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GRIFOS DO PASSADO

NOTA DO AUTOR

Resolvi escrever um livro sobre a minha religião, a Umbanda. Mas para quem o dirijo? Para os entendidos, aos neó itos, ou aos iniciantes? !os membros da minha corrente da "ociedade #spiritualista #dmundo Rodrigues $erro % o &erreiro do Pai Maneco ou aos espiritualistas? ! quem? 'omo ( di )cil escrever um livro, considerando que no pre *cio j* estou em d+vida. Resolvi, vou escrever para mim e para quem quiser ler, seja ele quem or. tema j* escolhi, só alta o estilo. .evo alar dos ori/*s, das linhas, das correspond0ncias, dos n+meros de esp)ritos e/istentes, do bem e do mal, do grande engano do e/u sórdido, ou do e/u bom e correto que conhe1o? 2ou descrever a imagin*ria e complicada Umbanda esot(rica, ou a Umbanda que pratico e amo? - que devo escrever sobre as correspond0ncias entre as v*rias alanges, das linhas da Umbanda pregadas pelos autores, a do ori/* maior e ori/* menor, alanges superiores e sub3 alanges? -u devo me limitar aos undamentos da Umbanda simples praticada pelo povo? 2ou me dirigir 4 elite ou 4 massa? 5ão posso me contradi6er, se vou escrever para mim, tenho que me dirigir a quem perten1o e gosto, 4s massas. "entado no computador, criei uma tecla imagin*ria, 7deletar o que os outros di6em7. 5ão hesitei, acionando este adequado recurso. "ó vou depender de mim, e da minha cumplicidade com os esp)ritos. 'onto minha vida espiritual, do meu jeito, as coisas tristes e as alegres, alo muito das entidades com quem trabalho e por isso as conhe1o. "uas histórias, comportamentos e atua18es são iguais 4s de todas as outras entidades. 9uando eu mencionar o nome do 'aboclo !:uan, entendam qualquer caboclo dirigente de trabalho, e quando mencionar o do Pai Maneco, alo de todos os pretos3velho que trabalham na Umbanda. 'ada esp)rito que mencionar, troque o nome pelo de sua entidade, e tenha certe6a, ele ser* igual. #stou contando, desde minha in ;ncia, a passagem na linha :ardecista, at( ser eito pai3de3santo na Umbanda. # conto com idelidade os meus sentimentos e o que os esp)ritos me ensinaram. 9ue -/al* nos !be1oe $ernando M. <uimarães

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PREFÁCIO Redigir o pre *cio de um livro gera imenso pra6er ao mesmo tempo em que e/ige uma grande dose de responsabilidade. 9uando o assunto em pauta nos ( amiliar, esta tare a ( ainda mais *rdua, pois não temos um olhar su icientemente neutro para uma abordagem objetiva. 5ada , por(m, ( tão grati icante quanto compartilhar uma pai/ão e, lisonjeada, tento me colocar 4 altura de tal empreendimento. #ste livro nasceu de um grande amor pela religião escolhida> ( um depoimento genu)no de $ernando <uimarães, cuja amiliaridade com o mundo das letras vem da in ;ncia, e cujo apre1o pela espiritualidade ( amplamente reconhecido. <ri os do Passado vem suprir uma lacuna, organi6ando os princ)pios seguidos no &erreiro do Pai Maneco de modo claro e inequ)voco. #scrito numa linguagem coloquial e sem os e/cessos de did*tica que poderiam tornar a leitura en adonha, o livro ( ormado por pequenos contos, numa seq?0ncia din;mica de e/peri0ncias que envolvem, ensinam e, muitas ve6es, divertem. .evemos pontuar, entretanto, que a intencional acilidade da leitura, condu6ida com sabedoria pelo autor, comporta conceitos ilosó icos de uma pro undidade )mpar. !o leitor atento, que sonhou com um livro simples, por(m pro undo, que ale da necessidade da ousadia sem perder de vista a import;ncia da disciplina, aqui est*, inalmente, uma li1ão de vida, as histórias de Pai $ernando de -gum, nosso querido @abalaA. 'ristina Mendes

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QUEM SOU EU? 'omo sempre a1o, iquei parado na rente do cong* em busca de uma inspira1ão para dar in)cio a mais uma gira de Umbanda. C o momento da minha re le/ão, em que limpo todas as minhas ma6elas materiais. 'omecei pedindo perdão pelos meus erros do dia, quando me lembrei das palavras do Pai Maneco, 7perdão não se pede, conquista3se...7 Meu pensamento oi longe. &enho tantos pecados. "er* que um dia poderei merecer a alegria de ver conquistado o perdão de todos os meus erros? - &erreiro de Umbanda Pai Maneco abriga mais de tre6entos m(diuns, al(m de reunir, em suas giras quatrocentas pessoas na assist0ncia. &em sede própria, arrojada constru1ão e ótima locali6a1ão. #u sou o pai3de3santo, o dirigente, aquele que est* sempre com a +ltima palavra. ! m+sica ( re inada, atraindo alguns m+sicos pro issionais, o que torna nossas giras um encontro cultural. 2*rios pontos cantados nasceram dentro do terreiro. C grande, com bom conceito, e muitas pessoas v0m de longe só para serem atendidas com uma consulta. ! casa tem r)gidos princ)pios morais e ilosó icos. 'onsidero3me um pai3de3santo pol0mico, com teorias inovadoras, 4s ve6es contr*rias 4 pr*tica comum da Umbanda, mas, parado/almente, sou preso 4 história. 5ão ujo da tradi1ão da Umbanda no @rasil. C a nossa religião, a +nica brasileira, o iciali6ada por D(lio de Moraes em 1EFG no Rio de Haneiro. 5ão quero incorrer no erro de enterrar comigo a e/peri0ncia de uma vida. 9uando os jovens me pedem a indica1ão de livros que ensinam a Umbanda, não sei o que di6er. !s obras não são claras, e estão al(m da compreensão popular, talve6 por não serem psicogra adas, mas escritas dentro dos conceitos de cada autor, quase sempre divergentes. 5ão vou ugir 4 regra, mas estou convicto que meus conhecimentos oram transmitidos pelas entidades. -uso me antasiar de escritor, mas quando me or, terei dei/ado impressa minha história, aquela que norteia minha vida, com a ressalva de que hoje o que creio e ensino poder* amanhã ser modi icado perante o surgimento de verdades mais verdadeiras. Is ve6es me pergunto, quem sou eu? "ou ainda aquele menino medroso, talve6 o entusiasmado :ardecista contra rituais, ou o j* velho pai3de3santo, cheio de ( e e/peri0ncia? "erei uma mistura de tudo? Hoguei ora minha inoc0ncia, meus medos, minha arrog;ncia, minha humildade, meu ódio ou meu amor? <osto de modi icar, por ser inovador, ou gosto de ser pol0mico, para ser incomum? "ou bom, ou sou ruim? ! inal, quem sou eu? 5ingu(m pode saber, apenas eu mesmo, sou um velho cheio de juventude, uma pessoa alegre cheia de triste6as, uma mistura do bom e do ruim. $iltro o que ou1o, para não me con undir, e olho tudo para aprender. 5ão julgo ningu(m, e não ligo se me julgarem. ! cr)tica ou o elogio não me a etam. <osto de amar, mas não ligo se não me amarem. #u sou um homem humilde e um vaidoso pai3de3santo, em busca da liberdade, a +nica coisa que ainda não conhe1o... Rememoro minha in ;ncia, come1o desta história.

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#ra tradi1ão na (poca. 9uando comecei a balbuciar minhas primeiras palavras. #u. recusava o nome de batismo. 5ada icou registrado. Por que a6em isso com as crian1as? 'resci atormentado com este remorso. #ntrei em desespero e.medo. @rincava. da vid0ncia. olhando3me i/amente. da audi1ão. no momento de echar o cai/ão. sentada em cima do muro. !ssustado. me aterrori6ava. junto com um amigo. embora ningu(m tivesse percebido.vestido parecia de veludo e seus louros cabelos eram cacheados. ou talve6 menos. tendo os m(diuns a caracter)stica da intui1ão. neguei o ósculo. de tanto que me impressionou. chocavam pelas enormes listas pretas e brancas. brinc*vamos e t)nhamos nossas coisas. dependendo de nossas observa18es e dedica1ão ao seu desenvolvimento. o esp)rito cigano com o qual trabalho. $oi ali. !quele homem. neste quarto.ncia. 'oincidentemente. N)vido. "a) pela porta dos undos que dava para o antigo quintal e.J PRIMEIRA PARTE CAPITULO I TUDO COMEÇOU ! mediunidade ( a sensibilidade de perceber e ouvir os esp)ritos. 5o undo da minha casa havia uma constru1ão de madeira. J . para adotar o de Koisler Lotich:a. &alve6 esta seja a mais remota imagem que me recordo. e um dos quartos era o lugar onde nós. no estilo da pintura cl*ssica do s(culo passado. da clarivid0ncia e a capacidade de incorporar esp)ritos e outras tantas ormas que impressionam nossos sentidos. disse chamar3se Koisler. quando deu seu nome. &odos nós a possu)mos em maior ou menor intensidade. serve de intermedi*rio aos mundos paralelos. 5o meu caso. olhando3me e esbo1ando um largo sorriso. com meia3cal1a. Meu amigo. Mas do espirito? #le era algu(m? 9uando tinha on6e anos meu pai morreu. #ra um de unto. segundo contam meus amiliares. não era meu pai. # não havia como modi ic*3lo. j* que ui perseguido por ele em toda minha in . corri para dentro da casa. Mas se ( Lotich:a. #la não tem data para se mani estar. Mmprovisei uma arm*cia de mentira. &inha uns tr0s anos de idade. e/atamente ali. o Nevorato. 9uem a desenvolve. estava uma menina. parecia petri icado. "a)mos em disparada. balan1ando in antilmente suas pernas. . que o medo do sobrenatural come1ou a tomar conta de mim. e/ceto na minha apavorada memória. cheia de bonitos vidros de per umes. Pela primeira ve6 o vi sem as sardas. era ruivo e sardento. gelado e assustador. escondido. não sei. "ua mani esta1ão di ere bastante. o )sico e o espiritual. de dois andares. repentinamente ele estremeceu por inteiro. no pomposo cai/ão. olhei para ele. crian1as. $oi quando os vidros come1aram a voar contra as paredes. 5unca me acovardei diante de nada e de ningu(m. . "uas roupas não eram daquela (poca. outra ve6 o medo. os ilhos beijarem sua ace. mani estou3se cedo. quando. $iquei meses sem entrar no maldito e assombrado quarto. chorando.

3 5ão 3 retrucou o . - O . tudo arra e nenhum compromisso s(rio. -uvi algu(m bater no vidro da janela. 'hegando em casa hoje mesmo. # na data predeterminada para o pagamento do an+ncio.egante. entre os treinadores. meu sócio entrou no carro e partiu rapidamente. tomando um u)sque em casa noturna. 3 &e aviso 3 respondi seco e irme. nem para cobrar o an+ncio. eu. minha aten1ão oi desviada para grande movimenta1ão das mulheres que trabalhavam na casa. bastante contrariado. jóqueis e cavalari1os. assombrou a casa e a mim. Procurei a6er em mim mesmo uma lavagem cerebral. em troca. 5ão entendendo nada. cabelos brancos e roupas esquisitas. terno impec*vel e gravata borboleta. era um dos sócios de uma quase alida revista especiali6ada em tur e. para encobrir o amoso bordel da (poca. -s cavalos me ascinavam. logo que chegamos 4 casa. vis8es e sonhos assustadores. e o ambiente das corridas era onde convivia. uma p*gina nobre divulgava a e/ist0ncia de chique casa de pra6eres. mas ela havia desaparecido. vi uma velha. 2oltando o olhar. #ra assim. esp)rito não e/iste. enquanto me contava assustado a causa do reboli1o das mundanas. ( que tinha aparecido o esp)rito da velha de verde. um vem provar para o outro. cuid*vamos da reda1ão. na tentativa de a astar esse terr)vel inimigo. pensei. . a6ia ca1oada e o chamava de an*tico louco. onde dominava a cor verde garra a. Paguei a conta e ui embora. com desmaios. vou a6er uma sessão e pedir para que algum esp)rito v* te provar que ele e/iste. @em. suma da cidade porque vou te cobrir de pau. e quando me preparava para descer o vidro. um amigo que a6ia parte de um centro esp)rita. ajud*vamos na pagina1ão e impressão. e o antasma do medo voltou.ilson. #stranhei a igura. bem penteado e lambido. cheia de barulhos estranhos. !ssim oi minha adolesc0ncia.medo não me largava. bordel só abre 4 noite.medo continuava meu parceiro. 'laro. quis atender a estranha velha. .ilson.ilson. que. quando um de nós morrer. Hurei nunca mais pisar naquele lugar. al(m de angariarmos os an+ncios e ainda cobr*3los. e prontoP C tudo bobagemP 'om os cabelos cheios de brilhantina. Pela minha idade achei prudente não me e/por aos policiais e permaneci dentro do carro. nome antasia por nós escolhido.O !pesar de ter apenas tre6e anos. oi mãe de uma daquelas mulheres e assombrava a casa. embora com apenas quin6e anos de idade. percebi movimento de policiais dando as amosas batidas. vamos combinar. discutia sobre esp)ritos com o . Meu sócio e eu escrev)amos. se aparecer algum esp)rito na minha casa. 'omo toda revista vive de propaganda. segundo disse a dona do lupanar. muito embora eu corresse v*rias ben6edeiras e sortistas. Pensei um pouco. chamada 7"tar7. . #nquanto ele ardorosamente tentava me convencer da e/ist0ncia do sobrenatural. que o esp)rito realmente sobrevive 4 morte. gritos e correrias. 3 . o medo.

pronta para ser enterrada. arrisquei mais um olhar. #le di6ia que o espiritismo era uma mentira. . $iquei entusiasmado. H* queria ir a missa só para ouvir o padre alar das bobagens do espiritismo. em p(. mas teimoso como sou. ao abrir a gaveta do arm*rio onde guardava minhas camisas. #ra coincid0ncia demais. Um rio percorreu minha espinha.esapareceu o livro. 5o dia seguinte.ilson.esp)rito jamais poderia se mani estar na mat(ria. . ou seja l* o que osse. por absoluto desconhecimento do ritual católico. Ni 4 noite.e ato. numa invej*vel parceria de amor e respeito. principalmente os b*sicos do !llan Lardec. tornei3me adepto do espiritismo. admitindo e/istir o esp)rito e sua mani esta1ão na mat(ria. no cai/ão. uma tia muito querida. ansioso. as batidas do sininho do sacristão anunciando o inal da missa. o cora1ão bateu mais depressa e o medo voltou com toda or1a. $iquei intrigado. #/pliquei a ela que eu era ã dos livros policiais do "hell "cott.ag. ine/plicavelmente. . . &ive um in)cio na religião. Is ve6es arriscava olhar. suava bastante. 9uando percebi a lu6 do sol. encontrei a . 'omprei o terceiro. em cima das roupas estavam os tr0s livros misteriosamente desaparecidos. sempre tinha uma e/plica1ão lógica e bem natural. não sei porque. como de h*bito. #scondi3me embai/o das cobertas. #stava perdendo o medo. 9uase ui 4 loucura. # contava histórias. Meses depois. 'on esso que. li alguns cap)tulos do meu herói. Repetiu3se o enAmeno. # a velha ainda estava l*.e manhã. em um acidente automobil)stico. 4 noite. . dormi de lu6 acesa e pedia a . na sessão. com um ramo de lores no bra1o. numa madrugada. Passei a ser menos radical. ao acordar. ca1oei. sorrindo docemente para mim. e que não iria ler nenhum livro esp)rita. sem eu saber do que. ele desapareceu. esp)rita convicta e req?entadora de sess8es medi+nicas. Q . #stava di erente da +ltima ve6 que a vi. disse que ia aparecer para voc0.eus a6er o . perdeu sua jovem vida. cheia de mist(rio 3 $ernando. quando terminei a leitura do amoso livro do mestre !llan Lardec.Q ! atalidade ( madrasta. #ntrei em desespero. &odos re6avam e eu apenas imitava seus gestos. tenho um recado. sorrindo. e pela terceira ve6. provando ser tudo uma antasia do homem e o que parecia ser sobrenatural. 9uis acreditar ter sido um pesadelo. #ntreguei3me e comprei o Nivro dos #sp)ritos. o . com quem me casei. e63me tomar uma decisão. e at( hoje vivo. $oi quando. ! igreja era lugar onde ia namorar a Redda. #la recomendou eu ler alguns livros esp)ritas. $alou. $iquei seu ã. &ua avó. mas nenhum esp)rito. acordei e vi no canto do meu quarto a minha avó. 'on essei minha disposi1ão 4 .ias depois. pela segunda ve6.ag. ! insist0ncia dos enAmenos na minha vida cotidiana. 3 ! e/peri0ncia ser* o meu aprendi6ado. !chei demais. Mas num daqueles domingos um padre novo na igreja e6 um sermão que me ascinou. enquanto esperava. Resolvi me entregar. #la tinha ido embora. o livro tinha sumido da mesinha de cabeceira.ilson esquecer nosso trato. durante muito tempo. ritual que a6ia diariamente. me aria desistir de ler o que eu queria. comprei o mesmo livro. e por ser noite quente.

!s pessoas o tratavam com muito respeito e carinho. sentou3se no meio da sala.S CAPITULO 2 INÍCIO !ceitando o espiritismo como verdade. o Kaldemar $oester. e deseja a tudo mecês muito amor e pa6. <ostava de captar o pensamento das pessoas.véio vai imbora. oi um passo. !chei bonita a orma carinhosa do esp)rito conversar comigo. projetando um desejo sobre outra pessoa. ! telepatia era minha pr*tica pre erida. e andando como um velhinho. 3 disse 4 ansiosa mulher.ivertia3me. . ui interpelado pelo esp)rito. S . de uma reunião com os mortos. sair a)sca quando passava o pente varias ve6es no cabelo e o encostava na minha mão. Mas no im. atr*s do enAmeno. 3Meu ilho. minha ilha. !lugar uma casa? C para isso que descem as entidades? "er* esta a tão alada caridade espiritual? #nquanto remo)a meus pensamentos. Uma senhora pediu ao esp)rito incorporado ajuda para ela alugar uma casa de sua propriedade. mostrando aos outros. como echar uma janela. ! entidade pediu a chave da casa que ela queria alugar. ele incorporou. era um homem de idade madura e reconhecidamente um m(dium receptivo. Meu vi6inho. e isto acontecia. sentir e ter contato com as entidades. 3 2ai dar tudo certo.a) a req?entar rodas e reuni8es de paranormais. outros com essas m*quinas de voc0s. #stava e/citado. meus ilhos. 9ueria ver. pela primeira ve6. Msto só iria entender anos depois. observava atentamente. outros de canoa. est* o lugar onde todos devem chegar. #le me convidou para ir assisti em sua casa uma sessão esp)rita. !chei estranho aquele pedido. e a ben6eu com a ponta dos velhos dedos do m(dium. meu ilho. Is ve6es desejava. voc0 est* vendo coisas estranhas. . Percebi ser uma verdade incontest*vel o dom)nio do pensamento. que cada um viaja como pode. l* atr*s. 3 . Uns vão andando a p(. #u. emitindo alguns sons estranhos. mas nada acrescentou ao meu julgamento. que determinada pessoa i6esse algo. na sala escura. Mas saiba. !pós as prepara18es e concentra18es. a inal ia participar. Passei a prestar aten1ão nas m)nimas ocorr0ncias que pudessem ser imput*veis 4s or1as não esclarecidas pela ci0ncia comum. osse atrav(s do jogo de cartas at( a imposi1ão de minha vontade sobre as pessoas atrav(s do pensamento. com toda a vontade. corria onde podia.

9uando podia.Tercilio receitava homeopatia atrav(s da radiestesia. 3$ernando. $ernando. #stou aguardando ainda as pesquisas espaciais para con erir. 5uma delas. como vai? . pai de um robusto menino. o . at( hoje seu presidente. &rans igura1ão era um tipo de trabalho muito interessante. ainda na barriga das mães. # descobria. H* h* alguns anos dei/ei de a6er os testes por tr0s ortes motivos.isse. perdi a alian1a e não tenho mais cabelos. #le pregava a e/ist0ncia de vida no planeta Marte. Nevei um susto. undador da "ociedade @rasileira de #studos #sp)ritas. !mbos. . um e/traordin*rio m(dium. a modernidade da ecogra ia. a entidade. $iquei pronto para participar ativamente das sess8es esp)ritas. . G . . era um homem casado. ! inal j* tinha vinte e um anos de idade. #ntrei no grupo esp)rita dirigido pelo Mauri Rodrigues. !chava ótimo. dotado de uma simpatia irradiante e convicto das coisas que ensinava. demonstrando muita calma e pa6 interior. Passei a revelar o se/o dos beb0s. Pai Hoaquim? 5ão deveria ser irmão Hoaquim. tanto o Kaldemar $oester como o Tercilio Maes. descobrindo len1óis de *gua. . mat(ria de uma de suas obras. Mas as antigas e/peri0ncias me levaram a crer nesta positiva ci0ncia dos p0ndulos.esp)rito e/isteP % in ormou. Praticamente outra dimensão. 3"ou eu. oram admir*veis mestres que me iniciaram no espiritismo. um dos esp)ritos mani estantes incorporou no Mauri e alou. 'onsidero o Mauri o m(dium de e eitos )sicos mais e/traordin*rio que conheci. Mnteressei3me pelo assunto. quase sempre amiliares dos presentes.ilsonP vim cumprir o nosso combinado. aguardando a continuidade da conversa1ão.ncia na minha vida pessoal. tanto que escreveu v*rias obras esp)ritas e psicogra adas pelo esp)rito do Mestre Ramatis. muito embora não tenha isso a m)nima import. Pai Hoaquim.pólo negativo e o positivo eram sinali6ados atrav(s do p0ndulo por mim improvisado com a minha alian1a de ouro amarrada em um io de cabelo. muito apreciada pelo p+blico do ramo. moldagem de mãos em para ina derretida e materiali6a18es dos esp)ritos. $a6ia trans igura18es. que antecipa o se/o dos etos. andava com uma orquilha de aroeira ou pessegueiro na mão.medo ainda era meu insepar*vel companheiro. mas j* não era tanto. $iquei com medo. disse a esposa do Kaldemar.Mauri icava na rente da assist0ncia incorporando v*rios esp)ritos. . H* conhecia o Tercilio Maes. #le di6ia que em Marte a vida era di erente da nossa. $iquei ansioso. como todos di6em?3 pensava comigo. # oi assim que assisti a primeira incorpora1ão de um esp)rito em um m(dium.G 3Muito obrigado.

$iquei emocionado.. desaba ei.. sei l* o que mais. mas amorosamente.E 5ão deu para segurar. Mndelicada. E . admirado. 3 !inda bem que minhas preces oram atendidas e voc0 demorou para a6er isso. empolgado.

$iquei meio descon iado. cercada por grossa cortina de veludo escuro.que pensa que sou? Meus pensamentos estavam 1F . 2ou levar o m(dium para a cabina da materiali6a18es. ! lenda do len1ol que cobre o antasma nasceu com a materiali6a1ão do rosto do esp)rito. $oi nele que iniciamos o trabalho.eterminou. o m(dium doador do ectoplasma deve icar no escuro. ou seja. . o que acalmaria as inconveni0ncias causadas pela sua mediunidade. . &rabalhava normalmente nos meus a a6eres pro issionais. $omos ao centro esp)rita. "ente3se na cama. C quando ele toma orma densa. $iquei nervoso pois estava so6inho no quarto escuro. ( a maior prova da sua e/ist0ncia. ou apenas um rosto ou outro membro qualquer. MaurU Rodrigues da 'ru6 ( um deles. era o e/cesso de ectoplasma que acumulava em seu corpo. onde estava a cabina de materiali6a1ão. pois ele % o rosto. Mnteressante que ela pode ser parcial ou total. pois nunca tinha participado tão diretamente de um trabalho de e eitos )sicos. $echamos todas as janelas e as vedamos com um pano preto para haver absoluta escuridão. consequentemente. "eu quarto era simples. Poucos são os paranormais com esta aculdade de produ6ir ectoplasma su iciente para trans ormar uma energia espiritual em mat(ria. eles oram maravilhosos e dei/aram marcas inesquec)veis na minha jornada dentro do espiritismo. atrav(s do ectoplasma do m(dium. 3"alve.que estou a6endo aqui? . e ique aguardando. tornando3se mat(ria e. semelhante a um len1ol branco.cara ( loucoP . #/plicando a necessidade da escuridão absoluta para esse tipo de trabalho. !ssisti v*rios trabalhos deste tipo reali6ados por esse di erenciado m(dium e. com uma cama. na parte dos undos. echou a porta e oi para o auditório. Pediu3me para ajud*3lo a a6er um trabalho imediatamente. apagou a lu6.esp)rito se materiali6a. principalmente um deles que elegi como o mais terr)vel e assustador. sem nenhuma lu6. 5ão tenha medo.1F CAPITULO 3 COMO PERDI O MEDO . entidade diretora dos trabalhos de e eitos )sicos. segundo e/plicou. vis)vel a qualquer um. com dois andares. quando recebi a visita do MaurU.que amparava meu medo era que o MaurU estava comigo. 5a parte da rente icava um auditório.urante um trabalho de materiali6a1ão. independente de vid0ncia medi+nica. do corpo inteiro. uma con ort*vel poltrona. "ua doen1a. . o quarto do MaurU. uma ante3sala e inalmente. 'om a lu6 acesa incorporou o esp)rito do irmão !ntonio <rim. #ra uma casa de madeira. cAmodo e um guarda3roupas. !pós o auditório havia outra sala. -uvi os seus passos caminhando pesadamente no piso levando o MaurU. cheios de a tas. . "eu rosto estava vermelho e seus l*bios inchados. 2alha3me HesusP . ica envolvido na densidade do ectoplasma.enAmeno da materiali6a1ão do esp)rito. carinhosamente. irmão $ernando % cumprimentou. embora impressionantes. o qual deveria ser e/pelido por um trabalho de materiali6a1ão.

.e repente. H* que Hesus não me ouvia. $oi quando ouvi um tipo de pequena e/plosão. berrei.evotava. Mas não naquele dia. $oi uma e/peri0ncia assustadora. . venha depressaP $oi um al)vio. o meu maior respeito por todas elas. !ntonio <rim.irmão !ntonio <rim.que o senhor acha? 'om a mesma pa6 que chegou. com assoalho de madeira e paredes tamb(m de madeira. .mesmo barulho que ouvi no come1o. olhou3me e perguntou. de assoprar meu rosto e bater em minha cabe1a. e/alando um cheiro orte e a6edo. Respondi grosseiramente. 11 . 3Mrmão $ernando. e se dando ao lu/o ainda. repetiu3se e o quarto icou silencioso. 5aquele dia. "enti seu ba o. parou na minha rente. #m vo6 alta mesmo.. como ainda devoto. voltando do cAmodo onde oi no in)cio. "entou3se ao meu lado na cama. correndo e se atirando..11 direcionados para esta linha na tentativa talve6 de esconder o medo. Re6ava. ora numa parede. quando passava pela minha rente. acilita para se ouvir o esp)rito materiali6ado. Pai 5osso. esbo1ando leve sorriso. $iquei apavorado. acendeu a lu6. 5ão em pensamento. perdi totalmente o medo dos esp)ritos. aquela t)pica alma do outro mundo. 3 . socorroP Um compartimento no segundo andar de uma casa de madeira. 2oltou o MaurU sobre o qual descarreguei toda minha ira e custei a perceber que j* não tinha as a tas. icou com medo? 5unca ui grosseiro com as entidades. com massa corpórea. sei l* de quantos anos. abriu a porta . despediu3se. -uvi algu(m correr pelo quarto de um lado para outro. ora noutra. e repetia. Hesus. .

'om l*pis e papel na mesa. aqui no mundo material. buscarem novos aprendi6ados em cultos e ci0ncias di erentes. sempre atra)do pelo desa io de me con rontar com o desconhecido. a aura. senti a presen1a de uma entidade amiga. !cho mais importante que conhecer a parte cient) ica de uma lor. iquei em d+vida para dar resposta ao convite.eus ( 2erdade7. a esp)rita. era su iciente saber que a aura ( o conjunto ormado pela mat(ria. Minha vontade era ser um espiritualista independente. pela minha própria vontade. Para mim. Meu conhecimento. ui buscar o que havia por tr*s dela. &enho visto os umbandistas. não cabendo a nenhuma o rótulo da 2erdade. at( o entendimento claro da onte e a causa de todos os desequil)brios da mediunidade. e descobri que todos nós sabemos e di6emos que todas as religi8es são boas.1= GRUPO KARDECISTA CAPITULO 4 Um novo grupo de trabalho estava se ormando. 7entre tantas coisas. 5ão me interessava decorar os nomes. como eu e outros tantos. Huntei3me ao novo grupo.ivindade. por chegarem a nós atrav(s da palavra de um encarnado. todos meus amigos. desde a simples mani esta1ão do esp)rito incorporado. todas as religi8es são imper eitas. no qual iquei vinte e cinco anos. o duplo et(reo. a astrologia. mas poucos na linha :ardecista. onde pude colher esclarecimentos que hoje ormam a minha base como m(dium integrante da Umbanda. todos nós temos necessidade de uma religião. e como aprendi a respeitar os sinais dos esp)ritos. 1= . e eu a6ia parte dos planos dos undadores. !chei o te/to muito simples. dei/ei minha mão correr. cores e un18es dos chacras. e nunca pela vo6 direta da . 'ada um de nós deve se encai/ar naquela que mais lhe agrada. a regressão das vidas passadas e outras tantas e/istentes por a). só . a astado de qualquer compromisso religioso. @usquei o contato atrav(s da psicogra ia. &ornou3se cristalina a mensagem. Mnverti o sentido desta rase. sequiosos de conhecimentos de outras religi8es. #nquanto estive trabalhando com esse grupo. so6inho e pensativo. não era pro undo e t(cnico> era mais voltado para o sentido pr*tico. tomando o cuidado com as que ogem dos princ)pios do amor e da caridade. -s praticantes da Umbanda. !pesar do meu temperamento de não hesitar. 5ão tinha mais d+vidas que iria continuar trilhando uma religião. com a consci0ncia de serem todas imper eitas. como e onde ele pode prejudicar ou bene iciar a mediunidade. participei de interessantes trabalhos. saber apreciar a sua bele6a e sentir seu per ume. como a t(cnica da proje1ão astral. o perisp)rito e o esp)rito. $oi uma mensagem trivial. e quando. a cabala. Recolhido em minha sala. dedicado estudo do espiritismo e a intera1ão teórica e pr*tica com personalidades reconhecidamente cultas da religião trou/eram3me um bom conhecimento do mundo espiritual.

tendo ela me a irmado usar sempre este tipo de cal1ado. procurou nosso centro. mudamos o tratamento. na relva +mida. $oi surpreendente o resultado. por sua ve6. um m(dium estendia seus dedos contra os do doente. sugava toda energia de seu corpo )sico. a energia do sangue oi sugada por seu perisp)rito que. Recomendei3lhe andar. - 1B . #le oi in ormado por outros m(diuns que estava sendo obsidiado por um esp)rito maligno. de uns vinte anos. previamente sacri icado para esse im. ! linha :ardecista desperta a sensibilidade )ntima. originada e criada pelo próprio paciente. não havendo nenhuma atua1ão de esp)ritos obsessores. sempre que poss)vel. seu estado estava se agravando. e abra1ar uma *rvore. cavalo da Umbanda ( treinado para incorporar o esp)rito enquanto o m(dium :ardecista desperta o seu interior espiritual. parecendo um osso.1B que tiveram uma passagem no espiritismo tradicional desta linha. Pedi para ver a sola de seus sapatos. assisti a trabalhos interessantes. as energias circulavam em seu perispirito. 5o caso. que em seu nari6 estava locali6ada uma massa.que o a ligia era uma rinite crAnica. desaparecendo completamente. atraindo para si toda a energia do sangue. e terminada a limpe6a de seu perispirito. #ram de borracha. atrav(s de pensamentos negativos. Forma p !"am !#o ma# r$a%$&a'a Um rapa6. 'omo os passes magn(ticos não surtiram os e eitos que prev)amos. Mntuitivamente percebemos que o seu perisp)rito estava com uma cor avermelhada. eito com sangue de animal. com arrepios e mal estar permanente. sabem de sua import. um material sabidamente isolante energ(tico. sem solu1ão da medicina terrena. resultado de um anterior e mal sucedido trabalho de magia. renovando as cargas acumuladas e que não puderam ser descarregadas pelo isolamento da borracha. Percebi. apesar de estar tendo toda a assist0ncia m(dica. não apresentava nenhum tipo de rea1ão. 5a passagem :ardecista. 5ão devemos esquecer que o semelhante atrai o semelhante. . isto para impregnar seu perisp)rito com as energias naturais. tendo sarado de todo seu mal estar. !contecia o seguinte. descal1a. !trav(s de passes. A)ra ")*a +om "a!() Um homem acometido por uma orte anemia. ou seja. E! r($a $!# rromp$'a Uma mo1a vivia tensa. sem renova1ão. essa massa oi se diluindo at( se trans ormar em uma esp(cie de liquido. um pensamento negativo. e a da Umbanda e/ercita e ensina a incorpora1ão plena e a manipula1ão dos elementos naturais. atrai energias negativas. #sta ( a t)pica orma do pensamento materiali6ado no perisp)rito. !o contr*rio. intuitivamente.ncia no desenvolvimento medi+nico nos terreiros da Umbanda.

nada tendo a ver com entidades obsessoras. ele sobrevive durante um tempo. Msso tamb(m ( comum com as pessoas que tiveram algum membro amputado do seu corpo. 3 &oda mat(ria que ocupa lugar no espa1o tem a sua cópia no plano espiritual. mas tamb(m dos objetos inanimados. não obstante a silenciosa e e iciente concentra1ão do grupo em volta da mesa. tentando se apro/imar de um dos m(diuns. por isso.a" m -orma ' +o. #sses trabalhos t0m a 1J . A" ! r($a" ! (a#$. a6endo com que ela desmaiasse imediatamente.otimismo e o controle das nossas emo18es são as principais de esas que possu)mos para destruir as energias que sujam nosso perispirito. criada e materiali6ada por pensamentos negativos. "ão tr0s casos bem distintos. estava a6endo con usão entre os sinais da morte pelo duplo et(reo. sem contar o que estava vendo. O ')p%o #/r o Um jovem integrante do nosso grupo.ra Uma mo1a so ria de ortes dores de cabe1a. e. #m pouco tempo ele icou completamente curado. e/pliquei. e a vid0ncia dos m(diuns. #le ( r*gil. 2i enrolada na sua cabe1a a energia de uma cobra. vi uma enorme cobra sobre a mesa. !brindo os olhos. Mncontinenti. a enorme cobra se enrolou no seu corpo. e eita pela doa1ão do ectoplasma por um m(dium especial. 5enhum esp)rito estava se mani estando.urante algum tempo. mas nos casos da morte do corpo animado pelo esp)rito. 3 ! apari1ão de um esp)rito materiali6ado não ( o mesmo? % perguntou. -s principais sintomas da doen1a da aura são as dores circulantes no corpo e nos ossos. sem solu1ão m(dica. ainda não dissolvido. são acilmente curados. e sensibilidade na base da coluna. 3 ! materiali6a1ão ( produto de um trabalho organi6ado.1J m(dium serviu de ponte para a limpe6a da aura do homem. uma energia mais mat(ria do que esp)rito. "ão as energia negativas que circulam dentro do perisp)rito. !dverti os m(diuns para não abrirem sua guarda energ(tica. que nós designamos como duplo et(reo. em ambiente 4 meia lu6. . C o duplo et(reo. 5otei que uma das participantes do grupo rela/ou em sua concentra1ão. 5osso grupo estava reunido. . não só do nosso corpo. #ra uma energia negativa. icando alienada da seguran1a do grupo. curioso. que se aproveitou de uma descuidada brecha na corrente. "ão males originados sempre por in lu0ncias internas do próprio pensamento do paciente. durante uma sessão. "ó voltou a si depois de insistentes passes energ(ticos do grupo. sorrateiramente introdu6ida no ambiente. as apari18es pela materiali6a1ão. $icou curada com os passes magn(ticos do grupo. ! apari1ão imediata após a morte de algu(m ( o duplo do morto. t0m a sensa1ão de ainda e/istirem. talve6 por um inimigo qualquer do espa1o.

% inali6ei 1O . Msso que possibilita ao esp)rito mudar de orma. C nele que estão gravadas todas as ormas de nossas vidas anteriores. 5ão ( o mesmo caso. ( mais espiritual que material. ali*s. di erente do cascão. di erem bastante. C como se osse uma roupa guardada no arm*rio. o que (? 3 ! mat(ria e o duplo estão envolvidos pelo perisp)rito que. 3 # o perisp)rito.1O prote1ão do alto astral do espa1o.

ncia. na cidade balne*ria de <uaratuba. seria o que? !teu? . matando v*rias am)lias. sempre o dono da verdade. #la e/plica todas as distor18es e di erencia18es sociais e culturais entre os homens. e a certe6a que o semelhante atrai o semelhante. nada acrescenta 4s pessoas. se antes de procurar uma justi icativa na vida anterior.1Q CAPITULO 0 REENCARNAÇ1O ! reencarna1ão ( a base da iloso ia esp)rita. "e hoje voc0 so re. % alou na sua costumeira arrog. 3 Msso não ( desculpa. sob pequenas desculpas de todos. a causa est* no resgate dos erros das vidas anteriores. tenho uma opinião. % arrematou. ao v)cio ou 4 pobre6a nem porque uns morrem em tenra idade e outros ganham a sorte de. Mesmo que eu tivesse nascido na am)lia mais pobre deste planeta eu seria sempre um religioso. não conseguem entender porque uns são privilegiados com a ortuna e o bem estar e outros são jogados 4 m* sorte. so6inho. Particularmente. não tra6 consolo. interrompeu.ato ( que a roda dissolveu3se. Mas. !cima do conhecimento. resgate do carma. 5ão entender esse crit(rio tra6 a alguns o antasma da revolta e do descr(dito nas religi8es. o conhecimento das reencarna18es anteriores. privando alguns. senão nesta. são princ)pios b*sicos da doutrina. Pela emp* ia do capitão. na outra vida. % gabou3se. em corpos di erentes. Recebi a visita de um amiliar de uma delas. 3 # se o senhor não tivesse tido um pai que pagou seus estudos. a lei da causa e e eito. !prendi nos livros. nacionais e internacionais. Um pr(dio inteiro desabou. o ato de saber que este assassino oi morto pela atual vitima. # sabem por qu0?. a aceita1ão ser* bem mais *cil. . % interrompi com sarcasmo. -s que não cr0em na possibilidade do esp)rito voltar v*rias ve6es. pois todos terão a oportunidade de usu ruir da sorte. por muito tempo manchete dos jornais. !conteceu h* algum tempo. #stava reunido com um culto grupo diretivo da elite esp)rita. ! reencarna1ão ajusta essas di erencia18es. alcan1arem longo tempo de vida. ao desamparo. sem precisar de ningu(m. um acidente tr*gico. e não soubesse ler. $oi quando um capitão re ormado do e/(rcito. e esp)rita. atra)do pela lei do carma. a dor da trag(dia or baseada no entendimento que nada acontece por acaso. pela pobre6a. at( mesmo de alcan1ar o entendimento religioso. "e um amiliar oi assassinado. com uma vida eli6. est* a (. e o assunto discutido era e/atamente sobre as di erencia18es sociais. 'ontou3me como aconteceu. 1Q . talve6 minha irAnica observa1ão tenha causado mal estar.

Romano. com meu ilho menor. iluminado apenas por uma vela. ( pass)vel de erros. vi o pr(dio desabar. no que oi acompanhada por dois dos meus ilhos. mas claro. aproveitando o momento. # o homem. % respondeu. destacava esse ato. tão na moda hoje. sugeriu ir 4 praia. # isso lhe e6 bem.eus. . que o tempo lhe dar* con orto. Mas. esposa e ilhos. !diantaria ele saber acontecimentos de alguma vida anterior. % disse. $eli6mente. 2oc0 entra em transe para isso. e. 'onversando com algumas pessoas. causando. "ou muito descon iado com as revela18es sobre o passado.3 balbuciou. este desastre coletivo envolvendo tantas mortes. assistido pelas entidades protetoras. minha esposa. &odos morreram. pirata. pr)ncipe. Uma pessoa ligada 4 espiritualidade e ao esoterismo ensinou uma orma de se en/ergar vidas anteriores. !s revela18es oram acontecendo. pessoas gordas e 1S . ou rid)culos convencimentos irreais. Regredir em vidas anteriores. nós vemos. 'oncordei. 3 Mas quem conta não ( a terapeuta. como oi ensinado. mesmo enganada. o +nico consolo que posso ter ( saber se eles estão bem. colocado no escuro. que justi icasse o que lhe aconteceu? "e o ilho não alasse em trocar de carro hoje todos estariam vivos. só pode ter sido pela vontade de . 3 $a6 um m0s que aconteceu. oi at( o apartamento buscar algumas coisas que tinha esquecido. Um deles. 4 guisa de curiosidade. 'ada um que parava em rente ao espelho. Hamais vai voltar ao estado normal sem uma resposta. !s viagens astrais. quando ui interpelado por uma de ensora desta pratica. apesar de não ser religioso. 5a verdade. % retruquei. Um espelho grande. emocionado. 3 Pior ainda. $i6emos. pude descrever seus amiliares e dar provas indiscut)veis de estarem todos eles. teve (. irrepar*veis trans orma18es psicológicas. Mas não ( este o caso. ora da garagem. por or1a da imagina1ão. bandido. C muito recente. 3 5ão sou religioso. muito bem amparados pelos mentores do espa1o. de cristal. não oi? 3 perguntei. tenha calma. sob a hipnótica ala do terapeuta. de endia a posi1ão que at( hoje mantenho.ei a r( no @ug. % rebateu indignada as minhas a irma18es. tendo ele sa)do de minha casa. no momento. ainda com a vantagem do espelho ter sido cru6ado espiritualmente por algumas entidades. por não ter encontrado palavras para consola3lo. nem conhe1o o espiritismo. re lete imagens das vidas anteriores. com minha esposa e meus tr0s ilhos.1S 3 #stava no automóvel. descobria v*rias reencarna18es. enquanto conversava. sabia disso. bem mais animado. algumas ve6es. mas. muito mais do que conhecer o ilme de suas vidas anteriores. Umas vinte pessoas participaram da e/peri0ncia. podem nos levar 4 irrealidade. #nquanto troc*vamos de carro. resignado. com o esportivo carro @ug.

careca e irreverente. #/pliquei. jamais deveria menospre6ar a d+vida do jovem. #le não entendeu a piada. . &enho ra68es para ser um descon iado nesse assunto. 3 $ernando.masculino não reencarna em corpo eminino. Respondi.ato de voc0 ser um homem. 5a minha ve6. com vis)vel masculinidade. 2oc0 est* completamente di erente. tira3lhe toda possibilidade de ter sido mulher em vida anterior.. seu esp)rito. atrav(s de um amigo comum.. . em nada vai a etar minha atual vida. 'ontou3me. porque ela tinha tido uma revela1ão sobre uma minha vida anterior. e amanhã nem sei se serei. por ser uma pessoa simples. demonstrando seriedade. aguardando a agrad*vel m(dium.. quer de m(diuns intuitivos. ontem j* ui. nada cobrava. "ei que e/istem. um jovem m(dium. 9uase ui 4 loucura. um recado para eu ir l* com urg0ncia. e nada disse aos presentes. con orme contaram. 3 !credito no esp)rito masculino e eminino. eu estou vendo. en im todo tipo oram revelados pelo espelho m*gico. !lgu(m alou com eu oria. 9uando usava sua mediunidade. visitava com req?0ncia. . ! porta 1G . com seu jogo de cartas. Uma seleta reguesia garantia sua sobreviv0ncia. como o eminino não ocupa cascão masculino. a rainha do #gito. lembrando muito minha avó. 3 Pode? 3 !inda bem que nem o '(sar nem o !ntonio reencarnaram com voc0. para ele o assunto era grave e eu. mais e/periente. pois. 3 #stou vendo tamb(m. praticantes das rendosas leituras das vida anteriores. uma e/celente m(dium vidente. ou o uturo. !penas minha própria imagem. #la me cativava. 9uando mo1o. iquei olhando o espelho. sobre a veracidade das a irma18es. #st* en/ergando? #u nada vi. Recebi. o que mais procurava. mas por que conhec03las? Toje eu sou. tinha sido o de 'leópatra. #stava ansioso na sala de espera. era saber quem ui. ter sido in ormado de uma das suas encarna18es. j* de idade.1G magras. Mas não podia dei/ar a mo1a sem resposta. Um homem magro. 'onhecer o passado. a inal. videntes ou esot(ricos.esconhe1o provas concretas. sempre relatando atos )ntimos. at( com o cheiro do pó de arro6 empoado atr*s das orelhas. pelo respeito que tinha aos esp)ritos. impressionava os consulentes. Vtima em sua vid0ncia. dei/ando3me sem jeito.

!nsioso.iga. "e hoje seria uma m* companhia para nosso Mestre. como vai a senhora? % completei. Muitas encarna18es atr*s. quem eu ui? % perguntei.1E abriu3se. e nem bem a consulente tinha sa)do. ela e/plicou. o apóstolo de HesusP % encerrou. 2oltou3se 4 mim.. vindo da iel e honesta m(dium. !chei at( engra1ado. nada mais eu tinha que esperar. outra ve6.iga. para justi icar minha esquecida educa1ão. sim. ou o erreiro. mas que tipo de pessoa eu era? 3 Marcos. acendeu. pela terceira ve6. l* dentro. a orma como me contou. a vela j* estava acesa e a re6a eita. em devaneio. e compare com meus te/tos. meu nome era Marcos. 3 . eu j* estava sentado. como quase todos. tudo erradoP !s vidas anteriores e/istem. abriu uma pequena gaveta. 1E . emocionada. re6ou um pouco. #la riu. Mnterrompi. tua protetora.iga. esperando por ela. % e parou de alar. #u estava na co6inha. porque amanhã ( dia que reuno minha am)lia. $oi a primeira e +ltima vida que tentei pesquisar uma minha vida anterior. uma vida anterior tua. 5unca mais quis saber de nenhuma. 3 Uma entidade. ela tamb(m ter sido enganada. desculpe3meP @oa tarde. voc0 chamava3se Marcos. 3 . perguntei. sei l* o que? &inha que ser o apóstolo? 5ada eito.. quem eu ui? 'alma e pausadamente. ou o soldado covarde. 5ão tenho nada a ver com o autor do segundo #vangelho. mesmo 4s avessas. o que pude perceber. mas não devem ser reveladas pela absoluta alta de seriedade nas in orma18es. e voc0? 3 respondeu. padeiro. 3 "im. imaginem h* dois mil anos. "e algu(m duvida. leia o #vangelho % o que seria at( bom. presumindo. 3 #st* bem. tirou uma vela. numa outra vida. quem eu ui? % perguntei ansioso. # por que não poderia ser Marcos. o sanguin*rio. pediu para revelar a voc0. demonstrando minha impaci0ncia em ouvir histórias das suas reuni8es amiliares. 3 #u vou bem. H* t)nhamos nos cumprimentado. !h. 3 .

. #ste ( o ilme que.homem morre. ( passado aos desencarnados para lembran1a de suas vidas anteriores. e com ele o c(rebro e a memória. cascão. . mente e espirito. !o desencarnar.a) surgirem alguns g0nios. &udo isso a6 parte do esp)rito. depósito da memória. ao dar o primeiro sinal de vida com o choro tradicional da crian1a. mat(ria. um comple/o maior. "obra. cópia.=F Mas um ato merece destaque. 'omo esta memória não tem registrada a vida anterior. como j* oi dito. isto só acontecendo quando desocupar este corpo. . $ica destru)da a lembran1a da vida presente. pela lógica.homem ( composto pela mat(ria. segundo di6em os convencionais. cresce. lembro de ontem.perisp)rito ( a cópia e/ata do corpo )sico. em uma memória totalmente nova. come1a um novo registro dos acontecimentos. Mat(ria ( o corpo carnal. % concluiu o mestre da Umbanda. e vejam a jóia de resposta. ! memória ( o arquivo do nosso conhecimento. quando acentuadas. 5asce.entro deste corpo )sico se aloja o c(rebro. o registro no perisp)rito. seu corpo )sico se decomp8e. #ste ( o processo natural que a6 o homem não lembrar da vida anterior. o esp)rito readquire a lembran1a dos registros de suas reencarna18es. não pode. perisp)rito e a alma. podendo at( com sete anos compor m+sicas cl*ssicas ou surpreender com revela18es ant*sticas. uma ve6 que est* livre da mente )sica morta. só gravada na mente do esp)rito. Toje. 5o caso. 3 . =F . provoca a precocidade na crian1a. e/ceto em isoladas lembran1as da memória do perisp)rito. entretanto. da mat(ria. lembrar3se dela. Por que não nos lembramos da vida anterior? #sta pergunta oi eito ao Pai Maneco. por ter sido registrado na memória todos os acontecimentos. 9uando este esp)rito reencarna. C a chamada aura. envelhece e morre. .

Mmediatamente. eu en/ergava. <ritava a lito. &udo come1ou quando. "enti3me totalmente desamparado. ou seja. Toje ( ter1a3 eira. empurrou3me e disse. vão me encaminhar para o lugar certo. onde coisas nos são reveladas e entramos em contato com os esp)ritos e o mundo paralelo C di )cil saber.pessoal vai levar um susto. com certe6a. 5ão vejo ningu(m. eu morri. noite que o meu grupo de trabalhos espirituais est* reunido. para meu consumo. #u tenho direito a entrar e =1 . $eli6mente. sonhei ter morrido. 'omo o pensamento me dirigisse. 5ão me lembro deles. era eu quem doutrinava os esp)ritos obsessores ou ainda não esclarecidos. e imposs)vel e/plicar. os mais ortes. mas. mandava3o embora. gra1as a . #ra uma esp(cie de meio termo.ivido. percebia quando algu(m estava acompanhado de um esp)rito. como perceber a di eren1a entre eles. e toda aquela al*cia do :ardecista aplicado. cheio de vaidade. e os encontros espirituais. 2ou l* conversar com eles e. 3 5ossa. aquele que vemos uma pilha e dias depois sonhamos com uma lanterna. alar com eles. 4s ve6es.eus. 2oc0 não pode entrar aqui. o produ6ido pelas nossas impress8es. $oi quando me lembrei. por ter sensibilidade. % mostrando determina1ão pela sua or1a e a cara echada. 3 . embora muito assustado. 'omo vou a6er? % #m volta de mim não havia lu6. di6endo ter que seguir seu caminho. #ste ( meu grupo. Pessoas estavam entrando. Pensei. imprudentemente. inconseq?ente. e percebi serem esp)ritos. #spera a). estou salvo. sei distinguir os meus. mas não podia aquilatar a sua qualidade espiritual. um homem alto. Mas eu sabia ser um esp)rito. #ra um entusiasta dessa atividade e. # oi em um deles que curei minha mania de a astar. sem paletó. os esp)ritos dos outros. aquele que mere1o. ! verdade ( que. o sonho em duas partes. orte e de camisa. atrav(s do pensamento. mas. #stava habituado a convenc03los de seus erros. .=1 CAPITULO 2 SON3O 5o e/erc)cio das minhas atividades medi+nicas. 2* embora. mas não ( o caso. e encaminh*3los ao mundo dos mensageiros do espa1o que nos atendiam e acompanhavam. mas no escuro. estava na porta do centro esp)rita. quando chegou minha ve6.

2* obsidiar outras pessoas. cada ve6 mais. !gora só v0m os guias % encerrou. #le continuava irme em seu pensamento. Mas. # ( bom voc0 ir embora. um por um. "tasia:. % respondeu -lha. 5ão era justo. Manoel. e. o jeito ( ir buscar socorro em outro lugar % alei comigo mesmo. o momento di )cil que meu esp)rito estava passando. Por v*rias ve6es. j* disse % !o mesmo tempo que alava. saia de si uma energia muito orte. $i6 um pensamento orte. por entender não ser aquele o momento da mani esta1ão. "enti3me bem. 5ão sou obsessor. 2* embora. em prantos. que impedia este momento. a Neda e os outros meus companheiros. !qui não tem nada para voc0. Por que comigo? Nembrei3me. #u absorvia tudo aquilo e melhorava a todo instante. e de muita lu6. e eu. ia en raquecendo.== 2* embora. meu irmão. 2oc0 est* enganado. e sim meu estado de rec(m desencarnado. #u tinha que contar para a De6(. "enti que naquele grupo estranho eu poderia resolver meu problema e reencontrar meus guias e amiliares desencarnados. Hoão Nui6. ! lu6. j* estava mais clara. #le olhava para onde eu estava. animadamente.irigi3me a ele. -lhei. #les não me viam. seu malandro. de repente. me ajude % suplicava. "eria um m(dium vidente? . e notei que um deles 3 da roda. e e/alavam uma energia amorosa. en/otei esp)ritos obsessores durante a sessão. Precisava de ajuda. 5ão posso di6er ruim. senti um corte naquele meu envolvimento. um dedicado m(dium atuante daquele grupo. "abia não ser culpa deles. 2oc0 pode me 2oc0 est* me en/ergando? #stou. em meu redor. me vi junto com uma roda de pessoas. @em. j* disse. determinado. mantinha o rosto echado e não participava daquela gostosa sintonia dos seus companheiros. ! primeira parte do trabalho j* acabou. Nogo eu. da mesma orma que parei na rente do centro. que conversavam trivialidades. Por avor. sobre mim. 5ega. $iquei em d+vida.3 respondeu. secamente. 5ão podia acreditar. == . Mr embora? ajudar % alei. #u preciso de ajuda. a inal nunca me neguei a prestar au/)lio a ningu(m. "ó quero ajuda. Por avor. mas me a6ia sentir cada ve6 mais longe do grupo.

nico gritei. Mas não ique preocupado. 5ão ceda. e lembre3se sempre o que ocorre com um esp)rito desencarnado e. mas não o en/erguei. !cedi a seu convite. Procurei meu salvador. 'ome1aram a me empurrar. mas não preparado para casos como o meu. -uvia gritos a litos. H* não via o homem que me acompanhava. . "enti3me raco. tive a consci0ncia que eu ui igual. . 9ue bom. "enhor.epois vou te apresentar uns amigos. 2enha comigo. 2olte ao teu corpo. $oi quando eu ouvi uma vo6. 9uando entramos no bar. . o Pai 5osso. $oi quando ouvi uma vo6 orte mas serena. socorra3me. 9uando aos poucos ui abrindo os olhos. quando voc0 tiver a elicidade de ser +til. bem vestido e dei/ava transparecer seguran1a. pronunciando. 5ão sei descrever.9ue sirva de aprendi6ado o que hoje te aconteceu. #les não vão te ajudar. 'onsegui me desprender do lugar. alando. o ambiente icou carregado. eli6mente. quase em p. 5ão sabia distinguir o necessitado do obsessor. !ntes de me revoltar. de um lado para outro. como eu i6 com voc0. -re. 5ão adianta. =B . "enti um al)vio."eja quem or. com muita or1a. $iquei nervoso. meu irmão.=B Mas não adiantou. #ncontrara. onde vamos? 2amos dar umas voltas. $oi quando o ouvi novamente alar. criando or1as para pensar. # tomar uma bebida naquele bar. não perca a oportunidade de estender3lhe a mão. 5ão en/ergava direito. . -uvia gargalhadas. choros e gritos. 5ão quero icar. 2oltei3me e vi um homem alegre. deu para en/ergar um lugar lindo. e pense em Hesus. um esp)rito que ia me ajudar. mais mo1o. -brigadoP Hesus 'risto. tendo a sensa1ão que iria desmaiar.homem era um m(dium orte. divertido. $iquei rela/ado e j* não ouvia as gargalhadas e gritos. e/atamente como ele. parecendo eli6 da vida mesmo. vou embora. #scuro. emocionado. Mas. . apenas sei que era assim. Mantinha os olhos echados e me envolvi no que a6ia. "enti um al)vio. -rei. $a6ia. cheio de lu6 e serenidade. 5ossa turma ( grande e divertida. #ra da minha estatura.03me lu6.

pensar no apavorante.=J !cordei. sentei3me na cama a lito. =J . mesmo correndo o risco de ser um trevoso. 5unca mais dei/ei de atender os esp)ritos carentes. mas esclarecedor sonho. aquele que modi icou meu comportamento. levantei3me e ui para a sala.

recortados com o al abeto inteiro. sugeriu osse a reunião eita atrav(s da sessão do copo. quando o copo parou. . onde estava escrito 7sim7 e 7não7. ! pessoa que anotava as letras. ou irmã? . tamb(m. oi gasta meia hora. icamos concentrados. Uma mesa sem pano para acilitar o desli6amento do copo. letra por letra. .copo correu para onde estava escrito 7sim7. 'oncordamos. cada um pondo o dedo m(dio suavemente sobre o copo.epois oi perguntado se queria dei/ar alguma mensagem. ele desli6ando. pela demora na orma1ão das rases. preparamos todo o material. 5este inicio do trabalho. hoje desencarnada. Por outro lado. aliando sua curiosidade dentro de um trabalho com objetivo da caridade. e mais dois.esp)rito disse que sim e escreveu uma mensagem bel)ssima. 3 ! irmã quer revelar seu nome? =O . num grande campo de atra1ão de esp)ritos brincalh8es e perturbadores. Uma minha irmã de carne estava precisando de au/)lio espiritual e por ela oi solicitado uma sessão especial. que vinha e/atamente dentro daquilo que minha irmã. % perguntou. ( muito e iciente. mas. 5a ocasião.a mesma orma. # oi aos meus companheiros do grupo que solicitei ajuda para dar sustenta1ão 4 corrente. . queria saber e ouvir. quando a dirigente solenemente perguntou 4 entidade. sem nenhuma pressão. .=O CAPITULO 4 SESS5O DO COPO 9uem ainda não teve a curiosidade de a6er uma sessão do copo? 5ão recomendo esta brincadeira. at( que parou. para não invalidar a comunica1ão. minha linha era somente a :ardecista. 3 #/iste algum irmão aqui presente? . $eita a prece de abertura. H* est*vamos perto da meia noite. o copo deu sinais de estar me/endo3se. em vo6 pausada e solene. aguardando algum sinal. 3 C irmão. 9uase sempre o inal da reunião ( desastroso. alou. oi o escrito. 3 Mrmã. quando eito com seriedade. com papeis estrategicamente colocados sobre ela. Cramos apenas cinco m(diuns. indicou. 5ão demorou. -s esp)ritos usam o copo para a6er suas comunica18es.princ)pio de que o semelhante atrai o semelhante torna essas sess8es amadoras. Um deles. Reunidos na casa de uma das m(diuns que se pronti icou ao trabalho. cansativo. pois não devemos jamais evocar as entidades astrais sem um objetivo s(rio. ! senhora que estava dirigindo a sessão tomou a iniciativa.

tirei o dedo do copo. uma tia minha desencarnada h* muito tempo. ! inal. e escrever algo bonito. Pensei comigo. #ra a Naida. Mas. Mmediatamente. =Q . aquele di*logo que durou quatro horas. e voltou para o !. pelo m(todo simples da comunica1ão dos esp)ritos incorporados nos m(diuns. para o . iquei cansado. que ( irmã. o copo escrever Naida. para não e/ercer sobre ele nenhuma in lu0ncia )sica. tamb(m. para o M. levaria menos de cinco minutos. Naida era como a cham*vamos. que adorava a #nU 3 o nome de minha irmã. pois seu nome verdadeiro era !delaide. mesmo inconscientemente. 9uero ver agora. e seu resultado. para o !. . # vi. um esp)rito di6er que quer dei/ar uma mensagem. pela monotonia do desenrolar da sessão. pode ser alado por qualquer um. Um de nós ali podia estar empurrando o copo com o dedo.=Q $oi quando tive a elicidade de ver o esp)rito que tinha dei/ado a mensagem. $iquei maravilhado com o trabalho. #le oi para o N. sua seriedade.

onde era a diretora. o cunhado come1ou a demonstrar ci+mes dela. 3 . ele ser*. . 3 C uma pro essora. ali*s. desde o e/cesso de bebida alcóolica. em todos os sentidos. 5ão havia outra maneira a não ser ter que se mudar. dei/ando transparecer alguma preocupa1ão. 3! mo1a ( uma chinesa. Pensei ser algum problema na escola. #le obsidiou o cunhado da mo1a. doen1as mentais e )sicas.everia esclarecer a ra6ão de sua sa)da. 5a #scola uma das pro essoras estava passando por um problema enorme. Mas como pode um esp)rito ter relacionamento desta =S . se/o. um parceiro na cama do casal. casada. eu ia tendo uma intui1ão muito orte. 'omo contar 4 sua irmã? . comportamento totalmente estranho e inadequado para a situa1ão. poderemos resolver. como ( grande a in lu0ncia espiritual nos encarnados. esconder esta aceta suja daquele que era seu marido. e/tremamente magoada. com cabelos pretos. longos e bem tratados?. ainda bem jovem. . in luenciando sua cabe1a e despertando esta pai/ão que não e/istia nele. e a) ( que e/iste o perigo. alta. que se envolve em seus cabelos e tenta um relacionamento se/ual. "e acontecer o relacionamento. morava com sua irmã. provavelmente. diante do absurdo deste amor. bonita. Mas vamos torcer para reverter este quadro. sua cunhada. não a dei/ando sair com amigos.urante um passeio de automóvel. #la me contou a ra6ão de sua triste6a.=S CAPITULO 6 O7SESS1O !s pessoas não imaginam. para não mago*3la. mas seu apelido ( 'hina. % esclareceu. ! medida que minha mulher relatava a situa1ão. o inevit*vel aconteceu. T* algum tempo. com certe6a. por ela apai/onado. . ! descri1ão se encai/a. esp(cie? #le não pode. e sim no próprio esp)rito. ! pro essora. Perguntei. a Redda estava calada. 3. ou. % esclareci. declarou seu amor por ela.iga para a mo1a ter paci0ncia que. 5ão ( chinesa.o lado dela est* o esp)rito de um mo1o moreno.esp)rito tem a emo1ão e precisa provocar o relacionamento para se embriagar no 0/tase. vigiando seus passos. 9uebrei o sil0ncio. at( que. % esclareceu. 3 #ncrenca? % arrisquei. e/ceto a nacionalidade.que te preocupa? % perguntei.

aspirando ansiosamente a uma1a do cigarro. 5ós. atrav(s dos nossos guias. Mas. atrai para si a energia do esp)rito obsessor. inteligente. sua ilha. não uma nenhum cigarro. espiritualmente. e tamb(m em algumas at( de orma inconsciente. j* ocupou sua cadeira no c(u ao lado de Hesus e sua igura. 'omentei com o amigo e. mas imbu)dos da vontade de ajudar nossos semelhantes. ligou3se. para os amiliares. 5o caso anterior. #ncontrei3me com um amigo que estava desesperado. pela descri1ão que i6 na ocasião. diariamente. simples m(diuns. sem orienta1ão e voltado para as banalidades de uma vida comum e devassa. . 5o dia seguinte. a astar a entidade e encaminh*3la. ele desligou3se. com a gra1a de . 4s ve6es.eus. como tamb(m os esp)ritos amiliares. agora mulher eita. 5este caso o esp)rito não tinha consci0ncia de seu desencarne e o clima criado pela conversa1ão. . 3! pro essora estava radiante. quase de loucura. $oi conclu)do o trabalho. <ritava e a irmava não se a astar de onde estava. sentada com as pernas cru6adas.=G . são *ceis de serem encaminhados. a irmou ser sua cunhada. caindo na realidade de estar vivendo num mundo paralelo. "ó conversando com o amigo. o esp)rito ( evolu)do. ! irmou amar a sua irmã e não sabe o que lhe tinha acontecido. 5ão demorou muito. !penas conversando vi o esp)rito de uma mo1a. . desencarnada h* uns seis meses. 5em precisou a6er sessão. 5ão sabia como chegou aquele ponto. Mas caiu na realidade e não sabia como se desculpar. #/iste o culto 4 memória do desencarnado. para um hospital do espa1o. deu3lhe um choque. apenas perdido. minha mulher dava a noticia. na rente do esp)rito. 5ão era ruim. j* quase conquistado. Mentali6ei a conversa com a Redda.m(dium. 5ingu(m iria prejudic*3lo ou desvi*3lo de seu intento.e princ)pio. ao seu lado. conseguimos. um dos m(diuns de nossa corrente. incorporou a entidade. neutrali6ando temporariamente a a1ão dele no obsidiado. jamais pode ser vista como a de um esp)rito perturbador. #le não sabia. #le esqueceu3se da or1a de Hesus. &udo voltou ao normal e at( hoje a menina. vibratoriamente. o esp)rito sabia estar desencarnado e tinha conhecimento de como manipular as energias da mat(ria. ! passagem do esp)rito para =G .amiliar ( um esp)rito amigo. e não tinha nenhuma liga1ão com a am)lia na qual. "eu cunhado rogou3lhe para não sair de casa e jurou3lhe todo o respeito que sempre lhe dedicou. umava tr0s carteiras de cigarro. ele o (. com muito cuidado. cheios de de eitos. #ra o amor que procurava. !t( hoje a mo1a desconhece a reali6a1ão do trabalho deste grupo esp)rita que atuou no anonimato. com apenas cinco anos de idade.desencarne dos amiliares deve ser tratado. Is ve6es di6ia estar envolvido naqueles cabelos negros e longos. em ocasi8es como esta. que 4s ve6es chega ao e/agero. #sp)ritos desse tipo. mas nós t)nhamos a consci0ncia do a astamento do obsessor pecaminoso. querido e estimado. na cena vista intuitivamente. 5a sessão seguinte preparei3me para atrair o esp)rito.

Por isso os viciados são chamados de copo3vivo. o maior )ndice da obsessão. -s casos mais req?entes de obsessão são sobre os alcoólatras e os drogados. uma atitude assustadora. os viciados no *lcool e nas drogas. carregando um rapa6. onde o che e da am)lia tinha desencarnado recentemente. Para se ter uma id(ia. transmitindo essa situa1ão para os amiliares. quieto.entro do principio que o semelhante atrai o semelhante.pai contou que o menino estava com quator6e anos e. $eli6mente. "eus olhos revirados estavam totalmente brancos. era uma pessoa normal. #st*vamos no in)cio de uma de nossas sess8es.=E o outro lado. C. onde. !justado na cadeira. cuidamos dos copos que nos servem de recipiente 4 *gua que bebemos. $oi. -utras pessoas o ajudavam. e pedia que seu esp)rito voltasse ao corpo. tentei conversar. # o *lcool e a droga são consumidos para atender aos dois. o esp)rito percebeu seu estado de desencarnado. #/istem casos mais graves. entender que est* morto. # o interessante ( que são protegidos pelos esp)ritos obsessores. 'omo um sonho. ! situa1ão tornou3se perigosa. pensando estar ainda encarnado. 5aquele momento. copos e talheres. dei/ou de estudar. provavelmente. jogou sua cabe1a para tr*s na cadeira e olhou3me. atraem os esp)ritos a ins. gritou. $oi quando. não alava e demonstrava muita impaci0ncia. durante as re ei18es. mudando de cen*rio e acontecendo uma por1ão de coisas num simples cochilo. 5essas ocasi8es. at( não servirem mais. =E . muitas ve6es. # essas coisas oram se agravando. menino teve uma esp(cie de convulsão. Mn eli6mente. neste caso. o prato e talhares no lugar que ele habitualmente ocupava. . ou seja. #ste estado do esp)rito. $oi icando arredio. . se não osse colocado. . Mniciamos uma s(rie de passes. trou/e muita complica1ão. talve6. acontecia o enAmeno. 'omecei a chamar pelo seu nome de batismo.esp)rito desencarnado e ainda não consciente de seu estado vive esses momentos. quando entrou um homem. tanto o encarnado como o desencarnado. alava muito pouco. a mesa era desmanchada. com vo6 cavernosa. 'usta. com ra68es ine/plic*veis.menino não se me/ia. 'uidam de sua sa+de e seguran1a )sica. nem sempre ( compreendida pelo desencarnado. pois não ( visto nem entendido. seus corpos estão doentes e debilitados. vemos esse quadro. com req?0ncia. tal e qual. porque. al(m de suas cabe1as estarem totalmente alteradas pelos e/cesso da bebida e da droga. . dei/ando em pa6 seus amiliares. mas em troca. $omos solicitados para a6er um trabalho em uma casa. aluno comum na escola e gostava de jogar utebol. Msto lhe causa um mal estar. de repente l*. de certa orma. podia tra6er at( mesmo doen1a )sica para algu(m da casa. colado em sua aura. recebia apenas um olhar raivoso. o ectoplasma retirado para provocar a or1a da entidade para poder manipular os objetos. após o trabalho e eita a devida e corriqueira doutrina1ão. o rapa6 não andava. voando pratos. Mrrita3se. dois anos antes. al(m do próprio ato. Percebi estar seu esp)rito ausente e longe. quando tinha do6e. 4s ve6es estamos aqui. dormia bastante.

o meu trabalho. e o garoto jogou muito utebol com a bola dada pelo Hoão Nui6.irigiu3se a mim e con essou ter matado um homem. BF . em conseq?0ncia. simplesmente.urante um desses passes. enquanto eu chamava de volta ao corpo o esp)rito do mo1o. normalmente. Praticamente perdem o racioc)nio e. o livre arb)trio. $icou completamente curado. voltando de um transe. alando mansamente com o rapa6 e perguntei3lhe o que acontecia com ele. 3 "ujouP Pensei. em nome de Hesus 'risto. 3 2oc0 vai sair j* deste corpo. Nevantou3se e oi embora. olhou para todos nós. 5ós t)nhamos (. % oi a lacAnica. chamamos as entidades para aben1o*3lo e pedimos. 3 2ou arriscar e a6er3lhe uma pergunta. na sa)da. 5ão desistimos e insist)amos nos passes vibratórios. me perdoasse. 5ão matei ningu(m. ! medida que os esp)ritos desta ai/a3 os trevosos. . que os encaminhar* 4 compreensão e recupera1ão. ato que aumentar* bastante seu carma. #le rela/ou na cadeira. eles vão criando orma de animal. 'umpriu a promessa. aninhou3se na energia do rapa6. sim.que? % respondeu. . eu não sou ele. com todo respeito e humildade. 2oc0 não tem o direito de prejudicar este rapa6. aplicavam os passes energ(ticos nas pessoas. % alava rispidamente. !nimei3me. na parte inicial dos trabalhos. ! verdade ( que ele saiu andando com suas próprias pernas e. 3 . #ste. 5ão lhe perguntei as ra68es. se não tivesse acontecido. domin*3los e envi*3los 4 alta espiritualidade. #nquanto lhe aplicava o passe. cochichei ao seu ouvido. "urpreso. por ocasião do 5atal. mas esclarecedora. da qual se alimentava para seguir sua negra jornada. $i6 o rapa6 acompanhar um Pai 5osso. o Hoão Nui6 da 2eiga. um dos baluarte do espiritismo e companheiro do grupo. completei di6endo3lhe que. um na rente e outro atr*s. 3 5ão sei. coloc*vamos v*rias cadeiras e os m(diuns. como se estivesse. &ivemos um caso interessante. #m nosso grupo. quem oi o assassinado. 2oc0 matou um homem? 3 completei. e de ato estava. Meio sem jeito. resposta. podendo lev*3lo ao desencarne. demonstrando indigna1ão. regridem. um homem pareceu3me muito perturbado. enquanto todos os companheiros do grupo aplicavam3lhe passes.BF 3 5ão adianta.m(dium não deve se abater por erros no e/erc)cio de sua mediunidade. 'ontinuei. ( um bicho eio que pula em cima de mim. a prote1ão de Hesus para aquele nosso humilde e so rido irmão. . #/istem muitos desses animais por a). $oi quando aconteceu. vi que o homem tinha voltado 4 ila. #ste ( um esp)rito di erente. 5ão devemos tem03los. mas. prometeu presentear o rapa6 com uma bola de utebol.

aterrori6ar sua vida.B1 muito menos se outros sabiam do crime. #ste ( o esp)rito vingativo. at( que veio a mim e con essou o seu bem3estar. !penas o i6 sentar3se novamente e roguei osse aquele esp)rito. agora pac) ico e bem humorado. B1 . a irmando sentir3se um novo homem. em busca de vingan1a. ao seu lado. ossem quais ossem suas ra68es. homem agradeceu e passou algumas semanas tomando passes em nosso grupo. sabia ter sido morto por aquele homem e veio. $oi um al)vio. encaminhado e parasse de a6er aquele homem so rer.

desenganado pelos m(dicos. ou absorvemos a da pessoa. e/pliquei. 4s ve6es. . 9uer mais ( conversar com as entidades.Hui6 aplicou3lhe. voltando ao estado normal. ou trans erimos nossa própria energia. oi 4 casa do Hui6 agradecer o milagre de ter dado um sensacional drible no 'avaleiro 5egro da Morte. . suor rio. acontece uma das duas coisas. não sabendo se devo enquadr*3lo como prova de (. era conhecido pela sua convic1ão no espiritismo. . "e a pessoa tiver consci0ncia do ato. gentilmente. do que propriamente por acreditar no milagre da cura daquele homem. mais para atender a solicita1ão dos amiliares.B= CAPITULO 8 TROCA DE ENERGIA ! doa1ão m+tua de energias entre as pessoas tem uma a1ão sobre elas de certa orma desconhecida da maioria. a irmando estar o doente tão perturbado. viu o paciente 4 beira da morte. 9uem procura uma casa espiritual não se satis a6 só com o passe. pode icar raca e sentir3se mal. completamente curado. ou no anedot*rio espiritual. "ua esposa. . dei/ou o visitante 4 vontade e oi cuidar de seus B= .Hui6 ainda não tinha chegado em casa. caso contr*rio. Mas na verdade. !o sairmos. o homem. em choro pela e/pectativa da morte. e6 o homem entrar e o convidou para sentar3se na sala. 3 2oc0 doou a sua energia positiva. con irma1ão da e ici0ncia da energia salvadora do passe. ( melhor um só passe do que de6 conversas com os esp)ritos. !o entrar no quarto. ao ponto de lhe ter transmitido sua energia negativa.interessante deste enAmeno ( a sua in lu0ncia no doador da energia.ias depois. contou3me o ato. &omando conhecimento do tranq?ili6ou3se. $ui com uma pessoa visitar um doente no hospital. $iquei con uso com um caso. e/ercendo seu cargo em uma pequena cidade do interior. Um Hui6 de . at( mesmo durante longo tempo. . com toda (. onde deveria aguardar a chegada do abnegado julgador. mal estar.ireito. um passe energ(tico. imediatamente ! doa1ão de energia. esteve 4 beira de um desmaio. atrav(s dos passes magn(ticos tem uma e ici0ncia assombrosa. e ningu(m d* mais do que pode. nada lhe acontece. 9uando nos apro/imamos de algu(m.elicadamente. ela sentiu um impacto muito orte. do estado de cada um. enAmeno. mas. $oi chamado para atender uma pessoa hospitali6ada. $oi o contr*rio. j* tão debilitado. dentro das casas espirituais. dependendo. !o entrar no quarto.

respeitosamente. # continuava a contar sua import. quem tem que resolver sou eu % di6ia. &odos os assuntos pol)ticos do #stado. então todos nós. agrade1a aos bons esp)ritos terem acilitado seu desencarne. em sua casa. 3 "ecret*rio. estava passando momentos di )ceis. 7. pois estava preparando o almo1o. sem pedir teu conselho.<overnador não a6 nada sem me consultar. levantou3se e aguardou3o para o cumprimento e agradecimento ormal. entrou em casa e viu o homem na sala. ! certa altura.. sentou3se na rente do homem e sentenciou. 3 5ão. 3 . est* sendo aconselhado por um esp)rito atrasado. recebeu. ou para se e/ibir. Hui6. 4 sua casa. sereno e e/tremamente espirituali6ado. % con irmou o pol)tico. $omos. 3 . estamos sendo governados por ele. &enha certe6a. "olicitou um trabalho ao nosso grupo. vou contar mais uma. e/cepcionalmente. . meu amigo. que. 2oc0. #u não estou morto.BB a a6eres dom(sticos na co6inha. interrompeu3o. tirou seu paletó preto e surrado. o sisudo jui6. um dos seus caracter)sticos. 4 entusiasmada doutrina1ão do mestre da lei. uma trou/a. 'hegou o Hui6. pela obsessão. #le gabava3se ao Hui6. 2iva sua vida espiritual. o que sabia a6er muito bem. Muitas histórias são contadas sobre esse not*vel homem. o esp)rito maligno. doutor. e era ele quem de eria ou não os pedidos de soltura dos presos. Um "ecret*rio de governo. % concluiu. tenha ( e não se apegue 4s coisas materiais. com um bilhete. o senhor acha que est* sendo vitima de um obsessor espiritual? 3 "im.<overnador do #stado nada a6.ncia nas graves decis8es pol)ticas e governamentais. creio estar com um esp)rito maligno ao meu lado. Por ser importante igura nos meios jur)dicos.. homem calmo. que nosso querido Mestre Hesus 'risto est* cuidando de voc0. sem gra1a.esculpe.senhor me curou e só vim agradecer3lheP % interrompeu. sua casa oi assaltada. de portador anAnimo. convers*vamos com o importante homem p+blico. 9uando oi Hui6 na 2ara de #/ecu18es 'riminais. 3 $eli6 ( voc0 que hoje est* vivendo a verdadeira vida. Para concluir. BB . doutor. #nquanto a dona da casa preparava a sala para a sessão. hoje aposentado como .ias depois. 5ão sab)amos que era o senhor7. não sei se para justi icar seu estado espiritual. -ra. ! carga ( muito pesada.esembargador. contendo todos os objetos roubados. . !o contr*rio da revolta. a imprensa deu destaque a ocorr0ncia criminosa.

!o entrar. incomoda coceira provocando pequena erida. !pelidei o s*bado. "aio cedo. pegando em seu bra1o e no mesmo lugar da minha estranha erida. a Redda. sua mãe est* aqui e precisa alar com voc0. a "onia. 3 2acina? 9ue vacina?. criaram uma casca e quando a do meu bra1o caiu perguntei a ela.. ou ica do mesmo jeito. 3 C. ela tamb(m tem> ou se estou preocupado. 3 'omo est* a erida de tua vacina? 3 ! casca caiu hoje. "*bado ( o dia que não tenho compromisso. !t( que. pela "onia. parecendo in eccionada. respondeu. por mais que tente dissimular. C a por a inidade espiritual.. # mais. 9uando tenho qualquer dor. BJ . estou imuni6ado. para dar o e/emplo. convidei a todos. ao meu lado. % brinquei. ali. 3 2amos iniciar o trabalho. 9ue a6arP. #ntre mim e minha mulher. e echando o dis ar1ado riso do jui6 brincalhão. % pedi. por pensamento. #las oram secando. 9uebrando o sil0ncio. temos em comum nossas vibra18es. dei/e eu ver. !s eridas eram iguais. Um alivia a necessidade do outro. de 7o dia da bobagem7. sua secret*ria. pois dona Redda precisa alar. 3 #speraP 'omo voc0 sabia que eu precisava alar com voc0? 3 Recebi o recado. resolvi passar no escritório de um amigo. comprar qualquer erramenta. 3 "enhor $ernando. sem destino. 'ome1ou a aparecer. ou ela descobre. deu3me um recado. 'ontou ter sido obrigada a se vacinar no col(gio onde era diretora. 3 $ernando. a comunica1ão. 3 Redda. acontece com req?0ncia. sem ter tomado a vacina. torna3se bem mais *cil. em meu bra1o direito. ( para o senhor tele onar para sua casa. #/iste uma outra orma da troca de energia. 5um deles. o que quer? % perguntei3lhe. 2ou aqui. ! sala j* est* pronta. !lguns dias depois ela oi aumentando. eito para pequenas coisas. 3 Minha vacina pegou.BJ 'onsertei rapidamente a constrangedora situa1ão. quei/ou3se. 3 H* vou indo. Msso ( a inidade.

a presen1a da comunhão de vibra18es entre os homens ( boa. em qualquer religião. perguntei 4 "onia. o pai3de3santo observou.isse j* estar indo e ui para casa. lutar contra este sentimento. $inali6ou. "ou orte. 3 @em.que?. !tendida minha mãe.senhor entrou no escritório. se abra1aram. 3 'omo ela estava nervosa. se e/ercida com intelig0ncia.3 'oncordou. em caso de não o superar. ao ser con undida por atra1ão )sica. % pondo de lado o tele onei. 5ão era h*bito dela ir visitar3me. a mesma entidade de um m(dium de nosso terreiro. Mas. ! Redda e/plicou. na pr*tica da espiritualidade. nosso conhecido. pode ser levada para caminhos perigosos. 9uando o abra1o. mostrando estar surpresa com a pergunta. #ntre as pessoas de se/o di erente. voc0 j* pensou se ele osse mulher? Perguntei irAnico. a Redda contou3me ela ter chegado 4 minha procura. !t( estranhei. inegavelmente. triun ante. . ico at( arrepiado. talve6 por trabalharmos com a mesma entidade. pode ser muito +til. 3 5ão senhor $ernando. Um pai3de3santo. 3 !gora entendo o que voc0 di6.BO 3 9ue recado? #u não alei com ela. e que precisava alar comigo com urg0ncia. #ste ( o tipo da materiali6a1ão de um pensamento. BO . ambos. não sou? % inali6ou. !o sair o m(dium. 3 #ste menino tem uma vibra1ão muito boa. #le olhou3me espantado. principalmente na divisão dos so rimentos e na telepatia. #u não lhe disse nada. iquei mentali6ando o pedido para voc0 ligar para mim. pois j* hav)amos trocado id(ias sobre o assunto. $iquei atrapalhado. interessante e. contar ao dirigente do terreiro. um dos grandes problemas dos terreiros e templos religiosos. &inha certe6a do que di6ia. quando e/iste a a inidade. &enho muita a inidade com ele. 3 . e eu não sabia onde te encontrar. j* velhos conhecidos. trabalha com o 'aboclo &upinamb*. e respondeu. Um cuidado que todo praticante da Umbanda deve ter quando isto acontecer. . 4s ve6es. 2oc0 não me disse que a Redda tele onou e precisava alar comigo? ! "onia me olhou. e. 5uma visita. ! energia em harmonia tamb(m tem seu lado negativo. oi ao tele one e o usou. que só acontece entre pessoas de muita a inidade.

#nquanto a6ia os reparos na estrutura do telhado. ( leve e tem uma ponta dura. #ra alegre e brincalhão. Por mais que quisesse. numa mercearia. ao ca)rem. 'onsiderando que a semente tem o tamanho de uma castanha. 3 ! senhora sabe. se aqui no balne*rio. descobri que as telhas oram quebradas por um pei/e com mais de meio quilo. tem lógica. !s *rvores não ultrapassavam a cumeeira da casa. Minha casa no litoral tinha sempre suas telhas uradas. e umas cinco telhas estavam totalmente destru)das. . meia idade. quando digo que o espiritismo por si só ( ilógico. 3 C. 5ão tinha lógica. 3 Mas como pode isso acontecer? 3 5os dias que tem vento orte. Respondi. demonstrando muita or1a. pedindo que cortasse a copa da bela *rvore do meu quintal. -correu3me perguntar. não havendo rachaduras. 9uando ui ver dentro do orro da casa. 'ontei o caso dos estranhos uros nas telhas.tamanho dos uros nas telhas indicam serem eitos por pequenos objetos como balas. por ocaso. rindo. % e/pliquei. $iquei pensando o que podia ser. pessoas costumam atirar com revólver? 3 Por que pergunta? 3 . mesmo ainda não descoberta. um carpinteiro conhecido h* muito tempo. Mas contou uma história. convicta. $iquei at( contrariado por julgar estar BQ . provocando goteiras. e/iste a lógica. o que me obrigava a levar algu(m para consert*3las. não conseguia imaginar como um pei/e podia cair no telhado de uma casa. convencido. ao lado. adquirida no e/erc)cio de sua pro issão. % e/plicou.GICA @rinco com as pessoas. #le não dei/ou transparecer duvida quanto ao ato das sementes provocarem os uros nas telhas.@asico era um descendente de italianos. 'ontei a teoria da dona da mercearia vi6inha.BQ CAPITULO 9: CRIANDO A L. intrigado. 3 -utro dia. ui consertar um telhado de uma casa aqui perto. ui. 3 -s uros são eitos pelas sementes dos sombreiros. Nevei o @asico. Perguntei. elas são levadas ao alto e. provocando os uros. % concluiu. v0m com or1a. mas dentro dele.

as chamadas sa)das do corpo ou viagens astrais. # o espiritismo ( cheio de mist(rios. ! cria1ão da lenda do lobisomem oi assim. no caso. realmente tinha. entregavam3se muito mais 4 concentra1ão. 3 !creditoP !creditar que o homem se trans orma em lobo e sai matando pessoas na lua cheia. ( por ter sido inventada em ato marcante que deve ter abalado a opinião p+blica da (poca. e se ainda est* presente entre nós. por isso. sem d+vida. . passada de gera1ão 4 gera1ão. 3 Pare com mentiras. televisão e computador e.BS sendo alvo de uma chacota. em busca do lobo che e de alcat(ia e. 4 alquimia e. parecia estar animado com uma vontade humana. como. talve6 porque não se distra)am com automóvel. estou tentando criar a lógica. ainda viva e criando temores entre os mais crentes. . dentro do ilógico. alei. 'omo pode ter acontecido isso? . 'om certe6a a gaivota dei/ou ela cair de seu bico. uma simples e/plica1ão torna tudo compreens)vel. espiritismo ou qualquer outra religião transcendental. #le me pegouP 'onseguiu criar a lógica. #/istem cren1as re utadas terminantemente. principalmente. sempre respeitei o @asico. Mndignado. seus esp)ritos sa)am do corpo. ( coisa de crian1a. o guiava aos ataques de quem queriam destruir. claro. . na Umbanda.pei/e tinha asas? 3 5ão. BS . dominando sua mente. Toje.que 4s ve6es parece absurdo e imposs)vel. rindo matreiramente. para o povo di6er que o homem se trans ormava em lobo. lobo. mais voltados 4 magia que os de hoje. % respondeu. o que me dava o direito de tamb(m ser respeitado. agindo sob a in lu0ncia do bru/o. hoje em moda no meio esot(rico. @asico. Pelo processo da reencarna1ão. 4 manipula1ão de ervas. ao treinamento da sa)da do esp)rito do corpo. C uma crendice. os bru/os e bru/as da idade m(dia talve6 estejam hoje reencarnados. quando precisavam. convicto. ! inal. #les tinham a t(cnica apurada e. 9uando me perguntam se acredito na lenda do lobisomem. oi um passo. por não e/istir a lógica. &ua história est* o endendo a minha intelig0ncia. respondo.a). o pei/e não tinha asas. Mas eram.

BG CAPITULO 99 NEM TUDO < MAGIA . $iquei com medo. nem com chuva intensa. cria3lhe o medo. 9ualquer briga. "obre esse assunto. ao sair de casa vi. 'aso contr*rio. 9uando o preto3velho ou o caboclo manda procurar o e/u.cascão do sapo ( colocado pelos esp)ritos do astral in erior em qualquer canto de sua casa. 3 &enho ( em Hesus 'risto e nos seus mensageiros. pedi prote1ão aos esp)ritos de lu6. tão clara. surpreende3nos a todos. Umbandistas mais e/perientes sabem distinguir um do outro. $ica ali. quase sempre ruto da imagina1ão e do medo. contra mim ou minha am)lia. Previno a todos. "e voc0 desejar o bem. % 5ão criem o medo por in undados trabalhos pegados. quando ainda não integrado ao movimento umbandista. ! id(ia de ser vitima de um trabalho eito contra a sua pessoa. um c)rculo pintado de vermelho. do lado esquerdo do meu portão. ! revela1ão. mesmo criando um campo energ(tico atrav(s de trabalhos. . pois sempre acreditamos o contr*rio. uma entidade deu uma e/plica1ão. ! macumba. com sapo morto. 3 9uando voc0 deseja o mal a outro. e como introdu6i3los num lar. a sua retaguarda a rou/a e aben1oa a vinda da vibra1ão de pa6. % concluiu a entidade. Mmaginei o pior. ( para desmanchar um trabalho eito contra a pessoa. ( porque e/iste uma energia ruim. pelo ato de julgarmos que a nossa energia ( mais compat)vel com a vibra1ão bai/a. com uma cru6 dentro. conhecia a or1a dos trabalhos do mal. algu(m e6 um trabalho de magia. gera a tal energia compat)vel. e este a6 um trabalho especial com elementos da terra. 5uma manhã. do que o mal. ica girando em torno de seu corpo pegajoso e redondo. #levando meus pensamentos. era com tinta. #mbora não conhecesse a magia praticada nos terreiros. toda a de esa espiritual da pessoa se echa e a protege. ! maioria das consultas. por ser negativa. BG . aquela macabra pintura não sa)a do meu pensamento. con usão entre amiliares. vibrando como toda energia. precisando ser combatida pela cria1ão de uma or1a semelhante 4quela que provocou o dist+rbio na pessoa. ! ai/a vibratória. ( só imagina1ão.homem ( suscet)vel 4 amea1a da magia. # pior. o pensamento pode tornar a mentira verdadeira. daquelas que não sai mais.urante o dia. colocada em qualquer encru6ilhada. ( alimentada por or1a semelhante. nos terreiros de Umbanda. um arrepio incomodo correu pela minha espinha. 'on esso. . 3 C mais *cil voc0 a6er o bem. #ste mal ser* banido da minha vida.

não gostou da minha decisão. ! linha :ardecista trabalha só com energia. que marcou as casas. 5o terceiro dia. 3 MacumbaP # ( da grossaP ! cru6. 'om o decorrer dos dias. ui me acostumando com o c)rculo vermelho. signi ica. tem que haver a cria1ão de um campo de or1a da magia branca. 9ue Hesus perdoe esse meu desconhecido inimigo. 5ão iria solicitar trabalhos especiais. podiam ter uma marca mais simples. harmonia. Para não alar mais no assunto alei. contr*ria ao bom senso e 4 intelig0ncia. BE . Mas. mostrando o s)mbolo do diabo. Passando em rente 4 casa do vi6inho. chamei um vi6inho que regava seu lindo jardim. neste caso. toler. as casas estão marcadas com este s)mbolo? 3 "im. que vai crescendo 4 medida que ( alimentada. tra6endo. 3 2oc0 sabe por que. !tAnito. H* não tinha mais medo. vis)vel e assustadora. 3 Mas. só um pouco. de qualquer um. não suportava mais aquele medo de ver minha gente. 9uanto ao ato de criar um campo de or1a para combater outro. vitimada por um man)aco espiritual. oi a 'ompanhia de Rede de Wgua e #sgotos. Mas eu não conseguia esquecer por duas ra68es. mesmo mediana. $ica o ambiente carregado. vai diluindo3se at( desaparecer. 2ou esquecer essa est+pida magia. 5o caso. a mesma coisa. achei lógico e certo.BE imediatamente sugada pelo trabalho. 5uma tarde. 3 C. para destruir a ruim. at( a doen1a )sica. o medo e porque estava pintada na entrada da minha casa.ncia e perdão entre os moradores da casa. a morte. #u não sabia o que di6er ou a6er. Meu an*tico amigo. vi o mesmo desenho eito na minha. e/periente esp)rita. &odas as casas tinham a marca. onde vão ser mudadas as redes das *guas pluviais. muitas ve6es. a energia. e perguntei. e/plicou. se eu a6ia parte de um grupo esp)rita e iciente e com bons resultados. $ui pedir ajuda a um amigo. 5a verdade. se ao contr*rio. 3 5ão adianta. sem ele nada entender. #le. 3 2ou pensar. dona da casa. at( ter uma or1a grande. para meus bot8es. # o c)rculo ( para echar o trabalho. ui caminhar no bairro. Nevei3o 4 minha casa. assustado. preces. não tendo com que se alimentar. Mnsistiu. !chei a interpreta1ão da cru6 e do c)rculo uma aberra1ão espiritual. $ui a outra. o ambiente or de pa6. o correto ( ter bons pensamentos. pondo em risco a serenidade e pa6 da am)lia. 3 di6ia. Respondi.

'onvers*vamos sobre espiritismo. #nquanto ia para casa. 5ão conte comigo e te aconselho a se a astar o quanto antes dessas religi8es a ro3brasileiras. um berro austero. despedi3me. #u? 'laro que não.JF CAPITULO 92 TRANSFORMAÇ1O $ui visitar meu sobrinho @enno. H* tenho meu grupo. e me dirigi 4 porta. Por que o irmão Maneco quer que eu v* em terreiro de Umbanda? Nogo eu. 3 Toje. quando ele me e6 um convite. 3 2oc0 me leva? 3&e pego 4s oito. dentro de minha cabe1a. que voc0 conhece. estou req?entando um terreiro de Umbanda. 6angado. e dava vibra18es.. principalmente essas de macumba e de bai/a categoria. tão presa a rituais. dando as costas. 5ão quer conhec03lo? % perguntou. Mncorporou em um m(dium o esp)rito de um )ndio. o dia das reuni8es? Perguntei. ordenando a todos. determinado e. Pondo inal 4 visita. 3 'omo ( o nome e quem ( o m(dium? 3 &enda #sp)rita "ão "ebastião. "ou contra qualquer tipo de ritual. $oi quando senti a apro/ima1ão de meu guia espiritual. no ouvido. 32*P 5ão pensei duas ve6es. e não tenho nenhuma inten1ão de conhecer outro tipo de religião. pensava. e ouvi. sei l* onde. dirigida pelo #dmundo $erro. 3@ata a testa tr0s ve6es na mesa. em seu escritório de advocacia.. 3 retruquei contrariado. JF . "e/ta3 eira. 39ual humildemente. Nembrei3me de uma passagem que ocorreu durante uma sessão na linha :ardecista. at( certo ponto. contr*rio a esse tipo de religião. cadeira por cadeira. 3 $ernando.

que me dispense dessa ormalidade. Passou direto. aguardava meu intrometido sobrinho. e de certa orma at( e/citado. vou erir todos meu princ)pio contr*rio a qualquer ritual dentro do espiritismo. 3Meu irmão. não imaginando o quanto ainda lhe seria grato.J1 5a respondi3lhe em s+plica. sem nada di6er. com todo o respeito e do undo do meu cora1ão. pe1o3lhe. quando deu a ordem. minha ve6. J1 . "e cumpri3la. "e a entidade gostou. não sei. !inda envolvido pelos meus pensamentos.

H* não queria ir embora. suas saias rodadas balan1avam aos som dos atabaques. #u. todos cantavam e dan1avam. l* acabava. #stava assustado. Prestei aten1ão na movimenta1ão dos m(diuns. e iquei quieto.pai3de3santo incorporou a entidade che e naquele terreiro. -s vestidos das mulheres eram impec*veis. 'ome1aram as incorpora18es. curioso. Nu6es acesas. $oi um tal de bater cabe1a no chão. que eu estupidamente imaginava. sem a concentra1ão comum dos trabalhos que estava habituado a req?entar. dei/e come1arP Nembrei da ordem do irmão Maneco. &odos de branco. @em. Toje ( trabalho de esquerda. $oi uma vibra1ão incr)velP Pareceu3me ter levado uma tijolada na cabe1a. o dirigente do terreiro. H* que voc0 est* aqui. 9uando serão apagadas as lu6es? 5ão se apagam. 5unca podia imaginar uma coisa assim. #stavam mais para anjos do que para os ilhotes de diabos. Respondeu lacAnico. lembrando do tempo que namorava na igreja.J= SEGUNDA PARTE CAPITULO 9 A UM7ANDA 'on esso que estava ansioso. bem iluminado. rabo e p(s de bode. e o e/u? 'omo ser* ele? &er* cornos. C dia dos e/us e pombas3giras. #/plicou. di erente da nossa casa :ardecista. &r0s tambores come1aram a tocar. &odos cantavam o Tino. a &enda #sp)rita "ão "ebastião. sem nada entender Resmunguei. seguros. "enti um cala rio. -s homens não dei/avam por menos. #u i6 o mesmo. da linha da esquerda. . !chei estranho este mundo. de repente pensei. #ra um salão grande. &odos alavam e conversavam animadamente. !) entrou a mãe e o pai3de3santo. "e acalme. 'om a seguinte di eren1a. 2ermelha e preta. demonstrando um orgulho enorme por estarem ali. e depois em asc)nio.pai3de3santo concentrou3se e come1ou a cantar o Tino da Umbanda. "entei e dei/ei as coisas acontecerem. Mas o ritual era di erente do que estava habituado. e aqui estava come1ando. "uas cal1as e camisas eram brancas e muito limpas. Meu desejo era entrar no meio. Parecia uma parada militar. para cantar com eles. 2ovA J= . como me alam? "ou hoje um homem sem medo. perguntei ao @enno. . garbosos. . #/u? Pomba3gira? 2ou embora. ! corrente oi entrando em ila. Metade da parede era vermelha e metade preta. tocando o Tino 5acional. #squisita a pintura. 5ão paravam de cantar e dan1ar. e um beijar a mão do outro.. &inha sido muito bem recebido pelo pai3de3santo #dmundo Rodrigues $erro.medo trans ormou3se em emo1ão. &odos icaram em p(.

ele alou. "a) de ino. nem rabo e muito menos p( de cabra. que cada um viaja como pode. . umando e bebendo uma mistura. venha aqui. #/plique3me duas coisas. tenha respeitoP Meu pai % disse. 2i. "entou3se numa cadeira. vovA. 3 9uem lhe contou o nome do irmão Maneco e como o senhor sabia a rase que ouvi h* anos. -utros esp)ritos incorporavam nos demais m(diuns. material para dei/ar qualquer um de porre. 2* para o teu lugar. &otalmente di erente do que conhecia. e corri para conversar com ele. meu ilho. 5ão perdia um movimento sequer.ei um gole e quase vomitei. $iquei olhando o e/u. sim senhor. -lhou3me i/amente. "ei l* o que mais. est* o lugar onde todos devem chegar. "aiba. outros com essas m*quinas de voc0s. 'om um olhar matreiro. #ra uma caneca. Mais dominador do que assustador. voltei para meu lugar e i6 o que o 2ovA mandou. outros de canoa. Nevantei3me. curioso. e reparei ser eu o +nico careca ali dentro. 3 'areca. repetindo as mesmas palavras do Pai Hoaquim ditas h* mais de trinta anos. !qui sou pai. 'areca. j* solto e alegre. H* tinha ouvido essas palavras. # esse irmão Maneco não ( irmão coisa nenhuma. determinada. C um preto3velho. retomando a conversa1ão. #ra incorpora1ão em massa. #mpolgado.JB 'onrado era seu nome. #/u sempre tem um olhar marcante. capa preta. $iquei olhando. 9uando alar comigo. coisa nenhuma. h* anos. em orma de caveira. 5ão sou teu irmão. # por que 5ego Maneco. 5ão vi cornos. doce e amorosa. $iquei olhando. depois iquei sabendo ser de sete esp(cies. !dmirado. ou para onde queira. esp(cie de trono.e repente parou na minha rente um m(dium incorporado. após um baita gole no caneco da bebida. brincavam e alavam com todos os presentes. Riam. #ntusiasmado. 9uero alar com voc0. .esp)rito tudo sabe. 2oc0 não est* aqui por acaso. . JB . Uns vão andando a p(. ou. porque detesto bebida alcóolica. Prometi ao 50go Maneco ensinar uma por1ão de coisas a voc0. #st* vendo coisas estranhas. Meu irmão % disse. no im. procurando iniciar uma conversa1ão. principalmente conhaque. 3 . olhou3me e disse. -lhei para todos. -uvi o 2ovA 'onrado chamar. . Mas. 5ão acreditei. simplesmente. # ele estava desse jeito quando in ormou.eu uma gargalhada e o ereceu3me bebida.evolvi3lhe o copo3caveira. isto sim. uma entidade alegre. ique olhando e v* aprendendo.

"oltei v*rias cobras na casa e. 2i estar carregando uma cai/a cheia de cobras. após seis meses de aus0ncia. nossa irmã voltou. estava em grande di iculdade e como não queria mais req?entar os trabalhos. #le. eito por ele. vi que ela estava cheia de esp)ritos perturbadores. 9uando oram embora. $oi bom voc0 ter vindo para c*. sa)ram em debandada % disse. pena não poder um dia req?entar a Umbanda... Perguntei3lhe a ra6ão. pois ia resolver o problema. e oi alar com outra JJ . companheira nossa. 'oisa de esp)rito brincalhão. 'hegando na casa da m(dium. dando3nos a not)cia de estar o caso resolvido. incorporado. normalmente. #ra o esp)rito que resolvia nossos problemas. a inal sou contra rituais. recolhi todas e o ambiente icou livre desses in eli6es obsessores. e no pró/imo trabalho a m(dium iria voltar. 9ue bom rev03lo. 5a outra semana. "ubiu. rindo. 'arecaP % corrigiu. #ste oi meu primeiro contato com a Umbanda. Uma m(dium. pessoa. icamos preocupados. $iquei curioso. quando eles as viram. Uns de6 minutos depois.JJ 'areca jaguaraP. in luenciando nossa companheira para não mais ir aos trabalhos e abandonar o espiritismo. Nembrei3me do 7s0o7 Hoão. na linha :ardecista. enquanto cantarolava os pontos que ainda ecoavam em meus ouvidos. H* te conhe1o da outra casa. 2oltando para casa. no plano espiritual. aos trabalhos. 3 &ata 'aveira. Pedimos socorro ao 7s0o7 Hoão. Is ve6es di6ia ser 'aveira. 7s0o7 Hoão % respondi agradecido. # despediu3se. pensava comigo. incorporou novamente. disse3nos j* voltar. Meu nome ( &ata 'aveira mas l* eu sou o Hoão. Nembrei3me de um trabalho maravilhoso.

envolvido na minha aventura de mentira. <ostando de dar elicidade aos outros. 3 "abe o que ela iria pedir? . 3 "eria bom para os homens se eles pudessem entender os bichos. por ser ela a ave de vAo mais alto e que pode ver o mundo em toda sua amplitude. mas podia ser melhor7. no que di ere de mim. &em atitudes antagAnicas. e a e/pectativa de um dia ensolarado e bonito. tra6ia uma pa6 interior dentro da medida que essas coisas boas me cercavam. #u dirigia o carro devagar porque o paralelep)pedo da tortuosa estrada estava umedecido pela densa neblina.eus me desse a oportunidade de modi icar alguma coisa de "ua obra.e soslaio. de pre er0ncia em portugu0s . "empre oi assim. aquiesceu em ouvir. JO . mas abre sua bolsa para satis a6er os caprichos de algu(m. voa de um assunto para outro. !o mesmo tempo que ( irrevers)vel em suas decis8es e incapa6 de icar sensibili6ada diante do choro convulsivo de um neto. 3 # o que voc0 iria perguntar 4 *guia ? 3 !inda não sei. estende sua mão para a agar a cabe1a de um cão doente ou socorrer um cavalo atropelado na rua. pensamento não tem parada. Mmagine quanta coisa a *guia poderia nos ensinar. sabe o que eu iria mudar? Minha companheira de quarenta e tr0s anos de conviv0ncia ( uma leg)tima representante do -ri/* -gum. 'ompletei a rase. &alve6 pela sua *gil acilidade de racioc)nio. 'ontinuei divagando. C sensata. &alve6 lhe desse a mesma oportunidade e perguntasse o que pediria 4 . .JO CAPÍTULO 2 SE DEUS ME DESSE=== #u e a Redda est*vamos descendo a serra do mar. 3 Pediria que todos os bichos pudessem alar. quem sabe eles pudessem nos di6er onde erramos. pensei. envolvido com o suave rescor da neblina.mundo ( bom.eus para melhorar o mundo. sempre p8e 4 rente dos racos seu pequeno porte de mulher guerreira. "e nossos olhos e cora18es são insens)veis aos seus comportamentos. Mnterrompi o sil0ncio.cheiro da mata que entrava no carro. e o perigo do ve)culo derrapar recomendava muita prud0ncia.isse a Redda em tom sarc*stico. não gosta de ter atitudes coniventes com os sonhadores. #u sonho e ela me acorda. 9uando embravece dei/a e/plodir todo seu g0nio indom*vel. . mas mesmo neste estado ( capa6 de icar embevecida diante do colorido do beija3 lor. 3 "e . não gasta vint(m 4 toa. antes que ela dormisse outra ve6. 7.

deveria a6er parte da mat(ria obrigatória escolar. e/pressam a qualidade de quem as emite. e com certe6a. e cheguei ao nosso destino. nem seriam levantados testemunhos mentirosos. o que. não só para quem a pronuncia. . -s gritos hist(ricos. da causa e do e eito e da lei dos semelhantes. pode causar e eitos negativos em seu ambiente. 3 #la ia pedir que para o mundo icar melhor. Is ve6es sou convidado para a6er uma palestra sobre a Umbanda a grupos de estudantes. Um alante descontrolado. esperando o resultado entre o grupo do meu in lamado ensinamento. mas em compensa1ão o maldoso e eito da in . mas para quem as ouve.som ( vibrante. nem romperia ami6ades. jogam 4 lama o nome de pessoas honradas. ! suavidade. ! inten1ão das palavras ( que causam o e eito. pretensão para quem não consegue modi icar nem os seus de eitos próprios. $alei. as gargalhadas. con orme voc0 disse no in)cio.iante de trinta deles. desen/abido. e sim no astral in erior. 3 . $alo da a1ão e da rea1ão. tom e e eito. sem alar em querer modi icar o mundo. Mencionei a magia das palavras. são prova disso. Mas o di*logo sonhador icou calado em mim. e tem um e eito no espa1o. a magia das palavras desapareceria. os berros e a m* orma1ão da e/pressão. não ser* em lugar espirituali6ado.mia. se o homem não alasse. #stamos alimentando o in erno sonoro de nossa alma. ! musica e os mantras. t0m um lugar no espa1o. 3 C verdade. &odos estavam atentos e me olhavam com e/pectativa. 3 ! educa1ão da vo6. 5ão poderia ter sido o grande pregador se a imposta1ão de sua vo6 não osse per eita. imaginando como seria o mundo. e após ter j* respondido v*rias perguntas.JQ $iquei aguardando o j* certo e ulminante complemento da rase. ! maledic0ncia da inveja seria banida da JQ . tão própria dos homens.mais importante não ( a vibra1ão da emissão dos sons. pensativo. e como ele tinha icado cravado em meus pensamentos e como um simples devaneio tinha revolvido os meus conceitos dos mist(rios da magia. porque a maneira de emitir as palavras tem um e eito enorme. . contei para eles o di*logo na descida da serra. 3 "eguindo seus ensinamentos. &odos os nossos sentimentos reprimidos eclodem e se somam 4s vibra18es dos sons. $iquei em sil0ncio. não destruiria mais lares. o que me animou a continuar. os homens não pudessem alar. muitas ve6es. ! sonoridade das palavras de Hesus deveria inebriar seus ouvintes e ao pregar o "ermão das Montanhas deve ter causado um impacto maravilhoso nos que o ouviram. Um aluno criticou de orma irAnica. vo6 estridente e tom alto. tonalidade e irme6a das palavras. sejam eles positivos ou negativos. destacando sua locu1ão.

3 'omo oi a palestra? 3 $oi boa. evitando a cria1ão de imbecis e irrespons*veis. acilitando a pa6 entre os homens. eu tive um revela1ão. e o mentiroso e gabola não mais e/istiria. $alei. .eus e6 o mundo com per ei1ão. aqueles que alam mentiras para apa6iguar seus sentimentos o uscados pelas trevas demon)acas da incompet0ncia e da rustra1ão. curiosa. por desuso. encerrando minha palestra.JS humanidade. 3 9ue revela1ão? Perguntou. e a intriga seria de initivamente sepultada. 3 . !o chegar em casa. porque al(m de ter sido muito aplaudido. # o velho ditado 7quem conta um conto aumenta um ponto7. a Redda me perguntou. JS . C melhor dei/*3lo como est*. seria sepultado.

"ão sim. e ainda me lembro do 2an <ogh. dentro de uma semente de girassol. imediatamente vejo a planta crescida. Mas isso nos d* bom humor. sentado em uma mesa de uma pi66aria. por e/emplo a &arantela. saboreando uma pi66a 4 calabresa. não são? . mas não ( a mesma coisa que evidenciar os atos. Por que ser*? JG . con irmou. nari6 alto. #u sou assim. "e eu não posso viajar. e logo vai cair a tarde e o dia vai desaparecer. não i6 viagens internacionais. sem ensinar como sua mama a6ia. alante e irrequieto. onde estão os planetas. #m compensa1ão a minha intimidade com os esp)ritos me e6 um homem imaginativo. com uma enorme lor. at( virar uma gritaria. 5ão para de alar e gesticular. H* voei na imagina1ão. talve6 tivesse sido mais eli6 e morreria com as duas orelhas. Perguntei in ormalmente. de v*rias nacionalidades. e descubro que estamos no meio do dia. e cada um querendo alar mais alto que o outro. 3 Mtaliano % como o chamavam carinhosamente 3 os ingleses são bem di erentes de voc0s. que conhece o mundo inteiro. "uas vidas )ntimas tamb(m vivem dessa orma? 3 C. o <iovanni. Nembrei3me da m+sica italiana. Pormenori6a tudo. os astros. 2olto 4 realidade. "e algu(m abrir a mão e mostrar em sua palma uma semente de girassol. senão o sol não estaria tão alto. . l* em casa minha am)lia ala ao mesmo tempo. "ão r*pidas.isse para o <iovanni. ! casa era amosa. e por isso a clientela era grande. com culturas di erentes da nossa. que est* brilhando no c(u cor do in inito.epois de pensar um pouco. "omos eli6es assim. C incapa6 de di6er macarronada. onde provavelmente e/istem outros mundos habitados. vai ser o meu in ormante. mas viajei at( o espa1o. $oi quando me lembrei da minha lacuna cultural. 3 2oc0s italianos são agitados. e vamos ter trabalho de Umbanda 4 noite. e gosto de s03lo. @ai/o.JG CAPÍTULO 3 A DANÇA #u tenho um problema cultural hoje irrepar*vel. #stava conversando com o <iovanni. 3 C. as constela18es. um simp*tico italiano. carregada com sementes. "empre gostei de ler. verdadeiras ontes de energia. #stava com ele. . que se req?entasse um terreiro de Umbanda. procurando a lu6 do sol. o que me tornou um desconhecedor das culturas do mundo. Rodeavam3nos as mais estranhas iguras. sem contar as óperas.

5ão te parecem eli6es? "er* que são as suas *reas verdes. via de regra.<iovanni me olhou descon iado. "ão din. austero. delicados e galanteadores. 3 2eja o que est* acontecendo hoje no oriente m(dio. a desgra1a amorosa. inveterados amantes. tanto que tive que pedir ao gar1om para esquentar minha pi66a.micos. % a irmei. "omos amigos e por isso ele me conhece bem. como pedindo uma pausa na conversa1ão. -s irlandeses são admiradores da gaita de oles. com a Umbanda. JE . ou o movimento ritmado do som de seus instrumentos musicais? . não houvesse tanto so rimento. se ao inv(s daquela m+sica osse um samba brasileiro? -u as nossas mulatas cariocas andassem como as guei/as? Reparou como cada um est* ajustado 4s m+sicas? 'onclu). andam com calma com passos irmes e seus gestos são suaves.JE 3 Pelo modo do andar deles. adorador do tango.eve ser o resultado da rea1ão do movimento da dan1a por eles pre erida. # os ranceses. !nalise o argentino. "eus gestos os levam para esse lado.Maurice 'hevalier não ( protótipo deles? # que tal o ch* servido pelas guei/as. 3 Por alar nisso. Percebeu que eu tentava uma liga1ão do que al*vamos. 3 ! pi66a est* boa? % perguntou. de um brio di erenciado. 3 5ão entendi. presentes e dominadores. sempre dos outros 3 brinquei. pois era um medroso do espiritismo.<iovanni e6 um gesto. não seria o som musical de suas musicas? . #le sabia que não me podia tirar da minha inculta viagem. que retrata. e suas dan1as ossem mais alegres. Msso os torna di erentes. 3 "ão comedidos no alar. apai/onados por tudo que a6em. Husti iquei. para desconversar. ao inv(s de se auto punirem em nome de !llah. considerando que o movimento ( uma a1ão que gera uma rea1ão. "ó eu alava. 9uem sabe se. . e ainda mascando chicletes.an1arinos de roc:s. não (? "uplicou o <iovanni. "ão amantes da vida. "er* que isso não pode caracteri6ar uma nature6a espiritual de um povo? !rgumentei . 'om tudo o Mtaliano concordava. com as saias apertadinhas e passinhos curtos. 3 # o americano. e admirados pela cultura pol)tica do povo comum. Respeitei seu pedido. # eles gostam de contar os so rimentos. 3 2oc0 não vai me contar nenhum caso de esp)rito. . gar1om me traga uma coca3cola. 3 #st*. un:s e sei l* mais o que. C um movimento macho. enquanto ele j* tinha comido duas. estudado.

voc0 est* tra6endo um peda1o de vibra1ão de qualquer lugar. <ar1om. voc0 o que (? 3 #u? #u sou brasileiro. 3 C. o que lhe dava insAnia. -nde se encai/am os teus movimentos? !nda todo torto. não parecem soldados romanos? -s XangAs não te lembram a dure6a das pedras e a ira dos trov8es? # as Mansãs. 4s ve6es tua e/pressão est* tranq?ila. não parecem ventanias? # os caboclos de -/óssi? 5ão te lembram as matas? 'ada ve6 que eu alava. como se tivessem um espelho. Mas ( uma id(ia. 3 # voc0. j* vi. voc0 tem que a6er um movimento que vibre no local da or1a que origina essa energia. ao cantar uma m+sica. ele com a boca cheia de pi66a. 3 #ntão. que seja compat)vel com a dan1a. em s)ntese.OF 3 5unca vi tanta bobagem. Mroni6ou 3 C a corimba. 4s ve6es eu levava o <iovanni para assistir uma gira no terreiro. Msso. por or1a da própria a1ão desses gestos. no outro agitado. outras não. agora voc0 j* sabe que quando precisar de au/)lio da nature6a. não sabe dan1ar. 3 "e voc0 na gira. tentei escapar. eu sei. ! inal. $ernando. 'on irmou contrariado. ( magiaP #/clamei triun ante. 3 "e são aquelas entidades que icam rodando e olhando para a palma da mão. dan1ar % no mesmo lugar. 3 'omo assim? Perguntou o ignorante. e quando o a6 ( sem ritmo. tomei o cuidado de e/plicar. traga a conta para o meu amigo aqui. $alei com seriedade. 4s ve6es ( violento. 3 5ão te lembram as *guas de um rio? # as Memanj*s. um dia calmo. 2oc0 j* viu as o/uns corimbando no terreiro? !pesar de medroso. não te levam at( as ondas do mar? -s -guns. não (? "abe que na Umbanda o movimento tem magia? 3 "abia que voc0 ia chegar na macumba. con irmava com a cabe1a. OF . <iovanni. 'ada movimento atra) um tipo de vibra1ão.'riticou resmungando. -s )ndios eram mestres nisso.

Percebi ter ca)do numa armadilha. !o ingressar na corrente. e acatarei a determina1ão. &odo de branco. os m(diuns devem obedecer as ordens da hierarquia do terreiro. Husti ico3me. e eu. a culpa ser* tua. voc0 pode icar. Mania de :ardecista de incorporar com o olho echado. Mncorporei. $oi rid)culo. 9ueria ser um bom m(dium. . % a irmei. $inali6ei. em caso contr*rio. com muita humildade. depositei em tuas mãos o meu uturo medi+nico. com raiva de mim. o pai3de3santo me chamou para um conversa1ão. ao menos por enquanto. #mbora j* tivesse a pr*tica de vinte cinco anos na linha :ardecista. ui parar dentro do cong*. O1 . a tudo acompanhava atentamente. como deve. "ou um homem disciplinado e obediente. 5ão posso dar o mesmo tratamento dos m(diuns comuns.que l* aprendi. $iquei encurralado na trama do pai3de3santo. Pode a6er e di6er o que quiser. "empre ui t)mido para dan1ar e cantar. echei os olhos e sa) pelo salão dando vibra1ão no ar. 'onstrangimento? Por que? &enho um constrangimento muito grande de me/er com C que voc0 j* tem vinte cinco anos de pratica. atrav(s do jogo das palavras. #ra o que ele queria ouvir. i6 o que sabia. a ponto de querer at( chorar e ir embora. ! não ser que voc0 me alte com o respeito. "e eu or um bom m(dium. 9uando entrei na gira. Mentalmente acompanhava o ritmo da m+sica. no meio das imagens. Lardecismo e Umbanda são di erentes. voc0. 5ão só pode. o m(rito ser* teu. 3 ! Umbanda ( e/igente. $oi um bom aprendi6ado. !sseverei. depois de tr0s meses req?entar a assist0ncia no terreiro.O1 CAPÍTULO 4 DIFERENÇAS ! gira estava animada. 5ão tive alternativa. eu órico por ter sido convidado para ingressar na gira. segurava minhas incorpora18es no terreiro. prender a pessoa. e. em alguns momentos. &amb(m puderaP 5a +ltima ve6 que incorporei na Umbanda. $oram me buscar. "e eu usar de toda a autoridade recebida pela lei da Umbanda. pondo o pai3de3santo bem 4 vontade. aqui não vou usar.

vir ajudar na limpe6a do terreiro. e os ogans da engoma. # os atabaques t0m nome. aqui dentro. #ngoma ( o conjunto dos instrumentos que a6em a musica no terreiro % e/plicou. embora seja branca. quando voc0 chegar no terreiro. &ome nota das primeiras ordens.% encerrou. respeitosamente. como YpaiZ ou YpadrinhoZ. "ó para eu saber. 5ão me chame mais. com licen1a. rumpi e O=0. agora de orma delicada. . #ngoma? # o que ( engoma? Perguntei. mesmo que não saiba. # desde j* voc0 est* escalado para s*bado pró/imo. rom. 'orri atr*s dele. # quando voc0 estiver na gira.irija3se a mim. Mesmo. minha esposa. cante. # tem mais. qual ( a hierarquia do terreiro? !l(m de mim. % arrisquei. $iquei pensando. os capitães do terreiro. deu as costas e me dei/ou so6inho.O= 9ue bomP % e/clamou. #ssa que voc0 usa. aliviado. por ser o canto um mantra da Umbanda. de $erro. % respondeu. a mãe3de3santo. ser* que oi vingan1a daquele )ndio por me ter negado bater a testa tr0s ve6es? O= . # dance. a mãe3pequena. por ser a dan1a. ponha uma roupa mais adequada. que voc0 tenha vergonha ou não saiba. beije a minha mão e de toda hierarquia. um movimento necess*rio.3 echou a cara. inclusive dos ogans dos atabaques. Padrinho. não est* igual aos outros da corrente.

"eus cabelos são grossos. #ra ele quem di6ia. ! minha acompanhava o mesmo diapasão. vi minha imagem re letida no enorme espelho estrategicamente colocado na parede. 5ós usamos o espelho para limpar os dentes. no Rio de Haneiro. $oi anunciada pelo 'aboclo "ete #ncru6ilhadas incorporado no m(dium D(lio de Moraes.H+lio ( alto e apesar de seus cinq?enta e tantos anos mant(m um corpo de jovem. a6er a higiene e con erir se a roupa est* adequada com nosso gosto. # oi essa a convic1ão da minha inspira1ão na conversa com o Hulio sobre o inverso da Umbanda. ! religião chamada Umbanda tem menos de cem anos. Rebati.OB CAPÍTULO 0 O ESPEL3O !cho que todos vão concordar comigo que o banheiro ( nosso esconderijo respons*vel por momentos de nossa necess*ria privacidade. recomendando a mesma tentativa. pretos e salpicados nas pontas de um grisalho compat)vel com a sua idade o que me cria uma recrimin*vel inveja por eu ser calvo. # ( nessa importante pe1a de nossa casa que est* o espelho. C ormada por grandes alanges de esp)ritos na qual predomina o nosso )ndio. 'erta ve6. "omos displicentes com o nosso outro eu. um elemento de grande utilidade na magia. . 5esse dia olhando concentrado e i/amente para minha imagem re letida levei um susto. 3 2oc0 est* con undindo. por isso divido3a com os outros. -s que j* me ouviram tiveram a mesma sensa1ão. #ntre outras tantas ormas dos magos usarem o espelho ( buscar no espa1o o re le/o dos elementos para aumentar a or1a dos trabalhos na constru1ão de campos de energia. # com ela nos digladi*vamos com eloq?0ncia e em calorosa de esa das id(ias da religião. ainda meu desconhecido. ! irmou. ! verbosidade ( a sua maior arma para manter acesa uma discussão. "eus olhos eram misteriosos e o seu rosto não me pareceu amiliar. bem penteados. 3 ! Umbanda ( uma religião a ro3brasileira. por acolher em sua ess0ncia o inverso de tudo. não usa o OB . #le icava irritado e sua grossa vo6 j* estava passando da tonalidade própria dos cavalheiros. Presto3lhe minha rever0ncia. e/ercendo o direito do meu recolhimento neste cAmodo. 3 ! Umbanda ( uma religião autenticamente brasileira. Um grupo de quase meia d+6ia de adeptos da Umbanda ouviam curiosos nossa discussão. 3 ! Umbanda se perde no tempo. !s vibra18es cósmicas e a mediunidade nasceram com o homem. #ra o outro eu. aquele homem dentro do espelho era outro. originada do candombl(. considerando ter nascida o icialmente em 1EFG. $oi uma e/peri0ncia incr)vel. pentear os cabelos. #/iste h* milh8es de anos.

orte e que re+ne adeptos de grande envergadura cultural. 3 !ntes de tudo quero dei/ar claro que não combato nenhuma religião ou orma de e/erc03la. 5ão tenho a pretensão de descortin*3la. ele me comunicou em educado sussurro. 5a minha casa nós icamos na sala. #st* combinado? 3 5ão sei se vou conseguir icar quieto. sem a horrorosa gravata amarela que destoava de seu terno cin6a claro. descoberto o @rasil. in lamado. sugeri que nos un)ssemos aos demais convivas ao at( então apra6)vel evento. ! id(ia oi aceita. 9uero juntar as pe1as e concluir o quebra3cabe1a. 3 2amos trocar id(ias sobre a Umbanda buscando uma intera1ão religiosa e não discutir ou compar*3la com outras religi8es. os )ndios então os leg)timos donos da terra oram escravi6ados. #stou a6endo essa sugestão por querer que voc0 me ajude a consolidar a iloso ia que h* anos estou tentando implantar no terreiro que dirijo. antes ajeitada para recepcionar o Hulio. #le era meu amigo )ntimo por isso j* oi servindo o ca e6inho. 5o decorrer dos tempos os a ricanos j* mais adequados 4s suas condi18es de servi1ais. 'om a não adapta1ão ao regime da escravidão os portugueses. 'omo est*vamos no jardim da casa de um amigo comum. OJ . vestido 4 vontade. mas tenho o dever de entend03la. convidados que omos para uma reunião. . 3 . @rincou. vou te visitar para continuarmos nossa conversa. dentro do mal e/iste o bem. Mniciei a conversa. escrevendo a mais triste p*gina da nossa história. #u di6ia. .OJ sangue como elemento nos trabalhos. não prega o medo e muito menos e/ige compensa18es inanceiras pelo e/erc)cio da mediunidade #st* na hora de mudarmos os conceitos. &ive uma e/peri0ncia com o espelho que me e6 repensar toda minha conduta humana.epois de e/plicar continuei. .inverso da Umbanda? 2oc0 quer di6er descobrir coisas ainda não reveladas? 3 !s coisas reveladas e não entendidas. 2amos coloc*3los diante do espelho e descobrir o seu inverso. trou/eram escravos negros da W rica. #nquanto desabotoava o seu jaquetão cin6a para sacar de um cigarro. !penas sou contra a mistura da Umbanda com o candombl(.H+lio estava circunspeto demonstrando estar bem atento e surpreso com minhas e/plica18es.entro do bem reside o mal e vice3versa. demonstrava estar de bom humor. ! Umbanda tem que ser redescoberta. Respeito o livre arb)trio de cada um e con esso só ter uma no1ão b*sica do candombl( apesar de achar essa religião muito bonita. &udo tem o outro o seu inverso. sem precisar conhec03la. mas prometo tentar. 3 'omo amanhã ( domingo. inclusive a espiritual.

por qu0 o ori/* -/um carrega um espelho? Mmposs)vel ser vaidade. . !s tr0s misturas deram in)cio 4 civili6a1ão brasileira. # ela oi criada pelos a ricanos 4 guisa de esporte mas na verdade era um meio de de esa. ! pr*tica da cultura religiosa dos ind)genas com os a ricanos oi proibida pelos brancos que impunham o catolicismo entre eles. 2eja uma delas. !) vem a revela1ão do inverso. 3 # o preto3velho não ( o a ricano? 3 #stou inclinado em acreditar que ele oi tra6ido atrav(s da descend0ncia da ra1a a ricana que criou a capoeira. hoje o +nico esporte brasileiro. dev)amos pregar e cultuar a Umbanda dentro da lógica dos acontecimentos históricos do @rasil.OO misturaram sua ra1a negra com a vermelha do )ndio e entre elas a intromissão dos brancos. o que desagrada tanto os adeptos da Umbanda como do candombl( que não tem nenhuma vincula1ão com o sincretismo católico. mas deve ser revista adequando3a 4 lógica correta de uma religião independente.e certa orma. . #sses esp)ritos dos )ndios.H+lio mal se continha. a miscel. Por ser nova e pouco estudada. Repare que todos os pontos da linha dos preto3velhos são iguais 4s musicas da capoeira. -s !rquitetos do #spa1o resolveram juntar todas as suas iloso ias religiosas em uma só. !cho que basicamente os esp)ritos que undaram e trabalham na Umbanda t0m alguma p*gina dentro da (poca do descobrimento do @rasil. 5ão oi só a ra1a que se misturou. 3 # não oi? 3 Pelo pouco que sei do candombl(. 5ão tenho nenhuma d+vida que a Umbanda tem que seguir seus princ)pios morais e ilosó icos ensinada pelos esp)ritos. maravilhosa e m+ltipla na sua constru1ão. e/ceto quando são misturadas. # a capoeira nasceu antes da Umbanda. são religi8es antagAnicas. #le me disse para ser ousado e buscar respostas por mim ainda desconhecidas. negros. Mndagou. ! religião dos brancos oi re ugada pelos negros que criaram o j* conhecido sincretismo católico na Umbanda. OO . ! sobrancelha grossa do H+lio levantou e ele interveio. 3 . Parou uns instantes olhando3me para pensativo e torpedeou. cheios de cren1as. reencarnaram aqui mesmo no @rasil. brancos. sem nunca esquecer que ela ( autenticamente brasileira. europeus e religiosos católicos. !trapalhei o H+lio.nea de conceitos est* gerando uma con usão muito grande. a UmbandaP #la oi planejada e criada para atender o povo brasileiro. 3 @aseado no que voc0 a irma isso? $oi o espelho que te contou? 3 ironi6ou. de eito que lhe derrubaria o t)tulo de esp)rito superior.i6em ela ser originada do candombl(. misticismos e iloso ias espirituais. .H+lio não se conteve. a religião tamb(m.

ao menos vai se admirar. OQ . . 9uem sabe nós devemos buscar a resposta pesquisando o inverso do ori/*. mas espero descobrir. pois se não encontrar o seu outro YeuZ. &enho certe6a que vai aproveitar.OQ 3 2oc0 sabe? 3 #u não sei. Mas antes devemos ver o inverso de nossas a18es que erem a espiritualidade ensinada pelos esp)ritos que a6em a Umbanda.Hulio despediu3se e prometeu a6er a e/peri0ncia do espelho.

dei/ou escapar uma das suas marcantes alas.omingos. .omingos acreditava que não adiantava nada o m(dium ter cultura esp)rita. Um cavalo bem domado. &oda aquela postura era mentirosa.. cultural e espiritualmente. Mnterrompeu e voci erou. C como dois em um. . OS . reclamar por tudo. principalmente por contradi6er tudo aquilo que ele pregava. demonstrando sua indigna1ão pelo coment*rio do estejado gordo. . ele a6 o que quer. pedi. sensibilidade e conhecimentos. para poder e/trair sua cultura. todos. . ainda não conhecia o !ndir de "ou6a. &erceira energia? #/plique melhor. acilita ao cavaleiro. 'ada qual com sua cultura. a incorpora1ão de um esp)rito com o m(dium ( um grande mist(rio. mais *cil para o esp)rito dar sua comunica1ão. Um ( um e outro ( outro. <ordo. trocar id(ias sobre a Umbanda. $al*vamos sobre a mediunidade.pai3de3santo echou a cara.$erro costumava berrar. C a terceira energia % disse. gritar. 5a Umbanda chamamos o m(dium de cavalo. . ormando uma terceira. estuda e aprende. voc0 ( um burroP . 9uanto mais preparado. H* o pai3de3santo com sua e/peri0ncia pregava o contr*rio.omingos era um membro da corrente. brincalhão e alegre. 5aquela ocasião. dei/ar ser montado e obedecer as r(deas. #mbora comum e undamental para a religião esp)rita. um e/periente pai3de3santo. Mas. . acharam gra1a da orma do pai3de3santo e/pressar3se. $oi com outro espiritualista que entendi a incorpora1ão e a necessidade da prepara1ão do m(dium. sabendo andar.OS CAPITULO 2 TERCEIRA ENERGIA . 2oc0 ( um imbecilP !pesar da grosseria das palavras. mas tinha um cora1ão imenso. principalmente. inclusive o . !mbos estão ali presentes. ! gente l0. <osto de conversar com ele e.i6ia coisas descone/as..esp)rito ( uma energia e o m(dium ( outra. era muito querido por todos.m(dium tem que dar condi18es ao esp)rito. reunidos em uma só or1a. 9uando vem o esp)rito. ilho de -gum não dei/ava as coisas para depois. não adiantando nada o que se aprendeu. principalmente no que se re ere a di eren1a da mesma entidade incorporada em m(diuns di erentes.omingos. trotar e galopar. essas energias se unem. $alando sobre prepara1ão espiritual dos m(diuns. quando a entidade toma o corpo do m(dium. #ntretanto.

em sua mani esta1ão. Msso mesmo.esp)rito só pode tirar do m(dium o que ele tem programado. o leite tamb(m. com sua aura limpa e vibrante. que não ( a mesma entidade.omingos. para esclarecer minha compreensão. violento. 2amos imaginar um e/u. culto. incorporado em um m(dium manso. ica com uma parte do outro.ca ( ( uma bebida pura. . ele vai tra6er. 5o segundo m(dium. C. OG . . só pode in ormar coisas semelhantes. em dois m(diuns di erentes. "im. no primeiro.OG - 'omo o ca ( com leite? &entei ajudar.princ)pio do computador. ela ica com uma parte que sou eu. $alei. . pensando na proveitosa troca de id(ias com o !ndir. misturada em sua energia. amoroso. -bviamente. "e a entidade incorpora em mim. senão poderia e/plicar para ele o que o $erro não conseguiu. est* bem esclarecido este ponto. 3 Msso e/plica bem. 'omo um computador. 2ai parecer. . e cheio de ódio. para quem conversar com os dois m(diuns. "e seus arquivos são de m* qualidade. 'ompletei. vai ter que lutar para não dei/ar esta parte ruim do m(dium. -s dois juntos criam uma terceira bebida. disse o !ndir.mesmo e/u incorporado em um m(dium menos preparado.omingos j* desencarnou. Pena que o . boa coloca1ão % elogiou. 5ão pode ser igual. #nquanto voltava para casa. se sobrepor 4 sua vontade. lembrei3me do . "e incorpora em outro. toda esta parte boa do m(dium.

a1a uma respira1ão r*pida e curta. mas comum entre cavalos ine/perientes.segredo ( a paci0ncia e a con ian1a nos respons*veis pela dire1ão do terreiro. .pai3de3santo me chamou e me e6 icar no meio do terreiro. h*bito comum quando ele queria chamar um esp)rito para incorporar num determinado m(dium. H* tinha o preto3velho e o 'aboclo. muito embora. H* me considerava m(dium pronto. olhos abertos. % orientou3me. . 'antava e dan1ava. ! gira era de 'aboclo. o pai3de3santo chamou o #/u &ranca Ruas das !lmas. #le atendeu. na linha :ardecista. nas giras de -gum. bem 4 vontade. $ique calmo e concentre3se. os m(diuns icam muito apegados ao olclore. C importante mencionar. "e tiver di iculdade. 3 5em todos os e/us são iguais.neo. @ebia cacha1a e umava cigarro de palha. . para voc0 icar tonto e acilitar a incorpora1ão. para só depois levantar e saudar a todos alegremente. dentro da nova roupagem de preto3velho. $iquei intrigado e procurei o pai3de3santo. estava solto. entidade para mim *cil de lidar. "e não der certo. pedindo uma e/plica1ão. ique rodando. "enti3me mais seguro e protegido na Umbanda. com certe6a. -ptei pela Umbanda por ter encontrado nela a minha necessidade religiosa. considerando3se estar trabalhando com ele. . Mncorporava. mas. que voc0. ! incorpora1ão oi r*pida e orte. via de regra. e icam mancos.desenvolvimento da mediunidade na Umbanda deve ser espont. j* h* vinte e cinco anos. e nunca dei/ar de perguntar as d+vidas que tiverem. ! di eren1a oi a batida alegre da m+sica e a manipula1ão da energia da 5ature6a pela cria1ão de campos de or1a. C a alta de conhecimento dos m(diuns que provoca esse quadro at)pico da entidade. icar* bem amortecido. Pela impon0ncia da entidade. devendo o m(dium tomar o cuidado para não incorrer na imita1ão das incorpora18es de outras pessoas. jogando3me de joelhos no chão.ava consultas sentado no toco.OE CAPITULO 4 INCORPORAÇ>ES H* estava habituado 4s incorpora18es da Umbanda. @em mais cedo que esperava. j* tinha abandonado o 'entro #sp)rita. "oube que meu -ri/* era -gum e j* tinha eito o cru6amento na Umbanda e o amaci. &empos depois. o meu pai3de3cabe1a. di erenciava bastante dos outros e/us. o Pai Maneco. Mntu) que um 'aboclo est* querendo incorporar em voc0. "ó altava o #/u. incorporava uma entidade que não tinha dado o nome. que recebi sem nenhuma di iculdade. normalmente. o esp)rito declarou chamar3se !:uan. sem necessidade de lu6 apagada. Mandou cantar o ponto do 'aboclo Hunco 2erde. entortam as mãos e cometem outros trejeitos. OE .

numa gira echada e sem assist0ncia. % detalhei 3 independentemente dos meus problemas na incorpora1ão. pensando ter eito uma pergunta inadequada ou prim*ria. 9ue i6 para merecer cumprimentos? % pensei. 3 Mas tenho que ser inconsciente para trabalhar na Umbanda? Perguntei assustado. C um tipo de treinamento. todos teus irmãos de corrente. onde os m(diuns.. $ernando. Meus parab(ns. !o contr*rio. QF . em cujo cargo iquei durante. que a6 uma declara1ão publica a irmando ser m(dium consciente.anos e só sai daquela casa com morte de meu pai3de3santo. 'om medo de errarem. Mncorporei o #/u &ranca Ruas das !lmas. na sua ótica. para desenvolvimento dos m(diuns. juram serem inconscientes. me olhando. trabalham suas mediunidades. seria certo ou errado ele ir bater a cabe1a? 5essa altura. C uma pura asneira. sob a orienta1ão dos dirigentes e m(diuns mais e/perientes. #les ( que pensam assim. Para teu controle. mais tarde. 3 2oc0 ( o primeiro m(dium. . $iquei sem jeito. #stou em d+vida se ui eu. al(m de ser also. e/plicando as coisas certas e erradas dos m(diuns. se os outros souberem da consci0ncia. o m(dium. 5o inal o pai3de3santo a6ia suas observa18es. inclusive o próprio pai3de3santo. #le continuou. $ui saber. $i6 uma pergunta. 3 . ui cru6ado no terreiro como pai3pequeno. ( muito bom. omitem o detalhe da consci0ncia ou inconsci0ncia.esp)rito não oi. que atrapalhou a entidade não o dei/ando a6er o pretendido. !rrematou. com a inten1ão de saberem as coisas contadas pelos ilhos da corrente. por estar errado. havia uma sessão echada.urante a incorpora1ão tive o impulso de ir bater a cabe1a no ponto de seguran1a da gira. #/clamou. ou se ui eu quem criou a id(ia e ele não me dei/ou ir. porque assim voc0 aprende as coisas que o esp)rito ensina. uma ve6 por m0s. em sil0ncio. aqui presentes. 5ão tem nada de errado ser m(dium consciente. al(m de ser a maioria. em meu terreiro. que se di6em inconscientes. não contarão ao esp)rito suas di iculdades )ntimas. &empos depois. toda a corrente estava em p(. $iquei sem entender. que e/istem mães e pais3de3santo. !creditam que.. 3 'laro que não.QF 5o terreiro do $erro. durante a incorpora1ão.

olhando i/amente. 2ovA. eu cuido do terreiro. #sperei. Percebi uma certa gravidade. Mas não dei/e ele morrer.Q1 CAPITULO 6 O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO #stava comandando uma gira da esquerda. 5ão aparentava a idade que tinha. mantendo uma orma )sica invej*vel. 3 'areca. 3 'uide do meu terreiro. que tão sabiamente comandava. de pronto. # vou dar um conselho. . mais tarde. mesmo sendo o che e espiritual da casa. #ra um homem importante para a Umbanda e para o próprio terreiro. era todo vida e alegria. a lito. h* quase cinq?enta anos. # eu me identi icava muito com ele.evia pesar uns setenta quilos. . ra6ão que me e6 gelar. go6ava de boa sa+de e não demonstrava estar passando nenhum problema. tornou3se um grande amigo. incorporado no 2ovA 'onrado. o canto muito bem a inado.ei/ei meus a a6eres e sentei3me 4 sua rente.pai3de3santo $erro. 'areca. porque. os m(diuns alegres. . "ou um homem de (. . muito ao contr*rio. sem a assist0ncia do cambono. Me/eu3se no seu trono. quando ouvi o amoso chamado da querida entidade. os cambonos. 'omunicou. # ningu(m gosta de saber que os amigos estão com os dias contados. &udo estava certo na sua vida. venha c*. ! casa estava cheia. 5ão sentia nele o espectro da morte. e estar incorporado no pai3de3santo. hoje ( a +ltima ve6 que estou incorporando neste cavalo. voc0 guarde teu cora1ão no co re. #st*vamos no m0s de "etembro. não se deve jamais alar com ningu(m.pai3de3santo che iava. uma resposta da entidade 4 minha solicita1ão. assustado. Minha rea1ão oi imediata e em suplica. não estava incorporado. para dirigir uma casa. vai desencarnar. "aiam daqui. % ordenou. que quero alar so6inho com o 'areca. espiritualmente. "e ele não puder trabalhar. #le vai ter alguns pequenos problemas.3 Q1 . #stava no meio do terreiro. o ereceu3me a orte bebida e disse aos seus dois ajudantes. -s dois sa)ram e ele. Por comandar a gira. 3 5ão dei/e isso acontecer. que impossibilitarão as incorpora18es e. !l(m de meu pai3de3santo. !credito nos esp)ritos. deu a noticia. % gritou. 3 'areca.

recebi o recado. &odos os anos o terreiro a6ia uma esta de con raterni6a1ão. reunindo os m(diuns e seus amiliares. 5ão acreditava no que tinha ouvido. ou seja. onde j* muita gente estava solid*ria com a am)lia. #ra demais para mim. alegre e com todos estejando. . #u o via. que dava para perceber. amargando minha antecipada dor. apro/imou3se. #la era benquisto e al(m dos amigos e ilhos da corrente. muito antigo. #sclareceu. pois antevia as conseq?0ncias entre todos nós. para que tudo corra bem. especial mesmo. # alava de um homem incomum. 5o meio do terreiro. chamando os caboclos e pretos3velho. não sabia o que esp)rito tinha alado. desde que tomou o cuidado de a astar seus cambonos para me dar a not)cia. oi posto um ponto riscado. em cima da seguran1a. para a qual tamb(m nada tinha dito da comunica1ão da entidade. que o am*vamos. amiliares e ilhos de corrente comentavam sobre a bem sucedida sessão. #le % o pai3de3santo e esposa. Mn ormou3me com ar sombrio e triste. !lgu(m tele onou para voc0. 3 9ual o hospital? 5o "anta 'ru6 % in ormou $ui ao hospital. sabia ser inevit*vel o desencarne. tristemente e comecei a pensar como poderia administrar seu desencarne. H* est*vamos em de6embro. sem prever sua data. #les se encarregaram de mandar cantar os pontos da linha do -riente. sua am)lia era grande. 5a minha (. C para a sa+de do Padrinho. $iquei so6inho. "abia ter chegado o momento. 5ão era compreens)vel uma entidade di6er não incorporar mais. -s sinais dados pelo 2ovA 'onrado estavam cada ve6 mais ortes. Q= . e não podia tirar de dentro de mim o segredo que com muita dor carregava. levantou3se e ordenou o canto de subida para ele. Retirei3me. porque seu cavalo ia morrer. !s l*grimas oram por mim contidas. #le subiu e eu iquei assustado. &odos o adoravam. $ui com minha mulher. ! &here6inha. então mãe3pequena no terreiro. -s esp)ritos não erram. Perguntei. $oi no come1o do ano. !o chegar em casa. conhecida pela cura de doen1as )sicas. #ste ponto oi riscado pela Madrinha 3 a dona "telinha.pai3de3santo era m(dium inconsciente. Marcamos um trabalho para hoje 4 noite. sem dividir com ningu(m. $i6emos trabalho na linha da Umbanda. esposa do $erro. I noite a corrente estava reunida. Perguntei 4 &here6inha que ponto era aquele. 5ão incorporou mais em seu cavalo. di6endo que o $erro teve um en arte e vai ser operado. que o mant(m aceso j* h* muitos anos. apesar de suas rabugices.Q= !poiado em sua bengala preta.

2oc0 pode a6er isto por mim? !quiesceu. !joelhei3me ao seu lado.QB Mas ele j* teve algum problema antes? Perguntei. 3 Mucui no Dambi % .eus te aben1oe. por causa dos soros e agulhas em suas aparentes veias. 3 . . "ab)amos. $ui embora. Mucui meu pai. um raio de Nu6. alando quase por sinais. #stava respirando. talve6 não mais pelo seu iminente desencarne.urante um m0s. mas 4 espiritualidade. C para movimentar o corpo % disse3me a a lita esposa do Meu pai3de3santo era sombra daquele homem esperto e *gil. QB . *gua e vela durante todo esse tempo. tomou minha mão e. #ra di )cil v03lo assim. a6endo um es or1o muito grande. Respondi. p*lido. nunca mais o des e6 alimentando3o com bebida. 3 !cho que a senhora deve levantar o ponto irmado na linha do oriente. barba crescida. como diariamente a6ia. ele estava sentado em uma cadeira. não a mim. Madrinha. na e/pectativa de sua cura. na sala do oriente. com seu olhar j* en raquecido pela doen1a. e enquanto tentava consol*3la. 5um "*bado. eito o ponto. at( agressivas % e caras. mas por tudo que estava passando. serem paliativas as cirurgias. "entei3me com a Madrinha "telinha. beijando3a. i6emos vig)lia. talve6 at( emocionado. diga3se. no quarto. &odas as manhãs eu a6ia uma visita ao $erro. muito triste. #stava magro. peguei sua mão com muito cuidado. &eve uma pequena doen1a e. ora no terreiro. $iquei surpreso. como sempre a6ia. -rdenou3me. o que mais podemos a6er? Mmplorando. pai3de3santo. ui ao hospital. Meu ilho. 5uma delas. di6endo num sussurro. tamb(m a beijou. $oi um per)odo revoltante. e. a senhora não vai gostar do que vou di6er. ainda. $ale. $iquei pensando porque o 2ovA não vinha busc*3lo. Parece3me que cinco cirurgias oram eitas naquele homem. determinado. ora no Tospital. por or1a dos aparelhos hospitalares. disse3me. j* marcado para morrer. m(dicos e amiliares.velho -gum. pedi3lhe a ben1ão.

conversava com ela. Nevantamos e descarregamos o ponto. tra6endo uma triste6a muito grande para todos nós e apesar de abrir uma lacuna na Umbanda. Mas tive uma intui1ão. os quais. para variar. 3 C algu(m. mas hoje não estou mais. Madrinha. sinto quase sempre sua presen1a no terreiro e. !inda estava 4 mesa de re ei18es. ! inal. quando o tele one soou. e me retirei. dei/ou como legado cinq?enta anos de e iciente desempenho na religião. Respondeu a &here6inha. &ele onei 4 &here6inha e nós dois omos ao terreiro.QJ 'laro. Minha mulher atendeu o tele one. na ocasião. instintivamente. 5a volta. 'onversamos sobre e assunto e dei/ei3a em sua casa. 5ão posso acreditar que um ponto riscado. Um ponto de irme6a. no nosso tradicional almo1o dos s*bados. "ó saudade )sica. e um ensinamento at( hoje seguido por muitos.#dmundo Rodrigues $erro. 2ou j*. muito triste. sem discutir. $iquei. tem este poder de manter o esp)rito junto ao corpo. para segurar na terra o esp)rito de algu(m. 3 &eu amigo morreuP . principalmente por mim. demonstrando muito conhecimento e (. Retornei 4 minha. acato muito agradecidoP QJ . al(m do necess*rio. 4s ve6es. con orme me ora anunciado pelo 2ovA 'onrado. e oi essa a ra6ão de eu ter sugerido 4 dona "telinha. junto com meus amiliares. levantar o ponto. dando ordens e palpites. desencarnou. comunicando que o $erro morreuP % e/clamei. possa atrapalhar o desencarne de um esp)rito do naipe do $erro. embora alimentado.

embora não participe da Umbanda. protejam todos voc0s % cumprimentou. que me servissem de orienta1ão. 9ue a pa6 de -/al*. 5ão o encontrei. # voc0 meu ilho.que? &amb(m quer achar? . . #u. QO . após sua morte não me adaptei ao da minha mãe3de3santo "telinha de -/um. a respeita e me prestigia. tentando. na esperan1a de encontrar um que osse compat)vel com aquele do qual tinha sa)do. 5ós gostamos de cães. H* havia orientado meus companheiros para a6er3lhe perguntas. #u.urante uns dois meses não conseguia me decidir. a esposa de meu pai desencarnado. pois. 5osso "enhor Hesus 'risto. no undo. a 2irgem Maria. "a) da &enda #sp)rita "ão "ebastião. 5aquela (poca.QO MIN3A DECIS1O CAPITULO 8 Tabituado com o estilo do meu pai3de3santo. naquela ocasião. casa que ainda. pedimos consulta na entrada e omos indicados para alar com uma m(dium incorporada com uma entidade. ui provocado por eles para incorporar o Pai Maneco. iquei totalmente desorientado. Minha mulher e/plicou sua vontade de achar sua cachorra. ! entidade disse que ia ajud*3la. eles insistiram. embora tenha conhecido alguns bel)ssimos. e ela. vou visitar. Passei a visitar v*rios terreiros. 5uma reunião com meus companheiros. Ma junto comigo. tive at( momentos hilariantes. !cabei cedendo 4s solicita18es. e isso eles sabiam. 5ão houve sintonia vibratória entre mim e eles. 5um terreiro. #dmundo Rodrigues $erro. veio o Pai Maneco. ! Redda. uma cadela nossa tinha desaparecido e oi esse o prete/to usado por ela para correr comigo os terreiros. principalmente por estar necessitando de uma orienta1ão mais direta para meu destino espiritual. só quero a/(. 2irou3se para mim e perguntou. buscava a/(.iante de minha hesita1ão. como sempre a6. Mas. 5as andan1as. volta e meia. 5ão queria voltar para a linha :ardecista. ser minha grande amiga e companheira. !chei o momento oportuno. como seu h*bito. $omos juntos. em condu6ir o terreiro. segundo meu aprendi6ado. achava gra1a por essa distor1ão de consulta. a cadela. minha dedicada esposa. jamais deveria incorporar qualquer esp)rito ora do terreiro por motivos de seguran1a. sem casa para trabalhar. . e Memanj*. a ador*vel entidade angolana. !pós os devidos cuidados. o que deseja de mim? Meu pai.

lacAnico. "erei vaidoso. &entavam me dissuadir e me aconselhavam a voltar 4 casa onde ambos ainda permaneciam. eu. QQ . Meu ilho. # eles me indicam que devo ser pai3de3santo. eu j* come1ava a icar impaciente. uma das hipóteses. . se quiser ser o mais Husto entre os Hustos. 3 2oc0s ouviram ontem a mensagem do Pai Maneco. 3 ! não ser que a mensagem por ele dei/ada oi inter er0ncia minha. mas não o encontra. sei que sou justo. #st* procurando um terreiro onde encontre a inidade. # da). ou1o a palavra dos esp)ritos.epois de v*rias tentativas em me demover da decisão. em nome do grupo. o humilde preto3velho. 2oltar para linha :ardecista. ou se ( uma vaidade inconsciente me/endo com sua cabe1a % e/pAs. se vivo entre eles. não quer. #les perguntaram. Msso não ( vaidade. por ter duvida se ( este o destino. % arrisquei. ( conscienti6a1ão. quando tenho necessidade de uma decisão importante. 'ontinuou conversando com os presentes. "eu cavalo quer que o senhor lhe indique o caminho que deve seguir. "elou o meu querido mestre e protetor. &inha que ser assim. sem mais nada alar sobre mim. hesita. . #/plicou Meus amigos. 5ão poderia ser di erente. 'omuniquei a todos. 3 C uma possibilidade muito grande de ter acontecido. considerando o teu atual estado de perturba1ão. . 5ão hesitei. e/ceto o <eraldo e o $rancisco. "er pai3de3santo. H* não tinha mais nenhuma duvida do meu destino.QQ "alve. 5o dia seguinte a nossa conversa1ão. meus dois companheiros que não se con ormavam com a minha sa)da do terreiro do #dmundo $erro. seu cavalo quer uma e/plica1ão sobre tudo que lhe aconteceu. !cham que vou ignorar a palavra do esp)rito? #les se entreolharam. os dois oram 4 minha casa. nas entrelinhas de suas mensagens. % Meu Pai.<eraldo não pensou duas ve6es ao responder. "ubiu e o grupo voltou 4 conversa1ão. demonstrando terem alguma d+vida. #le disse ser este o caminho. "ou um homem de ( e decidido. $ernando. Pai Maneco % respondeu o <eraldo.eu para entender alguma coisa? &udo a6 parte de um plano. pelos sinais que me dei/am.

não podiam duvidar da minha capacidade de transmitir as mensagens do Pai Maneco. realmente repetiu a mensagem anterior. sob minha orte emo1ão. !joelhei3me em sua rente. agradeci. 3 Muito obrigado.QS 5ão queria acreditar no que estava ouvindo. Pai ManecoP % e me a astei. duas l*grimas por mim derrubadas. e o $rancisco. 2ou incorporar no $rancisco. $iquei emocionado. tomei as suas mãos. recebi só apoio dos meus dois companheiros. e con irmar tudo que alei ontem por sua mediunidade. "em nada di6er. dei/ando sobre as mãos do $rancisco. iquei na e/pectativa da incorpora1ão prometida. QS . $iquei chocado e em sil0ncio. &anto o <eraldo como o $rancisco. ! partir desse momento. oi dominado pela entidade. di6endo. e. 3 5ão admito d+vidas sobre voc0. $oi quando ouvi a vo6 do Pai Maneco. mesmo relutando. e beijando3as suavemente. no meu ouvido. 5ão demorou.

$alei. 3 5ão vou mais a6er a primeira comunhão. QG .encanto que ela e/ercia sobre mim oi pro anada por ensinamentos rudes e contr*rios 4 minha in antil percep1ão religiosa. 5ão era só a religião que me ascinava. na . Minha pai/ão por ela transcendia o limite da benqueren1a. oi reavivada durante uma palestra que a6ia a um grupo de umbandistas. #mbevecido eu cuidava para que a classe icasse quieta e atenta 4s palavras da ormosa pro essora. 5aquele dia eu não devia ter ido 4 aula. desiludido com a minha amada.QG CAPÍTULO 9: A FRUTA #stava atento 4 aula de catecismo que a $rancisca estava dando nas depend0ncias da Mgreja do meu bairro a um grupo de meninos. só queria ter mais vinte anos de idade. &omava o cuidado de ser bem claro nas e/plica18es. #la sentenciou. com os padres e os santos. #ssa religião não presta. para se in iltrar no sonho do imposs)vel. Hogando no li/o o material que carregava para 4 aula. Mas altar a missa era pecado mortal? Retornei 4 minha casa. com a religião católica. #m aulas anteriores ela tinha ensinado que quem cometesse um pecado mortal iria para o in erno. 5a ocasião achei orte a pena.nsia de recuperar o meu tempo perdido na igreja. ! lembran1a de um ato acontecido h* mais de sessenta anos. e arranjar uma nova namorada. 5os meus desejos. . 3 9uem alta 4s missas nos domingos est* cometendo um pecado mortal. onde dei/ava transbordar meu amor por aquela mulher. risonho e aquinhoado pela divina arte do belo.eus e Hesus 'risto. entre cinco e de6 anos. $oi quando uma risonha mo1a presente pediu a palavra para di6er. corri ao encontro de minha mãe e comuniquei. para poder cortejar a dona daquele rosto redondo. "ó perdoei . buscando sempre a lógica. 3 Por que? 3 ! $rancisca disse que voc0 e o pai vão para o in erno porque voc0s não vão nas missas e t0m pecado mortal. a $rancisca tamb(m. mas meu otimista racioc)nio isentava minha pessoa da negra amea1a. dando as costas e correndo para a rua. #ra prepara1ão para a6er a primeira comunhão dentro do catolicismo. era só não cometer nenhum pecado. mesmo que osse minha primeira alta. #u era um dos alunos com a idade m)nima.

que t0m que ser e/purgados como se a6 com a parasitas das *rvores. demonstravam claramente terem entendido a mensagem que um terreiro de Umbanda só abre suas portas gra1as a uma insistente organi6a1ão material. onde sempre se in iltram os mal intencionados.empenho material para as constru18es )sicas. C um constru1ão que tem um cong*. necessariamente da linha &ranca Ruas. um espa1o para a reali6a1ão das giras e a parte onde ica uma eventual assist0ncia. &odo terreiro tem na sua entrada a tronqueira. 79uando voc0s saboreiam a ruta de uma *rvore não se preocupam em saber que ela teve in)cio com uma pequena semente que cresceu. . uma história do Pai Maneco. sabidamente a seguran1a dos terreiros de Umbanda.entro do espa1o dos terreiros tamb(m e/istem o roncó.olhar espantado da mo1a revelou que ela nada conhecia. com o doce sabor de uma madura e gostosa ruta.7 &odos aguardavam a continua1ão da minha e/plica1ão. continuei. irmada com v*rios pontos magn(ticos e de or1a para manter sua harmonia. 3 2oc0 conhece a estrutura de um terreiro? . a6 brotar a lor do amor e da vontade de ajudar os semelhantes. .terreiro ( o templo dos -ri/*s onde se reali6am os cultos da Umbanda. para agradecer o bem que me a6em. onde estão alojadas as armas do e/u guardião. espadas e retratos das entidades. tudo muito caro e sem um provedor. &udo isso e muito mais que eu talve6 não tenha mencionado ( que dão as condi18es para que possa ser o erecido 4 voc0s um ruto m*gico colhido das sagradas mãos dos ori/*s. sustent*culo de uma boa vibra1ão espiritual. "abendo disso. "eus olhos só en/ergam a ruta. al(m das seguran1as necess*rias. . se bem que direcionada 4 risonha loira. !s dimens8es do terreiro são adequadas para o n+mero dos m(diuns que constituem a corrente. Minhas entidades são maravilhosas. icou adulta. "empre estou a6endo o erendas. 'ontinuei a e/plica1ão. 'resceu e criou ra)6es estruturando isicamente a casa. 5o espa1o das sess8es estão enterradas no meio as armas do ori/* mandante da casa. -s pontos tinham que se encontrar. indicadas pela entidade che e. #n eites quase sempre estão ornando a casa. como lechas. provavelmente uma semente simboli6ada pela vontade obsessiva de um pai3de3santo. . onde icam as imagens das entidades. machados. criou ortes ra)6es que e/trai a *gua e a or1a da (rtil terra e produ6iu lores que se trans ormam em rutos. $oi um longo processo e mesmo assim voc0s não agradecem 4 *rvore e toda a organi6a1ão natural que a torna produtiva e orte. 3 Um terreiro de Umbanda teve um come1o.sil0ncio na sala e o s(rio olhar da j* não mais risonha loira. 'ontei para eles. lugar destinado aos alguidares dos santos QE . Uns t0m constru1ão requintada e outros são simples.QE 3 #u estou muito eli6 na Umbanda. independente da linha de seu dirigente. o cuidado com uma corrente de m(diuns honestos e caridosos.

5ós estamos no meio de uma campina cercada por um verde e lindo mato. -/al* est* irradiando para todo o ambiente uma lu6 prateada e brilhante. 3 #u estou vendo o cong* iluminado com as velas. 'ada ve6 que seu corcel bate as patas saem a)scas da cor do sol. e a casa dos e/us. ! limpe6a espiritual ( que vale. perguntou.escreva tudo que teus olhos podem en/ergar. #ssa são a realidade e as di iculdades para a constru1ão de uma templo de Umbanda.SF de cada m(dium do templo. o que de gra1a recebemos7. Paredes não e/istem. alguns com seus cocares mantendo um brilho intenso. a6endo3os cair em sono pro undo. . o esp)rito de um )ndio incorporado em um m(dium com e/peri0ncia. do bom gosto dos dirigentes ou pela aplicabilidade coerente de um arquiteto. conversando comigo. 3 . . &alve6 a imagem mais bonita ainda seja a de um cavaleiro montado em um cavalo branco galopando em volta de todos. -s m(diuns que voc0 viu. 7quem recebe. eu não en/ergo. &udo isso acolhe um mundo invis)vel. talve6 por conveni0ncia. #u não a1o distin1ão da qualidade de um terreiro pela sua constru1ão )sica. em seu lugar. trava seus movimentos e amortece seus corpos. que se mistura com as outras do terreiro. e da habilidade dos dirigentes de promoverem eventos para a coleta de moedas que paguem o pre1o de um mestre de obras e seus pedreiros. l* atr*s. &oda essa lu6 e alegria estão temperadas com a m+sica emitida por voc0s. "ão di eren1as puramente materiais e que dependem tamb(m dos recursos inanceiros do grupo. de acordo com a vibra1ão e o a/( da casa. iluminado por uma lu6 que nunca se apaga e ( mais brilhante e orte que o sol na &erra.o meio de seus olhos sai uma corrente energ(tica. que se mistura com as outras cores dos ori/*s. v*rias alanges e tribos de )ndios estão de prontidão no aguardo de um chamado para a6erem a de esa dos que estão no meio.cavaleiro armado e imponente ( um guerreiro de -gum. j* est* pago7.urante o desenrolar de uma gira de -/óssi. do SF . todos de branco. basicamente. os m(diuns em volta. pouco conhecido. #sta. a assist0ncia silenciosa a tudo assistindo e. alguns incorporados. ( a ordem material de um terreiro de Umbanda.que voc0 v0 agora no terreiro? . ormando uma esp(cie de cerca iluminada por v*rias cores nunca vistas por voc0s. !s di eren1as icam por conta do tamanho da corrente. . vai cair no outro ensinamento. cong* ( uma mistura de cores. que direcionada para algumas entidades so redoras. % alou o poderoso guia. o dos esp)ritosP C uma energia paralela que se modi ica. # quem ugir desse princ)pio e vender seus passes e orienta18es espirituais. #ssa lu6 como um arco3)ris est* ligada no centro do terreiro onde est* a seguran1a. #les rodam e emitem lu6es para todos. 3 #u j* estou vendo de orma di erente. as paredes que cercam o terreiro. todos armados. 5o lugar de cada um estão os )ndios e )ndias. ! assist0ncia tamb(m desapareceu e. -s dirigentes da Umbanda são pobres porque seguem 4 risca o ensinamento da alta espiritualidade que nos ensina 7dar de gra1a. os anAnimos provedores do dinheiro para a constru1ão da casa.

dei/ando o interlocutor sem entender o que eu di6ia.ias depois algu(m observou que o terreiro estava pequeno para a quantidade de m(diuns. ! imposi1ão do medo e6 a Mgreja 'atólica perder talve6 um ervoroso e disciplinado seguidor de seus ensinamentos. #ncerrei. havendo o risco da escuridão e o tr. se continuarem assim. S1 . 'aboclo. Mas as oscila18es e/istem. 3 9ue linda essa visão. e por isso nossos terreiros são uma onte de energia e de lu6. assustado. observei. 3 Pequeno? 'omo pequeno se não temos paredes e nosso espa1o ( ilimitado?. Recomendou.grupo parecia satis eito com nossa conversa1ão. . 9uer di6er que todos os terreiros de Umbanda são m*gicos assim? 3 5ão pense voc0 que todos são iguais. Respondi. voc0s não estão correndo esse perigo. Mas não posso viver sob o horror do medo.S1 que se aproveitam os )ndios para carrega3los para um lugar onde receberão orienta1ão. quando algu(m me perguntou. 3 Por que no in)cio voc0 estava tão pensativo? 3 #stava me preparando para não repetir o mesmo erro cometido h* tempos por uma linda e simp*tica pro essora de catecismo. como eu. tudo pode mudar para vis8es bem piores. de amor e suavidade. 9uando as coisas não são bem eitas. 3 5ós corremos esse risco? Mndaguei. 3 5ão. não amea1a este terreiro. todos os terreiros de Umbanda recebem a mesma orienta1ão. #stava com rases ormais e tradicionais para por im ao encontro. . e para isso ( necess*rio ter (. "enti a responsabilidade que temos quando abra1amos uma religião. as seguran1as não são cuidadas. calma e sobretudo. $iquei aliviado. pela irme6a dos ori/*s da casa. # acho que. obedi0ncia ao comando dos esp)ritos.nsito livre das entidades trevosas. # oi bom saber que as paredes do terreiro desaparecem mostrando um mundo di erente. 'uidem3se. #sse perigo. sabendo que não seria entendido. os m(diuns negligenciam nas suas prepara18es e a corrente não ica coesa no mesmo propósito espiritual. b*lsamo de nossas dores e mola propulsora de nossa vontade de vencer as di iculdades. Nembrando3me do ensinamento do )ndio guia.

ele estendeu no chão uma esteira. omos todos. $ernando. uma pessoa simples? 3 Por isso mesmo. #le con eccionou as belas guias de contas. al(m de dei/ar transparente a sua simplicidade e os conhecimentos demonstrados pelos mist(rios da Umbanda. o <eraldo 'arrano !lmeida. Mas por que eu. dentro de um alguidar de lou1a branca. atra)do pela respeitosa maneira de alar da Umbanda. 3 Nui6. preciso receber a coroa de pai3de3santo. orgulhosamente. 5a cabeceira. não só a que identi ica a hierarquia de dirigente. <rato pela con ian1a. onde oram postas todas as guias. "impati6ei com ele. com um len1ol de pano virgem. % a irmou. 5ão quero errar. 3 $ique sossegado. e sabe muito da religião. <ostaria muito se voc0 pudesse me preparar. . como ele me ensinando o que julgava necess*rio. 5o dia marcado. voc0 não vai errar. embora tenha demonstrado satis a1ão. cobrindo3a. con iante. a eitura de um pai3de3santo. como as das demais entidades. $ui alar com ele e solicitei. 3 2ou deitar voc0 na camarinha. "ua surpresa oi vis)vel. 'omuniquei3lhe meu desejo de a6er o ritual na minha casa do litoral. voc0 ( uma pessoa jovem.S= CAPITULO 99 SOU UM PAI?DE?SANTO H* conhecia o Nui6 <ulini. a . Mn ormou3me. o Nui6. estavam as ervas e bebidas dos ori/*s. $alei. j* pai3de3santo. 3 'om muito pra6er. &iramos a cama do quarto onde. sempre pergunto para ela alguma coisa. Mnclusive. a mesma entidade a quem eu.ilma e alguns membros de sua corrente. trabalha com o #/u &ranca Ruas das !lmas. -nde aprendeu? 3 'om minha mãe3de3santo Nourdes. na sua prepara1ão. servo como m(dium. 'om seus companheiros e sua esposa . cuidadosamente. enquanto preparamos os pratos para as obriga18es. 'ercou a esteira com nove velas S= .ilma. um jovem pai3de3santo de grande or1a medi+nica.urante v*rios dias t)nhamos encontros constantes. não só eu pedindo e/plica18es. com muito 6elo. cuidou da prepara1ão do sagrado ritual. 3 Nui6.

como um dirigente espiritual. $alamos mentalmente e ele disse. 3 #sta camarinha ( o momento da re le/ão. 'onseguiria reunir as pessoas em minha volta? "eria determinado o su iciente para construir o uturo? &eria condi18es para atender e orientar outras pessoas? # qual seria a di eren1a de incorporar as entidades. guias e. #u j* os tinha escolhido e por isso não hesitei. o Pai Nui6 de umava todo o quarto. "enti muita pa6.ilma. tamb(m a6endo sua louva1ão 4 de uma1ão. !s entidades deverão apro/imar3se de voc0 que.SB de cera. ao mesmo tempo que batia o adej* chamando pelo Pai Nui6. 3 9uem serão teus padrinhos espirituais? 9uero cham*3los. . acima de tudo.Pai Hoaquim de !ngola e a 'abocla <uaracira. 3 2ou dar meu ponto cantado. querendo di6er alguma coisa. 'om o tur)bulo umegando cheirosa uma1a. 'onvidou3me a segui3lo 3 2enha ver como vai ser. neste momento de pa6. destinada aos sete ori/*s e 4s linhas do oriente e a ricana. 3 !manhã cedo. meu ilho. convidou3me a entrar.Pai Nui6 me e6 entrar no quarto e. 3 9ue bom meu pai. enquanto co6inhavam e cortavam rutas. Mmplorei. após algumas ora18es. quando eu te tirar da camarinha. iremos a6er as entregas. me convidou a deitar. cantando pontos. #le entrou. entoavam suaves pontos da Umbanda. sabia que minha coroa estava sendo eita por pessoa competente. todas devidamente paramentadas com as saias rodadas. #le esclareceu. cantando seus pontos. #stou aqui. 3 . "eu a/(. ! cada nova percep1ão. o jovem Pai Nui6 de -gum. &odos de umados. $ique em pa6. $omos at( a co6inha. ter* condi18es de receber muitas orienta18es. olhou3me como me inquirindo. bata o adej* que virei conversar com voc0. 'umprimentou e a astou3se. hoje mãe3de3santo. do seu lado. ! . comandava um simp*tico grupo de mo1as. Pensava como eu iria comportar3me no uturo. sempre silenciosamente. após a eitura? $oi quando senti a presen1a do 'aboclo !:uan. seguran1a e. SB . sem nada di6er.

voc0 e ele. 5a verdade. 2inham mensagens de apoio e satis a1ão. 3 -gum chamou das matas. ! entrega dos amal*s. que ele vai intuir. ( guerreiro. charutos. mas de muita or1a. isso. no terreiro. 'onclu)do. um ritual simples. estão estabelecendo um v)nculo de reciprocidade dentro da religião. e iniciamos a montagem do trabalho. Mniciou3se esta ase do ritual. #u ajudei a mont*3lo. SJ . ou seja. 9uando voc0 cantar o ponto de chamada. ambos. aceitando a entrega do amal*. mesmo que não seja o pai de nascen1a. saudando o in)cio dos trabalhos. % 3 Pai Nui6. Pediu. para voc0. e at( hoje cantamos este ponto para chamar o 'aboclo !:uan. a principal entidade na quimbanda. #scolhemos um lindo lugar no mato. "entia or1a e con ian1a. Mnquiri. iremos at( o mar. itas e velas. lores. 'ontinuei na minha concentra1ão espiritual. Reparei e/istirem v*rios tipos de bebidas. em poucas tentativas a m+sica icou pronta. ele icou muito bonito. 3 2amos entregar o pad0 do e/u e. um pai3de3santo com muita (. e ele. aceitando o trabalho. todos me aguardavam e bateram palmas. en eitados. da Umbanda e tamb(m amiliares. e ele ouvir e incorporar em voc0. ou seja. !:uan para trabalhar> sua lan1a e sua lecha são armas neste cong*> vencedor de demandas. e/plique direito a necessidade dessas entregas. mas os elementos oram escolhidos pelo Pai Nui6. ajoelhou3se ao meu lado para escrever as palavras que eu transmitia. !o sair do quarto. claro. simboli6ando a encru6ilhada cósmica. eitos. debai/o do encontro de dois galhos.SJ 3 Pai Nui6. 'riei coragem para a caminhada para a qual me preparava. se a entidade incorporar. nesse caso. com muito amor e carinho. os seus ilhos vem salvar> ( caboclo. depois. chama3se 7obriga1ão7. o 'aboclo !:uan quer dei/ar seu ponto cantado. vamos todos saravar % ditei as palavras. sem nenhuma d+vida. 3 #le disse para voc0 e o <eraldo icarem na sala. 2i os pratos que seriam entregues 4s entidades. "entia a presen1a de v*rias entidades. claro. não pode incorporar em outro m(dium. o Pai Nui6 entrou no quarto e me tirou da camarinha. dentro do terreiro que voc0 comandar. onde ele ser* o dirigente espiritual e determinar* todas as regras dos trabalhos. estar* eito o pacto. #stavam lindos. Is oito horas da manhã. "erei. ao menos. ele passa a ser. &irando uma caneta e um papel. colocados estrategicamente entre a aro a. 3 # a melodia?.

colocou em meu pesco1o a linda guia de pai3de3santo. ser* a sinali6a1ão da aceita1ão do v)nculo espiritual. Mncorporado em mim. resmunguei. 'rian1as e -riente. ao menos. ao inv(s de tantas bebidas. 5o caminho para a praia.SO 3 Por que. % . para meu pecaminoso orgulho. Memanj*. -/ossi. &odos os presentes icaram em c)rculo e o Pai Nui6 de -gum. incorporado. e ele vai escolher logo o u)sque? 5ão podia ter pedido *gua ou. -gum. não gosto de bebidas alcoólicas. Preto3velho. pode usar um tipo. "elei um compromisso com as entidades que at( hoje me orientam e protegem. Mansã. Pensava. ! tarde estava caindo. senti sua orte vibra1ão e. uma cerveja? 'oisa de e/u. objetivo dessa entrega. #stava eito. &odos cantaram o ponto de chamada do poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. iquei pensando. XangA. não tem uma só? 3 #le ( quem vai escolher qual a bebida que vai usar com voc0. ser* que ele me aceitar* como seu cavalo? $eli6mente. -/um. SO .irigindo3se ao trabalho. -/al*. $i6emos todas as entregas. onde ir)amos a6er a entrega para a mãe Memanj*. 3 "alve. !o escolher a bebida. pegou um charuto e uma garra a de u)sque. com voc0 outro. simbolicamente. Hurei honrar o compromisso assumido com a espiritualidade e com a Umbanda. a sua bebida seria o u)sque. meus ilhos. alou.

um palheiro. % respondeu algu(m. os rem(dios modernos da terra são. sentia a presen1a de um )ndio. #stava servindo de cambono para ela. eu relatava a todos a minha eitura de pai3de3santo. 5a linha :ardecista. a 'abocla incorpora na minha mãe3de3santo "telinha de -/um. 9uando a consulente saiu. Mas não ( certo os esp)ritos receitarem pelos SQ . aliada com uma esperte6a a inada. para apadrinharem sua coroa? 3 . que estava vindo pedir. quando uma pessoa. sempre oi muito atencioso comigo. tornando nossa liga1ão mais )ntima. . o Pai Maneco mandou seu cambono levar um palheiro ao Pai Hoaquim. ningu(m deve atravessar pelo meio do terreiro. devendo circular por tr*s da corrente. ela e/plicou. 4s ve6es. empolgado.Pai Hoaquim de !ngola oi a primeira entidade que vi incorporar em um m(dium. #scute estas duas passagens. esclareci.urante uma consulta. em outros cavalos. !lgu(m me perguntou. reunido com alguns amigos. $iquei muito impressionado com a sua meiguice. Parecem irmãos. !mo este velho. "ua vibra1ão era envolvente. como o calor de uma l. 3 9ual a liga1ão sua com o Pai Hoaquim e a 'abocla <uaracira. temos muitas histórias. 3 5os dias de hoje. que estava sentado no lado oposto do terreiro. quando eram chamados os pretos. #ra uma mistura de ervas. 5o trajeto. chamado <uaracU. 5a continuidade. parecendo um sopro quente. doente.ias após. cada ve6 mais.mpada poderosa. eu recebia o Pai Hoaquim. estreitando. 'omo ( costume durante uma gira de Umbanda. ao Pai Maneco. ( muito orte. # ( uma cabocla de uma clare6a incr)vel. recebeu uma receita para seus males. ele encontrou o cambono do Pai Hoaquim. principalmente para que não osse criada nenhuma antasia em torno disso. percebi a liga1ão entre ele e o Pai Maneco. mais e icientes que as ervas. #le sempre estava acompanhado da )ndia <uaracira. emocionado. 3 9uanto 4 cabocla <uaracira. H* participando na Umbanda. % conclui. 5a &enda #sp)rita "ão "ebastião. 3 5ão tenha duvida que voc0 est* bem apadrinhado. a6endo questão de contar os detalhes do sagrado ritual. !ntes mesmo de ser da religião da Umbanda. # eu era ainda :ardecista % brinquei.SQ CAPITULO 92 PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACIRA . nossa liga1ão. suave. por determina1ão da entidade. ! liga1ão entre eles.

. &erminado o trabalho. por serem suas vibra18es di erentes com a Umbanda. 3 C UmbandaP -nde se canta ponto e se chama preto3velho e caboclo.epois conversamos melhor.eu um abra1o em mim e em todos os companheiros. que quis conhec03lo. talve6 o +nico m(dium que tinha permissão do pai3de3santo para participar de um trabalho estranho ao terreiro. o $erro. $i6 de tudo para a sessão corresponder as e/pectativas do ilustre visitante. embora osse meu pai3de3santo. esperando sua opinião. "audei entusiasmado 3 9ue bom ver voc0 aqui. provavelmente com elogios. porque estudam tanto? % completou. e despedi3me. depois por mim abandonado. $iquei orgulhoso. teve uma participa1ão e iciente num caso. !t( depoisP 5a primeira gira do terreiro. Podem continuar. $ui ao seu toco. desejou a/( e oi embora. voc0 ala tanto deste grupo. 'hamamos os caboclinhos. o da linha :ardecista. ( trabalho da linha :ardecista. $echei a cara. desen/abido. "enão. bom e e iciente como era o do nosso grupo. veio a 'abocla <uaracira. di6endo querer alar comigo. 3 C. 3 !manhã nós conversamos melhor. não aprendeu nada at( hoje em nosso terreiro. #stou decepcionado. de criticar um trabalho honesto. $iquei com vergonha de voc0. que icarei daqui. assistindo. agora tenho que ir. [amos iniciar os trabalhos quando. 3 Mas não ( Umbanda. Perguntei. corri para o $erro. $iquei muito aborrecido. -nde j* se viu? # continuou criticando com veem0ncia. de surpresa. #u era. dando a entender que sua opinião teria muito valor para mim. sentei e esperei. 5a outra passagem. 3 $oi o pior trabalho de Umbanda que assisti. demonstrando estar bem ao par da modernidade. aliviando e a6endo desaparecer um mal estar que me dominava. apareceu na sala o meu pai3de3santo. 3 2oc0 gostou?. os pretinhos e todas as entidades que nos assistiam. ( Umbanda. &entei e/plicar. porque tenho que voltar aos meus a a6eres pro issionais. 3 . #la SS . ui visit*3lo. pelo jeito.SS m(dicos. chamou3me. 5o dia seguinte. #stou com pressa. sim senhorP C mistura com a linha :ardecista. que. #le não tinha o direito.

! orma simples de alar. #le ( radical com as coisas da Umbanda. são assim. $alam e nós entendemos. continue irme trabalhando. des e6 um mist(rio que me incomodava. cumprindo a lei. a minha m*goa com o babalaA. !conselhou3me. &amb(m ui olhar teu trabalho. j* bebi uma garra a inteira de cacha1a. Perdoe3o e tente entend03lo. pelo tratamento recebido pela linda entidade de Hurema. SG . 5ão sei se oram as palavras. o ereceu um gole de sua bebida. não ique triste com teu pai3de3santo.SG abra1ou3me docemente. que me i6erem muito bem. pois. e achei muito bonito e bom. ico acilmente embriagado. dei tr0s goles. e as poucas ve6es que ingiro uma bebida deste tipo.epois desse curto di*logo. Mas por que a bebida de *lcool na Umbanda? ! cabocla esclareceu. com o rosto virado para ela. # eles. outra para amolecer a cabe1a do cavalo e permitir ao esp)rito uma incorpora1ão melhor. sem nada sentir. 5ão esmore1a. . 3 Uma parte. #u não bebo absolutamente nada. &irei de dentro aquela triste6a. e devolvi o coit0. vai para magia. 3 5ão. $a6 parte da magia da Umbanda a bebida alcóolica. que eu. 3 Meu ilho. Mncorporado. ser ela a minha madrinha. os ori/*s. seu gesto ou sua vibra1ão espiritual. da) a ra6ão de eu gostar de ouvir suas histórias. e gostaria muito de uma e/plica1ão sobre o assunto. Mais do que justo. segurando com as duas mãos e agradecendo. a 'abocla voltou ao problema inicial. quando me a6ia um dirigente. 3 2oc0 sabe a ra6ão da bebida na Umbanda? Perguntou.

voltando aos dias atuais. assim na terra. voltei para a rente do cong*. Percebi que uma parte da assist0ncia. cujos esp)ritos incorporam. J. che e espiritual do terreiro. e este ponto ( em sua sauda1ão. . segundo Mateus. a mãe3de3santo do terreiro. 5osso Pai. 2enha a nós o 2osso Reino.ivina. 1. 3 &odos devem icar de rente para a entrada do terreiro. e muito menos não ter hora certa para iniciar. 5ão nos dei/eis cair em tenta1ão> S. ui despertado por uma advert0ncia. @atemos a cabe1a para a Umbanda.epois do Pai 5osso. #ra a Nucilia. por não seguir um hor*rio r)gido para iniciar os trabalhos. e das entidades che es no terreiro.ncia e a minha trajetória na vida espiritual. pedindo a prote1ão de . e convidei a todos a re6arem. ao mesmo tempo. que o guardião do #/u &ranca Ruas ica.eus. reassumindo a minha posi1ão de dirigente. &em sete men18es. para dar seguran1a ao terreiro. oi ensinado por Hesus. de -/al*. 2ejam. os esp)ritos. Perdoai nossas dividas. 5a rente do 'ong*. sendo tr0s glori icando a . o Pai 5osso. não dar)amos 0n ase 4 ora1ão . Pai 5osso que estais no '(u. porque ( ali. cantei o ponto especial da abertura. =.pão nosso de cada dia. 9uando inibimos a incorpora1ão. e o #/u &ranca Ruas. e declarei aberta a gira. 'hegar atrasado. nos da) hoje> O. 3 !s pessoas estão esperando o in)cio da gira. di6em. nos v*rios cavalos. como no c(u> !s quatro seguintes. não se voltou para a entrada do terreiro. "anti icado seja o 2osso nome> B. ! respeito do grande mantra Universal 3 o Pai 5osso. minha herdeira espiritual. ( interessante repararem a coincid0ncia. seja eita a 2ossa vontade.SE DE AOLTA CAPITULO 93 #nquanto ainda rememorava a minha in . para receber o 'aboclo !:uan. saudei os anjos da guarda. e dando in)cio 4 abertura da gira. dando inicio aos nossos rituais. e não eles % os esp)ritos3 SE .eus. Hesus 'risto. e quatro rogando as necessidades do homem. . !m(m. onde est* a &ronqueira. $a6endo cara eia. !cho que Hesus sabia que se não houvesse pedido para nós. mandei a6er a de uma1ão em todos os presentes. os -ri/*s cósmicos. que tra6 consigo grande alange. !s tr\es primeiras. chamei a aten1ão. Pronunciei as tradicionais palavras. com certe6a somo nós. Mas livrai3nos do mal . con orme consta no #vangelho. assim como perdoamos nossos devedores> Q. !tendido na minha observa1ão. ( alta de educa1ão. sa) da re le/ão. comigo. -s terreiros nunca devem dei/ar de ter um ritual de seguran1a.

pela sua própria capacidade. todos são pequenos deuses. . ouvi uma suave vo6. sob a r)gida iscali6a1ão da Redda. voltei3me a todos e implorei. dando in)cio aos trabalhos. eu estiver tirando a liberdade de voc0s ou impondo regras desnecess*rias. enquanto dirigia. $oi coisa de velho implicante. "e o terreiro não seguir princ)pios m)nimos do relacionamento homem e esp)rito. se alarmos pouco. ica. 2isitei o terreiro e o que mais admirei. 5a estrada.GF que chegam atrasados. #la e6 uma observa1ão di6endo determinada. me chamem a aten1ão. !prende3se muito.aprendi6ado atrav(s da paci0ncia ( bem mais proveitoso. se em algum momento. "ob o semblante aliviado da corrente. GF . ( claro.iante a apropriada lembran1a. Meus pensamentos se voltaram para uma curta viajem que i6 at( o litoral catarinense. di6endo pretender introdu6ir em nosso terreiro as regras nascidas na origem da religião. dei/ando uma doce mensagem. e/pliquei estar muito interessado no resgate da história da Umbanda. 3 Pequenos deuses? 5ão entendi. . 3 'uidado com as regras. com v*rias obras editadas. incorporei. Pe1o a todos. meu ilho. 3 C. 'ada um sabe o que a6er. um terreiro desorgani6ado. !li. obviamente. oi a alegria dos m(diuns praticando a Umbanda. no interior de minha cabe1a. 3 esclareci. &odos resolvem os problemas das pessoas. C gostoso conversar com pessoas cultas como a #telvina. 3 'alma. pondo em d+vida at( mesmo a qualidade das comunica18es. Procurando tirar proveito das suas e/peri0ncias como pesquisadora. 3 5ão liguem minha rabugice. uma ilustre e atuante historiadora. 'omplementei. !inda com o pensamento voltado para minha obriga1ão de manter ordem no terreiro. conversava animadamente com nossa amiga #telvina. ! Umbanda ( organi6ada. !s regras podem cercear suas liberdades.

ia a este mini 6oológico. sem imaginar um dia estar integrado 4 religião umbandista. para ver se o sonho continuava. o 'aboclo a6 um gesto. quando ela oi encolhendo e trans ormou3se num homem. como se soltasse uma ave de seu antebra1o. T* muitos anos. &ornou3se imenso. tive um sonho muito marcante. #stava incorporado com ele quando. #le contou sua comovente história. em um canto da t*bua. $iquei muito e/citado e me levantei. descobri a minha liga1ão com as aves de vAos altos. no meio no terreiro. assinalando uma ave. Huntando as pe1as do quebra3cabe1a espiritual. #mocionado disse 4 mãe. pegou no 'ong* duas espadas e um escudo. #mbevecido. e icava alguns minutos. era a mesma do meu pai3de3cabe1a. G1 .'aboclo levantou3se. ele riscava um ponto. acordei. 5ão gosto de ouvir sonho dos outros. e trans ormou3se em uma *guia enorme. e de orma surpreendente. absorvido e encantado com elas. gavi8es e qualquer ave de rapina. mas não consegui. % alou. tendo ao colo uma menina e/cepcional. ao absorver aquela maravilhosa energia. vendo uma multidão compacta. -s cambonos estranharam esta at)pica atitude do orte guerreiro. irritado ou estava perdendo meu controle emocional. e deu de presente para a menina. #stava no alto de um morro. Meu trabalho pro issional icava perto de um apra6)vel logradouro municipal.G1 CA7OCLO AKUAN CAPITULO 94 . o 'aboclo !:uan. sentida por todos os presentes. . e/tasiado com este evidente contato espiritual. 9uando comecei a receber o -gum. mas adoro contar os meus. sem saber seu nome. ui atendido. parava em rente do enorme viveiro das *guias. N* no undo vi um ponto de lu6 que crescia 4 medida que se apro/imava de mim. vibrando bastante como se osse dois ios descarregando eletricidade. PenaP 9uando ia ver seu rosto. estava uma senhora. emocionei3me. prateada. #ra a maneira mais *cil de curar minhas di iculdades. !ntes de subir. momento que o terreiro cria uma energia muito orte. #ra de cor prateada. todo cheio de a)scas. 9uando icava nervoso. dei/ando escapar uma brisa energ(tica e gostosa. "empre gostei das *guias. 3 "ó quando voc0 desencarnar ( que vai entender a ra6ão de voc0 ter esta ilha. em vibra1ão especial. 'heguei at( mesmo a a6er pedidos para elas. Parou na minha rente e sobre aquela multidão movimentava suas enormes asas. &entei dormir novamente. voltando ao seu lugar.

2ia aquele enorme )ndio. at( mesmo desviando as olhagens e *rvores. 'horei muito. -s cambonos. #u a amava. 9uando sabia que ningu(m podia me ver. bem mais que os outros. com a crian1a de encontro ao seu peito... e corria com ela para o mato. Um ato curioso. 5ão sabia a ra6ão. 4 medida que a lembran1a do esp)rito reaviva a cena. G= . hoje trabalha comigo. #le continuou. #sta menina. correndo para o mato. $oi precoce sua morte. &ive v*rios ilhos. . por que logo a doente. #ntendi tudo que antes era mist(rio para mim.G= #u era cacique. Um deles como esta menina % disse apontando para o meio do terreiro. #u a pegava escondido. #mocionado parou de alar. como eu. 9uando o esp)rito conta suas histórias. 9uando desencarnei. vendo a emo1ão da entidade. quando deveria me apegar aos sadios? # o 'acique não deve demonstrar raque6as sentimentais. punha minha ilha no chão e icava bom tempo. cuidaram para ningu(m do terreiro chegar perto. sabendo que os deuses estavam cuidando dela. em orma de *guia. v0 a cena. $oi n)tida a visão. brincando com ela eito um curumim. e senti sua alta. quando encarnada oi minha ilha. Mas não ia querer conhecer a ra6ão. o m(dium consciente.'aboclo continuou. tive o reencontro.

Respondeu o Ribas sem jeito. o Ribas sentou na sua rente. para pedir uma orienta1ão ao 'aboclo !:uan.iante da rustra1ão da tentativa de obter a ajuda p+blica. um dos companheiros. presidente da nossa organi6a1ão jur)dica. que para variar. en(rgica e duramente. #st*vamos no meio do m0s de 5ovembro. $alou. 3 . no terreno que t)nhamos recentemente comprado. e estamos com um problema enorme. #la acoberta o comodismo e protege a pregui1a. na qualidade de dirigente espiritual e esp)rito iluminado. #ra nossa inten1ão construir um maior. 3 . . teremos mais duas. por que est* tão nervoso? #le perguntou. &roque a 7esperan1a7 por 7determina1ão7.terreiro entrar* em (rias neste im de ano. echando uma carranca. para construir sua casa nova. que tudo vai dar certo. pediu a palavra. #u e seu cavalo estivemos conversando. comunicou solenemente. . e alando 4 corrente e aos visitantes. não saiu. e não conseguimos. % en ati6ou. pedi ao Roberto Ribas. Ribas. e para isso cont*vamos com uma doa1ão governamental. sentado j* no toco e com seu ponto irmado na t*bua. sendo a +ltima a de encerramento. 3 5ão entendi. 3 Pe1a uma lu6. # essa era nossa esperan1a. 5o intervalo da gira. chamei alguns companheiros e contei o ato.Hos( <on1alves. #m meu e no seu nome.GB CAPITULO 90 DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM 5osso terreiro j* estava pequeno para a quantidade de m(diuns que ormava a corrente. . no bairro da "anta '. antes de iniciar a segunda parte dos trabalhos.ndida. cheio de preocupa1ão.epois da gira de hoje. % e/pliquei. 3 #speran1a ( a arma dos covardes. reabrindo suas portas na primeira segunda3 eira do m0s de evereiro. ilho. 3 Meu calmamente. GB .que? 2oc0 ia construir minha casa com a mentira? Retrucou. no linguajar dos terreiros. 9uando ele incorporou. "ó que estaremos no terreiro novo. 'aboclo. #sper*vamos a doa1ão de um pataco 3 dinheiro. 3 'aboclo !:uan.

GJ Um rio correu minha espinha. houve mudan1as nos planos. e com o empenho dos participantes do grupo. Respondi. estava lendo o jornal no desjejum. pr(3 abricado. rindo. como sempre a1o. #ra uma constru1ão redonda. . 3 "e a Redda sonhou. #le atendeu. 3 #stou em duvida. arquiteto. icando o acerto inal para a manhã seguinte. Marreco % o apelido do <on1alves. 'on esso ter dormido muito mal. com um tipo de constru1ão para o terreiro que pode dar certo e ( barata. 'omo vamos construir em dois meses um terreiro? 3 "e o 'aboclo !:uan alou. e abrindo o jornal alou. vai dar certo. 5o dia seguinte. e/citado pela reali6a1ão do negócio e a e/pectativa de um terreiro novo. redondo. a ordem ( a determina1ãoP 5esse dia. ! Redda sonhou. j* passo a) em tua casa. então. abriu suas portas no dia 1 de $evereiro de 1EES ]? -u G^.ei/amos acertado numa *brica a compra de um deles. a palavra 7esperan1a7P GJ . com a estrutura do telhado aparente. brincou. uma tapera de lu/o. e com ele. minha mulher e eu procuramos nosso sobrinho <ustavo <uimarães. "entou3se 4 mesa. Respondeu. 3 . Rapidamente in ormei. sa)mos em busca de uma galpão de cimento. . . Respondeu. aconchegante. com grossas toras de eucaliptos. !cho esquisita. &ele onei para a casa do <ustavo. Perguntei. 'onstrua. levantou3se depois de mim. tive um sonho.ois meses depois que o 'aboclo !:uan declarou. v(spera do dia de Memanj*.terreiro hoje ( uma tapera. 3 $ernando. o limite m*/imo da minha imagina1ão. # o terreiro de alvenaria. !cordei cedo. risquei do meu vocabul*rio. só para ele ouvir. ! Redda % que não teve insAnia. como a Redda sonhou.etermina1ãoP Nembrei dessa ordem dada pelo 'aboclo !:uan. e. e só não echamos o negócio porque j* era tarde. cheio de (. 3 2oc0 ( louco. #/plicou o tipo que havia sonhado. constru)do com recursos obtidos junto a comunidade. $alei. bai/inho. sem contar com o que oi. 3 <ustavo. com telhado aparente de eucaliptos.

igual. todos os m(diuns batem a cabe1a para a Umbanda. dando a entender ter conclu)do. tanto que me interpelou. o meu desenvolvedor. em princ)pio. a todos os outros. os assuntos mais pol0micos sempre são discutidos de uma orma mais minuciosa. 5unca ningu(m discutiu isso comigo. !rgumentei.eus> -/al*. 9uando abro uma gira. para o qual não tenho uma e/plica1ão. seja o !njo da <uarda. demonstrando decep1ão. meu protetor. 3 Wlvaro. o )ndio de ogum. desde meu nascimento. meus guias nas linhas de -/óssi e XangA. o respons*vel e o guardião.espertei a curiosidade no meu simp*tico e culto companheiro de viagem. saudando o ori/*s cósmicos. 3 5ão ( o que voc0 pensa? 3 &alve6 para mim o maior mist(rio da Umbanda. 3 respondi. o guia espiritual. meu pai3de3cabe1a. j* no aguardo de outras indaga18es. aquele que só ( a energia cósmica> o 'aboclo !:uan. amigo e protetor material> os 'aboclos Hunco 2erde e da 'achoeira. do que em reuni8es ormais. encerrando com as entidades da quimbanda. #le deve ter percebido meu desapontamento. 3 H* vem voc0 com tuas pol0micas. 3 2oc0 e/plicou o ritual no teu terreiro. o preto3velho. reverencio. $oi numa delas. apenas. todos os guias dos m(diuns integrantes do grupo. ! irmou #sperava outra resposta. $iquei calado. o nosso Mestre Hesus 'risto> -gum. tendo como parceiro de bol(ia o Wlvaro. 'ontinuando no ritual. Mas o que tem a ver isso com o !njo da <uarda? GO .GO AN@O DA GUARDA CAPITULO 92 5o tempo da dura1ão de uma viagem. ( o anjo que nos protege. $alou. meu ori/*. pela minha evolu1ão espiritual> o Pai Maneco. Dambi. o meu mestre. o ritual da Umbanda. 3 "igo. um culto e dedicado pesquisador da religião umbandista que provoquei um assunto que só gosto de discutir com pessoas entendidas. . e o !njo da <uarda. que ( . qual o teu entendimento sobre o !njo da <uarda? 3 'omo di6 o nome.

Wlvaro icou calado e pensativo. # depois são !rcanjos. !njos são os esp)ritos puros criados por . cheio de d+vida. Hesus 'risto. 'ompletei.eus. ele quebrou o sil0ncio. nosso próprio guardião? # se nessa vida.epois de rodado uns de6 quilAmetros. dando a entender ter compreendido o que eu queria di6er. . os che es das outras linhas. continuo a cultuar meu !njo da <uarda. estamos iluminando nosso próprio esp)rito? Perguntou. 2oc0 est* se contradi6endo. o desenvolvedor e tamb(m protetor e guia. 5ão sei onde o !njo da <uarda se encai/a. para nos proteger? 3 9uando acendemos uma vela para nosso !njo da <uarda. 3 9ual tua id(ia sobre anjo? 3 ! id(ia não ( minha. "ão Miguel ou "ão Ra ael? !chei engra1ado. 3 !cho que ( o nosso próprio esp)rito. Retruquei. temos todo direito de evocar a somatória de nossas vidas anteriores. . 3 'omo assim. ( ensinamento b)blico. o pai3de3cabe1a.ivina. e não anjos. 9uem melhor que nosso próprio esp)rito. para proteger a nossa atual. que outro não era. para proteg03lo.eus. 3 "im. "ão <abriel veio anunciar 4 2irgem Maria o nascimento de 5osso "alvador> "ão Ra ael guiou &obias e Miguel> e "ão Miguel che iando uma alange de anjos. e signi icam mensageiros. e !njo da <uarda ( o anjo que . não pode ser essa ess0ncia. !rgumentei. 3 "er* "ão <abriel. 'omo voc0 chegou a essa conclusão? 3 "e temos dentro de nós a vontade e a part)cula . !t( l*. estamos vivendo uma unidade de encarna1ão. 3 5ão acho. &inha atingido meu objetivo.GQ 3 H* saudei a . ( o que penso at( haver uma e/plica1ão melhor para dirimir minha duvida. com um p( atr*s. 3 9uem voc0 acha ser nosso !njo da <uarda? Mnquiriu.eus d* a cada homem. nosso próprio esp)rito. e o e/u. senão despertar a pol0mica e con undir o amigo. GQ . derrotou Nuci er.

limitou3se a di6er. uma doce e bonita jovem. ainda com a gra1a dos de6oito anos. !quilo me preocupava. provoca uma e/cessiva sede de viv03la em todos os instantes. ser considerado. o anatismo ( conden*vel. e/orbitava com seu deslumbramento pelos mist(rios da Umbanda e pela impaci0ncia no processo evolutivo da sua mediunidade. 9uando tive oportunidade. mas gostaria muito.ulce tamb(m componente do grupo. como o trabalho.ncia severa no policiamento de suas atividades espirituais. recebia sempre a visita do jovem casal. Rec(m ingressado na maioridade civil. Por ser a Umbanda envolvente e cheia de mist(rios. ao menos. #le pareceu surpreso. ormada por casais e pessoas de meia idade. noivos. no qual eu me inclu)a.que ela e6? 3 5ão distor1a as coisas que te disse e ainda vou alar. ganhei muita e/peri0ncia para poder recomendar. 5ão me re iro 4 pai/ão e/trema da sua religiosidade. Mndignado retrucou. Um grupo de pessoas. 2oc0 não percebeu que nessas reuni8es só e/istem pessoas com suas vidas amiliares j* de inidas. Msso deve aborrec03la. 5as minhas andan1as pelo espiritismo. principalmente aos jovens. 3 Por que voc0 disse isso? . "empre disse que conselho dos mais velhos. "ua noiva . uma observ. a6ia parte do terreiro em que eu trabalhava. GS .estereótipo do an*tico religioso ica por conta do Pedro Hos(. não entenda errado o que vou di6er. acompanhando3o em todos os lugares. que voc0 não osse mais com a . chamei3o para conversar. 3 Pedro. #le. e ela só est* dentro da religião por imposi1ão sua. e se enchendo de emp* ia. Recomendei. . para teu próprio bem. era sua companheira incondicional. "ó alava em Umbanda.ulce nas nossas reuni8es. !lguns adeptos da Umbanda não sabem separar a religião de seus a a6eres tradicionais. ao contr*rio. principalmente na Umbanda. não precisa ser acatado. 9uando mo1o. mas deve. a diversão e a am)lia. e que se re+nem com o objetivo +nico para alarem sobre a Umbanda? 2oc0s são jovens. estampou um largo sorriso.GS CAPITULO 94 CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO #m qualquer religião. mesmo nos quais o assunto era a religião umbandista.

leve3a passear. $ui atender. era o Pedro. voc0 j* tem entidades. 5em podia. #le demonstra um ego)smo incomum.ulce e tentar convence3la a reatar o compromisso com o desesperado Pedro. p*lido e com olheiras marcadas. esperando ela re letir bem sobre o assunto. 9ue aconteceu? . H* sentado no so * da minha sala. 9ue ique com uma pomba3gira qualquer e me dei/e em pa6. cada ve6 mais an*tico e convencido que sua noiva gostava de sua ego)sta programa1ão religiosa. Pelo tele one. !lguns meses passados. Pedro. preocupado.ulce. 3 . ou mesmo vão visitar amigos da tua gera1ão. 3 9ue aconteceu com voc0?. Prometi procurar a .ulce desmanchou nosso noivado. não se a6endo de rogada. 5ada adiantou eu alar. ( o $ernando. quando cheguei na casa dela. pois só alava dos e/us. Perguntei. C uma umbandista convicta e adora as reuni8es. "oube que voc0 rompeu o noivado com o Pedro. #la ( at( a cambone das minhas entidades. !sseverou. 3 ! . "ó a procurei uns dias depois. por ra68es que não queria e/plicar. rancorosa. #la. % Mas aconselho.evo ter me/ido com os brios da . 2oc0s sempre dei/avam transparecer muito amor e harmonia. oi categórica. ele era a e/pressão do so rimento. nosso di*logo não oi produtivo. 3 Posso a6er alguma coisa por voc0s? Pronti iquei3me. 3 Por qu0? 3 5ão sei. 5ão vou me casar com um homem que não sabe diversi icar sua vida.ulce. ironi6ando sua assertiva ao mencionar 7minhas entidades7. $iquei preocupado. #u tentei convenc03lo. j* com sarcasmo. #u não conhecia o Pedro na intimidade. 3 5ão ag?ento mais alar de Umbanda. 3 2oc0 pode conversar com ela? . vão assistir ilmes nos cinemas. mas não me arrependi de ter dado esses conselhos ao Pedro. Toje. ouvi tocar a campainha da porta da minha casa. meus parab(ns. #le continuou. dos caboclos e dos ori/*s. pestanas ca)das. desolado. ou vão dan1ar em uma discoteca. #/clamou. -lhar triste. % alei. GG . me disse que nosso relacionamento tinha acabado. ou ser agrad*vel. 3 !ntes de mais nada. diante de sua irredut)vel posi1ão.GG 3 $i6 a cabe1a dela.

3 5ão. Mauro. -rdenou. quando chegamos no inal de uma gira. ainda solteiro. quando saem do terreiro. todos. onde alguns deles demonstravam suas qualidades juvenis. !ntonio. perguntou. !lguns m(diuns. o bilhar e o papo. #le. Paulinho. caminhamos. Pe1o que todos iquem no meio do terreiro. Toje estão em caminhos di erentes. . omitindo o rango. . ! preocupa1ão dele tinha proced0ncia. voc0 est* enganada. Mario e De6ito. ( que os dirigentes devem ter a cautela de orientar os membros da corrente. dirigente retomou a palavra.e/periente pai3de3santo sabendo do ato. 5ão queria que nossas am)lias se voltassem contra o terreiro por chegarmos tão tarde em casa. no dia seguinte. 5o terreiro do #dmundo $erro. lacAnico. 'heguei tarde em casa. voc0s voltem 4s suas casas. vão comer co/as de rango em um bar. 3 $ernando. antes de dispensar o grupo pediu a aten1ão de todos. #le. 5a GE . porque icamos conversando. 3 #la contou porque brigou comigo? 3 $oi teu anatismo. descon iados e lentamente para o meio do terreiro. Niguei para o Pedro para dar conta do prometido. 'heg*vamos em casa j* dentro da madrugada. e ela constituiu uma am)lia. mas posso e/igir que ao sa)rem daqui do terreiro. abandonou a Umbanda por desgosto. nos habituamos a ir num bar depois das giras. #/pliquei. . "urpreendidos com a atitude do $erro. não mentia. comer um sandu)che ou uma co/a de rango. incentivados pela gula deste gordo de cento e vinte quilos% e apontou para o Mingo. e a1am o que quiserem.epois saiam. #u. 5ão tenho o direito de proibir que voc0s a1am isso. sem entender nada. ouvia a costumeira advert0ncia da Redda.e ato. inclusive eu. a gira terminou cedo. 3 "oube que voc0s. inclusive com hora de encerrar a gira. as giras terminavam por volta da meia noite. que nada tem a haver com a Umbanda. ansioso no tele one. não houve mais acerto entre os dois. Por esses atos de comportamento amiliar. 'laro. e lendo uns nomes anotados em um papel. &inha at( uma mesa de bilhar. 3 'omo acabou tarde ontem o trabalho.GE 'onversamos algumas banalidades e desligamos o tele one. determinou. Mingo. Neoc*dio.

pedindo ajuda para a corrente. Por ser da linha neutra. quando o guardião da porteira veio me avisar que tinha algu(m na entrada querendo alar comigo. no meio do terreiro. #ra alta de bom senso. a Manon.'aboclo !:uan. sempre dei/ando belas mensagens de amor e (. "orte dos evang(licos. ! 'igana Manon trabalhava tanto na linha dos ciganos como na quimbanda. dirigiu a palavra 4 corrente. C um imenso campo. #le pediu um toco. #nquanto trabalhou em nosso terreiro ela oi uma estrela deslumbrante. #ra uma rela1ão de pedidos para eu atender. o que evidencia a proibi1ão do acesso 4s outras entidades no lugar sagrado dos oguns. cercado por uma pali1ada.EF verdade não eram as co/as de rango nem a ome que nos levava ao leviano programa. 3 #stava no Tumait*. Passado muito tempo. a corrente hesitou e a vibra1ão não icou como eu queria. hoje agregada 4 igreja evang(lica. e o es or1o do esp)rito para dominar a situa1ão. . ver a Manon não conseguir dominar seu cavalo. mesmo incorporada no meio do terreiro a $*tima dava sinais de não estar bem. -bviamente. pelo simples ato dele incorporar na linha da quimbanda. como oi enquanto req?entou o nosso terreiro.ava para perceber a ang+stia da m(dium. toda a corrente icou apreensiva. o que em nada ajudou a Manon. como a6em as entidades. #la me e6 a entrega desse papel. rindo. num inal de gira. tem acesso 4 gira dos e/us. #ra a 'igana Manon. o lugar dos oguns. pois tenho certe6a que ela ( uma correta e dedicada integrante da igreja. % concluiu. contou uma passagem da esperta cigana Manon. de orma inesperada. quando ( necess*rio. principalmente quando usava como m(dium a $*tima. como se osse um orte. quando o caboclo passou para minha consci0ncia a otogra ia do lugar. Tumait*. at( no Tumait* e/iste guardião. 'omo ele ( bonitoP &ive a elicidade de conhecer uma parte. e sentado nele. sem ponto de chamada. em uma gira. $oi uma cena constrangedora. . quando incorporou. 3 &odos devem icar concentradosP 2amos ajudar a ManonP &alve6 superestimando o potencial medi+nico da e/celente m(dium. EF . #u corri em seu socorro. tra6endo um papel que segurava cuidadosamente na mão. # a 'igana Manon icou na entrada. ( indescrit)velP Mas aprendi. 5ão tenho como e/plicar esta visão. $oi quando o 'aboclo !:uan incorporou. CAPITULO 96 A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN <osto demais de uma entidade da linha dos ciganos.

... a6 muito tempo. E1 . 5o papel que me entregou. os v*rios pedidos eram em avor de cada um de voc0s. não tendo sido omitido nenhum nome.entro de uma das mais ortes vibra18es criada no grupo. .que ela est* pedindo em troca ( a vibra1ão de cada um de voc0s para ela ajudar seu cavalo. a Manon conseguiu dominar seu cavalo e sair. triun ante do nosso terreiro.E1 3 'ontei para voc0s. desta ve6 tendo como compensa1ão da sua bondade o amor sincero de toda a corrente. mais uma ve6. . 3 . -s m(diuns entreolharam3se. "ó não contei quais oram os pedidos que ela e6. .sil0ncio dominou o terreiro.pedido era para a corrente. que recebi a visita dessa 'igana no Tumait*. #ssa ( a or1a da Umbanda. surpresos com a revela1ão.corpulento )ndio e6 uma revela1ão.

brinquei. $alar das curas. das mensagens que comprovam a veracidade das mani esta18es. diagnosticar poss)veis doen1as. quando me e6 um pedido singular. Uma terapeuta que trabalha com as otos Lirlian quer permissão para a6er uma oto com um m(dium incorporado. . &udo come1ou com um tele onema do Roberto Ribas. Mnteressei3me. das apari18es.que voc0 acha? $oto Lirlian ( uma m*quina inventada pelos russos. um dos m(diuns do nosso terreiro. não modi icam a opinião dos incr(dulos. # qual o m(dium que poder* se submeter a isso? !cho ótimo. quero saber como ( a aura dele. para ver qual ser* o resultado. # depois. no terreiro.E= EAOLUIR PELA CIBNCIA CAPITULO 98 5unca senti a necessidade. Pode combinar com ela para levar a m*quina 9uem? 'laro que euP !doro novidades e não vou perder essa oportunidade. 5ão h* ra6ão para se discutir sobre religi8es. para tentar convencer algu(m que o esp)rito pode se mani estar no mundo material. quando discutem a mani esta1ão do esp)rito em nosso plano material. dos depoimentos de pessoas ilibadas e at( mesmo do enAmeno das incontest*veis materiali6a18es. ! escolha do caminho de cada um ( o direito da liberdade sagrada do livre arb)trio. 2oc0? % e/clamou surpreso. at( mesmo publicamente.]pesquisar^. que otogra a a aura das pessoas. # com qual entidade? 'om o 'aboclo !:uan. !s al*cias deturpam o real objetivo das religi8es. retornar ao 'riadorP <osto quando os esp)ritos ordenam nossas id(ias. -s parapsicólogos e religiosos estão sempre se digladiando. E= ... e descobrir eventuais apro/ima18es negativas. e muito menos encontrei ra68es lógicas. 5a pró/ima gira estaremos l*. com a inten1ão de desvendar o estado de esp)rito.

#stava eu órica por termos concordado com seu pedido. aconselha pol)ticos a tomarem decis8es e discute qu)mica. Por outro lado.EB 5o dia da sessão. o Ribas desligou o io el(trico da tomada. principalmente entre os )ndios. e alegre agradeceu. dava gostosos tragos em seu mara o misturado com mel e tirava uma1as com seu imenso charuto. sentou3se 4 sua rente con orme o combinado e respeitosamente e/plicou. não sei bem como e/plicar ao senhor. 'omo saber? . . riscou o ponto de irme6a do trabalho. a terapeuta e o Ribas organi6aram a liga1ão da m*quina na tomada el(trica e iniciaram a e/peri0ncia. Meu ilho. acompanhado da terapeuta. Resmungou. PAr o dedo a)? Por qu0? Is ve6es os esp)ritos me atrapalham. !cho uma mistura. $a6er o que com minha aura? Respondeu. uma mo1a simp*tica e alante.i )cil EBsp)rit3los.'aboclo incorporou. quando o Ribas. dentro dessa cai/a só est* a energia do meu cavalo. dentro desta m*quina % e/plicou a terapeuta. atrapalhado. 'aboclo !:uan. . uma e/peri0ncia muito boa. Respondeu esbo1ando leve sorriso. . 'aboclo !:uan. . para saiba. quando um palito riscava e na sua ponta o ogo ardia. s0o !:uan. seco. o )ndio "em muito rodeio. 5ão sei se são ing0nuos. ou espertos demais. EB . esta mo1a ( uma cientista aqui na terra e quer a6er uma e/peri0ncia com o senhor.senhor tem que por o dedo. guerreiro. mas seu cavalo j* est* sabendo. com certe6a. o Ribas me apresentou a terapeuta. 2ai ser. 5ão dei/ei ela notar que eu era o mais curioso de todos. "atis eito. estou sempre disposto a ajudar os outros. e isso posso seguramente a irmar. 'aboclo. #st* bem então. icava assombrado com a cai/a de ós oro. 'ombinamos os detalhes. ele e6 o que mandavam e o trabalho oi conclu)do. Mas.Ribas respondeu.epois de muita conversa. enquanto a terapeuta guardava cuidadosamente sua estranha m*quina. Muito obrigado. otogra ar sua aura.

EJ ! esperte6a do )ndio veio 4 tona. "eria um ato criminoso abortar o eto. % esclareceu um deles. "e voc0s quiserem posso dar minha opinião pessoal % adverti. não posso alar em nome da religião. muito embora tr0s dias depois da concep1ão. iquei impressionado com a di eren1a. se o esp)rito reencarnado estivesse grudado com ele. 5este episódio. <ostar)amos da opinião da Umbanda sobre o uso da p)lula do dia seguinte. e chegaram 4 conclusão que a dele % da entidade. #st* erradoP #le deve aproveitar a ci0ncia. convicto. % a irmei. Uns m(dicos me procuraram. ele insinua o contr*rio? j* estaria reencarnado. ! irmei. surpreso. 5unca tiro conclus8es precipitadas das histórias dos esp)ritos. Montaram tudo outra ve6 e i6eram nova oto. Usou. algumas religi8es a combatem. 5ós estamos a6endo uma pesquisa sobre o aborto. o 'aboclo !:uan demonstrou toda a habilidade inerente de um 'he e de &erreiro. o jogo de palavras. t0m um alcance al(m do nosso pronto entendimento. e sobre ele as religi8es são austeras e radicais. não tem como ser analisada. quando ela d* o primeiro grito. para evoluir e aprimorar sua pratica. ou contracep1ão. ! terapeuta colheu v*rios pareceres de especialistas em oto Lirlian. decep1ão. # o tempo veio esclarecer a parte conclusiva da trama habilmente arquitetada pelo 'aboclo !:uan.EJsp)rito só reencarna no corpo da crian1a. separando as otos % a minha e a dele. Realmente. ao contr*rio. segundo di6em. 2oc0 est* declarando que ( a avor do aborto? Perguntou. o 'aboclo !:uan sentenciou. agora com a energia da entidade. por ter ugido totalmente do padrão. inclusive o espiritismo. demonstrando . para dar cone/ão entre a ci0ncia e o esp)rito. $icou bem claro que desde o inicio ele sabia o que era oto Lirlian e ingiu3se de desentendido. "empre ( uma opinião. % responderam. para utura compara1ão. !pesar de ser umbandista. C necess*rio paci0ncia para EJsp)ritoEJa3las. #nquanto recolhiam o aparelho. EJ . para provar que ele e/iste. Por que voc0 - . 5ão houve nenhuma d+vida da inten1ão dele. ! ci0ncia sempre oi usada pelo espiritismo. quando vi as otos. Por ela ser abortiva. Mas.aborto ( um tema pol0mico. !s coisas que eles a6em não se limitam ao momento. com muito humor.

. e pensei. nada tendo a ver com o objetivo da entrevista. o grande cientista do espa1o. "ou contra.e jeito nenhum. nem vão para o in erno.EO . mas elas são con litantes com as que ouvimos at( agora. #ntão as mulheres que provocam o aborto não são na sua concep1ão. Por mera curiosidade.. C comum 4s mulheres que abortaram. voc0 pode me di6er como chegou a esta conclusão.Z EO . de modo convincente. outra oportunidade de reencarnar. irem ao desespero por se sentirem criminosas.5ão tinha pensado assim. depois da conscienti6a1ão do espiritismo. #/travasei. "e suas declara18es são ou não verdadeiras não me compete julgar. culpa da ci0ncia. olhei para cima. por entender que a gravide6 rejeitada oi o ruto de uma pai/ão carnal. #speram. 'omo? 5ão entendi. que só admite o se/o para a perpetua1ão da esp(cie humana # os pais deveriam assumir responsabilidade de seus atos. Y"alve. ! maioria a irma ser na concep1ão e voc0 di6 ser depois que nasce.. de um modo tão convicto? Perguntou. Respondeu o m(dico. a irmando que os esp)ritos das crian1as não estão cobrando nada.. sabe at( quando. principalmente quanto ao momento da reencarna1ão do esp)rito.. para serem gerados? C. como estão os quinhentos esp)ritos dos embri8es humanos congelados na Mnglaterra? #stão grudados nos quinhentos tubos de ensaio. ugindo totalmente do princ)pio divino.epois que oram embora. com certe6a. dando a entender ser o im da entrevista. 2ou aliviar seus cora18es. . Posso. 'aboclo !:uan.. #sclareci. junto com os demais. despedindo3se. esperando. !lgu(m pode me e/plicar. criminosas? #n ati6ou o m(dico.

os parentes e os amigos. porque achei que estava no momento de dar um basta ao doentio apego da <eni. #la a6 parte da triste6a. e contava sem parar de alar as qualidades de sua mãe e o amor que tinha por ela. 5ão sei se eu vou poder ajudar voc0 sem a assist0ncia direta das entidades. !cho que isso aconteceu. % disse. levantando3me do so *. EQ . 3 2oc0 me procurou para que eu pudesse te ajudar. #la era uma mulher de meia idade. C inevit*vel a saudade. 3 2oc0 não entende? $oi a minha mãe que morreu. #ra minha conhecida j* h* longo tempo. 3 Mn eli6mente ainda tenho compromissos hoje. por receber intui1ão dos esp)ritos. mas pelo jeito voc0 devia procurar algumas carpideiras para a6er coro. &entei consolar. algumas ve6es trans ormada em desespero. !rcada pela própria constitui1ão )sica. "e tiv(ssemos uma conscienti6a1ão maior do destino do esp)rito dos que desencarnam. enquanto ouvia na sala da casa da <eni o seu desesperado relato da morte de sua mãe. 'omo não a temos. C irrepar*vel a aus0ncia )sica deles.#u só quero saber como est* o esp)rito dela. #stava muito mal. olhando para meu relógio dando a entender que ia embora. choramos a morte dos que amamos. seja um pai. .eus oi ruim comigo? 3 5ão se quei/e. 5ossa cultura justi ica esse comportamento. 3 Por que . o que me permitia alar sem rodeios. magra. seus olhos dei/avam transparecer o seu so rimento. at( que em prantos dei/ou escapar uma lamuria. Parou de chorar e icou me olhando. quem sabe não so r0ssemos.EQ CAPÍTULO 2: ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS 5ós icamos r*geis e incon ormados com a morte das pessoas que amamos. #sses pensamentos remo)am minha cabe1a. ou uma mãe. amarrados atr*s. #la assustou3se com minha grosseria. cabelos j* grisalhos misturados com os negros. "ua boca em nenhum momento dei/ou sequer esbo1ar um sorriso. $alei. acometida de uma parada card)aca. 4s ve6es aben1oado como outros tantos. 5ão sou entendido no assunto de estudar as palavras adequadas para acalmar histerismo. "ou apenas um pai3de3santo. voc0 tem um dedicado marido e ilhos saud*veis. boquiaberta.

!tendendo a sua ego)sta necessidade de alar com ela os mentores do espa1o se aproveitaram para acalmar sua revolta e livra3la da imanta1ão que voc0 e/ercia sobre ela. mas voc0 não permite com seu in undado desespero. !gradeceu a oportunidade e. vou tra6er o esp)rito dela para conversar com voc0. "e ao inv(s de mergulhar na revolta da separa1ão voc0 tiver a compreensão da passagem dos esp)ritos ao mundo invis)vel. que icam ligados nos encarnados. 3 "eu corpo morreu.ES 3 #stamos na quinta3 eira. o esp)rito de sua mãe teria mais tranq?ilidade para seguir sua jornada. "ó mencionando essas duas religi8es ES . em seu estilo. 5ão chorava com medo de prender o esp)rito de seu ilho. ! revolta ( que prejudica o desencarnado. 2oc0 pode esperar at( segunda3 eira para saber. ele indu6iu a incorpora1ão do esp)rito da mãe da <eni. 'on orme hav)amos combinado. se um homem tiver que empreender uma longa viagem. #m caso contr*rio. a <eni j* estava consultando com o 'aboclo !:uan. e seu amiliares lhe a irmarem que poder* icar sossegado porque eles vão icar bem. para voc0 alar com a entidade. antes de ir embora. e ambas conversaram. Por que isso acontece? 3 2oc0s ouvem ensinamentos sobre entidades obsessoras. #/plicou a entidade de orma direta e austera. com certe6a a despreocupa1ão de dei/ar seus amiliares diminuir* a triste6a de ter que dela se a astar. ele viajar* preocupado e tenso. "entada na rente dele. "e te a6 bem. !tendi uma pessoa que tinha perdido um ilho com idade jovem. situa18es como a da <eni são comuns. 5o seu caso ( o inverso. perguntou 4 entidade. &e aguardo no terreiro. o seu esp)rito não.evemos imaginar que a morte ( um a astamento tempor*rio. mas agora iria seguir o seu caminho. nunca o choro. 3 Minha mãe disse que estava bem pró/ima de mim. "obre o assunto. a entidade perguntou.eve ter luido bem a conversa1ão porque a <eni estava emocionada e mais calma. 'om respeito a essa conscienti6a1ão as religi8es t0m uma parcela de culpa. o que ( errado. incorporado em mim. . e qualquer di iculdade eles resolverão. Para quem pratica o espiritismo. 3 . . 5o catolicismo a am)lia do morto pede para o padre re6ar uma missa em inten1ão 4 sua alma.que est* a ligindo voc0? 3 C que minha mãe morreu. voc0 ( que atrapalha o esp)rito. gosto de dar um e/emplo material. #le quer seguir seu caminho evolutivo. !pós chamar um m(dium. #stou desesperada. 5o espiritismo pede que o esp)rito do alecido seja recebido no astral superior.

-brigadoP #nquanto voltava para casa. 3 Meu Pai -/al*. ! !lcina. pois eu cumpria meu papel de genro. por isso rogamos ao "enhor e a todos nossos guias espirituais que nos con ortem. passei a di6er. ! M6ette. para icar livre 4 tarde. Namentei a morte das duas. e a M6ette.EG j* se evidencia uma distor1ão. 'oisas da terra. somos evolu)dos para nos credenciar com compet0ncia para pedir por nossos mortos? 5ão seria mais coerente. para cuidar de suas tare as do lar. e ambas morreram com mais de setenta anos. permita ao nosso irmão que partiu. adorava acordar tarde. minha mãe de carne. ! M6ette era o contrario. e poder ir jogar com suas amigas contempor. 9uando oi encontrada dentro sua bolsa estavam sua bomba para asma. ! !lcina oi dormir e não acordou mais. &inha tr0s apegos. !cordava cedo. magra. 5ão queremos ser empecilho para a sua evolu1ão. "eus )dolos eram seus ilhos. pela morte que elas tiveram. e um baralho. Mas. ou pedir aos esp)ritos que não nos tornem obsessores dos esp)ritos? Pensando assim quando pe1o por algu(m desencarnado. um _ol:s_agem amarelo. teve uma parada card)aca % como a mãe da <eni. mestre Hesus 'risto. l(pida e alante. Pouca gente sabe. ! minha devia ser ilha de Memanj*. 'om a !lcina eu era dócil e submisso. lembrei3me da morte das duas mães na minha vida. #la tinha uma marca. pelo seu jeito bonachão. porque sabia que eu ia prantear as suas aus0ncias )sicas. uma bomba para sua asma. receber a not)cia que aqui na terra todos seus amiliares e amigos estão bem e que o amam muito. e que encham nossos cora18es de amor e ( e. e nós daqui queremos que ele possa chegar ao lugar no espa1o a que tem direito e por ele conquistado duramente atrav(s do resgate de seus carmas. Partiu da terra o esp)rito do nosso amigo $ulano de &al. pelos desencarnes. sou agradecido a . #u tive a elicidade de ter duas mães. nos acalmem. e/ceto nas poucas reuni8es sociais que ia. o padre re6ar uma missa pedindo aos santos para nos acalmar.neas. EG . !ntes das do6e horas. vindo da casa de uma amiga onde tinha ido jogar. um baralho e a (ria do dia.eus. 5ão gostava de se arrumar ou usar pinturas. !mbas morreram como gostavam de viver. e ainda teve tempo de estacionar seu conhecido uscão amarelo e morrer em cima da dire1ão. com a M6ette eu implicava. quando or poss)vel. a mãe da Redda. icava espregui1ada na cama. ocasião em que demonstrava toda sua categoria de mulher re inada. mas o meu amor pelas duas era igual.

para quando voc0 precisar. 3 Mas me disseram que não posso mais sair. e a da e/pulsão. só não conhe1o minha utilidade l* dentro. C assim. tendo como incentivo o amor 4 religião. receber ajuda. e continuar cultuando as entidades atrav(s de ora18es e amal*s. #sta +ltima. e/istem tr0s portas. mesmo não estando vinculado 4 corrente. porque voltam todos os problemas. "e agora. 'onversando com minha mãe3de3santo. talve6 por causa da porta da entrada. !conselhei. 5o nosso terreiro. 3 #u gosto. 2oc0 pode sair que nada de ruim vai acontecer. conte 4 sua mãe3de3santo o seu desejo. a6er teu ingresso no espinhoso caminho de cavalo da Umbanda. 3 'onte3me como aconteceu o convite para voc0 entrar na gira. resolvido o problema. como voc0 est* alando? Perguntou. e estava isicamente muito raco. # se voc0 or com req?0ncia receber vibra18es. a da entrada. sem nenhum constrangimento. 3 2oc0 entrou pelo caminho errado. mas a1a direito. intrigado. sua mediunidade se manter* equilibrada. justi ique 4queles que o ajudaram.'ristiano ( um m(dium de uma corrente de Umbanda. #le estava em d+vida se devia ou não continuar a6endo parte da corrente. de orma ativa como m(dium de corrente? #le e6 uma pausa.EE CAPITULO 29 DCAIDAS DOS M<DIUNS . a da sa)da. provavelmente para uma r*pida re le/ão. por ser uma assertiva EE . a6 muito tempo que não ( usada. que ela levantar* teu alguidar. . e respondeu. 3 9ual o seu procedimento quando o m(dium quer sair corrente. voc0 est* buscando justi icativas para romper o compromisso assumido a1a3o. 3 -utra bobagem. ela disse que minha vida não entraria nos ei/os se não entrasse na gira. 3 #stava passando uma di iculdade comercial muito complicada. % contou. 3 2oc0 est* gostando de participar da Umbanda. eli6mente. com a ajuda dos esp)ritos. assustado. Mas a1a da orma correta. o teu problema material e depois caso voc0 tivesse vontade.certo seria voc0 primeiro resolver. 5unca disse 4 ningu(m que ( necess*rio desenvolver a mediunidade. Msso a6 parte da lei.

Hunto com o 'ristiano. Resolvi e/plicar melhor. #/pliquei. &emos dentro de nós esses sentimentos. 5o desenvolvimento da mediunidade. dei/ando o m(dium mais orte. !doro a gira. 5o espiritismo. e isso acontece com req?0ncia.meu caso ( di erente do dele. 3 Posso lhe a6er uma pergunta? 3 'laroP "e souber responder. quem a6 ( a gira em seu todo. 3 . mas não sei identi icar nem o seu tipo nem sua potencialidade. seja produto do medo ou da imposi1ão. mas de orma desequilibrada. de orma pausada e clara. qual a vantagem de estar se sacri icando no desenvolvimento? C só para a6er caridade? 3 'aridade para quem? 5ingu(m precisa de voc0. Respondi. 9uando vão sair. 5otei que ele icou embara1ado com minha resposta. e que o a1a com amor. ele sentir a ra6ão de ser um m(dium participativo da Umbanda. não quebra o alicerce do terreiro. arei com muito pra6er. "enti ter atingido o que pretendia. sol)cito. a sabedoria. gosto de estar nos dias de trabalho. como a conscienti6a1ão. esses sentimentos vão crescendo. inoc0ncia e humildade. ganhando a oportunidade de resgatar seus pecados c*rmicos e. Respondi atravessado. a tudo ouvindo atentamente. at( atingirem o equil)brio. nivelando os demais sentimentos a eles ligados. di6em que tenho mediunidade. com alegria e sem nenhuma in lu0ncia e/terna. 'omo posso saber? 1FF . 3 2ou a6er isso. Mas quero a6er uma pergunta.1FF mentirosa. o m(dium a6 a caridade para si mesmo. o amor. 3 5unca tinha pensado assim. dei/o bem claro que a porta da sa)da continua aberta para suas visitas normais e para visitar seus irmãos de corrente que permanecerem na gira. Pre iro aconselhar para a pessoa pensar bem ao escolher este caminho. -utro ocupar* teu lugar. principalmente. a calma. 2ou repensar meu assunto % con idenciou. estava um outro m(dium da mesma casa. Um membro quando sai. #le indagou. a alegria. or1a. 5a troca das energias entre o m(dium e o esp)rito. a liberdade e assim por diante. 3 'aridade. se não ( para resolver os problemas materiais ou medi+nicos. mais inocente e humilde. 3 'omo equilibrar sentimentos e emo18es? 3 2ou e/empli icar com a trilogia da Umbanda. os pretos3velho na humildade e as crian1as na inoc0ncia. equilibrando seus sentimentos e emo18es. os caboclos trabalham na or1a.

3 $undamentos são os alicerces da Umbanda. aos irmãos de corrente. dependendo do próprio es or1o. Um m(dium em desenvolvimento tem que passar por ase t)picas. em s)ntese. 3 5unca ningu(m me e/plicou o que são undamentos da Umbanda. senão voc0 se enquadrar* como rebelde. 5ão contrarie jamais os undamentos da Umbanda. sua lei. 9uando o esp)rito com a mesma vibra1ão desincorpora. descon iado. $a1a o que ela determinar. o melhor para voc0. 3 'omo pode uma incorpora1ão de esp)rito atrasado ou trevoso ser salutar? 3 Pela lei da a inidadeP &odos nós sempre estamos imantados por energias ruins. que voc0 ter* uma resposta. aos consulentes e visitantes. $ui interrompido pelo 'ristiano. ser um m(dium com ( e alegria. suar as mãos. 3 "e voc0 duvida da capacidade da sua dirigente.ei/e acontecer. 4 hierarquia. Toje não posso mais a6er isso. para me limpar.respeito aos ori/*s. #les são apenas os dirigentes da gira e cuidam dos seus ilhos de corrente. Pai ou mãe3de3santo não dão mediunidade para ningu(m. #sse ( o come1o. ( melhor voc0 sair junto com o 'ristiano. #/pliquei. 'umpra as ordens do terreiro. tonturas. 3 Mas não ( a mãe3de3santo quem deve saber? Perguntou. #le não perdoou. 3 -s potenciais todos t0m. algumas ve6es at( malignas. "empre que voc0 tiver d+vidas. livrando o m(dium de suas inter er0ncias. ditada pela iloso ia do dirigente do terreiro. !s d+vidas come1am a me/er com a cabe1a de cada um. 4s entidades. recebia um esp)rito dessa ai/a. muitas ve6es caindo no terreiro com as salutares incorpora18es de esp)ritos atrasados ou trevosos. por ser com certe6a. ningu(m pode antever. o respeito ao bom senso e o amor que a Umbanda prega. sentir cala rios. Respondi. incorpora18es desencontradas. por que hoje não pode? 1F1 . ao terreiro. ela leva junto as energias semelhantes. ! mediunidade acontece. &ipo e potencial. C. 3 "e antes podia a6er. pela pergunta. . 9uando eu me sentia assim. meu entusiasmo desviou a e/plica1ão que ia dar sobre mediunidade. ela se desenvolve de orma natural. e 4s regras determinadas pelos ensinamentos da Nei Maior. . "em querer. 3 $ale mais sobre a mediunidade.1F1 3 2oc0 j* mostrou. pergunte a ela.

5o desenvolvimento.1F= 3 Toje tenho coroa de pai3de3santo. $alou. ! arma ( como a mediunidade. at( iniciarem um di*logo com algu(m. meu ilho. 1F= . por descuido. estou lhe altando com o respeito. que lhes são concedidas a crit(rio da dire1ão da casa. . pedem charuto e bebida.ncia. #la pode ser voltada para o mal? Nembrei3me de uma consulta do 'aboclo !:uan com um promotor p+blico. ele incorpora pela apro/ima1ão e não pela tomada do corpo e da mente. dei/ei en ati6adas mais algumas palavras. 9uando o m(dium come1a a perceber que as coisas que a6 e di6 estão corretas. 3 C comum o m(dium iniciante incorporar na vibra1ão do esp)rito. come1a a sentir con ian1a em si próprio. ele lembrou3se estar carregando na cinta a sua arma. só causa dano quando ( mal usada. não tra6endo nenhum preju)6o ao m(dium ou 4 corrente. Por essa ra6ão. 3 'aboclo.'ristiano desistiu de abandonar a gira e seu amigo prometeu não questionar mais a Umbanda. . depois de relatar a consulta e a resposta do 'aboclo !:uan ao promotor.urante a consulta com a entidade. trou/e comigo a minha arma que sempre carrego para minha seguran1a. enquadrando3se no processo comum do desenvolvimento da mediunidade. demonstrando uma e/pectativa quanto 4 resposta do esp)rito. #stou conversando com o senhor e. quando a entidade chega perto. que nos d* maiores oportunidades para resgatarmos nossos carmas. ato que não deve ser jamais recriminado pelos dirigentes. que estava com sua vida amea1ada pelos tra icantes de drogas. por ser a soma dos recursos acumulados em nossa espiritualidade. #ssa ( a orma comum do desenvolvimento da mediunidade. Mmediatamente se desculpou. sou eu ou o esp)rito? 9uestionam. resignado com a e/plica1ão. H* t0m presen1a de inida. Msso ( per eitamente normal.m(dium ica mais dócil e mais adapt*vel 4s incorpora18es dos protetores. ( uma conquista do nosso próprio esp)rito. Pediu. por causa de uma s(rie de den+ncias apresentadas na justi1a pelo promotor. #/pliquei ao mo1o. 3 ! mediunidade est* me parecendo uma aca de dois gumes. por ser comum. ou seja. as entidades de lu6 come1am a incorporar. H* pensou como crescer* a or1a de um trevoso com esta hierarquia? 3 'ontinue alando sobre as incorpora18es. Mas antes de me despedir. que a mediunidade. 3 5ão tem import. !) vem a grande d+vida. depois de todo o processo do b03a3b*. andava sempre armado como precau1ão. . ao contr*rio do que muitos di6em.

Para isso não deve se imiscuir nos problemas dos irmãos de corrente. e ugir do anatismo tão nocivo ao bem estar dos religiosos. . o m(dium deve cuidar de sua cultura.eve a6er da Umbanda uma religião alegre. antes de se iliar 4 uma casa. 5ão beber. 1FB . controlar seu emocional e não cobrar nada da religião. e nunca julg*3los.eve respeitar as outras religi8es. sem entretanto esquecer de equilibrar sua vida pro issional.1FB 3 5ão se esque1am. honrar os esp)ritos acima de tudo. Por isso mesmo. doar3se inteiramente 4 casa que trabalha. deve saber dos princ)pios ilosó icos dos seus dirigentes. nunca sacri icar nenhum animal. gostosa e vibrante. principalmente. 5unca aceitar avores ou pagamentos pelos trabalhos que i6er e jamais usar a energia do sangue em seus trabalhos e. sem querer impor aos outros as suas convic18es. social e amiliar. #ncerrei. .

Um pai3de3santo tem que ser tolerante. # serviu. . 'abelos negros e te6 morena. dentre as quais algumas introdu6idas por mim nos rituais do nosso terreiro.nome do e/trovertido e revolucion*rio cantor era Raul "ei/as. 'hamou minha aten1ão os brilhantes capacetes dos soldados com as letras P#. ingiram que não me viram. 2oltando ao instante da parada militar.. buscar meus ilhos adolescentes em um sho_ de um cantor que estava come1ando a despontar. Para encurtar minha história. era bastante questionador.. .1FJ CAPÍTULO 22 NOME DE ESPÍRITOS &odo pai tem como obriga1ão levar seus ilhos para assistir ao menos uma parada militar. 3 Pelo que eu sei voc0 j* est* recebendo essa maravilhosa entidade j* h* muito tempo. -bviamente oram escolhidos para ormar aquele e/(rcito. $ui uma ve6. 'omo de costume. . .Z.Hosias era um m(dium de Umbanda. ortes e marchavam com irrepar*vel e harmonioso garbo. roupas esquisitas e usava botas marrom sem gra/as. e quando as a6ia dei/ava aparecer gagueira. #u na verdade sou de me entusiasmar com as coisas. . 3 #u não entendo. . a6endo3me hoje entender porque nos trabalhos de e eitos )sicos elas são as m+sicas pre eridas. depois de algum tempo eu gritava junto com a juventude. #u não ugi 4 regra e com o meu gordo ilho de tr0s anos assistia os nossos soldados marchando com indis ar1*vel garbo. que signi icavam Policia do #/(rcito. Por uns momentos esqueci da marcha para reparar a uni ormidade dos tipos. e/tremamente contrariado. Pareciam cópias que pensavam as mesmas coisas e serviam a um comandante +nico e com a mesma ordem.artista tinha um cavanhaque. Por que só agora voc0 est* duvidando? 3 "empre duvidei. todos altos. e 4s ve6es me saio bem. 1FJ . tamb(m est* incorporando em outros terreiros. $i6 sinal para eles sa)rem. mas como pode ele estar em v*rios lugares ao mesmo tempo? 5a mesma hora que ele incorpora em mim.e estatura bai/a tinha tanto o rosto como o corpo largos. !cho que não ( ele. não parava de a6er perguntas. de orma bem paternal e com bastante cuidado para não erir a (tica ao me intrometer em assuntos pertinentes a outro pai3de3santo tentei manter o di*logo. posteriormente dei/ando um legado de bel)ssimas m+sicas. . ! bandeira brasileira tremulava e a banda marcial me dava arrepios pela or1a da m+sica militar que e/ecutavam. #ntrei entre os garotos disposto a pu/*3los 4 or1a para casa. !pesar do Hosias não a6er parte da corrente que dirijo. 5ão podia imaginar que aquele momento servisse de e/emplo no uturo para uma e/plica1ão espiritual. # oi assim que se lamentava. Ysalve a sociedade alternativa.i6em que ( ele mas eu não acredito.i6em que eu trabalho com o Pai Hoaquim. #u tento. 'omo um bom ilho de XangA.calor causado pelo intenso sol que ajudava o dia ser estivo e o peso do garoto j* não me incomodavam.

# em nada est* errado que no mesmo terreiro e/istam &ranca Ruas incorporados em v*rios m(diuns. mas não entendo.entro dessa energia. da Praia. um e/(rcito de &ranca Ruas. mas são todos iguais. #/pliquei ao Hosias que em nosso terreiro v*rias entidade usam esse sagrado nome. bebem a mesma bebida. por ser a palavra dele a ordem superior. $ale com ele e e/ponha tua d+vida. 3 &odos sabem que e/iste a energia &ranca Ruas. . e todos alam a mesma linguagem. da 'osta e o mais comum o conhecid)ssimo Pai Hoaquim de !ngola. umam o mesmo cigarro de palha. inclusive que incorporam do mesmo jeito. risca o ponto certo. resolvi aceitar como verdadeira essa orienta1ão. como pode estar incorporado nos outros? . 'laro que não ( a mesma entidade. pensam da mesma orma e o que um ala o outro sabe. subdivididos em das !lmas e #ncru6ilhada. &entei e/plicar alando do #/u &ranca Ruas das !lmas de quem j* tive v*rias provas desse enAmeno. em outro terreiro mesmo que seja outro esp)rito dessa linha.1FO 3 #le não incorpora no ponto cantado. alguns at( mesmo como sendo de XangA. di erenciando bem pouco um do outro. # o interessante ( que em um terreiro se o Pai Hoaquim atende algu(m. Perguntei3lhe o des echo da conversa que prometera ter com seu pai3de3santo. !conselhei. atende muita gente e d* consultas maravilhosas? Por que voc0 duvida? "e ele estiver incorporado em mim. e/ceto quando ele incorpora no dirigente da casa. #mbora ainda não totalmente convencido. principalmente porque ( ele quem di6 que a entidade ( o Pai Hoaquim. #u aceitei. #le voltou 4 carga. !lgum tempo depois encontrei3me novamente com o Hosias. #le disse que e/istem v*rios esp)ritos que se di6em Pai Hoaquim. a6em presen1a nos milhares de terreiros e/istentes.que teu pai3de3santo di6 a voc0 quando voc0 questiona essa situa1ão? #u nunca alei com ele a respeito. 1FO . d* continuidade a conversa anterior.

imagine a Policia do #/(rcito.. e obedecem a ordem de um +nico comandante. complicando a situa1ão. são soldados prontos para e/ecutar a mesma ordem. 3 C um bom e/emplo. Nembrei3me da parada militar. t0m o mesmo tamanho e peso. 1FQ . 2ou pensar melhor. !li no e/(rcito não t0m mais o nome de batismo. da mesma orma e com a mesma or1a. &odos usam o mesmo tipo de uni orme. !cho que e/trapolei nas e/plica18es..Para voc0 ter uma id(ia. -s esp)ritos podem ser como os soldados. . #le sorriu.1FQ #le icou pensativo.

pela ami6ade que mantemos h* longo tempo. C muito perigoso o m(dium icar embriagado. 5ão sei at( hoje se a sua inten1ão era para comparar. Mas. não posso e/igir igualdade. trocava id(ias comigo a esse respeito.procedimento correto não ( esse.ncia entre si? 3 5o nosso terreiro a hierarquia est* ormada. 5a verdade apenas e/ijo que cada um cumpra o seu papel. 5em sempre ( o esp)rito que se desliga. on6e capitães e cinco ogans de atabaque. em nosso terreiro o tipo en(rgico no comando das giras. recomendo que esperem o esp)rito desincorporar. . 5ão são regras.1FS CAPITULO 23 CONAERSA COM PAI?DE?SANTO !cho que i6. atrav(s do esp)rito? 3 5ão usamos essa artimanha amadora de chamar a aten1ão da entidade. Um dirigente de outro terreiro. ! responsabilidade do controle dos m(diuns cabe 4 hierarquia do terreiro.choque da advert0ncia pode a6er o cavalo se desligar do esp)rito. 3 Para chamar a aten1ão do m(dium. escolhida pelo dirigente espiritual. indiretamente. para o cavalo ouvir. voc0 costuma alar com ele. 2ou contar o di*logo. 4s ve6es ( o m(dium que sai da vibra1ão da entidade. observando nossa organi6a1ão. criticar. Por serem heterog0neos. # isso deve ser eito com muita cautela. Recomendo 4 um dos membros da hierarquia conversar com o esp)rito e. al(m de mim. não dando tempo da entidade a6er a limpe6a do *lcool. dois pais3pequenos. mando cantar o seu ponto de subida. 3 'omo voc0s procedem quando um m(dium est* ingerindo bebidas alcóolicas em e/cesso? Mandam a entidade subir imediatamente? 3 . "e o m(dium estiver e/trapolando. o Tiran. em caso de persistir em beber. cuida com muito carinho dos m(diuns. sem se intrometer com os outros e estejam dentro das normas estabelecidas pela cultura espiritual que ensinamos e previamente estabelecemos. aprender ou. tanto na cultura como em seus temperamentos. por uma mãe3de3santo. mas princ)pios ilosó icos copiados da ess0ncia da própria lei da Umbanda. para depois e/plicar ao cavalo o seu 1FS . cada um com seu jeito. para não magoar o m(dium. quem sabe. 3 !s determina18es são cumpridas por todos os capitães sem discord.

3 'onversando e orientando os m(diuns com sinceridade. dando a entender para eles. eles t0m que reconhecer a nossa boa inten1ão. Por isso procurei voc0 diretamente. 5esse caso. para di6er. Pre eri consertar o constrangimento criado. Mnterrompeu o curto sil0ncio. 5enhum deles. mas iquei com vergonha dele. não deveria ter aceitado o cargo que lhe oi con iado. "ó alta voc0 me di6er. da hierarquia. como ele demonstrou respeito 4 entidade e con ian1a em mim. Retomei a o di*logo. como nem eu ou voc0. terminantemente. H* não estava tão e/pansivo. com gestos de aprova1ão.. Husti icou o Tiran. de modo sincero. voc0 ganha a con ian1a deles. temos condi18es de saber se o cavalo est* inter erindo na comunica1ão do esp)rito. Pro)bo. 5ão pode haver choques ou in orma18es distorcidas. # a minha iloso ia ( despertar nos m(diuns a autocon ian1a. Msso não pode tra6er m*goas. abrandando a 0n ase das minhas palavras. 5o dia que eu tiver d+vida que os esp)ritos não estão incorporados nos m(diuns. Tiran. elas lidam com os esp)ritos. para que os membros da corrente contem para voc0 os seus problemas sem constrangimento. 3 1FG . como no in)cio de nossa conversa1ão. 3 'ada componente da hierarquia tem a obriga1ão de transmitir aos m(diuns a palavra do dirigente. e eu com os m(diuns. que ( melhor ser advertido de seus erros do que continuar errando. #le concordou. Is ve6es o sil0ncio vale por um discurso. 5em sempre ( o esp)rito que est* alando e sim o m(dium inter erindo na comunica1ão. tanto que con essou humildemente. Pensei em contar para o 'aboclo !:uan. echo as portas do terreiro. 2ou repensar no modo de lidar com os m(diuns..1FG erro. particularmente. #le não respondeu nada. para não humilhar o m(dium. ao contr*rio. que inge ser m(dium inconsciente. 3 2oc0 est* cheio de ra6ão. que os membros da hierarquia descon iem da mani esta1ão das entidades nos m(diuns. &ive uma alegria imensa outro dia. mesmo que tenha convic18es di erente da dele. 3 #u recomendo 4 minha hierarquia conversar com a entidade. quanto um m(dium me procurou para contar um problema. $alei orgulhoso. #le entendeu a dire1ão de minhas palavras. Tiran.7 2eja. #u. Pela e/pressão de seu rosto. tenho um trato com as entidades. não sabia se o Tiran estava aprovando o que eu di6ia. Provoquei o pai3de3santo. Provavelmente a sua t(cnica devia ser di erente da minha. 7 i6 uma coisa muito errada. Retomei o assunto da mentira da inconsci0ncia do pai3de3santo.

mas como agir. 4 ve6es eles brigam entre si. 9uei/ou3se. não ( questão de não saber. 3 5a verdade temos muito que aprender.iariamente estamos enriquecendo nossos conhecimentos. 3 # por que isso acontece? . mas acontece.ci+me e a alta de humildadeP Respondi lacAnico e convicto. # conclu) nossa conversa1ão.isputa do poder? 3 . 3 'hegar neste ponto. que ( di )cil. -bservou. 3 C só voc0 não a6er aos outros o que não gostaria que lhe i6essem. 3 . Mas no caso que estamos discutindo. !contece com voc0 o mesmo? 3 5ão com req?0ncia. 1FE .1FE 3 #u tenho um problema com minha hierarquia.

al(m do amparo espiritual de uma pessoa semelhante a voc0. !pós ouvir suas quei/as. 3 2* conversar com a 'armem "ilvia. 3 Preciso que voc0 a1a um trabalho para eu resolver umas demandas. material e espiritualmente. e depois voc0 venha alar comigo. . al(m de a6er que seja cumprida a lei da Umbanda. uma adolescente de classe m(dia. 3 5ão entendo nada de Umbanda. aos quais atende sempre com um sorriso acalentador. !o receber minha orienta1ão. entregando3lhe o n+mero de um tele one. . buscando uma e/plica1ão para seu problema. . ela me procurou. 3 "e o que mais quero ( morrer. "ua arma ( a (. 11F . 3 mãe3de3santo? Por que essa 'armem "ilvia. estava passando um di )cil momento. Mndicada por algu(m. em orma de um insistente c. "ão os au/iliares diretos do dirigente e lhes compete. com quem possa trocar con id0ncias.seu tipo m(dio. C uma amiga e conselheira dos jovens integrantes da gira. que não conhe1o? C 3 5ão ( mãe3de3santo. !conselhei. mostrando os dentes salientes e bonitos. 3 C só o senhor di6er o que devo a6er.esajustada socialmente. e o seu escudo ( o amor 4 vida e a alegria de viver. 'onverse com ela. não hesitei.ncer.11F CAPITULO 24 A F< DA CARMEM SILAIA ! Patr)cia.que ( hierarquia? 3 "ão os membros que t0m a obriga1ão de atender o terreiro. sem dei/ar transparecer o quanto sua alma estava atormentada. . &entei sinteti6ar. com os olhos claros. ele a chamou e pediu. perguntou aparentemente decepcionada. dar assist0ncia direta aos membros que comp8em a corrente medi+nica da casa.urante uma gira. sentindo3se despre6ada pelos amigos e revoltada com a separa1ão de seus pais. #la a6 parte da hierarquia do nosso terreiro. a6iam da Patr)cia a igura da mo1a bonita. despertaram na bonita jovem o ódio 4 vida. por que devo conversar com uma pessoa que luta contra a sua própria morte? Nembrei3me de uma história da 'armem com o #/u &ranca Ruas das !lmas. muito embora esteja guerreando contra um terr)vel dragão. 2oc0 est* precisando.

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3 9uero que voc0 v* so6inha ao cemit(rio, na cru6 das almas, 4 meia3noite, com um alguidar cheio de aro a, leve um galo preto, corte a sua garganta e derrube, dentro do alguidar, todo o sangue que escorrer da ave. .epois de terminar as anota18es como deveria ser eito o trabalho, retirou3se, voltando 4s suas tare as no meio do terreiro. Um pouco antes do inal da gira, ela, dirigindo3se ao e/u, alou, 3 Mn eli6mente não posso cumprir hoje a tare a que o senhor me destinou, mas amanhã irei e/ecut*3la. 3 'armem, eu menti para voc0. 5ão precisa a6er nada do que pedi. #u só queria testar tua (. % respondeu, delicadamente, o poderoso e/u. #la não questionou os incAmodos que teria para e/ecutar o trabalho, principalmente a matan1a, o que ( proibido em nosso terreiro. -s olhos são a s)ntese da alma. -lhei para os da Patr)cia, apesar de claros e bonitos, eles me revelaram que, dentro daquela prepotente isionomia, estava su ocado um pedido de socorro. Retomei a conversa1ão. 3 T* anos atr*s, a 'armem procurou o terreiro, em piores condi18es do que voc0. Toje ele ( a minha au/iliar que obedece, sem questionar, as ordens dadas pelos esp)ritos, o que me dei/a orgulhoso, porque eu tamb(m sou assim. #la aqui aprendeu ter ( e entendeu a import;ncia de viver. &eve a revela1ão que desejar morrer ( arma do covarde. ! imposta1ão das minhas palavras deve ter impressionado a Patr)cia. 5ão retrucou e oi alar com a abnegada 'armem "ilvia. 5ão me procurou como tinha prometido, sinali6ando ter encontrado a pa6, ato que me oi con idenciado pelo amigo comum que lhe mostrou o regenerador caminho da Umbanda. "ó veio alar comigo dois meses depois, e/ibindo um sorriso lindo e com a sua ace iluminada pela brilhante lu6 que sa)a dos seus olhos. !pelou, 3 $ernando, posso a6er parte da gira da Umbanda do terreiro de voc0s? 3 'ompre uma roupa branca e pode entrar na nossa gira. 'oncordei, emocionado.

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CAPÍTULO 20

CRIANDO MONSTROS T* tempos atr*s ui um 6eloso e alido criador de cavalos de corrida. "empre gostei dos cavalos e não e/istia nada mais emocionante que assistir aqueles belos e selecionados animais disputando uma corrida. -s cavalos de corrida são atletas. Para a competi1ão seu )sico tem que ser apurado. #nsinam os antigos criadores que cavalo ganhador come1a a se a6er na barriga da mãe. .a) a necessidade de uma alimenta1ão saud*vel e boa. Por isso eu cuidava com carinho das pastagens onde os animais eram criados. Mandei a6er a semeadura de uma leguminosa que e/igia um solo bem preparado. #ra um rico capim para pastagem. ! semente tinha que ser boa, por isso eu as comprei no melhor ornecedor na ocasião. 2er uma planta nascer me/e com nossas emo18es. $oi um sucesso o plantio. !quela imensa *rea verde crescia dia a dia. #u não via o momento de dei/ar as (guas criadoras pastarem aquele pasto. 9uando eu chegava no haras eu ia veri icar o novo pasto para ver se crescia e estava bem incorporado como eu planejara. # l* no meio, parecendo uma crian1a com seu brinquedo novo, eu estava agachado acariciando as plantas quando vi apro/imar3se o gerente do estabelecimento. - #nio era o respons*vel por todos os cuidados do estabelecimento. #ra um homem bai/o, com os olhos esbugalhados, tinha bei1os grande e te6 mulata. $oi jóquei e era um lidador com os cavalos de grande paci0ncia, tanto que se encarregava de domar os potros novos antes deles irem para o Hóquei 'lube onde seriam preparados por treinadores especiali6ados para disputarem os p*reos. $alando de orma circunspeta ele me cumprimentou, 3 @om dia. 'onhecia o jeito dele quando queria di6er alguma coisa. $acilitei, 3 @om dia #nio. !lguma novidade? #le abai/ou3se do meu lado, e separando algumas plantas da bela leguminosa, mostrou entre elas uma outra que nasceu junta. 3 !s sementes estavam misturadas. 5o meio nasceu tamb(m uma planta que parece uma salsa. #u não sei o que (. 5ão ser* melhor a6er um e/ame para ver que tipo de planta ( essa? $iquei surpreso. #le nunca tinha eito observa1ão semelhante. !chei ser um sinal e a descon ian1a tomou conta de mim. Perguntei,

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3 #st* com medo que seja uma planta venenosa? 3 5unca se sabe. Parece uma salsinha, mas pode não ser. !cho que não devemos dei/ar os animais pastarem sem um e/ame melhor. 'hegando em minha casa ui consultar os livros de plantas. 2i a salsinha, e sua rai6 era .............. 5o dia seguinte voltei ao haras e arranquei uma amostra, e a rai6 era di erente da do livro. #ra uma................]veri icaar o nome certo^. 'olhi algumas amostras e levei na #scola de !gronomia para um e/ame t(cnico. 5o dia seguinte ui buscar o resultado. - #ngenheiro !grAnomo havia solicitado 4 uncion*ria do estabelecimento que antes de me ser entregar o resultado eu alasse com ele. #le veio pessoalmente atender3me no balcão. "em rodeios advertiu, 3 #ssa amostra que voc0 trou/e ( de sicuta. Nevei um susto. 3 "icuta? ! do "ócrates? #le rindo, con irmou, 3 $oi o veneno que o "ócrates ingeriu para se matar. "a) preocupado e rustrado. 2oltei para o haras, chamei o #nio e determinei, 3 Pegue o trator e acabe com a "erradela porque ela oi semeada junto com uma planta venenosa. #nquanto o trator ia destruindo o verde pasto iquei imaginando o risco que correram os cavalos. &empos depois tive um gostoso reencontro com o Pedro, um pai3de3santo meu amigo. <ostava de trocar id(ias com ele sobre os segredos e magias da Umbanda por ele ser uma pessoa de rara intelig0ncia e um invej*vel senso critico, raramente ugindo dos limites do necess*rio equil)brio racional que deve reger nossas duvidas. #st*vamos sentados em uma enorme pedra no meio do rio 5hundiaquara. -s p*ssaros saltitavam e cantavam em nossa rente, e ve6 ou outra um beija3 lor revoava em nossa rente como um curioso querendo ouvir nossa conversa. "ó se ouviam as aves e o gostoso barulho das *guas do lindo rio. 5osso sil0ncio prestava um tributo 4 ess0ncia de nossa espiritualidade envolvendo a nossa alma em pro unda re le/ão espantando os gestos grosseiros e os pensamentos mundanos. 9uase em um sussurro ele dei/ou lorescer as delicadas e di )ceis quest8es que incomodam os dirigentes da religião umbandista, di6endo, 3 #stou ormando uma nova corrente, e estou com medo de errar.

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sem o conhecimento dos esp)ritos eles estão jogando suas or1as contra algu(m por conta da ignor. 2eja o perigo. !quela que descobre coisas invis)veis escondidas dentro do vis)vel. $iquei surpreso. a magia da or1a da energia condensada no perisp)rito. "e eles amarem seus semelhantes dei/arão e/alar sempre a energia do amor. não hesitou. as energias das entidades vão sendo depositadas. 3 'riar monstros? #/plique melhor. Pelo seu jeito sabia que seria um assunto que aos outros poderia ser simples. 3 "eria o caso então de não provocarmos o desenvolvimento nos m(diuns sem antes conscienti6a3los dessa or1a. 9uando preparamos um m(dium. os catalisadores das energias. pretos3velho e e/us. #ssas energias são ortes por terem sido dei/adas por entidades desse n)vel. embora tenha visto uma preocupa1ão )ntima que deveria estar atormentando o 6eloso e e/periente pai3de3santo. . .ncia de um m(dium. $iquei aguardando quando alou. Mndaguei. em que não merece.ei/ando suas sobrancelhas ca)das mostrarem preocupa1ão e seu rosto mais vincado que o costume. C criar. ele se torna uma bomba que pode a qualquer instante detonar contra pessoas inocentes. 3 5ão sei distinguir dentre os homens aqueles que saberão usar corretamente a or1a das suas mediunidades. &enho medo de criar monstros. &alve6 a magia do espelho. 3 Provocamos o desenvolvimento da mediunidade dos membros da corrente equilibrando os seus chacras. mas se icarem irados. e praticamente abrimos caminho para que as entidades de or1a. mas não para ele acostumado a ir na sua ess0ncia mais pro unda. $iquei deslumbrado com a e/plica1ão do pai3de3santo. tomem seus corpos atrav(s da incorpora1ão. como os caboclos. dei/ando o ódio dominar suas emo18es e elas orem voltadas para algu(m pode acontecer que sua energia somada com as das entidades provoque um mal muito grande a essa pessoa.Pedro deu leve suspiro como coordenando as coisas que ia alar.11J 3 #rrar no que? .entro de suas auras. 3 5ão sei escolher os membros para a corrente. #mbevecido aguardei a continua1ão. $iquei atento e encantado com a suavidade da e/plica1ão. 'om isso eles estão portando as energias dos ori/*s. principalmente no perisp)rito. Perguntei. mas qualquer altera1ão de sentimento dei/a escapar essas or1as. at( que possam dominar suas emo18es e jamais podem sentir o ódio? 11J .

misturei semente nobre e para alimentar os animais. com a terr)vel e danosa semente venenosa. 'onsolei meu cuidadoso amigo. dirigentes de terreiros de Umbanda. "ó podemos con iar nas entidades e esclarecer aos m(diuns que eles icam proibidos de se 6angarem com algu(m. Mas como poderia a6er isso? 'omo nós. homens e mulheres das mais variadas origens e capacidade cultural. 3 !cho que não temos alternativas. 11O . Mas como vamos saber quem vai ou não gerar esse sentimento no uturo? Mmediatamente veio na minha mente a corrente que dirijo. "ão jovens e velhos. poderemos prever ou saber quais os que devem ou não icar misturados no grupo? &amb(m iquei preocupado. Nembrei3me da minha planta1ão.11O 3 #/atamente.

"e isto acontecer.'aboclo Hunco 2erde soube. quando deveria ouvir 7não desejar a mulher. #le ( a or1a. o homem ( o "ol e a mulher a Nua. separar os direitos e deveres de cada um. quando ao receber os de6 mandamentos. o e/u na pomba3gira. sob o olhar de todos os presentes. . e at( pouco tempo as reiras não podiam o iciar a missa católica. #les são. ela que não obedece. 5enhum ( mais que o outro. .caboclo manda na cabocla. #le a usa quando v0 em perigo a dócil mãe dos seus ilhos e a errenha parceira na luta pela sobreviv0ncia. a provedora da sua elicidade. desta ve6 iquei de lado e mandei cantar o ponto da cabocla Hurema. como a lua. 5ada de chegar o 'aboclo. e eu. ! mulher não tem que pleitear a igualdade. Mois(s deve ter con undido as palavras do 'riador. Para receb03lo. Protege a bela e apai/onante amante espiritual. 5ão sou machista. # ela. e ela a magia. ambos. parecia um pateta. ! or1a do homem pertence 4 mulher. 2i o que queria. Para observar o comportamento de uma m(dium que recebia uma entidade da linha de Hurema. a inspiradora da sua luta. ! sua indigna1ão ao ver amea1ado o seu direito de de ender a mulher icou bem clara numa ocasião. 5ão posso imaginar nosso mundo sem e/istir a or1a do sol e a magia da lua. 5ão conhe1o nenhuma papisa. !pesar das entidades che es serem chamadas em primeiro lugar. isso para não alar de todas as outras religi8es. mas quero que as eministas parem com sua perigosa marcha em busca da igualdade com os homens. e pedi para chamar o 'aboclo Hunco 2erde. a entidade que incorporava na complicada m(dium. a ra6ão da sua e/ist0ncia. sabe usar a magia. tirei minhas conclus8es. ico na rente do 'ong*. não mando na minha mulher % eu mando. !ssim oi eito. a delicada. eu quis ver sua incorpora1ão. or1a e complemento de sua eminilidade. do pró/imo7. ! corrente j* cantava h* algum tempo e eu. com muita intelig0ncia. ao eleger o homem. ali. o sempre apai/onado servidor da mulher.11Q CAPITULO 98 MAC3ISMO NA UM7ANDA 'omo toda religião. o preto3velho na preta3velha. graciosa e intoc*vel redoma da eminilidade perder* o seu mais dedicado guardião. a mulher. a Umbanda ( machista. 11Q . ouviu 7não desejar a mulher do pró/imo7. complementos do amor. apear de ser pai3de3santo. o homem. ou o homem. Um dia o 'aboclo Hunco 2erde e/plicou sua ótica sobre o homem e a mulher. $iquei sem jeito. em lugar privilegiado pela hierarquia de dirigente.

11S sem nada entender, quando ui intu)do para receber outra entidade, o 'aboclo da 'achoeira. 'hamei o pai3pequeno, di6endo, 'ante o ponto do 'aboclo da 'achoeira.

Nogo no in)cio do ponto de chamada deste maravilhoso 'aboclo de XangA, ele incorporou, mostrando, nitidamente, que não era culpa minha a aus0ncia do 'aboclo Hunco 2erde, e sim dele, que não quis incorporar. "alve meus ilhosP % cumprimentou o sisudo 'aboclo da 'achoeira e oi sentar no toco. ! cambone, delicadamente, entregou3lhe uma t*bua e pemba, para riscar o ponto. 5ão precisa, disse o 'aboclo. 2ou icar enquanto o !:uan conversa com o Hunco. !rrematou, aceitando, apenas, o charuto. 5unca imaginamos situa18es como esta no plano espiritual. 'aboclo !:uan, che e do terreiro, oi convencer o 'aboclo Hunco 2erde, um esp)rito comprometido com o terreiro, a cumprir sua obriga1ão de vir trabalhar. "ão entidades maravilhosas, espirituali6adas mas sens)veis quando v0em amea1ados seus direitos legais. 5ão tinha terminado de umar o seu charuto, e o s0o 'achoeira levantando, despediu3se dos cambonos, 3 2ou subir. - Hunco vai incorporar % dei/ando claro o poder de convencimento do 'aboclo !:uan. $iquei ressabiado para receb03lo. #le veio, não alegre como de costume. #stava mal3humorado, com a cara echada, dei/ando transparecer uma emo1ão, at( então desconhecida para mim. "em nada di6er e a ningu(m cumprimentar, com passos pesados, dirigiu3se e sentou no toco, riscando o ponto com m* vontade. .ava mordidas no charuto, como se tivesse vontade de comer a orelha de algu(m. - pai3pequeno, sentou3se 4 sua rente, dirigindo3lhe delicadamente a palavra, "alve, 'abocloP - que houve, s0o Hunco? #stamos assustados, nunca o vimos assim. #scuteP Respondeu, secamente. 3! mãe ( Hurema, e quem cuida da mãe ( o ilho> a mulher ( Hurema, e quem cuida da mulher ( o homem> a ilha ( Hurema, e quem cuida da ilha ( o pai. "im, meu pai, entendi a mensagem, só não sei, qual a ra6ão de sua 6anga. 'omo ( então que voc0s chamam uma cabocla antes do caboclo? 2oci erou, aos altos berros. 35ão conhecem a lei da Umbanda? 5unca venho depois de cabocla.

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11G "0o Hunco, e/plicou, na verdade oi seu cavalo quem pediu, pois precisava ver a incorpora1ão da cabocla na m(dium tamb(m. 5ão tivemos nenhuma inten1ão de desrespeita3lo. #ssa não ( a Nei. 5ão admito que pai3de3santo erre. "e não a conhece, entregue sua guia e v* aprender como se dirige um terreiro. #ncerrou en urecido.

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CAPITULO 24 PROAAS INCONTESTÁAEIS !s pessoas precisam entender que a mistura da energia do m(dium com a do esp)rito, caracteri6ando a incorpora1ão, não ausenta em absoluto a presen1a da consci0ncia do cavalo na comunica1ão, devendo dar descontos para eventuais e normais alseadas na mensagem do esp)rito. 5a linha :ardecista, quando um esp)rito amiliar se mani esta, mesmo que nunca em sua vida encarnada tivesse tido respeito 4 espiritualidade, ou tenha sido um anal abeto e com temperamento grosseiro, dei/a mensagens cheias de amor, ala com muita intimidade o nome de Hesus 'risto e demonstra conhecimento das leis do espiritismo, com um linguajar requintado e manso. 5ada de estranho, considerando3se a capacidade e a cultura do m(dium, que soube tradu6ir o sentimento e o desejo do esp)rito comunicante. 5a Umbanda não ( assim. -s consulentes e/igem provas e mensagens mais concretas. 9uerem que o esp)rito diga nomes, datas e tudo que se relacionava com sua pessoa, quando encarnada. #/istem muitos m(diuns que t0m esta capacidade, mas, via de regra não são assim, como um 'hico Xavier % para mim, um homem santo. .evemos icar atentos aos sinais do esp)rito, aos pequenos gestos e palavras que usava quando encarnado, e se acontecer, devemos entender como verdadeira a comunica1ão. - resto, ica para "ão &om(. #/istem histórias e histórias, que comprovam minha assertiva, mas, uma delas, para mim, oi especial. 'aboclo !:uan estava incorporado, no toco, quando o pai3pequeno, acompanhado de um rapa6 alto, corpulento e demonstrando um ar muito triste, solicitou, 'aboclo !:uan h* questão de uns seis meses este mo1o perdeu seu pai, e est* inconsol*vel % e/plicou. - senhor pode atend03lo? - rapa6 sentou3se, a entidade o ereceu3lhe bebida e perguntou, isso. 2oc0 conhece bem pouco o espiritismo, não (, meu ilho? 9ue houve, meu ilho? #u amava meu pai. #le morreu, e estou muito nervoso com

Realmente, nada conhe1o, mas sinto a presen1a dele ao meu lado. #stou buscando no espiritismo uma e/plica1ão, principalmente para saber se o esp)rito sobrevive 4 morte e, se eu me convencer, quero saber como ele est*. .isse, de modo ranco, mas respeitoso.

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nada sabe a respeito. naquela noite. 'omo sempre a6 nesses casos o 'aboclo mandou o @eco atender a conversa1ão e ambos. 9uando voc0 ouvir um arroto e sentir um ba o de u)sque. e como vou saber que ( o senhor que estar* ao meu lado? Perguntou. 'om os olhos arregalados. o esp)rito. iel na transmissão da ala do esp)rito. 9uando voc0 precisar de ajuda. se ( homem ou mulher #sta ( a parte convincente da comunica1ão... Rapidamente. como manda a lei da Umbanda. da saudade que tinha da am)lia. 2ale di6er. esp)rito do pai incorporado e seu ilho. ! irmou. meu pai. $a6 parte da lei da 1=F . obsessor ou protetor. que disse ao esp)rito. @em. talve6 por não tido nenhum sinal evidente. o que era per eitamente compreens)vel. e num choro convulsivo. as provas tamb(m são e/igidas. serei eu. aquele assunto que só os dois sabiam. meu ilho. -rdenou ao @eco . rindo. !t( entre os pais3de3santo. $oi recebido com todas as honras de sua coroa. estava visitando a &enda #sp)rita "ão "ebastião. iniciaram um di*logo. tirou seus óculos e icou esperando uma nova ordem. !guardou nessa posi1ão alguns segundos. H* habituada com essas situa18es.rapa6 deu um salto para tr*s. desconhecendo se ( esp)rito amiliar. echou uma carranca e ran6indo as sobrancelhas. . anunciando sua despedida. uma e/celente m(dium.pai alou estar bem. o @eco pAs em sua rente a 'ristina. # oi nesse estado. ! 'ristina incorporou. ambos levantaram3se e a entidade disse ao mo1o. 3 !gora voc0 sabe que eu estou bem e o esp)rito e/iste após a morte. testemunhou Hesus e/istir e outras coisas bonitas. o pai3pequeno. .rapa6 demonstrava estar descon iado da autenticidade do que assistia. de "ão Paulo. que nesses momentos. Prometeu o esp)rito. que transcorreu de um modo normal. para o rosto da m(dium. . $oi muito bom alar com o senhor. #ntre os umbandistas. jogou3se nos seus bra1os. PapaiP PapaiP C o senhor. eu órico. Um deles. me chame que estarei ao seu lado. muito embora o m(dium perceba que vai servir em uma incorpora1ão. Mas nada lhe dava a certe6a de ser realmente o esp)rito de seu pai. o incr(dulo ilho. com alguns sinais de ser realmente o esp)rito do pai do descon iado rapa6. &raga aqui um cavalo. 'onvidado a ocupar um lugar privilegiado. ! entidade e6 uma vibra1ão no consulente e a passagem do esp)rito aconteceu.1=F !cho melhor voc0 perguntar a ele. e/clamou. !pós algum tempo.. icou assistindo a gira de quimbanda. para receber o esp)rito do pai desse mo1o. i/ou um olhar espantado. #sclareceu.

ou seja. #/plicou. aqui ( o Rangel. recebi um tele onema. #ntendi o Rangel. tornou sua e/pressão s(ria e ormal. um grande respeitador da lei da Umbanda e das determina18es das casas umbandistas. Por não ser um ato comum nos terreiros que visito. 5o dia seguinte. sem dar import. des a6endo todo o mist(rio. antes de ir embora. Podemos encontro? #stranhei o curto di*logo. 'onversando na sala. # oi adiante.ncia 4 hierarquia do che e de terreiro. cumpriu o combinado. 5ão estava entendo a ra6ão. quis conhece3lo. não (? 3 "inceramente? 5ão estou ag?entando mais a curiosidade. quando incorpora. #stranhei o comportamento do e/u. mas alguma com certe6a. H* incorporado com o #/u &ranca Ruas das !lmas. deve bater a cabe1a ao visitante e naquela casa. mesmo que seja em sentido inverso. R)amos e aprend)amos. alou. Respondi. tem que di6er ser meu amigo. a amosa hora grande dos esp)ritos. "ó me intrigava a ra6ão de sua visita. de repente. 3 2oc0 deve estar imaginando porque eu estou aqui. eu as minhas e o Rangel as dele. deu um tapa no peito do homem e.pai3de3santo que ontem visitou o terreiro. especi icamente. e cont*vamos histórias sobre a Umbanda. encostando a testa no chão. #ra uma pessoa muito agrad*vel. porque eu tamb(m gosto quando isso acontece comigo. 'ontrariando minha e/pectativa não ui repreendido pelos dirigentes materiais da casa. em tom in ormal. 5ão seria para contar passagens de sua vida espiritual. a entidade. "empre que estiver incorporado. 3 Para amigo não bato a cabe1a. Preciso conversar com voc0. Rangel? <ostou do trabalho? 3 <ostei. 3 $i6 um trato com o #/u &ranca Ruas das !lmas. Um esp)rito que reverencio com grande amor ( o do Pai Hoaquim de !ngola. as entidades cumpriam seu papel. . tom*vamos um ca e6inho com biscoitos. com certe6a ele revelaria. $ui visitar um terreiro de certa marcar um 1=1 . 3 $ernando. ! medida que incorporavam. oi quando ele. 5ão sabia como perguntar mas imaginava que. ui levado pela entidade at( o pai3de3santo e contrariando meu impulso e todas as regras da casa. rindo. havia a determina1ão que as entidades batessem a cabe1a literalmente. meu padrinho de eitura de cabe1a. um com o outro.1=1 Umbanda. se or realmente ele . havia. 'onvidei3o para vir 4 noite em minha casa. incorporado em voc0. # ele. quando uma visita com hierarquia estiver presente. H* passava da meia3noite. 3 'omo vai.

ela teve not)cias que em Petrópolis um m(dium estava recebendo o #/u &ranca Ruas das !lmas com muita idelidade. como e6 com uma senhora carioca que visitou nosso terreiro. dei meia volta.que aconteceu l*. que desaparecem. Respondi indignado. incorporou em um m(dium. in ormei meu amigo. 3 -baP . . retornando para meu lugar.isse. mediante uma prova evidente. não são necess*rias para quem tem (. 3 "empre que eu estiver no terreiro. ! inal. como todos devem a6er. como i6 hoje e tamb(m como i6 h* tempos na outra cidade incorporado com o cavalo careca. #le nem me olhou. praticamente no come1o do trabalho? 3 5ão ico em terreiro onde o Pai Hoaquim est* incorporado e ele não me conhece. #la estava na assist0ncia quando oi chamada para conversar com ele. quando oi surpreendida com o convite da entidade para conversar com ele. entrei dentro do local dos trabalhos e passei por sua rente. secamente. . 5ada de e/traordin*rio oi dito ou alado. crentes. antes de se retirar. #stava na assist0ncia. I guisa de receber uma vibra1ão. 3 2amos embora. 3 completou. ao entrar no espa1o dos trabalhos. no automóvel. para voc0 sair. temos nossas d+vidas. não tenham d+vidasP 1== . durante a gira. $iquei alegre. o e/u alou. cutucando meu companheiro ao lado. 2oltando ao Rio de Haneiro. sob o olhar espantado da sua ã. 'onversaram trivialidades. e/ceto a con issão da simp*tica consulente ser uma incondicional ã da entidade. 3 .1== ama onde.Pai HoaquimP #/clamei. 9uando j* est*vamos de volta. 5ão hesitou e oi conhecer o terreiro onde trabalhava este m(dium. por sinal com hierarquia na casa. #ssas comprova18es. Mas que são gostosas. ele perguntou. mando chamar voc0 para me cumprimentar.#/u &ranca Ruas das !lmas a6 questão de comprovar aos seus consulentes a sua autenticidade. Mmediatamente. na verdade. quando. l* na assist0ncia. mesmo nós. #nquanto cal1ava os sapatos que tinha tirado.

quer uma ajuda sua. C trabalho na linha dos caboclos. iniciei a montagem da entrega.. "ete charutos. est* condicionado na lei da troca. disse. j* desenganado pelos m(dicos da terra. desesperado.ilho de um amigo meu teve um acidente e est* em coma. #scolhi o lugar. esclareci meus cambonos sobre como deveriam proceder para receber uma orienta1ão do 'aboclo. 'uidadosamente. abaca/i. sendo ele meu irmão de carne. na entrada de uma mata.nome anotado neste papel ( de um rapa6 que est* muito doente no hospital. . cortei tr0s olhas de bananeira.. ajeitei as rutas ao lado. idade e endere1o do hospital onde estava internado. #m cima coloquei a moganga com milho. #le. Por isso estou tele onando. 5o copo de casca de coco % coit0. eu te dou de comer e voc0 atende meu pedido? 2amos ver. não precisando escrever nada. ou seja. na U&M. ele recomendou que ela tomasse nota de um trabalho para o rapa6. gira especial para pedir este tipo de ajuda. 'omo não gosto de dei/ar no mato materiais não biodegrad*veis. apenas pense e ore pelo menino. !ntes do inal do trabalho. procurando construir a entrega do jeito mais bonito poss)vel.senhor pode a6er algo por ele? . "0o Hunco 2erde % disse a cambono. !ssim oi eito. eu sei. hoje temos trabalho. Nigou no dia certo. Uma moganga assada. aqui ( o $loriano. como se precisasse. % $a1a uma entrega. j* desenganado. Mnterrompeu. I noite. Recebi um tele onema.1=B CAPITULO 26 UMA OFERTA AO ESPÍRITO "er* que o !mal*. C. amei/a e outra ruta do gosto do meu cavalo. melão. cerquei3o com as 1=B . uma cai/a de ós oros. dei/ei3as como base. . $ernando. maracuj*. melancia. !bacate. a grande arma da Umbanda. sete verdes e cevada. sete velas brancas. com milho. Procurei um lugar adequado para a6er a entrega % o amal*. Mdenti icou3se. embai/o de uma igueira rondosa. 5a relva. .'aboclo pAs o papel em seu ponto riscado e disse 4 cambono que depois daria uma orienta1ão. &omei nota do nome do rapa6. Pus os charutos no trabalho. depositei a cerveja.

em vinte e um dias ele sairia do coma e conseq?entemente icaria curado. oi at( o mato. a troca de energias. . que se somavam 4 j* e/istente.urante a constru1ão do !mal*. criando. o 'aboclo di6endo3me que. a tudo assistindo. e largaram suas energias. mantendo pequena dist. &odos se ajoelharam em volta do trabalho. se intensi icaram. $ernando. Pegou toda aquela energia e sumiu com ela para dentro do mato. at( que todos icaram em p( e ele. pois diante da gravidade de seu estado de sa+de. quando percebi. o rapa6 acordou. apro/imou3se e cumprimentou aqueles maravilhosos esp)ritos ind)genas. . 1=J . 'antei o ponto de -/óssi. alternadas nas cores. de orma tal que echassem um circulo bem harmonioso. do material que compunha o amal*. com aquela energias em suas mãos. não ( a cura e sim o amal*. nada ar*? 2ou entrar no a63de3conta e estou vendo o desenrolar da entrega no mato. obrigadoP H* contei para todos que em vinte um dias meu ilho vai estar curado. do 'aboclo Hunco 2erde. Mas. intuitivamente. o 'aboclo Hunco 2erde permanecia em p(. alguma coisa poderia dar errado e eu não achava justo dar alsas esperan1as. de onde saiu um outro )ndio. . como me oi contada pelo próprio 'aboclo Hunco 2erde. 9uando cantei o ponto do 'aboclo Hunco 2erde ele saiu do mato.ei a not)cia ao $loriano. de lu6 cintilante. oi usada para curar o doente no Tospital.o trabalho emergiam vibra18es semelhantes. em volta da o erenda uma massa energ(tica maravilhosa. pedi a cura do mo1o. pedindo que não dissesse nada aos pais do mo1o. 2*rios )ndios estavam em volta. 'omo ele unciona? . # hoje est* completamente curado. . o importante nesta história. #/atamente vinte e um dias após. !cendi3as e depositei a cai/a de ós oros.e a astei3me respeitosamente. que oi atra)da pelas vibra18es semelhantes aos das comidas o ertadas.e longe.ncia.1=J velas. #la oi se condensando. o segredo não oi guardado. e girava em torno do trabalho. -:0 -d0. #sta energia de -/óssi. i6 uma ora1ão. 9uando acendi as velas e cantei o ponto de -/óssi. #ra a or1a cósmica do ori/* -/óssi. e era manipulada pelo 'aboclo Hunco 2erde. -/óssi. !gradeci. dentro do mato. recebi um tele onema do pai do rapa6 que di6ia eu órico. a cósmica e do trabalho. 5o dia seguinte. vindo do in inito. entreaberta. por todos reverenciado. 'laro. uma ai/a de lu6 era para ele direcionada. um Paj(.esp)rito come e bebe? C guloso e beberrão? "e nada ganhar.

C mais *cil imaginar um tridente. . que voavam a curta dist. 'omo ser*? &er* *rvores. Papai ainda não. enquanto a Redda trocava sua ralda. acima dos carros. servindo para os querubins icarem sentados e dedilharem suas harpas. ele descreve uma cena no espa1o..Z -s umbandistas alardeiam que os -guns v0m em seus cavalos brancos. . &enho uma id(ia do in erno. % e ria. YMdenti iquei a caravana que avan1ava em nossa dire1ão.andU.isse 5arcisa % são au/iliares preciosos nas regi8es obscuras do Umbral.Z Mais adiante continua.eitada na cama. temperatura amena.. precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos. mas verdadeiros monstros. Yseis grandes carros.evia merecer um estudo mais minucioso das elites cultas. me pareceram iguais aos muares terrestres. de corpo volumoso. outros a irmam só possu)rem o cascão que desaparece com a morte. brisa. lu6. eram tirados por animais que. alava.ncia.ncia. produ6indo ru)dos singulares. mesmo de longe. embora eu descon iasse que ela soubesse e só não di6ia para me contrariar.1=O CAPITULO 28 OS ANIMAIS TBM ALMA? H* morri v*rias ve6es. 9ue ( isso? % interroguei. onde não estacionam somente os homens desencarnados.andU. 5o livro Y5osso NarZ do $rancisco '.e repente. as labaredas e um homem magro.. . cheio de nuvens. um caldeirão. #nquanto uns alardeiam que eles t0m alma. . ditado pelo iluminado esp)rito do !ndr( Nui6. ormato dilig0ncia. mostrando os cri res e a ponta do rabo. . anunciando ser 1=Oq? o para)so? "e no c(u não e/istir as *rvores.. . ou suaves cantos de p*ssaros ? -u ser* um lugar va6io. H* di6ia mamãe. assombrado. H* não ( um motivo para re letirmos se os animais t0m ou não alma? Minha ilha Nucilia. mas não me lembro do c(u. igual a nós. dando a impressão de estar vendo alguma coisa que nós adultos não v)amos.ndido. não tenho a m)nima id(ia como possa ser. e os animais.o c(u. em per eita coordena1ão com os gestos. 1=O . com cavanhaque. estava come1ando a balbuciar suas primeira palavras. ela levantava os pequenos bra1os para cima. e com pequenas e delicadas gargalhadas. os p*ssaros cantando. como se quisesse pegar algo no ar. riachos. não quero ir para l*P !credito que os animais t0m alma. que não cabe agora descrever. na p*gina 1GB. Mas a nota interessante era os grande bandos de aves. a brisa. mais compat)vel comigo..tema ( pol0mico. sob a claridade branda do c(u. animais. os riachos. ouvi o ladrar de cães 4 grande dist. a lu6. .

conhe1o bem. "e e/iste nos animais o terceiro olho. #ntre os esp)ritos. -utro dia o caboclo !:uan e6 um trabalho especial para um gato com c. os cães e os cavalos são reconhecidamente videntes. e eu entendo voc0 muito bem. como sua companheira. o 'aboclo !:uan perguntou. -s oguns sempre estão montados em cavalos. a qual.'aboclo !:uan tem. # alardeia isso com transparente gabolice. não tenho d+vidas. igual ao homem.andU.ando consulta para uma mo1a. . com muito carinho. #la est* vendo o esp)rito do . $oi meu gato que morreu. e senti muito sua morte. assustado. o que demonstra possu)rem a terceira visão. !ma os 1=Qq?)deos.andU era o nome de um bel)ssimo cão "etter Mrland0s que um m0s antes oi morto a tiros por ladr8es que invadiram nossa casa.ncer no intestino com o mesmo empenho que a6 nas pessoas que so rem de mal semelhante. ele tem que estar tamb(m dentro do esp)rito. e/iste o bom humor e as passagens hilariantes. !cho que o senhor vai me entender.cigano Koisler tem sua vida baseada em cavalos. en/ergando os esp)ritos. que seu transporte para vir no terreiro ( 1=Q . levam consigo seu estado espiritual. . que eles continuem em minha companhia. -s trevosos t0m na cobra a companhia predileta. não permanecerão no plano espiritual sob o mesmo processo evolutivo da reencarna1ão? 9uero que os cães tenham alma. porque não ter* o pequeno rou/inol ou o elegante pei/e ou a pe1onhenta cobra. -s gatos. -s animais tamb(m são nossos irmãos. a consulente e/plicou. . ao morrer. 2oc0 est* muito triste com a morte dele? . $alou. no homem est* alojada no chacra espiritual.1=Q Minha mulher e eu trocamos olhares. Raciocinam e t0m alma. a irmando ter sido descendente de uma am)lia de ladr8es de cavalos.emonstrando surpresa. # se os cães t0m. ao morrer. e todos do mundo animal? "e os homens. 'onta v*rias histórias sobre esse assunto. pois pretendo. &entou justi icar. o que re or1a a tese que eles t0m alma e podem sobreviver 4 morte. mesmo que pare1a antasia. 'ães. depois de morto. 5ão posso evitar. Pode chorar se quiser. não pode acontecer o mesmo com os p*ssaros e animais? "e uma larva ( mais atrasada que um cavalo. dentre as quais. atrasados ou evolu)dos. . $alei. uma *guia.

9uei/ou3se. a cambono. re6ando para eu me regenerar. 9ue aconteceu com o seu ? . "e aconteceu. 'omo esp)rito não brinca. #u queria aquele cavalo branco. #stou sem cavalo. 5uma gira. o 'aboclo !:uan. sinali6ando eu estar certo nas minhas convic18es. acompanhado por uma alange de pretos3velho. abatido. roubar o cavalo do 'aboclo !:uan? 9ue id(iaP . rindo. rindo. respondeu. # por qu0? Porque eu quis roubar o cavalo dele. 1=S .!:uan tirou de mim. en ileirados atr*s de mim. #le ( lindo. $oi humilhante. incorporou sem sua habitual harmonia. considero essa passagem como uma prova da e/ist0ncia da alma dos cavalos. Mas cigano. vim a p( para o terreiro. Passado alguns meses. C para ele nunca mais cometer essa ousadia. sem jeito. não sei. Mndagado pela "andra porque estava triste. Respondeu amuado.isse. disse que tinha devolvido o cavalo para o cigano. !l(m de ter icado sem o meu cavalo. # o pior não oi isso.1=S um cavalo preto.

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CAPÍTULO 3: SINAL DA AELA ! elicidade não est* alicer1ada nos bens materiais, mas no humor e bem estar espiritual.. &enho um amigo que a irma ser eli6 por ter uma esposa, ilhos e netos. 'onhe1o um bo0mio que jura ser o homem mais alegre do mundo porque ( solteiro, não tem mulher e muito menos ilhos. ! elicidade est* dentro de quem aceita e gosta do que tem, podendo ser a numerosa am)lia ou a liberdade de não ter compromisso com ningu(m. - conceito ( parado/al. ! resid0ncia da in elicidade, ao contr*rio, tem como principal causa, a perda daquilo que o a6 crer ser eli6. # pode a elicidade perdida ser readquirida pela (? !cho que sim. Neiam essa história, - domingo estava lindo, ensolarado e quente. - 5ilson, de cal1ão, sem sapatos e camisa, se mantinha debai/o de uma barraca 4 beira da piscina do clube que costumava req?entar, ouvindo e contando lorotas descontra)das com alguns amigos, 4 guisa de esquecer seus a a6eres semanais. ! #va, sua esposa, tinha icado em casa. - 5ilsinho, seu +nico ilho, com oito anos, brincava e nadava na *gua clorada da piscina. #stava tudo per eito e apra6)vel. $oi quando o 5ilson ouviu gritos desesperados de uma mulher que apontava para o undo da piscina. &odos, curiosos e no a ã de serem +teis, se acercaram dela. - 5ilson, pela *gua, viu, no undo da piscina, o corpo do seu ilho 5ilsinho. - 5ilson era meu amigo e ui comunicado do tr*gico acontecimento. 'hegando em sua casa, onde todos os amigos e amiliares j* cercavam o guapo 5ilson e sua esposa, ui, como ( natural, envolvido no so rimento do casal e seus avós. - menino de oito anos, tinha morrido a ogado em uma piscina. 5ão h* quem não se envolva com emo1ão em casos que o espectro da morte a6 cumprir essa divina, mas atemori6ada lei, quase sempre não entendida por nós. 5a ocasião, eu era mais jovem e, conseq?entemente, mais orte, mas mesmo assim, tive que a6er muito es or1o para amparar o meu amigo nos ombros, dado seu corpo avantajado. Passado o uneral, no dia seguinte, ui levar minha solidariedade ao triste casal. 5ada pude a6er ou di6er para apa6iguar a dor do acontecimento, e/ceto o erecer os pr(stimos do meu grupo de trabalho espiritual. - casal, buscando um lenitivo, acedeu ao convite e passou a req?entar assiduamente nossos trabalhos espirituais. #m uma das reuni8es o 5ilson aparentando uma emo1ão muito grande levava com um carinho especial um pequeno embrulho de papel de seda, que parecia estar aninhado em suas duas avantajas mãos em concha. "eus olhos torneados por grossas sobrancelhas brilhavam com vis)veis l*grimas. 2e6 ou outra uma l*grima escorria em seu grosso bigode preto. "ua esposa come1ou a desembrulhar o pequeno embrulho. ! medida que ia abrindo o papel de seda suas mãos pareciam estar des olhando uma delicada lor. "eus l*bios mantinham um sorriso, e seu semblante demonstrava estar

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1=E vivendo naquele momento um 0/tase divino. &odo nosso grupo estava em volta do casal, aguardando com curiosidade o aparecimento do conte+do do misterioso embrulho. - 5ilson alava emocionado, 3 2oc0s vão ver a ben1ão de .eus que tivemos. !berto o pacote, dentro de um en eitado estojo estava a escultura de um anjo com enormes asas. Um trabalho muito bonito e bem eito e at( de certa orma comum no com(rcio do ramo, e/ceto não osse ele estar esculpido em cera de vela derretida. -lhamos assombrados para o casal, que agora j* não conseguia conter a emo1ão dei/ando correr as l*grimas pelos seus rostos. 3 Toje acendi uma vela para meu ilho. 2ejam o que icou no prato,. C o sinal que ele est* vivo e vai retornar a nós. #/plicou o 5ilson. ! ( trans ormou a vida daquele casal. .ecorrido algum tempo, encontrei o 5ilson. #stava eli6 e sob orte abra1o disse eu órico, 3 Meu ilho voltou para mim. Minha mulher est* gr*vida. 9ue .eus aben1oe todos que conhecem sua maior magia, a (P

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CAPÍTULO 39 MAGIA DAS AELAS - ogo ( um elemento indispens*vel por todas as religi8es. #le ( o princ)pio e a sua or1a ( destruidora, mas quando bem manipulada, se torna com a mesma intensidade um grande aliado. 'om imagina1ão o homem criando a vela prendeu uma chama desta or1a em um invólucro de cera. #/istem velas de todos os tamanhos, cores, tipos e inalidades. &0m todo o tipo de serventia, desde solicitar avores 4s divindades, at( criar ambientes apai/onados em um jantar entre casais. .entro das religi8es todos t0m histórias para contar a respeito das velas. #u tenho a minha, Toje eu tenho sete netos, de do6e a vinte anos. !mo a todos, por(m com mais intensidade aquele que em um momento de sua vida necessita de mim. # oi assim com a 'amila, hoje com de6enove anos, uma mo1a linda, com um sorriso resplandecente, dentes bem ormados, altura m(dia, com um g0nio doce e a *vel, sempre pronta a a6er uma delicade6a. "eus cabelos são castanhos escuros e longos, tem um andar comedido, e por nature6a tem o dom de reunir as pessoas em sua volta. C uma legitima ilha de Memanj*. 5esses de6enove anos, talve6 a (poca que mais a tenha amado oi quando tinha ou tr0s anos e estava acometida por um orte sarampo. 5ão estava dando muita import;ncia 4 doen1a por ser comum e de *cil tratamento, quando ui procurado por minha ilha Nucilia, 3 9uero que voc0 venha ver a 'amila. #stou assustada. Mor*vamos, como at( hoje, bem perto. 9uando entrei no quarto da crian1a adoentada quem icou assustado ui eu. #stava inteiramente tomada pela doen1a e dava sinais de estar ardendo em ebre, pois mostrava estar ora da consci0ncia. 5ão titubeei, 3 2amos lev*3la imediatamente ao hospital. 5o carro, enquanto dirigia o automóvel em dire1ão ao hospital, olhava para a Nucilia. &alve6 este tenha sido um dos dias mais tristes que tive. ! minha ilha, ainda uma mãe em sua plenitude jovem, mantinha os dentes cerrados, estava absorta olhando para o nada, com o quei/o tr0mulo e os olhos marejados, e segurava em seu colo a sua ilhinha envolvida em um cobertor cin6a escuro, quadriculado com cores vermelhas racas. - dia estava cin6ento, a6endo o quadro ainda mais triste. Meu .eusP !quela mãe so rendo era ainda uma menina. ! amargura tomou conta de mim. 5ada alei. !penas so ri, um so rimento inesquec)vel e que jamais sair* da minha lembran1a. ! preocupa1ão com a doen1a da neta misturou3se com a perspectiva de perder para sempre o sorriso da Nucilia, gentilmente herdado pela 'amila. #u não

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Uma tala de madeira prendia a agulha em sua mão para o soro e ela. 5o terceiro dia de internamento procurei o m(dico diretor do isolamento e pedi3lhe. noticias.1B1 pensei como um avA so rendo. "o6inho na sala em um pires branco i/ei uma vela da mesma cor e orei. "enti3me rustrado e com raiva por estar impotente at( mesmo para dar esperan1a para minha ilha. &eve que ser levada para o isolamento por ser doen1a transmiss)vel. 3 Pai Maneco. 3 #stão tirando l)quido da espinha da 'amila. mas nada est* indicando esse caminho. $omos ao hospital rapidamente. 3 5ão quero promessas. e se o pior acontecer tenho que estar preparado para poder sustentar o emocional de todos eles. atitude que não oi apa6iguada nem pelos psicólogos do hospital. $ui interrompido com choros convulsivos da Redda que alava nervosamente. como um animal. 3 H* disse que ela vai icar boa. icava em bai/o da cama encolhida em um canto. 3 Vtimas desapareceram. -uvi intuitivamente a poderosa entidade alar. pois a suspeita ( que a doen1a tenha atingido a medula. apenas quero saber a gravidade do doen1a. #mbora osse um homem delicado o m(dico icou me olhando por alguns instantes como medindo o que iria di6er. agredindo quem dela se apro/imava. !s horas se passavam. #stamos a6endo todo o poss)vel dentro da medicina para contornar a doen1a. !pareceu o m(dico e in ormou. e nós aguard*vamos ansiosos o resultado do e/ame. #m casa com a Redda resolvi rogar aos esp)ritos pela nossa a li1ão. 3 ! situa1ão ( muito grave e os riscos são grandes. meu Pai. 5o hospital o diagnóstico oi grave uma ve6 que o sarampo tinha se alastrado internamente no seu corpo. batendo o bra1o onde mantinha a tala de madeira. -s riscos 1B1 . 5o dia seguinte o comportamento da 'amila era assustador. Para te acalmar vou dei/ar uma marca com esta vela. !l(m de ser o avA tamb(m sou o che e da am)lia. 9uero saber do senhor. o que vai acontecer com minha neta? 9uando consultei o senhor me disse que ela icaria boa. e/ame oi negativo.

% balbuciei. Parecia uma escultura manipulada por um artista. com as asas abertas e ainda com realces como se ossem as penas. Hoguei3a na *gua corrente junto com algumas l*grimas de um avA eli6 e agradecido. com dois p(s negros ormados pelo palito do ós oro que usei para acender o pavio. quando me lembrei da vela. 1B= . $ui 4 sala e vi o sinal dei/ado pelo Pai Maneco. por estar emocionado.1B= H* tinha chegado em casa bem mais calmo e conversava com a Redda sobre o im da nossa angustia. ! cera normalmente consumida pelo ogo estava derretida ocupando inteiramente o pires branco ormando o desenho de uma *guia % minha ave da sorte. Mostrei o sinal para a Redda. Mas a lei tinha que ser cumprida. 3 -lhe a magia da vela. Minha vontade era guardar aquela igura de cera para sempre. e ui obrigado a descarreg*3la.

ir at( a porta da entrada. imaginando como se daria o des echo da conversa1ão. muito embora soubesse não ter necessidade. claro. pois nem chave a porta tinha. . Por ser meu pai3de3santo.ilma.Pai Maneco chamou os oito citados. quando ele j* estava se despedindo. . grande e/pectativa. . ! corrente aumentava toda semana. não tenho como dei/ar de atend03la. $a6ia questão de indicar a porta para todos verem estar sempre aberta. dirigiu3se. #u a6ia isso. de acordo com a hierarquia da Umbanda. &alve6 voc0s tenham ra6ão. cumprindo a lei. não ia desrespeit*3lo.1BB CAPITULO 32 O ANGOLANO PAI MANECO . oito m(diuns achavam que havia muita gente e. o que criou. 5aquela (poca. não abrir* mais e estar* adada ao desaparecimento. Mas era um gesto simbólico. &odos icaram aguardando. parece mesmo estar muito grande a corrente para este espa1o. al(m de diminu)3la. !cho melhor diminu)3la. eu acho.lugar estava pequeno. pela situa1ão. 'on irmou. com m(diuns demais? 5ão dev)amos diminu)3la? #ra a ome com a vontade de comer. a6endo3me. não deveria entrar mais ningu(m. ainda trabalhava comigo o Pai Nui6 e a . 9uem mais pensa assim? # oi passando de um por um. merecia todo o respeito. ele jamais ia dei/ar passar sem a6er uma das suas j* conhecidas arma18es. 3 2amos ver. 1BB . perguntando. meu pai. 5um inal de gira. no in)cio da gira. o senhor não acha que a gira est* muito grande. não só da corrente mas de toda a assist0ncia.isse a poderosa entidade angolana. 3 Pai Maneco. 3 "e esta ( a vontade de voc0s. #ssa.Pai Maneco sempre disse que se uma casa espiritual echar suas portas. 3 2oc0 tamb(m acha que a gira deve diminuir? 3 'om todo respeito. de voc0s 5o total. no encerramento. algu(m observou. e oi a ele que o Pai Maneco. disse a entidade . no centro do terreiro. pAr a mão na ma1aneta e mostrar a todos que ela não estava trancada. # eu.

3 'omo? 2oc0 não pode. o pai do mo1o não desencarnou. 3 Meu Pai. Toje vou mandar sair do grupo oito m(diuns. perguntando a um por um dos oito. voc0 ser* o primeiro a escolher aquele que vou mandar embora. e este eu mandarei embora. re erindo3se aos que reclamaram. #le entendeu. $icaram todos em sil0ncio. e/pliquei 4 pessoa ter perdido o contato com a entidade. "e voc0 ( tão e iciente assim. todos relacionados com o atual estado de esp)rito do alecido pai do consulente. dirigiu3se ao Pai Nui6. "e osse mais corajoso teria dito um monte de desa oros para o Pai Maneco e só não o i6 por saber que seria eu quem perderia a discussão. 'omo ningu(m alava. 1BJ . #le desincorporou. pondo im ao problema.eterminou. ele alava uma por1ão de atos. resolva. 5a verdade. porque a porta est* e vai continuar sempre aberta. gosta de se gabar e ser enaltecido. 5unca me havia acontecido isso. Reclamei imediatamente. e disse que depois alaria comigo. voc0 se di6 um m(dium muito bom. icou ao meu lado.iante do olhar desen/abido do pai3de3santo. $iquei quieto. 3 "e voc0s não podem. e disse. #nvergonhado. vai me apontar um m(dium da corrente. não posso a6er isso. 3 "ó para voc0 saber. para nela entrar quem o mere1a % a irmou. então nunca mais reclamem do e/cesso de gente no meu terreiro. 3 Por que o senhor e6 isso? 3 Pelo que tenho observado ultimamente. para mim. 5a minha consci0ncia. !ponte3me um dos seus irmãos. 3 Pela hierarquia. e todos negaram3se a apontar algu(m. mas quer que eu a1a? Ralhou a entidade. 5o meio da consulta eu perdi o contato com o Pai Maneco. . deu um sorriso.1BJ 3 #st* decidido. eu iquei urioso. 'ada um de voc0s aqui no meio. 5a verdade a sessão. o Pai Maneco voltou 4 carga. 5ão ui embora por respeito aos meus irmãos. . dando uma consulta a um amigo que queria saber sobre o pai dele. acabou ali. 5uma ocasião. embasbacados. e no inal teremos menos oito entre nós. $ique sem jeito. eu estava incorporado com o Pai Maneco.

#ra um umbandista ervoroso. #stou muito satis eito. o Pai Maneco ouvia calmamente a quei/a de seu cambono. !cho que me perdi. por implic. Respondeu. resolverei teu problema. !inda observou. 5a sa)da. troc*vamos id(ias da religião. no seu estilo. era ele. inintelig)vel dos esp)ritos. 3 #stou de (rias. voc0. calmo. #/plique a situa1ão. Palheiro numa mão e o coit0 com cerveja preta noutra. 3 . 5ão tive quei/a de nenhum deles. "empre oram respeitosos com as entidades. 3 5ão sei como ele vai resolver. Mas a li1ão serviu. 'ontinuou narrando as coisas aladas pela entidade. desculpe a urada na consulta. &entei serenar o dedicado amigo. $iquei sem entender nada. encontrei o amigo. vou ser despedido. era totalmente di erente do que. meu ilho. cuidavam do material de trabalho. 5o dia seguinte. eu órico. não sei. . <ra1as a . 4s ve6es. !t( hoje. 3 "eu pai ainda não desencarnou. !pressei3me nas e/plica18es.ncia do gerente. &rabalhava como cai/a em um banco. Um dia tele onou3me. 3 !manhã. ele con essou estar con iante na promessa do esp)rito.isse. como o Pai Maneco conseguiu di6er uma coisa e eu entender outra. ale com ele. j* que o aviso pr(vio est* pronto. Husti iquei. 3 -lha. Um deles tornou3se um bom amigo. no trabalho. não (? 3 5ão. &enho certe6a. 3 'alma. muito nervoso. entendi a entidade alar.urante minha caminhada nos terreiros. . 1BO . 5a sa)da do terreiro. o que ele di6ia. esperando o encerramento. atendi o tele one.1BO no meu lugar. Toje. quase em desespero. sempre que pod)amos. #/plicou. vou reassumir amanhã meu posto no banco e j* sei que.eus ele est* muito bem. na minha consci0ncia. tive v*rios cambonos.qu0? ! consulta oi e/celente. 'onvers*vamos e. como cambono do Pai Maneco. #ra e/atamente o que eu precisava saber. interpretavam e transmitiam aos consulentes a palavra. pois. todo alegre. ele vai dar um jeito.

quei/ando3se. !gora ( ela. numa alegria irradiante. por causa da briga do noivo com sua mãe. indignado. $ui eu quem os echou. 3 9uer di6er que de cai/a despedido. Passados alguns meses. no dia seguinte procurei3o. ria e calmamente. 2oc0 como umbandista não pode ser ego)sta. <ordinha era a mãe da mo1a. come1a a se tumultuar. 3 $ernando. $ui indicado para o cargo e j* assumi. soube toda história. Mn ormou. I tarde.amigo banc*rio sentou3se 4 rente do Pai Maneco. por achar que elas a6em a elicidade. apontando para a sua meiga noiva. peremptório e 6angado. ! dire1ão do banco resolveu a6er hoje as mudan1as dos gerentes nas suas v*rias ag0ncias. !sseverou. . como minha cambone. que a dei/a triste e não or agradar a gordinha dos doces. 1BQ . !t( parece que meus caminhos estão echados. Minha vida. 9uando cheguei. 3 . voc0 não vai acreditar. com a inten1ão de dar alguns conselhos. meu ilho. outro tele onema. ! mo1a ( quem ia na casa dele. icando em seu lugar. . trocando id(ias com seu colega daqui. triste e humilhada. em vinte quatro horas. e o Pai Maneco ( protetor das doceiras. 3 #stão sim. contava eu órico.ei/ei transparecer minha satis a1ão pelo eli6 inal. 3 Pai Maneco. #nquanto voc0 não mudar seu comportamento. i/amente. di6endo que o doce torna os homens mais eli6es. Preocupado. contou que estava sem sub3gerente. 3 #. o novo gerente designou3me para ser o che e dos cai/as. tem minha prote1ão. # ele tinha brigado com ela.1BQ 3 2oc0 não imagina o que aconteceu. voc0 oi elevado para subgerente? Rego6ijei3me. não entrando mais em sua casa. 'ontou. teus caminhos continuarão echados. 5o inal do trabalho.senhor echou meus caminhos? #u. 5ão precisou. ele dei/ou as un18es de cambono para ser m(dium de incorpora1ão. #st* dando tudo errado. não sei o que est* acontecendo comigo. a sua linda e simp*tica noiva. #sse Pai Maneco ( uma maravilha. para apro/imar seu rosto com o do jovem. Um gerente de outra ag0ncia do banco. cambono meu. o seu cambono? Respondeu. $a6ia doces. Respondeu. olhou para ele. 3 5ão ( mais. tão certa como estava. Mnclinando3se no toco.

Toje cedo ui levar um ramalhete de lores para minha sogra. castiga de orma mansa. 1BS . #ste ( o Pai ManecoP #sperto e intransigente e. mas duramente. como todo preto3velho. 'omunicou esbanjando humildade. $ernando.1BS 3 &udo acertado.

mas preciso saber se o que estou a6endo est* certo. sem mais nada di6er. 3 #u não sei se voc0 tem condi1ão de me di6er. não com o pedido. terminei a transmissão da energia que lhe dava. Msso ( comum entre as pessoas ainda em busca da (. despedindo3se. 3 2oc0 tem que continuar vindo aqui. sussurrei. disse. !cedi 4 solicita1ão. ela me disse ter sido conclu)do o invent*rio do pai.1BG CAPITULO 33 A DOR N1O TEM PAR5METRO Hamais devemos avaliar a import. 2* em renteP Respondi. caso meus companheiros ouvissem o que ela pediu. Pediu. no meu ouvido. &ranscorridos uns seis meses. atendendo uma mo1a. $eli6mente. at( que o processo seja julgado. 1BG . uma entidade. $iquei preocupado. C que. mas com as advert0ncias que receberia. voc0 não tinha outro problema. 9uando trabalhava na linha :ardecista. !lgum tempo depois. sob orte emo1ão. porque nem sempre a ra6ão deles ( o real motivo que leva uma pessoa buscar um contato com as entidades. sem alar antes do assunto. agradeceu a aten1ão e in ormou não mais haver necessidade de voltar. eu sabia não ser essa a grande ra6ão da tua busca. #ra importante para ela receber uma orienta1ão. ! verdadeira ra6ão da tua vinda oi incentivar voc0 a ormar um grupo de trabalhos esp)ritas.ncia dos pedidos eitos aos esp)ritos. 3 2im aqui pedir a ajuda dos esp)ritos para eles a6erem que seja conclu)do o invent*rio dos bens dei/ados por meu pai. sem que tivesse altado nenhuma das nossas sess8es. para a6er um pedido. intuiu. e tomando minhas mãos. &omando o m*/imo cuidado para ser ouvido só por ela. al(m da pendenga judicial. ! mo1a caiu em convulsivo choro. <esticulando para que icasse quieta. agradecida. 3 9uando voc0 veio aqui buscar socorro para terminar o invent*rio dos bens de seu pai. como voc0 est* a6endo. laconicamente. voltou pedindo nova consulta. ela interrompeu o passe magn(tico que lhe aplicava. torcendo que eu estivesse certo.

o que ser* um desastre para muita gente. um projeto espiritual dos !rquitetos do #spa1o. $e6 uma observa1ão qualquer com re er0ncia a singele6a da menina. aqui na terra. 3 Meu ilho. Mmaginei que estava tomando conhecimento do que era utebol e como poderia inter erir para reali6ar o que todos consideravam um milagre. #st* a6endo um pedido que não posso atender. ele incorporado. empolgada com a not)cia. que não vai dar certo. 5ão sei se o senhor sabe.iante da con irma1ão do cambono. quer um namoradinho. ormamos um grupo de trabalho esp)rita. e/plicou.que tenho que a6er. 'almamente a entidade perguntou.cambono riu. quando podem. # o time que tor1o est* prestes a ser desclassi icado. um m(dium de nossa corrente. 3 .<uilherme. . as solicita18es que lhes são eitas. temos um esporte chamado utebol. e o grupo de caridade jamais e/istiria. demonstrando a sua compenetra1ão naquele momento que recebia as cargas energ(ticas durante a vibra1ão no meio do terreiro. 1BE . -s esp)ritos não perdem as oportunidades para atender. $eli6mente não sou prisioneiro dos chav8es ortodo/os do arcaico espiritismo.e ato iquei entusiasmada. apontou ao seu cambono uma jovem de uns quator6e anos de idade. . com a mesma intensidade daqueles que t0m uma doen1a ou um grande problema. para evitar que isso aconte1a? 3 Meu pai. mas nós. ! dor não tem par. % e/plicou. demonstrando claramente achar o pedido impróprio 4 grande6a das entidades. para sair do +ltimo lugar o time tem que ganhar as nove pró/imas partidas.metros. senão a mo1a receberia um sermão pelo estapa +rdio pedido. 5ão quero que ele seja o vencedor do torneio. C prov*vel que essas convic18es sejam in luenciadas pelo Pai Maneco. pe1o apenas para ele não ser rebai/ado de onde est*. o descaso que seu pequeno amado demonstra por ela provoca um so rimento nessa menina.ncia.Pai Maneco não respondeu de imediato. #m uma das nossas giras. pondo por terra. completou. mas para mim. não sei se ( impróprio o que vou pedir. ( de grande import. que mantinha de olhos echados. e juntamente com alguns amigos. talve6.1BE 3 Muito obrigadoP . e disse. procurou o Pai Maneco e e6 um pedido. &enho ra68es para pensar assim. Retomando o dialogo. 3 #stou com muita pena dela. # saiu. . 3 Pai Maneco. 3 #st* vendo aquela menina ali na rente? .

com 1JF . 3 . 3 2oc0 não sabe a6er pedido para esp)rito. estaria disputando as inais. #mbora surpreendido com a consulta.passarinho entrou na gaiolaP % era o código para con irmar que ele e o <ustavo j* tinham levado o coco no cemit(rio. iquei torcendo para o sucesso do trabalho. . . #le atendeu o que voc0 solicitou. que são assuntos de nossa inteira responsabilidade. desconsolado. # cada ve6 que ia acontecer o jogo. quase chegou 4 classi ica1ão inal.time ganhou as nove partidas prometidas pelo Pai Maneco. $alou. amarre uma ita vermelha com sete voltas. o <uilherme me tele onava. dei/e l*. "e ganhasse o d(cimo jogo.esta ve6 não adiantou o coco no cemit(rio. e surpreendendo a todos. os esp)ritos nos atendem. acompanhado de um charuto.1JF 3 &oda ve6 que acontecer esses jogos. "ó não resolvem as quest8es c*rmicas. me tele onou.<uilherme j* contava como certa a vitória e diante da inesperada derrota. #u tamb(m gosto de utebol. . leve na porta de um cemit(rio. voc0 pegue um coco. Respondi prontamente. Mesmo nas banalidades. 3 triste6a. &or1o para o mesmo time do <uilherme.

quando o tele one tocou. &enho muita ( em .marcador do tempo. estou aqui na casa da am)lia do menino e a mãe dele quer alar com voc0. principalmente pelo ato de um capitão3de3terreiro da nossa casa. . #ra amarga. -uvi uma vo6 triste do outro lado do tele one. por avor.nico. mas são o de menor valor. entre os casos de maior e/pressão com o s)mbolo do relógio. -s pais. durante a madrugada. uma ora1ão para meu ilho estar vivo e voltar logo para nosso lar. 'oncentra18es religiosas aconteciam em v*rios pontos para o resgate com vida do garoto. o grande vilão da nossa liberdade. #/plodir e a6er incendiar3se relógio digital só pode ser coisa dele. respons*vel pelo caso. a pol)cia suspeitava de o jovem j* ter sido assassinado. 'ostuma di6er que uma sessão esp)rita ( como um relógio. $a1a. 3 "enhor $ernando. ao se despedir do Pai Maneco em uma consulta. um jovem havia sido seq?estrado e a am)lia entrava em contato com os seq?estradores que e/igiam uma alta soma para solt*3lo.Neonardo. a6er parte do seleto grupo policial anti3seq?estro . o relógio. 3 $ernando.1J1 CAPITULO 34 O PAI MANECO E O REL. "uas histórias com o relógio são muitas. !tendi. Re eria3se. no terreiro. atrav(s do relógio. emocionada. era o nosso valoroso policial. 5aquela noite. $alava. ( o s)mbolo da materialidade para o Pai Maneco. hoje meu capitão3de3terreiro. pediu3lhe.GIO . os ponteiros são os que mais aparecem. Mniciaram3se os contatos e depois. no dia do nosso trabalho. <rupo &igre. 3 <ostaria que o senhor osse me visitar. 1J1 . H* a6ia um m0s.estaco um. claro. tamb(m i6emos ora18es por eles. tanto que queimou a cortina de seu quarto. #le sempre dei/a ortes marcas de sua presen1a. 'ompletou alegre. como não podia ser di erente.eus e sinto dentro que ele est* vivo. pela demora do acerto. 'omo a1o de costume. aos m(diuns. . 5ós. espalhando ogo em volta. da nossa Policia 'ivil. !s manchetes dos jornais locais e nacionais davam destaque ao rumoroso caso. estava pronto para sair. mas respeitosamente. por volta das de6essete horas. estavam em p. sei que o senhor tem hoje um trabalho. o relógio digital na cabeceira da cama do Neonardo e/plodiu. mas demonstrava muita (. # dei/e um sinal para eu saber.

e enquanto recolhia as pe1as do relógio. ouvi o Pai Maneco di6er. e ao abrir a janela e pAr o bra1o para ora. caindo para ora toda sua min+scula e rica m*quina. !pós as palavras de despedidas e ainda di6endo da minha convic1ão quanto ao des echo do drama. um carro parou ao seu lado e o policial reconheceu os suspeitos. !o contr*rio. 5ão est* vendo que ela est* buscando uma esperan1a? # voc0 di6 isso. depois de um m0s. 3 <ra1as a .eus o pesadelo vai acabar. Msso aconteceu no dia seguinte da conversa com a mãe do jovem que. -s seq?estradores at( hoje estão presos. para os bra1os de seus amiliares. a vo6 de prisão oi dada. Mmediatamente. 5a localidade detectada policiais 4 paisana. 2ou embora que tenho que ir ao trabalho.1J= C estranho como as coisas acontecem. dois policiais i6eram a patrulha. #la emocionada respondeu. iquei alegre. 5um deles. deveria ter3me dei/ado triste e penali6ado. seu relógio desmontou. Mas não oi o que me aconteceu. j* conheciam os suspeitos. corriam os postos de gasolina e os seus restaurantes. Respondi e sai. para al)vio de todos voltou. 1J= . Mmediatamente repeti as suas palavras 4 triste mãe. haveria o desencontro. 3 .iga a ela que o ilho est* vivo e amanhã ele voltar* para casa. o policial entrou no carro. porque imediatamente 4quelas tristes palavras da mãe a lita. 9uando iam saindo. 5ão osse o relógio quebrado. pelos primeiros rastreamentos dos tele onemas. re6ar com todos para que isso aconte1a. Minha mulher ralhou indignada. 3 2oc0 ( louco. ! pol)cia. desliguei o tele one. -uvir aquele s+plica de uma mãe que não sabia se seu ilho estava morto ou vivo. o que atrasou a sa)da dos agentes da lei. j* sabia a região em que os seq?estradores estavam. !briu a porta. e por outras dilig0ncias. brincando com os sentimentos dessa mãe. # se ele estiver morto? 3 #le não est* morto. e amanhã vai aparecer.

mandando levantar os bra1os e dei/ar as mãos sobre as pessoas. $oi combinado o ingresso do Hoão Nui6 em nosso grupo. andava e alava com di iculdade. #le dei/ou sair uma gostosa risada. &udo que acontece tem uma e/plica1ão natural e lógica. com grosso bigode. $iquei surpreso.1JB CAPÍTULO 30 ENERGIA PURA #u trabalhava na linha :ardecista usando como onte de trabalho apenas a energia do esp)rito e. mas não vou levar mais o Hoão Nui6 para dar passes. prepotente e an*tico. seu pai e acompanhante permanente. #le icava do meu lado. voc0 que vem aqui todas as semanas não quer icar do meu lado me ajudando a dar passe nos outros? #/pliquei pausadamente para que ele entendesse o convite. "o ria da s)ndrome de . . # oi assim num desses raros clar8es que convidei o Hoão Nui6 para a6er parte na sessão de passes en(rgicos no grupo esp)rita em que trabalhava. $alou solenemente. usava óculos de miopia. Perguntei preocupado. 9uanta pure6aP #ra bom ter o Hoão Nui6 do meu lado. demonstrando ter entendido muito bem o convite ormulado. 3 9uero agradecer a voc0 e todo o grupo pela aten1ão que sempre dispensaram a mim e em especial ao meu ilho. 5a ocasião eu era jovem.Hoão. 1JB . pois não esperava que isso acontecesse. mas pela decisão ainda não e/plicada. #mbora com esses v)cios em alguns momentos a minha mediunidade icava adulta e eu podia vislumbrar situa18es que poderiam proporcionar momentos importantes e de grande repercussão espiritual interior. por isso. 5ossas energias lu)am e os resultados eram ótimos. $oi assim. "ua idade mental era in antil mas o amor que tinha pelo nosso grupo o credenciava a ter tr. completava. . quando os esp)ritos incorporavam e dei/avam suas mensagens de lu6. .o_n. #u não estava inteiramente errado. eu e/plicava a ele como deveria a6er. re utava a magia dentro do espiritismo tradicional. como tamb(m ter icado alegre e satis eito. apenas tinha uma trava no olho. #sse trabalho era dividido em duas partes. 'ostumava di6er que a magia era coisa dos bru/os. aquiesceu com o convite. não sei se no direito ou no esquerdo ou nos dois. uma estatura grande.Hoão Nui6 icava só na primeira parte. 3 Hoão Nui6.nsito livre entre nós.Hoão Nui6 devia ter uns trinta anos de idade. 5ão quero que voc0 entenda errado o que vou di6er. a primeira era p+blica e só para dar os passes en(rgicos e a segunda parte era echado a assistentes. não só por ver meu companheiro de trabalho alegre no meu lado. !ssim oi durante um longo per)odo at( que o Hoão me procurou.

"eu mundo podia ser pequeno ou grande. . -s anos se passaram e eu larguei a roupa comum do espiritismo :ardecista para usar a roupa branca dos umbandistas. 3 2oc0 não imagina quanto bem o Hoão Nui6 tem eito nos trabalhos.ncia do ato. Por ser um homem sem pecados sua vibra1ão ( pura. Hamais poderia imaginar que isso acontecesse com o meu companheiro que aprendi a gostar e admirar. lia na porta um aviso. Mas era imposs)vel dividir isso com algu(m. enquanto pensava. 9uem sabe a desnecessidade de saber as horas e os dias. conceitos e regras sociais. 1JJ . Mas pessoas como o Hoão Nui6 para mim eram indeci r*veis. e quando dele queria sair. . # nessa religião eu encontrei o caminho para compreender o meu antigo amigo Hoão Nui6. 5os dias dos trabalhos a sua e/cita1ão ( tão grande que chega a ter at( mais de duas convuls8es seguidas. 3 2olte ao teu mundo eli6. o seu corpo envelhecia. perigoP Mn estado de pecadoresP 9uando o Hoão me comunicou a decisão o Hoão Nui6 estava junto. a linha m*gica das crian1as 3 os er0s e ibejis. o tornasse mais eli6es do que nós. # por que era vitima das convuls8es? !cho que quando estava saindo de seu mundo m*gico. insond*vel. &entei justi icar a presen1a do Hoão Nui6 no grupo. . 'osme e . mas est* a6endo muito mal a ele.Hoão Nui6 durante os passes transbordava uma alegria incomum. 9uem sabe um dia eu possa entender pessoas como voc0. o seu corpo doente o machucava provocando ataques convulsivos. "eu velho corpo era dirigido por uma mente estagnada. escravos submissos dos hor*rios. não saia. #le se limitava a me olhar e sorrir. 'om certe6a ele era eli6 longe dos perigos mundanos e das tenta18es da carne. pura e.amião. acima de tudo. muito embora não conseguisse avaliar a import. compromissos. #u tinha a capacidade de imaginar as rea18es de uma crian1a. sistemas. mas o seu esp)rito não. de um adolescente ou mesmo de um homem velho. 3 Pode ser.seu pensamento tinha um limite at( onde não pudesse ser atingido pela maldade.1JJ 3 . uma mistura da in antilidade com a maturidade. #ra uma luta que eu não compreendia. ! decisão ( necess*ria. ou simplesmente.que aconteceu? Touve algum problema no grupo? % 5ada aconteceu. 5o seu mundo ningu(m entrava.ei3lhe um abra1o.

chupetas.. !pós a linha a ricana. perguntou se podia a6er um desenho com a pemba. esses cora18es são seus tr0s ilhos. # assim são as crian1as na Umbanda. "eus jeitos graciosos. 3 &io. #le veio. . . $inali6ou. e6 a consulta com um preto3velho. pud(ssemos voltar 4 in . pois ali ningu(m o conhecia.&ião riscou. 3 Porque senão voc0s não conseguem domin*3los. bolinhas. Riscou no chão do terreiro um mapa. demonstrando surpresa. parou na sua rente. 'onvidei3o para vir ao terreiro a6er uma consulta. com a aquisi1ão de v*rias propriedades menores e vi6inhas. &rabalham nos terreiros sempre brincando e a6endo uma alga6arra enorme. . re rigerantes. icou assistindo a chegada das crian1as. bonecos e bonecas. 3 #ste desenho ( tua terra. Recebi um tele onema de um senhor do interior do #stado. eita por v*rios peda1os. di6endo ter sido v)tima de um trabalho espiritual e seu gado estar morrendo. chamamos as crian1as.amião re+ne os esp)ritos er0s. como se osse eito em v*rios peda1os. 1JO . . com certe6a ser)amos meninos prod)gios.1JO CAPITULO 32 AS CRIANÇAS DA UM7ANDA ! linha de 'osme e . !lgu(m perguntou ao 'aboclo !:uan a ra6ão das crian1as icarem sentadas nos terreiros. sem arredar o p( do terreiro. e dentro desenhou tr0s cora18es. en im. 3 &io. e disse. Mmaginem então uma crian1a com sete anos.ncia. carrinhos. gorros. Marcou nele um trecho com a pemba. a6endo curvas. com a e/peri0ncia de v*rias reencarna18es. "entada. nome da entidade. talve6 pelo interesse de assistir os trabalhos at( o seu inal.homem con irmou ter tr0s ilhos. gostam de balas. mais para brincar do que por desrespeito. incorporada na Rita. encantam a todos nos terreiros.&ião. Mais uma ve6 o a6endeiro con irmou que sua a6enda oi ormada. mas t0m que ser controlados pelos dirigentes com muita determina1ão. teus bichinhos estão morrendo porque aqui a *gua est* ruim por causa daquele veneno eio que voc0 joga nas plantas. com a e/peri0ncia que adquirimos na vida. no meio do mapa. para ele. "e hoje. as crian1as que desencarnaram antes dos oito anos. porque normalmente procuram ugir das ordens da hierarquia.homem. Respondeu de orma simples e objetiva. um risco como se identi icasse um rio. tudo que as crian1as da terra realmente gostam.

que agora não pode haver outras incorpora18es. !dverti. a irmando estar sentindo a presen1a de um esp)rito querendo incorporar.ncer na garganta. -utra ocasião. se permitia ou não. "ou e/igente. 3 #u achei na minha carteira uma nota de um dólar. rindo. . veio cumprimentar a hierarquia. em condi18es de dominar. 'ochichando e/pliquei para ele. Hunto comigo estava um pai3de3santo que veio nos visitar. Uma mo1a. eu me dirigia ao cong* para encerrar a gira. perguntei se algu(m tinha um dólar para dar 4 crian1a. com certe6a. 3 #st* certo. Reclamou a crian1a. 3 2A. e aquele.1JQ largando a pemba. 'omo a m(dium era e/periente. 3 #u quero um dólar. 'orreu para o centro do terreiro. Recomendei 4 corrente. austeramente. não era oportuno a qualquer tipo de incorpora1ão.qu0? 2oc0 quer um dólar? Para que voc0 quer um dólar? Perguntei. . # mais ningu(m. pode incorporar. !mea1ou. acusou. quando quisesse. e oi pu/ar o cabelo de uma outra crian1a que passava perto. e sob o olhar de toda a corrente.bom senso me e6 mudar de id(ia. Mn ormou. 1JQ . não sei se vou conseguir. . senão não vou embora. j* com a nota americana na mão. 3 "egure a entidade. batendo palmas. 3 #sta mo1a. iquei em d+vida. Mmediatamente ela jogou3se no chão. olhou para mim e pediu. nos undos da assist0ncia. quando uma m(dium chamou minha aten1ão. 3 5ão. 'onvidei3a para entrar no terreiro e a6er a entrega da nota 4 entidade. !lgu(m disse ter uma nota de de6 dólares. eu quero só um dólar. 3 . quero um dólar.irigindo3me 4 assist0ncia. tem c. tudo tem seu momento. as suas incorpora18es.irigente tem que estar atento para todos os sinais. dona da nota. 3 Mas est* muito orte. sob o riso geral.

1JS #la sentou na rente da crian1a e e6 a entrega da nota. hoje est* completamente curada. a6endo muita esta com o presente ganho. 1JS . claro não pela crian1a. Por sinal. esp)rito. bateu palmas. !t( hoje o pai3de3santo visitante ainda comenta o caso do dólar na linha das crian1as e a orma esperta que teve de tra6er a mo1a ao meio do terreiro para jogar sua vibra1ão em sua doen1a. mas não tenho d+vida que ela teve uma participa1ão muita grande nesta gra1a. o pAs de lado e iniciou uma massagem na garganta da mo1a. e/atamente no lugar da doen1a.

nossos amer)ndios. na linha da capoeira. ( assim que ele ( cultuado. os curumins. segundo di6em. tendo nos caboclos. muito embora eu saiba estar a6endo parte desta massa ignorante. misteriosa e distorcida dentro da Umbanda. $ico em d+vida se quando os arquitetos do espa1o criaram a Umbanda não oram buscar esta maravilhosa linha espiritual na W rica ou. ( uma igura demon)aca. $echa3se o tri. "ua imagem. especi icamente a quimbanda. algumas ainda possuindo chi res e p(s de animal. inclusive as crian1as )ndias. "ão maravilhosos e não são retratados com idelidade nas imagens materiais. se não são assim. a6endo anota18es e gravando toda conversa1ão. 'omo pode saber se não são realmente assim? Mnsistiu a mo1a. !inda não tenho opinião ormada sobre a linha do preto3velho. a igura mandante. !bsurdamente. que tenham desencarnado na idade da inoc0ncia. . Mais do que justo. por ser o )ndio a entidade autenticamente brasileira. #u di6ia que a quimbanda est* subordinada 4 Umbanda.1JG TERCEIRA PARTE QUIM7ANDA CAPITULO 9 !ceitei o convite de uma turma universit*ria de teologia para a6er uma palestra sobre a Umbanda. !s crian1as são esp)ritos de qualquer nacionalidade. con esso. 3 Mas.ngulo da Pode 1JG . inclusive. ( ou não ( o agente do mal? esclarecer? 3 #le ( a entidade mais pol0mica. Um dos alunos e6 uma pergunta. esporte tamb(m brasileiro e com ritual muito semelhante ao da Umbanda. por mim. 3 . 3 # o e/u.senhor di6 7na cren1a popular7. na cren1a popular. atrav(s da vid0ncia. C ela quem e/ecuta os grandes e perigosos trabalhos de magia para combater o mal. baseada em atos e personagens na (poca do descobrimento. 3 C estranha esta or1a da imagem em gesso do e/u. 3 ! Umbanda ( brasileira.. praticado pelos escravos ou descendentes a ricanos. 3 #u conhe1o alguns esp)ritos de e/us.que estar* escondido por tr*s dessas iguras mal eitas e de p(ssimo gosto art)stico? 5ão ser* um proposital engodo espiritual? 9uem sabe para esconder suas verdadeiras identidades? 3 2erdadeiras identidades? Mas quem são eles? . moldada em gesso de cor vermelha. #ram uns trinta alunos. por que são cultuados dessa orma? 2oltou a insistir a esperta universit*ria. indiretamente.

aceitar aro a. eclesi*sticos. outro tipo de esp)rito senão os origin*rios da #uropa. inteiramente de pedra. da maneira mais simples. 5a torre do castelo. caboclos. "abendo serem essas as entidades que comp8em a Umbanda.ela não abro mão e. .melhor ( se esconder atr*s de um comportamento at)pico 4s suas nobres origens. e só pequenas restas oram eitas no alto das paredes. 3 Parece3me lógica a e/plica1ão. 3 Mas. Pode parecer absurdo. o di )cil tema. <osto de alar aos outros as coisas que me acontecem. em vidas anteriores. !o lado da t0nue lu6 das velas. . e ainda receber ordens de um )ndio ou de um escravo. conhecida atrav(s da vid0ncia. mataram nossos )ndios. espontaneamente. .e bra1os abertos. com pesada mesa de madeira tosca. ter aceitado a situa1ão de servi1ais 4queles que. plano reconhecidamente mais grosseiro que a !ruanda de nossos ori/*s. a irmar estar morando no cemit(rio. almirantes. emitia estranhos e inos sons. os nobres. não resta para a quimbanda. #m um castelo. iguras letradas e culturalmente avan1ados. as janelas oram echadas com pedra. qual o motivo? 5ão seria mais lógico se apresentarem como oram em suas vidas anteriores. carregando um tridente. hoje estão relegados ao limite da es era da 9uimbanda.1JE Umbanda. ormando uma enorme sala. melhor perguntando. t)pico daqueles pertencentes ao eudo europeu. mas ( a minha verdade. pre iro dividi3la com os outros. a história de um e/u. pretos e crian1as. tendo como ilumina1ão dois casti1ais de um só vela cada. com um enorme cruci i/o do mesmo cobi1ado material. Parecia viver na solidão. com um capu6 preto cobrindo sua cabe1a. livros se espalhavam sobre a mesa. como o senhor chegou a esta conclusão? !rgumentou. trajando uma surrada roupa. oram seus carrascos. "e os europeus invadiram nosso pa)s. % argumentei. a6eite de dend0. lordes. charuto e cacha1a como o erenda. tentando 1JE . ! torre não tinha paredes internas. mas est* altando mais consist0ncia no tema. um rapa6. provavelmente antes pertencente a um guarda3roupa ino. aos inv(s de escond03la. ou. con orme o senhor acredita? 3 "eria estranho e de di )cil aceita1ão um pr)ncipe apresentar3se em um terreiro de Umbanda. ! lu6 não podia entrar. pr)ncipes. &entei e/plicar. naquele momento. Percebia3se o desgaste causado pelo passar do tempo. 3 5a minha opinião. muito embora no castelo vivessem v*rios servi1ais. !chei oportuno contar. mal cuidado e isolado no meio de uma loresta. vivia um homem branco e corpulento. escravi6aram os a ricanos e cometeram toda esp(cie de mal. 3 Mas. pode isso acontecer? 3 Pode simP C só aceitarmos a evolu1ão do esp)rito atrav(s da reencarna1ão. pois ainda carregava uma grossa e rica corrente de ouro de bom quilate. l* atr*s. dentro de seus resgates c*rmicos podem. mostrando ser aquele homem um estudioso e que algo buscava na literatura.

trabalho no canto 9uando canto desmancho quebranto "ete cordas tem minha viola 2ou na gira de elenco e cartola 2iola ( o tridente 'igarro ( o charuto @ebida ( o mara o "ou "ete da Nira . tenta resgatar os males que carrega em seu carma.#/u Hoão 'aveira contou uma vida passada.ncia.e certa orma. e o mais elegante de todos. desde o motivo da simpatia. bravo. 2eio ao @rasil para resgatar seu carma. por ter ele. não teve nenhuma d+vida em usar o nome do lindo elino.#/u Pantera ( uma surpresa. "e decidisse de uma orma.isse que na Mdade M(dia. oi um iel conselheiro de um senhor eudal. oi o grande cantor brasileiro. Pelas restas da torre. "ó o conhe1o incorporado nos terreiros como o querido mas temido #/u Morcego. com charme e um bom palavreado. at( o local de trabalho. a irmou ser europeu. "abe de mais algum caso? 'onhe1o mais algumas revela18es. #/u Pantera. . . oi sinali6ada alguma coisa em nosso terreiro. especi icamente 4 quimbanda e como tem uma rela1ão direta com o 'aboclo da Pantera.#/u do $ogo contou uma história interessante. apresenta3se com muita eleg. # vale a pena ver a habilidade deste e/u manipulando o ogo. .a) seu nome. Parecia um homem de ino trato. . *gil. e/istem v*rias histórias. aria justi1a a 1OF . . e são interessantes. "eu nome? &amb(m não sei. oi solicitada sua opinião para decidir a questão.#/u S da Nira. para ele.o #/u &ata 'aveira. Por qu0? 5ão sei. agradaria todos os senhores. pelo ponto que ele mesmo ditou. e de outra. Toje ele se considera um bru/o e atrav(s do elemento ogo. segundo a unanimidade dos terreiros a irma. ! mim. trans igurado na i/a1ão de atingir um poder que não lhe pertencia. -bservou outro universit*rio. e esta coloca1ão do e/u ( interessante. por serem os nomes escolhidos. um animal esperto.isse que atrav(s do ogo e/ecuta seus trabalhos de caridade. 'riada uma situa1ão no eudo de di )cil solu1ão. ! id(ia e as ra68es eram da estranha igura. 3 &enho alguma no1ão da Umbanda. ele disse ter sido coveiro. e grande admirador da pantera. entravam e saiam voando v*rios morcegos com os quais ele procurava inspira1ão e or1a para atingir sua conquista. $rancisco !lves.errubo inimigo Ponteiro de a1o . . . "eu nome d* a entender ser um espirito violento. "ou e/u. #le contou sua história. bem ao contr*rio. no tempo da Mnquisi1ão. mas. agrupando3se 4 Umbanda. .1OF descobrir o segredo da levita1ão. condenado v*rias pessoas para serem queimadas em ogueiras com a pecha de bru/os.

igin> Ravana para o hindu> os escandinavos de chamavam !6aloc:. se necess*rio. !hP meu irmão de longa caminhada. ganhou um carma enorme. um dos pouco que nenhuma pergunta e6. inquirir. voc0 seria tamb(m a assustadora serpente. #ra o momento certo. bateu em meu ombro e disse. a distor1ão da igura do e/u seria o tema pre erido dos universit*rios e por isso levei umas cópias de um te/to eito pelo !ndir de "ou6a. quando um outro universit*rio. pelo sil0ncio. percebi.ncia do seu princ)pio at( nossos dias. por(m. Para ganhar a simpatia do lado orte.. voc0 era . que est* resgatando nos terreiros da Umbanda.eus da Nu6 e "erenidade> voc0 era a liga1ão entre o homem e a mente..te/to ala assim. oi ao tema. Y$alar de e/u não ( uma *cil tare a. pelo respeito e aten1ão que tiveram para comigo. esp)rito angustiado e vingadorP.1O1 todos os moradores desa ortunados do lugar.eus do amor e da cria1ão.nio. procurar sua origem e sua inalidade ( o direito de quem quer aprender.. a morada de -s)ris que ( o . uma guardião que castigava. onde retrata muito bem a olclórica igura dos e/us.e !dão e #va proli erou a humanidade e. que punia para. depois de punido. esp)rito tenebroso. porque sempre acontece. Para os en)cios. T* uma nuvem cobrindo a dist. que em nenhum momento e/pressou. #m cada povo uma personalidade e uma vibra1ão di erente. .uet. decidiu pela primeira hipótese. mesmo contrariando a sua vontade. 'omo eu imaginava.. 3 5ão agrade1a o respeito e aten1ão para sua pessoa. os seus deuses.para o eg)pcio. seu medo e sua curiosidade. pois o livre arb)trio nos d* o direito de optar. -lhando para a turma. pesquisar. para encerrar a palestra. voc0 oi Moloc:. com ela. voc0 tamb(m era &i on ou !prites> a 'hina milenar te deu o nome de . eras uma serpente que introdu6iu o primeiro pecado no seio da humanidade> eras o agente mas não o mal. 5esta caminhada lenta da humanidade ganhastes muitas ormas e ostes bati6ados com in+meros nomes. cujo interior era uma ornalha ardente onde os seus seguidores depositavam suas o erendas> para a P(rsia de Doroastro. Por causa disso. !gradeci a todos. ter atra)do a aten1ão de todos para essa revela1ão. atendias pelo nome de !rim.. no Hardim do Cden.. 5o #gito. ser entregue para o . Para MoUs(s voc0 oi a bengala que apoiava o corpo nas at)dicas andan1as mas. . e me preparava para sair. 1O1 .

5ós só conhec)amos o catolicismo como religião dominante. um anjo rebelde. não era mais que uma energia. . assim icou. N+ci er.. h* sim. e icaria assim se ao lado da religião não e/istisse a história. 'ausa3nos revolta v03lo assim des iguradoP ! in . Pelo pincel do pintor ou o ormão do escultor...ivinasP.... "abemos que o )ndio e o negro não conheciam um rival de . 'air( ( um antasma que aparece na lua cheia para punir os maus> 'atiti ( outro. $or1am3nos a pensar que voc0 ( o e/ecutor por(m. programando o subconsciente da pobre humanidade. na pia batismal. 'omo monstro.diabo ( um rival de . !t( 1EGJ anos atr*s.. na metamor ose dos interesses de uma religião que amedronta e não esclarece. &entou 'aim e promoveu o assassinato de !bel> tentou Hesus.mia e o mau gosto do artista que te e6 um agregado de homem e animal. ( uma a ronta ao próprio 'riadorP !hP meu amigo. uma vibra1ão.hebreu te deu novas ormas e. voc0 com m+ltiplas un18es e personalidades. o doutor.1O= Para o nosso )ndio brasileiro. !t( então.. uma or1a. nada mais ( que o re le/o. diabo. um "atan*s. padre era s*bio. "atan*s e als*rio que tentou #va e perdeu !dão. no monte e levou Hudas 4 trai1ão. como um homem. só vis)vel na lua nova e atrapalha a pesca. 1O= . voc0 era visto e sincreti6ado como Para o mau artista. ! tua imagem hoje. a e/teriori6a1ão de consci0ncias mal orjadas. com longos cornos e p(s caprinos. .. não ( a causa nem e eito> ( sim um elemento. te i6eram um monstro.. guerreiro.. voc0 atendia por v*rios nomes e v*rias atua18es. uma grotesca obra. 5ão h* um concorrente das Neis . "ão dois mil anos que o padre vem te projetando. demAnio. um diabo. Hurupari ( o mau esp)rito que tra6 pesadelo> 'uruganga o icia como assombra1ão. Hesus não cedeu 4 sua tenta1ão. #le a irmou que e/u era o diabo e assim se propagou....eus. "er* isso ou não?. prova eloq?ente do direito de optar> respeito sagrado ao livre arb)trio do homem.eus. recebestes os nomes. o mentor en im. voc0 de endia com maior e ic*cia os interesses econAmicos de seu criador. que serve de acordo com a vontade do pedinte ou a licen1a do patrão.

contudo.. com p(s caprinos e barbas em pontas. dos montes.bugre e o negro não conheciam esta igura hebraica. o intermedi*rio. orientando. um -ri/*. tão mesquinho que se venda por alguns bicos de vela? "er* isso um rival de . #/u3&ameta. ..bugre conhecia o 'aissor(. o policial. um guardião. . "enhores. guampudos. dentre agressivos.eva.. estão a servi1o de seres superiores. #/u3!d(. por(m. o homem pode amans*3los. olhos saltados.. !nhang*.mia.. criou tamb(m.. um -ri/* que rege o plano 'ósmico mas. a minha disserta1ão talve6 não seja erudita. 'urupira. sab03lo3ia o bugre dispondo de uma mitologia in erior?. puramente a ricano.. indecente.eva. Um diabo. das pedras. . por isso mesmo. o Princ)pio e o $imP Para cada elemento #N# criou uma or1a dominante.. aos quais obedecem e servem sem contestar.. 5ão tinham uma no1ão semelhante. #/u3Mb0. #/u da Rua. #ntendemos que o diabo nos ludibriouP.negro não servia a interesses inanceiros> perante . o #XU. -/al*. que atua em harmonia com seu gerente ou seja... da encru6ilhada. servindo de intermedi*rio entre o -ri/* e o homem..eus não e/iste rival. #/u3<elu. rid)culaP. o . um disparate. Memanj*. pregada e propagada aos quatro cantos do mundo pelos padres e seus disc)pulos.eus?. #/u3@ara. do chão.. das estradas longas.1OB uma corte de seres in eriores que. o -ri/* Menor. aquele grupo de demAnios avermelhados. alsa. ( um mensageiro.. velhaca. o guarda. 5a magia do negro. não ( #X`P !quilo ( uma concep1ão prim*ria. ( honesta e eu a irmo. #ste pretenso rei ser* tão porco. uma o ensa ao . N* no alto est* a #nergia 'ósmica. entidades que se tornam pesadelos. o -ri/*. #/u3-d(. um "atan*s?. -/óssi e outros> no plano intermedi*rio. tão inteligente..ivino 'riadorP 5ão podemos aceitar essa assimila1ãoP 1OB . do terreiro. 'uruganga. o mo1o de recado que vive na rua.. mórbida. 9uem amea1aria o diabo?. -gum. C uma agressão 4 nossa intelig0ncia> uma in . dando3lhes pequenas o erendas. #/u ( um . #/u3@aru. . #/u3Mbanan.negro não sabia que era o diabo. um encarregado.. do escuro. #/u3Mtat*.. #N# ( a 'ria1ão... este. que dão maus sonhos e que estorvam a pesca e a ca1a.

tentando introdu6ir uma imagem condi6ente com o altru)stico trabalho desses incans*veis irmãos #X`". não ( nada dissoP.. não ( o !rimam do babilAnio. não ( o @ar* do negro.eus. 1OJ . #ste demAnio besti icado não a6 parte deste PanteonP Por .1OJ #ste demAnio hebreu não ( o Plutão do grego. sem dec0ncia ou respeito pelo belo. não o . não ( o &i on do eg)pcio. não ( o 'aissor( do bugre.igin do chin0s.. só pode ser ruto do interesse econAmico de escritores mal in ormados. !qui dou meus aplausos 4queles escritores que tiveram a honrade6 de procurar um novo sincretismo. não ( o Ravana do hindu.

continuou patrulhando o terreiro.Pai Maneco. uma eia lagarta. todo espalha atoso.1OO CAPITULO 2 O NOME TRANCA RUAS . 3 "abe por que o meu nome ( &ranca Ruas? 3 #stava. muito menos. e/u j* oi lagarta. 3 5a rua vive o homem sem lar> na rua vive o b0bado> a rua ( o escritório do ladrão> na rua e/iste a droga e o v)cio> na rua est* o desamparado> na rua vive a meretri6> na rua anda o desesperado> a rua ( habitada por todo tipo de marginal. 3 Meu ilho. 2oltou 4 carga o insolente. disse. o senhor não ( assim. 3 Por que di6em negativo e positivo? "e a quimbanda ( negativa. . 3 ! linda borboleta j* oi antes da clausura. !cho um nome estranho. C o encontro per eito do negativo e do positivo. a quimbanda hoje ( seu casulo. 'ompletou. quando questionado com pergunta semelhante. $inali6ou. 5ão ( o que vejo e. praticando tanto o bem como mal. com seu cambone ao lado. carregando entre os dedos uma cigarrilha.#/u &ranca Ruas das !lmas. "e voc0 tirar o negativo.mpada. a6 do e/u uma entidade violenta. o problema não ( meu. demonstrando assombro. !lgu(m perguntou ao #/u &ranca Ruas se ele tamb(m a6 o mal. 2oc0 acha que sou burro? 3 Mas di6em que. como pode ajudar? 3 2oc0s perguntam muito e pouco sabem. Parou na rente de um homem. -lhe aquela l. e logo poder* voar e a todos encantar. #u tranco toda essa in elicidade. e perguntou. 5ão posso concordar com isso. . encerrando a questão. proibido de vir na Umbanda. e. sem esperar resposta. Respondeu o homem. ela se apaga. em outros terreiros. o altar sagrado deve ser apagado e echado. iluminando este lugar e a todos nós. mal3humorado. 1OO . estava andando no terreiro. pensando em lhe a6er esta pergunta. a6 quinhentos anos que desencarnei e ainda venho nos terreiros ag?entar voc0s para ganhar minha evolu1ão espiritual. di6em ainda. que a lu6 das velas do cong* lhe a6 mal e por isso. #sclareceu e. 3 "e usam meu nome e o aceitam.lado olclórico da Umbanda. o que eles a6em. neste momento.

at( que. rumando ao santu*rio dos mortos. sem se importar com que ensinei. sem nenhuma surpresa pela rea1ão. estava passando momentos di )ceis. me a6er um pedido desses. $oi quando me lembrei que sua cama pertencia 4 uma das tias que estava enterrada no t+mulo que a Redda estava cuidando. reclamando.1OQ CAPÍTULO 3 UM CASO QUE N1O < PARA EDU 5o automóvel. ui surpreendido com um pedido da Redda. diante de estar de inhando a olhos vistos. parando em v*rias sepulturas. igual borboleta nas lores. #la oi. deve. % e/pressou. pacientemente. em hor*rio de almo1o. #la. depositou o ramalhete de lores e come1ou a ajeitar os demais en eites. preocupando a todos. 1OQ . num dia comum da semana. com a ponta do dedo m(dio bater no chão tr0s ve6es e pedir licen1a para o #/u 'aveira> dar tr0s passos. dei meia volta. ( o esp)rito da mulher que morreu na cama que ela dorme. sem ter tido sucesso na medicina tradicional. no ja6igo da am)lia dela. dei/ados por outros amiliares. . ela comprou umas lores e est*vamos entrando pelo portão principal. 3 $a1a isso voc0.escemos. uma amiliar nossa. # isso nos preocupava. . dispensar toda aten1ão 4 sua jovem am)lia. e retrucou. não me e6 hesitar. !tendi seu pedido. 3 2oc0. al(m de não poder. indo apressadamente para casa. na entrada. por ter entendido ter sido seu pedido mais uma inspira1ão do que uma vontade. só para alar com voc0. #nsinei. a6er a sauda1ão ao #/u &ranca Ruas das !lmas e a todo povo do cemit(rio. nem levar lores para nenhum morto. #stava mal. para variar. quando adverti. pela doen1a. Is ve6es a1o coisas estranhas. continuou andando. $oi quando senti a presen1a orte do #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 #stou com vontade de ir visitar o cemit(rio. pelo inesperado surgimento de incomoda depressão. toda amorosa. 3 &enho que pu/ar tua mulher para c*. !quela pessoa doente est* com um encosto. . sabendo que o trabalho pro issional nos aguardava. e era uma pessoa e/tremamente apegada 4s suas coisas. #sses são os sinais que devem ser observados. cumprimentar seu -mulum> mais tr0s passos.e ato. por nós dois.histórico de nunca ter demonstrado desejo de ir visitar o cemit(rio.

pode a6er o mal? 5ão acreditoP # ele tem outras histórias. um amiliar apenas desorientado. talve6 a dos pretos. 1OS .1OS 3 # por que o senhor não a tirou de l*? Resmunguei. 3 "eu burroP #sse tipo de esp)rito. de orma delicada. não deve jamais ser levado por e/u. #sp)rito que a6 isso. em orma de cobran1a. C trabalho para uma linha mais suave. inteligente e cuidadosa. cheias de moral.

. &anto os e/us. 3 Ponham essa mulher para apontando a porta da sa)da. 9uero que voc0s a1am ele largar a esposa para icar só comigo.#/u &iriri. 3 #/u. oi ao lugar indicado. ela vai icar livre. #la pediu.que voc0 quer? 3 C que estou apai/onada por um homem casado. eu tenho uma casa alugada por pre1o muito barato. . "er* que o senhor pode tirar de l* aquela am)lia. <ritou. Mas achei melhor pedir tua presen1a. #le levantou3se.1OG CAPITULO 4 CONSULTAS DOS EDUS ! gira estava se desenvolvendo num clima tranq?ilo. estavam dando suas consultas. icou olhando i/amente para a mulher. quando ele oi interrompido por um capitão3de3terreiro. perguntou. "ão pequenas amostras das consultas dos e/us.#/u &iriri. para eu poder alugar por um pre1o melhor? . 5ão são maravilhosos? 1OG . uma entidade de elevada hierarquia no plano espiritual. estava atendendo uma pessoa. tendo um caso amoroso com ele. . #st* solicitando sua presen1a. . Mas antes tenho que achar uma casa melhor e mais barata para a am)lia que est* morando em tua casa. inclusive o #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 . "entenciou. uma mulher j* madura.e/u chamou um capitão do terreiro. uma pomba3gira est* com um problema numa consulta. como as pombas3giras. 3 Posso sim. 3 . esta mulher est* me a6endo um pedido que não gosto. ora do meu terreiro. incorporado em um m(dium.que est* acontecendo? 3 &ranca.epois disso.e/u olhando para a consulente. 3 #/u &ranca Ruas. e sei que voc0 tamb(m não. e perguntou. e não hesitou.

mas. Preveni. #le era grande. 3 5ão vou mais ao cemit(rio. iluminavam o terreiro. #m (pocas anteriores. e na outra ele. )amos em um cemit(rio perto do terreiro. por respeito. #m uma gira eu incorporava. #sperar o sol nascer dentro do terreiro era bem melhor que ir no cemit(rio. !queles que amanhã precisarem trabalhar cedo estão dispensados. para minha elicidade. &odos de branco. 1OE . jamais ia di6er isso para o e/u. e ingia não nos ver. ! gira continuou orte e em alguns momentos e/igindo muita aten1ão minha para que não se desorgani6asse. H* não tinha mais idade para isso. segundo in orma18es. acend)amos velas nas sepulturas e a6)amos entregas. alguidar com aro a e a6eite de dend0. ir)amos ver o sol nascer de qualquer jeito . # oi nisso que estava pensando. mais uma ve6. Pedi sua autori6a1ão para comunicar 4 corrente a sua decisão de ir ao cemit(rio. brancas e pretas. 3 . ! certa altura. havia sido v)tima de um trabalho de magia mal intencionado. nossa entidade comum.#/u &ranca Ruas avisou que ele não vai mais ao cemit(rio. 3 !ten1ão. mas icaremos aqui at( o sol nascer. talve6 at( gostasse. charutos e mais alguns elementos. Meia hora depois do aviso da decisão do e/u. principalmente o espiritual. trabalhavam em cima do trabalho. hoje quero ir para a calunga. avisou. mara o. o poderoso e/u me chamou. "e não osse a hora avan1ada que terminava.1OE CAPITULO 0 ESPÍRITO N1O 7RINCA Meu pai3de3santo Nui6 <olini trabalhava comigo no terreiro. 'hamei a aten1ão da corrente. Meia hora depois. !s velas vermelhas. o e/u.e/u &ranca Ruas das !lmas avisou que hoje um grupo nosso dever* a6er a entrega do trabalho dentro do cemit(rio. durante a madrugada. . ele chegou perto de mim e alou. a6endo um trabalho no meio do terreiro. itas. pois. a correnteP . mas vou icar incorporado at( o sol nascer. pelo que se via. 3 Meu ilho. mas ir para a calunga me cansava. #m uma dessas giras. com quem eu divida as incorpora18es do #/u &ranca Ruas das !lmas. $iquei eli6 com a not)cia. #ra para ajudar uma pessoa que estava passando muito mal e. eu estava comandando e ele estava incorporado com o e/u. mais uma ve6. acesas no ponto riscado.guardião icou nosso amigo. 5unca reclamei por e/cesso de trabalho. quando era necess*rio. . chegou perto e. com certe6a. -utros e/us e muitas pombas3gira.

5o instante que ui comunicado ter que ir ao cemit(rio. local da vibra1ão dessa alange espiritual. 1QF .1QF 3 2ou subir. o amoso e/u disse. podendo ser ela encerrada. aceitaram e assumiram o trabalho. que o esp)rito est* brincando. o #/u &ranca Ruas das !lmas teria que esperar a vinda da poderosa alange. 5esse caso. a intelig0ncia das entidades. 4s ve6es. 'om o charuto em uma mão e o copo de bebida na outra. 3 Meu ilho. nem que osse at( o sol nascer. com certe6a o #/u &ranca Ruas oi comunicado que eles viriam busc*3la no próprio terreiro. Msso di icilmente acontece.povo do cemit(rio veio buscar o trabalho aqui no terreiro. #les vieram antes. a entrega deveria ser eita no cemit(rio. o ponto era para chamar o povo do cemit(rio para assumir o trabalho. "eria uma grande surpresa se tudo tivesse sido apenas uma brincadeira. mas no undo sempre e/iste uma ra6ão. não havendo mais ra6ão da sua presen1a no terreiro. ! e/plica1ão do #/u <ira Mundo deu sentido a tudo. se bem que nunca tinha visto esse a6er isso. "e eles vinham no terreiro. incorporado com o #/u <ira Mundo. depois voc0 pode encerrar o trabalho e pode descarregar o ponto. Pode parecer. não precisando ser no cemit(rio. o terreiro de voc0s est* de parab(nsP . nem da continuidade da gira. ou brincando. 4s ve6es. Um pai3de3santo amigo meu estava participando da gira. 5ós ( que não alcan1amos. Pensei que o e/u estivesse nos testando.

. destacava3se o corpan6il do $onseca. mesmo dono desse corpan6il. &alve6 por isso sua dor na coluna se agravava. quis dei/*3lo constrangido. icou por uns instantes olhando3o i/amente dei/ando sem jeito o m(dium. !o inv(s de demonstrar constrangimento. alante e inteligente. entrela1ando os magros bra1os com o gordo 1Q1 . !proveitando3se de um momento que o #/u &ranca Ruas das !lmas levantou de seu toco apro/imou3se dele o Hos( Maria. 3 #/u &ranca Ruas. 3 . a ponto de arrancar aplausos da corrente. !pontando para sua saliente igura. !pesar disso. antes de dar a abertura na gira. . que incorporou no Pai Nui6 de -gum. ser* que o senhor poderia dar um jeito em minha coluna? #la dói muito. soltou um largo sorriso. como li1ão 4 sua petul. 'omo sou daqueles que pre ere correr o risco de perder um amigo em troca de uma boa piada. icava por mais de quatro horas dan1ando e cantando.1Q1 CAPÍTULO 2 O FONSECA 'omo sempre a1o. 2oltei3me para o cong* decepcionado com a minha racassada tentativa e dei in)cio aos trabalhos da noite. o pai3de3santo que me preparou dentro da lei da Umbanda para e/ercer esse honroso grau dentro da nossa religião. daqueles que a6 uma pergunta levantando meia sobrancelha moldurando um olhar irme e penetrante. indiquei a todos. deu3lhe as costas e. uma engira de quimbanda.everia pesar naquela (poca uns sessenta quilos. ele ( uma pessoa bastante inteligente e agrad*vel. al(m de incorporar os esp)ritos.$onsecaP #le não tinha jeito. bem apessoado. Tomem alto. 5o meio dela. 3 &emos o pra6er de hoje ter entre nós um grande espiritualista. Parando 4 sua rente diante de toda a corrente e das prov*veis tre6entas pessoas da assist0ncia. um m(dium de nossa corrente que pesava cento e quarenta quilos e. o saudei. 9uei/ou3se.ncia e a boba satis a1ão. com os bra1os cru6ados e uma cigarrilha entre os dedos. levantou3se e saudou a todos os presentes. dei/ando um sorriso maroto de canto da boca como se osse o deleite do guerreiro vitorioso. 'hamei a entidade che e o poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas.Nui6 ( um homem magro. Pu/ou3o para perto de si. 'om os olhos i/os no Hos( Maria. entendido da linguagem esot(rica e dos segredos da magia. passo os olhos pela assist0ncia para ver se est* tudo em ordem. cabeludo e vasto bigode.

#ntreguei3lhe uma vela branca. vi coisas incr)veis. não me impressionou. a inal a parede era de madeira. ontem 4 noite. este ( um amigo meu.ato da vela. procurei ver se o $onseca estava assistindo a cena. com uma simples pressão ter grudado na parede.Pai Nui6 e eu trabalh*vamos % e ainda trabalhamos. o senhor vai queimar o terreiro. com a mesma entidade. e algum guindaste depositar sobre suas costas um peso igual ao do Hos( Maria. Pela orma1ão da terceira energia essa entidade modi ica3se sem perder sua ess0ncia. #n im. Pedimos licen1a e sa)mos. encostando3a acesa na parede. como j* alei. alou. levantou3o. . quando incorporado em mim ou nele. que vem só para buscar um a/( do senhor. . o que eu j* esperava. dei/ou3a como se estivesse pregada. 5o dia seguinte o $onseca oi me visitar. me d0 uma vela. e saiu com ele andando pelo terreiro. cuidar da vela. ele ser* esmagado. 3 Msso quer di6er que voc0 gostou da gira. #u tamb(m não tirava os olhos da chama da vela para ver se não queimava a madeira. 3 Meu Pai. inclinou3se. Pediu o #/u. Mas iquei preocupado. costas com costas. não dei muita import. 3 Meu ilho. # ele queria trocar id(ias sobre a gira e o que viu. 5aquela noite não incorporei nenhum esp)rito só para. &omando a iniciativa da conversa. #u imagino que se o Pai Nui6 icar na mesma posi1ão. #le estava. o ort)ssimo #/u &ranca Ruas das !lmas. mas iquei eli6 porque passou a dor da coluna do Hos( Maria. 3 2oc0 acha que vou a6er isso? #nquanto ele alava. j* acostumado com esses enAmenos.e orma mansa e delicada para não contrariar o #/u. o $onseca icava só olhando assustado para a vela grudada na parede. a vela não caiu e o ogo nem chamuscou a parede. #m todo caso eu.ncia ao ato. 'onvidei3o para ir conversar com o #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 Meu Pai. de minuto a minuto. ele acendeu3a e. C teoricamente imposs)vel o que v)amos no terreiro. 'urioso. #m mim ele torna3se mais cerimonioso e com o Pai Nui6 mais e/ibido. alei. 3 Realmente. 1Q= . .1Q= Hos( Maria.

. 3 !cenda. ! irmou o $onseca. a levita1ão unciona assim. #/pliquei. 5ão vejo isso como magia. #le chamando seu cambono. 'ontei algumas passagens do #/u &ranca Ruas das !lmas.$onseca estava di erente. para esconder seu assombro. $ugindo do seu estilo. a6endo3me de desentendido. ! grande magia voc0 não reparou. 3 . $oi quando ele estava no meio do terreiro manipulando os elementos da terra para criar um campo de or1a para eliminar uma energia negativa que estava prejudicando aquela am)lia sentada na sua rente. 3 <ostei da Umbanda.e/u pegou a pemba. 2ou voltar outras ve6es. 3 &em lógica. despedindo3se. 3 !queles atos di erentes. &entou e/plicar. .cambono naquele momento estava distra)do. 5os trabalhos de e eitos )sicos. 1QB . !penas não sei. incorporado comigo. $alei categoricamente. principalmente uma que achei muita gra1a. . tamb(m a6 essas coisas? 3 9ue coisas? $alei. encostou na ponta da cigarrilha apagada e devolveu3a para o cambono depois de ter acendido a cigarrilha no colorido peda1o de gi6 e j* estar dando boas ba oradas. !s entidades não costumam brincar e o ato dele ter criado essa situa1ão deve ser por alguma ra6ão que oge ao nosso entendimento. recriminando sua alta de observa1ão. . não discutia e muito menos tentava impor os seus conhecimentos. e tinha ganho de um consulente uma cigarrilha.ei/o essa parte por conta deles. ou dei/ar o Hos( Maria mais leve. e entendeu que ele tinha pedido uma pemba. # o #/u quando incorpora em voc0.#/u estava incorporado em mim. #sclareci. entregou3lhe a cigarrilha e ordenou. 2oc0 sabe como ele e6 para grudar a vela na parede e acender uma cigarrilha com uma pemba? 3 5ão sei qual oi o processo e nem tenho necessidade de sab03lo. 3 'omo ( poss)vel um m(dium ran6ino como o Pai Nui6 pAr nas costas um homem daquele peso e ainda sair andando um bom tempo pelo terreiro? C por essas coisas que a Umbanda ( considerada cheia de magia? 3 #le deve ter usado a energia dos m(diuns para dei/ar seu cavalo mais orte.1QB 3 <ostei. 'uidadosamente entregou a ele uma pemba vermelha.

eu j* tinha dois ilhos e mantinha a am)lia 4 custa de meu trabalho. #stava procurando argumentos para sensibili6*3lo. !s orelhas estavam cobertas pelos cabelos. !proveite essa ben1ão. 3 5ão gosto dele. Protestou. #u observava o jovem. 'om essa idade. #le estava destoando da minha ina poltrona cl*ssica. dava para ver dois brincos prateados. 5ari6 bem eito. Respondeu secamente. e ele não me entende. Reclamava dei/ando transbordar revolta.1QJ CAPÍTULO 4 MONTE DOS DROGADOS #m minha casa ouvia pacientemente um jovem e/travasar todos os seus recalques. Nembrei que iquei ór ão. e at( hoje amargo não ter tido um. . o mesmo do apóstolo. a sua te6 morena e os seus cabelos eram longos e ca)dos sobre os ombros. Nucas.meu morreu quando era crian1a. o protege e prov(m. 3 2oc0 não pode imaginar o que ( ser criado sem um pai. !o pai cabe todas as tare as di )ceis. 3 2oc0 trabalha? 5ão. "eu nome era Nucas. mas se isso acontecer não vai me a6er nenhuma alta. 3 5ão quero que ele morra. #ra corpulento. C ele quem educa o ilho. ele est* ao teu lado. Uma camiseta justa e sem mangas dei/avam 4 mostra seus bra1os ortes onde se via uma enorme tatuagem de um dragão. 'ontinuei paciente. mantendo sempre as sobrancelhas cerradas. 3 9uantos anos voc0 tem? 3 2inte e tr0s. al(m mil e tantas outras tare as de sua responsabilidade. "ua e/pressão irradiava ódio. Perguntei. 5a sua opinião o seu pai era o culpado pela sua vida desastrada. @om ou ruim. só estudo. com on6e anos. Usava uma cal1a jeans e uma bota marrom. com uma enorme boca e dentes corretos. 'omo os ilhos são injustos. Menino ele não era mais. 3 9uem paga os teus estudos? 1QJ . "omos di erentes. mas quando os alisava.

3 &oma o ca ( da manha de gravata. Mas por que voc0 pergunta? 5ão dei oportunidade para ele re letir. 3 #u não conhe1o teu pai. comia e dormia na casa dele. 'omo ele (? Perguntei para descontrair. 5ão gostava do pai. . mas ao mesmo tempo não o aceita como ele (.Nucas icou calado e por alguns momentos pensativo. e o respeito m+tuo deveria prevalecer. "empre gostei de conversar com os jovens mostrando a m*/ima sinceridade. por isso estou aqui. 'omo posso ajudar voc0? 3 #u acho que meu pai est* perturbado.Nucas me con undiu. 3 2oc0 mora so6inho? 3 5ão. 2oc0 quer que teu pai te aceite do jeito que voc0 se veste e pensa. 1QO . $alei delicada e paternalmente. Respondeu com a revolta inicial. -rientei bem como ele deveria alar com a entidade. !gi dessa orma.o que? #le era um n(scio desajustado e ingrato. eu tenho um problema. . # ainda reclamava? . Re reei esse sentimento por ter sido procurado pelo Nucas como pai3de3santo. era um p(ssimo estudante e jogava ora o dinheiro dele . &em momentos que corremos o risco de sermos injustos. # uma das tare as do dirigente espiritual ( ajudar os outros sem julgamentos. não sei o que voc0 quer de mim. não gosta de musica e briga comigo sempre que pode. 3 #u espero que XangA te a1a mais justo. Minhas palavras surtirem e eito. 5ão sei at( que ponto entendo os jovens. "e ( ajuda espiritual que voc0 est* buscando preciso que voc0 v* no terreiro alar com a entidade. mas eu j* estava do lado do injusti1ado pai. #stou pedindo para voc0 alar com os esp)ritos para ver se eles podem resolver esse problema.. 3 #/u.uas ve6es. !jeitei para ele uma consulta com o #/u &ranca Ruas das !lmas. o que me dei/ou satis eito. H* sentado diante do poderoso e/u ele come1ou a e/plicar. vivia da mesada. 3 5a verdade. moro com meus pais. cada um vivendo o seu mundo. 2oc0s são gera18es di erentes. 3 2oc0 j* repetiu ano da escola? . #ngatei outra pergunta..1QO 3 Meu pai.

Nucas j* estava sentado diante de v*rias velas. meu cavalo e teus amigos. 9uando desencarnam. obedecendo um processo natural. pois quando se concentram elas aumentam a lesão cerebral. 2oc0 ( um idiota que uma maconha. Puro engano.Nucas arregalou os olhos. das bebidas. . . do ponto riscado e de outros elementos como ponteiro.Nucas icou sensibili6ado. sentado em seu toco. 3 ! droga e o *lcool. "eu estado geral e/igia socorro. #ssa porcaria da tua cabe1a j* esta quase destru)da. "em nada di6er.1QQ . 3 2oc0 pode enganar os teus pais.e/u determinou. $alar com o #/u &ranca Ruas das !lmas não ( *cil. . $alou no seu estilo. 3 2* para o meio do terreiro que vou a6er uma s(rie de trabalhos. 3 "e não interromper esse vicio imediatamente quando voc0 desencarnar poder* ser atra)do para o monte dos drogados. -uviu uma amea1a assustadora. $oi descoberto.esp)rito interrompeu. !lgumas entidades incorporadas em seus m(diuns trabalhavam com o Nucas. come cogumelo eito um animal e se droga com req?0ncia. -bedecendo o princ)pio que não e/iste retrocesso espiritual. todas essas m*culas retornam ao lugar de onde sa)ram. enquanto o e/u &ranca Ruas das !lmas. mas a mim não. imã e io de cobre. icou ouvindo o e/u alar. e muitos deles icam inertes. amontoados em um tipo de vala. não gosto de ir l*. criando larvas circulantes dentro da aura do viciado. mesmo eu. "ua marcante presen1a a6 dos consulentes presas *ceis. @albuciou o Nucas. 1QQ . !pesar da assist0ncia e cuidados dos esp)ritos obreiros preparados para atenderem esse tipo de doen1a podem icar animali6ados durante um estagio que na medi1ão do tempo da terra pode durar centenas de anos. . 3 5ão entendi.lugar ( escuro e. . 2oc0 não gosta do teu pai porque ele sabe disso e não te d* dinheiro para voc0 se corromper. #/plicou pacientemente o e/u. no c(rebro da pessoa. a6endo o esp)rito perder seu livre arb)trio. voc0s imaginam que o esp)rito do desencarnado permanece igual ao estado que mantinha quando ainda encarnado. #m prantos concordava com todas as revela18es do e/u. 3 'onte3me as besteiras que voc0 e6. e/plicava aos cambones o que era o monte dos drogados. provocam les8es cerebrais que se espalham pelo perisp)rito. ou seja. come1ando hoje.

era parecido com isso com algumas di eren1as. alem com o melhor amigo de voc0s. 3 2oc0s devem ter a lembran1a daquelas otogra ias divulgadas após a guerra dos campo de concentra1ão dos na6istas. ormando um quadro inesquec)vel da maldade humana. amontoando3se uns sobre os outros. # tudo isso com terno. mas não sarou. -s corpos eram jogados em valas. -s corpos estavam de ormados.epois de encerrado o trabalho eu relatava 4s pessoas que ouviram a e/plica1ão do e/u sobre as vis8es que eu como m(dium gravei sobre o que o e/u chamou de o monte dos drogados. enquanto o e/u alava.relacionamento com seu pai oi normali6ado. "ua incapacidade mental o obrigou a abandonar os estudos. esquel(ticos e se moviam como vermes "uas mãos estavam sempre buscando algo como se osse um socorro para sair daquele dantesco in erno e. 9uem pode ensin*3los? -ra. quer dando % como todo pai a6. . 3 Procurem saber o que ( e porque e/iste no espa1o o monte dos drogados. gravata e trabalho. principalmente porque ele ( hoje.Nucas melhorou. quer provendo suas necessidades. 9uando tenho oportunidade aconselho os jovens. como oi outrora. 1QS . Toje se droga para suavi6ar a necessidade. o seu sustent*culo.1QS . . ! depend0ncia das drogas oi mais orte que sua vontade. e sua idiotice o tornou incapa6 para o trabalho.que eu vi. seus pais. tudo isso. . sob uma t0nue lu6 avermelhada. o seu amor.

&alve6 por isso. 3 'laro. terei imenso pra6er em mostrar tudo.Kaldomiro ( um espiritualista. # o que ( essa seguran1a? 1QG . # sa) de lado.isse. 2oltamos para a casinha que despertou tanta curiosidade.eus e para ele todas as religi8es são boas. para ele olhar melhor. porque icou muito calado. rindo. . Pai3de3santo quando a irma não poder revelar alguma coisa ( porque não sabe responder. cuidada pelo e/u guardião.. onde est* incada a seguran1a eita pelo #/u &ranca Ruas das !lmas. pedindo. digo. !bri a porta. #/pliquei.1QG QUARTA PARTE CAPITULO 9 O TERREIRO . &ranq?ili6ei o simp*tico amigo. "e eu não souber. no caso um alangeiro do #/u &ranca Ruas. l* na entrada. estava a imagem do #/u &ranca Ruas e ao seu lado. 3 $ernando. ( uma pessoa muito interessante. 9ueria ter a liberdade para pedir e/plica18es. #le icou observando e acho que sentiu alguma coisa. mas a nenhuma ( iliado ou adepto. mostrando o que tinha dentro.. mas não no dia de gira. de conhecer o terreiro. entramos no terreiro. curioso e muito interessado em conhecer a Umbanda. porque não sei. Procurou3me. tamb(m chamada tronqueira. buscando ansiosamente a ess0ncia de todas as religi8es. a da Pomba3gira Maria Padilha. analisando inteligentemente todas elas. apenas. 3 ! primeira pergunta vai ser sobre aquela casinha pequena. !pontando para o chão. se voc0 permitir. 3 5ão tenho segredos. che e da quimbanda em nosso terreiro. gostaria muito. 5o dia e hora combinada. parecendo impressionado. observei. 3 !qui ica a seguran1a e/terna do terreiro. que não conto. 3 Pode icar certo que respeitarei teus segredos. 'r0 em . #m cima de um toco de madeira. esbanjando cultura religiosa. 3 #mbai/o desta laje tem um buraco.

@ombardeou. 3 Por quer voc0 a6 o cumprimento nessa estrela? 3 C a seguran1a do terreiro. 1QE . $ique certo. ervas. "ua or1a ( indiscut)vel. Parecendo satis eito. C um ori/* trabalhador. !o contr*rio do que muitos pensam. mas hoje são esp)ritos evolu)dos. ela não ( prostituta. eito por ele. como o e/u. 4s ve6es. . $icam sempre a)? 3 &oda semana. olhava os atabaques. os quadros representando as entidades. iquem embrabecidas. a6endo seus cavalos usarem roupas e/travagantes. $umam cigarros so isticados. suavemente. ganhar sua evolu1ão espiritual. ajudando os homens nos terreiros para. #le curioso. desespero e consertos amiliares. 3 # as velas acesas. em vida. 3 "alve todos os -ri/*s da Umbanda. ajoelhado. embora. 3 C verdade que as pombas3gira são os esp)ritos das prostitutas? 3 ! pomba3gira ( o e/u eminino. uma vermelha. ! prova da submissão das pombas3giras aos e/us ( que elas não riscam ponto para trabalho. e saudei. espadas. erro. aqui estão enterradas as armas do 'aboclo !:uan. 'omo e/pliquei l* na &ronqueira. os e/us mandam elas trabalharem. o -ri/* che e espiritual da casa.1QE 3 #le pAs v*rios elementos. como ponteiro. curvando3me e batendo tr0s palmas. acendo para o e/u uma vela branca. cobre e mais uma por1ão de metais. claro. tenham sido mundanas. sal. bebidas e algumas coisas mais.irigi3me ao meio do terreiro e. um ponto riscado. machadinhas. #las são au/iliares diretas dos e/us. Pode ser que algumas delas. 3 !ssisti uma gira de quimbanda e elas me pareceram escandalosas. carvão. al(m de encher os copos de suas respectivas bebidas. que ornamentam as paredes. e para a pomba3gira. arcos e lechas. bati o dedo tr0s ve6es onde tem uma estrela em granito. que elas são entidades maravilhosas e doces. algumas at( com longas piteiras e não dispensam os per umes e lores. ! irmou. se pintando com e/agero. &odo e/u tem a sua pomba3gira. 3 -nde elas se encai/am com os e/us? 3. #m casos de amor. uma vermelhas e outra preta. buscando sua evolu1ão. 9uem risca o ponto para a pomba3gira ( o e/u. C um campo de or1a e ainda. 3 #las e/ploram esse lado do olclore. entramos no terreiro. 3 # por que ele? 5ão podia ser outro?.

3 'omo jeito. 3 #/iste um ritual para isso.1SF Pelas min+cias das perguntas. 3 9uem cuida do cong*? 9ualquer um pode por uma imagem no altar? 3 5o cong*. 3 . por isso que tem seu assentamento embai/o desta estrela. # eu. ! linha de -gum. o Paulinho. 3 "eo !:uan. e voc0 na sua. a casa sempre ser* de -gum. 2enha uma noite de trabalho e jogarei para voc0. #u não soube responder. só o pai3de3santo pode por alguma coisa. meu ori/*. na sua inoc0ncia. querendo adivinhar. !qui só as coisas sagradas do terreiro ( que podem icar depositadas. são di erentes? 'onte3me. e/ceto se levantarem as armas do caboclo e orem substitu)das por outras. 2ejo 4s ve6es velas. $a6 parte do ritual. -gum. ilha de -gum e que trabalha com o 'aboclo Rompe Mato. imaginei uma longa tarde. #le perguntou. Parou em rente ao cong* e icou olhando todas as imagens. o 'aboclo !:uan. no plano espiritual. 1SF . atrav(s de meu pai e ilho dele o 'aboclo !:uan. muito embora todo teu jeito seja de XangA. na casa dele. 5o candombl(. tocos de charuto e papeis com pedidos. . #le perguntou3me. na Umbanda jogamos o obi ou acendemos velas. de acordo com seus assentamentos. "entou3se 4 rente do 'aboclo !:uan e e/plicou. Mesmo que eu saia do terreiro. dei/ando uma belo ensinamento. Nembrei da 'ris Mendes. 3 C por isso que nas giras. ( um admirador do 'aboclo Rompe Mato. vem irmar o terreiro para o trabalho subseq?ente.iga para ele que quem manda no 'aboclo !:uan ( o Rompe Mato. #st* errado. quem mandava no 'aboclo !:uan. ( quem manda. 5ão devia ter alado. curioso. Pareceu satis eito com a e/plica1ão. meu ilho. 3 Por eu ser o dirigente material da casa. quem mandava no 'aboclo Rompe Mato. 'ada terreiro tem o ori/* mandante. 2oltei ao meu interlocutor. eu mando na minha casa. depositados no cong*. uma m(dium do terreiro. Respondi que era o senhor.espertei sua curiosidade. Pode tamb(m ser eito com uma cebola cortada em quatro peda1os. voc0 chama primeiro a linha de -gum? 3 "im. Respondeu. C como na vida material. como vou saber de quem sou ilho? Perguntou. e/atamente por isso. 3 2oc0 disse ser ilho de -gum. jogam3se os b+6ios. $alei.

1S1 3 'ada um tem uma in lu0ncia muito grande de seu ori/*. sente aqui e ale. a6endo isso por interm(dio dos outros -ri/*s. deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar deter a sua natural teimosia. 1S1 . sorrindo.e todos os -ri/*s. 3 #st* certo.ilho de -/al* ( uma pessoa normalmente tranq?ila. Para que o ilho de -/al* tenha uma vida melhor. mostrando um pequeno gravador. 3 !gora entendo a história do secret*rio. 5ão ( agressivo e quando agredido pre ere demostrar superioridade. depois não se quei/e. buscando. #stou gravando desde o come1o. de andar sereno. laconicamente. !t( na escolha das tare as. 5a teimosia não gosta de impor suas id(ias. voc0 prometeu. 3 "e voc0 soubesse os caracter)sticos de cada um. 'obrou. vou alar. #/pliquei. pelo isolamento. com tend0ncia ao so rimento. 3 'omo assim?. Respondi. 5osso secret*rio ( ilho de -/al* e o &esoureiro de XangA. 3 #/plique tudo.isse. 2ou di6er. quando o busca. -s ori/*s agem diretamente na ess0ncia e comportamento de cada um. 3 5ão ( l)der. . um encontro com a harmonia universal. quer as coisas sem demonstrar. atingindo seus objetivos de orma bem natural. !chei gra1a. &em um tend0ncia muito orte para a solidão. não manda e não gosta de ser mandado. . pegue este caderno e tome nota. -/al* ( o -ri/* maior e por isso mesmo não atua diretamente em elementos do planeta. eles recebem in lu0ncia. sentei3me e comecei a alar. 3 #/plique melhor. mas não se submete acilmente 4 lideran1a de outro. 3 . ia entender. C teimoso. 3 2enha. o ilho de -/al* talve6 seja o mais organi6ado. <osta de transmitir seu g0nio calmo. no dia3a3dia. ou seja. sem a oba1ão. mas não cede em seu ponto de vista. Retomando a palavra continuei. um por um. Mnterrompeu. nos escritórios e na lida com pap(is.

1S= 3 -gum atua no erro. imediatamente o largam e partem em procura de outro. quando o atingem. desde a in . acas. 5ormalmente o ilho de -gum ( rela/ado com seu cuidado pessoal.Ydi )cilZ ( a sua maior tenta1ão. . Muitas crian1as 4s ve6es são levadas aos psicanalistas por mostrarem um g0nio di )cil de lidar. espadas e das coisas eitas em erro ou latão. 3 Msso ( um aviso aos pais. Uma marca muito orte de seu -ri/*. Neal e correto. Por ser -gum o -ri/* do $erro e do $ogo seu ilho gosta muito de armas. 'ontinuei. C insaci*vel em suas próprias conquistas. não a6endo questão da qualidade ou paladar da comida. -/um nas *guas doce e cachoeiras. da demanda e da luta. 'ome para viver. e Mansã no raio. "eu temperamento di )cil e rebelde o torna. muitas ve6es at( com assustadora agressividade. atrav(s dos seis ori/*s. Me parece muito orte. 5ão admite a raque6a. demonstrando muito interesse nas e/plica18es. Mnicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. 5ão recusa a luta e quanto maior o obst*culo mais desperta a garra para ultrapass*3lo. "eu ilho carrega em seu g0nio esses caracter)sticos. &em decis8es precipitadas. 3 #spere a).Kaldomiro icou em sil0ncio. #/plique melhor essa parte.ncia. os ilhos de -gum perseguem tena6mente um objetivo. ( verdade. desde que não seja desrespeitado. C ranco. alsidade e a alta de garra. Memanj* no mar. !ma o desa io. 3 "im. 'omo os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas. 5ão a6 rodeio para di6er as coisas. ( tornar3se violento repentinamente. assumindo integralmente a situa1ão daquele que quer proteger. "abe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado. !dora o esporte e est* sempre agitado. #st* sempre em busca do que ( considerado imposs)vel. "eu g0nio ( muito orte. em movimento. -bservou. -/óssi na mata. 5ão admite a injusti1a e costuma proteger os mais racos. -/al* atua em todos. ! sua impaci0ncia ( tão marcante que não gosta de esperar. . 3 #ntão. ( um l)der. XangA na pedreira. 'omentou. 'ontinuei. !dapta3se acilmente em qualquer lugar. quase um desajustado. -gum ( o -ri/* da guerra. ( por isso que ouvi alar que os oguns não icam parados no terreiro. 5enhum ilho de -gum nasce equilibrado. C uma pessoa de tipo esguio e procura sempre se manter bem isicamente. @rigam e 1S= . % e/pliquei. #le ( a oito.

"enhor das pedreiras. e transmitem esta caracter)stica aos seus ilhos. deve despertar aquele gigante que habita sua ess0ncia. 9uando eles conseguem equilibrar seu g0nio impulsivo. XangA. antes de dei/arem e/plodir sua 6anga. o que o tornaria mais disposto a encarar as suas próprias di iculdades. 9uando o a6 se torna perigoso. com o crescimento vão se libertando e se acomodando 4s suas necessidades. Mncapa6 de negar qualquer ajuda a algu(m.ncia. 3 Pela tua e/plica1ão. neste particular. tamb(m lhes evitaria muitos remorsos. &odos os -ri/*s. &em um gosto re inado. 5ão assume os problemas dos outros. <osta das coisas boas. 3 C verdade. !ma a Niberdade e a 5ature6a. o . C o conhecedor das ervas e o grande curador. mas ( certeiro. . em XangA.ilho de -/óssi ( talve6 o mais equilibrado. se houvesse essa conscienti6a1ão. . evitariam muitos reve6es. mas acaba vencendo. C carente. a vida lhes ica bem mais *cil.mato. 9uando atacado custa revidar. . "e conseguissem esperar ao menos vinte quatro horas para tomar qualquer decisão. pois quanto mais provocados.iante das di iculdades próprias ( muito hesitante. C. organi6ar o caminho para as solu18es complicadas. e/erce uma in lu0ncia muito orte em seu ilho. "eu maior de eito ( o g0nio impulsivo e sua maior qualidade ( que tem tudo para ser um vencedor. são justos.eus da Husti1a. mas ica lado a lado ajudando3os. muito embora com orte tend0ncia 4 solidão. "e or um ilho de -gum. o sol e a lua. as estrelas. #sta rase ( para chocar mesmo. sabe. veste3se bem e cuidadosamente. evidentemente. ( muito apegado 4s suas coisas e 4 sua am)lia. Pisa macio. para passar 1SB . muito embora. como poucos. -bservou. Para que sua vida melhore. sustentado pelo seu esp)rito alegre e otimista.1SB en rentam os pais sem nenhum medo. encantador. muitos problemas seriam evitados com os jovens. especi icamente nas matas e no reino animal. sejam calculistas e estrategistas. 'omo os ilhos de -gum não dependem de ningu(m para vencer suas di iculdades. 5ão discute a (. mais eles teimam. C a ess0ncia da nossa vida. "eu ilho tem um tipo calmo. $alei. preocupado com todos os problemas. a Husti1a dei/a de ser uma virtude. 4 qual dedica aten1ão total no sentido de prov03la e encaminh*3la. os pais devem ter paci0ncia. 'om respeito 4 sua própria organi6a1ão amiliar. 5ão ( ciumento e muito menos rancoroso. #ntretanto. Um grande conselheiro pelo seu g0nio alegre. !credita e ( iel seguidor da religião que escolheu. -/óssi age na 5ature6a. por mais incr)vel que pare1a. ladino como os )ndios. as *guas. amoroso. os bichos . são a b+ssola de sua vida. lembrando das minhas indigna18es na in . 'ontar at( de6.

1SJ a ser uma obsessão. 3 "ou inocente e a justi1a vai provar. C eterno conselheiro. torna3se um leg)timo representante do Tomem 2elho. 5ão guarda rancor. $eli6. adora colecionar pedras.medo de cometer injusti1as muitas ve6es retarda suas decis8es. e não gosta de ser contrariado. seguro e absolutamente austero.seu marido queria a6er o acordo. . calculado e esquemati6ado. sem lhe tirar. em absoluto. 5o julgamento voc0 não estava sendo julgada por ele. grande de eito dele ( julgar os outros. "ua isionomia. provar sua inoc0ncia. 'ontei o caso de uma mo1a que. atropelou um homem. e sim por um jui6 da terra. no que lhe respondi. &em comportamento medido. Procurada pelo advogado da am)lia da v)tima para um acordo. o que. 3 'omo assim? 3 2oc0 trocou a justi1a de teu pai XangA.ilho de XangA apresenta um tipo irme. podendo acilmente sair da serenidade para a viol0ncia. que sua inoc0ncia osse questionada. tirando3lhe a vida. totalmente embriagado. con iante. 9ueria. !calma3se com a mesma acilidade quando sua opinião ( aceita. ! discri1ão a6 de seus vestu*rios um modelo tradicional. # se ele errasse? 2oc0 iria culpar XangA? . muito terra. #la oi ganhadora na pendenga judicial. 9uando o ilho de XangA consegue equilibrar o seu senso de Husti1a. só lhe tra6 bene )cios. !pesar da v)tima ter sido a +nica culpada. en(rgico. recusou3se a sequer conversar. 9ue bom ver voc0 outra ve6 eli6. num acidente. C incapa6 de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resolu18es baseiam3se na seguran1a e chão irme que gosta de pisar. mesmo a jovem. cuja senten1a não nos ( permitido conhecer. sua am)lia entrou na justi1a com uma a1ão de indeni6a1ão. Por alar em pedreira. para tranq?ili6ar sua esposa. 3 #/plique melhor. o que a6 de seu ilho um so redor. principalmente porque o par. apresenta uma velhice precoce. contou3me a novidade. mas tudo medido. pass)vel de erros.ivino. . quase sempre di erente do nosso. "e aprender a dominar esta caracter)stica. provocando uma crise emocional na mo1a. torna3se uma pessoa admir*vel. Mas correu um risco 1SJ . . independente do valor da causa. trans erindo o seu próprio julgamento para o Hulgamento . a bele6a ou a alegria.i6ia.ivina. pelo senso da justi1a. no que ela não concordou. ao contr*rio de prejudic*3lo.metro da Husti1a ( o seu julgamento e não o da Husti1a . #sta an*lise ( muito importante. Rei da Pedreira. "enhor da Husti1a. pela do homem. C t)mido no contato mas assume acilmente o poder do mando. 3 enorme. #la não admitia.

&ipo a grande mãe. a Rainha da Wgua doce.as mulheres que são s)mbolo do charme e da bele6a. C ranco e não admite a mentira. "eu ilho ( conhecido por seu temperamento 1SO . #/pliquei. ( 4 -/um que se pede ajuda ]pelo !mal*^. com indiscut)vel dom)nio no g0nio e personalidade de seu ilho. ! mulher trata com 6elo o seu cabelo e não descuida da pintura. C mãe. !quela que transmite a todos a bondade. a . Zo arqu(tipo de -/um ( das mulheres graciosas e elegantes. con ian1a. !quela mulher amorosa que sempre junta os ilhos dos outros com os seus. tanto que quando uma mulher tem di iculdade para engravidar. ! porta de sua casa sempre est* aberta para todos.i erente ( quando o ajuntó ( -/óssi. carrega todo o tipo de Memanj*. 5ormalmente tem uma acilidade muito grande para o choro.eusa <uerreira. são as ondinas. tranq?ila. 4 qual dão muita import. com pai/ão pelas jóias. $ilho de -/um ama espelhos ]a igura de -/um carrega um espelho na mão^. ( o protetor. !) sim. dado que XangA tem liga1ão )ntima com a linha da Mansã. torna3se muito agressivo e radical.maior de eito do ilho de Memanj* ( o ci+me. por(m mais reservadas que as de Mansã. porque não divide isto com ningu(m. 2oluptuosas e sensuais. nas incorpora18es. 2este3se com capricho. . . detalhadamente.ilho ou ilha de -/um. ! maternidade ( sua grande or1a.ncia.que ( ajuntó? ! or1a de Memanj*. 'uida de seus tutelados com muito amor.homem ilho de Memanj* carrega o mesmo temperamento. 5ormalmente ica 6angado quando o endido e o que tem como ajuntó ]o segundo santo masculino^ o ori/* -gum. sua ilha normalmente tem um tipo muito maternal. tem grande or1a. e/ceto quando se sente amea1ado na perda de seus ilhos. . . ( impec*vel no trajar e não se e/ibe publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta. e sempre reage com muita toler. ( pessoa calma. <eralmente ( calmo e tranq?ilo. per umes e vestimentas caras. #las evitam chocar a opinião p+blica. grande conselheira. ! di eren1a entre Memanj* e -/um ( a vaidade. principalmente das coisas que estão sob sua guarda.1SO Memanj*. C muito sens)vel a qualquer emo1ão. .a) não ter um pai3de3cabe1a. "empre tem os bra1os abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. o ranc0s Pierre 2erger. a "enhora dos 2entos e das &empestades. que escreveu. C sempre discreto e de muito bom gosto. <eralmente. Mansã. pertence a linha seguinte que in luencia sua personalidade. escondem uma vontade muito orte e um grande desejo de ascensão social. um caboclo de -gum ou de -/óssi. 3 . dona dos rios e das cachoeiras. jóias caras. ouro. e gosta de tutelar pessoas.ncia.Z "eu maior de eito ( o ci+me. Pelo ato de Memanj* representar a 'ria1ão. a "enhora do Mar. &alve6 ningu(m tenha sido tão eli6 para de inir a ilha de -/um como o pesquisador da religião a ricana. que. C e/tremamente ciumento com tudo que ( seu. no caso. . "ob sua apar0ncia graciosa e sedutora.

senta. !chei interessante a descri1ão das ilhas de -/um.1SQ e/plosivo. vou passar a observar as pessoas para con erir. &em um pra6er enorme em contrariar todo tipo de preconceito. 5ão pensei. . vai brigar com os dois. Um ilho de -/ossi. #m seus gestos demonstra o momento que est* passando. uma ilha de -/um. por coincid0ncia. como se tivesse terminado. e seu grande de eito. #st*vamos reunidos num grupo. alei. #m estado normal ( muito alegre e decidido. 'iumento. Por ser tão marcante seu g0nio. a6endo parte da roda. # parei. pois não gosta de dialogar. 'omo iriam se comportar? Meio sem jeito. no que concordei. claro que não. "e or uma ilha de Mansã. como uma mãe. querendo saber qual dos dois est* com a ra6ão. . 3 # se or ilha de -/um. encostar a cabe1a em seu peito. pouco importando se tem ou não ra6ão. quando ui interpelado por uma senhora. #n renta qualquer situa1ão de peito aberto. 3 'ansou3se de ouvir? 3 5ão. 3 5ão sei. do lado do bai/inho que est* apanhando. 3 # o povo das *guas. #st* sempre chamando a aten1ão por ser inquieto e e/trovertido. "e passar um ilho de -/al*. Um ilho de XangA vai icar indignado. 5ão tem medo de nada. pediu licen1a para terminar a história. não conseguindo dis ar1ar a alegria ou a triste6a. no que oi interpelado. ou passa direto e não olha ou entra na briga. partindo para a agressão. "ão assim mesmo? 3 2ou te contar uma história. e tentei dar as di eren1as dos ori/*s.que aria? 1SQ . 9uestionado torna3se violento. perguntei. o que lhe prejudica o conv)vio social. e eles acabam a6endo as pa6es.$ernando 'ecchetti. #ncerrando as e/plica18es. vai chamar os dois. quando ica tentado por uma aventura. o que não ( di )cil. acalm*3los. "empre a sua palavra ( que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. a impensada ranque6a. Passa por cima de tudo que est* a6endo na vida. com berros. # parou. se este osse controlado. gritos e choro. ele vai orar. vai alis*3los. C leal e objetivo. "ua grande qualidade. vai parar. ica assistindo a briga. &omando a palavra. e por ele vai torcer para que seja o vencedor.eus que acabe aquela briga. 5ão admite ser contrariado. 3 "e or uma ilha de Memanj*. continuou. Um ilho de -gum. pedindo a . #/empli iquei duas pessoas brigando. <ostei muito. demonstra um certo ego)smo porque não se importa com que os outros so ram pelo seu g0nio reconhecidamente mal3humorado. seria pessoa muito mais eli6 e querida. achando gra1a. a garra.

1SS 3 5ada. #les estavam brigando por causa dela. #ncerrou com muita gra1a, arrancando gostosas risadas do grupo. - Kaldomiro tamb(m achou gra1a, mas perguntou, 3 Mas por que voc0 disse eu pare1o ilho de XangA? 3 -s ilhos de XangA são detalhistas, o que voc0 parece ser. 3 C. "ou mesmo. 'oncordou. 3 2ou te mostrar a 'asa dos #/us e o Roncó. 3 'asa dos #/us e Roncó. Pode e/plicar? . 3 "im, venha comigo. !qui ica a 'asa dos #/us. C o lugar que cultuamos as imagens dos e/us e pombas3gira, onde dei/amos os pontos irmados, quando eles pedem, e alimentamos a seguran1a para os dia de trabalho. 9uando entrarmos, bata tr0s ve6es, como i6 l* na estrela. #ntramos e ele icou olhando. 5ão se conteve e alou, 3 !s imagens são eias, mas a vibra1ão ( muito boa. 3 C. $a6 parte do olclore. #stamos habituados dessa orma. 9ualquer modi ica1ão, iria tirar nosso re erencial. 3 9uando sair, venha de costas. C um gesto de respeito. #ntramos no Roncó. #le icou maravilhado, tanto que e/clamou, 3 5ão estou entendo nada, mas que lugar de energia orte. 5osso roncó tem muitos alguidares, pela quantidade de m(diuns. Mais de tre6entos. #les são colocados em prateleiras, com o nome dos m(diuns escrito na rente, com uma vela de sete dias, *gua, bebida e ervas do ori/* dentro do alguidar. $ica iluminado, tornando3o muito bonito. !qui ( o nosso lugar sagrado. "ó eu e a hierarquia podemos entrar, e/ceto os convidados. Minhas coisas icam aqui. 9uando preciso de a/(, venho aqui. "emanalmente alimento o meu alguidar e as ervas que usamos nos trabalhos. 'ada alguidar de barro pertence a um m(dium da corrente. #le ( alimentado, criando um campo de or1a, que ( usado pela entidade protetora de cada um, em bene )cio do próprio m(dium. 3 Mas como voc0 a6 para que eles recebam os alguidares? &odos t0m?

-

1SS

1SG 3 "ó os que j* i6eram o !maci. 3 - que ( o !maci? 3 !maci ( a lavagem do chacra coron*rio de cada um. C a abertura de sua espiritualidade e a entrada dele na Umbanda. C eito durante o ritual do !maci. - m(dium tra6 um alguidar, vela e a bebida do ori/*. - 'aboclo !:uan lava a cabe1a dele, primeiro com as ervas por mim preparadas, e depois com a bebida do ori/*. "ua cabe1a ( coberta com um pano, que chamamos pano de cabe1a, e ( levado para o roncó, con orme voc0 est* vendo. 3 #/istem outros rituais, na Umbanda?. 3 'laro. #ntre outros tem o bati6ado e o casamento. 3 ! Umbanda a6 casamento? 3 $a6 e ( muito bonito. "ão parecidos, tanto bati6ado como casamento, com os da igreja católica. 3 <ostaria de a6er uma pergunta que sempre me intrigou, e não t0m nada a ver com este momento. Mas creio ser uma boa oportunidade. C sobre as ben6edeiras. "olicitou, na e/pectativa de minha rea1ão. - que voc0 quer saber? 3 2ale a pena consult*3las? 3 &enho o maior respeito pelas ben6edeiras. "ão m(diuns de e/traordin*ria potencialidade, mas não seguiram uma linha de trabalho em grupo. #u mesmo posso testemunhar. 9uando minha ilha era beb0, costumava jog*3la para cima, 4 guisa de brincadeira e, tamb(m, para ver o susto que sempre levava. 'oisa de pai novo, sem medir as conseq?0ncias de seus atos. "urgiu um vermelhão em seu rosto, principalmente atr*s das orelhas, que estava in eccionando. -s m(dicos não conseguiam resolver. Nevamos, minha mulher e eu, 4 uma ben6edeira. #la, enquanto re6ava, derrubava cera de uma vela acesa dentro da *gua num copo. $icou concentrada e perguntou, 3 9uem est* jogando a menina para o ar? #nvergonhado, con essei a6er isso. 3 #sta ( a causa. $alou, secamente. !pagou a vela e encerrou. #m tr0s dias, ela icou completamente curada. 3 9uando eu torcia o torno6elo, era uma ben6edeira que me curava. 'ontinuei. # e/iste um caso muito interessante. Uma crian1a estava

1SG

1SE doente, p*lida, e não se desenvolvia. ! mãe consultou uma ben6edeira. #la e6 suas re6as e diagnosticou, 3 ! menina est* com uma cobra dentro de seu corpo. .0 ch* de semente de abóbora, durante sete dias. 3 - que signi icava? Mndagou o curioso amigo. 3 ! semente de abóbora ( verm) ugo. # a cobra devia ser uma lombriga. - Kaldomiro icou pensativo e não e6 mais perguntas. 3 Porque os santos da igreja católica são cultuados na Umbanda? 3 #ra proibido aos escravos a ricanos o culto 4 sua religião, o candombl(, sendo3lhes permitido, apenas, a pr*tica do catolicismo. #les, de orma esperta, constru)am os altares, pondo em cima as imagens da Mgreja, e embai/o, escondido atr*s dos panos, as comidas, ou !mal*s, aos seus -ri/*s. Para -/al*, escolheram Hesus 'risto> para -gum, "ão Horge> Memanj*, tinha a imagem de 5ossa "enhora> -/ossi, ". "ebastião> XangA, ". HerAnimo> -/um, representada por 5.". da 'oncei1ão, e Mansã, por "anta @arbara. $oi assim que houve o sincretismo das religi8es católica e a ro3brasileira. 3 #ntão, Umbanda e candombl( são iguais? 3 'andombl( ( uma religião, e Umbanda ( outra. !lguma coisa a Umbanda trou/e do candombl(, principalmente os -ri/*s, e mesmo assim, os sete cultuados e mais -mulum. 5o candombl( os ori/*s são mais numerosos. Mas não entendo de candombl(, por isso não sei e/plicar. 'andombl( ( uma religião a ricana e a Umbanda ( autenticamente brasileira. 'ompletei. - Kaldomiro se deu por satis eito com o passeio pelo terreiro e com as e/plica18es.

1SE

#stava num lugarejo com casas humildes. na vila dos pretos3velhos. &odas tinham uma *rea em rente. &ra6er a liberdade que voc0 sempre reclama não ter conhecido. 3 2im cumprir o prometido. sonhei que tinha morrido. &ive um sonho lindoP #nvolvido que estava at( o par*gra o anterior. por que nos causa tanto medo e qual a ra6ão do nosso so rimento. $oi quando consegui ver meu acompanhante. e/ibia um acão na cinta. onde eu me incluo. pacientemente. !o perceber que eu o en/ergava. 'aminhava com algu(m ao meu lado. as pessoas nos saudavam. $i6 bem em ter ido dormir. para corrigir depois. corpo orte. vou escrevendo. Respondeu alegremente. que amam a vida e não t0m medo de morrer. Um sol vermelho. e um +mido ar nos aben1oava com uma brisa per umada. e não sei como a603lo. são os que t0m (P &enho um estilo. #ra um homem alto. C voc0? #/clamei. 2estia bombachas. atravessando os galhos das *rvores. tra6ia uma lu6 repousante. com vasto bigode preto. muito embora esteja ciente dos ouvintes j* estarem cansados e aborrecidos. enquanto penso. Mas e/istem pessoas. carregando ao seu lado um ogoso cavalo branco. quando acordar. 9uem sabe. eu órico. chegaram at( aqui. tinha uma capa preta. levada lateralmente no ombro. 1GF . !queles que. "into3me como o eloq?ente orador que não sabe como e quando deve encerrar seu discurso. e 4 medida que )amos passando. Minha visão icou mais clara. estão convidados para uma re le/ão. 3 #stamos na aruanda. Mas se ela ( assim. $oi assim. alegres e sorridentes. a morteP ! morte ( a liberta1ão do esp)ritoP #stou convencido disso pelas minhas convic18es religiosas. "eu chap(u era preto. 2ou desligar o computador e dormir. tenha uma inspira1ão . mas lindas. quando um ente querido desencarna? Por temer o desconhecido? 5ão acreditoP !cho que ( por amor 4 vida. mostrando um largo sorriso. e/plicou. numa estrada de chão de terra.1GF CAPITULO 2 ENCERRAMENTO Minha história acabou. $iquei e/tasiadoP 3 Hoão @oiadeiro. e empunhava um la1o de couro. e tinha um len1o vermelho no pesco1o. amanhã. &enho que encerrar este livro. rosto comprido e queimado pelo sol.

5ão conseguia en/ergar direito. 3 Meu protetor.i6ia. onde come1ava linda campina. icava violento e irritado. #ra o Hoão6inho da Praia. 'onsegui balbuciar. mas o brilho dos seus olhos iluminaram minha alma. "entados num banco eito de tronco de *rvore. era alegre e descontra)do. . Um deles se levantou e veio em nossa dire1ão. $alou o @oiadeiro. !joelhado.amião. beijei suas mãos. $omos subindo a ladeira de terra. #m volta de uma imensa ogueira. 'ontava passagens de sua vida. 3 !qui te dei/o com o teu protetor. 3 #sta esta ( em tua homenagem. mas quem manda em mim ( o sol. tenho patrão. #u estava realmente na aruanda. os campos e os rios.Pai Nui6 tirava ba oradas de seu cachimbo e o Pai Hoaquim de !ngola tinha entre os dedos um cigarro de palha. tanto na Umbanda como na quimbanda. "ão meigos e demonstravam serem muito bondosos. vi tr0s pessoas e um menino. tamb(m negra. $a6ia trabalhos maravilhosos. a lua. e quando isto acontecia. mas não admitia ser desrespeitado. ! mim compete de dar a conscienti6a1ão. Hoão @oiadeiro. que tamb(m veio me receber. 3 . 2amos adiante. -uvi uma m+sica estiva. v*rios ciganos cantavam e dan1avam alegres. sempre ressaltando a liberdade. . 2ivia no sul do @rasil. Um era o Pai Nui6 de XangA e o outro o Pai Hoaquim de !ngola. 'ostumava di6er que ningu(m pode ser eli6 sem a ter liberdade. #stou muito emocionado em poder alar consigo. -s outros dois j* tinham se levantado do banco. enquanto as l*grimas corriam em minha ace. mestre e amigo. com os cabelos brancos e o rosto vincado. mas senti um amor muito grande por eles. !mbos aparentavam avan1ada idade. o Pai Hoaquim e o Pai Nui6 vão se encarregar de te a6er mais humilde. a crian1a da linha de 'osme e .Hoão @oiadeiro te deu a liberdade. e os reconheci imediatamente. sempre estejados por seus eli6es e delicados moradores. $oi quando o Pai Maneco. as cal1as brancas e dobradas na bainha. 3 Muito obrigado. quando percebi sua camisa a6ul clara.1G1 Nembrei3me do Hoão @oiadeiro no terreiro.e mãos dadas com o Pai Maneco estava uma crian1a. Minha emo1ão aumentava. 1G1 . 5ão consegui controlar minha emo1ão. at( que ela terminou. o amor pela nature6a. e pude ver direito quem ele era. o Pai ManecoP !lto e orte. iniciou uma conversa1ão. o vento. % agradeci. percebendo o meu estado emocional. o respeito aos animais e a idelidade ao patrão . desaparecendo imediatamente. o c(u dos esp)ritos da Umbanda. #sclareceu o Pai Maneco. com os cabelos raspados. a chuva.

2i dois )ndios. com um colete preto todo en eitado. 5asceu na Tungria. o 'igano Koisler. seu avA e todos os seus ancestrais eram ladr8es de cavalos. vindo do meio da campina. "ão seres que nunca tiveram uma encarna1ão terrena. 5ão estava entendendo nada. "ão especialistas em tra6er a elicidade para voc0s. % e/plicou. uma ve6 que seu pai. perguntei ao Pai Maneco. #u não alava nada. com os cabelos grisalhos. !lguns eram esquisitos. 3 . estava cada ve6 mais vivo e esperto. $icamos observando. 3 "ão animais? 3 "ão os elementais.ncia parecia curta. 3 . sem r(deas nem selas. . Procurava ansioso.Pai Maneco tratou de me tirar dali. mas a dist. "orriu e me abra1ou. $oram gerados pela or1a da 5ature6a. -s lugares eram longe. dando3me um orte abra1o.i6ia não entender porque era perseguido pela guarda real. 5ão o encontrava dentre eles. 3 Meu amigo. juntamente com os viol8es e os pandeiros. o Pai Maneco esclareceu.1G= $iquei sem entender. todos calados. . Mntrigado. nem perguntei quem eram. os guardas dos reis. esvoa1ando. pr)ncipes ou nobres. 5ós quatro icamos no meio da dan1a e da m+sica. . sem cansa1o ou marca do tempo. #stava encantado com a alegria do povo cigano.'igano Koisler gostava de contar estórias. &rajava roupas discretas. que bom voc0 estar aqui. e os violinos silenciaram. #stava ainda muito embevecido com aquela situa1ão.'igano oi a respons*vel pela harmonia da tua am)lia. o meu amigo 'igano Koisler. o competente che e de tribo. 5ós and*vamos sem cansar. pro issão que e/ercia com grande orgulho. embora contra a minha vontade e a do cigano. com a cabe1a e os dois bra1os para cima. mas agradecido dei/ava transparecer minha surpresa.'aboclo da 'achoeira j* não mostrava o seu caracter)stico rosto sisudo e vincado. Parando seu corcel. montado em um cavalo negro. desmontou e parou na minha rente. mas iquei quieto.'aboclo da 'achoeira e o 'aboclo Hunco 2erdeP #/clamei. 2ia pequenas criaturas correrem de um lado para outro. #nquanto caminh*vamos. #ra deslumbrante e misteriosa. que habitam as matas. $iquei con uso. ao contr*rio. H* não sentia ter morrido. #les pararam de dan1ar. 2ou roubar um cavalo de algu(m para podermos correr juntos nesta campina m*gica. os duendes. . Uma imensa mata estava 4 nossa rente. 1G= . 'laro. #/clamou. sem nada di6er. ! roda dos ciganos oi abrindo e deu para deslumbrar. e por l* peregrinava. Pareciam serem pessoas anãs. sempre ugindo de seus inimigos. em apurado galope. principalmente relacionadas com roubos de cavalos. eu órico.

3 "em a alegria. 'umpria todo o ritual da Umbanda. "abia. com invej*vel )sico.1GB "eu orte abra1o elevou o meu esp)rito. -uvi uma vo6 atr*s de mim. #ra demais para mim. Mo1o. . #ra intransigente e embora aparentasse mau humor. se apresentava com idade madura. pai3de3santoP 'laro. 5ão pude agradecer ainda a linda mensagem que dei/ou na terra.ncia da cor verde. 3 #u era revoltado e não gostava dos meus semelhantes. pois desconhecia o espelho. . Meus pensamentos giravam só pelas coisas que tinha dei/ado para tr*s. Por v*rias mensagens dei/a claro ter vivido antes da invasão no @rasil. se não lhe dispensassem respeito.. e era capa6 de subir durante a gira. #ra desajeitado mas tinha um humor que a todos contagiava. só podia ser o 'aboclo Hunco 2erde. #u sabia que ele viria. 3 5ada meu pai. 5a verdade vinha lhe contar que ia sair da casa dos meus pais para viver so6inho. não e/iste o amor. ! Magia da UmbandaP $alei ao Pai Maneco. Minha casa icava * margem de um bonito rio. "a) da tribo e ui viver so6inho. consegui dei/ar escapar um cumprimento. 3 9ue pena. 'erta ve6 uma pessoa sentou3se 4 sua rente. rigorosamente. . seu senso de justi1a era dominante. 2i um outro )ndio sair da mata. e o saiote com a domin. "eu cocar era de 1GB .senhor veio me tra6er a alegria. a6er seus consulentes elevarem suas vibra18es positivas. #ra muito ligado com o 'aboclo S $lechas e o 'aboclo &upinamb*. Meu amargo cora1ão aumentava cada ve6 mais a m*goa que carregava. ca)dos sobre os ombros. 9uem se isola não consegue colher bons pensamentos. &erminando a história. 5ós ainda vamos nos ver. tudo que me estava acontecendo. 2i seu cocar longo. tinha um cora1ão imenso. corpulento. $oi o cl)ma/ da minha emo1ão. $alou. com cabelos longos. cabelo curto. 3 "alve meu Pai. demonstrando ir embora. capa6 de se emocionar diante alguma triste6a dos seus ilhos da terra.'aboclo da 'achoeira demonstra ter idade avan1ada. 3 -:0 -d0. a vibra1ão do lugar icava intensa. 5o terreiro. 5ão dava para cuidar de tudo ao mesmo tempo. o 'aboclo da 'achoeira oi contando sua vida. 9uando descia no terreiro. embora tenha um corpo esguio. ! solidão oi minha companheira. marca dos che es. C um legitimo representante da linha de XangA. !inda abra1ado com ele. 3 LaA Labecille. de seu honroso pai -/óssi..'aboclo !:uan.escobri que ningu(m pode viver so6inho. . "em nada perguntar. 'orpo enorme. olhou i/amente para o rapa6 4 sua rente e perguntou3lhe o que queria. como poucos.

quando assistia um jogo de seu clube. 3 #/u &ranca Ruas das !lmas. 5ão iria obedecer quem não conhe1o. Mas não ser* isso que nos acontece? ! vida não ( uma passagem reparadora do esp)rito. tra6endo em uma das mãos uma lan1a e no bra1o direito uma *guia. a6endo ecoar por toda mata o cumprimento de -gum. ele apareceu. estou eli6 por estar vivo. 3 "ou o teu equil)brio. !cordei.Ho re 'abral e "ilva oi um advogado. dei/ou escapar uma rase. "entenciou. pois estava gostando do mundo paralelo. 5ão me dei por vencido. 3 'hega de sonhosP 2olte 4 terra. e ningu(m estava ao meu lado. Meu corpo tremia inteiro. !presentava s(rias les8es em seu cora1ão. com as cal1as pretas. de verni6. vestindo uma camisa de seda branca. e/ibindo os sapatos inos. gostei de morrer e ao mesmo tempo de estar vivo. 3 -gunh0P % gritou. que anima o corpo )sico. 'ontinuo contraditório. inquei os p(s no chão. 7pre iro morrer vivo. a causa de seu desencarne em pleno campo de utebol. "er* que depois de toda essa bele6a que assisti. olhos a6uis que mudava *s ve6es para o acin6entados. mostrando bel)ssimos cabelos castanhos e cacheados. e6 sua *guia voar. "ou um ogum teimoso. emitindo um som orte e poderoso. ouvi uma vo6 irme. Mas. 3 !ntes quero ver voc0. 9uero icar aqui com voc0s. !lto e orte. vou mergulhar no in erno? !ntes que isso acontecesse.1GJ penas brancas e vermelhas. Minha cabe1a 6oava e minhas pernas bambeavam. não quero mais voltar para a terra. 3 #st* esquecendo a tua am)lia? 2olte ao corpo e v* terminar a tua missão. que escolhi para encerrar minha história. 5ão obedeci. $oi quando me vi na beira de um pro undo buraco. buscando a liberdade pela morte? . do que viver mortoP7 1GJ . H* não era n)tida a ilumina1ão. levantou os bra1os como todo poderoso guerreiro. Recuperando meu estado nervoso. <arbosamente parou na minha rente. !quilo me abalou.nico. anunciando minha chegada. empres*rio e presidente de v*rios clubes sociais. di6endo. 'omecei a entrar em p. !o receber do seu m(dico orienta18es para cuidar da sua sa+de. o #/u &ranca Ruas das !lmas. determinado a discutir e brigar com esse estranho. 9ue penaP 5ão queria voltar. por outro lado.

GICA NEM TUDO < MAGIA TRANSFORMAÇ1O SEGUNDA PARTE CAPITULO 9E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 3E CAPÍTULO 4E CAPÍTULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPÍTULO 9:E CAPITULO 99E CAPITULO 92E CAPITULO 93E CAPITULO 94E CAPITULO 90E CAPITULO92E CAPITULO 94F CAPITULO 96F CAPITULO 98E CAPÍTULO 2:E CAPITULO 29E CAPÍTULO 22E CAPITULO 23E CAPITULO 24E CAPÍTULO 20E CAPITULO 22 E CAPITULO 24E CAPITULO 26E CAPITULO 28E CAPÍTULO 3:E CAPÍTULO 39E CAPITULO 32E CAPITULO 33E CAPITULO 34E CAPITULO 30E CAPÍTULO 32E A UM7ANDA SE DEUS ME DESSE=== A DANÇA DIFERENÇAS O ESPEL3O TERCEIRA ENERGIA INCORPORAÇ>ES O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO MIN3A DECIS1O A FRUTA SOU UM PAI?DE?SANTO PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACI DE AOLTA CA7OCLO AKUAN DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM AN@O DA GUARDA CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN EAOLUIR PELA CIBNCIA ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS DUAIDAS DOS MEDIUNS NOME DOS ESPÍRITOS CONAERSA COM PAI?DE?SANTO A F< DA CARMEM SILAIA CRIANDO MONSTROS MAC3ISMO NA UM7ANDA PROAA INCONTESTÁAEL UMA OFERTA AO ESPÍRITO OS ANIMAIS TBM ALMA? SINAL DA AELA MAGIA DAS AELAS O ANGOLANO PAI MANECO A DOR N1O TEM PAR5METRO O PAI MANECO E O RELOGIO ENERGIA PURA AS CRIANÇAS NA UM7ANDA TERCEIRA PARTE CAPITULO 9E CAPITULO 2 E CAPÍTULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 4E QUARTA PARTE CAPITULO 9 CAPITULO 2 E TERREIRO ENCERRAMENTO QUIM7ANDA O NOME TRANCA?RUAS UM CASO QUE N1O < PARA EDU CONSULTAS DOS EDUS ESPÍRITO N1O 7RINCA O FONSECA O MONTE DOS DROGADOS 1GO .1GO PREFÁCIO MAGIA DA UM7ANDA QUEM SOU EU? PRIMEIRA PARTE CAPITULO I E CAPITULO 2E CAPITULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPITULO 9:E CAPITULO 99 CAPITULO 92E TUDO COMEÇOU INÍCIO COMO PERDI O MEDO GRUPO KARDECISTA REENCARNAÇ1O SON3O SESS5O DO COPO O7SESS1O TROCA DE ENERGIA CRIANDO A L.

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