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GRIFOS DO PASSADO

NOTA DO AUTOR

Resolvi escrever um livro sobre a minha religião, a Umbanda. Mas para quem o dirijo? Para os entendidos, aos neó itos, ou aos iniciantes? !os membros da minha corrente da "ociedade #spiritualista #dmundo Rodrigues $erro % o &erreiro do Pai Maneco ou aos espiritualistas? ! quem? 'omo ( di )cil escrever um livro, considerando que no pre *cio j* estou em d+vida. Resolvi, vou escrever para mim e para quem quiser ler, seja ele quem or. tema j* escolhi, só alta o estilo. .evo alar dos ori/*s, das linhas, das correspond0ncias, dos n+meros de esp)ritos e/istentes, do bem e do mal, do grande engano do e/u sórdido, ou do e/u bom e correto que conhe1o? 2ou descrever a imagin*ria e complicada Umbanda esot(rica, ou a Umbanda que pratico e amo? - que devo escrever sobre as correspond0ncias entre as v*rias alanges, das linhas da Umbanda pregadas pelos autores, a do ori/* maior e ori/* menor, alanges superiores e sub3 alanges? -u devo me limitar aos undamentos da Umbanda simples praticada pelo povo? 2ou me dirigir 4 elite ou 4 massa? 5ão posso me contradi6er, se vou escrever para mim, tenho que me dirigir a quem perten1o e gosto, 4s massas. "entado no computador, criei uma tecla imagin*ria, 7deletar o que os outros di6em7. 5ão hesitei, acionando este adequado recurso. "ó vou depender de mim, e da minha cumplicidade com os esp)ritos. 'onto minha vida espiritual, do meu jeito, as coisas tristes e as alegres, alo muito das entidades com quem trabalho e por isso as conhe1o. "uas histórias, comportamentos e atua18es são iguais 4s de todas as outras entidades. 9uando eu mencionar o nome do 'aboclo !:uan, entendam qualquer caboclo dirigente de trabalho, e quando mencionar o do Pai Maneco, alo de todos os pretos3velho que trabalham na Umbanda. 'ada esp)rito que mencionar, troque o nome pelo de sua entidade, e tenha certe6a, ele ser* igual. #stou contando, desde minha in ;ncia, a passagem na linha :ardecista, at( ser eito pai3de3santo na Umbanda. # conto com idelidade os meus sentimentos e o que os esp)ritos me ensinaram. 9ue -/al* nos !be1oe $ernando M. <uimarães

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PREFÁCIO Redigir o pre *cio de um livro gera imenso pra6er ao mesmo tempo em que e/ige uma grande dose de responsabilidade. 9uando o assunto em pauta nos ( amiliar, esta tare a ( ainda mais *rdua, pois não temos um olhar su icientemente neutro para uma abordagem objetiva. 5ada , por(m, ( tão grati icante quanto compartilhar uma pai/ão e, lisonjeada, tento me colocar 4 altura de tal empreendimento. #ste livro nasceu de um grande amor pela religião escolhida> ( um depoimento genu)no de $ernando <uimarães, cuja amiliaridade com o mundo das letras vem da in ;ncia, e cujo apre1o pela espiritualidade ( amplamente reconhecido. <ri os do Passado vem suprir uma lacuna, organi6ando os princ)pios seguidos no &erreiro do Pai Maneco de modo claro e inequ)voco. #scrito numa linguagem coloquial e sem os e/cessos de did*tica que poderiam tornar a leitura en adonha, o livro ( ormado por pequenos contos, numa seq?0ncia din;mica de e/peri0ncias que envolvem, ensinam e, muitas ve6es, divertem. .evemos pontuar, entretanto, que a intencional acilidade da leitura, condu6ida com sabedoria pelo autor, comporta conceitos ilosó icos de uma pro undidade )mpar. !o leitor atento, que sonhou com um livro simples, por(m pro undo, que ale da necessidade da ousadia sem perder de vista a import;ncia da disciplina, aqui est*, inalmente, uma li1ão de vida, as histórias de Pai $ernando de -gum, nosso querido @abalaA. 'ristina Mendes

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QUEM SOU EU? 'omo sempre a1o, iquei parado na rente do cong* em busca de uma inspira1ão para dar in)cio a mais uma gira de Umbanda. C o momento da minha re le/ão, em que limpo todas as minhas ma6elas materiais. 'omecei pedindo perdão pelos meus erros do dia, quando me lembrei das palavras do Pai Maneco, 7perdão não se pede, conquista3se...7 Meu pensamento oi longe. &enho tantos pecados. "er* que um dia poderei merecer a alegria de ver conquistado o perdão de todos os meus erros? - &erreiro de Umbanda Pai Maneco abriga mais de tre6entos m(diuns, al(m de reunir, em suas giras quatrocentas pessoas na assist0ncia. &em sede própria, arrojada constru1ão e ótima locali6a1ão. #u sou o pai3de3santo, o dirigente, aquele que est* sempre com a +ltima palavra. ! m+sica ( re inada, atraindo alguns m+sicos pro issionais, o que torna nossas giras um encontro cultural. 2*rios pontos cantados nasceram dentro do terreiro. C grande, com bom conceito, e muitas pessoas v0m de longe só para serem atendidas com uma consulta. ! casa tem r)gidos princ)pios morais e ilosó icos. 'onsidero3me um pai3de3santo pol0mico, com teorias inovadoras, 4s ve6es contr*rias 4 pr*tica comum da Umbanda, mas, parado/almente, sou preso 4 história. 5ão ujo da tradi1ão da Umbanda no @rasil. C a nossa religião, a +nica brasileira, o iciali6ada por D(lio de Moraes em 1EFG no Rio de Haneiro. 5ão quero incorrer no erro de enterrar comigo a e/peri0ncia de uma vida. 9uando os jovens me pedem a indica1ão de livros que ensinam a Umbanda, não sei o que di6er. !s obras não são claras, e estão al(m da compreensão popular, talve6 por não serem psicogra adas, mas escritas dentro dos conceitos de cada autor, quase sempre divergentes. 5ão vou ugir 4 regra, mas estou convicto que meus conhecimentos oram transmitidos pelas entidades. -uso me antasiar de escritor, mas quando me or, terei dei/ado impressa minha história, aquela que norteia minha vida, com a ressalva de que hoje o que creio e ensino poder* amanhã ser modi icado perante o surgimento de verdades mais verdadeiras. Is ve6es me pergunto, quem sou eu? "ou ainda aquele menino medroso, talve6 o entusiasmado :ardecista contra rituais, ou o j* velho pai3de3santo, cheio de ( e e/peri0ncia? "erei uma mistura de tudo? Hoguei ora minha inoc0ncia, meus medos, minha arrog;ncia, minha humildade, meu ódio ou meu amor? <osto de modi icar, por ser inovador, ou gosto de ser pol0mico, para ser incomum? "ou bom, ou sou ruim? ! inal, quem sou eu? 5ingu(m pode saber, apenas eu mesmo, sou um velho cheio de juventude, uma pessoa alegre cheia de triste6as, uma mistura do bom e do ruim. $iltro o que ou1o, para não me con undir, e olho tudo para aprender. 5ão julgo ningu(m, e não ligo se me julgarem. ! cr)tica ou o elogio não me a etam. <osto de amar, mas não ligo se não me amarem. #u sou um homem humilde e um vaidoso pai3de3santo, em busca da liberdade, a +nica coisa que ainda não conhe1o... Rememoro minha in ;ncia, come1o desta história.

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9uando comecei a balbuciar minhas primeiras palavras.vestido parecia de veludo e seus louros cabelos eram cacheados. Meu amigo. 5o meu caso. no estilo da pintura cl*ssica do s(culo passado. crian1as. no pomposo cai/ão. brinc*vamos e t)nhamos nossas coisas. olhei para ele. de tanto que me impressionou. outra ve6 o medo. era ruivo e sardento. !quele homem. o esp)rito cigano com o qual trabalho. "a) pela porta dos undos que dava para o antigo quintal e. j* que ui perseguido por ele em toda minha in . Por que a6em isso com as crian1as? 'resci atormentado com este remorso. embora ningu(m tivesse percebido. Mmprovisei uma arm*cia de mentira. neguei o ósculo. não sei. . os ilhos beijarem sua ace. 9uem a desenvolve. $iquei meses sem entrar no maldito e assombrado quarto. 'oincidentemente. 5ada icou registrado. da vid0ncia. balan1ando in antilmente suas pernas. quando.J PRIMEIRA PARTE CAPITULO I TUDO COMEÇOU ! mediunidade ( a sensibilidade de perceber e ouvir os esp)ritos. # não havia como modi ic*3lo. e/ceto na minha apavorada memória. tendo os m(diuns a caracter)stica da intui1ão. com meia3cal1a. #ntrei em desespero e. "ua mani esta1ão di ere bastante. e um dos quartos era o lugar onde nós. !ssustado. repentinamente ele estremeceu por inteiro. neste quarto. #la não tem data para se mani estar. "a)mos em disparada. ou talve6 menos. &odos nós a possu)mos em maior ou menor intensidade. que o medo do sobrenatural come1ou a tomar conta de mim. o )sico e o espiritual. disse chamar3se Koisler. &alve6 esta seja a mais remota imagem que me recordo. "uas roupas não eram daquela (poca. me aterrori6ava. olhando3me i/amente. 5unca me acovardei diante de nada e de ningu(m. $oi ali. serve de intermedi*rio aos mundos paralelos.ncia. chorando. Mas do espirito? #le era algu(m? 9uando tinha on6e anos meu pai morreu. Mas se ( Lotich:a. mani estou3se cedo. escondido. não era meu pai. @rincava. parecia petri icado. quando deu seu nome. dependendo de nossas observa18es e dedica1ão ao seu desenvolvimento. #u. N)vido. #ra um de unto. cheia de bonitos vidros de per umes. da clarivid0ncia e a capacidade de incorporar esp)ritos e outras tantas ormas que impressionam nossos sentidos. da audi1ão. gelado e assustador. para adotar o de Koisler Lotich:a. segundo contam meus amiliares. $oi quando os vidros come1aram a voar contra as paredes. junto com um amigo. de dois andares. 5o undo da minha casa havia uma constru1ão de madeira. sentada em cima do muro.medo. o Nevorato. Pela primeira ve6 o vi sem as sardas. &inha uns tr0s anos de idade. J . . e/atamente ali. estava uma menina. no momento de echar o cai/ão. corri para dentro da casa. #ra tradi1ão na (poca. recusava o nome de batismo. chocavam pelas enormes listas pretas e brancas. olhando3me e esbo1ando um largo sorriso.

#stranhei a igura. cabelos brancos e roupas esquisitas. quando um de nós morrer. e o antasma do medo voltou. minha aten1ão oi desviada para grande movimenta1ão das mulheres que trabalhavam na casa. cheia de barulhos estranhos. na tentativa de a astar esse terr)vel inimigo. era um dos sócios de uma quase alida revista especiali6ada em tur e. e quando me preparava para descer o vidro. que o esp)rito realmente sobrevive 4 morte. vamos combinar. onde dominava a cor verde garra a. . suma da cidade porque vou te cobrir de pau. pensei. -s cavalos me ascinavam. #ra assim. quis atender a estranha velha. enquanto me contava assustado a causa do reboli1o das mundanas. 'hegando em casa hoje mesmo. bastante contrariado. vi uma velha. Meu sócio e eu escrev)amos. esp)rito não e/iste. eu. assombrou a casa e a mim. 'laro. percebi movimento de policiais dando as amosas batidas. discutia sobre esp)ritos com o . tudo arra e nenhum compromisso s(rio. Paguei a conta e ui embora. Procurei a6er em mim mesmo uma lavagem cerebral. terno impec*vel e gravata borboleta. uma p*gina nobre divulgava a e/ist0ncia de chique casa de pra6eres. para encobrir o amoso bordel da (poca. com desmaios. nem para cobrar o an+ncio. segundo disse a dona do lupanar.O !pesar de ter apenas tre6e anos. vis8es e sonhos assustadores. ( que tinha aparecido o esp)rito da velha de verde. jóqueis e cavalari1os. -uvi algu(m bater no vidro da janela. 2oltando o olhar. #nquanto ele ardorosamente tentava me convencer da e/ist0ncia do sobrenatural. al(m de angariarmos os an+ncios e ainda cobr*3los. Pela minha idade achei prudente não me e/por aos policiais e permaneci dentro do carro. e o ambiente das corridas era onde convivia. logo que chegamos 4 casa. oi mãe de uma daquelas mulheres e assombrava a casa. 3 &e aviso 3 respondi seco e irme. tomando um u)sque em casa noturna. . # na data predeterminada para o pagamento do an+ncio. ajud*vamos na pagina1ão e impressão.medo continuava meu parceiro.medo não me largava. 5ão entendendo nada. muito embora eu corresse v*rias ben6edeiras e sortistas. se aparecer algum esp)rito na minha casa.ilson. a6ia ca1oada e o chamava de an*tico louco. !ssim oi minha adolesc0ncia. . @em. um vem provar para o outro. chamada 7"tar7. meu sócio entrou no carro e partiu rapidamente. - O .egante. 'omo toda revista vive de propaganda. gritos e correrias. cuid*vamos da reda1ão. 3 5ão 3 retrucou o . nome antasia por nós escolhido. Pensei um pouco. o medo. um amigo que a6ia parte de um centro esp)rita. vou a6er uma sessão e pedir para que algum esp)rito v* te provar que ele e/iste. bem penteado e lambido.ilson. e prontoP C tudo bobagemP 'om os cabelos cheios de brilhantina. embora com apenas quin6e anos de idade. entre os treinadores. em troca. Hurei nunca mais pisar naquele lugar. 3 . que. mas ela havia desaparecido. bordel só abre 4 noite.ilson.

. tornei3me adepto do espiritismo. ine/plicavelmente. 9uis acreditar ter sido um pesadelo. . 'on esso que. #scondi3me embai/o das cobertas. disse que ia aparecer para voc0. durante muito tempo. 5o dia seguinte. e pela terceira ve6. # a velha ainda estava l*. H* queria ir a missa só para ouvir o padre alar das bobagens do espiritismo. li alguns cap)tulos do meu herói. #la tinha ido embora. ele desapareceu. #ntreguei3me e comprei o Nivro dos #sp)ritos. no cai/ão. em um acidente automobil)stico. $iquei entusiasmado. e por ser noite quente.e ato. sorrindo. numa invej*vel parceria de amor e respeito. . ca1oei. como de h*bito. ou seja l* o que osse. #stava di erente da +ltima ve6 que a vi. o . em cima das roupas estavam os tr0s livros misteriosamente desaparecidos. $oi quando.eus a6er o . em p(. #/pliquei a ela que eu era ã dos livros policiais do "hell "cott. sempre tinha uma e/plica1ão lógica e bem natural. cheia de mist(rio 3 $ernando. 9uase ui 4 loucura. as batidas do sininho do sacristão anunciando o inal da missa. Meses depois. encontrei a . Is ve6es arriscava olhar. ritual que a6ia diariamente.ias depois.esapareceu o livro. &ive um in)cio na religião. sem eu saber do que. #stava perdendo o medo.ag. pela segunda ve6.ilson esquecer nosso trato. 3 ! e/peri0ncia ser* o meu aprendi6ado. .ilson. ao abrir a gaveta do arm*rio onde guardava minhas camisas. e63me tomar uma decisão.esp)rito jamais poderia se mani estar na mat(ria. com um ramo de lores no bra1o. por absoluto desconhecimento do ritual católico. #la recomendou eu ler alguns livros esp)ritas. Ni 4 noite. o cora1ão bateu mais depressa e o medo voltou com toda or1a. 9uando percebi a lu6 do sol. Repetiu3se o enAmeno. com quem me casei. acordei e vi no canto do meu quarto a minha avó. sorrindo docemente para mim. Mas num daqueles domingos um padre novo na igreja e6 um sermão que me ascinou. Um rio percorreu minha espinha. . Q . tenho um recado. o livro tinha sumido da mesinha de cabeceira. pronta para ser enterrada. $iquei seu ã. não sei porque. &ua avó. Resolvi me entregar. 'on essei minha disposi1ão 4 . uma tia muito querida. mas nenhum esp)rito. na sessão. &odos re6avam e eu apenas imitava seus gestos. mas teimoso como sou. 'omprei o terceiro. !chei demais. e at( hoje vivo. esp)rita convicta e req?entadora de sess8es medi+nicas. #ra coincid0ncia demais. admitindo e/istir o esp)rito e sua mani esta1ão na mat(ria. enquanto esperava. Passei a ser menos radical.ag. # contava histórias. perdeu sua jovem vida. suava bastante. #le di6ia que o espiritismo era uma mentira. ! igreja era lugar onde ia namorar a Redda. $alou. me aria desistir de ler o que eu queria. principalmente os b*sicos do !llan Lardec.Q ! atalidade ( madrasta. $iquei intrigado. comprei o mesmo livro. dormi de lu6 acesa e pedia a . ! insist0ncia dos enAmenos na minha vida cotidiana.e manhã. #ntrei em desespero. ansioso. quando terminei a leitura do amoso livro do mestre !llan Lardec. e que não iria ler nenhum livro esp)rita. arrisquei mais um olhar. numa madrugada. ao acordar. 4 noite. provando ser tudo uma antasia do homem e o que parecia ser sobrenatural.

!chei estranho aquele pedido. Mas saiba. #le me convidou para ir assisti em sua casa uma sessão esp)rita.véio vai imbora. de uma reunião com os mortos. com toda a vontade. outros com essas m*quinas de voc0s. est* o lugar onde todos devem chegar. emitindo alguns sons estranhos. era um homem de idade madura e reconhecidamente um m(dium receptivo. Percebi ser uma verdade incontest*vel o dom)nio do pensamento. osse atrav(s do jogo de cartas at( a imposi1ão de minha vontade sobre as pessoas atrav(s do pensamento. 3Meu ilho. que cada um viaja como pode. Uma senhora pediu ao esp)rito incorporado ajuda para ela alugar uma casa de sua propriedade. ! entidade pediu a chave da casa que ela queria alugar. e isto acontecia. 3 2ai dar tudo certo. ! telepatia era minha pr*tica pre erida. meus ilhos. pela primeira ve6. mas nada acrescentou ao meu julgamento. 9ueria ver. 3 . Meu vi6inho. l* atr*s. e deseja a tudo mecês muito amor e pa6. sair a)sca quando passava o pente varias ve6es no cabelo e o encostava na minha mão. atr*s do enAmeno. Is ve6es desejava. o Kaldemar $oester.a) a req?entar rodas e reuni8es de paranormais. que determinada pessoa i6esse algo. ele incorporou. #stava e/citado. e a ben6eu com a ponta dos velhos dedos do m(dium. !chei bonita a orma carinhosa do esp)rito conversar comigo. !lugar uma casa? C para isso que descem as entidades? "er* esta a tão alada caridade espiritual? #nquanto remo)a meus pensamentos. .S CAPITULO 2 INÍCIO !ceitando o espiritismo como verdade. !s pessoas o tratavam com muito respeito e carinho. S .ivertia3me. como echar uma janela. projetando um desejo sobre outra pessoa. meu ilho. Passei a prestar aten1ão nas m)nimas ocorr0ncias que pudessem ser imput*veis 4s or1as não esclarecidas pela ci0ncia comum. oi um passo. #u. <ostava de captar o pensamento das pessoas. sentir e ter contato com as entidades. sentou3se no meio da sala. observava atentamente. a inal ia participar. corria onde podia. na sala escura. Uns vão andando a p(. e andando como um velhinho. 3 disse 4 ansiosa mulher. minha ilha. outros de canoa. mostrando aos outros. . !pós as prepara18es e concentra18es. voc0 est* vendo coisas estranhas. ui interpelado pelo esp)rito. Mas no im. Msto só iria entender anos depois.

quase sempre amiliares dos presentes. Pai Hoaquim. andava com uma orquilha de aroeira ou pessegueiro na mão. H* conhecia o Tercilio Maes. pai de um robusto menino. .Tercilio receitava homeopatia atrav(s da radiestesia.G 3Muito obrigado. muito embora não tenha isso a m)nima import. ainda na barriga das mães. # oi assim que assisti a primeira incorpora1ão de um esp)rito em um m(dium. descobrindo len1óis de *gua. !mbos.ilsonP vim cumprir o nosso combinado.medo ainda era meu insepar*vel companheiro. dotado de uma simpatia irradiante e convicto das coisas que ensinava. G .pólo negativo e o positivo eram sinali6ados atrav(s do p0ndulo por mim improvisado com a minha alian1a de ouro amarrada em um io de cabelo.isse. mat(ria de uma de suas obras. !chava ótimo. undador da "ociedade @rasileira de #studos #sp)ritas. perdi a alian1a e não tenho mais cabelos. 3"ou eu. ! inal j* tinha vinte e um anos de idade.esp)rito e/isteP % in ormou. tanto o Kaldemar $oester como o Tercilio Maes. demonstrando muita calma e pa6 interior. aguardando a continuidade da conversa1ão. tanto que escreveu v*rias obras esp)ritas e psicogra adas pelo esp)rito do Mestre Ramatis. . 5uma delas. Mnteressei3me pelo assunto. .Mauri icava na rente da assist0ncia incorporando v*rios esp)ritos. Pai Hoaquim? 5ão deveria ser irmão Hoaquim. um dos esp)ritos mani estantes incorporou no Mauri e alou. H* h* alguns anos dei/ei de a6er os testes por tr0s ortes motivos. $ernando. muito apreciada pelo p+blico do ramo. #stou aguardando ainda as pesquisas espaciais para con erir. a entidade. $iquei com medo. &rans igura1ão era um tipo de trabalho muito interessante.ncia na minha vida pessoal. disse a esposa do Kaldemar. . era um homem casado. 3$ernando. que antecipa o se/o dos etos. um e/traordin*rio m(dium. $a6ia trans igura18es. Mas as antigas e/peri0ncias me levaram a crer nesta positiva ci0ncia dos p0ndulos. #ntrei no grupo esp)rita dirigido pelo Mauri Rodrigues. a modernidade da ecogra ia. at( hoje seu presidente. como todos di6em?3 pensava comigo. Passei a revelar o se/o dos beb0s. mas j* não era tanto. # descobria. 9uando podia. como vai? . #le di6ia que em Marte a vida era di erente da nossa. oram admir*veis mestres que me iniciaram no espiritismo. . Praticamente outra dimensão. $iquei pronto para participar ativamente das sess8es esp)ritas. moldagem de mãos em para ina derretida e materiali6a18es dos esp)ritos. 'onsidero o Mauri o m(dium de e eitos )sicos mais e/traordin*rio que conheci. Nevei um susto. $iquei ansioso. #le pregava a e/ist0ncia de vida no planeta Marte. o .

mas amorosamente. empolgado. sei l* o que mais.. $iquei emocionado.E 5ão deu para segurar. admirado. E . 3 !inda bem que minhas preces oram atendidas e voc0 demorou para a6er isso. desaba ei.. Mndelicada.

o que acalmaria as inconveni0ncias causadas pela sua mediunidade. "eu quarto era simples. eles oram maravilhosos e dei/aram marcas inesquec)veis na minha jornada dentro do espiritismo. "ua doen1a.que pensa que sou? Meus pensamentos estavam 1F . uma con ort*vel poltrona. semelhante a um len1ol branco. 3"alve. e ique aguardando. cercada por grossa cortina de veludo escuro.enAmeno da materiali6a1ão do esp)rito.que amparava meu medo era que o MaurU estava comigo. Pediu3me para ajud*3lo a a6er um trabalho imediatamente.1F CAPITULO 3 COMO PERDI O MEDO . o qual deveria ser e/pelido por um trabalho de materiali6a1ão. 2alha3me HesusP . o m(dium doador do ectoplasma deve icar no escuro. sem nenhuma lu6. embora impressionantes. . Poucos são os paranormais com esta aculdade de produ6ir ectoplasma su iciente para trans ormar uma energia espiritual em mat(ria. Mnteressante que ela pode ser parcial ou total. atrav(s do ectoplasma do m(dium. echou a porta e oi para o auditório.esp)rito se materiali6a. independente de vid0ncia medi+nica. &rabalhava normalmente nos meus a a6eres pro issionais. era o e/cesso de ectoplasma que acumulava em seu corpo. irmão $ernando % cumprimentou. 5a parte da rente icava um auditório. . #ra uma casa de madeira. $iquei nervoso pois estava so6inho no quarto escuro. segundo e/plicou. !ssisti v*rios trabalhos deste tipo reali6ados por esse di erenciado m(dium e. C quando ele toma orma densa. -uvi os seus passos caminhando pesadamente no piso levando o MaurU. pois nunca tinha participado tão diretamente de um trabalho de e eitos )sicos. tornando3se mat(ria e. $omos ao centro esp)rita. cAmodo e um guarda3roupas. $iquei meio descon iado. 2ou levar o m(dium para a cabina da materiali6a18es. $echamos todas as janelas e as vedamos com um pano preto para haver absoluta escuridão. o quarto do MaurU.que estou a6endo aqui? . #/plicando a necessidade da escuridão absoluta para esse tipo de trabalho. "eu rosto estava vermelho e seus l*bios inchados. ou seja. principalmente um deles que elegi como o mais terr)vel e assustador. pois ele % o rosto.cara ( loucoP . entidade diretora dos trabalhos de e eitos )sicos. consequentemente. carinhosamente. $oi nele que iniciamos o trabalho. . na parte dos undos. 'om a lu6 acesa incorporou o esp)rito do irmão !ntonio <rim. ica envolvido na densidade do ectoplasma.eterminou. do corpo inteiro. . ( a maior prova da sua e/ist0ncia. "ente3se na cama. com uma cama. com dois andares. ! lenda do len1ol que cobre o antasma nasceu com a materiali6a1ão do rosto do esp)rito. vis)vel a qualquer um. uma ante3sala e inalmente. MaurU Rodrigues da 'ru6 ( um deles. ou apenas um rosto ou outro membro qualquer. 5ão tenha medo. quando recebi a visita do MaurU. apagou a lu6. onde estava a cabina de materiali6a1ão. cheios de a tas.urante um trabalho de materiali6a1ão. !pós o auditório havia outra sala.

olhou3me e perguntou. $oi quando ouvi um tipo de pequena e/plosão. acilita para se ouvir o esp)rito materiali6ado. perdi totalmente o medo dos esp)ritos. . e/alando um cheiro orte e a6edo. 5aquele dia. 2oltou o MaurU sobre o qual descarreguei toda minha ira e custei a perceber que j* não tinha as a tas. e repetia. acendeu a lu6. aquela t)pica alma do outro mundo. "enti seu ba o.evotava. quando passava pela minha rente. sei l* de quantos anos. venha depressaP $oi um al)vio. 3 . . de assoprar meu rosto e bater em minha cabe1a. 3Mrmão $ernando. correndo e se atirando. !ntonio <rim.. ora numa parede. -uvi algu(m correr pelo quarto de um lado para outro. abriu a porta . Hesus. ora noutra. Re6ava. voltando do cAmodo onde oi no in)cio. e se dando ao lu/o ainda. $iquei apavorado. 11 . o meu maior respeito por todas elas.irmão !ntonio <rim. ..mesmo barulho que ouvi no come1o. berrei. Pai 5osso.e repente. Mas não naquele dia. socorroP Um compartimento no segundo andar de uma casa de madeira. . esbo1ando leve sorriso.que o senhor acha? 'om a mesma pa6 que chegou. #m vo6 alta mesmo. com massa corpórea. despediu3se. Respondi grosseiramente. com assoalho de madeira e paredes tamb(m de madeira.11 direcionados para esta linha na tentativa talve6 de esconder o medo. H* que Hesus não me ouvia. $oi uma e/peri0ncia assustadora. "entou3se ao meu lado na cama. parou na minha rente. como ainda devoto. icou com medo? 5unca ui grosseiro com as entidades. 5ão em pensamento. repetiu3se e o quarto icou silencioso.

$oi uma mensagem trivial. e descobri que todos nós sabemos e di6emos que todas as religi8es são boas. 'om l*pis e papel na mesa. participei de interessantes trabalhos. não era pro undo e t(cnico> era mais voltado para o sentido pr*tico. dedicado estudo do espiritismo e a intera1ão teórica e pr*tica com personalidades reconhecidamente cultas da religião trou/eram3me um bom conhecimento do mundo espiritual. 5ão tinha mais d+vidas que iria continuar trilhando uma religião. e quando. o duplo et(reo. sequiosos de conhecimentos de outras religi8es. como a t(cnica da proje1ão astral. e como aprendi a respeitar os sinais dos esp)ritos. Para mim. no qual iquei vinte e cinco anos. &enho visto os umbandistas. o perisp)rito e o esp)rito. 1= . @usquei o contato atrav(s da psicogra ia.ivindade. sempre atra)do pelo desa io de me con rontar com o desconhecido. Huntei3me ao novo grupo. como e onde ele pode prejudicar ou bene iciar a mediunidade.eus ( 2erdade7. a esp)rita. desde a simples mani esta1ão do esp)rito incorporado. e eu a6ia parte dos planos dos undadores. só . iquei em d+vida para dar resposta ao convite. !pesar do meu temperamento de não hesitar. at( o entendimento claro da onte e a causa de todos os desequil)brios da mediunidade. a regressão das vidas passadas e outras tantas e/istentes por a). 'ada um de nós deve se encai/ar naquela que mais lhe agrada. era su iciente saber que a aura ( o conjunto ormado pela mat(ria. !cho mais importante que conhecer a parte cient) ica de uma lor. todas as religi8es são imper eitas. como eu e outros tantos. saber apreciar a sua bele6a e sentir seu per ume. mas poucos na linha :ardecista. Recolhido em minha sala. a cabala. cores e un18es dos chacras. Minha vontade era ser um espiritualista independente. a astado de qualquer compromisso religioso. pela minha própria vontade. por chegarem a nós atrav(s da palavra de um encarnado. 5ão me interessava decorar os nomes. tomando o cuidado com as que ogem dos princ)pios do amor e da caridade. onde pude colher esclarecimentos que hoje ormam a minha base como m(dium integrante da Umbanda. 7entre tantas coisas. dei/ei minha mão correr. com a consci0ncia de serem todas imper eitas. todos meus amigos. #nquanto estive trabalhando com esse grupo.1= GRUPO KARDECISTA CAPITULO 4 Um novo grupo de trabalho estava se ormando. a astrologia. ui buscar o que havia por tr*s dela. -s praticantes da Umbanda. buscarem novos aprendi6ados em cultos e ci0ncias di erentes. não cabendo a nenhuma o rótulo da 2erdade. aqui no mundo material. !chei o te/to muito simples. &ornou3se cristalina a mensagem. e nunca pela vo6 direta da . senti a presen1a de uma entidade amiga. Meu conhecimento. todos nós temos necessidade de uma religião. a aura. so6inho e pensativo. Mnverti o sentido desta rase.

Recomendei3lhe andar. Forma p !"am !#o ma# r$a%$&a'a Um rapa6. descal1a. um pensamento negativo. um material sabidamente isolante energ(tico.1B que tiveram uma passagem no espiritismo tradicional desta linha. sempre que poss)vel. Pedi para ver a sola de seus sapatos.ncia no desenvolvimento medi+nico nos terreiros da Umbanda. cavalo da Umbanda ( treinado para incorporar o esp)rito enquanto o m(dium :ardecista desperta o seu interior espiritual. E! r($a $!# rromp$'a Uma mo1a vivia tensa. - 1B . que em seu nari6 estava locali6ada uma massa. atraindo para si toda a energia do sangue. sem renova1ão. não havendo nenhuma atua1ão de esp)ritos obsessores. atrai energias negativas. de uns vinte anos. apesar de estar tendo toda a assist0ncia m(dica. eito com sangue de animal. ! linha :ardecista desperta a sensibilidade )ntima. #ram de borracha. na relva +mida. e abra1ar uma *rvore. . !o contr*rio. 5o caso. com arrepios e mal estar permanente. intuitivamente. Mntuitivamente percebemos que o seu perisp)rito estava com uma cor avermelhada. isto para impregnar seu perisp)rito com as energias naturais. mudamos o tratamento. $oi surpreendente o resultado. procurou nosso centro. #sta ( a t)pica orma do pensamento materiali6ado no perisp)rito. sabem de sua import. resultado de um anterior e mal sucedido trabalho de magia. 5ão devemos esquecer que o semelhante atrai o semelhante. um m(dium estendia seus dedos contra os do doente. renovando as cargas acumuladas e que não puderam ser descarregadas pelo isolamento da borracha. sem solu1ão da medicina terrena. e terminada a limpe6a de seu perispirito. assisti a trabalhos interessantes. sugava toda energia de seu corpo )sico. originada e criada pelo próprio paciente. por sua ve6. previamente sacri icado para esse im. A)ra ")*a +om "a!() Um homem acometido por uma orte anemia. seu estado estava se agravando. parecendo um osso. !contecia o seguinte. tendo sarado de todo seu mal estar. tendo ela me a irmado usar sempre este tipo de cal1ado. desaparecendo completamente. !trav(s de passes. essa massa oi se diluindo at( se trans ormar em uma esp(cie de liquido. #le oi in ormado por outros m(diuns que estava sendo obsidiado por um esp)rito maligno. Percebi. e a da Umbanda e/ercita e ensina a incorpora1ão plena e a manipula1ão dos elementos naturais. ou seja. não apresentava nenhum tipo de rea1ão. a energia do sangue oi sugada por seu perisp)rito que. 5a passagem :ardecista. atrav(s de pensamentos negativos. as energias circulavam em seu perispirito.que o a ligia era uma rinite crAnica. 'omo os passes magn(ticos não surtiram os e eitos que prev)amos.

ra Uma mo1a so ria de ortes dores de cabe1a. "ó voltou a si depois de insistentes passes energ(ticos do grupo. por isso. ele sobrevive durante um tempo. durante uma sessão. #m pouco tempo ele icou completamente curado. tentando se apro/imar de um dos m(diuns. 3 ! materiali6a1ão ( produto de um trabalho organi6ado. !dverti os m(diuns para não abrirem sua guarda energ(tica. A" ! r($a" ! (a#$. vi uma enorme cobra sobre a mesa. são acilmente curados. 5otei que uma das participantes do grupo rela/ou em sua concentra1ão. #le ( r*gil. e/pliquei. !brindo os olhos. e eita pela doa1ão do ectoplasma por um m(dium especial. C o duplo et(reo. que nós designamos como duplo et(reo. ainda não dissolvido. e sensibilidade na base da coluna. 5enhum esp)rito estava se mani estando. . -s principais sintomas da doen1a da aura são as dores circulantes no corpo e nos ossos. 5osso grupo estava reunido. Msso tamb(m ( comum com as pessoas que tiveram algum membro amputado do seu corpo. mas tamb(m dos objetos inanimados. #ra uma energia negativa. 3 &oda mat(ria que ocupa lugar no espa1o tem a sua cópia no plano espiritual. talve6 por um inimigo qualquer do espa1o. Mncontinenti. nada tendo a ver com entidades obsessoras. mas nos casos da morte do corpo animado pelo esp)rito. $icou curada com os passes magn(ticos do grupo. a enorme cobra se enrolou no seu corpo. 3 ! apari1ão de um esp)rito materiali6ado não ( o mesmo? % perguntou. criada e materiali6ada por pensamentos negativos. t0m a sensa1ão de ainda e/istirem.1J m(dium serviu de ponte para a limpe6a da aura do homem. .otimismo e o controle das nossas emo18es são as principais de esas que possu)mos para destruir as energias que sujam nosso perispirito. uma energia mais mat(ria do que esp)rito. sorrateiramente introdu6ida no ambiente.urante algum tempo. O ')p%o #/r o Um jovem integrante do nosso grupo. estava a6endo con usão entre os sinais da morte pelo duplo et(reo. #sses trabalhos t0m a 1J . e a vid0ncia dos m(diuns. a6endo com que ela desmaiasse imediatamente.a" m -orma ' +o. icando alienada da seguran1a do grupo. "ão males originados sempre por in lu0ncias internas do próprio pensamento do paciente. em ambiente 4 meia lu6. ! apari1ão imediata após a morte de algu(m ( o duplo do morto. "ão tr0s casos bem distintos. as apari18es pela materiali6a1ão. curioso. e. que se aproveitou de uma descuidada brecha na corrente. sem contar o que estava vendo. sem solu1ão m(dica. "ão as energia negativas que circulam dentro do perisp)rito. não obstante a silenciosa e e iciente concentra1ão do grupo em volta da mesa. não só do nosso corpo. 2i enrolada na sua cabe1a a energia de uma cobra.

C nele que estão gravadas todas as ormas de nossas vidas anteriores. 3 # o perisp)rito. ali*s. ( mais espiritual que material. o que (? 3 ! mat(ria e o duplo estão envolvidos pelo perisp)rito que.1O prote1ão do alto astral do espa1o. % inali6ei 1O . di erem bastante. di erente do cascão. 5ão ( o mesmo caso. C como se osse uma roupa guardada no arm*rio. Msso que possibilita ao esp)rito mudar de orma.

resgate do carma. nacionais e internacionais. #stava reunido com um culto grupo diretivo da elite esp)rita. "e hoje voc0 so re. o conhecimento das reencarna18es anteriores. privando alguns. . Mas. alcan1arem longo tempo de vida. Mesmo que eu tivesse nascido na am)lia mais pobre deste planeta eu seria sempre um religioso. não tra6 consolo. são princ)pios b*sicos da doutrina. a aceita1ão ser* bem mais *cil. 5ão entender esse crit(rio tra6 a alguns o antasma da revolta e do descr(dito nas religi8es. !prendi nos livros. na outra vida. a causa est* no resgate dos erros das vidas anteriores. e o assunto discutido era e/atamente sobre as di erencia18es sociais. #la e/plica todas as distor18es e di erencia18es sociais e culturais entre os homens. sob pequenas desculpas de todos. tenho uma opinião. matando v*rias am)lias. % alou na sua costumeira arrog. % gabou3se. !cima do conhecimento. "e um amiliar oi assassinado. -s que não cr0em na possibilidade do esp)rito voltar v*rias ve6es. $oi quando um capitão re ormado do e/(rcito. so6inho. % arrematou. ! reencarna1ão ajusta essas di erencia18es. nada acrescenta 4s pessoas. at( mesmo de alcan1ar o entendimento religioso. 1Q . um acidente tr*gico. e não soubesse ler. se antes de procurar uma justi icativa na vida anterior. senão nesta. pois todos terão a oportunidade de usu ruir da sorte. 'ontou3me como aconteceu. a lei da causa e e eito. em corpos di erentes. e a certe6a que o semelhante atrai o semelhante. seria o que? !teu? . por muito tempo manchete dos jornais. a dor da trag(dia or baseada no entendimento que nada acontece por acaso. o ato de saber que este assassino oi morto pela atual vitima. sem precisar de ningu(m. sempre o dono da verdade. Pela emp* ia do capitão. pela pobre6a. % interrompi com sarcasmo. ao v)cio ou 4 pobre6a nem porque uns morrem em tenra idade e outros ganham a sorte de. na cidade balne*ria de <uaratuba. atra)do pela lei do carma. Recebi a visita de um amiliar de uma delas.ncia. 3 Msso não ( desculpa.1Q CAPITULO 0 REENCARNAÇ1O ! reencarna1ão ( a base da iloso ia esp)rita.ato ( que a roda dissolveu3se. !conteceu h* algum tempo. Particularmente. talve6 minha irAnica observa1ão tenha causado mal estar. e esp)rita. est* a (. interrompeu. 3 # se o senhor não tivesse tido um pai que pagou seus estudos. # sabem por qu0?. não conseguem entender porque uns são privilegiados com a ortuna e o bem estar e outros são jogados 4 m* sorte. Um pr(dio inteiro desabou. com uma vida eli6. ao desamparo.

como oi ensinado. 'oncordei. 3 Mas quem conta não ( a terapeuta. assistido pelas entidades protetoras. 3 5ão sou religioso. tão na moda hoje.eus. # o homem. com o esportivo carro @ug. % rebateu indignada as minhas a irma18es. muito mais do que conhecer o ilme de suas vidas anteriores. de endia a posi1ão que at( hoje mantenho. destacava esse ato. $i6emos. ( pass)vel de erros. bem mais animado. teve (. causando. # isso lhe e6 bem. sob a hipnótica ala do terapeuta. por não ter encontrado palavras para consola3lo. ora da garagem. C muito recente. iluminado apenas por uma vela. 2oc0 entra em transe para isso. tenha calma. . resignado. nós vemos. Mas. mesmo enganada. só pode ter sido pela vontade de . !s revela18es oram acontecendo. tendo ele sa)do de minha casa. apesar de não ser religioso. &odos morreram. mas claro. Um deles. sugeriu ir 4 praia. 3 $a6 um m0s que aconteceu. Hamais vai voltar ao estado normal sem uma resposta. que o tempo lhe dar* con orto.ei a r( no @ug. Regredir em vidas anteriores.3 balbuciou. descobria v*rias reencarna18es. Um espelho grande. 4 guisa de curiosidade. $eli6mente. aproveitando o momento. vi o pr(dio desabar. e. ou rid)culos convencimentos irreais. colocado no escuro. 'onversando com algumas pessoas. 'ada um que parava em rente ao espelho. ainda com a vantagem do espelho ter sido cru6ado espiritualmente por algumas entidades. irrepar*veis trans orma18es psicológicas. o +nico consolo que posso ter ( saber se eles estão bem. pr)ncipe. 3 Pior ainda. emocionado. no momento. não oi? 3 perguntei. % respondeu. com minha esposa e meus tr0s ilhos. re lete imagens das vidas anteriores. #nquanto troc*vamos de carro. mas. "ou muito descon iado com as revela18es sobre o passado. sabia disso. quando ui interpelado por uma de ensora desta pratica. minha esposa. podem nos levar 4 irrealidade. por or1a da imagina1ão. % retruquei. com meu ilho menor. !s viagens astrais. 5a verdade. Umas vinte pessoas participaram da e/peri0ncia. !diantaria ele saber acontecimentos de alguma vida anterior. esposa e ilhos. % disse.1S 3 #stava no automóvel. no que oi acompanhada por dois dos meus ilhos. que justi icasse o que lhe aconteceu? "e o ilho não alasse em trocar de carro hoje todos estariam vivos. oi at( o apartamento buscar algumas coisas que tinha esquecido. de cristal. algumas ve6es. muito bem amparados pelos mentores do espa1o. pude descrever seus amiliares e dar provas indiscut)veis de estarem todos eles. enquanto conversava. Mas não ( este o caso. Romano. pirata. nem conhe1o o espiritismo. pessoas gordas e 1S . Uma pessoa ligada 4 espiritualidade e ao esoterismo ensinou uma orma de se en/ergar vidas anteriores. bandido. este desastre coletivo envolvendo tantas mortes.

"ei que e/istem. atrav(s de um amigo comum. mas por que conhec03las? Toje eu sou. Uma seleta reguesia garantia sua sobreviv0ncia. aguardando a agrad*vel m(dium. 3 #stou vendo tamb(m. lembrando muito minha avó. um recado para eu ir l* com urg0ncia. em nada vai a etar minha atual vida. a rainha do #gito. tira3lhe toda possibilidade de ter sido mulher em vida anterior. ! porta 1G . com vis)vel masculinidade. eu estou vendo.ato de voc0 ser um homem. era saber quem ui. #/pliquei. com seu jogo de cartas. 9uase ui 4 loucura. 3 Pode? 3 !inda bem que nem o '(sar nem o !ntonio reencarnaram com voc0. #la me cativava. 3 $ernando. Respondi. pelo respeito que tinha aos esp)ritos. 'ontou3me. 'onhecer o passado. mais e/periente. #stava ansioso na sala de espera. at( com o cheiro do pó de arro6 empoado atr*s das orelhas. !penas minha própria imagem. como o eminino não ocupa cascão masculino. o que mais procurava. videntes ou esot(ricos. sempre relatando atos )ntimos. &enho ra68es para ser um descon iado nesse assunto. 9uando mo1o. con orme contaram. 2oc0 est* completamente di erente. quer de m(diuns intuitivos. pois. e amanhã nem sei se serei. ontem j* ui. uma e/celente m(dium vidente.esconhe1o provas concretas. ter sido in ormado de uma das suas encarna18es. Recebi. Um homem magro.. porque ela tinha tido uma revela1ão sobre uma minha vida anterior. . por ser uma pessoa simples.1G magras. en im todo tipo oram revelados pelo espelho m*gico. e nada disse aos presentes. #le não entendeu a piada. a inal. !lgu(m alou com eu oria. dei/ando3me sem jeito. 3 !credito no esp)rito masculino e eminino. demonstrando seriedade. j* de idade. sobre a veracidade das a irma18es. nada cobrava. um jovem m(dium. tinha sido o de 'leópatra. praticantes das rendosas leituras das vida anteriores. para ele o assunto era grave e eu. visitava com req?0ncia. 5a minha ve6. 9uando usava sua mediunidade. ou o uturo. impressionava os consulentes. careca e irreverente. #st* en/ergando? #u nada vi. seu esp)rito. jamais deveria menospre6ar a d+vida do jovem. Mas não podia dei/ar a mo1a sem resposta. . iquei olhando o espelho.. . Vtima em sua vid0ncia..masculino não reencarna em corpo eminino.

ela e/plicou. mas que tipo de pessoa eu era? 3 Marcos.1E abriu3se. a vela j* estava acesa e a re6a eita. leia o #vangelho % o que seria at( bom.iga. !chei at( engra1ado. quem eu ui? 'alma e pausadamente. desculpe3meP @oa tarde. !h. nada mais eu tinha que esperar. demonstrando minha impaci0ncia em ouvir histórias das suas reuni8es amiliares. acendeu. !nsioso. Mnterrompi. vindo da iel e honesta m(dium. eu j* estava sentado. tirou uma vela. 3 #st* bem. re6ou um pouco. quem eu ui? % perguntei. $oi a primeira e +ltima vida que tentei pesquisar uma minha vida anterior. mas não devem ser reveladas pela absoluta alta de seriedade nas in orma18es. e nem bem a consulente tinha sa)do. "e algu(m duvida. o sanguin*rio. mesmo 4s avessas. 3 #u vou bem.iga.. presumindo. emocionada. # por que não poderia ser Marcos. sei l* o que? &inha que ser o apóstolo? 5ada eito. ou o soldado covarde. e compare com meus te/tos. tudo erradoP !s vidas anteriores e/istem. 3 . sim. porque amanhã ( dia que reuno minha am)lia. ela tamb(m ter sido enganada. pediu para revelar a voc0. l* dentro. 5ão tenho nada a ver com o autor do segundo #vangelho. % e parou de alar. para justi icar minha esquecida educa1ão. #la riu. perguntei. 3 "im. meu nome era Marcos. o que pude perceber. uma vida anterior tua. abriu uma pequena gaveta. como quase todos. pela terceira ve6. esperando por ela. ou o erreiro. 3 . 5unca mais quis saber de nenhuma. quem eu ui? % perguntei ansioso. a orma como me contou. tua protetora. imaginem h* dois mil anos. voc0 chamava3se Marcos. padeiro. H* t)nhamos nos cumprimentado. "e hoje seria uma m* companhia para nosso Mestre. #u estava na co6inha. 1E . o apóstolo de HesusP % encerrou. numa outra vida. Muitas encarna18es atr*s. 2oltou3se 4 mim. como vai a senhora? % completei. 3 Uma entidade. 3 . outra ve6. em devaneio.iga.. e voc0? 3 respondeu.

$ica destru)da a lembran1a da vida presente. cresce. cópia.homem morre. 5o caso. 3 . e/ceto em isoladas lembran1as da memória do perisp)rito. o registro no perisp)rito. o esp)rito readquire a lembran1a dos registros de suas reencarna18es. &udo isso a6 parte do esp)rito. da mat(ria. . cascão. 9uando este esp)rito reencarna. % concluiu o mestre da Umbanda. !o desencarnar. lembrar3se dela. . quando acentuadas. seu corpo )sico se decomp8e. . e com ele o c(rebro e a memória. envelhece e morre. só gravada na mente do esp)rito. em uma memória totalmente nova. segundo di6em os convencionais. podendo at( com sete anos compor m+sicas cl*ssicas ou surpreender com revela18es ant*sticas. como j* oi dito.a) surgirem alguns g0nios. depósito da memória. por ter sido registrado na memória todos os acontecimentos. mente e espirito.homem ( composto pela mat(ria. come1a um novo registro dos acontecimentos. mat(ria. 'omo esta memória não tem registrada a vida anterior. não pode. ! memória ( o arquivo do nosso conhecimento. uma ve6 que est* livre da mente )sica morta. ao dar o primeiro sinal de vida com o choro tradicional da crian1a. pela lógica.entro deste corpo )sico se aloja o c(rebro. provoca a precocidade na crian1a. entretanto. ( passado aos desencarnados para lembran1a de suas vidas anteriores. Toje. perisp)rito e a alma. #ste ( o processo natural que a6 o homem não lembrar da vida anterior.=F Mas um ato merece destaque. lembro de ontem. C a chamada aura. 5asce. . =F . um comple/o maior. #ste ( o ilme que. Por que não nos lembramos da vida anterior? #sta pergunta oi eito ao Pai Maneco.perisp)rito ( a cópia e/ata do corpo )sico. "obra. Mat(ria ( o corpo carnal. e vejam a jóia de resposta. isto só acontecendo quando desocupar este corpo.

2oc0 não pode entrar aqui. estou salvo. sei distinguir os meus. o sonho em duas partes.ivido. embora muito assustado. mas. mandava3o embora.=1 CAPITULO 2 SON3O 5o e/erc)cio das minhas atividades medi+nicas. com certe6a. aquele que vemos uma pilha e dias depois sonhamos com uma lanterna. e encaminh*3los ao mundo dos mensageiros do espa1o que nos atendiam e acompanhavam.eus. 2* embora. e imposs)vel e/plicar. 4s ve6es. onde coisas nos são reveladas e entramos em contato com os esp)ritos e o mundo paralelo C di )cil saber. #stava habituado a convenc03los de seus erros. inconseq?ente. 5ão me lembro deles. gra1as a . #spera a). quando chegou minha ve6. eu en/ergava. mas. #ra uma esp(cie de meio termo. ! verdade ( que. # oi em um deles que curei minha mania de a astar. por ter sensibilidade. sonhei ter morrido. o produ6ido pelas nossas impress8es. noite que o meu grupo de trabalhos espirituais est* reunido. 5ão vejo ningu(m. como perceber a di eren1a entre eles. os mais ortes. Mmediatamente. % mostrando determina1ão pela sua or1a e a cara echada. Pessoas estavam entrando. eu morri. Pensei. 'omo o pensamento me dirigisse. imprudentemente. e toda aquela al*cia do :ardecista aplicado. $eli6mente. alar com eles. para meu consumo. percebia quando algu(m estava acompanhado de um esp)rito. #ra um entusiasta dessa atividade e. Toje ( ter1a3 eira. mas não ( o caso. "enti3me totalmente desamparado. mas não podia aquilatar a sua qualidade espiritual. #ste ( meu grupo. <ritava a lito. 2ou l* conversar com eles e. era eu quem doutrinava os esp)ritos obsessores ou ainda não esclarecidos. . mas no escuro. di6endo ter que seguir seu caminho. Mas eu sabia ser um esp)rito. #u tenho direito a entrar e =1 . sem paletó. aquele que mere1o. 3 . 'omo vou a6er? % #m volta de mim não havia lu6. um homem alto. cheio de vaidade. vão me encaminhar para o lugar certo. os esp)ritos dos outros.pessoal vai levar um susto. ou seja. atrav(s do pensamento. orte e de camisa. e os encontros espirituais. $oi quando me lembrei. empurrou3me e disse. 3 5ossa. &udo come1ou quando. estava na porta do centro esp)rita. e percebi serem esp)ritos.

por entender não ser aquele o momento da mani esta1ão. j* estava mais clara. 2oc0 pode me 2oc0 est* me en/ergando? #stou. "ó quero ajuda. !gora só v0m os guias % encerrou. #u tinha que contar para a De6(. 5ão sou obsessor. Manoel. seu malandro. me vi junto com uma roda de pessoas. 2oc0 est* enganado. $i6 um pensamento orte. meu irmão. Por avor. mas me a6ia sentir cada ve6 mais longe do grupo. -lhei. Por avor. !qui não tem nada para voc0. $iquei em d+vida. mantinha o rosto echado e não participava daquela gostosa sintonia dos seus companheiros. Mas. que impedia este momento. 5ega. que conversavam trivialidades. #u absorvia tudo aquilo e melhorava a todo instante. #le continuava irme em seu pensamento. Precisava de ajuda. e de muita lu6. o momento di )cil que meu esp)rito estava passando.3 respondeu. "tasia:. a inal nunca me neguei a prestar au/)lio a ningu(m. um por um. e sim meu estado de rec(m desencarnado. 2* obsidiar outras pessoas. 5ão podia acreditar. "eria um m(dium vidente? . ! primeira parte do trabalho j* acabou. == . de repente. em meu redor. secamente. "abia não ser culpa deles. um dedicado m(dium atuante daquele grupo. me ajude % suplicava. em prantos. 2* embora. j* disse % !o mesmo tempo que alava. senti um corte naquele meu envolvimento. % respondeu -lha. # ( bom voc0 ir embora. o jeito ( ir buscar socorro em outro lugar % alei comigo mesmo. @em. e e/alavam uma energia amorosa. determinado. en/otei esp)ritos obsessores durante a sessão. #u preciso de ajuda. ! lu6. Mr embora? ajudar % alei. Hoão Nui6. #les não me viam. #le olhava para onde eu estava. da mesma orma que parei na rente do centro. e notei que um deles 3 da roda. 5ão era justo. j* disse. "enti3me bem.irigi3me a ele. ia en raquecendo. e.== 2* embora. Nogo eu. sobre mim. animadamente. cada ve6 mais. Por v*rias ve6es. "enti que naquele grupo estranho eu poderia resolver meu problema e reencontrar meus guias e amiliares desencarnados. saia de si uma energia muito orte. Por que comigo? Nembrei3me. e eu. 5ão posso di6er ruim. a Neda e os outros meus companheiros.

como eu i6 com voc0. onde vamos? 2amos dar umas voltas. $oi quando eu ouvi uma vo6. um esp)rito que ia me ajudar. Procurei meu salvador. Mantinha os olhos echados e me envolvi no que a6ia. $oi quando o ouvi novamente alar. criando or1as para pensar. pronunciando. =B . mas não preparado para casos como o meu. 5ão en/ergava direito. 5ão quero icar. 5ão adianta. 5ão sabia distinguir o necessitado do obsessor.homem era um m(dium orte. -re. com muita or1a. "enti um al)vio. não perca a oportunidade de estender3lhe a mão. e pense em Hesus. "enhor. mas não o en/erguei.03me lu6. "enti um al)vio. divertido. o Pai 5osso. !cedi a seu convite. 'onsegui me desprender do lugar. deu para en/ergar um lugar lindo.nico gritei. #les não vão te ajudar. $a6ia. -brigadoP Hesus 'risto. e/atamente como ele. -uvia gritos a litos. $iquei nervoso. -uvia gargalhadas. 5ossa turma ( grande e divertida. o ambiente icou carregado. quando voc0 tiver a elicidade de ser +til. meu irmão. "enti3me raco.epois vou te apresentar uns amigos. socorra3me."eja quem or. Mas. #ncontrara. quase em p. #scuro. apenas sei que era assim. $oi quando ouvi uma vo6 orte mas serena. tive a consci0ncia que eu ui igual. e lembre3se sempre o que ocorre com um esp)rito desencarnado e. !ntes de me revoltar. 2olte ao teu corpo. choros e gritos. parecendo eli6 da vida mesmo. . #ra da minha estatura. eli6mente. . -rei.=B Mas não adiantou. 2enha comigo. 9uando aos poucos ui abrindo os olhos. $iquei rela/ado e j* não ouvia as gargalhadas e gritos. . . 5ão ceda. de um lado para outro. # tomar uma bebida naquele bar. 9ue bom. 2oltei3me e vi um homem alegre. H* não via o homem que me acompanhava. 'ome1aram a me empurrar. cheio de lu6 e serenidade. . 5ão sei descrever. Mas não ique preocupado.9ue sirva de aprendi6ado o que hoje te aconteceu. mais mo1o. emocionado. 9uando entramos no bar. tendo a sensa1ão que iria desmaiar. bem vestido e dei/ava transparecer seguran1a. vou embora. alando.

aquele que modi icou meu comportamento. sentei3me na cama a lito. mas esclarecedor sonho. mesmo correndo o risco de ser um trevoso. pensar no apavorante. =J .=J !cordei. levantei3me e ui para a sala. 5unca mais dei/ei de atender os esp)ritos carentes.

a mesma orma. 5ão demorou. Reunidos na casa de uma das m(diuns que se pronti icou ao trabalho. mas. Cramos apenas cinco m(diuns. minha linha era somente a :ardecista. oi o escrito. onde estava escrito 7sim7 e 7não7. icamos concentrados. hoje desencarnada. recortados com o al abeto inteiro.princ)pio de que o semelhante atrai o semelhante torna essas sess8es amadoras.esp)rito disse que sim e escreveu uma mensagem bel)ssima. 5este inicio do trabalho. Um deles. sugeriu osse a reunião eita atrav(s da sessão do copo. letra por letra. 3 C irmão. ele desli6ando. com papeis estrategicamente colocados sobre ela. o copo deu sinais de estar me/endo3se. preparamos todo o material. pois não devemos jamais evocar as entidades astrais sem um objetivo s(rio. alou. que vinha e/atamente dentro daquilo que minha irmã. H* est*vamos perto da meia noite.epois oi perguntado se queria dei/ar alguma mensagem. cansativo. sem nenhuma pressão. ou irmã? . num grande campo de atra1ão de esp)ritos brincalh8es e perturbadores. quando eito com seriedade.copo correu para onde estava escrito 7sim7. 9uase sempre o inal da reunião ( desastroso. aliando sua curiosidade dentro de um trabalho com objetivo da caridade. -s esp)ritos usam o copo para a6er suas comunica18es. ! senhora que estava dirigindo a sessão tomou a iniciativa. 3 #/iste algum irmão aqui presente? . pela demora na orma1ão das rases. e mais dois. # oi aos meus companheiros do grupo que solicitei ajuda para dar sustenta1ão 4 corrente. at( que parou. quando o copo parou. ! pessoa que anotava as letras. 3 ! irmã quer revelar seu nome? =O . oi gasta meia hora. aguardando algum sinal. Uma mesa sem pano para acilitar o desli6amento do copo. 5a ocasião. .=O CAPITULO 4 SESS5O DO COPO 9uem ainda não teve a curiosidade de a6er uma sessão do copo? 5ão recomendo esta brincadeira. $eita a prece de abertura. 'oncordamos. para não invalidar a comunica1ão. queria saber e ouvir. ( muito e iciente. % perguntou. 3 Mrmã. Uma minha irmã de carne estava precisando de au/)lio espiritual e por ela oi solicitado uma sessão especial. cada um pondo o dedo m(dio suavemente sobre o copo. tamb(m. . . em vo6 pausada e solene. indicou. Por outro lado. quando a dirigente solenemente perguntou 4 entidade. .

9uero ver agora. e voltou para o !. pode ser alado por qualquer um. # vi. o copo escrever Naida. que ( irmã. Mas. Naida era como a cham*vamos. tamb(m. para o . levaria menos de cinco minutos. pelo m(todo simples da comunica1ão dos esp)ritos incorporados nos m(diuns. para não e/ercer sobre ele nenhuma in lu0ncia )sica. pela monotonia do desenrolar da sessão. e seu resultado. sua seriedade. pois seu nome verdadeiro era !delaide. tirei o dedo do copo. =Q . e escrever algo bonito. um esp)rito di6er que quer dei/ar uma mensagem. uma tia minha desencarnada h* muito tempo. mesmo inconscientemente. para o M. #le oi para o N. iquei cansado.=Q $oi quando tive a elicidade de ver o esp)rito que tinha dei/ado a mensagem. $iquei maravilhado com o trabalho. #ra a Naida. que adorava a #nU 3 o nome de minha irmã. . Pensei comigo. para o !. Mmediatamente. ! inal. aquele di*logo que durou quatro horas. Um de nós ali podia estar empurrando o copo com o dedo.

9uebrei o sil0ncio. desde o e/cesso de bebida alcóolica. Pensei ser algum problema na escola. esp(cie? #le não pode. se/o. morava com sua irmã. . 5ão ( chinesa. dei/ando transparecer alguma preocupa1ão. comportamento totalmente estranho e inadequado para a situa1ão. Mas vamos torcer para reverter este quadro. 3. por ela apai/onado. casada.everia esclarecer a ra6ão de sua sa)da. doen1as mentais e )sicas. in luenciando sua cabe1a e despertando esta pai/ão que não e/istia nele.que te preocupa? % perguntei. bonita. % esclareceu. vigiando seus passos. ! pro essora. ! medida que minha mulher relatava a situa1ão. % esclareci. para não mago*3la. 5ão havia outra maneira a não ser ter que se mudar. ou. com cabelos pretos.iga para a mo1a ter paci0ncia que. a Redda estava calada. alta. um parceiro na cama do casal. longos e bem tratados?. ele ser*. 3! mo1a ( uma chinesa. que se envolve em seus cabelos e tenta um relacionamento se/ual. 3 C uma pro essora. Perguntei. eu ia tendo uma intui1ão muito orte.o lado dela est* o esp)rito de um mo1o moreno. diante do absurdo deste amor. declarou seu amor por ela. ! descri1ão se encai/a. e/ceto a nacionalidade. 3 . ali*s. e a) ( que e/iste o perigo.esp)rito tem a emo1ão e precisa provocar o relacionamento para se embriagar no 0/tase. como ( grande a in lu0ncia espiritual nos encarnados. .=S CAPITULO 6 O7SESS1O !s pessoas não imaginam. mas seu apelido ( 'hina. e sim no próprio esp)rito.urante um passeio de automóvel. 3 #ncrenca? % arrisquei. at( que. o inevit*vel aconteceu. sua cunhada. onde era a diretora. 5a #scola uma das pro essoras estava passando por um problema enorme. em todos os sentidos. poderemos resolver. #le obsidiou o cunhado da mo1a. provavelmente. Mas como pode um esp)rito ter relacionamento desta =S . ainda bem jovem. % esclareceu. o cunhado come1ou a demonstrar ci+mes dela. não a dei/ando sair com amigos. . T* algum tempo. #la me contou a ra6ão de sua triste6a. "e acontecer o relacionamento. 'omo contar 4 sua irmã? . e/tremamente magoada. esconder esta aceta suja daquele que era seu marido. com certe6a.

que 4s ve6es chega ao e/agero. e não tinha nenhuma liga1ão com a am)lia na qual. 5em precisou a6er sessão. #ncontrei3me com um amigo que estava desesperado. desencarnada h* uns seis meses. Mentali6ei a conversa com a Redda. Mas caiu na realidade e não sabia como se desculpar. mas nós t)nhamos a consci0ncia do a astamento do obsessor pecaminoso. o esp)rito ( evolu)do. pela descri1ão que i6 na ocasião. #ra o amor que procurava. ele o (. são *ceis de serem encaminhados. 5o dia seguinte. atrai para si a energia do esp)rito obsessor. aspirando ansiosamente a uma1a do cigarro. atrav(s dos nossos guias. #/iste o culto 4 memória do desencarnado.=G . diariamente. . querido e estimado. ! passagem do esp)rito para =G . não uma nenhum cigarro. para um hospital do espa1o.desencarne dos amiliares deve ser tratado.e princ)pio. Mas. quase de loucura. na rente do esp)rito. . 'omentei com o amigo e. sentada com as pernas cru6adas. caindo na realidade de estar vivendo num mundo paralelo. com a gra1a de . <ritava e a irmava não se a astar de onde estava. 3! pro essora estava radiante. sem orienta1ão e voltado para as banalidades de uma vida comum e devassa. espiritualmente.amiliar ( um esp)rito amigo. j* quase conquistado. na cena vista intuitivamente. conseguimos. 5ão demorou muito. umava tr0s carteiras de cigarro. o esp)rito sabia estar desencarnado e tinha conhecimento de como manipular as energias da mat(ria. neutrali6ando temporariamente a a1ão dele no obsidiado. com apenas cinco anos de idade. 5a sessão seguinte preparei3me para atrair o esp)rito. &udo voltou ao normal e at( hoje a menina. e tamb(m em algumas at( de orma inconsciente. apenas perdido. 5ão sabia como chegou aquele ponto. como tamb(m os esp)ritos amiliares. !penas conversando vi o esp)rito de uma mo1a. #le não sabia. deu3lhe um choque. ele desligou3se. ! irmou amar a sua irmã e não sabe o que lhe tinha acontecido. jamais pode ser vista como a de um esp)rito perturbador. 4s ve6es. ligou3se. mas imbu)dos da vontade de ajudar nossos semelhantes. 5ão era ruim. a astar a entidade e encaminh*3la. . "eu cunhado rogou3lhe para não sair de casa e jurou3lhe todo o respeito que sempre lhe dedicou. vibratoriamente. incorporou a entidade. inteligente. #sp)ritos desse tipo. 5o caso anterior. j* ocupou sua cadeira no c(u ao lado de Hesus e sua igura. com muito cuidado. #le esqueceu3se da or1a de Hesus. a irmou ser sua cunhada. cheios de de eitos. 5este caso o esp)rito não tinha consci0ncia de seu desencarne e o clima criado pela conversa1ão. agora mulher eita. $oi conclu)do o trabalho. ao seu lado. minha mulher dava a noticia. para os amiliares. em ocasi8es como esta. 5ingu(m iria prejudic*3lo ou desvi*3lo de seu intento.m(dium. !t( hoje a mo1a desconhece a reali6a1ão do trabalho deste grupo esp)rita que atuou no anonimato. sua ilha. "ó conversando com o amigo.eus. 5ós. um dos m(diuns de nossa corrente. Is ve6es di6ia estar envolvido naqueles cabelos negros e longos. simples m(diuns.

Msto lhe causa um mal estar. de repente l*. "eus olhos revirados estavam totalmente brancos. o maior )ndice da obsessão. atraem os esp)ritos a ins. pensando estar ainda encarnado. # o interessante ( que são protegidos pelos esp)ritos obsessores.pai contou que o menino estava com quator6e anos e. 'uidam de sua sa+de e seguran1a )sica. =E . talve6. dei/ando em pa6 seus amiliares. uma atitude assustadora. 4s ve6es estamos aqui. quando entrou um homem. transmitindo essa situa1ão para os amiliares. Percebi estar seu esp)rito ausente e longe. e pedia que seu esp)rito voltasse ao corpo. -utras pessoas o ajudavam. mas em troca. o prato e talhares no lugar que ele habitualmente ocupava. o esp)rito percebeu seu estado de desencarnado. vemos esse quadro. durante as re ei18es. $oi icando arredio. provavelmente. porque. dei/ou de estudar. $oi quando. Mrrita3se. após o trabalho e eita a devida e corriqueira doutrina1ão. era uma pessoa normal.menino não se me/ia. 5aquele momento.=E o outro lado. -s casos mais req?entes de obsessão são sobre os alcoólatras e os drogados. nem sempre ( compreendida pelo desencarnado. carregando um rapa6. tentei conversar. dois anos antes. ! situa1ão tornou3se perigosa. #/istem casos mais graves. $omos solicitados para a6er um trabalho em uma casa. recebia apenas um olhar raivoso. copos e talheres. os viciados no *lcool e nas drogas. o ectoplasma retirado para provocar a or1a da entidade para poder manipular os objetos. gritou. de certa orma. $eli6mente. al(m do próprio ato. o rapa6 não andava. quando tinha do6e. a mesa era desmanchada. Por isso os viciados são chamados de copo3vivo. muitas ve6es. seus corpos estão doentes e debilitados. podia tra6er at( mesmo doen1a )sica para algu(m da casa. C. $oi. onde. #st*vamos no in)cio de uma de nossas sess8es. voando pratos. Mn eli6mente.entro do principio que o semelhante atrai o semelhante. #ste estado do esp)rito. cuidamos dos copos que nos servem de recipiente 4 *gua que bebemos. trou/e muita complica1ão. . at( não servirem mais. . tanto o encarnado como o desencarnado. com vo6 cavernosa. dormia bastante. menino teve uma esp(cie de convulsão.esp)rito desencarnado e ainda não consciente de seu estado vive esses momentos. 5essas ocasi8es. jogou sua cabe1a para tr*s na cadeira e olhou3me. mudando de cen*rio e acontecendo uma por1ão de coisas num simples cochilo. Para se ter uma id(ia. colado em sua aura. 'omecei a chamar pelo seu nome de batismo. acontecia o enAmeno. neste caso. tal e qual. !justado na cadeira. aluno comum na escola e gostava de jogar utebol. entender que est* morto. ou seja. pois não ( visto nem entendido. onde o che e da am)lia tinha desencarnado recentemente. al(m de suas cabe1as estarem totalmente alteradas pelos e/cesso da bebida e da droga. Mniciamos uma s(rie de passes. quieto. com ra68es ine/plic*veis. com req?0ncia. # o *lcool e a droga são consumidos para atender aos dois. . 'omo um sonho. # essas coisas oram se agravando. . se não osse colocado. não alava e demonstrava muita impaci0ncia. 'usta. alava muito pouco.

por ocasião do 5atal. regridem.m(dium não deve se abater por erros no e/erc)cio de sua mediunidade. se não tivesse acontecido. como se estivesse. 5ão matei ningu(m. 3 "ujouP Pensei. chamamos as entidades para aben1o*3lo e pedimos. Nevantou3se e oi embora. aplicavam os passes energ(ticos nas pessoas. e o garoto jogou muito utebol com a bola dada pelo Hoão Nui6. 2oc0 não tem o direito de prejudicar este rapa6. % oi a lacAnica. demonstrando indigna1ão. quem oi o assassinado. . enquanto eu chamava de volta ao corpo o esp)rito do mo1o. ato que aumentar* bastante seu carma. vi que o homem tinha voltado 4 ila. na parte inicial dos trabalhos. me perdoasse. 3 2ou arriscar e a6er3lhe uma pergunta. 5ós t)nhamos (. prometeu presentear o rapa6 com uma bola de utebol.urante um desses passes.irigiu3se a mim e con essou ter matado um homem. 5ão devemos tem03los. mas esclarecedora. mas. normalmente. $oi quando aconteceu. ! medida que os esp)ritos desta ai/a3 os trevosos. o Hoão Nui6 da 2eiga. o meu trabalho. podendo lev*3lo ao desencarne.que? % respondeu. um na rente e outro atr*s. a prote1ão de Hesus para aquele nosso humilde e so rido irmão. #/istem muitos desses animais por a). resposta. e de ato estava.BF 3 5ão adianta. !nimei3me. ! verdade ( que ele saiu andando com suas próprias pernas e. eu não sou ele. voltando de um transe. #m nosso grupo. 2oc0 matou um homem? 3 completei. % alava rispidamente. em nome de Hesus 'risto. na sa)da. o livre arb)trio. #le rela/ou na cadeira. #ste ( um esp)rito di erente. da qual se alimentava para seguir sua negra jornada. completei di6endo3lhe que. Praticamente perdem o racioc)nio e. 3 2oc0 vai sair j* deste corpo. #ste. 3 5ão sei. alando mansamente com o rapa6 e perguntei3lhe o que acontecia com ele. coloc*vamos v*rias cadeiras e os m(diuns. 5ão desistimos e insist)amos nos passes vibratórios. enquanto todos os companheiros do grupo aplicavam3lhe passes. que os encaminhar* 4 compreensão e recupera1ão. BF . olhou para todos nós. cochichei ao seu ouvido. ( um bicho eio que pula em cima de mim. $icou completamente curado. 5ão lhe perguntei as ra68es. em conseq?0ncia. domin*3los e envi*3los 4 alta espiritualidade. 'umpriu a promessa. 'ontinuei. simplesmente. sim. . 3 . . &ivemos um caso interessante. com todo respeito e humildade. um homem pareceu3me muito perturbado. aninhou3se na energia do rapa6. eles vão criando orma de animal. um dos baluarte do espiritismo e companheiro do grupo. "urpreso. Meio sem jeito. $i6 o rapa6 acompanhar um Pai 5osso. #nquanto lhe aplicava o passe.

encaminhado e parasse de a6er aquele homem so rer. #ste ( o esp)rito vingativo. at( que veio a mim e con essou o seu bem3estar. !penas o i6 sentar3se novamente e roguei osse aquele esp)rito. B1 . aterrori6ar sua vida. ao seu lado. $oi um al)vio. a irmando sentir3se um novo homem. sabia ter sido morto por aquele homem e veio. em busca de vingan1a. agora pac) ico e bem humorado.B1 muito menos se outros sabiam do crime. ossem quais ossem suas ra68es. homem agradeceu e passou algumas semanas tomando passes em nosso grupo.

gentilmente. contou3me o ato. ou no anedot*rio espiritual. dei/ou o visitante 4 vontade e oi cuidar de seus B= . $oi o contr*rio. ao ponto de lhe ter transmitido sua energia negativa. com toda (. !o sairmos. 3 2oc0 doou a sua energia positiva. do que propriamente por acreditar no milagre da cura daquele homem. . e ningu(m d* mais do que pode. um passe energ(tico. ou absorvemos a da pessoa. 9uem procura uma casa espiritual não se satis a6 só com o passe. 9uer mais ( conversar com as entidades. $iquei con uso com um caso. e/pliquei. e/ercendo seu cargo em uma pequena cidade do interior. o homem.B= CAPITULO 8 TROCA DE ENERGIA ! doa1ão m+tua de energias entre as pessoas tem uma a1ão sobre elas de certa orma desconhecida da maioria. acontece uma das duas coisas. $oi chamado para atender uma pessoa hospitali6ada. onde deveria aguardar a chegada do abnegado julgador. . e6 o homem entrar e o convidou para sentar3se na sala. em choro pela e/pectativa da morte. completamente curado. caso contr*rio. "e a pessoa tiver consci0ncia do ato. 4s ve6es.Hui6 ainda não tinha chegado em casa. dentro das casas espirituais. ela sentiu um impacto muito orte. ou trans erimos nossa própria energia. mais para atender a solicita1ão dos amiliares. . voltando ao estado normal.ireito. do estado de cada um. esteve 4 beira de um desmaio. oi 4 casa do Hui6 agradecer o milagre de ter dado um sensacional drible no 'avaleiro 5egro da Morte. !o entrar no quarto. mal estar.elicadamente. a irmando estar o doente tão perturbado. . mas.ias depois. suor rio. ( melhor um só passe do que de6 conversas com os esp)ritos. $ui com uma pessoa visitar um doente no hospital. Um Hui6 de . at( mesmo durante longo tempo. atrav(s dos passes magn(ticos tem uma e ici0ncia assombrosa. viu o paciente 4 beira da morte. 9uando nos apro/imamos de algu(m. pode icar raca e sentir3se mal. imediatamente ! doa1ão de energia. . Mas na verdade. &omando conhecimento do tranq?ili6ou3se.interessante deste enAmeno ( a sua in lu0ncia no doador da energia. desenganado pelos m(dicos. !o entrar no quarto. não sabendo se devo enquadr*3lo como prova de (. enAmeno.Hui6 aplicou3lhe. con irma1ão da e ici0ncia da energia salvadora do passe. era conhecido pela sua convic1ão no espiritismo. nada lhe acontece. j* tão debilitado. dependendo. "ua esposa.

3 5ão. tirou seu paletó preto e surrado. que. 3 . e era ele quem de eria ou não os pedidos de soltura dos presos.. 4 entusiasmada doutrina1ão do mestre da lei. sem gra1a. % concluiu. ! certa altura. doutor. contendo todos os objetos roubados. sereno e e/tremamente espirituali6ado. 7. entrou em casa e viu o homem na sala. não sei se para justi icar seu estado espiritual. &odos os assuntos pol)ticos do #stado. recebeu. um dos seus caracter)sticos. o senhor acha que est* sendo vitima de um obsessor espiritual? 3 "im. de portador anAnimo. com um bilhete. doutor. agrade1a aos bons esp)ritos terem acilitado seu desencarne. est* sendo aconselhado por um esp)rito atrasado. sua casa oi assaltada. pois estava preparando o almo1o. sem pedir teu conselho. hoje aposentado como . ! carga ( muito pesada. # continuava a contar sua import. . 3 $eli6 ( voc0 que hoje est* vivendo a verdadeira vida. &enha certe6a. "olicitou um trabalho ao nosso grupo. convers*vamos com o importante homem p+blico. . o que sabia a6er muito bem. em sua casa. a imprensa deu destaque a ocorr0ncia criminosa.esculpe. -ra. 'hegou o Hui6. ou para se e/ibir. #nquanto a dona da casa preparava a sala para a sessão. BB . pela obsessão. o sisudo jui6.ias depois. 3 . 2oc0. estamos sendo governados por ele. !o contr*rio da revolta. que nosso querido Mestre Hesus 'risto est* cuidando de voc0. creio estar com um esp)rito maligno ao meu lado.<overnador não a6 nada sem me consultar. #le gabava3se ao Hui6.BB a a6eres dom(sticos na co6inha.ncia nas graves decis8es pol)ticas e governamentais. #u não estou morto. 4 sua casa. Um "ecret*rio de governo. levantou3se e aguardou3o para o cumprimento e agradecimento ormal.. meu amigo. 2iva sua vida espiritual. homem calmo. respeitosamente. 3 "ecret*rio.esembargador. e/cepcionalmente.senhor me curou e só vim agradecer3lheP % interrompeu. estava passando momentos di )ceis. Por ser importante igura nos meios jur)dicos. % con irmou o pol)tico. uma trou/a. tenha ( e não se apegue 4s coisas materiais. 9uando oi Hui6 na 2ara de #/ecu18es 'riminais. $omos. sentou3se na rente do homem e sentenciou. Hui6. interrompeu3o. quem tem que resolver sou eu % di6ia. 5ão sab)amos que era o senhor7.<overnador do #stado nada a6. o esp)rito maligno. vou contar mais uma. Muitas histórias são contadas sobre esse not*vel homem. Para concluir. então todos nós.

ou ica do mesmo jeito. ali. o que quer? % perguntei3lhe. temos em comum nossas vibra18es. a "onia. 3 Minha vacina pegou. 3 Redda. ! sala j* est* pronta. convidei a todos. 3 'omo est* a erida de tua vacina? 3 ! casca caiu hoje. sem ter tomado a vacina. 9uando tenho qualquer dor. !pelidei o s*bado. ao meu lado. e echando o dis ar1ado riso do jui6 brincalhão. respondeu. #las oram secando. #ntre mim e minha mulher. pois dona Redda precisa alar. incomoda coceira provocando pequena erida. quei/ou3se. sua mãe est* aqui e precisa alar com voc0. 3 $ernando. 3 2acina? 9ue vacina?. pegando em seu bra1o e no mesmo lugar da minha estranha erida.. a comunica1ão. acontece com req?0ncia. !s eridas eram iguais. deu3me um recado. sem destino. # mais. 5um deles. ela tamb(m tem> ou se estou preocupado. 3 #speraP 'omo voc0 sabia que eu precisava alar com voc0? 3 Recebi o recado. ou ela descobre. 3 H* vou indo. 3 2amos iniciar o trabalho. 3 "enhor $ernando. sua secret*ria. eito para pequenas coisas. Msso ( a inidade. parecendo in eccionada. "*bado ( o dia que não tenho compromisso. 'ome1ou a aparecer. pela "onia. "aio cedo. torna3se bem mais *cil. !t( que. para dar o e/emplo. de 7o dia da bobagem7.. por mais que tente dissimular. resolvi passar no escritório de um amigo. BJ . 9ue a6arP.BJ 'onsertei rapidamente a constrangedora situa1ão. estou imuni6ado. Um alivia a necessidade do outro. por pensamento. a Redda. comprar qualquer erramenta. dei/e eu ver. 2ou aqui. 9uebrando o sil0ncio. 3 C. criaram uma casca e quando a do meu bra1o caiu perguntei a ela. ( para o senhor tele onar para sua casa. !o entrar. 'ontou ter sido obrigada a se vacinar no col(gio onde era diretora. C a por a inidade espiritual. !lguns dias depois ela oi aumentando. % brinquei. % pedi. #/iste uma outra orma da troca de energia. em meu bra1o direito.

principalmente na divisão dos so rimentos e na telepatia. pode ser levada para caminhos perigosos. ico at( arrepiado. "ou orte. e. . 3 5ão senhor $ernando. um dos grandes problemas dos terreiros e templos religiosos. oi ao tele one e o usou. e que precisava alar comigo com urg0ncia. em qualquer religião. inegavelmente. ! Redda e/plicou. voc0 j* pensou se ele osse mulher? Perguntei irAnico. #le olhou3me espantado. 4s ve6es.BO 3 9ue recado? #u não alei com ela. pode ser muito +til. talve6 por trabalharmos com a mesma entidade. e eu não sabia onde te encontrar. a presen1a da comunhão de vibra18es entre os homens ( boa. #ntre as pessoas de se/o di erente. Um cuidado que todo praticante da Umbanda deve ter quando isto acontecer. nosso conhecido. o pai3de3santo observou. mostrando estar surpresa com a pergunta. iquei mentali6ando o pedido para voc0 ligar para mim. Mas. 3 !gora entendo o que voc0 di6. 3 . 5ão era h*bito dela ir visitar3me. contar ao dirigente do terreiro. !tendida minha mãe. trabalha com o 'aboclo &upinamb*. BO . se abra1aram. que só acontece entre pessoas de muita a inidade. 3 #ste menino tem uma vibra1ão muito boa. #ste ( o tipo da materiali6a1ão de um pensamento. ambos. j* velhos conhecidos. !o sair o m(dium. $inali6ou. lutar contra este sentimento.isse j* estar indo e ui para casa. em caso de não o superar. 3 @em. #u não lhe disse nada. se e/ercida com intelig0ncia. não sou? % inali6ou. a Redda contou3me ela ter chegado 4 minha procura. 9uando o abra1o. na pr*tica da espiritualidade. $iquei atrapalhado. 2oc0 não me disse que a Redda tele onou e precisava alar comigo? ! "onia me olhou. quando e/iste a a inidade. interessante e. Um pai3de3santo. e respondeu. triun ante. ao ser con undida por atra1ão )sica. 3 'omo ela estava nervosa. pois j* hav)amos trocado id(ias sobre o assunto. 5uma visita. &inha certe6a do que di6ia. ! energia em harmonia tamb(m tem seu lado negativo. .que?. !t( estranhei. perguntei 4 "onia. &enho muita a inidade com ele.3 'oncordou. a mesma entidade de um m(dium de nosso terreiro.senhor entrou no escritório. % pondo de lado o tele onei.

e/iste a lógica. 3 Mas como pode isso acontecer? 3 5os dias que tem vento orte. Minha casa no litoral tinha sempre suas telhas uradas. $iquei pensando o que podia ser. provocando os uros. não conseguia imaginar como um pei/e podia cair no telhado de uma casa. numa mercearia. descobri que as telhas oram quebradas por um pei/e com mais de meio quilo. intrigado. convencido. meia idade. rindo. #le não dei/ou transparecer duvida quanto ao ato das sementes provocarem os uros nas telhas. e umas cinco telhas estavam totalmente destru)das. % concluiu. Mas contou uma história. ( leve e tem uma ponta dura. 3 -utro dia. elas são levadas ao alto e. 3 ! senhora sabe. Perguntei. por ocaso. se aqui no balne*rio.@asico era um descendente de italianos. mas dentro dele. #ra alegre e brincalhão. quando digo que o espiritismo por si só ( ilógico. 'onsiderando que a semente tem o tamanho de uma castanha. $iquei at( contrariado por julgar estar BQ . pessoas costumam atirar com revólver? 3 Por que pergunta? 3 . % e/pliquei. um carpinteiro conhecido h* muito tempo. provocando goteiras. mesmo ainda não descoberta. % e/plicou. pedindo que cortasse a copa da bela *rvore do meu quintal. não havendo rachaduras. Nevei o @asico. 'ontei o caso dos estranhos uros nas telhas. ao lado. convicta. o que me obrigava a levar algu(m para consert*3las. Respondi. adquirida no e/erc)cio de sua pro issão.tamanho dos uros nas telhas indicam serem eitos por pequenos objetos como balas. . 'ontei a teoria da dona da mercearia vi6inha.GICA @rinco com as pessoas. -correu3me perguntar. 3 -s uros são eitos pelas sementes dos sombreiros. demonstrando muita or1a.BQ CAPITULO 9: CRIANDO A L. v0m com or1a. ui. Por mais que quisesse. 9uando ui ver dentro do orro da casa. tem lógica. ao ca)rem. 5ão tinha lógica. ui consertar um telhado de uma casa aqui perto. 3 C. !s *rvores não ultrapassavam a cumeeira da casa. #nquanto a6ia os reparos na estrutura do telhado.

hoje em moda no meio esot(rico. o pei/e não tinha asas. seus esp)ritos sa)am do corpo. alei. 4 manipula1ão de ervas. como. quando precisavam. espiritismo ou qualquer outra religião transcendental. oi um passo. em busca do lobo che e de alcat(ia e. . realmente tinha. as chamadas sa)das do corpo ou viagens astrais. #les tinham a t(cnica apurada e. #/istem cren1as re utadas terminantemente. ! inal. talve6 porque não se distra)am com automóvel. ainda viva e criando temores entre os mais crentes. para o povo di6er que o homem se trans ormava em lobo.pei/e tinha asas? 3 5ão. o guiava aos ataques de quem queriam destruir. C uma crendice. dentro do ilógico. uma simples e/plica1ão torna tudo compreens)vel. o que me dava o direito de tamb(m ser respeitado. dominando sua mente. entregavam3se muito mais 4 concentra1ão. por isso. Pelo processo da reencarna1ão. convicto. @asico. BS . na Umbanda. mais voltados 4 magia que os de hoje. # o espiritismo ( cheio de mist(rios. . por não e/istir a lógica.BS sendo alvo de uma chacota.a). #le me pegouP 'onseguiu criar a lógica. ao treinamento da sa)da do esp)rito do corpo. passada de gera1ão 4 gera1ão. sempre respeitei o @asico. os bru/os e bru/as da idade m(dia talve6 estejam hoje reencarnados. sem d+vida. parecia estar animado com uma vontade humana. Mndignado. lobo. rindo matreiramente. no caso. Toje. 3 !creditoP !creditar que o homem se trans orma em lobo e sai matando pessoas na lua cheia. 'om certe6a a gaivota dei/ou ela cair de seu bico. 9uando me perguntam se acredito na lenda do lobisomem. 3 Pare com mentiras. % respondeu. . respondo. 'omo pode ter acontecido isso? . estou tentando criar a lógica. e se ainda est* presente entre nós. Mas eram. televisão e computador e. ! cria1ão da lenda do lobisomem oi assim. ( coisa de crian1a.que 4s ve6es parece absurdo e imposs)vel. ( por ter sido inventada em ato marcante que deve ter abalado a opinião p+blica da (poca. principalmente. 4 alquimia e. &ua história est* o endendo a minha intelig0ncia. claro. agindo sob a in lu0ncia do bru/o.

pelo ato de julgarmos que a nossa energia ( mais compat)vel com a vibra1ão bai/a. "e voc0 desejar o bem. nos terreiros de Umbanda. a sua retaguarda a rou/a e aben1oa a vinda da vibra1ão de pa6. BG . con usão entre amiliares. por ser negativa. Previno a todos. #mbora não conhecesse a magia praticada nos terreiros. algu(m e6 um trabalho de magia. tão clara. # pior. 9uando o preto3velho ou o caboclo manda procurar o e/u. era com tinta. com uma cru6 dentro. % 5ão criem o medo por in undados trabalhos pegados. ( alimentada por or1a semelhante. "obre esse assunto. ( para desmanchar um trabalho eito contra a pessoa. precisando ser combatida pela cria1ão de uma or1a semelhante 4quela que provocou o dist+rbio na pessoa. surpreende3nos a todos. ! macumba. 3 &enho ( em Hesus 'risto e nos seus mensageiros. mesmo criando um campo energ(tico atrav(s de trabalhos. do que o mal. nem com chuva intensa. ! id(ia de ser vitima de um trabalho eito contra a sua pessoa. #ste mal ser* banido da minha vida. uma entidade deu uma e/plica1ão. $ica ali. . $iquei com medo. vibrando como toda energia. pois sempre acreditamos o contr*rio. ( só imagina1ão. ao sair de casa vi. ! ai/a vibratória. ica girando em torno de seu corpo pegajoso e redondo. . com sapo morto.urante o dia. toda a de esa espiritual da pessoa se echa e a protege. aquela macabra pintura não sa)a do meu pensamento. 5uma manhã. um c)rculo pintado de vermelho. e como introdu6i3los num lar. 'on esso.BG CAPITULO 99 NEM TUDO < MAGIA . ( porque e/iste uma energia ruim. 3 9uando voc0 deseja o mal a outro. cria3lhe o medo. contra mim ou minha am)lia. daquelas que não sai mais. quase sempre ruto da imagina1ão e do medo. 3 C mais *cil voc0 a6er o bem.cascão do sapo ( colocado pelos esp)ritos do astral in erior em qualquer canto de sua casa. do lado esquerdo do meu portão. % concluiu a entidade. o pensamento pode tornar a mentira verdadeira. gera a tal energia compat)vel. Umbandistas mais e/perientes sabem distinguir um do outro. #levando meus pensamentos. colocada em qualquer encru6ilhada. 'aso contr*rio. pedi prote1ão aos esp)ritos de lu6. ! maioria das consultas. conhecia a or1a dos trabalhos do mal. Mmaginei o pior. ! revela1ão. 9ualquer briga. e este a6 um trabalho especial com elementos da terra. quando ainda não integrado ao movimento umbandista.homem ( suscet)vel 4 amea1a da magia. um arrepio incomodo correu pela minha espinha.

ui caminhar no bairro. 3 MacumbaP # ( da grossaP ! cru6. ui me acostumando com o c)rculo vermelho. oi a 'ompanhia de Rede de Wgua e #sgotos. 5o terceiro dia. tra6endo. achei lógico e certo. chamei um vi6inho que regava seu lindo jardim. neste caso. só um pouco. não tendo com que se alimentar. de qualquer um. signi ica. onde vão ser mudadas as redes das *guas pluviais. e/plicou. assustado. &odas as casas tinham a marca. que vai crescendo 4 medida que ( alimentada. 3 C. toler. se ao contr*rio. 3 2oc0 sabe por que. Nevei3o 4 minha casa. !tAnito. harmonia. Mas. e perguntei. não gostou da minha decisão. mostrando o s)mbolo do diabo. para meus bot8es. 3 di6ia. a mesma coisa. $ui pedir ajuda a um amigo. Mas eu não conseguia esquecer por duas ra68es. que marcou as casas. 3 Mas. pondo em risco a serenidade e pa6 da am)lia. tem que haver a cria1ão de um campo de or1a da magia branca. mesmo mediana. BE . vitimada por um man)aco espiritual.BE imediatamente sugada pelo trabalho. a morte. 9ue Hesus perdoe esse meu desconhecido inimigo. vai diluindo3se at( desaparecer. o correto ( ter bons pensamentos. vi o mesmo desenho eito na minha. as casas estão marcadas com este s)mbolo? 3 "im. $ica o ambiente carregado. 5a verdade. ! linha :ardecista trabalha só com energia. Respondi. 5uma tarde. 3 5ão adianta. #u não sabia o que di6er ou a6er. sem ele nada entender. Mnsistiu. at( a doen1a )sica. 9uanto ao ato de criar um campo de or1a para combater outro. !chei a interpreta1ão da cru6 e do c)rculo uma aberra1ão espiritual. Passando em rente 4 casa do vi6inho. podiam ter uma marca mais simples. dona da casa. at( ter uma or1a grande. #le. não suportava mais aquele medo de ver minha gente. # o c)rculo ( para echar o trabalho. a energia. contr*ria ao bom senso e 4 intelig0ncia. e/periente esp)rita.ncia e perdão entre os moradores da casa. o ambiente or de pa6. se eu a6ia parte de um grupo esp)rita e iciente e com bons resultados. para destruir a ruim. 5o caso. 'om o decorrer dos dias. o medo e porque estava pintada na entrada da minha casa. Meu an*tico amigo. vis)vel e assustadora. preces. 5ão iria solicitar trabalhos especiais. Para não alar mais no assunto alei. H* não tinha mais medo. $ui a outra. muitas ve6es. 3 2ou pensar. 2ou esquecer essa est+pida magia.

JF CAPITULO 92 TRANSFORMAÇ1O $ui visitar meu sobrinho @enno. Pondo inal 4 visita. at( certo ponto. #nquanto ia para casa. principalmente essas de macumba e de bai/a categoria. Mncorporou em um m(dium o esp)rito de um )ndio. dentro de minha cabe1a. "ou contra qualquer tipo de ritual. em seu escritório de advocacia. sei l* onde. e ouvi. no ouvido. 3 retruquei contrariado. despedi3me. dando as costas. contr*rio a esse tipo de religião. quando ele me e6 um convite. $oi quando senti a apro/ima1ão de meu guia espiritual. ordenando a todos.. pensava. estou req?entando um terreiro de Umbanda. e não tenho nenhuma inten1ão de conhecer outro tipo de religião. H* tenho meu grupo. 3@ata a testa tr0s ve6es na mesa. um berro austero. "e/ta3 eira. 3 2oc0 me leva? 3&e pego 4s oito. tão presa a rituais. e dava vibra18es. 6angado. Por que o irmão Maneco quer que eu v* em terreiro de Umbanda? Nogo eu. o dia das reuni8es? Perguntei. Nembrei3me de uma passagem que ocorreu durante uma sessão na linha :ardecista. dirigida pelo #dmundo $erro. e me dirigi 4 porta. #u? 'laro que não. JF . determinado e. 'onvers*vamos sobre espiritismo.. 32*P 5ão pensei duas ve6es. 3 Toje. cadeira por cadeira. 5ão quer conhec03lo? % perguntou. 3 $ernando. 39ual humildemente. 3 'omo ( o nome e quem ( o m(dium? 3 &enda #sp)rita "ão "ebastião. que voc0 conhece. 5ão conte comigo e te aconselho a se a astar o quanto antes dessas religi8es a ro3brasileiras.

pe1o3lhe. !inda envolvido pelos meus pensamentos. "e cumpri3la. sem nada di6er.J1 5a respondi3lhe em s+plica. que me dispense dessa ormalidade. com todo o respeito e do undo do meu cora1ão. não sei. Passou direto. J1 . quando deu a ordem. 3Meu irmão. não imaginando o quanto ainda lhe seria grato. e de certa orma at( e/citado. minha ve6. vou erir todos meu princ)pio contr*rio a qualquer ritual dentro do espiritismo. aguardava meu intrometido sobrinho. "e a entidade gostou.

e um beijar a mão do outro. seguros. lembrando do tempo que namorava na igreja. e iquei quieto. &odos alavam e conversavam animadamente. . Toje ( trabalho de esquerda. da linha da esquerda. que eu estupidamente imaginava. "e acalme. sem a concentra1ão comum dos trabalhos que estava habituado a req?entar. bem iluminado. Metade da parede era vermelha e metade preta. curioso. garbosos. Parecia uma parada militar. tocando o Tino 5acional. suas saias rodadas balan1avam aos som dos atabaques. 9uando serão apagadas as lu6es? 5ão se apagam.pai3de3santo concentrou3se e come1ou a cantar o Tino da Umbanda. -s vestidos das mulheres eram impec*veis. como me alam? "ou hoje um homem sem medo. . sem nada entender Resmunguei. #ra um salão grande. #stava assustado. Mas o ritual era di erente do que estava habituado. "entei e dei/ei as coisas acontecerem. "enti um cala rio. 'om a seguinte di eren1a. perguntei ao @enno. para cantar com eles. 5unca podia imaginar uma coisa assim. $oi uma vibra1ão incr)velP Pareceu3me ter levado uma tijolada na cabe1a. H* que voc0 est* aqui. todos cantavam e dan1avam. Respondeu lacAnico. o dirigente do terreiro. 2ermelha e preta. &odos icaram em p(. dei/e come1arP Nembrei da ordem do irmão Maneco.. 'ome1aram as incorpora18es. . rabo e p(s de bode. di erente da nossa casa :ardecista.medo trans ormou3se em emo1ão. #/u? Pomba3gira? 2ou embora. e aqui estava come1ando. ! corrente oi entrando em ila. Prestei aten1ão na movimenta1ão dos m(diuns. demonstrando um orgulho enorme por estarem ali. &inha sido muito bem recebido pelo pai3de3santo #dmundo Rodrigues $erro. Meu desejo era entrar no meio. #squisita a pintura. "uas cal1as e camisas eram brancas e muito limpas. #u. #stavam mais para anjos do que para os ilhotes de diabos. @em. a &enda #sp)rita "ão "ebastião. H* não queria ir embora. !) entrou a mãe e o pai3de3santo.pai3de3santo incorporou a entidade che e naquele terreiro. -s homens não dei/avam por menos. #/plicou. e depois em asc)nio. Nu6es acesas.J= SEGUNDA PARTE CAPITULO 9 A UM7ANDA 'on esso que estava ansioso. 2ovA J= . 5ão paravam de cantar e dan1ar. &odos cantavam o Tino. &odos de branco. $oi um tal de bater cabe1a no chão. &r0s tambores come1aram a tocar. C dia dos e/us e pombas3giras. l* acabava. de repente pensei. e o e/u? 'omo ser* ele? &er* cornos. #u i6 o mesmo. !chei estranho este mundo.

em orma de caveira.e repente parou na minha rente um m(dium incorporado. $iquei olhando. e corri para conversar com ele. JB . umando e bebendo uma mistura. !qui sou pai. . #ra uma caneca. Riam. voltei para meu lugar e i6 o que o 2ovA mandou. 3 'areca. olhou3me e disse. e reparei ser eu o +nico careca ali dentro. Uns vão andando a p(. esp(cie de trono. que cada um viaja como pode. #st* vendo coisas estranhas. outros de canoa. 5ão vi cornos. #ntusiasmado. C um preto3velho. 2* para o teu lugar.ei um gole e quase vomitei. !dmirado. -lhei para todos. ele alou. $iquei olhando o e/u. "aiba. est* o lugar onde todos devem chegar. -lhou3me i/amente. &otalmente di erente do que conhecia. nem rabo e muito menos p( de cabra. Mais dominador do que assustador. sim senhor. meu ilho. #mpolgado. 2i. repetindo as mesmas palavras do Pai Hoaquim ditas h* mais de trinta anos. #/plique3me duas coisas. 3 . procurando iniciar uma conversa1ão. no im. . curioso.eu uma gargalhada e o ereceu3me bebida. H* tinha ouvido essas palavras. uma entidade alegre. 9uero alar com voc0. vovA.evolvi3lhe o copo3caveira. isto sim. 9uando alar comigo. Mas. 2oc0 não est* aqui por acaso. "a) de ino. tenha respeitoP Meu pai % disse. ou. doce e amorosa. brincavam e alavam com todos os presentes. depois iquei sabendo ser de sete esp(cies. venha aqui. 5ão sou teu irmão. . após um baita gole no caneco da bebida. . coisa nenhuma. capa preta. # esse irmão Maneco não ( irmão coisa nenhuma. Meu irmão % disse. 3 9uem lhe contou o nome do irmão Maneco e como o senhor sabia a rase que ouvi h* anos. 'om um olhar matreiro. Nevantei3me. determinada. ou para onde queira. 'areca. 5ão acreditei. # ele estava desse jeito quando in ormou. 5ão perdia um movimento sequer.JB 'onrado era seu nome. -uvi o 2ovA 'onrado chamar. -utros esp)ritos incorporavam nos demais m(diuns. h* anos. porque detesto bebida alcóolica. #/u sempre tem um olhar marcante. "entou3se numa cadeira. Prometi ao 50go Maneco ensinar uma por1ão de coisas a voc0. retomando a conversa1ão. ique olhando e v* aprendendo. $iquei olhando. outros com essas m*quinas de voc0s. #ra incorpora1ão em massa. j* solto e alegre. principalmente conhaque. simplesmente. "ei l* o que mais. material para dei/ar qualquer um de porre.esp)rito tudo sabe. # por que 5ego Maneco.

#le. Nembrei3me do 7s0o7 Hoão. na linha :ardecista. 7s0o7 Hoão % respondi agradecido. após seis meses de aus0ncia. vi que ela estava cheia de esp)ritos perturbadores. 'hegando na casa da m(dium. 'arecaP % corrigiu. e no pró/imo trabalho a m(dium iria voltar. no plano espiritual. disse3nos j* voltar. aos trabalhos. pois ia resolver o problema. #ste oi meu primeiro contato com a Umbanda. H* te conhe1o da outra casa. "oltei v*rias cobras na casa e. a inal sou contra rituais. quando eles as viram. Uma m(dium. Perguntei3lhe a ra6ão. recolhi todas e o ambiente icou livre desses in eli6es obsessores. e oi alar com outra JJ . #ra o esp)rito que resolvia nossos problemas. pessoa. 5a outra semana. rindo. Meu nome ( &ata 'aveira mas l* eu sou o Hoão. incorporou novamente.. 2i estar carregando uma cai/a cheia de cobras. "ubiu. Pedimos socorro ao 7s0o7 Hoão. # despediu3se. 9uando oram embora. Uns de6 minutos depois. 'oisa de esp)rito brincalhão. 3 &ata 'aveira. Is ve6es di6ia ser 'aveira. 9ue bom rev03lo. sa)ram em debandada % disse. $oi bom voc0 ter vindo para c*. Nembrei3me de um trabalho maravilhoso. incorporado. icamos preocupados. pensava comigo. companheira nossa. in luenciando nossa companheira para não mais ir aos trabalhos e abandonar o espiritismo. 2oltando para casa. enquanto cantarolava os pontos que ainda ecoavam em meus ouvidos. dando3nos a not)cia de estar o caso resolvido..JJ 'areca jaguaraP. estava em grande di iculdade e como não queria mais req?entar os trabalhos. normalmente. eito por ele. pena não poder um dia req?entar a Umbanda. $iquei curioso. nossa irmã voltou.

&em atitudes antagAnicas. envolvido na minha aventura de mentira. &alve6 lhe desse a mesma oportunidade e perguntasse o que pediria 4 . mas abre sua bolsa para satis a6er os caprichos de algu(m. 'ompletei a rase.isse a Redda em tom sarc*stico. 3 Pediria que todos os bichos pudessem alar. #u dirigia o carro devagar porque o paralelep)pedo da tortuosa estrada estava umedecido pela densa neblina. Mnterrompi o sil0ncio. !o mesmo tempo que ( irrevers)vel em suas decis8es e incapa6 de icar sensibili6ada diante do choro convulsivo de um neto. por ser ela a ave de vAo mais alto e que pode ver o mundo em toda sua amplitude. mas podia ser melhor7. JO . pensei.cheiro da mata que entrava no carro. sempre p8e 4 rente dos racos seu pequeno porte de mulher guerreira. "e nossos olhos e cora18es são insens)veis aos seus comportamentos. quem sabe eles pudessem nos di6er onde erramos. . pensamento não tem parada. "empre oi assim. 3 "abe o que ela iria pedir? . não gosta de ter atitudes coniventes com os sonhadores. voa de um assunto para outro. . 3 # o que voc0 iria perguntar 4 *guia ? 3 !inda não sei. 7.mundo ( bom. antes que ela dormisse outra ve6. envolvido com o suave rescor da neblina. e o perigo do ve)culo derrapar recomendava muita prud0ncia. <ostando de dar elicidade aos outros.JO CAPÍTULO 2 SE DEUS ME DESSE=== #u e a Redda est*vamos descendo a serra do mar. mas mesmo neste estado ( capa6 de icar embevecida diante do colorido do beija3 lor. de pre er0ncia em portugu0s . C sensata. e a e/pectativa de um dia ensolarado e bonito. 9uando embravece dei/a e/plodir todo seu g0nio indom*vel. 'ontinuei divagando. 3 "eria bom para os homens se eles pudessem entender os bichos. aquiesceu em ouvir.eus para melhorar o mundo. no que di ere de mim. tra6ia uma pa6 interior dentro da medida que essas coisas boas me cercavam. Mmagine quanta coisa a *guia poderia nos ensinar. &alve6 pela sua *gil acilidade de racioc)nio. #u sonho e ela me acorda. estende sua mão para a agar a cabe1a de um cão doente ou socorrer um cavalo atropelado na rua.e soslaio. não gasta vint(m 4 toa. sabe o que eu iria mudar? Minha companheira de quarenta e tr0s anos de conviv0ncia ( uma leg)tima representante do -ri/* -gum. 3 "e .eus me desse a oportunidade de modi icar alguma coisa de "ua obra.

o que. não destruiria mais lares. . deveria a6er parte da mat(ria obrigatória escolar. $alo da a1ão e da rea1ão. e/pressam a qualidade de quem as emite.som ( vibrante. tão própria dos homens. ! sonoridade das palavras de Hesus deveria inebriar seus ouvintes e ao pregar o "ermão das Montanhas deve ter causado um impacto maravilhoso nos que o ouviram. t0m um lugar no espa1o. &odos estavam atentos e me olhavam com e/pectativa. tom e e eito. sem alar em querer modi icar o mundo. os berros e a m* orma1ão da e/pressão. esperando o resultado entre o grupo do meu in lamado ensinamento. se o homem não alasse. mas em compensa1ão o maldoso e eito da in . 3 #la ia pedir que para o mundo icar melhor. . Mas o di*logo sonhador icou calado em mim. Um aluno criticou de orma irAnica. imaginando como seria o mundo. e com certe6a. contei para eles o di*logo na descida da serra. não só para quem a pronuncia. con orme voc0 disse no in)cio. Mencionei a magia das palavras. vo6 estridente e tom alto. tonalidade e irme6a das palavras. destacando sua locu1ão. Is ve6es sou convidado para a6er uma palestra sobre a Umbanda a grupos de estudantes. &odos os nossos sentimentos reprimidos eclodem e se somam 4s vibra18es dos sons. pensativo. o que me animou a continuar. sejam eles positivos ou negativos. $alei. nem seriam levantados testemunhos mentirosos. ! inten1ão das palavras ( que causam o e eito. e cheguei ao nosso destino. 3 C verdade. os homens não pudessem alar. 3 ! educa1ão da vo6.mais importante não ( a vibra1ão da emissão dos sons. jogam 4 lama o nome de pessoas honradas.mia. e tem um e eito no espa1o. ! maledic0ncia da inveja seria banida da JQ . -s gritos hist(ricos. #stamos alimentando o in erno sonoro de nossa alma. Um alante descontrolado. muitas ve6es. porque a maneira de emitir as palavras tem um e eito enorme.JQ $iquei aguardando o j* certo e ulminante complemento da rase.iante de trinta deles. $iquei em sil0ncio. desen/abido. a magia das palavras desapareceria. da causa e do e eito e da lei dos semelhantes. não ser* em lugar espirituali6ado. 3 . ! musica e os mantras. e após ter j* respondido v*rias perguntas. 3 "eguindo seus ensinamentos. são prova disso. 5ão poderia ter sido o grande pregador se a imposta1ão de sua vo6 não osse per eita. as gargalhadas. e como ele tinha icado cravado em meus pensamentos e como um simples devaneio tinha revolvido os meus conceitos dos mist(rios da magia. pretensão para quem não consegue modi icar nem os seus de eitos próprios. ! suavidade. pode causar e eitos negativos em seu ambiente. mas para quem as ouve. nem romperia ami6ades. e sim no astral in erior.

aqueles que alam mentiras para apa6iguar seus sentimentos o uscados pelas trevas demon)acas da incompet0ncia e da rustra1ão. por desuso. 3 9ue revela1ão? Perguntou. $alei.JS humanidade. . 3 'omo oi a palestra? 3 $oi boa. # o velho ditado 7quem conta um conto aumenta um ponto7. acilitando a pa6 entre os homens. encerrando minha palestra. !o chegar em casa.eus e6 o mundo com per ei1ão. 3 . JS . e o mentiroso e gabola não mais e/istiria. evitando a cria1ão de imbecis e irrespons*veis. curiosa. a Redda me perguntou. e a intriga seria de initivamente sepultada. seria sepultado. eu tive um revela1ão. C melhor dei/*3lo como est*. porque al(m de ter sido muito aplaudido.

um simp*tico italiano. #stava conversando com o <iovanni. sentado em uma mesa de uma pi66aria. não são? . "e eu não posso viajar. e por isso a clientela era grande. l* em casa minha am)lia ala ao mesmo tempo. H* voei na imagina1ão. e logo vai cair a tarde e o dia vai desaparecer. #u sou assim. talve6 tivesse sido mais eli6 e morreria com as duas orelhas. imediatamente vejo a planta crescida. com culturas di erentes da nossa.isse para o <iovanni. dentro de uma semente de girassol. . procurando a lu6 do sol.JG CAPÍTULO 3 A DANÇA #u tenho um problema cultural hoje irrepar*vel. com uma enorme lor. Mas isso nos d* bom humor. o que me tornou um desconhecedor das culturas do mundo. saboreando uma pi66a 4 calabresa. ! casa era amosa. "uas vidas )ntimas tamb(m vivem dessa orma? 3 C. que conhece o mundo inteiro. mas viajei at( o espa1o. nari6 alto. 5ão para de alar e gesticular. #stava com ele. não i6 viagens internacionais. mas não ( a mesma coisa que evidenciar os atos. os astros. 2olto 4 realidade. as constela18es.epois de pensar um pouco. 3 C. "empre gostei de ler. Rodeavam3nos as mais estranhas iguras. C incapa6 de di6er macarronada. onde provavelmente e/istem outros mundos habitados. sem contar as óperas. Por que ser*? JG . e ainda me lembro do 2an <ogh. sem ensinar como sua mama a6ia. de v*rias nacionalidades. "e algu(m abrir a mão e mostrar em sua palma uma semente de girassol. "ão r*pidas. 3 Mtaliano % como o chamavam carinhosamente 3 os ingleses são bem di erentes de voc0s. alante e irrequieto. Pormenori6a tudo. onde estão os planetas. e vamos ter trabalho de Umbanda 4 noite. que est* brilhando no c(u cor do in inito. #m compensa1ão a minha intimidade com os esp)ritos me e6 um homem imaginativo. por e/emplo a &arantela. e cada um querendo alar mais alto que o outro. Perguntei in ormalmente. verdadeiras ontes de energia. con irmou. o <iovanni. vai ser o meu in ormante. carregada com sementes. senão o sol não estaria tão alto. Nembrei3me da m+sica italiana. "omos eli6es assim. at( virar uma gritaria. que se req?entasse um terreiro de Umbanda. e gosto de s03lo. $oi quando me lembrei da minha lacuna cultural. "ão sim. @ai/o. e descubro que estamos no meio do dia. . 3 2oc0s italianos são agitados.

"er* que isso não pode caracteri6ar uma nature6a espiritual de um povo? !rgumentei . com as saias apertadinhas e passinhos curtos. não houvesse tanto so rimento. 3 "ão comedidos no alar. gar1om me traga uma coca3cola. JE . presentes e dominadores.JE 3 Pelo modo do andar deles. un:s e sei l* mais o que. considerando que o movimento ( uma a1ão que gera uma rea1ão. para desconversar. "ão amantes da vida. 9uem sabe se. % a irmei. e ainda mascando chicletes. inveterados amantes. tanto que tive que pedir ao gar1om para esquentar minha pi66a. com a Umbanda. delicados e galanteadores. -s irlandeses são admiradores da gaita de oles. #le sabia que não me podia tirar da minha inculta viagem. apai/onados por tudo que a6em. "eus gestos os levam para esse lado. como pedindo uma pausa na conversa1ão. "omos amigos e por isso ele me conhece bem. austero. 'om tudo o Mtaliano concordava. não (? "uplicou o <iovanni. C um movimento macho. Percebeu que eu tentava uma liga1ão do que al*vamos. de um brio di erenciado. ou o movimento ritmado do som de seus instrumentos musicais? . enquanto ele j* tinha comido duas. # os ranceses. se ao inv(s daquela m+sica osse um samba brasileiro? -u as nossas mulatas cariocas andassem como as guei/as? Reparou como cada um est* ajustado 4s m+sicas? 'onclu). pois era um medroso do espiritismo.an1arinos de roc:s. não seria o som musical de suas musicas? . 3 # o americano. 3 #st*. 3 Por alar nisso. Respeitei seu pedido. 5ão te parecem eli6es? "er* que são as suas *reas verdes.<iovanni e6 um gesto. e admirados pela cultura pol)tica do povo comum. via de regra. que retrata. e suas dan1as ossem mais alegres. estudado. Husti iquei. . sempre dos outros 3 brinquei. 3 2oc0 não vai me contar nenhum caso de esp)rito. a desgra1a amorosa.Maurice 'hevalier não ( protótipo deles? # que tal o ch* servido pelas guei/as. !nalise o argentino. 3 2eja o que est* acontecendo hoje no oriente m(dio.eve ser o resultado da rea1ão do movimento da dan1a por eles pre erida. "ão din. ao inv(s de se auto punirem em nome de !llah. adorador do tango. 3 ! pi66a est* boa? % perguntou. "ó eu alava. Msso os torna di erentes. # eles gostam de contar os so rimentos. andam com calma com passos irmes e seus gestos são suaves. 3 5ão entendi.<iovanni me olhou descon iado.micos. .

não sabe dan1ar. 4s ve6es eu levava o <iovanni para assistir uma gira no terreiro. no outro agitado. 'on irmou contrariado. -nde se encai/am os teus movimentos? !nda todo torto. em s)ntese. e quando o a6 ( sem ritmo. 'ada movimento atra) um tipo de vibra1ão. 4s ve6es ( violento. OF . con irmava com a cabe1a. Msso. j* vi. 3 "e voc0 na gira. voc0 est* tra6endo um peda1o de vibra1ão de qualquer lugar. não te levam at( as ondas do mar? -s -guns.'riticou resmungando. -s )ndios eram mestres nisso. voc0 o que (? 3 #u? #u sou brasileiro. 2oc0 j* viu as o/uns corimbando no terreiro? !pesar de medroso. 3 'omo assim? Perguntou o ignorante. ao cantar uma m+sica. 3 # voc0. 3 C. ele com a boca cheia de pi66a. $ernando. que seja compat)vel com a dan1a. Mas ( uma id(ia. 3 "e são aquelas entidades que icam rodando e olhando para a palma da mão. voc0 tem que a6er um movimento que vibre no local da or1a que origina essa energia. tomei o cuidado de e/plicar. 4s ve6es tua e/pressão est* tranq?ila. não parecem soldados romanos? -s XangAs não te lembram a dure6a das pedras e a ira dos trov8es? # as Mansãs. tentei escapar. dan1ar % no mesmo lugar.OF 3 5unca vi tanta bobagem. por or1a da própria a1ão desses gestos. não (? "abe que na Umbanda o movimento tem magia? 3 "abia que voc0 ia chegar na macumba. o que lhe dava insAnia. não parecem ventanias? # os caboclos de -/óssi? 5ão te lembram as matas? 'ada ve6 que eu alava. agora voc0 j* sabe que quando precisar de au/)lio da nature6a. um dia calmo. ( magiaP #/clamei triun ante. <iovanni. 3 5ão te lembram as *guas de um rio? # as Memanj*s. como se tivessem um espelho. ! inal. traga a conta para o meu amigo aqui. 3 #ntão. <ar1om. outras não. Mroni6ou 3 C a corimba. $alei com seriedade. eu sei.

Husti ico3me. $iquei encurralado na trama do pai3de3santo. $oi rid)culo. #mbora j* tivesse a pr*tica de vinte cinco anos na linha :ardecista. !o ingressar na corrente. atrav(s do jogo das palavras. echei os olhos e sa) pelo salão dando vibra1ão no ar. $oi um bom aprendi6ado. depois de tr0s meses req?entar a assist0ncia no terreiro. ui parar dentro do cong*. Percebi ter ca)do numa armadilha. "empre ui t)mido para dan1ar e cantar. "ou um homem disciplinado e obediente. . % a irmei. Pode a6er e di6er o que quiser. i6 o que sabia. pondo o pai3de3santo bem 4 vontade. 9uando entrei na gira. no meio das imagens. "e eu usar de toda a autoridade recebida pela lei da Umbanda. voc0. em alguns momentos. !sseverei. com raiva de mim.que l* aprendi. ! não ser que voc0 me alte com o respeito. a culpa ser* tua. $oram me buscar. $inali6ei. eu órico por ter sido convidado para ingressar na gira.O1 CAPÍTULO 4 DIFERENÇAS ! gira estava animada. Lardecismo e Umbanda são di erentes. os m(diuns devem obedecer as ordens da hierarquia do terreiro. depositei em tuas mãos o meu uturo medi+nico. Mncorporei. segurava minhas incorpora18es no terreiro. Mentalmente acompanhava o ritmo da m+sica. em caso contr*rio. voc0 pode icar. prender a pessoa. 5ão só pode. 3 ! Umbanda ( e/igente. #ra o que ele queria ouvir. com muita humildade. a ponto de querer at( chorar e ir embora. Mania de :ardecista de incorporar com o olho echado. a tudo acompanhava atentamente. 'onstrangimento? Por que? &enho um constrangimento muito grande de me/er com C que voc0 j* tem vinte cinco anos de pratica. 5ão posso dar o mesmo tratamento dos m(diuns comuns. O1 . o m(rito ser* teu. e. "e eu or um bom m(dium. o pai3de3santo me chamou para um conversa1ão. e eu. &amb(m puderaP 5a +ltima ve6 que incorporei na Umbanda. e acatarei a determina1ão. ao menos por enquanto. aqui não vou usar. 5ão tive alternativa. 9ueria ser um bom m(dium. como deve. &odo de branco.

# dance. respeitosamente. 'orri atr*s dele. . # tem mais. um movimento necess*rio. vir ajudar na limpe6a do terreiro. # quando voc0 estiver na gira. com licen1a. mesmo que não saiba. % arrisquei. quando voc0 chegar no terreiro. aqui dentro. inclusive dos ogans dos atabaques. como YpaiZ ou YpadrinhoZ. ser* que oi vingan1a daquele )ndio por me ter negado bater a testa tr0s ve6es? O= . embora seja branca. 5ão me chame mais. ponha uma roupa mais adequada. $iquei pensando. #ssa que voc0 usa. agora de orma delicada. qual ( a hierarquia do terreiro? !l(m de mim. % respondeu. # desde j* voc0 est* escalado para s*bado pró/imo. cante.% encerrou. #ngoma ( o conjunto dos instrumentos que a6em a musica no terreiro % e/plicou. deu as costas e me dei/ou so6inho. a mãe3pequena.3 echou a cara. por ser o canto um mantra da Umbanda. por ser a dan1a. rumpi e O=0. de $erro. "ó para eu saber. minha esposa. aliviado. &ome nota das primeiras ordens. beije a minha mão e de toda hierarquia. e os ogans da engoma. rom. #ngoma? # o que ( engoma? Perguntei. a mãe3de3santo. não est* igual aos outros da corrente. que voc0 tenha vergonha ou não saiba. Mesmo. os capitães do terreiro.O= 9ue bomP % e/clamou.irija3se a mim. # os atabaques t0m nome. Padrinho.

5esse dia olhando concentrado e i/amente para minha imagem re letida levei um susto. 3 ! Umbanda ( uma religião autenticamente brasileira. # oi essa a convic1ão da minha inspira1ão na conversa com o Hulio sobre o inverso da Umbanda. Um grupo de quase meia d+6ia de adeptos da Umbanda ouviam curiosos nossa discussão. 3 ! Umbanda ( uma religião a ro3brasileira. $oi uma e/peri0ncia incr)vel. pentear os cabelos. #/iste h* milh8es de anos.OB CAPÍTULO 0 O ESPEL3O !cho que todos vão concordar comigo que o banheiro ( nosso esconderijo respons*vel por momentos de nossa necess*ria privacidade. recomendando a mesma tentativa.H+lio ( alto e apesar de seus cinq?enta e tantos anos mant(m um corpo de jovem. "eus cabelos são grossos. !s vibra18es cósmicas e a mediunidade nasceram com o homem. . no Rio de Haneiro. vi minha imagem re letida no enorme espelho estrategicamente colocado na parede. 5ós usamos o espelho para limpar os dentes. # ( nessa importante pe1a de nossa casa que est* o espelho. 3 2oc0 est* con undindo. um elemento de grande utilidade na magia. #ra o outro eu. # com ela nos digladi*vamos com eloq?0ncia e em calorosa de esa das id(ias da religião. #ntre outras tantas ormas dos magos usarem o espelho ( buscar no espa1o o re le/o dos elementos para aumentar a or1a dos trabalhos na constru1ão de campos de energia. não usa o OB . a6er a higiene e con erir se a roupa est* adequada com nosso gosto. ! religião chamada Umbanda tem menos de cem anos. considerando ter nascida o icialmente em 1EFG. #le icava irritado e sua grossa vo6 j* estava passando da tonalidade própria dos cavalheiros. -s que j* me ouviram tiveram a mesma sensa1ão. aquele homem dentro do espelho era outro. C ormada por grandes alanges de esp)ritos na qual predomina o nosso )ndio. e/ercendo o direito do meu recolhimento neste cAmodo. "eus olhos eram misteriosos e o seu rosto não me pareceu amiliar. ! verbosidade ( a sua maior arma para manter acesa uma discussão. ! irmou. Presto3lhe minha rever0ncia. originada do candombl(. bem penteados. Rebati. $oi anunciada pelo 'aboclo "ete #ncru6ilhadas incorporado no m(dium D(lio de Moraes. por acolher em sua ess0ncia o inverso de tudo. ainda meu desconhecido. 3 ! Umbanda se perde no tempo. 'erta ve6. pretos e salpicados nas pontas de um grisalho compat)vel com a sua idade o que me cria uma recrimin*vel inveja por eu ser calvo. ! minha acompanhava o mesmo diapasão. #ra ele quem di6ia. por isso divido3a com os outros. "omos displicentes com o nosso outro eu.

. 3 2amos trocar id(ias sobre a Umbanda buscando uma intera1ão religiosa e não discutir ou compar*3la com outras religi8es. Mniciei a conversa. 'om a não adapta1ão ao regime da escravidão os portugueses. ! Umbanda tem que ser redescoberta. sugeri que nos un)ssemos aos demais convivas ao at( então apra6)vel evento. trou/eram escravos negros da W rica. antes ajeitada para recepcionar o Hulio. mas prometo tentar. #stou a6endo essa sugestão por querer que voc0 me ajude a consolidar a iloso ia que h* anos estou tentando implantar no terreiro que dirijo. inclusive a espiritual. 'omo est*vamos no jardim da casa de um amigo comum. convidados que omos para uma reunião. &ive uma e/peri0ncia com o espelho que me e6 repensar toda minha conduta humana. #le era meu amigo )ntimo por isso j* oi servindo o ca e6inho.entro do bem reside o mal e vice3versa. #st* combinado? 3 5ão sei se vou conseguir icar quieto.OJ sangue como elemento nos trabalhos. os )ndios então os leg)timos donos da terra oram escravi6ados. demonstrava estar de bom humor. 5o decorrer dos tempos os a ricanos j* mais adequados 4s suas condi18es de servi1ais. . !penas sou contra a mistura da Umbanda com o candombl(. #u di6ia. escrevendo a mais triste p*gina da nossa história. OJ . sem a horrorosa gravata amarela que destoava de seu terno cin6a claro. descoberto o @rasil. &udo tem o outro o seu inverso. mas tenho o dever de entend03la. 3 'omo amanhã ( domingo. 3 . sem precisar conhec03la. @rincou. 5a minha casa nós icamos na sala. dentro do mal e/iste o bem. não prega o medo e muito menos e/ige compensa18es inanceiras pelo e/erc)cio da mediunidade #st* na hora de mudarmos os conceitos. ! id(ia oi aceita.inverso da Umbanda? 2oc0 quer di6er descobrir coisas ainda não reveladas? 3 !s coisas reveladas e não entendidas. 2amos coloc*3los diante do espelho e descobrir o seu inverso. 5ão tenho a pretensão de descortin*3la. vestido 4 vontade. orte e que re+ne adeptos de grande envergadura cultural. . #nquanto desabotoava o seu jaquetão cin6a para sacar de um cigarro.H+lio estava circunspeto demonstrando estar bem atento e surpreso com minhas e/plica18es.epois de e/plicar continuei. in lamado. 9uero juntar as pe1as e concluir o quebra3cabe1a. 3 !ntes de tudo quero dei/ar claro que não combato nenhuma religião ou orma de e/erc03la. Respeito o livre arb)trio de cada um e con esso só ter uma no1ão b*sica do candombl( apesar de achar essa religião muito bonita. ele me comunicou em educado sussurro. vou te visitar para continuarmos nossa conversa.

OO misturaram sua ra1a negra com a vermelha do )ndio e entre elas a intromissão dos brancos. !s tr0s misturas deram in)cio 4 civili6a1ão brasileira. !cho que basicamente os esp)ritos que undaram e trabalham na Umbanda t0m alguma p*gina dentro da (poca do descobrimento do @rasil. #le me disse para ser ousado e buscar respostas por mim ainda desconhecidas. maravilhosa e m+ltipla na sua constru1ão. sem nunca esquecer que ela ( autenticamente brasileira. -s !rquitetos do #spa1o resolveram juntar todas as suas iloso ias religiosas em uma só. ! sobrancelha grossa do H+lio levantou e ele interveio.H+lio mal se continha. são religi8es antagAnicas. !trapalhei o H+lio. misticismos e iloso ias espirituais. de eito que lhe derrubaria o t)tulo de esp)rito superior.nea de conceitos est* gerando uma con usão muito grande. # a capoeira nasceu antes da Umbanda. mas deve ser revista adequando3a 4 lógica correta de uma religião independente. . Por ser nova e pouco estudada. OO . Parou uns instantes olhando3me para pensativo e torpedeou. 3 # o preto3velho não ( o a ricano? 3 #stou inclinado em acreditar que ele oi tra6ido atrav(s da descend0ncia da ra1a a ricana que criou a capoeira. a UmbandaP #la oi planejada e criada para atender o povo brasileiro.i6em ela ser originada do candombl(. 3 . #sses esp)ritos dos )ndios. cheios de cren1as. ! religião dos brancos oi re ugada pelos negros que criaram o j* conhecido sincretismo católico na Umbanda. . !) vem a revela1ão do inverso. negros. 5ão oi só a ra1a que se misturou.H+lio não se conteve. hoje o +nico esporte brasileiro. a religião tamb(m. Repare que todos os pontos da linha dos preto3velhos são iguais 4s musicas da capoeira. 2eja uma delas. Mndagou.e certa orma. # ela oi criada pelos a ricanos 4 guisa de esporte mas na verdade era um meio de de esa. o que desagrada tanto os adeptos da Umbanda como do candombl( que não tem nenhuma vincula1ão com o sincretismo católico. reencarnaram aqui mesmo no @rasil. 5ão tenho nenhuma d+vida que a Umbanda tem que seguir seus princ)pios morais e ilosó icos ensinada pelos esp)ritos. 3 # não oi? 3 Pelo pouco que sei do candombl(. brancos. por qu0 o ori/* -/um carrega um espelho? Mmposs)vel ser vaidade. ! pr*tica da cultura religiosa dos ind)genas com os a ricanos oi proibida pelos brancos que impunham o catolicismo entre eles. e/ceto quando são misturadas. europeus e religiosos católicos. . a miscel. dev)amos pregar e cultuar a Umbanda dentro da lógica dos acontecimentos históricos do @rasil. 3 @aseado no que voc0 a irma isso? $oi o espelho que te contou? 3 ironi6ou.

OQ . mas espero descobrir.OQ 3 2oc0 sabe? 3 #u não sei. 9uem sabe nós devemos buscar a resposta pesquisando o inverso do ori/*.Hulio despediu3se e prometeu a6er a e/peri0ncia do espelho. ao menos vai se admirar. &enho certe6a que vai aproveitar. Mas antes devemos ver o inverso de nossas a18es que erem a espiritualidade ensinada pelos esp)ritos que a6em a Umbanda. . pois se não encontrar o seu outro YeuZ.

gritar. mais *cil para o esp)rito dar sua comunica1ão. 5a Umbanda chamamos o m(dium de cavalo.omingos.i6ia coisas descone/as. mas tinha um cora1ão imenso. demonstrando sua indigna1ão pelo coment*rio do estejado gordo. 5aquela ocasião.omingos era um membro da corrente. cultural e espiritualmente. sensibilidade e conhecimentos.. . . Mas. trotar e galopar. $al*vamos sobre a mediunidade. reunidos em uma só or1a. C como dois em um. $oi com outro espiritualista que entendi a incorpora1ão e a necessidade da prepara1ão do m(dium. .m(dium tem que dar condi18es ao esp)rito. dei/ar ser montado e obedecer as r(deas.$erro costumava berrar. ! gente l0. Um cavalo bem domado. voc0 ( um burroP . . um e/periente pai3de3santo.omingos acreditava que não adiantava nada o m(dium ter cultura esp)rita. <ordo. dei/ou escapar uma das suas marcantes alas. principalmente no que se re ere a di eren1a da mesma entidade incorporada em m(diuns di erentes. !mbos estão ali presentes. quando a entidade toma o corpo do m(dium. a incorpora1ão de um esp)rito com o m(dium ( um grande mist(rio. 9uanto mais preparado. <osto de conversar com ele e. C a terceira energia % disse. acharam gra1a da orma do pai3de3santo e/pressar3se. ormando uma terceira. todos. inclusive o . 9uando vem o esp)rito. &oda aquela postura era mentirosa. principalmente. brincalhão e alegre. ele a6 o que quer. . era muito querido por todos. 'ada qual com sua cultura. para poder e/trair sua cultura. acilita ao cavaleiro. ainda não conhecia o !ndir de "ou6a. ilho de -gum não dei/ava as coisas para depois. 2oc0 ( um imbecilP !pesar da grosseria das palavras.pai3de3santo echou a cara.omingos. #ntretanto. Um ( um e outro ( outro.. sabendo andar. essas energias se unem. OS . Mnterrompeu e voci erou. reclamar por tudo. $alando sobre prepara1ão espiritual dos m(diuns. pedi. trocar id(ias sobre a Umbanda. #mbora comum e undamental para a religião esp)rita. não adiantando nada o que se aprendeu. principalmente por contradi6er tudo aquilo que ele pregava.esp)rito ( uma energia e o m(dium ( outra. &erceira energia? #/plique melhor. estuda e aprende. . H* o pai3de3santo com sua e/peri0ncia pregava o contr*rio.OS CAPITULO 2 TERCEIRA ENERGIA .

misturada em sua energia. com sua aura limpa e vibrante. ica com uma parte do outro. no primeiro. pensando na proveitosa troca de id(ias com o !ndir.OG - 'omo o ca ( com leite? &entei ajudar. e cheio de ódio. $alei. "e a entidade incorpora em mim. para quem conversar com os dois m(diuns. só pode in ormar coisas semelhantes.mesmo e/u incorporado em um m(dium menos preparado. toda esta parte boa do m(dium. em sua mani esta1ão. -s dois juntos criam uma terceira bebida. disse o !ndir. o leite tamb(m. amoroso. ele vai tra6er.omingos. 'omo um computador. OG . 2amos imaginar um e/u. C.ca ( ( uma bebida pura. 3 Msso e/plica bem. 5o segundo m(dium.omingos j* desencarnou. . vai ter que lutar para não dei/ar esta parte ruim do m(dium. ela ica com uma parte que sou eu. culto. incorporado em um m(dium manso. 'ompletei. se sobrepor 4 sua vontade.esp)rito só pode tirar do m(dium o que ele tem programado. "im. . est* bem esclarecido este ponto. #nquanto voltava para casa. senão poderia e/plicar para ele o que o $erro não conseguiu. que não ( a mesma entidade. . boa coloca1ão % elogiou. lembrei3me do . .princ)pio do computador. -bviamente. violento. "e incorpora em outro. 5ão pode ser igual. 2ai parecer. "e seus arquivos são de m* qualidade. para esclarecer minha compreensão. Pena que o . Msso mesmo. em dois m(diuns di erentes.

"e não der certo. entortam as mãos e cometem outros trejeitos. "oube que meu -ri/* era -gum e j* tinha eito o cru6amento na Umbanda e o amaci. normalmente.OE CAPITULO 4 INCORPORAÇ>ES H* estava habituado 4s incorpora18es da Umbanda. nas giras de -gum. -ptei pela Umbanda por ter encontrado nela a minha necessidade religiosa. j* h* vinte e cinco anos. % orientou3me.segredo ( a paci0ncia e a con ian1a nos respons*veis pela dire1ão do terreiro. considerando3se estar trabalhando com ele. jogando3me de joelhos no chão. os m(diuns icam muito apegados ao olclore. #le atendeu.ava consultas sentado no toco. OE . @em mais cedo que esperava. . C a alta de conhecimento dos m(diuns que provoca esse quadro at)pico da entidade. para voc0 icar tonto e acilitar a incorpora1ão. na linha :ardecista. o Pai Maneco. com certe6a. "enti3me mais seguro e protegido na Umbanda. o meu pai3de3cabe1a. H* tinha o preto3velho e o 'aboclo. . . muito embora. h*bito comum quando ele queria chamar um esp)rito para incorporar num determinado m(dium. que voc0. incorporava uma entidade que não tinha dado o nome. pedindo uma e/plica1ão. ! gira era de 'aboclo. e icam mancos. a1a uma respira1ão r*pida e curta. 3 5em todos os e/us são iguais. via de regra. C importante mencionar. icar* bem amortecido. di erenciava bastante dos outros e/us.desenvolvimento da mediunidade na Umbanda deve ser espont. Mntu) que um 'aboclo est* querendo incorporar em voc0. para só depois levantar e saudar a todos alegremente. H* me considerava m(dium pronto. Mncorporava. e nunca dei/ar de perguntar as d+vidas que tiverem. "e tiver di iculdade. mas. sem necessidade de lu6 apagada. bem 4 vontade. ique rodando. @ebia cacha1a e umava cigarro de palha. mas comum entre cavalos ine/perientes. dentro da nova roupagem de preto3velho. o esp)rito declarou chamar3se !:uan. o pai3de3santo chamou o #/u &ranca Ruas das !lmas. &empos depois. 'antava e dan1ava. $iquei intrigado e procurei o pai3de3santo. "ó altava o #/u. ! incorpora1ão oi r*pida e orte. olhos abertos. ! di eren1a oi a batida alegre da m+sica e a manipula1ão da energia da 5ature6a pela cria1ão de campos de or1a. Pela impon0ncia da entidade. que recebi sem nenhuma di iculdade. . $ique calmo e concentre3se. j* tinha abandonado o 'entro #sp)rita.pai3de3santo me chamou e me e6 icar no meio do terreiro. Mandou cantar o ponto do 'aboclo Hunco 2erde.neo. estava solto. entidade para mim *cil de lidar. devendo o m(dium tomar o cuidado para não incorrer na imita1ão das incorpora18es de outras pessoas.

!rrematou. sob a orienta1ão dos dirigentes e m(diuns mais e/perientes. aqui presentes. $ernando. se os outros souberem da consci0ncia.esp)rito não oi. Meus parab(ns. 5ão tem nada de errado ser m(dium consciente.. % detalhei 3 independentemente dos meus problemas na incorpora1ão. trabalham suas mediunidades. em meu terreiro. C um tipo de treinamento. $iquei sem jeito. ui cru6ado no terreiro como pai3pequeno. 3 2oc0 ( o primeiro m(dium. 5o inal o pai3de3santo a6ia suas observa18es.QF 5o terreiro do $erro.urante a incorpora1ão tive o impulso de ir bater a cabe1a no ponto de seguran1a da gira.. !o contr*rio. toda a corrente estava em p(. $iquei sem entender. !creditam que. #stou em d+vida se ui eu. e/plicando as coisas certas e erradas dos m(diuns. com a inten1ão de saberem as coisas contadas pelos ilhos da corrente.anos e só sai daquela casa com morte de meu pai3de3santo. não contarão ao esp)rito suas di iculdades )ntimas. durante a incorpora1ão. mais tarde. 'om medo de errarem. Para teu controle. &empos depois. 3 . porque assim voc0 aprende as coisas que o esp)rito ensina. na sua ótica. Mncorporei o #/u &ranca Ruas das !lmas. #les ( que pensam assim. ( muito bom. uma ve6 por m0s. al(m de ser a maioria. inclusive o próprio pai3de3santo. o m(dium. havia uma sessão echada. ou se ui eu quem criou a id(ia e ele não me dei/ou ir. #le continuou. . que a6 uma declara1ão publica a irmando ser m(dium consciente. al(m de ser also. C uma pura asneira. todos teus irmãos de corrente. 3 'laro que não. que atrapalhou a entidade não o dei/ando a6er o pretendido. #/clamou. 3 Mas tenho que ser inconsciente para trabalhar na Umbanda? Perguntei assustado. que e/istem mães e pais3de3santo. me olhando. que se di6em inconscientes. juram serem inconscientes. 9ue i6 para merecer cumprimentos? % pensei. em sil0ncio. omitem o detalhe da consci0ncia ou inconsci0ncia. em cujo cargo iquei durante. numa gira echada e sem assist0ncia. $ui saber. onde os m(diuns. pensando ter eito uma pergunta inadequada ou prim*ria. por estar errado. para desenvolvimento dos m(diuns. seria certo ou errado ele ir bater a cabe1a? 5essa altura. QF . $i6 uma pergunta.

#le vai ter alguns pequenos problemas.ei/ei meus a a6eres e sentei3me 4 sua rente. porque. go6ava de boa sa+de e não demonstrava estar passando nenhum problema. hoje ( a +ltima ve6 que estou incorporando neste cavalo. de pronto. voc0 guarde teu cora1ão no co re. para dirigir uma casa. 'areca. a lito. que quero alar so6inho com o 'areca. "e ele não puder trabalhar. Me/eu3se no seu trono. 3 'areca.pai3de3santo che iava. #stava no meio do terreiro. 2ovA. #st*vamos no m0s de "etembro. # vou dar um conselho. e estar incorporado no pai3de3santo. era todo vida e alegria. mantendo uma orma )sica invej*vel.evia pesar uns setenta quilos. os m(diuns alegres. que tão sabiamente comandava. . não se deve jamais alar com ningu(m. Percebi uma certa gravidade. vai desencarnar. . -s dois sa)ram e ele. . espiritualmente. não estava incorporado. eu cuido do terreiro.Q1 CAPITULO 6 O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO #stava comandando uma gira da esquerda. assustado. venha c*. ! casa estava cheia. uma resposta da entidade 4 minha solicita1ão. deu a noticia. 3 'uide do meu terreiro. ra6ão que me e6 gelar. % gritou. #ra um homem importante para a Umbanda e para o próprio terreiro. o ereceu3me a orte bebida e disse aos seus dois ajudantes. #sperei. h* quase cinq?enta anos. # ningu(m gosta de saber que os amigos estão com os dias contados. !credito nos esp)ritos. incorporado no 2ovA 'onrado. &udo estava certo na sua vida. 3 'areca. 5ão aparentava a idade que tinha. Mas não dei/e ele morrer. Por comandar a gira. olhando i/amente. 5ão sentia nele o espectro da morte. 'omunicou. mesmo sendo o che e espiritual da casa. !l(m de meu pai3de3santo.pai3de3santo $erro. "aiam daqui. . o canto muito bem a inado. Minha rea1ão oi imediata e em suplica. sem a assist0ncia do cambono. muito ao contr*rio. mais tarde. quando ouvi o amoso chamado da querida entidade. 3 5ão dei/e isso acontecer.3 Q1 . # eu me identi icava muito com ele. tornou3se um grande amigo. os cambonos. que impossibilitarão as incorpora18es e. "ou um homem de (. % ordenou.

H* est*vamos em de6embro. que dava para perceber. Marcamos um trabalho para hoje 4 noite. Perguntei. sabia ser inevit*vel o desencarne. pois antevia as conseq?0ncias entre todos nós. #la era benquisto e al(m dos amigos e ilhos da corrente. # alava de um homem incomum. para que tudo corra bem. desde que tomou o cuidado de a astar seus cambonos para me dar a not)cia. #ste ponto oi riscado pela Madrinha 3 a dona "telinha. #sclareceu. levantou3se e ordenou o canto de subida para ele. não sabia o que esp)rito tinha alado. amiliares e ilhos de corrente comentavam sobre a bem sucedida sessão. esposa do $erro. onde j* muita gente estava solid*ria com a am)lia. apro/imou3se. muito antigo. ou seja. 5ão incorporou mais em seu cavalo. conhecida pela cura de doen1as )sicas. di6endo que o $erro teve um en arte e vai ser operado. !o chegar em casa. 5o meio do terreiro. #ra demais para mim. -s esp)ritos não erram. sem dividir com ningu(m. reunindo os m(diuns e seus amiliares. Mn ormou3me com ar sombrio e triste. Retirei3me. e não podia tirar de dentro de mim o segredo que com muita dor carregava. que o mant(m aceso j* h* muitos anos. $i6emos trabalho na linha da Umbanda. #les se encarregaram de mandar cantar os pontos da linha do -riente. 5ão acreditava no que tinha ouvido. que o am*vamos. &odos o adoravam. recebi o recado. $iquei so6inho. $oi no come1o do ano. #le subiu e eu iquei assustado. -s sinais dados pelo 2ovA 'onrado estavam cada ve6 mais ortes. &odos os anos o terreiro a6ia uma esta de con raterni6a1ão. chamando os caboclos e pretos3velho. !lgu(m tele onou para voc0. apesar de suas rabugices. então mãe3pequena no terreiro. 5a minha (. para a qual tamb(m nada tinha dito da comunica1ão da entidade. "abia ter chegado o momento. porque seu cavalo ia morrer. Perguntei 4 &here6inha que ponto era aquele. 5ão era compreens)vel uma entidade di6er não incorporar mais. #u o via. amargando minha antecipada dor. sem prever sua data.Q= !poiado em sua bengala preta. #le % o pai3de3santo e esposa. $ui com minha mulher. em cima da seguran1a. I noite a corrente estava reunida. ! &here6inha.pai3de3santo era m(dium inconsciente. oi posto um ponto riscado. alegre e com todos estejando. C para a sa+de do Padrinho. !s l*grimas oram por mim contidas. 3 9ual o hospital? 5o "anta 'ru6 % in ormou $ui ao hospital. especial mesmo. . tristemente e comecei a pensar como poderia administrar seu desencarne. sua am)lia era grande. Q= .

urante um m0s. o que mais podemos a6er? Mmplorando. na sala do oriente. pedi3lhe a ben1ão. ainda. p*lido. nunca mais o des e6 alimentando3o com bebida. ora no Tospital. tamb(m a beijou. $oi um per)odo revoltante. 5uma delas. alando quase por sinais. ui ao hospital. 3 . a6endo um es or1o muito grande. talve6 at( emocionado. peguei sua mão com muito cuidado. $ale. por or1a dos aparelhos hospitalares.eus te aben1oe. por causa dos soros e agulhas em suas aparentes veias. como diariamente a6ia. mas 4 espiritualidade. como sempre a6ia. um raio de Nu6. pai3de3santo. 5um "*bado. 3 !cho que a senhora deve levantar o ponto irmado na linha do oriente. a senhora não vai gostar do que vou di6er. diga3se. i6emos vig)lia. ora no terreiro. . talve6 não mais pelo seu iminente desencarne. não a mim. m(dicos e amiliares.QB Mas ele j* teve algum problema antes? Perguntei. Mucui meu pai. "entei3me com a Madrinha "telinha. &eve uma pequena doen1a e. QB . serem paliativas as cirurgias. e enquanto tentava consol*3la. ele estava sentado em uma cadeira. na e/pectativa de sua cura. #ra di )cil v03lo assim. $ui embora. C para movimentar o corpo % disse3me a a lita esposa do Meu pai3de3santo era sombra daquele homem esperto e *gil. *gua e vela durante todo esse tempo. determinado. 3 Mucui no Dambi % . #stava respirando. $iquei surpreso. #stava magro. "ab)amos.velho -gum. $iquei pensando porque o 2ovA não vinha busc*3lo. disse3me. Parece3me que cinco cirurgias oram eitas naquele homem. tomou minha mão e. j* marcado para morrer. Respondi. no quarto. eito o ponto. !joelhei3me ao seu lado. beijando3a. com seu olhar j* en raquecido pela doen1a. e. &odas as manhãs eu a6ia uma visita ao $erro. Madrinha. mas por tudo que estava passando. -rdenou3me. at( agressivas % e caras. barba crescida. Meu ilho. di6endo num sussurro. muito triste. 2oc0 pode a6er isto por mim? !quiesceu.

2ou j*. tem este poder de manter o esp)rito junto ao corpo. al(m do necess*rio. Nevantamos e descarregamos o ponto. e me retirei. principalmente por mim. Retornei 4 minha. acato muito agradecidoP QJ . 5a volta. 'onversamos sobre e assunto e dei/ei3a em sua casa. no nosso tradicional almo1o dos s*bados. para segurar na terra o esp)rito de algu(m. comunicando que o $erro morreuP % e/clamei. e oi essa a ra6ão de eu ter sugerido 4 dona "telinha. 3 C algu(m. dei/ou como legado cinq?enta anos de e iciente desempenho na religião. conversava com ela. &ele onei 4 &here6inha e nós dois omos ao terreiro. na ocasião. muito triste. instintivamente. Madrinha. 5ão posso acreditar que um ponto riscado. quando o tele one soou. desencarnou. 4s ve6es. Um ponto de irme6a. os quais. possa atrapalhar o desencarne de um esp)rito do naipe do $erro. sem discutir. ! inal. mas hoje não estou mais. 3 &eu amigo morreuP . levantar o ponto. junto com meus amiliares.#dmundo Rodrigues $erro. con orme me ora anunciado pelo 2ovA 'onrado. e um ensinamento at( hoje seguido por muitos. !inda estava 4 mesa de re ei18es. tra6endo uma triste6a muito grande para todos nós e apesar de abrir uma lacuna na Umbanda. $iquei. Minha mulher atendeu o tele one. dando ordens e palpites. Mas tive uma intui1ão.QJ 'laro. para variar. "ó saudade )sica. embora alimentado. Respondeu a &here6inha. demonstrando muito conhecimento e (. sinto quase sempre sua presen1a no terreiro e.

H* havia orientado meus companheiros para a6er3lhe perguntas. ! Redda. 9ue a pa6 de -/al*. $omos juntos. casa que ainda. buscava a/(. que me servissem de orienta1ão. e ela.que? &amb(m quer achar? . QO . no undo.urante uns dois meses não conseguia me decidir. vou visitar. 5as andan1as. veio o Pai Maneco. # voc0 meu ilho. a respeita e me prestigia. 5uma reunião com meus companheiros. a 2irgem Maria. pois. principalmente por estar necessitando de uma orienta1ão mais direta para meu destino espiritual.iante de minha hesita1ão. como sempre a6. tentando. só quero a/(. #dmundo Rodrigues $erro. #u. Ma junto comigo. . em condu6ir o terreiro. ser minha grande amiga e companheira. sem casa para trabalhar. a esposa de meu pai desencarnado.QO MIN3A DECIS1O CAPITULO 8 Tabituado com o estilo do meu pai3de3santo. !cabei cedendo 4s solicita18es. 5ão houve sintonia vibratória entre mim e eles. achava gra1a por essa distor1ão de consulta. protejam todos voc0s % cumprimentou. embora tenha conhecido alguns bel)ssimos. "a) da &enda #sp)rita "ão "ebastião. a ador*vel entidade angolana. na esperan1a de encontrar um que osse compat)vel com aquele do qual tinha sa)do. Mas. como seu h*bito. 2irou3se para mim e perguntou. o que deseja de mim? Meu pai. a cadela. pedimos consulta na entrada e omos indicados para alar com uma m(dium incorporada com uma entidade. segundo meu aprendi6ado. 5um terreiro. 5ão o encontrei. ! entidade disse que ia ajud*3la. Minha mulher e/plicou sua vontade de achar sua cachorra. Passei a visitar v*rios terreiros. 5osso "enhor Hesus 'risto. !chei o momento oportuno. volta e meia. !pós os devidos cuidados. ui provocado por eles para incorporar o Pai Maneco. e isso eles sabiam. #u. e Memanj*. 5ós gostamos de cães. 5ão queria voltar para a linha :ardecista. uma cadela nossa tinha desaparecido e oi esse o prete/to usado por ela para correr comigo os terreiros. 5aquela (poca. naquela ocasião. embora não participe da Umbanda. tive at( momentos hilariantes. eles insistiram. iquei totalmente desorientado. . jamais deveria incorporar qualquer esp)rito ora do terreiro por motivos de seguran1a. minha dedicada esposa. após sua morte não me adaptei ao da minha mãe3de3santo "telinha de -/um.

quando tenho necessidade de uma decisão importante. # da). 5ão hesitei. "erei vaidoso.<eraldo não pensou duas ve6es ao responder. ou1o a palavra dos esp)ritos. meus dois companheiros que não se con ormavam com a minha sa)da do terreiro do #dmundo $erro. sei que sou justo. 2oltar para linha :ardecista. hesita.QQ "alve. 3 2oc0s ouviram ontem a mensagem do Pai Maneco. mas não o encontra. #st* procurando um terreiro onde encontre a inidade. 3 C uma possibilidade muito grande de ter acontecido. 5o dia seguinte a nossa conversa1ão. sem mais nada alar sobre mim. eu. QQ . % Meu Pai. Meu ilho. ou se ( uma vaidade inconsciente me/endo com sua cabe1a % e/pAs. . se quiser ser o mais Husto entre os Hustos. % arrisquei. nas entrelinhas de suas mensagens. eu j* come1ava a icar impaciente. H* não tinha mais nenhuma duvida do meu destino. lacAnico. #le disse ser este o caminho. Msso não ( vaidade. &entavam me dissuadir e me aconselhavam a voltar 4 casa onde ambos ainda permaneciam. em nome do grupo. # eles me indicam que devo ser pai3de3santo. o humilde preto3velho. os dois oram 4 minha casa. não quer. "ubiu e o grupo voltou 4 conversa1ão.epois de v*rias tentativas em me demover da decisão. $ernando. &inha que ser assim. "elou o meu querido mestre e protetor. . considerando o teu atual estado de perturba1ão. uma das hipóteses. #/plicou Meus amigos. #les perguntaram. pelos sinais que me dei/am. "ou um homem de ( e decidido. se vivo entre eles. 5ão poderia ser di erente. Pai Maneco % respondeu o <eraldo. 'omuniquei a todos. seu cavalo quer uma e/plica1ão sobre tudo que lhe aconteceu. .eu para entender alguma coisa? &udo a6 parte de um plano. "er pai3de3santo. !cham que vou ignorar a palavra do esp)rito? #les se entreolharam. demonstrando terem alguma d+vida. 'ontinuou conversando com os presentes. 3 ! não ser que a mensagem por ele dei/ada oi inter er0ncia minha. e/ceto o <eraldo e o $rancisco. ( conscienti6a1ão. por ter duvida se ( este o destino. "eu cavalo quer que o senhor lhe indique o caminho que deve seguir.

no meu ouvido. $iquei emocionado. oi dominado pela entidade. tomei as suas mãos. QS . sob minha orte emo1ão. ! partir desse momento. 3 5ão admito d+vidas sobre voc0. $iquei chocado e em sil0ncio. e. agradeci. 3 Muito obrigado. Pai ManecoP % e me a astei. "em nada di6er. mesmo relutando. recebi só apoio dos meus dois companheiros. &anto o <eraldo como o $rancisco. !joelhei3me em sua rente. realmente repetiu a mensagem anterior. não podiam duvidar da minha capacidade de transmitir as mensagens do Pai Maneco. duas l*grimas por mim derrubadas. $oi quando ouvi a vo6 do Pai Maneco. 5ão demorou. di6endo.QS 5ão queria acreditar no que estava ouvindo. e beijando3as suavemente. 2ou incorporar no $rancisco. iquei na e/pectativa da incorpora1ão prometida. dei/ando sobre as mãos do $rancisco. e con irmar tudo que alei ontem por sua mediunidade. e o $rancisco.

para poder cortejar a dona daquele rosto redondo. #mbevecido eu cuidava para que a classe icasse quieta e atenta 4s palavras da ormosa pro essora. #ssa religião não presta. mas meu otimista racioc)nio isentava minha pessoa da negra amea1a. 5a ocasião achei orte a pena.eus e Hesus 'risto. com a religião católica. com os padres e os santos. 3 Por que? 3 ! $rancisca disse que voc0 e o pai vão para o in erno porque voc0s não vão nas missas e t0m pecado mortal. era só não cometer nenhum pecado. "ó perdoei . e arranjar uma nova namorada. 5aquele dia eu não devia ter ido 4 aula. 5ão era só a religião que me ascinava. risonho e aquinhoado pela divina arte do belo. onde dei/ava transbordar meu amor por aquela mulher. 3 9uem alta 4s missas nos domingos est* cometendo um pecado mortal. #u era um dos alunos com a idade m)nima.nsia de recuperar o meu tempo perdido na igreja. para se in iltrar no sonho do imposs)vel. #la sentenciou. entre cinco e de6 anos. &omava o cuidado de ser bem claro nas e/plica18es. Mas altar a missa era pecado mortal? Retornei 4 minha casa. #ra prepara1ão para a6er a primeira comunhão dentro do catolicismo. só queria ter mais vinte anos de idade. $alei. oi reavivada durante uma palestra que a6ia a um grupo de umbandistas.QG CAPÍTULO 9: A FRUTA #stava atento 4 aula de catecismo que a $rancisca estava dando nas depend0ncias da Mgreja do meu bairro a um grupo de meninos. .encanto que ela e/ercia sobre mim oi pro anada por ensinamentos rudes e contr*rios 4 minha in antil percep1ão religiosa. QG . Hogando no li/o o material que carregava para 4 aula. $oi quando uma risonha mo1a presente pediu a palavra para di6er. ! lembran1a de um ato acontecido h* mais de sessenta anos. #m aulas anteriores ela tinha ensinado que quem cometesse um pecado mortal iria para o in erno. Minha pai/ão por ela transcendia o limite da benqueren1a. corri ao encontro de minha mãe e comuniquei. 5os meus desejos. na . a $rancisca tamb(m. desiludido com a minha amada. dando as costas e correndo para a rua. buscando sempre a lógica. 3 5ão vou mais a6er a primeira comunhão. mesmo que osse minha primeira alta.

o cuidado com uma corrente de m(diuns honestos e caridosos. C um constru1ão que tem um cong*. "abendo disso. #n eites quase sempre estão ornando a casa. &odo terreiro tem na sua entrada a tronqueira. Minhas entidades são maravilhosas. !s dimens8es do terreiro são adequadas para o n+mero dos m(diuns que constituem a corrente.QE 3 #u estou muito eli6 na Umbanda. lugar destinado aos alguidares dos santos QE . onde estão alojadas as armas do e/u guardião.terreiro ( o templo dos -ri/*s onde se reali6am os cultos da Umbanda. a6 brotar a lor do amor e da vontade de ajudar os semelhantes. se bem que direcionada 4 risonha loira. independente da linha de seu dirigente.entro do espa1o dos terreiros tamb(m e/istem o roncó. . .sil0ncio na sala e o s(rio olhar da j* não mais risonha loira. &udo isso e muito mais que eu talve6 não tenha mencionado ( que dão as condi18es para que possa ser o erecido 4 voc0s um ruto m*gico colhido das sagradas mãos dos ori/*s. indicadas pela entidade che e. 'ontei para eles. Uns t0m constru1ão requintada e outros são simples. $oi um longo processo e mesmo assim voc0s não agradecem 4 *rvore e toda a organi6a1ão natural que a torna produtiva e orte. machados. necessariamente da linha &ranca Ruas. sabidamente a seguran1a dos terreiros de Umbanda. "empre estou a6endo o erendas. com o doce sabor de uma madura e gostosa ruta. sustent*culo de uma boa vibra1ão espiritual. 5o espa1o das sess8es estão enterradas no meio as armas do ori/* mandante da casa. um espa1o para a reali6a1ão das giras e a parte onde ica uma eventual assist0ncia.empenho material para as constru18es )sicas. criou ortes ra)6es que e/trai a *gua e a or1a da (rtil terra e produ6iu lores que se trans ormam em rutos. 3 Um terreiro de Umbanda teve um come1o. uma história do Pai Maneco.7 &odos aguardavam a continua1ão da minha e/plica1ão. tudo muito caro e sem um provedor. como lechas. al(m das seguran1as necess*rias. 'ontinuei a e/plica1ão. . que t0m que ser e/purgados como se a6 com a parasitas das *rvores. onde sempre se in iltram os mal intencionados. demonstravam claramente terem entendido a mensagem que um terreiro de Umbanda só abre suas portas gra1as a uma insistente organi6a1ão material. 3 2oc0 conhece a estrutura de um terreiro? . . "eus olhos só en/ergam a ruta. continuei. -s pontos tinham que se encontrar. para agradecer o bem que me a6em.olhar espantado da mo1a revelou que ela nada conhecia. provavelmente uma semente simboli6ada pela vontade obsessiva de um pai3de3santo. 'resceu e criou ra)6es estruturando isicamente a casa. icou adulta. 79uando voc0s saboreiam a ruta de uma *rvore não se preocupam em saber que ela teve in)cio com uma pequena semente que cresceu. irmada com v*rios pontos magn(ticos e de or1a para manter sua harmonia. espadas e retratos das entidades. onde icam as imagens das entidades.

o esp)rito de um )ndio incorporado em um m(dium com e/peri0ncia. cong* ( uma mistura de cores. e da habilidade dos dirigentes de promoverem eventos para a coleta de moedas que paguem o pre1o de um mestre de obras e seus pedreiros. -s m(diuns que voc0 viu. as paredes que cercam o terreiro. #sta. que direcionada para algumas entidades so redoras. ! assist0ncia tamb(m desapareceu e. 5o lugar de cada um estão os )ndios e )ndias. iluminado por uma lu6 que nunca se apaga e ( mais brilhante e orte que o sol na &erra. j* est* pago7. # quem ugir desse princ)pio e vender seus passes e orienta18es espirituais. ormando uma esp(cie de cerca iluminada por v*rias cores nunca vistas por voc0s. &udo isso acolhe um mundo invis)vel. os m(diuns em volta. "ão di eren1as puramente materiais e que dependem tamb(m dos recursos inanceiros do grupo. do bom gosto dos dirigentes ou pela aplicabilidade coerente de um arquiteto. de acordo com a vibra1ão e o a/( da casa. pouco conhecido. ( a ordem material de um terreiro de Umbanda. eu não en/ergo. 3 . v*rias alanges e tribos de )ndios estão de prontidão no aguardo de um chamado para a6erem a de esa dos que estão no meio. &oda essa lu6 e alegria estão temperadas com a m+sica emitida por voc0s. !s di eren1as icam por conta do tamanho da corrente. . os anAnimos provedores do dinheiro para a constru1ão da casa. todos de branco. a6endo3os cair em sono pro undo. #ssa lu6 como um arco3)ris est* ligada no centro do terreiro onde est* a seguran1a. basicamente. o dos esp)ritosP C uma energia paralela que se modi ica. ! limpe6a espiritual ( que vale. -s dirigentes da Umbanda são pobres porque seguem 4 risca o ensinamento da alta espiritualidade que nos ensina 7dar de gra1a. trava seus movimentos e amortece seus corpos. vai cair no outro ensinamento. #ssa são a realidade e as di iculdades para a constru1ão de uma templo de Umbanda. l* atr*s.escreva tudo que teus olhos podem en/ergar. que se mistura com as outras cores dos ori/*s. talve6 por conveni0ncia.o meio de seus olhos sai uma corrente energ(tica. e a casa dos e/us. 3 #u estou vendo o cong* iluminado com as velas. -/al* est* irradiando para todo o ambiente uma lu6 prateada e brilhante.urante o desenrolar de uma gira de -/óssi. todos armados. 5ós estamos no meio de uma campina cercada por um verde e lindo mato. #u não a1o distin1ão da qualidade de um terreiro pela sua constru1ão )sica. Paredes não e/istem. 7quem recebe. conversando comigo. 3 #u j* estou vendo de orma di erente. o que de gra1a recebemos7. perguntou. &alve6 a imagem mais bonita ainda seja a de um cavaleiro montado em um cavalo branco galopando em volta de todos. #les rodam e emitem lu6es para todos. . alguns incorporados. que se mistura com as outras do terreiro. 'ada ve6 que seu corcel bate as patas saem a)scas da cor do sol.cavaleiro armado e imponente ( um guerreiro de -gum. do SF . .que voc0 v0 agora no terreiro? . em seu lugar. a assist0ncia silenciosa a tudo assistindo e. % alou o poderoso guia. alguns com seus cocares mantendo um brilho intenso.SF de cada m(dium do templo.

'uidem3se. Mas não posso viver sob o horror do medo. de amor e suavidade. 'aboclo. todos os terreiros de Umbanda recebem a mesma orienta1ão. Mas as oscila18es e/istem. voc0s não estão correndo esse perigo. calma e sobretudo. ! imposi1ão do medo e6 a Mgreja 'atólica perder talve6 um ervoroso e disciplinado seguidor de seus ensinamentos. . se continuarem assim. b*lsamo de nossas dores e mola propulsora de nossa vontade de vencer as di iculdades. os m(diuns negligenciam nas suas prepara18es e a corrente não ica coesa no mesmo propósito espiritual. obedi0ncia ao comando dos esp)ritos. Nembrando3me do ensinamento do )ndio guia. as seguran1as não são cuidadas. assustado. 3 5ão. "enti a responsabilidade que temos quando abra1amos uma religião. não amea1a este terreiro. #ncerrei. 9uer di6er que todos os terreiros de Umbanda são m*gicos assim? 3 5ão pense voc0 que todos são iguais.ias depois algu(m observou que o terreiro estava pequeno para a quantidade de m(diuns. # acho que. .nsito livre das entidades trevosas. #stava com rases ormais e tradicionais para por im ao encontro. dei/ando o interlocutor sem entender o que eu di6ia. $iquei aliviado. 3 Pequeno? 'omo pequeno se não temos paredes e nosso espa1o ( ilimitado?. como eu. Recomendou. havendo o risco da escuridão e o tr. pela irme6a dos ori/*s da casa. e para isso ( necess*rio ter (. e por isso nossos terreiros são uma onte de energia e de lu6. S1 . 3 Por que no in)cio voc0 estava tão pensativo? 3 #stava me preparando para não repetir o mesmo erro cometido h* tempos por uma linda e simp*tica pro essora de catecismo.S1 que se aproveitam os )ndios para carrega3los para um lugar onde receberão orienta1ão. quando algu(m me perguntou. sabendo que não seria entendido. 9uando as coisas não são bem eitas. #sse perigo. 3 5ós corremos esse risco? Mndaguei. observei. 3 9ue linda essa visão.grupo parecia satis eito com nossa conversa1ão. # oi bom saber que as paredes do terreiro desaparecem mostrando um mundo di erente. tudo pode mudar para vis8es bem piores. Respondi.

enquanto preparamos os pratos para as obriga18es. ele estendeu no chão uma esteira. preciso receber a coroa de pai3de3santo. embora tenha demonstrado satis a1ão. 'om seus companheiros e sua esposa . onde oram postas todas as guias. <ostaria muito se voc0 pudesse me preparar. o Nui6. 'ercou a esteira com nove velas S= . a mesma entidade a quem eu. a eitura de um pai3de3santo. não só eu pedindo e/plica18es. cobrindo3a. cuidadosamente. como as das demais entidades. con iante. $ernando. 3 $ique sossegado. 3 Nui6. sempre pergunto para ela alguma coisa. <rato pela con ian1a. estavam as ervas e bebidas dos ori/*s. &iramos a cama do quarto onde. Mas por que eu. al(m de dei/ar transparente a sua simplicidade e os conhecimentos demonstrados pelos mist(rios da Umbanda. atra)do pela respeitosa maneira de alar da Umbanda. j* pai3de3santo. #le con eccionou as belas guias de contas. 3 Nui6.ilma. "ua surpresa oi vis)vel. -nde aprendeu? 3 'om minha mãe3de3santo Nourdes. na sua prepara1ão. servo como m(dium. uma pessoa simples? 3 Por isso mesmo. 5o dia marcado. $ui alar com ele e solicitei. cuidou da prepara1ão do sagrado ritual. omos todos. um jovem pai3de3santo de grande or1a medi+nica. Mnclusive. orgulhosamente. e sabe muito da religião. trabalha com o #/u &ranca Ruas das !lmas.urante v*rios dias t)nhamos encontros constantes. 5ão quero errar.S= CAPITULO 99 SOU UM PAI?DE?SANTO H* conhecia o Nui6 <ulini. voc0 não vai errar. com um len1ol de pano virgem. 3 'om muito pra6er. não só a que identi ica a hierarquia de dirigente. 3 2ou deitar voc0 na camarinha. voc0 ( uma pessoa jovem. a . com muito 6elo. Mn ormou3me. . "impati6ei com ele. 'omuniquei3lhe meu desejo de a6er o ritual na minha casa do litoral. como ele me ensinando o que julgava necess*rio.ilma e alguns membros de sua corrente. o <eraldo 'arrano !lmeida. $alei. dentro de um alguidar de lou1a branca. 5a cabeceira. % a irmou.

como um dirigente espiritual.Pai Hoaquim de !ngola e a 'abocla <uaracira. 'om o tur)bulo umegando cheirosa uma1a. #u j* os tinha escolhido e por isso não hesitei. SB . Mmplorei. bata o adej* que virei conversar com voc0. do seu lado. 3 9uem serão teus padrinhos espirituais? 9uero cham*3los. cantando seus pontos. me convidou a deitar. !s entidades deverão apro/imar3se de voc0 que. o Pai Nui6 de umava todo o quarto. 3 2ou dar meu ponto cantado. 3 .SB de cera. guias e. destinada aos sete ori/*s e 4s linhas do oriente e a ricana.Pai Nui6 me e6 entrar no quarto e. 'onvidou3me a segui3lo 3 2enha ver como vai ser. acima de tudo. comandava um simp*tico grupo de mo1as. olhou3me como me inquirindo. entoavam suaves pontos da Umbanda. "eu a/(. cantando pontos. 'umprimentou e a astou3se. "enti muita pa6. neste momento de pa6. tamb(m a6endo sua louva1ão 4 de uma1ão. convidou3me a entrar. o jovem Pai Nui6 de -gum. querendo di6er alguma coisa. $alamos mentalmente e ele disse. Pensava como eu iria comportar3me no uturo. meu ilho. hoje mãe3de3santo. $omos at( a co6inha. 'onseguiria reunir as pessoas em minha volta? "eria determinado o su iciente para construir o uturo? &eria condi18es para atender e orientar outras pessoas? # qual seria a di eren1a de incorporar as entidades. 3 9ue bom meu pai. seguran1a e. sabia que minha coroa estava sendo eita por pessoa competente. $ique em pa6. 3 #sta camarinha ( o momento da re le/ão. #stou aqui.ilma. todas devidamente paramentadas com as saias rodadas. #le entrou. ! cada nova percep1ão. após a eitura? $oi quando senti a presen1a do 'aboclo !:uan. enquanto co6inhavam e cortavam rutas. quando eu te tirar da camarinha. . iremos a6er as entregas. sempre silenciosamente. #le esclareceu. &odos de umados. após algumas ora18es. 3 !manhã cedo. sem nada di6er. ao mesmo tempo que batia o adej* chamando pelo Pai Nui6. ter* condi18es de receber muitas orienta18es. ! .

o 'aboclo !:uan quer dei/ar seu ponto cantado. Mnquiri. e ele. chama3se 7obriga1ão7. um ritual simples. ao menos. com muito amor e carinho. o Pai Nui6 entrou no quarto e me tirou da camarinha. 5a verdade. em poucas tentativas a m+sica icou pronta. itas e velas. 3 -gum chamou das matas. sem nenhuma d+vida. claro. 'ontinuei na minha concentra1ão espiritual. simboli6ando a encru6ilhada cósmica. ambos. Reparei e/istirem v*rios tipos de bebidas. ! entrega dos amal*s. "entia a presen1a de v*rias entidades. claro. mas os elementos oram escolhidos pelo Pai Nui6. a principal entidade na quimbanda. onde ele ser* o dirigente espiritual e determinar* todas as regras dos trabalhos. que ele vai intuir. ele passa a ser. para voc0. e ele ouvir e incorporar em voc0. 3 #le disse para voc0 e o <eraldo icarem na sala. se a entidade incorporar. aceitando a entrega do amal*. debai/o do encontro de dois galhos. depois. en eitados. "entia or1a e con ian1a. 'riei coragem para a caminhada para a qual me preparava. Mniciou3se esta ase do ritual. mesmo que não seja o pai de nascen1a. 'onclu)do. saudando o in)cio dos trabalhos. ajoelhou3se ao meu lado para escrever as palavras que eu transmitia. Pediu. !:uan para trabalhar> sua lan1a e sua lecha são armas neste cong*> vencedor de demandas. ( guerreiro. #scolhemos um lindo lugar no mato. 3 2amos entregar o pad0 do e/u e. 3 # a melodia?. ou seja. ou seja. !o sair do quarto. lores. estar* eito o pacto. #u ajudei a mont*3lo. &irando uma caneta e um papel. mas de muita or1a. ele icou muito bonito. da Umbanda e tamb(m amiliares. voc0 e ele. estão estabelecendo um v)nculo de reciprocidade dentro da religião. no terreiro. dentro do terreiro que voc0 comandar. charutos. isso. eitos. todos me aguardavam e bateram palmas. aceitando o trabalho. e/plique direito a necessidade dessas entregas. SJ . e iniciamos a montagem do trabalho.SJ 3 Pai Nui6. 9uando voc0 cantar o ponto de chamada. um pai3de3santo com muita (. vamos todos saravar % ditei as palavras. Is oito horas da manhã. não pode incorporar em outro m(dium. "erei. os seus ilhos vem salvar> ( caboclo. e at( hoje cantamos este ponto para chamar o 'aboclo !:uan. 2i os pratos que seriam entregues 4s entidades. 2inham mensagens de apoio e satis a1ão. nesse caso. iremos at( o mar. colocados estrategicamente entre a aro a. % 3 Pai Nui6. #stavam lindos.

-/al*. #stava eito. -/ossi. SO . !o escolher a bebida. incorporado. para meu pecaminoso orgulho. meus ilhos. ao inv(s de tantas bebidas. -gum.SO 3 Por que. ! tarde estava caindo. a sua bebida seria o u)sque. não gosto de bebidas alcoólicas. com voc0 outro. $i6emos todas as entregas. Mncorporado em mim. onde ir)amos a6er a entrega para a mãe Memanj*. &odos os presentes icaram em c)rculo e o Pai Nui6 de -gum. &odos cantaram o ponto de chamada do poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. e ele vai escolher logo o u)sque? 5ão podia ter pedido *gua ou. Hurei honrar o compromisso assumido com a espiritualidade e com a Umbanda. resmunguei. ser* que ele me aceitar* como seu cavalo? $eli6mente. Memanj*. -/um. Mansã. 5o caminho para a praia. % . XangA. ao menos. uma cerveja? 'oisa de e/u. ser* a sinali6a1ão da aceita1ão do v)nculo espiritual. iquei pensando. pode usar um tipo. 3 "alve. não tem uma só? 3 #le ( quem vai escolher qual a bebida que vai usar com voc0. Preto3velho. Pensava. senti sua orte vibra1ão e. pegou um charuto e uma garra a de u)sque. simbolicamente. colocou em meu pesco1o a linda guia de pai3de3santo. alou. objetivo dessa entrega.irigindo3se ao trabalho. "elei um compromisso com as entidades que at( hoje me orientam e protegem. 'rian1as e -riente.

como o calor de uma l. principalmente para que não osse criada nenhuma antasia em torno disso. #stava servindo de cambono para ela. por determina1ão da entidade. ele encontrou o cambono do Pai Hoaquim. um palheiro. para apadrinharem sua coroa? 3 . percebi a liga1ão entre ele e o Pai Maneco.mpada poderosa. mais e icientes que as ervas.ias após. sentia a presen1a de um )ndio. emocionado. nossa liga1ão. Mas não ( certo os esp)ritos receitarem pelos SQ . o Pai Maneco mandou seu cambono levar um palheiro ao Pai Hoaquim. quando uma pessoa. ela e/plicou.SQ CAPITULO 92 PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACIRA . os rem(dios modernos da terra são. H* participando na Umbanda. 4s ve6es. devendo circular por tr*s da corrente. em outros cavalos. . quando eram chamados os pretos. 5a &enda #sp)rita "ão "ebastião. 5a continuidade. 3 5ão tenha duvida que voc0 est* bem apadrinhado. tornando nossa liga1ão mais )ntima. eu relatava a todos a minha eitura de pai3de3santo. 5a linha :ardecista. sempre oi muito atencioso comigo. cada ve6 mais.urante uma consulta. doente. 9uando a consulente saiu. # ( uma cabocla de uma clare6a incr)vel. que estava vindo pedir. estreitando. parecendo um sopro quente. !mo este velho. suave. reunido com alguns amigos. 3 9uanto 4 cabocla <uaracira. ningu(m deve atravessar pelo meio do terreiro. ( muito orte. temos muitas histórias. empolgado. #le sempre estava acompanhado da )ndia <uaracira. aliada com uma esperte6a a inada. % respondeu algu(m. recebeu uma receita para seus males. ! liga1ão entre eles.Pai Hoaquim de !ngola oi a primeira entidade que vi incorporar em um m(dium. que estava sentado no lado oposto do terreiro. a6endo questão de contar os detalhes do sagrado ritual. "ua vibra1ão era envolvente. !lgu(m me perguntou. ao Pai Maneco. #scute estas duas passagens. Parecem irmãos. chamado <uaracU. % conclui. a 'abocla incorpora na minha mãe3de3santo "telinha de -/um. 'omo ( costume durante uma gira de Umbanda. !ntes mesmo de ser da religião da Umbanda. esclareci. 5o trajeto. 3 5os dias de hoje. eu recebia o Pai Hoaquim. # eu era ainda :ardecista % brinquei. 3 9ual a liga1ão sua com o Pai Hoaquim e a 'abocla <uaracira. $iquei muito impressionado com a sua meiguice. #ra uma mistura de ervas.

epois conversamos melhor. provavelmente com elogios. não aprendeu nada at( hoje em nosso terreiro. . !t( depoisP 5a primeira gira do terreiro. demonstrando estar bem ao par da modernidade. $iquei muito aborrecido. os pretinhos e todas as entidades que nos assistiam. o da linha :ardecista. ui visit*3lo. esperando sua opinião. -nde j* se viu? # continuou criticando com veem0ncia. que icarei daqui. apareceu na sala o meu pai3de3santo.SS m(dicos. Podem continuar. Perguntei. #la SS . $ui ao seu toco. di6endo querer alar comigo. #u era. $iquei orgulhoso. 3 . embora osse meu pai3de3santo. ( Umbanda. 3 !manhã nós conversamos melhor. veio a 'abocla <uaracira. o $erro. corri para o $erro. chamou3me. e despedi3me. 5a outra passagem. #stou com pressa. "audei entusiasmado 3 9ue bom ver voc0 aqui. sentei e esperei. desejou a/( e oi embora. agora tenho que ir. desen/abido. talve6 o +nico m(dium que tinha permissão do pai3de3santo para participar de um trabalho estranho ao terreiro. de surpresa. de criticar um trabalho honesto. voc0 ala tanto deste grupo. $echei a cara. #stou decepcionado. $iquei com vergonha de voc0. 3 C UmbandaP -nde se canta ponto e se chama preto3velho e caboclo. que quis conhec03lo. #le não tinha o direito. teve uma participa1ão e iciente num caso. 'hamamos os caboclinhos. &entei e/plicar. porque estudam tanto? % completou. 3 2oc0 gostou?. &erminado o trabalho. bom e e iciente como era o do nosso grupo. assistindo. sim senhorP C mistura com a linha :ardecista.eu um abra1o em mim e em todos os companheiros. dando a entender que sua opinião teria muito valor para mim. aliviando e a6endo desaparecer um mal estar que me dominava. 3 C. pelo jeito. "enão. 5o dia seguinte. 3 Mas não ( Umbanda. depois por mim abandonado. [amos iniciar os trabalhos quando. ( trabalho da linha :ardecista. que. por serem suas vibra18es di erentes com a Umbanda. $i6 de tudo para a sessão corresponder as e/pectativas do ilustre visitante. 3 $oi o pior trabalho de Umbanda que assisti. porque tenho que voltar aos meus a a6eres pro issionais.

j* bebi uma garra a inteira de cacha1a.SG abra1ou3me docemente. $alam e nós entendemos. cumprindo a lei. 5ão esmore1a. pelo tratamento recebido pela linda entidade de Hurema. os ori/*s. a minha m*goa com o babalaA. sem nada sentir. e gostaria muito de uma e/plica1ão sobre o assunto. &amb(m ui olhar teu trabalho. des e6 um mist(rio que me incomodava. 5ão sei se oram as palavras. com o rosto virado para ela. Mas por que a bebida de *lcool na Umbanda? ! cabocla esclareceu. #le ( radical com as coisas da Umbanda. da) a ra6ão de eu gostar de ouvir suas histórias. são assim. dei tr0s goles. e achei muito bonito e bom. ser ela a minha madrinha. a 'abocla voltou ao problema inicial. SG . que eu. 3 Meu ilho. não ique triste com teu pai3de3santo. pois. ico acilmente embriagado. e devolvi o coit0. ! orma simples de alar. #u não bebo absolutamente nada. Mncorporado. quando me a6ia um dirigente. vai para magia. que me i6erem muito bem. 3 Uma parte.epois desse curto di*logo. # eles. $a6 parte da magia da Umbanda a bebida alcóolica. Mais do que justo. !conselhou3me. continue irme trabalhando. seu gesto ou sua vibra1ão espiritual. &irei de dentro aquela triste6a. 3 5ão. segurando com as duas mãos e agradecendo. 3 2oc0 sabe a ra6ão da bebida na Umbanda? Perguntou. e as poucas ve6es que ingiro uma bebida deste tipo. . outra para amolecer a cabe1a do cavalo e permitir ao esp)rito uma incorpora1ão melhor. Perdoe3o e tente entend03lo. o ereceu um gole de sua bebida.

como no c(u> !s quatro seguintes. di6em. ! respeito do grande mantra Universal 3 o Pai 5osso.SE DE AOLTA CAPITULO 93 #nquanto ainda rememorava a minha in . não dar)amos 0n ase 4 ora1ão .ivina. 1. pedindo a prote1ão de . 5ão nos dei/eis cair em tenta1ão> S. os -ri/*s cósmicos. !tendido na minha observa1ão. voltando aos dias atuais. voltei para a rente do cong*. ui despertado por uma advert0ncia.epois do Pai 5osso. onde est* a &ronqueira. 2enha a nós o 2osso Reino.ncia e a minha trajetória na vida espiritual. ao mesmo tempo. o Pai 5osso. #ra a Nucilia. Pronunciei as tradicionais palavras. e este ponto ( em sua sauda1ão. para receber o 'aboclo !:uan. @atemos a cabe1a para a Umbanda. . a mãe3de3santo do terreiro. e quatro rogando as necessidades do homem. -s terreiros nunca devem dei/ar de ter um ritual de seguran1a. cujos esp)ritos incorporam. 5a rente do 'ong*. porque ( ali. sendo tr0s glori icando a . 9uando inibimos a incorpora1ão. Perdoai nossas dividas. não se voltou para a entrada do terreiro. !s tr\es primeiras. 'hegar atrasado. minha herdeira espiritual. Pai 5osso que estais no '(u. Hesus 'risto. e declarei aberta a gira.eus. 3 !s pessoas estão esperando o in)cio da gira. e o #/u &ranca Ruas. che e espiritual do terreiro. que o guardião do #/u &ranca Ruas ica. !cho que Hesus sabia que se não houvesse pedido para nós. e convidei a todos a re6arem. e muito menos não ter hora certa para iniciar. chamei a aten1ão. $a6endo cara eia. os esp)ritos. saudei os anjos da guarda. Mas livrai3nos do mal .pão nosso de cada dia. =. com certe6a somo nós. nos v*rios cavalos. reassumindo a minha posi1ão de dirigente. ( alta de educa1ão. e das entidades che es no terreiro.eus. para dar seguran1a ao terreiro. Percebi que uma parte da assist0ncia. e dando in)cio 4 abertura da gira. e não eles % os esp)ritos3 SE . &em sete men18es. 5osso Pai. ( interessante repararem a coincid0ncia. dando inicio aos nossos rituais. 3 &odos devem icar de rente para a entrada do terreiro. !m(m. cantei o ponto especial da abertura. nos da) hoje> O. assim como perdoamos nossos devedores> Q. seja eita a 2ossa vontade. mandei a6er a de uma1ão em todos os presentes. J. "anti icado seja o 2osso nome> B. assim na terra. comigo. oi ensinado por Hesus. sa) da re le/ão. que tra6 consigo grande alange. por não seguir um hor*rio r)gido para iniciar os trabalhos. con orme consta no #vangelho. . de -/al*. 2ejam. segundo Mateus.

C gostoso conversar com pessoas cultas como a #telvina. enquanto dirigia. 3 5ão liguem minha rabugice. ! Umbanda ( organi6ada. 3 'alma. uma ilustre e atuante historiadora. Procurando tirar proveito das suas e/peri0ncias como pesquisadora. todos são pequenos deuses. me chamem a aten1ão. 'omplementei. no interior de minha cabe1a. obviamente. meu ilho. !inda com o pensamento voltado para minha obriga1ão de manter ordem no terreiro. 3 C. GF . incorporei. 2isitei o terreiro e o que mais admirei. "e o terreiro não seguir princ)pios m)nimos do relacionamento homem e esp)rito. com v*rias obras editadas. um terreiro desorgani6ado. oi a alegria dos m(diuns praticando a Umbanda. se em algum momento. 3 'uidado com as regras. "ob o semblante aliviado da corrente. 3 Pequenos deuses? 5ão entendi. sob a r)gida iscali6a1ão da Redda. &odos resolvem os problemas das pessoas. ouvi uma suave vo6. !s regras podem cercear suas liberdades. #la e6 uma observa1ão di6endo determinada. dando in)cio aos trabalhos. 3 esclareci.GF que chegam atrasados. ( claro. pondo em d+vida at( mesmo a qualidade das comunica18es. se alarmos pouco. ica.aprendi6ado atrav(s da paci0ncia ( bem mais proveitoso. pela sua própria capacidade. !li. e/pliquei estar muito interessado no resgate da história da Umbanda. $oi coisa de velho implicante. Pe1o a todos. eu estiver tirando a liberdade de voc0s ou impondo regras desnecess*rias. Meus pensamentos se voltaram para uma curta viajem que i6 at( o litoral catarinense. voltei3me a todos e implorei. . 5a estrada. 'ada um sabe o que a6er. di6endo pretender introdu6ir em nosso terreiro as regras nascidas na origem da religião. .iante a apropriada lembran1a. conversava animadamente com nossa amiga #telvina. dei/ando uma doce mensagem. !prende3se muito.

acordei. o 'aboclo a6 um gesto. absorvido e encantado com elas. !ntes de subir. assinalando uma ave. tendo ao colo uma menina e/cepcional. 'heguei at( mesmo a a6er pedidos para elas.'aboclo levantou3se. &ornou3se imenso. sem saber seu nome. Huntando as pe1as do quebra3cabe1a espiritual. vibrando bastante como se osse dois ios descarregando eletricidade. #stava no alto de um morro. T* muitos anos. e icava alguns minutos. vendo uma multidão compacta. 3 "ó quando voc0 desencarnar ( que vai entender a ra6ão de voc0 ter esta ilha. descobri a minha liga1ão com as aves de vAos altos. momento que o terreiro cria uma energia muito orte. mas não consegui. Parou na minha rente e sobre aquela multidão movimentava suas enormes asas. como se soltasse uma ave de seu antebra1o. #ra a maneira mais *cil de curar minhas di iculdades. era a mesma do meu pai3de3cabe1a.G1 CA7OCLO AKUAN CAPITULO 94 . todo cheio de a)scas. e trans ormou3se em uma *guia enorme. e de orma surpreendente. mas adoro contar os meus. $iquei muito e/citado e me levantei. N* no undo vi um ponto de lu6 que crescia 4 medida que se apro/imava de mim. irritado ou estava perdendo meu controle emocional. . quando ela oi encolhendo e trans ormou3se num homem. #le contou sua comovente história. estava uma senhora. "empre gostei das *guias. G1 . #mbevecido. dei/ando escapar uma brisa energ(tica e gostosa. PenaP 9uando ia ver seu rosto. ia a este mini 6oológico. e/tasiado com este evidente contato espiritual. gavi8es e qualquer ave de rapina. em vibra1ão especial. em um canto da t*bua. prateada. 9uando icava nervoso. e deu de presente para a menina. ao absorver aquela maravilhosa energia. Meu trabalho pro issional icava perto de um apra6)vel logradouro municipal. #ra de cor prateada. sentida por todos os presentes. no meio no terreiro. voltando ao seu lugar. parava em rente do enorme viveiro das *guias. para ver se o sonho continuava. ele riscava um ponto. #stava incorporado com ele quando. % alou. sem imaginar um dia estar integrado 4 religião umbandista. o 'aboclo !:uan. 9uando comecei a receber o -gum. tive um sonho muito marcante. 5ão gosto de ouvir sonho dos outros. -s cambonos estranharam esta at)pica atitude do orte guerreiro. pegou no 'ong* duas espadas e um escudo. &entei dormir novamente. emocionei3me. ui atendido. #mocionado disse 4 mãe.

4 medida que a lembran1a do esp)rito reaviva a cena. at( mesmo desviando as olhagens e *rvores. #u a pegava escondido. #ntendi tudo que antes era mist(rio para mim. Um deles como esta menina % disse apontando para o meio do terreiro. #sta menina. &ive v*rios ilhos. hoje trabalha comigo. #le continuou. #mocionado parou de alar. G= . 9uando sabia que ningu(m podia me ver. 'horei muito. quando deveria me apegar aos sadios? # o 'acique não deve demonstrar raque6as sentimentais. Mas não ia querer conhecer a ra6ão. 9uando desencarnei. o m(dium consciente. punha minha ilha no chão e icava bom tempo. bem mais que os outros. -s cambonos. quando encarnada oi minha ilha.G= #u era cacique. sabendo que os deuses estavam cuidando dela. por que logo a doente. #u a amava. como eu. 2ia aquele enorme )ndio. Um ato curioso. $oi n)tida a visão. v0 a cena. em orma de *guia.'aboclo continuou. com a crian1a de encontro ao seu peito. correndo para o mato. e senti sua alta. e corria com ela para o mato. 9uando o esp)rito conta suas histórias. 5ão sabia a ra6ão. $oi precoce sua morte. . vendo a emo1ão da entidade. brincando com ela eito um curumim. cuidaram para ningu(m do terreiro chegar perto.. tive o reencontro..

não saiu. ilho. # essa era nossa esperan1a. e alando 4 corrente e aos visitantes. 9uando ele incorporou.ndida. chamei alguns companheiros e contei o ato. "ó que estaremos no terreiro novo.epois da gira de hoje. #sper*vamos a doa1ão de um pataco 3 dinheiro.Hos( <on1alves. um dos companheiros. . na qualidade de dirigente espiritual e esp)rito iluminado.iante da rustra1ão da tentativa de obter a ajuda p+blica. 3 . 3 . &roque a 7esperan1a7 por 7determina1ão7. comunicou solenemente. teremos mais duas. para construir sua casa nova. pedi ao Roberto Ribas. . #ra nossa inten1ão construir um maior. #la acoberta o comodismo e protege a pregui1a. 5o intervalo da gira.terreiro entrar* em (rias neste im de ano. presidente da nossa organi6a1ão jur)dica. cheio de preocupa1ão. % en ati6ou. en(rgica e duramente. que para variar. #u e seu cavalo estivemos conversando. 3 Meu calmamente. o Ribas sentou na sua rente. #st*vamos no meio do m0s de 5ovembro. GB . . por que est* tão nervoso? #le perguntou. reabrindo suas portas na primeira segunda3 eira do m0s de evereiro. antes de iniciar a segunda parte dos trabalhos. #m meu e no seu nome. % e/pliquei. 3 'aboclo !:uan. e para isso cont*vamos com uma doa1ão governamental. 3 5ão entendi. sendo a +ltima a de encerramento. Respondeu o Ribas sem jeito. e não conseguimos. para pedir uma orienta1ão ao 'aboclo !:uan. $alou. no linguajar dos terreiros. no bairro da "anta '. 3 #speran1a ( a arma dos covardes. pediu a palavra. que tudo vai dar certo. no terreno que t)nhamos recentemente comprado. echando uma carranca.que? 2oc0 ia construir minha casa com a mentira? Retrucou. e estamos com um problema enorme. sentado j* no toco e com seu ponto irmado na t*bua. Ribas. 'aboclo. 3 Pe1a uma lu6.GB CAPITULO 90 DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM 5osso terreiro j* estava pequeno para a quantidade de m(diuns que ormava a corrente.

uma tapera de lu/o. 3 2oc0 ( louco. 'omo vamos construir em dois meses um terreiro? 3 "e o 'aboclo !:uan alou. Respondeu. sa)mos em busca de uma galpão de cimento. cheio de (. 3 <ustavo. ! Redda % que não teve insAnia. a ordem ( a determina1ãoP 5esse dia. com um tipo de constru1ão para o terreiro que pode dar certo e ( barata.ois meses depois que o 'aboclo !:uan declarou. icando o acerto inal para a manhã seguinte. levantou3se depois de mim. Respondi.terreiro hoje ( uma tapera.ei/amos acertado numa *brica a compra de um deles. Respondeu. #ra uma constru1ão redonda. pr(3 abricado. redondo. bai/inho. "entou3se 4 mesa. rindo. j* passo a) em tua casa. e com ele. e abrindo o jornal alou. vai dar certo. Perguntei. brincou. houve mudan1as nos planos. !cordei cedo. ! Redda sonhou. v(spera do dia de Memanj*. aconchegante.GJ Um rio correu minha espinha. 3 "e a Redda sonhou. com a estrutura do telhado aparente. 3 $ernando. 3 . $alei. risquei do meu vocabul*rio. 5o dia seguinte. constru)do com recursos obtidos junto a comunidade. como sempre a1o. e/citado pela reali6a1ão do negócio e a e/pectativa de um terreiro novo. o limite m*/imo da minha imagina1ão. Marreco % o apelido do <on1alves. estava lendo o jornal no desjejum. a palavra 7esperan1a7P GJ . 'on esso ter dormido muito mal. .etermina1ãoP Nembrei dessa ordem dada pelo 'aboclo !:uan. &ele onei para a casa do <ustavo. como a Redda sonhou. #le atendeu. . 'onstrua. Rapidamente in ormei. sem contar com o que oi. com grossas toras de eucaliptos. # o terreiro de alvenaria. com telhado aparente de eucaliptos. abriu suas portas no dia 1 de $evereiro de 1EES ]? -u G^. e com o empenho dos participantes do grupo. minha mulher e eu procuramos nosso sobrinho <ustavo <uimarães. tive um sonho. #/plicou o tipo que havia sonhado. então. 3 #stou em duvida. e só não echamos o negócio porque j* era tarde. arquiteto. . e. só para ele ouvir. !cho esquisita.

3 H* vem voc0 com tuas pol0micas. igual. os assuntos mais pol0micos sempre são discutidos de uma orma mais minuciosa. 3 2oc0 e/plicou o ritual no teu terreiro. o nosso Mestre Hesus 'risto> -gum.GO AN@O DA GUARDA CAPITULO 92 5o tempo da dura1ão de uma viagem. 9uando abro uma gira. meu ori/*. !rgumentei. desde meu nascimento. $oi numa delas. 'ontinuando no ritual. pela minha evolu1ão espiritual> o Pai Maneco. do que em reuni8es ormais. meus guias nas linhas de -/óssi e XangA. $iquei calado. ( o anjo que nos protege. seja o !njo da <uarda. para o qual não tenho uma e/plica1ão. meu protetor. tanto que me interpelou. o respons*vel e o guardião. . apenas. em princ)pio.eus> -/al*. meu pai3de3cabe1a. 3 Wlvaro. Dambi. ! irmou #sperava outra resposta. a todos os outros. 3 "igo. que ( . encerrando com as entidades da quimbanda. qual o teu entendimento sobre o !njo da <uarda? 3 'omo di6 o nome. reverencio. aquele que só ( a energia cósmica> o 'aboclo !:uan. 3 respondi. amigo e protetor material> os 'aboclos Hunco 2erde e da 'achoeira. j* no aguardo de outras indaga18es. o meu mestre. tendo como parceiro de bol(ia o Wlvaro. um culto e dedicado pesquisador da religião umbandista que provoquei um assunto que só gosto de discutir com pessoas entendidas. saudando o ori/*s cósmicos.espertei a curiosidade no meu simp*tico e culto companheiro de viagem. $alou. o meu desenvolvedor. Mas o que tem a ver isso com o !njo da <uarda? GO . o )ndio de ogum. e o !njo da <uarda. o preto3velho. todos os m(diuns batem a cabe1a para a Umbanda. o guia espiritual. demonstrando decep1ão. dando a entender ter conclu)do. 3 5ão ( o que voc0 pensa? 3 &alve6 para mim o maior mist(rio da Umbanda. todos os guias dos m(diuns integrantes do grupo. #le deve ter percebido meu desapontamento. o ritual da Umbanda. 5unca ningu(m discutiu isso comigo.

o desenvolvedor e tamb(m protetor e guia. ele quebrou o sil0ncio. nosso próprio guardião? # se nessa vida. continuo a cultuar meu !njo da <uarda. para nos proteger? 3 9uando acendemos uma vela para nosso !njo da <uarda. cheio de d+vida. &inha atingido meu objetivo.epois de rodado uns de6 quilAmetros. 3 9ual tua id(ia sobre anjo? 3 ! id(ia não ( minha. "ão <abriel veio anunciar 4 2irgem Maria o nascimento de 5osso "alvador> "ão Ra ael guiou &obias e Miguel> e "ão Miguel che iando uma alange de anjos. ( o que penso at( haver uma e/plica1ão melhor para dirimir minha duvida. Retruquei. GQ . 'ompletei. temos todo direito de evocar a somatória de nossas vidas anteriores. 3 !cho que ( o nosso próprio esp)rito. e não anjos. dando a entender ter compreendido o que eu queria di6er. # depois são !rcanjos. 3 "er* "ão <abriel. o pai3de3cabe1a. para proteg03lo. derrotou Nuci er. !rgumentei. ( ensinamento b)blico.eus. e o e/u. Hesus 'risto. para proteger a nossa atual. senão despertar a pol0mica e con undir o amigo.Wlvaro icou calado e pensativo. 'omo voc0 chegou a essa conclusão? 3 "e temos dentro de nós a vontade e a part)cula . e signi icam mensageiros.GQ 3 H* saudei a . 3 "im. 2oc0 est* se contradi6endo. nosso próprio esp)rito. . 5ão sei onde o !njo da <uarda se encai/a. estamos iluminando nosso próprio esp)rito? Perguntou.ivina. 3 5ão acho. não pode ser essa ess0ncia. com um p( atr*s.eus. !t( l*. !njos são os esp)ritos puros criados por . "ão Miguel ou "ão Ra ael? !chei engra1ado. 9uem melhor que nosso próprio esp)rito.eus d* a cada homem. e !njo da <uarda ( o anjo que . . 3 9uem voc0 acha ser nosso !njo da <uarda? Mnquiriu. que outro não era. 3 'omo assim. os che es das outras linhas. estamos vivendo uma unidade de encarna1ão.

no qual eu me inclu)a. . estampou um largo sorriso. 3 Por que voc0 disse isso? . Mndignado retrucou. acompanhando3o em todos os lugares.estereótipo do an*tico religioso ica por conta do Pedro Hos(.ncia severa no policiamento de suas atividades espirituais. Recomendei. provoca uma e/cessiva sede de viv03la em todos os instantes. Msso deve aborrec03la. chamei3o para conversar. que voc0 não osse mais com a . ganhei muita e/peri0ncia para poder recomendar. ser considerado. "ó alava em Umbanda. GS . e ela só est* dentro da religião por imposi1ão sua. 9uando tive oportunidade. ao menos. principalmente aos jovens. Por ser a Umbanda envolvente e cheia de mist(rios. !quilo me preocupava. era sua companheira incondicional. 2oc0 não percebeu que nessas reuni8es só e/istem pessoas com suas vidas amiliares j* de inidas. noivos. Rec(m ingressado na maioridade civil. #le pareceu surpreso. principalmente na Umbanda. #le. a6ia parte do terreiro em que eu trabalhava. e se enchendo de emp* ia. e/orbitava com seu deslumbramento pelos mist(rios da Umbanda e pela impaci0ncia no processo evolutivo da sua mediunidade.ulce nas nossas reuni8es. limitou3se a di6er. mas gostaria muito.ulce tamb(m componente do grupo. para teu próprio bem. mas deve. uma doce e bonita jovem. 3 Pedro. !lguns adeptos da Umbanda não sabem separar a religião de seus a a6eres tradicionais. o anatismo ( conden*vel. não precisa ser acatado. ainda com a gra1a dos de6oito anos. a diversão e a am)lia. 5as minhas andan1as pelo espiritismo. 9uando mo1o. uma observ. mesmo nos quais o assunto era a religião umbandista.que ela e6? 3 5ão distor1a as coisas que te disse e ainda vou alar. e que se re+nem com o objetivo +nico para alarem sobre a Umbanda? 2oc0s são jovens. ormada por casais e pessoas de meia idade. Um grupo de pessoas. ao contr*rio. "ua noiva .GS CAPITULO 94 CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO #m qualquer religião. como o trabalho. 5ão me re iro 4 pai/ão e/trema da sua religiosidade. recebia sempre a visita do jovem casal. "empre disse que conselho dos mais velhos. não entenda errado o que vou di6er.

Prometi procurar a . j* com sarcasmo. 3 Por qu0? 3 5ão sei. #u não conhecia o Pedro na intimidade. -lhar triste. leve3a passear. GG . #le demonstra um ego)smo incomum. meus parab(ns. % alei. "ó a procurei uns dias depois. $iquei preocupado. me disse que nosso relacionamento tinha acabado. !lguns meses passados.evo ter me/ido com os brios da . 9ue ique com uma pomba3gira qualquer e me dei/e em pa6. #la ( at( a cambone das minhas entidades. 9ue aconteceu? . por ra68es que não queria e/plicar.ulce. oi categórica. vão assistir ilmes nos cinemas. mas não me arrependi de ter dado esses conselhos ao Pedro. ou vão dan1ar em uma discoteca. "oube que voc0 rompeu o noivado com o Pedro.ulce e tentar convence3la a reatar o compromisso com o desesperado Pedro. Toje. $ui atender. ele era a e/pressão do so rimento. #le continuou. cada ve6 mais an*tico e convencido que sua noiva gostava de sua ego)sta programa1ão religiosa. preocupado. 5em podia. !sseverou. pois só alava dos e/us. 3 2oc0 pode conversar com ela? . 2oc0s sempre dei/avam transparecer muito amor e harmonia. 3 ! . rancorosa. C uma umbandista convicta e adora as reuni8es. ouvi tocar a campainha da porta da minha casa. 3 Posso a6er alguma coisa por voc0s? Pronti iquei3me. quando cheguei na casa dela.GG 3 $i6 a cabe1a dela. #la. ou mesmo vão visitar amigos da tua gera1ão. nosso di*logo não oi produtivo.ulce. H* sentado no so * da minha sala. desolado. 3 9ue aconteceu com voc0?. 5ada adiantou eu alar. 3 5ão ag?ento mais alar de Umbanda. 3 !ntes de mais nada. 5ão vou me casar com um homem que não sabe diversi icar sua vida. % Mas aconselho. ( o $ernando. pestanas ca)das. ou ser agrad*vel. esperando ela re letir bem sobre o assunto. voc0 j* tem entidades. #/clamou. Pedro. p*lido e com olheiras marcadas. Perguntei. diante de sua irredut)vel posi1ão. dos caboclos e dos ori/*s. Pelo tele one. não se a6endo de rogada. 3 . #u tentei convenc03lo. ironi6ando sua assertiva ao mencionar 7minhas entidades7. era o Pedro.ulce desmanchou nosso noivado.

( que os dirigentes devem ter a cautela de orientar os membros da corrente. ! preocupa1ão dele tinha proced0ncia. . Por esses atos de comportamento amiliar. vão comer co/as de rango em um bar. mas posso e/igir que ao sa)rem daqui do terreiro. onde alguns deles demonstravam suas qualidades juvenis. voc0 est* enganada. determinou. Paulinho. Mario e De6ito. . lacAnico. nos habituamos a ir num bar depois das giras. comer um sandu)che ou uma co/a de rango. inclusive eu. Pe1o que todos iquem no meio do terreiro. 3 #la contou porque brigou comigo? 3 $oi teu anatismo. inclusive com hora de encerrar a gira. porque icamos conversando. Toje estão em caminhos di erentes. ainda solteiro. 3 5ão.epois saiam. #le. 5a GE .e ato. 3 $ernando. Niguei para o Pedro para dar conta do prometido. dirigente retomou a palavra. -rdenou. antes de dispensar o grupo pediu a aten1ão de todos. #le. a gira terminou cedo. e lendo uns nomes anotados em um papel. o bilhar e o papo. . Neoc*dio. !lguns m(diuns. 5ão tenho o direito de proibir que voc0s a1am isso. voc0s voltem 4s suas casas. Mauro. 'heguei tarde em casa. quando chegamos no inal de uma gira. 3 "oube que voc0s. omitindo o rango. "urpreendidos com a atitude do $erro. que nada tem a haver com a Umbanda. incentivados pela gula deste gordo de cento e vinte quilos% e apontou para o Mingo. todos. ansioso no tele one. &inha at( uma mesa de bilhar. sem entender nada. não mentia. perguntou.GE 'onversamos algumas banalidades e desligamos o tele one. não houve mais acerto entre os dois. descon iados e lentamente para o meio do terreiro. ouvia a costumeira advert0ncia da Redda. 'heg*vamos em casa j* dentro da madrugada. quando saem do terreiro. e ela constituiu uma am)lia. Mingo. #u. 3 'omo acabou tarde ontem o trabalho. 5o terreiro do #dmundo $erro. 'laro. as giras terminavam por volta da meia noite. e a1am o que quiserem. abandonou a Umbanda por desgosto. caminhamos. 5ão queria que nossas am)lias se voltassem contra o terreiro por chegarmos tão tarde em casa. no dia seguinte. !ntonio. #/pliquei.e/periente pai3de3santo sabendo do ato.

o lugar dos oguns. no meio do terreiro. a Manon. rindo. contou uma passagem da esperta cigana Manon. #nquanto trabalhou em nosso terreiro ela oi uma estrela deslumbrante. a corrente hesitou e a vibra1ão não icou como eu queria. em uma gira. pois tenho certe6a que ela ( uma correta e dedicada integrante da igreja. pelo simples ato dele incorporar na linha da quimbanda. o que evidencia a proibi1ão do acesso 4s outras entidades no lugar sagrado dos oguns. "orte dos evang(licos. sempre dei/ando belas mensagens de amor e (. ver a Manon não conseguir dominar seu cavalo. C um imenso campo. hoje agregada 4 igreja evang(lica. ( indescrit)velP Mas aprendi. sem ponto de chamada. dirigiu a palavra 4 corrente. at( no Tumait* e/iste guardião. #ra uma rela1ão de pedidos para eu atender. 'omo ele ( bonitoP &ive a elicidade de conhecer uma parte. num inal de gira. o que em nada ajudou a Manon. principalmente quando usava como m(dium a $*tima. Tumait*. Passado muito tempo. quando o guardião da porteira veio me avisar que tinha algu(m na entrada querendo alar comigo. 5ão tenho como e/plicar esta visão. ! 'igana Manon trabalhava tanto na linha dos ciganos como na quimbanda. #ra a 'igana Manon. Por ser da linha neutra. #ra alta de bom senso. EF . quando incorporou. % concluiu. quando o caboclo passou para minha consci0ncia a otogra ia do lugar.EF verdade não eram as co/as de rango nem a ome que nos levava ao leviano programa. #la me e6 a entrega desse papel. $oi uma cena constrangedora.ava para perceber a ang+stia da m(dium. quando ( necess*rio. # a 'igana Manon icou na entrada. como se osse um orte. $oi quando o 'aboclo !:uan incorporou. . tem acesso 4 gira dos e/us. #u corri em seu socorro. mesmo incorporada no meio do terreiro a $*tima dava sinais de não estar bem. cercado por uma pali1ada. tra6endo um papel que segurava cuidadosamente na mão. e sentado nele. como oi enquanto req?entou o nosso terreiro. como a6em as entidades.'aboclo !:uan. de orma inesperada. -bviamente. #le pediu um toco. toda a corrente icou apreensiva. CAPITULO 96 A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN <osto demais de uma entidade da linha dos ciganos. . e o es or1o do esp)rito para dominar a situa1ão. pedindo ajuda para a corrente. 3 &odos devem icar concentradosP 2amos ajudar a ManonP &alve6 superestimando o potencial medi+nico da e/celente m(dium. 3 #stava no Tumait*.

sil0ncio dominou o terreiro. triun ante do nosso terreiro. desta ve6 tendo como compensa1ão da sua bondade o amor sincero de toda a corrente. . que recebi a visita dessa 'igana no Tumait*. os v*rios pedidos eram em avor de cada um de voc0s.. -s m(diuns entreolharam3se.que ela est* pedindo em troca ( a vibra1ão de cada um de voc0s para ela ajudar seu cavalo. não tendo sido omitido nenhum nome. a6 muito tempo. a Manon conseguiu dominar seu cavalo e sair. surpresos com a revela1ão.pedido era para a corrente. 3 . 5o papel que me entregou. E1 .entro de uma das mais ortes vibra18es criada no grupo. . #ssa ( a or1a da Umbanda. "ó não contei quais oram os pedidos que ela e6. . .E1 3 'ontei para voc0s. mais uma ve6..corpulento )ndio e6 uma revela1ão.

um dos m(diuns do nosso terreiro. at( mesmo publicamente. # qual o m(dium que poder* se submeter a isso? !cho ótimo. quando me e6 um pedido singular. . 5a pró/ima gira estaremos l*. para ver qual ser* o resultado. $alar das curas.E= EAOLUIR PELA CIBNCIA CAPITULO 98 5unca senti a necessidade. ! escolha do caminho de cada um ( o direito da liberdade sagrada do livre arb)trio.que voc0 acha? $oto Lirlian ( uma m*quina inventada pelos russos. que otogra a a aura das pessoas. 2oc0? % e/clamou surpreso. no terreiro.. retornar ao 'riadorP <osto quando os esp)ritos ordenam nossas id(ias. brinquei.]pesquisar^. # depois. # com qual entidade? 'om o 'aboclo !:uan. quando discutem a mani esta1ão do esp)rito em nosso plano material. -s parapsicólogos e religiosos estão sempre se digladiando. Mnteressei3me. diagnosticar poss)veis doen1as. E= . e muito menos encontrei ra68es lógicas. !s al*cias deturpam o real objetivo das religi8es. com a inten1ão de desvendar o estado de esp)rito.. e descobrir eventuais apro/ima18es negativas. Pode combinar com ela para levar a m*quina 9uem? 'laro que euP !doro novidades e não vou perder essa oportunidade. quero saber como ( a aura dele. das mensagens que comprovam a veracidade das mani esta18es. das apari18es. Uma terapeuta que trabalha com as otos Lirlian quer permissão para a6er uma oto com um m(dium incorporado. &udo come1ou com um tele onema do Roberto Ribas. dos depoimentos de pessoas ilibadas e at( mesmo do enAmeno das incontest*veis materiali6a18es. para tentar convencer algu(m que o esp)rito pode se mani estar no mundo material. 5ão h* ra6ão para se discutir sobre religi8es. não modi icam a opinião dos incr(dulos.

s0o !:uan. Mas. quando um palito riscava e na sua ponta o ogo ardia. EB . icava assombrado com a cai/a de ós oro. .i )cil EBsp)rit3los. 'aboclo !:uan. $a6er o que com minha aura? Respondeu. Muito obrigado. acompanhado da terapeuta.Ribas respondeu. uma mo1a simp*tica e alante. estou sempre disposto a ajudar os outros. e isso posso seguramente a irmar. sentou3se 4 sua rente con orme o combinado e respeitosamente e/plicou. atrapalhado. 'aboclo. !cho uma mistura. quando o Ribas. 'aboclo !:uan. 'omo saber? . . 'ombinamos os detalhes. . Meu ilho. . e alegre agradeceu. ou espertos demais. mas seu cavalo j* est* sabendo. Resmungou. principalmente entre os )ndios. com certe6a. riscou o ponto de irme6a do trabalho.'aboclo incorporou.EB 5o dia da sessão. aconselha pol)ticos a tomarem decis8es e discute qu)mica. uma e/peri0ncia muito boa. Respondeu esbo1ando leve sorriso. otogra ar sua aura. guerreiro. "atis eito. o Ribas me apresentou a terapeuta. dentro desta m*quina % e/plicou a terapeuta. não sei bem como e/plicar ao senhor. #st* bem então.epois de muita conversa.senhor tem que por o dedo. PAr o dedo a)? Por qu0? Is ve6es os esp)ritos me atrapalham. Por outro lado. dava gostosos tragos em seu mara o misturado com mel e tirava uma1as com seu imenso charuto. 5ão dei/ei ela notar que eu era o mais curioso de todos. #stava eu órica por termos concordado com seu pedido. a terapeuta e o Ribas organi6aram a liga1ão da m*quina na tomada el(trica e iniciaram a e/peri0ncia. o Ribas desligou o io el(trico da tomada. seco. esta mo1a ( uma cientista aqui na terra e quer a6er uma e/peri0ncia com o senhor. o )ndio "em muito rodeio. enquanto a terapeuta guardava cuidadosamente sua estranha m*quina. para saiba. 2ai ser. dentro dessa cai/a só est* a energia do meu cavalo. ele e6 o que mandavam e o trabalho oi conclu)do. 5ão sei se são ing0nuos.

inclusive o espiritismo. demonstrando . quando vi as otos. surpreso.aborto ( um tema pol0mico. % responderam. ! ci0ncia sempre oi usada pelo espiritismo. <ostar)amos da opinião da Umbanda sobre o uso da p)lula do dia seguinte. o 'aboclo !:uan demonstrou toda a habilidade inerente de um 'he e de &erreiro. Mas. #nquanto recolhiam o aparelho. convicto. o 'aboclo !:uan sentenciou. 5ão houve nenhuma d+vida da inten1ão dele. % esclareceu um deles. separando as otos % a minha e a dele. por ter ugido totalmente do padrão. # o tempo veio esclarecer a parte conclusiva da trama habilmente arquitetada pelo 'aboclo !:uan. ele insinua o contr*rio? j* estaria reencarnado.EJsp)rito só reencarna no corpo da crian1a. para dar cone/ão entre a ci0ncia e o esp)rito. segundo di6em. iquei impressionado com a di eren1a. ou contracep1ão. quando ela d* o primeiro grito. Realmente. não tem como ser analisada. $icou bem claro que desde o inicio ele sabia o que era oto Lirlian e ingiu3se de desentendido. muito embora tr0s dias depois da concep1ão. ! irmei. % a irmei. 5ós estamos a6endo uma pesquisa sobre o aborto. "empre ( uma opinião. e sobre ele as religi8es são austeras e radicais. se o esp)rito reencarnado estivesse grudado com ele. decep1ão. Usou. e chegaram 4 conclusão que a dele % da entidade. 5unca tiro conclus8es precipitadas das histórias dos esp)ritos. !s coisas que eles a6em não se limitam ao momento. t0m um alcance al(m do nosso pronto entendimento.EJ ! esperte6a do )ndio veio 4 tona. para evoluir e aprimorar sua pratica. Montaram tudo outra ve6 e i6eram nova oto. ao contr*rio. com muito humor. agora com a energia da entidade. "e voc0s quiserem posso dar minha opinião pessoal % adverti. EJ . !pesar de ser umbandista. C necess*rio paci0ncia para EJsp)ritoEJa3las. #st* erradoP #le deve aproveitar a ci0ncia. para utura compara1ão. "eria um ato criminoso abortar o eto. 2oc0 est* declarando que ( a avor do aborto? Perguntou. não posso alar em nome da religião. Por que voc0 - . o jogo de palavras. para provar que ele e/iste. Uns m(dicos me procuraram. algumas religi8es a combatem. ! terapeuta colheu v*rios pareceres de especialistas em oto Lirlian. Por ela ser abortiva. 5este episódio.

epois que oram embora.EO . Por mera curiosidade. mas elas são con litantes com as que ouvimos at( agora.. para serem gerados? C. #speram. de modo convincente. !lgu(m pode me e/plicar. 2ou aliviar seus cora18es. outra oportunidade de reencarnar..Z EO . principalmente quanto ao momento da reencarna1ão do esp)rito. por entender que a gravide6 rejeitada oi o ruto de uma pai/ão carnal. criminosas? #n ati6ou o m(dico.e jeito nenhum. "ou contra. nem vão para o in erno. nada tendo a ver com o objetivo da entrevista. #ntão as mulheres que provocam o aborto não são na sua concep1ão. como estão os quinhentos esp)ritos dos embri8es humanos congelados na Mnglaterra? #stão grudados nos quinhentos tubos de ensaio. dando a entender ser o im da entrevista. junto com os demais. #/travasei. olhei para cima. despedindo3se. o grande cientista do espa1o. a irmando que os esp)ritos das crian1as não estão cobrando nada.. Posso. 'aboclo !:uan. 'omo? 5ão entendi. irem ao desespero por se sentirem criminosas.5ão tinha pensado assim. #sclareci. voc0 pode me di6er como chegou a esta conclusão. depois da conscienti6a1ão do espiritismo. e pensei. esperando. culpa da ci0ncia. . "e suas declara18es são ou não verdadeiras não me compete julgar. C comum 4s mulheres que abortaram. sabe at( quando. de um modo tão convicto? Perguntou. ! maioria a irma ser na concep1ão e voc0 di6 ser depois que nasce.. Y"alve. ugindo totalmente do princ)pio divino. que só admite o se/o para a perpetua1ão da esp(cie humana # os pais deveriam assumir responsabilidade de seus atos. Respondeu o m(dico... com certe6a.

3 Mn eli6mente ainda tenho compromissos hoje. 5ão sei se eu vou poder ajudar voc0 sem a assist0ncia direta das entidades. por receber intui1ão dos esp)ritos. quem sabe não so r0ssemos. C irrepar*vel a aus0ncia )sica deles. magra. o que me permitia alar sem rodeios. !cho que isso aconteceu.eus oi ruim comigo? 3 5ão se quei/e. seus olhos dei/avam transparecer o seu so rimento. mas pelo jeito voc0 devia procurar algumas carpideiras para a6er coro. e contava sem parar de alar as qualidades de sua mãe e o amor que tinha por ela. 5ossa cultura justi ica esse comportamento. boquiaberta. #la era uma mulher de meia idade. 4s ve6es aben1oado como outros tantos. #ra minha conhecida j* h* longo tempo.EQ CAPÍTULO 2: ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS 5ós icamos r*geis e incon ormados com a morte das pessoas que amamos. #la a6 parte da triste6a. porque achei que estava no momento de dar um basta ao doentio apego da <eni. cabelos j* grisalhos misturados com os negros. "ua boca em nenhum momento dei/ou sequer esbo1ar um sorriso.#u só quero saber como est* o esp)rito dela. 3 2oc0 me procurou para que eu pudesse te ajudar. #stava muito mal. 3 Por que . ou uma mãe. "ou apenas um pai3de3santo. "e tiv(ssemos uma conscienti6a1ão maior do destino do esp)rito dos que desencarnam. algumas ve6es trans ormada em desespero. amarrados atr*s. olhando para meu relógio dando a entender que ia embora. choramos a morte dos que amamos. 3 2oc0 não entende? $oi a minha mãe que morreu. !rcada pela própria constitui1ão )sica. 'omo não a temos. 5ão sou entendido no assunto de estudar as palavras adequadas para acalmar histerismo. C inevit*vel a saudade. &entei consolar. EQ . levantando3me do so *. seja um pai. . at( que em prantos dei/ou escapar uma lamuria. voc0 tem um dedicado marido e ilhos saud*veis. os parentes e os amigos. #sses pensamentos remo)am minha cabe1a. $alei. % disse. Parou de chorar e icou me olhando. #la assustou3se com minha grosseria. enquanto ouvia na sala da casa da <eni o seu desesperado relato da morte de sua mãe. acometida de uma parada card)aca.

!tendendo a sua ego)sta necessidade de alar com ela os mentores do espa1o se aproveitaram para acalmar sua revolta e livra3la da imanta1ão que voc0 e/ercia sobre ela. . que icam ligados nos encarnados. !gradeceu a oportunidade e. ele viajar* preocupado e tenso. em seu estilo. Por que isso acontece? 3 2oc0s ouvem ensinamentos sobre entidades obsessoras. "e te a6 bem. #le quer seguir seu caminho evolutivo. Para quem pratica o espiritismo. voc0 ( que atrapalha o esp)rito. 5o seu caso ( o inverso. "ó mencionando essas duas religi8es ES . 3 "eu corpo morreu. o que ( errado. o seu esp)rito não. 2oc0 pode esperar at( segunda3 eira para saber. para voc0 alar com a entidade. "e ao inv(s de mergulhar na revolta da separa1ão voc0 tiver a compreensão da passagem dos esp)ritos ao mundo invis)vel. antes de ir embora. com certe6a a despreocupa1ão de dei/ar seus amiliares diminuir* a triste6a de ter que dela se a astar. . ! revolta ( que prejudica o desencarnado. a <eni j* estava consultando com o 'aboclo !:uan. perguntou 4 entidade. e seu amiliares lhe a irmarem que poder* icar sossegado porque eles vão icar bem. mas voc0 não permite com seu in undado desespero. !pós chamar um m(dium. 3 Minha mãe disse que estava bem pró/ima de mim. vou tra6er o esp)rito dela para conversar com voc0. 'om respeito a essa conscienti6a1ão as religi8es t0m uma parcela de culpa. se um homem tiver que empreender uma longa viagem. 5ão chorava com medo de prender o esp)rito de seu ilho. incorporado em mim. nunca o choro. e qualquer di iculdade eles resolverão. #stou desesperada. "obre o assunto. 3 .eve ter luido bem a conversa1ão porque a <eni estava emocionada e mais calma. 5o catolicismo a am)lia do morto pede para o padre re6ar uma missa em inten1ão 4 sua alma. e ambas conversaram.ES 3 #stamos na quinta3 eira. !tendi uma pessoa que tinha perdido um ilho com idade jovem. #m caso contr*rio. situa18es como a da <eni são comuns. mas agora iria seguir o seu caminho. #/plicou a entidade de orma direta e austera.evemos imaginar que a morte ( um a astamento tempor*rio. o esp)rito de sua mãe teria mais tranq?ilidade para seguir sua jornada. "entada na rente dele.que est* a ligindo voc0? 3 C que minha mãe morreu. 5o espiritismo pede que o esp)rito do alecido seja recebido no astral superior. 'on orme hav)amos combinado. &e aguardo no terreiro. ele indu6iu a incorpora1ão do esp)rito da mãe da <eni. gosto de dar um e/emplo material. a entidade perguntou.

'oisas da terra. porque sabia que eu ia prantear as suas aus0ncias )sicas. ocasião em que demonstrava toda sua categoria de mulher re inada. e um baralho. com a M6ette eu implicava. pelos desencarnes. por isso rogamos ao "enhor e a todos nossos guias espirituais que nos con ortem. passei a di6er. e a M6ette. 9uando oi encontrada dentro sua bolsa estavam sua bomba para asma. ! !lcina. ! M6ette. e que encham nossos cora18es de amor e ( e. !cordava cedo. permita ao nosso irmão que partiu. 3 Meu Pai -/al*. e ambas morreram com mais de setenta anos. #u tive a elicidade de ter duas mães.neas. Partiu da terra o esp)rito do nosso amigo $ulano de &al. -brigadoP #nquanto voltava para casa. nos acalmem. adorava acordar tarde. ! M6ette era o contrario. "eus )dolos eram seus ilhos. Namentei a morte das duas. teve uma parada card)aca % como a mãe da <eni. receber a not)cia que aqui na terra todos seus amiliares e amigos estão bem e que o amam muito. e poder ir jogar com suas amigas contempor. mas o meu amor pelas duas era igual. um baralho e a (ria do dia. sou agradecido a . minha mãe de carne. e ainda teve tempo de estacionar seu conhecido uscão amarelo e morrer em cima da dire1ão. vindo da casa de uma amiga onde tinha ido jogar. somos evolu)dos para nos credenciar com compet0ncia para pedir por nossos mortos? 5ão seria mais coerente. EG . lembrei3me da morte das duas mães na minha vida. para icar livre 4 tarde.eus. Pouca gente sabe. quando or poss)vel. ! minha devia ser ilha de Memanj*. !ntes das do6e horas. a mãe da Redda. 5ão queremos ser empecilho para a sua evolu1ão. para cuidar de suas tare as do lar. l(pida e alante. #la tinha uma marca. &inha tr0s apegos. e nós daqui queremos que ele possa chegar ao lugar no espa1o a que tem direito e por ele conquistado duramente atrav(s do resgate de seus carmas. e/ceto nas poucas reuni8es sociais que ia. !mbas morreram como gostavam de viver. icava espregui1ada na cama. o padre re6ar uma missa pedindo aos santos para nos acalmar. pela morte que elas tiveram.EG j* se evidencia uma distor1ão. um _ol:s_agem amarelo. pelo seu jeito bonachão. 5ão gostava de se arrumar ou usar pinturas. ! !lcina oi dormir e não acordou mais. uma bomba para sua asma. Mas. mestre Hesus 'risto. 'om a !lcina eu era dócil e submisso. pois eu cumpria meu papel de genro. magra. ou pedir aos esp)ritos que não nos tornem obsessores dos esp)ritos? Pensando assim quando pe1o por algu(m desencarnado.

por ser uma assertiva EE . provavelmente para uma r*pida re le/ão. intrigado. a6er teu ingresso no espinhoso caminho de cavalo da Umbanda. a6 muito tempo que não ( usada. que ela levantar* teu alguidar. e respondeu. . receber ajuda. # se voc0 or com req?0ncia receber vibra18es. com a ajuda dos esp)ritos. ela disse que minha vida não entraria nos ei/os se não entrasse na gira. C assim. e/istem tr0s portas. mas a1a direito. só não conhe1o minha utilidade l* dentro. #sta +ltima. 3 Mas me disseram que não posso mais sair. e estava isicamente muito raco. resolvido o problema. o teu problema material e depois caso voc0 tivesse vontade. #le estava em d+vida se devia ou não continuar a6endo parte da corrente. 3 9ual o seu procedimento quando o m(dium quer sair corrente. Msso a6 parte da lei. !conselhei. eli6mente. voc0 est* buscando justi icativas para romper o compromisso assumido a1a3o. 5unca disse 4 ningu(m que ( necess*rio desenvolver a mediunidade. % contou. 3 #stava passando uma di iculdade comercial muito complicada. "e agora. 3 -utra bobagem. e a da e/pulsão. e continuar cultuando as entidades atrav(s de ora18es e amal*s. 'onversando com minha mãe3de3santo. 3 #u gosto.'ristiano ( um m(dium de uma corrente de Umbanda.EE CAPITULO 29 DCAIDAS DOS M<DIUNS .certo seria voc0 primeiro resolver. tendo como incentivo o amor 4 religião. sem nenhum constrangimento. a da entrada. para quando voc0 precisar. porque voltam todos os problemas. 3 2oc0 entrou pelo caminho errado. conte 4 sua mãe3de3santo o seu desejo. Mas a1a da orma correta. 3 'onte3me como aconteceu o convite para voc0 entrar na gira. 5o nosso terreiro. 2oc0 pode sair que nada de ruim vai acontecer. de orma ativa como m(dium de corrente? #le e6 uma pausa. assustado. sua mediunidade se manter* equilibrada. talve6 por causa da porta da entrada. como voc0 est* alando? Perguntou. justi ique 4queles que o ajudaram. mesmo não estando vinculado 4 corrente. 3 2oc0 est* gostando de participar da Umbanda. a da sa)da.

meu caso ( di erente do dele. Mas quero a6er uma pergunta. 5o desenvolvimento da mediunidade. or1a. se não ( para resolver os problemas materiais ou medi+nicos. mais inocente e humilde. esses sentimentos vão crescendo. -utro ocupar* teu lugar. estava um outro m(dium da mesma casa. 3 'omo equilibrar sentimentos e emo18es? 3 2ou e/empli icar com a trilogia da Umbanda. 3 . Resolvi e/plicar melhor. &emos dentro de nós esses sentimentos. como a conscienti6a1ão. #/pliquei. a tudo ouvindo atentamente. 5otei que ele icou embara1ado com minha resposta. #le indagou. os caboclos trabalham na or1a. ganhando a oportunidade de resgatar seus pecados c*rmicos e. dei/o bem claro que a porta da sa)da continua aberta para suas visitas normais e para visitar seus irmãos de corrente que permanecerem na gira. 3 5unca tinha pensado assim. dei/ando o m(dium mais orte. Um membro quando sai. 5o espiritismo. Respondi. gosto de estar nos dias de trabalho. a sabedoria. mas não sei identi icar nem o seu tipo nem sua potencialidade. 3 'aridade. os pretos3velho na humildade e as crian1as na inoc0ncia. mas de orma desequilibrada. equilibrando seus sentimentos e emo18es. com alegria e sem nenhuma in lu0ncia e/terna. arei com muito pra6er. !doro a gira. de orma pausada e clara. o amor. inoc0ncia e humildade. "enti ter atingido o que pretendia. quem a6 ( a gira em seu todo. sol)cito. 3 Posso lhe a6er uma pergunta? 3 'laroP "e souber responder. nivelando os demais sentimentos a eles ligados. qual a vantagem de estar se sacri icando no desenvolvimento? C só para a6er caridade? 3 'aridade para quem? 5ingu(m precisa de voc0. di6em que tenho mediunidade. o m(dium a6 a caridade para si mesmo. a alegria. 2ou repensar meu assunto % con idenciou. Hunto com o 'ristiano. ele sentir a ra6ão de ser um m(dium participativo da Umbanda. 3 2ou a6er isso. não quebra o alicerce do terreiro. seja produto do medo ou da imposi1ão. Pre iro aconselhar para a pessoa pensar bem ao escolher este caminho. 'omo posso saber? 1FF . 9uando vão sair. e isso acontece com req?0ncia. a calma. principalmente. at( atingirem o equil)brio.1FF mentirosa. a liberdade e assim por diante. e que o a1a com amor. 5a troca das energias entre o m(dium e o esp)rito. Respondi atravessado.

3 'omo pode uma incorpora1ão de esp)rito atrasado ou trevoso ser salutar? 3 Pela lei da a inidadeP &odos nós sempre estamos imantados por energias ruins. "em querer. 3 Mas não ( a mãe3de3santo quem deve saber? Perguntou. 'umpra as ordens do terreiro. #le não perdoou. 3 -s potenciais todos t0m. tonturas. ditada pela iloso ia do dirigente do terreiro. . 3 "e antes podia a6er. 4s entidades. ela se desenvolve de orma natural. que voc0 ter* uma resposta. !s d+vidas come1am a me/er com a cabe1a de cada um. Pai ou mãe3de3santo não dão mediunidade para ningu(m. ela leva junto as energias semelhantes. 3 5unca ningu(m me e/plicou o que são undamentos da Umbanda.1F1 3 2oc0 j* mostrou. o respeito ao bom senso e o amor que a Umbanda prega. e 4s regras determinadas pelos ensinamentos da Nei Maior. suar as mãos. algumas ve6es at( malignas. em s)ntese. 3 "e voc0 duvida da capacidade da sua dirigente. incorpora18es desencontradas. ( melhor voc0 sair junto com o 'ristiano. 3 $ale mais sobre a mediunidade. sua lei. C. senão voc0 se enquadrar* como rebelde. $a1a o que ela determinar. 9uando eu me sentia assim. #sse ( o come1o. Toje não posso mais a6er isso. sentir cala rios. 3 $undamentos são os alicerces da Umbanda. pela pergunta. por ser com certe6a.respeito aos ori/*s. ningu(m pode antever. $ui interrompido pelo 'ristiano. 9uando o esp)rito com a mesma vibra1ão desincorpora. 4 hierarquia. . ao terreiro. aos irmãos de corrente. pergunte a ela. #les são apenas os dirigentes da gira e cuidam dos seus ilhos de corrente. "empre que voc0 tiver d+vidas. meu entusiasmo desviou a e/plica1ão que ia dar sobre mediunidade. 5ão contrarie jamais os undamentos da Umbanda. recebia um esp)rito dessa ai/a. livrando o m(dium de suas inter er0ncias. ser um m(dium com ( e alegria.ei/e acontecer. ! mediunidade acontece. o melhor para voc0. para me limpar. por que hoje não pode? 1F1 . descon iado. Respondi. aos consulentes e visitantes. muitas ve6es caindo no terreiro com as salutares incorpora18es de esp)ritos atrasados ou trevosos. Um m(dium em desenvolvimento tem que passar por ase t)picas. &ipo e potencial. dependendo do próprio es or1o. #/pliquei.

#/pliquei ao mo1o. 3 'aboclo. Mas antes de me despedir. sou eu ou o esp)rito? 9uestionam. Mmediatamente se desculpou.1F= 3 Toje tenho coroa de pai3de3santo. por ser comum. #ssa ( a orma comum do desenvolvimento da mediunidade. por causa de uma s(rie de den+ncias apresentadas na justi1a pelo promotor. que nos d* maiores oportunidades para resgatarmos nossos carmas. ao contr*rio do que muitos di6em. que lhes são concedidas a crit(rio da dire1ão da casa. $alou. ele incorpora pela apro/ima1ão e não pela tomada do corpo e da mente. !) vem a grande d+vida.urante a consulta com a entidade.m(dium ica mais dócil e mais adapt*vel 4s incorpora18es dos protetores. trou/e comigo a minha arma que sempre carrego para minha seguran1a. H* t0m presen1a de inida. Por essa ra6ão. 3 5ão tem import. depois de todo o processo do b03a3b*. andava sempre armado como precau1ão. 5o desenvolvimento. . Pediu. estou lhe altando com o respeito.'ristiano desistiu de abandonar a gira e seu amigo prometeu não questionar mais a Umbanda. 3 C comum o m(dium iniciante incorporar na vibra1ão do esp)rito. pedem charuto e bebida. meu ilho. só causa dano quando ( mal usada. 9uando o m(dium come1a a perceber que as coisas que a6 e di6 estão corretas. que a mediunidade.ncia. #stou conversando com o senhor e. depois de relatar a consulta e a resposta do 'aboclo !:uan ao promotor. come1a a sentir con ian1a em si próprio. resignado com a e/plica1ão. por descuido. 3 ! mediunidade est* me parecendo uma aca de dois gumes. que estava com sua vida amea1ada pelos tra icantes de drogas. ato que não deve ser jamais recriminado pelos dirigentes. at( iniciarem um di*logo com algu(m. ! arma ( como a mediunidade. quando a entidade chega perto. dei/ei en ati6adas mais algumas palavras. Msso ( per eitamente normal. . as entidades de lu6 come1am a incorporar. por ser a soma dos recursos acumulados em nossa espiritualidade. . ( uma conquista do nosso próprio esp)rito. ele lembrou3se estar carregando na cinta a sua arma. H* pensou como crescer* a or1a de um trevoso com esta hierarquia? 3 'ontinue alando sobre as incorpora18es. não tra6endo nenhum preju)6o ao m(dium ou 4 corrente. enquadrando3se no processo comum do desenvolvimento da mediunidade. ou seja. demonstrando uma e/pectativa quanto 4 resposta do esp)rito. #la pode ser voltada para o mal? Nembrei3me de uma consulta do 'aboclo !:uan com um promotor p+blico. 1F= .

#ncerrei. e nunca julg*3los. nunca sacri icar nenhum animal. social e amiliar.eve a6er da Umbanda uma religião alegre.1FB 3 5ão se esque1am. 5unca aceitar avores ou pagamentos pelos trabalhos que i6er e jamais usar a energia do sangue em seus trabalhos e. sem querer impor aos outros as suas convic18es.eve respeitar as outras religi8es. 1FB . sem entretanto esquecer de equilibrar sua vida pro issional. o m(dium deve cuidar de sua cultura. 5ão beber. deve saber dos princ)pios ilosó icos dos seus dirigentes. e ugir do anatismo tão nocivo ao bem estar dos religiosos. doar3se inteiramente 4 casa que trabalha. . Por isso mesmo. honrar os esp)ritos acima de tudo. principalmente. controlar seu emocional e não cobrar nada da religião. Para isso não deve se imiscuir nos problemas dos irmãos de corrente. gostosa e vibrante. . antes de se iliar 4 uma casa.

. Ysalve a sociedade alternativa. ortes e marchavam com irrepar*vel e harmonioso garbo. todos altos.calor causado pelo intenso sol que ajudava o dia ser estivo e o peso do garoto j* não me incomodavam. .1FJ CAPÍTULO 22 NOME DE ESPÍRITOS &odo pai tem como obriga1ão levar seus ilhos para assistir ao menos uma parada militar. roupas esquisitas e usava botas marrom sem gra/as. !cho que não ( ele. $i6 sinal para eles sa)rem. mas como pode ele estar em v*rios lugares ao mesmo tempo? 5a mesma hora que ele incorpora em mim. Por uns momentos esqueci da marcha para reparar a uni ormidade dos tipos.nome do e/trovertido e revolucion*rio cantor era Raul "ei/as. # serviu. . 'omo um bom ilho de XangA. !pesar do Hosias não a6er parte da corrente que dirijo. Para encurtar minha história. 1FJ .Z. 3 Pelo que eu sei voc0 j* est* recebendo essa maravilhosa entidade j* h* muito tempo.Hosias era um m(dium de Umbanda.. . # oi assim que se lamentava. posteriormente dei/ando um legado de bel)ssimas m+sicas. era bastante questionador. Por que só agora voc0 est* duvidando? 3 "empre duvidei. dentre as quais algumas introdu6idas por mim nos rituais do nosso terreiro. #ntrei entre os garotos disposto a pu/*3los 4 or1a para casa.i6em que eu trabalho com o Pai Hoaquim. 'abelos negros e te6 morena. $ui uma ve6. -bviamente oram escolhidos para ormar aquele e/(rcito. a6endo3me hoje entender porque nos trabalhos de e eitos )sicos elas são as m+sicas pre eridas. de orma bem paternal e com bastante cuidado para não erir a (tica ao me intrometer em assuntos pertinentes a outro pai3de3santo tentei manter o di*logo. . 'omo de costume. ingiram que não me viram. Pareciam cópias que pensavam as mesmas coisas e serviam a um comandante +nico e com a mesma ordem.e estatura bai/a tinha tanto o rosto como o corpo largos. 'hamou minha aten1ão os brilhantes capacetes dos soldados com as letras P#. e/tremamente contrariado. não parava de a6er perguntas. e quando as a6ia dei/ava aparecer gagueira. #u na verdade sou de me entusiasmar com as coisas. depois de algum tempo eu gritava junto com a juventude. Um pai3de3santo tem que ser tolerante.i6em que ( ele mas eu não acredito. ! bandeira brasileira tremulava e a banda marcial me dava arrepios pela or1a da m+sica militar que e/ecutavam. #u não ugi 4 regra e com o meu gordo ilho de tr0s anos assistia os nossos soldados marchando com indis ar1*vel garbo. 2oltando ao instante da parada militar. 3 #u não entendo.. buscar meus ilhos adolescentes em um sho_ de um cantor que estava come1ando a despontar. tamb(m est* incorporando em outros terreiros. . #u tento. 5ão podia imaginar que aquele momento servisse de e/emplo no uturo para uma e/plica1ão espiritual. que signi icavam Policia do #/(rcito.artista tinha um cavanhaque. . e 4s ve6es me saio bem.

$ale com ele e e/ponha tua d+vida. umam o mesmo cigarro de palha. &entei e/plicar alando do #/u &ranca Ruas das !lmas de quem j* tive v*rias provas desse enAmeno. 3 &odos sabem que e/iste a energia &ranca Ruas. !conselhei.entro dessa energia. da Praia. d* continuidade a conversa anterior. di erenciando bem pouco um do outro. por ser a palavra dele a ordem superior. # o interessante ( que em um terreiro se o Pai Hoaquim atende algu(m. 1FO . resolvi aceitar como verdadeira essa orienta1ão. como pode estar incorporado nos outros? . subdivididos em das !lmas e #ncru6ilhada. #u aceitei. !lgum tempo depois encontrei3me novamente com o Hosias. #mbora ainda não totalmente convencido.1FO 3 #le não incorpora no ponto cantado. principalmente porque ( ele quem di6 que a entidade ( o Pai Hoaquim. a6em presen1a nos milhares de terreiros e/istentes. . um e/(rcito de &ranca Ruas. mas não entendo. atende muita gente e d* consultas maravilhosas? Por que voc0 duvida? "e ele estiver incorporado em mim. em outro terreiro mesmo que seja outro esp)rito dessa linha. Perguntei3lhe o des echo da conversa que prometera ter com seu pai3de3santo. mas são todos iguais. # em nada est* errado que no mesmo terreiro e/istam &ranca Ruas incorporados em v*rios m(diuns. #le voltou 4 carga. bebem a mesma bebida. inclusive que incorporam do mesmo jeito. #/pliquei ao Hosias que em nosso terreiro v*rias entidade usam esse sagrado nome. 'laro que não ( a mesma entidade. risca o ponto certo. e todos alam a mesma linguagem.que teu pai3de3santo di6 a voc0 quando voc0 questiona essa situa1ão? #u nunca alei com ele a respeito. alguns at( mesmo como sendo de XangA. e/ceto quando ele incorpora no dirigente da casa. #le disse que e/istem v*rios esp)ritos que se di6em Pai Hoaquim. pensam da mesma orma e o que um ala o outro sabe. da 'osta e o mais comum o conhecid)ssimo Pai Hoaquim de !ngola.

e obedecem a ordem de um +nico comandante. da mesma orma e com a mesma or1a. . são soldados prontos para e/ecutar a mesma ordem. t0m o mesmo tamanho e peso.. !cho que e/trapolei nas e/plica18es. &odos usam o mesmo tipo de uni orme. imagine a Policia do #/(rcito. 2ou pensar melhor. -s esp)ritos podem ser como os soldados. 1FQ . Nembrei3me da parada militar. #le sorriu. 3 C um bom e/emplo.Para voc0 ter uma id(ia. !li no e/(rcito não t0m mais o nome de batismo.. complicando a situa1ão.1FQ #le icou pensativo.

indiretamente. recomendo que esperem o esp)rito desincorporar. escolhida pelo dirigente espiritual. 5em sempre ( o esp)rito que se desliga. Recomendo 4 um dos membros da hierarquia conversar com o esp)rito e. al(m de mim. 5a verdade apenas e/ijo que cada um cumpra o seu papel. para não magoar o m(dium. ! responsabilidade do controle dos m(diuns cabe 4 hierarquia do terreiro. . não posso e/igir igualdade. pela ami6ade que mantemos h* longo tempo. dois pais3pequenos. 3 'omo voc0s procedem quando um m(dium est* ingerindo bebidas alcóolicas em e/cesso? Mandam a entidade subir imediatamente? 3 . 5ão são regras. 3 !s determina18es são cumpridas por todos os capitães sem discord. cuida com muito carinho dos m(diuns. por uma mãe3de3santo. voc0 costuma alar com ele. on6e capitães e cinco ogans de atabaque. em nosso terreiro o tipo en(rgico no comando das giras. criticar.choque da advert0ncia pode a6er o cavalo se desligar do esp)rito. # isso deve ser eito com muita cautela. 4s ve6es ( o m(dium que sai da vibra1ão da entidade. observando nossa organi6a1ão. Por serem heterog0neos. 2ou contar o di*logo.procedimento correto não ( esse. para o cavalo ouvir. Mas. "e o m(dium estiver e/trapolando. o Tiran. tanto na cultura como em seus temperamentos. C muito perigoso o m(dium icar embriagado. cada um com seu jeito. Um dirigente de outro terreiro.1FS CAPITULO 23 CONAERSA COM PAI?DE?SANTO !cho que i6. atrav(s do esp)rito? 3 5ão usamos essa artimanha amadora de chamar a aten1ão da entidade. para depois e/plicar ao cavalo o seu 1FS . 5ão sei at( hoje se a sua inten1ão era para comparar. quem sabe. sem se intrometer com os outros e estejam dentro das normas estabelecidas pela cultura espiritual que ensinamos e previamente estabelecemos. mas princ)pios ilosó icos copiados da ess0ncia da própria lei da Umbanda. 3 Para chamar a aten1ão do m(dium. aprender ou. mando cantar o seu ponto de subida.ncia entre si? 3 5o nosso terreiro a hierarquia est* ormada. em caso de persistir em beber. não dando tempo da entidade a6er a limpe6a do *lcool. trocava id(ias comigo a esse respeito.

como nem eu ou voc0. voc0 ganha a con ian1a deles. Pre eri consertar o constrangimento criado. Is ve6es o sil0ncio vale por um discurso. que ( melhor ser advertido de seus erros do que continuar errando. Pensei em contar para o 'aboclo !:uan. 5esse caso. 3 #u recomendo 4 minha hierarquia conversar com a entidade. não deveria ter aceitado o cargo que lhe oi con iado. eles t0m que reconhecer a nossa boa inten1ão. 3 2oc0 est* cheio de ra6ão. particularmente. Retomei o assunto da mentira da inconsci0ncia do pai3de3santo. echo as portas do terreiro. elas lidam com os esp)ritos. 3 'ada componente da hierarquia tem a obriga1ão de transmitir aos m(diuns a palavra do dirigente. Husti icou o Tiran. terminantemente.7 2eja. 3 1FG . Provoquei o pai3de3santo. # a minha iloso ia ( despertar nos m(diuns a autocon ian1a. tanto que con essou humildemente. para não humilhar o m(dium. mas iquei com vergonha dele. tenho um trato com as entidades. 5enhum deles. H* não estava tão e/pansivo. que inge ser m(dium inconsciente. como ele demonstrou respeito 4 entidade e con ian1a em mim. quanto um m(dium me procurou para contar um problema. que os membros da hierarquia descon iem da mani esta1ão das entidades nos m(diuns. mesmo que tenha convic18es di erente da dele. abrandando a 0n ase das minhas palavras. dando a entender para eles. Tiran. com gestos de aprova1ão. Pro)bo. 5ão pode haver choques ou in orma18es distorcidas. "ó alta voc0 me di6er. Mnterrompeu o curto sil0ncio. de modo sincero. 5o dia que eu tiver d+vida que os esp)ritos não estão incorporados nos m(diuns. #u. ao contr*rio. #le concordou.. #le não respondeu nada. 3 'onversando e orientando os m(diuns com sinceridade. para di6er.1FG erro. temos condi18es de saber se o cavalo est* inter erindo na comunica1ão do esp)rito. Retomei a o di*logo. 7 i6 uma coisa muito errada. da hierarquia. &ive uma alegria imensa outro dia. Provavelmente a sua t(cnica devia ser di erente da minha. e eu com os m(diuns. como no in)cio de nossa conversa1ão. Por isso procurei voc0 diretamente. Tiran. $alei orgulhoso. #le entendeu a dire1ão de minhas palavras. Pela e/pressão de seu rosto. Msso não pode tra6er m*goas. 5em sempre ( o esp)rito que est* alando e sim o m(dium inter erindo na comunica1ão. 2ou repensar no modo de lidar com os m(diuns. não sabia se o Tiran estava aprovando o que eu di6ia. para que os membros da corrente contem para voc0 os seus problemas sem constrangimento..

iariamente estamos enriquecendo nossos conhecimentos. 1FE . 3 5a verdade temos muito que aprender. 4 ve6es eles brigam entre si.1FE 3 #u tenho um problema com minha hierarquia. mas como agir. mas acontece. !contece com voc0 o mesmo? 3 5ão com req?0ncia. 9uei/ou3se.isputa do poder? 3 . que ( di )cil. 3 C só voc0 não a6er aos outros o que não gostaria que lhe i6essem.ci+me e a alta de humildadeP Respondi lacAnico e convicto. não ( questão de não saber. 3 'hegar neste ponto. Mas no caso que estamos discutindo. # conclu) nossa conversa1ão. 3 . 3 # por que isso acontece? . -bservou.

ncer. 3 Preciso que voc0 a1a um trabalho para eu resolver umas demandas. sem dei/ar transparecer o quanto sua alma estava atormentada. ele a chamou e pediu. que não conhe1o? C 3 5ão ( mãe3de3santo.urante uma gira. a6iam da Patr)cia a igura da mo1a bonita. 3 mãe3de3santo? Por que essa 'armem "ilvia. . 2oc0 est* precisando. aos quais atende sempre com um sorriso acalentador. al(m do amparo espiritual de uma pessoa semelhante a voc0.que ( hierarquia? 3 "ão os membros que t0m a obriga1ão de atender o terreiro. #la a6 parte da hierarquia do nosso terreiro. &entei sinteti6ar. . !conselhei. e o seu escudo ( o amor 4 vida e a alegria de viver. despertaram na bonita jovem o ódio 4 vida. sentindo3se despre6ada pelos amigos e revoltada com a separa1ão de seus pais. . "ão os au/iliares diretos do dirigente e lhes compete. 3 "e o que mais quero ( morrer. em orma de um insistente c.11F CAPITULO 24 A F< DA CARMEM SILAIA ! Patr)cia. 3 C só o senhor di6er o que devo a6er. Mndicada por algu(m. 3 2* conversar com a 'armem "ilvia.seu tipo m(dio. .esajustada socialmente. não hesitei. mostrando os dentes salientes e bonitos. !pós ouvir suas quei/as. buscando uma e/plica1ão para seu problema. com quem possa trocar con id0ncias. material e espiritualmente. "ua arma ( a (. muito embora esteja guerreando contra um terr)vel dragão. estava passando um di )cil momento. por que devo conversar com uma pessoa que luta contra a sua própria morte? Nembrei3me de uma história da 'armem com o #/u &ranca Ruas das !lmas. al(m de a6er que seja cumprida a lei da Umbanda. dar assist0ncia direta aos membros que comp8em a corrente medi+nica da casa. e depois voc0 venha alar comigo. !o receber minha orienta1ão. ela me procurou. 'onverse com ela. com os olhos claros. perguntou aparentemente decepcionada. C uma amiga e conselheira dos jovens integrantes da gira. 3 5ão entendo nada de Umbanda. entregando3lhe o n+mero de um tele one. 11F . uma adolescente de classe m(dia.

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3 9uero que voc0 v* so6inha ao cemit(rio, na cru6 das almas, 4 meia3noite, com um alguidar cheio de aro a, leve um galo preto, corte a sua garganta e derrube, dentro do alguidar, todo o sangue que escorrer da ave. .epois de terminar as anota18es como deveria ser eito o trabalho, retirou3se, voltando 4s suas tare as no meio do terreiro. Um pouco antes do inal da gira, ela, dirigindo3se ao e/u, alou, 3 Mn eli6mente não posso cumprir hoje a tare a que o senhor me destinou, mas amanhã irei e/ecut*3la. 3 'armem, eu menti para voc0. 5ão precisa a6er nada do que pedi. #u só queria testar tua (. % respondeu, delicadamente, o poderoso e/u. #la não questionou os incAmodos que teria para e/ecutar o trabalho, principalmente a matan1a, o que ( proibido em nosso terreiro. -s olhos são a s)ntese da alma. -lhei para os da Patr)cia, apesar de claros e bonitos, eles me revelaram que, dentro daquela prepotente isionomia, estava su ocado um pedido de socorro. Retomei a conversa1ão. 3 T* anos atr*s, a 'armem procurou o terreiro, em piores condi18es do que voc0. Toje ele ( a minha au/iliar que obedece, sem questionar, as ordens dadas pelos esp)ritos, o que me dei/a orgulhoso, porque eu tamb(m sou assim. #la aqui aprendeu ter ( e entendeu a import;ncia de viver. &eve a revela1ão que desejar morrer ( arma do covarde. ! imposta1ão das minhas palavras deve ter impressionado a Patr)cia. 5ão retrucou e oi alar com a abnegada 'armem "ilvia. 5ão me procurou como tinha prometido, sinali6ando ter encontrado a pa6, ato que me oi con idenciado pelo amigo comum que lhe mostrou o regenerador caminho da Umbanda. "ó veio alar comigo dois meses depois, e/ibindo um sorriso lindo e com a sua ace iluminada pela brilhante lu6 que sa)a dos seus olhos. !pelou, 3 $ernando, posso a6er parte da gira da Umbanda do terreiro de voc0s? 3 'ompre uma roupa branca e pode entrar na nossa gira. 'oncordei, emocionado.

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CAPÍTULO 20

CRIANDO MONSTROS T* tempos atr*s ui um 6eloso e alido criador de cavalos de corrida. "empre gostei dos cavalos e não e/istia nada mais emocionante que assistir aqueles belos e selecionados animais disputando uma corrida. -s cavalos de corrida são atletas. Para a competi1ão seu )sico tem que ser apurado. #nsinam os antigos criadores que cavalo ganhador come1a a se a6er na barriga da mãe. .a) a necessidade de uma alimenta1ão saud*vel e boa. Por isso eu cuidava com carinho das pastagens onde os animais eram criados. Mandei a6er a semeadura de uma leguminosa que e/igia um solo bem preparado. #ra um rico capim para pastagem. ! semente tinha que ser boa, por isso eu as comprei no melhor ornecedor na ocasião. 2er uma planta nascer me/e com nossas emo18es. $oi um sucesso o plantio. !quela imensa *rea verde crescia dia a dia. #u não via o momento de dei/ar as (guas criadoras pastarem aquele pasto. 9uando eu chegava no haras eu ia veri icar o novo pasto para ver se crescia e estava bem incorporado como eu planejara. # l* no meio, parecendo uma crian1a com seu brinquedo novo, eu estava agachado acariciando as plantas quando vi apro/imar3se o gerente do estabelecimento. - #nio era o respons*vel por todos os cuidados do estabelecimento. #ra um homem bai/o, com os olhos esbugalhados, tinha bei1os grande e te6 mulata. $oi jóquei e era um lidador com os cavalos de grande paci0ncia, tanto que se encarregava de domar os potros novos antes deles irem para o Hóquei 'lube onde seriam preparados por treinadores especiali6ados para disputarem os p*reos. $alando de orma circunspeta ele me cumprimentou, 3 @om dia. 'onhecia o jeito dele quando queria di6er alguma coisa. $acilitei, 3 @om dia #nio. !lguma novidade? #le abai/ou3se do meu lado, e separando algumas plantas da bela leguminosa, mostrou entre elas uma outra que nasceu junta. 3 !s sementes estavam misturadas. 5o meio nasceu tamb(m uma planta que parece uma salsa. #u não sei o que (. 5ão ser* melhor a6er um e/ame para ver que tipo de planta ( essa? $iquei surpreso. #le nunca tinha eito observa1ão semelhante. !chei ser um sinal e a descon ian1a tomou conta de mim. Perguntei,

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3 #st* com medo que seja uma planta venenosa? 3 5unca se sabe. Parece uma salsinha, mas pode não ser. !cho que não devemos dei/ar os animais pastarem sem um e/ame melhor. 'hegando em minha casa ui consultar os livros de plantas. 2i a salsinha, e sua rai6 era .............. 5o dia seguinte voltei ao haras e arranquei uma amostra, e a rai6 era di erente da do livro. #ra uma................]veri icaar o nome certo^. 'olhi algumas amostras e levei na #scola de !gronomia para um e/ame t(cnico. 5o dia seguinte ui buscar o resultado. - #ngenheiro !grAnomo havia solicitado 4 uncion*ria do estabelecimento que antes de me ser entregar o resultado eu alasse com ele. #le veio pessoalmente atender3me no balcão. "em rodeios advertiu, 3 #ssa amostra que voc0 trou/e ( de sicuta. Nevei um susto. 3 "icuta? ! do "ócrates? #le rindo, con irmou, 3 $oi o veneno que o "ócrates ingeriu para se matar. "a) preocupado e rustrado. 2oltei para o haras, chamei o #nio e determinei, 3 Pegue o trator e acabe com a "erradela porque ela oi semeada junto com uma planta venenosa. #nquanto o trator ia destruindo o verde pasto iquei imaginando o risco que correram os cavalos. &empos depois tive um gostoso reencontro com o Pedro, um pai3de3santo meu amigo. <ostava de trocar id(ias com ele sobre os segredos e magias da Umbanda por ele ser uma pessoa de rara intelig0ncia e um invej*vel senso critico, raramente ugindo dos limites do necess*rio equil)brio racional que deve reger nossas duvidas. #st*vamos sentados em uma enorme pedra no meio do rio 5hundiaquara. -s p*ssaros saltitavam e cantavam em nossa rente, e ve6 ou outra um beija3 lor revoava em nossa rente como um curioso querendo ouvir nossa conversa. "ó se ouviam as aves e o gostoso barulho das *guas do lindo rio. 5osso sil0ncio prestava um tributo 4 ess0ncia de nossa espiritualidade envolvendo a nossa alma em pro unda re le/ão espantando os gestos grosseiros e os pensamentos mundanos. 9uase em um sussurro ele dei/ou lorescer as delicadas e di )ceis quest8es que incomodam os dirigentes da religião umbandista, di6endo, 3 #stou ormando uma nova corrente, e estou com medo de errar.

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como os caboclos. principalmente no perisp)rito. pretos3velho e e/us. . !quela que descobre coisas invis)veis escondidas dentro do vis)vel. mas se icarem irados. 9uando preparamos um m(dium. #mbevecido aguardei a continua1ão. C criar. &alve6 a magia do espelho. em que não merece. não hesitou. mas não para ele acostumado a ir na sua ess0ncia mais pro unda.Pedro deu leve suspiro como coordenando as coisas que ia alar. #ssas energias são ortes por terem sido dei/adas por entidades desse n)vel. embora tenha visto uma preocupa1ão )ntima que deveria estar atormentando o 6eloso e e/periente pai3de3santo. 'om isso eles estão portando as energias dos ori/*s. .ncia de um m(dium. a magia da or1a da energia condensada no perisp)rito. Perguntei. 3 'riar monstros? #/plique melhor. $iquei aguardando quando alou. 3 5ão sei escolher os membros para a corrente. dei/ando o ódio dominar suas emo18es e elas orem voltadas para algu(m pode acontecer que sua energia somada com as das entidades provoque um mal muito grande a essa pessoa.ei/ando suas sobrancelhas ca)das mostrarem preocupa1ão e seu rosto mais vincado que o costume. ele se torna uma bomba que pode a qualquer instante detonar contra pessoas inocentes. as energias das entidades vão sendo depositadas. mas qualquer altera1ão de sentimento dei/a escapar essas or1as. 3 Provocamos o desenvolvimento da mediunidade dos membros da corrente equilibrando os seus chacras.11J 3 #rrar no que? . Mndaguei. Pelo seu jeito sabia que seria um assunto que aos outros poderia ser simples. $iquei deslumbrado com a e/plica1ão do pai3de3santo. $iquei atento e encantado com a suavidade da e/plica1ão. e praticamente abrimos caminho para que as entidades de or1a. at( que possam dominar suas emo18es e jamais podem sentir o ódio? 11J . sem o conhecimento dos esp)ritos eles estão jogando suas or1as contra algu(m por conta da ignor. 3 "eria o caso então de não provocarmos o desenvolvimento nos m(diuns sem antes conscienti6a3los dessa or1a. 2eja o perigo.entro de suas auras. os catalisadores das energias. tomem seus corpos atrav(s da incorpora1ão. $iquei surpreso. &enho medo de criar monstros. "e eles amarem seus semelhantes dei/arão e/alar sempre a energia do amor. 3 5ão sei distinguir dentre os homens aqueles que saberão usar corretamente a or1a das suas mediunidades.

misturei semente nobre e para alimentar os animais. com a terr)vel e danosa semente venenosa. Mas como vamos saber quem vai ou não gerar esse sentimento no uturo? Mmediatamente veio na minha mente a corrente que dirijo. Nembrei3me da minha planta1ão. "ó podemos con iar nas entidades e esclarecer aos m(diuns que eles icam proibidos de se 6angarem com algu(m. "ão jovens e velhos. 11O . 'onsolei meu cuidadoso amigo. homens e mulheres das mais variadas origens e capacidade cultural. poderemos prever ou saber quais os que devem ou não icar misturados no grupo? &amb(m iquei preocupado. 3 !cho que não temos alternativas. Mas como poderia a6er isso? 'omo nós. dirigentes de terreiros de Umbanda.11O 3 #/atamente.

quando deveria ouvir 7não desejar a mulher. ali. como a lua. Um dia o 'aboclo Hunco 2erde e/plicou sua ótica sobre o homem e a mulher. a provedora da sua elicidade. eu quis ver sua incorpora1ão. Para observar o comportamento de uma m(dium que recebia uma entidade da linha de Hurema. 5enhum ( mais que o outro. 5ão posso imaginar nosso mundo sem e/istir a or1a do sol e a magia da lua. . a entidade que incorporava na complicada m(dium. ! mulher não tem que pleitear a igualdade. graciosa e intoc*vel redoma da eminilidade perder* o seu mais dedicado guardião. 5ão sou machista. 5ão conhe1o nenhuma papisa. o homem. do pró/imo7. desta ve6 iquei de lado e mandei cantar o ponto da cabocla Hurema.caboclo manda na cabocla. Para receb03lo. ! corrente j* cantava h* algum tempo e eu. a inspiradora da sua luta. e at( pouco tempo as reiras não podiam o iciar a missa católica.'aboclo Hunco 2erde soube. o homem ( o "ol e a mulher a Nua. ! sua indigna1ão ao ver amea1ado o seu direito de de ender a mulher icou bem clara numa ocasião. mas quero que as eministas parem com sua perigosa marcha em busca da igualdade com os homens. separar os direitos e deveres de cada um. $iquei sem jeito. Protege a bela e apai/onante amante espiritual. a delicada. "e isto acontecer. e eu. quando ao receber os de6 mandamentos. parecia um pateta. ao eleger o homem. a ra6ão da sua e/ist0ncia. o preto3velho na preta3velha. isso para não alar de todas as outras religi8es. !pesar das entidades che es serem chamadas em primeiro lugar. apear de ser pai3de3santo. . ouviu 7não desejar a mulher do pró/imo7. 2i o que queria. a Umbanda ( machista. #le ( a or1a. e ela a magia. o e/u na pomba3gira. tirei minhas conclus8es. ico na rente do 'ong*. #les são. o sempre apai/onado servidor da mulher. sob o olhar de todos os presentes. em lugar privilegiado pela hierarquia de dirigente. com muita intelig0ncia.11Q CAPITULO 98 MAC3ISMO NA UM7ANDA 'omo toda religião. complementos do amor. #le a usa quando v0 em perigo a dócil mãe dos seus ilhos e a errenha parceira na luta pela sobreviv0ncia. a mulher. 5ada de chegar o 'aboclo. !ssim oi eito. e pedi para chamar o 'aboclo Hunco 2erde. Mois(s deve ter con undido as palavras do 'riador. sabe usar a magia. ! or1a do homem pertence 4 mulher. não mando na minha mulher % eu mando. or1a e complemento de sua eminilidade. ambos. # ela. 11Q . ou o homem. ela que não obedece.

11S sem nada entender, quando ui intu)do para receber outra entidade, o 'aboclo da 'achoeira. 'hamei o pai3pequeno, di6endo, 'ante o ponto do 'aboclo da 'achoeira.

Nogo no in)cio do ponto de chamada deste maravilhoso 'aboclo de XangA, ele incorporou, mostrando, nitidamente, que não era culpa minha a aus0ncia do 'aboclo Hunco 2erde, e sim dele, que não quis incorporar. "alve meus ilhosP % cumprimentou o sisudo 'aboclo da 'achoeira e oi sentar no toco. ! cambone, delicadamente, entregou3lhe uma t*bua e pemba, para riscar o ponto. 5ão precisa, disse o 'aboclo. 2ou icar enquanto o !:uan conversa com o Hunco. !rrematou, aceitando, apenas, o charuto. 5unca imaginamos situa18es como esta no plano espiritual. 'aboclo !:uan, che e do terreiro, oi convencer o 'aboclo Hunco 2erde, um esp)rito comprometido com o terreiro, a cumprir sua obriga1ão de vir trabalhar. "ão entidades maravilhosas, espirituali6adas mas sens)veis quando v0em amea1ados seus direitos legais. 5ão tinha terminado de umar o seu charuto, e o s0o 'achoeira levantando, despediu3se dos cambonos, 3 2ou subir. - Hunco vai incorporar % dei/ando claro o poder de convencimento do 'aboclo !:uan. $iquei ressabiado para receb03lo. #le veio, não alegre como de costume. #stava mal3humorado, com a cara echada, dei/ando transparecer uma emo1ão, at( então desconhecida para mim. "em nada di6er e a ningu(m cumprimentar, com passos pesados, dirigiu3se e sentou no toco, riscando o ponto com m* vontade. .ava mordidas no charuto, como se tivesse vontade de comer a orelha de algu(m. - pai3pequeno, sentou3se 4 sua rente, dirigindo3lhe delicadamente a palavra, "alve, 'abocloP - que houve, s0o Hunco? #stamos assustados, nunca o vimos assim. #scuteP Respondeu, secamente. 3! mãe ( Hurema, e quem cuida da mãe ( o ilho> a mulher ( Hurema, e quem cuida da mulher ( o homem> a ilha ( Hurema, e quem cuida da ilha ( o pai. "im, meu pai, entendi a mensagem, só não sei, qual a ra6ão de sua 6anga. 'omo ( então que voc0s chamam uma cabocla antes do caboclo? 2oci erou, aos altos berros. 35ão conhecem a lei da Umbanda? 5unca venho depois de cabocla.

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11G "0o Hunco, e/plicou, na verdade oi seu cavalo quem pediu, pois precisava ver a incorpora1ão da cabocla na m(dium tamb(m. 5ão tivemos nenhuma inten1ão de desrespeita3lo. #ssa não ( a Nei. 5ão admito que pai3de3santo erre. "e não a conhece, entregue sua guia e v* aprender como se dirige um terreiro. #ncerrou en urecido.

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CAPITULO 24 PROAAS INCONTESTÁAEIS !s pessoas precisam entender que a mistura da energia do m(dium com a do esp)rito, caracteri6ando a incorpora1ão, não ausenta em absoluto a presen1a da consci0ncia do cavalo na comunica1ão, devendo dar descontos para eventuais e normais alseadas na mensagem do esp)rito. 5a linha :ardecista, quando um esp)rito amiliar se mani esta, mesmo que nunca em sua vida encarnada tivesse tido respeito 4 espiritualidade, ou tenha sido um anal abeto e com temperamento grosseiro, dei/a mensagens cheias de amor, ala com muita intimidade o nome de Hesus 'risto e demonstra conhecimento das leis do espiritismo, com um linguajar requintado e manso. 5ada de estranho, considerando3se a capacidade e a cultura do m(dium, que soube tradu6ir o sentimento e o desejo do esp)rito comunicante. 5a Umbanda não ( assim. -s consulentes e/igem provas e mensagens mais concretas. 9uerem que o esp)rito diga nomes, datas e tudo que se relacionava com sua pessoa, quando encarnada. #/istem muitos m(diuns que t0m esta capacidade, mas, via de regra não são assim, como um 'hico Xavier % para mim, um homem santo. .evemos icar atentos aos sinais do esp)rito, aos pequenos gestos e palavras que usava quando encarnado, e se acontecer, devemos entender como verdadeira a comunica1ão. - resto, ica para "ão &om(. #/istem histórias e histórias, que comprovam minha assertiva, mas, uma delas, para mim, oi especial. 'aboclo !:uan estava incorporado, no toco, quando o pai3pequeno, acompanhado de um rapa6 alto, corpulento e demonstrando um ar muito triste, solicitou, 'aboclo !:uan h* questão de uns seis meses este mo1o perdeu seu pai, e est* inconsol*vel % e/plicou. - senhor pode atend03lo? - rapa6 sentou3se, a entidade o ereceu3lhe bebida e perguntou, isso. 2oc0 conhece bem pouco o espiritismo, não (, meu ilho? 9ue houve, meu ilho? #u amava meu pai. #le morreu, e estou muito nervoso com

Realmente, nada conhe1o, mas sinto a presen1a dele ao meu lado. #stou buscando no espiritismo uma e/plica1ão, principalmente para saber se o esp)rito sobrevive 4 morte e, se eu me convencer, quero saber como ele est*. .isse, de modo ranco, mas respeitoso.

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Mas nada lhe dava a certe6a de ser realmente o esp)rito de seu pai. como manda a lei da Umbanda. ! 'ristina incorporou. testemunhou Hesus e/istir e outras coisas bonitas. . 9uando voc0 precisar de ajuda. . se ( homem ou mulher #sta ( a parte convincente da comunica1ão. nada sabe a respeito. rindo. muito embora o m(dium perceba que vai servir em uma incorpora1ão. obsessor ou protetor. #ntre os umbandistas. $oi muito bom alar com o senhor. jogou3se nos seus bra1os. talve6 por não tido nenhum sinal evidente. esp)rito do pai incorporado e seu ilho. estava visitando a &enda #sp)rita "ão "ebastião. i/ou um olhar espantado. meu pai. 'onvidado a ocupar um lugar privilegiado. ! entidade e6 uma vibra1ão no consulente e a passagem do esp)rito aconteceu. serei eu. iniciaram um di*logo. iel na transmissão da ala do esp)rito.pai alou estar bem. que disse ao esp)rito. desconhecendo se ( esp)rito amiliar. o incr(dulo ilho. o esp)rito. eu órico. 9uando voc0 ouvir um arroto e sentir um ba o de u)sque. aquele assunto que só os dois sabiam. $a6 parte da lei da 1=F . uma e/celente m(dium. echou uma carranca e ran6indo as sobrancelhas. Prometeu o esp)rito. para o rosto da m(dium. 3 !gora voc0 sabe que eu estou bem e o esp)rito e/iste após a morte. 'omo sempre a6 nesses casos o 'aboclo mandou o @eco atender a conversa1ão e ambos. as provas tamb(m são e/igidas. para receber o esp)rito do pai desse mo1o. o que era per eitamente compreens)vel. e como vou saber que ( o senhor que estar* ao meu lado? Perguntou. anunciando sua despedida. icou assistindo a gira de quimbanda. 'om os olhos arregalados. naquela noite. Um deles. Rapidamente. e/clamou. -rdenou ao @eco . que nesses momentos. @em. ambos levantaram3se e a entidade disse ao mo1o. 2ale di6er. !guardou nessa posi1ão alguns segundos. tirou seus óculos e icou esperando uma nova ordem.rapa6 demonstrava estar descon iado da autenticidade do que assistia. !t( entre os pais3de3santo. com alguns sinais de ser realmente o esp)rito do pai do descon iado rapa6. que transcorreu de um modo normal. #sclareceu. # oi nesse estado. ! irmou. H* habituada com essas situa18es. da saudade que tinha da am)lia. o pai3pequeno. e num choro convulsivo. me chame que estarei ao seu lado. PapaiP PapaiP C o senhor. !pós algum tempo..rapa6 deu um salto para tr*s. &raga aqui um cavalo. $oi recebido com todas as honras de sua coroa. o @eco pAs em sua rente a 'ristina.. meu ilho. de "ão Paulo. ..1=F !cho melhor voc0 perguntar a ele.

com certe6a ele revelaria. 'ontrariando minha e/pectativa não ui repreendido pelos dirigentes materiais da casa. tornou sua e/pressão s(ria e ormal. des a6endo todo o mist(rio. Respondi. Rangel? <ostou do trabalho? 3 <ostei. a entidade. alou. não (? 3 "inceramente? 5ão estou ag?entando mais a curiosidade. um grande respeitador da lei da Umbanda e das determina18es das casas umbandistas. #ntendi o Rangel. um com o outro. 5ão seria para contar passagens de sua vida espiritual. quando incorpora. antes de ir embora. meu padrinho de eitura de cabe1a. #ra uma pessoa muito agrad*vel. "empre que estiver incorporado. de repente. as entidades cumpriam seu papel. se or realmente ele . deu um tapa no peito do homem e. cumpriu o combinado. quando uma visita com hierarquia estiver presente. havia. 3 Para amigo não bato a cabe1a. aqui ( o Rangel. deve bater a cabe1a ao visitante e naquela casa. rindo. tem que di6er ser meu amigo. quis conhece3lo. porque eu tamb(m gosto quando isso acontece comigo. tom*vamos um ca e6inho com biscoitos. Preciso conversar com voc0. Um esp)rito que reverencio com grande amor ( o do Pai Hoaquim de !ngola. ui levado pela entidade at( o pai3de3santo e contrariando meu impulso e todas as regras da casa. mas alguma com certe6a. eu as minhas e o Rangel as dele. encostando a testa no chão. H* incorporado com o #/u &ranca Ruas das !lmas. R)amos e aprend)amos. sem dar import. #stranhei o comportamento do e/u. 5ão estava entendo a ra6ão. 3 'omo vai. oi quando ele. e cont*vamos histórias sobre a Umbanda. ou seja. 'onvidei3o para vir 4 noite em minha casa.1=1 Umbanda. Podemos encontro? #stranhei o curto di*logo. .ncia 4 hierarquia do che e de terreiro. #/plicou. 3 $ernando.pai3de3santo que ontem visitou o terreiro. # oi adiante. recebi um tele onema. H* passava da meia3noite. $ui visitar um terreiro de certa marcar um 1=1 . 3 $i6 um trato com o #/u &ranca Ruas das !lmas. incorporado em voc0. # ele. 5ão sabia como perguntar mas imaginava que. ! medida que incorporavam. 5o dia seguinte. Por não ser um ato comum nos terreiros que visito. 3 2oc0 deve estar imaginando porque eu estou aqui. a amosa hora grande dos esp)ritos. havia a determina1ão que as entidades batessem a cabe1a literalmente. especi icamente. 'onversando na sala. "ó me intrigava a ra6ão de sua visita. em tom in ormal. mesmo que seja em sentido inverso.

#nquanto cal1ava os sapatos que tinha tirado. e/ceto a con issão da simp*tica consulente ser uma incondicional ã da entidade. antes de se retirar. durante a gira. l* na assist0ncia. mediante uma prova evidente. mesmo nós. quando. 5ada de e/traordin*rio oi dito ou alado. #ssas comprova18es. no automóvel. . secamente. não são necess*rias para quem tem (. 3 -baP . cutucando meu companheiro ao lado. ela teve not)cias que em Petrópolis um m(dium estava recebendo o #/u &ranca Ruas das !lmas com muita idelidade. Mmediatamente. 3 completou.#/u &ranca Ruas das !lmas a6 questão de comprovar aos seus consulentes a sua autenticidade. incorporou em um m(dium. crentes. retornando para meu lugar. mando chamar voc0 para me cumprimentar. como i6 hoje e tamb(m como i6 h* tempos na outra cidade incorporado com o cavalo careca.1== ama onde. 2oltando ao Rio de Haneiro. por sinal com hierarquia na casa. ao entrar no espa1o dos trabalhos.que aconteceu l*. in ormei meu amigo.Pai HoaquimP #/clamei. . como todos devem a6er. 9uando j* est*vamos de volta. na verdade. #la estava na assist0ncia quando oi chamada para conversar com ele. 5ão hesitou e oi conhecer o terreiro onde trabalhava este m(dium. ele perguntou. 3 2amos embora. não tenham d+vidasP 1== . como e6 com uma senhora carioca que visitou nosso terreiro. dei meia volta. #stava na assist0ncia. para voc0 sair. $iquei alegre. #le nem me olhou. entrei dentro do local dos trabalhos e passei por sua rente. ! inal. Respondi indignado. Mas que são gostosas. praticamente no come1o do trabalho? 3 5ão ico em terreiro onde o Pai Hoaquim est* incorporado e ele não me conhece. sob o olhar espantado da sua ã. temos nossas d+vidas. o e/u alou. 'onversaram trivialidades. 3 .isse. I guisa de receber uma vibra1ão. quando oi surpreendida com o convite da entidade para conversar com ele. 3 "empre que eu estiver no terreiro. que desaparecem.

gira especial para pedir este tipo de ajuda. ou seja. como se precisasse. 5a relva. com milho. procurando construir a entrega do jeito mais bonito poss)vel. eu sei. #scolhi o lugar. . Pus os charutos no trabalho. apenas pense e ore pelo menino.'aboclo pAs o papel em seu ponto riscado e disse 4 cambono que depois daria uma orienta1ão. maracuj*. . esclareci meus cambonos sobre como deveriam proceder para receber uma orienta1ão do 'aboclo. cerquei3o com as 1=B . 'omo não gosto de dei/ar no mato materiais não biodegrad*veis. sete velas brancas. est* condicionado na lei da troca. #m cima coloquei a moganga com milho. iniciei a montagem da entrega. aqui ( o $loriano. depositei a cerveja. melão. não precisando escrever nada.senhor pode a6er algo por ele? . ele recomendou que ela tomasse nota de um trabalho para o rapa6. % $a1a uma entrega. .ilho de um amigo meu teve um acidente e est* em coma. idade e endere1o do hospital onde estava internado. quer uma ajuda sua. Por isso estou tele onando. I noite. !ssim oi eito. &omei nota do nome do rapa6. ajeitei as rutas ao lado. "ete charutos. na U&M. $ernando. amei/a e outra ruta do gosto do meu cavalo. "0o Hunco 2erde % disse a cambono. j* desenganado. hoje temos trabalho. Mdenti icou3se. C trabalho na linha dos caboclos. C. a grande arma da Umbanda. eu te dou de comer e voc0 atende meu pedido? 2amos ver. desesperado. uma cai/a de ós oros. Procurei um lugar adequado para a6er a entrega % o amal*.1=B CAPITULO 26 UMA OFERTA AO ESPÍRITO "er* que o !mal*. sete verdes e cevada. 5o copo de casca de coco % coit0. !bacate. dei/ei3as como base. sendo ele meu irmão de carne.nome anotado neste papel ( de um rapa6 que est* muito doente no hospital. Nigou no dia certo. cortei tr0s olhas de bananeira. na entrada de uma mata. Mnterrompeu.. melancia. embai/o de uma igueira rondosa. disse. 'uidadosamente. #le.. abaca/i. !ntes do inal do trabalho. Uma moganga assada. Recebi um tele onema. j* desenganado pelos m(dicos da terra.

dentro do mato. 9uando cantei o ponto do 'aboclo Hunco 2erde ele saiu do mato. !gradeci.urante a constru1ão do !mal*. apro/imou3se e cumprimentou aqueles maravilhosos esp)ritos ind)genas. que oi atra)da pelas vibra18es semelhantes aos das comidas o ertadas. . quando percebi. alguma coisa poderia dar errado e eu não achava justo dar alsas esperan1as. pedi a cura do mo1o. entreaberta. e era manipulada pelo 'aboclo Hunco 2erde. !cendi3as e depositei a cai/a de ós oros. oi at( o mato. obrigadoP H* contei para todos que em vinte um dias meu ilho vai estar curado. . recebi um tele onema do pai do rapa6 que di6ia eu órico. #la oi se condensando. 'laro. do 'aboclo Hunco 2erde. o importante nesta história. 1=J . nada ar*? 2ou entrar no a63de3conta e estou vendo o desenrolar da entrega no mato. at( que todos icaram em p( e ele. em vinte e um dias ele sairia do coma e conseq?entemente icaria curado. o rapa6 acordou. o segredo não oi guardado. # hoje est* completamente curado.e longe. pedindo que não dissesse nada aos pais do mo1o. o 'aboclo Hunco 2erde permanecia em p(. a troca de energias. 2*rios )ndios estavam em volta. -/óssi. . como me oi contada pelo próprio 'aboclo Hunco 2erde. um Paj(.o trabalho emergiam vibra18es semelhantes. 'antei o ponto de -/óssi. Pegou toda aquela energia e sumiu com ela para dentro do mato. se intensi icaram. uma ai/a de lu6 era para ele direcionada. &odos se ajoelharam em volta do trabalho.ei a not)cia ao $loriano. mantendo pequena dist. de orma tal que echassem um circulo bem harmonioso. Mas. vindo do in inito. em volta da o erenda uma massa energ(tica maravilhosa.esp)rito come e bebe? C guloso e beberrão? "e nada ganhar. pois diante da gravidade de seu estado de sa+de. criando.e a astei3me respeitosamente. 'omo ele unciona? . a cósmica e do trabalho. . 5o dia seguinte. o 'aboclo di6endo3me que. a tudo assistindo. de lu6 cintilante. e girava em torno do trabalho. intuitivamente. e largaram suas energias.ncia. com aquela energias em suas mãos. alternadas nas cores. -:0 -d0. i6 uma ora1ão. de onde saiu um outro )ndio. $ernando. #/atamente vinte e um dias após. oi usada para curar o doente no Tospital. #ra a or1a cósmica do ori/* -/óssi. por todos reverenciado. 9uando acendi as velas e cantei o ponto de -/óssi. do material que compunha o amal*.1=J velas. #sta energia de -/óssi. não ( a cura e sim o amal*. que se somavam 4 j* e/istente.

9ue ( isso? % interroguei. na p*gina 1GB. temperatura amena.e repente. alava.Z -s umbandistas alardeiam que os -guns v0m em seus cavalos brancos. Yseis grandes carros. #nquanto uns alardeiam que eles t0m alma. cheio de nuvens. H* não ( um motivo para re letirmos se os animais t0m ou não alma? Minha ilha Nucilia.ndido.ncia. igual a nós. % e ria.evia merecer um estudo mais minucioso das elites cultas. riachos. .tema ( pol0mico. enquanto a Redda trocava sua ralda. . e com pequenas e delicadas gargalhadas.isse 5arcisa % são au/iliares preciosos nas regi8es obscuras do Umbral. Mas a nota interessante era os grande bandos de aves. ela levantava os pequenos bra1os para cima. 5o livro Y5osso NarZ do $rancisco '. mostrando os cri res e a ponta do rabo. em per eita coordena1ão com os gestos.andU. .. a brisa. de corpo volumoso.eitada na cama.. me pareceram iguais aos muares terrestres. e os animais. YMdenti iquei a caravana que avan1ava em nossa dire1ão. ditado pelo iluminado esp)rito do !ndr( Nui6. eram tirados por animais que. os p*ssaros cantando.Z Mais adiante continua.. não tenho a m)nima id(ia como possa ser. que não cabe agora descrever. onde não estacionam somente os homens desencarnados. os riachos. .1=O CAPITULO 28 OS ANIMAIS TBM ALMA? H* morri v*rias ve6es. . um caldeirão. com cavanhaque. ou suaves cantos de p*ssaros ? -u ser* um lugar va6io. 'omo ser*? &er* *rvores. a lu6. produ6indo ru)dos singulares. acima dos carros. . outros a irmam só possu)rem o cascão que desaparece com a morte. ele descreve uma cena no espa1o. assombrado.ncia. anunciando ser 1=Oq? o para)so? "e no c(u não e/istir as *rvores.o c(u. embora eu descon iasse que ela soubesse e só não di6ia para me contrariar. lu6.. C mais *cil imaginar um tridente. 1=O . H* di6ia mamãe. dando a impressão de estar vendo alguma coisa que nós adultos não v)amos. que voavam a curta dist. ouvi o ladrar de cães 4 grande dist. estava come1ando a balbuciar suas primeira palavras. mas não me lembro do c(u. mais compat)vel comigo. precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos. mas verdadeiros monstros. ormato dilig0ncia. &enho uma id(ia do in erno. mesmo de longe.. animais. . brisa.andU. como se quisesse pegar algo no ar. não quero ir para l*P !credito que os animais t0m alma. servindo para os querubins icarem sentados e dedilharem suas harpas. as labaredas e um homem magro. Papai ainda não. sob a claridade branda do c(u.

emonstrando surpresa. -s animais tamb(m são nossos irmãos. -utro dia o caboclo !:uan e6 um trabalho especial para um gato com c. en/ergando os esp)ritos. não pode acontecer o mesmo com os p*ssaros e animais? "e uma larva ( mais atrasada que um cavalo. $alou. igual ao homem. o 'aboclo !:uan perguntou. -s trevosos t0m na cobra a companhia predileta. # alardeia isso com transparente gabolice. e eu entendo voc0 muito bem. "e e/iste nos animais o terceiro olho. 'onta v*rias histórias sobre esse assunto.andU era o nome de um bel)ssimo cão "etter Mrland0s que um m0s antes oi morto a tiros por ladr8es que invadiram nossa casa.ncer no intestino com o mesmo empenho que a6 nas pessoas que so rem de mal semelhante. o que re or1a a tese que eles t0m alma e podem sobreviver 4 morte. porque não ter* o pequeno rou/inol ou o elegante pei/e ou a pe1onhenta cobra. -s gatos. conhe1o bem. !cho que o senhor vai me entender. #la est* vendo o esp)rito do . dentre as quais. -s oguns sempre estão montados em cavalos. como sua companheira. #ntre os esp)ritos. os cães e os cavalos são reconhecidamente videntes. e/iste o bom humor e as passagens hilariantes. não tenho d+vidas. a irmando ter sido descendente de uma am)lia de ladr8es de cavalos. !ma os 1=Qq?)deos. &entou justi icar.andU. a qual. $alei. . e todos do mundo animal? "e os homens. ao morrer.ando consulta para uma mo1a. . assustado. ele tem que estar tamb(m dentro do esp)rito. o que demonstra possu)rem a terceira visão. . que seu transporte para vir no terreiro ( 1=Q . uma *guia. 2oc0 est* muito triste com a morte dele? . 'ães. depois de morto. mesmo que pare1a antasia. a consulente e/plicou. com muito carinho. Raciocinam e t0m alma. # se os cães t0m.cigano Koisler tem sua vida baseada em cavalos. que eles continuem em minha companhia. 5ão posso evitar. Pode chorar se quiser. levam consigo seu estado espiritual. atrasados ou evolu)dos. ao morrer.'aboclo !:uan tem. . e senti muito sua morte. pois pretendo. não permanecerão no plano espiritual sob o mesmo processo evolutivo da reencarna1ão? 9uero que os cães tenham alma.1=Q Minha mulher e eu trocamos olhares. $oi meu gato que morreu. no homem est* alojada no chacra espiritual.

roubar o cavalo do 'aboclo !:uan? 9ue id(iaP . "e aconteceu. 9uei/ou3se. incorporou sem sua habitual harmonia. 'omo esp)rito não brinca. #u queria aquele cavalo branco. Mas cigano. considero essa passagem como uma prova da e/ist0ncia da alma dos cavalos. rindo.!:uan tirou de mim. o 'aboclo !:uan. sinali6ando eu estar certo nas minhas convic18es. a cambono. Respondeu amuado. re6ando para eu me regenerar. não sei. $oi humilhante.1=S um cavalo preto. 9ue aconteceu com o seu ? . en ileirados atr*s de mim. # por qu0? Porque eu quis roubar o cavalo dele.isse. !l(m de ter icado sem o meu cavalo. rindo. # o pior não oi isso. Passado alguns meses. disse que tinha devolvido o cavalo para o cigano. vim a p( para o terreiro. #le ( lindo. acompanhado por uma alange de pretos3velho. 5uma gira. #stou sem cavalo. 1=S . respondeu. C para ele nunca mais cometer essa ousadia. sem jeito. Mndagado pela "andra porque estava triste. abatido.

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CAPÍTULO 3: SINAL DA AELA ! elicidade não est* alicer1ada nos bens materiais, mas no humor e bem estar espiritual.. &enho um amigo que a irma ser eli6 por ter uma esposa, ilhos e netos. 'onhe1o um bo0mio que jura ser o homem mais alegre do mundo porque ( solteiro, não tem mulher e muito menos ilhos. ! elicidade est* dentro de quem aceita e gosta do que tem, podendo ser a numerosa am)lia ou a liberdade de não ter compromisso com ningu(m. - conceito ( parado/al. ! resid0ncia da in elicidade, ao contr*rio, tem como principal causa, a perda daquilo que o a6 crer ser eli6. # pode a elicidade perdida ser readquirida pela (? !cho que sim. Neiam essa história, - domingo estava lindo, ensolarado e quente. - 5ilson, de cal1ão, sem sapatos e camisa, se mantinha debai/o de uma barraca 4 beira da piscina do clube que costumava req?entar, ouvindo e contando lorotas descontra)das com alguns amigos, 4 guisa de esquecer seus a a6eres semanais. ! #va, sua esposa, tinha icado em casa. - 5ilsinho, seu +nico ilho, com oito anos, brincava e nadava na *gua clorada da piscina. #stava tudo per eito e apra6)vel. $oi quando o 5ilson ouviu gritos desesperados de uma mulher que apontava para o undo da piscina. &odos, curiosos e no a ã de serem +teis, se acercaram dela. - 5ilson, pela *gua, viu, no undo da piscina, o corpo do seu ilho 5ilsinho. - 5ilson era meu amigo e ui comunicado do tr*gico acontecimento. 'hegando em sua casa, onde todos os amigos e amiliares j* cercavam o guapo 5ilson e sua esposa, ui, como ( natural, envolvido no so rimento do casal e seus avós. - menino de oito anos, tinha morrido a ogado em uma piscina. 5ão h* quem não se envolva com emo1ão em casos que o espectro da morte a6 cumprir essa divina, mas atemori6ada lei, quase sempre não entendida por nós. 5a ocasião, eu era mais jovem e, conseq?entemente, mais orte, mas mesmo assim, tive que a6er muito es or1o para amparar o meu amigo nos ombros, dado seu corpo avantajado. Passado o uneral, no dia seguinte, ui levar minha solidariedade ao triste casal. 5ada pude a6er ou di6er para apa6iguar a dor do acontecimento, e/ceto o erecer os pr(stimos do meu grupo de trabalho espiritual. - casal, buscando um lenitivo, acedeu ao convite e passou a req?entar assiduamente nossos trabalhos espirituais. #m uma das reuni8es o 5ilson aparentando uma emo1ão muito grande levava com um carinho especial um pequeno embrulho de papel de seda, que parecia estar aninhado em suas duas avantajas mãos em concha. "eus olhos torneados por grossas sobrancelhas brilhavam com vis)veis l*grimas. 2e6 ou outra uma l*grima escorria em seu grosso bigode preto. "ua esposa come1ou a desembrulhar o pequeno embrulho. ! medida que ia abrindo o papel de seda suas mãos pareciam estar des olhando uma delicada lor. "eus l*bios mantinham um sorriso, e seu semblante demonstrava estar

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1=E vivendo naquele momento um 0/tase divino. &odo nosso grupo estava em volta do casal, aguardando com curiosidade o aparecimento do conte+do do misterioso embrulho. - 5ilson alava emocionado, 3 2oc0s vão ver a ben1ão de .eus que tivemos. !berto o pacote, dentro de um en eitado estojo estava a escultura de um anjo com enormes asas. Um trabalho muito bonito e bem eito e at( de certa orma comum no com(rcio do ramo, e/ceto não osse ele estar esculpido em cera de vela derretida. -lhamos assombrados para o casal, que agora j* não conseguia conter a emo1ão dei/ando correr as l*grimas pelos seus rostos. 3 Toje acendi uma vela para meu ilho. 2ejam o que icou no prato,. C o sinal que ele est* vivo e vai retornar a nós. #/plicou o 5ilson. ! ( trans ormou a vida daquele casal. .ecorrido algum tempo, encontrei o 5ilson. #stava eli6 e sob orte abra1o disse eu órico, 3 Meu ilho voltou para mim. Minha mulher est* gr*vida. 9ue .eus aben1oe todos que conhecem sua maior magia, a (P

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CAPÍTULO 39 MAGIA DAS AELAS - ogo ( um elemento indispens*vel por todas as religi8es. #le ( o princ)pio e a sua or1a ( destruidora, mas quando bem manipulada, se torna com a mesma intensidade um grande aliado. 'om imagina1ão o homem criando a vela prendeu uma chama desta or1a em um invólucro de cera. #/istem velas de todos os tamanhos, cores, tipos e inalidades. &0m todo o tipo de serventia, desde solicitar avores 4s divindades, at( criar ambientes apai/onados em um jantar entre casais. .entro das religi8es todos t0m histórias para contar a respeito das velas. #u tenho a minha, Toje eu tenho sete netos, de do6e a vinte anos. !mo a todos, por(m com mais intensidade aquele que em um momento de sua vida necessita de mim. # oi assim com a 'amila, hoje com de6enove anos, uma mo1a linda, com um sorriso resplandecente, dentes bem ormados, altura m(dia, com um g0nio doce e a *vel, sempre pronta a a6er uma delicade6a. "eus cabelos são castanhos escuros e longos, tem um andar comedido, e por nature6a tem o dom de reunir as pessoas em sua volta. C uma legitima ilha de Memanj*. 5esses de6enove anos, talve6 a (poca que mais a tenha amado oi quando tinha ou tr0s anos e estava acometida por um orte sarampo. 5ão estava dando muita import;ncia 4 doen1a por ser comum e de *cil tratamento, quando ui procurado por minha ilha Nucilia, 3 9uero que voc0 venha ver a 'amila. #stou assustada. Mor*vamos, como at( hoje, bem perto. 9uando entrei no quarto da crian1a adoentada quem icou assustado ui eu. #stava inteiramente tomada pela doen1a e dava sinais de estar ardendo em ebre, pois mostrava estar ora da consci0ncia. 5ão titubeei, 3 2amos lev*3la imediatamente ao hospital. 5o carro, enquanto dirigia o automóvel em dire1ão ao hospital, olhava para a Nucilia. &alve6 este tenha sido um dos dias mais tristes que tive. ! minha ilha, ainda uma mãe em sua plenitude jovem, mantinha os dentes cerrados, estava absorta olhando para o nada, com o quei/o tr0mulo e os olhos marejados, e segurava em seu colo a sua ilhinha envolvida em um cobertor cin6a escuro, quadriculado com cores vermelhas racas. - dia estava cin6ento, a6endo o quadro ainda mais triste. Meu .eusP !quela mãe so rendo era ainda uma menina. ! amargura tomou conta de mim. 5ada alei. !penas so ri, um so rimento inesquec)vel e que jamais sair* da minha lembran1a. ! preocupa1ão com a doen1a da neta misturou3se com a perspectiva de perder para sempre o sorriso da Nucilia, gentilmente herdado pela 'amila. #u não

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3 Pai Maneco. $omos ao hospital rapidamente. 3 5ão quero promessas. -uvi intuitivamente a poderosa entidade alar. atitude que não oi apa6iguada nem pelos psicólogos do hospital. !s horas se passavam. Para te acalmar vou dei/ar uma marca com esta vela. #stamos a6endo todo o poss)vel dentro da medicina para contornar a doen1a. 3 #stão tirando l)quido da espinha da 'amila. e/ame oi negativo. #m casa com a Redda resolvi rogar aos esp)ritos pela nossa a li1ão. meu Pai. -s riscos 1B1 . agredindo quem dela se apro/imava. !l(m de ser o avA tamb(m sou o che e da am)lia. "enti3me rustrado e com raiva por estar impotente at( mesmo para dar esperan1a para minha ilha. batendo o bra1o onde mantinha a tala de madeira. noticias. mas nada est* indicando esse caminho. 5o hospital o diagnóstico oi grave uma ve6 que o sarampo tinha se alastrado internamente no seu corpo. Uma tala de madeira prendia a agulha em sua mão para o soro e ela.1B1 pensei como um avA so rendo. como um animal. !pareceu o m(dico e in ormou. "o6inho na sala em um pires branco i/ei uma vela da mesma cor e orei. apenas quero saber a gravidade do doen1a. e nós aguard*vamos ansiosos o resultado do e/ame. pois a suspeita ( que a doen1a tenha atingido a medula. 3 H* disse que ela vai icar boa. $ui interrompido com choros convulsivos da Redda que alava nervosamente. o que vai acontecer com minha neta? 9uando consultei o senhor me disse que ela icaria boa. 5o dia seguinte o comportamento da 'amila era assustador. &eve que ser levada para o isolamento por ser doen1a transmiss)vel. icava em bai/o da cama encolhida em um canto. e se o pior acontecer tenho que estar preparado para poder sustentar o emocional de todos eles. #mbora osse um homem delicado o m(dico icou me olhando por alguns instantes como medindo o que iria di6er. 3 Vtimas desapareceram. 9uero saber do senhor. 5o terceiro dia de internamento procurei o m(dico diretor do isolamento e pedi3lhe. 3 ! situa1ão ( muito grave e os riscos são grandes.

1B= H* tinha chegado em casa bem mais calmo e conversava com a Redda sobre o im da nossa angustia. % balbuciei. quando me lembrei da vela. por estar emocionado. com as asas abertas e ainda com realces como se ossem as penas. ! cera normalmente consumida pelo ogo estava derretida ocupando inteiramente o pires branco ormando o desenho de uma *guia % minha ave da sorte. $ui 4 sala e vi o sinal dei/ado pelo Pai Maneco. Mostrei o sinal para a Redda. Parecia uma escultura manipulada por um artista. Mas a lei tinha que ser cumprida. Minha vontade era guardar aquela igura de cera para sempre. 1B= . com dois p(s negros ormados pelo palito do ós oro que usei para acender o pavio. e ui obrigado a descarreg*3la. Hoguei3a na *gua corrente junto com algumas l*grimas de um avA eli6 e agradecido. 3 -lhe a magia da vela.

e oi a ele que o Pai Maneco. no in)cio da gira. ! corrente aumentava toda semana. claro. . o senhor não acha que a gira est* muito grande. 1BB . 'on irmou. !cho melhor diminu)3la. &odos icaram aguardando. . parece mesmo estar muito grande a corrente para este espa1o.isse a poderosa entidade angolana. com m(diuns demais? 5ão dev)amos diminu)3la? #ra a ome com a vontade de comer. pAr a mão na ma1aneta e mostrar a todos que ela não estava trancada.Pai Maneco sempre disse que se uma casa espiritual echar suas portas. $a6ia questão de indicar a porta para todos verem estar sempre aberta. #ssa. . 5aquela (poca. não abrir* mais e estar* adada ao desaparecimento. ir at( a porta da entrada. 9uem mais pensa assim? # oi passando de um por um. eu acho.lugar estava pequeno. cumprindo a lei. quando ele j* estava se despedindo.Pai Maneco chamou os oito citados. ele jamais ia dei/ar passar sem a6er uma das suas j* conhecidas arma18es. não ia desrespeit*3lo. &alve6 voc0s tenham ra6ão. al(m de diminu)3la. Mas era um gesto simbólico. Por ser meu pai3de3santo. 3 Pai Maneco. oito m(diuns achavam que havia muita gente e. meu pai. no encerramento. pois nem chave a porta tinha. # eu. o que criou. a6endo3me. merecia todo o respeito. 3 "e esta ( a vontade de voc0s. #u a6ia isso.1BB CAPITULO 32 O ANGOLANO PAI MANECO . muito embora soubesse não ter necessidade. dirigiu3se. não tenho como dei/ar de atend03la. disse a entidade . 3 2amos ver. grande e/pectativa. 5um inal de gira. imaginando como se daria o des echo da conversa1ão. pela situa1ão. 3 2oc0 tamb(m acha que a gira deve diminuir? 3 'om todo respeito. algu(m observou.ilma. no centro do terreiro. não deveria entrar mais ningu(m. de acordo com a hierarquia da Umbanda. perguntando. de voc0s 5o total. não só da corrente mas de toda a assist0ncia. ainda trabalhava comigo o Pai Nui6 e a .

'ada um de voc0s aqui no meio.eterminou. $ique sem jeito. acabou ali. 3 Pela hierarquia. 5a minha consci0ncia. deu um sorriso. 5a verdade a sessão. 5unca me havia acontecido isso. então nunca mais reclamem do e/cesso de gente no meu terreiro. . #nvergonhado. 5uma ocasião. 1BJ . para mim. voc0 se di6 um m(dium muito bom. 5ão ui embora por respeito aos meus irmãos. #le desincorporou. voc0 ser* o primeiro a escolher aquele que vou mandar embora. . pondo im ao problema. embasbacados. o pai do mo1o não desencarnou. e no inal teremos menos oito entre nós. !ponte3me um dos seus irmãos. vai me apontar um m(dium da corrente. "e osse mais corajoso teria dito um monte de desa oros para o Pai Maneco e só não o i6 por saber que seria eu quem perderia a discussão. dando uma consulta a um amigo que queria saber sobre o pai dele. dirigiu3se ao Pai Nui6. "e voc0 ( tão e iciente assim. perguntando a um por um dos oito. o Pai Maneco voltou 4 carga. 'omo ningu(m alava. mas quer que eu a1a? Ralhou a entidade. e/pliquei 4 pessoa ter perdido o contato com a entidade. e disse que depois alaria comigo.1BJ 3 #st* decidido. 3 "ó para voc0 saber. icou ao meu lado. 5o meio da consulta eu perdi o contato com o Pai Maneco. resolva. 3 'omo? 2oc0 não pode. 3 Meu Pai. porque a porta est* e vai continuar sempre aberta. Reclamei imediatamente. para nela entrar quem o mere1a % a irmou. ele alava uma por1ão de atos. e este eu mandarei embora. gosta de se gabar e ser enaltecido. $icaram todos em sil0ncio. $iquei quieto. eu estava incorporado com o Pai Maneco. re erindo3se aos que reclamaram. Toje vou mandar sair do grupo oito m(diuns. 5a verdade. 3 "e voc0s não podem. eu iquei urioso. não posso a6er isso. 3 Por que o senhor e6 isso? 3 Pelo que tenho observado ultimamente. todos relacionados com o atual estado de esp)rito do alecido pai do consulente. #le entendeu.iante do olhar desen/abido do pai3de3santo. e disse. e todos negaram3se a apontar algu(m.

!inda observou. 5a sa)da. 3 #stou de (rias. todo alegre. eu órico. !cho que me perdi. 4s ve6es. era ele. quase em desespero. esperando o encerramento. vou reassumir amanhã meu posto no banco e j* sei que. 'ontinuou narrando as coisas aladas pela entidade. 3 . calmo.ncia do gerente. troc*vamos id(ias da religião. encontrei o amigo. vou ser despedido. por implic.eus ele est* muito bem. na minha consci0ncia. interpretavam e transmitiam aos consulentes a palavra. #/plique a situa1ão. ele con essou estar con iante na promessa do esp)rito.qu0? ! consulta oi e/celente. meu ilho. 3 -lha.1BO no meu lugar. ele vai dar um jeito. Palheiro numa mão e o coit0 com cerveja preta noutra. &rabalhava como cai/a em um banco. Um deles tornou3se um bom amigo. pois. no seu estilo. !t( hoje. #/plicou. atendi o tele one. era totalmente di erente do que. 'onvers*vamos e. "empre oram respeitosos com as entidades. 1BO . 3 'alma. tive v*rios cambonos. cuidavam do material de trabalho. <ra1as a . o que ele di6ia. desculpe a urada na consulta. ale com ele. #ra um umbandista ervoroso. 5o dia seguinte. resolverei teu problema. j* que o aviso pr(vio est* pronto. no trabalho. &enho certe6a. Husti iquei. como o Pai Maneco conseguiu di6er uma coisa e eu entender outra. Toje. . entendi a entidade alar. 3 "eu pai ainda não desencarnou. &entei serenar o dedicado amigo. . $iquei sem entender nada. não (? 3 5ão.urante minha caminhada nos terreiros. como cambono do Pai Maneco. 5ão tive quei/a de nenhum deles. #stou muito satis eito. !pressei3me nas e/plica18es. muito nervoso. Respondeu. Um dia tele onou3me. não sei. #ra e/atamente o que eu precisava saber. 3 !manhã. 3 5ão sei como ele vai resolver. o Pai Maneco ouvia calmamente a quei/a de seu cambono. inintelig)vel dos esp)ritos.isse. voc0. 5a sa)da do terreiro. sempre que pod)amos. Mas a li1ão serviu.

em vinte quatro horas. teus caminhos continuarão echados. $ui eu quem os echou. numa alegria irradiante. voc0 oi elevado para subgerente? Rego6ijei3me. não entrando mais em sua casa. triste e humilhada. outro tele onema. ! mo1a ( quem ia na casa dele. #st* dando tudo errado. icando em seu lugar. meu ilho. a sua linda e simp*tica noiva. !sseverou.ei/ei transparecer minha satis a1ão pelo eli6 inal. contava eu órico. 3 Pai Maneco. voc0 não vai acreditar. Passados alguns meses. que a dei/a triste e não or agradar a gordinha dos doces. I tarde. tem minha prote1ão. quei/ando3se. ele dei/ou as un18es de cambono para ser m(dium de incorpora1ão. Respondeu. !t( parece que meus caminhos estão echados. . Mn ormou. o seu cambono? Respondeu. $ui indicado para o cargo e j* assumi. com a inten1ão de dar alguns conselhos. i/amente. tão certa como estava.amigo banc*rio sentou3se 4 rente do Pai Maneco. indignado. por achar que elas a6em a elicidade. apontando para a sua meiga noiva. come1a a se tumultuar. para apro/imar seu rosto com o do jovem. trocando id(ias com seu colega daqui. <ordinha era a mãe da mo1a. 'ontou. Mnclinando3se no toco. 9uando cheguei. 2oc0 como umbandista não pode ser ego)sta. Minha vida. $a6ia doces. 3 #stão sim. peremptório e 6angado. o novo gerente designou3me para ser o che e dos cai/as. ria e calmamente. Preocupado. por causa da briga do noivo com sua mãe. olhou para ele. 3 5ão ( mais. # ele tinha brigado com ela. 3 9uer di6er que de cai/a despedido. no dia seguinte procurei3o. soube toda história. di6endo que o doce torna os homens mais eli6es. Um gerente de outra ag0ncia do banco. cambono meu. 3 #. 5ão precisou. !gora ( ela. 1BQ . contou que estava sem sub3gerente. #sse Pai Maneco ( uma maravilha. não sei o que est* acontecendo comigo. 3 .senhor echou meus caminhos? #u. #nquanto voc0 não mudar seu comportamento. ! dire1ão do banco resolveu a6er hoje as mudan1as dos gerentes nas suas v*rias ag0ncias.1BQ 3 2oc0 não imagina o que aconteceu. . 5o inal do trabalho. como minha cambone. e o Pai Maneco ( protetor das doceiras. 3 $ernando.

1BS 3 &udo acertado. 1BS . castiga de orma mansa. #ste ( o Pai ManecoP #sperto e intransigente e. 'omunicou esbanjando humildade. como todo preto3velho. Toje cedo ui levar um ramalhete de lores para minha sogra. mas duramente. $ernando.

Pediu. al(m da pendenga judicial. e tomando minhas mãos. 3 #u não sei se voc0 tem condi1ão de me di6er. voc0 não tinha outro problema. mas preciso saber se o que estou a6endo est* certo. Msso ( comum entre as pessoas ainda em busca da (. agradeceu a aten1ão e in ormou não mais haver necessidade de voltar. torcendo que eu estivesse certo. at( que o processo seja julgado. para a6er um pedido. como voc0 est* a6endo. &ranscorridos uns seis meses. sob orte emo1ão. ! verdadeira ra6ão da tua vinda oi incentivar voc0 a ormar um grupo de trabalhos esp)ritas. 1BG . no meu ouvido. laconicamente. não com o pedido. 3 9uando voc0 veio aqui buscar socorro para terminar o invent*rio dos bens de seu pai. terminei a transmissão da energia que lhe dava. eu sabia não ser essa a grande ra6ão da tua busca. <esticulando para que icasse quieta. $iquei preocupado. 2* em renteP Respondi.ncia dos pedidos eitos aos esp)ritos.1BG CAPITULO 33 A DOR N1O TEM PAR5METRO Hamais devemos avaliar a import. disse. despedindo3se. voltou pedindo nova consulta. caso meus companheiros ouvissem o que ela pediu. ela me disse ter sido conclu)do o invent*rio do pai. $eli6mente. sussurrei. 9uando trabalhava na linha :ardecista. sem que tivesse altado nenhuma das nossas sess8es. sem alar antes do assunto. &omando o m*/imo cuidado para ser ouvido só por ela. #ra importante para ela receber uma orienta1ão. agradecida. ! mo1a caiu em convulsivo choro. porque nem sempre a ra6ão deles ( o real motivo que leva uma pessoa buscar um contato com as entidades. ela interrompeu o passe magn(tico que lhe aplicava. mas com as advert0ncias que receberia. !lgum tempo depois. sem mais nada di6er. C que. !cedi 4 solicita1ão. 3 2im aqui pedir a ajuda dos esp)ritos para eles a6erem que seja conclu)do o invent*rio dos bens dei/ados por meu pai. intuiu. uma entidade. 3 2oc0 tem que continuar vindo aqui. atendendo uma mo1a.

ormamos um grupo de trabalho esp)rita. o que ser* um desastre para muita gente. o descaso que seu pequeno amado demonstra por ela provoca um so rimento nessa menina. 5ão quero que ele seja o vencedor do torneio. 3 Meu ilho. um projeto espiritual dos !rquitetos do #spa1o. Retomando o dialogo. 3 #st* vendo aquela menina ali na rente? . quer um namoradinho. #m uma das nossas giras. ! dor não tem par. -s esp)ritos não perdem as oportunidades para atender. apontou ao seu cambono uma jovem de uns quator6e anos de idade. mas nós. 3 #stou com muita pena dela. mas para mim. quando podem. e/plicou. # saiu. empolgada com a not)cia. para evitar que isso aconte1a? 3 Meu pai. Mmaginei que estava tomando conhecimento do que era utebol e como poderia inter erir para reali6ar o que todos consideravam um milagre. um m(dium de nossa corrente. e juntamente com alguns amigos. C prov*vel que essas convic18es sejam in luenciadas pelo Pai Maneco. pondo por terra. # o time que tor1o est* prestes a ser desclassi icado. procurou o Pai Maneco e e6 um pedido.metros. demonstrando a sua compenetra1ão naquele momento que recebia as cargas energ(ticas durante a vibra1ão no meio do terreiro. demonstrando claramente achar o pedido impróprio 4 grande6a das entidades. temos um esporte chamado utebol.<uilherme.ncia.iante da con irma1ão do cambono. que não vai dar certo. 5ão sei se o senhor sabe. que mantinha de olhos echados. e o grupo de caridade jamais e/istiria. para sair do +ltimo lugar o time tem que ganhar as nove pró/imas partidas. aqui na terra. ele incorporado. completou. 'almamente a entidade perguntou. com a mesma intensidade daqueles que t0m uma doen1a ou um grande problema.cambono riu. talve6. não sei se ( impróprio o que vou pedir. senão a mo1a receberia um sermão pelo estapa +rdio pedido. e disse. 1BE . &enho ra68es para pensar assim. $eli6mente não sou prisioneiro dos chav8es ortodo/os do arcaico espiritismo. .e ato iquei entusiasmada. ( de grande import. % e/plicou. . . pe1o apenas para ele não ser rebai/ado de onde est*. 3 Pai Maneco. $e6 uma observa1ão qualquer com re er0ncia a singele6a da menina.que tenho que a6er. #st* a6endo um pedido que não posso atender. 3 .1BE 3 Muito obrigadoP .Pai Maneco não respondeu de imediato. as solicita18es que lhes são eitas.

"ó não resolvem as quest8es c*rmicas. dei/e l*. iquei torcendo para o sucesso do trabalho. leve na porta de um cemit(rio.time ganhou as nove partidas prometidas pelo Pai Maneco. # cada ve6 que ia acontecer o jogo. acompanhado de um charuto. &or1o para o mesmo time do <uilherme. 3 . amarre uma ita vermelha com sete voltas. 3 2oc0 não sabe a6er pedido para esp)rito. "e ganhasse o d(cimo jogo. desconsolado. que são assuntos de nossa inteira responsabilidade. Respondi prontamente. o <uilherme me tele onava. 3 triste6a. me tele onou. #u tamb(m gosto de utebol. #mbora surpreendido com a consulta. . Mesmo nas banalidades. . . $alou.esta ve6 não adiantou o coco no cemit(rio. os esp)ritos nos atendem. e surpreendendo a todos. voc0 pegue um coco.1JF 3 &oda ve6 que acontecer esses jogos.<uilherme j* contava como certa a vitória e diante da inesperada derrota. quase chegou 4 classi ica1ão inal. estaria disputando as inais.passarinho entrou na gaiolaP % era o código para con irmar que ele e o <ustavo j* tinham levado o coco no cemit(rio. com 1JF . #le atendeu o que voc0 solicitou.

tamb(m i6emos ora18es por eles. principalmente pelo ato de um capitão3de3terreiro da nossa casa. mas respeitosamente. 'oncentra18es religiosas aconteciam em v*rios pontos para o resgate com vida do garoto. pela demora do acerto. durante a madrugada. estava pronto para sair. tanto que queimou a cortina de seu quarto. por volta das de6essete horas. o grande vilão da nossa liberdade. 1J1 . !s manchetes dos jornais locais e nacionais davam destaque ao rumoroso caso. # dei/e um sinal para eu saber. !tendi. ( o s)mbolo da materialidade para o Pai Maneco. a6er parte do seleto grupo policial anti3seq?estro . -uvi uma vo6 triste do outro lado do tele one.1J1 CAPITULO 34 O PAI MANECO E O REL. a pol)cia suspeitava de o jovem j* ter sido assassinado.Neonardo. espalhando ogo em volta. &enho muita ( em . emocionada. 3 <ostaria que o senhor osse me visitar. #ra amarga. 'ompletou alegre. sei que o senhor tem hoje um trabalho. #le sempre dei/a ortes marcas de sua presen1a.GIO . quando o tele one tocou. 5aquela noite. mas demonstrava muita (. H* a6ia um m0s. claro. o relógio digital na cabeceira da cama do Neonardo e/plodiu. #/plodir e a6er incendiar3se relógio digital só pode ser coisa dele. mas são o de menor valor. era o nosso valoroso policial. 3 "enhor $ernando. no terreiro. por avor. respons*vel pelo caso. ao se despedir do Pai Maneco em uma consulta. aos m(diuns. estou aqui na casa da am)lia do menino e a mãe dele quer alar com voc0. $a1a. Re eria3se.marcador do tempo.eus e sinto dentro que ele est* vivo. como não podia ser di erente. . estavam em p.estaco um. os ponteiros são os que mais aparecem. $alava.nico. 'omo a1o de costume. um jovem havia sido seq?estrado e a am)lia entrava em contato com os seq?estradores que e/igiam uma alta soma para solt*3lo. <rupo &igre. Mniciaram3se os contatos e depois. no dia do nosso trabalho. entre os casos de maior e/pressão com o s)mbolo do relógio. o relógio. . pediu3lhe. "uas histórias com o relógio são muitas. -s pais. atrav(s do relógio. 'ostuma di6er que uma sessão esp)rita ( como um relógio. uma ora1ão para meu ilho estar vivo e voltar logo para nosso lar. da nossa Policia 'ivil. hoje meu capitão3de3terreiro. 3 $ernando. 5ós.

5a localidade detectada policiais 4 paisana. para al)vio de todos voltou. a vo6 de prisão oi dada. o policial entrou no carro. #la emocionada respondeu. pelos primeiros rastreamentos dos tele onemas. caindo para ora toda sua min+scula e rica m*quina. 5um deles. Minha mulher ralhou indignada. 3 <ra1as a . seu relógio desmontou. 1J= . !o contr*rio. dois policiais i6eram a patrulha. Respondi e sai. j* conheciam os suspeitos. corriam os postos de gasolina e os seus restaurantes. # se ele estiver morto? 3 #le não est* morto. e ao abrir a janela e pAr o bra1o para ora. e amanhã vai aparecer. ouvi o Pai Maneco di6er. para os bra1os de seus amiliares. depois de um m0s. -s seq?estradores at( hoje estão presos.eus o pesadelo vai acabar. e enquanto recolhia as pe1as do relógio. um carro parou ao seu lado e o policial reconheceu os suspeitos. Mmediatamente. iquei alegre. porque imediatamente 4quelas tristes palavras da mãe a lita. desliguei o tele one. j* sabia a região em que os seq?estradores estavam. 2ou embora que tenho que ir ao trabalho. !pós as palavras de despedidas e ainda di6endo da minha convic1ão quanto ao des echo do drama. -uvir aquele s+plica de uma mãe que não sabia se seu ilho estava morto ou vivo. 3 2oc0 ( louco. ! pol)cia. re6ar com todos para que isso aconte1a. o que atrasou a sa)da dos agentes da lei. haveria o desencontro. Msso aconteceu no dia seguinte da conversa com a mãe do jovem que. deveria ter3me dei/ado triste e penali6ado. Mas não oi o que me aconteceu. 5ão est* vendo que ela est* buscando uma esperan1a? # voc0 di6 isso. Mmediatamente repeti as suas palavras 4 triste mãe. brincando com os sentimentos dessa mãe. 9uando iam saindo.1J= C estranho como as coisas acontecem. 5ão osse o relógio quebrado. 3 .iga a ela que o ilho est* vivo e amanhã ele voltar* para casa. !briu a porta. e por outras dilig0ncias.

$oi assim. demonstrando ter entendido muito bem o convite ormulado. #u não estava inteiramente errado. "o ria da s)ndrome de . . 3 9uero agradecer a voc0 e todo o grupo pela aten1ão que sempre dispensaram a mim e em especial ao meu ilho. 'ostumava di6er que a magia era coisa dos bru/os.Hoão. não sei se no direito ou no esquerdo ou nos dois. voc0 que vem aqui todas as semanas não quer icar do meu lado me ajudando a dar passe nos outros? #/pliquei pausadamente para que ele entendesse o convite. 3 Hoão Nui6. mandando levantar os bra1os e dei/ar as mãos sobre as pessoas. #mbora com esses v)cios em alguns momentos a minha mediunidade icava adulta e eu podia vislumbrar situa18es que poderiam proporcionar momentos importantes e de grande repercussão espiritual interior. 9uanta pure6aP #ra bom ter o Hoão Nui6 do meu lado. 5ão quero que voc0 entenda errado o que vou di6er. com grosso bigode.o_n. . prepotente e an*tico. #le icava do meu lado. # oi assim num desses raros clar8es que convidei o Hoão Nui6 para a6er parte na sessão de passes en(rgicos no grupo esp)rita em que trabalhava. por isso. 5a ocasião eu era jovem.Hoão Nui6 devia ter uns trinta anos de idade.nsito livre entre nós.Hoão Nui6 icava só na primeira parte. &udo que acontece tem uma e/plica1ão natural e lógica. re utava a magia dentro do espiritismo tradicional. $iquei surpreso. como tamb(m ter icado alegre e satis eito. eu e/plicava a ele como deveria a6er. #le dei/ou sair uma gostosa risada. uma estatura grande. quando os esp)ritos incorporavam e dei/avam suas mensagens de lu6. apenas tinha uma trava no olho. . !ssim oi durante um longo per)odo at( que o Hoão me procurou. usava óculos de miopia. mas não vou levar mais o Hoão Nui6 para dar passes. $alou solenemente. a primeira era p+blica e só para dar os passes en(rgicos e a segunda parte era echado a assistentes. $oi combinado o ingresso do Hoão Nui6 em nosso grupo. pois não esperava que isso acontecesse. #sse trabalho era dividido em duas partes. 1JB . aquiesceu com o convite. não só por ver meu companheiro de trabalho alegre no meu lado. Perguntei preocupado. seu pai e acompanhante permanente. 5ossas energias lu)am e os resultados eram ótimos. mas pela decisão ainda não e/plicada. andava e alava com di iculdade. completava. "ua idade mental era in antil mas o amor que tinha pelo nosso grupo o credenciava a ter tr.1JB CAPÍTULO 30 ENERGIA PURA #u trabalhava na linha :ardecista usando como onte de trabalho apenas a energia do esp)rito e.

ncia do ato. e quando dele queria sair. 3 Pode ser. &entei justi icar a presen1a do Hoão Nui6 no grupo. Mas pessoas como o Hoão Nui6 para mim eram indeci r*veis. Mas era imposs)vel dividir isso com algu(m. . insond*vel. 5os dias dos trabalhos a sua e/cita1ão ( tão grande que chega a ter at( mais de duas convuls8es seguidas. de um adolescente ou mesmo de um homem velho. escravos submissos dos hor*rios. perigoP Mn estado de pecadoresP 9uando o Hoão me comunicou a decisão o Hoão Nui6 estava junto. Hamais poderia imaginar que isso acontecesse com o meu companheiro que aprendi a gostar e admirar. "eu velho corpo era dirigido por uma mente estagnada. o tornasse mais eli6es do que nós.amião. # por que era vitima das convuls8es? !cho que quando estava saindo de seu mundo m*gico. lia na porta um aviso. #u tinha a capacidade de imaginar as rea18es de uma crian1a. o seu corpo envelhecia. -s anos se passaram e eu larguei a roupa comum do espiritismo :ardecista para usar a roupa branca dos umbandistas. 3 2oc0 não imagina quanto bem o Hoão Nui6 tem eito nos trabalhos. . 9uem sabe um dia eu possa entender pessoas como voc0. Por ser um homem sem pecados sua vibra1ão ( pura. mas est* a6endo muito mal a ele. # nessa religião eu encontrei o caminho para compreender o meu antigo amigo Hoão Nui6.seu pensamento tinha um limite at( onde não pudesse ser atingido pela maldade. sistemas. ou simplesmente. acima de tudo. muito embora não conseguisse avaliar a import. 5o seu mundo ningu(m entrava. 3 2olte ao teu mundo eli6.que aconteceu? Touve algum problema no grupo? % 5ada aconteceu. "eu mundo podia ser pequeno ou grande. ! decisão ( necess*ria.ei3lhe um abra1o. conceitos e regras sociais. mas o seu esp)rito não. 9uem sabe a desnecessidade de saber as horas e os dias. 'osme e . o seu corpo doente o machucava provocando ataques convulsivos. #ra uma luta que eu não compreendia.Hoão Nui6 durante os passes transbordava uma alegria incomum.1JJ 3 . #le se limitava a me olhar e sorrir. enquanto pensava. . 'om certe6a ele era eli6 longe dos perigos mundanos e das tenta18es da carne. não saia. compromissos. 1JJ . a linha m*gica das crian1as 3 os er0s e ibejis. pura e. uma mistura da in antilidade com a maturidade.

3 &io. tudo que as crian1as da terra realmente gostam. e disse. e6 a consulta com um preto3velho. di6endo ter sido v)tima de um trabalho espiritual e seu gado estar morrendo. . 3 &io. # assim são as crian1as na Umbanda. 1JO .&ião riscou. icou assistindo a chegada das crian1as. gorros. Marcou nele um trecho com a pemba. com a aquisi1ão de v*rias propriedades menores e vi6inhas. . . perguntou se podia a6er um desenho com a pemba. porque normalmente procuram ugir das ordens da hierarquia. carrinhos. a6endo curvas. encantam a todos nos terreiros. incorporada na Rita. pois ali ningu(m o conhecia. as crian1as que desencarnaram antes dos oito anos. com a e/peri0ncia de v*rias reencarna18es. gostam de balas. eita por v*rios peda1os. &rabalham nos terreiros sempre brincando e a6endo uma alga6arra enorme. $inali6ou. en im. esses cora18es são seus tr0s ilhos. chamamos as crian1as. teus bichinhos estão morrendo porque aqui a *gua est* ruim por causa daquele veneno eio que voc0 joga nas plantas. Mmaginem então uma crian1a com sete anos. com a e/peri0ncia que adquirimos na vida. Mais uma ve6 o a6endeiro con irmou que sua a6enda oi ormada. "eus jeitos graciosos. !pós a linha a ricana. parou na sua rente. re rigerantes. bolinhas. "entada. "e hoje. !lgu(m perguntou ao 'aboclo !:uan a ra6ão das crian1as icarem sentadas nos terreiros.&ião. Recebi um tele onema de um senhor do interior do #stado.amião re+ne os esp)ritos er0s.. bonecos e bonecas. sem arredar o p( do terreiro. talve6 pelo interesse de assistir os trabalhos at( o seu inal. para ele. . com certe6a ser)amos meninos prod)gios. Riscou no chão do terreiro um mapa. pud(ssemos voltar 4 in . e dentro desenhou tr0s cora18es. #le veio. no meio do mapa.ncia. 3 #ste desenho ( tua terra. mais para brincar do que por desrespeito.homem con irmou ter tr0s ilhos. mas t0m que ser controlados pelos dirigentes com muita determina1ão.1JO CAPITULO 32 AS CRIANÇAS DA UM7ANDA ! linha de 'osme e . 'onvidei3o para vir ao terreiro a6er uma consulta.homem. demonstrando surpresa. como se osse eito em v*rios peda1os. 3 Porque senão voc0s não conseguem domin*3los. um risco como se identi icasse um rio. nome da entidade. chupetas. Respondeu de orma simples e objetiva.

e oi pu/ar o cabelo de uma outra crian1a que passava perto. e sob o olhar de toda a corrente. e aquele. iquei em d+vida. senão não vou embora. quero um dólar. dona da nota.irigindo3me 4 assist0ncia. !lgu(m disse ter uma nota de de6 dólares. veio cumprimentar a hierarquia. # mais ningu(m. batendo palmas. 1JQ . 3 #st* certo. Mn ormou. 3 Mas est* muito orte. Uma mo1a. 3 2A. em condi18es de dominar. austeramente. tudo tem seu momento. . as suas incorpora18es. !mea1ou. 3 #u quero um dólar. 'orreu para o centro do terreiro. não sei se vou conseguir. 3 "egure a entidade.qu0? 2oc0 quer um dólar? Para que voc0 quer um dólar? Perguntei. 3 #u achei na minha carteira uma nota de um dólar. Hunto comigo estava um pai3de3santo que veio nos visitar. 'omo a m(dium era e/periente. acusou. j* com a nota americana na mão. 'onvidei3a para entrar no terreiro e a6er a entrega da nota 4 entidade. perguntei se algu(m tinha um dólar para dar 4 crian1a. Mmediatamente ela jogou3se no chão. 3 5ão. se permitia ou não. Recomendei 4 corrente. 'ochichando e/pliquei para ele. !dverti. Reclamou a crian1a. 3 . sob o riso geral. 3 #sta mo1a.bom senso me e6 mudar de id(ia. pode incorporar. eu me dirigia ao cong* para encerrar a gira. com certe6a. nos undos da assist0ncia. a irmando estar sentindo a presen1a de um esp)rito querendo incorporar.ncer na garganta. rindo. quando quisesse. olhou para mim e pediu. eu quero só um dólar. quando uma m(dium chamou minha aten1ão. que agora não pode haver outras incorpora18es. . não era oportuno a qualquer tipo de incorpora1ão.irigente tem que estar atento para todos os sinais. "ou e/igente. tem c. -utra ocasião.1JQ largando a pemba. .

claro não pela crian1a. hoje est* completamente curada. a6endo muita esta com o presente ganho. esp)rito. 1JS . mas não tenho d+vida que ela teve uma participa1ão muita grande nesta gra1a. e/atamente no lugar da doen1a. bateu palmas.1JS #la sentou na rente da crian1a e e6 a entrega da nota. !t( hoje o pai3de3santo visitante ainda comenta o caso do dólar na linha das crian1as e a orma esperta que teve de tra6er a mo1a ao meio do terreiro para jogar sua vibra1ão em sua doen1a. Por sinal. o pAs de lado e iniciou uma massagem na garganta da mo1a.

3 C estranha esta or1a da imagem em gesso do e/u. baseada em atos e personagens na (poca do descobrimento. especi icamente a quimbanda. #u di6ia que a quimbanda est* subordinada 4 Umbanda.ngulo da Pode 1JG . muito embora eu saiba estar a6endo parte desta massa ignorante. ( ou não ( o agente do mal? esclarecer? 3 #le ( a entidade mais pol0mica. !inda não tenho opinião ormada sobre a linha do preto3velho. a6endo anota18es e gravando toda conversa1ão. que tenham desencarnado na idade da inoc0ncia. esporte tamb(m brasileiro e com ritual muito semelhante ao da Umbanda.senhor di6 7na cren1a popular7. Um dos alunos e6 uma pergunta. atrav(s da vid0ncia. 3 # o e/u.1JG TERCEIRA PARTE QUIM7ANDA CAPITULO 9 !ceitei o convite de uma turma universit*ria de teologia para a6er uma palestra sobre a Umbanda. 3 ! Umbanda ( brasileira.. praticado pelos escravos ou descendentes a ricanos. Mais do que justo. 3 #u conhe1o alguns esp)ritos de e/us. C ela quem e/ecuta os grandes e perigosos trabalhos de magia para combater o mal. indiretamente. con esso. 3 . por que são cultuados dessa orma? 2oltou a insistir a esperta universit*ria. $echa3se o tri. na linha da capoeira. . #ram uns trinta alunos. por ser o )ndio a entidade autenticamente brasileira. misteriosa e distorcida dentro da Umbanda. "ão maravilhosos e não são retratados com idelidade nas imagens materiais. segundo di6em. moldada em gesso de cor vermelha. os curumins. por mim. algumas ainda possuindo chi res e p(s de animal. $ico em d+vida se quando os arquitetos do espa1o criaram a Umbanda não oram buscar esta maravilhosa linha espiritual na W rica ou. 3 Mas. tendo nos caboclos. a igura mandante. ( uma igura demon)aca. na cren1a popular. !bsurdamente. !s crian1as são esp)ritos de qualquer nacionalidade. se não são assim. inclusive. inclusive as crian1as )ndias.que estar* escondido por tr*s dessas iguras mal eitas e de p(ssimo gosto art)stico? 5ão ser* um proposital engodo espiritual? 9uem sabe para esconder suas verdadeiras identidades? 3 2erdadeiras identidades? Mas quem são eles? . 'omo pode saber se não são realmente assim? Mnsistiu a mo1a. nossos amer)ndios. ( assim que ele ( cultuado. "ua imagem.

! torre não tinha paredes internas. Percebia3se o desgaste causado pelo passar do tempo.melhor ( se esconder atr*s de um comportamento at)pico 4s suas nobres origens. os nobres. a irmar estar morando no cemit(rio. 5a torre do castelo. com um capu6 preto cobrindo sua cabe1a. com pesada mesa de madeira tosca. charuto e cacha1a como o erenda. hoje estão relegados ao limite da es era da 9uimbanda. iguras letradas e culturalmente avan1ados. livros se espalhavam sobre a mesa. inteiramente de pedra. .e bra1os abertos. Parecia viver na solidão. oram seus carrascos. 3 Mas. con orme o senhor acredita? 3 "eria estranho e de di )cil aceita1ão um pr)ncipe apresentar3se em um terreiro de Umbanda. lordes. t)pico daqueles pertencentes ao eudo europeu. aceitar aro a. e ainda receber ordens de um )ndio ou de um escravo. trajando uma surrada roupa. conhecida atrav(s da vid0ncia. <osto de alar aos outros as coisas que me acontecem. espontaneamente. % argumentei. da maneira mais simples. mal cuidado e isolado no meio de uma loresta. em vidas anteriores. mas ( a minha verdade. l* atr*s.1JE Umbanda. melhor perguntando. "abendo serem essas as entidades que comp8em a Umbanda.ela não abro mão e. muito embora no castelo vivessem v*rios servi1ais. ter aceitado a situa1ão de servi1ais 4queles que. almirantes. plano reconhecidamente mais grosseiro que a !ruanda de nossos ori/*s. "e os europeus invadiram nosso pa)s. ! lu6 não podia entrar. !chei oportuno contar. provavelmente antes pertencente a um guarda3roupa ino. um rapa6. mas est* altando mais consist0ncia no tema. Pode parecer absurdo. aos inv(s de escond03la. emitia estranhos e inos sons. tendo como ilumina1ão dois casti1ais de um só vela cada. tentando 1JE . pois ainda carregava uma grossa e rica corrente de ouro de bom quilate. !o lado da t0nue lu6 das velas. carregando um tridente. as janelas oram echadas com pedra. a história de um e/u. a6eite de dend0. 3 5a minha opinião. #m um castelo. e só pequenas restas oram eitas no alto das paredes. . escravi6aram os a ricanos e cometeram toda esp(cie de mal. pre iro dividi3la com os outros. vivia um homem branco e corpulento. eclesi*sticos. mataram nossos )ndios. 3 Parece3me lógica a e/plica1ão. pr)ncipes. ou. pode isso acontecer? 3 Pode simP C só aceitarmos a evolu1ão do esp)rito atrav(s da reencarna1ão. pretos e crian1as. &entei e/plicar. como o senhor chegou a esta conclusão? !rgumentou. não resta para a quimbanda. com um enorme cruci i/o do mesmo cobi1ado material. mostrando ser aquele homem um estudioso e que algo buscava na literatura. outro tipo de esp)rito senão os origin*rios da #uropa. caboclos. naquele momento. dentro de seus resgates c*rmicos podem. o di )cil tema. qual o motivo? 5ão seria mais lógico se apresentarem como oram em suas vidas anteriores. 3 Mas. . ormando uma enorme sala.

segundo a unanimidade dos terreiros a irma. a irmou ser europeu. entravam e saiam voando v*rios morcegos com os quais ele procurava inspira1ão e or1a para atingir sua conquista. com charme e um bom palavreado. "e decidisse de uma orma. trans igurado na i/a1ão de atingir um poder que não lhe pertencia. ele disse ter sido coveiro.#/u Pantera ( uma surpresa. # vale a pena ver a habilidade deste e/u manipulando o ogo. . 'riada uma situa1ão no eudo de di )cil solu1ão. Parecia um homem de ino trato. oi um iel conselheiro de um senhor eudal. e grande admirador da pantera. para ele. oi o grande cantor brasileiro. aria justi1a a 1OF . agrupando3se 4 Umbanda.isse que na Mdade M(dia. e de outra. bem ao contr*rio. apresenta3se com muita eleg. . e o mais elegante de todos. e são interessantes. trabalho no canto 9uando canto desmancho quebranto "ete cordas tem minha viola 2ou na gira de elenco e cartola 2iola ( o tridente 'igarro ( o charuto @ebida ( o mara o "ou "ete da Nira . bravo.o #/u &ata 'aveira. . oi solicitada sua opinião para decidir a questão. especi icamente 4 quimbanda e como tem uma rela1ão direta com o 'aboclo da Pantera. #le contou sua história.1OF descobrir o segredo da levita1ão. desde o motivo da simpatia. ! mim. $rancisco !lves. mas. e esta coloca1ão do e/u ( interessante. condenado v*rias pessoas para serem queimadas em ogueiras com a pecha de bru/os. tenta resgatar os males que carrega em seu carma. pelo ponto que ele mesmo ditou. #/u Pantera.ncia. Por qu0? 5ão sei. por ter ele. um animal esperto. .a) seu nome.#/u S da Nira. 2eio ao @rasil para resgatar seu carma. por serem os nomes escolhidos. Pelas restas da torre.errubo inimigo Ponteiro de a1o .#/u Hoão 'aveira contou uma vida passada. no tempo da Mnquisi1ão. "eu nome d* a entender ser um espirito violento. não teve nenhuma d+vida em usar o nome do lindo elino. agradaria todos os senhores. "ó o conhe1o incorporado nos terreiros como o querido mas temido #/u Morcego. ! id(ia e as ra68es eram da estranha igura.e certa orma. Toje ele se considera um bru/o e atrav(s do elemento ogo. e/istem v*rias histórias. . oi sinali6ada alguma coisa em nosso terreiro.isse que atrav(s do ogo e/ecuta seus trabalhos de caridade. at( o local de trabalho. *gil. "abe de mais algum caso? 'onhe1o mais algumas revela18es. 3 &enho alguma no1ão da Umbanda. . . "ou e/u. "eu nome? &amb(m não sei.#/u do $ogo contou uma história interessante. . -bservou outro universit*rio.

Para MoUs(s voc0 oi a bengala que apoiava o corpo nas at)dicas andan1as mas.. voc0 tamb(m era &i on ou !prites> a 'hina milenar te deu o nome de .1O1 todos os moradores desa ortunados do lugar. porque sempre acontece..eus da Nu6 e "erenidade> voc0 era a liga1ão entre o homem e a mente. pelo sil0ncio. por(m. esp)rito tenebroso. oi ao tema. !gradeci a todos. . onde retrata muito bem a olclórica igura dos e/us. 5o #gito.e !dão e #va proli erou a humanidade e. depois de punido. voc0 oi Moloc:. 1O1 .igin> Ravana para o hindu> os escandinavos de chamavam !6aloc:. Para os en)cios. #m cada povo uma personalidade e uma vibra1ão di erente.. mesmo contrariando a sua vontade. #ra o momento certo. -lhando para a turma. a morada de -s)ris que ( o . !hP meu irmão de longa caminhada. que em nenhum momento e/pressou. decidiu pela primeira hipótese. quando um outro universit*rio. Para ganhar a simpatia do lado orte. ganhou um carma enorme. pois o livre arb)trio nos d* o direito de optar..te/to ala assim. . esp)rito angustiado e vingadorP. eras uma serpente que introdu6iu o primeiro pecado no seio da humanidade> eras o agente mas não o mal. cujo interior era uma ornalha ardente onde os seus seguidores depositavam suas o erendas> para a P(rsia de Doroastro. e me preparava para sair. procurar sua origem e sua inalidade ( o direito de quem quer aprender. inquirir. que est* resgatando nos terreiros da Umbanda. Por causa disso.. percebi. voc0 era ..uet. no Hardim do Cden. T* uma nuvem cobrindo a dist. pesquisar. com ela. seu medo e sua curiosidade. 'omo eu imaginava. a distor1ão da igura do e/u seria o tema pre erido dos universit*rios e por isso levei umas cópias de um te/to eito pelo !ndir de "ou6a. ser entregue para o . uma guardião que castigava. voc0 seria tamb(m a assustadora serpente.eus do amor e da cria1ão. atendias pelo nome de !rim. 3 5ão agrade1a o respeito e aten1ão para sua pessoa. bateu em meu ombro e disse.ncia do seu princ)pio at( nossos dias.nio. para encerrar a palestra. os seus deuses. que punia para. se necess*rio.para o eg)pcio. ter atra)do a aten1ão de todos para essa revela1ão. 5esta caminhada lenta da humanidade ganhastes muitas ormas e ostes bati6ados com in+meros nomes. um dos pouco que nenhuma pergunta e6. Y$alar de e/u não ( uma *cil tare a. pelo respeito e aten1ão que tiveram para comigo.

'ausa3nos revolta v03lo assim des iguradoP ! in . !t( então. prova eloq?ente do direito de optar> respeito sagrado ao livre arb)trio do homem. Hesus não cedeu 4 sua tenta1ão. programando o subconsciente da pobre humanidade. uma grotesca obra. !t( 1EGJ anos atr*s. "ão dois mil anos que o padre vem te projetando. demAnio. guerreiro. e icaria assim se ao lado da religião não e/istisse a história. na metamor ose dos interesses de uma religião que amedronta e não esclarece. te i6eram um monstro. recebestes os nomes.mia e o mau gosto do artista que te e6 um agregado de homem e animal.. &entou 'aim e promoveu o assassinato de !bel> tentou Hesus. não ( a causa nem e eito> ( sim um elemento. um anjo rebelde.eus... diabo. o mentor en im. que serve de acordo com a vontade do pedinte ou a licen1a do patrão....ivinasP. o doutor. #le a irmou que e/u era o diabo e assim se propagou.eus. Hurupari ( o mau esp)rito que tra6 pesadelo> 'uruganga o icia como assombra1ão. voc0 era visto e sincreti6ado como Para o mau artista... h* sim..diabo ( um rival de . no monte e levou Hudas 4 trai1ão. um "atan*s. padre era s*bio.hebreu te deu novas ormas e. ( uma a ronta ao próprio 'riadorP !hP meu amigo. só vis)vel na lua nova e atrapalha a pesca. uma or1a. 1O= . Pelo pincel do pintor ou o ormão do escultor. a e/teriori6a1ão de consci0ncias mal orjadas. 5ão h* um concorrente das Neis .1O= Para o nosso )ndio brasileiro. na pia batismal. 5ós só conhec)amos o catolicismo como religião dominante. 'air( ( um antasma que aparece na lua cheia para punir os maus> 'atiti ( outro. "er* isso ou não?. voc0 com m+ltiplas un18es e personalidades. 'omo monstro. . voc0 atendia por v*rios nomes e v*rias atua18es. .. uma vibra1ão. $or1am3nos a pensar que voc0 ( o e/ecutor por(m. N+ci er. "abemos que o )ndio e o negro não conheciam um rival de . não era mais que uma energia. como um homem. "atan*s e als*rio que tentou #va e perdeu !dão.... voc0 de endia com maior e ic*cia os interesses econAmicos de seu criador. ! tua imagem hoje. com longos cornos e p(s caprinos. assim icou. um diabo.. nada mais ( que o re le/o.

o guarda... este. puramente a ricano. o policial. o -ri/* Menor. .. -/óssi e outros> no plano intermedi*rio. N* no alto est* a #nergia 'ósmica. um disparate. #/u ( um . #/u3Mbanan.. #/u3@aru. #/u3<elu. das estradas longas. estão a servi1o de seres superiores. 'urupira.. -/al*. o -ri/*. ( um mensageiro. tão mesquinho que se venda por alguns bicos de vela? "er* isso um rival de . mórbida. . a minha disserta1ão talve6 não seja erudita. aquele grupo de demAnios avermelhados. "enhores.. o #XU... 9uem amea1aria o diabo?.eva. um -ri/*. #ste pretenso rei ser* tão porco. um encarregado. pregada e propagada aos quatro cantos do mundo pelos padres e seus disc)pulos. #/u3!d(. guampudos. com p(s caprinos e barbas em pontas. #N# ( a 'ria1ão... um guardião. olhos saltados. criou tamb(m. do terreiro.mia. um -ri/* que rege o plano 'ósmico mas.ivino 'riadorP 5ão podemos aceitar essa assimila1ãoP 1OB . dos montes. . Memanj*. Um diabo. C uma agressão 4 nossa intelig0ncia> uma in . dentre agressivos. que dão maus sonhos e que estorvam a pesca e a ca1a. não ( #X`P !quilo ( uma concep1ão prim*ria. da encru6ilhada. #/u3&ameta. o Princ)pio e o $imP Para cada elemento #N# criou uma or1a dominante. 5a magia do negro.negro não sabia que era o diabo. servindo de intermedi*rio entre o -ri/* e o homem.. indecente. orientando. !nhang*. #/u3@ara. ( honesta e eu a irmo. do escuro. velhaca. o . um "atan*s?.eus?.bugre conhecia o 'aissor(. que atua em harmonia com seu gerente ou seja.. das pedras.eva. aos quais obedecem e servem sem contestar. #/u3Mtat*. #/u3-d(. contudo. tão inteligente.. . #/u3Mb0. o intermedi*rio.. 'uruganga. 5ão tinham uma no1ão semelhante.bugre e o negro não conheciam esta igura hebraica. #/u da Rua. o mo1o de recado que vive na rua. rid)culaP. do chão. entidades que se tornam pesadelos...negro não servia a interesses inanceiros> perante .. por(m. uma o ensa ao . #ntendemos que o diabo nos ludibriouP. por isso mesmo... -gum.1OB uma corte de seres in eriores que. alsa. dando3lhes pequenas o erendas.eus não e/iste rival. o homem pode amans*3los. sab03lo3ia o bugre dispondo de uma mitologia in erior?..

não ( o !rimam do babilAnio. não ( o 'aissor( do bugre. não ( o @ar* do negro.igin do chin0s. tentando introdu6ir uma imagem condi6ente com o altru)stico trabalho desses incans*veis irmãos #X`".eus. não ( o &i on do eg)pcio. não ( o Ravana do hindu. só pode ser ruto do interesse econAmico de escritores mal in ormados.. não ( nada dissoP. sem dec0ncia ou respeito pelo belo. #ste demAnio besti icado não a6 parte deste PanteonP Por . não o .1OJ #ste demAnio hebreu não ( o Plutão do grego. !qui dou meus aplausos 4queles escritores que tiveram a honrade6 de procurar um novo sincretismo.. 1OJ .

'ompletou.mpada. 2oc0 acha que sou burro? 3 Mas di6em que. !cho um nome estranho.lado olclórico da Umbanda. e/u j* oi lagarta. $inali6ou.1OO CAPITULO 2 O NOME TRANCA RUAS . e perguntou. 3 Meu ilho. di6em ainda. o altar sagrado deve ser apagado e echado. 3 5a rua vive o homem sem lar> na rua vive o b0bado> a rua ( o escritório do ladrão> na rua e/iste a droga e o v)cio> na rua est* o desamparado> na rua vive a meretri6> na rua anda o desesperado> a rua ( habitada por todo tipo de marginal. em outros terreiros. Respondeu o homem. a6 quinhentos anos que desencarnei e ainda venho nos terreiros ag?entar voc0s para ganhar minha evolu1ão espiritual. sem esperar resposta. 2oltou 4 carga o insolente. proibido de vir na Umbanda. #sclareceu e. e logo poder* voar e a todos encantar. estava andando no terreiro. todo espalha atoso. e. iluminando este lugar e a todos nós. continuou patrulhando o terreiro. como pode ajudar? 3 2oc0s perguntam muito e pouco sabem. "e voc0 tirar o negativo.#/u &ranca Ruas das !lmas. que a lu6 das velas do cong* lhe a6 mal e por isso. 5ão ( o que vejo e. a quimbanda hoje ( seu casulo. neste momento. o problema não ( meu. 3 "e usam meu nome e o aceitam. pensando em lhe a6er esta pergunta.Pai Maneco. 1OO . encerrando a questão. disse. quando questionado com pergunta semelhante. o senhor não ( assim. o que eles a6em. 3 Por que di6em negativo e positivo? "e a quimbanda ( negativa. . carregando entre os dedos uma cigarrilha. muito menos. Parou na rente de um homem. mal3humorado. !lgu(m perguntou ao #/u &ranca Ruas se ele tamb(m a6 o mal. #u tranco toda essa in elicidade. com seu cambone ao lado. praticando tanto o bem como mal. . uma eia lagarta. 5ão posso concordar com isso. C o encontro per eito do negativo e do positivo. a6 do e/u uma entidade violenta. 3 "abe por que o meu nome ( &ranca Ruas? 3 #stava. 3 ! linda borboleta j* oi antes da clausura. demonstrando assombro. ela se apaga. -lhe aquela l.

indo apressadamente para casa. 3 $a1a isso voc0. sem se importar com que ensinei. com a ponta do dedo m(dio bater no chão tr0s ve6es e pedir licen1a para o #/u 'aveira> dar tr0s passos. al(m de não poder. por nós dois. a6er a sauda1ão ao #/u &ranca Ruas das !lmas e a todo povo do cemit(rio. me a6er um pedido desses. dispensar toda aten1ão 4 sua jovem am)lia. deve. sabendo que o trabalho pro issional nos aguardava. parando em v*rias sepulturas. $oi quando senti a presen1a orte do #/u &ranca Ruas das !lmas. estava passando momentos di )ceis.escemos. # isso nos preocupava. para variar.1OQ CAPÍTULO 3 UM CASO QUE N1O < PARA EDU 5o automóvel. igual borboleta nas lores. Is ve6es a1o coisas estranhas. . e retrucou. na entrada. por ter entendido ter sido seu pedido mais uma inspira1ão do que uma vontade. 3 #stou com vontade de ir visitar o cemit(rio. pelo inesperado surgimento de incomoda depressão. diante de estar de inhando a olhos vistos.histórico de nunca ter demonstrado desejo de ir visitar o cemit(rio. 3 &enho que pu/ar tua mulher para c*. continuou andando. ela comprou umas lores e est*vamos entrando pelo portão principal. ( o esp)rito da mulher que morreu na cama que ela dorme. reclamando. em hor*rio de almo1o. ui surpreendido com um pedido da Redda. pacientemente. cumprimentar seu -mulum> mais tr0s passos. não me e6 hesitar. pela doen1a. quando adverti. #sses são os sinais que devem ser observados. $oi quando me lembrei que sua cama pertencia 4 uma das tias que estava enterrada no t+mulo que a Redda estava cuidando. !tendi seu pedido. #la oi. rumando ao santu*rio dos mortos. no ja6igo da am)lia dela. num dia comum da semana. at( que. . preocupando a todos. nem levar lores para nenhum morto. dei/ados por outros amiliares. . dei meia volta. !quela pessoa doente est* com um encosto. #stava mal. toda amorosa.e ato. uma amiliar nossa. #nsinei. e era uma pessoa e/tremamente apegada 4s suas coisas. sem nenhuma surpresa pela rea1ão. 1OQ . % e/pressou. 3 2oc0. depositou o ramalhete de lores e come1ou a ajeitar os demais en eites. só para alar com voc0. #la. sem ter tido sucesso na medicina tradicional.

C trabalho para uma linha mais suave. #sp)rito que a6 isso. em orma de cobran1a. pode a6er o mal? 5ão acreditoP # ele tem outras histórias.1OS 3 # por que o senhor não a tirou de l*? Resmunguei. inteligente e cuidadosa. de orma delicada. 3 "eu burroP #sse tipo de esp)rito. 1OS . talve6 a dos pretos. cheias de moral. um amiliar apenas desorientado. não deve jamais ser levado por e/u.

3 #/u.#/u &iriri. "ão pequenas amostras das consultas dos e/us. #la pediu.e/u chamou um capitão do terreiro. ora do meu terreiro. 3 #/u &ranca Ruas. para eu poder alugar por um pre1o melhor? . . . oi ao lugar indicado.1OG CAPITULO 4 CONSULTAS DOS EDUS ! gira estava se desenvolvendo num clima tranq?ilo.epois disso. Mas antes tenho que achar uma casa melhor e mais barata para a am)lia que est* morando em tua casa. perguntou. ela vai icar livre. e sei que voc0 tamb(m não. 3 . 3 Posso sim. uma pomba3gira est* com um problema numa consulta. uma mulher j* madura. e não hesitou. 3 Ponham essa mulher para apontando a porta da sa)da.que est* acontecendo? 3 &ranca. <ritou. 5ão são maravilhosos? 1OG . incorporado em um m(dium. Mas achei melhor pedir tua presen1a. esta mulher est* me a6endo um pedido que não gosto. "er* que o senhor pode tirar de l* aquela am)lia. tendo um caso amoroso com ele.que voc0 quer? 3 C que estou apai/onada por um homem casado.#/u &iriri. estava atendendo uma pessoa. "entenciou. . .e/u olhando para a consulente. 3 . estavam dando suas consultas. 9uero que voc0s a1am ele largar a esposa para icar só comigo. e perguntou. eu tenho uma casa alugada por pre1o muito barato. uma entidade de elevada hierarquia no plano espiritual. &anto os e/us. inclusive o #/u &ranca Ruas das !lmas. quando ele oi interrompido por um capitão3de3terreiro. como as pombas3giras. #st* solicitando sua presen1a. #le levantou3se. icou olhando i/amente para a mulher.

mais uma ve6.guardião icou nosso amigo. durante a madrugada. 3 Meu ilho. # oi nisso que estava pensando. jamais ia di6er isso para o e/u. com quem eu divida as incorpora18es do #/u &ranca Ruas das !lmas. chegou perto e. Meia hora depois do aviso da decisão do e/u. quando era necess*rio. alguidar com aro a e a6eite de dend0. havia sido v)tima de um trabalho de magia mal intencionado. )amos em um cemit(rio perto do terreiro. acesas no ponto riscado. mara o. #m (pocas anteriores. 1OE . 5unca reclamei por e/cesso de trabalho. 'hamei a aten1ão da corrente. mas vou icar incorporado at( o sol nascer. pois. e na outra ele. #m uma dessas giras. charutos e mais alguns elementos. avisou.#/u &ranca Ruas avisou que ele não vai mais ao cemit(rio. por respeito. hoje quero ir para a calunga. mas icaremos aqui at( o sol nascer. 3 . talve6 at( gostasse. ir)amos ver o sol nascer de qualquer jeito . 3 !ten1ão. o poderoso e/u me chamou. e ingia não nos ver. principalmente o espiritual. Pedi sua autori6a1ão para comunicar 4 corrente a sua decisão de ir ao cemit(rio. a6endo um trabalho no meio do terreiro. segundo in orma18es. &odos de branco. itas. #m uma gira eu incorporava. brancas e pretas. !s velas vermelhas. H* não tinha mais idade para isso. ! certa altura. 3 5ão vou mais ao cemit(rio. -utros e/us e muitas pombas3gira. ! gira continuou orte e em alguns momentos e/igindo muita aten1ão minha para que não se desorgani6asse. o e/u. para minha elicidade. #sperar o sol nascer dentro do terreiro era bem melhor que ir no cemit(rio. mas. . acend)amos velas nas sepulturas e a6)amos entregas. $iquei eli6 com a not)cia. nossa entidade comum. eu estava comandando e ele estava incorporado com o e/u. . trabalhavam em cima do trabalho. pelo que se via. mas ir para a calunga me cansava. Preveni. mais uma ve6. "e não osse a hora avan1ada que terminava. iluminavam o terreiro. #ra para ajudar uma pessoa que estava passando muito mal e. ele chegou perto de mim e alou. Meia hora depois. !queles que amanhã precisarem trabalhar cedo estão dispensados.e/u &ranca Ruas das !lmas avisou que hoje um grupo nosso dever* a6er a entrega do trabalho dentro do cemit(rio. a correnteP . com certe6a. #le era grande.1OE CAPITULO 0 ESPÍRITO N1O 7RINCA Meu pai3de3santo Nui6 <olini trabalhava comigo no terreiro.

"eria uma grande surpresa se tudo tivesse sido apenas uma brincadeira. aceitaram e assumiram o trabalho. 1QF . 4s ve6es. a entrega deveria ser eita no cemit(rio. local da vibra1ão dessa alange espiritual.1QF 3 2ou subir. ! e/plica1ão do #/u <ira Mundo deu sentido a tudo. Um pai3de3santo amigo meu estava participando da gira. Pensei que o e/u estivesse nos testando. #les vieram antes. o amoso e/u disse. 'om o charuto em uma mão e o copo de bebida na outra. 3 Meu ilho.povo do cemit(rio veio buscar o trabalho aqui no terreiro. o ponto era para chamar o povo do cemit(rio para assumir o trabalho. nem da continuidade da gira. "e eles vinham no terreiro. incorporado com o #/u <ira Mundo. ou brincando. nem que osse at( o sol nascer. Pode parecer. podendo ser ela encerrada. 5o instante que ui comunicado ter que ir ao cemit(rio. a intelig0ncia das entidades. depois voc0 pode encerrar o trabalho e pode descarregar o ponto. 5ós ( que não alcan1amos. se bem que nunca tinha visto esse a6er isso. com certe6a o #/u &ranca Ruas oi comunicado que eles viriam busc*3la no próprio terreiro. 5esse caso. o #/u &ranca Ruas das !lmas teria que esperar a vinda da poderosa alange. 4s ve6es. Msso di icilmente acontece. que o esp)rito est* brincando. o terreiro de voc0s est* de parab(nsP . mas no undo sempre e/iste uma ra6ão. não precisando ser no cemit(rio. não havendo mais ra6ão da sua presen1a no terreiro.

soltou um largo sorriso. cabeludo e vasto bigode. a ponto de arrancar aplausos da corrente. ser* que o senhor poderia dar um jeito em minha coluna? #la dói muito. como li1ão 4 sua petul. . !proveitando3se de um momento que o #/u &ranca Ruas das !lmas levantou de seu toco apro/imou3se dele o Hos( Maria. entendido da linguagem esot(rica e dos segredos da magia. ele ( uma pessoa bastante inteligente e agrad*vel.ncia e a boba satis a1ão. alante e inteligente. !pontando para sua saliente igura. 3 . !pesar disso.1Q1 CAPÍTULO 2 O FONSECA 'omo sempre a1o. &alve6 por isso sua dor na coluna se agravava. indiquei a todos. com os bra1os cru6ados e uma cigarrilha entre os dedos. 'hamei a entidade che e o poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. uma engira de quimbanda. 3 &emos o pra6er de hoje ter entre nós um grande espiritualista.Nui6 ( um homem magro. quis dei/*3lo constrangido. 9uei/ou3se. que incorporou no Pai Nui6 de -gum. um m(dium de nossa corrente que pesava cento e quarenta quilos e. o pai3de3santo que me preparou dentro da lei da Umbanda para e/ercer esse honroso grau dentro da nossa religião. !o inv(s de demonstrar constrangimento. antes de dar a abertura na gira. 3 #/u &ranca Ruas. . Pu/ou3o para perto de si. icou por uns instantes olhando3o i/amente dei/ando sem jeito o m(dium. entrela1ando os magros bra1os com o gordo 1Q1 . 'om os olhos i/os no Hos( Maria. Tomem alto. 5o meio dela. deu3lhe as costas e. o saudei. mesmo dono desse corpan6il. daqueles que a6 uma pergunta levantando meia sobrancelha moldurando um olhar irme e penetrante. passo os olhos pela assist0ncia para ver se est* tudo em ordem. 2oltei3me para o cong* decepcionado com a minha racassada tentativa e dei in)cio aos trabalhos da noite. icava por mais de quatro horas dan1ando e cantando.everia pesar naquela (poca uns sessenta quilos. levantou3se e saudou a todos os presentes. al(m de incorporar os esp)ritos. Parando 4 sua rente diante de toda a corrente e das prov*veis tre6entas pessoas da assist0ncia. dei/ando um sorriso maroto de canto da boca como se osse o deleite do guerreiro vitorioso. 'omo sou daqueles que pre ere correr o risco de perder um amigo em troca de uma boa piada. bem apessoado.$onsecaP #le não tinha jeito. destacava3se o corpan6il do $onseca.

# ele queria trocar id(ias sobre a gira e o que viu. encostando3a acesa na parede. #ntreguei3lhe uma vela branca. com a mesma entidade. que vem só para buscar um a/( do senhor. Mas iquei preocupado. inclinou3se. o ort)ssimo #/u &ranca Ruas das !lmas. . #n im. mas iquei eli6 porque passou a dor da coluna do Hos( Maria. #le estava. 3 Meu Pai. 'onvidei3o para ir conversar com o #/u &ranca Ruas das !lmas.ato da vela. ele acendeu3a e. 5aquela noite não incorporei nenhum esp)rito só para. 5o dia seguinte o $onseca oi me visitar. o que eu j* esperava. e saiu com ele andando pelo terreiro. quando incorporado em mim ou nele. de minuto a minuto. alou.Pai Nui6 e eu trabalh*vamos % e ainda trabalhamos. não dei muita import. #u tamb(m não tirava os olhos da chama da vela para ver se não queimava a madeira.1Q= Hos( Maria. ele ser* esmagado. procurei ver se o $onseca estava assistindo a cena. a vela não caiu e o ogo nem chamuscou a parede. #m mim ele torna3se mais cerimonioso e com o Pai Nui6 mais e/ibido. 1Q= . dei/ou3a como se estivesse pregada. ontem 4 noite. C teoricamente imposs)vel o que v)amos no terreiro. não me impressionou. o $onseca icava só olhando assustado para a vela grudada na parede. costas com costas. Pela orma1ão da terceira energia essa entidade modi ica3se sem perder sua ess0ncia. e algum guindaste depositar sobre suas costas um peso igual ao do Hos( Maria. vi coisas incr)veis. 3 2oc0 acha que vou a6er isso? #nquanto ele alava. Pedimos licen1a e sa)mos. . . com uma simples pressão ter grudado na parede. #m todo caso eu. me d0 uma vela. o senhor vai queimar o terreiro. alei. 3 Meu ilho. levantou3o. 3 Realmente. este ( um amigo meu.e orma mansa e delicada para não contrariar o #/u. como j* alei. 3 Meu Pai. 'urioso. #u imagino que se o Pai Nui6 icar na mesma posi1ão. 3 Msso quer di6er que voc0 gostou da gira. j* acostumado com esses enAmenos. cuidar da vela. Pediu o #/u. &omando a iniciativa da conversa.ncia ao ato. a inal a parede era de madeira.

1QB 3 <ostei. . . 3 'omo ( poss)vel um m(dium ran6ino como o Pai Nui6 pAr nas costas um homem daquele peso e ainda sair andando um bom tempo pelo terreiro? C por essas coisas que a Umbanda ( considerada cheia de magia? 3 #le deve ter usado a energia dos m(diuns para dei/ar seu cavalo mais orte. ! irmou o $onseca. $ugindo do seu estilo.#/u estava incorporado em mim. # o #/u quando incorpora em voc0. encostou na ponta da cigarrilha apagada e devolveu3a para o cambono depois de ter acendido a cigarrilha no colorido peda1o de gi6 e j* estar dando boas ba oradas. incorporado comigo. 3 <ostei da Umbanda. 2ou voltar outras ve6es. tamb(m a6 essas coisas? 3 9ue coisas? $alei. a6endo3me de desentendido. não discutia e muito menos tentava impor os seus conhecimentos.ei/o essa parte por conta deles. despedindo3se. #/pliquei. . 3 !cenda. principalmente uma que achei muita gra1a. 5os trabalhos de e eitos )sicos. 5ão vejo isso como magia.e/u pegou a pemba. para esconder seu assombro. .$onseca estava di erente. $alei categoricamente. 'uidadosamente entregou a ele uma pemba vermelha. e entendeu que ele tinha pedido uma pemba. 3 !queles atos di erentes. 'ontei algumas passagens do #/u &ranca Ruas das !lmas. ou dei/ar o Hos( Maria mais leve. 2oc0 sabe como ele e6 para grudar a vela na parede e acender uma cigarrilha com uma pemba? 3 5ão sei qual oi o processo e nem tenho necessidade de sab03lo. ! grande magia voc0 não reparou. #le chamando seu cambono. !penas não sei. 1QB . 3 . 3 &em lógica. a levita1ão unciona assim. e tinha ganho de um consulente uma cigarrilha. $oi quando ele estava no meio do terreiro manipulando os elementos da terra para criar um campo de or1a para eliminar uma energia negativa que estava prejudicando aquela am)lia sentada na sua rente. recriminando sua alta de observa1ão.cambono naquele momento estava distra)do. entregou3lhe a cigarrilha e ordenou. #sclareci. &entou e/plicar. !s entidades não costumam brincar e o ato dele ter criado essa situa1ão deve ser por alguma ra6ão que oge ao nosso entendimento.

5ari6 bem eito. mas quando os alisava. 3 2oc0 trabalha? 5ão. 'ontinuei paciente. Protestou. #le estava destoando da minha ina poltrona cl*ssica.meu morreu quando era crian1a. "ua e/pressão irradiava ódio. . só estudo. Nucas. 3 9uantos anos voc0 tem? 3 2inte e tr0s. 3 5ão quero que ele morra. #ra corpulento. !proveite essa ben1ão. com uma enorme boca e dentes corretos. 3 5ão gosto dele.1QJ CAPÍTULO 4 MONTE DOS DROGADOS #m minha casa ouvia pacientemente um jovem e/travasar todos os seus recalques. Menino ele não era mais. e ele não me entende. @om ou ruim. !o pai cabe todas as tare as di )ceis. mas se isso acontecer não vai me a6er nenhuma alta. mantendo sempre as sobrancelhas cerradas. "omos di erentes. 3 9uem paga os teus estudos? 1QJ . dava para ver dois brincos prateados. #u observava o jovem. C ele quem educa o ilho. Nembrei que iquei ór ão. ele est* ao teu lado. "eu nome era Nucas. al(m mil e tantas outras tare as de sua responsabilidade. Uma camiseta justa e sem mangas dei/avam 4 mostra seus bra1os ortes onde se via uma enorme tatuagem de um dragão. e at( hoje amargo não ter tido um. 'om essa idade. 5a sua opinião o seu pai era o culpado pela sua vida desastrada. o protege e prov(m. 'omo os ilhos são injustos. Perguntei. o mesmo do apóstolo. Respondeu secamente. eu j* tinha dois ilhos e mantinha a am)lia 4 custa de meu trabalho. a sua te6 morena e os seus cabelos eram longos e ca)dos sobre os ombros. 3 2oc0 não pode imaginar o que ( ser criado sem um pai. Usava uma cal1a jeans e uma bota marrom. !s orelhas estavam cobertas pelos cabelos. Reclamava dei/ando transbordar revolta. com on6e anos. #stava procurando argumentos para sensibili6*3lo.

H* sentado diante do poderoso e/u ele come1ou a e/plicar. não gosta de musica e briga comigo sempre que pode. e o respeito m+tuo deveria prevalecer. moro com meus pais.1QO 3 Meu pai. 2oc0 quer que teu pai te aceite do jeito que voc0 se veste e pensa. 1QO . # ainda reclamava? . 5ão sei at( que ponto entendo os jovens. $alei delicada e paternalmente. 3 #u não conhe1o teu pai. !gi dessa orma. 3 2oc0 j* repetiu ano da escola? . eu tenho um problema.Nucas icou calado e por alguns momentos pensativo. Mas por que voc0 pergunta? 5ão dei oportunidade para ele re letir. mas eu j* estava do lado do injusti1ado pai. não sei o que voc0 quer de mim. 3 #u espero que XangA te a1a mais justo. 2oc0s são gera18es di erentes. #ngatei outra pergunta. "empre gostei de conversar com os jovens mostrando a m*/ima sinceridade. 3 #/u. "e ( ajuda espiritual que voc0 est* buscando preciso que voc0 v* no terreiro alar com a entidade.o que? #le era um n(scio desajustado e ingrato. 3 &oma o ca ( da manha de gravata. Re reei esse sentimento por ter sido procurado pelo Nucas como pai3de3santo. o que me dei/ou satis eito. por isso estou aqui.. Respondeu com a revolta inicial. # uma das tare as do dirigente espiritual ( ajudar os outros sem julgamentos. vivia da mesada. 5ão gostava do pai. Minhas palavras surtirem e eito. 'omo posso ajudar voc0? 3 #u acho que meu pai est* perturbado.uas ve6es. era um p(ssimo estudante e jogava ora o dinheiro dele . !jeitei para ele uma consulta com o #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 2oc0 mora so6inho? 3 5ão. mas ao mesmo tempo não o aceita como ele (. 'omo ele (? Perguntei para descontrair. comia e dormia na casa dele. #stou pedindo para voc0 alar com os esp)ritos para ver se eles podem resolver esse problema. . cada um vivendo o seu mundo. 3 5a verdade. -rientei bem como ele deveria alar com a entidade.. &em momentos que corremos o risco de sermos injustos. .Nucas me con undiu.

. 9uando desencarnam. 2oc0 ( um idiota que uma maconha. . $oi descoberto. come1ando hoje. $alou no seu estilo. . enquanto o e/u &ranca Ruas das !lmas. 1QQ . 3 2oc0 pode enganar os teus pais.Nucas j* estava sentado diante de v*rias velas. $alar com o #/u &ranca Ruas das !lmas não ( *cil. e/plicava aos cambones o que era o monte dos drogados.1QQ . "em nada di6er. não gosto de ir l*. das bebidas. 2oc0 não gosta do teu pai porque ele sabe disso e não te d* dinheiro para voc0 se corromper.lugar ( escuro e. pois quando se concentram elas aumentam a lesão cerebral. voc0s imaginam que o esp)rito do desencarnado permanece igual ao estado que mantinha quando ainda encarnado. #ssa porcaria da tua cabe1a j* esta quase destru)da.esp)rito interrompeu. no c(rebro da pessoa. -uviu uma amea1a assustadora. imã e io de cobre. @albuciou o Nucas. mesmo eu. !pesar da assist0ncia e cuidados dos esp)ritos obreiros preparados para atenderem esse tipo de doen1a podem icar animali6ados durante um estagio que na medi1ão do tempo da terra pode durar centenas de anos. obedecendo um processo natural. Puro engano. criando larvas circulantes dentro da aura do viciado. 3 ! droga e o *lcool. provocam les8es cerebrais que se espalham pelo perisp)rito. 3 'onte3me as besteiras que voc0 e6. !lgumas entidades incorporadas em seus m(diuns trabalhavam com o Nucas. todas essas m*culas retornam ao lugar de onde sa)ram. . 3 "e não interromper esse vicio imediatamente quando voc0 desencarnar poder* ser atra)do para o monte dos drogados.Nucas icou sensibili6ado. "ua marcante presen1a a6 dos consulentes presas *ceis. come cogumelo eito um animal e se droga com req?0ncia. #m prantos concordava com todas as revela18es do e/u. do ponto riscado e de outros elementos como ponteiro. amontoados em um tipo de vala. #/plicou pacientemente o e/u. ou seja. a6endo o esp)rito perder seu livre arb)trio. mas a mim não. .Nucas arregalou os olhos. sentado em seu toco. meu cavalo e teus amigos. 3 2* para o meio do terreiro que vou a6er uma s(rie de trabalhos.e/u determinou. -bedecendo o princ)pio que não e/iste retrocesso espiritual. icou ouvindo o e/u alar. e muitos deles icam inertes. 3 5ão entendi. "eu estado geral e/igia socorro.

. -s corpos eram jogados em valas. quer dando % como todo pai a6. enquanto o e/u alava. o seu sustent*culo. principalmente porque ele ( hoje. mas não sarou. amontoando3se uns sobre os outros. alem com o melhor amigo de voc0s.que eu vi. 3 Procurem saber o que ( e porque e/iste no espa1o o monte dos drogados. . era parecido com isso com algumas di eren1as. seus pais.relacionamento com seu pai oi normali6ado. quer provendo suas necessidades. "ua incapacidade mental o obrigou a abandonar os estudos. sob uma t0nue lu6 avermelhada.Nucas melhorou.1QS . como oi outrora. 9uando tenho oportunidade aconselho os jovens. ormando um quadro inesquec)vel da maldade humana. o seu amor. ! depend0ncia das drogas oi mais orte que sua vontade. 3 2oc0s devem ter a lembran1a daquelas otogra ias divulgadas após a guerra dos campo de concentra1ão dos na6istas. Toje se droga para suavi6ar a necessidade. esquel(ticos e se moviam como vermes "uas mãos estavam sempre buscando algo como se osse um socorro para sair daquele dantesco in erno e. -s corpos estavam de ormados. .epois de encerrado o trabalho eu relatava 4s pessoas que ouviram a e/plica1ão do e/u sobre as vis8es que eu como m(dium gravei sobre o que o e/u chamou de o monte dos drogados. 9uem pode ensin*3los? -ra. 1QS . gravata e trabalho. e sua idiotice o tornou incapa6 para o trabalho. tudo isso. # tudo isso com terno.

3 $ernando. tamb(m chamada tronqueira.Kaldomiro ( um espiritualista. 3 !qui ica a seguran1a e/terna do terreiro. 3 5ão tenho segredos.. observei. #/pliquei. Pai3de3santo quando a irma não poder revelar alguma coisa ( porque não sabe responder. . buscando ansiosamente a ess0ncia de todas as religi8es. &alve6 por isso. mas não no dia de gira. &ranq?ili6ei o simp*tico amigo. no caso um alangeiro do #/u &ranca Ruas. gostaria muito. analisando inteligentemente todas elas. porque icou muito calado. terei imenso pra6er em mostrar tudo. parecendo impressionado.. onde est* incada a seguran1a eita pelo #/u &ranca Ruas das !lmas. che e da quimbanda em nosso terreiro. 3 Pode icar certo que respeitarei teus segredos. #le icou observando e acho que sentiu alguma coisa. estava a imagem do #/u &ranca Ruas e ao seu lado. Procurou3me. digo. mostrando o que tinha dentro. esbanjando cultura religiosa. 3 ! primeira pergunta vai ser sobre aquela casinha pequena. "e eu não souber. ( uma pessoa muito interessante. pedindo. porque não sei. a da Pomba3gira Maria Padilha. 'r0 em . 9ueria ter a liberdade para pedir e/plica18es. # sa) de lado.1QG QUARTA PARTE CAPITULO 9 O TERREIRO .isse. curioso e muito interessado em conhecer a Umbanda. se voc0 permitir. entramos no terreiro. 3 'laro. 5o dia e hora combinada. de conhecer o terreiro. mas a nenhuma ( iliado ou adepto. cuidada pelo e/u guardião. 2oltamos para a casinha que despertou tanta curiosidade. para ele olhar melhor. 3 #mbai/o desta laje tem um buraco. # o que ( essa seguran1a? 1QG . #m cima de um toco de madeira. l* na entrada. rindo. apenas. !pontando para o chão. !bri a porta. que não conto.eus e para ele todas as religi8es são boas.

! prova da submissão das pombas3giras aos e/us ( que elas não riscam ponto para trabalho. e saudei. @ombardeou. iquem embrabecidas. 'omo e/pliquei l* na &ronqueira. machadinhas. curvando3me e batendo tr0s palmas. bati o dedo tr0s ve6es onde tem uma estrela em granito. ajoelhado. um ponto riscado. bebidas e algumas coisas mais. 4s ve6es. &odo e/u tem a sua pomba3gira. ! irmou. cobre e mais uma por1ão de metais. que ornamentam as paredes. $icam sempre a)? 3 &oda semana.1QE 3 #le pAs v*rios elementos. 3 !ssisti uma gira de quimbanda e elas me pareceram escandalosas. embora. 3 # as velas acesas. 3 #las e/ploram esse lado do olclore. os quadros representando as entidades. C um campo de or1a e ainda. #m casos de amor. #le curioso. uma vermelha. ervas. . a6endo seus cavalos usarem roupas e/travagantes. 3 Por quer voc0 a6 o cumprimento nessa estrela? 3 C a seguran1a do terreiro. se pintando com e/agero. buscando sua evolu1ão. como ponteiro. carvão. 9uem risca o ponto para a pomba3gira ( o e/u. o -ri/* che e espiritual da casa. Parecendo satis eito. 3 C verdade que as pombas3gira são os esp)ritos das prostitutas? 3 ! pomba3gira ( o e/u eminino. ajudando os homens nos terreiros para. e para a pomba3gira. #las são au/iliares diretas dos e/us. mas hoje são esp)ritos evolu)dos. olhava os atabaques. 3 # por que ele? 5ão podia ser outro?. !o contr*rio do que muitos pensam. erro. arcos e lechas. eito por ele. $umam cigarros so isticados. al(m de encher os copos de suas respectivas bebidas. ela não ( prostituta. uma vermelhas e outra preta. espadas. entramos no terreiro. tenham sido mundanas. como o e/u. C um ori/* trabalhador. "ua or1a ( indiscut)vel. claro. 3 -nde elas se encai/am com os e/us? 3. 1QE . aqui estão enterradas as armas do 'aboclo !:uan. sal. algumas at( com longas piteiras e não dispensam os per umes e lores. desespero e consertos amiliares. 3 "alve todos os -ri/*s da Umbanda. $ique certo.irigi3me ao meio do terreiro e. Pode ser que algumas delas. que elas são entidades maravilhosas e doces. os e/us mandam elas trabalharem. suavemente. acendo para o e/u uma vela branca. em vida. ganhar sua evolu1ão espiritual.

!qui só as coisas sagradas do terreiro ( que podem icar depositadas.espertei sua curiosidade. quem mandava no 'aboclo !:uan. muito embora todo teu jeito seja de XangA. como vou saber de quem sou ilho? Perguntou. de acordo com seus assentamentos. são di erentes? 'onte3me. só o pai3de3santo pode por alguma coisa. #le perguntou. uma m(dium do terreiro. 2oltei ao meu interlocutor. Pode tamb(m ser eito com uma cebola cortada em quatro peda1os. a casa sempre ser* de -gum. Mesmo que eu saia do terreiro. imaginei uma longa tarde. atrav(s de meu pai e ilho dele o 'aboclo !:uan. e voc0 na sua. ( um admirador do 'aboclo Rompe Mato. querendo adivinhar. jogam3se os b+6ios. meu ilho. 3 9uem cuida do cong*? 9ualquer um pode por uma imagem no altar? 3 5o cong*. ( quem manda. voc0 chama primeiro a linha de -gum? 3 "im. o Paulinho. 'ada terreiro tem o ori/* mandante. na sua inoc0ncia. #st* errado. meu ori/*. C como na vida material. "entou3se 4 rente do 'aboclo !:uan e e/plicou.iga para ele que quem manda no 'aboclo !:uan ( o Rompe Mato. #le perguntou3me. 3 "eo !:uan. -gum. por isso que tem seu assentamento embai/o desta estrela. Parou em rente ao cong* e icou olhando todas as imagens. 3 . 2enha uma noite de trabalho e jogarei para voc0. 2ejo 4s ve6es velas. # eu. $a6 parte do ritual. Respondi que era o senhor. Nembrei da 'ris Mendes. ilha de -gum e que trabalha com o 'aboclo Rompe Mato. #u não soube responder. $alei. 5ão devia ter alado. depositados no cong*. 3 2oc0 disse ser ilho de -gum. 3 #/iste um ritual para isso. 3 Por eu ser o dirigente material da casa. Pareceu satis eito com a e/plica1ão. ! linha de -gum. 3 'omo jeito. na Umbanda jogamos o obi ou acendemos velas. dei/ando uma belo ensinamento. curioso. 3 C por isso que nas giras. . o 'aboclo !:uan. tocos de charuto e papeis com pedidos. quem mandava no 'aboclo Rompe Mato. e/ceto se levantarem as armas do caboclo e orem substitu)das por outras.1SF Pelas min+cias das perguntas. no plano espiritual. 5o candombl(. e/atamente por isso. vem irmar o terreiro para o trabalho subseq?ente. Respondeu. 1SF . eu mando na minha casa. na casa dele.

#stou gravando desde o come1o. 3 #st* certo. o ilho de -/al* talve6 seja o mais organi6ado. 3 !gora entendo a história do secret*rio. !t( na escolha das tare as. um por um. 'obrou. eles recebem in lu0ncia. -/al* ( o -ri/* maior e por isso mesmo não atua diretamente em elementos do planeta. a6endo isso por interm(dio dos outros -ri/*s. voc0 prometeu.ilho de -/al* ( uma pessoa normalmente tranq?ila. não manda e não gosta de ser mandado. vou alar. Respondi. . mostrando um pequeno gravador. 3 'omo assim?. 3 #/plique melhor. depois não se quei/e. sem a oba1ão. sente aqui e ale. 1S1 . 3 5ão ( l)der. no dia3a3dia. #/pliquei. Retomando a palavra continuei. &em um tend0ncia muito orte para a solidão. 5a teimosia não gosta de impor suas id(ias. com tend0ncia ao so rimento. C teimoso. 2ou di6er. de andar sereno. 3 "e voc0 soubesse os caracter)sticos de cada um. Mnterrompeu. ia entender. laconicamente. atingindo seus objetivos de orma bem natural. mas não se submete acilmente 4 lideran1a de outro. pelo isolamento.isse. 3 . Para que o ilho de -/al* tenha uma vida melhor. <osta de transmitir seu g0nio calmo. ou seja. buscando. -s ori/*s agem diretamente na ess0ncia e comportamento de cada um. deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar deter a sua natural teimosia. pegue este caderno e tome nota. !chei gra1a. nos escritórios e na lida com pap(is. 3 #/plique tudo. 5osso secret*rio ( ilho de -/al* e o &esoureiro de XangA. 5ão ( agressivo e quando agredido pre ere demostrar superioridade. 3 2enha. sentei3me e comecei a alar.1S1 3 'ada um tem uma in lu0ncia muito grande de seu ori/*. quer as coisas sem demonstrar. mas não cede em seu ponto de vista.e todos os -ri/*s. um encontro com a harmonia universal. quando o busca. sorrindo. .

5ão a6 rodeio para di6er as coisas. 5ão admite a raque6a. ( verdade. 'omentou. -/óssi na mata. Me parece muito orte. desde que não seja desrespeitado. !dapta3se acilmente em qualquer lugar. os ilhos de -gum perseguem tena6mente um objetivo.Ydi )cilZ ( a sua maior tenta1ão. C insaci*vel em suas próprias conquistas. muitas ve6es at( com assustadora agressividade. 5ão admite a injusti1a e costuma proteger os mais racos. ( por isso que ouvi alar que os oguns não icam parados no terreiro. -gum ( o -ri/* da guerra. #le ( a oito. 5ormalmente o ilho de -gum ( rela/ado com seu cuidado pessoal. . "eu g0nio ( muito orte. alsidade e a alta de garra. demonstrando muito interesse nas e/plica18es.ncia. "eu temperamento di )cil e rebelde o torna. assumindo integralmente a situa1ão daquele que quer proteger. % e/pliquei. imediatamente o largam e partem em procura de outro. espadas e das coisas eitas em erro ou latão. ( tornar3se violento repentinamente. !dora o esporte e est* sempre agitado. da demanda e da luta. ( um l)der. !ma o desa io. XangA na pedreira. C ranco.1S= 3 -gum atua no erro. ! sua impaci0ncia ( tão marcante que não gosta de esperar. C uma pessoa de tipo esguio e procura sempre se manter bem isicamente. Mnicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. 3 #spere a). -/um nas *guas doce e cachoeiras. . #/plique melhor essa parte. Neal e correto. desde a in . 3 Msso ( um aviso aos pais. "abe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado. 'ontinuei. &em decis8es precipitadas. 3 #ntão. 3 "im. Uma marca muito orte de seu -ri/*. Memanj* no mar. quando o atingem. -/al* atua em todos. -bservou. atrav(s dos seis ori/*s. em movimento. não a6endo questão da qualidade ou paladar da comida. e Mansã no raio.Kaldomiro icou em sil0ncio. 'ontinuei. Muitas crian1as 4s ve6es são levadas aos psicanalistas por mostrarem um g0nio di )cil de lidar. @rigam e 1S= . 'ome para viver. quase um desajustado. 'omo os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas. Por ser -gum o -ri/* do $erro e do $ogo seu ilho gosta muito de armas. 5enhum ilho de -gum nasce equilibrado. "eu ilho carrega em seu g0nio esses caracter)sticos. acas. #st* sempre em busca do que ( considerado imposs)vel. 5ão recusa a luta e quanto maior o obst*culo mais desperta a garra para ultrapass*3lo.

sabe.iante das di iculdades próprias ( muito hesitante. veste3se bem e cuidadosamente. 5ão ( ciumento e muito menos rancoroso. &em um gosto re inado. "e conseguissem esperar ao menos vinte quatro horas para tomar qualquer decisão. sejam calculistas e estrategistas. muito embora.ncia. ladino como os )ndios. 9uando atacado custa revidar. com o crescimento vão se libertando e se acomodando 4s suas necessidades. se houvesse essa conscienti6a1ão. . 5ão assume os problemas dos outros. as estrelas. preocupado com todos os problemas. mas ( certeiro. #ntretanto. 4 qual dedica aten1ão total no sentido de prov03la e encaminh*3la. mas acaba vencendo. tamb(m lhes evitaria muitos remorsos. muito embora com orte tend0ncia 4 solidão.mato. especi icamente nas matas e no reino animal. o . 'omo os ilhos de -gum não dependem de ningu(m para vencer suas di iculdades.ilho de -/óssi ( talve6 o mais equilibrado. por mais incr)vel que pare1a. 3 Pela tua e/plica1ão. evidentemente. Pisa macio. -bservou. os pais devem ter paci0ncia. para passar 1SB . são a b+ssola de sua vida. 3 C verdade. . <osta das coisas boas. C o conhecedor das ervas e o grande curador. como poucos. XangA. !ma a Niberdade e a 5ature6a. !credita e ( iel seguidor da religião que escolheu. .1SB en rentam os pais sem nenhum medo. o que o tornaria mais disposto a encarar as suas próprias di iculdades. deve despertar aquele gigante que habita sua ess0ncia. em XangA. "eu ilho tem um tipo calmo. $alei. Mncapa6 de negar qualquer ajuda a algu(m. 'ontar at( de6. evitariam muitos reve6es. 'om respeito 4 sua própria organi6a1ão amiliar. antes de dei/arem e/plodir sua 6anga. e/erce uma in lu0ncia muito orte em seu ilho. mas ica lado a lado ajudando3os. neste particular. Para que sua vida melhore. a Husti1a dei/a de ser uma virtude. sustentado pelo seu esp)rito alegre e otimista. C a ess0ncia da nossa vida. a vida lhes ica bem mais *cil. amoroso. lembrando das minhas indigna18es na in . e transmitem esta caracter)stica aos seus ilhos. 5ão discute a (. &odos os -ri/*s. encantador. #sta rase ( para chocar mesmo. os bichos . "e or um ilho de -gum. muitos problemas seriam evitados com os jovens. o sol e a lua. ( muito apegado 4s suas coisas e 4 sua am)lia. "eu maior de eito ( o g0nio impulsivo e sua maior qualidade ( que tem tudo para ser um vencedor.eus da Husti1a. são justos. C. as *guas. mais eles teimam. 9uando eles conseguem equilibrar seu g0nio impulsivo. 9uando o a6 se torna perigoso. Um grande conselheiro pelo seu g0nio alegre. organi6ar o caminho para as solu18es complicadas. C carente. -/óssi age na 5ature6a. "enhor das pedreiras. pois quanto mais provocados.

"ua isionomia. C eterno conselheiro. trans erindo o seu próprio julgamento para o Hulgamento . em absoluto. Mas correu um risco 1SJ . !calma3se com a mesma acilidade quando sua opinião ( aceita. torna3se um leg)timo representante do Tomem 2elho. . que sua inoc0ncia osse questionada. provar sua inoc0ncia. muito terra. e não gosta de ser contrariado.ivino. seguro e absolutamente austero. Procurada pelo advogado da am)lia da v)tima para um acordo.ivina. tirando3lhe a vida. apresenta uma velhice precoce. pela do homem. podendo acilmente sair da serenidade para a viol0ncia. ! discri1ão a6 de seus vestu*rios um modelo tradicional. !pesar da v)tima ter sido a +nica culpada. 9ue bom ver voc0 outra ve6 eli6. "e aprender a dominar esta caracter)stica. 3 "ou inocente e a justi1a vai provar. ao contr*rio de prejudic*3lo. o que a6 de seu ilho um so redor. en(rgico. sem lhe tirar. Por alar em pedreira. principalmente porque o par. calculado e esquemati6ado. o que.i6ia. 5ão guarda rancor.metro da Husti1a ( o seu julgamento e não o da Husti1a . mesmo a jovem. 'ontei o caso de uma mo1a que.seu marido queria a6er o acordo. mas tudo medido. cuja senten1a não nos ( permitido conhecer. pass)vel de erros. "enhor da Husti1a. atropelou um homem. a bele6a ou a alegria. . # se ele errasse? 2oc0 iria culpar XangA? . C t)mido no contato mas assume acilmente o poder do mando. 5o julgamento voc0 não estava sendo julgada por ele. torna3se uma pessoa admir*vel.medo de cometer injusti1as muitas ve6es retarda suas decis8es. con iante. só lhe tra6 bene )cios. pelo senso da justi1a. provocando uma crise emocional na mo1a. no que lhe respondi. totalmente embriagado. sua am)lia entrou na justi1a com uma a1ão de indeni6a1ão. recusou3se a sequer conversar.ilho de XangA apresenta um tipo irme. no que ela não concordou. $eli6. independente do valor da causa. Rei da Pedreira. C incapa6 de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resolu18es baseiam3se na seguran1a e chão irme que gosta de pisar. #sta an*lise ( muito importante. 3 'omo assim? 3 2oc0 trocou a justi1a de teu pai XangA. 3 enorme. #la oi ganhadora na pendenga judicial. 9uando o ilho de XangA consegue equilibrar o seu senso de Husti1a. &em comportamento medido. . 9ueria. 3 #/plique melhor. #la não admitia. grande de eito dele ( julgar os outros. adora colecionar pedras. para tranq?ili6ar sua esposa. contou3me a novidade.1SJ a ser uma obsessão. e sim por um jui6 da terra. quase sempre di erente do nosso. num acidente.

. tem grande or1a. pertence a linha seguinte que in luencia sua personalidade. . dado que XangA tem liga1ão )ntima com a linha da Mansã. C ranco e não admite a mentira. por(m mais reservadas que as de Mansã. a "enhora do Mar.homem ilho de Memanj* carrega o mesmo temperamento. Zo arqu(tipo de -/um ( das mulheres graciosas e elegantes. no caso. um caboclo de -gum ou de -/óssi. !quela mulher amorosa que sempre junta os ilhos dos outros com os seus. C e/tremamente ciumento com tudo que ( seu. a Rainha da Wgua doce. #las evitam chocar a opinião p+blica. Mansã. <eralmente ( calmo e tranq?ilo. !quela que transmite a todos a bondade. . 2oluptuosas e sensuais. !) sim. 2este3se com capricho.maior de eito do ilho de Memanj* ( o ci+me. 5ormalmente ica 6angado quando o endido e o que tem como ajuntó ]o segundo santo masculino^ o ori/* -gum. 3 . e/ceto quando se sente amea1ado na perda de seus ilhos. . e sempre reage com muita toler.i erente ( quando o ajuntó ( -/óssi. Pelo ato de Memanj* representar a 'ria1ão. a "enhora dos 2entos e das &empestades. detalhadamente. nas incorpora18es. 'uida de seus tutelados com muito amor. "empre tem os bra1os abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. #/pliquei. que escreveu. con ian1a. "eu ilho ( conhecido por seu temperamento 1SO . porque não divide isto com ningu(m. dona dos rios e das cachoeiras. jóias caras. C sempre discreto e de muito bom gosto. 5ormalmente tem uma acilidade muito grande para o choro.a) não ter um pai3de3cabe1a.ncia. que. com indiscut)vel dom)nio no g0nio e personalidade de seu ilho. ( pessoa calma. ( 4 -/um que se pede ajuda ]pelo !mal*^. . com pai/ão pelas jóias. C mãe. ( o protetor.que ( ajuntó? ! or1a de Memanj*. &ipo a grande mãe. $ilho de -/um ama espelhos ]a igura de -/um carrega um espelho na mão^. <eralmente. sua ilha normalmente tem um tipo muito maternal. ( impec*vel no trajar e não se e/ibe publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta.as mulheres que são s)mbolo do charme e da bele6a. ! di eren1a entre Memanj* e -/um ( a vaidade. tanto que quando uma mulher tem di iculdade para engravidar. C muito sens)vel a qualquer emo1ão.Z "eu maior de eito ( o ci+me. grande conselheira. 4 qual dão muita import. tranq?ila. escondem uma vontade muito orte e um grande desejo de ascensão social. a . "ob sua apar0ncia graciosa e sedutora. e gosta de tutelar pessoas.ncia. . ! maternidade ( sua grande or1a.1SO Memanj*. per umes e vestimentas caras. ! porta de sua casa sempre est* aberta para todos. são as ondinas. ouro.ilho ou ilha de -/um.eusa <uerreira. principalmente das coisas que estão sob sua guarda. carrega todo o tipo de Memanj*. &alve6 ningu(m tenha sido tão eli6 para de inir a ilha de -/um como o pesquisador da religião a ricana. o ranc0s Pierre 2erger. torna3se muito agressivo e radical. ! mulher trata com 6elo o seu cabelo e não descuida da pintura.

pedindo a . e por ele vai torcer para que seja o vencedor.1SQ e/plosivo. 5ão pensei. 3 5ão sei. 5ão tem medo de nada. vai chamar os dois. achando gra1a. "e or uma ilha de Mansã. # parei. #/empli iquei duas pessoas brigando. se este osse controlado. e seu grande de eito. !chei interessante a descri1ão das ilhas de -/um. #st*vamos reunidos num grupo. .que aria? 1SQ . alei. com berros. 3 'ansou3se de ouvir? 3 5ão. 5ão admite ser contrariado. Um ilho de XangA vai icar indignado. claro que não. no que concordei. <ostei muito. senta. ou passa direto e não olha ou entra na briga. # parou. no que oi interpelado. 3 # se or ilha de -/um. acalm*3los. do lado do bai/inho que est* apanhando. o que não ( di )cil. encostar a cabe1a em seu peito. gritos e choro. 9uestionado torna3se violento. vai alis*3los. . a impensada ranque6a. vou passar a observar as pessoas para con erir. #ncerrando as e/plica18es. quando ica tentado por uma aventura.$ernando 'ecchetti. ele vai orar. pois não gosta de dialogar. #m estado normal ( muito alegre e decidido. querendo saber qual dos dois est* com a ra6ão. perguntei. não conseguindo dis ar1ar a alegria ou a triste6a. C leal e objetivo. "ua grande qualidade. #n renta qualquer situa1ão de peito aberto. uma ilha de -/um. ica assistindo a briga. quando ui interpelado por uma senhora. pediu licen1a para terminar a história. partindo para a agressão. e tentei dar as di eren1as dos ori/*s. vai parar. "ão assim mesmo? 3 2ou te contar uma história. o que lhe prejudica o conv)vio social. Passa por cima de tudo que est* a6endo na vida. 3 "e or uma ilha de Memanj*. como uma mãe. #st* sempre chamando a aten1ão por ser inquieto e e/trovertido. 'iumento. e eles acabam a6endo as pa6es. por coincid0ncia. Por ser tão marcante seu g0nio. &omando a palavra. #m seus gestos demonstra o momento que est* passando. &em um pra6er enorme em contrariar todo tipo de preconceito. 'omo iriam se comportar? Meio sem jeito. a garra.eus que acabe aquela briga. "empre a sua palavra ( que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. "e passar um ilho de -/al*. pouco importando se tem ou não ra6ão. Um ilho de -gum. como se tivesse terminado. demonstra um certo ego)smo porque não se importa com que os outros so ram pelo seu g0nio reconhecidamente mal3humorado. a6endo parte da roda. Um ilho de -/ossi. continuou. seria pessoa muito mais eli6 e querida. 3 # o povo das *guas. vai brigar com os dois.

1SS 3 5ada. #les estavam brigando por causa dela. #ncerrou com muita gra1a, arrancando gostosas risadas do grupo. - Kaldomiro tamb(m achou gra1a, mas perguntou, 3 Mas por que voc0 disse eu pare1o ilho de XangA? 3 -s ilhos de XangA são detalhistas, o que voc0 parece ser. 3 C. "ou mesmo. 'oncordou. 3 2ou te mostrar a 'asa dos #/us e o Roncó. 3 'asa dos #/us e Roncó. Pode e/plicar? . 3 "im, venha comigo. !qui ica a 'asa dos #/us. C o lugar que cultuamos as imagens dos e/us e pombas3gira, onde dei/amos os pontos irmados, quando eles pedem, e alimentamos a seguran1a para os dia de trabalho. 9uando entrarmos, bata tr0s ve6es, como i6 l* na estrela. #ntramos e ele icou olhando. 5ão se conteve e alou, 3 !s imagens são eias, mas a vibra1ão ( muito boa. 3 C. $a6 parte do olclore. #stamos habituados dessa orma. 9ualquer modi ica1ão, iria tirar nosso re erencial. 3 9uando sair, venha de costas. C um gesto de respeito. #ntramos no Roncó. #le icou maravilhado, tanto que e/clamou, 3 5ão estou entendo nada, mas que lugar de energia orte. 5osso roncó tem muitos alguidares, pela quantidade de m(diuns. Mais de tre6entos. #les são colocados em prateleiras, com o nome dos m(diuns escrito na rente, com uma vela de sete dias, *gua, bebida e ervas do ori/* dentro do alguidar. $ica iluminado, tornando3o muito bonito. !qui ( o nosso lugar sagrado. "ó eu e a hierarquia podemos entrar, e/ceto os convidados. Minhas coisas icam aqui. 9uando preciso de a/(, venho aqui. "emanalmente alimento o meu alguidar e as ervas que usamos nos trabalhos. 'ada alguidar de barro pertence a um m(dium da corrente. #le ( alimentado, criando um campo de or1a, que ( usado pela entidade protetora de cada um, em bene )cio do próprio m(dium. 3 Mas como voc0 a6 para que eles recebam os alguidares? &odos t0m?

-

1SS

1SG 3 "ó os que j* i6eram o !maci. 3 - que ( o !maci? 3 !maci ( a lavagem do chacra coron*rio de cada um. C a abertura de sua espiritualidade e a entrada dele na Umbanda. C eito durante o ritual do !maci. - m(dium tra6 um alguidar, vela e a bebida do ori/*. - 'aboclo !:uan lava a cabe1a dele, primeiro com as ervas por mim preparadas, e depois com a bebida do ori/*. "ua cabe1a ( coberta com um pano, que chamamos pano de cabe1a, e ( levado para o roncó, con orme voc0 est* vendo. 3 #/istem outros rituais, na Umbanda?. 3 'laro. #ntre outros tem o bati6ado e o casamento. 3 ! Umbanda a6 casamento? 3 $a6 e ( muito bonito. "ão parecidos, tanto bati6ado como casamento, com os da igreja católica. 3 <ostaria de a6er uma pergunta que sempre me intrigou, e não t0m nada a ver com este momento. Mas creio ser uma boa oportunidade. C sobre as ben6edeiras. "olicitou, na e/pectativa de minha rea1ão. - que voc0 quer saber? 3 2ale a pena consult*3las? 3 &enho o maior respeito pelas ben6edeiras. "ão m(diuns de e/traordin*ria potencialidade, mas não seguiram uma linha de trabalho em grupo. #u mesmo posso testemunhar. 9uando minha ilha era beb0, costumava jog*3la para cima, 4 guisa de brincadeira e, tamb(m, para ver o susto que sempre levava. 'oisa de pai novo, sem medir as conseq?0ncias de seus atos. "urgiu um vermelhão em seu rosto, principalmente atr*s das orelhas, que estava in eccionando. -s m(dicos não conseguiam resolver. Nevamos, minha mulher e eu, 4 uma ben6edeira. #la, enquanto re6ava, derrubava cera de uma vela acesa dentro da *gua num copo. $icou concentrada e perguntou, 3 9uem est* jogando a menina para o ar? #nvergonhado, con essei a6er isso. 3 #sta ( a causa. $alou, secamente. !pagou a vela e encerrou. #m tr0s dias, ela icou completamente curada. 3 9uando eu torcia o torno6elo, era uma ben6edeira que me curava. 'ontinuei. # e/iste um caso muito interessante. Uma crian1a estava

1SG

1SE doente, p*lida, e não se desenvolvia. ! mãe consultou uma ben6edeira. #la e6 suas re6as e diagnosticou, 3 ! menina est* com uma cobra dentro de seu corpo. .0 ch* de semente de abóbora, durante sete dias. 3 - que signi icava? Mndagou o curioso amigo. 3 ! semente de abóbora ( verm) ugo. # a cobra devia ser uma lombriga. - Kaldomiro icou pensativo e não e6 mais perguntas. 3 Porque os santos da igreja católica são cultuados na Umbanda? 3 #ra proibido aos escravos a ricanos o culto 4 sua religião, o candombl(, sendo3lhes permitido, apenas, a pr*tica do catolicismo. #les, de orma esperta, constru)am os altares, pondo em cima as imagens da Mgreja, e embai/o, escondido atr*s dos panos, as comidas, ou !mal*s, aos seus -ri/*s. Para -/al*, escolheram Hesus 'risto> para -gum, "ão Horge> Memanj*, tinha a imagem de 5ossa "enhora> -/ossi, ". "ebastião> XangA, ". HerAnimo> -/um, representada por 5.". da 'oncei1ão, e Mansã, por "anta @arbara. $oi assim que houve o sincretismo das religi8es católica e a ro3brasileira. 3 #ntão, Umbanda e candombl( são iguais? 3 'andombl( ( uma religião, e Umbanda ( outra. !lguma coisa a Umbanda trou/e do candombl(, principalmente os -ri/*s, e mesmo assim, os sete cultuados e mais -mulum. 5o candombl( os ori/*s são mais numerosos. Mas não entendo de candombl(, por isso não sei e/plicar. 'andombl( ( uma religião a ricana e a Umbanda ( autenticamente brasileira. 'ompletei. - Kaldomiro se deu por satis eito com o passeio pelo terreiro e com as e/plica18es.

1SE

"into3me como o eloq?ente orador que não sabe como e quando deve encerrar seu discurso. $oi quando consegui ver meu acompanhante. $oi assim. enquanto penso. !queles que. eu órico. vou escrevendo. Respondeu alegremente. $i6 bem em ter ido dormir. mostrando um largo sorriso. e um +mido ar nos aben1oava com uma brisa per umada. numa estrada de chão de terra. e tinha um len1o vermelho no pesco1o. alegres e sorridentes. sonhei que tinha morrido. 'aminhava com algu(m ao meu lado. pacientemente. muito embora esteja ciente dos ouvintes j* estarem cansados e aborrecidos. a morteP ! morte ( a liberta1ão do esp)ritoP #stou convencido disso pelas minhas convic18es religiosas. tenha uma inspira1ão . &ive um sonho lindoP #nvolvido que estava at( o par*gra o anterior. 2ou desligar o computador e dormir. &enho que encerrar este livro. onde eu me incluo. chegaram at( aqui. estão convidados para uma re le/ão. corpo orte. quando acordar. "eu chap(u era preto. &ra6er a liberdade que voc0 sempre reclama não ter conhecido. Mas se ela ( assim. na vila dos pretos3velhos. $iquei e/tasiadoP 3 Hoão @oiadeiro. &odas tinham uma *rea em rente. mas lindas. por que nos causa tanto medo e qual a ra6ão do nosso so rimento. 9uem sabe. e/ibia um acão na cinta. #ra um homem alto. tinha uma capa preta. rosto comprido e queimado pelo sol. !o perceber que eu o en/ergava. 3 #stamos na aruanda. Minha visão icou mais clara. carregando ao seu lado um ogoso cavalo branco. 1GF .1GF CAPITULO 2 ENCERRAMENTO Minha história acabou. e/plicou. C voc0? #/clamei. amanhã. 2estia bombachas. #stava num lugarejo com casas humildes. que amam a vida e não t0m medo de morrer. Mas e/istem pessoas. as pessoas nos saudavam. atravessando os galhos das *rvores. 3 2im cumprir o prometido. para corrigir depois. tra6ia uma lu6 repousante. com vasto bigode preto. Um sol vermelho. são os que t0m (P &enho um estilo. e não sei como a603lo. levada lateralmente no ombro. e empunhava um la1o de couro. quando um ente querido desencarna? Por temer o desconhecido? 5ão acreditoP !cho que ( por amor 4 vida. e 4 medida que )amos passando.

que tamb(m veio me receber. era alegre e descontra)do. #ra o Hoão6inho da Praia. #u estava realmente na aruanda. a lua. 3 Meu protetor. !mbos aparentavam avan1ada idade. enquanto as l*grimas corriam em minha ace. "ão meigos e demonstravam serem muito bondosos. 1G1 . o Pai ManecoP !lto e orte.e mãos dadas com o Pai Maneco estava uma crian1a. $oi quando o Pai Maneco. Um deles se levantou e veio em nossa dire1ão. sempre ressaltando a liberdade. 'ontava passagens de sua vida.Pai Nui6 tirava ba oradas de seu cachimbo e o Pai Hoaquim de !ngola tinha entre os dedos um cigarro de palha. at( que ela terminou. -uvi uma m+sica estiva.i6ia. #m volta de uma imensa ogueira. iniciou uma conversa1ão. mas quem manda em mim ( o sol. 5ão consegui controlar minha emo1ão. os campos e os rios. mas não admitia ser desrespeitado. desaparecendo imediatamente. 3 . v*rios ciganos cantavam e dan1avam alegres. #stou muito emocionado em poder alar consigo. o vento. 2amos adiante. tanto na Umbanda como na quimbanda. a chuva. o Pai Hoaquim e o Pai Nui6 vão se encarregar de te a6er mais humilde. com os cabelos raspados. 3 #sta esta ( em tua homenagem. mas senti um amor muito grande por eles. mestre e amigo. e pude ver direito quem ele era. sempre estejados por seus eli6es e delicados moradores. 5ão conseguia en/ergar direito. onde come1ava linda campina. 'ostumava di6er que ningu(m pode ser eli6 sem a ter liberdade. percebendo o meu estado emocional. vi tr0s pessoas e um menino. 3 Muito obrigado. a crian1a da linha de 'osme e . mas o brilho dos seus olhos iluminaram minha alma. $a6ia trabalhos maravilhosos. com os cabelos brancos e o rosto vincado. $alou o @oiadeiro. tamb(m negra. . Minha emo1ão aumentava. as cal1as brancas e dobradas na bainha.1G1 Nembrei3me do Hoão @oiadeiro no terreiro.Hoão @oiadeiro te deu a liberdade. 2ivia no sul do @rasil. #sclareceu o Pai Maneco. beijei suas mãos. icava violento e irritado. . 'onsegui balbuciar. tenho patrão. $omos subindo a ladeira de terra.amião. e quando isto acontecia. quando percebi sua camisa a6ul clara. ! mim compete de dar a conscienti6a1ão. "entados num banco eito de tronco de *rvore. o respeito aos animais e a idelidade ao patrão . % agradeci. -s outros dois j* tinham se levantado do banco. e os reconheci imediatamente. o amor pela nature6a. !joelhado. 3 !qui te dei/o com o teu protetor. Hoão @oiadeiro. o c(u dos esp)ritos da Umbanda. Um era o Pai Nui6 de XangA e o outro o Pai Hoaquim de !ngola.

! roda dos ciganos oi abrindo e deu para deslumbrar. 5ão estava entendendo nada. 5ós and*vamos sem cansar. mas iquei quieto.'igano oi a respons*vel pela harmonia da tua am)lia. eu órico. &rajava roupas discretas. uma ve6 que seu pai. o 'igano Koisler. que habitam as matas. $icamos observando. mas a dist. o competente che e de tribo. 2ia pequenas criaturas correrem de um lado para outro. #ra deslumbrante e misteriosa. juntamente com os viol8es e os pandeiros. . Parando seu corcel. os duendes. nem perguntei quem eram. mas agradecido dei/ava transparecer minha surpresa. !lguns eram esquisitos. sem nada di6er. 3 Meu amigo. sem r(deas nem selas. #u não alava nada. 3 . . e os violinos silenciaram. $iquei con uso. com a cabe1a e os dois bra1os para cima. pr)ncipes ou nobres. . $oram gerados pela or1a da 5ature6a. #/clamou. que bom voc0 estar aqui. esvoa1ando. desmontou e parou na minha rente. os guardas dos reis. todos calados. sem cansa1o ou marca do tempo. 5ão o encontrava dentre eles. #nquanto caminh*vamos. Pareciam serem pessoas anãs. 1G= .Pai Maneco tratou de me tirar dali. o meu amigo 'igano Koisler. #stava encantado com a alegria do povo cigano. "ão seres que nunca tiveram uma encarna1ão terrena.i6ia não entender porque era perseguido pela guarda real. Mntrigado. % e/plicou. 5asceu na Tungria. com um colete preto todo en eitado. com os cabelos grisalhos. 3 . #les pararam de dan1ar. 2i dois )ndios. vindo do meio da campina. H* não sentia ter morrido. Procurava ansioso. pro issão que e/ercia com grande orgulho.'igano Koisler gostava de contar estórias. -s lugares eram longe. 3 "ão animais? 3 "ão os elementais. Uma imensa mata estava 4 nossa rente.'aboclo da 'achoeira e o 'aboclo Hunco 2erdeP #/clamei. montado em um cavalo negro. 'laro. #stava ainda muito embevecido com aquela situa1ão. estava cada ve6 mais vivo e esperto. embora contra a minha vontade e a do cigano. principalmente relacionadas com roubos de cavalos. e por l* peregrinava.ncia parecia curta.1G= $iquei sem entender. 5ós quatro icamos no meio da dan1a e da m+sica.'aboclo da 'achoeira j* não mostrava o seu caracter)stico rosto sisudo e vincado. dando3me um orte abra1o. em apurado galope. "orriu e me abra1ou. seu avA e todos os seus ancestrais eram ladr8es de cavalos. "ão especialistas em tra6er a elicidade para voc0s. perguntei ao Pai Maneco. 2ou roubar um cavalo de algu(m para podermos correr juntos nesta campina m*gica. ao contr*rio. sempre ugindo de seus inimigos. o Pai Maneco esclareceu. .

'aboclo da 'achoeira demonstra ter idade avan1ada. Meu amargo cora1ão aumentava cada ve6 mais a m*goa que carregava. de seu honroso pai -/óssi. se não lhe dispensassem respeito. 3 5ada meu pai. 'orpo enorme. 3 LaA Labecille. $alou. "a) da tribo e ui viver so6inho. #ra demais para mim. marca dos che es. ! Magia da UmbandaP $alei ao Pai Maneco.. seu senso de justi1a era dominante. 3 "alve meu Pai.senhor veio me tra6er a alegria. 5ós ainda vamos nos ver. 5o terreiro. 'umpria todo o ritual da Umbanda. 9uem se isola não consegue colher bons pensamentos. 5a verdade vinha lhe contar que ia sair da casa dos meus pais para viver so6inho. !inda abra1ado com ele. "em nada perguntar. . . e o saiote com a domin. pai3de3santoP 'laro. $oi o cl)ma/ da minha emo1ão. demonstrando ir embora. Mo1o. tinha um cora1ão imenso. com invej*vel )sico. olhou i/amente para o rapa6 4 sua rente e perguntou3lhe o que queria. ! solidão oi minha companheira. 5ão dava para cuidar de tudo ao mesmo tempo. #ra muito ligado com o 'aboclo S $lechas e o 'aboclo &upinamb*. . &erminando a história. capa6 de se emocionar diante alguma triste6a dos seus ilhos da terra. Meus pensamentos giravam só pelas coisas que tinha dei/ado para tr*s. 5ão pude agradecer ainda a linda mensagem que dei/ou na terra.'aboclo !:uan.. Minha casa icava * margem de um bonito rio. 3 "em a alegria. 2i seu cocar longo. embora tenha um corpo esguio. 2i um outro )ndio sair da mata. e era capa6 de subir durante a gira.ncia da cor verde. a vibra1ão do lugar icava intensa. 3 -:0 -d0. não e/iste o amor. C um legitimo representante da linha de XangA. se apresentava com idade madura. o 'aboclo da 'achoeira oi contando sua vida. "eu cocar era de 1GB . rigorosamente. 3 9ue pena. 'erta ve6 uma pessoa sentou3se 4 sua rente. como poucos.escobri que ningu(m pode viver so6inho. #ra desajeitado mas tinha um humor que a todos contagiava. só podia ser o 'aboclo Hunco 2erde. #ra intransigente e embora aparentasse mau humor. tudo que me estava acontecendo. -uvi uma vo6 atr*s de mim. ca)dos sobre os ombros. Por v*rias mensagens dei/a claro ter vivido antes da invasão no @rasil. com cabelos longos.1GB "eu orte abra1o elevou o meu esp)rito. #u sabia que ele viria. corpulento. a6er seus consulentes elevarem suas vibra18es positivas. pois desconhecia o espelho. 9uando descia no terreiro. cabelo curto. . "abia. consegui dei/ar escapar um cumprimento. 3 #u era revoltado e não gostava dos meus semelhantes.

de verni6. !o receber do seu m(dico orienta18es para cuidar da sua sa+de. !cordei. Mas. vou mergulhar no in erno? !ntes que isso acontecesse. estou eli6 por estar vivo. "er* que depois de toda essa bele6a que assisti. 9ue penaP 5ão queria voltar. 'omecei a entrar em p. 3 #st* esquecendo a tua am)lia? 2olte ao corpo e v* terminar a tua missão. emitindo um som orte e poderoso. <arbosamente parou na minha rente. ele apareceu. dei/ou escapar uma rase. Mas não ser* isso que nos acontece? ! vida não ( uma passagem reparadora do esp)rito. e/ibindo os sapatos inos. 3 "ou o teu equil)brio. não quero mais voltar para a terra. que anima o corpo )sico. por outro lado. mostrando bel)ssimos cabelos castanhos e cacheados. gostei de morrer e ao mesmo tempo de estar vivo.Ho re 'abral e "ilva oi um advogado. levantou os bra1os como todo poderoso guerreiro.nico. 9uero icar aqui com voc0s. buscando a liberdade pela morte? . Minha cabe1a 6oava e minhas pernas bambeavam. Meu corpo tremia inteiro. a6endo ecoar por toda mata o cumprimento de -gum. a causa de seu desencarne em pleno campo de utebol. "ou um ogum teimoso. anunciando minha chegada. pois estava gostando do mundo paralelo. di6endo. que escolhi para encerrar minha história. inquei os p(s no chão. olhos a6uis que mudava *s ve6es para o acin6entados. determinado a discutir e brigar com esse estranho. !quilo me abalou. e ningu(m estava ao meu lado. !presentava s(rias les8es em seu cora1ão. 5ão iria obedecer quem não conhe1o. 3 !ntes quero ver voc0. o #/u &ranca Ruas das !lmas. 7pre iro morrer vivo. com as cal1as pretas. $oi quando me vi na beira de um pro undo buraco. "entenciou. Recuperando meu estado nervoso. 3 -gunh0P % gritou. 3 #/u &ranca Ruas das !lmas.1GJ penas brancas e vermelhas. 'ontinuo contraditório. 3 'hega de sonhosP 2olte 4 terra. vestindo uma camisa de seda branca. do que viver mortoP7 1GJ . 5ão me dei por vencido. !lto e orte. H* não era n)tida a ilumina1ão. empres*rio e presidente de v*rios clubes sociais. 5ão obedeci. quando assistia um jogo de seu clube. e6 sua *guia voar. ouvi uma vo6 irme. tra6endo em uma das mãos uma lan1a e no bra1o direito uma *guia.

GICA NEM TUDO < MAGIA TRANSFORMAÇ1O SEGUNDA PARTE CAPITULO 9E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 3E CAPÍTULO 4E CAPÍTULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPÍTULO 9:E CAPITULO 99E CAPITULO 92E CAPITULO 93E CAPITULO 94E CAPITULO 90E CAPITULO92E CAPITULO 94F CAPITULO 96F CAPITULO 98E CAPÍTULO 2:E CAPITULO 29E CAPÍTULO 22E CAPITULO 23E CAPITULO 24E CAPÍTULO 20E CAPITULO 22 E CAPITULO 24E CAPITULO 26E CAPITULO 28E CAPÍTULO 3:E CAPÍTULO 39E CAPITULO 32E CAPITULO 33E CAPITULO 34E CAPITULO 30E CAPÍTULO 32E A UM7ANDA SE DEUS ME DESSE=== A DANÇA DIFERENÇAS O ESPEL3O TERCEIRA ENERGIA INCORPORAÇ>ES O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO MIN3A DECIS1O A FRUTA SOU UM PAI?DE?SANTO PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACI DE AOLTA CA7OCLO AKUAN DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM AN@O DA GUARDA CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN EAOLUIR PELA CIBNCIA ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS DUAIDAS DOS MEDIUNS NOME DOS ESPÍRITOS CONAERSA COM PAI?DE?SANTO A F< DA CARMEM SILAIA CRIANDO MONSTROS MAC3ISMO NA UM7ANDA PROAA INCONTESTÁAEL UMA OFERTA AO ESPÍRITO OS ANIMAIS TBM ALMA? SINAL DA AELA MAGIA DAS AELAS O ANGOLANO PAI MANECO A DOR N1O TEM PAR5METRO O PAI MANECO E O RELOGIO ENERGIA PURA AS CRIANÇAS NA UM7ANDA TERCEIRA PARTE CAPITULO 9E CAPITULO 2 E CAPÍTULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 4E QUARTA PARTE CAPITULO 9 CAPITULO 2 E TERREIRO ENCERRAMENTO QUIM7ANDA O NOME TRANCA?RUAS UM CASO QUE N1O < PARA EDU CONSULTAS DOS EDUS ESPÍRITO N1O 7RINCA O FONSECA O MONTE DOS DROGADOS 1GO .1GO PREFÁCIO MAGIA DA UM7ANDA QUEM SOU EU? PRIMEIRA PARTE CAPITULO I E CAPITULO 2E CAPITULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPITULO 9:E CAPITULO 99 CAPITULO 92E TUDO COMEÇOU INÍCIO COMO PERDI O MEDO GRUPO KARDECISTA REENCARNAÇ1O SON3O SESS5O DO COPO O7SESS1O TROCA DE ENERGIA CRIANDO A L.

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