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Equipe Resumarts Orgulhosamente Apresenta:

Resbook de Psicologia II
O mínimo que você precisa saber

CADINA, Rafael. Sócio-fundador & criador da pipa wireless


TORRES, Samuel. Sócio-fundador & auxiliar de slider por hobby
SHIGUIHARA, Daniel. Sócio-prime & controller
PARK, Jin A. Freelancer
ANDERSEN, Pedro. Freelancer
MOAS, Samy. Freelancer
Capítulo 1

• Neste livro Heloani procura traçar um panorama sobre a organização do trabalho


partindo da época pré-taylorista, demonstrando que, às vezes, a história se repete e as
relações entre capital e trabalho muitas vezes se desenvolvem em movimentos
circulares, em que velhas idéias adquirem nova roupagem e se adaptam às novas
circunstâncias históricas.

Capítulo 2

O contexto socioeconômico gerador do Taylorismo

• O Taylorismo surge como resposta à velocidade e ao novo ritmo de produção das fábricas
a partir da Segunda Revolução Industrial.
• Taylor tem a grande percepção que o conhecimento pode ser aplicado ao trabalho, ou
seja, para aumentar/melhorar a produção, cabe ao “gerente cientifico” descobrir a “melhor
maneira” para atingir o máximo em eficiência.
• Neste modelo cabe ao trabalhador apenas obedecer ao que o gerenciamento determina,
podendo ganhar melhores salários caso aperfeiçoe seu desempenho na função.
• Baseado no positivismo de Comte que afirma: “Só existe progresso mediante a ordem e
só impera a ordem onde houver a subordinação da prática à teoria.
• Suposição de um sujeito absolutamente racional, capaz de fazer uma opção
conhecendo todas as possibilidades de ação e suas eventuais conseqüências: o homo
economicus, que toma uma decisão sempre pautada em valores econômicos.
• Redução da fisiologia humana a um quadro simplíssimo: considera apenas a fadiga física
no que concerne aos trabalhadores braçais, preterindo a fadiga mental.

Era uma vez no oeste

• Na época a mão-de-obra de imigrantes, barata e desqualificada, é o que convinha à


produção em série, e o desenvolvimento das máquinas-ferramentas permitia incorporar
esses trabalhadores não especializados.
• Taylor habilmente incorporava propostas de gestão da subjetividade.
• Institui um projeto de “cooperação” entre trabalho e capital: o objetivo da administração
é o de assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, o máximo de
prosperidade ao empregado
• Por trás de diferentes interesses, localizam-se dois sujeitos definidos (capital x trabalho). A
retórica era baseada na separação da acumulação de capital da exploração do trabalho e
na isenção do capital de sua exigência de dominação política do corpo, no espaço de
produção. O que limita a visão do espaço de dominação política.
• A aceitação tácita das leis (matemáticas/empíricas) e das regras é o que possibilita
reativar continuamente o jogo da dominação.
• Induz-nos a pensar que capital e trabalho se fortalecem com a prosperidade e a
cooperação. Implicitamente, inicia o processo de modelização do corpo com a
construção dessa arquitetura de determinada visão sobre o trabalho.
• Com o discurso da cooperação Taylor justifica as diferenças no interior da produção,
colocando como conseqüências da especialização de tarefas manuais e intelectuais,
sagazmente intuindo que seria conveniente a apropriação do saber operário.
• Taylor determina que cada trabalhador faça apenas uma tarefa, constantemente,
instituindo a utilização intensiva de mão-de-obra não especializada, num processo que em
sua totalidade é fortemente especializado.
• Vê o operário como indolente, egoísta, voltado para seus interesses. Como elemento
passivo, cabia ao operador submeter-se ao sistema. Esse sistema cientificamente
planejado é que vai permitir a “modelização da individualidade” do operário, adaptando-se
para a assimilação das vantagens de cooperação recíproca entre trabalhador e
administração.
• Com a sugestão de maiores salários aos mais eficientes a apropriação do saber operário
se torna mais palpável, continuando o processo de “modelização da subjetividade”.
• Na distribuição de tarefas estabelece mecanismos de poder que privilegiam o individual:
evitam-se os grupos, as multidões, que são embriões de contrapoder. Essa
individualização implícita no desempenho de cada tarefa será a ante-sala para aprimorar
mecanismos de controle sobre o exercício das aptidões.

O homem dos músculos de aço

• A adequação da tarefa à fisiologia (não dar fadiga no trabalhador) justifica a organização


de uma escrita disciplinar que acumula documentos e organiza-os para estabelecer
modelos e critérios comparativos que não se limitam apenas a resistência à fadiga. Isto
transforma os indivíduos e suas particularidades em objetos de poder, à medida que elas
são catalogadas em função de sua potencialidade e periculosidade para a organização.
• É com base nessa atitude que se tornam possíveis um controle do desempenho individual
e a interpenetração com outros discursos de poder, como da ambição.
• A seleção de trabalhadores proposta apresenta implicitamente uma expectativa no que se
refere à adesão dos operários aos métodos tayloristas. As práticas de seleção e
treinamento reafirmam explicitamente esse espaço pedagógico de adestramento dos
corpos no interior da empresa.
• O ritmo e a maximização do uso do tempo são apresentados como “assistência” e “auxílio”
para melhor desempenho, no entanto procura extrair e manter a maior intensidade de
trabalho possível.
• Quatro pilares da administração científica:
o O desenvolvimento da ciência de assentar tijolos, com normas rígidas para o
movimento de cada homem, aperfeiçoamento e padronização de todas as
ferramentas e condições de trabalho.
o Seleção e Treinamento dos pedreiros de primeira ordem, descartando os que se
recusam a adotar os novos métodos ou não conseguem segui-los.
o Constante ajuda e vigilância da direção, que pagará a cada homem bonificações
diárias pelo trabalho de fazer depressa e de acordo com instruções.
o Direção trabalhando lado a lado com operários, “ajudando-os” a se
desenvolverem.

Capítulo 3

Taylorismo, Sindicato e Estado


• Divisão do trabalho com intuito de aprimoramento e maior rapidez na obtenção de
resultados
• 1910 – Taylorismo começa a se expandir, enfrentando oposição sindical
• 1912 a 1915 – proibição de métodos tayloristas em todos os organismos públicos
• -são criadas comissões em que participam sindicalistas e patrões, adotando parte do
programa AFL (Federação Americana do Trabalho, em inglês) – porém, muitas greves
continuam a acontecer
• -1ª guerra facilita introdução do taylorismo na França  mulheres assumem o lugar dos
homens nas fábricas.

Taylorismo Soviético
• Taylorismo é aplicado na revolução russa  remuneração por peça, aumento da jornada
de trabalho, expulsão do sindicato para quem se rebelasse
• Lênin critica o taylorismo, mas implanta seus princípios de forma mais humana
• Lênin tem como objetivo usar a “cientificidade” do taylorismo sob uma visão socialista para
ensinar às massas a melhor forma de organizar o trabalho
• São criados “sábados comunistas”: jornadas de trabalho gratuitas para auxiliar a União
Soviética
• Durante a guerra civil, características como centralização, disciplina no trabalho,
supervisão individual, ampliação da jornada de trabalho e coerção ao trabalho são
acentuadas  taylorismo soviético se distancia do discurso leninista afirmado inicialmente

Capítulo 4

• Objetivo do capitulo é demonstrar conceitos regulacionistas no período da 1ª GM e


contexto social.
• Consolidação do taylorismo ocorre na década de 20 após a 1ª Gm com a OCT,
Organização Cientifica do trabalho. Durante o conflito  necessidade de produzir
com pouca mão de obra. No pós-guerra, a prioridade é deslocada para a
organização do trabalho.
• Taylorismo abre caminho para um novo profissional, o operário qualificado. O que
posteriormente originou o fordismo = tecnologia (mecanização) + princípios
tayloristas.
• Aumento da classe média > visão de trabalhadores como consumidores (economias
de escala). Aumento do salário, porém aumento da vigilância (se os empregados
mereciam receber salários altos), modelando assim os funcionários.

A eficiência do modelo de Ford


• Intensificação - Redução do tempo de produção, colocando o produto mais rápido no
mercado
• Produtividade – otimizar capacidade produtiva, papel fundamental da linha de montagem e
especialização
• Principio da economicidade – reduzir o mínimo possível o volume de matéria em curso, de
maneira que uma quantidade de produtos já esteja na venda antes do pagamento do
salário e das matérias-primas utilizadas.

• Milagre de Ford era receber o valor do produto antes do vencimento do prazo de


pagamento da MP e salários. Para conseguir tal velocidade de processos era fundamental:
administração financeira competente, envolvimento dos trabalhadores (altos salários),
tecnologia e estoque mínimo.
• Esteira  elemento principal do processo de produção, subsidia na objetivação,
padronização das subjetividades.
• Linha de montagem  controle do tempo coletivo. Aproximação dos funcionários, possível
problema: reivindicação de varias ordens.
• Solução: mistura de trabalhadores com domínio da língua diferente.

• Fordismo como projeto de regulação da economia  (salários devem ser proporcionais a


produtividade) a transposição da produtividade para os salários acaba com se generalizar
e até pode ser antecipada pelos empresários, ganhando assim dupla função correlacional:
encoraja investimentos e eleva ainda mais a produtividade.
• Com o intuito de assimilar o saber e percepção política do trabalhador para a organização,
apenas uma solução  linha de montagem, faz com que o capital se torne menos
dependente do trabalhador. O autor a coloca como “trabalho morto” em que o trabalhador
fica em seu posto, fazendo apenas um único movimento.

Resistência ao taylorismo na Europa na década de 1920.


• Controle disciplinar no interior da fabrica para assegurar o taylorismo sobre os
sindicatos e partidos comunistas.
• Investimento em vigilância (cartões de identificação) e programas sociais.

Expansão do taylorismo pela Europa


• Itália, criação do “depois do trabalho”  incentivo de atividades recreativas e culturais,
constituindo um exemplo da absorção do taylorismo pelo fascismo, modelando a
percepção dos trabalhadores.
o Responsáveis pelo “depois do trabalho” passam a ser nomeados pela diretoria para
evitar excessiva autonomia do grupo.

Princípios da hierarquia militar no fayolismo


• Fayolismo  boa administração é sinônimo de previsão, organização, mando,
coordenação e fiscalização.
• 14 pontos na arte de administrar, entre eles o conceito que fundamenta a hierarquia militar.
• Professa o conceito de valor do pessoal nas organizações com base nas capacidades
individuais.

Taylor, Ford e Fayol tentaram administrar a percepção dos trabalhadores.


• Taylor individualizou padronizando o controle dentro da fábrica, partindo da base
• Ford desestimulou a gestão a personificando na esteira que é uma tentativa de projeção de
normas disciplinares, harmonizando o ambiente de trabalho.
• Fayol advoga um ensino administrativo e professa princípios gerais da administração, pois
todos participam de algum modo no processo administrativo.
Capítulo 5

Na década de 30 três fatores marcaram o a disseminação do taylorismo e do fordismo, foram:


• A crise de 29
• Nazifascismo na Europa
• E a 2ª guerra mundial.

• A crise de 29 desencadeou a crise gerada pela superprodução uma vez que as empresas
estavam cada vez mais produtivas devido aos avanços com relação à tecnologia, que
também diminuiu o numero de funcionários conseqüentemente diminuindo o poder
aquisitivo da população.
• Solução: New Deal, na qual eram feitas despesas públicas em maior grau para suprir a
queda da demanda agregada da economia, gerando uma participação mais efetiva do
estado na economia, coisa que não ocorria (no liberalismo). E o Walfare State que
complementou o modelo fordista (de manter e assegurar o crescimento do consumo por
meio da relação de que uma maior produtividade por parte do trabalhador geraria maiores
salários, por fim, aumentando o consumo) com a garantia de assistência médica, seguro
desemprego, educação básica e etc.
• O fordismo, por mais que visasse agradar os detentores do capital e os trabalhadores, não
conseguiu cessar o conflito entre as partes.
• Após a crise, ocorreu uma racionalização do número de operários. Já em 1935 a melhora
da situação econômica faz com que ressurjam os movimentos sindicais e, com pressão,
estes conseguiram criar o Wagner Act que confirma os direitos de liberdade e negociação
para os trabalhadores.
• Na Alemanha, a crise de 29 amplia a crise alemã (que ocorria durante a república de
Weimar), contribuindo para a ascensão do nazismo em 33. Foi então instituído um projeto
de preparação para a guerra que consistia de um projeto nazista de militarização da
economia para que as empresas se preparassem para generalizar a produção em massa.
• Foi dentro desse contexto que o Taylorismo recebeu uma grande contribuição: o
“departamento de beleza do trabalho” que propunha uma higienização do trabalho,
melhorando as condições do trabalho e reconhecendo as necessidades dos trabalhadores
(seguindo a premissa de que “é dando que se recebe”).
• Já na União Soviética foi crido um movimento denominado de Stakhanovismo (pois Alexei
Stakhanov conseguiu fazer o trabalho de 20 homens sozinho na extração de uma mina de
carvão) para atingir a excelência máxima do trabalhador, aumentando o trabalho por meio
de simplificações das operações e ritmo mais acelerado. De início deu muito certo, porém,
com o tempo passou a ocorrer certa disparidade de salários que aumentaram os casos de
sabotagem e abandono que por fim acabou com esse movimento.

Capítulo 6

A Segunda Guerra Mundial e o Recrudescimento Disciplinar


• Década de 40 – ampliação da disciplina no interior das fábricas
• Máquinas-ferramenta são adaptadas para uso feminino
• Pressão do governo americano contra as greves e reivindicações e consegue que
sindicatos renunciem a ao direito de receber em dobro em domingos e feriados  resulta
em novas greves
• Trabalhadores se revoltam em face da política de baixos salários das empresas norte-
americanas
• Revolta atinge tamanha proporção que o presidente Truman intervém, concluindo que as
empresas têm condições de aumentar os salários
• 1946 – republicanos sobem ao poder e criam lei Tarft-Hartley a fim de tutelar e controlar
sindicatos  dispositivo legal mais rigoroso no controle dos trabalhadores
• Plano Marshall acarreta em crescimento da economia e dos salários  maior poder
aquisitivo ao trabalhador assalariado
• Welfare State – melhoramento do padrão geral de vida
• Sindicatos passam a interferir em decisões no âmbito da administração estatal
• Taylorismo é reativado na Europa mediante programas de crescimento da produtividade

Capítulo 7

Intensificação do Trabalho
• Década de 50  introdução de máquinas em larga escala
• Aumento do controle sobre os trabalhadores  indispensável ao fordismo
• 1959  Lei Landrum-Griffin: governo passa a ter poder de intervir nas eleições sindicais e
supervisiona organização interna do sindicato
• Poder sindical sobre condições do trabalho é comprometido em troca de compensações
monetárias e salariais
• Implementação de novas tecnologias  aumento do desemprego
Esgotamento do Fordismo
• Processo de enfraquecimento dos princípios fordistas se agrava na década de 60
• Queda da taxa de lucro devido a acordos conquistados pelos trabalhadores após a
segunda guerra
• Cobrança de formas de administração participativa por parte dos trabalhadores e consumo
seletivo e diversificado eram demandas difíceis de ser atendidas por um sistema rígido e
hierarquizado
• Recursos dirigidos à manutenção do Welfare State são canalizados à guerra do Vietnã 
Estado-Previdência, um dos pilares do modelo fordista, é enfraquecido
• Aumento da competitividade internacional (reestruturação da Europa); déficit comercial
americano  capital reage pressionando nível de emprego e salários  retaylorização 
aumento do desemprego
• Operariado responde com movimentos grevistas conquistando alguns direitos
• Década de 80 – início da instauração de política de trabalho flexível
• Nova geração de trabalhadores: padrões elevados de consumo e nível de educação que
rejeita trabalho repetitivo e mecânico  acarretam elevada evasão do trabalho

Capítulo 8

Década de 60/70...
• O processo técnico, sob o capitalismo, cria condições para a emergência de uma sociedade
não repressiva, fundamentada no princípio do prazer, desde que o homem se libertasse em
relação ao trabalho, valorizando suas necessidades pessoais.
• A fuga do trabalho atingiu, sobretudo, os trabalhadores mais jovens, que resistem ao regime
disciplinar das fábricas e das organizações de serviço.
• O trabalho passa a ser encarado como um meio de subsistência, sem nenhuma possibilidade
de ser associado a algo prazeroso.
• Exemplos de Manifestações:
- Movimento estudantil de 1968 na França  O idealismo dos estudantes vai ao encontro da
insatisfação social contra o modo de vida resultante do sistema industrial dominado pelo
capital.
- Movimento Hippie (EUA)  Divulgação do pacifismo provocado pela guerra do Vietnam.
Dilema do jovem: participar da guerra ou caminho alternativo (experiência descompromissada,
oposta da lógica bem organizada e comportada da linha fabril).
- No Brasil, houve manifestações dos movimentos sociais e da luta política  Tropicalismo.
• Existe também uma negação de grande parte dos jovens talentos, egressos de universidades
renomadas, a se integrarem à forma de organização do trabalho tradicional (taylorista-fordista-
fayolista)  Esgotamento das tecnologias disciplinares tradicionais.
- Alguns desses jovens, com iniciativa, e valorizando a criatividade e a imaginação, vieram a
revolucionar a indústria da informática.
• As mulheres ganham consciência de seu papel no mercado de trabalho e no casamento e
rompem com as limitações ancestrais  surgimento da Pílula Anticoncepcional.
• O Estado começa a ter seu poder de atuação reduzido. A lógica monetarista ganha maior
influência entre o meio intelectual  O projeto fordista passou a ser atacado em duas de suas
bases fundamentais: Os salários são desindexados, numa proposta para segurar a inflação e
tornar a economia mais competitiva, e restringe-se o Estado-Providência.
• A globalização da produção induziu também a reestruturação do paradigma industrial 
desenvolvimento da informática permite a flexibilização da linha de produção fordista.

Capítulo 9

• Década de 70 – observa-se a contra-ofensiva do capital sobre o trabalho: Nova Política


Econômica adotada pelo governo Nixon (desindexação salarial, mercadorias importadas
com taxação de 10%, subvenções para compra de novas máquinas e equipamentos para
empresas americanas, congelamento de salários  fortalece o dólar)
• Queda do poder aquisitivo dos trabalhadores (num contexto de inflação, ocasionada pela
Guerra do Vietnã)
• Muitos países adotam em grande escala tecnologias intensificadoras de trabalho,
provocando lutas sociais prolongadas
• Fuga do trabalho caracterizada por alto índice de absenteísmo e rotatividade no emprego e
deflagra-se uma série de greves
• As medidas de contenção econômica do governo Nixon constituem uma reação à fuga do
trabalho e à mobilização sindical, mas com a taxação de importações, as empresas
reagem e intensificam a produtividade para manter preços competitivos
• Crise recessiva de 73 (petróleo) põe fim ao ciclo de crescimento do fordismo. Acaba o
componente essencial da equação fordista: investir para aumentar a produtividade e
repassá-la aos salários. Termina o sonho fordista de uma sociedade de consumo para as
massas populares. Fim do Estado-Previdência
Dragão vermelho: a disciplina de fogo no taylorismo chinês
• Dentro desse panorama recessivo, o capital é atraído pela mão-de-obra barata dos
chineses
• A expansão do taylorismo ou de formas de organização de trabalho que incorporavam
alguns de seus princípios atingiu a China e alguns países da Europa do Leste. Esses
países socialistas, devido ao que chamavam “reformas econômicas”, supervalorizavam as
técnicas de Organização Científica do Trabalho e acabaram por ocasionas uma “extensão”
das formas tayloristas de organização do trabalho

Capítulo 10

• Vitória dos governos neoliberais, que foi revigorada pela falência dos países do leste
europeu (símbolo máximo: derrubada do muro de Berlim em 1989)
• Política de Dominação Financeira: Consenso de Washington (1989) – são elaboradas
políticas gerais que tornariam exeqüíveis o programa de estabilização e reformas
estruturais sancionadas pelo FMI (empresta dinheiro a países em dificuldades em troca de
adoção de rígidas políticas econômicas) e Banco Mundial (financia projetos sociais de
infra-estrutura em países em desenvolvimento)
• O pensamento crítico é tido como não instrumental, não diretamente aplicável ao “mundo
prático”
• Neoliberalismo propõe a “despolitização” radical das relações sociais, em que qualquer
regulação política de mercado (quer por via do Estado ou de outras instituições) é já a
princípio repelida
• Um neoliberalismo convertido em concepção ideal do pensamento antidemocrático
contemporâneo, que serve aos interesses do capital. A burguesia pretende direcionar a
intervenção do Estado para seus particulares interesses de classe, transformando o
“Estado Mínimo” em “Estado Máximo para o capital”, de forma que este circule
beneficiando-a sem restrições.
• Com a desativação do Estado-Previdência, aumentou a dependência dos setores em
crescimento em relação ao mercado internacional, e o capital, privilegiando o setor
terciário, gerou uma contradição entre: (a) setores em expansão, que adotam novas
tecnologias microeletrônicas e (b) setores em estagnação – setores industriais como
siderurgia, eletrônica, confecções etc.
• Globalização da economia: a nova divisão do trabalho criada pelo pós-fordismo mostrou-se
muito competitiva e intensiva em tecnologia microeletrônica. A cooperação do operariado
com os programas de elevação da produtividade tornou-se primordial e, para consegui-la,
foram criadas novas formas de gestão da produção.
• Característica fundamental de todas as experiências da gestão da produção: a tentativa de
“harmonizar” um maior grau de autonomia dos trabalhadores, para organizar um setor de
produção, com o desenvolvimento de controles mais sutis, que objetivam colocar o
trabalho numa posição de “dependência” ou “incapacidade” em relação ao capital
(manipulação do inconsciente)
• Gestão da dimensão psicológica de dominação: formas de controle sutil sofisticam-se de
tal maneira, que a dominação como meio de exercício do poder estará mais baseada na
introjeção dessas normas ou regras das organizações do que numa repressão mais
explícita.