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GRIFOS DO PASSADO

NOTA DO AUTOR

Resolvi escrever um livro sobre a minha religião, a Umbanda. Mas para quem o dirijo? Para os entendidos, aos neó itos, ou aos iniciantes? !os membros da minha corrente da "ociedade #spiritualista #dmundo Rodrigues $erro % o &erreiro do Pai Maneco ou aos espiritualistas? ! quem? 'omo ( di )cil escrever um livro, considerando que no pre *cio j* estou em d+vida. Resolvi, vou escrever para mim e para quem quiser ler, seja ele quem or. tema j* escolhi, só alta o estilo. .evo alar dos ori/*s, das linhas, das correspond0ncias, dos n+meros de esp)ritos e/istentes, do bem e do mal, do grande engano do e/u sórdido, ou do e/u bom e correto que conhe1o? 2ou descrever a imagin*ria e complicada Umbanda esot(rica, ou a Umbanda que pratico e amo? - que devo escrever sobre as correspond0ncias entre as v*rias alanges, das linhas da Umbanda pregadas pelos autores, a do ori/* maior e ori/* menor, alanges superiores e sub3 alanges? -u devo me limitar aos undamentos da Umbanda simples praticada pelo povo? 2ou me dirigir 4 elite ou 4 massa? 5ão posso me contradi6er, se vou escrever para mim, tenho que me dirigir a quem perten1o e gosto, 4s massas. "entado no computador, criei uma tecla imagin*ria, 7deletar o que os outros di6em7. 5ão hesitei, acionando este adequado recurso. "ó vou depender de mim, e da minha cumplicidade com os esp)ritos. 'onto minha vida espiritual, do meu jeito, as coisas tristes e as alegres, alo muito das entidades com quem trabalho e por isso as conhe1o. "uas histórias, comportamentos e atua18es são iguais 4s de todas as outras entidades. 9uando eu mencionar o nome do 'aboclo !:uan, entendam qualquer caboclo dirigente de trabalho, e quando mencionar o do Pai Maneco, alo de todos os pretos3velho que trabalham na Umbanda. 'ada esp)rito que mencionar, troque o nome pelo de sua entidade, e tenha certe6a, ele ser* igual. #stou contando, desde minha in ;ncia, a passagem na linha :ardecista, at( ser eito pai3de3santo na Umbanda. # conto com idelidade os meus sentimentos e o que os esp)ritos me ensinaram. 9ue -/al* nos !be1oe $ernando M. <uimarães

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PREFÁCIO Redigir o pre *cio de um livro gera imenso pra6er ao mesmo tempo em que e/ige uma grande dose de responsabilidade. 9uando o assunto em pauta nos ( amiliar, esta tare a ( ainda mais *rdua, pois não temos um olhar su icientemente neutro para uma abordagem objetiva. 5ada , por(m, ( tão grati icante quanto compartilhar uma pai/ão e, lisonjeada, tento me colocar 4 altura de tal empreendimento. #ste livro nasceu de um grande amor pela religião escolhida> ( um depoimento genu)no de $ernando <uimarães, cuja amiliaridade com o mundo das letras vem da in ;ncia, e cujo apre1o pela espiritualidade ( amplamente reconhecido. <ri os do Passado vem suprir uma lacuna, organi6ando os princ)pios seguidos no &erreiro do Pai Maneco de modo claro e inequ)voco. #scrito numa linguagem coloquial e sem os e/cessos de did*tica que poderiam tornar a leitura en adonha, o livro ( ormado por pequenos contos, numa seq?0ncia din;mica de e/peri0ncias que envolvem, ensinam e, muitas ve6es, divertem. .evemos pontuar, entretanto, que a intencional acilidade da leitura, condu6ida com sabedoria pelo autor, comporta conceitos ilosó icos de uma pro undidade )mpar. !o leitor atento, que sonhou com um livro simples, por(m pro undo, que ale da necessidade da ousadia sem perder de vista a import;ncia da disciplina, aqui est*, inalmente, uma li1ão de vida, as histórias de Pai $ernando de -gum, nosso querido @abalaA. 'ristina Mendes

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QUEM SOU EU? 'omo sempre a1o, iquei parado na rente do cong* em busca de uma inspira1ão para dar in)cio a mais uma gira de Umbanda. C o momento da minha re le/ão, em que limpo todas as minhas ma6elas materiais. 'omecei pedindo perdão pelos meus erros do dia, quando me lembrei das palavras do Pai Maneco, 7perdão não se pede, conquista3se...7 Meu pensamento oi longe. &enho tantos pecados. "er* que um dia poderei merecer a alegria de ver conquistado o perdão de todos os meus erros? - &erreiro de Umbanda Pai Maneco abriga mais de tre6entos m(diuns, al(m de reunir, em suas giras quatrocentas pessoas na assist0ncia. &em sede própria, arrojada constru1ão e ótima locali6a1ão. #u sou o pai3de3santo, o dirigente, aquele que est* sempre com a +ltima palavra. ! m+sica ( re inada, atraindo alguns m+sicos pro issionais, o que torna nossas giras um encontro cultural. 2*rios pontos cantados nasceram dentro do terreiro. C grande, com bom conceito, e muitas pessoas v0m de longe só para serem atendidas com uma consulta. ! casa tem r)gidos princ)pios morais e ilosó icos. 'onsidero3me um pai3de3santo pol0mico, com teorias inovadoras, 4s ve6es contr*rias 4 pr*tica comum da Umbanda, mas, parado/almente, sou preso 4 história. 5ão ujo da tradi1ão da Umbanda no @rasil. C a nossa religião, a +nica brasileira, o iciali6ada por D(lio de Moraes em 1EFG no Rio de Haneiro. 5ão quero incorrer no erro de enterrar comigo a e/peri0ncia de uma vida. 9uando os jovens me pedem a indica1ão de livros que ensinam a Umbanda, não sei o que di6er. !s obras não são claras, e estão al(m da compreensão popular, talve6 por não serem psicogra adas, mas escritas dentro dos conceitos de cada autor, quase sempre divergentes. 5ão vou ugir 4 regra, mas estou convicto que meus conhecimentos oram transmitidos pelas entidades. -uso me antasiar de escritor, mas quando me or, terei dei/ado impressa minha história, aquela que norteia minha vida, com a ressalva de que hoje o que creio e ensino poder* amanhã ser modi icado perante o surgimento de verdades mais verdadeiras. Is ve6es me pergunto, quem sou eu? "ou ainda aquele menino medroso, talve6 o entusiasmado :ardecista contra rituais, ou o j* velho pai3de3santo, cheio de ( e e/peri0ncia? "erei uma mistura de tudo? Hoguei ora minha inoc0ncia, meus medos, minha arrog;ncia, minha humildade, meu ódio ou meu amor? <osto de modi icar, por ser inovador, ou gosto de ser pol0mico, para ser incomum? "ou bom, ou sou ruim? ! inal, quem sou eu? 5ingu(m pode saber, apenas eu mesmo, sou um velho cheio de juventude, uma pessoa alegre cheia de triste6as, uma mistura do bom e do ruim. $iltro o que ou1o, para não me con undir, e olho tudo para aprender. 5ão julgo ningu(m, e não ligo se me julgarem. ! cr)tica ou o elogio não me a etam. <osto de amar, mas não ligo se não me amarem. #u sou um homem humilde e um vaidoso pai3de3santo, em busca da liberdade, a +nica coisa que ainda não conhe1o... Rememoro minha in ;ncia, come1o desta história.

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no momento de echar o cai/ão. segundo contam meus amiliares. Mas se ( Lotich:a. Por que a6em isso com as crian1as? 'resci atormentado com este remorso. "ua mani esta1ão di ere bastante. que o medo do sobrenatural come1ou a tomar conta de mim. embora ningu(m tivesse percebido. serve de intermedi*rio aos mundos paralelos. Mas do espirito? #le era algu(m? 9uando tinha on6e anos meu pai morreu. gelado e assustador. e/ceto na minha apavorada memória. . o Nevorato. "uas roupas não eram daquela (poca. olhando3me e esbo1ando um largo sorriso. chorando. para adotar o de Koisler Lotich:a. no pomposo cai/ão. da clarivid0ncia e a capacidade de incorporar esp)ritos e outras tantas ormas que impressionam nossos sentidos. outra ve6 o medo. e um dos quartos era o lugar onde nós. N)vido.vestido parecia de veludo e seus louros cabelos eram cacheados. #ntrei em desespero e. Meu amigo. dependendo de nossas observa18es e dedica1ão ao seu desenvolvimento. $oi quando os vidros come1aram a voar contra as paredes. J . era ruivo e sardento. de tanto que me impressionou. cheia de bonitos vidros de per umes. tendo os m(diuns a caracter)stica da intui1ão. $iquei meses sem entrar no maldito e assombrado quarto. de dois andares. !ssustado. Mmprovisei uma arm*cia de mentira. os ilhos beijarem sua ace. no estilo da pintura cl*ssica do s(culo passado. da vid0ncia. o )sico e o espiritual. parecia petri icado. balan1ando in antilmente suas pernas. disse chamar3se Koisler. da audi1ão. quando deu seu nome. 9uem a desenvolve. @rincava. me aterrori6ava. o esp)rito cigano com o qual trabalho. repentinamente ele estremeceu por inteiro. Pela primeira ve6 o vi sem as sardas. não era meu pai. &odos nós a possu)mos em maior ou menor intensidade. "a) pela porta dos undos que dava para o antigo quintal e. chocavam pelas enormes listas pretas e brancas. "a)mos em disparada. quando. #ra tradi1ão na (poca. não sei. 5ada icou registrado. 5o meu caso. 5o undo da minha casa havia uma constru1ão de madeira. neguei o ósculo. mani estou3se cedo. crian1as. e/atamente ali. olhando3me i/amente. sentada em cima do muro. corri para dentro da casa. brinc*vamos e t)nhamos nossas coisas. $oi ali. junto com um amigo. ou talve6 menos. &inha uns tr0s anos de idade. estava uma menina. neste quarto. olhei para ele. # não havia como modi ic*3lo. 5unca me acovardei diante de nada e de ningu(m. #u. escondido. . #ra um de unto. #la não tem data para se mani estar.medo. 9uando comecei a balbuciar minhas primeiras palavras.ncia. &alve6 esta seja a mais remota imagem que me recordo. recusava o nome de batismo. j* que ui perseguido por ele em toda minha in . com meia3cal1a.J PRIMEIRA PARTE CAPITULO I TUDO COMEÇOU ! mediunidade ( a sensibilidade de perceber e ouvir os esp)ritos. 'oincidentemente. !quele homem.

bem penteado e lambido.ilson. oi mãe de uma daquelas mulheres e assombrava a casa. esp)rito não e/iste. eu. tomando um u)sque em casa noturna. e o antasma do medo voltou. enquanto me contava assustado a causa do reboli1o das mundanas. Hurei nunca mais pisar naquele lugar. era um dos sócios de uma quase alida revista especiali6ada em tur e. 5ão entendendo nada. Paguei a conta e ui embora. 3 . um amigo que a6ia parte de um centro esp)rita. 'hegando em casa hoje mesmo. muito embora eu corresse v*rias ben6edeiras e sortistas. terno impec*vel e gravata borboleta. vamos combinar. #stranhei a igura. Pela minha idade achei prudente não me e/por aos policiais e permaneci dentro do carro. com desmaios. uma p*gina nobre divulgava a e/ist0ncia de chique casa de pra6eres. onde dominava a cor verde garra a. chamada 7"tar7. discutia sobre esp)ritos com o . # na data predeterminada para o pagamento do an+ncio. nome antasia por nós escolhido. #nquanto ele ardorosamente tentava me convencer da e/ist0ncia do sobrenatural. e quando me preparava para descer o vidro. pensei. cuid*vamos da reda1ão.medo continuava meu parceiro.ilson. vis8es e sonhos assustadores. al(m de angariarmos os an+ncios e ainda cobr*3los. e o ambiente das corridas era onde convivia. assombrou a casa e a mim. @em. entre os treinadores. que o esp)rito realmente sobrevive 4 morte. se aparecer algum esp)rito na minha casa. -uvi algu(m bater no vidro da janela. vi uma velha. -s cavalos me ascinavam. suma da cidade porque vou te cobrir de pau. 2oltando o olhar. segundo disse a dona do lupanar. - O . que. embora com apenas quin6e anos de idade. 3 &e aviso 3 respondi seco e irme. bordel só abre 4 noite. . mas ela havia desaparecido.O !pesar de ter apenas tre6e anos. tudo arra e nenhum compromisso s(rio. quis atender a estranha velha. . logo que chegamos 4 casa. nem para cobrar o an+ncio. Meu sócio e eu escrev)amos.egante. e prontoP C tudo bobagemP 'om os cabelos cheios de brilhantina. !ssim oi minha adolesc0ncia. 'laro. cheia de barulhos estranhos. 3 5ão 3 retrucou o . na tentativa de a astar esse terr)vel inimigo. 'omo toda revista vive de propaganda. em troca. jóqueis e cavalari1os. cabelos brancos e roupas esquisitas. meu sócio entrou no carro e partiu rapidamente. #ra assim. o medo. gritos e correrias. minha aten1ão oi desviada para grande movimenta1ão das mulheres que trabalhavam na casa. . bastante contrariado. um vem provar para o outro. para encobrir o amoso bordel da (poca. vou a6er uma sessão e pedir para que algum esp)rito v* te provar que ele e/iste. Procurei a6er em mim mesmo uma lavagem cerebral. ajud*vamos na pagina1ão e impressão. a6ia ca1oada e o chamava de an*tico louco. percebi movimento de policiais dando as amosas batidas. Pensei um pouco. ( que tinha aparecido o esp)rito da velha de verde.medo não me largava.ilson. quando um de nós morrer.

sempre tinha uma e/plica1ão lógica e bem natural. H* queria ir a missa só para ouvir o padre alar das bobagens do espiritismo.ag. #ntreguei3me e comprei o Nivro dos #sp)ritos. #scondi3me embai/o das cobertas. Repetiu3se o enAmeno. tornei3me adepto do espiritismo. . sorrindo docemente para mim. Is ve6es arriscava olhar. e pela terceira ve6. durante muito tempo. em p(. cheia de mist(rio 3 $ernando. ! igreja era lugar onde ia namorar a Redda. 'omprei o terceiro. numa madrugada. principalmente os b*sicos do !llan Lardec. $iquei seu ã. 5o dia seguinte. ele desapareceu.ias depois. #la recomendou eu ler alguns livros esp)ritas. 'on esso que.esp)rito jamais poderia se mani estar na mat(ria. &ua avó. acordei e vi no canto do meu quarto a minha avó. 9uase ui 4 loucura. ! insist0ncia dos enAmenos na minha vida cotidiana. 9uis acreditar ter sido um pesadelo. li alguns cap)tulos do meu herói. o . #ntrei em desespero. ca1oei. . mas teimoso como sou. uma tia muito querida. Mas num daqueles domingos um padre novo na igreja e6 um sermão que me ascinou. não sei porque.e manhã.e ato. # contava histórias. $alou. $iquei entusiasmado. # a velha ainda estava l*. as batidas do sininho do sacristão anunciando o inal da missa.Q ! atalidade ( madrasta. .ilson esquecer nosso trato. quando terminei a leitura do amoso livro do mestre !llan Lardec. $iquei intrigado. em um acidente automobil)stico. ao acordar.ilson. 4 noite. #stava perdendo o medo. no cai/ão. comprei o mesmo livro. !chei demais. ao abrir a gaveta do arm*rio onde guardava minhas camisas. #le di6ia que o espiritismo era uma mentira. 3 ! e/peri0ncia ser* o meu aprendi6ado. encontrei a . #la tinha ido embora. Ni 4 noite. Resolvi me entregar. e at( hoje vivo. e63me tomar uma decisão. Meses depois. sorrindo. me aria desistir de ler o que eu queria. ine/plicavelmente. provando ser tudo uma antasia do homem e o que parecia ser sobrenatural. com quem me casei. &odos re6avam e eu apenas imitava seus gestos. #stava di erente da +ltima ve6 que a vi. tenho um recado. esp)rita convicta e req?entadora de sess8es medi+nicas. admitindo e/istir o esp)rito e sua mani esta1ão na mat(ria. o cora1ão bateu mais depressa e o medo voltou com toda or1a. e que não iria ler nenhum livro esp)rita. #/pliquei a ela que eu era ã dos livros policiais do "hell "cott.ag. com um ramo de lores no bra1o. arrisquei mais um olhar. na sessão. o livro tinha sumido da mesinha de cabeceira. &ive um in)cio na religião. enquanto esperava.eus a6er o . disse que ia aparecer para voc0. suava bastante. por absoluto desconhecimento do ritual católico. numa invej*vel parceria de amor e respeito. dormi de lu6 acesa e pedia a . pela segunda ve6. e por ser noite quente. 9uando percebi a lu6 do sol. sem eu saber do que. como de h*bito. ansioso. perdeu sua jovem vida. 'on essei minha disposi1ão 4 . pronta para ser enterrada. em cima das roupas estavam os tr0s livros misteriosamente desaparecidos. #ra coincid0ncia demais. . mas nenhum esp)rito. ou seja l* o que osse.esapareceu o livro. Um rio percorreu minha espinha. Passei a ser menos radical. $oi quando. . ritual que a6ia diariamente. Q .

Mas no im. que cada um viaja como pode. como echar uma janela. que determinada pessoa i6esse algo. projetando um desejo sobre outra pessoa. 3Meu ilho. pela primeira ve6. na sala escura. ! telepatia era minha pr*tica pre erida. Mas saiba.S CAPITULO 2 INÍCIO !ceitando o espiritismo como verdade. osse atrav(s do jogo de cartas at( a imposi1ão de minha vontade sobre as pessoas atrav(s do pensamento.a) a req?entar rodas e reuni8es de paranormais. meus ilhos. o Kaldemar $oester. sentir e ter contato com as entidades. de uma reunião com os mortos. Is ve6es desejava.ivertia3me. 3 2ai dar tudo certo. !chei bonita a orma carinhosa do esp)rito conversar comigo. Meu vi6inho. . 9ueria ver. #le me convidou para ir assisti em sua casa uma sessão esp)rita. e isto acontecia. observava atentamente. emitindo alguns sons estranhos. <ostava de captar o pensamento das pessoas. sair a)sca quando passava o pente varias ve6es no cabelo e o encostava na minha mão. #u. ui interpelado pelo esp)rito. Msto só iria entender anos depois. oi um passo. Percebi ser uma verdade incontest*vel o dom)nio do pensamento. ele incorporou. ! entidade pediu a chave da casa que ela queria alugar. est* o lugar onde todos devem chegar. !chei estranho aquele pedido. e andando como um velhinho. Uns vão andando a p(. com toda a vontade. !s pessoas o tratavam com muito respeito e carinho. 3 disse 4 ansiosa mulher. e deseja a tudo mecês muito amor e pa6. corria onde podia. a inal ia participar. #stava e/citado. atr*s do enAmeno. outros com essas m*quinas de voc0s. Passei a prestar aten1ão nas m)nimas ocorr0ncias que pudessem ser imput*veis 4s or1as não esclarecidas pela ci0ncia comum. era um homem de idade madura e reconhecidamente um m(dium receptivo. outros de canoa. sentou3se no meio da sala. l* atr*s. meu ilho. !lugar uma casa? C para isso que descem as entidades? "er* esta a tão alada caridade espiritual? #nquanto remo)a meus pensamentos. voc0 est* vendo coisas estranhas. mas nada acrescentou ao meu julgamento. S . 3 .véio vai imbora. minha ilha. Uma senhora pediu ao esp)rito incorporado ajuda para ela alugar uma casa de sua propriedade. e a ben6eu com a ponta dos velhos dedos do m(dium. !pós as prepara18es e concentra18es. . mostrando aos outros.

3$ernando. 9uando podia. demonstrando muita calma e pa6 interior. muito apreciada pelo p+blico do ramo. disse a esposa do Kaldemar. Pai Hoaquim? 5ão deveria ser irmão Hoaquim. # descobria. 'onsidero o Mauri o m(dium de e eitos )sicos mais e/traordin*rio que conheci. .pólo negativo e o positivo eram sinali6ados atrav(s do p0ndulo por mim improvisado com a minha alian1a de ouro amarrada em um io de cabelo. um dos esp)ritos mani estantes incorporou no Mauri e alou. andava com uma orquilha de aroeira ou pessegueiro na mão.G 3Muito obrigado. a modernidade da ecogra ia. a entidade. . !mbos. undador da "ociedade @rasileira de #studos #sp)ritas. Nevei um susto. #le pregava a e/ist0ncia de vida no planeta Marte. o . como todos di6em?3 pensava comigo. perdi a alian1a e não tenho mais cabelos. moldagem de mãos em para ina derretida e materiali6a18es dos esp)ritos. aguardando a continuidade da conversa1ão. Mas as antigas e/peri0ncias me levaram a crer nesta positiva ci0ncia dos p0ndulos. !chava ótimo. 3"ou eu. $iquei com medo.Mauri icava na rente da assist0ncia incorporando v*rios esp)ritos.Tercilio receitava homeopatia atrav(s da radiestesia.medo ainda era meu insepar*vel companheiro. . H* conhecia o Tercilio Maes. era um homem casado. &rans igura1ão era um tipo de trabalho muito interessante.isse. tanto o Kaldemar $oester como o Tercilio Maes. pai de um robusto menino. # oi assim que assisti a primeira incorpora1ão de um esp)rito em um m(dium. Praticamente outra dimensão. G . quase sempre amiliares dos presentes. que antecipa o se/o dos etos. at( hoje seu presidente. descobrindo len1óis de *gua. $iquei ansioso. mat(ria de uma de suas obras.esp)rito e/isteP % in ormou.ilsonP vim cumprir o nosso combinado. H* h* alguns anos dei/ei de a6er os testes por tr0s ortes motivos.ncia na minha vida pessoal. . Pai Hoaquim. #stou aguardando ainda as pesquisas espaciais para con erir. . ainda na barriga das mães. um e/traordin*rio m(dium. #le di6ia que em Marte a vida era di erente da nossa. dotado de uma simpatia irradiante e convicto das coisas que ensinava. mas j* não era tanto. $ernando. muito embora não tenha isso a m)nima import. ! inal j* tinha vinte e um anos de idade. $iquei pronto para participar ativamente das sess8es esp)ritas. Passei a revelar o se/o dos beb0s. Mnteressei3me pelo assunto. #ntrei no grupo esp)rita dirigido pelo Mauri Rodrigues. como vai? . tanto que escreveu v*rias obras esp)ritas e psicogra adas pelo esp)rito do Mestre Ramatis. $a6ia trans igura18es. oram admir*veis mestres que me iniciaram no espiritismo. 5uma delas.

E . desaba ei. mas amorosamente.. $iquei emocionado.E 5ão deu para segurar. empolgado. Mndelicada. admirado. sei l* o que mais. 3 !inda bem que minhas preces oram atendidas e voc0 demorou para a6er isso..

na parte dos undos.esp)rito se materiali6a. uma con ort*vel poltrona. o quarto do MaurU. . segundo e/plicou. e ique aguardando. $omos ao centro esp)rita. pois nunca tinha participado tão diretamente de um trabalho de e eitos )sicos. $iquei nervoso pois estava so6inho no quarto escuro. onde estava a cabina de materiali6a1ão. ! lenda do len1ol que cobre o antasma nasceu com a materiali6a1ão do rosto do esp)rito.que amparava meu medo era que o MaurU estava comigo. $echamos todas as janelas e as vedamos com um pano preto para haver absoluta escuridão. Mnteressante que ela pode ser parcial ou total. ou seja. !ssisti v*rios trabalhos deste tipo reali6ados por esse di erenciado m(dium e. com uma cama. o qual deveria ser e/pelido por um trabalho de materiali6a1ão.1F CAPITULO 3 COMO PERDI O MEDO . &rabalhava normalmente nos meus a a6eres pro issionais. #/plicando a necessidade da escuridão absoluta para esse tipo de trabalho. #ra uma casa de madeira. cheios de a tas. echou a porta e oi para o auditório. . . semelhante a um len1ol branco. com dois andares.que pensa que sou? Meus pensamentos estavam 1F . 5ão tenha medo. $iquei meio descon iado. sem nenhuma lu6. embora impressionantes. cAmodo e um guarda3roupas. ica envolvido na densidade do ectoplasma.eterminou. apagou a lu6. cercada por grossa cortina de veludo escuro. 3"alve. Poucos são os paranormais com esta aculdade de produ6ir ectoplasma su iciente para trans ormar uma energia espiritual em mat(ria. era o e/cesso de ectoplasma que acumulava em seu corpo. ( a maior prova da sua e/ist0ncia. pois ele % o rosto. tornando3se mat(ria e.enAmeno da materiali6a1ão do esp)rito. "ente3se na cama. o que acalmaria as inconveni0ncias causadas pela sua mediunidade. "eu quarto era simples. principalmente um deles que elegi como o mais terr)vel e assustador. 2ou levar o m(dium para a cabina da materiali6a18es. eles oram maravilhosos e dei/aram marcas inesquec)veis na minha jornada dentro do espiritismo. consequentemente. Pediu3me para ajud*3lo a a6er um trabalho imediatamente. quando recebi a visita do MaurU. "eu rosto estava vermelho e seus l*bios inchados. irmão $ernando % cumprimentou. do corpo inteiro. 5a parte da rente icava um auditório. o m(dium doador do ectoplasma deve icar no escuro.que estou a6endo aqui? . vis)vel a qualquer um. . MaurU Rodrigues da 'ru6 ( um deles. !pós o auditório havia outra sala. -uvi os seus passos caminhando pesadamente no piso levando o MaurU. $oi nele que iniciamos o trabalho. independente de vid0ncia medi+nica. "ua doen1a. C quando ele toma orma densa. 'om a lu6 acesa incorporou o esp)rito do irmão !ntonio <rim. carinhosamente.cara ( loucoP . atrav(s do ectoplasma do m(dium. uma ante3sala e inalmente. ou apenas um rosto ou outro membro qualquer. entidade diretora dos trabalhos de e eitos )sicos. 2alha3me HesusP .urante um trabalho de materiali6a1ão.

que o senhor acha? 'om a mesma pa6 que chegou. . Hesus. perdi totalmente o medo dos esp)ritos.mesmo barulho que ouvi no come1o. o meu maior respeito por todas elas. "entou3se ao meu lado na cama.evotava. acendeu a lu6. com assoalho de madeira e paredes tamb(m de madeira. . 5aquele dia. acilita para se ouvir o esp)rito materiali6ado. Re6ava. 11 . ora noutra. como ainda devoto. #m vo6 alta mesmo. Respondi grosseiramente. esbo1ando leve sorriso.11 direcionados para esta linha na tentativa talve6 de esconder o medo. 2oltou o MaurU sobre o qual descarreguei toda minha ira e custei a perceber que j* não tinha as a tas. Mas não naquele dia. . . 3Mrmão $ernando.. e se dando ao lu/o ainda. socorroP Um compartimento no segundo andar de uma casa de madeira. sei l* de quantos anos. de assoprar meu rosto e bater em minha cabe1a. quando passava pela minha rente. abriu a porta . despediu3se. "enti seu ba o.irmão !ntonio <rim. voltando do cAmodo onde oi no in)cio. !ntonio <rim.e repente. -uvi algu(m correr pelo quarto de um lado para outro. olhou3me e perguntou. 5ão em pensamento. com massa corpórea. e repetia. icou com medo? 5unca ui grosseiro com as entidades. H* que Hesus não me ouvia. $oi quando ouvi um tipo de pequena e/plosão. $oi uma e/peri0ncia assustadora. aquela t)pica alma do outro mundo. repetiu3se e o quarto icou silencioso.. Pai 5osso. parou na minha rente. venha depressaP $oi um al)vio. ora numa parede. $iquei apavorado. 3 . correndo e se atirando. berrei. e/alando um cheiro orte e a6edo.

e eu a6ia parte dos planos dos undadores. senti a presen1a de uma entidade amiga. !pesar do meu temperamento de não hesitar. todos meus amigos. tomando o cuidado com as que ogem dos princ)pios do amor e da caridade. e como aprendi a respeitar os sinais dos esp)ritos.1= GRUPO KARDECISTA CAPITULO 4 Um novo grupo de trabalho estava se ormando. desde a simples mani esta1ão do esp)rito incorporado. o duplo et(reo. sempre atra)do pelo desa io de me con rontar com o desconhecido. o perisp)rito e o esp)rito. participei de interessantes trabalhos. saber apreciar a sua bele6a e sentir seu per ume. a aura. a astrologia. a regressão das vidas passadas e outras tantas e/istentes por a). at( o entendimento claro da onte e a causa de todos os desequil)brios da mediunidade. onde pude colher esclarecimentos que hoje ormam a minha base como m(dium integrante da Umbanda. dei/ei minha mão correr. a esp)rita. com a consci0ncia de serem todas imper eitas. pela minha própria vontade. !chei o te/to muito simples. &ornou3se cristalina a mensagem. 'om l*pis e papel na mesa. &enho visto os umbandistas. !cho mais importante que conhecer a parte cient) ica de uma lor. 'ada um de nós deve se encai/ar naquela que mais lhe agrada. ui buscar o que havia por tr*s dela. Para mim. $oi uma mensagem trivial. -s praticantes da Umbanda. iquei em d+vida para dar resposta ao convite. Mnverti o sentido desta rase. só . era su iciente saber que a aura ( o conjunto ormado pela mat(ria. Meu conhecimento. #nquanto estive trabalhando com esse grupo. como eu e outros tantos. e descobri que todos nós sabemos e di6emos que todas as religi8es são boas.ivindade. cores e un18es dos chacras. 1= . todos nós temos necessidade de uma religião. mas poucos na linha :ardecista. todas as religi8es são imper eitas.eus ( 2erdade7. @usquei o contato atrav(s da psicogra ia. 7entre tantas coisas. no qual iquei vinte e cinco anos. e quando. aqui no mundo material. Recolhido em minha sala. 5ão me interessava decorar os nomes. por chegarem a nós atrav(s da palavra de um encarnado. Minha vontade era ser um espiritualista independente. não era pro undo e t(cnico> era mais voltado para o sentido pr*tico. não cabendo a nenhuma o rótulo da 2erdade. buscarem novos aprendi6ados em cultos e ci0ncias di erentes. 5ão tinha mais d+vidas que iria continuar trilhando uma religião. dedicado estudo do espiritismo e a intera1ão teórica e pr*tica com personalidades reconhecidamente cultas da religião trou/eram3me um bom conhecimento do mundo espiritual. como a t(cnica da proje1ão astral. como e onde ele pode prejudicar ou bene iciar a mediunidade. a astado de qualquer compromisso religioso. a cabala. sequiosos de conhecimentos de outras religi8es. Huntei3me ao novo grupo. so6inho e pensativo. e nunca pela vo6 direta da .

sem renova1ão. seu estado estava se agravando.1B que tiveram uma passagem no espiritismo tradicional desta linha. essa massa oi se diluindo at( se trans ormar em uma esp(cie de liquido. desaparecendo completamente. Percebi. na relva +mida. resultado de um anterior e mal sucedido trabalho de magia. sempre que poss)vel. #sta ( a t)pica orma do pensamento materiali6ado no perisp)rito. atraindo para si toda a energia do sangue. não havendo nenhuma atua1ão de esp)ritos obsessores. descal1a. Mntuitivamente percebemos que o seu perisp)rito estava com uma cor avermelhada. E! r($a $!# rromp$'a Uma mo1a vivia tensa. tendo ela me a irmado usar sempre este tipo de cal1ado. a energia do sangue oi sugada por seu perisp)rito que. Forma p !"am !#o ma# r$a%$&a'a Um rapa6. apesar de estar tendo toda a assist0ncia m(dica. com arrepios e mal estar permanente. 'omo os passes magn(ticos não surtiram os e eitos que prev)amos. 5o caso. previamente sacri icado para esse im. de uns vinte anos. isto para impregnar seu perisp)rito com as energias naturais. e a da Umbanda e/ercita e ensina a incorpora1ão plena e a manipula1ão dos elementos naturais. 5a passagem :ardecista. ! linha :ardecista desperta a sensibilidade )ntima. 5ão devemos esquecer que o semelhante atrai o semelhante. atrav(s de pensamentos negativos. mudamos o tratamento. #le oi in ormado por outros m(diuns que estava sendo obsidiado por um esp)rito maligno. um m(dium estendia seus dedos contra os do doente. intuitivamente. não apresentava nenhum tipo de rea1ão. originada e criada pelo próprio paciente. por sua ve6. sugava toda energia de seu corpo )sico. e terminada a limpe6a de seu perispirito. #ram de borracha. - 1B . tendo sarado de todo seu mal estar. Recomendei3lhe andar. eito com sangue de animal.que o a ligia era uma rinite crAnica. sabem de sua import. parecendo um osso. !contecia o seguinte. as energias circulavam em seu perispirito. sem solu1ão da medicina terrena. renovando as cargas acumuladas e que não puderam ser descarregadas pelo isolamento da borracha. !trav(s de passes. procurou nosso centro. ou seja. assisti a trabalhos interessantes. A)ra ")*a +om "a!() Um homem acometido por uma orte anemia. um material sabidamente isolante energ(tico. !o contr*rio. cavalo da Umbanda ( treinado para incorporar o esp)rito enquanto o m(dium :ardecista desperta o seu interior espiritual. e abra1ar uma *rvore. Pedi para ver a sola de seus sapatos. $oi surpreendente o resultado. um pensamento negativo. atrai energias negativas. que em seu nari6 estava locali6ada uma massa.ncia no desenvolvimento medi+nico nos terreiros da Umbanda. .

5enhum esp)rito estava se mani estando. a enorme cobra se enrolou no seu corpo. 2i enrolada na sua cabe1a a energia de uma cobra. . 3 ! materiali6a1ão ( produto de um trabalho organi6ado. O ')p%o #/r o Um jovem integrante do nosso grupo. #le ( r*gil. #sses trabalhos t0m a 1J . em ambiente 4 meia lu6. ! apari1ão imediata após a morte de algu(m ( o duplo do morto. sem contar o que estava vendo. ele sobrevive durante um tempo. criada e materiali6ada por pensamentos negativos. que se aproveitou de uma descuidada brecha na corrente.urante algum tempo. 3 ! apari1ão de um esp)rito materiali6ado não ( o mesmo? % perguntou.a" m -orma ' +o. "ão males originados sempre por in lu0ncias internas do próprio pensamento do paciente.1J m(dium serviu de ponte para a limpe6a da aura do homem. e a vid0ncia dos m(diuns. !dverti os m(diuns para não abrirem sua guarda energ(tica. . !brindo os olhos. vi uma enorme cobra sobre a mesa. as apari18es pela materiali6a1ão. são acilmente curados. e. durante uma sessão. 3 &oda mat(ria que ocupa lugar no espa1o tem a sua cópia no plano espiritual. 5otei que uma das participantes do grupo rela/ou em sua concentra1ão. -s principais sintomas da doen1a da aura são as dores circulantes no corpo e nos ossos. mas tamb(m dos objetos inanimados. sem solu1ão m(dica. icando alienada da seguran1a do grupo. mas nos casos da morte do corpo animado pelo esp)rito. A" ! r($a" ! (a#$. tentando se apro/imar de um dos m(diuns. e sensibilidade na base da coluna. talve6 por um inimigo qualquer do espa1o.ra Uma mo1a so ria de ortes dores de cabe1a. nada tendo a ver com entidades obsessoras. uma energia mais mat(ria do que esp)rito. C o duplo et(reo. #ra uma energia negativa. t0m a sensa1ão de ainda e/istirem. por isso. #m pouco tempo ele icou completamente curado. não obstante a silenciosa e e iciente concentra1ão do grupo em volta da mesa. "ão as energia negativas que circulam dentro do perisp)rito.otimismo e o controle das nossas emo18es são as principais de esas que possu)mos para destruir as energias que sujam nosso perispirito. "ão tr0s casos bem distintos. Msso tamb(m ( comum com as pessoas que tiveram algum membro amputado do seu corpo. a6endo com que ela desmaiasse imediatamente. ainda não dissolvido. curioso. $icou curada com os passes magn(ticos do grupo. sorrateiramente introdu6ida no ambiente. e/pliquei. e eita pela doa1ão do ectoplasma por um m(dium especial. Mncontinenti. que nós designamos como duplo et(reo. não só do nosso corpo. "ó voltou a si depois de insistentes passes energ(ticos do grupo. estava a6endo con usão entre os sinais da morte pelo duplo et(reo. 5osso grupo estava reunido.

C como se osse uma roupa guardada no arm*rio. C nele que estão gravadas todas as ormas de nossas vidas anteriores. di erente do cascão. 5ão ( o mesmo caso. ( mais espiritual que material. di erem bastante. o que (? 3 ! mat(ria e o duplo estão envolvidos pelo perisp)rito que. 3 # o perisp)rito. Msso que possibilita ao esp)rito mudar de orma. ali*s. % inali6ei 1O .1O prote1ão do alto astral do espa1o.

pela pobre6a. senão nesta. sempre o dono da verdade. por muito tempo manchete dos jornais. privando alguns. em corpos di erentes. seria o que? !teu? . não conseguem entender porque uns são privilegiados com a ortuna e o bem estar e outros são jogados 4 m* sorte. a dor da trag(dia or baseada no entendimento que nada acontece por acaso. "e um amiliar oi assassinado. pois todos terão a oportunidade de usu ruir da sorte. 3 # se o senhor não tivesse tido um pai que pagou seus estudos. ! reencarna1ão ajusta essas di erencia18es. um acidente tr*gico. 1Q . . # sabem por qu0?. Particularmente. na outra vida. -s que não cr0em na possibilidade do esp)rito voltar v*rias ve6es. #la e/plica todas as distor18es e di erencia18es sociais e culturais entre os homens.1Q CAPITULO 0 REENCARNAÇ1O ! reencarna1ão ( a base da iloso ia esp)rita. 5ão entender esse crit(rio tra6 a alguns o antasma da revolta e do descr(dito nas religi8es. Pela emp* ia do capitão. atra)do pela lei do carma. se antes de procurar uma justi icativa na vida anterior. Mas. "e hoje voc0 so re. Recebi a visita de um amiliar de uma delas. sem precisar de ningu(m. não tra6 consolo. e a certe6a que o semelhante atrai o semelhante. e esp)rita. na cidade balne*ria de <uaratuba. interrompeu.ncia. tenho uma opinião. % interrompi com sarcasmo. e o assunto discutido era e/atamente sobre as di erencia18es sociais. resgate do carma. !cima do conhecimento. 'ontou3me como aconteceu. !prendi nos livros. at( mesmo de alcan1ar o entendimento religioso. $oi quando um capitão re ormado do e/(rcito. % gabou3se. o ato de saber que este assassino oi morto pela atual vitima. est* a (. matando v*rias am)lias. com uma vida eli6. ao desamparo. alcan1arem longo tempo de vida. #stava reunido com um culto grupo diretivo da elite esp)rita. a aceita1ão ser* bem mais *cil. Um pr(dio inteiro desabou. 3 Msso não ( desculpa. % alou na sua costumeira arrog. Mesmo que eu tivesse nascido na am)lia mais pobre deste planeta eu seria sempre um religioso. são princ)pios b*sicos da doutrina. nacionais e internacionais. a causa est* no resgate dos erros das vidas anteriores. sob pequenas desculpas de todos. so6inho. e não soubesse ler. nada acrescenta 4s pessoas.ato ( que a roda dissolveu3se. ao v)cio ou 4 pobre6a nem porque uns morrem em tenra idade e outros ganham a sorte de. % arrematou. !conteceu h* algum tempo. o conhecimento das reencarna18es anteriores. talve6 minha irAnica observa1ão tenha causado mal estar. a lei da causa e e eito.

#nquanto troc*vamos de carro. assistido pelas entidades protetoras. # o homem. no momento. vi o pr(dio desabar.eus. &odos morreram. só pode ter sido pela vontade de . irrepar*veis trans orma18es psicológicas. e. com o esportivo carro @ug. nós vemos. com minha esposa e meus tr0s ilhos. tão na moda hoje. pude descrever seus amiliares e dar provas indiscut)veis de estarem todos eles. $eli6mente. com meu ilho menor. !diantaria ele saber acontecimentos de alguma vida anterior. que o tempo lhe dar* con orto. Umas vinte pessoas participaram da e/peri0ncia. descobria v*rias reencarna18es. . enquanto conversava. minha esposa. !s revela18es oram acontecendo. oi at( o apartamento buscar algumas coisas que tinha esquecido. tendo ele sa)do de minha casa. este desastre coletivo envolvendo tantas mortes. como oi ensinado. Um deles.1S 3 #stava no automóvel. emocionado. re lete imagens das vidas anteriores. sugeriu ir 4 praia. sabia disso. resignado. "ou muito descon iado com as revela18es sobre o passado. podem nos levar 4 irrealidade. o +nico consolo que posso ter ( saber se eles estão bem. Regredir em vidas anteriores. 3 Pior ainda. 3 5ão sou religioso. 'oncordei.3 balbuciou. bandido. muito bem amparados pelos mentores do espa1o. Mas não ( este o caso. mesmo enganada. 'onversando com algumas pessoas. por não ter encontrado palavras para consola3lo. ora da garagem. quando ui interpelado por uma de ensora desta pratica. Uma pessoa ligada 4 espiritualidade e ao esoterismo ensinou uma orma de se en/ergar vidas anteriores.ei a r( no @ug. % retruquei. 3 $a6 um m0s que aconteceu. de cristal. que justi icasse o que lhe aconteceu? "e o ilho não alasse em trocar de carro hoje todos estariam vivos. % respondeu. de endia a posi1ão que at( hoje mantenho. mas claro. 5a verdade. no que oi acompanhada por dois dos meus ilhos. nem conhe1o o espiritismo. Mas. $i6emos. Romano. aproveitando o momento. iluminado apenas por uma vela. 2oc0 entra em transe para isso. pr)ncipe. sob a hipnótica ala do terapeuta. ainda com a vantagem do espelho ter sido cru6ado espiritualmente por algumas entidades. esposa e ilhos. teve (. # isso lhe e6 bem. bem mais animado. 3 Mas quem conta não ( a terapeuta. pessoas gordas e 1S . por or1a da imagina1ão. apesar de não ser religioso. 'ada um que parava em rente ao espelho. Um espelho grande. ou rid)culos convencimentos irreais. colocado no escuro. % rebateu indignada as minhas a irma18es. !s viagens astrais. destacava esse ato. 4 guisa de curiosidade. causando. algumas ve6es. muito mais do que conhecer o ilme de suas vidas anteriores. não oi? 3 perguntei. % disse. pirata. C muito recente. ( pass)vel de erros. tenha calma. Hamais vai voltar ao estado normal sem uma resposta. mas.

. a rainha do #gito. . ontem j* ui. #/pliquei. !lgu(m alou com eu oria. demonstrando seriedade. um jovem m(dium. Respondi. lembrando muito minha avó. 9uase ui 4 loucura. 'ontou3me.1G magras. 3 $ernando. em nada vai a etar minha atual vida. sempre relatando atos )ntimos. nada cobrava. impressionava os consulentes. e nada disse aos presentes. a inal. ! porta 1G . #stava ansioso na sala de espera. 3 #stou vendo tamb(m. para ele o assunto era grave e eu. com seu jogo de cartas. ter sido in ormado de uma das suas encarna18es. quer de m(diuns intuitivos.masculino não reencarna em corpo eminino.ato de voc0 ser um homem. en im todo tipo oram revelados pelo espelho m*gico. 'onhecer o passado. mais e/periente. seu esp)rito. o que mais procurava.. iquei olhando o espelho. #la me cativava. !penas minha própria imagem. visitava com req?0ncia. atrav(s de um amigo comum. pois. mas por que conhec03las? Toje eu sou. 9uando mo1o. . "ei que e/istem. tira3lhe toda possibilidade de ter sido mulher em vida anterior. at( com o cheiro do pó de arro6 empoado atr*s das orelhas. uma e/celente m(dium vidente. ou o uturo. tinha sido o de 'leópatra. sobre a veracidade das a irma18es. videntes ou esot(ricos. aguardando a agrad*vel m(dium. por ser uma pessoa simples. Mas não podia dei/ar a mo1a sem resposta. #le não entendeu a piada. como o eminino não ocupa cascão masculino. Uma seleta reguesia garantia sua sobreviv0ncia. 2oc0 est* completamente di erente.. 9uando usava sua mediunidade. pelo respeito que tinha aos esp)ritos. 3 !credito no esp)rito masculino e eminino. Vtima em sua vid0ncia. um recado para eu ir l* com urg0ncia. jamais deveria menospre6ar a d+vida do jovem. con orme contaram.esconhe1o provas concretas. &enho ra68es para ser um descon iado nesse assunto. e amanhã nem sei se serei. Um homem magro. praticantes das rendosas leituras das vida anteriores. careca e irreverente. #st* en/ergando? #u nada vi. dei/ando3me sem jeito. era saber quem ui. j* de idade. 5a minha ve6. com vis)vel masculinidade. porque ela tinha tido uma revela1ão sobre uma minha vida anterior. Recebi. eu estou vendo. . 3 Pode? 3 !inda bem que nem o '(sar nem o !ntonio reencarnaram com voc0.

"e hoje seria uma m* companhia para nosso Mestre. como quase todos. 3 "im. "e algu(m duvida. pediu para revelar a voc0.iga. vindo da iel e honesta m(dium. 1E . 3 . 3 #st* bem. emocionada. pela terceira ve6. porque amanhã ( dia que reuno minha am)lia. sei l* o que? &inha que ser o apóstolo? 5ada eito. abriu uma pequena gaveta. nada mais eu tinha que esperar.1E abriu3se. 3 Uma entidade. !h. a vela j* estava acesa e a re6a eita. 2oltou3se 4 mim. % e parou de alar. tua protetora. 3 #u vou bem. para justi icar minha esquecida educa1ão. esperando por ela. re6ou um pouco. e compare com meus te/tos. l* dentro. Mnterrompi. mesmo 4s avessas. mas não devem ser reveladas pela absoluta alta de seriedade nas in orma18es. #la riu. meu nome era Marcos.iga. desculpe3meP @oa tarde. mas que tipo de pessoa eu era? 3 Marcos. e nem bem a consulente tinha sa)do. H* t)nhamos nos cumprimentado. uma vida anterior tua. 3 .iga. quem eu ui? % perguntei ansioso. acendeu.. Muitas encarna18es atr*s. !chei at( engra1ado. 5unca mais quis saber de nenhuma. ela e/plicou. imaginem h* dois mil anos. quem eu ui? % perguntei. como vai a senhora? % completei. $oi a primeira e +ltima vida que tentei pesquisar uma minha vida anterior. o que pude perceber. ou o soldado covarde. a orma como me contou. numa outra vida. sim. ela tamb(m ter sido enganada. 5ão tenho nada a ver com o autor do segundo #vangelho. 3 . tudo erradoP !s vidas anteriores e/istem. padeiro. o sanguin*rio. voc0 chamava3se Marcos. ou o erreiro. # por que não poderia ser Marcos. presumindo. em devaneio. demonstrando minha impaci0ncia em ouvir histórias das suas reuni8es amiliares. leia o #vangelho % o que seria at( bom. o apóstolo de HesusP % encerrou. #u estava na co6inha. outra ve6. tirou uma vela. perguntei. e voc0? 3 respondeu. eu j* estava sentado. quem eu ui? 'alma e pausadamente.. !nsioso.

#ste ( o processo natural que a6 o homem não lembrar da vida anterior. !o desencarnar. segundo di6em os convencionais. $ica destru)da a lembran1a da vida presente.entro deste corpo )sico se aloja o c(rebro. podendo at( com sete anos compor m+sicas cl*ssicas ou surpreender com revela18es ant*sticas. ( passado aos desencarnados para lembran1a de suas vidas anteriores. perisp)rito e a alma. uma ve6 que est* livre da mente )sica morta. Toje. pela lógica. envelhece e morre. e vejam a jóia de resposta. isto só acontecendo quando desocupar este corpo. . o registro no perisp)rito. em uma memória totalmente nova. por ter sido registrado na memória todos os acontecimentos.perisp)rito ( a cópia e/ata do corpo )sico. C a chamada aura.homem morre. 9uando este esp)rito reencarna. mat(ria. ao dar o primeiro sinal de vida com o choro tradicional da crian1a. lembro de ontem. como j* oi dito. 'omo esta memória não tem registrada a vida anterior. cascão. Mat(ria ( o corpo carnal. mente e espirito. seu corpo )sico se decomp8e. depósito da memória. e com ele o c(rebro e a memória. 5asce. o esp)rito readquire a lembran1a dos registros de suas reencarna18es. #ste ( o ilme que. &udo isso a6 parte do esp)rito. cresce. quando acentuadas. lembrar3se dela. "obra. só gravada na mente do esp)rito. entretanto. 5o caso. . cópia. e/ceto em isoladas lembran1as da memória do perisp)rito. não pode.=F Mas um ato merece destaque. =F . come1a um novo registro dos acontecimentos. um comple/o maior. da mat(ria. ! memória ( o arquivo do nosso conhecimento.homem ( composto pela mat(ria. .a) surgirem alguns g0nios. provoca a precocidade na crian1a. 3 . % concluiu o mestre da Umbanda. . Por que não nos lembramos da vida anterior? #sta pergunta oi eito ao Pai Maneco.

mandava3o embora. &udo come1ou quando. 'omo vou a6er? % #m volta de mim não havia lu6. eu en/ergava. #ra um entusiasta dessa atividade e. gra1as a . mas. 2ou l* conversar com eles e. e percebi serem esp)ritos. o sonho em duas partes. Mmediatamente. os esp)ritos dos outros. Toje ( ter1a3 eira. sem paletó. ! verdade ( que. 4s ve6es. os mais ortes. e toda aquela al*cia do :ardecista aplicado. mas. e imposs)vel e/plicar. $eli6mente. mas no escuro. # oi em um deles que curei minha mania de a astar. 5ão me lembro deles. mas não ( o caso.pessoal vai levar um susto. "enti3me totalmente desamparado. onde coisas nos são reveladas e entramos em contato com os esp)ritos e o mundo paralelo C di )cil saber. sei distinguir os meus. 3 . $oi quando me lembrei. 2oc0 não pode entrar aqui. #spera a). o produ6ido pelas nossas impress8es. um homem alto. mas não podia aquilatar a sua qualidade espiritual. noite que o meu grupo de trabalhos espirituais est* reunido.eus. aquele que mere1o. como perceber a di eren1a entre eles. e encaminh*3los ao mundo dos mensageiros do espa1o que nos atendiam e acompanhavam. 2* embora. eu morri. #ra uma esp(cie de meio termo. Pensei. . atrav(s do pensamento. para meu consumo. por ter sensibilidade. alar com eles.ivido. #ste ( meu grupo. 5ão vejo ningu(m. imprudentemente. % mostrando determina1ão pela sua or1a e a cara echada. embora muito assustado. aquele que vemos uma pilha e dias depois sonhamos com uma lanterna. orte e de camisa.=1 CAPITULO 2 SON3O 5o e/erc)cio das minhas atividades medi+nicas. estou salvo. quando chegou minha ve6. 'omo o pensamento me dirigisse. inconseq?ente. Pessoas estavam entrando. 3 5ossa. sonhei ter morrido. ou seja. percebia quando algu(m estava acompanhado de um esp)rito. <ritava a lito. empurrou3me e disse. Mas eu sabia ser um esp)rito. com certe6a. era eu quem doutrinava os esp)ritos obsessores ou ainda não esclarecidos. cheio de vaidade. estava na porta do centro esp)rita. vão me encaminhar para o lugar certo. e os encontros espirituais. di6endo ter que seguir seu caminho. #u tenho direito a entrar e =1 . #stava habituado a convenc03los de seus erros.

en/otei esp)ritos obsessores durante a sessão. e sim meu estado de rec(m desencarnado. #les não me viam. "abia não ser culpa deles. em prantos. Hoão Nui6.irigi3me a ele. j* disse % !o mesmo tempo que alava. -lhei. Manoel. seu malandro. de repente. "enti3me bem. 5ega. Por avor. !qui não tem nada para voc0. == . que conversavam trivialidades. #u absorvia tudo aquilo e melhorava a todo instante.3 respondeu. me vi junto com uma roda de pessoas. mantinha o rosto echado e não participava daquela gostosa sintonia dos seus companheiros. a Neda e os outros meus companheiros. Por avor. meu irmão. o jeito ( ir buscar socorro em outro lugar % alei comigo mesmo. "eria um m(dium vidente? . e notei que um deles 3 da roda. "tasia:. mas me a6ia sentir cada ve6 mais longe do grupo. "enti que naquele grupo estranho eu poderia resolver meu problema e reencontrar meus guias e amiliares desencarnados. ! primeira parte do trabalho j* acabou. me ajude % suplicava. Mas. um por um. que impedia este momento. determinado. por entender não ser aquele o momento da mani esta1ão. ia en raquecendo. e e/alavam uma energia amorosa. 5ão posso di6er ruim. j* estava mais clara. da mesma orma que parei na rente do centro. % respondeu -lha. um dedicado m(dium atuante daquele grupo. e. 2* embora. 2oc0 est* enganado. !gora só v0m os guias % encerrou. 2* obsidiar outras pessoas. Por v*rias ve6es. Nogo eu. o momento di )cil que meu esp)rito estava passando. sobre mim. #u tinha que contar para a De6(. a inal nunca me neguei a prestar au/)lio a ningu(m. @em. 5ão sou obsessor. 5ão podia acreditar. # ( bom voc0 ir embora. ! lu6. 5ão era justo. cada ve6 mais. Mr embora? ajudar % alei. "ó quero ajuda. j* disse. Por que comigo? Nembrei3me. e de muita lu6. secamente. 2oc0 pode me 2oc0 est* me en/ergando? #stou. $i6 um pensamento orte. #le olhava para onde eu estava. animadamente. e eu. Precisava de ajuda. senti um corte naquele meu envolvimento. #u preciso de ajuda.== 2* embora. saia de si uma energia muito orte. em meu redor. $iquei em d+vida. #le continuava irme em seu pensamento.

Mas. mas não preparado para casos como o meu. um esp)rito que ia me ajudar. 5ão quero icar. -rei.homem era um m(dium orte. e/atamente como ele. criando or1as para pensar. cheio de lu6 e serenidade. não perca a oportunidade de estender3lhe a mão. quando voc0 tiver a elicidade de ser +til. socorra3me. emocionado. o ambiente icou carregado. !cedi a seu convite. . $oi quando o ouvi novamente alar. -uvia gargalhadas. 5ão adianta. "enhor. !ntes de me revoltar. 9ue bom. #les não vão te ajudar. bem vestido e dei/ava transparecer seguran1a.9ue sirva de aprendi6ado o que hoje te aconteceu. como eu i6 com voc0. . e lembre3se sempre o que ocorre com um esp)rito desencarnado e. #ncontrara. mais mo1o. meu irmão. 2enha comigo. 5ão sei descrever. de um lado para outro. alando. 2olte ao teu corpo. tive a consci0ncia que eu ui igual. com muita or1a. divertido. .epois vou te apresentar uns amigos. -re. 2oltei3me e vi um homem alegre. eli6mente. "enti um al)vio."eja quem or. H* não via o homem que me acompanhava. quase em p. . -uvia gritos a litos. =B . Mantinha os olhos echados e me envolvi no que a6ia. e pense em Hesus. $iquei rela/ado e j* não ouvia as gargalhadas e gritos. $oi quando ouvi uma vo6 orte mas serena. o Pai 5osso. mas não o en/erguei. 5ão en/ergava direito. deu para en/ergar um lugar lindo. tendo a sensa1ão que iria desmaiar. 5ão sabia distinguir o necessitado do obsessor. Mas não ique preocupado.=B Mas não adiantou. parecendo eli6 da vida mesmo. -brigadoP Hesus 'risto. Procurei meu salvador. $a6ia. vou embora. apenas sei que era assim. onde vamos? 2amos dar umas voltas. "enti um al)vio. $iquei nervoso. 'onsegui me desprender do lugar. 5ão ceda.nico gritei. #scuro. "enti3me raco. 'ome1aram a me empurrar. # tomar uma bebida naquele bar. .03me lu6. 5ossa turma ( grande e divertida. $oi quando eu ouvi uma vo6. pronunciando. 9uando entramos no bar. #ra da minha estatura. choros e gritos. 9uando aos poucos ui abrindo os olhos.

pensar no apavorante. mas esclarecedor sonho. aquele que modi icou meu comportamento. mesmo correndo o risco de ser um trevoso. sentei3me na cama a lito. 5unca mais dei/ei de atender os esp)ritos carentes. levantei3me e ui para a sala.=J !cordei. =J .

5ão demorou. preparamos todo o material. Um deles. # oi aos meus companheiros do grupo que solicitei ajuda para dar sustenta1ão 4 corrente. o copo deu sinais de estar me/endo3se. ou irmã? . ! senhora que estava dirigindo a sessão tomou a iniciativa. sem nenhuma pressão. indicou. Reunidos na casa de uma das m(diuns que se pronti icou ao trabalho. e mais dois. $eita a prece de abertura. hoje desencarnada. . cansativo. pois não devemos jamais evocar as entidades astrais sem um objetivo s(rio. recortados com o al abeto inteiro. em vo6 pausada e solene. at( que parou. .copo correu para onde estava escrito 7sim7. Por outro lado. 'oncordamos. ( muito e iciente. sugeriu osse a reunião eita atrav(s da sessão do copo. oi o escrito. para não invalidar a comunica1ão.princ)pio de que o semelhante atrai o semelhante torna essas sess8es amadoras. minha linha era somente a :ardecista.esp)rito disse que sim e escreveu uma mensagem bel)ssima. com papeis estrategicamente colocados sobre ela. 9uase sempre o inal da reunião ( desastroso.a mesma orma. Uma mesa sem pano para acilitar o desli6amento do copo. Cramos apenas cinco m(diuns.=O CAPITULO 4 SESS5O DO COPO 9uem ainda não teve a curiosidade de a6er uma sessão do copo? 5ão recomendo esta brincadeira. cada um pondo o dedo m(dio suavemente sobre o copo. H* est*vamos perto da meia noite. 5a ocasião. onde estava escrito 7sim7 e 7não7. letra por letra. num grande campo de atra1ão de esp)ritos brincalh8es e perturbadores. 3 #/iste algum irmão aqui presente? . . mas. . icamos concentrados. que vinha e/atamente dentro daquilo que minha irmã. -s esp)ritos usam o copo para a6er suas comunica18es. queria saber e ouvir. oi gasta meia hora. quando o copo parou.epois oi perguntado se queria dei/ar alguma mensagem. ele desli6ando. alou. aguardando algum sinal. ! pessoa que anotava as letras. 3 ! irmã quer revelar seu nome? =O . 3 Mrmã. tamb(m. % perguntou. quando eito com seriedade. pela demora na orma1ão das rases. aliando sua curiosidade dentro de um trabalho com objetivo da caridade. Uma minha irmã de carne estava precisando de au/)lio espiritual e por ela oi solicitado uma sessão especial. quando a dirigente solenemente perguntou 4 entidade. 3 C irmão. 5este inicio do trabalho.

uma tia minha desencarnada h* muito tempo. tamb(m. que ( irmã. sua seriedade. #le oi para o N. pois seu nome verdadeiro era !delaide. 9uero ver agora. e seu resultado. ! inal. para o . Pensei comigo. #ra a Naida. mesmo inconscientemente. levaria menos de cinco minutos. Mas. iquei cansado.=Q $oi quando tive a elicidade de ver o esp)rito que tinha dei/ado a mensagem. Naida era como a cham*vamos. aquele di*logo que durou quatro horas. =Q . o copo escrever Naida. que adorava a #nU 3 o nome de minha irmã. para o M. um esp)rito di6er que quer dei/ar uma mensagem. # vi. $iquei maravilhado com o trabalho. pode ser alado por qualquer um. . para não e/ercer sobre ele nenhuma in lu0ncia )sica. Um de nós ali podia estar empurrando o copo com o dedo. e voltou para o !. para o !. pela monotonia do desenrolar da sessão. pelo m(todo simples da comunica1ão dos esp)ritos incorporados nos m(diuns. tirei o dedo do copo. Mmediatamente. e escrever algo bonito.

3 C uma pro essora.o lado dela est* o esp)rito de um mo1o moreno. bonita. o cunhado come1ou a demonstrar ci+mes dela. provavelmente. e/ceto a nacionalidade. vigiando seus passos. . sua cunhada. ou. 5ão ( chinesa. 9uebrei o sil0ncio.urante um passeio de automóvel. Mas como pode um esp)rito ter relacionamento desta =S . 3! mo1a ( uma chinesa. ! pro essora. desde o e/cesso de bebida alcóolica.iga para a mo1a ter paci0ncia que. 3 . 5ão havia outra maneira a não ser ter que se mudar. in luenciando sua cabe1a e despertando esta pai/ão que não e/istia nele. um parceiro na cama do casal. esconder esta aceta suja daquele que era seu marido. esp(cie? #le não pode. comportamento totalmente estranho e inadequado para a situa1ão. % esclareceu. ainda bem jovem.everia esclarecer a ra6ão de sua sa)da. que se envolve em seus cabelos e tenta um relacionamento se/ual. at( que. onde era a diretora. 'omo contar 4 sua irmã? . #le obsidiou o cunhado da mo1a.que te preocupa? % perguntei. % esclareci. 5a #scola uma das pro essoras estava passando por um problema enorme. com cabelos pretos. diante do absurdo deste amor. mas seu apelido ( 'hina. ele ser*. declarou seu amor por ela. e a) ( que e/iste o perigo. se/o. e/tremamente magoada. o inevit*vel aconteceu. 3. alta. dei/ando transparecer alguma preocupa1ão.=S CAPITULO 6 O7SESS1O !s pessoas não imaginam. a Redda estava calada. . por ela apai/onado. não a dei/ando sair com amigos. eu ia tendo uma intui1ão muito orte. T* algum tempo. % esclareceu. e sim no próprio esp)rito. como ( grande a in lu0ncia espiritual nos encarnados. #la me contou a ra6ão de sua triste6a. para não mago*3la. ! medida que minha mulher relatava a situa1ão. em todos os sentidos.esp)rito tem a emo1ão e precisa provocar o relacionamento para se embriagar no 0/tase. longos e bem tratados?. com certe6a. doen1as mentais e )sicas. Mas vamos torcer para reverter este quadro. morava com sua irmã. casada. ali*s. 3 #ncrenca? % arrisquei. Pensei ser algum problema na escola. ! descri1ão se encai/a. poderemos resolver. "e acontecer o relacionamento. . Perguntei.

umava tr0s carteiras de cigarro. na rente do esp)rito. <ritava e a irmava não se a astar de onde estava. como tamb(m os esp)ritos amiliares. que 4s ve6es chega ao e/agero. caindo na realidade de estar vivendo num mundo paralelo. #sp)ritos desse tipo. incorporou a entidade. ao seu lado. 5ão era ruim. !t( hoje a mo1a desconhece a reali6a1ão do trabalho deste grupo esp)rita que atuou no anonimato. ! irmou amar a sua irmã e não sabe o que lhe tinha acontecido. #ra o amor que procurava. Mas. ligou3se. com muito cuidado.e princ)pio. espiritualmente. sua ilha.amiliar ( um esp)rito amigo. e não tinha nenhuma liga1ão com a am)lia na qual. ele o (. inteligente. 5o caso anterior. para os amiliares. j* quase conquistado. #le não sabia. não uma nenhum cigarro. querido e estimado. minha mulher dava a noticia. diariamente. jamais pode ser vista como a de um esp)rito perturbador. 5ão sabia como chegou aquele ponto. 5a sessão seguinte preparei3me para atrair o esp)rito. "ó conversando com o amigo. .desencarne dos amiliares deve ser tratado. 3! pro essora estava radiante. #le esqueceu3se da or1a de Hesus. 5em precisou a6er sessão. 'omentei com o amigo e. sentada com as pernas cru6adas.eus. ele desligou3se. !penas conversando vi o esp)rito de uma mo1a. em ocasi8es como esta. mas nós t)nhamos a consci0ncia do a astamento do obsessor pecaminoso. e tamb(m em algumas at( de orma inconsciente. deu3lhe um choque. ! passagem do esp)rito para =G .=G . agora mulher eita. Mas caiu na realidade e não sabia como se desculpar. com apenas cinco anos de idade. 5o dia seguinte.m(dium. aspirando ansiosamente a uma1a do cigarro. #/iste o culto 4 memória do desencarnado. . sem orienta1ão e voltado para as banalidades de uma vida comum e devassa. "eu cunhado rogou3lhe para não sair de casa e jurou3lhe todo o respeito que sempre lhe dedicou. desencarnada h* uns seis meses. Is ve6es di6ia estar envolvido naqueles cabelos negros e longos. 5ão demorou muito. 4s ve6es. o esp)rito ( evolu)do. a astar a entidade e encaminh*3la. o esp)rito sabia estar desencarnado e tinha conhecimento de como manipular as energias da mat(ria. Mentali6ei a conversa com a Redda. na cena vista intuitivamente. neutrali6ando temporariamente a a1ão dele no obsidiado. são *ceis de serem encaminhados. cheios de de eitos. com a gra1a de . j* ocupou sua cadeira no c(u ao lado de Hesus e sua igura. a irmou ser sua cunhada. mas imbu)dos da vontade de ajudar nossos semelhantes. 5ós. quase de loucura. simples m(diuns. 5este caso o esp)rito não tinha consci0ncia de seu desencarne e o clima criado pela conversa1ão. para um hospital do espa1o. conseguimos. um dos m(diuns de nossa corrente. 5ingu(m iria prejudic*3lo ou desvi*3lo de seu intento. vibratoriamente. atrav(s dos nossos guias. apenas perdido. #ncontrei3me com um amigo que estava desesperado. atrai para si a energia do esp)rito obsessor. pela descri1ão que i6 na ocasião. $oi conclu)do o trabalho. &udo voltou ao normal e at( hoje a menina. .

entender que est* morto. vemos esse quadro. al(m de suas cabe1as estarem totalmente alteradas pelos e/cesso da bebida e da droga. colado em sua aura. dormia bastante. não alava e demonstrava muita impaci0ncia. e pedia que seu esp)rito voltasse ao corpo. transmitindo essa situa1ão para os amiliares. onde.esp)rito desencarnado e ainda não consciente de seu estado vive esses momentos. . "eus olhos revirados estavam totalmente brancos. voando pratos. atraem os esp)ritos a ins. Mrrita3se. pensando estar ainda encarnado. # o interessante ( que são protegidos pelos esp)ritos obsessores.=E o outro lado. podia tra6er at( mesmo doen1a )sica para algu(m da casa. $oi icando arredio. Por isso os viciados são chamados de copo3vivo. onde o che e da am)lia tinha desencarnado recentemente. al(m do próprio ato. quando tinha do6e. Mn eli6mente. era uma pessoa normal. at( não servirem mais. . o prato e talhares no lugar que ele habitualmente ocupava. 'omo um sonho. quando entrou um homem. Msto lhe causa um mal estar. cuidamos dos copos que nos servem de recipiente 4 *gua que bebemos. dei/ando em pa6 seus amiliares. se não osse colocado. durante as re ei18es. os viciados no *lcool e nas drogas. nem sempre ( compreendida pelo desencarnado. 'uidam de sua sa+de e seguran1a )sica. o esp)rito percebeu seu estado de desencarnado. mudando de cen*rio e acontecendo uma por1ão de coisas num simples cochilo. # o *lcool e a droga são consumidos para atender aos dois. copos e talheres. aluno comum na escola e gostava de jogar utebol. #ste estado do esp)rito. após o trabalho e eita a devida e corriqueira doutrina1ão. 5essas ocasi8es. com vo6 cavernosa. recebia apenas um olhar raivoso. .entro do principio que o semelhante atrai o semelhante. o ectoplasma retirado para provocar a or1a da entidade para poder manipular os objetos. C. uma atitude assustadora. mas em troca. de certa orma. trou/e muita complica1ão. Para se ter uma id(ia. 4s ve6es estamos aqui. tanto o encarnado como o desencarnado. $omos solicitados para a6er um trabalho em uma casa. 5aquele momento. tentei conversar. ou seja. $oi. jogou sua cabe1a para tr*s na cadeira e olhou3me. -s casos mais req?entes de obsessão são sobre os alcoólatras e os drogados. dei/ou de estudar. a mesa era desmanchada. . -utras pessoas o ajudavam. $oi quando. alava muito pouco. !justado na cadeira. seus corpos estão doentes e debilitados. menino teve uma esp(cie de convulsão. =E . #st*vamos no in)cio de uma de nossas sess8es. muitas ve6es. 'omecei a chamar pelo seu nome de batismo. de repente l*. talve6. # essas coisas oram se agravando. quieto. porque. acontecia o enAmeno. pois não ( visto nem entendido. $eli6mente. Mniciamos uma s(rie de passes.menino não se me/ia. provavelmente. com req?0ncia. dois anos antes. tal e qual. 'usta.pai contou que o menino estava com quator6e anos e. o maior )ndice da obsessão. neste caso. com ra68es ine/plic*veis. Percebi estar seu esp)rito ausente e longe. #/istem casos mais graves. gritou. o rapa6 não andava. ! situa1ão tornou3se perigosa. carregando um rapa6.

!nimei3me. chamamos as entidades para aben1o*3lo e pedimos. o Hoão Nui6 da 2eiga. #le rela/ou na cadeira. 3 "ujouP Pensei. na sa)da. ato que aumentar* bastante seu carma. que os encaminhar* 4 compreensão e recupera1ão. mas. e de ato estava. #ste. com todo respeito e humildade. da qual se alimentava para seguir sua negra jornada. coloc*vamos v*rias cadeiras e os m(diuns. 5ão lhe perguntei as ra68es. e o garoto jogou muito utebol com a bola dada pelo Hoão Nui6.irigiu3se a mim e con essou ter matado um homem. 2oc0 não tem o direito de prejudicar este rapa6. $oi quando aconteceu. #nquanto lhe aplicava o passe. 'ontinuei. 3 5ão sei.BF 3 5ão adianta. se não tivesse acontecido. 'umpriu a promessa. completei di6endo3lhe que. resposta. enquanto todos os companheiros do grupo aplicavam3lhe passes. #m nosso grupo. podendo lev*3lo ao desencarne. . normalmente. 3 . 5ão devemos tem03los. &ivemos um caso interessante. simplesmente. olhou para todos nós. #ste ( um esp)rito di erente. o livre arb)trio. mas esclarecedora. 5ão matei ningu(m. como se estivesse. . na parte inicial dos trabalhos. .m(dium não deve se abater por erros no e/erc)cio de sua mediunidade. regridem. 3 2oc0 vai sair j* deste corpo. Praticamente perdem o racioc)nio e. quem oi o assassinado. 5ão desistimos e insist)amos nos passes vibratórios. eles vão criando orma de animal. $i6 o rapa6 acompanhar um Pai 5osso. eu não sou ele. enquanto eu chamava de volta ao corpo o esp)rito do mo1o. 2oc0 matou um homem? 3 completei. $icou completamente curado. % alava rispidamente. Meio sem jeito. BF .urante um desses passes. % oi a lacAnica.que? % respondeu. um dos baluarte do espiritismo e companheiro do grupo. a prote1ão de Hesus para aquele nosso humilde e so rido irmão. por ocasião do 5atal. aninhou3se na energia do rapa6. voltando de um transe. Nevantou3se e oi embora. #/istem muitos desses animais por a). "urpreso. vi que o homem tinha voltado 4 ila. ! medida que os esp)ritos desta ai/a3 os trevosos. 3 2ou arriscar e a6er3lhe uma pergunta. domin*3los e envi*3los 4 alta espiritualidade. 5ós t)nhamos (. demonstrando indigna1ão. um homem pareceu3me muito perturbado. em nome de Hesus 'risto. aplicavam os passes energ(ticos nas pessoas. o meu trabalho. cochichei ao seu ouvido. em conseq?0ncia. ! verdade ( que ele saiu andando com suas próprias pernas e. alando mansamente com o rapa6 e perguntei3lhe o que acontecia com ele. me perdoasse. sim. um na rente e outro atr*s. ( um bicho eio que pula em cima de mim. prometeu presentear o rapa6 com uma bola de utebol.

#ste ( o esp)rito vingativo. sabia ter sido morto por aquele homem e veio. $oi um al)vio. !penas o i6 sentar3se novamente e roguei osse aquele esp)rito. aterrori6ar sua vida. B1 . ossem quais ossem suas ra68es. ao seu lado. em busca de vingan1a. encaminhado e parasse de a6er aquele homem so rer.B1 muito menos se outros sabiam do crime. homem agradeceu e passou algumas semanas tomando passes em nosso grupo. agora pac) ico e bem humorado. at( que veio a mim e con essou o seu bem3estar. a irmando sentir3se um novo homem.

enAmeno. $oi o contr*rio.ireito. !o sairmos. acontece uma das duas coisas. "e a pessoa tiver consci0ncia do ato. e/ercendo seu cargo em uma pequena cidade do interior. onde deveria aguardar a chegada do abnegado julgador. ou no anedot*rio espiritual.ias depois. mal estar. con irma1ão da e ici0ncia da energia salvadora do passe. a irmando estar o doente tão perturbado. atrav(s dos passes magn(ticos tem uma e ici0ncia assombrosa. ao ponto de lhe ter transmitido sua energia negativa. caso contr*rio. contou3me o ato. . dentro das casas espirituais. Um Hui6 de . ou absorvemos a da pessoa. mas. voltando ao estado normal.elicadamente. esteve 4 beira de um desmaio. "ua esposa. $oi chamado para atender uma pessoa hospitali6ada. mais para atender a solicita1ão dos amiliares. !o entrar no quarto.interessante deste enAmeno ( a sua in lu0ncia no doador da energia. oi 4 casa do Hui6 agradecer o milagre de ter dado um sensacional drible no 'avaleiro 5egro da Morte. . dependendo. suor rio. e/pliquei. 9uando nos apro/imamos de algu(m. era conhecido pela sua convic1ão no espiritismo. !o entrar no quarto. 9uem procura uma casa espiritual não se satis a6 só com o passe. at( mesmo durante longo tempo. . completamente curado.Hui6 aplicou3lhe. j* tão debilitado. ela sentiu um impacto muito orte. com toda (. Mas na verdade. e6 o homem entrar e o convidou para sentar3se na sala. gentilmente. não sabendo se devo enquadr*3lo como prova de (. $iquei con uso com um caso. desenganado pelos m(dicos. em choro pela e/pectativa da morte. &omando conhecimento do tranq?ili6ou3se. 3 2oc0 doou a sua energia positiva. o homem.Hui6 ainda não tinha chegado em casa. 9uer mais ( conversar com as entidades. imediatamente ! doa1ão de energia. dei/ou o visitante 4 vontade e oi cuidar de seus B= .B= CAPITULO 8 TROCA DE ENERGIA ! doa1ão m+tua de energias entre as pessoas tem uma a1ão sobre elas de certa orma desconhecida da maioria. pode icar raca e sentir3se mal. um passe energ(tico. 4s ve6es. . ( melhor um só passe do que de6 conversas com os esp)ritos. nada lhe acontece. viu o paciente 4 beira da morte. ou trans erimos nossa própria energia. do estado de cada um. e ningu(m d* mais do que pode. $ui com uma pessoa visitar um doente no hospital. do que propriamente por acreditar no milagre da cura daquele homem. .

e/cepcionalmente.esculpe. o esp)rito maligno. sem gra1a. ou para se e/ibir. sereno e e/tremamente espirituali6ado.<overnador do #stado nada a6.ias depois. 'hegou o Hui6.senhor me curou e só vim agradecer3lheP % interrompeu. #le gabava3se ao Hui6. pois estava preparando o almo1o. que nosso querido Mestre Hesus 'risto est* cuidando de voc0. !o contr*rio da revolta. Por ser importante igura nos meios jur)dicos. creio estar com um esp)rito maligno ao meu lado. 3 . 7. ! carga ( muito pesada. 9uando oi Hui6 na 2ara de #/ecu18es 'riminais. doutor. 2oc0. tenha ( e não se apegue 4s coisas materiais. então todos nós. tirou seu paletó preto e surrado. -ra. Muitas histórias são contadas sobre esse not*vel homem. agrade1a aos bons esp)ritos terem acilitado seu desencarne. #nquanto a dona da casa preparava a sala para a sessão. estamos sendo governados por ele. Um "ecret*rio de governo. interrompeu3o. hoje aposentado como .ncia nas graves decis8es pol)ticas e governamentais. # continuava a contar sua import. Hui6. 4 sua casa. % con irmou o pol)tico. 3 "ecret*rio. o que sabia a6er muito bem. recebeu. sua casa oi assaltada. não sei se para justi icar seu estado espiritual. convers*vamos com o importante homem p+blico. quem tem que resolver sou eu % di6ia. a imprensa deu destaque a ocorr0ncia criminosa. respeitosamente. o sisudo jui6. homem calmo. 3 .. pela obsessão.<overnador não a6 nada sem me consultar. que. em sua casa. contendo todos os objetos roubados. % concluiu. sentou3se na rente do homem e sentenciou. com um bilhete. &odos os assuntos pol)ticos do #stado. 2iva sua vida espiritual. est* sendo aconselhado por um esp)rito atrasado. de portador anAnimo. .BB a a6eres dom(sticos na co6inha. &enha certe6a. entrou em casa e viu o homem na sala. 3 $eli6 ( voc0 que hoje est* vivendo a verdadeira vida. o senhor acha que est* sendo vitima de um obsessor espiritual? 3 "im. $omos. "olicitou um trabalho ao nosso grupo. 5ão sab)amos que era o senhor7. vou contar mais uma. uma trou/a. meu amigo. sem pedir teu conselho. 3 5ão.. Para concluir. levantou3se e aguardou3o para o cumprimento e agradecimento ormal. ! certa altura.esembargador. . #u não estou morto. um dos seus caracter)sticos. e era ele quem de eria ou não os pedidos de soltura dos presos. 4 entusiasmada doutrina1ão do mestre da lei. BB . estava passando momentos di )ceis. doutor.

"aio cedo. !pelidei o s*bado. a comunica1ão. 3 Minha vacina pegou. ou ela descobre. respondeu. pegando em seu bra1o e no mesmo lugar da minha estranha erida. 5um deles. em meu bra1o direito. 3 2amos iniciar o trabalho. 'ontou ter sido obrigada a se vacinar no col(gio onde era diretora. #ntre mim e minha mulher. pela "onia. Msso ( a inidade. e echando o dis ar1ado riso do jui6 brincalhão. #las oram secando. !lguns dias depois ela oi aumentando.. para dar o e/emplo. a "onia. 3 H* vou indo. 3 "enhor $ernando. 9ue a6arP. Um alivia a necessidade do outro. sua mãe est* aqui e precisa alar com voc0. incomoda coceira provocando pequena erida. 3 Redda. ! sala j* est* pronta. o que quer? % perguntei3lhe. criaram uma casca e quando a do meu bra1o caiu perguntei a ela. convidei a todos. dei/e eu ver. acontece com req?0ncia. quei/ou3se. !o entrar. temos em comum nossas vibra18es. torna3se bem mais *cil. 3 2acina? 9ue vacina?. a Redda. ou ica do mesmo jeito. por pensamento. #/iste uma outra orma da troca de energia. por mais que tente dissimular.. 3 'omo est* a erida de tua vacina? 3 ! casca caiu hoje. ela tamb(m tem> ou se estou preocupado. 9uando tenho qualquer dor. ao meu lado. estou imuni6ado. !t( que. 3 C. resolvi passar no escritório de um amigo. eito para pequenas coisas. "*bado ( o dia que não tenho compromisso. 9uebrando o sil0ncio. de 7o dia da bobagem7. % pedi. pois dona Redda precisa alar. ( para o senhor tele onar para sua casa. # mais. BJ . 3 $ernando. 2ou aqui.BJ 'onsertei rapidamente a constrangedora situa1ão. sua secret*ria. 'ome1ou a aparecer. C a por a inidade espiritual. !s eridas eram iguais. sem ter tomado a vacina. sem destino. comprar qualquer erramenta. 3 #speraP 'omo voc0 sabia que eu precisava alar com voc0? 3 Recebi o recado. % brinquei. ali. parecendo in eccionada. deu3me um recado.

a mesma entidade de um m(dium de nosso terreiro. que só acontece entre pessoas de muita a inidade.senhor entrou no escritório. ! Redda e/plicou. o pai3de3santo observou. e. nosso conhecido. talve6 por trabalharmos com a mesma entidade. 3 .isse j* estar indo e ui para casa. 9uando o abra1o. 3 'omo ela estava nervosa. . j* velhos conhecidos. em caso de não o superar.que?. a presen1a da comunhão de vibra18es entre os homens ( boa. ambos. 5ão era h*bito dela ir visitar3me. !o sair o m(dium. Um cuidado que todo praticante da Umbanda deve ter quando isto acontecer.3 'oncordou. pode ser muito +til. pode ser levada para caminhos perigosos. 2oc0 não me disse que a Redda tele onou e precisava alar comigo? ! "onia me olhou. #ste ( o tipo da materiali6a1ão de um pensamento.BO 3 9ue recado? #u não alei com ela. inegavelmente. 4s ve6es. 3 !gora entendo o que voc0 di6. $inali6ou. se e/ercida com intelig0ncia. e eu não sabia onde te encontrar. interessante e. perguntei 4 "onia. &inha certe6a do que di6ia. lutar contra este sentimento. "ou orte. principalmente na divisão dos so rimentos e na telepatia. mostrando estar surpresa com a pergunta. iquei mentali6ando o pedido para voc0 ligar para mim. !t( estranhei. &enho muita a inidade com ele. voc0 j* pensou se ele osse mulher? Perguntei irAnico. 3 @em. ao ser con undida por atra1ão )sica. 5uma visita. em qualquer religião. ! energia em harmonia tamb(m tem seu lado negativo. na pr*tica da espiritualidade. #u não lhe disse nada. BO . $iquei atrapalhado. Um pai3de3santo. 3 5ão senhor $ernando. . pois j* hav)amos trocado id(ias sobre o assunto. !tendida minha mãe. um dos grandes problemas dos terreiros e templos religiosos. ico at( arrepiado. oi ao tele one e o usou. #le olhou3me espantado. % pondo de lado o tele onei. triun ante. se abra1aram. Mas. #ntre as pessoas de se/o di erente. trabalha com o 'aboclo &upinamb*. 3 #ste menino tem uma vibra1ão muito boa. contar ao dirigente do terreiro. a Redda contou3me ela ter chegado 4 minha procura. e que precisava alar comigo com urg0ncia. quando e/iste a a inidade. não sou? % inali6ou. e respondeu.

por ocaso. ao lado. e umas cinco telhas estavam totalmente destru)das. não havendo rachaduras. se aqui no balne*rio. Nevei o @asico. 3 -s uros são eitos pelas sementes dos sombreiros. ( leve e tem uma ponta dura. e/iste a lógica. convencido. mas dentro dele. ui consertar um telhado de uma casa aqui perto. 3 Mas como pode isso acontecer? 3 5os dias que tem vento orte. pessoas costumam atirar com revólver? 3 Por que pergunta? 3 . 3 C. 3 ! senhora sabe. ao ca)rem. um carpinteiro conhecido h* muito tempo. #nquanto a6ia os reparos na estrutura do telhado. ui. % e/plicou. intrigado. $iquei pensando o que podia ser. pedindo que cortasse a copa da bela *rvore do meu quintal. !s *rvores não ultrapassavam a cumeeira da casa. % e/pliquei. rindo. Minha casa no litoral tinha sempre suas telhas uradas. numa mercearia. quando digo que o espiritismo por si só ( ilógico. elas são levadas ao alto e.BQ CAPITULO 9: CRIANDO A L. 'ontei a teoria da dona da mercearia vi6inha. provocando goteiras.@asico era um descendente de italianos. Respondi. 3 -utro dia. descobri que as telhas oram quebradas por um pei/e com mais de meio quilo. meia idade. #ra alegre e brincalhão. não conseguia imaginar como um pei/e podia cair no telhado de uma casa. 'onsiderando que a semente tem o tamanho de uma castanha. . 'ontei o caso dos estranhos uros nas telhas. -correu3me perguntar. Por mais que quisesse. Mas contou uma história.tamanho dos uros nas telhas indicam serem eitos por pequenos objetos como balas. 5ão tinha lógica. Perguntei. tem lógica. o que me obrigava a levar algu(m para consert*3las. mesmo ainda não descoberta. #le não dei/ou transparecer duvida quanto ao ato das sementes provocarem os uros nas telhas. demonstrando muita or1a. 9uando ui ver dentro do orro da casa. convicta. % concluiu. adquirida no e/erc)cio de sua pro issão. provocando os uros. v0m com or1a.GICA @rinco com as pessoas. $iquei at( contrariado por julgar estar BQ .

sempre respeitei o @asico. por isso. passada de gera1ão 4 gera1ão. &ua história est* o endendo a minha intelig0ncia. entregavam3se muito mais 4 concentra1ão. BS .BS sendo alvo de uma chacota. #/istem cren1as re utadas terminantemente. convicto. ! cria1ão da lenda do lobisomem oi assim. agindo sob a in lu0ncia do bru/o.a). para o povo di6er que o homem se trans ormava em lobo. quando precisavam. e se ainda est* presente entre nós. dominando sua mente. 3 Pare com mentiras. em busca do lobo che e de alcat(ia e. . ( por ter sido inventada em ato marcante que deve ter abalado a opinião p+blica da (poca. principalmente. claro. C uma crendice. rindo matreiramente. 3 !creditoP !creditar que o homem se trans orma em lobo e sai matando pessoas na lua cheia. na Umbanda. Mas eram.pei/e tinha asas? 3 5ão. #les tinham a t(cnica apurada e. o que me dava o direito de tamb(m ser respeitado. ! inal. lobo. 9uando me perguntam se acredito na lenda do lobisomem. 'om certe6a a gaivota dei/ou ela cair de seu bico. mais voltados 4 magia que os de hoje. ( coisa de crian1a. % respondeu. alei. dentro do ilógico. televisão e computador e. ao treinamento da sa)da do esp)rito do corpo. no caso. espiritismo ou qualquer outra religião transcendental. parecia estar animado com uma vontade humana. como. . # o espiritismo ( cheio de mist(rios. realmente tinha. por não e/istir a lógica.que 4s ve6es parece absurdo e imposs)vel. respondo. talve6 porque não se distra)am com automóvel. seus esp)ritos sa)am do corpo. 4 manipula1ão de ervas. sem d+vida. Pelo processo da reencarna1ão. . os bru/os e bru/as da idade m(dia talve6 estejam hoje reencarnados. 4 alquimia e. estou tentando criar a lógica. ainda viva e criando temores entre os mais crentes. hoje em moda no meio esot(rico. uma simples e/plica1ão torna tudo compreens)vel. Toje. oi um passo. 'omo pode ter acontecido isso? . #le me pegouP 'onseguiu criar a lógica. o guiava aos ataques de quem queriam destruir. as chamadas sa)das do corpo ou viagens astrais. o pei/e não tinha asas. @asico. Mndignado.

"e voc0 desejar o bem. e como introdu6i3los num lar. tão clara. um c)rculo pintado de vermelho.homem ( suscet)vel 4 amea1a da magia. con usão entre amiliares. $ica ali. do que o mal. ! macumba. % concluiu a entidade. cria3lhe o medo. ica girando em torno de seu corpo pegajoso e redondo. ! maioria das consultas. . 5uma manhã. contra mim ou minha am)lia. nos terreiros de Umbanda. ( porque e/iste uma energia ruim. pelo ato de julgarmos que a nossa energia ( mais compat)vel com a vibra1ão bai/a. aquela macabra pintura não sa)a do meu pensamento. #levando meus pensamentos. mesmo criando um campo energ(tico atrav(s de trabalhos. vibrando como toda energia. "obre esse assunto. quando ainda não integrado ao movimento umbandista. ( para desmanchar um trabalho eito contra a pessoa. colocada em qualquer encru6ilhada. o pensamento pode tornar a mentira verdadeira. 9uando o preto3velho ou o caboclo manda procurar o e/u. surpreende3nos a todos. algu(m e6 um trabalho de magia. quase sempre ruto da imagina1ão e do medo. 9ualquer briga. do lado esquerdo do meu portão. a sua retaguarda a rou/a e aben1oa a vinda da vibra1ão de pa6. toda a de esa espiritual da pessoa se echa e a protege. pois sempre acreditamos o contr*rio. daquelas que não sai mais.urante o dia. ! ai/a vibratória. ao sair de casa vi. BG . ( só imagina1ão. uma entidade deu uma e/plica1ão. #ste mal ser* banido da minha vida. um arrepio incomodo correu pela minha espinha. 3 &enho ( em Hesus 'risto e nos seus mensageiros. #mbora não conhecesse a magia praticada nos terreiros. com sapo morto. 'on esso. e este a6 um trabalho especial com elementos da terra. 'aso contr*rio. gera a tal energia compat)vel. 3 C mais *cil voc0 a6er o bem.BG CAPITULO 99 NEM TUDO < MAGIA . 3 9uando voc0 deseja o mal a outro. pedi prote1ão aos esp)ritos de lu6. conhecia a or1a dos trabalhos do mal. precisando ser combatida pela cria1ão de uma or1a semelhante 4quela que provocou o dist+rbio na pessoa. era com tinta. . Mmaginei o pior. ! id(ia de ser vitima de um trabalho eito contra a sua pessoa. por ser negativa. ! revela1ão. nem com chuva intensa. ( alimentada por or1a semelhante. com uma cru6 dentro. $iquei com medo. Umbandistas mais e/perientes sabem distinguir um do outro. % 5ão criem o medo por in undados trabalhos pegados.cascão do sapo ( colocado pelos esp)ritos do astral in erior em qualquer canto de sua casa. Previno a todos. # pior.

se ao contr*rio. e perguntei. 5uma tarde. vai diluindo3se at( desaparecer. e/plicou. Para não alar mais no assunto alei. assustado. sem ele nada entender. a mesma coisa. não gostou da minha decisão. para destruir a ruim. Passando em rente 4 casa do vi6inho. ! linha :ardecista trabalha só com energia. mostrando o s)mbolo do diabo. &odas as casas tinham a marca. tem que haver a cria1ão de um campo de or1a da magia branca. não suportava mais aquele medo de ver minha gente. at( a doen1a )sica. Mnsistiu. Mas eu não conseguia esquecer por duas ra68es. 5a verdade. $ui a outra. chamei um vi6inho que regava seu lindo jardim. o medo e porque estava pintada na entrada da minha casa. 'om o decorrer dos dias. Respondi. 3 MacumbaP # ( da grossaP ! cru6.BE imediatamente sugada pelo trabalho. H* não tinha mais medo. 9ue Hesus perdoe esse meu desconhecido inimigo. 5o caso. Nevei3o 4 minha casa. pondo em risco a serenidade e pa6 da am)lia. harmonia. preces. 2ou esquecer essa est+pida magia. at( ter uma or1a grande. não tendo com que se alimentar. de qualquer um. vis)vel e assustadora. mesmo mediana. dona da casa. e/periente esp)rita. !tAnito. a energia. para meus bot8es. # o c)rculo ( para echar o trabalho. que vai crescendo 4 medida que ( alimentada. o ambiente or de pa6. 5o terceiro dia. achei lógico e certo. muitas ve6es. signi ica. #u não sabia o que di6er ou a6er. a morte. toler. ui me acostumando com o c)rculo vermelho. $ica o ambiente carregado. o correto ( ter bons pensamentos. contr*ria ao bom senso e 4 intelig0ncia. 9uanto ao ato de criar um campo de or1a para combater outro. as casas estão marcadas com este s)mbolo? 3 "im. vi o mesmo desenho eito na minha. neste caso. 3 di6ia. 3 C. $ui pedir ajuda a um amigo. #le. só um pouco. Mas.ncia e perdão entre os moradores da casa. que marcou as casas. oi a 'ompanhia de Rede de Wgua e #sgotos. 3 Mas. 3 5ão adianta. 3 2ou pensar. vitimada por um man)aco espiritual. podiam ter uma marca mais simples. onde vão ser mudadas as redes das *guas pluviais. 5ão iria solicitar trabalhos especiais. se eu a6ia parte de um grupo esp)rita e iciente e com bons resultados. ui caminhar no bairro. !chei a interpreta1ão da cru6 e do c)rculo uma aberra1ão espiritual. tra6endo. BE . Meu an*tico amigo. 3 2oc0 sabe por que.

um berro austero. sei l* onde. 6angado. dentro de minha cabe1a. H* tenho meu grupo.. determinado e. 3 retruquei contrariado. e não tenho nenhuma inten1ão de conhecer outro tipo de religião. at( certo ponto. 3 'omo ( o nome e quem ( o m(dium? 3 &enda #sp)rita "ão "ebastião. JF . em seu escritório de advocacia. 3 Toje. "ou contra qualquer tipo de ritual. pensava. Pondo inal 4 visita. estou req?entando um terreiro de Umbanda. contr*rio a esse tipo de religião. 3@ata a testa tr0s ve6es na mesa. 5ão quer conhec03lo? % perguntou.. tão presa a rituais. 3 2oc0 me leva? 3&e pego 4s oito. o dia das reuni8es? Perguntei. "e/ta3 eira. #nquanto ia para casa. cadeira por cadeira. quando ele me e6 um convite. dando as costas.JF CAPITULO 92 TRANSFORMAÇ1O $ui visitar meu sobrinho @enno. e ouvi. Por que o irmão Maneco quer que eu v* em terreiro de Umbanda? Nogo eu. 39ual humildemente. principalmente essas de macumba e de bai/a categoria. 3 $ernando. e dava vibra18es. 'onvers*vamos sobre espiritismo. ordenando a todos. que voc0 conhece. dirigida pelo #dmundo $erro. Mncorporou em um m(dium o esp)rito de um )ndio. Nembrei3me de uma passagem que ocorreu durante uma sessão na linha :ardecista. despedi3me. $oi quando senti a apro/ima1ão de meu guia espiritual. 5ão conte comigo e te aconselho a se a astar o quanto antes dessas religi8es a ro3brasileiras. 32*P 5ão pensei duas ve6es. e me dirigi 4 porta. #u? 'laro que não. no ouvido.

"e a entidade gostou. não imaginando o quanto ainda lhe seria grato. sem nada di6er. J1 . quando deu a ordem. com todo o respeito e do undo do meu cora1ão. 3Meu irmão. não sei. !inda envolvido pelos meus pensamentos. minha ve6. Passou direto. e de certa orma at( e/citado. "e cumpri3la. que me dispense dessa ormalidade.J1 5a respondi3lhe em s+plica. pe1o3lhe. aguardava meu intrometido sobrinho. vou erir todos meu princ)pio contr*rio a qualquer ritual dentro do espiritismo.

"enti um cala rio. como me alam? "ou hoje um homem sem medo. !) entrou a mãe e o pai3de3santo. &odos cantavam o Tino. seguros. Mas o ritual era di erente do que estava habituado. #squisita a pintura. . Prestei aten1ão na movimenta1ão dos m(diuns. bem iluminado. $oi uma vibra1ão incr)velP Pareceu3me ter levado uma tijolada na cabe1a. &odos icaram em p(. #stava assustado. @em. da linha da esquerda. . &r0s tambores come1aram a tocar. l* acabava. todos cantavam e dan1avam. sem a concentra1ão comum dos trabalhos que estava habituado a req?entar. 9uando serão apagadas as lu6es? 5ão se apagam. 'om a seguinte di eren1a. garbosos. dei/e come1arP Nembrei da ordem do irmão Maneco. tocando o Tino 5acional. lembrando do tempo que namorava na igreja. "uas cal1as e camisas eram brancas e muito limpas. que eu estupidamente imaginava. 5ão paravam de cantar e dan1ar. "entei e dei/ei as coisas acontecerem. &odos alavam e conversavam animadamente. #/u? Pomba3gira? 2ou embora. e depois em asc)nio.medo trans ormou3se em emo1ão. rabo e p(s de bode. para cantar com eles.pai3de3santo concentrou3se e come1ou a cantar o Tino da Umbanda.J= SEGUNDA PARTE CAPITULO 9 A UM7ANDA 'on esso que estava ansioso. di erente da nossa casa :ardecista. "e acalme. de repente pensei. $oi um tal de bater cabe1a no chão. Meu desejo era entrar no meio. #ra um salão grande. C dia dos e/us e pombas3giras. perguntei ao @enno. #u i6 o mesmo.pai3de3santo incorporou a entidade che e naquele terreiro. sem nada entender Resmunguei. Metade da parede era vermelha e metade preta. !chei estranho este mundo.. &inha sido muito bem recebido pelo pai3de3santo #dmundo Rodrigues $erro. Nu6es acesas. #stavam mais para anjos do que para os ilhotes de diabos. &odos de branco. e aqui estava come1ando. 2ovA J= . Respondeu lacAnico. e o e/u? 'omo ser* ele? &er* cornos. 2ermelha e preta. a &enda #sp)rita "ão "ebastião. e um beijar a mão do outro. demonstrando um orgulho enorme por estarem ali. curioso. 'ome1aram as incorpora18es. Toje ( trabalho de esquerda. o dirigente do terreiro. #u. 5unca podia imaginar uma coisa assim. e iquei quieto. suas saias rodadas balan1avam aos som dos atabaques. ! corrente oi entrando em ila. H* não queria ir embora. Parecia uma parada militar. -s homens não dei/avam por menos. -s vestidos das mulheres eram impec*veis. #/plicou. . H* que voc0 est* aqui.

"aiba. 2oc0 não est* aqui por acaso. -lhei para todos. esp(cie de trono. # esse irmão Maneco não ( irmão coisa nenhuma.JB 'onrado era seu nome. repetindo as mesmas palavras do Pai Hoaquim ditas h* mais de trinta anos. 2i. porque detesto bebida alcóolica. $iquei olhando. Uns vão andando a p(.e repente parou na minha rente um m(dium incorporado. $iquei olhando o e/u.esp)rito tudo sabe. 'om um olhar matreiro. e reparei ser eu o +nico careca ali dentro. 3 . #ra incorpora1ão em massa. est* o lugar onde todos devem chegar. brincavam e alavam com todos os presentes. 9uando alar comigo. 5ão vi cornos. # ele estava desse jeito quando in ormou. material para dei/ar qualquer um de porre. que cada um viaja como pode. 5ão acreditei. doce e amorosa. $iquei olhando. procurando iniciar uma conversa1ão. "entou3se numa cadeira. -utros esp)ritos incorporavam nos demais m(diuns. depois iquei sabendo ser de sete esp(cies. outros com essas m*quinas de voc0s. -lhou3me i/amente. olhou3me e disse. umando e bebendo uma mistura. isto sim. 5ão sou teu irmão. ou.evolvi3lhe o copo3caveira. 5ão perdia um movimento sequer. !qui sou pai. outros de canoa. Mais dominador do que assustador. no im. venha aqui. meu ilho. . voltei para meu lugar e i6 o que o 2ovA mandou. -uvi o 2ovA 'onrado chamar. e corri para conversar com ele. "ei l* o que mais. Meu irmão % disse. sim senhor. coisa nenhuma. H* tinha ouvido essas palavras. principalmente conhaque. vovA. j* solto e alegre. 9uero alar com voc0. #/plique3me duas coisas. uma entidade alegre. &otalmente di erente do que conhecia. . Prometi ao 50go Maneco ensinar uma por1ão de coisas a voc0.ei um gole e quase vomitei. #/u sempre tem um olhar marcante. #st* vendo coisas estranhas. ele alou. em orma de caveira. #ntusiasmado. ou para onde queira. capa preta. determinada. . nem rabo e muito menos p( de cabra.eu uma gargalhada e o ereceu3me bebida. #mpolgado. após um baita gole no caneco da bebida. #ra uma caneca. JB . Riam. Nevantei3me. tenha respeitoP Meu pai % disse. Mas. C um preto3velho. 'areca. curioso. h* anos. 2* para o teu lugar. ique olhando e v* aprendendo. 3 'areca. . !dmirado. # por que 5ego Maneco. retomando a conversa1ão. simplesmente. 3 9uem lhe contou o nome do irmão Maneco e como o senhor sabia a rase que ouvi h* anos. "a) de ino.

2i estar carregando uma cai/a cheia de cobras. #ra o esp)rito que resolvia nossos problemas. aos trabalhos. e no pró/imo trabalho a m(dium iria voltar. nossa irmã voltou. 3 &ata 'aveira. Uma m(dium. "oltei v*rias cobras na casa e.JJ 'areca jaguaraP.. enquanto cantarolava os pontos que ainda ecoavam em meus ouvidos. após seis meses de aus0ncia. dando3nos a not)cia de estar o caso resolvido. # despediu3se. H* te conhe1o da outra casa. rindo. e oi alar com outra JJ . #le. Nembrei3me de um trabalho maravilhoso. pensava comigo. #ste oi meu primeiro contato com a Umbanda. 'oisa de esp)rito brincalhão. Perguntei3lhe a ra6ão. $iquei curioso. quando eles as viram. 7s0o7 Hoão % respondi agradecido. 'hegando na casa da m(dium. sa)ram em debandada % disse. 9ue bom rev03lo. vi que ela estava cheia de esp)ritos perturbadores. Is ve6es di6ia ser 'aveira. eito por ele. pena não poder um dia req?entar a Umbanda. 9uando oram embora. "ubiu. na linha :ardecista. normalmente. incorporou novamente. Meu nome ( &ata 'aveira mas l* eu sou o Hoão. recolhi todas e o ambiente icou livre desses in eli6es obsessores. estava em grande di iculdade e como não queria mais req?entar os trabalhos. 5a outra semana. $oi bom voc0 ter vindo para c*. 'arecaP % corrigiu.. in luenciando nossa companheira para não mais ir aos trabalhos e abandonar o espiritismo. companheira nossa. Pedimos socorro ao 7s0o7 Hoão. 2oltando para casa. icamos preocupados. incorporado. a inal sou contra rituais. no plano espiritual. pois ia resolver o problema. pessoa. disse3nos j* voltar. Uns de6 minutos depois. Nembrei3me do 7s0o7 Hoão.

mundo ( bom.isse a Redda em tom sarc*stico.JO CAPÍTULO 2 SE DEUS ME DESSE=== #u e a Redda est*vamos descendo a serra do mar. &alve6 lhe desse a mesma oportunidade e perguntasse o que pediria 4 . estende sua mão para a agar a cabe1a de um cão doente ou socorrer um cavalo atropelado na rua. sabe o que eu iria mudar? Minha companheira de quarenta e tr0s anos de conviv0ncia ( uma leg)tima representante do -ri/* -gum. 3 Pediria que todos os bichos pudessem alar. &alve6 pela sua *gil acilidade de racioc)nio. de pre er0ncia em portugu0s . Mmagine quanta coisa a *guia poderia nos ensinar. mas abre sua bolsa para satis a6er os caprichos de algu(m. 3 "abe o que ela iria pedir? . 'ompletei a rase. voa de um assunto para outro. 7. pensei. "e nossos olhos e cora18es são insens)veis aos seus comportamentos. #u sonho e ela me acorda. mas mesmo neste estado ( capa6 de icar embevecida diante do colorido do beija3 lor. &em atitudes antagAnicas. envolvido com o suave rescor da neblina. e o perigo do ve)culo derrapar recomendava muita prud0ncia. 3 "eria bom para os homens se eles pudessem entender os bichos. por ser ela a ave de vAo mais alto e que pode ver o mundo em toda sua amplitude.eus para melhorar o mundo. no que di ere de mim. quem sabe eles pudessem nos di6er onde erramos. !o mesmo tempo que ( irrevers)vel em suas decis8es e incapa6 de icar sensibili6ada diante do choro convulsivo de um neto. e a e/pectativa de um dia ensolarado e bonito. tra6ia uma pa6 interior dentro da medida que essas coisas boas me cercavam. JO . antes que ela dormisse outra ve6. Mnterrompi o sil0ncio. pensamento não tem parada. #u dirigia o carro devagar porque o paralelep)pedo da tortuosa estrada estava umedecido pela densa neblina. mas podia ser melhor7. . envolvido na minha aventura de mentira. 'ontinuei divagando. 9uando embravece dei/a e/plodir todo seu g0nio indom*vel. . 3 "e . não gosta de ter atitudes coniventes com os sonhadores. sempre p8e 4 rente dos racos seu pequeno porte de mulher guerreira. C sensata.e soslaio.eus me desse a oportunidade de modi icar alguma coisa de "ua obra. <ostando de dar elicidade aos outros. "empre oi assim. aquiesceu em ouvir. 3 # o que voc0 iria perguntar 4 *guia ? 3 !inda não sei. não gasta vint(m 4 toa.cheiro da mata que entrava no carro.

o que me animou a continuar. tão própria dos homens. deveria a6er parte da mat(ria obrigatória escolar. nem romperia ami6ades. 3 "eguindo seus ensinamentos. mas em compensa1ão o maldoso e eito da in . 5ão poderia ter sido o grande pregador se a imposta1ão de sua vo6 não osse per eita. con orme voc0 disse no in)cio. Um alante descontrolado. pode causar e eitos negativos em seu ambiente. e com certe6a. . os homens não pudessem alar. ! sonoridade das palavras de Hesus deveria inebriar seus ouvintes e ao pregar o "ermão das Montanhas deve ter causado um impacto maravilhoso nos que o ouviram. . Mencionei a magia das palavras. tonalidade e irme6a das palavras. muitas ve6es. a magia das palavras desapareceria. e como ele tinha icado cravado em meus pensamentos e como um simples devaneio tinha revolvido os meus conceitos dos mist(rios da magia. sejam eles positivos ou negativos. tom e e eito. esperando o resultado entre o grupo do meu in lamado ensinamento. #stamos alimentando o in erno sonoro de nossa alma. pensativo. os berros e a m* orma1ão da e/pressão. 3 C verdade. Um aluno criticou de orma irAnica. Mas o di*logo sonhador icou calado em mim. 3 #la ia pedir que para o mundo icar melhor. se o homem não alasse. &odos os nossos sentimentos reprimidos eclodem e se somam 4s vibra18es dos sons.mais importante não ( a vibra1ão da emissão dos sons. $iquei em sil0ncio. não só para quem a pronuncia. jogam 4 lama o nome de pessoas honradas. e/pressam a qualidade de quem as emite.som ( vibrante. e tem um e eito no espa1o. 3 ! educa1ão da vo6. ! maledic0ncia da inveja seria banida da JQ . pretensão para quem não consegue modi icar nem os seus de eitos próprios. desen/abido. -s gritos hist(ricos. o que. t0m um lugar no espa1o. ! suavidade. e cheguei ao nosso destino. destacando sua locu1ão. $alo da a1ão e da rea1ão. Is ve6es sou convidado para a6er uma palestra sobre a Umbanda a grupos de estudantes. vo6 estridente e tom alto. 3 . contei para eles o di*logo na descida da serra. e sim no astral in erior. imaginando como seria o mundo.mia. ! musica e os mantras.JQ $iquei aguardando o j* certo e ulminante complemento da rase. as gargalhadas. e após ter j* respondido v*rias perguntas. porque a maneira de emitir as palavras tem um e eito enorme. ! inten1ão das palavras ( que causam o e eito. &odos estavam atentos e me olhavam com e/pectativa. não destruiria mais lares. $alei. não ser* em lugar espirituali6ado. sem alar em querer modi icar o mundo. da causa e do e eito e da lei dos semelhantes.iante de trinta deles. são prova disso. nem seriam levantados testemunhos mentirosos. mas para quem as ouve.

!o chegar em casa. evitando a cria1ão de imbecis e irrespons*veis.JS humanidade. 3 9ue revela1ão? Perguntou. eu tive um revela1ão. 3 'omo oi a palestra? 3 $oi boa. a Redda me perguntou. $alei. # o velho ditado 7quem conta um conto aumenta um ponto7.eus e6 o mundo com per ei1ão. JS . . e a intriga seria de initivamente sepultada. seria sepultado. porque al(m de ter sido muito aplaudido. C melhor dei/*3lo como est*. encerrando minha palestra. curiosa. acilitando a pa6 entre os homens. 3 . por desuso. aqueles que alam mentiras para apa6iguar seus sentimentos o uscados pelas trevas demon)acas da incompet0ncia e da rustra1ão. e o mentiroso e gabola não mais e/istiria.

Por que ser*? JG . mas não ( a mesma coisa que evidenciar os atos. que se req?entasse um terreiro de Umbanda. que conhece o mundo inteiro. 2olto 4 realidade. 5ão para de alar e gesticular. mas viajei at( o espa1o. . e cada um querendo alar mais alto que o outro. e gosto de s03lo. 3 2oc0s italianos são agitados. "omos eli6es assim. @ai/o. onde estão os planetas. $oi quando me lembrei da minha lacuna cultural. #stava conversando com o <iovanni. o que me tornou um desconhecedor das culturas do mundo. . senão o sol não estaria tão alto. #u sou assim. e vamos ter trabalho de Umbanda 4 noite. sentado em uma mesa de uma pi66aria.epois de pensar um pouco. de v*rias nacionalidades. talve6 tivesse sido mais eli6 e morreria com as duas orelhas.JG CAPÍTULO 3 A DANÇA #u tenho um problema cultural hoje irrepar*vel. l* em casa minha am)lia ala ao mesmo tempo. procurando a lu6 do sol. alante e irrequieto. Nembrei3me da m+sica italiana. e ainda me lembro do 2an <ogh. C incapa6 de di6er macarronada. sem contar as óperas.isse para o <iovanni. por e/emplo a &arantela. não i6 viagens internacionais. não são? . "empre gostei de ler. #m compensa1ão a minha intimidade com os esp)ritos me e6 um homem imaginativo. e por isso a clientela era grande. H* voei na imagina1ão. Pormenori6a tudo. ! casa era amosa. 3 C. nari6 alto. Perguntei in ormalmente. vai ser o meu in ormante. e descubro que estamos no meio do dia. saboreando uma pi66a 4 calabresa. "e eu não posso viajar. com culturas di erentes da nossa. con irmou. Rodeavam3nos as mais estranhas iguras. "e algu(m abrir a mão e mostrar em sua palma uma semente de girassol. "uas vidas )ntimas tamb(m vivem dessa orma? 3 C. sem ensinar como sua mama a6ia. que est* brilhando no c(u cor do in inito. um simp*tico italiano. #stava com ele. imediatamente vejo a planta crescida. carregada com sementes. as constela18es. 3 Mtaliano % como o chamavam carinhosamente 3 os ingleses são bem di erentes de voc0s. Mas isso nos d* bom humor. "ão r*pidas. o <iovanni. com uma enorme lor. e logo vai cair a tarde e o dia vai desaparecer. onde provavelmente e/istem outros mundos habitados. "ão sim. dentro de uma semente de girassol. at( virar uma gritaria. verdadeiras ontes de energia. os astros.

que retrata. com as saias apertadinhas e passinhos curtos. 9uem sabe se. 3 #st*.JE 3 Pelo modo do andar deles. 3 2oc0 não vai me contar nenhum caso de esp)rito. "er* que isso não pode caracteri6ar uma nature6a espiritual de um povo? !rgumentei .micos. gar1om me traga uma coca3cola. tanto que tive que pedir ao gar1om para esquentar minha pi66a. C um movimento macho. "ó eu alava. "ão amantes da vida. 3 "ão comedidos no alar. para desconversar. Respeitei seu pedido.Maurice 'hevalier não ( protótipo deles? # que tal o ch* servido pelas guei/as. delicados e galanteadores. # os ranceses. 3 Por alar nisso. . ou o movimento ritmado do som de seus instrumentos musicais? . 5ão te parecem eli6es? "er* que são as suas *reas verdes. via de regra. # eles gostam de contar os so rimentos. !nalise o argentino. de um brio di erenciado.<iovanni me olhou descon iado. 3 ! pi66a est* boa? % perguntou. % a irmei. 3 # o americano. 3 2eja o que est* acontecendo hoje no oriente m(dio. e ainda mascando chicletes.an1arinos de roc:s. andam com calma com passos irmes e seus gestos são suaves. #le sabia que não me podia tirar da minha inculta viagem. sempre dos outros 3 brinquei. ao inv(s de se auto punirem em nome de !llah. "eus gestos os levam para esse lado. apai/onados por tudo que a6em. "omos amigos e por isso ele me conhece bem. austero. e suas dan1as ossem mais alegres. como pedindo uma pausa na conversa1ão. se ao inv(s daquela m+sica osse um samba brasileiro? -u as nossas mulatas cariocas andassem como as guei/as? Reparou como cada um est* ajustado 4s m+sicas? 'onclu). não houvesse tanto so rimento. 'om tudo o Mtaliano concordava. Husti iquei. . Msso os torna di erentes. com a Umbanda. enquanto ele j* tinha comido duas. e admirados pela cultura pol)tica do povo comum. presentes e dominadores. JE . 3 5ão entendi. Percebeu que eu tentava uma liga1ão do que al*vamos. -s irlandeses são admiradores da gaita de oles. não seria o som musical de suas musicas? . "ão din. inveterados amantes. considerando que o movimento ( uma a1ão que gera uma rea1ão. estudado. pois era um medroso do espiritismo. adorador do tango. não (? "uplicou o <iovanni. un:s e sei l* mais o que. a desgra1a amorosa.<iovanni e6 um gesto.eve ser o resultado da rea1ão do movimento da dan1a por eles pre erida.

eu sei. voc0 tem que a6er um movimento que vibre no local da or1a que origina essa energia. e quando o a6 ( sem ritmo. 3 5ão te lembram as *guas de um rio? # as Memanj*s. um dia calmo. 3 "e são aquelas entidades que icam rodando e olhando para a palma da mão. ele com a boca cheia de pi66a. Msso. agora voc0 j* sabe que quando precisar de au/)lio da nature6a. 4s ve6es eu levava o <iovanni para assistir uma gira no terreiro. 3 # voc0.'riticou resmungando. -s )ndios eram mestres nisso. 3 "e voc0 na gira. dan1ar % no mesmo lugar. Mroni6ou 3 C a corimba. no outro agitado. que seja compat)vel com a dan1a. o que lhe dava insAnia. j* vi. voc0 est* tra6endo um peda1o de vibra1ão de qualquer lugar. 4s ve6es ( violento. 'on irmou contrariado. OF . <iovanni. ( magiaP #/clamei triun ante. 2oc0 j* viu as o/uns corimbando no terreiro? !pesar de medroso. <ar1om. 'ada movimento atra) um tipo de vibra1ão. não parecem ventanias? # os caboclos de -/óssi? 5ão te lembram as matas? 'ada ve6 que eu alava. 3 C. 4s ve6es tua e/pressão est* tranq?ila. ao cantar uma m+sica. não sabe dan1ar. outras não. não (? "abe que na Umbanda o movimento tem magia? 3 "abia que voc0 ia chegar na macumba. $alei com seriedade. voc0 o que (? 3 #u? #u sou brasileiro. em s)ntese. como se tivessem um espelho. 3 'omo assim? Perguntou o ignorante. por or1a da própria a1ão desses gestos. 3 #ntão. tentei escapar.OF 3 5unca vi tanta bobagem. -nde se encai/am os teus movimentos? !nda todo torto. con irmava com a cabe1a. $ernando. Mas ( uma id(ia. ! inal. não te levam at( as ondas do mar? -s -guns. tomei o cuidado de e/plicar. não parecem soldados romanos? -s XangAs não te lembram a dure6a das pedras e a ira dos trov8es? # as Mansãs. traga a conta para o meu amigo aqui.

9uando entrei na gira. $oram me buscar. voc0. Mncorporei. 5ão posso dar o mesmo tratamento dos m(diuns comuns. "empre ui t)mido para dan1ar e cantar. em caso contr*rio. $iquei encurralado na trama do pai3de3santo. o pai3de3santo me chamou para um conversa1ão. 5ão tive alternativa. "ou um homem disciplinado e obediente. &odo de branco. 9ueria ser um bom m(dium. i6 o que sabia. O1 .O1 CAPÍTULO 4 DIFERENÇAS ! gira estava animada. e acatarei a determina1ão. 'onstrangimento? Por que? &enho um constrangimento muito grande de me/er com C que voc0 j* tem vinte cinco anos de pratica. ui parar dentro do cong*. . voc0 pode icar. $oi um bom aprendi6ado. depositei em tuas mãos o meu uturo medi+nico. #ra o que ele queria ouvir. Mania de :ardecista de incorporar com o olho echado. com raiva de mim. e. atrav(s do jogo das palavras. eu órico por ter sido convidado para ingressar na gira. 5ão só pode. "e eu or um bom m(dium. &amb(m puderaP 5a +ltima ve6 que incorporei na Umbanda. em alguns momentos. como deve. Pode a6er e di6er o que quiser. e eu. com muita humildade. ao menos por enquanto. #mbora j* tivesse a pr*tica de vinte cinco anos na linha :ardecista. a culpa ser* tua. "e eu usar de toda a autoridade recebida pela lei da Umbanda. echei os olhos e sa) pelo salão dando vibra1ão no ar. aqui não vou usar. ! não ser que voc0 me alte com o respeito.que l* aprendi. prender a pessoa. segurava minhas incorpora18es no terreiro. os m(diuns devem obedecer as ordens da hierarquia do terreiro. % a irmei. Percebi ter ca)do numa armadilha. pondo o pai3de3santo bem 4 vontade. !sseverei. $oi rid)culo. a tudo acompanhava atentamente. Husti ico3me. a ponto de querer at( chorar e ir embora. depois de tr0s meses req?entar a assist0ncia no terreiro. !o ingressar na corrente. no meio das imagens. $inali6ei. o m(rito ser* teu. 3 ! Umbanda ( e/igente. Lardecismo e Umbanda são di erentes. Mentalmente acompanhava o ritmo da m+sica.

inclusive dos ogans dos atabaques. 'orri atr*s dele.3 echou a cara. como YpaiZ ou YpadrinhoZ. rumpi e O=0. $iquei pensando. mesmo que não saiba. cante. ponha uma roupa mais adequada.irija3se a mim. um movimento necess*rio. # desde j* voc0 est* escalado para s*bado pró/imo. e os ogans da engoma. por ser o canto um mantra da Umbanda. Mesmo. % arrisquei. % respondeu. # os atabaques t0m nome. #ngoma ( o conjunto dos instrumentos que a6em a musica no terreiro % e/plicou. os capitães do terreiro. respeitosamente. a mãe3de3santo. . "ó para eu saber. a mãe3pequena. com licen1a. que voc0 tenha vergonha ou não saiba. de $erro. não est* igual aos outros da corrente. aliviado.% encerrou. aqui dentro. deu as costas e me dei/ou so6inho. agora de orma delicada. #ssa que voc0 usa. beije a minha mão e de toda hierarquia. quando voc0 chegar no terreiro. por ser a dan1a. # dance. embora seja branca. minha esposa. # quando voc0 estiver na gira. #ngoma? # o que ( engoma? Perguntei. qual ( a hierarquia do terreiro? !l(m de mim.O= 9ue bomP % e/clamou. &ome nota das primeiras ordens. # tem mais. ser* que oi vingan1a daquele )ndio por me ter negado bater a testa tr0s ve6es? O= . vir ajudar na limpe6a do terreiro. rom. Padrinho. 5ão me chame mais.

H+lio ( alto e apesar de seus cinq?enta e tantos anos mant(m um corpo de jovem. 'erta ve6. ! verbosidade ( a sua maior arma para manter acesa uma discussão. "eus cabelos são grossos. ! religião chamada Umbanda tem menos de cem anos. "eus olhos eram misteriosos e o seu rosto não me pareceu amiliar. 3 ! Umbanda ( uma religião autenticamente brasileira. #ntre outras tantas ormas dos magos usarem o espelho ( buscar no espa1o o re le/o dos elementos para aumentar a or1a dos trabalhos na constru1ão de campos de energia. -s que j* me ouviram tiveram a mesma sensa1ão. a6er a higiene e con erir se a roupa est* adequada com nosso gosto. pentear os cabelos. Um grupo de quase meia d+6ia de adeptos da Umbanda ouviam curiosos nossa discussão. # oi essa a convic1ão da minha inspira1ão na conversa com o Hulio sobre o inverso da Umbanda. 5esse dia olhando concentrado e i/amente para minha imagem re letida levei um susto. $oi uma e/peri0ncia incr)vel. e/ercendo o direito do meu recolhimento neste cAmodo. ! irmou. # ( nessa importante pe1a de nossa casa que est* o espelho. # com ela nos digladi*vamos com eloq?0ncia e em calorosa de esa das id(ias da religião. não usa o OB . C ormada por grandes alanges de esp)ritos na qual predomina o nosso )ndio. 5ós usamos o espelho para limpar os dentes. ainda meu desconhecido. bem penteados. Presto3lhe minha rever0ncia. #ra ele quem di6ia. #le icava irritado e sua grossa vo6 j* estava passando da tonalidade própria dos cavalheiros. por isso divido3a com os outros. 3 ! Umbanda ( uma religião a ro3brasileira. recomendando a mesma tentativa. vi minha imagem re letida no enorme espelho estrategicamente colocado na parede. #ra o outro eu. aquele homem dentro do espelho era outro. 3 ! Umbanda se perde no tempo. 3 2oc0 est* con undindo. #/iste h* milh8es de anos. !s vibra18es cósmicas e a mediunidade nasceram com o homem. considerando ter nascida o icialmente em 1EFG. pretos e salpicados nas pontas de um grisalho compat)vel com a sua idade o que me cria uma recrimin*vel inveja por eu ser calvo. originada do candombl(. por acolher em sua ess0ncia o inverso de tudo. ! minha acompanhava o mesmo diapasão.OB CAPÍTULO 0 O ESPEL3O !cho que todos vão concordar comigo que o banheiro ( nosso esconderijo respons*vel por momentos de nossa necess*ria privacidade. "omos displicentes com o nosso outro eu. no Rio de Haneiro. Rebati. um elemento de grande utilidade na magia. . $oi anunciada pelo 'aboclo "ete #ncru6ilhadas incorporado no m(dium D(lio de Moraes.

mas tenho o dever de entend03la. Mniciei a conversa. . in lamado. 9uero juntar as pe1as e concluir o quebra3cabe1a. convidados que omos para uma reunião. ! id(ia oi aceita. &udo tem o outro o seu inverso. 5o decorrer dos tempos os a ricanos j* mais adequados 4s suas condi18es de servi1ais. ele me comunicou em educado sussurro.epois de e/plicar continuei. antes ajeitada para recepcionar o Hulio. 5ão tenho a pretensão de descortin*3la. não prega o medo e muito menos e/ige compensa18es inanceiras pelo e/erc)cio da mediunidade #st* na hora de mudarmos os conceitos. os )ndios então os leg)timos donos da terra oram escravi6ados. descoberto o @rasil. sem precisar conhec03la. &ive uma e/peri0ncia com o espelho que me e6 repensar toda minha conduta humana. sem a horrorosa gravata amarela que destoava de seu terno cin6a claro. 3 !ntes de tudo quero dei/ar claro que não combato nenhuma religião ou orma de e/erc03la.entro do bem reside o mal e vice3versa. demonstrava estar de bom humor. . 3 . escrevendo a mais triste p*gina da nossa história. vestido 4 vontade. 'omo est*vamos no jardim da casa de um amigo comum. vou te visitar para continuarmos nossa conversa. 3 'omo amanhã ( domingo. . 3 2amos trocar id(ias sobre a Umbanda buscando uma intera1ão religiosa e não discutir ou compar*3la com outras religi8es. mas prometo tentar. sugeri que nos un)ssemos aos demais convivas ao at( então apra6)vel evento. 5a minha casa nós icamos na sala. OJ .inverso da Umbanda? 2oc0 quer di6er descobrir coisas ainda não reveladas? 3 !s coisas reveladas e não entendidas. ! Umbanda tem que ser redescoberta. #st* combinado? 3 5ão sei se vou conseguir icar quieto. !penas sou contra a mistura da Umbanda com o candombl(. #nquanto desabotoava o seu jaquetão cin6a para sacar de um cigarro. 2amos coloc*3los diante do espelho e descobrir o seu inverso. dentro do mal e/iste o bem. trou/eram escravos negros da W rica. 'om a não adapta1ão ao regime da escravidão os portugueses. @rincou. #u di6ia. orte e que re+ne adeptos de grande envergadura cultural. inclusive a espiritual. #le era meu amigo )ntimo por isso j* oi servindo o ca e6inho.H+lio estava circunspeto demonstrando estar bem atento e surpreso com minhas e/plica18es. #stou a6endo essa sugestão por querer que voc0 me ajude a consolidar a iloso ia que h* anos estou tentando implantar no terreiro que dirijo. Respeito o livre arb)trio de cada um e con esso só ter uma no1ão b*sica do candombl( apesar de achar essa religião muito bonita.OJ sangue como elemento nos trabalhos.

misticismos e iloso ias espirituais. brancos. 5ão tenho nenhuma d+vida que a Umbanda tem que seguir seus princ)pios morais e ilosó icos ensinada pelos esp)ritos. !) vem a revela1ão do inverso. 2eja uma delas. a UmbandaP #la oi planejada e criada para atender o povo brasileiro. dev)amos pregar e cultuar a Umbanda dentro da lógica dos acontecimentos históricos do @rasil. cheios de cren1as. a miscel. maravilhosa e m+ltipla na sua constru1ão. reencarnaram aqui mesmo no @rasil. europeus e religiosos católicos. 5ão oi só a ra1a que se misturou. Repare que todos os pontos da linha dos preto3velhos são iguais 4s musicas da capoeira. Parou uns instantes olhando3me para pensativo e torpedeou.i6em ela ser originada do candombl(. 3 # não oi? 3 Pelo pouco que sei do candombl(. .nea de conceitos est* gerando uma con usão muito grande. !cho que basicamente os esp)ritos que undaram e trabalham na Umbanda t0m alguma p*gina dentro da (poca do descobrimento do @rasil. por qu0 o ori/* -/um carrega um espelho? Mmposs)vel ser vaidade. 3 @aseado no que voc0 a irma isso? $oi o espelho que te contou? 3 ironi6ou. Por ser nova e pouco estudada. #le me disse para ser ousado e buscar respostas por mim ainda desconhecidas. . hoje o +nico esporte brasileiro. OO . 3 .e certa orma.OO misturaram sua ra1a negra com a vermelha do )ndio e entre elas a intromissão dos brancos. #sses esp)ritos dos )ndios.H+lio mal se continha. -s !rquitetos do #spa1o resolveram juntar todas as suas iloso ias religiosas em uma só. .H+lio não se conteve. e/ceto quando são misturadas. 3 # o preto3velho não ( o a ricano? 3 #stou inclinado em acreditar que ele oi tra6ido atrav(s da descend0ncia da ra1a a ricana que criou a capoeira. ! sobrancelha grossa do H+lio levantou e ele interveio. # ela oi criada pelos a ricanos 4 guisa de esporte mas na verdade era um meio de de esa. de eito que lhe derrubaria o t)tulo de esp)rito superior. sem nunca esquecer que ela ( autenticamente brasileira. o que desagrada tanto os adeptos da Umbanda como do candombl( que não tem nenhuma vincula1ão com o sincretismo católico. !trapalhei o H+lio. a religião tamb(m. # a capoeira nasceu antes da Umbanda. negros. ! pr*tica da cultura religiosa dos ind)genas com os a ricanos oi proibida pelos brancos que impunham o catolicismo entre eles. !s tr0s misturas deram in)cio 4 civili6a1ão brasileira. mas deve ser revista adequando3a 4 lógica correta de uma religião independente. são religi8es antagAnicas. ! religião dos brancos oi re ugada pelos negros que criaram o j* conhecido sincretismo católico na Umbanda. Mndagou.

Mas antes devemos ver o inverso de nossas a18es que erem a espiritualidade ensinada pelos esp)ritos que a6em a Umbanda. mas espero descobrir. 9uem sabe nós devemos buscar a resposta pesquisando o inverso do ori/*.OQ 3 2oc0 sabe? 3 #u não sei. &enho certe6a que vai aproveitar. ao menos vai se admirar. OQ . . pois se não encontrar o seu outro YeuZ.Hulio despediu3se e prometeu a6er a e/peri0ncia do espelho.

principalmente no que se re ere a di eren1a da mesma entidade incorporada em m(diuns di erentes. essas energias se unem. &erceira energia? #/plique melhor. para poder e/trair sua cultura. brincalhão e alegre. gritar. trotar e galopar. C como dois em um. a incorpora1ão de um esp)rito com o m(dium ( um grande mist(rio. dei/ar ser montado e obedecer as r(deas. . reclamar por tudo. 9uando vem o esp)rito. 2oc0 ( um imbecilP !pesar da grosseria das palavras. voc0 ( um burroP . principalmente por contradi6er tudo aquilo que ele pregava. $al*vamos sobre a mediunidade. reunidos em uma só or1a. ! gente l0. mais *cil para o esp)rito dar sua comunica1ão. $alando sobre prepara1ão espiritual dos m(diuns. #ntretanto.omingos acreditava que não adiantava nada o m(dium ter cultura esp)rita. acharam gra1a da orma do pai3de3santo e/pressar3se. sensibilidade e conhecimentos. Mas. quando a entidade toma o corpo do m(dium. . . pedi. estuda e aprende.. Mnterrompeu e voci erou. &oda aquela postura era mentirosa. ainda não conhecia o !ndir de "ou6a.m(dium tem que dar condi18es ao esp)rito. acilita ao cavaleiro.omingos. sabendo andar.$erro costumava berrar. <ordo. um e/periente pai3de3santo. cultural e espiritualmente.esp)rito ( uma energia e o m(dium ( outra. todos.pai3de3santo echou a cara. era muito querido por todos.OS CAPITULO 2 TERCEIRA ENERGIA . Um cavalo bem domado. inclusive o . H* o pai3de3santo com sua e/peri0ncia pregava o contr*rio. 9uanto mais preparado. dei/ou escapar uma das suas marcantes alas. OS . principalmente. ilho de -gum não dei/ava as coisas para depois. 'ada qual com sua cultura. #mbora comum e undamental para a religião esp)rita. demonstrando sua indigna1ão pelo coment*rio do estejado gordo. C a terceira energia % disse.i6ia coisas descone/as.omingos. !mbos estão ali presentes. ormando uma terceira. trocar id(ias sobre a Umbanda. ele a6 o que quer. mas tinha um cora1ão imenso. Um ( um e outro ( outro.omingos era um membro da corrente. 5aquela ocasião. <osto de conversar com ele e. não adiantando nada o que se aprendeu. $oi com outro espiritualista que entendi a incorpora1ão e a necessidade da prepara1ão do m(dium. .. 5a Umbanda chamamos o m(dium de cavalo. . .

OG - 'omo o ca ( com leite? &entei ajudar. "e seus arquivos são de m* qualidade. ica com uma parte do outro. incorporado em um m(dium manso. . "im. que não ( a mesma entidade. vai ter que lutar para não dei/ar esta parte ruim do m(dium. lembrei3me do . . OG . culto. e cheio de ódio.omingos. violento. 5o segundo m(dium. Msso mesmo. . o leite tamb(m.princ)pio do computador. -s dois juntos criam uma terceira bebida. em sua mani esta1ão. #nquanto voltava para casa. em dois m(diuns di erentes. est* bem esclarecido este ponto. 2ai parecer.esp)rito só pode tirar do m(dium o que ele tem programado. 2amos imaginar um e/u. "e incorpora em outro. 3 Msso e/plica bem. toda esta parte boa do m(dium. C. boa coloca1ão % elogiou. se sobrepor 4 sua vontade. só pode in ormar coisas semelhantes. para esclarecer minha compreensão. 5ão pode ser igual. para quem conversar com os dois m(diuns. no primeiro.mesmo e/u incorporado em um m(dium menos preparado. senão poderia e/plicar para ele o que o $erro não conseguiu. amoroso. -bviamente. "e a entidade incorpora em mim. com sua aura limpa e vibrante. 'ompletei.omingos j* desencarnou. misturada em sua energia. $alei. . ele vai tra6er. Pena que o .ca ( ( uma bebida pura. pensando na proveitosa troca de id(ias com o !ndir. 'omo um computador. disse o !ndir. ela ica com uma parte que sou eu.

mas comum entre cavalos ine/perientes. nas giras de -gum. "e não der certo. % orientou3me. "enti3me mais seguro e protegido na Umbanda. via de regra. na linha :ardecista. olhos abertos. @em mais cedo que esperava.neo. H* me considerava m(dium pronto. com certe6a. OE . $ique calmo e concentre3se. que voc0. os m(diuns icam muito apegados ao olclore.pai3de3santo me chamou e me e6 icar no meio do terreiro. incorporava uma entidade que não tinha dado o nome. a1a uma respira1ão r*pida e curta. para só depois levantar e saudar a todos alegremente. . e icam mancos. "oube que meu -ri/* era -gum e j* tinha eito o cru6amento na Umbanda e o amaci.ava consultas sentado no toco. C a alta de conhecimento dos m(diuns que provoca esse quadro at)pico da entidade. normalmente. Pela impon0ncia da entidade. j* tinha abandonado o 'entro #sp)rita. o meu pai3de3cabe1a. o Pai Maneco. H* tinha o preto3velho e o 'aboclo. . -ptei pela Umbanda por ter encontrado nela a minha necessidade religiosa. "e tiver di iculdade. entortam as mãos e cometem outros trejeitos. @ebia cacha1a e umava cigarro de palha. . Mandou cantar o ponto do 'aboclo Hunco 2erde. &empos depois. #le atendeu.segredo ( a paci0ncia e a con ian1a nos respons*veis pela dire1ão do terreiro. dentro da nova roupagem de preto3velho. pedindo uma e/plica1ão. Mntu) que um 'aboclo est* querendo incorporar em voc0. h*bito comum quando ele queria chamar um esp)rito para incorporar num determinado m(dium. e nunca dei/ar de perguntar as d+vidas que tiverem. bem 4 vontade. devendo o m(dium tomar o cuidado para não incorrer na imita1ão das incorpora18es de outras pessoas. "ó altava o #/u. j* h* vinte e cinco anos. para voc0 icar tonto e acilitar a incorpora1ão. . mas. ! gira era de 'aboclo. ique rodando. sem necessidade de lu6 apagada. 3 5em todos os e/us são iguais. considerando3se estar trabalhando com ele. 'antava e dan1ava. di erenciava bastante dos outros e/us. Mncorporava. o esp)rito declarou chamar3se !:uan. C importante mencionar. ! incorpora1ão oi r*pida e orte. icar* bem amortecido. muito embora. ! di eren1a oi a batida alegre da m+sica e a manipula1ão da energia da 5ature6a pela cria1ão de campos de or1a. $iquei intrigado e procurei o pai3de3santo. estava solto. que recebi sem nenhuma di iculdade. entidade para mim *cil de lidar.desenvolvimento da mediunidade na Umbanda deve ser espont.OE CAPITULO 4 INCORPORAÇ>ES H* estava habituado 4s incorpora18es da Umbanda. o pai3de3santo chamou o #/u &ranca Ruas das !lmas. jogando3me de joelhos no chão.

al(m de ser a maioria. me olhando. o m(dium. onde os m(diuns.esp)rito não oi. 3 2oc0 ( o primeiro m(dium. !o contr*rio. ( muito bom. durante a incorpora1ão. 3 . seria certo ou errado ele ir bater a cabe1a? 5essa altura. não contarão ao esp)rito suas di iculdades )ntimas. Meus parab(ns. que se di6em inconscientes. trabalham suas mediunidades. uma ve6 por m0s. havia uma sessão echada. #stou em d+vida se ui eu.urante a incorpora1ão tive o impulso de ir bater a cabe1a no ponto de seguran1a da gira. que e/istem mães e pais3de3santo. $iquei sem entender. Para teu controle. % detalhei 3 independentemente dos meus problemas na incorpora1ão. em meu terreiro. mais tarde. 'om medo de errarem. !rrematou. na sua ótica. aqui presentes.anos e só sai daquela casa com morte de meu pai3de3santo. ou se ui eu quem criou a id(ia e ele não me dei/ou ir. $iquei sem jeito. toda a corrente estava em p(.. al(m de ser also. &empos depois. que atrapalhou a entidade não o dei/ando a6er o pretendido. porque assim voc0 aprende as coisas que o esp)rito ensina. para desenvolvimento dos m(diuns. se os outros souberem da consci0ncia. 5ão tem nada de errado ser m(dium consciente. por estar errado. sob a orienta1ão dos dirigentes e m(diuns mais e/perientes.. numa gira echada e sem assist0ncia. !creditam que. que a6 uma declara1ão publica a irmando ser m(dium consciente. 3 'laro que não. em sil0ncio. Mncorporei o #/u &ranca Ruas das !lmas. todos teus irmãos de corrente. 5o inal o pai3de3santo a6ia suas observa18es.QF 5o terreiro do $erro. $ernando. pensando ter eito uma pergunta inadequada ou prim*ria. ui cru6ado no terreiro como pai3pequeno. $ui saber. 3 Mas tenho que ser inconsciente para trabalhar na Umbanda? Perguntei assustado. 9ue i6 para merecer cumprimentos? % pensei. C um tipo de treinamento. #le continuou. C uma pura asneira. em cujo cargo iquei durante. $i6 uma pergunta. inclusive o próprio pai3de3santo. juram serem inconscientes. QF . com a inten1ão de saberem as coisas contadas pelos ilhos da corrente. #/clamou. omitem o detalhe da consci0ncia ou inconsci0ncia. #les ( que pensam assim. e/plicando as coisas certas e erradas dos m(diuns. .

pai3de3santo che iava. !l(m de meu pai3de3santo. mantendo uma orma )sica invej*vel.pai3de3santo $erro. Minha rea1ão oi imediata e em suplica. go6ava de boa sa+de e não demonstrava estar passando nenhum problema. o ereceu3me a orte bebida e disse aos seus dois ajudantes. mesmo sendo o che e espiritual da casa. não se deve jamais alar com ningu(m. os cambonos. 'omunicou. Mas não dei/e ele morrer. 3 'areca. h* quase cinq?enta anos. que quero alar so6inho com o 'areca. tornou3se um grande amigo. "aiam daqui. !credito nos esp)ritos. Por comandar a gira. mais tarde. # ningu(m gosta de saber que os amigos estão com os dias contados. . . e estar incorporado no pai3de3santo. . #sperei. ra6ão que me e6 gelar. de pronto. 3 5ão dei/e isso acontecer. "e ele não puder trabalhar. "ou um homem de (. era todo vida e alegria.Q1 CAPITULO 6 O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO #stava comandando uma gira da esquerda. sem a assist0ncia do cambono. #stava no meio do terreiro. venha c*. a lito. Me/eu3se no seu trono. #st*vamos no m0s de "etembro. para dirigir uma casa. -s dois sa)ram e ele. hoje ( a +ltima ve6 que estou incorporando neste cavalo.ei/ei meus a a6eres e sentei3me 4 sua rente. &udo estava certo na sua vida. 5ão aparentava a idade que tinha. # vou dar um conselho. olhando i/amente. incorporado no 2ovA 'onrado. o canto muito bem a inado. #le vai ter alguns pequenos problemas. ! casa estava cheia. 3 'areca.3 Q1 . deu a noticia. os m(diuns alegres. assustado. espiritualmente. 'areca. que tão sabiamente comandava.evia pesar uns setenta quilos. vai desencarnar. # eu me identi icava muito com ele. voc0 guarde teu cora1ão no co re. não estava incorporado. 2ovA. eu cuido do terreiro. % ordenou. porque. quando ouvi o amoso chamado da querida entidade. uma resposta da entidade 4 minha solicita1ão. . muito ao contr*rio. Percebi uma certa gravidade. % gritou. 3 'uide do meu terreiro. 5ão sentia nele o espectro da morte. que impossibilitarão as incorpora18es e. #ra um homem importante para a Umbanda e para o próprio terreiro.

5ão acreditava no que tinha ouvido. em cima da seguran1a. apro/imou3se. amiliares e ilhos de corrente comentavam sobre a bem sucedida sessão. oi posto um ponto riscado. sem prever sua data. -s sinais dados pelo 2ovA 'onrado estavam cada ve6 mais ortes. #les se encarregaram de mandar cantar os pontos da linha do -riente. que dava para perceber. Mn ormou3me com ar sombrio e triste. chamando os caboclos e pretos3velho. levantou3se e ordenou o canto de subida para ele. #u o via. 5ão incorporou mais em seu cavalo. amargando minha antecipada dor. sua am)lia era grande. ! &here6inha. 5o meio do terreiro. 3 9ual o hospital? 5o "anta 'ru6 % in ormou $ui ao hospital. Perguntei. #la era benquisto e al(m dos amigos e ilhos da corrente. esposa do $erro. alegre e com todos estejando. $i6emos trabalho na linha da Umbanda. #ra demais para mim. !s l*grimas oram por mim contidas. !o chegar em casa. $ui com minha mulher. di6endo que o $erro teve um en arte e vai ser operado. #ste ponto oi riscado pela Madrinha 3 a dona "telinha. conhecida pela cura de doen1as )sicas. especial mesmo. muito antigo. #le % o pai3de3santo e esposa. I noite a corrente estava reunida. H* est*vamos em de6embro. pois antevia as conseq?0ncias entre todos nós. Marcamos um trabalho para hoje 4 noite. sem dividir com ningu(m. C para a sa+de do Padrinho. 5ão era compreens)vel uma entidade di6er não incorporar mais. sabia ser inevit*vel o desencarne. "abia ter chegado o momento. recebi o recado. &odos os anos o terreiro a6ia uma esta de con raterni6a1ão. apesar de suas rabugices. porque seu cavalo ia morrer. $oi no come1o do ano. &odos o adoravam. não sabia o que esp)rito tinha alado. então mãe3pequena no terreiro. 5a minha (. . reunindo os m(diuns e seus amiliares. desde que tomou o cuidado de a astar seus cambonos para me dar a not)cia. Q= . #le subiu e eu iquei assustado. onde j* muita gente estava solid*ria com a am)lia. Perguntei 4 &here6inha que ponto era aquele. # alava de um homem incomum. ou seja. Retirei3me. $iquei so6inho. e não podia tirar de dentro de mim o segredo que com muita dor carregava. para que tudo corra bem. -s esp)ritos não erram.Q= !poiado em sua bengala preta. #sclareceu. que o mant(m aceso j* h* muitos anos. para a qual tamb(m nada tinha dito da comunica1ão da entidade. que o am*vamos. !lgu(m tele onou para voc0. tristemente e comecei a pensar como poderia administrar seu desencarne.pai3de3santo era m(dium inconsciente.

e enquanto tentava consol*3la. ui ao hospital. um raio de Nu6. -rdenou3me. Meu ilho. na e/pectativa de sua cura. di6endo num sussurro. não a mim. $oi um per)odo revoltante. tamb(m a beijou. #stava respirando. QB . nunca mais o des e6 alimentando3o com bebida. no quarto. beijando3a. na sala do oriente. barba crescida. disse3me. i6emos vig)lia. peguei sua mão com muito cuidado. 3 Mucui no Dambi % . C para movimentar o corpo % disse3me a a lita esposa do Meu pai3de3santo era sombra daquele homem esperto e *gil. tomou minha mão e. &odas as manhãs eu a6ia uma visita ao $erro. por or1a dos aparelhos hospitalares. ora no terreiro. Madrinha. #ra di )cil v03lo assim. !joelhei3me ao seu lado. 3 . "entei3me com a Madrinha "telinha.QB Mas ele j* teve algum problema antes? Perguntei. pedi3lhe a ben1ão. #stava magro. o que mais podemos a6er? Mmplorando. $iquei surpreso. mas por tudo que estava passando. Parece3me que cinco cirurgias oram eitas naquele homem. m(dicos e amiliares. como diariamente a6ia. eito o ponto. ele estava sentado em uma cadeira. a6endo um es or1o muito grande.velho -gum. muito triste. serem paliativas as cirurgias. $ui embora. 2oc0 pode a6er isto por mim? !quiesceu.urante um m0s. determinado. $iquei pensando porque o 2ovA não vinha busc*3lo. 3 !cho que a senhora deve levantar o ponto irmado na linha do oriente. talve6 at( emocionado. e. at( agressivas % e caras. ainda.eus te aben1oe. talve6 não mais pelo seu iminente desencarne. pai3de3santo. $ale. alando quase por sinais. j* marcado para morrer. "ab)amos. mas 4 espiritualidade. 5uma delas. a senhora não vai gostar do que vou di6er. Respondi. 5um "*bado. *gua e vela durante todo esse tempo. como sempre a6ia. diga3se. Mucui meu pai. . ora no Tospital. p*lido. &eve uma pequena doen1a e. por causa dos soros e agulhas em suas aparentes veias. com seu olhar j* en raquecido pela doen1a.

embora alimentado. desencarnou. junto com meus amiliares. Minha mulher atendeu o tele one. e oi essa a ra6ão de eu ter sugerido 4 dona "telinha. quando o tele one soou. os quais. 5ão posso acreditar que um ponto riscado. $iquei. demonstrando muito conhecimento e (. no nosso tradicional almo1o dos s*bados. Retornei 4 minha. acato muito agradecidoP QJ . para variar.#dmundo Rodrigues $erro. tra6endo uma triste6a muito grande para todos nós e apesar de abrir uma lacuna na Umbanda. al(m do necess*rio. Nevantamos e descarregamos o ponto. instintivamente. conversava com ela. mas hoje não estou mais. comunicando que o $erro morreuP % e/clamei. 3 C algu(m. sem discutir. Respondeu a &here6inha. ! inal. e um ensinamento at( hoje seguido por muitos. 4s ve6es. levantar o ponto. !inda estava 4 mesa de re ei18es. muito triste. na ocasião. e me retirei. tem este poder de manter o esp)rito junto ao corpo. Um ponto de irme6a. 3 &eu amigo morreuP . "ó saudade )sica. &ele onei 4 &here6inha e nós dois omos ao terreiro. possa atrapalhar o desencarne de um esp)rito do naipe do $erro. 5a volta. 2ou j*. con orme me ora anunciado pelo 2ovA 'onrado. dei/ou como legado cinq?enta anos de e iciente desempenho na religião. 'onversamos sobre e assunto e dei/ei3a em sua casa. Mas tive uma intui1ão. Madrinha. principalmente por mim. sinto quase sempre sua presen1a no terreiro e. dando ordens e palpites.QJ 'laro. para segurar na terra o esp)rito de algu(m.

sem casa para trabalhar. 5aquela (poca. Minha mulher e/plicou sua vontade de achar sua cachorra.iante de minha hesita1ão.urante uns dois meses não conseguia me decidir. após sua morte não me adaptei ao da minha mãe3de3santo "telinha de -/um. a 2irgem Maria. buscava a/(. achava gra1a por essa distor1ão de consulta. # voc0 meu ilho. como sempre a6. em condu6ir o terreiro. uma cadela nossa tinha desaparecido e oi esse o prete/to usado por ela para correr comigo os terreiros. a cadela. . Mas. vou visitar. 5uma reunião com meus companheiros. a ador*vel entidade angolana. ! entidade disse que ia ajud*3la. o que deseja de mim? Meu pai. veio o Pai Maneco. protejam todos voc0s % cumprimentou. 5ós gostamos de cães. e isso eles sabiam. jamais deveria incorporar qualquer esp)rito ora do terreiro por motivos de seguran1a.que? &amb(m quer achar? . eles insistiram. 5ão queria voltar para a linha :ardecista. ser minha grande amiga e companheira. no undo. #dmundo Rodrigues $erro.QO MIN3A DECIS1O CAPITULO 8 Tabituado com o estilo do meu pai3de3santo. H* havia orientado meus companheiros para a6er3lhe perguntas. a esposa de meu pai desencarnado. "a) da &enda #sp)rita "ão "ebastião. . embora não participe da Umbanda. !chei o momento oportuno. que me servissem de orienta1ão. 5ão houve sintonia vibratória entre mim e eles. !pós os devidos cuidados. 9ue a pa6 de -/al*. tentando. iquei totalmente desorientado. volta e meia. na esperan1a de encontrar um que osse compat)vel com aquele do qual tinha sa)do. só quero a/(. minha dedicada esposa. naquela ocasião. embora tenha conhecido alguns bel)ssimos. Ma junto comigo. tive at( momentos hilariantes. #u. 5ão o encontrei. principalmente por estar necessitando de uma orienta1ão mais direta para meu destino espiritual. !cabei cedendo 4s solicita18es. 5osso "enhor Hesus 'risto. 5as andan1as. e Memanj*. Passei a visitar v*rios terreiros. pedimos consulta na entrada e omos indicados para alar com uma m(dium incorporada com uma entidade. QO . segundo meu aprendi6ado. 2irou3se para mim e perguntou. ! Redda. #u. pois. ui provocado por eles para incorporar o Pai Maneco. 5um terreiro. casa que ainda. a respeita e me prestigia. como seu h*bito. e ela. $omos juntos.

QQ "alve. $ernando. . 5ão hesitei. # eles me indicam que devo ser pai3de3santo. "elou o meu querido mestre e protetor. se vivo entre eles. não quer. 5ão poderia ser di erente. pelos sinais que me dei/am. QQ . "eu cavalo quer que o senhor lhe indique o caminho que deve seguir. 5o dia seguinte a nossa conversa1ão. demonstrando terem alguma d+vida. Msso não ( vaidade. Meu ilho. H* não tinha mais nenhuma duvida do meu destino. quando tenho necessidade de uma decisão importante. #le disse ser este o caminho. "erei vaidoso. "ou um homem de ( e decidido. o humilde preto3velho.epois de v*rias tentativas em me demover da decisão. &inha que ser assim. 3 C uma possibilidade muito grande de ter acontecido. 2oltar para linha :ardecista. ou1o a palavra dos esp)ritos. !cham que vou ignorar a palavra do esp)rito? #les se entreolharam. nas entrelinhas de suas mensagens. 'ontinuou conversando com os presentes. ( conscienti6a1ão. seu cavalo quer uma e/plica1ão sobre tudo que lhe aconteceu.<eraldo não pensou duas ve6es ao responder. . se quiser ser o mais Husto entre os Hustos. Pai Maneco % respondeu o <eraldo. hesita. #st* procurando um terreiro onde encontre a inidade. eu j* come1ava a icar impaciente. e/ceto o <eraldo e o $rancisco. # da). sem mais nada alar sobre mim. eu. mas não o encontra. "er pai3de3santo. % arrisquei. em nome do grupo. 3 2oc0s ouviram ontem a mensagem do Pai Maneco. "ubiu e o grupo voltou 4 conversa1ão. considerando o teu atual estado de perturba1ão. 'omuniquei a todos. ou se ( uma vaidade inconsciente me/endo com sua cabe1a % e/pAs. os dois oram 4 minha casa. uma das hipóteses. por ter duvida se ( este o destino. &entavam me dissuadir e me aconselhavam a voltar 4 casa onde ambos ainda permaneciam. 3 ! não ser que a mensagem por ele dei/ada oi inter er0ncia minha. . #les perguntaram. #/plicou Meus amigos.eu para entender alguma coisa? &udo a6 parte de um plano. lacAnico. % Meu Pai. meus dois companheiros que não se con ormavam com a minha sa)da do terreiro do #dmundo $erro. sei que sou justo.

&anto o <eraldo como o $rancisco. 3 5ão admito d+vidas sobre voc0. iquei na e/pectativa da incorpora1ão prometida. $oi quando ouvi a vo6 do Pai Maneco. QS . dei/ando sobre as mãos do $rancisco. e beijando3as suavemente. agradeci. !joelhei3me em sua rente. di6endo. sob minha orte emo1ão. $iquei emocionado. e. recebi só apoio dos meus dois companheiros. "em nada di6er. 3 Muito obrigado.QS 5ão queria acreditar no que estava ouvindo. 5ão demorou. tomei as suas mãos. e con irmar tudo que alei ontem por sua mediunidade. duas l*grimas por mim derrubadas. não podiam duvidar da minha capacidade de transmitir as mensagens do Pai Maneco. ! partir desse momento. mesmo relutando. $iquei chocado e em sil0ncio. Pai ManecoP % e me a astei. realmente repetiu a mensagem anterior. 2ou incorporar no $rancisco. oi dominado pela entidade. e o $rancisco. no meu ouvido.

Hogando no li/o o material que carregava para 4 aula. mesmo que osse minha primeira alta. $alei. 5os meus desejos.eus e Hesus 'risto. #u era um dos alunos com a idade m)nima. a $rancisca tamb(m. 5ão era só a religião que me ascinava. só queria ter mais vinte anos de idade. mas meu otimista racioc)nio isentava minha pessoa da negra amea1a. &omava o cuidado de ser bem claro nas e/plica18es. 3 5ão vou mais a6er a primeira comunhão. com a religião católica. oi reavivada durante uma palestra que a6ia a um grupo de umbandistas.QG CAPÍTULO 9: A FRUTA #stava atento 4 aula de catecismo que a $rancisca estava dando nas depend0ncias da Mgreja do meu bairro a um grupo de meninos. na . #m aulas anteriores ela tinha ensinado que quem cometesse um pecado mortal iria para o in erno. com os padres e os santos. "ó perdoei . #ra prepara1ão para a6er a primeira comunhão dentro do catolicismo. e arranjar uma nova namorada. desiludido com a minha amada. 5a ocasião achei orte a pena. . #ssa religião não presta. para se in iltrar no sonho do imposs)vel. entre cinco e de6 anos. onde dei/ava transbordar meu amor por aquela mulher. Minha pai/ão por ela transcendia o limite da benqueren1a. buscando sempre a lógica. #mbevecido eu cuidava para que a classe icasse quieta e atenta 4s palavras da ormosa pro essora. QG . 5aquele dia eu não devia ter ido 4 aula. ! lembran1a de um ato acontecido h* mais de sessenta anos. #la sentenciou. era só não cometer nenhum pecado. para poder cortejar a dona daquele rosto redondo. Mas altar a missa era pecado mortal? Retornei 4 minha casa. dando as costas e correndo para a rua. 3 9uem alta 4s missas nos domingos est* cometendo um pecado mortal. $oi quando uma risonha mo1a presente pediu a palavra para di6er. 3 Por que? 3 ! $rancisca disse que voc0 e o pai vão para o in erno porque voc0s não vão nas missas e t0m pecado mortal.encanto que ela e/ercia sobre mim oi pro anada por ensinamentos rudes e contr*rios 4 minha in antil percep1ão religiosa. corri ao encontro de minha mãe e comuniquei.nsia de recuperar o meu tempo perdido na igreja. risonho e aquinhoado pela divina arte do belo.

. lugar destinado aos alguidares dos santos QE . C um constru1ão que tem um cong*. #n eites quase sempre estão ornando a casa. que t0m que ser e/purgados como se a6 com a parasitas das *rvores.QE 3 #u estou muito eli6 na Umbanda. irmada com v*rios pontos magn(ticos e de or1a para manter sua harmonia. .olhar espantado da mo1a revelou que ela nada conhecia. -s pontos tinham que se encontrar. sustent*culo de uma boa vibra1ão espiritual. tudo muito caro e sem um provedor. continuei.entro do espa1o dos terreiros tamb(m e/istem o roncó.sil0ncio na sala e o s(rio olhar da j* não mais risonha loira. demonstravam claramente terem entendido a mensagem que um terreiro de Umbanda só abre suas portas gra1as a uma insistente organi6a1ão material. 3 Um terreiro de Umbanda teve um come1o. &odo terreiro tem na sua entrada a tronqueira. se bem que direcionada 4 risonha loira. com o doce sabor de uma madura e gostosa ruta. . . necessariamente da linha &ranca Ruas. 79uando voc0s saboreiam a ruta de uma *rvore não se preocupam em saber que ela teve in)cio com uma pequena semente que cresceu. para agradecer o bem que me a6em.7 &odos aguardavam a continua1ão da minha e/plica1ão. a6 brotar a lor do amor e da vontade de ajudar os semelhantes. 'ontinuei a e/plica1ão. onde estão alojadas as armas do e/u guardião. provavelmente uma semente simboli6ada pela vontade obsessiva de um pai3de3santo. indicadas pela entidade che e. Uns t0m constru1ão requintada e outros são simples. Minhas entidades são maravilhosas. &udo isso e muito mais que eu talve6 não tenha mencionado ( que dão as condi18es para que possa ser o erecido 4 voc0s um ruto m*gico colhido das sagradas mãos dos ori/*s. "abendo disso. "eus olhos só en/ergam a ruta. o cuidado com uma corrente de m(diuns honestos e caridosos. !s dimens8es do terreiro são adequadas para o n+mero dos m(diuns que constituem a corrente. independente da linha de seu dirigente. machados. como lechas. al(m das seguran1as necess*rias. $oi um longo processo e mesmo assim voc0s não agradecem 4 *rvore e toda a organi6a1ão natural que a torna produtiva e orte. 3 2oc0 conhece a estrutura de um terreiro? . onde icam as imagens das entidades. onde sempre se in iltram os mal intencionados. icou adulta. 5o espa1o das sess8es estão enterradas no meio as armas do ori/* mandante da casa. 'resceu e criou ra)6es estruturando isicamente a casa. um espa1o para a reali6a1ão das giras e a parte onde ica uma eventual assist0ncia. criou ortes ra)6es que e/trai a *gua e a or1a da (rtil terra e produ6iu lores que se trans ormam em rutos.terreiro ( o templo dos -ri/*s onde se reali6am os cultos da Umbanda. "empre estou a6endo o erendas. espadas e retratos das entidades.empenho material para as constru18es )sicas. sabidamente a seguran1a dos terreiros de Umbanda. uma história do Pai Maneco. 'ontei para eles.

talve6 por conveni0ncia. o esp)rito de um )ndio incorporado em um m(dium com e/peri0ncia. as paredes que cercam o terreiro. ormando uma esp(cie de cerca iluminada por v*rias cores nunca vistas por voc0s. do bom gosto dos dirigentes ou pela aplicabilidade coerente de um arquiteto. #u não a1o distin1ão da qualidade de um terreiro pela sua constru1ão )sica. &udo isso acolhe um mundo invis)vel. alguns incorporados. os anAnimos provedores do dinheiro para a constru1ão da casa. -s m(diuns que voc0 viu. o dos esp)ritosP C uma energia paralela que se modi ica. alguns com seus cocares mantendo um brilho intenso. ! assist0ncia tamb(m desapareceu e. #ssa lu6 como um arco3)ris est* ligada no centro do terreiro onde est* a seguran1a. . "ão di eren1as puramente materiais e que dependem tamb(m dos recursos inanceiros do grupo. todos armados. cong* ( uma mistura de cores.urante o desenrolar de uma gira de -/óssi. . ! limpe6a espiritual ( que vale. todos de branco.SF de cada m(dium do templo.escreva tudo que teus olhos podem en/ergar. ( a ordem material de um terreiro de Umbanda. 3 #u j* estou vendo de orma di erente. que direcionada para algumas entidades so redoras. conversando comigo. #sta. . a6endo3os cair em sono pro undo. Paredes não e/istem. l* atr*s. % alou o poderoso guia. perguntou. 'ada ve6 que seu corcel bate as patas saem a)scas da cor do sol. j* est* pago7.o meio de seus olhos sai uma corrente energ(tica. 3 #u estou vendo o cong* iluminado com as velas. que se mistura com as outras cores dos ori/*s. -s dirigentes da Umbanda são pobres porque seguem 4 risca o ensinamento da alta espiritualidade que nos ensina 7dar de gra1a. que se mistura com as outras do terreiro. os m(diuns em volta. e da habilidade dos dirigentes de promoverem eventos para a coleta de moedas que paguem o pre1o de um mestre de obras e seus pedreiros. v*rias alanges e tribos de )ndios estão de prontidão no aguardo de um chamado para a6erem a de esa dos que estão no meio. basicamente. iluminado por uma lu6 que nunca se apaga e ( mais brilhante e orte que o sol na &erra. 5ós estamos no meio de uma campina cercada por um verde e lindo mato. 7quem recebe. vai cair no outro ensinamento.que voc0 v0 agora no terreiro? . &alve6 a imagem mais bonita ainda seja a de um cavaleiro montado em um cavalo branco galopando em volta de todos. eu não en/ergo. a assist0ncia silenciosa a tudo assistindo e. pouco conhecido. 5o lugar de cada um estão os )ndios e )ndias. de acordo com a vibra1ão e o a/( da casa. em seu lugar. &oda essa lu6 e alegria estão temperadas com a m+sica emitida por voc0s. # quem ugir desse princ)pio e vender seus passes e orienta18es espirituais. -/al* est* irradiando para todo o ambiente uma lu6 prateada e brilhante.cavaleiro armado e imponente ( um guerreiro de -gum. #les rodam e emitem lu6es para todos. #ssa são a realidade e as di iculdades para a constru1ão de uma templo de Umbanda. trava seus movimentos e amortece seus corpos. do SF . e a casa dos e/us. 3 . o que de gra1a recebemos7. !s di eren1as icam por conta do tamanho da corrente.

3 5ão. não amea1a este terreiro. e para isso ( necess*rio ter (. tudo pode mudar para vis8es bem piores. dei/ando o interlocutor sem entender o que eu di6ia. as seguran1as não são cuidadas. assustado. S1 . #ncerrei. 9uer di6er que todos os terreiros de Umbanda são m*gicos assim? 3 5ão pense voc0 que todos são iguais. pela irme6a dos ori/*s da casa. quando algu(m me perguntou. 3 Pequeno? 'omo pequeno se não temos paredes e nosso espa1o ( ilimitado?.grupo parecia satis eito com nossa conversa1ão. havendo o risco da escuridão e o tr. e por isso nossos terreiros são uma onte de energia e de lu6. #stava com rases ormais e tradicionais para por im ao encontro. obedi0ncia ao comando dos esp)ritos. . $iquei aliviado. Mas as oscila18es e/istem. os m(diuns negligenciam nas suas prepara18es e a corrente não ica coesa no mesmo propósito espiritual.ias depois algu(m observou que o terreiro estava pequeno para a quantidade de m(diuns. Nembrando3me do ensinamento do )ndio guia. de amor e suavidade. Respondi. 3 5ós corremos esse risco? Mndaguei. #sse perigo. observei. # oi bom saber que as paredes do terreiro desaparecem mostrando um mundo di erente. b*lsamo de nossas dores e mola propulsora de nossa vontade de vencer as di iculdades. 9uando as coisas não são bem eitas. calma e sobretudo. # acho que. . 3 9ue linda essa visão. se continuarem assim. 3 Por que no in)cio voc0 estava tão pensativo? 3 #stava me preparando para não repetir o mesmo erro cometido h* tempos por uma linda e simp*tica pro essora de catecismo. "enti a responsabilidade que temos quando abra1amos uma religião.S1 que se aproveitam os )ndios para carrega3los para um lugar onde receberão orienta1ão.nsito livre das entidades trevosas. Mas não posso viver sob o horror do medo. Recomendou. ! imposi1ão do medo e6 a Mgreja 'atólica perder talve6 um ervoroso e disciplinado seguidor de seus ensinamentos. 'uidem3se. 'aboclo. como eu. sabendo que não seria entendido. todos os terreiros de Umbanda recebem a mesma orienta1ão. voc0s não estão correndo esse perigo.

o Nui6. % a irmou. Mas por que eu. "impati6ei com ele. sempre pergunto para ela alguma coisa. 3 $ique sossegado. Mn ormou3me. estavam as ervas e bebidas dos ori/*s.S= CAPITULO 99 SOU UM PAI?DE?SANTO H* conhecia o Nui6 <ulini. #le con eccionou as belas guias de contas. não só a que identi ica a hierarquia de dirigente. a . <ostaria muito se voc0 pudesse me preparar. Mnclusive. $ernando. dentro de um alguidar de lou1a branca. 'omuniquei3lhe meu desejo de a6er o ritual na minha casa do litoral. $ui alar com ele e solicitei. trabalha com o #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 2ou deitar voc0 na camarinha. a mesma entidade a quem eu. não só eu pedindo e/plica18es.ilma e alguns membros de sua corrente. 5ão quero errar. . cobrindo3a. al(m de dei/ar transparente a sua simplicidade e os conhecimentos demonstrados pelos mist(rios da Umbanda. a eitura de um pai3de3santo. uma pessoa simples? 3 Por isso mesmo. embora tenha demonstrado satis a1ão. cuidadosamente.urante v*rios dias t)nhamos encontros constantes. servo como m(dium. como ele me ensinando o que julgava necess*rio. 3 Nui6. e sabe muito da religião. com muito 6elo. cuidou da prepara1ão do sagrado ritual. orgulhosamente. o <eraldo 'arrano !lmeida. onde oram postas todas as guias. <rato pela con ian1a. j* pai3de3santo. um jovem pai3de3santo de grande or1a medi+nica. com um len1ol de pano virgem. ele estendeu no chão uma esteira. 3 Nui6. 5o dia marcado. 3 'om muito pra6er. omos todos. preciso receber a coroa de pai3de3santo. na sua prepara1ão. voc0 ( uma pessoa jovem. voc0 não vai errar. 'ercou a esteira com nove velas S= . "ua surpresa oi vis)vel. &iramos a cama do quarto onde. como as das demais entidades. 'om seus companheiros e sua esposa . con iante. enquanto preparamos os pratos para as obriga18es. -nde aprendeu? 3 'om minha mãe3de3santo Nourdes. $alei. 5a cabeceira.ilma. atra)do pela respeitosa maneira de alar da Umbanda.

após a eitura? $oi quando senti a presen1a do 'aboclo !:uan. cantando seus pontos.Pai Hoaquim de !ngola e a 'abocla <uaracira. 'umprimentou e a astou3se. tamb(m a6endo sua louva1ão 4 de uma1ão. hoje mãe3de3santo. SB . entoavam suaves pontos da Umbanda. 3 #sta camarinha ( o momento da re le/ão. querendo di6er alguma coisa. seguran1a e. neste momento de pa6. cantando pontos. me convidou a deitar. sabia que minha coroa estava sendo eita por pessoa competente. todas devidamente paramentadas com as saias rodadas. #u j* os tinha escolhido e por isso não hesitei. Mmplorei. 'om o tur)bulo umegando cheirosa uma1a. sempre silenciosamente. após algumas ora18es. olhou3me como me inquirindo. quando eu te tirar da camarinha. bata o adej* que virei conversar com voc0. #stou aqui. ! cada nova percep1ão.SB de cera. meu ilho. como um dirigente espiritual. 3 9ue bom meu pai. Pensava como eu iria comportar3me no uturo.ilma.Pai Nui6 me e6 entrar no quarto e. do seu lado. 3 2ou dar meu ponto cantado. $omos at( a co6inha. ! . guias e. 3 9uem serão teus padrinhos espirituais? 9uero cham*3los. 3 !manhã cedo. sem nada di6er. $ique em pa6. . "enti muita pa6. 3 . !s entidades deverão apro/imar3se de voc0 que. ao mesmo tempo que batia o adej* chamando pelo Pai Nui6. &odos de umados. $alamos mentalmente e ele disse. convidou3me a entrar. #le esclareceu. "eu a/(. iremos a6er as entregas. comandava um simp*tico grupo de mo1as. destinada aos sete ori/*s e 4s linhas do oriente e a ricana. 'onseguiria reunir as pessoas em minha volta? "eria determinado o su iciente para construir o uturo? &eria condi18es para atender e orientar outras pessoas? # qual seria a di eren1a de incorporar as entidades. o Pai Nui6 de umava todo o quarto. ter* condi18es de receber muitas orienta18es. enquanto co6inhavam e cortavam rutas. 'onvidou3me a segui3lo 3 2enha ver como vai ser. o jovem Pai Nui6 de -gum. #le entrou. acima de tudo.

ambos. Pediu. % 3 Pai Nui6. para voc0. 3 #le disse para voc0 e o <eraldo icarem na sala. en eitados. 3 -gum chamou das matas. da Umbanda e tamb(m amiliares. e/plique direito a necessidade dessas entregas. !:uan para trabalhar> sua lan1a e sua lecha são armas neste cong*> vencedor de demandas. debai/o do encontro de dois galhos.SJ 3 Pai Nui6. Mnquiri. iremos at( o mar. estar* eito o pacto. 2i os pratos que seriam entregues 4s entidades. com muito amor e carinho. 3 # a melodia?. ! entrega dos amal*s. #scolhemos um lindo lugar no mato. vamos todos saravar % ditei as palavras. colocados estrategicamente entre a aro a. #stavam lindos. nesse caso. o 'aboclo !:uan quer dei/ar seu ponto cantado. "entia or1a e con ian1a. saudando o in)cio dos trabalhos. todos me aguardavam e bateram palmas. claro. voc0 e ele. claro. ele passa a ser. que ele vai intuir. Mniciou3se esta ase do ritual. simboli6ando a encru6ilhada cósmica. a principal entidade na quimbanda. 2inham mensagens de apoio e satis a1ão. SJ . onde ele ser* o dirigente espiritual e determinar* todas as regras dos trabalhos. e at( hoje cantamos este ponto para chamar o 'aboclo !:uan. &irando uma caneta e um papel. ou seja. charutos. ( guerreiro. em poucas tentativas a m+sica icou pronta. aceitando o trabalho. eitos. um pai3de3santo com muita (. "entia a presen1a de v*rias entidades. ele icou muito bonito. e ele. um ritual simples. dentro do terreiro que voc0 comandar. !o sair do quarto. Reparei e/istirem v*rios tipos de bebidas. mas os elementos oram escolhidos pelo Pai Nui6. ou seja. depois. chama3se 7obriga1ão7. 5a verdade. aceitando a entrega do amal*. o Pai Nui6 entrou no quarto e me tirou da camarinha. sem nenhuma d+vida. "erei. itas e velas. no terreiro. e iniciamos a montagem do trabalho. 'onclu)do. Is oito horas da manhã. lores. estão estabelecendo um v)nculo de reciprocidade dentro da religião. 3 2amos entregar o pad0 do e/u e. os seus ilhos vem salvar> ( caboclo. não pode incorporar em outro m(dium. 'ontinuei na minha concentra1ão espiritual. ajoelhou3se ao meu lado para escrever as palavras que eu transmitia. e ele ouvir e incorporar em voc0. 9uando voc0 cantar o ponto de chamada. mesmo que não seja o pai de nascen1a. isso. 'riei coragem para a caminhada para a qual me preparava. #u ajudei a mont*3lo. se a entidade incorporar. mas de muita or1a. ao menos.

3 "alve. objetivo dessa entrega. meus ilhos. a sua bebida seria o u)sque. Preto3velho. com voc0 outro. &odos os presentes icaram em c)rculo e o Pai Nui6 de -gum. XangA. não gosto de bebidas alcoólicas. uma cerveja? 'oisa de e/u. SO . ser* a sinali6a1ão da aceita1ão do v)nculo espiritual. resmunguei. -/um. ! tarde estava caindo. 5o caminho para a praia. alou. para meu pecaminoso orgulho. onde ir)amos a6er a entrega para a mãe Memanj*. Pensava.irigindo3se ao trabalho.SO 3 Por que. Mncorporado em mim. #stava eito. ao inv(s de tantas bebidas. 'rian1as e -riente. -/al*. e ele vai escolher logo o u)sque? 5ão podia ter pedido *gua ou. ser* que ele me aceitar* como seu cavalo? $eli6mente. -gum. Mansã. ao menos. % . não tem uma só? 3 #le ( quem vai escolher qual a bebida que vai usar com voc0. &odos cantaram o ponto de chamada do poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. !o escolher a bebida. senti sua orte vibra1ão e. pode usar um tipo. Hurei honrar o compromisso assumido com a espiritualidade e com a Umbanda. Memanj*. $i6emos todas as entregas. -/ossi. simbolicamente. colocou em meu pesco1o a linda guia de pai3de3santo. "elei um compromisso com as entidades que at( hoje me orientam e protegem. iquei pensando. pegou um charuto e uma garra a de u)sque. incorporado.

Pai Hoaquim de !ngola oi a primeira entidade que vi incorporar em um m(dium. 5a continuidade. principalmente para que não osse criada nenhuma antasia em torno disso. por determina1ão da entidade. . ! liga1ão entre eles. ningu(m deve atravessar pelo meio do terreiro. emocionado. eu recebia o Pai Hoaquim. !mo este velho. nossa liga1ão. 3 9uanto 4 cabocla <uaracira. o Pai Maneco mandou seu cambono levar um palheiro ao Pai Hoaquim. !ntes mesmo de ser da religião da Umbanda. ele encontrou o cambono do Pai Hoaquim. ela e/plicou. chamado <uaracU. a6endo questão de contar os detalhes do sagrado ritual. mais e icientes que as ervas. que estava sentado no lado oposto do terreiro.urante uma consulta. esclareci. quando eram chamados os pretos. #ra uma mistura de ervas. em outros cavalos. $iquei muito impressionado com a sua meiguice.mpada poderosa. eu relatava a todos a minha eitura de pai3de3santo.SQ CAPITULO 92 PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACIRA . 4s ve6es. parecendo um sopro quente. % conclui. "ua vibra1ão era envolvente.ias após. para apadrinharem sua coroa? 3 . sentia a presen1a de um )ndio. Parecem irmãos. H* participando na Umbanda. # ( uma cabocla de uma clare6a incr)vel. 5a linha :ardecista. recebeu uma receita para seus males. como o calor de uma l. #scute estas duas passagens. 3 5os dias de hoje. suave. percebi a liga1ão entre ele e o Pai Maneco. 5o trajeto. devendo circular por tr*s da corrente. quando uma pessoa. os rem(dios modernos da terra são. estreitando. 3 5ão tenha duvida que voc0 est* bem apadrinhado. um palheiro. 9uando a consulente saiu. 3 9ual a liga1ão sua com o Pai Hoaquim e a 'abocla <uaracira. doente. ao Pai Maneco. empolgado. #stava servindo de cambono para ela. 'omo ( costume durante uma gira de Umbanda. aliada com uma esperte6a a inada. tornando nossa liga1ão mais )ntima. % respondeu algu(m. sempre oi muito atencioso comigo. Mas não ( certo os esp)ritos receitarem pelos SQ . a 'abocla incorpora na minha mãe3de3santo "telinha de -/um. #le sempre estava acompanhado da )ndia <uaracira. # eu era ainda :ardecista % brinquei. que estava vindo pedir. 5a &enda #sp)rita "ão "ebastião. !lgu(m me perguntou. cada ve6 mais. reunido com alguns amigos. ( muito orte. temos muitas histórias.

embora osse meu pai3de3santo.SS m(dicos. Podem continuar. aliviando e a6endo desaparecer um mal estar que me dominava. "audei entusiasmado 3 9ue bom ver voc0 aqui. !t( depoisP 5a primeira gira do terreiro. não aprendeu nada at( hoje em nosso terreiro. 5o dia seguinte. 3 $oi o pior trabalho de Umbanda que assisti. de surpresa. assistindo. . demonstrando estar bem ao par da modernidade. corri para o $erro. depois por mim abandonado. 3 . 3 C UmbandaP -nde se canta ponto e se chama preto3velho e caboclo. porque tenho que voltar aos meus a a6eres pro issionais. $i6 de tudo para a sessão corresponder as e/pectativas do ilustre visitante. #stou decepcionado. dando a entender que sua opinião teria muito valor para mim. porque estudam tanto? % completou. apareceu na sala o meu pai3de3santo. $echei a cara. $iquei com vergonha de voc0. Perguntei. &erminado o trabalho. 3 2oc0 gostou?. -nde j* se viu? # continuou criticando com veem0ncia. desejou a/( e oi embora. 'hamamos os caboclinhos. que icarei daqui.epois conversamos melhor. ( trabalho da linha :ardecista. sentei e esperei. voc0 ala tanto deste grupo. ( Umbanda. talve6 o +nico m(dium que tinha permissão do pai3de3santo para participar de um trabalho estranho ao terreiro. provavelmente com elogios. &entei e/plicar. os pretinhos e todas as entidades que nos assistiam. sim senhorP C mistura com a linha :ardecista. esperando sua opinião. de criticar um trabalho honesto. 5a outra passagem. bom e e iciente como era o do nosso grupo. por serem suas vibra18es di erentes com a Umbanda. chamou3me. o da linha :ardecista. #la SS . #le não tinha o direito. que. teve uma participa1ão e iciente num caso. [amos iniciar os trabalhos quando. #stou com pressa. 3 !manhã nós conversamos melhor.eu um abra1o em mim e em todos os companheiros. di6endo querer alar comigo. e despedi3me. ui visit*3lo. desen/abido. "enão. que quis conhec03lo. $ui ao seu toco. $iquei muito aborrecido. 3 Mas não ( Umbanda. o $erro. $iquei orgulhoso. #u era. agora tenho que ir. 3 C. pelo jeito. veio a 'abocla <uaracira.

os ori/*s. 3 Uma parte. 3 2oc0 sabe a ra6ão da bebida na Umbanda? Perguntou. a minha m*goa com o babalaA. $a6 parte da magia da Umbanda a bebida alcóolica. Mas por que a bebida de *lcool na Umbanda? ! cabocla esclareceu. ico acilmente embriagado. são assim. # eles. ! orma simples de alar. quando me a6ia um dirigente. dei tr0s goles. . !conselhou3me. j* bebi uma garra a inteira de cacha1a. e achei muito bonito e bom.epois desse curto di*logo. cumprindo a lei.SG abra1ou3me docemente. pelo tratamento recebido pela linda entidade de Hurema. #u não bebo absolutamente nada. e devolvi o coit0. SG . que eu. segurando com as duas mãos e agradecendo. 5ão esmore1a. Mncorporado. a 'abocla voltou ao problema inicial. #le ( radical com as coisas da Umbanda. que me i6erem muito bem. da) a ra6ão de eu gostar de ouvir suas histórias. não ique triste com teu pai3de3santo. $alam e nós entendemos. ser ela a minha madrinha. o ereceu um gole de sua bebida. &irei de dentro aquela triste6a. e gostaria muito de uma e/plica1ão sobre o assunto. 5ão sei se oram as palavras. pois. seu gesto ou sua vibra1ão espiritual. 3 Meu ilho. com o rosto virado para ela. outra para amolecer a cabe1a do cavalo e permitir ao esp)rito uma incorpora1ão melhor. Mais do que justo. sem nada sentir. &amb(m ui olhar teu trabalho. des e6 um mist(rio que me incomodava. Perdoe3o e tente entend03lo. e as poucas ve6es que ingiro uma bebida deste tipo. continue irme trabalhando. 3 5ão. vai para magia.

pedindo a prote1ão de . 5osso Pai. assim como perdoamos nossos devedores> Q. di6em. 'hegar atrasado.eus. cujos esp)ritos incorporam. segundo Mateus. os esp)ritos. oi ensinado por Hesus. 3 &odos devem icar de rente para a entrada do terreiro. e o #/u &ranca Ruas. e muito menos não ter hora certa para iniciar. os -ri/*s cósmicos. saudei os anjos da guarda. e das entidades che es no terreiro. minha herdeira espiritual. ui despertado por uma advert0ncia. . nos da) hoje> O. não dar)amos 0n ase 4 ora1ão .epois do Pai 5osso. =. e quatro rogando as necessidades do homem. $a6endo cara eia. para receber o 'aboclo !:uan. cantei o ponto especial da abertura. ( interessante repararem a coincid0ncia. com certe6a somo nós. a mãe3de3santo do terreiro. que tra6 consigo grande alange. 1. . 9uando inibimos a incorpora1ão. assim na terra. ao mesmo tempo. Mas livrai3nos do mal . Perdoai nossas dividas. che e espiritual do terreiro. "anti icado seja o 2osso nome> B. #ra a Nucilia. e declarei aberta a gira. não se voltou para a entrada do terreiro. que o guardião do #/u &ranca Ruas ica.pão nosso de cada dia. e convidei a todos a re6arem.ncia e a minha trajetória na vida espiritual. para dar seguran1a ao terreiro. seja eita a 2ossa vontade. 3 !s pessoas estão esperando o in)cio da gira. comigo. voltei para a rente do cong*. Hesus 'risto. Pronunciei as tradicionais palavras. !cho que Hesus sabia que se não houvesse pedido para nós. J. chamei a aten1ão. o Pai 5osso. @atemos a cabe1a para a Umbanda. !tendido na minha observa1ão. por não seguir um hor*rio r)gido para iniciar os trabalhos. con orme consta no #vangelho. Percebi que uma parte da assist0ncia. de -/al*. sa) da re le/ão. 5a rente do 'ong*. ! respeito do grande mantra Universal 3 o Pai 5osso. como no c(u> !s quatro seguintes. -s terreiros nunca devem dei/ar de ter um ritual de seguran1a. 5ão nos dei/eis cair em tenta1ão> S. !m(m. 2enha a nós o 2osso Reino.ivina. mandei a6er a de uma1ão em todos os presentes. Pai 5osso que estais no '(u. e dando in)cio 4 abertura da gira. e não eles % os esp)ritos3 SE . nos v*rios cavalos. reassumindo a minha posi1ão de dirigente. voltando aos dias atuais.SE DE AOLTA CAPITULO 93 #nquanto ainda rememorava a minha in . &em sete men18es. porque ( ali. ( alta de educa1ão.eus. e este ponto ( em sua sauda1ão. onde est* a &ronqueira. 2ejam. !s tr\es primeiras. sendo tr0s glori icando a . dando inicio aos nossos rituais.

pela sua própria capacidade. e/pliquei estar muito interessado no resgate da história da Umbanda. "ob o semblante aliviado da corrente. todos são pequenos deuses. 'ada um sabe o que a6er. eu estiver tirando a liberdade de voc0s ou impondo regras desnecess*rias.iante a apropriada lembran1a. ( claro. Pe1o a todos. . ! Umbanda ( organi6ada. !inda com o pensamento voltado para minha obriga1ão de manter ordem no terreiro. !s regras podem cercear suas liberdades. !li. enquanto dirigia. com v*rias obras editadas. conversava animadamente com nossa amiga #telvina. Meus pensamentos se voltaram para uma curta viajem que i6 at( o litoral catarinense. dei/ando uma doce mensagem. $oi coisa de velho implicante. 3 'uidado com as regras. obviamente. incorporei. 'omplementei. 3 5ão liguem minha rabugice. me chamem a aten1ão. voltei3me a todos e implorei. "e o terreiro não seguir princ)pios m)nimos do relacionamento homem e esp)rito. se em algum momento.aprendi6ado atrav(s da paci0ncia ( bem mais proveitoso. 3 Pequenos deuses? 5ão entendi. di6endo pretender introdu6ir em nosso terreiro as regras nascidas na origem da religião. 5a estrada. &odos resolvem os problemas das pessoas.GF que chegam atrasados. ouvi uma suave vo6. #la e6 uma observa1ão di6endo determinada. pondo em d+vida at( mesmo a qualidade das comunica18es. 3 'alma. se alarmos pouco. um terreiro desorgani6ado. uma ilustre e atuante historiadora. GF . sob a r)gida iscali6a1ão da Redda. 2isitei o terreiro e o que mais admirei. ica. dando in)cio aos trabalhos. . 3 C. oi a alegria dos m(diuns praticando a Umbanda. Procurando tirar proveito das suas e/peri0ncias como pesquisadora. C gostoso conversar com pessoas cultas como a #telvina. no interior de minha cabe1a. meu ilho. 3 esclareci. !prende3se muito.

#stava no alto de um morro. 5ão gosto de ouvir sonho dos outros. vibrando bastante como se osse dois ios descarregando eletricidade. -s cambonos estranharam esta at)pica atitude do orte guerreiro. 3 "ó quando voc0 desencarnar ( que vai entender a ra6ão de voc0 ter esta ilha. gavi8es e qualquer ave de rapina. descobri a minha liga1ão com as aves de vAos altos. ui atendido. #mocionado disse 4 mãe. pegou no 'ong* duas espadas e um escudo. 9uando comecei a receber o -gum. ele riscava um ponto. #ra de cor prateada.G1 CA7OCLO AKUAN CAPITULO 94 . 'heguei at( mesmo a a6er pedidos para elas. $iquei muito e/citado e me levantei. "empre gostei das *guias. para ver se o sonho continuava. absorvido e encantado com elas. mas não consegui. no meio no terreiro. #mbevecido. acordei. . o 'aboclo !:uan. emocionei3me. o 'aboclo a6 um gesto. sem saber seu nome. todo cheio de a)scas. prateada. ia a este mini 6oológico. e/tasiado com este evidente contato espiritual. e icava alguns minutos. dei/ando escapar uma brisa energ(tica e gostosa. % alou. tendo ao colo uma menina e/cepcional. N* no undo vi um ponto de lu6 que crescia 4 medida que se apro/imava de mim. e deu de presente para a menina. momento que o terreiro cria uma energia muito orte. sentida por todos os presentes. Parou na minha rente e sobre aquela multidão movimentava suas enormes asas. em vibra1ão especial. estava uma senhora. era a mesma do meu pai3de3cabe1a. &ornou3se imenso. mas adoro contar os meus. #stava incorporado com ele quando. #ra a maneira mais *cil de curar minhas di iculdades. assinalando uma ave. PenaP 9uando ia ver seu rosto. quando ela oi encolhendo e trans ormou3se num homem.'aboclo levantou3se. !ntes de subir. 9uando icava nervoso. em um canto da t*bua. como se soltasse uma ave de seu antebra1o. parava em rente do enorme viveiro das *guias. irritado ou estava perdendo meu controle emocional. #le contou sua comovente história. vendo uma multidão compacta. e de orma surpreendente. T* muitos anos. voltando ao seu lugar. e trans ormou3se em uma *guia enorme. ao absorver aquela maravilhosa energia. Huntando as pe1as do quebra3cabe1a espiritual. sem imaginar um dia estar integrado 4 religião umbandista. Meu trabalho pro issional icava perto de um apra6)vel logradouro municipal. tive um sonho muito marcante. &entei dormir novamente. G1 .

9uando o esp)rito conta suas histórias. brincando com ela eito um curumim. v0 a cena. 5ão sabia a ra6ão. sabendo que os deuses estavam cuidando dela. quando deveria me apegar aos sadios? # o 'acique não deve demonstrar raque6as sentimentais. G= .. #sta menina. . 4 medida que a lembran1a do esp)rito reaviva a cena. e senti sua alta. #u a amava. Mas não ia querer conhecer a ra6ão. quando encarnada oi minha ilha. #ntendi tudo que antes era mist(rio para mim. como eu. at( mesmo desviando as olhagens e *rvores. $oi n)tida a visão.. #mocionado parou de alar. 'horei muito. #le continuou. cuidaram para ningu(m do terreiro chegar perto. Um deles como esta menina % disse apontando para o meio do terreiro. e corria com ela para o mato. por que logo a doente. punha minha ilha no chão e icava bom tempo. tive o reencontro. 9uando sabia que ningu(m podia me ver. bem mais que os outros. em orma de *guia. 2ia aquele enorme )ndio. &ive v*rios ilhos. -s cambonos. o m(dium consciente.G= #u era cacique. hoje trabalha comigo. vendo a emo1ão da entidade. correndo para o mato. $oi precoce sua morte. 9uando desencarnei. com a crian1a de encontro ao seu peito.'aboclo continuou. #u a pegava escondido. Um ato curioso.

#la acoberta o comodismo e protege a pregui1a. #sper*vamos a doa1ão de um pataco 3 dinheiro. &roque a 7esperan1a7 por 7determina1ão7. 3 'aboclo !:uan. ilho. #ra nossa inten1ão construir um maior. #u e seu cavalo estivemos conversando. reabrindo suas portas na primeira segunda3 eira do m0s de evereiro.Hos( <on1alves. # essa era nossa esperan1a. 3 . o Ribas sentou na sua rente. . "ó que estaremos no terreiro novo. pediu a palavra. 3 . 3 5ão entendi. sendo a +ltima a de encerramento. 5o intervalo da gira. GB . . na qualidade de dirigente espiritual e esp)rito iluminado. e estamos com um problema enorme. presidente da nossa organi6a1ão jur)dica. $alou. para construir sua casa nova. % e/pliquei.ndida. no bairro da "anta '. % en ati6ou. 'aboclo. Respondeu o Ribas sem jeito. no terreno que t)nhamos recentemente comprado. não saiu. .iante da rustra1ão da tentativa de obter a ajuda p+blica. 9uando ele incorporou. um dos companheiros. Ribas. e para isso cont*vamos com uma doa1ão governamental. antes de iniciar a segunda parte dos trabalhos. chamei alguns companheiros e contei o ato. e alando 4 corrente e aos visitantes. que para variar. e não conseguimos. comunicou solenemente. 3 Pe1a uma lu6. echando uma carranca. cheio de preocupa1ão. para pedir uma orienta1ão ao 'aboclo !:uan. que tudo vai dar certo. en(rgica e duramente. 3 #speran1a ( a arma dos covardes. 3 Meu calmamente.epois da gira de hoje. teremos mais duas. pedi ao Roberto Ribas. no linguajar dos terreiros. por que est* tão nervoso? #le perguntou.terreiro entrar* em (rias neste im de ano.GB CAPITULO 90 DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM 5osso terreiro j* estava pequeno para a quantidade de m(diuns que ormava a corrente. #st*vamos no meio do m0s de 5ovembro. #m meu e no seu nome. sentado j* no toco e com seu ponto irmado na t*bua.que? 2oc0 ia construir minha casa com a mentira? Retrucou.

sa)mos em busca de uma galpão de cimento. cheio de (. "entou3se 4 mesa. o limite m*/imo da minha imagina1ão. Rapidamente in ormei. constru)do com recursos obtidos junto a comunidade.etermina1ãoP Nembrei dessa ordem dada pelo 'aboclo !:uan. Respondeu. 'on esso ter dormido muito mal. levantou3se depois de mim. como a Redda sonhou. Respondeu. com um tipo de constru1ão para o terreiro que pode dar certo e ( barata. Respondi. risquei do meu vocabul*rio.terreiro hoje ( uma tapera. Marreco % o apelido do <on1alves. a palavra 7esperan1a7P GJ . sem contar com o que oi. !cho esquisita. !cordei cedo. com telhado aparente de eucaliptos. vai dar certo. bai/inho. aconchegante. v(spera do dia de Memanj*. 3 <ustavo. com grossas toras de eucaliptos. icando o acerto inal para a manhã seguinte. 3 #stou em duvida. minha mulher e eu procuramos nosso sobrinho <ustavo <uimarães. como sempre a1o. a ordem ( a determina1ãoP 5esse dia. pr(3 abricado. e com ele. e. &ele onei para a casa do <ustavo. estava lendo o jornal no desjejum. redondo.ois meses depois que o 'aboclo !:uan declarou. rindo.GJ Um rio correu minha espinha. houve mudan1as nos planos. 3 2oc0 ( louco. tive um sonho. abriu suas portas no dia 1 de $evereiro de 1EES ]? -u G^. e só não echamos o negócio porque j* era tarde. 5o dia seguinte. Perguntei. # o terreiro de alvenaria. e/citado pela reali6a1ão do negócio e a e/pectativa de um terreiro novo. brincou. . com a estrutura do telhado aparente. . #ra uma constru1ão redonda. e com o empenho dos participantes do grupo. ! Redda sonhou. arquiteto. 3 . 'onstrua. 3 $ernando. uma tapera de lu/o.ei/amos acertado numa *brica a compra de um deles. #le atendeu. 'omo vamos construir em dois meses um terreiro? 3 "e o 'aboclo !:uan alou. só para ele ouvir. 3 "e a Redda sonhou. #/plicou o tipo que havia sonhado. $alei. j* passo a) em tua casa. . ! Redda % que não teve insAnia. e abrindo o jornal alou. então.

aquele que só ( a energia cósmica> o 'aboclo !:uan. demonstrando decep1ão. meu ori/*. encerrando com as entidades da quimbanda. amigo e protetor material> os 'aboclos Hunco 2erde e da 'achoeira. o preto3velho. qual o teu entendimento sobre o !njo da <uarda? 3 'omo di6 o nome. o guia espiritual. todos os guias dos m(diuns integrantes do grupo. $oi numa delas. ! irmou #sperava outra resposta. meu protetor. todos os m(diuns batem a cabe1a para a Umbanda. um culto e dedicado pesquisador da religião umbandista que provoquei um assunto que só gosto de discutir com pessoas entendidas. desde meu nascimento. e o !njo da <uarda. tanto que me interpelou. !rgumentei. dando a entender ter conclu)do. $alou. 9uando abro uma gira.espertei a curiosidade no meu simp*tico e culto companheiro de viagem.GO AN@O DA GUARDA CAPITULO 92 5o tempo da dura1ão de uma viagem. o ritual da Umbanda. 'ontinuando no ritual. Dambi. o nosso Mestre Hesus 'risto> -gum. meus guias nas linhas de -/óssi e XangA. o meu desenvolvedor. $iquei calado. apenas.eus> -/al*. meu pai3de3cabe1a. o respons*vel e o guardião. ( o anjo que nos protege. 3 5ão ( o que voc0 pensa? 3 &alve6 para mim o maior mist(rio da Umbanda. que ( . 3 "igo. reverencio. 3 respondi. igual. pela minha evolu1ão espiritual> o Pai Maneco. 3 2oc0 e/plicou o ritual no teu terreiro. do que em reuni8es ormais. saudando o ori/*s cósmicos. seja o !njo da <uarda. tendo como parceiro de bol(ia o Wlvaro. para o qual não tenho uma e/plica1ão. #le deve ter percebido meu desapontamento. o )ndio de ogum. 3 Wlvaro. o meu mestre. j* no aguardo de outras indaga18es. os assuntos mais pol0micos sempre são discutidos de uma orma mais minuciosa. em princ)pio. . 3 H* vem voc0 com tuas pol0micas. a todos os outros. 5unca ningu(m discutiu isso comigo. Mas o que tem a ver isso com o !njo da <uarda? GO .

para proteger a nossa atual. ( ensinamento b)blico. não pode ser essa ess0ncia. 3 5ão acho.GQ 3 H* saudei a . # depois são !rcanjos. 3 'omo assim. !rgumentei. estamos vivendo uma unidade de encarna1ão. GQ . . e o e/u. 3 9ual tua id(ia sobre anjo? 3 ! id(ia não ( minha. 'ompletei. ele quebrou o sil0ncio.epois de rodado uns de6 quilAmetros. 5ão sei onde o !njo da <uarda se encai/a. dando a entender ter compreendido o que eu queria di6er. 9uem melhor que nosso próprio esp)rito. e signi icam mensageiros. !njos são os esp)ritos puros criados por .eus. 3 !cho que ( o nosso próprio esp)rito. o pai3de3cabe1a. derrotou Nuci er. que outro não era.eus.eus d* a cada homem. cheio de d+vida. 2oc0 est* se contradi6endo. o desenvolvedor e tamb(m protetor e guia.ivina. com um p( atr*s. ( o que penso at( haver uma e/plica1ão melhor para dirimir minha duvida. temos todo direito de evocar a somatória de nossas vidas anteriores. 3 9uem voc0 acha ser nosso !njo da <uarda? Mnquiriu. e não anjos. . e !njo da <uarda ( o anjo que . para proteg03lo.Wlvaro icou calado e pensativo. nosso próprio guardião? # se nessa vida. !t( l*. 3 "er* "ão <abriel. para nos proteger? 3 9uando acendemos uma vela para nosso !njo da <uarda. nosso próprio esp)rito. "ão <abriel veio anunciar 4 2irgem Maria o nascimento de 5osso "alvador> "ão Ra ael guiou &obias e Miguel> e "ão Miguel che iando uma alange de anjos. "ão Miguel ou "ão Ra ael? !chei engra1ado. os che es das outras linhas. continuo a cultuar meu !njo da <uarda. 'omo voc0 chegou a essa conclusão? 3 "e temos dentro de nós a vontade e a part)cula . estamos iluminando nosso próprio esp)rito? Perguntou. &inha atingido meu objetivo. 3 "im. senão despertar a pol0mica e con undir o amigo. Hesus 'risto. Retruquei.

ao contr*rio. 9uando mo1o.estereótipo do an*tico religioso ica por conta do Pedro Hos(. GS . o anatismo ( conden*vel. Recomendei. "ua noiva . Um grupo de pessoas. não entenda errado o que vou di6er. estampou um largo sorriso. ganhei muita e/peri0ncia para poder recomendar. !quilo me preocupava. ao menos. limitou3se a di6er. recebia sempre a visita do jovem casal. no qual eu me inclu)a. 3 Pedro. a diversão e a am)lia. e que se re+nem com o objetivo +nico para alarem sobre a Umbanda? 2oc0s são jovens. noivos. Mndignado retrucou. e/orbitava com seu deslumbramento pelos mist(rios da Umbanda e pela impaci0ncia no processo evolutivo da sua mediunidade. 9uando tive oportunidade.ncia severa no policiamento de suas atividades espirituais. e ela só est* dentro da religião por imposi1ão sua.que ela e6? 3 5ão distor1a as coisas que te disse e ainda vou alar. ser considerado. Por ser a Umbanda envolvente e cheia de mist(rios. 5as minhas andan1as pelo espiritismo. mas gostaria muito. principalmente na Umbanda. Rec(m ingressado na maioridade civil. "empre disse que conselho dos mais velhos. a6ia parte do terreiro em que eu trabalhava. Msso deve aborrec03la. não precisa ser acatado. acompanhando3o em todos os lugares. como o trabalho. ainda com a gra1a dos de6oito anos. chamei3o para conversar. uma observ.GS CAPITULO 94 CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO #m qualquer religião. provoca uma e/cessiva sede de viv03la em todos os instantes. que voc0 não osse mais com a . mesmo nos quais o assunto era a religião umbandista. 2oc0 não percebeu que nessas reuni8es só e/istem pessoas com suas vidas amiliares j* de inidas. ormada por casais e pessoas de meia idade. principalmente aos jovens.ulce nas nossas reuni8es. 3 Por que voc0 disse isso? . "ó alava em Umbanda.ulce tamb(m componente do grupo. . e se enchendo de emp* ia. uma doce e bonita jovem. mas deve. #le pareceu surpreso. 5ão me re iro 4 pai/ão e/trema da sua religiosidade. era sua companheira incondicional. para teu próprio bem. #le. !lguns adeptos da Umbanda não sabem separar a religião de seus a a6eres tradicionais.

ou vão dan1ar em uma discoteca. #le demonstra um ego)smo incomum. 3 5ão ag?ento mais alar de Umbanda. j* com sarcasmo. 2oc0s sempre dei/avam transparecer muito amor e harmonia.ulce. rancorosa.ulce desmanchou nosso noivado. 5em podia. #u não conhecia o Pedro na intimidade. "ó a procurei uns dias depois. -lhar triste. ele era a e/pressão do so rimento. mas não me arrependi de ter dado esses conselhos ao Pedro. dos caboclos e dos ori/*s. 5ão vou me casar com um homem que não sabe diversi icar sua vida. ou ser agrad*vel. pestanas ca)das. 9ue aconteceu? . oi categórica. vão assistir ilmes nos cinemas. 3 !ntes de mais nada. #/clamou.GG 3 $i6 a cabe1a dela. voc0 j* tem entidades.ulce e tentar convence3la a reatar o compromisso com o desesperado Pedro. cada ve6 mais an*tico e convencido que sua noiva gostava de sua ego)sta programa1ão religiosa. GG . esperando ela re letir bem sobre o assunto.evo ter me/ido com os brios da . #u tentei convenc03lo. Toje. p*lido e com olheiras marcadas. não se a6endo de rogada.ulce. "oube que voc0 rompeu o noivado com o Pedro. Pelo tele one. #la ( at( a cambone das minhas entidades. !sseverou. H* sentado no so * da minha sala. diante de sua irredut)vel posi1ão. $ui atender. preocupado. 3 ! . 5ada adiantou eu alar. !lguns meses passados. Perguntei. $iquei preocupado. % Mas aconselho. desolado. 3 2oc0 pode conversar com ela? . 9ue ique com uma pomba3gira qualquer e me dei/e em pa6. Pedro. leve3a passear. 3 . pois só alava dos e/us. ( o $ernando. #le continuou. #la. meus parab(ns. ou mesmo vão visitar amigos da tua gera1ão. quando cheguei na casa dela. 3 Por qu0? 3 5ão sei. % alei. C uma umbandista convicta e adora as reuni8es. 3 9ue aconteceu com voc0?. Prometi procurar a . ouvi tocar a campainha da porta da minha casa. me disse que nosso relacionamento tinha acabado. ironi6ando sua assertiva ao mencionar 7minhas entidades7. 3 Posso a6er alguma coisa por voc0s? Pronti iquei3me. nosso di*logo não oi produtivo. por ra68es que não queria e/plicar. era o Pedro.

3 $ernando. mas posso e/igir que ao sa)rem daqui do terreiro. Mario e De6ito. . &inha at( uma mesa de bilhar. dirigente retomou a palavra. . incentivados pela gula deste gordo de cento e vinte quilos% e apontou para o Mingo. 5ão tenho o direito de proibir que voc0s a1am isso. a gira terminou cedo. sem entender nada. e ela constituiu uma am)lia. . #u. 'heguei tarde em casa. todos. inclusive eu. que nada tem a haver com a Umbanda. 3 'omo acabou tarde ontem o trabalho. quando chegamos no inal de uma gira. perguntou. não houve mais acerto entre os dois. comer um sandu)che ou uma co/a de rango. 3 "oube que voc0s. Pe1o que todos iquem no meio do terreiro. Niguei para o Pedro para dar conta do prometido. não mentia.e ato. e a1am o que quiserem. voc0s voltem 4s suas casas. quando saem do terreiro. Toje estão em caminhos di erentes. abandonou a Umbanda por desgosto. ( que os dirigentes devem ter a cautela de orientar os membros da corrente. ansioso no tele one. caminhamos. ouvia a costumeira advert0ncia da Redda. as giras terminavam por volta da meia noite. 3 5ão. no dia seguinte. !lguns m(diuns. onde alguns deles demonstravam suas qualidades juvenis. determinou. inclusive com hora de encerrar a gira. nos habituamos a ir num bar depois das giras. #le. -rdenou. omitindo o rango. 5ão queria que nossas am)lias se voltassem contra o terreiro por chegarmos tão tarde em casa. descon iados e lentamente para o meio do terreiro. porque icamos conversando. 3 #la contou porque brigou comigo? 3 $oi teu anatismo.e/periente pai3de3santo sabendo do ato. ! preocupa1ão dele tinha proced0ncia. !ntonio. antes de dispensar o grupo pediu a aten1ão de todos. Mauro. o bilhar e o papo. 5o terreiro do #dmundo $erro. "urpreendidos com a atitude do $erro. lacAnico. Por esses atos de comportamento amiliar. Neoc*dio. 'heg*vamos em casa j* dentro da madrugada.GE 'onversamos algumas banalidades e desligamos o tele one. 5a GE .epois saiam. e lendo uns nomes anotados em um papel. vão comer co/as de rango em um bar. #le. ainda solteiro. #/pliquei. Paulinho. 'laro. Mingo. voc0 est* enganada.

pedindo ajuda para a corrente. CAPITULO 96 A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN <osto demais de uma entidade da linha dos ciganos. #ra a 'igana Manon. 3 #stava no Tumait*. pois tenho certe6a que ela ( uma correta e dedicada integrante da igreja. "orte dos evang(licos. #la me e6 a entrega desse papel. quando ( necess*rio. rindo. toda a corrente icou apreensiva. o que em nada ajudou a Manon. de orma inesperada. EF . hoje agregada 4 igreja evang(lica. o que evidencia a proibi1ão do acesso 4s outras entidades no lugar sagrado dos oguns. $oi uma cena constrangedora. Por ser da linha neutra. 5ão tenho como e/plicar esta visão. C um imenso campo. #le pediu um toco. #ra alta de bom senso. ver a Manon não conseguir dominar seu cavalo. tem acesso 4 gira dos e/us. a corrente hesitou e a vibra1ão não icou como eu queria. como a6em as entidades.'aboclo !:uan. no meio do terreiro.ava para perceber a ang+stia da m(dium. ! 'igana Manon trabalhava tanto na linha dos ciganos como na quimbanda. . contou uma passagem da esperta cigana Manon. cercado por uma pali1ada. e o es or1o do esp)rito para dominar a situa1ão. tra6endo um papel que segurava cuidadosamente na mão. num inal de gira. e sentado nele. quando incorporou. # a 'igana Manon icou na entrada. quando o caboclo passou para minha consci0ncia a otogra ia do lugar. Tumait*. sempre dei/ando belas mensagens de amor e (. a Manon. pelo simples ato dele incorporar na linha da quimbanda. #nquanto trabalhou em nosso terreiro ela oi uma estrela deslumbrante. 3 &odos devem icar concentradosP 2amos ajudar a ManonP &alve6 superestimando o potencial medi+nico da e/celente m(dium. at( no Tumait* e/iste guardião. -bviamente. sem ponto de chamada. dirigiu a palavra 4 corrente. o lugar dos oguns. em uma gira.EF verdade não eram as co/as de rango nem a ome que nos levava ao leviano programa. principalmente quando usava como m(dium a $*tima. mesmo incorporada no meio do terreiro a $*tima dava sinais de não estar bem. $oi quando o 'aboclo !:uan incorporou. % concluiu. Passado muito tempo. #ra uma rela1ão de pedidos para eu atender. quando o guardião da porteira veio me avisar que tinha algu(m na entrada querendo alar comigo. 'omo ele ( bonitoP &ive a elicidade de conhecer uma parte. como se osse um orte. ( indescrit)velP Mas aprendi. como oi enquanto req?entou o nosso terreiro. #u corri em seu socorro. .

sil0ncio dominou o terreiro. surpresos com a revela1ão.entro de uma das mais ortes vibra18es criada no grupo. mais uma ve6. a6 muito tempo. não tendo sido omitido nenhum nome.. que recebi a visita dessa 'igana no Tumait*. a Manon conseguiu dominar seu cavalo e sair. -s m(diuns entreolharam3se.pedido era para a corrente. E1 . os v*rios pedidos eram em avor de cada um de voc0s. desta ve6 tendo como compensa1ão da sua bondade o amor sincero de toda a corrente..que ela est* pedindo em troca ( a vibra1ão de cada um de voc0s para ela ajudar seu cavalo.E1 3 'ontei para voc0s. triun ante do nosso terreiro. . #ssa ( a or1a da Umbanda. 5o papel que me entregou. . 3 . . "ó não contei quais oram os pedidos que ela e6.corpulento )ndio e6 uma revela1ão. .

e descobrir eventuais apro/ima18es negativas. que otogra a a aura das pessoas. 2oc0? % e/clamou surpreso. com a inten1ão de desvendar o estado de esp)rito.]pesquisar^. das mensagens que comprovam a veracidade das mani esta18es. &udo come1ou com um tele onema do Roberto Ribas. -s parapsicólogos e religiosos estão sempre se digladiando. no terreiro. !s al*cias deturpam o real objetivo das religi8es. . não modi icam a opinião dos incr(dulos. retornar ao 'riadorP <osto quando os esp)ritos ordenam nossas id(ias. $alar das curas.que voc0 acha? $oto Lirlian ( uma m*quina inventada pelos russos. ! escolha do caminho de cada um ( o direito da liberdade sagrada do livre arb)trio. Uma terapeuta que trabalha com as otos Lirlian quer permissão para a6er uma oto com um m(dium incorporado. quando discutem a mani esta1ão do esp)rito em nosso plano material. das apari18es.. um dos m(diuns do nosso terreiro. Pode combinar com ela para levar a m*quina 9uem? 'laro que euP !doro novidades e não vou perder essa oportunidade. at( mesmo publicamente. # com qual entidade? 'om o 'aboclo !:uan. quero saber como ( a aura dele.E= EAOLUIR PELA CIBNCIA CAPITULO 98 5unca senti a necessidade. para ver qual ser* o resultado. diagnosticar poss)veis doen1as.. brinquei. # depois. para tentar convencer algu(m que o esp)rito pode se mani estar no mundo material. 5a pró/ima gira estaremos l*. e muito menos encontrei ra68es lógicas. dos depoimentos de pessoas ilibadas e at( mesmo do enAmeno das incontest*veis materiali6a18es. E= . Mnteressei3me. 5ão h* ra6ão para se discutir sobre religi8es. # qual o m(dium que poder* se submeter a isso? !cho ótimo. quando me e6 um pedido singular.

'aboclo incorporou. 'omo saber? .i )cil EBsp)rit3los. 5ão dei/ei ela notar que eu era o mais curioso de todos. o Ribas desligou o io el(trico da tomada. dentro desta m*quina % e/plicou a terapeuta. Muito obrigado.EB 5o dia da sessão. EB . Mas. . #stava eu órica por termos concordado com seu pedido.senhor tem que por o dedo. . uma e/peri0ncia muito boa.epois de muita conversa. seco. !cho uma mistura. . Resmungou. 'ombinamos os detalhes. esta mo1a ( uma cientista aqui na terra e quer a6er uma e/peri0ncia com o senhor. aconselha pol)ticos a tomarem decis8es e discute qu)mica. e isso posso seguramente a irmar. quando o Ribas. 'aboclo !:uan. "atis eito. 2ai ser. PAr o dedo a)? Por qu0? Is ve6es os esp)ritos me atrapalham. ele e6 o que mandavam e o trabalho oi conclu)do. icava assombrado com a cai/a de ós oro. $a6er o que com minha aura? Respondeu. Por outro lado. o Ribas me apresentou a terapeuta. não sei bem como e/plicar ao senhor. ou espertos demais. s0o !:uan. estou sempre disposto a ajudar os outros. otogra ar sua aura. uma mo1a simp*tica e alante. dentro dessa cai/a só est* a energia do meu cavalo. 'aboclo. sentou3se 4 sua rente con orme o combinado e respeitosamente e/plicou. dava gostosos tragos em seu mara o misturado com mel e tirava uma1as com seu imenso charuto. 'aboclo !:uan. #st* bem então. Respondeu esbo1ando leve sorriso. e alegre agradeceu. enquanto a terapeuta guardava cuidadosamente sua estranha m*quina. atrapalhado. para saiba. Meu ilho. 5ão sei se são ing0nuos. quando um palito riscava e na sua ponta o ogo ardia. com certe6a. riscou o ponto de irme6a do trabalho. . acompanhado da terapeuta. mas seu cavalo j* est* sabendo. o )ndio "em muito rodeio. a terapeuta e o Ribas organi6aram a liga1ão da m*quina na tomada el(trica e iniciaram a e/peri0ncia.Ribas respondeu. guerreiro. principalmente entre os )ndios.

! terapeuta colheu v*rios pareceres de especialistas em oto Lirlian. não tem como ser analisada.aborto ( um tema pol0mico. Por ela ser abortiva. surpreso. Usou. quando ela d* o primeiro grito. #nquanto recolhiam o aparelho. 5ão houve nenhuma d+vida da inten1ão dele. 5unca tiro conclus8es precipitadas das histórias dos esp)ritos. "eria um ato criminoso abortar o eto. ao contr*rio.EJ ! esperte6a do )ndio veio 4 tona. t0m um alcance al(m do nosso pronto entendimento. não posso alar em nome da religião. Por que voc0 - . "empre ( uma opinião. 5ós estamos a6endo uma pesquisa sobre o aborto. com muito humor. decep1ão. Montaram tudo outra ve6 e i6eram nova oto. Realmente. ! irmei. e sobre ele as religi8es são austeras e radicais. <ostar)amos da opinião da Umbanda sobre o uso da p)lula do dia seguinte. Mas. $icou bem claro que desde o inicio ele sabia o que era oto Lirlian e ingiu3se de desentendido. !s coisas que eles a6em não se limitam ao momento. para provar que ele e/iste. ele insinua o contr*rio? j* estaria reencarnado. # o tempo veio esclarecer a parte conclusiva da trama habilmente arquitetada pelo 'aboclo !:uan. % responderam. por ter ugido totalmente do padrão. algumas religi8es a combatem. se o esp)rito reencarnado estivesse grudado com ele. 5este episódio. convicto. ou contracep1ão. o 'aboclo !:uan sentenciou. para dar cone/ão entre a ci0ncia e o esp)rito. Uns m(dicos me procuraram. inclusive o espiritismo. para utura compara1ão.EJsp)rito só reencarna no corpo da crian1a. EJ . #st* erradoP #le deve aproveitar a ci0ncia. e chegaram 4 conclusão que a dele % da entidade. segundo di6em. iquei impressionado com a di eren1a. agora com a energia da entidade. quando vi as otos. ! ci0ncia sempre oi usada pelo espiritismo. % a irmei. para evoluir e aprimorar sua pratica. muito embora tr0s dias depois da concep1ão. demonstrando . o jogo de palavras. "e voc0s quiserem posso dar minha opinião pessoal % adverti. separando as otos % a minha e a dele. 2oc0 est* declarando que ( a avor do aborto? Perguntou. % esclareceu um deles. C necess*rio paci0ncia para EJsp)ritoEJa3las. o 'aboclo !:uan demonstrou toda a habilidade inerente de um 'he e de &erreiro. !pesar de ser umbandista.

. "e suas declara18es são ou não verdadeiras não me compete julgar. olhei para cima. #/travasei. .. #speram. C comum 4s mulheres que abortaram. ! maioria a irma ser na concep1ão e voc0 di6 ser depois que nasce.5ão tinha pensado assim. Posso. irem ao desespero por se sentirem criminosas. outra oportunidade de reencarnar.. voc0 pode me di6er como chegou a esta conclusão. culpa da ci0ncia. de modo convincente.Z EO . 2ou aliviar seus cora18es. ugindo totalmente do princ)pio divino.. depois da conscienti6a1ão do espiritismo. para serem gerados? C. Y"alve. e pensei. despedindo3se. como estão os quinhentos esp)ritos dos embri8es humanos congelados na Mnglaterra? #stão grudados nos quinhentos tubos de ensaio. mas elas são con litantes com as que ouvimos at( agora. nem vão para o in erno. #sclareci. junto com os demais. "ou contra.EO . de um modo tão convicto? Perguntou. Respondeu o m(dico.e jeito nenhum. o grande cientista do espa1o. criminosas? #n ati6ou o m(dico.epois que oram embora. com certe6a. principalmente quanto ao momento da reencarna1ão do esp)rito. Por mera curiosidade. a irmando que os esp)ritos das crian1as não estão cobrando nada. dando a entender ser o im da entrevista. por entender que a gravide6 rejeitada oi o ruto de uma pai/ão carnal. nada tendo a ver com o objetivo da entrevista. 'omo? 5ão entendi. que só admite o se/o para a perpetua1ão da esp(cie humana # os pais deveriam assumir responsabilidade de seus atos. sabe at( quando... !lgu(m pode me e/plicar. 'aboclo !:uan. #ntão as mulheres que provocam o aborto não são na sua concep1ão. esperando.

seus olhos dei/avam transparecer o seu so rimento. "ua boca em nenhum momento dei/ou sequer esbo1ar um sorriso.EQ CAPÍTULO 2: ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS 5ós icamos r*geis e incon ormados com a morte das pessoas que amamos. $alei. boquiaberta. levantando3me do so *. ou uma mãe. choramos a morte dos que amamos. quem sabe não so r0ssemos. . EQ . 3 Por que . magra. 5ão sou entendido no assunto de estudar as palavras adequadas para acalmar histerismo. algumas ve6es trans ormada em desespero. 3 2oc0 me procurou para que eu pudesse te ajudar. C irrepar*vel a aus0ncia )sica deles. amarrados atr*s. !cho que isso aconteceu. "e tiv(ssemos uma conscienti6a1ão maior do destino do esp)rito dos que desencarnam. 4s ve6es aben1oado como outros tantos.#u só quero saber como est* o esp)rito dela. #la a6 parte da triste6a. 3 2oc0 não entende? $oi a minha mãe que morreu. #la era uma mulher de meia idade. e contava sem parar de alar as qualidades de sua mãe e o amor que tinha por ela. #stava muito mal. seja um pai. Parou de chorar e icou me olhando. olhando para meu relógio dando a entender que ia embora. cabelos j* grisalhos misturados com os negros. !rcada pela própria constitui1ão )sica. 'omo não a temos. #sses pensamentos remo)am minha cabe1a. #la assustou3se com minha grosseria. os parentes e os amigos. "ou apenas um pai3de3santo. at( que em prantos dei/ou escapar uma lamuria. acometida de uma parada card)aca.eus oi ruim comigo? 3 5ão se quei/e. por receber intui1ão dos esp)ritos. voc0 tem um dedicado marido e ilhos saud*veis. o que me permitia alar sem rodeios. 3 Mn eli6mente ainda tenho compromissos hoje. &entei consolar. 5ão sei se eu vou poder ajudar voc0 sem a assist0ncia direta das entidades. 5ossa cultura justi ica esse comportamento. porque achei que estava no momento de dar um basta ao doentio apego da <eni. enquanto ouvia na sala da casa da <eni o seu desesperado relato da morte de sua mãe. % disse. #ra minha conhecida j* h* longo tempo. mas pelo jeito voc0 devia procurar algumas carpideiras para a6er coro. C inevit*vel a saudade.

"obre o assunto. em seu estilo. e ambas conversaram. para voc0 alar com a entidade. 5o espiritismo pede que o esp)rito do alecido seja recebido no astral superior. !pós chamar um m(dium. ! revolta ( que prejudica o desencarnado. #stou desesperada. voc0 ( que atrapalha o esp)rito. 2oc0 pode esperar at( segunda3 eira para saber. "entada na rente dele. a <eni j* estava consultando com o 'aboclo !:uan. #/plicou a entidade de orma direta e austera. 3 "eu corpo morreu. 'on orme hav)amos combinado. incorporado em mim. antes de ir embora. ele indu6iu a incorpora1ão do esp)rito da mãe da <eni. mas agora iria seguir o seu caminho. mas voc0 não permite com seu in undado desespero. o seu esp)rito não. . vou tra6er o esp)rito dela para conversar com voc0. a entidade perguntou. . e seu amiliares lhe a irmarem que poder* icar sossegado porque eles vão icar bem.que est* a ligindo voc0? 3 C que minha mãe morreu. Para quem pratica o espiritismo. 3 . e qualquer di iculdade eles resolverão. 5o seu caso ( o inverso. !tendi uma pessoa que tinha perdido um ilho com idade jovem.ES 3 #stamos na quinta3 eira. 3 Minha mãe disse que estava bem pró/ima de mim.eve ter luido bem a conversa1ão porque a <eni estava emocionada e mais calma. nunca o choro. situa18es como a da <eni são comuns. 'om respeito a essa conscienti6a1ão as religi8es t0m uma parcela de culpa.evemos imaginar que a morte ( um a astamento tempor*rio. 5o catolicismo a am)lia do morto pede para o padre re6ar uma missa em inten1ão 4 sua alma. 5ão chorava com medo de prender o esp)rito de seu ilho. perguntou 4 entidade. ele viajar* preocupado e tenso. que icam ligados nos encarnados. "ó mencionando essas duas religi8es ES . gosto de dar um e/emplo material. &e aguardo no terreiro. se um homem tiver que empreender uma longa viagem. !tendendo a sua ego)sta necessidade de alar com ela os mentores do espa1o se aproveitaram para acalmar sua revolta e livra3la da imanta1ão que voc0 e/ercia sobre ela. #m caso contr*rio. !gradeceu a oportunidade e. Por que isso acontece? 3 2oc0s ouvem ensinamentos sobre entidades obsessoras. o esp)rito de sua mãe teria mais tranq?ilidade para seguir sua jornada. "e ao inv(s de mergulhar na revolta da separa1ão voc0 tiver a compreensão da passagem dos esp)ritos ao mundo invis)vel. #le quer seguir seu caminho evolutivo. o que ( errado. com certe6a a despreocupa1ão de dei/ar seus amiliares diminuir* a triste6a de ter que dela se a astar. "e te a6 bem.

um _ol:s_agem amarelo. permita ao nosso irmão que partiu. pela morte que elas tiveram. ! !lcina. #la tinha uma marca. 5ão queremos ser empecilho para a sua evolu1ão. e nós daqui queremos que ele possa chegar ao lugar no espa1o a que tem direito e por ele conquistado duramente atrav(s do resgate de seus carmas. Mas. receber a not)cia que aqui na terra todos seus amiliares e amigos estão bem e que o amam muito. nos acalmem. para icar livre 4 tarde.eus. -brigadoP #nquanto voltava para casa. mestre Hesus 'risto. passei a di6er. 3 Meu Pai -/al*. quando or poss)vel.neas. #u tive a elicidade de ter duas mães. l(pida e alante. Pouca gente sabe. ocasião em que demonstrava toda sua categoria de mulher re inada. pois eu cumpria meu papel de genro. por isso rogamos ao "enhor e a todos nossos guias espirituais que nos con ortem. Partiu da terra o esp)rito do nosso amigo $ulano de &al. !ntes das do6e horas. 'oisas da terra. lembrei3me da morte das duas mães na minha vida. ! !lcina oi dormir e não acordou mais. mas o meu amor pelas duas era igual. !mbas morreram como gostavam de viver. e poder ir jogar com suas amigas contempor. ou pedir aos esp)ritos que não nos tornem obsessores dos esp)ritos? Pensando assim quando pe1o por algu(m desencarnado. icava espregui1ada na cama. sou agradecido a . Namentei a morte das duas. 9uando oi encontrada dentro sua bolsa estavam sua bomba para asma. somos evolu)dos para nos credenciar com compet0ncia para pedir por nossos mortos? 5ão seria mais coerente. "eus )dolos eram seus ilhos. para cuidar de suas tare as do lar.EG j* se evidencia uma distor1ão. com a M6ette eu implicava. porque sabia que eu ia prantear as suas aus0ncias )sicas. ! M6ette era o contrario. 'om a !lcina eu era dócil e submisso. e ainda teve tempo de estacionar seu conhecido uscão amarelo e morrer em cima da dire1ão. &inha tr0s apegos. pelos desencarnes. adorava acordar tarde. vindo da casa de uma amiga onde tinha ido jogar. teve uma parada card)aca % como a mãe da <eni. uma bomba para sua asma. a mãe da Redda. e que encham nossos cora18es de amor e ( e. magra. o padre re6ar uma missa pedindo aos santos para nos acalmar. um baralho e a (ria do dia. ! minha devia ser ilha de Memanj*. e ambas morreram com mais de setenta anos. pelo seu jeito bonachão. e um baralho. EG . e/ceto nas poucas reuni8es sociais que ia. ! M6ette. 5ão gostava de se arrumar ou usar pinturas. !cordava cedo. minha mãe de carne. e a M6ette.

receber ajuda. 3 2oc0 est* gostando de participar da Umbanda. 5o nosso terreiro. e a da e/pulsão. 3 9ual o seu procedimento quando o m(dium quer sair corrente. e continuar cultuando as entidades atrav(s de ora18es e amal*s. % contou. 3 #stava passando uma di iculdade comercial muito complicada. justi ique 4queles que o ajudaram. mas a1a direito. com a ajuda dos esp)ritos. resolvido o problema. !conselhei. Mas a1a da orma correta. como voc0 est* alando? Perguntou. 3 #u gosto. provavelmente para uma r*pida re le/ão. e respondeu. de orma ativa como m(dium de corrente? #le e6 uma pausa. e/istem tr0s portas. conte 4 sua mãe3de3santo o seu desejo. tendo como incentivo o amor 4 religião. a da entrada. . sua mediunidade se manter* equilibrada. porque voltam todos os problemas. ela disse que minha vida não entraria nos ei/os se não entrasse na gira. que ela levantar* teu alguidar. C assim. 3 -utra bobagem. 2oc0 pode sair que nada de ruim vai acontecer. 3 2oc0 entrou pelo caminho errado.certo seria voc0 primeiro resolver.'ristiano ( um m(dium de uma corrente de Umbanda. mesmo não estando vinculado 4 corrente. talve6 por causa da porta da entrada. 3 'onte3me como aconteceu o convite para voc0 entrar na gira. a da sa)da. eli6mente. para quando voc0 precisar. a6er teu ingresso no espinhoso caminho de cavalo da Umbanda. # se voc0 or com req?0ncia receber vibra18es. e estava isicamente muito raco. só não conhe1o minha utilidade l* dentro. 'onversando com minha mãe3de3santo.EE CAPITULO 29 DCAIDAS DOS M<DIUNS . 3 Mas me disseram que não posso mais sair. #sta +ltima. a6 muito tempo que não ( usada. intrigado. "e agora. #le estava em d+vida se devia ou não continuar a6endo parte da corrente. Msso a6 parte da lei. voc0 est* buscando justi icativas para romper o compromisso assumido a1a3o. o teu problema material e depois caso voc0 tivesse vontade. por ser uma assertiva EE . 5unca disse 4 ningu(m que ( necess*rio desenvolver a mediunidade. assustado. sem nenhum constrangimento.

mas não sei identi icar nem o seu tipo nem sua potencialidade. não quebra o alicerce do terreiro. 5o espiritismo. os pretos3velho na humildade e as crian1as na inoc0ncia. 2ou repensar meu assunto % con idenciou. inoc0ncia e humildade. mais inocente e humilde.1FF mentirosa. Um membro quando sai. Mas quero a6er uma pergunta. 5a troca das energias entre o m(dium e o esp)rito. se não ( para resolver os problemas materiais ou medi+nicos. com alegria e sem nenhuma in lu0ncia e/terna. nivelando os demais sentimentos a eles ligados. Resolvi e/plicar melhor. di6em que tenho mediunidade. estava um outro m(dium da mesma casa. o amor. 5o desenvolvimento da mediunidade. 3 5unca tinha pensado assim. 3 'aridade. ganhando a oportunidade de resgatar seus pecados c*rmicos e. 3 2ou a6er isso. a tudo ouvindo atentamente. a alegria. os caboclos trabalham na or1a. dei/ando o m(dium mais orte. Respondi atravessado. seja produto do medo ou da imposi1ão. e isso acontece com req?0ncia. equilibrando seus sentimentos e emo18es. o m(dium a6 a caridade para si mesmo. #le indagou. como a conscienti6a1ão. a sabedoria. 5otei que ele icou embara1ado com minha resposta.meu caso ( di erente do dele. qual a vantagem de estar se sacri icando no desenvolvimento? C só para a6er caridade? 3 'aridade para quem? 5ingu(m precisa de voc0. e que o a1a com amor. esses sentimentos vão crescendo. &emos dentro de nós esses sentimentos. a liberdade e assim por diante. gosto de estar nos dias de trabalho. Hunto com o 'ristiano. 3 'omo equilibrar sentimentos e emo18es? 3 2ou e/empli icar com a trilogia da Umbanda. mas de orma desequilibrada. a calma. "enti ter atingido o que pretendia. -utro ocupar* teu lugar. Respondi. quem a6 ( a gira em seu todo. #/pliquei. 9uando vão sair. at( atingirem o equil)brio. 3 Posso lhe a6er uma pergunta? 3 'laroP "e souber responder. sol)cito. Pre iro aconselhar para a pessoa pensar bem ao escolher este caminho. de orma pausada e clara. 3 . !doro a gira. 'omo posso saber? 1FF . principalmente. ele sentir a ra6ão de ser um m(dium participativo da Umbanda. arei com muito pra6er. dei/o bem claro que a porta da sa)da continua aberta para suas visitas normais e para visitar seus irmãos de corrente que permanecerem na gira. or1a.

sua lei. pela pergunta. ela se desenvolve de orma natural. e 4s regras determinadas pelos ensinamentos da Nei Maior. &ipo e potencial. algumas ve6es at( malignas. sentir cala rios. o melhor para voc0. 4s entidades.respeito aos ori/*s. "empre que voc0 tiver d+vidas. . 4 hierarquia. incorpora18es desencontradas. 3 -s potenciais todos t0m. #le não perdoou. !s d+vidas come1am a me/er com a cabe1a de cada um. $a1a o que ela determinar. 9uando eu me sentia assim. recebia um esp)rito dessa ai/a. #les são apenas os dirigentes da gira e cuidam dos seus ilhos de corrente. "em querer. ! mediunidade acontece. $ui interrompido pelo 'ristiano. . em s)ntese. C. senão voc0 se enquadrar* como rebelde. 3 $undamentos são os alicerces da Umbanda. 5ão contrarie jamais os undamentos da Umbanda. dependendo do próprio es or1o. aos irmãos de corrente. 3 5unca ningu(m me e/plicou o que são undamentos da Umbanda. 9uando o esp)rito com a mesma vibra1ão desincorpora. para me limpar. por ser com certe6a. Respondi. aos consulentes e visitantes.1F1 3 2oc0 j* mostrou. pergunte a ela. 3 Mas não ( a mãe3de3santo quem deve saber? Perguntou. ningu(m pode antever. 'umpra as ordens do terreiro. 3 $ale mais sobre a mediunidade. ela leva junto as energias semelhantes. #sse ( o come1o. 3 'omo pode uma incorpora1ão de esp)rito atrasado ou trevoso ser salutar? 3 Pela lei da a inidadeP &odos nós sempre estamos imantados por energias ruins. ( melhor voc0 sair junto com o 'ristiano. descon iado.ei/e acontecer. ser um m(dium com ( e alegria. 3 "e antes podia a6er. por que hoje não pode? 1F1 . muitas ve6es caindo no terreiro com as salutares incorpora18es de esp)ritos atrasados ou trevosos. Um m(dium em desenvolvimento tem que passar por ase t)picas. #/pliquei. suar as mãos. Toje não posso mais a6er isso. 3 "e voc0 duvida da capacidade da sua dirigente. que voc0 ter* uma resposta. Pai ou mãe3de3santo não dão mediunidade para ningu(m. meu entusiasmo desviou a e/plica1ão que ia dar sobre mediunidade. o respeito ao bom senso e o amor que a Umbanda prega. livrando o m(dium de suas inter er0ncias. tonturas. ao terreiro. ditada pela iloso ia do dirigente do terreiro.

que nos d* maiores oportunidades para resgatarmos nossos carmas. #la pode ser voltada para o mal? Nembrei3me de uma consulta do 'aboclo !:uan com um promotor p+blico. 3 C comum o m(dium iniciante incorporar na vibra1ão do esp)rito. 1F= . ou seja. #/pliquei ao mo1o. sou eu ou o esp)rito? 9uestionam. .'ristiano desistiu de abandonar a gira e seu amigo prometeu não questionar mais a Umbanda. 3 5ão tem import. ( uma conquista do nosso próprio esp)rito. por ser comum. Mmediatamente se desculpou. 3 ! mediunidade est* me parecendo uma aca de dois gumes. trou/e comigo a minha arma que sempre carrego para minha seguran1a. dei/ei en ati6adas mais algumas palavras.ncia. ele lembrou3se estar carregando na cinta a sua arma. por descuido. que lhes são concedidas a crit(rio da dire1ão da casa. estou lhe altando com o respeito. Pediu. pedem charuto e bebida. $alou. !) vem a grande d+vida. depois de todo o processo do b03a3b*. quando a entidade chega perto. . 3 'aboclo. H* t0m presen1a de inida. at( iniciarem um di*logo com algu(m. . ele incorpora pela apro/ima1ão e não pela tomada do corpo e da mente. ao contr*rio do que muitos di6em. não tra6endo nenhum preju)6o ao m(dium ou 4 corrente. #ssa ( a orma comum do desenvolvimento da mediunidade. por causa de uma s(rie de den+ncias apresentadas na justi1a pelo promotor. só causa dano quando ( mal usada. 9uando o m(dium come1a a perceber que as coisas que a6 e di6 estão corretas. meu ilho. andava sempre armado como precau1ão. demonstrando uma e/pectativa quanto 4 resposta do esp)rito. resignado com a e/plica1ão. Mas antes de me despedir.urante a consulta com a entidade. ! arma ( como a mediunidade. come1a a sentir con ian1a em si próprio. enquadrando3se no processo comum do desenvolvimento da mediunidade.m(dium ica mais dócil e mais adapt*vel 4s incorpora18es dos protetores. ato que não deve ser jamais recriminado pelos dirigentes. que estava com sua vida amea1ada pelos tra icantes de drogas. #stou conversando com o senhor e. que a mediunidade.1F= 3 Toje tenho coroa de pai3de3santo. H* pensou como crescer* a or1a de um trevoso com esta hierarquia? 3 'ontinue alando sobre as incorpora18es. as entidades de lu6 come1am a incorporar. por ser a soma dos recursos acumulados em nossa espiritualidade. Por essa ra6ão. Msso ( per eitamente normal. depois de relatar a consulta e a resposta do 'aboclo !:uan ao promotor. 5o desenvolvimento.

eve respeitar as outras religi8es. . o m(dium deve cuidar de sua cultura. .eve a6er da Umbanda uma religião alegre. doar3se inteiramente 4 casa que trabalha. principalmente. social e amiliar. nunca sacri icar nenhum animal. deve saber dos princ)pios ilosó icos dos seus dirigentes. e nunca julg*3los. 5unca aceitar avores ou pagamentos pelos trabalhos que i6er e jamais usar a energia do sangue em seus trabalhos e. gostosa e vibrante. #ncerrei. Por isso mesmo.1FB 3 5ão se esque1am. 5ão beber. honrar os esp)ritos acima de tudo. antes de se iliar 4 uma casa. 1FB . e ugir do anatismo tão nocivo ao bem estar dos religiosos. controlar seu emocional e não cobrar nada da religião. sem querer impor aos outros as suas convic18es. Para isso não deve se imiscuir nos problemas dos irmãos de corrente. sem entretanto esquecer de equilibrar sua vida pro issional.

e estatura bai/a tinha tanto o rosto como o corpo largos.artista tinha um cavanhaque. e 4s ve6es me saio bem. -bviamente oram escolhidos para ormar aquele e/(rcito.i6em que eu trabalho com o Pai Hoaquim. não parava de a6er perguntas. ingiram que não me viram. . Ysalve a sociedade alternativa. . 'omo de costume. posteriormente dei/ando um legado de bel)ssimas m+sicas. 'hamou minha aten1ão os brilhantes capacetes dos soldados com as letras P#. # oi assim que se lamentava.i6em que ( ele mas eu não acredito..Hosias era um m(dium de Umbanda. . 2oltando ao instante da parada militar. 3 Pelo que eu sei voc0 j* est* recebendo essa maravilhosa entidade j* h* muito tempo. $ui uma ve6. #u tento. Pareciam cópias que pensavam as mesmas coisas e serviam a um comandante +nico e com a mesma ordem. que signi icavam Policia do #/(rcito. !cho que não ( ele. a6endo3me hoje entender porque nos trabalhos de e eitos )sicos elas são as m+sicas pre eridas. todos altos. 'abelos negros e te6 morena. 1FJ . .nome do e/trovertido e revolucion*rio cantor era Raul "ei/as. Um pai3de3santo tem que ser tolerante. 3 #u não entendo. #u não ugi 4 regra e com o meu gordo ilho de tr0s anos assistia os nossos soldados marchando com indis ar1*vel garbo. Para encurtar minha história. Por uns momentos esqueci da marcha para reparar a uni ormidade dos tipos. . dentre as quais algumas introdu6idas por mim nos rituais do nosso terreiro. . 'omo um bom ilho de XangA. e quando as a6ia dei/ava aparecer gagueira. buscar meus ilhos adolescentes em um sho_ de um cantor que estava come1ando a despontar.Z. ! bandeira brasileira tremulava e a banda marcial me dava arrepios pela or1a da m+sica militar que e/ecutavam.1FJ CAPÍTULO 22 NOME DE ESPÍRITOS &odo pai tem como obriga1ão levar seus ilhos para assistir ao menos uma parada militar. mas como pode ele estar em v*rios lugares ao mesmo tempo? 5a mesma hora que ele incorpora em mim. #ntrei entre os garotos disposto a pu/*3los 4 or1a para casa. e/tremamente contrariado. # serviu. de orma bem paternal e com bastante cuidado para não erir a (tica ao me intrometer em assuntos pertinentes a outro pai3de3santo tentei manter o di*logo. ortes e marchavam com irrepar*vel e harmonioso garbo. tamb(m est* incorporando em outros terreiros. roupas esquisitas e usava botas marrom sem gra/as.calor causado pelo intenso sol que ajudava o dia ser estivo e o peso do garoto j* não me incomodavam. !pesar do Hosias não a6er parte da corrente que dirijo. depois de algum tempo eu gritava junto com a juventude. . Por que só agora voc0 est* duvidando? 3 "empre duvidei. era bastante questionador. #u na verdade sou de me entusiasmar com as coisas. 5ão podia imaginar que aquele momento servisse de e/emplo no uturo para uma e/plica1ão espiritual.. $i6 sinal para eles sa)rem.

entro dessa energia. da Praia. # o interessante ( que em um terreiro se o Pai Hoaquim atende algu(m. #le voltou 4 carga. #/pliquei ao Hosias que em nosso terreiro v*rias entidade usam esse sagrado nome. 3 &odos sabem que e/iste a energia &ranca Ruas. resolvi aceitar como verdadeira essa orienta1ão. 'laro que não ( a mesma entidade. #mbora ainda não totalmente convencido. atende muita gente e d* consultas maravilhosas? Por que voc0 duvida? "e ele estiver incorporado em mim. e/ceto quando ele incorpora no dirigente da casa.1FO 3 #le não incorpora no ponto cantado. #le disse que e/istem v*rios esp)ritos que se di6em Pai Hoaquim. pensam da mesma orma e o que um ala o outro sabe.que teu pai3de3santo di6 a voc0 quando voc0 questiona essa situa1ão? #u nunca alei com ele a respeito. como pode estar incorporado nos outros? . # em nada est* errado que no mesmo terreiro e/istam &ranca Ruas incorporados em v*rios m(diuns. por ser a palavra dele a ordem superior. umam o mesmo cigarro de palha. risca o ponto certo. . di erenciando bem pouco um do outro. da 'osta e o mais comum o conhecid)ssimo Pai Hoaquim de !ngola. 1FO . Perguntei3lhe o des echo da conversa que prometera ter com seu pai3de3santo. &entei e/plicar alando do #/u &ranca Ruas das !lmas de quem j* tive v*rias provas desse enAmeno. inclusive que incorporam do mesmo jeito. um e/(rcito de &ranca Ruas. subdivididos em das !lmas e #ncru6ilhada. d* continuidade a conversa anterior. mas são todos iguais. principalmente porque ( ele quem di6 que a entidade ( o Pai Hoaquim. !lgum tempo depois encontrei3me novamente com o Hosias. em outro terreiro mesmo que seja outro esp)rito dessa linha. $ale com ele e e/ponha tua d+vida. bebem a mesma bebida. #u aceitei. a6em presen1a nos milhares de terreiros e/istentes. e todos alam a mesma linguagem. alguns at( mesmo como sendo de XangA. mas não entendo. !conselhei.

t0m o mesmo tamanho e peso. da mesma orma e com a mesma or1a.. -s esp)ritos podem ser como os soldados. . #le sorriu. e obedecem a ordem de um +nico comandante. Nembrei3me da parada militar. imagine a Policia do #/(rcito. 2ou pensar melhor.1FQ #le icou pensativo. 1FQ . são soldados prontos para e/ecutar a mesma ordem. complicando a situa1ão. !cho que e/trapolei nas e/plica18es..Para voc0 ter uma id(ia. &odos usam o mesmo tipo de uni orme. 3 C um bom e/emplo. !li no e/(rcito não t0m mais o nome de batismo.

Mas. não posso e/igir igualdade. 3 'omo voc0s procedem quando um m(dium est* ingerindo bebidas alcóolicas em e/cesso? Mandam a entidade subir imediatamente? 3 . recomendo que esperem o esp)rito desincorporar.procedimento correto não ( esse. mas princ)pios ilosó icos copiados da ess0ncia da própria lei da Umbanda. 5em sempre ( o esp)rito que se desliga. 5ão são regras. indiretamente. on6e capitães e cinco ogans de atabaque. 4s ve6es ( o m(dium que sai da vibra1ão da entidade.choque da advert0ncia pode a6er o cavalo se desligar do esp)rito. em nosso terreiro o tipo en(rgico no comando das giras. para depois e/plicar ao cavalo o seu 1FS . quem sabe. não dando tempo da entidade a6er a limpe6a do *lcool. para não magoar o m(dium. 3 Para chamar a aten1ão do m(dium. dois pais3pequenos. por uma mãe3de3santo. cuida com muito carinho dos m(diuns. mando cantar o seu ponto de subida. C muito perigoso o m(dium icar embriagado. Um dirigente de outro terreiro. voc0 costuma alar com ele. 2ou contar o di*logo. aprender ou. Por serem heterog0neos. observando nossa organi6a1ão. sem se intrometer com os outros e estejam dentro das normas estabelecidas pela cultura espiritual que ensinamos e previamente estabelecemos. 5a verdade apenas e/ijo que cada um cumpra o seu papel.1FS CAPITULO 23 CONAERSA COM PAI?DE?SANTO !cho que i6. al(m de mim. para o cavalo ouvir. # isso deve ser eito com muita cautela. tanto na cultura como em seus temperamentos. cada um com seu jeito.ncia entre si? 3 5o nosso terreiro a hierarquia est* ormada. atrav(s do esp)rito? 3 5ão usamos essa artimanha amadora de chamar a aten1ão da entidade. "e o m(dium estiver e/trapolando. trocava id(ias comigo a esse respeito. 5ão sei at( hoje se a sua inten1ão era para comparar. escolhida pelo dirigente espiritual. ! responsabilidade do controle dos m(diuns cabe 4 hierarquia do terreiro. o Tiran. em caso de persistir em beber. 3 !s determina18es são cumpridas por todos os capitães sem discord. pela ami6ade que mantemos h* longo tempo. criticar. . Recomendo 4 um dos membros da hierarquia conversar com o esp)rito e.

para di6er. abrandando a 0n ase das minhas palavras. 5esse caso. #le entendeu a dire1ão de minhas palavras. Retomei o assunto da mentira da inconsci0ncia do pai3de3santo. Tiran. Provoquei o pai3de3santo. 2ou repensar no modo de lidar com os m(diuns. #le concordou. 3 2oc0 est* cheio de ra6ão. mas iquei com vergonha dele. H* não estava tão e/pansivo. #le não respondeu nada. dando a entender para eles. Por isso procurei voc0 diretamente. 3 'onversando e orientando os m(diuns com sinceridade. 7 i6 uma coisa muito errada. 5ão pode haver choques ou in orma18es distorcidas. temos condi18es de saber se o cavalo est* inter erindo na comunica1ão do esp)rito. Pensei em contar para o 'aboclo !:uan. não deveria ter aceitado o cargo que lhe oi con iado. com gestos de aprova1ão. tanto que con essou humildemente. como nem eu ou voc0. elas lidam com os esp)ritos. ao contr*rio. mesmo que tenha convic18es di erente da dele. voc0 ganha a con ian1a deles. &ive uma alegria imensa outro dia. #u. "ó alta voc0 me di6er. Is ve6es o sil0ncio vale por um discurso. Tiran. Mnterrompeu o curto sil0ncio. eles t0m que reconhecer a nossa boa inten1ão. 5enhum deles. que ( melhor ser advertido de seus erros do que continuar errando. para não humilhar o m(dium. 3 #u recomendo 4 minha hierarquia conversar com a entidade. Provavelmente a sua t(cnica devia ser di erente da minha. Pro)bo. $alei orgulhoso. para que os membros da corrente contem para voc0 os seus problemas sem constrangimento. echo as portas do terreiro.1FG erro. que os membros da hierarquia descon iem da mani esta1ão das entidades nos m(diuns. da hierarquia. Retomei a o di*logo. 5em sempre ( o esp)rito que est* alando e sim o m(dium inter erindo na comunica1ão. quanto um m(dium me procurou para contar um problema. Msso não pode tra6er m*goas. Husti icou o Tiran. 3 1FG . que inge ser m(dium inconsciente. 3 'ada componente da hierarquia tem a obriga1ão de transmitir aos m(diuns a palavra do dirigente. como no in)cio de nossa conversa1ão. Pela e/pressão de seu rosto. # a minha iloso ia ( despertar nos m(diuns a autocon ian1a. terminantemente. não sabia se o Tiran estava aprovando o que eu di6ia..7 2eja. particularmente.. tenho um trato com as entidades. como ele demonstrou respeito 4 entidade e con ian1a em mim. de modo sincero. 5o dia que eu tiver d+vida que os esp)ritos não estão incorporados nos m(diuns. e eu com os m(diuns. Pre eri consertar o constrangimento criado.

3 C só voc0 não a6er aos outros o que não gostaria que lhe i6essem.isputa do poder? 3 . 9uei/ou3se. não ( questão de não saber. # conclu) nossa conversa1ão. !contece com voc0 o mesmo? 3 5ão com req?0ncia. -bservou.ci+me e a alta de humildadeP Respondi lacAnico e convicto. mas como agir. 3 # por que isso acontece? . 3 5a verdade temos muito que aprender. que ( di )cil. 3 'hegar neste ponto.iariamente estamos enriquecendo nossos conhecimentos.1FE 3 #u tenho um problema com minha hierarquia. 3 . 1FE . Mas no caso que estamos discutindo. mas acontece. 4 ve6es eles brigam entre si.

!o receber minha orienta1ão. despertaram na bonita jovem o ódio 4 vida. 11F . al(m do amparo espiritual de uma pessoa semelhante a voc0. entregando3lhe o n+mero de um tele one. muito embora esteja guerreando contra um terr)vel dragão. buscando uma e/plica1ão para seu problema. 3 C só o senhor di6er o que devo a6er. Mndicada por algu(m. al(m de a6er que seja cumprida a lei da Umbanda. que não conhe1o? C 3 5ão ( mãe3de3santo.11F CAPITULO 24 A F< DA CARMEM SILAIA ! Patr)cia. 3 "e o que mais quero ( morrer. . 3 5ão entendo nada de Umbanda.ncer. material e espiritualmente. sentindo3se despre6ada pelos amigos e revoltada com a separa1ão de seus pais.seu tipo m(dio. 3 2* conversar com a 'armem "ilvia. mostrando os dentes salientes e bonitos. . em orma de um insistente c. !conselhei. . C uma amiga e conselheira dos jovens integrantes da gira. por que devo conversar com uma pessoa que luta contra a sua própria morte? Nembrei3me de uma história da 'armem com o #/u &ranca Ruas das !lmas.que ( hierarquia? 3 "ão os membros que t0m a obriga1ão de atender o terreiro. uma adolescente de classe m(dia. não hesitei. 'onverse com ela. 3 Preciso que voc0 a1a um trabalho para eu resolver umas demandas. #la a6 parte da hierarquia do nosso terreiro. &entei sinteti6ar. 2oc0 est* precisando. . sem dei/ar transparecer o quanto sua alma estava atormentada. e depois voc0 venha alar comigo. dar assist0ncia direta aos membros que comp8em a corrente medi+nica da casa. perguntou aparentemente decepcionada. estava passando um di )cil momento. "ua arma ( a (. ela me procurou. com os olhos claros.urante uma gira. 3 mãe3de3santo? Por que essa 'armem "ilvia. "ão os au/iliares diretos do dirigente e lhes compete. a6iam da Patr)cia a igura da mo1a bonita. !pós ouvir suas quei/as. aos quais atende sempre com um sorriso acalentador. com quem possa trocar con id0ncias. e o seu escudo ( o amor 4 vida e a alegria de viver. ele a chamou e pediu.esajustada socialmente.

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3 9uero que voc0 v* so6inha ao cemit(rio, na cru6 das almas, 4 meia3noite, com um alguidar cheio de aro a, leve um galo preto, corte a sua garganta e derrube, dentro do alguidar, todo o sangue que escorrer da ave. .epois de terminar as anota18es como deveria ser eito o trabalho, retirou3se, voltando 4s suas tare as no meio do terreiro. Um pouco antes do inal da gira, ela, dirigindo3se ao e/u, alou, 3 Mn eli6mente não posso cumprir hoje a tare a que o senhor me destinou, mas amanhã irei e/ecut*3la. 3 'armem, eu menti para voc0. 5ão precisa a6er nada do que pedi. #u só queria testar tua (. % respondeu, delicadamente, o poderoso e/u. #la não questionou os incAmodos que teria para e/ecutar o trabalho, principalmente a matan1a, o que ( proibido em nosso terreiro. -s olhos são a s)ntese da alma. -lhei para os da Patr)cia, apesar de claros e bonitos, eles me revelaram que, dentro daquela prepotente isionomia, estava su ocado um pedido de socorro. Retomei a conversa1ão. 3 T* anos atr*s, a 'armem procurou o terreiro, em piores condi18es do que voc0. Toje ele ( a minha au/iliar que obedece, sem questionar, as ordens dadas pelos esp)ritos, o que me dei/a orgulhoso, porque eu tamb(m sou assim. #la aqui aprendeu ter ( e entendeu a import;ncia de viver. &eve a revela1ão que desejar morrer ( arma do covarde. ! imposta1ão das minhas palavras deve ter impressionado a Patr)cia. 5ão retrucou e oi alar com a abnegada 'armem "ilvia. 5ão me procurou como tinha prometido, sinali6ando ter encontrado a pa6, ato que me oi con idenciado pelo amigo comum que lhe mostrou o regenerador caminho da Umbanda. "ó veio alar comigo dois meses depois, e/ibindo um sorriso lindo e com a sua ace iluminada pela brilhante lu6 que sa)a dos seus olhos. !pelou, 3 $ernando, posso a6er parte da gira da Umbanda do terreiro de voc0s? 3 'ompre uma roupa branca e pode entrar na nossa gira. 'oncordei, emocionado.

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CAPÍTULO 20

CRIANDO MONSTROS T* tempos atr*s ui um 6eloso e alido criador de cavalos de corrida. "empre gostei dos cavalos e não e/istia nada mais emocionante que assistir aqueles belos e selecionados animais disputando uma corrida. -s cavalos de corrida são atletas. Para a competi1ão seu )sico tem que ser apurado. #nsinam os antigos criadores que cavalo ganhador come1a a se a6er na barriga da mãe. .a) a necessidade de uma alimenta1ão saud*vel e boa. Por isso eu cuidava com carinho das pastagens onde os animais eram criados. Mandei a6er a semeadura de uma leguminosa que e/igia um solo bem preparado. #ra um rico capim para pastagem. ! semente tinha que ser boa, por isso eu as comprei no melhor ornecedor na ocasião. 2er uma planta nascer me/e com nossas emo18es. $oi um sucesso o plantio. !quela imensa *rea verde crescia dia a dia. #u não via o momento de dei/ar as (guas criadoras pastarem aquele pasto. 9uando eu chegava no haras eu ia veri icar o novo pasto para ver se crescia e estava bem incorporado como eu planejara. # l* no meio, parecendo uma crian1a com seu brinquedo novo, eu estava agachado acariciando as plantas quando vi apro/imar3se o gerente do estabelecimento. - #nio era o respons*vel por todos os cuidados do estabelecimento. #ra um homem bai/o, com os olhos esbugalhados, tinha bei1os grande e te6 mulata. $oi jóquei e era um lidador com os cavalos de grande paci0ncia, tanto que se encarregava de domar os potros novos antes deles irem para o Hóquei 'lube onde seriam preparados por treinadores especiali6ados para disputarem os p*reos. $alando de orma circunspeta ele me cumprimentou, 3 @om dia. 'onhecia o jeito dele quando queria di6er alguma coisa. $acilitei, 3 @om dia #nio. !lguma novidade? #le abai/ou3se do meu lado, e separando algumas plantas da bela leguminosa, mostrou entre elas uma outra que nasceu junta. 3 !s sementes estavam misturadas. 5o meio nasceu tamb(m uma planta que parece uma salsa. #u não sei o que (. 5ão ser* melhor a6er um e/ame para ver que tipo de planta ( essa? $iquei surpreso. #le nunca tinha eito observa1ão semelhante. !chei ser um sinal e a descon ian1a tomou conta de mim. Perguntei,

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3 #st* com medo que seja uma planta venenosa? 3 5unca se sabe. Parece uma salsinha, mas pode não ser. !cho que não devemos dei/ar os animais pastarem sem um e/ame melhor. 'hegando em minha casa ui consultar os livros de plantas. 2i a salsinha, e sua rai6 era .............. 5o dia seguinte voltei ao haras e arranquei uma amostra, e a rai6 era di erente da do livro. #ra uma................]veri icaar o nome certo^. 'olhi algumas amostras e levei na #scola de !gronomia para um e/ame t(cnico. 5o dia seguinte ui buscar o resultado. - #ngenheiro !grAnomo havia solicitado 4 uncion*ria do estabelecimento que antes de me ser entregar o resultado eu alasse com ele. #le veio pessoalmente atender3me no balcão. "em rodeios advertiu, 3 #ssa amostra que voc0 trou/e ( de sicuta. Nevei um susto. 3 "icuta? ! do "ócrates? #le rindo, con irmou, 3 $oi o veneno que o "ócrates ingeriu para se matar. "a) preocupado e rustrado. 2oltei para o haras, chamei o #nio e determinei, 3 Pegue o trator e acabe com a "erradela porque ela oi semeada junto com uma planta venenosa. #nquanto o trator ia destruindo o verde pasto iquei imaginando o risco que correram os cavalos. &empos depois tive um gostoso reencontro com o Pedro, um pai3de3santo meu amigo. <ostava de trocar id(ias com ele sobre os segredos e magias da Umbanda por ele ser uma pessoa de rara intelig0ncia e um invej*vel senso critico, raramente ugindo dos limites do necess*rio equil)brio racional que deve reger nossas duvidas. #st*vamos sentados em uma enorme pedra no meio do rio 5hundiaquara. -s p*ssaros saltitavam e cantavam em nossa rente, e ve6 ou outra um beija3 lor revoava em nossa rente como um curioso querendo ouvir nossa conversa. "ó se ouviam as aves e o gostoso barulho das *guas do lindo rio. 5osso sil0ncio prestava um tributo 4 ess0ncia de nossa espiritualidade envolvendo a nossa alma em pro unda re le/ão espantando os gestos grosseiros e os pensamentos mundanos. 9uase em um sussurro ele dei/ou lorescer as delicadas e di )ceis quest8es que incomodam os dirigentes da religião umbandista, di6endo, 3 #stou ormando uma nova corrente, e estou com medo de errar.

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C criar.Pedro deu leve suspiro como coordenando as coisas que ia alar. #ssas energias são ortes por terem sido dei/adas por entidades desse n)vel. &enho medo de criar monstros. 9uando preparamos um m(dium. embora tenha visto uma preocupa1ão )ntima que deveria estar atormentando o 6eloso e e/periente pai3de3santo. &alve6 a magia do espelho. tomem seus corpos atrav(s da incorpora1ão. dei/ando o ódio dominar suas emo18es e elas orem voltadas para algu(m pode acontecer que sua energia somada com as das entidades provoque um mal muito grande a essa pessoa. 3 5ão sei distinguir dentre os homens aqueles que saberão usar corretamente a or1a das suas mediunidades. 2eja o perigo. ele se torna uma bomba que pode a qualquer instante detonar contra pessoas inocentes. mas qualquer altera1ão de sentimento dei/a escapar essas or1as. 3 "eria o caso então de não provocarmos o desenvolvimento nos m(diuns sem antes conscienti6a3los dessa or1a. mas não para ele acostumado a ir na sua ess0ncia mais pro unda. !quela que descobre coisas invis)veis escondidas dentro do vis)vel. sem o conhecimento dos esp)ritos eles estão jogando suas or1as contra algu(m por conta da ignor. como os caboclos.ncia de um m(dium. $iquei atento e encantado com a suavidade da e/plica1ão. Mndaguei. Perguntei. 3 'riar monstros? #/plique melhor. 3 5ão sei escolher os membros para a corrente. em que não merece. pretos3velho e e/us. Pelo seu jeito sabia que seria um assunto que aos outros poderia ser simples. $iquei surpreso. . at( que possam dominar suas emo18es e jamais podem sentir o ódio? 11J . principalmente no perisp)rito.ei/ando suas sobrancelhas ca)das mostrarem preocupa1ão e seu rosto mais vincado que o costume. "e eles amarem seus semelhantes dei/arão e/alar sempre a energia do amor. $iquei deslumbrado com a e/plica1ão do pai3de3santo. não hesitou. mas se icarem irados. #mbevecido aguardei a continua1ão.entro de suas auras. 3 Provocamos o desenvolvimento da mediunidade dos membros da corrente equilibrando os seus chacras. . os catalisadores das energias. e praticamente abrimos caminho para que as entidades de or1a. 'om isso eles estão portando as energias dos ori/*s.11J 3 #rrar no que? . $iquei aguardando quando alou. a magia da or1a da energia condensada no perisp)rito. as energias das entidades vão sendo depositadas.

3 !cho que não temos alternativas. com a terr)vel e danosa semente venenosa. Nembrei3me da minha planta1ão. homens e mulheres das mais variadas origens e capacidade cultural. 11O . misturei semente nobre e para alimentar os animais. 'onsolei meu cuidadoso amigo. Mas como poderia a6er isso? 'omo nós. poderemos prever ou saber quais os que devem ou não icar misturados no grupo? &amb(m iquei preocupado. "ão jovens e velhos.11O 3 #/atamente. dirigentes de terreiros de Umbanda. Mas como vamos saber quem vai ou não gerar esse sentimento no uturo? Mmediatamente veio na minha mente a corrente que dirijo. "ó podemos con iar nas entidades e esclarecer aos m(diuns que eles icam proibidos de se 6angarem com algu(m.

11Q . a inspiradora da sua luta. a ra6ão da sua e/ist0ncia. "e isto acontecer. desta ve6 iquei de lado e mandei cantar o ponto da cabocla Hurema. Protege a bela e apai/onante amante espiritual. em lugar privilegiado pela hierarquia de dirigente. $iquei sem jeito. ambos.caboclo manda na cabocla. ico na rente do 'ong*. ouviu 7não desejar a mulher do pró/imo7. do pró/imo7. e at( pouco tempo as reiras não podiam o iciar a missa católica. o homem ( o "ol e a mulher a Nua. 5ão posso imaginar nosso mundo sem e/istir a or1a do sol e a magia da lua. eu quis ver sua incorpora1ão. sob o olhar de todos os presentes. separar os direitos e deveres de cada um. # ela. isso para não alar de todas as outras religi8es. 2i o que queria. como a lua. Para observar o comportamento de uma m(dium que recebia uma entidade da linha de Hurema. ao eleger o homem. ! sua indigna1ão ao ver amea1ado o seu direito de de ender a mulher icou bem clara numa ocasião. graciosa e intoc*vel redoma da eminilidade perder* o seu mais dedicado guardião. 5ão sou machista. e pedi para chamar o 'aboclo Hunco 2erde. 5enhum ( mais que o outro. ! corrente j* cantava h* algum tempo e eu. o sempre apai/onado servidor da mulher. !ssim oi eito. o preto3velho na preta3velha. não mando na minha mulher % eu mando. com muita intelig0ncia. e eu. complementos do amor. ali. #le ( a or1a. quando deveria ouvir 7não desejar a mulher. #le a usa quando v0 em perigo a dócil mãe dos seus ilhos e a errenha parceira na luta pela sobreviv0ncia. o homem.'aboclo Hunco 2erde soube. or1a e complemento de sua eminilidade. !pesar das entidades che es serem chamadas em primeiro lugar. Para receb03lo. apear de ser pai3de3santo. . ! or1a do homem pertence 4 mulher. a provedora da sua elicidade. o e/u na pomba3gira. tirei minhas conclus8es. ela que não obedece. ou o homem. . a entidade que incorporava na complicada m(dium. Mois(s deve ter con undido as palavras do 'riador. Um dia o 'aboclo Hunco 2erde e/plicou sua ótica sobre o homem e a mulher. quando ao receber os de6 mandamentos. a mulher. sabe usar a magia. e ela a magia. a delicada.11Q CAPITULO 98 MAC3ISMO NA UM7ANDA 'omo toda religião. 5ada de chegar o 'aboclo. a Umbanda ( machista. mas quero que as eministas parem com sua perigosa marcha em busca da igualdade com os homens. #les são. ! mulher não tem que pleitear a igualdade. 5ão conhe1o nenhuma papisa. parecia um pateta.

11S sem nada entender, quando ui intu)do para receber outra entidade, o 'aboclo da 'achoeira. 'hamei o pai3pequeno, di6endo, 'ante o ponto do 'aboclo da 'achoeira.

Nogo no in)cio do ponto de chamada deste maravilhoso 'aboclo de XangA, ele incorporou, mostrando, nitidamente, que não era culpa minha a aus0ncia do 'aboclo Hunco 2erde, e sim dele, que não quis incorporar. "alve meus ilhosP % cumprimentou o sisudo 'aboclo da 'achoeira e oi sentar no toco. ! cambone, delicadamente, entregou3lhe uma t*bua e pemba, para riscar o ponto. 5ão precisa, disse o 'aboclo. 2ou icar enquanto o !:uan conversa com o Hunco. !rrematou, aceitando, apenas, o charuto. 5unca imaginamos situa18es como esta no plano espiritual. 'aboclo !:uan, che e do terreiro, oi convencer o 'aboclo Hunco 2erde, um esp)rito comprometido com o terreiro, a cumprir sua obriga1ão de vir trabalhar. "ão entidades maravilhosas, espirituali6adas mas sens)veis quando v0em amea1ados seus direitos legais. 5ão tinha terminado de umar o seu charuto, e o s0o 'achoeira levantando, despediu3se dos cambonos, 3 2ou subir. - Hunco vai incorporar % dei/ando claro o poder de convencimento do 'aboclo !:uan. $iquei ressabiado para receb03lo. #le veio, não alegre como de costume. #stava mal3humorado, com a cara echada, dei/ando transparecer uma emo1ão, at( então desconhecida para mim. "em nada di6er e a ningu(m cumprimentar, com passos pesados, dirigiu3se e sentou no toco, riscando o ponto com m* vontade. .ava mordidas no charuto, como se tivesse vontade de comer a orelha de algu(m. - pai3pequeno, sentou3se 4 sua rente, dirigindo3lhe delicadamente a palavra, "alve, 'abocloP - que houve, s0o Hunco? #stamos assustados, nunca o vimos assim. #scuteP Respondeu, secamente. 3! mãe ( Hurema, e quem cuida da mãe ( o ilho> a mulher ( Hurema, e quem cuida da mulher ( o homem> a ilha ( Hurema, e quem cuida da ilha ( o pai. "im, meu pai, entendi a mensagem, só não sei, qual a ra6ão de sua 6anga. 'omo ( então que voc0s chamam uma cabocla antes do caboclo? 2oci erou, aos altos berros. 35ão conhecem a lei da Umbanda? 5unca venho depois de cabocla.

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11G "0o Hunco, e/plicou, na verdade oi seu cavalo quem pediu, pois precisava ver a incorpora1ão da cabocla na m(dium tamb(m. 5ão tivemos nenhuma inten1ão de desrespeita3lo. #ssa não ( a Nei. 5ão admito que pai3de3santo erre. "e não a conhece, entregue sua guia e v* aprender como se dirige um terreiro. #ncerrou en urecido.

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CAPITULO 24 PROAAS INCONTESTÁAEIS !s pessoas precisam entender que a mistura da energia do m(dium com a do esp)rito, caracteri6ando a incorpora1ão, não ausenta em absoluto a presen1a da consci0ncia do cavalo na comunica1ão, devendo dar descontos para eventuais e normais alseadas na mensagem do esp)rito. 5a linha :ardecista, quando um esp)rito amiliar se mani esta, mesmo que nunca em sua vida encarnada tivesse tido respeito 4 espiritualidade, ou tenha sido um anal abeto e com temperamento grosseiro, dei/a mensagens cheias de amor, ala com muita intimidade o nome de Hesus 'risto e demonstra conhecimento das leis do espiritismo, com um linguajar requintado e manso. 5ada de estranho, considerando3se a capacidade e a cultura do m(dium, que soube tradu6ir o sentimento e o desejo do esp)rito comunicante. 5a Umbanda não ( assim. -s consulentes e/igem provas e mensagens mais concretas. 9uerem que o esp)rito diga nomes, datas e tudo que se relacionava com sua pessoa, quando encarnada. #/istem muitos m(diuns que t0m esta capacidade, mas, via de regra não são assim, como um 'hico Xavier % para mim, um homem santo. .evemos icar atentos aos sinais do esp)rito, aos pequenos gestos e palavras que usava quando encarnado, e se acontecer, devemos entender como verdadeira a comunica1ão. - resto, ica para "ão &om(. #/istem histórias e histórias, que comprovam minha assertiva, mas, uma delas, para mim, oi especial. 'aboclo !:uan estava incorporado, no toco, quando o pai3pequeno, acompanhado de um rapa6 alto, corpulento e demonstrando um ar muito triste, solicitou, 'aboclo !:uan h* questão de uns seis meses este mo1o perdeu seu pai, e est* inconsol*vel % e/plicou. - senhor pode atend03lo? - rapa6 sentou3se, a entidade o ereceu3lhe bebida e perguntou, isso. 2oc0 conhece bem pouco o espiritismo, não (, meu ilho? 9ue houve, meu ilho? #u amava meu pai. #le morreu, e estou muito nervoso com

Realmente, nada conhe1o, mas sinto a presen1a dele ao meu lado. #stou buscando no espiritismo uma e/plica1ão, principalmente para saber se o esp)rito sobrevive 4 morte e, se eu me convencer, quero saber como ele est*. .isse, de modo ranco, mas respeitoso.

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pai alou estar bem. esp)rito do pai incorporado e seu ilho. nada sabe a respeito.. 2ale di6er.. anunciando sua despedida. meu pai. echou uma carranca e ran6indo as sobrancelhas. rindo. da saudade que tinha da am)lia. desconhecendo se ( esp)rito amiliar. ! irmou. icou assistindo a gira de quimbanda. se ( homem ou mulher #sta ( a parte convincente da comunica1ão. 'om os olhos arregalados. meu ilho. !guardou nessa posi1ão alguns segundos.rapa6 demonstrava estar descon iado da autenticidade do que assistia. tirou seus óculos e icou esperando uma nova ordem. 'omo sempre a6 nesses casos o 'aboclo mandou o @eco atender a conversa1ão e ambos. . #ntre os umbandistas. como manda a lei da Umbanda. para o rosto da m(dium. e como vou saber que ( o senhor que estar* ao meu lado? Perguntou. serei eu. Mas nada lhe dava a certe6a de ser realmente o esp)rito de seu pai. naquela noite. 3 !gora voc0 sabe que eu estou bem e o esp)rito e/iste após a morte. iel na transmissão da ala do esp)rito. $a6 parte da lei da 1=F . com alguns sinais de ser realmente o esp)rito do pai do descon iado rapa6. o que era per eitamente compreens)vel. obsessor ou protetor. me chame que estarei ao seu lado. Prometeu o esp)rito. jogou3se nos seus bra1os. eu órico. muito embora o m(dium perceba que vai servir em uma incorpora1ão. ambos levantaram3se e a entidade disse ao mo1o. 9uando voc0 precisar de ajuda. que transcorreu de um modo normal. uma e/celente m(dium. ! entidade e6 uma vibra1ão no consulente e a passagem do esp)rito aconteceu. o pai3pequeno. estava visitando a &enda #sp)rita "ão "ebastião. ! 'ristina incorporou. . 9uando voc0 ouvir um arroto e sentir um ba o de u)sque. PapaiP PapaiP C o senhor. Um deles. !t( entre os pais3de3santo. as provas tamb(m são e/igidas. H* habituada com essas situa18es. -rdenou ao @eco . que nesses momentos. !pós algum tempo.. # oi nesse estado. que disse ao esp)rito. o incr(dulo ilho. 'onvidado a ocupar um lugar privilegiado.rapa6 deu um salto para tr*s. $oi muito bom alar com o senhor. de "ão Paulo. . @em. aquele assunto que só os dois sabiam. para receber o esp)rito do pai desse mo1o. i/ou um olhar espantado. o esp)rito. Rapidamente. $oi recebido com todas as honras de sua coroa. e num choro convulsivo. e/clamou. #sclareceu.1=F !cho melhor voc0 perguntar a ele. o @eco pAs em sua rente a 'ristina. &raga aqui um cavalo. talve6 por não tido nenhum sinal evidente. iniciaram um di*logo. testemunhou Hesus e/istir e outras coisas bonitas.

aqui ( o Rangel. cumpriu o combinado. 'onvidei3o para vir 4 noite em minha casa. mesmo que seja em sentido inverso. # oi adiante. Um esp)rito que reverencio com grande amor ( o do Pai Hoaquim de !ngola. 3 2oc0 deve estar imaginando porque eu estou aqui. deu um tapa no peito do homem e. a amosa hora grande dos esp)ritos. especi icamente. R)amos e aprend)amos. 5o dia seguinte. Preciso conversar com voc0. tem que di6er ser meu amigo. ou seja. Rangel? <ostou do trabalho? 3 <ostei. recebi um tele onema. "ó me intrigava a ra6ão de sua visita. Por não ser um ato comum nos terreiros que visito. porque eu tamb(m gosto quando isso acontece comigo. "empre que estiver incorporado. H* incorporado com o #/u &ranca Ruas das !lmas. com certe6a ele revelaria. rindo. meu padrinho de eitura de cabe1a. ui levado pela entidade at( o pai3de3santo e contrariando meu impulso e todas as regras da casa. 3 $ernando. 5ão sabia como perguntar mas imaginava que. mas alguma com certe6a. e cont*vamos histórias sobre a Umbanda.pai3de3santo que ontem visitou o terreiro. eu as minhas e o Rangel as dele. 3 $i6 um trato com o #/u &ranca Ruas das !lmas. em tom in ormal. se or realmente ele . sem dar import. #/plicou. # ele. #stranhei o comportamento do e/u. des a6endo todo o mist(rio. havia a determina1ão que as entidades batessem a cabe1a literalmente. $ui visitar um terreiro de certa marcar um 1=1 . #ra uma pessoa muito agrad*vel. 5ão seria para contar passagens de sua vida espiritual. #ntendi o Rangel. um com o outro. não (? 3 "inceramente? 5ão estou ag?entando mais a curiosidade. a entidade. tom*vamos um ca e6inho com biscoitos. 3 Para amigo não bato a cabe1a.1=1 Umbanda. oi quando ele. 5ão estava entendo a ra6ão. havia. encostando a testa no chão. quando uma visita com hierarquia estiver presente. 'onversando na sala. as entidades cumpriam seu papel. quando incorpora. 3 'omo vai. Respondi. tornou sua e/pressão s(ria e ormal. alou. de repente. H* passava da meia3noite. Podemos encontro? #stranhei o curto di*logo. . antes de ir embora. deve bater a cabe1a ao visitante e naquela casa. ! medida que incorporavam. quis conhece3lo. 'ontrariando minha e/pectativa não ui repreendido pelos dirigentes materiais da casa. incorporado em voc0. um grande respeitador da lei da Umbanda e das determina18es das casas umbandistas.ncia 4 hierarquia do che e de terreiro.

#/u &ranca Ruas das !lmas a6 questão de comprovar aos seus consulentes a sua autenticidade. Mmediatamente. não são necess*rias para quem tem (. in ormei meu amigo. mesmo nós. 3 "empre que eu estiver no terreiro. 3 . ele perguntou. 2oltando ao Rio de Haneiro. como i6 hoje e tamb(m como i6 h* tempos na outra cidade incorporado com o cavalo careca. Respondi indignado. como e6 com uma senhora carioca que visitou nosso terreiro. temos nossas d+vidas. sob o olhar espantado da sua ã. 3 -baP . dei meia volta. . #la estava na assist0ncia quando oi chamada para conversar com ele. quando. não tenham d+vidasP 1== . 5ada de e/traordin*rio oi dito ou alado. 3 2amos embora. #le nem me olhou. entrei dentro do local dos trabalhos e passei por sua rente. 5ão hesitou e oi conhecer o terreiro onde trabalhava este m(dium. praticamente no come1o do trabalho? 3 5ão ico em terreiro onde o Pai Hoaquim est* incorporado e ele não me conhece. ! inal. antes de se retirar. #stava na assist0ncia. incorporou em um m(dium. Mas que são gostosas. mediante uma prova evidente. como todos devem a6er. mando chamar voc0 para me cumprimentar. na verdade. ao entrar no espa1o dos trabalhos.1== ama onde. l* na assist0ncia.isse. 9uando j* est*vamos de volta. e/ceto a con issão da simp*tica consulente ser uma incondicional ã da entidade.que aconteceu l*. o e/u alou. #ssas comprova18es. cutucando meu companheiro ao lado. #nquanto cal1ava os sapatos que tinha tirado. que desaparecem. por sinal com hierarquia na casa. quando oi surpreendida com o convite da entidade para conversar com ele. 3 completou. 'onversaram trivialidades. no automóvel. para voc0 sair. crentes. durante a gira. ela teve not)cias que em Petrópolis um m(dium estava recebendo o #/u &ranca Ruas das !lmas com muita idelidade. $iquei alegre. retornando para meu lugar. I guisa de receber uma vibra1ão. secamente. .Pai HoaquimP #/clamei.

. sendo ele meu irmão de carne. !ssim oi eito. uma cai/a de ós oros. ele recomendou que ela tomasse nota de um trabalho para o rapa6. gira especial para pedir este tipo de ajuda. a grande arma da Umbanda. melão. não precisando escrever nada. #le. quer uma ajuda sua. Uma moganga assada. 5a relva. disse. #m cima coloquei a moganga com milho. amei/a e outra ruta do gosto do meu cavalo. dei/ei3as como base. .1=B CAPITULO 26 UMA OFERTA AO ESPÍRITO "er* que o !mal*. Nigou no dia certo. I noite. Procurei um lugar adequado para a6er a entrega % o amal*. hoje temos trabalho. sete velas brancas. !ntes do inal do trabalho. na entrada de uma mata. . !bacate.ilho de um amigo meu teve um acidente e est* em coma. Por isso estou tele onando. abaca/i. % $a1a uma entrega. ajeitei as rutas ao lado. est* condicionado na lei da troca. 5o copo de casca de coco % coit0. $ernando. depositei a cerveja. apenas pense e ore pelo menino. j* desenganado pelos m(dicos da terra. iniciei a montagem da entrega. desesperado.. sete verdes e cevada. como se precisasse.. eu sei. 'uidadosamente. com milho. idade e endere1o do hospital onde estava internado. eu te dou de comer e voc0 atende meu pedido? 2amos ver. Pus os charutos no trabalho. C trabalho na linha dos caboclos. embai/o de uma igueira rondosa. cortei tr0s olhas de bananeira.senhor pode a6er algo por ele? . #scolhi o lugar. 'omo não gosto de dei/ar no mato materiais não biodegrad*veis.'aboclo pAs o papel em seu ponto riscado e disse 4 cambono que depois daria uma orienta1ão. C. melancia. j* desenganado. ou seja. Recebi um tele onema. procurando construir a entrega do jeito mais bonito poss)vel. cerquei3o com as 1=B . esclareci meus cambonos sobre como deveriam proceder para receber uma orienta1ão do 'aboclo. na U&M. Mdenti icou3se.nome anotado neste papel ( de um rapa6 que est* muito doente no hospital. "ete charutos. maracuj*. aqui ( o $loriano. Mnterrompeu. "0o Hunco 2erde % disse a cambono. &omei nota do nome do rapa6.

uma ai/a de lu6 era para ele direcionada. #/atamente vinte e um dias após. um Paj(.urante a constru1ão do !mal*. obrigadoP H* contei para todos que em vinte um dias meu ilho vai estar curado. em vinte e um dias ele sairia do coma e conseq?entemente icaria curado. 'antei o ponto de -/óssi. apro/imou3se e cumprimentou aqueles maravilhosos esp)ritos ind)genas. o importante nesta história. e largaram suas energias. 9uando acendi as velas e cantei o ponto de -/óssi. não ( a cura e sim o amal*.o trabalho emergiam vibra18es semelhantes. . # hoje est* completamente curado. pois diante da gravidade de seu estado de sa+de. Pegou toda aquela energia e sumiu com ela para dentro do mato. pedi a cura do mo1o. at( que todos icaram em p( e ele. -:0 -d0. a tudo assistindo. entreaberta. 'omo ele unciona? . . como me oi contada pelo próprio 'aboclo Hunco 2erde. 9uando cantei o ponto do 'aboclo Hunco 2erde ele saiu do mato.ncia.esp)rito come e bebe? C guloso e beberrão? "e nada ganhar. 1=J . !gradeci. intuitivamente. que se somavam 4 j* e/istente. oi at( o mato. de onde saiu um outro )ndio. . !cendi3as e depositei a cai/a de ós oros. do material que compunha o amal*. 5o dia seguinte. se intensi icaram. alternadas nas cores. #la oi se condensando. 'laro. pedindo que não dissesse nada aos pais do mo1o. o rapa6 acordou. e girava em torno do trabalho. alguma coisa poderia dar errado e eu não achava justo dar alsas esperan1as. quando percebi. em volta da o erenda uma massa energ(tica maravilhosa. vindo do in inito.e longe. #ra a or1a cósmica do ori/* -/óssi. com aquela energias em suas mãos.1=J velas. o segredo não oi guardado.e a astei3me respeitosamente. -/óssi. i6 uma ora1ão. o 'aboclo di6endo3me que. #sta energia de -/óssi. do 'aboclo Hunco 2erde. mantendo pequena dist. e era manipulada pelo 'aboclo Hunco 2erde. a troca de energias. recebi um tele onema do pai do rapa6 que di6ia eu órico. que oi atra)da pelas vibra18es semelhantes aos das comidas o ertadas. por todos reverenciado. $ernando. de lu6 cintilante. dentro do mato. oi usada para curar o doente no Tospital. 2*rios )ndios estavam em volta. . o 'aboclo Hunco 2erde permanecia em p(. de orma tal que echassem um circulo bem harmonioso.ei a not)cia ao $loriano. Mas. nada ar*? 2ou entrar no a63de3conta e estou vendo o desenrolar da entrega no mato. &odos se ajoelharam em volta do trabalho. a cósmica e do trabalho. criando.

. servindo para os querubins icarem sentados e dedilharem suas harpas. ditado pelo iluminado esp)rito do !ndr( Nui6. com cavanhaque. 'omo ser*? &er* *rvores. #nquanto uns alardeiam que eles t0m alma.. temperatura amena.Z -s umbandistas alardeiam que os -guns v0m em seus cavalos brancos. mostrando os cri res e a ponta do rabo.Z Mais adiante continua. dando a impressão de estar vendo alguma coisa que nós adultos não v)amos. a brisa.eitada na cama. animais. 1=O . Papai ainda não.o c(u. onde não estacionam somente os homens desencarnados.. YMdenti iquei a caravana que avan1ava em nossa dire1ão. me pareceram iguais aos muares terrestres.ncia.evia merecer um estudo mais minucioso das elites cultas. . Yseis grandes carros. como se quisesse pegar algo no ar. não quero ir para l*P !credito que os animais t0m alma.. 9ue ( isso? % interroguei. na p*gina 1GB.ncia.ndido. os riachos. que não cabe agora descrever. e os animais. &enho uma id(ia do in erno. eram tirados por animais que.tema ( pol0mico. que voavam a curta dist. H* di6ia mamãe. ela levantava os pequenos bra1os para cima. . mais compat)vel comigo. mas verdadeiros monstros. ormato dilig0ncia. embora eu descon iasse que ela soubesse e só não di6ia para me contrariar. H* não ( um motivo para re letirmos se os animais t0m ou não alma? Minha ilha Nucilia. sob a claridade branda do c(u. . mas não me lembro do c(u. C mais *cil imaginar um tridente. Mas a nota interessante era os grande bandos de aves. anunciando ser 1=Oq? o para)so? "e no c(u não e/istir as *rvores. os p*ssaros cantando. acima dos carros. não tenho a m)nima id(ia como possa ser. ou suaves cantos de p*ssaros ? -u ser* um lugar va6io. brisa. ele descreve uma cena no espa1o. precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos..isse 5arcisa % são au/iliares preciosos nas regi8es obscuras do Umbral. riachos. alava. lu6. produ6indo ru)dos singulares.andU.1=O CAPITULO 28 OS ANIMAIS TBM ALMA? H* morri v*rias ve6es. um caldeirão. de corpo volumoso.andU. mesmo de longe. cheio de nuvens. a lu6. . estava come1ando a balbuciar suas primeira palavras. as labaredas e um homem magro. ouvi o ladrar de cães 4 grande dist. 5o livro Y5osso NarZ do $rancisco '. igual a nós. assombrado. em per eita coordena1ão com os gestos.e repente. % e ria. . e com pequenas e delicadas gargalhadas. .. outros a irmam só possu)rem o cascão que desaparece com a morte. enquanto a Redda trocava sua ralda.

andU. $alou.emonstrando surpresa. e/iste o bom humor e as passagens hilariantes. #ntre os esp)ritos. e senti muito sua morte. igual ao homem. que eles continuem em minha companhia.cigano Koisler tem sua vida baseada em cavalos. com muito carinho. -s trevosos t0m na cobra a companhia predileta. não permanecerão no plano espiritual sob o mesmo processo evolutivo da reencarna1ão? 9uero que os cães tenham alma. conhe1o bem. e todos do mundo animal? "e os homens. !ma os 1=Qq?)deos. &entou justi icar. . . no homem est* alojada no chacra espiritual. en/ergando os esp)ritos. a consulente e/plicou. 'onta v*rias histórias sobre esse assunto. . que seu transporte para vir no terreiro ( 1=Q . levam consigo seu estado espiritual. porque não ter* o pequeno rou/inol ou o elegante pei/e ou a pe1onhenta cobra. 2oc0 est* muito triste com a morte dele? . -s animais tamb(m são nossos irmãos. Raciocinam e t0m alma.1=Q Minha mulher e eu trocamos olhares. o que re or1a a tese que eles t0m alma e podem sobreviver 4 morte. -s oguns sempre estão montados em cavalos. a qual. # alardeia isso com transparente gabolice. assustado. não pode acontecer o mesmo com os p*ssaros e animais? "e uma larva ( mais atrasada que um cavalo. "e e/iste nos animais o terceiro olho. como sua companheira. ele tem que estar tamb(m dentro do esp)rito. uma *guia. -utro dia o caboclo !:uan e6 um trabalho especial para um gato com c. #la est* vendo o esp)rito do . pois pretendo. # se os cães t0m. $alei. Pode chorar se quiser. 'ães. ao morrer. depois de morto. atrasados ou evolu)dos.andU era o nome de um bel)ssimo cão "etter Mrland0s que um m0s antes oi morto a tiros por ladr8es que invadiram nossa casa. dentre as quais. ao morrer. -s gatos. 5ão posso evitar. mesmo que pare1a antasia. os cães e os cavalos são reconhecidamente videntes. a irmando ter sido descendente de uma am)lia de ladr8es de cavalos. $oi meu gato que morreu. .ando consulta para uma mo1a. !cho que o senhor vai me entender. e eu entendo voc0 muito bem. o que demonstra possu)rem a terceira visão. não tenho d+vidas.'aboclo !:uan tem. o 'aboclo !:uan perguntou.ncer no intestino com o mesmo empenho que a6 nas pessoas que so rem de mal semelhante.

a cambono. 5uma gira. Mndagado pela "andra porque estava triste. abatido. rindo. re6ando para eu me regenerar. # por qu0? Porque eu quis roubar o cavalo dele. 9uei/ou3se. sem jeito.!:uan tirou de mim. # o pior não oi isso. considero essa passagem como uma prova da e/ist0ncia da alma dos cavalos. Mas cigano. rindo. vim a p( para o terreiro. $oi humilhante. C para ele nunca mais cometer essa ousadia. #stou sem cavalo. roubar o cavalo do 'aboclo !:uan? 9ue id(iaP . #u queria aquele cavalo branco. Respondeu amuado. o 'aboclo !:uan. 9ue aconteceu com o seu ? . acompanhado por uma alange de pretos3velho. "e aconteceu. 1=S . não sei. sinali6ando eu estar certo nas minhas convic18es.isse.1=S um cavalo preto. #le ( lindo. incorporou sem sua habitual harmonia. !l(m de ter icado sem o meu cavalo. disse que tinha devolvido o cavalo para o cigano. 'omo esp)rito não brinca. respondeu. en ileirados atr*s de mim. Passado alguns meses.

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CAPÍTULO 3: SINAL DA AELA ! elicidade não est* alicer1ada nos bens materiais, mas no humor e bem estar espiritual.. &enho um amigo que a irma ser eli6 por ter uma esposa, ilhos e netos. 'onhe1o um bo0mio que jura ser o homem mais alegre do mundo porque ( solteiro, não tem mulher e muito menos ilhos. ! elicidade est* dentro de quem aceita e gosta do que tem, podendo ser a numerosa am)lia ou a liberdade de não ter compromisso com ningu(m. - conceito ( parado/al. ! resid0ncia da in elicidade, ao contr*rio, tem como principal causa, a perda daquilo que o a6 crer ser eli6. # pode a elicidade perdida ser readquirida pela (? !cho que sim. Neiam essa história, - domingo estava lindo, ensolarado e quente. - 5ilson, de cal1ão, sem sapatos e camisa, se mantinha debai/o de uma barraca 4 beira da piscina do clube que costumava req?entar, ouvindo e contando lorotas descontra)das com alguns amigos, 4 guisa de esquecer seus a a6eres semanais. ! #va, sua esposa, tinha icado em casa. - 5ilsinho, seu +nico ilho, com oito anos, brincava e nadava na *gua clorada da piscina. #stava tudo per eito e apra6)vel. $oi quando o 5ilson ouviu gritos desesperados de uma mulher que apontava para o undo da piscina. &odos, curiosos e no a ã de serem +teis, se acercaram dela. - 5ilson, pela *gua, viu, no undo da piscina, o corpo do seu ilho 5ilsinho. - 5ilson era meu amigo e ui comunicado do tr*gico acontecimento. 'hegando em sua casa, onde todos os amigos e amiliares j* cercavam o guapo 5ilson e sua esposa, ui, como ( natural, envolvido no so rimento do casal e seus avós. - menino de oito anos, tinha morrido a ogado em uma piscina. 5ão h* quem não se envolva com emo1ão em casos que o espectro da morte a6 cumprir essa divina, mas atemori6ada lei, quase sempre não entendida por nós. 5a ocasião, eu era mais jovem e, conseq?entemente, mais orte, mas mesmo assim, tive que a6er muito es or1o para amparar o meu amigo nos ombros, dado seu corpo avantajado. Passado o uneral, no dia seguinte, ui levar minha solidariedade ao triste casal. 5ada pude a6er ou di6er para apa6iguar a dor do acontecimento, e/ceto o erecer os pr(stimos do meu grupo de trabalho espiritual. - casal, buscando um lenitivo, acedeu ao convite e passou a req?entar assiduamente nossos trabalhos espirituais. #m uma das reuni8es o 5ilson aparentando uma emo1ão muito grande levava com um carinho especial um pequeno embrulho de papel de seda, que parecia estar aninhado em suas duas avantajas mãos em concha. "eus olhos torneados por grossas sobrancelhas brilhavam com vis)veis l*grimas. 2e6 ou outra uma l*grima escorria em seu grosso bigode preto. "ua esposa come1ou a desembrulhar o pequeno embrulho. ! medida que ia abrindo o papel de seda suas mãos pareciam estar des olhando uma delicada lor. "eus l*bios mantinham um sorriso, e seu semblante demonstrava estar

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1=E vivendo naquele momento um 0/tase divino. &odo nosso grupo estava em volta do casal, aguardando com curiosidade o aparecimento do conte+do do misterioso embrulho. - 5ilson alava emocionado, 3 2oc0s vão ver a ben1ão de .eus que tivemos. !berto o pacote, dentro de um en eitado estojo estava a escultura de um anjo com enormes asas. Um trabalho muito bonito e bem eito e at( de certa orma comum no com(rcio do ramo, e/ceto não osse ele estar esculpido em cera de vela derretida. -lhamos assombrados para o casal, que agora j* não conseguia conter a emo1ão dei/ando correr as l*grimas pelos seus rostos. 3 Toje acendi uma vela para meu ilho. 2ejam o que icou no prato,. C o sinal que ele est* vivo e vai retornar a nós. #/plicou o 5ilson. ! ( trans ormou a vida daquele casal. .ecorrido algum tempo, encontrei o 5ilson. #stava eli6 e sob orte abra1o disse eu órico, 3 Meu ilho voltou para mim. Minha mulher est* gr*vida. 9ue .eus aben1oe todos que conhecem sua maior magia, a (P

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CAPÍTULO 39 MAGIA DAS AELAS - ogo ( um elemento indispens*vel por todas as religi8es. #le ( o princ)pio e a sua or1a ( destruidora, mas quando bem manipulada, se torna com a mesma intensidade um grande aliado. 'om imagina1ão o homem criando a vela prendeu uma chama desta or1a em um invólucro de cera. #/istem velas de todos os tamanhos, cores, tipos e inalidades. &0m todo o tipo de serventia, desde solicitar avores 4s divindades, at( criar ambientes apai/onados em um jantar entre casais. .entro das religi8es todos t0m histórias para contar a respeito das velas. #u tenho a minha, Toje eu tenho sete netos, de do6e a vinte anos. !mo a todos, por(m com mais intensidade aquele que em um momento de sua vida necessita de mim. # oi assim com a 'amila, hoje com de6enove anos, uma mo1a linda, com um sorriso resplandecente, dentes bem ormados, altura m(dia, com um g0nio doce e a *vel, sempre pronta a a6er uma delicade6a. "eus cabelos são castanhos escuros e longos, tem um andar comedido, e por nature6a tem o dom de reunir as pessoas em sua volta. C uma legitima ilha de Memanj*. 5esses de6enove anos, talve6 a (poca que mais a tenha amado oi quando tinha ou tr0s anos e estava acometida por um orte sarampo. 5ão estava dando muita import;ncia 4 doen1a por ser comum e de *cil tratamento, quando ui procurado por minha ilha Nucilia, 3 9uero que voc0 venha ver a 'amila. #stou assustada. Mor*vamos, como at( hoje, bem perto. 9uando entrei no quarto da crian1a adoentada quem icou assustado ui eu. #stava inteiramente tomada pela doen1a e dava sinais de estar ardendo em ebre, pois mostrava estar ora da consci0ncia. 5ão titubeei, 3 2amos lev*3la imediatamente ao hospital. 5o carro, enquanto dirigia o automóvel em dire1ão ao hospital, olhava para a Nucilia. &alve6 este tenha sido um dos dias mais tristes que tive. ! minha ilha, ainda uma mãe em sua plenitude jovem, mantinha os dentes cerrados, estava absorta olhando para o nada, com o quei/o tr0mulo e os olhos marejados, e segurava em seu colo a sua ilhinha envolvida em um cobertor cin6a escuro, quadriculado com cores vermelhas racas. - dia estava cin6ento, a6endo o quadro ainda mais triste. Meu .eusP !quela mãe so rendo era ainda uma menina. ! amargura tomou conta de mim. 5ada alei. !penas so ri, um so rimento inesquec)vel e que jamais sair* da minha lembran1a. ! preocupa1ão com a doen1a da neta misturou3se com a perspectiva de perder para sempre o sorriso da Nucilia, gentilmente herdado pela 'amila. #u não

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$omos ao hospital rapidamente. #m casa com a Redda resolvi rogar aos esp)ritos pela nossa a li1ão. 3 #stão tirando l)quido da espinha da 'amila. agredindo quem dela se apro/imava. &eve que ser levada para o isolamento por ser doen1a transmiss)vel. 9uero saber do senhor. $ui interrompido com choros convulsivos da Redda que alava nervosamente. 5o hospital o diagnóstico oi grave uma ve6 que o sarampo tinha se alastrado internamente no seu corpo. Uma tala de madeira prendia a agulha em sua mão para o soro e ela. 3 Vtimas desapareceram. e nós aguard*vamos ansiosos o resultado do e/ame. !s horas se passavam. 3 Pai Maneco. o que vai acontecer com minha neta? 9uando consultei o senhor me disse que ela icaria boa. como um animal. 5o dia seguinte o comportamento da 'amila era assustador. #stamos a6endo todo o poss)vel dentro da medicina para contornar a doen1a. 5o terceiro dia de internamento procurei o m(dico diretor do isolamento e pedi3lhe.1B1 pensei como um avA so rendo. 3 H* disse que ela vai icar boa. !pareceu o m(dico e in ormou. -s riscos 1B1 . #mbora osse um homem delicado o m(dico icou me olhando por alguns instantes como medindo o que iria di6er. 3 ! situa1ão ( muito grave e os riscos são grandes. 3 5ão quero promessas. -uvi intuitivamente a poderosa entidade alar. noticias. batendo o bra1o onde mantinha a tala de madeira. pois a suspeita ( que a doen1a tenha atingido a medula. meu Pai. atitude que não oi apa6iguada nem pelos psicólogos do hospital. e/ame oi negativo. "enti3me rustrado e com raiva por estar impotente at( mesmo para dar esperan1a para minha ilha. !l(m de ser o avA tamb(m sou o che e da am)lia. apenas quero saber a gravidade do doen1a. e se o pior acontecer tenho que estar preparado para poder sustentar o emocional de todos eles. mas nada est* indicando esse caminho. icava em bai/o da cama encolhida em um canto. Para te acalmar vou dei/ar uma marca com esta vela. "o6inho na sala em um pires branco i/ei uma vela da mesma cor e orei.

3 -lhe a magia da vela. e ui obrigado a descarreg*3la. % balbuciei. com as asas abertas e ainda com realces como se ossem as penas. quando me lembrei da vela. Minha vontade era guardar aquela igura de cera para sempre. $ui 4 sala e vi o sinal dei/ado pelo Pai Maneco. Mas a lei tinha que ser cumprida. por estar emocionado. Mostrei o sinal para a Redda. Parecia uma escultura manipulada por um artista. Hoguei3a na *gua corrente junto com algumas l*grimas de um avA eli6 e agradecido. 1B= .1B= H* tinha chegado em casa bem mais calmo e conversava com a Redda sobre o im da nossa angustia. ! cera normalmente consumida pelo ogo estava derretida ocupando inteiramente o pires branco ormando o desenho de uma *guia % minha ave da sorte. com dois p(s negros ormados pelo palito do ós oro que usei para acender o pavio.

parece mesmo estar muito grande a corrente para este espa1o. 3 2amos ver. o senhor não acha que a gira est* muito grande. com m(diuns demais? 5ão dev)amos diminu)3la? #ra a ome com a vontade de comer. pela situa1ão. ainda trabalhava comigo o Pai Nui6 e a . de acordo com a hierarquia da Umbanda. oito m(diuns achavam que havia muita gente e.1BB CAPITULO 32 O ANGOLANO PAI MANECO . . muito embora soubesse não ter necessidade. não abrir* mais e estar* adada ao desaparecimento. grande e/pectativa. 'on irmou. quando ele j* estava se despedindo. ! corrente aumentava toda semana. cumprindo a lei. de voc0s 5o total. 5aquela (poca. eu acho. 9uem mais pensa assim? # oi passando de um por um. Mas era um gesto simbólico. 3 "e esta ( a vontade de voc0s.Pai Maneco sempre disse que se uma casa espiritual echar suas portas. # eu.isse a poderosa entidade angolana. e oi a ele que o Pai Maneco. merecia todo o respeito. perguntando. $a6ia questão de indicar a porta para todos verem estar sempre aberta. pois nem chave a porta tinha. claro.ilma. #ssa. 3 Pai Maneco.lugar estava pequeno. 3 2oc0 tamb(m acha que a gira deve diminuir? 3 'om todo respeito. 5um inal de gira. !cho melhor diminu)3la. 1BB . no encerramento. meu pai. ele jamais ia dei/ar passar sem a6er uma das suas j* conhecidas arma18es. algu(m observou. o que criou. imaginando como se daria o des echo da conversa1ão. não deveria entrar mais ningu(m. dirigiu3se. no centro do terreiro. ir at( a porta da entrada. . disse a entidade . &odos icaram aguardando. . al(m de diminu)3la.Pai Maneco chamou os oito citados. a6endo3me. não só da corrente mas de toda a assist0ncia. Por ser meu pai3de3santo. no in)cio da gira. pAr a mão na ma1aneta e mostrar a todos que ela não estava trancada. não tenho como dei/ar de atend03la. não ia desrespeit*3lo. #u a6ia isso. &alve6 voc0s tenham ra6ão.

$ique sem jeito. !ponte3me um dos seus irmãos. "e voc0 ( tão e iciente assim. para mim. . #le desincorporou. então nunca mais reclamem do e/cesso de gente no meu terreiro. pondo im ao problema. embasbacados. 5a verdade a sessão. gosta de se gabar e ser enaltecido. dando uma consulta a um amigo que queria saber sobre o pai dele. e disse. 3 Pela hierarquia. eu estava incorporado com o Pai Maneco. dirigiu3se ao Pai Nui6. 1BJ . eu iquei urioso.iante do olhar desen/abido do pai3de3santo. e no inal teremos menos oito entre nós. resolva. 5a minha consci0ncia. .1BJ 3 #st* decidido. 'omo ningu(m alava. o Pai Maneco voltou 4 carga. para nela entrar quem o mere1a % a irmou. vai me apontar um m(dium da corrente. deu um sorriso. ele alava uma por1ão de atos. não posso a6er isso. 5ão ui embora por respeito aos meus irmãos. 3 'omo? 2oc0 não pode. 3 "ó para voc0 saber. 3 "e voc0s não podem. 3 Por que o senhor e6 isso? 3 Pelo que tenho observado ultimamente. icou ao meu lado. voc0 se di6 um m(dium muito bom. 5o meio da consulta eu perdi o contato com o Pai Maneco. acabou ali. e todos negaram3se a apontar algu(m. perguntando a um por um dos oito. re erindo3se aos que reclamaram. 5unca me havia acontecido isso. e este eu mandarei embora. o pai do mo1o não desencarnou. $iquei quieto. #nvergonhado. todos relacionados com o atual estado de esp)rito do alecido pai do consulente. Reclamei imediatamente.eterminou. 3 Meu Pai. #le entendeu. 'ada um de voc0s aqui no meio. "e osse mais corajoso teria dito um monte de desa oros para o Pai Maneco e só não o i6 por saber que seria eu quem perderia a discussão. porque a porta est* e vai continuar sempre aberta. mas quer que eu a1a? Ralhou a entidade. 5a verdade. Toje vou mandar sair do grupo oito m(diuns. voc0 ser* o primeiro a escolher aquele que vou mandar embora. 5uma ocasião. $icaram todos em sil0ncio. e disse que depois alaria comigo. e/pliquei 4 pessoa ter perdido o contato com a entidade.

!t( hoje. ele con essou estar con iante na promessa do esp)rito. 5o dia seguinte. voc0. Palheiro numa mão e o coit0 com cerveja preta noutra. não sei. 5a sa)da. <ra1as a . tive v*rios cambonos.isse. &rabalhava como cai/a em um banco. . Um dia tele onou3me. no trabalho. no seu estilo. Um deles tornou3se um bom amigo. o Pai Maneco ouvia calmamente a quei/a de seu cambono. 3 -lha. #stou muito satis eito. quase em desespero. 3 !manhã. 1BO . todo alegre. resolverei teu problema. 3 . atendi o tele one. $iquei sem entender nada. cuidavam do material de trabalho. era totalmente di erente do que. o que ele di6ia.urante minha caminhada nos terreiros. vou ser despedido. ele vai dar um jeito. &enho certe6a. #ra e/atamente o que eu precisava saber. troc*vamos id(ias da religião. pois. #/plicou. "empre oram respeitosos com as entidades. 'ontinuou narrando as coisas aladas pela entidade. #/plique a situa1ão. 3 #stou de (rias. eu órico. desculpe a urada na consulta. Husti iquei. por implic. na minha consci0ncia. inintelig)vel dos esp)ritos. como cambono do Pai Maneco. 3 5ão sei como ele vai resolver. entendi a entidade alar. #ra um umbandista ervoroso. vou reassumir amanhã meu posto no banco e j* sei que. !cho que me perdi. esperando o encerramento.ncia do gerente. sempre que pod)amos. muito nervoso.eus ele est* muito bem. 3 "eu pai ainda não desencarnou. interpretavam e transmitiam aos consulentes a palavra. !inda observou. não (? 3 5ão. calmo. 3 'alma. 5ão tive quei/a de nenhum deles. &entei serenar o dedicado amigo.1BO no meu lugar. j* que o aviso pr(vio est* pronto. 'onvers*vamos e. ale com ele. Mas a li1ão serviu. !pressei3me nas e/plica18es. . Toje. era ele. 5a sa)da do terreiro. como o Pai Maneco conseguiu di6er uma coisa e eu entender outra. 4s ve6es. encontrei o amigo.qu0? ! consulta oi e/celente. meu ilho. Respondeu.

Passados alguns meses. 9uando cheguei.ei/ei transparecer minha satis a1ão pelo eli6 inal. trocando id(ias com seu colega daqui. voc0 oi elevado para subgerente? Rego6ijei3me. 1BQ . di6endo que o doce torna os homens mais eli6es. olhou para ele. . $a6ia doces. !t( parece que meus caminhos estão echados. ! dire1ão do banco resolveu a6er hoje as mudan1as dos gerentes nas suas v*rias ag0ncias. no dia seguinte procurei3o. i/amente. quei/ando3se.1BQ 3 2oc0 não imagina o que aconteceu. tão certa como estava. $ui eu quem os echou. contava eu órico. peremptório e 6angado. meu ilho. por achar que elas a6em a elicidade. 5o inal do trabalho. #sse Pai Maneco ( uma maravilha. em vinte quatro horas. por causa da briga do noivo com sua mãe. teus caminhos continuarão echados. o seu cambono? Respondeu. que a dei/a triste e não or agradar a gordinha dos doces. Mn ormou. tem minha prote1ão. não sei o que est* acontecendo comigo. Um gerente de outra ag0ncia do banco. Minha vida. ele dei/ou as un18es de cambono para ser m(dium de incorpora1ão. #nquanto voc0 não mudar seu comportamento. com a inten1ão de dar alguns conselhos.amigo banc*rio sentou3se 4 rente do Pai Maneco. como minha cambone. e o Pai Maneco ( protetor das doceiras. cambono meu. !sseverou. # ele tinha brigado com ela. <ordinha era a mãe da mo1a. !gora ( ela. apontando para a sua meiga noiva. para apro/imar seu rosto com o do jovem. 5ão precisou. voc0 não vai acreditar. Preocupado. 3 . indignado. a sua linda e simp*tica noiva. 3 5ão ( mais. $ui indicado para o cargo e j* assumi. come1a a se tumultuar. Respondeu. contou que estava sem sub3gerente. numa alegria irradiante. I tarde. outro tele onema. não entrando mais em sua casa. Mnclinando3se no toco. 3 #. soube toda história. icando em seu lugar. o novo gerente designou3me para ser o che e dos cai/as. 'ontou. 3 $ernando. 3 9uer di6er que de cai/a despedido. 3 #stão sim. #st* dando tudo errado.senhor echou meus caminhos? #u. ! mo1a ( quem ia na casa dele. 2oc0 como umbandista não pode ser ego)sta. triste e humilhada. ria e calmamente. 3 Pai Maneco. .

como todo preto3velho.1BS 3 &udo acertado. mas duramente. $ernando. Toje cedo ui levar um ramalhete de lores para minha sogra. castiga de orma mansa. 1BS . 'omunicou esbanjando humildade. #ste ( o Pai ManecoP #sperto e intransigente e.

1BG CAPITULO 33 A DOR N1O TEM PAR5METRO Hamais devemos avaliar a import. mas com as advert0ncias que receberia. agradecida. 2* em renteP Respondi. voc0 não tinha outro problema.ncia dos pedidos eitos aos esp)ritos. 3 2im aqui pedir a ajuda dos esp)ritos para eles a6erem que seja conclu)do o invent*rio dos bens dei/ados por meu pai. !lgum tempo depois. sem que tivesse altado nenhuma das nossas sess8es. e tomando minhas mãos. sem mais nada di6er. laconicamente. at( que o processo seja julgado. sob orte emo1ão. <esticulando para que icasse quieta. 3 9uando voc0 veio aqui buscar socorro para terminar o invent*rio dos bens de seu pai. Msso ( comum entre as pessoas ainda em busca da (. no meu ouvido. uma entidade. para a6er um pedido. ! mo1a caiu em convulsivo choro. torcendo que eu estivesse certo. não com o pedido. ela interrompeu o passe magn(tico que lhe aplicava. mas preciso saber se o que estou a6endo est* certo. #ra importante para ela receber uma orienta1ão. 1BG . 3 #u não sei se voc0 tem condi1ão de me di6er. 3 2oc0 tem que continuar vindo aqui. ! verdadeira ra6ão da tua vinda oi incentivar voc0 a ormar um grupo de trabalhos esp)ritas. atendendo uma mo1a. &omando o m*/imo cuidado para ser ouvido só por ela. sussurrei. $eli6mente. al(m da pendenga judicial. porque nem sempre a ra6ão deles ( o real motivo que leva uma pessoa buscar um contato com as entidades. sem alar antes do assunto. $iquei preocupado. terminei a transmissão da energia que lhe dava. caso meus companheiros ouvissem o que ela pediu. agradeceu a aten1ão e in ormou não mais haver necessidade de voltar. disse. 9uando trabalhava na linha :ardecista. ela me disse ter sido conclu)do o invent*rio do pai. !cedi 4 solicita1ão. intuiu. C que. eu sabia não ser essa a grande ra6ão da tua busca. voltou pedindo nova consulta. despedindo3se. Pediu. &ranscorridos uns seis meses. como voc0 est* a6endo.

pondo por terra. 'almamente a entidade perguntou. $e6 uma observa1ão qualquer com re er0ncia a singele6a da menina. ( de grande import. -s esp)ritos não perdem as oportunidades para atender. #st* a6endo um pedido que não posso atender. % e/plicou. quando podem. procurou o Pai Maneco e e6 um pedido. $eli6mente não sou prisioneiro dos chav8es ortodo/os do arcaico espiritismo. para sair do +ltimo lugar o time tem que ganhar as nove pró/imas partidas. para evitar que isso aconte1a? 3 Meu pai. pe1o apenas para ele não ser rebai/ado de onde est*. o descaso que seu pequeno amado demonstra por ela provoca um so rimento nessa menina.<uilherme. com a mesma intensidade daqueles que t0m uma doen1a ou um grande problema. . # o time que tor1o est* prestes a ser desclassi icado. e o grupo de caridade jamais e/istiria. as solicita18es que lhes são eitas. e/plicou.Pai Maneco não respondeu de imediato. 1BE . mas nós.e ato iquei entusiasmada.cambono riu. que não vai dar certo. ! dor não tem par.1BE 3 Muito obrigadoP . temos um esporte chamado utebol. e juntamente com alguns amigos. empolgada com a not)cia. um projeto espiritual dos !rquitetos do #spa1o. &enho ra68es para pensar assim.ncia. 3 . e disse. completou. 3 #st* vendo aquela menina ali na rente? . talve6. Mmaginei que estava tomando conhecimento do que era utebol e como poderia inter erir para reali6ar o que todos consideravam um milagre. Retomando o dialogo. 5ão quero que ele seja o vencedor do torneio. ormamos um grupo de trabalho esp)rita. ele incorporado. quer um namoradinho. 3 #stou com muita pena dela. . 3 Pai Maneco. demonstrando claramente achar o pedido impróprio 4 grande6a das entidades. não sei se ( impróprio o que vou pedir. 5ão sei se o senhor sabe. um m(dium de nossa corrente. 3 Meu ilho. aqui na terra.iante da con irma1ão do cambono. C prov*vel que essas convic18es sejam in luenciadas pelo Pai Maneco. . que mantinha de olhos echados.que tenho que a6er.metros. # saiu. o que ser* um desastre para muita gente. demonstrando a sua compenetra1ão naquele momento que recebia as cargas energ(ticas durante a vibra1ão no meio do terreiro. senão a mo1a receberia um sermão pelo estapa +rdio pedido. apontou ao seu cambono uma jovem de uns quator6e anos de idade. #m uma das nossas giras. mas para mim.

estaria disputando as inais. 3 2oc0 não sabe a6er pedido para esp)rito. acompanhado de um charuto. com 1JF . #le atendeu o que voc0 solicitou.passarinho entrou na gaiolaP % era o código para con irmar que ele e o <ustavo j* tinham levado o coco no cemit(rio.esta ve6 não adiantou o coco no cemit(rio. "e ganhasse o d(cimo jogo. e surpreendendo a todos.time ganhou as nove partidas prometidas pelo Pai Maneco. Respondi prontamente. . os esp)ritos nos atendem. &or1o para o mesmo time do <uilherme. leve na porta de um cemit(rio. que são assuntos de nossa inteira responsabilidade. . quase chegou 4 classi ica1ão inal. o <uilherme me tele onava. iquei torcendo para o sucesso do trabalho. 3 triste6a. #mbora surpreendido com a consulta. # cada ve6 que ia acontecer o jogo. dei/e l*. desconsolado. #u tamb(m gosto de utebol. voc0 pegue um coco. "ó não resolvem as quest8es c*rmicas.<uilherme j* contava como certa a vitória e diante da inesperada derrota. Mesmo nas banalidades. 3 .1JF 3 &oda ve6 que acontecer esses jogos. $alou. me tele onou. . amarre uma ita vermelha com sete voltas.

#le sempre dei/a ortes marcas de sua presen1a. uma ora1ão para meu ilho estar vivo e voltar logo para nosso lar. 5aquela noite. emocionada. como não podia ser di erente. #ra amarga. aos m(diuns. estava pronto para sair.estaco um.GIO .nico.Neonardo. tamb(m i6emos ora18es por eles. # dei/e um sinal para eu saber. 5ós. hoje meu capitão3de3terreiro. claro. $a1a. Mniciaram3se os contatos e depois. espalhando ogo em volta. durante a madrugada. #/plodir e a6er incendiar3se relógio digital só pode ser coisa dele. <rupo &igre. por volta das de6essete horas. a6er parte do seleto grupo policial anti3seq?estro . -s pais. mas são o de menor valor. 'omo a1o de costume. o grande vilão da nossa liberdade. . era o nosso valoroso policial. no dia do nosso trabalho. -uvi uma vo6 triste do outro lado do tele one. ( o s)mbolo da materialidade para o Pai Maneco. . 'ompletou alegre. o relógio digital na cabeceira da cama do Neonardo e/plodiu. !s manchetes dos jornais locais e nacionais davam destaque ao rumoroso caso. 3 $ernando. estavam em p. 1J1 . $alava. um jovem havia sido seq?estrado e a am)lia entrava em contato com os seq?estradores que e/igiam uma alta soma para solt*3lo. estou aqui na casa da am)lia do menino e a mãe dele quer alar com voc0. atrav(s do relógio. mas demonstrava muita (. Re eria3se. da nossa Policia 'ivil. 3 <ostaria que o senhor osse me visitar. o relógio. por avor. 'ostuma di6er que uma sessão esp)rita ( como um relógio. quando o tele one tocou. ao se despedir do Pai Maneco em uma consulta. 3 "enhor $ernando. pediu3lhe. !tendi.eus e sinto dentro que ele est* vivo. pela demora do acerto. tanto que queimou a cortina de seu quarto. 'oncentra18es religiosas aconteciam em v*rios pontos para o resgate com vida do garoto. respons*vel pelo caso.marcador do tempo. H* a6ia um m0s. &enho muita ( em . sei que o senhor tem hoje um trabalho. principalmente pelo ato de um capitão3de3terreiro da nossa casa.1J1 CAPITULO 34 O PAI MANECO E O REL. no terreiro. a pol)cia suspeitava de o jovem j* ter sido assassinado. "uas histórias com o relógio são muitas. mas respeitosamente. os ponteiros são os que mais aparecem. entre os casos de maior e/pressão com o s)mbolo do relógio.

Msso aconteceu no dia seguinte da conversa com a mãe do jovem que. Respondi e sai.eus o pesadelo vai acabar. 3 <ra1as a . haveria o desencontro. Minha mulher ralhou indignada. dois policiais i6eram a patrulha. desliguei o tele one. e amanhã vai aparecer. e por outras dilig0ncias. 5a localidade detectada policiais 4 paisana. para os bra1os de seus amiliares. j* sabia a região em que os seq?estradores estavam. 2ou embora que tenho que ir ao trabalho. para al)vio de todos voltou. -s seq?estradores at( hoje estão presos. porque imediatamente 4quelas tristes palavras da mãe a lita. j* conheciam os suspeitos. # se ele estiver morto? 3 #le não est* morto. e ao abrir a janela e pAr o bra1o para ora. 5ão osse o relógio quebrado. !o contr*rio. ouvi o Pai Maneco di6er. #la emocionada respondeu. !briu a porta.1J= C estranho como as coisas acontecem. seu relógio desmontou. depois de um m0s. 5um deles. pelos primeiros rastreamentos dos tele onemas. 3 . brincando com os sentimentos dessa mãe. 1J= . o policial entrou no carro. 3 2oc0 ( louco. o que atrasou a sa)da dos agentes da lei. ! pol)cia. deveria ter3me dei/ado triste e penali6ado. iquei alegre. a vo6 de prisão oi dada. Mmediatamente. Mas não oi o que me aconteceu. Mmediatamente repeti as suas palavras 4 triste mãe. 9uando iam saindo. um carro parou ao seu lado e o policial reconheceu os suspeitos. corriam os postos de gasolina e os seus restaurantes. !pós as palavras de despedidas e ainda di6endo da minha convic1ão quanto ao des echo do drama. caindo para ora toda sua min+scula e rica m*quina. -uvir aquele s+plica de uma mãe que não sabia se seu ilho estava morto ou vivo. e enquanto recolhia as pe1as do relógio.iga a ela que o ilho est* vivo e amanhã ele voltar* para casa. 5ão est* vendo que ela est* buscando uma esperan1a? # voc0 di6 isso. re6ar com todos para que isso aconte1a.

1JB CAPÍTULO 30 ENERGIA PURA #u trabalhava na linha :ardecista usando como onte de trabalho apenas a energia do esp)rito e. re utava a magia dentro do espiritismo tradicional. 'ostumava di6er que a magia era coisa dos bru/os. eu e/plicava a ele como deveria a6er. #mbora com esses v)cios em alguns momentos a minha mediunidade icava adulta e eu podia vislumbrar situa18es que poderiam proporcionar momentos importantes e de grande repercussão espiritual interior. a primeira era p+blica e só para dar os passes en(rgicos e a segunda parte era echado a assistentes. 9uanta pure6aP #ra bom ter o Hoão Nui6 do meu lado. $alou solenemente. . "o ria da s)ndrome de . pois não esperava que isso acontecesse. # oi assim num desses raros clar8es que convidei o Hoão Nui6 para a6er parte na sessão de passes en(rgicos no grupo esp)rita em que trabalhava. usava óculos de miopia. quando os esp)ritos incorporavam e dei/avam suas mensagens de lu6. voc0 que vem aqui todas as semanas não quer icar do meu lado me ajudando a dar passe nos outros? #/pliquei pausadamente para que ele entendesse o convite. apenas tinha uma trava no olho. 5ossas energias lu)am e os resultados eram ótimos.nsito livre entre nós. #u não estava inteiramente errado. #sse trabalho era dividido em duas partes. "ua idade mental era in antil mas o amor que tinha pelo nosso grupo o credenciava a ter tr. &udo que acontece tem uma e/plica1ão natural e lógica. não só por ver meu companheiro de trabalho alegre no meu lado. aquiesceu com o convite. mas não vou levar mais o Hoão Nui6 para dar passes. com grosso bigode. #le icava do meu lado.Hoão.Hoão Nui6 devia ter uns trinta anos de idade. 5a ocasião eu era jovem. . 1JB . demonstrando ter entendido muito bem o convite ormulado. $oi combinado o ingresso do Hoão Nui6 em nosso grupo. mandando levantar os bra1os e dei/ar as mãos sobre as pessoas. 5ão quero que voc0 entenda errado o que vou di6er. uma estatura grande. completava. $oi assim. Perguntei preocupado. 3 Hoão Nui6. seu pai e acompanhante permanente. andava e alava com di iculdade. $iquei surpreso. #le dei/ou sair uma gostosa risada. mas pela decisão ainda não e/plicada.o_n. !ssim oi durante um longo per)odo at( que o Hoão me procurou. como tamb(m ter icado alegre e satis eito. prepotente e an*tico. 3 9uero agradecer a voc0 e todo o grupo pela aten1ão que sempre dispensaram a mim e em especial ao meu ilho.Hoão Nui6 icava só na primeira parte. . não sei se no direito ou no esquerdo ou nos dois. por isso.

Mas pessoas como o Hoão Nui6 para mim eram indeci r*veis. acima de tudo. #le se limitava a me olhar e sorrir. sistemas. e quando dele queria sair.Hoão Nui6 durante os passes transbordava uma alegria incomum. 3 2oc0 não imagina quanto bem o Hoão Nui6 tem eito nos trabalhos.seu pensamento tinha um limite at( onde não pudesse ser atingido pela maldade. "eu mundo podia ser pequeno ou grande. o seu corpo envelhecia. pura e. # nessa religião eu encontrei o caminho para compreender o meu antigo amigo Hoão Nui6. 'om certe6a ele era eli6 longe dos perigos mundanos e das tenta18es da carne.que aconteceu? Touve algum problema no grupo? % 5ada aconteceu. compromissos. enquanto pensava. insond*vel. muito embora não conseguisse avaliar a import. perigoP Mn estado de pecadoresP 9uando o Hoão me comunicou a decisão o Hoão Nui6 estava junto. "eu velho corpo era dirigido por uma mente estagnada. &entei justi icar a presen1a do Hoão Nui6 no grupo.1JJ 3 . não saia. 'osme e . 5os dias dos trabalhos a sua e/cita1ão ( tão grande que chega a ter at( mais de duas convuls8es seguidas. Por ser um homem sem pecados sua vibra1ão ( pura. . #ra uma luta que eu não compreendia. a linha m*gica das crian1as 3 os er0s e ibejis. #u tinha a capacidade de imaginar as rea18es de uma crian1a. 9uem sabe a desnecessidade de saber as horas e os dias. de um adolescente ou mesmo de um homem velho. o tornasse mais eli6es do que nós. o seu corpo doente o machucava provocando ataques convulsivos. 3 Pode ser. Mas era imposs)vel dividir isso com algu(m. 1JJ . -s anos se passaram e eu larguei a roupa comum do espiritismo :ardecista para usar a roupa branca dos umbandistas. mas est* a6endo muito mal a ele. escravos submissos dos hor*rios. lia na porta um aviso. 9uem sabe um dia eu possa entender pessoas como voc0. Hamais poderia imaginar que isso acontecesse com o meu companheiro que aprendi a gostar e admirar.ncia do ato. ou simplesmente. conceitos e regras sociais. # por que era vitima das convuls8es? !cho que quando estava saindo de seu mundo m*gico.ei3lhe um abra1o. . 3 2olte ao teu mundo eli6. . 5o seu mundo ningu(m entrava.amião. ! decisão ( necess*ria. mas o seu esp)rito não. uma mistura da in antilidade com a maturidade.

'onvidei3o para vir ao terreiro a6er uma consulta. pois ali ningu(m o conhecia. Riscou no chão do terreiro um mapa. !pós a linha a ricana. um risco como se identi icasse um rio. Respondeu de orma simples e objetiva. $inali6ou. eita por v*rios peda1os. bonecos e bonecas. Mais uma ve6 o a6endeiro con irmou que sua a6enda oi ormada. sem arredar o p( do terreiro. e6 a consulta com um preto3velho. as crian1as que desencarnaram antes dos oito anos. . mais para brincar do que por desrespeito. com a e/peri0ncia de v*rias reencarna18es. 3 &io.. gorros.ncia. 3 &io. Mmaginem então uma crian1a com sete anos. para ele. # assim são as crian1as na Umbanda.homem con irmou ter tr0s ilhos.amião re+ne os esp)ritos er0s. com a e/peri0ncia que adquirimos na vida. chupetas. porque normalmente procuram ugir das ordens da hierarquia. . tudo que as crian1as da terra realmente gostam. re rigerantes. Marcou nele um trecho com a pemba. e disse. "eus jeitos graciosos. di6endo ter sido v)tima de um trabalho espiritual e seu gado estar morrendo. "e hoje. bolinhas. teus bichinhos estão morrendo porque aqui a *gua est* ruim por causa daquele veneno eio que voc0 joga nas plantas. e dentro desenhou tr0s cora18es. 1JO . talve6 pelo interesse de assistir os trabalhos at( o seu inal. nome da entidade. encantam a todos nos terreiros. pud(ssemos voltar 4 in . . com a aquisi1ão de v*rias propriedades menores e vi6inhas. 3 #ste desenho ( tua terra. incorporada na Rita. esses cora18es são seus tr0s ilhos. com certe6a ser)amos meninos prod)gios. no meio do mapa. carrinhos. perguntou se podia a6er um desenho com a pemba. &rabalham nos terreiros sempre brincando e a6endo uma alga6arra enorme. demonstrando surpresa. mas t0m que ser controlados pelos dirigentes com muita determina1ão. #le veio. parou na sua rente. icou assistindo a chegada das crian1as.1JO CAPITULO 32 AS CRIANÇAS DA UM7ANDA ! linha de 'osme e . "entada. chamamos as crian1as.&ião riscou. a6endo curvas. . como se osse eito em v*rios peda1os.homem. !lgu(m perguntou ao 'aboclo !:uan a ra6ão das crian1as icarem sentadas nos terreiros.&ião. en im. Recebi um tele onema de um senhor do interior do #stado. 3 Porque senão voc0s não conseguem domin*3los. gostam de balas.

"ou e/igente. 3 Mas est* muito orte.ncer na garganta. 3 . com certe6a. em condi18es de dominar. 3 #sta mo1a. -utra ocasião. quando quisesse. austeramente. Reclamou a crian1a. rindo. 'omo a m(dium era e/periente. iquei em d+vida. 1JQ .1JQ largando a pemba. as suas incorpora18es. 3 5ão. eu quero só um dólar. quando uma m(dium chamou minha aten1ão. Mn ormou. j* com a nota americana na mão.qu0? 2oc0 quer um dólar? Para que voc0 quer um dólar? Perguntei.bom senso me e6 mudar de id(ia. senão não vou embora. 3 #u quero um dólar. quero um dólar. 3 2A. dona da nota. não sei se vou conseguir. Recomendei 4 corrente. . nos undos da assist0ncia. tudo tem seu momento. Uma mo1a.irigente tem que estar atento para todos os sinais. eu me dirigia ao cong* para encerrar a gira. 'ochichando e/pliquei para ele. e oi pu/ar o cabelo de uma outra crian1a que passava perto. tem c. !lgu(m disse ter uma nota de de6 dólares. pode incorporar. 'onvidei3a para entrar no terreiro e a6er a entrega da nota 4 entidade. e aquele. !mea1ou.irigindo3me 4 assist0ncia. 3 #u achei na minha carteira uma nota de um dólar. e sob o olhar de toda a corrente. . acusou. . !dverti. Mmediatamente ela jogou3se no chão. batendo palmas. que agora não pode haver outras incorpora18es. Hunto comigo estava um pai3de3santo que veio nos visitar. não era oportuno a qualquer tipo de incorpora1ão. 3 #st* certo. se permitia ou não. 3 "egure a entidade. olhou para mim e pediu. a irmando estar sentindo a presen1a de um esp)rito querendo incorporar. perguntei se algu(m tinha um dólar para dar 4 crian1a. # mais ningu(m. veio cumprimentar a hierarquia. 'orreu para o centro do terreiro. sob o riso geral.

hoje est* completamente curada. Por sinal. bateu palmas. claro não pela crian1a.1JS #la sentou na rente da crian1a e e6 a entrega da nota. 1JS . e/atamente no lugar da doen1a. !t( hoje o pai3de3santo visitante ainda comenta o caso do dólar na linha das crian1as e a orma esperta que teve de tra6er a mo1a ao meio do terreiro para jogar sua vibra1ão em sua doen1a. esp)rito. a6endo muita esta com o presente ganho. o pAs de lado e iniciou uma massagem na garganta da mo1a. mas não tenho d+vida que ela teve uma participa1ão muita grande nesta gra1a.

a igura mandante. por ser o )ndio a entidade autenticamente brasileira. Um dos alunos e6 uma pergunta.ngulo da Pode 1JG . 3 # o e/u. #ram uns trinta alunos. 'omo pode saber se não são realmente assim? Mnsistiu a mo1a. ( ou não ( o agente do mal? esclarecer? 3 #le ( a entidade mais pol0mica. C ela quem e/ecuta os grandes e perigosos trabalhos de magia para combater o mal.1JG TERCEIRA PARTE QUIM7ANDA CAPITULO 9 !ceitei o convite de uma turma universit*ria de teologia para a6er uma palestra sobre a Umbanda. Mais do que justo.que estar* escondido por tr*s dessas iguras mal eitas e de p(ssimo gosto art)stico? 5ão ser* um proposital engodo espiritual? 9uem sabe para esconder suas verdadeiras identidades? 3 2erdadeiras identidades? Mas quem são eles? . !inda não tenho opinião ormada sobre a linha do preto3velho. se não são assim. atrav(s da vid0ncia.. algumas ainda possuindo chi res e p(s de animal. ( uma igura demon)aca. 3 #u conhe1o alguns esp)ritos de e/us. os curumins. !s crian1as são esp)ritos de qualquer nacionalidade. 3 ! Umbanda ( brasileira. baseada em atos e personagens na (poca do descobrimento. por que são cultuados dessa orma? 2oltou a insistir a esperta universit*ria. !bsurdamente. a6endo anota18es e gravando toda conversa1ão. . $echa3se o tri.senhor di6 7na cren1a popular7. por mim. "ão maravilhosos e não são retratados com idelidade nas imagens materiais. segundo di6em. esporte tamb(m brasileiro e com ritual muito semelhante ao da Umbanda. ( assim que ele ( cultuado. praticado pelos escravos ou descendentes a ricanos. "ua imagem. inclusive. misteriosa e distorcida dentro da Umbanda. 3 C estranha esta or1a da imagem em gesso do e/u. 3 . #u di6ia que a quimbanda est* subordinada 4 Umbanda. indiretamente. $ico em d+vida se quando os arquitetos do espa1o criaram a Umbanda não oram buscar esta maravilhosa linha espiritual na W rica ou. muito embora eu saiba estar a6endo parte desta massa ignorante. na linha da capoeira. con esso. tendo nos caboclos. moldada em gesso de cor vermelha. que tenham desencarnado na idade da inoc0ncia. nossos amer)ndios. na cren1a popular. 3 Mas. especi icamente a quimbanda. inclusive as crian1as )ndias.

lordes. os nobres. qual o motivo? 5ão seria mais lógico se apresentarem como oram em suas vidas anteriores.1JE Umbanda. t)pico daqueles pertencentes ao eudo europeu. a irmar estar morando no cemit(rio. . Percebia3se o desgaste causado pelo passar do tempo. iguras letradas e culturalmente avan1ados. um rapa6. como o senhor chegou a esta conclusão? !rgumentou. . % argumentei. . carregando um tridente. vivia um homem branco e corpulento. charuto e cacha1a como o erenda. em vidas anteriores. 3 5a minha opinião. plano reconhecidamente mais grosseiro que a !ruanda de nossos ori/*s. com um capu6 preto cobrindo sua cabe1a. tentando 1JE . aos inv(s de escond03la. 3 Mas. melhor perguntando. pretos e crian1as. ter aceitado a situa1ão de servi1ais 4queles que. almirantes. "e os europeus invadiram nosso pa)s. pre iro dividi3la com os outros. mostrando ser aquele homem um estudioso e que algo buscava na literatura. mataram nossos )ndios. pode isso acontecer? 3 Pode simP C só aceitarmos a evolu1ão do esp)rito atrav(s da reencarna1ão. eclesi*sticos. #m um castelo. livros se espalhavam sobre a mesa. as janelas oram echadas com pedra. e ainda receber ordens de um )ndio ou de um escravo. e só pequenas restas oram eitas no alto das paredes. dentro de seus resgates c*rmicos podem. mas est* altando mais consist0ncia no tema. provavelmente antes pertencente a um guarda3roupa ino. !o lado da t0nue lu6 das velas.e bra1os abertos. ou.melhor ( se esconder atr*s de um comportamento at)pico 4s suas nobres origens. da maneira mais simples. !chei oportuno contar. 3 Parece3me lógica a e/plica1ão. pois ainda carregava uma grossa e rica corrente de ouro de bom quilate. o di )cil tema. pr)ncipes. l* atr*s. 5a torre do castelo. ! torre não tinha paredes internas. espontaneamente. mal cuidado e isolado no meio de uma loresta. Parecia viver na solidão. caboclos. mas ( a minha verdade. outro tipo de esp)rito senão os origin*rios da #uropa. não resta para a quimbanda. a6eite de dend0. inteiramente de pedra. naquele momento. a história de um e/u. &entei e/plicar. com pesada mesa de madeira tosca. aceitar aro a. con orme o senhor acredita? 3 "eria estranho e de di )cil aceita1ão um pr)ncipe apresentar3se em um terreiro de Umbanda. trajando uma surrada roupa. Pode parecer absurdo. oram seus carrascos. muito embora no castelo vivessem v*rios servi1ais. 3 Mas. emitia estranhos e inos sons. tendo como ilumina1ão dois casti1ais de um só vela cada. ormando uma enorme sala. com um enorme cruci i/o do mesmo cobi1ado material. hoje estão relegados ao limite da es era da 9uimbanda. ! lu6 não podia entrar. conhecida atrav(s da vid0ncia.ela não abro mão e. <osto de alar aos outros as coisas que me acontecem. escravi6aram os a ricanos e cometeram toda esp(cie de mal. "abendo serem essas as entidades que comp8em a Umbanda.

2eio ao @rasil para resgatar seu carma. e de outra. e/istem v*rias histórias. bem ao contr*rio. ! mim. agrupando3se 4 Umbanda.isse que atrav(s do ogo e/ecuta seus trabalhos de caridade. at( o local de trabalho. condenado v*rias pessoas para serem queimadas em ogueiras com a pecha de bru/os. e grande admirador da pantera. e esta coloca1ão do e/u ( interessante. "abe de mais algum caso? 'onhe1o mais algumas revela18es. segundo a unanimidade dos terreiros a irma. "e decidisse de uma orma. . -bservou outro universit*rio. ele disse ter sido coveiro.e certa orma. 'riada uma situa1ão no eudo de di )cil solu1ão.isse que na Mdade M(dia. não teve nenhuma d+vida em usar o nome do lindo elino. Pelas restas da torre. Por qu0? 5ão sei. # vale a pena ver a habilidade deste e/u manipulando o ogo.#/u Pantera ( uma surpresa. bravo. tenta resgatar os males que carrega em seu carma. #le contou sua história. oi o grande cantor brasileiro. aria justi1a a 1OF . pelo ponto que ele mesmo ditou. . oi um iel conselheiro de um senhor eudal.#/u S da Nira. 3 &enho alguma no1ão da Umbanda. agradaria todos os senhores.o #/u &ata 'aveira. Toje ele se considera um bru/o e atrav(s do elemento ogo. . mas. no tempo da Mnquisi1ão. "eu nome d* a entender ser um espirito violento. por serem os nomes escolhidos. *gil. #/u Pantera.ncia. $rancisco !lves. . . "ó o conhe1o incorporado nos terreiros como o querido mas temido #/u Morcego. apresenta3se com muita eleg. e o mais elegante de todos. Parecia um homem de ino trato. e são interessantes. com charme e um bom palavreado.errubo inimigo Ponteiro de a1o . a irmou ser europeu. desde o motivo da simpatia. .1OF descobrir o segredo da levita1ão. "ou e/u.#/u do $ogo contou uma história interessante.a) seu nome. ! id(ia e as ra68es eram da estranha igura. oi solicitada sua opinião para decidir a questão. entravam e saiam voando v*rios morcegos com os quais ele procurava inspira1ão e or1a para atingir sua conquista. .#/u Hoão 'aveira contou uma vida passada. oi sinali6ada alguma coisa em nosso terreiro. para ele. um animal esperto. trans igurado na i/a1ão de atingir um poder que não lhe pertencia. "eu nome? &amb(m não sei. . por ter ele. especi icamente 4 quimbanda e como tem uma rela1ão direta com o 'aboclo da Pantera. trabalho no canto 9uando canto desmancho quebranto "ete cordas tem minha viola 2ou na gira de elenco e cartola 2iola ( o tridente 'igarro ( o charuto @ebida ( o mara o "ou "ete da Nira .

. Para MoUs(s voc0 oi a bengala que apoiava o corpo nas at)dicas andan1as mas. 1O1 . !gradeci a todos. .uet. mesmo contrariando a sua vontade. esp)rito angustiado e vingadorP. que est* resgatando nos terreiros da Umbanda. Y$alar de e/u não ( uma *cil tare a. atendias pelo nome de !rim..para o eg)pcio. a distor1ão da igura do e/u seria o tema pre erido dos universit*rios e por isso levei umas cópias de um te/to eito pelo !ndir de "ou6a. -lhando para a turma.1O1 todos os moradores desa ortunados do lugar. por(m. cujo interior era uma ornalha ardente onde os seus seguidores depositavam suas o erendas> para a P(rsia de Doroastro. que em nenhum momento e/pressou. Para ganhar a simpatia do lado orte. voc0 tamb(m era &i on ou !prites> a 'hina milenar te deu o nome de . com ela. 5esta caminhada lenta da humanidade ganhastes muitas ormas e ostes bati6ados com in+meros nomes. Para os en)cios. um dos pouco que nenhuma pergunta e6. #ra o momento certo. voc0 seria tamb(m a assustadora serpente. uma guardião que castigava. eras uma serpente que introdu6iu o primeiro pecado no seio da humanidade> eras o agente mas não o mal.e !dão e #va proli erou a humanidade e. pelo sil0ncio. se necess*rio.. pelo respeito e aten1ão que tiveram para comigo. inquirir. bateu em meu ombro e disse. #m cada povo uma personalidade e uma vibra1ão di erente. ter atra)do a aten1ão de todos para essa revela1ão. porque sempre acontece.igin> Ravana para o hindu> os escandinavos de chamavam !6aloc:. procurar sua origem e sua inalidade ( o direito de quem quer aprender.eus do amor e da cria1ão.eus da Nu6 e "erenidade> voc0 era a liga1ão entre o homem e a mente.nio. no Hardim do Cden. e me preparava para sair. 'omo eu imaginava.te/to ala assim. para encerrar a palestra. 5o #gito. onde retrata muito bem a olclórica igura dos e/us. decidiu pela primeira hipótese.ncia do seu princ)pio at( nossos dias. seu medo e sua curiosidade. oi ao tema. 3 5ão agrade1a o respeito e aten1ão para sua pessoa.. T* uma nuvem cobrindo a dist.. . que punia para. voc0 era . !hP meu irmão de longa caminhada. esp)rito tenebroso. Por causa disso. percebi. a morada de -s)ris que ( o . os seus deuses. ganhou um carma enorme. depois de punido. quando um outro universit*rio. pesquisar. ser entregue para o . voc0 oi Moloc:.. pois o livre arb)trio nos d* o direito de optar.

voc0 atendia por v*rios nomes e v*rias atua18es. #le a irmou que e/u era o diabo e assim se propagou. padre era s*bio. !t( 1EGJ anos atr*s. só vis)vel na lua nova e atrapalha a pesca. uma grotesca obra. no monte e levou Hudas 4 trai1ão. Pelo pincel do pintor ou o ormão do escultor. na pia batismal. recebestes os nomes. Hurupari ( o mau esp)rito que tra6 pesadelo> 'uruganga o icia como assombra1ão. 'air( ( um antasma que aparece na lua cheia para punir os maus> 'atiti ( outro. ( uma a ronta ao próprio 'riadorP !hP meu amigo... um diabo. 5ão h* um concorrente das Neis . "ão dois mil anos que o padre vem te projetando. 'ausa3nos revolta v03lo assim des iguradoP ! in . $or1am3nos a pensar que voc0 ( o e/ecutor por(m.. uma vibra1ão. a e/teriori6a1ão de consci0ncias mal orjadas. h* sim. o doutor. voc0 com m+ltiplas un18es e personalidades.. diabo.hebreu te deu novas ormas e. um "atan*s..ivinasP.mia e o mau gosto do artista que te e6 um agregado de homem e animal. programando o subconsciente da pobre humanidade. na metamor ose dos interesses de uma religião que amedronta e não esclarece. e icaria assim se ao lado da religião não e/istisse a história. guerreiro.. . que serve de acordo com a vontade do pedinte ou a licen1a do patrão. uma or1a. voc0 de endia com maior e ic*cia os interesses econAmicos de seu criador. com longos cornos e p(s caprinos.. Hesus não cedeu 4 sua tenta1ão. prova eloq?ente do direito de optar> respeito sagrado ao livre arb)trio do homem.. nada mais ( que o re le/o.eus. não era mais que uma energia. demAnio.. 1O= . voc0 era visto e sincreti6ado como Para o mau artista.. "atan*s e als*rio que tentou #va e perdeu !dão.diabo ( um rival de ..eus. ! tua imagem hoje. 'omo monstro. não ( a causa nem e eito> ( sim um elemento. um anjo rebelde. como um homem. o mentor en im. te i6eram um monstro. 5ós só conhec)amos o catolicismo como religião dominante... !t( então. . assim icou. "abemos que o )ndio e o negro não conheciam um rival de .1O= Para o nosso )ndio brasileiro.. N+ci er. &entou 'aim e promoveu o assassinato de !bel> tentou Hesus. "er* isso ou não?.

5a magia do negro. -gum. #/u3!d(. não ( #X`P !quilo ( uma concep1ão prim*ria. sab03lo3ia o bugre dispondo de uma mitologia in erior?. . por(m.negro não sabia que era o diabo.. este. criou tamb(m. #/u3Mb0. um encarregado. que dão maus sonhos e que estorvam a pesca e a ca1a. olhos saltados. #/u3@ara.ivino 'riadorP 5ão podemos aceitar essa assimila1ãoP 1OB . . N* no alto est* a #nergia 'ósmica. das pedras. #/u da Rua. o -ri/*. puramente a ricano.. . guampudos. do terreiro. #N# ( a 'ria1ão. #/u3Mtat*. tão inteligente.. o #XU. #/u ( um . contudo.eus?. mórbida. #/u3&ameta. -/óssi e outros> no plano intermedi*rio.. do chão.. o homem pode amans*3los.. um guardião. a minha disserta1ão talve6 não seja erudita. indecente. um disparate.bugre e o negro não conheciam esta igura hebraica. ( honesta e eu a irmo..mia.1OB uma corte de seres in eriores que. uma o ensa ao . o Princ)pio e o $imP Para cada elemento #N# criou uma or1a dominante..... 5ão tinham uma no1ão semelhante... pregada e propagada aos quatro cantos do mundo pelos padres e seus disc)pulos. #/u3<elu. dando3lhes pequenas o erendas. "enhores. tão mesquinho que se venda por alguns bicos de vela? "er* isso um rival de . #/u3@aru. C uma agressão 4 nossa intelig0ncia> uma in . do escuro. servindo de intermedi*rio entre o -ri/* e o homem.bugre conhecia o 'aissor(.. #/u3Mbanan. o -ri/* Menor. que atua em harmonia com seu gerente ou seja. orientando. das estradas longas. um -ri/* que rege o plano 'ósmico mas. o mo1o de recado que vive na rua. o .... um -ri/*. o intermedi*rio. !nhang*. um "atan*s?.. rid)culaP. entidades que se tornam pesadelos. 'uruganga.negro não servia a interesses inanceiros> perante . dos montes. estão a servi1o de seres superiores. aquele grupo de demAnios avermelhados. dentre agressivos. por isso mesmo. 'urupira. o policial.. o guarda. da encru6ilhada. ( um mensageiro. . com p(s caprinos e barbas em pontas. -/al*. #/u3-d(.eva. alsa. #ntendemos que o diabo nos ludibriouP. #ste pretenso rei ser* tão porco. velhaca.eus não e/iste rival.. Um diabo. 9uem amea1aria o diabo?. aos quais obedecem e servem sem contestar. Memanj*.eva.

1OJ #ste demAnio hebreu não ( o Plutão do grego. não ( nada dissoP. só pode ser ruto do interesse econAmico de escritores mal in ormados. não ( o !rimam do babilAnio.eus. #ste demAnio besti icado não a6 parte deste PanteonP Por . não ( o Ravana do hindu. tentando introdu6ir uma imagem condi6ente com o altru)stico trabalho desses incans*veis irmãos #X`". sem dec0ncia ou respeito pelo belo. não o . 1OJ . !qui dou meus aplausos 4queles escritores que tiveram a honrade6 de procurar um novo sincretismo.igin do chin0s. não ( o 'aissor( do bugre... não ( o &i on do eg)pcio. não ( o @ar* do negro.

neste momento.mpada. encerrando a questão. 3 "e usam meu nome e o aceitam. e. que a lu6 das velas do cong* lhe a6 mal e por isso. Respondeu o homem. 5ão ( o que vejo e. "e voc0 tirar o negativo. !cho um nome estranho. e perguntou. 1OO . demonstrando assombro. 3 ! linda borboleta j* oi antes da clausura. em outros terreiros.lado olclórico da Umbanda. !lgu(m perguntou ao #/u &ranca Ruas se ele tamb(m a6 o mal. mal3humorado. quando questionado com pergunta semelhante. 2oc0 acha que sou burro? 3 Mas di6em que. $inali6ou. a quimbanda hoje ( seu casulo. proibido de vir na Umbanda. como pode ajudar? 3 2oc0s perguntam muito e pouco sabem. 3 "abe por que o meu nome ( &ranca Ruas? 3 #stava. -lhe aquela l. . todo espalha atoso. o senhor não ( assim. 'ompletou. a6 do e/u uma entidade violenta. sem esperar resposta. Parou na rente de um homem. estava andando no terreiro. e/u j* oi lagarta. o altar sagrado deve ser apagado e echado. continuou patrulhando o terreiro.#/u &ranca Ruas das !lmas. C o encontro per eito do negativo e do positivo. 3 5a rua vive o homem sem lar> na rua vive o b0bado> a rua ( o escritório do ladrão> na rua e/iste a droga e o v)cio> na rua est* o desamparado> na rua vive a meretri6> na rua anda o desesperado> a rua ( habitada por todo tipo de marginal. 3 Por que di6em negativo e positivo? "e a quimbanda ( negativa. muito menos.Pai Maneco. carregando entre os dedos uma cigarrilha.1OO CAPITULO 2 O NOME TRANCA RUAS . a6 quinhentos anos que desencarnei e ainda venho nos terreiros ag?entar voc0s para ganhar minha evolu1ão espiritual. uma eia lagarta. 3 Meu ilho. #sclareceu e. praticando tanto o bem como mal. 2oltou 4 carga o insolente. com seu cambone ao lado. o problema não ( meu. disse. iluminando este lugar e a todos nós. #u tranco toda essa in elicidade. pensando em lhe a6er esta pergunta. di6em ainda. ela se apaga. . o que eles a6em. e logo poder* voar e a todos encantar. 5ão posso concordar com isso.

sem nenhuma surpresa pela rea1ão. preocupando a todos. #sses são os sinais que devem ser observados. continuou andando. Is ve6es a1o coisas estranhas. com a ponta do dedo m(dio bater no chão tr0s ve6es e pedir licen1a para o #/u 'aveira> dar tr0s passos. para variar. 3 #stou com vontade de ir visitar o cemit(rio. toda amorosa. !tendi seu pedido. ( o esp)rito da mulher que morreu na cama que ela dorme. igual borboleta nas lores. $oi quando me lembrei que sua cama pertencia 4 uma das tias que estava enterrada no t+mulo que a Redda estava cuidando. ui surpreendido com um pedido da Redda. só para alar com voc0. sabendo que o trabalho pro issional nos aguardava.1OQ CAPÍTULO 3 UM CASO QUE N1O < PARA EDU 5o automóvel. !quela pessoa doente est* com um encosto. . a6er a sauda1ão ao #/u &ranca Ruas das !lmas e a todo povo do cemit(rio. rumando ao santu*rio dos mortos. nem levar lores para nenhum morto.escemos. em hor*rio de almo1o. deve. # isso nos preocupava. #la oi. ela comprou umas lores e est*vamos entrando pelo portão principal. e retrucou. . #stava mal. at( que. me a6er um pedido desses. na entrada.e ato. #la. sem se importar com que ensinei. por ter entendido ter sido seu pedido mais uma inspira1ão do que uma vontade. 3 2oc0. depositou o ramalhete de lores e come1ou a ajeitar os demais en eites. indo apressadamente para casa. pacientemente. não me e6 hesitar. dispensar toda aten1ão 4 sua jovem am)lia. uma amiliar nossa. no ja6igo da am)lia dela. 3 $a1a isso voc0. pela doen1a. dei meia volta. . num dia comum da semana.histórico de nunca ter demonstrado desejo de ir visitar o cemit(rio. quando adverti. parando em v*rias sepulturas. % e/pressou. $oi quando senti a presen1a orte do #/u &ranca Ruas das !lmas. estava passando momentos di )ceis. 3 &enho que pu/ar tua mulher para c*. por nós dois. pelo inesperado surgimento de incomoda depressão. sem ter tido sucesso na medicina tradicional. cumprimentar seu -mulum> mais tr0s passos. 1OQ . diante de estar de inhando a olhos vistos. #nsinei. reclamando. dei/ados por outros amiliares. e era uma pessoa e/tremamente apegada 4s suas coisas. al(m de não poder.

um amiliar apenas desorientado. de orma delicada. não deve jamais ser levado por e/u. cheias de moral. C trabalho para uma linha mais suave. inteligente e cuidadosa. talve6 a dos pretos. 1OS .1OS 3 # por que o senhor não a tirou de l*? Resmunguei. pode a6er o mal? 5ão acreditoP # ele tem outras histórias. em orma de cobran1a. 3 "eu burroP #sse tipo de esp)rito. #sp)rito que a6 isso.

eu tenho uma casa alugada por pre1o muito barato.que est* acontecendo? 3 &ranca. ela vai icar livre. uma pomba3gira est* com um problema numa consulta. 5ão são maravilhosos? 1OG . #st* solicitando sua presen1a. 3 #/u. #le levantou3se. esta mulher est* me a6endo um pedido que não gosto. uma mulher j* madura. quando ele oi interrompido por um capitão3de3terreiro. &anto os e/us. . Mas achei melhor pedir tua presen1a. 3 . . incorporado em um m(dium. icou olhando i/amente para a mulher. 3 . perguntou. e perguntou. oi ao lugar indicado. "er* que o senhor pode tirar de l* aquela am)lia.que voc0 quer? 3 C que estou apai/onada por um homem casado.1OG CAPITULO 4 CONSULTAS DOS EDUS ! gira estava se desenvolvendo num clima tranq?ilo. e não hesitou.e/u chamou um capitão do terreiro. tendo um caso amoroso com ele.e/u olhando para a consulente. . estava atendendo uma pessoa. 3 Posso sim. "ão pequenas amostras das consultas dos e/us.#/u &iriri. como as pombas3giras. <ritou. para eu poder alugar por um pre1o melhor? . Mas antes tenho que achar uma casa melhor e mais barata para a am)lia que est* morando em tua casa. ora do meu terreiro. . inclusive o #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 #/u &ranca Ruas. e sei que voc0 tamb(m não. 3 Ponham essa mulher para apontando a porta da sa)da. "entenciou.epois disso. 9uero que voc0s a1am ele largar a esposa para icar só comigo. #la pediu. estavam dando suas consultas. uma entidade de elevada hierarquia no plano espiritual.#/u &iriri.

3 5ão vou mais ao cemit(rio. H* não tinha mais idade para isso. talve6 at( gostasse. quando era necess*rio. #le era grande.#/u &ranca Ruas avisou que ele não vai mais ao cemit(rio. Pedi sua autori6a1ão para comunicar 4 corrente a sua decisão de ir ao cemit(rio. jamais ia di6er isso para o e/u. e na outra ele. acend)amos velas nas sepulturas e a6)amos entregas. mas vou icar incorporado at( o sol nascer. )amos em um cemit(rio perto do terreiro. "e não osse a hora avan1ada que terminava. mais uma ve6. acesas no ponto riscado. 3 .guardião icou nosso amigo. por respeito. Preveni. nossa entidade comum. trabalhavam em cima do trabalho. mas ir para a calunga me cansava. # oi nisso que estava pensando. . #m (pocas anteriores. 5unca reclamei por e/cesso de trabalho. &odos de branco. a6endo um trabalho no meio do terreiro. . para minha elicidade. principalmente o espiritual. durante a madrugada. com certe6a. ir)amos ver o sol nascer de qualquer jeito . e ingia não nos ver. mais uma ve6.e/u &ranca Ruas das !lmas avisou que hoje um grupo nosso dever* a6er a entrega do trabalho dentro do cemit(rio. hoje quero ir para a calunga. iluminavam o terreiro. $iquei eli6 com a not)cia. #m uma gira eu incorporava. itas.1OE CAPITULO 0 ESPÍRITO N1O 7RINCA Meu pai3de3santo Nui6 <olini trabalhava comigo no terreiro. mas icaremos aqui at( o sol nascer. ! gira continuou orte e em alguns momentos e/igindo muita aten1ão minha para que não se desorgani6asse. a correnteP . 3 Meu ilho. ! certa altura. 3 !ten1ão. ele chegou perto de mim e alou. Meia hora depois do aviso da decisão do e/u. Meia hora depois. o e/u. #m uma dessas giras. avisou. !queles que amanhã precisarem trabalhar cedo estão dispensados. o poderoso e/u me chamou. !s velas vermelhas. com quem eu divida as incorpora18es do #/u &ranca Ruas das !lmas. 'hamei a aten1ão da corrente. havia sido v)tima de um trabalho de magia mal intencionado. #ra para ajudar uma pessoa que estava passando muito mal e. mara o. charutos e mais alguns elementos. pelo que se via. brancas e pretas. #sperar o sol nascer dentro do terreiro era bem melhor que ir no cemit(rio. segundo in orma18es. 1OE . alguidar com aro a e a6eite de dend0. chegou perto e. -utros e/us e muitas pombas3gira. mas. eu estava comandando e ele estava incorporado com o e/u. pois.

com certe6a o #/u &ranca Ruas oi comunicado que eles viriam busc*3la no próprio terreiro. 3 Meu ilho. local da vibra1ão dessa alange espiritual. que o esp)rito est* brincando. 4s ve6es. o ponto era para chamar o povo do cemit(rio para assumir o trabalho. não precisando ser no cemit(rio. Pode parecer. se bem que nunca tinha visto esse a6er isso. 5esse caso. nem da continuidade da gira. podendo ser ela encerrada. a entrega deveria ser eita no cemit(rio. ! e/plica1ão do #/u <ira Mundo deu sentido a tudo. #les vieram antes. incorporado com o #/u <ira Mundo. o terreiro de voc0s est* de parab(nsP . ou brincando. Um pai3de3santo amigo meu estava participando da gira. 4s ve6es. a intelig0ncia das entidades. 5ós ( que não alcan1amos. depois voc0 pode encerrar o trabalho e pode descarregar o ponto.povo do cemit(rio veio buscar o trabalho aqui no terreiro. Msso di icilmente acontece. "e eles vinham no terreiro. aceitaram e assumiram o trabalho. o #/u &ranca Ruas das !lmas teria que esperar a vinda da poderosa alange. 5o instante que ui comunicado ter que ir ao cemit(rio. nem que osse at( o sol nascer. 1QF . "eria uma grande surpresa se tudo tivesse sido apenas uma brincadeira. Pensei que o e/u estivesse nos testando. mas no undo sempre e/iste uma ra6ão. não havendo mais ra6ão da sua presen1a no terreiro.1QF 3 2ou subir. o amoso e/u disse. 'om o charuto em uma mão e o copo de bebida na outra.

antes de dar a abertura na gira. 3 #/u &ranca Ruas. 9uei/ou3se. ele ( uma pessoa bastante inteligente e agrad*vel. 'om os olhos i/os no Hos( Maria. bem apessoado. passo os olhos pela assist0ncia para ver se est* tudo em ordem. 2oltei3me para o cong* decepcionado com a minha racassada tentativa e dei in)cio aos trabalhos da noite. o pai3de3santo que me preparou dentro da lei da Umbanda para e/ercer esse honroso grau dentro da nossa religião.$onsecaP #le não tinha jeito. al(m de incorporar os esp)ritos. uma engira de quimbanda. 3 &emos o pra6er de hoje ter entre nós um grande espiritualista. Parando 4 sua rente diante de toda a corrente e das prov*veis tre6entas pessoas da assist0ncia. Pu/ou3o para perto de si. com os bra1os cru6ados e uma cigarrilha entre os dedos. cabeludo e vasto bigode.1Q1 CAPÍTULO 2 O FONSECA 'omo sempre a1o. Tomem alto.ncia e a boba satis a1ão. !proveitando3se de um momento que o #/u &ranca Ruas das !lmas levantou de seu toco apro/imou3se dele o Hos( Maria. entendido da linguagem esot(rica e dos segredos da magia. !pontando para sua saliente igura. como li1ão 4 sua petul. o saudei. destacava3se o corpan6il do $onseca. icava por mais de quatro horas dan1ando e cantando. levantou3se e saudou a todos os presentes. 'hamei a entidade che e o poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. . daqueles que a6 uma pergunta levantando meia sobrancelha moldurando um olhar irme e penetrante. &alve6 por isso sua dor na coluna se agravava. . a ponto de arrancar aplausos da corrente. alante e inteligente. dei/ando um sorriso maroto de canto da boca como se osse o deleite do guerreiro vitorioso. !pesar disso. ser* que o senhor poderia dar um jeito em minha coluna? #la dói muito. indiquei a todos. mesmo dono desse corpan6il. que incorporou no Pai Nui6 de -gum. 3 .Nui6 ( um homem magro. soltou um largo sorriso. deu3lhe as costas e. quis dei/*3lo constrangido. um m(dium de nossa corrente que pesava cento e quarenta quilos e. 5o meio dela. !o inv(s de demonstrar constrangimento. icou por uns instantes olhando3o i/amente dei/ando sem jeito o m(dium.everia pesar naquela (poca uns sessenta quilos. entrela1ando os magros bra1os com o gordo 1Q1 . 'omo sou daqueles que pre ere correr o risco de perder um amigo em troca de uma boa piada.

3 2oc0 acha que vou a6er isso? #nquanto ele alava. Pediu o #/u. com uma simples pressão ter grudado na parede. procurei ver se o $onseca estava assistindo a cena. #m mim ele torna3se mais cerimonioso e com o Pai Nui6 mais e/ibido. o senhor vai queimar o terreiro. e algum guindaste depositar sobre suas costas um peso igual ao do Hos( Maria. o que eu j* esperava. alei. #n im. . e saiu com ele andando pelo terreiro. quando incorporado em mim ou nele. 1Q= . que vem só para buscar um a/( do senhor. com a mesma entidade. o $onseca icava só olhando assustado para a vela grudada na parede. 5o dia seguinte o $onseca oi me visitar. 5aquela noite não incorporei nenhum esp)rito só para. #le estava. &omando a iniciativa da conversa. mas iquei eli6 porque passou a dor da coluna do Hos( Maria. 'onvidei3o para ir conversar com o #/u &ranca Ruas das !lmas. ele ser* esmagado. não dei muita import.Pai Nui6 e eu trabalh*vamos % e ainda trabalhamos. de minuto a minuto. o ort)ssimo #/u &ranca Ruas das !lmas. costas com costas. não me impressionou. cuidar da vela. me d0 uma vela.ato da vela. 'urioso. este ( um amigo meu. a inal a parede era de madeira. # ele queria trocar id(ias sobre a gira e o que viu. encostando3a acesa na parede. 3 Msso quer di6er que voc0 gostou da gira.e orma mansa e delicada para não contrariar o #/u. alou. #u tamb(m não tirava os olhos da chama da vela para ver se não queimava a madeira. C teoricamente imposs)vel o que v)amos no terreiro.1Q= Hos( Maria. dei/ou3a como se estivesse pregada. 3 Meu Pai.ncia ao ato. #u imagino que se o Pai Nui6 icar na mesma posi1ão. Pedimos licen1a e sa)mos. ontem 4 noite. 3 Meu ilho. ele acendeu3a e. #ntreguei3lhe uma vela branca. 3 Realmente. . vi coisas incr)veis. Mas iquei preocupado. Pela orma1ão da terceira energia essa entidade modi ica3se sem perder sua ess0ncia. inclinou3se. . j* acostumado com esses enAmenos. 3 Meu Pai. #m todo caso eu. a vela não caiu e o ogo nem chamuscou a parede. levantou3o. como j* alei.

# o #/u quando incorpora em voc0.e/u pegou a pemba. despedindo3se. a levita1ão unciona assim. !s entidades não costumam brincar e o ato dele ter criado essa situa1ão deve ser por alguma ra6ão que oge ao nosso entendimento. a6endo3me de desentendido. e tinha ganho de um consulente uma cigarrilha. incorporado comigo. 2oc0 sabe como ele e6 para grudar a vela na parede e acender uma cigarrilha com uma pemba? 3 5ão sei qual oi o processo e nem tenho necessidade de sab03lo. 3 'omo ( poss)vel um m(dium ran6ino como o Pai Nui6 pAr nas costas um homem daquele peso e ainda sair andando um bom tempo pelo terreiro? C por essas coisas que a Umbanda ( considerada cheia de magia? 3 #le deve ter usado a energia dos m(diuns para dei/ar seu cavalo mais orte. recriminando sua alta de observa1ão. &entou e/plicar. e entendeu que ele tinha pedido uma pemba. para esconder seu assombro. . . 3 . não discutia e muito menos tentava impor os seus conhecimentos. ! grande magia voc0 não reparou. #sclareci. #/pliquei. ! irmou o $onseca. encostou na ponta da cigarrilha apagada e devolveu3a para o cambono depois de ter acendido a cigarrilha no colorido peda1o de gi6 e j* estar dando boas ba oradas. 'uidadosamente entregou a ele uma pemba vermelha. !penas não sei.#/u estava incorporado em mim.ei/o essa parte por conta deles. 3 !cenda. 5os trabalhos de e eitos )sicos.cambono naquele momento estava distra)do. . 3 &em lógica. $ugindo do seu estilo. 1QB . 3 !queles atos di erentes.$onseca estava di erente. $alei categoricamente. tamb(m a6 essas coisas? 3 9ue coisas? $alei. 5ão vejo isso como magia. entregou3lhe a cigarrilha e ordenou.1QB 3 <ostei. 2ou voltar outras ve6es. . $oi quando ele estava no meio do terreiro manipulando os elementos da terra para criar um campo de or1a para eliminar uma energia negativa que estava prejudicando aquela am)lia sentada na sua rente. 'ontei algumas passagens do #/u &ranca Ruas das !lmas. ou dei/ar o Hos( Maria mais leve. 3 <ostei da Umbanda. principalmente uma que achei muita gra1a. #le chamando seu cambono.

1QJ CAPÍTULO 4 MONTE DOS DROGADOS #m minha casa ouvia pacientemente um jovem e/travasar todos os seus recalques. só estudo. Protestou. #stava procurando argumentos para sensibili6*3lo. 'om essa idade. 3 2oc0 não pode imaginar o que ( ser criado sem um pai. 'ontinuei paciente. 5ari6 bem eito. com on6e anos. #le estava destoando da minha ina poltrona cl*ssica. Uma camiseta justa e sem mangas dei/avam 4 mostra seus bra1os ortes onde se via uma enorme tatuagem de um dragão. Nembrei que iquei ór ão. 3 5ão quero que ele morra. !s orelhas estavam cobertas pelos cabelos. o protege e prov(m. 3 9uem paga os teus estudos? 1QJ . Nucas. mantendo sempre as sobrancelhas cerradas. C ele quem educa o ilho. al(m mil e tantas outras tare as de sua responsabilidade. 5a sua opinião o seu pai era o culpado pela sua vida desastrada. "ua e/pressão irradiava ódio. e ele não me entende. @om ou ruim. Respondeu secamente. 'omo os ilhos são injustos. Reclamava dei/ando transbordar revolta. a sua te6 morena e os seus cabelos eram longos e ca)dos sobre os ombros. "omos di erentes. 3 9uantos anos voc0 tem? 3 2inte e tr0s. !o pai cabe todas as tare as di )ceis. mas quando os alisava. mas se isso acontecer não vai me a6er nenhuma alta. 3 2oc0 trabalha? 5ão. Perguntei. #ra corpulento.meu morreu quando era crian1a. Menino ele não era mais. dava para ver dois brincos prateados. #u observava o jovem. . Usava uma cal1a jeans e uma bota marrom. "eu nome era Nucas. ele est* ao teu lado. e at( hoje amargo não ter tido um. o mesmo do apóstolo. 3 5ão gosto dele. eu j* tinha dois ilhos e mantinha a am)lia 4 custa de meu trabalho. !proveite essa ben1ão. com uma enorme boca e dentes corretos.

Re reei esse sentimento por ter sido procurado pelo Nucas como pai3de3santo. vivia da mesada. eu tenho um problema. 5ão sei at( que ponto entendo os jovens. Respondeu com a revolta inicial. "e ( ajuda espiritual que voc0 est* buscando preciso que voc0 v* no terreiro alar com a entidade. # uma das tare as do dirigente espiritual ( ajudar os outros sem julgamentos. Minhas palavras surtirem e eito. . #stou pedindo para voc0 alar com os esp)ritos para ver se eles podem resolver esse problema.1QO 3 Meu pai.Nucas icou calado e por alguns momentos pensativo. comia e dormia na casa dele. cada um vivendo o seu mundo. 3 #u espero que XangA te a1a mais justo. 'omo ele (? Perguntei para descontrair. era um p(ssimo estudante e jogava ora o dinheiro dele .uas ve6es. -rientei bem como ele deveria alar com a entidade. mas eu j* estava do lado do injusti1ado pai. 1QO . H* sentado diante do poderoso e/u ele come1ou a e/plicar. # ainda reclamava? . 3 5a verdade. e o respeito m+tuo deveria prevalecer. não sei o que voc0 quer de mim.o que? #le era um n(scio desajustado e ingrato. "empre gostei de conversar com os jovens mostrando a m*/ima sinceridade. mas ao mesmo tempo não o aceita como ele (. 'omo posso ajudar voc0? 3 #u acho que meu pai est* perturbado. moro com meus pais. !jeitei para ele uma consulta com o #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 2oc0 j* repetiu ano da escola? .Nucas me con undiu. 3 #u não conhe1o teu pai. . !gi dessa orma. Mas por que voc0 pergunta? 5ão dei oportunidade para ele re letir. &em momentos que corremos o risco de sermos injustos. 2oc0s são gera18es di erentes.. 3 #/u. o que me dei/ou satis eito. 2oc0 quer que teu pai te aceite do jeito que voc0 se veste e pensa. não gosta de musica e briga comigo sempre que pode. 3 &oma o ca ( da manha de gravata. 3 2oc0 mora so6inho? 3 5ão. #ngatei outra pergunta.. 5ão gostava do pai. por isso estou aqui. $alei delicada e paternalmente.

Nucas icou sensibili6ado. $alar com o #/u &ranca Ruas das !lmas não ( *cil. enquanto o e/u &ranca Ruas das !lmas. !pesar da assist0ncia e cuidados dos esp)ritos obreiros preparados para atenderem esse tipo de doen1a podem icar animali6ados durante um estagio que na medi1ão do tempo da terra pode durar centenas de anos. do ponto riscado e de outros elementos como ponteiro. "eu estado geral e/igia socorro. 2oc0 não gosta do teu pai porque ele sabe disso e não te d* dinheiro para voc0 se corromper.Nucas j* estava sentado diante de v*rias velas. voc0s imaginam que o esp)rito do desencarnado permanece igual ao estado que mantinha quando ainda encarnado. amontoados em um tipo de vala. todas essas m*culas retornam ao lugar de onde sa)ram. . 1QQ .Nucas arregalou os olhos. meu cavalo e teus amigos. provocam les8es cerebrais que se espalham pelo perisp)rito. 3 "e não interromper esse vicio imediatamente quando voc0 desencarnar poder* ser atra)do para o monte dos drogados. -bedecendo o princ)pio que não e/iste retrocesso espiritual. e muitos deles icam inertes. 3 2oc0 pode enganar os teus pais.esp)rito interrompeu. .e/u determinou. mesmo eu. Puro engano. "ua marcante presen1a a6 dos consulentes presas *ceis. e/plicava aos cambones o que era o monte dos drogados. "em nada di6er. das bebidas. . #m prantos concordava com todas as revela18es do e/u. !lgumas entidades incorporadas em seus m(diuns trabalhavam com o Nucas. 3 ! droga e o *lcool. 3 2* para o meio do terreiro que vou a6er uma s(rie de trabalhos. come cogumelo eito um animal e se droga com req?0ncia. -uviu uma amea1a assustadora.1QQ . mas a mim não. 3 'onte3me as besteiras que voc0 e6. criando larvas circulantes dentro da aura do viciado. imã e io de cobre. @albuciou o Nucas. 3 5ão entendi. não gosto de ir l*. #ssa porcaria da tua cabe1a j* esta quase destru)da. no c(rebro da pessoa. $alou no seu estilo. 2oc0 ( um idiota que uma maconha. #/plicou pacientemente o e/u. a6endo o esp)rito perder seu livre arb)trio. ou seja. $oi descoberto.lugar ( escuro e. . come1ando hoje. obedecendo um processo natural. icou ouvindo o e/u alar. sentado em seu toco. pois quando se concentram elas aumentam a lesão cerebral. . 9uando desencarnam.

ormando um quadro inesquec)vel da maldade humana. o seu sustent*culo.1QS . principalmente porque ele ( hoje. tudo isso. esquel(ticos e se moviam como vermes "uas mãos estavam sempre buscando algo como se osse um socorro para sair daquele dantesco in erno e. seus pais. 9uem pode ensin*3los? -ra. "ua incapacidade mental o obrigou a abandonar os estudos. era parecido com isso com algumas di eren1as. 1QS . enquanto o e/u alava. o seu amor. .relacionamento com seu pai oi normali6ado. 9uando tenho oportunidade aconselho os jovens. alem com o melhor amigo de voc0s. quer dando % como todo pai a6. quer provendo suas necessidades. # tudo isso com terno.que eu vi. como oi outrora. 3 2oc0s devem ter a lembran1a daquelas otogra ias divulgadas após a guerra dos campo de concentra1ão dos na6istas. Toje se droga para suavi6ar a necessidade.Nucas melhorou. gravata e trabalho. -s corpos estavam de ormados. ! depend0ncia das drogas oi mais orte que sua vontade.epois de encerrado o trabalho eu relatava 4s pessoas que ouviram a e/plica1ão do e/u sobre as vis8es que eu como m(dium gravei sobre o que o e/u chamou de o monte dos drogados. e sua idiotice o tornou incapa6 para o trabalho. mas não sarou. . . 3 Procurem saber o que ( e porque e/iste no espa1o o monte dos drogados. -s corpos eram jogados em valas. amontoando3se uns sobre os outros. sob uma t0nue lu6 avermelhada.

pedindo. 3 ! primeira pergunta vai ser sobre aquela casinha pequena. #m cima de um toco de madeira. mostrando o que tinha dentro. onde est* incada a seguran1a eita pelo #/u &ranca Ruas das !lmas. "e eu não souber. a da Pomba3gira Maria Padilha. &ranq?ili6ei o simp*tico amigo.. entramos no terreiro. estava a imagem do #/u &ranca Ruas e ao seu lado. l* na entrada. 3 !qui ica a seguran1a e/terna do terreiro. cuidada pelo e/u guardião. 3 #mbai/o desta laje tem um buraco. 'r0 em . # sa) de lado. de conhecer o terreiro. tamb(m chamada tronqueira. se voc0 permitir. que não conto. che e da quimbanda em nosso terreiro. # o que ( essa seguran1a? 1QG . digo. #/pliquei.Kaldomiro ( um espiritualista. &alve6 por isso. analisando inteligentemente todas elas. 5o dia e hora combinada. buscando ansiosamente a ess0ncia de todas as religi8es. Pai3de3santo quando a irma não poder revelar alguma coisa ( porque não sabe responder. mas a nenhuma ( iliado ou adepto. porque icou muito calado. !bri a porta. 2oltamos para a casinha que despertou tanta curiosidade. . rindo. #le icou observando e acho que sentiu alguma coisa. para ele olhar melhor.eus e para ele todas as religi8es são boas. observei. porque não sei.isse. ( uma pessoa muito interessante. apenas. no caso um alangeiro do #/u &ranca Ruas.1QG QUARTA PARTE CAPITULO 9 O TERREIRO . !pontando para o chão. terei imenso pra6er em mostrar tudo.. mas não no dia de gira. Procurou3me. esbanjando cultura religiosa. 3 'laro. gostaria muito. 3 Pode icar certo que respeitarei teus segredos. curioso e muito interessado em conhecer a Umbanda. 3 $ernando. 9ueria ter a liberdade para pedir e/plica18es. 3 5ão tenho segredos. parecendo impressionado.

$umam cigarros so isticados. suavemente. olhava os atabaques. sal. al(m de encher os copos de suas respectivas bebidas. Parecendo satis eito. C um campo de or1a e ainda. ! irmou. uma vermelha. 4s ve6es. mas hoje são esp)ritos evolu)dos. os quadros representando as entidades. e saudei. erro. Pode ser que algumas delas. ! prova da submissão das pombas3giras aos e/us ( que elas não riscam ponto para trabalho. os e/us mandam elas trabalharem. ajudando os homens nos terreiros para. uma vermelhas e outra preta. ervas. 3 #las e/ploram esse lado do olclore. se pintando com e/agero. 3 "alve todos os -ri/*s da Umbanda. eito por ele. e para a pomba3gira. . #las são au/iliares diretas dos e/us. um ponto riscado.irigi3me ao meio do terreiro e. arcos e lechas. 3 !ssisti uma gira de quimbanda e elas me pareceram escandalosas. a6endo seus cavalos usarem roupas e/travagantes. como o e/u. espadas. 3 C verdade que as pombas3gira são os esp)ritos das prostitutas? 3 ! pomba3gira ( o e/u eminino. &odo e/u tem a sua pomba3gira. bebidas e algumas coisas mais. entramos no terreiro. @ombardeou. ela não ( prostituta. 1QE . acendo para o e/u uma vela branca. 3 -nde elas se encai/am com os e/us? 3. bati o dedo tr0s ve6es onde tem uma estrela em granito. ganhar sua evolu1ão espiritual. buscando sua evolu1ão. $ique certo. como ponteiro. "ua or1a ( indiscut)vel. machadinhas. C um ori/* trabalhador. 9uem risca o ponto para a pomba3gira ( o e/u. ajoelhado. algumas at( com longas piteiras e não dispensam os per umes e lores. cobre e mais uma por1ão de metais. 'omo e/pliquei l* na &ronqueira. 3 # por que ele? 5ão podia ser outro?. embora. $icam sempre a)? 3 &oda semana. em vida. carvão. #le curioso. #m casos de amor. claro. !o contr*rio do que muitos pensam.1QE 3 #le pAs v*rios elementos. 3 # as velas acesas. curvando3me e batendo tr0s palmas. aqui estão enterradas as armas do 'aboclo !:uan. que ornamentam as paredes. o -ri/* che e espiritual da casa. iquem embrabecidas. desespero e consertos amiliares. que elas são entidades maravilhosas e doces. 3 Por quer voc0 a6 o cumprimento nessa estrela? 3 C a seguran1a do terreiro. tenham sido mundanas.

Respondeu. meu ori/*. ! linha de -gum. e/ceto se levantarem as armas do caboclo e orem substitu)das por outras. 3 2oc0 disse ser ilho de -gum. 3 Por eu ser o dirigente material da casa. 1SF . ( quem manda. 2enha uma noite de trabalho e jogarei para voc0. como vou saber de quem sou ilho? Perguntou. #u não soube responder. ( um admirador do 'aboclo Rompe Mato. uma m(dium do terreiro. 5o candombl(. Pode tamb(m ser eito com uma cebola cortada em quatro peda1os. na sua inoc0ncia. só o pai3de3santo pode por alguma coisa. #st* errado. # eu. 3 . a casa sempre ser* de -gum. Parou em rente ao cong* e icou olhando todas as imagens. quem mandava no 'aboclo Rompe Mato. na Umbanda jogamos o obi ou acendemos velas. 3 #/iste um ritual para isso. dei/ando uma belo ensinamento. são di erentes? 'onte3me. . #le perguntou. o Paulinho. quem mandava no 'aboclo !:uan. e voc0 na sua. 5ão devia ter alado. na casa dele. 3 'omo jeito. 2oltei ao meu interlocutor. tocos de charuto e papeis com pedidos. -gum. "entou3se 4 rente do 'aboclo !:uan e e/plicou. meu ilho. 3 9uem cuida do cong*? 9ualquer um pode por uma imagem no altar? 3 5o cong*. de acordo com seus assentamentos. !qui só as coisas sagradas do terreiro ( que podem icar depositadas. 3 C por isso que nas giras.1SF Pelas min+cias das perguntas. o 'aboclo !:uan. C como na vida material. voc0 chama primeiro a linha de -gum? 3 "im. e/atamente por isso. Mesmo que eu saia do terreiro. jogam3se os b+6ios. 2ejo 4s ve6es velas.espertei sua curiosidade. eu mando na minha casa. Pareceu satis eito com a e/plica1ão. Nembrei da 'ris Mendes. #le perguntou3me. vem irmar o terreiro para o trabalho subseq?ente. muito embora todo teu jeito seja de XangA. 3 "eo !:uan. querendo adivinhar. atrav(s de meu pai e ilho dele o 'aboclo !:uan. $alei. imaginei uma longa tarde. 'ada terreiro tem o ori/* mandante.iga para ele que quem manda no 'aboclo !:uan ( o Rompe Mato. Respondi que era o senhor. ilha de -gum e que trabalha com o 'aboclo Rompe Mato. curioso. depositados no cong*. $a6 parte do ritual. por isso que tem seu assentamento embai/o desta estrela. no plano espiritual.

. mas não cede em seu ponto de vista. Retomando a palavra continuei. sentei3me e comecei a alar. ou seja. C teimoso. 5ão ( agressivo e quando agredido pre ere demostrar superioridade. 3 #/plique tudo.ilho de -/al* ( uma pessoa normalmente tranq?ila. não manda e não gosta de ser mandado. sente aqui e ale. com tend0ncia ao so rimento. #/pliquei. Para que o ilho de -/al* tenha uma vida melhor. mas não se submete acilmente 4 lideran1a de outro. 5osso secret*rio ( ilho de -/al* e o &esoureiro de XangA. 3 #st* certo. Respondi. de andar sereno. voc0 prometeu. 3 5ão ( l)der. 'obrou. a6endo isso por interm(dio dos outros -ri/*s. 2ou di6er. !t( na escolha das tare as. deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar deter a sua natural teimosia. laconicamente. um encontro com a harmonia universal. 3 2enha. -s ori/*s agem diretamente na ess0ncia e comportamento de cada um. <osta de transmitir seu g0nio calmo. !chei gra1a. eles recebem in lu0ncia. pegue este caderno e tome nota. depois não se quei/e. . Mnterrompeu. nos escritórios e na lida com pap(is. o ilho de -/al* talve6 seja o mais organi6ado. 3 #/plique melhor. 3 !gora entendo a história do secret*rio. 5a teimosia não gosta de impor suas id(ias. quer as coisas sem demonstrar. -/al* ( o -ri/* maior e por isso mesmo não atua diretamente em elementos do planeta. mostrando um pequeno gravador. no dia3a3dia. buscando.e todos os -ri/*s. &em um tend0ncia muito orte para a solidão. um por um. 3 'omo assim?.isse. pelo isolamento. vou alar. quando o busca. atingindo seus objetivos de orma bem natural. 3 "e voc0 soubesse os caracter)sticos de cada um. ia entender. sem a oba1ão. #stou gravando desde o come1o.1S1 3 'ada um tem uma in lu0ncia muito grande de seu ori/*. sorrindo. 1S1 . 3 .

'omo os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas. -/óssi na mata. 'ontinuei. -/al* atua em todos. !ma o desa io. imediatamente o largam e partem em procura de outro. 3 #spere a). -bservou. 5ão recusa a luta e quanto maior o obst*culo mais desperta a garra para ultrapass*3lo. demonstrando muito interesse nas e/plica18es.Kaldomiro icou em sil0ncio. Mnicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. espadas e das coisas eitas em erro ou latão. C insaci*vel em suas próprias conquistas. 'omentou. desde a in . alsidade e a alta de garra. "eu g0nio ( muito orte. ! sua impaci0ncia ( tão marcante que não gosta de esperar. muitas ve6es at( com assustadora agressividade. da demanda e da luta. -/um nas *guas doce e cachoeiras. #st* sempre em busca do que ( considerado imposs)vel. 5ão admite a raque6a. . atrav(s dos seis ori/*s. e Mansã no raio.1S= 3 -gum atua no erro. 'ome para viver. &em decis8es precipitadas.Ydi )cilZ ( a sua maior tenta1ão. ( tornar3se violento repentinamente. Memanj* no mar. "eu ilho carrega em seu g0nio esses caracter)sticos. acas. C ranco. -gum ( o -ri/* da guerra. 'ontinuei. ( verdade. quase um desajustado. @rigam e 1S= . 5ão a6 rodeio para di6er as coisas. % e/pliquei. C uma pessoa de tipo esguio e procura sempre se manter bem isicamente. quando o atingem. Muitas crian1as 4s ve6es são levadas aos psicanalistas por mostrarem um g0nio di )cil de lidar. os ilhos de -gum perseguem tena6mente um objetivo. XangA na pedreira. Neal e correto. em movimento. 3 Msso ( um aviso aos pais. desde que não seja desrespeitado. !dapta3se acilmente em qualquer lugar. 3 #ntão. 5enhum ilho de -gum nasce equilibrado. #/plique melhor essa parte. "abe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado. assumindo integralmente a situa1ão daquele que quer proteger. 5ão admite a injusti1a e costuma proteger os mais racos. Uma marca muito orte de seu -ri/*. 5ormalmente o ilho de -gum ( rela/ado com seu cuidado pessoal.ncia. Me parece muito orte. Por ser -gum o -ri/* do $erro e do $ogo seu ilho gosta muito de armas. ( por isso que ouvi alar que os oguns não icam parados no terreiro. #le ( a oito. não a6endo questão da qualidade ou paladar da comida. ( um l)der. 3 "im. "eu temperamento di )cil e rebelde o torna. !dora o esporte e est* sempre agitado. .

em XangA. antes de dei/arem e/plodir sua 6anga. tamb(m lhes evitaria muitos remorsos. C. muitos problemas seriam evitados com os jovens. 5ão assume os problemas dos outros. mas acaba vencendo. veste3se bem e cuidadosamente. a vida lhes ica bem mais *cil. amoroso. por mais incr)vel que pare1a. #ntretanto. 5ão ( ciumento e muito menos rancoroso. os bichos . o . organi6ar o caminho para as solu18es complicadas. 9uando eles conseguem equilibrar seu g0nio impulsivo.mato. -bservou. 3 Pela tua e/plica1ão. Um grande conselheiro pelo seu g0nio alegre. mas ( certeiro. as *guas.ilho de -/óssi ( talve6 o mais equilibrado. para passar 1SB . o sol e a lua. <osta das coisas boas. "e or um ilho de -gum. $alei. Pisa macio. 9uando atacado custa revidar. ladino como os )ndios. 'omo os ilhos de -gum não dependem de ningu(m para vencer suas di iculdades. sabe. . com o crescimento vão se libertando e se acomodando 4s suas necessidades. XangA. 'ontar at( de6. são justos. . como poucos. encantador. Mncapa6 de negar qualquer ajuda a algu(m. evitariam muitos reve6es.iante das di iculdades próprias ( muito hesitante. #sta rase ( para chocar mesmo. pois quanto mais provocados. 9uando o a6 se torna perigoso.eus da Husti1a. as estrelas. "e conseguissem esperar ao menos vinte quatro horas para tomar qualquer decisão. 3 C verdade. mais eles teimam. . Para que sua vida melhore. são a b+ssola de sua vida. neste particular. !credita e ( iel seguidor da religião que escolheu. &odos os -ri/*s. especi icamente nas matas e no reino animal. a Husti1a dei/a de ser uma virtude. muito embora com orte tend0ncia 4 solidão. sejam calculistas e estrategistas. 4 qual dedica aten1ão total no sentido de prov03la e encaminh*3la.ncia. &em um gosto re inado. preocupado com todos os problemas. deve despertar aquele gigante que habita sua ess0ncia. "eu ilho tem um tipo calmo. muito embora. mas ica lado a lado ajudando3os. C a ess0ncia da nossa vida. o que o tornaria mais disposto a encarar as suas próprias di iculdades. sustentado pelo seu esp)rito alegre e otimista. e/erce uma in lu0ncia muito orte em seu ilho. C carente. "eu maior de eito ( o g0nio impulsivo e sua maior qualidade ( que tem tudo para ser um vencedor. lembrando das minhas indigna18es na in . se houvesse essa conscienti6a1ão. 5ão discute a (. -/óssi age na 5ature6a.1SB en rentam os pais sem nenhum medo. evidentemente. e transmitem esta caracter)stica aos seus ilhos. C o conhecedor das ervas e o grande curador. ( muito apegado 4s suas coisas e 4 sua am)lia. "enhor das pedreiras. os pais devem ter paci0ncia. !ma a Niberdade e a 5ature6a. 'om respeito 4 sua própria organi6a1ão amiliar.

provar sua inoc0ncia. 9ueria. #la não admitia.metro da Husti1a ( o seu julgamento e não o da Husti1a . Por alar em pedreira. Mas correu um risco 1SJ . podendo acilmente sair da serenidade para a viol0ncia. a bele6a ou a alegria. pass)vel de erros. cuja senten1a não nos ( permitido conhecer. "ua isionomia. 3 #/plique melhor. em absoluto. ! discri1ão a6 de seus vestu*rios um modelo tradicional. # se ele errasse? 2oc0 iria culpar XangA? . recusou3se a sequer conversar. $eli6. 3 enorme. #sta an*lise ( muito importante. torna3se uma pessoa admir*vel. mesmo a jovem. &em comportamento medido. apresenta uma velhice precoce. totalmente embriagado. !pesar da v)tima ter sido a +nica culpada. e não gosta de ser contrariado. C t)mido no contato mas assume acilmente o poder do mando. só lhe tra6 bene )cios. o que. tirando3lhe a vida. 5o julgamento voc0 não estava sendo julgada por ele. o que a6 de seu ilho um so redor. . 9ue bom ver voc0 outra ve6 eli6. sua am)lia entrou na justi1a com uma a1ão de indeni6a1ão. Rei da Pedreira. ao contr*rio de prejudic*3lo.1SJ a ser uma obsessão.seu marido queria a6er o acordo. adora colecionar pedras. no que ela não concordou.i6ia. no que lhe respondi. "enhor da Husti1a. mas tudo medido.ivino. en(rgico. num acidente. calculado e esquemati6ado. quase sempre di erente do nosso. seguro e absolutamente austero. pela do homem. contou3me a novidade. torna3se um leg)timo representante do Tomem 2elho. muito terra.ilho de XangA apresenta um tipo irme. . que sua inoc0ncia osse questionada. con iante. 5ão guarda rancor. 'ontei o caso de uma mo1a que. . pelo senso da justi1a.ivina. principalmente porque o par. e sim por um jui6 da terra. C incapa6 de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resolu18es baseiam3se na seguran1a e chão irme que gosta de pisar. "e aprender a dominar esta caracter)stica. para tranq?ili6ar sua esposa. C eterno conselheiro. sem lhe tirar. 3 "ou inocente e a justi1a vai provar. independente do valor da causa. #la oi ganhadora na pendenga judicial. 9uando o ilho de XangA consegue equilibrar o seu senso de Husti1a. grande de eito dele ( julgar os outros. !calma3se com a mesma acilidade quando sua opinião ( aceita. atropelou um homem. Procurada pelo advogado da am)lia da v)tima para um acordo. trans erindo o seu próprio julgamento para o Hulgamento . 3 'omo assim? 3 2oc0 trocou a justi1a de teu pai XangA. provocando uma crise emocional na mo1a.medo de cometer injusti1as muitas ve6es retarda suas decis8es.

detalhadamente. 2este3se com capricho. jóias caras.ilho ou ilha de -/um. nas incorpora18es. tem grande or1a. 3 . ( pessoa calma. no caso. um caboclo de -gum ou de -/óssi. #las evitam chocar a opinião p+blica. a Rainha da Wgua doce. a "enhora do Mar. a "enhora dos 2entos e das &empestades. são as ondinas. con ian1a. escondem uma vontade muito orte e um grande desejo de ascensão social. sua ilha normalmente tem um tipo muito maternal. 5ormalmente tem uma acilidade muito grande para o choro. "ob sua apar0ncia graciosa e sedutora. "empre tem os bra1os abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. "eu ilho ( conhecido por seu temperamento 1SO . ! di eren1a entre Memanj* e -/um ( a vaidade. dado que XangA tem liga1ão )ntima com a linha da Mansã. &alve6 ningu(m tenha sido tão eli6 para de inir a ilha de -/um como o pesquisador da religião a ricana. !quela que transmite a todos a bondade. tanto que quando uma mulher tem di iculdade para engravidar. ( impec*vel no trajar e não se e/ibe publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta.que ( ajuntó? ! or1a de Memanj*. 4 qual dão muita import. a . e/ceto quando se sente amea1ado na perda de seus ilhos.Z "eu maior de eito ( o ci+me.eusa <uerreira. C sempre discreto e de muito bom gosto. principalmente das coisas que estão sob sua guarda. torna3se muito agressivo e radical. o ranc0s Pierre 2erger. Pelo ato de Memanj* representar a 'ria1ão. C muito sens)vel a qualquer emo1ão. 2oluptuosas e sensuais. tranq?ila.a) não ter um pai3de3cabe1a. .1SO Memanj*. 'uida de seus tutelados com muito amor.ncia.i erente ( quando o ajuntó ( -/óssi. C mãe. .maior de eito do ilho de Memanj* ( o ci+me.as mulheres que são s)mbolo do charme e da bele6a. . Zo arqu(tipo de -/um ( das mulheres graciosas e elegantes. Mansã. <eralmente ( calmo e tranq?ilo. !quela mulher amorosa que sempre junta os ilhos dos outros com os seus. e gosta de tutelar pessoas. $ilho de -/um ama espelhos ]a igura de -/um carrega um espelho na mão^. C ranco e não admite a mentira. #/pliquei. ( 4 -/um que se pede ajuda ]pelo !mal*^. ! porta de sua casa sempre est* aberta para todos. e sempre reage com muita toler. grande conselheira. por(m mais reservadas que as de Mansã. ! maternidade ( sua grande or1a. C e/tremamente ciumento com tudo que ( seu. ( o protetor.ncia. dona dos rios e das cachoeiras. . 5ormalmente ica 6angado quando o endido e o que tem como ajuntó ]o segundo santo masculino^ o ori/* -gum. ouro. <eralmente. ! mulher trata com 6elo o seu cabelo e não descuida da pintura. . com indiscut)vel dom)nio no g0nio e personalidade de seu ilho. porque não divide isto com ningu(m. &ipo a grande mãe. !) sim.homem ilho de Memanj* carrega o mesmo temperamento. carrega todo o tipo de Memanj*. com pai/ão pelas jóias. per umes e vestimentas caras. pertence a linha seguinte que in luencia sua personalidade. . que escreveu. que.

demonstra um certo ego)smo porque não se importa com que os outros so ram pelo seu g0nio reconhecidamente mal3humorado. acalm*3los. vai chamar os dois. e eles acabam a6endo as pa6es. se este osse controlado. a impensada ranque6a. C leal e objetivo. . 3 # se or ilha de -/um. vai parar. como se tivesse terminado. 3 "e or uma ilha de Memanj*. vou passar a observar as pessoas para con erir. por coincid0ncia. # parou. 9uestionado torna3se violento. #m estado normal ( muito alegre e decidido. não conseguindo dis ar1ar a alegria ou a triste6a. &em um pra6er enorme em contrariar todo tipo de preconceito. #/empli iquei duas pessoas brigando. do lado do bai/inho que est* apanhando. o que lhe prejudica o conv)vio social. a garra. pois não gosta de dialogar. Um ilho de -/ossi. como uma mãe. !chei interessante a descri1ão das ilhas de -/um.que aria? 1SQ . #ncerrando as e/plica18es. &omando a palavra. claro que não. partindo para a agressão. uma ilha de -/um. achando gra1a. 3 5ão sei. e seu grande de eito. quando ui interpelado por uma senhora. ica assistindo a briga. 3 # o povo das *guas. 5ão tem medo de nada. continuou. e tentei dar as di eren1as dos ori/*s. a6endo parte da roda. "e or uma ilha de Mansã.1SQ e/plosivo. ou passa direto e não olha ou entra na briga. quando ica tentado por uma aventura. 'iumento. #st* sempre chamando a aten1ão por ser inquieto e e/trovertido. encostar a cabe1a em seu peito. Por ser tão marcante seu g0nio. pedindo a . senta. Um ilho de XangA vai icar indignado.$ernando 'ecchetti. <ostei muito. 3 'ansou3se de ouvir? 3 5ão. com berros. #m seus gestos demonstra o momento que est* passando. pouco importando se tem ou não ra6ão. . "e passar um ilho de -/al*. perguntei. "ua grande qualidade. Passa por cima de tudo que est* a6endo na vida. alei. gritos e choro. #n renta qualquer situa1ão de peito aberto. Um ilho de -gum. ele vai orar. pediu licen1a para terminar a história. 5ão admite ser contrariado. "empre a sua palavra ( que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. #st*vamos reunidos num grupo. "ão assim mesmo? 3 2ou te contar uma história. # parei. e por ele vai torcer para que seja o vencedor. no que oi interpelado. vai alis*3los. o que não ( di )cil. vai brigar com os dois. seria pessoa muito mais eli6 e querida. querendo saber qual dos dois est* com a ra6ão. 'omo iriam se comportar? Meio sem jeito.eus que acabe aquela briga. no que concordei. 5ão pensei.

1SS 3 5ada. #les estavam brigando por causa dela. #ncerrou com muita gra1a, arrancando gostosas risadas do grupo. - Kaldomiro tamb(m achou gra1a, mas perguntou, 3 Mas por que voc0 disse eu pare1o ilho de XangA? 3 -s ilhos de XangA são detalhistas, o que voc0 parece ser. 3 C. "ou mesmo. 'oncordou. 3 2ou te mostrar a 'asa dos #/us e o Roncó. 3 'asa dos #/us e Roncó. Pode e/plicar? . 3 "im, venha comigo. !qui ica a 'asa dos #/us. C o lugar que cultuamos as imagens dos e/us e pombas3gira, onde dei/amos os pontos irmados, quando eles pedem, e alimentamos a seguran1a para os dia de trabalho. 9uando entrarmos, bata tr0s ve6es, como i6 l* na estrela. #ntramos e ele icou olhando. 5ão se conteve e alou, 3 !s imagens são eias, mas a vibra1ão ( muito boa. 3 C. $a6 parte do olclore. #stamos habituados dessa orma. 9ualquer modi ica1ão, iria tirar nosso re erencial. 3 9uando sair, venha de costas. C um gesto de respeito. #ntramos no Roncó. #le icou maravilhado, tanto que e/clamou, 3 5ão estou entendo nada, mas que lugar de energia orte. 5osso roncó tem muitos alguidares, pela quantidade de m(diuns. Mais de tre6entos. #les são colocados em prateleiras, com o nome dos m(diuns escrito na rente, com uma vela de sete dias, *gua, bebida e ervas do ori/* dentro do alguidar. $ica iluminado, tornando3o muito bonito. !qui ( o nosso lugar sagrado. "ó eu e a hierarquia podemos entrar, e/ceto os convidados. Minhas coisas icam aqui. 9uando preciso de a/(, venho aqui. "emanalmente alimento o meu alguidar e as ervas que usamos nos trabalhos. 'ada alguidar de barro pertence a um m(dium da corrente. #le ( alimentado, criando um campo de or1a, que ( usado pela entidade protetora de cada um, em bene )cio do próprio m(dium. 3 Mas como voc0 a6 para que eles recebam os alguidares? &odos t0m?

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1SS

1SG 3 "ó os que j* i6eram o !maci. 3 - que ( o !maci? 3 !maci ( a lavagem do chacra coron*rio de cada um. C a abertura de sua espiritualidade e a entrada dele na Umbanda. C eito durante o ritual do !maci. - m(dium tra6 um alguidar, vela e a bebida do ori/*. - 'aboclo !:uan lava a cabe1a dele, primeiro com as ervas por mim preparadas, e depois com a bebida do ori/*. "ua cabe1a ( coberta com um pano, que chamamos pano de cabe1a, e ( levado para o roncó, con orme voc0 est* vendo. 3 #/istem outros rituais, na Umbanda?. 3 'laro. #ntre outros tem o bati6ado e o casamento. 3 ! Umbanda a6 casamento? 3 $a6 e ( muito bonito. "ão parecidos, tanto bati6ado como casamento, com os da igreja católica. 3 <ostaria de a6er uma pergunta que sempre me intrigou, e não t0m nada a ver com este momento. Mas creio ser uma boa oportunidade. C sobre as ben6edeiras. "olicitou, na e/pectativa de minha rea1ão. - que voc0 quer saber? 3 2ale a pena consult*3las? 3 &enho o maior respeito pelas ben6edeiras. "ão m(diuns de e/traordin*ria potencialidade, mas não seguiram uma linha de trabalho em grupo. #u mesmo posso testemunhar. 9uando minha ilha era beb0, costumava jog*3la para cima, 4 guisa de brincadeira e, tamb(m, para ver o susto que sempre levava. 'oisa de pai novo, sem medir as conseq?0ncias de seus atos. "urgiu um vermelhão em seu rosto, principalmente atr*s das orelhas, que estava in eccionando. -s m(dicos não conseguiam resolver. Nevamos, minha mulher e eu, 4 uma ben6edeira. #la, enquanto re6ava, derrubava cera de uma vela acesa dentro da *gua num copo. $icou concentrada e perguntou, 3 9uem est* jogando a menina para o ar? #nvergonhado, con essei a6er isso. 3 #sta ( a causa. $alou, secamente. !pagou a vela e encerrou. #m tr0s dias, ela icou completamente curada. 3 9uando eu torcia o torno6elo, era uma ben6edeira que me curava. 'ontinuei. # e/iste um caso muito interessante. Uma crian1a estava

1SG

1SE doente, p*lida, e não se desenvolvia. ! mãe consultou uma ben6edeira. #la e6 suas re6as e diagnosticou, 3 ! menina est* com uma cobra dentro de seu corpo. .0 ch* de semente de abóbora, durante sete dias. 3 - que signi icava? Mndagou o curioso amigo. 3 ! semente de abóbora ( verm) ugo. # a cobra devia ser uma lombriga. - Kaldomiro icou pensativo e não e6 mais perguntas. 3 Porque os santos da igreja católica são cultuados na Umbanda? 3 #ra proibido aos escravos a ricanos o culto 4 sua religião, o candombl(, sendo3lhes permitido, apenas, a pr*tica do catolicismo. #les, de orma esperta, constru)am os altares, pondo em cima as imagens da Mgreja, e embai/o, escondido atr*s dos panos, as comidas, ou !mal*s, aos seus -ri/*s. Para -/al*, escolheram Hesus 'risto> para -gum, "ão Horge> Memanj*, tinha a imagem de 5ossa "enhora> -/ossi, ". "ebastião> XangA, ". HerAnimo> -/um, representada por 5.". da 'oncei1ão, e Mansã, por "anta @arbara. $oi assim que houve o sincretismo das religi8es católica e a ro3brasileira. 3 #ntão, Umbanda e candombl( são iguais? 3 'andombl( ( uma religião, e Umbanda ( outra. !lguma coisa a Umbanda trou/e do candombl(, principalmente os -ri/*s, e mesmo assim, os sete cultuados e mais -mulum. 5o candombl( os ori/*s são mais numerosos. Mas não entendo de candombl(, por isso não sei e/plicar. 'andombl( ( uma religião a ricana e a Umbanda ( autenticamente brasileira. 'ompletei. - Kaldomiro se deu por satis eito com o passeio pelo terreiro e com as e/plica18es.

1SE

sonhei que tinha morrido. 3 2im cumprir o prometido. rosto comprido e queimado pelo sol.1GF CAPITULO 2 ENCERRAMENTO Minha história acabou. Mas e/istem pessoas. C voc0? #/clamei. $iquei e/tasiadoP 3 Hoão @oiadeiro. !queles que. que amam a vida e não t0m medo de morrer. eu órico. levada lateralmente no ombro. a morteP ! morte ( a liberta1ão do esp)ritoP #stou convencido disso pelas minhas convic18es religiosas. vou escrevendo. na vila dos pretos3velhos. &enho que encerrar este livro. "into3me como o eloq?ente orador que não sabe como e quando deve encerrar seu discurso. &ra6er a liberdade que voc0 sempre reclama não ter conhecido. são os que t0m (P &enho um estilo. Respondeu alegremente. pacientemente. quando acordar. $i6 bem em ter ido dormir. enquanto penso. e empunhava um la1o de couro. $oi quando consegui ver meu acompanhante. muito embora esteja ciente dos ouvintes j* estarem cansados e aborrecidos. 'aminhava com algu(m ao meu lado. e/ibia um acão na cinta. 2ou desligar o computador e dormir. 9uem sabe. e não sei como a603lo. numa estrada de chão de terra. !o perceber que eu o en/ergava. mostrando um largo sorriso. por que nos causa tanto medo e qual a ra6ão do nosso so rimento. e 4 medida que )amos passando. mas lindas. Minha visão icou mais clara. amanhã. tra6ia uma lu6 repousante. tenha uma inspira1ão . &odas tinham uma *rea em rente. alegres e sorridentes. Um sol vermelho. atravessando os galhos das *rvores. com vasto bigode preto. #stava num lugarejo com casas humildes. e/plicou. carregando ao seu lado um ogoso cavalo branco. chegaram at( aqui. quando um ente querido desencarna? Por temer o desconhecido? 5ão acreditoP !cho que ( por amor 4 vida. onde eu me incluo. as pessoas nos saudavam. e um +mido ar nos aben1oava com uma brisa per umada. $oi assim. Mas se ela ( assim. "eu chap(u era preto. e tinha um len1o vermelho no pesco1o. 3 #stamos na aruanda. para corrigir depois. corpo orte. #ra um homem alto. 2estia bombachas. estão convidados para uma re le/ão. tinha uma capa preta. &ive um sonho lindoP #nvolvido que estava at( o par*gra o anterior. 1GF .

mas quem manda em mim ( o sol. e os reconheci imediatamente. 'ontava passagens de sua vida. . com os cabelos brancos e o rosto vincado. !mbos aparentavam avan1ada idade. . vi tr0s pessoas e um menino. o Pai ManecoP !lto e orte. a lua. 'onsegui balbuciar. #m volta de uma imensa ogueira.i6ia. o Pai Hoaquim e o Pai Nui6 vão se encarregar de te a6er mais humilde. Hoão @oiadeiro. v*rios ciganos cantavam e dan1avam alegres. mestre e amigo. o respeito aos animais e a idelidade ao patrão .1G1 Nembrei3me do Hoão @oiadeiro no terreiro. $alou o @oiadeiro. tanto na Umbanda como na quimbanda. 'ostumava di6er que ningu(m pode ser eli6 sem a ter liberdade. sempre estejados por seus eli6es e delicados moradores. 5ão consegui controlar minha emo1ão. $omos subindo a ladeira de terra. a crian1a da linha de 'osme e . -s outros dois j* tinham se levantado do banco. 2ivia no sul do @rasil. Um deles se levantou e veio em nossa dire1ão. #ra o Hoão6inho da Praia. #sclareceu o Pai Maneco. que tamb(m veio me receber. iniciou uma conversa1ão. % agradeci. e pude ver direito quem ele era. Minha emo1ão aumentava. 3 !qui te dei/o com o teu protetor. sempre ressaltando a liberdade. o vento. ! mim compete de dar a conscienti6a1ão. "ão meigos e demonstravam serem muito bondosos. icava violento e irritado. quando percebi sua camisa a6ul clara. 3 . Um era o Pai Nui6 de XangA e o outro o Pai Hoaquim de !ngola. o c(u dos esp)ritos da Umbanda. tamb(m negra. $oi quando o Pai Maneco. o amor pela nature6a. 5ão conseguia en/ergar direito. as cal1as brancas e dobradas na bainha. at( que ela terminou. era alegre e descontra)do. "entados num banco eito de tronco de *rvore. -uvi uma m+sica estiva.e mãos dadas com o Pai Maneco estava uma crian1a. 3 Meu protetor. #u estava realmente na aruanda. 3 #sta esta ( em tua homenagem.Hoão @oiadeiro te deu a liberdade. 3 Muito obrigado. $a6ia trabalhos maravilhosos. onde come1ava linda campina. e quando isto acontecia. percebendo o meu estado emocional. mas senti um amor muito grande por eles. !joelhado. mas o brilho dos seus olhos iluminaram minha alma. beijei suas mãos. com os cabelos raspados. mas não admitia ser desrespeitado. os campos e os rios. 2amos adiante. tenho patrão.amião.Pai Nui6 tirava ba oradas de seu cachimbo e o Pai Hoaquim de !ngola tinha entre os dedos um cigarro de palha. 1G1 . enquanto as l*grimas corriam em minha ace. #stou muito emocionado em poder alar consigo. desaparecendo imediatamente. a chuva.

2i dois )ndios. e os violinos silenciaram. vindo do meio da campina. 5asceu na Tungria. com a cabe1a e os dois bra1os para cima. todos calados. em apurado galope. 3 "ão animais? 3 "ão os elementais. #stava encantado com a alegria do povo cigano. Mntrigado. juntamente com os viol8es e os pandeiros. seu avA e todos os seus ancestrais eram ladr8es de cavalos. e por l* peregrinava. com os cabelos grisalhos. mas iquei quieto. 3 . "orriu e me abra1ou. Uma imensa mata estava 4 nossa rente.'igano oi a respons*vel pela harmonia da tua am)lia. uma ve6 que seu pai. com um colete preto todo en eitado. #/clamou. 3 .'igano Koisler gostava de contar estórias. #les pararam de dan1ar. 3 Meu amigo.'aboclo da 'achoeira e o 'aboclo Hunco 2erdeP #/clamei. . eu órico. pro issão que e/ercia com grande orgulho.Pai Maneco tratou de me tirar dali. perguntei ao Pai Maneco. 5ós and*vamos sem cansar. "ão especialistas em tra6er a elicidade para voc0s. mas agradecido dei/ava transparecer minha surpresa. o meu amigo 'igano Koisler. sempre ugindo de seus inimigos. mas a dist. . $oram gerados pela or1a da 5ature6a. montado em um cavalo negro.'aboclo da 'achoeira j* não mostrava o seu caracter)stico rosto sisudo e vincado. . H* não sentia ter morrido. -s lugares eram longe. $icamos observando. que bom voc0 estar aqui. 2ia pequenas criaturas correrem de um lado para outro. #u não alava nada. o Pai Maneco esclareceu. 5ós quatro icamos no meio da dan1a e da m+sica. desmontou e parou na minha rente. nem perguntei quem eram. principalmente relacionadas com roubos de cavalos. #ra deslumbrante e misteriosa. #nquanto caminh*vamos. estava cada ve6 mais vivo e esperto. os duendes. Pareciam serem pessoas anãs. #stava ainda muito embevecido com aquela situa1ão. ! roda dos ciganos oi abrindo e deu para deslumbrar. o competente che e de tribo. &rajava roupas discretas. Procurava ansioso. embora contra a minha vontade e a do cigano. $iquei con uso. pr)ncipes ou nobres. dando3me um orte abra1o. Parando seu corcel. . 5ão o encontrava dentre eles. 2ou roubar um cavalo de algu(m para podermos correr juntos nesta campina m*gica. esvoa1ando. ao contr*rio. % e/plicou. sem r(deas nem selas. os guardas dos reis.i6ia não entender porque era perseguido pela guarda real.1G= $iquei sem entender. o 'igano Koisler. sem nada di6er.ncia parecia curta. 5ão estava entendendo nada. !lguns eram esquisitos. sem cansa1o ou marca do tempo. 'laro. 1G= . que habitam as matas. "ão seres que nunca tiveram uma encarna1ão terrena.

escobri que ningu(m pode viver so6inho. #ra demais para mim. se apresentava com idade madura. corpulento. #ra muito ligado com o 'aboclo S $lechas e o 'aboclo &upinamb*. olhou i/amente para o rapa6 4 sua rente e perguntou3lhe o que queria.ncia da cor verde. embora tenha um corpo esguio. a vibra1ão do lugar icava intensa. 3 -:0 -d0. 5o terreiro. 'erta ve6 uma pessoa sentou3se 4 sua rente.1GB "eu orte abra1o elevou o meu esp)rito. pai3de3santoP 'laro. rigorosamente.. tinha um cora1ão imenso. 2i um outro )ndio sair da mata. . como poucos. Meu amargo cora1ão aumentava cada ve6 mais a m*goa que carregava. tudo que me estava acontecendo. "abia. Por v*rias mensagens dei/a claro ter vivido antes da invasão no @rasil. demonstrando ir embora. com invej*vel )sico. 5a verdade vinha lhe contar que ia sair da casa dos meus pais para viver so6inho. de seu honroso pai -/óssi. #ra desajeitado mas tinha um humor que a todos contagiava. o 'aboclo da 'achoeira oi contando sua vida. &erminando a história. 9uem se isola não consegue colher bons pensamentos. ! solidão oi minha companheira. "em nada perguntar. $oi o cl)ma/ da minha emo1ão.senhor veio me tra6er a alegria. e era capa6 de subir durante a gira. ! Magia da UmbandaP $alei ao Pai Maneco. "a) da tribo e ui viver so6inho.. pois desconhecia o espelho. . 'umpria todo o ritual da Umbanda. Minha casa icava * margem de um bonito rio. 5ós ainda vamos nos ver. se não lhe dispensassem respeito. 2i seu cocar longo. só podia ser o 'aboclo Hunco 2erde. e o saiote com a domin. C um legitimo representante da linha de XangA. #ra intransigente e embora aparentasse mau humor. não e/iste o amor. 3 LaA Labecille. 3 "alve meu Pai. #u sabia que ele viria. "eu cocar era de 1GB . 3 "em a alegria. marca dos che es. 'orpo enorme.'aboclo !:uan. $alou. Meus pensamentos giravam só pelas coisas que tinha dei/ado para tr*s. Mo1o.'aboclo da 'achoeira demonstra ter idade avan1ada. a6er seus consulentes elevarem suas vibra18es positivas. 3 #u era revoltado e não gostava dos meus semelhantes. 9uando descia no terreiro. 5ão pude agradecer ainda a linda mensagem que dei/ou na terra. -uvi uma vo6 atr*s de mim. 5ão dava para cuidar de tudo ao mesmo tempo. cabelo curto. . capa6 de se emocionar diante alguma triste6a dos seus ilhos da terra. . com cabelos longos. 3 5ada meu pai. consegui dei/ar escapar um cumprimento. ca)dos sobre os ombros. 3 9ue pena. seu senso de justi1a era dominante. !inda abra1ado com ele.

a6endo ecoar por toda mata o cumprimento de -gum. mostrando bel)ssimos cabelos castanhos e cacheados. Recuperando meu estado nervoso. "er* que depois de toda essa bele6a que assisti. o #/u &ranca Ruas das !lmas. estou eli6 por estar vivo. do que viver mortoP7 1GJ . !quilo me abalou. 3 #/u &ranca Ruas das !lmas. determinado a discutir e brigar com esse estranho. Minha cabe1a 6oava e minhas pernas bambeavam. e/ibindo os sapatos inos. e ningu(m estava ao meu lado. com as cal1as pretas. 5ão iria obedecer quem não conhe1o. 'omecei a entrar em p. 3 #st* esquecendo a tua am)lia? 2olte ao corpo e v* terminar a tua missão. Meu corpo tremia inteiro.Ho re 'abral e "ilva oi um advogado. por outro lado. di6endo. 7pre iro morrer vivo.1GJ penas brancas e vermelhas. !cordei.nico. olhos a6uis que mudava *s ve6es para o acin6entados. <arbosamente parou na minha rente. 3 !ntes quero ver voc0. "ou um ogum teimoso. empres*rio e presidente de v*rios clubes sociais. emitindo um som orte e poderoso. !o receber do seu m(dico orienta18es para cuidar da sua sa+de. "entenciou. !presentava s(rias les8es em seu cora1ão. Mas não ser* isso que nos acontece? ! vida não ( uma passagem reparadora do esp)rito. levantou os bra1os como todo poderoso guerreiro. e6 sua *guia voar. quando assistia um jogo de seu clube. inquei os p(s no chão. 3 "ou o teu equil)brio. que escolhi para encerrar minha história. dei/ou escapar uma rase. não quero mais voltar para a terra. ouvi uma vo6 irme. pois estava gostando do mundo paralelo. vestindo uma camisa de seda branca. 5ão me dei por vencido. H* não era n)tida a ilumina1ão. $oi quando me vi na beira de um pro undo buraco. que anima o corpo )sico. a causa de seu desencarne em pleno campo de utebol. 3 'hega de sonhosP 2olte 4 terra. Mas. 9uero icar aqui com voc0s. 9ue penaP 5ão queria voltar. !lto e orte. buscando a liberdade pela morte? . vou mergulhar no in erno? !ntes que isso acontecesse. gostei de morrer e ao mesmo tempo de estar vivo. 3 -gunh0P % gritou. de verni6. tra6endo em uma das mãos uma lan1a e no bra1o direito uma *guia. ele apareceu. 5ão obedeci. anunciando minha chegada. 'ontinuo contraditório.

GICA NEM TUDO < MAGIA TRANSFORMAÇ1O SEGUNDA PARTE CAPITULO 9E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 3E CAPÍTULO 4E CAPÍTULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPÍTULO 9:E CAPITULO 99E CAPITULO 92E CAPITULO 93E CAPITULO 94E CAPITULO 90E CAPITULO92E CAPITULO 94F CAPITULO 96F CAPITULO 98E CAPÍTULO 2:E CAPITULO 29E CAPÍTULO 22E CAPITULO 23E CAPITULO 24E CAPÍTULO 20E CAPITULO 22 E CAPITULO 24E CAPITULO 26E CAPITULO 28E CAPÍTULO 3:E CAPÍTULO 39E CAPITULO 32E CAPITULO 33E CAPITULO 34E CAPITULO 30E CAPÍTULO 32E A UM7ANDA SE DEUS ME DESSE=== A DANÇA DIFERENÇAS O ESPEL3O TERCEIRA ENERGIA INCORPORAÇ>ES O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO MIN3A DECIS1O A FRUTA SOU UM PAI?DE?SANTO PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACI DE AOLTA CA7OCLO AKUAN DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM AN@O DA GUARDA CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN EAOLUIR PELA CIBNCIA ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS DUAIDAS DOS MEDIUNS NOME DOS ESPÍRITOS CONAERSA COM PAI?DE?SANTO A F< DA CARMEM SILAIA CRIANDO MONSTROS MAC3ISMO NA UM7ANDA PROAA INCONTESTÁAEL UMA OFERTA AO ESPÍRITO OS ANIMAIS TBM ALMA? SINAL DA AELA MAGIA DAS AELAS O ANGOLANO PAI MANECO A DOR N1O TEM PAR5METRO O PAI MANECO E O RELOGIO ENERGIA PURA AS CRIANÇAS NA UM7ANDA TERCEIRA PARTE CAPITULO 9E CAPITULO 2 E CAPÍTULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 4E QUARTA PARTE CAPITULO 9 CAPITULO 2 E TERREIRO ENCERRAMENTO QUIM7ANDA O NOME TRANCA?RUAS UM CASO QUE N1O < PARA EDU CONSULTAS DOS EDUS ESPÍRITO N1O 7RINCA O FONSECA O MONTE DOS DROGADOS 1GO .1GO PREFÁCIO MAGIA DA UM7ANDA QUEM SOU EU? PRIMEIRA PARTE CAPITULO I E CAPITULO 2E CAPITULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPITULO 9:E CAPITULO 99 CAPITULO 92E TUDO COMEÇOU INÍCIO COMO PERDI O MEDO GRUPO KARDECISTA REENCARNAÇ1O SON3O SESS5O DO COPO O7SESS1O TROCA DE ENERGIA CRIANDO A L.

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