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GRIFOS DO PASSADO

NOTA DO AUTOR

Resolvi escrever um livro sobre a minha religião, a Umbanda. Mas para quem o dirijo? Para os entendidos, aos neó itos, ou aos iniciantes? !os membros da minha corrente da "ociedade #spiritualista #dmundo Rodrigues $erro % o &erreiro do Pai Maneco ou aos espiritualistas? ! quem? 'omo ( di )cil escrever um livro, considerando que no pre *cio j* estou em d+vida. Resolvi, vou escrever para mim e para quem quiser ler, seja ele quem or. tema j* escolhi, só alta o estilo. .evo alar dos ori/*s, das linhas, das correspond0ncias, dos n+meros de esp)ritos e/istentes, do bem e do mal, do grande engano do e/u sórdido, ou do e/u bom e correto que conhe1o? 2ou descrever a imagin*ria e complicada Umbanda esot(rica, ou a Umbanda que pratico e amo? - que devo escrever sobre as correspond0ncias entre as v*rias alanges, das linhas da Umbanda pregadas pelos autores, a do ori/* maior e ori/* menor, alanges superiores e sub3 alanges? -u devo me limitar aos undamentos da Umbanda simples praticada pelo povo? 2ou me dirigir 4 elite ou 4 massa? 5ão posso me contradi6er, se vou escrever para mim, tenho que me dirigir a quem perten1o e gosto, 4s massas. "entado no computador, criei uma tecla imagin*ria, 7deletar o que os outros di6em7. 5ão hesitei, acionando este adequado recurso. "ó vou depender de mim, e da minha cumplicidade com os esp)ritos. 'onto minha vida espiritual, do meu jeito, as coisas tristes e as alegres, alo muito das entidades com quem trabalho e por isso as conhe1o. "uas histórias, comportamentos e atua18es são iguais 4s de todas as outras entidades. 9uando eu mencionar o nome do 'aboclo !:uan, entendam qualquer caboclo dirigente de trabalho, e quando mencionar o do Pai Maneco, alo de todos os pretos3velho que trabalham na Umbanda. 'ada esp)rito que mencionar, troque o nome pelo de sua entidade, e tenha certe6a, ele ser* igual. #stou contando, desde minha in ;ncia, a passagem na linha :ardecista, at( ser eito pai3de3santo na Umbanda. # conto com idelidade os meus sentimentos e o que os esp)ritos me ensinaram. 9ue -/al* nos !be1oe $ernando M. <uimarães

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PREFÁCIO Redigir o pre *cio de um livro gera imenso pra6er ao mesmo tempo em que e/ige uma grande dose de responsabilidade. 9uando o assunto em pauta nos ( amiliar, esta tare a ( ainda mais *rdua, pois não temos um olhar su icientemente neutro para uma abordagem objetiva. 5ada , por(m, ( tão grati icante quanto compartilhar uma pai/ão e, lisonjeada, tento me colocar 4 altura de tal empreendimento. #ste livro nasceu de um grande amor pela religião escolhida> ( um depoimento genu)no de $ernando <uimarães, cuja amiliaridade com o mundo das letras vem da in ;ncia, e cujo apre1o pela espiritualidade ( amplamente reconhecido. <ri os do Passado vem suprir uma lacuna, organi6ando os princ)pios seguidos no &erreiro do Pai Maneco de modo claro e inequ)voco. #scrito numa linguagem coloquial e sem os e/cessos de did*tica que poderiam tornar a leitura en adonha, o livro ( ormado por pequenos contos, numa seq?0ncia din;mica de e/peri0ncias que envolvem, ensinam e, muitas ve6es, divertem. .evemos pontuar, entretanto, que a intencional acilidade da leitura, condu6ida com sabedoria pelo autor, comporta conceitos ilosó icos de uma pro undidade )mpar. !o leitor atento, que sonhou com um livro simples, por(m pro undo, que ale da necessidade da ousadia sem perder de vista a import;ncia da disciplina, aqui est*, inalmente, uma li1ão de vida, as histórias de Pai $ernando de -gum, nosso querido @abalaA. 'ristina Mendes

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QUEM SOU EU? 'omo sempre a1o, iquei parado na rente do cong* em busca de uma inspira1ão para dar in)cio a mais uma gira de Umbanda. C o momento da minha re le/ão, em que limpo todas as minhas ma6elas materiais. 'omecei pedindo perdão pelos meus erros do dia, quando me lembrei das palavras do Pai Maneco, 7perdão não se pede, conquista3se...7 Meu pensamento oi longe. &enho tantos pecados. "er* que um dia poderei merecer a alegria de ver conquistado o perdão de todos os meus erros? - &erreiro de Umbanda Pai Maneco abriga mais de tre6entos m(diuns, al(m de reunir, em suas giras quatrocentas pessoas na assist0ncia. &em sede própria, arrojada constru1ão e ótima locali6a1ão. #u sou o pai3de3santo, o dirigente, aquele que est* sempre com a +ltima palavra. ! m+sica ( re inada, atraindo alguns m+sicos pro issionais, o que torna nossas giras um encontro cultural. 2*rios pontos cantados nasceram dentro do terreiro. C grande, com bom conceito, e muitas pessoas v0m de longe só para serem atendidas com uma consulta. ! casa tem r)gidos princ)pios morais e ilosó icos. 'onsidero3me um pai3de3santo pol0mico, com teorias inovadoras, 4s ve6es contr*rias 4 pr*tica comum da Umbanda, mas, parado/almente, sou preso 4 história. 5ão ujo da tradi1ão da Umbanda no @rasil. C a nossa religião, a +nica brasileira, o iciali6ada por D(lio de Moraes em 1EFG no Rio de Haneiro. 5ão quero incorrer no erro de enterrar comigo a e/peri0ncia de uma vida. 9uando os jovens me pedem a indica1ão de livros que ensinam a Umbanda, não sei o que di6er. !s obras não são claras, e estão al(m da compreensão popular, talve6 por não serem psicogra adas, mas escritas dentro dos conceitos de cada autor, quase sempre divergentes. 5ão vou ugir 4 regra, mas estou convicto que meus conhecimentos oram transmitidos pelas entidades. -uso me antasiar de escritor, mas quando me or, terei dei/ado impressa minha história, aquela que norteia minha vida, com a ressalva de que hoje o que creio e ensino poder* amanhã ser modi icado perante o surgimento de verdades mais verdadeiras. Is ve6es me pergunto, quem sou eu? "ou ainda aquele menino medroso, talve6 o entusiasmado :ardecista contra rituais, ou o j* velho pai3de3santo, cheio de ( e e/peri0ncia? "erei uma mistura de tudo? Hoguei ora minha inoc0ncia, meus medos, minha arrog;ncia, minha humildade, meu ódio ou meu amor? <osto de modi icar, por ser inovador, ou gosto de ser pol0mico, para ser incomum? "ou bom, ou sou ruim? ! inal, quem sou eu? 5ingu(m pode saber, apenas eu mesmo, sou um velho cheio de juventude, uma pessoa alegre cheia de triste6as, uma mistura do bom e do ruim. $iltro o que ou1o, para não me con undir, e olho tudo para aprender. 5ão julgo ningu(m, e não ligo se me julgarem. ! cr)tica ou o elogio não me a etam. <osto de amar, mas não ligo se não me amarem. #u sou um homem humilde e um vaidoso pai3de3santo, em busca da liberdade, a +nica coisa que ainda não conhe1o... Rememoro minha in ;ncia, come1o desta história.

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!ssustado. #ntrei em desespero e. estava uma menina. N)vido. neguei o ósculo.vestido parecia de veludo e seus louros cabelos eram cacheados.ncia. de tanto que me impressionou. não era meu pai. &alve6 esta seja a mais remota imagem que me recordo. o esp)rito cigano com o qual trabalho. no momento de echar o cai/ão. @rincava. para adotar o de Koisler Lotich:a. balan1ando in antilmente suas pernas. #u. . olhei para ele. o )sico e o espiritual. "a) pela porta dos undos que dava para o antigo quintal e. neste quarto. "a)mos em disparada. #ra um de unto. o Nevorato. "ua mani esta1ão di ere bastante. $oi ali. brinc*vamos e t)nhamos nossas coisas. olhando3me i/amente. "uas roupas não eram daquela (poca. 'oincidentemente. não sei. Pela primeira ve6 o vi sem as sardas. corri para dentro da casa. junto com um amigo. outra ve6 o medo. segundo contam meus amiliares. os ilhos beijarem sua ace. !quele homem.medo. quando. 5o meu caso. de dois andares. e um dos quartos era o lugar onde nós.J PRIMEIRA PARTE CAPITULO I TUDO COMEÇOU ! mediunidade ( a sensibilidade de perceber e ouvir os esp)ritos. da clarivid0ncia e a capacidade de incorporar esp)ritos e outras tantas ormas que impressionam nossos sentidos. #la não tem data para se mani estar. Meu amigo. $iquei meses sem entrar no maldito e assombrado quarto. crian1as. gelado e assustador. com meia3cal1a. no estilo da pintura cl*ssica do s(culo passado. &inha uns tr0s anos de idade. repentinamente ele estremeceu por inteiro. j* que ui perseguido por ele em toda minha in . #ra tradi1ão na (poca. chocavam pelas enormes listas pretas e brancas. da audi1ão. &odos nós a possu)mos em maior ou menor intensidade. Mas se ( Lotich:a. 9uem a desenvolve. e/ceto na minha apavorada memória. dependendo de nossas observa18es e dedica1ão ao seu desenvolvimento. no pomposo cai/ão. J . tendo os m(diuns a caracter)stica da intui1ão. Por que a6em isso com as crian1as? 'resci atormentado com este remorso. 5ada icou registrado. serve de intermedi*rio aos mundos paralelos. chorando. cheia de bonitos vidros de per umes. recusava o nome de batismo. # não havia como modi ic*3lo. parecia petri icado. era ruivo e sardento. escondido. e/atamente ali. ou talve6 menos. 5o undo da minha casa havia uma constru1ão de madeira. da vid0ncia. que o medo do sobrenatural come1ou a tomar conta de mim. $oi quando os vidros come1aram a voar contra as paredes. me aterrori6ava. 5unca me acovardei diante de nada e de ningu(m. quando deu seu nome. 9uando comecei a balbuciar minhas primeiras palavras. olhando3me e esbo1ando um largo sorriso. Mas do espirito? #le era algu(m? 9uando tinha on6e anos meu pai morreu. mani estou3se cedo. disse chamar3se Koisler. . sentada em cima do muro. Mmprovisei uma arm*cia de mentira. embora ningu(m tivesse percebido.

Hurei nunca mais pisar naquele lugar. a6ia ca1oada e o chamava de an*tico louco. Meu sócio e eu escrev)amos. tudo arra e nenhum compromisso s(rio. um vem provar para o outro. eu. . e o antasma do medo voltou. quis atender a estranha velha. quando um de nós morrer. Procurei a6er em mim mesmo uma lavagem cerebral. vou a6er uma sessão e pedir para que algum esp)rito v* te provar que ele e/iste. que. esp)rito não e/iste. que o esp)rito realmente sobrevive 4 morte. . e o ambiente das corridas era onde convivia.egante. suma da cidade porque vou te cobrir de pau. 3 5ão 3 retrucou o . bem penteado e lambido. meu sócio entrou no carro e partiu rapidamente. 3 &e aviso 3 respondi seco e irme. nem para cobrar o an+ncio. logo que chegamos 4 casa. pensei. 'omo toda revista vive de propaganda. e quando me preparava para descer o vidro.medo continuava meu parceiro. terno impec*vel e gravata borboleta. cuid*vamos da reda1ão. chamada 7"tar7. segundo disse a dona do lupanar. #stranhei a igura. #nquanto ele ardorosamente tentava me convencer da e/ist0ncia do sobrenatural. percebi movimento de policiais dando as amosas batidas. embora com apenas quin6e anos de idade. um amigo que a6ia parte de um centro esp)rita. nome antasia por nós escolhido. Pela minha idade achei prudente não me e/por aos policiais e permaneci dentro do carro. vi uma velha. Paguei a conta e ui embora. ajud*vamos na pagina1ão e impressão. discutia sobre esp)ritos com o . muito embora eu corresse v*rias ben6edeiras e sortistas. enquanto me contava assustado a causa do reboli1o das mundanas. 2oltando o olhar. oi mãe de uma daquelas mulheres e assombrava a casa. jóqueis e cavalari1os. tomando um u)sque em casa noturna. !ssim oi minha adolesc0ncia. na tentativa de a astar esse terr)vel inimigo. 'hegando em casa hoje mesmo. mas ela havia desaparecido. 3 . se aparecer algum esp)rito na minha casa. para encobrir o amoso bordel da (poca. minha aten1ão oi desviada para grande movimenta1ão das mulheres que trabalhavam na casa. al(m de angariarmos os an+ncios e ainda cobr*3los. entre os treinadores. bordel só abre 4 noite.O !pesar de ter apenas tre6e anos. -s cavalos me ascinavam. 'laro.ilson. -uvi algu(m bater no vidro da janela. uma p*gina nobre divulgava a e/ist0ncia de chique casa de pra6eres. Pensei um pouco. . 5ão entendendo nada. com desmaios.medo não me largava. em troca. cabelos brancos e roupas esquisitas. bastante contrariado. cheia de barulhos estranhos. vis8es e sonhos assustadores. onde dominava a cor verde garra a. # na data predeterminada para o pagamento do an+ncio. #ra assim. ( que tinha aparecido o esp)rito da velha de verde. gritos e correrias. vamos combinar. assombrou a casa e a mim. era um dos sócios de uma quase alida revista especiali6ada em tur e. - O .ilson. @em. o medo.ilson. e prontoP C tudo bobagemP 'om os cabelos cheios de brilhantina.

! igreja era lugar onde ia namorar a Redda. Resolvi me entregar. li alguns cap)tulos do meu herói. ou seja l* o que osse. disse que ia aparecer para voc0. enquanto esperava.esapareceu o livro. quando terminei a leitura do amoso livro do mestre !llan Lardec. o . 9uase ui 4 loucura. . em um acidente automobil)stico. !chei demais. principalmente os b*sicos do !llan Lardec. tornei3me adepto do espiritismo. H* queria ir a missa só para ouvir o padre alar das bobagens do espiritismo.e ato. pela segunda ve6. ele desapareceu. e63me tomar uma decisão. provando ser tudo uma antasia do homem e o que parecia ser sobrenatural. ca1oei. 'omprei o terceiro. mas teimoso como sou. Mas num daqueles domingos um padre novo na igreja e6 um sermão que me ascinou. ritual que a6ia diariamente. sem eu saber do que. . não sei porque. . na sessão. # a velha ainda estava l*. 'on esso que. pronta para ser enterrada. suava bastante. Q . uma tia muito querida. #le di6ia que o espiritismo era uma mentira. comprei o mesmo livro. #la recomendou eu ler alguns livros esp)ritas. #scondi3me embai/o das cobertas.e manhã. e que não iria ler nenhum livro esp)rita. admitindo e/istir o esp)rito e sua mani esta1ão na mat(ria. $iquei entusiasmado. arrisquei mais um olhar. as batidas do sininho do sacristão anunciando o inal da missa. $iquei intrigado. #stava di erente da +ltima ve6 que a vi. em cima das roupas estavam os tr0s livros misteriosamente desaparecidos. #/pliquei a ela que eu era ã dos livros policiais do "hell "cott. #ntreguei3me e comprei o Nivro dos #sp)ritos. e at( hoje vivo. encontrei a . #ra coincid0ncia demais. 9uis acreditar ter sido um pesadelo. #stava perdendo o medo. #la tinha ido embora. com quem me casei. $iquei seu ã. com um ramo de lores no bra1o. Is ve6es arriscava olhar. dormi de lu6 acesa e pedia a .eus a6er o . 5o dia seguinte. &ua avó. . 4 noite. ine/plicavelmente. mas nenhum esp)rito. &odos re6avam e eu apenas imitava seus gestos.ilson esquecer nosso trato.Q ! atalidade ( madrasta. ao abrir a gaveta do arm*rio onde guardava minhas camisas. sempre tinha uma e/plica1ão lógica e bem natural. # contava histórias. ao acordar. no cai/ão. como de h*bito. me aria desistir de ler o que eu queria. o cora1ão bateu mais depressa e o medo voltou com toda or1a.ag. tenho um recado. numa invej*vel parceria de amor e respeito. 'on essei minha disposi1ão 4 . cheia de mist(rio 3 $ernando. sorrindo docemente para mim. o livro tinha sumido da mesinha de cabeceira. Um rio percorreu minha espinha. . ansioso. esp)rita convicta e req?entadora de sess8es medi+nicas. por absoluto desconhecimento do ritual católico. e pela terceira ve6. &ive um in)cio na religião. 9uando percebi a lu6 do sol. acordei e vi no canto do meu quarto a minha avó. Meses depois. Repetiu3se o enAmeno.ag.esp)rito jamais poderia se mani estar na mat(ria.ilson. durante muito tempo. $alou. 3 ! e/peri0ncia ser* o meu aprendi6ado. sorrindo. #ntrei em desespero. perdeu sua jovem vida. Passei a ser menos radical. e por ser noite quente. ! insist0ncia dos enAmenos na minha vida cotidiana. Ni 4 noite.ias depois. $oi quando. em p(. numa madrugada.

Uma senhora pediu ao esp)rito incorporado ajuda para ela alugar uma casa de sua propriedade. o Kaldemar $oester. !chei bonita a orma carinhosa do esp)rito conversar comigo. 3 disse 4 ansiosa mulher. !pós as prepara18es e concentra18es. ! telepatia era minha pr*tica pre erida. e a ben6eu com a ponta dos velhos dedos do m(dium. .a) a req?entar rodas e reuni8es de paranormais. e andando como um velhinho. como echar uma janela. com toda a vontade. outros de canoa. osse atrav(s do jogo de cartas at( a imposi1ão de minha vontade sobre as pessoas atrav(s do pensamento. oi um passo. #u. ! entidade pediu a chave da casa que ela queria alugar. !lugar uma casa? C para isso que descem as entidades? "er* esta a tão alada caridade espiritual? #nquanto remo)a meus pensamentos. emitindo alguns sons estranhos.ivertia3me. 3Meu ilho. corria onde podia. mostrando aos outros. a inal ia participar. que determinada pessoa i6esse algo. <ostava de captar o pensamento das pessoas. l* atr*s. meu ilho. mas nada acrescentou ao meu julgamento. Mas saiba. observava atentamente. S . Uns vão andando a p(. atr*s do enAmeno. outros com essas m*quinas de voc0s. sentir e ter contato com as entidades. voc0 est* vendo coisas estranhas. Mas no im. minha ilha.véio vai imbora. Is ve6es desejava. projetando um desejo sobre outra pessoa. Percebi ser uma verdade incontest*vel o dom)nio do pensamento. na sala escura. 9ueria ver. #stava e/citado. ele incorporou. . de uma reunião com os mortos. est* o lugar onde todos devem chegar. sair a)sca quando passava o pente varias ve6es no cabelo e o encostava na minha mão. pela primeira ve6. Meu vi6inho. e deseja a tudo mecês muito amor e pa6. 3 . que cada um viaja como pode. 3 2ai dar tudo certo. !chei estranho aquele pedido. ui interpelado pelo esp)rito. !s pessoas o tratavam com muito respeito e carinho. Passei a prestar aten1ão nas m)nimas ocorr0ncias que pudessem ser imput*veis 4s or1as não esclarecidas pela ci0ncia comum. e isto acontecia.S CAPITULO 2 INÍCIO !ceitando o espiritismo como verdade. #le me convidou para ir assisti em sua casa uma sessão esp)rita. era um homem de idade madura e reconhecidamente um m(dium receptivo. meus ilhos. Msto só iria entender anos depois. sentou3se no meio da sala.

#le pregava a e/ist0ncia de vida no planeta Marte. muito apreciada pelo p+blico do ramo. aguardando a continuidade da conversa1ão. # oi assim que assisti a primeira incorpora1ão de um esp)rito em um m(dium. $ernando. o . Mnteressei3me pelo assunto. descobrindo len1óis de *gua. !mbos. G . .ilsonP vim cumprir o nosso combinado. tanto que escreveu v*rias obras esp)ritas e psicogra adas pelo esp)rito do Mestre Ramatis. ainda na barriga das mães.esp)rito e/isteP % in ormou. !chava ótimo. at( hoje seu presidente. 9uando podia. que antecipa o se/o dos etos. tanto o Kaldemar $oester como o Tercilio Maes. .pólo negativo e o positivo eram sinali6ados atrav(s do p0ndulo por mim improvisado com a minha alian1a de ouro amarrada em um io de cabelo. demonstrando muita calma e pa6 interior. ! inal j* tinha vinte e um anos de idade. Mas as antigas e/peri0ncias me levaram a crer nesta positiva ci0ncia dos p0ndulos.medo ainda era meu insepar*vel companheiro. Nevei um susto. oram admir*veis mestres que me iniciaram no espiritismo. . Pai Hoaquim. H* conhecia o Tercilio Maes. $iquei com medo. um dos esp)ritos mani estantes incorporou no Mauri e alou.Tercilio receitava homeopatia atrav(s da radiestesia. pai de um robusto menino. andava com uma orquilha de aroeira ou pessegueiro na mão. mas j* não era tanto. $iquei ansioso. . $a6ia trans igura18es. a modernidade da ecogra ia. muito embora não tenha isso a m)nima import.ncia na minha vida pessoal. # descobria. H* h* alguns anos dei/ei de a6er os testes por tr0s ortes motivos. era um homem casado.isse. #ntrei no grupo esp)rita dirigido pelo Mauri Rodrigues. quase sempre amiliares dos presentes.Mauri icava na rente da assist0ncia incorporando v*rios esp)ritos. 5uma delas. #stou aguardando ainda as pesquisas espaciais para con erir. 3$ernando. Praticamente outra dimensão. como todos di6em?3 pensava comigo. perdi a alian1a e não tenho mais cabelos. . undador da "ociedade @rasileira de #studos #sp)ritas. disse a esposa do Kaldemar.G 3Muito obrigado. a entidade. Pai Hoaquim? 5ão deveria ser irmão Hoaquim. mat(ria de uma de suas obras. dotado de uma simpatia irradiante e convicto das coisas que ensinava. Passei a revelar o se/o dos beb0s. moldagem de mãos em para ina derretida e materiali6a18es dos esp)ritos. &rans igura1ão era um tipo de trabalho muito interessante. um e/traordin*rio m(dium. #le di6ia que em Marte a vida era di erente da nossa. como vai? . 3"ou eu. $iquei pronto para participar ativamente das sess8es esp)ritas. 'onsidero o Mauri o m(dium de e eitos )sicos mais e/traordin*rio que conheci.

mas amorosamente.. E .E 5ão deu para segurar. empolgado. 3 !inda bem que minhas preces oram atendidas e voc0 demorou para a6er isso.. desaba ei. Mndelicada. sei l* o que mais. admirado. $iquei emocionado.

onde estava a cabina de materiali6a1ão. !pós o auditório havia outra sala. com dois andares. consequentemente. echou a porta e oi para o auditório. o qual deveria ser e/pelido por um trabalho de materiali6a1ão.1F CAPITULO 3 COMO PERDI O MEDO . na parte dos undos. cheios de a tas.urante um trabalho de materiali6a1ão. $iquei nervoso pois estava so6inho no quarto escuro. 5ão tenha medo. o que acalmaria as inconveni0ncias causadas pela sua mediunidade. semelhante a um len1ol branco. eles oram maravilhosos e dei/aram marcas inesquec)veis na minha jornada dentro do espiritismo. $echamos todas as janelas e as vedamos com um pano preto para haver absoluta escuridão. com uma cama. &rabalhava normalmente nos meus a a6eres pro issionais. "ente3se na cama. ! lenda do len1ol que cobre o antasma nasceu com a materiali6a1ão do rosto do esp)rito. apagou a lu6. "eu quarto era simples. MaurU Rodrigues da 'ru6 ( um deles. e ique aguardando. o quarto do MaurU. embora impressionantes.esp)rito se materiali6a. ou apenas um rosto ou outro membro qualquer.cara ( loucoP . cercada por grossa cortina de veludo escuro. C quando ele toma orma densa. ou seja.que estou a6endo aqui? . $omos ao centro esp)rita. independente de vid0ncia medi+nica. segundo e/plicou. era o e/cesso de ectoplasma que acumulava em seu corpo. cAmodo e um guarda3roupas.enAmeno da materiali6a1ão do esp)rito. do corpo inteiro. . entidade diretora dos trabalhos de e eitos )sicos. $oi nele que iniciamos o trabalho. -uvi os seus passos caminhando pesadamente no piso levando o MaurU.que amparava meu medo era que o MaurU estava comigo.que pensa que sou? Meus pensamentos estavam 1F . vis)vel a qualquer um. ica envolvido na densidade do ectoplasma. carinhosamente. Pediu3me para ajud*3lo a a6er um trabalho imediatamente. "ua doen1a. uma ante3sala e inalmente. irmão $ernando % cumprimentou. 'om a lu6 acesa incorporou o esp)rito do irmão !ntonio <rim. . ( a maior prova da sua e/ist0ncia. atrav(s do ectoplasma do m(dium. 3"alve. !ssisti v*rios trabalhos deste tipo reali6ados por esse di erenciado m(dium e. uma con ort*vel poltrona. quando recebi a visita do MaurU. 5a parte da rente icava um auditório. tornando3se mat(ria e. sem nenhuma lu6. Poucos são os paranormais com esta aculdade de produ6ir ectoplasma su iciente para trans ormar uma energia espiritual em mat(ria. 2alha3me HesusP . 2ou levar o m(dium para a cabina da materiali6a18es. $iquei meio descon iado. pois ele % o rosto. Mnteressante que ela pode ser parcial ou total. o m(dium doador do ectoplasma deve icar no escuro. #ra uma casa de madeira.eterminou. #/plicando a necessidade da escuridão absoluta para esse tipo de trabalho. principalmente um deles que elegi como o mais terr)vel e assustador. . pois nunca tinha participado tão diretamente de um trabalho de e eitos )sicos. . "eu rosto estava vermelho e seus l*bios inchados.

"enti seu ba o. esbo1ando leve sorriso. berrei. -uvi algu(m correr pelo quarto de um lado para outro.11 direcionados para esta linha na tentativa talve6 de esconder o medo. acendeu a lu6. Mas não naquele dia. e/alando um cheiro orte e a6edo. com massa corpórea. Pai 5osso. venha depressaP $oi um al)vio. como ainda devoto. $oi quando ouvi um tipo de pequena e/plosão. 2oltou o MaurU sobre o qual descarreguei toda minha ira e custei a perceber que j* não tinha as a tas. perdi totalmente o medo dos esp)ritos. icou com medo? 5unca ui grosseiro com as entidades. Re6ava. Hesus. aquela t)pica alma do outro mundo. abriu a porta .que o senhor acha? 'om a mesma pa6 que chegou. quando passava pela minha rente. Respondi grosseiramente. 5ão em pensamento. ora noutra. . socorroP Um compartimento no segundo andar de uma casa de madeira. #m vo6 alta mesmo. despediu3se.. sei l* de quantos anos. voltando do cAmodo onde oi no in)cio. com assoalho de madeira e paredes tamb(m de madeira. ora numa parede. acilita para se ouvir o esp)rito materiali6ado. . correndo e se atirando. . parou na minha rente.irmão !ntonio <rim.e repente. e se dando ao lu/o ainda. !ntonio <rim.mesmo barulho que ouvi no come1o. H* que Hesus não me ouvia. repetiu3se e o quarto icou silencioso.evotava. olhou3me e perguntou. 11 . $oi uma e/peri0ncia assustadora. $iquei apavorado. 3 . . de assoprar meu rosto e bater em minha cabe1a.. "entou3se ao meu lado na cama. 3Mrmão $ernando. e repetia. 5aquele dia. o meu maior respeito por todas elas.

dedicado estudo do espiritismo e a intera1ão teórica e pr*tica com personalidades reconhecidamente cultas da religião trou/eram3me um bom conhecimento do mundo espiritual. por chegarem a nós atrav(s da palavra de um encarnado. e quando. pela minha própria vontade. e como aprendi a respeitar os sinais dos esp)ritos. não cabendo a nenhuma o rótulo da 2erdade.ivindade. Huntei3me ao novo grupo. 'ada um de nós deve se encai/ar naquela que mais lhe agrada. com a consci0ncia de serem todas imper eitas. todos nós temos necessidade de uma religião. 1= . como e onde ele pode prejudicar ou bene iciar a mediunidade. &enho visto os umbandistas. participei de interessantes trabalhos. !chei o te/to muito simples. !pesar do meu temperamento de não hesitar. todos meus amigos. @usquei o contato atrav(s da psicogra ia. $oi uma mensagem trivial. desde a simples mani esta1ão do esp)rito incorporado. tomando o cuidado com as que ogem dos princ)pios do amor e da caridade. ui buscar o que havia por tr*s dela. 'om l*pis e papel na mesa. e descobri que todos nós sabemos e di6emos que todas as religi8es são boas. a astrologia. iquei em d+vida para dar resposta ao convite. o perisp)rito e o esp)rito.eus ( 2erdade7. a esp)rita. -s praticantes da Umbanda. Minha vontade era ser um espiritualista independente. todas as religi8es são imper eitas. 7entre tantas coisas. não era pro undo e t(cnico> era mais voltado para o sentido pr*tico. a aura. Recolhido em minha sala. a cabala. Meu conhecimento. cores e un18es dos chacras. 5ão me interessava decorar os nomes. onde pude colher esclarecimentos que hoje ormam a minha base como m(dium integrante da Umbanda. saber apreciar a sua bele6a e sentir seu per ume. !cho mais importante que conhecer a parte cient) ica de uma lor. 5ão tinha mais d+vidas que iria continuar trilhando uma religião. Para mim. &ornou3se cristalina a mensagem. aqui no mundo material. sempre atra)do pelo desa io de me con rontar com o desconhecido. no qual iquei vinte e cinco anos. sequiosos de conhecimentos de outras religi8es. buscarem novos aprendi6ados em cultos e ci0ncias di erentes. dei/ei minha mão correr.1= GRUPO KARDECISTA CAPITULO 4 Um novo grupo de trabalho estava se ormando. mas poucos na linha :ardecista. so6inho e pensativo. senti a presen1a de uma entidade amiga. e nunca pela vo6 direta da . a astado de qualquer compromisso religioso. era su iciente saber que a aura ( o conjunto ormado pela mat(ria. como eu e outros tantos. só . o duplo et(reo. a regressão das vidas passadas e outras tantas e/istentes por a). Mnverti o sentido desta rase. at( o entendimento claro da onte e a causa de todos os desequil)brios da mediunidade. #nquanto estive trabalhando com esse grupo. como a t(cnica da proje1ão astral. e eu a6ia parte dos planos dos undadores.

isto para impregnar seu perisp)rito com as energias naturais. essa massa oi se diluindo at( se trans ormar em uma esp(cie de liquido. A)ra ")*a +om "a!() Um homem acometido por uma orte anemia. assisti a trabalhos interessantes. !o contr*rio. $oi surpreendente o resultado. com arrepios e mal estar permanente. sem solu1ão da medicina terrena. de uns vinte anos. na relva +mida. descal1a. e abra1ar uma *rvore. renovando as cargas acumuladas e que não puderam ser descarregadas pelo isolamento da borracha. Mntuitivamente percebemos que o seu perisp)rito estava com uma cor avermelhada. cavalo da Umbanda ( treinado para incorporar o esp)rito enquanto o m(dium :ardecista desperta o seu interior espiritual. intuitivamente. #sta ( a t)pica orma do pensamento materiali6ado no perisp)rito. um m(dium estendia seus dedos contra os do doente.que o a ligia era uma rinite crAnica. um material sabidamente isolante energ(tico. as energias circulavam em seu perispirito. sem renova1ão. parecendo um osso. e terminada a limpe6a de seu perispirito. sugava toda energia de seu corpo )sico. e a da Umbanda e/ercita e ensina a incorpora1ão plena e a manipula1ão dos elementos naturais. 5o caso.ncia no desenvolvimento medi+nico nos terreiros da Umbanda. ! linha :ardecista desperta a sensibilidade )ntima. Recomendei3lhe andar. !trav(s de passes. 5ão devemos esquecer que o semelhante atrai o semelhante. um pensamento negativo. #le oi in ormado por outros m(diuns que estava sendo obsidiado por um esp)rito maligno.1B que tiveram uma passagem no espiritismo tradicional desta linha. 'omo os passes magn(ticos não surtiram os e eitos que prev)amos. E! r($a $!# rromp$'a Uma mo1a vivia tensa. a energia do sangue oi sugada por seu perisp)rito que. Forma p !"am !#o ma# r$a%$&a'a Um rapa6. não havendo nenhuma atua1ão de esp)ritos obsessores. tendo sarado de todo seu mal estar. seu estado estava se agravando. procurou nosso centro. !contecia o seguinte. Pedi para ver a sola de seus sapatos. por sua ve6. apesar de estar tendo toda a assist0ncia m(dica. que em seu nari6 estava locali6ada uma massa. sabem de sua import. desaparecendo completamente. atraindo para si toda a energia do sangue. atrai energias negativas. previamente sacri icado para esse im. - 1B . sempre que poss)vel. tendo ela me a irmado usar sempre este tipo de cal1ado. originada e criada pelo próprio paciente. não apresentava nenhum tipo de rea1ão. 5a passagem :ardecista. . #ram de borracha. ou seja. atrav(s de pensamentos negativos. Percebi. resultado de um anterior e mal sucedido trabalho de magia. mudamos o tratamento. eito com sangue de animal.

a6endo com que ela desmaiasse imediatamente. talve6 por um inimigo qualquer do espa1o. são acilmente curados. estava a6endo con usão entre os sinais da morte pelo duplo et(reo. "ão tr0s casos bem distintos. 3 ! materiali6a1ão ( produto de um trabalho organi6ado. #ra uma energia negativa. e a vid0ncia dos m(diuns. sorrateiramente introdu6ida no ambiente. t0m a sensa1ão de ainda e/istirem. ele sobrevive durante um tempo. 2i enrolada na sua cabe1a a energia de uma cobra. -s principais sintomas da doen1a da aura são as dores circulantes no corpo e nos ossos. nada tendo a ver com entidades obsessoras. "ó voltou a si depois de insistentes passes energ(ticos do grupo. $icou curada com os passes magn(ticos do grupo. durante uma sessão. não obstante a silenciosa e e iciente concentra1ão do grupo em volta da mesa. curioso. O ')p%o #/r o Um jovem integrante do nosso grupo. 3 ! apari1ão de um esp)rito materiali6ado não ( o mesmo? % perguntou. vi uma enorme cobra sobre a mesa. icando alienada da seguran1a do grupo. que nós designamos como duplo et(reo. as apari18es pela materiali6a1ão. e eita pela doa1ão do ectoplasma por um m(dium especial. !dverti os m(diuns para não abrirem sua guarda energ(tica. . ! apari1ão imediata após a morte de algu(m ( o duplo do morto. "ão males originados sempre por in lu0ncias internas do próprio pensamento do paciente. por isso. !brindo os olhos. 5osso grupo estava reunido. tentando se apro/imar de um dos m(diuns. C o duplo et(reo. A" ! r($a" ! (a#$. e sensibilidade na base da coluna. ainda não dissolvido. . 3 &oda mat(ria que ocupa lugar no espa1o tem a sua cópia no plano espiritual. em ambiente 4 meia lu6. sem contar o que estava vendo. Mncontinenti. #sses trabalhos t0m a 1J . "ão as energia negativas que circulam dentro do perisp)rito. mas tamb(m dos objetos inanimados. que se aproveitou de uma descuidada brecha na corrente.otimismo e o controle das nossas emo18es são as principais de esas que possu)mos para destruir as energias que sujam nosso perispirito. sem solu1ão m(dica. #m pouco tempo ele icou completamente curado. não só do nosso corpo. criada e materiali6ada por pensamentos negativos. a enorme cobra se enrolou no seu corpo. 5enhum esp)rito estava se mani estando.urante algum tempo. e/pliquei. e. Msso tamb(m ( comum com as pessoas que tiveram algum membro amputado do seu corpo.1J m(dium serviu de ponte para a limpe6a da aura do homem. #le ( r*gil. mas nos casos da morte do corpo animado pelo esp)rito.ra Uma mo1a so ria de ortes dores de cabe1a.a" m -orma ' +o. 5otei que uma das participantes do grupo rela/ou em sua concentra1ão. uma energia mais mat(ria do que esp)rito.

o que (? 3 ! mat(ria e o duplo estão envolvidos pelo perisp)rito que. C nele que estão gravadas todas as ormas de nossas vidas anteriores. % inali6ei 1O . ali*s. di erem bastante. Msso que possibilita ao esp)rito mudar de orma.1O prote1ão do alto astral do espa1o. di erente do cascão. ( mais espiritual que material. C como se osse uma roupa guardada no arm*rio. 5ão ( o mesmo caso. 3 # o perisp)rito.

!conteceu h* algum tempo. e esp)rita. matando v*rias am)lias. o conhecimento das reencarna18es anteriores.ato ( que a roda dissolveu3se. sempre o dono da verdade. Recebi a visita de um amiliar de uma delas. alcan1arem longo tempo de vida. % alou na sua costumeira arrog. Pela emp* ia do capitão. e o assunto discutido era e/atamente sobre as di erencia18es sociais. e não soubesse ler. !cima do conhecimento. ! reencarna1ão ajusta essas di erencia18es. na outra vida. resgate do carma. interrompeu. nada acrescenta 4s pessoas. !prendi nos livros. a causa est* no resgate dos erros das vidas anteriores. sob pequenas desculpas de todos.ncia. . por muito tempo manchete dos jornais.1Q CAPITULO 0 REENCARNAÇ1O ! reencarna1ão ( a base da iloso ia esp)rita. 'ontou3me como aconteceu. pela pobre6a. Particularmente. ao desamparo. a lei da causa e e eito. Um pr(dio inteiro desabou. % gabou3se. atra)do pela lei do carma. nacionais e internacionais. 3 Msso não ( desculpa. 3 # se o senhor não tivesse tido um pai que pagou seus estudos. $oi quando um capitão re ormado do e/(rcito. so6inho. "e hoje voc0 so re. Mesmo que eu tivesse nascido na am)lia mais pobre deste planeta eu seria sempre um religioso. "e um amiliar oi assassinado. % arrematou. ao v)cio ou 4 pobre6a nem porque uns morrem em tenra idade e outros ganham a sorte de. -s que não cr0em na possibilidade do esp)rito voltar v*rias ve6es. tenho uma opinião. pois todos terão a oportunidade de usu ruir da sorte. #stava reunido com um culto grupo diretivo da elite esp)rita. a dor da trag(dia or baseada no entendimento que nada acontece por acaso. talve6 minha irAnica observa1ão tenha causado mal estar. e a certe6a que o semelhante atrai o semelhante. em corpos di erentes. são princ)pios b*sicos da doutrina. seria o que? !teu? . um acidente tr*gico. com uma vida eli6. #la e/plica todas as distor18es e di erencia18es sociais e culturais entre os homens. se antes de procurar uma justi icativa na vida anterior. 1Q . sem precisar de ningu(m. 5ão entender esse crit(rio tra6 a alguns o antasma da revolta e do descr(dito nas religi8es. # sabem por qu0?. o ato de saber que este assassino oi morto pela atual vitima. na cidade balne*ria de <uaratuba. senão nesta. at( mesmo de alcan1ar o entendimento religioso. privando alguns. Mas. não conseguem entender porque uns são privilegiados com a ortuna e o bem estar e outros são jogados 4 m* sorte. não tra6 consolo. est* a (. a aceita1ão ser* bem mais *cil. % interrompi com sarcasmo.

% disse. pirata. com meu ilho menor.eus. ora da garagem. sabia disso. no que oi acompanhada por dois dos meus ilhos. mas. Romano. não oi? 3 perguntei. algumas ve6es. $i6emos. "ou muito descon iado com as revela18es sobre o passado. C muito recente. o +nico consolo que posso ter ( saber se eles estão bem. no momento. !s viagens astrais. Umas vinte pessoas participaram da e/peri0ncia. 'onversando com algumas pessoas. # isso lhe e6 bem. bandido. Hamais vai voltar ao estado normal sem uma resposta. minha esposa. de cristal. 3 $a6 um m0s que aconteceu. e. 4 guisa de curiosidade.3 balbuciou. tão na moda hoje. como oi ensinado. com o esportivo carro @ug. descobria v*rias reencarna18es. ainda com a vantagem do espelho ter sido cru6ado espiritualmente por algumas entidades. tenha calma. Um espelho grande. oi at( o apartamento buscar algumas coisas que tinha esquecido. Regredir em vidas anteriores. mas claro. aproveitando o momento. % rebateu indignada as minhas a irma18es. &odos morreram. enquanto conversava. ( pass)vel de erros. muito bem amparados pelos mentores do espa1o. 3 Mas quem conta não ( a terapeuta. Mas. % retruquei. % respondeu. irrepar*veis trans orma18es psicológicas. !diantaria ele saber acontecimentos de alguma vida anterior. só pode ter sido pela vontade de . por or1a da imagina1ão. mesmo enganada. 5a verdade. 3 5ão sou religioso. 'ada um que parava em rente ao espelho. iluminado apenas por uma vela. colocado no escuro. #nquanto troc*vamos de carro. quando ui interpelado por uma de ensora desta pratica. por não ter encontrado palavras para consola3lo. nem conhe1o o espiritismo. apesar de não ser religioso. este desastre coletivo envolvendo tantas mortes. 3 Pior ainda. sob a hipnótica ala do terapeuta.1S 3 #stava no automóvel. 'oncordei. !s revela18es oram acontecendo. muito mais do que conhecer o ilme de suas vidas anteriores. resignado. sugeriu ir 4 praia. re lete imagens das vidas anteriores. # o homem. pude descrever seus amiliares e dar provas indiscut)veis de estarem todos eles.ei a r( no @ug. Uma pessoa ligada 4 espiritualidade e ao esoterismo ensinou uma orma de se en/ergar vidas anteriores. vi o pr(dio desabar. Um deles. pr)ncipe. nós vemos. podem nos levar 4 irrealidade. destacava esse ato. pessoas gordas e 1S . que justi icasse o que lhe aconteceu? "e o ilho não alasse em trocar de carro hoje todos estariam vivos. esposa e ilhos. 2oc0 entra em transe para isso. . tendo ele sa)do de minha casa. bem mais animado. ou rid)culos convencimentos irreais. que o tempo lhe dar* con orto. $eli6mente. assistido pelas entidades protetoras. de endia a posi1ão que at( hoje mantenho. causando. teve (. Mas não ( este o caso. emocionado. com minha esposa e meus tr0s ilhos.

porque ela tinha tido uma revela1ão sobre uma minha vida anterior. seu esp)rito. com seu jogo de cartas. #le não entendeu a piada. .. quer de m(diuns intuitivos.. o que mais procurava. #st* en/ergando? #u nada vi. &enho ra68es para ser um descon iado nesse assunto.ato de voc0 ser um homem. j* de idade.. !penas minha própria imagem. em nada vai a etar minha atual vida. atrav(s de um amigo comum. dei/ando3me sem jeito. 2oc0 est* completamente di erente.esconhe1o provas concretas. para ele o assunto era grave e eu.1G magras. 'onhecer o passado. . . ter sido in ormado de uma das suas encarna18es. !lgu(m alou com eu oria. como o eminino não ocupa cascão masculino. eu estou vendo. #/pliquei. ! porta 1G . ontem j* ui. sobre a veracidade das a irma18es. impressionava os consulentes. a inal. praticantes das rendosas leituras das vida anteriores. Recebi. pois. sempre relatando atos )ntimos.masculino não reencarna em corpo eminino. nada cobrava. por ser uma pessoa simples. en im todo tipo oram revelados pelo espelho m*gico. 9uando usava sua mediunidade. um jovem m(dium. 3 $ernando. iquei olhando o espelho. Um homem magro. e amanhã nem sei se serei. demonstrando seriedade. videntes ou esot(ricos. e nada disse aos presentes. mais e/periente. um recado para eu ir l* com urg0ncia. Respondi. era saber quem ui. #la me cativava. aguardando a agrad*vel m(dium. 'ontou3me. 3 !credito no esp)rito masculino e eminino. lembrando muito minha avó. jamais deveria menospre6ar a d+vida do jovem. com vis)vel masculinidade. Mas não podia dei/ar a mo1a sem resposta. 5a minha ve6. 9uando mo1o. ou o uturo. pelo respeito que tinha aos esp)ritos. #stava ansioso na sala de espera. tira3lhe toda possibilidade de ter sido mulher em vida anterior. 9uase ui 4 loucura. a rainha do #gito. Uma seleta reguesia garantia sua sobreviv0ncia. 3 #stou vendo tamb(m. mas por que conhec03las? Toje eu sou. "ei que e/istem. Vtima em sua vid0ncia. visitava com req?0ncia. 3 Pode? 3 !inda bem que nem o '(sar nem o !ntonio reencarnaram com voc0. uma e/celente m(dium vidente. careca e irreverente. tinha sido o de 'leópatra. at( com o cheiro do pó de arro6 empoado atr*s das orelhas. con orme contaram.

ou o erreiro. tudo erradoP !s vidas anteriores e/istem. 3 #st* bem. outra ve6. !chei at( engra1ado. numa outra vida. 3 #u vou bem. sim. pediu para revelar a voc0. tua protetora. 2oltou3se 4 mim. l* dentro. para justi icar minha esquecida educa1ão. como quase todos. 3 . mas não devem ser reveladas pela absoluta alta de seriedade nas in orma18es. o sanguin*rio. voc0 chamava3se Marcos. Mnterrompi. !nsioso. vindo da iel e honesta m(dium. 1E . leia o #vangelho % o que seria at( bom. e compare com meus te/tos.iga. abriu uma pequena gaveta. 5ão tenho nada a ver com o autor do segundo #vangelho. esperando por ela. sei l* o que? &inha que ser o apóstolo? 5ada eito. e voc0? 3 respondeu.iga. mas que tipo de pessoa eu era? 3 Marcos. 3 . % e parou de alar. como vai a senhora? % completei. porque amanhã ( dia que reuno minha am)lia. meu nome era Marcos. 5unca mais quis saber de nenhuma. o que pude perceber. em devaneio. 3 Uma entidade.1E abriu3se. H* t)nhamos nos cumprimentado. desculpe3meP @oa tarde. !h. pela terceira ve6. padeiro.. tirou uma vela. a vela j* estava acesa e a re6a eita. # por que não poderia ser Marcos. quem eu ui? % perguntei ansioso. 3 "im. "e hoje seria uma m* companhia para nosso Mestre. uma vida anterior tua. re6ou um pouco. Muitas encarna18es atr*s. ela e/plicou. nada mais eu tinha que esperar. quem eu ui? % perguntei. emocionada. imaginem h* dois mil anos. #u estava na co6inha. quem eu ui? 'alma e pausadamente. e nem bem a consulente tinha sa)do.. mesmo 4s avessas. eu j* estava sentado. ela tamb(m ter sido enganada. 3 . "e algu(m duvida. #la riu. a orma como me contou. demonstrando minha impaci0ncia em ouvir histórias das suas reuni8es amiliares. acendeu. perguntei. ou o soldado covarde. presumindo. o apóstolo de HesusP % encerrou. $oi a primeira e +ltima vida que tentei pesquisar uma minha vida anterior.iga.

$ica destru)da a lembran1a da vida presente. . mente e espirito.homem ( composto pela mat(ria. o registro no perisp)rito. por ter sido registrado na memória todos os acontecimentos. o esp)rito readquire a lembran1a dos registros de suas reencarna18es. #ste ( o ilme que. lembro de ontem. ! memória ( o arquivo do nosso conhecimento.perisp)rito ( a cópia e/ata do corpo )sico. 5o caso. Por que não nos lembramos da vida anterior? #sta pergunta oi eito ao Pai Maneco. envelhece e morre. e vejam a jóia de resposta. C a chamada aura. &udo isso a6 parte do esp)rito. um comple/o maior. 'omo esta memória não tem registrada a vida anterior. Mat(ria ( o corpo carnal. depósito da memória. uma ve6 que est* livre da mente )sica morta. isto só acontecendo quando desocupar este corpo. come1a um novo registro dos acontecimentos. segundo di6em os convencionais. . % concluiu o mestre da Umbanda. perisp)rito e a alma.entro deste corpo )sico se aloja o c(rebro.a) surgirem alguns g0nios.=F Mas um ato merece destaque. Toje. quando acentuadas. cópia. pela lógica. como j* oi dito. e/ceto em isoladas lembran1as da memória do perisp)rito. da mat(ria. lembrar3se dela. 9uando este esp)rito reencarna. cascão. !o desencarnar. e com ele o c(rebro e a memória. 5asce. cresce. . ao dar o primeiro sinal de vida com o choro tradicional da crian1a. "obra. podendo at( com sete anos compor m+sicas cl*ssicas ou surpreender com revela18es ant*sticas. em uma memória totalmente nova. #ste ( o processo natural que a6 o homem não lembrar da vida anterior. provoca a precocidade na crian1a. não pode. ( passado aos desencarnados para lembran1a de suas vidas anteriores. entretanto. 3 . . só gravada na mente do esp)rito.homem morre. =F . mat(ria. seu corpo )sico se decomp8e.

ivido. e os encontros espirituais. os mais ortes. 2oc0 não pode entrar aqui. <ritava a lito. como perceber a di eren1a entre eles. o produ6ido pelas nossas impress8es. Pensei. 'omo o pensamento me dirigisse. orte e de camisa. era eu quem doutrinava os esp)ritos obsessores ou ainda não esclarecidos. aquele que mere1o. #ra uma esp(cie de meio termo. "enti3me totalmente desamparado. #stava habituado a convenc03los de seus erros. 2* embora. vão me encaminhar para o lugar certo. 'omo vou a6er? % #m volta de mim não havia lu6. por ter sensibilidade. mas não ( o caso. imprudentemente. com certe6a. mas no escuro. Toje ( ter1a3 eira. ! verdade ( que. empurrou3me e disse. sem paletó. o sonho em duas partes. #u tenho direito a entrar e =1 . mas. Mmediatamente. alar com eles. mas. para meu consumo. 2ou l* conversar com eles e. aquele que vemos uma pilha e dias depois sonhamos com uma lanterna. onde coisas nos são reveladas e entramos em contato com os esp)ritos e o mundo paralelo C di )cil saber. atrav(s do pensamento. e toda aquela al*cia do :ardecista aplicado. di6endo ter que seguir seu caminho. quando chegou minha ve6. inconseq?ente. e percebi serem esp)ritos. % mostrando determina1ão pela sua or1a e a cara echada. estou salvo. um homem alto. mas não podia aquilatar a sua qualidade espiritual. 3 . estava na porta do centro esp)rita. gra1as a . eu en/ergava. 4s ve6es. # oi em um deles que curei minha mania de a astar. 5ão me lembro deles.eus. $oi quando me lembrei. . mandava3o embora. #spera a). #ra um entusiasta dessa atividade e. sei distinguir os meus. Pessoas estavam entrando. noite que o meu grupo de trabalhos espirituais est* reunido. &udo come1ou quando. ou seja. os esp)ritos dos outros. Mas eu sabia ser um esp)rito. sonhei ter morrido. 3 5ossa. percebia quando algu(m estava acompanhado de um esp)rito. embora muito assustado. #ste ( meu grupo.=1 CAPITULO 2 SON3O 5o e/erc)cio das minhas atividades medi+nicas. 5ão vejo ningu(m. e encaminh*3los ao mundo dos mensageiros do espa1o que nos atendiam e acompanhavam. cheio de vaidade.pessoal vai levar um susto. e imposs)vel e/plicar. eu morri. $eli6mente.

Hoão Nui6. "eria um m(dium vidente? . Por v*rias ve6es.3 respondeu. secamente. por entender não ser aquele o momento da mani esta1ão. Nogo eu. e. #u tinha que contar para a De6(. "enti3me bem. e sim meu estado de rec(m desencarnado. "tasia:. 5ega. 2oc0 pode me 2oc0 est* me en/ergando? #stou. ia en raquecendo. Por avor. em meu redor. e de muita lu6. 2oc0 est* enganado. cada ve6 mais. Por que comigo? Nembrei3me. de repente. j* disse % !o mesmo tempo que alava. en/otei esp)ritos obsessores durante a sessão. $i6 um pensamento orte. 2* obsidiar outras pessoas. 5ão posso di6er ruim. #u preciso de ajuda. "ó quero ajuda. Precisava de ajuda. da mesma orma que parei na rente do centro. sobre mim. % respondeu -lha. que impedia este momento. #le olhava para onde eu estava.irigi3me a ele. que conversavam trivialidades. Manoel. j* estava mais clara. #les não me viam. j* disse. e eu. # ( bom voc0 ir embora. ! primeira parte do trabalho j* acabou. @em. saia de si uma energia muito orte. "enti que naquele grupo estranho eu poderia resolver meu problema e reencontrar meus guias e amiliares desencarnados. animadamente. o momento di )cil que meu esp)rito estava passando. Por avor. e notei que um deles 3 da roda. "abia não ser culpa deles. um por um. !gora só v0m os guias % encerrou. mantinha o rosto echado e não participava daquela gostosa sintonia dos seus companheiros. um dedicado m(dium atuante daquele grupo. #u absorvia tudo aquilo e melhorava a todo instante. 5ão sou obsessor. -lhei. determinado. a Neda e os outros meus companheiros. Mr embora? ajudar % alei. meu irmão. 2* embora. 5ão podia acreditar. #le continuava irme em seu pensamento. Mas. senti um corte naquele meu envolvimento. mas me a6ia sentir cada ve6 mais longe do grupo. e e/alavam uma energia amorosa. 5ão era justo. a inal nunca me neguei a prestar au/)lio a ningu(m. !qui não tem nada para voc0.== 2* embora. o jeito ( ir buscar socorro em outro lugar % alei comigo mesmo. me ajude % suplicava. em prantos. seu malandro. me vi junto com uma roda de pessoas. $iquei em d+vida. ! lu6. == .

mas não preparado para casos como o meu. mas não o en/erguei. . mais mo1o. 2oltei3me e vi um homem alegre. quando voc0 tiver a elicidade de ser +til. 2enha comigo. 'ome1aram a me empurrar. 9ue bom.9ue sirva de aprendi6ado o que hoje te aconteceu. $iquei nervoso. -rei. $oi quando ouvi uma vo6 orte mas serena.nico gritei. meu irmão. não perca a oportunidade de estender3lhe a mão. 9uando entramos no bar. socorra3me. # tomar uma bebida naquele bar. -uvia gargalhadas. $a6ia."eja quem or.03me lu6. 5ão quero icar. quase em p. #les não vão te ajudar. . vou embora. onde vamos? 2amos dar umas voltas.=B Mas não adiantou. #ncontrara. !ntes de me revoltar. alando. 5ão sei descrever. Mantinha os olhos echados e me envolvi no que a6ia. 5ão adianta. $oi quando o ouvi novamente alar. choros e gritos. Mas. criando or1as para pensar. $oi quando eu ouvi uma vo6. e pense em Hesus. -uvia gritos a litos. 2olte ao teu corpo. parecendo eli6 da vida mesmo. Mas não ique preocupado. tendo a sensa1ão que iria desmaiar.homem era um m(dium orte. 5ossa turma ( grande e divertida. emocionado. -re. com muita or1a. tive a consci0ncia que eu ui igual. cheio de lu6 e serenidade. um esp)rito que ia me ajudar. 9uando aos poucos ui abrindo os olhos. #ra da minha estatura. pronunciando. =B . Procurei meu salvador.epois vou te apresentar uns amigos. "enti um al)vio. de um lado para outro. -brigadoP Hesus 'risto. 5ão en/ergava direito. H* não via o homem que me acompanhava. . 'onsegui me desprender do lugar. . o ambiente icou carregado. #scuro. eli6mente. e/atamente como ele. . divertido. deu para en/ergar um lugar lindo. $iquei rela/ado e j* não ouvia as gargalhadas e gritos. como eu i6 com voc0. e lembre3se sempre o que ocorre com um esp)rito desencarnado e. 5ão sabia distinguir o necessitado do obsessor. "enti3me raco. "enhor. bem vestido e dei/ava transparecer seguran1a. "enti um al)vio. !cedi a seu convite. apenas sei que era assim. o Pai 5osso. 5ão ceda.

pensar no apavorante. sentei3me na cama a lito. mesmo correndo o risco de ser um trevoso. 5unca mais dei/ei de atender os esp)ritos carentes. levantei3me e ui para a sala.=J !cordei. mas esclarecedor sonho. =J . aquele que modi icou meu comportamento.

pois não devemos jamais evocar as entidades astrais sem um objetivo s(rio. cansativo. cada um pondo o dedo m(dio suavemente sobre o copo. mas. preparamos todo o material. queria saber e ouvir. 5ão demorou. 5este inicio do trabalho. Uma minha irmã de carne estava precisando de au/)lio espiritual e por ela oi solicitado uma sessão especial. . indicou.princ)pio de que o semelhante atrai o semelhante torna essas sess8es amadoras. 3 Mrmã. aliando sua curiosidade dentro de um trabalho com objetivo da caridade. ( muito e iciente. Por outro lado. quando o copo parou. onde estava escrito 7sim7 e 7não7.epois oi perguntado se queria dei/ar alguma mensagem. ou irmã? . ! senhora que estava dirigindo a sessão tomou a iniciativa. ele desli6ando. minha linha era somente a :ardecista. . letra por letra. pela demora na orma1ão das rases. 9uase sempre o inal da reunião ( desastroso. e mais dois. # oi aos meus companheiros do grupo que solicitei ajuda para dar sustenta1ão 4 corrente.esp)rito disse que sim e escreveu uma mensagem bel)ssima. quando a dirigente solenemente perguntou 4 entidade. Reunidos na casa de uma das m(diuns que se pronti icou ao trabalho. recortados com o al abeto inteiro. alou. Cramos apenas cinco m(diuns. . 'oncordamos. aguardando algum sinal. em vo6 pausada e solene. -s esp)ritos usam o copo para a6er suas comunica18es.copo correu para onde estava escrito 7sim7. ! pessoa que anotava as letras. para não invalidar a comunica1ão. com papeis estrategicamente colocados sobre ela. quando eito com seriedade. tamb(m. icamos concentrados. sem nenhuma pressão. o copo deu sinais de estar me/endo3se. Uma mesa sem pano para acilitar o desli6amento do copo. num grande campo de atra1ão de esp)ritos brincalh8es e perturbadores.=O CAPITULO 4 SESS5O DO COPO 9uem ainda não teve a curiosidade de a6er uma sessão do copo? 5ão recomendo esta brincadeira. 5a ocasião. at( que parou. oi gasta meia hora.a mesma orma. que vinha e/atamente dentro daquilo que minha irmã. 3 C irmão. oi o escrito. $eita a prece de abertura. Um deles. . % perguntou. 3 #/iste algum irmão aqui presente? . H* est*vamos perto da meia noite. hoje desencarnada. 3 ! irmã quer revelar seu nome? =O . sugeriu osse a reunião eita atrav(s da sessão do copo.

Um de nós ali podia estar empurrando o copo com o dedo. # vi. e voltou para o !. Naida era como a cham*vamos. para o M. pelo m(todo simples da comunica1ão dos esp)ritos incorporados nos m(diuns. aquele di*logo que durou quatro horas.=Q $oi quando tive a elicidade de ver o esp)rito que tinha dei/ado a mensagem. o copo escrever Naida. Pensei comigo. que adorava a #nU 3 o nome de minha irmã. levaria menos de cinco minutos. pela monotonia do desenrolar da sessão. ! inal. que ( irmã. pois seu nome verdadeiro era !delaide. 9uero ver agora. #le oi para o N. tirei o dedo do copo. uma tia minha desencarnada h* muito tempo. . e escrever algo bonito. Mas. =Q . para o . e seu resultado. tamb(m. mesmo inconscientemente. pode ser alado por qualquer um. iquei cansado. sua seriedade. $iquei maravilhado com o trabalho. para o !. para não e/ercer sobre ele nenhuma in lu0ncia )sica. Mmediatamente. #ra a Naida. um esp)rito di6er que quer dei/ar uma mensagem.

9uebrei o sil0ncio. Mas como pode um esp)rito ter relacionamento desta =S . e/tremamente magoada. .urante um passeio de automóvel. bonita. ! pro essora.=S CAPITULO 6 O7SESS1O !s pessoas não imaginam. "e acontecer o relacionamento. com certe6a. casada. declarou seu amor por ela. se/o. desde o e/cesso de bebida alcóolica.esp)rito tem a emo1ão e precisa provocar o relacionamento para se embriagar no 0/tase. ! descri1ão se encai/a. Mas vamos torcer para reverter este quadro. Perguntei. #le obsidiou o cunhado da mo1a. o cunhado come1ou a demonstrar ci+mes dela. . diante do absurdo deste amor. % esclareci. Pensei ser algum problema na escola. o inevit*vel aconteceu. em todos os sentidos. 5ão havia outra maneira a não ser ter que se mudar.everia esclarecer a ra6ão de sua sa)da. morava com sua irmã. sua cunhada. esconder esta aceta suja daquele que era seu marido. 3 #ncrenca? % arrisquei. provavelmente. ainda bem jovem. 3 . ali*s. #la me contou a ra6ão de sua triste6a. e a) ( que e/iste o perigo. que se envolve em seus cabelos e tenta um relacionamento se/ual. ou. 3 C uma pro essora. não a dei/ando sair com amigos.iga para a mo1a ter paci0ncia que. para não mago*3la. mas seu apelido ( 'hina. 3! mo1a ( uma chinesa. por ela apai/onado. T* algum tempo. esp(cie? #le não pode. 3. com cabelos pretos. doen1as mentais e )sicas. vigiando seus passos.o lado dela est* o esp)rito de um mo1o moreno. longos e bem tratados?. onde era a diretora. e sim no próprio esp)rito. . alta. a Redda estava calada. ele ser*. como ( grande a in lu0ncia espiritual nos encarnados. 5a #scola uma das pro essoras estava passando por um problema enorme. dei/ando transparecer alguma preocupa1ão. % esclareceu. 5ão ( chinesa. poderemos resolver. comportamento totalmente estranho e inadequado para a situa1ão.que te preocupa? % perguntei. um parceiro na cama do casal. eu ia tendo uma intui1ão muito orte. 'omo contar 4 sua irmã? . ! medida que minha mulher relatava a situa1ão. % esclareceu. e/ceto a nacionalidade. in luenciando sua cabe1a e despertando esta pai/ão que não e/istia nele. at( que.

atrav(s dos nossos guias.m(dium. Mentali6ei a conversa com a Redda. Is ve6es di6ia estar envolvido naqueles cabelos negros e longos. simples m(diuns. apenas perdido. 3! pro essora estava radiante. a irmou ser sua cunhada. com apenas cinco anos de idade. vibratoriamente. ! passagem do esp)rito para =G . . 5a sessão seguinte preparei3me para atrair o esp)rito. que 4s ve6es chega ao e/agero. e tamb(m em algumas at( de orma inconsciente. caindo na realidade de estar vivendo num mundo paralelo. "eu cunhado rogou3lhe para não sair de casa e jurou3lhe todo o respeito que sempre lhe dedicou. Mas. ligou3se. espiritualmente. $oi conclu)do o trabalho. jamais pode ser vista como a de um esp)rito perturbador. sua ilha.e princ)pio. deu3lhe um choque. não uma nenhum cigarro. #le esqueceu3se da or1a de Hesus. minha mulher dava a noticia. <ritava e a irmava não se a astar de onde estava. desencarnada h* uns seis meses. em ocasi8es como esta. mas nós t)nhamos a consci0ncia do a astamento do obsessor pecaminoso. 5ão sabia como chegou aquele ponto.desencarne dos amiliares deve ser tratado. com a gra1a de . #ra o amor que procurava. 'omentei com o amigo e. na rente do esp)rito. para um hospital do espa1o. #sp)ritos desse tipo. a astar a entidade e encaminh*3la.=G . j* ocupou sua cadeira no c(u ao lado de Hesus e sua igura. mas imbu)dos da vontade de ajudar nossos semelhantes. sem orienta1ão e voltado para as banalidades de uma vida comum e devassa. .eus. para os amiliares. 5ão era ruim. ! irmou amar a sua irmã e não sabe o que lhe tinha acontecido. o esp)rito sabia estar desencarnado e tinha conhecimento de como manipular as energias da mat(ria. 5ão demorou muito. cheios de de eitos. inteligente. 5em precisou a6er sessão. Mas caiu na realidade e não sabia como se desculpar. . ao seu lado. ele o (. #ncontrei3me com um amigo que estava desesperado. 4s ve6es. 5ós. 5o dia seguinte. e não tinha nenhuma liga1ão com a am)lia na qual. #le não sabia. atrai para si a energia do esp)rito obsessor. agora mulher eita. com muito cuidado. !t( hoje a mo1a desconhece a reali6a1ão do trabalho deste grupo esp)rita que atuou no anonimato. &udo voltou ao normal e at( hoje a menina. 5este caso o esp)rito não tinha consci0ncia de seu desencarne e o clima criado pela conversa1ão. 5ingu(m iria prejudic*3lo ou desvi*3lo de seu intento.amiliar ( um esp)rito amigo. #/iste o culto 4 memória do desencarnado. sentada com as pernas cru6adas. um dos m(diuns de nossa corrente. j* quase conquistado. diariamente. aspirando ansiosamente a uma1a do cigarro. querido e estimado. neutrali6ando temporariamente a a1ão dele no obsidiado. pela descri1ão que i6 na ocasião. são *ceis de serem encaminhados. como tamb(m os esp)ritos amiliares. !penas conversando vi o esp)rito de uma mo1a. umava tr0s carteiras de cigarro. 5o caso anterior. quase de loucura. conseguimos. incorporou a entidade. "ó conversando com o amigo. ele desligou3se. na cena vista intuitivamente. o esp)rito ( evolu)do.

esp)rito desencarnado e ainda não consciente de seu estado vive esses momentos. tal e qual. tanto o encarnado como o desencarnado. pois não ( visto nem entendido. dormia bastante. 'usta. pensando estar ainda encarnado. . 'omo um sonho. colado em sua aura. e pedia que seu esp)rito voltasse ao corpo. ou seja. nem sempre ( compreendida pelo desencarnado. trou/e muita complica1ão. 'uidam de sua sa+de e seguran1a )sica. transmitindo essa situa1ão para os amiliares. Para se ter uma id(ia. at( não servirem mais.=E o outro lado. o prato e talhares no lugar que ele habitualmente ocupava. dei/ou de estudar. # essas coisas oram se agravando. -s casos mais req?entes de obsessão são sobre os alcoólatras e os drogados. dois anos antes. com req?0ncia. onde. com ra68es ine/plic*veis. a mesa era desmanchada. alava muito pouco. uma atitude assustadora. C. muitas ve6es. Mn eli6mente. -utras pessoas o ajudavam. $oi quando. !justado na cadeira. o rapa6 não andava. seus corpos estão doentes e debilitados. 5aquele momento. gritou. 4s ve6es estamos aqui. Percebi estar seu esp)rito ausente e longe. menino teve uma esp(cie de convulsão. talve6. $omos solicitados para a6er um trabalho em uma casa. provavelmente. quando entrou um homem. onde o che e da am)lia tinha desencarnado recentemente. com vo6 cavernosa. podia tra6er at( mesmo doen1a )sica para algu(m da casa. jogou sua cabe1a para tr*s na cadeira e olhou3me. . não alava e demonstrava muita impaci0ncia. Mrrita3se. atraem os esp)ritos a ins. al(m do próprio ato. Msto lhe causa um mal estar. 'omecei a chamar pelo seu nome de batismo. recebia apenas um olhar raivoso. . o ectoplasma retirado para provocar a or1a da entidade para poder manipular os objetos. cuidamos dos copos que nos servem de recipiente 4 *gua que bebemos. entender que est* morto. após o trabalho e eita a devida e corriqueira doutrina1ão. aluno comum na escola e gostava de jogar utebol.menino não se me/ia. de certa orma. se não osse colocado. $oi. acontecia o enAmeno. o maior )ndice da obsessão. mudando de cen*rio e acontecendo uma por1ão de coisas num simples cochilo. #/istem casos mais graves. ! situa1ão tornou3se perigosa. copos e talheres. #ste estado do esp)rito. 5essas ocasi8es. o esp)rito percebeu seu estado de desencarnado. os viciados no *lcool e nas drogas. Por isso os viciados são chamados de copo3vivo. quando tinha do6e. . #st*vamos no in)cio de uma de nossas sess8es. # o interessante ( que são protegidos pelos esp)ritos obsessores. $eli6mente. =E . vemos esse quadro. voando pratos. de repente l*. era uma pessoa normal. dei/ando em pa6 seus amiliares. durante as re ei18es. "eus olhos revirados estavam totalmente brancos. porque.pai contou que o menino estava com quator6e anos e. neste caso. $oi icando arredio. tentei conversar. al(m de suas cabe1as estarem totalmente alteradas pelos e/cesso da bebida e da droga. carregando um rapa6. Mniciamos uma s(rie de passes. mas em troca.entro do principio que o semelhante atrai o semelhante. quieto. # o *lcool e a droga são consumidos para atender aos dois.

2oc0 matou um homem? 3 completei. olhou para todos nós. #m nosso grupo. por ocasião do 5atal. !nimei3me. normalmente. #/istem muitos desses animais por a). voltando de um transe. 'umpriu a promessa. um dos baluarte do espiritismo e companheiro do grupo. eles vão criando orma de animal.irigiu3se a mim e con essou ter matado um homem. se não tivesse acontecido. alando mansamente com o rapa6 e perguntei3lhe o que acontecia com ele. 5ós t)nhamos (. #le rela/ou na cadeira. #nquanto lhe aplicava o passe. #ste. em nome de Hesus 'risto. um homem pareceu3me muito perturbado. 5ão devemos tem03los.que? % respondeu. e de ato estava.urante um desses passes. . ato que aumentar* bastante seu carma. 3 . a prote1ão de Hesus para aquele nosso humilde e so rido irmão. . 5ão lhe perguntei as ra68es. $i6 o rapa6 acompanhar um Pai 5osso. domin*3los e envi*3los 4 alta espiritualidade. na sa)da. 3 5ão sei. em conseq?0ncia. demonstrando indigna1ão. coloc*vamos v*rias cadeiras e os m(diuns. o livre arb)trio. enquanto eu chamava de volta ao corpo o esp)rito do mo1o. $icou completamente curado. quem oi o assassinado. que os encaminhar* 4 compreensão e recupera1ão. mas. ! medida que os esp)ritos desta ai/a3 os trevosos. sim. "urpreso. chamamos as entidades para aben1o*3lo e pedimos. . 5ão desistimos e insist)amos nos passes vibratórios. BF . podendo lev*3lo ao desencarne. % oi a lacAnica. com todo respeito e humildade. $oi quando aconteceu. da qual se alimentava para seguir sua negra jornada. resposta. me perdoasse. prometeu presentear o rapa6 com uma bola de utebol. 2oc0 não tem o direito de prejudicar este rapa6. #ste ( um esp)rito di erente. ! verdade ( que ele saiu andando com suas próprias pernas e. vi que o homem tinha voltado 4 ila. regridem. aninhou3se na energia do rapa6. eu não sou ele. aplicavam os passes energ(ticos nas pessoas. o meu trabalho. 'ontinuei. Meio sem jeito. Nevantou3se e oi embora. &ivemos um caso interessante. e o garoto jogou muito utebol com a bola dada pelo Hoão Nui6.m(dium não deve se abater por erros no e/erc)cio de sua mediunidade. o Hoão Nui6 da 2eiga. Praticamente perdem o racioc)nio e. % alava rispidamente. 5ão matei ningu(m. enquanto todos os companheiros do grupo aplicavam3lhe passes.BF 3 5ão adianta. na parte inicial dos trabalhos. ( um bicho eio que pula em cima de mim. completei di6endo3lhe que. mas esclarecedora. cochichei ao seu ouvido. simplesmente. um na rente e outro atr*s. 3 2ou arriscar e a6er3lhe uma pergunta. como se estivesse. 3 "ujouP Pensei. 3 2oc0 vai sair j* deste corpo.

!penas o i6 sentar3se novamente e roguei osse aquele esp)rito. $oi um al)vio.B1 muito menos se outros sabiam do crime. ossem quais ossem suas ra68es. #ste ( o esp)rito vingativo. aterrori6ar sua vida. at( que veio a mim e con essou o seu bem3estar. agora pac) ico e bem humorado. em busca de vingan1a. B1 . ao seu lado. a irmando sentir3se um novo homem. homem agradeceu e passou algumas semanas tomando passes em nosso grupo. encaminhado e parasse de a6er aquele homem so rer. sabia ter sido morto por aquele homem e veio.

do estado de cada um. $iquei con uso com um caso. j* tão debilitado. at( mesmo durante longo tempo. mal estar. viu o paciente 4 beira da morte. 4s ve6es. e ningu(m d* mais do que pode. não sabendo se devo enquadr*3lo como prova de (. . acontece uma das duas coisas. ( melhor um só passe do que de6 conversas com os esp)ritos. Um Hui6 de . . dependendo.ireito. Mas na verdade. 9uer mais ( conversar com as entidades. . desenganado pelos m(dicos. mas. . dentro das casas espirituais. gentilmente.interessante deste enAmeno ( a sua in lu0ncia no doador da energia. pode icar raca e sentir3se mal. em choro pela e/pectativa da morte.B= CAPITULO 8 TROCA DE ENERGIA ! doa1ão m+tua de energias entre as pessoas tem uma a1ão sobre elas de certa orma desconhecida da maioria. nada lhe acontece.elicadamente. esteve 4 beira de um desmaio. caso contr*rio. $ui com uma pessoa visitar um doente no hospital. mais para atender a solicita1ão dos amiliares. ao ponto de lhe ter transmitido sua energia negativa.Hui6 aplicou3lhe. o homem. era conhecido pela sua convic1ão no espiritismo. imediatamente ! doa1ão de energia. ou trans erimos nossa própria energia. e/pliquei. . voltando ao estado normal. $oi o contr*rio. con irma1ão da e ici0ncia da energia salvadora do passe. &omando conhecimento do tranq?ili6ou3se. com toda (. a irmando estar o doente tão perturbado. $oi chamado para atender uma pessoa hospitali6ada. ou absorvemos a da pessoa. !o entrar no quarto. e/ercendo seu cargo em uma pequena cidade do interior. do que propriamente por acreditar no milagre da cura daquele homem. ela sentiu um impacto muito orte. "e a pessoa tiver consci0ncia do ato. dei/ou o visitante 4 vontade e oi cuidar de seus B= . oi 4 casa do Hui6 agradecer o milagre de ter dado um sensacional drible no 'avaleiro 5egro da Morte. 9uando nos apro/imamos de algu(m. contou3me o ato. um passe energ(tico. !o entrar no quarto. 3 2oc0 doou a sua energia positiva. enAmeno. "ua esposa. ou no anedot*rio espiritual. onde deveria aguardar a chegada do abnegado julgador. suor rio. 9uem procura uma casa espiritual não se satis a6 só com o passe.ias depois.Hui6 ainda não tinha chegado em casa. completamente curado. atrav(s dos passes magn(ticos tem uma e ici0ncia assombrosa. !o sairmos. e6 o homem entrar e o convidou para sentar3se na sala.

3 "ecret*rio. ! certa altura..senhor me curou e só vim agradecer3lheP % interrompeu. Para concluir. pela obsessão.<overnador não a6 nada sem me consultar. um dos seus caracter)sticos. . que nosso querido Mestre Hesus 'risto est* cuidando de voc0. sentou3se na rente do homem e sentenciou. homem calmo. em sua casa.esembargador.<overnador do #stado nada a6. Por ser importante igura nos meios jur)dicos. convers*vamos com o importante homem p+blico. estamos sendo governados por ele. agrade1a aos bons esp)ritos terem acilitado seu desencarne. recebeu.BB a a6eres dom(sticos na co6inha. meu amigo. hoje aposentado como . sua casa oi assaltada.. com um bilhete. 3 . est* sendo aconselhado por um esp)rito atrasado. 5ão sab)amos que era o senhor7. . #nquanto a dona da casa preparava a sala para a sessão. Hui6. não sei se para justi icar seu estado espiritual. e/cepcionalmente. doutor. Muitas histórias são contadas sobre esse not*vel homem. &enha certe6a. 'hegou o Hui6. creio estar com um esp)rito maligno ao meu lado. uma trou/a. interrompeu3o. de portador anAnimo. então todos nós. 7. sereno e e/tremamente espirituali6ado. $omos. #le gabava3se ao Hui6. 3 $eli6 ( voc0 que hoje est* vivendo a verdadeira vida.esculpe. 2oc0. # continuava a contar sua import. #u não estou morto. 4 entusiasmada doutrina1ão do mestre da lei. ! carga ( muito pesada. levantou3se e aguardou3o para o cumprimento e agradecimento ormal. ou para se e/ibir. Um "ecret*rio de governo. tenha ( e não se apegue 4s coisas materiais. 9uando oi Hui6 na 2ara de #/ecu18es 'riminais. &odos os assuntos pol)ticos do #stado. BB . sem pedir teu conselho. sem gra1a. % con irmou o pol)tico. 3 5ão. estava passando momentos di )ceis. -ra. "olicitou um trabalho ao nosso grupo. o que sabia a6er muito bem. contendo todos os objetos roubados. 2iva sua vida espiritual. que. respeitosamente. 4 sua casa. quem tem que resolver sou eu % di6ia. a imprensa deu destaque a ocorr0ncia criminosa.ias depois.ncia nas graves decis8es pol)ticas e governamentais. o sisudo jui6. pois estava preparando o almo1o. % concluiu. e era ele quem de eria ou não os pedidos de soltura dos presos. o esp)rito maligno. 3 . o senhor acha que est* sendo vitima de um obsessor espiritual? 3 "im. !o contr*rio da revolta. tirou seu paletó preto e surrado. entrou em casa e viu o homem na sala. vou contar mais uma. doutor.

acontece com req?0ncia. !lguns dias depois ela oi aumentando. % pedi. 2ou aqui. pela "onia. a comunica1ão. temos em comum nossas vibra18es. 3 Minha vacina pegou. por mais que tente dissimular. respondeu. dei/e eu ver. de 7o dia da bobagem7. e echando o dis ar1ado riso do jui6 brincalhão. convidei a todos. 5um deles. deu3me um recado. 9uebrando o sil0ncio. 3 2acina? 9ue vacina?. ela tamb(m tem> ou se estou preocupado. sem destino. #las oram secando.. 'ontou ter sido obrigada a se vacinar no col(gio onde era diretora. ou ela descobre. criaram uma casca e quando a do meu bra1o caiu perguntei a ela. parecendo in eccionada. "aio cedo. 3 2amos iniciar o trabalho. a "onia. !s eridas eram iguais. por pensamento. ( para o senhor tele onar para sua casa.. comprar qualquer erramenta. 3 $ernando. 9ue a6arP. !o entrar. sem ter tomado a vacina. 3 #speraP 'omo voc0 sabia que eu precisava alar com voc0? 3 Recebi o recado. ou ica do mesmo jeito. ali. #/iste uma outra orma da troca de energia. #ntre mim e minha mulher. para dar o e/emplo. 3 C. Msso ( a inidade. 3 'omo est* a erida de tua vacina? 3 ! casca caiu hoje. o que quer? % perguntei3lhe. torna3se bem mais *cil. !t( que. 'ome1ou a aparecer. % brinquei. eito para pequenas coisas. 3 Redda. sua mãe est* aqui e precisa alar com voc0.BJ 'onsertei rapidamente a constrangedora situa1ão. BJ . C a por a inidade espiritual. Um alivia a necessidade do outro. ao meu lado. 3 "enhor $ernando. resolvi passar no escritório de um amigo. ! sala j* est* pronta. em meu bra1o direito. incomoda coceira provocando pequena erida. a Redda. pegando em seu bra1o e no mesmo lugar da minha estranha erida. 9uando tenho qualquer dor. pois dona Redda precisa alar. 3 H* vou indo. sua secret*ria. # mais. "*bado ( o dia que não tenho compromisso. !pelidei o s*bado. quei/ou3se. estou imuni6ado.

senhor entrou no escritório. contar ao dirigente do terreiro. trabalha com o 'aboclo &upinamb*. 5uma visita. lutar contra este sentimento. nosso conhecido. 3 #ste menino tem uma vibra1ão muito boa. Mas. 3 'omo ela estava nervosa. a presen1a da comunhão de vibra18es entre os homens ( boa. % pondo de lado o tele onei. pois j* hav)amos trocado id(ias sobre o assunto. "ou orte. voc0 j* pensou se ele osse mulher? Perguntei irAnico. ! Redda e/plicou. na pr*tica da espiritualidade.3 'oncordou. e eu não sabia onde te encontrar. em qualquer religião. a Redda contou3me ela ter chegado 4 minha procura. 3 . ambos. a mesma entidade de um m(dium de nosso terreiro. Um cuidado que todo praticante da Umbanda deve ter quando isto acontecer. pode ser muito +til. #ste ( o tipo da materiali6a1ão de um pensamento. 3 @em. $inali6ou. Um pai3de3santo. 3 !gora entendo o que voc0 di6. triun ante. &inha certe6a do que di6ia. ico at( arrepiado. ! energia em harmonia tamb(m tem seu lado negativo. perguntei 4 "onia. inegavelmente. 3 5ão senhor $ernando. oi ao tele one e o usou. pode ser levada para caminhos perigosos. #u não lhe disse nada. . em caso de não o superar. 4s ve6es. . ao ser con undida por atra1ão )sica.que?.isse j* estar indo e ui para casa. !tendida minha mãe. $iquei atrapalhado. o pai3de3santo observou. principalmente na divisão dos so rimentos e na telepatia.BO 3 9ue recado? #u não alei com ela. e. se abra1aram. e respondeu. #le olhou3me espantado. mostrando estar surpresa com a pergunta. BO . j* velhos conhecidos. iquei mentali6ando o pedido para voc0 ligar para mim. #ntre as pessoas de se/o di erente. e que precisava alar comigo com urg0ncia. &enho muita a inidade com ele. um dos grandes problemas dos terreiros e templos religiosos. !o sair o m(dium. não sou? % inali6ou. que só acontece entre pessoas de muita a inidade. talve6 por trabalharmos com a mesma entidade. se e/ercida com intelig0ncia. 5ão era h*bito dela ir visitar3me. 2oc0 não me disse que a Redda tele onou e precisava alar comigo? ! "onia me olhou. interessante e. quando e/iste a a inidade. 9uando o abra1o. !t( estranhei.

$iquei pensando o que podia ser. convicta. e/iste a lógica. 5ão tinha lógica. um carpinteiro conhecido h* muito tempo. % e/pliquei. #nquanto a6ia os reparos na estrutura do telhado. rindo. 9uando ui ver dentro do orro da casa. não conseguia imaginar como um pei/e podia cair no telhado de uma casa. meia idade. 'ontei a teoria da dona da mercearia vi6inha. se aqui no balne*rio. e umas cinco telhas estavam totalmente destru)das. provocando os uros. Minha casa no litoral tinha sempre suas telhas uradas. mas dentro dele. ui consertar um telhado de uma casa aqui perto. numa mercearia.BQ CAPITULO 9: CRIANDO A L.@asico era um descendente de italianos. ui. 3 -utro dia. pessoas costumam atirar com revólver? 3 Por que pergunta? 3 . Nevei o @asico. o que me obrigava a levar algu(m para consert*3las. pedindo que cortasse a copa da bela *rvore do meu quintal.GICA @rinco com as pessoas. convencido. elas são levadas ao alto e. demonstrando muita or1a.tamanho dos uros nas telhas indicam serem eitos por pequenos objetos como balas. 'onsiderando que a semente tem o tamanho de uma castanha. % concluiu. 3 ! senhora sabe. $iquei at( contrariado por julgar estar BQ . 3 -s uros são eitos pelas sementes dos sombreiros. não havendo rachaduras. Por mais que quisesse. ao ca)rem. mesmo ainda não descoberta. ao lado. Perguntei. ( leve e tem uma ponta dura. 3 C. 'ontei o caso dos estranhos uros nas telhas. Mas contou uma história. 3 Mas como pode isso acontecer? 3 5os dias que tem vento orte. #le não dei/ou transparecer duvida quanto ao ato das sementes provocarem os uros nas telhas. por ocaso. Respondi. v0m com or1a. quando digo que o espiritismo por si só ( ilógico. intrigado. . descobri que as telhas oram quebradas por um pei/e com mais de meio quilo. provocando goteiras. #ra alegre e brincalhão. adquirida no e/erc)cio de sua pro issão. tem lógica. % e/plicou. -correu3me perguntar. !s *rvores não ultrapassavam a cumeeira da casa.

por isso. ( coisa de crian1a. sem d+vida. lobo. Mas eram. entregavam3se muito mais 4 concentra1ão. 4 alquimia e. . como. #le me pegouP 'onseguiu criar a lógica. quando precisavam. BS .a).pei/e tinha asas? 3 5ão. 3 Pare com mentiras. estou tentando criar a lógica. 'omo pode ter acontecido isso? . % respondeu. ao treinamento da sa)da do esp)rito do corpo. o guiava aos ataques de quem queriam destruir. o pei/e não tinha asas. principalmente. os bru/os e bru/as da idade m(dia talve6 estejam hoje reencarnados. uma simples e/plica1ão torna tudo compreens)vel. . sempre respeitei o @asico. no caso. dentro do ilógico. seus esp)ritos sa)am do corpo. 9uando me perguntam se acredito na lenda do lobisomem. alei. na Umbanda. Toje. realmente tinha. dominando sua mente.que 4s ve6es parece absurdo e imposs)vel. ainda viva e criando temores entre os mais crentes. ! cria1ão da lenda do lobisomem oi assim. claro. espiritismo ou qualquer outra religião transcendental. 'om certe6a a gaivota dei/ou ela cair de seu bico. para o povo di6er que o homem se trans ormava em lobo. Mndignado. passada de gera1ão 4 gera1ão. agindo sob a in lu0ncia do bru/o. talve6 porque não se distra)am com automóvel. televisão e computador e. as chamadas sa)das do corpo ou viagens astrais. rindo matreiramente. em busca do lobo che e de alcat(ia e. 3 !creditoP !creditar que o homem se trans orma em lobo e sai matando pessoas na lua cheia. #les tinham a t(cnica apurada e. ( por ter sido inventada em ato marcante que deve ter abalado a opinião p+blica da (poca. convicto. por não e/istir a lógica. C uma crendice. o que me dava o direito de tamb(m ser respeitado. hoje em moda no meio esot(rico. &ua história est* o endendo a minha intelig0ncia.BS sendo alvo de uma chacota. #/istem cren1as re utadas terminantemente. mais voltados 4 magia que os de hoje. # o espiritismo ( cheio de mist(rios. . e se ainda est* presente entre nós. 4 manipula1ão de ervas. Pelo processo da reencarna1ão. ! inal. oi um passo. parecia estar animado com uma vontade humana. @asico. respondo.

( alimentada por or1a semelhante. . precisando ser combatida pela cria1ão de uma or1a semelhante 4quela que provocou o dist+rbio na pessoa. e este a6 um trabalho especial com elementos da terra. $ica ali. do lado esquerdo do meu portão. ( porque e/iste uma energia ruim. uma entidade deu uma e/plica1ão. 5uma manhã. do que o mal. era com tinta. um arrepio incomodo correu pela minha espinha. quase sempre ruto da imagina1ão e do medo. ao sair de casa vi. com uma cru6 dentro. conhecia a or1a dos trabalhos do mal. pois sempre acreditamos o contr*rio. gera a tal energia compat)vel. 3 9uando voc0 deseja o mal a outro. con usão entre amiliares. 9ualquer briga. # pior. aquela macabra pintura não sa)a do meu pensamento.cascão do sapo ( colocado pelos esp)ritos do astral in erior em qualquer canto de sua casa. ! id(ia de ser vitima de um trabalho eito contra a sua pessoa. e como introdu6i3los num lar.homem ( suscet)vel 4 amea1a da magia. "e voc0 desejar o bem. cria3lhe o medo. com sapo morto. pelo ato de julgarmos que a nossa energia ( mais compat)vel com a vibra1ão bai/a. vibrando como toda energia. um c)rculo pintado de vermelho. colocada em qualquer encru6ilhada. Mmaginei o pior. ! ai/a vibratória. mesmo criando um campo energ(tico atrav(s de trabalhos. $iquei com medo. 'on esso. toda a de esa espiritual da pessoa se echa e a protege. Previno a todos. quando ainda não integrado ao movimento umbandista. nem com chuva intensa. ! macumba. ( só imagina1ão. ! revela1ão. por ser negativa. "obre esse assunto. daquelas que não sai mais. ! maioria das consultas. a sua retaguarda a rou/a e aben1oa a vinda da vibra1ão de pa6. % concluiu a entidade. . o pensamento pode tornar a mentira verdadeira. 3 C mais *cil voc0 a6er o bem.urante o dia. 'aso contr*rio. 9uando o preto3velho ou o caboclo manda procurar o e/u. Umbandistas mais e/perientes sabem distinguir um do outro. #ste mal ser* banido da minha vida. ( para desmanchar um trabalho eito contra a pessoa. nos terreiros de Umbanda. #mbora não conhecesse a magia praticada nos terreiros. ica girando em torno de seu corpo pegajoso e redondo. % 5ão criem o medo por in undados trabalhos pegados. contra mim ou minha am)lia. pedi prote1ão aos esp)ritos de lu6. #levando meus pensamentos. tão clara. BG . algu(m e6 um trabalho de magia. surpreende3nos a todos. 3 &enho ( em Hesus 'risto e nos seus mensageiros.BG CAPITULO 99 NEM TUDO < MAGIA .

a morte. Meu an*tico amigo. $ui pedir ajuda a um amigo. vitimada por um man)aco espiritual. e/periente esp)rita. BE . 3 5ão adianta. que marcou as casas. 3 2oc0 sabe por que. ! linha :ardecista trabalha só com energia. e perguntei. neste caso. # o c)rculo ( para echar o trabalho. para meus bot8es. 5o terceiro dia. ui caminhar no bairro. at( a doen1a )sica. a mesma coisa. 3 2ou pensar. preces. 9uanto ao ato de criar um campo de or1a para combater outro. de qualquer um. H* não tinha mais medo. harmonia. a energia. vis)vel e assustadora. o medo e porque estava pintada na entrada da minha casa. 5o caso. Mas. 3 Mas. se ao contr*rio. oi a 'ompanhia de Rede de Wgua e #sgotos. Passando em rente 4 casa do vi6inho. Mas eu não conseguia esquecer por duas ra68es. e/plicou. as casas estão marcadas com este s)mbolo? 3 "im. &odas as casas tinham a marca. achei lógico e certo. onde vão ser mudadas as redes das *guas pluviais. 3 MacumbaP # ( da grossaP ! cru6. 2ou esquecer essa est+pida magia. 3 di6ia. #u não sabia o que di6er ou a6er. vi o mesmo desenho eito na minha. 5ão iria solicitar trabalhos especiais. at( ter uma or1a grande. Mnsistiu. $ui a outra. mostrando o s)mbolo do diabo. assustado. Para não alar mais no assunto alei. não tendo com que se alimentar. !tAnito. mesmo mediana. ui me acostumando com o c)rculo vermelho. 3 C. podiam ter uma marca mais simples. 5uma tarde. 'om o decorrer dos dias. 9ue Hesus perdoe esse meu desconhecido inimigo. tem que haver a cria1ão de um campo de or1a da magia branca. #le. toler. muitas ve6es. não gostou da minha decisão. para destruir a ruim.ncia e perdão entre os moradores da casa. o ambiente or de pa6. tra6endo. vai diluindo3se at( desaparecer. que vai crescendo 4 medida que ( alimentada. $ica o ambiente carregado. contr*ria ao bom senso e 4 intelig0ncia. !chei a interpreta1ão da cru6 e do c)rculo uma aberra1ão espiritual. dona da casa. Nevei3o 4 minha casa. só um pouco. chamei um vi6inho que regava seu lindo jardim. pondo em risco a serenidade e pa6 da am)lia. 5a verdade. se eu a6ia parte de um grupo esp)rita e iciente e com bons resultados. Respondi. não suportava mais aquele medo de ver minha gente.BE imediatamente sugada pelo trabalho. o correto ( ter bons pensamentos. signi ica. sem ele nada entender.

determinado e... "ou contra qualquer tipo de ritual. 32*P 5ão pensei duas ve6es. 5ão quer conhec03lo? % perguntou. 3 Toje. principalmente essas de macumba e de bai/a categoria. sei l* onde. e dava vibra18es. ordenando a todos. 3@ata a testa tr0s ve6es na mesa. 5ão conte comigo e te aconselho a se a astar o quanto antes dessas religi8es a ro3brasileiras. e me dirigi 4 porta. no ouvido. 3 'omo ( o nome e quem ( o m(dium? 3 &enda #sp)rita "ão "ebastião. estou req?entando um terreiro de Umbanda. Mncorporou em um m(dium o esp)rito de um )ndio. contr*rio a esse tipo de religião. dando as costas. cadeira por cadeira. e não tenho nenhuma inten1ão de conhecer outro tipo de religião. despedi3me. pensava. 3 $ernando. "e/ta3 eira. 6angado. JF . 39ual humildemente. dentro de minha cabe1a. #nquanto ia para casa. 'onvers*vamos sobre espiritismo. em seu escritório de advocacia. 3 retruquei contrariado. Por que o irmão Maneco quer que eu v* em terreiro de Umbanda? Nogo eu. Nembrei3me de uma passagem que ocorreu durante uma sessão na linha :ardecista. um berro austero.JF CAPITULO 92 TRANSFORMAÇ1O $ui visitar meu sobrinho @enno. $oi quando senti a apro/ima1ão de meu guia espiritual. quando ele me e6 um convite. e ouvi. que voc0 conhece. dirigida pelo #dmundo $erro. #u? 'laro que não. o dia das reuni8es? Perguntei. 3 2oc0 me leva? 3&e pego 4s oito. H* tenho meu grupo. Pondo inal 4 visita. tão presa a rituais. at( certo ponto.

"e cumpri3la. 3Meu irmão. Passou direto.J1 5a respondi3lhe em s+plica. "e a entidade gostou. que me dispense dessa ormalidade. com todo o respeito e do undo do meu cora1ão. vou erir todos meu princ)pio contr*rio a qualquer ritual dentro do espiritismo. e de certa orma at( e/citado. não imaginando o quanto ainda lhe seria grato. aguardava meu intrometido sobrinho. J1 . pe1o3lhe. sem nada di6er. quando deu a ordem. minha ve6. !inda envolvido pelos meus pensamentos. não sei.

'ome1aram as incorpora18es. e o e/u? 'omo ser* ele? &er* cornos. H* que voc0 est* aqui. 2ovA J= . 9uando serão apagadas as lu6es? 5ão se apagam. "e acalme. ! corrente oi entrando em ila. &odos cantavam o Tino. de repente pensei. #squisita a pintura. o dirigente do terreiro. !chei estranho este mundo. que eu estupidamente imaginava. Toje ( trabalho de esquerda. &odos alavam e conversavam animadamente. . -s homens não dei/avam por menos. #ra um salão grande.medo trans ormou3se em emo1ão. -s vestidos das mulheres eram impec*veis. #/plicou. Mas o ritual era di erente do que estava habituado. rabo e p(s de bode. &r0s tambores come1aram a tocar. da linha da esquerda. &inha sido muito bem recebido pelo pai3de3santo #dmundo Rodrigues $erro. 2ermelha e preta. Metade da parede era vermelha e metade preta. lembrando do tempo que namorava na igreja. seguros. Prestei aten1ão na movimenta1ão dos m(diuns. #stavam mais para anjos do que para os ilhotes de diabos. . #u. #/u? Pomba3gira? 2ou embora. l* acabava. a &enda #sp)rita "ão "ebastião. curioso. #u i6 o mesmo. garbosos.pai3de3santo concentrou3se e come1ou a cantar o Tino da Umbanda. &odos icaram em p(. e iquei quieto. e aqui estava come1ando. sem nada entender Resmunguei. Nu6es acesas.J= SEGUNDA PARTE CAPITULO 9 A UM7ANDA 'on esso que estava ansioso. 5ão paravam de cantar e dan1ar. "enti um cala rio. tocando o Tino 5acional. bem iluminado. "uas cal1as e camisas eram brancas e muito limpas. como me alam? "ou hoje um homem sem medo. Respondeu lacAnico. dei/e come1arP Nembrei da ordem do irmão Maneco. para cantar com eles. #stava assustado. . demonstrando um orgulho enorme por estarem ali. e depois em asc)nio. 'om a seguinte di eren1a. H* não queria ir embora. &odos de branco. $oi uma vibra1ão incr)velP Pareceu3me ter levado uma tijolada na cabe1a. @em. todos cantavam e dan1avam. $oi um tal de bater cabe1a no chão. Parecia uma parada militar. !) entrou a mãe e o pai3de3santo. sem a concentra1ão comum dos trabalhos que estava habituado a req?entar. 5unca podia imaginar uma coisa assim.. "entei e dei/ei as coisas acontecerem. Meu desejo era entrar no meio. C dia dos e/us e pombas3giras.pai3de3santo incorporou a entidade che e naquele terreiro. di erente da nossa casa :ardecista. e um beijar a mão do outro. perguntei ao @enno. suas saias rodadas balan1avam aos som dos atabaques.

isto sim. 9uero alar com voc0. #ntusiasmado. !qui sou pai. . 2i. 3 'areca. 'om um olhar matreiro. -utros esp)ritos incorporavam nos demais m(diuns. venha aqui.evolvi3lhe o copo3caveira. Uns vão andando a p(. uma entidade alegre. 2oc0 não est* aqui por acaso. "a) de ino.JB 'onrado era seu nome. Mas. -lhei para todos. est* o lugar onde todos devem chegar. 3 9uem lhe contou o nome do irmão Maneco e como o senhor sabia a rase que ouvi h* anos. h* anos. 2* para o teu lugar. material para dei/ar qualquer um de porre. voltei para meu lugar e i6 o que o 2ovA mandou. #/plique3me duas coisas. ou. em orma de caveira. 9uando alar comigo. ique olhando e v* aprendendo. tenha respeitoP Meu pai % disse. nem rabo e muito menos p( de cabra. &otalmente di erente do que conhecia. 5ão perdia um movimento sequer. #ra uma caneca. ou para onde queira. # ele estava desse jeito quando in ormou. -lhou3me i/amente. e reparei ser eu o +nico careca ali dentro. Nevantei3me. após um baita gole no caneco da bebida. #mpolgado. $iquei olhando o e/u. j* solto e alegre. $iquei olhando. . 5ão vi cornos. C um preto3velho. porque detesto bebida alcóolica. simplesmente. -uvi o 2ovA 'onrado chamar. determinada. !dmirado. curioso. principalmente conhaque. que cada um viaja como pode. doce e amorosa. #ra incorpora1ão em massa. "entou3se numa cadeira. esp(cie de trono. olhou3me e disse. # por que 5ego Maneco. coisa nenhuma. . sim senhor. 5ão acreditei. e corri para conversar com ele. 'areca. #/u sempre tem um olhar marcante. repetindo as mesmas palavras do Pai Hoaquim ditas h* mais de trinta anos. . vovA. outros de canoa. capa preta. brincavam e alavam com todos os presentes. 5ão sou teu irmão. Riam. #st* vendo coisas estranhas. Meu irmão % disse. "aiba.ei um gole e quase vomitei. ele alou. # esse irmão Maneco não ( irmão coisa nenhuma. meu ilho. Mais dominador do que assustador. "ei l* o que mais. $iquei olhando.esp)rito tudo sabe. Prometi ao 50go Maneco ensinar uma por1ão de coisas a voc0. depois iquei sabendo ser de sete esp(cies. retomando a conversa1ão. H* tinha ouvido essas palavras.e repente parou na minha rente um m(dium incorporado. 3 . no im. procurando iniciar uma conversa1ão. JB .eu uma gargalhada e o ereceu3me bebida. outros com essas m*quinas de voc0s. umando e bebendo uma mistura.

incorporou novamente. #ra o esp)rito que resolvia nossos problemas. dando3nos a not)cia de estar o caso resolvido. rindo. nossa irmã voltou. no plano espiritual. incorporado.. pois ia resolver o problema. estava em grande di iculdade e como não queria mais req?entar os trabalhos. 3 &ata 'aveira. in luenciando nossa companheira para não mais ir aos trabalhos e abandonar o espiritismo. Is ve6es di6ia ser 'aveira. Uma m(dium. aos trabalhos. #le. 'arecaP % corrigiu. 5a outra semana. e no pró/imo trabalho a m(dium iria voltar. Perguntei3lhe a ra6ão. # despediu3se. recolhi todas e o ambiente icou livre desses in eli6es obsessores. Nembrei3me de um trabalho maravilhoso. sa)ram em debandada % disse.. eito por ele. disse3nos j* voltar. icamos preocupados. Pedimos socorro ao 7s0o7 Hoão. após seis meses de aus0ncia. 9ue bom rev03lo. $iquei curioso. na linha :ardecista. Nembrei3me do 7s0o7 Hoão. pessoa. "ubiu. 'oisa de esp)rito brincalhão. #ste oi meu primeiro contato com a Umbanda. pensava comigo. pena não poder um dia req?entar a Umbanda. 2oltando para casa. 2i estar carregando uma cai/a cheia de cobras. H* te conhe1o da outra casa. enquanto cantarolava os pontos que ainda ecoavam em meus ouvidos. normalmente. e oi alar com outra JJ . 9uando oram embora. companheira nossa. Meu nome ( &ata 'aveira mas l* eu sou o Hoão. quando eles as viram.JJ 'areca jaguaraP. a inal sou contra rituais. vi que ela estava cheia de esp)ritos perturbadores. $oi bom voc0 ter vindo para c*. "oltei v*rias cobras na casa e. 'hegando na casa da m(dium. Uns de6 minutos depois. 7s0o7 Hoão % respondi agradecido.

cheiro da mata que entrava no carro. 3 # o que voc0 iria perguntar 4 *guia ? 3 !inda não sei. &alve6 pela sua *gil acilidade de racioc)nio. pensamento não tem parada. não gasta vint(m 4 toa. mas podia ser melhor7. envolvido na minha aventura de mentira. mas mesmo neste estado ( capa6 de icar embevecida diante do colorido do beija3 lor. 3 "abe o que ela iria pedir? .mundo ( bom. . pensei. 'ontinuei divagando. aquiesceu em ouvir. 3 "e . 3 "eria bom para os homens se eles pudessem entender os bichos. #u dirigia o carro devagar porque o paralelep)pedo da tortuosa estrada estava umedecido pela densa neblina. "empre oi assim. de pre er0ncia em portugu0s . "e nossos olhos e cora18es são insens)veis aos seus comportamentos. mas abre sua bolsa para satis a6er os caprichos de algu(m. envolvido com o suave rescor da neblina. <ostando de dar elicidade aos outros. antes que ela dormisse outra ve6. voa de um assunto para outro. . JO .eus para melhorar o mundo. por ser ela a ave de vAo mais alto e que pode ver o mundo em toda sua amplitude.isse a Redda em tom sarc*stico. quem sabe eles pudessem nos di6er onde erramos. &em atitudes antagAnicas. Mnterrompi o sil0ncio.JO CAPÍTULO 2 SE DEUS ME DESSE=== #u e a Redda est*vamos descendo a serra do mar. sempre p8e 4 rente dos racos seu pequeno porte de mulher guerreira. e a e/pectativa de um dia ensolarado e bonito. sabe o que eu iria mudar? Minha companheira de quarenta e tr0s anos de conviv0ncia ( uma leg)tima representante do -ri/* -gum. &alve6 lhe desse a mesma oportunidade e perguntasse o que pediria 4 . 7. estende sua mão para a agar a cabe1a de um cão doente ou socorrer um cavalo atropelado na rua. e o perigo do ve)culo derrapar recomendava muita prud0ncia. #u sonho e ela me acorda. 'ompletei a rase. 9uando embravece dei/a e/plodir todo seu g0nio indom*vel. tra6ia uma pa6 interior dentro da medida que essas coisas boas me cercavam. não gosta de ter atitudes coniventes com os sonhadores. !o mesmo tempo que ( irrevers)vel em suas decis8es e incapa6 de icar sensibili6ada diante do choro convulsivo de um neto. 3 Pediria que todos os bichos pudessem alar. no que di ere de mim. Mmagine quanta coisa a *guia poderia nos ensinar.e soslaio. C sensata.eus me desse a oportunidade de modi icar alguma coisa de "ua obra.

JQ $iquei aguardando o j* certo e ulminante complemento da rase. ! inten1ão das palavras ( que causam o e eito. 3 C verdade. 3 ! educa1ão da vo6. não ser* em lugar espirituali6ado. muitas ve6es. e sim no astral in erior. e como ele tinha icado cravado em meus pensamentos e como um simples devaneio tinha revolvido os meus conceitos dos mist(rios da magia. sejam eles positivos ou negativos. 3 #la ia pedir que para o mundo icar melhor. #stamos alimentando o in erno sonoro de nossa alma. da causa e do e eito e da lei dos semelhantes. sem alar em querer modi icar o mundo. contei para eles o di*logo na descida da serra. 3 . e cheguei ao nosso destino. Mencionei a magia das palavras. são prova disso. ! sonoridade das palavras de Hesus deveria inebriar seus ouvintes e ao pregar o "ermão das Montanhas deve ter causado um impacto maravilhoso nos que o ouviram.mais importante não ( a vibra1ão da emissão dos sons. mas para quem as ouve. $alo da a1ão e da rea1ão. se o homem não alasse. 3 "eguindo seus ensinamentos. as gargalhadas. mas em compensa1ão o maldoso e eito da in . con orme voc0 disse no in)cio. Um aluno criticou de orma irAnica. tão própria dos homens. deveria a6er parte da mat(ria obrigatória escolar. ! maledic0ncia da inveja seria banida da JQ . pensativo. &odos os nossos sentimentos reprimidos eclodem e se somam 4s vibra18es dos sons. $alei. tom e e eito. e com certe6a. não destruiria mais lares. o que. a magia das palavras desapareceria. e após ter j* respondido v*rias perguntas. esperando o resultado entre o grupo do meu in lamado ensinamento. $iquei em sil0ncio. ! musica e os mantras. 5ão poderia ter sido o grande pregador se a imposta1ão de sua vo6 não osse per eita. o que me animou a continuar. &odos estavam atentos e me olhavam com e/pectativa. Um alante descontrolado. t0m um lugar no espa1o. não só para quem a pronuncia. destacando sua locu1ão. . os berros e a m* orma1ão da e/pressão. -s gritos hist(ricos. nem seriam levantados testemunhos mentirosos. vo6 estridente e tom alto. porque a maneira de emitir as palavras tem um e eito enorme.som ( vibrante. desen/abido. jogam 4 lama o nome de pessoas honradas. os homens não pudessem alar. Is ve6es sou convidado para a6er uma palestra sobre a Umbanda a grupos de estudantes. nem romperia ami6ades. ! suavidade. imaginando como seria o mundo. pretensão para quem não consegue modi icar nem os seus de eitos próprios. e tem um e eito no espa1o.mia. e/pressam a qualidade de quem as emite. Mas o di*logo sonhador icou calado em mim.iante de trinta deles. . tonalidade e irme6a das palavras. pode causar e eitos negativos em seu ambiente.

. por desuso.eus e6 o mundo com per ei1ão. 3 'omo oi a palestra? 3 $oi boa. a Redda me perguntou. JS . 3 9ue revela1ão? Perguntou. porque al(m de ter sido muito aplaudido. eu tive um revela1ão. acilitando a pa6 entre os homens. curiosa. seria sepultado. e o mentiroso e gabola não mais e/istiria. $alei. encerrando minha palestra. aqueles que alam mentiras para apa6iguar seus sentimentos o uscados pelas trevas demon)acas da incompet0ncia e da rustra1ão.JS humanidade. e a intriga seria de initivamente sepultada. 3 . C melhor dei/*3lo como est*. evitando a cria1ão de imbecis e irrespons*veis. # o velho ditado 7quem conta um conto aumenta um ponto7. !o chegar em casa.

os astros. que conhece o mundo inteiro. Pormenori6a tudo. talve6 tivesse sido mais eli6 e morreria com as duas orelhas. alante e irrequieto. nari6 alto. #stava com ele. e vamos ter trabalho de Umbanda 4 noite. dentro de uma semente de girassol. sentado em uma mesa de uma pi66aria. Perguntei in ormalmente. "omos eli6es assim.JG CAPÍTULO 3 A DANÇA #u tenho um problema cultural hoje irrepar*vel. sem ensinar como sua mama a6ia. sem contar as óperas. 3 2oc0s italianos são agitados. Por que ser*? JG . de v*rias nacionalidades. "e eu não posso viajar. onde estão os planetas. 3 C. #m compensa1ão a minha intimidade com os esp)ritos me e6 um homem imaginativo. e gosto de s03lo. #u sou assim. e por isso a clientela era grande. saboreando uma pi66a 4 calabresa. e logo vai cair a tarde e o dia vai desaparecer.epois de pensar um pouco. e cada um querendo alar mais alto que o outro. carregada com sementes. imediatamente vejo a planta crescida. con irmou. @ai/o. . verdadeiras ontes de energia. por e/emplo a &arantela. um simp*tico italiano. Mas isso nos d* bom humor. C incapa6 de di6er macarronada. "ão r*pidas. $oi quando me lembrei da minha lacuna cultural. Rodeavam3nos as mais estranhas iguras. com uma enorme lor. mas viajei at( o espa1o. vai ser o meu in ormante. senão o sol não estaria tão alto. as constela18es. procurando a lu6 do sol. 2olto 4 realidade. . o <iovanni. ! casa era amosa. não i6 viagens internacionais. l* em casa minha am)lia ala ao mesmo tempo. "e algu(m abrir a mão e mostrar em sua palma uma semente de girassol. H* voei na imagina1ão. "empre gostei de ler. que est* brilhando no c(u cor do in inito. #stava conversando com o <iovanni. "ão sim. que se req?entasse um terreiro de Umbanda. e descubro que estamos no meio do dia. com culturas di erentes da nossa. at( virar uma gritaria. não são? . "uas vidas )ntimas tamb(m vivem dessa orma? 3 C. onde provavelmente e/istem outros mundos habitados. 5ão para de alar e gesticular. mas não ( a mesma coisa que evidenciar os atos.isse para o <iovanni. o que me tornou um desconhecedor das culturas do mundo. e ainda me lembro do 2an <ogh. Nembrei3me da m+sica italiana. 3 Mtaliano % como o chamavam carinhosamente 3 os ingleses são bem di erentes de voc0s.

3 #st*. e ainda mascando chicletes. inveterados amantes.Maurice 'hevalier não ( protótipo deles? # que tal o ch* servido pelas guei/as. ao inv(s de se auto punirem em nome de !llah. com a Umbanda. 5ão te parecem eli6es? "er* que são as suas *reas verdes. Percebeu que eu tentava uma liga1ão do que al*vamos. 3 2eja o que est* acontecendo hoje no oriente m(dio. JE . delicados e galanteadores. 3 ! pi66a est* boa? % perguntou.an1arinos de roc:s. "omos amigos e por isso ele me conhece bem. enquanto ele j* tinha comido duas. 3 2oc0 não vai me contar nenhum caso de esp)rito. % a irmei. #le sabia que não me podia tirar da minha inculta viagem. Respeitei seu pedido. se ao inv(s daquela m+sica osse um samba brasileiro? -u as nossas mulatas cariocas andassem como as guei/as? Reparou como cada um est* ajustado 4s m+sicas? 'onclu). considerando que o movimento ( uma a1ão que gera uma rea1ão. . "ão din. 9uem sabe se. a desgra1a amorosa. tanto que tive que pedir ao gar1om para esquentar minha pi66a. com as saias apertadinhas e passinhos curtos. Msso os torna di erentes.eve ser o resultado da rea1ão do movimento da dan1a por eles pre erida. . "ó eu alava. ou o movimento ritmado do som de seus instrumentos musicais? . não seria o som musical de suas musicas? . !nalise o argentino. -s irlandeses são admiradores da gaita de oles. 3 Por alar nisso. 3 # o americano. de um brio di erenciado.micos. sempre dos outros 3 brinquei. gar1om me traga uma coca3cola. e suas dan1as ossem mais alegres. e admirados pela cultura pol)tica do povo comum. estudado. 3 "ão comedidos no alar. apai/onados por tudo que a6em. pois era um medroso do espiritismo. # eles gostam de contar os so rimentos. # os ranceses. para desconversar. andam com calma com passos irmes e seus gestos são suaves. "ão amantes da vida. via de regra. que retrata.<iovanni me olhou descon iado. 'om tudo o Mtaliano concordava. não houvesse tanto so rimento. austero.JE 3 Pelo modo do andar deles. "eus gestos os levam para esse lado. não (? "uplicou o <iovanni. como pedindo uma pausa na conversa1ão. C um movimento macho. un:s e sei l* mais o que. Husti iquei. presentes e dominadores.<iovanni e6 um gesto. adorador do tango. 3 5ão entendi. "er* que isso não pode caracteri6ar uma nature6a espiritual de um povo? !rgumentei .

-nde se encai/am os teus movimentos? !nda todo torto. outras não. por or1a da própria a1ão desses gestos. 'on irmou contrariado. um dia calmo. no outro agitado. $alei com seriedade. não parecem soldados romanos? -s XangAs não te lembram a dure6a das pedras e a ira dos trov8es? # as Mansãs. Msso. em s)ntese. ( magiaP #/clamei triun ante. 'ada movimento atra) um tipo de vibra1ão. -s )ndios eram mestres nisso. ! inal. não (? "abe que na Umbanda o movimento tem magia? 3 "abia que voc0 ia chegar na macumba. con irmava com a cabe1a. que seja compat)vel com a dan1a. 3 "e são aquelas entidades que icam rodando e olhando para a palma da mão. 3 #ntão. agora voc0 j* sabe que quando precisar de au/)lio da nature6a. tomei o cuidado de e/plicar. ao cantar uma m+sica. dan1ar % no mesmo lugar. eu sei. e quando o a6 ( sem ritmo. voc0 tem que a6er um movimento que vibre no local da or1a que origina essa energia. ele com a boca cheia de pi66a. voc0 o que (? 3 #u? #u sou brasileiro. 4s ve6es ( violento. $ernando. voc0 est* tra6endo um peda1o de vibra1ão de qualquer lugar. 3 # voc0. OF . <iovanni. <ar1om. 2oc0 j* viu as o/uns corimbando no terreiro? !pesar de medroso. 4s ve6es eu levava o <iovanni para assistir uma gira no terreiro. não te levam at( as ondas do mar? -s -guns. Mroni6ou 3 C a corimba. tentei escapar. não sabe dan1ar. 3 5ão te lembram as *guas de um rio? # as Memanj*s. j* vi. Mas ( uma id(ia. 4s ve6es tua e/pressão est* tranq?ila. como se tivessem um espelho. 3 C.'riticou resmungando.OF 3 5unca vi tanta bobagem. traga a conta para o meu amigo aqui. 3 'omo assim? Perguntou o ignorante. o que lhe dava insAnia. não parecem ventanias? # os caboclos de -/óssi? 5ão te lembram as matas? 'ada ve6 que eu alava. 3 "e voc0 na gira.

% a irmei. !sseverei. #mbora j* tivesse a pr*tica de vinte cinco anos na linha :ardecista. #ra o que ele queria ouvir. !o ingressar na corrente. "ou um homem disciplinado e obediente. "e eu usar de toda a autoridade recebida pela lei da Umbanda. como deve. atrav(s do jogo das palavras. a culpa ser* tua. prender a pessoa. depois de tr0s meses req?entar a assist0ncia no terreiro. 9ueria ser um bom m(dium. Pode a6er e di6er o que quiser. pondo o pai3de3santo bem 4 vontade. 'onstrangimento? Por que? &enho um constrangimento muito grande de me/er com C que voc0 j* tem vinte cinco anos de pratica. 5ão só pode. com muita humildade. $oi rid)culo. os m(diuns devem obedecer as ordens da hierarquia do terreiro. e. em alguns momentos. 5ão posso dar o mesmo tratamento dos m(diuns comuns. . o pai3de3santo me chamou para um conversa1ão. 3 ! Umbanda ( e/igente. Percebi ter ca)do numa armadilha. segurava minhas incorpora18es no terreiro. Mncorporei. no meio das imagens. O1 . $oi um bom aprendi6ado. a tudo acompanhava atentamente. aqui não vou usar. voc0 pode icar. em caso contr*rio. i6 o que sabia. Lardecismo e Umbanda são di erentes. eu órico por ter sido convidado para ingressar na gira. "e eu or um bom m(dium. ! não ser que voc0 me alte com o respeito. voc0. depositei em tuas mãos o meu uturo medi+nico. 5ão tive alternativa. $inali6ei.que l* aprendi. e acatarei a determina1ão. Mentalmente acompanhava o ritmo da m+sica. &amb(m puderaP 5a +ltima ve6 que incorporei na Umbanda. 9uando entrei na gira. "empre ui t)mido para dan1ar e cantar. &odo de branco. Mania de :ardecista de incorporar com o olho echado. echei os olhos e sa) pelo salão dando vibra1ão no ar.O1 CAPÍTULO 4 DIFERENÇAS ! gira estava animada. ui parar dentro do cong*. o m(rito ser* teu. a ponto de querer at( chorar e ir embora. e eu. $oram me buscar. com raiva de mim. Husti ico3me. ao menos por enquanto. $iquei encurralado na trama do pai3de3santo.

$iquei pensando. como YpaiZ ou YpadrinhoZ. 'orri atr*s dele. de $erro. Mesmo. # desde j* voc0 est* escalado para s*bado pró/imo. a mãe3de3santo. . #ssa que voc0 usa. os capitães do terreiro. minha esposa. ponha uma roupa mais adequada. a mãe3pequena. 5ão me chame mais. % arrisquei.O= 9ue bomP % e/clamou. um movimento necess*rio. por ser o canto um mantra da Umbanda. vir ajudar na limpe6a do terreiro.% encerrou. Padrinho. ser* que oi vingan1a daquele )ndio por me ter negado bater a testa tr0s ve6es? O= . rumpi e O=0. que voc0 tenha vergonha ou não saiba. &ome nota das primeiras ordens.3 echou a cara. #ngoma ( o conjunto dos instrumentos que a6em a musica no terreiro % e/plicou. # os atabaques t0m nome. % respondeu. embora seja branca. agora de orma delicada.irija3se a mim. mesmo que não saiba. e os ogans da engoma. aliviado. # quando voc0 estiver na gira. qual ( a hierarquia do terreiro? !l(m de mim. # dance. rom. com licen1a. "ó para eu saber. # tem mais. beije a minha mão e de toda hierarquia. aqui dentro. cante. quando voc0 chegar no terreiro. por ser a dan1a. inclusive dos ogans dos atabaques. respeitosamente. #ngoma? # o que ( engoma? Perguntei. não est* igual aos outros da corrente. deu as costas e me dei/ou so6inho.

5esse dia olhando concentrado e i/amente para minha imagem re letida levei um susto. e/ercendo o direito do meu recolhimento neste cAmodo. originada do candombl(. #le icava irritado e sua grossa vo6 j* estava passando da tonalidade própria dos cavalheiros. #ra ele quem di6ia. ainda meu desconhecido. ! religião chamada Umbanda tem menos de cem anos. "omos displicentes com o nosso outro eu. ! minha acompanhava o mesmo diapasão.H+lio ( alto e apesar de seus cinq?enta e tantos anos mant(m um corpo de jovem. "eus olhos eram misteriosos e o seu rosto não me pareceu amiliar. um elemento de grande utilidade na magia. ! irmou. . Um grupo de quase meia d+6ia de adeptos da Umbanda ouviam curiosos nossa discussão. ! verbosidade ( a sua maior arma para manter acesa uma discussão. -s que j* me ouviram tiveram a mesma sensa1ão. 3 ! Umbanda se perde no tempo. 'erta ve6. vi minha imagem re letida no enorme espelho estrategicamente colocado na parede.OB CAPÍTULO 0 O ESPEL3O !cho que todos vão concordar comigo que o banheiro ( nosso esconderijo respons*vel por momentos de nossa necess*ria privacidade. #/iste h* milh8es de anos. !s vibra18es cósmicas e a mediunidade nasceram com o homem. Presto3lhe minha rever0ncia. 3 ! Umbanda ( uma religião a ro3brasileira. pretos e salpicados nas pontas de um grisalho compat)vel com a sua idade o que me cria uma recrimin*vel inveja por eu ser calvo. #ntre outras tantas ormas dos magos usarem o espelho ( buscar no espa1o o re le/o dos elementos para aumentar a or1a dos trabalhos na constru1ão de campos de energia. a6er a higiene e con erir se a roupa est* adequada com nosso gosto. recomendando a mesma tentativa. C ormada por grandes alanges de esp)ritos na qual predomina o nosso )ndio. bem penteados. 3 ! Umbanda ( uma religião autenticamente brasileira. # oi essa a convic1ão da minha inspira1ão na conversa com o Hulio sobre o inverso da Umbanda. $oi uma e/peri0ncia incr)vel. Rebati. pentear os cabelos. considerando ter nascida o icialmente em 1EFG. por isso divido3a com os outros. "eus cabelos são grossos. no Rio de Haneiro. não usa o OB . $oi anunciada pelo 'aboclo "ete #ncru6ilhadas incorporado no m(dium D(lio de Moraes. #ra o outro eu. aquele homem dentro do espelho era outro. 3 2oc0 est* con undindo. # com ela nos digladi*vamos com eloq?0ncia e em calorosa de esa das id(ias da religião. 5ós usamos o espelho para limpar os dentes. por acolher em sua ess0ncia o inverso de tudo. # ( nessa importante pe1a de nossa casa que est* o espelho.

os )ndios então os leg)timos donos da terra oram escravi6ados. não prega o medo e muito menos e/ige compensa18es inanceiras pelo e/erc)cio da mediunidade #st* na hora de mudarmos os conceitos. ! id(ia oi aceita. escrevendo a mais triste p*gina da nossa história. #stou a6endo essa sugestão por querer que voc0 me ajude a consolidar a iloso ia que h* anos estou tentando implantar no terreiro que dirijo.entro do bem reside o mal e vice3versa. 9uero juntar as pe1as e concluir o quebra3cabe1a. . 3 'omo amanhã ( domingo. 'om a não adapta1ão ao regime da escravidão os portugueses. sem precisar conhec03la. vestido 4 vontade. trou/eram escravos negros da W rica. &udo tem o outro o seu inverso. descoberto o @rasil. mas prometo tentar. !penas sou contra a mistura da Umbanda com o candombl(. ! Umbanda tem que ser redescoberta. . #nquanto desabotoava o seu jaquetão cin6a para sacar de um cigarro. sem a horrorosa gravata amarela que destoava de seu terno cin6a claro. 3 . . 'omo est*vamos no jardim da casa de um amigo comum.epois de e/plicar continuei. OJ . 2amos coloc*3los diante do espelho e descobrir o seu inverso.H+lio estava circunspeto demonstrando estar bem atento e surpreso com minhas e/plica18es. 3 2amos trocar id(ias sobre a Umbanda buscando uma intera1ão religiosa e não discutir ou compar*3la com outras religi8es. antes ajeitada para recepcionar o Hulio. @rincou.OJ sangue como elemento nos trabalhos. #st* combinado? 3 5ão sei se vou conseguir icar quieto. ele me comunicou em educado sussurro. sugeri que nos un)ssemos aos demais convivas ao at( então apra6)vel evento. demonstrava estar de bom humor. #le era meu amigo )ntimo por isso j* oi servindo o ca e6inho. #u di6ia. 5o decorrer dos tempos os a ricanos j* mais adequados 4s suas condi18es de servi1ais. Mniciei a conversa. 5ão tenho a pretensão de descortin*3la. mas tenho o dever de entend03la. 3 !ntes de tudo quero dei/ar claro que não combato nenhuma religião ou orma de e/erc03la. convidados que omos para uma reunião. vou te visitar para continuarmos nossa conversa.inverso da Umbanda? 2oc0 quer di6er descobrir coisas ainda não reveladas? 3 !s coisas reveladas e não entendidas. &ive uma e/peri0ncia com o espelho que me e6 repensar toda minha conduta humana. Respeito o livre arb)trio de cada um e con esso só ter uma no1ão b*sica do candombl( apesar de achar essa religião muito bonita. in lamado. inclusive a espiritual. orte e que re+ne adeptos de grande envergadura cultural. dentro do mal e/iste o bem. 5a minha casa nós icamos na sala.

Repare que todos os pontos da linha dos preto3velhos são iguais 4s musicas da capoeira. mas deve ser revista adequando3a 4 lógica correta de uma religião independente. a UmbandaP #la oi planejada e criada para atender o povo brasileiro. ! pr*tica da cultura religiosa dos ind)genas com os a ricanos oi proibida pelos brancos que impunham o catolicismo entre eles. e/ceto quando são misturadas. Parou uns instantes olhando3me para pensativo e torpedeou. !trapalhei o H+lio. 3 # não oi? 3 Pelo pouco que sei do candombl(. 5ão tenho nenhuma d+vida que a Umbanda tem que seguir seus princ)pios morais e ilosó icos ensinada pelos esp)ritos.OO misturaram sua ra1a negra com a vermelha do )ndio e entre elas a intromissão dos brancos. !cho que basicamente os esp)ritos que undaram e trabalham na Umbanda t0m alguma p*gina dentro da (poca do descobrimento do @rasil. 5ão oi só a ra1a que se misturou. o que desagrada tanto os adeptos da Umbanda como do candombl( que não tem nenhuma vincula1ão com o sincretismo católico. dev)amos pregar e cultuar a Umbanda dentro da lógica dos acontecimentos históricos do @rasil. ! religião dos brancos oi re ugada pelos negros que criaram o j* conhecido sincretismo católico na Umbanda. #le me disse para ser ousado e buscar respostas por mim ainda desconhecidas.nea de conceitos est* gerando uma con usão muito grande. hoje o +nico esporte brasileiro. cheios de cren1as. ! sobrancelha grossa do H+lio levantou e ele interveio. de eito que lhe derrubaria o t)tulo de esp)rito superior. europeus e religiosos católicos.i6em ela ser originada do candombl(. são religi8es antagAnicas. . # ela oi criada pelos a ricanos 4 guisa de esporte mas na verdade era um meio de de esa. . -s !rquitetos do #spa1o resolveram juntar todas as suas iloso ias religiosas em uma só. OO . # a capoeira nasceu antes da Umbanda. misticismos e iloso ias espirituais. 2eja uma delas. Mndagou. a religião tamb(m. negros. . brancos. 3 . por qu0 o ori/* -/um carrega um espelho? Mmposs)vel ser vaidade. reencarnaram aqui mesmo no @rasil. !) vem a revela1ão do inverso. sem nunca esquecer que ela ( autenticamente brasileira. 3 @aseado no que voc0 a irma isso? $oi o espelho que te contou? 3 ironi6ou.e certa orma. 3 # o preto3velho não ( o a ricano? 3 #stou inclinado em acreditar que ele oi tra6ido atrav(s da descend0ncia da ra1a a ricana que criou a capoeira. !s tr0s misturas deram in)cio 4 civili6a1ão brasileira.H+lio não se conteve.H+lio mal se continha. a miscel. maravilhosa e m+ltipla na sua constru1ão. Por ser nova e pouco estudada. #sses esp)ritos dos )ndios.

OQ 3 2oc0 sabe? 3 #u não sei. mas espero descobrir. OQ . &enho certe6a que vai aproveitar. ao menos vai se admirar. pois se não encontrar o seu outro YeuZ. Mas antes devemos ver o inverso de nossas a18es que erem a espiritualidade ensinada pelos esp)ritos que a6em a Umbanda.Hulio despediu3se e prometeu a6er a e/peri0ncia do espelho. 9uem sabe nós devemos buscar a resposta pesquisando o inverso do ori/*. .

estuda e aprende. $oi com outro espiritualista que entendi a incorpora1ão e a necessidade da prepara1ão do m(dium. . mais *cil para o esp)rito dar sua comunica1ão. essas energias se unem. principalmente por contradi6er tudo aquilo que ele pregava. reclamar por tudo. . um e/periente pai3de3santo. brincalhão e alegre. !mbos estão ali presentes.omingos acreditava que não adiantava nada o m(dium ter cultura esp)rita.i6ia coisas descone/as. 2oc0 ( um imbecilP !pesar da grosseria das palavras. todos. $al*vamos sobre a mediunidade. 5aquela ocasião. a incorpora1ão de um esp)rito com o m(dium ( um grande mist(rio.omingos era um membro da corrente. dei/ou escapar uma das suas marcantes alas. não adiantando nada o que se aprendeu. sabendo andar. cultural e espiritualmente. &oda aquela postura era mentirosa. . 9uanto mais preparado. Mnterrompeu e voci erou. era muito querido por todos. C a terceira energia % disse. <ordo. #ntretanto. principalmente.$erro costumava berrar. ainda não conhecia o !ndir de "ou6a. trotar e galopar. OS . $alando sobre prepara1ão espiritual dos m(diuns. ele a6 o que quer. acilita ao cavaleiro. quando a entidade toma o corpo do m(dium. Mas. acharam gra1a da orma do pai3de3santo e/pressar3se. para poder e/trair sua cultura.esp)rito ( uma energia e o m(dium ( outra. &erceira energia? #/plique melhor.m(dium tem que dar condi18es ao esp)rito.. mas tinha um cora1ão imenso. 9uando vem o esp)rito. gritar. <osto de conversar com ele e.pai3de3santo echou a cara. demonstrando sua indigna1ão pelo coment*rio do estejado gordo. . 5a Umbanda chamamos o m(dium de cavalo. sensibilidade e conhecimentos. trocar id(ias sobre a Umbanda. 'ada qual com sua cultura. ! gente l0.OS CAPITULO 2 TERCEIRA ENERGIA .omingos. C como dois em um. pedi. inclusive o . ormando uma terceira. #mbora comum e undamental para a religião esp)rita.omingos. principalmente no que se re ere a di eren1a da mesma entidade incorporada em m(diuns di erentes. Um cavalo bem domado. Um ( um e outro ( outro. reunidos em uma só or1a. dei/ar ser montado e obedecer as r(deas. H* o pai3de3santo com sua e/peri0ncia pregava o contr*rio.. . . ilho de -gum não dei/ava as coisas para depois. voc0 ( um burroP .

. "e incorpora em outro. que não ( a mesma entidade. culto. violento. vai ter que lutar para não dei/ar esta parte ruim do m(dium. o leite tamb(m. pensando na proveitosa troca de id(ias com o !ndir. com sua aura limpa e vibrante. . se sobrepor 4 sua vontade. ica com uma parte do outro. 5ão pode ser igual. em dois m(diuns di erentes. misturada em sua energia. est* bem esclarecido este ponto. OG . lembrei3me do . em sua mani esta1ão. #nquanto voltava para casa. para quem conversar com os dois m(diuns. toda esta parte boa do m(dium. no primeiro.ca ( ( uma bebida pura. 2amos imaginar um e/u.omingos.esp)rito só pode tirar do m(dium o que ele tem programado.mesmo e/u incorporado em um m(dium menos preparado. Msso mesmo. boa coloca1ão % elogiou. e cheio de ódio. 3 Msso e/plica bem. senão poderia e/plicar para ele o que o $erro não conseguiu. Pena que o . . 'omo um computador. 'ompletei.OG - 'omo o ca ( com leite? &entei ajudar. -s dois juntos criam uma terceira bebida. 2ai parecer. "e seus arquivos são de m* qualidade. C. incorporado em um m(dium manso. $alei. -bviamente. 5o segundo m(dium. disse o !ndir. . ela ica com uma parte que sou eu. só pode in ormar coisas semelhantes. para esclarecer minha compreensão. "e a entidade incorpora em mim. ele vai tra6er. amoroso.omingos j* desencarnou. "im.princ)pio do computador.

mas. j* tinha abandonado o 'entro #sp)rita. . olhos abertos.segredo ( a paci0ncia e a con ian1a nos respons*veis pela dire1ão do terreiro. @ebia cacha1a e umava cigarro de palha. @em mais cedo que esperava. 'antava e dan1ava.OE CAPITULO 4 INCORPORAÇ>ES H* estava habituado 4s incorpora18es da Umbanda. "e não der certo. o Pai Maneco. sem necessidade de lu6 apagada. pedindo uma e/plica1ão. que recebi sem nenhuma di iculdade. "ó altava o #/u. . . na linha :ardecista. C importante mencionar. &empos depois. mas comum entre cavalos ine/perientes.ava consultas sentado no toco.pai3de3santo me chamou e me e6 icar no meio do terreiro. -ptei pela Umbanda por ter encontrado nela a minha necessidade religiosa. devendo o m(dium tomar o cuidado para não incorrer na imita1ão das incorpora18es de outras pessoas. Pela impon0ncia da entidade. e icam mancos. Mncorporava. o pai3de3santo chamou o #/u &ranca Ruas das !lmas. $iquei intrigado e procurei o pai3de3santo. estava solto. e nunca dei/ar de perguntar as d+vidas que tiverem. considerando3se estar trabalhando com ele. ique rodando. % orientou3me. OE . incorporava uma entidade que não tinha dado o nome.desenvolvimento da mediunidade na Umbanda deve ser espont. "enti3me mais seguro e protegido na Umbanda. icar* bem amortecido. que voc0. o esp)rito declarou chamar3se !:uan.neo. normalmente. os m(diuns icam muito apegados ao olclore. . bem 4 vontade. H* tinha o preto3velho e o 'aboclo. jogando3me de joelhos no chão. nas giras de -gum. $ique calmo e concentre3se. o meu pai3de3cabe1a. j* h* vinte e cinco anos. ! di eren1a oi a batida alegre da m+sica e a manipula1ão da energia da 5ature6a pela cria1ão de campos de or1a. 3 5em todos os e/us são iguais. #le atendeu. dentro da nova roupagem de preto3velho. C a alta de conhecimento dos m(diuns que provoca esse quadro at)pico da entidade. h*bito comum quando ele queria chamar um esp)rito para incorporar num determinado m(dium. muito embora. a1a uma respira1ão r*pida e curta. para só depois levantar e saudar a todos alegremente. H* me considerava m(dium pronto. ! gira era de 'aboclo. di erenciava bastante dos outros e/us. com certe6a. Mntu) que um 'aboclo est* querendo incorporar em voc0. Mandou cantar o ponto do 'aboclo Hunco 2erde. via de regra. "oube que meu -ri/* era -gum e j* tinha eito o cru6amento na Umbanda e o amaci. entortam as mãos e cometem outros trejeitos. para voc0 icar tonto e acilitar a incorpora1ão. "e tiver di iculdade. entidade para mim *cil de lidar. ! incorpora1ão oi r*pida e orte.

#les ( que pensam assim. $ernando. !rrematou. 'om medo de errarem. inclusive o próprio pai3de3santo.. seria certo ou errado ele ir bater a cabe1a? 5essa altura. para desenvolvimento dos m(diuns. numa gira echada e sem assist0ncia. 9ue i6 para merecer cumprimentos? % pensei. al(m de ser also. todos teus irmãos de corrente. $iquei sem entender. #le continuou. ( muito bom. onde os m(diuns. pensando ter eito uma pergunta inadequada ou prim*ria. me olhando.urante a incorpora1ão tive o impulso de ir bater a cabe1a no ponto de seguran1a da gira.esp)rito não oi. 3 . omitem o detalhe da consci0ncia ou inconsci0ncia. não contarão ao esp)rito suas di iculdades )ntimas. . C um tipo de treinamento. ou se ui eu quem criou a id(ia e ele não me dei/ou ir. se os outros souberem da consci0ncia. na sua ótica. em cujo cargo iquei durante. ui cru6ado no terreiro como pai3pequeno. toda a corrente estava em p(. 5ão tem nada de errado ser m(dium consciente. em sil0ncio. $iquei sem jeito. QF . com a inten1ão de saberem as coisas contadas pelos ilhos da corrente. em meu terreiro.. 5o inal o pai3de3santo a6ia suas observa18es. C uma pura asneira. 3 2oc0 ( o primeiro m(dium. Para teu controle. 3 'laro que não. durante a incorpora1ão. aqui presentes. que se di6em inconscientes. $ui saber. mais tarde. e/plicando as coisas certas e erradas dos m(diuns. que atrapalhou a entidade não o dei/ando a6er o pretendido. Meus parab(ns. uma ve6 por m0s. juram serem inconscientes. porque assim voc0 aprende as coisas que o esp)rito ensina. trabalham suas mediunidades. por estar errado. 3 Mas tenho que ser inconsciente para trabalhar na Umbanda? Perguntei assustado. #/clamou. !o contr*rio.anos e só sai daquela casa com morte de meu pai3de3santo.QF 5o terreiro do $erro. $i6 uma pergunta. !creditam que. havia uma sessão echada. Mncorporei o #/u &ranca Ruas das !lmas. que e/istem mães e pais3de3santo. #stou em d+vida se ui eu. &empos depois. al(m de ser a maioria. que a6 uma declara1ão publica a irmando ser m(dium consciente. % detalhei 3 independentemente dos meus problemas na incorpora1ão. o m(dium. sob a orienta1ão dos dirigentes e m(diuns mais e/perientes.

para dirigir uma casa. go6ava de boa sa+de e não demonstrava estar passando nenhum problema. assustado. uma resposta da entidade 4 minha solicita1ão. # ningu(m gosta de saber que os amigos estão com os dias contados. "aiam daqui. o canto muito bem a inado. muito ao contr*rio. mantendo uma orma )sica invej*vel. Percebi uma certa gravidade. quando ouvi o amoso chamado da querida entidade.pai3de3santo che iava. 'omunicou.ei/ei meus a a6eres e sentei3me 4 sua rente. Me/eu3se no seu trono. !credito nos esp)ritos. 'areca. a lito. 3 5ão dei/e isso acontecer. . hoje ( a +ltima ve6 que estou incorporando neste cavalo. h* quase cinq?enta anos. Por comandar a gira. "e ele não puder trabalhar. olhando i/amente. -s dois sa)ram e ele. não se deve jamais alar com ningu(m. Minha rea1ão oi imediata e em suplica. .3 Q1 . que impossibilitarão as incorpora18es e. % gritou. era todo vida e alegria. 5ão sentia nele o espectro da morte. 2ovA. 5ão aparentava a idade que tinha. venha c*. #sperei. "ou um homem de (. porque. 3 'uide do meu terreiro. . o ereceu3me a orte bebida e disse aos seus dois ajudantes. #ra um homem importante para a Umbanda e para o próprio terreiro. mais tarde. que tão sabiamente comandava. os m(diuns alegres.pai3de3santo $erro. . 3 'areca. mesmo sendo o che e espiritual da casa. voc0 guarde teu cora1ão no co re. !l(m de meu pai3de3santo. ! casa estava cheia. incorporado no 2ovA 'onrado. #st*vamos no m0s de "etembro. de pronto.Q1 CAPITULO 6 O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO #stava comandando uma gira da esquerda. e estar incorporado no pai3de3santo. vai desencarnar. que quero alar so6inho com o 'areca. tornou3se um grande amigo. eu cuido do terreiro. sem a assist0ncia do cambono.evia pesar uns setenta quilos. espiritualmente. % ordenou. deu a noticia. 3 'areca. # eu me identi icava muito com ele. Mas não dei/e ele morrer. &udo estava certo na sua vida. #le vai ter alguns pequenos problemas. #stava no meio do terreiro. os cambonos. não estava incorporado. # vou dar um conselho. ra6ão que me e6 gelar.

$ui com minha mulher. Q= . Marcamos um trabalho para hoje 4 noite. 5ão incorporou mais em seu cavalo. apesar de suas rabugices. pois antevia as conseq?0ncias entre todos nós. $oi no come1o do ano.Q= !poiado em sua bengala preta. #la era benquisto e al(m dos amigos e ilhos da corrente. #u o via. #le % o pai3de3santo e esposa. então mãe3pequena no terreiro. sem prever sua data. #ste ponto oi riscado pela Madrinha 3 a dona "telinha. desde que tomou o cuidado de a astar seus cambonos para me dar a not)cia. apro/imou3se. especial mesmo. recebi o recado. C para a sa+de do Padrinho. !lgu(m tele onou para voc0. ! &here6inha. amargando minha antecipada dor. #le subiu e eu iquei assustado. #ra demais para mim. . que o am*vamos. Retirei3me. $i6emos trabalho na linha da Umbanda. 5ão acreditava no que tinha ouvido. sem dividir com ningu(m. alegre e com todos estejando. I noite a corrente estava reunida. $iquei so6inho. di6endo que o $erro teve um en arte e vai ser operado. que dava para perceber. &odos o adoravam. # alava de um homem incomum. não sabia o que esp)rito tinha alado. "abia ter chegado o momento. Perguntei 4 &here6inha que ponto era aquele. levantou3se e ordenou o canto de subida para ele. chamando os caboclos e pretos3velho. !o chegar em casa. ou seja. que o mant(m aceso j* h* muitos anos. tristemente e comecei a pensar como poderia administrar seu desencarne. 5ão era compreens)vel uma entidade di6er não incorporar mais. e não podia tirar de dentro de mim o segredo que com muita dor carregava. H* est*vamos em de6embro. 5a minha (. onde j* muita gente estava solid*ria com a am)lia. Mn ormou3me com ar sombrio e triste. esposa do $erro. reunindo os m(diuns e seus amiliares.pai3de3santo era m(dium inconsciente. muito antigo. sua am)lia era grande. -s esp)ritos não erram. porque seu cavalo ia morrer. conhecida pela cura de doen1as )sicas. oi posto um ponto riscado. para que tudo corra bem. 5o meio do terreiro. -s sinais dados pelo 2ovA 'onrado estavam cada ve6 mais ortes. &odos os anos o terreiro a6ia uma esta de con raterni6a1ão. sabia ser inevit*vel o desencarne. Perguntei. 3 9ual o hospital? 5o "anta 'ru6 % in ormou $ui ao hospital. #sclareceu. em cima da seguran1a. para a qual tamb(m nada tinha dito da comunica1ão da entidade. amiliares e ilhos de corrente comentavam sobre a bem sucedida sessão. #les se encarregaram de mandar cantar os pontos da linha do -riente. !s l*grimas oram por mim contidas.

3 . ui ao hospital. -rdenou3me. determinado. 5uma delas. um raio de Nu6. alando quase por sinais. talve6 não mais pelo seu iminente desencarne. #stava respirando. C para movimentar o corpo % disse3me a a lita esposa do Meu pai3de3santo era sombra daquele homem esperto e *gil. na sala do oriente. QB . #stava magro. "ab)amos.QB Mas ele j* teve algum problema antes? Perguntei. no quarto.urante um m0s. i6emos vig)lia. serem paliativas as cirurgias. muito triste. Parece3me que cinco cirurgias oram eitas naquele homem. tomou minha mão e.velho -gum. barba crescida. $iquei surpreso. disse3me. como diariamente a6ia. Madrinha. j* marcado para morrer. di6endo num sussurro. na e/pectativa de sua cura. $ui embora. !joelhei3me ao seu lado. 5um "*bado. &odas as manhãs eu a6ia uma visita ao $erro. beijando3a. por or1a dos aparelhos hospitalares. $oi um per)odo revoltante. talve6 at( emocionado. o que mais podemos a6er? Mmplorando. Respondi. mas por tudo que estava passando. &eve uma pequena doen1a e. #ra di )cil v03lo assim. como sempre a6ia. tamb(m a beijou. por causa dos soros e agulhas em suas aparentes veias.eus te aben1oe. 3 !cho que a senhora deve levantar o ponto irmado na linha do oriente. ora no terreiro. com seu olhar j* en raquecido pela doen1a. $ale. mas 4 espiritualidade. m(dicos e amiliares. *gua e vela durante todo esse tempo. peguei sua mão com muito cuidado. ele estava sentado em uma cadeira. nunca mais o des e6 alimentando3o com bebida. "entei3me com a Madrinha "telinha. pedi3lhe a ben1ão. 3 Mucui no Dambi % . $iquei pensando porque o 2ovA não vinha busc*3lo. a senhora não vai gostar do que vou di6er. e. Mucui meu pai. Meu ilho. e enquanto tentava consol*3la. eito o ponto. a6endo um es or1o muito grande. . ainda. 2oc0 pode a6er isto por mim? !quiesceu. diga3se. p*lido. at( agressivas % e caras. ora no Tospital. não a mim. pai3de3santo.

sinto quase sempre sua presen1a no terreiro e. mas hoje não estou mais. Um ponto de irme6a. conversava com ela. 2ou j*. dei/ou como legado cinq?enta anos de e iciente desempenho na religião. Respondeu a &here6inha. 3 &eu amigo morreuP . 5ão posso acreditar que um ponto riscado. para segurar na terra o esp)rito de algu(m. ! inal.QJ 'laro. 3 C algu(m. demonstrando muito conhecimento e (.#dmundo Rodrigues $erro. acato muito agradecidoP QJ . principalmente por mim. Madrinha. "ó saudade )sica. e oi essa a ra6ão de eu ter sugerido 4 dona "telinha. 5a volta. 4s ve6es. junto com meus amiliares. con orme me ora anunciado pelo 2ovA 'onrado. sem discutir. $iquei. tra6endo uma triste6a muito grande para todos nós e apesar de abrir uma lacuna na Umbanda. para variar. desencarnou. &ele onei 4 &here6inha e nós dois omos ao terreiro. levantar o ponto. comunicando que o $erro morreuP % e/clamei. e me retirei. possa atrapalhar o desencarne de um esp)rito do naipe do $erro. instintivamente. quando o tele one soou. al(m do necess*rio. dando ordens e palpites. e um ensinamento at( hoje seguido por muitos. muito triste. Nevantamos e descarregamos o ponto. Mas tive uma intui1ão. 'onversamos sobre e assunto e dei/ei3a em sua casa. os quais. Minha mulher atendeu o tele one. Retornei 4 minha. na ocasião. tem este poder de manter o esp)rito junto ao corpo. !inda estava 4 mesa de re ei18es. embora alimentado. no nosso tradicional almo1o dos s*bados.

5osso "enhor Hesus 'risto. 5ós gostamos de cães. !cabei cedendo 4s solicita18es. QO . 5ão queria voltar para a linha :ardecista. #u. $omos juntos. pois. # voc0 meu ilho. embora não participe da Umbanda. protejam todos voc0s % cumprimentou. ser minha grande amiga e companheira. 9ue a pa6 de -/al*. Minha mulher e/plicou sua vontade de achar sua cachorra. a cadela. 2irou3se para mim e perguntou. minha dedicada esposa. . só quero a/(. a respeita e me prestigia. embora tenha conhecido alguns bel)ssimos. achava gra1a por essa distor1ão de consulta. volta e meia. e ela. e isso eles sabiam. jamais deveria incorporar qualquer esp)rito ora do terreiro por motivos de seguran1a. . principalmente por estar necessitando de uma orienta1ão mais direta para meu destino espiritual. como seu h*bito. H* havia orientado meus companheiros para a6er3lhe perguntas. ! entidade disse que ia ajud*3la. 5ão houve sintonia vibratória entre mim e eles. ui provocado por eles para incorporar o Pai Maneco. !chei o momento oportuno. pedimos consulta na entrada e omos indicados para alar com uma m(dium incorporada com uma entidade. e Memanj*. veio o Pai Maneco. 5as andan1as. uma cadela nossa tinha desaparecido e oi esse o prete/to usado por ela para correr comigo os terreiros. Mas. 5ão o encontrei. tive at( momentos hilariantes. no undo. !pós os devidos cuidados. vou visitar. a esposa de meu pai desencarnado. 5uma reunião com meus companheiros. na esperan1a de encontrar um que osse compat)vel com aquele do qual tinha sa)do.que? &amb(m quer achar? . o que deseja de mim? Meu pai. naquela ocasião. 5um terreiro. a 2irgem Maria. Passei a visitar v*rios terreiros. #dmundo Rodrigues $erro. segundo meu aprendi6ado. casa que ainda. em condu6ir o terreiro. após sua morte não me adaptei ao da minha mãe3de3santo "telinha de -/um. #u. sem casa para trabalhar. iquei totalmente desorientado. tentando. buscava a/(. "a) da &enda #sp)rita "ão "ebastião. a ador*vel entidade angolana. como sempre a6.urante uns dois meses não conseguia me decidir.iante de minha hesita1ão.QO MIN3A DECIS1O CAPITULO 8 Tabituado com o estilo do meu pai3de3santo. eles insistiram. 5aquela (poca. ! Redda. Ma junto comigo. que me servissem de orienta1ão.

Pai Maneco % respondeu o <eraldo. "eu cavalo quer que o senhor lhe indique o caminho que deve seguir. 3 ! não ser que a mensagem por ele dei/ada oi inter er0ncia minha. #le disse ser este o caminho. se quiser ser o mais Husto entre os Hustos. .QQ "alve. ( conscienti6a1ão. os dois oram 4 minha casa. #/plicou Meus amigos. quando tenho necessidade de uma decisão importante. em nome do grupo. !cham que vou ignorar a palavra do esp)rito? #les se entreolharam. . 'ontinuou conversando com os presentes. por ter duvida se ( este o destino. Meu ilho. mas não o encontra. ou1o a palavra dos esp)ritos. #les perguntaram. $ernando. o humilde preto3velho. 5ão poderia ser di erente. "elou o meu querido mestre e protetor. Msso não ( vaidade. pelos sinais que me dei/am. 3 2oc0s ouviram ontem a mensagem do Pai Maneco. #st* procurando um terreiro onde encontre a inidade. uma das hipóteses. &inha que ser assim. &entavam me dissuadir e me aconselhavam a voltar 4 casa onde ambos ainda permaneciam. # eles me indicam que devo ser pai3de3santo.epois de v*rias tentativas em me demover da decisão. 3 C uma possibilidade muito grande de ter acontecido.eu para entender alguma coisa? &udo a6 parte de um plano. "er pai3de3santo. seu cavalo quer uma e/plica1ão sobre tudo que lhe aconteceu. sem mais nada alar sobre mim. H* não tinha mais nenhuma duvida do meu destino. eu. 'omuniquei a todos. "erei vaidoso.<eraldo não pensou duas ve6es ao responder. "ubiu e o grupo voltou 4 conversa1ão. considerando o teu atual estado de perturba1ão. e/ceto o <eraldo e o $rancisco. meus dois companheiros que não se con ormavam com a minha sa)da do terreiro do #dmundo $erro. demonstrando terem alguma d+vida. 5ão hesitei. . sei que sou justo. QQ . 5o dia seguinte a nossa conversa1ão. ou se ( uma vaidade inconsciente me/endo com sua cabe1a % e/pAs. eu j* come1ava a icar impaciente. hesita. não quer. lacAnico. 2oltar para linha :ardecista. nas entrelinhas de suas mensagens. % Meu Pai. # da). % arrisquei. se vivo entre eles. "ou um homem de ( e decidido.

QS 5ão queria acreditar no que estava ouvindo. mesmo relutando. tomei as suas mãos. !joelhei3me em sua rente. QS . ! partir desse momento. e o $rancisco. realmente repetiu a mensagem anterior. e con irmar tudo que alei ontem por sua mediunidade. $iquei emocionado. 5ão demorou. agradeci. &anto o <eraldo como o $rancisco. sob minha orte emo1ão. e. 2ou incorporar no $rancisco. oi dominado pela entidade. no meu ouvido. duas l*grimas por mim derrubadas. $oi quando ouvi a vo6 do Pai Maneco. recebi só apoio dos meus dois companheiros. não podiam duvidar da minha capacidade de transmitir as mensagens do Pai Maneco. Pai ManecoP % e me a astei. e beijando3as suavemente. 3 Muito obrigado. di6endo. 3 5ão admito d+vidas sobre voc0. $iquei chocado e em sil0ncio. dei/ando sobre as mãos do $rancisco. "em nada di6er. iquei na e/pectativa da incorpora1ão prometida.

&omava o cuidado de ser bem claro nas e/plica18es. 3 5ão vou mais a6er a primeira comunhão. para se in iltrar no sonho do imposs)vel. Mas altar a missa era pecado mortal? Retornei 4 minha casa.nsia de recuperar o meu tempo perdido na igreja. #u era um dos alunos com a idade m)nima. #ssa religião não presta. só queria ter mais vinte anos de idade. com a religião católica. 5aquele dia eu não devia ter ido 4 aula. #mbevecido eu cuidava para que a classe icasse quieta e atenta 4s palavras da ormosa pro essora. corri ao encontro de minha mãe e comuniquei. na . era só não cometer nenhum pecado.eus e Hesus 'risto. QG . . desiludido com a minha amada. risonho e aquinhoado pela divina arte do belo. onde dei/ava transbordar meu amor por aquela mulher. dando as costas e correndo para a rua. oi reavivada durante uma palestra que a6ia a um grupo de umbandistas. #ra prepara1ão para a6er a primeira comunhão dentro do catolicismo.encanto que ela e/ercia sobre mim oi pro anada por ensinamentos rudes e contr*rios 4 minha in antil percep1ão religiosa. mas meu otimista racioc)nio isentava minha pessoa da negra amea1a. com os padres e os santos. mesmo que osse minha primeira alta. #m aulas anteriores ela tinha ensinado que quem cometesse um pecado mortal iria para o in erno. 3 9uem alta 4s missas nos domingos est* cometendo um pecado mortal. Minha pai/ão por ela transcendia o limite da benqueren1a. entre cinco e de6 anos. a $rancisca tamb(m. Hogando no li/o o material que carregava para 4 aula.QG CAPÍTULO 9: A FRUTA #stava atento 4 aula de catecismo que a $rancisca estava dando nas depend0ncias da Mgreja do meu bairro a um grupo de meninos. 3 Por que? 3 ! $rancisca disse que voc0 e o pai vão para o in erno porque voc0s não vão nas missas e t0m pecado mortal. #la sentenciou. e arranjar uma nova namorada. ! lembran1a de um ato acontecido h* mais de sessenta anos. 5os meus desejos. "ó perdoei . para poder cortejar a dona daquele rosto redondo. $oi quando uma risonha mo1a presente pediu a palavra para di6er. 5a ocasião achei orte a pena. buscando sempre a lógica. 5ão era só a religião que me ascinava. $alei.

79uando voc0s saboreiam a ruta de uma *rvore não se preocupam em saber que ela teve in)cio com uma pequena semente que cresceu.7 &odos aguardavam a continua1ão da minha e/plica1ão. . demonstravam claramente terem entendido a mensagem que um terreiro de Umbanda só abre suas portas gra1as a uma insistente organi6a1ão material. -s pontos tinham que se encontrar. se bem que direcionada 4 risonha loira. "abendo disso.sil0ncio na sala e o s(rio olhar da j* não mais risonha loira. sustent*culo de uma boa vibra1ão espiritual. irmada com v*rios pontos magn(ticos e de or1a para manter sua harmonia. . um espa1o para a reali6a1ão das giras e a parte onde ica uma eventual assist0ncia. indicadas pela entidade che e. tudo muito caro e sem um provedor. Minhas entidades são maravilhosas. onde estão alojadas as armas do e/u guardião. onde sempre se in iltram os mal intencionados. a6 brotar a lor do amor e da vontade de ajudar os semelhantes. &udo isso e muito mais que eu talve6 não tenha mencionado ( que dão as condi18es para que possa ser o erecido 4 voc0s um ruto m*gico colhido das sagradas mãos dos ori/*s. independente da linha de seu dirigente. &odo terreiro tem na sua entrada a tronqueira. #n eites quase sempre estão ornando a casa.entro do espa1o dos terreiros tamb(m e/istem o roncó. machados. o cuidado com uma corrente de m(diuns honestos e caridosos. 'ontinuei a e/plica1ão. 'ontei para eles. C um constru1ão que tem um cong*. . onde icam as imagens das entidades. que t0m que ser e/purgados como se a6 com a parasitas das *rvores. . provavelmente uma semente simboli6ada pela vontade obsessiva de um pai3de3santo.olhar espantado da mo1a revelou que ela nada conhecia. para agradecer o bem que me a6em. sabidamente a seguran1a dos terreiros de Umbanda. $oi um longo processo e mesmo assim voc0s não agradecem 4 *rvore e toda a organi6a1ão natural que a torna produtiva e orte.QE 3 #u estou muito eli6 na Umbanda. continuei. lugar destinado aos alguidares dos santos QE . icou adulta. uma história do Pai Maneco. "empre estou a6endo o erendas. criou ortes ra)6es que e/trai a *gua e a or1a da (rtil terra e produ6iu lores que se trans ormam em rutos.empenho material para as constru18es )sicas. 3 Um terreiro de Umbanda teve um come1o. espadas e retratos das entidades. 'resceu e criou ra)6es estruturando isicamente a casa. "eus olhos só en/ergam a ruta. Uns t0m constru1ão requintada e outros são simples. necessariamente da linha &ranca Ruas. como lechas. al(m das seguran1as necess*rias. 5o espa1o das sess8es estão enterradas no meio as armas do ori/* mandante da casa. !s dimens8es do terreiro são adequadas para o n+mero dos m(diuns que constituem a corrente.terreiro ( o templo dos -ri/*s onde se reali6am os cultos da Umbanda. com o doce sabor de uma madura e gostosa ruta. 3 2oc0 conhece a estrutura de um terreiro? .

a assist0ncia silenciosa a tudo assistindo e. os anAnimos provedores do dinheiro para a constru1ão da casa. que se mistura com as outras cores dos ori/*s. pouco conhecido. a6endo3os cair em sono pro undo. 3 . alguns incorporados. as paredes que cercam o terreiro. trava seus movimentos e amortece seus corpos. talve6 por conveni0ncia. 3 #u estou vendo o cong* iluminado com as velas. vai cair no outro ensinamento. cong* ( uma mistura de cores. iluminado por uma lu6 que nunca se apaga e ( mais brilhante e orte que o sol na &erra. do SF . 5ós estamos no meio de uma campina cercada por um verde e lindo mato. basicamente. 5o lugar de cada um estão os )ndios e )ndias. o que de gra1a recebemos7.que voc0 v0 agora no terreiro? . &udo isso acolhe um mundo invis)vel. #ssa são a realidade e as di iculdades para a constru1ão de uma templo de Umbanda. perguntou. !s di eren1as icam por conta do tamanho da corrente. #ssa lu6 como um arco3)ris est* ligada no centro do terreiro onde est* a seguran1a. &oda essa lu6 e alegria estão temperadas com a m+sica emitida por voc0s. e a casa dos e/us. l* atr*s. de acordo com a vibra1ão e o a/( da casa. 7quem recebe. 3 #u j* estou vendo de orma di erente.cavaleiro armado e imponente ( um guerreiro de -gum. o esp)rito de um )ndio incorporado em um m(dium com e/peri0ncia. #les rodam e emitem lu6es para todos. &alve6 a imagem mais bonita ainda seja a de um cavaleiro montado em um cavalo branco galopando em volta de todos. #sta. e da habilidade dos dirigentes de promoverem eventos para a coleta de moedas que paguem o pre1o de um mestre de obras e seus pedreiros. que se mistura com as outras do terreiro. #u não a1o distin1ão da qualidade de um terreiro pela sua constru1ão )sica. todos de branco. .o meio de seus olhos sai uma corrente energ(tica. % alou o poderoso guia. . 'ada ve6 que seu corcel bate as patas saem a)scas da cor do sol. Paredes não e/istem. -s m(diuns que voc0 viu. o dos esp)ritosP C uma energia paralela que se modi ica. ( a ordem material de um terreiro de Umbanda. v*rias alanges e tribos de )ndios estão de prontidão no aguardo de um chamado para a6erem a de esa dos que estão no meio. . eu não en/ergo. os m(diuns em volta. ! limpe6a espiritual ( que vale.escreva tudo que teus olhos podem en/ergar. do bom gosto dos dirigentes ou pela aplicabilidade coerente de um arquiteto.SF de cada m(dium do templo. alguns com seus cocares mantendo um brilho intenso. todos armados. ! assist0ncia tamb(m desapareceu e. que direcionada para algumas entidades so redoras. ormando uma esp(cie de cerca iluminada por v*rias cores nunca vistas por voc0s. -/al* est* irradiando para todo o ambiente uma lu6 prateada e brilhante. em seu lugar. # quem ugir desse princ)pio e vender seus passes e orienta18es espirituais. "ão di eren1as puramente materiais e que dependem tamb(m dos recursos inanceiros do grupo.urante o desenrolar de uma gira de -/óssi. -s dirigentes da Umbanda são pobres porque seguem 4 risca o ensinamento da alta espiritualidade que nos ensina 7dar de gra1a. j* est* pago7. conversando comigo.

! imposi1ão do medo e6 a Mgreja 'atólica perder talve6 um ervoroso e disciplinado seguidor de seus ensinamentos. calma e sobretudo. 'aboclo. Mas as oscila18es e/istem. 9uando as coisas não são bem eitas. pela irme6a dos ori/*s da casa. 9uer di6er que todos os terreiros de Umbanda são m*gicos assim? 3 5ão pense voc0 que todos são iguais. se continuarem assim. b*lsamo de nossas dores e mola propulsora de nossa vontade de vencer as di iculdades. assustado. 3 5ós corremos esse risco? Mndaguei. como eu. # oi bom saber que as paredes do terreiro desaparecem mostrando um mundo di erente. #stava com rases ormais e tradicionais para por im ao encontro.grupo parecia satis eito com nossa conversa1ão. tudo pode mudar para vis8es bem piores. #ncerrei. sabendo que não seria entendido. 3 Por que no in)cio voc0 estava tão pensativo? 3 #stava me preparando para não repetir o mesmo erro cometido h* tempos por uma linda e simp*tica pro essora de catecismo. dei/ando o interlocutor sem entender o que eu di6ia. quando algu(m me perguntou. Recomendou.nsito livre das entidades trevosas. 3 9ue linda essa visão. havendo o risco da escuridão e o tr. obedi0ncia ao comando dos esp)ritos.ias depois algu(m observou que o terreiro estava pequeno para a quantidade de m(diuns. voc0s não estão correndo esse perigo. 'uidem3se. as seguran1as não são cuidadas. Nembrando3me do ensinamento do )ndio guia. S1 . os m(diuns negligenciam nas suas prepara18es e a corrente não ica coesa no mesmo propósito espiritual. # acho que. 3 5ão. . observei. $iquei aliviado. de amor e suavidade.S1 que se aproveitam os )ndios para carrega3los para um lugar onde receberão orienta1ão. #sse perigo. 3 Pequeno? 'omo pequeno se não temos paredes e nosso espa1o ( ilimitado?. todos os terreiros de Umbanda recebem a mesma orienta1ão. e por isso nossos terreiros são uma onte de energia e de lu6. Respondi. "enti a responsabilidade que temos quando abra1amos uma religião. Mas não posso viver sob o horror do medo. . não amea1a este terreiro. e para isso ( necess*rio ter (.

sempre pergunto para ela alguma coisa. 5o dia marcado. como as das demais entidades. . Mnclusive. <ostaria muito se voc0 pudesse me preparar. cuidou da prepara1ão do sagrado ritual.ilma e alguns membros de sua corrente. a eitura de um pai3de3santo. o Nui6. 3 Nui6. como ele me ensinando o que julgava necess*rio. 'om seus companheiros e sua esposa . dentro de um alguidar de lou1a branca. a mesma entidade a quem eu. j* pai3de3santo. 5a cabeceira. na sua prepara1ão. não só eu pedindo e/plica18es. enquanto preparamos os pratos para as obriga18es.urante v*rios dias t)nhamos encontros constantes. $ernando. $ui alar com ele e solicitei. e sabe muito da religião. 'omuniquei3lhe meu desejo de a6er o ritual na minha casa do litoral.ilma. 3 Nui6. 3 $ique sossegado. ele estendeu no chão uma esteira. o <eraldo 'arrano !lmeida. embora tenha demonstrado satis a1ão. Mas por que eu. 3 'om muito pra6er. voc0 ( uma pessoa jovem. orgulhosamente. um jovem pai3de3santo de grande or1a medi+nica. <rato pela con ian1a. onde oram postas todas as guias. preciso receber a coroa de pai3de3santo. voc0 não vai errar. #le con eccionou as belas guias de contas. uma pessoa simples? 3 Por isso mesmo. com um len1ol de pano virgem. cuidadosamente. % a irmou. servo como m(dium. -nde aprendeu? 3 'om minha mãe3de3santo Nourdes. não só a que identi ica a hierarquia de dirigente. cobrindo3a. com muito 6elo. "ua surpresa oi vis)vel. &iramos a cama do quarto onde. atra)do pela respeitosa maneira de alar da Umbanda. con iante. omos todos. Mn ormou3me. 'ercou a esteira com nove velas S= . a . al(m de dei/ar transparente a sua simplicidade e os conhecimentos demonstrados pelos mist(rios da Umbanda.S= CAPITULO 99 SOU UM PAI?DE?SANTO H* conhecia o Nui6 <ulini. estavam as ervas e bebidas dos ori/*s. $alei. 3 2ou deitar voc0 na camarinha. trabalha com o #/u &ranca Ruas das !lmas. 5ão quero errar. "impati6ei com ele.

3 9uem serão teus padrinhos espirituais? 9uero cham*3los. SB . #le esclareceu. Mmplorei. 'onseguiria reunir as pessoas em minha volta? "eria determinado o su iciente para construir o uturo? &eria condi18es para atender e orientar outras pessoas? # qual seria a di eren1a de incorporar as entidades.SB de cera. cantando pontos. Pensava como eu iria comportar3me no uturo. tamb(m a6endo sua louva1ão 4 de uma1ão. após algumas ora18es. ! . "eu a/(. !s entidades deverão apro/imar3se de voc0 que. sempre silenciosamente. $omos at( a co6inha. comandava um simp*tico grupo de mo1as. 'om o tur)bulo umegando cheirosa uma1a. todas devidamente paramentadas com as saias rodadas. meu ilho. hoje mãe3de3santo. "enti muita pa6. #le entrou. olhou3me como me inquirindo. 3 2ou dar meu ponto cantado. entoavam suaves pontos da Umbanda. #u j* os tinha escolhido e por isso não hesitei. o Pai Nui6 de umava todo o quarto. 'onvidou3me a segui3lo 3 2enha ver como vai ser. 3 #sta camarinha ( o momento da re le/ão. sabia que minha coroa estava sendo eita por pessoa competente. neste momento de pa6. ! cada nova percep1ão. guias e. do seu lado. convidou3me a entrar. quando eu te tirar da camarinha. #stou aqui. $alamos mentalmente e ele disse. . 3 !manhã cedo. enquanto co6inhavam e cortavam rutas. após a eitura? $oi quando senti a presen1a do 'aboclo !:uan. acima de tudo. ter* condi18es de receber muitas orienta18es.Pai Hoaquim de !ngola e a 'abocla <uaracira. $ique em pa6.ilma. 3 . querendo di6er alguma coisa.Pai Nui6 me e6 entrar no quarto e. o jovem Pai Nui6 de -gum. cantando seus pontos. ao mesmo tempo que batia o adej* chamando pelo Pai Nui6. iremos a6er as entregas. destinada aos sete ori/*s e 4s linhas do oriente e a ricana. bata o adej* que virei conversar com voc0. me convidou a deitar. 3 9ue bom meu pai. seguran1a e. como um dirigente espiritual. 'umprimentou e a astou3se. &odos de umados. sem nada di6er.

um ritual simples. sem nenhuma d+vida.SJ 3 Pai Nui6. ( guerreiro. 3 -gum chamou das matas. 3 # a melodia?. "erei. 2inham mensagens de apoio e satis a1ão. Pediu. Is oito horas da manhã. e/plique direito a necessidade dessas entregas. #scolhemos um lindo lugar no mato. ou seja. em poucas tentativas a m+sica icou pronta. eitos. claro. vamos todos saravar % ditei as palavras. 5a verdade. dentro do terreiro que voc0 comandar. onde ele ser* o dirigente espiritual e determinar* todas as regras dos trabalhos. Reparei e/istirem v*rios tipos de bebidas. um pai3de3santo com muita (. chama3se 7obriga1ão7. saudando o in)cio dos trabalhos. ajoelhou3se ao meu lado para escrever as palavras que eu transmitia. claro. 2i os pratos que seriam entregues 4s entidades. ! entrega dos amal*s. simboli6ando a encru6ilhada cósmica. iremos at( o mar. ele icou muito bonito. isso. e iniciamos a montagem do trabalho. "entia or1a e con ian1a. 'ontinuei na minha concentra1ão espiritual. se a entidade incorporar. aceitando o trabalho. 3 #le disse para voc0 e o <eraldo icarem na sala. o 'aboclo !:uan quer dei/ar seu ponto cantado. "entia a presen1a de v*rias entidades. 'onclu)do. #u ajudei a mont*3lo. para voc0. não pode incorporar em outro m(dium. e ele ouvir e incorporar em voc0. debai/o do encontro de dois galhos. itas e velas. e at( hoje cantamos este ponto para chamar o 'aboclo !:uan. aceitando a entrega do amal*. mas os elementos oram escolhidos pelo Pai Nui6. ou seja. lores. com muito amor e carinho. 9uando voc0 cantar o ponto de chamada. 3 2amos entregar o pad0 do e/u e. Mnquiri. !o sair do quarto. voc0 e ele. ambos. estar* eito o pacto. !:uan para trabalhar> sua lan1a e sua lecha são armas neste cong*> vencedor de demandas. mesmo que não seja o pai de nascen1a. no terreiro. que ele vai intuir. % 3 Pai Nui6. charutos. en eitados. depois. os seus ilhos vem salvar> ( caboclo. e ele. 'riei coragem para a caminhada para a qual me preparava. da Umbanda e tamb(m amiliares. #stavam lindos. colocados estrategicamente entre a aro a. nesse caso. mas de muita or1a. &irando uma caneta e um papel. ele passa a ser. a principal entidade na quimbanda. SJ . Mniciou3se esta ase do ritual. o Pai Nui6 entrou no quarto e me tirou da camarinha. ao menos. estão estabelecendo um v)nculo de reciprocidade dentro da religião. todos me aguardavam e bateram palmas.

colocou em meu pesco1o a linda guia de pai3de3santo.irigindo3se ao trabalho. Hurei honrar o compromisso assumido com a espiritualidade e com a Umbanda. !o escolher a bebida. ser* a sinali6a1ão da aceita1ão do v)nculo espiritual. não gosto de bebidas alcoólicas. Memanj*.SO 3 Por que. Pensava. 'rian1as e -riente. -/um. -/al*. &odos cantaram o ponto de chamada do poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. Mansã. XangA. objetivo dessa entrega. 5o caminho para a praia. "elei um compromisso com as entidades que at( hoje me orientam e protegem. ser* que ele me aceitar* como seu cavalo? $eli6mente. SO . ao menos. uma cerveja? 'oisa de e/u. senti sua orte vibra1ão e. iquei pensando. ! tarde estava caindo. Preto3velho. -gum. a sua bebida seria o u)sque. % . incorporado. resmunguei. não tem uma só? 3 #le ( quem vai escolher qual a bebida que vai usar com voc0. Mncorporado em mim. #stava eito. simbolicamente. meus ilhos. para meu pecaminoso orgulho. ao inv(s de tantas bebidas. alou. pegou um charuto e uma garra a de u)sque. pode usar um tipo. e ele vai escolher logo o u)sque? 5ão podia ter pedido *gua ou. -/ossi. onde ir)amos a6er a entrega para a mãe Memanj*. 3 "alve. com voc0 outro. &odos os presentes icaram em c)rculo e o Pai Nui6 de -gum. $i6emos todas as entregas.

emocionado. quando uma pessoa. 5a linha :ardecista. 3 5os dias de hoje. tornando nossa liga1ão mais )ntima. ningu(m deve atravessar pelo meio do terreiro.SQ CAPITULO 92 PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACIRA . aliada com uma esperte6a a inada. 5a continuidade. . estreitando. empolgado. Mas não ( certo os esp)ritos receitarem pelos SQ .ias após. % conclui. como o calor de uma l. 4s ve6es.Pai Hoaquim de !ngola oi a primeira entidade que vi incorporar em um m(dium. para apadrinharem sua coroa? 3 . 3 9ual a liga1ão sua com o Pai Hoaquim e a 'abocla <uaracira. #scute estas duas passagens. quando eram chamados os pretos. parecendo um sopro quente. #ra uma mistura de ervas. o Pai Maneco mandou seu cambono levar um palheiro ao Pai Hoaquim.mpada poderosa. H* participando na Umbanda. # eu era ainda :ardecista % brinquei. principalmente para que não osse criada nenhuma antasia em torno disso. 3 9uanto 4 cabocla <uaracira. Parecem irmãos. 5a &enda #sp)rita "ão "ebastião. #le sempre estava acompanhado da )ndia <uaracira. 'omo ( costume durante uma gira de Umbanda. reunido com alguns amigos. recebeu uma receita para seus males. 3 5ão tenha duvida que voc0 est* bem apadrinhado. esclareci. nossa liga1ão. os rem(dios modernos da terra são. "ua vibra1ão era envolvente. a6endo questão de contar os detalhes do sagrado ritual. !ntes mesmo de ser da religião da Umbanda. $iquei muito impressionado com a sua meiguice. em outros cavalos. mais e icientes que as ervas.urante uma consulta. 5o trajeto. ele encontrou o cambono do Pai Hoaquim. sempre oi muito atencioso comigo. !mo este velho. # ( uma cabocla de uma clare6a incr)vel. por determina1ão da entidade. ( muito orte. sentia a presen1a de um )ndio. percebi a liga1ão entre ele e o Pai Maneco. que estava vindo pedir. cada ve6 mais. um palheiro. a 'abocla incorpora na minha mãe3de3santo "telinha de -/um. 9uando a consulente saiu. que estava sentado no lado oposto do terreiro. ao Pai Maneco. ela e/plicou. #stava servindo de cambono para ela. chamado <uaracU. suave. % respondeu algu(m. !lgu(m me perguntou. eu recebia o Pai Hoaquim. temos muitas histórias. devendo circular por tr*s da corrente. ! liga1ão entre eles. doente. eu relatava a todos a minha eitura de pai3de3santo.

sentei e esperei. 5o dia seguinte. !t( depoisP 5a primeira gira do terreiro. que. [amos iniciar os trabalhos quando. apareceu na sala o meu pai3de3santo. Podem continuar. &erminado o trabalho. agora tenho que ir. $echei a cara. os pretinhos e todas as entidades que nos assistiam. porque estudam tanto? % completou. demonstrando estar bem ao par da modernidade. 3 $oi o pior trabalho de Umbanda que assisti. depois por mim abandonado. esperando sua opinião. não aprendeu nada at( hoje em nosso terreiro. 5a outra passagem. Perguntei. 3 C. #la SS .SS m(dicos. porque tenho que voltar aos meus a a6eres pro issionais. .epois conversamos melhor. 3 . teve uma participa1ão e iciente num caso. &entei e/plicar. "audei entusiasmado 3 9ue bom ver voc0 aqui. que quis conhec03lo. $iquei com vergonha de voc0. $i6 de tudo para a sessão corresponder as e/pectativas do ilustre visitante. ( trabalho da linha :ardecista. 'hamamos os caboclinhos. #stou com pressa. por serem suas vibra18es di erentes com a Umbanda. de criticar um trabalho honesto. sim senhorP C mistura com a linha :ardecista. desen/abido. o $erro. $iquei muito aborrecido. aliviando e a6endo desaparecer um mal estar que me dominava. o da linha :ardecista. 3 C UmbandaP -nde se canta ponto e se chama preto3velho e caboclo. chamou3me. #u era. e despedi3me. provavelmente com elogios.eu um abra1o em mim e em todos os companheiros. "enão. corri para o $erro. $iquei orgulhoso. pelo jeito. veio a 'abocla <uaracira. 3 Mas não ( Umbanda. 3 2oc0 gostou?. #le não tinha o direito. $ui ao seu toco. que icarei daqui. -nde j* se viu? # continuou criticando com veem0ncia. ( Umbanda. #stou decepcionado. embora osse meu pai3de3santo. talve6 o +nico m(dium que tinha permissão do pai3de3santo para participar de um trabalho estranho ao terreiro. dando a entender que sua opinião teria muito valor para mim. voc0 ala tanto deste grupo. di6endo querer alar comigo. desejou a/( e oi embora. 3 !manhã nós conversamos melhor. bom e e iciente como era o do nosso grupo. ui visit*3lo. assistindo. de surpresa.

cumprindo a lei. 3 5ão. não ique triste com teu pai3de3santo. 5ão sei se oram as palavras. seu gesto ou sua vibra1ão espiritual. 3 Meu ilho. Mas por que a bebida de *lcool na Umbanda? ! cabocla esclareceu. quando me a6ia um dirigente. &irei de dentro aquela triste6a. pelo tratamento recebido pela linda entidade de Hurema. j* bebi uma garra a inteira de cacha1a. ico acilmente embriagado.SG abra1ou3me docemente. Mais do que justo. sem nada sentir. e gostaria muito de uma e/plica1ão sobre o assunto. vai para magia. outra para amolecer a cabe1a do cavalo e permitir ao esp)rito uma incorpora1ão melhor. Perdoe3o e tente entend03lo.epois desse curto di*logo. ser ela a minha madrinha. $a6 parte da magia da Umbanda a bebida alcóolica. o ereceu um gole de sua bebida. #le ( radical com as coisas da Umbanda. Mncorporado. . são assim. a 'abocla voltou ao problema inicial. ! orma simples de alar. 3 Uma parte. e as poucas ve6es que ingiro uma bebida deste tipo. a minha m*goa com o babalaA. segurando com as duas mãos e agradecendo. #u não bebo absolutamente nada. $alam e nós entendemos. que me i6erem muito bem. que eu. # eles. !conselhou3me. com o rosto virado para ela. os ori/*s. &amb(m ui olhar teu trabalho. 5ão esmore1a. dei tr0s goles. pois. da) a ra6ão de eu gostar de ouvir suas histórias. 3 2oc0 sabe a ra6ão da bebida na Umbanda? Perguntou. e devolvi o coit0. des e6 um mist(rio que me incomodava. SG . e achei muito bonito e bom. continue irme trabalhando.

para receber o 'aboclo !:uan. ui despertado por uma advert0ncia.pão nosso de cada dia. $a6endo cara eia. os esp)ritos. onde est* a &ronqueira. Hesus 'risto. 3 &odos devem icar de rente para a entrada do terreiro. de -/al*. =. . 2enha a nós o 2osso Reino. 9uando inibimos a incorpora1ão. . que o guardião do #/u &ranca Ruas ica. !s tr\es primeiras. não se voltou para a entrada do terreiro. 5a rente do 'ong*. e o #/u &ranca Ruas. 5ão nos dei/eis cair em tenta1ão> S. porque ( ali. comigo. pedindo a prote1ão de . nos da) hoje> O. ao mesmo tempo. assim como perdoamos nossos devedores> Q. assim na terra. e declarei aberta a gira. e das entidades che es no terreiro. e muito menos não ter hora certa para iniciar. e convidei a todos a re6arem. Pronunciei as tradicionais palavras. e não eles % os esp)ritos3 SE . que tra6 consigo grande alange. voltei para a rente do cong*. 'hegar atrasado. ! respeito do grande mantra Universal 3 o Pai 5osso. che e espiritual do terreiro. cantei o ponto especial da abertura. para dar seguran1a ao terreiro. e este ponto ( em sua sauda1ão. #ra a Nucilia. -s terreiros nunca devem dei/ar de ter um ritual de seguran1a. minha herdeira espiritual. 5osso Pai. com certe6a somo nós. J. nos v*rios cavalos. voltando aos dias atuais. mandei a6er a de uma1ão em todos os presentes. por não seguir um hor*rio r)gido para iniciar os trabalhos. Mas livrai3nos do mal . oi ensinado por Hesus. como no c(u> !s quatro seguintes.ncia e a minha trajetória na vida espiritual. sendo tr0s glori icando a . reassumindo a minha posi1ão de dirigente. sa) da re le/ão. não dar)amos 0n ase 4 ora1ão .eus.SE DE AOLTA CAPITULO 93 #nquanto ainda rememorava a minha in . !m(m. di6em. saudei os anjos da guarda. 3 !s pessoas estão esperando o in)cio da gira. ( interessante repararem a coincid0ncia. !tendido na minha observa1ão. dando inicio aos nossos rituais. o Pai 5osso. cujos esp)ritos incorporam.epois do Pai 5osso. &em sete men18es. con orme consta no #vangelho. Percebi que uma parte da assist0ncia. Perdoai nossas dividas. 1.ivina. e dando in)cio 4 abertura da gira. chamei a aten1ão. seja eita a 2ossa vontade.eus. os -ri/*s cósmicos. @atemos a cabe1a para a Umbanda. "anti icado seja o 2osso nome> B. 2ejam. !cho que Hesus sabia que se não houvesse pedido para nós. ( alta de educa1ão. Pai 5osso que estais no '(u. a mãe3de3santo do terreiro. segundo Mateus. e quatro rogando as necessidades do homem.

voltei3me a todos e implorei. dando in)cio aos trabalhos. Meus pensamentos se voltaram para uma curta viajem que i6 at( o litoral catarinense. 3 esclareci. um terreiro desorgani6ado. me chamem a aten1ão. Pe1o a todos. Procurando tirar proveito das suas e/peri0ncias como pesquisadora. no interior de minha cabe1a. uma ilustre e atuante historiadora. !s regras podem cercear suas liberdades. se em algum momento. &odos resolvem os problemas das pessoas.iante a apropriada lembran1a. pondo em d+vida at( mesmo a qualidade das comunica18es. ( claro. 'omplementei. eu estiver tirando a liberdade de voc0s ou impondo regras desnecess*rias. "ob o semblante aliviado da corrente. . ouvi uma suave vo6.aprendi6ado atrav(s da paci0ncia ( bem mais proveitoso. 3 C. meu ilho. se alarmos pouco. "e o terreiro não seguir princ)pios m)nimos do relacionamento homem e esp)rito.GF que chegam atrasados. 'ada um sabe o que a6er. 3 5ão liguem minha rabugice. . 5a estrada. obviamente. 3 'alma. #la e6 uma observa1ão di6endo determinada. !li. !inda com o pensamento voltado para minha obriga1ão de manter ordem no terreiro. $oi coisa de velho implicante. incorporei. di6endo pretender introdu6ir em nosso terreiro as regras nascidas na origem da religião. com v*rias obras editadas. ! Umbanda ( organi6ada. ica. GF . e/pliquei estar muito interessado no resgate da história da Umbanda. dei/ando uma doce mensagem. C gostoso conversar com pessoas cultas como a #telvina. sob a r)gida iscali6a1ão da Redda. !prende3se muito. conversava animadamente com nossa amiga #telvina. pela sua própria capacidade. enquanto dirigia. 3 'uidado com as regras. oi a alegria dos m(diuns praticando a Umbanda. 3 Pequenos deuses? 5ão entendi. todos são pequenos deuses. 2isitei o terreiro e o que mais admirei.

$iquei muito e/citado e me levantei. mas não consegui. o 'aboclo a6 um gesto. momento que o terreiro cria uma energia muito orte. . #ra de cor prateada. 'heguei at( mesmo a a6er pedidos para elas. #stava incorporado com ele quando. quando ela oi encolhendo e trans ormou3se num homem. ia a este mini 6oológico. &entei dormir novamente. &ornou3se imenso. estava uma senhora. e icava alguns minutos. sem imaginar um dia estar integrado 4 religião umbandista. #ra a maneira mais *cil de curar minhas di iculdades. G1 . Meu trabalho pro issional icava perto de um apra6)vel logradouro municipal. 5ão gosto de ouvir sonho dos outros. -s cambonos estranharam esta at)pica atitude do orte guerreiro. #stava no alto de um morro. absorvido e encantado com elas. voltando ao seu lugar. todo cheio de a)scas. !ntes de subir. para ver se o sonho continuava. 9uando icava nervoso. PenaP 9uando ia ver seu rosto. e de orma surpreendente. acordei. descobri a minha liga1ão com as aves de vAos altos. emocionei3me. o 'aboclo !:uan. no meio no terreiro. T* muitos anos. Parou na minha rente e sobre aquela multidão movimentava suas enormes asas. assinalando uma ave. e trans ormou3se em uma *guia enorme. como se soltasse uma ave de seu antebra1o. % alou. vendo uma multidão compacta. dei/ando escapar uma brisa energ(tica e gostosa. "empre gostei das *guias. Huntando as pe1as do quebra3cabe1a espiritual. vibrando bastante como se osse dois ios descarregando eletricidade. sentida por todos os presentes. #mocionado disse 4 mãe. em vibra1ão especial. era a mesma do meu pai3de3cabe1a. N* no undo vi um ponto de lu6 que crescia 4 medida que se apro/imava de mim. prateada.G1 CA7OCLO AKUAN CAPITULO 94 . irritado ou estava perdendo meu controle emocional. #mbevecido. tendo ao colo uma menina e/cepcional. em um canto da t*bua. gavi8es e qualquer ave de rapina. e/tasiado com este evidente contato espiritual. ui atendido. #le contou sua comovente história. parava em rente do enorme viveiro das *guias.'aboclo levantou3se. 9uando comecei a receber o -gum. tive um sonho muito marcante. ele riscava um ponto. e deu de presente para a menina. sem saber seu nome. mas adoro contar os meus. ao absorver aquela maravilhosa energia. pegou no 'ong* duas espadas e um escudo. 3 "ó quando voc0 desencarnar ( que vai entender a ra6ão de voc0 ter esta ilha.

cuidaram para ningu(m do terreiro chegar perto. com a crian1a de encontro ao seu peito. quando deveria me apegar aos sadios? # o 'acique não deve demonstrar raque6as sentimentais. 9uando sabia que ningu(m podia me ver. at( mesmo desviando as olhagens e *rvores. #sta menina.. -s cambonos. 2ia aquele enorme )ndio. 'horei muito. vendo a emo1ão da entidade. quando encarnada oi minha ilha.'aboclo continuou. correndo para o mato. 4 medida que a lembran1a do esp)rito reaviva a cena.G= #u era cacique. sabendo que os deuses estavam cuidando dela. hoje trabalha comigo. Um ato curioso. por que logo a doente. #mocionado parou de alar. #u a amava.. $oi n)tida a visão. punha minha ilha no chão e icava bom tempo. . v0 a cena. o m(dium consciente. 9uando o esp)rito conta suas histórias. &ive v*rios ilhos. $oi precoce sua morte. Um deles como esta menina % disse apontando para o meio do terreiro. brincando com ela eito um curumim. #ntendi tudo que antes era mist(rio para mim. e corria com ela para o mato. #le continuou. tive o reencontro. e senti sua alta. Mas não ia querer conhecer a ra6ão. 9uando desencarnei. em orma de *guia. como eu. 5ão sabia a ra6ão. G= . #u a pegava escondido. bem mais que os outros.

GB . #u e seu cavalo estivemos conversando. # essa era nossa esperan1a. "ó que estaremos no terreiro novo.que? 2oc0 ia construir minha casa com a mentira? Retrucou. Ribas. 3 Pe1a uma lu6. 3 . ilho. sentado j* no toco e com seu ponto irmado na t*bua. 3 #speran1a ( a arma dos covardes. 5o intervalo da gira. cheio de preocupa1ão. teremos mais duas. para pedir uma orienta1ão ao 'aboclo !:uan. no terreno que t)nhamos recentemente comprado.Hos( <on1alves. 3 5ão entendi. . #la acoberta o comodismo e protege a pregui1a. que para variar.epois da gira de hoje. pedi ao Roberto Ribas.terreiro entrar* em (rias neste im de ano. no linguajar dos terreiros. no bairro da "anta '. % en ati6ou. e para isso cont*vamos com uma doa1ão governamental. presidente da nossa organi6a1ão jur)dica. chamei alguns companheiros e contei o ato. para construir sua casa nova. #ra nossa inten1ão construir um maior. que tudo vai dar certo. sendo a +ltima a de encerramento. Respondeu o Ribas sem jeito. o Ribas sentou na sua rente. e estamos com um problema enorme. #m meu e no seu nome. e não conseguimos. e alando 4 corrente e aos visitantes. reabrindo suas portas na primeira segunda3 eira do m0s de evereiro. 3 Meu calmamente. por que est* tão nervoso? #le perguntou. . &roque a 7esperan1a7 por 7determina1ão7. 3 'aboclo !:uan. echando uma carranca. 9uando ele incorporou. antes de iniciar a segunda parte dos trabalhos. comunicou solenemente.GB CAPITULO 90 DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM 5osso terreiro j* estava pequeno para a quantidade de m(diuns que ormava a corrente. pediu a palavra. na qualidade de dirigente espiritual e esp)rito iluminado.iante da rustra1ão da tentativa de obter a ajuda p+blica. $alou. 3 . . en(rgica e duramente. um dos companheiros. não saiu. % e/pliquei. #st*vamos no meio do m0s de 5ovembro.ndida. 'aboclo. #sper*vamos a doa1ão de um pataco 3 dinheiro.

redondo. "entou3se 4 mesa. arquiteto. o limite m*/imo da minha imagina1ão. como sempre a1o. tive um sonho. e com o empenho dos participantes do grupo. e com ele. ! Redda % que não teve insAnia. sem contar com o que oi. j* passo a) em tua casa. com telhado aparente de eucaliptos. 3 <ustavo. Respondi. 5o dia seguinte. e/citado pela reali6a1ão do negócio e a e/pectativa de um terreiro novo. 3 . #/plicou o tipo que havia sonhado. !cho esquisita. houve mudan1as nos planos. 3 #stou em duvida. rindo. &ele onei para a casa do <ustavo. bai/inho. risquei do meu vocabul*rio. Marreco % o apelido do <on1alves. . !cordei cedo. 'omo vamos construir em dois meses um terreiro? 3 "e o 'aboclo !:uan alou. ! Redda sonhou. v(spera do dia de Memanj*. 3 "e a Redda sonhou. 'on esso ter dormido muito mal. constru)do com recursos obtidos junto a comunidade. #le atendeu.GJ Um rio correu minha espinha. sa)mos em busca de uma galpão de cimento. e. $alei. 3 2oc0 ( louco. brincou. então. levantou3se depois de mim.ois meses depois que o 'aboclo !:uan declarou. uma tapera de lu/o. e só não echamos o negócio porque j* era tarde. estava lendo o jornal no desjejum.ei/amos acertado numa *brica a compra de um deles. cheio de (. vai dar certo. como a Redda sonhou. aconchegante.terreiro hoje ( uma tapera. a palavra 7esperan1a7P GJ . . com grossas toras de eucaliptos. Respondeu. # o terreiro de alvenaria. #ra uma constru1ão redonda. icando o acerto inal para a manhã seguinte. a ordem ( a determina1ãoP 5esse dia. . 'onstrua. com a estrutura do telhado aparente. com um tipo de constru1ão para o terreiro que pode dar certo e ( barata. abriu suas portas no dia 1 de $evereiro de 1EES ]? -u G^. Respondeu. só para ele ouvir. Perguntei. e abrindo o jornal alou. Rapidamente in ormei. minha mulher e eu procuramos nosso sobrinho <ustavo <uimarães. pr(3 abricado.etermina1ãoP Nembrei dessa ordem dada pelo 'aboclo !:uan. 3 $ernando.

em princ)pio. j* no aguardo de outras indaga18es. 5unca ningu(m discutiu isso comigo. Dambi. o nosso Mestre Hesus 'risto> -gum. todos os guias dos m(diuns integrantes do grupo. apenas. do que em reuni8es ormais. tanto que me interpelou. o meu desenvolvedor. reverencio. para o qual não tenho uma e/plica1ão. amigo e protetor material> os 'aboclos Hunco 2erde e da 'achoeira. tendo como parceiro de bol(ia o Wlvaro. saudando o ori/*s cósmicos. dando a entender ter conclu)do.eus> -/al*. o )ndio de ogum. meu pai3de3cabe1a. que ( . um culto e dedicado pesquisador da religião umbandista que provoquei um assunto que só gosto de discutir com pessoas entendidas. #le deve ter percebido meu desapontamento. 3 respondi. 9uando abro uma gira. 3 5ão ( o que voc0 pensa? 3 &alve6 para mim o maior mist(rio da Umbanda. meu ori/*. $iquei calado. o respons*vel e o guardião. $alou. encerrando com as entidades da quimbanda. 3 "igo. qual o teu entendimento sobre o !njo da <uarda? 3 'omo di6 o nome. meus guias nas linhas de -/óssi e XangA. $oi numa delas. demonstrando decep1ão. os assuntos mais pol0micos sempre são discutidos de uma orma mais minuciosa. 3 Wlvaro. 3 2oc0 e/plicou o ritual no teu terreiro. o meu mestre. !rgumentei. o guia espiritual. 3 H* vem voc0 com tuas pol0micas. igual. todos os m(diuns batem a cabe1a para a Umbanda. 'ontinuando no ritual. pela minha evolu1ão espiritual> o Pai Maneco. a todos os outros.GO AN@O DA GUARDA CAPITULO 92 5o tempo da dura1ão de uma viagem. meu protetor. e o !njo da <uarda.espertei a curiosidade no meu simp*tico e culto companheiro de viagem. o preto3velho. desde meu nascimento. ! irmou #sperava outra resposta. seja o !njo da <uarda. o ritual da Umbanda. . aquele que só ( a energia cósmica> o 'aboclo !:uan. Mas o que tem a ver isso com o !njo da <uarda? GO . ( o anjo que nos protege.

# depois são !rcanjos. o pai3de3cabe1a. 2oc0 est* se contradi6endo.epois de rodado uns de6 quilAmetros. Retruquei. . 3 "er* "ão <abriel. Hesus 'risto.GQ 3 H* saudei a . 'omo voc0 chegou a essa conclusão? 3 "e temos dentro de nós a vontade e a part)cula .eus. ( ensinamento b)blico. 3 "im. 3 9uem voc0 acha ser nosso !njo da <uarda? Mnquiriu. derrotou Nuci er. !t( l*. 9uem melhor que nosso próprio esp)rito. estamos vivendo uma unidade de encarna1ão. 3 !cho que ( o nosso próprio esp)rito. . 5ão sei onde o !njo da <uarda se encai/a. e !njo da <uarda ( o anjo que . GQ . !njos são os esp)ritos puros criados por . os che es das outras linhas. para proteger a nossa atual. dando a entender ter compreendido o que eu queria di6er. senão despertar a pol0mica e con undir o amigo. não pode ser essa ess0ncia. !rgumentei. temos todo direito de evocar a somatória de nossas vidas anteriores. 3 5ão acho. o desenvolvedor e tamb(m protetor e guia. e o e/u. ( o que penso at( haver uma e/plica1ão melhor para dirimir minha duvida. e signi icam mensageiros.Wlvaro icou calado e pensativo. "ão <abriel veio anunciar 4 2irgem Maria o nascimento de 5osso "alvador> "ão Ra ael guiou &obias e Miguel> e "ão Miguel che iando uma alange de anjos. ele quebrou o sil0ncio. para nos proteger? 3 9uando acendemos uma vela para nosso !njo da <uarda. continuo a cultuar meu !njo da <uarda.ivina. 3 9ual tua id(ia sobre anjo? 3 ! id(ia não ( minha. 3 'omo assim. "ão Miguel ou "ão Ra ael? !chei engra1ado.eus d* a cada homem. cheio de d+vida. &inha atingido meu objetivo.eus. 'ompletei. estamos iluminando nosso próprio esp)rito? Perguntou. e não anjos. nosso próprio guardião? # se nessa vida. que outro não era. para proteg03lo. com um p( atr*s. nosso próprio esp)rito.

que ela e6? 3 5ão distor1a as coisas que te disse e ainda vou alar. 9uando tive oportunidade. e ela só est* dentro da religião por imposi1ão sua. estampou um largo sorriso. . o anatismo ( conden*vel. no qual eu me inclu)a. Recomendei. Mndignado retrucou. como o trabalho. acompanhando3o em todos os lugares. era sua companheira incondicional. recebia sempre a visita do jovem casal. ganhei muita e/peri0ncia para poder recomendar. e se enchendo de emp* ia. uma observ. noivos. !lguns adeptos da Umbanda não sabem separar a religião de seus a a6eres tradicionais. chamei3o para conversar.ncia severa no policiamento de suas atividades espirituais. ainda com a gra1a dos de6oito anos. 5ão me re iro 4 pai/ão e/trema da sua religiosidade. "ua noiva . #le. mas gostaria muito. Rec(m ingressado na maioridade civil. ser considerado. "empre disse que conselho dos mais velhos. para teu próprio bem. GS . limitou3se a di6er. mas deve. uma doce e bonita jovem. 5as minhas andan1as pelo espiritismo. ao menos. a diversão e a am)lia. Por ser a Umbanda envolvente e cheia de mist(rios. mesmo nos quais o assunto era a religião umbandista.ulce nas nossas reuni8es. principalmente na Umbanda.ulce tamb(m componente do grupo. 3 Pedro. ao contr*rio. 2oc0 não percebeu que nessas reuni8es só e/istem pessoas com suas vidas amiliares j* de inidas. provoca uma e/cessiva sede de viv03la em todos os instantes. e/orbitava com seu deslumbramento pelos mist(rios da Umbanda e pela impaci0ncia no processo evolutivo da sua mediunidade.estereótipo do an*tico religioso ica por conta do Pedro Hos(. Um grupo de pessoas. ormada por casais e pessoas de meia idade. Msso deve aborrec03la. não entenda errado o que vou di6er.GS CAPITULO 94 CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO #m qualquer religião. a6ia parte do terreiro em que eu trabalhava. 3 Por que voc0 disse isso? . !quilo me preocupava. e que se re+nem com o objetivo +nico para alarem sobre a Umbanda? 2oc0s são jovens. não precisa ser acatado. "ó alava em Umbanda. principalmente aos jovens. que voc0 não osse mais com a . #le pareceu surpreso. 9uando mo1o.

mas não me arrependi de ter dado esses conselhos ao Pedro. % alei. !sseverou. diante de sua irredut)vel posi1ão. pois só alava dos e/us. $iquei preocupado. por ra68es que não queria e/plicar. leve3a passear. #/clamou. ele era a e/pressão do so rimento. C uma umbandista convicta e adora as reuni8es. 3 Por qu0? 3 5ão sei. #le continuou. #u não conhecia o Pedro na intimidade. #le demonstra um ego)smo incomum. #la.evo ter me/ido com os brios da . $ui atender. 3 ! . #u tentei convenc03lo. ( o $ernando.ulce e tentar convence3la a reatar o compromisso com o desesperado Pedro. j* com sarcasmo. p*lido e com olheiras marcadas. voc0 j* tem entidades. quando cheguei na casa dela. Pedro. !lguns meses passados. 9ue aconteceu? . Pelo tele one. meus parab(ns. 5ada adiantou eu alar. ouvi tocar a campainha da porta da minha casa. desolado. ou ser agrad*vel.ulce. me disse que nosso relacionamento tinha acabado. esperando ela re letir bem sobre o assunto. rancorosa. 3 Posso a6er alguma coisa por voc0s? Pronti iquei3me. 2oc0s sempre dei/avam transparecer muito amor e harmonia. Perguntei. não se a6endo de rogada. 5em podia. -lhar triste. preocupado. cada ve6 mais an*tico e convencido que sua noiva gostava de sua ego)sta programa1ão religiosa. #la ( at( a cambone das minhas entidades. "ó a procurei uns dias depois. vão assistir ilmes nos cinemas. oi categórica. 3 5ão ag?ento mais alar de Umbanda. Toje. 5ão vou me casar com um homem que não sabe diversi icar sua vida. nosso di*logo não oi produtivo.ulce. 3 9ue aconteceu com voc0?. era o Pedro. "oube que voc0 rompeu o noivado com o Pedro. dos caboclos e dos ori/*s. 3 . ou mesmo vão visitar amigos da tua gera1ão. ou vão dan1ar em uma discoteca. pestanas ca)das. % Mas aconselho. ironi6ando sua assertiva ao mencionar 7minhas entidades7. H* sentado no so * da minha sala. GG . 3 2oc0 pode conversar com ela? . 9ue ique com uma pomba3gira qualquer e me dei/e em pa6. Prometi procurar a .GG 3 $i6 a cabe1a dela.ulce desmanchou nosso noivado. 3 !ntes de mais nada.

quando chegamos no inal de uma gira. "urpreendidos com a atitude do $erro. . #le. voc0s voltem 4s suas casas. incentivados pela gula deste gordo de cento e vinte quilos% e apontou para o Mingo. mas posso e/igir que ao sa)rem daqui do terreiro. Mario e De6ito. a gira terminou cedo. nos habituamos a ir num bar depois das giras. caminhamos. 3 5ão. Pe1o que todos iquem no meio do terreiro. no dia seguinte. ! preocupa1ão dele tinha proced0ncia. quando saem do terreiro. descon iados e lentamente para o meio do terreiro. determinou. antes de dispensar o grupo pediu a aten1ão de todos. ouvia a costumeira advert0ncia da Redda. ( que os dirigentes devem ter a cautela de orientar os membros da corrente. #u. . inclusive com hora de encerrar a gira. e a1am o que quiserem. sem entender nada. o bilhar e o papo. não houve mais acerto entre os dois. !ntonio. lacAnico. dirigente retomou a palavra. !lguns m(diuns. abandonou a Umbanda por desgosto. as giras terminavam por volta da meia noite. #/pliquei. Paulinho. 3 'omo acabou tarde ontem o trabalho. omitindo o rango. vão comer co/as de rango em um bar. perguntou. 5ão queria que nossas am)lias se voltassem contra o terreiro por chegarmos tão tarde em casa. 'laro. Mingo. ainda solteiro. onde alguns deles demonstravam suas qualidades juvenis.e ato. não mentia. Toje estão em caminhos di erentes. e lendo uns nomes anotados em um papel. 3 $ernando. 3 #la contou porque brigou comigo? 3 $oi teu anatismo. 'heguei tarde em casa. ansioso no tele one. 5ão tenho o direito de proibir que voc0s a1am isso. comer um sandu)che ou uma co/a de rango. 'heg*vamos em casa j* dentro da madrugada. que nada tem a haver com a Umbanda. e ela constituiu uma am)lia. . voc0 est* enganada.GE 'onversamos algumas banalidades e desligamos o tele one. Neoc*dio.epois saiam. inclusive eu. #le.e/periente pai3de3santo sabendo do ato. Por esses atos de comportamento amiliar. Mauro. 3 "oube que voc0s. 5a GE . &inha at( uma mesa de bilhar. 5o terreiro do #dmundo $erro. Niguei para o Pedro para dar conta do prometido. porque icamos conversando. todos. -rdenou.

pedindo ajuda para a corrente. at( no Tumait* e/iste guardião.'aboclo !:uan. -bviamente. pelo simples ato dele incorporar na linha da quimbanda. EF . a Manon. . e o es or1o do esp)rito para dominar a situa1ão. Por ser da linha neutra. a corrente hesitou e a vibra1ão não icou como eu queria. sempre dei/ando belas mensagens de amor e (. rindo. #ra a 'igana Manon. tra6endo um papel que segurava cuidadosamente na mão. $oi quando o 'aboclo !:uan incorporou. C um imenso campo. dirigiu a palavra 4 corrente. sem ponto de chamada. "orte dos evang(licos. como se osse um orte. % concluiu. cercado por uma pali1ada. num inal de gira. #ra uma rela1ão de pedidos para eu atender. tem acesso 4 gira dos e/us. #nquanto trabalhou em nosso terreiro ela oi uma estrela deslumbrante. toda a corrente icou apreensiva.ava para perceber a ang+stia da m(dium. quando o guardião da porteira veio me avisar que tinha algu(m na entrada querendo alar comigo. 3 #stava no Tumait*. ! 'igana Manon trabalhava tanto na linha dos ciganos como na quimbanda. ver a Manon não conseguir dominar seu cavalo. como a6em as entidades. $oi uma cena constrangedora.EF verdade não eram as co/as de rango nem a ome que nos levava ao leviano programa. 3 &odos devem icar concentradosP 2amos ajudar a ManonP &alve6 superestimando o potencial medi+nico da e/celente m(dium. no meio do terreiro. pois tenho certe6a que ela ( uma correta e dedicada integrante da igreja. 5ão tenho como e/plicar esta visão. ( indescrit)velP Mas aprendi. #le pediu um toco. em uma gira. de orma inesperada. Tumait*. o lugar dos oguns. #u corri em seu socorro. como oi enquanto req?entou o nosso terreiro. quando o caboclo passou para minha consci0ncia a otogra ia do lugar. 'omo ele ( bonitoP &ive a elicidade de conhecer uma parte. principalmente quando usava como m(dium a $*tima. o que em nada ajudou a Manon. quando ( necess*rio. e sentado nele. . #ra alta de bom senso. CAPITULO 96 A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN <osto demais de uma entidade da linha dos ciganos. hoje agregada 4 igreja evang(lica. #la me e6 a entrega desse papel. o que evidencia a proibi1ão do acesso 4s outras entidades no lugar sagrado dos oguns. contou uma passagem da esperta cigana Manon. mesmo incorporada no meio do terreiro a $*tima dava sinais de não estar bem. Passado muito tempo. # a 'igana Manon icou na entrada. quando incorporou.

. .pedido era para a corrente. E1 . -s m(diuns entreolharam3se. .. 3 . #ssa ( a or1a da Umbanda.que ela est* pedindo em troca ( a vibra1ão de cada um de voc0s para ela ajudar seu cavalo. os v*rios pedidos eram em avor de cada um de voc0s. "ó não contei quais oram os pedidos que ela e6. surpresos com a revela1ão.E1 3 'ontei para voc0s. mais uma ve6.entro de uma das mais ortes vibra18es criada no grupo. . . desta ve6 tendo como compensa1ão da sua bondade o amor sincero de toda a corrente.sil0ncio dominou o terreiro. a6 muito tempo. triun ante do nosso terreiro. que recebi a visita dessa 'igana no Tumait*. não tendo sido omitido nenhum nome. a Manon conseguiu dominar seu cavalo e sair. 5o papel que me entregou.corpulento )ndio e6 uma revela1ão.

um dos m(diuns do nosso terreiro.que voc0 acha? $oto Lirlian ( uma m*quina inventada pelos russos. não modi icam a opinião dos incr(dulos. para tentar convencer algu(m que o esp)rito pode se mani estar no mundo material.E= EAOLUIR PELA CIBNCIA CAPITULO 98 5unca senti a necessidade. -s parapsicólogos e religiosos estão sempre se digladiando. Uma terapeuta que trabalha com as otos Lirlian quer permissão para a6er uma oto com um m(dium incorporado. dos depoimentos de pessoas ilibadas e at( mesmo do enAmeno das incontest*veis materiali6a18es. # depois. e muito menos encontrei ra68es lógicas. quando me e6 um pedido singular. diagnosticar poss)veis doen1as.. # qual o m(dium que poder* se submeter a isso? !cho ótimo. Mnteressei3me. quando discutem a mani esta1ão do esp)rito em nosso plano material. at( mesmo publicamente. que otogra a a aura das pessoas. quero saber como ( a aura dele. e descobrir eventuais apro/ima18es negativas. 5a pró/ima gira estaremos l*. 2oc0? % e/clamou surpreso. . # com qual entidade? 'om o 'aboclo !:uan. $alar das curas. ! escolha do caminho de cada um ( o direito da liberdade sagrada do livre arb)trio. no terreiro. das apari18es.. E= . com a inten1ão de desvendar o estado de esp)rito. retornar ao 'riadorP <osto quando os esp)ritos ordenam nossas id(ias.]pesquisar^. para ver qual ser* o resultado. !s al*cias deturpam o real objetivo das religi8es. 5ão h* ra6ão para se discutir sobre religi8es. &udo come1ou com um tele onema do Roberto Ribas. brinquei. Pode combinar com ela para levar a m*quina 9uem? 'laro que euP !doro novidades e não vou perder essa oportunidade. das mensagens que comprovam a veracidade das mani esta18es.

Resmungou. o Ribas desligou o io el(trico da tomada. otogra ar sua aura. Por outro lado. o )ndio "em muito rodeio. 'aboclo !:uan. 'aboclo. dentro dessa cai/a só est* a energia do meu cavalo. quando um palito riscava e na sua ponta o ogo ardia. Muito obrigado. para saiba. 'aboclo !:uan. o Ribas me apresentou a terapeuta.senhor tem que por o dedo. e isso posso seguramente a irmar. seco. principalmente entre os )ndios. atrapalhado. 'ombinamos os detalhes. 'omo saber? .Ribas respondeu. quando o Ribas. com certe6a. sentou3se 4 sua rente con orme o combinado e respeitosamente e/plicou.epois de muita conversa. "atis eito. . guerreiro. dentro desta m*quina % e/plicou a terapeuta. e alegre agradeceu. uma mo1a simp*tica e alante. Meu ilho. Mas. dava gostosos tragos em seu mara o misturado com mel e tirava uma1as com seu imenso charuto. 5ão dei/ei ela notar que eu era o mais curioso de todos. a terapeuta e o Ribas organi6aram a liga1ão da m*quina na tomada el(trica e iniciaram a e/peri0ncia. PAr o dedo a)? Por qu0? Is ve6es os esp)ritos me atrapalham. . uma e/peri0ncia muito boa. .'aboclo incorporou. s0o !:uan. esta mo1a ( uma cientista aqui na terra e quer a6er uma e/peri0ncia com o senhor. . icava assombrado com a cai/a de ós oro. EB . 5ão sei se são ing0nuos. 2ai ser. Respondeu esbo1ando leve sorriso. ele e6 o que mandavam e o trabalho oi conclu)do.EB 5o dia da sessão. aconselha pol)ticos a tomarem decis8es e discute qu)mica. acompanhado da terapeuta. #stava eu órica por termos concordado com seu pedido. riscou o ponto de irme6a do trabalho. ou espertos demais. não sei bem como e/plicar ao senhor. mas seu cavalo j* est* sabendo. $a6er o que com minha aura? Respondeu. !cho uma mistura.i )cil EBsp)rit3los. enquanto a terapeuta guardava cuidadosamente sua estranha m*quina. #st* bem então. estou sempre disposto a ajudar os outros.

EJsp)rito só reencarna no corpo da crian1a. % esclareceu um deles. #st* erradoP #le deve aproveitar a ci0ncia. surpreso. inclusive o espiritismo. Mas. Uns m(dicos me procuraram. EJ . demonstrando . para utura compara1ão. muito embora tr0s dias depois da concep1ão. "eria um ato criminoso abortar o eto. e chegaram 4 conclusão que a dele % da entidade. iquei impressionado com a di eren1a. #nquanto recolhiam o aparelho. o jogo de palavras. e sobre ele as religi8es são austeras e radicais. 2oc0 est* declarando que ( a avor do aborto? Perguntou. ! terapeuta colheu v*rios pareceres de especialistas em oto Lirlian. agora com a energia da entidade. se o esp)rito reencarnado estivesse grudado com ele. !pesar de ser umbandista. para dar cone/ão entre a ci0ncia e o esp)rito. t0m um alcance al(m do nosso pronto entendimento. segundo di6em. Montaram tudo outra ve6 e i6eram nova oto. Por que voc0 - . !s coisas que eles a6em não se limitam ao momento. Por ela ser abortiva. ele insinua o contr*rio? j* estaria reencarnado. <ostar)amos da opinião da Umbanda sobre o uso da p)lula do dia seguinte. com muito humor. Usou. o 'aboclo !:uan sentenciou.EJ ! esperte6a do )ndio veio 4 tona. convicto. 5ão houve nenhuma d+vida da inten1ão dele. "empre ( uma opinião. para evoluir e aprimorar sua pratica. algumas religi8es a combatem. 5ós estamos a6endo uma pesquisa sobre o aborto.aborto ( um tema pol0mico. separando as otos % a minha e a dele. quando ela d* o primeiro grito. C necess*rio paci0ncia para EJsp)ritoEJa3las. $icou bem claro que desde o inicio ele sabia o que era oto Lirlian e ingiu3se de desentendido. não tem como ser analisada. "e voc0s quiserem posso dar minha opinião pessoal % adverti. # o tempo veio esclarecer a parte conclusiva da trama habilmente arquitetada pelo 'aboclo !:uan. quando vi as otos. % a irmei. % responderam. ! ci0ncia sempre oi usada pelo espiritismo. para provar que ele e/iste. 5este episódio. ! irmei. decep1ão. ou contracep1ão. não posso alar em nome da religião. Realmente. ao contr*rio. o 'aboclo !:uan demonstrou toda a habilidade inerente de um 'he e de &erreiro. 5unca tiro conclus8es precipitadas das histórias dos esp)ritos. por ter ugido totalmente do padrão.

#/travasei. de um modo tão convicto? Perguntou. nada tendo a ver com o objetivo da entrevista. 2ou aliviar seus cora18es. !lgu(m pode me e/plicar. junto com os demais. C comum 4s mulheres que abortaram. ! maioria a irma ser na concep1ão e voc0 di6 ser depois que nasce. voc0 pode me di6er como chegou a esta conclusão.. e pensei.epois que oram embora. nem vão para o in erno. #speram. depois da conscienti6a1ão do espiritismo. de modo convincente.e jeito nenhum. a irmando que os esp)ritos das crian1as não estão cobrando nada.. esperando. 'aboclo !:uan. olhei para cima. 'omo? 5ão entendi. despedindo3se. mas elas são con litantes com as que ouvimos at( agora. com certe6a.. sabe at( quando. como estão os quinhentos esp)ritos dos embri8es humanos congelados na Mnglaterra? #stão grudados nos quinhentos tubos de ensaio. criminosas? #n ati6ou o m(dico. Y"alve. principalmente quanto ao momento da reencarna1ão do esp)rito. Por mera curiosidade. Posso. outra oportunidade de reencarnar. irem ao desespero por se sentirem criminosas. #ntão as mulheres que provocam o aborto não são na sua concep1ão. dando a entender ser o im da entrevista. por entender que a gravide6 rejeitada oi o ruto de uma pai/ão carnal. Respondeu o m(dico. culpa da ci0ncia. o grande cientista do espa1o. . #sclareci.5ão tinha pensado assim. que só admite o se/o para a perpetua1ão da esp(cie humana # os pais deveriam assumir responsabilidade de seus atos. para serem gerados? C. "e suas declara18es são ou não verdadeiras não me compete julgar...EO .. "ou contra. ugindo totalmente do princ)pio divino.Z EO .

3 Por que . algumas ve6es trans ormada em desespero. !rcada pela própria constitui1ão )sica. levantando3me do so *. "ou apenas um pai3de3santo. quem sabe não so r0ssemos. cabelos j* grisalhos misturados com os negros. ou uma mãe. "e tiv(ssemos uma conscienti6a1ão maior do destino do esp)rito dos que desencarnam. por receber intui1ão dos esp)ritos. amarrados atr*s. o que me permitia alar sem rodeios. choramos a morte dos que amamos. mas pelo jeito voc0 devia procurar algumas carpideiras para a6er coro. C irrepar*vel a aus0ncia )sica deles. e contava sem parar de alar as qualidades de sua mãe e o amor que tinha por ela. 5ão sou entendido no assunto de estudar as palavras adequadas para acalmar histerismo. seja um pai. . at( que em prantos dei/ou escapar uma lamuria. 3 2oc0 não entende? $oi a minha mãe que morreu. #la a6 parte da triste6a. porque achei que estava no momento de dar um basta ao doentio apego da <eni.eus oi ruim comigo? 3 5ão se quei/e. Parou de chorar e icou me olhando. acometida de uma parada card)aca. "ua boca em nenhum momento dei/ou sequer esbo1ar um sorriso. #la assustou3se com minha grosseria. enquanto ouvia na sala da casa da <eni o seu desesperado relato da morte de sua mãe. #stava muito mal. 5ão sei se eu vou poder ajudar voc0 sem a assist0ncia direta das entidades. #sses pensamentos remo)am minha cabe1a.#u só quero saber como est* o esp)rito dela. os parentes e os amigos. &entei consolar. % disse. magra. 'omo não a temos. seus olhos dei/avam transparecer o seu so rimento. !cho que isso aconteceu. #la era uma mulher de meia idade. voc0 tem um dedicado marido e ilhos saud*veis. 5ossa cultura justi ica esse comportamento. 3 Mn eli6mente ainda tenho compromissos hoje. 4s ve6es aben1oado como outros tantos. $alei. #ra minha conhecida j* h* longo tempo. EQ . C inevit*vel a saudade. 3 2oc0 me procurou para que eu pudesse te ajudar.EQ CAPÍTULO 2: ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS 5ós icamos r*geis e incon ormados com a morte das pessoas que amamos. boquiaberta. olhando para meu relógio dando a entender que ia embora.

3 Minha mãe disse que estava bem pró/ima de mim. o seu esp)rito não. !gradeceu a oportunidade e. e ambas conversaram. . !tendi uma pessoa que tinha perdido um ilho com idade jovem. perguntou 4 entidade. se um homem tiver que empreender uma longa viagem. 'om respeito a essa conscienti6a1ão as religi8es t0m uma parcela de culpa.eve ter luido bem a conversa1ão porque a <eni estava emocionada e mais calma. &e aguardo no terreiro. incorporado em mim. #/plicou a entidade de orma direta e austera. "e ao inv(s de mergulhar na revolta da separa1ão voc0 tiver a compreensão da passagem dos esp)ritos ao mundo invis)vel. ! revolta ( que prejudica o desencarnado. a entidade perguntou. 3 . ele indu6iu a incorpora1ão do esp)rito da mãe da <eni. para voc0 alar com a entidade. nunca o choro. #stou desesperada. "entada na rente dele.que est* a ligindo voc0? 3 C que minha mãe morreu. "obre o assunto. 2oc0 pode esperar at( segunda3 eira para saber. 5o espiritismo pede que o esp)rito do alecido seja recebido no astral superior. "e te a6 bem. a <eni j* estava consultando com o 'aboclo !:uan. 3 "eu corpo morreu. voc0 ( que atrapalha o esp)rito. . que icam ligados nos encarnados.evemos imaginar que a morte ( um a astamento tempor*rio. e qualquer di iculdade eles resolverão. o que ( errado. com certe6a a despreocupa1ão de dei/ar seus amiliares diminuir* a triste6a de ter que dela se a astar. ele viajar* preocupado e tenso. 5o catolicismo a am)lia do morto pede para o padre re6ar uma missa em inten1ão 4 sua alma. 5ão chorava com medo de prender o esp)rito de seu ilho. e seu amiliares lhe a irmarem que poder* icar sossegado porque eles vão icar bem. em seu estilo. mas agora iria seguir o seu caminho.ES 3 #stamos na quinta3 eira. 5o seu caso ( o inverso. !tendendo a sua ego)sta necessidade de alar com ela os mentores do espa1o se aproveitaram para acalmar sua revolta e livra3la da imanta1ão que voc0 e/ercia sobre ela. Para quem pratica o espiritismo. situa18es como a da <eni são comuns. #le quer seguir seu caminho evolutivo. "ó mencionando essas duas religi8es ES . #m caso contr*rio. Por que isso acontece? 3 2oc0s ouvem ensinamentos sobre entidades obsessoras. 'on orme hav)amos combinado. mas voc0 não permite com seu in undado desespero. o esp)rito de sua mãe teria mais tranq?ilidade para seguir sua jornada. gosto de dar um e/emplo material. !pós chamar um m(dium. antes de ir embora. vou tra6er o esp)rito dela para conversar com voc0.

! M6ette era o contrario. ! !lcina oi dormir e não acordou mais. permita ao nosso irmão que partiu. e a M6ette. teve uma parada card)aca % como a mãe da <eni. sou agradecido a . passei a di6er. o padre re6ar uma missa pedindo aos santos para nos acalmar. porque sabia que eu ia prantear as suas aus0ncias )sicas. ! minha devia ser ilha de Memanj*. pela morte que elas tiveram. 5ão gostava de se arrumar ou usar pinturas. adorava acordar tarde. um baralho e a (ria do dia. e/ceto nas poucas reuni8es sociais que ia. Namentei a morte das duas. "eus )dolos eram seus ilhos. l(pida e alante. EG . e ambas morreram com mais de setenta anos. receber a not)cia que aqui na terra todos seus amiliares e amigos estão bem e que o amam muito. quando or poss)vel. e poder ir jogar com suas amigas contempor. minha mãe de carne. vindo da casa de uma amiga onde tinha ido jogar. 5ão queremos ser empecilho para a sua evolu1ão. lembrei3me da morte das duas mães na minha vida. para icar livre 4 tarde. nos acalmem. magra. #la tinha uma marca. icava espregui1ada na cama. !mbas morreram como gostavam de viver.eus. ocasião em que demonstrava toda sua categoria de mulher re inada. -brigadoP #nquanto voltava para casa. 3 Meu Pai -/al*. para cuidar de suas tare as do lar. &inha tr0s apegos. Partiu da terra o esp)rito do nosso amigo $ulano de &al. pois eu cumpria meu papel de genro. ou pedir aos esp)ritos que não nos tornem obsessores dos esp)ritos? Pensando assim quando pe1o por algu(m desencarnado. ! !lcina. um _ol:s_agem amarelo. e que encham nossos cora18es de amor e ( e. !ntes das do6e horas. somos evolu)dos para nos credenciar com compet0ncia para pedir por nossos mortos? 5ão seria mais coerente. e nós daqui queremos que ele possa chegar ao lugar no espa1o a que tem direito e por ele conquistado duramente atrav(s do resgate de seus carmas. !cordava cedo. Mas. Pouca gente sabe. e ainda teve tempo de estacionar seu conhecido uscão amarelo e morrer em cima da dire1ão. pelos desencarnes. 'oisas da terra. mas o meu amor pelas duas era igual. ! M6ette. pelo seu jeito bonachão. a mãe da Redda. uma bomba para sua asma. com a M6ette eu implicava. mestre Hesus 'risto. por isso rogamos ao "enhor e a todos nossos guias espirituais que nos con ortem. #u tive a elicidade de ter duas mães.neas. e um baralho. 'om a !lcina eu era dócil e submisso. 9uando oi encontrada dentro sua bolsa estavam sua bomba para asma.EG j* se evidencia uma distor1ão.

# se voc0 or com req?0ncia receber vibra18es. talve6 por causa da porta da entrada. receber ajuda. a da sa)da. a6 muito tempo que não ( usada. sem nenhum constrangimento. C assim. de orma ativa como m(dium de corrente? #le e6 uma pausa.'ristiano ( um m(dium de uma corrente de Umbanda. e a da e/pulsão. 3 'onte3me como aconteceu o convite para voc0 entrar na gira. conte 4 sua mãe3de3santo o seu desejo. voc0 est* buscando justi icativas para romper o compromisso assumido a1a3o. justi ique 4queles que o ajudaram. assustado. .certo seria voc0 primeiro resolver. mas a1a direito. #le estava em d+vida se devia ou não continuar a6endo parte da corrente. a6er teu ingresso no espinhoso caminho de cavalo da Umbanda. 'onversando com minha mãe3de3santo. !conselhei. intrigado. ela disse que minha vida não entraria nos ei/os se não entrasse na gira. mesmo não estando vinculado 4 corrente. sua mediunidade se manter* equilibrada. e continuar cultuando as entidades atrav(s de ora18es e amal*s.EE CAPITULO 29 DCAIDAS DOS M<DIUNS . porque voltam todos os problemas. o teu problema material e depois caso voc0 tivesse vontade. 3 2oc0 entrou pelo caminho errado. tendo como incentivo o amor 4 religião. que ela levantar* teu alguidar. como voc0 est* alando? Perguntou. 3 #stava passando uma di iculdade comercial muito complicada. % contou. e/istem tr0s portas. 3 #u gosto. provavelmente para uma r*pida re le/ão. 5unca disse 4 ningu(m que ( necess*rio desenvolver a mediunidade. só não conhe1o minha utilidade l* dentro. por ser uma assertiva EE . 3 9ual o seu procedimento quando o m(dium quer sair corrente. com a ajuda dos esp)ritos. 3 -utra bobagem. Mas a1a da orma correta. e estava isicamente muito raco. "e agora. 5o nosso terreiro. #sta +ltima. e respondeu. 2oc0 pode sair que nada de ruim vai acontecer. 3 Mas me disseram que não posso mais sair. eli6mente. resolvido o problema. Msso a6 parte da lei. para quando voc0 precisar. 3 2oc0 est* gostando de participar da Umbanda. a da entrada.

seja produto do medo ou da imposi1ão. e isso acontece com req?0ncia. esses sentimentos vão crescendo. 3 5unca tinha pensado assim. 3 . o amor. Mas quero a6er uma pergunta. di6em que tenho mediunidade. ganhando a oportunidade de resgatar seus pecados c*rmicos e. 3 'aridade. 3 'omo equilibrar sentimentos e emo18es? 3 2ou e/empli icar com a trilogia da Umbanda. gosto de estar nos dias de trabalho. 9uando vão sair. at( atingirem o equil)brio. -utro ocupar* teu lugar. 3 2ou a6er isso. e que o a1a com amor. inoc0ncia e humildade. os pretos3velho na humildade e as crian1as na inoc0ncia. qual a vantagem de estar se sacri icando no desenvolvimento? C só para a6er caridade? 3 'aridade para quem? 5ingu(m precisa de voc0. 3 Posso lhe a6er uma pergunta? 3 'laroP "e souber responder. 'omo posso saber? 1FF . !doro a gira. arei com muito pra6er. equilibrando seus sentimentos e emo18es. o m(dium a6 a caridade para si mesmo. nivelando os demais sentimentos a eles ligados. não quebra o alicerce do terreiro. mas não sei identi icar nem o seu tipo nem sua potencialidade. Respondi atravessado. dei/o bem claro que a porta da sa)da continua aberta para suas visitas normais e para visitar seus irmãos de corrente que permanecerem na gira. sol)cito. 5a troca das energias entre o m(dium e o esp)rito.1FF mentirosa. ele sentir a ra6ão de ser um m(dium participativo da Umbanda. Hunto com o 'ristiano. dei/ando o m(dium mais orte. a calma. estava um outro m(dium da mesma casa. #le indagou. 5o desenvolvimento da mediunidade. quem a6 ( a gira em seu todo. a tudo ouvindo atentamente. de orma pausada e clara. mais inocente e humilde. como a conscienti6a1ão.meu caso ( di erente do dele. a liberdade e assim por diante. 2ou repensar meu assunto % con idenciou. os caboclos trabalham na or1a. #/pliquei. a alegria. 5o espiritismo. a sabedoria. Pre iro aconselhar para a pessoa pensar bem ao escolher este caminho. or1a. &emos dentro de nós esses sentimentos. se não ( para resolver os problemas materiais ou medi+nicos. com alegria e sem nenhuma in lu0ncia e/terna. Um membro quando sai. 5otei que ele icou embara1ado com minha resposta. "enti ter atingido o que pretendia. mas de orma desequilibrada. principalmente. Resolvi e/plicar melhor. Respondi.

que voc0 ter* uma resposta. #les são apenas os dirigentes da gira e cuidam dos seus ilhos de corrente. por que hoje não pode? 1F1 . 3 'omo pode uma incorpora1ão de esp)rito atrasado ou trevoso ser salutar? 3 Pela lei da a inidadeP &odos nós sempre estamos imantados por energias ruins. Respondi. . ! mediunidade acontece. o melhor para voc0. ( melhor voc0 sair junto com o 'ristiano. #le não perdoou. 3 -s potenciais todos t0m. e 4s regras determinadas pelos ensinamentos da Nei Maior. ao terreiro. 3 5unca ningu(m me e/plicou o que são undamentos da Umbanda. $a1a o que ela determinar. 3 "e antes podia a6er. incorpora18es desencontradas. algumas ve6es at( malignas. aos irmãos de corrente. pela pergunta. aos consulentes e visitantes. 4s entidades. pergunte a ela. 3 "e voc0 duvida da capacidade da sua dirigente. 3 $ale mais sobre a mediunidade. 4 hierarquia. senão voc0 se enquadrar* como rebelde. 3 Mas não ( a mãe3de3santo quem deve saber? Perguntou. $ui interrompido pelo 'ristiano. !s d+vidas come1am a me/er com a cabe1a de cada um.ei/e acontecer. "em querer. o respeito ao bom senso e o amor que a Umbanda prega. Um m(dium em desenvolvimento tem que passar por ase t)picas. ser um m(dium com ( e alegria. suar as mãos. para me limpar. ningu(m pode antever. Toje não posso mais a6er isso. em s)ntese. tonturas. descon iado. &ipo e potencial. 9uando eu me sentia assim. Pai ou mãe3de3santo não dão mediunidade para ningu(m. #/pliquei.1F1 3 2oc0 j* mostrou. dependendo do próprio es or1o. ditada pela iloso ia do dirigente do terreiro. 'umpra as ordens do terreiro. .respeito aos ori/*s. #sse ( o come1o. 5ão contrarie jamais os undamentos da Umbanda. por ser com certe6a. muitas ve6es caindo no terreiro com as salutares incorpora18es de esp)ritos atrasados ou trevosos. livrando o m(dium de suas inter er0ncias. "empre que voc0 tiver d+vidas. 9uando o esp)rito com a mesma vibra1ão desincorpora. sentir cala rios. 3 $undamentos são os alicerces da Umbanda. ela se desenvolve de orma natural. recebia um esp)rito dessa ai/a. C. ela leva junto as energias semelhantes. sua lei. meu entusiasmo desviou a e/plica1ão que ia dar sobre mediunidade.

que lhes são concedidas a crit(rio da dire1ão da casa. meu ilho. ele lembrou3se estar carregando na cinta a sua arma. estou lhe altando com o respeito. sou eu ou o esp)rito? 9uestionam. 3 ! mediunidade est* me parecendo uma aca de dois gumes. 3 'aboclo. . #/pliquei ao mo1o.'ristiano desistiu de abandonar a gira e seu amigo prometeu não questionar mais a Umbanda. pedem charuto e bebida.1F= 3 Toje tenho coroa de pai3de3santo. Mas antes de me despedir. trou/e comigo a minha arma que sempre carrego para minha seguran1a. que nos d* maiores oportunidades para resgatarmos nossos carmas. 3 5ão tem import. ele incorpora pela apro/ima1ão e não pela tomada do corpo e da mente.urante a consulta com a entidade. por ser a soma dos recursos acumulados em nossa espiritualidade. Msso ( per eitamente normal.ncia. !) vem a grande d+vida. não tra6endo nenhum preju)6o ao m(dium ou 4 corrente. ao contr*rio do que muitos di6em. enquadrando3se no processo comum do desenvolvimento da mediunidade. dei/ei en ati6adas mais algumas palavras. por ser comum. depois de relatar a consulta e a resposta do 'aboclo !:uan ao promotor. que estava com sua vida amea1ada pelos tra icantes de drogas. 9uando o m(dium come1a a perceber que as coisas que a6 e di6 estão corretas. 1F= . $alou. ato que não deve ser jamais recriminado pelos dirigentes. H* pensou como crescer* a or1a de um trevoso com esta hierarquia? 3 'ontinue alando sobre as incorpora18es. quando a entidade chega perto. depois de todo o processo do b03a3b*. ou seja. por descuido. 5o desenvolvimento. Por essa ra6ão. ! arma ( como a mediunidade. #la pode ser voltada para o mal? Nembrei3me de uma consulta do 'aboclo !:uan com um promotor p+blico. por causa de uma s(rie de den+ncias apresentadas na justi1a pelo promotor. andava sempre armado como precau1ão. H* t0m presen1a de inida. 3 C comum o m(dium iniciante incorporar na vibra1ão do esp)rito. as entidades de lu6 come1am a incorporar. que a mediunidade. . Mmediatamente se desculpou. at( iniciarem um di*logo com algu(m. come1a a sentir con ian1a em si próprio. . ( uma conquista do nosso próprio esp)rito. #stou conversando com o senhor e. demonstrando uma e/pectativa quanto 4 resposta do esp)rito. resignado com a e/plica1ão. Pediu.m(dium ica mais dócil e mais adapt*vel 4s incorpora18es dos protetores. só causa dano quando ( mal usada. #ssa ( a orma comum do desenvolvimento da mediunidade.

eve respeitar as outras religi8es. Para isso não deve se imiscuir nos problemas dos irmãos de corrente. 1FB . social e amiliar. e ugir do anatismo tão nocivo ao bem estar dos religiosos. 5ão beber. e nunca julg*3los. o m(dium deve cuidar de sua cultura. controlar seu emocional e não cobrar nada da religião. sem querer impor aos outros as suas convic18es. #ncerrei. 5unca aceitar avores ou pagamentos pelos trabalhos que i6er e jamais usar a energia do sangue em seus trabalhos e. principalmente. gostosa e vibrante.1FB 3 5ão se esque1am. . honrar os esp)ritos acima de tudo. deve saber dos princ)pios ilosó icos dos seus dirigentes. nunca sacri icar nenhum animal.eve a6er da Umbanda uma religião alegre. sem entretanto esquecer de equilibrar sua vida pro issional. . Por isso mesmo. doar3se inteiramente 4 casa que trabalha. antes de se iliar 4 uma casa.

-bviamente oram escolhidos para ormar aquele e/(rcito. . Ysalve a sociedade alternativa.i6em que eu trabalho com o Pai Hoaquim. #u tento. tamb(m est* incorporando em outros terreiros. Pareciam cópias que pensavam as mesmas coisas e serviam a um comandante +nico e com a mesma ordem. e 4s ve6es me saio bem. 1FJ . !cho que não ( ele.Hosias era um m(dium de Umbanda.nome do e/trovertido e revolucion*rio cantor era Raul "ei/as.e estatura bai/a tinha tanto o rosto como o corpo largos. . todos altos. . dentre as quais algumas introdu6idas por mim nos rituais do nosso terreiro. era bastante questionador. e/tremamente contrariado. #u na verdade sou de me entusiasmar com as coisas. 5ão podia imaginar que aquele momento servisse de e/emplo no uturo para uma e/plica1ão espiritual. ! bandeira brasileira tremulava e a banda marcial me dava arrepios pela or1a da m+sica militar que e/ecutavam. 3 #u não entendo. buscar meus ilhos adolescentes em um sho_ de um cantor que estava come1ando a despontar. mas como pode ele estar em v*rios lugares ao mesmo tempo? 5a mesma hora que ele incorpora em mim. de orma bem paternal e com bastante cuidado para não erir a (tica ao me intrometer em assuntos pertinentes a outro pai3de3santo tentei manter o di*logo. que signi icavam Policia do #/(rcito.i6em que ( ele mas eu não acredito. 'omo um bom ilho de XangA.Z. Para encurtar minha história. # oi assim que se lamentava. a6endo3me hoje entender porque nos trabalhos de e eitos )sicos elas são as m+sicas pre eridas. 2oltando ao instante da parada militar. !pesar do Hosias não a6er parte da corrente que dirijo.artista tinha um cavanhaque. .calor causado pelo intenso sol que ajudava o dia ser estivo e o peso do garoto j* não me incomodavam. . 'abelos negros e te6 morena. Por uns momentos esqueci da marcha para reparar a uni ormidade dos tipos.1FJ CAPÍTULO 22 NOME DE ESPÍRITOS &odo pai tem como obriga1ão levar seus ilhos para assistir ao menos uma parada militar. 'omo de costume. Um pai3de3santo tem que ser tolerante. roupas esquisitas e usava botas marrom sem gra/as. $ui uma ve6. $i6 sinal para eles sa)rem. #u não ugi 4 regra e com o meu gordo ilho de tr0s anos assistia os nossos soldados marchando com indis ar1*vel garbo. ingiram que não me viram. . .. ortes e marchavam com irrepar*vel e harmonioso garbo. posteriormente dei/ando um legado de bel)ssimas m+sicas. 3 Pelo que eu sei voc0 j* est* recebendo essa maravilhosa entidade j* h* muito tempo.. não parava de a6er perguntas. #ntrei entre os garotos disposto a pu/*3los 4 or1a para casa. depois de algum tempo eu gritava junto com a juventude. Por que só agora voc0 est* duvidando? 3 "empre duvidei. e quando as a6ia dei/ava aparecer gagueira. 'hamou minha aten1ão os brilhantes capacetes dos soldados com as letras P#. # serviu.

mas não entendo. Perguntei3lhe o des echo da conversa que prometera ter com seu pai3de3santo. &entei e/plicar alando do #/u &ranca Ruas das !lmas de quem j* tive v*rias provas desse enAmeno.que teu pai3de3santo di6 a voc0 quando voc0 questiona essa situa1ão? #u nunca alei com ele a respeito. 3 &odos sabem que e/iste a energia &ranca Ruas. #mbora ainda não totalmente convencido. !lgum tempo depois encontrei3me novamente com o Hosias. como pode estar incorporado nos outros? . # o interessante ( que em um terreiro se o Pai Hoaquim atende algu(m. #le voltou 4 carga. alguns at( mesmo como sendo de XangA. e/ceto quando ele incorpora no dirigente da casa. a6em presen1a nos milhares de terreiros e/istentes. um e/(rcito de &ranca Ruas. risca o ponto certo. bebem a mesma bebida. pensam da mesma orma e o que um ala o outro sabe. inclusive que incorporam do mesmo jeito. 'laro que não ( a mesma entidade. em outro terreiro mesmo que seja outro esp)rito dessa linha. #u aceitei. por ser a palavra dele a ordem superior. #/pliquei ao Hosias que em nosso terreiro v*rias entidade usam esse sagrado nome. # em nada est* errado que no mesmo terreiro e/istam &ranca Ruas incorporados em v*rios m(diuns.entro dessa energia. . resolvi aceitar como verdadeira essa orienta1ão.1FO 3 #le não incorpora no ponto cantado. e todos alam a mesma linguagem. di erenciando bem pouco um do outro. atende muita gente e d* consultas maravilhosas? Por que voc0 duvida? "e ele estiver incorporado em mim. $ale com ele e e/ponha tua d+vida. da 'osta e o mais comum o conhecid)ssimo Pai Hoaquim de !ngola. da Praia. umam o mesmo cigarro de palha. d* continuidade a conversa anterior. !conselhei. mas são todos iguais. #le disse que e/istem v*rios esp)ritos que se di6em Pai Hoaquim. subdivididos em das !lmas e #ncru6ilhada. principalmente porque ( ele quem di6 que a entidade ( o Pai Hoaquim. 1FO .

e obedecem a ordem de um +nico comandante. -s esp)ritos podem ser como os soldados. &odos usam o mesmo tipo de uni orme. t0m o mesmo tamanho e peso. são soldados prontos para e/ecutar a mesma ordem.. da mesma orma e com a mesma or1a. #le sorriu. !cho que e/trapolei nas e/plica18es. !li no e/(rcito não t0m mais o nome de batismo.. .1FQ #le icou pensativo. 2ou pensar melhor. Nembrei3me da parada militar. 3 C um bom e/emplo. imagine a Policia do #/(rcito.Para voc0 ter uma id(ia. 1FQ . complicando a situa1ão.

aprender ou. não posso e/igir igualdade. por uma mãe3de3santo. Um dirigente de outro terreiro. recomendo que esperem o esp)rito desincorporar. para depois e/plicar ao cavalo o seu 1FS . cada um com seu jeito. em nosso terreiro o tipo en(rgico no comando das giras. 3 !s determina18es são cumpridas por todos os capitães sem discord. em caso de persistir em beber. para não magoar o m(dium. 3 Para chamar a aten1ão do m(dium.1FS CAPITULO 23 CONAERSA COM PAI?DE?SANTO !cho que i6. dois pais3pequenos. # isso deve ser eito com muita cautela.ncia entre si? 3 5o nosso terreiro a hierarquia est* ormada. cuida com muito carinho dos m(diuns. Mas. 5em sempre ( o esp)rito que se desliga. 2ou contar o di*logo. o Tiran. Recomendo 4 um dos membros da hierarquia conversar com o esp)rito e. ! responsabilidade do controle dos m(diuns cabe 4 hierarquia do terreiro. criticar. 3 'omo voc0s procedem quando um m(dium est* ingerindo bebidas alcóolicas em e/cesso? Mandam a entidade subir imediatamente? 3 . observando nossa organi6a1ão. 5a verdade apenas e/ijo que cada um cumpra o seu papel. tanto na cultura como em seus temperamentos. pela ami6ade que mantemos h* longo tempo. 4s ve6es ( o m(dium que sai da vibra1ão da entidade. mando cantar o seu ponto de subida. mas princ)pios ilosó icos copiados da ess0ncia da própria lei da Umbanda. on6e capitães e cinco ogans de atabaque.choque da advert0ncia pode a6er o cavalo se desligar do esp)rito. Por serem heterog0neos. al(m de mim.procedimento correto não ( esse. não dando tempo da entidade a6er a limpe6a do *lcool. indiretamente. 5ão sei at( hoje se a sua inten1ão era para comparar. para o cavalo ouvir. sem se intrometer com os outros e estejam dentro das normas estabelecidas pela cultura espiritual que ensinamos e previamente estabelecemos. quem sabe. atrav(s do esp)rito? 3 5ão usamos essa artimanha amadora de chamar a aten1ão da entidade. trocava id(ias comigo a esse respeito. escolhida pelo dirigente espiritual. . 5ão são regras. "e o m(dium estiver e/trapolando. C muito perigoso o m(dium icar embriagado. voc0 costuma alar com ele.

#le não respondeu nada. eles t0m que reconhecer a nossa boa inten1ão. de modo sincero. voc0 ganha a con ian1a deles. Msso não pode tra6er m*goas. tanto que con essou humildemente. Tiran. Provavelmente a sua t(cnica devia ser di erente da minha. como nem eu ou voc0. particularmente. Provoquei o pai3de3santo. e eu com os m(diuns. Mnterrompeu o curto sil0ncio. #le concordou. 5ão pode haver choques ou in orma18es distorcidas. $alei orgulhoso.1FG erro. mesmo que tenha convic18es di erente da dele. Por isso procurei voc0 diretamente. para di6er. 5o dia que eu tiver d+vida que os esp)ritos não estão incorporados nos m(diuns. &ive uma alegria imensa outro dia. # a minha iloso ia ( despertar nos m(diuns a autocon ian1a. Retomei o assunto da mentira da inconsci0ncia do pai3de3santo. não sabia se o Tiran estava aprovando o que eu di6ia. Pro)bo. Retomei a o di*logo. Husti icou o Tiran. como no in)cio de nossa conversa1ão. Is ve6es o sil0ncio vale por um discurso. para não humilhar o m(dium. 3 #u recomendo 4 minha hierarquia conversar com a entidade. tenho um trato com as entidades. 5em sempre ( o esp)rito que est* alando e sim o m(dium inter erindo na comunica1ão. 2ou repensar no modo de lidar com os m(diuns. terminantemente. com gestos de aprova1ão. quanto um m(dium me procurou para contar um problema. "ó alta voc0 me di6er. echo as portas do terreiro. 3 2oc0 est* cheio de ra6ão. elas lidam com os esp)ritos. #le entendeu a dire1ão de minhas palavras.. Pre eri consertar o constrangimento criado. Pensei em contar para o 'aboclo !:uan. H* não estava tão e/pansivo.. dando a entender para eles. como ele demonstrou respeito 4 entidade e con ian1a em mim. #u. Pela e/pressão de seu rosto. abrandando a 0n ase das minhas palavras. 3 'ada componente da hierarquia tem a obriga1ão de transmitir aos m(diuns a palavra do dirigente. não deveria ter aceitado o cargo que lhe oi con iado. 5esse caso. da hierarquia. 5enhum deles. 7 i6 uma coisa muito errada. que inge ser m(dium inconsciente. que os membros da hierarquia descon iem da mani esta1ão das entidades nos m(diuns. Tiran. para que os membros da corrente contem para voc0 os seus problemas sem constrangimento. que ( melhor ser advertido de seus erros do que continuar errando. mas iquei com vergonha dele. 3 'onversando e orientando os m(diuns com sinceridade. ao contr*rio.7 2eja. temos condi18es de saber se o cavalo est* inter erindo na comunica1ão do esp)rito. 3 1FG .

ci+me e a alta de humildadeP Respondi lacAnico e convicto. mas acontece. 3 C só voc0 não a6er aos outros o que não gostaria que lhe i6essem. 3 # por que isso acontece? . 4 ve6es eles brigam entre si. 9uei/ou3se. 3 5a verdade temos muito que aprender. !contece com voc0 o mesmo? 3 5ão com req?0ncia.1FE 3 #u tenho um problema com minha hierarquia. -bservou.isputa do poder? 3 . que ( di )cil. mas como agir. # conclu) nossa conversa1ão. 3 . Mas no caso que estamos discutindo. 3 'hegar neste ponto.iariamente estamos enriquecendo nossos conhecimentos. não ( questão de não saber. 1FE .

3 2* conversar com a 'armem "ilvia. 2oc0 est* precisando. não hesitei. com os olhos claros.ncer. estava passando um di )cil momento. 3 5ão entendo nada de Umbanda.esajustada socialmente. al(m do amparo espiritual de uma pessoa semelhante a voc0. perguntou aparentemente decepcionada. !o receber minha orienta1ão.seu tipo m(dio. 3 Preciso que voc0 a1a um trabalho para eu resolver umas demandas. uma adolescente de classe m(dia. "ão os au/iliares diretos do dirigente e lhes compete. que não conhe1o? C 3 5ão ( mãe3de3santo. al(m de a6er que seja cumprida a lei da Umbanda. e o seu escudo ( o amor 4 vida e a alegria de viver.urante uma gira. C uma amiga e conselheira dos jovens integrantes da gira. 3 C só o senhor di6er o que devo a6er. 3 mãe3de3santo? Por que essa 'armem "ilvia. !pós ouvir suas quei/as.11F CAPITULO 24 A F< DA CARMEM SILAIA ! Patr)cia. a6iam da Patr)cia a igura da mo1a bonita. muito embora esteja guerreando contra um terr)vel dragão. em orma de um insistente c. material e espiritualmente. ele a chamou e pediu. e depois voc0 venha alar comigo. ela me procurou. dar assist0ncia direta aos membros que comp8em a corrente medi+nica da casa. sem dei/ar transparecer o quanto sua alma estava atormentada. buscando uma e/plica1ão para seu problema. . !conselhei. sentindo3se despre6ada pelos amigos e revoltada com a separa1ão de seus pais. 'onverse com ela. &entei sinteti6ar. 11F . . . 3 "e o que mais quero ( morrer. despertaram na bonita jovem o ódio 4 vida. mostrando os dentes salientes e bonitos. com quem possa trocar con id0ncias. #la a6 parte da hierarquia do nosso terreiro. por que devo conversar com uma pessoa que luta contra a sua própria morte? Nembrei3me de uma história da 'armem com o #/u &ranca Ruas das !lmas. Mndicada por algu(m. aos quais atende sempre com um sorriso acalentador. entregando3lhe o n+mero de um tele one. .que ( hierarquia? 3 "ão os membros que t0m a obriga1ão de atender o terreiro. "ua arma ( a (.

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3 9uero que voc0 v* so6inha ao cemit(rio, na cru6 das almas, 4 meia3noite, com um alguidar cheio de aro a, leve um galo preto, corte a sua garganta e derrube, dentro do alguidar, todo o sangue que escorrer da ave. .epois de terminar as anota18es como deveria ser eito o trabalho, retirou3se, voltando 4s suas tare as no meio do terreiro. Um pouco antes do inal da gira, ela, dirigindo3se ao e/u, alou, 3 Mn eli6mente não posso cumprir hoje a tare a que o senhor me destinou, mas amanhã irei e/ecut*3la. 3 'armem, eu menti para voc0. 5ão precisa a6er nada do que pedi. #u só queria testar tua (. % respondeu, delicadamente, o poderoso e/u. #la não questionou os incAmodos que teria para e/ecutar o trabalho, principalmente a matan1a, o que ( proibido em nosso terreiro. -s olhos são a s)ntese da alma. -lhei para os da Patr)cia, apesar de claros e bonitos, eles me revelaram que, dentro daquela prepotente isionomia, estava su ocado um pedido de socorro. Retomei a conversa1ão. 3 T* anos atr*s, a 'armem procurou o terreiro, em piores condi18es do que voc0. Toje ele ( a minha au/iliar que obedece, sem questionar, as ordens dadas pelos esp)ritos, o que me dei/a orgulhoso, porque eu tamb(m sou assim. #la aqui aprendeu ter ( e entendeu a import;ncia de viver. &eve a revela1ão que desejar morrer ( arma do covarde. ! imposta1ão das minhas palavras deve ter impressionado a Patr)cia. 5ão retrucou e oi alar com a abnegada 'armem "ilvia. 5ão me procurou como tinha prometido, sinali6ando ter encontrado a pa6, ato que me oi con idenciado pelo amigo comum que lhe mostrou o regenerador caminho da Umbanda. "ó veio alar comigo dois meses depois, e/ibindo um sorriso lindo e com a sua ace iluminada pela brilhante lu6 que sa)a dos seus olhos. !pelou, 3 $ernando, posso a6er parte da gira da Umbanda do terreiro de voc0s? 3 'ompre uma roupa branca e pode entrar na nossa gira. 'oncordei, emocionado.

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CAPÍTULO 20

CRIANDO MONSTROS T* tempos atr*s ui um 6eloso e alido criador de cavalos de corrida. "empre gostei dos cavalos e não e/istia nada mais emocionante que assistir aqueles belos e selecionados animais disputando uma corrida. -s cavalos de corrida são atletas. Para a competi1ão seu )sico tem que ser apurado. #nsinam os antigos criadores que cavalo ganhador come1a a se a6er na barriga da mãe. .a) a necessidade de uma alimenta1ão saud*vel e boa. Por isso eu cuidava com carinho das pastagens onde os animais eram criados. Mandei a6er a semeadura de uma leguminosa que e/igia um solo bem preparado. #ra um rico capim para pastagem. ! semente tinha que ser boa, por isso eu as comprei no melhor ornecedor na ocasião. 2er uma planta nascer me/e com nossas emo18es. $oi um sucesso o plantio. !quela imensa *rea verde crescia dia a dia. #u não via o momento de dei/ar as (guas criadoras pastarem aquele pasto. 9uando eu chegava no haras eu ia veri icar o novo pasto para ver se crescia e estava bem incorporado como eu planejara. # l* no meio, parecendo uma crian1a com seu brinquedo novo, eu estava agachado acariciando as plantas quando vi apro/imar3se o gerente do estabelecimento. - #nio era o respons*vel por todos os cuidados do estabelecimento. #ra um homem bai/o, com os olhos esbugalhados, tinha bei1os grande e te6 mulata. $oi jóquei e era um lidador com os cavalos de grande paci0ncia, tanto que se encarregava de domar os potros novos antes deles irem para o Hóquei 'lube onde seriam preparados por treinadores especiali6ados para disputarem os p*reos. $alando de orma circunspeta ele me cumprimentou, 3 @om dia. 'onhecia o jeito dele quando queria di6er alguma coisa. $acilitei, 3 @om dia #nio. !lguma novidade? #le abai/ou3se do meu lado, e separando algumas plantas da bela leguminosa, mostrou entre elas uma outra que nasceu junta. 3 !s sementes estavam misturadas. 5o meio nasceu tamb(m uma planta que parece uma salsa. #u não sei o que (. 5ão ser* melhor a6er um e/ame para ver que tipo de planta ( essa? $iquei surpreso. #le nunca tinha eito observa1ão semelhante. !chei ser um sinal e a descon ian1a tomou conta de mim. Perguntei,

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3 #st* com medo que seja uma planta venenosa? 3 5unca se sabe. Parece uma salsinha, mas pode não ser. !cho que não devemos dei/ar os animais pastarem sem um e/ame melhor. 'hegando em minha casa ui consultar os livros de plantas. 2i a salsinha, e sua rai6 era .............. 5o dia seguinte voltei ao haras e arranquei uma amostra, e a rai6 era di erente da do livro. #ra uma................]veri icaar o nome certo^. 'olhi algumas amostras e levei na #scola de !gronomia para um e/ame t(cnico. 5o dia seguinte ui buscar o resultado. - #ngenheiro !grAnomo havia solicitado 4 uncion*ria do estabelecimento que antes de me ser entregar o resultado eu alasse com ele. #le veio pessoalmente atender3me no balcão. "em rodeios advertiu, 3 #ssa amostra que voc0 trou/e ( de sicuta. Nevei um susto. 3 "icuta? ! do "ócrates? #le rindo, con irmou, 3 $oi o veneno que o "ócrates ingeriu para se matar. "a) preocupado e rustrado. 2oltei para o haras, chamei o #nio e determinei, 3 Pegue o trator e acabe com a "erradela porque ela oi semeada junto com uma planta venenosa. #nquanto o trator ia destruindo o verde pasto iquei imaginando o risco que correram os cavalos. &empos depois tive um gostoso reencontro com o Pedro, um pai3de3santo meu amigo. <ostava de trocar id(ias com ele sobre os segredos e magias da Umbanda por ele ser uma pessoa de rara intelig0ncia e um invej*vel senso critico, raramente ugindo dos limites do necess*rio equil)brio racional que deve reger nossas duvidas. #st*vamos sentados em uma enorme pedra no meio do rio 5hundiaquara. -s p*ssaros saltitavam e cantavam em nossa rente, e ve6 ou outra um beija3 lor revoava em nossa rente como um curioso querendo ouvir nossa conversa. "ó se ouviam as aves e o gostoso barulho das *guas do lindo rio. 5osso sil0ncio prestava um tributo 4 ess0ncia de nossa espiritualidade envolvendo a nossa alma em pro unda re le/ão espantando os gestos grosseiros e os pensamentos mundanos. 9uase em um sussurro ele dei/ou lorescer as delicadas e di )ceis quest8es que incomodam os dirigentes da religião umbandista, di6endo, 3 #stou ormando uma nova corrente, e estou com medo de errar.

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e praticamente abrimos caminho para que as entidades de or1a. #mbevecido aguardei a continua1ão. Mndaguei. C criar. at( que possam dominar suas emo18es e jamais podem sentir o ódio? 11J .ncia de um m(dium. &alve6 a magia do espelho. mas não para ele acostumado a ir na sua ess0ncia mais pro unda.11J 3 #rrar no que? . !quela que descobre coisas invis)veis escondidas dentro do vis)vel. a magia da or1a da energia condensada no perisp)rito. . ele se torna uma bomba que pode a qualquer instante detonar contra pessoas inocentes. $iquei atento e encantado com a suavidade da e/plica1ão. mas se icarem irados. 3 Provocamos o desenvolvimento da mediunidade dos membros da corrente equilibrando os seus chacras.ei/ando suas sobrancelhas ca)das mostrarem preocupa1ão e seu rosto mais vincado que o costume. 3 "eria o caso então de não provocarmos o desenvolvimento nos m(diuns sem antes conscienti6a3los dessa or1a. #ssas energias são ortes por terem sido dei/adas por entidades desse n)vel. Perguntei. 'om isso eles estão portando as energias dos ori/*s. Pelo seu jeito sabia que seria um assunto que aos outros poderia ser simples. dei/ando o ódio dominar suas emo18es e elas orem voltadas para algu(m pode acontecer que sua energia somada com as das entidades provoque um mal muito grande a essa pessoa.Pedro deu leve suspiro como coordenando as coisas que ia alar. . 9uando preparamos um m(dium. &enho medo de criar monstros. $iquei surpreso. 3 'riar monstros? #/plique melhor.entro de suas auras. 2eja o perigo. mas qualquer altera1ão de sentimento dei/a escapar essas or1as. os catalisadores das energias. tomem seus corpos atrav(s da incorpora1ão. 3 5ão sei distinguir dentre os homens aqueles que saberão usar corretamente a or1a das suas mediunidades. 3 5ão sei escolher os membros para a corrente. não hesitou. embora tenha visto uma preocupa1ão )ntima que deveria estar atormentando o 6eloso e e/periente pai3de3santo. sem o conhecimento dos esp)ritos eles estão jogando suas or1as contra algu(m por conta da ignor. "e eles amarem seus semelhantes dei/arão e/alar sempre a energia do amor. $iquei deslumbrado com a e/plica1ão do pai3de3santo. $iquei aguardando quando alou. as energias das entidades vão sendo depositadas. em que não merece. como os caboclos. principalmente no perisp)rito. pretos3velho e e/us.

Nembrei3me da minha planta1ão. 11O . 3 !cho que não temos alternativas. misturei semente nobre e para alimentar os animais. dirigentes de terreiros de Umbanda. com a terr)vel e danosa semente venenosa. 'onsolei meu cuidadoso amigo. poderemos prever ou saber quais os que devem ou não icar misturados no grupo? &amb(m iquei preocupado. "ão jovens e velhos. Mas como vamos saber quem vai ou não gerar esse sentimento no uturo? Mmediatamente veio na minha mente a corrente que dirijo.11O 3 #/atamente. Mas como poderia a6er isso? 'omo nós. homens e mulheres das mais variadas origens e capacidade cultural. "ó podemos con iar nas entidades e esclarecer aos m(diuns que eles icam proibidos de se 6angarem com algu(m.

o preto3velho na preta3velha. mas quero que as eministas parem com sua perigosa marcha em busca da igualdade com os homens. apear de ser pai3de3santo. graciosa e intoc*vel redoma da eminilidade perder* o seu mais dedicado guardião. #le a usa quando v0 em perigo a dócil mãe dos seus ilhos e a errenha parceira na luta pela sobreviv0ncia. o homem ( o "ol e a mulher a Nua. ou o homem. Para receb03lo. ao eleger o homem. do pró/imo7. desta ve6 iquei de lado e mandei cantar o ponto da cabocla Hurema. a provedora da sua elicidade. Para observar o comportamento de uma m(dium que recebia uma entidade da linha de Hurema. . "e isto acontecer. ouviu 7não desejar a mulher do pró/imo7. Mois(s deve ter con undido as palavras do 'riador. e ela a magia. a mulher. !pesar das entidades che es serem chamadas em primeiro lugar. a delicada. quando deveria ouvir 7não desejar a mulher. ico na rente do 'ong*. o sempre apai/onado servidor da mulher. parecia um pateta. !ssim oi eito. 5ão conhe1o nenhuma papisa. Protege a bela e apai/onante amante espiritual.caboclo manda na cabocla. ! sua indigna1ão ao ver amea1ado o seu direito de de ender a mulher icou bem clara numa ocasião. #le ( a or1a. ambos. sabe usar a magia. 5ão posso imaginar nosso mundo sem e/istir a or1a do sol e a magia da lua. e at( pouco tempo as reiras não podiam o iciar a missa católica. 5enhum ( mais que o outro. isso para não alar de todas as outras religi8es. a inspiradora da sua luta. eu quis ver sua incorpora1ão. sob o olhar de todos os presentes. 5ada de chegar o 'aboclo. não mando na minha mulher % eu mando.'aboclo Hunco 2erde soube. a Umbanda ( machista. em lugar privilegiado pela hierarquia de dirigente. o homem. ! corrente j* cantava h* algum tempo e eu. com muita intelig0ncia. quando ao receber os de6 mandamentos. 11Q . a ra6ão da sua e/ist0ncia.11Q CAPITULO 98 MAC3ISMO NA UM7ANDA 'omo toda religião. e eu. complementos do amor. ali. 5ão sou machista. 2i o que queria. ! or1a do homem pertence 4 mulher. tirei minhas conclus8es. o e/u na pomba3gira. ! mulher não tem que pleitear a igualdade. Um dia o 'aboclo Hunco 2erde e/plicou sua ótica sobre o homem e a mulher. como a lua. or1a e complemento de sua eminilidade. . e pedi para chamar o 'aboclo Hunco 2erde. # ela. separar os direitos e deveres de cada um. #les são. $iquei sem jeito. a entidade que incorporava na complicada m(dium. ela que não obedece.

11S sem nada entender, quando ui intu)do para receber outra entidade, o 'aboclo da 'achoeira. 'hamei o pai3pequeno, di6endo, 'ante o ponto do 'aboclo da 'achoeira.

Nogo no in)cio do ponto de chamada deste maravilhoso 'aboclo de XangA, ele incorporou, mostrando, nitidamente, que não era culpa minha a aus0ncia do 'aboclo Hunco 2erde, e sim dele, que não quis incorporar. "alve meus ilhosP % cumprimentou o sisudo 'aboclo da 'achoeira e oi sentar no toco. ! cambone, delicadamente, entregou3lhe uma t*bua e pemba, para riscar o ponto. 5ão precisa, disse o 'aboclo. 2ou icar enquanto o !:uan conversa com o Hunco. !rrematou, aceitando, apenas, o charuto. 5unca imaginamos situa18es como esta no plano espiritual. 'aboclo !:uan, che e do terreiro, oi convencer o 'aboclo Hunco 2erde, um esp)rito comprometido com o terreiro, a cumprir sua obriga1ão de vir trabalhar. "ão entidades maravilhosas, espirituali6adas mas sens)veis quando v0em amea1ados seus direitos legais. 5ão tinha terminado de umar o seu charuto, e o s0o 'achoeira levantando, despediu3se dos cambonos, 3 2ou subir. - Hunco vai incorporar % dei/ando claro o poder de convencimento do 'aboclo !:uan. $iquei ressabiado para receb03lo. #le veio, não alegre como de costume. #stava mal3humorado, com a cara echada, dei/ando transparecer uma emo1ão, at( então desconhecida para mim. "em nada di6er e a ningu(m cumprimentar, com passos pesados, dirigiu3se e sentou no toco, riscando o ponto com m* vontade. .ava mordidas no charuto, como se tivesse vontade de comer a orelha de algu(m. - pai3pequeno, sentou3se 4 sua rente, dirigindo3lhe delicadamente a palavra, "alve, 'abocloP - que houve, s0o Hunco? #stamos assustados, nunca o vimos assim. #scuteP Respondeu, secamente. 3! mãe ( Hurema, e quem cuida da mãe ( o ilho> a mulher ( Hurema, e quem cuida da mulher ( o homem> a ilha ( Hurema, e quem cuida da ilha ( o pai. "im, meu pai, entendi a mensagem, só não sei, qual a ra6ão de sua 6anga. 'omo ( então que voc0s chamam uma cabocla antes do caboclo? 2oci erou, aos altos berros. 35ão conhecem a lei da Umbanda? 5unca venho depois de cabocla.

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11G "0o Hunco, e/plicou, na verdade oi seu cavalo quem pediu, pois precisava ver a incorpora1ão da cabocla na m(dium tamb(m. 5ão tivemos nenhuma inten1ão de desrespeita3lo. #ssa não ( a Nei. 5ão admito que pai3de3santo erre. "e não a conhece, entregue sua guia e v* aprender como se dirige um terreiro. #ncerrou en urecido.

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CAPITULO 24 PROAAS INCONTESTÁAEIS !s pessoas precisam entender que a mistura da energia do m(dium com a do esp)rito, caracteri6ando a incorpora1ão, não ausenta em absoluto a presen1a da consci0ncia do cavalo na comunica1ão, devendo dar descontos para eventuais e normais alseadas na mensagem do esp)rito. 5a linha :ardecista, quando um esp)rito amiliar se mani esta, mesmo que nunca em sua vida encarnada tivesse tido respeito 4 espiritualidade, ou tenha sido um anal abeto e com temperamento grosseiro, dei/a mensagens cheias de amor, ala com muita intimidade o nome de Hesus 'risto e demonstra conhecimento das leis do espiritismo, com um linguajar requintado e manso. 5ada de estranho, considerando3se a capacidade e a cultura do m(dium, que soube tradu6ir o sentimento e o desejo do esp)rito comunicante. 5a Umbanda não ( assim. -s consulentes e/igem provas e mensagens mais concretas. 9uerem que o esp)rito diga nomes, datas e tudo que se relacionava com sua pessoa, quando encarnada. #/istem muitos m(diuns que t0m esta capacidade, mas, via de regra não são assim, como um 'hico Xavier % para mim, um homem santo. .evemos icar atentos aos sinais do esp)rito, aos pequenos gestos e palavras que usava quando encarnado, e se acontecer, devemos entender como verdadeira a comunica1ão. - resto, ica para "ão &om(. #/istem histórias e histórias, que comprovam minha assertiva, mas, uma delas, para mim, oi especial. 'aboclo !:uan estava incorporado, no toco, quando o pai3pequeno, acompanhado de um rapa6 alto, corpulento e demonstrando um ar muito triste, solicitou, 'aboclo !:uan h* questão de uns seis meses este mo1o perdeu seu pai, e est* inconsol*vel % e/plicou. - senhor pode atend03lo? - rapa6 sentou3se, a entidade o ereceu3lhe bebida e perguntou, isso. 2oc0 conhece bem pouco o espiritismo, não (, meu ilho? 9ue houve, meu ilho? #u amava meu pai. #le morreu, e estou muito nervoso com

Realmente, nada conhe1o, mas sinto a presen1a dele ao meu lado. #stou buscando no espiritismo uma e/plica1ão, principalmente para saber se o esp)rito sobrevive 4 morte e, se eu me convencer, quero saber como ele est*. .isse, de modo ranco, mas respeitoso.

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jogou3se nos seus bra1os. -rdenou ao @eco . de "ão Paulo. o pai3pequeno. obsessor ou protetor.rapa6 demonstrava estar descon iado da autenticidade do que assistia. serei eu. 'omo sempre a6 nesses casos o 'aboclo mandou o @eco atender a conversa1ão e ambos. # oi nesse estado. H* habituada com essas situa18es.. as provas tamb(m são e/igidas. testemunhou Hesus e/istir e outras coisas bonitas.pai alou estar bem. nada sabe a respeito. i/ou um olhar espantado. muito embora o m(dium perceba que vai servir em uma incorpora1ão. me chame que estarei ao seu lado. naquela noite. e/clamou. 9uando voc0 ouvir um arroto e sentir um ba o de u)sque. com alguns sinais de ser realmente o esp)rito do pai do descon iado rapa6. para receber o esp)rito do pai desse mo1o. e num choro convulsivo. PapaiP PapaiP C o senhor. talve6 por não tido nenhum sinal evidente. ! irmou. se ( homem ou mulher #sta ( a parte convincente da comunica1ão. rindo. 'onvidado a ocupar um lugar privilegiado. @em. 2ale di6er. que transcorreu de um modo normal. . tirou seus óculos e icou esperando uma nova ordem. o incr(dulo ilho. o esp)rito. #ntre os umbandistas. ! entidade e6 uma vibra1ão no consulente e a passagem do esp)rito aconteceu. Mas nada lhe dava a certe6a de ser realmente o esp)rito de seu pai. 'om os olhos arregalados. esp)rito do pai incorporado e seu ilho. meu pai. icou assistindo a gira de quimbanda.. $oi muito bom alar com o senhor. Rapidamente. Prometeu o esp)rito. uma e/celente m(dium. 9uando voc0 precisar de ajuda. como manda a lei da Umbanda. $oi recebido com todas as honras de sua coroa. . desconhecendo se ( esp)rito amiliar. aquele assunto que só os dois sabiam. estava visitando a &enda #sp)rita "ão "ebastião.. eu órico. #sclareceu.rapa6 deu um salto para tr*s. !guardou nessa posi1ão alguns segundos. ! 'ristina incorporou. !pós algum tempo. meu ilho.1=F !cho melhor voc0 perguntar a ele. iniciaram um di*logo. echou uma carranca e ran6indo as sobrancelhas. . 3 !gora voc0 sabe que eu estou bem e o esp)rito e/iste após a morte. que disse ao esp)rito. Um deles. $a6 parte da lei da 1=F . para o rosto da m(dium. o que era per eitamente compreens)vel. anunciando sua despedida. da saudade que tinha da am)lia. ambos levantaram3se e a entidade disse ao mo1o. &raga aqui um cavalo. iel na transmissão da ala do esp)rito. !t( entre os pais3de3santo. e como vou saber que ( o senhor que estar* ao meu lado? Perguntou. que nesses momentos. o @eco pAs em sua rente a 'ristina.

e cont*vamos histórias sobre a Umbanda. #ntendi o Rangel. 3 $ernando. recebi um tele onema. tom*vamos um ca e6inho com biscoitos. ou seja. quando uma visita com hierarquia estiver presente. 3 2oc0 deve estar imaginando porque eu estou aqui. deve bater a cabe1a ao visitante e naquela casa. havia a determina1ão que as entidades batessem a cabe1a literalmente. Rangel? <ostou do trabalho? 3 <ostei. H* incorporado com o #/u &ranca Ruas das !lmas. deu um tapa no peito do homem e. quando incorpora. oi quando ele. meu padrinho de eitura de cabe1a. # ele. #/plicou. # oi adiante. Por não ser um ato comum nos terreiros que visito. ui levado pela entidade at( o pai3de3santo e contrariando meu impulso e todas as regras da casa. rindo. especi icamente. um grande respeitador da lei da Umbanda e das determina18es das casas umbandistas. R)amos e aprend)amos. mas alguma com certe6a. com certe6a ele revelaria. havia. Preciso conversar com voc0. 5ão estava entendo a ra6ão. 'onversando na sala. des a6endo todo o mist(rio. 'ontrariando minha e/pectativa não ui repreendido pelos dirigentes materiais da casa. #stranhei o comportamento do e/u. tornou sua e/pressão s(ria e ormal. 5o dia seguinte. a entidade. Podemos encontro? #stranhei o curto di*logo. 3 Para amigo não bato a cabe1a. encostando a testa no chão. incorporado em voc0. antes de ir embora. ! medida que incorporavam.1=1 Umbanda. não (? 3 "inceramente? 5ão estou ag?entando mais a curiosidade.pai3de3santo que ontem visitou o terreiro. tem que di6er ser meu amigo. aqui ( o Rangel. as entidades cumpriam seu papel. $ui visitar um terreiro de certa marcar um 1=1 . sem dar import. porque eu tamb(m gosto quando isso acontece comigo. H* passava da meia3noite. 3 'omo vai. . cumpriu o combinado. mesmo que seja em sentido inverso. 3 $i6 um trato com o #/u &ranca Ruas das !lmas. 'onvidei3o para vir 4 noite em minha casa. #ra uma pessoa muito agrad*vel. 5ão sabia como perguntar mas imaginava que. eu as minhas e o Rangel as dele. Respondi. Um esp)rito que reverencio com grande amor ( o do Pai Hoaquim de !ngola. em tom in ormal. alou. "ó me intrigava a ra6ão de sua visita. 5ão seria para contar passagens de sua vida espiritual. quis conhece3lo. "empre que estiver incorporado.ncia 4 hierarquia do che e de terreiro. se or realmente ele . a amosa hora grande dos esp)ritos. um com o outro. de repente.

2oltando ao Rio de Haneiro. incorporou em um m(dium. retornando para meu lugar. praticamente no come1o do trabalho? 3 5ão ico em terreiro onde o Pai Hoaquim est* incorporado e ele não me conhece. não são necess*rias para quem tem (.1== ama onde. l* na assist0ncia. mediante uma prova evidente. 9uando j* est*vamos de volta. #le nem me olhou. mesmo nós. in ormei meu amigo. na verdade. 5ão hesitou e oi conhecer o terreiro onde trabalhava este m(dium. secamente. que desaparecem. ele perguntou.que aconteceu l*. #la estava na assist0ncia quando oi chamada para conversar com ele. cutucando meu companheiro ao lado. . ! inal. ao entrar no espa1o dos trabalhos. $iquei alegre. Mas que são gostosas. #stava na assist0ncia. não tenham d+vidasP 1== . antes de se retirar. 3 completou.isse. #ssas comprova18es. 5ada de e/traordin*rio oi dito ou alado. dei meia volta. 'onversaram trivialidades. crentes. e/ceto a con issão da simp*tica consulente ser uma incondicional ã da entidade. como todos devem a6er. quando oi surpreendida com o convite da entidade para conversar com ele. Mmediatamente. o e/u alou. 3 2amos embora. 3 "empre que eu estiver no terreiro. . no automóvel. temos nossas d+vidas. #nquanto cal1ava os sapatos que tinha tirado. 3 -baP . mando chamar voc0 para me cumprimentar. sob o olhar espantado da sua ã. para voc0 sair. 3 . Respondi indignado. por sinal com hierarquia na casa.#/u &ranca Ruas das !lmas a6 questão de comprovar aos seus consulentes a sua autenticidade. entrei dentro do local dos trabalhos e passei por sua rente.Pai HoaquimP #/clamei. ela teve not)cias que em Petrópolis um m(dium estava recebendo o #/u &ranca Ruas das !lmas com muita idelidade. como e6 com uma senhora carioca que visitou nosso terreiro. durante a gira. quando. como i6 hoje e tamb(m como i6 h* tempos na outra cidade incorporado com o cavalo careca. I guisa de receber uma vibra1ão.

depositei a cerveja. uma cai/a de ós oros. "ete charutos.. C trabalho na linha dos caboclos. !ssim oi eito. idade e endere1o do hospital onde estava internado. apenas pense e ore pelo menino. #le. ajeitei as rutas ao lado. melancia. #m cima coloquei a moganga com milho. aqui ( o $loriano.nome anotado neste papel ( de um rapa6 que est* muito doente no hospital. melão. eu sei.'aboclo pAs o papel em seu ponto riscado e disse 4 cambono que depois daria uma orienta1ão. eu te dou de comer e voc0 atende meu pedido? 2amos ver. I noite. cerquei3o com as 1=B . "0o Hunco 2erde % disse a cambono. . desesperado. $ernando.. est* condicionado na lei da troca.senhor pode a6er algo por ele? . ele recomendou que ela tomasse nota de um trabalho para o rapa6. . hoje temos trabalho. na U&M. procurando construir a entrega do jeito mais bonito poss)vel. Pus os charutos no trabalho. 'omo não gosto de dei/ar no mato materiais não biodegrad*veis. na entrada de uma mata. sendo ele meu irmão de carne. como se precisasse. 'uidadosamente. disse. quer uma ajuda sua. j* desenganado pelos m(dicos da terra. gira especial para pedir este tipo de ajuda. Mdenti icou3se. esclareci meus cambonos sobre como deveriam proceder para receber uma orienta1ão do 'aboclo. 5a relva. Mnterrompeu. !ntes do inal do trabalho. sete velas brancas. maracuj*. a grande arma da Umbanda. abaca/i. embai/o de uma igueira rondosa.ilho de um amigo meu teve um acidente e est* em coma. j* desenganado. Por isso estou tele onando. não precisando escrever nada.1=B CAPITULO 26 UMA OFERTA AO ESPÍRITO "er* que o !mal*. cortei tr0s olhas de bananeira. !bacate. sete verdes e cevada. % $a1a uma entrega. Recebi um tele onema. Nigou no dia certo. &omei nota do nome do rapa6. . 5o copo de casca de coco % coit0. Uma moganga assada. #scolhi o lugar. ou seja. dei/ei3as como base. iniciei a montagem da entrega. Procurei um lugar adequado para a6er a entrega % o amal*. C. com milho. amei/a e outra ruta do gosto do meu cavalo.

entreaberta. o 'aboclo di6endo3me que.1=J velas. at( que todos icaram em p( e ele. dentro do mato. se intensi icaram. pedi a cura do mo1o. o rapa6 acordou. . Mas. 2*rios )ndios estavam em volta.ei a not)cia ao $loriano. 9uando acendi as velas e cantei o ponto de -/óssi. e largaram suas energias. de orma tal que echassem um circulo bem harmonioso. do material que compunha o amal*. i6 uma ora1ão. #/atamente vinte e um dias após. um Paj(. #sta energia de -/óssi. 5o dia seguinte. do 'aboclo Hunco 2erde. -:0 -d0. pois diante da gravidade de seu estado de sa+de. 'laro. uma ai/a de lu6 era para ele direcionada. por todos reverenciado.e a astei3me respeitosamente.esp)rito come e bebe? C guloso e beberrão? "e nada ganhar. !gradeci. -/óssi. mantendo pequena dist. alguma coisa poderia dar errado e eu não achava justo dar alsas esperan1as. Pegou toda aquela energia e sumiu com ela para dentro do mato.e longe. que oi atra)da pelas vibra18es semelhantes aos das comidas o ertadas. e era manipulada pelo 'aboclo Hunco 2erde. quando percebi. a troca de energias. #ra a or1a cósmica do ori/* -/óssi. criando. # hoje est* completamente curado. em vinte e um dias ele sairia do coma e conseq?entemente icaria curado. oi usada para curar o doente no Tospital. de lu6 cintilante. obrigadoP H* contei para todos que em vinte um dias meu ilho vai estar curado.ncia. com aquela energias em suas mãos. recebi um tele onema do pai do rapa6 que di6ia eu órico. vindo do in inito. pedindo que não dissesse nada aos pais do mo1o. . &odos se ajoelharam em volta do trabalho. . a tudo assistindo. . 'antei o ponto de -/óssi. nada ar*? 2ou entrar no a63de3conta e estou vendo o desenrolar da entrega no mato. o importante nesta história. o segredo não oi guardado. !cendi3as e depositei a cai/a de ós oros. como me oi contada pelo próprio 'aboclo Hunco 2erde. a cósmica e do trabalho. intuitivamente. que se somavam 4 j* e/istente. $ernando. em volta da o erenda uma massa energ(tica maravilhosa. o 'aboclo Hunco 2erde permanecia em p(. 1=J . oi at( o mato. não ( a cura e sim o amal*. de onde saiu um outro )ndio. e girava em torno do trabalho.urante a constru1ão do !mal*. 'omo ele unciona? . #la oi se condensando. alternadas nas cores.o trabalho emergiam vibra18es semelhantes. 9uando cantei o ponto do 'aboclo Hunco 2erde ele saiu do mato. apro/imou3se e cumprimentou aqueles maravilhosos esp)ritos ind)genas.

com cavanhaque.eitada na cama. enquanto a Redda trocava sua ralda. embora eu descon iasse que ela soubesse e só não di6ia para me contrariar.ncia. onde não estacionam somente os homens desencarnados. Yseis grandes carros. ele descreve uma cena no espa1o. .. .1=O CAPITULO 28 OS ANIMAIS TBM ALMA? H* morri v*rias ve6es. C mais *cil imaginar um tridente. os p*ssaros cantando. animais. precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos. estava come1ando a balbuciar suas primeira palavras. a brisa. mas não me lembro do c(u.andU. riachos. 5o livro Y5osso NarZ do $rancisco '. não quero ir para l*P !credito que os animais t0m alma.e repente. Papai ainda não.isse 5arcisa % são au/iliares preciosos nas regi8es obscuras do Umbral. não tenho a m)nima id(ia como possa ser.. em per eita coordena1ão com os gestos. Mas a nota interessante era os grande bandos de aves. igual a nós. ela levantava os pequenos bra1os para cima. &enho uma id(ia do in erno. na p*gina 1GB.. .Z -s umbandistas alardeiam que os -guns v0m em seus cavalos brancos. acima dos carros.. um caldeirão. . YMdenti iquei a caravana que avan1ava em nossa dire1ão. 9ue ( isso? % interroguei. ouvi o ladrar de cães 4 grande dist. me pareceram iguais aos muares terrestres. mas verdadeiros monstros. brisa. como se quisesse pegar algo no ar. servindo para os querubins icarem sentados e dedilharem suas harpas. mais compat)vel comigo. outros a irmam só possu)rem o cascão que desaparece com a morte. as labaredas e um homem magro. que não cabe agora descrever. os riachos.Z Mais adiante continua. e com pequenas e delicadas gargalhadas.tema ( pol0mico. H* não ( um motivo para re letirmos se os animais t0m ou não alma? Minha ilha Nucilia. ou suaves cantos de p*ssaros ? -u ser* um lugar va6io. a lu6. produ6indo ru)dos singulares. sob a claridade branda do c(u. que voavam a curta dist.evia merecer um estudo mais minucioso das elites cultas.ndido. assombrado.ncia. dando a impressão de estar vendo alguma coisa que nós adultos não v)amos. . temperatura amena. . cheio de nuvens. ditado pelo iluminado esp)rito do !ndr( Nui6. #nquanto uns alardeiam que eles t0m alma. H* di6ia mamãe.andU. ormato dilig0ncia. 1=O . anunciando ser 1=Oq? o para)so? "e no c(u não e/istir as *rvores. alava. mesmo de longe. % e ria. eram tirados por animais que. mostrando os cri res e a ponta do rabo. e os animais. 'omo ser*? &er* *rvores..o c(u. de corpo volumoso. lu6. .

e senti muito sua morte. -s gatos. 5ão posso evitar. $alei.ando consulta para uma mo1a. e todos do mundo animal? "e os homens. como sua companheira. o que re or1a a tese que eles t0m alma e podem sobreviver 4 morte. depois de morto. !ma os 1=Qq?)deos. o que demonstra possu)rem a terceira visão. !cho que o senhor vai me entender. assustado. $alou. a qual. &entou justi icar. #ntre os esp)ritos. que seu transporte para vir no terreiro ( 1=Q . # se os cães t0m. . . o 'aboclo !:uan perguntou. os cães e os cavalos são reconhecidamente videntes.cigano Koisler tem sua vida baseada em cavalos. ao morrer. en/ergando os esp)ritos. igual ao homem. a consulente e/plicou. #la est* vendo o esp)rito do . 2oc0 est* muito triste com a morte dele? . Pode chorar se quiser. -s animais tamb(m são nossos irmãos. porque não ter* o pequeno rou/inol ou o elegante pei/e ou a pe1onhenta cobra. que eles continuem em minha companhia. -s trevosos t0m na cobra a companhia predileta. atrasados ou evolu)dos. -s oguns sempre estão montados em cavalos. . dentre as quais. 'ães. com muito carinho.1=Q Minha mulher e eu trocamos olhares. $oi meu gato que morreu. "e e/iste nos animais o terceiro olho. mesmo que pare1a antasia. e/iste o bom humor e as passagens hilariantes. e eu entendo voc0 muito bem. não permanecerão no plano espiritual sob o mesmo processo evolutivo da reencarna1ão? 9uero que os cães tenham alma.andU.ncer no intestino com o mesmo empenho que a6 nas pessoas que so rem de mal semelhante. conhe1o bem. ao morrer. no homem est* alojada no chacra espiritual. # alardeia isso com transparente gabolice. -utro dia o caboclo !:uan e6 um trabalho especial para um gato com c. não pode acontecer o mesmo com os p*ssaros e animais? "e uma larva ( mais atrasada que um cavalo. não tenho d+vidas.andU era o nome de um bel)ssimo cão "etter Mrland0s que um m0s antes oi morto a tiros por ladr8es que invadiram nossa casa. uma *guia. levam consigo seu estado espiritual.'aboclo !:uan tem. . pois pretendo. Raciocinam e t0m alma. 'onta v*rias histórias sobre esse assunto. a irmando ter sido descendente de uma am)lia de ladr8es de cavalos.emonstrando surpresa. ele tem que estar tamb(m dentro do esp)rito.

não sei. C para ele nunca mais cometer essa ousadia.!:uan tirou de mim. a cambono. abatido. vim a p( para o terreiro. sinali6ando eu estar certo nas minhas convic18es. 5uma gira. o 'aboclo !:uan. acompanhado por uma alange de pretos3velho. sem jeito. 1=S . #u queria aquele cavalo branco.isse. "e aconteceu. respondeu. roubar o cavalo do 'aboclo !:uan? 9ue id(iaP . Mndagado pela "andra porque estava triste. # por qu0? Porque eu quis roubar o cavalo dele. #le ( lindo.1=S um cavalo preto. !l(m de ter icado sem o meu cavalo. 9ue aconteceu com o seu ? . $oi humilhante. re6ando para eu me regenerar. incorporou sem sua habitual harmonia. 9uei/ou3se. Passado alguns meses. Respondeu amuado. rindo. en ileirados atr*s de mim. Mas cigano. #stou sem cavalo. considero essa passagem como uma prova da e/ist0ncia da alma dos cavalos. # o pior não oi isso. disse que tinha devolvido o cavalo para o cigano. rindo. 'omo esp)rito não brinca.

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CAPÍTULO 3: SINAL DA AELA ! elicidade não est* alicer1ada nos bens materiais, mas no humor e bem estar espiritual.. &enho um amigo que a irma ser eli6 por ter uma esposa, ilhos e netos. 'onhe1o um bo0mio que jura ser o homem mais alegre do mundo porque ( solteiro, não tem mulher e muito menos ilhos. ! elicidade est* dentro de quem aceita e gosta do que tem, podendo ser a numerosa am)lia ou a liberdade de não ter compromisso com ningu(m. - conceito ( parado/al. ! resid0ncia da in elicidade, ao contr*rio, tem como principal causa, a perda daquilo que o a6 crer ser eli6. # pode a elicidade perdida ser readquirida pela (? !cho que sim. Neiam essa história, - domingo estava lindo, ensolarado e quente. - 5ilson, de cal1ão, sem sapatos e camisa, se mantinha debai/o de uma barraca 4 beira da piscina do clube que costumava req?entar, ouvindo e contando lorotas descontra)das com alguns amigos, 4 guisa de esquecer seus a a6eres semanais. ! #va, sua esposa, tinha icado em casa. - 5ilsinho, seu +nico ilho, com oito anos, brincava e nadava na *gua clorada da piscina. #stava tudo per eito e apra6)vel. $oi quando o 5ilson ouviu gritos desesperados de uma mulher que apontava para o undo da piscina. &odos, curiosos e no a ã de serem +teis, se acercaram dela. - 5ilson, pela *gua, viu, no undo da piscina, o corpo do seu ilho 5ilsinho. - 5ilson era meu amigo e ui comunicado do tr*gico acontecimento. 'hegando em sua casa, onde todos os amigos e amiliares j* cercavam o guapo 5ilson e sua esposa, ui, como ( natural, envolvido no so rimento do casal e seus avós. - menino de oito anos, tinha morrido a ogado em uma piscina. 5ão h* quem não se envolva com emo1ão em casos que o espectro da morte a6 cumprir essa divina, mas atemori6ada lei, quase sempre não entendida por nós. 5a ocasião, eu era mais jovem e, conseq?entemente, mais orte, mas mesmo assim, tive que a6er muito es or1o para amparar o meu amigo nos ombros, dado seu corpo avantajado. Passado o uneral, no dia seguinte, ui levar minha solidariedade ao triste casal. 5ada pude a6er ou di6er para apa6iguar a dor do acontecimento, e/ceto o erecer os pr(stimos do meu grupo de trabalho espiritual. - casal, buscando um lenitivo, acedeu ao convite e passou a req?entar assiduamente nossos trabalhos espirituais. #m uma das reuni8es o 5ilson aparentando uma emo1ão muito grande levava com um carinho especial um pequeno embrulho de papel de seda, que parecia estar aninhado em suas duas avantajas mãos em concha. "eus olhos torneados por grossas sobrancelhas brilhavam com vis)veis l*grimas. 2e6 ou outra uma l*grima escorria em seu grosso bigode preto. "ua esposa come1ou a desembrulhar o pequeno embrulho. ! medida que ia abrindo o papel de seda suas mãos pareciam estar des olhando uma delicada lor. "eus l*bios mantinham um sorriso, e seu semblante demonstrava estar

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1=E vivendo naquele momento um 0/tase divino. &odo nosso grupo estava em volta do casal, aguardando com curiosidade o aparecimento do conte+do do misterioso embrulho. - 5ilson alava emocionado, 3 2oc0s vão ver a ben1ão de .eus que tivemos. !berto o pacote, dentro de um en eitado estojo estava a escultura de um anjo com enormes asas. Um trabalho muito bonito e bem eito e at( de certa orma comum no com(rcio do ramo, e/ceto não osse ele estar esculpido em cera de vela derretida. -lhamos assombrados para o casal, que agora j* não conseguia conter a emo1ão dei/ando correr as l*grimas pelos seus rostos. 3 Toje acendi uma vela para meu ilho. 2ejam o que icou no prato,. C o sinal que ele est* vivo e vai retornar a nós. #/plicou o 5ilson. ! ( trans ormou a vida daquele casal. .ecorrido algum tempo, encontrei o 5ilson. #stava eli6 e sob orte abra1o disse eu órico, 3 Meu ilho voltou para mim. Minha mulher est* gr*vida. 9ue .eus aben1oe todos que conhecem sua maior magia, a (P

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CAPÍTULO 39 MAGIA DAS AELAS - ogo ( um elemento indispens*vel por todas as religi8es. #le ( o princ)pio e a sua or1a ( destruidora, mas quando bem manipulada, se torna com a mesma intensidade um grande aliado. 'om imagina1ão o homem criando a vela prendeu uma chama desta or1a em um invólucro de cera. #/istem velas de todos os tamanhos, cores, tipos e inalidades. &0m todo o tipo de serventia, desde solicitar avores 4s divindades, at( criar ambientes apai/onados em um jantar entre casais. .entro das religi8es todos t0m histórias para contar a respeito das velas. #u tenho a minha, Toje eu tenho sete netos, de do6e a vinte anos. !mo a todos, por(m com mais intensidade aquele que em um momento de sua vida necessita de mim. # oi assim com a 'amila, hoje com de6enove anos, uma mo1a linda, com um sorriso resplandecente, dentes bem ormados, altura m(dia, com um g0nio doce e a *vel, sempre pronta a a6er uma delicade6a. "eus cabelos são castanhos escuros e longos, tem um andar comedido, e por nature6a tem o dom de reunir as pessoas em sua volta. C uma legitima ilha de Memanj*. 5esses de6enove anos, talve6 a (poca que mais a tenha amado oi quando tinha ou tr0s anos e estava acometida por um orte sarampo. 5ão estava dando muita import;ncia 4 doen1a por ser comum e de *cil tratamento, quando ui procurado por minha ilha Nucilia, 3 9uero que voc0 venha ver a 'amila. #stou assustada. Mor*vamos, como at( hoje, bem perto. 9uando entrei no quarto da crian1a adoentada quem icou assustado ui eu. #stava inteiramente tomada pela doen1a e dava sinais de estar ardendo em ebre, pois mostrava estar ora da consci0ncia. 5ão titubeei, 3 2amos lev*3la imediatamente ao hospital. 5o carro, enquanto dirigia o automóvel em dire1ão ao hospital, olhava para a Nucilia. &alve6 este tenha sido um dos dias mais tristes que tive. ! minha ilha, ainda uma mãe em sua plenitude jovem, mantinha os dentes cerrados, estava absorta olhando para o nada, com o quei/o tr0mulo e os olhos marejados, e segurava em seu colo a sua ilhinha envolvida em um cobertor cin6a escuro, quadriculado com cores vermelhas racas. - dia estava cin6ento, a6endo o quadro ainda mais triste. Meu .eusP !quela mãe so rendo era ainda uma menina. ! amargura tomou conta de mim. 5ada alei. !penas so ri, um so rimento inesquec)vel e que jamais sair* da minha lembran1a. ! preocupa1ão com a doen1a da neta misturou3se com a perspectiva de perder para sempre o sorriso da Nucilia, gentilmente herdado pela 'amila. #u não

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3 Vtimas desapareceram. batendo o bra1o onde mantinha a tala de madeira. "o6inho na sala em um pires branco i/ei uma vela da mesma cor e orei. noticias. 3 5ão quero promessas. "enti3me rustrado e com raiva por estar impotente at( mesmo para dar esperan1a para minha ilha. e nós aguard*vamos ansiosos o resultado do e/ame. 5o hospital o diagnóstico oi grave uma ve6 que o sarampo tinha se alastrado internamente no seu corpo. agredindo quem dela se apro/imava. Uma tala de madeira prendia a agulha em sua mão para o soro e ela. 3 Pai Maneco. atitude que não oi apa6iguada nem pelos psicólogos do hospital. 9uero saber do senhor. $omos ao hospital rapidamente. mas nada est* indicando esse caminho. o que vai acontecer com minha neta? 9uando consultei o senhor me disse que ela icaria boa. !pareceu o m(dico e in ormou. e/ame oi negativo. 5o terceiro dia de internamento procurei o m(dico diretor do isolamento e pedi3lhe. -uvi intuitivamente a poderosa entidade alar. &eve que ser levada para o isolamento por ser doen1a transmiss)vel. $ui interrompido com choros convulsivos da Redda que alava nervosamente. meu Pai. #mbora osse um homem delicado o m(dico icou me olhando por alguns instantes como medindo o que iria di6er. 5o dia seguinte o comportamento da 'amila era assustador. #stamos a6endo todo o poss)vel dentro da medicina para contornar a doen1a. 3 ! situa1ão ( muito grave e os riscos são grandes. icava em bai/o da cama encolhida em um canto. !l(m de ser o avA tamb(m sou o che e da am)lia. #m casa com a Redda resolvi rogar aos esp)ritos pela nossa a li1ão. e se o pior acontecer tenho que estar preparado para poder sustentar o emocional de todos eles.1B1 pensei como um avA so rendo. 3 H* disse que ela vai icar boa. pois a suspeita ( que a doen1a tenha atingido a medula. como um animal. !s horas se passavam. -s riscos 1B1 . 3 #stão tirando l)quido da espinha da 'amila. apenas quero saber a gravidade do doen1a. Para te acalmar vou dei/ar uma marca com esta vela.

por estar emocionado. $ui 4 sala e vi o sinal dei/ado pelo Pai Maneco. Mostrei o sinal para a Redda. Mas a lei tinha que ser cumprida. % balbuciei. com as asas abertas e ainda com realces como se ossem as penas. quando me lembrei da vela. ! cera normalmente consumida pelo ogo estava derretida ocupando inteiramente o pires branco ormando o desenho de uma *guia % minha ave da sorte.1B= H* tinha chegado em casa bem mais calmo e conversava com a Redda sobre o im da nossa angustia. 1B= . Parecia uma escultura manipulada por um artista. Hoguei3a na *gua corrente junto com algumas l*grimas de um avA eli6 e agradecido. 3 -lhe a magia da vela. e ui obrigado a descarreg*3la. com dois p(s negros ormados pelo palito do ós oro que usei para acender o pavio. Minha vontade era guardar aquela igura de cera para sempre.

. 1BB . &odos icaram aguardando. . &alve6 voc0s tenham ra6ão. de acordo com a hierarquia da Umbanda. ir at( a porta da entrada. oito m(diuns achavam que havia muita gente e. pois nem chave a porta tinha. 'on irmou. 3 "e esta ( a vontade de voc0s. Por ser meu pai3de3santo. muito embora soubesse não ter necessidade. não tenho como dei/ar de atend03la.isse a poderosa entidade angolana. pela situa1ão. grande e/pectativa. imaginando como se daria o des echo da conversa1ão. 3 2oc0 tamb(m acha que a gira deve diminuir? 3 'om todo respeito. a6endo3me. o que criou. claro. o senhor não acha que a gira est* muito grande. não ia desrespeit*3lo. com m(diuns demais? 5ão dev)amos diminu)3la? #ra a ome com a vontade de comer. 5aquela (poca. !cho melhor diminu)3la. perguntando. #ssa. dirigiu3se. quando ele j* estava se despedindo. não só da corrente mas de toda a assist0ncia. # eu. $a6ia questão de indicar a porta para todos verem estar sempre aberta. pAr a mão na ma1aneta e mostrar a todos que ela não estava trancada. ele jamais ia dei/ar passar sem a6er uma das suas j* conhecidas arma18es. ainda trabalhava comigo o Pai Nui6 e a .Pai Maneco chamou os oito citados. no in)cio da gira. não deveria entrar mais ningu(m. no encerramento. e oi a ele que o Pai Maneco. al(m de diminu)3la. 3 2amos ver. 3 Pai Maneco.Pai Maneco sempre disse que se uma casa espiritual echar suas portas. #u a6ia isso. . 9uem mais pensa assim? # oi passando de um por um. eu acho. merecia todo o respeito. no centro do terreiro. ! corrente aumentava toda semana.lugar estava pequeno.ilma. Mas era um gesto simbólico.1BB CAPITULO 32 O ANGOLANO PAI MANECO . cumprindo a lei. 5um inal de gira. não abrir* mais e estar* adada ao desaparecimento. algu(m observou. parece mesmo estar muito grande a corrente para este espa1o. disse a entidade . de voc0s 5o total. meu pai.

perguntando a um por um dos oito. o Pai Maneco voltou 4 carga. $iquei quieto. 3 'omo? 2oc0 não pode. icou ao meu lado. 3 Pela hierarquia. e/pliquei 4 pessoa ter perdido o contato com a entidade. para nela entrar quem o mere1a % a irmou. re erindo3se aos que reclamaram. 5a verdade. e disse que depois alaria comigo. 3 "ó para voc0 saber. #nvergonhado. 1BJ . para mim. 5ão ui embora por respeito aos meus irmãos. $icaram todos em sil0ncio. 3 Por que o senhor e6 isso? 3 Pelo que tenho observado ultimamente. e todos negaram3se a apontar algu(m. mas quer que eu a1a? Ralhou a entidade.eterminou. Reclamei imediatamente. eu estava incorporado com o Pai Maneco. pondo im ao problema. não posso a6er isso. vai me apontar um m(dium da corrente. 3 "e voc0s não podem. ele alava uma por1ão de atos. e este eu mandarei embora. #le desincorporou. 5a minha consci0ncia. embasbacados. "e voc0 ( tão e iciente assim. eu iquei urioso. todos relacionados com o atual estado de esp)rito do alecido pai do consulente. Toje vou mandar sair do grupo oito m(diuns. 5uma ocasião. dando uma consulta a um amigo que queria saber sobre o pai dele. e disse. . acabou ali. e no inal teremos menos oito entre nós. #le entendeu. 5o meio da consulta eu perdi o contato com o Pai Maneco.1BJ 3 #st* decidido. !ponte3me um dos seus irmãos. 'omo ningu(m alava. 'ada um de voc0s aqui no meio. dirigiu3se ao Pai Nui6.iante do olhar desen/abido do pai3de3santo. deu um sorriso. resolva. $ique sem jeito. porque a porta est* e vai continuar sempre aberta. 5a verdade a sessão. "e osse mais corajoso teria dito um monte de desa oros para o Pai Maneco e só não o i6 por saber que seria eu quem perderia a discussão. gosta de se gabar e ser enaltecido. então nunca mais reclamem do e/cesso de gente no meu terreiro. 5unca me havia acontecido isso. . o pai do mo1o não desencarnou. voc0 ser* o primeiro a escolher aquele que vou mandar embora. voc0 se di6 um m(dium muito bom. 3 Meu Pai.

Palheiro numa mão e o coit0 com cerveja preta noutra. 3 5ão sei como ele vai resolver. vou reassumir amanhã meu posto no banco e j* sei que. encontrei o amigo. Um dia tele onou3me. não sei. por implic. #ra e/atamente o que eu precisava saber. 3 -lha. o que ele di6ia. Respondeu. esperando o encerramento. voc0. vou ser despedido. pois. atendi o tele one. $iquei sem entender nada. Husti iquei. desculpe a urada na consulta. inintelig)vel dos esp)ritos. calmo. tive v*rios cambonos. Toje. 'ontinuou narrando as coisas aladas pela entidade. cuidavam do material de trabalho. ale com ele. na minha consci0ncia. #ra um umbandista ervoroso. Mas a li1ão serviu. resolverei teu problema. 5a sa)da do terreiro. #/plique a situa1ão. como o Pai Maneco conseguiu di6er uma coisa e eu entender outra. <ra1as a . 3 #stou de (rias. . "empre oram respeitosos com as entidades.qu0? ! consulta oi e/celente. &entei serenar o dedicado amigo. no seu estilo. muito nervoso. ele vai dar um jeito.eus ele est* muito bem. entendi a entidade alar. 'onvers*vamos e. !t( hoje. &enho certe6a. 1BO . 4s ve6es. !pressei3me nas e/plica18es. meu ilho. troc*vamos id(ias da religião. 3 'alma. no trabalho.1BO no meu lugar. quase em desespero.isse. Um deles tornou3se um bom amigo. não (? 3 5ão. .ncia do gerente. #/plicou. era totalmente di erente do que. interpretavam e transmitiam aos consulentes a palavra. 3 . !inda observou. 5o dia seguinte. eu órico. todo alegre. #stou muito satis eito. j* que o aviso pr(vio est* pronto. 5a sa)da. como cambono do Pai Maneco. era ele. sempre que pod)amos. 5ão tive quei/a de nenhum deles. &rabalhava como cai/a em um banco. ele con essou estar con iante na promessa do esp)rito. 3 !manhã. !cho que me perdi. o Pai Maneco ouvia calmamente a quei/a de seu cambono.urante minha caminhada nos terreiros. 3 "eu pai ainda não desencarnou.

apontando para a sua meiga noiva. 3 $ernando. come1a a se tumultuar. 'ontou. Passados alguns meses. não entrando mais em sua casa. Mnclinando3se no toco. Minha vida. contava eu órico. di6endo que o doce torna os homens mais eli6es. o novo gerente designou3me para ser o che e dos cai/as. 1BQ . numa alegria irradiante. 3 . 3 #stão sim. por causa da briga do noivo com sua mãe. indignado. Respondeu. em vinte quatro horas. para apro/imar seu rosto com o do jovem. tem minha prote1ão. outro tele onema. # ele tinha brigado com ela. #st* dando tudo errado. ! mo1a ( quem ia na casa dele. #nquanto voc0 não mudar seu comportamento. como minha cambone. ria e calmamente. teus caminhos continuarão echados. $ui indicado para o cargo e j* assumi. soube toda história.ei/ei transparecer minha satis a1ão pelo eli6 inal. meu ilho. por achar que elas a6em a elicidade. 2oc0 como umbandista não pode ser ego)sta.amigo banc*rio sentou3se 4 rente do Pai Maneco. !t( parece que meus caminhos estão echados. 3 9uer di6er que de cai/a despedido. não sei o que est* acontecendo comigo. !gora ( ela.senhor echou meus caminhos? #u. $ui eu quem os echou. icando em seu lugar. . ele dei/ou as un18es de cambono para ser m(dium de incorpora1ão. . $a6ia doces. 3 Pai Maneco. tão certa como estava. quei/ando3se. voc0 não vai acreditar. voc0 oi elevado para subgerente? Rego6ijei3me. olhou para ele. que a dei/a triste e não or agradar a gordinha dos doces. ! dire1ão do banco resolveu a6er hoje as mudan1as dos gerentes nas suas v*rias ag0ncias. triste e humilhada. Mn ormou.1BQ 3 2oc0 não imagina o que aconteceu. 3 #. #sse Pai Maneco ( uma maravilha. contou que estava sem sub3gerente. <ordinha era a mãe da mo1a. no dia seguinte procurei3o. com a inten1ão de dar alguns conselhos. peremptório e 6angado. i/amente. cambono meu. 5o inal do trabalho. a sua linda e simp*tica noiva. o seu cambono? Respondeu. !sseverou. I tarde. trocando id(ias com seu colega daqui. e o Pai Maneco ( protetor das doceiras. 9uando cheguei. 3 5ão ( mais. Um gerente de outra ag0ncia do banco. Preocupado. 5ão precisou.

1BS . como todo preto3velho. 'omunicou esbanjando humildade. castiga de orma mansa. #ste ( o Pai ManecoP #sperto e intransigente e.1BS 3 &udo acertado. $ernando. mas duramente. Toje cedo ui levar um ramalhete de lores para minha sogra.

sem mais nada di6er. #ra importante para ela receber uma orienta1ão. ! verdadeira ra6ão da tua vinda oi incentivar voc0 a ormar um grupo de trabalhos esp)ritas. C que. não com o pedido. mas preciso saber se o que estou a6endo est* certo. terminei a transmissão da energia que lhe dava.ncia dos pedidos eitos aos esp)ritos. sob orte emo1ão. laconicamente. e tomando minhas mãos. $iquei preocupado. voc0 não tinha outro problema. sussurrei. uma entidade. 3 2im aqui pedir a ajuda dos esp)ritos para eles a6erem que seja conclu)do o invent*rio dos bens dei/ados por meu pai. 3 9uando voc0 veio aqui buscar socorro para terminar o invent*rio dos bens de seu pai. !lgum tempo depois. ! mo1a caiu em convulsivo choro. no meu ouvido. &omando o m*/imo cuidado para ser ouvido só por ela. 9uando trabalhava na linha :ardecista. at( que o processo seja julgado. como voc0 est* a6endo. sem que tivesse altado nenhuma das nossas sess8es. 3 #u não sei se voc0 tem condi1ão de me di6er. Msso ( comum entre as pessoas ainda em busca da (. ela me disse ter sido conclu)do o invent*rio do pai. atendendo uma mo1a. torcendo que eu estivesse certo. para a6er um pedido. disse. mas com as advert0ncias que receberia. despedindo3se. &ranscorridos uns seis meses. eu sabia não ser essa a grande ra6ão da tua busca. intuiu. !cedi 4 solicita1ão. sem alar antes do assunto.1BG CAPITULO 33 A DOR N1O TEM PAR5METRO Hamais devemos avaliar a import. Pediu. al(m da pendenga judicial. 1BG . caso meus companheiros ouvissem o que ela pediu. agradecida. voltou pedindo nova consulta. <esticulando para que icasse quieta. $eli6mente. agradeceu a aten1ão e in ormou não mais haver necessidade de voltar. ela interrompeu o passe magn(tico que lhe aplicava. 2* em renteP Respondi. 3 2oc0 tem que continuar vindo aqui. porque nem sempre a ra6ão deles ( o real motivo que leva uma pessoa buscar um contato com as entidades.

e disse. temos um esporte chamado utebol.metros. empolgada com a not)cia. &enho ra68es para pensar assim. o que ser* um desastre para muita gente. com a mesma intensidade daqueles que t0m uma doen1a ou um grande problema. um projeto espiritual dos !rquitetos do #spa1o.iante da con irma1ão do cambono. um m(dium de nossa corrente. não sei se ( impróprio o que vou pedir. procurou o Pai Maneco e e6 um pedido. 1BE .que tenho que a6er. # saiu. completou. % e/plicou. ormamos um grupo de trabalho esp)rita. 3 Meu ilho. 'almamente a entidade perguntou. #m uma das nossas giras. demonstrando a sua compenetra1ão naquele momento que recebia as cargas energ(ticas durante a vibra1ão no meio do terreiro.e ato iquei entusiasmada. para evitar que isso aconte1a? 3 Meu pai. Retomando o dialogo. -s esp)ritos não perdem as oportunidades para atender. e juntamente com alguns amigos. que não vai dar certo. . #st* a6endo um pedido que não posso atender. as solicita18es que lhes são eitas. demonstrando claramente achar o pedido impróprio 4 grande6a das entidades. 5ão quero que ele seja o vencedor do torneio. e/plicou. pondo por terra.<uilherme. quando podem. . talve6. $e6 uma observa1ão qualquer com re er0ncia a singele6a da menina. 3 Pai Maneco. $eli6mente não sou prisioneiro dos chav8es ortodo/os do arcaico espiritismo. pe1o apenas para ele não ser rebai/ado de onde est*. mas para mim. senão a mo1a receberia um sermão pelo estapa +rdio pedido. 5ão sei se o senhor sabe. C prov*vel que essas convic18es sejam in luenciadas pelo Pai Maneco. o descaso que seu pequeno amado demonstra por ela provoca um so rimento nessa menina. e o grupo de caridade jamais e/istiria. aqui na terra. para sair do +ltimo lugar o time tem que ganhar as nove pró/imas partidas. 3 #stou com muita pena dela. 3 #st* vendo aquela menina ali na rente? .Pai Maneco não respondeu de imediato.1BE 3 Muito obrigadoP . apontou ao seu cambono uma jovem de uns quator6e anos de idade. ele incorporado. quer um namoradinho. 3 .ncia. que mantinha de olhos echados. . mas nós. ! dor não tem par.cambono riu. ( de grande import. # o time que tor1o est* prestes a ser desclassi icado. Mmaginei que estava tomando conhecimento do que era utebol e como poderia inter erir para reali6ar o que todos consideravam um milagre.

esta ve6 não adiantou o coco no cemit(rio. . os esp)ritos nos atendem. . leve na porta de um cemit(rio. que são assuntos de nossa inteira responsabilidade. dei/e l*. me tele onou. com 1JF . $alou. iquei torcendo para o sucesso do trabalho. #mbora surpreendido com a consulta. o <uilherme me tele onava.1JF 3 &oda ve6 que acontecer esses jogos. "ó não resolvem as quest8es c*rmicas. # cada ve6 que ia acontecer o jogo. #le atendeu o que voc0 solicitou. 3 . 3 2oc0 não sabe a6er pedido para esp)rito. "e ganhasse o d(cimo jogo. . amarre uma ita vermelha com sete voltas. &or1o para o mesmo time do <uilherme. acompanhado de um charuto. quase chegou 4 classi ica1ão inal. e surpreendendo a todos. 3 triste6a. Respondi prontamente.<uilherme j* contava como certa a vitória e diante da inesperada derrota. #u tamb(m gosto de utebol. Mesmo nas banalidades. estaria disputando as inais.time ganhou as nove partidas prometidas pelo Pai Maneco.passarinho entrou na gaiolaP % era o código para con irmar que ele e o <ustavo j* tinham levado o coco no cemit(rio. desconsolado. voc0 pegue um coco.

eus e sinto dentro que ele est* vivo. a pol)cia suspeitava de o jovem j* ter sido assassinado.estaco um. sei que o senhor tem hoje um trabalho. uma ora1ão para meu ilho estar vivo e voltar logo para nosso lar. mas respeitosamente.nico. -s pais. ( o s)mbolo da materialidade para o Pai Maneco. atrav(s do relógio. Mniciaram3se os contatos e depois.GIO . .marcador do tempo. Re eria3se. 'oncentra18es religiosas aconteciam em v*rios pontos para o resgate com vida do garoto. da nossa Policia 'ivil. #ra amarga. quando o tele one tocou. 5aquela noite. tanto que queimou a cortina de seu quarto. H* a6ia um m0s. os ponteiros são os que mais aparecem. 'ostuma di6er que uma sessão esp)rita ( como um relógio. !tendi. 5ós. aos m(diuns. !s manchetes dos jornais locais e nacionais davam destaque ao rumoroso caso.Neonardo. 'ompletou alegre. mas são o de menor valor. . emocionada. 'omo a1o de costume. #/plodir e a6er incendiar3se relógio digital só pode ser coisa dele. $a1a. por volta das de6essete horas. #le sempre dei/a ortes marcas de sua presen1a. $alava. ao se despedir do Pai Maneco em uma consulta. um jovem havia sido seq?estrado e a am)lia entrava em contato com os seq?estradores que e/igiam uma alta soma para solt*3lo. # dei/e um sinal para eu saber. tamb(m i6emos ora18es por eles. a6er parte do seleto grupo policial anti3seq?estro . como não podia ser di erente. principalmente pelo ato de um capitão3de3terreiro da nossa casa. por avor. <rupo &igre. mas demonstrava muita (. estava pronto para sair. -uvi uma vo6 triste do outro lado do tele one. no dia do nosso trabalho. 3 $ernando. durante a madrugada. 3 "enhor $ernando. estou aqui na casa da am)lia do menino e a mãe dele quer alar com voc0. entre os casos de maior e/pressão com o s)mbolo do relógio. pela demora do acerto. pediu3lhe. &enho muita ( em . espalhando ogo em volta. no terreiro. o relógio digital na cabeceira da cama do Neonardo e/plodiu. era o nosso valoroso policial. o relógio. hoje meu capitão3de3terreiro. "uas histórias com o relógio são muitas. 1J1 .1J1 CAPITULO 34 O PAI MANECO E O REL. estavam em p. 3 <ostaria que o senhor osse me visitar. claro. respons*vel pelo caso. o grande vilão da nossa liberdade.

a vo6 de prisão oi dada. ouvi o Pai Maneco di6er. Msso aconteceu no dia seguinte da conversa com a mãe do jovem que. iquei alegre. dois policiais i6eram a patrulha. Respondi e sai. corriam os postos de gasolina e os seus restaurantes. -uvir aquele s+plica de uma mãe que não sabia se seu ilho estava morto ou vivo. Mmediatamente repeti as suas palavras 4 triste mãe. deveria ter3me dei/ado triste e penali6ado. 3 <ra1as a . 5um deles. para os bra1os de seus amiliares. # se ele estiver morto? 3 #le não est* morto. depois de um m0s. !o contr*rio. re6ar com todos para que isso aconte1a.eus o pesadelo vai acabar.iga a ela que o ilho est* vivo e amanhã ele voltar* para casa. para al)vio de todos voltou. porque imediatamente 4quelas tristes palavras da mãe a lita. e amanhã vai aparecer. haveria o desencontro. -s seq?estradores at( hoje estão presos. seu relógio desmontou. o que atrasou a sa)da dos agentes da lei. 3 . 5a localidade detectada policiais 4 paisana. desliguei o tele one. caindo para ora toda sua min+scula e rica m*quina. 2ou embora que tenho que ir ao trabalho. e por outras dilig0ncias. Mmediatamente. #la emocionada respondeu.1J= C estranho como as coisas acontecem. e enquanto recolhia as pe1as do relógio. 1J= . brincando com os sentimentos dessa mãe. e ao abrir a janela e pAr o bra1o para ora. o policial entrou no carro. j* sabia a região em que os seq?estradores estavam. j* conheciam os suspeitos. !pós as palavras de despedidas e ainda di6endo da minha convic1ão quanto ao des echo do drama. Minha mulher ralhou indignada. 5ão est* vendo que ela est* buscando uma esperan1a? # voc0 di6 isso. um carro parou ao seu lado e o policial reconheceu os suspeitos. 5ão osse o relógio quebrado. 9uando iam saindo. 3 2oc0 ( louco. pelos primeiros rastreamentos dos tele onemas. !briu a porta. ! pol)cia. Mas não oi o que me aconteceu.

'ostumava di6er que a magia era coisa dos bru/os.nsito livre entre nós. $oi combinado o ingresso do Hoão Nui6 em nosso grupo.Hoão Nui6 devia ter uns trinta anos de idade. &udo que acontece tem uma e/plica1ão natural e lógica. seu pai e acompanhante permanente. por isso. # oi assim num desses raros clar8es que convidei o Hoão Nui6 para a6er parte na sessão de passes en(rgicos no grupo esp)rita em que trabalhava. . "o ria da s)ndrome de . apenas tinha uma trava no olho. $iquei surpreso. andava e alava com di iculdade.Hoão. não só por ver meu companheiro de trabalho alegre no meu lado. eu e/plicava a ele como deveria a6er. 5a ocasião eu era jovem. !ssim oi durante um longo per)odo at( que o Hoão me procurou. quando os esp)ritos incorporavam e dei/avam suas mensagens de lu6. mas não vou levar mais o Hoão Nui6 para dar passes. . com grosso bigode. 3 9uero agradecer a voc0 e todo o grupo pela aten1ão que sempre dispensaram a mim e em especial ao meu ilho. pois não esperava que isso acontecesse. a primeira era p+blica e só para dar os passes en(rgicos e a segunda parte era echado a assistentes. prepotente e an*tico. 9uanta pure6aP #ra bom ter o Hoão Nui6 do meu lado. 5ão quero que voc0 entenda errado o que vou di6er. #le icava do meu lado. $alou solenemente. voc0 que vem aqui todas as semanas não quer icar do meu lado me ajudando a dar passe nos outros? #/pliquei pausadamente para que ele entendesse o convite. não sei se no direito ou no esquerdo ou nos dois.o_n. mas pela decisão ainda não e/plicada. Perguntei preocupado. #sse trabalho era dividido em duas partes. 5ossas energias lu)am e os resultados eram ótimos. como tamb(m ter icado alegre e satis eito.Hoão Nui6 icava só na primeira parte. re utava a magia dentro do espiritismo tradicional. #le dei/ou sair uma gostosa risada. aquiesceu com o convite. 1JB . 3 Hoão Nui6. usava óculos de miopia. "ua idade mental era in antil mas o amor que tinha pelo nosso grupo o credenciava a ter tr. mandando levantar os bra1os e dei/ar as mãos sobre as pessoas. completava.1JB CAPÍTULO 30 ENERGIA PURA #u trabalhava na linha :ardecista usando como onte de trabalho apenas a energia do esp)rito e. . demonstrando ter entendido muito bem o convite ormulado. #mbora com esses v)cios em alguns momentos a minha mediunidade icava adulta e eu podia vislumbrar situa18es que poderiam proporcionar momentos importantes e de grande repercussão espiritual interior. #u não estava inteiramente errado. uma estatura grande. $oi assim.

amião. . #le se limitava a me olhar e sorrir. # por que era vitima das convuls8es? !cho que quando estava saindo de seu mundo m*gico. pura e.1JJ 3 . a linha m*gica das crian1as 3 os er0s e ibejis. Hamais poderia imaginar que isso acontecesse com o meu companheiro que aprendi a gostar e admirar. escravos submissos dos hor*rios. &entei justi icar a presen1a do Hoão Nui6 no grupo. Por ser um homem sem pecados sua vibra1ão ( pura. -s anos se passaram e eu larguei a roupa comum do espiritismo :ardecista para usar a roupa branca dos umbandistas. 'om certe6a ele era eli6 longe dos perigos mundanos e das tenta18es da carne.ei3lhe um abra1o. "eu velho corpo era dirigido por uma mente estagnada. # nessa religião eu encontrei o caminho para compreender o meu antigo amigo Hoão Nui6. 1JJ . mas o seu esp)rito não. uma mistura da in antilidade com a maturidade. 3 Pode ser. sistemas. 'osme e . acima de tudo. o seu corpo doente o machucava provocando ataques convulsivos. e quando dele queria sair. ! decisão ( necess*ria. . o seu corpo envelhecia. insond*vel. 3 2oc0 não imagina quanto bem o Hoão Nui6 tem eito nos trabalhos.Hoão Nui6 durante os passes transbordava uma alegria incomum. 5os dias dos trabalhos a sua e/cita1ão ( tão grande que chega a ter at( mais de duas convuls8es seguidas.que aconteceu? Touve algum problema no grupo? % 5ada aconteceu. 5o seu mundo ningu(m entrava.seu pensamento tinha um limite at( onde não pudesse ser atingido pela maldade. 3 2olte ao teu mundo eli6. 9uem sabe a desnecessidade de saber as horas e os dias. de um adolescente ou mesmo de um homem velho. enquanto pensava. mas est* a6endo muito mal a ele. conceitos e regras sociais. ou simplesmente. não saia. o tornasse mais eli6es do que nós. . perigoP Mn estado de pecadoresP 9uando o Hoão me comunicou a decisão o Hoão Nui6 estava junto. muito embora não conseguisse avaliar a import. Mas pessoas como o Hoão Nui6 para mim eram indeci r*veis. #u tinha a capacidade de imaginar as rea18es de uma crian1a. compromissos. Mas era imposs)vel dividir isso com algu(m. 9uem sabe um dia eu possa entender pessoas como voc0. #ra uma luta que eu não compreendia. "eu mundo podia ser pequeno ou grande. lia na porta um aviso.ncia do ato.

e6 a consulta com um preto3velho. gostam de balas. nome da entidade.1JO CAPITULO 32 AS CRIANÇAS DA UM7ANDA ! linha de 'osme e . incorporada na Rita. e disse. # assim são as crian1as na Umbanda. "e hoje. com a e/peri0ncia de v*rias reencarna18es. Marcou nele um trecho com a pemba. $inali6ou. . "eus jeitos graciosos. chamamos as crian1as. #le veio. . encantam a todos nos terreiros. Respondeu de orma simples e objetiva. com a e/peri0ncia que adquirimos na vida. bonecos e bonecas. gorros. . perguntou se podia a6er um desenho com a pemba. esses cora18es são seus tr0s ilhos. re rigerantes. "entada. pud(ssemos voltar 4 in . e dentro desenhou tr0s cora18es. parou na sua rente. Riscou no chão do terreiro um mapa. icou assistindo a chegada das crian1as. mas t0m que ser controlados pelos dirigentes com muita determina1ão. a6endo curvas. en im. como se osse eito em v*rios peda1os. mais para brincar do que por desrespeito. 1JO . um risco como se identi icasse um rio. &rabalham nos terreiros sempre brincando e a6endo uma alga6arra enorme. 3 &io. porque normalmente procuram ugir das ordens da hierarquia.homem con irmou ter tr0s ilhos. com a aquisi1ão de v*rias propriedades menores e vi6inhas. teus bichinhos estão morrendo porque aqui a *gua est* ruim por causa daquele veneno eio que voc0 joga nas plantas. di6endo ter sido v)tima de um trabalho espiritual e seu gado estar morrendo. 3 #ste desenho ( tua terra.ncia. 'onvidei3o para vir ao terreiro a6er uma consulta.amião re+ne os esp)ritos er0s. . eita por v*rios peda1os. Mais uma ve6 o a6endeiro con irmou que sua a6enda oi ormada. as crian1as que desencarnaram antes dos oito anos. Mmaginem então uma crian1a com sete anos. demonstrando surpresa. para ele. 3 &io. talve6 pelo interesse de assistir os trabalhos at( o seu inal. !lgu(m perguntou ao 'aboclo !:uan a ra6ão das crian1as icarem sentadas nos terreiros. no meio do mapa. sem arredar o p( do terreiro.homem. com certe6a ser)amos meninos prod)gios. !pós a linha a ricana. carrinhos. bolinhas. pois ali ningu(m o conhecia.&ião.&ião riscou. chupetas.. tudo que as crian1as da terra realmente gostam. 3 Porque senão voc0s não conseguem domin*3los. Recebi um tele onema de um senhor do interior do #stado.

3 5ão. 3 . tem c. 'onvidei3a para entrar no terreiro e a6er a entrega da nota 4 entidade. e sob o olhar de toda a corrente.qu0? 2oc0 quer um dólar? Para que voc0 quer um dólar? Perguntei. quando quisesse. 'omo a m(dium era e/periente. e aquele. eu me dirigia ao cong* para encerrar a gira. com certe6a.irigente tem que estar atento para todos os sinais. pode incorporar. Hunto comigo estava um pai3de3santo que veio nos visitar. . iquei em d+vida. j* com a nota americana na mão. 3 #u achei na minha carteira uma nota de um dólar. não era oportuno a qualquer tipo de incorpora1ão.ncer na garganta. 'orreu para o centro do terreiro. . e oi pu/ar o cabelo de uma outra crian1a que passava perto.1JQ largando a pemba. !lgu(m disse ter uma nota de de6 dólares. que agora não pode haver outras incorpora18es. olhou para mim e pediu. rindo.bom senso me e6 mudar de id(ia. senão não vou embora. 3 #u quero um dólar. 3 #sta mo1a. batendo palmas. 1JQ . 3 "egure a entidade. !dverti. # mais ningu(m. !mea1ou. Mmediatamente ela jogou3se no chão. "ou e/igente. em condi18es de dominar. tudo tem seu momento. Uma mo1a. quando uma m(dium chamou minha aten1ão. a irmando estar sentindo a presen1a de um esp)rito querendo incorporar. -utra ocasião. perguntei se algu(m tinha um dólar para dar 4 crian1a. 3 #st* certo. 3 Mas est* muito orte.irigindo3me 4 assist0ncia. 'ochichando e/pliquei para ele. eu quero só um dólar. Recomendei 4 corrente. Mn ormou. quero um dólar. Reclamou a crian1a. austeramente. as suas incorpora18es. acusou. . veio cumprimentar a hierarquia. se permitia ou não. nos undos da assist0ncia. dona da nota. não sei se vou conseguir. sob o riso geral. 3 2A.

1JS . a6endo muita esta com o presente ganho. claro não pela crian1a. Por sinal. bateu palmas. o pAs de lado e iniciou uma massagem na garganta da mo1a. esp)rito.1JS #la sentou na rente da crian1a e e6 a entrega da nota. !t( hoje o pai3de3santo visitante ainda comenta o caso do dólar na linha das crian1as e a orma esperta que teve de tra6er a mo1a ao meio do terreiro para jogar sua vibra1ão em sua doen1a. mas não tenho d+vida que ela teve uma participa1ão muita grande nesta gra1a. hoje est* completamente curada. e/atamente no lugar da doen1a.

especi icamente a quimbanda. $echa3se o tri.senhor di6 7na cren1a popular7. misteriosa e distorcida dentro da Umbanda. tendo nos caboclos. muito embora eu saiba estar a6endo parte desta massa ignorante. a igura mandante. con esso.que estar* escondido por tr*s dessas iguras mal eitas e de p(ssimo gosto art)stico? 5ão ser* um proposital engodo espiritual? 9uem sabe para esconder suas verdadeiras identidades? 3 2erdadeiras identidades? Mas quem são eles? . por ser o )ndio a entidade autenticamente brasileira.ngulo da Pode 1JG . "ão maravilhosos e não são retratados com idelidade nas imagens materiais. moldada em gesso de cor vermelha. 3 # o e/u. ( uma igura demon)aca. Um dos alunos e6 uma pergunta. praticado pelos escravos ou descendentes a ricanos. indiretamente. 3 .1JG TERCEIRA PARTE QUIM7ANDA CAPITULO 9 !ceitei o convite de uma turma universit*ria de teologia para a6er uma palestra sobre a Umbanda. esporte tamb(m brasileiro e com ritual muito semelhante ao da Umbanda. inclusive as crian1as )ndias. #u di6ia que a quimbanda est* subordinada 4 Umbanda. . ( ou não ( o agente do mal? esclarecer? 3 #le ( a entidade mais pol0mica. algumas ainda possuindo chi res e p(s de animal. !s crian1as são esp)ritos de qualquer nacionalidade. $ico em d+vida se quando os arquitetos do espa1o criaram a Umbanda não oram buscar esta maravilhosa linha espiritual na W rica ou. !inda não tenho opinião ormada sobre a linha do preto3velho. se não são assim. a6endo anota18es e gravando toda conversa1ão. 'omo pode saber se não são realmente assim? Mnsistiu a mo1a. atrav(s da vid0ncia. baseada em atos e personagens na (poca do descobrimento. "ua imagem. por mim. 3 #u conhe1o alguns esp)ritos de e/us. !bsurdamente. os curumins. C ela quem e/ecuta os grandes e perigosos trabalhos de magia para combater o mal. que tenham desencarnado na idade da inoc0ncia. na linha da capoeira.. 3 ! Umbanda ( brasileira. na cren1a popular. segundo di6em. por que são cultuados dessa orma? 2oltou a insistir a esperta universit*ria. 3 C estranha esta or1a da imagem em gesso do e/u. #ram uns trinta alunos. nossos amer)ndios. 3 Mas. inclusive. Mais do que justo. ( assim que ele ( cultuado.

e ainda receber ordens de um )ndio ou de um escravo. mas est* altando mais consist0ncia no tema. #m um castelo. dentro de seus resgates c*rmicos podem. trajando uma surrada roupa. . inteiramente de pedra. 3 5a minha opinião. ! torre não tinha paredes internas. pode isso acontecer? 3 Pode simP C só aceitarmos a evolu1ão do esp)rito atrav(s da reencarna1ão. Pode parecer absurdo. 3 Mas. livros se espalhavam sobre a mesa. "e os europeus invadiram nosso pa)s. mataram nossos )ndios. "abendo serem essas as entidades que comp8em a Umbanda. mostrando ser aquele homem um estudioso e que algo buscava na literatura. com pesada mesa de madeira tosca. oram seus carrascos. o di )cil tema. aos inv(s de escond03la. pois ainda carregava uma grossa e rica corrente de ouro de bom quilate. l* atr*s. hoje estão relegados ao limite da es era da 9uimbanda. aceitar aro a. a irmar estar morando no cemit(rio. carregando um tridente. ormando uma enorme sala. como o senhor chegou a esta conclusão? !rgumentou. pr)ncipes. 3 Mas. a história de um e/u. lordes. vivia um homem branco e corpulento. um rapa6. eclesi*sticos. outro tipo de esp)rito senão os origin*rios da #uropa. ou. muito embora no castelo vivessem v*rios servi1ais.e bra1os abertos. mal cuidado e isolado no meio de uma loresta. <osto de alar aos outros as coisas que me acontecem. espontaneamente. ter aceitado a situa1ão de servi1ais 4queles que. as janelas oram echadas com pedra. em vidas anteriores. !chei oportuno contar. pre iro dividi3la com os outros.ela não abro mão e. almirantes. provavelmente antes pertencente a um guarda3roupa ino. com um enorme cruci i/o do mesmo cobi1ado material. iguras letradas e culturalmente avan1ados. naquele momento. conhecida atrav(s da vid0ncia. t)pico daqueles pertencentes ao eudo europeu. . &entei e/plicar. pretos e crian1as. ! lu6 não podia entrar. 5a torre do castelo. caboclos.1JE Umbanda. da maneira mais simples. e só pequenas restas oram eitas no alto das paredes. Parecia viver na solidão. plano reconhecidamente mais grosseiro que a !ruanda de nossos ori/*s. 3 Parece3me lógica a e/plica1ão. !o lado da t0nue lu6 das velas. escravi6aram os a ricanos e cometeram toda esp(cie de mal. melhor perguntando. com um capu6 preto cobrindo sua cabe1a. % argumentei. tentando 1JE . . os nobres. Percebia3se o desgaste causado pelo passar do tempo. não resta para a quimbanda. a6eite de dend0. con orme o senhor acredita? 3 "eria estranho e de di )cil aceita1ão um pr)ncipe apresentar3se em um terreiro de Umbanda. qual o motivo? 5ão seria mais lógico se apresentarem como oram em suas vidas anteriores. charuto e cacha1a como o erenda.melhor ( se esconder atr*s de um comportamento at)pico 4s suas nobres origens. tendo como ilumina1ão dois casti1ais de um só vela cada. emitia estranhos e inos sons. mas ( a minha verdade.

trans igurado na i/a1ão de atingir um poder que não lhe pertencia. e o mais elegante de todos. e/istem v*rias histórias. "abe de mais algum caso? 'onhe1o mais algumas revela18es. oi sinali6ada alguma coisa em nosso terreiro. at( o local de trabalho.1OF descobrir o segredo da levita1ão. #/u Pantera. aria justi1a a 1OF .ncia. $rancisco !lves. ! id(ia e as ra68es eram da estranha igura. . 3 &enho alguma no1ão da Umbanda.isse que atrav(s do ogo e/ecuta seus trabalhos de caridade. -bservou outro universit*rio. especi icamente 4 quimbanda e como tem uma rela1ão direta com o 'aboclo da Pantera. mas. agrupando3se 4 Umbanda. e esta coloca1ão do e/u ( interessante. e de outra. #le contou sua história. com charme e um bom palavreado. no tempo da Mnquisi1ão.#/u Hoão 'aveira contou uma vida passada. . "eu nome d* a entender ser um espirito violento. não teve nenhuma d+vida em usar o nome do lindo elino. entravam e saiam voando v*rios morcegos com os quais ele procurava inspira1ão e or1a para atingir sua conquista. Parecia um homem de ino trato. . para ele.e certa orma.#/u Pantera ( uma surpresa. . apresenta3se com muita eleg. por ter ele.errubo inimigo Ponteiro de a1o . condenado v*rias pessoas para serem queimadas em ogueiras com a pecha de bru/os. bravo. Por qu0? 5ão sei. 2eio ao @rasil para resgatar seu carma. *gil. por serem os nomes escolhidos. ele disse ter sido coveiro. Pelas restas da torre. .a) seu nome. . desde o motivo da simpatia. a irmou ser europeu. um animal esperto. oi o grande cantor brasileiro. Toje ele se considera um bru/o e atrav(s do elemento ogo. segundo a unanimidade dos terreiros a irma. bem ao contr*rio.isse que na Mdade M(dia. 'riada uma situa1ão no eudo de di )cil solu1ão. # vale a pena ver a habilidade deste e/u manipulando o ogo. trabalho no canto 9uando canto desmancho quebranto "ete cordas tem minha viola 2ou na gira de elenco e cartola 2iola ( o tridente 'igarro ( o charuto @ebida ( o mara o "ou "ete da Nira . agradaria todos os senhores. "ou e/u. "e decidisse de uma orma.#/u S da Nira. e são interessantes. e grande admirador da pantera.#/u do $ogo contou uma história interessante. oi solicitada sua opinião para decidir a questão. . "ó o conhe1o incorporado nos terreiros como o querido mas temido #/u Morcego. pelo ponto que ele mesmo ditou. oi um iel conselheiro de um senhor eudal. ! mim. tenta resgatar os males que carrega em seu carma.o #/u &ata 'aveira. . "eu nome? &amb(m não sei.

um dos pouco que nenhuma pergunta e6. voc0 era .. oi ao tema.. pois o livre arb)trio nos d* o direito de optar. se necess*rio. que est* resgatando nos terreiros da Umbanda. com ela.. a morada de -s)ris que ( o . para encerrar a palestra. ter atra)do a aten1ão de todos para essa revela1ão.eus do amor e da cria1ão.. decidiu pela primeira hipótese. T* uma nuvem cobrindo a dist. e me preparava para sair. a distor1ão da igura do e/u seria o tema pre erido dos universit*rios e por isso levei umas cópias de um te/to eito pelo !ndir de "ou6a. pelo sil0ncio.ncia do seu princ)pio at( nossos dias. bateu em meu ombro e disse. . quando um outro universit*rio. 5o #gito. seu medo e sua curiosidade.para o eg)pcio.uet. esp)rito angustiado e vingadorP. que em nenhum momento e/pressou. #m cada povo uma personalidade e uma vibra1ão di erente. Para ganhar a simpatia do lado orte. 1O1 . 5esta caminhada lenta da humanidade ganhastes muitas ormas e ostes bati6ados com in+meros nomes. Para os en)cios. porque sempre acontece. voc0 tamb(m era &i on ou !prites> a 'hina milenar te deu o nome de . uma guardião que castigava. -lhando para a turma. mesmo contrariando a sua vontade. pelo respeito e aten1ão que tiveram para comigo.1O1 todos os moradores desa ortunados do lugar. Y$alar de e/u não ( uma *cil tare a. 'omo eu imaginava. depois de punido. Para MoUs(s voc0 oi a bengala que apoiava o corpo nas at)dicas andan1as mas. !gradeci a todos.eus da Nu6 e "erenidade> voc0 era a liga1ão entre o homem e a mente.te/to ala assim. ser entregue para o . 3 5ão agrade1a o respeito e aten1ão para sua pessoa. voc0 oi Moloc:.igin> Ravana para o hindu> os escandinavos de chamavam !6aloc:.nio. procurar sua origem e sua inalidade ( o direito de quem quer aprender. #ra o momento certo. no Hardim do Cden. atendias pelo nome de !rim. percebi. pesquisar. os seus deuses. onde retrata muito bem a olclórica igura dos e/us. por(m. Por causa disso. ganhou um carma enorme. . cujo interior era uma ornalha ardente onde os seus seguidores depositavam suas o erendas> para a P(rsia de Doroastro..e !dão e #va proli erou a humanidade e. eras uma serpente que introdu6iu o primeiro pecado no seio da humanidade> eras o agente mas não o mal. !hP meu irmão de longa caminhada. inquirir.. que punia para. esp)rito tenebroso. voc0 seria tamb(m a assustadora serpente.

. !t( então. Hurupari ( o mau esp)rito que tra6 pesadelo> 'uruganga o icia como assombra1ão. voc0 atendia por v*rios nomes e v*rias atua18es.. . ( uma a ronta ao próprio 'riadorP !hP meu amigo. programando o subconsciente da pobre humanidade.. no monte e levou Hudas 4 trai1ão.. que serve de acordo com a vontade do pedinte ou a licen1a do patrão. como um homem. a e/teriori6a1ão de consci0ncias mal orjadas. só vis)vel na lua nova e atrapalha a pesca.. 'omo monstro. na metamor ose dos interesses de uma religião que amedronta e não esclarece. diabo.eus. !t( 1EGJ anos atr*s. #le a irmou que e/u era o diabo e assim se propagou. uma or1a...eus. uma vibra1ão..mia e o mau gosto do artista que te e6 um agregado de homem e animal. 5ós só conhec)amos o catolicismo como religião dominante. "er* isso ou não?. na pia batismal. padre era s*bio. "ão dois mil anos que o padre vem te projetando.. ! tua imagem hoje. com longos cornos e p(s caprinos. assim icou. voc0 era visto e sincreti6ado como Para o mau artista. não ( a causa nem e eito> ( sim um elemento. nada mais ( que o re le/o. &entou 'aim e promoveu o assassinato de !bel> tentou Hesus.. . prova eloq?ente do direito de optar> respeito sagrado ao livre arb)trio do homem. 'air( ( um antasma que aparece na lua cheia para punir os maus> 'atiti ( outro. te i6eram um monstro. o mentor en im. 5ão h* um concorrente das Neis ...1O= Para o nosso )ndio brasileiro. voc0 com m+ltiplas un18es e personalidades. h* sim. guerreiro. um "atan*s. demAnio. o doutor. não era mais que uma energia. uma grotesca obra. recebestes os nomes. um anjo rebelde. 1O= .hebreu te deu novas ormas e. voc0 de endia com maior e ic*cia os interesses econAmicos de seu criador. um diabo. Pelo pincel do pintor ou o ormão do escultor.diabo ( um rival de . Hesus não cedeu 4 sua tenta1ão.ivinasP. "atan*s e als*rio que tentou #va e perdeu !dão.. $or1am3nos a pensar que voc0 ( o e/ecutor por(m. e icaria assim se ao lado da religião não e/istisse a história. "abemos que o )ndio e o negro não conheciam um rival de .. 'ausa3nos revolta v03lo assim des iguradoP ! in . N+ci er.

N* no alto est* a #nergia 'ósmica.. sab03lo3ia o bugre dispondo de uma mitologia in erior?. um guardião. #N# ( a 'ria1ão. #/u3-d(. aos quais obedecem e servem sem contestar. um -ri/* que rege o plano 'ósmico mas. 5ão tinham uma no1ão semelhante. das pedras.. do chão. das estradas longas. da encru6ilhada. este.eva.. do terreiro. dos montes. o mo1o de recado que vive na rua. -/al*. um encarregado. tão mesquinho que se venda por alguns bicos de vela? "er* isso um rival de .. #/u3Mb0. -gum.bugre conhecia o 'aissor(. ( um mensageiro. -/óssi e outros> no plano intermedi*rio. C uma agressão 4 nossa intelig0ncia> uma in . indecente. #/u3Mbanan.. um "atan*s?. puramente a ricano. que dão maus sonhos e que estorvam a pesca e a ca1a. 'uruganga..1OB uma corte de seres in eriores que. o intermedi*rio. com p(s caprinos e barbas em pontas.negro não servia a interesses inanceiros> perante . #/u3<elu. #/u3!d(.. "enhores. 5a magia do negro.eva. !nhang*..negro não sabia que era o diabo. #/u3&ameta.. olhos saltados. dentre agressivos.mia. velhaca. #/u3@aru.ivino 'riadorP 5ão podemos aceitar essa assimila1ãoP 1OB . o -ri/*. tão inteligente. mórbida. o #XU. #/u da Rua.. aquele grupo de demAnios avermelhados. . do escuro. #ntendemos que o diabo nos ludibriouP. . 'urupira. criou tamb(m. rid)culaP. 9uem amea1aria o diabo?. não ( #X`P !quilo ( uma concep1ão prim*ria. alsa. #/u3Mtat*. por isso mesmo... guampudos..... Memanj*. o . por(m. a minha disserta1ão talve6 não seja erudita. pregada e propagada aos quatro cantos do mundo pelos padres e seus disc)pulos. o guarda. entidades que se tornam pesadelos. . #ste pretenso rei ser* tão porco.eus não e/iste rival. servindo de intermedi*rio entre o -ri/* e o homem.. o -ri/* Menor. dando3lhes pequenas o erendas. o homem pode amans*3los. ( honesta e eu a irmo. o policial. um disparate. Um diabo. um -ri/*... que atua em harmonia com seu gerente ou seja. #/u ( um . #/u3@ara. estão a servi1o de seres superiores. contudo.eus?.bugre e o negro não conheciam esta igura hebraica. .. o Princ)pio e o $imP Para cada elemento #N# criou uma or1a dominante. uma o ensa ao . orientando.

1OJ #ste demAnio hebreu não ( o Plutão do grego. #ste demAnio besti icado não a6 parte deste PanteonP Por .eus. não ( o &i on do eg)pcio. 1OJ . !qui dou meus aplausos 4queles escritores que tiveram a honrade6 de procurar um novo sincretismo.igin do chin0s.. não ( o !rimam do babilAnio. só pode ser ruto do interesse econAmico de escritores mal in ormados. não ( nada dissoP. não o . não ( o 'aissor( do bugre. não ( o @ar* do negro.. sem dec0ncia ou respeito pelo belo. tentando introdu6ir uma imagem condi6ente com o altru)stico trabalho desses incans*veis irmãos #X`". não ( o Ravana do hindu.

. 5ão posso concordar com isso. 3 "e usam meu nome e o aceitam. ela se apaga. e logo poder* voar e a todos encantar. o problema não ( meu. $inali6ou. a6 quinhentos anos que desencarnei e ainda venho nos terreiros ag?entar voc0s para ganhar minha evolu1ão espiritual. e. iluminando este lugar e a todos nós. 3 Por que di6em negativo e positivo? "e a quimbanda ( negativa. o que eles a6em. 'ompletou. quando questionado com pergunta semelhante. neste momento. 2oltou 4 carga o insolente. a6 do e/u uma entidade violenta. Respondeu o homem. #u tranco toda essa in elicidade. pensando em lhe a6er esta pergunta. 5ão ( o que vejo e. !cho um nome estranho. -lhe aquela l. todo espalha atoso. mal3humorado. demonstrando assombro.lado olclórico da Umbanda. 1OO . uma eia lagarta. 3 Meu ilho. e/u j* oi lagarta.mpada. "e voc0 tirar o negativo. sem esperar resposta. . o altar sagrado deve ser apagado e echado.1OO CAPITULO 2 O NOME TRANCA RUAS . o senhor não ( assim. 3 "abe por que o meu nome ( &ranca Ruas? 3 #stava.Pai Maneco. como pode ajudar? 3 2oc0s perguntam muito e pouco sabem. !lgu(m perguntou ao #/u &ranca Ruas se ele tamb(m a6 o mal. estava andando no terreiro. com seu cambone ao lado. continuou patrulhando o terreiro. que a lu6 das velas do cong* lhe a6 mal e por isso. praticando tanto o bem como mal. C o encontro per eito do negativo e do positivo. 2oc0 acha que sou burro? 3 Mas di6em que. em outros terreiros. Parou na rente de um homem. #sclareceu e. 3 ! linda borboleta j* oi antes da clausura. muito menos. e perguntou.#/u &ranca Ruas das !lmas. a quimbanda hoje ( seu casulo. disse. 3 5a rua vive o homem sem lar> na rua vive o b0bado> a rua ( o escritório do ladrão> na rua e/iste a droga e o v)cio> na rua est* o desamparado> na rua vive a meretri6> na rua anda o desesperado> a rua ( habitada por todo tipo de marginal. proibido de vir na Umbanda. di6em ainda. encerrando a questão. carregando entre os dedos uma cigarrilha.

pela doen1a. #stava mal. # isso nos preocupava. dei/ados por outros amiliares. #sses são os sinais que devem ser observados. #la oi. num dia comum da semana. estava passando momentos di )ceis. uma amiliar nossa. me a6er um pedido desses. at( que. $oi quando senti a presen1a orte do #/u &ranca Ruas das !lmas. quando adverti. sem ter tido sucesso na medicina tradicional. ela comprou umas lores e est*vamos entrando pelo portão principal. 3 $a1a isso voc0. com a ponta do dedo m(dio bater no chão tr0s ve6es e pedir licen1a para o #/u 'aveira> dar tr0s passos. 3 2oc0. . para variar. em hor*rio de almo1o. parando em v*rias sepulturas. na entrada. depositou o ramalhete de lores e come1ou a ajeitar os demais en eites. dispensar toda aten1ão 4 sua jovem am)lia. al(m de não poder. toda amorosa. a6er a sauda1ão ao #/u &ranca Ruas das !lmas e a todo povo do cemit(rio. 1OQ . diante de estar de inhando a olhos vistos.1OQ CAPÍTULO 3 UM CASO QUE N1O < PARA EDU 5o automóvel. . no ja6igo da am)lia dela.escemos. Is ve6es a1o coisas estranhas. 3 &enho que pu/ar tua mulher para c*. por nós dois. nem levar lores para nenhum morto. sabendo que o trabalho pro issional nos aguardava. e era uma pessoa e/tremamente apegada 4s suas coisas. reclamando. pelo inesperado surgimento de incomoda depressão.e ato. !quela pessoa doente est* com um encosto. ( o esp)rito da mulher que morreu na cama que ela dorme. e retrucou. rumando ao santu*rio dos mortos. sem nenhuma surpresa pela rea1ão. só para alar com voc0. igual borboleta nas lores. 3 #stou com vontade de ir visitar o cemit(rio. não me e6 hesitar. pacientemente. !tendi seu pedido. $oi quando me lembrei que sua cama pertencia 4 uma das tias que estava enterrada no t+mulo que a Redda estava cuidando. preocupando a todos. . % e/pressou. continuou andando. ui surpreendido com um pedido da Redda.histórico de nunca ter demonstrado desejo de ir visitar o cemit(rio. sem se importar com que ensinei. cumprimentar seu -mulum> mais tr0s passos. indo apressadamente para casa. deve. por ter entendido ter sido seu pedido mais uma inspira1ão do que uma vontade. #nsinei. #la. dei meia volta.

cheias de moral. C trabalho para uma linha mais suave. #sp)rito que a6 isso. inteligente e cuidadosa. talve6 a dos pretos.1OS 3 # por que o senhor não a tirou de l*? Resmunguei. um amiliar apenas desorientado. não deve jamais ser levado por e/u. 3 "eu burroP #sse tipo de esp)rito. pode a6er o mal? 5ão acreditoP # ele tem outras histórias. em orma de cobran1a. de orma delicada. 1OS .

ora do meu terreiro. 3 . #le levantou3se. 3 #/u &ranca Ruas. esta mulher est* me a6endo um pedido que não gosto. &anto os e/us.que voc0 quer? 3 C que estou apai/onada por um homem casado. como as pombas3giras. estava atendendo uma pessoa. ela vai icar livre. e não hesitou. #st* solicitando sua presen1a.e/u olhando para a consulente. "entenciou. 9uero que voc0s a1am ele largar a esposa para icar só comigo. 3 Posso sim. . estavam dando suas consultas. perguntou. para eu poder alugar por um pre1o melhor? . uma entidade de elevada hierarquia no plano espiritual. incorporado em um m(dium. quando ele oi interrompido por um capitão3de3terreiro. oi ao lugar indicado.e/u chamou um capitão do terreiro. Mas achei melhor pedir tua presen1a.#/u &iriri. tendo um caso amoroso com ele.1OG CAPITULO 4 CONSULTAS DOS EDUS ! gira estava se desenvolvendo num clima tranq?ilo. . Mas antes tenho que achar uma casa melhor e mais barata para a am)lia que est* morando em tua casa. "er* que o senhor pode tirar de l* aquela am)lia. "ão pequenas amostras das consultas dos e/us. icou olhando i/amente para a mulher. #la pediu. inclusive o #/u &ranca Ruas das !lmas. . uma mulher j* madura. e perguntou. e sei que voc0 tamb(m não. <ritou. 3 .que est* acontecendo? 3 &ranca. 5ão são maravilhosos? 1OG .epois disso. 3 Ponham essa mulher para apontando a porta da sa)da.#/u &iriri. 3 #/u. eu tenho uma casa alugada por pre1o muito barato. . uma pomba3gira est* com um problema numa consulta.

Meia hora depois. $iquei eli6 com a not)cia. a correnteP . mara o. o poderoso e/u me chamou. quando era necess*rio.guardião icou nosso amigo. . #m (pocas anteriores. principalmente o espiritual. 3 . # oi nisso que estava pensando. hoje quero ir para a calunga.#/u &ranca Ruas avisou que ele não vai mais ao cemit(rio. alguidar com aro a e a6eite de dend0. 3 Meu ilho. e ingia não nos ver. ir)amos ver o sol nascer de qualquer jeito . jamais ia di6er isso para o e/u. chegou perto e. "e não osse a hora avan1ada que terminava. !s velas vermelhas. ele chegou perto de mim e alou. #le era grande. mas icaremos aqui at( o sol nascer. iluminavam o terreiro. trabalhavam em cima do trabalho. )amos em um cemit(rio perto do terreiro. mas ir para a calunga me cansava. pelo que se via. com certe6a. 3 5ão vou mais ao cemit(rio. com quem eu divida as incorpora18es do #/u &ranca Ruas das !lmas. eu estava comandando e ele estava incorporado com o e/u. 1OE . #sperar o sol nascer dentro do terreiro era bem melhor que ir no cemit(rio. segundo in orma18es. 5unca reclamei por e/cesso de trabalho. #ra para ajudar uma pessoa que estava passando muito mal e. Pedi sua autori6a1ão para comunicar 4 corrente a sua decisão de ir ao cemit(rio. por respeito. 3 !ten1ão. Meia hora depois do aviso da decisão do e/u. mas vou icar incorporado at( o sol nascer. e na outra ele. 'hamei a aten1ão da corrente. acesas no ponto riscado. talve6 at( gostasse. !queles que amanhã precisarem trabalhar cedo estão dispensados. para minha elicidade. #m uma gira eu incorporava. mais uma ve6. durante a madrugada. Preveni. a6endo um trabalho no meio do terreiro. ! gira continuou orte e em alguns momentos e/igindo muita aten1ão minha para que não se desorgani6asse. acend)amos velas nas sepulturas e a6)amos entregas. -utros e/us e muitas pombas3gira. mais uma ve6. nossa entidade comum. brancas e pretas. H* não tinha mais idade para isso. &odos de branco. ! certa altura. o e/u.e/u &ranca Ruas das !lmas avisou que hoje um grupo nosso dever* a6er a entrega do trabalho dentro do cemit(rio. #m uma dessas giras. itas. charutos e mais alguns elementos. avisou. havia sido v)tima de um trabalho de magia mal intencionado. . mas. pois.1OE CAPITULO 0 ESPÍRITO N1O 7RINCA Meu pai3de3santo Nui6 <olini trabalhava comigo no terreiro.

o #/u &ranca Ruas das !lmas teria que esperar a vinda da poderosa alange. Pode parecer. mas no undo sempre e/iste uma ra6ão. ou brincando. 5esse caso.1QF 3 2ou subir. nem da continuidade da gira. 4s ve6es. ! e/plica1ão do #/u <ira Mundo deu sentido a tudo. se bem que nunca tinha visto esse a6er isso. 4s ve6es. que o esp)rito est* brincando. Um pai3de3santo amigo meu estava participando da gira. aceitaram e assumiram o trabalho. não precisando ser no cemit(rio. 3 Meu ilho. "eria uma grande surpresa se tudo tivesse sido apenas uma brincadeira. o amoso e/u disse. o terreiro de voc0s est* de parab(nsP . o ponto era para chamar o povo do cemit(rio para assumir o trabalho. nem que osse at( o sol nascer. podendo ser ela encerrada. depois voc0 pode encerrar o trabalho e pode descarregar o ponto. não havendo mais ra6ão da sua presen1a no terreiro. incorporado com o #/u <ira Mundo.povo do cemit(rio veio buscar o trabalho aqui no terreiro. com certe6a o #/u &ranca Ruas oi comunicado que eles viriam busc*3la no próprio terreiro. a entrega deveria ser eita no cemit(rio. Msso di icilmente acontece. 5ós ( que não alcan1amos. Pensei que o e/u estivesse nos testando. 5o instante que ui comunicado ter que ir ao cemit(rio. 1QF . local da vibra1ão dessa alange espiritual. #les vieram antes. "e eles vinham no terreiro. a intelig0ncia das entidades. 'om o charuto em uma mão e o copo de bebida na outra.

!pesar disso. ser* que o senhor poderia dar um jeito em minha coluna? #la dói muito. icou por uns instantes olhando3o i/amente dei/ando sem jeito o m(dium. Parando 4 sua rente diante de toda a corrente e das prov*veis tre6entas pessoas da assist0ncia. indiquei a todos. 9uei/ou3se. que incorporou no Pai Nui6 de -gum. a ponto de arrancar aplausos da corrente. passo os olhos pela assist0ncia para ver se est* tudo em ordem. Pu/ou3o para perto de si. o saudei. Tomem alto. mesmo dono desse corpan6il. cabeludo e vasto bigode. al(m de incorporar os esp)ritos. destacava3se o corpan6il do $onseca. 2oltei3me para o cong* decepcionado com a minha racassada tentativa e dei in)cio aos trabalhos da noite. 'om os olhos i/os no Hos( Maria. !pontando para sua saliente igura.Nui6 ( um homem magro. icava por mais de quatro horas dan1ando e cantando. daqueles que a6 uma pergunta levantando meia sobrancelha moldurando um olhar irme e penetrante. uma engira de quimbanda. como li1ão 4 sua petul.ncia e a boba satis a1ão. dei/ando um sorriso maroto de canto da boca como se osse o deleite do guerreiro vitorioso.$onsecaP #le não tinha jeito. 'hamei a entidade che e o poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. bem apessoado.1Q1 CAPÍTULO 2 O FONSECA 'omo sempre a1o. o pai3de3santo que me preparou dentro da lei da Umbanda para e/ercer esse honroso grau dentro da nossa religião. levantou3se e saudou a todos os presentes.everia pesar naquela (poca uns sessenta quilos. 3 . alante e inteligente. 3 #/u &ranca Ruas. 3 &emos o pra6er de hoje ter entre nós um grande espiritualista. deu3lhe as costas e. . soltou um largo sorriso. com os bra1os cru6ados e uma cigarrilha entre os dedos. quis dei/*3lo constrangido. &alve6 por isso sua dor na coluna se agravava. ele ( uma pessoa bastante inteligente e agrad*vel. entendido da linguagem esot(rica e dos segredos da magia. 'omo sou daqueles que pre ere correr o risco de perder um amigo em troca de uma boa piada. entrela1ando os magros bra1os com o gordo 1Q1 . . antes de dar a abertura na gira. um m(dium de nossa corrente que pesava cento e quarenta quilos e. !o inv(s de demonstrar constrangimento. 5o meio dela. !proveitando3se de um momento que o #/u &ranca Ruas das !lmas levantou de seu toco apro/imou3se dele o Hos( Maria.

Pela orma1ão da terceira energia essa entidade modi ica3se sem perder sua ess0ncia. não dei muita import. Mas iquei preocupado. e algum guindaste depositar sobre suas costas um peso igual ao do Hos( Maria. Pedimos licen1a e sa)mos. . mas iquei eli6 porque passou a dor da coluna do Hos( Maria. o ort)ssimo #/u &ranca Ruas das !lmas. me d0 uma vela. 3 Meu Pai. #le estava. inclinou3se. como j* alei.e orma mansa e delicada para não contrariar o #/u. 3 Meu Pai. . com uma simples pressão ter grudado na parede. 1Q= . 5aquela noite não incorporei nenhum esp)rito só para. levantou3o. ontem 4 noite. #u tamb(m não tirava os olhos da chama da vela para ver se não queimava a madeira. encostando3a acesa na parede. alou. ele acendeu3a e. 3 Realmente. 'urioso. o que eu j* esperava.ato da vela.1Q= Hos( Maria. a inal a parede era de madeira. com a mesma entidade. alei. #n im. #u imagino que se o Pai Nui6 icar na mesma posi1ão. procurei ver se o $onseca estava assistindo a cena. &omando a iniciativa da conversa. . #ntreguei3lhe uma vela branca. e saiu com ele andando pelo terreiro. #m mim ele torna3se mais cerimonioso e com o Pai Nui6 mais e/ibido.ncia ao ato. j* acostumado com esses enAmenos. de minuto a minuto. o senhor vai queimar o terreiro. 3 Msso quer di6er que voc0 gostou da gira. 3 Meu ilho. quando incorporado em mim ou nele. o $onseca icava só olhando assustado para a vela grudada na parede. cuidar da vela. a vela não caiu e o ogo nem chamuscou a parede. este ( um amigo meu. 3 2oc0 acha que vou a6er isso? #nquanto ele alava. que vem só para buscar um a/( do senhor. 'onvidei3o para ir conversar com o #/u &ranca Ruas das !lmas. não me impressionou. C teoricamente imposs)vel o que v)amos no terreiro. ele ser* esmagado. #m todo caso eu. costas com costas. 5o dia seguinte o $onseca oi me visitar. Pediu o #/u. vi coisas incr)veis. dei/ou3a como se estivesse pregada.Pai Nui6 e eu trabalh*vamos % e ainda trabalhamos. # ele queria trocar id(ias sobre a gira e o que viu.

encostou na ponta da cigarrilha apagada e devolveu3a para o cambono depois de ter acendido a cigarrilha no colorido peda1o de gi6 e j* estar dando boas ba oradas. 5os trabalhos de e eitos )sicos. 2oc0 sabe como ele e6 para grudar a vela na parede e acender uma cigarrilha com uma pemba? 3 5ão sei qual oi o processo e nem tenho necessidade de sab03lo. para esconder seu assombro. !penas não sei. recriminando sua alta de observa1ão.#/u estava incorporado em mim. !s entidades não costumam brincar e o ato dele ter criado essa situa1ão deve ser por alguma ra6ão que oge ao nosso entendimento. principalmente uma que achei muita gra1a. 3 &em lógica. $ugindo do seu estilo. 3 <ostei da Umbanda.ei/o essa parte por conta deles. 3 'omo ( poss)vel um m(dium ran6ino como o Pai Nui6 pAr nas costas um homem daquele peso e ainda sair andando um bom tempo pelo terreiro? C por essas coisas que a Umbanda ( considerada cheia de magia? 3 #le deve ter usado a energia dos m(diuns para dei/ar seu cavalo mais orte. . a levita1ão unciona assim.cambono naquele momento estava distra)do. #/pliquei. 3 . entregou3lhe a cigarrilha e ordenou. 3 !cenda. . ! grande magia voc0 não reparou.$onseca estava di erente. #sclareci. 2ou voltar outras ve6es. não discutia e muito menos tentava impor os seus conhecimentos. incorporado comigo. $alei categoricamente. $oi quando ele estava no meio do terreiro manipulando os elementos da terra para criar um campo de or1a para eliminar uma energia negativa que estava prejudicando aquela am)lia sentada na sua rente.e/u pegou a pemba. ou dei/ar o Hos( Maria mais leve. 'uidadosamente entregou a ele uma pemba vermelha. despedindo3se. e tinha ganho de um consulente uma cigarrilha. a6endo3me de desentendido. &entou e/plicar. # o #/u quando incorpora em voc0. 5ão vejo isso como magia. . ! irmou o $onseca. 'ontei algumas passagens do #/u &ranca Ruas das !lmas. tamb(m a6 essas coisas? 3 9ue coisas? $alei. #le chamando seu cambono.1QB 3 <ostei. . 1QB . 3 !queles atos di erentes. e entendeu que ele tinha pedido uma pemba.

ele est* ao teu lado. 'omo os ilhos são injustos. o protege e prov(m. 3 2oc0 não pode imaginar o que ( ser criado sem um pai. só estudo. 3 5ão quero que ele morra. mas se isso acontecer não vai me a6er nenhuma alta. "eu nome era Nucas. . com on6e anos.1QJ CAPÍTULO 4 MONTE DOS DROGADOS #m minha casa ouvia pacientemente um jovem e/travasar todos os seus recalques. 'ontinuei paciente. !s orelhas estavam cobertas pelos cabelos. @om ou ruim. !proveite essa ben1ão. mantendo sempre as sobrancelhas cerradas. eu j* tinha dois ilhos e mantinha a am)lia 4 custa de meu trabalho. Uma camiseta justa e sem mangas dei/avam 4 mostra seus bra1os ortes onde se via uma enorme tatuagem de um dragão. #le estava destoando da minha ina poltrona cl*ssica. "ua e/pressão irradiava ódio. 5a sua opinião o seu pai era o culpado pela sua vida desastrada. dava para ver dois brincos prateados. Respondeu secamente. o mesmo do apóstolo. Usava uma cal1a jeans e uma bota marrom. Nembrei que iquei ór ão. a sua te6 morena e os seus cabelos eram longos e ca)dos sobre os ombros. mas quando os alisava. "omos di erentes. 3 9uem paga os teus estudos? 1QJ . C ele quem educa o ilho. com uma enorme boca e dentes corretos. al(m mil e tantas outras tare as de sua responsabilidade. !o pai cabe todas as tare as di )ceis. e ele não me entende. Protestou. 3 5ão gosto dele. #u observava o jovem. Perguntei. Reclamava dei/ando transbordar revolta. 3 9uantos anos voc0 tem? 3 2inte e tr0s. Menino ele não era mais. Nucas. 3 2oc0 trabalha? 5ão.meu morreu quando era crian1a. #ra corpulento. 5ari6 bem eito. 'om essa idade. e at( hoje amargo não ter tido um. #stava procurando argumentos para sensibili6*3lo.

o que? #le era um n(scio desajustado e ingrato.. 3 2oc0 mora so6inho? 3 5ão. !gi dessa orma. !jeitei para ele uma consulta com o #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 &oma o ca ( da manha de gravata. #stou pedindo para voc0 alar com os esp)ritos para ver se eles podem resolver esse problema. eu tenho um problema. Minhas palavras surtirem e eito. vivia da mesada. # uma das tare as do dirigente espiritual ( ajudar os outros sem julgamentos. "e ( ajuda espiritual que voc0 est* buscando preciso que voc0 v* no terreiro alar com a entidade. mas ao mesmo tempo não o aceita como ele (. 5ão sei at( que ponto entendo os jovens. era um p(ssimo estudante e jogava ora o dinheiro dele . . o que me dei/ou satis eito. H* sentado diante do poderoso e/u ele come1ou a e/plicar. 3 2oc0 j* repetiu ano da escola? . 'omo ele (? Perguntei para descontrair.uas ve6es.Nucas icou calado e por alguns momentos pensativo. moro com meus pais. "empre gostei de conversar com os jovens mostrando a m*/ima sinceridade.. 3 5a verdade. comia e dormia na casa dele. 2oc0 quer que teu pai te aceite do jeito que voc0 se veste e pensa. &em momentos que corremos o risco de sermos injustos. # ainda reclamava? . 5ão gostava do pai. 'omo posso ajudar voc0? 3 #u acho que meu pai est* perturbado. 1QO . #ngatei outra pergunta. não gosta de musica e briga comigo sempre que pode. 2oc0s são gera18es di erentes. -rientei bem como ele deveria alar com a entidade. 3 #u não conhe1o teu pai.Nucas me con undiu. Re reei esse sentimento por ter sido procurado pelo Nucas como pai3de3santo. 3 #/u.1QO 3 Meu pai. . cada um vivendo o seu mundo. mas eu j* estava do lado do injusti1ado pai. por isso estou aqui. 3 #u espero que XangA te a1a mais justo. Respondeu com a revolta inicial. não sei o que voc0 quer de mim. e o respeito m+tuo deveria prevalecer. Mas por que voc0 pergunta? 5ão dei oportunidade para ele re letir. $alei delicada e paternalmente.

"eu estado geral e/igia socorro.lugar ( escuro e. mesmo eu. 9uando desencarnam. mas a mim não. $alar com o #/u &ranca Ruas das !lmas não ( *cil. !pesar da assist0ncia e cuidados dos esp)ritos obreiros preparados para atenderem esse tipo de doen1a podem icar animali6ados durante um estagio que na medi1ão do tempo da terra pode durar centenas de anos. 3 5ão entendi. criando larvas circulantes dentro da aura do viciado. Puro engano. e muitos deles icam inertes. 2oc0 ( um idiota que uma maconha. imã e io de cobre. do ponto riscado e de outros elementos como ponteiro. . $oi descoberto. !lgumas entidades incorporadas em seus m(diuns trabalhavam com o Nucas. come cogumelo eito um animal e se droga com req?0ncia. voc0s imaginam que o esp)rito do desencarnado permanece igual ao estado que mantinha quando ainda encarnado. a6endo o esp)rito perder seu livre arb)trio. -bedecendo o princ)pio que não e/iste retrocesso espiritual. todas essas m*culas retornam ao lugar de onde sa)ram.Nucas j* estava sentado diante de v*rias velas. . 1QQ . 3 2oc0 pode enganar os teus pais. . amontoados em um tipo de vala. obedecendo um processo natural. #ssa porcaria da tua cabe1a j* esta quase destru)da.Nucas arregalou os olhos.e/u determinou. #m prantos concordava com todas as revela18es do e/u. ou seja.esp)rito interrompeu. . 2oc0 não gosta do teu pai porque ele sabe disso e não te d* dinheiro para voc0 se corromper.1QQ . e/plicava aos cambones o que era o monte dos drogados. 3 2* para o meio do terreiro que vou a6er uma s(rie de trabalhos. enquanto o e/u &ranca Ruas das !lmas. das bebidas. $alou no seu estilo. @albuciou o Nucas.Nucas icou sensibili6ado. não gosto de ir l*. "em nada di6er. -uviu uma amea1a assustadora. 3 'onte3me as besteiras que voc0 e6. meu cavalo e teus amigos. #/plicou pacientemente o e/u. icou ouvindo o e/u alar. come1ando hoje. "ua marcante presen1a a6 dos consulentes presas *ceis. 3 "e não interromper esse vicio imediatamente quando voc0 desencarnar poder* ser atra)do para o monte dos drogados. sentado em seu toco. 3 ! droga e o *lcool. . no c(rebro da pessoa. provocam les8es cerebrais que se espalham pelo perisp)rito. pois quando se concentram elas aumentam a lesão cerebral.

gravata e trabalho. enquanto o e/u alava. 9uando tenho oportunidade aconselho os jovens. . -s corpos eram jogados em valas. . .epois de encerrado o trabalho eu relatava 4s pessoas que ouviram a e/plica1ão do e/u sobre as vis8es que eu como m(dium gravei sobre o que o e/u chamou de o monte dos drogados. # tudo isso com terno. ormando um quadro inesquec)vel da maldade humana. Toje se droga para suavi6ar a necessidade. -s corpos estavam de ormados. como oi outrora. 3 Procurem saber o que ( e porque e/iste no espa1o o monte dos drogados. principalmente porque ele ( hoje. mas não sarou. tudo isso.1QS . amontoando3se uns sobre os outros. quer provendo suas necessidades. e sua idiotice o tornou incapa6 para o trabalho. 1QS . ! depend0ncia das drogas oi mais orte que sua vontade. sob uma t0nue lu6 avermelhada. o seu amor.Nucas melhorou. o seu sustent*culo. era parecido com isso com algumas di eren1as. 3 2oc0s devem ter a lembran1a daquelas otogra ias divulgadas após a guerra dos campo de concentra1ão dos na6istas. 9uem pode ensin*3los? -ra. quer dando % como todo pai a6. "ua incapacidade mental o obrigou a abandonar os estudos. alem com o melhor amigo de voc0s. seus pais.que eu vi. esquel(ticos e se moviam como vermes "uas mãos estavam sempre buscando algo como se osse um socorro para sair daquele dantesco in erno e.relacionamento com seu pai oi normali6ado.

3 #mbai/o desta laje tem um buraco.isse. pedindo. observei. . se voc0 permitir. Pai3de3santo quando a irma não poder revelar alguma coisa ( porque não sabe responder. a da Pomba3gira Maria Padilha. 3 Pode icar certo que respeitarei teus segredos.Kaldomiro ( um espiritualista.1QG QUARTA PARTE CAPITULO 9 O TERREIRO . analisando inteligentemente todas elas... porque não sei. porque icou muito calado. 3 'laro. entramos no terreiro. "e eu não souber. que não conto. #m cima de um toco de madeira. ( uma pessoa muito interessante. #le icou observando e acho que sentiu alguma coisa. gostaria muito. rindo. onde est* incada a seguran1a eita pelo #/u &ranca Ruas das !lmas. #/pliquei. mostrando o que tinha dentro. Procurou3me. &ranq?ili6ei o simp*tico amigo. 9ueria ter a liberdade para pedir e/plica18es. de conhecer o terreiro. estava a imagem do #/u &ranca Ruas e ao seu lado. buscando ansiosamente a ess0ncia de todas as religi8es. apenas. para ele olhar melhor. 3 !qui ica a seguran1a e/terna do terreiro. curioso e muito interessado em conhecer a Umbanda. 2oltamos para a casinha que despertou tanta curiosidade. mas não no dia de gira.eus e para ele todas as religi8es são boas. 5o dia e hora combinada. l* na entrada. digo. # sa) de lado. parecendo impressionado. 'r0 em . che e da quimbanda em nosso terreiro. !pontando para o chão. 3 $ernando. esbanjando cultura religiosa. 3 5ão tenho segredos. 3 ! primeira pergunta vai ser sobre aquela casinha pequena. mas a nenhuma ( iliado ou adepto. cuidada pelo e/u guardião. no caso um alangeiro do #/u &ranca Ruas. terei imenso pra6er em mostrar tudo. &alve6 por isso. tamb(m chamada tronqueira. # o que ( essa seguran1a? 1QG . !bri a porta.

9uem risca o ponto para a pomba3gira ( o e/u. #m casos de amor. acendo para o e/u uma vela branca. o -ri/* che e espiritual da casa. Pode ser que algumas delas. a6endo seus cavalos usarem roupas e/travagantes. tenham sido mundanas. 1QE . 3 # por que ele? 5ão podia ser outro?. uma vermelhas e outra preta. C um ori/* trabalhador. se pintando com e/agero. um ponto riscado. olhava os atabaques. al(m de encher os copos de suas respectivas bebidas. 3 "alve todos os -ri/*s da Umbanda. erro. eito por ele. iquem embrabecidas. e para a pomba3gira. "ua or1a ( indiscut)vel. algumas at( com longas piteiras e não dispensam os per umes e lores. @ombardeou. ajudando os homens nos terreiros para. #las são au/iliares diretas dos e/us. embora. arcos e lechas. suavemente. como o e/u. ! irmou. claro. ela não ( prostituta. 3 Por quer voc0 a6 o cumprimento nessa estrela? 3 C a seguran1a do terreiro. ganhar sua evolu1ão espiritual. entramos no terreiro. bebidas e algumas coisas mais. 4s ve6es. mas hoje são esp)ritos evolu)dos. espadas. ! prova da submissão das pombas3giras aos e/us ( que elas não riscam ponto para trabalho. 3 -nde elas se encai/am com os e/us? 3. os e/us mandam elas trabalharem. 3 C verdade que as pombas3gira são os esp)ritos das prostitutas? 3 ! pomba3gira ( o e/u eminino. como ponteiro. $umam cigarros so isticados. que elas são entidades maravilhosas e doces. 3 #las e/ploram esse lado do olclore. 'omo e/pliquei l* na &ronqueira. 3 !ssisti uma gira de quimbanda e elas me pareceram escandalosas. Parecendo satis eito. #le curioso. curvando3me e batendo tr0s palmas. !o contr*rio do que muitos pensam. em vida.1QE 3 #le pAs v*rios elementos. $icam sempre a)? 3 &oda semana. desespero e consertos amiliares. carvão. cobre e mais uma por1ão de metais. 3 # as velas acesas. que ornamentam as paredes. bati o dedo tr0s ve6es onde tem uma estrela em granito. uma vermelha. os quadros representando as entidades. machadinhas. aqui estão enterradas as armas do 'aboclo !:uan. $ique certo.irigi3me ao meio do terreiro e. . ajoelhado. &odo e/u tem a sua pomba3gira. buscando sua evolu1ão. e saudei. ervas. sal. C um campo de or1a e ainda.

Pode tamb(m ser eito com uma cebola cortada em quatro peda1os. $a6 parte do ritual. dei/ando uma belo ensinamento. uma m(dium do terreiro. ilha de -gum e que trabalha com o 'aboclo Rompe Mato. ! linha de -gum. 3 Por eu ser o dirigente material da casa. # eu. Mesmo que eu saia do terreiro.espertei sua curiosidade. 3 2oc0 disse ser ilho de -gum. #st* errado. 3 #/iste um ritual para isso. depositados no cong*. e/ceto se levantarem as armas do caboclo e orem substitu)das por outras. meu ori/*. #u não soube responder. são di erentes? 'onte3me. de acordo com seus assentamentos. eu mando na minha casa. ( quem manda. na casa dele. #le perguntou3me. 5ão devia ter alado. 'ada terreiro tem o ori/* mandante. e voc0 na sua. tocos de charuto e papeis com pedidos. Nembrei da 'ris Mendes. 3 9uem cuida do cong*? 9ualquer um pode por uma imagem no altar? 3 5o cong*. Parou em rente ao cong* e icou olhando todas as imagens. como vou saber de quem sou ilho? Perguntou. o Paulinho. quem mandava no 'aboclo !:uan. no plano espiritual. 3 'omo jeito. !qui só as coisas sagradas do terreiro ( que podem icar depositadas. . curioso. 2ejo 4s ve6es velas. Respondi que era o senhor. atrav(s de meu pai e ilho dele o 'aboclo !:uan.iga para ele que quem manda no 'aboclo !:uan ( o Rompe Mato. 3 C por isso que nas giras. 3 "eo !:uan. meu ilho. 1SF . na Umbanda jogamos o obi ou acendemos velas. só o pai3de3santo pode por alguma coisa. ( um admirador do 'aboclo Rompe Mato. na sua inoc0ncia. "entou3se 4 rente do 'aboclo !:uan e e/plicou. -gum. vem irmar o terreiro para o trabalho subseq?ente. o 'aboclo !:uan. Pareceu satis eito com a e/plica1ão. #le perguntou. 5o candombl(. voc0 chama primeiro a linha de -gum? 3 "im. 3 .1SF Pelas min+cias das perguntas. jogam3se os b+6ios. muito embora todo teu jeito seja de XangA. a casa sempre ser* de -gum. 2oltei ao meu interlocutor. C como na vida material. 2enha uma noite de trabalho e jogarei para voc0. Respondeu. querendo adivinhar. por isso que tem seu assentamento embai/o desta estrela. e/atamente por isso. quem mandava no 'aboclo Rompe Mato. $alei. imaginei uma longa tarde.

mostrando um pequeno gravador.e todos os -ri/*s. deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar deter a sua natural teimosia. . no dia3a3dia. sem a oba1ão. o ilho de -/al* talve6 seja o mais organi6ado. 3 !gora entendo a história do secret*rio. <osta de transmitir seu g0nio calmo. 3 "e voc0 soubesse os caracter)sticos de cada um. #stou gravando desde o come1o. Mnterrompeu. 3 #/plique tudo. -/al* ( o -ri/* maior e por isso mesmo não atua diretamente em elementos do planeta. 1S1 . mas não se submete acilmente 4 lideran1a de outro. a6endo isso por interm(dio dos outros -ri/*s. pelo isolamento. #/pliquei. 3 #st* certo. depois não se quei/e.isse. 5ão ( agressivo e quando agredido pre ere demostrar superioridade. buscando. nos escritórios e na lida com pap(is. !chei gra1a. não manda e não gosta de ser mandado. sentei3me e comecei a alar. .1S1 3 'ada um tem uma in lu0ncia muito grande de seu ori/*. mas não cede em seu ponto de vista. quer as coisas sem demonstrar. sente aqui e ale. 3 . Retomando a palavra continuei. laconicamente. 3 'omo assim?. com tend0ncia ao so rimento. um por um. 3 5ão ( l)der. um encontro com a harmonia universal. Para que o ilho de -/al* tenha uma vida melhor. ou seja. Respondi. 5osso secret*rio ( ilho de -/al* e o &esoureiro de XangA. quando o busca. 2ou di6er. voc0 prometeu. 3 2enha. &em um tend0ncia muito orte para a solidão. eles recebem in lu0ncia. !t( na escolha das tare as. -s ori/*s agem diretamente na ess0ncia e comportamento de cada um. 5a teimosia não gosta de impor suas id(ias. C teimoso.ilho de -/al* ( uma pessoa normalmente tranq?ila. atingindo seus objetivos de orma bem natural. 3 #/plique melhor. 'obrou. vou alar. de andar sereno. ia entender. sorrindo. pegue este caderno e tome nota.

"eu temperamento di )cil e rebelde o torna. desde que não seja desrespeitado. &em decis8es precipitadas. 5ão admite a injusti1a e costuma proteger os mais racos. demonstrando muito interesse nas e/plica18es. . quando o atingem. assumindo integralmente a situa1ão daquele que quer proteger. Por ser -gum o -ri/* do $erro e do $ogo seu ilho gosta muito de armas. 5ão admite a raque6a. -gum ( o -ri/* da guerra. @rigam e 1S= .ncia. C ranco. 'omo os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas. !dapta3se acilmente em qualquer lugar. 'ontinuei.Kaldomiro icou em sil0ncio. 5ormalmente o ilho de -gum ( rela/ado com seu cuidado pessoal. Uma marca muito orte de seu -ri/*. ( por isso que ouvi alar que os oguns não icam parados no terreiro. muitas ve6es at( com assustadora agressividade. "eu ilho carrega em seu g0nio esses caracter)sticos. 5enhum ilho de -gum nasce equilibrado. espadas e das coisas eitas em erro ou latão. "eu g0nio ( muito orte. !ma o desa io. ( um l)der. C uma pessoa de tipo esguio e procura sempre se manter bem isicamente. !dora o esporte e est* sempre agitado. imediatamente o largam e partem em procura de outro. Me parece muito orte. ! sua impaci0ncia ( tão marcante que não gosta de esperar. "abe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado. 3 #ntão. não a6endo questão da qualidade ou paladar da comida. 5ão recusa a luta e quanto maior o obst*culo mais desperta a garra para ultrapass*3lo.Ydi )cilZ ( a sua maior tenta1ão. acas. em movimento. atrav(s dos seis ori/*s. -bservou. ( verdade. Memanj* no mar. -/óssi na mata. . alsidade e a alta de garra. 3 Msso ( um aviso aos pais. XangA na pedreira. 'omentou. Muitas crian1as 4s ve6es são levadas aos psicanalistas por mostrarem um g0nio di )cil de lidar. 3 #spere a). 5ão a6 rodeio para di6er as coisas. 'ome para viver. #st* sempre em busca do que ( considerado imposs)vel. ( tornar3se violento repentinamente. e Mansã no raio. 3 "im. Neal e correto. C insaci*vel em suas próprias conquistas. Mnicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. desde a in . #/plique melhor essa parte. 'ontinuei. os ilhos de -gum perseguem tena6mente um objetivo. -/al* atua em todos.1S= 3 -gum atua no erro. da demanda e da luta. -/um nas *guas doce e cachoeiras. % e/pliquei. quase um desajustado. #le ( a oito.

'ontar at( de6. 5ão discute a (. como poucos. Mncapa6 de negar qualquer ajuda a algu(m. ladino como os )ndios. XangA. são justos. pois quanto mais provocados. !credita e ( iel seguidor da religião que escolheu. em XangA. !ma a Niberdade e a 5ature6a. 9uando eles conseguem equilibrar seu g0nio impulsivo. "e or um ilho de -gum. para passar 1SB . 5ão assume os problemas dos outros. . mas acaba vencendo. tamb(m lhes evitaria muitos remorsos. veste3se bem e cuidadosamente. são a b+ssola de sua vida. se houvesse essa conscienti6a1ão. sejam calculistas e estrategistas. "enhor das pedreiras.eus da Husti1a.1SB en rentam os pais sem nenhum medo. encantador. o . muito embora. amoroso. mas ica lado a lado ajudando3os. neste particular. o que o tornaria mais disposto a encarar as suas próprias di iculdades. #sta rase ( para chocar mesmo.ilho de -/óssi ( talve6 o mais equilibrado. "e conseguissem esperar ao menos vinte quatro horas para tomar qualquer decisão. 9uando o a6 se torna perigoso. e transmitem esta caracter)stica aos seus ilhos. as *guas. C carente. C. preocupado com todos os problemas. . -bservou. Para que sua vida melhore. evitariam muitos reve6es. especi icamente nas matas e no reino animal. <osta das coisas boas. "eu maior de eito ( o g0nio impulsivo e sua maior qualidade ( que tem tudo para ser um vencedor. -/óssi age na 5ature6a. e/erce uma in lu0ncia muito orte em seu ilho. ( muito apegado 4s suas coisas e 4 sua am)lia. com o crescimento vão se libertando e se acomodando 4s suas necessidades. organi6ar o caminho para as solu18es complicadas. antes de dei/arem e/plodir sua 6anga. 'om respeito 4 sua própria organi6a1ão amiliar. &em um gosto re inado. 9uando atacado custa revidar. deve despertar aquele gigante que habita sua ess0ncia. 5ão ( ciumento e muito menos rancoroso. muito embora com orte tend0ncia 4 solidão. Pisa macio. "eu ilho tem um tipo calmo. os bichos . #ntretanto. os pais devem ter paci0ncia. C o conhecedor das ervas e o grande curador. mais eles teimam. C a ess0ncia da nossa vida.ncia. 3 Pela tua e/plica1ão. 3 C verdade. sabe. Um grande conselheiro pelo seu g0nio alegre. lembrando das minhas indigna18es na in .iante das di iculdades próprias ( muito hesitante. sustentado pelo seu esp)rito alegre e otimista. as estrelas. &odos os -ri/*s.mato. mas ( certeiro. . muitos problemas seriam evitados com os jovens. a Husti1a dei/a de ser uma virtude. $alei. por mais incr)vel que pare1a. o sol e a lua. 4 qual dedica aten1ão total no sentido de prov03la e encaminh*3la. 'omo os ilhos de -gum não dependem de ningu(m para vencer suas di iculdades. a vida lhes ica bem mais *cil. evidentemente.

9ue bom ver voc0 outra ve6 eli6. mesmo a jovem. quase sempre di erente do nosso. 5o julgamento voc0 não estava sendo julgada por ele. C incapa6 de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resolu18es baseiam3se na seguran1a e chão irme que gosta de pisar. provar sua inoc0ncia. provocando uma crise emocional na mo1a. só lhe tra6 bene )cios. "e aprender a dominar esta caracter)stica.1SJ a ser uma obsessão. tirando3lhe a vida. para tranq?ili6ar sua esposa. totalmente embriagado. atropelou um homem. podendo acilmente sair da serenidade para a viol0ncia. ! discri1ão a6 de seus vestu*rios um modelo tradicional. Rei da Pedreira. grande de eito dele ( julgar os outros. sem lhe tirar. 'ontei o caso de uma mo1a que.ivina.metro da Husti1a ( o seu julgamento e não o da Husti1a . #sta an*lise ( muito importante.seu marido queria a6er o acordo. que sua inoc0ncia osse questionada. Procurada pelo advogado da am)lia da v)tima para um acordo. o que a6 de seu ilho um so redor. torna3se uma pessoa admir*vel. apresenta uma velhice precoce. . mas tudo medido. # se ele errasse? 2oc0 iria culpar XangA? . "ua isionomia. trans erindo o seu próprio julgamento para o Hulgamento . em absoluto. "enhor da Husti1a. con iante. C eterno conselheiro. pela do homem. 5ão guarda rancor. !pesar da v)tima ter sido a +nica culpada. 3 enorme. en(rgico. adora colecionar pedras. seguro e absolutamente austero. recusou3se a sequer conversar. 9ueria. muito terra. a bele6a ou a alegria. &em comportamento medido. . sua am)lia entrou na justi1a com uma a1ão de indeni6a1ão. C t)mido no contato mas assume acilmente o poder do mando. e não gosta de ser contrariado. e sim por um jui6 da terra. 3 'omo assim? 3 2oc0 trocou a justi1a de teu pai XangA. principalmente porque o par.ilho de XangA apresenta um tipo irme. contou3me a novidade. calculado e esquemati6ado. !calma3se com a mesma acilidade quando sua opinião ( aceita.i6ia. no que lhe respondi. 9uando o ilho de XangA consegue equilibrar o seu senso de Husti1a. pelo senso da justi1a. pass)vel de erros. 3 #/plique melhor.ivino. no que ela não concordou. #la oi ganhadora na pendenga judicial. Mas correu um risco 1SJ . independente do valor da causa. cuja senten1a não nos ( permitido conhecer. ao contr*rio de prejudic*3lo. torna3se um leg)timo representante do Tomem 2elho. #la não admitia. $eli6. o que.medo de cometer injusti1as muitas ve6es retarda suas decis8es. . num acidente. Por alar em pedreira. 3 "ou inocente e a justi1a vai provar.

jóias caras. ( pessoa calma. e gosta de tutelar pessoas. ouro. . a . Zo arqu(tipo de -/um ( das mulheres graciosas e elegantes. C sempre discreto e de muito bom gosto. são as ondinas. "ob sua apar0ncia graciosa e sedutora. a "enhora dos 2entos e das &empestades. 4 qual dão muita import. !quela que transmite a todos a bondade. torna3se muito agressivo e radical. . a Rainha da Wgua doce. ! di eren1a entre Memanj* e -/um ( a vaidade. &ipo a grande mãe. grande conselheira. #/pliquei. que. a "enhora do Mar. !) sim. o ranc0s Pierre 2erger. detalhadamente. e sempre reage com muita toler. sua ilha normalmente tem um tipo muito maternal.que ( ajuntó? ! or1a de Memanj*. com pai/ão pelas jóias.homem ilho de Memanj* carrega o mesmo temperamento. com indiscut)vel dom)nio no g0nio e personalidade de seu ilho. 2este3se com capricho. #las evitam chocar a opinião p+blica. ! maternidade ( sua grande or1a. dona dos rios e das cachoeiras. dado que XangA tem liga1ão )ntima com a linha da Mansã. 'uida de seus tutelados com muito amor.ncia. per umes e vestimentas caras. con ian1a. e/ceto quando se sente amea1ado na perda de seus ilhos.as mulheres que são s)mbolo do charme e da bele6a. tanto que quando uma mulher tem di iculdade para engravidar. "empre tem os bra1os abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. &alve6 ningu(m tenha sido tão eli6 para de inir a ilha de -/um como o pesquisador da religião a ricana. $ilho de -/um ama espelhos ]a igura de -/um carrega um espelho na mão^.i erente ( quando o ajuntó ( -/óssi. <eralmente ( calmo e tranq?ilo. ! mulher trata com 6elo o seu cabelo e não descuida da pintura. nas incorpora18es. principalmente das coisas que estão sob sua guarda.ncia. porque não divide isto com ningu(m. C e/tremamente ciumento com tudo que ( seu. . Pelo ato de Memanj* representar a 'ria1ão. 3 .maior de eito do ilho de Memanj* ( o ci+me. por(m mais reservadas que as de Mansã.ilho ou ilha de -/um. tem grande or1a. . . 2oluptuosas e sensuais.Z "eu maior de eito ( o ci+me. escondem uma vontade muito orte e um grande desejo de ascensão social. carrega todo o tipo de Memanj*. C muito sens)vel a qualquer emo1ão. um caboclo de -gum ou de -/óssi. ( o protetor. pertence a linha seguinte que in luencia sua personalidade. . 5ormalmente ica 6angado quando o endido e o que tem como ajuntó ]o segundo santo masculino^ o ori/* -gum. Mansã. ( impec*vel no trajar e não se e/ibe publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta. no caso. ! porta de sua casa sempre est* aberta para todos. C mãe. tranq?ila.eusa <uerreira. ( 4 -/um que se pede ajuda ]pelo !mal*^. que escreveu. C ranco e não admite a mentira. <eralmente.a) não ter um pai3de3cabe1a.1SO Memanj*. !quela mulher amorosa que sempre junta os ilhos dos outros com os seus. "eu ilho ( conhecido por seu temperamento 1SO . 5ormalmente tem uma acilidade muito grande para o choro.

Passa por cima de tudo que est* a6endo na vida. 5ão admite ser contrariado. não conseguindo dis ar1ar a alegria ou a triste6a. continuou. como uma mãe. vai brigar com os dois.1SQ e/plosivo. pediu licen1a para terminar a história. 3 "e or uma ilha de Memanj*. 'iumento. achando gra1a. e seu grande de eito. vou passar a observar as pessoas para con erir. <ostei muito. "e or uma ilha de Mansã. #m seus gestos demonstra o momento que est* passando. !chei interessante a descri1ão das ilhas de -/um. 3 # o povo das *guas. pouco importando se tem ou não ra6ão. #n renta qualquer situa1ão de peito aberto. demonstra um certo ego)smo porque não se importa com que os outros so ram pelo seu g0nio reconhecidamente mal3humorado. a6endo parte da roda. uma ilha de -/um. 3 5ão sei. perguntei. seria pessoa muito mais eli6 e querida. 9uestionado torna3se violento. alei. 5ão pensei. e tentei dar as di eren1as dos ori/*s. quando ui interpelado por uma senhora. a impensada ranque6a. encostar a cabe1a em seu peito. #ncerrando as e/plica18es. ica assistindo a briga. C leal e objetivo. por coincid0ncia. pois não gosta de dialogar. 5ão tem medo de nada. com berros. . 3 # se or ilha de -/um. #/empli iquei duas pessoas brigando. &omando a palavra. no que concordei. vai chamar os dois. e por ele vai torcer para que seja o vencedor. #st* sempre chamando a aten1ão por ser inquieto e e/trovertido. no que oi interpelado. #st*vamos reunidos num grupo. #m estado normal ( muito alegre e decidido. do lado do bai/inho que est* apanhando. "e passar um ilho de -/al*. como se tivesse terminado. # parei. 3 'ansou3se de ouvir? 3 5ão. pedindo a . Um ilho de -gum. .que aria? 1SQ . vai alis*3los. partindo para a agressão. "ão assim mesmo? 3 2ou te contar uma história.eus que acabe aquela briga. a garra. quando ica tentado por uma aventura. gritos e choro. # parou. o que não ( di )cil. Um ilho de XangA vai icar indignado. acalm*3los. Um ilho de -/ossi. querendo saber qual dos dois est* com a ra6ão. "empre a sua palavra ( que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. ou passa direto e não olha ou entra na briga. "ua grande qualidade. Por ser tão marcante seu g0nio. senta. o que lhe prejudica o conv)vio social.$ernando 'ecchetti. &em um pra6er enorme em contrariar todo tipo de preconceito. e eles acabam a6endo as pa6es. vai parar. 'omo iriam se comportar? Meio sem jeito. claro que não. ele vai orar. se este osse controlado.

1SS 3 5ada. #les estavam brigando por causa dela. #ncerrou com muita gra1a, arrancando gostosas risadas do grupo. - Kaldomiro tamb(m achou gra1a, mas perguntou, 3 Mas por que voc0 disse eu pare1o ilho de XangA? 3 -s ilhos de XangA são detalhistas, o que voc0 parece ser. 3 C. "ou mesmo. 'oncordou. 3 2ou te mostrar a 'asa dos #/us e o Roncó. 3 'asa dos #/us e Roncó. Pode e/plicar? . 3 "im, venha comigo. !qui ica a 'asa dos #/us. C o lugar que cultuamos as imagens dos e/us e pombas3gira, onde dei/amos os pontos irmados, quando eles pedem, e alimentamos a seguran1a para os dia de trabalho. 9uando entrarmos, bata tr0s ve6es, como i6 l* na estrela. #ntramos e ele icou olhando. 5ão se conteve e alou, 3 !s imagens são eias, mas a vibra1ão ( muito boa. 3 C. $a6 parte do olclore. #stamos habituados dessa orma. 9ualquer modi ica1ão, iria tirar nosso re erencial. 3 9uando sair, venha de costas. C um gesto de respeito. #ntramos no Roncó. #le icou maravilhado, tanto que e/clamou, 3 5ão estou entendo nada, mas que lugar de energia orte. 5osso roncó tem muitos alguidares, pela quantidade de m(diuns. Mais de tre6entos. #les são colocados em prateleiras, com o nome dos m(diuns escrito na rente, com uma vela de sete dias, *gua, bebida e ervas do ori/* dentro do alguidar. $ica iluminado, tornando3o muito bonito. !qui ( o nosso lugar sagrado. "ó eu e a hierarquia podemos entrar, e/ceto os convidados. Minhas coisas icam aqui. 9uando preciso de a/(, venho aqui. "emanalmente alimento o meu alguidar e as ervas que usamos nos trabalhos. 'ada alguidar de barro pertence a um m(dium da corrente. #le ( alimentado, criando um campo de or1a, que ( usado pela entidade protetora de cada um, em bene )cio do próprio m(dium. 3 Mas como voc0 a6 para que eles recebam os alguidares? &odos t0m?

-

1SS

1SG 3 "ó os que j* i6eram o !maci. 3 - que ( o !maci? 3 !maci ( a lavagem do chacra coron*rio de cada um. C a abertura de sua espiritualidade e a entrada dele na Umbanda. C eito durante o ritual do !maci. - m(dium tra6 um alguidar, vela e a bebida do ori/*. - 'aboclo !:uan lava a cabe1a dele, primeiro com as ervas por mim preparadas, e depois com a bebida do ori/*. "ua cabe1a ( coberta com um pano, que chamamos pano de cabe1a, e ( levado para o roncó, con orme voc0 est* vendo. 3 #/istem outros rituais, na Umbanda?. 3 'laro. #ntre outros tem o bati6ado e o casamento. 3 ! Umbanda a6 casamento? 3 $a6 e ( muito bonito. "ão parecidos, tanto bati6ado como casamento, com os da igreja católica. 3 <ostaria de a6er uma pergunta que sempre me intrigou, e não t0m nada a ver com este momento. Mas creio ser uma boa oportunidade. C sobre as ben6edeiras. "olicitou, na e/pectativa de minha rea1ão. - que voc0 quer saber? 3 2ale a pena consult*3las? 3 &enho o maior respeito pelas ben6edeiras. "ão m(diuns de e/traordin*ria potencialidade, mas não seguiram uma linha de trabalho em grupo. #u mesmo posso testemunhar. 9uando minha ilha era beb0, costumava jog*3la para cima, 4 guisa de brincadeira e, tamb(m, para ver o susto que sempre levava. 'oisa de pai novo, sem medir as conseq?0ncias de seus atos. "urgiu um vermelhão em seu rosto, principalmente atr*s das orelhas, que estava in eccionando. -s m(dicos não conseguiam resolver. Nevamos, minha mulher e eu, 4 uma ben6edeira. #la, enquanto re6ava, derrubava cera de uma vela acesa dentro da *gua num copo. $icou concentrada e perguntou, 3 9uem est* jogando a menina para o ar? #nvergonhado, con essei a6er isso. 3 #sta ( a causa. $alou, secamente. !pagou a vela e encerrou. #m tr0s dias, ela icou completamente curada. 3 9uando eu torcia o torno6elo, era uma ben6edeira que me curava. 'ontinuei. # e/iste um caso muito interessante. Uma crian1a estava

1SG

1SE doente, p*lida, e não se desenvolvia. ! mãe consultou uma ben6edeira. #la e6 suas re6as e diagnosticou, 3 ! menina est* com uma cobra dentro de seu corpo. .0 ch* de semente de abóbora, durante sete dias. 3 - que signi icava? Mndagou o curioso amigo. 3 ! semente de abóbora ( verm) ugo. # a cobra devia ser uma lombriga. - Kaldomiro icou pensativo e não e6 mais perguntas. 3 Porque os santos da igreja católica são cultuados na Umbanda? 3 #ra proibido aos escravos a ricanos o culto 4 sua religião, o candombl(, sendo3lhes permitido, apenas, a pr*tica do catolicismo. #les, de orma esperta, constru)am os altares, pondo em cima as imagens da Mgreja, e embai/o, escondido atr*s dos panos, as comidas, ou !mal*s, aos seus -ri/*s. Para -/al*, escolheram Hesus 'risto> para -gum, "ão Horge> Memanj*, tinha a imagem de 5ossa "enhora> -/ossi, ". "ebastião> XangA, ". HerAnimo> -/um, representada por 5.". da 'oncei1ão, e Mansã, por "anta @arbara. $oi assim que houve o sincretismo das religi8es católica e a ro3brasileira. 3 #ntão, Umbanda e candombl( são iguais? 3 'andombl( ( uma religião, e Umbanda ( outra. !lguma coisa a Umbanda trou/e do candombl(, principalmente os -ri/*s, e mesmo assim, os sete cultuados e mais -mulum. 5o candombl( os ori/*s são mais numerosos. Mas não entendo de candombl(, por isso não sei e/plicar. 'andombl( ( uma religião a ricana e a Umbanda ( autenticamente brasileira. 'ompletei. - Kaldomiro se deu por satis eito com o passeio pelo terreiro e com as e/plica18es.

1SE

e tinha um len1o vermelho no pesco1o. levada lateralmente no ombro. carregando ao seu lado um ogoso cavalo branco. 2ou desligar o computador e dormir. que amam a vida e não t0m medo de morrer. #stava num lugarejo com casas humildes. rosto comprido e queimado pelo sol. amanhã. quando acordar. $iquei e/tasiadoP 3 Hoão @oiadeiro. 3 #stamos na aruanda. Mas se ela ( assim. 2estia bombachas. estão convidados para uma re le/ão. tra6ia uma lu6 repousante. mostrando um largo sorriso. Um sol vermelho. tinha uma capa preta. para corrigir depois. e não sei como a603lo. &ive um sonho lindoP #nvolvido que estava at( o par*gra o anterior. &odas tinham uma *rea em rente. muito embora esteja ciente dos ouvintes j* estarem cansados e aborrecidos. são os que t0m (P &enho um estilo.1GF CAPITULO 2 ENCERRAMENTO Minha história acabou. sonhei que tinha morrido. atravessando os galhos das *rvores. C voc0? #/clamei. tenha uma inspira1ão . 1GF . 3 2im cumprir o prometido. com vasto bigode preto. Respondeu alegremente. !o perceber que eu o en/ergava. $i6 bem em ter ido dormir. chegaram at( aqui. as pessoas nos saudavam. e empunhava um la1o de couro. alegres e sorridentes. vou escrevendo. eu órico. $oi quando consegui ver meu acompanhante. "into3me como o eloq?ente orador que não sabe como e quando deve encerrar seu discurso. &enho que encerrar este livro. na vila dos pretos3velhos. mas lindas. a morteP ! morte ( a liberta1ão do esp)ritoP #stou convencido disso pelas minhas convic18es religiosas. 9uem sabe. onde eu me incluo. enquanto penso. !queles que. e 4 medida que )amos passando. por que nos causa tanto medo e qual a ra6ão do nosso so rimento. numa estrada de chão de terra. e/ibia um acão na cinta. 'aminhava com algu(m ao meu lado. Minha visão icou mais clara. &ra6er a liberdade que voc0 sempre reclama não ter conhecido. e um +mido ar nos aben1oava com uma brisa per umada. corpo orte. e/plicou. pacientemente. Mas e/istem pessoas. "eu chap(u era preto. $oi assim. quando um ente querido desencarna? Por temer o desconhecido? 5ão acreditoP !cho que ( por amor 4 vida. #ra um homem alto.

!joelhado. 2ivia no sul do @rasil. 'onsegui balbuciar. mestre e amigo. mas o brilho dos seus olhos iluminaram minha alma. 3 Meu protetor. sempre estejados por seus eli6es e delicados moradores. tanto na Umbanda como na quimbanda. -uvi uma m+sica estiva. o Pai Hoaquim e o Pai Nui6 vão se encarregar de te a6er mais humilde. $oi quando o Pai Maneco. com os cabelos brancos e o rosto vincado. onde come1ava linda campina. !mbos aparentavam avan1ada idade. percebendo o meu estado emocional. 3 . mas senti um amor muito grande por eles. $alou o @oiadeiro. sempre ressaltando a liberdade. 5ão conseguia en/ergar direito. . as cal1as brancas e dobradas na bainha. #sclareceu o Pai Maneco. Um deles se levantou e veio em nossa dire1ão. a chuva. beijei suas mãos. "entados num banco eito de tronco de *rvore. a crian1a da linha de 'osme e . que tamb(m veio me receber.e mãos dadas com o Pai Maneco estava uma crian1a. enquanto as l*grimas corriam em minha ace. mas não admitia ser desrespeitado. #stou muito emocionado em poder alar consigo.Hoão @oiadeiro te deu a liberdade. era alegre e descontra)do. desaparecendo imediatamente. v*rios ciganos cantavam e dan1avam alegres.Pai Nui6 tirava ba oradas de seu cachimbo e o Pai Hoaquim de !ngola tinha entre os dedos um cigarro de palha. os campos e os rios. tamb(m negra. o c(u dos esp)ritos da Umbanda. 2amos adiante. 5ão consegui controlar minha emo1ão. e os reconheci imediatamente. 1G1 . e quando isto acontecia. #u estava realmente na aruanda. #m volta de uma imensa ogueira. tenho patrão.1G1 Nembrei3me do Hoão @oiadeiro no terreiro. mas quem manda em mim ( o sol. o vento. -s outros dois j* tinham se levantado do banco. Um era o Pai Nui6 de XangA e o outro o Pai Hoaquim de !ngola. $omos subindo a ladeira de terra. . o respeito aos animais e a idelidade ao patrão . Minha emo1ão aumentava. com os cabelos raspados. icava violento e irritado. #ra o Hoão6inho da Praia. quando percebi sua camisa a6ul clara. vi tr0s pessoas e um menino. 3 #sta esta ( em tua homenagem. % agradeci. e pude ver direito quem ele era. o amor pela nature6a. $a6ia trabalhos maravilhosos. 3 Muito obrigado. 'ostumava di6er que ningu(m pode ser eli6 sem a ter liberdade. 3 !qui te dei/o com o teu protetor. "ão meigos e demonstravam serem muito bondosos. at( que ela terminou.amião. Hoão @oiadeiro.i6ia. a lua. ! mim compete de dar a conscienti6a1ão. iniciou uma conversa1ão. o Pai ManecoP !lto e orte. 'ontava passagens de sua vida.

mas a dist. . juntamente com os viol8es e os pandeiros.'aboclo da 'achoeira j* não mostrava o seu caracter)stico rosto sisudo e vincado. #stava encantado com a alegria do povo cigano. e por l* peregrinava. 2ia pequenas criaturas correrem de um lado para outro. os duendes. . 'laro.i6ia não entender porque era perseguido pela guarda real. 3 Meu amigo. $iquei con uso. H* não sentia ter morrido. "orriu e me abra1ou. com os cabelos grisalhos. $icamos observando. 5ão o encontrava dentre eles. o meu amigo 'igano Koisler. todos calados.'igano oi a respons*vel pela harmonia da tua am)lia. sempre ugindo de seus inimigos. nem perguntei quem eram. principalmente relacionadas com roubos de cavalos. 3 . uma ve6 que seu pai. . o Pai Maneco esclareceu. mas iquei quieto. "ão especialistas em tra6er a elicidade para voc0s. 5ão estava entendendo nada. #u não alava nada. "ão seres que nunca tiveram uma encarna1ão terrena. ao contr*rio. Procurava ansioso. . eu órico. 3 "ão animais? 3 "ão os elementais. Pareciam serem pessoas anãs. 5ós quatro icamos no meio da dan1a e da m+sica. que bom voc0 estar aqui. -s lugares eram longe. 2ou roubar um cavalo de algu(m para podermos correr juntos nesta campina m*gica. perguntei ao Pai Maneco. #/clamou. o 'igano Koisler. pr)ncipes ou nobres. mas agradecido dei/ava transparecer minha surpresa. embora contra a minha vontade e a do cigano. sem r(deas nem selas. seu avA e todos os seus ancestrais eram ladr8es de cavalos. sem nada di6er. #les pararam de dan1ar. desmontou e parou na minha rente. dando3me um orte abra1o.'aboclo da 'achoeira e o 'aboclo Hunco 2erdeP #/clamei.ncia parecia curta. $oram gerados pela or1a da 5ature6a. #stava ainda muito embevecido com aquela situa1ão.1G= $iquei sem entender. Uma imensa mata estava 4 nossa rente. pro issão que e/ercia com grande orgulho. 3 . que habitam as matas. os guardas dos reis. 5asceu na Tungria. sem cansa1o ou marca do tempo. em apurado galope. #nquanto caminh*vamos. e os violinos silenciaram. % e/plicou. &rajava roupas discretas.Pai Maneco tratou de me tirar dali. com um colete preto todo en eitado. montado em um cavalo negro. 5ós and*vamos sem cansar. com a cabe1a e os dois bra1os para cima. o competente che e de tribo. 1G= . estava cada ve6 mais vivo e esperto.'igano Koisler gostava de contar estórias. vindo do meio da campina. Mntrigado. !lguns eram esquisitos. esvoa1ando. Parando seu corcel. #ra deslumbrante e misteriosa. 2i dois )ndios. ! roda dos ciganos oi abrindo e deu para deslumbrar.

a6er seus consulentes elevarem suas vibra18es positivas. se apresentava com idade madura. pai3de3santoP 'laro. ! Magia da UmbandaP $alei ao Pai Maneco. 5ós ainda vamos nos ver. o 'aboclo da 'achoeira oi contando sua vida. não e/iste o amor. &erminando a história. $alou. 3 #u era revoltado e não gostava dos meus semelhantes. 3 9ue pena. cabelo curto. ca)dos sobre os ombros. 5ão pude agradecer ainda a linda mensagem que dei/ou na terra. Meus pensamentos giravam só pelas coisas que tinha dei/ado para tr*s. C um legitimo representante da linha de XangA. #ra desajeitado mas tinha um humor que a todos contagiava. 3 "em a alegria. 9uem se isola não consegue colher bons pensamentos. só podia ser o 'aboclo Hunco 2erde. Por v*rias mensagens dei/a claro ter vivido antes da invasão no @rasil. se não lhe dispensassem respeito. 3 -:0 -d0.ncia da cor verde. e o saiote com a domin.. 5ão dava para cuidar de tudo ao mesmo tempo. 'erta ve6 uma pessoa sentou3se 4 sua rente. com cabelos longos. e era capa6 de subir durante a gira. . . olhou i/amente para o rapa6 4 sua rente e perguntou3lhe o que queria. 'umpria todo o ritual da Umbanda.'aboclo !:uan. Meu amargo cora1ão aumentava cada ve6 mais a m*goa que carregava. embora tenha um corpo esguio.senhor veio me tra6er a alegria. 2i seu cocar longo. a vibra1ão do lugar icava intensa. 2i um outro )ndio sair da mata. com invej*vel )sico.. como poucos. 3 5ada meu pai. "eu cocar era de 1GB . seu senso de justi1a era dominante. ! solidão oi minha companheira. "abia. demonstrando ir embora. #ra intransigente e embora aparentasse mau humor. rigorosamente. Mo1o. 5a verdade vinha lhe contar que ia sair da casa dos meus pais para viver so6inho. corpulento. de seu honroso pai -/óssi. Minha casa icava * margem de um bonito rio. marca dos che es. tinha um cora1ão imenso. 'orpo enorme. !inda abra1ado com ele. capa6 de se emocionar diante alguma triste6a dos seus ilhos da terra. 3 LaA Labecille. "a) da tribo e ui viver so6inho. pois desconhecia o espelho. "em nada perguntar. consegui dei/ar escapar um cumprimento. . $oi o cl)ma/ da minha emo1ão. #u sabia que ele viria.1GB "eu orte abra1o elevou o meu esp)rito. 5o terreiro.'aboclo da 'achoeira demonstra ter idade avan1ada.escobri que ningu(m pode viver so6inho. #ra muito ligado com o 'aboclo S $lechas e o 'aboclo &upinamb*. 3 "alve meu Pai. #ra demais para mim. 9uando descia no terreiro. -uvi uma vo6 atr*s de mim. tudo que me estava acontecendo. .

ele apareceu. buscando a liberdade pela morte? . !o receber do seu m(dico orienta18es para cuidar da sua sa+de. o #/u &ranca Ruas das !lmas. que escolhi para encerrar minha história. 3 #st* esquecendo a tua am)lia? 2olte ao corpo e v* terminar a tua missão. 5ão obedeci. determinado a discutir e brigar com esse estranho. 7pre iro morrer vivo. H* não era n)tida a ilumina1ão.Ho re 'abral e "ilva oi um advogado. "entenciou. "er* que depois de toda essa bele6a que assisti. gostei de morrer e ao mesmo tempo de estar vivo. ouvi uma vo6 irme. 3 "ou o teu equil)brio. !cordei. $oi quando me vi na beira de um pro undo buraco. 3 -gunh0P % gritou. olhos a6uis que mudava *s ve6es para o acin6entados. 'omecei a entrar em p. 9uero icar aqui com voc0s. a causa de seu desencarne em pleno campo de utebol. !quilo me abalou. não quero mais voltar para a terra.nico. de verni6. "ou um ogum teimoso. a6endo ecoar por toda mata o cumprimento de -gum. empres*rio e presidente de v*rios clubes sociais. e6 sua *guia voar. inquei os p(s no chão. estou eli6 por estar vivo. 9ue penaP 5ão queria voltar. mostrando bel)ssimos cabelos castanhos e cacheados. levantou os bra1os como todo poderoso guerreiro. !presentava s(rias les8es em seu cora1ão. com as cal1as pretas. quando assistia um jogo de seu clube. 5ão iria obedecer quem não conhe1o.1GJ penas brancas e vermelhas. 3 'hega de sonhosP 2olte 4 terra. Mas. dei/ou escapar uma rase. Mas não ser* isso que nos acontece? ! vida não ( uma passagem reparadora do esp)rito. por outro lado. do que viver mortoP7 1GJ . Recuperando meu estado nervoso. 3 #/u &ranca Ruas das !lmas. vou mergulhar no in erno? !ntes que isso acontecesse. Meu corpo tremia inteiro. 3 !ntes quero ver voc0. 'ontinuo contraditório. !lto e orte. que anima o corpo )sico. pois estava gostando do mundo paralelo. tra6endo em uma das mãos uma lan1a e no bra1o direito uma *guia. e/ibindo os sapatos inos. <arbosamente parou na minha rente. anunciando minha chegada. 5ão me dei por vencido. e ningu(m estava ao meu lado. emitindo um som orte e poderoso. vestindo uma camisa de seda branca. di6endo. Minha cabe1a 6oava e minhas pernas bambeavam.

GICA NEM TUDO < MAGIA TRANSFORMAÇ1O SEGUNDA PARTE CAPITULO 9E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 3E CAPÍTULO 4E CAPÍTULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPÍTULO 9:E CAPITULO 99E CAPITULO 92E CAPITULO 93E CAPITULO 94E CAPITULO 90E CAPITULO92E CAPITULO 94F CAPITULO 96F CAPITULO 98E CAPÍTULO 2:E CAPITULO 29E CAPÍTULO 22E CAPITULO 23E CAPITULO 24E CAPÍTULO 20E CAPITULO 22 E CAPITULO 24E CAPITULO 26E CAPITULO 28E CAPÍTULO 3:E CAPÍTULO 39E CAPITULO 32E CAPITULO 33E CAPITULO 34E CAPITULO 30E CAPÍTULO 32E A UM7ANDA SE DEUS ME DESSE=== A DANÇA DIFERENÇAS O ESPEL3O TERCEIRA ENERGIA INCORPORAÇ>ES O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO MIN3A DECIS1O A FRUTA SOU UM PAI?DE?SANTO PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACI DE AOLTA CA7OCLO AKUAN DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM AN@O DA GUARDA CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN EAOLUIR PELA CIBNCIA ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS DUAIDAS DOS MEDIUNS NOME DOS ESPÍRITOS CONAERSA COM PAI?DE?SANTO A F< DA CARMEM SILAIA CRIANDO MONSTROS MAC3ISMO NA UM7ANDA PROAA INCONTESTÁAEL UMA OFERTA AO ESPÍRITO OS ANIMAIS TBM ALMA? SINAL DA AELA MAGIA DAS AELAS O ANGOLANO PAI MANECO A DOR N1O TEM PAR5METRO O PAI MANECO E O RELOGIO ENERGIA PURA AS CRIANÇAS NA UM7ANDA TERCEIRA PARTE CAPITULO 9E CAPITULO 2 E CAPÍTULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 4E QUARTA PARTE CAPITULO 9 CAPITULO 2 E TERREIRO ENCERRAMENTO QUIM7ANDA O NOME TRANCA?RUAS UM CASO QUE N1O < PARA EDU CONSULTAS DOS EDUS ESPÍRITO N1O 7RINCA O FONSECA O MONTE DOS DROGADOS 1GO .1GO PREFÁCIO MAGIA DA UM7ANDA QUEM SOU EU? PRIMEIRA PARTE CAPITULO I E CAPITULO 2E CAPITULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPITULO 9:E CAPITULO 99 CAPITULO 92E TUDO COMEÇOU INÍCIO COMO PERDI O MEDO GRUPO KARDECISTA REENCARNAÇ1O SON3O SESS5O DO COPO O7SESS1O TROCA DE ENERGIA CRIANDO A L.

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