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Curso de Mestrado em Planejamento Energético e Ambiental

PPE/COPPE-UFRJ

APOSTILA DA DISCIPLINA:

GESTÃO AMBIENTAL
2º Período de 2009
3,0 Créditos

Professora: Alessandra Magrini


Monitora: Vanessa Riccioppo
ÍNDICE

1 - Introdução
1.1 - Evolução da Política Ambiental a Nível Mundial
1.2 - Evolução da Política Ambiental no Brasil
2 - Planejamento e Gestão Ambiental: conceitos e instrumentos
2.1 - A ótica das empresas
2.1.1 - Conceitos e normas
2.1.2 - Instrumentos
2.2 - A ótica institucional
2.2.1 - Sistema Nacional do Meio Ambiente
2.2.2 - Conceitos e definições
2.2.3 - Instrumentos
3 - Breve descrição de alguns instrumentos de planejamento e
gestão ambiental:
3.1 - Padrões de qualidade ambiental:
3.1.1 - Poluição atmosférica
3.1.2 - Poluição sonora
3.1.3 - Poluição das águas
3.1.4 - Poluição por resíduos sólidos
3.2 - Zoneamento ambiental e ecológico-econômico
3.3 – Sistema de Unidades de Conservação e Áreas Protegidas
3.4 - Avaliação de Impacto Ambiental e Licenciamento
Ambiental
3.5 - Auditoria Ambiental
3.6 - Gerenciamento Costeiro
3.7 - Gerenciamento de Bacias Hidrográficas

Anexos - A Avaliação de Impacto Ambiental


A Gestão Ambiental de Bacias Hidrográficas
A ISO 14000
Gestão Ambiental 2009

1 – INTRODUÇÃO

1.1 – EVOLUÇÃO DA POLÍTICA AMBIENTAL A NÍVEL MUNDIAL

Marcos de referência:

1969 NEPA (National Environmental Policy Act)

1972 Conferência de Estocolmo

1992 Eco-92

1997 /2005 Protocolo de Quioto

Anos 70: ótica corretiva controle da poluição

Anos 80: ótica preventiva consolidação do processo de AIA

Anos 90: ótica integradora desenvolvimento sustentável

Instrumentos Regulatórios normas (de procedimentos, de produção e


consumo, de lançamentos, de qualidade dos produtos, etc.)

Instrumentos Econômicos taxas e incentivos (taxações sobre poluição,


embalagens, princípio poluidor pagador, subvenções, etc.)

1.2 – EVOLUÇÃO DA POLÍTICA AMBIENTAL NO BRASIL

Marcos de referência:

1973 Criação da SEMA

1981 Lei 69381 de 31/8/81 (Política Nacional do Meio


Ambiente e Sistema Nacional do Meio Ambiente)

1
Modificada pelas Leis: 7804/89; 8028/90; 8490/92; 8746/93; M.P. 813/95; 9960/00; 9966/00; 9985/00;
10165/00 e 11284/06.

1
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1997 Lei 94332 de 08/01/97 (Política Nacional de


Recursos Hídricos)

1998 Lei 96053 de 12/02/98 (Lei de Crimes


Ambientais)

Situação anterior iniciativas diversas, mas dispersas (Código de Águas- D.F.


24643 de 10/7/34; Proteção de Florestas-Lei 4771 de 15/9/65; Proteção da
Fauna-Lei 5197 de 3/1/67; etc.)

As três óticas (corretiva, preventiva e integradora) se sobrepõem.

2 – PLANEJAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL: CONCEITOS E


INSTRUMENTOS

Tendências recentes:

Ótica Institucional menos punitiva (Regulamento CEE


1836/93)

Ótica Empresarial marketing verde (ISO14000)

2.1 – A ÓTICA DAS EMPRESAS

2.1.1 - Conceitos e Normas

Gestão Ambiental Gestão da Qualidade


BS 7750 BS 5750
ISO 14000 ISO 9000

Definições segundo o Regulamento CEE 1836/93 de 29/6/1993 (adesão voluntária das


empresas do setor industrial a um sistema comunitário de gestão e auditoria ambiental):

2
Modificada pelas Leis: 9984/00 e 10881/04.
3
Modificada pelas Leis: 9985/00; MP 2163-41/01; MP 62/02; 11284/06 e 11428/06.

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Política Ambiental definição dos objetivos globais e das diretrizes de uma empresa
com relação ao meio ambiente;

Objetivos Ambientais objetivos específicos que uma empresa pretende alcançar


com relação ao seu comportamento ambiental;

Gestão Ambiental elementos da função global de gestão que determinam e


implementam a política ambiental;

Sistema de Gestão Ambiental parte do sistema global de gestão que compreende a


estrutura organizacional, responsabilidades,
práticas, procedimentos e os recursos para a
determinação e implementação da política
ambiental;

Programa Ambiental descrição dos objetivos e programas de atividades específicas


da empresa com relação às melhorias na proteção do meio
ambiente de uma determinada unidade, incluindo as medidas
adotadas para alcançar estes objetivos e os prazos
estabelecidos para tais medidas.

2.1.2 – Instrumentos

Sistema de informações e dados ambientais;


Sistema de informação, formação e participação do pessoal;
Sistema de informação e participação do público;
Avaliação, controle e prevenção dos efeitos sobre os componentes do meio
ambiente (ar, água, solo, etc.);
Auditoria ambiental;
Contabilidade ambiental (balanços ambientais);
Sistema de prevenção e redução de acidentes;
etc.

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2.2 – A ÓTICA INSTITUCIONAL

2.2.1 – Sistema Nacional do Meio Ambiente

a) A estrutura federal

Ministério do Meio Ambiente

Legislação: Decreto nº 6.101/07 de 26.04.07, Decreto nº 4.755/03, de 20.06.03; Lei


n° 10.683, de 28.05.03; MP 1795/99 e MP 1799-2/99 modificando MP 813/95
(Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal),
modificando a Lei 8746/93 (Ministério do Meio Ambiente e Amazônia Legal), que
por sua vez modificou a Lei 8490/92 (criação do Ministério do Meio Ambiente), que
por sua vez modificou a Lei 8028 de 12.4.90.

Competência: planejamento, coordenação, supervisão e controle; formulação e


execução da PNMA e da PNRH; preservação, conservação e utilização sustentável
de ecossistemas, biodiversidade e florestas; ZEE; proposição de estratégias,
mecanismos e instrumentos econômicos e sociais para a melhoria da qualidade
ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais; políticas para a integração do
meio ambiente e produção; e políticas e programas ambientais para a Amazônia
Legal.

Composição:
 Conselho Nacional do Meio Ambiente;
 Conselho Nacional da Amazônia Legal;
 Conselho Nacional dos Recursos Hídricos;
 Conselho Deliberativo do Fundo Nacional do Meio Ambiente;
 Conselho de Gestão do Patrimônio Genético;
 Comissão de Gestão de Florestas Públicas;
 Comissão Nacional de Florestas;
 Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental;
 Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável;
 Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental;
 Secretaria de Biodiversidade e Florestas;
 Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano;
 Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do RJ;
 Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis;
 Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;
 Agência Nacional de Águas – ANA;
 Companhia de Desenvolvimento de Barcarena – CODEBAR.

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Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)

Legislação: criado pela Lei 6938/81 de 31/8/81, regulamentada pelo Decreto 99.274/90,
alterado pelo Decreto 2.120/97, pelo Decreto 3.942/01, pela Portaria 168/05 e pelo DF
6792/09.

Competência: órgão consultivo e deliberativo (assessoria do Conselho de Governo,


estabelecimento de normas e critérios para o licenciamento, estabelecimento de padrões
de controle ambiental), etc.

Composição :
 Ministro de Estado do Meio Ambiente (presidente de colegiado) e Secretário-
Executivo do MMA;
 1 representante do IBAMA e 1 do Inst. Chico Mendes
 1 representante da ANA;
 1 representante de cada um dos Ministérios, das Secretarias da Presidência da
República e dos Comandos Militares do Ministério da Defesa;
 1 representante de cada um dos governos estaduais e do DF;
 8 representantes dos Governos Municipais (municípios que possuam órgão
ambiental estruturado e Conselho de Meio Ambiente);
 22 representantes de entidades de trabalhadores e da sociedade civil (ABES,
CUT, CGC, CNTC, CONTAG, FBCN, SBPC, entre outros);
 8 representantes de entidades empresariais (Indústria, Agricultura, Comércio,
transporte e setor florestal);
 1 membro honorário (indicado pelo Plenário);
 Conselheiros convidados (MPF, MPE, Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e
Câmara dos Deputados).

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais


Renováveis (IBAMA4)

Legislação: Lei nº 7.735 de 22/02/89 e Decreto nº 4.756 de 20/06/03, Decreto nº 6.099


de 26/04/07.

Competência: autarquia federal de regime especial (assessoria do Ministério na


formulação e coordenação das políticas, execução destas políticas).

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio)

Legislação: Medida Provisória 366 de 26/04/2007 convertida na lei n° 11.516, de


28.08.07.

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Extingue a SEMA e a SUDEPE incorporando o IBDF e a SUDHEVEA. Em 2007, desmembrado com
criação de Instituto Chico Mendes

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Gestão Ambiental 2009

Competência: autarquia federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente para


executar ações da política nacional de unidades de conservação da natureza e políticas
relativas ao uso sustentável de recursos naturais renováveis, entre outros.

Conselho Deliberativo do Fundo Nacional do Meio Ambiente

Legislação: Lei 7797 de 10.7.89, Decreto 3524/00 (regulamenta a Lei); portaria 170 de
03.05.2001(regimento interno); e, Decreto 5.877/2006 (Nova composição do CD-
FNMA).

Competência: estabelecimento de prioridades e aprovação de projetos a serem


executados com recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente, fixação de critérios e
normas para análise e acompanhamento de projetos, proposição de cronogramas de
desembolso.

Composição :
 Presidência: Ministro de Estado de Meio Ambiente
 Representantes de Organizações Governamentais:
 3 MMA
 1 MMP
 2 IBAMA
 1 ANA
 1 ABEMA
 1 ANAMMA
 Representantes de Organizações Não Governamentais:
 1 FBOMS
 1 CONAMA (sociedade civil)
 1 SBPC
 5 Representantes de ONGs de cada região do país

b) A estrutura estadual e municipal

Órgãos Seccionais: órgãos e entidades estaduais, da administração federal direta e


indireta e fundações do meio ambiente (execução de programas e projetos,
fiscalização).

Órgãos Locais: órgãos municipais (controle e fiscalização).

2.2.2 - Conceitos e Definições

Política Ambiental “definição de objetivos, sua compatibilização e integração,


dando lugar à ação para concretizá-los, mediante um conjunto de programas, leis,
regulamentos e decisões, bem como os métodos e ações para implementá-los” (Iara
Verocai Dias Moreira, FEEMA).

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“conjunto de objetivos que dão origem aos planos de ação relativos ao meio ambiente”
(ACIESP/CNPq-Glossário de Ecologia).

Planejamento Ambiental “processo dinâmico, contínuo e permanente, destinado a


identificar e organizar em programas coerentes o conjunto de ações requeridas para a
gestão ambiental” (Iara Verocai-FEEMA).

“conjunto de projetos visando a utilização racional de recursos e boa qualidade de vida


para as populações em geral” (ACIESP/CNPq).

Gestão Ambiental “manejo ambiental” (ACIESP/CNPq).

“controle apropriado do meio ambiente físico, para propiciar o seu uso com o mínimo
abuso, de modo a manter as comunidades biológicas para o benefício continuado do
homem” (Enciclopédia Britânica).

“condução, direção e controle pelo governo do uso dos recursos naturais, através de
determinados instrumentos, o que inclui medidas econômicas, regulamentos e
normalização, investimentos públicos e financiamento, requisitos interinstitucionais e
judiciais” (Selden-EPA).

Gestão Recursos Hídricos controle da poluição, aproveitamentos múltiplos,


saneamento, irrigação, ecossistemas costeiros, etc.

Gestão do Ar monitoramento da qualidade, camada de ozônio, efeito estufa, etc.

Gestão do Solo e Subsolo controle da erosão, salinização, desertificação, uso de


agrotóxicos, mineração, recuperação, áreas degradadas, etc.

Gestão dos Recursos Florísticos desenvolvimento florestal, biodiversidade,


monitoramento da cobertura vegetal, etc.

Gestão dos Recursos Faunísticos controle da caça, da pesca e da biodiversidade.

2.2.3 - Instrumentos

Padrões de qualidade ambiental;


Educação ambiental;
Sistema de informações ambientais;
Sistema de unidades de conservação;
Zoneamento ambiental;
Licenciamento, registro e cadastro;
Avaliação de Impacto Ambiental;
Fiscalização;
Auditoria Ambiental;
Contabilidade ambiental;
Instrumentos econômicos (incentivos e penalidades); etc.

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3 – BREVE DESCRIÇÃO DE ALGUNS INSTRUMENTOS DE


PLANEJAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL

3.1 – PADRÕES DE QUALIDADE AMBIENTAL

3.1.1 - Poluição Atmosférica

a) A legislação

Fontes Fixas:
Resolução CONAMA 005/89 de 15.06 (instituição Programa Nacional de
Controle da Qualidade do Ar-PRONAR).

Resolução CONAMA 003/90 de 28.06 (conceitos, padrões de qualidade,


métodos de amostragem e análise de poluentes atmosféricos, níveis de
qualidade, atenção, alerta, emergência) – modifica pela Portaria 0231/76 do
Ministro Interior.

Resolução CONAMA 008/90 de 06.12 (limites máximos de emissão de


poluentes para processos de combustão externa em fontes novas fixas, até 70
MW e superiores).

Resolução CONAMA 264/00 de 20.03 (limites máximos de emissão do co-


processamento).

Resolução CONAMA 267/00 de 14.09 (prazos, limites, restrições, produção


e comércio de substâncias que destroem a camada de ozônio).

Resolução CONAMA 340/03 de 25.09 (utilização de cilindros para


envasamento de gases que destroem a Camada de Ozônio).

Resolução CONAMA 382/06 de 26.12 (limites máximos de emissão de


poluentes atmosféricos para fontes fixas).

Fontes Móveis:
Resolução CONAMA 018/86 de 06.05 (instituição Programa de Controle da
Poluição do Ar por Veículos Automotores PROCONVE e limites máximos
de emissão de poluentes do ar para motores e veículos automotores novos).

Resoluções CONAMA 004/88 de 15.06 e 010/89 de 14/09 (prazos para


controle de emissão e níveis de emissão de gases de veículos do ciclo diesel).

Resolução CONAMA 003/89 de 15.06 (níveis de emissão de aldeídos).

Resolução CONAMA 004/89 de 15.06 (emissão de hidrocarbonetos


considerando a presença de álcool).

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Gestão Ambiental 2009

Resolução CONAMA 006/93 de 31.08 (recomendação dos fabricantes de


veículos para correta especificação de calibragem, regulagem e manutenção).

Resolução CONAMA 007/93 de 31.08 (padrões de emissão para veículos


em circulação segundo os limites máximos de CO, HC, diluição, velocidade
angular do motor e ruído para veículos motor ciclo Otto e opacidade de
fumaça preta e ruído para veículos motor ciclo Diesel)

Resolução CONAMA 008/93 de 31.08 (complementa PROCONVE


estabelecendo limites máximos de emissão de poluentes para motores
destinados a veículos pesados novos, nacionais e importados).

Lei 8723/93 de 24.10 (redução de emissão de poluentes por veículos


automotores-níveis de emissão e prazos).

Resolução CONAMA 009/94 de 04.05 (obriga fabricantes de veículos


automotores leves e equipados com motor a álcool a declarar valores típicos
de emissão de hidrocarbonetos, diferenciando aldeídos e álcoois).

Resolução CONAMA 015/94 de 29.12 (implantação de programas de


Inspeção/Manutenção (I/M) somente poderá ser feita após a elaboração, pelo
órgão ambiental estadual, de um Plano de Controle da Poluição por Veículos
em Uso (PCPV), que caracterize as medidas de controle, as regiões
priorizadas e os seus embasamentos técnicos e legais).

Resolução CONAMA 14/95 de 13.12 (fabricantes de veículos automotores


leves e passageiros, equipados com motor ciclo Otto e com vendas anuais
previstas maiores que 15.000, devem apresentar ao IBAMA programa trienal
para execução de ensaios de durabilidade por agrupamentos de motores,
classificados conforme projeto de norma ABNT 5:17.01-007 ou norma
sucedânea).

Resolução CONAMA 15/95 de 13.12 (controle da emissão veicular de gases,


material particulado e evaporativa).

Resolução CONAMA 16/95 de 13.12 (complementa resolução CONAMA


008/93 estabelecendo que motores novos do Ciclo Diesel devem ser
homologados e certificados quanto ao índice de fumaça (opacidade) em
aceleração livre, através do procedimento de ensaio descrito na norma NBR
13.037).

Resolução CONAMA 18/95 de 13.12 (regulamenta implantação do


Programa de Inspeção e Manutenção de veículos em uso).

Resolução CONAMA 242/98 de 30.06 (modifica Res. CONAMA 15/95).

Resolução CONAMA 251/99 de 12.01 (limites máximos de opacidade da


emissão de escapamento de veículos automotores a ciclo Diesel).

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Gestão Ambiental 2009

Resolução CONAMA 299/02 de 25.10 (estabelece os procedimentos para


elaboração de relatório de valores para o controle das emissões dos veículos
novos produzidos e/ou importados).

Resolução CONAMA 297/02 de 26.02 (estabelece os limites para emissões


de gases poluentes por ciclomotores, motociclos e veículos similares novos).

Resolução CONAMA 315/02 de 29.10 (dispõe sobre a nova etapa do


Programa de Controle de Emissões Veiculares -PROCONVE).

Resolução CONAMA 342/03 de 25.09 (estabelece novos limites para


emissões de gases poluentes por ciclomotores, motociclos e veículos
similares novos, em observância à Resolução nº 297, de 26 de fevereiro de
2002).

Resolução CONAMA 354/04 de 13/12 (Dispõe sobre os requisitos para


adoção de sistemas de diagnose de bordo - OBD nos veículos automotores
leves objetivando preservar a funcionalidade dos sistemas de controle de
emissão).

Resolução CONAMA 403/08 de 11/11 (Dispõe sobre a nova fase de


exigência do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos
Automotores-PROCONVE para veículos pesados novos (Fase P-7) e dá
outras providências).

b) As competências

Os Estados têm como atribuição o monitoramento da qualidade do ar (art.4,


Resolução CONAMA 003/90); os órgãos ambientais, federais, estaduais e
municipais monitorarão a qualidade do ar e fixarão diretrizes e programas
para seu controle, principalmente em áreas urbanas acima de 500.000
habitantes e nas suas áreas periféricas.

Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem fixar em suas normas


e padrões, parâmetros de emissão, ejeção e emanação de agentes poluidores,
sendo observada a legislação federal (art.14 DF 99274/90).

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Gestão Ambiental 2009

c) Os índices
Padrões de qualidade do ar (Resolução CONAMA 003/90)
Concentração
Padrão Primário Padrão Secundário Nível Nível Nível
Poluente Atenção Alerta Emerg.
Média Média Média Média Média Média Média
ano horas Ano Horas horas horas horas
3 3 3 3
Partículas Totais 80 g/m 240 g/m 60 g/m 150 g/m 375 g/m3 625 g/m3 875 g/m3
em Suspensão (1) (3) (1) (3) (3) (3) (3)
3 3 3 3
Fumaça 60 g/m 150 g/m 40 g/m 100 g/m 250 g/m3 420 g/m3 500 g/m3
(2) (3) (2) (3) (3) (3) (3)
3 3 3 3
Partículas 50 g/m 150 g/m 50 g/m 150 g/m 250 g/m3 420 g/m3 500 g/m3
Inaláveis (2) (3) (2) (3) (3) (3) (3)
3 3 3 3
SO2 80 g/m 365 g/m 40 g/m 100 g/m 800 g/m3 1.600 g/m 2.100 g/m
3 3
(2) (3) (2) (3) (3)
(3) (3)
CO - 10.000 g/ - 10.000 g/ 17.000 g/m 34.000 g/m 46.000 g/m
m3(4) m3(4) 3
(4) 3
(4) 3
(4)
40.000 g/ 40.000 g/
m3(5) m3(5)
O3 - 160 g/m3 - 160 g/m3 400 g/m3 800 g/m3 1.000 g/m
3
(5) (5) (5) (5)
(5)
3 3
NO2 100 g/m 320 g/m 100 g/m 190 g/m 1.130 g/ 2.260 g/m 3.000 g/m
3 3
(5) (5) m3 3 3

(2) (2) (5) (5) (5)


(1) média geométrica; (2) média aritmética; (3) média de 24 horas; (4) média de 8 horas; (5) média de 1
hora
Notas: Padrão Primário concentrações de poluentes que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde da
população;
Padrão Secundário concentrações de poluentes abaixo das quais se prevê o mínimo efeito
adverso sobre o bem-estar da população, sobre a fauna, a flora, os materiais e o meio ambiente
em geral.

Limites máximos de emissão (fontes fixas – Resolução CONAMA 382/06)

a) Limites por tipo de combustível

Limites de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de processos de geração


de calor a partir da combustão externa de óleo combustível.

(1) os resultados devem ser expressos na unidade de concentração mg/Nm3, em base seca e 3% de
excesso de oxigênio.

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Gestão Ambiental 2009

Limites de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de processos de geração


de calor a partir da combustão externa de gás natural.

(1) os resultados devem ser expressos na unidade de concentração mg/Nm3, em base seca e 3% de
excesso de oxigênio.

Limites de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de processos de geração


de calor a partir da combustão externa de bagaço de cana-de-açúcar.

(1) os resultados devem ser expressos na unidade de concentração mg/Nm3, em base seca e 8% de
excesso de oxigênio. N.A. - Não aplicável.

(1) os resultados devem ser expressos na unidade de concentração mg/Nm3, em base seca e corrigidos a
8% de oxigênio.

Limites de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de processos de geração


de calor a partir da combustão externa de derivados da
madeira.

(1) os resultados devem ser expressos na unidade de concentração mg/Nm3, em base seca e
corrigidos a 8% de oxigênio.
N.A. - Não aplicável

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Gestão Ambiental 2009

(1) os resultados devem ser expressos na unidade de concentração mg/Nm3, em base seca e
corrigidos a 8% de oxigênio.

Limites de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de turbinas a gás para


geração de energia elétrica

(1) os resultados devem ser expressos na unidade de concentração mg/Nm3, em base seca e 15% de
excesso de oxigênio. N.A. - Não aplicável

a) Limites por tipologia industrial

Limites de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de processos de refinarias


de petróleo

(1) as concentrações devem ser expressas em mg/Nm3, em base seca e a 3% de oxigênio.

Limites de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de processos de


fabricação de celulose.

(1) os resultados devem ser expressos na unidade de concentração mg/Nm3, em


base seca e corrigidos a 8% de oxigênio, com exceção dos limites estabelecidos
para o tanque de dissolução

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Gestão Ambiental 2009

Limites de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de processos de fusão


secundária de chumbo.

(1) Os resultados devem ser expressos na unidade de concentração mg/Nm3, em base seca e sem diluição.

Limites de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de processos da indústria


de Alumínio Primário

(1) soma das emissões da saída do sistema de controle primário e lanternim.


N.A. - Não aplicável.

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Gestão Ambiental 2009

Limites de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de Fornos de Fusão de


Vidro.

Limites de emissão para poluentes atmosféricos provenientes da indústria do cimento


Portland.

* os resultados devem ser expressos na unidade de concentração mg/Nm3, em base seca e com o teor de
oxigênio definido para cada fonte.
(1) - teor de oxigênio - 11%. (2) - teor de oxigênio - 18%. (3) - teor de oxigênio - 10%. N.A. - Não
aplicável.

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Limites de emissão para poluentes atmosféricos gerados na produção de fertilizantes,


ácido fosfórico, ácido sulfúrico e ácido nítrico.

Tabela 2 - Limites de emissão para a fabricação de ácido sulfúrico.

(1) resultados expressos em base seca.

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Gestão Ambiental 2009

Tabela 3 - Limites de emissão para a fabricação de ácido nítrico.

(1) resultados expressos como NO2 em base seca.

Tabela 4 - Limites de emissão para a fabricação de ácido fosfórico.

(1) resultados expressos em base seca.

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Limites de Emissão para Poluentes Atmosféricos gerados nas Indústrias Siderúrgicas


Integradas e Semi-Integradas e Usinas de Pelotização de Minério de Ferro.

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3.1.2 - Poluição Sonora

a) A legislação

Resolução CONAMA 001/90 de 08.03 (padrões, critérios e diretrizes


para emissão de ruídos) modifica Portaria 092/80 do Ministro Interior.

Resolução CONAMA 002/90 de 08.03 (instituição Programa Nacional


de Educação e Controle da Poluição Sonora).

Resolução CONAMA 001/93 de 11.02 (limites máximos de ruídos de


veículos automotores nacionais e importados, exceto motocicletas,
motonetas, triciclos, ciclomotores, bicicletas com motor auxiliar e
veículos assemelhados).

Resolução CONAMA 002/93 de 11/02 (limites máximos de ruídos de


veículos - motocicletas, motociclos, triciclos, ciclomotores, bicicletas
com motor auxiliar e veículos assemelhados, nacionais e importados).

Resolução CONAMA 020/94 de 07.12 (institui Selo Ruído, como


forma de indicação do nível de potência sonora, medido em decibel
dB(A), de uso obrigatório a partir desta resolução para aparelhos
eletrodomésticos, que venham a ser produzidos, importados e que
gerem ruído no seu funcionamento).

Resolução CONAMA 017/95 de 13.12 (ratifica limites máximos de


ruído e cronograma para seu atendimento determinado no art. 20 da
resolução CONAMA 008/93).

Resolução CONAMA 230/97 de 22.08 (Proíbe o uso de equipamentos


que possam reduzir a eficácia do controle de emissão de ruído e
poluentes).

Resolução CONAMA 23/97 de 26.08 (Proíbe o uso de equipamentos


que possam reduzir a eficácia do controle de emissão de ruído e
poluentes).

Resolução CONAMA 252/99 de 07.01 (Estabelece para veículos


rodoviários automotores, inclusive veículos encarroçados,
complementados e modificados, nacionais ou importados, limites
máximos de ruído nas proximidades do escapamento, para fins de
inspeção obrigatória e fiscalização de veículos em uso).

Resolução CONAMA 256/99 de 30.06 (Estabelece regras e


mecanismos para inspeção de veículo quanto às emissões de poluentes
e ruídos).

Resolução CONAMA 268/00 de 14.09 (Método alternativo para


monitoramento de ruído de motociclos).

19
Gestão Ambiental 2009

Resolução CONAMA 272/00 de 14.09 (novos limites máximos de


ruído por veículos automotores).

b) As competências

Análogas às outras formas de poluição: Constituição Federal de 1988


(art. 24 e 23, VI) garante autonomia dos Estados e Municípios para
fixar índices; se houver legislação federal devem respeitá-la, podendo
porém ser mais restritivos.

c) Os índices

Legislação adota padrões estabelecidos na NBR 10.151 da ABNT (Avaliação do


Ruído em Ambientes Externos)

Exemplo de padrões em dB(A) (NBR 10.151)


TIPOS DE ÁREAS DIURNO NOTURNO
Sítios e fazendas 40 35
Vizinhanças de hospitais (200m além divisa) 45 40
Estritamente Residencial Urbana 50 45
Mista, predominantemente residencial, sem 55 50
corredores de trânsito
Mista, com vocação comercial e administrativa, 60 55
sem corredores de trânsito
Mista, com vocação recreacional, sem 65 55
corredores de trânsito
Mista até 40 m ao longo das laterais de um 70 55
corredor de trânsito
Predominantemente industrial 70 60

20
Gestão Ambiental 2009

Limites máximos de emissão de ruído para veículos automotores (Res. CONAMA


272/00)

NÍVEL DE RUÍDO
CATEGORIA dB (A)
DIESEL
DESCRIÇÃO OTTO Injeção
Direta Indireta
a Veículo de passageiros até nove 74 75 74
lugares
b Veículo de passageiros com mais de PBT até 2.000kg 76 77 76
nove lugares
Veículo de carga ou de tração e PBT entre 2.000kg e
77 78 77
veículo de uso misto 3.500kg
c Veículo de passageiro ou de uso Potência máxima
misto com PBT maior que 3.500kg menor que 150kW 78 78 78
(204cv)
Potência máxima igual
ou superior a 150kW 80 80 80
(204cv).
d Veículo de carga ou de tração com Potência máxima
PBT maior que 3.500kg menor que 75kW 77 77 77
(102cv)
Potência máxima entre
75kW (102cv) e 78 78 78
150kW (204cv)
Potência máxima igual
ou superior a 150kW 80 80 80
(204cv)
Observações: 1) Designações de Veículos conforme NBR- 6067.
2) PBT: Peso Bruto Total.
3) Potência: Potência efetiva líquida máxima (NBR/ISO 1585).

21
Gestão Ambiental 2009

3.1.3 – Poluição das Águas

a) A legislação

Resolução CONAMA 274/00 de 29.11 (Revisa os critérios de


Balneabilidade em Águas Brasileiras).

Resolução CONAMA 344/04 de 25.03 (Estabelece as diretrizes gerais


e os procedimentos mínimos para a avaliação do material a ser dragado
em águas jurisdicionais brasileiras, e dá outras providências).

Resolução CONAMA 357/05 de 17.03 (classificação águas doces,


salobras e salinas do Território Nacional) revoga Resolução CONAMA
20/86. Alterada pela Resolução CONAMA 370/2006 de 06/04/2006
(Prorroga o prazo para complementação das condições e padrões de
lançamento de efluentes).

Resolução CONAMA 393/07 de 08.08 (Dispõe sobre o descarte


contínuo de água de processo ou de produção em plataformas
marítimas de petróleo e gás natural, e dá outras providências).

Resolução CONAMA 396/08 de 03.04 (Dispõe sobre a classificação e


diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas e dá
outras providências).

Resolução CONAMA 397/08 de 03.04 (Altera o inciso II do § 4o e a


Tabela X do § 5o, ambos do art. 34 da Resolução do Conselho
Nacional do Meio Ambiente-CONAMA no 357, de 2005, que dispõe
sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o
seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de
lançamento de efluentes).

Resolução CONAMA 398/08 de 11.06 (Dispõe sobre o conteúdo


mínimo do Plano de Emergência Individual para incidentes de poluição
por óleo em águas sob jurisdição nacional, originados em portos
organizados, instalações portuárias, terminais, dutos, sondas terrestres,
plataformas e suas instalações de apoio, refinarias, estaleiros, marinas,
clubes náuticos e instalações similares, e orienta a sua elaboração).

Resolução CONAMA nº 410/09 de 04.05 (Prorroga o prazo para


complementação das condições e padrões de lançamento de efluentes,
previsto no art. 44 da Res. nº 357/05, e no Art. 3° da Res. nº 397/08).

b) As competências

Análogas às outras formas de poluição: Constituição Federal de 1988


(art. 24 e 23, VI) garante autonomia dos Estados e Municípios para

22
Gestão Ambiental 2009

fixar índices; se houver legislação federal devem respeitá-la, podendo


porém ser mais restritivos.

Constituição Federal de 1988 (art. 22, IV) dá à União a competência


privativa para legislar sobre as águas.

c) Os índices

Padrões de qualidade da água por classes (Resolução CONAMA 357/05)


Poluente Concentração
Águas Doces
Classe Classe 1 Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4
especial (1)
efeito tóxico - Não - não - -
crônico a verificação verificação
organismos
efeito tóxico agudo - - - - não -
a organismos verificação
materiais - virtualmente - - virtualmente virtualmente
flutuantes, ausentes ausentes ausentes
inclusive espumas
não naturais
odor e aspecto - - - - - não
objetáveis
óleos e graxas - virtualmente - virtualmente virtualmente toleram-se
ausentes ausentes ausentes iridescências
substâncias - - - - - virtualmente
facilmente ausentes
sedimentáveis que
contribuam para o
assoreamento de
canais de
navegação
substâncias que - virtualmente - virtualmente virtualmente -
comuniquem cor ausentes ausentes ausentes
ou odor
corantes - virtualmente - não será não será -
provenientes de ausentes permitida a permitida a
fontes antrópicas presença de presença de
corantes corantes
provenientes provenientes
de fontes de fontes
antrópicas antrópicas
que não que não
sejam sejam
removíveis removíveis
por processo por processo
de de
coagulação, coagulação,

23
Gestão Ambiental 2009

Poluente Concentração
Águas Doces
Classe Classe 1 Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4
especial (1)
sedimentaçã sedimentaçã
o e filtração o e filtração
convenciona convenciona
is is

resíduos sólidos - virtualmente - virtualmente virtualmente -


objetáveis ausentes ausentes ausentes
coliformes - para o uso de - para uso de para o uso -
termotolerantes recreação de recreação de de recreação
contato contato de contato
primário primário secundário
deverão ser deverá ser não deverá
obedecidos os obedecida a ser excedido
padrões de Resolução um limite de
qualidade de CONAMA 2500
balneabilidade nº 274 , de coliformes
, previstos na 2000. Para termotoleran
Resolução os demais tes por 100
CONAMA nº usos, não mililitros em
274 , de 2000. deverá ser 80% ou mais
Para os excedido um de pelo
demais usos, limite de menos 6
não deverá ser 1.000 amostras,
excedido um coliformes coletadas
limite de 200 termotoleran durante o
coliformes tes por 100 período de
termotolerante mililitros em um ano, com
s por 100 80% ou mais freqüência
mililitros em de pelo bimestral.
80% ou mais, menos 6 Para
de pelo menos (seis) dessedentaçã
6 amostras, amostras o de animais
coletadas coletadas criados
durante o durante o confinados
período de um período de não deverá
ano, com um ano, com ser excedido
freqüência freqüência o limite de
bimestral. A bimestral. A 1000
E. Coli poderá E. coli coliformes

24
Gestão Ambiental 2009

Poluente Concentração
Águas Doces
Classe Classe 1 Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4
especial (1)
ser poderá ser termotoleran
determinada determinada tes por 100
em em mililitros em
substituição substituição 80% ou mais
ao parâmetro ao parâmetro de pelo
coliformes coliformes menos 6
termotolerante termotoleran amostras,
s de acordo tes de acordo coletadas
com limites com limites durante o
estabelecidos estabelecido período de
pelo órgão s pelo órgão um ano, com
ambiental ambiental freqüência
competente competente bimestral.
Para os
demais usos,
não deverá
ser excedido
um limite de
4000
coliformes
termotoleran
tes por 100
mililitros em
80% ou mais
de pelo
menos 6
amostras
coletadas
durante o
período de
um ano, com
periodicidad
e bimestral.
A E. Coli
poderá ser
determinada
em
substituição
ao parâmetro
coliformes
termotoleran
tes de acordo
com limites
estabelecido
s pelo órgão
ambiental

25
Gestão Ambiental 2009

Poluente Concentração
Águas Doces
Classe Classe 1 Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4
especial (1)
competente

cianobactérias para - - - - os valores de -


dessedentação de densidade de
animais cianobactéri
as não
deverão
exceder
50.000
cel/ml, ou
5mm3/L
DBO 5 dias a 20ºC - até 3mg/l O2 - até 5 mg/L até 10 mg/L -
O2 O2
OD, em qualquer - não inferior a - não inferior não inferior superior a
amostra 6mg/l O2 a 5 mg/L O2 a 4 mg/L O2 2,0 mg/L O2

turbidez - até 40 - até 100 UNT até 100 UNT -


unidades
nefelométrica
de turbidez
(UNT)
cor verdadeira - nível de cor - até 75 mg até 75 mg -
natural do Pt/L Pt/L
corpo de água
em mg Pt/L
pH - 6,0 a 9,0 - - 6,0 a 9,0 6,0 a 9,0
Clorofila a - 10 µg/L - até 30 ìg/L 60 µg/L -
Densidade de - 20.000 cel/mL - até 50000 100.000 -
cianobactérias ou 2 mm3/L cel/mL ou 5 cel/mL ou
mm3/L 10 mm3/L
Sólidos dissolvidos - 500 mg/L - 500 mg/L 500 mg/L -
totais
Alumínio - 0,1 mg/L Al - 0,1 mg/L Al 0,2 mg/l Al -
dissolvido
Antimônio - 0,005mg/L Sb - 0,005mg/L - -
Sb
Arsênio total - 0,01 mg/L As 0,14 µg/L 0,01 mg/L 0,033 mg/L -
As As As

26
Gestão Ambiental 2009

Poluente Concentração
Águas Doces
Classe Classe 1 Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4
especial (1)
Bário total - 0,7 mg/L Ba - 0,7 mg/L Ba 1,0 mg/L Ba -
Berílio total - 0,04 mg/L Be - 0,04 mg/L 0,1 mg/L Be -
Be
Boro total - 0,5 mg/L B - 0,5 mg/L B 0,75 mg/L B -
Cádmio total - 0,001 mg/L - 0,001 mg/L 0,01 mg/L -
Cd Cd Cd
Chumbo total - 0,01mg/L Pb - 0,01mg/L Pb 0,033 mg/L -
Pb
Cianeto livre - 0,005 mg/L - 0,005 mg/L 0,022 mg/L -
CN CN CN
Cloreto total - 250 mg/L Cl - 250 mg/L Cl 250 mg/L Cl -
Cloro residual total - 0,01 mg/L Cl - 0,01 mg/L - -
(combinado + Cl
livre)
Cobalto total - 0,05 mg/L Co - 0,05 mg/L 0,2 mg/L Co -
Co
Cobre dissolvido - 0,009 mg/L - 0,009 mg/L 0,013 mg/L -
Cu Cu Cu
Cromo total - 0,05 mg/L Cr - 0,05 mg/L 0,05 mg/L -
Cr Cr
Ferro dissolvido - 0,3 mg/L Fe - 0,3 mg/L Fe 5,0 mg/L Fe -
Fluoreto total - 1,4 mg/L F - 1,4 mg/L F 1,4 mg/L F -
Fósforo total - 0,020 mg/L P - até 0,030 0,05 mg/L P -
(ambiente lêntico) mg/L
Fósforo total - 0,025 mg/L P até 0,050 0,075 mg/L -
(ambiente mg/L P
intermediário, com
tempo de
residência entre 2 e
40 dias, e
tributários diretos
de ambiente
lêntico)
Fósforo total - 0,1 mg/L P - 0,1 mg/L P 0,15 mg/L P -
(ambiente lótico e
tributários de
ambientes
intermediários)
Lítio total - 2,5 mg/L Li - 2,5 mg/L Li 2,5 mg/L Li -
Manganês total - 0,1 mg/L Mn - 0,1 mg/L Mn 0,5 mg/L -
Mn
Mercúrio total - 0,0002 mg/L - 0,0002 mg/L 0,002 mg/L -
Hg Hg Hg
Níquel total - 0,025 mg/L - 0,025 mg/L 0,025 mg/L -
Ni Ni Ni

27
Gestão Ambiental 2009

Poluente Concentração
Águas Doces
Classe Classe 1 Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4
especial (1)
Nitrato - 10,0 mg/L N - 10,0 mg/L N 10,0 mg/L N -
Nitrito - 1,0 mg/L N - 1,0 mg/L N 1,0 mg/L N -
Nitrogênio - 3,7mg/L N, - 3,7mg/L N, 13,3 mg/L -
amoniacal total para pH 7,5 para pH 7,5 N, para pH
7,5
- 2,0 mg/L N, - 2,0 mg/L N, 5,6 mg/L N, -
para 7,5 < pH para 7,5 < para 7,5 <
8,0 pH 8,0 pH 8,0
- 1,0 mg/L N, - 1,0 mg/L N, 2,2 mg/L N, -
para 8,0 < pH para 8,0 < para 8,0 <
8,5 pH 8,5 pH 8,5
- 0,5 mg/L N, - 0,5 mg/L N, 1,0 mg/L N, -
para pH > 8,5 para pH > para pH >
8,5 8,5
Prata total - 0,01 mg/L Ag - 0,01 mg/L 0,05 mg/L -
Ag Ag
Selênio total - 0,01 mg/L Se - 0,01 mg/L 0,05 mg/L -
Se Se
Sulfato total - 250 mg/L - 250 mg/L 250 mg/L -
SO4 SO4 SO4
Sulfeto (H2S não - 0,002 mg/L S - 0,002 mg/L 0,3 mg/L S -
dissociado) S
Urânio total - 0,02 mg/L U - 0,02 mg/L U 0,02 mg/L U -
Vanádio total - 0,1 mg/L V - 0,1 mg/L V 0,1 mg/L V -
Zinco total - 0,18 mg/L Zn - 0,18 mg/L 5 mg/L Zn -
Zn
Acrilamida - 0,5 µg/L - 0,5 µg/L - -
Alacloro - 20 µg/L - 20 µg/L - -
Aldrin + Dieldrin - 0,005 µg/L - 0,005 µg/L 0,03 µg/L -
Atrazina - 2 µg/L - 2 µg/L 2 µg/L -
Benzeno - 0,005 mg/L - 0,005 mg/L 0,005 µg/L -
Benzidina - 0,001 µg/L 0,0002 0,001 µg/L - -
µg/L
Benzo(a)antraceno - 0,05 µg/L 0,018 0,05 µg/L - -
µg/L
Benzo(a)pireno - 0,05 µg/L 0,018 0,05 µg/L 0,7 µg/L -
µg/L
Benzo(b)fluoranten - 0,05 µg/L 0,018 0,05 µg/L - -
o µg/L
Benzo(k)fluoranten - 0,05 µg/L 0,018 0,05 µg/L - -
o µg/L
Carbaril - 0,02 µg/L - 0,02 µg/L 70,0 µg/L -
Clordano (cis + - 0,04 µg/L - 0,04 µg/L 0,3 µg/L -
trans)
2-Clorofenol - 0,1 µg/L - 0,1 µg/L - -

28
Gestão Ambiental 2009

Poluente Concentração
Águas Doces
Classe Classe 1 Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4
especial (1)
Criseno - 0,05 µg/L 0,018 0,05 µg/L - -
µg/L
2,4-D - 4,0 µg/L 4,0 µg/L 30,0 µg/L -
Demeton - 0,1 µg/L - 0,1 µg/L 14,0 µg/L -
(Demeton-O +
Demeton-S)
Dibenzo(a,h)antrac - 0,05 µg/L 0,018 0,05 µg/L - -
eno µg/L
3,3- - - 0,028 - - -
Diclorobenzidina µg/L
1,2-Dicloroetano - 0,01 mg/L - 0,01 mg/L 0,01 µg/L -
1,1-Dicloroeteno - 0,003 mg/L - 0,003 mg/L 30 µg/L -
2,4-Diclorofenol - 0,3 µg/L - 0,3 µg/L - -
Diclorometano - 0,02 mg/L - 0,02 mg/L - -
DDT (p,p'-DDT + - 0,002 µg/L - 0,002 µg/L 1,0 µg/L -
p,p'-DDE + p,p'-
DDD)
Dodecacloro - 0,001 µg/L - 0,001 µg/L 0,001 µg/L -
pentaciclodecano
Endossulfan (a + b - 0,056 µg/L - 0,056 µg/L 0,22 µg/L -
+ sulfato)
Endrin - 0,004 µg/L - 0,004 µg/L 0,2 µg/L -
Estireno - 0,02 mg/L - 0,02 mg/L - -
Etilbenzeno - 90,0 µg/L - 90,0 µg/L - -
Fenóis totais - 0,003 mg/L - 0,003 mg/L 0,01 mg/L até 1,0 mg/L
(substâncias que C6H5OH C6H5OH C6H5OH de C6H5OH
reagem com 4-
aminoantipirina)
Glifosato - 65 µg/L - 65 µg/L 280 µg/L -
Gution - 0,005 µg/L - 0,005 µg/L 0,005 µg/L -
Heptacloro - 0,01 µg/L 0,000039 0,01 µg/L 0,03 µg/L -
epóxido + µg/L
Heptacloro
Hexaclorobenzeno - 0,0065 µg/L 0,00029 0,0065 µg/L - -
µg/L
Indeno(1,2,3- - 0,05 µg/L 0,018 0,05 µg/L - -
cd)pireno µg/L
Lindano (g-HCH) - 0,02 µg/L - 0,02 µg/L 2,0 µg/L -
Malation - 0,1 µg/L - 0,1 µg/L 100,0 µg/L -
Metolacloro - 10 µg/L - 10 µg/L -
Metoxicloro - 0,03 µg/L - 0,03 µg/L 20,0 µg/L -
Paration - 0,04 µg/L - 0,04 µg/L 35,0 µg/L -
PCBs - Bifenilas - 0,001 µg/L 0,000064 0,001 µg/L 0,001 µg/L -
policloradas µg/L
Pentaclorofenol - 0,009 mg/L 3,0 µg/L 0,009 mg/L 0,009 mg/L -

29
Gestão Ambiental 2009

Poluente Concentração
Águas Doces
Classe Classe 1 Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4
especial (1)
Simazina - 2,0 µg/L - 2,0 µg/L - -
Substâncias - 0,5 mg/L LAS - 0,5 mg/L 0,5 mg/L -
tensoativas que LAS LAS
reagem com o azul
de metileno
2,4,5-T - 2,0 µg/L - 2,0 µg/L 2,0 µg/L -
Tetracloreto de - 0,002 mg/L 1,6 µg/L 0,002 mg/L 0,003 µg/L -
carbono
Tetracloroeteno - 0,01 mg/L 3,3 µg/L 0,01 mg/L 0,01 µg/L -
Tolueno - 2,0 µg/L 2,0 µg/L -
Toxafeno - 0,01 µg/L 0,00028 0,01 µg/L 0,21 µg/L -
µg/L
2,4,5-TP - 10,0 µg/L - 10,0 µg/L 10,0 µg/L -
Tributilestanho - 0,063 µg/L - 0,063 µg/L 2,0 µg/L -
TBT TBT TBT
Triclorobenzeno - 0,02 mg/L - 0,02 mg/L - -
(1,2,3-TCB +
1,2,4-TCB)
Tricloroeteno - 0,03 mg/L - 0,03 mg/L 0,03 mg/L -
2,4,6-Triclorofenol - 0,01 mg/L 2,4 µg/L 0,01 mg/L 0,01 mg/L -
Trifluralina - 0,2 µg/L - 0,2 µg/L - -
Xileno - 300 µg/L - 300 µg/L - -
(1) Padrões para corpos de água onde haja pesca ou cultivo de organismos para fins de consumo intensivo
Notas:
Águas doces: Classes Especial e de 1 a 4 (ver usos específicos na Res. 357/05);
Águas salinas: Classes Especial e de 1 a 3 (ver usos específicos na Res. 357/05).
Águas salobras: Classes Especial e de 1 a 3 (ver usos específicos na Res. 357/05).

30
Gestão Ambiental 2009

Limites máximos de lançamento (Resolução CONAMA 357/05)


Padrões de lançamento de efluentes
Poluente Concentração
pH 5a9
Temperatura inferior a 40 ºC, sendo que a variação de temperatura do
corpo receptor não deverá exceder a 3ºC na zona de
mistura
materiais sedimentáveis até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o
lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de
circulação seja praticamente nula, os materiais
sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes
regime de lançamento vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média do período
de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos
permitidos pela autoridade competente
óleos e graxas óleos minerais até 20 mg/L
óleos vegetais e até 50 mg/L
gorduras animais
Arsênio total 0,5 mg/L As
Bário total 5,0 mg/L Ba
Boro total 5,0 mg/L B
Cádmio total 0,2 mg/L Cd
Chumbo total 0,5 mg/L Pb
Cianeto total 0,2 mg/L CN
Cobre dissolvido 1,0 mg/L Cu
Cromo total 0,5 mg/L Cr
Estanho total 4,0 mg/L Sn
Ferro dissolvido 15,0 mg/L Fé
Fluoreto total 10,0 mg/L F
Manganês dissolvido 1,0 mg/L Mn
Mercúrio total 0,01 mg/L Hg
Níquel total 2,0 mg/L Ni
Nitrogênio amoniacal total 20,0 mg/L N
Prata total 0,1 mg/L Ag
Selênio total 0,30 mg/L Se
Sulfeto 1,0 mg/L S
Zinco total 5,0 mg/L Zn
Clorofórmio 1,0 mg/L
Dicloroeteno 1,0 mg/L
Fenóis totais (substâncias que reagem 0,5 mg/L C6H5OH
com 4-aminoantipirina)
Tetracloreto de Carbono 1,0 mg/L
Tricloroeteno 1,0mg/L

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Gestão Ambiental 2009

3.1.4 – Poluição por Resíduos Sólidos

a) A legislação

Resolução CONAMA 006/91 de 19.09 (Dispõe sobre a incineração de


resíduos sólidos provenientes de estabelecimentos de saúde, portos e
aeroportos).

Resolução CONAMA 005/93 de 05.08 (Estabelece definições,


classificação e procedimentos mínimos para o gerenciamento de
resíduos sólidos oriundos de serviços de saúde, portos e aeroportos,
terminais ferroviários e rodoviários).

Resolução CONAMA 23/96 de 12.12 (Regulamenta a importação e


uso de resíduos perigosos).

Resolução CONAMA 228/97 de 20.08 (Dispõe sobre a importação de


desperdícios e resíduos de acumuladores elétricos de chumbo).

Resolução CONAMA 275/01 (Estabelece código de cores para


diferentes tipos de resíduos na coleta seletiva).

Portaria 053/79 de 01/03 do Ministro do Interior (normas para


tratamento e disposição final de resíduos sólidos), em fase de
modificação (Resolução CONAMA 001/91 de 25/04).

Resolução CONAMA 308/02 de 21.03 (Licenciamento Ambiental de


Sistemas de Disposição Final dos Resíduos Sólidos Urbanos –
Municípios de Pequeno Porte).

Resolução CONAMA 307/02 de 05.07 (Diretrizes, critérios e


procedimentos para gestão dos resíduos da construção civil).

Resolução CONAMA 313/02 de 29.10. (introduz o Inventário


Nacional de Resíduos Sólidos).

Resolução CONAMA 358/05 de 29.04 (revoga a Resolução


CONAMA 283/01 e dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos
resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências).

b) As competências

Esfera federal fixa diretrizes, Estados são responsáveis por aprovação e


fiscalização de projetos de tratamento e disposição de resíduos sólidos,
municípios organizam serviços de limpeza pública e coleta, transporte
e depósito de resíduos sólidos.

32
Gestão Ambiental 2009

3.2 – ZONEAMENTO AMBIENTAL E ECOLÓGICO-ECONÔMICO

Ordenamento Territorial
Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE)
Zoneamento Ambiental
Zoneamento Industrial
Zoneamento Urbano
etc.

a) A legislação

Lei 6.151/74 aprovada o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) que, “ao
abordar o desenvolvimento urbano define a necessidade de
implantação do zoneamento industrial.

Decreto-Lei 1.413/75 dispôs sobre as áreas críticas de poluição e estabeleceu que o


zoneamento urbano devesse viabilizar alternativas
locacionais para indústrias poluentes.

Lei 6.803/80 instituiu as “diretrizes básicas para o zoneamento industrial nas áreas
críticas de poluição” e criou três tipos de zonas industriais.

Lei 6938/81 (art. 9, II) prevê o Zoneamento Ambiental como instrumento da política
ambiental (planejamento do espaço territorial visando
compatibilizar a convivência dos seres que o habitam com
as atividades nele exercidas).

Constituição Federal 1988 (art. 21, IX) atribui competência à União para “elaborar e
executar Planos Nacionais e Regionais de
Ordenação do Território e de
desenvolvimento econômico e social”.

III Plano Nacional de Desenvolvimento estabelece como meta “aperfeiçoar e acelerar


o Zoneamento Econômico-ecológico,
considerando o uso do solo segundo a sua
capacidade” e “identificar áreas que devem
ser preservadas como reservas naturais,
perpetuando seu potencial genético”.

Decreto Federal 99.540/90 de 21.09 cria a Comissão Coordenadora do


Zoneamento Ecológico-Econômico do
Território Nacional (instrumento técnico
indispensável à ordenação do território e que
norteará a elaboração dos planos nacionais e
regionais de desenvolvimento econômico e
social).

33
Gestão Ambiental 2009

Lei 8.171/91 dispõe sobre a política agrícola, e trata, em seu art. 19, sobre
zoneamento agroecológico.

Lei 10.257/01 aprova o Estatuto da Cidade e a Política Urbana. Este estatuto define
os instrumentos da política urbana do país
(art.4º), destacando-se, dentre eles, o
zoneamento ambiental.

Decreto 4.297/02 regulamentou o art. 9º, inciso II, da Lei nº 6.938/81 estabelecendo
critérios e dando a denominação de ZEE para
o “zoneamento ambiental”, além de outras
providências.

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Gestão Ambiental 2009

3.3 – SISTEMA DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E ÁREAS


PROTEGIDAS

Reservas Particulares do Patrimônio Natural (Decreto 98914/90 de 31.01-


Revogado pelo Decreto nº 1.922/96 de 05.06) - competência do IBAMA por
destinação do proprietário

Reservas Ecológicas (art 2° Código Florestal, Resolução CONAMA 004 de


18.09.85- revogada) - florestas e demais formas de vegetação natural
permanente, bem como as assim declaradas por ato do Poder Público.

Áreas de Relevante Interesse Ecológico-ARIE (Resolução CONAMA 012 de


14.09.89) - áreas com características naturais extraordinárias ou que abrigam
exemplares raros da biota regional, preferencialmente com extensão inferior a
5000 ha e com pequena ou nenhuma ocupação humana.

Reservas Extrativistas (Decreto 98897/90 de 30.01) - espaços territoriais


criados pelo Poder Público destinados à exploração auto-sustentável e
conservação dos recursos naturais renováveis, por população extrativista.

Áreas de Proteção Ambiental - APA (Resolução CONAMA 010 de 14.12.88) -


unidades de conservação criadas pelo Poder Público destinadas a proteger e
conservar a qualidade ambiental e os sistemas naturais ali existentes.

Estações Ecológicas (Lei 6902/81 de 27.04) - áreas de domínio público criadas


pelo Poder Público representativas de ecossistemas brasileiros destinadas à
realização de pesquisas básicas e aplicadas de Ecologia, à proteção do
ambiente natural e ao desenvolvimento da educação conservacionista; sua
implantação pode também ser exigida pelo Órgão competente no caso de
licenciamento de obras de grande porte para compensar danos ambientais.

Áreas e Locais de Interesse Turístico (Lei 6513/77 de 20.12) - trechos do


território nacional, inclusive suas águas, a serem preservados e valorizados no
sentido cultural e natural, destinados à realização de planos e projetos
turísticos.

Parques Nacionais (Decreto 84017/79 de 21.09) - áreas extensas e delimitadas,


criadas pelo Poder Público, dotadas de atributos naturais excepcionais, objeto
de preservação permanente, submetidos à condição de inalienabilidade e
indisponibilidade em seu todo, que se destinam aos fins científicos, culturais,
educativos e recreativos.

Áreas de Preservação Permanente - APP (Art. 2° do Código Florestal de 1965;


Resolução CONAMA 303/02; 302/02 e 369/06)- Áreas e espaços territoriais
especialmente protegidos situados, por exemplo, ao redor de manguezais,
restingas, dunas, nascentes d’água, lagoas, tabuleiros, e outros considerados de
relevante interesse ambiental.

35
Gestão Ambiental 2009

Outras (Reservas Biológicas, Áreas Naturais Tombadas, Cavidades Naturais


Subterrâneas, Áreas Circundantes às Unidades de Conservação, etc.).

Lei 9985/00 de 20.08 (Institui o Sistema Nacional de Unidades de


Conservação da Natureza, dando critérios e normas para a criação,
implantação e gestão de unidades de conservação).

Lei 11284/06 de 02.03 (dispõe sobre a gestão de florestas públicas para a


produção sustentável; institui, na estrutura do Ministério do Meio Ambiente, o
Serviço Florestal Brasileiro - SFB; cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento
Florestal - FNDF; e dá outras providências).

Resolução CONAMA 369/06 de 28.03 (dispõe sobre os casos excepcionais, de


utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, que
possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação
Permanente-APP).

Resolução CONAMA 371/06 de 05.04 (estabelece diretrizes aos órgãos


ambientais para o cálculo, cobrança, aplicação, aprovação e controle de gastos
de recursos advindos de compensação ambiental).

Resolução CONAMA 379/06 de 19/10 (cria e regulamenta sistema de dados e


informações sobre a gestão florestal no âmbito do Sistema Nacional do Meio
Ambiente-SISNAMA).

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Gestão Ambiental 2009

3.4 – AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL E LICENCIAMENTO


AMBIENTAL

a) A legislação

Lei 6803/80 de 27.07 (dispõe sobre Zoneamento Industrial, instituindo estudos


de impacto ambiental para localização de pólos industriais, centrais nucleares e
atividades poluidoras).

Lei 6938/81 de 31.08 (dispõe sobre PNMA, instituindo no art. 9 a Avaliação


de Impacto Ambiental).

Decreto 88351/83 de 10.06 (vincula licenciamento de atividades poluidoras à


AIA).

Resolução CONAMA 001 de 23.01.86 (estabelece definições,


responsabilidades e diretrizes da AIA).

Resolução CONAMA 009 de 03.12.87 (regulamenta Audiências Públicas).

Outras Resoluções CONAMA que vinculam AIA a licenciamento de


empreendimentos específicos (Res. 006/87- obras grande porte do setor
elétrico; Res. 005/88- obras de saneamento; Res. 006/88-resíduos industriais
perigosos; Res. 009 e 010/90-extração mineral, etc.).

Resolução CONAMA 237 de 19.12.97 (licenciamento ambiental).

Resolução CONAMA 378/06 de 19.10 (Define os empreendimentos


potencialmente causadores de impacto ambiental nacional ou regional para
fins do disposto no inciso III, § 1o, art. 19 da Lei no 4.771, de 15 de setembro
de 1965, e dá outras providências).

Instrução Normativa IBAMA 184/08 de 17.07 (Estabelece procedimentos para


o licenciamento ambiental federal, cujas etapas serão efetuadas por intermédio
do SisLic).

Portaria MMA 206/08 de 17.07 (Dispensa de anuência prévia do ICMbio nos


processos de licenciamento ambiental de atividades com impacto local
situadas em área urbana consolidada situadas em APA desde que, quando
efetuado pelo poder público local, esse possua equipe técnica especializada,
Conselho Municipal do Meio Ambiente, legislação própria sobre o
licenciamento. Mantém o dever do ICMbio de fiscalizar as atividades e
empreendimentos licenciados pelo Município).

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Gestão Ambiental 2009

Existem ainda Resoluções CONAMA com enfoque mais específico, a saber:

Resolução CONAMA 005/88 de 15.06 (Dispõe sobre o licenciamento de obras


de saneamento básico).

Resolução CONAMA 23/94 (dispõe sobre licenciamento ambiental das


atividades de exploração e lavra de jazidas de combustíveis líquidos e gás
natural).

Resolução CONAMA 265/00 (avaliação de ações de controle, prevenção e


licenciamento das instalações industriais de petróleo e derivados localizadas
no território nacional).

Resolução CONAMA 279/01 de 27.07 (estabelece procedimento simplificado


para o licenciamento ambiental, com prazo máximo de sessenta dias de
tramitação, dos empreendimentos com impacto ambiental de pequeno porte,
necessários ao incremento da oferta de energia elétrica no País).

Resolução CONAMA 281/01 de 12.07 (modelos de publicação de pedidos de


licenciamento, sua renovação e concessão, para os empreendimentos e
atividades de significativo impacto ambiental).

Resolução CONAMA 284/01 de 30.08 (dispõe sobre o licenciamento de


empreendimentos de irrigação).

Resolução CONAMA 286/01 de 30.08 (dispõe sobre o licenciamento


ambiental de empreendimentos nas regiões endêmicas de malária).

Resolução CONAMA 305/02 (dispõe sobre Licenciamento Ambiental, Estudo


de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto no Meio Ambiente de atividades
e empreendimentos com Organismos Geneticamente Modificados e seus
derivados).

Resolução CONAMA 308/02 de 21.03 (dispõe sobre Licenciamento


Ambiental de sistemas de disposição final dos resíduos sólidos urbanos
gerados em municípios de pequeno porte).

Resolução CONAMA 385/06 de 27.12 (dispõe sobre Licenciamento


Ambiental de agroindústrias de pequeno porte e baixo potencial de impacto
anbiental).

Resolução CONAMA 312/02 de 10.10 (dispõe sobre o licenciamento


ambiental dos empreendimentos de carcinicultura na zona costeira).

Resolução CONAMA 318/02 de 04.12 (prorroga o prazo estabelecido no Art.


15 da Resolução CONAMA 289/2001, que estabelece diretrizes para o
Licenciamento Ambiental de Projetos de Assentamentos de Reforma Agrária).

38
Gestão Ambiental 2009

Resolução CONAMA 349/04 de 16.08 (dispõe sobre o licenciamento


ambiental de empreendimentos ferroviários de pequeno potencial de impacto
ambiental e a regularização dos empreendimentos em operação).

Resolução CONAMA 350/04 de 20.08 (dispõe sobre o licenciamento


ambiental específico das atividades de aquisição de dados sísmicos marítimos
e em zonas de transição).

Resolução CONAMA 377/06 de 09.10 (Dispõe sobre licenciamento ambiental


simplificado de Sistemas de Esgotamento Sanitário)- LIO: licença ambiental
única

Resolução CONAMA 378/06 de 19/10 (define os empreendimentos


potencialmente causadores de impacto ambiental nacional ou regional).

Resolução CONAMA 404/08 de 11.11 (Estabelece critérios e diretrizes para o


licenciamento ambiental de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos
sólidos urbanos).

Resolução CONAMA 412/09 de 13/05 (Estabelece critérios e diretrizes para o


licenciamento ambiental de novos empreendimentos destinados à construção
de habitações de Interesse Social).

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Gestão Ambiental 2009

3.5 – AUDITORIA AMBIENTAL

a) A legislação

Projeto de Lei 3160 de 26.08.92 e respectivo Substitutivo de 09.08.95 (dispõe


sobre realização de auditorias ambientais nas instituições cujas atividades
causem impacto ambiental) – suspenso.

Lei 1898/91 de 26.11; Decreto 21470A/95 de 05.06 e diretriz FEEMA DZ-056


R. 2 – Estado do Rio de Janeiro (institui obrigatoriedade de auditoria
ambiental e a vincula ao Sistema de Licenciamento de Atividades Poluidoras).

Lei 10627/92 de 16.01 – Estado de Minas Gerais.

Lei 4802/93 de 02.08 e Decreto 3795N/94 de 27.12 – Estado do Espírito


Santo.

Lei 3968/93 de 15.09 – Município de Vitória.

Resolução CONAMA 306 de 05.07.02 (estabelece os requisitos mínimos e o


termo de referência para a realização de auditorias ambientais em portos
organizados, instalações portuárias, plataformas e suas instalações de apoio e
refinarias).

Portaria 319 de 15.08.03 (estabelece os requisitos mínimos quanto ao


credenciamento, registro, certificação, qualificação, habilitação, experiência e
treinamento profissional de auditores ambientais para execução de auditorias
ambientais específicas).

Resolução CONAMA 381/06 de 14/12 – (altera dispositivos da Resolução no


306, de 5 de julho de 2002 e o Anexo II, que dispõe sobre os requisitos
mínimos para a realização de auditoria ambiental).

3.6 - GERENCIAMENTO COSTEIRO

a) A legislação

Projeto de Lei 3759/84 – Primeiro projeto de lei.

Lei 7661/88 de 16.05 (institui o PNGC).

Decreto 2972/99 de 26.02 (atribui à SQA a proposição de políticas e normas, a


definição de estratégias e a implementação de programas e projetos
relacionados com o ordenamento territorial e com a gestão integrada dos
ambientes costeiros e marinhos).

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Gestão Ambiental 2009

Resolução 01 de 21.11.90 da Comissão Interministerial para os Recursos do


Mar – CIRM (aprova PNGC após submetê-lo ao CONAMA).

Resolução 10 de 04.05.94 (Cria a Câmara Técnica para Assuntos de


Gerenciamento Costeiro - REVOGADA)

Decreto 5300/04 de 07.12.04 (Regulamenta a Lei 7661/88 de 16.05.88 que


institui o PNGC, dispõe sobre regras de uso e ocupação da zona costeira e
estabelece critérios de gestão da orla marítima).

Decreto 5382/05 de 03.03.05 (Aprova o VI Plano setorial para os Recursos do


Mar – VI PSRM).

Decreto 5377/05 de 23.02.05 (Aprova a Política Nacional para os Recursos do


Mar – PNRM).

b) Definições e conteúdo

Zona costeira: “área de abrangência dos efeitos naturais (ZC) resultantes das
interações terra-mar-ar, que leva em conta a paisagem físico-
ambiental, em função dos acidentes topográficos situados ao
longo do litoral, como ilhas, estuários e baías, que comporta em
sua integridade os processos e interações características das
unidades ecossistêmicas litorâneas e inclui as atividades sócio-
econômicas que aí se estabelecem”.

Critérios para definição de ZC:

Critério resultante de estudos técnicos (PEGCs):


não fragmentação da unidade natural;
limite externo da faixa terrestre: linha de cristas da
configuração do litoral;
limite externo da faixa marítima: espaço submerso até onde
ocorram movimentos que possam ocasionar processos
naturais;
para as duas faixas anteriores considerar áreas marcadas por
atividade socioeconômica intensa.

Critério aplicável na ausência do anterior:


faixa marítima: 11,1km sobre uma perpendicular, contados a
partir da Linha da Costa (cartas M.M.);
faixa terrestre: 20,0km sobre uma perpendicular, contados a
partir da Linha da Costa.

Objetivo do PNGC: planejar e gerenciar de forma integrada, descentralizada e


participativa, as atividades sócio-econômicas na Zona
Costeira.

41
Gestão Ambiental 2009

Estrutura do PNGC: o MMA como coordenador e os governos dos 17 estados


litorâneos como executores, delegando ações integradas
entre seus municípios. O PNGC está inserido no âmbito da
Secretaria de Qualidade Ambiental nos Assentamentos
Humanos (SQA) do MMA.

Conteúdo do PNGC: Zoneamento de usos e atividades da zona costeira,


contemplando os seguintes aspectos:
urbanização;
ocupação do solo, subsolo e das águas;
parcelamento e remembramento do solo;
sistema viário e de transporte;
sistema de produção, transmissão e distribuição de
energia;
habitação e saneamento básico;
turismo, recreação e lazer;
patrimônio natural, histórico, étnico, cultural e
paisagístico.

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Gestão Ambiental 2009

3.7 – GERENCIAMENTO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS

a) A legislação

Código das Águas de 10 de julho de 1934.

Constituição Federal de 1988 => Todos os corpos d’água passam a ser de


domínio público; estabelece dois domínios: da União e dos Estados.

Lei 9433 de 8 de janeiro 1997 => Institui Política Nacional de Recursos


Hídricos e cria Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.

97 Resoluções do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (de novembro 98


a abril de 2009, sendo que 10 destas revogadas) => Diretrizes para formação
e funcionamento dos Comitês de Bacias Hidrográficas, Formação de
Câmaras Técnicas, Procedimento para enquadramento de corpos d’água,
Gestão de águas subterrâneas, cobrança pelo uso dos Recursos Hídricos,
aprovação do Plano Nacional de Recursos Hídricos, estabelece as
prioridades para aplicação dos recursos provenientes da cobrança pelo uso de
recursos hídricos, dentre outras.

Projeto de Lei 1616/99 => Dispõe sobre a gestão administrativa e a


organização institucional do Sistema Nacional de Gerenciamento de
Recursos Hídricos.

26 Leis Estaduais (SP, CE, DF, AC, SC, SE, RS, BA, RN, PB, PE,
aprovadas antes da Lei 9433/97; GO, MG, AL, MA, PA, ES, MG, RJ e PR,
aprovadas depois da Lei 9433/97).

Lei 9984 de 17 de Julho de 2000 => Dispõe sobre criação da Agência


Nacional de Águas – ANA, entidade federal de implementação da Política
Nacional de Recursos Hídricos e de coordenação do Sistema Nacional de
Gerenciamento de Recursos Hídricos.

Decreto 4613 de 11 de março de 2003 => Regulamenta Conselho Nacional


de Recursos Hídricos e dá outras providências.

Lei 10.881 de 9 de junho de 2004 => Dispõe sobre os contratos de gestão


entre a Agência Nacional de Águas e entidades delegatórias das funções de
Agências de Águas relativas à gestão de recursos hídricos de domínio da
União e dá outras providências.

Portaria nº 357/2006 de 18/11- (institui, no âmbito do Ministério do Meio


Ambiente, Comissão Permanente com a finalidade de sugerir procedimentos
para articulação e integração das ações e temas conexos do Conselho
Nacional do Meio Ambiente-CONAMA e do Conselho Nacional de
Recursos Hídricos-CNRH).

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Gestão Ambiental 2009

b) Definições e conteúdo

Bacia Hidrográfica: “unidade geográfica de planejamento e gestão dos recursos


hidrícos” – introduz enfoque descentralizado assumindo o
caráter de regionalização dos programas e ações ambientais
“transformando a cooperação Estado-Município, através da
interface regional, no centro de gravidade das Políticas
Nacionais das Águas e do Meio Ambiente”.

Comitê de Bacia: “Parlamento da Água”, órgão político, colegiado, socialmente


representativo (Estado, Municípios, Usuários, União,
Entidades Profissionais, Pessoas Competentes), de
negociação e decisão.

Agência de Bacia: Entidade técnica e financeira, arrecadadora e aplicadora de


recursos em projetos em cuja execução ela não se envolve
diretamente; atua como canalizadora do esforço regional de
planejamento e alavanca os recursos para a proteção e
recuperação das águas.

c) Algumas iniciativas anteriores

Gerenciamento integrado da Bacia do Rio Doce (DNAEE/Beture


Setame).
Projeto Paraíba do Sul (DNAEE/DBE Environment).
Macroplano de Gestão Ambiental da Bacia da Baia de Sepetiba.

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Gestão Ambiental 2009

ANEXO I

A AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

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Gestão Ambiental 2009

Avaliação de Impacto Ambiental

Definições

Impacto Ambiental “diferença entre a situação do meio ambiente (natural e social)


futuro modificado pela realização do projeto e a situação do meio ambienta futuro tal
como teria evoluído sem o projeto”.

AIA “estudo para identificar, prever, interpretar e prevenir as conseqüências ou


efeitos ambientais que determinadas ações, planos, programas ou projetos podem
causar à saúde, ao bem estar humano e ao entorno; estes estudos devem considerar as
alternativas à ação ou projeto e pressupõem a participação do público; representam
instrumento a serviço da decisão”.

Evolução da AIA como Mecanismo Institucional

- Início da fase de adoção da AIA (EUA e França)


Década de 70
- Enfoque técnico

- Difusão do processo de AIA


Década de 80
- Enfoque administrativo

- Processo relativamente consolidado


Início da década 90
- Enfoque político-administrativo

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Gestão Ambiental 2009

Legislação Brasileira

- Lei 6803 de 02/07/80 Zoneamento Industrial (EIA para localização de pólos


industriais, centrais nucleares e atividades poluidoras)

- Lei 6938 de 31/08/81 Política Nacional de Meio Ambiente e criação do CONAMA


e SISNAMA (Art.9º institui AIA).

- Decreto 88.351 de 10/06/83 Vincula o licenciamento de atividades poluidoras à


AIA.

- Resolução CONAMA 001 de 23/01/86 Definições, responsabilidades e diretrizes


da AIA.

- Constituição Federal 1988 Sanções penais e criação de áreas de patrimônio


nacional.

- Leis e Decretos Sucessivos Mudanças na estrutura institucional.

- Resolução CONAMA 237 de 12/12/97 Licenciamento Ambiental.

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Gestão Ambiental 2009

Resolução CONAMA 001 de 23/01//86

Impacto Ambiental (Art. 1º) “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas
e biológicas do meio ambiente, causadas por qualquer forma de matéria ou energia
resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam:
A saúde, a segurança e o bem estar da população;
As atividades sociais e econômicas;
A biota;
As condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
A qualidade dos recursos ambientais.

Fases do AIA (Res. CONAMA 001 – Art.6º)


Diagnóstico Ambiental da área de influência do projeto considerando:
 O meio físico – sub-solo, água, ar, clima, destacando recursos
minerais, topografia, tipos e aptidões do solo, corpos d’água, regime
hidrológico, correntes atmosféricas;
 O meio biológico e os ecossistemas naturais – flora e fauna,
destacando espécies indicadoras da qualidade ambiental de valor
científico e econômico, raras e ameaçadas, e áreas de preservação
permanente);
 O meio sócio econômico – uso e ocupação do solo, usos da água,
sócio-economia, destacando sítios e monumentos arqueológicos,
históricos e culturais, relações de dependência, recursos ambientais.
Análise dos impactos ambientais do projeto e suas alternativas, através da
identificação, previsão da magnitude e interpretação da importância dos
prováveis impactos, discriminando: impactos positivos e negativos, diretos e
indiretos, imediatos e a médio e longo prazo, temporários e permanentes, seu
grau de reversibilidade, suas propriedades cumulativas e sinérgicas, a
distribuição dos ônus e benefícios sociais.
Definição de medidas mitigadoras – equipamento de controle e de tratamento de
despejos, avaliando sua eficiência.
Elaboração do programa de acompanhamento e monitoramento – indicando
fatores e parâmetros a serem considerados.

48
Gestão Ambiental 2009

Empreendimentos a serem submetidos à AIA no Brasil

Art. 2o Dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo


relatório de impacto ambiental - RIMA, a serem submetidos à aprovação do órgão
estadual competente, e da Secretaria Especial do Meio Ambiente - SEMA em caráter
supletivo, o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente, tais como:
I - Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento;
II - Ferrovias;
III - Portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos;
IV - Aeroportos, conforme defi nidos pelo inciso 1, artigo 48, do Decreto-Lei nº 32, de
18 de setembro de 1966158;
V - Oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos
sanitários;
VI - Linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230KV;
VII - Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos, tais como: barragem para
fins hidrelétricos, acima de 10MW, de saneamento ou de irrigação, abertura de canais
para navegação, drenagem e irrigação, retificação de cursos d’água, abertura de barras e
embocaduras, transposição de bacias, diques;
VIII - Extração de combustível fóssil (petróleo , xisto, carvão);
IX - Extração de minério, inclusive os da classe II, defi nidas no Código de Mineração;
X - Aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos;
Xl - Usinas de geração de eletricidade, qualquer que seja a fonte de energia
primária,acima de 10MW;
XII - Complexo e unidades industriais e agro-industriais (petroquímicos, siderúrgicos,
cloroquímicos, destilarias de álcool, hulha, extração e cultivo de recursos hídricos
hidróbios);
XIII - Distritos industriais e zonas estritamente industriais - ZEI;
XIV - Exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas acima de 100 hectares
ou menores, quando atingir áreas significativas em termos percentuais ou de
importância do ponto de vista ambiental;
XV - Projetos urbanísticos, acima de 100 ha ou em áreas consideradas de relevante
interesse ambiental a critério da SEMA e dos órgãos municipais e estaduais
competentes estaduais ou municipais1;
XVI - Qualquer atividade que utilizar carvão vegetal, em quantidade superior a dez
toneladas por dia.
XVI - Qualquer atividade que utilizar carvão vegetal, derivados ou produtos similares,
em quantidade superior a dez toneladas por dia. (nova redação dada pela Resolução
n°11/86)
XVII - Projetos Agropecuários que contemplem áreas acima de 1.000 ha. ou menores,
neste caso, quando se tratar de áreas signifi cativas em termos percentuais ou de
importância do ponto de vista ambiental, inclusive nas áreas de proteção ambiental.
(inciso
acrescentado pela Resolução n° 11/86)
XVIII - Empreendimentso potencialmente lesivos ao patrimônio espeleológico nacional.
(inciso acrescentado pela Resolução n° 5/87)

49
Gestão Ambiental 2009

Algumas Considerações sobre a Resolução CONAMA 001/86

Aspectos Positivos relativa descentralização do processo: preocupação com


independência da equipe realizadora do EIA; existência de requisitos de análise de
alternativas e de verificação de interferência com planos e programas a nível local;
audiência pública.

Aspectos criticáveis caráter da AIA mais preventivo que de auxílio à decisão;


requisitos de análise de alternativas e de interferência com planos e programas a nível
local na prática não são atendidos; pouca clareza quanto aos critérios para
enquadramento das ações como sujeitas a AIA; independência da equipe realizadora do
EIA na prática é relativa; participação do público no final do processo; processo de
audiência pública inicialmente muito “controlado” pelos órgãos de Meio Ambiente
(processo melhorado com a Res.009/87)

Dificuldades Metodológicas da AIA

Identificação delimitação espaço-temporal

Predição a) estudos de caso extrapolar efeitos de ação similar sobre


mesmos ecossistemas ou ecossistemas análogos;
b) modelos conceituais ou quantitativos fazer previsões das
interações do ecossistema;
c) bioensaios de estudos de microcosmo simular efeito das
perturbações sobre os componentes dos ecossistemas em
condições controladas;
d) estudos de perturbações no campo evidenciar respostas de
parcela da área às perturbações.

Avaliação - unidade de mensuração comum;


- estabelecimento de pesos subjetividade

50
Gestão Ambiental 2009

Métodos de Avaliação

- Métodos Quantitativos
- Métodos Econômicos

Métodos Quantitativos:
Métodos Preponderantemente de Identificação:
a) Métodos “ad hoc”
b) Checklist
c) Matrizes
d) Redes
e) Diagramas

Métodos Preponderantemente de Avaliação:


a) Battelle
b) Folha de Balanço
c) Matriz de realização de objetivos

51
Gestão Ambiental 2009

52
Gestão Ambiental 2009

53
Gestão Ambiental 2009

Comparação de Matrizes Simplificadas para Duas Alternativas de


Aeroportos com Cálculo de Índice Global*

* Os números acima das diagonais representam a magnitude e os que estão abaixo, a importância.

54
Gestão Ambiental 2009

Método Sorensen Aplicado para Uso do Solo de Tipo Residencial:

55
Gestão Ambiental 2009

56
Gestão Ambiental 2009

57
Gestão Ambiental 2009

58
ANEXO II

A GESTÃO AMBIENTAL DE BACIAS HIDROGRÁFICAS


Gestão Ambiental 2009

Quadro Legal

- Código das Águas de 10 de julho de 1934.

- Constituição Federal de 1988 Todos os corpos d’água passam a ser de


domínio público; estabelece dois domínios: da União e dos Estados.

- Lei 9433 de 8 de janeiro 1997 Institui a Política Nacional de Recursos


Hídricos e cria Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.

97 Resoluções do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (de novembro 98


a abril de 2009, sendo que 10 destas revogadas) => Diretrizes para formação
e funcionamento dos Comitês de Bacias Hidrográficas, Formação de
Câmaras Técnicas, Procedimento para enquadramento de corpos d’água,
Gestão de águas subterrâneas, cobrança pelo uso dos Recursos Hídricos,
aprovação do Plano Nacional de Recursos Hídricos, estabelece as
prioridades para aplicação dos recursos provenientes da cobrança pelo uso de
recursos hídricos, dentre outras.

- 26 Leis Estaduais (SP, CE, DF, SC, SE, RS, BA, RN, PB, PE, aprovadas antes
da Lei 9433/97; GO, AC, MG, AL, MA, PA, ES, MT, RJ, PR, AM, AP, MS,
PI, RO e TO aprovadas depois.

- Projeto de Lei 1.616/99 Dispõe sobre a gestão administrativa e a


organização institucional do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos
Hídricos.

- Lei 9984 de 17 de Julho de 2000 Dispõe sobre criação da Agência Nacional


de Águas (ANA), entidade federal de implementação da Política Nacional de
Recursos Hídricos e de coordenação do Sistema Nacional de Gerenciamento
de Recursos Hídricos.

- Decreto 4.613 de 11 de março de 2003 Regulamenta Conselho Nacional de


Recursos Hídricos e dá outras providências.

- Medida Provisória 165 de 11 de Fevereiro de 2004 Dispõe sobre o contrato


de gestão entre a Agência Nacional de Águas e as entidades delegatórias das
funções de Agência de Água.

- Lei 10.881 de 9 de junho de 2004 Dispõe sobre os contratos de gestão entre


a Agência Nacional de Águas e entidades delegatórias das funções de
Agências de Águas relativas à gestão de recursos hídricos de domínio da
União e dá outras providências.

- Decreto nº 6.101, de 26 de abril de 2007 ampliou as atribuições da antiga


Secretaria de Recursos Hídricos, criada em 1995, atual Secretaria de Recursos
Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU), e passou a integrar os procedimentos de
gestão dos Recursos Hídricos e Ambiente Urbano.

60
Gestão Ambiental 2009

- Portaria 590, de 05 de Dezembro de 2007 Designa os representantes dos


órgãos e entidades, para compor a Comissão Permanente de articulação e
integração do CONAMA e do CNRH, instituída pela Portaria n° 357, de
18/11/2006

Resoluções CNRH mais relevantes:

Resolução CNRH 92, de 05 de novembro de 2008 -


Estabelece critérios e procedimentos gerais para proteção e conservação das águas
subterrâneas no território brasileiro.

Resolução CNRH 91, de 05 de novembro de 2008 -


Dispõe sobre procedimentos gerais para o enquadramento dos corpos de água
superficiais e subterrâneos.

Resolução CNRH 90, de 04 de Junho de 2008 - Estabelece as prioridades para


aplicação dos recursos provenientes da cobrança pelo uso de recursos hídricos,
referidos no inc. II do § 1º do art. 17 da Lei nº9.648, de 1998, com a redação dada
pelo art. 28 da Lei nº 9.984, de 2000, para o exercício orçamentário de 2009.

Resolução CNRH 80, de 10 de Dezembro de 2007 - Aprova o Detalhamento


Operativo de Programas do Plano Nacional de Recursos Hídricos.

Resolução CNRH 78, de 10 de Dezembro de 2007 - Aprova a revisão dos


mecanismos e ratifica os valores relativos à cobrança pelo uso de recursos hídricos
de domínio da União da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Resolução CNRH 70, de 19 de Março de 2007 - Estabelece os procedimentos,


prazos e formas para promover a articulação entre o Conselho Nacional de Recursos
Hídricos e os Comitês de Bacia Hidrográfica, visando definir as prioridades de
aplicação dos recursos provenientes da cobrança pelo uso da água, referidos no inc.
II do § 1º do art. 17 da Lei nº 9.648, de 1998, com a redação dada pelo art. 28 da Lei
nº 9.984, de 2000.

Resolução CNRH 69, de 19 de Março de 2007 - Aprova a proposta do Sistema de


Gerenciamento Orientado para os Resultados do Plano Nacional de Recursos
Hídricos – SIGEOR.

Resolução CNRH 65, de 07 de Dezembro de 2006 - Estabelece diretrizes de


articulação dos procedimentos para obtenção da outorga de direito de uso de
recursos hídricos com os procedimentos de licenciamento ambiental.

Resolução CNRH 58, de 30 de Janeiro de 2006 - Aprova o Plano Nacional de


Recursos Hídricos.

Resolução CNRH 54, de 28 de Novembro de 2005 - Estabelece modalidades,


diretrizes e critérios gerais para a prática de reuso direto não potável de água.

61
Gestão Ambiental 2009

Resolução CNRH 48, de 21 de Março de 2005 - Estabelece critérios gerais para a


cobrança pelo uso dos recursos hídricos.

Resolução CNRH 37, de 26 de Março de 2004 - Estabelece diretrizes para a outorga


de recursos hídricos para a implantação de barragens em corpos de água de domínio
dos Estados, do Distrito Federal ou da União.

Resolução CNRH 32, de 15 de Outubro de 2003 - Institui a Divisão Hidrográfica


Nacional.

Resolução CNRH 30, de 11 de Dezembro de 2002 - Define metodologia para


codificação de bacias hidrográficas, no âmbito nacional.

Resolução CNRH 29, de 11 de Dezembro de 2002 - Define diretrizes para a outorga


de uso dos recursos hídricos para o aproveitamento dos recursos minerais.

Resolução CNRH 27, de 29 de Novembro de 2002 - Define os valores e os critérios


de cobrança pelo uso de recursos hídricos na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do
Sul.

Resolução CNRH 22, de 24 de Maio de 2002 - Estabelece diretrizes para inserção


das águas subterrâneas no instrumento Planos de Recursos Hídricos.

Resolução CNRH 17, de 29 de Maio de 2001 - Estabelece diretrizes para elaboração


dos Planos de Recursos Hídricos de Bacias Hidrográficas.

Resolução CNRH 16, de 08 de Maio de 2001 - Estabelece critérios gerais para a


outorga de direito de uso de recursos hídricos.

Resolução CNRH 15, de 11 de Janeiro de 2001 - Estabelece diretrizes gerais para a


gestão de águas subterrâneas.

Resolução CNRH 13, de 25 de Setembro de 2000 - Estabelece diretrizes para a


implementação do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos.

Resolução CNRH 12, de 19 de Julho de 2000 - Estabelece procedimentos para o


enquadramento de corpos de água em classes segundo os usos preponderantes.

62
Gestão Ambiental 2009

Lei 9.433 de 8 de Janeiro de 1997

a) Escopo
Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema
Nacional de Recursos Hídricos.

b) Fundamentos
água é bem de domínio público;
água é recurso natural limitado, dotado de valor econômico;
em caso de escassez, uso prioritário da água é para o consumo
humano e dessedentação de animais;
gestão deve propiciar uso múltiplo da água;
bacia hidrográfica é eleita como unidade de planejamento;
gestão deve ser descentralizada e participativa.

c) Instrumentos

Planos de Recursos Hídricos (por bacia hidrográfica, Estado e País)


que devem conter:
diagnóstico da situação atual dos recursos hídricos
análise de alternativas de desenvolvimento populacional,
produtivo e de ocupação do solo
balanços hídricos (demandas e ofertas futuras em quantidade
e qualidade) e identificação de conflitos
metas de racionalização de uso (quantitativo e qualitativo)
medidas, programas e projetos para atendimento das metas
prioridades para outorga de direito de uso
diretrizes e critérios para cobrança pelo uso
proposta para criação de áreas sujeitas a restrições

Enquadramento dos Corpos de Água em Classes de Uso (Resolução


CONAMA 20)
Outorga de Direito de Uso
Cobrança pelo Uso
Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos

d) Quadro Institucional

Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos composto


por:
Secretaria de Recursos Hídricos do MMA (Secretaria
Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos)
Conselho Nacional de Recursos Hídricos
Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos
Comitês de Bacias Hidrográficas
Agências de Água
Órgãos públicos federais, estaduais e municipais
relacionados a recursos hídricos

63
Gestão Ambiental 2009

Os Comitês de Bacias Hidrográficas


(Resolução 5, de 10 de abril de 2000)

a) Definição: órgãos colegiados com atribuições normativas, deliberativas e


consultivas; se corpo d’água principal domínio da União, vinculados ao CNRH,
se domínio do Estado e afluente a rio da União, obedecem a critérios e normas
do CNRH e do CERH

b) Composição (número de membros definidos pelo regimento):


Presidente e Secretário – eleitos;
Representantes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios
(até 40% dos votos);
Representantes de Usuários com outorga vigente (até 40% dos
votos)5;
Representantes de Entidades Civis em proporção à população
residente em cada Estado (até 20% dos votos).

c) Principais atribuições:
Aprova o Plano de Recursos Hídricos da Bacia, respeitando
diretrizes do Comitê de Bacia do curso d’água do qual é
tributário, quando existente e do CERH ou do CNRH; submete-lo
a audiência pública.
Aprova propostas da Agência de Água.

A Agência Nacional de Águas – ANA


(Lei 9984, de 17 de Julho de 2000)

a) Definição: autarquia sob regime especial, com autonomia administrativa e


financeira, vinculada ao MMA, com a finalidade de implementar a Política
Nacional de Recursos Hídricos; poderá instalar unidades administrativas
regionais.

b) Principais atribuições:
disciplina, em caráter normativo, a implementação, a operacionalização,
o controle e a avaliação dos instrumentos da PNRH;
outorga o direito de uso dos recursos hídricos em corpos d’água de
domínio da União;
fiscaliza os usos nos corpos da União;
elabora estudos técnicos para subsidiar CNRH na definição dos valores a
serem cobrados nos corpos da União, com base em mecanismos e
quantitativos sugeridos pelos Comitês de Bacia;
implementa, em articulação com os Comitês de Bacia, a cobrança pelo
uso dos recursos de domínio da União;
arrecada, distribui e aplica receitas auferidas pela cobrança pelo uso dos
recursos da União;

5
O somatório de votos de um determinado setor de usuários considerado relevante na bacia não
poderá ser inferior a 4% e superior a 20%.

64
Gestão Ambiental 2009

promove e elabora estudos para subsidiar a aplicação de recursos


financeiros da União em obras e serviços de regularização, de alocação e
distribuição e de controle da poluição, em consonância com o
estabelecido nos planos de recursos hídricos;
define e fiscaliza as condições de operação de reservatórios públicos e
privados;
promove coordenação das atividades da rede hidrometeorológica, em
articulação com outro órgãos que a compõem ou que sejam usuários;
organiza, implanta e gerencia o Sistema Nacional de Informações sobre
recursos hídricos;
estimula pesquisa e capacitação de recursos humanos;
propõe ao CNRH incentivos para conservação dos recursos.

c)Composição:
Diretoria Colegiada, composta de 5 membros nomeados pelo Presidente
da República com mandato de 4 anos com única recondução admitida, e
uma Procuradoria;
Quadro de pessoal composto de servidores públicos concursados ou
redistribuídos de outros órgãos (49 cargos em comissão e 150 cargos de
confiança).

d) Outorga:
nas outorgas de recursos de domínio da União, serão respeitados os
seguintes limites de prazo, contados da data de publicação dos
respectivos atos administrativos:
até 2 anos para início da implantação do empreendimentos;
até 6 anos para conclusão do empreendimento;
até 35 anos para vigência da outorga;
os prazos de vigência serão fixados em função da natureza e do porte do
investimento podendo-se levar em conta o retorno do investimento;
a ANA poderá emitir outorgas preventivas que se destinam a reservar a
vazão passível de outorga possibilitando o planejamento dos
empreendimentos.

e) Alguns aspectos relevantes da Lei:


as receitas provenientes da cobrança pelo uso dos recursos de domínio da
União serão mantidas à disposição da ANA na Conta única do Tesouro
Nacional, enquanto não forem destinadas para as respectivas
programações;
a ANA manterá registros que permitam correlacionar as receitas com as
bacias em que foram geradas;
as disponibilidades poderão ser mantidas em aplicações financeiras na
forma regulamentada pelo Ministério da Fazenda;
as prioridades de aplicação de recursos serão definidas pelo CNRH em
articulação com os respectivos comitês de bacia;
a Lei introduz modificações nas leis 9648/98 e 8001/90 sobre
compensações financeiras relativas ao aproveitamento do potencial
hidráulico e na 9433/97 sobre a composição do SNGRH e competências
da SRH.

65
Gestão Ambiental 2009

Conselho Nacional de Recursos Hídricos


(Decreto 4.613/03)

a)Definição: órgão consultivo e deliberativo.

b)Composição:
Presidente – Ministro do Meio Ambiente;
Secretário Executivo – Titular da Secretaria de Recursos
Hídricos;
1 de cada um dos seguintes Ministérios: da Fazenda; do
Planejamento; Orçamento e Gestão; das Relações Exteriores; dos
Transportes; da Educação; da Justiça; da Saúde; da Cultura; do
Desenvolvimento Agrário; do Turismo; e das Cidades;
2 de cada um dos seguintes Ministérios: de Integração Nacional;
da Defesa; da Ciência e Tecnologia; do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior; da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento;
3 de cada um dos seguintes Ministérios: de Minas e Energia e do
Meio Ambiente;
1 de cada uma das seguintes Secretaria Especiais: de Aqüicultura
e Pesca; e de Políticas para as Mulheres;
10 dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos;
12 de Usuários de recursos hídricos (irrigantes, instituições de
abastecimento público de água e esgoto, concessionárias de
geração hidrelétrica, setor hidroviário, indústrias, pescadores e
usuários com finalidade de lazer ou turismo);
6 de Organizações civis (comitês, consórcios e associações
intermunicipais, organizações de ensino e pesquisa e ONGs com
atuação em recursos hídricos).

c) Principais atribuições:

Analisar propostas de alteração da legislação pertinente a


recursos hídricos;
Estabelecer diretrizes complementares para implementação da
Política Nacional de Recursos Hídricos;
Promover a articulação do planejamento de recursos hídricos com
os planejamentos nacional, regionais, estaduais e dos setores
usuários;
Arbitrar conflitos sobre recursos hídricos;
Deliberar sobre os projetos de aproveitamento de recursos
hídricos cujas repercussões extrapolem o âmbito dos estados em
que serão implantados;
Aprovar propostas de instituição de comitês de bacia
hidrográfica;
Estabelecer critérios gerais para a outorga de direito de uso de
recursos hídricos e para a cobrança por seu uso; e
Aprovar o Plano Nacional de Recursos Hídricos e acompanhar
sua execução.

66
Gestão Ambiental 2009

d) Secretaria Executiva Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério de


Meio Ambiente

e) Principais atribuições da Secretaria Executiva:


Apoio administrativo, técnico e financeiro ao CNRH;
Instruir os expedientes provenientes dos Conselhos Estaduais de
Recursos Hídricos e dos Comitês de Bacia Hidrográfica;
Elaborar seu programa de trabalho e respectiva proposta
orçamentária anual e submetê-los à aprovação do CNRH.

67
Gestão Ambiental 2009

ANEXO III

A ISO 14000

68
Gestão Ambiental 2009

A ISO 14000

Gestão Ambiental
ISO 14000

Sistema Gestão Análise Ciclo


Ambiental de Vida

Avaliação Auditoria
Rotulagem Aspectos
Desempenho Ambiental Ambiental Ambientais
Ambiental Padrões
Produtos

Organização Produto

Estrutura ISO/TC-207 (Secretarias)


Sub-Comitê Denominação País/Organismo
SC1 Sistema de Gestão Ambiental Reino Unido/BSI
SC2 Auditoria Ambiental Holanda/NNI
SC3 Rotulagem Ambiental Austrália/SAA
SC4 Avaliação Desempenho Ambiental EUA/ANSI
SC5 Análise Ciclo de Vida França/AFNOR
SC7 Gestão de gases do efeito estufa e Canadá
atividades relacionadas
TCG Termos e Definições Noruega/NFS
WG7 Aspectos Ambientais Normas de Produtos Alemanha/DIN
*Fonte: adaptado de http://www.tc207.org/Structure.asp

69
Gestão Ambiental 2009

Quadro de Normas - Série ISO 14000 (versão inicial)


o
N Descrição Status Previsão/Emissão
14000 Sistema Gestão Ambiental-Mapa Guia Não -
iniciada
14001 Sistema Gestão Ambiental - Especificação e NBR OUT/96
Diretrizes para Uso
14004 Sistema Gestão Ambiental - Diretrizes Gerais NBR OUT/96
14010 Diretrizes Auditoria Ambiental-Princípios Gerais NBR NOV/96
14011 Diretrizes Auditoria Ambiental-Procedimentos- NBR NOVl/96
Auditoria de SGA
14011-2 Diretrizes Auditoria Ambiental e Procedimentos suspensa -
Parte 2- Princípios Gerais auditoria legal
14012 Diretrizes Auditoria Ambiental - Critérios NBR NOV/96
Qualificação Auditores Ambientais
14014 Diretrizes Auditoria Ambiental-Guia Avaliações suspensa -
Iniciais
14015 Diretrizes para avaliações ambientais de iniciada 2000
localidades e entidades
14020 Rotulagem Ambiental-Princípios Básicos DIS 2o Sem./98
14021 Rotulagem Ambiental-Autodeclaração-Termos e CD 3o Trim./98
Definições e Auto-declarações
14022 Rotulagem Ambiental-Simbologia CD 3o Trim./98
14023 Rotulagem Ambiental-Testes e metodologia WD 3o Trim./98
verificação
14024 Rotulagem Ambiental-Guia certificação com DIS 2o Trim./98
base em análise multicriterial
14031 Avaliação Desempenho Ambiental - Diretrizes DIS 1998
14040 Análise Ciclo de Vida-Princípios e Guia Norma JUN./97
o
14041 Análise Ciclo de Vida-Definições DIS 2 Trim./98
14042 Análise Ciclo de Vida-Análise Impactos CD 1o Trim./99
14043 Análise Ciclo de Vida-Interpretação CD 1o Trim./99
14050 Termos e Definições-Vocabulário DIS 2o Sem./98
Guia Guia Inclusão Aspectos Ambientais Normas Norma MAR/97
ISO 64 Produtos
WD – Proposta de documento inicial; CD – Proposta de Documento para Norma; DIS – Projeto de
Norma Internacional.

70
Gestão Ambiental 2009

Quadro atual de Normas - Série ISO 14000


(Atualizações pelos sites: (https://www.abntnet.com.br/ecommerce/ssl/pesquisaresultado.aspx e
http://www.iso.org/iso/iso_catalogue/catalogue_tc/catalogue_tc_browse.htm?commid=54808)
o
N Descrição Status Previsão/Emissão
14001 SGA - Especificação e Diretrizes para Uso ISO/NBR 1996
2004
14004 SGA - Diretrizes Gerais ISO/NBR 1996
2004
19011 Diretrizes para auditorias de sistemas de ISO/NBR 2002
gestão da qualidade e/ou ambiental
14005 Guia para implantação gradual de Sistema DIS 2010
de Gestão Ambiental
14006 Guia de Eco-design WD 2012
14015 Gestão Ambiental – Avaliação ambiental de ISO/NBR 2001
locais e organizações
14020 Rotulagem Ambiental - Princípios Gerais ISO/NBR 2000
14021 Rotulagem Ambiental – Autodeclaração - ISO/NBR 1999
Termos e Definições e Auto-declarações
(Tipo II)
14024 Rotulagem Ambiental- Princípios e ISO/NBR 1999
procedimentos
(Declaração Ambiental Tipo I)
14025 Rotulagem Ambiental- Princípios e ISO 2006
procedimentos
(Declaração Ambiental Tipo III)
14031 Avaliação Desempenho Ambiental – ISO/NBR 1999
Diretrizes
14032 Avaliação Desempenho Ambiental – ISO 1999
Exemplos
14040 Análise Ciclo de Vida- Princípios e Estrutura ISO/NBR 2001
2006
14041 Análise Ciclo de Vida- Definições- ISO/NBR 1998
compilada nas normas ISO 14040 e 14044
14042 Análise Ciclo de Vida- Análise dos ISO/NBR 2000
Impactos- compilada nas normas ISO 14040
e 14044
14043 Análise Ciclo de Vida- Interpretação- ISO/NBR 2000
compilada nas normas ISO 14040 e 14044
14044 Gestão ambiental - Avaliação do ciclo de ISO/NBR 2006
vida - Requisitos e orientações
14045 Avaliação de Eco-eficiencia WD 2012
TR ACV- Exemplos de como aplicar a ISO ISO 2003
14047 14042

TS ACV- Formato da apresentação de dados ISO 2002


14048

71
Gestão Ambiental 2009

TR ACV- Exemplos de aplicação da ISO 14041 ISO 2000


14049
14050 Gestão Ambiental – Vocabulário (Rev 1) ISO/NBR 2002
2009
14051 Gestão Ambiental - Material de fluxo de CD 2010
contabilidade dos custos – Âmbito e
Princípios gerais.
TR GA – Integração de aspectos ambientais no ISO/NBR 2002
14062 projeto e desenvolvimento de produto.
14063 GA- Comunicação ambiental – Diretrizes e ISO 2003
exemplos 2006
14064 Gases Efeito Estufa (Partes 1,2 e 3) ISO/NBR 2006
14065 Gases Efeito Estufa – Validação e ISO 2007
Verificação
14066 Gases Efeito Estufa – Competências para WD 2012
Validação
14067 Pegada ecológica produção de carbono NP 2015
(Partes 1,2)
Guia 61 Requisitos gerais para avaliação e ISO/NBR 2002
credenciamento de organismos de
certificação/registro
Guia 64 Inclusão Aspectos Ambientais em Normas de ISO/NBR 2002
Produtos 2008
Guia 66 Requisitos gerais para organismos que ISO/NBR 2001
operam avaliação e certificação/registro de
SGA

WI – Estágio Preliminar; NP – Proposta de Trabalho; WD – Proposta de documento inicial; CD –


Proposta de Documento para Norma; DIS – Projeto de Norma Internacional. ISO – Norma Internacional;
NBR – Norma Brasileira; TR- Relatório técnico; TS- Especificação Técnica.

72
Sistema de Gestão Ambiental (SGA)

ISO 14001-Especificação e Diretrizes para Uso


a) Escopo
Especificar os requisitos para um sistema de gestão ambiental permitindo
a uma organização desenvolver e implementar uma política e objetivos
que levem em conta os requisitos legais e informações sobre os aspectos
ambientais significativos; destinada tanto para a obtenção de
certificação/registro do seu SGA por parte de uma organização externa
como para fins de auto-avaliação e auto-declaração, etc.

b) Requisitos gerais

Política ambiental (definida pela alta administração)


apropriada com natureza, escala e impactos ambientais de suas
atividades, produtos ou serviços;
contendo compromisso de melhoria contínua e prevenção da
poluição;
contendo compromisso de atendimento à legislação ambiental
aplicável e a outros requisitos aceitos pela organização;
que forneça a estrutura de definição e revisão dos objetivos e
metas;
documentada, implementada, mantida e comunicada a todos os
empregados;
disponível para o público.

Planejamento
aspectos ambientais;
requisitos legais e outros;
objetivos, metas e programa(s) de gestão ambiental.

Implementação e operação
recursos, funções, responsabilidades e autoridades;
treinamento, conscientização e competência do pessoal;
comunicação (interna e externa);
documentação do SGA;
controle dos documentos;
controle operacional;
preparação e atendimento a emergências.

Verificação e ações corretivas


monitoramento e medição;
avaliação do atendimento a requisitos legais e outros;
não conformidades e ações corretivas e preventivas;
controle de registros;
auditoria interna.
Gestão Ambiental 2009

Análise pela administração

c) Anexos
Anexo A: Orientações para uso da Norma;
Anexo B: Correspondência entre ISO 14001(2004) e ISO
9001(2008);
Anexo C: Bibliografia.

ISO 14004- Diretrizes Gerais sobre Princípios, Sistemas e


Técnicas de Apoio
a) Escopo
Fornecer guia para desenvolvimento e implementação de princípios e
sistemas de gestão ambiental e sua coordenação com outros sistemas de
gestão; instrumento de gestão interna e voluntária, não sendo previsto seu
uso como critério para certificação/registro.

b) Conteúdo
Para os requisitos (princípios) relacionados na ISO 14001, a ISO 14004
estabelece modalidades de implementação (orientação teórica e prática);
inclui orientação para avaliação ambiental inicial-ver norma.

c) Anexos
Anexo A: Exemplos de Principios orientadores internacionais
sobre o meio ambiente (Declaração do Rio sobre Meio Ambiente
e Desenvolvimento e Carta do ICC para o Desenvolvimento
Sustentável);
Anexo B: Bibliografia.

Auditoria Ambiental

ISO 14010- Princípios Gerais


a) Escopo
Fornecer os princípios gerais para o processo de auditoria ambiental
aplicáveis a qualquer tipo de auditoria ambiental.

b) Princípios gerais
Objetivos e escopo;
Objetividade, independência e competência;
Profissionalismo;
Procedimentos sistemáticos;

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Gestão Ambiental 2009

Critérios, evidências e constatações de auditoria;


Confiabilidade das constatações e conclusões da auditoria;
Relatório de auditoria.

c) Anexos
Anexo A: Bibliografia.

ISO 14011- Procedimentos de Auditoria - Auditoria de SGA


a) Escopo
Estabelecer procedimentos para o planejamento e desenvolvimento de
uma auditoria de SGA com o intuito de determinar sua conformidade
com os critérios de auditoria de SGA.

b) Conteúdo
Com base nos princípios relacionados na ISO 14010, a ISO 14011
estabelece modalidades de implementação de uma auditoria de SGA:
Objetivos, funções e responsabilidades (auditor-líder, auditor,
equipe, cliente, auditado);
Auditoria (início, preparação, execução relatórios e retenção de
documentos);
Encerramento.

c) Anexos
Anexo A: Bibliografia.

ISO 14012- Critérios para Qualificação de Auditores Ambientais


a) Escopo
Fornecer diretrizes para os critérios de qualificação de auditores e
auditores lideres; aplicável tanto a auditores internos como externos e
revisável no caso de se introduzirem outras tipologias de auditorias.

b) Conteúdo
Educação e experiência profissional;
Treinamento de auditores (formal e no campo);
Evidência objetiva de educação, experiência e treinamento;
Atributos e habilidade pessoal;
Auditor líder;
Manutenção da competência;
Profissionalismo;
Idioma.

c) Anexos
Anexo A: Avaliação das qualificações dos auditores ambientais;

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Gestão Ambiental 2009

Anexo B: Organismo de certificação de auditor ambiental.

Auditoria pela NBR/ ISO 19011


(Auditorias de Sistema de Gestão da Qualidade e/ou Ambiental)
a) Escopo:
Fornecer orientação sobre os princípios de auditoria e gestão de
programas de auditoria;
Realizar auditorias de sistema de gestão da qualidade e auditorias
de sistemas de gestão ambiental;
Orientar sobre a competência de auditores;
É aplicável a todas as organizações que necessitam realizar
auditorias internas e externas de SGA e/ou qualidade, ou
gerenciar um programa de auditoria.

b) Princípios:
Apresentação justa: veracidade e exatidão;
Conduta ética – o fundamento do profissionalismo: confiança,
integridade, confidencialidade e discrição;
Objetividade, competência, independência e sistemática;
Abordagem baseada em evidências: método racional para
resultados confiáveis.

c) Conteúdo:
Objetivos e campo de aplicação;
Referências normativas;
Termos e definições;
Princípios de auditoria;
Gerenciando um programa de auditoria;
Atividades de auditoria;
Competência e avaliação de auditores.

Avaliação de Desempenho Ambiental

ISO 14031- Diretrizes

a) Escopo
Fornecer diretrizes para planejamento e uso da Avaliação de
Desempenho Ambiental que pode ser utilizado por qualquer tipo,
tamanho, localização e grau de complexidade de organização; não
estabelece níveis de desempenho e não é destinada para fins de
certificação/registro.

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Gestão Ambiental 2009

b) Definição de Avaliação de Desempenho Ambiental


- Processo de gestão interna que utiliza indicadores para comparar o
desempenho ambiental passado e presente de uma organização com seus
critérios de desempenho ambiental;
- Atividade que utiliza um modelo de gestão PDVA (Planejamento,
Desenvolvimento, Verificação e Ação);
- Utiliza duas categorias de indicadores: indicadores de desempenho
ambiental -IDAs (de tipo gerencial e operacional) e indicadores de
condição ambiental – ICAs.

c) Conteúdo

Planejamento
Aspectos ambientais significativos, critérios de desempenho
ambiental e visão das partes interessadas;
Seleção de indicadores para a Avaliação de Desempenho
Ambiental: indicadores de desempenho gerenciais, indicadores de
desempenho operacionais e indicadores de condição ambiental.

Desenvolvimento
Coleta dos dados;
Análise dos dados;
Avaliação das informações;
Registro das informações e comunicação (interno e externo).

Verificação e ação

d) Anexos
Anexo A: Diretrizes suplementares para Avaliação de
Desempenho Ambiental;
Anexo B: Bibliografia.

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