Decálogo do Colorista, definido pelo nome brasileiro de maior relevância na ciência das cores, Israel Pedrosa [do livro Universo

da Cor]: I - 0 artista que aspire dominar a ciência do colorido deve considerar, em primeiro lugar, o fato de que a luz solar - que tem por síntese as cores-luz primárias, vermelho, verde e azul - é refletida para os nossos olhos pelos corpos naturais cujas camadas exteriores s o formadas por cores de reflet!ncia que têm por síntese o vermelho, o amarelo e o azul" # mesma tríade de cores-pigmento de que se serve o pintor para reproduzir o universo visível" $ %nico meio de que disp&e o pintor para penetrar nesse complexo universo é o olhar" 'orna-se ent o evidente que ele precisará desenvolver ao máximo a capacidade perscrutadora do olhar" (ara tanto, terá que transformar a o)serva* o de tudo que o cerca em permanente exercício de aperfei*oamento da acuidade visual" II - 'er sempre em mente que o aprendizado da análise das imagens visuais come*a pela hierarquiza* o das partes das áreas mais escuras em rela* o +s das mais claras, tendo o preto e o )ranco como limites extremos, sem se esquecer de que esses limites tam)ém s o coloridos e de que entre eles encontram-se todas as possi)ilidades cromáticas dos cinzas coloridos" III - ,onsiderar que a expressividade da imagem visual está relacionada ao conflito dos graus de luzes e som)ras que se esta)elece no conjunto da área em análise, desco)rindo nele o conflito da complementaridade, que s- encontra equilí)rio com uma justa interven* o dos tons rompidos" I. - / o se esquecer de que, desde a primeira pincelada, o colorir deve ser um ato de reflex o sensível, procurando relacionar as cores mais claras, aquelas em que predominam os amarelos, com as áreas mais luminosa0 do quadro" . - Inversamente, )uscar o relacionamento das cores mais escuras da paleta, aquelas em que predominam o azul, com as áreas som)rias" 1sse exercício possi)ilitará ao pintor relacionar os índices da escala de tons 2de cores3 com os da escala de valores 2de luminosidade3" $ domínio desse fen4meno poderá levar o pintor a inverter os termos da quest o, tornando as luzes frias e as som)ras quentes, sem perder harmonia" .I - /esse nível de desenvolvimento sensível, já será possível ao pintor determinar a cor dominante de uma imagem, sua cor t4nica e as cores de passagem" (ode-se dizer que tal nível de aperfei*oamento sensível corresponde + conclus o da forma* o artesanal do colorista" 0 artesanato surge ent o como primeiro estágio da forma* o artística do pintor" .II - $ artesanato é o reino do sa)er empírico que a)re as portas da técnica aos mais sensíveis, dotados de determinada dose de imagina* o a)strata" $ que caracteriza o estágio da técnica no sa)er pict-rico é a capacidada sensível de detectar os componentes cromáticos de cada cor e sa)er de que outras cores eles s o compostos" # consecu* o desses sa)eres s- é possível adquirir através de longo processo prático no manuseio da cor" # vis o guia a execu* o no ato de colorir, mas sem esse ato a vis o n o se desenvolve além de um determinado limite, nem tem como aferir seu grau de acuidade perceptiva" 5 no domínio da técnica que o fazer pict-rico atinge plena li)erdade de execu* o e grande dose de automa* o" .III - $ domínio da técnica é praticamente infinito" /esse estágio desencadeiam-se todas as possi)ilidades de especula* o, pesquisas diversas e renova*&es formais que possi)ilitar o a alguns raros pintores atingir o estilo, fase suprema da realiza* o artística" 1ssa fase s- é atingida quando todos os raciocínios do pintor, no ato de pintar, processam-se apenas com cores, por longos períodos, sem que uma %nica palavra interfira em seu pensamento" #lguns fil-logos afirmam que o pensamento humano s- se realiza através da palavra, mas os pintores agregam que ele tam)ém se realiza através de gamas de cores6 os m%sicos, através de frases sonoras e os matemáticos afirmam raciocinarem com a)stra*&es e equa*&es numéricas e geométricas" I7 - (or seu poder de fascínio, quanto maior for o dom do artista, o colorido cria um reino de experiências inolvidáveis nas áreas do psiquismo e da esfera moral desse manipulador de cores" $ que chamamos dom é a capacidade de tal pintor ou criador de imagem em transmitir com sua o)ra toda a carga emotiva vivenciada ou imaginada" 7 - # partir do advento dos efeitos especiais eletr4nicos, dos espetáculos de som e luz, dos monumentais desfiles carnava-lescos, da fotografia, do cinema e da televis o coloridos, da computa* o gráfica e da a)sor* o dos novos recursos tecnol-gicos pela pintura, todos os criadores e manipuladores de imagens8 modernos sacerdotes da luz, com seus sonhos e fantasias, em influências intercam)iantes, integram e enriquecem o atual 9niverso da ,or":

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