2006
2007
2008
2009
2020
2011
2012
2013
2014
2015
Pesada (MW)
1270
1347
1425
1512
1596
1676
1761
1846
1933
2022
Média (MW)
1249
1324
1399
1477
1558
1636
1718
1800
1884
1970
Leve (MW)
727
770
812
863
909
954
1000
1048
1096
1145

Gráfico 6.2.1 - Evolução do Mercado da COELCE – ciclo 2006/2015

Análise de Desempenho

O sistema elétrico de distribuição em alta tensão da COELCE, considerando o

comissionamento das obras planejadas nas datas indicadas nesse Programa de Obras,

de

um modo geral, apresenta desempenho satisfatório em condição normal de operação

em

todo o período estudado.

Visando solucionar sérios problemas de atendimento às cargas da região Centro-Oeste

do Estado do Ceará, tanto de regulação de tensão como de confiabilidade, está prevista

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

38

para 2006 a entrada em operação de mais um ponto de suprimento 230-69 kV, na

para 2006 a entrada em operação de mais um ponto de suprimento 230-69 kV, na cidade de Tauá (100MVA). Este novo ponto de suprimento será atendido através de uma linha em 230kV, com cerca de 220km, com origem na Subestação de Milagres (CHESF).

A COELCE até o ano de 2015 construirá 20 novas subestações de 69/13,8 kV com cerca

de 248 MVA de potência instalada e 1.624 km de novas linhas na tensão de 69 kV visando atender melhor a distribuição e dar maior confiabilidade ao sistema.

As obras indicadas para o decênio 2006-2015 foram planejadas considerando o atendimento em condição normal de operação e durante situações de contingências, com

o objetivo de dotar o sistema de subtransmissão da COELCE de confiabilidade adequada aos padrões de qualidade requeridos.

Recomendações

Recomenda-se a realização de um estudo para avaliar o atendimento à Região Metropolitana de Fortaleza, devido o esgotamento das subestações da supridora que atendem a essa área.

Programa de Obras

As obras mais importantes planejadas para o ciclo 2006/2015 são descritas nas Tabelas 6.2.1 e 6.2.2 abaixo:

Tabela 6.2.1 – Principais linhas de transmissão previstas – ciclo 2006/2015

Origem

Destino

Tensão - kV

Data Prevista

Senador Pompeu

Pedra Branca

69

2006

DRV Umarituba

S. L. Curú

69

2006

Tauá -

Antonina do Norte (1a. Etapa)

69

2006

BNB - SNP

Solonópoles

69

2007

Jaguaribe

Iracema

69

2007

Cariré

Ibiapina

69

2007

Tauá

Antonina do Norte (2a. Etapa)

69

2007

Milagres

Crato

69

2008

Russas

Boqueirão do Cesário

69

2008

Araras

Santa Quitéria

69

2008

Araras

Ipú

69

2008

Sobral

Caracará C2

69

2008

Tauá

Altamira C2

69

2008

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

39

Origem Destino Tensão - kV Data Prevista Juatama Quixeramobim C2 69 2009 Aldeota José de

Origem

Destino

Tensão - kV

Data Prevista

Juatama

Quixeramobim C2

69

2009

Aldeota

José de Alencar

69

2009

Pacajús

Ocara

69

2009

Icó (Chesf)

Icó (Coelce)

69

2009

Icó

Iguatú C2

69

2009

PSK

José de Alentar

69

2009

Juatama

Quixadá C2

69

2010

Canindé

Inhuporanga

69

2010

Água Fria

Porto das Dunas

69

2010

Delmiro Gouveia

Papicu

69

2010

Antonina do Norte

Campo Sales

69

2010

Tauá

Catarina

69

2010

Juazeiro do Norte

Barbalha C2

69

2011

Altamira

Crateús C2

69

2011

Aracati

Beberibe

69

2011

Pici

Presidente Kennedy C4

69

2012

Inhuçu

Ipú

69

2012

Macaoca

Boa Viagem

69

2012

Ocara

Boqueirão do Cesário

69

2012

Aquiraz

Porto das Dunas

69

2012

Boa Viagem

Pedra Branca

69

2013

Monsenhor Tabosa

Santa Quitéria

69

2013

Itapipoca

Amontada

69

2013

Jaguaribe

Solonópole

69

2013

Acopiara

Mombaça

69

2014

Jijoca de Jericoacoara

Camocim

69

2014

Itapipoca

Trairi

69

2014

Juazeiro do Norte

Várzea Alegre

69

2014

Jaguaruana

Icapuí

69

2015

Itapajé

Apuiarés

69

2015

Antonina do Norte

Jucás

69

2015

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

40

Tabela 6.2.2 – Principais subestações previstas – ciclo 2006/2015 Subestação Tensão Data Prevista

Tabela 6.2.2 – Principais subestações previstas – ciclo 2006/2015

Subestação

Tensão

Data Prevista

Varjota

69/13,8

2006

Solonópole

69/13,8

2007

Monsenhor Tabosa

69/13,8

2007

Bom Jardim

69/13,8

2007

Altamira

69/13,8

2007

Macaóca

69/13,8

2008

Trairi

69/13,8

2008

Caucaia

69/13,8

2008

Santa Quitéria

69/13,8

2008

Pedra Branca

69/13,8

2009

Jucás

69/13,8

2009

José de Alencar

69/13,8

2009

Parambú

69/13,8

2009

Porto das Dunas

69/13,8

2010

Ocara

69/13,8

2010

Iracema

69/13,8

2010

Ipú

69/13,8

2010

Boqueirão do Cesário

69/13,8

2011

Ararendá

69/13,8

2011

Jijoca de Jericoacoara

69/13,8

2011

Catarina

69/13,8

2015

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

41

6.3 ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE 6.3.1 Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e

6.3

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

6.3.1

Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e Demais Instalações de Transmissão

Rede Básica

Sistema Elétrico

O suprimento ao Estado do Rio Grande do Norte é realizado atualmente através de seis circuitos na tensão de 230 kV, sendo dois deles provenientes da subestação de Banabuiú (LT Banabuiú – Russas - Mossoró e Banabuiú - Mossoró C1), localizada no Estado do Ceará, e os demais, responsáveis pela principal interligação com o Estado da Paraíba (LT Campina Grande II - Natal C1, C2, C3, C4), sendo três expressos (dois com 188 km e um com 215 km de extensão) e um deles seccionado na SE Paraíso a 98 km da SE Natal II.

Além disso, cabe destacar a existência de uma interligação em 230 kV entre as subestações de Mossoró, Açu e Paraíso, além de um sistema de 138 kV entre as subestações de Açu e Campina Grande II (PB), passando pelas subestações de Currais Novos, Santana do Matos e Santa Cruz.

Análise do Sistema de Transmissão

Análise em Regime Normal

A Rede Básica apresenta desempenho satisfatório, considerando os investimentos previstos no horizonte decenal. Convém destacar a integração das fazendas eólicas do PROINFA, previstas para se integrarem à Rede Básica neste horizonte.

Está previsto para 2006 o seccionamento de mais um circuito da LT 230kV Campina Grande – Natal II na SE Paraíso, para permitir o escoamento integral da geração das centrais eólicas do PROINFA neste Estado, além da geração plena da UTE Termoaçú.

Análise de Contingências

No horizonte considerado, destaca-se a necessidade do comissionamento das LTs 230 kV Paraíso - Açu C2, com 127km de extensão, prevista para o ano 2006, além de Banabuiú - Mossoró C2, com 177km, que deverá entrar em operação em 2011, destinadas a melhorar significativamente as condições de atendimento ao Rio Grande do Norte, em condições de contingência, considerando o despacho das centrais eólicas do PROINFA.

Em 2006 deverá ser implantada a nova subestação 230/69kV Natal Sul, alimentada pelo seccionamento das linhas de transmissão 230kV Campina Grande II - Natal II C3 e C4.

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

42

Nessa mesma data, deverá ser seccionada a LT 230kV Campina Grande II - Natal II

Nessa mesma data, deverá ser seccionada a LT 230kV Campina Grande II - Natal II C2 na subestação de Paraíso, visando atender situações de contingências na região.

Rede Básica de Fronteira

Em 2006 deverá ser implantada a subestação 230/69 kV Natal Sul, com três unidades transformadoras de 100 MVA, em função do esgotamento da capacidade de transformação instalada na SE Natal II.

Destaca-se, ainda, a necessidade de ampliação da capacidade de transformação instalada nas subestações de Mossoró 230/69 kV (3º transformador de 100 MVA em 2007), Natal Sul 230/69 kV (4º transformador de 100 MVA em 2011), Açu 230/138 kV (Substituição do transformador de 55 MVA pelo 2º transformador de 100 MVA em 2011) e Açu 230/69 kV (substituição de um transformador de 39 MVA pelo 2º transformador de 50 MVA em 2014).

Além disso, de acordo com a atual previsão de crescimento da carga, ocorrerá em 2014 o esgotamento da capacidade instalada na Área Metropolitana de Natal (SEs Natal II e Natal Sul), devendo-se efetuar estudos para determinar a viabilidade da substituição dos transformadores instalados nessas subestações, por outros de maior capacidade, ou da implantação de um novo terminal 230/69 kV na região.

6.3.2 Rede de Distribuição

Área de atuação da COSERN

O Estado do Rio Grande do Norte possui uma área de 53 mil km², com uma população de 2.700.000 habitantes distribuídos em 177 municípios. O fornecimento de energia elétrica à população potiguar é feito pela COSERN – Companhia Energética do Rio Grande do Norte.

Sistema Elétrico

Atualmente, o fornecimento de energia elétrica ao sistema elétrico do Rio Grande do Norte é composto essencialmente por fontes hidráulicas oriundas de regiões distantes dos centros consumidores potiguares, tais como Paulo Afonso e Xingó.

Em termos de geração de energia elétrica, o Rio Grande do Norte dispõe atualmente de duas usinas à biomassa que utilizam como insumo o bagaço da cana, cujo montante de geração não ultrapassa 6,0 MW. Entretanto, o panorama do Estado como importador de energia será atenuado brevemente com a entrada em operação da Termoaçu e dos parques eólicos incentivados pelo PROINFA – Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de energia.

Cabe à CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) a transmissão da energia dos locais de geração até os pontos de suprimentos situados no Rio Grande do Norte.

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

43

Existe ainda um sistema em 138 kV derivado da subestação Campina Grande, passando pelas subestações

Existe ainda um sistema em 138 kV derivado da subestação Campina Grande, passando pelas subestações Santa Cruz II, Currais Novos II e Santana do Matos II, fechando anel com o terciário do transformador 230/138/69 kV da subestação Açu II. O sistema elétrico de subtransmissão da COSERN opera nas tensões de 69 e 138 kV e é constituído (configuração dezembro/2005) por: 1.809,06 km de linhas operando na tensão de 69 kV e 158,20 km em 138 kV; 49 subestações 69/13,8 kV, incluindo a subestação móvel de 10 MVA; 3 subestações de seccionamento em 69 kV e 1 barramento de 13,8 kV na subestação Santana do Matos, totalizando 53 subestações. Além dessas subestações existem outras 11 que são de consumidores industriais 69 kV. A potência instalada nas subestações da COSERN é de 720 (VN)/887,40 (VF) MVA (situação de dezembro/2005), para uma demanda máxima ocorrida em 2004 de 530,9 MW.

Atualmente, este sistema é dividido em 7 regionais, definidos em função dos pontos de suprimento da CHESF: Açu, Currais Novos, Icó, Mossoró, Natal, Santa Cruz e Santana do Matos, onde cada regional é composto pelas seguintes subestações:

Regional Açu: Açu I, Alto do Rodrigues (seccionadora 69kV), Estreito, Macau, Pendências, Potiporã (consumidor) e Ubarana (consumidor);

Regional Currais Novos: Acari, Caicó, Currais Novos Típica (CHESF), Jardim de Piranhas e Parelhas;

Regional Icó: Marcelino Vieira, Pau dos Ferros, São Miguel do Oeste;

Regional Mossoró: Almino Afonso, Apodi, Baraúna, Canto do Amaro (consumidor), Caraúbas, Dix-Sept Rosado, Grossos, Gangorra, Itapetinga (consumidor), Maísa, Mossoró III, Mossoró I, Riacho da Forquilha (consumidor) e Serra Vermelha;

Regional Natal: Boa Cica, Brejinho, Canguaretama, Ceará Mirim, Centro, Coats (consumidor), Cotene (consumidor), Dom Marcolino, Extremoz, Goianinha, Igapó, Jiqui, João Câmara, Lagoa Nova, Litoral Sul, Macaíba, Midway Mall (consumidor), Moinho Potiguar (consumidor), Natal I, Neópolis, Nova Cruz, Parnamirim, Pipa, Ribeira, São Bento do Norte, São José de Mipibu, Térmica Potiguar (barramento 69kV), Vicunha (consumidor), Zabelê;

Regional Santa Cruz: Santa Cruz Típica (CHESF), São Paulo do Potengi e Tangará;

Regional Santana do Matos: Santana do Matos Típica ( 1 CHESF), Jucurutu e São Miguel.

1 Na SE Santana do Matos I as saídas de 13,8 KV são da COSERN.

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

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A partir de dezembro de 2006, está previsto um novo ponto de suprimento para o

A partir de dezembro de 2006, está previsto um novo ponto de suprimento para o Estado do Rio Grande do Norte intitulado Natal Sul. Esse regional assumirá as seguintes subestações atendidas pelo regional Natal:

Regional Natal Sul: Brejinho, Canguaretama, Goianinha, Jiqui, Litoral Sul, Macaíba, Nova Cruz, Parnamirim, Pipa, São José de Mipibu e Térmica Potiguar (barramento 69kV).

Mercado Previsto

Na elaboração do Plano Decenal 2006-2015 foram utilizadas as projeções de mercado apresentadas no Gráfico
Na elaboração do Plano Decenal 2006-2015 foram utilizadas as projeções de mercado
apresentadas no Gráfico 6.3.1 onde, em média, o crescimento estimado é de 5% ao ano,
ao longo do período decenal.
Evolução da Carga - COSERN - ciclo 2006/2015
1200
1000
800
MW
600
400
200
0
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Pesada (MW)
629,8
663,1
698,9
733,4
771,2
810,1
851,0
894,0
939,4
987,0
Média (MW)
642,1
675,9
712,2
747,3
785,8
825,7
867,3
911,1
957,2
1005,7
Leve
(MW)
440,7
463,3
488,4
512,2
538,2
565,0
593,2
622,7
653,8
686,6

Gráfico 6.3.1 - Evolução do Mercado da COSERN – ciclo 2006/2015

Análise de Desempenho

Cumprido o cronograma de obras para o decênio 2006-2015, o comportamento do sistema de subtransmissão da COSERN, em condições normais de operação, ocorrerá de maneira satisfatória.

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

45

As obras propostas para o decênio 2006-2015 foram concebidas com o intento de dotar o

As obras propostas para o decênio 2006-2015 foram concebidas com o intento de dotar o sistema de subtransmissão da COSERN de confiabilidade adequada também em situações de contingência.

Recomendações

Recomenda-se o cumprimento integral do plano de obras elaborado para o período 2006-

2015.

Programa de Obras

As obras mais importantes para o ciclo 2006/2015 são descritas nas Tabelas 6.3.1 e 6.3.2, abaixo:

Tabela 6.3.1 – Principais linhas de transmissão previstas – ciclo 2006/2015

Origem

Destino

Tensão - kV

Data Prevista

Parnamirim

São José do Mipibu

69

2006

Mossoró III

Dix-sept Rosado

69

2008

Origem

Destino

Tensão - kV

Data Prevista

Tabela 6.3.2 – Principais subestações previstas – ciclo 2006/2015

Subestação

Tensão

Data Prevista

Lagoa Nova

69/13,8 kV

2006

Redinha

69/13,8 kV

2007

Belo Horizonte

69/13,8 kV

2009

Estudos do Plano Decenal da Expansão do Setor Elétrico - Subsistema Nordeste – ciclo 2006/2015

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