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GRIFOS DO PASSADO

NOTA DO AUTOR

Resolvi escrever um livro sobre a minha religião, a Umbanda. Mas para quem o dirijo? Para os entendidos, aos neó itos, ou aos iniciantes? !os membros da minha corrente da "ociedade #spiritualista #dmundo Rodrigues $erro % o &erreiro do Pai Maneco ou aos espiritualistas? ! quem? 'omo ( di )cil escrever um livro, considerando que no pre *cio j* estou em d+vida. Resolvi, vou escrever para mim e para quem quiser ler, seja ele quem or. tema j* escolhi, só alta o estilo. .evo alar dos ori/*s, das linhas, das correspond0ncias, dos n+meros de esp)ritos e/istentes, do bem e do mal, do grande engano do e/u sórdido, ou do e/u bom e correto que conhe1o? 2ou descrever a imagin*ria e complicada Umbanda esot(rica, ou a Umbanda que pratico e amo? - que devo escrever sobre as correspond0ncias entre as v*rias alanges, das linhas da Umbanda pregadas pelos autores, a do ori/* maior e ori/* menor, alanges superiores e sub3 alanges? -u devo me limitar aos undamentos da Umbanda simples praticada pelo povo? 2ou me dirigir 4 elite ou 4 massa? 5ão posso me contradi6er, se vou escrever para mim, tenho que me dirigir a quem perten1o e gosto, 4s massas. "entado no computador, criei uma tecla imagin*ria, 7deletar o que os outros di6em7. 5ão hesitei, acionando este adequado recurso. "ó vou depender de mim, e da minha cumplicidade com os esp)ritos. 'onto minha vida espiritual, do meu jeito, as coisas tristes e as alegres, alo muito das entidades com quem trabalho e por isso as conhe1o. "uas histórias, comportamentos e atua18es são iguais 4s de todas as outras entidades. 9uando eu mencionar o nome do 'aboclo !:uan, entendam qualquer caboclo dirigente de trabalho, e quando mencionar o do Pai Maneco, alo de todos os pretos3velho que trabalham na Umbanda. 'ada esp)rito que mencionar, troque o nome pelo de sua entidade, e tenha certe6a, ele ser* igual. #stou contando, desde minha in ;ncia, a passagem na linha :ardecista, at( ser eito pai3de3santo na Umbanda. # conto com idelidade os meus sentimentos e o que os esp)ritos me ensinaram. 9ue -/al* nos !be1oe $ernando M. <uimarães

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PREFÁCIO Redigir o pre *cio de um livro gera imenso pra6er ao mesmo tempo em que e/ige uma grande dose de responsabilidade. 9uando o assunto em pauta nos ( amiliar, esta tare a ( ainda mais *rdua, pois não temos um olhar su icientemente neutro para uma abordagem objetiva. 5ada , por(m, ( tão grati icante quanto compartilhar uma pai/ão e, lisonjeada, tento me colocar 4 altura de tal empreendimento. #ste livro nasceu de um grande amor pela religião escolhida> ( um depoimento genu)no de $ernando <uimarães, cuja amiliaridade com o mundo das letras vem da in ;ncia, e cujo apre1o pela espiritualidade ( amplamente reconhecido. <ri os do Passado vem suprir uma lacuna, organi6ando os princ)pios seguidos no &erreiro do Pai Maneco de modo claro e inequ)voco. #scrito numa linguagem coloquial e sem os e/cessos de did*tica que poderiam tornar a leitura en adonha, o livro ( ormado por pequenos contos, numa seq?0ncia din;mica de e/peri0ncias que envolvem, ensinam e, muitas ve6es, divertem. .evemos pontuar, entretanto, que a intencional acilidade da leitura, condu6ida com sabedoria pelo autor, comporta conceitos ilosó icos de uma pro undidade )mpar. !o leitor atento, que sonhou com um livro simples, por(m pro undo, que ale da necessidade da ousadia sem perder de vista a import;ncia da disciplina, aqui est*, inalmente, uma li1ão de vida, as histórias de Pai $ernando de -gum, nosso querido @abalaA. 'ristina Mendes

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QUEM SOU EU? 'omo sempre a1o, iquei parado na rente do cong* em busca de uma inspira1ão para dar in)cio a mais uma gira de Umbanda. C o momento da minha re le/ão, em que limpo todas as minhas ma6elas materiais. 'omecei pedindo perdão pelos meus erros do dia, quando me lembrei das palavras do Pai Maneco, 7perdão não se pede, conquista3se...7 Meu pensamento oi longe. &enho tantos pecados. "er* que um dia poderei merecer a alegria de ver conquistado o perdão de todos os meus erros? - &erreiro de Umbanda Pai Maneco abriga mais de tre6entos m(diuns, al(m de reunir, em suas giras quatrocentas pessoas na assist0ncia. &em sede própria, arrojada constru1ão e ótima locali6a1ão. #u sou o pai3de3santo, o dirigente, aquele que est* sempre com a +ltima palavra. ! m+sica ( re inada, atraindo alguns m+sicos pro issionais, o que torna nossas giras um encontro cultural. 2*rios pontos cantados nasceram dentro do terreiro. C grande, com bom conceito, e muitas pessoas v0m de longe só para serem atendidas com uma consulta. ! casa tem r)gidos princ)pios morais e ilosó icos. 'onsidero3me um pai3de3santo pol0mico, com teorias inovadoras, 4s ve6es contr*rias 4 pr*tica comum da Umbanda, mas, parado/almente, sou preso 4 história. 5ão ujo da tradi1ão da Umbanda no @rasil. C a nossa religião, a +nica brasileira, o iciali6ada por D(lio de Moraes em 1EFG no Rio de Haneiro. 5ão quero incorrer no erro de enterrar comigo a e/peri0ncia de uma vida. 9uando os jovens me pedem a indica1ão de livros que ensinam a Umbanda, não sei o que di6er. !s obras não são claras, e estão al(m da compreensão popular, talve6 por não serem psicogra adas, mas escritas dentro dos conceitos de cada autor, quase sempre divergentes. 5ão vou ugir 4 regra, mas estou convicto que meus conhecimentos oram transmitidos pelas entidades. -uso me antasiar de escritor, mas quando me or, terei dei/ado impressa minha história, aquela que norteia minha vida, com a ressalva de que hoje o que creio e ensino poder* amanhã ser modi icado perante o surgimento de verdades mais verdadeiras. Is ve6es me pergunto, quem sou eu? "ou ainda aquele menino medroso, talve6 o entusiasmado :ardecista contra rituais, ou o j* velho pai3de3santo, cheio de ( e e/peri0ncia? "erei uma mistura de tudo? Hoguei ora minha inoc0ncia, meus medos, minha arrog;ncia, minha humildade, meu ódio ou meu amor? <osto de modi icar, por ser inovador, ou gosto de ser pol0mico, para ser incomum? "ou bom, ou sou ruim? ! inal, quem sou eu? 5ingu(m pode saber, apenas eu mesmo, sou um velho cheio de juventude, uma pessoa alegre cheia de triste6as, uma mistura do bom e do ruim. $iltro o que ou1o, para não me con undir, e olho tudo para aprender. 5ão julgo ningu(m, e não ligo se me julgarem. ! cr)tica ou o elogio não me a etam. <osto de amar, mas não ligo se não me amarem. #u sou um homem humilde e um vaidoso pai3de3santo, em busca da liberdade, a +nica coisa que ainda não conhe1o... Rememoro minha in ;ncia, come1o desta história.

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gelado e assustador. "ua mani esta1ão di ere bastante. da audi1ão. &odos nós a possu)mos em maior ou menor intensidade. @rincava. de dois andares. Por que a6em isso com as crian1as? 'resci atormentado com este remorso. J . no pomposo cai/ão. tendo os m(diuns a caracter)stica da intui1ão. #la não tem data para se mani estar. &alve6 esta seja a mais remota imagem que me recordo.vestido parecia de veludo e seus louros cabelos eram cacheados. que o medo do sobrenatural come1ou a tomar conta de mim. #ra tradi1ão na (poca. quando. quando deu seu nome. 5o undo da minha casa havia uma constru1ão de madeira. junto com um amigo. olhando3me i/amente. j* que ui perseguido por ele em toda minha in . recusava o nome de batismo. sentada em cima do muro. 'oincidentemente. brinc*vamos e t)nhamos nossas coisas. de tanto que me impressionou. embora ningu(m tivesse percebido. repentinamente ele estremeceu por inteiro. neste quarto. olhando3me e esbo1ando um largo sorriso. "a)mos em disparada. dependendo de nossas observa18es e dedica1ão ao seu desenvolvimento. da vid0ncia. chocavam pelas enormes listas pretas e brancas. outra ve6 o medo. corri para dentro da casa. o esp)rito cigano com o qual trabalho. 5unca me acovardei diante de nada e de ningu(m. segundo contam meus amiliares. "a) pela porta dos undos que dava para o antigo quintal e. me aterrori6ava. e/ceto na minha apavorada memória. 5ada icou registrado. não sei. Mas se ( Lotich:a. ou talve6 menos. não era meu pai. "uas roupas não eram daquela (poca. $iquei meses sem entrar no maldito e assombrado quarto. chorando. Mmprovisei uma arm*cia de mentira.ncia. 9uando comecei a balbuciar minhas primeiras palavras. era ruivo e sardento. o )sico e o espiritual. N)vido. no momento de echar o cai/ão. . cheia de bonitos vidros de per umes. #ntrei em desespero e. !quele homem. estava uma menina. $oi quando os vidros come1aram a voar contra as paredes. Pela primeira ve6 o vi sem as sardas. disse chamar3se Koisler. crian1as. Meu amigo. da clarivid0ncia e a capacidade de incorporar esp)ritos e outras tantas ormas que impressionam nossos sentidos. mani estou3se cedo. Mas do espirito? #le era algu(m? 9uando tinha on6e anos meu pai morreu. com meia3cal1a. parecia petri icado. e um dos quartos era o lugar onde nós.J PRIMEIRA PARTE CAPITULO I TUDO COMEÇOU ! mediunidade ( a sensibilidade de perceber e ouvir os esp)ritos. olhei para ele. &inha uns tr0s anos de idade. serve de intermedi*rio aos mundos paralelos. $oi ali. #ra um de unto. para adotar o de Koisler Lotich:a. 5o meu caso. #u. balan1ando in antilmente suas pernas. 9uem a desenvolve. !ssustado. e/atamente ali. .medo. o Nevorato. neguei o ósculo. escondido. os ilhos beijarem sua ace. # não havia como modi ic*3lo. no estilo da pintura cl*ssica do s(culo passado.

assombrou a casa e a mim. vou a6er uma sessão e pedir para que algum esp)rito v* te provar que ele e/iste. era um dos sócios de uma quase alida revista especiali6ada em tur e. - O . jóqueis e cavalari1os. -s cavalos me ascinavam. oi mãe de uma daquelas mulheres e assombrava a casa. percebi movimento de policiais dando as amosas batidas. cuid*vamos da reda1ão. embora com apenas quin6e anos de idade. onde dominava a cor verde garra a. se aparecer algum esp)rito na minha casa. enquanto me contava assustado a causa do reboli1o das mundanas. @em. .ilson. . com desmaios. #stranhei a igura. bastante contrariado. um amigo que a6ia parte de um centro esp)rita. logo que chegamos 4 casa. suma da cidade porque vou te cobrir de pau. . vis8es e sonhos assustadores. nem para cobrar o an+ncio. tudo arra e nenhum compromisso s(rio.ilson. 3 5ão 3 retrucou o .O !pesar de ter apenas tre6e anos. bem penteado e lambido. que. uma p*gina nobre divulgava a e/ist0ncia de chique casa de pra6eres. cabelos brancos e roupas esquisitas. 3 . e o ambiente das corridas era onde convivia. #nquanto ele ardorosamente tentava me convencer da e/ist0ncia do sobrenatural. Procurei a6er em mim mesmo uma lavagem cerebral. segundo disse a dona do lupanar. -uvi algu(m bater no vidro da janela. al(m de angariarmos os an+ncios e ainda cobr*3los. quando um de nós morrer. pensei. esp)rito não e/iste. a6ia ca1oada e o chamava de an*tico louco. 'laro. cheia de barulhos estranhos. bordel só abre 4 noite.egante.ilson. vi uma velha. muito embora eu corresse v*rias ben6edeiras e sortistas. o medo. ( que tinha aparecido o esp)rito da velha de verde. terno impec*vel e gravata borboleta. # na data predeterminada para o pagamento do an+ncio. #ra assim. e o antasma do medo voltou. nome antasia por nós escolhido. meu sócio entrou no carro e partiu rapidamente. que o esp)rito realmente sobrevive 4 morte. vamos combinar. !ssim oi minha adolesc0ncia. 3 &e aviso 3 respondi seco e irme. tomando um u)sque em casa noturna. Hurei nunca mais pisar naquele lugar. 'hegando em casa hoje mesmo.medo não me largava. gritos e correrias. 'omo toda revista vive de propaganda. quis atender a estranha velha.medo continuava meu parceiro. e quando me preparava para descer o vidro. na tentativa de a astar esse terr)vel inimigo. 2oltando o olhar. chamada 7"tar7. discutia sobre esp)ritos com o . entre os treinadores. um vem provar para o outro. Paguei a conta e ui embora. minha aten1ão oi desviada para grande movimenta1ão das mulheres que trabalhavam na casa. e prontoP C tudo bobagemP 'om os cabelos cheios de brilhantina. Pensei um pouco. mas ela havia desaparecido. em troca. Pela minha idade achei prudente não me e/por aos policiais e permaneci dentro do carro. 5ão entendendo nada. Meu sócio e eu escrev)amos. para encobrir o amoso bordel da (poca. ajud*vamos na pagina1ão e impressão. eu.

me aria desistir de ler o que eu queria. $oi quando. #ntrei em desespero. o livro tinha sumido da mesinha de cabeceira. 'omprei o terceiro. $iquei entusiasmado. Um rio percorreu minha espinha. com um ramo de lores no bra1o. Ni 4 noite. tenho um recado. e por ser noite quente. ine/plicavelmente. durante muito tempo. $iquei seu ã. encontrei a . ! igreja era lugar onde ia namorar a Redda. sempre tinha uma e/plica1ão lógica e bem natural. $iquei intrigado. ele desapareceu. Resolvi me entregar. pronta para ser enterrada. sorrindo. #/pliquei a ela que eu era ã dos livros policiais do "hell "cott. por absoluto desconhecimento do ritual católico. .ag. ao abrir a gaveta do arm*rio onde guardava minhas camisas. dormi de lu6 acesa e pedia a . provando ser tudo uma antasia do homem e o que parecia ser sobrenatural. ou seja l* o que osse.ilson. arrisquei mais um olhar. $alou. . # a velha ainda estava l*. quando terminei a leitura do amoso livro do mestre !llan Lardec. # contava histórias. #ntreguei3me e comprei o Nivro dos #sp)ritos. as batidas do sininho do sacristão anunciando o inal da missa. perdeu sua jovem vida. Q . &odos re6avam e eu apenas imitava seus gestos.e ato. #stava perdendo o medo. esp)rita convicta e req?entadora de sess8es medi+nicas. ritual que a6ia diariamente. cheia de mist(rio 3 $ernando. #la recomendou eu ler alguns livros esp)ritas. &ive um in)cio na religião. 3 ! e/peri0ncia ser* o meu aprendi6ado. mas nenhum esp)rito. e at( hoje vivo. na sessão.ilson esquecer nosso trato.esp)rito jamais poderia se mani estar na mat(ria. . suava bastante. em p(. . #ra coincid0ncia demais. sem eu saber do que. 9uando percebi a lu6 do sol. como de h*bito. uma tia muito querida. Meses depois. numa invej*vel parceria de amor e respeito. admitindo e/istir o esp)rito e sua mani esta1ão na mat(ria. e pela terceira ve6. com quem me casei. #stava di erente da +ltima ve6 que a vi.eus a6er o . #scondi3me embai/o das cobertas. 9uis acreditar ter sido um pesadelo. em cima das roupas estavam os tr0s livros misteriosamente desaparecidos. 5o dia seguinte. Mas num daqueles domingos um padre novo na igreja e6 um sermão que me ascinou. o . 4 noite. acordei e vi no canto do meu quarto a minha avó. sorrindo docemente para mim. no cai/ão. em um acidente automobil)stico. enquanto esperava. comprei o mesmo livro. mas teimoso como sou. 'on esso que. li alguns cap)tulos do meu herói. o cora1ão bateu mais depressa e o medo voltou com toda or1a.e manhã. não sei porque. #la tinha ido embora.ias depois. pela segunda ve6. ao acordar. e que não iria ler nenhum livro esp)rita. ca1oei. 9uase ui 4 loucura. Passei a ser menos radical. H* queria ir a missa só para ouvir o padre alar das bobagens do espiritismo. e63me tomar uma decisão. numa madrugada. ! insist0ncia dos enAmenos na minha vida cotidiana. ansioso. . Is ve6es arriscava olhar. principalmente os b*sicos do !llan Lardec. Repetiu3se o enAmeno. disse que ia aparecer para voc0. 'on essei minha disposi1ão 4 . tornei3me adepto do espiritismo. &ua avó.ag.esapareceu o livro. #le di6ia que o espiritismo era uma mentira.Q ! atalidade ( madrasta. !chei demais.

outros com essas m*quinas de voc0s. . meu ilho. l* atr*s. Meu vi6inho. est* o lugar onde todos devem chegar. ! telepatia era minha pr*tica pre erida. 3 . outros de canoa. voc0 est* vendo coisas estranhas. emitindo alguns sons estranhos. osse atrav(s do jogo de cartas at( a imposi1ão de minha vontade sobre as pessoas atrav(s do pensamento. sentou3se no meio da sala. #stava e/citado. Uns vão andando a p(. 9ueria ver. #u. Is ve6es desejava.S CAPITULO 2 INÍCIO !ceitando o espiritismo como verdade. 3Meu ilho. mostrando aos outros. S . oi um passo. ele incorporou. corria onde podia. era um homem de idade madura e reconhecidamente um m(dium receptivo.véio vai imbora. ui interpelado pelo esp)rito.ivertia3me. atr*s do enAmeno. <ostava de captar o pensamento das pessoas. sentir e ter contato com as entidades. projetando um desejo sobre outra pessoa. !s pessoas o tratavam com muito respeito e carinho. Mas no im. sair a)sca quando passava o pente varias ve6es no cabelo e o encostava na minha mão. #le me convidou para ir assisti em sua casa uma sessão esp)rita. que determinada pessoa i6esse algo. . observava atentamente. a inal ia participar. na sala escura. e isto acontecia. Msto só iria entender anos depois. !chei bonita a orma carinhosa do esp)rito conversar comigo. o Kaldemar $oester. meus ilhos. e a ben6eu com a ponta dos velhos dedos do m(dium. minha ilha. !chei estranho aquele pedido. e deseja a tudo mecês muito amor e pa6. pela primeira ve6. Uma senhora pediu ao esp)rito incorporado ajuda para ela alugar uma casa de sua propriedade.a) a req?entar rodas e reuni8es de paranormais. e andando como um velhinho. 3 disse 4 ansiosa mulher. com toda a vontade. Passei a prestar aten1ão nas m)nimas ocorr0ncias que pudessem ser imput*veis 4s or1as não esclarecidas pela ci0ncia comum. Mas saiba. de uma reunião com os mortos. Percebi ser uma verdade incontest*vel o dom)nio do pensamento. que cada um viaja como pode. 3 2ai dar tudo certo. !pós as prepara18es e concentra18es. mas nada acrescentou ao meu julgamento. ! entidade pediu a chave da casa que ela queria alugar. como echar uma janela. !lugar uma casa? C para isso que descem as entidades? "er* esta a tão alada caridade espiritual? #nquanto remo)a meus pensamentos.

Praticamente outra dimensão. tanto que escreveu v*rias obras esp)ritas e psicogra adas pelo esp)rito do Mestre Ramatis. muito embora não tenha isso a m)nima import. o . era um homem casado. quase sempre amiliares dos presentes. 3"ou eu. demonstrando muita calma e pa6 interior.esp)rito e/isteP % in ormou. at( hoje seu presidente.Tercilio receitava homeopatia atrav(s da radiestesia. !chava ótimo. moldagem de mãos em para ina derretida e materiali6a18es dos esp)ritos. undador da "ociedade @rasileira de #studos #sp)ritas. $iquei com medo. #stou aguardando ainda as pesquisas espaciais para con erir. # descobria. !mbos.ilsonP vim cumprir o nosso combinado. Passei a revelar o se/o dos beb0s. 9uando podia. Nevei um susto. a entidade. 'onsidero o Mauri o m(dium de e eitos )sicos mais e/traordin*rio que conheci. mat(ria de uma de suas obras. . aguardando a continuidade da conversa1ão. descobrindo len1óis de *gua. H* h* alguns anos dei/ei de a6er os testes por tr0s ortes motivos. H* conhecia o Tercilio Maes. #le pregava a e/ist0ncia de vida no planeta Marte. . $a6ia trans igura18es.medo ainda era meu insepar*vel companheiro. 5uma delas. andava com uma orquilha de aroeira ou pessegueiro na mão. tanto o Kaldemar $oester como o Tercilio Maes. perdi a alian1a e não tenho mais cabelos. $iquei ansioso. $iquei pronto para participar ativamente das sess8es esp)ritas. ! inal j* tinha vinte e um anos de idade. Pai Hoaquim? 5ão deveria ser irmão Hoaquim.isse. #le di6ia que em Marte a vida era di erente da nossa. um dos esp)ritos mani estantes incorporou no Mauri e alou. muito apreciada pelo p+blico do ramo.Mauri icava na rente da assist0ncia incorporando v*rios esp)ritos. um e/traordin*rio m(dium. # oi assim que assisti a primeira incorpora1ão de um esp)rito em um m(dium. como vai? . . .G 3Muito obrigado. Mas as antigas e/peri0ncias me levaram a crer nesta positiva ci0ncia dos p0ndulos. pai de um robusto menino. ainda na barriga das mães. #ntrei no grupo esp)rita dirigido pelo Mauri Rodrigues. 3$ernando. $ernando. mas j* não era tanto. como todos di6em?3 pensava comigo. disse a esposa do Kaldemar. G . &rans igura1ão era um tipo de trabalho muito interessante. que antecipa o se/o dos etos.pólo negativo e o positivo eram sinali6ados atrav(s do p0ndulo por mim improvisado com a minha alian1a de ouro amarrada em um io de cabelo. Mnteressei3me pelo assunto. . oram admir*veis mestres que me iniciaram no espiritismo. Pai Hoaquim. dotado de uma simpatia irradiante e convicto das coisas que ensinava.ncia na minha vida pessoal. a modernidade da ecogra ia.

$iquei emocionado. mas amorosamente. Mndelicada. empolgado. desaba ei.E 5ão deu para segurar... E . admirado. sei l* o que mais. 3 !inda bem que minhas preces oram atendidas e voc0 demorou para a6er isso.

$omos ao centro esp)rita. $echamos todas as janelas e as vedamos com um pano preto para haver absoluta escuridão. sem nenhuma lu6. !ssisti v*rios trabalhos deste tipo reali6ados por esse di erenciado m(dium e. !pós o auditório havia outra sala. onde estava a cabina de materiali6a1ão. com dois andares. principalmente um deles que elegi como o mais terr)vel e assustador. eles oram maravilhosos e dei/aram marcas inesquec)veis na minha jornada dentro do espiritismo. consequentemente. o m(dium doador do ectoplasma deve icar no escuro. ou seja. $iquei meio descon iado. . echou a porta e oi para o auditório. uma con ort*vel poltrona. ( a maior prova da sua e/ist0ncia. -uvi os seus passos caminhando pesadamente no piso levando o MaurU. tornando3se mat(ria e. cAmodo e um guarda3roupas.1F CAPITULO 3 COMO PERDI O MEDO . $oi nele que iniciamos o trabalho. irmão $ernando % cumprimentou. embora impressionantes.que amparava meu medo era que o MaurU estava comigo. "ente3se na cama. era o e/cesso de ectoplasma que acumulava em seu corpo. e ique aguardando. independente de vid0ncia medi+nica. . 5a parte da rente icava um auditório.cara ( loucoP . o qual deveria ser e/pelido por um trabalho de materiali6a1ão. uma ante3sala e inalmente. 2alha3me HesusP . apagou a lu6. segundo e/plicou. "ua doen1a. entidade diretora dos trabalhos de e eitos )sicos. 3"alve. na parte dos undos. do corpo inteiro. 5ão tenha medo. $iquei nervoso pois estava so6inho no quarto escuro. atrav(s do ectoplasma do m(dium. semelhante a um len1ol branco. C quando ele toma orma densa. pois nunca tinha participado tão diretamente de um trabalho de e eitos )sicos. Mnteressante que ela pode ser parcial ou total. 2ou levar o m(dium para a cabina da materiali6a18es. &rabalhava normalmente nos meus a a6eres pro issionais. com uma cama. ica envolvido na densidade do ectoplasma. carinhosamente. "eu quarto era simples. cheios de a tas. pois ele % o rosto. . o que acalmaria as inconveni0ncias causadas pela sua mediunidade. quando recebi a visita do MaurU.urante um trabalho de materiali6a1ão. ou apenas um rosto ou outro membro qualquer. #/plicando a necessidade da escuridão absoluta para esse tipo de trabalho. MaurU Rodrigues da 'ru6 ( um deles.esp)rito se materiali6a.eterminou. . cercada por grossa cortina de veludo escuro.que pensa que sou? Meus pensamentos estavam 1F . Pediu3me para ajud*3lo a a6er um trabalho imediatamente.que estou a6endo aqui? .enAmeno da materiali6a1ão do esp)rito. "eu rosto estava vermelho e seus l*bios inchados. o quarto do MaurU. vis)vel a qualquer um. 'om a lu6 acesa incorporou o esp)rito do irmão !ntonio <rim. Poucos são os paranormais com esta aculdade de produ6ir ectoplasma su iciente para trans ormar uma energia espiritual em mat(ria. #ra uma casa de madeira. ! lenda do len1ol que cobre o antasma nasceu com a materiali6a1ão do rosto do esp)rito.

$oi uma e/peri0ncia assustadora. abriu a porta . Hesus. olhou3me e perguntou. . quando passava pela minha rente. correndo e se atirando. "entou3se ao meu lado na cama.mesmo barulho que ouvi no come1o. !ntonio <rim. H* que Hesus não me ouvia. -uvi algu(m correr pelo quarto de um lado para outro. acilita para se ouvir o esp)rito materiali6ado. e/alando um cheiro orte e a6edo. com assoalho de madeira e paredes tamb(m de madeira. Re6ava. e se dando ao lu/o ainda. icou com medo? 5unca ui grosseiro com as entidades. despediu3se. Mas não naquele dia. . como ainda devoto. 2oltou o MaurU sobre o qual descarreguei toda minha ira e custei a perceber que j* não tinha as a tas.11 direcionados para esta linha na tentativa talve6 de esconder o medo. $oi quando ouvi um tipo de pequena e/plosão. aquela t)pica alma do outro mundo. 5aquele dia. 5ão em pensamento.irmão !ntonio <rim. sei l* de quantos anos. . o meu maior respeito por todas elas. e repetia.que o senhor acha? 'om a mesma pa6 que chegou. berrei. socorroP Um compartimento no segundo andar de uma casa de madeira. venha depressaP $oi um al)vio. 3Mrmão $ernando. ora noutra. Respondi grosseiramente. voltando do cAmodo onde oi no in)cio.. "enti seu ba o. #m vo6 alta mesmo.e repente.. esbo1ando leve sorriso. 3 . com massa corpórea. de assoprar meu rosto e bater em minha cabe1a. perdi totalmente o medo dos esp)ritos. $iquei apavorado.evotava. repetiu3se e o quarto icou silencioso. . parou na minha rente. ora numa parede. Pai 5osso. acendeu a lu6. 11 .

todos nós temos necessidade de uma religião. so6inho e pensativo. todos meus amigos. &ornou3se cristalina a mensagem. 'om l*pis e papel na mesa. não era pro undo e t(cnico> era mais voltado para o sentido pr*tico. 'ada um de nós deve se encai/ar naquela que mais lhe agrada. iquei em d+vida para dar resposta ao convite. dei/ei minha mão correr. por chegarem a nós atrav(s da palavra de um encarnado. e descobri que todos nós sabemos e di6emos que todas as religi8es são boas. buscarem novos aprendi6ados em cultos e ci0ncias di erentes. não cabendo a nenhuma o rótulo da 2erdade. e como aprendi a respeitar os sinais dos esp)ritos.1= GRUPO KARDECISTA CAPITULO 4 Um novo grupo de trabalho estava se ormando. Meu conhecimento. todas as religi8es são imper eitas. $oi uma mensagem trivial. e eu a6ia parte dos planos dos undadores. o perisp)rito e o esp)rito.eus ( 2erdade7. a regressão das vidas passadas e outras tantas e/istentes por a). 1= . tomando o cuidado com as que ogem dos princ)pios do amor e da caridade. ui buscar o que havia por tr*s dela. sequiosos de conhecimentos de outras religi8es. a astrologia. e nunca pela vo6 direta da . #nquanto estive trabalhando com esse grupo. Minha vontade era ser um espiritualista independente. -s praticantes da Umbanda. 5ão tinha mais d+vidas que iria continuar trilhando uma religião. !cho mais importante que conhecer a parte cient) ica de uma lor. no qual iquei vinte e cinco anos. @usquei o contato atrav(s da psicogra ia. aqui no mundo material. participei de interessantes trabalhos. a esp)rita. como a t(cnica da proje1ão astral. sempre atra)do pelo desa io de me con rontar com o desconhecido. senti a presen1a de uma entidade amiga. 7entre tantas coisas. !chei o te/to muito simples. onde pude colher esclarecimentos que hoje ormam a minha base como m(dium integrante da Umbanda. era su iciente saber que a aura ( o conjunto ormado pela mat(ria. Mnverti o sentido desta rase. a aura. Para mim. como eu e outros tantos. cores e un18es dos chacras. só . !pesar do meu temperamento de não hesitar.ivindade. dedicado estudo do espiritismo e a intera1ão teórica e pr*tica com personalidades reconhecidamente cultas da religião trou/eram3me um bom conhecimento do mundo espiritual. a cabala. pela minha própria vontade. 5ão me interessava decorar os nomes. &enho visto os umbandistas. Recolhido em minha sala. como e onde ele pode prejudicar ou bene iciar a mediunidade. a astado de qualquer compromisso religioso. e quando. saber apreciar a sua bele6a e sentir seu per ume. Huntei3me ao novo grupo. mas poucos na linha :ardecista. at( o entendimento claro da onte e a causa de todos os desequil)brios da mediunidade. com a consci0ncia de serem todas imper eitas. o duplo et(reo. desde a simples mani esta1ão do esp)rito incorporado.

sabem de sua import. cavalo da Umbanda ( treinado para incorporar o esp)rito enquanto o m(dium :ardecista desperta o seu interior espiritual. na relva +mida. previamente sacri icado para esse im.ncia no desenvolvimento medi+nico nos terreiros da Umbanda. não apresentava nenhum tipo de rea1ão.que o a ligia era uma rinite crAnica. 5ão devemos esquecer que o semelhante atrai o semelhante. isto para impregnar seu perisp)rito com as energias naturais. #le oi in ormado por outros m(diuns que estava sendo obsidiado por um esp)rito maligno. Pedi para ver a sola de seus sapatos. - 1B . tendo sarado de todo seu mal estar. !o contr*rio. Forma p !"am !#o ma# r$a%$&a'a Um rapa6. atrav(s de pensamentos negativos. resultado de um anterior e mal sucedido trabalho de magia. e a da Umbanda e/ercita e ensina a incorpora1ão plena e a manipula1ão dos elementos naturais. parecendo um osso. sempre que poss)vel. ou seja. renovando as cargas acumuladas e que não puderam ser descarregadas pelo isolamento da borracha. essa massa oi se diluindo at( se trans ormar em uma esp(cie de liquido. desaparecendo completamente. . com arrepios e mal estar permanente. #ram de borracha. que em seu nari6 estava locali6ada uma massa. descal1a. seu estado estava se agravando. $oi surpreendente o resultado. Mntuitivamente percebemos que o seu perisp)rito estava com uma cor avermelhada. !contecia o seguinte. e terminada a limpe6a de seu perispirito. Percebi. a energia do sangue oi sugada por seu perisp)rito que. por sua ve6. A)ra ")*a +om "a!() Um homem acometido por uma orte anemia. apesar de estar tendo toda a assist0ncia m(dica. atraindo para si toda a energia do sangue. eito com sangue de animal. ! linha :ardecista desperta a sensibilidade )ntima. 5o caso. tendo ela me a irmado usar sempre este tipo de cal1ado. um material sabidamente isolante energ(tico. mudamos o tratamento. assisti a trabalhos interessantes. sem renova1ão. um m(dium estendia seus dedos contra os do doente. !trav(s de passes. sugava toda energia de seu corpo )sico. 'omo os passes magn(ticos não surtiram os e eitos que prev)amos. sem solu1ão da medicina terrena. atrai energias negativas. de uns vinte anos. e abra1ar uma *rvore. Recomendei3lhe andar. 5a passagem :ardecista.1B que tiveram uma passagem no espiritismo tradicional desta linha. um pensamento negativo. procurou nosso centro. E! r($a $!# rromp$'a Uma mo1a vivia tensa. originada e criada pelo próprio paciente. não havendo nenhuma atua1ão de esp)ritos obsessores. #sta ( a t)pica orma do pensamento materiali6ado no perisp)rito. as energias circulavam em seu perispirito. intuitivamente.

"ão as energia negativas que circulam dentro do perisp)rito. -s principais sintomas da doen1a da aura são as dores circulantes no corpo e nos ossos.ra Uma mo1a so ria de ortes dores de cabe1a. . que se aproveitou de uma descuidada brecha na corrente. 2i enrolada na sua cabe1a a energia de uma cobra. uma energia mais mat(ria do que esp)rito. mas nos casos da morte do corpo animado pelo esp)rito. vi uma enorme cobra sobre a mesa. #ra uma energia negativa. que nós designamos como duplo et(reo. e a vid0ncia dos m(diuns. !dverti os m(diuns para não abrirem sua guarda energ(tica. curioso.a" m -orma ' +o.1J m(dium serviu de ponte para a limpe6a da aura do homem. 3 ! apari1ão de um esp)rito materiali6ado não ( o mesmo? % perguntou. #sses trabalhos t0m a 1J . O ')p%o #/r o Um jovem integrante do nosso grupo. por isso. nada tendo a ver com entidades obsessoras. "ão tr0s casos bem distintos. sem contar o que estava vendo. a enorme cobra se enrolou no seu corpo. tentando se apro/imar de um dos m(diuns. 5enhum esp)rito estava se mani estando. . ele sobrevive durante um tempo. "ão males originados sempre por in lu0ncias internas do próprio pensamento do paciente. t0m a sensa1ão de ainda e/istirem. não só do nosso corpo. ! apari1ão imediata após a morte de algu(m ( o duplo do morto. e/pliquei. estava a6endo con usão entre os sinais da morte pelo duplo et(reo. 3 ! materiali6a1ão ( produto de um trabalho organi6ado. #m pouco tempo ele icou completamente curado. 3 &oda mat(ria que ocupa lugar no espa1o tem a sua cópia no plano espiritual.otimismo e o controle das nossas emo18es são as principais de esas que possu)mos para destruir as energias que sujam nosso perispirito. durante uma sessão.urante algum tempo. C o duplo et(reo. sorrateiramente introdu6ida no ambiente. $icou curada com os passes magn(ticos do grupo. 5osso grupo estava reunido. e. e eita pela doa1ão do ectoplasma por um m(dium especial. "ó voltou a si depois de insistentes passes energ(ticos do grupo. 5otei que uma das participantes do grupo rela/ou em sua concentra1ão. sem solu1ão m(dica. as apari18es pela materiali6a1ão. icando alienada da seguran1a do grupo. talve6 por um inimigo qualquer do espa1o. Msso tamb(m ( comum com as pessoas que tiveram algum membro amputado do seu corpo. #le ( r*gil. são acilmente curados. Mncontinenti. mas tamb(m dos objetos inanimados. não obstante a silenciosa e e iciente concentra1ão do grupo em volta da mesa. A" ! r($a" ! (a#$. em ambiente 4 meia lu6. criada e materiali6ada por pensamentos negativos. !brindo os olhos. a6endo com que ela desmaiasse imediatamente. ainda não dissolvido. e sensibilidade na base da coluna.

1O prote1ão do alto astral do espa1o. Msso que possibilita ao esp)rito mudar de orma. % inali6ei 1O . ali*s. di erente do cascão. o que (? 3 ! mat(ria e o duplo estão envolvidos pelo perisp)rito que. C como se osse uma roupa guardada no arm*rio. 3 # o perisp)rito. di erem bastante. ( mais espiritual que material. C nele que estão gravadas todas as ormas de nossas vidas anteriores. 5ão ( o mesmo caso.

pela pobre6a. % interrompi com sarcasmo. tenho uma opinião. atra)do pela lei do carma. Mesmo que eu tivesse nascido na am)lia mais pobre deste planeta eu seria sempre um religioso. a dor da trag(dia or baseada no entendimento que nada acontece por acaso. ao desamparo. nada acrescenta 4s pessoas. so6inho. Particularmente. Um pr(dio inteiro desabou. com uma vida eli6. sem precisar de ningu(m. se antes de procurar uma justi icativa na vida anterior.1Q CAPITULO 0 REENCARNAÇ1O ! reencarna1ão ( a base da iloso ia esp)rita. seria o que? !teu? . sob pequenas desculpas de todos. sempre o dono da verdade. Recebi a visita de um amiliar de uma delas.ncia.ato ( que a roda dissolveu3se. #stava reunido com um culto grupo diretivo da elite esp)rita. 1Q . resgate do carma. na outra vida. $oi quando um capitão re ormado do e/(rcito. . e o assunto discutido era e/atamente sobre as di erencia18es sociais. alcan1arem longo tempo de vida. e não soubesse ler. -s que não cr0em na possibilidade do esp)rito voltar v*rias ve6es. ! reencarna1ão ajusta essas di erencia18es. por muito tempo manchete dos jornais. % gabou3se. % alou na sua costumeira arrog. talve6 minha irAnica observa1ão tenha causado mal estar. o conhecimento das reencarna18es anteriores. 'ontou3me como aconteceu. matando v*rias am)lias. a causa est* no resgate dos erros das vidas anteriores. pois todos terão a oportunidade de usu ruir da sorte. 5ão entender esse crit(rio tra6 a alguns o antasma da revolta e do descr(dito nas religi8es. est* a (. at( mesmo de alcan1ar o entendimento religioso. um acidente tr*gico. a lei da causa e e eito. na cidade balne*ria de <uaratuba. em corpos di erentes. privando alguns. "e hoje voc0 so re. #la e/plica todas as distor18es e di erencia18es sociais e culturais entre os homens. 3 # se o senhor não tivesse tido um pai que pagou seus estudos. e esp)rita. Mas. interrompeu. 3 Msso não ( desculpa. e a certe6a que o semelhante atrai o semelhante. nacionais e internacionais. senão nesta. não conseguem entender porque uns são privilegiados com a ortuna e o bem estar e outros são jogados 4 m* sorte. Pela emp* ia do capitão. # sabem por qu0?. !conteceu h* algum tempo. "e um amiliar oi assassinado. !prendi nos livros. não tra6 consolo. são princ)pios b*sicos da doutrina. ao v)cio ou 4 pobre6a nem porque uns morrem em tenra idade e outros ganham a sorte de. !cima do conhecimento. o ato de saber que este assassino oi morto pela atual vitima. % arrematou. a aceita1ão ser* bem mais *cil.

bem mais animado. #nquanto troc*vamos de carro. esposa e ilhos. não oi? 3 perguntei. colocado no escuro. 3 $a6 um m0s que aconteceu. o +nico consolo que posso ter ( saber se eles estão bem. Hamais vai voltar ao estado normal sem uma resposta. sugeriu ir 4 praia. apesar de não ser religioso. de cristal. descobria v*rias reencarna18es. vi o pr(dio desabar. muito mais do que conhecer o ilme de suas vidas anteriores. Um espelho grande. $eli6mente. tenha calma. "ou muito descon iado com as revela18es sobre o passado. 'oncordei. % rebateu indignada as minhas a irma18es.1S 3 #stava no automóvel. tão na moda hoje. tendo ele sa)do de minha casa. com meu ilho menor. Umas vinte pessoas participaram da e/peri0ncia. muito bem amparados pelos mentores do espa1o. por or1a da imagina1ão. 3 5ão sou religioso. só pode ter sido pela vontade de . enquanto conversava. 3 Mas quem conta não ( a terapeuta. 5a verdade. bandido. nós vemos. $i6emos. 'ada um que parava em rente ao espelho. assistido pelas entidades protetoras. mas claro. pude descrever seus amiliares e dar provas indiscut)veis de estarem todos eles. mesmo enganada. # o homem. por não ter encontrado palavras para consola3lo. Mas não ( este o caso. que justi icasse o que lhe aconteceu? "e o ilho não alasse em trocar de carro hoje todos estariam vivos. de endia a posi1ão que at( hoje mantenho. sabia disso. iluminado apenas por uma vela. ainda com a vantagem do espelho ter sido cru6ado espiritualmente por algumas entidades. Um deles.ei a r( no @ug. 4 guisa de curiosidade. oi at( o apartamento buscar algumas coisas que tinha esquecido. com minha esposa e meus tr0s ilhos. com o esportivo carro @ug. Uma pessoa ligada 4 espiritualidade e ao esoterismo ensinou uma orma de se en/ergar vidas anteriores. mas. sob a hipnótica ala do terapeuta. !s viagens astrais. teve (. 3 Pior ainda. resignado. como oi ensinado. !s revela18es oram acontecendo. pr)ncipe. Regredir em vidas anteriores. irrepar*veis trans orma18es psicológicas. destacava esse ato. 'onversando com algumas pessoas. % disse. e.3 balbuciou. !diantaria ele saber acontecimentos de alguma vida anterior. ora da garagem. 2oc0 entra em transe para isso. no momento. quando ui interpelado por uma de ensora desta pratica. minha esposa. ou rid)culos convencimentos irreais. Mas. pirata. . emocionado. &odos morreram.eus. aproveitando o momento. pessoas gordas e 1S . C muito recente. % retruquei. no que oi acompanhada por dois dos meus ilhos. # isso lhe e6 bem. ( pass)vel de erros. % respondeu. que o tempo lhe dar* con orto. causando. algumas ve6es. este desastre coletivo envolvendo tantas mortes. nem conhe1o o espiritismo. Romano. podem nos levar 4 irrealidade. re lete imagens das vidas anteriores.

. Um homem magro. en im todo tipo oram revelados pelo espelho m*gico. #la me cativava. sobre a veracidade das a irma18es. ou o uturo. "ei que e/istem. para ele o assunto era grave e eu. sempre relatando atos )ntimos. pelo respeito que tinha aos esp)ritos. 9uando mo1o. ontem j* ui. videntes ou esot(ricos. a rainha do #gito. um jovem m(dium. at( com o cheiro do pó de arro6 empoado atr*s das orelhas. mas por que conhec03las? Toje eu sou. e nada disse aos presentes. j* de idade. Uma seleta reguesia garantia sua sobreviv0ncia.. um recado para eu ir l* com urg0ncia. 3 #stou vendo tamb(m. 5a minha ve6. quer de m(diuns intuitivos. era saber quem ui. visitava com req?0ncia. 'ontou3me. #le não entendeu a piada. nada cobrava. como o eminino não ocupa cascão masculino. em nada vai a etar minha atual vida. praticantes das rendosas leituras das vida anteriores. atrav(s de um amigo comum. 9uando usava sua mediunidade. iquei olhando o espelho. 9uase ui 4 loucura. Mas não podia dei/ar a mo1a sem resposta. Recebi. porque ela tinha tido uma revela1ão sobre uma minha vida anterior. impressionava os consulentes. a inal. 'onhecer o passado. Vtima em sua vid0ncia. careca e irreverente. por ser uma pessoa simples. .1G magras. jamais deveria menospre6ar a d+vida do jovem. con orme contaram. 2oc0 est* completamente di erente.ato de voc0 ser um homem. aguardando a agrad*vel m(dium. ter sido in ormado de uma das suas encarna18es. dei/ando3me sem jeito. 3 $ernando. 3 !credito no esp)rito masculino e eminino. eu estou vendo. #st* en/ergando? #u nada vi. tira3lhe toda possibilidade de ter sido mulher em vida anterior. mais e/periente. ! porta 1G . &enho ra68es para ser um descon iado nesse assunto. com seu jogo de cartas. .. uma e/celente m(dium vidente. o que mais procurava. pois. #/pliquei. tinha sido o de 'leópatra.esconhe1o provas concretas. 3 Pode? 3 !inda bem que nem o '(sar nem o !ntonio reencarnaram com voc0. seu esp)rito. com vis)vel masculinidade.masculino não reencarna em corpo eminino. lembrando muito minha avó. demonstrando seriedade. !lgu(m alou com eu oria. Respondi. . !penas minha própria imagem. e amanhã nem sei se serei. #stava ansioso na sala de espera.

quem eu ui? 'alma e pausadamente. ela tamb(m ter sido enganada. nada mais eu tinha que esperar. como vai a senhora? % completei. re6ou um pouco. ela e/plicou. !chei at( engra1ado. 3 "im. 3 . desculpe3meP @oa tarde. 3 . em devaneio. quem eu ui? % perguntei ansioso. acendeu. uma vida anterior tua. para justi icar minha esquecida educa1ão. mas não devem ser reveladas pela absoluta alta de seriedade nas in orma18es. 1E . 5unca mais quis saber de nenhuma. emocionada.. e voc0? 3 respondeu. e compare com meus te/tos. meu nome era Marcos. H* t)nhamos nos cumprimentado. como quase todos. padeiro. pediu para revelar a voc0. tua protetora. sim. !nsioso. Muitas encarna18es atr*s. esperando por ela. voc0 chamava3se Marcos. outra ve6. a orma como me contou. a vela j* estava acesa e a re6a eita.. !h. l* dentro. presumindo. #u estava na co6inha. o apóstolo de HesusP % encerrou. $oi a primeira e +ltima vida que tentei pesquisar uma minha vida anterior. vindo da iel e honesta m(dium. tirou uma vela.iga. 2oltou3se 4 mim. quem eu ui? % perguntei. #la riu. 5ão tenho nada a ver com o autor do segundo #vangelho. e nem bem a consulente tinha sa)do. 3 . ou o erreiro. sei l* o que? &inha que ser o apóstolo? 5ada eito. "e algu(m duvida. porque amanhã ( dia que reuno minha am)lia. mas que tipo de pessoa eu era? 3 Marcos. perguntei. pela terceira ve6. ou o soldado covarde.iga. abriu uma pequena gaveta. % e parou de alar. 3 Uma entidade. numa outra vida. o sanguin*rio. # por que não poderia ser Marcos. o que pude perceber. eu j* estava sentado.1E abriu3se. 3 #u vou bem.iga. imaginem h* dois mil anos. "e hoje seria uma m* companhia para nosso Mestre. leia o #vangelho % o que seria at( bom. demonstrando minha impaci0ncia em ouvir histórias das suas reuni8es amiliares. mesmo 4s avessas. 3 #st* bem. Mnterrompi. tudo erradoP !s vidas anteriores e/istem.

C a chamada aura. 5asce.homem ( composto pela mat(ria. lembro de ontem. não pode.homem morre. "obra.perisp)rito ( a cópia e/ata do corpo )sico. Mat(ria ( o corpo carnal. 5o caso. &udo isso a6 parte do esp)rito. pela lógica. 'omo esta memória não tem registrada a vida anterior. #ste ( o ilme que. . isto só acontecendo quando desocupar este corpo. um comple/o maior. . segundo di6em os convencionais. ao dar o primeiro sinal de vida com o choro tradicional da crian1a. % concluiu o mestre da Umbanda. . perisp)rito e a alma. $ica destru)da a lembran1a da vida presente. cópia.entro deste corpo )sico se aloja o c(rebro.a) surgirem alguns g0nios. só gravada na mente do esp)rito. como j* oi dito. o esp)rito readquire a lembran1a dos registros de suas reencarna18es. quando acentuadas. mente e espirito. da mat(ria. ! memória ( o arquivo do nosso conhecimento. podendo at( com sete anos compor m+sicas cl*ssicas ou surpreender com revela18es ant*sticas. . por ter sido registrado na memória todos os acontecimentos.=F Mas um ato merece destaque. #ste ( o processo natural que a6 o homem não lembrar da vida anterior. 3 . come1a um novo registro dos acontecimentos. mat(ria. provoca a precocidade na crian1a. Toje. uma ve6 que est* livre da mente )sica morta. seu corpo )sico se decomp8e. e/ceto em isoladas lembran1as da memória do perisp)rito. 9uando este esp)rito reencarna. !o desencarnar. em uma memória totalmente nova. cascão. e vejam a jóia de resposta. lembrar3se dela. depósito da memória. cresce. =F . Por que não nos lembramos da vida anterior? #sta pergunta oi eito ao Pai Maneco. entretanto. o registro no perisp)rito. e com ele o c(rebro e a memória. envelhece e morre. ( passado aos desencarnados para lembran1a de suas vidas anteriores.

com certe6a. e imposs)vel e/plicar. para meu consumo. estou salvo. mas no escuro. ou seja. $oi quando me lembrei. quando chegou minha ve6. 3 . #ra uma esp(cie de meio termo. inconseq?ente. vão me encaminhar para o lugar certo. 2* embora. gra1as a . estava na porta do centro esp)rita. percebia quando algu(m estava acompanhado de um esp)rito. 5ão me lembro deles. #spera a). eu morri. como perceber a di eren1a entre eles. orte e de camisa. os mais ortes. eu en/ergava. sei distinguir os meus. 2oc0 não pode entrar aqui. mandava3o embora. o sonho em duas partes. Mas eu sabia ser um esp)rito. era eu quem doutrinava os esp)ritos obsessores ou ainda não esclarecidos. #stava habituado a convenc03los de seus erros. mas não ( o caso. ! verdade ( que. Toje ( ter1a3 eira. #ste ( meu grupo. o produ6ido pelas nossas impress8es. e os encontros espirituais. onde coisas nos são reveladas e entramos em contato com os esp)ritos e o mundo paralelo C di )cil saber. e toda aquela al*cia do :ardecista aplicado. embora muito assustado. % mostrando determina1ão pela sua or1a e a cara echada. imprudentemente. # oi em um deles que curei minha mania de a astar. noite que o meu grupo de trabalhos espirituais est* reunido. di6endo ter que seguir seu caminho. #ra um entusiasta dessa atividade e. mas. alar com eles. e percebi serem esp)ritos. aquele que mere1o. sem paletó. um homem alto. 3 5ossa. <ritava a lito. e encaminh*3los ao mundo dos mensageiros do espa1o que nos atendiam e acompanhavam. mas. mas não podia aquilatar a sua qualidade espiritual. "enti3me totalmente desamparado. 'omo vou a6er? % #m volta de mim não havia lu6. .eus. &udo come1ou quando.pessoal vai levar um susto. os esp)ritos dos outros. cheio de vaidade. aquele que vemos uma pilha e dias depois sonhamos com uma lanterna.=1 CAPITULO 2 SON3O 5o e/erc)cio das minhas atividades medi+nicas. por ter sensibilidade. $eli6mente. sonhei ter morrido. 2ou l* conversar com eles e. Pessoas estavam entrando. 'omo o pensamento me dirigisse. atrav(s do pensamento. Pensei. 4s ve6es. empurrou3me e disse. #u tenho direito a entrar e =1 . 5ão vejo ningu(m. Mmediatamente.ivido.

Por avor. Mas. e de muita lu6. Manoel. e sim meu estado de rec(m desencarnado. 5ão era justo. e notei que um deles 3 da roda. "enti3me bem. Por v*rias ve6es. ! primeira parte do trabalho j* acabou. de repente. 5ão posso di6er ruim. #u tinha que contar para a De6(. ia en raquecendo. Nogo eu. 2* obsidiar outras pessoas. o momento di )cil que meu esp)rito estava passando. #u preciso de ajuda. % respondeu -lha.== 2* embora. por entender não ser aquele o momento da mani esta1ão. @em. a Neda e os outros meus companheiros. j* estava mais clara. 2oc0 pode me 2oc0 est* me en/ergando? #stou. da mesma orma que parei na rente do centro. "enti que naquele grupo estranho eu poderia resolver meu problema e reencontrar meus guias e amiliares desencarnados. #u absorvia tudo aquilo e melhorava a todo instante. "ó quero ajuda. e e/alavam uma energia amorosa. $iquei em d+vida. saia de si uma energia muito orte. cada ve6 mais. Precisava de ajuda. seu malandro. um dedicado m(dium atuante daquele grupo. animadamente. == . !qui não tem nada para voc0. sobre mim. 5ega. #le continuava irme em seu pensamento. 5ão sou obsessor. que impedia este momento. que conversavam trivialidades. # ( bom voc0 ir embora. um por um. a inal nunca me neguei a prestar au/)lio a ningu(m. ! lu6.irigi3me a ele. senti um corte naquele meu envolvimento. determinado. -lhei. 2* embora. $i6 um pensamento orte. em meu redor. en/otei esp)ritos obsessores durante a sessão. !gora só v0m os guias % encerrou. Mr embora? ajudar % alei. "eria um m(dium vidente? . Por que comigo? Nembrei3me. secamente. mantinha o rosto echado e não participava daquela gostosa sintonia dos seus companheiros. em prantos. 2oc0 est* enganado. me vi junto com uma roda de pessoas. Hoão Nui6. Por avor. j* disse % !o mesmo tempo que alava.3 respondeu. #le olhava para onde eu estava. "tasia:. #les não me viam. mas me a6ia sentir cada ve6 mais longe do grupo. 5ão podia acreditar. me ajude % suplicava. "abia não ser culpa deles. e. meu irmão. o jeito ( ir buscar socorro em outro lugar % alei comigo mesmo. e eu. j* disse.

o ambiente icou carregado. -uvia gritos a litos. bem vestido e dei/ava transparecer seguran1a. Mantinha os olhos echados e me envolvi no que a6ia. quase em p. eli6mente. pronunciando. e lembre3se sempre o que ocorre com um esp)rito desencarnado e. 5ão ceda. 2olte ao teu corpo. 'ome1aram a me empurrar. . $oi quando o ouvi novamente alar. apenas sei que era assim. tive a consci0ncia que eu ui igual. 9uando aos poucos ui abrindo os olhos. tendo a sensa1ão que iria desmaiar. $iquei rela/ado e j* não ouvia as gargalhadas e gritos. socorra3me. de um lado para outro. # tomar uma bebida naquele bar. onde vamos? 2amos dar umas voltas. como eu i6 com voc0. . mas não o en/erguei. 9ue bom.homem era um m(dium orte. H* não via o homem que me acompanhava. com muita or1a. Mas não ique preocupado. "enti um al)vio.03me lu6. 5ão adianta. #scuro. meu irmão. 2enha comigo. 5ão sei descrever. um esp)rito que ia me ajudar. -re. 5ão en/ergava direito. choros e gritos. 'onsegui me desprender do lugar. #ncontrara. $oi quando eu ouvi uma vo6. não perca a oportunidade de estender3lhe a mão. quando voc0 tiver a elicidade de ser +til. o Pai 5osso. 5ão quero icar. -uvia gargalhadas.epois vou te apresentar uns amigos. emocionado. vou embora. $oi quando ouvi uma vo6 orte mas serena. criando or1as para pensar. 5ão sabia distinguir o necessitado do obsessor. $iquei nervoso. alando.=B Mas não adiantou. parecendo eli6 da vida mesmo. . 5ossa turma ( grande e divertida. e/atamente como ele. cheio de lu6 e serenidade. $a6ia. #ra da minha estatura. "enhor. 2oltei3me e vi um homem alegre. . Mas. mas não preparado para casos como o meu. divertido. #les não vão te ajudar. -rei.nico gritei. "enti3me raco. !ntes de me revoltar. Procurei meu salvador. =B . . e pense em Hesus. deu para en/ergar um lugar lindo. 9uando entramos no bar. "enti um al)vio. mais mo1o.9ue sirva de aprendi6ado o que hoje te aconteceu. !cedi a seu convite."eja quem or. -brigadoP Hesus 'risto.

pensar no apavorante.=J !cordei. levantei3me e ui para a sala. =J . sentei3me na cama a lito. mesmo correndo o risco de ser um trevoso. 5unca mais dei/ei de atender os esp)ritos carentes. aquele que modi icou meu comportamento. mas esclarecedor sonho.

5ão demorou. alou. aliando sua curiosidade dentro de um trabalho com objetivo da caridade. sugeriu osse a reunião eita atrav(s da sessão do copo. ! senhora que estava dirigindo a sessão tomou a iniciativa. mas. que vinha e/atamente dentro daquilo que minha irmã. Reunidos na casa de uma das m(diuns que se pronti icou ao trabalho. o copo deu sinais de estar me/endo3se. # oi aos meus companheiros do grupo que solicitei ajuda para dar sustenta1ão 4 corrente. H* est*vamos perto da meia noite. e mais dois.epois oi perguntado se queria dei/ar alguma mensagem. .a mesma orma. minha linha era somente a :ardecista. cada um pondo o dedo m(dio suavemente sobre o copo. recortados com o al abeto inteiro. em vo6 pausada e solene. sem nenhuma pressão. 3 Mrmã. Uma mesa sem pano para acilitar o desli6amento do copo. hoje desencarnada. onde estava escrito 7sim7 e 7não7. num grande campo de atra1ão de esp)ritos brincalh8es e perturbadores. 3 ! irmã quer revelar seu nome? =O . 3 #/iste algum irmão aqui presente? . 5este inicio do trabalho. indicou. quando a dirigente solenemente perguntou 4 entidade. pois não devemos jamais evocar as entidades astrais sem um objetivo s(rio. Uma minha irmã de carne estava precisando de au/)lio espiritual e por ela oi solicitado uma sessão especial. queria saber e ouvir. oi gasta meia hora. Por outro lado. ! pessoa que anotava as letras. Um deles. quando eito com seriedade. aguardando algum sinal. ( muito e iciente. . ele desli6ando. preparamos todo o material. % perguntou. com papeis estrategicamente colocados sobre ela. letra por letra. . oi o escrito. icamos concentrados. $eita a prece de abertura. para não invalidar a comunica1ão. .esp)rito disse que sim e escreveu uma mensagem bel)ssima.princ)pio de que o semelhante atrai o semelhante torna essas sess8es amadoras. ou irmã? . -s esp)ritos usam o copo para a6er suas comunica18es. tamb(m. Cramos apenas cinco m(diuns. 'oncordamos. pela demora na orma1ão das rases. cansativo.=O CAPITULO 4 SESS5O DO COPO 9uem ainda não teve a curiosidade de a6er uma sessão do copo? 5ão recomendo esta brincadeira. quando o copo parou. 3 C irmão. 5a ocasião. 9uase sempre o inal da reunião ( desastroso. at( que parou.copo correu para onde estava escrito 7sim7.

$iquei maravilhado com o trabalho.=Q $oi quando tive a elicidade de ver o esp)rito que tinha dei/ado a mensagem. levaria menos de cinco minutos. . pela monotonia do desenrolar da sessão. uma tia minha desencarnada h* muito tempo. pois seu nome verdadeiro era !delaide. #le oi para o N. #ra a Naida. sua seriedade. Mas. iquei cansado. Naida era como a cham*vamos. que adorava a #nU 3 o nome de minha irmã. o copo escrever Naida. Um de nós ali podia estar empurrando o copo com o dedo. e voltou para o !. e escrever algo bonito. tamb(m. um esp)rito di6er que quer dei/ar uma mensagem. pelo m(todo simples da comunica1ão dos esp)ritos incorporados nos m(diuns. que ( irmã. para não e/ercer sobre ele nenhuma in lu0ncia )sica. Mmediatamente. Pensei comigo. tirei o dedo do copo. 9uero ver agora. para o M. para o . e seu resultado. pode ser alado por qualquer um. # vi. =Q . ! inal. aquele di*logo que durou quatro horas. mesmo inconscientemente. para o !.

e/ceto a nacionalidade. se/o. para não mago*3la. ainda bem jovem.o lado dela est* o esp)rito de um mo1o moreno. % esclareceu. ! descri1ão se encai/a. mas seu apelido ( 'hina. 5ão havia outra maneira a não ser ter que se mudar. . . % esclareceu.urante um passeio de automóvel. 'omo contar 4 sua irmã? . longos e bem tratados?.iga para a mo1a ter paci0ncia que. Mas como pode um esp)rito ter relacionamento desta =S . Pensei ser algum problema na escola. esp(cie? #le não pode. o inevit*vel aconteceu. por ela apai/onado. com cabelos pretos. ali*s. esconder esta aceta suja daquele que era seu marido. #la me contou a ra6ão de sua triste6a. desde o e/cesso de bebida alcóolica. at( que. vigiando seus passos. #le obsidiou o cunhado da mo1a. 5a #scola uma das pro essoras estava passando por um problema enorme. 9uebrei o sil0ncio. o cunhado come1ou a demonstrar ci+mes dela. "e acontecer o relacionamento. morava com sua irmã.que te preocupa? % perguntei. 5ão ( chinesa. 3. casada. ou.everia esclarecer a ra6ão de sua sa)da. 3 . onde era a diretora. poderemos resolver. sua cunhada. e/tremamente magoada. alta. não a dei/ando sair com amigos. eu ia tendo uma intui1ão muito orte. declarou seu amor por ela. ! pro essora. ! medida que minha mulher relatava a situa1ão. . e sim no próprio esp)rito. provavelmente. e a) ( que e/iste o perigo. bonita. como ( grande a in lu0ncia espiritual nos encarnados. 3 #ncrenca? % arrisquei. in luenciando sua cabe1a e despertando esta pai/ão que não e/istia nele. Perguntei. em todos os sentidos. diante do absurdo deste amor. T* algum tempo. que se envolve em seus cabelos e tenta um relacionamento se/ual. % esclareci. ele ser*. doen1as mentais e )sicas. com certe6a. comportamento totalmente estranho e inadequado para a situa1ão. a Redda estava calada. dei/ando transparecer alguma preocupa1ão.esp)rito tem a emo1ão e precisa provocar o relacionamento para se embriagar no 0/tase.=S CAPITULO 6 O7SESS1O !s pessoas não imaginam. 3! mo1a ( uma chinesa. Mas vamos torcer para reverter este quadro. um parceiro na cama do casal. 3 C uma pro essora.

desencarne dos amiliares deve ser tratado. sentada com as pernas cru6adas. ! irmou amar a sua irmã e não sabe o que lhe tinha acontecido. #ncontrei3me com um amigo que estava desesperado. apenas perdido. cheios de de eitos. #sp)ritos desse tipo. atrai para si a energia do esp)rito obsessor. e não tinha nenhuma liga1ão com a am)lia na qual. 5ingu(m iria prejudic*3lo ou desvi*3lo de seu intento. #le esqueceu3se da or1a de Hesus. na rente do esp)rito. ao seu lado. e tamb(m em algumas at( de orma inconsciente. . incorporou a entidade. ligou3se. "eu cunhado rogou3lhe para não sair de casa e jurou3lhe todo o respeito que sempre lhe dedicou. jamais pode ser vista como a de um esp)rito perturbador. Mas. j* ocupou sua cadeira no c(u ao lado de Hesus e sua igura. 4s ve6es. atrav(s dos nossos guias. com a gra1a de . ele o (. !penas conversando vi o esp)rito de uma mo1a. $oi conclu)do o trabalho.m(dium.amiliar ( um esp)rito amigo. para os amiliares. o esp)rito ( evolu)do. mas imbu)dos da vontade de ajudar nossos semelhantes. caindo na realidade de estar vivendo num mundo paralelo. a irmou ser sua cunhada. como tamb(m os esp)ritos amiliares. neutrali6ando temporariamente a a1ão dele no obsidiado. minha mulher dava a noticia. mas nós t)nhamos a consci0ncia do a astamento do obsessor pecaminoso. umava tr0s carteiras de cigarro. 5ão sabia como chegou aquele ponto. j* quase conquistado. não uma nenhum cigarro. . Mentali6ei a conversa com a Redda. 5o dia seguinte. com apenas cinco anos de idade.=G . aspirando ansiosamente a uma1a do cigarro. na cena vista intuitivamente. ele desligou3se. . diariamente. 5este caso o esp)rito não tinha consci0ncia de seu desencarne e o clima criado pela conversa1ão. são *ceis de serem encaminhados. deu3lhe um choque. pela descri1ão que i6 na ocasião. quase de loucura. #ra o amor que procurava. "ó conversando com o amigo. sem orienta1ão e voltado para as banalidades de uma vida comum e devassa. querido e estimado. 5ão era ruim. que 4s ve6es chega ao e/agero. 5o caso anterior. ! passagem do esp)rito para =G . um dos m(diuns de nossa corrente. agora mulher eita. &udo voltou ao normal e at( hoje a menina. simples m(diuns. 3! pro essora estava radiante. <ritava e a irmava não se a astar de onde estava. 5a sessão seguinte preparei3me para atrair o esp)rito. desencarnada h* uns seis meses. !t( hoje a mo1a desconhece a reali6a1ão do trabalho deste grupo esp)rita que atuou no anonimato. inteligente. o esp)rito sabia estar desencarnado e tinha conhecimento de como manipular as energias da mat(ria. para um hospital do espa1o. conseguimos. sua ilha. 5ós. espiritualmente. vibratoriamente. 5ão demorou muito.eus. em ocasi8es como esta. a astar a entidade e encaminh*3la. Is ve6es di6ia estar envolvido naqueles cabelos negros e longos. 5em precisou a6er sessão. com muito cuidado. #/iste o culto 4 memória do desencarnado. Mas caiu na realidade e não sabia como se desculpar.e princ)pio. 'omentei com o amigo e. #le não sabia.

5aquele momento. Msto lhe causa um mal estar. talve6. entender que est* morto. pensando estar ainda encarnado. # essas coisas oram se agravando. recebia apenas um olhar raivoso. dois anos antes. . carregando um rapa6. o esp)rito percebeu seu estado de desencarnado. Para se ter uma id(ia. "eus olhos revirados estavam totalmente brancos. Mniciamos uma s(rie de passes. at( não servirem mais. # o *lcool e a droga são consumidos para atender aos dois. jogou sua cabe1a para tr*s na cadeira e olhou3me. nem sempre ( compreendida pelo desencarnado. mas em troca. Mrrita3se. vemos esse quadro. o maior )ndice da obsessão. porque. e pedia que seu esp)rito voltasse ao corpo. não alava e demonstrava muita impaci0ncia. tal e qual. com vo6 cavernosa. tanto o encarnado como o desencarnado. onde o che e da am)lia tinha desencarnado recentemente. voando pratos. C. dei/ando em pa6 seus amiliares. uma atitude assustadora. de certa orma. colado em sua aura. =E . 'omo um sonho. com req?0ncia. se não osse colocado. dei/ou de estudar. tentei conversar. #/istem casos mais graves. aluno comum na escola e gostava de jogar utebol. . #ste estado do esp)rito. durante as re ei18es. # o interessante ( que são protegidos pelos esp)ritos obsessores. onde. . Por isso os viciados são chamados de copo3vivo. Mn eli6mente.=E o outro lado. $omos solicitados para a6er um trabalho em uma casa. menino teve uma esp(cie de convulsão.pai contou que o menino estava com quator6e anos e. o prato e talhares no lugar que ele habitualmente ocupava. após o trabalho e eita a devida e corriqueira doutrina1ão.esp)rito desencarnado e ainda não consciente de seu estado vive esses momentos. $oi icando arredio. cuidamos dos copos que nos servem de recipiente 4 *gua que bebemos. a mesa era desmanchada. 'uidam de sua sa+de e seguran1a )sica. o rapa6 não andava. neste caso. era uma pessoa normal. quando tinha do6e. acontecia o enAmeno. al(m do próprio ato. com ra68es ine/plic*veis. transmitindo essa situa1ão para os amiliares. gritou. Percebi estar seu esp)rito ausente e longe. #st*vamos no in)cio de uma de nossas sess8es. o ectoplasma retirado para provocar a or1a da entidade para poder manipular os objetos. -utras pessoas o ajudavam. dormia bastante. -s casos mais req?entes de obsessão são sobre os alcoólatras e os drogados. mudando de cen*rio e acontecendo uma por1ão de coisas num simples cochilo.menino não se me/ia. 'omecei a chamar pelo seu nome de batismo. atraem os esp)ritos a ins. alava muito pouco. !justado na cadeira. . muitas ve6es. $oi. trou/e muita complica1ão. podia tra6er at( mesmo doen1a )sica para algu(m da casa.entro do principio que o semelhante atrai o semelhante. 'usta. seus corpos estão doentes e debilitados. ou seja. os viciados no *lcool e nas drogas. pois não ( visto nem entendido. provavelmente. al(m de suas cabe1as estarem totalmente alteradas pelos e/cesso da bebida e da droga. de repente l*. quando entrou um homem. quieto. ! situa1ão tornou3se perigosa. 4s ve6es estamos aqui. $eli6mente. 5essas ocasi8es. copos e talheres. $oi quando.

3 . alando mansamente com o rapa6 e perguntei3lhe o que acontecia com ele. "urpreso. olhou para todos nós. por ocasião do 5atal. 3 2oc0 vai sair j* deste corpo. #le rela/ou na cadeira. com todo respeito e humildade. sim. cochichei ao seu ouvido. !nimei3me. $oi quando aconteceu. regridem. na parte inicial dos trabalhos. 'umpriu a promessa. ( um bicho eio que pula em cima de mim. 5ão lhe perguntei as ra68es. . 3 2ou arriscar e a6er3lhe uma pergunta.m(dium não deve se abater por erros no e/erc)cio de sua mediunidade. como se estivesse. Praticamente perdem o racioc)nio e. 5ós t)nhamos (.que? % respondeu. % oi a lacAnica. . enquanto todos os companheiros do grupo aplicavam3lhe passes. simplesmente. prometeu presentear o rapa6 com uma bola de utebol. vi que o homem tinha voltado 4 ila. quem oi o assassinado. ato que aumentar* bastante seu carma. $icou completamente curado. na sa)da. 5ão devemos tem03los. aninhou3se na energia do rapa6. a prote1ão de Hesus para aquele nosso humilde e so rido irmão. se não tivesse acontecido. o meu trabalho. e o garoto jogou muito utebol com a bola dada pelo Hoão Nui6. o Hoão Nui6 da 2eiga. 'ontinuei. e de ato estava. $i6 o rapa6 acompanhar um Pai 5osso. demonstrando indigna1ão. . coloc*vamos v*rias cadeiras e os m(diuns. me perdoasse. #m nosso grupo. voltando de um transe. um na rente e outro atr*s. ! medida que os esp)ritos desta ai/a3 os trevosos. em nome de Hesus 'risto.urante um desses passes. 2oc0 matou um homem? 3 completei. da qual se alimentava para seguir sua negra jornada. 2oc0 não tem o direito de prejudicar este rapa6. 5ão desistimos e insist)amos nos passes vibratórios. domin*3los e envi*3los 4 alta espiritualidade. completei di6endo3lhe que. enquanto eu chamava de volta ao corpo o esp)rito do mo1o. % alava rispidamente. o livre arb)trio.BF 3 5ão adianta. Meio sem jeito. 5ão matei ningu(m. que os encaminhar* 4 compreensão e recupera1ão. chamamos as entidades para aben1o*3lo e pedimos. resposta. eles vão criando orma de animal. #/istem muitos desses animais por a). ! verdade ( que ele saiu andando com suas próprias pernas e. mas esclarecedora. podendo lev*3lo ao desencarne. 3 5ão sei. mas. #ste. BF . &ivemos um caso interessante. um homem pareceu3me muito perturbado. Nevantou3se e oi embora. eu não sou ele. um dos baluarte do espiritismo e companheiro do grupo. normalmente. 3 "ujouP Pensei. #nquanto lhe aplicava o passe.irigiu3se a mim e con essou ter matado um homem. aplicavam os passes energ(ticos nas pessoas. #ste ( um esp)rito di erente. em conseq?0ncia.

ao seu lado. homem agradeceu e passou algumas semanas tomando passes em nosso grupo. B1 . em busca de vingan1a. #ste ( o esp)rito vingativo. agora pac) ico e bem humorado. at( que veio a mim e con essou o seu bem3estar. a irmando sentir3se um novo homem. sabia ter sido morto por aquele homem e veio. encaminhado e parasse de a6er aquele homem so rer. ossem quais ossem suas ra68es.B1 muito menos se outros sabiam do crime. $oi um al)vio. aterrori6ar sua vida. !penas o i6 sentar3se novamente e roguei osse aquele esp)rito.

B= CAPITULO 8 TROCA DE ENERGIA ! doa1ão m+tua de energias entre as pessoas tem uma a1ão sobre elas de certa orma desconhecida da maioria. enAmeno. &omando conhecimento do tranq?ili6ou3se. dentro das casas espirituais. Um Hui6 de . j* tão debilitado. dependendo. ou no anedot*rio espiritual.ias depois. at( mesmo durante longo tempo. $oi o contr*rio. gentilmente. pode icar raca e sentir3se mal. mas. con irma1ão da e ici0ncia da energia salvadora do passe. !o entrar no quarto. 3 2oc0 doou a sua energia positiva. 9uando nos apro/imamos de algu(m. a irmando estar o doente tão perturbado. !o entrar no quarto.elicadamente. dei/ou o visitante 4 vontade e oi cuidar de seus B= . atrav(s dos passes magn(ticos tem uma e ici0ncia assombrosa. desenganado pelos m(dicos. Mas na verdade. voltando ao estado normal. ( melhor um só passe do que de6 conversas com os esp)ritos. . esteve 4 beira de um desmaio. !o sairmos. 9uem procura uma casa espiritual não se satis a6 só com o passe. do estado de cada um. em choro pela e/pectativa da morte. . mal estar.Hui6 ainda não tinha chegado em casa. e/pliquei. "e a pessoa tiver consci0ncia do ato. onde deveria aguardar a chegada do abnegado julgador. viu o paciente 4 beira da morte. imediatamente ! doa1ão de energia.Hui6 aplicou3lhe. ou absorvemos a da pessoa. completamente curado. o homem. ela sentiu um impacto muito orte. 4s ve6es. . mais para atender a solicita1ão dos amiliares. um passe energ(tico. $ui com uma pessoa visitar um doente no hospital. 9uer mais ( conversar com as entidades. $oi chamado para atender uma pessoa hospitali6ada. acontece uma das duas coisas. ao ponto de lhe ter transmitido sua energia negativa.ireito. era conhecido pela sua convic1ão no espiritismo.interessante deste enAmeno ( a sua in lu0ncia no doador da energia. ou trans erimos nossa própria energia. e/ercendo seu cargo em uma pequena cidade do interior. caso contr*rio. nada lhe acontece. e ningu(m d* mais do que pode. contou3me o ato. e6 o homem entrar e o convidou para sentar3se na sala. não sabendo se devo enquadr*3lo como prova de (. do que propriamente por acreditar no milagre da cura daquele homem. . "ua esposa. suor rio. oi 4 casa do Hui6 agradecer o milagre de ter dado um sensacional drible no 'avaleiro 5egro da Morte. $iquei con uso com um caso. . com toda (.

est* sendo aconselhado por um esp)rito atrasado. tirou seu paletó preto e surrado. pela obsessão. homem calmo.<overnador não a6 nada sem me consultar. 4 entusiasmada doutrina1ão do mestre da lei. 7. Hui6. o senhor acha que est* sendo vitima de um obsessor espiritual? 3 "im. &enha certe6a. &odos os assuntos pol)ticos do #stado. uma trou/a. estava passando momentos di )ceis. a imprensa deu destaque a ocorr0ncia criminosa.ias depois. 3 5ão. o que sabia a6er muito bem. vou contar mais uma. entrou em casa e viu o homem na sala. #u não estou morto. o sisudo jui6.esculpe. levantou3se e aguardou3o para o cumprimento e agradecimento ormal. sereno e e/tremamente espirituali6ado. 3 "ecret*rio. sentou3se na rente do homem e sentenciou. 9uando oi Hui6 na 2ara de #/ecu18es 'riminais. 3 . sem gra1a. 4 sua casa. . recebeu. 2iva sua vida espiritual. % con irmou o pol)tico.<overnador do #stado nada a6. Para concluir. que. # continuava a contar sua import. estamos sendo governados por ele.esembargador.ncia nas graves decis8es pol)ticas e governamentais.. $omos. contendo todos os objetos roubados. Por ser importante igura nos meios jur)dicos. então todos nós. !o contr*rio da revolta. pois estava preparando o almo1o. meu amigo.BB a a6eres dom(sticos na co6inha. convers*vamos com o importante homem p+blico. creio estar com um esp)rito maligno ao meu lado. #le gabava3se ao Hui6. interrompeu3o. % concluiu. Um "ecret*rio de governo. agrade1a aos bons esp)ritos terem acilitado seu desencarne. 3 . "olicitou um trabalho ao nosso grupo. um dos seus caracter)sticos. BB . doutor. e era ele quem de eria ou não os pedidos de soltura dos presos. com um bilhete. ! certa altura. ou para se e/ibir. respeitosamente.. e/cepcionalmente. quem tem que resolver sou eu % di6ia. 2oc0. doutor. em sua casa. hoje aposentado como . o esp)rito maligno. sua casa oi assaltada. 'hegou o Hui6. de portador anAnimo.senhor me curou e só vim agradecer3lheP % interrompeu. não sei se para justi icar seu estado espiritual. -ra. 3 $eli6 ( voc0 que hoje est* vivendo a verdadeira vida. tenha ( e não se apegue 4s coisas materiais. 5ão sab)amos que era o senhor7. Muitas histórias são contadas sobre esse not*vel homem. . ! carga ( muito pesada. #nquanto a dona da casa preparava a sala para a sessão. sem pedir teu conselho. que nosso querido Mestre Hesus 'risto est* cuidando de voc0.

% pedi. em meu bra1o direito. acontece com req?0ncia. estou imuni6ado. 3 Minha vacina pegou. % brinquei. a Redda.BJ 'onsertei rapidamente a constrangedora situa1ão. sua secret*ria. respondeu. temos em comum nossas vibra18es. por pensamento. comprar qualquer erramenta. pegando em seu bra1o e no mesmo lugar da minha estranha erida. o que quer? % perguntei3lhe. 3 #speraP 'omo voc0 sabia que eu precisava alar com voc0? 3 Recebi o recado. pela "onia. #ntre mim e minha mulher. #/iste uma outra orma da troca de energia. ! sala j* est* pronta. ou ica do mesmo jeito. ou ela descobre. 9uebrando o sil0ncio. por mais que tente dissimular. e echando o dis ar1ado riso do jui6 brincalhão. 3 "enhor $ernando. ela tamb(m tem> ou se estou preocupado. Um alivia a necessidade do outro. para dar o e/emplo. 3 'omo est* a erida de tua vacina? 3 ! casca caiu hoje. a "onia. sem ter tomado a vacina. !lguns dias depois ela oi aumentando. torna3se bem mais *cil. 'ome1ou a aparecer. 3 2acina? 9ue vacina?. #las oram secando. pois dona Redda precisa alar. dei/e eu ver. parecendo in eccionada. ( para o senhor tele onar para sua casa. eito para pequenas coisas. incomoda coceira provocando pequena erida. 'ontou ter sido obrigada a se vacinar no col(gio onde era diretora. C a por a inidade espiritual. 9uando tenho qualquer dor. 2ou aqui. BJ . 3 H* vou indo. # mais. !s eridas eram iguais. resolvi passar no escritório de um amigo. !t( que. 3 $ernando. a comunica1ão. convidei a todos. ao meu lado. "*bado ( o dia que não tenho compromisso. sem destino. criaram uma casca e quando a do meu bra1o caiu perguntei a ela. Msso ( a inidade.. 9ue a6arP. !o entrar. ali. sua mãe est* aqui e precisa alar com voc0. de 7o dia da bobagem7.. "aio cedo. deu3me um recado. quei/ou3se. !pelidei o s*bado. 5um deles. 3 C. 3 2amos iniciar o trabalho. 3 Redda.

a mesma entidade de um m(dium de nosso terreiro. contar ao dirigente do terreiro. j* velhos conhecidos.BO 3 9ue recado? #u não alei com ela. 9uando o abra1o. pois j* hav)amos trocado id(ias sobre o assunto. "ou orte. 5uma visita. nosso conhecido. em caso de não o superar. . voc0 j* pensou se ele osse mulher? Perguntei irAnico. ! Redda e/plicou. 5ão era h*bito dela ir visitar3me.que?. Mas. inegavelmente. BO . $inali6ou. #u não lhe disse nada. 3 !gora entendo o que voc0 di6. e eu não sabia onde te encontrar. &inha certe6a do que di6ia. 3 'omo ela estava nervosa. trabalha com o 'aboclo &upinamb*. 3 @em. e que precisava alar comigo com urg0ncia. 2oc0 não me disse que a Redda tele onou e precisava alar comigo? ! "onia me olhou. lutar contra este sentimento. quando e/iste a a inidade. #ste ( o tipo da materiali6a1ão de um pensamento. na pr*tica da espiritualidade.isse j* estar indo e ui para casa. !tendida minha mãe. 3 #ste menino tem uma vibra1ão muito boa. iquei mentali6ando o pedido para voc0 ligar para mim. em qualquer religião. #le olhou3me espantado. a Redda contou3me ela ter chegado 4 minha procura. 3 . Um pai3de3santo. a presen1a da comunhão de vibra18es entre os homens ( boa. que só acontece entre pessoas de muita a inidade. oi ao tele one e o usou. ao ser con undida por atra1ão )sica. pode ser levada para caminhos perigosos. o pai3de3santo observou. Um cuidado que todo praticante da Umbanda deve ter quando isto acontecer. mostrando estar surpresa com a pergunta.3 'oncordou. !o sair o m(dium. perguntei 4 "onia. triun ante. . &enho muita a inidade com ele. ambos.senhor entrou no escritório. pode ser muito +til. principalmente na divisão dos so rimentos e na telepatia. #ntre as pessoas de se/o di erente. 3 5ão senhor $ernando. um dos grandes problemas dos terreiros e templos religiosos. e. !t( estranhei. ico at( arrepiado. e respondeu. talve6 por trabalharmos com a mesma entidade. $iquei atrapalhado. ! energia em harmonia tamb(m tem seu lado negativo. se abra1aram. se e/ercida com intelig0ncia. % pondo de lado o tele onei. 4s ve6es. não sou? % inali6ou. interessante e.

pessoas costumam atirar com revólver? 3 Por que pergunta? 3 . e/iste a lógica. 3 ! senhora sabe. convicta. -correu3me perguntar. ao lado. % concluiu. provocando goteiras. !s *rvores não ultrapassavam a cumeeira da casa. tem lógica.GICA @rinco com as pessoas. um carpinteiro conhecido h* muito tempo. v0m com or1a. ui consertar um telhado de uma casa aqui perto. 3 -s uros são eitos pelas sementes dos sombreiros. mesmo ainda não descoberta. se aqui no balne*rio. 3 -utro dia. Respondi.@asico era um descendente de italianos. 'onsiderando que a semente tem o tamanho de uma castanha. 9uando ui ver dentro do orro da casa. . ao ca)rem. e umas cinco telhas estavam totalmente destru)das. convencido. descobri que as telhas oram quebradas por um pei/e com mais de meio quilo. 3 Mas como pode isso acontecer? 3 5os dias que tem vento orte. numa mercearia. #ra alegre e brincalhão. #le não dei/ou transparecer duvida quanto ao ato das sementes provocarem os uros nas telhas. não conseguia imaginar como um pei/e podia cair no telhado de uma casa.BQ CAPITULO 9: CRIANDO A L. rindo. o que me obrigava a levar algu(m para consert*3las. % e/pliquei. ( leve e tem uma ponta dura. provocando os uros. demonstrando muita or1a. Perguntei. $iquei pensando o que podia ser. intrigado. ui. mas dentro dele. não havendo rachaduras. adquirida no e/erc)cio de sua pro issão. Nevei o @asico. % e/plicou. meia idade. Por mais que quisesse. Mas contou uma história. pedindo que cortasse a copa da bela *rvore do meu quintal. Minha casa no litoral tinha sempre suas telhas uradas. #nquanto a6ia os reparos na estrutura do telhado. $iquei at( contrariado por julgar estar BQ . quando digo que o espiritismo por si só ( ilógico.tamanho dos uros nas telhas indicam serem eitos por pequenos objetos como balas. 'ontei o caso dos estranhos uros nas telhas. por ocaso. 3 C. 'ontei a teoria da dona da mercearia vi6inha. 5ão tinha lógica. elas são levadas ao alto e.

televisão e computador e. realmente tinha. ! cria1ão da lenda do lobisomem oi assim. BS . 'omo pode ter acontecido isso? . 3 !creditoP !creditar que o homem se trans orma em lobo e sai matando pessoas na lua cheia. oi um passo. quando precisavam. Mndignado. o guiava aos ataques de quem queriam destruir. ( por ter sido inventada em ato marcante que deve ter abalado a opinião p+blica da (poca. entregavam3se muito mais 4 concentra1ão. #le me pegouP 'onseguiu criar a lógica. ainda viva e criando temores entre os mais crentes. para o povo di6er que o homem se trans ormava em lobo. @asico. ao treinamento da sa)da do esp)rito do corpo. &ua história est* o endendo a minha intelig0ncia. no caso. % respondeu. passada de gera1ão 4 gera1ão. as chamadas sa)das do corpo ou viagens astrais. hoje em moda no meio esot(rico. uma simples e/plica1ão torna tudo compreens)vel. por não e/istir a lógica. seus esp)ritos sa)am do corpo. principalmente. sem d+vida. estou tentando criar a lógica. respondo. agindo sob a in lu0ncia do bru/o. alei. o pei/e não tinha asas. convicto.que 4s ve6es parece absurdo e imposs)vel. 4 alquimia e.BS sendo alvo de uma chacota. claro. mais voltados 4 magia que os de hoje. o que me dava o direito de tamb(m ser respeitado. talve6 porque não se distra)am com automóvel. rindo matreiramente. Pelo processo da reencarna1ão. os bru/os e bru/as da idade m(dia talve6 estejam hoje reencarnados. e se ainda est* presente entre nós. # o espiritismo ( cheio de mist(rios. dentro do ilógico. por isso. lobo. como. 3 Pare com mentiras.a). C uma crendice. #/istem cren1as re utadas terminantemente. ( coisa de crian1a. 9uando me perguntam se acredito na lenda do lobisomem. #les tinham a t(cnica apurada e. . Mas eram. ! inal. . na Umbanda. em busca do lobo che e de alcat(ia e. . sempre respeitei o @asico. 'om certe6a a gaivota dei/ou ela cair de seu bico.pei/e tinha asas? 3 5ão. Toje. dominando sua mente. 4 manipula1ão de ervas. parecia estar animado com uma vontade humana. espiritismo ou qualquer outra religião transcendental.

era com tinta. # pior. com sapo morto. % concluiu a entidade. ( só imagina1ão. conhecia a or1a dos trabalhos do mal. $ica ali. ( para desmanchar um trabalho eito contra a pessoa. ! id(ia de ser vitima de um trabalho eito contra a sua pessoa. nos terreiros de Umbanda. #ste mal ser* banido da minha vida. e como introdu6i3los num lar.urante o dia. "e voc0 desejar o bem.homem ( suscet)vel 4 amea1a da magia.cascão do sapo ( colocado pelos esp)ritos do astral in erior em qualquer canto de sua casa. um c)rculo pintado de vermelho. por ser negativa. 3 &enho ( em Hesus 'risto e nos seus mensageiros. % 5ão criem o medo por in undados trabalhos pegados. contra mim ou minha am)lia. precisando ser combatida pela cria1ão de uma or1a semelhante 4quela que provocou o dist+rbio na pessoa. 3 9uando voc0 deseja o mal a outro. ao sair de casa vi. a sua retaguarda a rou/a e aben1oa a vinda da vibra1ão de pa6. 9ualquer briga. cria3lhe o medo. nem com chuva intensa. gera a tal energia compat)vel. do que o mal. #levando meus pensamentos. ! maioria das consultas. vibrando como toda energia. 5uma manhã. pelo ato de julgarmos que a nossa energia ( mais compat)vel com a vibra1ão bai/a. 9uando o preto3velho ou o caboclo manda procurar o e/u. pois sempre acreditamos o contr*rio. Umbandistas mais e/perientes sabem distinguir um do outro. 3 C mais *cil voc0 a6er o bem. colocada em qualquer encru6ilhada. do lado esquerdo do meu portão. "obre esse assunto. tão clara. quase sempre ruto da imagina1ão e do medo. Mmaginei o pior. 'aso contr*rio. . Previno a todos. BG .BG CAPITULO 99 NEM TUDO < MAGIA . con usão entre amiliares. 'on esso. e este a6 um trabalho especial com elementos da terra. um arrepio incomodo correu pela minha espinha. aquela macabra pintura não sa)a do meu pensamento. ica girando em torno de seu corpo pegajoso e redondo. daquelas que não sai mais. uma entidade deu uma e/plica1ão. ( porque e/iste uma energia ruim. ( alimentada por or1a semelhante. algu(m e6 um trabalho de magia. toda a de esa espiritual da pessoa se echa e a protege. ! revela1ão. com uma cru6 dentro. ! ai/a vibratória. pedi prote1ão aos esp)ritos de lu6. ! macumba. #mbora não conhecesse a magia praticada nos terreiros. quando ainda não integrado ao movimento umbandista. mesmo criando um campo energ(tico atrav(s de trabalhos. . $iquei com medo. o pensamento pode tornar a mentira verdadeira. surpreende3nos a todos.

9ue Hesus perdoe esse meu desconhecido inimigo.BE imediatamente sugada pelo trabalho. o correto ( ter bons pensamentos. neste caso. preces. onde vão ser mudadas as redes das *guas pluviais. para meus bot8es. !tAnito. Respondi. 5o caso. não tendo com que se alimentar. mostrando o s)mbolo do diabo. Meu an*tico amigo. a energia. 3 5ão adianta. 9uanto ao ato de criar um campo de or1a para combater outro. que vai crescendo 4 medida que ( alimentada. H* não tinha mais medo. ! linha :ardecista trabalha só com energia. podiam ter uma marca mais simples. Nevei3o 4 minha casa. 2ou esquecer essa est+pida magia. pondo em risco a serenidade e pa6 da am)lia. #u não sabia o que di6er ou a6er. dona da casa. signi ica. at( a doen1a )sica. e/periente esp)rita. BE . vi o mesmo desenho eito na minha. 3 C. mesmo mediana. e/plicou. para destruir a ruim. contr*ria ao bom senso e 4 intelig0ncia. tem que haver a cria1ão de um campo de or1a da magia branca. Para não alar mais no assunto alei. que marcou as casas. chamei um vi6inho que regava seu lindo jardim. não suportava mais aquele medo de ver minha gente. se ao contr*rio. 3 2oc0 sabe por que. tra6endo. sem ele nada entender. # o c)rculo ( para echar o trabalho. vis)vel e assustadora. 'om o decorrer dos dias. &odas as casas tinham a marca. Mas. as casas estão marcadas com este s)mbolo? 3 "im. vai diluindo3se at( desaparecer. Passando em rente 4 casa do vi6inho. Mas eu não conseguia esquecer por duas ra68es. o ambiente or de pa6. ui caminhar no bairro. não gostou da minha decisão. muitas ve6es. e perguntei. a mesma coisa. #le. a morte. só um pouco. 3 di6ia. 3 Mas. $ui pedir ajuda a um amigo. vitimada por um man)aco espiritual. at( ter uma or1a grande. de qualquer um. 3 2ou pensar. achei lógico e certo. 5o terceiro dia. Mnsistiu. 3 MacumbaP # ( da grossaP ! cru6. ui me acostumando com o c)rculo vermelho. !chei a interpreta1ão da cru6 e do c)rculo uma aberra1ão espiritual. toler. 5ão iria solicitar trabalhos especiais. 5uma tarde. oi a 'ompanhia de Rede de Wgua e #sgotos. $ica o ambiente carregado. harmonia. 5a verdade. o medo e porque estava pintada na entrada da minha casa.ncia e perdão entre os moradores da casa. $ui a outra. se eu a6ia parte de um grupo esp)rita e iciente e com bons resultados. assustado.

dirigida pelo #dmundo $erro. #nquanto ia para casa. tão presa a rituais. contr*rio a esse tipo de religião. "e/ta3 eira. 3 'omo ( o nome e quem ( o m(dium? 3 &enda #sp)rita "ão "ebastião. $oi quando senti a apro/ima1ão de meu guia espiritual. at( certo ponto. estou req?entando um terreiro de Umbanda. o dia das reuni8es? Perguntei. e me dirigi 4 porta. dando as costas. H* tenho meu grupo.. quando ele me e6 um convite. no ouvido. 3 retruquei contrariado. "ou contra qualquer tipo de ritual. 32*P 5ão pensei duas ve6es. #u? 'laro que não. 39ual humildemente. Mncorporou em um m(dium o esp)rito de um )ndio. e dava vibra18es. Nembrei3me de uma passagem que ocorreu durante uma sessão na linha :ardecista. e ouvi. cadeira por cadeira. pensava. JF . em seu escritório de advocacia. 5ão quer conhec03lo? % perguntou. 3@ata a testa tr0s ve6es na mesa.. 3 2oc0 me leva? 3&e pego 4s oito. 'onvers*vamos sobre espiritismo. 3 Toje. principalmente essas de macumba e de bai/a categoria. 5ão conte comigo e te aconselho a se a astar o quanto antes dessas religi8es a ro3brasileiras. Por que o irmão Maneco quer que eu v* em terreiro de Umbanda? Nogo eu. ordenando a todos. Pondo inal 4 visita.JF CAPITULO 92 TRANSFORMAÇ1O $ui visitar meu sobrinho @enno. determinado e. 6angado. um berro austero. despedi3me. 3 $ernando. e não tenho nenhuma inten1ão de conhecer outro tipo de religião. sei l* onde. dentro de minha cabe1a. que voc0 conhece.

"e a entidade gostou. aguardava meu intrometido sobrinho. 3Meu irmão. !inda envolvido pelos meus pensamentos. que me dispense dessa ormalidade. não sei. vou erir todos meu princ)pio contr*rio a qualquer ritual dentro do espiritismo. pe1o3lhe. quando deu a ordem. J1 . com todo o respeito e do undo do meu cora1ão. sem nada di6er. minha ve6. Passou direto.J1 5a respondi3lhe em s+plica. não imaginando o quanto ainda lhe seria grato. e de certa orma at( e/citado. "e cumpri3la.

sem a concentra1ão comum dos trabalhos que estava habituado a req?entar. para cantar com eles. 'om a seguinte di eren1a. a &enda #sp)rita "ão "ebastião. &inha sido muito bem recebido pelo pai3de3santo #dmundo Rodrigues $erro. sem nada entender Resmunguei. $oi um tal de bater cabe1a no chão. Meu desejo era entrar no meio. #ra um salão grande. o dirigente do terreiro. . Nu6es acesas. 2ovA J= . da linha da esquerda. &odos cantavam o Tino. #u i6 o mesmo.J= SEGUNDA PARTE CAPITULO 9 A UM7ANDA 'on esso que estava ansioso. 9uando serão apagadas as lu6es? 5ão se apagam.pai3de3santo incorporou a entidade che e naquele terreiro. #stava assustado. tocando o Tino 5acional. !) entrou a mãe e o pai3de3santo. Respondeu lacAnico. como me alam? "ou hoje um homem sem medo. l* acabava. e aqui estava come1ando. -s vestidos das mulheres eram impec*veis. . Metade da parede era vermelha e metade preta. perguntei ao @enno. e iquei quieto. dei/e come1arP Nembrei da ordem do irmão Maneco. demonstrando um orgulho enorme por estarem ali. Parecia uma parada militar. Prestei aten1ão na movimenta1ão dos m(diuns. &odos de branco. que eu estupidamente imaginava. de repente pensei.medo trans ormou3se em emo1ão. Mas o ritual era di erente do que estava habituado. -s homens não dei/avam por menos. !chei estranho este mundo. "uas cal1as e camisas eram brancas e muito limpas. garbosos. $oi uma vibra1ão incr)velP Pareceu3me ter levado uma tijolada na cabe1a. di erente da nossa casa :ardecista. seguros. . #squisita a pintura. #u. C dia dos e/us e pombas3giras. &r0s tambores come1aram a tocar. #stavam mais para anjos do que para os ilhotes de diabos. lembrando do tempo que namorava na igreja. H* que voc0 est* aqui. &odos icaram em p(. @em. 'ome1aram as incorpora18es. ! corrente oi entrando em ila. 5ão paravam de cantar e dan1ar. H* não queria ir embora. &odos alavam e conversavam animadamente. #/plicou. "enti um cala rio. 2ermelha e preta.pai3de3santo concentrou3se e come1ou a cantar o Tino da Umbanda. "e acalme. #/u? Pomba3gira? 2ou embora. suas saias rodadas balan1avam aos som dos atabaques. rabo e p(s de bode.. e o e/u? 'omo ser* ele? &er* cornos. "entei e dei/ei as coisas acontecerem. bem iluminado. curioso. e um beijar a mão do outro. todos cantavam e dan1avam. e depois em asc)nio. 5unca podia imaginar uma coisa assim. Toje ( trabalho de esquerda.

e corri para conversar com ele. doce e amorosa. 2* para o teu lugar. -lhou3me i/amente. "ei l* o que mais. outros com essas m*quinas de voc0s. Nevantei3me. sim senhor. 'areca. 2i.JB 'onrado era seu nome. em orma de caveira.evolvi3lhe o copo3caveira. outros de canoa. . JB . ele alou. #ra incorpora1ão em massa. # esse irmão Maneco não ( irmão coisa nenhuma. voltei para meu lugar e i6 o que o 2ovA mandou. esp(cie de trono. material para dei/ar qualquer um de porre. C um preto3velho. 3 9uem lhe contou o nome do irmão Maneco e como o senhor sabia a rase que ouvi h* anos. 5ão acreditei.eu uma gargalhada e o ereceu3me bebida. # ele estava desse jeito quando in ormou. &otalmente di erente do que conhecia. repetindo as mesmas palavras do Pai Hoaquim ditas h* mais de trinta anos. ou para onde queira. . Meu irmão % disse. j* solto e alegre. -utros esp)ritos incorporavam nos demais m(diuns. 5ão perdia um movimento sequer. venha aqui. vovA. brincavam e alavam com todos os presentes. isto sim. ique olhando e v* aprendendo. #ntusiasmado. $iquei olhando. nem rabo e muito menos p( de cabra. #/plique3me duas coisas. procurando iniciar uma conversa1ão. depois iquei sabendo ser de sete esp(cies. #/u sempre tem um olhar marcante. Prometi ao 50go Maneco ensinar uma por1ão de coisas a voc0. #mpolgado. tenha respeitoP Meu pai % disse. h* anos.esp)rito tudo sabe. umando e bebendo uma mistura. capa preta. "a) de ino. 5ão sou teu irmão. 5ão vi cornos. meu ilho. 2oc0 não est* aqui por acaso. determinada. !qui sou pai. $iquei olhando o e/u. "entou3se numa cadeira. porque detesto bebida alcóolica. retomando a conversa1ão. 3 'areca. . #ra uma caneca. 9uando alar comigo. simplesmente. $iquei olhando. ou. 'om um olhar matreiro. curioso. olhou3me e disse. após um baita gole no caneco da bebida. -uvi o 2ovA 'onrado chamar. H* tinha ouvido essas palavras. e reparei ser eu o +nico careca ali dentro.e repente parou na minha rente um m(dium incorporado.ei um gole e quase vomitei. que cada um viaja como pode. Uns vão andando a p(. -lhei para todos. Mas. est* o lugar onde todos devem chegar. Riam. 3 . principalmente conhaque. !dmirado. Mais dominador do que assustador. # por que 5ego Maneco. no im. #st* vendo coisas estranhas. 9uero alar com voc0. coisa nenhuma. "aiba. . uma entidade alegre.

pessoa. incorporou novamente. na linha :ardecista. eito por ele. Perguntei3lhe a ra6ão. disse3nos j* voltar. #ra o esp)rito que resolvia nossos problemas. 9ue bom rev03lo. incorporado. # despediu3se. Nembrei3me de um trabalho maravilhoso. 'oisa de esp)rito brincalhão. $oi bom voc0 ter vindo para c*. e oi alar com outra JJ . normalmente. "oltei v*rias cobras na casa e. pena não poder um dia req?entar a Umbanda. rindo. "ubiu. Meu nome ( &ata 'aveira mas l* eu sou o Hoão. dando3nos a not)cia de estar o caso resolvido. e no pró/imo trabalho a m(dium iria voltar. companheira nossa. pensava comigo. vi que ela estava cheia de esp)ritos perturbadores. 3 &ata 'aveira. Is ve6es di6ia ser 'aveira. Uma m(dium.. H* te conhe1o da outra casa. após seis meses de aus0ncia. a inal sou contra rituais. $iquei curioso. 2oltando para casa. 'arecaP % corrigiu. aos trabalhos. Pedimos socorro ao 7s0o7 Hoão. #le. pois ia resolver o problema. nossa irmã voltou. Uns de6 minutos depois. Nembrei3me do 7s0o7 Hoão. #ste oi meu primeiro contato com a Umbanda. 2i estar carregando uma cai/a cheia de cobras. enquanto cantarolava os pontos que ainda ecoavam em meus ouvidos.. recolhi todas e o ambiente icou livre desses in eli6es obsessores. 9uando oram embora. sa)ram em debandada % disse. 'hegando na casa da m(dium.JJ 'areca jaguaraP. 5a outra semana. estava em grande di iculdade e como não queria mais req?entar os trabalhos. quando eles as viram. 7s0o7 Hoão % respondi agradecido. no plano espiritual. icamos preocupados. in luenciando nossa companheira para não mais ir aos trabalhos e abandonar o espiritismo.

envolvido na minha aventura de mentira. por ser ela a ave de vAo mais alto e que pode ver o mundo em toda sua amplitude. . voa de um assunto para outro. 'ontinuei divagando. tra6ia uma pa6 interior dentro da medida que essas coisas boas me cercavam. quem sabe eles pudessem nos di6er onde erramos. 3 "e . 9uando embravece dei/a e/plodir todo seu g0nio indom*vel. C sensata. 3 "abe o que ela iria pedir? . não gosta de ter atitudes coniventes com os sonhadores. Mmagine quanta coisa a *guia poderia nos ensinar. 3 # o que voc0 iria perguntar 4 *guia ? 3 !inda não sei. pensei. 3 "eria bom para os homens se eles pudessem entender os bichos. estende sua mão para a agar a cabe1a de um cão doente ou socorrer um cavalo atropelado na rua. de pre er0ncia em portugu0s . JO .eus para melhorar o mundo. e o perigo do ve)culo derrapar recomendava muita prud0ncia. mas mesmo neste estado ( capa6 de icar embevecida diante do colorido do beija3 lor. &em atitudes antagAnicas.cheiro da mata que entrava no carro. não gasta vint(m 4 toa. . antes que ela dormisse outra ve6. 7. #u dirigia o carro devagar porque o paralelep)pedo da tortuosa estrada estava umedecido pela densa neblina. 3 Pediria que todos os bichos pudessem alar.eus me desse a oportunidade de modi icar alguma coisa de "ua obra. mas abre sua bolsa para satis a6er os caprichos de algu(m. "e nossos olhos e cora18es são insens)veis aos seus comportamentos.JO CAPÍTULO 2 SE DEUS ME DESSE=== #u e a Redda est*vamos descendo a serra do mar. no que di ere de mim. aquiesceu em ouvir. <ostando de dar elicidade aos outros. !o mesmo tempo que ( irrevers)vel em suas decis8es e incapa6 de icar sensibili6ada diante do choro convulsivo de um neto.isse a Redda em tom sarc*stico. envolvido com o suave rescor da neblina. 'ompletei a rase.mundo ( bom. Mnterrompi o sil0ncio. e a e/pectativa de um dia ensolarado e bonito. sempre p8e 4 rente dos racos seu pequeno porte de mulher guerreira. &alve6 pela sua *gil acilidade de racioc)nio. mas podia ser melhor7. "empre oi assim.e soslaio. sabe o que eu iria mudar? Minha companheira de quarenta e tr0s anos de conviv0ncia ( uma leg)tima representante do -ri/* -gum. &alve6 lhe desse a mesma oportunidade e perguntasse o que pediria 4 . #u sonho e ela me acorda. pensamento não tem parada.

3 C verdade. t0m um lugar no espa1o. ! maledic0ncia da inveja seria banida da JQ . se o homem não alasse. 3 "eguindo seus ensinamentos. não só para quem a pronuncia. e após ter j* respondido v*rias perguntas. vo6 estridente e tom alto.som ( vibrante. sem alar em querer modi icar o mundo. os berros e a m* orma1ão da e/pressão. as gargalhadas. ! inten1ão das palavras ( que causam o e eito. mas em compensa1ão o maldoso e eito da in . muitas ve6es. não ser* em lugar espirituali6ado. a magia das palavras desapareceria. tão própria dos homens. desen/abido. pensativo. são prova disso. ! musica e os mantras. e sim no astral in erior.mia. jogam 4 lama o nome de pessoas honradas. e cheguei ao nosso destino. destacando sua locu1ão. imaginando como seria o mundo. 5ão poderia ter sido o grande pregador se a imposta1ão de sua vo6 não osse per eita. #stamos alimentando o in erno sonoro de nossa alma. o que me animou a continuar. contei para eles o di*logo na descida da serra. pretensão para quem não consegue modi icar nem os seus de eitos próprios. . 3 . &odos os nossos sentimentos reprimidos eclodem e se somam 4s vibra18es dos sons. os homens não pudessem alar.mais importante não ( a vibra1ão da emissão dos sons. Mencionei a magia das palavras. ! suavidade. nem romperia ami6ades. &odos estavam atentos e me olhavam com e/pectativa. $alei. Mas o di*logo sonhador icou calado em mim. o que. porque a maneira de emitir as palavras tem um e eito enorme. 3 #la ia pedir que para o mundo icar melhor. 3 ! educa1ão da vo6.JQ $iquei aguardando o j* certo e ulminante complemento da rase.iante de trinta deles. ! sonoridade das palavras de Hesus deveria inebriar seus ouvintes e ao pregar o "ermão das Montanhas deve ter causado um impacto maravilhoso nos que o ouviram. tonalidade e irme6a das palavras. e com certe6a. Um alante descontrolado. não destruiria mais lares. e/pressam a qualidade de quem as emite. $iquei em sil0ncio. . deveria a6er parte da mat(ria obrigatória escolar. tom e e eito. con orme voc0 disse no in)cio. esperando o resultado entre o grupo do meu in lamado ensinamento. da causa e do e eito e da lei dos semelhantes. mas para quem as ouve. nem seriam levantados testemunhos mentirosos. pode causar e eitos negativos em seu ambiente. Um aluno criticou de orma irAnica. -s gritos hist(ricos. e tem um e eito no espa1o. $alo da a1ão e da rea1ão. Is ve6es sou convidado para a6er uma palestra sobre a Umbanda a grupos de estudantes. sejam eles positivos ou negativos. e como ele tinha icado cravado em meus pensamentos e como um simples devaneio tinha revolvido os meus conceitos dos mist(rios da magia.

. 3 'omo oi a palestra? 3 $oi boa. por desuso.eus e6 o mundo com per ei1ão. 3 9ue revela1ão? Perguntou. encerrando minha palestra. 3 . porque al(m de ter sido muito aplaudido. $alei. seria sepultado. evitando a cria1ão de imbecis e irrespons*veis. C melhor dei/*3lo como est*. aqueles que alam mentiras para apa6iguar seus sentimentos o uscados pelas trevas demon)acas da incompet0ncia e da rustra1ão. curiosa. JS . eu tive um revela1ão. a Redda me perguntou. !o chegar em casa. acilitando a pa6 entre os homens. e a intriga seria de initivamente sepultada.JS humanidade. # o velho ditado 7quem conta um conto aumenta um ponto7. e o mentiroso e gabola não mais e/istiria.

"empre gostei de ler. mas não ( a mesma coisa que evidenciar os atos. H* voei na imagina1ão. que conhece o mundo inteiro.epois de pensar um pouco. con irmou. com culturas di erentes da nossa. que est* brilhando no c(u cor do in inito. que se req?entasse um terreiro de Umbanda. e gosto de s03lo. e vamos ter trabalho de Umbanda 4 noite.isse para o <iovanni. onde estão os planetas. Por que ser*? JG . 3 2oc0s italianos são agitados. #m compensa1ão a minha intimidade com os esp)ritos me e6 um homem imaginativo. e descubro que estamos no meio do dia. #stava conversando com o <iovanni. 2olto 4 realidade. por e/emplo a &arantela. vai ser o meu in ormante. dentro de uma semente de girassol. o <iovanni.JG CAPÍTULO 3 A DANÇA #u tenho um problema cultural hoje irrepar*vel. imediatamente vejo a planta crescida. Nembrei3me da m+sica italiana. "uas vidas )ntimas tamb(m vivem dessa orma? 3 C. Pormenori6a tudo. 5ão para de alar e gesticular. Rodeavam3nos as mais estranhas iguras. #u sou assim. #stava com ele. "e eu não posso viajar. os astros. carregada com sementes. @ai/o. e cada um querendo alar mais alto que o outro. $oi quando me lembrei da minha lacuna cultural. com uma enorme lor. 3 Mtaliano % como o chamavam carinhosamente 3 os ingleses são bem di erentes de voc0s. "ão r*pidas. o que me tornou um desconhecedor das culturas do mundo. . um simp*tico italiano. e logo vai cair a tarde e o dia vai desaparecer. l* em casa minha am)lia ala ao mesmo tempo. "e algu(m abrir a mão e mostrar em sua palma uma semente de girassol. senão o sol não estaria tão alto. de v*rias nacionalidades. Perguntei in ormalmente. "omos eli6es assim. ! casa era amosa. não são? . talve6 tivesse sido mais eli6 e morreria com as duas orelhas. at( virar uma gritaria. procurando a lu6 do sol. nari6 alto. verdadeiras ontes de energia. onde provavelmente e/istem outros mundos habitados. 3 C. saboreando uma pi66a 4 calabresa. não i6 viagens internacionais. "ão sim. sem contar as óperas. sentado em uma mesa de uma pi66aria. C incapa6 de di6er macarronada. as constela18es. alante e irrequieto. mas viajei at( o espa1o. e ainda me lembro do 2an <ogh. sem ensinar como sua mama a6ia. Mas isso nos d* bom humor. e por isso a clientela era grande. .

não (? "uplicou o <iovanni. andam com calma com passos irmes e seus gestos são suaves. #le sabia que não me podia tirar da minha inculta viagem. e ainda mascando chicletes. "ão amantes da vida. 3 5ão entendi. estudado. !nalise o argentino. 3 2eja o que est* acontecendo hoje no oriente m(dio. Respeitei seu pedido. . delicados e galanteadores. 'om tudo o Mtaliano concordava. % a irmei. de um brio di erenciado. "ó eu alava. com a Umbanda. "omos amigos e por isso ele me conhece bem. ou o movimento ritmado do som de seus instrumentos musicais? .<iovanni e6 um gesto. . 3 Por alar nisso. 9uem sabe se. # os ranceses. 3 #st*.an1arinos de roc:s. tanto que tive que pedir ao gar1om para esquentar minha pi66a. Msso os torna di erentes. para desconversar. Husti iquei. não houvesse tanto so rimento. austero. adorador do tango. JE . via de regra. com as saias apertadinhas e passinhos curtos. sempre dos outros 3 brinquei. C um movimento macho. ao inv(s de se auto punirem em nome de !llah. que retrata. gar1om me traga uma coca3cola. 3 2oc0 não vai me contar nenhum caso de esp)rito.JE 3 Pelo modo do andar deles. inveterados amantes. presentes e dominadores. se ao inv(s daquela m+sica osse um samba brasileiro? -u as nossas mulatas cariocas andassem como as guei/as? Reparou como cada um est* ajustado 4s m+sicas? 'onclu). não seria o som musical de suas musicas? . Percebeu que eu tentava uma liga1ão do que al*vamos. a desgra1a amorosa. e suas dan1as ossem mais alegres. "eus gestos os levam para esse lado. "ão din. 3 # o americano.<iovanni me olhou descon iado. como pedindo uma pausa na conversa1ão. 3 "ão comedidos no alar. e admirados pela cultura pol)tica do povo comum.micos.Maurice 'hevalier não ( protótipo deles? # que tal o ch* servido pelas guei/as. considerando que o movimento ( uma a1ão que gera uma rea1ão. pois era um medroso do espiritismo. 5ão te parecem eli6es? "er* que são as suas *reas verdes. # eles gostam de contar os so rimentos. enquanto ele j* tinha comido duas. un:s e sei l* mais o que. apai/onados por tudo que a6em.eve ser o resultado da rea1ão do movimento da dan1a por eles pre erida. -s irlandeses são admiradores da gaita de oles. 3 ! pi66a est* boa? % perguntou. "er* que isso não pode caracteri6ar uma nature6a espiritual de um povo? !rgumentei .

$ernando. o que lhe dava insAnia. ( magiaP #/clamei triun ante. voc0 tem que a6er um movimento que vibre no local da or1a que origina essa energia. em s)ntese.OF 3 5unca vi tanta bobagem. 3 #ntão. como se tivessem um espelho. Mroni6ou 3 C a corimba. não (? "abe que na Umbanda o movimento tem magia? 3 "abia que voc0 ia chegar na macumba.'riticou resmungando. 3 5ão te lembram as *guas de um rio? # as Memanj*s. traga a conta para o meu amigo aqui. 4s ve6es ( violento. por or1a da própria a1ão desses gestos. Mas ( uma id(ia. OF . j* vi. 4s ve6es eu levava o <iovanni para assistir uma gira no terreiro. 4s ve6es tua e/pressão est* tranq?ila. $alei com seriedade. -nde se encai/am os teus movimentos? !nda todo torto. não parecem soldados romanos? -s XangAs não te lembram a dure6a das pedras e a ira dos trov8es? # as Mansãs. não te levam at( as ondas do mar? -s -guns. outras não. <iovanni. voc0 est* tra6endo um peda1o de vibra1ão de qualquer lugar. tentei escapar. voc0 o que (? 3 #u? #u sou brasileiro. -s )ndios eram mestres nisso. no outro agitado. que seja compat)vel com a dan1a. <ar1om. 3 "e são aquelas entidades que icam rodando e olhando para a palma da mão. agora voc0 j* sabe que quando precisar de au/)lio da nature6a. 2oc0 j* viu as o/uns corimbando no terreiro? !pesar de medroso. 'ada movimento atra) um tipo de vibra1ão. dan1ar % no mesmo lugar. 'on irmou contrariado. um dia calmo. ! inal. e quando o a6 ( sem ritmo. 3 'omo assim? Perguntou o ignorante. tomei o cuidado de e/plicar. eu sei. Msso. 3 # voc0. con irmava com a cabe1a. ao cantar uma m+sica. ele com a boca cheia de pi66a. 3 C. não sabe dan1ar. não parecem ventanias? # os caboclos de -/óssi? 5ão te lembram as matas? 'ada ve6 que eu alava. 3 "e voc0 na gira.

"e eu or um bom m(dium. depositei em tuas mãos o meu uturo medi+nico. "e eu usar de toda a autoridade recebida pela lei da Umbanda. #mbora j* tivesse a pr*tica de vinte cinco anos na linha :ardecista. 5ão posso dar o mesmo tratamento dos m(diuns comuns. com raiva de mim. depois de tr0s meses req?entar a assist0ncia no terreiro. Lardecismo e Umbanda são di erentes. 3 ! Umbanda ( e/igente. ui parar dentro do cong*. segurava minhas incorpora18es no terreiro. $oram me buscar. Pode a6er e di6er o que quiser. $iquei encurralado na trama do pai3de3santo. em alguns momentos. o pai3de3santo me chamou para um conversa1ão. O1 . Husti ico3me. $inali6ei. a culpa ser* tua. e. ! não ser que voc0 me alte com o respeito. 'onstrangimento? Por que? &enho um constrangimento muito grande de me/er com C que voc0 j* tem vinte cinco anos de pratica. em caso contr*rio. os m(diuns devem obedecer as ordens da hierarquia do terreiro. 5ão só pode. e eu. no meio das imagens. atrav(s do jogo das palavras. !o ingressar na corrente. $oi rid)culo. voc0. aqui não vou usar. i6 o que sabia. Mncorporei. 5ão tive alternativa. echei os olhos e sa) pelo salão dando vibra1ão no ar. % a irmei. pondo o pai3de3santo bem 4 vontade. eu órico por ter sido convidado para ingressar na gira. prender a pessoa. . voc0 pode icar. Percebi ter ca)do numa armadilha.que l* aprendi. Mentalmente acompanhava o ritmo da m+sica. $oi um bom aprendi6ado. "ou um homem disciplinado e obediente. 9uando entrei na gira. 9ueria ser um bom m(dium. ao menos por enquanto. o m(rito ser* teu.O1 CAPÍTULO 4 DIFERENÇAS ! gira estava animada. com muita humildade. #ra o que ele queria ouvir. como deve. !sseverei. "empre ui t)mido para dan1ar e cantar. Mania de :ardecista de incorporar com o olho echado. &amb(m puderaP 5a +ltima ve6 que incorporei na Umbanda. a tudo acompanhava atentamente. e acatarei a determina1ão. &odo de branco. a ponto de querer at( chorar e ir embora.

#ngoma ( o conjunto dos instrumentos que a6em a musica no terreiro % e/plicou.% encerrou. como YpaiZ ou YpadrinhoZ. # tem mais. quando voc0 chegar no terreiro. rumpi e O=0. de $erro. agora de orma delicada. # dance. aqui dentro. inclusive dos ogans dos atabaques. #ssa que voc0 usa. um movimento necess*rio. # os atabaques t0m nome. não est* igual aos outros da corrente. por ser a dan1a. deu as costas e me dei/ou so6inho. a mãe3de3santo. cante. embora seja branca. respeitosamente. &ome nota das primeiras ordens. 5ão me chame mais. rom. ponha uma roupa mais adequada. os capitães do terreiro. Padrinho. por ser o canto um mantra da Umbanda. # desde j* voc0 est* escalado para s*bado pró/imo. # quando voc0 estiver na gira. ser* que oi vingan1a daquele )ndio por me ter negado bater a testa tr0s ve6es? O= . aliviado. Mesmo. . vir ajudar na limpe6a do terreiro. qual ( a hierarquia do terreiro? !l(m de mim. beije a minha mão e de toda hierarquia. $iquei pensando. minha esposa. #ngoma? # o que ( engoma? Perguntei. mesmo que não saiba.O= 9ue bomP % e/clamou. e os ogans da engoma. 'orri atr*s dele.irija3se a mim. % respondeu. a mãe3pequena. "ó para eu saber. que voc0 tenha vergonha ou não saiba. com licen1a.3 echou a cara. % arrisquei.

C ormada por grandes alanges de esp)ritos na qual predomina o nosso )ndio. aquele homem dentro do espelho era outro. # ( nessa importante pe1a de nossa casa que est* o espelho. 3 ! Umbanda ( uma religião autenticamente brasileira. !s vibra18es cósmicas e a mediunidade nasceram com o homem. a6er a higiene e con erir se a roupa est* adequada com nosso gosto. considerando ter nascida o icialmente em 1EFG. recomendando a mesma tentativa. ainda meu desconhecido. vi minha imagem re letida no enorme espelho estrategicamente colocado na parede. por acolher em sua ess0ncia o inverso de tudo. #ra ele quem di6ia. 3 ! Umbanda ( uma religião a ro3brasileira. -s que j* me ouviram tiveram a mesma sensa1ão. por isso divido3a com os outros. Presto3lhe minha rever0ncia. não usa o OB . # oi essa a convic1ão da minha inspira1ão na conversa com o Hulio sobre o inverso da Umbanda. "omos displicentes com o nosso outro eu. 'erta ve6. originada do candombl(. pentear os cabelos. Um grupo de quase meia d+6ia de adeptos da Umbanda ouviam curiosos nossa discussão. "eus cabelos são grossos. pretos e salpicados nas pontas de um grisalho compat)vel com a sua idade o que me cria uma recrimin*vel inveja por eu ser calvo. $oi uma e/peri0ncia incr)vel. ! irmou. #le icava irritado e sua grossa vo6 j* estava passando da tonalidade própria dos cavalheiros. #ra o outro eu. no Rio de Haneiro.OB CAPÍTULO 0 O ESPEL3O !cho que todos vão concordar comigo que o banheiro ( nosso esconderijo respons*vel por momentos de nossa necess*ria privacidade. "eus olhos eram misteriosos e o seu rosto não me pareceu amiliar. ! verbosidade ( a sua maior arma para manter acesa uma discussão. #/iste h* milh8es de anos. um elemento de grande utilidade na magia. 3 2oc0 est* con undindo. #ntre outras tantas ormas dos magos usarem o espelho ( buscar no espa1o o re le/o dos elementos para aumentar a or1a dos trabalhos na constru1ão de campos de energia. $oi anunciada pelo 'aboclo "ete #ncru6ilhadas incorporado no m(dium D(lio de Moraes.H+lio ( alto e apesar de seus cinq?enta e tantos anos mant(m um corpo de jovem. ! religião chamada Umbanda tem menos de cem anos. 3 ! Umbanda se perde no tempo. ! minha acompanhava o mesmo diapasão. e/ercendo o direito do meu recolhimento neste cAmodo. Rebati. # com ela nos digladi*vamos com eloq?0ncia e em calorosa de esa das id(ias da religião. bem penteados. . 5ós usamos o espelho para limpar os dentes. 5esse dia olhando concentrado e i/amente para minha imagem re letida levei um susto.

9uero juntar as pe1as e concluir o quebra3cabe1a. ! id(ia oi aceita.H+lio estava circunspeto demonstrando estar bem atento e surpreso com minhas e/plica18es.entro do bem reside o mal e vice3versa. 5ão tenho a pretensão de descortin*3la. 3 2amos trocar id(ias sobre a Umbanda buscando uma intera1ão religiosa e não discutir ou compar*3la com outras religi8es. trou/eram escravos negros da W rica. !penas sou contra a mistura da Umbanda com o candombl(. vou te visitar para continuarmos nossa conversa.inverso da Umbanda? 2oc0 quer di6er descobrir coisas ainda não reveladas? 3 !s coisas reveladas e não entendidas. demonstrava estar de bom humor. vestido 4 vontade. &udo tem o outro o seu inverso. 5a minha casa nós icamos na sala. antes ajeitada para recepcionar o Hulio. Respeito o livre arb)trio de cada um e con esso só ter uma no1ão b*sica do candombl( apesar de achar essa religião muito bonita. 3 !ntes de tudo quero dei/ar claro que não combato nenhuma religião ou orma de e/erc03la. orte e que re+ne adeptos de grande envergadura cultural. não prega o medo e muito menos e/ige compensa18es inanceiras pelo e/erc)cio da mediunidade #st* na hora de mudarmos os conceitos.OJ sangue como elemento nos trabalhos. escrevendo a mais triste p*gina da nossa história. OJ . 'omo est*vamos no jardim da casa de um amigo comum. 3 . sugeri que nos un)ssemos aos demais convivas ao at( então apra6)vel evento. #stou a6endo essa sugestão por querer que voc0 me ajude a consolidar a iloso ia que h* anos estou tentando implantar no terreiro que dirijo. convidados que omos para uma reunião. . sem a horrorosa gravata amarela que destoava de seu terno cin6a claro. Mniciei a conversa. #nquanto desabotoava o seu jaquetão cin6a para sacar de um cigarro. inclusive a espiritual. sem precisar conhec03la. ele me comunicou em educado sussurro. . in lamado. 3 'omo amanhã ( domingo. #le era meu amigo )ntimo por isso j* oi servindo o ca e6inho. mas tenho o dever de entend03la. dentro do mal e/iste o bem. . mas prometo tentar. @rincou. 5o decorrer dos tempos os a ricanos j* mais adequados 4s suas condi18es de servi1ais. 'om a não adapta1ão ao regime da escravidão os portugueses. ! Umbanda tem que ser redescoberta. descoberto o @rasil. &ive uma e/peri0ncia com o espelho que me e6 repensar toda minha conduta humana.epois de e/plicar continuei. 2amos coloc*3los diante do espelho e descobrir o seu inverso. #st* combinado? 3 5ão sei se vou conseguir icar quieto. #u di6ia. os )ndios então os leg)timos donos da terra oram escravi6ados.

a miscel. . misticismos e iloso ias espirituais. maravilhosa e m+ltipla na sua constru1ão. ! sobrancelha grossa do H+lio levantou e ele interveio. a religião tamb(m. !s tr0s misturas deram in)cio 4 civili6a1ão brasileira. Repare que todos os pontos da linha dos preto3velhos são iguais 4s musicas da capoeira. ! pr*tica da cultura religiosa dos ind)genas com os a ricanos oi proibida pelos brancos que impunham o catolicismo entre eles. !) vem a revela1ão do inverso.e certa orma. 5ão oi só a ra1a que se misturou. ! religião dos brancos oi re ugada pelos negros que criaram o j* conhecido sincretismo católico na Umbanda. 3 # não oi? 3 Pelo pouco que sei do candombl(. são religi8es antagAnicas. . brancos. #sses esp)ritos dos )ndios. Parou uns instantes olhando3me para pensativo e torpedeou. # ela oi criada pelos a ricanos 4 guisa de esporte mas na verdade era um meio de de esa.nea de conceitos est* gerando uma con usão muito grande. o que desagrada tanto os adeptos da Umbanda como do candombl( que não tem nenhuma vincula1ão com o sincretismo católico.i6em ela ser originada do candombl(. Por ser nova e pouco estudada. reencarnaram aqui mesmo no @rasil. de eito que lhe derrubaria o t)tulo de esp)rito superior. europeus e religiosos católicos. negros.OO misturaram sua ra1a negra com a vermelha do )ndio e entre elas a intromissão dos brancos. !trapalhei o H+lio. 3 @aseado no que voc0 a irma isso? $oi o espelho que te contou? 3 ironi6ou. dev)amos pregar e cultuar a Umbanda dentro da lógica dos acontecimentos históricos do @rasil. 3 . !cho que basicamente os esp)ritos que undaram e trabalham na Umbanda t0m alguma p*gina dentro da (poca do descobrimento do @rasil. Mndagou. OO . -s !rquitetos do #spa1o resolveram juntar todas as suas iloso ias religiosas em uma só. e/ceto quando são misturadas.H+lio mal se continha. sem nunca esquecer que ela ( autenticamente brasileira. . 3 # o preto3velho não ( o a ricano? 3 #stou inclinado em acreditar que ele oi tra6ido atrav(s da descend0ncia da ra1a a ricana que criou a capoeira. por qu0 o ori/* -/um carrega um espelho? Mmposs)vel ser vaidade. a UmbandaP #la oi planejada e criada para atender o povo brasileiro. mas deve ser revista adequando3a 4 lógica correta de uma religião independente.H+lio não se conteve. 5ão tenho nenhuma d+vida que a Umbanda tem que seguir seus princ)pios morais e ilosó icos ensinada pelos esp)ritos. hoje o +nico esporte brasileiro. # a capoeira nasceu antes da Umbanda. cheios de cren1as. 2eja uma delas. #le me disse para ser ousado e buscar respostas por mim ainda desconhecidas.

9uem sabe nós devemos buscar a resposta pesquisando o inverso do ori/*. OQ . mas espero descobrir. &enho certe6a que vai aproveitar.Hulio despediu3se e prometeu a6er a e/peri0ncia do espelho.OQ 3 2oc0 sabe? 3 #u não sei. ao menos vai se admirar. Mas antes devemos ver o inverso de nossas a18es que erem a espiritualidade ensinada pelos esp)ritos que a6em a Umbanda. pois se não encontrar o seu outro YeuZ. .

estuda e aprende. quando a entidade toma o corpo do m(dium. $oi com outro espiritualista que entendi a incorpora1ão e a necessidade da prepara1ão do m(dium..omingos. cultural e espiritualmente. gritar. a incorpora1ão de um esp)rito com o m(dium ( um grande mist(rio.$erro costumava berrar. um e/periente pai3de3santo. Um ( um e outro ( outro. #mbora comum e undamental para a religião esp)rita. <ordo. trocar id(ias sobre a Umbanda. 5a Umbanda chamamos o m(dium de cavalo.m(dium tem que dar condi18es ao esp)rito. sabendo andar.pai3de3santo echou a cara. não adiantando nada o que se aprendeu. $al*vamos sobre a mediunidade. voc0 ( um burroP . . ainda não conhecia o !ndir de "ou6a. era muito querido por todos. ormando uma terceira. C a terceira energia % disse. principalmente por contradi6er tudo aquilo que ele pregava. OS . 'ada qual com sua cultura. 2oc0 ( um imbecilP !pesar da grosseria das palavras. principalmente no que se re ere a di eren1a da mesma entidade incorporada em m(diuns di erentes. brincalhão e alegre. acharam gra1a da orma do pai3de3santo e/pressar3se. 5aquela ocasião.omingos acreditava que não adiantava nada o m(dium ter cultura esp)rita. Um cavalo bem domado. #ntretanto.. ! gente l0. . trotar e galopar. reunidos em uma só or1a. dei/ar ser montado e obedecer as r(deas. H* o pai3de3santo com sua e/peri0ncia pregava o contr*rio. .esp)rito ( uma energia e o m(dium ( outra.omingos. &erceira energia? #/plique melhor. Mnterrompeu e voci erou.OS CAPITULO 2 TERCEIRA ENERGIA . 9uanto mais preparado. inclusive o . 9uando vem o esp)rito. ele a6 o que quer. . mais *cil para o esp)rito dar sua comunica1ão. Mas. dei/ou escapar uma das suas marcantes alas. reclamar por tudo. sensibilidade e conhecimentos. $alando sobre prepara1ão espiritual dos m(diuns. principalmente. <osto de conversar com ele e. para poder e/trair sua cultura. ilho de -gum não dei/ava as coisas para depois.omingos era um membro da corrente. acilita ao cavaleiro. pedi.i6ia coisas descone/as. . demonstrando sua indigna1ão pelo coment*rio do estejado gordo. !mbos estão ali presentes. essas energias se unem. mas tinha um cora1ão imenso. . C como dois em um. &oda aquela postura era mentirosa. todos.

princ)pio do computador. que não ( a mesma entidade. boa coloca1ão % elogiou. "e seus arquivos são de m* qualidade. 5ão pode ser igual. -s dois juntos criam uma terceira bebida. -bviamente. se sobrepor 4 sua vontade. Pena que o . vai ter que lutar para não dei/ar esta parte ruim do m(dium.omingos.OG - 'omo o ca ( com leite? &entei ajudar. 5o segundo m(dium. . lembrei3me do . . incorporado em um m(dium manso.mesmo e/u incorporado em um m(dium menos preparado. "e a entidade incorpora em mim. no primeiro. . pensando na proveitosa troca de id(ias com o !ndir. em sua mani esta1ão.omingos j* desencarnou. Msso mesmo. violento. e cheio de ódio.ca ( ( uma bebida pura. senão poderia e/plicar para ele o que o $erro não conseguiu. para quem conversar com os dois m(diuns. para esclarecer minha compreensão. ela ica com uma parte que sou eu. #nquanto voltava para casa. 'omo um computador. com sua aura limpa e vibrante. ele vai tra6er. ica com uma parte do outro. toda esta parte boa do m(dium. est* bem esclarecido este ponto. $alei. o leite tamb(m. "im. OG . culto. "e incorpora em outro. 3 Msso e/plica bem. amoroso. misturada em sua energia. disse o !ndir. em dois m(diuns di erentes. . só pode in ormar coisas semelhantes. C.esp)rito só pode tirar do m(dium o que ele tem programado. 'ompletei. 2amos imaginar um e/u. 2ai parecer.

pai3de3santo me chamou e me e6 icar no meio do terreiro. na linha :ardecista. sem necessidade de lu6 apagada. . estava solto. j* h* vinte e cinco anos. j* tinha abandonado o 'entro #sp)rita. o Pai Maneco. devendo o m(dium tomar o cuidado para não incorrer na imita1ão das incorpora18es de outras pessoas. ! incorpora1ão oi r*pida e orte. -ptei pela Umbanda por ter encontrado nela a minha necessidade religiosa. Mntu) que um 'aboclo est* querendo incorporar em voc0. $iquei intrigado e procurei o pai3de3santo. H* me considerava m(dium pronto. H* tinha o preto3velho e o 'aboclo. o meu pai3de3cabe1a. e nunca dei/ar de perguntar as d+vidas que tiverem. icar* bem amortecido. entidade para mim *cil de lidar. "e tiver di iculdade. "enti3me mais seguro e protegido na Umbanda. o pai3de3santo chamou o #/u &ranca Ruas das !lmas. @ebia cacha1a e umava cigarro de palha. para voc0 icar tonto e acilitar a incorpora1ão. "ó altava o #/u. que voc0.segredo ( a paci0ncia e a con ian1a nos respons*veis pela dire1ão do terreiro.ava consultas sentado no toco. ! di eren1a oi a batida alegre da m+sica e a manipula1ão da energia da 5ature6a pela cria1ão de campos de or1a. Mncorporava. bem 4 vontade. "e não der certo. que recebi sem nenhuma di iculdade. para só depois levantar e saudar a todos alegremente. considerando3se estar trabalhando com ele. Mandou cantar o ponto do 'aboclo Hunco 2erde. jogando3me de joelhos no chão. ! gira era de 'aboclo. 3 5em todos os e/us são iguais. "oube que meu -ri/* era -gum e j* tinha eito o cru6amento na Umbanda e o amaci. via de regra. % orientou3me. pedindo uma e/plica1ão. C importante mencionar. 'antava e dan1ava. mas. . Pela impon0ncia da entidade. . os m(diuns icam muito apegados ao olclore. dentro da nova roupagem de preto3velho. di erenciava bastante dos outros e/us.neo. muito embora. OE . @em mais cedo que esperava. mas comum entre cavalos ine/perientes.OE CAPITULO 4 INCORPORAÇ>ES H* estava habituado 4s incorpora18es da Umbanda. entortam as mãos e cometem outros trejeitos. e icam mancos. $ique calmo e concentre3se. normalmente. &empos depois. #le atendeu. com certe6a. C a alta de conhecimento dos m(diuns que provoca esse quadro at)pico da entidade. o esp)rito declarou chamar3se !:uan. a1a uma respira1ão r*pida e curta. incorporava uma entidade que não tinha dado o nome. .desenvolvimento da mediunidade na Umbanda deve ser espont. nas giras de -gum. olhos abertos. ique rodando. h*bito comum quando ele queria chamar um esp)rito para incorporar num determinado m(dium.

$i6 uma pergunta. durante a incorpora1ão. &empos depois. que se di6em inconscientes. não contarão ao esp)rito suas di iculdades )ntimas. onde os m(diuns. C um tipo de treinamento. Meus parab(ns. mais tarde. em meu terreiro. em cujo cargo iquei durante. #le continuou. seria certo ou errado ele ir bater a cabe1a? 5essa altura. todos teus irmãos de corrente. com a inten1ão de saberem as coisas contadas pelos ilhos da corrente. % detalhei 3 independentemente dos meus problemas na incorpora1ão. se os outros souberem da consci0ncia. QF . ou se ui eu quem criou a id(ia e ele não me dei/ou ir. 3 2oc0 ( o primeiro m(dium. #/clamou. havia uma sessão echada.QF 5o terreiro do $erro. inclusive o próprio pai3de3santo. al(m de ser a maioria. 3 'laro que não. em sil0ncio. omitem o detalhe da consci0ncia ou inconsci0ncia. $ui saber. sob a orienta1ão dos dirigentes e m(diuns mais e/perientes.. que a6 uma declara1ão publica a irmando ser m(dium consciente. $iquei sem entender. !o contr*rio. . Mncorporei o #/u &ranca Ruas das !lmas.anos e só sai daquela casa com morte de meu pai3de3santo. 9ue i6 para merecer cumprimentos? % pensei.esp)rito não oi. o m(dium. C uma pura asneira. ui cru6ado no terreiro como pai3pequeno. !creditam que. para desenvolvimento dos m(diuns. na sua ótica. Para teu controle. 3 Mas tenho que ser inconsciente para trabalhar na Umbanda? Perguntei assustado. que e/istem mães e pais3de3santo. e/plicando as coisas certas e erradas dos m(diuns. aqui presentes. uma ve6 por m0s. pensando ter eito uma pergunta inadequada ou prim*ria.. $ernando. juram serem inconscientes. 3 . 'om medo de errarem. toda a corrente estava em p(. ( muito bom. #les ( que pensam assim. trabalham suas mediunidades. porque assim voc0 aprende as coisas que o esp)rito ensina. !rrematou. 5ão tem nada de errado ser m(dium consciente. $iquei sem jeito. #stou em d+vida se ui eu. me olhando. numa gira echada e sem assist0ncia. al(m de ser also. 5o inal o pai3de3santo a6ia suas observa18es.urante a incorpora1ão tive o impulso de ir bater a cabe1a no ponto de seguran1a da gira. que atrapalhou a entidade não o dei/ando a6er o pretendido. por estar errado.

vai desencarnar. 5ão sentia nele o espectro da morte. olhando i/amente. quando ouvi o amoso chamado da querida entidade. go6ava de boa sa+de e não demonstrava estar passando nenhum problema. "aiam daqui. mantendo uma orma )sica invej*vel. !l(m de meu pai3de3santo. muito ao contr*rio. # vou dar um conselho. Minha rea1ão oi imediata e em suplica. Mas não dei/e ele morrer.ei/ei meus a a6eres e sentei3me 4 sua rente. 'omunicou. Me/eu3se no seu trono. Por comandar a gira. 3 'areca. 3 'areca. eu cuido do terreiro. # eu me identi icava muito com ele. o canto muito bem a inado. ra6ão que me e6 gelar. assustado. ! casa estava cheia. #ra um homem importante para a Umbanda e para o próprio terreiro. para dirigir uma casa. &udo estava certo na sua vida. !credito nos esp)ritos. #sperei. .pai3de3santo che iava. que impossibilitarão as incorpora18es e. -s dois sa)ram e ele. porque. "e ele não puder trabalhar. deu a noticia. não estava incorporado. . incorporado no 2ovA 'onrado. mais tarde. Percebi uma certa gravidade. voc0 guarde teu cora1ão no co re. hoje ( a +ltima ve6 que estou incorporando neste cavalo. 5ão aparentava a idade que tinha. o ereceu3me a orte bebida e disse aos seus dois ajudantes. a lito. 'areca. #le vai ter alguns pequenos problemas. 3 5ão dei/e isso acontecer.Q1 CAPITULO 6 O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO #stava comandando uma gira da esquerda. . os cambonos. 3 'uide do meu terreiro. sem a assist0ncia do cambono. não se deve jamais alar com ningu(m.evia pesar uns setenta quilos. uma resposta da entidade 4 minha solicita1ão. "ou um homem de (. os m(diuns alegres. h* quase cinq?enta anos. mesmo sendo o che e espiritual da casa.3 Q1 . tornou3se um grande amigo. que tão sabiamente comandava. 2ovA. #st*vamos no m0s de "etembro. era todo vida e alegria. # ningu(m gosta de saber que os amigos estão com os dias contados. % gritou. e estar incorporado no pai3de3santo. de pronto. que quero alar so6inho com o 'areca. venha c*. #stava no meio do terreiro. espiritualmente. % ordenou. .pai3de3santo $erro.

I noite a corrente estava reunida. sem dividir com ningu(m. Q= .pai3de3santo era m(dium inconsciente. esposa do $erro. pois antevia as conseq?0ncias entre todos nós. para a qual tamb(m nada tinha dito da comunica1ão da entidade. "abia ter chegado o momento. #la era benquisto e al(m dos amigos e ilhos da corrente. #les se encarregaram de mandar cantar os pontos da linha do -riente. -s sinais dados pelo 2ovA 'onrado estavam cada ve6 mais ortes. &odos os anos o terreiro a6ia uma esta de con raterni6a1ão. !s l*grimas oram por mim contidas. sem prever sua data. . que o am*vamos. levantou3se e ordenou o canto de subida para ele. para que tudo corra bem. Perguntei 4 &here6inha que ponto era aquele. C para a sa+de do Padrinho. #sclareceu. sabia ser inevit*vel o desencarne. em cima da seguran1a. Mn ormou3me com ar sombrio e triste. recebi o recado. $iquei so6inho. porque seu cavalo ia morrer. $ui com minha mulher. que o mant(m aceso j* h* muitos anos. 5a minha (. # alava de um homem incomum. ! &here6inha. 3 9ual o hospital? 5o "anta 'ru6 % in ormou $ui ao hospital. conhecida pela cura de doen1as )sicas. 5o meio do terreiro. especial mesmo. #ste ponto oi riscado pela Madrinha 3 a dona "telinha. sua am)lia era grande. Retirei3me. !o chegar em casa. 5ão acreditava no que tinha ouvido.Q= !poiado em sua bengala preta. #u o via. Perguntei. $oi no come1o do ano. apro/imou3se. di6endo que o $erro teve um en arte e vai ser operado. #le % o pai3de3santo e esposa. !lgu(m tele onou para voc0. Marcamos um trabalho para hoje 4 noite. &odos o adoravam. alegre e com todos estejando. apesar de suas rabugices. que dava para perceber. -s esp)ritos não erram. e não podia tirar de dentro de mim o segredo que com muita dor carregava. 5ão incorporou mais em seu cavalo. reunindo os m(diuns e seus amiliares. 5ão era compreens)vel uma entidade di6er não incorporar mais. chamando os caboclos e pretos3velho. oi posto um ponto riscado. desde que tomou o cuidado de a astar seus cambonos para me dar a not)cia. ou seja. #ra demais para mim. $i6emos trabalho na linha da Umbanda. amiliares e ilhos de corrente comentavam sobre a bem sucedida sessão. H* est*vamos em de6embro. muito antigo. onde j* muita gente estava solid*ria com a am)lia. tristemente e comecei a pensar como poderia administrar seu desencarne. não sabia o que esp)rito tinha alado. #le subiu e eu iquei assustado. amargando minha antecipada dor. então mãe3pequena no terreiro.

talve6 at( emocionado. e enquanto tentava consol*3la. barba crescida. ui ao hospital. e. 3 !cho que a senhora deve levantar o ponto irmado na linha do oriente.eus te aben1oe. &eve uma pequena doen1a e. a senhora não vai gostar do que vou di6er. $ale. #ra di )cil v03lo assim.QB Mas ele j* teve algum problema antes? Perguntei. tamb(m a beijou. por causa dos soros e agulhas em suas aparentes veias. ora no Tospital. serem paliativas as cirurgias. !joelhei3me ao seu lado. talve6 não mais pelo seu iminente desencarne. $oi um per)odo revoltante. "entei3me com a Madrinha "telinha.urante um m0s.velho -gum. beijando3a. . 3 Mucui no Dambi % . #stava magro. 3 . nunca mais o des e6 alimentando3o com bebida. como diariamente a6ia. Meu ilho. na sala do oriente. a6endo um es or1o muito grande. ora no terreiro. at( agressivas % e caras. eito o ponto. o que mais podemos a6er? Mmplorando. i6emos vig)lia. $iquei pensando porque o 2ovA não vinha busc*3lo. determinado. p*lido. Parece3me que cinco cirurgias oram eitas naquele homem. Madrinha. por or1a dos aparelhos hospitalares. no quarto. pedi3lhe a ben1ão. com seu olhar j* en raquecido pela doen1a. não a mim. $ui embora. pai3de3santo. um raio de Nu6. $iquei surpreso. peguei sua mão com muito cuidado. muito triste. j* marcado para morrer. mas 4 espiritualidade. disse3me. Mucui meu pai. 5uma delas. alando quase por sinais. ele estava sentado em uma cadeira. #stava respirando. *gua e vela durante todo esse tempo. Respondi. na e/pectativa de sua cura. QB . mas por tudo que estava passando. C para movimentar o corpo % disse3me a a lita esposa do Meu pai3de3santo era sombra daquele homem esperto e *gil. 2oc0 pode a6er isto por mim? !quiesceu. como sempre a6ia. &odas as manhãs eu a6ia uma visita ao $erro. m(dicos e amiliares. di6endo num sussurro. -rdenou3me. 5um "*bado. "ab)amos. diga3se. ainda. tomou minha mão e.

!inda estava 4 mesa de re ei18es. Madrinha. mas hoje não estou mais. Nevantamos e descarregamos o ponto. al(m do necess*rio. desencarnou. tra6endo uma triste6a muito grande para todos nós e apesar de abrir uma lacuna na Umbanda. 5a volta. na ocasião. para segurar na terra o esp)rito de algu(m. 'onversamos sobre e assunto e dei/ei3a em sua casa. para variar. Retornei 4 minha. embora alimentado. e um ensinamento at( hoje seguido por muitos. instintivamente.#dmundo Rodrigues $erro. &ele onei 4 &here6inha e nós dois omos ao terreiro. 5ão posso acreditar que um ponto riscado. sinto quase sempre sua presen1a no terreiro e. comunicando que o $erro morreuP % e/clamei. levantar o ponto. sem discutir.QJ 'laro. "ó saudade )sica. possa atrapalhar o desencarne de um esp)rito do naipe do $erro. muito triste. junto com meus amiliares. e me retirei. conversava com ela. tem este poder de manter o esp)rito junto ao corpo. os quais. Mas tive uma intui1ão. 3 &eu amigo morreuP . dando ordens e palpites. ! inal. Minha mulher atendeu o tele one. quando o tele one soou. 2ou j*. no nosso tradicional almo1o dos s*bados. Um ponto de irme6a. demonstrando muito conhecimento e (. Respondeu a &here6inha. $iquei. con orme me ora anunciado pelo 2ovA 'onrado. 3 C algu(m. acato muito agradecidoP QJ . e oi essa a ra6ão de eu ter sugerido 4 dona "telinha. principalmente por mim. dei/ou como legado cinq?enta anos de e iciente desempenho na religião. 4s ve6es.

5ão houve sintonia vibratória entre mim e eles. ! entidade disse que ia ajud*3la. QO . !cabei cedendo 4s solicita18es. a 2irgem Maria. achava gra1a por essa distor1ão de consulta. $omos juntos. como sempre a6. embora não participe da Umbanda. 5um terreiro. volta e meia. veio o Pai Maneco. . pedimos consulta na entrada e omos indicados para alar com uma m(dium incorporada com uma entidade. 5uma reunião com meus companheiros. só quero a/(. #dmundo Rodrigues $erro. ser minha grande amiga e companheira. 5as andan1as. 5aquela (poca. Passei a visitar v*rios terreiros.urante uns dois meses não conseguia me decidir. . !chei o momento oportuno. a respeita e me prestigia.iante de minha hesita1ão. 9ue a pa6 de -/al*. no undo. como seu h*bito. 5ão queria voltar para a linha :ardecista. tive at( momentos hilariantes. casa que ainda. tentando. "a) da &enda #sp)rita "ão "ebastião. e Memanj*. ! Redda. # voc0 meu ilho. !pós os devidos cuidados.QO MIN3A DECIS1O CAPITULO 8 Tabituado com o estilo do meu pai3de3santo. 5ós gostamos de cães. sem casa para trabalhar. Mas. a ador*vel entidade angolana. pois. eles insistiram. vou visitar. embora tenha conhecido alguns bel)ssimos. #u. 5osso "enhor Hesus 'risto. principalmente por estar necessitando de uma orienta1ão mais direta para meu destino espiritual. na esperan1a de encontrar um que osse compat)vel com aquele do qual tinha sa)do. o que deseja de mim? Meu pai. e ela. que me servissem de orienta1ão. e isso eles sabiam. 5ão o encontrei. minha dedicada esposa. segundo meu aprendi6ado. a cadela. 2irou3se para mim e perguntou. ui provocado por eles para incorporar o Pai Maneco. iquei totalmente desorientado.que? &amb(m quer achar? . Minha mulher e/plicou sua vontade de achar sua cachorra. em condu6ir o terreiro. após sua morte não me adaptei ao da minha mãe3de3santo "telinha de -/um. #u. a esposa de meu pai desencarnado. protejam todos voc0s % cumprimentou. H* havia orientado meus companheiros para a6er3lhe perguntas. naquela ocasião. uma cadela nossa tinha desaparecido e oi esse o prete/to usado por ela para correr comigo os terreiros. buscava a/(. Ma junto comigo. jamais deveria incorporar qualquer esp)rito ora do terreiro por motivos de seguran1a.

QQ . não quer.eu para entender alguma coisa? &udo a6 parte de um plano. quando tenho necessidade de uma decisão importante. ( conscienti6a1ão.epois de v*rias tentativas em me demover da decisão. #le disse ser este o caminho. seu cavalo quer uma e/plica1ão sobre tudo que lhe aconteceu. em nome do grupo. sem mais nada alar sobre mim. . &entavam me dissuadir e me aconselhavam a voltar 4 casa onde ambos ainda permaneciam. "ou um homem de ( e decidido. demonstrando terem alguma d+vida. 'ontinuou conversando com os presentes. #les perguntaram. &inha que ser assim. # eles me indicam que devo ser pai3de3santo. se quiser ser o mais Husto entre os Hustos. H* não tinha mais nenhuma duvida do meu destino. considerando o teu atual estado de perturba1ão. 'omuniquei a todos. os dois oram 4 minha casa. $ernando. 5ão poderia ser di erente. "ubiu e o grupo voltou 4 conversa1ão. 5ão hesitei.<eraldo não pensou duas ve6es ao responder. nas entrelinhas de suas mensagens. "erei vaidoso. 2oltar para linha :ardecista. e/ceto o <eraldo e o $rancisco. !cham que vou ignorar a palavra do esp)rito? #les se entreolharam. "eu cavalo quer que o senhor lhe indique o caminho que deve seguir. meus dois companheiros que não se con ormavam com a minha sa)da do terreiro do #dmundo $erro. uma das hipóteses. #st* procurando um terreiro onde encontre a inidade. #/plicou Meus amigos. Msso não ( vaidade. ou1o a palavra dos esp)ritos. mas não o encontra. hesita. ou se ( uma vaidade inconsciente me/endo com sua cabe1a % e/pAs. Pai Maneco % respondeu o <eraldo. eu j* come1ava a icar impaciente. eu.QQ "alve. o humilde preto3velho. "elou o meu querido mestre e protetor. % Meu Pai. # da). . % arrisquei. 3 2oc0s ouviram ontem a mensagem do Pai Maneco. sei que sou justo. 3 C uma possibilidade muito grande de ter acontecido. . Meu ilho. pelos sinais que me dei/am. "er pai3de3santo. 5o dia seguinte a nossa conversa1ão. 3 ! não ser que a mensagem por ele dei/ada oi inter er0ncia minha. por ter duvida se ( este o destino. se vivo entre eles. lacAnico.

e o $rancisco. ! partir desse momento. não podiam duvidar da minha capacidade de transmitir as mensagens do Pai Maneco. e beijando3as suavemente. iquei na e/pectativa da incorpora1ão prometida. e con irmar tudo que alei ontem por sua mediunidade. agradeci. Pai ManecoP % e me a astei. !joelhei3me em sua rente. sob minha orte emo1ão. $iquei emocionado. recebi só apoio dos meus dois companheiros. 2ou incorporar no $rancisco. duas l*grimas por mim derrubadas. mesmo relutando. "em nada di6er. dei/ando sobre as mãos do $rancisco. e. realmente repetiu a mensagem anterior. 3 5ão admito d+vidas sobre voc0. &anto o <eraldo como o $rancisco.QS 5ão queria acreditar no que estava ouvindo. no meu ouvido. 3 Muito obrigado. 5ão demorou. QS . $iquei chocado e em sil0ncio. oi dominado pela entidade. di6endo. $oi quando ouvi a vo6 do Pai Maneco. tomei as suas mãos.

! lembran1a de um ato acontecido h* mais de sessenta anos. mesmo que osse minha primeira alta. era só não cometer nenhum pecado. e arranjar uma nova namorada. para poder cortejar a dona daquele rosto redondo. para se in iltrar no sonho do imposs)vel.QG CAPÍTULO 9: A FRUTA #stava atento 4 aula de catecismo que a $rancisca estava dando nas depend0ncias da Mgreja do meu bairro a um grupo de meninos. 5a ocasião achei orte a pena. $oi quando uma risonha mo1a presente pediu a palavra para di6er. #mbevecido eu cuidava para que a classe icasse quieta e atenta 4s palavras da ormosa pro essora. 5aquele dia eu não devia ter ido 4 aula.nsia de recuperar o meu tempo perdido na igreja.eus e Hesus 'risto. mas meu otimista racioc)nio isentava minha pessoa da negra amea1a. oi reavivada durante uma palestra que a6ia a um grupo de umbandistas. com a religião católica. a $rancisca tamb(m. 3 5ão vou mais a6er a primeira comunhão. #la sentenciou. só queria ter mais vinte anos de idade. entre cinco e de6 anos. #ra prepara1ão para a6er a primeira comunhão dentro do catolicismo. #u era um dos alunos com a idade m)nima. 3 9uem alta 4s missas nos domingos est* cometendo um pecado mortal. #ssa religião não presta. desiludido com a minha amada. 5os meus desejos. QG . &omava o cuidado de ser bem claro nas e/plica18es. $alei. "ó perdoei . #m aulas anteriores ela tinha ensinado que quem cometesse um pecado mortal iria para o in erno. Hogando no li/o o material que carregava para 4 aula. na . 5ão era só a religião que me ascinava. dando as costas e correndo para a rua. buscando sempre a lógica. 3 Por que? 3 ! $rancisca disse que voc0 e o pai vão para o in erno porque voc0s não vão nas missas e t0m pecado mortal. Mas altar a missa era pecado mortal? Retornei 4 minha casa. risonho e aquinhoado pela divina arte do belo. com os padres e os santos.encanto que ela e/ercia sobre mim oi pro anada por ensinamentos rudes e contr*rios 4 minha in antil percep1ão religiosa. . corri ao encontro de minha mãe e comuniquei. Minha pai/ão por ela transcendia o limite da benqueren1a. onde dei/ava transbordar meu amor por aquela mulher.

que t0m que ser e/purgados como se a6 com a parasitas das *rvores. &udo isso e muito mais que eu talve6 não tenha mencionado ( que dão as condi18es para que possa ser o erecido 4 voc0s um ruto m*gico colhido das sagradas mãos dos ori/*s. como lechas. . 3 2oc0 conhece a estrutura de um terreiro? . 5o espa1o das sess8es estão enterradas no meio as armas do ori/* mandante da casa. espadas e retratos das entidades. para agradecer o bem que me a6em. "empre estou a6endo o erendas. sustent*culo de uma boa vibra1ão espiritual. 'resceu e criou ra)6es estruturando isicamente a casa.empenho material para as constru18es )sicas. indicadas pela entidade che e. -s pontos tinham que se encontrar. com o doce sabor de uma madura e gostosa ruta. continuei. necessariamente da linha &ranca Ruas.QE 3 #u estou muito eli6 na Umbanda. se bem que direcionada 4 risonha loira. C um constru1ão que tem um cong*. criou ortes ra)6es que e/trai a *gua e a or1a da (rtil terra e produ6iu lores que se trans ormam em rutos.olhar espantado da mo1a revelou que ela nada conhecia. . machados. #n eites quase sempre estão ornando a casa. . uma história do Pai Maneco. tudo muito caro e sem um provedor. a6 brotar a lor do amor e da vontade de ajudar os semelhantes. al(m das seguran1as necess*rias. o cuidado com uma corrente de m(diuns honestos e caridosos. um espa1o para a reali6a1ão das giras e a parte onde ica uma eventual assist0ncia. Minhas entidades são maravilhosas. icou adulta. provavelmente uma semente simboli6ada pela vontade obsessiva de um pai3de3santo. 79uando voc0s saboreiam a ruta de uma *rvore não se preocupam em saber que ela teve in)cio com uma pequena semente que cresceu.terreiro ( o templo dos -ri/*s onde se reali6am os cultos da Umbanda.entro do espa1o dos terreiros tamb(m e/istem o roncó. onde icam as imagens das entidades. irmada com v*rios pontos magn(ticos e de or1a para manter sua harmonia.sil0ncio na sala e o s(rio olhar da j* não mais risonha loira. !s dimens8es do terreiro são adequadas para o n+mero dos m(diuns que constituem a corrente. 'ontinuei a e/plica1ão. &odo terreiro tem na sua entrada a tronqueira. . $oi um longo processo e mesmo assim voc0s não agradecem 4 *rvore e toda a organi6a1ão natural que a torna produtiva e orte. sabidamente a seguran1a dos terreiros de Umbanda. 'ontei para eles. lugar destinado aos alguidares dos santos QE .7 &odos aguardavam a continua1ão da minha e/plica1ão. demonstravam claramente terem entendido a mensagem que um terreiro de Umbanda só abre suas portas gra1as a uma insistente organi6a1ão material. "abendo disso. independente da linha de seu dirigente. onde sempre se in iltram os mal intencionados. "eus olhos só en/ergam a ruta. onde estão alojadas as armas do e/u guardião. Uns t0m constru1ão requintada e outros são simples. 3 Um terreiro de Umbanda teve um come1o.

&alve6 a imagem mais bonita ainda seja a de um cavaleiro montado em um cavalo branco galopando em volta de todos.escreva tudo que teus olhos podem en/ergar. "ão di eren1as puramente materiais e que dependem tamb(m dos recursos inanceiros do grupo. o esp)rito de um )ndio incorporado em um m(dium com e/peri0ncia. -s m(diuns que voc0 viu. #u não a1o distin1ão da qualidade de um terreiro pela sua constru1ão )sica. iluminado por uma lu6 que nunca se apaga e ( mais brilhante e orte que o sol na &erra. .urante o desenrolar de uma gira de -/óssi. os anAnimos provedores do dinheiro para a constru1ão da casa. os m(diuns em volta. e a casa dos e/us. cong* ( uma mistura de cores. -/al* est* irradiando para todo o ambiente uma lu6 prateada e brilhante. Paredes não e/istem. 3 #u j* estou vendo de orma di erente.cavaleiro armado e imponente ( um guerreiro de -gum. v*rias alanges e tribos de )ndios estão de prontidão no aguardo de um chamado para a6erem a de esa dos que estão no meio. # quem ugir desse princ)pio e vender seus passes e orienta18es espirituais. basicamente. 3 #u estou vendo o cong* iluminado com as velas. 7quem recebe. alguns com seus cocares mantendo um brilho intenso. trava seus movimentos e amortece seus corpos. #ssa são a realidade e as di iculdades para a constru1ão de uma templo de Umbanda. . a6endo3os cair em sono pro undo. #les rodam e emitem lu6es para todos. e da habilidade dos dirigentes de promoverem eventos para a coleta de moedas que paguem o pre1o de um mestre de obras e seus pedreiros. l* atr*s. vai cair no outro ensinamento.SF de cada m(dium do templo. 5ós estamos no meio de uma campina cercada por um verde e lindo mato. que se mistura com as outras do terreiro. conversando comigo. -s dirigentes da Umbanda são pobres porque seguem 4 risca o ensinamento da alta espiritualidade que nos ensina 7dar de gra1a. . a assist0ncia silenciosa a tudo assistindo e. 5o lugar de cada um estão os )ndios e )ndias. perguntou. que direcionada para algumas entidades so redoras. o que de gra1a recebemos7. #ssa lu6 como um arco3)ris est* ligada no centro do terreiro onde est* a seguran1a. do SF . #sta. que se mistura com as outras cores dos ori/*s.que voc0 v0 agora no terreiro? . &oda essa lu6 e alegria estão temperadas com a m+sica emitida por voc0s. 3 .o meio de seus olhos sai uma corrente energ(tica. o dos esp)ritosP C uma energia paralela que se modi ica. de acordo com a vibra1ão e o a/( da casa. todos de branco. % alou o poderoso guia. do bom gosto dos dirigentes ou pela aplicabilidade coerente de um arquiteto. eu não en/ergo. as paredes que cercam o terreiro. ormando uma esp(cie de cerca iluminada por v*rias cores nunca vistas por voc0s. &udo isso acolhe um mundo invis)vel. talve6 por conveni0ncia. todos armados. !s di eren1as icam por conta do tamanho da corrente. ! assist0ncia tamb(m desapareceu e. ( a ordem material de um terreiro de Umbanda. ! limpe6a espiritual ( que vale. alguns incorporados. em seu lugar. j* est* pago7. 'ada ve6 que seu corcel bate as patas saem a)scas da cor do sol. pouco conhecido.

pela irme6a dos ori/*s da casa. $iquei aliviado. quando algu(m me perguntou. e por isso nossos terreiros são uma onte de energia e de lu6.ias depois algu(m observou que o terreiro estava pequeno para a quantidade de m(diuns. todos os terreiros de Umbanda recebem a mesma orienta1ão. as seguran1as não são cuidadas. se continuarem assim. voc0s não estão correndo esse perigo.grupo parecia satis eito com nossa conversa1ão. calma e sobretudo. #ncerrei. . 3 Por que no in)cio voc0 estava tão pensativo? 3 #stava me preparando para não repetir o mesmo erro cometido h* tempos por uma linda e simp*tica pro essora de catecismo. #sse perigo. tudo pode mudar para vis8es bem piores. Recomendou. #stava com rases ormais e tradicionais para por im ao encontro. 3 Pequeno? 'omo pequeno se não temos paredes e nosso espa1o ( ilimitado?. Respondi. 9uando as coisas não são bem eitas. 9uer di6er que todos os terreiros de Umbanda são m*gicos assim? 3 5ão pense voc0 que todos são iguais. Mas não posso viver sob o horror do medo. obedi0ncia ao comando dos esp)ritos. Mas as oscila18es e/istem. S1 . sabendo que não seria entendido. 'aboclo. havendo o risco da escuridão e o tr. # acho que. e para isso ( necess*rio ter (. 'uidem3se. Nembrando3me do ensinamento do )ndio guia. . 3 9ue linda essa visão. não amea1a este terreiro. # oi bom saber que as paredes do terreiro desaparecem mostrando um mundo di erente. "enti a responsabilidade que temos quando abra1amos uma religião. dei/ando o interlocutor sem entender o que eu di6ia. observei. ! imposi1ão do medo e6 a Mgreja 'atólica perder talve6 um ervoroso e disciplinado seguidor de seus ensinamentos. os m(diuns negligenciam nas suas prepara18es e a corrente não ica coesa no mesmo propósito espiritual.S1 que se aproveitam os )ndios para carrega3los para um lugar onde receberão orienta1ão. como eu. 3 5ós corremos esse risco? Mndaguei. assustado.nsito livre das entidades trevosas. de amor e suavidade. 3 5ão. b*lsamo de nossas dores e mola propulsora de nossa vontade de vencer as di iculdades.

$ui alar com ele e solicitei. estavam as ervas e bebidas dos ori/*s. e sabe muito da religião. "ua surpresa oi vis)vel. Mn ormou3me. $ernando. ele estendeu no chão uma esteira. 3 Nui6. com um len1ol de pano virgem. na sua prepara1ão. voc0 não vai errar. embora tenha demonstrado satis a1ão.urante v*rios dias t)nhamos encontros constantes. trabalha com o #/u &ranca Ruas das !lmas. 5o dia marcado. 3 'om muito pra6er. "impati6ei com ele. não só a que identi ica a hierarquia de dirigente. j* pai3de3santo. preciso receber a coroa de pai3de3santo. 3 $ique sossegado. o Nui6. a eitura de um pai3de3santo. Mnclusive.ilma e alguns membros de sua corrente. % a irmou. sempre pergunto para ela alguma coisa. com muito 6elo. omos todos. 'omuniquei3lhe meu desejo de a6er o ritual na minha casa do litoral. a mesma entidade a quem eu. 5ão quero errar. Mas por que eu. 'om seus companheiros e sua esposa . al(m de dei/ar transparente a sua simplicidade e os conhecimentos demonstrados pelos mist(rios da Umbanda. enquanto preparamos os pratos para as obriga18es. . <ostaria muito se voc0 pudesse me preparar. um jovem pai3de3santo de grande or1a medi+nica. $alei. voc0 ( uma pessoa jovem. servo como m(dium.ilma. cuidadosamente. uma pessoa simples? 3 Por isso mesmo. cuidou da prepara1ão do sagrado ritual. dentro de um alguidar de lou1a branca. 3 2ou deitar voc0 na camarinha. cobrindo3a.S= CAPITULO 99 SOU UM PAI?DE?SANTO H* conhecia o Nui6 <ulini. não só eu pedindo e/plica18es. -nde aprendeu? 3 'om minha mãe3de3santo Nourdes. como as das demais entidades. &iramos a cama do quarto onde. 'ercou a esteira com nove velas S= . con iante. #le con eccionou as belas guias de contas. atra)do pela respeitosa maneira de alar da Umbanda. o <eraldo 'arrano !lmeida. <rato pela con ian1a. onde oram postas todas as guias. 5a cabeceira. 3 Nui6. como ele me ensinando o que julgava necess*rio. orgulhosamente. a .

3 . após a eitura? $oi quando senti a presen1a do 'aboclo !:uan. tamb(m a6endo sua louva1ão 4 de uma1ão. hoje mãe3de3santo. o jovem Pai Nui6 de -gum. &odos de umados. convidou3me a entrar. acima de tudo. todas devidamente paramentadas com as saias rodadas. entoavam suaves pontos da Umbanda. enquanto co6inhavam e cortavam rutas.Pai Nui6 me e6 entrar no quarto e. iremos a6er as entregas. cantando pontos. 3 9uem serão teus padrinhos espirituais? 9uero cham*3los. bata o adej* que virei conversar com voc0. . querendo di6er alguma coisa. sempre silenciosamente. sem nada di6er. ter* condi18es de receber muitas orienta18es. guias e. $ique em pa6. $omos at( a co6inha. !s entidades deverão apro/imar3se de voc0 que. quando eu te tirar da camarinha. 'om o tur)bulo umegando cheirosa uma1a. 3 #sta camarinha ( o momento da re le/ão. do seu lado.Pai Hoaquim de !ngola e a 'abocla <uaracira. 3 9ue bom meu pai. destinada aos sete ori/*s e 4s linhas do oriente e a ricana.SB de cera. após algumas ora18es. sabia que minha coroa estava sendo eita por pessoa competente. ! . o Pai Nui6 de umava todo o quarto. me convidou a deitar. 'onvidou3me a segui3lo 3 2enha ver como vai ser. meu ilho. ! cada nova percep1ão. 3 !manhã cedo. seguran1a e. cantando seus pontos. $alamos mentalmente e ele disse. #le entrou. #stou aqui. como um dirigente espiritual. ao mesmo tempo que batia o adej* chamando pelo Pai Nui6. 'umprimentou e a astou3se. #u j* os tinha escolhido e por isso não hesitei. Mmplorei. 3 2ou dar meu ponto cantado. SB . comandava um simp*tico grupo de mo1as. Pensava como eu iria comportar3me no uturo. neste momento de pa6. olhou3me como me inquirindo. 'onseguiria reunir as pessoas em minha volta? "eria determinado o su iciente para construir o uturo? &eria condi18es para atender e orientar outras pessoas? # qual seria a di eren1a de incorporar as entidades. "enti muita pa6. #le esclareceu. "eu a/(.ilma.

claro. 3 2amos entregar o pad0 do e/u e. em poucas tentativas a m+sica icou pronta. aceitando o trabalho. colocados estrategicamente entre a aro a. para voc0. chama3se 7obriga1ão7. itas e velas. ao menos. um pai3de3santo com muita (. eitos. !o sair do quarto.SJ 3 Pai Nui6. "erei. "entia or1a e con ian1a. mesmo que não seja o pai de nascen1a. onde ele ser* o dirigente espiritual e determinar* todas as regras dos trabalhos. "entia a presen1a de v*rias entidades. Pediu. nesse caso. 'riei coragem para a caminhada para a qual me preparava. iremos at( o mar. 2i os pratos que seriam entregues 4s entidades. 3 -gum chamou das matas. o Pai Nui6 entrou no quarto e me tirou da camarinha. estar* eito o pacto. ( guerreiro. todos me aguardavam e bateram palmas. aceitando a entrega do amal*. charutos. estão estabelecendo um v)nculo de reciprocidade dentro da religião. % 3 Pai Nui6. o 'aboclo !:uan quer dei/ar seu ponto cantado. mas de muita or1a. com muito amor e carinho. !:uan para trabalhar> sua lan1a e sua lecha são armas neste cong*> vencedor de demandas. depois. vamos todos saravar % ditei as palavras. e ele ouvir e incorporar em voc0. saudando o in)cio dos trabalhos. ou seja. 3 # a melodia?. simboli6ando a encru6ilhada cósmica. e at( hoje cantamos este ponto para chamar o 'aboclo !:uan. ambos. ou seja. SJ . debai/o do encontro de dois galhos. a principal entidade na quimbanda. Mniciou3se esta ase do ritual. Reparei e/istirem v*rios tipos de bebidas. não pode incorporar em outro m(dium. Is oito horas da manhã. ele passa a ser. 'onclu)do. #u ajudei a mont*3lo. e/plique direito a necessidade dessas entregas. 'ontinuei na minha concentra1ão espiritual. #scolhemos um lindo lugar no mato. ! entrega dos amal*s. e iniciamos a montagem do trabalho. um ritual simples. que ele vai intuir. e ele. &irando uma caneta e um papel. 3 #le disse para voc0 e o <eraldo icarem na sala. se a entidade incorporar. Mnquiri. 2inham mensagens de apoio e satis a1ão. da Umbanda e tamb(m amiliares. ele icou muito bonito. os seus ilhos vem salvar> ( caboclo. lores. voc0 e ele. #stavam lindos. no terreiro. claro. dentro do terreiro que voc0 comandar. ajoelhou3se ao meu lado para escrever as palavras que eu transmitia. 5a verdade. isso. en eitados. 9uando voc0 cantar o ponto de chamada. mas os elementos oram escolhidos pelo Pai Nui6. sem nenhuma d+vida.

&odos os presentes icaram em c)rculo e o Pai Nui6 de -gum. não gosto de bebidas alcoólicas. iquei pensando. objetivo dessa entrega. 3 "alve. -/um. alou. -gum. !o escolher a bebida. simbolicamente. -/ossi. "elei um compromisso com as entidades que at( hoje me orientam e protegem. Hurei honrar o compromisso assumido com a espiritualidade e com a Umbanda. uma cerveja? 'oisa de e/u. para meu pecaminoso orgulho. ao inv(s de tantas bebidas. a sua bebida seria o u)sque. pegou um charuto e uma garra a de u)sque. pode usar um tipo. Pensava. % . SO . Preto3velho. onde ir)amos a6er a entrega para a mãe Memanj*. ser* que ele me aceitar* como seu cavalo? $eli6mente. -/al*. não tem uma só? 3 #le ( quem vai escolher qual a bebida que vai usar com voc0. 5o caminho para a praia. ser* a sinali6a1ão da aceita1ão do v)nculo espiritual. #stava eito. colocou em meu pesco1o a linda guia de pai3de3santo. com voc0 outro. incorporado. Memanj*. ao menos. 'rian1as e -riente. $i6emos todas as entregas. e ele vai escolher logo o u)sque? 5ão podia ter pedido *gua ou. resmunguei. Mansã. &odos cantaram o ponto de chamada do poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas.SO 3 Por que. ! tarde estava caindo. meus ilhos. Mncorporado em mim. senti sua orte vibra1ão e. XangA.irigindo3se ao trabalho.

$iquei muito impressionado com a sua meiguice. # eu era ainda :ardecista % brinquei. !ntes mesmo de ser da religião da Umbanda. ela e/plicou. parecendo um sopro quente. ele encontrou o cambono do Pai Hoaquim. cada ve6 mais. os rem(dios modernos da terra são.Pai Hoaquim de !ngola oi a primeira entidade que vi incorporar em um m(dium. 3 9uanto 4 cabocla <uaracira. ! liga1ão entre eles. nossa liga1ão. o Pai Maneco mandou seu cambono levar um palheiro ao Pai Hoaquim. a 'abocla incorpora na minha mãe3de3santo "telinha de -/um. sentia a presen1a de um )ndio. . % conclui. ningu(m deve atravessar pelo meio do terreiro. 5o trajeto. 9uando a consulente saiu. Mas não ( certo os esp)ritos receitarem pelos SQ . empolgado. !mo este velho. por determina1ão da entidade. 5a linha :ardecista. quando uma pessoa. aliada com uma esperte6a a inada. percebi a liga1ão entre ele e o Pai Maneco. 3 5os dias de hoje. tornando nossa liga1ão mais )ntima. que estava vindo pedir.mpada poderosa. 3 5ão tenha duvida que voc0 est* bem apadrinhado. eu recebia o Pai Hoaquim. H* participando na Umbanda.SQ CAPITULO 92 PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACIRA . # ( uma cabocla de uma clare6a incr)vel. #ra uma mistura de ervas. 'omo ( costume durante uma gira de Umbanda. ao Pai Maneco. devendo circular por tr*s da corrente. doente. suave. 3 9ual a liga1ão sua com o Pai Hoaquim e a 'abocla <uaracira. quando eram chamados os pretos. em outros cavalos. esclareci. estreitando. um palheiro. como o calor de uma l. a6endo questão de contar os detalhes do sagrado ritual. "ua vibra1ão era envolvente. #le sempre estava acompanhado da )ndia <uaracira. emocionado. 4s ve6es. que estava sentado no lado oposto do terreiro. recebeu uma receita para seus males. mais e icientes que as ervas. Parecem irmãos. reunido com alguns amigos. para apadrinharem sua coroa? 3 . #scute estas duas passagens. !lgu(m me perguntou. #stava servindo de cambono para ela. ( muito orte.urante uma consulta. temos muitas histórias. eu relatava a todos a minha eitura de pai3de3santo. chamado <uaracU.ias após. sempre oi muito atencioso comigo. 5a &enda #sp)rita "ão "ebastião. % respondeu algu(m. 5a continuidade. principalmente para que não osse criada nenhuma antasia em torno disso.

depois por mim abandonado. dando a entender que sua opinião teria muito valor para mim. o da linha :ardecista. ( Umbanda. porque estudam tanto? % completou. embora osse meu pai3de3santo. assistindo. de surpresa. sim senhorP C mistura com a linha :ardecista. ui visit*3lo. de criticar um trabalho honesto. talve6 o +nico m(dium que tinha permissão do pai3de3santo para participar de um trabalho estranho ao terreiro. &erminado o trabalho. voc0 ala tanto deste grupo. por serem suas vibra18es di erentes com a Umbanda. [amos iniciar os trabalhos quando. #la SS . bom e e iciente como era o do nosso grupo. não aprendeu nada at( hoje em nosso terreiro. #stou com pressa. -nde j* se viu? # continuou criticando com veem0ncia. agora tenho que ir. $iquei orgulhoso. desen/abido. $ui ao seu toco.eu um abra1o em mim e em todos os companheiros. porque tenho que voltar aos meus a a6eres pro issionais. veio a 'abocla <uaracira. 5o dia seguinte. sentei e esperei. desejou a/( e oi embora. Podem continuar. 3 2oc0 gostou?. apareceu na sala o meu pai3de3santo. aliviando e a6endo desaparecer um mal estar que me dominava. chamou3me. Perguntei. pelo jeito. 5a outra passagem.epois conversamos melhor. e despedi3me. corri para o $erro. 3 $oi o pior trabalho de Umbanda que assisti. $echei a cara.SS m(dicos. "enão. 3 !manhã nós conversamos melhor. os pretinhos e todas as entidades que nos assistiam. #stou decepcionado. $iquei com vergonha de voc0. di6endo querer alar comigo. $iquei muito aborrecido. 3 C UmbandaP -nde se canta ponto e se chama preto3velho e caboclo. $i6 de tudo para a sessão corresponder as e/pectativas do ilustre visitante. 3 C. . !t( depoisP 5a primeira gira do terreiro. #u era. 'hamamos os caboclinhos. "audei entusiasmado 3 9ue bom ver voc0 aqui. demonstrando estar bem ao par da modernidade. &entei e/plicar. que quis conhec03lo. o $erro. que icarei daqui. ( trabalho da linha :ardecista. provavelmente com elogios. 3 Mas não ( Umbanda. que. teve uma participa1ão e iciente num caso. #le não tinha o direito. 3 . esperando sua opinião.

Mais do que justo. j* bebi uma garra a inteira de cacha1a. pelo tratamento recebido pela linda entidade de Hurema. ! orma simples de alar. Mncorporado. a minha m*goa com o babalaA. os ori/*s. ser ela a minha madrinha. a 'abocla voltou ao problema inicial. segurando com as duas mãos e agradecendo. quando me a6ia um dirigente. pois. Perdoe3o e tente entend03lo. $a6 parte da magia da Umbanda a bebida alcóolica. SG . dei tr0s goles. 3 2oc0 sabe a ra6ão da bebida na Umbanda? Perguntou. . &irei de dentro aquela triste6a. e achei muito bonito e bom.SG abra1ou3me docemente. que me i6erem muito bem. #u não bebo absolutamente nada. continue irme trabalhando.epois desse curto di*logo. 3 Uma parte. e as poucas ve6es que ingiro uma bebida deste tipo. &amb(m ui olhar teu trabalho. des e6 um mist(rio que me incomodava. Mas por que a bebida de *lcool na Umbanda? ! cabocla esclareceu. cumprindo a lei. 3 5ão. que eu. !conselhou3me. 3 Meu ilho. outra para amolecer a cabe1a do cavalo e permitir ao esp)rito uma incorpora1ão melhor. ico acilmente embriagado. seu gesto ou sua vibra1ão espiritual. são assim. com o rosto virado para ela. $alam e nós entendemos. não ique triste com teu pai3de3santo. 5ão esmore1a. o ereceu um gole de sua bebida. #le ( radical com as coisas da Umbanda. # eles. vai para magia. e devolvi o coit0. sem nada sentir. e gostaria muito de uma e/plica1ão sobre o assunto. da) a ra6ão de eu gostar de ouvir suas histórias. 5ão sei se oram as palavras.

oi ensinado por Hesus. -s terreiros nunca devem dei/ar de ter um ritual de seguran1a. e das entidades che es no terreiro. o Pai 5osso. 'hegar atrasado. ( interessante repararem a coincid0ncia. para receber o 'aboclo !:uan. saudei os anjos da guarda. sendo tr0s glori icando a . 1. com certe6a somo nós. 2enha a nós o 2osso Reino. Pronunciei as tradicionais palavras. e quatro rogando as necessidades do homem. para dar seguran1a ao terreiro. 2ejam. ui despertado por uma advert0ncia. e declarei aberta a gira. assim na terra. e muito menos não ter hora certa para iniciar. 3 !s pessoas estão esperando o in)cio da gira. . !s tr\es primeiras. ao mesmo tempo. não se voltou para a entrada do terreiro.eus. sa) da re le/ão. che e espiritual do terreiro. comigo. 5a rente do 'ong*. cantei o ponto especial da abertura.ncia e a minha trajetória na vida espiritual. #ra a Nucilia.pão nosso de cada dia. cujos esp)ritos incorporam. dando inicio aos nossos rituais. Mas livrai3nos do mal . pedindo a prote1ão de . de -/al*. seja eita a 2ossa vontade. J. 9uando inibimos a incorpora1ão. como no c(u> !s quatro seguintes. "anti icado seja o 2osso nome> B. nos da) hoje> O. voltando aos dias atuais. 3 &odos devem icar de rente para a entrada do terreiro. ! respeito do grande mantra Universal 3 o Pai 5osso. &em sete men18es. . a mãe3de3santo do terreiro. chamei a aten1ão.epois do Pai 5osso.eus. reassumindo a minha posi1ão de dirigente. onde est* a &ronqueira. voltei para a rente do cong*. !cho que Hesus sabia que se não houvesse pedido para nós. porque ( ali. segundo Mateus.SE DE AOLTA CAPITULO 93 #nquanto ainda rememorava a minha in . =. Hesus 'risto. nos v*rios cavalos. di6em. Pai 5osso que estais no '(u. !tendido na minha observa1ão. $a6endo cara eia. e dando in)cio 4 abertura da gira. Perdoai nossas dividas. que o guardião do #/u &ranca Ruas ica. que tra6 consigo grande alange. ( alta de educa1ão. não dar)amos 0n ase 4 ora1ão . 5osso Pai. @atemos a cabe1a para a Umbanda. e este ponto ( em sua sauda1ão. assim como perdoamos nossos devedores> Q. minha herdeira espiritual. !m(m.ivina. e o #/u &ranca Ruas. mandei a6er a de uma1ão em todos os presentes. os -ri/*s cósmicos. por não seguir um hor*rio r)gido para iniciar os trabalhos. e não eles % os esp)ritos3 SE . con orme consta no #vangelho. os esp)ritos. Percebi que uma parte da assist0ncia. 5ão nos dei/eis cair em tenta1ão> S. e convidei a todos a re6arem.

!li. 3 5ão liguem minha rabugice. uma ilustre e atuante historiadora. pondo em d+vida at( mesmo a qualidade das comunica18es. "e o terreiro não seguir princ)pios m)nimos do relacionamento homem e esp)rito. conversava animadamente com nossa amiga #telvina. um terreiro desorgani6ado. meu ilho. GF . Procurando tirar proveito das suas e/peri0ncias como pesquisadora. no interior de minha cabe1a. 3 'uidado com as regras. !inda com o pensamento voltado para minha obriga1ão de manter ordem no terreiro. 3 C. 'ada um sabe o que a6er. e/pliquei estar muito interessado no resgate da história da Umbanda. C gostoso conversar com pessoas cultas como a #telvina. ( claro. me chamem a aten1ão. . !prende3se muito. ica. 3 esclareci. 2isitei o terreiro e o que mais admirei. "ob o semblante aliviado da corrente.iante a apropriada lembran1a. 3 'alma. se alarmos pouco. dando in)cio aos trabalhos. dei/ando uma doce mensagem. ! Umbanda ( organi6ada. se em algum momento. . pela sua própria capacidade. todos são pequenos deuses. #la e6 uma observa1ão di6endo determinada. 5a estrada. $oi coisa de velho implicante. voltei3me a todos e implorei. ouvi uma suave vo6. 'omplementei. di6endo pretender introdu6ir em nosso terreiro as regras nascidas na origem da religião. com v*rias obras editadas. oi a alegria dos m(diuns praticando a Umbanda. !s regras podem cercear suas liberdades. enquanto dirigia. incorporei. eu estiver tirando a liberdade de voc0s ou impondo regras desnecess*rias. sob a r)gida iscali6a1ão da Redda.aprendi6ado atrav(s da paci0ncia ( bem mais proveitoso. Pe1o a todos. obviamente.GF que chegam atrasados. 3 Pequenos deuses? 5ão entendi. &odos resolvem os problemas das pessoas. Meus pensamentos se voltaram para uma curta viajem que i6 at( o litoral catarinense.

!ntes de subir. &ornou3se imenso.'aboclo levantou3se. como se soltasse uma ave de seu antebra1o. Parou na minha rente e sobre aquela multidão movimentava suas enormes asas. em vibra1ão especial. mas não consegui. 9uando icava nervoso. era a mesma do meu pai3de3cabe1a. prateada.G1 CA7OCLO AKUAN CAPITULO 94 . 9uando comecei a receber o -gum. &entei dormir novamente. Huntando as pe1as do quebra3cabe1a espiritual. PenaP 9uando ia ver seu rosto. ui atendido. #le contou sua comovente história. voltando ao seu lugar. 'heguei at( mesmo a a6er pedidos para elas. G1 . #mocionado disse 4 mãe. irritado ou estava perdendo meu controle emocional. 5ão gosto de ouvir sonho dos outros. e trans ormou3se em uma *guia enorme. vendo uma multidão compacta. -s cambonos estranharam esta at)pica atitude do orte guerreiro. ao absorver aquela maravilhosa energia. "empre gostei das *guias. 3 "ó quando voc0 desencarnar ( que vai entender a ra6ão de voc0 ter esta ilha. T* muitos anos. ele riscava um ponto. $iquei muito e/citado e me levantei. sem saber seu nome. descobri a minha liga1ão com as aves de vAos altos. vibrando bastante como se osse dois ios descarregando eletricidade. quando ela oi encolhendo e trans ormou3se num homem. . todo cheio de a)scas. pegou no 'ong* duas espadas e um escudo. emocionei3me. momento que o terreiro cria uma energia muito orte. #stava incorporado com ele quando. estava uma senhora. em um canto da t*bua. e/tasiado com este evidente contato espiritual. ia a este mini 6oológico. para ver se o sonho continuava. assinalando uma ave. #stava no alto de um morro. e icava alguns minutos. no meio no terreiro. o 'aboclo a6 um gesto. gavi8es e qualquer ave de rapina. e deu de presente para a menina. Meu trabalho pro issional icava perto de um apra6)vel logradouro municipal. tive um sonho muito marcante. o 'aboclo !:uan. mas adoro contar os meus. #ra de cor prateada. acordei. #mbevecido. e de orma surpreendente. tendo ao colo uma menina e/cepcional. parava em rente do enorme viveiro das *guias. dei/ando escapar uma brisa energ(tica e gostosa. sentida por todos os presentes. sem imaginar um dia estar integrado 4 religião umbandista. N* no undo vi um ponto de lu6 que crescia 4 medida que se apro/imava de mim. #ra a maneira mais *cil de curar minhas di iculdades. absorvido e encantado com elas. % alou.

como eu.. punha minha ilha no chão e icava bom tempo. Um deles como esta menina % disse apontando para o meio do terreiro. #mocionado parou de alar. brincando com ela eito um curumim. 9uando sabia que ningu(m podia me ver. #ntendi tudo que antes era mist(rio para mim. Um ato curioso. quando encarnada oi minha ilha. com a crian1a de encontro ao seu peito. 2ia aquele enorme )ndio. hoje trabalha comigo. bem mais que os outros. 'horei muito. $oi n)tida a visão. por que logo a doente. -s cambonos. correndo para o mato. tive o reencontro. 5ão sabia a ra6ão.'aboclo continuou. cuidaram para ningu(m do terreiro chegar perto.. G= . 4 medida que a lembran1a do esp)rito reaviva a cena. #sta menina. 9uando o esp)rito conta suas histórias. at( mesmo desviando as olhagens e *rvores. . vendo a emo1ão da entidade. o m(dium consciente. #u a amava. #le continuou. $oi precoce sua morte. em orma de *guia. Mas não ia querer conhecer a ra6ão. e senti sua alta. #u a pegava escondido. e corria com ela para o mato. v0 a cena. sabendo que os deuses estavam cuidando dela. quando deveria me apegar aos sadios? # o 'acique não deve demonstrar raque6as sentimentais. &ive v*rios ilhos.G= #u era cacique. 9uando desencarnei.

pediu a palavra.que? 2oc0 ia construir minha casa com a mentira? Retrucou.terreiro entrar* em (rias neste im de ano. pedi ao Roberto Ribas. no linguajar dos terreiros. chamei alguns companheiros e contei o ato. $alou.epois da gira de hoje. que tudo vai dar certo. não saiu. no bairro da "anta '. antes de iniciar a segunda parte dos trabalhos. GB .iante da rustra1ão da tentativa de obter a ajuda p+blica. comunicou solenemente. #la acoberta o comodismo e protege a pregui1a. # essa era nossa esperan1a. para construir sua casa nova. que para variar. 3 #speran1a ( a arma dos covardes. . 'aboclo. reabrindo suas portas na primeira segunda3 eira do m0s de evereiro. um dos companheiros. e para isso cont*vamos com uma doa1ão governamental. por que est* tão nervoso? #le perguntou. 3 'aboclo !:uan. 3 Meu calmamente.GB CAPITULO 90 DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM 5osso terreiro j* estava pequeno para a quantidade de m(diuns que ormava a corrente. #sper*vamos a doa1ão de um pataco 3 dinheiro. 3 . e estamos com um problema enorme. #st*vamos no meio do m0s de 5ovembro. teremos mais duas.ndida. #ra nossa inten1ão construir um maior. e não conseguimos.Hos( <on1alves. para pedir uma orienta1ão ao 'aboclo !:uan. Ribas. Respondeu o Ribas sem jeito. % e/pliquei. presidente da nossa organi6a1ão jur)dica. sendo a +ltima a de encerramento. . na qualidade de dirigente espiritual e esp)rito iluminado. cheio de preocupa1ão. &roque a 7esperan1a7 por 7determina1ão7. . 3 Pe1a uma lu6. no terreno que t)nhamos recentemente comprado. en(rgica e duramente. echando uma carranca. % en ati6ou. sentado j* no toco e com seu ponto irmado na t*bua. e alando 4 corrente e aos visitantes. #u e seu cavalo estivemos conversando. 9uando ele incorporou. ilho. "ó que estaremos no terreiro novo. 5o intervalo da gira. 3 5ão entendi. 3 . o Ribas sentou na sua rente. #m meu e no seu nome.

!cho esquisita. levantou3se depois de mim. Perguntei. como a Redda sonhou. houve mudan1as nos planos. "entou3se 4 mesa. #le atendeu. 3 #stou em duvida. e. Rapidamente in ormei. com a estrutura do telhado aparente. então. Respondeu. a ordem ( a determina1ãoP 5esse dia. &ele onei para a casa do <ustavo. pr(3 abricado. sem contar com o que oi. brincou. 3 . Respondeu. tive um sonho. sa)mos em busca de uma galpão de cimento. 'onstrua. e/citado pela reali6a1ão do negócio e a e/pectativa de um terreiro novo.etermina1ãoP Nembrei dessa ordem dada pelo 'aboclo !:uan. icando o acerto inal para a manhã seguinte.terreiro hoje ( uma tapera. estava lendo o jornal no desjejum. . a palavra 7esperan1a7P GJ . redondo. uma tapera de lu/o. #ra uma constru1ão redonda. com um tipo de constru1ão para o terreiro que pode dar certo e ( barata. #/plicou o tipo que havia sonhado. com grossas toras de eucaliptos. 5o dia seguinte. minha mulher e eu procuramos nosso sobrinho <ustavo <uimarães. 'omo vamos construir em dois meses um terreiro? 3 "e o 'aboclo !:uan alou. $alei. 3 "e a Redda sonhou. com telhado aparente de eucaliptos. . 3 2oc0 ( louco. ! Redda % que não teve insAnia. e abrindo o jornal alou.ei/amos acertado numa *brica a compra de um deles. aconchegante. Respondi. v(spera do dia de Memanj*. e com ele. só para ele ouvir.GJ Um rio correu minha espinha. Marreco % o apelido do <on1alves. j* passo a) em tua casa. . constru)do com recursos obtidos junto a comunidade. como sempre a1o. # o terreiro de alvenaria. arquiteto. ! Redda sonhou. cheio de (. rindo. bai/inho.ois meses depois que o 'aboclo !:uan declarou. vai dar certo. o limite m*/imo da minha imagina1ão. 3 $ernando. abriu suas portas no dia 1 de $evereiro de 1EES ]? -u G^. !cordei cedo. 'on esso ter dormido muito mal. e com o empenho dos participantes do grupo. e só não echamos o negócio porque j* era tarde. 3 <ustavo. risquei do meu vocabul*rio.

o meu desenvolvedor. o )ndio de ogum. 3 5ão ( o que voc0 pensa? 3 &alve6 para mim o maior mist(rio da Umbanda. para o qual não tenho uma e/plica1ão. amigo e protetor material> os 'aboclos Hunco 2erde e da 'achoeira. j* no aguardo de outras indaga18es.espertei a curiosidade no meu simp*tico e culto companheiro de viagem. meu protetor.GO AN@O DA GUARDA CAPITULO 92 5o tempo da dura1ão de uma viagem. 3 H* vem voc0 com tuas pol0micas. aquele que só ( a energia cósmica> o 'aboclo !:uan. #le deve ter percebido meu desapontamento. a todos os outros. 5unca ningu(m discutiu isso comigo.eus> -/al*. o guia espiritual. $oi numa delas. meu ori/*. e o !njo da <uarda. encerrando com as entidades da quimbanda. o ritual da Umbanda. $iquei calado. !rgumentei. Dambi. todos os guias dos m(diuns integrantes do grupo. apenas. $alou. o meu mestre. 3 Wlvaro. qual o teu entendimento sobre o !njo da <uarda? 3 'omo di6 o nome. desde meu nascimento. . 3 "igo. ( o anjo que nos protege. meu pai3de3cabe1a. pela minha evolu1ão espiritual> o Pai Maneco. seja o !njo da <uarda. Mas o que tem a ver isso com o !njo da <uarda? GO . todos os m(diuns batem a cabe1a para a Umbanda. reverencio. ! irmou #sperava outra resposta. 9uando abro uma gira. 3 2oc0 e/plicou o ritual no teu terreiro. os assuntos mais pol0micos sempre são discutidos de uma orma mais minuciosa. saudando o ori/*s cósmicos. um culto e dedicado pesquisador da religião umbandista que provoquei um assunto que só gosto de discutir com pessoas entendidas. igual. tendo como parceiro de bol(ia o Wlvaro. 'ontinuando no ritual. o respons*vel e o guardião. o preto3velho. do que em reuni8es ormais. dando a entender ter conclu)do. o nosso Mestre Hesus 'risto> -gum. que ( . em princ)pio. demonstrando decep1ão. meus guias nas linhas de -/óssi e XangA. 3 respondi. tanto que me interpelou.

Retruquei. !rgumentei. 3 "im. &inha atingido meu objetivo. dando a entender ter compreendido o que eu queria di6er. 'ompletei. 3 !cho que ( o nosso próprio esp)rito. "ão Miguel ou "ão Ra ael? !chei engra1ado. e signi icam mensageiros. senão despertar a pol0mica e con undir o amigo. 3 "er* "ão <abriel. os che es das outras linhas. para proteg03lo. "ão <abriel veio anunciar 4 2irgem Maria o nascimento de 5osso "alvador> "ão Ra ael guiou &obias e Miguel> e "ão Miguel che iando uma alange de anjos. GQ .epois de rodado uns de6 quilAmetros. temos todo direito de evocar a somatória de nossas vidas anteriores. estamos iluminando nosso próprio esp)rito? Perguntou. para proteger a nossa atual. o pai3de3cabe1a. . !njos são os esp)ritos puros criados por . 3 5ão acho.eus. não pode ser essa ess0ncia. # depois são !rcanjos. 5ão sei onde o !njo da <uarda se encai/a.eus. 3 9ual tua id(ia sobre anjo? 3 ! id(ia não ( minha. 3 9uem voc0 acha ser nosso !njo da <uarda? Mnquiriu.GQ 3 H* saudei a . !t( l*. o desenvolvedor e tamb(m protetor e guia.Wlvaro icou calado e pensativo. derrotou Nuci er. 9uem melhor que nosso próprio esp)rito. ( o que penso at( haver uma e/plica1ão melhor para dirimir minha duvida. ( ensinamento b)blico.eus d* a cada homem. 'omo voc0 chegou a essa conclusão? 3 "e temos dentro de nós a vontade e a part)cula . cheio de d+vida. e não anjos. e o e/u.ivina. e !njo da <uarda ( o anjo que . estamos vivendo uma unidade de encarna1ão. nosso próprio guardião? # se nessa vida. 2oc0 est* se contradi6endo. continuo a cultuar meu !njo da <uarda. Hesus 'risto. 3 'omo assim. com um p( atr*s. . para nos proteger? 3 9uando acendemos uma vela para nosso !njo da <uarda. nosso próprio esp)rito. ele quebrou o sil0ncio. que outro não era.

ormada por casais e pessoas de meia idade. 5as minhas andan1as pelo espiritismo. como o trabalho. no qual eu me inclu)a. chamei3o para conversar.ncia severa no policiamento de suas atividades espirituais. ser considerado. para teu próprio bem. #le pareceu surpreso. "empre disse que conselho dos mais velhos. 9uando mo1o. limitou3se a di6er.GS CAPITULO 94 CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO #m qualquer religião. uma observ. 2oc0 não percebeu que nessas reuni8es só e/istem pessoas com suas vidas amiliares j* de inidas. #le. e se enchendo de emp* ia. !quilo me preocupava. GS . Um grupo de pessoas. e ela só est* dentro da religião por imposi1ão sua.estereótipo do an*tico religioso ica por conta do Pedro Hos(. e que se re+nem com o objetivo +nico para alarem sobre a Umbanda? 2oc0s são jovens. !lguns adeptos da Umbanda não sabem separar a religião de seus a a6eres tradicionais. principalmente aos jovens.ulce tamb(m componente do grupo. Por ser a Umbanda envolvente e cheia de mist(rios. Msso deve aborrec03la. "ó alava em Umbanda. provoca uma e/cessiva sede de viv03la em todos os instantes. a diversão e a am)lia. "ua noiva . mas deve. mesmo nos quais o assunto era a religião umbandista. não entenda errado o que vou di6er. ganhei muita e/peri0ncia para poder recomendar. estampou um largo sorriso. Mndignado retrucou. que voc0 não osse mais com a . a6ia parte do terreiro em que eu trabalhava. acompanhando3o em todos os lugares. o anatismo ( conden*vel. Recomendei. não precisa ser acatado. principalmente na Umbanda. ao menos. uma doce e bonita jovem.que ela e6? 3 5ão distor1a as coisas que te disse e ainda vou alar. recebia sempre a visita do jovem casal.ulce nas nossas reuni8es. 9uando tive oportunidade. ao contr*rio. 3 Pedro. e/orbitava com seu deslumbramento pelos mist(rios da Umbanda e pela impaci0ncia no processo evolutivo da sua mediunidade. 5ão me re iro 4 pai/ão e/trema da sua religiosidade. Rec(m ingressado na maioridade civil. 3 Por que voc0 disse isso? . noivos. . mas gostaria muito. era sua companheira incondicional. ainda com a gra1a dos de6oito anos.

3 Por qu0? 3 5ão sei. Perguntei. pestanas ca)das. voc0 j* tem entidades. % alei. $ui atender. 3 !ntes de mais nada.ulce desmanchou nosso noivado. 3 . Prometi procurar a . C uma umbandista convicta e adora as reuni8es. 5ão vou me casar com um homem que não sabe diversi icar sua vida. diante de sua irredut)vel posi1ão.ulce. $iquei preocupado. dos caboclos e dos ori/*s. desolado. meus parab(ns. !sseverou. 9ue aconteceu? . 3 9ue aconteceu com voc0?.ulce. ouvi tocar a campainha da porta da minha casa. oi categórica. rancorosa. Pelo tele one. quando cheguei na casa dela. preocupado. Pedro. "ó a procurei uns dias depois. 3 ! . era o Pedro. #/clamou. GG . vão assistir ilmes nos cinemas. ele era a e/pressão do so rimento.GG 3 $i6 a cabe1a dela. 9ue ique com uma pomba3gira qualquer e me dei/e em pa6. p*lido e com olheiras marcadas. 3 2oc0 pode conversar com ela? . cada ve6 mais an*tico e convencido que sua noiva gostava de sua ego)sta programa1ão religiosa. me disse que nosso relacionamento tinha acabado. ou mesmo vão visitar amigos da tua gera1ão. leve3a passear. #la. ironi6ando sua assertiva ao mencionar 7minhas entidades7. 3 5ão ag?ento mais alar de Umbanda. nosso di*logo não oi produtivo. H* sentado no so * da minha sala. #le continuou. !lguns meses passados. Toje.ulce e tentar convence3la a reatar o compromisso com o desesperado Pedro. 3 Posso a6er alguma coisa por voc0s? Pronti iquei3me. #u não conhecia o Pedro na intimidade. % Mas aconselho. não se a6endo de rogada. mas não me arrependi de ter dado esses conselhos ao Pedro. por ra68es que não queria e/plicar. esperando ela re letir bem sobre o assunto. -lhar triste. j* com sarcasmo. #le demonstra um ego)smo incomum. ou vão dan1ar em uma discoteca. 5em podia. #la ( at( a cambone das minhas entidades. #u tentei convenc03lo. pois só alava dos e/us.evo ter me/ido com os brios da . 2oc0s sempre dei/avam transparecer muito amor e harmonia. 5ada adiantou eu alar. "oube que voc0 rompeu o noivado com o Pedro. ou ser agrad*vel. ( o $ernando.

porque icamos conversando. comer um sandu)che ou uma co/a de rango.e/periente pai3de3santo sabendo do ato. Toje estão em caminhos di erentes.GE 'onversamos algumas banalidades e desligamos o tele one. e lendo uns nomes anotados em um papel. ! preocupa1ão dele tinha proced0ncia. Neoc*dio. Mauro. 3 #la contou porque brigou comigo? 3 $oi teu anatismo. Paulinho. #/pliquei. !ntonio. e a1am o que quiserem. Por esses atos de comportamento amiliar. perguntou. omitindo o rango. vão comer co/as de rango em um bar. todos. voc0 est* enganada. Pe1o que todos iquem no meio do terreiro. ( que os dirigentes devem ter a cautela de orientar os membros da corrente. mas posso e/igir que ao sa)rem daqui do terreiro. "urpreendidos com a atitude do $erro. #u. ainda solteiro. quando chegamos no inal de uma gira. o bilhar e o papo. incentivados pela gula deste gordo de cento e vinte quilos% e apontou para o Mingo. 'heguei tarde em casa. 3 $ernando. dirigente retomou a palavra. no dia seguinte. antes de dispensar o grupo pediu a aten1ão de todos. inclusive com hora de encerrar a gira. abandonou a Umbanda por desgosto. 3 "oube que voc0s. 3 5ão. 5o terreiro do #dmundo $erro. -rdenou. 5ão queria que nossas am)lias se voltassem contra o terreiro por chegarmos tão tarde em casa. onde alguns deles demonstravam suas qualidades juvenis. . #le. #le. 3 'omo acabou tarde ontem o trabalho. 'heg*vamos em casa j* dentro da madrugada. caminhamos. inclusive eu. 'laro. Mingo. voc0s voltem 4s suas casas. . ouvia a costumeira advert0ncia da Redda. lacAnico. descon iados e lentamente para o meio do terreiro. determinou. as giras terminavam por volta da meia noite. a gira terminou cedo. não houve mais acerto entre os dois. 5ão tenho o direito de proibir que voc0s a1am isso.epois saiam. ansioso no tele one. Mario e De6ito. 5a GE .e ato. Niguei para o Pedro para dar conta do prometido. que nada tem a haver com a Umbanda. !lguns m(diuns. sem entender nada. quando saem do terreiro. não mentia. . nos habituamos a ir num bar depois das giras. &inha at( uma mesa de bilhar. e ela constituiu uma am)lia.

pelo simples ato dele incorporar na linha da quimbanda. sem ponto de chamada. 3 &odos devem icar concentradosP 2amos ajudar a ManonP &alve6 superestimando o potencial medi+nico da e/celente m(dium. tra6endo um papel que segurava cuidadosamente na mão. contou uma passagem da esperta cigana Manon. o que evidencia a proibi1ão do acesso 4s outras entidades no lugar sagrado dos oguns. Tumait*. #le pediu um toco. o lugar dos oguns. ( indescrit)velP Mas aprendi. 5ão tenho como e/plicar esta visão. o que em nada ajudou a Manon. #ra a 'igana Manon. rindo. . #nquanto trabalhou em nosso terreiro ela oi uma estrela deslumbrante. a Manon. "orte dos evang(licos. principalmente quando usava como m(dium a $*tima. como a6em as entidades. e o es or1o do esp)rito para dominar a situa1ão. # a 'igana Manon icou na entrada. em uma gira. $oi uma cena constrangedora. hoje agregada 4 igreja evang(lica. sempre dei/ando belas mensagens de amor e (. Por ser da linha neutra.ava para perceber a ang+stia da m(dium. num inal de gira. cercado por uma pali1ada. Passado muito tempo. toda a corrente icou apreensiva.EF verdade não eram as co/as de rango nem a ome que nos levava ao leviano programa. . 3 #stava no Tumait*. quando ( necess*rio. tem acesso 4 gira dos e/us. 'omo ele ( bonitoP &ive a elicidade de conhecer uma parte. de orma inesperada. como se osse um orte. dirigiu a palavra 4 corrente. #u corri em seu socorro. pedindo ajuda para a corrente. -bviamente. #ra uma rela1ão de pedidos para eu atender. ver a Manon não conseguir dominar seu cavalo. $oi quando o 'aboclo !:uan incorporou. a corrente hesitou e a vibra1ão não icou como eu queria. quando o guardião da porteira veio me avisar que tinha algu(m na entrada querendo alar comigo. mesmo incorporada no meio do terreiro a $*tima dava sinais de não estar bem. ! 'igana Manon trabalhava tanto na linha dos ciganos como na quimbanda. e sentado nele. CAPITULO 96 A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN <osto demais de uma entidade da linha dos ciganos. quando incorporou. #la me e6 a entrega desse papel. pois tenho certe6a que ela ( uma correta e dedicada integrante da igreja. EF .'aboclo !:uan. no meio do terreiro. C um imenso campo. at( no Tumait* e/iste guardião. como oi enquanto req?entou o nosso terreiro. #ra alta de bom senso. % concluiu. quando o caboclo passou para minha consci0ncia a otogra ia do lugar.

surpresos com a revela1ão. .E1 3 'ontei para voc0s.que ela est* pedindo em troca ( a vibra1ão de cada um de voc0s para ela ajudar seu cavalo.entro de uma das mais ortes vibra18es criada no grupo. triun ante do nosso terreiro. não tendo sido omitido nenhum nome. a6 muito tempo. E1 . . . -s m(diuns entreolharam3se. desta ve6 tendo como compensa1ão da sua bondade o amor sincero de toda a corrente. #ssa ( a or1a da Umbanda. que recebi a visita dessa 'igana no Tumait*... 5o papel que me entregou. 3 . "ó não contei quais oram os pedidos que ela e6. .pedido era para a corrente. a Manon conseguiu dominar seu cavalo e sair.sil0ncio dominou o terreiro.corpulento )ndio e6 uma revela1ão. mais uma ve6. os v*rios pedidos eram em avor de cada um de voc0s.

. 5a pró/ima gira estaremos l*. . $alar das curas. no terreiro. Pode combinar com ela para levar a m*quina 9uem? 'laro que euP !doro novidades e não vou perder essa oportunidade. diagnosticar poss)veis doen1as. # com qual entidade? 'om o 'aboclo !:uan. quando discutem a mani esta1ão do esp)rito em nosso plano material. das mensagens que comprovam a veracidade das mani esta18es.]pesquisar^.. E= . ! escolha do caminho de cada um ( o direito da liberdade sagrada do livre arb)trio. -s parapsicólogos e religiosos estão sempre se digladiando. e muito menos encontrei ra68es lógicas. para tentar convencer algu(m que o esp)rito pode se mani estar no mundo material.que voc0 acha? $oto Lirlian ( uma m*quina inventada pelos russos. quero saber como ( a aura dele. para ver qual ser* o resultado. Uma terapeuta que trabalha com as otos Lirlian quer permissão para a6er uma oto com um m(dium incorporado. at( mesmo publicamente. e descobrir eventuais apro/ima18es negativas. 2oc0? % e/clamou surpreso. não modi icam a opinião dos incr(dulos. # qual o m(dium que poder* se submeter a isso? !cho ótimo. 5ão h* ra6ão para se discutir sobre religi8es.E= EAOLUIR PELA CIBNCIA CAPITULO 98 5unca senti a necessidade. que otogra a a aura das pessoas. Mnteressei3me. dos depoimentos de pessoas ilibadas e at( mesmo do enAmeno das incontest*veis materiali6a18es. das apari18es. retornar ao 'riadorP <osto quando os esp)ritos ordenam nossas id(ias. quando me e6 um pedido singular. brinquei. com a inten1ão de desvendar o estado de esp)rito. !s al*cias deturpam o real objetivo das religi8es. &udo come1ou com um tele onema do Roberto Ribas. # depois. um dos m(diuns do nosso terreiro.

'omo saber? . atrapalhado. Respondeu esbo1ando leve sorriso. quando um palito riscava e na sua ponta o ogo ardia.Ribas respondeu. 'ombinamos os detalhes. o Ribas me apresentou a terapeuta. dentro dessa cai/a só est* a energia do meu cavalo. 5ão sei se são ing0nuos. para saiba.EB 5o dia da sessão.i )cil EBsp)rit3los. o Ribas desligou o io el(trico da tomada. dava gostosos tragos em seu mara o misturado com mel e tirava uma1as com seu imenso charuto. PAr o dedo a)? Por qu0? Is ve6es os esp)ritos me atrapalham. ou espertos demais. #st* bem então. $a6er o que com minha aura? Respondeu. . Meu ilho. "atis eito. 'aboclo !:uan.senhor tem que por o dedo. icava assombrado com a cai/a de ós oro. e alegre agradeceu. enquanto a terapeuta guardava cuidadosamente sua estranha m*quina. #stava eu órica por termos concordado com seu pedido. 'aboclo. 5ão dei/ei ela notar que eu era o mais curioso de todos. s0o !:uan. !cho uma mistura. quando o Ribas. mas seu cavalo j* est* sabendo. 'aboclo !:uan. otogra ar sua aura. seco. principalmente entre os )ndios.epois de muita conversa. Muito obrigado. o )ndio "em muito rodeio.'aboclo incorporou. estou sempre disposto a ajudar os outros. não sei bem como e/plicar ao senhor. Mas. esta mo1a ( uma cientista aqui na terra e quer a6er uma e/peri0ncia com o senhor. . acompanhado da terapeuta. EB . . sentou3se 4 sua rente con orme o combinado e respeitosamente e/plicou. . Por outro lado. aconselha pol)ticos a tomarem decis8es e discute qu)mica. uma mo1a simp*tica e alante. Resmungou. guerreiro. e isso posso seguramente a irmar. dentro desta m*quina % e/plicou a terapeuta. a terapeuta e o Ribas organi6aram a liga1ão da m*quina na tomada el(trica e iniciaram a e/peri0ncia. 2ai ser. riscou o ponto de irme6a do trabalho. ele e6 o que mandavam e o trabalho oi conclu)do. uma e/peri0ncia muito boa. com certe6a.

para dar cone/ão entre a ci0ncia e o esp)rito. # o tempo veio esclarecer a parte conclusiva da trama habilmente arquitetada pelo 'aboclo !:uan. % a irmei. e chegaram 4 conclusão que a dele % da entidade.aborto ( um tema pol0mico. 5ós estamos a6endo uma pesquisa sobre o aborto. para utura compara1ão. não posso alar em nome da religião. quando vi as otos. <ostar)amos da opinião da Umbanda sobre o uso da p)lula do dia seguinte. convicto. 5este episódio. EJ . Montaram tudo outra ve6 e i6eram nova oto. "e voc0s quiserem posso dar minha opinião pessoal % adverti. 5unca tiro conclus8es precipitadas das histórias dos esp)ritos. ele insinua o contr*rio? j* estaria reencarnado. segundo di6em. se o esp)rito reencarnado estivesse grudado com ele. Por que voc0 - . para evoluir e aprimorar sua pratica. "eria um ato criminoso abortar o eto. iquei impressionado com a di eren1a. !s coisas que eles a6em não se limitam ao momento. inclusive o espiritismo. quando ela d* o primeiro grito. para provar que ele e/iste. ! ci0ncia sempre oi usada pelo espiritismo. não tem como ser analisada. Por ela ser abortiva. ao contr*rio. $icou bem claro que desde o inicio ele sabia o que era oto Lirlian e ingiu3se de desentendido. muito embora tr0s dias depois da concep1ão. Usou. ou contracep1ão. !pesar de ser umbandista. agora com a energia da entidade. C necess*rio paci0ncia para EJsp)ritoEJa3las. surpreso. Uns m(dicos me procuraram. ! irmei.EJsp)rito só reencarna no corpo da crian1a. o 'aboclo !:uan sentenciou. % responderam.EJ ! esperte6a do )ndio veio 4 tona. demonstrando . o 'aboclo !:uan demonstrou toda a habilidade inerente de um 'he e de &erreiro. #nquanto recolhiam o aparelho. decep1ão. "empre ( uma opinião. separando as otos % a minha e a dele. algumas religi8es a combatem. 2oc0 est* declarando que ( a avor do aborto? Perguntou. o jogo de palavras. Mas. ! terapeuta colheu v*rios pareceres de especialistas em oto Lirlian. #st* erradoP #le deve aproveitar a ci0ncia. por ter ugido totalmente do padrão. 5ão houve nenhuma d+vida da inten1ão dele. com muito humor. % esclareceu um deles. Realmente. t0m um alcance al(m do nosso pronto entendimento. e sobre ele as religi8es são austeras e radicais.

junto com os demais.. C comum 4s mulheres que abortaram. de um modo tão convicto? Perguntou. "ou contra. Respondeu o m(dico.EO . #/travasei. #speram. nem vão para o in erno. depois da conscienti6a1ão do espiritismo.. irem ao desespero por se sentirem criminosas.epois que oram embora.5ão tinha pensado assim. a irmando que os esp)ritos das crian1as não estão cobrando nada. Y"alve. ugindo totalmente do princ)pio divino. como estão os quinhentos esp)ritos dos embri8es humanos congelados na Mnglaterra? #stão grudados nos quinhentos tubos de ensaio. voc0 pode me di6er como chegou a esta conclusão. outra oportunidade de reencarnar.. #ntão as mulheres que provocam o aborto não são na sua concep1ão. esperando. mas elas são con litantes com as que ouvimos at( agora. 'aboclo !:uan. despedindo3se. criminosas? #n ati6ou o m(dico. e pensei.Z EO . culpa da ci0ncia. o grande cientista do espa1o. sabe at( quando. #sclareci. Posso. por entender que a gravide6 rejeitada oi o ruto de uma pai/ão carnal... 'omo? 5ão entendi. de modo convincente. "e suas declara18es são ou não verdadeiras não me compete julgar. . ! maioria a irma ser na concep1ão e voc0 di6 ser depois que nasce. Por mera curiosidade. com certe6a. !lgu(m pode me e/plicar. olhei para cima. principalmente quanto ao momento da reencarna1ão do esp)rito. que só admite o se/o para a perpetua1ão da esp(cie humana # os pais deveriam assumir responsabilidade de seus atos. dando a entender ser o im da entrevista.e jeito nenhum. para serem gerados? C. 2ou aliviar seus cora18es. nada tendo a ver com o objetivo da entrevista..

#la era uma mulher de meia idade. #ra minha conhecida j* h* longo tempo. $alei. magra. choramos a morte dos que amamos.eus oi ruim comigo? 3 5ão se quei/e. porque achei que estava no momento de dar um basta ao doentio apego da <eni. "ou apenas um pai3de3santo. boquiaberta. seja um pai. levantando3me do so *. #sses pensamentos remo)am minha cabe1a. #la assustou3se com minha grosseria. os parentes e os amigos. e contava sem parar de alar as qualidades de sua mãe e o amor que tinha por ela. &entei consolar. 3 2oc0 não entende? $oi a minha mãe que morreu. 3 Por que . EQ . 4s ve6es aben1oado como outros tantos. !rcada pela própria constitui1ão )sica.#u só quero saber como est* o esp)rito dela.EQ CAPÍTULO 2: ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS 5ós icamos r*geis e incon ormados com a morte das pessoas que amamos. 3 Mn eli6mente ainda tenho compromissos hoje. acometida de uma parada card)aca. algumas ve6es trans ormada em desespero. 3 2oc0 me procurou para que eu pudesse te ajudar. #la a6 parte da triste6a. seus olhos dei/avam transparecer o seu so rimento. 5ossa cultura justi ica esse comportamento. #stava muito mal. "e tiv(ssemos uma conscienti6a1ão maior do destino do esp)rito dos que desencarnam. % disse. 5ão sou entendido no assunto de estudar as palavras adequadas para acalmar histerismo. ou uma mãe. "ua boca em nenhum momento dei/ou sequer esbo1ar um sorriso. mas pelo jeito voc0 devia procurar algumas carpideiras para a6er coro. por receber intui1ão dos esp)ritos. olhando para meu relógio dando a entender que ia embora. C inevit*vel a saudade. C irrepar*vel a aus0ncia )sica deles. !cho que isso aconteceu. enquanto ouvia na sala da casa da <eni o seu desesperado relato da morte de sua mãe. . 5ão sei se eu vou poder ajudar voc0 sem a assist0ncia direta das entidades. o que me permitia alar sem rodeios. cabelos j* grisalhos misturados com os negros. at( que em prantos dei/ou escapar uma lamuria. 'omo não a temos. Parou de chorar e icou me olhando. voc0 tem um dedicado marido e ilhos saud*veis. amarrados atr*s. quem sabe não so r0ssemos.

#stou desesperada. "entada na rente dele. "obre o assunto.que est* a ligindo voc0? 3 C que minha mãe morreu. 3 "eu corpo morreu. a <eni j* estava consultando com o 'aboclo !:uan. 5o seu caso ( o inverso. mas voc0 não permite com seu in undado desespero. vou tra6er o esp)rito dela para conversar com voc0. 'on orme hav)amos combinado. perguntou 4 entidade. 3 Minha mãe disse que estava bem pró/ima de mim. "e ao inv(s de mergulhar na revolta da separa1ão voc0 tiver a compreensão da passagem dos esp)ritos ao mundo invis)vel. !pós chamar um m(dium. que icam ligados nos encarnados. 3 . e seu amiliares lhe a irmarem que poder* icar sossegado porque eles vão icar bem. o esp)rito de sua mãe teria mais tranq?ilidade para seguir sua jornada. #le quer seguir seu caminho evolutivo. situa18es como a da <eni são comuns. 5ão chorava com medo de prender o esp)rito de seu ilho. com certe6a a despreocupa1ão de dei/ar seus amiliares diminuir* a triste6a de ter que dela se a astar. incorporado em mim. mas agora iria seguir o seu caminho. "ó mencionando essas duas religi8es ES . o seu esp)rito não. !tendi uma pessoa que tinha perdido um ilho com idade jovem. .eve ter luido bem a conversa1ão porque a <eni estava emocionada e mais calma. 5o catolicismo a am)lia do morto pede para o padre re6ar uma missa em inten1ão 4 sua alma. voc0 ( que atrapalha o esp)rito. Para quem pratica o espiritismo. e qualquer di iculdade eles resolverão. nunca o choro. &e aguardo no terreiro. ! revolta ( que prejudica o desencarnado. se um homem tiver que empreender uma longa viagem. o que ( errado. ele indu6iu a incorpora1ão do esp)rito da mãe da <eni. 5o espiritismo pede que o esp)rito do alecido seja recebido no astral superior. ele viajar* preocupado e tenso. para voc0 alar com a entidade. 2oc0 pode esperar at( segunda3 eira para saber. !tendendo a sua ego)sta necessidade de alar com ela os mentores do espa1o se aproveitaram para acalmar sua revolta e livra3la da imanta1ão que voc0 e/ercia sobre ela. 'om respeito a essa conscienti6a1ão as religi8es t0m uma parcela de culpa. !gradeceu a oportunidade e. em seu estilo. antes de ir embora. . a entidade perguntou. #m caso contr*rio. "e te a6 bem. Por que isso acontece? 3 2oc0s ouvem ensinamentos sobre entidades obsessoras. gosto de dar um e/emplo material.ES 3 #stamos na quinta3 eira. #/plicou a entidade de orma direta e austera.evemos imaginar que a morte ( um a astamento tempor*rio. e ambas conversaram.

e poder ir jogar com suas amigas contempor. porque sabia que eu ia prantear as suas aus0ncias )sicas. nos acalmem. teve uma parada card)aca % como a mãe da <eni. para cuidar de suas tare as do lar. ou pedir aos esp)ritos que não nos tornem obsessores dos esp)ritos? Pensando assim quando pe1o por algu(m desencarnado. pelos desencarnes. Partiu da terra o esp)rito do nosso amigo $ulano de &al. Namentei a morte das duas. permita ao nosso irmão que partiu. com a M6ette eu implicava. Pouca gente sabe. e que encham nossos cora18es de amor e ( e. l(pida e alante. e a M6ette. lembrei3me da morte das duas mães na minha vida. a mãe da Redda. ! !lcina oi dormir e não acordou mais. 'oisas da terra. e nós daqui queremos que ele possa chegar ao lugar no espa1o a que tem direito e por ele conquistado duramente atrav(s do resgate de seus carmas. sou agradecido a . 3 Meu Pai -/al*. !ntes das do6e horas. ! minha devia ser ilha de Memanj*. mestre Hesus 'risto. icava espregui1ada na cama. o padre re6ar uma missa pedindo aos santos para nos acalmar.EG j* se evidencia uma distor1ão.eus.neas. passei a di6er. ocasião em que demonstrava toda sua categoria de mulher re inada. 5ão gostava de se arrumar ou usar pinturas. e ainda teve tempo de estacionar seu conhecido uscão amarelo e morrer em cima da dire1ão. vindo da casa de uma amiga onde tinha ido jogar. um baralho e a (ria do dia. mas o meu amor pelas duas era igual. minha mãe de carne. pela morte que elas tiveram. "eus )dolos eram seus ilhos. ! M6ette era o contrario. pelo seu jeito bonachão. 9uando oi encontrada dentro sua bolsa estavam sua bomba para asma. para icar livre 4 tarde. ! M6ette. uma bomba para sua asma. &inha tr0s apegos. !cordava cedo. adorava acordar tarde. 5ão queremos ser empecilho para a sua evolu1ão. Mas. somos evolu)dos para nos credenciar com compet0ncia para pedir por nossos mortos? 5ão seria mais coerente. EG . receber a not)cia que aqui na terra todos seus amiliares e amigos estão bem e que o amam muito. pois eu cumpria meu papel de genro. quando or poss)vel. por isso rogamos ao "enhor e a todos nossos guias espirituais que nos con ortem. -brigadoP #nquanto voltava para casa. #u tive a elicidade de ter duas mães. um _ol:s_agem amarelo. magra. !mbas morreram como gostavam de viver. #la tinha uma marca. e um baralho. ! !lcina. e/ceto nas poucas reuni8es sociais que ia. e ambas morreram com mais de setenta anos. 'om a !lcina eu era dócil e submisso.

. com a ajuda dos esp)ritos. 3 #stava passando uma di iculdade comercial muito complicada. sem nenhum constrangimento. provavelmente para uma r*pida re le/ão. conte 4 sua mãe3de3santo o seu desejo. a6er teu ingresso no espinhoso caminho de cavalo da Umbanda. a da entrada. sua mediunidade se manter* equilibrada. mesmo não estando vinculado 4 corrente. % contou. por ser uma assertiva EE . para quando voc0 precisar. resolvido o problema. voc0 est* buscando justi icativas para romper o compromisso assumido a1a3o. 3 2oc0 est* gostando de participar da Umbanda. talve6 por causa da porta da entrada. 3 'onte3me como aconteceu o convite para voc0 entrar na gira. Msso a6 parte da lei. "e agora. assustado. 3 #u gosto. 3 Mas me disseram que não posso mais sair. o teu problema material e depois caso voc0 tivesse vontade. que ela levantar* teu alguidar. 3 -utra bobagem. receber ajuda. 2oc0 pode sair que nada de ruim vai acontecer. de orma ativa como m(dium de corrente? #le e6 uma pausa.EE CAPITULO 29 DCAIDAS DOS M<DIUNS . e a da e/pulsão. a6 muito tempo que não ( usada. 3 9ual o seu procedimento quando o m(dium quer sair corrente. 3 2oc0 entrou pelo caminho errado. a da sa)da. 5o nosso terreiro. justi ique 4queles que o ajudaram. como voc0 est* alando? Perguntou. e continuar cultuando as entidades atrav(s de ora18es e amal*s. # se voc0 or com req?0ncia receber vibra18es.'ristiano ( um m(dium de uma corrente de Umbanda. !conselhei. e estava isicamente muito raco. #le estava em d+vida se devia ou não continuar a6endo parte da corrente. mas a1a direito. só não conhe1o minha utilidade l* dentro. intrigado. Mas a1a da orma correta. C assim. e respondeu. eli6mente. tendo como incentivo o amor 4 religião. e/istem tr0s portas. #sta +ltima. 'onversando com minha mãe3de3santo. ela disse que minha vida não entraria nos ei/os se não entrasse na gira. 5unca disse 4 ningu(m que ( necess*rio desenvolver a mediunidade. porque voltam todos os problemas.certo seria voc0 primeiro resolver.

5otei que ele icou embara1ado com minha resposta. Pre iro aconselhar para a pessoa pensar bem ao escolher este caminho. e que o a1a com amor. quem a6 ( a gira em seu todo. se não ( para resolver os problemas materiais ou medi+nicos. como a conscienti6a1ão. seja produto do medo ou da imposi1ão. 9uando vão sair. "enti ter atingido o que pretendia. #le indagou. 5a troca das energias entre o m(dium e o esp)rito. Mas quero a6er uma pergunta. a alegria. Respondi atravessado. os pretos3velho na humildade e as crian1as na inoc0ncia. mas não sei identi icar nem o seu tipo nem sua potencialidade. 3 5unca tinha pensado assim. 5o desenvolvimento da mediunidade. não quebra o alicerce do terreiro. at( atingirem o equil)brio. Resolvi e/plicar melhor. !doro a gira. e isso acontece com req?0ncia. #/pliquei. de orma pausada e clara. -utro ocupar* teu lugar. Respondi. 'omo posso saber? 1FF . ganhando a oportunidade de resgatar seus pecados c*rmicos e. sol)cito. Hunto com o 'ristiano. o amor. os caboclos trabalham na or1a. 3 'omo equilibrar sentimentos e emo18es? 3 2ou e/empli icar com a trilogia da Umbanda. o m(dium a6 a caridade para si mesmo. mais inocente e humilde. equilibrando seus sentimentos e emo18es. 2ou repensar meu assunto % con idenciou. esses sentimentos vão crescendo.1FF mentirosa. Um membro quando sai. 5o espiritismo. ele sentir a ra6ão de ser um m(dium participativo da Umbanda. estava um outro m(dium da mesma casa. nivelando os demais sentimentos a eles ligados. a liberdade e assim por diante. arei com muito pra6er. inoc0ncia e humildade. 3 Posso lhe a6er uma pergunta? 3 'laroP "e souber responder. com alegria e sem nenhuma in lu0ncia e/terna. gosto de estar nos dias de trabalho. di6em que tenho mediunidade. or1a.meu caso ( di erente do dele. a tudo ouvindo atentamente. &emos dentro de nós esses sentimentos. mas de orma desequilibrada. a sabedoria. principalmente. dei/ando o m(dium mais orte. a calma. 3 . dei/o bem claro que a porta da sa)da continua aberta para suas visitas normais e para visitar seus irmãos de corrente que permanecerem na gira. 3 2ou a6er isso. qual a vantagem de estar se sacri icando no desenvolvimento? C só para a6er caridade? 3 'aridade para quem? 5ingu(m precisa de voc0. 3 'aridade.

'umpra as ordens do terreiro. senão voc0 se enquadrar* como rebelde. C. 9uando o esp)rito com a mesma vibra1ão desincorpora. #sse ( o come1o. . #/pliquei. incorpora18es desencontradas.1F1 3 2oc0 j* mostrou. aos irmãos de corrente. "em querer. dependendo do próprio es or1o. &ipo e potencial. recebia um esp)rito dessa ai/a. algumas ve6es at( malignas. ! mediunidade acontece. Um m(dium em desenvolvimento tem que passar por ase t)picas. descon iado. "empre que voc0 tiver d+vidas. o respeito ao bom senso e o amor que a Umbanda prega. pela pergunta. o melhor para voc0. ser um m(dium com ( e alegria. 3 "e voc0 duvida da capacidade da sua dirigente. pergunte a ela. em s)ntese. tonturas. 3 $undamentos são os alicerces da Umbanda. Toje não posso mais a6er isso. para me limpar. por que hoje não pode? 1F1 . $a1a o que ela determinar. 9uando eu me sentia assim. . 3 'omo pode uma incorpora1ão de esp)rito atrasado ou trevoso ser salutar? 3 Pela lei da a inidadeP &odos nós sempre estamos imantados por energias ruins. Respondi. #le não perdoou. e 4s regras determinadas pelos ensinamentos da Nei Maior. ao terreiro. 4 hierarquia.ei/e acontecer. meu entusiasmo desviou a e/plica1ão que ia dar sobre mediunidade. ela se desenvolve de orma natural. 3 5unca ningu(m me e/plicou o que são undamentos da Umbanda. aos consulentes e visitantes. 3 "e antes podia a6er. 3 $ale mais sobre a mediunidade. ningu(m pode antever. suar as mãos. Pai ou mãe3de3santo não dão mediunidade para ningu(m. !s d+vidas come1am a me/er com a cabe1a de cada um. sentir cala rios. 3 -s potenciais todos t0m. muitas ve6es caindo no terreiro com as salutares incorpora18es de esp)ritos atrasados ou trevosos. $ui interrompido pelo 'ristiano.respeito aos ori/*s. livrando o m(dium de suas inter er0ncias. ( melhor voc0 sair junto com o 'ristiano. por ser com certe6a. ela leva junto as energias semelhantes. 3 Mas não ( a mãe3de3santo quem deve saber? Perguntou. #les são apenas os dirigentes da gira e cuidam dos seus ilhos de corrente. 4s entidades. 5ão contrarie jamais os undamentos da Umbanda. ditada pela iloso ia do dirigente do terreiro. que voc0 ter* uma resposta. sua lei.

não tra6endo nenhum preju)6o ao m(dium ou 4 corrente. que estava com sua vida amea1ada pelos tra icantes de drogas. ( uma conquista do nosso próprio esp)rito.ncia. ! arma ( como a mediunidade. pedem charuto e bebida. que nos d* maiores oportunidades para resgatarmos nossos carmas. por descuido. ao contr*rio do que muitos di6em. ou seja. ele lembrou3se estar carregando na cinta a sua arma. demonstrando uma e/pectativa quanto 4 resposta do esp)rito. come1a a sentir con ian1a em si próprio. Mas antes de me despedir. #ssa ( a orma comum do desenvolvimento da mediunidade. 3 C comum o m(dium iniciante incorporar na vibra1ão do esp)rito. . sou eu ou o esp)rito? 9uestionam. meu ilho. .1F= 3 Toje tenho coroa de pai3de3santo. dei/ei en ati6adas mais algumas palavras. !) vem a grande d+vida. quando a entidade chega perto. ele incorpora pela apro/ima1ão e não pela tomada do corpo e da mente. trou/e comigo a minha arma que sempre carrego para minha seguran1a. 1F= .'ristiano desistiu de abandonar a gira e seu amigo prometeu não questionar mais a Umbanda. depois de todo o processo do b03a3b*. 3 'aboclo. estou lhe altando com o respeito. at( iniciarem um di*logo com algu(m. enquadrando3se no processo comum do desenvolvimento da mediunidade. #/pliquei ao mo1o. 5o desenvolvimento. #la pode ser voltada para o mal? Nembrei3me de uma consulta do 'aboclo !:uan com um promotor p+blico. só causa dano quando ( mal usada. andava sempre armado como precau1ão. por ser comum. 3 ! mediunidade est* me parecendo uma aca de dois gumes. Por essa ra6ão.m(dium ica mais dócil e mais adapt*vel 4s incorpora18es dos protetores. . Pediu. as entidades de lu6 come1am a incorporar.urante a consulta com a entidade. 9uando o m(dium come1a a perceber que as coisas que a6 e di6 estão corretas. que a mediunidade. Mmediatamente se desculpou. ato que não deve ser jamais recriminado pelos dirigentes. #stou conversando com o senhor e. H* pensou como crescer* a or1a de um trevoso com esta hierarquia? 3 'ontinue alando sobre as incorpora18es. que lhes são concedidas a crit(rio da dire1ão da casa. por causa de uma s(rie de den+ncias apresentadas na justi1a pelo promotor. resignado com a e/plica1ão. 3 5ão tem import. H* t0m presen1a de inida. Msso ( per eitamente normal. depois de relatar a consulta e a resposta do 'aboclo !:uan ao promotor. por ser a soma dos recursos acumulados em nossa espiritualidade. $alou.

.1FB 3 5ão se esque1am. deve saber dos princ)pios ilosó icos dos seus dirigentes. nunca sacri icar nenhum animal. controlar seu emocional e não cobrar nada da religião.eve a6er da Umbanda uma religião alegre. Por isso mesmo. principalmente. o m(dium deve cuidar de sua cultura. e nunca julg*3los. Para isso não deve se imiscuir nos problemas dos irmãos de corrente. honrar os esp)ritos acima de tudo. 5unca aceitar avores ou pagamentos pelos trabalhos que i6er e jamais usar a energia do sangue em seus trabalhos e. antes de se iliar 4 uma casa. sem entretanto esquecer de equilibrar sua vida pro issional. #ncerrei. 1FB .eve respeitar as outras religi8es. social e amiliar. . e ugir do anatismo tão nocivo ao bem estar dos religiosos. gostosa e vibrante. doar3se inteiramente 4 casa que trabalha. sem querer impor aos outros as suas convic18es. 5ão beber.

# oi assim que se lamentava. a6endo3me hoje entender porque nos trabalhos de e eitos )sicos elas são as m+sicas pre eridas. ! bandeira brasileira tremulava e a banda marcial me dava arrepios pela or1a da m+sica militar que e/ecutavam. $ui uma ve6. Pareciam cópias que pensavam as mesmas coisas e serviam a um comandante +nico e com a mesma ordem. .Z. . roupas esquisitas e usava botas marrom sem gra/as. buscar meus ilhos adolescentes em um sho_ de um cantor que estava come1ando a despontar. depois de algum tempo eu gritava junto com a juventude. mas como pode ele estar em v*rios lugares ao mesmo tempo? 5a mesma hora que ele incorpora em mim. 'omo de costume.artista tinha um cavanhaque. . e/tremamente contrariado. 3 #u não entendo. 'omo um bom ilho de XangA. !cho que não ( ele. 3 Pelo que eu sei voc0 j* est* recebendo essa maravilhosa entidade j* h* muito tempo. que signi icavam Policia do #/(rcito. #u não ugi 4 regra e com o meu gordo ilho de tr0s anos assistia os nossos soldados marchando com indis ar1*vel garbo.1FJ CAPÍTULO 22 NOME DE ESPÍRITOS &odo pai tem como obriga1ão levar seus ilhos para assistir ao menos uma parada militar. 5ão podia imaginar que aquele momento servisse de e/emplo no uturo para uma e/plica1ão espiritual. #u tento. . 1FJ . # serviu. Ysalve a sociedade alternativa. dentre as quais algumas introdu6idas por mim nos rituais do nosso terreiro. Por que só agora voc0 est* duvidando? 3 "empre duvidei. tamb(m est* incorporando em outros terreiros. todos altos. $i6 sinal para eles sa)rem. Por uns momentos esqueci da marcha para reparar a uni ormidade dos tipos.. 2oltando ao instante da parada militar. e quando as a6ia dei/ava aparecer gagueira. posteriormente dei/ando um legado de bel)ssimas m+sicas. de orma bem paternal e com bastante cuidado para não erir a (tica ao me intrometer em assuntos pertinentes a outro pai3de3santo tentei manter o di*logo.calor causado pelo intenso sol que ajudava o dia ser estivo e o peso do garoto j* não me incomodavam. . !pesar do Hosias não a6er parte da corrente que dirijo. Para encurtar minha história.e estatura bai/a tinha tanto o rosto como o corpo largos. #u na verdade sou de me entusiasmar com as coisas. não parava de a6er perguntas. Um pai3de3santo tem que ser tolerante.i6em que eu trabalho com o Pai Hoaquim. ingiram que não me viram. 'hamou minha aten1ão os brilhantes capacetes dos soldados com as letras P#.nome do e/trovertido e revolucion*rio cantor era Raul "ei/as. 'abelos negros e te6 morena.. e 4s ve6es me saio bem. #ntrei entre os garotos disposto a pu/*3los 4 or1a para casa.Hosias era um m(dium de Umbanda. era bastante questionador. -bviamente oram escolhidos para ormar aquele e/(rcito. . ortes e marchavam com irrepar*vel e harmonioso garbo. .i6em que ( ele mas eu não acredito.

atende muita gente e d* consultas maravilhosas? Por que voc0 duvida? "e ele estiver incorporado em mim. mas não entendo. di erenciando bem pouco um do outro.1FO 3 #le não incorpora no ponto cantado. pensam da mesma orma e o que um ala o outro sabe. 3 &odos sabem que e/iste a energia &ranca Ruas. a6em presen1a nos milhares de terreiros e/istentes. alguns at( mesmo como sendo de XangA. #u aceitei. #/pliquei ao Hosias que em nosso terreiro v*rias entidade usam esse sagrado nome. 1FO . subdivididos em das !lmas e #ncru6ilhada. por ser a palavra dele a ordem superior. . resolvi aceitar como verdadeira essa orienta1ão. # em nada est* errado que no mesmo terreiro e/istam &ranca Ruas incorporados em v*rios m(diuns. e/ceto quando ele incorpora no dirigente da casa. $ale com ele e e/ponha tua d+vida. &entei e/plicar alando do #/u &ranca Ruas das !lmas de quem j* tive v*rias provas desse enAmeno.entro dessa energia. #le disse que e/istem v*rios esp)ritos que se di6em Pai Hoaquim. como pode estar incorporado nos outros? . d* continuidade a conversa anterior. bebem a mesma bebida. # o interessante ( que em um terreiro se o Pai Hoaquim atende algu(m. um e/(rcito de &ranca Ruas. #le voltou 4 carga. risca o ponto certo. em outro terreiro mesmo que seja outro esp)rito dessa linha. inclusive que incorporam do mesmo jeito. mas são todos iguais. umam o mesmo cigarro de palha. !conselhei.que teu pai3de3santo di6 a voc0 quando voc0 questiona essa situa1ão? #u nunca alei com ele a respeito. da Praia. #mbora ainda não totalmente convencido. !lgum tempo depois encontrei3me novamente com o Hosias. da 'osta e o mais comum o conhecid)ssimo Pai Hoaquim de !ngola. 'laro que não ( a mesma entidade. e todos alam a mesma linguagem. Perguntei3lhe o des echo da conversa que prometera ter com seu pai3de3santo. principalmente porque ( ele quem di6 que a entidade ( o Pai Hoaquim.

#le sorriu. são soldados prontos para e/ecutar a mesma ordem. !cho que e/trapolei nas e/plica18es. e obedecem a ordem de um +nico comandante.. &odos usam o mesmo tipo de uni orme. t0m o mesmo tamanho e peso. 3 C um bom e/emplo. complicando a situa1ão. 2ou pensar melhor. . da mesma orma e com a mesma or1a. 1FQ .1FQ #le icou pensativo.Para voc0 ter uma id(ia.. imagine a Policia do #/(rcito. Nembrei3me da parada militar. !li no e/(rcito não t0m mais o nome de batismo. -s esp)ritos podem ser como os soldados.

Mas.procedimento correto não ( esse. escolhida pelo dirigente espiritual. mas princ)pios ilosó icos copiados da ess0ncia da própria lei da Umbanda. não posso e/igir igualdade. quem sabe. 3 Para chamar a aten1ão do m(dium. observando nossa organi6a1ão. o Tiran. para depois e/plicar ao cavalo o seu 1FS . 5a verdade apenas e/ijo que cada um cumpra o seu papel. tanto na cultura como em seus temperamentos. em caso de persistir em beber. mando cantar o seu ponto de subida. indiretamente. Recomendo 4 um dos membros da hierarquia conversar com o esp)rito e. atrav(s do esp)rito? 3 5ão usamos essa artimanha amadora de chamar a aten1ão da entidade.choque da advert0ncia pode a6er o cavalo se desligar do esp)rito. criticar. "e o m(dium estiver e/trapolando.ncia entre si? 3 5o nosso terreiro a hierarquia est* ormada. . 5ão sei at( hoje se a sua inten1ão era para comparar. 3 'omo voc0s procedem quando um m(dium est* ingerindo bebidas alcóolicas em e/cesso? Mandam a entidade subir imediatamente? 3 . C muito perigoso o m(dium icar embriagado. on6e capitães e cinco ogans de atabaque. não dando tempo da entidade a6er a limpe6a do *lcool. Um dirigente de outro terreiro. 4s ve6es ( o m(dium que sai da vibra1ão da entidade.1FS CAPITULO 23 CONAERSA COM PAI?DE?SANTO !cho que i6. 3 !s determina18es são cumpridas por todos os capitães sem discord. 2ou contar o di*logo. cada um com seu jeito. Por serem heterog0neos. em nosso terreiro o tipo en(rgico no comando das giras. sem se intrometer com os outros e estejam dentro das normas estabelecidas pela cultura espiritual que ensinamos e previamente estabelecemos. para não magoar o m(dium. 5ão são regras. cuida com muito carinho dos m(diuns. por uma mãe3de3santo. al(m de mim. trocava id(ias comigo a esse respeito. # isso deve ser eito com muita cautela. voc0 costuma alar com ele. recomendo que esperem o esp)rito desincorporar. ! responsabilidade do controle dos m(diuns cabe 4 hierarquia do terreiro. aprender ou. pela ami6ade que mantemos h* longo tempo. 5em sempre ( o esp)rito que se desliga. para o cavalo ouvir. dois pais3pequenos.

3 2oc0 est* cheio de ra6ão. para di6er. $alei orgulhoso. tenho um trato com as entidades. 3 #u recomendo 4 minha hierarquia conversar com a entidade. Mnterrompeu o curto sil0ncio. Tiran. echo as portas do terreiro. tanto que con essou humildemente. #le concordou. que inge ser m(dium inconsciente. abrandando a 0n ase das minhas palavras. Pre eri consertar o constrangimento criado. 5enhum deles. não sabia se o Tiran estava aprovando o que eu di6ia. 5o dia que eu tiver d+vida que os esp)ritos não estão incorporados nos m(diuns. mas iquei com vergonha dele. dando a entender para eles. 5em sempre ( o esp)rito que est* alando e sim o m(dium inter erindo na comunica1ão. para não humilhar o m(dium. 5ão pode haver choques ou in orma18es distorcidas. #u. da hierarquia. como ele demonstrou respeito 4 entidade e con ian1a em mim. 7 i6 uma coisa muito errada. Por isso procurei voc0 diretamente. Husti icou o Tiran. com gestos de aprova1ão. Pensei em contar para o 'aboclo !:uan. elas lidam com os esp)ritos. 2ou repensar no modo de lidar com os m(diuns.7 2eja. # a minha iloso ia ( despertar nos m(diuns a autocon ian1a. como nem eu ou voc0. Msso não pode tra6er m*goas. ao contr*rio. como no in)cio de nossa conversa1ão. temos condi18es de saber se o cavalo est* inter erindo na comunica1ão do esp)rito. 3 1FG . 5esse caso.1FG erro. que os membros da hierarquia descon iem da mani esta1ão das entidades nos m(diuns.. mesmo que tenha convic18es di erente da dele. voc0 ganha a con ian1a deles. Pela e/pressão de seu rosto. Is ve6es o sil0ncio vale por um discurso. terminantemente. que ( melhor ser advertido de seus erros do que continuar errando. quanto um m(dium me procurou para contar um problema. particularmente. e eu com os m(diuns. 3 'ada componente da hierarquia tem a obriga1ão de transmitir aos m(diuns a palavra do dirigente. "ó alta voc0 me di6er. de modo sincero. &ive uma alegria imensa outro dia. H* não estava tão e/pansivo. Retomei a o di*logo. 3 'onversando e orientando os m(diuns com sinceridade. para que os membros da corrente contem para voc0 os seus problemas sem constrangimento.. Retomei o assunto da mentira da inconsci0ncia do pai3de3santo. não deveria ter aceitado o cargo que lhe oi con iado. Provoquei o pai3de3santo. #le não respondeu nada. Provavelmente a sua t(cnica devia ser di erente da minha. Tiran. #le entendeu a dire1ão de minhas palavras. Pro)bo. eles t0m que reconhecer a nossa boa inten1ão.

4 ve6es eles brigam entre si.1FE 3 #u tenho um problema com minha hierarquia. -bservou. mas como agir.isputa do poder? 3 .iariamente estamos enriquecendo nossos conhecimentos. 3 5a verdade temos muito que aprender. que ( di )cil. # conclu) nossa conversa1ão. Mas no caso que estamos discutindo. mas acontece. 9uei/ou3se. !contece com voc0 o mesmo? 3 5ão com req?0ncia. 3 # por que isso acontece? . 1FE . 3 'hegar neste ponto.ci+me e a alta de humildadeP Respondi lacAnico e convicto. não ( questão de não saber. 3 . 3 C só voc0 não a6er aos outros o que não gostaria que lhe i6essem.

não hesitei. muito embora esteja guerreando contra um terr)vel dragão. perguntou aparentemente decepcionada. "ão os au/iliares diretos do dirigente e lhes compete. !pós ouvir suas quei/as. 3 5ão entendo nada de Umbanda. !o receber minha orienta1ão.que ( hierarquia? 3 "ão os membros que t0m a obriga1ão de atender o terreiro. material e espiritualmente. . 3 C só o senhor di6er o que devo a6er.urante uma gira. 3 mãe3de3santo? Por que essa 'armem "ilvia. aos quais atende sempre com um sorriso acalentador. mostrando os dentes salientes e bonitos. al(m do amparo espiritual de uma pessoa semelhante a voc0. com os olhos claros. . buscando uma e/plica1ão para seu problema.ncer. C uma amiga e conselheira dos jovens integrantes da gira. entregando3lhe o n+mero de um tele one. sem dei/ar transparecer o quanto sua alma estava atormentada. a6iam da Patr)cia a igura da mo1a bonita. estava passando um di )cil momento. despertaram na bonita jovem o ódio 4 vida. que não conhe1o? C 3 5ão ( mãe3de3santo.11F CAPITULO 24 A F< DA CARMEM SILAIA ! Patr)cia. Mndicada por algu(m. e depois voc0 venha alar comigo. 11F . 'onverse com ela. e o seu escudo ( o amor 4 vida e a alegria de viver. &entei sinteti6ar. . ela me procurou. 3 "e o que mais quero ( morrer. uma adolescente de classe m(dia. al(m de a6er que seja cumprida a lei da Umbanda. sentindo3se despre6ada pelos amigos e revoltada com a separa1ão de seus pais. 2oc0 est* precisando. 3 Preciso que voc0 a1a um trabalho para eu resolver umas demandas. 3 2* conversar com a 'armem "ilvia.esajustada socialmente. com quem possa trocar con id0ncias. por que devo conversar com uma pessoa que luta contra a sua própria morte? Nembrei3me de uma história da 'armem com o #/u &ranca Ruas das !lmas. #la a6 parte da hierarquia do nosso terreiro. dar assist0ncia direta aos membros que comp8em a corrente medi+nica da casa. "ua arma ( a (. em orma de um insistente c. . ele a chamou e pediu.seu tipo m(dio. !conselhei.

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3 9uero que voc0 v* so6inha ao cemit(rio, na cru6 das almas, 4 meia3noite, com um alguidar cheio de aro a, leve um galo preto, corte a sua garganta e derrube, dentro do alguidar, todo o sangue que escorrer da ave. .epois de terminar as anota18es como deveria ser eito o trabalho, retirou3se, voltando 4s suas tare as no meio do terreiro. Um pouco antes do inal da gira, ela, dirigindo3se ao e/u, alou, 3 Mn eli6mente não posso cumprir hoje a tare a que o senhor me destinou, mas amanhã irei e/ecut*3la. 3 'armem, eu menti para voc0. 5ão precisa a6er nada do que pedi. #u só queria testar tua (. % respondeu, delicadamente, o poderoso e/u. #la não questionou os incAmodos que teria para e/ecutar o trabalho, principalmente a matan1a, o que ( proibido em nosso terreiro. -s olhos são a s)ntese da alma. -lhei para os da Patr)cia, apesar de claros e bonitos, eles me revelaram que, dentro daquela prepotente isionomia, estava su ocado um pedido de socorro. Retomei a conversa1ão. 3 T* anos atr*s, a 'armem procurou o terreiro, em piores condi18es do que voc0. Toje ele ( a minha au/iliar que obedece, sem questionar, as ordens dadas pelos esp)ritos, o que me dei/a orgulhoso, porque eu tamb(m sou assim. #la aqui aprendeu ter ( e entendeu a import;ncia de viver. &eve a revela1ão que desejar morrer ( arma do covarde. ! imposta1ão das minhas palavras deve ter impressionado a Patr)cia. 5ão retrucou e oi alar com a abnegada 'armem "ilvia. 5ão me procurou como tinha prometido, sinali6ando ter encontrado a pa6, ato que me oi con idenciado pelo amigo comum que lhe mostrou o regenerador caminho da Umbanda. "ó veio alar comigo dois meses depois, e/ibindo um sorriso lindo e com a sua ace iluminada pela brilhante lu6 que sa)a dos seus olhos. !pelou, 3 $ernando, posso a6er parte da gira da Umbanda do terreiro de voc0s? 3 'ompre uma roupa branca e pode entrar na nossa gira. 'oncordei, emocionado.

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CAPÍTULO 20

CRIANDO MONSTROS T* tempos atr*s ui um 6eloso e alido criador de cavalos de corrida. "empre gostei dos cavalos e não e/istia nada mais emocionante que assistir aqueles belos e selecionados animais disputando uma corrida. -s cavalos de corrida são atletas. Para a competi1ão seu )sico tem que ser apurado. #nsinam os antigos criadores que cavalo ganhador come1a a se a6er na barriga da mãe. .a) a necessidade de uma alimenta1ão saud*vel e boa. Por isso eu cuidava com carinho das pastagens onde os animais eram criados. Mandei a6er a semeadura de uma leguminosa que e/igia um solo bem preparado. #ra um rico capim para pastagem. ! semente tinha que ser boa, por isso eu as comprei no melhor ornecedor na ocasião. 2er uma planta nascer me/e com nossas emo18es. $oi um sucesso o plantio. !quela imensa *rea verde crescia dia a dia. #u não via o momento de dei/ar as (guas criadoras pastarem aquele pasto. 9uando eu chegava no haras eu ia veri icar o novo pasto para ver se crescia e estava bem incorporado como eu planejara. # l* no meio, parecendo uma crian1a com seu brinquedo novo, eu estava agachado acariciando as plantas quando vi apro/imar3se o gerente do estabelecimento. - #nio era o respons*vel por todos os cuidados do estabelecimento. #ra um homem bai/o, com os olhos esbugalhados, tinha bei1os grande e te6 mulata. $oi jóquei e era um lidador com os cavalos de grande paci0ncia, tanto que se encarregava de domar os potros novos antes deles irem para o Hóquei 'lube onde seriam preparados por treinadores especiali6ados para disputarem os p*reos. $alando de orma circunspeta ele me cumprimentou, 3 @om dia. 'onhecia o jeito dele quando queria di6er alguma coisa. $acilitei, 3 @om dia #nio. !lguma novidade? #le abai/ou3se do meu lado, e separando algumas plantas da bela leguminosa, mostrou entre elas uma outra que nasceu junta. 3 !s sementes estavam misturadas. 5o meio nasceu tamb(m uma planta que parece uma salsa. #u não sei o que (. 5ão ser* melhor a6er um e/ame para ver que tipo de planta ( essa? $iquei surpreso. #le nunca tinha eito observa1ão semelhante. !chei ser um sinal e a descon ian1a tomou conta de mim. Perguntei,

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3 #st* com medo que seja uma planta venenosa? 3 5unca se sabe. Parece uma salsinha, mas pode não ser. !cho que não devemos dei/ar os animais pastarem sem um e/ame melhor. 'hegando em minha casa ui consultar os livros de plantas. 2i a salsinha, e sua rai6 era .............. 5o dia seguinte voltei ao haras e arranquei uma amostra, e a rai6 era di erente da do livro. #ra uma................]veri icaar o nome certo^. 'olhi algumas amostras e levei na #scola de !gronomia para um e/ame t(cnico. 5o dia seguinte ui buscar o resultado. - #ngenheiro !grAnomo havia solicitado 4 uncion*ria do estabelecimento que antes de me ser entregar o resultado eu alasse com ele. #le veio pessoalmente atender3me no balcão. "em rodeios advertiu, 3 #ssa amostra que voc0 trou/e ( de sicuta. Nevei um susto. 3 "icuta? ! do "ócrates? #le rindo, con irmou, 3 $oi o veneno que o "ócrates ingeriu para se matar. "a) preocupado e rustrado. 2oltei para o haras, chamei o #nio e determinei, 3 Pegue o trator e acabe com a "erradela porque ela oi semeada junto com uma planta venenosa. #nquanto o trator ia destruindo o verde pasto iquei imaginando o risco que correram os cavalos. &empos depois tive um gostoso reencontro com o Pedro, um pai3de3santo meu amigo. <ostava de trocar id(ias com ele sobre os segredos e magias da Umbanda por ele ser uma pessoa de rara intelig0ncia e um invej*vel senso critico, raramente ugindo dos limites do necess*rio equil)brio racional que deve reger nossas duvidas. #st*vamos sentados em uma enorme pedra no meio do rio 5hundiaquara. -s p*ssaros saltitavam e cantavam em nossa rente, e ve6 ou outra um beija3 lor revoava em nossa rente como um curioso querendo ouvir nossa conversa. "ó se ouviam as aves e o gostoso barulho das *guas do lindo rio. 5osso sil0ncio prestava um tributo 4 ess0ncia de nossa espiritualidade envolvendo a nossa alma em pro unda re le/ão espantando os gestos grosseiros e os pensamentos mundanos. 9uase em um sussurro ele dei/ou lorescer as delicadas e di )ceis quest8es que incomodam os dirigentes da religião umbandista, di6endo, 3 #stou ormando uma nova corrente, e estou com medo de errar.

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C criar. principalmente no perisp)rito. os catalisadores das energias. 3 5ão sei escolher os membros para a corrente. 'om isso eles estão portando as energias dos ori/*s. tomem seus corpos atrav(s da incorpora1ão. em que não merece.ncia de um m(dium. $iquei surpreso. as energias das entidades vão sendo depositadas. 3 'riar monstros? #/plique melhor. 2eja o perigo.11J 3 #rrar no que? .Pedro deu leve suspiro como coordenando as coisas que ia alar. mas se icarem irados. como os caboclos. at( que possam dominar suas emo18es e jamais podem sentir o ódio? 11J . . 9uando preparamos um m(dium. &alve6 a magia do espelho. dei/ando o ódio dominar suas emo18es e elas orem voltadas para algu(m pode acontecer que sua energia somada com as das entidades provoque um mal muito grande a essa pessoa. 3 Provocamos o desenvolvimento da mediunidade dos membros da corrente equilibrando os seus chacras. Mndaguei. e praticamente abrimos caminho para que as entidades de or1a.entro de suas auras. !quela que descobre coisas invis)veis escondidas dentro do vis)vel.ei/ando suas sobrancelhas ca)das mostrarem preocupa1ão e seu rosto mais vincado que o costume. . Perguntei. pretos3velho e e/us. 3 5ão sei distinguir dentre os homens aqueles que saberão usar corretamente a or1a das suas mediunidades. "e eles amarem seus semelhantes dei/arão e/alar sempre a energia do amor. ele se torna uma bomba que pode a qualquer instante detonar contra pessoas inocentes. 3 "eria o caso então de não provocarmos o desenvolvimento nos m(diuns sem antes conscienti6a3los dessa or1a. a magia da or1a da energia condensada no perisp)rito. mas qualquer altera1ão de sentimento dei/a escapar essas or1as. &enho medo de criar monstros. mas não para ele acostumado a ir na sua ess0ncia mais pro unda. #ssas energias são ortes por terem sido dei/adas por entidades desse n)vel. #mbevecido aguardei a continua1ão. Pelo seu jeito sabia que seria um assunto que aos outros poderia ser simples. $iquei atento e encantado com a suavidade da e/plica1ão. $iquei deslumbrado com a e/plica1ão do pai3de3santo. sem o conhecimento dos esp)ritos eles estão jogando suas or1as contra algu(m por conta da ignor. $iquei aguardando quando alou. não hesitou. embora tenha visto uma preocupa1ão )ntima que deveria estar atormentando o 6eloso e e/periente pai3de3santo.

"ó podemos con iar nas entidades e esclarecer aos m(diuns que eles icam proibidos de se 6angarem com algu(m. poderemos prever ou saber quais os que devem ou não icar misturados no grupo? &amb(m iquei preocupado. Mas como vamos saber quem vai ou não gerar esse sentimento no uturo? Mmediatamente veio na minha mente a corrente que dirijo. 11O . Mas como poderia a6er isso? 'omo nós. "ão jovens e velhos. dirigentes de terreiros de Umbanda. com a terr)vel e danosa semente venenosa.11O 3 #/atamente. misturei semente nobre e para alimentar os animais. 3 !cho que não temos alternativas. homens e mulheres das mais variadas origens e capacidade cultural. Nembrei3me da minha planta1ão. 'onsolei meu cuidadoso amigo.

11Q . ambos. mas quero que as eministas parem com sua perigosa marcha em busca da igualdade com os homens. Protege a bela e apai/onante amante espiritual. complementos do amor.11Q CAPITULO 98 MAC3ISMO NA UM7ANDA 'omo toda religião. ela que não obedece. a ra6ão da sua e/ist0ncia. a Umbanda ( machista. Um dia o 'aboclo Hunco 2erde e/plicou sua ótica sobre o homem e a mulher. 5ada de chegar o 'aboclo. "e isto acontecer. !pesar das entidades che es serem chamadas em primeiro lugar. $iquei sem jeito. o homem. separar os direitos e deveres de cada um. . ! sua indigna1ão ao ver amea1ado o seu direito de de ender a mulher icou bem clara numa ocasião. o sempre apai/onado servidor da mulher. Mois(s deve ter con undido as palavras do 'riador. apear de ser pai3de3santo. o homem ( o "ol e a mulher a Nua.'aboclo Hunco 2erde soube. Para receb03lo. isso para não alar de todas as outras religi8es. e pedi para chamar o 'aboclo Hunco 2erde. 2i o que queria. ali. !ssim oi eito. como a lua. #le a usa quando v0 em perigo a dócil mãe dos seus ilhos e a errenha parceira na luta pela sobreviv0ncia. 5ão sou machista. graciosa e intoc*vel redoma da eminilidade perder* o seu mais dedicado guardião. quando ao receber os de6 mandamentos. não mando na minha mulher % eu mando. Para observar o comportamento de uma m(dium que recebia uma entidade da linha de Hurema. #le ( a or1a. ! corrente j* cantava h* algum tempo e eu. 5enhum ( mais que o outro.caboclo manda na cabocla. ico na rente do 'ong*. com muita intelig0ncia. ouviu 7não desejar a mulher do pró/imo7. o preto3velho na preta3velha. a delicada. quando deveria ouvir 7não desejar a mulher. ! mulher não tem que pleitear a igualdade. sabe usar a magia. e eu. ou o homem. e ela a magia. em lugar privilegiado pela hierarquia de dirigente. 5ão posso imaginar nosso mundo sem e/istir a or1a do sol e a magia da lua. tirei minhas conclus8es. e at( pouco tempo as reiras não podiam o iciar a missa católica. ao eleger o homem. #les são. sob o olhar de todos os presentes. parecia um pateta. o e/u na pomba3gira. desta ve6 iquei de lado e mandei cantar o ponto da cabocla Hurema. 5ão conhe1o nenhuma papisa. # ela. ! or1a do homem pertence 4 mulher. a entidade que incorporava na complicada m(dium. or1a e complemento de sua eminilidade. do pró/imo7. a mulher. . a inspiradora da sua luta. a provedora da sua elicidade. eu quis ver sua incorpora1ão.

11S sem nada entender, quando ui intu)do para receber outra entidade, o 'aboclo da 'achoeira. 'hamei o pai3pequeno, di6endo, 'ante o ponto do 'aboclo da 'achoeira.

Nogo no in)cio do ponto de chamada deste maravilhoso 'aboclo de XangA, ele incorporou, mostrando, nitidamente, que não era culpa minha a aus0ncia do 'aboclo Hunco 2erde, e sim dele, que não quis incorporar. "alve meus ilhosP % cumprimentou o sisudo 'aboclo da 'achoeira e oi sentar no toco. ! cambone, delicadamente, entregou3lhe uma t*bua e pemba, para riscar o ponto. 5ão precisa, disse o 'aboclo. 2ou icar enquanto o !:uan conversa com o Hunco. !rrematou, aceitando, apenas, o charuto. 5unca imaginamos situa18es como esta no plano espiritual. 'aboclo !:uan, che e do terreiro, oi convencer o 'aboclo Hunco 2erde, um esp)rito comprometido com o terreiro, a cumprir sua obriga1ão de vir trabalhar. "ão entidades maravilhosas, espirituali6adas mas sens)veis quando v0em amea1ados seus direitos legais. 5ão tinha terminado de umar o seu charuto, e o s0o 'achoeira levantando, despediu3se dos cambonos, 3 2ou subir. - Hunco vai incorporar % dei/ando claro o poder de convencimento do 'aboclo !:uan. $iquei ressabiado para receb03lo. #le veio, não alegre como de costume. #stava mal3humorado, com a cara echada, dei/ando transparecer uma emo1ão, at( então desconhecida para mim. "em nada di6er e a ningu(m cumprimentar, com passos pesados, dirigiu3se e sentou no toco, riscando o ponto com m* vontade. .ava mordidas no charuto, como se tivesse vontade de comer a orelha de algu(m. - pai3pequeno, sentou3se 4 sua rente, dirigindo3lhe delicadamente a palavra, "alve, 'abocloP - que houve, s0o Hunco? #stamos assustados, nunca o vimos assim. #scuteP Respondeu, secamente. 3! mãe ( Hurema, e quem cuida da mãe ( o ilho> a mulher ( Hurema, e quem cuida da mulher ( o homem> a ilha ( Hurema, e quem cuida da ilha ( o pai. "im, meu pai, entendi a mensagem, só não sei, qual a ra6ão de sua 6anga. 'omo ( então que voc0s chamam uma cabocla antes do caboclo? 2oci erou, aos altos berros. 35ão conhecem a lei da Umbanda? 5unca venho depois de cabocla.

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11G "0o Hunco, e/plicou, na verdade oi seu cavalo quem pediu, pois precisava ver a incorpora1ão da cabocla na m(dium tamb(m. 5ão tivemos nenhuma inten1ão de desrespeita3lo. #ssa não ( a Nei. 5ão admito que pai3de3santo erre. "e não a conhece, entregue sua guia e v* aprender como se dirige um terreiro. #ncerrou en urecido.

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CAPITULO 24 PROAAS INCONTESTÁAEIS !s pessoas precisam entender que a mistura da energia do m(dium com a do esp)rito, caracteri6ando a incorpora1ão, não ausenta em absoluto a presen1a da consci0ncia do cavalo na comunica1ão, devendo dar descontos para eventuais e normais alseadas na mensagem do esp)rito. 5a linha :ardecista, quando um esp)rito amiliar se mani esta, mesmo que nunca em sua vida encarnada tivesse tido respeito 4 espiritualidade, ou tenha sido um anal abeto e com temperamento grosseiro, dei/a mensagens cheias de amor, ala com muita intimidade o nome de Hesus 'risto e demonstra conhecimento das leis do espiritismo, com um linguajar requintado e manso. 5ada de estranho, considerando3se a capacidade e a cultura do m(dium, que soube tradu6ir o sentimento e o desejo do esp)rito comunicante. 5a Umbanda não ( assim. -s consulentes e/igem provas e mensagens mais concretas. 9uerem que o esp)rito diga nomes, datas e tudo que se relacionava com sua pessoa, quando encarnada. #/istem muitos m(diuns que t0m esta capacidade, mas, via de regra não são assim, como um 'hico Xavier % para mim, um homem santo. .evemos icar atentos aos sinais do esp)rito, aos pequenos gestos e palavras que usava quando encarnado, e se acontecer, devemos entender como verdadeira a comunica1ão. - resto, ica para "ão &om(. #/istem histórias e histórias, que comprovam minha assertiva, mas, uma delas, para mim, oi especial. 'aboclo !:uan estava incorporado, no toco, quando o pai3pequeno, acompanhado de um rapa6 alto, corpulento e demonstrando um ar muito triste, solicitou, 'aboclo !:uan h* questão de uns seis meses este mo1o perdeu seu pai, e est* inconsol*vel % e/plicou. - senhor pode atend03lo? - rapa6 sentou3se, a entidade o ereceu3lhe bebida e perguntou, isso. 2oc0 conhece bem pouco o espiritismo, não (, meu ilho? 9ue houve, meu ilho? #u amava meu pai. #le morreu, e estou muito nervoso com

Realmente, nada conhe1o, mas sinto a presen1a dele ao meu lado. #stou buscando no espiritismo uma e/plica1ão, principalmente para saber se o esp)rito sobrevive 4 morte e, se eu me convencer, quero saber como ele est*. .isse, de modo ranco, mas respeitoso.

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o esp)rito. muito embora o m(dium perceba que vai servir em uma incorpora1ão. e num choro convulsivo.rapa6 deu um salto para tr*s. esp)rito do pai incorporado e seu ilho. com alguns sinais de ser realmente o esp)rito do pai do descon iado rapa6. iel na transmissão da ala do esp)rito. como manda a lei da Umbanda. anunciando sua despedida. as provas tamb(m são e/igidas. aquele assunto que só os dois sabiam.rapa6 demonstrava estar descon iado da autenticidade do que assistia. que transcorreu de um modo normal. de "ão Paulo. 2ale di6er.1=F !cho melhor voc0 perguntar a ele.. &raga aqui um cavalo. meu ilho. !pós algum tempo. echou uma carranca e ran6indo as sobrancelhas. iniciaram um di*logo. -rdenou ao @eco .. e/clamou. obsessor ou protetor. #sclareceu. PapaiP PapaiP C o senhor. 9uando voc0 precisar de ajuda. o incr(dulo ilho. o @eco pAs em sua rente a 'ristina. desconhecendo se ( esp)rito amiliar. testemunhou Hesus e/istir e outras coisas bonitas. meu pai. ambos levantaram3se e a entidade disse ao mo1o. H* habituada com essas situa18es. Mas nada lhe dava a certe6a de ser realmente o esp)rito de seu pai. da saudade que tinha da am)lia. para receber o esp)rito do pai desse mo1o. . e como vou saber que ( o senhor que estar* ao meu lado? Perguntou. rindo. naquela noite. talve6 por não tido nenhum sinal evidente. # oi nesse estado. me chame que estarei ao seu lado. nada sabe a respeito. se ( homem ou mulher #sta ( a parte convincente da comunica1ão. eu órico. i/ou um olhar espantado. !t( entre os pais3de3santo. 'om os olhos arregalados. @em. tirou seus óculos e icou esperando uma nova ordem. 3 !gora voc0 sabe que eu estou bem e o esp)rito e/iste após a morte. para o rosto da m(dium. 'omo sempre a6 nesses casos o 'aboclo mandou o @eco atender a conversa1ão e ambos. $oi muito bom alar com o senhor. estava visitando a &enda #sp)rita "ão "ebastião. que nesses momentos. 9uando voc0 ouvir um arroto e sentir um ba o de u)sque. Prometeu o esp)rito. .. jogou3se nos seus bra1os. ! 'ristina incorporou. Rapidamente. . #ntre os umbandistas. $a6 parte da lei da 1=F . o pai3pequeno.pai alou estar bem. ! entidade e6 uma vibra1ão no consulente e a passagem do esp)rito aconteceu. serei eu. uma e/celente m(dium. !guardou nessa posi1ão alguns segundos. $oi recebido com todas as honras de sua coroa. o que era per eitamente compreens)vel. 'onvidado a ocupar um lugar privilegiado. icou assistindo a gira de quimbanda. Um deles. que disse ao esp)rito. ! irmou.

$ui visitar um terreiro de certa marcar um 1=1 . # oi adiante. H* incorporado com o #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 Para amigo não bato a cabe1a. eu as minhas e o Rangel as dele. mesmo que seja em sentido inverso. H* passava da meia3noite. Preciso conversar com voc0. 5ão estava entendo a ra6ão.ncia 4 hierarquia do che e de terreiro. Um esp)rito que reverencio com grande amor ( o do Pai Hoaquim de !ngola. quando incorpora. 3 'omo vai. #ra uma pessoa muito agrad*vel. deu um tapa no peito do homem e. a entidade. recebi um tele onema. #stranhei o comportamento do e/u. alou. meu padrinho de eitura de cabe1a. #/plicou.1=1 Umbanda. antes de ir embora. 'onvidei3o para vir 4 noite em minha casa. Rangel? <ostou do trabalho? 3 <ostei. sem dar import. aqui ( o Rangel. Por não ser um ato comum nos terreiros que visito. a amosa hora grande dos esp)ritos. com certe6a ele revelaria. 3 $ernando. de repente. um grande respeitador da lei da Umbanda e das determina18es das casas umbandistas. 'onversando na sala. tom*vamos um ca e6inho com biscoitos. deve bater a cabe1a ao visitante e naquela casa. 3 2oc0 deve estar imaginando porque eu estou aqui. 5ão seria para contar passagens de sua vida espiritual. Respondi. cumpriu o combinado. quando uma visita com hierarquia estiver presente. R)amos e aprend)amos. havia a determina1ão que as entidades batessem a cabe1a literalmente. ou seja. em tom in ormal. não (? 3 "inceramente? 5ão estou ag?entando mais a curiosidade. Podemos encontro? #stranhei o curto di*logo. tornou sua e/pressão s(ria e ormal. incorporado em voc0. havia. porque eu tamb(m gosto quando isso acontece comigo. tem que di6er ser meu amigo. encostando a testa no chão. ! medida que incorporavam. 3 $i6 um trato com o #/u &ranca Ruas das !lmas. especi icamente. mas alguma com certe6a. oi quando ele. . 5ão sabia como perguntar mas imaginava que.pai3de3santo que ontem visitou o terreiro. 5o dia seguinte. #ntendi o Rangel. quis conhece3lo. des a6endo todo o mist(rio. # ele. um com o outro. as entidades cumpriam seu papel. rindo. e cont*vamos histórias sobre a Umbanda. "ó me intrigava a ra6ão de sua visita. "empre que estiver incorporado. se or realmente ele . 'ontrariando minha e/pectativa não ui repreendido pelos dirigentes materiais da casa. ui levado pela entidade at( o pai3de3santo e contrariando meu impulso e todas as regras da casa.

Mas que são gostosas. não são necess*rias para quem tem (. na verdade. 3 2amos embora. 9uando j* est*vamos de volta. quando oi surpreendida com o convite da entidade para conversar com ele. crentes. 5ão hesitou e oi conhecer o terreiro onde trabalhava este m(dium. #ssas comprova18es. secamente.que aconteceu l*. por sinal com hierarquia na casa. quando. #la estava na assist0ncia quando oi chamada para conversar com ele. antes de se retirar. durante a gira. incorporou em um m(dium. . cutucando meu companheiro ao lado. I guisa de receber uma vibra1ão. o e/u alou. #le nem me olhou. 3 "empre que eu estiver no terreiro. $iquei alegre. 2oltando ao Rio de Haneiro. ele perguntou.Pai HoaquimP #/clamei.isse. 'onversaram trivialidades. 3 -baP . Respondi indignado. mando chamar voc0 para me cumprimentar. temos nossas d+vidas. no automóvel. . mediante uma prova evidente. #stava na assist0ncia. sob o olhar espantado da sua ã. dei meia volta. e/ceto a con issão da simp*tica consulente ser uma incondicional ã da entidade. para voc0 sair. como todos devem a6er. entrei dentro do local dos trabalhos e passei por sua rente. 3 completou. mesmo nós. ao entrar no espa1o dos trabalhos. ! inal. 3 . como i6 hoje e tamb(m como i6 h* tempos na outra cidade incorporado com o cavalo careca. 5ada de e/traordin*rio oi dito ou alado. l* na assist0ncia.1== ama onde. ela teve not)cias que em Petrópolis um m(dium estava recebendo o #/u &ranca Ruas das !lmas com muita idelidade. Mmediatamente.#/u &ranca Ruas das !lmas a6 questão de comprovar aos seus consulentes a sua autenticidade. retornando para meu lugar. como e6 com uma senhora carioca que visitou nosso terreiro. praticamente no come1o do trabalho? 3 5ão ico em terreiro onde o Pai Hoaquim est* incorporado e ele não me conhece. não tenham d+vidasP 1== . que desaparecem. #nquanto cal1ava os sapatos que tinha tirado. in ormei meu amigo.

esclareci meus cambonos sobre como deveriam proceder para receber uma orienta1ão do 'aboclo. ele recomendou que ela tomasse nota de um trabalho para o rapa6. #le. com milho. Procurei um lugar adequado para a6er a entrega % o amal*. !bacate.nome anotado neste papel ( de um rapa6 que est* muito doente no hospital. "0o Hunco 2erde % disse a cambono.senhor pode a6er algo por ele? . C trabalho na linha dos caboclos.ilho de um amigo meu teve um acidente e est* em coma. . #m cima coloquei a moganga com milho. Mnterrompeu. desesperado. Por isso estou tele onando. j* desenganado pelos m(dicos da terra. Nigou no dia certo. 5o copo de casca de coco % coit0. 'omo não gosto de dei/ar no mato materiais não biodegrad*veis. iniciei a montagem da entrega. &omei nota do nome do rapa6. 'uidadosamente. Uma moganga assada. ou seja. cerquei3o com as 1=B . melão. disse. "ete charutos. melancia. apenas pense e ore pelo menino. a grande arma da Umbanda.. eu te dou de comer e voc0 atende meu pedido? 2amos ver. !ssim oi eito. Pus os charutos no trabalho. . ajeitei as rutas ao lado. C. Recebi um tele onema. % $a1a uma entrega. eu sei. cortei tr0s olhas de bananeira. . não precisando escrever nada. sete velas brancas. gira especial para pedir este tipo de ajuda. maracuj*. hoje temos trabalho. como se precisasse. !ntes do inal do trabalho. $ernando.1=B CAPITULO 26 UMA OFERTA AO ESPÍRITO "er* que o !mal*. abaca/i. dei/ei3as como base.. uma cai/a de ós oros. sendo ele meu irmão de carne. amei/a e outra ruta do gosto do meu cavalo. idade e endere1o do hospital onde estava internado. j* desenganado. quer uma ajuda sua. na entrada de uma mata. procurando construir a entrega do jeito mais bonito poss)vel.'aboclo pAs o papel em seu ponto riscado e disse 4 cambono que depois daria uma orienta1ão. est* condicionado na lei da troca. sete verdes e cevada. aqui ( o $loriano. Mdenti icou3se. depositei a cerveja. embai/o de uma igueira rondosa. #scolhi o lugar. 5a relva. I noite. na U&M.

oi usada para curar o doente no Tospital. e largaram suas energias. quando percebi. -:0 -d0. por todos reverenciado. nada ar*? 2ou entrar no a63de3conta e estou vendo o desenrolar da entrega no mato. Pegou toda aquela energia e sumiu com ela para dentro do mato. e era manipulada pelo 'aboclo Hunco 2erde. 'laro.ei a not)cia ao $loriano. obrigadoP H* contei para todos que em vinte um dias meu ilho vai estar curado. pois diante da gravidade de seu estado de sa+de. 9uando acendi as velas e cantei o ponto de -/óssi. . como me oi contada pelo próprio 'aboclo Hunco 2erde. #la oi se condensando. do 'aboclo Hunco 2erde.1=J velas. o importante nesta história. o 'aboclo di6endo3me que. . 'antei o ponto de -/óssi. pedindo que não dissesse nada aos pais do mo1o.o trabalho emergiam vibra18es semelhantes. alternadas nas cores. . . não ( a cura e sim o amal*. 5o dia seguinte. a cósmica e do trabalho. oi at( o mato. com aquela energias em suas mãos. mantendo pequena dist. #ra a or1a cósmica do ori/* -/óssi. 1=J .e longe. a troca de energias. de lu6 cintilante. vindo do in inito. $ernando. apro/imou3se e cumprimentou aqueles maravilhosos esp)ritos ind)genas. at( que todos icaram em p( e ele. de orma tal que echassem um circulo bem harmonioso. a tudo assistindo. se intensi icaram.esp)rito come e bebe? C guloso e beberrão? "e nada ganhar. criando. que se somavam 4 j* e/istente. pedi a cura do mo1o. i6 uma ora1ão. que oi atra)da pelas vibra18es semelhantes aos das comidas o ertadas. 2*rios )ndios estavam em volta. e girava em torno do trabalho. o 'aboclo Hunco 2erde permanecia em p(. recebi um tele onema do pai do rapa6 que di6ia eu órico.ncia. &odos se ajoelharam em volta do trabalho. alguma coisa poderia dar errado e eu não achava justo dar alsas esperan1as. dentro do mato. !cendi3as e depositei a cai/a de ós oros. 'omo ele unciona? . 9uando cantei o ponto do 'aboclo Hunco 2erde ele saiu do mato. -/óssi. intuitivamente.e a astei3me respeitosamente.urante a constru1ão do !mal*. uma ai/a de lu6 era para ele direcionada. entreaberta. #/atamente vinte e um dias após. do material que compunha o amal*. um Paj(. o rapa6 acordou. em vinte e um dias ele sairia do coma e conseq?entemente icaria curado. # hoje est* completamente curado. de onde saiu um outro )ndio. #sta energia de -/óssi. o segredo não oi guardado. em volta da o erenda uma massa energ(tica maravilhosa. Mas. !gradeci.

me pareceram iguais aos muares terrestres.eitada na cama. mas verdadeiros monstros.Z Mais adiante continua. servindo para os querubins icarem sentados e dedilharem suas harpas. YMdenti iquei a caravana que avan1ava em nossa dire1ão. na p*gina 1GB. a brisa. 1=O . outros a irmam só possu)rem o cascão que desaparece com a morte. Yseis grandes carros.ncia.Z -s umbandistas alardeiam que os -guns v0m em seus cavalos brancos. ormato dilig0ncia. não tenho a m)nima id(ia como possa ser. Mas a nota interessante era os grande bandos de aves. H* di6ia mamãe. estava come1ando a balbuciar suas primeira palavras. anunciando ser 1=Oq? o para)so? "e no c(u não e/istir as *rvores. alava. sob a claridade branda do c(u. ouvi o ladrar de cães 4 grande dist. 9ue ( isso? % interroguei. cheio de nuvens. com cavanhaque. ou suaves cantos de p*ssaros ? -u ser* um lugar va6io. de corpo volumoso.ndido. 5o livro Y5osso NarZ do $rancisco '. temperatura amena. as labaredas e um homem magro. que voavam a curta dist. &enho uma id(ia do in erno. ele descreve uma cena no espa1o. ela levantava os pequenos bra1os para cima. como se quisesse pegar algo no ar.andU.tema ( pol0mico. . lu6. produ6indo ru)dos singulares. eram tirados por animais que. a lu6. . % e ria. #nquanto uns alardeiam que eles t0m alma. assombrado. .isse 5arcisa % são au/iliares preciosos nas regi8es obscuras do Umbral. em per eita coordena1ão com os gestos. mais compat)vel comigo. igual a nós.e repente. animais. . não quero ir para l*P !credito que os animais t0m alma. dando a impressão de estar vendo alguma coisa que nós adultos não v)amos. .. que não cabe agora descrever. Papai ainda não. e com pequenas e delicadas gargalhadas. riachos. mostrando os cri res e a ponta do rabo. embora eu descon iasse que ela soubesse e só não di6ia para me contrariar. precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos. os riachos.o c(u. ..andU. enquanto a Redda trocava sua ralda. os p*ssaros cantando... mas não me lembro do c(u. e os animais. brisa. C mais *cil imaginar um tridente. mesmo de longe. . H* não ( um motivo para re letirmos se os animais t0m ou não alma? Minha ilha Nucilia. 'omo ser*? &er* *rvores.ncia.. acima dos carros.evia merecer um estudo mais minucioso das elites cultas.1=O CAPITULO 28 OS ANIMAIS TBM ALMA? H* morri v*rias ve6es. ditado pelo iluminado esp)rito do !ndr( Nui6. onde não estacionam somente os homens desencarnados. um caldeirão.

levam consigo seu estado espiritual. # alardeia isso com transparente gabolice. -s animais tamb(m são nossos irmãos. !cho que o senhor vai me entender. &entou justi icar. o que demonstra possu)rem a terceira visão. $alei. mesmo que pare1a antasia. -s oguns sempre estão montados em cavalos. com muito carinho. não permanecerão no plano espiritual sob o mesmo processo evolutivo da reencarna1ão? 9uero que os cães tenham alma. pois pretendo. depois de morto. #la est* vendo o esp)rito do . e senti muito sua morte. en/ergando os esp)ritos. igual ao homem. -s trevosos t0m na cobra a companhia predileta. # se os cães t0m. Pode chorar se quiser. conhe1o bem. como sua companheira.emonstrando surpresa.cigano Koisler tem sua vida baseada em cavalos. $oi meu gato que morreu. uma *guia.andU era o nome de um bel)ssimo cão "etter Mrland0s que um m0s antes oi morto a tiros por ladr8es que invadiram nossa casa. no homem est* alojada no chacra espiritual. os cães e os cavalos são reconhecidamente videntes.'aboclo !:uan tem. ao morrer. o 'aboclo !:uan perguntou. a qual. "e e/iste nos animais o terceiro olho. !ma os 1=Qq?)deos. .andU. ele tem que estar tamb(m dentro do esp)rito. que eles continuem em minha companhia. atrasados ou evolu)dos. que seu transporte para vir no terreiro ( 1=Q . . -s gatos. e/iste o bom humor e as passagens hilariantes. e todos do mundo animal? "e os homens. a irmando ter sido descendente de uma am)lia de ladr8es de cavalos. . não tenho d+vidas. 2oc0 est* muito triste com a morte dele? . .ando consulta para uma mo1a. não pode acontecer o mesmo com os p*ssaros e animais? "e uma larva ( mais atrasada que um cavalo. Raciocinam e t0m alma. -utro dia o caboclo !:uan e6 um trabalho especial para um gato com c. 5ão posso evitar. 'onta v*rias histórias sobre esse assunto.ncer no intestino com o mesmo empenho que a6 nas pessoas que so rem de mal semelhante. o que re or1a a tese que eles t0m alma e podem sobreviver 4 morte. dentre as quais. e eu entendo voc0 muito bem. a consulente e/plicou. porque não ter* o pequeno rou/inol ou o elegante pei/e ou a pe1onhenta cobra.1=Q Minha mulher e eu trocamos olhares. 'ães. $alou. assustado. ao morrer. #ntre os esp)ritos.

Mndagado pela "andra porque estava triste.1=S um cavalo preto. incorporou sem sua habitual harmonia. rindo. disse que tinha devolvido o cavalo para o cigano. não sei. 'omo esp)rito não brinca. abatido. C para ele nunca mais cometer essa ousadia. 9uei/ou3se. acompanhado por uma alange de pretos3velho. sinali6ando eu estar certo nas minhas convic18es. #u queria aquele cavalo branco. roubar o cavalo do 'aboclo !:uan? 9ue id(iaP . sem jeito. respondeu. Passado alguns meses. 1=S .isse. 9ue aconteceu com o seu ? . considero essa passagem como uma prova da e/ist0ncia da alma dos cavalos. vim a p( para o terreiro.!:uan tirou de mim. $oi humilhante. "e aconteceu. en ileirados atr*s de mim. #le ( lindo. re6ando para eu me regenerar. # o pior não oi isso. rindo. 5uma gira. a cambono. # por qu0? Porque eu quis roubar o cavalo dele. #stou sem cavalo. Mas cigano. !l(m de ter icado sem o meu cavalo. Respondeu amuado. o 'aboclo !:uan.

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CAPÍTULO 3: SINAL DA AELA ! elicidade não est* alicer1ada nos bens materiais, mas no humor e bem estar espiritual.. &enho um amigo que a irma ser eli6 por ter uma esposa, ilhos e netos. 'onhe1o um bo0mio que jura ser o homem mais alegre do mundo porque ( solteiro, não tem mulher e muito menos ilhos. ! elicidade est* dentro de quem aceita e gosta do que tem, podendo ser a numerosa am)lia ou a liberdade de não ter compromisso com ningu(m. - conceito ( parado/al. ! resid0ncia da in elicidade, ao contr*rio, tem como principal causa, a perda daquilo que o a6 crer ser eli6. # pode a elicidade perdida ser readquirida pela (? !cho que sim. Neiam essa história, - domingo estava lindo, ensolarado e quente. - 5ilson, de cal1ão, sem sapatos e camisa, se mantinha debai/o de uma barraca 4 beira da piscina do clube que costumava req?entar, ouvindo e contando lorotas descontra)das com alguns amigos, 4 guisa de esquecer seus a a6eres semanais. ! #va, sua esposa, tinha icado em casa. - 5ilsinho, seu +nico ilho, com oito anos, brincava e nadava na *gua clorada da piscina. #stava tudo per eito e apra6)vel. $oi quando o 5ilson ouviu gritos desesperados de uma mulher que apontava para o undo da piscina. &odos, curiosos e no a ã de serem +teis, se acercaram dela. - 5ilson, pela *gua, viu, no undo da piscina, o corpo do seu ilho 5ilsinho. - 5ilson era meu amigo e ui comunicado do tr*gico acontecimento. 'hegando em sua casa, onde todos os amigos e amiliares j* cercavam o guapo 5ilson e sua esposa, ui, como ( natural, envolvido no so rimento do casal e seus avós. - menino de oito anos, tinha morrido a ogado em uma piscina. 5ão h* quem não se envolva com emo1ão em casos que o espectro da morte a6 cumprir essa divina, mas atemori6ada lei, quase sempre não entendida por nós. 5a ocasião, eu era mais jovem e, conseq?entemente, mais orte, mas mesmo assim, tive que a6er muito es or1o para amparar o meu amigo nos ombros, dado seu corpo avantajado. Passado o uneral, no dia seguinte, ui levar minha solidariedade ao triste casal. 5ada pude a6er ou di6er para apa6iguar a dor do acontecimento, e/ceto o erecer os pr(stimos do meu grupo de trabalho espiritual. - casal, buscando um lenitivo, acedeu ao convite e passou a req?entar assiduamente nossos trabalhos espirituais. #m uma das reuni8es o 5ilson aparentando uma emo1ão muito grande levava com um carinho especial um pequeno embrulho de papel de seda, que parecia estar aninhado em suas duas avantajas mãos em concha. "eus olhos torneados por grossas sobrancelhas brilhavam com vis)veis l*grimas. 2e6 ou outra uma l*grima escorria em seu grosso bigode preto. "ua esposa come1ou a desembrulhar o pequeno embrulho. ! medida que ia abrindo o papel de seda suas mãos pareciam estar des olhando uma delicada lor. "eus l*bios mantinham um sorriso, e seu semblante demonstrava estar

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1=E vivendo naquele momento um 0/tase divino. &odo nosso grupo estava em volta do casal, aguardando com curiosidade o aparecimento do conte+do do misterioso embrulho. - 5ilson alava emocionado, 3 2oc0s vão ver a ben1ão de .eus que tivemos. !berto o pacote, dentro de um en eitado estojo estava a escultura de um anjo com enormes asas. Um trabalho muito bonito e bem eito e at( de certa orma comum no com(rcio do ramo, e/ceto não osse ele estar esculpido em cera de vela derretida. -lhamos assombrados para o casal, que agora j* não conseguia conter a emo1ão dei/ando correr as l*grimas pelos seus rostos. 3 Toje acendi uma vela para meu ilho. 2ejam o que icou no prato,. C o sinal que ele est* vivo e vai retornar a nós. #/plicou o 5ilson. ! ( trans ormou a vida daquele casal. .ecorrido algum tempo, encontrei o 5ilson. #stava eli6 e sob orte abra1o disse eu órico, 3 Meu ilho voltou para mim. Minha mulher est* gr*vida. 9ue .eus aben1oe todos que conhecem sua maior magia, a (P

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CAPÍTULO 39 MAGIA DAS AELAS - ogo ( um elemento indispens*vel por todas as religi8es. #le ( o princ)pio e a sua or1a ( destruidora, mas quando bem manipulada, se torna com a mesma intensidade um grande aliado. 'om imagina1ão o homem criando a vela prendeu uma chama desta or1a em um invólucro de cera. #/istem velas de todos os tamanhos, cores, tipos e inalidades. &0m todo o tipo de serventia, desde solicitar avores 4s divindades, at( criar ambientes apai/onados em um jantar entre casais. .entro das religi8es todos t0m histórias para contar a respeito das velas. #u tenho a minha, Toje eu tenho sete netos, de do6e a vinte anos. !mo a todos, por(m com mais intensidade aquele que em um momento de sua vida necessita de mim. # oi assim com a 'amila, hoje com de6enove anos, uma mo1a linda, com um sorriso resplandecente, dentes bem ormados, altura m(dia, com um g0nio doce e a *vel, sempre pronta a a6er uma delicade6a. "eus cabelos são castanhos escuros e longos, tem um andar comedido, e por nature6a tem o dom de reunir as pessoas em sua volta. C uma legitima ilha de Memanj*. 5esses de6enove anos, talve6 a (poca que mais a tenha amado oi quando tinha ou tr0s anos e estava acometida por um orte sarampo. 5ão estava dando muita import;ncia 4 doen1a por ser comum e de *cil tratamento, quando ui procurado por minha ilha Nucilia, 3 9uero que voc0 venha ver a 'amila. #stou assustada. Mor*vamos, como at( hoje, bem perto. 9uando entrei no quarto da crian1a adoentada quem icou assustado ui eu. #stava inteiramente tomada pela doen1a e dava sinais de estar ardendo em ebre, pois mostrava estar ora da consci0ncia. 5ão titubeei, 3 2amos lev*3la imediatamente ao hospital. 5o carro, enquanto dirigia o automóvel em dire1ão ao hospital, olhava para a Nucilia. &alve6 este tenha sido um dos dias mais tristes que tive. ! minha ilha, ainda uma mãe em sua plenitude jovem, mantinha os dentes cerrados, estava absorta olhando para o nada, com o quei/o tr0mulo e os olhos marejados, e segurava em seu colo a sua ilhinha envolvida em um cobertor cin6a escuro, quadriculado com cores vermelhas racas. - dia estava cin6ento, a6endo o quadro ainda mais triste. Meu .eusP !quela mãe so rendo era ainda uma menina. ! amargura tomou conta de mim. 5ada alei. !penas so ri, um so rimento inesquec)vel e que jamais sair* da minha lembran1a. ! preocupa1ão com a doen1a da neta misturou3se com a perspectiva de perder para sempre o sorriso da Nucilia, gentilmente herdado pela 'amila. #u não

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3 Vtimas desapareceram. e/ame oi negativo. 3 ! situa1ão ( muito grave e os riscos são grandes. !pareceu o m(dico e in ormou. #stamos a6endo todo o poss)vel dentro da medicina para contornar a doen1a. 3 H* disse que ela vai icar boa. 5o dia seguinte o comportamento da 'amila era assustador. #m casa com a Redda resolvi rogar aos esp)ritos pela nossa a li1ão.1B1 pensei como um avA so rendo. como um animal. -s riscos 1B1 . apenas quero saber a gravidade do doen1a. pois a suspeita ( que a doen1a tenha atingido a medula. icava em bai/o da cama encolhida em um canto. mas nada est* indicando esse caminho. !l(m de ser o avA tamb(m sou o che e da am)lia. -uvi intuitivamente a poderosa entidade alar. 5o terceiro dia de internamento procurei o m(dico diretor do isolamento e pedi3lhe. $ui interrompido com choros convulsivos da Redda que alava nervosamente. noticias. $omos ao hospital rapidamente. Para te acalmar vou dei/ar uma marca com esta vela. &eve que ser levada para o isolamento por ser doen1a transmiss)vel. meu Pai. e se o pior acontecer tenho que estar preparado para poder sustentar o emocional de todos eles. 3 Pai Maneco. 3 #stão tirando l)quido da espinha da 'amila. atitude que não oi apa6iguada nem pelos psicólogos do hospital. 9uero saber do senhor. agredindo quem dela se apro/imava. Uma tala de madeira prendia a agulha em sua mão para o soro e ela. "enti3me rustrado e com raiva por estar impotente at( mesmo para dar esperan1a para minha ilha. e nós aguard*vamos ansiosos o resultado do e/ame. 3 5ão quero promessas. 5o hospital o diagnóstico oi grave uma ve6 que o sarampo tinha se alastrado internamente no seu corpo. #mbora osse um homem delicado o m(dico icou me olhando por alguns instantes como medindo o que iria di6er. batendo o bra1o onde mantinha a tala de madeira. !s horas se passavam. "o6inho na sala em um pires branco i/ei uma vela da mesma cor e orei. o que vai acontecer com minha neta? 9uando consultei o senhor me disse que ela icaria boa.

e ui obrigado a descarreg*3la. com dois p(s negros ormados pelo palito do ós oro que usei para acender o pavio. $ui 4 sala e vi o sinal dei/ado pelo Pai Maneco. 1B= . % balbuciei. 3 -lhe a magia da vela. ! cera normalmente consumida pelo ogo estava derretida ocupando inteiramente o pires branco ormando o desenho de uma *guia % minha ave da sorte. com as asas abertas e ainda com realces como se ossem as penas. Parecia uma escultura manipulada por um artista. Mostrei o sinal para a Redda. Hoguei3a na *gua corrente junto com algumas l*grimas de um avA eli6 e agradecido. por estar emocionado. Minha vontade era guardar aquela igura de cera para sempre.1B= H* tinha chegado em casa bem mais calmo e conversava com a Redda sobre o im da nossa angustia. Mas a lei tinha que ser cumprida. quando me lembrei da vela.

não só da corrente mas de toda a assist0ncia. # eu. &alve6 voc0s tenham ra6ão.Pai Maneco chamou os oito citados. 3 2amos ver. no encerramento. . e oi a ele que o Pai Maneco. ir at( a porta da entrada. não deveria entrar mais ningu(m. eu acho.lugar estava pequeno. oito m(diuns achavam que havia muita gente e. ele jamais ia dei/ar passar sem a6er uma das suas j* conhecidas arma18es. imaginando como se daria o des echo da conversa1ão. !cho melhor diminu)3la. merecia todo o respeito. o senhor não acha que a gira est* muito grande. .isse a poderosa entidade angolana. ainda trabalhava comigo o Pai Nui6 e a . não ia desrespeit*3lo. pois nem chave a porta tinha.ilma. parece mesmo estar muito grande a corrente para este espa1o. $a6ia questão de indicar a porta para todos verem estar sempre aberta. 5um inal de gira. disse a entidade . 5aquela (poca. 1BB . no in)cio da gira. ! corrente aumentava toda semana. quando ele j* estava se despedindo. 9uem mais pensa assim? # oi passando de um por um. #ssa. pela situa1ão. al(m de diminu)3la. Por ser meu pai3de3santo.1BB CAPITULO 32 O ANGOLANO PAI MANECO . não tenho como dei/ar de atend03la. meu pai. dirigiu3se. algu(m observou. grande e/pectativa. com m(diuns demais? 5ão dev)amos diminu)3la? #ra a ome com a vontade de comer. de acordo com a hierarquia da Umbanda. muito embora soubesse não ter necessidade. Mas era um gesto simbólico. perguntando. 'on irmou.Pai Maneco sempre disse que se uma casa espiritual echar suas portas. 3 "e esta ( a vontade de voc0s. 3 Pai Maneco. . 3 2oc0 tamb(m acha que a gira deve diminuir? 3 'om todo respeito. cumprindo a lei. no centro do terreiro. #u a6ia isso. claro. o que criou. pAr a mão na ma1aneta e mostrar a todos que ela não estava trancada. &odos icaram aguardando. de voc0s 5o total. não abrir* mais e estar* adada ao desaparecimento. a6endo3me.

re erindo3se aos que reclamaram. 5uma ocasião. e disse que depois alaria comigo. #nvergonhado. voc0 ser* o primeiro a escolher aquele que vou mandar embora. vai me apontar um m(dium da corrente. resolva. 3 Meu Pai. eu estava incorporado com o Pai Maneco. para nela entrar quem o mere1a % a irmou. 5o meio da consulta eu perdi o contato com o Pai Maneco. 'ada um de voc0s aqui no meio. acabou ali. 5a verdade. . para mim. voc0 se di6 um m(dium muito bom. "e osse mais corajoso teria dito um monte de desa oros para o Pai Maneco e só não o i6 por saber que seria eu quem perderia a discussão. porque a porta est* e vai continuar sempre aberta. icou ao meu lado.iante do olhar desen/abido do pai3de3santo. e todos negaram3se a apontar algu(m. $ique sem jeito. 5unca me havia acontecido isso. #le desincorporou. perguntando a um por um dos oito. e no inal teremos menos oito entre nós. #le entendeu. !ponte3me um dos seus irmãos. dando uma consulta a um amigo que queria saber sobre o pai dele. 5ão ui embora por respeito aos meus irmãos. 1BJ . pondo im ao problema. 3 "ó para voc0 saber. "e voc0 ( tão e iciente assim. 5a minha consci0ncia. e/pliquei 4 pessoa ter perdido o contato com a entidade. $icaram todos em sil0ncio. então nunca mais reclamem do e/cesso de gente no meu terreiro. o pai do mo1o não desencarnou. o Pai Maneco voltou 4 carga. Reclamei imediatamente. deu um sorriso. . 'omo ningu(m alava. mas quer que eu a1a? Ralhou a entidade.1BJ 3 #st* decidido. 3 "e voc0s não podem. não posso a6er isso. gosta de se gabar e ser enaltecido. todos relacionados com o atual estado de esp)rito do alecido pai do consulente. 3 Por que o senhor e6 isso? 3 Pelo que tenho observado ultimamente. e disse. dirigiu3se ao Pai Nui6. eu iquei urioso. $iquei quieto. 3 Pela hierarquia.eterminou. e este eu mandarei embora. 3 'omo? 2oc0 não pode. ele alava uma por1ão de atos. 5a verdade a sessão. embasbacados. Toje vou mandar sair do grupo oito m(diuns.

era ele. . desculpe a urada na consulta. &enho certe6a. vou ser despedido. Toje. !inda observou. 'ontinuou narrando as coisas aladas pela entidade. atendi o tele one. 5a sa)da. resolverei teu problema. calmo. 5a sa)da do terreiro. meu ilho. #/plique a situa1ão. o que ele di6ia. por implic. &rabalhava como cai/a em um banco. 3 "eu pai ainda não desencarnou. "empre oram respeitosos com as entidades.eus ele est* muito bem. 4s ve6es. 1BO . 5ão tive quei/a de nenhum deles. 3 . como o Pai Maneco conseguiu di6er uma coisa e eu entender outra. como cambono do Pai Maneco. ele con essou estar con iante na promessa do esp)rito. o Pai Maneco ouvia calmamente a quei/a de seu cambono. cuidavam do material de trabalho. quase em desespero. 3 5ão sei como ele vai resolver. 5o dia seguinte. interpretavam e transmitiam aos consulentes a palavra. na minha consci0ncia. pois. eu órico. Palheiro numa mão e o coit0 com cerveja preta noutra. Um dia tele onou3me. vou reassumir amanhã meu posto no banco e j* sei que. Um deles tornou3se um bom amigo. entendi a entidade alar. 3 -lha. !cho que me perdi. no trabalho. ale com ele. no seu estilo. troc*vamos id(ias da religião.isse. !pressei3me nas e/plica18es. #ra e/atamente o que eu precisava saber. não sei. voc0. #stou muito satis eito. <ra1as a . Respondeu. Husti iquei. #ra um umbandista ervoroso. #/plicou. inintelig)vel dos esp)ritos. !t( hoje. esperando o encerramento. 3 !manhã. 3 #stou de (rias. muito nervoso. $iquei sem entender nada. 'onvers*vamos e. . j* que o aviso pr(vio est* pronto. &entei serenar o dedicado amigo.1BO no meu lugar. 3 'alma. tive v*rios cambonos.qu0? ! consulta oi e/celente. encontrei o amigo. todo alegre. ele vai dar um jeito. sempre que pod)amos.ncia do gerente.urante minha caminhada nos terreiros. era totalmente di erente do que. Mas a li1ão serviu. não (? 3 5ão.

meu ilho. teus caminhos continuarão echados. $ui indicado para o cargo e j* assumi. 5ão precisou. Preocupado. trocando id(ias com seu colega daqui. 3 . !gora ( ela. que a dei/a triste e não or agradar a gordinha dos doces. em vinte quatro horas.1BQ 3 2oc0 não imagina o que aconteceu. !sseverou. . por achar que elas a6em a elicidade. icando em seu lugar. triste e humilhada. contava eu órico. outro tele onema. Mnclinando3se no toco. ! dire1ão do banco resolveu a6er hoje as mudan1as dos gerentes nas suas v*rias ag0ncias. #sse Pai Maneco ( uma maravilha. di6endo que o doce torna os homens mais eli6es. indignado. $a6ia doces. Respondeu.senhor echou meus caminhos? #u. ! mo1a ( quem ia na casa dele. tem minha prote1ão. não sei o que est* acontecendo comigo. Um gerente de outra ag0ncia do banco. 3 #. não entrando mais em sua casa. 1BQ . 5o inal do trabalho. apontando para a sua meiga noiva. I tarde. cambono meu. 3 #stão sim. e o Pai Maneco ( protetor das doceiras. $ui eu quem os echou. . Minha vida. quei/ando3se. numa alegria irradiante. come1a a se tumultuar. #st* dando tudo errado. ele dei/ou as un18es de cambono para ser m(dium de incorpora1ão. voc0 oi elevado para subgerente? Rego6ijei3me. como minha cambone. o novo gerente designou3me para ser o che e dos cai/as. # ele tinha brigado com ela. com a inten1ão de dar alguns conselhos. !t( parece que meus caminhos estão echados. Mn ormou. 3 5ão ( mais. peremptório e 6angado. por causa da briga do noivo com sua mãe. para apro/imar seu rosto com o do jovem. 'ontou. 9uando cheguei. voc0 não vai acreditar. ria e calmamente. o seu cambono? Respondeu. 3 Pai Maneco. #nquanto voc0 não mudar seu comportamento.ei/ei transparecer minha satis a1ão pelo eli6 inal. no dia seguinte procurei3o. tão certa como estava. <ordinha era a mãe da mo1a. a sua linda e simp*tica noiva. olhou para ele. Passados alguns meses. i/amente. 2oc0 como umbandista não pode ser ego)sta. 3 $ernando. soube toda história. contou que estava sem sub3gerente.amigo banc*rio sentou3se 4 rente do Pai Maneco. 3 9uer di6er que de cai/a despedido.

Toje cedo ui levar um ramalhete de lores para minha sogra.1BS 3 &udo acertado. mas duramente. como todo preto3velho. 1BS . #ste ( o Pai ManecoP #sperto e intransigente e. 'omunicou esbanjando humildade. castiga de orma mansa. $ernando.

3 2oc0 tem que continuar vindo aqui. sem que tivesse altado nenhuma das nossas sess8es. como voc0 est* a6endo. 3 2im aqui pedir a ajuda dos esp)ritos para eles a6erem que seja conclu)do o invent*rio dos bens dei/ados por meu pai. voc0 não tinha outro problema. voltou pedindo nova consulta. atendendo uma mo1a. uma entidade. no meu ouvido. eu sabia não ser essa a grande ra6ão da tua busca. 3 #u não sei se voc0 tem condi1ão de me di6er. intuiu. $eli6mente. &ranscorridos uns seis meses. sem alar antes do assunto. Msso ( comum entre as pessoas ainda em busca da (. #ra importante para ela receber uma orienta1ão. caso meus companheiros ouvissem o que ela pediu. ela me disse ter sido conclu)do o invent*rio do pai. porque nem sempre a ra6ão deles ( o real motivo que leva uma pessoa buscar um contato com as entidades. laconicamente. sem mais nada di6er. torcendo que eu estivesse certo. mas com as advert0ncias que receberia. 1BG . sussurrei. sob orte emo1ão. 9uando trabalhava na linha :ardecista. !cedi 4 solicita1ão. at( que o processo seja julgado. C que. ! verdadeira ra6ão da tua vinda oi incentivar voc0 a ormar um grupo de trabalhos esp)ritas. para a6er um pedido. <esticulando para que icasse quieta.1BG CAPITULO 33 A DOR N1O TEM PAR5METRO Hamais devemos avaliar a import. mas preciso saber se o que estou a6endo est* certo. Pediu. 2* em renteP Respondi. al(m da pendenga judicial. ! mo1a caiu em convulsivo choro.ncia dos pedidos eitos aos esp)ritos. despedindo3se. !lgum tempo depois. ela interrompeu o passe magn(tico que lhe aplicava. $iquei preocupado. 3 9uando voc0 veio aqui buscar socorro para terminar o invent*rio dos bens de seu pai. disse. terminei a transmissão da energia que lhe dava. não com o pedido. &omando o m*/imo cuidado para ser ouvido só por ela. e tomando minhas mãos. agradecida. agradeceu a aten1ão e in ormou não mais haver necessidade de voltar.

3 . talve6. demonstrando a sua compenetra1ão naquele momento que recebia as cargas energ(ticas durante a vibra1ão no meio do terreiro.<uilherme. $e6 uma observa1ão qualquer com re er0ncia a singele6a da menina. senão a mo1a receberia um sermão pelo estapa +rdio pedido.1BE 3 Muito obrigadoP .iante da con irma1ão do cambono. e disse. ormamos um grupo de trabalho esp)rita. completou. pondo por terra. -s esp)ritos não perdem as oportunidades para atender. e/plicou. procurou o Pai Maneco e e6 um pedido.cambono riu. mas para mim. quer um namoradinho. para sair do +ltimo lugar o time tem que ganhar as nove pró/imas partidas. 3 Pai Maneco. ( de grande import. # saiu. 'almamente a entidade perguntou. 3 #st* vendo aquela menina ali na rente? .ncia. Retomando o dialogo. mas nós.metros. um projeto espiritual dos !rquitetos do #spa1o. ! dor não tem par. o que ser* um desastre para muita gente.e ato iquei entusiasmada. $eli6mente não sou prisioneiro dos chav8es ortodo/os do arcaico espiritismo. com a mesma intensidade daqueles que t0m uma doen1a ou um grande problema. um m(dium de nossa corrente. quando podem. apontou ao seu cambono uma jovem de uns quator6e anos de idade. e juntamente com alguns amigos. &enho ra68es para pensar assim.Pai Maneco não respondeu de imediato. C prov*vel que essas convic18es sejam in luenciadas pelo Pai Maneco. não sei se ( impróprio o que vou pedir. que não vai dar certo. % e/plicou. . temos um esporte chamado utebol. o descaso que seu pequeno amado demonstra por ela provoca um so rimento nessa menina. pe1o apenas para ele não ser rebai/ado de onde est*. Mmaginei que estava tomando conhecimento do que era utebol e como poderia inter erir para reali6ar o que todos consideravam um milagre. 5ão quero que ele seja o vencedor do torneio. empolgada com a not)cia. ele incorporado.que tenho que a6er. aqui na terra. #m uma das nossas giras. 1BE . demonstrando claramente achar o pedido impróprio 4 grande6a das entidades. 3 #stou com muita pena dela. que mantinha de olhos echados. # o time que tor1o est* prestes a ser desclassi icado. as solicita18es que lhes são eitas. . para evitar que isso aconte1a? 3 Meu pai. e o grupo de caridade jamais e/istiria. #st* a6endo um pedido que não posso atender. 5ão sei se o senhor sabe. 3 Meu ilho. .

3 . "ó não resolvem as quest8es c*rmicas. iquei torcendo para o sucesso do trabalho. me tele onou. . voc0 pegue um coco. $alou. 3 2oc0 não sabe a6er pedido para esp)rito. "e ganhasse o d(cimo jogo. o <uilherme me tele onava. leve na porta de um cemit(rio. . #mbora surpreendido com a consulta. # cada ve6 que ia acontecer o jogo. que são assuntos de nossa inteira responsabilidade. 3 triste6a. #le atendeu o que voc0 solicitou.1JF 3 &oda ve6 que acontecer esses jogos. os esp)ritos nos atendem. Mesmo nas banalidades.esta ve6 não adiantou o coco no cemit(rio. . desconsolado. com 1JF . Respondi prontamente.time ganhou as nove partidas prometidas pelo Pai Maneco. acompanhado de um charuto. quase chegou 4 classi ica1ão inal.<uilherme j* contava como certa a vitória e diante da inesperada derrota.passarinho entrou na gaiolaP % era o código para con irmar que ele e o <ustavo j* tinham levado o coco no cemit(rio. estaria disputando as inais. #u tamb(m gosto de utebol. &or1o para o mesmo time do <uilherme. e surpreendendo a todos. amarre uma ita vermelha com sete voltas. dei/e l*.

!s manchetes dos jornais locais e nacionais davam destaque ao rumoroso caso. 'omo a1o de costume.1J1 CAPITULO 34 O PAI MANECO E O REL. mas respeitosamente. era o nosso valoroso policial. 3 <ostaria que o senhor osse me visitar. hoje meu capitão3de3terreiro. um jovem havia sido seq?estrado e a am)lia entrava em contato com os seq?estradores que e/igiam uma alta soma para solt*3lo. claro. Mniciaram3se os contatos e depois.Neonardo. 5ós. mas são o de menor valor. a6er parte do seleto grupo policial anti3seq?estro . #/plodir e a6er incendiar3se relógio digital só pode ser coisa dele.eus e sinto dentro que ele est* vivo. a pol)cia suspeitava de o jovem j* ter sido assassinado. !tendi. 5aquela noite. 3 "enhor $ernando. $alava. uma ora1ão para meu ilho estar vivo e voltar logo para nosso lar. pela demora do acerto. da nossa Policia 'ivil. &enho muita ( em . respons*vel pelo caso. ( o s)mbolo da materialidade para o Pai Maneco. . $a1a. "uas histórias com o relógio são muitas. atrav(s do relógio. entre os casos de maior e/pressão com o s)mbolo do relógio.GIO . H* a6ia um m0s. 'oncentra18es religiosas aconteciam em v*rios pontos para o resgate com vida do garoto. tamb(m i6emos ora18es por eles. 1J1 . o relógio. tanto que queimou a cortina de seu quarto. quando o tele one tocou. -uvi uma vo6 triste do outro lado do tele one. por volta das de6essete horas. emocionada.estaco um. principalmente pelo ato de um capitão3de3terreiro da nossa casa. por avor. ao se despedir do Pai Maneco em uma consulta. os ponteiros são os que mais aparecem. o grande vilão da nossa liberdade. aos m(diuns. durante a madrugada. mas demonstrava muita (. . 3 $ernando. no dia do nosso trabalho. no terreiro. sei que o senhor tem hoje um trabalho. espalhando ogo em volta. -s pais. 'ostuma di6er que uma sessão esp)rita ( como um relógio. # dei/e um sinal para eu saber. estavam em p.nico. #le sempre dei/a ortes marcas de sua presen1a. como não podia ser di erente. estava pronto para sair. estou aqui na casa da am)lia do menino e a mãe dele quer alar com voc0. Re eria3se. o relógio digital na cabeceira da cama do Neonardo e/plodiu. 'ompletou alegre. #ra amarga. pediu3lhe. <rupo &igre.marcador do tempo.

1J= . -uvir aquele s+plica de uma mãe que não sabia se seu ilho estava morto ou vivo. ouvi o Pai Maneco di6er. 5a localidade detectada policiais 4 paisana. 5ão osse o relógio quebrado. 3 <ra1as a . brincando com os sentimentos dessa mãe. e enquanto recolhia as pe1as do relógio. a vo6 de prisão oi dada. 2ou embora que tenho que ir ao trabalho. 3 . um carro parou ao seu lado e o policial reconheceu os suspeitos. 5um deles. para al)vio de todos voltou. e ao abrir a janela e pAr o bra1o para ora. # se ele estiver morto? 3 #le não est* morto. j* conheciam os suspeitos. haveria o desencontro. Mas não oi o que me aconteceu. Minha mulher ralhou indignada.iga a ela que o ilho est* vivo e amanhã ele voltar* para casa.1J= C estranho como as coisas acontecem. iquei alegre. e amanhã vai aparecer. 5ão est* vendo que ela est* buscando uma esperan1a? # voc0 di6 isso. ! pol)cia. -s seq?estradores at( hoje estão presos. !pós as palavras de despedidas e ainda di6endo da minha convic1ão quanto ao des echo do drama. caindo para ora toda sua min+scula e rica m*quina. #la emocionada respondeu. Respondi e sai. deveria ter3me dei/ado triste e penali6ado. Mmediatamente. Msso aconteceu no dia seguinte da conversa com a mãe do jovem que. Mmediatamente repeti as suas palavras 4 triste mãe. dois policiais i6eram a patrulha.eus o pesadelo vai acabar. j* sabia a região em que os seq?estradores estavam. desliguei o tele one. porque imediatamente 4quelas tristes palavras da mãe a lita. para os bra1os de seus amiliares. e por outras dilig0ncias. o que atrasou a sa)da dos agentes da lei. depois de um m0s. 3 2oc0 ( louco. 9uando iam saindo. !briu a porta. re6ar com todos para que isso aconte1a. seu relógio desmontou. corriam os postos de gasolina e os seus restaurantes. !o contr*rio. pelos primeiros rastreamentos dos tele onemas. o policial entrou no carro.

mas não vou levar mais o Hoão Nui6 para dar passes. $alou solenemente. seu pai e acompanhante permanente.o_n. mas pela decisão ainda não e/plicada. aquiesceu com o convite. andava e alava com di iculdade. Perguntei preocupado. não só por ver meu companheiro de trabalho alegre no meu lado. "ua idade mental era in antil mas o amor que tinha pelo nosso grupo o credenciava a ter tr. uma estatura grande. . #le dei/ou sair uma gostosa risada. quando os esp)ritos incorporavam e dei/avam suas mensagens de lu6. re utava a magia dentro do espiritismo tradicional. prepotente e an*tico. "o ria da s)ndrome de . .1JB CAPÍTULO 30 ENERGIA PURA #u trabalhava na linha :ardecista usando como onte de trabalho apenas a energia do esp)rito e. #sse trabalho era dividido em duas partes. # oi assim num desses raros clar8es que convidei o Hoão Nui6 para a6er parte na sessão de passes en(rgicos no grupo esp)rita em que trabalhava. 5a ocasião eu era jovem.nsito livre entre nós. usava óculos de miopia. demonstrando ter entendido muito bem o convite ormulado. $oi combinado o ingresso do Hoão Nui6 em nosso grupo. 1JB . 'ostumava di6er que a magia era coisa dos bru/os. como tamb(m ter icado alegre e satis eito. eu e/plicava a ele como deveria a6er. por isso.Hoão Nui6 icava só na primeira parte. &udo que acontece tem uma e/plica1ão natural e lógica. 5ossas energias lu)am e os resultados eram ótimos. completava. . !ssim oi durante um longo per)odo at( que o Hoão me procurou. 5ão quero que voc0 entenda errado o que vou di6er. $oi assim. #mbora com esses v)cios em alguns momentos a minha mediunidade icava adulta e eu podia vislumbrar situa18es que poderiam proporcionar momentos importantes e de grande repercussão espiritual interior. a primeira era p+blica e só para dar os passes en(rgicos e a segunda parte era echado a assistentes. $iquei surpreso. pois não esperava que isso acontecesse. mandando levantar os bra1os e dei/ar as mãos sobre as pessoas. 3 Hoão Nui6. 3 9uero agradecer a voc0 e todo o grupo pela aten1ão que sempre dispensaram a mim e em especial ao meu ilho. com grosso bigode.Hoão. #le icava do meu lado. 9uanta pure6aP #ra bom ter o Hoão Nui6 do meu lado. voc0 que vem aqui todas as semanas não quer icar do meu lado me ajudando a dar passe nos outros? #/pliquei pausadamente para que ele entendesse o convite. #u não estava inteiramente errado. não sei se no direito ou no esquerdo ou nos dois.Hoão Nui6 devia ter uns trinta anos de idade. apenas tinha uma trava no olho.

&entei justi icar a presen1a do Hoão Nui6 no grupo. Por ser um homem sem pecados sua vibra1ão ( pura. 'osme e . pura e.amião. Mas pessoas como o Hoão Nui6 para mim eram indeci r*veis.Hoão Nui6 durante os passes transbordava uma alegria incomum. o seu corpo envelhecia. lia na porta um aviso. conceitos e regras sociais. # nessa religião eu encontrei o caminho para compreender o meu antigo amigo Hoão Nui6. muito embora não conseguisse avaliar a import. 5os dias dos trabalhos a sua e/cita1ão ( tão grande que chega a ter at( mais de duas convuls8es seguidas. "eu mundo podia ser pequeno ou grande. perigoP Mn estado de pecadoresP 9uando o Hoão me comunicou a decisão o Hoão Nui6 estava junto. o seu corpo doente o machucava provocando ataques convulsivos. 5o seu mundo ningu(m entrava. acima de tudo. mas o seu esp)rito não. ou simplesmente. "eu velho corpo era dirigido por uma mente estagnada. 9uem sabe a desnecessidade de saber as horas e os dias. uma mistura da in antilidade com a maturidade. . a linha m*gica das crian1as 3 os er0s e ibejis. # por que era vitima das convuls8es? !cho que quando estava saindo de seu mundo m*gico. 'om certe6a ele era eli6 longe dos perigos mundanos e das tenta18es da carne. #u tinha a capacidade de imaginar as rea18es de uma crian1a. de um adolescente ou mesmo de um homem velho. Mas era imposs)vel dividir isso com algu(m. . enquanto pensava. 3 2oc0 não imagina quanto bem o Hoão Nui6 tem eito nos trabalhos. Hamais poderia imaginar que isso acontecesse com o meu companheiro que aprendi a gostar e admirar. 3 Pode ser.seu pensamento tinha um limite at( onde não pudesse ser atingido pela maldade.1JJ 3 . o tornasse mais eli6es do que nós.ei3lhe um abra1o. mas est* a6endo muito mal a ele. ! decisão ( necess*ria.que aconteceu? Touve algum problema no grupo? % 5ada aconteceu. não saia. 3 2olte ao teu mundo eli6. -s anos se passaram e eu larguei a roupa comum do espiritismo :ardecista para usar a roupa branca dos umbandistas.ncia do ato. insond*vel. #ra uma luta que eu não compreendia. escravos submissos dos hor*rios. . e quando dele queria sair. sistemas. 9uem sabe um dia eu possa entender pessoas como voc0. 1JJ . #le se limitava a me olhar e sorrir. compromissos.

. bonecos e bonecas. 'onvidei3o para vir ao terreiro a6er uma consulta.amião re+ne os esp)ritos er0s. com a e/peri0ncia de v*rias reencarna18es. 1JO . Recebi um tele onema de um senhor do interior do #stado. eita por v*rios peda1os. pois ali ningu(m o conhecia. 3 #ste desenho ( tua terra. e disse. tudo que as crian1as da terra realmente gostam. esses cora18es são seus tr0s ilhos. e dentro desenhou tr0s cora18es.&ião. bolinhas. parou na sua rente. re rigerantes. demonstrando surpresa.homem.homem con irmou ter tr0s ilhos. talve6 pelo interesse de assistir os trabalhos at( o seu inal. encantam a todos nos terreiros. 3 &io. perguntou se podia a6er um desenho com a pemba. 3 Porque senão voc0s não conseguem domin*3los. Marcou nele um trecho com a pemba. !pós a linha a ricana. porque normalmente procuram ugir das ordens da hierarquia. mas t0m que ser controlados pelos dirigentes com muita determina1ão. nome da entidade. sem arredar o p( do terreiro. "eus jeitos graciosos. Respondeu de orma simples e objetiva. as crian1as que desencarnaram antes dos oito anos. e6 a consulta com um preto3velho. para ele. gostam de balas. um risco como se identi icasse um rio. gorros. teus bichinhos estão morrendo porque aqui a *gua est* ruim por causa daquele veneno eio que voc0 joga nas plantas. "e hoje. com a e/peri0ncia que adquirimos na vida.1JO CAPITULO 32 AS CRIANÇAS DA UM7ANDA ! linha de 'osme e . icou assistindo a chegada das crian1as. 3 &io. Riscou no chão do terreiro um mapa. incorporada na Rita. chupetas. &rabalham nos terreiros sempre brincando e a6endo uma alga6arra enorme. . #le veio. Mais uma ve6 o a6endeiro con irmou que sua a6enda oi ormada. # assim são as crian1as na Umbanda. $inali6ou. mais para brincar do que por desrespeito. di6endo ter sido v)tima de um trabalho espiritual e seu gado estar morrendo.ncia. chamamos as crian1as. "entada. Mmaginem então uma crian1a com sete anos. pud(ssemos voltar 4 in . carrinhos. a6endo curvas. en im. no meio do mapa. como se osse eito em v*rios peda1os. .. com a aquisi1ão de v*rias propriedades menores e vi6inhas. com certe6a ser)amos meninos prod)gios.&ião riscou. . !lgu(m perguntou ao 'aboclo !:uan a ra6ão das crian1as icarem sentadas nos terreiros.

1JQ largando a pemba. !mea1ou. e oi pu/ar o cabelo de uma outra crian1a que passava perto. . acusou.ncer na garganta. batendo palmas. eu me dirigia ao cong* para encerrar a gira. não sei se vou conseguir.qu0? 2oc0 quer um dólar? Para que voc0 quer um dólar? Perguntei. 3 "egure a entidade. 'omo a m(dium era e/periente. 3 2A. 3 #st* certo. veio cumprimentar a hierarquia. que agora não pode haver outras incorpora18es. 'ochichando e/pliquei para ele. -utra ocasião. quero um dólar. !dverti. Hunto comigo estava um pai3de3santo que veio nos visitar. 3 #u achei na minha carteira uma nota de um dólar. perguntei se algu(m tinha um dólar para dar 4 crian1a. . 'onvidei3a para entrar no terreiro e a6er a entrega da nota 4 entidade. . as suas incorpora18es. 3 5ão. Uma mo1a. 3 #u quero um dólar. olhou para mim e pediu. iquei em d+vida. senão não vou embora. 1JQ . 3 #sta mo1a. Mmediatamente ela jogou3se no chão. sob o riso geral.irigente tem que estar atento para todos os sinais. quando uma m(dium chamou minha aten1ão.bom senso me e6 mudar de id(ia. tem c. se permitia ou não. e sob o olhar de toda a corrente. e aquele. 3 . nos undos da assist0ncia. a irmando estar sentindo a presen1a de um esp)rito querendo incorporar. tudo tem seu momento. Recomendei 4 corrente. Reclamou a crian1a. # mais ningu(m. 3 Mas est* muito orte. 'orreu para o centro do terreiro. não era oportuno a qualquer tipo de incorpora1ão.irigindo3me 4 assist0ncia. !lgu(m disse ter uma nota de de6 dólares. rindo. com certe6a. j* com a nota americana na mão. dona da nota. pode incorporar. austeramente. eu quero só um dólar. Mn ormou. quando quisesse. "ou e/igente. em condi18es de dominar.

Por sinal. o pAs de lado e iniciou uma massagem na garganta da mo1a. hoje est* completamente curada. esp)rito. bateu palmas. a6endo muita esta com o presente ganho. mas não tenho d+vida que ela teve uma participa1ão muita grande nesta gra1a. claro não pela crian1a.1JS #la sentou na rente da crian1a e e6 a entrega da nota. !t( hoje o pai3de3santo visitante ainda comenta o caso do dólar na linha das crian1as e a orma esperta que teve de tra6er a mo1a ao meio do terreiro para jogar sua vibra1ão em sua doen1a. 1JS . e/atamente no lugar da doen1a.

atrav(s da vid0ncia. na linha da capoeira. por mim. ( uma igura demon)aca. nossos amer)ndios.senhor di6 7na cren1a popular7. 3 #u conhe1o alguns esp)ritos de e/us. que tenham desencarnado na idade da inoc0ncia.. 3 ! Umbanda ( brasileira. misteriosa e distorcida dentro da Umbanda. 3 C estranha esta or1a da imagem em gesso do e/u. indiretamente. "ão maravilhosos e não são retratados com idelidade nas imagens materiais. . algumas ainda possuindo chi res e p(s de animal. por ser o )ndio a entidade autenticamente brasileira. 3 Mas. $echa3se o tri. con esso. especi icamente a quimbanda. ( assim que ele ( cultuado.1JG TERCEIRA PARTE QUIM7ANDA CAPITULO 9 !ceitei o convite de uma turma universit*ria de teologia para a6er uma palestra sobre a Umbanda. 3 # o e/u. !inda não tenho opinião ormada sobre a linha do preto3velho. muito embora eu saiba estar a6endo parte desta massa ignorante. inclusive as crian1as )ndias. a igura mandante. se não são assim. Um dos alunos e6 uma pergunta. na cren1a popular. !s crian1as são esp)ritos de qualquer nacionalidade. os curumins. inclusive. a6endo anota18es e gravando toda conversa1ão. por que são cultuados dessa orma? 2oltou a insistir a esperta universit*ria. segundo di6em. baseada em atos e personagens na (poca do descobrimento. C ela quem e/ecuta os grandes e perigosos trabalhos de magia para combater o mal. Mais do que justo. praticado pelos escravos ou descendentes a ricanos. 3 . "ua imagem. 'omo pode saber se não são realmente assim? Mnsistiu a mo1a. #ram uns trinta alunos.ngulo da Pode 1JG . $ico em d+vida se quando os arquitetos do espa1o criaram a Umbanda não oram buscar esta maravilhosa linha espiritual na W rica ou. !bsurdamente. esporte tamb(m brasileiro e com ritual muito semelhante ao da Umbanda. moldada em gesso de cor vermelha.que estar* escondido por tr*s dessas iguras mal eitas e de p(ssimo gosto art)stico? 5ão ser* um proposital engodo espiritual? 9uem sabe para esconder suas verdadeiras identidades? 3 2erdadeiras identidades? Mas quem são eles? . ( ou não ( o agente do mal? esclarecer? 3 #le ( a entidade mais pol0mica. tendo nos caboclos. #u di6ia que a quimbanda est* subordinada 4 Umbanda.

oram seus carrascos. um rapa6. 3 5a minha opinião. mas ( a minha verdade. inteiramente de pedra. Parecia viver na solidão. 3 Mas. outro tipo de esp)rito senão os origin*rios da #uropa. charuto e cacha1a como o erenda. provavelmente antes pertencente a um guarda3roupa ino. t)pico daqueles pertencentes ao eudo europeu. conhecida atrav(s da vid0ncia. a irmar estar morando no cemit(rio. da maneira mais simples. naquele momento.e bra1os abertos. muito embora no castelo vivessem v*rios servi1ais. &entei e/plicar. as janelas oram echadas com pedra. 3 Parece3me lógica a e/plica1ão. almirantes. ou. caboclos. com um capu6 preto cobrindo sua cabe1a. escravi6aram os a ricanos e cometeram toda esp(cie de mal. eclesi*sticos. Pode parecer absurdo. ! torre não tinha paredes internas.ela não abro mão e. aos inv(s de escond03la. o di )cil tema. lordes. . mas est* altando mais consist0ncia no tema. pretos e crian1as. com um enorme cruci i/o do mesmo cobi1ado material. ter aceitado a situa1ão de servi1ais 4queles que. !o lado da t0nue lu6 das velas. . con orme o senhor acredita? 3 "eria estranho e de di )cil aceita1ão um pr)ncipe apresentar3se em um terreiro de Umbanda. pode isso acontecer? 3 Pode simP C só aceitarmos a evolu1ão do esp)rito atrav(s da reencarna1ão. "e os europeus invadiram nosso pa)s. qual o motivo? 5ão seria mais lógico se apresentarem como oram em suas vidas anteriores. l* atr*s. a história de um e/u. carregando um tridente. hoje estão relegados ao limite da es era da 9uimbanda. trajando uma surrada roupa. pr)ncipes. e só pequenas restas oram eitas no alto das paredes. pre iro dividi3la com os outros. ormando uma enorme sala. 3 Mas. <osto de alar aos outros as coisas que me acontecem. como o senhor chegou a esta conclusão? !rgumentou. iguras letradas e culturalmente avan1ados. plano reconhecidamente mais grosseiro que a !ruanda de nossos ori/*s.1JE Umbanda. emitia estranhos e inos sons. dentro de seus resgates c*rmicos podem. . !chei oportuno contar.melhor ( se esconder atr*s de um comportamento at)pico 4s suas nobres origens. e ainda receber ordens de um )ndio ou de um escravo. mataram nossos )ndios. "abendo serem essas as entidades que comp8em a Umbanda. ! lu6 não podia entrar. não resta para a quimbanda. melhor perguntando. pois ainda carregava uma grossa e rica corrente de ouro de bom quilate. em vidas anteriores. com pesada mesa de madeira tosca. tentando 1JE . os nobres. livros se espalhavam sobre a mesa. a6eite de dend0. espontaneamente. Percebia3se o desgaste causado pelo passar do tempo. % argumentei. tendo como ilumina1ão dois casti1ais de um só vela cada. vivia um homem branco e corpulento. #m um castelo. mal cuidado e isolado no meio de uma loresta. aceitar aro a. 5a torre do castelo. mostrando ser aquele homem um estudioso e que algo buscava na literatura.

e certa orma. *gil. pelo ponto que ele mesmo ditou. "ó o conhe1o incorporado nos terreiros como o querido mas temido #/u Morcego. Pelas restas da torre. . . segundo a unanimidade dos terreiros a irma. condenado v*rias pessoas para serem queimadas em ogueiras com a pecha de bru/os. um animal esperto. bravo. agradaria todos os senhores. não teve nenhuma d+vida em usar o nome do lindo elino. a irmou ser europeu. e esta coloca1ão do e/u ( interessante. oi o grande cantor brasileiro. -bservou outro universit*rio. trans igurado na i/a1ão de atingir um poder que não lhe pertencia. e o mais elegante de todos. trabalho no canto 9uando canto desmancho quebranto "ete cordas tem minha viola 2ou na gira de elenco e cartola 2iola ( o tridente 'igarro ( o charuto @ebida ( o mara o "ou "ete da Nira . Parecia um homem de ino trato.isse que na Mdade M(dia. "ou e/u.#/u S da Nira. oi solicitada sua opinião para decidir a questão. "eu nome? &amb(m não sei. e são interessantes. #/u Pantera. "abe de mais algum caso? 'onhe1o mais algumas revela18es. aria justi1a a 1OF . mas. "eu nome d* a entender ser um espirito violento. . e/istem v*rias histórias.#/u Hoão 'aveira contou uma vida passada. apresenta3se com muita eleg. com charme e um bom palavreado.ncia. no tempo da Mnquisi1ão. Por qu0? 5ão sei. ele disse ter sido coveiro. oi sinali6ada alguma coisa em nosso terreiro. tenta resgatar os males que carrega em seu carma.1OF descobrir o segredo da levita1ão. por ter ele. . especi icamente 4 quimbanda e como tem uma rela1ão direta com o 'aboclo da Pantera. e grande admirador da pantera. $rancisco !lves. 3 &enho alguma no1ão da Umbanda. .#/u do $ogo contou uma história interessante. . para ele. . #le contou sua história. bem ao contr*rio. desde o motivo da simpatia. agrupando3se 4 Umbanda.#/u Pantera ( uma surpresa. . # vale a pena ver a habilidade deste e/u manipulando o ogo. 'riada uma situa1ão no eudo de di )cil solu1ão. at( o local de trabalho.isse que atrav(s do ogo e/ecuta seus trabalhos de caridade. "e decidisse de uma orma. ! mim.errubo inimigo Ponteiro de a1o . oi um iel conselheiro de um senhor eudal. e de outra.o #/u &ata 'aveira.a) seu nome. por serem os nomes escolhidos. entravam e saiam voando v*rios morcegos com os quais ele procurava inspira1ão e or1a para atingir sua conquista. Toje ele se considera um bru/o e atrav(s do elemento ogo. ! id(ia e as ra68es eram da estranha igura. 2eio ao @rasil para resgatar seu carma.

igin> Ravana para o hindu> os escandinavos de chamavam !6aloc:.1O1 todos os moradores desa ortunados do lugar. procurar sua origem e sua inalidade ( o direito de quem quer aprender. com ela..e !dão e #va proli erou a humanidade e. esp)rito tenebroso. que em nenhum momento e/pressou. ganhou um carma enorme. . decidiu pela primeira hipótese. mesmo contrariando a sua vontade. e me preparava para sair. eras uma serpente que introdu6iu o primeiro pecado no seio da humanidade> eras o agente mas não o mal. -lhando para a turma. cujo interior era uma ornalha ardente onde os seus seguidores depositavam suas o erendas> para a P(rsia de Doroastro..eus da Nu6 e "erenidade> voc0 era a liga1ão entre o homem e a mente.. inquirir..ncia do seu princ)pio at( nossos dias. voc0 oi Moloc:. Por causa disso. os seus deuses. uma guardião que castigava. T* uma nuvem cobrindo a dist. atendias pelo nome de !rim. voc0 seria tamb(m a assustadora serpente. #ra o momento certo.uet. quando um outro universit*rio. Y$alar de e/u não ( uma *cil tare a. pesquisar.nio. #m cada povo uma personalidade e uma vibra1ão di erente. 3 5ão agrade1a o respeito e aten1ão para sua pessoa. . depois de punido. pelo respeito e aten1ão que tiveram para comigo. Para MoUs(s voc0 oi a bengala que apoiava o corpo nas at)dicas andan1as mas. 5o #gito. !gradeci a todos. a distor1ão da igura do e/u seria o tema pre erido dos universit*rios e por isso levei umas cópias de um te/to eito pelo !ndir de "ou6a. se necess*rio. no Hardim do Cden. onde retrata muito bem a olclórica igura dos e/us. Para os en)cios. seu medo e sua curiosidade. ser entregue para o . que est* resgatando nos terreiros da Umbanda. esp)rito angustiado e vingadorP. oi ao tema. pois o livre arb)trio nos d* o direito de optar. percebi. para encerrar a palestra. porque sempre acontece.eus do amor e da cria1ão. voc0 era . !hP meu irmão de longa caminhada. bateu em meu ombro e disse. por(m. 1O1 . ter atra)do a aten1ão de todos para essa revela1ão.. que punia para. 5esta caminhada lenta da humanidade ganhastes muitas ormas e ostes bati6ados com in+meros nomes.. pelo sil0ncio. um dos pouco que nenhuma pergunta e6.te/to ala assim. 'omo eu imaginava. Para ganhar a simpatia do lado orte.para o eg)pcio. voc0 tamb(m era &i on ou !prites> a 'hina milenar te deu o nome de . a morada de -s)ris que ( o .

voc0 era visto e sincreti6ado como Para o mau artista. Hurupari ( o mau esp)rito que tra6 pesadelo> 'uruganga o icia como assombra1ão.. $or1am3nos a pensar que voc0 ( o e/ecutor por(m.. nada mais ( que o re le/o.. guerreiro. recebestes os nomes. um "atan*s. o doutor. na pia batismal. e icaria assim se ao lado da religião não e/istisse a história.eus. 5ós só conhec)amos o catolicismo como religião dominante. . não era mais que uma energia. "abemos que o )ndio e o negro não conheciam um rival de .. a e/teriori6a1ão de consci0ncias mal orjadas. o mentor en im. voc0 com m+ltiplas un18es e personalidades.1O= Para o nosso )ndio brasileiro. !t( então. que serve de acordo com a vontade do pedinte ou a licen1a do patrão. 'air( ( um antasma que aparece na lua cheia para punir os maus> 'atiti ( outro. 'omo monstro. uma or1a.diabo ( um rival de . voc0 atendia por v*rios nomes e v*rias atua18es.. "ão dois mil anos que o padre vem te projetando. te i6eram um monstro. voc0 de endia com maior e ic*cia os interesses econAmicos de seu criador.. um anjo rebelde.hebreu te deu novas ormas e. #le a irmou que e/u era o diabo e assim se propagou. na metamor ose dos interesses de uma religião que amedronta e não esclarece.eus. h* sim. . 5ão h* um concorrente das Neis . assim icou. "atan*s e als*rio que tentou #va e perdeu !dão. "er* isso ou não?. diabo.. 1O= . programando o subconsciente da pobre humanidade. Hesus não cedeu 4 sua tenta1ão.mia e o mau gosto do artista que te e6 um agregado de homem e animal. não ( a causa nem e eito> ( sim um elemento.. 'ausa3nos revolta v03lo assim des iguradoP ! in . um diabo... uma grotesca obra.ivinasP. padre era s*bio. ( uma a ronta ao próprio 'riadorP !hP meu amigo. só vis)vel na lua nova e atrapalha a pesca. ! tua imagem hoje.. Pelo pincel do pintor ou o ormão do escultor. uma vibra1ão. com longos cornos e p(s caprinos. demAnio.. &entou 'aim e promoveu o assassinato de !bel> tentou Hesus. como um homem. N+ci er. prova eloq?ente do direito de optar> respeito sagrado ao livre arb)trio do homem.. !t( 1EGJ anos atr*s. no monte e levou Hudas 4 trai1ão..

estão a servi1o de seres superiores.1OB uma corte de seres in eriores que. com p(s caprinos e barbas em pontas. o #XU.. por(m. um "atan*s?.. #/u3@aru. da encru6ilhada. #/u3!d(. velhaca... Um diabo. #/u3Mtat*. o homem pode amans*3los. um disparate. "enhores.. indecente. 5a magia do negro. pregada e propagada aos quatro cantos do mundo pelos padres e seus disc)pulos.ivino 'riadorP 5ão podemos aceitar essa assimila1ãoP 1OB . do chão. alsa. aos quais obedecem e servem sem contestar. #/u3Mbanan. . guampudos. puramente a ricano. ( um mensageiro.. rid)culaP. das pedras.. #/u ( um .negro não sabia que era o diabo... um -ri/* que rege o plano 'ósmico mas..eus?. não ( #X`P !quilo ( uma concep1ão prim*ria.eus não e/iste rival. mórbida.. o -ri/* Menor.bugre conhecia o 'aissor(. o intermedi*rio.. 'uruganga. servindo de intermedi*rio entre o -ri/* e o homem. #/u3&ameta. #ntendemos que o diabo nos ludibriouP. tão mesquinho que se venda por alguns bicos de vela? "er* isso um rival de . #/u da Rua. o guarda.bugre e o negro não conheciam esta igura hebraica.mia. do terreiro. das estradas longas.. a minha disserta1ão talve6 não seja erudita. o -ri/*. este. um -ri/*. um encarregado. #ste pretenso rei ser* tão porco. que dão maus sonhos e que estorvam a pesca e a ca1a.. o policial. que atua em harmonia com seu gerente ou seja. 5ão tinham uma no1ão semelhante. . orientando. por isso mesmo. olhos saltados.. #/u3Mb0. um guardião. 'urupira. . Memanj*. -/óssi e outros> no plano intermedi*rio. do escuro.. dando3lhes pequenas o erendas.negro não servia a interesses inanceiros> perante . entidades que se tornam pesadelos. 9uem amea1aria o diabo?.. #/u3@ara. ( honesta e eu a irmo. aquele grupo de demAnios avermelhados. #/u3<elu. uma o ensa ao .. o Princ)pio e o $imP Para cada elemento #N# criou uma or1a dominante. -/al*. #N# ( a 'ria1ão. .. C uma agressão 4 nossa intelig0ncia> uma in . contudo. #/u3-d(..eva. -gum. !nhang*. dos montes. tão inteligente. dentre agressivos. criou tamb(m. N* no alto est* a #nergia 'ósmica. o mo1o de recado que vive na rua. sab03lo3ia o bugre dispondo de uma mitologia in erior?.eva. o .

sem dec0ncia ou respeito pelo belo.igin do chin0s. tentando introdu6ir uma imagem condi6ente com o altru)stico trabalho desses incans*veis irmãos #X`". não ( o 'aissor( do bugre. não ( nada dissoP. não ( o &i on do eg)pcio.1OJ #ste demAnio hebreu não ( o Plutão do grego. não ( o Ravana do hindu. #ste demAnio besti icado não a6 parte deste PanteonP Por .. não ( o @ar* do negro.. só pode ser ruto do interesse econAmico de escritores mal in ormados. não ( o !rimam do babilAnio.eus. não o . !qui dou meus aplausos 4queles escritores que tiveram a honrade6 de procurar um novo sincretismo. 1OJ .

que a lu6 das velas do cong* lhe a6 mal e por isso.#/u &ranca Ruas das !lmas. neste momento. todo espalha atoso. 3 5a rua vive o homem sem lar> na rua vive o b0bado> a rua ( o escritório do ladrão> na rua e/iste a droga e o v)cio> na rua est* o desamparado> na rua vive a meretri6> na rua anda o desesperado> a rua ( habitada por todo tipo de marginal. . Parou na rente de um homem. Respondeu o homem. !lgu(m perguntou ao #/u &ranca Ruas se ele tamb(m a6 o mal. pensando em lhe a6er esta pergunta. ela se apaga. com seu cambone ao lado. quando questionado com pergunta semelhante.lado olclórico da Umbanda. 3 Meu ilho. #sclareceu e. praticando tanto o bem como mal. 3 "abe por que o meu nome ( &ranca Ruas? 3 #stava. . e perguntou. 2oltou 4 carga o insolente. e/u j* oi lagarta.Pai Maneco. o altar sagrado deve ser apagado e echado. "e voc0 tirar o negativo. a6 do e/u uma entidade violenta. C o encontro per eito do negativo e do positivo. mal3humorado. estava andando no terreiro. encerrando a questão. e. disse. 3 Por que di6em negativo e positivo? "e a quimbanda ( negativa. uma eia lagarta. 3 "e usam meu nome e o aceitam. carregando entre os dedos uma cigarrilha.mpada. como pode ajudar? 3 2oc0s perguntam muito e pouco sabem. continuou patrulhando o terreiro. 5ão ( o que vejo e. o que eles a6em. 2oc0 acha que sou burro? 3 Mas di6em que. o senhor não ( assim. e logo poder* voar e a todos encantar. 5ão posso concordar com isso. -lhe aquela l. !cho um nome estranho. di6em ainda. a6 quinhentos anos que desencarnei e ainda venho nos terreiros ag?entar voc0s para ganhar minha evolu1ão espiritual. iluminando este lugar e a todos nós. 'ompletou. a quimbanda hoje ( seu casulo. 1OO . 3 ! linda borboleta j* oi antes da clausura.1OO CAPITULO 2 O NOME TRANCA RUAS . $inali6ou. proibido de vir na Umbanda. em outros terreiros. muito menos. #u tranco toda essa in elicidade. sem esperar resposta. o problema não ( meu. demonstrando assombro.

#la oi. por ter entendido ter sido seu pedido mais uma inspira1ão do que uma vontade. sem nenhuma surpresa pela rea1ão.e ato. igual borboleta nas lores. com a ponta do dedo m(dio bater no chão tr0s ve6es e pedir licen1a para o #/u 'aveira> dar tr0s passos. $oi quando senti a presen1a orte do #/u &ranca Ruas das !lmas. uma amiliar nossa. dei meia volta. #nsinei. em hor*rio de almo1o. $oi quando me lembrei que sua cama pertencia 4 uma das tias que estava enterrada no t+mulo que a Redda estava cuidando. sem se importar com que ensinei. ela comprou umas lores e est*vamos entrando pelo portão principal. toda amorosa. # isso nos preocupava.1OQ CAPÍTULO 3 UM CASO QUE N1O < PARA EDU 5o automóvel. deve. e era uma pessoa e/tremamente apegada 4s suas coisas. continuou andando. me a6er um pedido desses. não me e6 hesitar. . 3 $a1a isso voc0. rumando ao santu*rio dos mortos. al(m de não poder. pelo inesperado surgimento de incomoda depressão. preocupando a todos. num dia comum da semana.histórico de nunca ter demonstrado desejo de ir visitar o cemit(rio. por nós dois. estava passando momentos di )ceis. pela doen1a. . só para alar com voc0. Is ve6es a1o coisas estranhas. pacientemente. 3 2oc0. at( que. . quando adverti. diante de estar de inhando a olhos vistos. !tendi seu pedido. para variar. a6er a sauda1ão ao #/u &ranca Ruas das !lmas e a todo povo do cemit(rio. ui surpreendido com um pedido da Redda. reclamando. dei/ados por outros amiliares. e retrucou. sem ter tido sucesso na medicina tradicional. dispensar toda aten1ão 4 sua jovem am)lia. indo apressadamente para casa. no ja6igo da am)lia dela. depositou o ramalhete de lores e come1ou a ajeitar os demais en eites. nem levar lores para nenhum morto. 3 &enho que pu/ar tua mulher para c*. !quela pessoa doente est* com um encosto. #stava mal.escemos. 3 #stou com vontade de ir visitar o cemit(rio. ( o esp)rito da mulher que morreu na cama que ela dorme. #la. 1OQ . #sses são os sinais que devem ser observados. cumprimentar seu -mulum> mais tr0s passos. % e/pressou. na entrada. sabendo que o trabalho pro issional nos aguardava. parando em v*rias sepulturas.

1OS 3 # por que o senhor não a tirou de l*? Resmunguei. 3 "eu burroP #sse tipo de esp)rito. inteligente e cuidadosa. talve6 a dos pretos. pode a6er o mal? 5ão acreditoP # ele tem outras histórias. 1OS . cheias de moral. C trabalho para uma linha mais suave. em orma de cobran1a. #sp)rito que a6 isso. não deve jamais ser levado por e/u. um amiliar apenas desorientado. de orma delicada.

perguntou. 3 #/u &ranca Ruas. eu tenho uma casa alugada por pre1o muito barato. quando ele oi interrompido por um capitão3de3terreiro. esta mulher est* me a6endo um pedido que não gosto. e sei que voc0 tamb(m não. #st* solicitando sua presen1a.#/u &iriri.que est* acontecendo? 3 &ranca. "entenciou. oi ao lugar indicado. #la pediu. 9uero que voc0s a1am ele largar a esposa para icar só comigo. &anto os e/us. 5ão são maravilhosos? 1OG . 3 #/u. #le levantou3se. 3 Posso sim. .que voc0 quer? 3 C que estou apai/onada por um homem casado.1OG CAPITULO 4 CONSULTAS DOS EDUS ! gira estava se desenvolvendo num clima tranq?ilo. e não hesitou. 3 Ponham essa mulher para apontando a porta da sa)da. inclusive o #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 . como as pombas3giras. 3 . ora do meu terreiro.epois disso. . uma entidade de elevada hierarquia no plano espiritual.e/u chamou um capitão do terreiro. ela vai icar livre. para eu poder alugar por um pre1o melhor? . uma pomba3gira est* com um problema numa consulta.#/u &iriri. incorporado em um m(dium. "ão pequenas amostras das consultas dos e/us. icou olhando i/amente para a mulher. . estavam dando suas consultas. "er* que o senhor pode tirar de l* aquela am)lia. . estava atendendo uma pessoa. <ritou. uma mulher j* madura.e/u olhando para a consulente. Mas antes tenho que achar uma casa melhor e mais barata para a am)lia que est* morando em tua casa. Mas achei melhor pedir tua presen1a. tendo um caso amoroso com ele. e perguntou.

Pedi sua autori6a1ão para comunicar 4 corrente a sua decisão de ir ao cemit(rio. acend)amos velas nas sepulturas e a6)amos entregas. Meia hora depois do aviso da decisão do e/u. Meia hora depois. #ra para ajudar uma pessoa que estava passando muito mal e. chegou perto e. mas ir para a calunga me cansava. avisou. a6endo um trabalho no meio do terreiro. com certe6a. quando era necess*rio. "e não osse a hora avan1ada que terminava. iluminavam o terreiro. !queles que amanhã precisarem trabalhar cedo estão dispensados. pelo que se via.e/u &ranca Ruas das !lmas avisou que hoje um grupo nosso dever* a6er a entrega do trabalho dentro do cemit(rio. eu estava comandando e ele estava incorporado com o e/u. ele chegou perto de mim e alou. e ingia não nos ver. 3 Meu ilho. 3 5ão vou mais ao cemit(rio. Preveni. hoje quero ir para a calunga. mara o. alguidar com aro a e a6eite de dend0. . talve6 at( gostasse. ! gira continuou orte e em alguns momentos e/igindo muita aten1ão minha para que não se desorgani6asse. o poderoso e/u me chamou. 3 . #m uma gira eu incorporava.#/u &ranca Ruas avisou que ele não vai mais ao cemit(rio. ir)amos ver o sol nascer de qualquer jeito . charutos e mais alguns elementos. para minha elicidade. #le era grande. principalmente o espiritual. ! certa altura. havia sido v)tima de um trabalho de magia mal intencionado. nossa entidade comum.1OE CAPITULO 0 ESPÍRITO N1O 7RINCA Meu pai3de3santo Nui6 <olini trabalhava comigo no terreiro. segundo in orma18es. mais uma ve6. )amos em um cemit(rio perto do terreiro. por respeito.guardião icou nosso amigo. pois. mas icaremos aqui at( o sol nascer. $iquei eli6 com a not)cia. durante a madrugada. trabalhavam em cima do trabalho. 5unca reclamei por e/cesso de trabalho. e na outra ele. #m (pocas anteriores. 'hamei a aten1ão da corrente. &odos de branco. mas vou icar incorporado at( o sol nascer. #m uma dessas giras. # oi nisso que estava pensando. com quem eu divida as incorpora18es do #/u &ranca Ruas das !lmas. itas. a correnteP . brancas e pretas. mas. o e/u. #sperar o sol nascer dentro do terreiro era bem melhor que ir no cemit(rio. H* não tinha mais idade para isso. jamais ia di6er isso para o e/u. !s velas vermelhas. -utros e/us e muitas pombas3gira. 1OE . acesas no ponto riscado. . 3 !ten1ão. mais uma ve6.

4s ve6es. Msso di icilmente acontece. nem da continuidade da gira. 5o instante que ui comunicado ter que ir ao cemit(rio. "eria uma grande surpresa se tudo tivesse sido apenas uma brincadeira. Um pai3de3santo amigo meu estava participando da gira. se bem que nunca tinha visto esse a6er isso.1QF 3 2ou subir. o terreiro de voc0s est* de parab(nsP . mas no undo sempre e/iste uma ra6ão. não precisando ser no cemit(rio. o #/u &ranca Ruas das !lmas teria que esperar a vinda da poderosa alange. nem que osse at( o sol nascer. a intelig0ncia das entidades.povo do cemit(rio veio buscar o trabalho aqui no terreiro. 1QF . incorporado com o #/u <ira Mundo. com certe6a o #/u &ranca Ruas oi comunicado que eles viriam busc*3la no próprio terreiro. local da vibra1ão dessa alange espiritual. 4s ve6es. Pensei que o e/u estivesse nos testando. não havendo mais ra6ão da sua presen1a no terreiro. ! e/plica1ão do #/u <ira Mundo deu sentido a tudo. o amoso e/u disse. ou brincando. "e eles vinham no terreiro. 3 Meu ilho. Pode parecer. podendo ser ela encerrada. que o esp)rito est* brincando. a entrega deveria ser eita no cemit(rio. #les vieram antes. 5esse caso. 'om o charuto em uma mão e o copo de bebida na outra. 5ós ( que não alcan1amos. depois voc0 pode encerrar o trabalho e pode descarregar o ponto. aceitaram e assumiram o trabalho. o ponto era para chamar o povo do cemit(rio para assumir o trabalho.

o saudei. 9uei/ou3se. !o inv(s de demonstrar constrangimento. quis dei/*3lo constrangido. entrela1ando os magros bra1os com o gordo 1Q1 . 3 &emos o pra6er de hoje ter entre nós um grande espiritualista. indiquei a todos. Parando 4 sua rente diante de toda a corrente e das prov*veis tre6entas pessoas da assist0ncia. dei/ando um sorriso maroto de canto da boca como se osse o deleite do guerreiro vitorioso. 'omo sou daqueles que pre ere correr o risco de perder um amigo em troca de uma boa piada. !proveitando3se de um momento que o #/u &ranca Ruas das !lmas levantou de seu toco apro/imou3se dele o Hos( Maria. 'hamei a entidade che e o poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. um m(dium de nossa corrente que pesava cento e quarenta quilos e. 5o meio dela. antes de dar a abertura na gira. &alve6 por isso sua dor na coluna se agravava. ser* que o senhor poderia dar um jeito em minha coluna? #la dói muito. soltou um largo sorriso. ele ( uma pessoa bastante inteligente e agrad*vel. Tomem alto. o pai3de3santo que me preparou dentro da lei da Umbanda para e/ercer esse honroso grau dentro da nossa religião. cabeludo e vasto bigode. 2oltei3me para o cong* decepcionado com a minha racassada tentativa e dei in)cio aos trabalhos da noite. bem apessoado. daqueles que a6 uma pergunta levantando meia sobrancelha moldurando um olhar irme e penetrante. 'om os olhos i/os no Hos( Maria. destacava3se o corpan6il do $onseca. icava por mais de quatro horas dan1ando e cantando. !pontando para sua saliente igura. . Pu/ou3o para perto de si. al(m de incorporar os esp)ritos.ncia e a boba satis a1ão. . !pesar disso. entendido da linguagem esot(rica e dos segredos da magia.1Q1 CAPÍTULO 2 O FONSECA 'omo sempre a1o. deu3lhe as costas e. icou por uns instantes olhando3o i/amente dei/ando sem jeito o m(dium. mesmo dono desse corpan6il. passo os olhos pela assist0ncia para ver se est* tudo em ordem.Nui6 ( um homem magro. uma engira de quimbanda. com os bra1os cru6ados e uma cigarrilha entre os dedos.everia pesar naquela (poca uns sessenta quilos. levantou3se e saudou a todos os presentes. a ponto de arrancar aplausos da corrente.$onsecaP #le não tinha jeito. como li1ão 4 sua petul. 3 #/u &ranca Ruas. que incorporou no Pai Nui6 de -gum. 3 . alante e inteligente.

#n im. como j* alei. levantou3o. 5o dia seguinte o $onseca oi me visitar. e algum guindaste depositar sobre suas costas um peso igual ao do Hos( Maria.ncia ao ato. o que eu j* esperava. 3 Realmente. 'onvidei3o para ir conversar com o #/u &ranca Ruas das !lmas. ontem 4 noite.1Q= Hos( Maria. 3 Meu Pai. Mas iquei preocupado. &omando a iniciativa da conversa. 3 Meu Pai. dei/ou3a como se estivesse pregada. quando incorporado em mim ou nele. a vela não caiu e o ogo nem chamuscou a parede. de minuto a minuto. 3 Meu ilho. 1Q= . #ntreguei3lhe uma vela branca. que vem só para buscar um a/( do senhor. alou. #m todo caso eu. ele ser* esmagado. #u tamb(m não tirava os olhos da chama da vela para ver se não queimava a madeira. encostando3a acesa na parede. inclinou3se. o senhor vai queimar o terreiro. Pedimos licen1a e sa)mos. vi coisas incr)veis. Pela orma1ão da terceira energia essa entidade modi ica3se sem perder sua ess0ncia. a inal a parede era de madeira.Pai Nui6 e eu trabalh*vamos % e ainda trabalhamos. #m mim ele torna3se mais cerimonioso e com o Pai Nui6 mais e/ibido. com a mesma entidade. Pediu o #/u.ato da vela. cuidar da vela. C teoricamente imposs)vel o que v)amos no terreiro. costas com costas. alei. com uma simples pressão ter grudado na parede. e saiu com ele andando pelo terreiro. este ( um amigo meu. 3 Msso quer di6er que voc0 gostou da gira. o $onseca icava só olhando assustado para a vela grudada na parede. não dei muita import. . o ort)ssimo #/u &ranca Ruas das !lmas. . 'urioso. procurei ver se o $onseca estava assistindo a cena. # ele queria trocar id(ias sobre a gira e o que viu. mas iquei eli6 porque passou a dor da coluna do Hos( Maria. j* acostumado com esses enAmenos. #u imagino que se o Pai Nui6 icar na mesma posi1ão. 5aquela noite não incorporei nenhum esp)rito só para.e orma mansa e delicada para não contrariar o #/u. ele acendeu3a e. me d0 uma vela. #le estava. . 3 2oc0 acha que vou a6er isso? #nquanto ele alava. não me impressionou.

#/u estava incorporado em mim. ou dei/ar o Hos( Maria mais leve. . ! grande magia voc0 não reparou. !penas não sei. #sclareci. #le chamando seu cambono.e/u pegou a pemba. encostou na ponta da cigarrilha apagada e devolveu3a para o cambono depois de ter acendido a cigarrilha no colorido peda1o de gi6 e j* estar dando boas ba oradas. $ugindo do seu estilo. principalmente uma que achei muita gra1a. para esconder seu assombro. 2ou voltar outras ve6es. # o #/u quando incorpora em voc0. 'ontei algumas passagens do #/u &ranca Ruas das !lmas. e entendeu que ele tinha pedido uma pemba. 1QB . incorporado comigo. 3 !queles atos di erentes. 3 'omo ( poss)vel um m(dium ran6ino como o Pai Nui6 pAr nas costas um homem daquele peso e ainda sair andando um bom tempo pelo terreiro? C por essas coisas que a Umbanda ( considerada cheia de magia? 3 #le deve ter usado a energia dos m(diuns para dei/ar seu cavalo mais orte. entregou3lhe a cigarrilha e ordenou. . $alei categoricamente. a levita1ão unciona assim.1QB 3 <ostei. ! irmou o $onseca. 2oc0 sabe como ele e6 para grudar a vela na parede e acender uma cigarrilha com uma pemba? 3 5ão sei qual oi o processo e nem tenho necessidade de sab03lo. tamb(m a6 essas coisas? 3 9ue coisas? $alei. 5os trabalhos de e eitos )sicos. 3 !cenda. $oi quando ele estava no meio do terreiro manipulando os elementos da terra para criar um campo de or1a para eliminar uma energia negativa que estava prejudicando aquela am)lia sentada na sua rente. despedindo3se. &entou e/plicar. . 3 &em lógica. #/pliquei. não discutia e muito menos tentava impor os seus conhecimentos.ei/o essa parte por conta deles. 5ão vejo isso como magia. e tinha ganho de um consulente uma cigarrilha. 3 .cambono naquele momento estava distra)do. 'uidadosamente entregou a ele uma pemba vermelha. !s entidades não costumam brincar e o ato dele ter criado essa situa1ão deve ser por alguma ra6ão que oge ao nosso entendimento. a6endo3me de desentendido. recriminando sua alta de observa1ão. . 3 <ostei da Umbanda.$onseca estava di erente.

Uma camiseta justa e sem mangas dei/avam 4 mostra seus bra1os ortes onde se via uma enorme tatuagem de um dragão. só estudo. 5ari6 bem eito. 3 5ão quero que ele morra. o mesmo do apóstolo. 'ontinuei paciente.meu morreu quando era crian1a. !proveite essa ben1ão. Nembrei que iquei ór ão. a sua te6 morena e os seus cabelos eram longos e ca)dos sobre os ombros. !o pai cabe todas as tare as di )ceis. . "ua e/pressão irradiava ódio. al(m mil e tantas outras tare as de sua responsabilidade. #ra corpulento. o protege e prov(m. mas se isso acontecer não vai me a6er nenhuma alta. #u observava o jovem. Perguntei. "eu nome era Nucas. C ele quem educa o ilho. "omos di erentes. Reclamava dei/ando transbordar revolta. mantendo sempre as sobrancelhas cerradas. 3 2oc0 trabalha? 5ão. dava para ver dois brincos prateados. 3 9uantos anos voc0 tem? 3 2inte e tr0s. 5a sua opinião o seu pai era o culpado pela sua vida desastrada. e at( hoje amargo não ter tido um. #stava procurando argumentos para sensibili6*3lo. !s orelhas estavam cobertas pelos cabelos. mas quando os alisava. Menino ele não era mais. 3 5ão gosto dele. 'omo os ilhos são injustos. 3 9uem paga os teus estudos? 1QJ . e ele não me entende. @om ou ruim. ele est* ao teu lado.1QJ CAPÍTULO 4 MONTE DOS DROGADOS #m minha casa ouvia pacientemente um jovem e/travasar todos os seus recalques. Nucas. Usava uma cal1a jeans e uma bota marrom. #le estava destoando da minha ina poltrona cl*ssica. 'om essa idade. com uma enorme boca e dentes corretos. Respondeu secamente. 3 2oc0 não pode imaginar o que ( ser criado sem um pai. eu j* tinha dois ilhos e mantinha a am)lia 4 custa de meu trabalho. com on6e anos. Protestou.

uas ve6es. . # ainda reclamava? . "e ( ajuda espiritual que voc0 est* buscando preciso que voc0 v* no terreiro alar com a entidade. 2oc0s são gera18es di erentes. era um p(ssimo estudante e jogava ora o dinheiro dele . 'omo ele (? Perguntei para descontrair.1QO 3 Meu pai. cada um vivendo o seu mundo. moro com meus pais. H* sentado diante do poderoso e/u ele come1ou a e/plicar. 3 #u não conhe1o teu pai. #stou pedindo para voc0 alar com os esp)ritos para ver se eles podem resolver esse problema. por isso estou aqui. 2oc0 quer que teu pai te aceite do jeito que voc0 se veste e pensa. não sei o que voc0 quer de mim. 5ão gostava do pai. #ngatei outra pergunta. 3 2oc0 mora so6inho? 3 5ão. Re reei esse sentimento por ter sido procurado pelo Nucas como pai3de3santo. comia e dormia na casa dele. Respondeu com a revolta inicial. !jeitei para ele uma consulta com o #/u &ranca Ruas das !lmas. o que me dei/ou satis eito. mas eu j* estava do lado do injusti1ado pai. -rientei bem como ele deveria alar com a entidade. !gi dessa orma. 3 2oc0 j* repetiu ano da escola? . 1QO .Nucas me con undiu.Nucas icou calado e por alguns momentos pensativo. 'omo posso ajudar voc0? 3 #u acho que meu pai est* perturbado. não gosta de musica e briga comigo sempre que pode. mas ao mesmo tempo não o aceita como ele (. Mas por que voc0 pergunta? 5ão dei oportunidade para ele re letir. &em momentos que corremos o risco de sermos injustos. 3 &oma o ca ( da manha de gravata. .. 5ão sei at( que ponto entendo os jovens. eu tenho um problema. # uma das tare as do dirigente espiritual ( ajudar os outros sem julgamentos. 3 #u espero que XangA te a1a mais justo.o que? #le era um n(scio desajustado e ingrato. Minhas palavras surtirem e eito. e o respeito m+tuo deveria prevalecer. $alei delicada e paternalmente. vivia da mesada. 3 #/u. "empre gostei de conversar com os jovens mostrando a m*/ima sinceridade. 3 5a verdade..

provocam les8es cerebrais que se espalham pelo perisp)rito. voc0s imaginam que o esp)rito do desencarnado permanece igual ao estado que mantinha quando ainda encarnado. . amontoados em um tipo de vala. 2oc0 não gosta do teu pai porque ele sabe disso e não te d* dinheiro para voc0 se corromper. #m prantos concordava com todas as revela18es do e/u. -uviu uma amea1a assustadora. no c(rebro da pessoa. come1ando hoje. "em nada di6er. "ua marcante presen1a a6 dos consulentes presas *ceis. #ssa porcaria da tua cabe1a j* esta quase destru)da. 3 2oc0 pode enganar os teus pais. 3 5ão entendi. enquanto o e/u &ranca Ruas das !lmas. . meu cavalo e teus amigos. @albuciou o Nucas. a6endo o esp)rito perder seu livre arb)trio. -bedecendo o princ)pio que não e/iste retrocesso espiritual. !lgumas entidades incorporadas em seus m(diuns trabalhavam com o Nucas. 3 ! droga e o *lcool. 2oc0 ( um idiota que uma maconha. imã e io de cobre. e/plicava aos cambones o que era o monte dos drogados.Nucas icou sensibili6ado. $alou no seu estilo. obedecendo um processo natural. come cogumelo eito um animal e se droga com req?0ncia.Nucas j* estava sentado diante de v*rias velas. e muitos deles icam inertes. 3 2* para o meio do terreiro que vou a6er uma s(rie de trabalhos. . mesmo eu. "eu estado geral e/igia socorro. das bebidas. $alar com o #/u &ranca Ruas das !lmas não ( *cil. criando larvas circulantes dentro da aura do viciado. do ponto riscado e de outros elementos como ponteiro. icou ouvindo o e/u alar. .lugar ( escuro e. !pesar da assist0ncia e cuidados dos esp)ritos obreiros preparados para atenderem esse tipo de doen1a podem icar animali6ados durante um estagio que na medi1ão do tempo da terra pode durar centenas de anos. pois quando se concentram elas aumentam a lesão cerebral. 3 'onte3me as besteiras que voc0 e6. 3 "e não interromper esse vicio imediatamente quando voc0 desencarnar poder* ser atra)do para o monte dos drogados. todas essas m*culas retornam ao lugar de onde sa)ram.1QQ . ou seja.e/u determinou. #/plicou pacientemente o e/u. Puro engano. 9uando desencarnam.esp)rito interrompeu. mas a mim não.Nucas arregalou os olhos. 1QQ . sentado em seu toco. não gosto de ir l*. $oi descoberto. .

9uando tenho oportunidade aconselho os jovens.1QS . 9uem pode ensin*3los? -ra.que eu vi.relacionamento com seu pai oi normali6ado. gravata e trabalho. ormando um quadro inesquec)vel da maldade humana.epois de encerrado o trabalho eu relatava 4s pessoas que ouviram a e/plica1ão do e/u sobre as vis8es que eu como m(dium gravei sobre o que o e/u chamou de o monte dos drogados. ! depend0ncia das drogas oi mais orte que sua vontade. quer dando % como todo pai a6. seus pais. 3 2oc0s devem ter a lembran1a daquelas otogra ias divulgadas após a guerra dos campo de concentra1ão dos na6istas. . e sua idiotice o tornou incapa6 para o trabalho.Nucas melhorou. Toje se droga para suavi6ar a necessidade. era parecido com isso com algumas di eren1as. 1QS . -s corpos eram jogados em valas. . alem com o melhor amigo de voc0s. amontoando3se uns sobre os outros. principalmente porque ele ( hoje. o seu sustent*culo. "ua incapacidade mental o obrigou a abandonar os estudos. . quer provendo suas necessidades. sob uma t0nue lu6 avermelhada. -s corpos estavam de ormados. 3 Procurem saber o que ( e porque e/iste no espa1o o monte dos drogados. o seu amor. enquanto o e/u alava. esquel(ticos e se moviam como vermes "uas mãos estavam sempre buscando algo como se osse um socorro para sair daquele dantesco in erno e. mas não sarou. como oi outrora. # tudo isso com terno. tudo isso.

Pai3de3santo quando a irma não poder revelar alguma coisa ( porque não sabe responder. Procurou3me.isse. mas a nenhuma ( iliado ou adepto. onde est* incada a seguran1a eita pelo #/u &ranca Ruas das !lmas. apenas. "e eu não souber. digo. 3 $ernando. estava a imagem do #/u &ranca Ruas e ao seu lado. observei. mostrando o que tinha dentro. de conhecer o terreiro.. parecendo impressionado. #le icou observando e acho que sentiu alguma coisa. !pontando para o chão. che e da quimbanda em nosso terreiro. # sa) de lado. 3 Pode icar certo que respeitarei teus segredos. tamb(m chamada tronqueira. entramos no terreiro. !bri a porta. para ele olhar melhor. 3 !qui ica a seguran1a e/terna do terreiro. &alve6 por isso. no caso um alangeiro do #/u &ranca Ruas. 3 #mbai/o desta laje tem um buraco. . 3 5ão tenho segredos.1QG QUARTA PARTE CAPITULO 9 O TERREIRO . buscando ansiosamente a ess0ncia de todas as religi8es. 3 ! primeira pergunta vai ser sobre aquela casinha pequena. esbanjando cultura religiosa. # o que ( essa seguran1a? 1QG . curioso e muito interessado em conhecer a Umbanda. se voc0 permitir. cuidada pelo e/u guardião. 2oltamos para a casinha que despertou tanta curiosidade. terei imenso pra6er em mostrar tudo.. rindo. l* na entrada. pedindo. porque icou muito calado. 9ueria ter a liberdade para pedir e/plica18es. analisando inteligentemente todas elas. #m cima de um toco de madeira.Kaldomiro ( um espiritualista. ( uma pessoa muito interessante. que não conto. #/pliquei. porque não sei.eus e para ele todas as religi8es são boas. 5o dia e hora combinada. 3 'laro. 'r0 em . gostaria muito. a da Pomba3gira Maria Padilha. mas não no dia de gira. &ranq?ili6ei o simp*tico amigo.

que ornamentam as paredes. tenham sido mundanas. uma vermelha. eito por ele. algumas at( com longas piteiras e não dispensam os per umes e lores. 'omo e/pliquei l* na &ronqueira. embora. como o e/u. os quadros representando as entidades. 3 "alve todos os -ri/*s da Umbanda. ! prova da submissão das pombas3giras aos e/us ( que elas não riscam ponto para trabalho. e para a pomba3gira. al(m de encher os copos de suas respectivas bebidas. mas hoje são esp)ritos evolu)dos. #le curioso.irigi3me ao meio do terreiro e. aqui estão enterradas as armas do 'aboclo !:uan. 3 -nde elas se encai/am com os e/us? 3. um ponto riscado. 3 # por que ele? 5ão podia ser outro?. desespero e consertos amiliares. 3 C verdade que as pombas3gira são os esp)ritos das prostitutas? 3 ! pomba3gira ( o e/u eminino. 3 Por quer voc0 a6 o cumprimento nessa estrela? 3 C a seguran1a do terreiro. curvando3me e batendo tr0s palmas. Parecendo satis eito. e saudei. 3 # as velas acesas. em vida. Pode ser que algumas delas. ajoelhado. arcos e lechas. claro. "ua or1a ( indiscut)vel. . se pintando com e/agero. carvão. entramos no terreiro. cobre e mais uma por1ão de metais. acendo para o e/u uma vela branca. 9uem risca o ponto para a pomba3gira ( o e/u. sal. $icam sempre a)? 3 &oda semana. a6endo seus cavalos usarem roupas e/travagantes. erro. C um campo de or1a e ainda. 3 #las e/ploram esse lado do olclore. bebidas e algumas coisas mais. !o contr*rio do que muitos pensam. ! irmou. buscando sua evolu1ão. 1QE . #las são au/iliares diretas dos e/us. ela não ( prostituta. $umam cigarros so isticados. machadinhas. que elas são entidades maravilhosas e doces. o -ri/* che e espiritual da casa. #m casos de amor. ganhar sua evolu1ão espiritual.1QE 3 #le pAs v*rios elementos. suavemente. ajudando os homens nos terreiros para. os e/us mandam elas trabalharem. @ombardeou. &odo e/u tem a sua pomba3gira. 3 !ssisti uma gira de quimbanda e elas me pareceram escandalosas. iquem embrabecidas. ervas. 4s ve6es. como ponteiro. uma vermelhas e outra preta. bati o dedo tr0s ve6es onde tem uma estrela em granito. olhava os atabaques. C um ori/* trabalhador. $ique certo. espadas.

muito embora todo teu jeito seja de XangA. ! linha de -gum. 5ão devia ter alado. voc0 chama primeiro a linha de -gum? 3 "im. 'ada terreiro tem o ori/* mandante. de acordo com seus assentamentos. na sua inoc0ncia. 3 "eo !:uan. quem mandava no 'aboclo Rompe Mato. por isso que tem seu assentamento embai/o desta estrela. "entou3se 4 rente do 'aboclo !:uan e e/plicou.1SF Pelas min+cias das perguntas. curioso.iga para ele que quem manda no 'aboclo !:uan ( o Rompe Mato. o Paulinho. $alei. #le perguntou3me. 1SF . 3 Por eu ser o dirigente material da casa. 3 2oc0 disse ser ilho de -gum. na casa dele. querendo adivinhar. e/atamente por isso. Respondeu. depositados no cong*. vem irmar o terreiro para o trabalho subseq?ente. Respondi que era o senhor. no plano espiritual. meu ilho. Parou em rente ao cong* e icou olhando todas as imagens. Pode tamb(m ser eito com uma cebola cortada em quatro peda1os. Nembrei da 'ris Mendes. jogam3se os b+6ios. a casa sempre ser* de -gum. o 'aboclo !:uan. -gum. 3 #/iste um ritual para isso. tocos de charuto e papeis com pedidos. uma m(dium do terreiro. meu ori/*. só o pai3de3santo pode por alguma coisa. eu mando na minha casa. # eu. 3 9uem cuida do cong*? 9ualquer um pode por uma imagem no altar? 3 5o cong*. #u não soube responder. 3 'omo jeito. ( quem manda. e voc0 na sua. 2enha uma noite de trabalho e jogarei para voc0. imaginei uma longa tarde. 3 C por isso que nas giras. dei/ando uma belo ensinamento. quem mandava no 'aboclo !:uan. e/ceto se levantarem as armas do caboclo e orem substitu)das por outras. C como na vida material. são di erentes? 'onte3me. 2oltei ao meu interlocutor. como vou saber de quem sou ilho? Perguntou. . ilha de -gum e que trabalha com o 'aboclo Rompe Mato. #st* errado. 5o candombl(.espertei sua curiosidade. atrav(s de meu pai e ilho dele o 'aboclo !:uan. 2ejo 4s ve6es velas. 3 . !qui só as coisas sagradas do terreiro ( que podem icar depositadas. ( um admirador do 'aboclo Rompe Mato. na Umbanda jogamos o obi ou acendemos velas. Mesmo que eu saia do terreiro. #le perguntou. Pareceu satis eito com a e/plica1ão. $a6 parte do ritual.

Para que o ilho de -/al* tenha uma vida melhor. Respondi. não manda e não gosta de ser mandado.1S1 3 'ada um tem uma in lu0ncia muito grande de seu ori/*. -/al* ( o -ri/* maior e por isso mesmo não atua diretamente em elementos do planeta. 3 2enha. laconicamente. depois não se quei/e. Retomando a palavra continuei. 3 #/plique melhor. pelo isolamento.e todos os -ri/*s. ia entender. mostrando um pequeno gravador. 3 !gora entendo a história do secret*rio. buscando. . 5a teimosia não gosta de impor suas id(ias. #stou gravando desde o come1o. !t( na escolha das tare as. 3 . 3 5ão ( l)der. Mnterrompeu. voc0 prometeu. . ou seja. quer as coisas sem demonstrar. sentei3me e comecei a alar. &em um tend0ncia muito orte para a solidão. -s ori/*s agem diretamente na ess0ncia e comportamento de cada um. 3 'omo assim?. C teimoso. 1S1 . <osta de transmitir seu g0nio calmo. quando o busca. deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar deter a sua natural teimosia. 5osso secret*rio ( ilho de -/al* e o &esoureiro de XangA.isse. 2ou di6er. 3 "e voc0 soubesse os caracter)sticos de cada um. sorrindo. sem a oba1ão. pegue este caderno e tome nota. de andar sereno. !chei gra1a. 5ão ( agressivo e quando agredido pre ere demostrar superioridade. atingindo seus objetivos de orma bem natural. 3 #/plique tudo. um encontro com a harmonia universal. a6endo isso por interm(dio dos outros -ri/*s. mas não se submete acilmente 4 lideran1a de outro. sente aqui e ale. nos escritórios e na lida com pap(is. com tend0ncia ao so rimento. 'obrou. eles recebem in lu0ncia. no dia3a3dia. um por um. #/pliquei. mas não cede em seu ponto de vista.ilho de -/al* ( uma pessoa normalmente tranq?ila. vou alar. o ilho de -/al* talve6 seja o mais organi6ado. 3 #st* certo.

assumindo integralmente a situa1ão daquele que quer proteger. -/al* atua em todos. % e/pliquei. desde que não seja desrespeitado. da demanda e da luta. . 'ome para viver. "eu ilho carrega em seu g0nio esses caracter)sticos. Mnicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. "eu temperamento di )cil e rebelde o torna. Por ser -gum o -ri/* do $erro e do $ogo seu ilho gosta muito de armas. 5enhum ilho de -gum nasce equilibrado. 3 "im. Neal e correto. quando o atingem. não a6endo questão da qualidade ou paladar da comida. 3 #spere a). 'omo os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas. 5ão admite a raque6a. ! sua impaci0ncia ( tão marcante que não gosta de esperar. !ma o desa io. "abe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado. e Mansã no raio. XangA na pedreira. C ranco. -gum ( o -ri/* da guerra. -/óssi na mata.ncia. demonstrando muito interesse nas e/plica18es. acas. ( por isso que ouvi alar que os oguns não icam parados no terreiro. 5ão recusa a luta e quanto maior o obst*culo mais desperta a garra para ultrapass*3lo. imediatamente o largam e partem em procura de outro. quase um desajustado. @rigam e 1S= . Muitas crian1as 4s ve6es são levadas aos psicanalistas por mostrarem um g0nio di )cil de lidar. 3 #ntão. #st* sempre em busca do que ( considerado imposs)vel. Uma marca muito orte de seu -ri/*. Memanj* no mar. espadas e das coisas eitas em erro ou latão. muitas ve6es at( com assustadora agressividade. desde a in . os ilhos de -gum perseguem tena6mente um objetivo. #/plique melhor essa parte. !dapta3se acilmente em qualquer lugar. Me parece muito orte.1S= 3 -gum atua no erro. C insaci*vel em suas próprias conquistas. em movimento. alsidade e a alta de garra. -/um nas *guas doce e cachoeiras. 'ontinuei. !dora o esporte e est* sempre agitado. #le ( a oito. &em decis8es precipitadas. 5ormalmente o ilho de -gum ( rela/ado com seu cuidado pessoal. ( verdade. ( tornar3se violento repentinamente. 3 Msso ( um aviso aos pais.Kaldomiro icou em sil0ncio. ( um l)der. 'omentou. 5ão admite a injusti1a e costuma proteger os mais racos. "eu g0nio ( muito orte. C uma pessoa de tipo esguio e procura sempre se manter bem isicamente. . -bservou. 5ão a6 rodeio para di6er as coisas.Ydi )cilZ ( a sua maior tenta1ão. 'ontinuei. atrav(s dos seis ori/*s.

sabe. 4 qual dedica aten1ão total no sentido de prov03la e encaminh*3la. "eu maior de eito ( o g0nio impulsivo e sua maior qualidade ( que tem tudo para ser um vencedor. deve despertar aquele gigante que habita sua ess0ncia. evidentemente. organi6ar o caminho para as solu18es complicadas. mas acaba vencendo. C a ess0ncia da nossa vida. -bservou. em XangA. mais eles teimam. 5ão ( ciumento e muito menos rancoroso.ncia.mato. #ntretanto. 3 C verdade.iante das di iculdades próprias ( muito hesitante. XangA. C carente. muitos problemas seriam evitados com os jovens. C. muito embora. "enhor das pedreiras. #sta rase ( para chocar mesmo. o sol e a lua. &em um gosto re inado. lembrando das minhas indigna18es na in . amoroso. 3 Pela tua e/plica1ão. &odos os -ri/*s. se houvesse essa conscienti6a1ão. C o conhecedor das ervas e o grande curador. Pisa macio. como poucos. . por mais incr)vel que pare1a. 9uando o a6 se torna perigoso. os pais devem ter paci0ncia. . 'ontar at( de6. sejam calculistas e estrategistas. "e conseguissem esperar ao menos vinte quatro horas para tomar qualquer decisão. especi icamente nas matas e no reino animal.1SB en rentam os pais sem nenhum medo. 'om respeito 4 sua própria organi6a1ão amiliar. as estrelas. o que o tornaria mais disposto a encarar as suas próprias di iculdades. . pois quanto mais provocados. ladino como os )ndios. 5ão assume os problemas dos outros. antes de dei/arem e/plodir sua 6anga. 9uando eles conseguem equilibrar seu g0nio impulsivo. "e or um ilho de -gum. encantador. <osta das coisas boas. preocupado com todos os problemas. 'omo os ilhos de -gum não dependem de ningu(m para vencer suas di iculdades. Mncapa6 de negar qualquer ajuda a algu(m. 5ão discute a (. são a b+ssola de sua vida. as *guas. a Husti1a dei/a de ser uma virtude.eus da Husti1a. os bichos . mas ica lado a lado ajudando3os. 9uando atacado custa revidar. e transmitem esta caracter)stica aos seus ilhos. tamb(m lhes evitaria muitos remorsos. muito embora com orte tend0ncia 4 solidão. com o crescimento vão se libertando e se acomodando 4s suas necessidades. mas ( certeiro. -/óssi age na 5ature6a. a vida lhes ica bem mais *cil. o . $alei. para passar 1SB . Para que sua vida melhore. são justos. !ma a Niberdade e a 5ature6a. "eu ilho tem um tipo calmo. sustentado pelo seu esp)rito alegre e otimista. Um grande conselheiro pelo seu g0nio alegre. evitariam muitos reve6es. !credita e ( iel seguidor da religião que escolheu. neste particular. ( muito apegado 4s suas coisas e 4 sua am)lia. e/erce uma in lu0ncia muito orte em seu ilho. veste3se bem e cuidadosamente.ilho de -/óssi ( talve6 o mais equilibrado.

atropelou um homem. mas tudo medido. 3 enorme. 9ueria. "enhor da Husti1a. C t)mido no contato mas assume acilmente o poder do mando. o que. Mas correu um risco 1SJ . principalmente porque o par. &em comportamento medido. . Rei da Pedreira. 9ue bom ver voc0 outra ve6 eli6.i6ia. podendo acilmente sair da serenidade para a viol0ncia. 3 "ou inocente e a justi1a vai provar. . no que ela não concordou. totalmente embriagado. Procurada pelo advogado da am)lia da v)tima para um acordo. contou3me a novidade. mesmo a jovem. num acidente. apresenta uma velhice precoce. grande de eito dele ( julgar os outros. quase sempre di erente do nosso. adora colecionar pedras. tirando3lhe a vida. "e aprender a dominar esta caracter)stica. .ivina. !calma3se com a mesma acilidade quando sua opinião ( aceita. sua am)lia entrou na justi1a com uma a1ão de indeni6a1ão.1SJ a ser uma obsessão. pelo senso da justi1a. !pesar da v)tima ter sido a +nica culpada. 'ontei o caso de uma mo1a que.medo de cometer injusti1as muitas ve6es retarda suas decis8es. pela do homem. ! discri1ão a6 de seus vestu*rios um modelo tradicional. cuja senten1a não nos ( permitido conhecer. calculado e esquemati6ado. torna3se um leg)timo representante do Tomem 2elho. $eli6. provocando uma crise emocional na mo1a.ilho de XangA apresenta um tipo irme. seguro e absolutamente austero. muito terra. torna3se uma pessoa admir*vel. sem lhe tirar. ao contr*rio de prejudic*3lo.metro da Husti1a ( o seu julgamento e não o da Husti1a .ivino. a bele6a ou a alegria. no que lhe respondi. con iante. e sim por um jui6 da terra. em absoluto. recusou3se a sequer conversar. 3 'omo assim? 3 2oc0 trocou a justi1a de teu pai XangA. # se ele errasse? 2oc0 iria culpar XangA? . en(rgico. 5ão guarda rancor. trans erindo o seu próprio julgamento para o Hulgamento . pass)vel de erros. 3 #/plique melhor. #sta an*lise ( muito importante. C eterno conselheiro. Por alar em pedreira. o que a6 de seu ilho um so redor. 5o julgamento voc0 não estava sendo julgada por ele. só lhe tra6 bene )cios. C incapa6 de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resolu18es baseiam3se na seguran1a e chão irme que gosta de pisar.seu marido queria a6er o acordo. para tranq?ili6ar sua esposa. que sua inoc0ncia osse questionada. e não gosta de ser contrariado. independente do valor da causa. #la não admitia. #la oi ganhadora na pendenga judicial. "ua isionomia. provar sua inoc0ncia. 9uando o ilho de XangA consegue equilibrar o seu senso de Husti1a.

por(m mais reservadas que as de Mansã. a "enhora do Mar. no caso.1SO Memanj*. 2oluptuosas e sensuais. são as ondinas. #las evitam chocar a opinião p+blica. 5ormalmente ica 6angado quando o endido e o que tem como ajuntó ]o segundo santo masculino^ o ori/* -gum. a . escondem uma vontade muito orte e um grande desejo de ascensão social. a "enhora dos 2entos e das &empestades. C ranco e não admite a mentira. !quela que transmite a todos a bondade. principalmente das coisas que estão sob sua guarda. 3 . C e/tremamente ciumento com tudo que ( seu.eusa <uerreira. C muito sens)vel a qualquer emo1ão.homem ilho de Memanj* carrega o mesmo temperamento. ! di eren1a entre Memanj* e -/um ( a vaidade. ( pessoa calma. ( 4 -/um que se pede ajuda ]pelo !mal*^. Zo arqu(tipo de -/um ( das mulheres graciosas e elegantes. jóias caras. . e sempre reage com muita toler.Z "eu maior de eito ( o ci+me. con ian1a.as mulheres que são s)mbolo do charme e da bele6a. "eu ilho ( conhecido por seu temperamento 1SO . . ( o protetor. Pelo ato de Memanj* representar a 'ria1ão.ncia. tanto que quando uma mulher tem di iculdade para engravidar. "ob sua apar0ncia graciosa e sedutora. 'uida de seus tutelados com muito amor.ncia. . &ipo a grande mãe. dona dos rios e das cachoeiras. ! porta de sua casa sempre est* aberta para todos. sua ilha normalmente tem um tipo muito maternal. detalhadamente. e gosta de tutelar pessoas. porque não divide isto com ningu(m. nas incorpora18es. pertence a linha seguinte que in luencia sua personalidade. . tranq?ila. torna3se muito agressivo e radical. "empre tem os bra1os abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. e/ceto quando se sente amea1ado na perda de seus ilhos. C sempre discreto e de muito bom gosto. Mansã.maior de eito do ilho de Memanj* ( o ci+me. com pai/ão pelas jóias. <eralmente ( calmo e tranq?ilo. ! mulher trata com 6elo o seu cabelo e não descuida da pintura. ouro. &alve6 ningu(m tenha sido tão eli6 para de inir a ilha de -/um como o pesquisador da religião a ricana. tem grande or1a. que escreveu. C mãe. grande conselheira.i erente ( quando o ajuntó ( -/óssi. !) sim. com indiscut)vel dom)nio no g0nio e personalidade de seu ilho. #/pliquei.que ( ajuntó? ! or1a de Memanj*. 2este3se com capricho. . carrega todo o tipo de Memanj*. 4 qual dão muita import. $ilho de -/um ama espelhos ]a igura de -/um carrega um espelho na mão^. que. !quela mulher amorosa que sempre junta os ilhos dos outros com os seus. ! maternidade ( sua grande or1a. . um caboclo de -gum ou de -/óssi. ( impec*vel no trajar e não se e/ibe publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta. 5ormalmente tem uma acilidade muito grande para o choro. o ranc0s Pierre 2erger.ilho ou ilha de -/um.a) não ter um pai3de3cabe1a. <eralmente. per umes e vestimentas caras. a Rainha da Wgua doce. dado que XangA tem liga1ão )ntima com a linha da Mansã.

#n renta qualquer situa1ão de peito aberto. #/empli iquei duas pessoas brigando. e seu grande de eito. seria pessoa muito mais eli6 e querida. com berros. senta. &em um pra6er enorme em contrariar todo tipo de preconceito. 3 "e or uma ilha de Memanj*. por coincid0ncia. C leal e objetivo. . 5ão admite ser contrariado. 5ão pensei. pediu licen1a para terminar a história. querendo saber qual dos dois est* com a ra6ão. 3 5ão sei. vai brigar com os dois. encostar a cabe1a em seu peito. acalm*3los. #m seus gestos demonstra o momento que est* passando. gritos e choro. "e or uma ilha de Mansã. 3 # se or ilha de -/um. pedindo a . 3 'ansou3se de ouvir? 3 5ão. no que concordei. #st*vamos reunidos num grupo. claro que não. o que não ( di )cil. e tentei dar as di eren1as dos ori/*s. Um ilho de -/ossi. 'iumento. alei. "empre a sua palavra ( que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. quando ica tentado por uma aventura. vou passar a observar as pessoas para con erir. 5ão tem medo de nada. Passa por cima de tudo que est* a6endo na vida. #st* sempre chamando a aten1ão por ser inquieto e e/trovertido. ele vai orar. o que lhe prejudica o conv)vio social. uma ilha de -/um.eus que acabe aquela briga. #m estado normal ( muito alegre e decidido. não conseguindo dis ar1ar a alegria ou a triste6a. como se tivesse terminado. ica assistindo a briga. "ua grande qualidade. Um ilho de -gum. ou passa direto e não olha ou entra na briga. pouco importando se tem ou não ra6ão. 9uestionado torna3se violento. # parou. !chei interessante a descri1ão das ilhas de -/um. como uma mãe. vai parar. &omando a palavra. <ostei muito. vai chamar os dois. Por ser tão marcante seu g0nio.1SQ e/plosivo. e por ele vai torcer para que seja o vencedor. . do lado do bai/inho que est* apanhando. a6endo parte da roda. partindo para a agressão. achando gra1a. pois não gosta de dialogar. se este osse controlado. a impensada ranque6a. vai alis*3los. no que oi interpelado. continuou. 'omo iriam se comportar? Meio sem jeito. quando ui interpelado por uma senhora. a garra. "e passar um ilho de -/al*. "ão assim mesmo? 3 2ou te contar uma história.que aria? 1SQ . Um ilho de XangA vai icar indignado. #ncerrando as e/plica18es. perguntei. # parei. demonstra um certo ego)smo porque não se importa com que os outros so ram pelo seu g0nio reconhecidamente mal3humorado. 3 # o povo das *guas. e eles acabam a6endo as pa6es.$ernando 'ecchetti.

1SS 3 5ada. #les estavam brigando por causa dela. #ncerrou com muita gra1a, arrancando gostosas risadas do grupo. - Kaldomiro tamb(m achou gra1a, mas perguntou, 3 Mas por que voc0 disse eu pare1o ilho de XangA? 3 -s ilhos de XangA são detalhistas, o que voc0 parece ser. 3 C. "ou mesmo. 'oncordou. 3 2ou te mostrar a 'asa dos #/us e o Roncó. 3 'asa dos #/us e Roncó. Pode e/plicar? . 3 "im, venha comigo. !qui ica a 'asa dos #/us. C o lugar que cultuamos as imagens dos e/us e pombas3gira, onde dei/amos os pontos irmados, quando eles pedem, e alimentamos a seguran1a para os dia de trabalho. 9uando entrarmos, bata tr0s ve6es, como i6 l* na estrela. #ntramos e ele icou olhando. 5ão se conteve e alou, 3 !s imagens são eias, mas a vibra1ão ( muito boa. 3 C. $a6 parte do olclore. #stamos habituados dessa orma. 9ualquer modi ica1ão, iria tirar nosso re erencial. 3 9uando sair, venha de costas. C um gesto de respeito. #ntramos no Roncó. #le icou maravilhado, tanto que e/clamou, 3 5ão estou entendo nada, mas que lugar de energia orte. 5osso roncó tem muitos alguidares, pela quantidade de m(diuns. Mais de tre6entos. #les são colocados em prateleiras, com o nome dos m(diuns escrito na rente, com uma vela de sete dias, *gua, bebida e ervas do ori/* dentro do alguidar. $ica iluminado, tornando3o muito bonito. !qui ( o nosso lugar sagrado. "ó eu e a hierarquia podemos entrar, e/ceto os convidados. Minhas coisas icam aqui. 9uando preciso de a/(, venho aqui. "emanalmente alimento o meu alguidar e as ervas que usamos nos trabalhos. 'ada alguidar de barro pertence a um m(dium da corrente. #le ( alimentado, criando um campo de or1a, que ( usado pela entidade protetora de cada um, em bene )cio do próprio m(dium. 3 Mas como voc0 a6 para que eles recebam os alguidares? &odos t0m?

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1SS

1SG 3 "ó os que j* i6eram o !maci. 3 - que ( o !maci? 3 !maci ( a lavagem do chacra coron*rio de cada um. C a abertura de sua espiritualidade e a entrada dele na Umbanda. C eito durante o ritual do !maci. - m(dium tra6 um alguidar, vela e a bebida do ori/*. - 'aboclo !:uan lava a cabe1a dele, primeiro com as ervas por mim preparadas, e depois com a bebida do ori/*. "ua cabe1a ( coberta com um pano, que chamamos pano de cabe1a, e ( levado para o roncó, con orme voc0 est* vendo. 3 #/istem outros rituais, na Umbanda?. 3 'laro. #ntre outros tem o bati6ado e o casamento. 3 ! Umbanda a6 casamento? 3 $a6 e ( muito bonito. "ão parecidos, tanto bati6ado como casamento, com os da igreja católica. 3 <ostaria de a6er uma pergunta que sempre me intrigou, e não t0m nada a ver com este momento. Mas creio ser uma boa oportunidade. C sobre as ben6edeiras. "olicitou, na e/pectativa de minha rea1ão. - que voc0 quer saber? 3 2ale a pena consult*3las? 3 &enho o maior respeito pelas ben6edeiras. "ão m(diuns de e/traordin*ria potencialidade, mas não seguiram uma linha de trabalho em grupo. #u mesmo posso testemunhar. 9uando minha ilha era beb0, costumava jog*3la para cima, 4 guisa de brincadeira e, tamb(m, para ver o susto que sempre levava. 'oisa de pai novo, sem medir as conseq?0ncias de seus atos. "urgiu um vermelhão em seu rosto, principalmente atr*s das orelhas, que estava in eccionando. -s m(dicos não conseguiam resolver. Nevamos, minha mulher e eu, 4 uma ben6edeira. #la, enquanto re6ava, derrubava cera de uma vela acesa dentro da *gua num copo. $icou concentrada e perguntou, 3 9uem est* jogando a menina para o ar? #nvergonhado, con essei a6er isso. 3 #sta ( a causa. $alou, secamente. !pagou a vela e encerrou. #m tr0s dias, ela icou completamente curada. 3 9uando eu torcia o torno6elo, era uma ben6edeira que me curava. 'ontinuei. # e/iste um caso muito interessante. Uma crian1a estava

1SG

1SE doente, p*lida, e não se desenvolvia. ! mãe consultou uma ben6edeira. #la e6 suas re6as e diagnosticou, 3 ! menina est* com uma cobra dentro de seu corpo. .0 ch* de semente de abóbora, durante sete dias. 3 - que signi icava? Mndagou o curioso amigo. 3 ! semente de abóbora ( verm) ugo. # a cobra devia ser uma lombriga. - Kaldomiro icou pensativo e não e6 mais perguntas. 3 Porque os santos da igreja católica são cultuados na Umbanda? 3 #ra proibido aos escravos a ricanos o culto 4 sua religião, o candombl(, sendo3lhes permitido, apenas, a pr*tica do catolicismo. #les, de orma esperta, constru)am os altares, pondo em cima as imagens da Mgreja, e embai/o, escondido atr*s dos panos, as comidas, ou !mal*s, aos seus -ri/*s. Para -/al*, escolheram Hesus 'risto> para -gum, "ão Horge> Memanj*, tinha a imagem de 5ossa "enhora> -/ossi, ". "ebastião> XangA, ". HerAnimo> -/um, representada por 5.". da 'oncei1ão, e Mansã, por "anta @arbara. $oi assim que houve o sincretismo das religi8es católica e a ro3brasileira. 3 #ntão, Umbanda e candombl( são iguais? 3 'andombl( ( uma religião, e Umbanda ( outra. !lguma coisa a Umbanda trou/e do candombl(, principalmente os -ri/*s, e mesmo assim, os sete cultuados e mais -mulum. 5o candombl( os ori/*s são mais numerosos. Mas não entendo de candombl(, por isso não sei e/plicar. 'andombl( ( uma religião a ricana e a Umbanda ( autenticamente brasileira. 'ompletei. - Kaldomiro se deu por satis eito com o passeio pelo terreiro e com as e/plica18es.

1SE

muito embora esteja ciente dos ouvintes j* estarem cansados e aborrecidos. Um sol vermelho. são os que t0m (P &enho um estilo. carregando ao seu lado um ogoso cavalo branco. rosto comprido e queimado pelo sol. atravessando os galhos das *rvores. quando um ente querido desencarna? Por temer o desconhecido? 5ão acreditoP !cho que ( por amor 4 vida. com vasto bigode preto. alegres e sorridentes. e/ibia um acão na cinta. #stava num lugarejo com casas humildes. &odas tinham uma *rea em rente. "eu chap(u era preto. corpo orte. a morteP ! morte ( a liberta1ão do esp)ritoP #stou convencido disso pelas minhas convic18es religiosas. vou escrevendo. Mas e/istem pessoas. numa estrada de chão de terra. &enho que encerrar este livro. &ra6er a liberdade que voc0 sempre reclama não ter conhecido. tenha uma inspira1ão . que amam a vida e não t0m medo de morrer. $iquei e/tasiadoP 3 Hoão @oiadeiro. as pessoas nos saudavam. e tinha um len1o vermelho no pesco1o. 2estia bombachas. e empunhava um la1o de couro. tinha uma capa preta. onde eu me incluo. enquanto penso. C voc0? #/clamei. levada lateralmente no ombro. na vila dos pretos3velhos. &ive um sonho lindoP #nvolvido que estava at( o par*gra o anterior. 2ou desligar o computador e dormir. 3 #stamos na aruanda. tra6ia uma lu6 repousante. Minha visão icou mais clara. Mas se ela ( assim. mas lindas. 3 2im cumprir o prometido.1GF CAPITULO 2 ENCERRAMENTO Minha história acabou. 1GF . $oi quando consegui ver meu acompanhante. para corrigir depois. Respondeu alegremente. e 4 medida que )amos passando. pacientemente. e/plicou. eu órico. !o perceber que eu o en/ergava. $i6 bem em ter ido dormir. e um +mido ar nos aben1oava com uma brisa per umada. 'aminhava com algu(m ao meu lado. mostrando um largo sorriso. por que nos causa tanto medo e qual a ra6ão do nosso so rimento. !queles que. sonhei que tinha morrido. amanhã. 9uem sabe. #ra um homem alto. estão convidados para uma re le/ão. "into3me como o eloq?ente orador que não sabe como e quando deve encerrar seu discurso. $oi assim. e não sei como a603lo. quando acordar. chegaram at( aqui.

beijei suas mãos. #stou muito emocionado em poder alar consigo. . sempre ressaltando a liberdade.i6ia. 3 Meu protetor. 5ão conseguia en/ergar direito. mestre e amigo. os campos e os rios. mas não admitia ser desrespeitado. e os reconheci imediatamente. Minha emo1ão aumentava. ! mim compete de dar a conscienti6a1ão. que tamb(m veio me receber. as cal1as brancas e dobradas na bainha. !mbos aparentavam avan1ada idade. #m volta de uma imensa ogueira. v*rios ciganos cantavam e dan1avam alegres. 3 !qui te dei/o com o teu protetor. enquanto as l*grimas corriam em minha ace. #sclareceu o Pai Maneco.1G1 Nembrei3me do Hoão @oiadeiro no terreiro. o Pai ManecoP !lto e orte. onde come1ava linda campina. Hoão @oiadeiro. a crian1a da linha de 'osme e . "entados num banco eito de tronco de *rvore. $a6ia trabalhos maravilhosos. o c(u dos esp)ritos da Umbanda. vi tr0s pessoas e um menino. mas o brilho dos seus olhos iluminaram minha alma. 3 #sta esta ( em tua homenagem. mas quem manda em mim ( o sol. at( que ela terminou. a chuva.Pai Nui6 tirava ba oradas de seu cachimbo e o Pai Hoaquim de !ngola tinha entre os dedos um cigarro de palha. iniciou uma conversa1ão.amião.e mãos dadas com o Pai Maneco estava uma crian1a. Um deles se levantou e veio em nossa dire1ão. desaparecendo imediatamente. tamb(m negra.Hoão @oiadeiro te deu a liberdade. tenho patrão. 3 . tanto na Umbanda como na quimbanda. com os cabelos brancos e o rosto vincado. o vento. 5ão consegui controlar minha emo1ão. o amor pela nature6a. quando percebi sua camisa a6ul clara. 'ostumava di6er que ningu(m pode ser eli6 sem a ter liberdade. #ra o Hoão6inho da Praia. 'ontava passagens de sua vida. -s outros dois j* tinham se levantado do banco. percebendo o meu estado emocional. e quando isto acontecia. a lua. $alou o @oiadeiro. . com os cabelos raspados. !joelhado. 3 Muito obrigado. 2amos adiante. % agradeci. "ão meigos e demonstravam serem muito bondosos. e pude ver direito quem ele era. 2ivia no sul do @rasil. o Pai Hoaquim e o Pai Nui6 vão se encarregar de te a6er mais humilde. -uvi uma m+sica estiva. 'onsegui balbuciar. era alegre e descontra)do. mas senti um amor muito grande por eles. o respeito aos animais e a idelidade ao patrão . icava violento e irritado. $oi quando o Pai Maneco. $omos subindo a ladeira de terra. 1G1 . sempre estejados por seus eli6es e delicados moradores. #u estava realmente na aruanda. Um era o Pai Nui6 de XangA e o outro o Pai Hoaquim de !ngola.

os guardas dos reis. #u não alava nada.'igano oi a respons*vel pela harmonia da tua am)lia. #les pararam de dan1ar. "ão seres que nunca tiveram uma encarna1ão terrena. 5asceu na Tungria. #stava encantado com a alegria do povo cigano. sempre ugindo de seus inimigos. 3 . 3 "ão animais? 3 "ão os elementais.'aboclo da 'achoeira e o 'aboclo Hunco 2erdeP #/clamei. nem perguntei quem eram. mas a dist. ! roda dos ciganos oi abrindo e deu para deslumbrar. sem r(deas nem selas. pro issão que e/ercia com grande orgulho. com a cabe1a e os dois bra1os para cima. 2ou roubar um cavalo de algu(m para podermos correr juntos nesta campina m*gica. com um colete preto todo en eitado. H* não sentia ter morrido. sem nada di6er. principalmente relacionadas com roubos de cavalos. mas iquei quieto. Mntrigado. montado em um cavalo negro. o meu amigo 'igano Koisler. 3 .1G= $iquei sem entender. 5ós and*vamos sem cansar. 2i dois )ndios. 'laro. 5ão o encontrava dentre eles. 5ão estava entendendo nada. $iquei con uso. 3 Meu amigo. $icamos observando. #stava ainda muito embevecido com aquela situa1ão. o Pai Maneco esclareceu. estava cada ve6 mais vivo e esperto. . -s lugares eram longe. juntamente com os viol8es e os pandeiros.i6ia não entender porque era perseguido pela guarda real. o 'igano Koisler. e por l* peregrinava. seu avA e todos os seus ancestrais eram ladr8es de cavalos. #ra deslumbrante e misteriosa.ncia parecia curta. sem cansa1o ou marca do tempo. uma ve6 que seu pai. em apurado galope. #nquanto caminh*vamos. o competente che e de tribo. &rajava roupas discretas. todos calados. 1G= . Parando seu corcel. $oram gerados pela or1a da 5ature6a. pr)ncipes ou nobres. vindo do meio da campina.'igano Koisler gostava de contar estórias. !lguns eram esquisitos. mas agradecido dei/ava transparecer minha surpresa. 2ia pequenas criaturas correrem de um lado para outro. Uma imensa mata estava 4 nossa rente. 5ós quatro icamos no meio da dan1a e da m+sica. e os violinos silenciaram. desmontou e parou na minha rente. .Pai Maneco tratou de me tirar dali. esvoa1ando. perguntei ao Pai Maneco. eu órico. que habitam as matas. "orriu e me abra1ou. os duendes. embora contra a minha vontade e a do cigano. #/clamou. % e/plicou. ao contr*rio. "ão especialistas em tra6er a elicidade para voc0s. que bom voc0 estar aqui. . com os cabelos grisalhos. dando3me um orte abra1o. Pareciam serem pessoas anãs. . Procurava ansioso.'aboclo da 'achoeira j* não mostrava o seu caracter)stico rosto sisudo e vincado.

com invej*vel )sico. ! Magia da UmbandaP $alei ao Pai Maneco. 3 LaA Labecille. "a) da tribo e ui viver so6inho. . a vibra1ão do lugar icava intensa. #u sabia que ele viria.. tudo que me estava acontecendo. 9uando descia no terreiro. C um legitimo representante da linha de XangA. 2i um outro )ndio sair da mata. 'erta ve6 uma pessoa sentou3se 4 sua rente. 5a verdade vinha lhe contar que ia sair da casa dos meus pais para viver so6inho.escobri que ningu(m pode viver so6inho. 3 "alve meu Pai. demonstrando ir embora. e o saiote com a domin. pois desconhecia o espelho. 9uem se isola não consegue colher bons pensamentos. 'orpo enorme. ! solidão oi minha companheira. 5ão pude agradecer ainda a linda mensagem que dei/ou na terra. olhou i/amente para o rapa6 4 sua rente e perguntou3lhe o que queria. #ra muito ligado com o 'aboclo S $lechas e o 'aboclo &upinamb*. se apresentava com idade madura. "abia. tinha um cora1ão imenso. . 3 "em a alegria. como poucos. seu senso de justi1a era dominante. Meus pensamentos giravam só pelas coisas que tinha dei/ado para tr*s. marca dos che es.1GB "eu orte abra1o elevou o meu esp)rito. 3 -:0 -d0. Meu amargo cora1ão aumentava cada ve6 mais a m*goa que carregava. não e/iste o amor. "em nada perguntar. de seu honroso pai -/óssi. corpulento. a6er seus consulentes elevarem suas vibra18es positivas. 5o terreiro.'aboclo da 'achoeira demonstra ter idade avan1ada.ncia da cor verde. ca)dos sobre os ombros. 5ós ainda vamos nos ver. 3 #u era revoltado e não gostava dos meus semelhantes. capa6 de se emocionar diante alguma triste6a dos seus ilhos da terra.'aboclo !:uan. 3 5ada meu pai. o 'aboclo da 'achoeira oi contando sua vida. "eu cocar era de 1GB . . cabelo curto. #ra demais para mim. Minha casa icava * margem de um bonito rio. !inda abra1ado com ele. 2i seu cocar longo. #ra intransigente e embora aparentasse mau humor. 'umpria todo o ritual da Umbanda. . rigorosamente. embora tenha um corpo esguio. se não lhe dispensassem respeito. 5ão dava para cuidar de tudo ao mesmo tempo. #ra desajeitado mas tinha um humor que a todos contagiava. pai3de3santoP 'laro. &erminando a história. e era capa6 de subir durante a gira. com cabelos longos.. só podia ser o 'aboclo Hunco 2erde. $oi o cl)ma/ da minha emo1ão. Mo1o. -uvi uma vo6 atr*s de mim. consegui dei/ar escapar um cumprimento.senhor veio me tra6er a alegria. Por v*rias mensagens dei/a claro ter vivido antes da invasão no @rasil. $alou. 3 9ue pena.

5ão me dei por vencido. ouvi uma vo6 irme. Mas não ser* isso que nos acontece? ! vida não ( uma passagem reparadora do esp)rito. e/ibindo os sapatos inos. 3 "ou o teu equil)brio. com as cal1as pretas. 3 'hega de sonhosP 2olte 4 terra. que anima o corpo )sico. 'ontinuo contraditório. 5ão obedeci. dei/ou escapar uma rase. Meu corpo tremia inteiro. !presentava s(rias les8es em seu cora1ão. "er* que depois de toda essa bele6a que assisti. inquei os p(s no chão. a causa de seu desencarne em pleno campo de utebol. ele apareceu. Recuperando meu estado nervoso. 'omecei a entrar em p. 5ão iria obedecer quem não conhe1o. 3 !ntes quero ver voc0. gostei de morrer e ao mesmo tempo de estar vivo. 3 -gunh0P % gritou. buscando a liberdade pela morte? . empres*rio e presidente de v*rios clubes sociais. !o receber do seu m(dico orienta18es para cuidar da sua sa+de. pois estava gostando do mundo paralelo. !quilo me abalou. anunciando minha chegada. por outro lado. do que viver mortoP7 1GJ . e ningu(m estava ao meu lado. não quero mais voltar para a terra. que escolhi para encerrar minha história. vestindo uma camisa de seda branca. di6endo. emitindo um som orte e poderoso. "ou um ogum teimoso. tra6endo em uma das mãos uma lan1a e no bra1o direito uma *guia. "entenciou. 3 #/u &ranca Ruas das !lmas. $oi quando me vi na beira de um pro undo buraco. determinado a discutir e brigar com esse estranho. mostrando bel)ssimos cabelos castanhos e cacheados. 9uero icar aqui com voc0s. <arbosamente parou na minha rente. quando assistia um jogo de seu clube. estou eli6 por estar vivo. e6 sua *guia voar. Minha cabe1a 6oava e minhas pernas bambeavam.1GJ penas brancas e vermelhas. vou mergulhar no in erno? !ntes que isso acontecesse. 9ue penaP 5ão queria voltar. 3 #st* esquecendo a tua am)lia? 2olte ao corpo e v* terminar a tua missão. olhos a6uis que mudava *s ve6es para o acin6entados. o #/u &ranca Ruas das !lmas. Mas. a6endo ecoar por toda mata o cumprimento de -gum. levantou os bra1os como todo poderoso guerreiro. 7pre iro morrer vivo. !cordei.Ho re 'abral e "ilva oi um advogado.nico. H* não era n)tida a ilumina1ão. de verni6. !lto e orte.

1GO PREFÁCIO MAGIA DA UM7ANDA QUEM SOU EU? PRIMEIRA PARTE CAPITULO I E CAPITULO 2E CAPITULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPITULO 9:E CAPITULO 99 CAPITULO 92E TUDO COMEÇOU INÍCIO COMO PERDI O MEDO GRUPO KARDECISTA REENCARNAÇ1O SON3O SESS5O DO COPO O7SESS1O TROCA DE ENERGIA CRIANDO A L.GICA NEM TUDO < MAGIA TRANSFORMAÇ1O SEGUNDA PARTE CAPITULO 9E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 3E CAPÍTULO 4E CAPÍTULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPÍTULO 9:E CAPITULO 99E CAPITULO 92E CAPITULO 93E CAPITULO 94E CAPITULO 90E CAPITULO92E CAPITULO 94F CAPITULO 96F CAPITULO 98E CAPÍTULO 2:E CAPITULO 29E CAPÍTULO 22E CAPITULO 23E CAPITULO 24E CAPÍTULO 20E CAPITULO 22 E CAPITULO 24E CAPITULO 26E CAPITULO 28E CAPÍTULO 3:E CAPÍTULO 39E CAPITULO 32E CAPITULO 33E CAPITULO 34E CAPITULO 30E CAPÍTULO 32E A UM7ANDA SE DEUS ME DESSE=== A DANÇA DIFERENÇAS O ESPEL3O TERCEIRA ENERGIA INCORPORAÇ>ES O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO MIN3A DECIS1O A FRUTA SOU UM PAI?DE?SANTO PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACI DE AOLTA CA7OCLO AKUAN DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM AN@O DA GUARDA CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN EAOLUIR PELA CIBNCIA ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS DUAIDAS DOS MEDIUNS NOME DOS ESPÍRITOS CONAERSA COM PAI?DE?SANTO A F< DA CARMEM SILAIA CRIANDO MONSTROS MAC3ISMO NA UM7ANDA PROAA INCONTESTÁAEL UMA OFERTA AO ESPÍRITO OS ANIMAIS TBM ALMA? SINAL DA AELA MAGIA DAS AELAS O ANGOLANO PAI MANECO A DOR N1O TEM PAR5METRO O PAI MANECO E O RELOGIO ENERGIA PURA AS CRIANÇAS NA UM7ANDA TERCEIRA PARTE CAPITULO 9E CAPITULO 2 E CAPÍTULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 4E QUARTA PARTE CAPITULO 9 CAPITULO 2 E TERREIRO ENCERRAMENTO QUIM7ANDA O NOME TRANCA?RUAS UM CASO QUE N1O < PARA EDU CONSULTAS DOS EDUS ESPÍRITO N1O 7RINCA O FONSECA O MONTE DOS DROGADOS 1GO .

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