1

GRIFOS DO PASSADO

NOTA DO AUTOR

Resolvi escrever um livro sobre a minha religião, a Umbanda. Mas para quem o dirijo? Para os entendidos, aos neó itos, ou aos iniciantes? !os membros da minha corrente da "ociedade #spiritualista #dmundo Rodrigues $erro % o &erreiro do Pai Maneco ou aos espiritualistas? ! quem? 'omo ( di )cil escrever um livro, considerando que no pre *cio j* estou em d+vida. Resolvi, vou escrever para mim e para quem quiser ler, seja ele quem or. tema j* escolhi, só alta o estilo. .evo alar dos ori/*s, das linhas, das correspond0ncias, dos n+meros de esp)ritos e/istentes, do bem e do mal, do grande engano do e/u sórdido, ou do e/u bom e correto que conhe1o? 2ou descrever a imagin*ria e complicada Umbanda esot(rica, ou a Umbanda que pratico e amo? - que devo escrever sobre as correspond0ncias entre as v*rias alanges, das linhas da Umbanda pregadas pelos autores, a do ori/* maior e ori/* menor, alanges superiores e sub3 alanges? -u devo me limitar aos undamentos da Umbanda simples praticada pelo povo? 2ou me dirigir 4 elite ou 4 massa? 5ão posso me contradi6er, se vou escrever para mim, tenho que me dirigir a quem perten1o e gosto, 4s massas. "entado no computador, criei uma tecla imagin*ria, 7deletar o que os outros di6em7. 5ão hesitei, acionando este adequado recurso. "ó vou depender de mim, e da minha cumplicidade com os esp)ritos. 'onto minha vida espiritual, do meu jeito, as coisas tristes e as alegres, alo muito das entidades com quem trabalho e por isso as conhe1o. "uas histórias, comportamentos e atua18es são iguais 4s de todas as outras entidades. 9uando eu mencionar o nome do 'aboclo !:uan, entendam qualquer caboclo dirigente de trabalho, e quando mencionar o do Pai Maneco, alo de todos os pretos3velho que trabalham na Umbanda. 'ada esp)rito que mencionar, troque o nome pelo de sua entidade, e tenha certe6a, ele ser* igual. #stou contando, desde minha in ;ncia, a passagem na linha :ardecista, at( ser eito pai3de3santo na Umbanda. # conto com idelidade os meus sentimentos e o que os esp)ritos me ensinaram. 9ue -/al* nos !be1oe $ernando M. <uimarães

1

=

PREFÁCIO Redigir o pre *cio de um livro gera imenso pra6er ao mesmo tempo em que e/ige uma grande dose de responsabilidade. 9uando o assunto em pauta nos ( amiliar, esta tare a ( ainda mais *rdua, pois não temos um olhar su icientemente neutro para uma abordagem objetiva. 5ada , por(m, ( tão grati icante quanto compartilhar uma pai/ão e, lisonjeada, tento me colocar 4 altura de tal empreendimento. #ste livro nasceu de um grande amor pela religião escolhida> ( um depoimento genu)no de $ernando <uimarães, cuja amiliaridade com o mundo das letras vem da in ;ncia, e cujo apre1o pela espiritualidade ( amplamente reconhecido. <ri os do Passado vem suprir uma lacuna, organi6ando os princ)pios seguidos no &erreiro do Pai Maneco de modo claro e inequ)voco. #scrito numa linguagem coloquial e sem os e/cessos de did*tica que poderiam tornar a leitura en adonha, o livro ( ormado por pequenos contos, numa seq?0ncia din;mica de e/peri0ncias que envolvem, ensinam e, muitas ve6es, divertem. .evemos pontuar, entretanto, que a intencional acilidade da leitura, condu6ida com sabedoria pelo autor, comporta conceitos ilosó icos de uma pro undidade )mpar. !o leitor atento, que sonhou com um livro simples, por(m pro undo, que ale da necessidade da ousadia sem perder de vista a import;ncia da disciplina, aqui est*, inalmente, uma li1ão de vida, as histórias de Pai $ernando de -gum, nosso querido @abalaA. 'ristina Mendes

=

B

QUEM SOU EU? 'omo sempre a1o, iquei parado na rente do cong* em busca de uma inspira1ão para dar in)cio a mais uma gira de Umbanda. C o momento da minha re le/ão, em que limpo todas as minhas ma6elas materiais. 'omecei pedindo perdão pelos meus erros do dia, quando me lembrei das palavras do Pai Maneco, 7perdão não se pede, conquista3se...7 Meu pensamento oi longe. &enho tantos pecados. "er* que um dia poderei merecer a alegria de ver conquistado o perdão de todos os meus erros? - &erreiro de Umbanda Pai Maneco abriga mais de tre6entos m(diuns, al(m de reunir, em suas giras quatrocentas pessoas na assist0ncia. &em sede própria, arrojada constru1ão e ótima locali6a1ão. #u sou o pai3de3santo, o dirigente, aquele que est* sempre com a +ltima palavra. ! m+sica ( re inada, atraindo alguns m+sicos pro issionais, o que torna nossas giras um encontro cultural. 2*rios pontos cantados nasceram dentro do terreiro. C grande, com bom conceito, e muitas pessoas v0m de longe só para serem atendidas com uma consulta. ! casa tem r)gidos princ)pios morais e ilosó icos. 'onsidero3me um pai3de3santo pol0mico, com teorias inovadoras, 4s ve6es contr*rias 4 pr*tica comum da Umbanda, mas, parado/almente, sou preso 4 história. 5ão ujo da tradi1ão da Umbanda no @rasil. C a nossa religião, a +nica brasileira, o iciali6ada por D(lio de Moraes em 1EFG no Rio de Haneiro. 5ão quero incorrer no erro de enterrar comigo a e/peri0ncia de uma vida. 9uando os jovens me pedem a indica1ão de livros que ensinam a Umbanda, não sei o que di6er. !s obras não são claras, e estão al(m da compreensão popular, talve6 por não serem psicogra adas, mas escritas dentro dos conceitos de cada autor, quase sempre divergentes. 5ão vou ugir 4 regra, mas estou convicto que meus conhecimentos oram transmitidos pelas entidades. -uso me antasiar de escritor, mas quando me or, terei dei/ado impressa minha história, aquela que norteia minha vida, com a ressalva de que hoje o que creio e ensino poder* amanhã ser modi icado perante o surgimento de verdades mais verdadeiras. Is ve6es me pergunto, quem sou eu? "ou ainda aquele menino medroso, talve6 o entusiasmado :ardecista contra rituais, ou o j* velho pai3de3santo, cheio de ( e e/peri0ncia? "erei uma mistura de tudo? Hoguei ora minha inoc0ncia, meus medos, minha arrog;ncia, minha humildade, meu ódio ou meu amor? <osto de modi icar, por ser inovador, ou gosto de ser pol0mico, para ser incomum? "ou bom, ou sou ruim? ! inal, quem sou eu? 5ingu(m pode saber, apenas eu mesmo, sou um velho cheio de juventude, uma pessoa alegre cheia de triste6as, uma mistura do bom e do ruim. $iltro o que ou1o, para não me con undir, e olho tudo para aprender. 5ão julgo ningu(m, e não ligo se me julgarem. ! cr)tica ou o elogio não me a etam. <osto de amar, mas não ligo se não me amarem. #u sou um homem humilde e um vaidoso pai3de3santo, em busca da liberdade, a +nica coisa que ainda não conhe1o... Rememoro minha in ;ncia, come1o desta história.

B

9uando comecei a balbuciar minhas primeiras palavras. !quele homem. &inha uns tr0s anos de idade. $oi quando os vidros come1aram a voar contra as paredes. $oi ali.medo. corri para dentro da casa. crian1as. outra ve6 o medo. da vid0ncia. de tanto que me impressionou. parecia petri icado. olhei para ele. N)vido. os ilhos beijarem sua ace. mani estou3se cedo. que o medo do sobrenatural come1ou a tomar conta de mim. Mas se ( Lotich:a. chorando. embora ningu(m tivesse percebido. neste quarto. 5o undo da minha casa havia uma constru1ão de madeira. $iquei meses sem entrar no maldito e assombrado quarto. no momento de echar o cai/ão. junto com um amigo. Mmprovisei uma arm*cia de mentira.ncia. serve de intermedi*rio aos mundos paralelos. o Nevorato. #ntrei em desespero e. me aterrori6ava. olhando3me i/amente. o )sico e o espiritual. #ra tradi1ão na (poca. no estilo da pintura cl*ssica do s(culo passado. e/atamente ali. "uas roupas não eram daquela (poca. o esp)rito cigano com o qual trabalho. não era meu pai. chocavam pelas enormes listas pretas e brancas. com meia3cal1a.J PRIMEIRA PARTE CAPITULO I TUDO COMEÇOU ! mediunidade ( a sensibilidade de perceber e ouvir os esp)ritos. # não havia como modi ic*3lo. 5o meu caso. neguei o ósculo. disse chamar3se Koisler. "ua mani esta1ão di ere bastante. dependendo de nossas observa18es e dedica1ão ao seu desenvolvimento. quando.vestido parecia de veludo e seus louros cabelos eram cacheados. da audi1ão. 9uem a desenvolve. !ssustado. #u. para adotar o de Koisler Lotich:a. não sei. &alve6 esta seja a mais remota imagem que me recordo. da clarivid0ncia e a capacidade de incorporar esp)ritos e outras tantas ormas que impressionam nossos sentidos. repentinamente ele estremeceu por inteiro. brinc*vamos e t)nhamos nossas coisas. no pomposo cai/ão. tendo os m(diuns a caracter)stica da intui1ão. Por que a6em isso com as crian1as? 'resci atormentado com este remorso. ou talve6 menos. balan1ando in antilmente suas pernas. recusava o nome de batismo. 'oincidentemente. #ra um de unto. #la não tem data para se mani estar. e um dos quartos era o lugar onde nós. cheia de bonitos vidros de per umes. 5ada icou registrado. escondido. j* que ui perseguido por ele em toda minha in . olhando3me e esbo1ando um largo sorriso. sentada em cima do muro. . J . Meu amigo. "a) pela porta dos undos que dava para o antigo quintal e. era ruivo e sardento. 5unca me acovardei diante de nada e de ningu(m. Pela primeira ve6 o vi sem as sardas. gelado e assustador. Mas do espirito? #le era algu(m? 9uando tinha on6e anos meu pai morreu. segundo contam meus amiliares. quando deu seu nome. . e/ceto na minha apavorada memória. "a)mos em disparada. @rincava. de dois andares. &odos nós a possu)mos em maior ou menor intensidade. estava uma menina.

e o antasma do medo voltou. entre os treinadores. enquanto me contava assustado a causa do reboli1o das mundanas. que. minha aten1ão oi desviada para grande movimenta1ão das mulheres que trabalhavam na casa. 5ão entendendo nada. um amigo que a6ia parte de um centro esp)rita. #nquanto ele ardorosamente tentava me convencer da e/ist0ncia do sobrenatural.egante. pensei. # na data predeterminada para o pagamento do an+ncio. 3 . com desmaios.medo não me largava. onde dominava a cor verde garra a. nome antasia por nós escolhido. percebi movimento de policiais dando as amosas batidas. #ra assim. Paguei a conta e ui embora. bordel só abre 4 noite. Procurei a6er em mim mesmo uma lavagem cerebral. que o esp)rito realmente sobrevive 4 morte. segundo disse a dona do lupanar. na tentativa de a astar esse terr)vel inimigo. - O . gritos e correrias. um vem provar para o outro. a6ia ca1oada e o chamava de an*tico louco. uma p*gina nobre divulgava a e/ist0ncia de chique casa de pra6eres. para encobrir o amoso bordel da (poca. muito embora eu corresse v*rias ben6edeiras e sortistas. vou a6er uma sessão e pedir para que algum esp)rito v* te provar que ele e/iste.medo continuava meu parceiro. !ssim oi minha adolesc0ncia. Hurei nunca mais pisar naquele lugar. vi uma velha. 'hegando em casa hoje mesmo. cheia de barulhos estranhos. . Pela minha idade achei prudente não me e/por aos policiais e permaneci dentro do carro. discutia sobre esp)ritos com o . -s cavalos me ascinavam. 3 5ão 3 retrucou o . 3 &e aviso 3 respondi seco e irme.ilson. -uvi algu(m bater no vidro da janela. embora com apenas quin6e anos de idade. cabelos brancos e roupas esquisitas. 'omo toda revista vive de propaganda. assombrou a casa e a mim. em troca. oi mãe de uma daquelas mulheres e assombrava a casa. 'laro. logo que chegamos 4 casa. bastante contrariado. e quando me preparava para descer o vidro. tudo arra e nenhum compromisso s(rio. e o ambiente das corridas era onde convivia. era um dos sócios de uma quase alida revista especiali6ada em tur e. eu. 2oltando o olhar. se aparecer algum esp)rito na minha casa. quis atender a estranha velha. e prontoP C tudo bobagemP 'om os cabelos cheios de brilhantina. nem para cobrar o an+ncio. o medo. quando um de nós morrer. . esp)rito não e/iste. bem penteado e lambido.ilson. meu sócio entrou no carro e partiu rapidamente. vamos combinar. ajud*vamos na pagina1ão e impressão. suma da cidade porque vou te cobrir de pau. #stranhei a igura. terno impec*vel e gravata borboleta. jóqueis e cavalari1os.ilson. cuid*vamos da reda1ão. vis8es e sonhos assustadores. chamada 7"tar7. al(m de angariarmos os an+ncios e ainda cobr*3los. ( que tinha aparecido o esp)rito da velha de verde. Pensei um pouco. mas ela havia desaparecido.O !pesar de ter apenas tre6e anos. . Meu sócio e eu escrev)amos. @em. tomando um u)sque em casa noturna.

$oi quando. arrisquei mais um olhar. . com um ramo de lores no bra1o. durante muito tempo. em um acidente automobil)stico. na sessão. esp)rita convicta e req?entadora de sess8es medi+nicas. em p(. Is ve6es arriscava olhar. . ine/plicavelmente. principalmente os b*sicos do !llan Lardec.ias depois. 'on esso que.ag. mas nenhum esp)rito. ou seja l* o que osse. sem eu saber do que. numa invej*vel parceria de amor e respeito. com quem me casei. $iquei entusiasmado. tenho um recado. #ntrei em desespero. perdeu sua jovem vida. ritual que a6ia diariamente. #le di6ia que o espiritismo era uma mentira. como de h*bito. por absoluto desconhecimento do ritual católico. Mas num daqueles domingos um padre novo na igreja e6 um sermão que me ascinou. $iquei intrigado. quando terminei a leitura do amoso livro do mestre !llan Lardec. .ilson. e63me tomar uma decisão.eus a6er o . .Q ! atalidade ( madrasta. e at( hoje vivo. ! insist0ncia dos enAmenos na minha vida cotidiana. 5o dia seguinte.esapareceu o livro. !chei demais. Repetiu3se o enAmeno. #ra coincid0ncia demais. pela segunda ve6.esp)rito jamais poderia se mani estar na mat(ria. o livro tinha sumido da mesinha de cabeceira. e que não iria ler nenhum livro esp)rita. #scondi3me embai/o das cobertas. encontrei a . #la recomendou eu ler alguns livros esp)ritas. Resolvi me entregar. no cai/ão. admitindo e/istir o esp)rito e sua mani esta1ão na mat(ria. em cima das roupas estavam os tr0s livros misteriosamente desaparecidos. cheia de mist(rio 3 $ernando. e pela terceira ve6. #stava di erente da +ltima ve6 que a vi. Passei a ser menos radical. o . sempre tinha uma e/plica1ão lógica e bem natural. sorrindo docemente para mim. 'on essei minha disposi1ão 4 . não sei porque. sorrindo. li alguns cap)tulos do meu herói. ca1oei. 9uase ui 4 loucura. ao abrir a gaveta do arm*rio onde guardava minhas camisas. $alou.e manhã. pronta para ser enterrada.ag. e por ser noite quente. #stava perdendo o medo. enquanto esperava. disse que ia aparecer para voc0.e ato. Q . uma tia muito querida. # a velha ainda estava l*. mas teimoso como sou. numa madrugada. Um rio percorreu minha espinha. # contava histórias. &ive um in)cio na religião. ele desapareceu. Meses depois. Ni 4 noite. suava bastante. 'omprei o terceiro. &ua avó. . tornei3me adepto do espiritismo. H* queria ir a missa só para ouvir o padre alar das bobagens do espiritismo. provando ser tudo uma antasia do homem e o que parecia ser sobrenatural. 9uando percebi a lu6 do sol.ilson esquecer nosso trato. ao acordar. 4 noite. ansioso. #la tinha ido embora. dormi de lu6 acesa e pedia a . 3 ! e/peri0ncia ser* o meu aprendi6ado. comprei o mesmo livro. #/pliquei a ela que eu era ã dos livros policiais do "hell "cott. as batidas do sininho do sacristão anunciando o inal da missa. $iquei seu ã. ! igreja era lugar onde ia namorar a Redda. acordei e vi no canto do meu quarto a minha avó. me aria desistir de ler o que eu queria. 9uis acreditar ter sido um pesadelo. &odos re6avam e eu apenas imitava seus gestos. #ntreguei3me e comprei o Nivro dos #sp)ritos. o cora1ão bateu mais depressa e o medo voltou com toda or1a.

osse atrav(s do jogo de cartas at( a imposi1ão de minha vontade sobre as pessoas atrav(s do pensamento. #le me convidou para ir assisti em sua casa uma sessão esp)rita. e isto acontecia. S . era um homem de idade madura e reconhecidamente um m(dium receptivo. meu ilho. e deseja a tudo mecês muito amor e pa6. sentou3se no meio da sala. 9ueria ver. Meu vi6inho. !chei bonita a orma carinhosa do esp)rito conversar comigo. #u. . !lugar uma casa? C para isso que descem as entidades? "er* esta a tão alada caridade espiritual? #nquanto remo)a meus pensamentos. Uma senhora pediu ao esp)rito incorporado ajuda para ela alugar uma casa de sua propriedade. 3 disse 4 ansiosa mulher. !pós as prepara18es e concentra18es.ivertia3me. sentir e ter contato com as entidades.véio vai imbora. outros de canoa. e andando como um velhinho. 3Meu ilho. ui interpelado pelo esp)rito. o Kaldemar $oester. est* o lugar onde todos devem chegar. ele incorporou. voc0 est* vendo coisas estranhas. Msto só iria entender anos depois. #stava e/citado. !chei estranho aquele pedido. ! telepatia era minha pr*tica pre erida. Is ve6es desejava. <ostava de captar o pensamento das pessoas. que cada um viaja como pode. ! entidade pediu a chave da casa que ela queria alugar. corria onde podia. 3 2ai dar tudo certo. e a ben6eu com a ponta dos velhos dedos do m(dium. na sala escura. com toda a vontade. emitindo alguns sons estranhos. como echar uma janela. pela primeira ve6. a inal ia participar. Mas no im. Uns vão andando a p(.S CAPITULO 2 INÍCIO !ceitando o espiritismo como verdade. meus ilhos. de uma reunião com os mortos. observava atentamente. . Passei a prestar aten1ão nas m)nimas ocorr0ncias que pudessem ser imput*veis 4s or1as não esclarecidas pela ci0ncia comum. oi um passo. mas nada acrescentou ao meu julgamento. Mas saiba. minha ilha. projetando um desejo sobre outra pessoa. outros com essas m*quinas de voc0s. que determinada pessoa i6esse algo. Percebi ser uma verdade incontest*vel o dom)nio do pensamento.a) a req?entar rodas e reuni8es de paranormais. sair a)sca quando passava o pente varias ve6es no cabelo e o encostava na minha mão. mostrando aos outros. !s pessoas o tratavam com muito respeito e carinho. 3 . l* atr*s. atr*s do enAmeno.

!mbos. .G 3Muito obrigado. 3$ernando. tanto que escreveu v*rias obras esp)ritas e psicogra adas pelo esp)rito do Mestre Ramatis. # oi assim que assisti a primeira incorpora1ão de um esp)rito em um m(dium. a modernidade da ecogra ia. &rans igura1ão era um tipo de trabalho muito interessante. 9uando podia. oram admir*veis mestres que me iniciaram no espiritismo. Praticamente outra dimensão. muito embora não tenha isso a m)nima import. ! inal j* tinha vinte e um anos de idade. G . $iquei pronto para participar ativamente das sess8es esp)ritas. pai de um robusto menino.isse. 3"ou eu. . tanto o Kaldemar $oester como o Tercilio Maes. era um homem casado. mas j* não era tanto. moldagem de mãos em para ina derretida e materiali6a18es dos esp)ritos.esp)rito e/isteP % in ormou. como todos di6em?3 pensava comigo. H* h* alguns anos dei/ei de a6er os testes por tr0s ortes motivos. Mas as antigas e/peri0ncias me levaram a crer nesta positiva ci0ncia dos p0ndulos. $ernando. undador da "ociedade @rasileira de #studos #sp)ritas. . demonstrando muita calma e pa6 interior.Tercilio receitava homeopatia atrav(s da radiestesia. quase sempre amiliares dos presentes. # descobria. um e/traordin*rio m(dium. descobrindo len1óis de *gua. muito apreciada pelo p+blico do ramo.ncia na minha vida pessoal. dotado de uma simpatia irradiante e convicto das coisas que ensinava. #stou aguardando ainda as pesquisas espaciais para con erir. mat(ria de uma de suas obras. disse a esposa do Kaldemar. 'onsidero o Mauri o m(dium de e eitos )sicos mais e/traordin*rio que conheci. aguardando a continuidade da conversa1ão.ilsonP vim cumprir o nosso combinado. $iquei ansioso. H* conhecia o Tercilio Maes. Pai Hoaquim? 5ão deveria ser irmão Hoaquim. $a6ia trans igura18es. #le pregava a e/ist0ncia de vida no planeta Marte. #le di6ia que em Marte a vida era di erente da nossa. . que antecipa o se/o dos etos.Mauri icava na rente da assist0ncia incorporando v*rios esp)ritos. Pai Hoaquim. Mnteressei3me pelo assunto. !chava ótimo.medo ainda era meu insepar*vel companheiro. a entidade. ainda na barriga das mães. o . #ntrei no grupo esp)rita dirigido pelo Mauri Rodrigues. . 5uma delas. $iquei com medo. perdi a alian1a e não tenho mais cabelos. at( hoje seu presidente. Passei a revelar o se/o dos beb0s. Nevei um susto.pólo negativo e o positivo eram sinali6ados atrav(s do p0ndulo por mim improvisado com a minha alian1a de ouro amarrada em um io de cabelo. um dos esp)ritos mani estantes incorporou no Mauri e alou. andava com uma orquilha de aroeira ou pessegueiro na mão. como vai? .

mas amorosamente. admirado. desaba ei. sei l* o que mais. 3 !inda bem que minhas preces oram atendidas e voc0 demorou para a6er isso.. Mndelicada. $iquei emocionado. empolgado..E 5ão deu para segurar. E .

o que acalmaria as inconveni0ncias causadas pela sua mediunidade. Poucos são os paranormais com esta aculdade de produ6ir ectoplasma su iciente para trans ormar uma energia espiritual em mat(ria. $iquei nervoso pois estava so6inho no quarto escuro. o qual deveria ser e/pelido por um trabalho de materiali6a1ão. cercada por grossa cortina de veludo escuro. cheios de a tas. "eu rosto estava vermelho e seus l*bios inchados. "ente3se na cama. independente de vid0ncia medi+nica. o quarto do MaurU. . . com uma cama.1F CAPITULO 3 COMO PERDI O MEDO .cara ( loucoP . $echamos todas as janelas e as vedamos com um pano preto para haver absoluta escuridão. sem nenhuma lu6. ou apenas um rosto ou outro membro qualquer. principalmente um deles que elegi como o mais terr)vel e assustador. na parte dos undos.eterminou. uma ante3sala e inalmente. -uvi os seus passos caminhando pesadamente no piso levando o MaurU. #/plicando a necessidade da escuridão absoluta para esse tipo de trabalho. 2ou levar o m(dium para a cabina da materiali6a18es. semelhante a um len1ol branco. 5a parte da rente icava um auditório. echou a porta e oi para o auditório. tornando3se mat(ria e. onde estava a cabina de materiali6a1ão. era o e/cesso de ectoplasma que acumulava em seu corpo. $iquei meio descon iado. $omos ao centro esp)rita. segundo e/plicou. uma con ort*vel poltrona.enAmeno da materiali6a1ão do esp)rito. entidade diretora dos trabalhos de e eitos )sicos. 'om a lu6 acesa incorporou o esp)rito do irmão !ntonio <rim. embora impressionantes. ( a maior prova da sua e/ist0ncia. carinhosamente. cAmodo e um guarda3roupas. #ra uma casa de madeira. . $oi nele que iniciamos o trabalho. C quando ele toma orma densa. &rabalhava normalmente nos meus a a6eres pro issionais. com dois andares. o m(dium doador do ectoplasma deve icar no escuro.que pensa que sou? Meus pensamentos estavam 1F . ou seja. consequentemente. apagou a lu6. vis)vel a qualquer um. !ssisti v*rios trabalhos deste tipo reali6ados por esse di erenciado m(dium e. atrav(s do ectoplasma do m(dium.que amparava meu medo era que o MaurU estava comigo. Mnteressante que ela pode ser parcial ou total. ! lenda do len1ol que cobre o antasma nasceu com a materiali6a1ão do rosto do esp)rito. "ua doen1a. 2alha3me HesusP .esp)rito se materiali6a. ica envolvido na densidade do ectoplasma. pois nunca tinha participado tão diretamente de um trabalho de e eitos )sicos. !pós o auditório havia outra sala. eles oram maravilhosos e dei/aram marcas inesquec)veis na minha jornada dentro do espiritismo.que estou a6endo aqui? . irmão $ernando % cumprimentou.urante um trabalho de materiali6a1ão. MaurU Rodrigues da 'ru6 ( um deles. quando recebi a visita do MaurU. e ique aguardando. Pediu3me para ajud*3lo a a6er um trabalho imediatamente. 5ão tenha medo. . 3"alve. pois ele % o rosto. do corpo inteiro. "eu quarto era simples.

repetiu3se e o quarto icou silencioso. 2oltou o MaurU sobre o qual descarreguei toda minha ira e custei a perceber que j* não tinha as a tas. com assoalho de madeira e paredes tamb(m de madeira. aquela t)pica alma do outro mundo. venha depressaP $oi um al)vio. icou com medo? 5unca ui grosseiro com as entidades. esbo1ando leve sorriso. . #m vo6 alta mesmo. com massa corpórea. ora noutra. 3Mrmão $ernando. -uvi algu(m correr pelo quarto de um lado para outro. Hesus. e/alando um cheiro orte e a6edo. voltando do cAmodo onde oi no in)cio. . perdi totalmente o medo dos esp)ritos. acendeu a lu6.. como ainda devoto. sei l* de quantos anos. Mas não naquele dia. $oi uma e/peri0ncia assustadora. berrei. "entou3se ao meu lado na cama. "enti seu ba o. acilita para se ouvir o esp)rito materiali6ado. 5aquele dia. H* que Hesus não me ouvia. socorroP Um compartimento no segundo andar de uma casa de madeira. e se dando ao lu/o ainda. o meu maior respeito por todas elas. 5ão em pensamento. e repetia. quando passava pela minha rente. correndo e se atirando.e repente. Re6ava. ora numa parede. olhou3me e perguntou. !ntonio <rim.irmão !ntonio <rim.mesmo barulho que ouvi no come1o. parou na minha rente. $oi quando ouvi um tipo de pequena e/plosão.que o senhor acha? 'om a mesma pa6 que chegou.11 direcionados para esta linha na tentativa talve6 de esconder o medo.. Respondi grosseiramente. despediu3se. 11 . $iquei apavorado.evotava. 3 . de assoprar meu rosto e bater em minha cabe1a. Pai 5osso. abriu a porta . . .

era su iciente saber que a aura ( o conjunto ormado pela mat(ria. senti a presen1a de uma entidade amiga. por chegarem a nós atrav(s da palavra de um encarnado. a astado de qualquer compromisso religioso. como e onde ele pode prejudicar ou bene iciar a mediunidade. dedicado estudo do espiritismo e a intera1ão teórica e pr*tica com personalidades reconhecidamente cultas da religião trou/eram3me um bom conhecimento do mundo espiritual. iquei em d+vida para dar resposta ao convite. só . !pesar do meu temperamento de não hesitar. Para mim. Huntei3me ao novo grupo. tomando o cuidado com as que ogem dos princ)pios do amor e da caridade. @usquei o contato atrav(s da psicogra ia. #nquanto estive trabalhando com esse grupo. desde a simples mani esta1ão do esp)rito incorporado. Minha vontade era ser um espiritualista independente. a esp)rita. a cabala. 1= . não era pro undo e t(cnico> era mais voltado para o sentido pr*tico. &ornou3se cristalina a mensagem. Meu conhecimento. o perisp)rito e o esp)rito. mas poucos na linha :ardecista. 7entre tantas coisas. não cabendo a nenhuma o rótulo da 2erdade. Recolhido em minha sala. at( o entendimento claro da onte e a causa de todos os desequil)brios da mediunidade. pela minha própria vontade. ui buscar o que havia por tr*s dela. com a consci0ncia de serem todas imper eitas. a astrologia. e como aprendi a respeitar os sinais dos esp)ritos. !chei o te/to muito simples. &enho visto os umbandistas. -s praticantes da Umbanda. sempre atra)do pelo desa io de me con rontar com o desconhecido. e eu a6ia parte dos planos dos undadores.eus ( 2erdade7. 'om l*pis e papel na mesa. e nunca pela vo6 direta da . sequiosos de conhecimentos de outras religi8es. a regressão das vidas passadas e outras tantas e/istentes por a). onde pude colher esclarecimentos que hoje ormam a minha base como m(dium integrante da Umbanda.ivindade. e quando. dei/ei minha mão correr. a aura. aqui no mundo material.1= GRUPO KARDECISTA CAPITULO 4 Um novo grupo de trabalho estava se ormando. no qual iquei vinte e cinco anos. o duplo et(reo. 5ão tinha mais d+vidas que iria continuar trilhando uma religião. saber apreciar a sua bele6a e sentir seu per ume. cores e un18es dos chacras. como a t(cnica da proje1ão astral. buscarem novos aprendi6ados em cultos e ci0ncias di erentes. todas as religi8es são imper eitas. !cho mais importante que conhecer a parte cient) ica de uma lor. participei de interessantes trabalhos. 'ada um de nós deve se encai/ar naquela que mais lhe agrada. como eu e outros tantos. Mnverti o sentido desta rase. todos nós temos necessidade de uma religião. so6inho e pensativo. $oi uma mensagem trivial. 5ão me interessava decorar os nomes. e descobri que todos nós sabemos e di6emos que todas as religi8es são boas. todos meus amigos.

Forma p !"am !#o ma# r$a%$&a'a Um rapa6. descal1a. não apresentava nenhum tipo de rea1ão. #sta ( a t)pica orma do pensamento materiali6ado no perisp)rito. !trav(s de passes. cavalo da Umbanda ( treinado para incorporar o esp)rito enquanto o m(dium :ardecista desperta o seu interior espiritual. um m(dium estendia seus dedos contra os do doente. as energias circulavam em seu perispirito.que o a ligia era uma rinite crAnica. tendo ela me a irmado usar sempre este tipo de cal1ado. Pedi para ver a sola de seus sapatos. Percebi. #le oi in ormado por outros m(diuns que estava sendo obsidiado por um esp)rito maligno. e abra1ar uma *rvore. seu estado estava se agravando. A)ra ")*a +om "a!() Um homem acometido por uma orte anemia. E! r($a $!# rromp$'a Uma mo1a vivia tensa. isto para impregnar seu perisp)rito com as energias naturais. na relva +mida. 5o caso.1B que tiveram uma passagem no espiritismo tradicional desta linha. com arrepios e mal estar permanente. originada e criada pelo próprio paciente. sempre que poss)vel. $oi surpreendente o resultado. #ram de borracha. Mntuitivamente percebemos que o seu perisp)rito estava com uma cor avermelhada. que em seu nari6 estava locali6ada uma massa. apesar de estar tendo toda a assist0ncia m(dica. ! linha :ardecista desperta a sensibilidade )ntima. e a da Umbanda e/ercita e ensina a incorpora1ão plena e a manipula1ão dos elementos naturais. essa massa oi se diluindo at( se trans ormar em uma esp(cie de liquido. - 1B . eito com sangue de animal. a energia do sangue oi sugada por seu perisp)rito que. por sua ve6. previamente sacri icado para esse im. . mudamos o tratamento. sem renova1ão. tendo sarado de todo seu mal estar. intuitivamente. atrai energias negativas. renovando as cargas acumuladas e que não puderam ser descarregadas pelo isolamento da borracha.ncia no desenvolvimento medi+nico nos terreiros da Umbanda. ou seja. !o contr*rio. sabem de sua import. atraindo para si toda a energia do sangue. 'omo os passes magn(ticos não surtiram os e eitos que prev)amos. 5a passagem :ardecista. de uns vinte anos. !contecia o seguinte. um material sabidamente isolante energ(tico. desaparecendo completamente. procurou nosso centro. Recomendei3lhe andar. assisti a trabalhos interessantes. e terminada a limpe6a de seu perispirito. sem solu1ão da medicina terrena. sugava toda energia de seu corpo )sico. resultado de um anterior e mal sucedido trabalho de magia. não havendo nenhuma atua1ão de esp)ritos obsessores. parecendo um osso. 5ão devemos esquecer que o semelhante atrai o semelhante. atrav(s de pensamentos negativos. um pensamento negativo.

5otei que uma das participantes do grupo rela/ou em sua concentra1ão. são acilmente curados. "ão males originados sempre por in lu0ncias internas do próprio pensamento do paciente. e/pliquei.ra Uma mo1a so ria de ortes dores de cabe1a. 3 &oda mat(ria que ocupa lugar no espa1o tem a sua cópia no plano espiritual. !brindo os olhos. 2i enrolada na sua cabe1a a energia de uma cobra.urante algum tempo. #m pouco tempo ele icou completamente curado. icando alienada da seguran1a do grupo.1J m(dium serviu de ponte para a limpe6a da aura do homem. . e. A" ! r($a" ! (a#$. a6endo com que ela desmaiasse imediatamente. "ão tr0s casos bem distintos. #le ( r*gil. O ')p%o #/r o Um jovem integrante do nosso grupo. sorrateiramente introdu6ida no ambiente. e sensibilidade na base da coluna. tentando se apro/imar de um dos m(diuns. #sses trabalhos t0m a 1J . ainda não dissolvido. #ra uma energia negativa. sem solu1ão m(dica. "ó voltou a si depois de insistentes passes energ(ticos do grupo. !dverti os m(diuns para não abrirem sua guarda energ(tica. e a vid0ncia dos m(diuns. Mncontinenti. estava a6endo con usão entre os sinais da morte pelo duplo et(reo. nada tendo a ver com entidades obsessoras. Msso tamb(m ( comum com as pessoas que tiveram algum membro amputado do seu corpo. ! apari1ão imediata após a morte de algu(m ( o duplo do morto. a enorme cobra se enrolou no seu corpo. em ambiente 4 meia lu6. 3 ! materiali6a1ão ( produto de um trabalho organi6ado. vi uma enorme cobra sobre a mesa. as apari18es pela materiali6a1ão. mas nos casos da morte do corpo animado pelo esp)rito. por isso. sem contar o que estava vendo.otimismo e o controle das nossas emo18es são as principais de esas que possu)mos para destruir as energias que sujam nosso perispirito. que nós designamos como duplo et(reo. . -s principais sintomas da doen1a da aura são as dores circulantes no corpo e nos ossos. 3 ! apari1ão de um esp)rito materiali6ado não ( o mesmo? % perguntou. que se aproveitou de uma descuidada brecha na corrente. 5enhum esp)rito estava se mani estando. uma energia mais mat(ria do que esp)rito. t0m a sensa1ão de ainda e/istirem. criada e materiali6ada por pensamentos negativos. talve6 por um inimigo qualquer do espa1o.a" m -orma ' +o. não obstante a silenciosa e e iciente concentra1ão do grupo em volta da mesa. e eita pela doa1ão do ectoplasma por um m(dium especial. "ão as energia negativas que circulam dentro do perisp)rito. ele sobrevive durante um tempo. não só do nosso corpo. mas tamb(m dos objetos inanimados. curioso. C o duplo et(reo. 5osso grupo estava reunido. $icou curada com os passes magn(ticos do grupo. durante uma sessão.

3 # o perisp)rito.1O prote1ão do alto astral do espa1o. Msso que possibilita ao esp)rito mudar de orma. di erem bastante. C nele que estão gravadas todas as ormas de nossas vidas anteriores. 5ão ( o mesmo caso. ( mais espiritual que material. ali*s. o que (? 3 ! mat(ria e o duplo estão envolvidos pelo perisp)rito que. C como se osse uma roupa guardada no arm*rio. % inali6ei 1O . di erente do cascão.

#la e/plica todas as distor18es e di erencia18es sociais e culturais entre os homens. são princ)pios b*sicos da doutrina. resgate do carma. Mesmo que eu tivesse nascido na am)lia mais pobre deste planeta eu seria sempre um religioso. nacionais e internacionais. senão nesta. o ato de saber que este assassino oi morto pela atual vitima.ato ( que a roda dissolveu3se. e esp)rita. % arrematou. Mas. um acidente tr*gico. seria o que? !teu? . Um pr(dio inteiro desabou. sem precisar de ningu(m. #stava reunido com um culto grupo diretivo da elite esp)rita. pela pobre6a. matando v*rias am)lias. na outra vida. na cidade balne*ria de <uaratuba. a lei da causa e e eito. at( mesmo de alcan1ar o entendimento religioso. alcan1arem longo tempo de vida. sempre o dono da verdade.ncia. est* a (. !conteceu h* algum tempo. Recebi a visita de um amiliar de uma delas. Particularmente. privando alguns. 'ontou3me como aconteceu. sob pequenas desculpas de todos. não conseguem entender porque uns são privilegiados com a ortuna e o bem estar e outros são jogados 4 m* sorte. talve6 minha irAnica observa1ão tenha causado mal estar. 3 # se o senhor não tivesse tido um pai que pagou seus estudos. e a certe6a que o semelhante atrai o semelhante. Pela emp* ia do capitão. % interrompi com sarcasmo. a causa est* no resgate dos erros das vidas anteriores. interrompeu. pois todos terão a oportunidade de usu ruir da sorte. nada acrescenta 4s pessoas. ao desamparo. 3 Msso não ( desculpa. o conhecimento das reencarna18es anteriores. $oi quando um capitão re ormado do e/(rcito. % alou na sua costumeira arrog. # sabem por qu0?. a aceita1ão ser* bem mais *cil. % gabou3se. . !prendi nos livros. 1Q . se antes de procurar uma justi icativa na vida anterior. !cima do conhecimento. a dor da trag(dia or baseada no entendimento que nada acontece por acaso. com uma vida eli6. "e um amiliar oi assassinado. tenho uma opinião. so6inho. e não soubesse ler. ao v)cio ou 4 pobre6a nem porque uns morrem em tenra idade e outros ganham a sorte de. atra)do pela lei do carma.1Q CAPITULO 0 REENCARNAÇ1O ! reencarna1ão ( a base da iloso ia esp)rita. 5ão entender esse crit(rio tra6 a alguns o antasma da revolta e do descr(dito nas religi8es. e o assunto discutido era e/atamente sobre as di erencia18es sociais. não tra6 consolo. em corpos di erentes. "e hoje voc0 so re. por muito tempo manchete dos jornais. ! reencarna1ão ajusta essas di erencia18es. -s que não cr0em na possibilidade do esp)rito voltar v*rias ve6es.

$eli6mente. pude descrever seus amiliares e dar provas indiscut)veis de estarem todos eles. % rebateu indignada as minhas a irma18es. com minha esposa e meus tr0s ilhos. não oi? 3 perguntei. por não ter encontrado palavras para consola3lo. !s viagens astrais. este desastre coletivo envolvendo tantas mortes. apesar de não ser religioso. re lete imagens das vidas anteriores. C muito recente. ou rid)culos convencimentos irreais. como oi ensinado. no que oi acompanhada por dois dos meus ilhos. o +nico consolo que posso ter ( saber se eles estão bem. bandido. Mas. no momento. sugeriu ir 4 praia. 4 guisa de curiosidade. aproveitando o momento.3 balbuciou. e. que o tempo lhe dar* con orto. Um espelho grande. 3 $a6 um m0s que aconteceu. vi o pr(dio desabar. bem mais animado. ora da garagem. mas. minha esposa. ainda com a vantagem do espelho ter sido cru6ado espiritualmente por algumas entidades. % retruquei. mas claro. "ou muito descon iado com as revela18es sobre o passado. 5a verdade. Uma pessoa ligada 4 espiritualidade e ao esoterismo ensinou uma orma de se en/ergar vidas anteriores. Regredir em vidas anteriores. &odos morreram. assistido pelas entidades protetoras. Romano. mesmo enganada. quando ui interpelado por uma de ensora desta pratica. ( pass)vel de erros.eus. podem nos levar 4 irrealidade. Hamais vai voltar ao estado normal sem uma resposta. que justi icasse o que lhe aconteceu? "e o ilho não alasse em trocar de carro hoje todos estariam vivos. Umas vinte pessoas participaram da e/peri0ncia. 3 Pior ainda. nós vemos. 'onversando com algumas pessoas. 'oncordei. oi at( o apartamento buscar algumas coisas que tinha esquecido. emocionado. com meu ilho menor. 3 5ão sou religioso.1S 3 #stava no automóvel. nem conhe1o o espiritismo. tão na moda hoje. irrepar*veis trans orma18es psicológicas. enquanto conversava. $i6emos. % respondeu. # isso lhe e6 bem. pr)ncipe. pirata. tenha calma. . 'ada um que parava em rente ao espelho. esposa e ilhos. iluminado apenas por uma vela. teve (. muito mais do que conhecer o ilme de suas vidas anteriores. de cristal. com o esportivo carro @ug. sabia disso. sob a hipnótica ala do terapeuta. por or1a da imagina1ão. destacava esse ato. colocado no escuro. causando. tendo ele sa)do de minha casa. descobria v*rias reencarna18es. só pode ter sido pela vontade de . !diantaria ele saber acontecimentos de alguma vida anterior. de endia a posi1ão que at( hoje mantenho. resignado. Mas não ( este o caso. 2oc0 entra em transe para isso. # o homem. pessoas gordas e 1S .ei a r( no @ug. !s revela18es oram acontecendo. Um deles. algumas ve6es. % disse. 3 Mas quem conta não ( a terapeuta. #nquanto troc*vamos de carro. muito bem amparados pelos mentores do espa1o.

#/pliquei. ter sido in ormado de uma das suas encarna18es. !penas minha própria imagem. 'onhecer o passado. ontem j* ui. 9uando mo1o. eu estou vendo. sobre a veracidade das a irma18es. careca e irreverente. 2oc0 est* completamente di erente. #le não entendeu a piada. em nada vai a etar minha atual vida. a inal. com seu jogo de cartas. videntes ou esot(ricos. #stava ansioso na sala de espera. 5a minha ve6. aguardando a agrad*vel m(dium..1G magras. 3 #stou vendo tamb(m. pois. pelo respeito que tinha aos esp)ritos. 3 Pode? 3 !inda bem que nem o '(sar nem o !ntonio reencarnaram com voc0. um recado para eu ir l* com urg0ncia. Vtima em sua vid0ncia. 'ontou3me.esconhe1o provas concretas. o que mais procurava. a rainha do #gito. um jovem m(dium. quer de m(diuns intuitivos. #st* en/ergando? #u nada vi. 3 $ernando. Mas não podia dei/ar a mo1a sem resposta. ! porta 1G .. lembrando muito minha avó. mais e/periente. j* de idade. para ele o assunto era grave e eu. en im todo tipo oram revelados pelo espelho m*gico. 9uase ui 4 loucura. atrav(s de um amigo comum.masculino não reencarna em corpo eminino. "ei que e/istem. iquei olhando o espelho.. seu esp)rito. Um homem magro. at( com o cheiro do pó de arro6 empoado atr*s das orelhas. tinha sido o de 'leópatra. con orme contaram. jamais deveria menospre6ar a d+vida do jovem. !lgu(m alou com eu oria. 9uando usava sua mediunidade. #la me cativava. . mas por que conhec03las? Toje eu sou. 3 !credito no esp)rito masculino e eminino. impressionava os consulentes. demonstrando seriedade. . . Recebi. praticantes das rendosas leituras das vida anteriores. Uma seleta reguesia garantia sua sobreviv0ncia.ato de voc0 ser um homem. como o eminino não ocupa cascão masculino. porque ela tinha tido uma revela1ão sobre uma minha vida anterior. Respondi. tira3lhe toda possibilidade de ter sido mulher em vida anterior. visitava com req?0ncia. sempre relatando atos )ntimos. e nada disse aos presentes. &enho ra68es para ser um descon iado nesse assunto. uma e/celente m(dium vidente. ou o uturo. com vis)vel masculinidade. nada cobrava. e amanhã nem sei se serei. era saber quem ui. por ser uma pessoa simples. dei/ando3me sem jeito.

mesmo 4s avessas. numa outra vida. ou o erreiro. Muitas encarna18es atr*s. ela tamb(m ter sido enganada. em devaneio. mas não devem ser reveladas pela absoluta alta de seriedade nas in orma18es. emocionada. !nsioso. quem eu ui? % perguntei ansioso. "e hoje seria uma m* companhia para nosso Mestre. # por que não poderia ser Marcos. esperando por ela.iga. e nem bem a consulente tinha sa)do. eu j* estava sentado.. tirou uma vela. 3 Uma entidade. 1E . imaginem h* dois mil anos.iga. 3 #u vou bem.. 5ão tenho nada a ver com o autor do segundo #vangelho. ela e/plicou. e voc0? 3 respondeu. 3 #st* bem. mas que tipo de pessoa eu era? 3 Marcos. l* dentro. re6ou um pouco. e compare com meus te/tos. pediu para revelar a voc0. 2oltou3se 4 mim. 3 . a orma como me contou. % e parou de alar. a vela j* estava acesa e a re6a eita. 3 "im. !h. H* t)nhamos nos cumprimentado. padeiro. !chei at( engra1ado. como vai a senhora? % completei. #u estava na co6inha. o apóstolo de HesusP % encerrou. outra ve6. tua protetora. meu nome era Marcos. para justi icar minha esquecida educa1ão.1E abriu3se. tudo erradoP !s vidas anteriores e/istem. "e algu(m duvida. 3 . leia o #vangelho % o que seria at( bom. demonstrando minha impaci0ncia em ouvir histórias das suas reuni8es amiliares. pela terceira ve6. nada mais eu tinha que esperar. porque amanhã ( dia que reuno minha am)lia. quem eu ui? 'alma e pausadamente. 5unca mais quis saber de nenhuma. quem eu ui? % perguntei. o que pude perceber.iga. sei l* o que? &inha que ser o apóstolo? 5ada eito. $oi a primeira e +ltima vida que tentei pesquisar uma minha vida anterior. desculpe3meP @oa tarde. uma vida anterior tua. 3 . perguntei. como quase todos. vindo da iel e honesta m(dium. voc0 chamava3se Marcos. #la riu. o sanguin*rio. acendeu. ou o soldado covarde. abriu uma pequena gaveta. presumindo. sim. Mnterrompi.

#ste ( o ilme que. uma ve6 que est* livre da mente )sica morta. Por que não nos lembramos da vida anterior? #sta pergunta oi eito ao Pai Maneco. ! memória ( o arquivo do nosso conhecimento. Toje. =F . só gravada na mente do esp)rito. isto só acontecendo quando desocupar este corpo. seu corpo )sico se decomp8e. pela lógica. 'omo esta memória não tem registrada a vida anterior. $ica destru)da a lembran1a da vida presente.a) surgirem alguns g0nios. C a chamada aura. entretanto. em uma memória totalmente nova.=F Mas um ato merece destaque. come1a um novo registro dos acontecimentos. Mat(ria ( o corpo carnal. segundo di6em os convencionais.homem morre. não pode. cópia.entro deste corpo )sico se aloja o c(rebro. mat(ria. um comple/o maior.perisp)rito ( a cópia e/ata do corpo )sico. mente e espirito. 5o caso. o esp)rito readquire a lembran1a dos registros de suas reencarna18es. lembro de ontem. . ao dar o primeiro sinal de vida com o choro tradicional da crian1a. . envelhece e morre. por ter sido registrado na memória todos os acontecimentos. podendo at( com sete anos compor m+sicas cl*ssicas ou surpreender com revela18es ant*sticas. !o desencarnar. 5asce.homem ( composto pela mat(ria. cresce. . ( passado aos desencarnados para lembran1a de suas vidas anteriores. e/ceto em isoladas lembran1as da memória do perisp)rito. "obra. #ste ( o processo natural que a6 o homem não lembrar da vida anterior. da mat(ria. perisp)rito e a alma. . lembrar3se dela. 3 . provoca a precocidade na crian1a. % concluiu o mestre da Umbanda. o registro no perisp)rito. quando acentuadas. depósito da memória. e vejam a jóia de resposta. cascão. e com ele o c(rebro e a memória. &udo isso a6 parte do esp)rito. como j* oi dito. 9uando este esp)rito reencarna.

era eu quem doutrinava os esp)ritos obsessores ou ainda não esclarecidos. alar com eles. $oi quando me lembrei. % mostrando determina1ão pela sua or1a e a cara echada. #ra uma esp(cie de meio termo. empurrou3me e disse. 5ão me lembro deles. os mais ortes. #stava habituado a convenc03los de seus erros. e toda aquela al*cia do :ardecista aplicado. 2* embora. estava na porta do centro esp)rita. . estou salvo. e encaminh*3los ao mundo dos mensageiros do espa1o que nos atendiam e acompanhavam. sonhei ter morrido. #spera a). noite que o meu grupo de trabalhos espirituais est* reunido. Pensei. $eli6mente. embora muito assustado.pessoal vai levar um susto. para meu consumo. orte e de camisa. vão me encaminhar para o lugar certo. Mas eu sabia ser um esp)rito. &udo come1ou quando. #ra um entusiasta dessa atividade e. mas.ivido. cheio de vaidade. mas não ( o caso. mas. ! verdade ( que. gra1as a . sem paletó. inconseq?ente. eu en/ergava. #u tenho direito a entrar e =1 . 'omo o pensamento me dirigisse. di6endo ter que seguir seu caminho. com certe6a. onde coisas nos são reveladas e entramos em contato com os esp)ritos e o mundo paralelo C di )cil saber.=1 CAPITULO 2 SON3O 5o e/erc)cio das minhas atividades medi+nicas. sei distinguir os meus. 2oc0 não pode entrar aqui. <ritava a lito. um homem alto. Mmediatamente. Pessoas estavam entrando. os esp)ritos dos outros. 'omo vou a6er? % #m volta de mim não havia lu6. ou seja. o produ6ido pelas nossas impress8es. aquele que vemos uma pilha e dias depois sonhamos com uma lanterna. 3 5ossa. mas no escuro. e os encontros espirituais. e imposs)vel e/plicar. #ste ( meu grupo. o sonho em duas partes. mandava3o embora. como perceber a di eren1a entre eles. 5ão vejo ningu(m. eu morri.eus. # oi em um deles que curei minha mania de a astar. 3 . 2ou l* conversar com eles e. atrav(s do pensamento. e percebi serem esp)ritos. 4s ve6es. mas não podia aquilatar a sua qualidade espiritual. Toje ( ter1a3 eira. percebia quando algu(m estava acompanhado de um esp)rito. aquele que mere1o. quando chegou minha ve6. por ter sensibilidade. "enti3me totalmente desamparado. imprudentemente.

sobre mim. a inal nunca me neguei a prestar au/)lio a ningu(m. 2oc0 est* enganado. == . $iquei em d+vida. e notei que um deles 3 da roda. #u absorvia tudo aquilo e melhorava a todo instante. Por avor. j* disse % !o mesmo tempo que alava. senti um corte naquele meu envolvimento. mas me a6ia sentir cada ve6 mais longe do grupo. animadamente. Por v*rias ve6es. me vi junto com uma roda de pessoas. ! primeira parte do trabalho j* acabou. que conversavam trivialidades. um por um. em prantos. Por que comigo? Nembrei3me. mantinha o rosto echado e não participava daquela gostosa sintonia dos seus companheiros. saia de si uma energia muito orte. $i6 um pensamento orte. o momento di )cil que meu esp)rito estava passando. por entender não ser aquele o momento da mani esta1ão. # ( bom voc0 ir embora. 2* embora. Mas. Hoão Nui6. !qui não tem nada para voc0. Precisava de ajuda. de repente. #u preciso de ajuda. "tasia:. !gora só v0m os guias % encerrou. 5ão podia acreditar. seu malandro. % respondeu -lha. "eria um m(dium vidente? . #u tinha que contar para a De6(. Manoel. secamente. ! lu6. 2oc0 pode me 2oc0 est* me en/ergando? #stou. 5ão era justo. meu irmão. e e/alavam uma energia amorosa. um dedicado m(dium atuante daquele grupo. #les não me viam. em meu redor. "enti que naquele grupo estranho eu poderia resolver meu problema e reencontrar meus guias e amiliares desencarnados. e de muita lu6. e sim meu estado de rec(m desencarnado. en/otei esp)ritos obsessores durante a sessão. cada ve6 mais.== 2* embora. e. 5ega. ia en raquecendo.3 respondeu. o jeito ( ir buscar socorro em outro lugar % alei comigo mesmo. Mr embora? ajudar % alei. 2* obsidiar outras pessoas.irigi3me a ele. "ó quero ajuda. -lhei. "abia não ser culpa deles. j* estava mais clara. 5ão sou obsessor. Nogo eu. #le continuava irme em seu pensamento. me ajude % suplicava. j* disse. 5ão posso di6er ruim. #le olhava para onde eu estava. @em. "enti3me bem. a Neda e os outros meus companheiros. que impedia este momento. da mesma orma que parei na rente do centro. determinado. e eu. Por avor.

meu irmão. $oi quando o ouvi novamente alar. !ntes de me revoltar. divertido. com muita or1a. 5ão ceda. cheio de lu6 e serenidade. !cedi a seu convite. e/atamente como ele. 5ossa turma ( grande e divertida. mas não preparado para casos como o meu. Mas não ique preocupado. emocionado. 5ão sei descrever. e pense em Hesus. e lembre3se sempre o que ocorre com um esp)rito desencarnado e. 'onsegui me desprender do lugar. socorra3me. mais mo1o. apenas sei que era assim. $oi quando ouvi uma vo6 orte mas serena. pronunciando. #scuro. como eu i6 com voc0. o Pai 5osso. . 9uando aos poucos ui abrindo os olhos. "enti3me raco. alando. vou embora. mas não o en/erguei. tendo a sensa1ão que iria desmaiar. tive a consci0ncia que eu ui igual. Mas. quase em p. 2oltei3me e vi um homem alegre. 'ome1aram a me empurrar. criando or1as para pensar. "enti um al)vio. não perca a oportunidade de estender3lhe a mão. onde vamos? 2amos dar umas voltas. =B . #ra da minha estatura. eli6mente. . -brigadoP Hesus 'risto. 5ão adianta. #ncontrara. deu para en/ergar um lugar lindo. . 5ão en/ergava direito. #les não vão te ajudar. $oi quando eu ouvi uma vo6.homem era um m(dium orte. .nico gritei. parecendo eli6 da vida mesmo. um esp)rito que ia me ajudar. $iquei nervoso.9ue sirva de aprendi6ado o que hoje te aconteceu. -re. $iquei rela/ado e j* não ouvia as gargalhadas e gritos. 5ão quero icar. 9uando entramos no bar. quando voc0 tiver a elicidade de ser +til. 5ão sabia distinguir o necessitado do obsessor. 9ue bom. Procurei meu salvador.epois vou te apresentar uns amigos. $a6ia. "enhor. "enti um al)vio. o ambiente icou carregado.03me lu6. 2olte ao teu corpo. H* não via o homem que me acompanhava. Mantinha os olhos echados e me envolvi no que a6ia. -uvia gritos a litos. 2enha comigo. # tomar uma bebida naquele bar. bem vestido e dei/ava transparecer seguran1a. -rei. . de um lado para outro."eja quem or. -uvia gargalhadas. choros e gritos.=B Mas não adiantou.

aquele que modi icou meu comportamento. pensar no apavorante. mesmo correndo o risco de ser um trevoso.=J !cordei. sentei3me na cama a lito. levantei3me e ui para a sala. =J . mas esclarecedor sonho. 5unca mais dei/ei de atender os esp)ritos carentes.

em vo6 pausada e solene.copo correu para onde estava escrito 7sim7. H* est*vamos perto da meia noite. quando a dirigente solenemente perguntou 4 entidade. . 'oncordamos. letra por letra. preparamos todo o material. ! pessoa que anotava as letras. alou.princ)pio de que o semelhante atrai o semelhante torna essas sess8es amadoras. 5ão demorou. Por outro lado. at( que parou. cada um pondo o dedo m(dio suavemente sobre o copo. indicou. queria saber e ouvir. quando eito com seriedade. Uma minha irmã de carne estava precisando de au/)lio espiritual e por ela oi solicitado uma sessão especial. . num grande campo de atra1ão de esp)ritos brincalh8es e perturbadores. cansativo. ele desli6ando. 3 ! irmã quer revelar seu nome? =O . # oi aos meus companheiros do grupo que solicitei ajuda para dar sustenta1ão 4 corrente. 9uase sempre o inal da reunião ( desastroso. oi gasta meia hora. recortados com o al abeto inteiro. ! senhora que estava dirigindo a sessão tomou a iniciativa. para não invalidar a comunica1ão. -s esp)ritos usam o copo para a6er suas comunica18es.esp)rito disse que sim e escreveu uma mensagem bel)ssima. 3 C irmão. onde estava escrito 7sim7 e 7não7. tamb(m. mas. ( muito e iciente. oi o escrito. Reunidos na casa de uma das m(diuns que se pronti icou ao trabalho. 3 #/iste algum irmão aqui presente? . e mais dois. 3 Mrmã. Uma mesa sem pano para acilitar o desli6amento do copo. minha linha era somente a :ardecista. hoje desencarnada. Cramos apenas cinco m(diuns. que vinha e/atamente dentro daquilo que minha irmã. aguardando algum sinal. sugeriu osse a reunião eita atrav(s da sessão do copo. pela demora na orma1ão das rases. ou irmã? . quando o copo parou. icamos concentrados. 5este inicio do trabalho. pois não devemos jamais evocar as entidades astrais sem um objetivo s(rio. 5a ocasião. sem nenhuma pressão. % perguntou. o copo deu sinais de estar me/endo3se. aliando sua curiosidade dentro de um trabalho com objetivo da caridade. Um deles.a mesma orma. . $eita a prece de abertura. . com papeis estrategicamente colocados sobre ela.epois oi perguntado se queria dei/ar alguma mensagem.=O CAPITULO 4 SESS5O DO COPO 9uem ainda não teve a curiosidade de a6er uma sessão do copo? 5ão recomendo esta brincadeira.

Pensei comigo. para não e/ercer sobre ele nenhuma in lu0ncia )sica. Mas. tamb(m. para o !. pode ser alado por qualquer um. Mmediatamente. pela monotonia do desenrolar da sessão. pelo m(todo simples da comunica1ão dos esp)ritos incorporados nos m(diuns. uma tia minha desencarnada h* muito tempo. para o M. # vi. que ( irmã. 9uero ver agora. para o . =Q . mesmo inconscientemente. que adorava a #nU 3 o nome de minha irmã. tirei o dedo do copo. e escrever algo bonito. um esp)rito di6er que quer dei/ar uma mensagem.=Q $oi quando tive a elicidade de ver o esp)rito que tinha dei/ado a mensagem. Naida era como a cham*vamos. levaria menos de cinco minutos. iquei cansado. #le oi para o N. e seu resultado. o copo escrever Naida. #ra a Naida. sua seriedade. e voltou para o !. aquele di*logo que durou quatro horas. pois seu nome verdadeiro era !delaide. Um de nós ali podia estar empurrando o copo com o dedo. $iquei maravilhado com o trabalho. ! inal. .

alta. #la me contou a ra6ão de sua triste6a. 5ão ( chinesa. e/tremamente magoada. o inevit*vel aconteceu. e sim no próprio esp)rito. declarou seu amor por ela. dei/ando transparecer alguma preocupa1ão. Mas vamos torcer para reverter este quadro. ou. 'omo contar 4 sua irmã? .=S CAPITULO 6 O7SESS1O !s pessoas não imaginam. 3 C uma pro essora. ! medida que minha mulher relatava a situa1ão. "e acontecer o relacionamento. Perguntei. . . doen1as mentais e )sicas. bonita. 5a #scola uma das pro essoras estava passando por um problema enorme. esconder esta aceta suja daquele que era seu marido.o lado dela est* o esp)rito de um mo1o moreno. mas seu apelido ( 'hina.esp)rito tem a emo1ão e precisa provocar o relacionamento para se embriagar no 0/tase. 9uebrei o sil0ncio. como ( grande a in lu0ncia espiritual nos encarnados. 3! mo1a ( uma chinesa. vigiando seus passos. % esclareceu. e a) ( que e/iste o perigo. para não mago*3la. poderemos resolver. se/o. um parceiro na cama do casal. casada. o cunhado come1ou a demonstrar ci+mes dela. 3 . . e/ceto a nacionalidade. ! descri1ão se encai/a. morava com sua irmã. #le obsidiou o cunhado da mo1a. T* algum tempo. 5ão havia outra maneira a não ser ter que se mudar. por ela apai/onado. longos e bem tratados?.iga para a mo1a ter paci0ncia que. % esclareceu. ali*s. onde era a diretora. que se envolve em seus cabelos e tenta um relacionamento se/ual. em todos os sentidos. 3.urante um passeio de automóvel. diante do absurdo deste amor.everia esclarecer a ra6ão de sua sa)da. % esclareci. at( que. in luenciando sua cabe1a e despertando esta pai/ão que não e/istia nele. ele ser*. eu ia tendo uma intui1ão muito orte. ainda bem jovem. comportamento totalmente estranho e inadequado para a situa1ão. a Redda estava calada. esp(cie? #le não pode. Mas como pode um esp)rito ter relacionamento desta =S . sua cunhada. Pensei ser algum problema na escola. com cabelos pretos.que te preocupa? % perguntei. não a dei/ando sair com amigos. com certe6a. ! pro essora. provavelmente. 3 #ncrenca? % arrisquei. desde o e/cesso de bebida alcóolica.

atrav(s dos nossos guias. desencarnada h* uns seis meses. Mas. j* ocupou sua cadeira no c(u ao lado de Hesus e sua igura. mas nós t)nhamos a consci0ncia do a astamento do obsessor pecaminoso. minha mulher dava a noticia. aspirando ansiosamente a uma1a do cigarro. com muito cuidado. vibratoriamente.m(dium. querido e estimado. #ncontrei3me com um amigo que estava desesperado. para um hospital do espa1o. apenas perdido. mas imbu)dos da vontade de ajudar nossos semelhantes. a irmou ser sua cunhada. 5ão sabia como chegou aquele ponto. na rente do esp)rito. sua ilha.amiliar ( um esp)rito amigo.eus. são *ceis de serem encaminhados. 5em precisou a6er sessão. . ! irmou amar a sua irmã e não sabe o que lhe tinha acontecido. a astar a entidade e encaminh*3la. em ocasi8es como esta. simples m(diuns.e princ)pio. para os amiliares. 5ingu(m iria prejudic*3lo ou desvi*3lo de seu intento. Mas caiu na realidade e não sabia como se desculpar. agora mulher eita. 5ão era ruim. !penas conversando vi o esp)rito de uma mo1a. 5ós. como tamb(m os esp)ritos amiliares. 5ão demorou muito. 3! pro essora estava radiante. #le esqueceu3se da or1a de Hesus. umava tr0s carteiras de cigarro. inteligente. com a gra1a de . $oi conclu)do o trabalho. !t( hoje a mo1a desconhece a reali6a1ão do trabalho deste grupo esp)rita que atuou no anonimato. um dos m(diuns de nossa corrente. não uma nenhum cigarro. ! passagem do esp)rito para =G . ele o (. &udo voltou ao normal e at( hoje a menina. deu3lhe um choque. . jamais pode ser vista como a de um esp)rito perturbador. e não tinha nenhuma liga1ão com a am)lia na qual. #le não sabia. #/iste o culto 4 memória do desencarnado. Is ve6es di6ia estar envolvido naqueles cabelos negros e longos. com apenas cinco anos de idade.=G . sem orienta1ão e voltado para as banalidades de uma vida comum e devassa. 5este caso o esp)rito não tinha consci0ncia de seu desencarne e o clima criado pela conversa1ão. e tamb(m em algumas at( de orma inconsciente. caindo na realidade de estar vivendo num mundo paralelo. atrai para si a energia do esp)rito obsessor. ele desligou3se. incorporou a entidade. o esp)rito ( evolu)do. 'omentei com o amigo e. espiritualmente. . que 4s ve6es chega ao e/agero. 5a sessão seguinte preparei3me para atrair o esp)rito. diariamente. 5o caso anterior. conseguimos. #ra o amor que procurava.desencarne dos amiliares deve ser tratado. 5o dia seguinte. o esp)rito sabia estar desencarnado e tinha conhecimento de como manipular as energias da mat(ria. ao seu lado. 4s ve6es. ligou3se. neutrali6ando temporariamente a a1ão dele no obsidiado. <ritava e a irmava não se a astar de onde estava. "eu cunhado rogou3lhe para não sair de casa e jurou3lhe todo o respeito que sempre lhe dedicou. #sp)ritos desse tipo. quase de loucura. "ó conversando com o amigo. Mentali6ei a conversa com a Redda. cheios de de eitos. pela descri1ão que i6 na ocasião. sentada com as pernas cru6adas. na cena vista intuitivamente. j* quase conquistado.

colado em sua aura. com req?0ncia. o prato e talhares no lugar que ele habitualmente ocupava. . provavelmente. gritou. se não osse colocado. com ra68es ine/plic*veis. durante as re ei18es. at( não servirem mais. -s casos mais req?entes de obsessão são sobre os alcoólatras e os drogados. dois anos antes. o esp)rito percebeu seu estado de desencarnado. pensando estar ainda encarnado. 5essas ocasi8es. !justado na cadeira. jogou sua cabe1a para tr*s na cadeira e olhou3me. Msto lhe causa um mal estar. o ectoplasma retirado para provocar a or1a da entidade para poder manipular os objetos. #ste estado do esp)rito. muitas ve6es. seus corpos estão doentes e debilitados. # o interessante ( que são protegidos pelos esp)ritos obsessores. atraem os esp)ritos a ins. a mesa era desmanchada. -utras pessoas o ajudavam. # essas coisas oram se agravando. trou/e muita complica1ão. =E . 'uidam de sua sa+de e seguran1a )sica. . $oi. os viciados no *lcool e nas drogas. quando tinha do6e. Mn eli6mente. podia tra6er at( mesmo doen1a )sica para algu(m da casa. $omos solicitados para a6er um trabalho em uma casa. quando entrou um homem. # o *lcool e a droga são consumidos para atender aos dois. alava muito pouco. o maior )ndice da obsessão. neste caso. dormia bastante.pai contou que o menino estava com quator6e anos e. menino teve uma esp(cie de convulsão. al(m do próprio ato. o rapa6 não andava. aluno comum na escola e gostava de jogar utebol. com vo6 cavernosa. uma atitude assustadora. $oi icando arredio. quieto. vemos esse quadro. "eus olhos revirados estavam totalmente brancos. tanto o encarnado como o desencarnado. talve6. mas em troca. não alava e demonstrava muita impaci0ncia. de repente l*. 'omecei a chamar pelo seu nome de batismo. Mrrita3se.menino não se me/ia. tentei conversar. $eli6mente. Mniciamos uma s(rie de passes. voando pratos. dei/ou de estudar. nem sempre ( compreendida pelo desencarnado. entender que est* morto.=E o outro lado. após o trabalho e eita a devida e corriqueira doutrina1ão. C. de certa orma. $oi quando. mudando de cen*rio e acontecendo uma por1ão de coisas num simples cochilo. 'omo um sonho. ou seja. 'usta. cuidamos dos copos que nos servem de recipiente 4 *gua que bebemos. ! situa1ão tornou3se perigosa. pois não ( visto nem entendido. copos e talheres.entro do principio que o semelhante atrai o semelhante.esp)rito desencarnado e ainda não consciente de seu estado vive esses momentos. #/istem casos mais graves. onde. onde o che e da am)lia tinha desencarnado recentemente. carregando um rapa6. . porque. transmitindo essa situa1ão para os amiliares. #st*vamos no in)cio de uma de nossas sess8es. acontecia o enAmeno. era uma pessoa normal. tal e qual. 4s ve6es estamos aqui. e pedia que seu esp)rito voltasse ao corpo. . Para se ter uma id(ia. recebia apenas um olhar raivoso. dei/ando em pa6 seus amiliares. Percebi estar seu esp)rito ausente e longe. 5aquele momento. al(m de suas cabe1as estarem totalmente alteradas pelos e/cesso da bebida e da droga. Por isso os viciados são chamados de copo3vivo.

&ivemos um caso interessante. % alava rispidamente. Nevantou3se e oi embora. demonstrando indigna1ão. % oi a lacAnica. Praticamente perdem o racioc)nio e. completei di6endo3lhe que. domin*3los e envi*3los 4 alta espiritualidade. prometeu presentear o rapa6 com uma bola de utebol. voltando de um transe. regridem. e o garoto jogou muito utebol com a bola dada pelo Hoão Nui6. #nquanto lhe aplicava o passe. #m nosso grupo. na parte inicial dos trabalhos. da qual se alimentava para seguir sua negra jornada. 2oc0 matou um homem? 3 completei. chamamos as entidades para aben1o*3lo e pedimos. $icou completamente curado. 2oc0 não tem o direito de prejudicar este rapa6. 3 5ão sei. $oi quando aconteceu. normalmente. "urpreso. enquanto todos os companheiros do grupo aplicavam3lhe passes. em nome de Hesus 'risto. 'umpriu a promessa. um dos baluarte do espiritismo e companheiro do grupo. se não tivesse acontecido. o meu trabalho. alando mansamente com o rapa6 e perguntei3lhe o que acontecia com ele. na sa)da. quem oi o assassinado. 5ão desistimos e insist)amos nos passes vibratórios. 3 . .m(dium não deve se abater por erros no e/erc)cio de sua mediunidade. cochichei ao seu ouvido. 5ós t)nhamos (. ! medida que os esp)ritos desta ai/a3 os trevosos. aplicavam os passes energ(ticos nas pessoas. enquanto eu chamava de volta ao corpo o esp)rito do mo1o. 3 "ujouP Pensei. mas esclarecedora. podendo lev*3lo ao desencarne.urante um desses passes. 5ão lhe perguntei as ra68es. !nimei3me. com todo respeito e humildade. ato que aumentar* bastante seu carma. Meio sem jeito.irigiu3se a mim e con essou ter matado um homem. eu não sou ele. 3 2ou arriscar e a6er3lhe uma pergunta. ! verdade ( que ele saiu andando com suas próprias pernas e. simplesmente. um na rente e outro atr*s. #le rela/ou na cadeira. que os encaminhar* 4 compreensão e recupera1ão. um homem pareceu3me muito perturbado. 3 2oc0 vai sair j* deste corpo. vi que o homem tinha voltado 4 ila. . eles vão criando orma de animal. 5ão matei ningu(m. 5ão devemos tem03los. #ste. 'ontinuei. ( um bicho eio que pula em cima de mim. BF . resposta.que? % respondeu. e de ato estava. em conseq?0ncia. o livre arb)trio. #ste ( um esp)rito di erente. como se estivesse. #/istem muitos desses animais por a). sim. a prote1ão de Hesus para aquele nosso humilde e so rido irmão. mas. $i6 o rapa6 acompanhar um Pai 5osso. o Hoão Nui6 da 2eiga.BF 3 5ão adianta. . olhou para todos nós. aninhou3se na energia do rapa6. me perdoasse. coloc*vamos v*rias cadeiras e os m(diuns. por ocasião do 5atal.

em busca de vingan1a. $oi um al)vio. ossem quais ossem suas ra68es. a irmando sentir3se um novo homem.B1 muito menos se outros sabiam do crime. #ste ( o esp)rito vingativo. !penas o i6 sentar3se novamente e roguei osse aquele esp)rito. homem agradeceu e passou algumas semanas tomando passes em nosso grupo. agora pac) ico e bem humorado. ao seu lado. B1 . at( que veio a mim e con essou o seu bem3estar. encaminhado e parasse de a6er aquele homem so rer. aterrori6ar sua vida. sabia ter sido morto por aquele homem e veio.

do que propriamente por acreditar no milagre da cura daquele homem. voltando ao estado normal. $ui com uma pessoa visitar um doente no hospital. !o sairmos.ias depois. 3 2oc0 doou a sua energia positiva.Hui6 aplicou3lhe. !o entrar no quarto. caso contr*rio. $oi chamado para atender uma pessoa hospitali6ada. . at( mesmo durante longo tempo. . mal estar. j* tão debilitado. onde deveria aguardar a chegada do abnegado julgador.Hui6 ainda não tinha chegado em casa. um passe energ(tico. acontece uma das duas coisas. 9uer mais ( conversar com as entidades. a irmando estar o doente tão perturbado. oi 4 casa do Hui6 agradecer o milagre de ter dado um sensacional drible no 'avaleiro 5egro da Morte. Um Hui6 de . ela sentiu um impacto muito orte. contou3me o ato. 4s ve6es. ( melhor um só passe do que de6 conversas com os esp)ritos. "e a pessoa tiver consci0ncia do ato. completamente curado. $oi o contr*rio. dependendo. não sabendo se devo enquadr*3lo como prova de (. esteve 4 beira de um desmaio. ou no anedot*rio espiritual. e/ercendo seu cargo em uma pequena cidade do interior. imediatamente ! doa1ão de energia. 9uando nos apro/imamos de algu(m. 9uem procura uma casa espiritual não se satis a6 só com o passe.B= CAPITULO 8 TROCA DE ENERGIA ! doa1ão m+tua de energias entre as pessoas tem uma a1ão sobre elas de certa orma desconhecida da maioria. &omando conhecimento do tranq?ili6ou3se. con irma1ão da e ici0ncia da energia salvadora do passe. desenganado pelos m(dicos. $iquei con uso com um caso.elicadamente. "ua esposa.ireito. atrav(s dos passes magn(ticos tem uma e ici0ncia assombrosa. e ningu(m d* mais do que pode. mais para atender a solicita1ão dos amiliares. viu o paciente 4 beira da morte.interessante deste enAmeno ( a sua in lu0ncia no doador da energia. ou trans erimos nossa própria energia. Mas na verdade. . com toda (. em choro pela e/pectativa da morte. ou absorvemos a da pessoa. !o entrar no quarto. dentro das casas espirituais. pode icar raca e sentir3se mal. nada lhe acontece. do estado de cada um. enAmeno. gentilmente. . . o homem. era conhecido pela sua convic1ão no espiritismo. mas. dei/ou o visitante 4 vontade e oi cuidar de seus B= . e/pliquei. ao ponto de lhe ter transmitido sua energia negativa. suor rio. e6 o homem entrar e o convidou para sentar3se na sala.

3 "ecret*rio. o senhor acha que est* sendo vitima de um obsessor espiritual? 3 "im. estamos sendo governados por ele. 2iva sua vida espiritual. e era ele quem de eria ou não os pedidos de soltura dos presos. estava passando momentos di )ceis. 2oc0.esembargador. BB .BB a a6eres dom(sticos na co6inha. contendo todos os objetos roubados. sem gra1a. com um bilhete. tenha ( e não se apegue 4s coisas materiais. % concluiu. 3 5ão. quem tem que resolver sou eu % di6ia. sereno e e/tremamente espirituali6ado..<overnador do #stado nada a6. !o contr*rio da revolta. 4 sua casa. &odos os assuntos pol)ticos do #stado. #u não estou morto. "olicitou um trabalho ao nosso grupo. o que sabia a6er muito bem. 3 . 3 . sentou3se na rente do homem e sentenciou. sem pedir teu conselho. doutor. que nosso querido Mestre Hesus 'risto est* cuidando de voc0. pois estava preparando o almo1o. de portador anAnimo. Hui6.senhor me curou e só vim agradecer3lheP % interrompeu. 'hegou o Hui6. 4 entusiasmada doutrina1ão do mestre da lei. # continuava a contar sua import. um dos seus caracter)sticos. respeitosamente. o esp)rito maligno. % con irmou o pol)tico. . est* sendo aconselhado por um esp)rito atrasado. convers*vamos com o importante homem p+blico. ! carga ( muito pesada. uma trou/a. creio estar com um esp)rito maligno ao meu lado. ou para se e/ibir. meu amigo. vou contar mais uma. #nquanto a dona da casa preparava a sala para a sessão.<overnador não a6 nada sem me consultar. e/cepcionalmente. hoje aposentado como . &enha certe6a.ias depois. . recebeu. homem calmo. agrade1a aos bons esp)ritos terem acilitado seu desencarne. 3 $eli6 ( voc0 que hoje est* vivendo a verdadeira vida. $omos. que. Muitas histórias são contadas sobre esse not*vel homem. 5ão sab)amos que era o senhor7. doutor.ncia nas graves decis8es pol)ticas e governamentais. 7. o sisudo jui6. #le gabava3se ao Hui6.esculpe. Um "ecret*rio de governo. Para concluir. 9uando oi Hui6 na 2ara de #/ecu18es 'riminais. pela obsessão. a imprensa deu destaque a ocorr0ncia criminosa. Por ser importante igura nos meios jur)dicos. entrou em casa e viu o homem na sala.. sua casa oi assaltada. então todos nós. -ra. interrompeu3o. levantou3se e aguardou3o para o cumprimento e agradecimento ormal. tirou seu paletó preto e surrado. ! certa altura. em sua casa. não sei se para justi icar seu estado espiritual.

deu3me um recado. 'ontou ter sido obrigada a se vacinar no col(gio onde era diretora. 9uando tenho qualquer dor. #/iste uma outra orma da troca de energia. 5um deles. 3 Minha vacina pegou. a Redda. por pensamento. pegando em seu bra1o e no mesmo lugar da minha estranha erida. % brinquei. 9uebrando o sil0ncio. eito para pequenas coisas. 3 C. temos em comum nossas vibra18es. ou ela descobre. 3 #speraP 'omo voc0 sabia que eu precisava alar com voc0? 3 Recebi o recado. respondeu. criaram uma casca e quando a do meu bra1o caiu perguntei a ela. 2ou aqui. # mais. % pedi. Um alivia a necessidade do outro. ao meu lado. sua mãe est* aqui e precisa alar com voc0. pela "onia. pois dona Redda precisa alar. estou imuni6ado. 3 "enhor $ernando. 3 'omo est* a erida de tua vacina? 3 ! casca caiu hoje. #las oram secando. quei/ou3se. C a por a inidade espiritual. por mais que tente dissimular. 3 2amos iniciar o trabalho.BJ 'onsertei rapidamente a constrangedora situa1ão.. ela tamb(m tem> ou se estou preocupado. ! sala j* est* pronta. ou ica do mesmo jeito. o que quer? % perguntei3lhe. 3 $ernando. dei/e eu ver. !o entrar. comprar qualquer erramenta. a "onia. #ntre mim e minha mulher. 3 H* vou indo. sua secret*ria. incomoda coceira provocando pequena erida. 'ome1ou a aparecer. BJ . ali. de 7o dia da bobagem7. 9ue a6arP. convidei a todos. ( para o senhor tele onar para sua casa. sem ter tomado a vacina. para dar o e/emplo. parecendo in eccionada. e echando o dis ar1ado riso do jui6 brincalhão. torna3se bem mais *cil.. em meu bra1o direito. Msso ( a inidade. !lguns dias depois ela oi aumentando. "aio cedo. resolvi passar no escritório de um amigo. acontece com req?0ncia. !t( que. !s eridas eram iguais. 3 2acina? 9ue vacina?. !pelidei o s*bado. sem destino. a comunica1ão. "*bado ( o dia que não tenho compromisso. 3 Redda.

BO . #le olhou3me espantado. e respondeu. se e/ercida com intelig0ncia. 3 'omo ela estava nervosa. #ste ( o tipo da materiali6a1ão de um pensamento. !o sair o m(dium. Um pai3de3santo. 3 !gora entendo o que voc0 di6. ico at( arrepiado. Um cuidado que todo praticante da Umbanda deve ter quando isto acontecer. . . talve6 por trabalharmos com a mesma entidade. !tendida minha mãe. pode ser muito +til.senhor entrou no escritório. ambos. ao ser con undida por atra1ão )sica. triun ante. perguntei 4 "onia. e que precisava alar comigo com urg0ncia. Mas. ! energia em harmonia tamb(m tem seu lado negativo. quando e/iste a a inidade. $iquei atrapalhado. contar ao dirigente do terreiro. nosso conhecido. 3 5ão senhor $ernando. a mesma entidade de um m(dium de nosso terreiro. voc0 j* pensou se ele osse mulher? Perguntei irAnico.isse j* estar indo e ui para casa. em qualquer religião. a presen1a da comunhão de vibra18es entre os homens ( boa. e. trabalha com o 'aboclo &upinamb*. "ou orte. j* velhos conhecidos. a Redda contou3me ela ter chegado 4 minha procura. !t( estranhei. #u não lhe disse nada. se abra1aram. 3 #ste menino tem uma vibra1ão muito boa.que?. 3 . interessante e. pode ser levada para caminhos perigosos. em caso de não o superar. $inali6ou. ! Redda e/plicou. 5ão era h*bito dela ir visitar3me. lutar contra este sentimento. &inha certe6a do que di6ia. 5uma visita. pois j* hav)amos trocado id(ias sobre o assunto. 2oc0 não me disse que a Redda tele onou e precisava alar comigo? ! "onia me olhou. % pondo de lado o tele onei. o pai3de3santo observou. oi ao tele one e o usou. &enho muita a inidade com ele.BO 3 9ue recado? #u não alei com ela. 9uando o abra1o. iquei mentali6ando o pedido para voc0 ligar para mim. e eu não sabia onde te encontrar. inegavelmente. 4s ve6es. um dos grandes problemas dos terreiros e templos religiosos. mostrando estar surpresa com a pergunta. que só acontece entre pessoas de muita a inidade. principalmente na divisão dos so rimentos e na telepatia.3 'oncordou. não sou? % inali6ou. #ntre as pessoas de se/o di erente. 3 @em. na pr*tica da espiritualidade.

% concluiu. e/iste a lógica. por ocaso. Minha casa no litoral tinha sempre suas telhas uradas. adquirida no e/erc)cio de sua pro issão. 9uando ui ver dentro do orro da casa. tem lógica. meia idade. .tamanho dos uros nas telhas indicam serem eitos por pequenos objetos como balas. Por mais que quisesse. #ra alegre e brincalhão. provocando goteiras. 3 Mas como pode isso acontecer? 3 5os dias que tem vento orte. numa mercearia. não havendo rachaduras. convicta. Perguntei. pessoas costumam atirar com revólver? 3 Por que pergunta? 3 . demonstrando muita or1a. !s *rvores não ultrapassavam a cumeeira da casa. 'ontei o caso dos estranhos uros nas telhas. ui. provocando os uros. descobri que as telhas oram quebradas por um pei/e com mais de meio quilo. 3 -s uros são eitos pelas sementes dos sombreiros. % e/pliquei. -correu3me perguntar. $iquei at( contrariado por julgar estar BQ . não conseguia imaginar como um pei/e podia cair no telhado de uma casa. um carpinteiro conhecido h* muito tempo. Respondi. rindo. ao lado. Mas contou uma história. 3 -utro dia. quando digo que o espiritismo por si só ( ilógico. intrigado. elas são levadas ao alto e. pedindo que cortasse a copa da bela *rvore do meu quintal.GICA @rinco com as pessoas. convencido. #le não dei/ou transparecer duvida quanto ao ato das sementes provocarem os uros nas telhas. mesmo ainda não descoberta. mas dentro dele. v0m com or1a. Nevei o @asico.@asico era um descendente de italianos. 3 C. $iquei pensando o que podia ser. 'ontei a teoria da dona da mercearia vi6inha. % e/plicou. ( leve e tem uma ponta dura. ui consertar um telhado de uma casa aqui perto. e umas cinco telhas estavam totalmente destru)das. se aqui no balne*rio.BQ CAPITULO 9: CRIANDO A L. 3 ! senhora sabe. 'onsiderando que a semente tem o tamanho de uma castanha. o que me obrigava a levar algu(m para consert*3las. #nquanto a6ia os reparos na estrutura do telhado. 5ão tinha lógica. ao ca)rem.

. realmente tinha. . C uma crendice. para o povo di6er que o homem se trans ormava em lobo. espiritismo ou qualquer outra religião transcendental. agindo sob a in lu0ncia do bru/o. ( coisa de crian1a. parecia estar animado com uma vontade humana. BS . oi um passo. mais voltados 4 magia que os de hoje. #/istem cren1as re utadas terminantemente. ainda viva e criando temores entre os mais crentes.BS sendo alvo de uma chacota.pei/e tinha asas? 3 5ão. as chamadas sa)das do corpo ou viagens astrais. por isso. # o espiritismo ( cheio de mist(rios.que 4s ve6es parece absurdo e imposs)vel. sem d+vida. na Umbanda. 3 !creditoP !creditar que o homem se trans orma em lobo e sai matando pessoas na lua cheia. por não e/istir a lógica. lobo. &ua história est* o endendo a minha intelig0ncia. Pelo processo da reencarna1ão. Mndignado. os bru/os e bru/as da idade m(dia talve6 estejam hoje reencarnados. televisão e computador e. #le me pegouP 'onseguiu criar a lógica. 'omo pode ter acontecido isso? . ! inal. e se ainda est* presente entre nós. entregavam3se muito mais 4 concentra1ão. ao treinamento da sa)da do esp)rito do corpo. % respondeu. talve6 porque não se distra)am com automóvel. 3 Pare com mentiras. o guiava aos ataques de quem queriam destruir. Toje. no caso. ( por ter sido inventada em ato marcante que deve ter abalado a opinião p+blica da (poca. claro. respondo. seus esp)ritos sa)am do corpo. 4 alquimia e. #les tinham a t(cnica apurada e. ! cria1ão da lenda do lobisomem oi assim. Mas eram. o pei/e não tinha asas. sempre respeitei o @asico. principalmente. em busca do lobo che e de alcat(ia e. quando precisavam. convicto. 9uando me perguntam se acredito na lenda do lobisomem. dominando sua mente. rindo matreiramente. @asico. . alei. dentro do ilógico.a). 'om certe6a a gaivota dei/ou ela cair de seu bico. o que me dava o direito de tamb(m ser respeitado. uma simples e/plica1ão torna tudo compreens)vel. 4 manipula1ão de ervas. estou tentando criar a lógica. como. hoje em moda no meio esot(rico. passada de gera1ão 4 gera1ão.

aquela macabra pintura não sa)a do meu pensamento. uma entidade deu uma e/plica1ão. nos terreiros de Umbanda. % 5ão criem o medo por in undados trabalhos pegados. 9ualquer briga. 3 9uando voc0 deseja o mal a outro. ao sair de casa vi. #mbora não conhecesse a magia praticada nos terreiros. "obre esse assunto. era com tinta. daquelas que não sai mais. BG . cria3lhe o medo. "e voc0 desejar o bem. quando ainda não integrado ao movimento umbandista. ( porque e/iste uma energia ruim. ( só imagina1ão. colocada em qualquer encru6ilhada. do que o mal. gera a tal energia compat)vel. com uma cru6 dentro. #ste mal ser* banido da minha vida. pois sempre acreditamos o contr*rio. ! maioria das consultas. ! id(ia de ser vitima de um trabalho eito contra a sua pessoa. . . Mmaginei o pior. e este a6 um trabalho especial com elementos da terra. 9uando o preto3velho ou o caboclo manda procurar o e/u. ica girando em torno de seu corpo pegajoso e redondo. por ser negativa. o pensamento pode tornar a mentira verdadeira.homem ( suscet)vel 4 amea1a da magia. $iquei com medo. um arrepio incomodo correu pela minha espinha. e como introdu6i3los num lar. 3 &enho ( em Hesus 'risto e nos seus mensageiros.cascão do sapo ( colocado pelos esp)ritos do astral in erior em qualquer canto de sua casa. surpreende3nos a todos. # pior. 3 C mais *cil voc0 a6er o bem. pedi prote1ão aos esp)ritos de lu6. mesmo criando um campo energ(tico atrav(s de trabalhos. #levando meus pensamentos. pelo ato de julgarmos que a nossa energia ( mais compat)vel com a vibra1ão bai/a. Previno a todos. 5uma manhã. ! revela1ão. ! ai/a vibratória. % concluiu a entidade.urante o dia. toda a de esa espiritual da pessoa se echa e a protege. conhecia a or1a dos trabalhos do mal. 'on esso. do lado esquerdo do meu portão.BG CAPITULO 99 NEM TUDO < MAGIA . nem com chuva intensa. quase sempre ruto da imagina1ão e do medo. 'aso contr*rio. vibrando como toda energia. $ica ali. precisando ser combatida pela cria1ão de uma or1a semelhante 4quela que provocou o dist+rbio na pessoa. a sua retaguarda a rou/a e aben1oa a vinda da vibra1ão de pa6. ( para desmanchar um trabalho eito contra a pessoa. con usão entre amiliares. Umbandistas mais e/perientes sabem distinguir um do outro. um c)rculo pintado de vermelho. com sapo morto. algu(m e6 um trabalho de magia. contra mim ou minha am)lia. tão clara. ! macumba. ( alimentada por or1a semelhante.

ncia e perdão entre os moradores da casa. o correto ( ter bons pensamentos. H* não tinha mais medo. 9uanto ao ato de criar um campo de or1a para combater outro. vai diluindo3se at( desaparecer. # o c)rculo ( para echar o trabalho. dona da casa. chamei um vi6inho que regava seu lindo jardim. as casas estão marcadas com este s)mbolo? 3 "im. não tendo com que se alimentar. para destruir a ruim. 5a verdade. at( a doen1a )sica.BE imediatamente sugada pelo trabalho. tra6endo. que marcou as casas. pondo em risco a serenidade e pa6 da am)lia. 3 Mas. !tAnito. $ui pedir ajuda a um amigo. não suportava mais aquele medo de ver minha gente. podiam ter uma marca mais simples. onde vão ser mudadas as redes das *guas pluviais. a morte. de qualquer um. ui me acostumando com o c)rculo vermelho. só um pouco. mostrando o s)mbolo do diabo. contr*ria ao bom senso e 4 intelig0ncia. Nevei3o 4 minha casa. 2ou esquecer essa est+pida magia. preces. e perguntei. 9ue Hesus perdoe esse meu desconhecido inimigo. #le. harmonia. Mas. 3 MacumbaP # ( da grossaP ! cru6. vi o mesmo desenho eito na minha. se eu a6ia parte de um grupo esp)rita e iciente e com bons resultados. #u não sabia o que di6er ou a6er. e/periente esp)rita. vitimada por um man)aco espiritual. oi a 'ompanhia de Rede de Wgua e #sgotos. a mesma coisa. assustado. signi ica. Mas eu não conseguia esquecer por duas ra68es. $ica o ambiente carregado. !chei a interpreta1ão da cru6 e do c)rculo uma aberra1ão espiritual. Para não alar mais no assunto alei. 5o terceiro dia. 5uma tarde. 3 5ão adianta. Passando em rente 4 casa do vi6inho. 5o caso. &odas as casas tinham a marca. sem ele nada entender. o medo e porque estava pintada na entrada da minha casa. para meus bot8es. e/plicou. que vai crescendo 4 medida que ( alimentada. a energia. Respondi. 'om o decorrer dos dias. muitas ve6es. 5ão iria solicitar trabalhos especiais. tem que haver a cria1ão de um campo de or1a da magia branca. Mnsistiu. achei lógico e certo. ui caminhar no bairro. Meu an*tico amigo. 3 di6ia. ! linha :ardecista trabalha só com energia. não gostou da minha decisão. vis)vel e assustadora. at( ter uma or1a grande. mesmo mediana. toler. o ambiente or de pa6. 3 2ou pensar. BE . se ao contr*rio. neste caso. 3 2oc0 sabe por que. 3 C. $ui a outra.

3 retruquei contrariado. #u? 'laro que não. H* tenho meu grupo. 3 2oc0 me leva? 3&e pego 4s oito. 'onvers*vamos sobre espiritismo. cadeira por cadeira. que voc0 conhece. 3@ata a testa tr0s ve6es na mesa. determinado e.JF CAPITULO 92 TRANSFORMAÇ1O $ui visitar meu sobrinho @enno. Pondo inal 4 visita. quando ele me e6 um convite. 5ão conte comigo e te aconselho a se a astar o quanto antes dessas religi8es a ro3brasileiras. contr*rio a esse tipo de religião. dentro de minha cabe1a. $oi quando senti a apro/ima1ão de meu guia espiritual. em seu escritório de advocacia. e dava vibra18es. Por que o irmão Maneco quer que eu v* em terreiro de Umbanda? Nogo eu. estou req?entando um terreiro de Umbanda. 3 $ernando. dando as costas. 6angado. tão presa a rituais.. Nembrei3me de uma passagem que ocorreu durante uma sessão na linha :ardecista. dirigida pelo #dmundo $erro. no ouvido. 3 Toje. "ou contra qualquer tipo de ritual. despedi3me. um berro austero. sei l* onde. 3 'omo ( o nome e quem ( o m(dium? 3 &enda #sp)rita "ão "ebastião. e não tenho nenhuma inten1ão de conhecer outro tipo de religião. principalmente essas de macumba e de bai/a categoria. e ouvi. at( certo ponto.. 5ão quer conhec03lo? % perguntou. ordenando a todos. JF . 39ual humildemente. e me dirigi 4 porta. pensava. o dia das reuni8es? Perguntei. Mncorporou em um m(dium o esp)rito de um )ndio. 32*P 5ão pensei duas ve6es. #nquanto ia para casa. "e/ta3 eira.

!inda envolvido pelos meus pensamentos. com todo o respeito e do undo do meu cora1ão. e de certa orma at( e/citado. J1 .J1 5a respondi3lhe em s+plica. sem nada di6er. não sei. pe1o3lhe. minha ve6. "e cumpri3la. 3Meu irmão. vou erir todos meu princ)pio contr*rio a qualquer ritual dentro do espiritismo. "e a entidade gostou. Passou direto. quando deu a ordem. aguardava meu intrometido sobrinho. que me dispense dessa ormalidade. não imaginando o quanto ainda lhe seria grato.

!) entrou a mãe e o pai3de3santo. 2ovA J= . &odos de branco. &inha sido muito bem recebido pelo pai3de3santo #dmundo Rodrigues $erro.J= SEGUNDA PARTE CAPITULO 9 A UM7ANDA 'on esso que estava ansioso. l* acabava. dei/e come1arP Nembrei da ordem do irmão Maneco. #/plicou. como me alam? "ou hoje um homem sem medo. e iquei quieto. demonstrando um orgulho enorme por estarem ali. da linha da esquerda. de repente pensei. 'om a seguinte di eren1a. Nu6es acesas. tocando o Tino 5acional. curioso. e um beijar a mão do outro. "e acalme.pai3de3santo concentrou3se e come1ou a cantar o Tino da Umbanda. Parecia uma parada militar. $oi um tal de bater cabe1a no chão. #u i6 o mesmo. #u. . rabo e p(s de bode. "uas cal1as e camisas eram brancas e muito limpas. &odos cantavam o Tino.medo trans ormou3se em emo1ão. H* não queria ir embora. a &enda #sp)rita "ão "ebastião. seguros. sem a concentra1ão comum dos trabalhos que estava habituado a req?entar.. &r0s tambores come1aram a tocar. . Toje ( trabalho de esquerda. !chei estranho este mundo. &odos alavam e conversavam animadamente. "enti um cala rio. &odos icaram em p(. Mas o ritual era di erente do que estava habituado. e depois em asc)nio. sem nada entender Resmunguei. ! corrente oi entrando em ila. -s homens não dei/avam por menos. 'ome1aram as incorpora18es. #/u? Pomba3gira? 2ou embora. que eu estupidamente imaginava. Respondeu lacAnico. para cantar com eles. o dirigente do terreiro. #squisita a pintura. Metade da parede era vermelha e metade preta. #ra um salão grande. 5unca podia imaginar uma coisa assim. @em. -s vestidos das mulheres eram impec*veis. bem iluminado. C dia dos e/us e pombas3giras. 2ermelha e preta. perguntei ao @enno. di erente da nossa casa :ardecista. #stavam mais para anjos do que para os ilhotes de diabos. 5ão paravam de cantar e dan1ar. todos cantavam e dan1avam. "entei e dei/ei as coisas acontecerem. H* que voc0 est* aqui. garbosos. .pai3de3santo incorporou a entidade che e naquele terreiro. e o e/u? 'omo ser* ele? &er* cornos. Meu desejo era entrar no meio. 9uando serão apagadas as lu6es? 5ão se apagam. $oi uma vibra1ão incr)velP Pareceu3me ter levado uma tijolada na cabe1a. suas saias rodadas balan1avam aos som dos atabaques. Prestei aten1ão na movimenta1ão dos m(diuns. #stava assustado. e aqui estava come1ando. lembrando do tempo que namorava na igreja.

coisa nenhuma. Meu irmão % disse. determinada. . #ra uma caneca. esp(cie de trono. isto sim. est* o lugar onde todos devem chegar. tenha respeitoP Meu pai % disse. retomando a conversa1ão. JB . ique olhando e v* aprendendo. depois iquei sabendo ser de sete esp(cies. "aiba. #st* vendo coisas estranhas. olhou3me e disse. porque detesto bebida alcóolica. ele alou. 5ão perdia um movimento sequer. -lhei para todos. !dmirado. H* tinha ouvido essas palavras. $iquei olhando. j* solto e alegre. voltei para meu lugar e i6 o que o 2ovA mandou. vovA. #ntusiasmado. !qui sou pai. após um baita gole no caneco da bebida. 'areca. -lhou3me i/amente. -utros esp)ritos incorporavam nos demais m(diuns.evolvi3lhe o copo3caveira. $iquei olhando. h* anos. em orma de caveira. #/plique3me duas coisas. # esse irmão Maneco não ( irmão coisa nenhuma. Mais dominador do que assustador. 2* para o teu lugar. e reparei ser eu o +nico careca ali dentro. e corri para conversar com ele. . sim senhor. capa preta. # por que 5ego Maneco. Uns vão andando a p(. 5ão acreditei. no im.esp)rito tudo sabe. uma entidade alegre. Nevantei3me. principalmente conhaque. "entou3se numa cadeira. 3 'areca. venha aqui. Mas. outros de canoa. &otalmente di erente do que conhecia. #ra incorpora1ão em massa. Riam. . meu ilho. 9uero alar com voc0. 2oc0 não est* aqui por acaso. curioso. .ei um gole e quase vomitei. #mpolgado. "ei l* o que mais. 3 .eu uma gargalhada e o ereceu3me bebida. umando e bebendo uma mistura. material para dei/ar qualquer um de porre. 'om um olhar matreiro. nem rabo e muito menos p( de cabra. Prometi ao 50go Maneco ensinar uma por1ão de coisas a voc0. procurando iniciar uma conversa1ão. "a) de ino. 5ão vi cornos. ou para onde queira.e repente parou na minha rente um m(dium incorporado. ou. 5ão sou teu irmão. $iquei olhando o e/u. doce e amorosa. C um preto3velho. 2i. outros com essas m*quinas de voc0s. simplesmente. # ele estava desse jeito quando in ormou. brincavam e alavam com todos os presentes. repetindo as mesmas palavras do Pai Hoaquim ditas h* mais de trinta anos. -uvi o 2ovA 'onrado chamar. 9uando alar comigo.JB 'onrado era seu nome. que cada um viaja como pode. 3 9uem lhe contou o nome do irmão Maneco e como o senhor sabia a rase que ouvi h* anos. #/u sempre tem um olhar marcante.

Perguntei3lhe a ra6ão. $iquei curioso. incorporou novamente. in luenciando nossa companheira para não mais ir aos trabalhos e abandonar o espiritismo. 2i estar carregando uma cai/a cheia de cobras. dando3nos a not)cia de estar o caso resolvido. Meu nome ( &ata 'aveira mas l* eu sou o Hoão. após seis meses de aus0ncia. enquanto cantarolava os pontos que ainda ecoavam em meus ouvidos. # despediu3se. quando eles as viram. rindo. Uma m(dium. normalmente. 5a outra semana. 9uando oram embora. 'arecaP % corrigiu. Nembrei3me do 7s0o7 Hoão. 'hegando na casa da m(dium. pensava comigo. companheira nossa. 9ue bom rev03lo. e no pró/imo trabalho a m(dium iria voltar. 7s0o7 Hoão % respondi agradecido. aos trabalhos. vi que ela estava cheia de esp)ritos perturbadores. Is ve6es di6ia ser 'aveira. Uns de6 minutos depois. icamos preocupados. eito por ele. #ste oi meu primeiro contato com a Umbanda. "oltei v*rias cobras na casa e. na linha :ardecista. estava em grande di iculdade e como não queria mais req?entar os trabalhos. 'oisa de esp)rito brincalhão. pena não poder um dia req?entar a Umbanda. pessoa. sa)ram em debandada % disse. incorporado. disse3nos j* voltar. $oi bom voc0 ter vindo para c*. #ra o esp)rito que resolvia nossos problemas. "ubiu.. recolhi todas e o ambiente icou livre desses in eli6es obsessores..JJ 'areca jaguaraP. #le. 3 &ata 'aveira. e oi alar com outra JJ . a inal sou contra rituais. pois ia resolver o problema. 2oltando para casa. nossa irmã voltou. H* te conhe1o da outra casa. Nembrei3me de um trabalho maravilhoso. Pedimos socorro ao 7s0o7 Hoão. no plano espiritual.

#u dirigia o carro devagar porque o paralelep)pedo da tortuosa estrada estava umedecido pela densa neblina. 9uando embravece dei/a e/plodir todo seu g0nio indom*vel.e soslaio. 7.mundo ( bom. mas podia ser melhor7.JO CAPÍTULO 2 SE DEUS ME DESSE=== #u e a Redda est*vamos descendo a serra do mar. 3 "eria bom para os homens se eles pudessem entender os bichos. #u sonho e ela me acorda. &alve6 lhe desse a mesma oportunidade e perguntasse o que pediria 4 . . tra6ia uma pa6 interior dentro da medida que essas coisas boas me cercavam. e a e/pectativa de um dia ensolarado e bonito. !o mesmo tempo que ( irrevers)vel em suas decis8es e incapa6 de icar sensibili6ada diante do choro convulsivo de um neto. no que di ere de mim. "e nossos olhos e cora18es são insens)veis aos seus comportamentos.cheiro da mata que entrava no carro. 'ontinuei divagando. mas mesmo neste estado ( capa6 de icar embevecida diante do colorido do beija3 lor.eus para melhorar o mundo. e o perigo do ve)culo derrapar recomendava muita prud0ncia. de pre er0ncia em portugu0s . &alve6 pela sua *gil acilidade de racioc)nio. antes que ela dormisse outra ve6. 3 # o que voc0 iria perguntar 4 *guia ? 3 !inda não sei. Mnterrompi o sil0ncio. mas abre sua bolsa para satis a6er os caprichos de algu(m. 3 "abe o que ela iria pedir? . envolvido na minha aventura de mentira. Mmagine quanta coisa a *guia poderia nos ensinar. 3 Pediria que todos os bichos pudessem alar. estende sua mão para a agar a cabe1a de um cão doente ou socorrer um cavalo atropelado na rua. sabe o que eu iria mudar? Minha companheira de quarenta e tr0s anos de conviv0ncia ( uma leg)tima representante do -ri/* -gum. 3 "e . não gosta de ter atitudes coniventes com os sonhadores. por ser ela a ave de vAo mais alto e que pode ver o mundo em toda sua amplitude. . envolvido com o suave rescor da neblina. JO . pensamento não tem parada.isse a Redda em tom sarc*stico. <ostando de dar elicidade aos outros. "empre oi assim. pensei. voa de um assunto para outro. &em atitudes antagAnicas. sempre p8e 4 rente dos racos seu pequeno porte de mulher guerreira. 'ompletei a rase. C sensata. quem sabe eles pudessem nos di6er onde erramos. aquiesceu em ouvir.eus me desse a oportunidade de modi icar alguma coisa de "ua obra. não gasta vint(m 4 toa.

. o que. e como ele tinha icado cravado em meus pensamentos e como um simples devaneio tinha revolvido os meus conceitos dos mist(rios da magia. -s gritos hist(ricos. pretensão para quem não consegue modi icar nem os seus de eitos próprios. e com certe6a. $alo da a1ão e da rea1ão. porque a maneira de emitir as palavras tem um e eito enorme.som ( vibrante. con orme voc0 disse no in)cio. ! maledic0ncia da inveja seria banida da JQ . se o homem não alasse. pensativo. 3 #la ia pedir que para o mundo icar melhor. vo6 estridente e tom alto. ! inten1ão das palavras ( que causam o e eito.iante de trinta deles. $iquei em sil0ncio. o que me animou a continuar. contei para eles o di*logo na descida da serra. ! suavidade. . não destruiria mais lares.JQ $iquei aguardando o j* certo e ulminante complemento da rase. Is ve6es sou convidado para a6er uma palestra sobre a Umbanda a grupos de estudantes. t0m um lugar no espa1o. ! sonoridade das palavras de Hesus deveria inebriar seus ouvintes e ao pregar o "ermão das Montanhas deve ter causado um impacto maravilhoso nos que o ouviram. &odos os nossos sentimentos reprimidos eclodem e se somam 4s vibra18es dos sons. 3 . jogam 4 lama o nome de pessoas honradas. muitas ve6es. e/pressam a qualidade de quem as emite. e sim no astral in erior. a magia das palavras desapareceria. os homens não pudessem alar. desen/abido. nem seriam levantados testemunhos mentirosos. tom e e eito. não ser* em lugar espirituali6ado. imaginando como seria o mundo. tonalidade e irme6a das palavras. mas em compensa1ão o maldoso e eito da in . os berros e a m* orma1ão da e/pressão. destacando sua locu1ão. $alei. Um aluno criticou de orma irAnica. ! musica e os mantras. 3 "eguindo seus ensinamentos. não só para quem a pronuncia. sejam eles positivos ou negativos. e tem um e eito no espa1o. esperando o resultado entre o grupo do meu in lamado ensinamento. mas para quem as ouve. e cheguei ao nosso destino.mia. deveria a6er parte da mat(ria obrigatória escolar. são prova disso. as gargalhadas. #stamos alimentando o in erno sonoro de nossa alma. 5ão poderia ter sido o grande pregador se a imposta1ão de sua vo6 não osse per eita. Um alante descontrolado. sem alar em querer modi icar o mundo. e após ter j* respondido v*rias perguntas. 3 C verdade. Mencionei a magia das palavras. Mas o di*logo sonhador icou calado em mim. pode causar e eitos negativos em seu ambiente. 3 ! educa1ão da vo6. da causa e do e eito e da lei dos semelhantes. nem romperia ami6ades. &odos estavam atentos e me olhavam com e/pectativa. tão própria dos homens.mais importante não ( a vibra1ão da emissão dos sons.

porque al(m de ter sido muito aplaudido.JS humanidade. a Redda me perguntou. 3 'omo oi a palestra? 3 $oi boa. acilitando a pa6 entre os homens. e o mentiroso e gabola não mais e/istiria. e a intriga seria de initivamente sepultada. . seria sepultado. JS . # o velho ditado 7quem conta um conto aumenta um ponto7. !o chegar em casa. 3 . encerrando minha palestra. C melhor dei/*3lo como est*. curiosa.eus e6 o mundo com per ei1ão. aqueles que alam mentiras para apa6iguar seus sentimentos o uscados pelas trevas demon)acas da incompet0ncia e da rustra1ão. eu tive um revela1ão. $alei. por desuso. 3 9ue revela1ão? Perguntou. evitando a cria1ão de imbecis e irrespons*veis.

mas não ( a mesma coisa que evidenciar os atos. e cada um querendo alar mais alto que o outro. "ão r*pidas. 3 Mtaliano % como o chamavam carinhosamente 3 os ingleses são bem di erentes de voc0s. #u sou assim. onde provavelmente e/istem outros mundos habitados. os astros. at( virar uma gritaria. que se req?entasse um terreiro de Umbanda. $oi quando me lembrei da minha lacuna cultural.epois de pensar um pouco. Perguntei in ormalmente. onde estão os planetas. que conhece o mundo inteiro. #stava com ele. Rodeavam3nos as mais estranhas iguras. e vamos ter trabalho de Umbanda 4 noite. sentado em uma mesa de uma pi66aria. e descubro que estamos no meio do dia. o <iovanni. "ão sim. "e eu não posso viajar. vai ser o meu in ormante. e ainda me lembro do 2an <ogh. carregada com sementes. 2olto 4 realidade. Pormenori6a tudo. não são? . que est* brilhando no c(u cor do in inito. um simp*tico italiano. com uma enorme lor. sem ensinar como sua mama a6ia. #m compensa1ão a minha intimidade com os esp)ritos me e6 um homem imaginativo. mas viajei at( o espa1o. 3 C. talve6 tivesse sido mais eli6 e morreria com as duas orelhas. #stava conversando com o <iovanni. com culturas di erentes da nossa. imediatamente vejo a planta crescida. e logo vai cair a tarde e o dia vai desaparecer. dentro de uma semente de girassol. de v*rias nacionalidades. e gosto de s03lo. o que me tornou um desconhecedor das culturas do mundo. sem contar as óperas. 3 2oc0s italianos são agitados. C incapa6 de di6er macarronada. l* em casa minha am)lia ala ao mesmo tempo. . H* voei na imagina1ão. "e algu(m abrir a mão e mostrar em sua palma uma semente de girassol. procurando a lu6 do sol. @ai/o.isse para o <iovanni.JG CAPÍTULO 3 A DANÇA #u tenho um problema cultural hoje irrepar*vel. verdadeiras ontes de energia. alante e irrequieto. "empre gostei de ler. "uas vidas )ntimas tamb(m vivem dessa orma? 3 C. Mas isso nos d* bom humor. 5ão para de alar e gesticular. con irmou. nari6 alto. Nembrei3me da m+sica italiana. e por isso a clientela era grande. "omos eli6es assim. . ! casa era amosa. por e/emplo a &arantela. saboreando uma pi66a 4 calabresa. não i6 viagens internacionais. Por que ser*? JG . as constela18es. senão o sol não estaria tão alto.

micos. ou o movimento ritmado do som de seus instrumentos musicais? . % a irmei. andam com calma com passos irmes e seus gestos são suaves. 'om tudo o Mtaliano concordava. como pedindo uma pausa na conversa1ão. Husti iquei. via de regra. estudado. C um movimento macho. sempre dos outros 3 brinquei. #le sabia que não me podia tirar da minha inculta viagem. Percebeu que eu tentava uma liga1ão do que al*vamos. 3 #st*. se ao inv(s daquela m+sica osse um samba brasileiro? -u as nossas mulatas cariocas andassem como as guei/as? Reparou como cada um est* ajustado 4s m+sicas? 'onclu).an1arinos de roc:s. . 9uem sabe se.JE 3 Pelo modo do andar deles. 3 ! pi66a est* boa? % perguntou. "ó eu alava.eve ser o resultado da rea1ão do movimento da dan1a por eles pre erida. # eles gostam de contar os so rimentos. pois era um medroso do espiritismo. Msso os torna di erentes. 3 # o americano. 3 Por alar nisso. . e ainda mascando chicletes. enquanto ele j* tinha comido duas. que retrata. !nalise o argentino. 3 2eja o que est* acontecendo hoje no oriente m(dio. e suas dan1as ossem mais alegres. 3 "ão comedidos no alar. "ão amantes da vida. não (? "uplicou o <iovanni. e admirados pela cultura pol)tica do povo comum. adorador do tango. "eus gestos os levam para esse lado. de um brio di erenciado. 3 2oc0 não vai me contar nenhum caso de esp)rito. tanto que tive que pedir ao gar1om para esquentar minha pi66a.Maurice 'hevalier não ( protótipo deles? # que tal o ch* servido pelas guei/as. gar1om me traga uma coca3cola. ao inv(s de se auto punirem em nome de !llah. presentes e dominadores. "omos amigos e por isso ele me conhece bem. "ão din. a desgra1a amorosa. un:s e sei l* mais o que. para desconversar. Respeitei seu pedido. inveterados amantes. com as saias apertadinhas e passinhos curtos. considerando que o movimento ( uma a1ão que gera uma rea1ão. # os ranceses. -s irlandeses são admiradores da gaita de oles. delicados e galanteadores. 3 5ão entendi. não seria o som musical de suas musicas? .<iovanni e6 um gesto. 5ão te parecem eli6es? "er* que são as suas *reas verdes. "er* que isso não pode caracteri6ar uma nature6a espiritual de um povo? !rgumentei .<iovanni me olhou descon iado. JE . não houvesse tanto so rimento. austero. com a Umbanda. apai/onados por tudo que a6em.

$alei com seriedade. 4s ve6es tua e/pressão est* tranq?ila. 3 'omo assim? Perguntou o ignorante. -nde se encai/am os teus movimentos? !nda todo torto. 2oc0 j* viu as o/uns corimbando no terreiro? !pesar de medroso. ele com a boca cheia de pi66a. outras não. por or1a da própria a1ão desses gestos. Msso. <iovanni. que seja compat)vel com a dan1a. em s)ntese. não te levam at( as ondas do mar? -s -guns. no outro agitado.OF 3 5unca vi tanta bobagem. j* vi. como se tivessem um espelho. 3 5ão te lembram as *guas de um rio? # as Memanj*s. 4s ve6es eu levava o <iovanni para assistir uma gira no terreiro. 3 # voc0. eu sei. tentei escapar. ( magiaP #/clamei triun ante. o que lhe dava insAnia. con irmava com a cabe1a. dan1ar % no mesmo lugar. 'on irmou contrariado. voc0 est* tra6endo um peda1o de vibra1ão de qualquer lugar. 3 #ntão. 3 "e voc0 na gira. $ernando. traga a conta para o meu amigo aqui. um dia calmo. voc0 tem que a6er um movimento que vibre no local da or1a que origina essa energia.'riticou resmungando. Mas ( uma id(ia. e quando o a6 ( sem ritmo. ao cantar uma m+sica. voc0 o que (? 3 #u? #u sou brasileiro. 4s ve6es ( violento. Mroni6ou 3 C a corimba. não parecem ventanias? # os caboclos de -/óssi? 5ão te lembram as matas? 'ada ve6 que eu alava. tomei o cuidado de e/plicar. 3 "e são aquelas entidades que icam rodando e olhando para a palma da mão. agora voc0 j* sabe que quando precisar de au/)lio da nature6a. OF . 3 C. não parecem soldados romanos? -s XangAs não te lembram a dure6a das pedras e a ira dos trov8es? # as Mansãs. ! inal. não sabe dan1ar. -s )ndios eram mestres nisso. 'ada movimento atra) um tipo de vibra1ão. não (? "abe que na Umbanda o movimento tem magia? 3 "abia que voc0 ia chegar na macumba. <ar1om.

em alguns momentos. 3 ! Umbanda ( e/igente. "ou um homem disciplinado e obediente. i6 o que sabia. $oi um bom aprendi6ado. a culpa ser* tua. Mncorporei. Mania de :ardecista de incorporar com o olho echado. "empre ui t)mido para dan1ar e cantar. !sseverei. ui parar dentro do cong*. &amb(m puderaP 5a +ltima ve6 que incorporei na Umbanda. Mentalmente acompanhava o ritmo da m+sica. atrav(s do jogo das palavras. 5ão posso dar o mesmo tratamento dos m(diuns comuns. $inali6ei. #ra o que ele queria ouvir. depositei em tuas mãos o meu uturo medi+nico. depois de tr0s meses req?entar a assist0ncia no terreiro. a ponto de querer at( chorar e ir embora. % a irmei. ao menos por enquanto. ! não ser que voc0 me alte com o respeito. prender a pessoa. 5ão só pode. Lardecismo e Umbanda são di erentes. 9ueria ser um bom m(dium. Percebi ter ca)do numa armadilha. O1 . e eu. &odo de branco. $oram me buscar. o pai3de3santo me chamou para um conversa1ão. "e eu usar de toda a autoridade recebida pela lei da Umbanda. Husti ico3me. "e eu or um bom m(dium. em caso contr*rio. voc0 pode icar. com raiva de mim.que l* aprendi. aqui não vou usar. . 'onstrangimento? Por que? &enho um constrangimento muito grande de me/er com C que voc0 j* tem vinte cinco anos de pratica. pondo o pai3de3santo bem 4 vontade. 5ão tive alternativa. #mbora j* tivesse a pr*tica de vinte cinco anos na linha :ardecista. como deve. no meio das imagens. e. a tudo acompanhava atentamente. Pode a6er e di6er o que quiser. segurava minhas incorpora18es no terreiro.O1 CAPÍTULO 4 DIFERENÇAS ! gira estava animada. eu órico por ter sido convidado para ingressar na gira. o m(rito ser* teu. e acatarei a determina1ão. 9uando entrei na gira. echei os olhos e sa) pelo salão dando vibra1ão no ar. $oi rid)culo. os m(diuns devem obedecer as ordens da hierarquia do terreiro. com muita humildade. voc0. !o ingressar na corrente. $iquei encurralado na trama do pai3de3santo.

quando voc0 chegar no terreiro. "ó para eu saber. a mãe3pequena. % respondeu. os capitães do terreiro.irija3se a mim. # tem mais. # os atabaques t0m nome. como YpaiZ ou YpadrinhoZ. a mãe3de3santo. com licen1a. . $iquei pensando. rumpi e O=0. mesmo que não saiba. #ngoma ( o conjunto dos instrumentos que a6em a musica no terreiro % e/plicou. embora seja branca. ser* que oi vingan1a daquele )ndio por me ter negado bater a testa tr0s ve6es? O= .O= 9ue bomP % e/clamou. respeitosamente. que voc0 tenha vergonha ou não saiba. # quando voc0 estiver na gira. ponha uma roupa mais adequada. por ser a dan1a. um movimento necess*rio. vir ajudar na limpe6a do terreiro. # dance. beije a minha mão e de toda hierarquia. rom. Mesmo. #ngoma? # o que ( engoma? Perguntei. minha esposa. aliviado. #ssa que voc0 usa. cante.% encerrou. qual ( a hierarquia do terreiro? !l(m de mim. e os ogans da engoma. % arrisquei. por ser o canto um mantra da Umbanda. deu as costas e me dei/ou so6inho. não est* igual aos outros da corrente. aqui dentro. de $erro. 5ão me chame mais. # desde j* voc0 est* escalado para s*bado pró/imo.3 echou a cara. agora de orma delicada. &ome nota das primeiras ordens. 'orri atr*s dele. inclusive dos ogans dos atabaques. Padrinho.

pretos e salpicados nas pontas de um grisalho compat)vel com a sua idade o que me cria uma recrimin*vel inveja por eu ser calvo. originada do candombl(. Rebati.H+lio ( alto e apesar de seus cinq?enta e tantos anos mant(m um corpo de jovem. #ra ele quem di6ia. 3 ! Umbanda ( uma religião a ro3brasileira. ! verbosidade ( a sua maior arma para manter acesa uma discussão. por acolher em sua ess0ncia o inverso de tudo. "eus cabelos são grossos. Presto3lhe minha rever0ncia. "omos displicentes com o nosso outro eu. 5ós usamos o espelho para limpar os dentes. pentear os cabelos. # com ela nos digladi*vamos com eloq?0ncia e em calorosa de esa das id(ias da religião. $oi uma e/peri0ncia incr)vel. e/ercendo o direito do meu recolhimento neste cAmodo. no Rio de Haneiro. bem penteados. #/iste h* milh8es de anos. 3 ! Umbanda ( uma religião autenticamente brasileira. 3 ! Umbanda se perde no tempo. ! irmou. Um grupo de quase meia d+6ia de adeptos da Umbanda ouviam curiosos nossa discussão. um elemento de grande utilidade na magia. não usa o OB . aquele homem dentro do espelho era outro. considerando ter nascida o icialmente em 1EFG. #le icava irritado e sua grossa vo6 j* estava passando da tonalidade própria dos cavalheiros. $oi anunciada pelo 'aboclo "ete #ncru6ilhadas incorporado no m(dium D(lio de Moraes. !s vibra18es cósmicas e a mediunidade nasceram com o homem. 5esse dia olhando concentrado e i/amente para minha imagem re letida levei um susto. # oi essa a convic1ão da minha inspira1ão na conversa com o Hulio sobre o inverso da Umbanda. 'erta ve6. #ra o outro eu. ! minha acompanhava o mesmo diapasão.OB CAPÍTULO 0 O ESPEL3O !cho que todos vão concordar comigo que o banheiro ( nosso esconderijo respons*vel por momentos de nossa necess*ria privacidade. vi minha imagem re letida no enorme espelho estrategicamente colocado na parede. . C ormada por grandes alanges de esp)ritos na qual predomina o nosso )ndio. a6er a higiene e con erir se a roupa est* adequada com nosso gosto. 3 2oc0 est* con undindo. #ntre outras tantas ormas dos magos usarem o espelho ( buscar no espa1o o re le/o dos elementos para aumentar a or1a dos trabalhos na constru1ão de campos de energia. ! religião chamada Umbanda tem menos de cem anos. "eus olhos eram misteriosos e o seu rosto não me pareceu amiliar. recomendando a mesma tentativa. # ( nessa importante pe1a de nossa casa que est* o espelho. por isso divido3a com os outros. ainda meu desconhecido. -s que j* me ouviram tiveram a mesma sensa1ão.

. mas prometo tentar.inverso da Umbanda? 2oc0 quer di6er descobrir coisas ainda não reveladas? 3 !s coisas reveladas e não entendidas. vestido 4 vontade. orte e que re+ne adeptos de grande envergadura cultural. #st* combinado? 3 5ão sei se vou conseguir icar quieto. sugeri que nos un)ssemos aos demais convivas ao at( então apra6)vel evento.entro do bem reside o mal e vice3versa. #le era meu amigo )ntimo por isso j* oi servindo o ca e6inho. OJ . 2amos coloc*3los diante do espelho e descobrir o seu inverso. #stou a6endo essa sugestão por querer que voc0 me ajude a consolidar a iloso ia que h* anos estou tentando implantar no terreiro que dirijo. Respeito o livre arb)trio de cada um e con esso só ter uma no1ão b*sica do candombl( apesar de achar essa religião muito bonita. os )ndios então os leg)timos donos da terra oram escravi6ados. ele me comunicou em educado sussurro. 9uero juntar as pe1as e concluir o quebra3cabe1a. convidados que omos para uma reunião. trou/eram escravos negros da W rica. 'om a não adapta1ão ao regime da escravidão os portugueses. !penas sou contra a mistura da Umbanda com o candombl(. . 5a minha casa nós icamos na sala. @rincou. 3 'omo amanhã ( domingo. dentro do mal e/iste o bem. . 3 . escrevendo a mais triste p*gina da nossa história. sem precisar conhec03la. 'omo est*vamos no jardim da casa de um amigo comum. mas tenho o dever de entend03la. ! id(ia oi aceita.epois de e/plicar continuei.H+lio estava circunspeto demonstrando estar bem atento e surpreso com minhas e/plica18es. &ive uma e/peri0ncia com o espelho que me e6 repensar toda minha conduta humana. 3 !ntes de tudo quero dei/ar claro que não combato nenhuma religião ou orma de e/erc03la. Mniciei a conversa. 5ão tenho a pretensão de descortin*3la.OJ sangue como elemento nos trabalhos. sem a horrorosa gravata amarela que destoava de seu terno cin6a claro. ! Umbanda tem que ser redescoberta. antes ajeitada para recepcionar o Hulio. 5o decorrer dos tempos os a ricanos j* mais adequados 4s suas condi18es de servi1ais. descoberto o @rasil. não prega o medo e muito menos e/ige compensa18es inanceiras pelo e/erc)cio da mediunidade #st* na hora de mudarmos os conceitos. demonstrava estar de bom humor. inclusive a espiritual. vou te visitar para continuarmos nossa conversa. #u di6ia. in lamado. 3 2amos trocar id(ias sobre a Umbanda buscando uma intera1ão religiosa e não discutir ou compar*3la com outras religi8es. #nquanto desabotoava o seu jaquetão cin6a para sacar de um cigarro. &udo tem o outro o seu inverso.

Mndagou. !s tr0s misturas deram in)cio 4 civili6a1ão brasileira. ! pr*tica da cultura religiosa dos ind)genas com os a ricanos oi proibida pelos brancos que impunham o catolicismo entre eles.nea de conceitos est* gerando uma con usão muito grande. a UmbandaP #la oi planejada e criada para atender o povo brasileiro. OO . de eito que lhe derrubaria o t)tulo de esp)rito superior. 3 . por qu0 o ori/* -/um carrega um espelho? Mmposs)vel ser vaidade. Parou uns instantes olhando3me para pensativo e torpedeou. 3 # não oi? 3 Pelo pouco que sei do candombl(. ! sobrancelha grossa do H+lio levantou e ele interveio. Repare que todos os pontos da linha dos preto3velhos são iguais 4s musicas da capoeira. -s !rquitetos do #spa1o resolveram juntar todas as suas iloso ias religiosas em uma só. reencarnaram aqui mesmo no @rasil. a miscel. . !) vem a revela1ão do inverso. . cheios de cren1as.i6em ela ser originada do candombl(. 3 @aseado no que voc0 a irma isso? $oi o espelho que te contou? 3 ironi6ou. 2eja uma delas. misticismos e iloso ias espirituais. hoje o +nico esporte brasileiro. dev)amos pregar e cultuar a Umbanda dentro da lógica dos acontecimentos históricos do @rasil. 5ão tenho nenhuma d+vida que a Umbanda tem que seguir seus princ)pios morais e ilosó icos ensinada pelos esp)ritos. sem nunca esquecer que ela ( autenticamente brasileira. !trapalhei o H+lio. #sses esp)ritos dos )ndios. são religi8es antagAnicas. # a capoeira nasceu antes da Umbanda. maravilhosa e m+ltipla na sua constru1ão. a religião tamb(m. ! religião dos brancos oi re ugada pelos negros que criaram o j* conhecido sincretismo católico na Umbanda. o que desagrada tanto os adeptos da Umbanda como do candombl( que não tem nenhuma vincula1ão com o sincretismo católico. .H+lio mal se continha. e/ceto quando são misturadas. 3 # o preto3velho não ( o a ricano? 3 #stou inclinado em acreditar que ele oi tra6ido atrav(s da descend0ncia da ra1a a ricana que criou a capoeira. 5ão oi só a ra1a que se misturou.e certa orma. europeus e religiosos católicos. Por ser nova e pouco estudada. #le me disse para ser ousado e buscar respostas por mim ainda desconhecidas.H+lio não se conteve. negros. brancos. !cho que basicamente os esp)ritos que undaram e trabalham na Umbanda t0m alguma p*gina dentro da (poca do descobrimento do @rasil. # ela oi criada pelos a ricanos 4 guisa de esporte mas na verdade era um meio de de esa. mas deve ser revista adequando3a 4 lógica correta de uma religião independente.OO misturaram sua ra1a negra com a vermelha do )ndio e entre elas a intromissão dos brancos.

&enho certe6a que vai aproveitar.Hulio despediu3se e prometeu a6er a e/peri0ncia do espelho. pois se não encontrar o seu outro YeuZ. ao menos vai se admirar. OQ .OQ 3 2oc0 sabe? 3 #u não sei. . Mas antes devemos ver o inverso de nossas a18es que erem a espiritualidade ensinada pelos esp)ritos que a6em a Umbanda. mas espero descobrir. 9uem sabe nós devemos buscar a resposta pesquisando o inverso do ori/*.

cultural e espiritualmente. essas energias se unem.omingos. <osto de conversar com ele e. Um ( um e outro ( outro. todos. trotar e galopar. 9uanto mais preparado. reunidos em uma só or1a. reclamar por tudo. .omingos. #mbora comum e undamental para a religião esp)rita. mais *cil para o esp)rito dar sua comunica1ão. #ntretanto. ainda não conhecia o !ndir de "ou6a. principalmente. ormando uma terceira. Mnterrompeu e voci erou. dei/ou escapar uma das suas marcantes alas.omingos era um membro da corrente.i6ia coisas descone/as.esp)rito ( uma energia e o m(dium ( outra. ! gente l0. principalmente por contradi6er tudo aquilo que ele pregava. Um cavalo bem domado. sabendo andar. brincalhão e alegre. &erceira energia? #/plique melhor. . ..OS CAPITULO 2 TERCEIRA ENERGIA . sensibilidade e conhecimentos. 2oc0 ( um imbecilP !pesar da grosseria das palavras. mas tinha um cora1ão imenso. não adiantando nada o que se aprendeu.. era muito querido por todos. OS . &oda aquela postura era mentirosa. !mbos estão ali presentes.m(dium tem que dar condi18es ao esp)rito. a incorpora1ão de um esp)rito com o m(dium ( um grande mist(rio. H* o pai3de3santo com sua e/peri0ncia pregava o contr*rio. gritar. quando a entidade toma o corpo do m(dium. 5a Umbanda chamamos o m(dium de cavalo. trocar id(ias sobre a Umbanda. $oi com outro espiritualista que entendi a incorpora1ão e a necessidade da prepara1ão do m(dium.omingos acreditava que não adiantava nada o m(dium ter cultura esp)rita. ele a6 o que quer. um e/periente pai3de3santo.pai3de3santo echou a cara. ilho de -gum não dei/ava as coisas para depois. 9uando vem o esp)rito.$erro costumava berrar. acharam gra1a da orma do pai3de3santo e/pressar3se. Mas. . 5aquela ocasião. demonstrando sua indigna1ão pelo coment*rio do estejado gordo. . . inclusive o . 'ada qual com sua cultura. acilita ao cavaleiro. principalmente no que se re ere a di eren1a da mesma entidade incorporada em m(diuns di erentes. voc0 ( um burroP . pedi. C como dois em um. <ordo. $al*vamos sobre a mediunidade. para poder e/trair sua cultura. dei/ar ser montado e obedecer as r(deas. $alando sobre prepara1ão espiritual dos m(diuns. estuda e aprende. C a terceira energia % disse.

ca ( ( uma bebida pura. pensando na proveitosa troca de id(ias com o !ndir. .OG - 'omo o ca ( com leite? &entei ajudar. só pode in ormar coisas semelhantes. senão poderia e/plicar para ele o que o $erro não conseguiu. vai ter que lutar para não dei/ar esta parte ruim do m(dium. no primeiro. o leite tamb(m. OG . .mesmo e/u incorporado em um m(dium menos preparado.esp)rito só pode tirar do m(dium o que ele tem programado. violento. -s dois juntos criam uma terceira bebida. com sua aura limpa e vibrante. "im. em dois m(diuns di erentes. Msso mesmo. lembrei3me do . disse o !ndir. para quem conversar com os dois m(diuns. 'ompletei. para esclarecer minha compreensão.princ)pio do computador. 'omo um computador. ela ica com uma parte que sou eu. . #nquanto voltava para casa. "e a entidade incorpora em mim. $alei. em sua mani esta1ão. C. est* bem esclarecido este ponto. 3 Msso e/plica bem. que não ( a mesma entidade.omingos j* desencarnou. incorporado em um m(dium manso. e cheio de ódio. 5o segundo m(dium. 2amos imaginar um e/u. amoroso. boa coloca1ão % elogiou. culto. se sobrepor 4 sua vontade. . ele vai tra6er. ica com uma parte do outro. 2ai parecer. "e seus arquivos são de m* qualidade. -bviamente.omingos. toda esta parte boa do m(dium. Pena que o . 5ão pode ser igual. misturada em sua energia. "e incorpora em outro.

C importante mencionar. nas giras de -gum. $iquei intrigado e procurei o pai3de3santo. "e tiver di iculdade. "oube que meu -ri/* era -gum e j* tinha eito o cru6amento na Umbanda e o amaci.segredo ( a paci0ncia e a con ian1a nos respons*veis pela dire1ão do terreiro. "ó altava o #/u. . @ebia cacha1a e umava cigarro de palha. ! gira era de 'aboclo. mas comum entre cavalos ine/perientes. que recebi sem nenhuma di iculdade. entidade para mim *cil de lidar. o esp)rito declarou chamar3se !:uan. OE . via de regra. estava solto. para só depois levantar e saudar a todos alegremente. o meu pai3de3cabe1a. sem necessidade de lu6 apagada. o pai3de3santo chamou o #/u &ranca Ruas das !lmas. jogando3me de joelhos no chão. o Pai Maneco. a1a uma respira1ão r*pida e curta. mas. Mntu) que um 'aboclo est* querendo incorporar em voc0. H* me considerava m(dium pronto. Mncorporava. . ! incorpora1ão oi r*pida e orte. $ique calmo e concentre3se. na linha :ardecista. bem 4 vontade. j* tinha abandonado o 'entro #sp)rita. dentro da nova roupagem de preto3velho. -ptei pela Umbanda por ter encontrado nela a minha necessidade religiosa. 3 5em todos os e/us são iguais. .pai3de3santo me chamou e me e6 icar no meio do terreiro. Mandou cantar o ponto do 'aboclo Hunco 2erde. C a alta de conhecimento dos m(diuns que provoca esse quadro at)pico da entidade. e icam mancos. normalmente. #le atendeu. di erenciava bastante dos outros e/us. icar* bem amortecido. com certe6a. 'antava e dan1ava. olhos abertos. "e não der certo. ! di eren1a oi a batida alegre da m+sica e a manipula1ão da energia da 5ature6a pela cria1ão de campos de or1a. &empos depois. . para voc0 icar tonto e acilitar a incorpora1ão. entortam as mãos e cometem outros trejeitos. Pela impon0ncia da entidade.ava consultas sentado no toco. muito embora. ique rodando. pedindo uma e/plica1ão. os m(diuns icam muito apegados ao olclore. % orientou3me.desenvolvimento da mediunidade na Umbanda deve ser espont. que voc0. "enti3me mais seguro e protegido na Umbanda. considerando3se estar trabalhando com ele. incorporava uma entidade que não tinha dado o nome.OE CAPITULO 4 INCORPORAÇ>ES H* estava habituado 4s incorpora18es da Umbanda. @em mais cedo que esperava. j* h* vinte e cinco anos. H* tinha o preto3velho e o 'aboclo.neo. h*bito comum quando ele queria chamar um esp)rito para incorporar num determinado m(dium. e nunca dei/ar de perguntar as d+vidas que tiverem. devendo o m(dium tomar o cuidado para não incorrer na imita1ão das incorpora18es de outras pessoas.

aqui presentes. #le continuou. !rrematou. ou se ui eu quem criou a id(ia e ele não me dei/ou ir. em cujo cargo iquei durante. al(m de ser also. numa gira echada e sem assist0ncia. juram serem inconscientes. C uma pura asneira.. 9ue i6 para merecer cumprimentos? % pensei. na sua ótica. !o contr*rio. 5o inal o pai3de3santo a6ia suas observa18es. . não contarão ao esp)rito suas di iculdades )ntimas. em sil0ncio. todos teus irmãos de corrente.esp)rito não oi. 'om medo de errarem. uma ve6 por m0s. ui cru6ado no terreiro como pai3pequeno. sob a orienta1ão dos dirigentes e m(diuns mais e/perientes. &empos depois. que e/istem mães e pais3de3santo. se os outros souberem da consci0ncia. trabalham suas mediunidades. $ernando. em meu terreiro. !creditam que. 3 . 3 'laro que não. Mncorporei o #/u &ranca Ruas das !lmas. omitem o detalhe da consci0ncia ou inconsci0ncia. #/clamou. que atrapalhou a entidade não o dei/ando a6er o pretendido. o m(dium. 3 2oc0 ( o primeiro m(dium.. por estar errado. C um tipo de treinamento. 3 Mas tenho que ser inconsciente para trabalhar na Umbanda? Perguntei assustado.anos e só sai daquela casa com morte de meu pai3de3santo. 5ão tem nada de errado ser m(dium consciente. mais tarde. que a6 uma declara1ão publica a irmando ser m(dium consciente. #stou em d+vida se ui eu. com a inten1ão de saberem as coisas contadas pelos ilhos da corrente. porque assim voc0 aprende as coisas que o esp)rito ensina. $i6 uma pergunta. #les ( que pensam assim. onde os m(diuns. Para teu controle. Meus parab(ns. durante a incorpora1ão. al(m de ser a maioria. $iquei sem entender. para desenvolvimento dos m(diuns. e/plicando as coisas certas e erradas dos m(diuns. que se di6em inconscientes. pensando ter eito uma pergunta inadequada ou prim*ria. havia uma sessão echada. $iquei sem jeito. $ui saber. seria certo ou errado ele ir bater a cabe1a? 5essa altura. ( muito bom.urante a incorpora1ão tive o impulso de ir bater a cabe1a no ponto de seguran1a da gira. QF . toda a corrente estava em p(. me olhando. % detalhei 3 independentemente dos meus problemas na incorpora1ão. inclusive o próprio pai3de3santo.QF 5o terreiro do $erro.

voc0 guarde teu cora1ão no co re. mantendo uma orma )sica invej*vel. eu cuido do terreiro. para dirigir uma casa. . a lito. #stava no meio do terreiro. Me/eu3se no seu trono. "aiam daqui. 5ão sentia nele o espectro da morte. porque. go6ava de boa sa+de e não demonstrava estar passando nenhum problema.pai3de3santo $erro. # eu me identi icava muito com ele.evia pesar uns setenta quilos. Mas não dei/e ele morrer. o canto muito bem a inado. muito ao contr*rio. 2ovA. #st*vamos no m0s de "etembro. e estar incorporado no pai3de3santo. 'omunicou. Minha rea1ão oi imediata e em suplica.pai3de3santo che iava. -s dois sa)ram e ele. de pronto. !credito nos esp)ritos. #le vai ter alguns pequenos problemas. ! casa estava cheia. ra6ão que me e6 gelar. não se deve jamais alar com ningu(m. Percebi uma certa gravidade. hoje ( a +ltima ve6 que estou incorporando neste cavalo. # vou dar um conselho. que impossibilitarão as incorpora18es e. quando ouvi o amoso chamado da querida entidade. sem a assist0ncia do cambono. % ordenou. 'areca. #sperei. era todo vida e alegria. 3 'areca. !l(m de meu pai3de3santo. 3 'uide do meu terreiro. uma resposta da entidade 4 minha solicita1ão. "ou um homem de (. "e ele não puder trabalhar.3 Q1 . #ra um homem importante para a Umbanda e para o próprio terreiro. os m(diuns alegres. . Por comandar a gira. .ei/ei meus a a6eres e sentei3me 4 sua rente. tornou3se um grande amigo. # ningu(m gosta de saber que os amigos estão com os dias contados. incorporado no 2ovA 'onrado. mesmo sendo o che e espiritual da casa. espiritualmente. olhando i/amente. deu a noticia. 3 'areca. % gritou. os cambonos. 5ão aparentava a idade que tinha. que quero alar so6inho com o 'areca. &udo estava certo na sua vida. vai desencarnar. h* quase cinq?enta anos. 3 5ão dei/e isso acontecer. não estava incorporado. .Q1 CAPITULO 6 O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO #stava comandando uma gira da esquerda. que tão sabiamente comandava. mais tarde. venha c*. assustado. o ereceu3me a orte bebida e disse aos seus dois ajudantes.

5a minha (. muito antigo. &odos os anos o terreiro a6ia uma esta de con raterni6a1ão. ! &here6inha. apesar de suas rabugices. e não podia tirar de dentro de mim o segredo que com muita dor carregava. não sabia o que esp)rito tinha alado. amiliares e ilhos de corrente comentavam sobre a bem sucedida sessão. que o am*vamos. !lgu(m tele onou para voc0. ou seja. &odos o adoravam. #le subiu e eu iquei assustado. para a qual tamb(m nada tinha dito da comunica1ão da entidade. Retirei3me. sem dividir com ningu(m. alegre e com todos estejando. H* est*vamos em de6embro. sua am)lia era grande. $ui com minha mulher. #le % o pai3de3santo e esposa. Marcamos um trabalho para hoje 4 noite. conhecida pela cura de doen1as )sicas. -s esp)ritos não erram. Q= . !o chegar em casa. 5ão incorporou mais em seu cavalo. chamando os caboclos e pretos3velho. $oi no come1o do ano.Q= !poiado em sua bengala preta. Perguntei. especial mesmo. $i6emos trabalho na linha da Umbanda. di6endo que o $erro teve um en arte e vai ser operado. I noite a corrente estava reunida. em cima da seguran1a. esposa do $erro. porque seu cavalo ia morrer. 5ão era compreens)vel uma entidade di6er não incorporar mais. 3 9ual o hospital? 5o "anta 'ru6 % in ormou $ui ao hospital. então mãe3pequena no terreiro. #la era benquisto e al(m dos amigos e ilhos da corrente. que o mant(m aceso j* h* muitos anos. recebi o recado.pai3de3santo era m(dium inconsciente. $iquei so6inho. Perguntei 4 &here6inha que ponto era aquele. #sclareceu. C para a sa+de do Padrinho. . sem prever sua data. que dava para perceber. tristemente e comecei a pensar como poderia administrar seu desencarne. Mn ormou3me com ar sombrio e triste. 5ão acreditava no que tinha ouvido. sabia ser inevit*vel o desencarne. -s sinais dados pelo 2ovA 'onrado estavam cada ve6 mais ortes. reunindo os m(diuns e seus amiliares. #les se encarregaram de mandar cantar os pontos da linha do -riente. #ra demais para mim. "abia ter chegado o momento. #ste ponto oi riscado pela Madrinha 3 a dona "telinha. onde j* muita gente estava solid*ria com a am)lia. para que tudo corra bem. pois antevia as conseq?0ncias entre todos nós. !s l*grimas oram por mim contidas. 5o meio do terreiro. apro/imou3se. levantou3se e ordenou o canto de subida para ele. # alava de um homem incomum. desde que tomou o cuidado de a astar seus cambonos para me dar a not)cia. oi posto um ponto riscado. #u o via. amargando minha antecipada dor.

tomou minha mão e. peguei sua mão com muito cuidado. m(dicos e amiliares. a6endo um es or1o muito grande. 3 !cho que a senhora deve levantar o ponto irmado na linha do oriente. mas 4 espiritualidade. muito triste. pai3de3santo. e enquanto tentava consol*3la. &odas as manhãs eu a6ia uma visita ao $erro. $iquei surpreso. na sala do oriente. a senhora não vai gostar do que vou di6er. ora no terreiro. pedi3lhe a ben1ão. no quarto. C para movimentar o corpo % disse3me a a lita esposa do Meu pai3de3santo era sombra daquele homem esperto e *gil.velho -gum. Respondi. ainda. com seu olhar j* en raquecido pela doen1a. $iquei pensando porque o 2ovA não vinha busc*3lo. 2oc0 pode a6er isto por mim? !quiesceu. -rdenou3me. como sempre a6ia. como diariamente a6ia. "ab)amos. Mucui meu pai. p*lido.urante um m0s. não a mim. determinado. Madrinha. . at( agressivas % e caras. por or1a dos aparelhos hospitalares. beijando3a. #stava respirando. "entei3me com a Madrinha "telinha. ui ao hospital. j* marcado para morrer. e. na e/pectativa de sua cura.QB Mas ele j* teve algum problema antes? Perguntei. *gua e vela durante todo esse tempo. 5uma delas. tamb(m a beijou. $oi um per)odo revoltante. Meu ilho. #stava magro.eus te aben1oe. alando quase por sinais. barba crescida. ora no Tospital. por causa dos soros e agulhas em suas aparentes veias. um raio de Nu6. talve6 não mais pelo seu iminente desencarne. i6emos vig)lia. QB . talve6 at( emocionado. 3 Mucui no Dambi % . disse3me. nunca mais o des e6 alimentando3o com bebida. !joelhei3me ao seu lado. o que mais podemos a6er? Mmplorando. diga3se. &eve uma pequena doen1a e. eito o ponto. serem paliativas as cirurgias. ele estava sentado em uma cadeira. 3 . di6endo num sussurro. 5um "*bado. $ale. $ui embora. Parece3me que cinco cirurgias oram eitas naquele homem. #ra di )cil v03lo assim. mas por tudo que estava passando.

para segurar na terra o esp)rito de algu(m.QJ 'laro. 'onversamos sobre e assunto e dei/ei3a em sua casa. 3 &eu amigo morreuP . ! inal. possa atrapalhar o desencarne de um esp)rito do naipe do $erro. Mas tive uma intui1ão. Nevantamos e descarregamos o ponto. junto com meus amiliares. principalmente por mim. Respondeu a &here6inha.#dmundo Rodrigues $erro. conversava com ela. e oi essa a ra6ão de eu ter sugerido 4 dona "telinha. 4s ve6es. instintivamente. e um ensinamento at( hoje seguido por muitos. dando ordens e palpites. os quais. Madrinha. 2ou j*. Retornei 4 minha. no nosso tradicional almo1o dos s*bados. Um ponto de irme6a. 5ão posso acreditar que um ponto riscado. mas hoje não estou mais. 3 C algu(m. muito triste. levantar o ponto. $iquei. Minha mulher atendeu o tele one. e me retirei. &ele onei 4 &here6inha e nós dois omos ao terreiro. acato muito agradecidoP QJ . demonstrando muito conhecimento e (. sinto quase sempre sua presen1a no terreiro e. na ocasião. quando o tele one soou. comunicando que o $erro morreuP % e/clamei. al(m do necess*rio. dei/ou como legado cinq?enta anos de e iciente desempenho na religião. tra6endo uma triste6a muito grande para todos nós e apesar de abrir uma lacuna na Umbanda. sem discutir. con orme me ora anunciado pelo 2ovA 'onrado. para variar. 5a volta. !inda estava 4 mesa de re ei18es. "ó saudade )sica. desencarnou. tem este poder de manter o esp)rito junto ao corpo. embora alimentado.

"a) da &enda #sp)rita "ão "ebastião.urante uns dois meses não conseguia me decidir. como sempre a6. iquei totalmente desorientado. a respeita e me prestigia. . sem casa para trabalhar. minha dedicada esposa. 5ão queria voltar para a linha :ardecista.QO MIN3A DECIS1O CAPITULO 8 Tabituado com o estilo do meu pai3de3santo. 9ue a pa6 de -/al*. 5ão houve sintonia vibratória entre mim e eles. !pós os devidos cuidados. !cabei cedendo 4s solicita18es. só quero a/(. após sua morte não me adaptei ao da minha mãe3de3santo "telinha de -/um. #dmundo Rodrigues $erro. como seu h*bito. ui provocado por eles para incorporar o Pai Maneco. 2irou3se para mim e perguntou. a 2irgem Maria. segundo meu aprendi6ado. embora tenha conhecido alguns bel)ssimos. a cadela. 5ão o encontrei. ser minha grande amiga e companheira. #u. no undo. o que deseja de mim? Meu pai. $omos juntos. vou visitar. a ador*vel entidade angolana. pedimos consulta na entrada e omos indicados para alar com uma m(dium incorporada com uma entidade. principalmente por estar necessitando de uma orienta1ão mais direta para meu destino espiritual. na esperan1a de encontrar um que osse compat)vel com aquele do qual tinha sa)do. e Memanj*. em condu6ir o terreiro. QO . 5um terreiro. pois. 5ós gostamos de cães. volta e meia. Mas. veio o Pai Maneco. . #u. que me servissem de orienta1ão. naquela ocasião. H* havia orientado meus companheiros para a6er3lhe perguntas. 5aquela (poca. !chei o momento oportuno. casa que ainda. jamais deveria incorporar qualquer esp)rito ora do terreiro por motivos de seguran1a. Ma junto comigo. a esposa de meu pai desencarnado. 5osso "enhor Hesus 'risto. buscava a/(. tive at( momentos hilariantes. protejam todos voc0s % cumprimentou. ! Redda.que? &amb(m quer achar? . Passei a visitar v*rios terreiros. tentando. ! entidade disse que ia ajud*3la. eles insistiram. # voc0 meu ilho. 5uma reunião com meus companheiros. e isso eles sabiam.iante de minha hesita1ão. achava gra1a por essa distor1ão de consulta. e ela. uma cadela nossa tinha desaparecido e oi esse o prete/to usado por ela para correr comigo os terreiros. embora não participe da Umbanda. Minha mulher e/plicou sua vontade de achar sua cachorra. 5as andan1as.

nas entrelinhas de suas mensagens. demonstrando terem alguma d+vida. . sem mais nada alar sobre mim. e/ceto o <eraldo e o $rancisco. quando tenho necessidade de uma decisão importante.<eraldo não pensou duas ve6es ao responder. . !cham que vou ignorar a palavra do esp)rito? #les se entreolharam. % Meu Pai. "ou um homem de ( e decidido. os dois oram 4 minha casa. &entavam me dissuadir e me aconselhavam a voltar 4 casa onde ambos ainda permaneciam. $ernando. lacAnico. se vivo entre eles. por ter duvida se ( este o destino. #st* procurando um terreiro onde encontre a inidade. pelos sinais que me dei/am. 5ão poderia ser di erente. Meu ilho. eu. QQ . ( conscienti6a1ão. 2oltar para linha :ardecista.epois de v*rias tentativas em me demover da decisão. #/plicou Meus amigos. #les perguntaram. 5o dia seguinte a nossa conversa1ão. 3 ! não ser que a mensagem por ele dei/ada oi inter er0ncia minha. H* não tinha mais nenhuma duvida do meu destino. ou se ( uma vaidade inconsciente me/endo com sua cabe1a % e/pAs. # da). "elou o meu querido mestre e protetor.eu para entender alguma coisa? &udo a6 parte de um plano. #le disse ser este o caminho. o humilde preto3velho. eu j* come1ava a icar impaciente. mas não o encontra. 'omuniquei a todos. 3 C uma possibilidade muito grande de ter acontecido. ou1o a palavra dos esp)ritos. 5ão hesitei.QQ "alve. % arrisquei. . &inha que ser assim. "eu cavalo quer que o senhor lhe indique o caminho que deve seguir. 'ontinuou conversando com os presentes. considerando o teu atual estado de perturba1ão. "er pai3de3santo. se quiser ser o mais Husto entre os Hustos. 3 2oc0s ouviram ontem a mensagem do Pai Maneco. Pai Maneco % respondeu o <eraldo. # eles me indicam que devo ser pai3de3santo. "ubiu e o grupo voltou 4 conversa1ão. "erei vaidoso. hesita. seu cavalo quer uma e/plica1ão sobre tudo que lhe aconteceu. não quer. Msso não ( vaidade. em nome do grupo. sei que sou justo. uma das hipóteses. meus dois companheiros que não se con ormavam com a minha sa)da do terreiro do #dmundo $erro.

dei/ando sobre as mãos do $rancisco. no meu ouvido. &anto o <eraldo como o $rancisco. 2ou incorporar no $rancisco. $iquei chocado e em sil0ncio. e. di6endo. duas l*grimas por mim derrubadas. não podiam duvidar da minha capacidade de transmitir as mensagens do Pai Maneco. e o $rancisco. recebi só apoio dos meus dois companheiros. $oi quando ouvi a vo6 do Pai Maneco. !joelhei3me em sua rente. realmente repetiu a mensagem anterior. e beijando3as suavemente. tomei as suas mãos. Pai ManecoP % e me a astei.QS 5ão queria acreditar no que estava ouvindo. iquei na e/pectativa da incorpora1ão prometida. ! partir desse momento. $iquei emocionado. oi dominado pela entidade. mesmo relutando. 3 5ão admito d+vidas sobre voc0. QS . 3 Muito obrigado. "em nada di6er. e con irmar tudo que alei ontem por sua mediunidade. agradeci. 5ão demorou. sob minha orte emo1ão.

encanto que ela e/ercia sobre mim oi pro anada por ensinamentos rudes e contr*rios 4 minha in antil percep1ão religiosa. mesmo que osse minha primeira alta. 5a ocasião achei orte a pena. desiludido com a minha amada. para poder cortejar a dona daquele rosto redondo. corri ao encontro de minha mãe e comuniquei. oi reavivada durante uma palestra que a6ia a um grupo de umbandistas. 3 5ão vou mais a6er a primeira comunhão. e arranjar uma nova namorada. 3 9uem alta 4s missas nos domingos est* cometendo um pecado mortal. buscando sempre a lógica.nsia de recuperar o meu tempo perdido na igreja. entre cinco e de6 anos.eus e Hesus 'risto. #u era um dos alunos com a idade m)nima.QG CAPÍTULO 9: A FRUTA #stava atento 4 aula de catecismo que a $rancisca estava dando nas depend0ncias da Mgreja do meu bairro a um grupo de meninos. #la sentenciou. mas meu otimista racioc)nio isentava minha pessoa da negra amea1a. 5os meus desejos. risonho e aquinhoado pela divina arte do belo. com os padres e os santos. $alei. QG . #mbevecido eu cuidava para que a classe icasse quieta e atenta 4s palavras da ormosa pro essora. na . Mas altar a missa era pecado mortal? Retornei 4 minha casa. Hogando no li/o o material que carregava para 4 aula. dando as costas e correndo para a rua. só queria ter mais vinte anos de idade. ! lembran1a de um ato acontecido h* mais de sessenta anos. 5aquele dia eu não devia ter ido 4 aula. 3 Por que? 3 ! $rancisca disse que voc0 e o pai vão para o in erno porque voc0s não vão nas missas e t0m pecado mortal. era só não cometer nenhum pecado. &omava o cuidado de ser bem claro nas e/plica18es. "ó perdoei . onde dei/ava transbordar meu amor por aquela mulher. com a religião católica. Minha pai/ão por ela transcendia o limite da benqueren1a. a $rancisca tamb(m. para se in iltrar no sonho do imposs)vel. 5ão era só a religião que me ascinava. #ssa religião não presta. #ra prepara1ão para a6er a primeira comunhão dentro do catolicismo. . $oi quando uma risonha mo1a presente pediu a palavra para di6er. #m aulas anteriores ela tinha ensinado que quem cometesse um pecado mortal iria para o in erno.

-s pontos tinham que se encontrar. 5o espa1o das sess8es estão enterradas no meio as armas do ori/* mandante da casa. criou ortes ra)6es que e/trai a *gua e a or1a da (rtil terra e produ6iu lores que se trans ormam em rutos. espadas e retratos das entidades. "eus olhos só en/ergam a ruta. 3 Um terreiro de Umbanda teve um come1o. que t0m que ser e/purgados como se a6 com a parasitas das *rvores. 'ontinuei a e/plica1ão.sil0ncio na sala e o s(rio olhar da j* não mais risonha loira. necessariamente da linha &ranca Ruas. onde sempre se in iltram os mal intencionados. 'ontei para eles. . sustent*culo de uma boa vibra1ão espiritual. . irmada com v*rios pontos magn(ticos e de or1a para manter sua harmonia. 3 2oc0 conhece a estrutura de um terreiro? . onde estão alojadas as armas do e/u guardião. &odo terreiro tem na sua entrada a tronqueira. machados. Uns t0m constru1ão requintada e outros são simples. se bem que direcionada 4 risonha loira. uma história do Pai Maneco. &udo isso e muito mais que eu talve6 não tenha mencionado ( que dão as condi18es para que possa ser o erecido 4 voc0s um ruto m*gico colhido das sagradas mãos dos ori/*s. C um constru1ão que tem um cong*.terreiro ( o templo dos -ri/*s onde se reali6am os cultos da Umbanda.empenho material para as constru18es )sicas. para agradecer o bem que me a6em. . a6 brotar a lor do amor e da vontade de ajudar os semelhantes. tudo muito caro e sem um provedor. o cuidado com uma corrente de m(diuns honestos e caridosos.7 &odos aguardavam a continua1ão da minha e/plica1ão. provavelmente uma semente simboli6ada pela vontade obsessiva de um pai3de3santo. continuei. . demonstravam claramente terem entendido a mensagem que um terreiro de Umbanda só abre suas portas gra1as a uma insistente organi6a1ão material. onde icam as imagens das entidades. como lechas. 79uando voc0s saboreiam a ruta de uma *rvore não se preocupam em saber que ela teve in)cio com uma pequena semente que cresceu. com o doce sabor de uma madura e gostosa ruta.olhar espantado da mo1a revelou que ela nada conhecia. independente da linha de seu dirigente. !s dimens8es do terreiro são adequadas para o n+mero dos m(diuns que constituem a corrente. "abendo disso. "empre estou a6endo o erendas. indicadas pela entidade che e. Minhas entidades são maravilhosas. $oi um longo processo e mesmo assim voc0s não agradecem 4 *rvore e toda a organi6a1ão natural que a torna produtiva e orte. icou adulta. #n eites quase sempre estão ornando a casa.entro do espa1o dos terreiros tamb(m e/istem o roncó. sabidamente a seguran1a dos terreiros de Umbanda. 'resceu e criou ra)6es estruturando isicamente a casa. lugar destinado aos alguidares dos santos QE .QE 3 #u estou muito eli6 na Umbanda. um espa1o para a reali6a1ão das giras e a parte onde ica uma eventual assist0ncia. al(m das seguran1as necess*rias.

que voc0 v0 agora no terreiro? .SF de cada m(dium do templo. ! assist0ncia tamb(m desapareceu e. o que de gra1a recebemos7. . 'ada ve6 que seu corcel bate as patas saem a)scas da cor do sol. #ssa lu6 como um arco3)ris est* ligada no centro do terreiro onde est* a seguran1a. !s di eren1as icam por conta do tamanho da corrente. todos armados. os m(diuns em volta. .urante o desenrolar de uma gira de -/óssi. ( a ordem material de um terreiro de Umbanda. #les rodam e emitem lu6es para todos. 5o lugar de cada um estão os )ndios e )ndias. Paredes não e/istem. o esp)rito de um )ndio incorporado em um m(dium com e/peri0ncia. as paredes que cercam o terreiro. que se mistura com as outras do terreiro. vai cair no outro ensinamento. do SF . do bom gosto dos dirigentes ou pela aplicabilidade coerente de um arquiteto. 3 . &alve6 a imagem mais bonita ainda seja a de um cavaleiro montado em um cavalo branco galopando em volta de todos. . em seu lugar. os anAnimos provedores do dinheiro para a constru1ão da casa. ormando uma esp(cie de cerca iluminada por v*rias cores nunca vistas por voc0s. talve6 por conveni0ncia. perguntou. "ão di eren1as puramente materiais e que dependem tamb(m dos recursos inanceiros do grupo. todos de branco.o meio de seus olhos sai uma corrente energ(tica. #u não a1o distin1ão da qualidade de um terreiro pela sua constru1ão )sica. a assist0ncia silenciosa a tudo assistindo e. 7quem recebe. &udo isso acolhe um mundo invis)vel. ! limpe6a espiritual ( que vale. alguns incorporados. cong* ( uma mistura de cores. 3 #u j* estou vendo de orma di erente. o dos esp)ritosP C uma energia paralela que se modi ica. 5ós estamos no meio de uma campina cercada por um verde e lindo mato. trava seus movimentos e amortece seus corpos. j* est* pago7. que se mistura com as outras cores dos ori/*s. l* atr*s. basicamente. # quem ugir desse princ)pio e vender seus passes e orienta18es espirituais. -s m(diuns que voc0 viu.cavaleiro armado e imponente ( um guerreiro de -gum. conversando comigo. #ssa são a realidade e as di iculdades para a constru1ão de uma templo de Umbanda. e da habilidade dos dirigentes de promoverem eventos para a coleta de moedas que paguem o pre1o de um mestre de obras e seus pedreiros. -s dirigentes da Umbanda são pobres porque seguem 4 risca o ensinamento da alta espiritualidade que nos ensina 7dar de gra1a. pouco conhecido. alguns com seus cocares mantendo um brilho intenso. e a casa dos e/us.escreva tudo que teus olhos podem en/ergar. 3 #u estou vendo o cong* iluminado com as velas. #sta. a6endo3os cair em sono pro undo. de acordo com a vibra1ão e o a/( da casa. iluminado por uma lu6 que nunca se apaga e ( mais brilhante e orte que o sol na &erra. que direcionada para algumas entidades so redoras. eu não en/ergo. % alou o poderoso guia. v*rias alanges e tribos de )ndios estão de prontidão no aguardo de um chamado para a6erem a de esa dos que estão no meio. -/al* est* irradiando para todo o ambiente uma lu6 prateada e brilhante. &oda essa lu6 e alegria estão temperadas com a m+sica emitida por voc0s.

3 5ão. #sse perigo. de amor e suavidade. 9uando as coisas não são bem eitas. b*lsamo de nossas dores e mola propulsora de nossa vontade de vencer as di iculdades. obedi0ncia ao comando dos esp)ritos. 3 Pequeno? 'omo pequeno se não temos paredes e nosso espa1o ( ilimitado?.ias depois algu(m observou que o terreiro estava pequeno para a quantidade de m(diuns.grupo parecia satis eito com nossa conversa1ão. 3 9ue linda essa visão. "enti a responsabilidade que temos quando abra1amos uma religião. havendo o risco da escuridão e o tr. # acho que. dei/ando o interlocutor sem entender o que eu di6ia. $iquei aliviado. as seguran1as não são cuidadas. 'uidem3se. sabendo que não seria entendido. pela irme6a dos ori/*s da casa. 3 5ós corremos esse risco? Mndaguei. Mas as oscila18es e/istem. não amea1a este terreiro. Respondi. ! imposi1ão do medo e6 a Mgreja 'atólica perder talve6 um ervoroso e disciplinado seguidor de seus ensinamentos. voc0s não estão correndo esse perigo. tudo pode mudar para vis8es bem piores. . como eu. #stava com rases ormais e tradicionais para por im ao encontro. 3 Por que no in)cio voc0 estava tão pensativo? 3 #stava me preparando para não repetir o mesmo erro cometido h* tempos por uma linda e simp*tica pro essora de catecismo. .nsito livre das entidades trevosas. S1 . observei. Nembrando3me do ensinamento do )ndio guia. os m(diuns negligenciam nas suas prepara18es e a corrente não ica coesa no mesmo propósito espiritual. se continuarem assim. quando algu(m me perguntou.S1 que se aproveitam os )ndios para carrega3los para um lugar onde receberão orienta1ão. assustado. #ncerrei. 'aboclo. todos os terreiros de Umbanda recebem a mesma orienta1ão. Recomendou. calma e sobretudo. Mas não posso viver sob o horror do medo. 9uer di6er que todos os terreiros de Umbanda são m*gicos assim? 3 5ão pense voc0 que todos são iguais. # oi bom saber que as paredes do terreiro desaparecem mostrando um mundo di erente. e por isso nossos terreiros são uma onte de energia e de lu6. e para isso ( necess*rio ter (.

j* pai3de3santo. 5ão quero errar. onde oram postas todas as guias. voc0 ( uma pessoa jovem. $ernando. 'om seus companheiros e sua esposa . Mn ormou3me. voc0 não vai errar. atra)do pela respeitosa maneira de alar da Umbanda. estavam as ervas e bebidas dos ori/*s. al(m de dei/ar transparente a sua simplicidade e os conhecimentos demonstrados pelos mist(rios da Umbanda. 3 'om muito pra6er. a . "impati6ei com ele. o Nui6. um jovem pai3de3santo de grande or1a medi+nica. omos todos. preciso receber a coroa de pai3de3santo. 'ercou a esteira com nove velas S= . a mesma entidade a quem eu. 5a cabeceira. . <rato pela con ian1a. como as das demais entidades. cobrindo3a. Mnclusive. 3 $ique sossegado. 5o dia marcado. cuidou da prepara1ão do sagrado ritual. como ele me ensinando o que julgava necess*rio. 3 Nui6.urante v*rios dias t)nhamos encontros constantes. <ostaria muito se voc0 pudesse me preparar. con iante. 3 Nui6. -nde aprendeu? 3 'om minha mãe3de3santo Nourdes. servo como m(dium. cuidadosamente. não só a que identi ica a hierarquia de dirigente. dentro de um alguidar de lou1a branca. 3 2ou deitar voc0 na camarinha. embora tenha demonstrado satis a1ão.ilma. ele estendeu no chão uma esteira. e sabe muito da religião. 'omuniquei3lhe meu desejo de a6er o ritual na minha casa do litoral.ilma e alguns membros de sua corrente. enquanto preparamos os pratos para as obriga18es. uma pessoa simples? 3 Por isso mesmo. não só eu pedindo e/plica18es. $ui alar com ele e solicitei. #le con eccionou as belas guias de contas. % a irmou. orgulhosamente. trabalha com o #/u &ranca Ruas das !lmas. com um len1ol de pano virgem. $alei. &iramos a cama do quarto onde. a eitura de um pai3de3santo. Mas por que eu. na sua prepara1ão. com muito 6elo.S= CAPITULO 99 SOU UM PAI?DE?SANTO H* conhecia o Nui6 <ulini. "ua surpresa oi vis)vel. sempre pergunto para ela alguma coisa. o <eraldo 'arrano !lmeida.

o jovem Pai Nui6 de -gum. entoavam suaves pontos da Umbanda. sempre silenciosamente. como um dirigente espiritual. após a eitura? $oi quando senti a presen1a do 'aboclo !:uan. quando eu te tirar da camarinha. 3 !manhã cedo. olhou3me como me inquirindo. ! . destinada aos sete ori/*s e 4s linhas do oriente e a ricana. 3 9uem serão teus padrinhos espirituais? 9uero cham*3los. sem nada di6er. $alamos mentalmente e ele disse. !s entidades deverão apro/imar3se de voc0 que. iremos a6er as entregas. após algumas ora18es.Pai Nui6 me e6 entrar no quarto e. "enti muita pa6. seguran1a e. &odos de umados. hoje mãe3de3santo. querendo di6er alguma coisa. convidou3me a entrar. guias e. 3 2ou dar meu ponto cantado. 'umprimentou e a astou3se. do seu lado. ! cada nova percep1ão. sabia que minha coroa estava sendo eita por pessoa competente. $ique em pa6. Mmplorei. "eu a/(. 'onvidou3me a segui3lo 3 2enha ver como vai ser. todas devidamente paramentadas com as saias rodadas.SB de cera. comandava um simp*tico grupo de mo1as. 3 #sta camarinha ( o momento da re le/ão. 'onseguiria reunir as pessoas em minha volta? "eria determinado o su iciente para construir o uturo? &eria condi18es para atender e orientar outras pessoas? # qual seria a di eren1a de incorporar as entidades. #stou aqui. cantando pontos. #u j* os tinha escolhido e por isso não hesitei. cantando seus pontos.Pai Hoaquim de !ngola e a 'abocla <uaracira. ao mesmo tempo que batia o adej* chamando pelo Pai Nui6.ilma. neste momento de pa6. ter* condi18es de receber muitas orienta18es. . me convidou a deitar. bata o adej* que virei conversar com voc0. 'om o tur)bulo umegando cheirosa uma1a. #le entrou. tamb(m a6endo sua louva1ão 4 de uma1ão. meu ilho. 3 . acima de tudo. SB . Pensava como eu iria comportar3me no uturo. 3 9ue bom meu pai. $omos at( a co6inha. enquanto co6inhavam e cortavam rutas. o Pai Nui6 de umava todo o quarto. #le esclareceu.

3 2amos entregar o pad0 do e/u e. en eitados. 9uando voc0 cantar o ponto de chamada. se a entidade incorporar. 3 # a melodia?. 3 -gum chamou das matas. Mnquiri. "erei. ele passa a ser. Reparei e/istirem v*rios tipos de bebidas. saudando o in)cio dos trabalhos. em poucas tentativas a m+sica icou pronta. que ele vai intuir. #u ajudei a mont*3lo. e at( hoje cantamos este ponto para chamar o 'aboclo !:uan. a principal entidade na quimbanda. charutos. ao menos. ou seja. debai/o do encontro de dois galhos. aceitando o trabalho. claro. mas de muita or1a. 'riei coragem para a caminhada para a qual me preparava. e ele ouvir e incorporar em voc0. iremos at( o mar. nesse caso. 'onclu)do. "entia or1a e con ian1a. ajoelhou3se ao meu lado para escrever as palavras que eu transmitia. mesmo que não seja o pai de nascen1a. mas os elementos oram escolhidos pelo Pai Nui6. eitos. da Umbanda e tamb(m amiliares. ( guerreiro. ou seja. simboli6ando a encru6ilhada cósmica. todos me aguardavam e bateram palmas. um pai3de3santo com muita (. lores. vamos todos saravar % ditei as palavras. não pode incorporar em outro m(dium. os seus ilhos vem salvar> ( caboclo. e/plique direito a necessidade dessas entregas. #scolhemos um lindo lugar no mato. SJ . ele icou muito bonito. isso. o Pai Nui6 entrou no quarto e me tirou da camarinha. Is oito horas da manhã. !o sair do quarto. estão estabelecendo um v)nculo de reciprocidade dentro da religião. 2inham mensagens de apoio e satis a1ão. chama3se 7obriga1ão7. e ele. 'ontinuei na minha concentra1ão espiritual. dentro do terreiro que voc0 comandar. "entia a presen1a de v*rias entidades. um ritual simples. e iniciamos a montagem do trabalho. onde ele ser* o dirigente espiritual e determinar* todas as regras dos trabalhos. voc0 e ele. 5a verdade. ambos. estar* eito o pacto. colocados estrategicamente entre a aro a. #stavam lindos. !:uan para trabalhar> sua lan1a e sua lecha são armas neste cong*> vencedor de demandas. claro. para voc0. Mniciou3se esta ase do ritual. % 3 Pai Nui6. aceitando a entrega do amal*. &irando uma caneta e um papel. itas e velas. o 'aboclo !:uan quer dei/ar seu ponto cantado. 2i os pratos que seriam entregues 4s entidades.SJ 3 Pai Nui6. Pediu. com muito amor e carinho. 3 #le disse para voc0 e o <eraldo icarem na sala. depois. ! entrega dos amal*s. no terreiro. sem nenhuma d+vida.

$i6emos todas as entregas. Preto3velho. objetivo dessa entrega. XangA. Mncorporado em mim.SO 3 Por que. Pensava. simbolicamente. Mansã. onde ir)amos a6er a entrega para a mãe Memanj*. -/um. senti sua orte vibra1ão e. uma cerveja? 'oisa de e/u. pegou um charuto e uma garra a de u)sque.irigindo3se ao trabalho. -gum. meus ilhos. e ele vai escolher logo o u)sque? 5ão podia ter pedido *gua ou. iquei pensando. para meu pecaminoso orgulho. alou. incorporado. 'rian1as e -riente. ao inv(s de tantas bebidas. resmunguei. ser* a sinali6a1ão da aceita1ão do v)nculo espiritual. ! tarde estava caindo. 3 "alve. &odos os presentes icaram em c)rculo e o Pai Nui6 de -gum. com voc0 outro. 5o caminho para a praia. ser* que ele me aceitar* como seu cavalo? $eli6mente. "elei um compromisso com as entidades que at( hoje me orientam e protegem. % . ao menos. não tem uma só? 3 #le ( quem vai escolher qual a bebida que vai usar com voc0. a sua bebida seria o u)sque. SO . Memanj*. &odos cantaram o ponto de chamada do poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. colocou em meu pesco1o a linda guia de pai3de3santo. pode usar um tipo. não gosto de bebidas alcoólicas. -/ossi. -/al*. !o escolher a bebida. #stava eito. Hurei honrar o compromisso assumido com a espiritualidade e com a Umbanda.

4s ve6es. sempre oi muito atencioso comigo. ( muito orte. a 'abocla incorpora na minha mãe3de3santo "telinha de -/um. os rem(dios modernos da terra são. 'omo ( costume durante uma gira de Umbanda. H* participando na Umbanda. quando uma pessoa. a6endo questão de contar os detalhes do sagrado ritual. empolgado. ao Pai Maneco. quando eram chamados os pretos. reunido com alguns amigos. nossa liga1ão. Parecem irmãos. doente. 5a linha :ardecista. principalmente para que não osse criada nenhuma antasia em torno disso. 3 9uanto 4 cabocla <uaracira. 5o trajeto. estreitando.urante uma consulta. um palheiro. para apadrinharem sua coroa? 3 . cada ve6 mais.mpada poderosa. aliada com uma esperte6a a inada. #ra uma mistura de ervas. que estava sentado no lado oposto do terreiro. mais e icientes que as ervas. tornando nossa liga1ão mais )ntima. 9uando a consulente saiu. ! liga1ão entre eles. #le sempre estava acompanhado da )ndia <uaracira. percebi a liga1ão entre ele e o Pai Maneco. eu recebia o Pai Hoaquim.Pai Hoaquim de !ngola oi a primeira entidade que vi incorporar em um m(dium. % conclui. devendo circular por tr*s da corrente. por determina1ão da entidade. 3 5ão tenha duvida que voc0 est* bem apadrinhado. ele encontrou o cambono do Pai Hoaquim. o Pai Maneco mandou seu cambono levar um palheiro ao Pai Hoaquim. !ntes mesmo de ser da religião da Umbanda. % respondeu algu(m. em outros cavalos. Mas não ( certo os esp)ritos receitarem pelos SQ . recebeu uma receita para seus males. 5a &enda #sp)rita "ão "ebastião. !mo este velho. . temos muitas histórias. $iquei muito impressionado com a sua meiguice. #stava servindo de cambono para ela. como o calor de uma l. # ( uma cabocla de uma clare6a incr)vel. sentia a presen1a de um )ndio. emocionado. 3 9ual a liga1ão sua com o Pai Hoaquim e a 'abocla <uaracira. "ua vibra1ão era envolvente. ela e/plicou.SQ CAPITULO 92 PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACIRA . # eu era ainda :ardecista % brinquei. que estava vindo pedir.ias após. eu relatava a todos a minha eitura de pai3de3santo. ningu(m deve atravessar pelo meio do terreiro. 5a continuidade. esclareci. suave. 3 5os dias de hoje. #scute estas duas passagens. parecendo um sopro quente. !lgu(m me perguntou. chamado <uaracU.

de criticar um trabalho honesto. ( Umbanda. ui visit*3lo. Podem continuar. porque tenho que voltar aos meus a a6eres pro issionais. . &entei e/plicar. voc0 ala tanto deste grupo. Perguntei. "audei entusiasmado 3 9ue bom ver voc0 aqui. di6endo querer alar comigo. [amos iniciar os trabalhos quando. #u era. bom e e iciente como era o do nosso grupo. embora osse meu pai3de3santo. que icarei daqui. 5o dia seguinte. "enão. provavelmente com elogios. aliviando e a6endo desaparecer um mal estar que me dominava. depois por mim abandonado. $iquei muito aborrecido. #stou decepcionado. 3 C UmbandaP -nde se canta ponto e se chama preto3velho e caboclo. teve uma participa1ão e iciente num caso. demonstrando estar bem ao par da modernidade. de surpresa.SS m(dicos. esperando sua opinião. o $erro. e despedi3me. assistindo. 3 . $i6 de tudo para a sessão corresponder as e/pectativas do ilustre visitante. porque estudam tanto? % completou. -nde j* se viu? # continuou criticando com veem0ncia. 3 2oc0 gostou?. 3 C. 3 !manhã nós conversamos melhor. 5a outra passagem. 3 $oi o pior trabalho de Umbanda que assisti. desen/abido. chamou3me. que. talve6 o +nico m(dium que tinha permissão do pai3de3santo para participar de um trabalho estranho ao terreiro. !t( depoisP 5a primeira gira do terreiro. #le não tinha o direito. veio a 'abocla <uaracira. os pretinhos e todas as entidades que nos assistiam. corri para o $erro. agora tenho que ir. #stou com pressa. por serem suas vibra18es di erentes com a Umbanda. apareceu na sala o meu pai3de3santo. $echei a cara. sim senhorP C mistura com a linha :ardecista. o da linha :ardecista. que quis conhec03lo. desejou a/( e oi embora. #la SS . dando a entender que sua opinião teria muito valor para mim. sentei e esperei. ( trabalho da linha :ardecista.eu um abra1o em mim e em todos os companheiros. 3 Mas não ( Umbanda. $iquei orgulhoso. $iquei com vergonha de voc0. 'hamamos os caboclinhos. pelo jeito. &erminado o trabalho. não aprendeu nada at( hoje em nosso terreiro.epois conversamos melhor. $ui ao seu toco.

a 'abocla voltou ao problema inicial. que me i6erem muito bem. e achei muito bonito e bom. os ori/*s. #le ( radical com as coisas da Umbanda. da) a ra6ão de eu gostar de ouvir suas histórias. $alam e nós entendemos. . e as poucas ve6es que ingiro uma bebida deste tipo. &irei de dentro aquela triste6a.epois desse curto di*logo. segurando com as duas mãos e agradecendo. 5ão esmore1a. seu gesto ou sua vibra1ão espiritual. que eu. continue irme trabalhando. SG . Mas por que a bebida de *lcool na Umbanda? ! cabocla esclareceu. 3 Meu ilho. ser ela a minha madrinha. Mais do que justo. $a6 parte da magia da Umbanda a bebida alcóolica. e devolvi o coit0. 3 Uma parte. não ique triste com teu pai3de3santo. cumprindo a lei. &amb(m ui olhar teu trabalho. j* bebi uma garra a inteira de cacha1a. !conselhou3me. des e6 um mist(rio que me incomodava. 3 5ão. pois. ! orma simples de alar. ico acilmente embriagado. sem nada sentir. quando me a6ia um dirigente. com o rosto virado para ela. são assim. a minha m*goa com o babalaA. dei tr0s goles. Mncorporado. vai para magia. # eles. pelo tratamento recebido pela linda entidade de Hurema.SG abra1ou3me docemente. Perdoe3o e tente entend03lo. o ereceu um gole de sua bebida. 5ão sei se oram as palavras. #u não bebo absolutamente nada. outra para amolecer a cabe1a do cavalo e permitir ao esp)rito uma incorpora1ão melhor. 3 2oc0 sabe a ra6ão da bebida na Umbanda? Perguntou. e gostaria muito de uma e/plica1ão sobre o assunto.

!m(m. porque ( ali. como no c(u> !s quatro seguintes. !s tr\es primeiras. e quatro rogando as necessidades do homem. pedindo a prote1ão de . por não seguir um hor*rio r)gido para iniciar os trabalhos. 1. de -/al*. sa) da re le/ão. ! respeito do grande mantra Universal 3 o Pai 5osso. Hesus 'risto. voltando aos dias atuais. mandei a6er a de uma1ão em todos os presentes. J. Percebi que uma parte da assist0ncia. os esp)ritos. voltei para a rente do cong*. =. que tra6 consigo grande alange.pão nosso de cada dia. não dar)amos 0n ase 4 ora1ão . cujos esp)ritos incorporam. oi ensinado por Hesus. a mãe3de3santo do terreiro.ncia e a minha trajetória na vida espiritual. Mas livrai3nos do mal . comigo. $a6endo cara eia. 'hegar atrasado. reassumindo a minha posi1ão de dirigente. que o guardião do #/u &ranca Ruas ica. 9uando inibimos a incorpora1ão.SE DE AOLTA CAPITULO 93 #nquanto ainda rememorava a minha in . 2enha a nós o 2osso Reino. nos da) hoje> O. saudei os anjos da guarda. !cho que Hesus sabia que se não houvesse pedido para nós. minha herdeira espiritual. !tendido na minha observa1ão. não se voltou para a entrada do terreiro. o Pai 5osso. con orme consta no #vangelho. e das entidades che es no terreiro. assim na terra. -s terreiros nunca devem dei/ar de ter um ritual de seguran1a. segundo Mateus.eus. nos v*rios cavalos. os -ri/*s cósmicos. e muito menos não ter hora certa para iniciar. "anti icado seja o 2osso nome> B. che e espiritual do terreiro. com certe6a somo nós. sendo tr0s glori icando a . ao mesmo tempo. . para dar seguran1a ao terreiro. Pronunciei as tradicionais palavras. &em sete men18es.epois do Pai 5osso. Perdoai nossas dividas. chamei a aten1ão. e este ponto ( em sua sauda1ão. 5ão nos dei/eis cair em tenta1ão> S. 3 !s pessoas estão esperando o in)cio da gira. 5a rente do 'ong*. para receber o 'aboclo !:uan. dando inicio aos nossos rituais. seja eita a 2ossa vontade. . 5osso Pai. @atemos a cabe1a para a Umbanda. assim como perdoamos nossos devedores> Q.ivina. cantei o ponto especial da abertura. onde est* a &ronqueira. e não eles % os esp)ritos3 SE . Pai 5osso que estais no '(u. di6em. e declarei aberta a gira. e o #/u &ranca Ruas. ( alta de educa1ão. 3 &odos devem icar de rente para a entrada do terreiro. #ra a Nucilia. e dando in)cio 4 abertura da gira.eus. 2ejam. ( interessante repararem a coincid0ncia. ui despertado por uma advert0ncia. e convidei a todos a re6arem.

todos são pequenos deuses.GF que chegam atrasados. #la e6 uma observa1ão di6endo determinada. oi a alegria dos m(diuns praticando a Umbanda. 3 Pequenos deuses? 5ão entendi. . 5a estrada. me chamem a aten1ão. "e o terreiro não seguir princ)pios m)nimos do relacionamento homem e esp)rito. uma ilustre e atuante historiadora. ouvi uma suave vo6. . e/pliquei estar muito interessado no resgate da história da Umbanda. se em algum momento. 3 esclareci. ! Umbanda ( organi6ada. enquanto dirigia. dando in)cio aos trabalhos. pela sua própria capacidade. !inda com o pensamento voltado para minha obriga1ão de manter ordem no terreiro.aprendi6ado atrav(s da paci0ncia ( bem mais proveitoso. di6endo pretender introdu6ir em nosso terreiro as regras nascidas na origem da religião. 3 C. &odos resolvem os problemas das pessoas. se alarmos pouco. Pe1o a todos. 3 'alma. pondo em d+vida at( mesmo a qualidade das comunica18es. no interior de minha cabe1a. !li. voltei3me a todos e implorei. Procurando tirar proveito das suas e/peri0ncias como pesquisadora. 'omplementei. com v*rias obras editadas. "ob o semblante aliviado da corrente. dei/ando uma doce mensagem. !prende3se muito.iante a apropriada lembran1a. C gostoso conversar com pessoas cultas como a #telvina. GF . 3 'uidado com as regras. ica. sob a r)gida iscali6a1ão da Redda. !s regras podem cercear suas liberdades. Meus pensamentos se voltaram para uma curta viajem que i6 at( o litoral catarinense. meu ilho. 'ada um sabe o que a6er. 3 5ão liguem minha rabugice. 2isitei o terreiro e o que mais admirei. um terreiro desorgani6ado. $oi coisa de velho implicante. ( claro. conversava animadamente com nossa amiga #telvina. incorporei. obviamente. eu estiver tirando a liberdade de voc0s ou impondo regras desnecess*rias.

emocionei3me. ui atendido. sem imaginar um dia estar integrado 4 religião umbandista. dei/ando escapar uma brisa energ(tica e gostosa. #stava no alto de um morro. mas adoro contar os meus. Meu trabalho pro issional icava perto de um apra6)vel logradouro municipal.G1 CA7OCLO AKUAN CAPITULO 94 . PenaP 9uando ia ver seu rosto. em vibra1ão especial. para ver se o sonho continuava. quando ela oi encolhendo e trans ormou3se num homem. em um canto da t*bua. vibrando bastante como se osse dois ios descarregando eletricidade. #stava incorporado com ele quando. #mbevecido. e de orma surpreendente. o 'aboclo a6 um gesto. mas não consegui. voltando ao seu lugar. &ornou3se imenso. vendo uma multidão compacta. 'heguei at( mesmo a a6er pedidos para elas. o 'aboclo !:uan. tendo ao colo uma menina e/cepcional. % alou. #ra a maneira mais *cil de curar minhas di iculdades. #mocionado disse 4 mãe. e/tasiado com este evidente contato espiritual. gavi8es e qualquer ave de rapina. Parou na minha rente e sobre aquela multidão movimentava suas enormes asas. no meio no terreiro. e icava alguns minutos. 9uando comecei a receber o -gum. . #le contou sua comovente história.'aboclo levantou3se. 5ão gosto de ouvir sonho dos outros. $iquei muito e/citado e me levantei. assinalando uma ave. irritado ou estava perdendo meu controle emocional. N* no undo vi um ponto de lu6 que crescia 4 medida que se apro/imava de mim. pegou no 'ong* duas espadas e um escudo. acordei. e deu de presente para a menina. !ntes de subir. ele riscava um ponto. ia a este mini 6oológico. sentida por todos os presentes. 3 "ó quando voc0 desencarnar ( que vai entender a ra6ão de voc0 ter esta ilha. 9uando icava nervoso. como se soltasse uma ave de seu antebra1o. era a mesma do meu pai3de3cabe1a. G1 . sem saber seu nome. T* muitos anos. ao absorver aquela maravilhosa energia. momento que o terreiro cria uma energia muito orte. parava em rente do enorme viveiro das *guias. &entei dormir novamente. absorvido e encantado com elas. #ra de cor prateada. -s cambonos estranharam esta at)pica atitude do orte guerreiro. e trans ormou3se em uma *guia enorme. Huntando as pe1as do quebra3cabe1a espiritual. tive um sonho muito marcante. todo cheio de a)scas. estava uma senhora. descobri a minha liga1ão com as aves de vAos altos. "empre gostei das *guias. prateada.

brincando com ela eito um curumim. #sta menina. correndo para o mato. bem mais que os outros. Um deles como esta menina % disse apontando para o meio do terreiro. $oi precoce sua morte. $oi n)tida a visão. #u a pegava escondido. at( mesmo desviando as olhagens e *rvores. por que logo a doente. 5ão sabia a ra6ão. quando encarnada oi minha ilha. #mocionado parou de alar. quando deveria me apegar aos sadios? # o 'acique não deve demonstrar raque6as sentimentais.'aboclo continuou. #ntendi tudo que antes era mist(rio para mim. com a crian1a de encontro ao seu peito. Um ato curioso.. 'horei muito. o m(dium consciente. hoje trabalha comigo. v0 a cena. vendo a emo1ão da entidade. 2ia aquele enorme )ndio. -s cambonos. e corria com ela para o mato. 9uando o esp)rito conta suas histórias. . 9uando sabia que ningu(m podia me ver.. #u a amava. sabendo que os deuses estavam cuidando dela. 4 medida que a lembran1a do esp)rito reaviva a cena. tive o reencontro. 9uando desencarnei. cuidaram para ningu(m do terreiro chegar perto. punha minha ilha no chão e icava bom tempo. como eu. e senti sua alta. G= . #le continuou. Mas não ia querer conhecer a ra6ão.G= #u era cacique. &ive v*rios ilhos. em orma de *guia.

3 'aboclo !:uan. . 5o intervalo da gira. presidente da nossa organi6a1ão jur)dica. e para isso cont*vamos com uma doa1ão governamental. 3 . % e/pliquei. no terreno que t)nhamos recentemente comprado. $alou. na qualidade de dirigente espiritual e esp)rito iluminado. #m meu e no seu nome. comunicou solenemente. .que? 2oc0 ia construir minha casa com a mentira? Retrucou. . 3 Pe1a uma lu6. um dos companheiros. e não conseguimos. por que est* tão nervoso? #le perguntou. sendo a +ltima a de encerramento. no linguajar dos terreiros. 3 . e alando 4 corrente e aos visitantes. #la acoberta o comodismo e protege a pregui1a. antes de iniciar a segunda parte dos trabalhos. pedi ao Roberto Ribas. # essa era nossa esperan1a.Hos( <on1alves. en(rgica e duramente. que tudo vai dar certo. sentado j* no toco e com seu ponto irmado na t*bua. para construir sua casa nova.iante da rustra1ão da tentativa de obter a ajuda p+blica. o Ribas sentou na sua rente. GB . e estamos com um problema enorme. 3 #speran1a ( a arma dos covardes. 3 Meu calmamente. que para variar.GB CAPITULO 90 DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM 5osso terreiro j* estava pequeno para a quantidade de m(diuns que ormava a corrente. echando uma carranca. teremos mais duas. Ribas. não saiu. ilho. 3 5ão entendi. #sper*vamos a doa1ão de um pataco 3 dinheiro.epois da gira de hoje. chamei alguns companheiros e contei o ato. para pedir uma orienta1ão ao 'aboclo !:uan. #ra nossa inten1ão construir um maior. &roque a 7esperan1a7 por 7determina1ão7.ndida. pediu a palavra. Respondeu o Ribas sem jeito. % en ati6ou. 'aboclo. no bairro da "anta '. reabrindo suas portas na primeira segunda3 eira do m0s de evereiro. "ó que estaremos no terreiro novo. #st*vamos no meio do m0s de 5ovembro. 9uando ele incorporou. #u e seu cavalo estivemos conversando.terreiro entrar* em (rias neste im de ano. cheio de preocupa1ão.

então. !cho esquisita. a palavra 7esperan1a7P GJ . como sempre a1o. e só não echamos o negócio porque j* era tarde. o limite m*/imo da minha imagina1ão. a ordem ( a determina1ãoP 5esse dia. e abrindo o jornal alou. icando o acerto inal para a manhã seguinte. Respondeu. . como a Redda sonhou. 3 . risquei do meu vocabul*rio. .ois meses depois que o 'aboclo !:uan declarou. 3 #stou em duvida. sem contar com o que oi. j* passo a) em tua casa. abriu suas portas no dia 1 de $evereiro de 1EES ]? -u G^. 'onstrua. 'omo vamos construir em dois meses um terreiro? 3 "e o 'aboclo !:uan alou. v(spera do dia de Memanj*. tive um sonho. com grossas toras de eucaliptos. houve mudan1as nos planos. sa)mos em busca de uma galpão de cimento.ei/amos acertado numa *brica a compra de um deles. 3 <ustavo. Respondi. e com o empenho dos participantes do grupo. Marreco % o apelido do <on1alves. uma tapera de lu/o. estava lendo o jornal no desjejum.terreiro hoje ( uma tapera.GJ Um rio correu minha espinha. . #/plicou o tipo que havia sonhado. pr(3 abricado. #ra uma constru1ão redonda. 5o dia seguinte. constru)do com recursos obtidos junto a comunidade. &ele onei para a casa do <ustavo. 3 "e a Redda sonhou. $alei. Rapidamente in ormei. e com ele. aconchegante. rindo. vai dar certo.etermina1ãoP Nembrei dessa ordem dada pelo 'aboclo !:uan. !cordei cedo. 'on esso ter dormido muito mal. brincou. e/citado pela reali6a1ão do negócio e a e/pectativa de um terreiro novo. "entou3se 4 mesa. minha mulher e eu procuramos nosso sobrinho <ustavo <uimarães. 3 2oc0 ( louco. #le atendeu. com telhado aparente de eucaliptos. só para ele ouvir. ! Redda % que não teve insAnia. com a estrutura do telhado aparente. cheio de (. redondo. Respondeu. 3 $ernando. # o terreiro de alvenaria. levantou3se depois de mim. e. com um tipo de constru1ão para o terreiro que pode dar certo e ( barata. ! Redda sonhou. arquiteto. Perguntei. bai/inho.

3 2oc0 e/plicou o ritual no teu terreiro. qual o teu entendimento sobre o !njo da <uarda? 3 'omo di6 o nome. encerrando com as entidades da quimbanda. meu protetor. todos os guias dos m(diuns integrantes do grupo. aquele que só ( a energia cósmica> o 'aboclo !:uan. $iquei calado. do que em reuni8es ormais. que ( . desde meu nascimento. 5unca ningu(m discutiu isso comigo. o )ndio de ogum. meus guias nas linhas de -/óssi e XangA. 3 respondi. #le deve ter percebido meu desapontamento. tendo como parceiro de bol(ia o Wlvaro. o guia espiritual. todos os m(diuns batem a cabe1a para a Umbanda. igual. amigo e protetor material> os 'aboclos Hunco 2erde e da 'achoeira. a todos os outros. o meu mestre. dando a entender ter conclu)do. Dambi. ! irmou #sperava outra resposta. . $alou.espertei a curiosidade no meu simp*tico e culto companheiro de viagem. reverencio. $oi numa delas. um culto e dedicado pesquisador da religião umbandista que provoquei um assunto que só gosto de discutir com pessoas entendidas. j* no aguardo de outras indaga18es. apenas. o nosso Mestre Hesus 'risto> -gum.eus> -/al*. tanto que me interpelou. e o !njo da <uarda. seja o !njo da <uarda. 3 Wlvaro. o respons*vel e o guardião. 3 "igo. ( o anjo que nos protege. os assuntos mais pol0micos sempre são discutidos de uma orma mais minuciosa. 'ontinuando no ritual. o preto3velho. o ritual da Umbanda. demonstrando decep1ão. saudando o ori/*s cósmicos. meu ori/*. meu pai3de3cabe1a. 3 5ão ( o que voc0 pensa? 3 &alve6 para mim o maior mist(rio da Umbanda. para o qual não tenho uma e/plica1ão. em princ)pio. o meu desenvolvedor. pela minha evolu1ão espiritual> o Pai Maneco. 9uando abro uma gira. !rgumentei. Mas o que tem a ver isso com o !njo da <uarda? GO . 3 H* vem voc0 com tuas pol0micas.GO AN@O DA GUARDA CAPITULO 92 5o tempo da dura1ão de uma viagem.

!t( l*.epois de rodado uns de6 quilAmetros. # depois são !rcanjos.eus. Hesus 'risto. os che es das outras linhas. 3 !cho que ( o nosso próprio esp)rito. &inha atingido meu objetivo. 3 9uem voc0 acha ser nosso !njo da <uarda? Mnquiriu. para proteger a nossa atual. continuo a cultuar meu !njo da <uarda.GQ 3 H* saudei a . cheio de d+vida. 3 'omo assim. temos todo direito de evocar a somatória de nossas vidas anteriores. GQ . .eus d* a cada homem. que outro não era. . para proteg03lo. ( o que penso at( haver uma e/plica1ão melhor para dirimir minha duvida. "ão <abriel veio anunciar 4 2irgem Maria o nascimento de 5osso "alvador> "ão Ra ael guiou &obias e Miguel> e "ão Miguel che iando uma alange de anjos. 'omo voc0 chegou a essa conclusão? 3 "e temos dentro de nós a vontade e a part)cula . e !njo da <uarda ( o anjo que . o pai3de3cabe1a. ele quebrou o sil0ncio.ivina. e o e/u. 3 "im. não pode ser essa ess0ncia. dando a entender ter compreendido o que eu queria di6er. 2oc0 est* se contradi6endo. !njos são os esp)ritos puros criados por . 3 9ual tua id(ia sobre anjo? 3 ! id(ia não ( minha.Wlvaro icou calado e pensativo. nosso próprio esp)rito. estamos vivendo uma unidade de encarna1ão. e signi icam mensageiros. para nos proteger? 3 9uando acendemos uma vela para nosso !njo da <uarda. e não anjos.eus. senão despertar a pol0mica e con undir o amigo. 'ompletei. 9uem melhor que nosso próprio esp)rito. Retruquei. 3 "er* "ão <abriel. 5ão sei onde o !njo da <uarda se encai/a. 3 5ão acho. estamos iluminando nosso próprio esp)rito? Perguntou. o desenvolvedor e tamb(m protetor e guia. ( ensinamento b)blico. nosso próprio guardião? # se nessa vida. derrotou Nuci er. "ão Miguel ou "ão Ra ael? !chei engra1ado. !rgumentei. com um p( atr*s.

ncia severa no policiamento de suas atividades espirituais. Mndignado retrucou. não precisa ser acatado. no qual eu me inclu)a. Recomendei. provoca uma e/cessiva sede de viv03la em todos os instantes. 5as minhas andan1as pelo espiritismo. mesmo nos quais o assunto era a religião umbandista. para teu próprio bem. ao contr*rio. não entenda errado o que vou di6er. "ua noiva . #le. !quilo me preocupava. que voc0 não osse mais com a . e/orbitava com seu deslumbramento pelos mist(rios da Umbanda e pela impaci0ncia no processo evolutivo da sua mediunidade. principalmente na Umbanda.ulce tamb(m componente do grupo. mas deve. . estampou um largo sorriso. o anatismo ( conden*vel. a6ia parte do terreiro em que eu trabalhava. e ela só est* dentro da religião por imposi1ão sua.estereótipo do an*tico religioso ica por conta do Pedro Hos(. mas gostaria muito. noivos. ainda com a gra1a dos de6oito anos.que ela e6? 3 5ão distor1a as coisas que te disse e ainda vou alar.ulce nas nossas reuni8es. ganhei muita e/peri0ncia para poder recomendar. ser considerado. "empre disse que conselho dos mais velhos. 9uando tive oportunidade. recebia sempre a visita do jovem casal. GS . e que se re+nem com o objetivo +nico para alarem sobre a Umbanda? 2oc0s são jovens. uma doce e bonita jovem. acompanhando3o em todos os lugares. Rec(m ingressado na maioridade civil. ao menos. era sua companheira incondicional. a diversão e a am)lia. como o trabalho. principalmente aos jovens. 2oc0 não percebeu que nessas reuni8es só e/istem pessoas com suas vidas amiliares j* de inidas. 3 Pedro. #le pareceu surpreso. limitou3se a di6er. uma observ. e se enchendo de emp* ia. 9uando mo1o. 3 Por que voc0 disse isso? . Msso deve aborrec03la. ormada por casais e pessoas de meia idade.GS CAPITULO 94 CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO #m qualquer religião. 5ão me re iro 4 pai/ão e/trema da sua religiosidade. Por ser a Umbanda envolvente e cheia de mist(rios. "ó alava em Umbanda. Um grupo de pessoas. !lguns adeptos da Umbanda não sabem separar a religião de seus a a6eres tradicionais. chamei3o para conversar.

Pedro. #la. oi categórica. nosso di*logo não oi produtivo. "oube que voc0 rompeu o noivado com o Pedro. H* sentado no so * da minha sala. preocupado. ironi6ando sua assertiva ao mencionar 7minhas entidades7. mas não me arrependi de ter dado esses conselhos ao Pedro. rancorosa. ele era a e/pressão do so rimento. 3 Posso a6er alguma coisa por voc0s? Pronti iquei3me. #le continuou. leve3a passear.GG 3 $i6 a cabe1a dela. 5ada adiantou eu alar. ou vão dan1ar em uma discoteca. diante de sua irredut)vel posi1ão. 3 Por qu0? 3 5ão sei. $ui atender. 3 5ão ag?ento mais alar de Umbanda. dos caboclos e dos ori/*s. 9ue ique com uma pomba3gira qualquer e me dei/e em pa6. 5ão vou me casar com um homem que não sabe diversi icar sua vida. "ó a procurei uns dias depois. por ra68es que não queria e/plicar. ouvi tocar a campainha da porta da minha casa. 3 9ue aconteceu com voc0?. !lguns meses passados. voc0 j* tem entidades. p*lido e com olheiras marcadas. esperando ela re letir bem sobre o assunto. não se a6endo de rogada. cada ve6 mais an*tico e convencido que sua noiva gostava de sua ego)sta programa1ão religiosa.evo ter me/ido com os brios da . vão assistir ilmes nos cinemas. GG .ulce e tentar convence3la a reatar o compromisso com o desesperado Pedro. me disse que nosso relacionamento tinha acabado. 3 2oc0 pode conversar com ela? . % alei. pois só alava dos e/us. desolado. ou ser agrad*vel. ( o $ernando. meus parab(ns. j* com sarcasmo. #le demonstra um ego)smo incomum. C uma umbandista convicta e adora as reuni8es. #/clamou. 5em podia. 3 !ntes de mais nada. !sseverou. $iquei preocupado. -lhar triste.ulce desmanchou nosso noivado. 3 . ou mesmo vão visitar amigos da tua gera1ão. Perguntei. #u não conhecia o Pedro na intimidade. 3 ! .ulce. 2oc0s sempre dei/avam transparecer muito amor e harmonia. Pelo tele one. Prometi procurar a . #u tentei convenc03lo. % Mas aconselho.ulce. Toje. 9ue aconteceu? . pestanas ca)das. #la ( at( a cambone das minhas entidades. quando cheguei na casa dela. era o Pedro.

quando saem do terreiro. e lendo uns nomes anotados em um papel. ainda solteiro. determinou. 5ão queria que nossas am)lias se voltassem contra o terreiro por chegarmos tão tarde em casa. 3 #la contou porque brigou comigo? 3 $oi teu anatismo. . "urpreendidos com a atitude do $erro. voc0s voltem 4s suas casas. e a1am o que quiserem. porque icamos conversando. vão comer co/as de rango em um bar. abandonou a Umbanda por desgosto. #le.epois saiam. ( que os dirigentes devem ter a cautela de orientar os membros da corrente. caminhamos. inclusive com hora de encerrar a gira. !ntonio. sem entender nada. Toje estão em caminhos di erentes. inclusive eu. no dia seguinte. Por esses atos de comportamento amiliar. 5o terreiro do #dmundo $erro. 3 5ão. descon iados e lentamente para o meio do terreiro. . lacAnico. onde alguns deles demonstravam suas qualidades juvenis. #le. não mentia.e/periente pai3de3santo sabendo do ato. o bilhar e o papo. comer um sandu)che ou uma co/a de rango. ! preocupa1ão dele tinha proced0ncia.GE 'onversamos algumas banalidades e desligamos o tele one. Neoc*dio. Pe1o que todos iquem no meio do terreiro. ansioso no tele one. !lguns m(diuns. 3 'omo acabou tarde ontem o trabalho. Mingo. 3 $ernando. 5ão tenho o direito de proibir que voc0s a1am isso. Paulinho. perguntou. dirigente retomou a palavra. as giras terminavam por volta da meia noite. que nada tem a haver com a Umbanda. 5a GE . #u. . &inha at( uma mesa de bilhar. Mauro. e ela constituiu uma am)lia. mas posso e/igir que ao sa)rem daqui do terreiro. #/pliquei. 'heg*vamos em casa j* dentro da madrugada. Niguei para o Pedro para dar conta do prometido. a gira terminou cedo. 'laro. incentivados pela gula deste gordo de cento e vinte quilos% e apontou para o Mingo. nos habituamos a ir num bar depois das giras. voc0 est* enganada. todos. omitindo o rango. quando chegamos no inal de uma gira.e ato. não houve mais acerto entre os dois. 3 "oube que voc0s. ouvia a costumeira advert0ncia da Redda. 'heguei tarde em casa. Mario e De6ito. -rdenou. antes de dispensar o grupo pediu a aten1ão de todos.

a Manon. #ra alta de bom senso. CAPITULO 96 A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN <osto demais de uma entidade da linha dos ciganos. C um imenso campo. 5ão tenho como e/plicar esta visão. Tumait*. pois tenho certe6a que ela ( uma correta e dedicada integrante da igreja. EF . quando incorporou. cercado por uma pali1ada. como a6em as entidades. ver a Manon não conseguir dominar seu cavalo. 3 #stava no Tumait*. hoje agregada 4 igreja evang(lica. em uma gira. #u corri em seu socorro. quando ( necess*rio. tem acesso 4 gira dos e/us. quando o guardião da porteira veio me avisar que tinha algu(m na entrada querendo alar comigo. rindo. principalmente quando usava como m(dium a $*tima. ( indescrit)velP Mas aprendi. de orma inesperada. dirigiu a palavra 4 corrente. sempre dei/ando belas mensagens de amor e (. -bviamente. o que em nada ajudou a Manon. % concluiu. e o es or1o do esp)rito para dominar a situa1ão. pedindo ajuda para a corrente. 'omo ele ( bonitoP &ive a elicidade de conhecer uma parte. Por ser da linha neutra. a corrente hesitou e a vibra1ão não icou como eu queria. num inal de gira. ! 'igana Manon trabalhava tanto na linha dos ciganos como na quimbanda. #ra uma rela1ão de pedidos para eu atender. pelo simples ato dele incorporar na linha da quimbanda.EF verdade não eram as co/as de rango nem a ome que nos levava ao leviano programa. mesmo incorporada no meio do terreiro a $*tima dava sinais de não estar bem. at( no Tumait* e/iste guardião. #le pediu um toco. $oi quando o 'aboclo !:uan incorporou. quando o caboclo passou para minha consci0ncia a otogra ia do lugar. . como oi enquanto req?entou o nosso terreiro. #ra a 'igana Manon.'aboclo !:uan. no meio do terreiro. # a 'igana Manon icou na entrada. e sentado nele. como se osse um orte. #nquanto trabalhou em nosso terreiro ela oi uma estrela deslumbrante. Passado muito tempo. #la me e6 a entrega desse papel. "orte dos evang(licos. tra6endo um papel que segurava cuidadosamente na mão. $oi uma cena constrangedora. contou uma passagem da esperta cigana Manon. o lugar dos oguns. toda a corrente icou apreensiva. sem ponto de chamada. o que evidencia a proibi1ão do acesso 4s outras entidades no lugar sagrado dos oguns.ava para perceber a ang+stia da m(dium. 3 &odos devem icar concentradosP 2amos ajudar a ManonP &alve6 superestimando o potencial medi+nico da e/celente m(dium. .

E1 . . 5o papel que me entregou. #ssa ( a or1a da Umbanda..E1 3 'ontei para voc0s.pedido era para a corrente. triun ante do nosso terreiro. 3 . a Manon conseguiu dominar seu cavalo e sair. . a6 muito tempo. "ó não contei quais oram os pedidos que ela e6.. -s m(diuns entreolharam3se. os v*rios pedidos eram em avor de cada um de voc0s. surpresos com a revela1ão. não tendo sido omitido nenhum nome.corpulento )ndio e6 uma revela1ão. desta ve6 tendo como compensa1ão da sua bondade o amor sincero de toda a corrente. .que ela est* pedindo em troca ( a vibra1ão de cada um de voc0s para ela ajudar seu cavalo.sil0ncio dominou o terreiro.entro de uma das mais ortes vibra18es criada no grupo. mais uma ve6. que recebi a visita dessa 'igana no Tumait*. .

Pode combinar com ela para levar a m*quina 9uem? 'laro que euP !doro novidades e não vou perder essa oportunidade. para tentar convencer algu(m que o esp)rito pode se mani estar no mundo material. e muito menos encontrei ra68es lógicas. # com qual entidade? 'om o 'aboclo !:uan. 5ão h* ra6ão para se discutir sobre religi8es. . no terreiro. -s parapsicólogos e religiosos estão sempre se digladiando.. 2oc0? % e/clamou surpreso. não modi icam a opinião dos incr(dulos. E= . um dos m(diuns do nosso terreiro. para ver qual ser* o resultado. quero saber como ( a aura dele. que otogra a a aura das pessoas. # qual o m(dium que poder* se submeter a isso? !cho ótimo. at( mesmo publicamente. das mensagens que comprovam a veracidade das mani esta18es. diagnosticar poss)veis doen1as. quando me e6 um pedido singular. $alar das curas. retornar ao 'riadorP <osto quando os esp)ritos ordenam nossas id(ias. ! escolha do caminho de cada um ( o direito da liberdade sagrada do livre arb)trio. &udo come1ou com um tele onema do Roberto Ribas. brinquei.]pesquisar^. Mnteressei3me. 5a pró/ima gira estaremos l*.E= EAOLUIR PELA CIBNCIA CAPITULO 98 5unca senti a necessidade. Uma terapeuta que trabalha com as otos Lirlian quer permissão para a6er uma oto com um m(dium incorporado.. dos depoimentos de pessoas ilibadas e at( mesmo do enAmeno das incontest*veis materiali6a18es. quando discutem a mani esta1ão do esp)rito em nosso plano material.que voc0 acha? $oto Lirlian ( uma m*quina inventada pelos russos. com a inten1ão de desvendar o estado de esp)rito. !s al*cias deturpam o real objetivo das religi8es. e descobrir eventuais apro/ima18es negativas. # depois. das apari18es.

dentro desta m*quina % e/plicou a terapeuta. otogra ar sua aura. não sei bem como e/plicar ao senhor. "atis eito. para saiba. 'omo saber? . ou espertos demais. quando o Ribas. dentro dessa cai/a só est* a energia do meu cavalo. Muito obrigado. 'ombinamos os detalhes. e alegre agradeceu.senhor tem que por o dedo. Por outro lado. guerreiro.Ribas respondeu. acompanhado da terapeuta. uma mo1a simp*tica e alante. dava gostosos tragos em seu mara o misturado com mel e tirava uma1as com seu imenso charuto. icava assombrado com a cai/a de ós oro. . $a6er o que com minha aura? Respondeu. uma e/peri0ncia muito boa. . 5ão dei/ei ela notar que eu era o mais curioso de todos. aconselha pol)ticos a tomarem decis8es e discute qu)mica. enquanto a terapeuta guardava cuidadosamente sua estranha m*quina. Mas. o Ribas me apresentou a terapeuta. 2ai ser.i )cil EBsp)rit3los. o )ndio "em muito rodeio. Meu ilho. s0o !:uan. quando um palito riscava e na sua ponta o ogo ardia. com certe6a. esta mo1a ( uma cientista aqui na terra e quer a6er uma e/peri0ncia com o senhor. riscou o ponto de irme6a do trabalho.epois de muita conversa. principalmente entre os )ndios.EB 5o dia da sessão. Resmungou. PAr o dedo a)? Por qu0? Is ve6es os esp)ritos me atrapalham. 'aboclo !:uan. sentou3se 4 sua rente con orme o combinado e respeitosamente e/plicou. 5ão sei se são ing0nuos.'aboclo incorporou. . ele e6 o que mandavam e o trabalho oi conclu)do. #stava eu órica por termos concordado com seu pedido. . seco. 'aboclo. Respondeu esbo1ando leve sorriso. 'aboclo !:uan. estou sempre disposto a ajudar os outros. e isso posso seguramente a irmar. a terapeuta e o Ribas organi6aram a liga1ão da m*quina na tomada el(trica e iniciaram a e/peri0ncia. !cho uma mistura. EB . #st* bem então. atrapalhado. mas seu cavalo j* est* sabendo. o Ribas desligou o io el(trico da tomada.

convicto. quando ela d* o primeiro grito. e chegaram 4 conclusão que a dele % da entidade. <ostar)amos da opinião da Umbanda sobre o uso da p)lula do dia seguinte. ! terapeuta colheu v*rios pareceres de especialistas em oto Lirlian. "empre ( uma opinião. o jogo de palavras. ele insinua o contr*rio? j* estaria reencarnado. se o esp)rito reencarnado estivesse grudado com ele.EJ ! esperte6a do )ndio veio 4 tona. $icou bem claro que desde o inicio ele sabia o que era oto Lirlian e ingiu3se de desentendido. surpreso.EJsp)rito só reencarna no corpo da crian1a. agora com a energia da entidade. não posso alar em nome da religião. Por que voc0 - . por ter ugido totalmente do padrão. para provar que ele e/iste. o 'aboclo !:uan demonstrou toda a habilidade inerente de um 'he e de &erreiro. demonstrando . Usou. !pesar de ser umbandista. Realmente. com muito humor. !s coisas que eles a6em não se limitam ao momento. iquei impressionado com a di eren1a. 2oc0 est* declarando que ( a avor do aborto? Perguntou. # o tempo veio esclarecer a parte conclusiva da trama habilmente arquitetada pelo 'aboclo !:uan. 5unca tiro conclus8es precipitadas das histórias dos esp)ritos. #nquanto recolhiam o aparelho. para evoluir e aprimorar sua pratica. Montaram tudo outra ve6 e i6eram nova oto. "eria um ato criminoso abortar o eto. Por ela ser abortiva. t0m um alcance al(m do nosso pronto entendimento. ao contr*rio. separando as otos % a minha e a dele. EJ . para utura compara1ão. quando vi as otos. o 'aboclo !:uan sentenciou. #st* erradoP #le deve aproveitar a ci0ncia. C necess*rio paci0ncia para EJsp)ritoEJa3las. % a irmei. não tem como ser analisada. ! ci0ncia sempre oi usada pelo espiritismo. segundo di6em. % esclareceu um deles. muito embora tr0s dias depois da concep1ão. % responderam. Mas.aborto ( um tema pol0mico. 5este episódio. Uns m(dicos me procuraram. 5ós estamos a6endo uma pesquisa sobre o aborto. 5ão houve nenhuma d+vida da inten1ão dele. e sobre ele as religi8es são austeras e radicais. "e voc0s quiserem posso dar minha opinião pessoal % adverti. inclusive o espiritismo. algumas religi8es a combatem. ou contracep1ão. decep1ão. para dar cone/ão entre a ci0ncia e o esp)rito. ! irmei.

culpa da ci0ncia. o grande cientista do espa1o. para serem gerados? C. mas elas são con litantes com as que ouvimos at( agora. e pensei. voc0 pode me di6er como chegou a esta conclusão. de modo convincente. 'aboclo !:uan. Posso.. "e suas declara18es são ou não verdadeiras não me compete julgar. 'omo? 5ão entendi. #/travasei.. C comum 4s mulheres que abortaram. depois da conscienti6a1ão do espiritismo. que só admite o se/o para a perpetua1ão da esp(cie humana # os pais deveriam assumir responsabilidade de seus atos. 2ou aliviar seus cora18es. sabe at( quando. irem ao desespero por se sentirem criminosas.. #speram. Respondeu o m(dico. junto com os demais. !lgu(m pode me e/plicar. Por mera curiosidade. nem vão para o in erno. ! maioria a irma ser na concep1ão e voc0 di6 ser depois que nasce. despedindo3se.5ão tinha pensado assim. #ntão as mulheres que provocam o aborto não são na sua concep1ão. por entender que a gravide6 rejeitada oi o ruto de uma pai/ão carnal. olhei para cima.Z EO .. esperando.. de um modo tão convicto? Perguntou. a irmando que os esp)ritos das crian1as não estão cobrando nada. com certe6a. "ou contra. #sclareci..e jeito nenhum. ugindo totalmente do princ)pio divino. principalmente quanto ao momento da reencarna1ão do esp)rito. dando a entender ser o im da entrevista. como estão os quinhentos esp)ritos dos embri8es humanos congelados na Mnglaterra? #stão grudados nos quinhentos tubos de ensaio. nada tendo a ver com o objetivo da entrevista. Y"alve. outra oportunidade de reencarnar. criminosas? #n ati6ou o m(dico.EO .epois que oram embora. .

3 2oc0 me procurou para que eu pudesse te ajudar. EQ . os parentes e os amigos. boquiaberta. #sses pensamentos remo)am minha cabe1a. amarrados atr*s. #ra minha conhecida j* h* longo tempo. magra. ou uma mãe. C inevit*vel a saudade. levantando3me do so *. . 5ão sei se eu vou poder ajudar voc0 sem a assist0ncia direta das entidades.eus oi ruim comigo? 3 5ão se quei/e. enquanto ouvia na sala da casa da <eni o seu desesperado relato da morte de sua mãe. at( que em prantos dei/ou escapar uma lamuria. !cho que isso aconteceu. voc0 tem um dedicado marido e ilhos saud*veis. mas pelo jeito voc0 devia procurar algumas carpideiras para a6er coro. 3 2oc0 não entende? $oi a minha mãe que morreu. Parou de chorar e icou me olhando. 5ão sou entendido no assunto de estudar as palavras adequadas para acalmar histerismo. #stava muito mal. o que me permitia alar sem rodeios. #la era uma mulher de meia idade. 5ossa cultura justi ica esse comportamento. por receber intui1ão dos esp)ritos. !rcada pela própria constitui1ão )sica. "ua boca em nenhum momento dei/ou sequer esbo1ar um sorriso. 'omo não a temos. acometida de uma parada card)aca. cabelos j* grisalhos misturados com os negros. "ou apenas um pai3de3santo. #la a6 parte da triste6a. 3 Mn eli6mente ainda tenho compromissos hoje. "e tiv(ssemos uma conscienti6a1ão maior do destino do esp)rito dos que desencarnam. e contava sem parar de alar as qualidades de sua mãe e o amor que tinha por ela. &entei consolar. quem sabe não so r0ssemos. C irrepar*vel a aus0ncia )sica deles. algumas ve6es trans ormada em desespero. $alei. 3 Por que .#u só quero saber como est* o esp)rito dela.EQ CAPÍTULO 2: ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS 5ós icamos r*geis e incon ormados com a morte das pessoas que amamos. choramos a morte dos que amamos. porque achei que estava no momento de dar um basta ao doentio apego da <eni. % disse. 4s ve6es aben1oado como outros tantos. seja um pai. #la assustou3se com minha grosseria. olhando para meu relógio dando a entender que ia embora. seus olhos dei/avam transparecer o seu so rimento.

"e te a6 bem. se um homem tiver que empreender uma longa viagem.evemos imaginar que a morte ( um a astamento tempor*rio. #le quer seguir seu caminho evolutivo. a <eni j* estava consultando com o 'aboclo !:uan. "e ao inv(s de mergulhar na revolta da separa1ão voc0 tiver a compreensão da passagem dos esp)ritos ao mundo invis)vel. #stou desesperada. "ó mencionando essas duas religi8es ES . 5o seu caso ( o inverso. "obre o assunto. #/plicou a entidade de orma direta e austera. e seu amiliares lhe a irmarem que poder* icar sossegado porque eles vão icar bem. !tendi uma pessoa que tinha perdido um ilho com idade jovem. . 'om respeito a essa conscienti6a1ão as religi8es t0m uma parcela de culpa. 5o catolicismo a am)lia do morto pede para o padre re6ar uma missa em inten1ão 4 sua alma. ele indu6iu a incorpora1ão do esp)rito da mãe da <eni. Para quem pratica o espiritismo. #m caso contr*rio. 3 . para voc0 alar com a entidade. !tendendo a sua ego)sta necessidade de alar com ela os mentores do espa1o se aproveitaram para acalmar sua revolta e livra3la da imanta1ão que voc0 e/ercia sobre ela. o esp)rito de sua mãe teria mais tranq?ilidade para seguir sua jornada.eve ter luido bem a conversa1ão porque a <eni estava emocionada e mais calma. o seu esp)rito não. 5ão chorava com medo de prender o esp)rito de seu ilho. voc0 ( que atrapalha o esp)rito. incorporado em mim. e qualquer di iculdade eles resolverão. a entidade perguntou. mas agora iria seguir o seu caminho. 2oc0 pode esperar at( segunda3 eira para saber. perguntou 4 entidade. mas voc0 não permite com seu in undado desespero.ES 3 #stamos na quinta3 eira. com certe6a a despreocupa1ão de dei/ar seus amiliares diminuir* a triste6a de ter que dela se a astar. vou tra6er o esp)rito dela para conversar com voc0. nunca o choro. em seu estilo. 'on orme hav)amos combinado. 5o espiritismo pede que o esp)rito do alecido seja recebido no astral superior. Por que isso acontece? 3 2oc0s ouvem ensinamentos sobre entidades obsessoras. 3 Minha mãe disse que estava bem pró/ima de mim. que icam ligados nos encarnados. ele viajar* preocupado e tenso.que est* a ligindo voc0? 3 C que minha mãe morreu. "entada na rente dele. !pós chamar um m(dium. &e aguardo no terreiro. 3 "eu corpo morreu. . e ambas conversaram. gosto de dar um e/emplo material. ! revolta ( que prejudica o desencarnado. situa18es como a da <eni são comuns. antes de ir embora. o que ( errado. !gradeceu a oportunidade e.

e nós daqui queremos que ele possa chegar ao lugar no espa1o a que tem direito e por ele conquistado duramente atrav(s do resgate de seus carmas. porque sabia que eu ia prantear as suas aus0ncias )sicas. EG . 5ão gostava de se arrumar ou usar pinturas. e poder ir jogar com suas amigas contempor. 3 Meu Pai -/al*. icava espregui1ada na cama. passei a di6er.eus.EG j* se evidencia uma distor1ão.neas. pois eu cumpria meu papel de genro. mas o meu amor pelas duas era igual. por isso rogamos ao "enhor e a todos nossos guias espirituais que nos con ortem. ocasião em que demonstrava toda sua categoria de mulher re inada. para cuidar de suas tare as do lar. !mbas morreram como gostavam de viver. uma bomba para sua asma. quando or poss)vel. mestre Hesus 'risto. teve uma parada card)aca % como a mãe da <eni. #u tive a elicidade de ter duas mães. receber a not)cia que aqui na terra todos seus amiliares e amigos estão bem e que o amam muito. ! !lcina oi dormir e não acordou mais. 9uando oi encontrada dentro sua bolsa estavam sua bomba para asma. um baralho e a (ria do dia. &inha tr0s apegos. e ambas morreram com mais de setenta anos. ! minha devia ser ilha de Memanj*. vindo da casa de uma amiga onde tinha ido jogar. e um baralho. ! !lcina. ou pedir aos esp)ritos que não nos tornem obsessores dos esp)ritos? Pensando assim quando pe1o por algu(m desencarnado. magra. e/ceto nas poucas reuni8es sociais que ia. !ntes das do6e horas. e a M6ette. -brigadoP #nquanto voltava para casa. adorava acordar tarde. pelos desencarnes. Namentei a morte das duas. minha mãe de carne. pelo seu jeito bonachão. e ainda teve tempo de estacionar seu conhecido uscão amarelo e morrer em cima da dire1ão. a mãe da Redda. 'om a !lcina eu era dócil e submisso. para icar livre 4 tarde. permita ao nosso irmão que partiu. 'oisas da terra. nos acalmem. !cordava cedo. Pouca gente sabe. com a M6ette eu implicava. Mas. um _ol:s_agem amarelo. Partiu da terra o esp)rito do nosso amigo $ulano de &al. lembrei3me da morte das duas mães na minha vida. o padre re6ar uma missa pedindo aos santos para nos acalmar. somos evolu)dos para nos credenciar com compet0ncia para pedir por nossos mortos? 5ão seria mais coerente. ! M6ette era o contrario. 5ão queremos ser empecilho para a sua evolu1ão. "eus )dolos eram seus ilhos. pela morte que elas tiveram. l(pida e alante. sou agradecido a . e que encham nossos cora18es de amor e ( e. #la tinha uma marca. ! M6ette.

e/istem tr0s portas. mas a1a direito. 3 #u gosto. #le estava em d+vida se devia ou não continuar a6endo parte da corrente. Mas a1a da orma correta. mesmo não estando vinculado 4 corrente. a6 muito tempo que não ( usada. 2oc0 pode sair que nada de ruim vai acontecer.EE CAPITULO 29 DCAIDAS DOS M<DIUNS . sem nenhum constrangimento. sua mediunidade se manter* equilibrada. porque voltam todos os problemas. e estava isicamente muito raco. 3 'onte3me como aconteceu o convite para voc0 entrar na gira. 5unca disse 4 ningu(m que ( necess*rio desenvolver a mediunidade. o teu problema material e depois caso voc0 tivesse vontade. 5o nosso terreiro. "e agora. como voc0 est* alando? Perguntou. ela disse que minha vida não entraria nos ei/os se não entrasse na gira. intrigado. 3 Mas me disseram que não posso mais sair. 3 -utra bobagem. 3 2oc0 est* gostando de participar da Umbanda. por ser uma assertiva EE . # se voc0 or com req?0ncia receber vibra18es. a da sa)da. 3 2oc0 entrou pelo caminho errado. #sta +ltima. para quando voc0 precisar. eli6mente. tendo como incentivo o amor 4 religião. 3 #stava passando uma di iculdade comercial muito complicada. . com a ajuda dos esp)ritos. a6er teu ingresso no espinhoso caminho de cavalo da Umbanda. C assim. e a da e/pulsão. Msso a6 parte da lei. e continuar cultuando as entidades atrav(s de ora18es e amal*s. !conselhei.certo seria voc0 primeiro resolver. voc0 est* buscando justi icativas para romper o compromisso assumido a1a3o. % contou. a da entrada. 'onversando com minha mãe3de3santo. que ela levantar* teu alguidar.'ristiano ( um m(dium de uma corrente de Umbanda. receber ajuda. assustado. só não conhe1o minha utilidade l* dentro. e respondeu. justi ique 4queles que o ajudaram. resolvido o problema. conte 4 sua mãe3de3santo o seu desejo. talve6 por causa da porta da entrada. 3 9ual o seu procedimento quando o m(dium quer sair corrente. provavelmente para uma r*pida re le/ão. de orma ativa como m(dium de corrente? #le e6 uma pausa.

3 Posso lhe a6er uma pergunta? 3 'laroP "e souber responder. Mas quero a6er uma pergunta. dei/ando o m(dium mais orte. arei com muito pra6er. equilibrando seus sentimentos e emo18es. o m(dium a6 a caridade para si mesmo. -utro ocupar* teu lugar.1FF mentirosa. os pretos3velho na humildade e as crian1as na inoc0ncia. #le indagou. a sabedoria. "enti ter atingido o que pretendia. mas não sei identi icar nem o seu tipo nem sua potencialidade. at( atingirem o equil)brio. Respondi. de orma pausada e clara. 9uando vão sair. o amor. e isso acontece com req?0ncia. 5o espiritismo. 5o desenvolvimento da mediunidade. 'omo posso saber? 1FF . a alegria. não quebra o alicerce do terreiro. 5otei que ele icou embara1ado com minha resposta. principalmente. gosto de estar nos dias de trabalho. Resolvi e/plicar melhor. a calma. seja produto do medo ou da imposi1ão. Um membro quando sai. sol)cito. 3 5unca tinha pensado assim. a liberdade e assim por diante. mais inocente e humilde. esses sentimentos vão crescendo. qual a vantagem de estar se sacri icando no desenvolvimento? C só para a6er caridade? 3 'aridade para quem? 5ingu(m precisa de voc0. quem a6 ( a gira em seu todo. dei/o bem claro que a porta da sa)da continua aberta para suas visitas normais e para visitar seus irmãos de corrente que permanecerem na gira. &emos dentro de nós esses sentimentos. e que o a1a com amor.meu caso ( di erente do dele. 3 'omo equilibrar sentimentos e emo18es? 3 2ou e/empli icar com a trilogia da Umbanda. di6em que tenho mediunidade. Pre iro aconselhar para a pessoa pensar bem ao escolher este caminho. inoc0ncia e humildade. Respondi atravessado. estava um outro m(dium da mesma casa. se não ( para resolver os problemas materiais ou medi+nicos. mas de orma desequilibrada. ganhando a oportunidade de resgatar seus pecados c*rmicos e. Hunto com o 'ristiano. ele sentir a ra6ão de ser um m(dium participativo da Umbanda. 3 . 3 'aridade. !doro a gira. 3 2ou a6er isso. #/pliquei. or1a. 5a troca das energias entre o m(dium e o esp)rito. nivelando os demais sentimentos a eles ligados. 2ou repensar meu assunto % con idenciou. os caboclos trabalham na or1a. a tudo ouvindo atentamente. como a conscienti6a1ão. com alegria e sem nenhuma in lu0ncia e/terna.

Um m(dium em desenvolvimento tem que passar por ase t)picas. #les são apenas os dirigentes da gira e cuidam dos seus ilhos de corrente. 3 5unca ningu(m me e/plicou o que são undamentos da Umbanda. sua lei. tonturas. $ui interrompido pelo 'ristiano. o respeito ao bom senso e o amor que a Umbanda prega. Pai ou mãe3de3santo não dão mediunidade para ningu(m. 3 $ale mais sobre a mediunidade. 'umpra as ordens do terreiro. pergunte a ela. ! mediunidade acontece. para me limpar. aos irmãos de corrente. . recebia um esp)rito dessa ai/a. ningu(m pode antever. #sse ( o come1o.1F1 3 2oc0 j* mostrou. 9uando o esp)rito com a mesma vibra1ão desincorpora. Respondi. senão voc0 se enquadrar* como rebelde. 3 'omo pode uma incorpora1ão de esp)rito atrasado ou trevoso ser salutar? 3 Pela lei da a inidadeP &odos nós sempre estamos imantados por energias ruins. 3 "e antes podia a6er. dependendo do próprio es or1o.ei/e acontecer. descon iado. 3 "e voc0 duvida da capacidade da sua dirigente. ao terreiro. pela pergunta. $a1a o que ela determinar. #le não perdoou. por que hoje não pode? 1F1 . 3 Mas não ( a mãe3de3santo quem deve saber? Perguntou. sentir cala rios. 9uando eu me sentia assim. por ser com certe6a. ( melhor voc0 sair junto com o 'ristiano. muitas ve6es caindo no terreiro com as salutares incorpora18es de esp)ritos atrasados ou trevosos. 5ão contrarie jamais os undamentos da Umbanda. aos consulentes e visitantes. incorpora18es desencontradas. . em s)ntese. 4 hierarquia. ser um m(dium com ( e alegria. "empre que voc0 tiver d+vidas. algumas ve6es at( malignas. ditada pela iloso ia do dirigente do terreiro. Toje não posso mais a6er isso. ela leva junto as energias semelhantes. &ipo e potencial. 3 -s potenciais todos t0m. !s d+vidas come1am a me/er com a cabe1a de cada um.respeito aos ori/*s. "em querer. suar as mãos. C. que voc0 ter* uma resposta. ela se desenvolve de orma natural. #/pliquei. 4s entidades. livrando o m(dium de suas inter er0ncias. e 4s regras determinadas pelos ensinamentos da Nei Maior. meu entusiasmo desviou a e/plica1ão que ia dar sobre mediunidade. o melhor para voc0. 3 $undamentos são os alicerces da Umbanda.

dei/ei en ati6adas mais algumas palavras. at( iniciarem um di*logo com algu(m. pedem charuto e bebida. que nos d* maiores oportunidades para resgatarmos nossos carmas. !) vem a grande d+vida. #ssa ( a orma comum do desenvolvimento da mediunidade. ( uma conquista do nosso próprio esp)rito. ato que não deve ser jamais recriminado pelos dirigentes. 3 C comum o m(dium iniciante incorporar na vibra1ão do esp)rito.1F= 3 Toje tenho coroa de pai3de3santo. 5o desenvolvimento. . Pediu. ele incorpora pela apro/ima1ão e não pela tomada do corpo e da mente. 3 ! mediunidade est* me parecendo uma aca de dois gumes. estou lhe altando com o respeito. trou/e comigo a minha arma que sempre carrego para minha seguran1a. que lhes são concedidas a crit(rio da dire1ão da casa. sou eu ou o esp)rito? 9uestionam. só causa dano quando ( mal usada. 9uando o m(dium come1a a perceber que as coisas que a6 e di6 estão corretas.m(dium ica mais dócil e mais adapt*vel 4s incorpora18es dos protetores. Por essa ra6ão. Mas antes de me despedir. Msso ( per eitamente normal. as entidades de lu6 come1am a incorporar. $alou. andava sempre armado como precau1ão. por ser a soma dos recursos acumulados em nossa espiritualidade. quando a entidade chega perto. . H* pensou como crescer* a or1a de um trevoso com esta hierarquia? 3 'ontinue alando sobre as incorpora18es. que a mediunidade. #la pode ser voltada para o mal? Nembrei3me de uma consulta do 'aboclo !:uan com um promotor p+blico. que estava com sua vida amea1ada pelos tra icantes de drogas. come1a a sentir con ian1a em si próprio. . 1F= . 3 5ão tem import. #stou conversando com o senhor e. não tra6endo nenhum preju)6o ao m(dium ou 4 corrente. 3 'aboclo. por causa de uma s(rie de den+ncias apresentadas na justi1a pelo promotor. por ser comum. demonstrando uma e/pectativa quanto 4 resposta do esp)rito. Mmediatamente se desculpou. ou seja. ao contr*rio do que muitos di6em. por descuido. enquadrando3se no processo comum do desenvolvimento da mediunidade. ! arma ( como a mediunidade. depois de todo o processo do b03a3b*. meu ilho.urante a consulta com a entidade. depois de relatar a consulta e a resposta do 'aboclo !:uan ao promotor. resignado com a e/plica1ão.'ristiano desistiu de abandonar a gira e seu amigo prometeu não questionar mais a Umbanda. H* t0m presen1a de inida. ele lembrou3se estar carregando na cinta a sua arma. #/pliquei ao mo1o.ncia.

controlar seu emocional e não cobrar nada da religião. 5unca aceitar avores ou pagamentos pelos trabalhos que i6er e jamais usar a energia do sangue em seus trabalhos e. #ncerrei. deve saber dos princ)pios ilosó icos dos seus dirigentes. honrar os esp)ritos acima de tudo. social e amiliar. Para isso não deve se imiscuir nos problemas dos irmãos de corrente. antes de se iliar 4 uma casa. Por isso mesmo. e ugir do anatismo tão nocivo ao bem estar dos religiosos. gostosa e vibrante. o m(dium deve cuidar de sua cultura. . 5ão beber. principalmente. sem querer impor aos outros as suas convic18es.1FB 3 5ão se esque1am.eve a6er da Umbanda uma religião alegre. sem entretanto esquecer de equilibrar sua vida pro issional.eve respeitar as outras religi8es. 1FB . doar3se inteiramente 4 casa que trabalha. e nunca julg*3los. nunca sacri icar nenhum animal. .

tamb(m est* incorporando em outros terreiros. depois de algum tempo eu gritava junto com a juventude.calor causado pelo intenso sol que ajudava o dia ser estivo e o peso do garoto j* não me incomodavam.. e 4s ve6es me saio bem. Um pai3de3santo tem que ser tolerante.i6em que eu trabalho com o Pai Hoaquim. . # serviu.Hosias era um m(dium de Umbanda.i6em que ( ele mas eu não acredito. e/tremamente contrariado. todos altos. e quando as a6ia dei/ava aparecer gagueira. posteriormente dei/ando um legado de bel)ssimas m+sicas. Por que só agora voc0 est* duvidando? 3 "empre duvidei. .e estatura bai/a tinha tanto o rosto como o corpo largos. não parava de a6er perguntas. 'omo de costume. a6endo3me hoje entender porque nos trabalhos de e eitos )sicos elas são as m+sicas pre eridas. 3 Pelo que eu sei voc0 j* est* recebendo essa maravilhosa entidade j* h* muito tempo. . ingiram que não me viram. ortes e marchavam com irrepar*vel e harmonioso garbo. ! bandeira brasileira tremulava e a banda marcial me dava arrepios pela or1a da m+sica militar que e/ecutavam. . . 'abelos negros e te6 morena. roupas esquisitas e usava botas marrom sem gra/as. era bastante questionador. #u não ugi 4 regra e com o meu gordo ilho de tr0s anos assistia os nossos soldados marchando com indis ar1*vel garbo. $ui uma ve6. #ntrei entre os garotos disposto a pu/*3los 4 or1a para casa. de orma bem paternal e com bastante cuidado para não erir a (tica ao me intrometer em assuntos pertinentes a outro pai3de3santo tentei manter o di*logo. 1FJ . # oi assim que se lamentava. . . 'omo um bom ilho de XangA. $i6 sinal para eles sa)rem. #u na verdade sou de me entusiasmar com as coisas. Pareciam cópias que pensavam as mesmas coisas e serviam a um comandante +nico e com a mesma ordem. -bviamente oram escolhidos para ormar aquele e/(rcito. dentre as quais algumas introdu6idas por mim nos rituais do nosso terreiro.Z.1FJ CAPÍTULO 22 NOME DE ESPÍRITOS &odo pai tem como obriga1ão levar seus ilhos para assistir ao menos uma parada militar. 'hamou minha aten1ão os brilhantes capacetes dos soldados com as letras P#. que signi icavam Policia do #/(rcito. #u tento.artista tinha um cavanhaque.. !cho que não ( ele. 2oltando ao instante da parada militar. Por uns momentos esqueci da marcha para reparar a uni ormidade dos tipos. 5ão podia imaginar que aquele momento servisse de e/emplo no uturo para uma e/plica1ão espiritual. !pesar do Hosias não a6er parte da corrente que dirijo. mas como pode ele estar em v*rios lugares ao mesmo tempo? 5a mesma hora que ele incorpora em mim.nome do e/trovertido e revolucion*rio cantor era Raul "ei/as. Para encurtar minha história. Ysalve a sociedade alternativa. 3 #u não entendo. buscar meus ilhos adolescentes em um sho_ de um cantor que estava come1ando a despontar.

d* continuidade a conversa anterior.1FO 3 #le não incorpora no ponto cantado. atende muita gente e d* consultas maravilhosas? Por que voc0 duvida? "e ele estiver incorporado em mim. da 'osta e o mais comum o conhecid)ssimo Pai Hoaquim de !ngola. di erenciando bem pouco um do outro. 'laro que não ( a mesma entidade. bebem a mesma bebida. 1FO . e/ceto quando ele incorpora no dirigente da casa. 3 &odos sabem que e/iste a energia &ranca Ruas. mas são todos iguais. !conselhei. um e/(rcito de &ranca Ruas. a6em presen1a nos milhares de terreiros e/istentes. e todos alam a mesma linguagem. &entei e/plicar alando do #/u &ranca Ruas das !lmas de quem j* tive v*rias provas desse enAmeno. . alguns at( mesmo como sendo de XangA. #u aceitei. !lgum tempo depois encontrei3me novamente com o Hosias. inclusive que incorporam do mesmo jeito. mas não entendo. #le disse que e/istem v*rios esp)ritos que se di6em Pai Hoaquim. principalmente porque ( ele quem di6 que a entidade ( o Pai Hoaquim. Perguntei3lhe o des echo da conversa que prometera ter com seu pai3de3santo.entro dessa energia. # o interessante ( que em um terreiro se o Pai Hoaquim atende algu(m. resolvi aceitar como verdadeira essa orienta1ão. por ser a palavra dele a ordem superior. # em nada est* errado que no mesmo terreiro e/istam &ranca Ruas incorporados em v*rios m(diuns. umam o mesmo cigarro de palha. #mbora ainda não totalmente convencido. subdivididos em das !lmas e #ncru6ilhada. #/pliquei ao Hosias que em nosso terreiro v*rias entidade usam esse sagrado nome. como pode estar incorporado nos outros? . $ale com ele e e/ponha tua d+vida. em outro terreiro mesmo que seja outro esp)rito dessa linha. da Praia. risca o ponto certo.que teu pai3de3santo di6 a voc0 quando voc0 questiona essa situa1ão? #u nunca alei com ele a respeito. pensam da mesma orma e o que um ala o outro sabe. #le voltou 4 carga.

imagine a Policia do #/(rcito.Para voc0 ter uma id(ia. !cho que e/trapolei nas e/plica18es. !li no e/(rcito não t0m mais o nome de batismo.. &odos usam o mesmo tipo de uni orme. . #le sorriu.1FQ #le icou pensativo. complicando a situa1ão. 2ou pensar melhor. e obedecem a ordem de um +nico comandante. 3 C um bom e/emplo. 1FQ . da mesma orma e com a mesma or1a.. -s esp)ritos podem ser como os soldados. Nembrei3me da parada militar. t0m o mesmo tamanho e peso. são soldados prontos para e/ecutar a mesma ordem.

procedimento correto não ( esse. por uma mãe3de3santo. 5ão sei at( hoje se a sua inten1ão era para comparar. 4s ve6es ( o m(dium que sai da vibra1ão da entidade. não dando tempo da entidade a6er a limpe6a do *lcool. 5ão são regras. 3 !s determina18es são cumpridas por todos os capitães sem discord. ! responsabilidade do controle dos m(diuns cabe 4 hierarquia do terreiro. voc0 costuma alar com ele. atrav(s do esp)rito? 3 5ão usamos essa artimanha amadora de chamar a aten1ão da entidade. Mas. quem sabe. dois pais3pequenos. trocava id(ias comigo a esse respeito. C muito perigoso o m(dium icar embriagado. para não magoar o m(dium. "e o m(dium estiver e/trapolando. al(m de mim. tanto na cultura como em seus temperamentos. 3 Para chamar a aten1ão do m(dium. 5em sempre ( o esp)rito que se desliga. # isso deve ser eito com muita cautela.choque da advert0ncia pode a6er o cavalo se desligar do esp)rito. mando cantar o seu ponto de subida. criticar. escolhida pelo dirigente espiritual. indiretamente. aprender ou. Um dirigente de outro terreiro. Recomendo 4 um dos membros da hierarquia conversar com o esp)rito e. o Tiran. on6e capitães e cinco ogans de atabaque. em caso de persistir em beber. observando nossa organi6a1ão. para o cavalo ouvir.1FS CAPITULO 23 CONAERSA COM PAI?DE?SANTO !cho que i6. sem se intrometer com os outros e estejam dentro das normas estabelecidas pela cultura espiritual que ensinamos e previamente estabelecemos. 5a verdade apenas e/ijo que cada um cumpra o seu papel. cada um com seu jeito.ncia entre si? 3 5o nosso terreiro a hierarquia est* ormada. 2ou contar o di*logo. cuida com muito carinho dos m(diuns. . pela ami6ade que mantemos h* longo tempo. mas princ)pios ilosó icos copiados da ess0ncia da própria lei da Umbanda. Por serem heterog0neos. 3 'omo voc0s procedem quando um m(dium est* ingerindo bebidas alcóolicas em e/cesso? Mandam a entidade subir imediatamente? 3 . em nosso terreiro o tipo en(rgico no comando das giras. não posso e/igir igualdade. recomendo que esperem o esp)rito desincorporar. para depois e/plicar ao cavalo o seu 1FS .

Retomei o assunto da mentira da inconsci0ncia do pai3de3santo. 3 'ada componente da hierarquia tem a obriga1ão de transmitir aos m(diuns a palavra do dirigente. 3 #u recomendo 4 minha hierarquia conversar com a entidade. 3 'onversando e orientando os m(diuns com sinceridade. como no in)cio de nossa conversa1ão. Is ve6es o sil0ncio vale por um discurso. $alei orgulhoso. Provavelmente a sua t(cnica devia ser di erente da minha. elas lidam com os esp)ritos. mesmo que tenha convic18es di erente da dele. #le não respondeu nada. que inge ser m(dium inconsciente. abrandando a 0n ase das minhas palavras. # a minha iloso ia ( despertar nos m(diuns a autocon ian1a. 5esse caso.7 2eja. para di6er. como ele demonstrou respeito 4 entidade e con ian1a em mim. não deveria ter aceitado o cargo que lhe oi con iado.. ao contr*rio. "ó alta voc0 me di6er. que ( melhor ser advertido de seus erros do que continuar errando. quanto um m(dium me procurou para contar um problema. para que os membros da corrente contem para voc0 os seus problemas sem constrangimento. echo as portas do terreiro. &ive uma alegria imensa outro dia. Tiran. #le entendeu a dire1ão de minhas palavras. 2ou repensar no modo de lidar com os m(diuns. #le concordou. Pro)bo. 5enhum deles. H* não estava tão e/pansivo. #u. com gestos de aprova1ão. que os membros da hierarquia descon iem da mani esta1ão das entidades nos m(diuns. Por isso procurei voc0 diretamente. 5em sempre ( o esp)rito que est* alando e sim o m(dium inter erindo na comunica1ão. não sabia se o Tiran estava aprovando o que eu di6ia. Msso não pode tra6er m*goas. tanto que con essou humildemente. para não humilhar o m(dium. Pre eri consertar o constrangimento criado. da hierarquia. como nem eu ou voc0. de modo sincero. voc0 ganha a con ian1a deles. dando a entender para eles. mas iquei com vergonha dele. 7 i6 uma coisa muito errada. Retomei a o di*logo.1FG erro. Husti icou o Tiran.. Pela e/pressão de seu rosto. 5ão pode haver choques ou in orma18es distorcidas. Mnterrompeu o curto sil0ncio. terminantemente. tenho um trato com as entidades. 5o dia que eu tiver d+vida que os esp)ritos não estão incorporados nos m(diuns. e eu com os m(diuns. temos condi18es de saber se o cavalo est* inter erindo na comunica1ão do esp)rito. eles t0m que reconhecer a nossa boa inten1ão. 3 1FG . Provoquei o pai3de3santo. Pensei em contar para o 'aboclo !:uan. particularmente. 3 2oc0 est* cheio de ra6ão. Tiran.

não ( questão de não saber. 9uei/ou3se. mas acontece. 1FE . !contece com voc0 o mesmo? 3 5ão com req?0ncia.iariamente estamos enriquecendo nossos conhecimentos. 3 . -bservou. Mas no caso que estamos discutindo. mas como agir. 3 # por que isso acontece? . 4 ve6es eles brigam entre si.isputa do poder? 3 . 3 'hegar neste ponto.ci+me e a alta de humildadeP Respondi lacAnico e convicto. # conclu) nossa conversa1ão. 3 C só voc0 não a6er aos outros o que não gostaria que lhe i6essem. 3 5a verdade temos muito que aprender. que ( di )cil.1FE 3 #u tenho um problema com minha hierarquia.

"ua arma ( a (. não hesitei. material e espiritualmente. #la a6 parte da hierarquia do nosso terreiro. "ão os au/iliares diretos do dirigente e lhes compete. ela me procurou.seu tipo m(dio. a6iam da Patr)cia a igura da mo1a bonita. 11F . 3 Preciso que voc0 a1a um trabalho para eu resolver umas demandas. perguntou aparentemente decepcionada. buscando uma e/plica1ão para seu problema. sem dei/ar transparecer o quanto sua alma estava atormentada. 2oc0 est* precisando. !o receber minha orienta1ão. al(m de a6er que seja cumprida a lei da Umbanda. 3 "e o que mais quero ( morrer. e depois voc0 venha alar comigo. uma adolescente de classe m(dia. aos quais atende sempre com um sorriso acalentador. com os olhos claros. mostrando os dentes salientes e bonitos. em orma de um insistente c. al(m do amparo espiritual de uma pessoa semelhante a voc0. despertaram na bonita jovem o ódio 4 vida. e o seu escudo ( o amor 4 vida e a alegria de viver.que ( hierarquia? 3 "ão os membros que t0m a obriga1ão de atender o terreiro. 3 5ão entendo nada de Umbanda. sentindo3se despre6ada pelos amigos e revoltada com a separa1ão de seus pais. 3 mãe3de3santo? Por que essa 'armem "ilvia. por que devo conversar com uma pessoa que luta contra a sua própria morte? Nembrei3me de uma história da 'armem com o #/u &ranca Ruas das !lmas.11F CAPITULO 24 A F< DA CARMEM SILAIA ! Patr)cia. Mndicada por algu(m. 'onverse com ela. entregando3lhe o n+mero de um tele one. que não conhe1o? C 3 5ão ( mãe3de3santo. . muito embora esteja guerreando contra um terr)vel dragão. C uma amiga e conselheira dos jovens integrantes da gira. . &entei sinteti6ar. estava passando um di )cil momento. .urante uma gira. . !conselhei. ele a chamou e pediu.ncer. com quem possa trocar con id0ncias. !pós ouvir suas quei/as.esajustada socialmente. 3 C só o senhor di6er o que devo a6er. 3 2* conversar com a 'armem "ilvia. dar assist0ncia direta aos membros que comp8em a corrente medi+nica da casa.

111

3 9uero que voc0 v* so6inha ao cemit(rio, na cru6 das almas, 4 meia3noite, com um alguidar cheio de aro a, leve um galo preto, corte a sua garganta e derrube, dentro do alguidar, todo o sangue que escorrer da ave. .epois de terminar as anota18es como deveria ser eito o trabalho, retirou3se, voltando 4s suas tare as no meio do terreiro. Um pouco antes do inal da gira, ela, dirigindo3se ao e/u, alou, 3 Mn eli6mente não posso cumprir hoje a tare a que o senhor me destinou, mas amanhã irei e/ecut*3la. 3 'armem, eu menti para voc0. 5ão precisa a6er nada do que pedi. #u só queria testar tua (. % respondeu, delicadamente, o poderoso e/u. #la não questionou os incAmodos que teria para e/ecutar o trabalho, principalmente a matan1a, o que ( proibido em nosso terreiro. -s olhos são a s)ntese da alma. -lhei para os da Patr)cia, apesar de claros e bonitos, eles me revelaram que, dentro daquela prepotente isionomia, estava su ocado um pedido de socorro. Retomei a conversa1ão. 3 T* anos atr*s, a 'armem procurou o terreiro, em piores condi18es do que voc0. Toje ele ( a minha au/iliar que obedece, sem questionar, as ordens dadas pelos esp)ritos, o que me dei/a orgulhoso, porque eu tamb(m sou assim. #la aqui aprendeu ter ( e entendeu a import;ncia de viver. &eve a revela1ão que desejar morrer ( arma do covarde. ! imposta1ão das minhas palavras deve ter impressionado a Patr)cia. 5ão retrucou e oi alar com a abnegada 'armem "ilvia. 5ão me procurou como tinha prometido, sinali6ando ter encontrado a pa6, ato que me oi con idenciado pelo amigo comum que lhe mostrou o regenerador caminho da Umbanda. "ó veio alar comigo dois meses depois, e/ibindo um sorriso lindo e com a sua ace iluminada pela brilhante lu6 que sa)a dos seus olhos. !pelou, 3 $ernando, posso a6er parte da gira da Umbanda do terreiro de voc0s? 3 'ompre uma roupa branca e pode entrar na nossa gira. 'oncordei, emocionado.

111

11=

CAPÍTULO 20

CRIANDO MONSTROS T* tempos atr*s ui um 6eloso e alido criador de cavalos de corrida. "empre gostei dos cavalos e não e/istia nada mais emocionante que assistir aqueles belos e selecionados animais disputando uma corrida. -s cavalos de corrida são atletas. Para a competi1ão seu )sico tem que ser apurado. #nsinam os antigos criadores que cavalo ganhador come1a a se a6er na barriga da mãe. .a) a necessidade de uma alimenta1ão saud*vel e boa. Por isso eu cuidava com carinho das pastagens onde os animais eram criados. Mandei a6er a semeadura de uma leguminosa que e/igia um solo bem preparado. #ra um rico capim para pastagem. ! semente tinha que ser boa, por isso eu as comprei no melhor ornecedor na ocasião. 2er uma planta nascer me/e com nossas emo18es. $oi um sucesso o plantio. !quela imensa *rea verde crescia dia a dia. #u não via o momento de dei/ar as (guas criadoras pastarem aquele pasto. 9uando eu chegava no haras eu ia veri icar o novo pasto para ver se crescia e estava bem incorporado como eu planejara. # l* no meio, parecendo uma crian1a com seu brinquedo novo, eu estava agachado acariciando as plantas quando vi apro/imar3se o gerente do estabelecimento. - #nio era o respons*vel por todos os cuidados do estabelecimento. #ra um homem bai/o, com os olhos esbugalhados, tinha bei1os grande e te6 mulata. $oi jóquei e era um lidador com os cavalos de grande paci0ncia, tanto que se encarregava de domar os potros novos antes deles irem para o Hóquei 'lube onde seriam preparados por treinadores especiali6ados para disputarem os p*reos. $alando de orma circunspeta ele me cumprimentou, 3 @om dia. 'onhecia o jeito dele quando queria di6er alguma coisa. $acilitei, 3 @om dia #nio. !lguma novidade? #le abai/ou3se do meu lado, e separando algumas plantas da bela leguminosa, mostrou entre elas uma outra que nasceu junta. 3 !s sementes estavam misturadas. 5o meio nasceu tamb(m uma planta que parece uma salsa. #u não sei o que (. 5ão ser* melhor a6er um e/ame para ver que tipo de planta ( essa? $iquei surpreso. #le nunca tinha eito observa1ão semelhante. !chei ser um sinal e a descon ian1a tomou conta de mim. Perguntei,

11=

11B

3 #st* com medo que seja uma planta venenosa? 3 5unca se sabe. Parece uma salsinha, mas pode não ser. !cho que não devemos dei/ar os animais pastarem sem um e/ame melhor. 'hegando em minha casa ui consultar os livros de plantas. 2i a salsinha, e sua rai6 era .............. 5o dia seguinte voltei ao haras e arranquei uma amostra, e a rai6 era di erente da do livro. #ra uma................]veri icaar o nome certo^. 'olhi algumas amostras e levei na #scola de !gronomia para um e/ame t(cnico. 5o dia seguinte ui buscar o resultado. - #ngenheiro !grAnomo havia solicitado 4 uncion*ria do estabelecimento que antes de me ser entregar o resultado eu alasse com ele. #le veio pessoalmente atender3me no balcão. "em rodeios advertiu, 3 #ssa amostra que voc0 trou/e ( de sicuta. Nevei um susto. 3 "icuta? ! do "ócrates? #le rindo, con irmou, 3 $oi o veneno que o "ócrates ingeriu para se matar. "a) preocupado e rustrado. 2oltei para o haras, chamei o #nio e determinei, 3 Pegue o trator e acabe com a "erradela porque ela oi semeada junto com uma planta venenosa. #nquanto o trator ia destruindo o verde pasto iquei imaginando o risco que correram os cavalos. &empos depois tive um gostoso reencontro com o Pedro, um pai3de3santo meu amigo. <ostava de trocar id(ias com ele sobre os segredos e magias da Umbanda por ele ser uma pessoa de rara intelig0ncia e um invej*vel senso critico, raramente ugindo dos limites do necess*rio equil)brio racional que deve reger nossas duvidas. #st*vamos sentados em uma enorme pedra no meio do rio 5hundiaquara. -s p*ssaros saltitavam e cantavam em nossa rente, e ve6 ou outra um beija3 lor revoava em nossa rente como um curioso querendo ouvir nossa conversa. "ó se ouviam as aves e o gostoso barulho das *guas do lindo rio. 5osso sil0ncio prestava um tributo 4 ess0ncia de nossa espiritualidade envolvendo a nossa alma em pro unda re le/ão espantando os gestos grosseiros e os pensamentos mundanos. 9uase em um sussurro ele dei/ou lorescer as delicadas e di )ceis quest8es que incomodam os dirigentes da religião umbandista, di6endo, 3 #stou ormando uma nova corrente, e estou com medo de errar.

11B

#ssas energias são ortes por terem sido dei/adas por entidades desse n)vel. Mndaguei.ei/ando suas sobrancelhas ca)das mostrarem preocupa1ão e seu rosto mais vincado que o costume. em que não merece. "e eles amarem seus semelhantes dei/arão e/alar sempre a energia do amor. as energias das entidades vão sendo depositadas. $iquei surpreso. ele se torna uma bomba que pode a qualquer instante detonar contra pessoas inocentes. . $iquei deslumbrado com a e/plica1ão do pai3de3santo. dei/ando o ódio dominar suas emo18es e elas orem voltadas para algu(m pode acontecer que sua energia somada com as das entidades provoque um mal muito grande a essa pessoa. !quela que descobre coisas invis)veis escondidas dentro do vis)vel.entro de suas auras.ncia de um m(dium. Pelo seu jeito sabia que seria um assunto que aos outros poderia ser simples. 2eja o perigo. 'om isso eles estão portando as energias dos ori/*s.11J 3 #rrar no que? . 3 "eria o caso então de não provocarmos o desenvolvimento nos m(diuns sem antes conscienti6a3los dessa or1a. &alve6 a magia do espelho. pretos3velho e e/us. não hesitou. #mbevecido aguardei a continua1ão. 3 5ão sei distinguir dentre os homens aqueles que saberão usar corretamente a or1a das suas mediunidades. Perguntei. 3 5ão sei escolher os membros para a corrente. C criar. embora tenha visto uma preocupa1ão )ntima que deveria estar atormentando o 6eloso e e/periente pai3de3santo. 3 Provocamos o desenvolvimento da mediunidade dos membros da corrente equilibrando os seus chacras. $iquei aguardando quando alou. 9uando preparamos um m(dium. a magia da or1a da energia condensada no perisp)rito.Pedro deu leve suspiro como coordenando as coisas que ia alar. &enho medo de criar monstros. os catalisadores das energias. e praticamente abrimos caminho para que as entidades de or1a. mas não para ele acostumado a ir na sua ess0ncia mais pro unda. mas qualquer altera1ão de sentimento dei/a escapar essas or1as. at( que possam dominar suas emo18es e jamais podem sentir o ódio? 11J . mas se icarem irados. $iquei atento e encantado com a suavidade da e/plica1ão. principalmente no perisp)rito. como os caboclos. sem o conhecimento dos esp)ritos eles estão jogando suas or1as contra algu(m por conta da ignor. tomem seus corpos atrav(s da incorpora1ão. . 3 'riar monstros? #/plique melhor.

homens e mulheres das mais variadas origens e capacidade cultural. 3 !cho que não temos alternativas. Mas como vamos saber quem vai ou não gerar esse sentimento no uturo? Mmediatamente veio na minha mente a corrente que dirijo.11O 3 #/atamente. "ó podemos con iar nas entidades e esclarecer aos m(diuns que eles icam proibidos de se 6angarem com algu(m. 11O . Nembrei3me da minha planta1ão. 'onsolei meu cuidadoso amigo. com a terr)vel e danosa semente venenosa. Mas como poderia a6er isso? 'omo nós. "ão jovens e velhos. misturei semente nobre e para alimentar os animais. dirigentes de terreiros de Umbanda. poderemos prever ou saber quais os que devem ou não icar misturados no grupo? &amb(m iquei preocupado.

apear de ser pai3de3santo. 5ão posso imaginar nosso mundo sem e/istir a or1a do sol e a magia da lua. o homem. ou o homem. ela que não obedece. ! or1a do homem pertence 4 mulher. quando ao receber os de6 mandamentos. quando deveria ouvir 7não desejar a mulher. ali. em lugar privilegiado pela hierarquia de dirigente. parecia um pateta. Para observar o comportamento de uma m(dium que recebia uma entidade da linha de Hurema. . 5ão conhe1o nenhuma papisa. e at( pouco tempo as reiras não podiam o iciar a missa católica. 5ada de chegar o 'aboclo. Mois(s deve ter con undido as palavras do 'riador. e eu. o homem ( o "ol e a mulher a Nua. a ra6ão da sua e/ist0ncia. Um dia o 'aboclo Hunco 2erde e/plicou sua ótica sobre o homem e a mulher. #le a usa quando v0 em perigo a dócil mãe dos seus ilhos e a errenha parceira na luta pela sobreviv0ncia. ! mulher não tem que pleitear a igualdade. complementos do amor. $iquei sem jeito. a Umbanda ( machista.11Q CAPITULO 98 MAC3ISMO NA UM7ANDA 'omo toda religião. or1a e complemento de sua eminilidade.caboclo manda na cabocla. ouviu 7não desejar a mulher do pró/imo7. do pró/imo7. o sempre apai/onado servidor da mulher. 5ão sou machista. o preto3velho na preta3velha. a entidade que incorporava na complicada m(dium. !ssim oi eito. tirei minhas conclus8es. e ela a magia. a delicada. "e isto acontecer. a provedora da sua elicidade. o e/u na pomba3gira. isso para não alar de todas as outras religi8es. sabe usar a magia. #le ( a or1a. 2i o que queria. ao eleger o homem. graciosa e intoc*vel redoma da eminilidade perder* o seu mais dedicado guardião.'aboclo Hunco 2erde soube. # ela. 11Q . não mando na minha mulher % eu mando. como a lua. !pesar das entidades che es serem chamadas em primeiro lugar. desta ve6 iquei de lado e mandei cantar o ponto da cabocla Hurema. #les são. 5enhum ( mais que o outro. ico na rente do 'ong*. mas quero que as eministas parem com sua perigosa marcha em busca da igualdade com os homens. e pedi para chamar o 'aboclo Hunco 2erde. sob o olhar de todos os presentes. Protege a bela e apai/onante amante espiritual. . ! sua indigna1ão ao ver amea1ado o seu direito de de ender a mulher icou bem clara numa ocasião. Para receb03lo. a inspiradora da sua luta. ambos. com muita intelig0ncia. separar os direitos e deveres de cada um. ! corrente j* cantava h* algum tempo e eu. eu quis ver sua incorpora1ão. a mulher.

11S sem nada entender, quando ui intu)do para receber outra entidade, o 'aboclo da 'achoeira. 'hamei o pai3pequeno, di6endo, 'ante o ponto do 'aboclo da 'achoeira.

Nogo no in)cio do ponto de chamada deste maravilhoso 'aboclo de XangA, ele incorporou, mostrando, nitidamente, que não era culpa minha a aus0ncia do 'aboclo Hunco 2erde, e sim dele, que não quis incorporar. "alve meus ilhosP % cumprimentou o sisudo 'aboclo da 'achoeira e oi sentar no toco. ! cambone, delicadamente, entregou3lhe uma t*bua e pemba, para riscar o ponto. 5ão precisa, disse o 'aboclo. 2ou icar enquanto o !:uan conversa com o Hunco. !rrematou, aceitando, apenas, o charuto. 5unca imaginamos situa18es como esta no plano espiritual. 'aboclo !:uan, che e do terreiro, oi convencer o 'aboclo Hunco 2erde, um esp)rito comprometido com o terreiro, a cumprir sua obriga1ão de vir trabalhar. "ão entidades maravilhosas, espirituali6adas mas sens)veis quando v0em amea1ados seus direitos legais. 5ão tinha terminado de umar o seu charuto, e o s0o 'achoeira levantando, despediu3se dos cambonos, 3 2ou subir. - Hunco vai incorporar % dei/ando claro o poder de convencimento do 'aboclo !:uan. $iquei ressabiado para receb03lo. #le veio, não alegre como de costume. #stava mal3humorado, com a cara echada, dei/ando transparecer uma emo1ão, at( então desconhecida para mim. "em nada di6er e a ningu(m cumprimentar, com passos pesados, dirigiu3se e sentou no toco, riscando o ponto com m* vontade. .ava mordidas no charuto, como se tivesse vontade de comer a orelha de algu(m. - pai3pequeno, sentou3se 4 sua rente, dirigindo3lhe delicadamente a palavra, "alve, 'abocloP - que houve, s0o Hunco? #stamos assustados, nunca o vimos assim. #scuteP Respondeu, secamente. 3! mãe ( Hurema, e quem cuida da mãe ( o ilho> a mulher ( Hurema, e quem cuida da mulher ( o homem> a ilha ( Hurema, e quem cuida da ilha ( o pai. "im, meu pai, entendi a mensagem, só não sei, qual a ra6ão de sua 6anga. 'omo ( então que voc0s chamam uma cabocla antes do caboclo? 2oci erou, aos altos berros. 35ão conhecem a lei da Umbanda? 5unca venho depois de cabocla.

11S

11G "0o Hunco, e/plicou, na verdade oi seu cavalo quem pediu, pois precisava ver a incorpora1ão da cabocla na m(dium tamb(m. 5ão tivemos nenhuma inten1ão de desrespeita3lo. #ssa não ( a Nei. 5ão admito que pai3de3santo erre. "e não a conhece, entregue sua guia e v* aprender como se dirige um terreiro. #ncerrou en urecido.

11G

11E

CAPITULO 24 PROAAS INCONTESTÁAEIS !s pessoas precisam entender que a mistura da energia do m(dium com a do esp)rito, caracteri6ando a incorpora1ão, não ausenta em absoluto a presen1a da consci0ncia do cavalo na comunica1ão, devendo dar descontos para eventuais e normais alseadas na mensagem do esp)rito. 5a linha :ardecista, quando um esp)rito amiliar se mani esta, mesmo que nunca em sua vida encarnada tivesse tido respeito 4 espiritualidade, ou tenha sido um anal abeto e com temperamento grosseiro, dei/a mensagens cheias de amor, ala com muita intimidade o nome de Hesus 'risto e demonstra conhecimento das leis do espiritismo, com um linguajar requintado e manso. 5ada de estranho, considerando3se a capacidade e a cultura do m(dium, que soube tradu6ir o sentimento e o desejo do esp)rito comunicante. 5a Umbanda não ( assim. -s consulentes e/igem provas e mensagens mais concretas. 9uerem que o esp)rito diga nomes, datas e tudo que se relacionava com sua pessoa, quando encarnada. #/istem muitos m(diuns que t0m esta capacidade, mas, via de regra não são assim, como um 'hico Xavier % para mim, um homem santo. .evemos icar atentos aos sinais do esp)rito, aos pequenos gestos e palavras que usava quando encarnado, e se acontecer, devemos entender como verdadeira a comunica1ão. - resto, ica para "ão &om(. #/istem histórias e histórias, que comprovam minha assertiva, mas, uma delas, para mim, oi especial. 'aboclo !:uan estava incorporado, no toco, quando o pai3pequeno, acompanhado de um rapa6 alto, corpulento e demonstrando um ar muito triste, solicitou, 'aboclo !:uan h* questão de uns seis meses este mo1o perdeu seu pai, e est* inconsol*vel % e/plicou. - senhor pode atend03lo? - rapa6 sentou3se, a entidade o ereceu3lhe bebida e perguntou, isso. 2oc0 conhece bem pouco o espiritismo, não (, meu ilho? 9ue houve, meu ilho? #u amava meu pai. #le morreu, e estou muito nervoso com

Realmente, nada conhe1o, mas sinto a presen1a dele ao meu lado. #stou buscando no espiritismo uma e/plica1ão, principalmente para saber se o esp)rito sobrevive 4 morte e, se eu me convencer, quero saber como ele est*. .isse, de modo ranco, mas respeitoso.

11E

que disse ao esp)rito. iniciaram um di*logo.. desconhecendo se ( esp)rito amiliar. as provas tamb(m são e/igidas.rapa6 deu um salto para tr*s. Prometeu o esp)rito. !t( entre os pais3de3santo. #sclareceu. naquela noite.. . &raga aqui um cavalo.1=F !cho melhor voc0 perguntar a ele. da saudade que tinha da am)lia. icou assistindo a gira de quimbanda. aquele assunto que só os dois sabiam. esp)rito do pai incorporado e seu ilho. tirou seus óculos e icou esperando uma nova ordem. meu ilho. $a6 parte da lei da 1=F . com alguns sinais de ser realmente o esp)rito do pai do descon iado rapa6.pai alou estar bem. meu pai. que nesses momentos. para o rosto da m(dium. . .rapa6 demonstrava estar descon iado da autenticidade do que assistia. PapaiP PapaiP C o senhor. serei eu. me chame que estarei ao seu lado. ! entidade e6 uma vibra1ão no consulente e a passagem do esp)rito aconteceu. se ( homem ou mulher #sta ( a parte convincente da comunica1ão. nada sabe a respeito. ambos levantaram3se e a entidade disse ao mo1o. testemunhou Hesus e/istir e outras coisas bonitas. jogou3se nos seus bra1os. ! 'ristina incorporou. o esp)rito. o @eco pAs em sua rente a 'ristina. o pai3pequeno.. o que era per eitamente compreens)vel. e num choro convulsivo. 2ale di6er. obsessor ou protetor. i/ou um olhar espantado. -rdenou ao @eco . Um deles. estava visitando a &enda #sp)rita "ão "ebastião. rindo. 'onvidado a ocupar um lugar privilegiado. Rapidamente. # oi nesse estado. eu órico. ! irmou. !guardou nessa posi1ão alguns segundos. anunciando sua despedida. 9uando voc0 ouvir um arroto e sentir um ba o de u)sque. @em. #ntre os umbandistas. $oi recebido com todas as honras de sua coroa. talve6 por não tido nenhum sinal evidente. 'om os olhos arregalados. que transcorreu de um modo normal. !pós algum tempo. e como vou saber que ( o senhor que estar* ao meu lado? Perguntou. Mas nada lhe dava a certe6a de ser realmente o esp)rito de seu pai. e/clamou. uma e/celente m(dium. de "ão Paulo. H* habituada com essas situa18es. para receber o esp)rito do pai desse mo1o. 'omo sempre a6 nesses casos o 'aboclo mandou o @eco atender a conversa1ão e ambos. o incr(dulo ilho. como manda a lei da Umbanda. $oi muito bom alar com o senhor. echou uma carranca e ran6indo as sobrancelhas. muito embora o m(dium perceba que vai servir em uma incorpora1ão. 3 !gora voc0 sabe que eu estou bem e o esp)rito e/iste após a morte. 9uando voc0 precisar de ajuda. iel na transmissão da ala do esp)rito.

"ó me intrigava a ra6ão de sua visita. a entidade. tem que di6er ser meu amigo. deve bater a cabe1a ao visitante e naquela casa. R)amos e aprend)amos. 5ão estava entendo a ra6ão.1=1 Umbanda. . quando uma visita com hierarquia estiver presente. cumpriu o combinado. porque eu tamb(m gosto quando isso acontece comigo. com certe6a ele revelaria. antes de ir embora. sem dar import. # ele. ou seja. H* incorporado com o #/u &ranca Ruas das !lmas. havia. $ui visitar um terreiro de certa marcar um 1=1 . 'onversando na sala. Preciso conversar com voc0. se or realmente ele . quando incorpora. meu padrinho de eitura de cabe1a. Por não ser um ato comum nos terreiros que visito. Podemos encontro? #stranhei o curto di*logo. especi icamente. mas alguma com certe6a. ui levado pela entidade at( o pai3de3santo e contrariando meu impulso e todas as regras da casa. não (? 3 "inceramente? 5ão estou ag?entando mais a curiosidade. 3 'omo vai. eu as minhas e o Rangel as dele. mesmo que seja em sentido inverso. "empre que estiver incorporado. e cont*vamos histórias sobre a Umbanda. aqui ( o Rangel. 5o dia seguinte. #ra uma pessoa muito agrad*vel. 'ontrariando minha e/pectativa não ui repreendido pelos dirigentes materiais da casa. 5ão sabia como perguntar mas imaginava que. 5ão seria para contar passagens de sua vida espiritual. 3 $i6 um trato com o #/u &ranca Ruas das !lmas. #/plicou. encostando a testa no chão. tom*vamos um ca e6inho com biscoitos. havia a determina1ão que as entidades batessem a cabe1a literalmente. 3 Para amigo não bato a cabe1a. a amosa hora grande dos esp)ritos. des a6endo todo o mist(rio. ! medida que incorporavam. deu um tapa no peito do homem e. 'onvidei3o para vir 4 noite em minha casa. H* passava da meia3noite. um grande respeitador da lei da Umbanda e das determina18es das casas umbandistas. quis conhece3lo. # oi adiante. um com o outro. recebi um tele onema. alou. as entidades cumpriam seu papel. incorporado em voc0. Rangel? <ostou do trabalho? 3 <ostei. tornou sua e/pressão s(ria e ormal. em tom in ormal. Um esp)rito que reverencio com grande amor ( o do Pai Hoaquim de !ngola. Respondi. rindo. de repente. #ntendi o Rangel. 3 2oc0 deve estar imaginando porque eu estou aqui. #stranhei o comportamento do e/u. 3 $ernando.ncia 4 hierarquia do che e de terreiro. oi quando ele.pai3de3santo que ontem visitou o terreiro.

não são necess*rias para quem tem (. retornando para meu lugar. por sinal com hierarquia na casa. . praticamente no come1o do trabalho? 3 5ão ico em terreiro onde o Pai Hoaquim est* incorporado e ele não me conhece. #stava na assist0ncia. no automóvel. como todos devem a6er. 3 -baP . quando oi surpreendida com o convite da entidade para conversar com ele. incorporou em um m(dium. não tenham d+vidasP 1== . #nquanto cal1ava os sapatos que tinha tirado.1== ama onde. 5ada de e/traordin*rio oi dito ou alado. 3 "empre que eu estiver no terreiro. como e6 com uma senhora carioca que visitou nosso terreiro. ela teve not)cias que em Petrópolis um m(dium estava recebendo o #/u &ranca Ruas das !lmas com muita idelidade. para voc0 sair. 5ão hesitou e oi conhecer o terreiro onde trabalhava este m(dium. $iquei alegre. #ssas comprova18es. 3 2amos embora. I guisa de receber uma vibra1ão. secamente. que desaparecem. 2oltando ao Rio de Haneiro.Pai HoaquimP #/clamei. . mesmo nós. in ormei meu amigo. cutucando meu companheiro ao lado. na verdade.isse. 'onversaram trivialidades. ele perguntou. mediante uma prova evidente. l* na assist0ncia. 3 .#/u &ranca Ruas das !lmas a6 questão de comprovar aos seus consulentes a sua autenticidade. #le nem me olhou. dei meia volta. Mas que são gostosas. e/ceto a con issão da simp*tica consulente ser uma incondicional ã da entidade. durante a gira. Mmediatamente. como i6 hoje e tamb(m como i6 h* tempos na outra cidade incorporado com o cavalo careca. entrei dentro do local dos trabalhos e passei por sua rente. #la estava na assist0ncia quando oi chamada para conversar com ele. antes de se retirar. mando chamar voc0 para me cumprimentar. temos nossas d+vidas. o e/u alou. 9uando j* est*vamos de volta. sob o olhar espantado da sua ã. ! inal. 3 completou. crentes. Respondi indignado. ao entrar no espa1o dos trabalhos. quando.que aconteceu l*.

Procurei um lugar adequado para a6er a entrega % o amal*. 'omo não gosto de dei/ar no mato materiais não biodegrad*veis. dei/ei3as como base. abaca/i. embai/o de uma igueira rondosa. como se precisasse. ou seja. a grande arma da Umbanda. "0o Hunco 2erde % disse a cambono. 'uidadosamente. uma cai/a de ós oros. aqui ( o $loriano. gira especial para pedir este tipo de ajuda. depositei a cerveja. . Recebi um tele onema. cerquei3o com as 1=B . não precisando escrever nada. !ssim oi eito. % $a1a uma entrega. Nigou no dia certo. #le. melancia. na entrada de uma mata. quer uma ajuda sua.. "ete charutos.nome anotado neste papel ( de um rapa6 que est* muito doente no hospital. desesperado. $ernando. .1=B CAPITULO 26 UMA OFERTA AO ESPÍRITO "er* que o !mal*. Por isso estou tele onando. Mdenti icou3se.. eu sei. esclareci meus cambonos sobre como deveriam proceder para receber uma orienta1ão do 'aboclo. idade e endere1o do hospital onde estava internado. disse. j* desenganado pelos m(dicos da terra. procurando construir a entrega do jeito mais bonito poss)vel.senhor pode a6er algo por ele? . 5a relva. sendo ele meu irmão de carne. C trabalho na linha dos caboclos. ele recomendou que ela tomasse nota de um trabalho para o rapa6. sete verdes e cevada. est* condicionado na lei da troca. na U&M.'aboclo pAs o papel em seu ponto riscado e disse 4 cambono que depois daria uma orienta1ão. #scolhi o lugar. sete velas brancas. 5o copo de casca de coco % coit0. . amei/a e outra ruta do gosto do meu cavalo. Uma moganga assada. cortei tr0s olhas de bananeira. &omei nota do nome do rapa6. apenas pense e ore pelo menino. #m cima coloquei a moganga com milho. I noite. iniciei a montagem da entrega. ajeitei as rutas ao lado. !bacate. Mnterrompeu. hoje temos trabalho.ilho de um amigo meu teve um acidente e est* em coma. eu te dou de comer e voc0 atende meu pedido? 2amos ver. melão. j* desenganado. com milho. !ntes do inal do trabalho. C. Pus os charutos no trabalho. maracuj*.

o rapa6 acordou. se intensi icaram.1=J velas. entreaberta. a cósmica e do trabalho. 2*rios )ndios estavam em volta. de orma tal que echassem um circulo bem harmonioso. oi usada para curar o doente no Tospital. por todos reverenciado. 5o dia seguinte.o trabalho emergiam vibra18es semelhantes. #ra a or1a cósmica do ori/* -/óssi.esp)rito come e bebe? C guloso e beberrão? "e nada ganhar. . 'laro. &odos se ajoelharam em volta do trabalho. e girava em torno do trabalho. com aquela energias em suas mãos. o importante nesta história.e a astei3me respeitosamente.ei a not)cia ao $loriano. 9uando acendi as velas e cantei o ponto de -/óssi.e longe. . # hoje est* completamente curado. do material que compunha o amal*. 'antei o ponto de -/óssi. de lu6 cintilante. obrigadoP H* contei para todos que em vinte um dias meu ilho vai estar curado. pedindo que não dissesse nada aos pais do mo1o. 1=J . mantendo pequena dist. #la oi se condensando. apro/imou3se e cumprimentou aqueles maravilhosos esp)ritos ind)genas. criando. nada ar*? 2ou entrar no a63de3conta e estou vendo o desenrolar da entrega no mato. Pegou toda aquela energia e sumiu com ela para dentro do mato. quando percebi. dentro do mato. não ( a cura e sim o amal*. e largaram suas energias. . a troca de energias. do 'aboclo Hunco 2erde. 9uando cantei o ponto do 'aboclo Hunco 2erde ele saiu do mato. o 'aboclo di6endo3me que. !gradeci. . oi at( o mato. $ernando. que oi atra)da pelas vibra18es semelhantes aos das comidas o ertadas. i6 uma ora1ão. o segredo não oi guardado. como me oi contada pelo próprio 'aboclo Hunco 2erde. o 'aboclo Hunco 2erde permanecia em p(. em volta da o erenda uma massa energ(tica maravilhosa. vindo do in inito. de onde saiu um outro )ndio.ncia. que se somavam 4 j* e/istente.urante a constru1ão do !mal*. -:0 -d0. Mas. recebi um tele onema do pai do rapa6 que di6ia eu órico. 'omo ele unciona? . uma ai/a de lu6 era para ele direcionada. e era manipulada pelo 'aboclo Hunco 2erde. intuitivamente. pedi a cura do mo1o. -/óssi. a tudo assistindo. #/atamente vinte e um dias após. um Paj(. alternadas nas cores. em vinte e um dias ele sairia do coma e conseq?entemente icaria curado. !cendi3as e depositei a cai/a de ós oros. alguma coisa poderia dar errado e eu não achava justo dar alsas esperan1as. pois diante da gravidade de seu estado de sa+de. at( que todos icaram em p( e ele. #sta energia de -/óssi.

temperatura amena. .. a lu6. precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos.. outros a irmam só possu)rem o cascão que desaparece com a morte. mais compat)vel comigo. eram tirados por animais que.ncia.tema ( pol0mico.eitada na cama. lu6. que voavam a curta dist. 1=O . . 9ue ( isso? % interroguei. ele descreve uma cena no espa1o. ditado pelo iluminado esp)rito do !ndr( Nui6. brisa. produ6indo ru)dos singulares. e os animais. Mas a nota interessante era os grande bandos de aves. riachos. com cavanhaque.isse 5arcisa % são au/iliares preciosos nas regi8es obscuras do Umbral. servindo para os querubins icarem sentados e dedilharem suas harpas. 'omo ser*? &er* *rvores. os p*ssaros cantando.andU. onde não estacionam somente os homens desencarnados. mesmo de longe. % e ria. os riachos. embora eu descon iasse que ela soubesse e só não di6ia para me contrariar. estava come1ando a balbuciar suas primeira palavras. mas verdadeiros monstros. que não cabe agora descrever. igual a nós. Papai ainda não. H* não ( um motivo para re letirmos se os animais t0m ou não alma? Minha ilha Nucilia. YMdenti iquei a caravana que avan1ava em nossa dire1ão.ncia. . não tenho a m)nima id(ia como possa ser. ou suaves cantos de p*ssaros ? -u ser* um lugar va6io.ndido. H* di6ia mamãe. como se quisesse pegar algo no ar.. enquanto a Redda trocava sua ralda. alava. me pareceram iguais aos muares terrestres. . 5o livro Y5osso NarZ do $rancisco '. as labaredas e um homem magro. a brisa. . Yseis grandes carros.e repente. e com pequenas e delicadas gargalhadas.Z Mais adiante continua. dando a impressão de estar vendo alguma coisa que nós adultos não v)amos. não quero ir para l*P !credito que os animais t0m alma.andU. C mais *cil imaginar um tridente. #nquanto uns alardeiam que eles t0m alma. mostrando os cri res e a ponta do rabo. em per eita coordena1ão com os gestos. anunciando ser 1=Oq? o para)so? "e no c(u não e/istir as *rvores. . acima dos carros.evia merecer um estudo mais minucioso das elites cultas. assombrado. de corpo volumoso. cheio de nuvens. .Z -s umbandistas alardeiam que os -guns v0m em seus cavalos brancos.o c(u. ouvi o ladrar de cães 4 grande dist.. na p*gina 1GB.. &enho uma id(ia do in erno. animais. sob a claridade branda do c(u. ormato dilig0ncia. mas não me lembro do c(u.1=O CAPITULO 28 OS ANIMAIS TBM ALMA? H* morri v*rias ve6es. um caldeirão. ela levantava os pequenos bra1os para cima.

depois de morto.ncer no intestino com o mesmo empenho que a6 nas pessoas que so rem de mal semelhante. a irmando ter sido descendente de uma am)lia de ladr8es de cavalos. $alou. o que demonstra possu)rem a terceira visão.'aboclo !:uan tem. . a qual. 'onta v*rias histórias sobre esse assunto. Pode chorar se quiser. não tenho d+vidas. ao morrer. -s oguns sempre estão montados em cavalos. e todos do mundo animal? "e os homens. e/iste o bom humor e as passagens hilariantes. os cães e os cavalos são reconhecidamente videntes. -s gatos. não permanecerão no plano espiritual sob o mesmo processo evolutivo da reencarna1ão? 9uero que os cães tenham alma. o 'aboclo !:uan perguntou. #ntre os esp)ritos. que eles continuem em minha companhia. . igual ao homem. conhe1o bem.emonstrando surpresa. -s trevosos t0m na cobra a companhia predileta. &entou justi icar. # se os cães t0m.1=Q Minha mulher e eu trocamos olhares. 'ães. # alardeia isso com transparente gabolice. . dentre as quais. como sua companheira. "e e/iste nos animais o terceiro olho. 5ão posso evitar. $oi meu gato que morreu. com muito carinho. levam consigo seu estado espiritual. que seu transporte para vir no terreiro ( 1=Q . 2oc0 est* muito triste com a morte dele? . não pode acontecer o mesmo com os p*ssaros e animais? "e uma larva ( mais atrasada que um cavalo.andU era o nome de um bel)ssimo cão "etter Mrland0s que um m0s antes oi morto a tiros por ladr8es que invadiram nossa casa.andU. Raciocinam e t0m alma. !ma os 1=Qq?)deos. pois pretendo. mesmo que pare1a antasia.ando consulta para uma mo1a.cigano Koisler tem sua vida baseada em cavalos. atrasados ou evolu)dos. porque não ter* o pequeno rou/inol ou o elegante pei/e ou a pe1onhenta cobra. -utro dia o caboclo !:uan e6 um trabalho especial para um gato com c. no homem est* alojada no chacra espiritual. $alei. -s animais tamb(m são nossos irmãos. en/ergando os esp)ritos. !cho que o senhor vai me entender. uma *guia. o que re or1a a tese que eles t0m alma e podem sobreviver 4 morte. assustado. a consulente e/plicou. e senti muito sua morte. #la est* vendo o esp)rito do . . ele tem que estar tamb(m dentro do esp)rito. ao morrer. e eu entendo voc0 muito bem.

Passado alguns meses. "e aconteceu. 'omo esp)rito não brinca. abatido. Mndagado pela "andra porque estava triste. a cambono. rindo. rindo. 9ue aconteceu com o seu ? . # por qu0? Porque eu quis roubar o cavalo dele. Mas cigano. 5uma gira. respondeu. não sei. roubar o cavalo do 'aboclo !:uan? 9ue id(iaP . Respondeu amuado. incorporou sem sua habitual harmonia. sem jeito. C para ele nunca mais cometer essa ousadia. en ileirados atr*s de mim. #le ( lindo.1=S um cavalo preto. #stou sem cavalo. acompanhado por uma alange de pretos3velho. !l(m de ter icado sem o meu cavalo. o 'aboclo !:uan. sinali6ando eu estar certo nas minhas convic18es. considero essa passagem como uma prova da e/ist0ncia da alma dos cavalos. disse que tinha devolvido o cavalo para o cigano. 1=S . # o pior não oi isso. re6ando para eu me regenerar.!:uan tirou de mim. #u queria aquele cavalo branco. 9uei/ou3se. vim a p( para o terreiro. $oi humilhante.isse.

1=G

CAPÍTULO 3: SINAL DA AELA ! elicidade não est* alicer1ada nos bens materiais, mas no humor e bem estar espiritual.. &enho um amigo que a irma ser eli6 por ter uma esposa, ilhos e netos. 'onhe1o um bo0mio que jura ser o homem mais alegre do mundo porque ( solteiro, não tem mulher e muito menos ilhos. ! elicidade est* dentro de quem aceita e gosta do que tem, podendo ser a numerosa am)lia ou a liberdade de não ter compromisso com ningu(m. - conceito ( parado/al. ! resid0ncia da in elicidade, ao contr*rio, tem como principal causa, a perda daquilo que o a6 crer ser eli6. # pode a elicidade perdida ser readquirida pela (? !cho que sim. Neiam essa história, - domingo estava lindo, ensolarado e quente. - 5ilson, de cal1ão, sem sapatos e camisa, se mantinha debai/o de uma barraca 4 beira da piscina do clube que costumava req?entar, ouvindo e contando lorotas descontra)das com alguns amigos, 4 guisa de esquecer seus a a6eres semanais. ! #va, sua esposa, tinha icado em casa. - 5ilsinho, seu +nico ilho, com oito anos, brincava e nadava na *gua clorada da piscina. #stava tudo per eito e apra6)vel. $oi quando o 5ilson ouviu gritos desesperados de uma mulher que apontava para o undo da piscina. &odos, curiosos e no a ã de serem +teis, se acercaram dela. - 5ilson, pela *gua, viu, no undo da piscina, o corpo do seu ilho 5ilsinho. - 5ilson era meu amigo e ui comunicado do tr*gico acontecimento. 'hegando em sua casa, onde todos os amigos e amiliares j* cercavam o guapo 5ilson e sua esposa, ui, como ( natural, envolvido no so rimento do casal e seus avós. - menino de oito anos, tinha morrido a ogado em uma piscina. 5ão h* quem não se envolva com emo1ão em casos que o espectro da morte a6 cumprir essa divina, mas atemori6ada lei, quase sempre não entendida por nós. 5a ocasião, eu era mais jovem e, conseq?entemente, mais orte, mas mesmo assim, tive que a6er muito es or1o para amparar o meu amigo nos ombros, dado seu corpo avantajado. Passado o uneral, no dia seguinte, ui levar minha solidariedade ao triste casal. 5ada pude a6er ou di6er para apa6iguar a dor do acontecimento, e/ceto o erecer os pr(stimos do meu grupo de trabalho espiritual. - casal, buscando um lenitivo, acedeu ao convite e passou a req?entar assiduamente nossos trabalhos espirituais. #m uma das reuni8es o 5ilson aparentando uma emo1ão muito grande levava com um carinho especial um pequeno embrulho de papel de seda, que parecia estar aninhado em suas duas avantajas mãos em concha. "eus olhos torneados por grossas sobrancelhas brilhavam com vis)veis l*grimas. 2e6 ou outra uma l*grima escorria em seu grosso bigode preto. "ua esposa come1ou a desembrulhar o pequeno embrulho. ! medida que ia abrindo o papel de seda suas mãos pareciam estar des olhando uma delicada lor. "eus l*bios mantinham um sorriso, e seu semblante demonstrava estar

1=G

1=E vivendo naquele momento um 0/tase divino. &odo nosso grupo estava em volta do casal, aguardando com curiosidade o aparecimento do conte+do do misterioso embrulho. - 5ilson alava emocionado, 3 2oc0s vão ver a ben1ão de .eus que tivemos. !berto o pacote, dentro de um en eitado estojo estava a escultura de um anjo com enormes asas. Um trabalho muito bonito e bem eito e at( de certa orma comum no com(rcio do ramo, e/ceto não osse ele estar esculpido em cera de vela derretida. -lhamos assombrados para o casal, que agora j* não conseguia conter a emo1ão dei/ando correr as l*grimas pelos seus rostos. 3 Toje acendi uma vela para meu ilho. 2ejam o que icou no prato,. C o sinal que ele est* vivo e vai retornar a nós. #/plicou o 5ilson. ! ( trans ormou a vida daquele casal. .ecorrido algum tempo, encontrei o 5ilson. #stava eli6 e sob orte abra1o disse eu órico, 3 Meu ilho voltou para mim. Minha mulher est* gr*vida. 9ue .eus aben1oe todos que conhecem sua maior magia, a (P

1=E

1BF

CAPÍTULO 39 MAGIA DAS AELAS - ogo ( um elemento indispens*vel por todas as religi8es. #le ( o princ)pio e a sua or1a ( destruidora, mas quando bem manipulada, se torna com a mesma intensidade um grande aliado. 'om imagina1ão o homem criando a vela prendeu uma chama desta or1a em um invólucro de cera. #/istem velas de todos os tamanhos, cores, tipos e inalidades. &0m todo o tipo de serventia, desde solicitar avores 4s divindades, at( criar ambientes apai/onados em um jantar entre casais. .entro das religi8es todos t0m histórias para contar a respeito das velas. #u tenho a minha, Toje eu tenho sete netos, de do6e a vinte anos. !mo a todos, por(m com mais intensidade aquele que em um momento de sua vida necessita de mim. # oi assim com a 'amila, hoje com de6enove anos, uma mo1a linda, com um sorriso resplandecente, dentes bem ormados, altura m(dia, com um g0nio doce e a *vel, sempre pronta a a6er uma delicade6a. "eus cabelos são castanhos escuros e longos, tem um andar comedido, e por nature6a tem o dom de reunir as pessoas em sua volta. C uma legitima ilha de Memanj*. 5esses de6enove anos, talve6 a (poca que mais a tenha amado oi quando tinha ou tr0s anos e estava acometida por um orte sarampo. 5ão estava dando muita import;ncia 4 doen1a por ser comum e de *cil tratamento, quando ui procurado por minha ilha Nucilia, 3 9uero que voc0 venha ver a 'amila. #stou assustada. Mor*vamos, como at( hoje, bem perto. 9uando entrei no quarto da crian1a adoentada quem icou assustado ui eu. #stava inteiramente tomada pela doen1a e dava sinais de estar ardendo em ebre, pois mostrava estar ora da consci0ncia. 5ão titubeei, 3 2amos lev*3la imediatamente ao hospital. 5o carro, enquanto dirigia o automóvel em dire1ão ao hospital, olhava para a Nucilia. &alve6 este tenha sido um dos dias mais tristes que tive. ! minha ilha, ainda uma mãe em sua plenitude jovem, mantinha os dentes cerrados, estava absorta olhando para o nada, com o quei/o tr0mulo e os olhos marejados, e segurava em seu colo a sua ilhinha envolvida em um cobertor cin6a escuro, quadriculado com cores vermelhas racas. - dia estava cin6ento, a6endo o quadro ainda mais triste. Meu .eusP !quela mãe so rendo era ainda uma menina. ! amargura tomou conta de mim. 5ada alei. !penas so ri, um so rimento inesquec)vel e que jamais sair* da minha lembran1a. ! preocupa1ão com a doen1a da neta misturou3se com a perspectiva de perder para sempre o sorriso da Nucilia, gentilmente herdado pela 'amila. #u não

1BF

9uero saber do senhor. #m casa com a Redda resolvi rogar aos esp)ritos pela nossa a li1ão. 3 Vtimas desapareceram. "o6inho na sala em um pires branco i/ei uma vela da mesma cor e orei. 5o dia seguinte o comportamento da 'amila era assustador. !s horas se passavam. 3 5ão quero promessas. $ui interrompido com choros convulsivos da Redda que alava nervosamente. meu Pai. agredindo quem dela se apro/imava. noticias. 3 #stão tirando l)quido da espinha da 'amila. Para te acalmar vou dei/ar uma marca com esta vela. 5o terceiro dia de internamento procurei o m(dico diretor do isolamento e pedi3lhe. "enti3me rustrado e com raiva por estar impotente at( mesmo para dar esperan1a para minha ilha. 3 H* disse que ela vai icar boa. !pareceu o m(dico e in ormou. e se o pior acontecer tenho que estar preparado para poder sustentar o emocional de todos eles.1B1 pensei como um avA so rendo. #mbora osse um homem delicado o m(dico icou me olhando por alguns instantes como medindo o que iria di6er. Uma tala de madeira prendia a agulha em sua mão para o soro e ela. apenas quero saber a gravidade do doen1a. 3 ! situa1ão ( muito grave e os riscos são grandes. batendo o bra1o onde mantinha a tala de madeira. !l(m de ser o avA tamb(m sou o che e da am)lia. e nós aguard*vamos ansiosos o resultado do e/ame. &eve que ser levada para o isolamento por ser doen1a transmiss)vel. 3 Pai Maneco. 5o hospital o diagnóstico oi grave uma ve6 que o sarampo tinha se alastrado internamente no seu corpo. $omos ao hospital rapidamente. icava em bai/o da cama encolhida em um canto. mas nada est* indicando esse caminho. atitude que não oi apa6iguada nem pelos psicólogos do hospital. -uvi intuitivamente a poderosa entidade alar. #stamos a6endo todo o poss)vel dentro da medicina para contornar a doen1a. o que vai acontecer com minha neta? 9uando consultei o senhor me disse que ela icaria boa. pois a suspeita ( que a doen1a tenha atingido a medula. e/ame oi negativo. como um animal. -s riscos 1B1 .

Minha vontade era guardar aquela igura de cera para sempre. com as asas abertas e ainda com realces como se ossem as penas. ! cera normalmente consumida pelo ogo estava derretida ocupando inteiramente o pires branco ormando o desenho de uma *guia % minha ave da sorte. Mostrei o sinal para a Redda. e ui obrigado a descarreg*3la. com dois p(s negros ormados pelo palito do ós oro que usei para acender o pavio. % balbuciei. $ui 4 sala e vi o sinal dei/ado pelo Pai Maneco.1B= H* tinha chegado em casa bem mais calmo e conversava com a Redda sobre o im da nossa angustia. quando me lembrei da vela. Parecia uma escultura manipulada por um artista. Hoguei3a na *gua corrente junto com algumas l*grimas de um avA eli6 e agradecido. por estar emocionado. Mas a lei tinha que ser cumprida. 1B= . 3 -lhe a magia da vela.

o senhor não acha que a gira est* muito grande. # eu. 'on irmou. 3 2amos ver. não só da corrente mas de toda a assist0ncia. ir at( a porta da entrada. 3 "e esta ( a vontade de voc0s. algu(m observou. no centro do terreiro. &odos icaram aguardando. 3 Pai Maneco. parece mesmo estar muito grande a corrente para este espa1o. não deveria entrar mais ningu(m. $a6ia questão de indicar a porta para todos verem estar sempre aberta. . pois nem chave a porta tinha. 5aquela (poca. não ia desrespeit*3lo. disse a entidade . grande e/pectativa. !cho melhor diminu)3la. 3 2oc0 tamb(m acha que a gira deve diminuir? 3 'om todo respeito. Mas era um gesto simbólico. claro. não tenho como dei/ar de atend03la. no encerramento. meu pai. com m(diuns demais? 5ão dev)amos diminu)3la? #ra a ome com a vontade de comer. quando ele j* estava se despedindo.Pai Maneco sempre disse que se uma casa espiritual echar suas portas. 1BB . #u a6ia isso. ! corrente aumentava toda semana. a6endo3me. de acordo com a hierarquia da Umbanda. Por ser meu pai3de3santo. 9uem mais pensa assim? # oi passando de um por um. al(m de diminu)3la. de voc0s 5o total. .isse a poderosa entidade angolana. dirigiu3se. cumprindo a lei.ilma. o que criou. pAr a mão na ma1aneta e mostrar a todos que ela não estava trancada. eu acho. muito embora soubesse não ter necessidade. ele jamais ia dei/ar passar sem a6er uma das suas j* conhecidas arma18es.lugar estava pequeno. ainda trabalhava comigo o Pai Nui6 e a . oito m(diuns achavam que havia muita gente e. pela situa1ão. merecia todo o respeito.1BB CAPITULO 32 O ANGOLANO PAI MANECO . não abrir* mais e estar* adada ao desaparecimento. &alve6 voc0s tenham ra6ão. no in)cio da gira. imaginando como se daria o des echo da conversa1ão. e oi a ele que o Pai Maneco. perguntando. . 5um inal de gira. #ssa.Pai Maneco chamou os oito citados.

1BJ 3 #st* decidido. e disse. e disse que depois alaria comigo. 3 Pela hierarquia. ele alava uma por1ão de atos. 'ada um de voc0s aqui no meio. "e osse mais corajoso teria dito um monte de desa oros para o Pai Maneco e só não o i6 por saber que seria eu quem perderia a discussão. eu iquei urioso. eu estava incorporado com o Pai Maneco. resolva. o Pai Maneco voltou 4 carga.iante do olhar desen/abido do pai3de3santo. 5ão ui embora por respeito aos meus irmãos. então nunca mais reclamem do e/cesso de gente no meu terreiro. 1BJ . Toje vou mandar sair do grupo oito m(diuns. dirigiu3se ao Pai Nui6. 5uma ocasião. re erindo3se aos que reclamaram. e todos negaram3se a apontar algu(m. !ponte3me um dos seus irmãos. para mim. 3 "e voc0s não podem. 3 'omo? 2oc0 não pode. gosta de se gabar e ser enaltecido. icou ao meu lado. "e voc0 ( tão e iciente assim. dando uma consulta a um amigo que queria saber sobre o pai dele. 5unca me havia acontecido isso. e este eu mandarei embora. não posso a6er isso. 5o meio da consulta eu perdi o contato com o Pai Maneco. Reclamei imediatamente. 3 Por que o senhor e6 isso? 3 Pelo que tenho observado ultimamente. 'omo ningu(m alava.eterminou. o pai do mo1o não desencarnou. 5a verdade a sessão. . para nela entrar quem o mere1a % a irmou. mas quer que eu a1a? Ralhou a entidade. 3 Meu Pai. $icaram todos em sil0ncio. e no inal teremos menos oito entre nós. pondo im ao problema. 3 "ó para voc0 saber. embasbacados. voc0 se di6 um m(dium muito bom. #le entendeu. todos relacionados com o atual estado de esp)rito do alecido pai do consulente. $iquei quieto. perguntando a um por um dos oito. deu um sorriso. #le desincorporou. . voc0 ser* o primeiro a escolher aquele que vou mandar embora. porque a porta est* e vai continuar sempre aberta. acabou ali. vai me apontar um m(dium da corrente. 5a minha consci0ncia. $ique sem jeito. e/pliquei 4 pessoa ter perdido o contato com a entidade. 5a verdade. #nvergonhado.

. desculpe a urada na consulta. !inda observou. esperando o encerramento. 5a sa)da. era ele. o Pai Maneco ouvia calmamente a quei/a de seu cambono. 3 'alma. j* que o aviso pr(vio est* pronto. !pressei3me nas e/plica18es.eus ele est* muito bem. #stou muito satis eito. meu ilho. "empre oram respeitosos com as entidades. Um deles tornou3se um bom amigo. quase em desespero. calmo. #ra um umbandista ervoroso. Respondeu. muito nervoso. no trabalho. 3 #stou de (rias. !t( hoje. 5ão tive quei/a de nenhum deles. no seu estilo. entendi a entidade alar. encontrei o amigo. #ra e/atamente o que eu precisava saber. tive v*rios cambonos. #/plique a situa1ão. 5a sa)da do terreiro. Toje. por implic. Mas a li1ão serviu. 3 -lha. !cho que me perdi. como cambono do Pai Maneco. não sei. 3 . Um dia tele onou3me. vou reassumir amanhã meu posto no banco e j* sei que. #/plicou. o que ele di6ia. vou ser despedido. ele vai dar um jeito. 5o dia seguinte.ncia do gerente. troc*vamos id(ias da religião. 3 "eu pai ainda não desencarnou. 3 !manhã. voc0. Palheiro numa mão e o coit0 com cerveja preta noutra. era totalmente di erente do que. $iquei sem entender nada. ele con essou estar con iante na promessa do esp)rito. 3 5ão sei como ele vai resolver.qu0? ! consulta oi e/celente. inintelig)vel dos esp)ritos. Husti iquei. sempre que pod)amos. eu órico. não (? 3 5ão. &rabalhava como cai/a em um banco. .isse. cuidavam do material de trabalho. &enho certe6a. todo alegre.1BO no meu lugar. 1BO . 'onvers*vamos e. interpretavam e transmitiam aos consulentes a palavra. ale com ele. 4s ve6es. na minha consci0ncia. pois. &entei serenar o dedicado amigo. atendi o tele one.urante minha caminhada nos terreiros. como o Pai Maneco conseguiu di6er uma coisa e eu entender outra. <ra1as a . resolverei teu problema. 'ontinuou narrando as coisas aladas pela entidade.

triste e humilhada. icando em seu lugar. cambono meu. e o Pai Maneco ( protetor das doceiras. o novo gerente designou3me para ser o che e dos cai/as. 5o inal do trabalho. 3 #. <ordinha era a mãe da mo1a. Um gerente de outra ag0ncia do banco. ! mo1a ( quem ia na casa dele. !t( parece que meus caminhos estão echados.1BQ 3 2oc0 não imagina o que aconteceu. #sse Pai Maneco ( uma maravilha. 3 Pai Maneco. 3 #stão sim. indignado. tem minha prote1ão. 2oc0 como umbandista não pode ser ego)sta. que a dei/a triste e não or agradar a gordinha dos doces. !sseverou. como minha cambone. . di6endo que o doce torna os homens mais eli6es. $a6ia doces. ele dei/ou as un18es de cambono para ser m(dium de incorpora1ão. 1BQ . Respondeu. Preocupado. #nquanto voc0 não mudar seu comportamento. Passados alguns meses. 5ão precisou. Mnclinando3se no toco. para apro/imar seu rosto com o do jovem. não entrando mais em sua casa. contou que estava sem sub3gerente. quei/ando3se. em vinte quatro horas. não sei o que est* acontecendo comigo. voc0 não vai acreditar. voc0 oi elevado para subgerente? Rego6ijei3me. trocando id(ias com seu colega daqui. . ria e calmamente.amigo banc*rio sentou3se 4 rente do Pai Maneco. no dia seguinte procurei3o. contava eu órico. 3 . I tarde. o seu cambono? Respondeu. 9uando cheguei. peremptório e 6angado. Minha vida. 3 5ão ( mais. $ui eu quem os echou. #st* dando tudo errado. ! dire1ão do banco resolveu a6er hoje as mudan1as dos gerentes nas suas v*rias ag0ncias. come1a a se tumultuar. !gora ( ela. tão certa como estava. $ui indicado para o cargo e j* assumi. a sua linda e simp*tica noiva. i/amente. # ele tinha brigado com ela. soube toda história. Mn ormou. por achar que elas a6em a elicidade. 3 $ernando. olhou para ele. por causa da briga do noivo com sua mãe. 3 9uer di6er que de cai/a despedido. numa alegria irradiante. meu ilho. apontando para a sua meiga noiva. outro tele onema. com a inten1ão de dar alguns conselhos.senhor echou meus caminhos? #u. teus caminhos continuarão echados. 'ontou.ei/ei transparecer minha satis a1ão pelo eli6 inal.

como todo preto3velho. mas duramente. #ste ( o Pai ManecoP #sperto e intransigente e. $ernando. 'omunicou esbanjando humildade.1BS 3 &udo acertado. castiga de orma mansa. Toje cedo ui levar um ramalhete de lores para minha sogra. 1BS .

voltou pedindo nova consulta. !cedi 4 solicita1ão. 2* em renteP Respondi. ela me disse ter sido conclu)do o invent*rio do pai. torcendo que eu estivesse certo. e tomando minhas mãos. despedindo3se. ! mo1a caiu em convulsivo choro. al(m da pendenga judicial. intuiu. <esticulando para que icasse quieta. no meu ouvido. sem mais nada di6er. mas com as advert0ncias que receberia. 3 2oc0 tem que continuar vindo aqui. atendendo uma mo1a. terminei a transmissão da energia que lhe dava. sem que tivesse altado nenhuma das nossas sess8es. para a6er um pedido. !lgum tempo depois. uma entidade. Msso ( comum entre as pessoas ainda em busca da (. Pediu.1BG CAPITULO 33 A DOR N1O TEM PAR5METRO Hamais devemos avaliar a import. ela interrompeu o passe magn(tico que lhe aplicava. voc0 não tinha outro problema. mas preciso saber se o que estou a6endo est* certo. não com o pedido. $eli6mente. caso meus companheiros ouvissem o que ela pediu. 3 #u não sei se voc0 tem condi1ão de me di6er. como voc0 est* a6endo. &omando o m*/imo cuidado para ser ouvido só por ela. 1BG . agradecida. $iquei preocupado. disse. &ranscorridos uns seis meses. at( que o processo seja julgado. sem alar antes do assunto. #ra importante para ela receber uma orienta1ão. laconicamente. ! verdadeira ra6ão da tua vinda oi incentivar voc0 a ormar um grupo de trabalhos esp)ritas. 9uando trabalhava na linha :ardecista. porque nem sempre a ra6ão deles ( o real motivo que leva uma pessoa buscar um contato com as entidades. 3 2im aqui pedir a ajuda dos esp)ritos para eles a6erem que seja conclu)do o invent*rio dos bens dei/ados por meu pai.ncia dos pedidos eitos aos esp)ritos. sob orte emo1ão. 3 9uando voc0 veio aqui buscar socorro para terminar o invent*rio dos bens de seu pai. agradeceu a aten1ão e in ormou não mais haver necessidade de voltar. C que. sussurrei. eu sabia não ser essa a grande ra6ão da tua busca.

Pai Maneco não respondeu de imediato. 5ão quero que ele seja o vencedor do torneio. #m uma das nossas giras. 3 . e o grupo de caridade jamais e/istiria. -s esp)ritos não perdem as oportunidades para atender. Mmaginei que estava tomando conhecimento do que era utebol e como poderia inter erir para reali6ar o que todos consideravam um milagre. . quer um namoradinho. $eli6mente não sou prisioneiro dos chav8es ortodo/os do arcaico espiritismo. . e juntamente com alguns amigos.metros. 1BE . um projeto espiritual dos !rquitetos do #spa1o. ormamos um grupo de trabalho esp)rita.cambono riu. para evitar que isso aconte1a? 3 Meu pai. % e/plicou. . as solicita18es que lhes são eitas.e ato iquei entusiasmada. para sair do +ltimo lugar o time tem que ganhar as nove pró/imas partidas. não sei se ( impróprio o que vou pedir. 3 Pai Maneco.iante da con irma1ão do cambono. e/plicou. $e6 uma observa1ão qualquer com re er0ncia a singele6a da menina. talve6. o descaso que seu pequeno amado demonstra por ela provoca um so rimento nessa menina. que não vai dar certo. um m(dium de nossa corrente. o que ser* um desastre para muita gente.ncia. demonstrando claramente achar o pedido impróprio 4 grande6a das entidades. temos um esporte chamado utebol. quando podem. pondo por terra. aqui na terra. procurou o Pai Maneco e e6 um pedido. empolgada com a not)cia. senão a mo1a receberia um sermão pelo estapa +rdio pedido. ele incorporado. 3 Meu ilho. 5ão sei se o senhor sabe. 3 #st* vendo aquela menina ali na rente? . ! dor não tem par. com a mesma intensidade daqueles que t0m uma doen1a ou um grande problema. apontou ao seu cambono uma jovem de uns quator6e anos de idade. C prov*vel que essas convic18es sejam in luenciadas pelo Pai Maneco. e disse. &enho ra68es para pensar assim. 3 #stou com muita pena dela. # o time que tor1o est* prestes a ser desclassi icado. ( de grande import. # saiu. Retomando o dialogo. #st* a6endo um pedido que não posso atender. mas para mim. demonstrando a sua compenetra1ão naquele momento que recebia as cargas energ(ticas durante a vibra1ão no meio do terreiro. completou.que tenho que a6er. que mantinha de olhos echados. pe1o apenas para ele não ser rebai/ado de onde est*. mas nós.<uilherme.1BE 3 Muito obrigadoP . 'almamente a entidade perguntou.

$alou. os esp)ritos nos atendem. 3 2oc0 não sabe a6er pedido para esp)rito. me tele onou. . . &or1o para o mesmo time do <uilherme. e surpreendendo a todos. estaria disputando as inais. "ó não resolvem as quest8es c*rmicas. voc0 pegue um coco. 3 triste6a. #le atendeu o que voc0 solicitou. o <uilherme me tele onava. Respondi prontamente.time ganhou as nove partidas prometidas pelo Pai Maneco.<uilherme j* contava como certa a vitória e diante da inesperada derrota. acompanhado de um charuto. #mbora surpreendido com a consulta. desconsolado.esta ve6 não adiantou o coco no cemit(rio. dei/e l*. 3 . . "e ganhasse o d(cimo jogo. leve na porta de um cemit(rio.1JF 3 &oda ve6 que acontecer esses jogos. Mesmo nas banalidades. iquei torcendo para o sucesso do trabalho. com 1JF .passarinho entrou na gaiolaP % era o código para con irmar que ele e o <ustavo j* tinham levado o coco no cemit(rio. # cada ve6 que ia acontecer o jogo. quase chegou 4 classi ica1ão inal. amarre uma ita vermelha com sete voltas. #u tamb(m gosto de utebol. que são assuntos de nossa inteira responsabilidade.

Mniciaram3se os contatos e depois. Re eria3se. a pol)cia suspeitava de o jovem j* ter sido assassinado. os ponteiros são os que mais aparecem. .marcador do tempo. claro. #ra amarga. no dia do nosso trabalho. entre os casos de maior e/pressão com o s)mbolo do relógio. 'oncentra18es religiosas aconteciam em v*rios pontos para o resgate com vida do garoto. #le sempre dei/a ortes marcas de sua presen1a. o relógio digital na cabeceira da cama do Neonardo e/plodiu. espalhando ogo em volta. pela demora do acerto. tamb(m i6emos ora18es por eles. 'ostuma di6er que uma sessão esp)rita ( como um relógio. 3 $ernando. 5aquela noite. pediu3lhe. mas demonstrava muita (. a6er parte do seleto grupo policial anti3seq?estro .nico. 3 <ostaria que o senhor osse me visitar. aos m(diuns. por volta das de6essete horas. durante a madrugada. -uvi uma vo6 triste do outro lado do tele one. -s pais. &enho muita ( em .eus e sinto dentro que ele est* vivo. o grande vilão da nossa liberdade. 3 "enhor $ernando. H* a6ia um m0s. o relógio. 5ós. 'omo a1o de costume. hoje meu capitão3de3terreiro. "uas histórias com o relógio são muitas. uma ora1ão para meu ilho estar vivo e voltar logo para nosso lar.1J1 CAPITULO 34 O PAI MANECO E O REL.Neonardo. como não podia ser di erente. principalmente pelo ato de um capitão3de3terreiro da nossa casa. quando o tele one tocou. $alava. mas respeitosamente. respons*vel pelo caso. era o nosso valoroso policial. ao se despedir do Pai Maneco em uma consulta. <rupo &igre. 'ompletou alegre.GIO . estou aqui na casa da am)lia do menino e a mãe dele quer alar com voc0. #/plodir e a6er incendiar3se relógio digital só pode ser coisa dele. da nossa Policia 'ivil. no terreiro. !s manchetes dos jornais locais e nacionais davam destaque ao rumoroso caso. um jovem havia sido seq?estrado e a am)lia entrava em contato com os seq?estradores que e/igiam uma alta soma para solt*3lo. 1J1 . sei que o senhor tem hoje um trabalho. !tendi. estavam em p. $a1a. tanto que queimou a cortina de seu quarto. # dei/e um sinal para eu saber.estaco um. emocionada. atrav(s do relógio. ( o s)mbolo da materialidade para o Pai Maneco. por avor. mas são o de menor valor. estava pronto para sair. .

depois de um m0s. 9uando iam saindo. seu relógio desmontou. -s seq?estradores at( hoje estão presos. para al)vio de todos voltou. um carro parou ao seu lado e o policial reconheceu os suspeitos. o que atrasou a sa)da dos agentes da lei. iquei alegre. a vo6 de prisão oi dada. 5ão est* vendo que ela est* buscando uma esperan1a? # voc0 di6 isso. e por outras dilig0ncias. 5ão osse o relógio quebrado. Mas não oi o que me aconteceu. ! pol)cia. #la emocionada respondeu. Mmediatamente.1J= C estranho como as coisas acontecem. Respondi e sai. j* sabia a região em que os seq?estradores estavam. ouvi o Pai Maneco di6er. desliguei o tele one. dois policiais i6eram a patrulha. haveria o desencontro. porque imediatamente 4quelas tristes palavras da mãe a lita. 3 <ra1as a .eus o pesadelo vai acabar. pelos primeiros rastreamentos dos tele onemas. # se ele estiver morto? 3 #le não est* morto. 2ou embora que tenho que ir ao trabalho. e enquanto recolhia as pe1as do relógio. 3 2oc0 ( louco. !o contr*rio. !pós as palavras de despedidas e ainda di6endo da minha convic1ão quanto ao des echo do drama. -uvir aquele s+plica de uma mãe que não sabia se seu ilho estava morto ou vivo. Msso aconteceu no dia seguinte da conversa com a mãe do jovem que. deveria ter3me dei/ado triste e penali6ado. brincando com os sentimentos dessa mãe. e amanhã vai aparecer. corriam os postos de gasolina e os seus restaurantes. e ao abrir a janela e pAr o bra1o para ora.iga a ela que o ilho est* vivo e amanhã ele voltar* para casa. caindo para ora toda sua min+scula e rica m*quina. Minha mulher ralhou indignada. 3 . o policial entrou no carro. 5um deles. 1J= . para os bra1os de seus amiliares. !briu a porta. Mmediatamente repeti as suas palavras 4 triste mãe. 5a localidade detectada policiais 4 paisana. re6ar com todos para que isso aconte1a. j* conheciam os suspeitos.

9uanta pure6aP #ra bom ter o Hoão Nui6 do meu lado. $alou solenemente. $oi combinado o ingresso do Hoão Nui6 em nosso grupo. #u não estava inteiramente errado. pois não esperava que isso acontecesse. "o ria da s)ndrome de . como tamb(m ter icado alegre e satis eito. quando os esp)ritos incorporavam e dei/avam suas mensagens de lu6. a primeira era p+blica e só para dar os passes en(rgicos e a segunda parte era echado a assistentes.o_n. 5ossas energias lu)am e os resultados eram ótimos. mas pela decisão ainda não e/plicada. #sse trabalho era dividido em duas partes. #mbora com esses v)cios em alguns momentos a minha mediunidade icava adulta e eu podia vislumbrar situa18es que poderiam proporcionar momentos importantes e de grande repercussão espiritual interior. .Hoão Nui6 devia ter uns trinta anos de idade. voc0 que vem aqui todas as semanas não quer icar do meu lado me ajudando a dar passe nos outros? #/pliquei pausadamente para que ele entendesse o convite. . 3 9uero agradecer a voc0 e todo o grupo pela aten1ão que sempre dispensaram a mim e em especial ao meu ilho. 5a ocasião eu era jovem. # oi assim num desses raros clar8es que convidei o Hoão Nui6 para a6er parte na sessão de passes en(rgicos no grupo esp)rita em que trabalhava. não só por ver meu companheiro de trabalho alegre no meu lado. mas não vou levar mais o Hoão Nui6 para dar passes. #le icava do meu lado. uma estatura grande. prepotente e an*tico. completava. $oi assim.1JB CAPÍTULO 30 ENERGIA PURA #u trabalhava na linha :ardecista usando como onte de trabalho apenas a energia do esp)rito e. aquiesceu com o convite. &udo que acontece tem uma e/plica1ão natural e lógica. demonstrando ter entendido muito bem o convite ormulado. por isso. !ssim oi durante um longo per)odo at( que o Hoão me procurou.Hoão Nui6 icava só na primeira parte. andava e alava com di iculdade. 1JB . Perguntei preocupado. 5ão quero que voc0 entenda errado o que vou di6er. #le dei/ou sair uma gostosa risada. usava óculos de miopia. 'ostumava di6er que a magia era coisa dos bru/os. mandando levantar os bra1os e dei/ar as mãos sobre as pessoas. . $iquei surpreso. re utava a magia dentro do espiritismo tradicional. 3 Hoão Nui6.Hoão. seu pai e acompanhante permanente. "ua idade mental era in antil mas o amor que tinha pelo nosso grupo o credenciava a ter tr. eu e/plicava a ele como deveria a6er. não sei se no direito ou no esquerdo ou nos dois.nsito livre entre nós. apenas tinha uma trava no olho. com grosso bigode.

lia na porta um aviso. &entei justi icar a presen1a do Hoão Nui6 no grupo.Hoão Nui6 durante os passes transbordava uma alegria incomum. Mas pessoas como o Hoão Nui6 para mim eram indeci r*veis. não saia. pura e. "eu mundo podia ser pequeno ou grande. ou simplesmente. 3 Pode ser. conceitos e regras sociais. perigoP Mn estado de pecadoresP 9uando o Hoão me comunicou a decisão o Hoão Nui6 estava junto. compromissos. o tornasse mais eli6es do que nós. o seu corpo doente o machucava provocando ataques convulsivos. acima de tudo. 9uem sabe um dia eu possa entender pessoas como voc0. e quando dele queria sair. Por ser um homem sem pecados sua vibra1ão ( pura. 'osme e . a linha m*gica das crian1as 3 os er0s e ibejis. Hamais poderia imaginar que isso acontecesse com o meu companheiro que aprendi a gostar e admirar.que aconteceu? Touve algum problema no grupo? % 5ada aconteceu. 9uem sabe a desnecessidade de saber as horas e os dias. 3 2oc0 não imagina quanto bem o Hoão Nui6 tem eito nos trabalhos. enquanto pensava. muito embora não conseguisse avaliar a import. # por que era vitima das convuls8es? !cho que quando estava saindo de seu mundo m*gico. sistemas. #u tinha a capacidade de imaginar as rea18es de uma crian1a. escravos submissos dos hor*rios. de um adolescente ou mesmo de um homem velho. mas est* a6endo muito mal a ele.seu pensamento tinha um limite at( onde não pudesse ser atingido pela maldade. ! decisão ( necess*ria. "eu velho corpo era dirigido por uma mente estagnada. -s anos se passaram e eu larguei a roupa comum do espiritismo :ardecista para usar a roupa branca dos umbandistas. 5o seu mundo ningu(m entrava. o seu corpo envelhecia. .ncia do ato. #le se limitava a me olhar e sorrir. mas o seu esp)rito não.amião. . #ra uma luta que eu não compreendia.1JJ 3 . Mas era imposs)vel dividir isso com algu(m. . 5os dias dos trabalhos a sua e/cita1ão ( tão grande que chega a ter at( mais de duas convuls8es seguidas. 'om certe6a ele era eli6 longe dos perigos mundanos e das tenta18es da carne. insond*vel. # nessa religião eu encontrei o caminho para compreender o meu antigo amigo Hoão Nui6. 1JJ . 3 2olte ao teu mundo eli6. uma mistura da in antilidade com a maturidade.ei3lhe um abra1o.

Mais uma ve6 o a6endeiro con irmou que sua a6enda oi ormada. 3 Porque senão voc0s não conseguem domin*3los. tudo que as crian1as da terra realmente gostam. 3 #ste desenho ( tua terra.ncia. pois ali ningu(m o conhecia. 1JO . Riscou no chão do terreiro um mapa.homem con irmou ter tr0s ilhos. as crian1as que desencarnaram antes dos oito anos.. e6 a consulta com um preto3velho. re rigerantes. Respondeu de orma simples e objetiva. &rabalham nos terreiros sempre brincando e a6endo uma alga6arra enorme. $inali6ou. incorporada na Rita. icou assistindo a chegada das crian1as. . di6endo ter sido v)tima de um trabalho espiritual e seu gado estar morrendo. !pós a linha a ricana. encantam a todos nos terreiros. para ele. 'onvidei3o para vir ao terreiro a6er uma consulta. gorros. com a e/peri0ncia que adquirimos na vida. nome da entidade. bonecos e bonecas. bolinhas. um risco como se identi icasse um rio. sem arredar o p( do terreiro. perguntou se podia a6er um desenho com a pemba. . 3 &io. chamamos as crian1as. com a e/peri0ncia de v*rias reencarna18es. 3 &io. como se osse eito em v*rios peda1os. Recebi um tele onema de um senhor do interior do #stado. Marcou nele um trecho com a pemba. !lgu(m perguntou ao 'aboclo !:uan a ra6ão das crian1as icarem sentadas nos terreiros.&ião riscou. a6endo curvas. com a aquisi1ão de v*rias propriedades menores e vi6inhas. . "e hoje. #le veio. # assim são as crian1as na Umbanda. e dentro desenhou tr0s cora18es. esses cora18es são seus tr0s ilhos. en im.&ião.amião re+ne os esp)ritos er0s. Mmaginem então uma crian1a com sete anos.homem. talve6 pelo interesse de assistir os trabalhos at( o seu inal. mas t0m que ser controlados pelos dirigentes com muita determina1ão. "entada. no meio do mapa. teus bichinhos estão morrendo porque aqui a *gua est* ruim por causa daquele veneno eio que voc0 joga nas plantas. pud(ssemos voltar 4 in . parou na sua rente. demonstrando surpresa. e disse. com certe6a ser)amos meninos prod)gios. gostam de balas. eita por v*rios peda1os. carrinhos. mais para brincar do que por desrespeito.1JO CAPITULO 32 AS CRIANÇAS DA UM7ANDA ! linha de 'osme e . . porque normalmente procuram ugir das ordens da hierarquia. chupetas. "eus jeitos graciosos.

Mn ormou. com certe6a. olhou para mim e pediu. se permitia ou não. acusou. Reclamou a crian1a. batendo palmas. 3 2A. e sob o olhar de toda a corrente. quando uma m(dium chamou minha aten1ão. # mais ningu(m. Recomendei 4 corrente.irigente tem que estar atento para todos os sinais. !mea1ou. quero um dólar. as suas incorpora18es. em condi18es de dominar. nos undos da assist0ncia. Uma mo1a. tem c. -utra ocasião. quando quisesse. não era oportuno a qualquer tipo de incorpora1ão. 3 #u achei na minha carteira uma nota de um dólar. 'ochichando e/pliquei para ele. . pode incorporar. e oi pu/ar o cabelo de uma outra crian1a que passava perto. 3 Mas est* muito orte. rindo. eu me dirigia ao cong* para encerrar a gira. 3 #sta mo1a. eu quero só um dólar. 'omo a m(dium era e/periente. .ncer na garganta. senão não vou embora.qu0? 2oc0 quer um dólar? Para que voc0 quer um dólar? Perguntei. 3 5ão. a irmando estar sentindo a presen1a de um esp)rito querendo incorporar. perguntei se algu(m tinha um dólar para dar 4 crian1a. Hunto comigo estava um pai3de3santo que veio nos visitar. !dverti. austeramente.irigindo3me 4 assist0ncia. e aquele. . não sei se vou conseguir. Mmediatamente ela jogou3se no chão. 3 #u quero um dólar. 3 "egure a entidade. j* com a nota americana na mão. 'onvidei3a para entrar no terreiro e a6er a entrega da nota 4 entidade. 3 . que agora não pode haver outras incorpora18es. iquei em d+vida. !lgu(m disse ter uma nota de de6 dólares. "ou e/igente. dona da nota. 3 #st* certo. veio cumprimentar a hierarquia.bom senso me e6 mudar de id(ia. tudo tem seu momento. 'orreu para o centro do terreiro. 1JQ . sob o riso geral.1JQ largando a pemba.

claro não pela crian1a. esp)rito. bateu palmas. o pAs de lado e iniciou uma massagem na garganta da mo1a. hoje est* completamente curada. 1JS . !t( hoje o pai3de3santo visitante ainda comenta o caso do dólar na linha das crian1as e a orma esperta que teve de tra6er a mo1a ao meio do terreiro para jogar sua vibra1ão em sua doen1a. mas não tenho d+vida que ela teve uma participa1ão muita grande nesta gra1a.1JS #la sentou na rente da crian1a e e6 a entrega da nota. Por sinal. a6endo muita esta com o presente ganho. e/atamente no lugar da doen1a.

Um dos alunos e6 uma pergunta. se não são assim. !inda não tenho opinião ormada sobre a linha do preto3velho. os curumins. misteriosa e distorcida dentro da Umbanda.que estar* escondido por tr*s dessas iguras mal eitas e de p(ssimo gosto art)stico? 5ão ser* um proposital engodo espiritual? 9uem sabe para esconder suas verdadeiras identidades? 3 2erdadeiras identidades? Mas quem são eles? . !bsurdamente. muito embora eu saiba estar a6endo parte desta massa ignorante. #u di6ia que a quimbanda est* subordinada 4 Umbanda. atrav(s da vid0ncia. na linha da capoeira. algumas ainda possuindo chi res e p(s de animal. 3 Mas. a igura mandante. 3 #u conhe1o alguns esp)ritos de e/us. tendo nos caboclos. "ua imagem. ..senhor di6 7na cren1a popular7. 'omo pode saber se não são realmente assim? Mnsistiu a mo1a. ( ou não ( o agente do mal? esclarecer? 3 #le ( a entidade mais pol0mica. 3 # o e/u. C ela quem e/ecuta os grandes e perigosos trabalhos de magia para combater o mal.1JG TERCEIRA PARTE QUIM7ANDA CAPITULO 9 !ceitei o convite de uma turma universit*ria de teologia para a6er uma palestra sobre a Umbanda. especi icamente a quimbanda. nossos amer)ndios. por ser o )ndio a entidade autenticamente brasileira. inclusive as crian1as )ndias. na cren1a popular. segundo di6em. indiretamente. praticado pelos escravos ou descendentes a ricanos. moldada em gesso de cor vermelha.ngulo da Pode 1JG . esporte tamb(m brasileiro e com ritual muito semelhante ao da Umbanda. a6endo anota18es e gravando toda conversa1ão. !s crian1as são esp)ritos de qualquer nacionalidade. 3 . ( uma igura demon)aca. por mim. 3 ! Umbanda ( brasileira. que tenham desencarnado na idade da inoc0ncia. 3 C estranha esta or1a da imagem em gesso do e/u. con esso. $echa3se o tri. ( assim que ele ( cultuado. inclusive. #ram uns trinta alunos. "ão maravilhosos e não são retratados com idelidade nas imagens materiais. baseada em atos e personagens na (poca do descobrimento. por que são cultuados dessa orma? 2oltou a insistir a esperta universit*ria. Mais do que justo. $ico em d+vida se quando os arquitetos do espa1o criaram a Umbanda não oram buscar esta maravilhosa linha espiritual na W rica ou.

mostrando ser aquele homem um estudioso e que algo buscava na literatura. naquele momento. como o senhor chegou a esta conclusão? !rgumentou. ! torre não tinha paredes internas. vivia um homem branco e corpulento. aos inv(s de escond03la.e bra1os abertos.ela não abro mão e. !chei oportuno contar. e ainda receber ordens de um )ndio ou de um escravo. Pode parecer absurdo. mataram nossos )ndios. aceitar aro a. hoje estão relegados ao limite da es era da 9uimbanda. com um enorme cruci i/o do mesmo cobi1ado material. 3 Mas. . 3 5a minha opinião. mas ( a minha verdade. ou. caboclos. dentro de seus resgates c*rmicos podem. l* atr*s. "e os europeus invadiram nosso pa)s. emitia estranhos e inos sons. qual o motivo? 5ão seria mais lógico se apresentarem como oram em suas vidas anteriores. "abendo serem essas as entidades que comp8em a Umbanda. provavelmente antes pertencente a um guarda3roupa ino. pode isso acontecer? 3 Pode simP C só aceitarmos a evolu1ão do esp)rito atrav(s da reencarna1ão. muito embora no castelo vivessem v*rios servi1ais. a história de um e/u.melhor ( se esconder atr*s de um comportamento at)pico 4s suas nobres origens. um rapa6. <osto de alar aos outros as coisas que me acontecem. con orme o senhor acredita? 3 "eria estranho e de di )cil aceita1ão um pr)ncipe apresentar3se em um terreiro de Umbanda. 5a torre do castelo. plano reconhecidamente mais grosseiro que a !ruanda de nossos ori/*s. inteiramente de pedra. . conhecida atrav(s da vid0ncia. Percebia3se o desgaste causado pelo passar do tempo. eclesi*sticos. pr)ncipes. trajando uma surrada roupa. a6eite de dend0. % argumentei. melhor perguntando. carregando um tridente. oram seus carrascos. lordes. t)pico daqueles pertencentes ao eudo europeu. ter aceitado a situa1ão de servi1ais 4queles que. mas est* altando mais consist0ncia no tema. outro tipo de esp)rito senão os origin*rios da #uropa. charuto e cacha1a como o erenda. 3 Parece3me lógica a e/plica1ão. #m um castelo. os nobres. ! lu6 não podia entrar. 3 Mas. iguras letradas e culturalmente avan1ados. não resta para a quimbanda. pre iro dividi3la com os outros. tendo como ilumina1ão dois casti1ais de um só vela cada. . as janelas oram echadas com pedra. espontaneamente. e só pequenas restas oram eitas no alto das paredes. almirantes. tentando 1JE . da maneira mais simples. !o lado da t0nue lu6 das velas.1JE Umbanda. mal cuidado e isolado no meio de uma loresta. com pesada mesa de madeira tosca. o di )cil tema. escravi6aram os a ricanos e cometeram toda esp(cie de mal. Parecia viver na solidão. &entei e/plicar. com um capu6 preto cobrindo sua cabe1a. pretos e crian1as. em vidas anteriores. pois ainda carregava uma grossa e rica corrente de ouro de bom quilate. livros se espalhavam sobre a mesa. a irmar estar morando no cemit(rio. ormando uma enorme sala.

condenado v*rias pessoas para serem queimadas em ogueiras com a pecha de bru/os. e de outra. apresenta3se com muita eleg. "eu nome? &amb(m não sei. oi solicitada sua opinião para decidir a questão. por serem os nomes escolhidos.#/u Hoão 'aveira contou uma vida passada. e/istem v*rias histórias. tenta resgatar os males que carrega em seu carma. . . segundo a unanimidade dos terreiros a irma. 'riada uma situa1ão no eudo de di )cil solu1ão. "abe de mais algum caso? 'onhe1o mais algumas revela18es. oi o grande cantor brasileiro. mas. agrupando3se 4 Umbanda. ! mim. *gil. Pelas restas da torre.errubo inimigo Ponteiro de a1o .#/u Pantera ( uma surpresa. #/u Pantera.#/u do $ogo contou uma história interessante. um animal esperto. por ter ele.ncia. aria justi1a a 1OF .1OF descobrir o segredo da levita1ão. no tempo da Mnquisi1ão. -bservou outro universit*rio. ele disse ter sido coveiro. 2eio ao @rasil para resgatar seu carma. "eu nome d* a entender ser um espirito violento. . . . e grande admirador da pantera. . ! id(ia e as ra68es eram da estranha igura. agradaria todos os senhores.isse que na Mdade M(dia. e são interessantes. $rancisco !lves. "e decidisse de uma orma. Parecia um homem de ino trato. .o #/u &ata 'aveira. a irmou ser europeu. 3 &enho alguma no1ão da Umbanda. pelo ponto que ele mesmo ditou. oi sinali6ada alguma coisa em nosso terreiro. entravam e saiam voando v*rios morcegos com os quais ele procurava inspira1ão e or1a para atingir sua conquista.e certa orma. oi um iel conselheiro de um senhor eudal. Por qu0? 5ão sei.#/u S da Nira.a) seu nome. "ou e/u.isse que atrav(s do ogo e/ecuta seus trabalhos de caridade. especi icamente 4 quimbanda e como tem uma rela1ão direta com o 'aboclo da Pantera. não teve nenhuma d+vida em usar o nome do lindo elino. trabalho no canto 9uando canto desmancho quebranto "ete cordas tem minha viola 2ou na gira de elenco e cartola 2iola ( o tridente 'igarro ( o charuto @ebida ( o mara o "ou "ete da Nira . # vale a pena ver a habilidade deste e/u manipulando o ogo. desde o motivo da simpatia. e esta coloca1ão do e/u ( interessante. bravo. com charme e um bom palavreado. at( o local de trabalho. #le contou sua história. Toje ele se considera um bru/o e atrav(s do elemento ogo. "ó o conhe1o incorporado nos terreiros como o querido mas temido #/u Morcego. e o mais elegante de todos. bem ao contr*rio. . trans igurado na i/a1ão de atingir um poder que não lhe pertencia. para ele.

eus da Nu6 e "erenidade> voc0 era a liga1ão entre o homem e a mente. #ra o momento certo. para encerrar a palestra. 5esta caminhada lenta da humanidade ganhastes muitas ormas e ostes bati6ados com in+meros nomes. pesquisar.. com ela.igin> Ravana para o hindu> os escandinavos de chamavam !6aloc:. atendias pelo nome de !rim. que punia para. 1O1 . no Hardim do Cden. ganhou um carma enorme. a distor1ão da igura do e/u seria o tema pre erido dos universit*rios e por isso levei umas cópias de um te/to eito pelo !ndir de "ou6a. onde retrata muito bem a olclórica igura dos e/us.uet. oi ao tema. T* uma nuvem cobrindo a dist.. ser entregue para o . mesmo contrariando a sua vontade. pelo respeito e aten1ão que tiveram para comigo. Para ganhar a simpatia do lado orte.para o eg)pcio. percebi. 5o #gito. voc0 seria tamb(m a assustadora serpente. !hP meu irmão de longa caminhada. voc0 era . esp)rito tenebroso. procurar sua origem e sua inalidade ( o direito de quem quer aprender.e !dão e #va proli erou a humanidade e. um dos pouco que nenhuma pergunta e6.nio. eras uma serpente que introdu6iu o primeiro pecado no seio da humanidade> eras o agente mas não o mal. voc0 oi Moloc:. os seus deuses. Para os en)cios. Y$alar de e/u não ( uma *cil tare a. decidiu pela primeira hipótese.ncia do seu princ)pio at( nossos dias. pelo sil0ncio. . 3 5ão agrade1a o respeito e aten1ão para sua pessoa. ter atra)do a aten1ão de todos para essa revela1ão. por(m.. e me preparava para sair. a morada de -s)ris que ( o . voc0 tamb(m era &i on ou !prites> a 'hina milenar te deu o nome de .1O1 todos os moradores desa ortunados do lugar. Para MoUs(s voc0 oi a bengala que apoiava o corpo nas at)dicas andan1as mas. -lhando para a turma... !gradeci a todos. uma guardião que castigava. . cujo interior era uma ornalha ardente onde os seus seguidores depositavam suas o erendas> para a P(rsia de Doroastro. se necess*rio. inquirir.te/to ala assim. quando um outro universit*rio. porque sempre acontece. bateu em meu ombro e disse. Por causa disso. depois de punido. 'omo eu imaginava.. #m cada povo uma personalidade e uma vibra1ão di erente. que est* resgatando nos terreiros da Umbanda. que em nenhum momento e/pressou.eus do amor e da cria1ão. seu medo e sua curiosidade. esp)rito angustiado e vingadorP. pois o livre arb)trio nos d* o direito de optar.

uma or1a.. não ( a causa nem e eito> ( sim um elemento. N+ci er.. "ão dois mil anos que o padre vem te projetando. . que serve de acordo com a vontade do pedinte ou a licen1a do patrão.1O= Para o nosso )ndio brasileiro. na pia batismal. e icaria assim se ao lado da religião não e/istisse a história. um "atan*s. !t( 1EGJ anos atr*s. a e/teriori6a1ão de consci0ncias mal orjadas. voc0 era visto e sincreti6ado como Para o mau artista. só vis)vel na lua nova e atrapalha a pesca. voc0 atendia por v*rios nomes e v*rias atua18es. não era mais que uma energia. Hurupari ( o mau esp)rito que tra6 pesadelo> 'uruganga o icia como assombra1ão. assim icou.. o mentor en im. como um homem. programando o subconsciente da pobre humanidade.ivinasP. voc0 de endia com maior e ic*cia os interesses econAmicos de seu criador. 5ão h* um concorrente das Neis . $or1am3nos a pensar que voc0 ( o e/ecutor por(m.. na metamor ose dos interesses de uma religião que amedronta e não esclarece. demAnio.mia e o mau gosto do artista que te e6 um agregado de homem e animal. !t( então. um diabo. Pelo pincel do pintor ou o ormão do escultor. . nada mais ( que o re le/o.. prova eloq?ente do direito de optar> respeito sagrado ao livre arb)trio do homem. "atan*s e als*rio que tentou #va e perdeu !dão.. no monte e levou Hudas 4 trai1ão. 5ós só conhec)amos o catolicismo como religião dominante.. ! tua imagem hoje. 'air( ( um antasma que aparece na lua cheia para punir os maus> 'atiti ( outro..diabo ( um rival de . padre era s*bio. te i6eram um monstro.. guerreiro.eus. Hesus não cedeu 4 sua tenta1ão. ( uma a ronta ao próprio 'riadorP !hP meu amigo. com longos cornos e p(s caprinos. 1O= .. uma vibra1ão. "abemos que o )ndio e o negro não conheciam um rival de . 'ausa3nos revolta v03lo assim des iguradoP ! in .. 'omo monstro. #le a irmou que e/u era o diabo e assim se propagou. "er* isso ou não?. diabo..hebreu te deu novas ormas e. &entou 'aim e promoveu o assassinato de !bel> tentou Hesus. uma grotesca obra. recebestes os nomes. h* sim. um anjo rebelde. o doutor...eus. voc0 com m+ltiplas un18es e personalidades.

. que atua em harmonia com seu gerente ou seja. #/u da Rua. um disparate. um -ri/*. das pedras. -/óssi e outros> no plano intermedi*rio. #N# ( a 'ria1ão. das estradas longas. mórbida. por(m. rid)culaP... ..eus não e/iste rival. do chão. 9uem amea1aria o diabo?. "enhores. não ( #X`P !quilo ( uma concep1ão prim*ria.. olhos saltados. o -ri/* Menor.. #/u3!d(. pregada e propagada aos quatro cantos do mundo pelos padres e seus disc)pulos.ivino 'riadorP 5ão podemos aceitar essa assimila1ãoP 1OB . servindo de intermedi*rio entre o -ri/* e o homem.mia.negro não servia a interesses inanceiros> perante .. #/u3-d(. este. -/al*. . por isso mesmo. #/u3<elu. #/u3&ameta.. dando3lhes pequenas o erendas. #/u3Mbanan. uma o ensa ao . #/u3Mb0. #/u ( um .bugre conhecia o 'aissor(. Um diabo. o policial. entidades que se tornam pesadelos. Memanj*. sab03lo3ia o bugre dispondo de uma mitologia in erior?. o guarda. 5a magia do negro.. . o Princ)pio e o $imP Para cada elemento #N# criou uma or1a dominante.. com p(s caprinos e barbas em pontas. do escuro. N* no alto est* a #nergia 'ósmica. -gum. guampudos. indecente. #/u3@ara. velhaca. #ntendemos que o diabo nos ludibriouP. aquele grupo de demAnios avermelhados..1OB uma corte de seres in eriores que. um guardião. !nhang*. #/u3Mtat*. um -ri/* que rege o plano 'ósmico mas.. o . tão inteligente. dentre agressivos. orientando.eva. um "atan*s?.. ( um mensageiro.. dos montes. o #XU..eva... #/u3@aru. aos quais obedecem e servem sem contestar. . o homem pode amans*3los. que dão maus sonhos e que estorvam a pesca e a ca1a. alsa. contudo. o mo1o de recado que vive na rua. 'uruganga. 5ão tinham uma no1ão semelhante.bugre e o negro não conheciam esta igura hebraica. ( honesta e eu a irmo. 'urupira. do terreiro. o -ri/*.negro não sabia que era o diabo. um encarregado. criou tamb(m.. o intermedi*rio. puramente a ricano. #ste pretenso rei ser* tão porco. tão mesquinho que se venda por alguns bicos de vela? "er* isso um rival de . da encru6ilhada..eus?. C uma agressão 4 nossa intelig0ncia> uma in . a minha disserta1ão talve6 não seja erudita. estão a servi1o de seres superiores..

. 1OJ . só pode ser ruto do interesse econAmico de escritores mal in ormados. não o . sem dec0ncia ou respeito pelo belo. não ( o Ravana do hindu. tentando introdu6ir uma imagem condi6ente com o altru)stico trabalho desses incans*veis irmãos #X`".. não ( nada dissoP. #ste demAnio besti icado não a6 parte deste PanteonP Por .igin do chin0s. não ( o @ar* do negro.1OJ #ste demAnio hebreu não ( o Plutão do grego. não ( o &i on do eg)pcio. !qui dou meus aplausos 4queles escritores que tiveram a honrade6 de procurar um novo sincretismo. não ( o 'aissor( do bugre.eus. não ( o !rimam do babilAnio.

a6 do e/u uma entidade violenta. 2oltou 4 carga o insolente. 2oc0 acha que sou burro? 3 Mas di6em que. 3 5a rua vive o homem sem lar> na rua vive o b0bado> a rua ( o escritório do ladrão> na rua e/iste a droga e o v)cio> na rua est* o desamparado> na rua vive a meretri6> na rua anda o desesperado> a rua ( habitada por todo tipo de marginal. o senhor não ( assim. proibido de vir na Umbanda. "e voc0 tirar o negativo. que a lu6 das velas do cong* lhe a6 mal e por isso. 5ão ( o que vejo e. o altar sagrado deve ser apagado e echado. uma eia lagarta.mpada. iluminando este lugar e a todos nós. estava andando no terreiro. todo espalha atoso. !lgu(m perguntou ao #/u &ranca Ruas se ele tamb(m a6 o mal. e logo poder* voar e a todos encantar. e/u j* oi lagarta. pensando em lhe a6er esta pergunta. com seu cambone ao lado. Parou na rente de um homem. carregando entre os dedos uma cigarrilha. neste momento. e perguntou. demonstrando assombro. continuou patrulhando o terreiro. 1OO . o que eles a6em. Respondeu o homem. . em outros terreiros. ela se apaga. !cho um nome estranho. $inali6ou. #sclareceu e. mal3humorado. 3 "e usam meu nome e o aceitam. sem esperar resposta. di6em ainda. 3 ! linda borboleta j* oi antes da clausura. o problema não ( meu.#/u &ranca Ruas das !lmas. disse. 3 Meu ilho. 'ompletou. quando questionado com pergunta semelhante. encerrando a questão. 3 "abe por que o meu nome ( &ranca Ruas? 3 #stava. muito menos. a6 quinhentos anos que desencarnei e ainda venho nos terreiros ag?entar voc0s para ganhar minha evolu1ão espiritual. #u tranco toda essa in elicidade.lado olclórico da Umbanda.1OO CAPITULO 2 O NOME TRANCA RUAS . praticando tanto o bem como mal. a quimbanda hoje ( seu casulo. 5ão posso concordar com isso. -lhe aquela l. 3 Por que di6em negativo e positivo? "e a quimbanda ( negativa.Pai Maneco. como pode ajudar? 3 2oc0s perguntam muito e pouco sabem. C o encontro per eito do negativo e do positivo. e. .

( o esp)rito da mulher que morreu na cama que ela dorme. me a6er um pedido desses. 3 $a1a isso voc0. continuou andando. $oi quando me lembrei que sua cama pertencia 4 uma das tias que estava enterrada no t+mulo que a Redda estava cuidando. 3 #stou com vontade de ir visitar o cemit(rio. ela comprou umas lores e est*vamos entrando pelo portão principal. toda amorosa.1OQ CAPÍTULO 3 UM CASO QUE N1O < PARA EDU 5o automóvel. não me e6 hesitar. .histórico de nunca ter demonstrado desejo de ir visitar o cemit(rio. #nsinei. # isso nos preocupava. deve. ui surpreendido com um pedido da Redda. sem ter tido sucesso na medicina tradicional. igual borboleta nas lores. 1OQ . $oi quando senti a presen1a orte do #/u &ranca Ruas das !lmas.escemos. no ja6igo da am)lia dela. al(m de não poder.e ato. indo apressadamente para casa. por ter entendido ter sido seu pedido mais uma inspira1ão do que uma vontade. at( que. reclamando. dispensar toda aten1ão 4 sua jovem am)lia. !tendi seu pedido. e retrucou. a6er a sauda1ão ao #/u &ranca Ruas das !lmas e a todo povo do cemit(rio. Is ve6es a1o coisas estranhas. na entrada. em hor*rio de almo1o. rumando ao santu*rio dos mortos. parando em v*rias sepulturas. !quela pessoa doente est* com um encosto. nem levar lores para nenhum morto. quando adverti. com a ponta do dedo m(dio bater no chão tr0s ve6es e pedir licen1a para o #/u 'aveira> dar tr0s passos. sem se importar com que ensinei. depositou o ramalhete de lores e come1ou a ajeitar os demais en eites. . por nós dois. pelo inesperado surgimento de incomoda depressão. dei/ados por outros amiliares. . #la. num dia comum da semana. pacientemente. preocupando a todos. sabendo que o trabalho pro issional nos aguardava. diante de estar de inhando a olhos vistos. para variar. cumprimentar seu -mulum> mais tr0s passos. pela doen1a. #stava mal. uma amiliar nossa. 3 &enho que pu/ar tua mulher para c*. 3 2oc0. % e/pressou. e era uma pessoa e/tremamente apegada 4s suas coisas. #sses são os sinais que devem ser observados. sem nenhuma surpresa pela rea1ão. dei meia volta. só para alar com voc0. estava passando momentos di )ceis. #la oi.

em orma de cobran1a. #sp)rito que a6 isso. inteligente e cuidadosa. C trabalho para uma linha mais suave. talve6 a dos pretos.1OS 3 # por que o senhor não a tirou de l*? Resmunguei. 3 "eu burroP #sse tipo de esp)rito. pode a6er o mal? 5ão acreditoP # ele tem outras histórias. 1OS . de orma delicada. um amiliar apenas desorientado. não deve jamais ser levado por e/u. cheias de moral.

para eu poder alugar por um pre1o melhor? . tendo um caso amoroso com ele. e sei que voc0 tamb(m não. ora do meu terreiro. "er* que o senhor pode tirar de l* aquela am)lia.#/u &iriri. #la pediu. icou olhando i/amente para a mulher.que voc0 quer? 3 C que estou apai/onada por um homem casado. uma pomba3gira est* com um problema numa consulta. "ão pequenas amostras das consultas dos e/us. 3 #/u &ranca Ruas. eu tenho uma casa alugada por pre1o muito barato. inclusive o #/u &ranca Ruas das !lmas. #le levantou3se. estavam dando suas consultas. #st* solicitando sua presen1a. 3 . . uma entidade de elevada hierarquia no plano espiritual. 3 . uma mulher j* madura. Mas achei melhor pedir tua presen1a. . quando ele oi interrompido por um capitão3de3terreiro.e/u olhando para a consulente. incorporado em um m(dium.que est* acontecendo? 3 &ranca.epois disso. esta mulher est* me a6endo um pedido que não gosto. 3 #/u. . "entenciou. Mas antes tenho que achar uma casa melhor e mais barata para a am)lia que est* morando em tua casa. oi ao lugar indicado. . perguntou. estava atendendo uma pessoa. ela vai icar livre. e perguntou. e não hesitou. 5ão são maravilhosos? 1OG .1OG CAPITULO 4 CONSULTAS DOS EDUS ! gira estava se desenvolvendo num clima tranq?ilo. 3 Posso sim.#/u &iriri.e/u chamou um capitão do terreiro. 3 Ponham essa mulher para apontando a porta da sa)da. &anto os e/us. <ritou. como as pombas3giras. 9uero que voc0s a1am ele largar a esposa para icar só comigo.

hoje quero ir para a calunga. #m (pocas anteriores. 1OE . itas. ir)amos ver o sol nascer de qualquer jeito .e/u &ranca Ruas das !lmas avisou que hoje um grupo nosso dever* a6er a entrega do trabalho dentro do cemit(rio. trabalhavam em cima do trabalho. mas. charutos e mais alguns elementos. mais uma ve6. principalmente o espiritual. ele chegou perto de mim e alou. mais uma ve6. por respeito. mas vou icar incorporado at( o sol nascer. #m uma gira eu incorporava. durante a madrugada. ! gira continuou orte e em alguns momentos e/igindo muita aten1ão minha para que não se desorgani6asse. quando era necess*rio. . Preveni.1OE CAPITULO 0 ESPÍRITO N1O 7RINCA Meu pai3de3santo Nui6 <olini trabalhava comigo no terreiro. havia sido v)tima de um trabalho de magia mal intencionado. o e/u. e ingia não nos ver. -utros e/us e muitas pombas3gira. nossa entidade comum. mara o. ! certa altura. #ra para ajudar uma pessoa que estava passando muito mal e. com quem eu divida as incorpora18es do #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 Meu ilho. avisou. 'hamei a aten1ão da corrente. jamais ia di6er isso para o e/u.guardião icou nosso amigo. Meia hora depois do aviso da decisão do e/u. o poderoso e/u me chamou. # oi nisso que estava pensando. brancas e pretas. Pedi sua autori6a1ão para comunicar 4 corrente a sua decisão de ir ao cemit(rio. acesas no ponto riscado. )amos em um cemit(rio perto do terreiro. 3 !ten1ão. &odos de branco. "e não osse a hora avan1ada que terminava. !s velas vermelhas. !queles que amanhã precisarem trabalhar cedo estão dispensados. iluminavam o terreiro. pelo que se via. $iquei eli6 com a not)cia. talve6 at( gostasse. H* não tinha mais idade para isso. . #le era grande. segundo in orma18es. mas icaremos aqui at( o sol nascer. alguidar com aro a e a6eite de dend0. pois. chegou perto e. eu estava comandando e ele estava incorporado com o e/u. com certe6a. #sperar o sol nascer dentro do terreiro era bem melhor que ir no cemit(rio. 3 5ão vou mais ao cemit(rio. 3 . a correnteP . e na outra ele. #m uma dessas giras. a6endo um trabalho no meio do terreiro. para minha elicidade. mas ir para a calunga me cansava.#/u &ranca Ruas avisou que ele não vai mais ao cemit(rio. acend)amos velas nas sepulturas e a6)amos entregas. Meia hora depois. 5unca reclamei por e/cesso de trabalho.

5o instante que ui comunicado ter que ir ao cemit(rio. aceitaram e assumiram o trabalho. 3 Meu ilho. o amoso e/u disse. Um pai3de3santo amigo meu estava participando da gira. "e eles vinham no terreiro. ou brincando. com certe6a o #/u &ranca Ruas oi comunicado que eles viriam busc*3la no próprio terreiro. Pode parecer. Msso di icilmente acontece. local da vibra1ão dessa alange espiritual. 'om o charuto em uma mão e o copo de bebida na outra. Pensei que o e/u estivesse nos testando. que o esp)rito est* brincando. o #/u &ranca Ruas das !lmas teria que esperar a vinda da poderosa alange. 1QF . #les vieram antes. a entrega deveria ser eita no cemit(rio. se bem que nunca tinha visto esse a6er isso. 5esse caso. depois voc0 pode encerrar o trabalho e pode descarregar o ponto. o terreiro de voc0s est* de parab(nsP . podendo ser ela encerrada. o ponto era para chamar o povo do cemit(rio para assumir o trabalho.1QF 3 2ou subir. nem da continuidade da gira. 5ós ( que não alcan1amos. "eria uma grande surpresa se tudo tivesse sido apenas uma brincadeira. nem que osse at( o sol nascer. não precisando ser no cemit(rio. 4s ve6es. a intelig0ncia das entidades. incorporado com o #/u <ira Mundo. mas no undo sempre e/iste uma ra6ão. 4s ve6es. não havendo mais ra6ão da sua presen1a no terreiro.povo do cemit(rio veio buscar o trabalho aqui no terreiro. ! e/plica1ão do #/u <ira Mundo deu sentido a tudo.

9uei/ou3se. ser* que o senhor poderia dar um jeito em minha coluna? #la dói muito. Parando 4 sua rente diante de toda a corrente e das prov*veis tre6entas pessoas da assist0ncia. !pesar disso. dei/ando um sorriso maroto de canto da boca como se osse o deleite do guerreiro vitorioso. . passo os olhos pela assist0ncia para ver se est* tudo em ordem. entrela1ando os magros bra1os com o gordo 1Q1 . 3 #/u &ranca Ruas.$onsecaP #le não tinha jeito. deu3lhe as costas e. al(m de incorporar os esp)ritos. 3 . que incorporou no Pai Nui6 de -gum. !pontando para sua saliente igura. soltou um largo sorriso. !o inv(s de demonstrar constrangimento. quis dei/*3lo constrangido. um m(dium de nossa corrente que pesava cento e quarenta quilos e. icou por uns instantes olhando3o i/amente dei/ando sem jeito o m(dium. Pu/ou3o para perto de si. 'omo sou daqueles que pre ere correr o risco de perder um amigo em troca de uma boa piada.everia pesar naquela (poca uns sessenta quilos. daqueles que a6 uma pergunta levantando meia sobrancelha moldurando um olhar irme e penetrante. levantou3se e saudou a todos os presentes. Tomem alto. &alve6 por isso sua dor na coluna se agravava. icava por mais de quatro horas dan1ando e cantando. 2oltei3me para o cong* decepcionado com a minha racassada tentativa e dei in)cio aos trabalhos da noite. a ponto de arrancar aplausos da corrente. alante e inteligente. ele ( uma pessoa bastante inteligente e agrad*vel. com os bra1os cru6ados e uma cigarrilha entre os dedos. 'om os olhos i/os no Hos( Maria. cabeludo e vasto bigode. entendido da linguagem esot(rica e dos segredos da magia. como li1ão 4 sua petul. . o saudei. 3 &emos o pra6er de hoje ter entre nós um grande espiritualista.ncia e a boba satis a1ão. antes de dar a abertura na gira. !proveitando3se de um momento que o #/u &ranca Ruas das !lmas levantou de seu toco apro/imou3se dele o Hos( Maria. o pai3de3santo que me preparou dentro da lei da Umbanda para e/ercer esse honroso grau dentro da nossa religião. 'hamei a entidade che e o poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. indiquei a todos. destacava3se o corpan6il do $onseca. uma engira de quimbanda. mesmo dono desse corpan6il.1Q1 CAPÍTULO 2 O FONSECA 'omo sempre a1o. 5o meio dela.Nui6 ( um homem magro. bem apessoado.

este ( um amigo meu.e orma mansa e delicada para não contrariar o #/u. 5aquela noite não incorporei nenhum esp)rito só para. 3 Meu ilho. #n im. #u tamb(m não tirava os olhos da chama da vela para ver se não queimava a madeira. me d0 uma vela. j* acostumado com esses enAmenos. 'onvidei3o para ir conversar com o #/u &ranca Ruas das !lmas. encostando3a acesa na parede. #m mim ele torna3se mais cerimonioso e com o Pai Nui6 mais e/ibido. quando incorporado em mim ou nele. a vela não caiu e o ogo nem chamuscou a parede. 5o dia seguinte o $onseca oi me visitar. 3 2oc0 acha que vou a6er isso? #nquanto ele alava. alei. levantou3o. procurei ver se o $onseca estava assistindo a cena. inclinou3se. o que eu j* esperava. C teoricamente imposs)vel o que v)amos no terreiro. ontem 4 noite. com a mesma entidade. &omando a iniciativa da conversa.1Q= Hos( Maria. e algum guindaste depositar sobre suas costas um peso igual ao do Hos( Maria. ele acendeu3a e. que vem só para buscar um a/( do senhor. Pediu o #/u. Pedimos licen1a e sa)mos. cuidar da vela. o $onseca icava só olhando assustado para a vela grudada na parede. Mas iquei preocupado. como j* alei. #u imagino que se o Pai Nui6 icar na mesma posi1ão. .ato da vela. o senhor vai queimar o terreiro. 3 Meu Pai. 3 Meu Pai. Pela orma1ão da terceira energia essa entidade modi ica3se sem perder sua ess0ncia. #m todo caso eu. não dei muita import. alou. 'urioso. 3 Msso quer di6er que voc0 gostou da gira. 1Q= . 3 Realmente. dei/ou3a como se estivesse pregada. não me impressionou.Pai Nui6 e eu trabalh*vamos % e ainda trabalhamos. mas iquei eli6 porque passou a dor da coluna do Hos( Maria. # ele queria trocar id(ias sobre a gira e o que viu. a inal a parede era de madeira. ele ser* esmagado. de minuto a minuto. #le estava. vi coisas incr)veis. e saiu com ele andando pelo terreiro. com uma simples pressão ter grudado na parede. #ntreguei3lhe uma vela branca. . costas com costas.ncia ao ato. . o ort)ssimo #/u &ranca Ruas das !lmas.

! grande magia voc0 não reparou. despedindo3se. $ugindo do seu estilo. recriminando sua alta de observa1ão. 5ão vejo isso como magia. 3 &em lógica. 3 . 3 !cenda. # o #/u quando incorpora em voc0. 3 !queles atos di erentes. não discutia e muito menos tentava impor os seus conhecimentos. ou dei/ar o Hos( Maria mais leve. . . 3 <ostei da Umbanda. a levita1ão unciona assim. &entou e/plicar. $alei categoricamente. ! irmou o $onseca. . e tinha ganho de um consulente uma cigarrilha. 2oc0 sabe como ele e6 para grudar a vela na parede e acender uma cigarrilha com uma pemba? 3 5ão sei qual oi o processo e nem tenho necessidade de sab03lo.#/u estava incorporado em mim. 1QB . entregou3lhe a cigarrilha e ordenou. para esconder seu assombro. tamb(m a6 essas coisas? 3 9ue coisas? $alei. 3 'omo ( poss)vel um m(dium ran6ino como o Pai Nui6 pAr nas costas um homem daquele peso e ainda sair andando um bom tempo pelo terreiro? C por essas coisas que a Umbanda ( considerada cheia de magia? 3 #le deve ter usado a energia dos m(diuns para dei/ar seu cavalo mais orte.ei/o essa parte por conta deles. 2ou voltar outras ve6es. #/pliquei. . 'ontei algumas passagens do #/u &ranca Ruas das !lmas. #sclareci.$onseca estava di erente. a6endo3me de desentendido. encostou na ponta da cigarrilha apagada e devolveu3a para o cambono depois de ter acendido a cigarrilha no colorido peda1o de gi6 e j* estar dando boas ba oradas. !s entidades não costumam brincar e o ato dele ter criado essa situa1ão deve ser por alguma ra6ão que oge ao nosso entendimento. incorporado comigo. principalmente uma que achei muita gra1a. !penas não sei.1QB 3 <ostei. $oi quando ele estava no meio do terreiro manipulando os elementos da terra para criar um campo de or1a para eliminar uma energia negativa que estava prejudicando aquela am)lia sentada na sua rente. 5os trabalhos de e eitos )sicos.cambono naquele momento estava distra)do.e/u pegou a pemba. #le chamando seu cambono. e entendeu que ele tinha pedido uma pemba. 'uidadosamente entregou a ele uma pemba vermelha.

com on6e anos. Protestou. 'ontinuei paciente. . a sua te6 morena e os seus cabelos eram longos e ca)dos sobre os ombros. 3 2oc0 não pode imaginar o que ( ser criado sem um pai. o mesmo do apóstolo. 3 5ão gosto dele. 'om essa idade. Usava uma cal1a jeans e uma bota marrom. #ra corpulento. "ua e/pressão irradiava ódio. e at( hoje amargo não ter tido um. "omos di erentes. !o pai cabe todas as tare as di )ceis. !proveite essa ben1ão. 3 9uantos anos voc0 tem? 3 2inte e tr0s. Reclamava dei/ando transbordar revolta. mas quando os alisava. C ele quem educa o ilho. mantendo sempre as sobrancelhas cerradas. Uma camiseta justa e sem mangas dei/avam 4 mostra seus bra1os ortes onde se via uma enorme tatuagem de um dragão. e ele não me entende. só estudo. 5ari6 bem eito.meu morreu quando era crian1a.1QJ CAPÍTULO 4 MONTE DOS DROGADOS #m minha casa ouvia pacientemente um jovem e/travasar todos os seus recalques. #le estava destoando da minha ina poltrona cl*ssica. #u observava o jovem. 3 5ão quero que ele morra. 'omo os ilhos são injustos. #stava procurando argumentos para sensibili6*3lo. eu j* tinha dois ilhos e mantinha a am)lia 4 custa de meu trabalho. o protege e prov(m. 5a sua opinião o seu pai era o culpado pela sua vida desastrada. Respondeu secamente. "eu nome era Nucas. dava para ver dois brincos prateados. @om ou ruim. ele est* ao teu lado. 3 9uem paga os teus estudos? 1QJ . !s orelhas estavam cobertas pelos cabelos. 3 2oc0 trabalha? 5ão. Menino ele não era mais. al(m mil e tantas outras tare as de sua responsabilidade. Nembrei que iquei ór ão. mas se isso acontecer não vai me a6er nenhuma alta. Nucas. Perguntei. com uma enorme boca e dentes corretos.

3 #/u.1QO 3 Meu pai. # ainda reclamava? . 'omo posso ajudar voc0? 3 #u acho que meu pai est* perturbado. por isso estou aqui. Re reei esse sentimento por ter sido procurado pelo Nucas como pai3de3santo. H* sentado diante do poderoso e/u ele come1ou a e/plicar. vivia da mesada. Minhas palavras surtirem e eito. Respondeu com a revolta inicial.. !jeitei para ele uma consulta com o #/u &ranca Ruas das !lmas. "empre gostei de conversar com os jovens mostrando a m*/ima sinceridade. e o respeito m+tuo deveria prevalecer.Nucas me con undiu. o que me dei/ou satis eito. moro com meus pais. não sei o que voc0 quer de mim. 3 2oc0 mora so6inho? 3 5ão. #stou pedindo para voc0 alar com os esp)ritos para ver se eles podem resolver esse problema. cada um vivendo o seu mundo. . mas eu j* estava do lado do injusti1ado pai. !gi dessa orma. 2oc0s são gera18es di erentes. comia e dormia na casa dele. &em momentos que corremos o risco de sermos injustos. 'omo ele (? Perguntei para descontrair. .uas ve6es. # uma das tare as do dirigente espiritual ( ajudar os outros sem julgamentos. era um p(ssimo estudante e jogava ora o dinheiro dele . 3 &oma o ca ( da manha de gravata.Nucas icou calado e por alguns momentos pensativo. -rientei bem como ele deveria alar com a entidade. Mas por que voc0 pergunta? 5ão dei oportunidade para ele re letir.. 3 2oc0 j* repetiu ano da escola? . 1QO . não gosta de musica e briga comigo sempre que pode.o que? #le era um n(scio desajustado e ingrato. 5ão gostava do pai. "e ( ajuda espiritual que voc0 est* buscando preciso que voc0 v* no terreiro alar com a entidade. 3 5a verdade. 5ão sei at( que ponto entendo os jovens. 3 #u não conhe1o teu pai. 2oc0 quer que teu pai te aceite do jeito que voc0 se veste e pensa. $alei delicada e paternalmente. 3 #u espero que XangA te a1a mais justo. #ngatei outra pergunta. eu tenho um problema. mas ao mesmo tempo não o aceita como ele (.

"eu estado geral e/igia socorro. 3 'onte3me as besteiras que voc0 e6. 2oc0 ( um idiota que uma maconha. meu cavalo e teus amigos. #ssa porcaria da tua cabe1a j* esta quase destru)da. !lgumas entidades incorporadas em seus m(diuns trabalhavam com o Nucas. #m prantos concordava com todas as revela18es do e/u. . ou seja. . enquanto o e/u &ranca Ruas das !lmas. . 3 ! droga e o *lcool. e muitos deles icam inertes. 9uando desencarnam. e/plicava aos cambones o que era o monte dos drogados. do ponto riscado e de outros elementos como ponteiro. mesmo eu. criando larvas circulantes dentro da aura do viciado. "em nada di6er. come1ando hoje. 3 5ão entendi. @albuciou o Nucas. no c(rebro da pessoa. -bedecendo o princ)pio que não e/iste retrocesso espiritual. come cogumelo eito um animal e se droga com req?0ncia. não gosto de ir l*.Nucas arregalou os olhos. provocam les8es cerebrais que se espalham pelo perisp)rito. sentado em seu toco. mas a mim não. -uviu uma amea1a assustadora.Nucas icou sensibili6ado. Puro engano. 1QQ . 3 "e não interromper esse vicio imediatamente quando voc0 desencarnar poder* ser atra)do para o monte dos drogados. a6endo o esp)rito perder seu livre arb)trio. . obedecendo um processo natural. icou ouvindo o e/u alar. 3 2oc0 pode enganar os teus pais. das bebidas. !pesar da assist0ncia e cuidados dos esp)ritos obreiros preparados para atenderem esse tipo de doen1a podem icar animali6ados durante um estagio que na medi1ão do tempo da terra pode durar centenas de anos. $alou no seu estilo. imã e io de cobre. pois quando se concentram elas aumentam a lesão cerebral.1QQ . voc0s imaginam que o esp)rito do desencarnado permanece igual ao estado que mantinha quando ainda encarnado. todas essas m*culas retornam ao lugar de onde sa)ram.lugar ( escuro e. . 3 2* para o meio do terreiro que vou a6er uma s(rie de trabalhos. $alar com o #/u &ranca Ruas das !lmas não ( *cil. $oi descoberto.e/u determinou. #/plicou pacientemente o e/u. "ua marcante presen1a a6 dos consulentes presas *ceis. amontoados em um tipo de vala.esp)rito interrompeu. 2oc0 não gosta do teu pai porque ele sabe disso e não te d* dinheiro para voc0 se corromper.Nucas j* estava sentado diante de v*rias velas.

como oi outrora. ormando um quadro inesquec)vel da maldade humana. alem com o melhor amigo de voc0s. ! depend0ncia das drogas oi mais orte que sua vontade. quer provendo suas necessidades. 1QS . . e sua idiotice o tornou incapa6 para o trabalho. .1QS . -s corpos eram jogados em valas. # tudo isso com terno. 9uem pode ensin*3los? -ra. "ua incapacidade mental o obrigou a abandonar os estudos. 3 Procurem saber o que ( e porque e/iste no espa1o o monte dos drogados. amontoando3se uns sobre os outros. principalmente porque ele ( hoje. 3 2oc0s devem ter a lembran1a daquelas otogra ias divulgadas após a guerra dos campo de concentra1ão dos na6istas. quer dando % como todo pai a6. enquanto o e/u alava. mas não sarou.relacionamento com seu pai oi normali6ado.Nucas melhorou. sob uma t0nue lu6 avermelhada. seus pais. era parecido com isso com algumas di eren1as. -s corpos estavam de ormados.que eu vi. o seu amor. o seu sustent*culo. gravata e trabalho. 9uando tenho oportunidade aconselho os jovens. .epois de encerrado o trabalho eu relatava 4s pessoas que ouviram a e/plica1ão do e/u sobre as vis8es que eu como m(dium gravei sobre o que o e/u chamou de o monte dos drogados. Toje se droga para suavi6ar a necessidade. tudo isso. esquel(ticos e se moviam como vermes "uas mãos estavam sempre buscando algo como se osse um socorro para sair daquele dantesco in erno e.

de conhecer o terreiro. ( uma pessoa muito interessante. a da Pomba3gira Maria Padilha. curioso e muito interessado em conhecer a Umbanda. 9ueria ter a liberdade para pedir e/plica18es. 3 Pode icar certo que respeitarei teus segredos. 5o dia e hora combinada. 3 'laro. # o que ( essa seguran1a? 1QG . !bri a porta. mostrando o que tinha dentro... che e da quimbanda em nosso terreiro. #m cima de um toco de madeira. mas não no dia de gira. 3 ! primeira pergunta vai ser sobre aquela casinha pequena. que não conto. !pontando para o chão. porque não sei. analisando inteligentemente todas elas. observei.1QG QUARTA PARTE CAPITULO 9 O TERREIRO . apenas. Pai3de3santo quando a irma não poder revelar alguma coisa ( porque não sabe responder. &alve6 por isso. 3 5ão tenho segredos. gostaria muito. tamb(m chamada tronqueira. &ranq?ili6ei o simp*tico amigo. cuidada pelo e/u guardião. #/pliquei. 3 $ernando. onde est* incada a seguran1a eita pelo #/u &ranca Ruas das !lmas. terei imenso pra6er em mostrar tudo. Procurou3me.Kaldomiro ( um espiritualista. 3 !qui ica a seguran1a e/terna do terreiro. no caso um alangeiro do #/u &ranca Ruas. para ele olhar melhor. 'r0 em . #le icou observando e acho que sentiu alguma coisa. buscando ansiosamente a ess0ncia de todas as religi8es. estava a imagem do #/u &ranca Ruas e ao seu lado.eus e para ele todas as religi8es são boas. mas a nenhuma ( iliado ou adepto. "e eu não souber. 3 #mbai/o desta laje tem um buraco. l* na entrada. digo. rindo. parecendo impressionado. pedindo. entramos no terreiro. . porque icou muito calado. # sa) de lado. esbanjando cultura religiosa. se voc0 permitir. 2oltamos para a casinha que despertou tanta curiosidade.isse.

"ua or1a ( indiscut)vel. os e/us mandam elas trabalharem. 3 -nde elas se encai/am com os e/us? 3. eito por ele. 3 C verdade que as pombas3gira são os esp)ritos das prostitutas? 3 ! pomba3gira ( o e/u eminino. 3 # as velas acesas. claro. #m casos de amor. olhava os atabaques. $icam sempre a)? 3 &oda semana. entramos no terreiro. 3 #las e/ploram esse lado do olclore. &odo e/u tem a sua pomba3gira. mas hoje são esp)ritos evolu)dos. um ponto riscado. iquem embrabecidas. os quadros representando as entidades. al(m de encher os copos de suas respectivas bebidas. #las são au/iliares diretas dos e/us. buscando sua evolu1ão. e para a pomba3gira.irigi3me ao meio do terreiro e. a6endo seus cavalos usarem roupas e/travagantes. ajudando os homens nos terreiros para. machadinhas. em vida. ! prova da submissão das pombas3giras aos e/us ( que elas não riscam ponto para trabalho. $ique certo. 1QE . carvão. aqui estão enterradas as armas do 'aboclo !:uan. ganhar sua evolu1ão espiritual. como o e/u. o -ri/* che e espiritual da casa. curvando3me e batendo tr0s palmas. bati o dedo tr0s ve6es onde tem uma estrela em granito. ervas. suavemente. ! irmou. tenham sido mundanas. espadas. C um ori/* trabalhador. sal. que elas são entidades maravilhosas e doces. acendo para o e/u uma vela branca. ela não ( prostituta. embora. uma vermelhas e outra preta. 'omo e/pliquei l* na &ronqueira. arcos e lechas. 3 "alve todos os -ri/*s da Umbanda. cobre e mais uma por1ão de metais. ajoelhado. !o contr*rio do que muitos pensam. #le curioso. e saudei. C um campo de or1a e ainda. . como ponteiro. bebidas e algumas coisas mais. 9uem risca o ponto para a pomba3gira ( o e/u. erro. 3 !ssisti uma gira de quimbanda e elas me pareceram escandalosas. desespero e consertos amiliares.1QE 3 #le pAs v*rios elementos. @ombardeou. Parecendo satis eito. 3 # por que ele? 5ão podia ser outro?. uma vermelha. algumas at( com longas piteiras e não dispensam os per umes e lores. que ornamentam as paredes. 3 Por quer voc0 a6 o cumprimento nessa estrela? 3 C a seguran1a do terreiro. se pintando com e/agero. Pode ser que algumas delas. $umam cigarros so isticados. 4s ve6es.

dei/ando uma belo ensinamento. 3 #/iste um ritual para isso. $a6 parte do ritual. na Umbanda jogamos o obi ou acendemos velas. são di erentes? 'onte3me. muito embora todo teu jeito seja de XangA. 3 .1SF Pelas min+cias das perguntas. 1SF . ( um admirador do 'aboclo Rompe Mato. #le perguntou3me. 3 C por isso que nas giras. #le perguntou. meu ilho. 2oltei ao meu interlocutor. querendo adivinhar. #st* errado. jogam3se os b+6ios. meu ori/*. e/ceto se levantarem as armas do caboclo e orem substitu)das por outras. !qui só as coisas sagradas do terreiro ( que podem icar depositadas. eu mando na minha casa. a casa sempre ser* de -gum. tocos de charuto e papeis com pedidos. o 'aboclo !:uan. 3 2oc0 disse ser ilho de -gum. Respondi que era o senhor. Nembrei da 'ris Mendes. 'ada terreiro tem o ori/* mandante. Pode tamb(m ser eito com uma cebola cortada em quatro peda1os. só o pai3de3santo pode por alguma coisa. por isso que tem seu assentamento embai/o desta estrela. atrav(s de meu pai e ilho dele o 'aboclo !:uan. de acordo com seus assentamentos. ( quem manda. Respondeu. o Paulinho. 2ejo 4s ve6es velas. #u não soube responder. vem irmar o terreiro para o trabalho subseq?ente. Pareceu satis eito com a e/plica1ão.espertei sua curiosidade. como vou saber de quem sou ilho? Perguntou. Mesmo que eu saia do terreiro. 3 Por eu ser o dirigente material da casa. no plano espiritual. quem mandava no 'aboclo !:uan. ! linha de -gum. 3 'omo jeito. 5o candombl(. na casa dele. 5ão devia ter alado. imaginei uma longa tarde. quem mandava no 'aboclo Rompe Mato. 3 "eo !:uan. na sua inoc0ncia. . 2enha uma noite de trabalho e jogarei para voc0. curioso. -gum. $alei. voc0 chama primeiro a linha de -gum? 3 "im. Parou em rente ao cong* e icou olhando todas as imagens. "entou3se 4 rente do 'aboclo !:uan e e/plicou. ilha de -gum e que trabalha com o 'aboclo Rompe Mato. 3 9uem cuida do cong*? 9ualquer um pode por uma imagem no altar? 3 5o cong*.iga para ele que quem manda no 'aboclo !:uan ( o Rompe Mato. C como na vida material. e/atamente por isso. depositados no cong*. e voc0 na sua. uma m(dium do terreiro. # eu.

#/pliquei. pelo isolamento. #stou gravando desde o come1o. 5ão ( agressivo e quando agredido pre ere demostrar superioridade. pegue este caderno e tome nota. !t( na escolha das tare as. Mnterrompeu. -s ori/*s agem diretamente na ess0ncia e comportamento de cada um. nos escritórios e na lida com pap(is. C teimoso. laconicamente. um encontro com a harmonia universal. -/al* ( o -ri/* maior e por isso mesmo não atua diretamente em elementos do planeta. buscando. atingindo seus objetivos de orma bem natural.e todos os -ri/*s. mas não se submete acilmente 4 lideran1a de outro. . <osta de transmitir seu g0nio calmo. não manda e não gosta de ser mandado. 3 2enha. ia entender. quando o busca. 3 #/plique tudo. Retomando a palavra continuei. quer as coisas sem demonstrar. um por um. com tend0ncia ao so rimento. voc0 prometeu. mas não cede em seu ponto de vista. 3 #st* certo. 2ou di6er.1S1 3 'ada um tem uma in lu0ncia muito grande de seu ori/*. a6endo isso por interm(dio dos outros -ri/*s. mostrando um pequeno gravador. vou alar. depois não se quei/e. ou seja. 3 5ão ( l)der. o ilho de -/al* talve6 seja o mais organi6ado. deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar deter a sua natural teimosia. 3 #/plique melhor. Respondi. &em um tend0ncia muito orte para a solidão.ilho de -/al* ( uma pessoa normalmente tranq?ila. sentei3me e comecei a alar. sorrindo. sente aqui e ale. 1S1 . 'obrou. de andar sereno. no dia3a3dia. !chei gra1a. 3 !gora entendo a história do secret*rio. eles recebem in lu0ncia. 3 . 5osso secret*rio ( ilho de -/al* e o &esoureiro de XangA. 3 "e voc0 soubesse os caracter)sticos de cada um. Para que o ilho de -/al* tenha uma vida melhor. 5a teimosia não gosta de impor suas id(ias. 3 'omo assim?.isse. . sem a oba1ão.

@rigam e 1S= . #le ( a oito. "eu g0nio ( muito orte. demonstrando muito interesse nas e/plica18es. "eu temperamento di )cil e rebelde o torna. atrav(s dos seis ori/*s.ncia. acas. -bservou. % e/pliquei. ( verdade. XangA na pedreira. -/óssi na mata. -gum ( o -ri/* da guerra. Me parece muito orte. imediatamente o largam e partem em procura de outro. C uma pessoa de tipo esguio e procura sempre se manter bem isicamente. 5ão recusa a luta e quanto maior o obst*culo mais desperta a garra para ultrapass*3lo. quase um desajustado. Uma marca muito orte de seu -ri/*. !dora o esporte e est* sempre agitado. . Mnicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. 'omo os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas. 3 "im. -/al* atua em todos. desde a in . 'ontinuei. 5ão admite a injusti1a e costuma proteger os mais racos. 5enhum ilho de -gum nasce equilibrado. !dapta3se acilmente em qualquer lugar. 'ome para viver. assumindo integralmente a situa1ão daquele que quer proteger. Memanj* no mar. quando o atingem.Kaldomiro icou em sil0ncio. !ma o desa io. "eu ilho carrega em seu g0nio esses caracter)sticos. C ranco. C insaci*vel em suas próprias conquistas. 'omentou. os ilhos de -gum perseguem tena6mente um objetivo. ( tornar3se violento repentinamente. não a6endo questão da qualidade ou paladar da comida. 3 #ntão. Muitas crian1as 4s ve6es são levadas aos psicanalistas por mostrarem um g0nio di )cil de lidar. ! sua impaci0ncia ( tão marcante que não gosta de esperar. 5ão a6 rodeio para di6er as coisas. #st* sempre em busca do que ( considerado imposs)vel. 5ormalmente o ilho de -gum ( rela/ado com seu cuidado pessoal. . alsidade e a alta de garra. da demanda e da luta. ( por isso que ouvi alar que os oguns não icam parados no terreiro. em movimento. 3 Msso ( um aviso aos pais. -/um nas *guas doce e cachoeiras. #/plique melhor essa parte. espadas e das coisas eitas em erro ou latão. ( um l)der. &em decis8es precipitadas. e Mansã no raio. 3 #spere a). 'ontinuei. 5ão admite a raque6a. desde que não seja desrespeitado. muitas ve6es at( com assustadora agressividade. "abe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado. Neal e correto.1S= 3 -gum atua no erro.Ydi )cilZ ( a sua maior tenta1ão. Por ser -gum o -ri/* do $erro e do $ogo seu ilho gosta muito de armas.

5ão assume os problemas dos outros. por mais incr)vel que pare1a. os pais devem ter paci0ncia.iante das di iculdades próprias ( muito hesitante. preocupado com todos os problemas. mas ica lado a lado ajudando3os. ( muito apegado 4s suas coisas e 4 sua am)lia. !ma a Niberdade e a 5ature6a. Pisa macio. são justos. os bichos . !credita e ( iel seguidor da religião que escolheu. o que o tornaria mais disposto a encarar as suas próprias di iculdades. 'omo os ilhos de -gum não dependem de ningu(m para vencer suas di iculdades. Um grande conselheiro pelo seu g0nio alegre. -bservou. Mncapa6 de negar qualquer ajuda a algu(m. e/erce uma in lu0ncia muito orte em seu ilho. neste particular. a vida lhes ica bem mais *cil. 'om respeito 4 sua própria organi6a1ão amiliar. "eu maior de eito ( o g0nio impulsivo e sua maior qualidade ( que tem tudo para ser um vencedor. 5ão ( ciumento e muito menos rancoroso. especi icamente nas matas e no reino animal. são a b+ssola de sua vida. "enhor das pedreiras. C carente. 9uando atacado custa revidar. . pois quanto mais provocados. o . mas ( certeiro. Para que sua vida melhore. 9uando o a6 se torna perigoso. em XangA. &em um gosto re inado. encantador. 5ão discute a (. XangA. com o crescimento vão se libertando e se acomodando 4s suas necessidades. evitariam muitos reve6es. se houvesse essa conscienti6a1ão. #sta rase ( para chocar mesmo. e transmitem esta caracter)stica aos seus ilhos. deve despertar aquele gigante que habita sua ess0ncia. C o conhecedor das ervas e o grande curador. sabe. <osta das coisas boas. sustentado pelo seu esp)rito alegre e otimista. a Husti1a dei/a de ser uma virtude. "e or um ilho de -gum. muito embora. "e conseguissem esperar ao menos vinte quatro horas para tomar qualquer decisão. amoroso. para passar 1SB . as *guas. ladino como os )ndios. muito embora com orte tend0ncia 4 solidão. C. como poucos. mas acaba vencendo. "eu ilho tem um tipo calmo.1SB en rentam os pais sem nenhum medo. 4 qual dedica aten1ão total no sentido de prov03la e encaminh*3la. sejam calculistas e estrategistas. lembrando das minhas indigna18es na in . organi6ar o caminho para as solu18es complicadas. -/óssi age na 5ature6a. veste3se bem e cuidadosamente. muitos problemas seriam evitados com os jovens. &odos os -ri/*s. mais eles teimam. 3 C verdade. . o sol e a lua.ncia. as estrelas. antes de dei/arem e/plodir sua 6anga. C a ess0ncia da nossa vida. 9uando eles conseguem equilibrar seu g0nio impulsivo.eus da Husti1a. 3 Pela tua e/plica1ão. tamb(m lhes evitaria muitos remorsos.mato.ilho de -/óssi ( talve6 o mais equilibrado. 'ontar at( de6. . evidentemente. #ntretanto. $alei.

mesmo a jovem. muito terra. pelo senso da justi1a. independente do valor da causa.1SJ a ser uma obsessão. "enhor da Husti1a. sem lhe tirar. torna3se uma pessoa admir*vel. "ua isionomia. . C t)mido no contato mas assume acilmente o poder do mando. !calma3se com a mesma acilidade quando sua opinião ( aceita. num acidente. pass)vel de erros. grande de eito dele ( julgar os outros. atropelou um homem.medo de cometer injusti1as muitas ve6es retarda suas decis8es. ! discri1ão a6 de seus vestu*rios um modelo tradicional. #la não admitia. #sta an*lise ( muito importante. calculado e esquemati6ado. #la oi ganhadora na pendenga judicial. torna3se um leg)timo representante do Tomem 2elho.ilho de XangA apresenta um tipo irme. quase sempre di erente do nosso. pela do homem. !pesar da v)tima ter sido a +nica culpada. Por alar em pedreira. o que. ao contr*rio de prejudic*3lo. $eli6. 5ão guarda rancor. em absoluto. e sim por um jui6 da terra. . 5o julgamento voc0 não estava sendo julgada por ele. 3 "ou inocente e a justi1a vai provar. seguro e absolutamente austero. en(rgico. sua am)lia entrou na justi1a com uma a1ão de indeni6a1ão. só lhe tra6 bene )cios. contou3me a novidade. no que ela não concordou. o que a6 de seu ilho um so redor. 9ue bom ver voc0 outra ve6 eli6. apresenta uma velhice precoce. con iante. C eterno conselheiro. que sua inoc0ncia osse questionada. "e aprender a dominar esta caracter)stica.metro da Husti1a ( o seu julgamento e não o da Husti1a . # se ele errasse? 2oc0 iria culpar XangA? . 'ontei o caso de uma mo1a que. tirando3lhe a vida. totalmente embriagado. no que lhe respondi. 9uando o ilho de XangA consegue equilibrar o seu senso de Husti1a. Rei da Pedreira. para tranq?ili6ar sua esposa. provocando uma crise emocional na mo1a. principalmente porque o par. 9ueria. Mas correu um risco 1SJ .seu marido queria a6er o acordo. &em comportamento medido. Procurada pelo advogado da am)lia da v)tima para um acordo. 3 enorme. trans erindo o seu próprio julgamento para o Hulgamento . podendo acilmente sair da serenidade para a viol0ncia. C incapa6 de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resolu18es baseiam3se na seguran1a e chão irme que gosta de pisar. 3 'omo assim? 3 2oc0 trocou a justi1a de teu pai XangA. .ivino. cuja senten1a não nos ( permitido conhecer. a bele6a ou a alegria. adora colecionar pedras. recusou3se a sequer conversar. e não gosta de ser contrariado. provar sua inoc0ncia.i6ia. mas tudo medido.ivina. 3 #/plique melhor.

com indiscut)vel dom)nio no g0nio e personalidade de seu ilho. C e/tremamente ciumento com tudo que ( seu. detalhadamente. dado que XangA tem liga1ão )ntima com a linha da Mansã. nas incorpora18es.ncia. e/ceto quando se sente amea1ado na perda de seus ilhos. ( 4 -/um que se pede ajuda ]pelo !mal*^.a) não ter um pai3de3cabe1a.que ( ajuntó? ! or1a de Memanj*. são as ondinas. . #las evitam chocar a opinião p+blica. tem grande or1a. C mãe. ( o protetor. Zo arqu(tipo de -/um ( das mulheres graciosas e elegantes. . ( impec*vel no trajar e não se e/ibe publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta. C muito sens)vel a qualquer emo1ão. no caso. <eralmente ( calmo e tranq?ilo.maior de eito do ilho de Memanj* ( o ci+me. C ranco e não admite a mentira. Pelo ato de Memanj* representar a 'ria1ão. $ilho de -/um ama espelhos ]a igura de -/um carrega um espelho na mão^. tranq?ila. <eralmente. a "enhora do Mar. !quela mulher amorosa que sempre junta os ilhos dos outros com os seus. ( pessoa calma. jóias caras. com pai/ão pelas jóias. grande conselheira. torna3se muito agressivo e radical. 5ormalmente tem uma acilidade muito grande para o choro.1SO Memanj*. 2oluptuosas e sensuais.homem ilho de Memanj* carrega o mesmo temperamento.i erente ( quando o ajuntó ( -/óssi. a . a Rainha da Wgua doce.ilho ou ilha de -/um.eusa <uerreira. e gosta de tutelar pessoas. 4 qual dão muita import. sua ilha normalmente tem um tipo muito maternal. o ranc0s Pierre 2erger. ! mulher trata com 6elo o seu cabelo e não descuida da pintura. tanto que quando uma mulher tem di iculdade para engravidar. !) sim. "eu ilho ( conhecido por seu temperamento 1SO . &ipo a grande mãe. por(m mais reservadas que as de Mansã. pertence a linha seguinte que in luencia sua personalidade. . 'uida de seus tutelados com muito amor. "ob sua apar0ncia graciosa e sedutora. . Mansã. escondem uma vontade muito orte e um grande desejo de ascensão social. e sempre reage com muita toler. que escreveu. #/pliquei. ! di eren1a entre Memanj* e -/um ( a vaidade. ! porta de sua casa sempre est* aberta para todos.Z "eu maior de eito ( o ci+me. um caboclo de -gum ou de -/óssi. que.ncia. . ouro. principalmente das coisas que estão sob sua guarda. carrega todo o tipo de Memanj*. !quela que transmite a todos a bondade. "empre tem os bra1os abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. &alve6 ningu(m tenha sido tão eli6 para de inir a ilha de -/um como o pesquisador da religião a ricana. ! maternidade ( sua grande or1a. C sempre discreto e de muito bom gosto. con ian1a. porque não divide isto com ningu(m. 2este3se com capricho. 5ormalmente ica 6angado quando o endido e o que tem como ajuntó ]o segundo santo masculino^ o ori/* -gum. a "enhora dos 2entos e das &empestades.as mulheres que são s)mbolo do charme e da bele6a. dona dos rios e das cachoeiras. per umes e vestimentas caras. 3 . .

alei. 3 # o povo das *guas. o que não ( di )cil. #ncerrando as e/plica18es.$ernando 'ecchetti. como uma mãe. #n renta qualquer situa1ão de peito aberto. . !chei interessante a descri1ão das ilhas de -/um. do lado do bai/inho que est* apanhando. ou passa direto e não olha ou entra na briga. 5ão admite ser contrariado. uma ilha de -/um. achando gra1a. 3 'ansou3se de ouvir? 3 5ão. acalm*3los. 'iumento. Um ilho de -/ossi. vou passar a observar as pessoas para con erir. continuou. "e passar um ilho de -/al*. o que lhe prejudica o conv)vio social. <ostei muito. 9uestionado torna3se violento. perguntei. &omando a palavra. Passa por cima de tudo que est* a6endo na vida. demonstra um certo ego)smo porque não se importa com que os outros so ram pelo seu g0nio reconhecidamente mal3humorado. senta. como se tivesse terminado. C leal e objetivo. no que oi interpelado. claro que não.eus que acabe aquela briga. se este osse controlado. pediu licen1a para terminar a história. ele vai orar. pouco importando se tem ou não ra6ão. a6endo parte da roda. . e eles acabam a6endo as pa6es. Um ilho de XangA vai icar indignado. e tentei dar as di eren1as dos ori/*s. e seu grande de eito. #st*vamos reunidos num grupo. 'omo iriam se comportar? Meio sem jeito. quando ica tentado por uma aventura. partindo para a agressão. vai chamar os dois.1SQ e/plosivo. seria pessoa muito mais eli6 e querida. pois não gosta de dialogar. Um ilho de -gum. a impensada ranque6a. &em um pra6er enorme em contrariar todo tipo de preconceito. 3 # se or ilha de -/um. #m seus gestos demonstra o momento que est* passando. # parei. #st* sempre chamando a aten1ão por ser inquieto e e/trovertido. e por ele vai torcer para que seja o vencedor. 3 5ão sei. gritos e choro. não conseguindo dis ar1ar a alegria ou a triste6a. vai brigar com os dois. 3 "e or uma ilha de Memanj*. Por ser tão marcante seu g0nio. "e or uma ilha de Mansã. "ua grande qualidade. no que concordei. "ão assim mesmo? 3 2ou te contar uma história. com berros. ica assistindo a briga. pedindo a . por coincid0ncia. 5ão pensei. 5ão tem medo de nada. "empre a sua palavra ( que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. # parou. querendo saber qual dos dois est* com a ra6ão. encostar a cabe1a em seu peito. quando ui interpelado por uma senhora. #m estado normal ( muito alegre e decidido. vai alis*3los. vai parar. a garra.que aria? 1SQ . #/empli iquei duas pessoas brigando.

1SS 3 5ada. #les estavam brigando por causa dela. #ncerrou com muita gra1a, arrancando gostosas risadas do grupo. - Kaldomiro tamb(m achou gra1a, mas perguntou, 3 Mas por que voc0 disse eu pare1o ilho de XangA? 3 -s ilhos de XangA são detalhistas, o que voc0 parece ser. 3 C. "ou mesmo. 'oncordou. 3 2ou te mostrar a 'asa dos #/us e o Roncó. 3 'asa dos #/us e Roncó. Pode e/plicar? . 3 "im, venha comigo. !qui ica a 'asa dos #/us. C o lugar que cultuamos as imagens dos e/us e pombas3gira, onde dei/amos os pontos irmados, quando eles pedem, e alimentamos a seguran1a para os dia de trabalho. 9uando entrarmos, bata tr0s ve6es, como i6 l* na estrela. #ntramos e ele icou olhando. 5ão se conteve e alou, 3 !s imagens são eias, mas a vibra1ão ( muito boa. 3 C. $a6 parte do olclore. #stamos habituados dessa orma. 9ualquer modi ica1ão, iria tirar nosso re erencial. 3 9uando sair, venha de costas. C um gesto de respeito. #ntramos no Roncó. #le icou maravilhado, tanto que e/clamou, 3 5ão estou entendo nada, mas que lugar de energia orte. 5osso roncó tem muitos alguidares, pela quantidade de m(diuns. Mais de tre6entos. #les são colocados em prateleiras, com o nome dos m(diuns escrito na rente, com uma vela de sete dias, *gua, bebida e ervas do ori/* dentro do alguidar. $ica iluminado, tornando3o muito bonito. !qui ( o nosso lugar sagrado. "ó eu e a hierarquia podemos entrar, e/ceto os convidados. Minhas coisas icam aqui. 9uando preciso de a/(, venho aqui. "emanalmente alimento o meu alguidar e as ervas que usamos nos trabalhos. 'ada alguidar de barro pertence a um m(dium da corrente. #le ( alimentado, criando um campo de or1a, que ( usado pela entidade protetora de cada um, em bene )cio do próprio m(dium. 3 Mas como voc0 a6 para que eles recebam os alguidares? &odos t0m?

-

1SS

1SG 3 "ó os que j* i6eram o !maci. 3 - que ( o !maci? 3 !maci ( a lavagem do chacra coron*rio de cada um. C a abertura de sua espiritualidade e a entrada dele na Umbanda. C eito durante o ritual do !maci. - m(dium tra6 um alguidar, vela e a bebida do ori/*. - 'aboclo !:uan lava a cabe1a dele, primeiro com as ervas por mim preparadas, e depois com a bebida do ori/*. "ua cabe1a ( coberta com um pano, que chamamos pano de cabe1a, e ( levado para o roncó, con orme voc0 est* vendo. 3 #/istem outros rituais, na Umbanda?. 3 'laro. #ntre outros tem o bati6ado e o casamento. 3 ! Umbanda a6 casamento? 3 $a6 e ( muito bonito. "ão parecidos, tanto bati6ado como casamento, com os da igreja católica. 3 <ostaria de a6er uma pergunta que sempre me intrigou, e não t0m nada a ver com este momento. Mas creio ser uma boa oportunidade. C sobre as ben6edeiras. "olicitou, na e/pectativa de minha rea1ão. - que voc0 quer saber? 3 2ale a pena consult*3las? 3 &enho o maior respeito pelas ben6edeiras. "ão m(diuns de e/traordin*ria potencialidade, mas não seguiram uma linha de trabalho em grupo. #u mesmo posso testemunhar. 9uando minha ilha era beb0, costumava jog*3la para cima, 4 guisa de brincadeira e, tamb(m, para ver o susto que sempre levava. 'oisa de pai novo, sem medir as conseq?0ncias de seus atos. "urgiu um vermelhão em seu rosto, principalmente atr*s das orelhas, que estava in eccionando. -s m(dicos não conseguiam resolver. Nevamos, minha mulher e eu, 4 uma ben6edeira. #la, enquanto re6ava, derrubava cera de uma vela acesa dentro da *gua num copo. $icou concentrada e perguntou, 3 9uem est* jogando a menina para o ar? #nvergonhado, con essei a6er isso. 3 #sta ( a causa. $alou, secamente. !pagou a vela e encerrou. #m tr0s dias, ela icou completamente curada. 3 9uando eu torcia o torno6elo, era uma ben6edeira que me curava. 'ontinuei. # e/iste um caso muito interessante. Uma crian1a estava

1SG

1SE doente, p*lida, e não se desenvolvia. ! mãe consultou uma ben6edeira. #la e6 suas re6as e diagnosticou, 3 ! menina est* com uma cobra dentro de seu corpo. .0 ch* de semente de abóbora, durante sete dias. 3 - que signi icava? Mndagou o curioso amigo. 3 ! semente de abóbora ( verm) ugo. # a cobra devia ser uma lombriga. - Kaldomiro icou pensativo e não e6 mais perguntas. 3 Porque os santos da igreja católica são cultuados na Umbanda? 3 #ra proibido aos escravos a ricanos o culto 4 sua religião, o candombl(, sendo3lhes permitido, apenas, a pr*tica do catolicismo. #les, de orma esperta, constru)am os altares, pondo em cima as imagens da Mgreja, e embai/o, escondido atr*s dos panos, as comidas, ou !mal*s, aos seus -ri/*s. Para -/al*, escolheram Hesus 'risto> para -gum, "ão Horge> Memanj*, tinha a imagem de 5ossa "enhora> -/ossi, ". "ebastião> XangA, ". HerAnimo> -/um, representada por 5.". da 'oncei1ão, e Mansã, por "anta @arbara. $oi assim que houve o sincretismo das religi8es católica e a ro3brasileira. 3 #ntão, Umbanda e candombl( são iguais? 3 'andombl( ( uma religião, e Umbanda ( outra. !lguma coisa a Umbanda trou/e do candombl(, principalmente os -ri/*s, e mesmo assim, os sete cultuados e mais -mulum. 5o candombl( os ori/*s são mais numerosos. Mas não entendo de candombl(, por isso não sei e/plicar. 'andombl( ( uma religião a ricana e a Umbanda ( autenticamente brasileira. 'ompletei. - Kaldomiro se deu por satis eito com o passeio pelo terreiro e com as e/plica18es.

1SE

para corrigir depois. #stava num lugarejo com casas humildes. numa estrada de chão de terra. vou escrevendo. muito embora esteja ciente dos ouvintes j* estarem cansados e aborrecidos. e/ibia um acão na cinta. 'aminhava com algu(m ao meu lado. levada lateralmente no ombro. !o perceber que eu o en/ergava. &ra6er a liberdade que voc0 sempre reclama não ter conhecido. tra6ia uma lu6 repousante. 2estia bombachas. são os que t0m (P &enho um estilo. &ive um sonho lindoP #nvolvido que estava at( o par*gra o anterior. 1GF . Minha visão icou mais clara. enquanto penso. carregando ao seu lado um ogoso cavalo branco. Mas e/istem pessoas. 3 2im cumprir o prometido. &enho que encerrar este livro. rosto comprido e queimado pelo sol. que amam a vida e não t0m medo de morrer. e/plicou. e um +mido ar nos aben1oava com uma brisa per umada. na vila dos pretos3velhos.1GF CAPITULO 2 ENCERRAMENTO Minha história acabou. estão convidados para uma re le/ão. $i6 bem em ter ido dormir. as pessoas nos saudavam. por que nos causa tanto medo e qual a ra6ão do nosso so rimento. tinha uma capa preta. mas lindas. sonhei que tinha morrido. $oi quando consegui ver meu acompanhante. 3 #stamos na aruanda. com vasto bigode preto. 9uem sabe. #ra um homem alto. tenha uma inspira1ão . mostrando um largo sorriso. e não sei como a603lo. C voc0? #/clamei. $oi assim. !queles que. e 4 medida que )amos passando. onde eu me incluo. "eu chap(u era preto. 2ou desligar o computador e dormir. atravessando os galhos das *rvores. chegaram at( aqui. "into3me como o eloq?ente orador que não sabe como e quando deve encerrar seu discurso. &odas tinham uma *rea em rente. e empunhava um la1o de couro. alegres e sorridentes. corpo orte. pacientemente. $iquei e/tasiadoP 3 Hoão @oiadeiro. Respondeu alegremente. quando acordar. Mas se ela ( assim. amanhã. a morteP ! morte ( a liberta1ão do esp)ritoP #stou convencido disso pelas minhas convic18es religiosas. e tinha um len1o vermelho no pesco1o. Um sol vermelho. quando um ente querido desencarna? Por temer o desconhecido? 5ão acreditoP !cho que ( por amor 4 vida. eu órico.

v*rios ciganos cantavam e dan1avam alegres.amião. . desaparecendo imediatamente. iniciou uma conversa1ão. 3 . com os cabelos raspados. a crian1a da linha de 'osme e . #sclareceu o Pai Maneco. quando percebi sua camisa a6ul clara. sempre estejados por seus eli6es e delicados moradores. o amor pela nature6a. Um deles se levantou e veio em nossa dire1ão.Hoão @oiadeiro te deu a liberdade. 5ão consegui controlar minha emo1ão. ! mim compete de dar a conscienti6a1ão. a lua. 5ão conseguia en/ergar direito. at( que ela terminou. 'ostumava di6er que ningu(m pode ser eli6 sem a ter liberdade. $a6ia trabalhos maravilhosos. 3 !qui te dei/o com o teu protetor. 3 Meu protetor. a chuva. Hoão @oiadeiro. #u estava realmente na aruanda. 3 #sta esta ( em tua homenagem. !joelhado. sempre ressaltando a liberdade. mestre e amigo. mas quem manda em mim ( o sol. 'ontava passagens de sua vida. -s outros dois j* tinham se levantado do banco. mas senti um amor muito grande por eles. e pude ver direito quem ele era. mas o brilho dos seus olhos iluminaram minha alma. -uvi uma m+sica estiva. os campos e os rios. #ra o Hoão6inho da Praia. "entados num banco eito de tronco de *rvore. icava violento e irritado. tanto na Umbanda como na quimbanda. com os cabelos brancos e o rosto vincado. era alegre e descontra)do. o respeito aos animais e a idelidade ao patrão . e quando isto acontecia. enquanto as l*grimas corriam em minha ace. . 3 Muito obrigado. #stou muito emocionado em poder alar consigo. mas não admitia ser desrespeitado. o Pai ManecoP !lto e orte. percebendo o meu estado emocional. 'onsegui balbuciar. #m volta de uma imensa ogueira. tamb(m negra. onde come1ava linda campina. Minha emo1ão aumentava. o Pai Hoaquim e o Pai Nui6 vão se encarregar de te a6er mais humilde. o c(u dos esp)ritos da Umbanda. 1G1 .e mãos dadas com o Pai Maneco estava uma crian1a. % agradeci. $alou o @oiadeiro. Um era o Pai Nui6 de XangA e o outro o Pai Hoaquim de !ngola. vi tr0s pessoas e um menino. $oi quando o Pai Maneco. as cal1as brancas e dobradas na bainha. o vento. beijei suas mãos. $omos subindo a ladeira de terra. 2ivia no sul do @rasil. que tamb(m veio me receber.1G1 Nembrei3me do Hoão @oiadeiro no terreiro. tenho patrão. e os reconheci imediatamente. 2amos adiante.i6ia. "ão meigos e demonstravam serem muito bondosos. !mbos aparentavam avan1ada idade.Pai Nui6 tirava ba oradas de seu cachimbo e o Pai Hoaquim de !ngola tinha entre os dedos um cigarro de palha.

. eu órico. principalmente relacionadas com roubos de cavalos. mas a dist. 5ós and*vamos sem cansar.'igano Koisler gostava de contar estórias. sempre ugindo de seus inimigos.'aboclo da 'achoeira j* não mostrava o seu caracter)stico rosto sisudo e vincado. 2ia pequenas criaturas correrem de um lado para outro. os guardas dos reis. mas iquei quieto. Procurava ansioso. desmontou e parou na minha rente.'aboclo da 'achoeira e o 'aboclo Hunco 2erdeP #/clamei. juntamente com os viol8es e os pandeiros. uma ve6 que seu pai. seu avA e todos os seus ancestrais eram ladr8es de cavalos. #les pararam de dan1ar. #/clamou. com a cabe1a e os dois bra1os para cima.Pai Maneco tratou de me tirar dali. que bom voc0 estar aqui. 'laro. esvoa1ando. H* não sentia ter morrido. #nquanto caminh*vamos. nem perguntei quem eram. todos calados. 2ou roubar um cavalo de algu(m para podermos correr juntos nesta campina m*gica. os duendes. "ão seres que nunca tiveram uma encarna1ão terrena. Pareciam serem pessoas anãs. 5ós quatro icamos no meio da dan1a e da m+sica.i6ia não entender porque era perseguido pela guarda real. 3 . #ra deslumbrante e misteriosa. 5asceu na Tungria. 1G= . em apurado galope. sem nada di6er. #u não alava nada. . montado em um cavalo negro. sem cansa1o ou marca do tempo.ncia parecia curta. ao contr*rio. #stava encantado com a alegria do povo cigano. #stava ainda muito embevecido com aquela situa1ão. Mntrigado. -s lugares eram longe. . estava cada ve6 mais vivo e esperto. e os violinos silenciaram. . 5ão estava entendendo nada. com um colete preto todo en eitado. 3 Meu amigo. $iquei con uso. o 'igano Koisler. 2i dois )ndios. mas agradecido dei/ava transparecer minha surpresa. que habitam as matas. 3 "ão animais? 3 "ão os elementais.'igano oi a respons*vel pela harmonia da tua am)lia. com os cabelos grisalhos. ! roda dos ciganos oi abrindo e deu para deslumbrar. o Pai Maneco esclareceu. !lguns eram esquisitos. e por l* peregrinava. pro issão que e/ercia com grande orgulho. sem r(deas nem selas. "ão especialistas em tra6er a elicidade para voc0s. pr)ncipes ou nobres. 3 . Parando seu corcel. embora contra a minha vontade e a do cigano. "orriu e me abra1ou. vindo do meio da campina. Uma imensa mata estava 4 nossa rente. $icamos observando.1G= $iquei sem entender. dando3me um orte abra1o. 5ão o encontrava dentre eles. &rajava roupas discretas. o meu amigo 'igano Koisler. % e/plicou. $oram gerados pela or1a da 5ature6a. perguntei ao Pai Maneco. o competente che e de tribo.

. .. 3 5ada meu pai. cabelo curto.escobri que ningu(m pode viver so6inho. não e/iste o amor. . ! Magia da UmbandaP $alei ao Pai Maneco. e era capa6 de subir durante a gira. Meu amargo cora1ão aumentava cada ve6 mais a m*goa que carregava. "em nada perguntar. #ra intransigente e embora aparentasse mau humor.1GB "eu orte abra1o elevou o meu esp)rito. só podia ser o 'aboclo Hunco 2erde. olhou i/amente para o rapa6 4 sua rente e perguntou3lhe o que queria.'aboclo da 'achoeira demonstra ter idade avan1ada. com cabelos longos. 3 #u era revoltado e não gostava dos meus semelhantes. 5ós ainda vamos nos ver. 9uando descia no terreiro. com invej*vel )sico. Meus pensamentos giravam só pelas coisas que tinha dei/ado para tr*s.ncia da cor verde. 'erta ve6 uma pessoa sentou3se 4 sua rente. 9uem se isola não consegue colher bons pensamentos. seu senso de justi1a era dominante. Mo1o. de seu honroso pai -/óssi. 5ão dava para cuidar de tudo ao mesmo tempo. "abia. corpulento. 'umpria todo o ritual da Umbanda. Por v*rias mensagens dei/a claro ter vivido antes da invasão no @rasil. !inda abra1ado com ele. como poucos. 5ão pude agradecer ainda a linda mensagem que dei/ou na terra. Minha casa icava * margem de um bonito rio. C um legitimo representante da linha de XangA. a6er seus consulentes elevarem suas vibra18es positivas. tudo que me estava acontecendo. #ra desajeitado mas tinha um humor que a todos contagiava.'aboclo !:uan.. 'orpo enorme. pois desconhecia o espelho. o 'aboclo da 'achoeira oi contando sua vida. #ra muito ligado com o 'aboclo S $lechas e o 'aboclo &upinamb*. se não lhe dispensassem respeito. $alou. consegui dei/ar escapar um cumprimento. demonstrando ir embora. pai3de3santoP 'laro. 5a verdade vinha lhe contar que ia sair da casa dos meus pais para viver so6inho. tinha um cora1ão imenso. marca dos che es. e o saiote com a domin. -uvi uma vo6 atr*s de mim. ca)dos sobre os ombros. capa6 de se emocionar diante alguma triste6a dos seus ilhos da terra. embora tenha um corpo esguio. . a vibra1ão do lugar icava intensa. "eu cocar era de 1GB . #ra demais para mim. 2i seu cocar longo. "a) da tribo e ui viver so6inho.senhor veio me tra6er a alegria. ! solidão oi minha companheira. 3 "em a alegria. &erminando a história. $oi o cl)ma/ da minha emo1ão. 3 "alve meu Pai. 3 9ue pena. 2i um outro )ndio sair da mata. 3 LaA Labecille. 5o terreiro. se apresentava com idade madura. rigorosamente. 3 -:0 -d0. #u sabia que ele viria.

e/ibindo os sapatos inos. 5ão obedeci. de verni6. que escolhi para encerrar minha história. 5ão iria obedecer quem não conhe1o. vou mergulhar no in erno? !ntes que isso acontecesse. Minha cabe1a 6oava e minhas pernas bambeavam. inquei os p(s no chão. 5ão me dei por vencido. com as cal1as pretas. 'ontinuo contraditório. por outro lado.1GJ penas brancas e vermelhas. pois estava gostando do mundo paralelo. 3 -gunh0P % gritou. "er* que depois de toda essa bele6a que assisti. ele apareceu. 7pre iro morrer vivo. levantou os bra1os como todo poderoso guerreiro. estou eli6 por estar vivo. !quilo me abalou. mostrando bel)ssimos cabelos castanhos e cacheados. !presentava s(rias les8es em seu cora1ão. não quero mais voltar para a terra. olhos a6uis que mudava *s ve6es para o acin6entados. H* não era n)tida a ilumina1ão. dei/ou escapar uma rase. que anima o corpo )sico. e6 sua *guia voar. Mas. empres*rio e presidente de v*rios clubes sociais.nico. anunciando minha chegada. gostei de morrer e ao mesmo tempo de estar vivo. a causa de seu desencarne em pleno campo de utebol. buscando a liberdade pela morte? . Meu corpo tremia inteiro. o #/u &ranca Ruas das !lmas. 'omecei a entrar em p. 9uero icar aqui com voc0s. determinado a discutir e brigar com esse estranho. quando assistia um jogo de seu clube. <arbosamente parou na minha rente. ouvi uma vo6 irme. 9ue penaP 5ão queria voltar. Recuperando meu estado nervoso. !lto e orte. vestindo uma camisa de seda branca. !cordei. $oi quando me vi na beira de um pro undo buraco. 3 #st* esquecendo a tua am)lia? 2olte ao corpo e v* terminar a tua missão. 3 "ou o teu equil)brio.Ho re 'abral e "ilva oi um advogado. "entenciou. di6endo. tra6endo em uma das mãos uma lan1a e no bra1o direito uma *guia. e ningu(m estava ao meu lado. do que viver mortoP7 1GJ . 3 'hega de sonhosP 2olte 4 terra. !o receber do seu m(dico orienta18es para cuidar da sua sa+de. a6endo ecoar por toda mata o cumprimento de -gum. Mas não ser* isso que nos acontece? ! vida não ( uma passagem reparadora do esp)rito. 3 !ntes quero ver voc0. emitindo um som orte e poderoso. "ou um ogum teimoso. 3 #/u &ranca Ruas das !lmas.

1GO PREFÁCIO MAGIA DA UM7ANDA QUEM SOU EU? PRIMEIRA PARTE CAPITULO I E CAPITULO 2E CAPITULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPITULO 9:E CAPITULO 99 CAPITULO 92E TUDO COMEÇOU INÍCIO COMO PERDI O MEDO GRUPO KARDECISTA REENCARNAÇ1O SON3O SESS5O DO COPO O7SESS1O TROCA DE ENERGIA CRIANDO A L.GICA NEM TUDO < MAGIA TRANSFORMAÇ1O SEGUNDA PARTE CAPITULO 9E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 3E CAPÍTULO 4E CAPÍTULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPÍTULO 9:E CAPITULO 99E CAPITULO 92E CAPITULO 93E CAPITULO 94E CAPITULO 90E CAPITULO92E CAPITULO 94F CAPITULO 96F CAPITULO 98E CAPÍTULO 2:E CAPITULO 29E CAPÍTULO 22E CAPITULO 23E CAPITULO 24E CAPÍTULO 20E CAPITULO 22 E CAPITULO 24E CAPITULO 26E CAPITULO 28E CAPÍTULO 3:E CAPÍTULO 39E CAPITULO 32E CAPITULO 33E CAPITULO 34E CAPITULO 30E CAPÍTULO 32E A UM7ANDA SE DEUS ME DESSE=== A DANÇA DIFERENÇAS O ESPEL3O TERCEIRA ENERGIA INCORPORAÇ>ES O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO MIN3A DECIS1O A FRUTA SOU UM PAI?DE?SANTO PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACI DE AOLTA CA7OCLO AKUAN DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM AN@O DA GUARDA CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN EAOLUIR PELA CIBNCIA ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS DUAIDAS DOS MEDIUNS NOME DOS ESPÍRITOS CONAERSA COM PAI?DE?SANTO A F< DA CARMEM SILAIA CRIANDO MONSTROS MAC3ISMO NA UM7ANDA PROAA INCONTESTÁAEL UMA OFERTA AO ESPÍRITO OS ANIMAIS TBM ALMA? SINAL DA AELA MAGIA DAS AELAS O ANGOLANO PAI MANECO A DOR N1O TEM PAR5METRO O PAI MANECO E O RELOGIO ENERGIA PURA AS CRIANÇAS NA UM7ANDA TERCEIRA PARTE CAPITULO 9E CAPITULO 2 E CAPÍTULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 4E QUARTA PARTE CAPITULO 9 CAPITULO 2 E TERREIRO ENCERRAMENTO QUIM7ANDA O NOME TRANCA?RUAS UM CASO QUE N1O < PARA EDU CONSULTAS DOS EDUS ESPÍRITO N1O 7RINCA O FONSECA O MONTE DOS DROGADOS 1GO .

1GQ 1GQ .