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GRIFOS DO PASSADO

NOTA DO AUTOR

Resolvi escrever um livro sobre a minha religião, a Umbanda. Mas para quem o dirijo? Para os entendidos, aos neó itos, ou aos iniciantes? !os membros da minha corrente da "ociedade #spiritualista #dmundo Rodrigues $erro % o &erreiro do Pai Maneco ou aos espiritualistas? ! quem? 'omo ( di )cil escrever um livro, considerando que no pre *cio j* estou em d+vida. Resolvi, vou escrever para mim e para quem quiser ler, seja ele quem or. tema j* escolhi, só alta o estilo. .evo alar dos ori/*s, das linhas, das correspond0ncias, dos n+meros de esp)ritos e/istentes, do bem e do mal, do grande engano do e/u sórdido, ou do e/u bom e correto que conhe1o? 2ou descrever a imagin*ria e complicada Umbanda esot(rica, ou a Umbanda que pratico e amo? - que devo escrever sobre as correspond0ncias entre as v*rias alanges, das linhas da Umbanda pregadas pelos autores, a do ori/* maior e ori/* menor, alanges superiores e sub3 alanges? -u devo me limitar aos undamentos da Umbanda simples praticada pelo povo? 2ou me dirigir 4 elite ou 4 massa? 5ão posso me contradi6er, se vou escrever para mim, tenho que me dirigir a quem perten1o e gosto, 4s massas. "entado no computador, criei uma tecla imagin*ria, 7deletar o que os outros di6em7. 5ão hesitei, acionando este adequado recurso. "ó vou depender de mim, e da minha cumplicidade com os esp)ritos. 'onto minha vida espiritual, do meu jeito, as coisas tristes e as alegres, alo muito das entidades com quem trabalho e por isso as conhe1o. "uas histórias, comportamentos e atua18es são iguais 4s de todas as outras entidades. 9uando eu mencionar o nome do 'aboclo !:uan, entendam qualquer caboclo dirigente de trabalho, e quando mencionar o do Pai Maneco, alo de todos os pretos3velho que trabalham na Umbanda. 'ada esp)rito que mencionar, troque o nome pelo de sua entidade, e tenha certe6a, ele ser* igual. #stou contando, desde minha in ;ncia, a passagem na linha :ardecista, at( ser eito pai3de3santo na Umbanda. # conto com idelidade os meus sentimentos e o que os esp)ritos me ensinaram. 9ue -/al* nos !be1oe $ernando M. <uimarães

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PREFÁCIO Redigir o pre *cio de um livro gera imenso pra6er ao mesmo tempo em que e/ige uma grande dose de responsabilidade. 9uando o assunto em pauta nos ( amiliar, esta tare a ( ainda mais *rdua, pois não temos um olhar su icientemente neutro para uma abordagem objetiva. 5ada , por(m, ( tão grati icante quanto compartilhar uma pai/ão e, lisonjeada, tento me colocar 4 altura de tal empreendimento. #ste livro nasceu de um grande amor pela religião escolhida> ( um depoimento genu)no de $ernando <uimarães, cuja amiliaridade com o mundo das letras vem da in ;ncia, e cujo apre1o pela espiritualidade ( amplamente reconhecido. <ri os do Passado vem suprir uma lacuna, organi6ando os princ)pios seguidos no &erreiro do Pai Maneco de modo claro e inequ)voco. #scrito numa linguagem coloquial e sem os e/cessos de did*tica que poderiam tornar a leitura en adonha, o livro ( ormado por pequenos contos, numa seq?0ncia din;mica de e/peri0ncias que envolvem, ensinam e, muitas ve6es, divertem. .evemos pontuar, entretanto, que a intencional acilidade da leitura, condu6ida com sabedoria pelo autor, comporta conceitos ilosó icos de uma pro undidade )mpar. !o leitor atento, que sonhou com um livro simples, por(m pro undo, que ale da necessidade da ousadia sem perder de vista a import;ncia da disciplina, aqui est*, inalmente, uma li1ão de vida, as histórias de Pai $ernando de -gum, nosso querido @abalaA. 'ristina Mendes

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QUEM SOU EU? 'omo sempre a1o, iquei parado na rente do cong* em busca de uma inspira1ão para dar in)cio a mais uma gira de Umbanda. C o momento da minha re le/ão, em que limpo todas as minhas ma6elas materiais. 'omecei pedindo perdão pelos meus erros do dia, quando me lembrei das palavras do Pai Maneco, 7perdão não se pede, conquista3se...7 Meu pensamento oi longe. &enho tantos pecados. "er* que um dia poderei merecer a alegria de ver conquistado o perdão de todos os meus erros? - &erreiro de Umbanda Pai Maneco abriga mais de tre6entos m(diuns, al(m de reunir, em suas giras quatrocentas pessoas na assist0ncia. &em sede própria, arrojada constru1ão e ótima locali6a1ão. #u sou o pai3de3santo, o dirigente, aquele que est* sempre com a +ltima palavra. ! m+sica ( re inada, atraindo alguns m+sicos pro issionais, o que torna nossas giras um encontro cultural. 2*rios pontos cantados nasceram dentro do terreiro. C grande, com bom conceito, e muitas pessoas v0m de longe só para serem atendidas com uma consulta. ! casa tem r)gidos princ)pios morais e ilosó icos. 'onsidero3me um pai3de3santo pol0mico, com teorias inovadoras, 4s ve6es contr*rias 4 pr*tica comum da Umbanda, mas, parado/almente, sou preso 4 história. 5ão ujo da tradi1ão da Umbanda no @rasil. C a nossa religião, a +nica brasileira, o iciali6ada por D(lio de Moraes em 1EFG no Rio de Haneiro. 5ão quero incorrer no erro de enterrar comigo a e/peri0ncia de uma vida. 9uando os jovens me pedem a indica1ão de livros que ensinam a Umbanda, não sei o que di6er. !s obras não são claras, e estão al(m da compreensão popular, talve6 por não serem psicogra adas, mas escritas dentro dos conceitos de cada autor, quase sempre divergentes. 5ão vou ugir 4 regra, mas estou convicto que meus conhecimentos oram transmitidos pelas entidades. -uso me antasiar de escritor, mas quando me or, terei dei/ado impressa minha história, aquela que norteia minha vida, com a ressalva de que hoje o que creio e ensino poder* amanhã ser modi icado perante o surgimento de verdades mais verdadeiras. Is ve6es me pergunto, quem sou eu? "ou ainda aquele menino medroso, talve6 o entusiasmado :ardecista contra rituais, ou o j* velho pai3de3santo, cheio de ( e e/peri0ncia? "erei uma mistura de tudo? Hoguei ora minha inoc0ncia, meus medos, minha arrog;ncia, minha humildade, meu ódio ou meu amor? <osto de modi icar, por ser inovador, ou gosto de ser pol0mico, para ser incomum? "ou bom, ou sou ruim? ! inal, quem sou eu? 5ingu(m pode saber, apenas eu mesmo, sou um velho cheio de juventude, uma pessoa alegre cheia de triste6as, uma mistura do bom e do ruim. $iltro o que ou1o, para não me con undir, e olho tudo para aprender. 5ão julgo ningu(m, e não ligo se me julgarem. ! cr)tica ou o elogio não me a etam. <osto de amar, mas não ligo se não me amarem. #u sou um homem humilde e um vaidoso pai3de3santo, em busca da liberdade, a +nica coisa que ainda não conhe1o... Rememoro minha in ;ncia, come1o desta história.

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ncia. cheia de bonitos vidros de per umes. da clarivid0ncia e a capacidade de incorporar esp)ritos e outras tantas ormas que impressionam nossos sentidos. outra ve6 o medo. "a)mos em disparada. era ruivo e sardento. dependendo de nossas observa18es e dedica1ão ao seu desenvolvimento. olhei para ele. me aterrori6ava. no pomposo cai/ão. de dois andares. no momento de echar o cai/ão. junto com um amigo. para adotar o de Koisler Lotich:a. !quele homem. o esp)rito cigano com o qual trabalho. #la não tem data para se mani estar. neste quarto. olhando3me i/amente. &alve6 esta seja a mais remota imagem que me recordo. os ilhos beijarem sua ace. Mas do espirito? #le era algu(m? 9uando tinha on6e anos meu pai morreu. o )sico e o espiritual. $oi ali. "uas roupas não eram daquela (poca. Meu amigo. #ntrei em desespero e. corri para dentro da casa. # não havia como modi ic*3lo. 5ada icou registrado. . e/ceto na minha apavorada memória. "a) pela porta dos undos que dava para o antigo quintal e. 9uando comecei a balbuciar minhas primeiras palavras. e/atamente ali. sentada em cima do muro. que o medo do sobrenatural come1ou a tomar conta de mim. #ra tradi1ão na (poca. balan1ando in antilmente suas pernas. Pela primeira ve6 o vi sem as sardas. escondido. recusava o nome de batismo. da audi1ão. o Nevorato. chorando. 5unca me acovardei diante de nada e de ningu(m.vestido parecia de veludo e seus louros cabelos eram cacheados. não sei. mani estou3se cedo. olhando3me e esbo1ando um largo sorriso. $oi quando os vidros come1aram a voar contra as paredes. quando deu seu nome. J . "ua mani esta1ão di ere bastante. repentinamente ele estremeceu por inteiro. tendo os m(diuns a caracter)stica da intui1ão. @rincava. . estava uma menina. de tanto que me impressionou. &inha uns tr0s anos de idade. 5o undo da minha casa havia uma constru1ão de madeira. $iquei meses sem entrar no maldito e assombrado quarto. Mmprovisei uma arm*cia de mentira. parecia petri icado. não era meu pai. 9uem a desenvolve.medo. disse chamar3se Koisler. serve de intermedi*rio aos mundos paralelos. quando. Por que a6em isso com as crian1as? 'resci atormentado com este remorso. gelado e assustador. da vid0ncia. !ssustado. #ra um de unto. j* que ui perseguido por ele em toda minha in . embora ningu(m tivesse percebido. #u. segundo contam meus amiliares. brinc*vamos e t)nhamos nossas coisas. e um dos quartos era o lugar onde nós. N)vido. no estilo da pintura cl*ssica do s(culo passado. ou talve6 menos. chocavam pelas enormes listas pretas e brancas. 5o meu caso. neguei o ósculo.J PRIMEIRA PARTE CAPITULO I TUDO COMEÇOU ! mediunidade ( a sensibilidade de perceber e ouvir os esp)ritos. com meia3cal1a. 'oincidentemente. crian1as. &odos nós a possu)mos em maior ou menor intensidade. Mas se ( Lotich:a.

era um dos sócios de uma quase alida revista especiali6ada em tur e. . -s cavalos me ascinavam. cabelos brancos e roupas esquisitas. gritos e correrias. que. terno impec*vel e gravata borboleta. que o esp)rito realmente sobrevive 4 morte. tudo arra e nenhum compromisso s(rio. um amigo que a6ia parte de um centro esp)rita. em troca. cheia de barulhos estranhos. #nquanto ele ardorosamente tentava me convencer da e/ist0ncia do sobrenatural. ajud*vamos na pagina1ão e impressão. Hurei nunca mais pisar naquele lugar. suma da cidade porque vou te cobrir de pau. . !ssim oi minha adolesc0ncia. Pensei um pouco. onde dominava a cor verde garra a. bastante contrariado. 5ão entendendo nada. 3 . 'omo toda revista vive de propaganda. oi mãe de uma daquelas mulheres e assombrava a casa. . a6ia ca1oada e o chamava de an*tico louco. vamos combinar. para encobrir o amoso bordel da (poca. tomando um u)sque em casa noturna. o medo. minha aten1ão oi desviada para grande movimenta1ão das mulheres que trabalhavam na casa. Procurei a6er em mim mesmo uma lavagem cerebral. embora com apenas quin6e anos de idade. jóqueis e cavalari1os.ilson. bordel só abre 4 noite. vou a6er uma sessão e pedir para que algum esp)rito v* te provar que ele e/iste. meu sócio entrou no carro e partiu rapidamente. Meu sócio e eu escrev)amos. -uvi algu(m bater no vidro da janela. e prontoP C tudo bobagemP 'om os cabelos cheios de brilhantina. percebi movimento de policiais dando as amosas batidas. e o ambiente das corridas era onde convivia. Paguei a conta e ui embora. quando um de nós morrer. logo que chegamos 4 casa.ilson. 'laro. nome antasia por nós escolhido.O !pesar de ter apenas tre6e anos. @em. pensei. na tentativa de a astar esse terr)vel inimigo. ( que tinha aparecido o esp)rito da velha de verde. 3 5ão 3 retrucou o . 2oltando o olhar. #stranhei a igura. nem para cobrar o an+ncio. vis8es e sonhos assustadores. 'hegando em casa hoje mesmo. muito embora eu corresse v*rias ben6edeiras e sortistas. e o antasma do medo voltou.ilson. quis atender a estranha velha. # na data predeterminada para o pagamento do an+ncio. enquanto me contava assustado a causa do reboli1o das mundanas. assombrou a casa e a mim. al(m de angariarmos os an+ncios e ainda cobr*3los. se aparecer algum esp)rito na minha casa.egante.medo continuava meu parceiro. com desmaios. esp)rito não e/iste. 3 &e aviso 3 respondi seco e irme. bem penteado e lambido.medo não me largava. entre os treinadores. vi uma velha. mas ela havia desaparecido. e quando me preparava para descer o vidro. Pela minha idade achei prudente não me e/por aos policiais e permaneci dentro do carro. - O . uma p*gina nobre divulgava a e/ist0ncia de chique casa de pra6eres. cuid*vamos da reda1ão. discutia sobre esp)ritos com o . chamada 7"tar7. um vem provar para o outro. segundo disse a dona do lupanar. #ra assim. eu.

Repetiu3se o enAmeno. e pela terceira ve6. ritual que a6ia diariamente. em cima das roupas estavam os tr0s livros misteriosamente desaparecidos. 'on essei minha disposi1ão 4 . e que não iria ler nenhum livro esp)rita. comprei o mesmo livro. #le di6ia que o espiritismo era uma mentira. #stava di erente da +ltima ve6 que a vi. . .ilson esquecer nosso trato. dormi de lu6 acesa e pedia a . !chei demais.ag. . Um rio percorreu minha espinha. o . ao acordar. e63me tomar uma decisão. Ni 4 noite. #ntrei em desespero. H* queria ir a missa só para ouvir o padre alar das bobagens do espiritismo. admitindo e/istir o esp)rito e sua mani esta1ão na mat(ria. o livro tinha sumido da mesinha de cabeceira. tornei3me adepto do espiritismo. #ntreguei3me e comprei o Nivro dos #sp)ritos. Is ve6es arriscava olhar. as batidas do sininho do sacristão anunciando o inal da missa.esapareceu o livro. ansioso. ! igreja era lugar onde ia namorar a Redda. $alou. Meses depois.ias depois. mas nenhum esp)rito. sem eu saber do que. ao abrir a gaveta do arm*rio onde guardava minhas camisas. #stava perdendo o medo.esp)rito jamais poderia se mani estar na mat(ria. quando terminei a leitura do amoso livro do mestre !llan Lardec.ilson. Passei a ser menos radical. Resolvi me entregar. sorrindo docemente para mim. me aria desistir de ler o que eu queria. $iquei entusiasmado. e at( hoje vivo. por absoluto desconhecimento do ritual católico. pela segunda ve6. enquanto esperava. Mas num daqueles domingos um padre novo na igreja e6 um sermão que me ascinou. o cora1ão bateu mais depressa e o medo voltou com toda or1a. # contava histórias. tenho um recado. ! insist0ncia dos enAmenos na minha vida cotidiana. durante muito tempo. ine/plicavelmente. esp)rita convicta e req?entadora de sess8es medi+nicas. #scondi3me embai/o das cobertas.Q ! atalidade ( madrasta. uma tia muito querida. 'omprei o terceiro. 9uis acreditar ter sido um pesadelo. ca1oei.e ato. mas teimoso como sou. com um ramo de lores no bra1o. sempre tinha uma e/plica1ão lógica e bem natural. como de h*bito. &odos re6avam e eu apenas imitava seus gestos. encontrei a . ele desapareceu. 4 noite. $iquei intrigado. provando ser tudo uma antasia do homem e o que parecia ser sobrenatural. . principalmente os b*sicos do !llan Lardec. numa madrugada. 9uase ui 4 loucura. e por ser noite quente. arrisquei mais um olhar. #ra coincid0ncia demais. $iquei seu ã. pronta para ser enterrada. &ive um in)cio na religião. perdeu sua jovem vida. acordei e vi no canto do meu quarto a minha avó. disse que ia aparecer para voc0. 'on esso que.eus a6er o . numa invej*vel parceria de amor e respeito. $oi quando. #la tinha ido embora.e manhã. 3 ! e/peri0ncia ser* o meu aprendi6ado. ou seja l* o que osse. 9uando percebi a lu6 do sol. suava bastante. em um acidente automobil)stico. não sei porque. em p(.ag. #/pliquei a ela que eu era ã dos livros policiais do "hell "cott. no cai/ão. # a velha ainda estava l*. cheia de mist(rio 3 $ernando. Q . com quem me casei. . #la recomendou eu ler alguns livros esp)ritas. &ua avó. sorrindo. na sessão. 5o dia seguinte. li alguns cap)tulos do meu herói.

Passei a prestar aten1ão nas m)nimas ocorr0ncias que pudessem ser imput*veis 4s or1as não esclarecidas pela ci0ncia comum. que determinada pessoa i6esse algo. . pela primeira ve6. o Kaldemar $oester. mas nada acrescentou ao meu julgamento. observava atentamente.S CAPITULO 2 INÍCIO !ceitando o espiritismo como verdade. !lugar uma casa? C para isso que descem as entidades? "er* esta a tão alada caridade espiritual? #nquanto remo)a meus pensamentos. minha ilha. <ostava de captar o pensamento das pessoas. sair a)sca quando passava o pente varias ve6es no cabelo e o encostava na minha mão. Meu vi6inho. que cada um viaja como pode. e isto acontecia. ! telepatia era minha pr*tica pre erida. na sala escura. de uma reunião com os mortos. 3 2ai dar tudo certo. e deseja a tudo mecês muito amor e pa6. oi um passo. #le me convidou para ir assisti em sua casa uma sessão esp)rita.a) a req?entar rodas e reuni8es de paranormais. #u. corria onde podia. voc0 est* vendo coisas estranhas. sentou3se no meio da sala. 3Meu ilho. S . atr*s do enAmeno. . osse atrav(s do jogo de cartas at( a imposi1ão de minha vontade sobre as pessoas atrav(s do pensamento.véio vai imbora. como echar uma janela. est* o lugar onde todos devem chegar. ui interpelado pelo esp)rito. Is ve6es desejava. mostrando aos outros. projetando um desejo sobre outra pessoa. com toda a vontade. meu ilho. 3 disse 4 ansiosa mulher. outros de canoa.ivertia3me. Msto só iria entender anos depois. e andando como um velhinho. meus ilhos. outros com essas m*quinas de voc0s. !chei estranho aquele pedido. #stava e/citado. !s pessoas o tratavam com muito respeito e carinho. sentir e ter contato com as entidades. era um homem de idade madura e reconhecidamente um m(dium receptivo. Uns vão andando a p(. Percebi ser uma verdade incontest*vel o dom)nio do pensamento. !pós as prepara18es e concentra18es. 3 . Mas saiba. Mas no im. !chei bonita a orma carinhosa do esp)rito conversar comigo. Uma senhora pediu ao esp)rito incorporado ajuda para ela alugar uma casa de sua propriedade. emitindo alguns sons estranhos. 9ueria ver. e a ben6eu com a ponta dos velhos dedos do m(dium. ele incorporou. a inal ia participar. l* atr*s. ! entidade pediu a chave da casa que ela queria alugar.

disse a esposa do Kaldemar. $a6ia trans igura18es.esp)rito e/isteP % in ormou.Mauri icava na rente da assist0ncia incorporando v*rios esp)ritos. Nevei um susto. &rans igura1ão era um tipo de trabalho muito interessante. #stou aguardando ainda as pesquisas espaciais para con erir. um e/traordin*rio m(dium. como vai? . 5uma delas. Mnteressei3me pelo assunto. $iquei pronto para participar ativamente das sess8es esp)ritas. $iquei ansioso. 'onsidero o Mauri o m(dium de e eitos )sicos mais e/traordin*rio que conheci.medo ainda era meu insepar*vel companheiro. como todos di6em?3 pensava comigo. a modernidade da ecogra ia. # oi assim que assisti a primeira incorpora1ão de um esp)rito em um m(dium. demonstrando muita calma e pa6 interior. #le di6ia que em Marte a vida era di erente da nossa. $ernando. Pai Hoaquim? 5ão deveria ser irmão Hoaquim. moldagem de mãos em para ina derretida e materiali6a18es dos esp)ritos. !mbos. . mat(ria de uma de suas obras. # descobria. $iquei com medo. undador da "ociedade @rasileira de #studos #sp)ritas. dotado de uma simpatia irradiante e convicto das coisas que ensinava. ! inal j* tinha vinte e um anos de idade. G . quase sempre amiliares dos presentes. . at( hoje seu presidente. H* h* alguns anos dei/ei de a6er os testes por tr0s ortes motivos. #le pregava a e/ist0ncia de vida no planeta Marte. perdi a alian1a e não tenho mais cabelos. 9uando podia. um dos esp)ritos mani estantes incorporou no Mauri e alou. . Praticamente outra dimensão. oram admir*veis mestres que me iniciaram no espiritismo. ainda na barriga das mães. tanto o Kaldemar $oester como o Tercilio Maes. 3"ou eu. !chava ótimo. o . H* conhecia o Tercilio Maes.pólo negativo e o positivo eram sinali6ados atrav(s do p0ndulo por mim improvisado com a minha alian1a de ouro amarrada em um io de cabelo.ncia na minha vida pessoal. aguardando a continuidade da conversa1ão.Tercilio receitava homeopatia atrav(s da radiestesia. pai de um robusto menino. #ntrei no grupo esp)rita dirigido pelo Mauri Rodrigues. . muito embora não tenha isso a m)nima import. Passei a revelar o se/o dos beb0s. Pai Hoaquim. Mas as antigas e/peri0ncias me levaram a crer nesta positiva ci0ncia dos p0ndulos. muito apreciada pelo p+blico do ramo. 3$ernando. a entidade. mas j* não era tanto.ilsonP vim cumprir o nosso combinado. que antecipa o se/o dos etos. andava com uma orquilha de aroeira ou pessegueiro na mão. era um homem casado. .isse.G 3Muito obrigado. tanto que escreveu v*rias obras esp)ritas e psicogra adas pelo esp)rito do Mestre Ramatis. descobrindo len1óis de *gua.

.E 5ão deu para segurar. E . Mndelicada. 3 !inda bem que minhas preces oram atendidas e voc0 demorou para a6er isso. desaba ei. empolgado. mas amorosamente. $iquei emocionado. admirado. sei l* o que mais..

cheios de a tas. #ra uma casa de madeira.1F CAPITULO 3 COMO PERDI O MEDO . ( a maior prova da sua e/ist0ncia. $echamos todas as janelas e as vedamos com um pano preto para haver absoluta escuridão. . consequentemente. $iquei meio descon iado. 3"alve. pois nunca tinha participado tão diretamente de um trabalho de e eitos )sicos. semelhante a um len1ol branco. tornando3se mat(ria e. $oi nele que iniciamos o trabalho. ou seja. e ique aguardando. ica envolvido na densidade do ectoplasma. 'om a lu6 acesa incorporou o esp)rito do irmão !ntonio <rim. pois ele % o rosto.que estou a6endo aqui? . com dois andares. "eu rosto estava vermelho e seus l*bios inchados. era o e/cesso de ectoplasma que acumulava em seu corpo. . MaurU Rodrigues da 'ru6 ( um deles. o qual deveria ser e/pelido por um trabalho de materiali6a1ão. !ssisti v*rios trabalhos deste tipo reali6ados por esse di erenciado m(dium e. segundo e/plicou. sem nenhuma lu6. "eu quarto era simples. onde estava a cabina de materiali6a1ão. independente de vid0ncia medi+nica. 5a parte da rente icava um auditório.enAmeno da materiali6a1ão do esp)rito. "ua doen1a. &rabalhava normalmente nos meus a a6eres pro issionais. . uma con ort*vel poltrona. irmão $ernando % cumprimentou. uma ante3sala e inalmente. do corpo inteiro. #/plicando a necessidade da escuridão absoluta para esse tipo de trabalho. echou a porta e oi para o auditório. $omos ao centro esp)rita. Mnteressante que ela pode ser parcial ou total. Poucos são os paranormais com esta aculdade de produ6ir ectoplasma su iciente para trans ormar uma energia espiritual em mat(ria. vis)vel a qualquer um.urante um trabalho de materiali6a1ão. o que acalmaria as inconveni0ncias causadas pela sua mediunidade. 5ão tenha medo. carinhosamente. quando recebi a visita do MaurU.cara ( loucoP .que amparava meu medo era que o MaurU estava comigo. $iquei nervoso pois estava so6inho no quarto escuro. com uma cama. ! lenda do len1ol que cobre o antasma nasceu com a materiali6a1ão do rosto do esp)rito. o m(dium doador do ectoplasma deve icar no escuro. apagou a lu6. eles oram maravilhosos e dei/aram marcas inesquec)veis na minha jornada dentro do espiritismo. !pós o auditório havia outra sala. 2alha3me HesusP . Pediu3me para ajud*3lo a a6er um trabalho imediatamente. embora impressionantes. na parte dos undos. "ente3se na cama. cAmodo e um guarda3roupas.eterminou. -uvi os seus passos caminhando pesadamente no piso levando o MaurU.que pensa que sou? Meus pensamentos estavam 1F . 2ou levar o m(dium para a cabina da materiali6a18es. ou apenas um rosto ou outro membro qualquer.esp)rito se materiali6a. . C quando ele toma orma densa. cercada por grossa cortina de veludo escuro. principalmente um deles que elegi como o mais terr)vel e assustador. entidade diretora dos trabalhos de e eitos )sicos. o quarto do MaurU. atrav(s do ectoplasma do m(dium.

11 . sei l* de quantos anos. olhou3me e perguntou. Re6ava. de assoprar meu rosto e bater em minha cabe1a. voltando do cAmodo onde oi no in)cio. H* que Hesus não me ouvia. 5ão em pensamento. -uvi algu(m correr pelo quarto de um lado para outro. o meu maior respeito por todas elas. com massa corpórea. 3Mrmão $ernando. berrei. socorroP Um compartimento no segundo andar de uma casa de madeira. Pai 5osso. correndo e se atirando. ora numa parede. . !ntonio <rim. . 5aquele dia. perdi totalmente o medo dos esp)ritos. ..que o senhor acha? 'om a mesma pa6 que chegou. acilita para se ouvir o esp)rito materiali6ado. esbo1ando leve sorriso. "enti seu ba o.irmão !ntonio <rim. abriu a porta . $oi uma e/peri0ncia assustadora. repetiu3se e o quarto icou silencioso. Respondi grosseiramente. Mas não naquele dia. com assoalho de madeira e paredes tamb(m de madeira. .mesmo barulho que ouvi no come1o. 2oltou o MaurU sobre o qual descarreguei toda minha ira e custei a perceber que j* não tinha as a tas. como ainda devoto. e repetia. e/alando um cheiro orte e a6edo. Hesus. despediu3se.evotava. quando passava pela minha rente. acendeu a lu6.e repente. venha depressaP $oi um al)vio. $oi quando ouvi um tipo de pequena e/plosão. 3 .11 direcionados para esta linha na tentativa talve6 de esconder o medo. ora noutra. $iquei apavorado. icou com medo? 5unca ui grosseiro com as entidades. #m vo6 alta mesmo. "entou3se ao meu lado na cama.. e se dando ao lu/o ainda. parou na minha rente. aquela t)pica alma do outro mundo.

dedicado estudo do espiritismo e a intera1ão teórica e pr*tica com personalidades reconhecidamente cultas da religião trou/eram3me um bom conhecimento do mundo espiritual. a esp)rita. sequiosos de conhecimentos de outras religi8es. !chei o te/to muito simples. 1= . $oi uma mensagem trivial. no qual iquei vinte e cinco anos. buscarem novos aprendi6ados em cultos e ci0ncias di erentes. -s praticantes da Umbanda. ui buscar o que havia por tr*s dela. !pesar do meu temperamento de não hesitar. 7entre tantas coisas. at( o entendimento claro da onte e a causa de todos os desequil)brios da mediunidade. o perisp)rito e o esp)rito. 'ada um de nós deve se encai/ar naquela que mais lhe agrada. so6inho e pensativo. e nunca pela vo6 direta da . onde pude colher esclarecimentos que hoje ormam a minha base como m(dium integrante da Umbanda. !cho mais importante que conhecer a parte cient) ica de uma lor. e como aprendi a respeitar os sinais dos esp)ritos. dei/ei minha mão correr. 'om l*pis e papel na mesa. e descobri que todos nós sabemos e di6emos que todas as religi8es são boas. Huntei3me ao novo grupo. a aura. iquei em d+vida para dar resposta ao convite. todos nós temos necessidade de uma religião. a regressão das vidas passadas e outras tantas e/istentes por a). Para mim. não era pro undo e t(cnico> era mais voltado para o sentido pr*tico. sempre atra)do pelo desa io de me con rontar com o desconhecido. cores e un18es dos chacras. a astado de qualquer compromisso religioso. era su iciente saber que a aura ( o conjunto ormado pela mat(ria. #nquanto estive trabalhando com esse grupo. mas poucos na linha :ardecista. Meu conhecimento.1= GRUPO KARDECISTA CAPITULO 4 Um novo grupo de trabalho estava se ormando.ivindade. &enho visto os umbandistas. Mnverti o sentido desta rase. Minha vontade era ser um espiritualista independente. senti a presen1a de uma entidade amiga. a cabala. por chegarem a nós atrav(s da palavra de um encarnado. com a consci0ncia de serem todas imper eitas. e eu a6ia parte dos planos dos undadores. e quando. 5ão tinha mais d+vidas que iria continuar trilhando uma religião. como e onde ele pode prejudicar ou bene iciar a mediunidade. &ornou3se cristalina a mensagem.eus ( 2erdade7. saber apreciar a sua bele6a e sentir seu per ume. aqui no mundo material. não cabendo a nenhuma o rótulo da 2erdade. como a t(cnica da proje1ão astral. só . participei de interessantes trabalhos. pela minha própria vontade. @usquei o contato atrav(s da psicogra ia. o duplo et(reo. Recolhido em minha sala. todas as religi8es são imper eitas. 5ão me interessava decorar os nomes. desde a simples mani esta1ão do esp)rito incorporado. todos meus amigos. a astrologia. tomando o cuidado com as que ogem dos princ)pios do amor e da caridade. como eu e outros tantos.

Recomendei3lhe andar. que em seu nari6 estava locali6ada uma massa.1B que tiveram uma passagem no espiritismo tradicional desta linha. originada e criada pelo próprio paciente. sempre que poss)vel. Percebi. #ram de borracha. 5ão devemos esquecer que o semelhante atrai o semelhante. cavalo da Umbanda ( treinado para incorporar o esp)rito enquanto o m(dium :ardecista desperta o seu interior espiritual. e abra1ar uma *rvore. isto para impregnar seu perisp)rito com as energias naturais. desaparecendo completamente. tendo ela me a irmado usar sempre este tipo de cal1ado. #sta ( a t)pica orma do pensamento materiali6ado no perisp)rito. Pedi para ver a sola de seus sapatos. na relva +mida. 5o caso. E! r($a $!# rromp$'a Uma mo1a vivia tensa. sem renova1ão. sugava toda energia de seu corpo )sico. intuitivamente. essa massa oi se diluindo at( se trans ormar em uma esp(cie de liquido. 'omo os passes magn(ticos não surtiram os e eitos que prev)amos. !contecia o seguinte. ! linha :ardecista desperta a sensibilidade )ntima. por sua ve6. mudamos o tratamento. descal1a. previamente sacri icado para esse im. sabem de sua import. renovando as cargas acumuladas e que não puderam ser descarregadas pelo isolamento da borracha. $oi surpreendente o resultado. eito com sangue de animal. as energias circulavam em seu perispirito. não havendo nenhuma atua1ão de esp)ritos obsessores. Mntuitivamente percebemos que o seu perisp)rito estava com uma cor avermelhada. . !trav(s de passes. A)ra ")*a +om "a!() Um homem acometido por uma orte anemia. não apresentava nenhum tipo de rea1ão. parecendo um osso. a energia do sangue oi sugada por seu perisp)rito que. assisti a trabalhos interessantes.ncia no desenvolvimento medi+nico nos terreiros da Umbanda. !o contr*rio. e terminada a limpe6a de seu perispirito. atrav(s de pensamentos negativos. Forma p !"am !#o ma# r$a%$&a'a Um rapa6. um pensamento negativo. #le oi in ormado por outros m(diuns que estava sendo obsidiado por um esp)rito maligno.que o a ligia era uma rinite crAnica. sem solu1ão da medicina terrena. atrai energias negativas. apesar de estar tendo toda a assist0ncia m(dica. com arrepios e mal estar permanente. atraindo para si toda a energia do sangue. e a da Umbanda e/ercita e ensina a incorpora1ão plena e a manipula1ão dos elementos naturais. um m(dium estendia seus dedos contra os do doente. ou seja. 5a passagem :ardecista. - 1B . um material sabidamente isolante energ(tico. resultado de um anterior e mal sucedido trabalho de magia. seu estado estava se agravando. procurou nosso centro. tendo sarado de todo seu mal estar. de uns vinte anos.

a enorme cobra se enrolou no seu corpo. !dverti os m(diuns para não abrirem sua guarda energ(tica. ele sobrevive durante um tempo. #m pouco tempo ele icou completamente curado. t0m a sensa1ão de ainda e/istirem. "ão tr0s casos bem distintos. $icou curada com os passes magn(ticos do grupo. nada tendo a ver com entidades obsessoras. "ão as energia negativas que circulam dentro do perisp)rito. sem contar o que estava vendo. em ambiente 4 meia lu6. são acilmente curados. e.urante algum tempo. 3 ! apari1ão de um esp)rito materiali6ado não ( o mesmo? % perguntou. criada e materiali6ada por pensamentos negativos. não só do nosso corpo.a" m -orma ' +o. que se aproveitou de uma descuidada brecha na corrente. talve6 por um inimigo qualquer do espa1o. não obstante a silenciosa e e iciente concentra1ão do grupo em volta da mesa. . curioso. 5otei que uma das participantes do grupo rela/ou em sua concentra1ão. as apari18es pela materiali6a1ão. #le ( r*gil. e eita pela doa1ão do ectoplasma por um m(dium especial. ainda não dissolvido. 2i enrolada na sua cabe1a a energia de uma cobra. que nós designamos como duplo et(reo. e sensibilidade na base da coluna. sorrateiramente introdu6ida no ambiente. a6endo com que ela desmaiasse imediatamente. . !brindo os olhos. 3 &oda mat(ria que ocupa lugar no espa1o tem a sua cópia no plano espiritual. icando alienada da seguran1a do grupo. ! apari1ão imediata após a morte de algu(m ( o duplo do morto.otimismo e o controle das nossas emo18es são as principais de esas que possu)mos para destruir as energias que sujam nosso perispirito. Mncontinenti. O ')p%o #/r o Um jovem integrante do nosso grupo. mas nos casos da morte do corpo animado pelo esp)rito.1J m(dium serviu de ponte para a limpe6a da aura do homem. #sses trabalhos t0m a 1J . #ra uma energia negativa. "ó voltou a si depois de insistentes passes energ(ticos do grupo. C o duplo et(reo. durante uma sessão. "ão males originados sempre por in lu0ncias internas do próprio pensamento do paciente. 5enhum esp)rito estava se mani estando. mas tamb(m dos objetos inanimados. 5osso grupo estava reunido. por isso. 3 ! materiali6a1ão ( produto de um trabalho organi6ado. sem solu1ão m(dica. A" ! r($a" ! (a#$. estava a6endo con usão entre os sinais da morte pelo duplo et(reo. -s principais sintomas da doen1a da aura são as dores circulantes no corpo e nos ossos. e/pliquei. e a vid0ncia dos m(diuns.ra Uma mo1a so ria de ortes dores de cabe1a. tentando se apro/imar de um dos m(diuns. uma energia mais mat(ria do que esp)rito. vi uma enorme cobra sobre a mesa. Msso tamb(m ( comum com as pessoas que tiveram algum membro amputado do seu corpo.

Msso que possibilita ao esp)rito mudar de orma. ali*s. 3 # o perisp)rito. di erem bastante. 5ão ( o mesmo caso.1O prote1ão do alto astral do espa1o. o que (? 3 ! mat(ria e o duplo estão envolvidos pelo perisp)rito que. C como se osse uma roupa guardada no arm*rio. C nele que estão gravadas todas as ormas de nossas vidas anteriores. di erente do cascão. % inali6ei 1O . ( mais espiritual que material.

pela pobre6a. não tra6 consolo. se antes de procurar uma justi icativa na vida anterior. não conseguem entender porque uns são privilegiados com a ortuna e o bem estar e outros são jogados 4 m* sorte. "e um amiliar oi assassinado. % arrematou. e o assunto discutido era e/atamente sobre as di erencia18es sociais. alcan1arem longo tempo de vida. # sabem por qu0?. nada acrescenta 4s pessoas. a dor da trag(dia or baseada no entendimento que nada acontece por acaso. $oi quando um capitão re ormado do e/(rcito. talve6 minha irAnica observa1ão tenha causado mal estar. na cidade balne*ria de <uaratuba. na outra vida. !prendi nos livros. % alou na sua costumeira arrog. e a certe6a que o semelhante atrai o semelhante. % gabou3se. so6inho. Um pr(dio inteiro desabou. est* a (. ao v)cio ou 4 pobre6a nem porque uns morrem em tenra idade e outros ganham a sorte de. Particularmente. o conhecimento das reencarna18es anteriores. Pela emp* ia do capitão. Recebi a visita de um amiliar de uma delas. #stava reunido com um culto grupo diretivo da elite esp)rita. a lei da causa e e eito. a aceita1ão ser* bem mais *cil. "e hoje voc0 so re. 3 # se o senhor não tivesse tido um pai que pagou seus estudos.1Q CAPITULO 0 REENCARNAÇ1O ! reencarna1ão ( a base da iloso ia esp)rita. resgate do carma. ! reencarna1ão ajusta essas di erencia18es. -s que não cr0em na possibilidade do esp)rito voltar v*rias ve6es. pois todos terão a oportunidade de usu ruir da sorte. ao desamparo. atra)do pela lei do carma. o ato de saber que este assassino oi morto pela atual vitima. sob pequenas desculpas de todos. Mas. e não soubesse ler. . sem precisar de ningu(m. 5ão entender esse crit(rio tra6 a alguns o antasma da revolta e do descr(dito nas religi8es. seria o que? !teu? . matando v*rias am)lias. a causa est* no resgate dos erros das vidas anteriores. com uma vida eli6. tenho uma opinião. interrompeu. 1Q . 3 Msso não ( desculpa. at( mesmo de alcan1ar o entendimento religioso. !conteceu h* algum tempo.ato ( que a roda dissolveu3se. sempre o dono da verdade. % interrompi com sarcasmo. senão nesta. privando alguns. nacionais e internacionais. #la e/plica todas as distor18es e di erencia18es sociais e culturais entre os homens. são princ)pios b*sicos da doutrina.ncia. !cima do conhecimento. um acidente tr*gico. em corpos di erentes. por muito tempo manchete dos jornais. 'ontou3me como aconteceu. Mesmo que eu tivesse nascido na am)lia mais pobre deste planeta eu seria sempre um religioso. e esp)rita.

muito bem amparados pelos mentores do espa1o. tão na moda hoje. por não ter encontrado palavras para consola3lo. Um deles. irrepar*veis trans orma18es psicológicas. Regredir em vidas anteriores. como oi ensinado. sabia disso. ora da garagem. destacava esse ato. que o tempo lhe dar* con orto. só pode ter sido pela vontade de . 'ada um que parava em rente ao espelho. Mas. 3 $a6 um m0s que aconteceu. !s revela18es oram acontecendo. com o esportivo carro @ug. quando ui interpelado por uma de ensora desta pratica. aproveitando o momento. podem nos levar 4 irrealidade. mas claro. % rebateu indignada as minhas a irma18es. pr)ncipe. 'oncordei. mas. enquanto conversava. 3 Mas quem conta não ( a terapeuta. ( pass)vel de erros. Um espelho grande. sugeriu ir 4 praia. # o homem. # isso lhe e6 bem. descobria v*rias reencarna18es. pirata. % disse. !s viagens astrais. re lete imagens das vidas anteriores. vi o pr(dio desabar. $i6emos. este desastre coletivo envolvendo tantas mortes. % respondeu. tendo ele sa)do de minha casa. nem conhe1o o espiritismo. 3 Pior ainda. nós vemos. teve (. de endia a posi1ão que at( hoje mantenho. com meu ilho menor.eus.1S 3 #stava no automóvel. "ou muito descon iado com as revela18es sobre o passado. de cristal. apesar de não ser religioso. 4 guisa de curiosidade. 5a verdade. 2oc0 entra em transe para isso. que justi icasse o que lhe aconteceu? "e o ilho não alasse em trocar de carro hoje todos estariam vivos. tenha calma. . ainda com a vantagem do espelho ter sido cru6ado espiritualmente por algumas entidades. mesmo enganada. Uma pessoa ligada 4 espiritualidade e ao esoterismo ensinou uma orma de se en/ergar vidas anteriores. e. !diantaria ele saber acontecimentos de alguma vida anterior. algumas ve6es. muito mais do que conhecer o ilme de suas vidas anteriores. Hamais vai voltar ao estado normal sem uma resposta. &odos morreram. por or1a da imagina1ão. % retruquei. com minha esposa e meus tr0s ilhos. sob a hipnótica ala do terapeuta. ou rid)culos convencimentos irreais. #nquanto troc*vamos de carro. colocado no escuro. $eli6mente. pessoas gordas e 1S . resignado. oi at( o apartamento buscar algumas coisas que tinha esquecido. minha esposa. iluminado apenas por uma vela. C muito recente. o +nico consolo que posso ter ( saber se eles estão bem. Mas não ( este o caso. emocionado. Umas vinte pessoas participaram da e/peri0ncia. bem mais animado. não oi? 3 perguntei. bandido. Romano. assistido pelas entidades protetoras.3 balbuciou. causando.ei a r( no @ug. pude descrever seus amiliares e dar provas indiscut)veis de estarem todos eles. no que oi acompanhada por dois dos meus ilhos. esposa e ilhos. 3 5ão sou religioso. 'onversando com algumas pessoas. no momento.

5a minha ve6. mais e/periente.. demonstrando seriedade. sobre a veracidade das a irma18es. quer de m(diuns intuitivos. impressionava os consulentes. como o eminino não ocupa cascão masculino. ! porta 1G . 'onhecer o passado. #st* en/ergando? #u nada vi. um recado para eu ir l* com urg0ncia. aguardando a agrad*vel m(dium. tira3lhe toda possibilidade de ter sido mulher em vida anterior. Recebi. 3 !credito no esp)rito masculino e eminino.. Respondi. #le não entendeu a piada. ou o uturo. o que mais procurava. em nada vai a etar minha atual vida. #/pliquei. &enho ra68es para ser um descon iado nesse assunto. uma e/celente m(dium vidente. 9uase ui 4 loucura. "ei que e/istem. jamais deveria menospre6ar a d+vida do jovem. #la me cativava. en im todo tipo oram revelados pelo espelho m*gico.esconhe1o provas concretas. 3 $ernando. praticantes das rendosas leituras das vida anteriores. #stava ansioso na sala de espera. ontem j* ui. 3 Pode? 3 !inda bem que nem o '(sar nem o !ntonio reencarnaram com voc0. pois. pelo respeito que tinha aos esp)ritos. Um homem magro. . iquei olhando o espelho. eu estou vendo. 9uando mo1o. mas por que conhec03las? Toje eu sou. sempre relatando atos )ntimos.1G magras. lembrando muito minha avó. seu esp)rito. um jovem m(dium. 'ontou3me. e amanhã nem sei se serei. Mas não podia dei/ar a mo1a sem resposta. at( com o cheiro do pó de arro6 empoado atr*s das orelhas. para ele o assunto era grave e eu. videntes ou esot(ricos. tinha sido o de 'leópatra. . atrav(s de um amigo comum. .masculino não reencarna em corpo eminino. com vis)vel masculinidade. Vtima em sua vid0ncia.ato de voc0 ser um homem. 3 #stou vendo tamb(m. 9uando usava sua mediunidade. a inal. Uma seleta reguesia garantia sua sobreviv0ncia. careca e irreverente. dei/ando3me sem jeito. con orme contaram. !penas minha própria imagem.. e nada disse aos presentes. ter sido in ormado de uma das suas encarna18es. !lgu(m alou com eu oria. j* de idade. por ser uma pessoa simples. com seu jogo de cartas. nada cobrava. a rainha do #gito. era saber quem ui. 2oc0 est* completamente di erente. visitava com req?0ncia. porque ela tinha tido uma revela1ão sobre uma minha vida anterior.

como quase todos. 5ão tenho nada a ver com o autor do segundo #vangelho. leia o #vangelho % o que seria at( bom. desculpe3meP @oa tarde. presumindo. tua protetora. 3 #st* bem.. # por que não poderia ser Marcos. 3 #u vou bem. quem eu ui? % perguntei ansioso. "e algu(m duvida. mas não devem ser reveladas pela absoluta alta de seriedade nas in orma18es. 3 . re6ou um pouco. 1E . tirou uma vela. #u estava na co6inha.iga. emocionada.. H* t)nhamos nos cumprimentado. sei l* o que? &inha que ser o apóstolo? 5ada eito. ela e/plicou. l* dentro. e voc0? 3 respondeu. voc0 chamava3se Marcos. 3 . mesmo 4s avessas.1E abriu3se. vindo da iel e honesta m(dium. a orma como me contou. o apóstolo de HesusP % encerrou. padeiro. e nem bem a consulente tinha sa)do. uma vida anterior tua. o que pude perceber. mas que tipo de pessoa eu era? 3 Marcos. #la riu. esperando por ela. "e hoje seria uma m* companhia para nosso Mestre. outra ve6.iga. !h. pediu para revelar a voc0. porque amanhã ( dia que reuno minha am)lia. 3 .iga. 3 Uma entidade. perguntei. imaginem h* dois mil anos. a vela j* estava acesa e a re6a eita. quem eu ui? 'alma e pausadamente. quem eu ui? % perguntei. 2oltou3se 4 mim. ou o erreiro. para justi icar minha esquecida educa1ão. 3 "im. Muitas encarna18es atr*s. Mnterrompi. e compare com meus te/tos. eu j* estava sentado. nada mais eu tinha que esperar. $oi a primeira e +ltima vida que tentei pesquisar uma minha vida anterior. em devaneio. % e parou de alar. numa outra vida. acendeu. sim. 5unca mais quis saber de nenhuma. !chei at( engra1ado. o sanguin*rio. abriu uma pequena gaveta. ou o soldado covarde. demonstrando minha impaci0ncia em ouvir histórias das suas reuni8es amiliares. ela tamb(m ter sido enganada. meu nome era Marcos. como vai a senhora? % completei. tudo erradoP !s vidas anteriores e/istem. !nsioso. pela terceira ve6.

!o desencarnar. $ica destru)da a lembran1a da vida presente. e com ele o c(rebro e a memória. entretanto. em uma memória totalmente nova. ao dar o primeiro sinal de vida com o choro tradicional da crian1a. mat(ria. . o registro no perisp)rito. Mat(ria ( o corpo carnal. perisp)rito e a alma.a) surgirem alguns g0nios. segundo di6em os convencionais. cópia. cascão.homem ( composto pela mat(ria. como j* oi dito. só gravada na mente do esp)rito. % concluiu o mestre da Umbanda.homem morre. "obra. da mat(ria. podendo at( com sete anos compor m+sicas cl*ssicas ou surpreender com revela18es ant*sticas. mente e espirito. seu corpo )sico se decomp8e. Por que não nos lembramos da vida anterior? #sta pergunta oi eito ao Pai Maneco. uma ve6 que est* livre da mente )sica morta. não pode.entro deste corpo )sico se aloja o c(rebro. provoca a precocidade na crian1a. 5asce. lembro de ontem. 5o caso. ( passado aos desencarnados para lembran1a de suas vidas anteriores. . #ste ( o processo natural que a6 o homem não lembrar da vida anterior. quando acentuadas. depósito da memória. . 3 . lembrar3se dela. cresce. envelhece e morre. pela lógica. o esp)rito readquire a lembran1a dos registros de suas reencarna18es. =F . Toje.perisp)rito ( a cópia e/ata do corpo )sico. &udo isso a6 parte do esp)rito. #ste ( o ilme que. .=F Mas um ato merece destaque. e/ceto em isoladas lembran1as da memória do perisp)rito. e vejam a jóia de resposta. 9uando este esp)rito reencarna. por ter sido registrado na memória todos os acontecimentos. 'omo esta memória não tem registrada a vida anterior. isto só acontecendo quando desocupar este corpo. C a chamada aura. um comple/o maior. come1a um novo registro dos acontecimentos. ! memória ( o arquivo do nosso conhecimento.

&udo come1ou quando. #stava habituado a convenc03los de seus erros. di6endo ter que seguir seu caminho. aquele que mere1o. 5ão vejo ningu(m. mas. noite que o meu grupo de trabalhos espirituais est* reunido. #u tenho direito a entrar e =1 . #ste ( meu grupo. atrav(s do pensamento. sonhei ter morrido. 3 . Pensei. quando chegou minha ve6. inconseq?ente. estava na porta do centro esp)rita. 2oc0 não pode entrar aqui. #spera a). imprudentemente. eu morri. Toje ( ter1a3 eira. 2* embora. aquele que vemos uma pilha e dias depois sonhamos com uma lanterna. vão me encaminhar para o lugar certo. e encaminh*3los ao mundo dos mensageiros do espa1o que nos atendiam e acompanhavam. o sonho em duas partes. estou salvo. e os encontros espirituais. ou seja. 'omo o pensamento me dirigisse. o produ6ido pelas nossas impress8es. 5ão me lembro deles.eus. alar com eles. mas não podia aquilatar a sua qualidade espiritual. mas. ! verdade ( que. eu en/ergava. 'omo vou a6er? % #m volta de mim não havia lu6. % mostrando determina1ão pela sua or1a e a cara echada. orte e de camisa. mas não ( o caso.pessoal vai levar um susto. #ra um entusiasta dessa atividade e. sei distinguir os meus. mas no escuro. 3 5ossa. e toda aquela al*cia do :ardecista aplicado.=1 CAPITULO 2 SON3O 5o e/erc)cio das minhas atividades medi+nicas. e imposs)vel e/plicar. como perceber a di eren1a entre eles. "enti3me totalmente desamparado. cheio de vaidade. por ter sensibilidade. era eu quem doutrinava os esp)ritos obsessores ou ainda não esclarecidos. 2ou l* conversar com eles e. onde coisas nos são reveladas e entramos em contato com os esp)ritos e o mundo paralelo C di )cil saber. empurrou3me e disse. $eli6mente. Pessoas estavam entrando. gra1as a . $oi quando me lembrei. embora muito assustado. mandava3o embora. os mais ortes. um homem alto. percebia quando algu(m estava acompanhado de um esp)rito. Mas eu sabia ser um esp)rito.ivido. . Mmediatamente. <ritava a lito. e percebi serem esp)ritos. sem paletó. 4s ve6es. # oi em um deles que curei minha mania de a astar. #ra uma esp(cie de meio termo. para meu consumo. com certe6a. os esp)ritos dos outros.

$i6 um pensamento orte. ! lu6. em prantos. 5ão posso di6er ruim. Por v*rias ve6es. Nogo eu. 2* embora. me ajude % suplicava. Por avor. "enti que naquele grupo estranho eu poderia resolver meu problema e reencontrar meus guias e amiliares desencarnados. #le olhava para onde eu estava. -lhei. "enti3me bem. j* disse. 2* obsidiar outras pessoas. por entender não ser aquele o momento da mani esta1ão. # ( bom voc0 ir embora. o momento di )cil que meu esp)rito estava passando. Por que comigo? Nembrei3me. me vi junto com uma roda de pessoas. que impedia este momento. #u preciso de ajuda. "abia não ser culpa deles. @em. saia de si uma energia muito orte. Mas. um por um. ia en raquecendo. animadamente.irigi3me a ele. mas me a6ia sentir cada ve6 mais longe do grupo. j* estava mais clara. e de muita lu6. secamente. e eu. !gora só v0m os guias % encerrou. que conversavam trivialidades. "eria um m(dium vidente? . j* disse % !o mesmo tempo que alava. ! primeira parte do trabalho j* acabou. !qui não tem nada para voc0. en/otei esp)ritos obsessores durante a sessão. $iquei em d+vida.3 respondeu. seu malandro. Por avor. a inal nunca me neguei a prestar au/)lio a ningu(m. #le continuava irme em seu pensamento. #u tinha que contar para a De6(.== 2* embora. "ó quero ajuda. o jeito ( ir buscar socorro em outro lugar % alei comigo mesmo. e e/alavam uma energia amorosa. cada ve6 mais. e sim meu estado de rec(m desencarnado. % respondeu -lha. 5ão sou obsessor. Hoão Nui6. 5ão podia acreditar. "tasia:. Mr embora? ajudar % alei. determinado. sobre mim. 5ão era justo. um dedicado m(dium atuante daquele grupo. em meu redor. 5ega. meu irmão. e notei que um deles 3 da roda. e. a Neda e os outros meus companheiros. #les não me viam. Precisava de ajuda. Manoel. 2oc0 est* enganado. == . da mesma orma que parei na rente do centro. de repente. 2oc0 pode me 2oc0 est* me en/ergando? #stou. senti um corte naquele meu envolvimento. mantinha o rosto echado e não participava daquela gostosa sintonia dos seus companheiros. #u absorvia tudo aquilo e melhorava a todo instante.

cheio de lu6 e serenidade. divertido. . 2oltei3me e vi um homem alegre. 5ão en/ergava direito. alando. de um lado para outro. -uvia gargalhadas. . mas não preparado para casos como o meu. 'onsegui me desprender do lugar. -re. mais mo1o. um esp)rito que ia me ajudar. o Pai 5osso. $oi quando eu ouvi uma vo6. tive a consci0ncia que eu ui igual. choros e gritos. !ntes de me revoltar. Mantinha os olhos echados e me envolvi no que a6ia. -brigadoP Hesus 'risto. deu para en/ergar um lugar lindo. "enti3me raco. 5ão quero icar. 9uando entramos no bar. criando or1as para pensar."eja quem or. Mas não ique preocupado. $oi quando o ouvi novamente alar. 5ão ceda. e/atamente como ele. #ncontrara.epois vou te apresentar uns amigos. e pense em Hesus. "enhor.03me lu6. . eli6mente. Mas. 5ão adianta.=B Mas não adiantou. 9ue bom. "enti um al)vio. bem vestido e dei/ava transparecer seguran1a. =B . 9uando aos poucos ui abrindo os olhos. 2olte ao teu corpo. $iquei rela/ado e j* não ouvia as gargalhadas e gritos. Procurei meu salvador. e lembre3se sempre o que ocorre com um esp)rito desencarnado e. #ra da minha estatura. $a6ia. #scuro.9ue sirva de aprendi6ado o que hoje te aconteceu. o ambiente icou carregado. não perca a oportunidade de estender3lhe a mão. quase em p. !cedi a seu convite. 5ão sabia distinguir o necessitado do obsessor. # tomar uma bebida naquele bar. $iquei nervoso. 5ão sei descrever. como eu i6 com voc0. apenas sei que era assim. 2enha comigo. $oi quando ouvi uma vo6 orte mas serena. emocionado. mas não o en/erguei. vou embora. meu irmão. "enti um al)vio.nico gritei. com muita or1a. pronunciando. . -rei. 5ossa turma ( grande e divertida. . parecendo eli6 da vida mesmo. tendo a sensa1ão que iria desmaiar. 'ome1aram a me empurrar. quando voc0 tiver a elicidade de ser +til.homem era um m(dium orte. onde vamos? 2amos dar umas voltas. -uvia gritos a litos. socorra3me. #les não vão te ajudar. H* não via o homem que me acompanhava.

pensar no apavorante. mas esclarecedor sonho. 5unca mais dei/ei de atender os esp)ritos carentes.=J !cordei. mesmo correndo o risco de ser um trevoso. aquele que modi icou meu comportamento. levantei3me e ui para a sala. sentei3me na cama a lito. =J .

3 #/iste algum irmão aqui presente? . Por outro lado. num grande campo de atra1ão de esp)ritos brincalh8es e perturbadores. 9uase sempre o inal da reunião ( desastroso. tamb(m. cansativo. 5ão demorou. letra por letra. 3 C irmão. -s esp)ritos usam o copo para a6er suas comunica18es. aliando sua curiosidade dentro de um trabalho com objetivo da caridade.a mesma orma. at( que parou.esp)rito disse que sim e escreveu uma mensagem bel)ssima.princ)pio de que o semelhante atrai o semelhante torna essas sess8es amadoras. com papeis estrategicamente colocados sobre ela. minha linha era somente a :ardecista.copo correu para onde estava escrito 7sim7. alou. onde estava escrito 7sim7 e 7não7. pela demora na orma1ão das rases. ele desli6ando. cada um pondo o dedo m(dio suavemente sobre o copo. ou irmã? . que vinha e/atamente dentro daquilo que minha irmã. em vo6 pausada e solene. 5a ocasião. indicou. . 3 ! irmã quer revelar seu nome? =O . recortados com o al abeto inteiro. o copo deu sinais de estar me/endo3se. H* est*vamos perto da meia noite. Uma minha irmã de carne estava precisando de au/)lio espiritual e por ela oi solicitado uma sessão especial. quando eito com seriedade. sugeriu osse a reunião eita atrav(s da sessão do copo.epois oi perguntado se queria dei/ar alguma mensagem. queria saber e ouvir. Cramos apenas cinco m(diuns. . . 'oncordamos. sem nenhuma pressão. 5este inicio do trabalho. oi gasta meia hora. mas. ! pessoa que anotava as letras. ( muito e iciente. ! senhora que estava dirigindo a sessão tomou a iniciativa. hoje desencarnada. e mais dois. quando o copo parou. 3 Mrmã. .=O CAPITULO 4 SESS5O DO COPO 9uem ainda não teve a curiosidade de a6er uma sessão do copo? 5ão recomendo esta brincadeira. icamos concentrados. para não invalidar a comunica1ão. $eita a prece de abertura. quando a dirigente solenemente perguntou 4 entidade. Uma mesa sem pano para acilitar o desli6amento do copo. Reunidos na casa de uma das m(diuns que se pronti icou ao trabalho. % perguntou. pois não devemos jamais evocar as entidades astrais sem um objetivo s(rio. aguardando algum sinal. oi o escrito. # oi aos meus companheiros do grupo que solicitei ajuda para dar sustenta1ão 4 corrente. Um deles. preparamos todo o material.

Um de nós ali podia estar empurrando o copo com o dedo. pela monotonia do desenrolar da sessão. #ra a Naida. tirei o dedo do copo. e seu resultado. uma tia minha desencarnada h* muito tempo.=Q $oi quando tive a elicidade de ver o esp)rito que tinha dei/ado a mensagem. ! inal. #le oi para o N. Pensei comigo. um esp)rito di6er que quer dei/ar uma mensagem. o copo escrever Naida. =Q . levaria menos de cinco minutos. Mas. tamb(m. para o . sua seriedade. pelo m(todo simples da comunica1ão dos esp)ritos incorporados nos m(diuns. Naida era como a cham*vamos. e voltou para o !. . para não e/ercer sobre ele nenhuma in lu0ncia )sica. para o M. # vi. 9uero ver agora. e escrever algo bonito. iquei cansado. Mmediatamente. aquele di*logo que durou quatro horas. pois seu nome verdadeiro era !delaide. mesmo inconscientemente. $iquei maravilhado com o trabalho. que ( irmã. para o !. pode ser alado por qualquer um. que adorava a #nU 3 o nome de minha irmã.

! medida que minha mulher relatava a situa1ão. Mas vamos torcer para reverter este quadro. a Redda estava calada. mas seu apelido ( 'hina. diante do absurdo deste amor. .=S CAPITULO 6 O7SESS1O !s pessoas não imaginam. . se/o. por ela apai/onado. 3 . para não mago*3la. um parceiro na cama do casal. como ( grande a in lu0ncia espiritual nos encarnados. o inevit*vel aconteceu.esp)rito tem a emo1ão e precisa provocar o relacionamento para se embriagar no 0/tase. at( que. onde era a diretora. 3 C uma pro essora. T* algum tempo. casada. e/ceto a nacionalidade. ele ser*. esp(cie? #le não pode. bonita. 5ão ( chinesa.que te preocupa? % perguntei. % esclareceu.o lado dela est* o esp)rito de um mo1o moreno. vigiando seus passos. 3. declarou seu amor por ela. ! descri1ão se encai/a. não a dei/ando sair com amigos. 9uebrei o sil0ncio. #la me contou a ra6ão de sua triste6a. ! pro essora. em todos os sentidos. % esclareci. e/tremamente magoada. 3! mo1a ( uma chinesa. comportamento totalmente estranho e inadequado para a situa1ão. ainda bem jovem. 3 #ncrenca? % arrisquei. e a) ( que e/iste o perigo. ou. . % esclareceu. in luenciando sua cabe1a e despertando esta pai/ão que não e/istia nele. que se envolve em seus cabelos e tenta um relacionamento se/ual. doen1as mentais e )sicas. e sim no próprio esp)rito. 5ão havia outra maneira a não ser ter que se mudar. "e acontecer o relacionamento. 'omo contar 4 sua irmã? . esconder esta aceta suja daquele que era seu marido. o cunhado come1ou a demonstrar ci+mes dela. com certe6a. #le obsidiou o cunhado da mo1a. Perguntei. Mas como pode um esp)rito ter relacionamento desta =S .everia esclarecer a ra6ão de sua sa)da.urante um passeio de automóvel. alta. com cabelos pretos. eu ia tendo uma intui1ão muito orte. provavelmente. sua cunhada. longos e bem tratados?. 5a #scola uma das pro essoras estava passando por um problema enorme. Pensei ser algum problema na escola.iga para a mo1a ter paci0ncia que. dei/ando transparecer alguma preocupa1ão. desde o e/cesso de bebida alcóolica. poderemos resolver. morava com sua irmã. ali*s.

ele desligou3se. diariamente. 5o caso anterior. um dos m(diuns de nossa corrente. #le esqueceu3se da or1a de Hesus.m(dium. 5ão demorou muito. <ritava e a irmava não se a astar de onde estava. ! passagem do esp)rito para =G . querido e estimado. com apenas cinco anos de idade. mas imbu)dos da vontade de ajudar nossos semelhantes. caindo na realidade de estar vivendo num mundo paralelo. 5ão era ruim. e tamb(m em algumas at( de orma inconsciente. 5o dia seguinte. apenas perdido. agora mulher eita. 5em precisou a6er sessão. neutrali6ando temporariamente a a1ão dele no obsidiado. o esp)rito ( evolu)do. Mentali6ei a conversa com a Redda. &udo voltou ao normal e at( hoje a menina. deu3lhe um choque. incorporou a entidade. . Mas caiu na realidade e não sabia como se desculpar. para um hospital do espa1o. vibratoriamente. !penas conversando vi o esp)rito de uma mo1a. ! irmou amar a sua irmã e não sabe o que lhe tinha acontecido. 3! pro essora estava radiante. espiritualmente. aspirando ansiosamente a uma1a do cigarro. !t( hoje a mo1a desconhece a reali6a1ão do trabalho deste grupo esp)rita que atuou no anonimato. #le não sabia. não uma nenhum cigarro. 'omentei com o amigo e. 5ós. atrav(s dos nossos guias. ligou3se. desencarnada h* uns seis meses. o esp)rito sabia estar desencarnado e tinha conhecimento de como manipular as energias da mat(ria.=G . $oi conclu)do o trabalho. cheios de de eitos. j* ocupou sua cadeira no c(u ao lado de Hesus e sua igura. jamais pode ser vista como a de um esp)rito perturbador. como tamb(m os esp)ritos amiliares. "eu cunhado rogou3lhe para não sair de casa e jurou3lhe todo o respeito que sempre lhe dedicou.desencarne dos amiliares deve ser tratado. em ocasi8es como esta. mas nós t)nhamos a consci0ncia do a astamento do obsessor pecaminoso. ele o (.e princ)pio. simples m(diuns. #ra o amor que procurava. conseguimos. pela descri1ão que i6 na ocasião. e não tinha nenhuma liga1ão com a am)lia na qual. 4s ve6es. "ó conversando com o amigo.eus. são *ceis de serem encaminhados. Is ve6es di6ia estar envolvido naqueles cabelos negros e longos. minha mulher dava a noticia. #ncontrei3me com um amigo que estava desesperado. Mas. com a gra1a de . quase de loucura. . 5este caso o esp)rito não tinha consci0ncia de seu desencarne e o clima criado pela conversa1ão. com muito cuidado. ao seu lado. umava tr0s carteiras de cigarro. inteligente. 5a sessão seguinte preparei3me para atrair o esp)rito. #/iste o culto 4 memória do desencarnado. sua ilha. sem orienta1ão e voltado para as banalidades de uma vida comum e devassa. #sp)ritos desse tipo. para os amiliares. sentada com as pernas cru6adas. que 4s ve6es chega ao e/agero. j* quase conquistado.amiliar ( um esp)rito amigo. . atrai para si a energia do esp)rito obsessor. na cena vista intuitivamente. 5ingu(m iria prejudic*3lo ou desvi*3lo de seu intento. 5ão sabia como chegou aquele ponto. a astar a entidade e encaminh*3la. na rente do esp)rito. a irmou ser sua cunhada.

mas em troca. o ectoplasma retirado para provocar a or1a da entidade para poder manipular os objetos. 4s ve6es estamos aqui. vemos esse quadro. 'omecei a chamar pelo seu nome de batismo. após o trabalho e eita a devida e corriqueira doutrina1ão. C. # essas coisas oram se agravando. ! situa1ão tornou3se perigosa.entro do principio que o semelhante atrai o semelhante. aluno comum na escola e gostava de jogar utebol. $eli6mente. Para se ter uma id(ia. e pedia que seu esp)rito voltasse ao corpo. -s casos mais req?entes de obsessão são sobre os alcoólatras e os drogados. $oi. dei/ando em pa6 seus amiliares. a mesa era desmanchada. de repente l*. #ste estado do esp)rito. 'uidam de sua sa+de e seguran1a )sica. quieto. voando pratos. onde. colado em sua aura. !justado na cadeira. menino teve uma esp(cie de convulsão. mudando de cen*rio e acontecendo uma por1ão de coisas num simples cochilo. . com ra68es ine/plic*veis. dei/ou de estudar. muitas ve6es. $oi quando. uma atitude assustadora. $oi icando arredio. 5essas ocasi8es. 5aquele momento. neste caso. "eus olhos revirados estavam totalmente brancos. trou/e muita complica1ão. pensando estar ainda encarnado. porque. talve6.menino não se me/ia. com req?0ncia.esp)rito desencarnado e ainda não consciente de seu estado vive esses momentos. se não osse colocado. . -utras pessoas o ajudavam. cuidamos dos copos que nos servem de recipiente 4 *gua que bebemos.pai contou que o menino estava com quator6e anos e. seus corpos estão doentes e debilitados. de certa orma. #st*vamos no in)cio de uma de nossas sess8es. . Msto lhe causa um mal estar. o maior )ndice da obsessão. provavelmente. entender que est* morto. 'usta. acontecia o enAmeno. onde o che e da am)lia tinha desencarnado recentemente. os viciados no *lcool e nas drogas. # o *lcool e a droga são consumidos para atender aos dois. Mrrita3se. recebia apenas um olhar raivoso. at( não servirem mais. jogou sua cabe1a para tr*s na cadeira e olhou3me. copos e talheres. o esp)rito percebeu seu estado de desencarnado. transmitindo essa situa1ão para os amiliares. com vo6 cavernosa. Mn eli6mente. tanto o encarnado como o desencarnado. quando entrou um homem. Percebi estar seu esp)rito ausente e longe. era uma pessoa normal. Por isso os viciados são chamados de copo3vivo. pois não ( visto nem entendido.=E o outro lado. #/istem casos mais graves. quando tinha do6e. gritou. podia tra6er at( mesmo doen1a )sica para algu(m da casa. durante as re ei18es. dois anos antes. tentei conversar. al(m de suas cabe1as estarem totalmente alteradas pelos e/cesso da bebida e da droga. alava muito pouco. o prato e talhares no lugar que ele habitualmente ocupava. atraem os esp)ritos a ins. tal e qual. ou seja. nem sempre ( compreendida pelo desencarnado. al(m do próprio ato. dormia bastante. $omos solicitados para a6er um trabalho em uma casa. não alava e demonstrava muita impaci0ncia. Mniciamos uma s(rie de passes. . =E . o rapa6 não andava. 'omo um sonho. carregando um rapa6. # o interessante ( que são protegidos pelos esp)ritos obsessores.

% oi a lacAnica. e de ato estava. o meu trabalho. na parte inicial dos trabalhos. alando mansamente com o rapa6 e perguntei3lhe o que acontecia com ele. olhou para todos nós. 5ão devemos tem03los. que os encaminhar* 4 compreensão e recupera1ão. Meio sem jeito. se não tivesse acontecido. 'ontinuei. podendo lev*3lo ao desencarne. 'umpriu a promessa. prometeu presentear o rapa6 com uma bola de utebol. a prote1ão de Hesus para aquele nosso humilde e so rido irmão. normalmente. ( um bicho eio que pula em cima de mim. 5ão lhe perguntei as ra68es. 2oc0 matou um homem? 3 completei. 2oc0 não tem o direito de prejudicar este rapa6. mas esclarecedora. na sa)da. $icou completamente curado. vi que o homem tinha voltado 4 ila. ato que aumentar* bastante seu carma. da qual se alimentava para seguir sua negra jornada. #nquanto lhe aplicava o passe. $i6 o rapa6 acompanhar um Pai 5osso. 3 "ujouP Pensei. completei di6endo3lhe que. enquanto todos os companheiros do grupo aplicavam3lhe passes.irigiu3se a mim e con essou ter matado um homem. com todo respeito e humildade. 3 5ão sei. 5ão matei ningu(m. . quem oi o assassinado. !nimei3me. me perdoasse. e o garoto jogou muito utebol com a bola dada pelo Hoão Nui6. Nevantou3se e oi embora. #/istem muitos desses animais por a). simplesmente. voltando de um transe. um homem pareceu3me muito perturbado.urante um desses passes. % alava rispidamente. 3 2ou arriscar e a6er3lhe uma pergunta. aninhou3se na energia do rapa6. ! verdade ( que ele saiu andando com suas próprias pernas e.que? % respondeu. o livre arb)trio. #le rela/ou na cadeira. um na rente e outro atr*s. $oi quando aconteceu.BF 3 5ão adianta. 5ão desistimos e insist)amos nos passes vibratórios. . #ste. sim. resposta. aplicavam os passes energ(ticos nas pessoas. domin*3los e envi*3los 4 alta espiritualidade. em nome de Hesus 'risto. enquanto eu chamava de volta ao corpo o esp)rito do mo1o. 3 2oc0 vai sair j* deste corpo. por ocasião do 5atal. chamamos as entidades para aben1o*3lo e pedimos.m(dium não deve se abater por erros no e/erc)cio de sua mediunidade. coloc*vamos v*rias cadeiras e os m(diuns. regridem. BF . 3 . o Hoão Nui6 da 2eiga. um dos baluarte do espiritismo e companheiro do grupo. #m nosso grupo. . eu não sou ele. demonstrando indigna1ão. #ste ( um esp)rito di erente. "urpreso. 5ós t)nhamos (. como se estivesse. mas. cochichei ao seu ouvido. &ivemos um caso interessante. Praticamente perdem o racioc)nio e. ! medida que os esp)ritos desta ai/a3 os trevosos. eles vão criando orma de animal. em conseq?0ncia.

a irmando sentir3se um novo homem. encaminhado e parasse de a6er aquele homem so rer.B1 muito menos se outros sabiam do crime. agora pac) ico e bem humorado. !penas o i6 sentar3se novamente e roguei osse aquele esp)rito. at( que veio a mim e con essou o seu bem3estar. homem agradeceu e passou algumas semanas tomando passes em nosso grupo. ossem quais ossem suas ra68es. sabia ter sido morto por aquele homem e veio. em busca de vingan1a. $oi um al)vio. ao seu lado. #ste ( o esp)rito vingativo. aterrori6ar sua vida. B1 .

dei/ou o visitante 4 vontade e oi cuidar de seus B= . esteve 4 beira de um desmaio. ( melhor um só passe do que de6 conversas com os esp)ritos.ireito. $oi o contr*rio.Hui6 aplicou3lhe. era conhecido pela sua convic1ão no espiritismo. Um Hui6 de . em choro pela e/pectativa da morte. onde deveria aguardar a chegada do abnegado julgador. completamente curado. . e/pliquei. ou absorvemos a da pessoa.Hui6 ainda não tinha chegado em casa. viu o paciente 4 beira da morte. $iquei con uso com um caso. desenganado pelos m(dicos. o homem. e6 o homem entrar e o convidou para sentar3se na sala. dependendo.ias depois. caso contr*rio. não sabendo se devo enquadr*3lo como prova de (. com toda (. Mas na verdade. do que propriamente por acreditar no milagre da cura daquele homem. 9uer mais ( conversar com as entidades.interessante deste enAmeno ( a sua in lu0ncia no doador da energia. . pode icar raca e sentir3se mal. !o entrar no quarto. mal estar. !o sairmos. imediatamente ! doa1ão de energia. . 9uem procura uma casa espiritual não se satis a6 só com o passe. acontece uma das duas coisas. dentro das casas espirituais. e ningu(m d* mais do que pode. ou trans erimos nossa própria energia. gentilmente. $ui com uma pessoa visitar um doente no hospital. $oi chamado para atender uma pessoa hospitali6ada. nada lhe acontece. !o entrar no quarto.B= CAPITULO 8 TROCA DE ENERGIA ! doa1ão m+tua de energias entre as pessoas tem uma a1ão sobre elas de certa orma desconhecida da maioria. ela sentiu um impacto muito orte. ou no anedot*rio espiritual. . ao ponto de lhe ter transmitido sua energia negativa. mais para atender a solicita1ão dos amiliares. atrav(s dos passes magn(ticos tem uma e ici0ncia assombrosa. 9uando nos apro/imamos de algu(m.elicadamente. j* tão debilitado. "ua esposa. mas. 3 2oc0 doou a sua energia positiva. voltando ao estado normal. at( mesmo durante longo tempo. um passe energ(tico. "e a pessoa tiver consci0ncia do ato. e/ercendo seu cargo em uma pequena cidade do interior. con irma1ão da e ici0ncia da energia salvadora do passe. enAmeno. oi 4 casa do Hui6 agradecer o milagre de ter dado um sensacional drible no 'avaleiro 5egro da Morte. &omando conhecimento do tranq?ili6ou3se. . suor rio. do estado de cada um. a irmando estar o doente tão perturbado. contou3me o ato. 4s ve6es.

"olicitou um trabalho ao nosso grupo. que. 2oc0. que nosso querido Mestre Hesus 'risto est* cuidando de voc0. 3 5ão.ncia nas graves decis8es pol)ticas e governamentais. quem tem que resolver sou eu % di6ia. levantou3se e aguardou3o para o cumprimento e agradecimento ormal. #nquanto a dona da casa preparava a sala para a sessão. de portador anAnimo. 5ão sab)amos que era o senhor7. estava passando momentos di )ceis. agrade1a aos bons esp)ritos terem acilitado seu desencarne. tirou seu paletó preto e surrado. respeitosamente. e/cepcionalmente. . contendo todos os objetos roubados. não sei se para justi icar seu estado espiritual. vou contar mais uma.. tenha ( e não se apegue 4s coisas materiais. recebeu. 7. % con irmou o pol)tico. doutor. 3 $eli6 ( voc0 que hoje est* vivendo a verdadeira vida. o senhor acha que est* sendo vitima de um obsessor espiritual? 3 "im. BB . #u não estou morto. meu amigo. 3 . doutor. Hui6. ! carga ( muito pesada. hoje aposentado como . o que sabia a6er muito bem. com um bilhete. !o contr*rio da revolta. $omos.senhor me curou e só vim agradecer3lheP % interrompeu. Um "ecret*rio de governo. ! certa altura. #le gabava3se ao Hui6. 'hegou o Hui6. sua casa oi assaltada. % concluiu.<overnador do #stado nada a6. em sua casa. homem calmo. sem pedir teu conselho. então todos nós. 4 sua casa. .<overnador não a6 nada sem me consultar. 3 . # continuava a contar sua import. convers*vamos com o importante homem p+blico. interrompeu3o. Por ser importante igura nos meios jur)dicos. -ra. est* sendo aconselhado por um esp)rito atrasado. sentou3se na rente do homem e sentenciou.BB a a6eres dom(sticos na co6inha.. sereno e e/tremamente espirituali6ado. o esp)rito maligno. pela obsessão. ou para se e/ibir. 4 entusiasmada doutrina1ão do mestre da lei. &enha certe6a. uma trou/a. a imprensa deu destaque a ocorr0ncia criminosa. sem gra1a.esculpe. &odos os assuntos pol)ticos do #stado. 9uando oi Hui6 na 2ara de #/ecu18es 'riminais. Muitas histórias são contadas sobre esse not*vel homem. 2iva sua vida espiritual. pois estava preparando o almo1o. estamos sendo governados por ele. 3 "ecret*rio.ias depois. Para concluir. um dos seus caracter)sticos.esembargador. entrou em casa e viu o homem na sala. o sisudo jui6. e era ele quem de eria ou não os pedidos de soltura dos presos. creio estar com um esp)rito maligno ao meu lado.

acontece com req?0ncia. pela "onia. 3 'omo est* a erida de tua vacina? 3 ! casca caiu hoje. !lguns dias depois ela oi aumentando. Um alivia a necessidade do outro. ao meu lado. 5um deles.. 'ontou ter sido obrigada a se vacinar no col(gio onde era diretora. "aio cedo. sem ter tomado a vacina. para dar o e/emplo. # mais. ! sala j* est* pronta. 3 C. 3 "enhor $ernando. sua secret*ria. 3 Redda. 9uando tenho qualquer dor. deu3me um recado. 3 #speraP 'omo voc0 sabia que eu precisava alar com voc0? 3 Recebi o recado. 3 2acina? 9ue vacina?. #ntre mim e minha mulher. !o entrar. a "onia. 3 H* vou indo. % pedi. quei/ou3se. 'ome1ou a aparecer. !pelidei o s*bado. parecendo in eccionada. estou imuni6ado. "*bado ( o dia que não tenho compromisso. por mais que tente dissimular. ela tamb(m tem> ou se estou preocupado. sem destino. por pensamento. #las oram secando. pegando em seu bra1o e no mesmo lugar da minha estranha erida. #/iste uma outra orma da troca de energia. incomoda coceira provocando pequena erida. resolvi passar no escritório de um amigo. dei/e eu ver. torna3se bem mais *cil. 3 2amos iniciar o trabalho. criaram uma casca e quando a do meu bra1o caiu perguntei a ela. 9uebrando o sil0ncio. ali. eito para pequenas coisas. o que quer? % perguntei3lhe. C a por a inidade espiritual. BJ . % brinquei. ( para o senhor tele onar para sua casa. pois dona Redda precisa alar.BJ 'onsertei rapidamente a constrangedora situa1ão. em meu bra1o direito. Msso ( a inidade. temos em comum nossas vibra18es. 3 Minha vacina pegou. !t( que. ou ela descobre. sua mãe est* aqui e precisa alar com voc0.. 9ue a6arP. a comunica1ão. de 7o dia da bobagem7. convidei a todos. e echando o dis ar1ado riso do jui6 brincalhão. a Redda. comprar qualquer erramenta. !s eridas eram iguais. respondeu. 3 $ernando. ou ica do mesmo jeito. 2ou aqui.

! energia em harmonia tamb(m tem seu lado negativo. se e/ercida com intelig0ncia. 5ão era h*bito dela ir visitar3me. ico at( arrepiado. 9uando o abra1o.que?. e eu não sabia onde te encontrar. $iquei atrapalhado. oi ao tele one e o usou. &enho muita a inidade com ele. trabalha com o 'aboclo &upinamb*. a mesma entidade de um m(dium de nosso terreiro. que só acontece entre pessoas de muita a inidade. iquei mentali6ando o pedido para voc0 ligar para mim. talve6 por trabalharmos com a mesma entidade. contar ao dirigente do terreiro. em caso de não o superar. inegavelmente. 3 'omo ela estava nervosa. 3 !gora entendo o que voc0 di6. BO . 3 5ão senhor $ernando. . mostrando estar surpresa com a pergunta. 3 @em. se abra1aram. Um cuidado que todo praticante da Umbanda deve ter quando isto acontecer. #ntre as pessoas de se/o di erente. $inali6ou. "ou orte. nosso conhecido. #le olhou3me espantado. o pai3de3santo observou. um dos grandes problemas dos terreiros e templos religiosos. lutar contra este sentimento. !t( estranhei. e respondeu. não sou? % inali6ou. &inha certe6a do que di6ia.senhor entrou no escritório. e que precisava alar comigo com urg0ncia. e. 5uma visita. na pr*tica da espiritualidade. a Redda contou3me ela ter chegado 4 minha procura. 4s ve6es. 3 #ste menino tem uma vibra1ão muito boa. principalmente na divisão dos so rimentos e na telepatia. 3 . a presen1a da comunhão de vibra18es entre os homens ( boa. Mas. perguntei 4 "onia. j* velhos conhecidos. ambos. !tendida minha mãe. pode ser levada para caminhos perigosos. voc0 j* pensou se ele osse mulher? Perguntei irAnico. . ! Redda e/plicou. quando e/iste a a inidade.3 'oncordou. !o sair o m(dium. % pondo de lado o tele onei.BO 3 9ue recado? #u não alei com ela. pode ser muito +til.isse j* estar indo e ui para casa. 2oc0 não me disse que a Redda tele onou e precisava alar comigo? ! "onia me olhou. triun ante. interessante e. pois j* hav)amos trocado id(ias sobre o assunto. #u não lhe disse nada. em qualquer religião. ao ser con undida por atra1ão )sica. Um pai3de3santo. #ste ( o tipo da materiali6a1ão de um pensamento.

tamanho dos uros nas telhas indicam serem eitos por pequenos objetos como balas. ui consertar um telhado de uma casa aqui perto. 3 -utro dia. Perguntei. mesmo ainda não descoberta. 'onsiderando que a semente tem o tamanho de uma castanha. rindo. e/iste a lógica. pedindo que cortasse a copa da bela *rvore do meu quintal. Por mais que quisesse. Nevei o @asico. Mas contou uma história. provocando goteiras. e umas cinco telhas estavam totalmente destru)das. não conseguia imaginar como um pei/e podia cair no telhado de uma casa. intrigado. numa mercearia. $iquei pensando o que podia ser. provocando os uros. se aqui no balne*rio. quando digo que o espiritismo por si só ( ilógico. % e/plicou. #nquanto a6ia os reparos na estrutura do telhado. o que me obrigava a levar algu(m para consert*3las. . descobri que as telhas oram quebradas por um pei/e com mais de meio quilo. ( leve e tem uma ponta dura. Minha casa no litoral tinha sempre suas telhas uradas. % concluiu. % e/pliquei. meia idade. 3 ! senhora sabe. mas dentro dele. convencido. #ra alegre e brincalhão. elas são levadas ao alto e. ao lado. 'ontei o caso dos estranhos uros nas telhas. ui. 9uando ui ver dentro do orro da casa. pessoas costumam atirar com revólver? 3 Por que pergunta? 3 . por ocaso. v0m com or1a. $iquei at( contrariado por julgar estar BQ . 5ão tinha lógica. ao ca)rem. tem lógica. Respondi. um carpinteiro conhecido h* muito tempo. 3 Mas como pode isso acontecer? 3 5os dias que tem vento orte. 3 -s uros são eitos pelas sementes dos sombreiros.BQ CAPITULO 9: CRIANDO A L.@asico era um descendente de italianos. não havendo rachaduras. #le não dei/ou transparecer duvida quanto ao ato das sementes provocarem os uros nas telhas. !s *rvores não ultrapassavam a cumeeira da casa. demonstrando muita or1a. adquirida no e/erc)cio de sua pro issão.GICA @rinco com as pessoas. convicta. 3 C. -correu3me perguntar. 'ontei a teoria da dona da mercearia vi6inha.

os bru/os e bru/as da idade m(dia talve6 estejam hoje reencarnados. e se ainda est* presente entre nós. respondo. BS . como. hoje em moda no meio esot(rico. agindo sob a in lu0ncia do bru/o. para o povo di6er que o homem se trans ormava em lobo. ( por ter sido inventada em ato marcante que deve ter abalado a opinião p+blica da (poca. 4 manipula1ão de ervas. sem d+vida. parecia estar animado com uma vontade humana. ainda viva e criando temores entre os mais crentes. mais voltados 4 magia que os de hoje. 'omo pode ter acontecido isso? . @asico. talve6 porque não se distra)am com automóvel. convicto.pei/e tinha asas? 3 5ão. 3 Pare com mentiras. estou tentando criar a lógica. . na Umbanda. 4 alquimia e. seus esp)ritos sa)am do corpo. #/istem cren1as re utadas terminantemente. passada de gera1ão 4 gera1ão. entregavam3se muito mais 4 concentra1ão. . realmente tinha. Toje. Pelo processo da reencarna1ão. C uma crendice. claro. oi um passo. ( coisa de crian1a. por não e/istir a lógica. 'om certe6a a gaivota dei/ou ela cair de seu bico. #les tinham a t(cnica apurada e. o guiava aos ataques de quem queriam destruir. sempre respeitei o @asico. por isso. dentro do ilógico. principalmente. dominando sua mente. o pei/e não tinha asas. rindo matreiramente. 9uando me perguntam se acredito na lenda do lobisomem. uma simples e/plica1ão torna tudo compreens)vel.a). quando precisavam. lobo. o que me dava o direito de tamb(m ser respeitado. ao treinamento da sa)da do esp)rito do corpo.que 4s ve6es parece absurdo e imposs)vel. Mndignado. 3 !creditoP !creditar que o homem se trans orma em lobo e sai matando pessoas na lua cheia. alei. ! cria1ão da lenda do lobisomem oi assim. em busca do lobo che e de alcat(ia e. &ua história est* o endendo a minha intelig0ncia. % respondeu. #le me pegouP 'onseguiu criar a lógica. Mas eram. . as chamadas sa)das do corpo ou viagens astrais. espiritismo ou qualquer outra religião transcendental. televisão e computador e. ! inal. # o espiritismo ( cheio de mist(rios.BS sendo alvo de uma chacota. no caso.

pois sempre acreditamos o contr*rio. quando ainda não integrado ao movimento umbandista. $ica ali. um arrepio incomodo correu pela minha espinha. precisando ser combatida pela cria1ão de uma or1a semelhante 4quela que provocou o dist+rbio na pessoa. com sapo morto. conhecia a or1a dos trabalhos do mal.urante o dia. . algu(m e6 um trabalho de magia. "obre esse assunto. 3 &enho ( em Hesus 'risto e nos seus mensageiros. con usão entre amiliares. 5uma manhã. ! id(ia de ser vitima de um trabalho eito contra a sua pessoa. 'aso contr*rio.cascão do sapo ( colocado pelos esp)ritos do astral in erior em qualquer canto de sua casa. e como introdu6i3los num lar. surpreende3nos a todos. ! ai/a vibratória. "e voc0 desejar o bem. vibrando como toda energia. ( só imagina1ão. BG . 'on esso. e este a6 um trabalho especial com elementos da terra. uma entidade deu uma e/plica1ão. $iquei com medo. 3 9uando voc0 deseja o mal a outro. ao sair de casa vi.homem ( suscet)vel 4 amea1a da magia. quase sempre ruto da imagina1ão e do medo. pelo ato de julgarmos que a nossa energia ( mais compat)vel com a vibra1ão bai/a. um c)rculo pintado de vermelho. gera a tal energia compat)vel. % concluiu a entidade. por ser negativa. pedi prote1ão aos esp)ritos de lu6. ( alimentada por or1a semelhante. a sua retaguarda a rou/a e aben1oa a vinda da vibra1ão de pa6. tão clara. colocada em qualquer encru6ilhada. aquela macabra pintura não sa)a do meu pensamento. nos terreiros de Umbanda. contra mim ou minha am)lia. . ( para desmanchar um trabalho eito contra a pessoa. % 5ão criem o medo por in undados trabalhos pegados. ica girando em torno de seu corpo pegajoso e redondo. 3 C mais *cil voc0 a6er o bem. Umbandistas mais e/perientes sabem distinguir um do outro. #levando meus pensamentos. 9ualquer briga. ! revela1ão. cria3lhe o medo.BG CAPITULO 99 NEM TUDO < MAGIA . do que o mal. daquelas que não sai mais. do lado esquerdo do meu portão. Previno a todos. era com tinta. mesmo criando um campo energ(tico atrav(s de trabalhos. Mmaginei o pior. #mbora não conhecesse a magia praticada nos terreiros. # pior. com uma cru6 dentro. 9uando o preto3velho ou o caboclo manda procurar o e/u. toda a de esa espiritual da pessoa se echa e a protege. #ste mal ser* banido da minha vida. ! macumba. o pensamento pode tornar a mentira verdadeira. ( porque e/iste uma energia ruim. nem com chuva intensa. ! maioria das consultas.

Mas eu não conseguia esquecer por duas ra68es. e/periente esp)rita. neste caso. e perguntei. 3 2oc0 sabe por que. 3 5ão adianta. não suportava mais aquele medo de ver minha gente. muitas ve6es. 5o caso. Passando em rente 4 casa do vi6inho. se eu a6ia parte de um grupo esp)rita e iciente e com bons resultados. vai diluindo3se at( desaparecer. 5o terceiro dia. at( ter uma or1a grande. chamei um vi6inho que regava seu lindo jardim. sem ele nada entender. 9ue Hesus perdoe esse meu desconhecido inimigo. para meus bot8es. a energia. $ica o ambiente carregado. e/plicou. só um pouco. 3 di6ia. !chei a interpreta1ão da cru6 e do c)rculo uma aberra1ão espiritual. at( a doen1a )sica. toler. $ui a outra. pondo em risco a serenidade e pa6 da am)lia. vitimada por um man)aco espiritual. dona da casa. Nevei3o 4 minha casa. preces. vis)vel e assustadora. tra6endo. 3 C. que vai crescendo 4 medida que ( alimentada. # o c)rculo ( para echar o trabalho. achei lógico e certo. o ambiente or de pa6. se ao contr*rio. assustado. 9uanto ao ato de criar um campo de or1a para combater outro. ! linha :ardecista trabalha só com energia. Meu an*tico amigo. 2ou esquecer essa est+pida magia. o correto ( ter bons pensamentos. vi o mesmo desenho eito na minha. a mesma coisa. 5ão iria solicitar trabalhos especiais. oi a 'ompanhia de Rede de Wgua e #sgotos. não gostou da minha decisão. a morte. o medo e porque estava pintada na entrada da minha casa. de qualquer um. não tendo com que se alimentar. Respondi. 3 MacumbaP # ( da grossaP ! cru6. tem que haver a cria1ão de um campo de or1a da magia branca. BE . 3 Mas. 5uma tarde. Mnsistiu. Mas. Para não alar mais no assunto alei. 'om o decorrer dos dias. #u não sabia o que di6er ou a6er. mesmo mediana. 3 2ou pensar. onde vão ser mudadas as redes das *guas pluviais. ui caminhar no bairro.ncia e perdão entre os moradores da casa. #le.BE imediatamente sugada pelo trabalho. ui me acostumando com o c)rculo vermelho. que marcou as casas. harmonia. as casas estão marcadas com este s)mbolo? 3 "im. !tAnito. mostrando o s)mbolo do diabo. signi ica. para destruir a ruim. $ui pedir ajuda a um amigo. podiam ter uma marca mais simples. 5a verdade. &odas as casas tinham a marca. H* não tinha mais medo. contr*ria ao bom senso e 4 intelig0ncia.

JF .. "ou contra qualquer tipo de ritual. um berro austero. Por que o irmão Maneco quer que eu v* em terreiro de Umbanda? Nogo eu. "e/ta3 eira. sei l* onde. determinado e. 5ão quer conhec03lo? % perguntou.. 3 2oc0 me leva? 3&e pego 4s oito. at( certo ponto. dentro de minha cabe1a. Nembrei3me de uma passagem que ocorreu durante uma sessão na linha :ardecista. 32*P 5ão pensei duas ve6es. 3 Toje. estou req?entando um terreiro de Umbanda. cadeira por cadeira. 3@ata a testa tr0s ve6es na mesa. e não tenho nenhuma inten1ão de conhecer outro tipo de religião. que voc0 conhece. 5ão conte comigo e te aconselho a se a astar o quanto antes dessas religi8es a ro3brasileiras. pensava. tão presa a rituais. Mncorporou em um m(dium o esp)rito de um )ndio. o dia das reuni8es? Perguntei. e me dirigi 4 porta.JF CAPITULO 92 TRANSFORMAÇ1O $ui visitar meu sobrinho @enno. 'onvers*vamos sobre espiritismo. despedi3me. Pondo inal 4 visita. 3 'omo ( o nome e quem ( o m(dium? 3 &enda #sp)rita "ão "ebastião. #u? 'laro que não. 39ual humildemente. no ouvido. 6angado. contr*rio a esse tipo de religião. principalmente essas de macumba e de bai/a categoria. dirigida pelo #dmundo $erro. e ouvi. dando as costas. #nquanto ia para casa. 3 $ernando. e dava vibra18es. 3 retruquei contrariado. ordenando a todos. em seu escritório de advocacia. $oi quando senti a apro/ima1ão de meu guia espiritual. quando ele me e6 um convite. H* tenho meu grupo.

3Meu irmão. sem nada di6er. não sei. e de certa orma at( e/citado. não imaginando o quanto ainda lhe seria grato. que me dispense dessa ormalidade. "e a entidade gostou. !inda envolvido pelos meus pensamentos. com todo o respeito e do undo do meu cora1ão.J1 5a respondi3lhe em s+plica. "e cumpri3la. Passou direto. quando deu a ordem. pe1o3lhe. minha ve6. vou erir todos meu princ)pio contr*rio a qualquer ritual dentro do espiritismo. aguardava meu intrometido sobrinho. J1 .

todos cantavam e dan1avam. !chei estranho este mundo. H* não queria ir embora. e aqui estava come1ando. para cantar com eles. &odos de branco. de repente pensei. l* acabava. #stava assustado. &r0s tambores come1aram a tocar. . dei/e come1arP Nembrei da ordem do irmão Maneco. ! corrente oi entrando em ila. garbosos.pai3de3santo incorporou a entidade che e naquele terreiro. -s homens não dei/avam por menos. 5unca podia imaginar uma coisa assim. seguros. 'ome1aram as incorpora18es. $oi um tal de bater cabe1a no chão. #/plicou. . suas saias rodadas balan1avam aos som dos atabaques. &odos icaram em p(. 9uando serão apagadas as lu6es? 5ão se apagam.J= SEGUNDA PARTE CAPITULO 9 A UM7ANDA 'on esso que estava ansioso. que eu estupidamente imaginava. "entei e dei/ei as coisas acontecerem. 5ão paravam de cantar e dan1ar. #ra um salão grande. -s vestidos das mulheres eram impec*veis. Mas o ritual era di erente do que estava habituado. #squisita a pintura. demonstrando um orgulho enorme por estarem ali. &odos alavam e conversavam animadamente. 2ermelha e preta. #stavam mais para anjos do que para os ilhotes de diabos. curioso. perguntei ao @enno. &inha sido muito bem recebido pelo pai3de3santo #dmundo Rodrigues $erro. Meu desejo era entrar no meio. lembrando do tempo que namorava na igreja. sem nada entender Resmunguei. o dirigente do terreiro. "enti um cala rio. Prestei aten1ão na movimenta1ão dos m(diuns. H* que voc0 est* aqui. tocando o Tino 5acional. &odos cantavam o Tino. #u. e depois em asc)nio. Toje ( trabalho de esquerda. C dia dos e/us e pombas3giras. e um beijar a mão do outro. Parecia uma parada militar. !) entrou a mãe e o pai3de3santo. "uas cal1as e camisas eram brancas e muito limpas. @em. como me alam? "ou hoje um homem sem medo.medo trans ormou3se em emo1ão. $oi uma vibra1ão incr)velP Pareceu3me ter levado uma tijolada na cabe1a. 'om a seguinte di eren1a. da linha da esquerda. e iquei quieto. e o e/u? 'omo ser* ele? &er* cornos. di erente da nossa casa :ardecista. rabo e p(s de bode. Metade da parede era vermelha e metade preta. bem iluminado.pai3de3santo concentrou3se e come1ou a cantar o Tino da Umbanda. a &enda #sp)rita "ão "ebastião. sem a concentra1ão comum dos trabalhos que estava habituado a req?entar. Nu6es acesas. #/u? Pomba3gira? 2ou embora. . 2ovA J= . "e acalme. #u i6 o mesmo. Respondeu lacAnico..

Riam. # ele estava desse jeito quando in ormou. j* solto e alegre. C um preto3velho. procurando iniciar uma conversa1ão.JB 'onrado era seu nome. ou para onde queira. Mais dominador do que assustador. JB . uma entidade alegre. h* anos. meu ilho. 'areca. #ra incorpora1ão em massa. 5ão vi cornos.esp)rito tudo sabe. depois iquei sabendo ser de sete esp(cies. porque detesto bebida alcóolica. . simplesmente. Uns vão andando a p(. Nevantei3me. . esp(cie de trono. . #/u sempre tem um olhar marcante. $iquei olhando. $iquei olhando o e/u. ique olhando e v* aprendendo. curioso. que cada um viaja como pode. material para dei/ar qualquer um de porre. principalmente conhaque. isto sim. 2i. ele alou. nem rabo e muito menos p( de cabra.eu uma gargalhada e o ereceu3me bebida. após um baita gole no caneco da bebida. ou. . 5ão perdia um movimento sequer. 9uando alar comigo. 3 . "ei l* o que mais. -uvi o 2ovA 'onrado chamar. "entou3se numa cadeira. $iquei olhando. Meu irmão % disse. 2oc0 não est* aqui por acaso. capa preta. #/plique3me duas coisas.evolvi3lhe o copo3caveira. est* o lugar onde todos devem chegar. #mpolgado. 9uero alar com voc0. coisa nenhuma. sim senhor. 3 9uem lhe contou o nome do irmão Maneco e como o senhor sabia a rase que ouvi h* anos. brincavam e alavam com todos os presentes. #ra uma caneca. 5ão acreditei. vovA. 'om um olhar matreiro. "aiba. 2* para o teu lugar. Prometi ao 50go Maneco ensinar uma por1ão de coisas a voc0. em orma de caveira.ei um gole e quase vomitei. umando e bebendo uma mistura. olhou3me e disse. #ntusiasmado. 5ão sou teu irmão. 3 'areca. # esse irmão Maneco não ( irmão coisa nenhuma.e repente parou na minha rente um m(dium incorporado. &otalmente di erente do que conhecia. retomando a conversa1ão. venha aqui. tenha respeitoP Meu pai % disse. outros de canoa. !qui sou pai. -lhou3me i/amente. e reparei ser eu o +nico careca ali dentro. -lhei para todos. voltei para meu lugar e i6 o que o 2ovA mandou. no im. # por que 5ego Maneco. #st* vendo coisas estranhas. Mas. e corri para conversar com ele. !dmirado. outros com essas m*quinas de voc0s. -utros esp)ritos incorporavam nos demais m(diuns. H* tinha ouvido essas palavras. repetindo as mesmas palavras do Pai Hoaquim ditas h* mais de trinta anos. doce e amorosa. "a) de ino. determinada.

. dando3nos a not)cia de estar o caso resolvido. aos trabalhos. enquanto cantarolava os pontos que ainda ecoavam em meus ouvidos. Uns de6 minutos depois. pena não poder um dia req?entar a Umbanda. 2i estar carregando uma cai/a cheia de cobras. #ste oi meu primeiro contato com a Umbanda. incorporou novamente. pessoa. 9uando oram embora. no plano espiritual. nossa irmã voltou. disse3nos j* voltar. 5a outra semana. #le. vi que ela estava cheia de esp)ritos perturbadores. Uma m(dium. $oi bom voc0 ter vindo para c*. Pedimos socorro ao 7s0o7 Hoão.JJ 'areca jaguaraP. a inal sou contra rituais. icamos preocupados. "ubiu. pensava comigo. # despediu3se. #ra o esp)rito que resolvia nossos problemas. 2oltando para casa. in luenciando nossa companheira para não mais ir aos trabalhos e abandonar o espiritismo. quando eles as viram. H* te conhe1o da outra casa. pois ia resolver o problema. 'arecaP % corrigiu. recolhi todas e o ambiente icou livre desses in eli6es obsessores. 'oisa de esp)rito brincalhão. $iquei curioso. e no pró/imo trabalho a m(dium iria voltar. Nembrei3me do 7s0o7 Hoão. companheira nossa. 3 &ata 'aveira. na linha :ardecista. incorporado. normalmente. 7s0o7 Hoão % respondi agradecido.. "oltei v*rias cobras na casa e. após seis meses de aus0ncia. Nembrei3me de um trabalho maravilhoso. eito por ele. rindo. sa)ram em debandada % disse. 'hegando na casa da m(dium. Meu nome ( &ata 'aveira mas l* eu sou o Hoão. 9ue bom rev03lo. Perguntei3lhe a ra6ão. Is ve6es di6ia ser 'aveira. estava em grande di iculdade e como não queria mais req?entar os trabalhos. e oi alar com outra JJ .

#u dirigia o carro devagar porque o paralelep)pedo da tortuosa estrada estava umedecido pela densa neblina. &em atitudes antagAnicas. JO . !o mesmo tempo que ( irrevers)vel em suas decis8es e incapa6 de icar sensibili6ada diante do choro convulsivo de um neto. envolvido na minha aventura de mentira. #u sonho e ela me acorda. aquiesceu em ouvir. e a e/pectativa de um dia ensolarado e bonito.eus me desse a oportunidade de modi icar alguma coisa de "ua obra. tra6ia uma pa6 interior dentro da medida que essas coisas boas me cercavam. no que di ere de mim. sempre p8e 4 rente dos racos seu pequeno porte de mulher guerreira. 'ompletei a rase. "empre oi assim. . &alve6 lhe desse a mesma oportunidade e perguntasse o que pediria 4 .isse a Redda em tom sarc*stico. 'ontinuei divagando. de pre er0ncia em portugu0s . "e nossos olhos e cora18es são insens)veis aos seus comportamentos. não gosta de ter atitudes coniventes com os sonhadores. envolvido com o suave rescor da neblina. Mmagine quanta coisa a *guia poderia nos ensinar. <ostando de dar elicidade aos outros. 3 Pediria que todos os bichos pudessem alar. quem sabe eles pudessem nos di6er onde erramos. 3 "abe o que ela iria pedir? . C sensata. por ser ela a ave de vAo mais alto e que pode ver o mundo em toda sua amplitude.cheiro da mata que entrava no carro. &alve6 pela sua *gil acilidade de racioc)nio. mas mesmo neste estado ( capa6 de icar embevecida diante do colorido do beija3 lor.e soslaio. pensamento não tem parada. pensei. . Mnterrompi o sil0ncio. e o perigo do ve)culo derrapar recomendava muita prud0ncia. 3 # o que voc0 iria perguntar 4 *guia ? 3 !inda não sei. 7. mas abre sua bolsa para satis a6er os caprichos de algu(m. não gasta vint(m 4 toa.JO CAPÍTULO 2 SE DEUS ME DESSE=== #u e a Redda est*vamos descendo a serra do mar. estende sua mão para a agar a cabe1a de um cão doente ou socorrer um cavalo atropelado na rua. 3 "eria bom para os homens se eles pudessem entender os bichos. antes que ela dormisse outra ve6. voa de um assunto para outro. sabe o que eu iria mudar? Minha companheira de quarenta e tr0s anos de conviv0ncia ( uma leg)tima representante do -ri/* -gum. 3 "e .mundo ( bom.eus para melhorar o mundo. mas podia ser melhor7. 9uando embravece dei/a e/plodir todo seu g0nio indom*vel.

tonalidade e irme6a das palavras. nem seriam levantados testemunhos mentirosos. e com certe6a. Mencionei a magia das palavras. ! sonoridade das palavras de Hesus deveria inebriar seus ouvintes e ao pregar o "ermão das Montanhas deve ter causado um impacto maravilhoso nos que o ouviram. deveria a6er parte da mat(ria obrigatória escolar. muitas ve6es. 3 ! educa1ão da vo6. . ! maledic0ncia da inveja seria banida da JQ . 3 . se o homem não alasse. $alei. o que.mais importante não ( a vibra1ão da emissão dos sons. não ser* em lugar espirituali6ado. sem alar em querer modi icar o mundo. Mas o di*logo sonhador icou calado em mim. &odos estavam atentos e me olhavam com e/pectativa. Is ve6es sou convidado para a6er uma palestra sobre a Umbanda a grupos de estudantes. 5ão poderia ter sido o grande pregador se a imposta1ão de sua vo6 não osse per eita. imaginando como seria o mundo. Um alante descontrolado. vo6 estridente e tom alto. são prova disso. 3 C verdade. esperando o resultado entre o grupo do meu in lamado ensinamento. os homens não pudessem alar.iante de trinta deles.mia. e/pressam a qualidade de quem as emite. o que me animou a continuar. contei para eles o di*logo na descida da serra. porque a maneira de emitir as palavras tem um e eito enorme. $alo da a1ão e da rea1ão. e como ele tinha icado cravado em meus pensamentos e como um simples devaneio tinha revolvido os meus conceitos dos mist(rios da magia. &odos os nossos sentimentos reprimidos eclodem e se somam 4s vibra18es dos sons. 3 #la ia pedir que para o mundo icar melhor. Um aluno criticou de orma irAnica. e sim no astral in erior. mas para quem as ouve. e cheguei ao nosso destino. 3 "eguindo seus ensinamentos.JQ $iquei aguardando o j* certo e ulminante complemento da rase. tão própria dos homens. #stamos alimentando o in erno sonoro de nossa alma. t0m um lugar no espa1o. pensativo. mas em compensa1ão o maldoso e eito da in . jogam 4 lama o nome de pessoas honradas. as gargalhadas. os berros e a m* orma1ão da e/pressão. a magia das palavras desapareceria. sejam eles positivos ou negativos. não só para quem a pronuncia. con orme voc0 disse no in)cio. da causa e do e eito e da lei dos semelhantes. pretensão para quem não consegue modi icar nem os seus de eitos próprios. pode causar e eitos negativos em seu ambiente. ! suavidade. nem romperia ami6ades. ! inten1ão das palavras ( que causam o e eito. . não destruiria mais lares. tom e e eito. $iquei em sil0ncio. -s gritos hist(ricos. e tem um e eito no espa1o. e após ter j* respondido v*rias perguntas.som ( vibrante. destacando sua locu1ão. desen/abido. ! musica e os mantras.

JS humanidade. 3 'omo oi a palestra? 3 $oi boa. evitando a cria1ão de imbecis e irrespons*veis. eu tive um revela1ão. encerrando minha palestra. C melhor dei/*3lo como est*. seria sepultado. 3 . JS . curiosa. e o mentiroso e gabola não mais e/istiria.eus e6 o mundo com per ei1ão. e a intriga seria de initivamente sepultada. # o velho ditado 7quem conta um conto aumenta um ponto7. porque al(m de ter sido muito aplaudido. aqueles que alam mentiras para apa6iguar seus sentimentos o uscados pelas trevas demon)acas da incompet0ncia e da rustra1ão. $alei. !o chegar em casa. a Redda me perguntou. . por desuso. 3 9ue revela1ão? Perguntou. acilitando a pa6 entre os homens.

#stava com ele. 2olto 4 realidade. Por que ser*? JG . um simp*tico italiano. e por isso a clientela era grande. procurando a lu6 do sol. Rodeavam3nos as mais estranhas iguras. alante e irrequieto. . mas viajei at( o espa1o.isse para o <iovanni. sentado em uma mesa de uma pi66aria. e logo vai cair a tarde e o dia vai desaparecer. Nembrei3me da m+sica italiana. 3 C. 3 Mtaliano % como o chamavam carinhosamente 3 os ingleses são bem di erentes de voc0s. onde provavelmente e/istem outros mundos habitados. por e/emplo a &arantela. e descubro que estamos no meio do dia. que conhece o mundo inteiro. com culturas di erentes da nossa. . o <iovanni. "omos eli6es assim. dentro de uma semente de girassol. Perguntei in ormalmente. @ai/o. não são? . não i6 viagens internacionais. H* voei na imagina1ão. Mas isso nos d* bom humor. "e eu não posso viajar. senão o sol não estaria tão alto. mas não ( a mesma coisa que evidenciar os atos. saboreando uma pi66a 4 calabresa.JG CAPÍTULO 3 A DANÇA #u tenho um problema cultural hoje irrepar*vel. as constela18es. o que me tornou um desconhecedor das culturas do mundo. e gosto de s03lo. 3 2oc0s italianos são agitados. os astros. carregada com sementes. que se req?entasse um terreiro de Umbanda. 5ão para de alar e gesticular. con irmou. at( virar uma gritaria. e cada um querendo alar mais alto que o outro. $oi quando me lembrei da minha lacuna cultural. e ainda me lembro do 2an <ogh. onde estão os planetas. "ão r*pidas. imediatamente vejo a planta crescida. "uas vidas )ntimas tamb(m vivem dessa orma? 3 C. ! casa era amosa. #stava conversando com o <iovanni.epois de pensar um pouco. sem contar as óperas. que est* brilhando no c(u cor do in inito. verdadeiras ontes de energia. "empre gostei de ler. C incapa6 de di6er macarronada. nari6 alto. e vamos ter trabalho de Umbanda 4 noite. "ão sim. Pormenori6a tudo. #m compensa1ão a minha intimidade com os esp)ritos me e6 um homem imaginativo. l* em casa minha am)lia ala ao mesmo tempo. "e algu(m abrir a mão e mostrar em sua palma uma semente de girassol. vai ser o meu in ormante. #u sou assim. talve6 tivesse sido mais eli6 e morreria com as duas orelhas. com uma enorme lor. de v*rias nacionalidades. sem ensinar como sua mama a6ia.

Respeitei seu pedido. sempre dos outros 3 brinquei. pois era um medroso do espiritismo. "er* que isso não pode caracteri6ar uma nature6a espiritual de um povo? !rgumentei . ou o movimento ritmado do som de seus instrumentos musicais? . 3 2eja o que est* acontecendo hoje no oriente m(dio. considerando que o movimento ( uma a1ão que gera uma rea1ão. a desgra1a amorosa. "ão din. e ainda mascando chicletes. "omos amigos e por isso ele me conhece bem. 3 # o americano. 3 ! pi66a est* boa? % perguntou. % a irmei. C um movimento macho. 3 #st*. 'om tudo o Mtaliano concordava. 3 5ão entendi. como pedindo uma pausa na conversa1ão. delicados e galanteadores. Msso os torna di erentes. não (? "uplicou o <iovanni. "eus gestos os levam para esse lado.<iovanni e6 um gesto.JE 3 Pelo modo do andar deles. 3 "ão comedidos no alar. 3 2oc0 não vai me contar nenhum caso de esp)rito. estudado. #le sabia que não me podia tirar da minha inculta viagem. de um brio di erenciado. 9uem sabe se.<iovanni me olhou descon iado. "ão amantes da vida. para desconversar. andam com calma com passos irmes e seus gestos são suaves. -s irlandeses são admiradores da gaita de oles.an1arinos de roc:s.Maurice 'hevalier não ( protótipo deles? # que tal o ch* servido pelas guei/as. un:s e sei l* mais o que. 5ão te parecem eli6es? "er* que são as suas *reas verdes. . e suas dan1as ossem mais alegres. presentes e dominadores. Percebeu que eu tentava uma liga1ão do que al*vamos. # eles gostam de contar os so rimentos. adorador do tango. não seria o som musical de suas musicas? . tanto que tive que pedir ao gar1om para esquentar minha pi66a. gar1om me traga uma coca3cola. inveterados amantes. com as saias apertadinhas e passinhos curtos. enquanto ele j* tinha comido duas. # os ranceses. JE .micos. e admirados pela cultura pol)tica do povo comum. que retrata. 3 Por alar nisso. ao inv(s de se auto punirem em nome de !llah. com a Umbanda. .eve ser o resultado da rea1ão do movimento da dan1a por eles pre erida. "ó eu alava. !nalise o argentino. Husti iquei. apai/onados por tudo que a6em. austero. via de regra. se ao inv(s daquela m+sica osse um samba brasileiro? -u as nossas mulatas cariocas andassem como as guei/as? Reparou como cada um est* ajustado 4s m+sicas? 'onclu). não houvesse tanto so rimento.

agora voc0 j* sabe que quando precisar de au/)lio da nature6a. no outro agitado. OF . <ar1om. con irmava com a cabe1a. ! inal. outras não. 3 # voc0. dan1ar % no mesmo lugar. -nde se encai/am os teus movimentos? !nda todo torto. tomei o cuidado de e/plicar. 4s ve6es tua e/pressão est* tranq?ila. 3 #ntão. -s )ndios eram mestres nisso. ele com a boca cheia de pi66a.OF 3 5unca vi tanta bobagem. $ernando. ( magiaP #/clamei triun ante. 4s ve6es eu levava o <iovanni para assistir uma gira no terreiro. não sabe dan1ar. que seja compat)vel com a dan1a. 3 C. voc0 o que (? 3 #u? #u sou brasileiro. por or1a da própria a1ão desses gestos. o que lhe dava insAnia. 'on irmou contrariado. 3 "e são aquelas entidades que icam rodando e olhando para a palma da mão. 3 5ão te lembram as *guas de um rio? # as Memanj*s. 3 "e voc0 na gira. Msso. como se tivessem um espelho. traga a conta para o meu amigo aqui. 3 'omo assim? Perguntou o ignorante. Mroni6ou 3 C a corimba. ao cantar uma m+sica. não (? "abe que na Umbanda o movimento tem magia? 3 "abia que voc0 ia chegar na macumba. eu sei. 4s ve6es ( violento. voc0 est* tra6endo um peda1o de vibra1ão de qualquer lugar. voc0 tem que a6er um movimento que vibre no local da or1a que origina essa energia. tentei escapar. 2oc0 j* viu as o/uns corimbando no terreiro? !pesar de medroso. não te levam at( as ondas do mar? -s -guns. j* vi. não parecem ventanias? # os caboclos de -/óssi? 5ão te lembram as matas? 'ada ve6 que eu alava. $alei com seriedade. Mas ( uma id(ia. <iovanni. e quando o a6 ( sem ritmo. um dia calmo.'riticou resmungando. 'ada movimento atra) um tipo de vibra1ão. em s)ntese. não parecem soldados romanos? -s XangAs não te lembram a dure6a das pedras e a ira dos trov8es? # as Mansãs.

$inali6ei. $oi um bom aprendi6ado. Pode a6er e di6er o que quiser. 9uando entrei na gira. 5ão só pode. $oram me buscar. O1 . "empre ui t)mido para dan1ar e cantar. 9ueria ser um bom m(dium. "e eu usar de toda a autoridade recebida pela lei da Umbanda. !o ingressar na corrente. com muita humildade. pondo o pai3de3santo bem 4 vontade. Percebi ter ca)do numa armadilha. $iquei encurralado na trama do pai3de3santo. Mania de :ardecista de incorporar com o olho echado.que l* aprendi. atrav(s do jogo das palavras. depositei em tuas mãos o meu uturo medi+nico. $oi rid)culo. . "e eu or um bom m(dium. em caso contr*rio. &amb(m puderaP 5a +ltima ve6 que incorporei na Umbanda. Lardecismo e Umbanda são di erentes. voc0 pode icar. % a irmei. !sseverei. a culpa ser* tua. Husti ico3me. segurava minhas incorpora18es no terreiro. "ou um homem disciplinado e obediente. ! não ser que voc0 me alte com o respeito. Mncorporei. como deve. com raiva de mim. i6 o que sabia. aqui não vou usar. e acatarei a determina1ão. &odo de branco. 5ão posso dar o mesmo tratamento dos m(diuns comuns. ao menos por enquanto. em alguns momentos. prender a pessoa. #mbora j* tivesse a pr*tica de vinte cinco anos na linha :ardecista. e.O1 CAPÍTULO 4 DIFERENÇAS ! gira estava animada. eu órico por ter sido convidado para ingressar na gira. voc0. o m(rito ser* teu. depois de tr0s meses req?entar a assist0ncia no terreiro. ui parar dentro do cong*. no meio das imagens. 5ão tive alternativa. e eu. a tudo acompanhava atentamente. 3 ! Umbanda ( e/igente. o pai3de3santo me chamou para um conversa1ão. a ponto de querer at( chorar e ir embora. Mentalmente acompanhava o ritmo da m+sica. echei os olhos e sa) pelo salão dando vibra1ão no ar. #ra o que ele queria ouvir. 'onstrangimento? Por que? &enho um constrangimento muito grande de me/er com C que voc0 j* tem vinte cinco anos de pratica. os m(diuns devem obedecer as ordens da hierarquia do terreiro.

% arrisquei. a mãe3de3santo. deu as costas e me dei/ou so6inho. # os atabaques t0m nome. embora seja branca. #ngoma? # o que ( engoma? Perguntei. um movimento necess*rio. que voc0 tenha vergonha ou não saiba. os capitães do terreiro. rom. não est* igual aos outros da corrente. #ngoma ( o conjunto dos instrumentos que a6em a musica no terreiro % e/plicou. a mãe3pequena. beije a minha mão e de toda hierarquia. # tem mais. quando voc0 chegar no terreiro. e os ogans da engoma. Padrinho. inclusive dos ogans dos atabaques. ponha uma roupa mais adequada. vir ajudar na limpe6a do terreiro. 5ão me chame mais. $iquei pensando. "ó para eu saber. agora de orma delicada. por ser a dan1a. qual ( a hierarquia do terreiro? !l(m de mim. rumpi e O=0. por ser o canto um mantra da Umbanda. # quando voc0 estiver na gira.% encerrou. #ssa que voc0 usa. respeitosamente. &ome nota das primeiras ordens. # dance. cante. com licen1a. Mesmo. % respondeu.irija3se a mim. 'orri atr*s dele. minha esposa. como YpaiZ ou YpadrinhoZ. de $erro.3 echou a cara. aqui dentro. mesmo que não saiba. .O= 9ue bomP % e/clamou. ser* que oi vingan1a daquele )ndio por me ter negado bater a testa tr0s ve6es? O= . aliviado. # desde j* voc0 est* escalado para s*bado pró/imo.

"omos displicentes com o nosso outro eu. não usa o OB . . vi minha imagem re letida no enorme espelho estrategicamente colocado na parede. pentear os cabelos. 3 ! Umbanda ( uma religião a ro3brasileira. pretos e salpicados nas pontas de um grisalho compat)vel com a sua idade o que me cria uma recrimin*vel inveja por eu ser calvo. #/iste h* milh8es de anos. # ( nessa importante pe1a de nossa casa que est* o espelho. considerando ter nascida o icialmente em 1EFG. 3 2oc0 est* con undindo. um elemento de grande utilidade na magia. "eus olhos eram misteriosos e o seu rosto não me pareceu amiliar.H+lio ( alto e apesar de seus cinq?enta e tantos anos mant(m um corpo de jovem. 'erta ve6. #le icava irritado e sua grossa vo6 j* estava passando da tonalidade própria dos cavalheiros. 5esse dia olhando concentrado e i/amente para minha imagem re letida levei um susto. 5ós usamos o espelho para limpar os dentes. bem penteados. # oi essa a convic1ão da minha inspira1ão na conversa com o Hulio sobre o inverso da Umbanda. a6er a higiene e con erir se a roupa est* adequada com nosso gosto. Rebati.OB CAPÍTULO 0 O ESPEL3O !cho que todos vão concordar comigo que o banheiro ( nosso esconderijo respons*vel por momentos de nossa necess*ria privacidade. originada do candombl(. aquele homem dentro do espelho era outro. -s que j* me ouviram tiveram a mesma sensa1ão. 3 ! Umbanda se perde no tempo. ainda meu desconhecido. ! religião chamada Umbanda tem menos de cem anos. ! verbosidade ( a sua maior arma para manter acesa uma discussão. no Rio de Haneiro. recomendando a mesma tentativa. "eus cabelos são grossos. # com ela nos digladi*vamos com eloq?0ncia e em calorosa de esa das id(ias da religião. por acolher em sua ess0ncia o inverso de tudo. #ra o outro eu. #ra ele quem di6ia. Um grupo de quase meia d+6ia de adeptos da Umbanda ouviam curiosos nossa discussão. Presto3lhe minha rever0ncia. C ormada por grandes alanges de esp)ritos na qual predomina o nosso )ndio. 3 ! Umbanda ( uma religião autenticamente brasileira. ! irmou. $oi uma e/peri0ncia incr)vel. !s vibra18es cósmicas e a mediunidade nasceram com o homem. ! minha acompanhava o mesmo diapasão. #ntre outras tantas ormas dos magos usarem o espelho ( buscar no espa1o o re le/o dos elementos para aumentar a or1a dos trabalhos na constru1ão de campos de energia. $oi anunciada pelo 'aboclo "ete #ncru6ilhadas incorporado no m(dium D(lio de Moraes. por isso divido3a com os outros. e/ercendo o direito do meu recolhimento neste cAmodo.

#nquanto desabotoava o seu jaquetão cin6a para sacar de um cigarro. sem a horrorosa gravata amarela que destoava de seu terno cin6a claro. . 5o decorrer dos tempos os a ricanos j* mais adequados 4s suas condi18es de servi1ais.epois de e/plicar continuei. 3 'omo amanhã ( domingo. dentro do mal e/iste o bem. !penas sou contra a mistura da Umbanda com o candombl(. 'omo est*vamos no jardim da casa de um amigo comum. in lamado. 5ão tenho a pretensão de descortin*3la. 3 . trou/eram escravos negros da W rica. vestido 4 vontade. os )ndios então os leg)timos donos da terra oram escravi6ados. mas tenho o dever de entend03la. mas prometo tentar. Respeito o livre arb)trio de cada um e con esso só ter uma no1ão b*sica do candombl( apesar de achar essa religião muito bonita. orte e que re+ne adeptos de grande envergadura cultural. 5a minha casa nós icamos na sala. não prega o medo e muito menos e/ige compensa18es inanceiras pelo e/erc)cio da mediunidade #st* na hora de mudarmos os conceitos. &ive uma e/peri0ncia com o espelho que me e6 repensar toda minha conduta humana. #stou a6endo essa sugestão por querer que voc0 me ajude a consolidar a iloso ia que h* anos estou tentando implantar no terreiro que dirijo. sugeri que nos un)ssemos aos demais convivas ao at( então apra6)vel evento.H+lio estava circunspeto demonstrando estar bem atento e surpreso com minhas e/plica18es. 3 !ntes de tudo quero dei/ar claro que não combato nenhuma religião ou orma de e/erc03la.entro do bem reside o mal e vice3versa. ! id(ia oi aceita. #st* combinado? 3 5ão sei se vou conseguir icar quieto. #le era meu amigo )ntimo por isso j* oi servindo o ca e6inho. 9uero juntar as pe1as e concluir o quebra3cabe1a. . antes ajeitada para recepcionar o Hulio. ele me comunicou em educado sussurro. 'om a não adapta1ão ao regime da escravidão os portugueses. vou te visitar para continuarmos nossa conversa. 3 2amos trocar id(ias sobre a Umbanda buscando uma intera1ão religiosa e não discutir ou compar*3la com outras religi8es. 2amos coloc*3los diante do espelho e descobrir o seu inverso. @rincou. convidados que omos para uma reunião. escrevendo a mais triste p*gina da nossa história. ! Umbanda tem que ser redescoberta. &udo tem o outro o seu inverso. . descoberto o @rasil. #u di6ia. demonstrava estar de bom humor.inverso da Umbanda? 2oc0 quer di6er descobrir coisas ainda não reveladas? 3 !s coisas reveladas e não entendidas. sem precisar conhec03la.OJ sangue como elemento nos trabalhos. OJ . Mniciei a conversa. inclusive a espiritual.

!cho que basicamente os esp)ritos que undaram e trabalham na Umbanda t0m alguma p*gina dentro da (poca do descobrimento do @rasil. a UmbandaP #la oi planejada e criada para atender o povo brasileiro. reencarnaram aqui mesmo no @rasil. # a capoeira nasceu antes da Umbanda. 3 @aseado no que voc0 a irma isso? $oi o espelho que te contou? 3 ironi6ou. !) vem a revela1ão do inverso.i6em ela ser originada do candombl(. #le me disse para ser ousado e buscar respostas por mim ainda desconhecidas. 3 . 5ão oi só a ra1a que se misturou.H+lio mal se continha. . a miscel. por qu0 o ori/* -/um carrega um espelho? Mmposs)vel ser vaidade. de eito que lhe derrubaria o t)tulo de esp)rito superior. ! pr*tica da cultura religiosa dos ind)genas com os a ricanos oi proibida pelos brancos que impunham o catolicismo entre eles. maravilhosa e m+ltipla na sua constru1ão. são religi8es antagAnicas. Repare que todos os pontos da linha dos preto3velhos são iguais 4s musicas da capoeira. # ela oi criada pelos a ricanos 4 guisa de esporte mas na verdade era um meio de de esa. brancos. negros. hoje o +nico esporte brasileiro. Mndagou.e certa orma. 3 # o preto3velho não ( o a ricano? 3 #stou inclinado em acreditar que ele oi tra6ido atrav(s da descend0ncia da ra1a a ricana que criou a capoeira. .OO misturaram sua ra1a negra com a vermelha do )ndio e entre elas a intromissão dos brancos. mas deve ser revista adequando3a 4 lógica correta de uma religião independente. 3 # não oi? 3 Pelo pouco que sei do candombl(. -s !rquitetos do #spa1o resolveram juntar todas as suas iloso ias religiosas em uma só. sem nunca esquecer que ela ( autenticamente brasileira. OO . 5ão tenho nenhuma d+vida que a Umbanda tem que seguir seus princ)pios morais e ilosó icos ensinada pelos esp)ritos. e/ceto quando são misturadas.nea de conceitos est* gerando uma con usão muito grande. a religião tamb(m. misticismos e iloso ias espirituais. !s tr0s misturas deram in)cio 4 civili6a1ão brasileira. cheios de cren1as. !trapalhei o H+lio. o que desagrada tanto os adeptos da Umbanda como do candombl( que não tem nenhuma vincula1ão com o sincretismo católico.H+lio não se conteve. Parou uns instantes olhando3me para pensativo e torpedeou. 2eja uma delas. . europeus e religiosos católicos. Por ser nova e pouco estudada. #sses esp)ritos dos )ndios. ! sobrancelha grossa do H+lio levantou e ele interveio. ! religião dos brancos oi re ugada pelos negros que criaram o j* conhecido sincretismo católico na Umbanda. dev)amos pregar e cultuar a Umbanda dentro da lógica dos acontecimentos históricos do @rasil.

Mas antes devemos ver o inverso de nossas a18es que erem a espiritualidade ensinada pelos esp)ritos que a6em a Umbanda.Hulio despediu3se e prometeu a6er a e/peri0ncia do espelho. OQ . 9uem sabe nós devemos buscar a resposta pesquisando o inverso do ori/*. .OQ 3 2oc0 sabe? 3 #u não sei. mas espero descobrir. ao menos vai se admirar. pois se não encontrar o seu outro YeuZ. &enho certe6a que vai aproveitar.

. $al*vamos sobre a mediunidade. 9uando vem o esp)rito. . ilho de -gum não dei/ava as coisas para depois.esp)rito ( uma energia e o m(dium ( outra. todos. para poder e/trair sua cultura. principalmente no que se re ere a di eren1a da mesma entidade incorporada em m(diuns di erentes. 2oc0 ( um imbecilP !pesar da grosseria das palavras. era muito querido por todos. acharam gra1a da orma do pai3de3santo e/pressar3se. voc0 ( um burroP . trotar e galopar. reunidos em uma só or1a. Mas. gritar. Mnterrompeu e voci erou. trocar id(ias sobre a Umbanda. <osto de conversar com ele e. cultural e espiritualmente. principalmente por contradi6er tudo aquilo que ele pregava. #ntretanto.omingos era um membro da corrente. .omingos. sabendo andar. #mbora comum e undamental para a religião esp)rita. . . um e/periente pai3de3santo. mais *cil para o esp)rito dar sua comunica1ão. $oi com outro espiritualista que entendi a incorpora1ão e a necessidade da prepara1ão do m(dium. ormando uma terceira. $alando sobre prepara1ão espiritual dos m(diuns. 9uanto mais preparado.omingos. C como dois em um. Um cavalo bem domado. Um ( um e outro ( outro. C a terceira energia % disse. &oda aquela postura era mentirosa.pai3de3santo echou a cara. demonstrando sua indigna1ão pelo coment*rio do estejado gordo. a incorpora1ão de um esp)rito com o m(dium ( um grande mist(rio. OS . .$erro costumava berrar. não adiantando nada o que se aprendeu. inclusive o . essas energias se unem. ! gente l0. principalmente. &erceira energia? #/plique melhor. ele a6 o que quer. quando a entidade toma o corpo do m(dium. estuda e aprende. reclamar por tudo. <ordo. ainda não conhecia o !ndir de "ou6a. mas tinha um cora1ão imenso. acilita ao cavaleiro. brincalhão e alegre.m(dium tem que dar condi18es ao esp)rito.OS CAPITULO 2 TERCEIRA ENERGIA . .omingos acreditava que não adiantava nada o m(dium ter cultura esp)rita. dei/ar ser montado e obedecer as r(deas. dei/ou escapar uma das suas marcantes alas. 'ada qual com sua cultura. 5aquela ocasião. !mbos estão ali presentes. 5a Umbanda chamamos o m(dium de cavalo. H* o pai3de3santo com sua e/peri0ncia pregava o contr*rio. pedi. sensibilidade e conhecimentos..i6ia coisas descone/as.

senão poderia e/plicar para ele o que o $erro não conseguiu. boa coloca1ão % elogiou. culto. com sua aura limpa e vibrante. que não ( a mesma entidade. só pode in ormar coisas semelhantes. "e incorpora em outro. OG . pensando na proveitosa troca de id(ias com o !ndir. lembrei3me do . 'ompletei.mesmo e/u incorporado em um m(dium menos preparado.omingos j* desencarnou. amoroso. para quem conversar com os dois m(diuns. violento. para esclarecer minha compreensão. e cheio de ódio. ela ica com uma parte que sou eu. se sobrepor 4 sua vontade. #nquanto voltava para casa. est* bem esclarecido este ponto. .OG - 'omo o ca ( com leite? &entei ajudar. . 2ai parecer.omingos. ica com uma parte do outro. em sua mani esta1ão. -bviamente. disse o !ndir. 3 Msso e/plica bem. em dois m(diuns di erentes. Pena que o . "im. . C. vai ter que lutar para não dei/ar esta parte ruim do m(dium. 5ão pode ser igual. Msso mesmo. 5o segundo m(dium. toda esta parte boa do m(dium. .esp)rito só pode tirar do m(dium o que ele tem programado. incorporado em um m(dium manso. 2amos imaginar um e/u. "e a entidade incorpora em mim. o leite tamb(m. $alei. misturada em sua energia. 'omo um computador.princ)pio do computador. no primeiro. ele vai tra6er. "e seus arquivos são de m* qualidade.ca ( ( uma bebida pura. -s dois juntos criam uma terceira bebida.

para só depois levantar e saudar a todos alegremente. C importante mencionar. para voc0 icar tonto e acilitar a incorpora1ão. que voc0.ava consultas sentado no toco. que recebi sem nenhuma di iculdade. mas comum entre cavalos ine/perientes. sem necessidade de lu6 apagada. considerando3se estar trabalhando com ele. "ó altava o #/u. di erenciava bastante dos outros e/us. ! gira era de 'aboclo. ique rodando. -ptei pela Umbanda por ter encontrado nela a minha necessidade religiosa. jogando3me de joelhos no chão.desenvolvimento da mediunidade na Umbanda deve ser espont. mas. o meu pai3de3cabe1a. pedindo uma e/plica1ão.OE CAPITULO 4 INCORPORAÇ>ES H* estava habituado 4s incorpora18es da Umbanda. . &empos depois. . 3 5em todos os e/us são iguais. j* h* vinte e cinco anos. C a alta de conhecimento dos m(diuns que provoca esse quadro at)pico da entidade. "e tiver di iculdade. nas giras de -gum. Pela impon0ncia da entidade. via de regra.segredo ( a paci0ncia e a con ian1a nos respons*veis pela dire1ão do terreiro. olhos abertos. H* tinha o preto3velho e o 'aboclo. entidade para mim *cil de lidar. o Pai Maneco. com certe6a. muito embora. OE . o pai3de3santo chamou o #/u &ranca Ruas das !lmas. o esp)rito declarou chamar3se !:uan. dentro da nova roupagem de preto3velho. H* me considerava m(dium pronto. a1a uma respira1ão r*pida e curta. . h*bito comum quando ele queria chamar um esp)rito para incorporar num determinado m(dium. os m(diuns icam muito apegados ao olclore. "oube que meu -ri/* era -gum e j* tinha eito o cru6amento na Umbanda e o amaci. "e não der certo. #le atendeu. Mncorporava. bem 4 vontade. @em mais cedo que esperava. @ebia cacha1a e umava cigarro de palha. Mntu) que um 'aboclo est* querendo incorporar em voc0. 'antava e dan1ava. % orientou3me. $iquei intrigado e procurei o pai3de3santo. ! incorpora1ão oi r*pida e orte. na linha :ardecista.neo. Mandou cantar o ponto do 'aboclo Hunco 2erde. devendo o m(dium tomar o cuidado para não incorrer na imita1ão das incorpora18es de outras pessoas. "enti3me mais seguro e protegido na Umbanda. entortam as mãos e cometem outros trejeitos. $ique calmo e concentre3se.pai3de3santo me chamou e me e6 icar no meio do terreiro. e icam mancos. icar* bem amortecido. j* tinha abandonado o 'entro #sp)rita. incorporava uma entidade que não tinha dado o nome. normalmente. e nunca dei/ar de perguntar as d+vidas que tiverem. . estava solto. ! di eren1a oi a batida alegre da m+sica e a manipula1ão da energia da 5ature6a pela cria1ão de campos de or1a.

seria certo ou errado ele ir bater a cabe1a? 5essa altura. Meus parab(ns. !creditam que. ( muito bom. 3 Mas tenho que ser inconsciente para trabalhar na Umbanda? Perguntei assustado. numa gira echada e sem assist0ncia. al(m de ser a maioria.esp)rito não oi. #/clamou. pensando ter eito uma pergunta inadequada ou prim*ria.urante a incorpora1ão tive o impulso de ir bater a cabe1a no ponto de seguran1a da gira. e/plicando as coisas certas e erradas dos m(diuns. uma ve6 por m0s. durante a incorpora1ão. que e/istem mães e pais3de3santo.. aqui presentes. para desenvolvimento dos m(diuns. $ui saber. $iquei sem entender. #stou em d+vida se ui eu. inclusive o próprio pai3de3santo.QF 5o terreiro do $erro. se os outros souberem da consci0ncia. 3 . $iquei sem jeito. 9ue i6 para merecer cumprimentos? % pensei. % detalhei 3 independentemente dos meus problemas na incorpora1ão. por estar errado. o m(dium. 3 'laro que não. mais tarde. havia uma sessão echada. omitem o detalhe da consci0ncia ou inconsci0ncia. toda a corrente estava em p(. trabalham suas mediunidades. C um tipo de treinamento. onde os m(diuns. !o contr*rio. #les ( que pensam assim.. $ernando. al(m de ser also. 5o inal o pai3de3santo a6ia suas observa18es. que atrapalhou a entidade não o dei/ando a6er o pretendido.anos e só sai daquela casa com morte de meu pai3de3santo. Para teu controle. não contarão ao esp)rito suas di iculdades )ntimas. 'om medo de errarem. ou se ui eu quem criou a id(ia e ele não me dei/ou ir. em sil0ncio. sob a orienta1ão dos dirigentes e m(diuns mais e/perientes. na sua ótica. em meu terreiro. !rrematou. #le continuou. 5ão tem nada de errado ser m(dium consciente. com a inten1ão de saberem as coisas contadas pelos ilhos da corrente. juram serem inconscientes. Mncorporei o #/u &ranca Ruas das !lmas. em cujo cargo iquei durante. me olhando. todos teus irmãos de corrente. &empos depois. $i6 uma pergunta. porque assim voc0 aprende as coisas que o esp)rito ensina. que se di6em inconscientes. 3 2oc0 ( o primeiro m(dium. C uma pura asneira. que a6 uma declara1ão publica a irmando ser m(dium consciente. ui cru6ado no terreiro como pai3pequeno. . QF .

não se deve jamais alar com ningu(m. espiritualmente. que quero alar so6inho com o 'areca. !l(m de meu pai3de3santo. &udo estava certo na sua vida. deu a noticia. "e ele não puder trabalhar. muito ao contr*rio. . mesmo sendo o che e espiritual da casa. que tão sabiamente comandava. #le vai ter alguns pequenos problemas. para dirigir uma casa. . Por comandar a gira. 5ão aparentava a idade que tinha. de pronto. 3 'areca. quando ouvi o amoso chamado da querida entidade. venha c*. 'areca. . # eu me identi icava muito com ele. 3 'uide do meu terreiro. o canto muito bem a inado. mais tarde. não estava incorporado. % ordenou. e estar incorporado no pai3de3santo. ! casa estava cheia. # vou dar um conselho. -s dois sa)ram e ele. os cambonos.ei/ei meus a a6eres e sentei3me 4 sua rente. os m(diuns alegres. sem a assist0ncia do cambono. "aiam daqui. tornou3se um grande amigo. h* quase cinq?enta anos. # ningu(m gosta de saber que os amigos estão com os dias contados. porque. % gritou. Percebi uma certa gravidade.pai3de3santo che iava. Me/eu3se no seu trono. #ra um homem importante para a Umbanda e para o próprio terreiro. 3 5ão dei/e isso acontecer. uma resposta da entidade 4 minha solicita1ão.3 Q1 .pai3de3santo $erro. vai desencarnar. era todo vida e alegria. a lito. incorporado no 2ovA 'onrado.evia pesar uns setenta quilos. hoje ( a +ltima ve6 que estou incorporando neste cavalo. olhando i/amente. Minha rea1ão oi imediata e em suplica. 3 'areca. 5ão sentia nele o espectro da morte. voc0 guarde teu cora1ão no co re. !credito nos esp)ritos. go6ava de boa sa+de e não demonstrava estar passando nenhum problema. o ereceu3me a orte bebida e disse aos seus dois ajudantes. #sperei. assustado.Q1 CAPITULO 6 O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO #stava comandando uma gira da esquerda. mantendo uma orma )sica invej*vel. 'omunicou. . #st*vamos no m0s de "etembro. "ou um homem de (. Mas não dei/e ele morrer. ra6ão que me e6 gelar. #stava no meio do terreiro. eu cuido do terreiro. que impossibilitarão as incorpora18es e. 2ovA.

5ão era compreens)vel uma entidade di6er não incorporar mais. para que tudo corra bem. conhecida pela cura de doen1as )sicas. amargando minha antecipada dor. I noite a corrente estava reunida. que dava para perceber. pois antevia as conseq?0ncias entre todos nós. ! &here6inha. em cima da seguran1a. Perguntei. sem dividir com ningu(m. #le subiu e eu iquei assustado. -s esp)ritos não erram. !lgu(m tele onou para voc0. então mãe3pequena no terreiro. 3 9ual o hospital? 5o "anta 'ru6 % in ormou $ui ao hospital. "abia ter chegado o momento. &odos o adoravam. Perguntei 4 &here6inha que ponto era aquele. sua am)lia era grande. H* est*vamos em de6embro. #ra demais para mim. sem prever sua data. di6endo que o $erro teve um en arte e vai ser operado. $i6emos trabalho na linha da Umbanda. C para a sa+de do Padrinho. amiliares e ilhos de corrente comentavam sobre a bem sucedida sessão. 5ão acreditava no que tinha ouvido. $iquei so6inho. desde que tomou o cuidado de a astar seus cambonos para me dar a not)cia. #la era benquisto e al(m dos amigos e ilhos da corrente. não sabia o que esp)rito tinha alado. #sclareceu. especial mesmo. # alava de um homem incomum. esposa do $erro. $oi no come1o do ano. chamando os caboclos e pretos3velho. &odos os anos o terreiro a6ia uma esta de con raterni6a1ão. #u o via. reunindo os m(diuns e seus amiliares. 5o meio do terreiro. #le % o pai3de3santo e esposa. #les se encarregaram de mandar cantar os pontos da linha do -riente. alegre e com todos estejando. Q= . tristemente e comecei a pensar como poderia administrar seu desencarne. oi posto um ponto riscado.Q= !poiado em sua bengala preta. Mn ormou3me com ar sombrio e triste. 5ão incorporou mais em seu cavalo. para a qual tamb(m nada tinha dito da comunica1ão da entidade. levantou3se e ordenou o canto de subida para ele. Retirei3me. !o chegar em casa. 5a minha (. muito antigo. #ste ponto oi riscado pela Madrinha 3 a dona "telinha. e não podia tirar de dentro de mim o segredo que com muita dor carregava. apesar de suas rabugices. porque seu cavalo ia morrer. onde j* muita gente estava solid*ria com a am)lia. -s sinais dados pelo 2ovA 'onrado estavam cada ve6 mais ortes. que o mant(m aceso j* h* muitos anos. recebi o recado. ou seja. que o am*vamos. Marcamos um trabalho para hoje 4 noite. sabia ser inevit*vel o desencarne. .pai3de3santo era m(dium inconsciente. !s l*grimas oram por mim contidas. apro/imou3se. $ui com minha mulher.

#ra di )cil v03lo assim. peguei sua mão com muito cuidado.eus te aben1oe. um raio de Nu6. m(dicos e amiliares. como sempre a6ia. serem paliativas as cirurgias. ele estava sentado em uma cadeira. com seu olhar j* en raquecido pela doen1a.urante um m0s. $ui embora. ainda. $iquei surpreso. na e/pectativa de sua cura. 3 Mucui no Dambi % . disse3me. C para movimentar o corpo % disse3me a a lita esposa do Meu pai3de3santo era sombra daquele homem esperto e *gil. di6endo num sussurro. at( agressivas % e caras. diga3se. Meu ilho. Madrinha. 5uma delas. $iquei pensando porque o 2ovA não vinha busc*3lo. -rdenou3me.QB Mas ele j* teve algum problema antes? Perguntei. talve6 não mais pelo seu iminente desencarne. $ale. 3 !cho que a senhora deve levantar o ponto irmado na linha do oriente. por causa dos soros e agulhas em suas aparentes veias. Respondi. "ab)amos. barba crescida. ora no Tospital. como diariamente a6ia. beijando3a. e enquanto tentava consol*3la. tomou minha mão e. na sala do oriente. por or1a dos aparelhos hospitalares. tamb(m a beijou. nunca mais o des e6 alimentando3o com bebida. j* marcado para morrer. muito triste. pai3de3santo. Mucui meu pai. Parece3me que cinco cirurgias oram eitas naquele homem. alando quase por sinais. !joelhei3me ao seu lado. mas por tudo que estava passando. e. 2oc0 pode a6er isto por mim? !quiesceu. &eve uma pequena doen1a e. ora no terreiro. &odas as manhãs eu a6ia uma visita ao $erro. #stava respirando. $oi um per)odo revoltante. 3 . p*lido. i6emos vig)lia. determinado. ui ao hospital. QB . "entei3me com a Madrinha "telinha. no quarto. *gua e vela durante todo esse tempo. o que mais podemos a6er? Mmplorando. pedi3lhe a ben1ão. #stava magro. a senhora não vai gostar do que vou di6er.velho -gum. não a mim. mas 4 espiritualidade. a6endo um es or1o muito grande. . talve6 at( emocionado. eito o ponto. 5um "*bado.

! inal.#dmundo Rodrigues $erro. para segurar na terra o esp)rito de algu(m. 'onversamos sobre e assunto e dei/ei3a em sua casa. Respondeu a &here6inha. 5ão posso acreditar que um ponto riscado. "ó saudade )sica. levantar o ponto. $iquei. e me retirei. 5a volta. dando ordens e palpites. 3 &eu amigo morreuP . Um ponto de irme6a. mas hoje não estou mais. Nevantamos e descarregamos o ponto. os quais. no nosso tradicional almo1o dos s*bados. na ocasião. 4s ve6es. &ele onei 4 &here6inha e nós dois omos ao terreiro. comunicando que o $erro morreuP % e/clamei. conversava com ela. acato muito agradecidoP QJ . para variar. tra6endo uma triste6a muito grande para todos nós e apesar de abrir uma lacuna na Umbanda. sem discutir. Minha mulher atendeu o tele one. !inda estava 4 mesa de re ei18es. principalmente por mim. dei/ou como legado cinq?enta anos de e iciente desempenho na religião. possa atrapalhar o desencarne de um esp)rito do naipe do $erro. instintivamente. al(m do necess*rio. demonstrando muito conhecimento e (. muito triste. Madrinha. sinto quase sempre sua presen1a no terreiro e. Mas tive uma intui1ão. quando o tele one soou. tem este poder de manter o esp)rito junto ao corpo. 3 C algu(m. Retornei 4 minha. embora alimentado. 2ou j*. e oi essa a ra6ão de eu ter sugerido 4 dona "telinha. e um ensinamento at( hoje seguido por muitos. con orme me ora anunciado pelo 2ovA 'onrado. junto com meus amiliares. desencarnou.QJ 'laro.

5uma reunião com meus companheiros. #dmundo Rodrigues $erro. embora tenha conhecido alguns bel)ssimos. 5ão houve sintonia vibratória entre mim e eles. Passei a visitar v*rios terreiros. a 2irgem Maria. $omos juntos.urante uns dois meses não conseguia me decidir. veio o Pai Maneco. volta e meia. . 5ós gostamos de cães. !cabei cedendo 4s solicita18es. tentando. 5ão queria voltar para a linha :ardecista. a esposa de meu pai desencarnado. a cadela. QO . !chei o momento oportuno. no undo. casa que ainda. que me servissem de orienta1ão. pois.que? &amb(m quer achar? . 5aquela (poca. após sua morte não me adaptei ao da minha mãe3de3santo "telinha de -/um. 5ão o encontrei. achava gra1a por essa distor1ão de consulta. sem casa para trabalhar. Minha mulher e/plicou sua vontade de achar sua cachorra. eles insistiram. 5osso "enhor Hesus 'risto. jamais deveria incorporar qualquer esp)rito ora do terreiro por motivos de seguran1a.QO MIN3A DECIS1O CAPITULO 8 Tabituado com o estilo do meu pai3de3santo. como sempre a6. pedimos consulta na entrada e omos indicados para alar com uma m(dium incorporada com uma entidade. 5um terreiro. a ador*vel entidade angolana. # voc0 meu ilho. e Memanj*. ! Redda. segundo meu aprendi6ado. #u. minha dedicada esposa. iquei totalmente desorientado. 9ue a pa6 de -/al*. naquela ocasião. 2irou3se para mim e perguntou. só quero a/(. 5as andan1as. tive at( momentos hilariantes. Ma junto comigo. o que deseja de mim? Meu pai. como seu h*bito. em condu6ir o terreiro. principalmente por estar necessitando de uma orienta1ão mais direta para meu destino espiritual. uma cadela nossa tinha desaparecido e oi esse o prete/to usado por ela para correr comigo os terreiros. H* havia orientado meus companheiros para a6er3lhe perguntas. ser minha grande amiga e companheira. vou visitar. embora não participe da Umbanda. !pós os devidos cuidados. na esperan1a de encontrar um que osse compat)vel com aquele do qual tinha sa)do. "a) da &enda #sp)rita "ão "ebastião.iante de minha hesita1ão. ui provocado por eles para incorporar o Pai Maneco. #u. . e ela. e isso eles sabiam. a respeita e me prestigia. Mas. ! entidade disse que ia ajud*3la. buscava a/(. protejam todos voc0s % cumprimentou.

epois de v*rias tentativas em me demover da decisão. eu. 'ontinuou conversando com os presentes. % Meu Pai. e/ceto o <eraldo e o $rancisco. #st* procurando um terreiro onde encontre a inidade. meus dois companheiros que não se con ormavam com a minha sa)da do terreiro do #dmundo $erro. quando tenho necessidade de uma decisão importante. ou1o a palavra dos esp)ritos. sem mais nada alar sobre mim. $ernando. considerando o teu atual estado de perturba1ão. 3 2oc0s ouviram ontem a mensagem do Pai Maneco. mas não o encontra. . 'omuniquei a todos. nas entrelinhas de suas mensagens. #/plicou Meus amigos. !cham que vou ignorar a palavra do esp)rito? #les se entreolharam. # da). "er pai3de3santo. sei que sou justo. #le disse ser este o caminho.QQ "alve. não quer. em nome do grupo. 5ão poderia ser di erente. QQ . por ter duvida se ( este o destino. eu j* come1ava a icar impaciente. hesita.eu para entender alguma coisa? &udo a6 parte de um plano. Pai Maneco % respondeu o <eraldo. ou se ( uma vaidade inconsciente me/endo com sua cabe1a % e/pAs. demonstrando terem alguma d+vida. % arrisquei. &entavam me dissuadir e me aconselhavam a voltar 4 casa onde ambos ainda permaneciam. 3 C uma possibilidade muito grande de ter acontecido. 3 ! não ser que a mensagem por ele dei/ada oi inter er0ncia minha. "eu cavalo quer que o senhor lhe indique o caminho que deve seguir. o humilde preto3velho. uma das hipóteses. #les perguntaram. # eles me indicam que devo ser pai3de3santo. 2oltar para linha :ardecista. 5ão hesitei. Msso não ( vaidade.<eraldo não pensou duas ve6es ao responder. &inha que ser assim. ( conscienti6a1ão. lacAnico. "erei vaidoso. Meu ilho. os dois oram 4 minha casa. pelos sinais que me dei/am. se quiser ser o mais Husto entre os Hustos. 5o dia seguinte a nossa conversa1ão. . "ubiu e o grupo voltou 4 conversa1ão. . "ou um homem de ( e decidido. "elou o meu querido mestre e protetor. H* não tinha mais nenhuma duvida do meu destino. se vivo entre eles. seu cavalo quer uma e/plica1ão sobre tudo que lhe aconteceu.

no meu ouvido. mesmo relutando. $iquei emocionado. $iquei chocado e em sil0ncio. $oi quando ouvi a vo6 do Pai Maneco. 2ou incorporar no $rancisco. e. e con irmar tudo que alei ontem por sua mediunidade. !joelhei3me em sua rente. 5ão demorou. &anto o <eraldo como o $rancisco. 3 Muito obrigado. QS . realmente repetiu a mensagem anterior. e beijando3as suavemente.QS 5ão queria acreditar no que estava ouvindo. dei/ando sobre as mãos do $rancisco. di6endo. ! partir desse momento. oi dominado pela entidade. recebi só apoio dos meus dois companheiros. e o $rancisco. sob minha orte emo1ão. não podiam duvidar da minha capacidade de transmitir as mensagens do Pai Maneco. tomei as suas mãos. duas l*grimas por mim derrubadas. iquei na e/pectativa da incorpora1ão prometida. "em nada di6er. Pai ManecoP % e me a astei. agradeci. 3 5ão admito d+vidas sobre voc0.

Mas altar a missa era pecado mortal? Retornei 4 minha casa. oi reavivada durante uma palestra que a6ia a um grupo de umbandistas. #ra prepara1ão para a6er a primeira comunhão dentro do catolicismo. 5a ocasião achei orte a pena. 3 Por que? 3 ! $rancisca disse que voc0 e o pai vão para o in erno porque voc0s não vão nas missas e t0m pecado mortal. para se in iltrar no sonho do imposs)vel. com a religião católica. buscando sempre a lógica.eus e Hesus 'risto. mesmo que osse minha primeira alta. QG . 5aquele dia eu não devia ter ido 4 aula. só queria ter mais vinte anos de idade. #mbevecido eu cuidava para que a classe icasse quieta e atenta 4s palavras da ormosa pro essora. onde dei/ava transbordar meu amor por aquela mulher. 5ão era só a religião que me ascinava. ! lembran1a de um ato acontecido h* mais de sessenta anos. 5os meus desejos. $alei. na . &omava o cuidado de ser bem claro nas e/plica18es. 3 5ão vou mais a6er a primeira comunhão. para poder cortejar a dona daquele rosto redondo. . com os padres e os santos. #ssa religião não presta.nsia de recuperar o meu tempo perdido na igreja. $oi quando uma risonha mo1a presente pediu a palavra para di6er.QG CAPÍTULO 9: A FRUTA #stava atento 4 aula de catecismo que a $rancisca estava dando nas depend0ncias da Mgreja do meu bairro a um grupo de meninos. #la sentenciou. corri ao encontro de minha mãe e comuniquei. 3 9uem alta 4s missas nos domingos est* cometendo um pecado mortal. era só não cometer nenhum pecado.encanto que ela e/ercia sobre mim oi pro anada por ensinamentos rudes e contr*rios 4 minha in antil percep1ão religiosa. desiludido com a minha amada. "ó perdoei . mas meu otimista racioc)nio isentava minha pessoa da negra amea1a. Hogando no li/o o material que carregava para 4 aula. dando as costas e correndo para a rua. #m aulas anteriores ela tinha ensinado que quem cometesse um pecado mortal iria para o in erno. risonho e aquinhoado pela divina arte do belo. e arranjar uma nova namorada. Minha pai/ão por ela transcendia o limite da benqueren1a. #u era um dos alunos com a idade m)nima. a $rancisca tamb(m. entre cinco e de6 anos.

&udo isso e muito mais que eu talve6 não tenha mencionado ( que dão as condi18es para que possa ser o erecido 4 voc0s um ruto m*gico colhido das sagradas mãos dos ori/*s. 5o espa1o das sess8es estão enterradas no meio as armas do ori/* mandante da casa.olhar espantado da mo1a revelou que ela nada conhecia. "empre estou a6endo o erendas. espadas e retratos das entidades. que t0m que ser e/purgados como se a6 com a parasitas das *rvores. C um constru1ão que tem um cong*.sil0ncio na sala e o s(rio olhar da j* não mais risonha loira. independente da linha de seu dirigente. irmada com v*rios pontos magn(ticos e de or1a para manter sua harmonia. com o doce sabor de uma madura e gostosa ruta. demonstravam claramente terem entendido a mensagem que um terreiro de Umbanda só abre suas portas gra1as a uma insistente organi6a1ão material. 3 Um terreiro de Umbanda teve um come1o. se bem que direcionada 4 risonha loira. . uma história do Pai Maneco. . como lechas. #n eites quase sempre estão ornando a casa. machados.terreiro ( o templo dos -ri/*s onde se reali6am os cultos da Umbanda. lugar destinado aos alguidares dos santos QE . $oi um longo processo e mesmo assim voc0s não agradecem 4 *rvore e toda a organi6a1ão natural que a torna produtiva e orte.empenho material para as constru18es )sicas. "eus olhos só en/ergam a ruta. o cuidado com uma corrente de m(diuns honestos e caridosos. criou ortes ra)6es que e/trai a *gua e a or1a da (rtil terra e produ6iu lores que se trans ormam em rutos. provavelmente uma semente simboli6ada pela vontade obsessiva de um pai3de3santo. onde estão alojadas as armas do e/u guardião. !s dimens8es do terreiro são adequadas para o n+mero dos m(diuns que constituem a corrente. onde icam as imagens das entidades. 'resceu e criou ra)6es estruturando isicamente a casa. a6 brotar a lor do amor e da vontade de ajudar os semelhantes. sabidamente a seguran1a dos terreiros de Umbanda. continuei. para agradecer o bem que me a6em.QE 3 #u estou muito eli6 na Umbanda. um espa1o para a reali6a1ão das giras e a parte onde ica uma eventual assist0ncia. Uns t0m constru1ão requintada e outros são simples. &odo terreiro tem na sua entrada a tronqueira. -s pontos tinham que se encontrar.7 &odos aguardavam a continua1ão da minha e/plica1ão. sustent*culo de uma boa vibra1ão espiritual. 'ontinuei a e/plica1ão. onde sempre se in iltram os mal intencionados. . Minhas entidades são maravilhosas. 'ontei para eles. . 79uando voc0s saboreiam a ruta de uma *rvore não se preocupam em saber que ela teve in)cio com uma pequena semente que cresceu. necessariamente da linha &ranca Ruas.entro do espa1o dos terreiros tamb(m e/istem o roncó. indicadas pela entidade che e. 3 2oc0 conhece a estrutura de um terreiro? . icou adulta. tudo muito caro e sem um provedor. al(m das seguran1as necess*rias. "abendo disso.

urante o desenrolar de uma gira de -/óssi. #ssa são a realidade e as di iculdades para a constru1ão de uma templo de Umbanda. ! limpe6a espiritual ( que vale. todos de branco. alguns incorporados. do SF . a6endo3os cair em sono pro undo. ormando uma esp(cie de cerca iluminada por v*rias cores nunca vistas por voc0s.cavaleiro armado e imponente ( um guerreiro de -gum. ( a ordem material de um terreiro de Umbanda. os anAnimos provedores do dinheiro para a constru1ão da casa. vai cair no outro ensinamento. 3 . l* atr*s. alguns com seus cocares mantendo um brilho intenso. o que de gra1a recebemos7. #les rodam e emitem lu6es para todos. de acordo com a vibra1ão e o a/( da casa. talve6 por conveni0ncia. &alve6 a imagem mais bonita ainda seja a de um cavaleiro montado em um cavalo branco galopando em volta de todos. % alou o poderoso guia. . j* est* pago7. -/al* est* irradiando para todo o ambiente uma lu6 prateada e brilhante. e a casa dos e/us. basicamente. o dos esp)ritosP C uma energia paralela que se modi ica. iluminado por uma lu6 que nunca se apaga e ( mais brilhante e orte que o sol na &erra. v*rias alanges e tribos de )ndios estão de prontidão no aguardo de um chamado para a6erem a de esa dos que estão no meio. #ssa lu6 como um arco3)ris est* ligada no centro do terreiro onde est* a seguran1a. 7quem recebe. do bom gosto dos dirigentes ou pela aplicabilidade coerente de um arquiteto. Paredes não e/istem. trava seus movimentos e amortece seus corpos. &udo isso acolhe um mundo invis)vel. e da habilidade dos dirigentes de promoverem eventos para a coleta de moedas que paguem o pre1o de um mestre de obras e seus pedreiros. 5o lugar de cada um estão os )ndios e )ndias. . 'ada ve6 que seu corcel bate as patas saem a)scas da cor do sol. # quem ugir desse princ)pio e vender seus passes e orienta18es espirituais. -s m(diuns que voc0 viu. #sta. conversando comigo. que direcionada para algumas entidades so redoras. perguntou. 3 #u estou vendo o cong* iluminado com as velas. 5ós estamos no meio de uma campina cercada por um verde e lindo mato.que voc0 v0 agora no terreiro? . #u não a1o distin1ão da qualidade de um terreiro pela sua constru1ão )sica. cong* ( uma mistura de cores. os m(diuns em volta. eu não en/ergo. . a assist0ncia silenciosa a tudo assistindo e. em seu lugar. "ão di eren1as puramente materiais e que dependem tamb(m dos recursos inanceiros do grupo. ! assist0ncia tamb(m desapareceu e. as paredes que cercam o terreiro. -s dirigentes da Umbanda são pobres porque seguem 4 risca o ensinamento da alta espiritualidade que nos ensina 7dar de gra1a. pouco conhecido. que se mistura com as outras cores dos ori/*s. todos armados.o meio de seus olhos sai uma corrente energ(tica. &oda essa lu6 e alegria estão temperadas com a m+sica emitida por voc0s.SF de cada m(dium do templo. !s di eren1as icam por conta do tamanho da corrente. 3 #u j* estou vendo de orma di erente. que se mistura com as outras do terreiro.escreva tudo que teus olhos podem en/ergar. o esp)rito de um )ndio incorporado em um m(dium com e/peri0ncia.

#sse perigo. todos os terreiros de Umbanda recebem a mesma orienta1ão. e para isso ( necess*rio ter (. 'aboclo. tudo pode mudar para vis8es bem piores. "enti a responsabilidade que temos quando abra1amos uma religião. . as seguran1as não são cuidadas. pela irme6a dos ori/*s da casa. $iquei aliviado. e por isso nossos terreiros são uma onte de energia e de lu6. sabendo que não seria entendido. observei. 9uer di6er que todos os terreiros de Umbanda são m*gicos assim? 3 5ão pense voc0 que todos são iguais. assustado.ias depois algu(m observou que o terreiro estava pequeno para a quantidade de m(diuns. calma e sobretudo. Nembrando3me do ensinamento do )ndio guia. voc0s não estão correndo esse perigo. os m(diuns negligenciam nas suas prepara18es e a corrente não ica coesa no mesmo propósito espiritual. 'uidem3se. havendo o risco da escuridão e o tr. 3 9ue linda essa visão. #stava com rases ormais e tradicionais para por im ao encontro. quando algu(m me perguntou. não amea1a este terreiro. Recomendou. dei/ando o interlocutor sem entender o que eu di6ia.grupo parecia satis eito com nossa conversa1ão. # acho que. 3 Por que no in)cio voc0 estava tão pensativo? 3 #stava me preparando para não repetir o mesmo erro cometido h* tempos por uma linda e simp*tica pro essora de catecismo. Mas não posso viver sob o horror do medo. ! imposi1ão do medo e6 a Mgreja 'atólica perder talve6 um ervoroso e disciplinado seguidor de seus ensinamentos. S1 . 9uando as coisas não são bem eitas. 3 Pequeno? 'omo pequeno se não temos paredes e nosso espa1o ( ilimitado?. .nsito livre das entidades trevosas. de amor e suavidade.S1 que se aproveitam os )ndios para carrega3los para um lugar onde receberão orienta1ão. # oi bom saber que as paredes do terreiro desaparecem mostrando um mundo di erente. 3 5ós corremos esse risco? Mndaguei. como eu. Mas as oscila18es e/istem. b*lsamo de nossas dores e mola propulsora de nossa vontade de vencer as di iculdades. se continuarem assim. Respondi. obedi0ncia ao comando dos esp)ritos. 3 5ão. #ncerrei.

voc0 ( uma pessoa jovem. uma pessoa simples? 3 Por isso mesmo. o Nui6. na sua prepara1ão. 3 Nui6. "impati6ei com ele. omos todos. o <eraldo 'arrano !lmeida. onde oram postas todas as guias. atra)do pela respeitosa maneira de alar da Umbanda. Mnclusive. #le con eccionou as belas guias de contas. 3 'om muito pra6er. 'omuniquei3lhe meu desejo de a6er o ritual na minha casa do litoral. % a irmou. cuidou da prepara1ão do sagrado ritual. embora tenha demonstrado satis a1ão. 3 $ique sossegado. <ostaria muito se voc0 pudesse me preparar. orgulhosamente. Mas por que eu. cuidadosamente. e sabe muito da religião. trabalha com o #/u &ranca Ruas das !lmas.urante v*rios dias t)nhamos encontros constantes. como ele me ensinando o que julgava necess*rio. preciso receber a coroa de pai3de3santo. $ui alar com ele e solicitei. como as das demais entidades. -nde aprendeu? 3 'om minha mãe3de3santo Nourdes. 'ercou a esteira com nove velas S= . $ernando. com muito 6elo.S= CAPITULO 99 SOU UM PAI?DE?SANTO H* conhecia o Nui6 <ulini. con iante. não só eu pedindo e/plica18es. a mesma entidade a quem eu. a eitura de um pai3de3santo. cobrindo3a.ilma.ilma e alguns membros de sua corrente. estavam as ervas e bebidas dos ori/*s. 5o dia marcado. <rato pela con ian1a. 5a cabeceira. servo como m(dium. . não só a que identi ica a hierarquia de dirigente. j* pai3de3santo. 3 Nui6. voc0 não vai errar. sempre pergunto para ela alguma coisa. um jovem pai3de3santo de grande or1a medi+nica. ele estendeu no chão uma esteira. al(m de dei/ar transparente a sua simplicidade e os conhecimentos demonstrados pelos mist(rios da Umbanda. enquanto preparamos os pratos para as obriga18es. a . dentro de um alguidar de lou1a branca. 'om seus companheiros e sua esposa . &iramos a cama do quarto onde. com um len1ol de pano virgem. "ua surpresa oi vis)vel. Mn ormou3me. 5ão quero errar. $alei. 3 2ou deitar voc0 na camarinha.

sempre silenciosamente. olhou3me como me inquirindo. "eu a/(. guias e. me convidou a deitar. 3 #sta camarinha ( o momento da re le/ão. após algumas ora18es. como um dirigente espiritual. 3 2ou dar meu ponto cantado. 'umprimentou e a astou3se. $ique em pa6. convidou3me a entrar. Mmplorei. o jovem Pai Nui6 de -gum. 3 !manhã cedo. !s entidades deverão apro/imar3se de voc0 que. querendo di6er alguma coisa. após a eitura? $oi quando senti a presen1a do 'aboclo !:uan. destinada aos sete ori/*s e 4s linhas do oriente e a ricana. 3 9uem serão teus padrinhos espirituais? 9uero cham*3los. sabia que minha coroa estava sendo eita por pessoa competente. "enti muita pa6. 'onseguiria reunir as pessoas em minha volta? "eria determinado o su iciente para construir o uturo? &eria condi18es para atender e orientar outras pessoas? # qual seria a di eren1a de incorporar as entidades. ! . 3 9ue bom meu pai. . meu ilho. SB . neste momento de pa6. acima de tudo. #le esclareceu. hoje mãe3de3santo. do seu lado.Pai Nui6 me e6 entrar no quarto e. #stou aqui. ! cada nova percep1ão. #le entrou.SB de cera. bata o adej* que virei conversar com voc0. cantando seus pontos. $alamos mentalmente e ele disse. ter* condi18es de receber muitas orienta18es. ao mesmo tempo que batia o adej* chamando pelo Pai Nui6. comandava um simp*tico grupo de mo1as. quando eu te tirar da camarinha. Pensava como eu iria comportar3me no uturo. entoavam suaves pontos da Umbanda.Pai Hoaquim de !ngola e a 'abocla <uaracira. 'om o tur)bulo umegando cheirosa uma1a. $omos at( a co6inha. 'onvidou3me a segui3lo 3 2enha ver como vai ser. sem nada di6er. 3 . seguran1a e. todas devidamente paramentadas com as saias rodadas.ilma. o Pai Nui6 de umava todo o quarto. &odos de umados. cantando pontos. tamb(m a6endo sua louva1ão 4 de uma1ão. #u j* os tinha escolhido e por isso não hesitei. iremos a6er as entregas. enquanto co6inhavam e cortavam rutas.

voc0 e ele. 'riei coragem para a caminhada para a qual me preparava. colocados estrategicamente entre a aro a. "entia or1a e con ian1a. isso. "entia a presen1a de v*rias entidades. da Umbanda e tamb(m amiliares. ao menos. não pode incorporar em outro m(dium. e ele. Pediu. em poucas tentativas a m+sica icou pronta.SJ 3 Pai Nui6. 2inham mensagens de apoio e satis a1ão. estão estabelecendo um v)nculo de reciprocidade dentro da religião. itas e velas. #stavam lindos. Reparei e/istirem v*rios tipos de bebidas. vamos todos saravar % ditei as palavras. dentro do terreiro que voc0 comandar. nesse caso. sem nenhuma d+vida. 3 # a melodia?. !:uan para trabalhar> sua lan1a e sua lecha são armas neste cong*> vencedor de demandas. ele passa a ser. lores. e/plique direito a necessidade dessas entregas. simboli6ando a encru6ilhada cósmica. ambos. % 3 Pai Nui6. claro. estar* eito o pacto. ou seja. um pai3de3santo com muita (. um ritual simples. 5a verdade. 'ontinuei na minha concentra1ão espiritual. e at( hoje cantamos este ponto para chamar o 'aboclo !:uan. Mniciou3se esta ase do ritual. SJ . &irando uma caneta e um papel. 3 -gum chamou das matas. ele icou muito bonito. a principal entidade na quimbanda. #scolhemos um lindo lugar no mato. se a entidade incorporar. charutos. en eitados. !o sair do quarto. o Pai Nui6 entrou no quarto e me tirou da camarinha. para voc0. 9uando voc0 cantar o ponto de chamada. Mnquiri. aceitando a entrega do amal*. Is oito horas da manhã. aceitando o trabalho. 3 #le disse para voc0 e o <eraldo icarem na sala. mas de muita or1a. chama3se 7obriga1ão7. onde ele ser* o dirigente espiritual e determinar* todas as regras dos trabalhos. saudando o in)cio dos trabalhos. os seus ilhos vem salvar> ( caboclo. todos me aguardavam e bateram palmas. ( guerreiro. debai/o do encontro de dois galhos. e iniciamos a montagem do trabalho. claro. eitos. com muito amor e carinho. 'onclu)do. no terreiro. e ele ouvir e incorporar em voc0. que ele vai intuir. 3 2amos entregar o pad0 do e/u e. #u ajudei a mont*3lo. ! entrega dos amal*s. mesmo que não seja o pai de nascen1a. iremos at( o mar. 2i os pratos que seriam entregues 4s entidades. mas os elementos oram escolhidos pelo Pai Nui6. "erei. depois. ajoelhou3se ao meu lado para escrever as palavras que eu transmitia. o 'aboclo !:uan quer dei/ar seu ponto cantado. ou seja.

-/ossi. e ele vai escolher logo o u)sque? 5ão podia ter pedido *gua ou. a sua bebida seria o u)sque. Preto3velho. -gum.SO 3 Por que. meus ilhos. ser* a sinali6a1ão da aceita1ão do v)nculo espiritual. objetivo dessa entrega. Pensava. "elei um compromisso com as entidades que at( hoje me orientam e protegem. 3 "alve. onde ir)amos a6er a entrega para a mãe Memanj*.irigindo3se ao trabalho. $i6emos todas as entregas. não tem uma só? 3 #le ( quem vai escolher qual a bebida que vai usar com voc0. resmunguei. 'rian1as e -riente. incorporado. XangA. Mncorporado em mim. com voc0 outro. !o escolher a bebida. Hurei honrar o compromisso assumido com a espiritualidade e com a Umbanda. ! tarde estava caindo. uma cerveja? 'oisa de e/u. pode usar um tipo. Memanj*. iquei pensando. % . para meu pecaminoso orgulho. ao inv(s de tantas bebidas. #stava eito. pegou um charuto e uma garra a de u)sque. Mansã. 5o caminho para a praia. não gosto de bebidas alcoólicas. simbolicamente. ao menos. &odos cantaram o ponto de chamada do poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. ser* que ele me aceitar* como seu cavalo? $eli6mente. &odos os presentes icaram em c)rculo e o Pai Nui6 de -gum. colocou em meu pesco1o a linda guia de pai3de3santo. SO . alou. senti sua orte vibra1ão e. -/al*. -/um.

5a &enda #sp)rita "ão "ebastião. eu relatava a todos a minha eitura de pai3de3santo. quando eram chamados os pretos. percebi a liga1ão entre ele e o Pai Maneco. #ra uma mistura de ervas. 3 9ual a liga1ão sua com o Pai Hoaquim e a 'abocla <uaracira. 4s ve6es. % conclui. ! liga1ão entre eles. reunido com alguns amigos. 3 5ão tenha duvida que voc0 est* bem apadrinhado. esclareci. sentia a presen1a de um )ndio. !mo este velho. por determina1ão da entidade. devendo circular por tr*s da corrente. 3 9uanto 4 cabocla <uaracira. % respondeu algu(m. #le sempre estava acompanhado da )ndia <uaracira. como o calor de uma l. eu recebia o Pai Hoaquim. parecendo um sopro quente.mpada poderosa. principalmente para que não osse criada nenhuma antasia em torno disso. um palheiro. . ela e/plicou. estreitando. emocionado. mais e icientes que as ervas. $iquei muito impressionado com a sua meiguice. que estava sentado no lado oposto do terreiro. a 'abocla incorpora na minha mãe3de3santo "telinha de -/um. os rem(dios modernos da terra são. 5a continuidade. sempre oi muito atencioso comigo. que estava vindo pedir.urante uma consulta. cada ve6 mais. ele encontrou o cambono do Pai Hoaquim. temos muitas histórias. ( muito orte. aliada com uma esperte6a a inada. #stava servindo de cambono para ela. doente. ao Pai Maneco. tornando nossa liga1ão mais )ntima. nossa liga1ão. 5o trajeto. "ua vibra1ão era envolvente. !lgu(m me perguntou. empolgado. !ntes mesmo de ser da religião da Umbanda. em outros cavalos. 5a linha :ardecista. ningu(m deve atravessar pelo meio do terreiro. # ( uma cabocla de uma clare6a incr)vel. para apadrinharem sua coroa? 3 . o Pai Maneco mandou seu cambono levar um palheiro ao Pai Hoaquim. # eu era ainda :ardecista % brinquei. chamado <uaracU. recebeu uma receita para seus males. Mas não ( certo os esp)ritos receitarem pelos SQ . H* participando na Umbanda.ias após. Parecem irmãos. quando uma pessoa. suave. #scute estas duas passagens.SQ CAPITULO 92 PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACIRA .Pai Hoaquim de !ngola oi a primeira entidade que vi incorporar em um m(dium. a6endo questão de contar os detalhes do sagrado ritual. 3 5os dias de hoje. 'omo ( costume durante uma gira de Umbanda. 9uando a consulente saiu.

talve6 o +nico m(dium que tinha permissão do pai3de3santo para participar de um trabalho estranho ao terreiro. #stou com pressa. &erminado o trabalho. que. 3 C. chamou3me. o da linha :ardecista. e despedi3me. "audei entusiasmado 3 9ue bom ver voc0 aqui. Perguntei. ( trabalho da linha :ardecista. que quis conhec03lo. teve uma participa1ão e iciente num caso. #u era. bom e e iciente como era o do nosso grupo. dando a entender que sua opinião teria muito valor para mim. pelo jeito. depois por mim abandonado. #stou decepcionado. $iquei muito aborrecido. demonstrando estar bem ao par da modernidade. -nde j* se viu? # continuou criticando com veem0ncia. corri para o $erro. aliviando e a6endo desaparecer um mal estar que me dominava. de criticar um trabalho honesto. di6endo querer alar comigo. $i6 de tudo para a sessão corresponder as e/pectativas do ilustre visitante. #la SS . 3 Mas não ( Umbanda. . 3 C UmbandaP -nde se canta ponto e se chama preto3velho e caboclo. [amos iniciar os trabalhos quando. $iquei com vergonha de voc0. os pretinhos e todas as entidades que nos assistiam.eu um abra1o em mim e em todos os companheiros. sim senhorP C mistura com a linha :ardecista. desen/abido. que icarei daqui. agora tenho que ir. "enão. sentei e esperei. esperando sua opinião. não aprendeu nada at( hoje em nosso terreiro. $ui ao seu toco. embora osse meu pai3de3santo. porque estudam tanto? % completou. &entei e/plicar. 5a outra passagem. porque tenho que voltar aos meus a a6eres pro issionais. 3 !manhã nós conversamos melhor. 'hamamos os caboclinhos. voc0 ala tanto deste grupo. 3 .SS m(dicos. ( Umbanda. #le não tinha o direito. !t( depoisP 5a primeira gira do terreiro. $iquei orgulhoso. assistindo.epois conversamos melhor. $echei a cara. apareceu na sala o meu pai3de3santo. 3 $oi o pior trabalho de Umbanda que assisti. desejou a/( e oi embora. veio a 'abocla <uaracira. ui visit*3lo. 5o dia seguinte. 3 2oc0 gostou?. de surpresa. provavelmente com elogios. por serem suas vibra18es di erentes com a Umbanda. Podem continuar. o $erro.

SG . são assim.epois desse curto di*logo. !conselhou3me. ico acilmente embriagado. pois. $alam e nós entendemos. segurando com as duas mãos e agradecendo. a minha m*goa com o babalaA. 3 Meu ilho. e gostaria muito de uma e/plica1ão sobre o assunto. #u não bebo absolutamente nada. #le ( radical com as coisas da Umbanda. seu gesto ou sua vibra1ão espiritual. cumprindo a lei. ! orma simples de alar. que eu. $a6 parte da magia da Umbanda a bebida alcóolica. 5ão esmore1a. Mais do que justo. Mncorporado. a 'abocla voltou ao problema inicial. que me i6erem muito bem. . vai para magia.SG abra1ou3me docemente. os ori/*s. quando me a6ia um dirigente. 5ão sei se oram as palavras. 3 2oc0 sabe a ra6ão da bebida na Umbanda? Perguntou. ser ela a minha madrinha. da) a ra6ão de eu gostar de ouvir suas histórias. pelo tratamento recebido pela linda entidade de Hurema. e devolvi o coit0. &amb(m ui olhar teu trabalho. e achei muito bonito e bom. o ereceu um gole de sua bebida. &irei de dentro aquela triste6a. outra para amolecer a cabe1a do cavalo e permitir ao esp)rito uma incorpora1ão melhor. des e6 um mist(rio que me incomodava. # eles. e as poucas ve6es que ingiro uma bebida deste tipo. j* bebi uma garra a inteira de cacha1a. Perdoe3o e tente entend03lo. 3 Uma parte. Mas por que a bebida de *lcool na Umbanda? ! cabocla esclareceu. continue irme trabalhando. dei tr0s goles. 3 5ão. sem nada sentir. não ique triste com teu pai3de3santo. com o rosto virado para ela.

eus. como no c(u> !s quatro seguintes. !s tr\es primeiras. sa) da re le/ão.pão nosso de cada dia. voltei para a rente do cong*. . ui despertado por uma advert0ncia. J. !m(m. para receber o 'aboclo !:uan. Percebi que uma parte da assist0ncia. =. !tendido na minha observa1ão. e este ponto ( em sua sauda1ão. di6em. mandei a6er a de uma1ão em todos os presentes. e das entidades che es no terreiro. assim como perdoamos nossos devedores> Q. porque ( ali. Mas livrai3nos do mal . -s terreiros nunca devem dei/ar de ter um ritual de seguran1a. !cho que Hesus sabia que se não houvesse pedido para nós. "anti icado seja o 2osso nome> B. segundo Mateus. Pronunciei as tradicionais palavras. ( interessante repararem a coincid0ncia. dando inicio aos nossos rituais. a mãe3de3santo do terreiro. minha herdeira espiritual. que o guardião do #/u &ranca Ruas ica.ncia e a minha trajetória na vida espiritual. que tra6 consigo grande alange. @atemos a cabe1a para a Umbanda. e convidei a todos a re6arem.ivina. e o #/u &ranca Ruas. para dar seguran1a ao terreiro. comigo. assim na terra. 2enha a nós o 2osso Reino. 5osso Pai. não dar)amos 0n ase 4 ora1ão . o Pai 5osso. ( alta de educa1ão. seja eita a 2ossa vontade.SE DE AOLTA CAPITULO 93 #nquanto ainda rememorava a minha in . e dando in)cio 4 abertura da gira. 5a rente do 'ong*. nos v*rios cavalos. 9uando inibimos a incorpora1ão. por não seguir um hor*rio r)gido para iniciar os trabalhos. sendo tr0s glori icando a . ao mesmo tempo. con orme consta no #vangelho. 3 &odos devem icar de rente para a entrada do terreiro.epois do Pai 5osso. os esp)ritos. che e espiritual do terreiro. os -ri/*s cósmicos. e declarei aberta a gira. nos da) hoje> O. chamei a aten1ão. voltando aos dias atuais. onde est* a &ronqueira. oi ensinado por Hesus. Perdoai nossas dividas. e quatro rogando as necessidades do homem.eus. #ra a Nucilia. cujos esp)ritos incorporam. 1. reassumindo a minha posi1ão de dirigente. 3 !s pessoas estão esperando o in)cio da gira. pedindo a prote1ão de . e muito menos não ter hora certa para iniciar. e não eles % os esp)ritos3 SE . 2ejam. . não se voltou para a entrada do terreiro. Pai 5osso que estais no '(u. cantei o ponto especial da abertura. 'hegar atrasado. 5ão nos dei/eis cair em tenta1ão> S. &em sete men18es. $a6endo cara eia. ! respeito do grande mantra Universal 3 o Pai 5osso. saudei os anjos da guarda. Hesus 'risto. com certe6a somo nós. de -/al*.

iante a apropriada lembran1a. pondo em d+vida at( mesmo a qualidade das comunica18es. dando in)cio aos trabalhos. 3 'alma. ! Umbanda ( organi6ada. uma ilustre e atuante historiadora. !inda com o pensamento voltado para minha obriga1ão de manter ordem no terreiro. . no interior de minha cabe1a. conversava animadamente com nossa amiga #telvina. se alarmos pouco. Meus pensamentos se voltaram para uma curta viajem que i6 at( o litoral catarinense. sob a r)gida iscali6a1ão da Redda. se em algum momento. ouvi uma suave vo6. !s regras podem cercear suas liberdades. &odos resolvem os problemas das pessoas. "ob o semblante aliviado da corrente. !li. 'ada um sabe o que a6er. oi a alegria dos m(diuns praticando a Umbanda. meu ilho. Pe1o a todos. todos são pequenos deuses. "e o terreiro não seguir princ)pios m)nimos do relacionamento homem e esp)rito. !prende3se muito. $oi coisa de velho implicante. eu estiver tirando a liberdade de voc0s ou impondo regras desnecess*rias. 3 C. dei/ando uma doce mensagem. 'omplementei. um terreiro desorgani6ado. ( claro. 3 'uidado com as regras. #la e6 uma observa1ão di6endo determinada.GF que chegam atrasados. . GF . com v*rias obras editadas. enquanto dirigia. pela sua própria capacidade. voltei3me a todos e implorei. e/pliquei estar muito interessado no resgate da história da Umbanda. 3 esclareci. ica. Procurando tirar proveito das suas e/peri0ncias como pesquisadora. 3 5ão liguem minha rabugice.aprendi6ado atrav(s da paci0ncia ( bem mais proveitoso. C gostoso conversar com pessoas cultas como a #telvina. 5a estrada. obviamente. me chamem a aten1ão. incorporei. di6endo pretender introdu6ir em nosso terreiro as regras nascidas na origem da religião. 3 Pequenos deuses? 5ão entendi. 2isitei o terreiro e o que mais admirei.

e/tasiado com este evidente contato espiritual. #ra de cor prateada. estava uma senhora. % alou. gavi8es e qualquer ave de rapina. assinalando uma ave. dei/ando escapar uma brisa energ(tica e gostosa. e icava alguns minutos. #le contou sua comovente história. ele riscava um ponto. momento que o terreiro cria uma energia muito orte. em um canto da t*bua. ui atendido. absorvido e encantado com elas. "empre gostei das *guias.G1 CA7OCLO AKUAN CAPITULO 94 . G1 . Huntando as pe1as do quebra3cabe1a espiritual. parava em rente do enorme viveiro das *guias. acordei. 3 "ó quando voc0 desencarnar ( que vai entender a ra6ão de voc0 ter esta ilha. todo cheio de a)scas. o 'aboclo !:uan. Parou na minha rente e sobre aquela multidão movimentava suas enormes asas. descobri a minha liga1ão com as aves de vAos altos. Meu trabalho pro issional icava perto de um apra6)vel logradouro municipal. mas não consegui. para ver se o sonho continuava. ao absorver aquela maravilhosa energia. #stava incorporado com ele quando. T* muitos anos. PenaP 9uando ia ver seu rosto. #mbevecido. quando ela oi encolhendo e trans ormou3se num homem. $iquei muito e/citado e me levantei. no meio no terreiro. era a mesma do meu pai3de3cabe1a. como se soltasse uma ave de seu antebra1o. 5ão gosto de ouvir sonho dos outros. #ra a maneira mais *cil de curar minhas di iculdades. irritado ou estava perdendo meu controle emocional. ia a este mini 6oológico. pegou no 'ong* duas espadas e um escudo. e deu de presente para a menina. #mocionado disse 4 mãe. o 'aboclo a6 um gesto. 'heguei at( mesmo a a6er pedidos para elas. tive um sonho muito marcante. e de orma surpreendente. . e trans ormou3se em uma *guia enorme. -s cambonos estranharam esta at)pica atitude do orte guerreiro. vendo uma multidão compacta. sentida por todos os presentes. tendo ao colo uma menina e/cepcional. 9uando icava nervoso. voltando ao seu lugar.'aboclo levantou3se. vibrando bastante como se osse dois ios descarregando eletricidade. sem imaginar um dia estar integrado 4 religião umbandista. em vibra1ão especial. &entei dormir novamente. emocionei3me. !ntes de subir. #stava no alto de um morro. mas adoro contar os meus. N* no undo vi um ponto de lu6 que crescia 4 medida que se apro/imava de mim. 9uando comecei a receber o -gum. &ornou3se imenso. prateada. sem saber seu nome.

&ive v*rios ilhos. #le continuou. por que logo a doente. como eu. o m(dium consciente. quando deveria me apegar aos sadios? # o 'acique não deve demonstrar raque6as sentimentais. #mocionado parou de alar.. punha minha ilha no chão e icava bom tempo. Um deles como esta menina % disse apontando para o meio do terreiro. 9uando desencarnei. brincando com ela eito um curumim. $oi n)tida a visão. tive o reencontro. #ntendi tudo que antes era mist(rio para mim. #u a amava. 9uando o esp)rito conta suas histórias. -s cambonos.. e senti sua alta.'aboclo continuou. 4 medida que a lembran1a do esp)rito reaviva a cena. com a crian1a de encontro ao seu peito. v0 a cena. . at( mesmo desviando as olhagens e *rvores. hoje trabalha comigo. quando encarnada oi minha ilha. G= . bem mais que os outros.G= #u era cacique. 2ia aquele enorme )ndio. e corria com ela para o mato. #u a pegava escondido. correndo para o mato. Mas não ia querer conhecer a ra6ão. cuidaram para ningu(m do terreiro chegar perto. Um ato curioso. em orma de *guia. 9uando sabia que ningu(m podia me ver. 'horei muito. sabendo que os deuses estavam cuidando dela. $oi precoce sua morte. #sta menina. 5ão sabia a ra6ão. vendo a emo1ão da entidade.

en(rgica e duramente. que tudo vai dar certo. e alando 4 corrente e aos visitantes.terreiro entrar* em (rias neste im de ano. ilho. . um dos companheiros. teremos mais duas. "ó que estaremos no terreiro novo. $alou.GB CAPITULO 90 DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM 5osso terreiro j* estava pequeno para a quantidade de m(diuns que ormava a corrente. na qualidade de dirigente espiritual e esp)rito iluminado.epois da gira de hoje. #la acoberta o comodismo e protege a pregui1a. &roque a 7esperan1a7 por 7determina1ão7. 9uando ele incorporou. pediu a palavra. reabrindo suas portas na primeira segunda3 eira do m0s de evereiro. % e/pliquei. #m meu e no seu nome. antes de iniciar a segunda parte dos trabalhos. 3 . 'aboclo. sendo a +ltima a de encerramento.ndida. presidente da nossa organi6a1ão jur)dica. comunicou solenemente. por que est* tão nervoso? #le perguntou. 3 5ão entendi. . no bairro da "anta '. o Ribas sentou na sua rente. 3 Meu calmamente. chamei alguns companheiros e contei o ato. e estamos com um problema enorme. sentado j* no toco e com seu ponto irmado na t*bua. #u e seu cavalo estivemos conversando. 5o intervalo da gira. pedi ao Roberto Ribas. e para isso cont*vamos com uma doa1ão governamental. # essa era nossa esperan1a. e não conseguimos. não saiu. que para variar.que? 2oc0 ia construir minha casa com a mentira? Retrucou. .Hos( <on1alves. 3 . 3 #speran1a ( a arma dos covardes. GB . para construir sua casa nova. Ribas. Respondeu o Ribas sem jeito. #ra nossa inten1ão construir um maior. no terreno que t)nhamos recentemente comprado. #st*vamos no meio do m0s de 5ovembro.iante da rustra1ão da tentativa de obter a ajuda p+blica. para pedir uma orienta1ão ao 'aboclo !:uan. % en ati6ou. #sper*vamos a doa1ão de um pataco 3 dinheiro. echando uma carranca. 3 'aboclo !:uan. no linguajar dos terreiros. cheio de preocupa1ão. 3 Pe1a uma lu6.

com telhado aparente de eucaliptos. constru)do com recursos obtidos junto a comunidade. $alei. aconchegante. &ele onei para a casa do <ustavo. com um tipo de constru1ão para o terreiro que pode dar certo e ( barata.terreiro hoje ( uma tapera. a ordem ( a determina1ãoP 5esse dia. uma tapera de lu/o. 3 . abriu suas portas no dia 1 de $evereiro de 1EES ]? -u G^. !cho esquisita. v(spera do dia de Memanj*. estava lendo o jornal no desjejum. . ! Redda sonhou. # o terreiro de alvenaria. minha mulher e eu procuramos nosso sobrinho <ustavo <uimarães. ! Redda % que não teve insAnia. então. bai/inho. e com ele. #le atendeu. sem contar com o que oi. rindo. 3 2oc0 ( louco. o limite m*/imo da minha imagina1ão. "entou3se 4 mesa. risquei do meu vocabul*rio. 3 #stou em duvida. 3 $ernando. como sempre a1o.ois meses depois que o 'aboclo !:uan declarou. vai dar certo. icando o acerto inal para a manhã seguinte. houve mudan1as nos planos. só para ele ouvir. #/plicou o tipo que havia sonhado. #ra uma constru1ão redonda. tive um sonho. com grossas toras de eucaliptos. !cordei cedo. e/citado pela reali6a1ão do negócio e a e/pectativa de um terreiro novo.ei/amos acertado numa *brica a compra de um deles. Respondeu. cheio de (. com a estrutura do telhado aparente. pr(3 abricado. e só não echamos o negócio porque j* era tarde. Marreco % o apelido do <on1alves. 3 <ustavo. e com o empenho dos participantes do grupo. 5o dia seguinte. 'onstrua. . e abrindo o jornal alou. a palavra 7esperan1a7P GJ . como a Redda sonhou. Rapidamente in ormei.etermina1ãoP Nembrei dessa ordem dada pelo 'aboclo !:uan. 'omo vamos construir em dois meses um terreiro? 3 "e o 'aboclo !:uan alou. Respondi. e. . brincou.GJ Um rio correu minha espinha. arquiteto. Respondeu. 3 "e a Redda sonhou. j* passo a) em tua casa. sa)mos em busca de uma galpão de cimento. redondo. Perguntei. levantou3se depois de mim. 'on esso ter dormido muito mal.

$oi numa delas. ( o anjo que nos protege. 3 Wlvaro. 9uando abro uma gira. o nosso Mestre Hesus 'risto> -gum. meus guias nas linhas de -/óssi e XangA. qual o teu entendimento sobre o !njo da <uarda? 3 'omo di6 o nome. o ritual da Umbanda. o )ndio de ogum. pela minha evolu1ão espiritual> o Pai Maneco.eus> -/al*. em princ)pio. meu protetor. e o !njo da <uarda. Dambi. seja o !njo da <uarda. 3 5ão ( o que voc0 pensa? 3 &alve6 para mim o maior mist(rio da Umbanda. o respons*vel e o guardião. ! irmou #sperava outra resposta. um culto e dedicado pesquisador da religião umbandista que provoquei um assunto que só gosto de discutir com pessoas entendidas. tanto que me interpelou. reverencio. que ( . amigo e protetor material> os 'aboclos Hunco 2erde e da 'achoeira. 3 2oc0 e/plicou o ritual no teu terreiro. o meu mestre. encerrando com as entidades da quimbanda. todos os m(diuns batem a cabe1a para a Umbanda. 'ontinuando no ritual.espertei a curiosidade no meu simp*tico e culto companheiro de viagem. para o qual não tenho uma e/plica1ão. 5unca ningu(m discutiu isso comigo. a todos os outros. igual. . 3 H* vem voc0 com tuas pol0micas. o guia espiritual. meu pai3de3cabe1a. Mas o que tem a ver isso com o !njo da <uarda? GO . 3 "igo. j* no aguardo de outras indaga18es. o preto3velho. saudando o ori/*s cósmicos. do que em reuni8es ormais. desde meu nascimento. o meu desenvolvedor. demonstrando decep1ão. #le deve ter percebido meu desapontamento. meu ori/*. todos os guias dos m(diuns integrantes do grupo. dando a entender ter conclu)do. aquele que só ( a energia cósmica> o 'aboclo !:uan. $alou. $iquei calado. apenas. os assuntos mais pol0micos sempre são discutidos de uma orma mais minuciosa. tendo como parceiro de bol(ia o Wlvaro. !rgumentei. 3 respondi.GO AN@O DA GUARDA CAPITULO 92 5o tempo da dura1ão de uma viagem.

derrotou Nuci er. !t( l*. 3 "im. e o e/u. para proteger a nossa atual. estamos iluminando nosso próprio esp)rito? Perguntou. ele quebrou o sil0ncio. . nosso próprio guardião? # se nessa vida. &inha atingido meu objetivo. não pode ser essa ess0ncia. senão despertar a pol0mica e con undir o amigo. 3 'omo assim. ( ensinamento b)blico. e não anjos. 2oc0 est* se contradi6endo. # depois são !rcanjos. 5ão sei onde o !njo da <uarda se encai/a. 'omo voc0 chegou a essa conclusão? 3 "e temos dentro de nós a vontade e a part)cula . ( o que penso at( haver uma e/plica1ão melhor para dirimir minha duvida. 3 9ual tua id(ia sobre anjo? 3 ! id(ia não ( minha. !rgumentei. para proteg03lo. 'ompletei. "ão <abriel veio anunciar 4 2irgem Maria o nascimento de 5osso "alvador> "ão Ra ael guiou &obias e Miguel> e "ão Miguel che iando uma alange de anjos. Retruquei. nosso próprio esp)rito. .Wlvaro icou calado e pensativo. cheio de d+vida.GQ 3 H* saudei a . 3 5ão acho.epois de rodado uns de6 quilAmetros. "ão Miguel ou "ão Ra ael? !chei engra1ado. e signi icam mensageiros. os che es das outras linhas. continuo a cultuar meu !njo da <uarda. GQ . Hesus 'risto.ivina. que outro não era. estamos vivendo uma unidade de encarna1ão.eus. dando a entender ter compreendido o que eu queria di6er. com um p( atr*s. 3 !cho que ( o nosso próprio esp)rito. o pai3de3cabe1a. !njos são os esp)ritos puros criados por . 9uem melhor que nosso próprio esp)rito. temos todo direito de evocar a somatória de nossas vidas anteriores.eus d* a cada homem. 3 9uem voc0 acha ser nosso !njo da <uarda? Mnquiriu. para nos proteger? 3 9uando acendemos uma vela para nosso !njo da <uarda. 3 "er* "ão <abriel.eus. o desenvolvedor e tamb(m protetor e guia. e !njo da <uarda ( o anjo que .

GS . Mndignado retrucou. provoca uma e/cessiva sede de viv03la em todos os instantes. não entenda errado o que vou di6er. chamei3o para conversar. 3 Pedro. era sua companheira incondicional. acompanhando3o em todos os lugares. !quilo me preocupava. a6ia parte do terreiro em que eu trabalhava. mesmo nos quais o assunto era a religião umbandista.GS CAPITULO 94 CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO #m qualquer religião. mas deve. 2oc0 não percebeu que nessas reuni8es só e/istem pessoas com suas vidas amiliares j* de inidas. e ela só est* dentro da religião por imposi1ão sua. 9uando tive oportunidade. ao contr*rio. Por ser a Umbanda envolvente e cheia de mist(rios. limitou3se a di6er. 9uando mo1o. !lguns adeptos da Umbanda não sabem separar a religião de seus a a6eres tradicionais. 5as minhas andan1as pelo espiritismo. #le pareceu surpreso. Rec(m ingressado na maioridade civil. "empre disse que conselho dos mais velhos. "ua noiva . principalmente na Umbanda.ulce nas nossas reuni8es. no qual eu me inclu)a. Msso deve aborrec03la. mas gostaria muito. ao menos. ainda com a gra1a dos de6oito anos. uma doce e bonita jovem. e/orbitava com seu deslumbramento pelos mist(rios da Umbanda e pela impaci0ncia no processo evolutivo da sua mediunidade. 5ão me re iro 4 pai/ão e/trema da sua religiosidade. como o trabalho. e se enchendo de emp* ia.ulce tamb(m componente do grupo. e que se re+nem com o objetivo +nico para alarem sobre a Umbanda? 2oc0s são jovens. ser considerado. ormada por casais e pessoas de meia idade. não precisa ser acatado. #le. principalmente aos jovens. ganhei muita e/peri0ncia para poder recomendar. para teu próprio bem. que voc0 não osse mais com a .que ela e6? 3 5ão distor1a as coisas que te disse e ainda vou alar. Recomendei. 3 Por que voc0 disse isso? . Um grupo de pessoas. a diversão e a am)lia. noivos.ncia severa no policiamento de suas atividades espirituais. . "ó alava em Umbanda. o anatismo ( conden*vel. estampou um largo sorriso. recebia sempre a visita do jovem casal.estereótipo do an*tico religioso ica por conta do Pedro Hos(. uma observ.

#/clamou. quando cheguei na casa dela. H* sentado no so * da minha sala. nosso di*logo não oi produtivo. !lguns meses passados. preocupado. j* com sarcasmo. 2oc0s sempre dei/avam transparecer muito amor e harmonia. Pelo tele one. meus parab(ns. ironi6ando sua assertiva ao mencionar 7minhas entidades7. Pedro. desolado. GG . C uma umbandista convicta e adora as reuni8es. dos caboclos e dos ori/*s. "ó a procurei uns dias depois.ulce e tentar convence3la a reatar o compromisso com o desesperado Pedro. "oube que voc0 rompeu o noivado com o Pedro. p*lido e com olheiras marcadas. #le demonstra um ego)smo incomum. por ra68es que não queria e/plicar. leve3a passear. diante de sua irredut)vel posi1ão. 9ue ique com uma pomba3gira qualquer e me dei/e em pa6. #la ( at( a cambone das minhas entidades. 3 Por qu0? 3 5ão sei.evo ter me/ido com os brios da . voc0 j* tem entidades. 3 9ue aconteceu com voc0?. rancorosa. não se a6endo de rogada. !sseverou. ( o $ernando. cada ve6 mais an*tico e convencido que sua noiva gostava de sua ego)sta programa1ão religiosa. #u tentei convenc03lo. #u não conhecia o Pedro na intimidade.ulce. esperando ela re letir bem sobre o assunto. 5ão vou me casar com um homem que não sabe diversi icar sua vida. ouvi tocar a campainha da porta da minha casa. Toje.ulce. oi categórica. 3 2oc0 pode conversar com ela? . Perguntei. % alei. ele era a e/pressão do so rimento. 3 !ntes de mais nada. era o Pedro. 3 Posso a6er alguma coisa por voc0s? Pronti iquei3me. mas não me arrependi de ter dado esses conselhos ao Pedro. 5em podia. -lhar triste. ou vão dan1ar em uma discoteca. 9ue aconteceu? . $iquei preocupado. 3 . ou ser agrad*vel. 3 ! . vão assistir ilmes nos cinemas. pestanas ca)das. pois só alava dos e/us. #le continuou. #la. 5ada adiantou eu alar. ou mesmo vão visitar amigos da tua gera1ão. % Mas aconselho. $ui atender. 3 5ão ag?ento mais alar de Umbanda.ulce desmanchou nosso noivado.GG 3 $i6 a cabe1a dela. me disse que nosso relacionamento tinha acabado. Prometi procurar a .

( que os dirigentes devem ter a cautela de orientar os membros da corrente. 5a GE . &inha at( uma mesa de bilhar. porque icamos conversando. e lendo uns nomes anotados em um papel. quando chegamos no inal de uma gira.GE 'onversamos algumas banalidades e desligamos o tele one. inclusive com hora de encerrar a gira. ainda solteiro. "urpreendidos com a atitude do $erro. . todos. perguntou. omitindo o rango. Toje estão em caminhos di erentes. mas posso e/igir que ao sa)rem daqui do terreiro. o bilhar e o papo. descon iados e lentamente para o meio do terreiro. as giras terminavam por volta da meia noite. incentivados pela gula deste gordo de cento e vinte quilos% e apontou para o Mingo. voc0s voltem 4s suas casas. abandonou a Umbanda por desgosto. ouvia a costumeira advert0ncia da Redda. #/pliquei. caminhamos. Mario e De6ito. . #u. antes de dispensar o grupo pediu a aten1ão de todos. e ela constituiu uma am)lia. . vão comer co/as de rango em um bar. 5ão tenho o direito de proibir que voc0s a1am isso. ! preocupa1ão dele tinha proced0ncia.e ato. 'heguei tarde em casa. #le. não mentia. !lguns m(diuns. que nada tem a haver com a Umbanda. 3 "oube que voc0s.epois saiam. 3 5ão. Paulinho. #le. voc0 est* enganada. lacAnico. Neoc*dio. 'heg*vamos em casa j* dentro da madrugada. inclusive eu. Mauro. Mingo. 'laro. no dia seguinte. nos habituamos a ir num bar depois das giras. 3 #la contou porque brigou comigo? 3 $oi teu anatismo. 3 'omo acabou tarde ontem o trabalho. Niguei para o Pedro para dar conta do prometido. Pe1o que todos iquem no meio do terreiro. 5o terreiro do #dmundo $erro. 5ão queria que nossas am)lias se voltassem contra o terreiro por chegarmos tão tarde em casa. sem entender nada. onde alguns deles demonstravam suas qualidades juvenis. comer um sandu)che ou uma co/a de rango. quando saem do terreiro. dirigente retomou a palavra. Por esses atos de comportamento amiliar. a gira terminou cedo. ansioso no tele one.e/periente pai3de3santo sabendo do ato. 3 $ernando. determinou. -rdenou. não houve mais acerto entre os dois. !ntonio. e a1am o que quiserem.

dirigiu a palavra 4 corrente. #u corri em seu socorro.ava para perceber a ang+stia da m(dium. o que evidencia a proibi1ão do acesso 4s outras entidades no lugar sagrado dos oguns. cercado por uma pali1ada. 3 &odos devem icar concentradosP 2amos ajudar a ManonP &alve6 superestimando o potencial medi+nico da e/celente m(dium. 5ão tenho como e/plicar esta visão. #le pediu um toco. Tumait*. de orma inesperada.'aboclo !:uan. quando incorporou. num inal de gira. pois tenho certe6a que ela ( uma correta e dedicada integrante da igreja. at( no Tumait* e/iste guardião. como a6em as entidades. o que em nada ajudou a Manon.EF verdade não eram as co/as de rango nem a ome que nos levava ao leviano programa. sempre dei/ando belas mensagens de amor e (. o lugar dos oguns. #ra alta de bom senso. 'omo ele ( bonitoP &ive a elicidade de conhecer uma parte. quando ( necess*rio. toda a corrente icou apreensiva. pedindo ajuda para a corrente. mesmo incorporada no meio do terreiro a $*tima dava sinais de não estar bem. e o es or1o do esp)rito para dominar a situa1ão. no meio do terreiro. "orte dos evang(licos. hoje agregada 4 igreja evang(lica. quando o caboclo passou para minha consci0ncia a otogra ia do lugar. sem ponto de chamada. #la me e6 a entrega desse papel. rindo. CAPITULO 96 A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN <osto demais de uma entidade da linha dos ciganos. a corrente hesitou e a vibra1ão não icou como eu queria. contou uma passagem da esperta cigana Manon. a Manon. ! 'igana Manon trabalhava tanto na linha dos ciganos como na quimbanda. e sentado nele. ( indescrit)velP Mas aprendi. Passado muito tempo. . #nquanto trabalhou em nosso terreiro ela oi uma estrela deslumbrante. principalmente quando usava como m(dium a $*tima. como se osse um orte. $oi quando o 'aboclo !:uan incorporou. pelo simples ato dele incorporar na linha da quimbanda. EF . % concluiu. Por ser da linha neutra. em uma gira. . # a 'igana Manon icou na entrada. $oi uma cena constrangedora. ver a Manon não conseguir dominar seu cavalo. #ra uma rela1ão de pedidos para eu atender. C um imenso campo. tem acesso 4 gira dos e/us. como oi enquanto req?entou o nosso terreiro. -bviamente. quando o guardião da porteira veio me avisar que tinha algu(m na entrada querendo alar comigo. 3 #stava no Tumait*. tra6endo um papel que segurava cuidadosamente na mão. #ra a 'igana Manon.

corpulento )ndio e6 uma revela1ão. triun ante do nosso terreiro. . a6 muito tempo.entro de uma das mais ortes vibra18es criada no grupo. E1 .sil0ncio dominou o terreiro.E1 3 'ontei para voc0s.que ela est* pedindo em troca ( a vibra1ão de cada um de voc0s para ela ajudar seu cavalo.pedido era para a corrente.. a Manon conseguiu dominar seu cavalo e sair. 5o papel que me entregou. 3 .. -s m(diuns entreolharam3se. "ó não contei quais oram os pedidos que ela e6. . os v*rios pedidos eram em avor de cada um de voc0s. surpresos com a revela1ão. não tendo sido omitido nenhum nome. mais uma ve6. . que recebi a visita dessa 'igana no Tumait*. desta ve6 tendo como compensa1ão da sua bondade o amor sincero de toda a corrente. #ssa ( a or1a da Umbanda. .

2oc0? % e/clamou surpreso. que otogra a a aura das pessoas. para ver qual ser* o resultado. . # qual o m(dium que poder* se submeter a isso? !cho ótimo.. &udo come1ou com um tele onema do Roberto Ribas. 5ão h* ra6ão para se discutir sobre religi8es. retornar ao 'riadorP <osto quando os esp)ritos ordenam nossas id(ias. -s parapsicólogos e religiosos estão sempre se digladiando. quero saber como ( a aura dele. não modi icam a opinião dos incr(dulos. dos depoimentos de pessoas ilibadas e at( mesmo do enAmeno das incontest*veis materiali6a18es. quando me e6 um pedido singular. das mensagens que comprovam a veracidade das mani esta18es. Mnteressei3me.E= EAOLUIR PELA CIBNCIA CAPITULO 98 5unca senti a necessidade. diagnosticar poss)veis doen1as.. # depois. para tentar convencer algu(m que o esp)rito pode se mani estar no mundo material. !s al*cias deturpam o real objetivo das religi8es. e muito menos encontrei ra68es lógicas. Pode combinar com ela para levar a m*quina 9uem? 'laro que euP !doro novidades e não vou perder essa oportunidade. $alar das curas. 5a pró/ima gira estaremos l*. e descobrir eventuais apro/ima18es negativas. at( mesmo publicamente. com a inten1ão de desvendar o estado de esp)rito. Uma terapeuta que trabalha com as otos Lirlian quer permissão para a6er uma oto com um m(dium incorporado. # com qual entidade? 'om o 'aboclo !:uan. ! escolha do caminho de cada um ( o direito da liberdade sagrada do livre arb)trio. brinquei. no terreiro. E= . das apari18es.]pesquisar^. um dos m(diuns do nosso terreiro.que voc0 acha? $oto Lirlian ( uma m*quina inventada pelos russos. quando discutem a mani esta1ão do esp)rito em nosso plano material.

'aboclo !:uan. otogra ar sua aura. uma e/peri0ncia muito boa. para saiba. . sentou3se 4 sua rente con orme o combinado e respeitosamente e/plicou. #stava eu órica por termos concordado com seu pedido. . guerreiro. ele e6 o que mandavam e o trabalho oi conclu)do. mas seu cavalo j* est* sabendo. riscou o ponto de irme6a do trabalho.'aboclo incorporou. e isso posso seguramente a irmar. dava gostosos tragos em seu mara o misturado com mel e tirava uma1as com seu imenso charuto. dentro dessa cai/a só est* a energia do meu cavalo. dentro desta m*quina % e/plicou a terapeuta. estou sempre disposto a ajudar os outros. 'omo saber? . "atis eito. 2ai ser. 'aboclo. principalmente entre os )ndios. enquanto a terapeuta guardava cuidadosamente sua estranha m*quina.Ribas respondeu. ou espertos demais. e alegre agradeceu. o )ndio "em muito rodeio. o Ribas desligou o io el(trico da tomada. acompanhado da terapeuta. esta mo1a ( uma cientista aqui na terra e quer a6er uma e/peri0ncia com o senhor. . EB . 'ombinamos os detalhes. não sei bem como e/plicar ao senhor. .epois de muita conversa. icava assombrado com a cai/a de ós oro. o Ribas me apresentou a terapeuta. Mas. aconselha pol)ticos a tomarem decis8es e discute qu)mica. uma mo1a simp*tica e alante. a terapeuta e o Ribas organi6aram a liga1ão da m*quina na tomada el(trica e iniciaram a e/peri0ncia. 'aboclo !:uan. s0o !:uan.EB 5o dia da sessão. Respondeu esbo1ando leve sorriso. #st* bem então. quando o Ribas. Resmungou. Muito obrigado. 5ão dei/ei ela notar que eu era o mais curioso de todos. Por outro lado. $a6er o que com minha aura? Respondeu.senhor tem que por o dedo. 5ão sei se são ing0nuos. seco.i )cil EBsp)rit3los. !cho uma mistura. quando um palito riscava e na sua ponta o ogo ardia. atrapalhado. Meu ilho. com certe6a. PAr o dedo a)? Por qu0? Is ve6es os esp)ritos me atrapalham.

C necess*rio paci0ncia para EJsp)ritoEJa3las. quando ela d* o primeiro grito. $icou bem claro que desde o inicio ele sabia o que era oto Lirlian e ingiu3se de desentendido. e sobre ele as religi8es são austeras e radicais. para dar cone/ão entre a ci0ncia e o esp)rito. Por que voc0 - . #nquanto recolhiam o aparelho. e chegaram 4 conclusão que a dele % da entidade. para evoluir e aprimorar sua pratica. não posso alar em nome da religião. algumas religi8es a combatem. !s coisas que eles a6em não se limitam ao momento. por ter ugido totalmente do padrão. agora com a energia da entidade. "e voc0s quiserem posso dar minha opinião pessoal % adverti. para utura compara1ão. decep1ão. 5ão houve nenhuma d+vida da inten1ão dele. quando vi as otos. !pesar de ser umbandista. Uns m(dicos me procuraram. demonstrando . Montaram tudo outra ve6 e i6eram nova oto. ! ci0ncia sempre oi usada pelo espiritismo.EJ ! esperte6a do )ndio veio 4 tona. ! irmei. não tem como ser analisada. o 'aboclo !:uan sentenciou. muito embora tr0s dias depois da concep1ão. "empre ( uma opinião. 5unca tiro conclus8es precipitadas das histórias dos esp)ritos. 5este episódio. Mas. surpreso. ele insinua o contr*rio? j* estaria reencarnado. ! terapeuta colheu v*rios pareceres de especialistas em oto Lirlian. % responderam. Realmente. #st* erradoP #le deve aproveitar a ci0ncia. convicto. separando as otos % a minha e a dele. com muito humor.EJsp)rito só reencarna no corpo da crian1a. 2oc0 est* declarando que ( a avor do aborto? Perguntou. se o esp)rito reencarnado estivesse grudado com ele. <ostar)amos da opinião da Umbanda sobre o uso da p)lula do dia seguinte. Usou. "eria um ato criminoso abortar o eto. % esclareceu um deles. 5ós estamos a6endo uma pesquisa sobre o aborto. inclusive o espiritismo. Por ela ser abortiva. EJ . # o tempo veio esclarecer a parte conclusiva da trama habilmente arquitetada pelo 'aboclo !:uan. o 'aboclo !:uan demonstrou toda a habilidade inerente de um 'he e de &erreiro. segundo di6em. ou contracep1ão.aborto ( um tema pol0mico. ao contr*rio. t0m um alcance al(m do nosso pronto entendimento. % a irmei. para provar que ele e/iste. o jogo de palavras. iquei impressionado com a di eren1a.

voc0 pode me di6er como chegou a esta conclusão. ! maioria a irma ser na concep1ão e voc0 di6 ser depois que nasce. olhei para cima. !lgu(m pode me e/plicar. de modo convincente. #sclareci.. com certe6a..EO . C comum 4s mulheres que abortaram. sabe at( quando. irem ao desespero por se sentirem criminosas. principalmente quanto ao momento da reencarna1ão do esp)rito. #speram.e jeito nenhum. junto com os demais. Y"alve. por entender que a gravide6 rejeitada oi o ruto de uma pai/ão carnal. para serem gerados? C. "ou contra. "e suas declara18es são ou não verdadeiras não me compete julgar. ugindo totalmente do princ)pio divino. nem vão para o in erno. mas elas são con litantes com as que ouvimos at( agora. a irmando que os esp)ritos das crian1as não estão cobrando nada.epois que oram embora. 2ou aliviar seus cora18es. culpa da ci0ncia.. e pensei.Z EO . Posso. despedindo3se. que só admite o se/o para a perpetua1ão da esp(cie humana # os pais deveriam assumir responsabilidade de seus atos. depois da conscienti6a1ão do espiritismo.. criminosas? #n ati6ou o m(dico. como estão os quinhentos esp)ritos dos embri8es humanos congelados na Mnglaterra? #stão grudados nos quinhentos tubos de ensaio. Por mera curiosidade. outra oportunidade de reencarnar. nada tendo a ver com o objetivo da entrevista. esperando. o grande cientista do espa1o. Respondeu o m(dico. 'omo? 5ão entendi.. #ntão as mulheres que provocam o aborto não são na sua concep1ão. dando a entender ser o im da entrevista.5ão tinha pensado assim. . 'aboclo !:uan. de um modo tão convicto? Perguntou.. #/travasei.

magra. levantando3me do so *. % disse.EQ CAPÍTULO 2: ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS 5ós icamos r*geis e incon ormados com a morte das pessoas que amamos. quem sabe não so r0ssemos. $alei. acometida de uma parada card)aca. seus olhos dei/avam transparecer o seu so rimento. mas pelo jeito voc0 devia procurar algumas carpideiras para a6er coro. boquiaberta. 3 2oc0 me procurou para que eu pudesse te ajudar. . amarrados atr*s.#u só quero saber como est* o esp)rito dela. "e tiv(ssemos uma conscienti6a1ão maior do destino do esp)rito dos que desencarnam. olhando para meu relógio dando a entender que ia embora. &entei consolar. #la a6 parte da triste6a. 5ão sei se eu vou poder ajudar voc0 sem a assist0ncia direta das entidades. !rcada pela própria constitui1ão )sica. C inevit*vel a saudade. ou uma mãe. !cho que isso aconteceu. 5ão sou entendido no assunto de estudar as palavras adequadas para acalmar histerismo. EQ . "ua boca em nenhum momento dei/ou sequer esbo1ar um sorriso. porque achei que estava no momento de dar um basta ao doentio apego da <eni. os parentes e os amigos. seja um pai. cabelos j* grisalhos misturados com os negros. o que me permitia alar sem rodeios. at( que em prantos dei/ou escapar uma lamuria. #sses pensamentos remo)am minha cabe1a. por receber intui1ão dos esp)ritos. 3 Por que . 3 Mn eli6mente ainda tenho compromissos hoje. Parou de chorar e icou me olhando. #la assustou3se com minha grosseria. e contava sem parar de alar as qualidades de sua mãe e o amor que tinha por ela. 5ossa cultura justi ica esse comportamento. 3 2oc0 não entende? $oi a minha mãe que morreu. 'omo não a temos. #ra minha conhecida j* h* longo tempo. C irrepar*vel a aus0ncia )sica deles. choramos a morte dos que amamos. #la era uma mulher de meia idade. enquanto ouvia na sala da casa da <eni o seu desesperado relato da morte de sua mãe. algumas ve6es trans ormada em desespero. 4s ve6es aben1oado como outros tantos. voc0 tem um dedicado marido e ilhos saud*veis.eus oi ruim comigo? 3 5ão se quei/e. #stava muito mal. "ou apenas um pai3de3santo.

em seu estilo. gosto de dar um e/emplo material. 'on orme hav)amos combinado. &e aguardo no terreiro. perguntou 4 entidade. 5ão chorava com medo de prender o esp)rito de seu ilho. voc0 ( que atrapalha o esp)rito. 3 Minha mãe disse que estava bem pró/ima de mim. 3 "eu corpo morreu. 3 . "ó mencionando essas duas religi8es ES . 5o catolicismo a am)lia do morto pede para o padre re6ar uma missa em inten1ão 4 sua alma.que est* a ligindo voc0? 3 C que minha mãe morreu. para voc0 alar com a entidade. antes de ir embora. vou tra6er o esp)rito dela para conversar com voc0. situa18es como a da <eni são comuns. "obre o assunto. . #stou desesperada. o esp)rito de sua mãe teria mais tranq?ilidade para seguir sua jornada. ele indu6iu a incorpora1ão do esp)rito da mãe da <eni. 'om respeito a essa conscienti6a1ão as religi8es t0m uma parcela de culpa. #/plicou a entidade de orma direta e austera. #m caso contr*rio. o que ( errado. com certe6a a despreocupa1ão de dei/ar seus amiliares diminuir* a triste6a de ter que dela se a astar. #le quer seguir seu caminho evolutivo. o seu esp)rito não. e seu amiliares lhe a irmarem que poder* icar sossegado porque eles vão icar bem. !pós chamar um m(dium. Por que isso acontece? 3 2oc0s ouvem ensinamentos sobre entidades obsessoras. "e te a6 bem. "entada na rente dele. 5o espiritismo pede que o esp)rito do alecido seja recebido no astral superior. !tendendo a sua ego)sta necessidade de alar com ela os mentores do espa1o se aproveitaram para acalmar sua revolta e livra3la da imanta1ão que voc0 e/ercia sobre ela. a <eni j* estava consultando com o 'aboclo !:uan. Para quem pratica o espiritismo. !tendi uma pessoa que tinha perdido um ilho com idade jovem. e ambas conversaram. a entidade perguntou. que icam ligados nos encarnados. !gradeceu a oportunidade e. mas agora iria seguir o seu caminho. "e ao inv(s de mergulhar na revolta da separa1ão voc0 tiver a compreensão da passagem dos esp)ritos ao mundo invis)vel. mas voc0 não permite com seu in undado desespero.evemos imaginar que a morte ( um a astamento tempor*rio. 5o seu caso ( o inverso. e qualquer di iculdade eles resolverão. se um homem tiver que empreender uma longa viagem.eve ter luido bem a conversa1ão porque a <eni estava emocionada e mais calma. 2oc0 pode esperar at( segunda3 eira para saber. ele viajar* preocupado e tenso.ES 3 #stamos na quinta3 eira. . nunca o choro. ! revolta ( que prejudica o desencarnado. incorporado em mim.

'om a !lcina eu era dócil e submisso. magra. 5ão gostava de se arrumar ou usar pinturas. sou agradecido a .neas. !mbas morreram como gostavam de viver. &inha tr0s apegos. ! !lcina oi dormir e não acordou mais. nos acalmem. minha mãe de carne. ! !lcina. "eus )dolos eram seus ilhos. ou pedir aos esp)ritos que não nos tornem obsessores dos esp)ritos? Pensando assim quando pe1o por algu(m desencarnado. !cordava cedo. e a M6ette. e ambas morreram com mais de setenta anos. 9uando oi encontrada dentro sua bolsa estavam sua bomba para asma. !ntes das do6e horas. ocasião em que demonstrava toda sua categoria de mulher re inada. receber a not)cia que aqui na terra todos seus amiliares e amigos estão bem e que o amam muito. 3 Meu Pai -/al*. pela morte que elas tiveram. adorava acordar tarde. 'oisas da terra. ! M6ette era o contrario. pois eu cumpria meu papel de genro. e/ceto nas poucas reuni8es sociais que ia. Partiu da terra o esp)rito do nosso amigo $ulano de &al. um baralho e a (ria do dia. lembrei3me da morte das duas mães na minha vida. e poder ir jogar com suas amigas contempor. #la tinha uma marca. para cuidar de suas tare as do lar. e nós daqui queremos que ele possa chegar ao lugar no espa1o a que tem direito e por ele conquistado duramente atrav(s do resgate de seus carmas. uma bomba para sua asma. passei a di6er. e que encham nossos cora18es de amor e ( e. e um baralho. permita ao nosso irmão que partiu.EG j* se evidencia uma distor1ão. EG . por isso rogamos ao "enhor e a todos nossos guias espirituais que nos con ortem. mestre Hesus 'risto. pelo seu jeito bonachão. mas o meu amor pelas duas era igual. somos evolu)dos para nos credenciar com compet0ncia para pedir por nossos mortos? 5ão seria mais coerente. ! minha devia ser ilha de Memanj*. para icar livre 4 tarde. e ainda teve tempo de estacionar seu conhecido uscão amarelo e morrer em cima da dire1ão. teve uma parada card)aca % como a mãe da <eni. pelos desencarnes. com a M6ette eu implicava. porque sabia que eu ia prantear as suas aus0ncias )sicas. l(pida e alante. icava espregui1ada na cama. vindo da casa de uma amiga onde tinha ido jogar. a mãe da Redda.eus. o padre re6ar uma missa pedindo aos santos para nos acalmar. #u tive a elicidade de ter duas mães. -brigadoP #nquanto voltava para casa. Mas. ! M6ette. um _ol:s_agem amarelo. 5ão queremos ser empecilho para a sua evolu1ão. Namentei a morte das duas. quando or poss)vel. Pouca gente sabe.

2oc0 pode sair que nada de ruim vai acontecer. 'onversando com minha mãe3de3santo. 3 2oc0 est* gostando de participar da Umbanda.certo seria voc0 primeiro resolver. 3 9ual o seu procedimento quando o m(dium quer sair corrente. a da entrada. e/istem tr0s portas. 3 'onte3me como aconteceu o convite para voc0 entrar na gira.'ristiano ( um m(dium de uma corrente de Umbanda. a da sa)da. voc0 est* buscando justi icativas para romper o compromisso assumido a1a3o. intrigado. ela disse que minha vida não entraria nos ei/os se não entrasse na gira. mas a1a direito. tendo como incentivo o amor 4 religião. conte 4 sua mãe3de3santo o seu desejo. # se voc0 or com req?0ncia receber vibra18es. eli6mente. justi ique 4queles que o ajudaram. #sta +ltima. para quando voc0 precisar. receber ajuda. !conselhei.EE CAPITULO 29 DCAIDAS DOS M<DIUNS . provavelmente para uma r*pida re le/ão. resolvido o problema. 3 -utra bobagem. a6 muito tempo que não ( usada. como voc0 est* alando? Perguntou. sua mediunidade se manter* equilibrada. de orma ativa como m(dium de corrente? #le e6 uma pausa. 3 #stava passando uma di iculdade comercial muito complicada. talve6 por causa da porta da entrada. e estava isicamente muito raco. #le estava em d+vida se devia ou não continuar a6endo parte da corrente. o teu problema material e depois caso voc0 tivesse vontade. a6er teu ingresso no espinhoso caminho de cavalo da Umbanda. só não conhe1o minha utilidade l* dentro. sem nenhum constrangimento. 3 #u gosto. Mas a1a da orma correta. e continuar cultuando as entidades atrav(s de ora18es e amal*s. por ser uma assertiva EE . assustado. "e agora. . Msso a6 parte da lei. e respondeu. e a da e/pulsão. 5o nosso terreiro. mesmo não estando vinculado 4 corrente. 3 2oc0 entrou pelo caminho errado. 5unca disse 4 ningu(m que ( necess*rio desenvolver a mediunidade. % contou. C assim. que ela levantar* teu alguidar. porque voltam todos os problemas. com a ajuda dos esp)ritos. 3 Mas me disseram que não posso mais sair.

ele sentir a ra6ão de ser um m(dium participativo da Umbanda. 3 2ou a6er isso. a sabedoria.meu caso ( di erente do dele. 3 'omo equilibrar sentimentos e emo18es? 3 2ou e/empli icar com a trilogia da Umbanda. Respondi atravessado. equilibrando seus sentimentos e emo18es. #le indagou. 5a troca das energias entre o m(dium e o esp)rito. mais inocente e humilde. di6em que tenho mediunidade. como a conscienti6a1ão. a calma. 2ou repensar meu assunto % con idenciou. a liberdade e assim por diante. principalmente. a alegria. dei/o bem claro que a porta da sa)da continua aberta para suas visitas normais e para visitar seus irmãos de corrente que permanecerem na gira.1FF mentirosa. at( atingirem o equil)brio. nivelando os demais sentimentos a eles ligados. esses sentimentos vão crescendo. #/pliquei. os caboclos trabalham na or1a. a tudo ouvindo atentamente. Pre iro aconselhar para a pessoa pensar bem ao escolher este caminho. 5o espiritismo. !doro a gira. sol)cito. Hunto com o 'ristiano. dei/ando o m(dium mais orte. com alegria e sem nenhuma in lu0ncia e/terna. se não ( para resolver os problemas materiais ou medi+nicos. qual a vantagem de estar se sacri icando no desenvolvimento? C só para a6er caridade? 3 'aridade para quem? 5ingu(m precisa de voc0. quem a6 ( a gira em seu todo. o m(dium a6 a caridade para si mesmo. arei com muito pra6er. de orma pausada e clara. -utro ocupar* teu lugar. Respondi. inoc0ncia e humildade. &emos dentro de nós esses sentimentos. mas não sei identi icar nem o seu tipo nem sua potencialidade. Um membro quando sai. or1a. 3 Posso lhe a6er uma pergunta? 3 'laroP "e souber responder. estava um outro m(dium da mesma casa. não quebra o alicerce do terreiro. Mas quero a6er uma pergunta. 3 'aridade. 'omo posso saber? 1FF . 9uando vão sair. e isso acontece com req?0ncia. mas de orma desequilibrada. 3 . Resolvi e/plicar melhor. 5o desenvolvimento da mediunidade. "enti ter atingido o que pretendia. 3 5unca tinha pensado assim. o amor. 5otei que ele icou embara1ado com minha resposta. seja produto do medo ou da imposi1ão. e que o a1a com amor. os pretos3velho na humildade e as crian1as na inoc0ncia. gosto de estar nos dias de trabalho. ganhando a oportunidade de resgatar seus pecados c*rmicos e.

$ui interrompido pelo 'ristiano. 4 hierarquia. C. ningu(m pode antever. 3 "e voc0 duvida da capacidade da sua dirigente. $a1a o que ela determinar. "empre que voc0 tiver d+vidas. aos consulentes e visitantes. 3 -s potenciais todos t0m. ( melhor voc0 sair junto com o 'ristiano. Um m(dium em desenvolvimento tem que passar por ase t)picas. pela pergunta. 9uando eu me sentia assim. sua lei. 3 $ale mais sobre a mediunidade. !s d+vidas come1am a me/er com a cabe1a de cada um. ao terreiro. #les são apenas os dirigentes da gira e cuidam dos seus ilhos de corrente. descon iado. ela se desenvolve de orma natural. meu entusiasmo desviou a e/plica1ão que ia dar sobre mediunidade.1F1 3 2oc0 j* mostrou. 3 5unca ningu(m me e/plicou o que são undamentos da Umbanda. &ipo e potencial. em s)ntese. 3 "e antes podia a6er. tonturas. #le não perdoou. ditada pela iloso ia do dirigente do terreiro. #/pliquei. Pai ou mãe3de3santo não dão mediunidade para ningu(m. 9uando o esp)rito com a mesma vibra1ão desincorpora. o respeito ao bom senso e o amor que a Umbanda prega. aos irmãos de corrente. algumas ve6es at( malignas. o melhor para voc0. dependendo do próprio es or1o. Respondi. 3 Mas não ( a mãe3de3santo quem deve saber? Perguntou. que voc0 ter* uma resposta. 3 'omo pode uma incorpora1ão de esp)rito atrasado ou trevoso ser salutar? 3 Pela lei da a inidadeP &odos nós sempre estamos imantados por energias ruins. ser um m(dium com ( e alegria. "em querer. 4s entidades. senão voc0 se enquadrar* como rebelde. por que hoje não pode? 1F1 . livrando o m(dium de suas inter er0ncias. ela leva junto as energias semelhantes. Toje não posso mais a6er isso. ! mediunidade acontece. pergunte a ela. por ser com certe6a. para me limpar. . incorpora18es desencontradas.respeito aos ori/*s. #sse ( o come1o. sentir cala rios. 5ão contrarie jamais os undamentos da Umbanda. e 4s regras determinadas pelos ensinamentos da Nei Maior. . 'umpra as ordens do terreiro. recebia um esp)rito dessa ai/a.ei/e acontecer. muitas ve6es caindo no terreiro com as salutares incorpora18es de esp)ritos atrasados ou trevosos. suar as mãos. 3 $undamentos são os alicerces da Umbanda.

come1a a sentir con ian1a em si próprio. Mmediatamente se desculpou. 3 'aboclo. ele incorpora pela apro/ima1ão e não pela tomada do corpo e da mente.ncia. estou lhe altando com o respeito. H* t0m presen1a de inida. Msso ( per eitamente normal. dei/ei en ati6adas mais algumas palavras. Pediu. ato que não deve ser jamais recriminado pelos dirigentes. 5o desenvolvimento. as entidades de lu6 come1am a incorporar. ao contr*rio do que muitos di6em. por descuido. por ser comum. #la pode ser voltada para o mal? Nembrei3me de uma consulta do 'aboclo !:uan com um promotor p+blico. não tra6endo nenhum preju)6o ao m(dium ou 4 corrente. $alou. . demonstrando uma e/pectativa quanto 4 resposta do esp)rito. . enquadrando3se no processo comum do desenvolvimento da mediunidade. H* pensou como crescer* a or1a de um trevoso com esta hierarquia? 3 'ontinue alando sobre as incorpora18es. Por essa ra6ão. por ser a soma dos recursos acumulados em nossa espiritualidade. 1F= . que nos d* maiores oportunidades para resgatarmos nossos carmas. 9uando o m(dium come1a a perceber que as coisas que a6 e di6 estão corretas. 3 5ão tem import. 3 C comum o m(dium iniciante incorporar na vibra1ão do esp)rito. depois de todo o processo do b03a3b*. Mas antes de me despedir. que estava com sua vida amea1ada pelos tra icantes de drogas. ( uma conquista do nosso próprio esp)rito.m(dium ica mais dócil e mais adapt*vel 4s incorpora18es dos protetores. só causa dano quando ( mal usada. que a mediunidade. ele lembrou3se estar carregando na cinta a sua arma. 3 ! mediunidade est* me parecendo uma aca de dois gumes. #/pliquei ao mo1o.urante a consulta com a entidade. que lhes são concedidas a crit(rio da dire1ão da casa. #ssa ( a orma comum do desenvolvimento da mediunidade. sou eu ou o esp)rito? 9uestionam. ! arma ( como a mediunidade. andava sempre armado como precau1ão. trou/e comigo a minha arma que sempre carrego para minha seguran1a. pedem charuto e bebida. depois de relatar a consulta e a resposta do 'aboclo !:uan ao promotor. resignado com a e/plica1ão. meu ilho. at( iniciarem um di*logo com algu(m.1F= 3 Toje tenho coroa de pai3de3santo. por causa de uma s(rie de den+ncias apresentadas na justi1a pelo promotor. !) vem a grande d+vida.'ristiano desistiu de abandonar a gira e seu amigo prometeu não questionar mais a Umbanda. #stou conversando com o senhor e. quando a entidade chega perto. . ou seja.

controlar seu emocional e não cobrar nada da religião.eve respeitar as outras religi8es. 1FB . social e amiliar.1FB 3 5ão se esque1am. 5unca aceitar avores ou pagamentos pelos trabalhos que i6er e jamais usar a energia do sangue em seus trabalhos e. . principalmente. doar3se inteiramente 4 casa que trabalha. sem querer impor aos outros as suas convic18es.eve a6er da Umbanda uma religião alegre. e nunca julg*3los. honrar os esp)ritos acima de tudo. deve saber dos princ)pios ilosó icos dos seus dirigentes. o m(dium deve cuidar de sua cultura. Por isso mesmo. Para isso não deve se imiscuir nos problemas dos irmãos de corrente. #ncerrei. gostosa e vibrante. nunca sacri icar nenhum animal. . sem entretanto esquecer de equilibrar sua vida pro issional. 5ão beber. e ugir do anatismo tão nocivo ao bem estar dos religiosos. antes de se iliar 4 uma casa.

2oltando ao instante da parada militar.i6em que ( ele mas eu não acredito. ! bandeira brasileira tremulava e a banda marcial me dava arrepios pela or1a da m+sica militar que e/ecutavam.Z. #u tento. tamb(m est* incorporando em outros terreiros.. 1FJ . mas como pode ele estar em v*rios lugares ao mesmo tempo? 5a mesma hora que ele incorpora em mim. . todos altos. Para encurtar minha história. # oi assim que se lamentava. $ui uma ve6. . #u não ugi 4 regra e com o meu gordo ilho de tr0s anos assistia os nossos soldados marchando com indis ar1*vel garbo. 'omo de costume. 'hamou minha aten1ão os brilhantes capacetes dos soldados com as letras P#. ingiram que não me viram. e 4s ve6es me saio bem.calor causado pelo intenso sol que ajudava o dia ser estivo e o peso do garoto j* não me incomodavam. !pesar do Hosias não a6er parte da corrente que dirijo. . 3 #u não entendo. a6endo3me hoje entender porque nos trabalhos de e eitos )sicos elas são as m+sicas pre eridas. depois de algum tempo eu gritava junto com a juventude. #ntrei entre os garotos disposto a pu/*3los 4 or1a para casa.i6em que eu trabalho com o Pai Hoaquim. !cho que não ( ele. e/tremamente contrariado. . Pareciam cópias que pensavam as mesmas coisas e serviam a um comandante +nico e com a mesma ordem. . posteriormente dei/ando um legado de bel)ssimas m+sicas. roupas esquisitas e usava botas marrom sem gra/as. buscar meus ilhos adolescentes em um sho_ de um cantor que estava come1ando a despontar. Um pai3de3santo tem que ser tolerante. era bastante questionador.nome do e/trovertido e revolucion*rio cantor era Raul "ei/as. 'omo um bom ilho de XangA. ortes e marchavam com irrepar*vel e harmonioso garbo. # serviu. $i6 sinal para eles sa)rem. Por que só agora voc0 est* duvidando? 3 "empre duvidei.e estatura bai/a tinha tanto o rosto como o corpo largos.Hosias era um m(dium de Umbanda. não parava de a6er perguntas.. 5ão podia imaginar que aquele momento servisse de e/emplo no uturo para uma e/plica1ão espiritual. Ysalve a sociedade alternativa.artista tinha um cavanhaque. 'abelos negros e te6 morena. #u na verdade sou de me entusiasmar com as coisas. . de orma bem paternal e com bastante cuidado para não erir a (tica ao me intrometer em assuntos pertinentes a outro pai3de3santo tentei manter o di*logo. .1FJ CAPÍTULO 22 NOME DE ESPÍRITOS &odo pai tem como obriga1ão levar seus ilhos para assistir ao menos uma parada militar. 3 Pelo que eu sei voc0 j* est* recebendo essa maravilhosa entidade j* h* muito tempo. dentre as quais algumas introdu6idas por mim nos rituais do nosso terreiro. que signi icavam Policia do #/(rcito. e quando as a6ia dei/ava aparecer gagueira. Por uns momentos esqueci da marcha para reparar a uni ormidade dos tipos. -bviamente oram escolhidos para ormar aquele e/(rcito.

&entei e/plicar alando do #/u &ranca Ruas das !lmas de quem j* tive v*rias provas desse enAmeno. # o interessante ( que em um terreiro se o Pai Hoaquim atende algu(m. Perguntei3lhe o des echo da conversa que prometera ter com seu pai3de3santo. um e/(rcito de &ranca Ruas. principalmente porque ( ele quem di6 que a entidade ( o Pai Hoaquim.que teu pai3de3santo di6 a voc0 quando voc0 questiona essa situa1ão? #u nunca alei com ele a respeito. umam o mesmo cigarro de palha. 1FO . mas são todos iguais. 'laro que não ( a mesma entidade. e/ceto quando ele incorpora no dirigente da casa. d* continuidade a conversa anterior. e todos alam a mesma linguagem.entro dessa energia.1FO 3 #le não incorpora no ponto cantado. # em nada est* errado que no mesmo terreiro e/istam &ranca Ruas incorporados em v*rios m(diuns. $ale com ele e e/ponha tua d+vida. #le voltou 4 carga. da Praia. como pode estar incorporado nos outros? . . pensam da mesma orma e o que um ala o outro sabe. bebem a mesma bebida. da 'osta e o mais comum o conhecid)ssimo Pai Hoaquim de !ngola. alguns at( mesmo como sendo de XangA. risca o ponto certo. mas não entendo. #/pliquei ao Hosias que em nosso terreiro v*rias entidade usam esse sagrado nome. !conselhei. !lgum tempo depois encontrei3me novamente com o Hosias. atende muita gente e d* consultas maravilhosas? Por que voc0 duvida? "e ele estiver incorporado em mim. subdivididos em das !lmas e #ncru6ilhada. di erenciando bem pouco um do outro. a6em presen1a nos milhares de terreiros e/istentes. resolvi aceitar como verdadeira essa orienta1ão. #mbora ainda não totalmente convencido. 3 &odos sabem que e/iste a energia &ranca Ruas. #le disse que e/istem v*rios esp)ritos que se di6em Pai Hoaquim. inclusive que incorporam do mesmo jeito. por ser a palavra dele a ordem superior. em outro terreiro mesmo que seja outro esp)rito dessa linha. #u aceitei.

&odos usam o mesmo tipo de uni orme.Para voc0 ter uma id(ia. . !li no e/(rcito não t0m mais o nome de batismo.. #le sorriu. imagine a Policia do #/(rcito. 1FQ . 3 C um bom e/emplo. e obedecem a ordem de um +nico comandante. são soldados prontos para e/ecutar a mesma ordem. Nembrei3me da parada militar. da mesma orma e com a mesma or1a. !cho que e/trapolei nas e/plica18es. 2ou pensar melhor. t0m o mesmo tamanho e peso.1FQ #le icou pensativo. complicando a situa1ão. -s esp)ritos podem ser como os soldados..

criticar. C muito perigoso o m(dium icar embriagado. Um dirigente de outro terreiro. 5ão sei at( hoje se a sua inten1ão era para comparar. 4s ve6es ( o m(dium que sai da vibra1ão da entidade. por uma mãe3de3santo. voc0 costuma alar com ele.1FS CAPITULO 23 CONAERSA COM PAI?DE?SANTO !cho que i6. o Tiran. trocava id(ias comigo a esse respeito. 3 Para chamar a aten1ão do m(dium. quem sabe. al(m de mim. . Por serem heterog0neos. on6e capitães e cinco ogans de atabaque. não dando tempo da entidade a6er a limpe6a do *lcool. aprender ou. para o cavalo ouvir. observando nossa organi6a1ão.procedimento correto não ( esse. Mas. escolhida pelo dirigente espiritual. "e o m(dium estiver e/trapolando. cada um com seu jeito. 5em sempre ( o esp)rito que se desliga. 5ão são regras. mando cantar o seu ponto de subida. Recomendo 4 um dos membros da hierarquia conversar com o esp)rito e. 2ou contar o di*logo. em caso de persistir em beber. atrav(s do esp)rito? 3 5ão usamos essa artimanha amadora de chamar a aten1ão da entidade. mas princ)pios ilosó icos copiados da ess0ncia da própria lei da Umbanda. 3 !s determina18es são cumpridas por todos os capitães sem discord. para não magoar o m(dium. pela ami6ade que mantemos h* longo tempo.ncia entre si? 3 5o nosso terreiro a hierarquia est* ormada. sem se intrometer com os outros e estejam dentro das normas estabelecidas pela cultura espiritual que ensinamos e previamente estabelecemos. ! responsabilidade do controle dos m(diuns cabe 4 hierarquia do terreiro. recomendo que esperem o esp)rito desincorporar. cuida com muito carinho dos m(diuns. não posso e/igir igualdade. dois pais3pequenos. para depois e/plicar ao cavalo o seu 1FS . em nosso terreiro o tipo en(rgico no comando das giras. # isso deve ser eito com muita cautela. indiretamente.choque da advert0ncia pode a6er o cavalo se desligar do esp)rito. 5a verdade apenas e/ijo que cada um cumpra o seu papel. tanto na cultura como em seus temperamentos. 3 'omo voc0s procedem quando um m(dium est* ingerindo bebidas alcóolicas em e/cesso? Mandam a entidade subir imediatamente? 3 .

tenho um trato com as entidades. Pre eri consertar o constrangimento criado. não sabia se o Tiran estava aprovando o que eu di6ia. Mnterrompeu o curto sil0ncio. #u. como nem eu ou voc0.. particularmente. da hierarquia. $alei orgulhoso. Provavelmente a sua t(cnica devia ser di erente da minha. Pensei em contar para o 'aboclo !:uan. abrandando a 0n ase das minhas palavras. para não humilhar o m(dium. 5em sempre ( o esp)rito que est* alando e sim o m(dium inter erindo na comunica1ão. temos condi18es de saber se o cavalo est* inter erindo na comunica1ão do esp)rito.1FG erro. 3 'ada componente da hierarquia tem a obriga1ão de transmitir aos m(diuns a palavra do dirigente. eles t0m que reconhecer a nossa boa inten1ão. &ive uma alegria imensa outro dia. 7 i6 uma coisa muito errada. mas iquei com vergonha dele. 3 1FG . # a minha iloso ia ( despertar nos m(diuns a autocon ian1a. mesmo que tenha convic18es di erente da dele. 5ão pode haver choques ou in orma18es distorcidas. como no in)cio de nossa conversa1ão. #le concordou. Retomei a o di*logo. echo as portas do terreiro. Pela e/pressão de seu rosto. com gestos de aprova1ão. dando a entender para eles. Husti icou o Tiran. Por isso procurei voc0 diretamente. Tiran. elas lidam com os esp)ritos. Provoquei o pai3de3santo. Retomei o assunto da mentira da inconsci0ncia do pai3de3santo. 3 'onversando e orientando os m(diuns com sinceridade. "ó alta voc0 me di6er. 3 #u recomendo 4 minha hierarquia conversar com a entidade. ao contr*rio. que ( melhor ser advertido de seus erros do que continuar errando. 2ou repensar no modo de lidar com os m(diuns.7 2eja. para di6er. 5o dia que eu tiver d+vida que os esp)ritos não estão incorporados nos m(diuns. Tiran. Msso não pode tra6er m*goas. terminantemente. 5enhum deles. voc0 ganha a con ian1a deles. e eu com os m(diuns. 3 2oc0 est* cheio de ra6ão. que os membros da hierarquia descon iem da mani esta1ão das entidades nos m(diuns. #le não respondeu nada. como ele demonstrou respeito 4 entidade e con ian1a em mim. para que os membros da corrente contem para voc0 os seus problemas sem constrangimento. 5esse caso. de modo sincero. quanto um m(dium me procurou para contar um problema. #le entendeu a dire1ão de minhas palavras. Pro)bo.. H* não estava tão e/pansivo. que inge ser m(dium inconsciente. Is ve6es o sil0ncio vale por um discurso. tanto que con essou humildemente. não deveria ter aceitado o cargo que lhe oi con iado.

# conclu) nossa conversa1ão. mas acontece. Mas no caso que estamos discutindo.1FE 3 #u tenho um problema com minha hierarquia. 3 # por que isso acontece? . que ( di )cil. 3 . 9uei/ou3se. mas como agir.isputa do poder? 3 . !contece com voc0 o mesmo? 3 5ão com req?0ncia.ci+me e a alta de humildadeP Respondi lacAnico e convicto. 3 C só voc0 não a6er aos outros o que não gostaria que lhe i6essem. 3 5a verdade temos muito que aprender. 1FE . não ( questão de não saber. -bservou. 4 ve6es eles brigam entre si. 3 'hegar neste ponto.iariamente estamos enriquecendo nossos conhecimentos.

sentindo3se despre6ada pelos amigos e revoltada com a separa1ão de seus pais. com os olhos claros. aos quais atende sempre com um sorriso acalentador. "ão os au/iliares diretos do dirigente e lhes compete. . por que devo conversar com uma pessoa que luta contra a sua própria morte? Nembrei3me de uma história da 'armem com o #/u &ranca Ruas das !lmas. dar assist0ncia direta aos membros que comp8em a corrente medi+nica da casa. buscando uma e/plica1ão para seu problema. 3 2* conversar com a 'armem "ilvia.esajustada socialmente. 3 5ão entendo nada de Umbanda. em orma de um insistente c. 11F . 3 Preciso que voc0 a1a um trabalho para eu resolver umas demandas. !o receber minha orienta1ão. 2oc0 est* precisando.11F CAPITULO 24 A F< DA CARMEM SILAIA ! Patr)cia. estava passando um di )cil momento.urante uma gira. perguntou aparentemente decepcionada.ncer. al(m de a6er que seja cumprida a lei da Umbanda. ela me procurou.seu tipo m(dio. a6iam da Patr)cia a igura da mo1a bonita. 3 C só o senhor di6er o que devo a6er. que não conhe1o? C 3 5ão ( mãe3de3santo. sem dei/ar transparecer o quanto sua alma estava atormentada.que ( hierarquia? 3 "ão os membros que t0m a obriga1ão de atender o terreiro. !pós ouvir suas quei/as. e o seu escudo ( o amor 4 vida e a alegria de viver. muito embora esteja guerreando contra um terr)vel dragão. . !conselhei. #la a6 parte da hierarquia do nosso terreiro. mostrando os dentes salientes e bonitos. 'onverse com ela. entregando3lhe o n+mero de um tele one. e depois voc0 venha alar comigo. Mndicada por algu(m. &entei sinteti6ar. não hesitei. com quem possa trocar con id0ncias. 3 mãe3de3santo? Por que essa 'armem "ilvia. . 3 "e o que mais quero ( morrer. material e espiritualmente. ele a chamou e pediu. C uma amiga e conselheira dos jovens integrantes da gira. uma adolescente de classe m(dia. "ua arma ( a (. al(m do amparo espiritual de uma pessoa semelhante a voc0. despertaram na bonita jovem o ódio 4 vida. .

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3 9uero que voc0 v* so6inha ao cemit(rio, na cru6 das almas, 4 meia3noite, com um alguidar cheio de aro a, leve um galo preto, corte a sua garganta e derrube, dentro do alguidar, todo o sangue que escorrer da ave. .epois de terminar as anota18es como deveria ser eito o trabalho, retirou3se, voltando 4s suas tare as no meio do terreiro. Um pouco antes do inal da gira, ela, dirigindo3se ao e/u, alou, 3 Mn eli6mente não posso cumprir hoje a tare a que o senhor me destinou, mas amanhã irei e/ecut*3la. 3 'armem, eu menti para voc0. 5ão precisa a6er nada do que pedi. #u só queria testar tua (. % respondeu, delicadamente, o poderoso e/u. #la não questionou os incAmodos que teria para e/ecutar o trabalho, principalmente a matan1a, o que ( proibido em nosso terreiro. -s olhos são a s)ntese da alma. -lhei para os da Patr)cia, apesar de claros e bonitos, eles me revelaram que, dentro daquela prepotente isionomia, estava su ocado um pedido de socorro. Retomei a conversa1ão. 3 T* anos atr*s, a 'armem procurou o terreiro, em piores condi18es do que voc0. Toje ele ( a minha au/iliar que obedece, sem questionar, as ordens dadas pelos esp)ritos, o que me dei/a orgulhoso, porque eu tamb(m sou assim. #la aqui aprendeu ter ( e entendeu a import;ncia de viver. &eve a revela1ão que desejar morrer ( arma do covarde. ! imposta1ão das minhas palavras deve ter impressionado a Patr)cia. 5ão retrucou e oi alar com a abnegada 'armem "ilvia. 5ão me procurou como tinha prometido, sinali6ando ter encontrado a pa6, ato que me oi con idenciado pelo amigo comum que lhe mostrou o regenerador caminho da Umbanda. "ó veio alar comigo dois meses depois, e/ibindo um sorriso lindo e com a sua ace iluminada pela brilhante lu6 que sa)a dos seus olhos. !pelou, 3 $ernando, posso a6er parte da gira da Umbanda do terreiro de voc0s? 3 'ompre uma roupa branca e pode entrar na nossa gira. 'oncordei, emocionado.

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CAPÍTULO 20

CRIANDO MONSTROS T* tempos atr*s ui um 6eloso e alido criador de cavalos de corrida. "empre gostei dos cavalos e não e/istia nada mais emocionante que assistir aqueles belos e selecionados animais disputando uma corrida. -s cavalos de corrida são atletas. Para a competi1ão seu )sico tem que ser apurado. #nsinam os antigos criadores que cavalo ganhador come1a a se a6er na barriga da mãe. .a) a necessidade de uma alimenta1ão saud*vel e boa. Por isso eu cuidava com carinho das pastagens onde os animais eram criados. Mandei a6er a semeadura de uma leguminosa que e/igia um solo bem preparado. #ra um rico capim para pastagem. ! semente tinha que ser boa, por isso eu as comprei no melhor ornecedor na ocasião. 2er uma planta nascer me/e com nossas emo18es. $oi um sucesso o plantio. !quela imensa *rea verde crescia dia a dia. #u não via o momento de dei/ar as (guas criadoras pastarem aquele pasto. 9uando eu chegava no haras eu ia veri icar o novo pasto para ver se crescia e estava bem incorporado como eu planejara. # l* no meio, parecendo uma crian1a com seu brinquedo novo, eu estava agachado acariciando as plantas quando vi apro/imar3se o gerente do estabelecimento. - #nio era o respons*vel por todos os cuidados do estabelecimento. #ra um homem bai/o, com os olhos esbugalhados, tinha bei1os grande e te6 mulata. $oi jóquei e era um lidador com os cavalos de grande paci0ncia, tanto que se encarregava de domar os potros novos antes deles irem para o Hóquei 'lube onde seriam preparados por treinadores especiali6ados para disputarem os p*reos. $alando de orma circunspeta ele me cumprimentou, 3 @om dia. 'onhecia o jeito dele quando queria di6er alguma coisa. $acilitei, 3 @om dia #nio. !lguma novidade? #le abai/ou3se do meu lado, e separando algumas plantas da bela leguminosa, mostrou entre elas uma outra que nasceu junta. 3 !s sementes estavam misturadas. 5o meio nasceu tamb(m uma planta que parece uma salsa. #u não sei o que (. 5ão ser* melhor a6er um e/ame para ver que tipo de planta ( essa? $iquei surpreso. #le nunca tinha eito observa1ão semelhante. !chei ser um sinal e a descon ian1a tomou conta de mim. Perguntei,

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3 #st* com medo que seja uma planta venenosa? 3 5unca se sabe. Parece uma salsinha, mas pode não ser. !cho que não devemos dei/ar os animais pastarem sem um e/ame melhor. 'hegando em minha casa ui consultar os livros de plantas. 2i a salsinha, e sua rai6 era .............. 5o dia seguinte voltei ao haras e arranquei uma amostra, e a rai6 era di erente da do livro. #ra uma................]veri icaar o nome certo^. 'olhi algumas amostras e levei na #scola de !gronomia para um e/ame t(cnico. 5o dia seguinte ui buscar o resultado. - #ngenheiro !grAnomo havia solicitado 4 uncion*ria do estabelecimento que antes de me ser entregar o resultado eu alasse com ele. #le veio pessoalmente atender3me no balcão. "em rodeios advertiu, 3 #ssa amostra que voc0 trou/e ( de sicuta. Nevei um susto. 3 "icuta? ! do "ócrates? #le rindo, con irmou, 3 $oi o veneno que o "ócrates ingeriu para se matar. "a) preocupado e rustrado. 2oltei para o haras, chamei o #nio e determinei, 3 Pegue o trator e acabe com a "erradela porque ela oi semeada junto com uma planta venenosa. #nquanto o trator ia destruindo o verde pasto iquei imaginando o risco que correram os cavalos. &empos depois tive um gostoso reencontro com o Pedro, um pai3de3santo meu amigo. <ostava de trocar id(ias com ele sobre os segredos e magias da Umbanda por ele ser uma pessoa de rara intelig0ncia e um invej*vel senso critico, raramente ugindo dos limites do necess*rio equil)brio racional que deve reger nossas duvidas. #st*vamos sentados em uma enorme pedra no meio do rio 5hundiaquara. -s p*ssaros saltitavam e cantavam em nossa rente, e ve6 ou outra um beija3 lor revoava em nossa rente como um curioso querendo ouvir nossa conversa. "ó se ouviam as aves e o gostoso barulho das *guas do lindo rio. 5osso sil0ncio prestava um tributo 4 ess0ncia de nossa espiritualidade envolvendo a nossa alma em pro unda re le/ão espantando os gestos grosseiros e os pensamentos mundanos. 9uase em um sussurro ele dei/ou lorescer as delicadas e di )ceis quest8es que incomodam os dirigentes da religião umbandista, di6endo, 3 #stou ormando uma nova corrente, e estou com medo de errar.

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Mndaguei. 'om isso eles estão portando as energias dos ori/*s.11J 3 #rrar no que? . não hesitou. mas qualquer altera1ão de sentimento dei/a escapar essas or1as. 3 'riar monstros? #/plique melhor. $iquei deslumbrado com a e/plica1ão do pai3de3santo. como os caboclos. mas não para ele acostumado a ir na sua ess0ncia mais pro unda.entro de suas auras. pretos3velho e e/us. ele se torna uma bomba que pode a qualquer instante detonar contra pessoas inocentes. "e eles amarem seus semelhantes dei/arão e/alar sempre a energia do amor. embora tenha visto uma preocupa1ão )ntima que deveria estar atormentando o 6eloso e e/periente pai3de3santo. . os catalisadores das energias. Pelo seu jeito sabia que seria um assunto que aos outros poderia ser simples. 3 5ão sei distinguir dentre os homens aqueles que saberão usar corretamente a or1a das suas mediunidades. #ssas energias são ortes por terem sido dei/adas por entidades desse n)vel.ncia de um m(dium. 2eja o perigo.Pedro deu leve suspiro como coordenando as coisas que ia alar. dei/ando o ódio dominar suas emo18es e elas orem voltadas para algu(m pode acontecer que sua energia somada com as das entidades provoque um mal muito grande a essa pessoa. $iquei surpreso. em que não merece. $iquei atento e encantado com a suavidade da e/plica1ão. e praticamente abrimos caminho para que as entidades de or1a. #mbevecido aguardei a continua1ão.ei/ando suas sobrancelhas ca)das mostrarem preocupa1ão e seu rosto mais vincado que o costume. &alve6 a magia do espelho. $iquei aguardando quando alou. as energias das entidades vão sendo depositadas. a magia da or1a da energia condensada no perisp)rito. &enho medo de criar monstros. . 3 Provocamos o desenvolvimento da mediunidade dos membros da corrente equilibrando os seus chacras. C criar. 3 "eria o caso então de não provocarmos o desenvolvimento nos m(diuns sem antes conscienti6a3los dessa or1a. !quela que descobre coisas invis)veis escondidas dentro do vis)vel. tomem seus corpos atrav(s da incorpora1ão. principalmente no perisp)rito. mas se icarem irados. at( que possam dominar suas emo18es e jamais podem sentir o ódio? 11J . 9uando preparamos um m(dium. 3 5ão sei escolher os membros para a corrente. Perguntei. sem o conhecimento dos esp)ritos eles estão jogando suas or1as contra algu(m por conta da ignor.

misturei semente nobre e para alimentar os animais. "ó podemos con iar nas entidades e esclarecer aos m(diuns que eles icam proibidos de se 6angarem com algu(m. 'onsolei meu cuidadoso amigo. 3 !cho que não temos alternativas. Mas como poderia a6er isso? 'omo nós. "ão jovens e velhos. Mas como vamos saber quem vai ou não gerar esse sentimento no uturo? Mmediatamente veio na minha mente a corrente que dirijo. poderemos prever ou saber quais os que devem ou não icar misturados no grupo? &amb(m iquei preocupado. 11O .11O 3 #/atamente. dirigentes de terreiros de Umbanda. com a terr)vel e danosa semente venenosa. Nembrei3me da minha planta1ão. homens e mulheres das mais variadas origens e capacidade cultural.

ouviu 7não desejar a mulher do pró/imo7. 5ada de chegar o 'aboclo. o sempre apai/onado servidor da mulher. ! corrente j* cantava h* algum tempo e eu. a mulher.'aboclo Hunco 2erde soube. do pró/imo7. quando ao receber os de6 mandamentos. o homem. apear de ser pai3de3santo. mas quero que as eministas parem com sua perigosa marcha em busca da igualdade com os homens. quando deveria ouvir 7não desejar a mulher. parecia um pateta. ela que não obedece. graciosa e intoc*vel redoma da eminilidade perder* o seu mais dedicado guardião. .caboclo manda na cabocla. 5ão posso imaginar nosso mundo sem e/istir a or1a do sol e a magia da lua. Mois(s deve ter con undido as palavras do 'riador. #le ( a or1a. or1a e complemento de sua eminilidade. em lugar privilegiado pela hierarquia de dirigente. tirei minhas conclus8es. ao eleger o homem. a ra6ão da sua e/ist0ncia. Um dia o 'aboclo Hunco 2erde e/plicou sua ótica sobre o homem e a mulher. o e/u na pomba3gira. !pesar das entidades che es serem chamadas em primeiro lugar. o homem ( o "ol e a mulher a Nua. sabe usar a magia. . não mando na minha mulher % eu mando. 2i o que queria.11Q CAPITULO 98 MAC3ISMO NA UM7ANDA 'omo toda religião. o preto3velho na preta3velha. separar os direitos e deveres de cada um. sob o olhar de todos os presentes. a delicada. ico na rente do 'ong*. a Umbanda ( machista. ! mulher não tem que pleitear a igualdade. a inspiradora da sua luta. isso para não alar de todas as outras religi8es. ou o homem. $iquei sem jeito. #le a usa quando v0 em perigo a dócil mãe dos seus ilhos e a errenha parceira na luta pela sobreviv0ncia. ali. 5ão conhe1o nenhuma papisa. ambos. !ssim oi eito. a entidade que incorporava na complicada m(dium. desta ve6 iquei de lado e mandei cantar o ponto da cabocla Hurema. ! or1a do homem pertence 4 mulher. "e isto acontecer. # ela. #les são. e at( pouco tempo as reiras não podiam o iciar a missa católica. 5ão sou machista. como a lua. ! sua indigna1ão ao ver amea1ado o seu direito de de ender a mulher icou bem clara numa ocasião. e eu. Para receb03lo. 5enhum ( mais que o outro. a provedora da sua elicidade. e ela a magia. e pedi para chamar o 'aboclo Hunco 2erde. Protege a bela e apai/onante amante espiritual. com muita intelig0ncia. eu quis ver sua incorpora1ão. 11Q . complementos do amor. Para observar o comportamento de uma m(dium que recebia uma entidade da linha de Hurema.

11S sem nada entender, quando ui intu)do para receber outra entidade, o 'aboclo da 'achoeira. 'hamei o pai3pequeno, di6endo, 'ante o ponto do 'aboclo da 'achoeira.

Nogo no in)cio do ponto de chamada deste maravilhoso 'aboclo de XangA, ele incorporou, mostrando, nitidamente, que não era culpa minha a aus0ncia do 'aboclo Hunco 2erde, e sim dele, que não quis incorporar. "alve meus ilhosP % cumprimentou o sisudo 'aboclo da 'achoeira e oi sentar no toco. ! cambone, delicadamente, entregou3lhe uma t*bua e pemba, para riscar o ponto. 5ão precisa, disse o 'aboclo. 2ou icar enquanto o !:uan conversa com o Hunco. !rrematou, aceitando, apenas, o charuto. 5unca imaginamos situa18es como esta no plano espiritual. 'aboclo !:uan, che e do terreiro, oi convencer o 'aboclo Hunco 2erde, um esp)rito comprometido com o terreiro, a cumprir sua obriga1ão de vir trabalhar. "ão entidades maravilhosas, espirituali6adas mas sens)veis quando v0em amea1ados seus direitos legais. 5ão tinha terminado de umar o seu charuto, e o s0o 'achoeira levantando, despediu3se dos cambonos, 3 2ou subir. - Hunco vai incorporar % dei/ando claro o poder de convencimento do 'aboclo !:uan. $iquei ressabiado para receb03lo. #le veio, não alegre como de costume. #stava mal3humorado, com a cara echada, dei/ando transparecer uma emo1ão, at( então desconhecida para mim. "em nada di6er e a ningu(m cumprimentar, com passos pesados, dirigiu3se e sentou no toco, riscando o ponto com m* vontade. .ava mordidas no charuto, como se tivesse vontade de comer a orelha de algu(m. - pai3pequeno, sentou3se 4 sua rente, dirigindo3lhe delicadamente a palavra, "alve, 'abocloP - que houve, s0o Hunco? #stamos assustados, nunca o vimos assim. #scuteP Respondeu, secamente. 3! mãe ( Hurema, e quem cuida da mãe ( o ilho> a mulher ( Hurema, e quem cuida da mulher ( o homem> a ilha ( Hurema, e quem cuida da ilha ( o pai. "im, meu pai, entendi a mensagem, só não sei, qual a ra6ão de sua 6anga. 'omo ( então que voc0s chamam uma cabocla antes do caboclo? 2oci erou, aos altos berros. 35ão conhecem a lei da Umbanda? 5unca venho depois de cabocla.

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11G "0o Hunco, e/plicou, na verdade oi seu cavalo quem pediu, pois precisava ver a incorpora1ão da cabocla na m(dium tamb(m. 5ão tivemos nenhuma inten1ão de desrespeita3lo. #ssa não ( a Nei. 5ão admito que pai3de3santo erre. "e não a conhece, entregue sua guia e v* aprender como se dirige um terreiro. #ncerrou en urecido.

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CAPITULO 24 PROAAS INCONTESTÁAEIS !s pessoas precisam entender que a mistura da energia do m(dium com a do esp)rito, caracteri6ando a incorpora1ão, não ausenta em absoluto a presen1a da consci0ncia do cavalo na comunica1ão, devendo dar descontos para eventuais e normais alseadas na mensagem do esp)rito. 5a linha :ardecista, quando um esp)rito amiliar se mani esta, mesmo que nunca em sua vida encarnada tivesse tido respeito 4 espiritualidade, ou tenha sido um anal abeto e com temperamento grosseiro, dei/a mensagens cheias de amor, ala com muita intimidade o nome de Hesus 'risto e demonstra conhecimento das leis do espiritismo, com um linguajar requintado e manso. 5ada de estranho, considerando3se a capacidade e a cultura do m(dium, que soube tradu6ir o sentimento e o desejo do esp)rito comunicante. 5a Umbanda não ( assim. -s consulentes e/igem provas e mensagens mais concretas. 9uerem que o esp)rito diga nomes, datas e tudo que se relacionava com sua pessoa, quando encarnada. #/istem muitos m(diuns que t0m esta capacidade, mas, via de regra não são assim, como um 'hico Xavier % para mim, um homem santo. .evemos icar atentos aos sinais do esp)rito, aos pequenos gestos e palavras que usava quando encarnado, e se acontecer, devemos entender como verdadeira a comunica1ão. - resto, ica para "ão &om(. #/istem histórias e histórias, que comprovam minha assertiva, mas, uma delas, para mim, oi especial. 'aboclo !:uan estava incorporado, no toco, quando o pai3pequeno, acompanhado de um rapa6 alto, corpulento e demonstrando um ar muito triste, solicitou, 'aboclo !:uan h* questão de uns seis meses este mo1o perdeu seu pai, e est* inconsol*vel % e/plicou. - senhor pode atend03lo? - rapa6 sentou3se, a entidade o ereceu3lhe bebida e perguntou, isso. 2oc0 conhece bem pouco o espiritismo, não (, meu ilho? 9ue houve, meu ilho? #u amava meu pai. #le morreu, e estou muito nervoso com

Realmente, nada conhe1o, mas sinto a presen1a dele ao meu lado. #stou buscando no espiritismo uma e/plica1ão, principalmente para saber se o esp)rito sobrevive 4 morte e, se eu me convencer, quero saber como ele est*. .isse, de modo ranco, mas respeitoso.

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tirou seus óculos e icou esperando uma nova ordem. 'om os olhos arregalados. que disse ao esp)rito. Rapidamente. aquele assunto que só os dois sabiam. uma e/celente m(dium. que transcorreu de um modo normal. # oi nesse estado. estava visitando a &enda #sp)rita "ão "ebastião. ! entidade e6 uma vibra1ão no consulente e a passagem do esp)rito aconteceu. 9uando voc0 precisar de ajuda. meu pai. anunciando sua despedida. $oi muito bom alar com o senhor. . se ( homem ou mulher #sta ( a parte convincente da comunica1ão. @em. testemunhou Hesus e/istir e outras coisas bonitas. obsessor ou protetor. iel na transmissão da ala do esp)rito. . o que era per eitamente compreens)vel. 3 !gora voc0 sabe que eu estou bem e o esp)rito e/iste após a morte. meu ilho. $oi recebido com todas as honras de sua coroa. !t( entre os pais3de3santo. #ntre os umbandistas. H* habituada com essas situa18es. com alguns sinais de ser realmente o esp)rito do pai do descon iado rapa6. jogou3se nos seus bra1os. . nada sabe a respeito. #sclareceu. esp)rito do pai incorporado e seu ilho.1=F !cho melhor voc0 perguntar a ele. ambos levantaram3se e a entidade disse ao mo1o. icou assistindo a gira de quimbanda.pai alou estar bem. serei eu.rapa6 deu um salto para tr*s. Um deles. iniciaram um di*logo.. PapaiP PapaiP C o senhor. e/clamou. echou uma carranca e ran6indo as sobrancelhas. da saudade que tinha da am)lia. 'omo sempre a6 nesses casos o 'aboclo mandou o @eco atender a conversa1ão e ambos. i/ou um olhar espantado. e num choro convulsivo.rapa6 demonstrava estar descon iado da autenticidade do que assistia. 2ale di6er. e como vou saber que ( o senhor que estar* ao meu lado? Perguntou. muito embora o m(dium perceba que vai servir em uma incorpora1ão. o incr(dulo ilho.. como manda a lei da Umbanda. de "ão Paulo. o pai3pequeno. desconhecendo se ( esp)rito amiliar. para receber o esp)rito do pai desse mo1o. para o rosto da m(dium.. as provas tamb(m são e/igidas. o @eco pAs em sua rente a 'ristina. eu órico. !guardou nessa posi1ão alguns segundos. $a6 parte da lei da 1=F . Mas nada lhe dava a certe6a de ser realmente o esp)rito de seu pai. ! irmou. o esp)rito. !pós algum tempo. ! 'ristina incorporou. que nesses momentos. 9uando voc0 ouvir um arroto e sentir um ba o de u)sque. &raga aqui um cavalo. Prometeu o esp)rito. naquela noite. -rdenou ao @eco . 'onvidado a ocupar um lugar privilegiado. me chame que estarei ao seu lado. rindo. talve6 por não tido nenhum sinal evidente.

#ntendi o Rangel. H* incorporado com o #/u &ranca Ruas das !lmas. des a6endo todo o mist(rio. e cont*vamos histórias sobre a Umbanda. encostando a testa no chão. quando uma visita com hierarquia estiver presente. ou seja. # ele. 3 $i6 um trato com o #/u &ranca Ruas das !lmas. deve bater a cabe1a ao visitante e naquela casa. $ui visitar um terreiro de certa marcar um 1=1 . Por não ser um ato comum nos terreiros que visito. . "empre que estiver incorporado. recebi um tele onema. 3 $ernando. rindo. eu as minhas e o Rangel as dele. 3 2oc0 deve estar imaginando porque eu estou aqui. ui levado pela entidade at( o pai3de3santo e contrariando meu impulso e todas as regras da casa. a entidade. de repente. mesmo que seja em sentido inverso. Preciso conversar com voc0. aqui ( o Rangel. em tom in ormal. 3 Para amigo não bato a cabe1a. quando incorpora. um com o outro. cumpriu o combinado. 3 'omo vai. Rangel? <ostou do trabalho? 3 <ostei. havia a determina1ão que as entidades batessem a cabe1a literalmente. 'onvidei3o para vir 4 noite em minha casa. 5ão estava entendo a ra6ão. não (? 3 "inceramente? 5ão estou ag?entando mais a curiosidade. tornou sua e/pressão s(ria e ormal. H* passava da meia3noite. tom*vamos um ca e6inho com biscoitos. deu um tapa no peito do homem e. a amosa hora grande dos esp)ritos. 5ão sabia como perguntar mas imaginava que. havia. #ra uma pessoa muito agrad*vel. 'ontrariando minha e/pectativa não ui repreendido pelos dirigentes materiais da casa. mas alguma com certe6a. quis conhece3lo.pai3de3santo que ontem visitou o terreiro. # oi adiante. Um esp)rito que reverencio com grande amor ( o do Pai Hoaquim de !ngola. ! medida que incorporavam. 5o dia seguinte. 5ão seria para contar passagens de sua vida espiritual. meu padrinho de eitura de cabe1a. especi icamente. se or realmente ele . 'onversando na sala. incorporado em voc0. oi quando ele. #stranhei o comportamento do e/u.1=1 Umbanda. Podemos encontro? #stranhei o curto di*logo. #/plicou. as entidades cumpriam seu papel. com certe6a ele revelaria. porque eu tamb(m gosto quando isso acontece comigo. Respondi. um grande respeitador da lei da Umbanda e das determina18es das casas umbandistas. sem dar import.ncia 4 hierarquia do che e de terreiro. "ó me intrigava a ra6ão de sua visita. tem que di6er ser meu amigo. alou. antes de ir embora. R)amos e aprend)amos.

I guisa de receber uma vibra1ão. durante a gira. não são necess*rias para quem tem (. #la estava na assist0ncia quando oi chamada para conversar com ele. sob o olhar espantado da sua ã. Mas que são gostosas. l* na assist0ncia. 2oltando ao Rio de Haneiro.1== ama onde. 3 2amos embora. 3 "empre que eu estiver no terreiro. não tenham d+vidasP 1== . 3 completou. mando chamar voc0 para me cumprimentar. como todos devem a6er. para voc0 sair. secamente.que aconteceu l*. quando. #nquanto cal1ava os sapatos que tinha tirado. temos nossas d+vidas. ele perguntou. o e/u alou. ela teve not)cias que em Petrópolis um m(dium estava recebendo o #/u &ranca Ruas das !lmas com muita idelidade. e/ceto a con issão da simp*tica consulente ser uma incondicional ã da entidade. 3 . praticamente no come1o do trabalho? 3 5ão ico em terreiro onde o Pai Hoaquim est* incorporado e ele não me conhece. 3 -baP . 9uando j* est*vamos de volta. Respondi indignado. ao entrar no espa1o dos trabalhos. Mmediatamente. #ssas comprova18es.#/u &ranca Ruas das !lmas a6 questão de comprovar aos seus consulentes a sua autenticidade.Pai HoaquimP #/clamei. no automóvel. 'onversaram trivialidades. crentes. que desaparecem. por sinal com hierarquia na casa. mediante uma prova evidente. in ormei meu amigo. entrei dentro do local dos trabalhos e passei por sua rente. $iquei alegre. retornando para meu lugar.isse. dei meia volta. . . mesmo nós. ! inal. como e6 com uma senhora carioca que visitou nosso terreiro. #le nem me olhou. 5ada de e/traordin*rio oi dito ou alado. #stava na assist0ncia. cutucando meu companheiro ao lado. incorporou em um m(dium. 5ão hesitou e oi conhecer o terreiro onde trabalhava este m(dium. na verdade. como i6 hoje e tamb(m como i6 h* tempos na outra cidade incorporado com o cavalo careca. antes de se retirar. quando oi surpreendida com o convite da entidade para conversar com ele.

senhor pode a6er algo por ele? . . Procurei um lugar adequado para a6er a entrega % o amal*. depositei a cerveja. !ssim oi eito. !ntes do inal do trabalho. 'uidadosamente.. a grande arma da Umbanda.1=B CAPITULO 26 UMA OFERTA AO ESPÍRITO "er* que o !mal*. eu sei. amei/a e outra ruta do gosto do meu cavalo. "0o Hunco 2erde % disse a cambono. C. ou seja. $ernando. maracuj*. . . uma cai/a de ós oros.ilho de um amigo meu teve um acidente e est* em coma. sendo ele meu irmão de carne. cerquei3o com as 1=B . sete verdes e cevada. gira especial para pedir este tipo de ajuda. dei/ei3as como base. 'omo não gosto de dei/ar no mato materiais não biodegrad*veis. quer uma ajuda sua. ajeitei as rutas ao lado. iniciei a montagem da entrega. % $a1a uma entrega. melancia. #m cima coloquei a moganga com milho. procurando construir a entrega do jeito mais bonito poss)vel. sete velas brancas. eu te dou de comer e voc0 atende meu pedido? 2amos ver. ele recomendou que ela tomasse nota de um trabalho para o rapa6. Por isso estou tele onando. idade e endere1o do hospital onde estava internado. desesperado. abaca/i.. #le. como se precisasse. não precisando escrever nada. esclareci meus cambonos sobre como deveriam proceder para receber uma orienta1ão do 'aboclo. com milho. C trabalho na linha dos caboclos. Mnterrompeu. Pus os charutos no trabalho. cortei tr0s olhas de bananeira. #scolhi o lugar. Uma moganga assada. 5o copo de casca de coco % coit0. j* desenganado. na U&M. !bacate. Mdenti icou3se. "ete charutos. &omei nota do nome do rapa6. hoje temos trabalho. I noite. j* desenganado pelos m(dicos da terra. Nigou no dia certo. na entrada de uma mata. embai/o de uma igueira rondosa. 5a relva. Recebi um tele onema.'aboclo pAs o papel em seu ponto riscado e disse 4 cambono que depois daria uma orienta1ão. disse.nome anotado neste papel ( de um rapa6 que est* muito doente no hospital. melão. aqui ( o $loriano. apenas pense e ore pelo menino. est* condicionado na lei da troca.

quando percebi. $ernando. a troca de energias. o importante nesta história.urante a constru1ão do !mal*. nada ar*? 2ou entrar no a63de3conta e estou vendo o desenrolar da entrega no mato. pois diante da gravidade de seu estado de sa+de. de lu6 cintilante.o trabalho emergiam vibra18es semelhantes. 9uando cantei o ponto do 'aboclo Hunco 2erde ele saiu do mato. 2*rios )ndios estavam em volta. com aquela energias em suas mãos. entreaberta. de onde saiu um outro )ndio. pedi a cura do mo1o. #/atamente vinte e um dias após. . como me oi contada pelo próprio 'aboclo Hunco 2erde. oi usada para curar o doente no Tospital.e longe. -:0 -d0. oi at( o mato. o 'aboclo Hunco 2erde permanecia em p(.ei a not)cia ao $loriano. o segredo não oi guardado. 1=J . 9uando acendi as velas e cantei o ponto de -/óssi. intuitivamente. &odos se ajoelharam em volta do trabalho. apro/imou3se e cumprimentou aqueles maravilhosos esp)ritos ind)genas. pedindo que não dissesse nada aos pais do mo1o. uma ai/a de lu6 era para ele direcionada. que se somavam 4 j* e/istente. i6 uma ora1ão. não ( a cura e sim o amal*. # hoje est* completamente curado. e era manipulada pelo 'aboclo Hunco 2erde. . !cendi3as e depositei a cai/a de ós oros. 5o dia seguinte. em volta da o erenda uma massa energ(tica maravilhosa.e a astei3me respeitosamente. 'antei o ponto de -/óssi. Mas. dentro do mato. e girava em torno do trabalho. o rapa6 acordou. alguma coisa poderia dar errado e eu não achava justo dar alsas esperan1as. !gradeci. do 'aboclo Hunco 2erde. recebi um tele onema do pai do rapa6 que di6ia eu órico. mantendo pequena dist. #la oi se condensando. a tudo assistindo. se intensi icaram. o 'aboclo di6endo3me que.esp)rito come e bebe? C guloso e beberrão? "e nada ganhar. em vinte e um dias ele sairia do coma e conseq?entemente icaria curado. 'laro. um Paj(. #sta energia de -/óssi. alternadas nas cores. . .1=J velas. at( que todos icaram em p( e ele. Pegou toda aquela energia e sumiu com ela para dentro do mato. 'omo ele unciona? .ncia. que oi atra)da pelas vibra18es semelhantes aos das comidas o ertadas. do material que compunha o amal*. e largaram suas energias. obrigadoP H* contei para todos que em vinte um dias meu ilho vai estar curado. #ra a or1a cósmica do ori/* -/óssi. de orma tal que echassem um circulo bem harmonioso. vindo do in inito. a cósmica e do trabalho. criando. -/óssi. por todos reverenciado.

com cavanhaque. .. #nquanto uns alardeiam que eles t0m alma. as labaredas e um homem magro. precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos. Yseis grandes carros. assombrado. ela levantava os pequenos bra1os para cima. brisa. enquanto a Redda trocava sua ralda.Z Mais adiante continua. 9ue ( isso? % interroguei. de corpo volumoso. sob a claridade branda do c(u.. estava come1ando a balbuciar suas primeira palavras. e com pequenas e delicadas gargalhadas. % e ria. como se quisesse pegar algo no ar.e repente. produ6indo ru)dos singulares.eitada na cama. . ele descreve uma cena no espa1o.o c(u.Z -s umbandistas alardeiam que os -guns v0m em seus cavalos brancos. H* di6ia mamãe. ouvi o ladrar de cães 4 grande dist. Papai ainda não. 1=O . onde não estacionam somente os homens desencarnados. não quero ir para l*P !credito que os animais t0m alma. na p*gina 1GB. anunciando ser 1=Oq? o para)so? "e no c(u não e/istir as *rvores. animais. me pareceram iguais aos muares terrestres. mais compat)vel comigo. ormato dilig0ncia. os p*ssaros cantando. servindo para os querubins icarem sentados e dedilharem suas harpas.isse 5arcisa % são au/iliares preciosos nas regi8es obscuras do Umbral. que voavam a curta dist. dando a impressão de estar vendo alguma coisa que nós adultos não v)amos.. não tenho a m)nima id(ia como possa ser. ditado pelo iluminado esp)rito do !ndr( Nui6. . temperatura amena. Mas a nota interessante era os grande bandos de aves. .. ou suaves cantos de p*ssaros ? -u ser* um lugar va6io. que não cabe agora descrever. e os animais.evia merecer um estudo mais minucioso das elites cultas. H* não ( um motivo para re letirmos se os animais t0m ou não alma? Minha ilha Nucilia. 5o livro Y5osso NarZ do $rancisco '. a lu6. cheio de nuvens. eram tirados por animais que. igual a nós. 'omo ser*? &er* *rvores.andU. em per eita coordena1ão com os gestos. acima dos carros. YMdenti iquei a caravana que avan1ava em nossa dire1ão. alava. riachos. embora eu descon iasse que ela soubesse e só não di6ia para me contrariar. mas não me lembro do c(u.ncia. mostrando os cri res e a ponta do rabo.ndido. lu6. outros a irmam só possu)rem o cascão que desaparece com a morte.tema ( pol0mico.andU.1=O CAPITULO 28 OS ANIMAIS TBM ALMA? H* morri v*rias ve6es. . C mais *cil imaginar um tridente. a brisa. mas verdadeiros monstros. &enho uma id(ia do in erno. um caldeirão. . os riachos. mesmo de longe. ..ncia.

ncer no intestino com o mesmo empenho que a6 nas pessoas que so rem de mal semelhante. . o 'aboclo !:uan perguntou.ando consulta para uma mo1a.cigano Koisler tem sua vida baseada em cavalos. pois pretendo.andU. a qual. en/ergando os esp)ritos. e eu entendo voc0 muito bem. com muito carinho. -s gatos. -s animais tamb(m são nossos irmãos. Raciocinam e t0m alma. ele tem que estar tamb(m dentro do esp)rito. e/iste o bom humor e as passagens hilariantes. #la est* vendo o esp)rito do . a consulente e/plicou. -s trevosos t0m na cobra a companhia predileta. depois de morto. $alou. não tenho d+vidas. # alardeia isso com transparente gabolice. ao morrer. . . os cães e os cavalos são reconhecidamente videntes. a irmando ter sido descendente de uma am)lia de ladr8es de cavalos. $oi meu gato que morreu. $alei. ao morrer. &entou justi icar. que seu transporte para vir no terreiro ( 1=Q . conhe1o bem.'aboclo !:uan tem. no homem est* alojada no chacra espiritual. mesmo que pare1a antasia. 'onta v*rias histórias sobre esse assunto. assustado. 2oc0 est* muito triste com a morte dele? . e todos do mundo animal? "e os homens. como sua companheira.1=Q Minha mulher e eu trocamos olhares. atrasados ou evolu)dos. o que demonstra possu)rem a terceira visão. !cho que o senhor vai me entender. "e e/iste nos animais o terceiro olho. # se os cães t0m. dentre as quais.emonstrando surpresa. porque não ter* o pequeno rou/inol ou o elegante pei/e ou a pe1onhenta cobra. 'ães. -s oguns sempre estão montados em cavalos. levam consigo seu estado espiritual. e senti muito sua morte. 5ão posso evitar. -utro dia o caboclo !:uan e6 um trabalho especial para um gato com c. que eles continuem em minha companhia. uma *guia.andU era o nome de um bel)ssimo cão "etter Mrland0s que um m0s antes oi morto a tiros por ladr8es que invadiram nossa casa. não permanecerão no plano espiritual sob o mesmo processo evolutivo da reencarna1ão? 9uero que os cães tenham alma. o que re or1a a tese que eles t0m alma e podem sobreviver 4 morte. #ntre os esp)ritos. igual ao homem. não pode acontecer o mesmo com os p*ssaros e animais? "e uma larva ( mais atrasada que um cavalo. !ma os 1=Qq?)deos. . Pode chorar se quiser.

9ue aconteceu com o seu ? . en ileirados atr*s de mim. 9uei/ou3se. 1=S . o 'aboclo !:uan. re6ando para eu me regenerar. $oi humilhante.isse. 5uma gira. considero essa passagem como uma prova da e/ist0ncia da alma dos cavalos.1=S um cavalo preto. Mas cigano. #stou sem cavalo. disse que tinha devolvido o cavalo para o cigano. rindo. #le ( lindo. incorporou sem sua habitual harmonia. Passado alguns meses. "e aconteceu. sinali6ando eu estar certo nas minhas convic18es. C para ele nunca mais cometer essa ousadia. abatido. vim a p( para o terreiro. Respondeu amuado. #u queria aquele cavalo branco. a cambono. !l(m de ter icado sem o meu cavalo. roubar o cavalo do 'aboclo !:uan? 9ue id(iaP .!:uan tirou de mim. respondeu. # por qu0? Porque eu quis roubar o cavalo dele. 'omo esp)rito não brinca. rindo. não sei. Mndagado pela "andra porque estava triste. # o pior não oi isso. sem jeito. acompanhado por uma alange de pretos3velho.

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CAPÍTULO 3: SINAL DA AELA ! elicidade não est* alicer1ada nos bens materiais, mas no humor e bem estar espiritual.. &enho um amigo que a irma ser eli6 por ter uma esposa, ilhos e netos. 'onhe1o um bo0mio que jura ser o homem mais alegre do mundo porque ( solteiro, não tem mulher e muito menos ilhos. ! elicidade est* dentro de quem aceita e gosta do que tem, podendo ser a numerosa am)lia ou a liberdade de não ter compromisso com ningu(m. - conceito ( parado/al. ! resid0ncia da in elicidade, ao contr*rio, tem como principal causa, a perda daquilo que o a6 crer ser eli6. # pode a elicidade perdida ser readquirida pela (? !cho que sim. Neiam essa história, - domingo estava lindo, ensolarado e quente. - 5ilson, de cal1ão, sem sapatos e camisa, se mantinha debai/o de uma barraca 4 beira da piscina do clube que costumava req?entar, ouvindo e contando lorotas descontra)das com alguns amigos, 4 guisa de esquecer seus a a6eres semanais. ! #va, sua esposa, tinha icado em casa. - 5ilsinho, seu +nico ilho, com oito anos, brincava e nadava na *gua clorada da piscina. #stava tudo per eito e apra6)vel. $oi quando o 5ilson ouviu gritos desesperados de uma mulher que apontava para o undo da piscina. &odos, curiosos e no a ã de serem +teis, se acercaram dela. - 5ilson, pela *gua, viu, no undo da piscina, o corpo do seu ilho 5ilsinho. - 5ilson era meu amigo e ui comunicado do tr*gico acontecimento. 'hegando em sua casa, onde todos os amigos e amiliares j* cercavam o guapo 5ilson e sua esposa, ui, como ( natural, envolvido no so rimento do casal e seus avós. - menino de oito anos, tinha morrido a ogado em uma piscina. 5ão h* quem não se envolva com emo1ão em casos que o espectro da morte a6 cumprir essa divina, mas atemori6ada lei, quase sempre não entendida por nós. 5a ocasião, eu era mais jovem e, conseq?entemente, mais orte, mas mesmo assim, tive que a6er muito es or1o para amparar o meu amigo nos ombros, dado seu corpo avantajado. Passado o uneral, no dia seguinte, ui levar minha solidariedade ao triste casal. 5ada pude a6er ou di6er para apa6iguar a dor do acontecimento, e/ceto o erecer os pr(stimos do meu grupo de trabalho espiritual. - casal, buscando um lenitivo, acedeu ao convite e passou a req?entar assiduamente nossos trabalhos espirituais. #m uma das reuni8es o 5ilson aparentando uma emo1ão muito grande levava com um carinho especial um pequeno embrulho de papel de seda, que parecia estar aninhado em suas duas avantajas mãos em concha. "eus olhos torneados por grossas sobrancelhas brilhavam com vis)veis l*grimas. 2e6 ou outra uma l*grima escorria em seu grosso bigode preto. "ua esposa come1ou a desembrulhar o pequeno embrulho. ! medida que ia abrindo o papel de seda suas mãos pareciam estar des olhando uma delicada lor. "eus l*bios mantinham um sorriso, e seu semblante demonstrava estar

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1=E vivendo naquele momento um 0/tase divino. &odo nosso grupo estava em volta do casal, aguardando com curiosidade o aparecimento do conte+do do misterioso embrulho. - 5ilson alava emocionado, 3 2oc0s vão ver a ben1ão de .eus que tivemos. !berto o pacote, dentro de um en eitado estojo estava a escultura de um anjo com enormes asas. Um trabalho muito bonito e bem eito e at( de certa orma comum no com(rcio do ramo, e/ceto não osse ele estar esculpido em cera de vela derretida. -lhamos assombrados para o casal, que agora j* não conseguia conter a emo1ão dei/ando correr as l*grimas pelos seus rostos. 3 Toje acendi uma vela para meu ilho. 2ejam o que icou no prato,. C o sinal que ele est* vivo e vai retornar a nós. #/plicou o 5ilson. ! ( trans ormou a vida daquele casal. .ecorrido algum tempo, encontrei o 5ilson. #stava eli6 e sob orte abra1o disse eu órico, 3 Meu ilho voltou para mim. Minha mulher est* gr*vida. 9ue .eus aben1oe todos que conhecem sua maior magia, a (P

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CAPÍTULO 39 MAGIA DAS AELAS - ogo ( um elemento indispens*vel por todas as religi8es. #le ( o princ)pio e a sua or1a ( destruidora, mas quando bem manipulada, se torna com a mesma intensidade um grande aliado. 'om imagina1ão o homem criando a vela prendeu uma chama desta or1a em um invólucro de cera. #/istem velas de todos os tamanhos, cores, tipos e inalidades. &0m todo o tipo de serventia, desde solicitar avores 4s divindades, at( criar ambientes apai/onados em um jantar entre casais. .entro das religi8es todos t0m histórias para contar a respeito das velas. #u tenho a minha, Toje eu tenho sete netos, de do6e a vinte anos. !mo a todos, por(m com mais intensidade aquele que em um momento de sua vida necessita de mim. # oi assim com a 'amila, hoje com de6enove anos, uma mo1a linda, com um sorriso resplandecente, dentes bem ormados, altura m(dia, com um g0nio doce e a *vel, sempre pronta a a6er uma delicade6a. "eus cabelos são castanhos escuros e longos, tem um andar comedido, e por nature6a tem o dom de reunir as pessoas em sua volta. C uma legitima ilha de Memanj*. 5esses de6enove anos, talve6 a (poca que mais a tenha amado oi quando tinha ou tr0s anos e estava acometida por um orte sarampo. 5ão estava dando muita import;ncia 4 doen1a por ser comum e de *cil tratamento, quando ui procurado por minha ilha Nucilia, 3 9uero que voc0 venha ver a 'amila. #stou assustada. Mor*vamos, como at( hoje, bem perto. 9uando entrei no quarto da crian1a adoentada quem icou assustado ui eu. #stava inteiramente tomada pela doen1a e dava sinais de estar ardendo em ebre, pois mostrava estar ora da consci0ncia. 5ão titubeei, 3 2amos lev*3la imediatamente ao hospital. 5o carro, enquanto dirigia o automóvel em dire1ão ao hospital, olhava para a Nucilia. &alve6 este tenha sido um dos dias mais tristes que tive. ! minha ilha, ainda uma mãe em sua plenitude jovem, mantinha os dentes cerrados, estava absorta olhando para o nada, com o quei/o tr0mulo e os olhos marejados, e segurava em seu colo a sua ilhinha envolvida em um cobertor cin6a escuro, quadriculado com cores vermelhas racas. - dia estava cin6ento, a6endo o quadro ainda mais triste. Meu .eusP !quela mãe so rendo era ainda uma menina. ! amargura tomou conta de mim. 5ada alei. !penas so ri, um so rimento inesquec)vel e que jamais sair* da minha lembran1a. ! preocupa1ão com a doen1a da neta misturou3se com a perspectiva de perder para sempre o sorriso da Nucilia, gentilmente herdado pela 'amila. #u não

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5o hospital o diagnóstico oi grave uma ve6 que o sarampo tinha se alastrado internamente no seu corpo. noticias. -uvi intuitivamente a poderosa entidade alar. batendo o bra1o onde mantinha a tala de madeira. #mbora osse um homem delicado o m(dico icou me olhando por alguns instantes como medindo o que iria di6er. !s horas se passavam. "o6inho na sala em um pires branco i/ei uma vela da mesma cor e orei. Para te acalmar vou dei/ar uma marca com esta vela. mas nada est* indicando esse caminho. apenas quero saber a gravidade do doen1a. $omos ao hospital rapidamente. meu Pai. o que vai acontecer com minha neta? 9uando consultei o senhor me disse que ela icaria boa. como um animal. atitude que não oi apa6iguada nem pelos psicólogos do hospital. Uma tala de madeira prendia a agulha em sua mão para o soro e ela. "enti3me rustrado e com raiva por estar impotente at( mesmo para dar esperan1a para minha ilha. e nós aguard*vamos ansiosos o resultado do e/ame. 3 Vtimas desapareceram. icava em bai/o da cama encolhida em um canto. $ui interrompido com choros convulsivos da Redda que alava nervosamente. -s riscos 1B1 . 3 H* disse que ela vai icar boa. pois a suspeita ( que a doen1a tenha atingido a medula. agredindo quem dela se apro/imava. 5o terceiro dia de internamento procurei o m(dico diretor do isolamento e pedi3lhe. !l(m de ser o avA tamb(m sou o che e da am)lia. #m casa com a Redda resolvi rogar aos esp)ritos pela nossa a li1ão. 9uero saber do senhor. !pareceu o m(dico e in ormou. 3 5ão quero promessas. 3 Pai Maneco.1B1 pensei como um avA so rendo. &eve que ser levada para o isolamento por ser doen1a transmiss)vel. #stamos a6endo todo o poss)vel dentro da medicina para contornar a doen1a. e/ame oi negativo. 5o dia seguinte o comportamento da 'amila era assustador. e se o pior acontecer tenho que estar preparado para poder sustentar o emocional de todos eles. 3 #stão tirando l)quido da espinha da 'amila. 3 ! situa1ão ( muito grave e os riscos são grandes.

Hoguei3a na *gua corrente junto com algumas l*grimas de um avA eli6 e agradecido. por estar emocionado. e ui obrigado a descarreg*3la. % balbuciei. 1B= . Parecia uma escultura manipulada por um artista.1B= H* tinha chegado em casa bem mais calmo e conversava com a Redda sobre o im da nossa angustia. com dois p(s negros ormados pelo palito do ós oro que usei para acender o pavio. $ui 4 sala e vi o sinal dei/ado pelo Pai Maneco. 3 -lhe a magia da vela. com as asas abertas e ainda com realces como se ossem as penas. Minha vontade era guardar aquela igura de cera para sempre. Mostrei o sinal para a Redda. Mas a lei tinha que ser cumprida. quando me lembrei da vela. ! cera normalmente consumida pelo ogo estava derretida ocupando inteiramente o pires branco ormando o desenho de uma *guia % minha ave da sorte.

o que criou.Pai Maneco sempre disse que se uma casa espiritual echar suas portas. #u a6ia isso. ainda trabalhava comigo o Pai Nui6 e a . 3 Pai Maneco. #ssa. 1BB . com m(diuns demais? 5ão dev)amos diminu)3la? #ra a ome com a vontade de comer. pois nem chave a porta tinha. Mas era um gesto simbólico. no centro do terreiro.Pai Maneco chamou os oito citados. Por ser meu pai3de3santo. 3 2amos ver. algu(m observou. pela situa1ão. grande e/pectativa. meu pai. não deveria entrar mais ningu(m. não abrir* mais e estar* adada ao desaparecimento. al(m de diminu)3la. muito embora soubesse não ter necessidade. pAr a mão na ma1aneta e mostrar a todos que ela não estava trancada. 9uem mais pensa assim? # oi passando de um por um. 5aquela (poca. !cho melhor diminu)3la. imaginando como se daria o des echo da conversa1ão. # eu. merecia todo o respeito. a6endo3me. quando ele j* estava se despedindo. ! corrente aumentava toda semana.isse a poderosa entidade angolana. . 3 "e esta ( a vontade de voc0s. não tenho como dei/ar de atend03la. não ia desrespeit*3lo. ir at( a porta da entrada. . parece mesmo estar muito grande a corrente para este espa1o. eu acho. 3 2oc0 tamb(m acha que a gira deve diminuir? 3 'om todo respeito. oito m(diuns achavam que havia muita gente e. disse a entidade . e oi a ele que o Pai Maneco. de acordo com a hierarquia da Umbanda. no in)cio da gira.1BB CAPITULO 32 O ANGOLANO PAI MANECO . o senhor não acha que a gira est* muito grande.ilma. . de voc0s 5o total. cumprindo a lei. ele jamais ia dei/ar passar sem a6er uma das suas j* conhecidas arma18es. $a6ia questão de indicar a porta para todos verem estar sempre aberta. não só da corrente mas de toda a assist0ncia. 5um inal de gira. &odos icaram aguardando. claro. perguntando. 'on irmou. &alve6 voc0s tenham ra6ão. no encerramento.lugar estava pequeno. dirigiu3se.

icou ao meu lado. 5a verdade. $icaram todos em sil0ncio. #nvergonhado. 1BJ . 5unca me havia acontecido isso. embasbacados. dirigiu3se ao Pai Nui6. 'ada um de voc0s aqui no meio. 3 "ó para voc0 saber. eu estava incorporado com o Pai Maneco. 3 Por que o senhor e6 isso? 3 Pelo que tenho observado ultimamente. #le desincorporou. "e voc0 ( tão e iciente assim. $iquei quieto. !ponte3me um dos seus irmãos. perguntando a um por um dos oito. o Pai Maneco voltou 4 carga. 3 Meu Pai. resolva. Toje vou mandar sair do grupo oito m(diuns. e este eu mandarei embora. voc0 ser* o primeiro a escolher aquele que vou mandar embora.eterminou. e todos negaram3se a apontar algu(m. para mim. 5ão ui embora por respeito aos meus irmãos. 3 "e voc0s não podem. . #le entendeu. o pai do mo1o não desencarnou. 5o meio da consulta eu perdi o contato com o Pai Maneco. 'omo ningu(m alava. . para nela entrar quem o mere1a % a irmou. ele alava uma por1ão de atos. 5a verdade a sessão.iante do olhar desen/abido do pai3de3santo. e disse que depois alaria comigo. e no inal teremos menos oito entre nós. "e osse mais corajoso teria dito um monte de desa oros para o Pai Maneco e só não o i6 por saber que seria eu quem perderia a discussão. re erindo3se aos que reclamaram. vai me apontar um m(dium da corrente. 5a minha consci0ncia.1BJ 3 #st* decidido. então nunca mais reclamem do e/cesso de gente no meu terreiro. 5uma ocasião. e/pliquei 4 pessoa ter perdido o contato com a entidade. gosta de se gabar e ser enaltecido. pondo im ao problema. e disse. voc0 se di6 um m(dium muito bom. $ique sem jeito. deu um sorriso. Reclamei imediatamente. mas quer que eu a1a? Ralhou a entidade. eu iquei urioso. dando uma consulta a um amigo que queria saber sobre o pai dele. não posso a6er isso. 3 Pela hierarquia. porque a porta est* e vai continuar sempre aberta. 3 'omo? 2oc0 não pode. acabou ali. todos relacionados com o atual estado de esp)rito do alecido pai do consulente.

cuidavam do material de trabalho. Um deles tornou3se um bom amigo. resolverei teu problema. ele vai dar um jeito. 3 !manhã. não sei. entendi a entidade alar. #ra e/atamente o que eu precisava saber.qu0? ! consulta oi e/celente. quase em desespero. 3 #stou de (rias. Mas a li1ão serviu. 3 5ão sei como ele vai resolver. 5ão tive quei/a de nenhum deles. por implic. Husti iquei. era totalmente di erente do que. 3 'alma. voc0. . 4s ve6es. j* que o aviso pr(vio est* pronto. pois. #/plicou. calmo. troc*vamos id(ias da religião. ale com ele. no seu estilo. todo alegre. era ele. Toje. !inda observou. vou ser despedido.urante minha caminhada nos terreiros. <ra1as a . &rabalhava como cai/a em um banco. 'ontinuou narrando as coisas aladas pela entidade. 5a sa)da. o Pai Maneco ouvia calmamente a quei/a de seu cambono. 3 -lha. #/plique a situa1ão. como o Pai Maneco conseguiu di6er uma coisa e eu entender outra. muito nervoso. esperando o encerramento. 5a sa)da do terreiro.isse. sempre que pod)amos. !pressei3me nas e/plica18es. . Palheiro numa mão e o coit0 com cerveja preta noutra. no trabalho. vou reassumir amanhã meu posto no banco e j* sei que. 'onvers*vamos e. 1BO . 3 . tive v*rios cambonos. meu ilho. &entei serenar o dedicado amigo.1BO no meu lugar. &enho certe6a. desculpe a urada na consulta. Um dia tele onou3me. atendi o tele one. inintelig)vel dos esp)ritos. eu órico. na minha consci0ncia. não (? 3 5ão.eus ele est* muito bem. Respondeu. encontrei o amigo. "empre oram respeitosos com as entidades. #stou muito satis eito. $iquei sem entender nada. !cho que me perdi. como cambono do Pai Maneco. 5o dia seguinte. ele con essou estar con iante na promessa do esp)rito.ncia do gerente. o que ele di6ia. #ra um umbandista ervoroso. !t( hoje. 3 "eu pai ainda não desencarnou. interpretavam e transmitiam aos consulentes a palavra.

# ele tinha brigado com ela. não sei o que est* acontecendo comigo. no dia seguinte procurei3o. trocando id(ias com seu colega daqui. I tarde. cambono meu. Respondeu. por causa da briga do noivo com sua mãe. Passados alguns meses. 1BQ . Um gerente de outra ag0ncia do banco. contou que estava sem sub3gerente. como minha cambone.ei/ei transparecer minha satis a1ão pelo eli6 inal. . tem minha prote1ão. quei/ando3se. #st* dando tudo errado. $a6ia doces. !gora ( ela. 3 Pai Maneco. 5o inal do trabalho. #nquanto voc0 não mudar seu comportamento. #sse Pai Maneco ( uma maravilha. 5ão precisou. por achar que elas a6em a elicidade.senhor echou meus caminhos? #u. e o Pai Maneco ( protetor das doceiras. Minha vida. <ordinha era a mãe da mo1a. Mn ormou. 3 9uer di6er que de cai/a despedido. 3 5ão ( mais. Mnclinando3se no toco. apontando para a sua meiga noiva. não entrando mais em sua casa. 'ontou. $ui indicado para o cargo e j* assumi. 3 #stão sim. tão certa como estava. ria e calmamente. 3 . que a dei/a triste e não or agradar a gordinha dos doces. teus caminhos continuarão echados. o novo gerente designou3me para ser o che e dos cai/as. meu ilho. voc0 oi elevado para subgerente? Rego6ijei3me. i/amente. a sua linda e simp*tica noiva.1BQ 3 2oc0 não imagina o que aconteceu. triste e humilhada. voc0 não vai acreditar. $ui eu quem os echou. olhou para ele. outro tele onema. contava eu órico. numa alegria irradiante. indignado. Preocupado. ! dire1ão do banco resolveu a6er hoje as mudan1as dos gerentes nas suas v*rias ag0ncias. di6endo que o doce torna os homens mais eli6es. 3 $ernando. com a inten1ão de dar alguns conselhos. 2oc0 como umbandista não pode ser ego)sta.amigo banc*rio sentou3se 4 rente do Pai Maneco. em vinte quatro horas. ele dei/ou as un18es de cambono para ser m(dium de incorpora1ão. o seu cambono? Respondeu. soube toda história. come1a a se tumultuar. para apro/imar seu rosto com o do jovem. 9uando cheguei. ! mo1a ( quem ia na casa dele. !sseverou. . !t( parece que meus caminhos estão echados. 3 #. peremptório e 6angado. icando em seu lugar.

$ernando. mas duramente. como todo preto3velho. 'omunicou esbanjando humildade. Toje cedo ui levar um ramalhete de lores para minha sogra. 1BS . castiga de orma mansa.1BS 3 &udo acertado. #ste ( o Pai ManecoP #sperto e intransigente e.

disse. atendendo uma mo1a. 3 9uando voc0 veio aqui buscar socorro para terminar o invent*rio dos bens de seu pai. at( que o processo seja julgado. <esticulando para que icasse quieta. 3 2oc0 tem que continuar vindo aqui. torcendo que eu estivesse certo. !lgum tempo depois. Msso ( comum entre as pessoas ainda em busca da (. sob orte emo1ão. mas preciso saber se o que estou a6endo est* certo. porque nem sempre a ra6ão deles ( o real motivo que leva uma pessoa buscar um contato com as entidades. $iquei preocupado. voc0 não tinha outro problema. 9uando trabalhava na linha :ardecista. sem alar antes do assunto. $eli6mente. 3 #u não sei se voc0 tem condi1ão de me di6er. sussurrei. terminei a transmissão da energia que lhe dava. Pediu. 2* em renteP Respondi. #ra importante para ela receber uma orienta1ão. eu sabia não ser essa a grande ra6ão da tua busca. agradeceu a aten1ão e in ormou não mais haver necessidade de voltar. ela me disse ter sido conclu)do o invent*rio do pai. como voc0 est* a6endo. al(m da pendenga judicial. e tomando minhas mãos. intuiu. ela interrompeu o passe magn(tico que lhe aplicava. agradecida. caso meus companheiros ouvissem o que ela pediu. mas com as advert0ncias que receberia. para a6er um pedido. C que. não com o pedido. sem mais nada di6er.ncia dos pedidos eitos aos esp)ritos. no meu ouvido. !cedi 4 solicita1ão. ! mo1a caiu em convulsivo choro. despedindo3se. sem que tivesse altado nenhuma das nossas sess8es. 3 2im aqui pedir a ajuda dos esp)ritos para eles a6erem que seja conclu)do o invent*rio dos bens dei/ados por meu pai. 1BG . ! verdadeira ra6ão da tua vinda oi incentivar voc0 a ormar um grupo de trabalhos esp)ritas. &omando o m*/imo cuidado para ser ouvido só por ela. laconicamente. uma entidade. &ranscorridos uns seis meses.1BG CAPITULO 33 A DOR N1O TEM PAR5METRO Hamais devemos avaliar a import. voltou pedindo nova consulta.

iante da con irma1ão do cambono. 3 .metros. um m(dium de nossa corrente. com a mesma intensidade daqueles que t0m uma doen1a ou um grande problema. mas nós. que mantinha de olhos echados. ormamos um grupo de trabalho esp)rita. as solicita18es que lhes são eitas. -s esp)ritos não perdem as oportunidades para atender. 3 Meu ilho. . C prov*vel que essas convic18es sejam in luenciadas pelo Pai Maneco.1BE 3 Muito obrigadoP . 3 #stou com muita pena dela. 'almamente a entidade perguntou. Mmaginei que estava tomando conhecimento do que era utebol e como poderia inter erir para reali6ar o que todos consideravam um milagre. # o time que tor1o est* prestes a ser desclassi icado. para sair do +ltimo lugar o time tem que ganhar as nove pró/imas partidas. demonstrando a sua compenetra1ão naquele momento que recebia as cargas energ(ticas durante a vibra1ão no meio do terreiro. $eli6mente não sou prisioneiro dos chav8es ortodo/os do arcaico espiritismo. talve6. Retomando o dialogo. quando podem. 5ão quero que ele seja o vencedor do torneio. &enho ra68es para pensar assim. aqui na terra. . temos um esporte chamado utebol. e juntamente com alguns amigos. completou. 3 #st* vendo aquela menina ali na rente? . apontou ao seu cambono uma jovem de uns quator6e anos de idade. 3 Pai Maneco. $e6 uma observa1ão qualquer com re er0ncia a singele6a da menina. e/plicou. pondo por terra. e o grupo de caridade jamais e/istiria. 1BE . o que ser* um desastre para muita gente. ( de grande import. e disse.Pai Maneco não respondeu de imediato. demonstrando claramente achar o pedido impróprio 4 grande6a das entidades. que não vai dar certo. . # saiu. ele incorporado. para evitar que isso aconte1a? 3 Meu pai. procurou o Pai Maneco e e6 um pedido. quer um namoradinho.cambono riu. senão a mo1a receberia um sermão pelo estapa +rdio pedido. não sei se ( impróprio o que vou pedir. % e/plicou.e ato iquei entusiasmada.<uilherme. mas para mim. 5ão sei se o senhor sabe.que tenho que a6er.ncia. empolgada com a not)cia. #st* a6endo um pedido que não posso atender. o descaso que seu pequeno amado demonstra por ela provoca um so rimento nessa menina. um projeto espiritual dos !rquitetos do #spa1o. ! dor não tem par. #m uma das nossas giras. pe1o apenas para ele não ser rebai/ado de onde est*.

acompanhado de um charuto. os esp)ritos nos atendem. . Mesmo nas banalidades. desconsolado. Respondi prontamente. me tele onou. &or1o para o mesmo time do <uilherme. amarre uma ita vermelha com sete voltas. dei/e l*. voc0 pegue um coco. com 1JF . que são assuntos de nossa inteira responsabilidade.<uilherme j* contava como certa a vitória e diante da inesperada derrota. 3 triste6a. # cada ve6 que ia acontecer o jogo.1JF 3 &oda ve6 que acontecer esses jogos.time ganhou as nove partidas prometidas pelo Pai Maneco. estaria disputando as inais. "e ganhasse o d(cimo jogo. quase chegou 4 classi ica1ão inal. 3 . o <uilherme me tele onava. 3 2oc0 não sabe a6er pedido para esp)rito.esta ve6 não adiantou o coco no cemit(rio. $alou. #le atendeu o que voc0 solicitou. e surpreendendo a todos. #u tamb(m gosto de utebol. "ó não resolvem as quest8es c*rmicas. #mbora surpreendido com a consulta. . leve na porta de um cemit(rio. .passarinho entrou na gaiolaP % era o código para con irmar que ele e o <ustavo j* tinham levado o coco no cemit(rio. iquei torcendo para o sucesso do trabalho.

uma ora1ão para meu ilho estar vivo e voltar logo para nosso lar. os ponteiros são os que mais aparecem. ao se despedir do Pai Maneco em uma consulta. por avor. estava pronto para sair. principalmente pelo ato de um capitão3de3terreiro da nossa casa. H* a6ia um m0s.marcador do tempo. respons*vel pelo caso. o grande vilão da nossa liberdade. sei que o senhor tem hoje um trabalho. tamb(m i6emos ora18es por eles. $a1a. 'omo a1o de costume. !s manchetes dos jornais locais e nacionais davam destaque ao rumoroso caso. espalhando ogo em volta.nico. da nossa Policia 'ivil.Neonardo. mas são o de menor valor. 5aquela noite. ( o s)mbolo da materialidade para o Pai Maneco. o relógio. 'oncentra18es religiosas aconteciam em v*rios pontos para o resgate com vida do garoto. por volta das de6essete horas. como não podia ser di erente.GIO . 1J1 . "uas histórias com o relógio são muitas. 3 $ernando. atrav(s do relógio. . emocionada. mas respeitosamente. estavam em p. no dia do nosso trabalho. quando o tele one tocou. 3 <ostaria que o senhor osse me visitar. a pol)cia suspeitava de o jovem j* ter sido assassinado. Re eria3se. . o relógio digital na cabeceira da cama do Neonardo e/plodiu. pediu3lhe. estou aqui na casa da am)lia do menino e a mãe dele quer alar com voc0. hoje meu capitão3de3terreiro. claro. -uvi uma vo6 triste do outro lado do tele one. 3 "enhor $ernando. pela demora do acerto. no terreiro. era o nosso valoroso policial. entre os casos de maior e/pressão com o s)mbolo do relógio. durante a madrugada. 'ompletou alegre. aos m(diuns.1J1 CAPITULO 34 O PAI MANECO E O REL.eus e sinto dentro que ele est* vivo. 5ós. <rupo &igre. tanto que queimou a cortina de seu quarto. 'ostuma di6er que uma sessão esp)rita ( como um relógio. mas demonstrava muita (. $alava. Mniciaram3se os contatos e depois. a6er parte do seleto grupo policial anti3seq?estro . #/plodir e a6er incendiar3se relógio digital só pode ser coisa dele. um jovem havia sido seq?estrado e a am)lia entrava em contato com os seq?estradores que e/igiam uma alta soma para solt*3lo. # dei/e um sinal para eu saber. !tendi. -s pais.estaco um. &enho muita ( em . #le sempre dei/a ortes marcas de sua presen1a. #ra amarga.

brincando com os sentimentos dessa mãe. re6ar com todos para que isso aconte1a. 5um deles. ouvi o Pai Maneco di6er. a vo6 de prisão oi dada. dois policiais i6eram a patrulha. Mmediatamente. !briu a porta. j* conheciam os suspeitos. !o contr*rio. 5ão osse o relógio quebrado. Minha mulher ralhou indignada. e ao abrir a janela e pAr o bra1o para ora. ! pol)cia. porque imediatamente 4quelas tristes palavras da mãe a lita. um carro parou ao seu lado e o policial reconheceu os suspeitos. para os bra1os de seus amiliares. #la emocionada respondeu. Mmediatamente repeti as suas palavras 4 triste mãe.1J= C estranho como as coisas acontecem. corriam os postos de gasolina e os seus restaurantes. -s seq?estradores at( hoje estão presos. depois de um m0s. 5a localidade detectada policiais 4 paisana.eus o pesadelo vai acabar. # se ele estiver morto? 3 #le não est* morto. 3 . j* sabia a região em que os seq?estradores estavam. caindo para ora toda sua min+scula e rica m*quina. iquei alegre. seu relógio desmontou. haveria o desencontro. o policial entrou no carro. e por outras dilig0ncias. 3 <ra1as a . -uvir aquele s+plica de uma mãe que não sabia se seu ilho estava morto ou vivo.iga a ela que o ilho est* vivo e amanhã ele voltar* para casa. 2ou embora que tenho que ir ao trabalho. 3 2oc0 ( louco. desliguei o tele one. 9uando iam saindo. o que atrasou a sa)da dos agentes da lei. pelos primeiros rastreamentos dos tele onemas. 1J= . 5ão est* vendo que ela est* buscando uma esperan1a? # voc0 di6 isso. para al)vio de todos voltou. Respondi e sai. Msso aconteceu no dia seguinte da conversa com a mãe do jovem que. e amanhã vai aparecer. deveria ter3me dei/ado triste e penali6ado. !pós as palavras de despedidas e ainda di6endo da minha convic1ão quanto ao des echo do drama. e enquanto recolhia as pe1as do relógio. Mas não oi o que me aconteceu.

Hoão Nui6 icava só na primeira parte. demonstrando ter entendido muito bem o convite ormulado. #u não estava inteiramente errado. 'ostumava di6er que a magia era coisa dos bru/os. pois não esperava que isso acontecesse. . 1JB . como tamb(m ter icado alegre e satis eito. $alou solenemente. #le icava do meu lado. prepotente e an*tico.o_n. $iquei surpreso.1JB CAPÍTULO 30 ENERGIA PURA #u trabalhava na linha :ardecista usando como onte de trabalho apenas a energia do esp)rito e. com grosso bigode. 9uanta pure6aP #ra bom ter o Hoão Nui6 do meu lado. por isso. # oi assim num desses raros clar8es que convidei o Hoão Nui6 para a6er parte na sessão de passes en(rgicos no grupo esp)rita em que trabalhava. seu pai e acompanhante permanente. "o ria da s)ndrome de .Hoão. 5ossas energias lu)am e os resultados eram ótimos. &udo que acontece tem uma e/plica1ão natural e lógica. aquiesceu com o convite. completava.Hoão Nui6 devia ter uns trinta anos de idade. mas pela decisão ainda não e/plicada. uma estatura grande. apenas tinha uma trava no olho. usava óculos de miopia.nsito livre entre nós. #le dei/ou sair uma gostosa risada. não só por ver meu companheiro de trabalho alegre no meu lado. "ua idade mental era in antil mas o amor que tinha pelo nosso grupo o credenciava a ter tr. 3 Hoão Nui6. andava e alava com di iculdade. re utava a magia dentro do espiritismo tradicional. #mbora com esses v)cios em alguns momentos a minha mediunidade icava adulta e eu podia vislumbrar situa18es que poderiam proporcionar momentos importantes e de grande repercussão espiritual interior. voc0 que vem aqui todas as semanas não quer icar do meu lado me ajudando a dar passe nos outros? #/pliquei pausadamente para que ele entendesse o convite. #sse trabalho era dividido em duas partes. mandando levantar os bra1os e dei/ar as mãos sobre as pessoas. . 5ão quero que voc0 entenda errado o que vou di6er. !ssim oi durante um longo per)odo at( que o Hoão me procurou. quando os esp)ritos incorporavam e dei/avam suas mensagens de lu6. 5a ocasião eu era jovem. . 3 9uero agradecer a voc0 e todo o grupo pela aten1ão que sempre dispensaram a mim e em especial ao meu ilho. eu e/plicava a ele como deveria a6er. $oi assim. mas não vou levar mais o Hoão Nui6 para dar passes. Perguntei preocupado. $oi combinado o ingresso do Hoão Nui6 em nosso grupo. não sei se no direito ou no esquerdo ou nos dois. a primeira era p+blica e só para dar os passes en(rgicos e a segunda parte era echado a assistentes.

mas est* a6endo muito mal a ele. 9uem sabe um dia eu possa entender pessoas como voc0. uma mistura da in antilidade com a maturidade. o tornasse mais eli6es do que nós. muito embora não conseguisse avaliar a import. 'om certe6a ele era eli6 longe dos perigos mundanos e das tenta18es da carne. 'osme e .seu pensamento tinha um limite at( onde não pudesse ser atingido pela maldade. insond*vel.amião. #ra uma luta que eu não compreendia. &entei justi icar a presen1a do Hoão Nui6 no grupo. escravos submissos dos hor*rios. pura e. 1JJ . o seu corpo doente o machucava provocando ataques convulsivos. Mas pessoas como o Hoão Nui6 para mim eram indeci r*veis. . 5o seu mundo ningu(m entrava. 3 Pode ser. ! decisão ( necess*ria. "eu velho corpo era dirigido por uma mente estagnada. . # por que era vitima das convuls8es? !cho que quando estava saindo de seu mundo m*gico. . 9uem sabe a desnecessidade de saber as horas e os dias. enquanto pensava.ncia do ato. "eu mundo podia ser pequeno ou grande. -s anos se passaram e eu larguei a roupa comum do espiritismo :ardecista para usar a roupa branca dos umbandistas.ei3lhe um abra1o.Hoão Nui6 durante os passes transbordava uma alegria incomum. #u tinha a capacidade de imaginar as rea18es de uma crian1a.1JJ 3 . e quando dele queria sair. 3 2oc0 não imagina quanto bem o Hoão Nui6 tem eito nos trabalhos. conceitos e regras sociais. #le se limitava a me olhar e sorrir. compromissos. o seu corpo envelhecia. sistemas. mas o seu esp)rito não. acima de tudo. 5os dias dos trabalhos a sua e/cita1ão ( tão grande que chega a ter at( mais de duas convuls8es seguidas. 3 2olte ao teu mundo eli6. Por ser um homem sem pecados sua vibra1ão ( pura. de um adolescente ou mesmo de um homem velho. ou simplesmente. # nessa religião eu encontrei o caminho para compreender o meu antigo amigo Hoão Nui6. lia na porta um aviso. perigoP Mn estado de pecadoresP 9uando o Hoão me comunicou a decisão o Hoão Nui6 estava junto.que aconteceu? Touve algum problema no grupo? % 5ada aconteceu. não saia. a linha m*gica das crian1as 3 os er0s e ibejis. Hamais poderia imaginar que isso acontecesse com o meu companheiro que aprendi a gostar e admirar. Mas era imposs)vel dividir isso com algu(m.

&ião riscou. teus bichinhos estão morrendo porque aqui a *gua est* ruim por causa daquele veneno eio que voc0 joga nas plantas. no meio do mapa. bolinhas.. tudo que as crian1as da terra realmente gostam. Respondeu de orma simples e objetiva. chamamos as crian1as. icou assistindo a chegada das crian1as. #le veio. a6endo curvas. Mais uma ve6 o a6endeiro con irmou que sua a6enda oi ormada. gorros. &rabalham nos terreiros sempre brincando e a6endo uma alga6arra enorme. bonecos e bonecas. mais para brincar do que por desrespeito. 3 #ste desenho ( tua terra. porque normalmente procuram ugir das ordens da hierarquia. carrinhos. Mmaginem então uma crian1a com sete anos. # assim são as crian1as na Umbanda. nome da entidade. . !lgu(m perguntou ao 'aboclo !:uan a ra6ão das crian1as icarem sentadas nos terreiros.homem. Riscou no chão do terreiro um mapa. sem arredar o p( do terreiro. Recebi um tele onema de um senhor do interior do #stado. 3 Porque senão voc0s não conseguem domin*3los. com a e/peri0ncia de v*rias reencarna18es. 'onvidei3o para vir ao terreiro a6er uma consulta. di6endo ter sido v)tima de um trabalho espiritual e seu gado estar morrendo.homem con irmou ter tr0s ilhos. eita por v*rios peda1os. com a aquisi1ão de v*rias propriedades menores e vi6inhas. e dentro desenhou tr0s cora18es. re rigerantes. gostam de balas.1JO CAPITULO 32 AS CRIANÇAS DA UM7ANDA ! linha de 'osme e . chupetas. esses cora18es são seus tr0s ilhos.amião re+ne os esp)ritos er0s. en im. como se osse eito em v*rios peda1os.ncia. encantam a todos nos terreiros. demonstrando surpresa. !pós a linha a ricana. um risco como se identi icasse um rio. com certe6a ser)amos meninos prod)gios. pud(ssemos voltar 4 in . 3 &io. "e hoje. 1JO . . pois ali ningu(m o conhecia. e disse. e6 a consulta com um preto3velho. $inali6ou. perguntou se podia a6er um desenho com a pemba. as crian1as que desencarnaram antes dos oito anos. 3 &io. "entada. com a e/peri0ncia que adquirimos na vida. Marcou nele um trecho com a pemba. . para ele.&ião. mas t0m que ser controlados pelos dirigentes com muita determina1ão. "eus jeitos graciosos. parou na sua rente. talve6 pelo interesse de assistir os trabalhos at( o seu inal. incorporada na Rita. .

que agora não pode haver outras incorpora18es. austeramente. . Uma mo1a. 3 . !dverti. as suas incorpora18es. Recomendei 4 corrente. pode incorporar. !lgu(m disse ter uma nota de de6 dólares. 3 5ão. nos undos da assist0ncia. # mais ningu(m. iquei em d+vida. 3 2A. e aquele. 3 #st* certo. sob o riso geral.1JQ largando a pemba. 3 #sta mo1a. dona da nota. "ou e/igente. 1JQ .irigindo3me 4 assist0ncia. perguntei se algu(m tinha um dólar para dar 4 crian1a. -utra ocasião. batendo palmas. quando quisesse. .bom senso me e6 mudar de id(ia.irigente tem que estar atento para todos os sinais. Hunto comigo estava um pai3de3santo que veio nos visitar. Mn ormou. veio cumprimentar a hierarquia. Mmediatamente ela jogou3se no chão. 3 #u quero um dólar. Reclamou a crian1a. 3 Mas est* muito orte. não era oportuno a qualquer tipo de incorpora1ão. tudo tem seu momento. rindo. senão não vou embora. se permitia ou não. . eu me dirigia ao cong* para encerrar a gira. 3 #u achei na minha carteira uma nota de um dólar.ncer na garganta. tem c. 'omo a m(dium era e/periente. em condi18es de dominar. e sob o olhar de toda a corrente. 'onvidei3a para entrar no terreiro e a6er a entrega da nota 4 entidade. 'ochichando e/pliquei para ele. acusou. quando uma m(dium chamou minha aten1ão. eu quero só um dólar. 'orreu para o centro do terreiro. quero um dólar. e oi pu/ar o cabelo de uma outra crian1a que passava perto. não sei se vou conseguir.qu0? 2oc0 quer um dólar? Para que voc0 quer um dólar? Perguntei. !mea1ou. olhou para mim e pediu. 3 "egure a entidade. com certe6a. j* com a nota americana na mão. a irmando estar sentindo a presen1a de um esp)rito querendo incorporar.

bateu palmas. 1JS . a6endo muita esta com o presente ganho. claro não pela crian1a.1JS #la sentou na rente da crian1a e e6 a entrega da nota. Por sinal. mas não tenho d+vida que ela teve uma participa1ão muita grande nesta gra1a. !t( hoje o pai3de3santo visitante ainda comenta o caso do dólar na linha das crian1as e a orma esperta que teve de tra6er a mo1a ao meio do terreiro para jogar sua vibra1ão em sua doen1a. esp)rito. o pAs de lado e iniciou uma massagem na garganta da mo1a. hoje est* completamente curada. e/atamente no lugar da doen1a.

!bsurdamente. a igura mandante. esporte tamb(m brasileiro e com ritual muito semelhante ao da Umbanda. !inda não tenho opinião ormada sobre a linha do preto3velho. por ser o )ndio a entidade autenticamente brasileira. inclusive. 3 #u conhe1o alguns esp)ritos de e/us. atrav(s da vid0ncia. na cren1a popular. na linha da capoeira.1JG TERCEIRA PARTE QUIM7ANDA CAPITULO 9 !ceitei o convite de uma turma universit*ria de teologia para a6er uma palestra sobre a Umbanda. . que tenham desencarnado na idade da inoc0ncia. !s crian1as são esp)ritos de qualquer nacionalidade. 3 Mas. inclusive as crian1as )ndias. ( ou não ( o agente do mal? esclarecer? 3 #le ( a entidade mais pol0mica. praticado pelos escravos ou descendentes a ricanos. indiretamente.que estar* escondido por tr*s dessas iguras mal eitas e de p(ssimo gosto art)stico? 5ão ser* um proposital engodo espiritual? 9uem sabe para esconder suas verdadeiras identidades? 3 2erdadeiras identidades? Mas quem são eles? . algumas ainda possuindo chi res e p(s de animal. 3 C estranha esta or1a da imagem em gesso do e/u. con esso. ( uma igura demon)aca. tendo nos caboclos. a6endo anota18es e gravando toda conversa1ão. Um dos alunos e6 uma pergunta. misteriosa e distorcida dentro da Umbanda. C ela quem e/ecuta os grandes e perigosos trabalhos de magia para combater o mal. $echa3se o tri. baseada em atos e personagens na (poca do descobrimento. especi icamente a quimbanda.senhor di6 7na cren1a popular7. 3 ! Umbanda ( brasileira. $ico em d+vida se quando os arquitetos do espa1o criaram a Umbanda não oram buscar esta maravilhosa linha espiritual na W rica ou.. 3 . "ão maravilhosos e não são retratados com idelidade nas imagens materiais.ngulo da Pode 1JG . por mim. 3 # o e/u. muito embora eu saiba estar a6endo parte desta massa ignorante. 'omo pode saber se não são realmente assim? Mnsistiu a mo1a. ( assim que ele ( cultuado. nossos amer)ndios. #u di6ia que a quimbanda est* subordinada 4 Umbanda. "ua imagem. #ram uns trinta alunos. moldada em gesso de cor vermelha. os curumins. Mais do que justo. se não são assim. segundo di6em. por que são cultuados dessa orma? 2oltou a insistir a esperta universit*ria.

% argumentei. melhor perguntando. com pesada mesa de madeira tosca. pre iro dividi3la com os outros. charuto e cacha1a como o erenda. a6eite de dend0. dentro de seus resgates c*rmicos podem. da maneira mais simples. ! torre não tinha paredes internas. 3 Parece3me lógica a e/plica1ão. vivia um homem branco e corpulento. !o lado da t0nue lu6 das velas.ela não abro mão e. pretos e crian1as. plano reconhecidamente mais grosseiro que a !ruanda de nossos ori/*s. carregando um tridente. "abendo serem essas as entidades que comp8em a Umbanda. eclesi*sticos. naquele momento. aos inv(s de escond03la. e ainda receber ordens de um )ndio ou de um escravo. ter aceitado a situa1ão de servi1ais 4queles que. com um enorme cruci i/o do mesmo cobi1ado material. escravi6aram os a ricanos e cometeram toda esp(cie de mal. emitia estranhos e inos sons. ! lu6 não podia entrar. <osto de alar aos outros as coisas que me acontecem. 5a torre do castelo. "e os europeus invadiram nosso pa)s. pois ainda carregava uma grossa e rica corrente de ouro de bom quilate. provavelmente antes pertencente a um guarda3roupa ino. em vidas anteriores. . muito embora no castelo vivessem v*rios servi1ais. Pode parecer absurdo. #m um castelo. mostrando ser aquele homem um estudioso e que algo buscava na literatura. e só pequenas restas oram eitas no alto das paredes. 3 Mas. almirantes. mas ( a minha verdade. 3 5a minha opinião. .e bra1os abertos. aceitar aro a. con orme o senhor acredita? 3 "eria estranho e de di )cil aceita1ão um pr)ncipe apresentar3se em um terreiro de Umbanda. a história de um e/u. tentando 1JE . mas est* altando mais consist0ncia no tema. iguras letradas e culturalmente avan1ados. com um capu6 preto cobrindo sua cabe1a. oram seus carrascos. os nobres. trajando uma surrada roupa. um rapa6.melhor ( se esconder atr*s de um comportamento at)pico 4s suas nobres origens. o di )cil tema. a irmar estar morando no cemit(rio. hoje estão relegados ao limite da es era da 9uimbanda. &entei e/plicar. mataram nossos )ndios. pr)ncipes.1JE Umbanda. ormando uma enorme sala. como o senhor chegou a esta conclusão? !rgumentou. mal cuidado e isolado no meio de uma loresta. t)pico daqueles pertencentes ao eudo europeu. espontaneamente. ou. Percebia3se o desgaste causado pelo passar do tempo. inteiramente de pedra. 3 Mas. não resta para a quimbanda. conhecida atrav(s da vid0ncia. outro tipo de esp)rito senão os origin*rios da #uropa. tendo como ilumina1ão dois casti1ais de um só vela cada. caboclos. !chei oportuno contar. livros se espalhavam sobre a mesa. l* atr*s. as janelas oram echadas com pedra. lordes. qual o motivo? 5ão seria mais lógico se apresentarem como oram em suas vidas anteriores. pode isso acontecer? 3 Pode simP C só aceitarmos a evolu1ão do esp)rito atrav(s da reencarna1ão. Parecia viver na solidão. .

trans igurado na i/a1ão de atingir um poder que não lhe pertencia. e grande admirador da pantera. não teve nenhuma d+vida em usar o nome do lindo elino. e/istem v*rias histórias.o #/u &ata 'aveira. no tempo da Mnquisi1ão. 3 &enho alguma no1ão da Umbanda. apresenta3se com muita eleg. bem ao contr*rio. e esta coloca1ão do e/u ( interessante. Parecia um homem de ino trato. #le contou sua história. "eu nome? &amb(m não sei. $rancisco !lves. trabalho no canto 9uando canto desmancho quebranto "ete cordas tem minha viola 2ou na gira de elenco e cartola 2iola ( o tridente 'igarro ( o charuto @ebida ( o mara o "ou "ete da Nira . 'riada uma situa1ão no eudo de di )cil solu1ão.isse que na Mdade M(dia. Toje ele se considera um bru/o e atrav(s do elemento ogo. tenta resgatar os males que carrega em seu carma. *gil. condenado v*rias pessoas para serem queimadas em ogueiras com a pecha de bru/os. desde o motivo da simpatia. por ter ele.a) seu nome. . . ele disse ter sido coveiro. . pelo ponto que ele mesmo ditou. com charme e um bom palavreado. por serem os nomes escolhidos. 2eio ao @rasil para resgatar seu carma. para ele. ! id(ia e as ra68es eram da estranha igura. a irmou ser europeu. Por qu0? 5ão sei. e de outra.#/u Pantera ( uma surpresa.#/u do $ogo contou uma história interessante. oi sinali6ada alguma coisa em nosso terreiro.#/u S da Nira. agrupando3se 4 Umbanda. . entravam e saiam voando v*rios morcegos com os quais ele procurava inspira1ão e or1a para atingir sua conquista. Pelas restas da torre. -bservou outro universit*rio. # vale a pena ver a habilidade deste e/u manipulando o ogo. . bravo. especi icamente 4 quimbanda e como tem uma rela1ão direta com o 'aboclo da Pantera. . oi solicitada sua opinião para decidir a questão. ! mim. . mas. at( o local de trabalho.ncia. e são interessantes. . segundo a unanimidade dos terreiros a irma. "eu nome d* a entender ser um espirito violento. "e decidisse de uma orma. e o mais elegante de todos.#/u Hoão 'aveira contou uma vida passada. "ou e/u. #/u Pantera. aria justi1a a 1OF . um animal esperto.isse que atrav(s do ogo e/ecuta seus trabalhos de caridade. oi o grande cantor brasileiro. agradaria todos os senhores. "ó o conhe1o incorporado nos terreiros como o querido mas temido #/u Morcego.errubo inimigo Ponteiro de a1o . oi um iel conselheiro de um senhor eudal.1OF descobrir o segredo da levita1ão.e certa orma. "abe de mais algum caso? 'onhe1o mais algumas revela18es.

bateu em meu ombro e disse. por(m. que est* resgatando nos terreiros da Umbanda. no Hardim do Cden. esp)rito angustiado e vingadorP. 5o #gito.eus do amor e da cria1ão. se necess*rio. que em nenhum momento e/pressou. seu medo e sua curiosidade. atendias pelo nome de !rim. ganhou um carma enorme. a morada de -s)ris que ( o . percebi.te/to ala assim. mesmo contrariando a sua vontade. pelo respeito e aten1ão que tiveram para comigo. inquirir. com ela.1O1 todos os moradores desa ortunados do lugar.para o eg)pcio. os seus deuses.nio. !hP meu irmão de longa caminhada. #m cada povo uma personalidade e uma vibra1ão di erente. 1O1 .ncia do seu princ)pio at( nossos dias... !gradeci a todos. 5esta caminhada lenta da humanidade ganhastes muitas ormas e ostes bati6ados com in+meros nomes. esp)rito tenebroso. .. #ra o momento certo. que punia para. pesquisar.e !dão e #va proli erou a humanidade e. cujo interior era uma ornalha ardente onde os seus seguidores depositavam suas o erendas> para a P(rsia de Doroastro. um dos pouco que nenhuma pergunta e6. quando um outro universit*rio. oi ao tema..igin> Ravana para o hindu> os escandinavos de chamavam !6aloc:. eras uma serpente que introdu6iu o primeiro pecado no seio da humanidade> eras o agente mas não o mal. -lhando para a turma. Para os en)cios. voc0 tamb(m era &i on ou !prites> a 'hina milenar te deu o nome de . 'omo eu imaginava. pois o livre arb)trio nos d* o direito de optar. depois de punido. ter atra)do a aten1ão de todos para essa revela1ão. 3 5ão agrade1a o respeito e aten1ão para sua pessoa. Para MoUs(s voc0 oi a bengala que apoiava o corpo nas at)dicas andan1as mas. porque sempre acontece. ser entregue para o . T* uma nuvem cobrindo a dist. pelo sil0ncio. Para ganhar a simpatia do lado orte. uma guardião que castigava. Y$alar de e/u não ( uma *cil tare a.eus da Nu6 e "erenidade> voc0 era a liga1ão entre o homem e a mente. onde retrata muito bem a olclórica igura dos e/us. voc0 oi Moloc:. procurar sua origem e sua inalidade ( o direito de quem quer aprender.uet. . para encerrar a palestra. Por causa disso.. e me preparava para sair. decidiu pela primeira hipótese. a distor1ão da igura do e/u seria o tema pre erido dos universit*rios e por isso levei umas cópias de um te/to eito pelo !ndir de "ou6a. voc0 seria tamb(m a assustadora serpente.. voc0 era .

. ( uma a ronta ao próprio 'riadorP !hP meu amigo. Pelo pincel do pintor ou o ormão do escultor. &entou 'aim e promoveu o assassinato de !bel> tentou Hesus. !t( então. 5ós só conhec)amos o catolicismo como religião dominante.. guerreiro. h* sim. "er* isso ou não?. no monte e levou Hudas 4 trai1ão. não era mais que uma energia.eus.diabo ( um rival de . "atan*s e als*rio que tentou #va e perdeu !dão.. um diabo. 5ão h* um concorrente das Neis . nada mais ( que o re le/o. "abemos que o )ndio e o negro não conheciam um rival de .eus. na metamor ose dos interesses de uma religião que amedronta e não esclarece.ivinasP. demAnio. 'omo monstro.. como um homem. 1O= . não ( a causa nem e eito> ( sim um elemento. #le a irmou que e/u era o diabo e assim se propagou.1O= Para o nosso )ndio brasileiro. voc0 atendia por v*rios nomes e v*rias atua18es. $or1am3nos a pensar que voc0 ( o e/ecutor por(m.. o doutor. N+ci er. 'ausa3nos revolta v03lo assim des iguradoP ! in . !t( 1EGJ anos atr*s. . assim icou... prova eloq?ente do direito de optar> respeito sagrado ao livre arb)trio do homem.. padre era s*bio. voc0 era visto e sincreti6ado como Para o mau artista.. . uma or1a.. na pia batismal. recebestes os nomes. diabo. uma grotesca obra. Hurupari ( o mau esp)rito que tra6 pesadelo> 'uruganga o icia como assombra1ão. um "atan*s.. voc0 de endia com maior e ic*cia os interesses econAmicos de seu criador.. o mentor en im. "ão dois mil anos que o padre vem te projetando. só vis)vel na lua nova e atrapalha a pesca. um anjo rebelde. com longos cornos e p(s caprinos.hebreu te deu novas ormas e.mia e o mau gosto do artista que te e6 um agregado de homem e animal. programando o subconsciente da pobre humanidade. 'air( ( um antasma que aparece na lua cheia para punir os maus> 'atiti ( outro. Hesus não cedeu 4 sua tenta1ão. ! tua imagem hoje. e icaria assim se ao lado da religião não e/istisse a história.. te i6eram um monstro.. a e/teriori6a1ão de consci0ncias mal orjadas. que serve de acordo com a vontade do pedinte ou a licen1a do patrão. uma vibra1ão. voc0 com m+ltiplas un18es e personalidades.

( um mensageiro. !nhang*. um "atan*s?.1OB uma corte de seres in eriores que. estão a servi1o de seres superiores.eus?. o #XU. o . mórbida. este. pregada e propagada aos quatro cantos do mundo pelos padres e seus disc)pulos. da encru6ilhada. o -ri/* Menor.. o mo1o de recado que vive na rua.. 9uem amea1aria o diabo?.. 'uruganga. indecente. 'urupira. tão mesquinho que se venda por alguns bicos de vela? "er* isso um rival de . velhaca. entidades que se tornam pesadelos. a minha disserta1ão talve6 não seja erudita. o policial.ivino 'riadorP 5ão podemos aceitar essa assimila1ãoP 1OB . um -ri/*. um disparate. por(m. criou tamb(m.. #N# ( a 'ria1ão. por isso mesmo. C uma agressão 4 nossa intelig0ncia> uma in . "enhores. 5a magia do negro. contudo.. que dão maus sonhos e que estorvam a pesca e a ca1a.. do chão.. tão inteligente. servindo de intermedi*rio entre o -ri/* e o homem. um -ri/* que rege o plano 'ósmico mas. das estradas longas.eva. . aquele grupo de demAnios avermelhados. #/u ( um . #ntendemos que o diabo nos ludibriouP. #/u da Rua. #/u3!d(. o guarda. guampudos. o homem pode amans*3los. puramente a ricano. orientando. #/u3Mbanan. . aos quais obedecem e servem sem contestar.. dos montes.eva..eus não e/iste rival.. Um diabo. N* no alto est* a #nergia 'ósmica. -/óssi e outros> no plano intermedi*rio.negro não servia a interesses inanceiros> perante ...negro não sabia que era o diabo. uma o ensa ao . o Princ)pio e o $imP Para cada elemento #N# criou uma or1a dominante. #/u3<elu. 5ão tinham uma no1ão semelhante. do escuro. . não ( #X`P !quilo ( uma concep1ão prim*ria. com p(s caprinos e barbas em pontas. o -ri/*. rid)culaP.... alsa.mia. um guardião. #/u3&ameta. #/u3-d(. o intermedi*rio.. #/u3Mtat*. #/u3@ara. #/u3Mb0. olhos saltados. .bugre e o negro não conheciam esta igura hebraica. Memanj*. ( honesta e eu a irmo. sab03lo3ia o bugre dispondo de uma mitologia in erior?. -/al*. das pedras. -gum. #ste pretenso rei ser* tão porco. dentre agressivos. #/u3@aru... dando3lhes pequenas o erendas.bugre conhecia o 'aissor(.. que atua em harmonia com seu gerente ou seja. do terreiro.. um encarregado.

!qui dou meus aplausos 4queles escritores que tiveram a honrade6 de procurar um novo sincretismo. não ( o !rimam do babilAnio. sem dec0ncia ou respeito pelo belo. não ( nada dissoP.1OJ #ste demAnio hebreu não ( o Plutão do grego. não ( o @ar* do negro. só pode ser ruto do interesse econAmico de escritores mal in ormados. não ( o &i on do eg)pcio.igin do chin0s. não o . não ( o 'aissor( do bugre. #ste demAnio besti icado não a6 parte deste PanteonP Por . 1OJ . não ( o Ravana do hindu..eus.. tentando introdu6ir uma imagem condi6ente com o altru)stico trabalho desses incans*veis irmãos #X`".

e. continuou patrulhando o terreiro. o que eles a6em.Pai Maneco. "e voc0 tirar o negativo. proibido de vir na Umbanda. 3 Por que di6em negativo e positivo? "e a quimbanda ( negativa. estava andando no terreiro. . pensando em lhe a6er esta pergunta. $inali6ou. e/u j* oi lagarta. quando questionado com pergunta semelhante. todo espalha atoso. 5ão ( o que vejo e. em outros terreiros. a quimbanda hoje ( seu casulo. e perguntou. . disse. #u tranco toda essa in elicidade. 'ompletou. 3 ! linda borboleta j* oi antes da clausura. ela se apaga.lado olclórico da Umbanda. C o encontro per eito do negativo e do positivo. carregando entre os dedos uma cigarrilha. a6 quinhentos anos que desencarnei e ainda venho nos terreiros ag?entar voc0s para ganhar minha evolu1ão espiritual. muito menos. 1OO . 3 "e usam meu nome e o aceitam. 5ão posso concordar com isso. com seu cambone ao lado. demonstrando assombro. 3 5a rua vive o homem sem lar> na rua vive o b0bado> a rua ( o escritório do ladrão> na rua e/iste a droga e o v)cio> na rua est* o desamparado> na rua vive a meretri6> na rua anda o desesperado> a rua ( habitada por todo tipo de marginal. e logo poder* voar e a todos encantar. 2oltou 4 carga o insolente. o problema não ( meu. como pode ajudar? 3 2oc0s perguntam muito e pouco sabem.mpada. o senhor não ( assim. 3 "abe por que o meu nome ( &ranca Ruas? 3 #stava. !cho um nome estranho. o altar sagrado deve ser apagado e echado. Parou na rente de um homem. que a lu6 das velas do cong* lhe a6 mal e por isso. -lhe aquela l. 3 Meu ilho. praticando tanto o bem como mal. iluminando este lugar e a todos nós. di6em ainda. mal3humorado. encerrando a questão. a6 do e/u uma entidade violenta. sem esperar resposta.#/u &ranca Ruas das !lmas. 2oc0 acha que sou burro? 3 Mas di6em que. !lgu(m perguntou ao #/u &ranca Ruas se ele tamb(m a6 o mal. neste momento. Respondeu o homem. uma eia lagarta.1OO CAPITULO 2 O NOME TRANCA RUAS . #sclareceu e.

at( que. sem nenhuma surpresa pela rea1ão. !quela pessoa doente est* com um encosto. não me e6 hesitar. 3 $a1a isso voc0. em hor*rio de almo1o.e ato. 1OQ .histórico de nunca ter demonstrado desejo de ir visitar o cemit(rio. e era uma pessoa e/tremamente apegada 4s suas coisas. #la. por ter entendido ter sido seu pedido mais uma inspira1ão do que uma vontade. me a6er um pedido desses. preocupando a todos. #sses são os sinais que devem ser observados. dei/ados por outros amiliares. 3 2oc0. toda amorosa. sem se importar com que ensinei. nem levar lores para nenhum morto. ui surpreendido com um pedido da Redda. por nós dois. ela comprou umas lores e est*vamos entrando pelo portão principal. indo apressadamente para casa. #nsinei. . a6er a sauda1ão ao #/u &ranca Ruas das !lmas e a todo povo do cemit(rio. estava passando momentos di )ceis. só para alar com voc0.1OQ CAPÍTULO 3 UM CASO QUE N1O < PARA EDU 5o automóvel. dei meia volta. rumando ao santu*rio dos mortos. cumprimentar seu -mulum> mais tr0s passos. # isso nos preocupava. no ja6igo da am)lia dela. 3 #stou com vontade de ir visitar o cemit(rio. uma amiliar nossa. . parando em v*rias sepulturas. Is ve6es a1o coisas estranhas. dispensar toda aten1ão 4 sua jovem am)lia. #stava mal. $oi quando me lembrei que sua cama pertencia 4 uma das tias que estava enterrada no t+mulo que a Redda estava cuidando. !tendi seu pedido. reclamando. na entrada. $oi quando senti a presen1a orte do #/u &ranca Ruas das !lmas. sabendo que o trabalho pro issional nos aguardava. sem ter tido sucesso na medicina tradicional. pacientemente. % e/pressou. depositou o ramalhete de lores e come1ou a ajeitar os demais en eites. diante de estar de inhando a olhos vistos. pelo inesperado surgimento de incomoda depressão. pela doen1a. para variar. num dia comum da semana. 3 &enho que pu/ar tua mulher para c*. . deve. igual borboleta nas lores. e retrucou. com a ponta do dedo m(dio bater no chão tr0s ve6es e pedir licen1a para o #/u 'aveira> dar tr0s passos. quando adverti. ( o esp)rito da mulher que morreu na cama que ela dorme.escemos. continuou andando. #la oi. al(m de não poder.

não deve jamais ser levado por e/u.1OS 3 # por que o senhor não a tirou de l*? Resmunguei. em orma de cobran1a. de orma delicada. cheias de moral. #sp)rito que a6 isso. C trabalho para uma linha mais suave. talve6 a dos pretos. inteligente e cuidadosa. pode a6er o mal? 5ão acreditoP # ele tem outras histórias. um amiliar apenas desorientado. 1OS . 3 "eu burroP #sse tipo de esp)rito.

para eu poder alugar por um pre1o melhor? . . . 3 #/u. 3 Ponham essa mulher para apontando a porta da sa)da. esta mulher est* me a6endo um pedido que não gosto. ela vai icar livre. "entenciou. perguntou. como as pombas3giras. e sei que voc0 tamb(m não. eu tenho uma casa alugada por pre1o muito barato. e perguntou. #le levantou3se. 3 Posso sim. estava atendendo uma pessoa. 3 . #la pediu. <ritou. e não hesitou.#/u &iriri. uma mulher j* madura. estavam dando suas consultas. tendo um caso amoroso com ele.que voc0 quer? 3 C que estou apai/onada por um homem casado. quando ele oi interrompido por um capitão3de3terreiro.epois disso. 5ão são maravilhosos? 1OG . 3 . #st* solicitando sua presen1a.#/u &iriri. inclusive o #/u &ranca Ruas das !lmas.que est* acontecendo? 3 &ranca. 3 #/u &ranca Ruas. icou olhando i/amente para a mulher. ora do meu terreiro. 9uero que voc0s a1am ele largar a esposa para icar só comigo. uma entidade de elevada hierarquia no plano espiritual.e/u chamou um capitão do terreiro. . "er* que o senhor pode tirar de l* aquela am)lia. oi ao lugar indicado.1OG CAPITULO 4 CONSULTAS DOS EDUS ! gira estava se desenvolvendo num clima tranq?ilo. &anto os e/us. Mas achei melhor pedir tua presen1a. "ão pequenas amostras das consultas dos e/us. Mas antes tenho que achar uma casa melhor e mais barata para a am)lia que est* morando em tua casa. . uma pomba3gira est* com um problema numa consulta.e/u olhando para a consulente. incorporado em um m(dium.

acend)amos velas nas sepulturas e a6)amos entregas. e na outra ele. acesas no ponto riscado.1OE CAPITULO 0 ESPÍRITO N1O 7RINCA Meu pai3de3santo Nui6 <olini trabalhava comigo no terreiro. -utros e/us e muitas pombas3gira. #le era grande. !s velas vermelhas. ! gira continuou orte e em alguns momentos e/igindo muita aten1ão minha para que não se desorgani6asse. iluminavam o terreiro. durante a madrugada. havia sido v)tima de um trabalho de magia mal intencionado. ele chegou perto de mim e alou. 3 Meu ilho. jamais ia di6er isso para o e/u. mais uma ve6. hoje quero ir para a calunga. brancas e pretas. a6endo um trabalho no meio do terreiro. Meia hora depois. . charutos e mais alguns elementos. #m uma gira eu incorporava. avisou. $iquei eli6 com a not)cia.e/u &ranca Ruas das !lmas avisou que hoje um grupo nosso dever* a6er a entrega do trabalho dentro do cemit(rio. 3 !ten1ão. "e não osse a hora avan1ada que terminava. e ingia não nos ver. )amos em um cemit(rio perto do terreiro. mas vou icar incorporado at( o sol nascer. #sperar o sol nascer dentro do terreiro era bem melhor que ir no cemit(rio. mas icaremos aqui at( o sol nascer. Pedi sua autori6a1ão para comunicar 4 corrente a sua decisão de ir ao cemit(rio. 1OE . #ra para ajudar uma pessoa que estava passando muito mal e. por respeito.guardião icou nosso amigo. &odos de branco.#/u &ranca Ruas avisou que ele não vai mais ao cemit(rio. com certe6a. trabalhavam em cima do trabalho. #m uma dessas giras. quando era necess*rio. eu estava comandando e ele estava incorporado com o e/u. Preveni. a correnteP . ir)amos ver o sol nascer de qualquer jeito . pois. chegou perto e. Meia hora depois do aviso da decisão do e/u. com quem eu divida as incorpora18es do #/u &ranca Ruas das !lmas. mas ir para a calunga me cansava. nossa entidade comum. talve6 at( gostasse. 3 5ão vou mais ao cemit(rio. o poderoso e/u me chamou. ! certa altura. principalmente o espiritual. H* não tinha mais idade para isso. pelo que se via. # oi nisso que estava pensando. !queles que amanhã precisarem trabalhar cedo estão dispensados. mas. . o e/u. para minha elicidade. 'hamei a aten1ão da corrente. #m (pocas anteriores. alguidar com aro a e a6eite de dend0. 5unca reclamei por e/cesso de trabalho. 3 . mara o. segundo in orma18es. itas. mais uma ve6.

aceitaram e assumiram o trabalho.1QF 3 2ou subir. a entrega deveria ser eita no cemit(rio. "e eles vinham no terreiro. 4s ve6es. Pensei que o e/u estivesse nos testando. 'om o charuto em uma mão e o copo de bebida na outra. a intelig0ncia das entidades. com certe6a o #/u &ranca Ruas oi comunicado que eles viriam busc*3la no próprio terreiro. 5ós ( que não alcan1amos. 4s ve6es. o amoso e/u disse. o terreiro de voc0s est* de parab(nsP . ! e/plica1ão do #/u <ira Mundo deu sentido a tudo. que o esp)rito est* brincando. 1QF . o #/u &ranca Ruas das !lmas teria que esperar a vinda da poderosa alange. incorporado com o #/u <ira Mundo. depois voc0 pode encerrar o trabalho e pode descarregar o ponto. o ponto era para chamar o povo do cemit(rio para assumir o trabalho. não precisando ser no cemit(rio. podendo ser ela encerrada. Um pai3de3santo amigo meu estava participando da gira. 5o instante que ui comunicado ter que ir ao cemit(rio. local da vibra1ão dessa alange espiritual. "eria uma grande surpresa se tudo tivesse sido apenas uma brincadeira. nem da continuidade da gira. se bem que nunca tinha visto esse a6er isso. 3 Meu ilho. ou brincando.povo do cemit(rio veio buscar o trabalho aqui no terreiro. não havendo mais ra6ão da sua presen1a no terreiro. nem que osse at( o sol nascer. 5esse caso. #les vieram antes. Msso di icilmente acontece. Pode parecer. mas no undo sempre e/iste uma ra6ão.

cabeludo e vasto bigode. 3 . icava por mais de quatro horas dan1ando e cantando. ele ( uma pessoa bastante inteligente e agrad*vel. uma engira de quimbanda.ncia e a boba satis a1ão. !pesar disso. 5o meio dela. !pontando para sua saliente igura. 'hamei a entidade che e o poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 #/u &ranca Ruas. destacava3se o corpan6il do $onseca. que incorporou no Pai Nui6 de -gum. !o inv(s de demonstrar constrangimento. Parando 4 sua rente diante de toda a corrente e das prov*veis tre6entas pessoas da assist0ncia. icou por uns instantes olhando3o i/amente dei/ando sem jeito o m(dium. a ponto de arrancar aplausos da corrente.$onsecaP #le não tinha jeito. !proveitando3se de um momento que o #/u &ranca Ruas das !lmas levantou de seu toco apro/imou3se dele o Hos( Maria. entendido da linguagem esot(rica e dos segredos da magia. 3 &emos o pra6er de hoje ter entre nós um grande espiritualista.1Q1 CAPÍTULO 2 O FONSECA 'omo sempre a1o. mesmo dono desse corpan6il. quis dei/*3lo constrangido. entrela1ando os magros bra1os com o gordo 1Q1 . . dei/ando um sorriso maroto de canto da boca como se osse o deleite do guerreiro vitorioso. 'om os olhos i/os no Hos( Maria. com os bra1os cru6ados e uma cigarrilha entre os dedos. levantou3se e saudou a todos os presentes. 9uei/ou3se. antes de dar a abertura na gira.everia pesar naquela (poca uns sessenta quilos. 2oltei3me para o cong* decepcionado com a minha racassada tentativa e dei in)cio aos trabalhos da noite. bem apessoado. indiquei a todos. ser* que o senhor poderia dar um jeito em minha coluna? #la dói muito. passo os olhos pela assist0ncia para ver se est* tudo em ordem. daqueles que a6 uma pergunta levantando meia sobrancelha moldurando um olhar irme e penetrante.Nui6 ( um homem magro. um m(dium de nossa corrente que pesava cento e quarenta quilos e. o saudei. deu3lhe as costas e. como li1ão 4 sua petul. . &alve6 por isso sua dor na coluna se agravava. soltou um largo sorriso. o pai3de3santo que me preparou dentro da lei da Umbanda para e/ercer esse honroso grau dentro da nossa religião. Tomem alto. alante e inteligente. al(m de incorporar os esp)ritos. 'omo sou daqueles que pre ere correr o risco de perder um amigo em troca de uma boa piada. Pu/ou3o para perto de si.

3 Meu ilho. j* acostumado com esses enAmenos. &omando a iniciativa da conversa. o $onseca icava só olhando assustado para a vela grudada na parede. ele ser* esmagado. 5o dia seguinte o $onseca oi me visitar. procurei ver se o $onseca estava assistindo a cena. # ele queria trocar id(ias sobre a gira e o que viu. quando incorporado em mim ou nele. #n im. com uma simples pressão ter grudado na parede. com a mesma entidade. ontem 4 noite. 3 Realmente.Pai Nui6 e eu trabalh*vamos % e ainda trabalhamos. o ort)ssimo #/u &ranca Ruas das !lmas. o que eu j* esperava. #ntreguei3lhe uma vela branca. #u imagino que se o Pai Nui6 icar na mesma posi1ão. #le estava. #m todo caso eu. 3 Meu Pai. dei/ou3a como se estivesse pregada. Pedimos licen1a e sa)mos. Pela orma1ão da terceira energia essa entidade modi ica3se sem perder sua ess0ncia. não me impressionou. a vela não caiu e o ogo nem chamuscou a parede. C teoricamente imposs)vel o que v)amos no terreiro. e algum guindaste depositar sobre suas costas um peso igual ao do Hos( Maria.e orma mansa e delicada para não contrariar o #/u. não dei muita import. de minuto a minuto. o senhor vai queimar o terreiro. 'onvidei3o para ir conversar com o #/u &ranca Ruas das !lmas. . vi coisas incr)veis. 3 2oc0 acha que vou a6er isso? #nquanto ele alava. . cuidar da vela. ele acendeu3a e. #u tamb(m não tirava os olhos da chama da vela para ver se não queimava a madeira. alei. mas iquei eli6 porque passou a dor da coluna do Hos( Maria. #m mim ele torna3se mais cerimonioso e com o Pai Nui6 mais e/ibido. levantou3o. a inal a parede era de madeira. que vem só para buscar um a/( do senhor. 3 Meu Pai. .ato da vela. como j* alei. e saiu com ele andando pelo terreiro. Pediu o #/u.1Q= Hos( Maria. me d0 uma vela. 1Q= . Mas iquei preocupado. encostando3a acesa na parede. 3 Msso quer di6er que voc0 gostou da gira. 5aquela noite não incorporei nenhum esp)rito só para. este ( um amigo meu. 'urioso. costas com costas. inclinou3se. alou.ncia ao ato.

1QB 3 <ostei. 2oc0 sabe como ele e6 para grudar a vela na parede e acender uma cigarrilha com uma pemba? 3 5ão sei qual oi o processo e nem tenho necessidade de sab03lo. 2ou voltar outras ve6es. principalmente uma que achei muita gra1a. recriminando sua alta de observa1ão. . e tinha ganho de um consulente uma cigarrilha.cambono naquele momento estava distra)do. incorporado comigo. $ugindo do seu estilo. !penas não sei. 3 . !s entidades não costumam brincar e o ato dele ter criado essa situa1ão deve ser por alguma ra6ão que oge ao nosso entendimento. .#/u estava incorporado em mim.ei/o essa parte por conta deles. 3 <ostei da Umbanda. ! irmou o $onseca. 3 &em lógica. entregou3lhe a cigarrilha e ordenou. $alei categoricamente. . $oi quando ele estava no meio do terreiro manipulando os elementos da terra para criar um campo de or1a para eliminar uma energia negativa que estava prejudicando aquela am)lia sentada na sua rente. #/pliquei. ou dei/ar o Hos( Maria mais leve. para esconder seu assombro. &entou e/plicar. # o #/u quando incorpora em voc0. tamb(m a6 essas coisas? 3 9ue coisas? $alei. a levita1ão unciona assim. #sclareci. ! grande magia voc0 não reparou.$onseca estava di erente. . despedindo3se. encostou na ponta da cigarrilha apagada e devolveu3a para o cambono depois de ter acendido a cigarrilha no colorido peda1o de gi6 e j* estar dando boas ba oradas. e entendeu que ele tinha pedido uma pemba. 1QB .e/u pegou a pemba. 5os trabalhos de e eitos )sicos. 'uidadosamente entregou a ele uma pemba vermelha. #le chamando seu cambono. 3 !queles atos di erentes. 3 'omo ( poss)vel um m(dium ran6ino como o Pai Nui6 pAr nas costas um homem daquele peso e ainda sair andando um bom tempo pelo terreiro? C por essas coisas que a Umbanda ( considerada cheia de magia? 3 #le deve ter usado a energia dos m(diuns para dei/ar seu cavalo mais orte. não discutia e muito menos tentava impor os seus conhecimentos. 'ontei algumas passagens do #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 !cenda. a6endo3me de desentendido. 5ão vejo isso como magia.

"ua e/pressão irradiava ódio. Usava uma cal1a jeans e uma bota marrom. e ele não me entende. a sua te6 morena e os seus cabelos eram longos e ca)dos sobre os ombros. 3 9uantos anos voc0 tem? 3 2inte e tr0s. @om ou ruim. com on6e anos.meu morreu quando era crian1a. !o pai cabe todas as tare as di )ceis. "omos di erentes. com uma enorme boca e dentes corretos. Menino ele não era mais. #ra corpulento. !proveite essa ben1ão. e at( hoje amargo não ter tido um. 3 5ão gosto dele. 3 2oc0 trabalha? 5ão. . 5ari6 bem eito. 'ontinuei paciente. al(m mil e tantas outras tare as de sua responsabilidade. mas se isso acontecer não vai me a6er nenhuma alta. ele est* ao teu lado. só estudo. Nembrei que iquei ór ão. #u observava o jovem. #stava procurando argumentos para sensibili6*3lo. 'omo os ilhos são injustos. mas quando os alisava. 3 2oc0 não pode imaginar o que ( ser criado sem um pai. dava para ver dois brincos prateados. !s orelhas estavam cobertas pelos cabelos. Uma camiseta justa e sem mangas dei/avam 4 mostra seus bra1os ortes onde se via uma enorme tatuagem de um dragão. 'om essa idade. Nucas. 3 9uem paga os teus estudos? 1QJ . Respondeu secamente. 3 5ão quero que ele morra. o protege e prov(m. mantendo sempre as sobrancelhas cerradas. 5a sua opinião o seu pai era o culpado pela sua vida desastrada. Protestou. "eu nome era Nucas. Reclamava dei/ando transbordar revolta. o mesmo do apóstolo. eu j* tinha dois ilhos e mantinha a am)lia 4 custa de meu trabalho.1QJ CAPÍTULO 4 MONTE DOS DROGADOS #m minha casa ouvia pacientemente um jovem e/travasar todos os seus recalques. C ele quem educa o ilho. Perguntei. #le estava destoando da minha ina poltrona cl*ssica.

&em momentos que corremos o risco de sermos injustos. . Re reei esse sentimento por ter sido procurado pelo Nucas como pai3de3santo. o que me dei/ou satis eito. e o respeito m+tuo deveria prevalecer. "e ( ajuda espiritual que voc0 est* buscando preciso que voc0 v* no terreiro alar com a entidade. 2oc0s são gera18es di erentes. 3 #/u.o que? #le era um n(scio desajustado e ingrato. H* sentado diante do poderoso e/u ele come1ou a e/plicar. 5ão sei at( que ponto entendo os jovens. moro com meus pais. mas eu j* estava do lado do injusti1ado pai. não sei o que voc0 quer de mim. cada um vivendo o seu mundo. 3 #u espero que XangA te a1a mais justo. comia e dormia na casa dele. não gosta de musica e briga comigo sempre que pode. #stou pedindo para voc0 alar com os esp)ritos para ver se eles podem resolver esse problema. 'omo posso ajudar voc0? 3 #u acho que meu pai est* perturbado. 'omo ele (? Perguntei para descontrair. # ainda reclamava? .. -rientei bem como ele deveria alar com a entidade. 3 5a verdade.1QO 3 Meu pai. Minhas palavras surtirem e eito. Mas por que voc0 pergunta? 5ão dei oportunidade para ele re letir. 3 2oc0 j* repetiu ano da escola? . era um p(ssimo estudante e jogava ora o dinheiro dele .uas ve6es. 3 #u não conhe1o teu pai. # uma das tare as do dirigente espiritual ( ajudar os outros sem julgamentos. $alei delicada e paternalmente. por isso estou aqui. 2oc0 quer que teu pai te aceite do jeito que voc0 se veste e pensa. 3 2oc0 mora so6inho? 3 5ão. 1QO .Nucas me con undiu. 5ão gostava do pai. !jeitei para ele uma consulta com o #/u &ranca Ruas das !lmas. eu tenho um problema. !gi dessa orma. vivia da mesada. mas ao mesmo tempo não o aceita como ele (. Respondeu com a revolta inicial. .. "empre gostei de conversar com os jovens mostrando a m*/ima sinceridade.Nucas icou calado e por alguns momentos pensativo. 3 &oma o ca ( da manha de gravata. #ngatei outra pergunta.

2oc0 ( um idiota que uma maconha. $oi descoberto.e/u determinou. mesmo eu. icou ouvindo o e/u alar. amontoados em um tipo de vala. Puro engano. das bebidas. 1QQ . come cogumelo eito um animal e se droga com req?0ncia. ou seja. sentado em seu toco. 3 ! droga e o *lcool. .Nucas j* estava sentado diante de v*rias velas. . todas essas m*culas retornam ao lugar de onde sa)ram.Nucas icou sensibili6ado. criando larvas circulantes dentro da aura do viciado. meu cavalo e teus amigos. -bedecendo o princ)pio que não e/iste retrocesso espiritual. e muitos deles icam inertes. !pesar da assist0ncia e cuidados dos esp)ritos obreiros preparados para atenderem esse tipo de doen1a podem icar animali6ados durante um estagio que na medi1ão do tempo da terra pode durar centenas de anos. mas a mim não. . #ssa porcaria da tua cabe1a j* esta quase destru)da. voc0s imaginam que o esp)rito do desencarnado permanece igual ao estado que mantinha quando ainda encarnado. 3 2* para o meio do terreiro que vou a6er uma s(rie de trabalhos. do ponto riscado e de outros elementos como ponteiro. $alar com o #/u &ranca Ruas das !lmas não ( *cil. "eu estado geral e/igia socorro. pois quando se concentram elas aumentam a lesão cerebral. 3 'onte3me as besteiras que voc0 e6. $alou no seu estilo. -uviu uma amea1a assustadora. #/plicou pacientemente o e/u. 2oc0 não gosta do teu pai porque ele sabe disso e não te d* dinheiro para voc0 se corromper. 3 "e não interromper esse vicio imediatamente quando voc0 desencarnar poder* ser atra)do para o monte dos drogados.Nucas arregalou os olhos. provocam les8es cerebrais que se espalham pelo perisp)rito. não gosto de ir l*. "ua marcante presen1a a6 dos consulentes presas *ceis.1QQ . . 9uando desencarnam. 3 5ão entendi. 3 2oc0 pode enganar os teus pais. @albuciou o Nucas. "em nada di6er. obedecendo um processo natural. enquanto o e/u &ranca Ruas das !lmas. imã e io de cobre. e/plicava aos cambones o que era o monte dos drogados. a6endo o esp)rito perder seu livre arb)trio.lugar ( escuro e. no c(rebro da pessoa.esp)rito interrompeu. #m prantos concordava com todas as revela18es do e/u. !lgumas entidades incorporadas em seus m(diuns trabalhavam com o Nucas. come1ando hoje. .

# tudo isso com terno.que eu vi. "ua incapacidade mental o obrigou a abandonar os estudos. principalmente porque ele ( hoje.Nucas melhorou.epois de encerrado o trabalho eu relatava 4s pessoas que ouviram a e/plica1ão do e/u sobre as vis8es que eu como m(dium gravei sobre o que o e/u chamou de o monte dos drogados. 9uem pode ensin*3los? -ra. ! depend0ncia das drogas oi mais orte que sua vontade. tudo isso. 3 Procurem saber o que ( e porque e/iste no espa1o o monte dos drogados. era parecido com isso com algumas di eren1as. . . enquanto o e/u alava. e sua idiotice o tornou incapa6 para o trabalho. Toje se droga para suavi6ar a necessidade. mas não sarou. -s corpos estavam de ormados. seus pais. ormando um quadro inesquec)vel da maldade humana. sob uma t0nue lu6 avermelhada. . esquel(ticos e se moviam como vermes "uas mãos estavam sempre buscando algo como se osse um socorro para sair daquele dantesco in erno e. 9uando tenho oportunidade aconselho os jovens. o seu amor. quer dando % como todo pai a6. amontoando3se uns sobre os outros. -s corpos eram jogados em valas. o seu sustent*culo.relacionamento com seu pai oi normali6ado. quer provendo suas necessidades. 1QS .1QS . gravata e trabalho. alem com o melhor amigo de voc0s. como oi outrora. 3 2oc0s devem ter a lembran1a daquelas otogra ias divulgadas após a guerra dos campo de concentra1ão dos na6istas.

de conhecer o terreiro. a da Pomba3gira Maria Padilha. ( uma pessoa muito interessante. 3 #mbai/o desta laje tem um buraco. #le icou observando e acho que sentiu alguma coisa. observei. 3 ! primeira pergunta vai ser sobre aquela casinha pequena. apenas. 5o dia e hora combinada. terei imenso pra6er em mostrar tudo. #/pliquei. rindo. esbanjando cultura religiosa.eus e para ele todas as religi8es são boas. mas não no dia de gira. &alve6 por isso.Kaldomiro ( um espiritualista. 3 !qui ica a seguran1a e/terna do terreiro. tamb(m chamada tronqueira. que não conto..1QG QUARTA PARTE CAPITULO 9 O TERREIRO . onde est* incada a seguran1a eita pelo #/u &ranca Ruas das !lmas. curioso e muito interessado em conhecer a Umbanda. se voc0 permitir. analisando inteligentemente todas elas. . 3 Pode icar certo que respeitarei teus segredos. mas a nenhuma ( iliado ou adepto. cuidada pelo e/u guardião. 'r0 em . Procurou3me. mostrando o que tinha dentro.. che e da quimbanda em nosso terreiro. para ele olhar melhor. # o que ( essa seguran1a? 1QG . 2oltamos para a casinha que despertou tanta curiosidade. pedindo. 3 $ernando. digo. 9ueria ter a liberdade para pedir e/plica18es.isse. gostaria muito. l* na entrada. buscando ansiosamente a ess0ncia de todas as religi8es. porque icou muito calado. porque não sei. estava a imagem do #/u &ranca Ruas e ao seu lado. #m cima de um toco de madeira. &ranq?ili6ei o simp*tico amigo. entramos no terreiro. parecendo impressionado. !pontando para o chão. 3 5ão tenho segredos. "e eu não souber. no caso um alangeiro do #/u &ranca Ruas. Pai3de3santo quando a irma não poder revelar alguma coisa ( porque não sabe responder. 3 'laro. # sa) de lado. !bri a porta.

ajoelhado. se pintando com e/agero. Pode ser que algumas delas. 3 # as velas acesas. "ua or1a ( indiscut)vel. $icam sempre a)? 3 &oda semana. ajudando os homens nos terreiros para. &odo e/u tem a sua pomba3gira. olhava os atabaques. 3 C verdade que as pombas3gira são os esp)ritos das prostitutas? 3 ! pomba3gira ( o e/u eminino. 3 Por quer voc0 a6 o cumprimento nessa estrela? 3 C a seguran1a do terreiro. os e/us mandam elas trabalharem. buscando sua evolu1ão. tenham sido mundanas. como o e/u. 3 #las e/ploram esse lado do olclore. #las são au/iliares diretas dos e/us. eito por ele. suavemente. #le curioso. @ombardeou. 1QE . aqui estão enterradas as armas do 'aboclo !:uan. algumas at( com longas piteiras e não dispensam os per umes e lores. e para a pomba3gira. os quadros representando as entidades. 4s ve6es. como ponteiro. !o contr*rio do que muitos pensam. machadinhas. #m casos de amor. bati o dedo tr0s ve6es onde tem uma estrela em granito. C um campo de or1a e ainda.1QE 3 #le pAs v*rios elementos. al(m de encher os copos de suas respectivas bebidas. 9uem risca o ponto para a pomba3gira ( o e/u. ela não ( prostituta. 3 !ssisti uma gira de quimbanda e elas me pareceram escandalosas. ganhar sua evolu1ão espiritual. $umam cigarros so isticados. 3 "alve todos os -ri/*s da Umbanda. ervas. a6endo seus cavalos usarem roupas e/travagantes. 3 # por que ele? 5ão podia ser outro?. Parecendo satis eito. bebidas e algumas coisas mais. que ornamentam as paredes. desespero e consertos amiliares. que elas são entidades maravilhosas e doces. 'omo e/pliquei l* na &ronqueira. embora.irigi3me ao meio do terreiro e. erro. $ique certo. cobre e mais uma por1ão de metais. ! irmou. . mas hoje são esp)ritos evolu)dos. curvando3me e batendo tr0s palmas. um ponto riscado. carvão. iquem embrabecidas. ! prova da submissão das pombas3giras aos e/us ( que elas não riscam ponto para trabalho. entramos no terreiro. espadas. uma vermelha. arcos e lechas. C um ori/* trabalhador. acendo para o e/u uma vela branca. sal. e saudei. em vida. uma vermelhas e outra preta. 3 -nde elas se encai/am com os e/us? 3. o -ri/* che e espiritual da casa. claro.

curioso. na Umbanda jogamos o obi ou acendemos velas. por isso que tem seu assentamento embai/o desta estrela. $alei. #u não soube responder. 3 Por eu ser o dirigente material da casa. 'ada terreiro tem o ori/* mandante. tocos de charuto e papeis com pedidos. jogam3se os b+6ios. !qui só as coisas sagradas do terreiro ( que podem icar depositadas. como vou saber de quem sou ilho? Perguntou. imaginei uma longa tarde. #le perguntou. 3 "eo !:uan. na sua inoc0ncia. Respondeu. uma m(dium do terreiro. Respondi que era o senhor. voc0 chama primeiro a linha de -gum? 3 "im. 2oltei ao meu interlocutor. . $a6 parte do ritual. são di erentes? 'onte3me. 3 . #le perguntou3me. querendo adivinhar. 2enha uma noite de trabalho e jogarei para voc0. 3 #/iste um ritual para isso. Mesmo que eu saia do terreiro. meu ori/*. e voc0 na sua. no plano espiritual. 3 'omo jeito. de acordo com seus assentamentos. e/atamente por isso. 3 2oc0 disse ser ilho de -gum. Nembrei da 'ris Mendes.espertei sua curiosidade. o 'aboclo !:uan. Pareceu satis eito com a e/plica1ão. "entou3se 4 rente do 'aboclo !:uan e e/plicou.1SF Pelas min+cias das perguntas. 2ejo 4s ve6es velas. meu ilho. ( um admirador do 'aboclo Rompe Mato. dei/ando uma belo ensinamento. o Paulinho. 3 C por isso que nas giras. eu mando na minha casa. Parou em rente ao cong* e icou olhando todas as imagens. ! linha de -gum. Pode tamb(m ser eito com uma cebola cortada em quatro peda1os. 3 9uem cuida do cong*? 9ualquer um pode por uma imagem no altar? 3 5o cong*. 5o candombl(. # eu. muito embora todo teu jeito seja de XangA. vem irmar o terreiro para o trabalho subseq?ente.iga para ele que quem manda no 'aboclo !:uan ( o Rompe Mato. quem mandava no 'aboclo Rompe Mato. 1SF . 5ão devia ter alado. C como na vida material. quem mandava no 'aboclo !:uan. na casa dele. só o pai3de3santo pode por alguma coisa. -gum. ilha de -gum e que trabalha com o 'aboclo Rompe Mato. a casa sempre ser* de -gum. depositados no cong*. ( quem manda. atrav(s de meu pai e ilho dele o 'aboclo !:uan. #st* errado. e/ceto se levantarem as armas do caboclo e orem substitu)das por outras.

Mnterrompeu. ou seja. depois não se quei/e. 3 #/plique melhor. pelo isolamento. mas não se submete acilmente 4 lideran1a de outro. Para que o ilho de -/al* tenha uma vida melhor. de andar sereno. o ilho de -/al* talve6 seja o mais organi6ado. 3 2enha. 5osso secret*rio ( ilho de -/al* e o &esoureiro de XangA. 'obrou. vou alar. laconicamente. 3 'omo assim?. <osta de transmitir seu g0nio calmo. -/al* ( o -ri/* maior e por isso mesmo não atua diretamente em elementos do planeta. sente aqui e ale. 3 #/plique tudo. com tend0ncia ao so rimento. sem a oba1ão. quer as coisas sem demonstrar. sentei3me e comecei a alar. &em um tend0ncia muito orte para a solidão. 3 "e voc0 soubesse os caracter)sticos de cada um. Respondi. um encontro com a harmonia universal. 2ou di6er. . voc0 prometeu.isse. 5ão ( agressivo e quando agredido pre ere demostrar superioridade. mostrando um pequeno gravador. Retomando a palavra continuei. C teimoso. deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar deter a sua natural teimosia. nos escritórios e na lida com pap(is. 3 5ão ( l)der. 3 #st* certo. a6endo isso por interm(dio dos outros -ri/*s. -s ori/*s agem diretamente na ess0ncia e comportamento de cada um. no dia3a3dia. 3 . #stou gravando desde o come1o. ia entender. quando o busca. não manda e não gosta de ser mandado. 3 !gora entendo a história do secret*rio. 1S1 . atingindo seus objetivos de orma bem natural. mas não cede em seu ponto de vista. pegue este caderno e tome nota. um por um. sorrindo.1S1 3 'ada um tem uma in lu0ncia muito grande de seu ori/*. #/pliquei. buscando. eles recebem in lu0ncia.e todos os -ri/*s. !chei gra1a. . 5a teimosia não gosta de impor suas id(ias.ilho de -/al* ( uma pessoa normalmente tranq?ila. !t( na escolha das tare as.

Muitas crian1as 4s ve6es são levadas aos psicanalistas por mostrarem um g0nio di )cil de lidar. e Mansã no raio. Por ser -gum o -ri/* do $erro e do $ogo seu ilho gosta muito de armas. 3 "im. imediatamente o largam e partem em procura de outro. 3 Msso ( um aviso aos pais. espadas e das coisas eitas em erro ou latão. "eu g0nio ( muito orte. C insaci*vel em suas próprias conquistas. 3 #ntão. -/óssi na mata. 5ão admite a raque6a. -gum ( o -ri/* da guerra. alsidade e a alta de garra. ! sua impaci0ncia ( tão marcante que não gosta de esperar. quase um desajustado. desde a in . -/al* atua em todos. muitas ve6es at( com assustadora agressividade. "eu ilho carrega em seu g0nio esses caracter)sticos. @rigam e 1S= . desde que não seja desrespeitado. XangA na pedreira.Kaldomiro icou em sil0ncio. 5ão recusa a luta e quanto maior o obst*culo mais desperta a garra para ultrapass*3lo. "eu temperamento di )cil e rebelde o torna. % e/pliquei. #st* sempre em busca do que ( considerado imposs)vel. 'ontinuei. ( um l)der. 3 #spere a). assumindo integralmente a situa1ão daquele que quer proteger. #le ( a oito. 'omo os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas. ( tornar3se violento repentinamente. em movimento. "abe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado. Memanj* no mar. Me parece muito orte. 5enhum ilho de -gum nasce equilibrado. &em decis8es precipitadas. C ranco. 'omentou. 5ão a6 rodeio para di6er as coisas. -/um nas *guas doce e cachoeiras. 5ão admite a injusti1a e costuma proteger os mais racos. C uma pessoa de tipo esguio e procura sempre se manter bem isicamente. !dora o esporte e est* sempre agitado. da demanda e da luta. !dapta3se acilmente em qualquer lugar.ncia.1S= 3 -gum atua no erro. atrav(s dos seis ori/*s. 'ome para viver. demonstrando muito interesse nas e/plica18es. Uma marca muito orte de seu -ri/*. Mnicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. os ilhos de -gum perseguem tena6mente um objetivo. ( por isso que ouvi alar que os oguns não icam parados no terreiro. acas. . 5ormalmente o ilho de -gum ( rela/ado com seu cuidado pessoal. quando o atingem. 'ontinuei. Neal e correto. . #/plique melhor essa parte. !ma o desa io.Ydi )cilZ ( a sua maior tenta1ão. não a6endo questão da qualidade ou paladar da comida. -bservou. ( verdade.

Um grande conselheiro pelo seu g0nio alegre. 3 C verdade. e transmitem esta caracter)stica aos seus ilhos. "eu ilho tem um tipo calmo. mas ( certeiro. antes de dei/arem e/plodir sua 6anga. ladino como os )ndios. os bichos . Mncapa6 de negar qualquer ajuda a algu(m. 5ão assume os problemas dos outros. os pais devem ter paci0ncia. "e conseguissem esperar ao menos vinte quatro horas para tomar qualquer decisão. o sol e a lua. -bservou. sustentado pelo seu esp)rito alegre e otimista. 3 Pela tua e/plica1ão. !credita e ( iel seguidor da religião que escolheu. neste particular. encantador. mas ica lado a lado ajudando3os. . evitariam muitos reve6es. sejam calculistas e estrategistas. especi icamente nas matas e no reino animal. a Husti1a dei/a de ser uma virtude. com o crescimento vão se libertando e se acomodando 4s suas necessidades. e/erce uma in lu0ncia muito orte em seu ilho. para passar 1SB . C o conhecedor das ervas e o grande curador. 'ontar at( de6. organi6ar o caminho para as solu18es complicadas. muito embora. C carente. Pisa macio. C a ess0ncia da nossa vida. lembrando das minhas indigna18es na in . XangA.ncia. -/óssi age na 5ature6a. muito embora com orte tend0ncia 4 solidão. #ntretanto. o . 'omo os ilhos de -gum não dependem de ningu(m para vencer suas di iculdades. amoroso. C. 9uando atacado custa revidar. "eu maior de eito ( o g0nio impulsivo e sua maior qualidade ( que tem tudo para ser um vencedor. "e or um ilho de -gum. pois quanto mais provocados. 5ão discute a (. #sta rase ( para chocar mesmo. preocupado com todos os problemas. . muitos problemas seriam evitados com os jovens. $alei. mas acaba vencendo. as estrelas. <osta das coisas boas. evidentemente. o que o tornaria mais disposto a encarar as suas próprias di iculdades. são a b+ssola de sua vida. 'om respeito 4 sua própria organi6a1ão amiliar.eus da Husti1a. veste3se bem e cuidadosamente. se houvesse essa conscienti6a1ão. 4 qual dedica aten1ão total no sentido de prov03la e encaminh*3la. &em um gosto re inado. em XangA. mais eles teimam.mato. !ma a Niberdade e a 5ature6a. Para que sua vida melhore. . como poucos. a vida lhes ica bem mais *cil. 9uando o a6 se torna perigoso. 9uando eles conseguem equilibrar seu g0nio impulsivo. tamb(m lhes evitaria muitos remorsos. sabe. 5ão ( ciumento e muito menos rancoroso.1SB en rentam os pais sem nenhum medo.ilho de -/óssi ( talve6 o mais equilibrado.iante das di iculdades próprias ( muito hesitante. por mais incr)vel que pare1a. &odos os -ri/*s. são justos. "enhor das pedreiras. deve despertar aquele gigante que habita sua ess0ncia. ( muito apegado 4s suas coisas e 4 sua am)lia. as *guas.

para tranq?ili6ar sua esposa. . contou3me a novidade.metro da Husti1a ( o seu julgamento e não o da Husti1a . # se ele errasse? 2oc0 iria culpar XangA? .i6ia. num acidente. no que lhe respondi. C eterno conselheiro. que sua inoc0ncia osse questionada. 5o julgamento voc0 não estava sendo julgada por ele. pass)vel de erros. 3 enorme. em absoluto. provar sua inoc0ncia. cuja senten1a não nos ( permitido conhecer. no que ela não concordou. podendo acilmente sair da serenidade para a viol0ncia. en(rgico. !calma3se com a mesma acilidade quando sua opinião ( aceita. #sta an*lise ( muito importante. mesmo a jovem. . 5ão guarda rancor. . o que. Mas correu um risco 1SJ . #la não admitia.medo de cometer injusti1as muitas ve6es retarda suas decis8es. ao contr*rio de prejudic*3lo. 9ue bom ver voc0 outra ve6 eli6.ivino. 3 'omo assim? 3 2oc0 trocou a justi1a de teu pai XangA. adora colecionar pedras. tirando3lhe a vida.1SJ a ser uma obsessão. Procurada pelo advogado da am)lia da v)tima para um acordo. 3 #/plique melhor. C t)mido no contato mas assume acilmente o poder do mando. grande de eito dele ( julgar os outros. totalmente embriagado. provocando uma crise emocional na mo1a. e não gosta de ser contrariado. seguro e absolutamente austero. independente do valor da causa. e sim por um jui6 da terra. "enhor da Husti1a. "ua isionomia. só lhe tra6 bene )cios. trans erindo o seu próprio julgamento para o Hulgamento . pelo senso da justi1a.ivina. 'ontei o caso de uma mo1a que. sua am)lia entrou na justi1a com uma a1ão de indeni6a1ão. calculado e esquemati6ado. 3 "ou inocente e a justi1a vai provar.seu marido queria a6er o acordo. quase sempre di erente do nosso. torna3se uma pessoa admir*vel. pela do homem. 9ueria. Rei da Pedreira. $eli6. "e aprender a dominar esta caracter)stica. principalmente porque o par. !pesar da v)tima ter sido a +nica culpada. muito terra. &em comportamento medido. o que a6 de seu ilho um so redor. mas tudo medido. torna3se um leg)timo representante do Tomem 2elho. atropelou um homem. C incapa6 de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resolu18es baseiam3se na seguran1a e chão irme que gosta de pisar. 9uando o ilho de XangA consegue equilibrar o seu senso de Husti1a. apresenta uma velhice precoce. sem lhe tirar. ! discri1ão a6 de seus vestu*rios um modelo tradicional. Por alar em pedreira. #la oi ganhadora na pendenga judicial. recusou3se a sequer conversar.ilho de XangA apresenta um tipo irme. a bele6a ou a alegria. con iante.

com pai/ão pelas jóias. a "enhora dos 2entos e das &empestades. ( o protetor. Zo arqu(tipo de -/um ( das mulheres graciosas e elegantes. "ob sua apar0ncia graciosa e sedutora. são as ondinas.a) não ter um pai3de3cabe1a.ncia. .que ( ajuntó? ! or1a de Memanj*. C ranco e não admite a mentira. 2este3se com capricho. o ranc0s Pierre 2erger. um caboclo de -gum ou de -/óssi. &ipo a grande mãe. con ian1a. tem grande or1a. ! porta de sua casa sempre est* aberta para todos. ( impec*vel no trajar e não se e/ibe publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta. . porque não divide isto com ningu(m. ( 4 -/um que se pede ajuda ]pelo !mal*^. no caso. !) sim.eusa <uerreira. ouro. <eralmente. Pelo ato de Memanj* representar a 'ria1ão. sua ilha normalmente tem um tipo muito maternal. principalmente das coisas que estão sob sua guarda. e sempre reage com muita toler. Mansã. $ilho de -/um ama espelhos ]a igura de -/um carrega um espelho na mão^. a "enhora do Mar. ! maternidade ( sua grande or1a. 5ormalmente ica 6angado quando o endido e o que tem como ajuntó ]o segundo santo masculino^ o ori/* -gum. !quela que transmite a todos a bondade.maior de eito do ilho de Memanj* ( o ci+me. "empre tem os bra1os abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. &alve6 ningu(m tenha sido tão eli6 para de inir a ilha de -/um como o pesquisador da religião a ricana.i erente ( quando o ajuntó ( -/óssi. 2oluptuosas e sensuais. . ! mulher trata com 6elo o seu cabelo e não descuida da pintura. ! di eren1a entre Memanj* e -/um ( a vaidade. C sempre discreto e de muito bom gosto. que escreveu. #las evitam chocar a opinião p+blica. #/pliquei. e/ceto quando se sente amea1ado na perda de seus ilhos. jóias caras. per umes e vestimentas caras.homem ilho de Memanj* carrega o mesmo temperamento. detalhadamente. por(m mais reservadas que as de Mansã. a . .1SO Memanj*. e gosta de tutelar pessoas. C muito sens)vel a qualquer emo1ão. !quela mulher amorosa que sempre junta os ilhos dos outros com os seus.ilho ou ilha de -/um. "eu ilho ( conhecido por seu temperamento 1SO .Z "eu maior de eito ( o ci+me. nas incorpora18es. 5ormalmente tem uma acilidade muito grande para o choro. carrega todo o tipo de Memanj*. grande conselheira. 'uida de seus tutelados com muito amor. com indiscut)vel dom)nio no g0nio e personalidade de seu ilho. . a Rainha da Wgua doce. tranq?ila. pertence a linha seguinte que in luencia sua personalidade. dado que XangA tem liga1ão )ntima com a linha da Mansã. torna3se muito agressivo e radical. que. <eralmente ( calmo e tranq?ilo. tanto que quando uma mulher tem di iculdade para engravidar.as mulheres que são s)mbolo do charme e da bele6a. ( pessoa calma. C mãe.ncia. C e/tremamente ciumento com tudo que ( seu. . 4 qual dão muita import. dona dos rios e das cachoeiras. escondem uma vontade muito orte e um grande desejo de ascensão social. 3 .

"ua grande qualidade. vai parar. 3 5ão sei. !chei interessante a descri1ão das ilhas de -/um. quando ui interpelado por uma senhora. partindo para a agressão. 3 'ansou3se de ouvir? 3 5ão. pediu licen1a para terminar a história. # parou. a garra. #m seus gestos demonstra o momento que est* passando. gritos e choro. #st* sempre chamando a aten1ão por ser inquieto e e/trovertido. claro que não. encostar a cabe1a em seu peito. 'omo iriam se comportar? Meio sem jeito. Um ilho de XangA vai icar indignado. com berros. o que lhe prejudica o conv)vio social. pouco importando se tem ou não ra6ão. #st*vamos reunidos num grupo. C leal e objetivo.$ernando 'ecchetti. não conseguindo dis ar1ar a alegria ou a triste6a. alei. como se tivesse terminado. 3 "e or uma ilha de Memanj*. <ostei muito. perguntei. 5ão tem medo de nada. ele vai orar. . e por ele vai torcer para que seja o vencedor. &em um pra6er enorme em contrariar todo tipo de preconceito. 3 # se or ilha de -/um. uma ilha de -/um. pedindo a . Passa por cima de tudo que est* a6endo na vida. no que concordei. achando gra1a. e tentei dar as di eren1as dos ori/*s.1SQ e/plosivo.eus que acabe aquela briga. ou passa direto e não olha ou entra na briga. ica assistindo a briga. quando ica tentado por uma aventura. &omando a palavra. 'iumento. . 5ão admite ser contrariado. por coincid0ncia. #ncerrando as e/plica18es. #/empli iquei duas pessoas brigando. a impensada ranque6a. #m estado normal ( muito alegre e decidido. acalm*3los. seria pessoa muito mais eli6 e querida. "empre a sua palavra ( que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. "ão assim mesmo? 3 2ou te contar uma história. 3 # o povo das *guas. continuou. o que não ( di )cil. vai alis*3los. "e or uma ilha de Mansã. e eles acabam a6endo as pa6es. "e passar um ilho de -/al*. do lado do bai/inho que est* apanhando. Por ser tão marcante seu g0nio. se este osse controlado.que aria? 1SQ . como uma mãe. a6endo parte da roda. pois não gosta de dialogar. Um ilho de -gum. vai chamar os dois. e seu grande de eito. vai brigar com os dois. Um ilho de -/ossi. #n renta qualquer situa1ão de peito aberto. senta. # parei. querendo saber qual dos dois est* com a ra6ão. demonstra um certo ego)smo porque não se importa com que os outros so ram pelo seu g0nio reconhecidamente mal3humorado. no que oi interpelado. 9uestionado torna3se violento. 5ão pensei. vou passar a observar as pessoas para con erir.

1SS 3 5ada. #les estavam brigando por causa dela. #ncerrou com muita gra1a, arrancando gostosas risadas do grupo. - Kaldomiro tamb(m achou gra1a, mas perguntou, 3 Mas por que voc0 disse eu pare1o ilho de XangA? 3 -s ilhos de XangA são detalhistas, o que voc0 parece ser. 3 C. "ou mesmo. 'oncordou. 3 2ou te mostrar a 'asa dos #/us e o Roncó. 3 'asa dos #/us e Roncó. Pode e/plicar? . 3 "im, venha comigo. !qui ica a 'asa dos #/us. C o lugar que cultuamos as imagens dos e/us e pombas3gira, onde dei/amos os pontos irmados, quando eles pedem, e alimentamos a seguran1a para os dia de trabalho. 9uando entrarmos, bata tr0s ve6es, como i6 l* na estrela. #ntramos e ele icou olhando. 5ão se conteve e alou, 3 !s imagens são eias, mas a vibra1ão ( muito boa. 3 C. $a6 parte do olclore. #stamos habituados dessa orma. 9ualquer modi ica1ão, iria tirar nosso re erencial. 3 9uando sair, venha de costas. C um gesto de respeito. #ntramos no Roncó. #le icou maravilhado, tanto que e/clamou, 3 5ão estou entendo nada, mas que lugar de energia orte. 5osso roncó tem muitos alguidares, pela quantidade de m(diuns. Mais de tre6entos. #les são colocados em prateleiras, com o nome dos m(diuns escrito na rente, com uma vela de sete dias, *gua, bebida e ervas do ori/* dentro do alguidar. $ica iluminado, tornando3o muito bonito. !qui ( o nosso lugar sagrado. "ó eu e a hierarquia podemos entrar, e/ceto os convidados. Minhas coisas icam aqui. 9uando preciso de a/(, venho aqui. "emanalmente alimento o meu alguidar e as ervas que usamos nos trabalhos. 'ada alguidar de barro pertence a um m(dium da corrente. #le ( alimentado, criando um campo de or1a, que ( usado pela entidade protetora de cada um, em bene )cio do próprio m(dium. 3 Mas como voc0 a6 para que eles recebam os alguidares? &odos t0m?

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1SS

1SG 3 "ó os que j* i6eram o !maci. 3 - que ( o !maci? 3 !maci ( a lavagem do chacra coron*rio de cada um. C a abertura de sua espiritualidade e a entrada dele na Umbanda. C eito durante o ritual do !maci. - m(dium tra6 um alguidar, vela e a bebida do ori/*. - 'aboclo !:uan lava a cabe1a dele, primeiro com as ervas por mim preparadas, e depois com a bebida do ori/*. "ua cabe1a ( coberta com um pano, que chamamos pano de cabe1a, e ( levado para o roncó, con orme voc0 est* vendo. 3 #/istem outros rituais, na Umbanda?. 3 'laro. #ntre outros tem o bati6ado e o casamento. 3 ! Umbanda a6 casamento? 3 $a6 e ( muito bonito. "ão parecidos, tanto bati6ado como casamento, com os da igreja católica. 3 <ostaria de a6er uma pergunta que sempre me intrigou, e não t0m nada a ver com este momento. Mas creio ser uma boa oportunidade. C sobre as ben6edeiras. "olicitou, na e/pectativa de minha rea1ão. - que voc0 quer saber? 3 2ale a pena consult*3las? 3 &enho o maior respeito pelas ben6edeiras. "ão m(diuns de e/traordin*ria potencialidade, mas não seguiram uma linha de trabalho em grupo. #u mesmo posso testemunhar. 9uando minha ilha era beb0, costumava jog*3la para cima, 4 guisa de brincadeira e, tamb(m, para ver o susto que sempre levava. 'oisa de pai novo, sem medir as conseq?0ncias de seus atos. "urgiu um vermelhão em seu rosto, principalmente atr*s das orelhas, que estava in eccionando. -s m(dicos não conseguiam resolver. Nevamos, minha mulher e eu, 4 uma ben6edeira. #la, enquanto re6ava, derrubava cera de uma vela acesa dentro da *gua num copo. $icou concentrada e perguntou, 3 9uem est* jogando a menina para o ar? #nvergonhado, con essei a6er isso. 3 #sta ( a causa. $alou, secamente. !pagou a vela e encerrou. #m tr0s dias, ela icou completamente curada. 3 9uando eu torcia o torno6elo, era uma ben6edeira que me curava. 'ontinuei. # e/iste um caso muito interessante. Uma crian1a estava

1SG

1SE doente, p*lida, e não se desenvolvia. ! mãe consultou uma ben6edeira. #la e6 suas re6as e diagnosticou, 3 ! menina est* com uma cobra dentro de seu corpo. .0 ch* de semente de abóbora, durante sete dias. 3 - que signi icava? Mndagou o curioso amigo. 3 ! semente de abóbora ( verm) ugo. # a cobra devia ser uma lombriga. - Kaldomiro icou pensativo e não e6 mais perguntas. 3 Porque os santos da igreja católica são cultuados na Umbanda? 3 #ra proibido aos escravos a ricanos o culto 4 sua religião, o candombl(, sendo3lhes permitido, apenas, a pr*tica do catolicismo. #les, de orma esperta, constru)am os altares, pondo em cima as imagens da Mgreja, e embai/o, escondido atr*s dos panos, as comidas, ou !mal*s, aos seus -ri/*s. Para -/al*, escolheram Hesus 'risto> para -gum, "ão Horge> Memanj*, tinha a imagem de 5ossa "enhora> -/ossi, ". "ebastião> XangA, ". HerAnimo> -/um, representada por 5.". da 'oncei1ão, e Mansã, por "anta @arbara. $oi assim que houve o sincretismo das religi8es católica e a ro3brasileira. 3 #ntão, Umbanda e candombl( são iguais? 3 'andombl( ( uma religião, e Umbanda ( outra. !lguma coisa a Umbanda trou/e do candombl(, principalmente os -ri/*s, e mesmo assim, os sete cultuados e mais -mulum. 5o candombl( os ori/*s são mais numerosos. Mas não entendo de candombl(, por isso não sei e/plicar. 'andombl( ( uma religião a ricana e a Umbanda ( autenticamente brasileira. 'ompletei. - Kaldomiro se deu por satis eito com o passeio pelo terreiro e com as e/plica18es.

1SE

que amam a vida e não t0m medo de morrer. e tinha um len1o vermelho no pesco1o. Respondeu alegremente. e 4 medida que )amos passando. carregando ao seu lado um ogoso cavalo branco. para corrigir depois. &enho que encerrar este livro. tra6ia uma lu6 repousante. enquanto penso. !o perceber que eu o en/ergava. !queles que. Mas e/istem pessoas. &ive um sonho lindoP #nvolvido que estava at( o par*gra o anterior. Minha visão icou mais clara. com vasto bigode preto. 9uem sabe. e/plicou. alegres e sorridentes. chegaram at( aqui. a morteP ! morte ( a liberta1ão do esp)ritoP #stou convencido disso pelas minhas convic18es religiosas. e não sei como a603lo. tinha uma capa preta. vou escrevendo. Mas se ela ( assim. 2ou desligar o computador e dormir. #ra um homem alto. pacientemente. $i6 bem em ter ido dormir. onde eu me incluo. mas lindas. mostrando um largo sorriso. e empunhava um la1o de couro. tenha uma inspira1ão . 'aminhava com algu(m ao meu lado. &ra6er a liberdade que voc0 sempre reclama não ter conhecido. na vila dos pretos3velhos. Um sol vermelho. numa estrada de chão de terra. e um +mido ar nos aben1oava com uma brisa per umada. são os que t0m (P &enho um estilo. por que nos causa tanto medo e qual a ra6ão do nosso so rimento. eu órico. muito embora esteja ciente dos ouvintes j* estarem cansados e aborrecidos. 3 2im cumprir o prometido. $oi assim. 3 #stamos na aruanda. $iquei e/tasiadoP 3 Hoão @oiadeiro. e/ibia um acão na cinta. levada lateralmente no ombro. &odas tinham uma *rea em rente. estão convidados para uma re le/ão. #stava num lugarejo com casas humildes. quando acordar. "into3me como o eloq?ente orador que não sabe como e quando deve encerrar seu discurso. $oi quando consegui ver meu acompanhante. as pessoas nos saudavam. 2estia bombachas. 1GF . rosto comprido e queimado pelo sol. sonhei que tinha morrido. "eu chap(u era preto. C voc0? #/clamei. quando um ente querido desencarna? Por temer o desconhecido? 5ão acreditoP !cho que ( por amor 4 vida. corpo orte.1GF CAPITULO 2 ENCERRAMENTO Minha história acabou. atravessando os galhos das *rvores. amanhã.

Minha emo1ão aumentava. a chuva. 3 . e os reconheci imediatamente. Um era o Pai Nui6 de XangA e o outro o Pai Hoaquim de !ngola. sempre estejados por seus eli6es e delicados moradores. 3 Meu protetor. mas senti um amor muito grande por eles. que tamb(m veio me receber. -uvi uma m+sica estiva. vi tr0s pessoas e um menino. "entados num banco eito de tronco de *rvore. v*rios ciganos cantavam e dan1avam alegres. !mbos aparentavam avan1ada idade. Hoão @oiadeiro. tanto na Umbanda como na quimbanda. o respeito aos animais e a idelidade ao patrão . #m volta de uma imensa ogueira. a crian1a da linha de 'osme e . . !joelhado.Pai Nui6 tirava ba oradas de seu cachimbo e o Pai Hoaquim de !ngola tinha entre os dedos um cigarro de palha. sempre ressaltando a liberdade. . o Pai ManecoP !lto e orte. 1G1 . enquanto as l*grimas corriam em minha ace. at( que ela terminou. #u estava realmente na aruanda.1G1 Nembrei3me do Hoão @oiadeiro no terreiro. 3 #sta esta ( em tua homenagem. era alegre e descontra)do. o c(u dos esp)ritos da Umbanda.i6ia. iniciou uma conversa1ão. $omos subindo a ladeira de terra. desaparecendo imediatamente. o amor pela nature6a. mestre e amigo. $a6ia trabalhos maravilhosos. % agradeci. os campos e os rios. e quando isto acontecia.e mãos dadas com o Pai Maneco estava uma crian1a.Hoão @oiadeiro te deu a liberdade. mas o brilho dos seus olhos iluminaram minha alma.amião. 5ão consegui controlar minha emo1ão. #sclareceu o Pai Maneco. 'onsegui balbuciar. a lua. mas não admitia ser desrespeitado. com os cabelos brancos e o rosto vincado. $oi quando o Pai Maneco. #stou muito emocionado em poder alar consigo. ! mim compete de dar a conscienti6a1ão. 3 !qui te dei/o com o teu protetor. $alou o @oiadeiro. 2amos adiante. onde come1ava linda campina. 'ostumava di6er que ningu(m pode ser eli6 sem a ter liberdade. tenho patrão. 'ontava passagens de sua vida. #ra o Hoão6inho da Praia. mas quem manda em mim ( o sol. 2ivia no sul do @rasil. beijei suas mãos. com os cabelos raspados. percebendo o meu estado emocional. o Pai Hoaquim e o Pai Nui6 vão se encarregar de te a6er mais humilde. Um deles se levantou e veio em nossa dire1ão. tamb(m negra. o vento. e pude ver direito quem ele era. as cal1as brancas e dobradas na bainha. quando percebi sua camisa a6ul clara. 5ão conseguia en/ergar direito. 3 Muito obrigado. icava violento e irritado. "ão meigos e demonstravam serem muito bondosos. -s outros dois j* tinham se levantado do banco.

3 Meu amigo. . mas iquei quieto. -s lugares eram longe. !lguns eram esquisitos. montado em um cavalo negro. perguntei ao Pai Maneco. sem cansa1o ou marca do tempo. Uma imensa mata estava 4 nossa rente. que bom voc0 estar aqui. o meu amigo 'igano Koisler. desmontou e parou na minha rente. 5ão o encontrava dentre eles. 2ia pequenas criaturas correrem de um lado para outro. com um colete preto todo en eitado. 3 . $iquei con uso. Procurava ansioso. #stava encantado com a alegria do povo cigano. 'laro. #u não alava nada. os guardas dos reis. 5asceu na Tungria. #/clamou. sem r(deas nem selas. 5ão estava entendendo nada. 3 "ão animais? 3 "ão os elementais. e por l* peregrinava. em apurado galope.i6ia não entender porque era perseguido pela guarda real. embora contra a minha vontade e a do cigano. juntamente com os viol8es e os pandeiros. pro issão que e/ercia com grande orgulho. 2i dois )ndios. com os cabelos grisalhos. esvoa1ando. #ra deslumbrante e misteriosa. #nquanto caminh*vamos. H* não sentia ter morrido. Parando seu corcel.'igano Koisler gostava de contar estórias.Pai Maneco tratou de me tirar dali. o Pai Maneco esclareceu. 2ou roubar um cavalo de algu(m para podermos correr juntos nesta campina m*gica.'igano oi a respons*vel pela harmonia da tua am)lia. "ão especialistas em tra6er a elicidade para voc0s. estava cada ve6 mais vivo e esperto. #les pararam de dan1ar. principalmente relacionadas com roubos de cavalos. ! roda dos ciganos oi abrindo e deu para deslumbrar. mas a dist. "orriu e me abra1ou. . $oram gerados pela or1a da 5ature6a. nem perguntei quem eram. . sempre ugindo de seus inimigos. 5ós quatro icamos no meio da dan1a e da m+sica. Mntrigado.'aboclo da 'achoeira j* não mostrava o seu caracter)stico rosto sisudo e vincado. % e/plicou. mas agradecido dei/ava transparecer minha surpresa.ncia parecia curta. que habitam as matas. 3 . dando3me um orte abra1o.'aboclo da 'achoeira e o 'aboclo Hunco 2erdeP #/clamei. e os violinos silenciaram. . &rajava roupas discretas. o competente che e de tribo. #stava ainda muito embevecido com aquela situa1ão. eu órico. 5ós and*vamos sem cansar.1G= $iquei sem entender. "ão seres que nunca tiveram uma encarna1ão terrena. todos calados. seu avA e todos os seus ancestrais eram ladr8es de cavalos. o 'igano Koisler. ao contr*rio. pr)ncipes ou nobres. com a cabe1a e os dois bra1os para cima. vindo do meio da campina. $icamos observando. 1G= . Pareciam serem pessoas anãs. uma ve6 que seu pai. sem nada di6er. os duendes.

3 9ue pena. só podia ser o 'aboclo Hunco 2erde. . #u sabia que ele viria. com cabelos longos. 'orpo enorme. "em nada perguntar. Meu amargo cora1ão aumentava cada ve6 mais a m*goa que carregava. 9uando descia no terreiro.ncia da cor verde. Mo1o. 5a verdade vinha lhe contar que ia sair da casa dos meus pais para viver so6inho. rigorosamente. 3 #u era revoltado e não gostava dos meus semelhantes. 3 LaA Labecille. Por v*rias mensagens dei/a claro ter vivido antes da invasão no @rasil. e era capa6 de subir durante a gira. #ra desajeitado mas tinha um humor que a todos contagiava.senhor veio me tra6er a alegria. ! solidão oi minha companheira. -uvi uma vo6 atr*s de mim. a6er seus consulentes elevarem suas vibra18es positivas. "eu cocar era de 1GB . !inda abra1ado com ele. demonstrando ir embora. cabelo curto. $alou. se apresentava com idade madura. marca dos che es. como poucos. olhou i/amente para o rapa6 4 sua rente e perguntou3lhe o que queria.'aboclo !:uan..escobri que ningu(m pode viver so6inho. #ra muito ligado com o 'aboclo S $lechas e o 'aboclo &upinamb*. 3 5ada meu pai. Minha casa icava * margem de um bonito rio. 5ós ainda vamos nos ver. tudo que me estava acontecendo. 5o terreiro. Meus pensamentos giravam só pelas coisas que tinha dei/ado para tr*s. . . embora tenha um corpo esguio. pois desconhecia o espelho. #ra intransigente e embora aparentasse mau humor. 3 "em a alegria. &erminando a história.. #ra demais para mim. 3 "alve meu Pai. se não lhe dispensassem respeito. 2i um outro )ndio sair da mata. pai3de3santoP 'laro. o 'aboclo da 'achoeira oi contando sua vida. 2i seu cocar longo. tinha um cora1ão imenso. a vibra1ão do lugar icava intensa. ! Magia da UmbandaP $alei ao Pai Maneco. $oi o cl)ma/ da minha emo1ão.'aboclo da 'achoeira demonstra ter idade avan1ada. "a) da tribo e ui viver so6inho. capa6 de se emocionar diante alguma triste6a dos seus ilhos da terra. 9uem se isola não consegue colher bons pensamentos. e o saiote com a domin. 'erta ve6 uma pessoa sentou3se 4 sua rente. 5ão dava para cuidar de tudo ao mesmo tempo. 'umpria todo o ritual da Umbanda. "abia. corpulento. seu senso de justi1a era dominante. 5ão pude agradecer ainda a linda mensagem que dei/ou na terra. não e/iste o amor. 3 -:0 -d0. de seu honroso pai -/óssi. com invej*vel )sico. consegui dei/ar escapar um cumprimento. . ca)dos sobre os ombros. C um legitimo representante da linha de XangA.1GB "eu orte abra1o elevou o meu esp)rito.

levantou os bra1os como todo poderoso guerreiro. ouvi uma vo6 irme. 7pre iro morrer vivo. $oi quando me vi na beira de um pro undo buraco. H* não era n)tida a ilumina1ão. a causa de seu desencarne em pleno campo de utebol. 3 'hega de sonhosP 2olte 4 terra. 3 #/u &ranca Ruas das !lmas. gostei de morrer e ao mesmo tempo de estar vivo. mostrando bel)ssimos cabelos castanhos e cacheados. Meu corpo tremia inteiro. inquei os p(s no chão. 9uero icar aqui com voc0s. !o receber do seu m(dico orienta18es para cuidar da sua sa+de. Minha cabe1a 6oava e minhas pernas bambeavam. 3 "ou o teu equil)brio. 3 #st* esquecendo a tua am)lia? 2olte ao corpo e v* terminar a tua missão. di6endo. e6 sua *guia voar. !quilo me abalou. 'omecei a entrar em p. dei/ou escapar uma rase. estou eli6 por estar vivo. 5ão iria obedecer quem não conhe1o. !lto e orte. !presentava s(rias les8es em seu cora1ão. olhos a6uis que mudava *s ve6es para o acin6entados. 5ão obedeci. empres*rio e presidente de v*rios clubes sociais. !cordei.1GJ penas brancas e vermelhas. 3 !ntes quero ver voc0. vou mergulhar no in erno? !ntes que isso acontecesse. Mas. do que viver mortoP7 1GJ . ele apareceu. <arbosamente parou na minha rente. vestindo uma camisa de seda branca. anunciando minha chegada. buscando a liberdade pela morte? . que anima o corpo )sico. emitindo um som orte e poderoso. "ou um ogum teimoso.Ho re 'abral e "ilva oi um advogado. por outro lado. com as cal1as pretas. 5ão me dei por vencido. 'ontinuo contraditório. Mas não ser* isso que nos acontece? ! vida não ( uma passagem reparadora do esp)rito. quando assistia um jogo de seu clube. determinado a discutir e brigar com esse estranho. o #/u &ranca Ruas das !lmas. tra6endo em uma das mãos uma lan1a e no bra1o direito uma *guia. "er* que depois de toda essa bele6a que assisti. Recuperando meu estado nervoso. que escolhi para encerrar minha história.nico. e/ibindo os sapatos inos. pois estava gostando do mundo paralelo. não quero mais voltar para a terra. "entenciou. 3 -gunh0P % gritou. 9ue penaP 5ão queria voltar. a6endo ecoar por toda mata o cumprimento de -gum. e ningu(m estava ao meu lado. de verni6.

1GO PREFÁCIO MAGIA DA UM7ANDA QUEM SOU EU? PRIMEIRA PARTE CAPITULO I E CAPITULO 2E CAPITULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPITULO 9:E CAPITULO 99 CAPITULO 92E TUDO COMEÇOU INÍCIO COMO PERDI O MEDO GRUPO KARDECISTA REENCARNAÇ1O SON3O SESS5O DO COPO O7SESS1O TROCA DE ENERGIA CRIANDO A L.GICA NEM TUDO < MAGIA TRANSFORMAÇ1O SEGUNDA PARTE CAPITULO 9E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 3E CAPÍTULO 4E CAPÍTULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPÍTULO 9:E CAPITULO 99E CAPITULO 92E CAPITULO 93E CAPITULO 94E CAPITULO 90E CAPITULO92E CAPITULO 94F CAPITULO 96F CAPITULO 98E CAPÍTULO 2:E CAPITULO 29E CAPÍTULO 22E CAPITULO 23E CAPITULO 24E CAPÍTULO 20E CAPITULO 22 E CAPITULO 24E CAPITULO 26E CAPITULO 28E CAPÍTULO 3:E CAPÍTULO 39E CAPITULO 32E CAPITULO 33E CAPITULO 34E CAPITULO 30E CAPÍTULO 32E A UM7ANDA SE DEUS ME DESSE=== A DANÇA DIFERENÇAS O ESPEL3O TERCEIRA ENERGIA INCORPORAÇ>ES O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO MIN3A DECIS1O A FRUTA SOU UM PAI?DE?SANTO PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACI DE AOLTA CA7OCLO AKUAN DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM AN@O DA GUARDA CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN EAOLUIR PELA CIBNCIA ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS DUAIDAS DOS MEDIUNS NOME DOS ESPÍRITOS CONAERSA COM PAI?DE?SANTO A F< DA CARMEM SILAIA CRIANDO MONSTROS MAC3ISMO NA UM7ANDA PROAA INCONTESTÁAEL UMA OFERTA AO ESPÍRITO OS ANIMAIS TBM ALMA? SINAL DA AELA MAGIA DAS AELAS O ANGOLANO PAI MANECO A DOR N1O TEM PAR5METRO O PAI MANECO E O RELOGIO ENERGIA PURA AS CRIANÇAS NA UM7ANDA TERCEIRA PARTE CAPITULO 9E CAPITULO 2 E CAPÍTULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 4E QUARTA PARTE CAPITULO 9 CAPITULO 2 E TERREIRO ENCERRAMENTO QUIM7ANDA O NOME TRANCA?RUAS UM CASO QUE N1O < PARA EDU CONSULTAS DOS EDUS ESPÍRITO N1O 7RINCA O FONSECA O MONTE DOS DROGADOS 1GO .

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