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GRIFOS DO PASSADO

NOTA DO AUTOR

Resolvi escrever um livro sobre a minha religião, a Umbanda. Mas para quem o dirijo? Para os entendidos, aos neó itos, ou aos iniciantes? !os membros da minha corrente da "ociedade #spiritualista #dmundo Rodrigues $erro % o &erreiro do Pai Maneco ou aos espiritualistas? ! quem? 'omo ( di )cil escrever um livro, considerando que no pre *cio j* estou em d+vida. Resolvi, vou escrever para mim e para quem quiser ler, seja ele quem or. tema j* escolhi, só alta o estilo. .evo alar dos ori/*s, das linhas, das correspond0ncias, dos n+meros de esp)ritos e/istentes, do bem e do mal, do grande engano do e/u sórdido, ou do e/u bom e correto que conhe1o? 2ou descrever a imagin*ria e complicada Umbanda esot(rica, ou a Umbanda que pratico e amo? - que devo escrever sobre as correspond0ncias entre as v*rias alanges, das linhas da Umbanda pregadas pelos autores, a do ori/* maior e ori/* menor, alanges superiores e sub3 alanges? -u devo me limitar aos undamentos da Umbanda simples praticada pelo povo? 2ou me dirigir 4 elite ou 4 massa? 5ão posso me contradi6er, se vou escrever para mim, tenho que me dirigir a quem perten1o e gosto, 4s massas. "entado no computador, criei uma tecla imagin*ria, 7deletar o que os outros di6em7. 5ão hesitei, acionando este adequado recurso. "ó vou depender de mim, e da minha cumplicidade com os esp)ritos. 'onto minha vida espiritual, do meu jeito, as coisas tristes e as alegres, alo muito das entidades com quem trabalho e por isso as conhe1o. "uas histórias, comportamentos e atua18es são iguais 4s de todas as outras entidades. 9uando eu mencionar o nome do 'aboclo !:uan, entendam qualquer caboclo dirigente de trabalho, e quando mencionar o do Pai Maneco, alo de todos os pretos3velho que trabalham na Umbanda. 'ada esp)rito que mencionar, troque o nome pelo de sua entidade, e tenha certe6a, ele ser* igual. #stou contando, desde minha in ;ncia, a passagem na linha :ardecista, at( ser eito pai3de3santo na Umbanda. # conto com idelidade os meus sentimentos e o que os esp)ritos me ensinaram. 9ue -/al* nos !be1oe $ernando M. <uimarães

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PREFÁCIO Redigir o pre *cio de um livro gera imenso pra6er ao mesmo tempo em que e/ige uma grande dose de responsabilidade. 9uando o assunto em pauta nos ( amiliar, esta tare a ( ainda mais *rdua, pois não temos um olhar su icientemente neutro para uma abordagem objetiva. 5ada , por(m, ( tão grati icante quanto compartilhar uma pai/ão e, lisonjeada, tento me colocar 4 altura de tal empreendimento. #ste livro nasceu de um grande amor pela religião escolhida> ( um depoimento genu)no de $ernando <uimarães, cuja amiliaridade com o mundo das letras vem da in ;ncia, e cujo apre1o pela espiritualidade ( amplamente reconhecido. <ri os do Passado vem suprir uma lacuna, organi6ando os princ)pios seguidos no &erreiro do Pai Maneco de modo claro e inequ)voco. #scrito numa linguagem coloquial e sem os e/cessos de did*tica que poderiam tornar a leitura en adonha, o livro ( ormado por pequenos contos, numa seq?0ncia din;mica de e/peri0ncias que envolvem, ensinam e, muitas ve6es, divertem. .evemos pontuar, entretanto, que a intencional acilidade da leitura, condu6ida com sabedoria pelo autor, comporta conceitos ilosó icos de uma pro undidade )mpar. !o leitor atento, que sonhou com um livro simples, por(m pro undo, que ale da necessidade da ousadia sem perder de vista a import;ncia da disciplina, aqui est*, inalmente, uma li1ão de vida, as histórias de Pai $ernando de -gum, nosso querido @abalaA. 'ristina Mendes

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QUEM SOU EU? 'omo sempre a1o, iquei parado na rente do cong* em busca de uma inspira1ão para dar in)cio a mais uma gira de Umbanda. C o momento da minha re le/ão, em que limpo todas as minhas ma6elas materiais. 'omecei pedindo perdão pelos meus erros do dia, quando me lembrei das palavras do Pai Maneco, 7perdão não se pede, conquista3se...7 Meu pensamento oi longe. &enho tantos pecados. "er* que um dia poderei merecer a alegria de ver conquistado o perdão de todos os meus erros? - &erreiro de Umbanda Pai Maneco abriga mais de tre6entos m(diuns, al(m de reunir, em suas giras quatrocentas pessoas na assist0ncia. &em sede própria, arrojada constru1ão e ótima locali6a1ão. #u sou o pai3de3santo, o dirigente, aquele que est* sempre com a +ltima palavra. ! m+sica ( re inada, atraindo alguns m+sicos pro issionais, o que torna nossas giras um encontro cultural. 2*rios pontos cantados nasceram dentro do terreiro. C grande, com bom conceito, e muitas pessoas v0m de longe só para serem atendidas com uma consulta. ! casa tem r)gidos princ)pios morais e ilosó icos. 'onsidero3me um pai3de3santo pol0mico, com teorias inovadoras, 4s ve6es contr*rias 4 pr*tica comum da Umbanda, mas, parado/almente, sou preso 4 história. 5ão ujo da tradi1ão da Umbanda no @rasil. C a nossa religião, a +nica brasileira, o iciali6ada por D(lio de Moraes em 1EFG no Rio de Haneiro. 5ão quero incorrer no erro de enterrar comigo a e/peri0ncia de uma vida. 9uando os jovens me pedem a indica1ão de livros que ensinam a Umbanda, não sei o que di6er. !s obras não são claras, e estão al(m da compreensão popular, talve6 por não serem psicogra adas, mas escritas dentro dos conceitos de cada autor, quase sempre divergentes. 5ão vou ugir 4 regra, mas estou convicto que meus conhecimentos oram transmitidos pelas entidades. -uso me antasiar de escritor, mas quando me or, terei dei/ado impressa minha história, aquela que norteia minha vida, com a ressalva de que hoje o que creio e ensino poder* amanhã ser modi icado perante o surgimento de verdades mais verdadeiras. Is ve6es me pergunto, quem sou eu? "ou ainda aquele menino medroso, talve6 o entusiasmado :ardecista contra rituais, ou o j* velho pai3de3santo, cheio de ( e e/peri0ncia? "erei uma mistura de tudo? Hoguei ora minha inoc0ncia, meus medos, minha arrog;ncia, minha humildade, meu ódio ou meu amor? <osto de modi icar, por ser inovador, ou gosto de ser pol0mico, para ser incomum? "ou bom, ou sou ruim? ! inal, quem sou eu? 5ingu(m pode saber, apenas eu mesmo, sou um velho cheio de juventude, uma pessoa alegre cheia de triste6as, uma mistura do bom e do ruim. $iltro o que ou1o, para não me con undir, e olho tudo para aprender. 5ão julgo ningu(m, e não ligo se me julgarem. ! cr)tica ou o elogio não me a etam. <osto de amar, mas não ligo se não me amarem. #u sou um homem humilde e um vaidoso pai3de3santo, em busca da liberdade, a +nica coisa que ainda não conhe1o... Rememoro minha in ;ncia, come1o desta história.

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5ada icou registrado. parecia petri icado. N)vido. neste quarto. . brinc*vamos e t)nhamos nossas coisas. ou talve6 menos. dependendo de nossas observa18es e dedica1ão ao seu desenvolvimento. olhei para ele. j* que ui perseguido por ele em toda minha in . 'oincidentemente. e/ceto na minha apavorada memória. chorando. de tanto que me impressionou. o )sico e o espiritual. da vid0ncia. #la não tem data para se mani estar.ncia. o Nevorato. o esp)rito cigano com o qual trabalho. no estilo da pintura cl*ssica do s(culo passado. $oi quando os vidros come1aram a voar contra as paredes. embora ningu(m tivesse percebido. 9uando comecei a balbuciar minhas primeiras palavras. disse chamar3se Koisler. sentada em cima do muro.J PRIMEIRA PARTE CAPITULO I TUDO COMEÇOU ! mediunidade ( a sensibilidade de perceber e ouvir os esp)ritos. Mas do espirito? #le era algu(m? 9uando tinha on6e anos meu pai morreu. crian1as. 9uem a desenvolve. que o medo do sobrenatural come1ou a tomar conta de mim. &odos nós a possu)mos em maior ou menor intensidade. olhando3me e esbo1ando um largo sorriso. Pela primeira ve6 o vi sem as sardas. # não havia como modi ic*3lo.vestido parecia de veludo e seus louros cabelos eram cacheados. #u. balan1ando in antilmente suas pernas.medo. @rincava. "ua mani esta1ão di ere bastante. 5o meu caso. tendo os m(diuns a caracter)stica da intui1ão. !quele homem. corri para dentro da casa. quando. era ruivo e sardento. não era meu pai. olhando3me i/amente. #ntrei em desespero e. &alve6 esta seja a mais remota imagem que me recordo. $iquei meses sem entrar no maldito e assombrado quarto. Mas se ( Lotich:a. mani estou3se cedo. no momento de echar o cai/ão. . estava uma menina. 5o undo da minha casa havia uma constru1ão de madeira. da clarivid0ncia e a capacidade de incorporar esp)ritos e outras tantas ormas que impressionam nossos sentidos. Meu amigo. "a)mos em disparada. e/atamente ali. Por que a6em isso com as crian1as? 'resci atormentado com este remorso. #ra tradi1ão na (poca. não sei. cheia de bonitos vidros de per umes. para adotar o de Koisler Lotich:a. repentinamente ele estremeceu por inteiro. gelado e assustador. chocavam pelas enormes listas pretas e brancas. #ra um de unto. com meia3cal1a. &inha uns tr0s anos de idade. escondido. $oi ali. junto com um amigo. quando deu seu nome. de dois andares. me aterrori6ava. serve de intermedi*rio aos mundos paralelos. "uas roupas não eram daquela (poca. da audi1ão. os ilhos beijarem sua ace. e um dos quartos era o lugar onde nós. "a) pela porta dos undos que dava para o antigo quintal e. 5unca me acovardei diante de nada e de ningu(m. recusava o nome de batismo. no pomposo cai/ão. J . !ssustado. neguei o ósculo. Mmprovisei uma arm*cia de mentira. segundo contam meus amiliares. outra ve6 o medo.

oi mãe de uma daquelas mulheres e assombrava a casa. 2oltando o olhar. !ssim oi minha adolesc0ncia. ajud*vamos na pagina1ão e impressão. cheia de barulhos estranhos. gritos e correrias. em troca. segundo disse a dona do lupanar. e prontoP C tudo bobagemP 'om os cabelos cheios de brilhantina. assombrou a casa e a mim. Meu sócio e eu escrev)amos. o medo. bordel só abre 4 noite. entre os treinadores. ( que tinha aparecido o esp)rito da velha de verde. al(m de angariarmos os an+ncios e ainda cobr*3los.medo não me largava. percebi movimento de policiais dando as amosas batidas. cabelos brancos e roupas esquisitas. 3 . #ra assim. discutia sobre esp)ritos com o . jóqueis e cavalari1os. #nquanto ele ardorosamente tentava me convencer da e/ist0ncia do sobrenatural. era um dos sócios de uma quase alida revista especiali6ada em tur e.ilson. Pela minha idade achei prudente não me e/por aos policiais e permaneci dentro do carro. um vem provar para o outro. na tentativa de a astar esse terr)vel inimigo. meu sócio entrou no carro e partiu rapidamente. tomando um u)sque em casa noturna. 'omo toda revista vive de propaganda. terno impec*vel e gravata borboleta. a6ia ca1oada e o chamava de an*tico louco. nem para cobrar o an+ncio. bem penteado e lambido. que. eu. mas ela havia desaparecido. 3 5ão 3 retrucou o . logo que chegamos 4 casa. esp)rito não e/iste. que o esp)rito realmente sobrevive 4 morte. . #stranhei a igura.medo continuava meu parceiro.O !pesar de ter apenas tre6e anos. e quando me preparava para descer o vidro. nome antasia por nós escolhido.ilson. muito embora eu corresse v*rias ben6edeiras e sortistas. # na data predeterminada para o pagamento do an+ncio. um amigo que a6ia parte de um centro esp)rita. Paguei a conta e ui embora. - O . tudo arra e nenhum compromisso s(rio. -s cavalos me ascinavam. 'hegando em casa hoje mesmo. uma p*gina nobre divulgava a e/ist0ncia de chique casa de pra6eres. com desmaios. pensei. onde dominava a cor verde garra a. -uvi algu(m bater no vidro da janela.ilson. quis atender a estranha velha. Hurei nunca mais pisar naquele lugar. Procurei a6er em mim mesmo uma lavagem cerebral. bastante contrariado. . enquanto me contava assustado a causa do reboli1o das mundanas. para encobrir o amoso bordel da (poca. @em. minha aten1ão oi desviada para grande movimenta1ão das mulheres que trabalhavam na casa. Pensei um pouco. embora com apenas quin6e anos de idade. se aparecer algum esp)rito na minha casa. vamos combinar. e o ambiente das corridas era onde convivia. e o antasma do medo voltou. 'laro. quando um de nós morrer. 5ão entendendo nada. vis8es e sonhos assustadores. chamada 7"tar7.egante. . vou a6er uma sessão e pedir para que algum esp)rito v* te provar que ele e/iste. vi uma velha. cuid*vamos da reda1ão. 3 &e aviso 3 respondi seco e irme. suma da cidade porque vou te cobrir de pau.

uma tia muito querida. 'omprei o terceiro. ao acordar.ilson. $iquei intrigado. as batidas do sininho do sacristão anunciando o inal da missa. Mas num daqueles domingos um padre novo na igreja e6 um sermão que me ascinou. sem eu saber do que. o . Ni 4 noite. ! insist0ncia dos enAmenos na minha vida cotidiana. e por ser noite quente. e at( hoje vivo.e ato. não sei porque. arrisquei mais um olhar. #ntrei em desespero. #le di6ia que o espiritismo era uma mentira. H* queria ir a missa só para ouvir o padre alar das bobagens do espiritismo. comprei o mesmo livro. quando terminei a leitura do amoso livro do mestre !llan Lardec. #la recomendou eu ler alguns livros esp)ritas. ou seja l* o que osse. ansioso.esp)rito jamais poderia se mani estar na mat(ria. $iquei seu ã. li alguns cap)tulos do meu herói. #ntreguei3me e comprei o Nivro dos #sp)ritos. 'on essei minha disposi1ão 4 . Is ve6es arriscava olhar. em p(. #stava perdendo o medo. 5o dia seguinte. suava bastante. dormi de lu6 acesa e pedia a . ine/plicavelmente. 'on esso que. Repetiu3se o enAmeno. acordei e vi no canto do meu quarto a minha avó. tenho um recado.esapareceu o livro. 9uando percebi a lu6 do sol. Passei a ser menos radical. . #stava di erente da +ltima ve6 que a vi. e pela terceira ve6. Um rio percorreu minha espinha. com um ramo de lores no bra1o. esp)rita convicta e req?entadora de sess8es medi+nicas. Meses depois. o cora1ão bateu mais depressa e o medo voltou com toda or1a. 4 noite. ! igreja era lugar onde ia namorar a Redda. !chei demais. enquanto esperava.e manhã. em um acidente automobil)stico. pronta para ser enterrada. ele desapareceu. Resolvi me entregar. durante muito tempo. disse que ia aparecer para voc0. cheia de mist(rio 3 $ernando. ao abrir a gaveta do arm*rio onde guardava minhas camisas.ag. &ua avó.ilson esquecer nosso trato. mas teimoso como sou. tornei3me adepto do espiritismo. 3 ! e/peri0ncia ser* o meu aprendi6ado. me aria desistir de ler o que eu queria. . e63me tomar uma decisão. numa invej*vel parceria de amor e respeito. pela segunda ve6. por absoluto desconhecimento do ritual católico. #scondi3me embai/o das cobertas. provando ser tudo uma antasia do homem e o que parecia ser sobrenatural. $oi quando. admitindo e/istir o esp)rito e sua mani esta1ão na mat(ria. na sessão. . como de h*bito. mas nenhum esp)rito. #la tinha ido embora. &ive um in)cio na religião. com quem me casei. e que não iria ler nenhum livro esp)rita. principalmente os b*sicos do !llan Lardec. 9uase ui 4 loucura. #ra coincid0ncia demais. no cai/ão. numa madrugada. encontrei a . ritual que a6ia diariamente. # contava histórias. Q . #/pliquei a ela que eu era ã dos livros policiais do "hell "cott.ag. o livro tinha sumido da mesinha de cabeceira. $iquei entusiasmado. ca1oei. $alou. sorrindo docemente para mim. 9uis acreditar ter sido um pesadelo.Q ! atalidade ( madrasta. em cima das roupas estavam os tr0s livros misteriosamente desaparecidos.eus a6er o . # a velha ainda estava l*. &odos re6avam e eu apenas imitava seus gestos.ias depois. perdeu sua jovem vida. . . sorrindo. sempre tinha uma e/plica1ão lógica e bem natural.

como echar uma janela. ele incorporou. !lugar uma casa? C para isso que descem as entidades? "er* esta a tão alada caridade espiritual? #nquanto remo)a meus pensamentos. atr*s do enAmeno.a) a req?entar rodas e reuni8es de paranormais. <ostava de captar o pensamento das pessoas. Percebi ser uma verdade incontest*vel o dom)nio do pensamento. Passei a prestar aten1ão nas m)nimas ocorr0ncias que pudessem ser imput*veis 4s or1as não esclarecidas pela ci0ncia comum. mostrando aos outros. voc0 est* vendo coisas estranhas. #stava e/citado. e deseja a tudo mecês muito amor e pa6. mas nada acrescentou ao meu julgamento. emitindo alguns sons estranhos. corria onde podia. Meu vi6inho. outros de canoa. osse atrav(s do jogo de cartas at( a imposi1ão de minha vontade sobre as pessoas atrav(s do pensamento. !pós as prepara18es e concentra18es. Mas no im. Mas saiba. meus ilhos. l* atr*s.S CAPITULO 2 INÍCIO !ceitando o espiritismo como verdade. . #le me convidou para ir assisti em sua casa uma sessão esp)rita. ! entidade pediu a chave da casa que ela queria alugar. o Kaldemar $oester. a inal ia participar. pela primeira ve6. projetando um desejo sobre outra pessoa. 3 2ai dar tudo certo.véio vai imbora. 3 . . com toda a vontade. e isto acontecia. e andando como um velhinho. ui interpelado pelo esp)rito. sentou3se no meio da sala. 3Meu ilho. S . e a ben6eu com a ponta dos velhos dedos do m(dium. na sala escura. sair a)sca quando passava o pente varias ve6es no cabelo e o encostava na minha mão. 3 disse 4 ansiosa mulher. de uma reunião com os mortos. oi um passo. !s pessoas o tratavam com muito respeito e carinho. que determinada pessoa i6esse algo. era um homem de idade madura e reconhecidamente um m(dium receptivo. 9ueria ver. !chei bonita a orma carinhosa do esp)rito conversar comigo. meu ilho. #u. outros com essas m*quinas de voc0s.ivertia3me. Uma senhora pediu ao esp)rito incorporado ajuda para ela alugar uma casa de sua propriedade. que cada um viaja como pode. sentir e ter contato com as entidades. Is ve6es desejava. Msto só iria entender anos depois. Uns vão andando a p(. observava atentamente. ! telepatia era minha pr*tica pre erida. est* o lugar onde todos devem chegar. !chei estranho aquele pedido. minha ilha.

perdi a alian1a e não tenho mais cabelos. 3$ernando. aguardando a continuidade da conversa1ão. moldagem de mãos em para ina derretida e materiali6a18es dos esp)ritos. ainda na barriga das mães. . o . undador da "ociedade @rasileira de #studos #sp)ritas. era um homem casado. como vai? . Mas as antigas e/peri0ncias me levaram a crer nesta positiva ci0ncia dos p0ndulos.pólo negativo e o positivo eram sinali6ados atrav(s do p0ndulo por mim improvisado com a minha alian1a de ouro amarrada em um io de cabelo. um dos esp)ritos mani estantes incorporou no Mauri e alou. 9uando podia. H* h* alguns anos dei/ei de a6er os testes por tr0s ortes motivos. oram admir*veis mestres que me iniciaram no espiritismo.medo ainda era meu insepar*vel companheiro. 3"ou eu. Passei a revelar o se/o dos beb0s. mat(ria de uma de suas obras. Praticamente outra dimensão. H* conhecia o Tercilio Maes. demonstrando muita calma e pa6 interior. 5uma delas. $iquei com medo. . . Pai Hoaquim? 5ão deveria ser irmão Hoaquim. #le di6ia que em Marte a vida era di erente da nossa. G .esp)rito e/isteP % in ormou. $a6ia trans igura18es. pai de um robusto menino. &rans igura1ão era um tipo de trabalho muito interessante. a entidade. ! inal j* tinha vinte e um anos de idade.ncia na minha vida pessoal. a modernidade da ecogra ia. # oi assim que assisti a primeira incorpora1ão de um esp)rito em um m(dium. que antecipa o se/o dos etos.isse. at( hoje seu presidente.G 3Muito obrigado. $ernando.Tercilio receitava homeopatia atrav(s da radiestesia. Nevei um susto. . dotado de uma simpatia irradiante e convicto das coisas que ensinava. tanto o Kaldemar $oester como o Tercilio Maes. quase sempre amiliares dos presentes. andava com uma orquilha de aroeira ou pessegueiro na mão. como todos di6em?3 pensava comigo. mas j* não era tanto. tanto que escreveu v*rias obras esp)ritas e psicogra adas pelo esp)rito do Mestre Ramatis. Mnteressei3me pelo assunto. . #le pregava a e/ist0ncia de vida no planeta Marte. um e/traordin*rio m(dium. !mbos. #ntrei no grupo esp)rita dirigido pelo Mauri Rodrigues. # descobria. disse a esposa do Kaldemar. muito embora não tenha isso a m)nima import. 'onsidero o Mauri o m(dium de e eitos )sicos mais e/traordin*rio que conheci. $iquei ansioso. $iquei pronto para participar ativamente das sess8es esp)ritas.Mauri icava na rente da assist0ncia incorporando v*rios esp)ritos.ilsonP vim cumprir o nosso combinado. descobrindo len1óis de *gua. Pai Hoaquim. muito apreciada pelo p+blico do ramo. !chava ótimo. #stou aguardando ainda as pesquisas espaciais para con erir.

sei l* o que mais.E 5ão deu para segurar. E ... 3 !inda bem que minhas preces oram atendidas e voc0 demorou para a6er isso. admirado. Mndelicada. desaba ei. mas amorosamente. empolgado. $iquei emocionado.

do corpo inteiro. !pós o auditório havia outra sala. "eu rosto estava vermelho e seus l*bios inchados. !ssisti v*rios trabalhos deste tipo reali6ados por esse di erenciado m(dium e. ou apenas um rosto ou outro membro qualquer. onde estava a cabina de materiali6a1ão. eles oram maravilhosos e dei/aram marcas inesquec)veis na minha jornada dentro do espiritismo. #/plicando a necessidade da escuridão absoluta para esse tipo de trabalho. sem nenhuma lu6. $omos ao centro esp)rita. MaurU Rodrigues da 'ru6 ( um deles. o que acalmaria as inconveni0ncias causadas pela sua mediunidade. apagou a lu6.urante um trabalho de materiali6a1ão. com dois andares.que amparava meu medo era que o MaurU estava comigo. "ente3se na cama. entidade diretora dos trabalhos de e eitos )sicos. ou seja. e ique aguardando.enAmeno da materiali6a1ão do esp)rito. echou a porta e oi para o auditório.que estou a6endo aqui? . . principalmente um deles que elegi como o mais terr)vel e assustador. o qual deveria ser e/pelido por um trabalho de materiali6a1ão. 2ou levar o m(dium para a cabina da materiali6a18es. &rabalhava normalmente nos meus a a6eres pro issionais. consequentemente. era o e/cesso de ectoplasma que acumulava em seu corpo. segundo e/plicou. na parte dos undos. com uma cama. o quarto do MaurU. 5ão tenha medo. cheios de a tas. Pediu3me para ajud*3lo a a6er um trabalho imediatamente. -uvi os seus passos caminhando pesadamente no piso levando o MaurU. irmão $ernando % cumprimentou. vis)vel a qualquer um. ica envolvido na densidade do ectoplasma. cAmodo e um guarda3roupas. C quando ele toma orma densa. pois ele % o rosto. . #ra uma casa de madeira.1F CAPITULO 3 COMO PERDI O MEDO . ( a maior prova da sua e/ist0ncia. $iquei meio descon iado. atrav(s do ectoplasma do m(dium. "eu quarto era simples. quando recebi a visita do MaurU. Mnteressante que ela pode ser parcial ou total. Poucos são os paranormais com esta aculdade de produ6ir ectoplasma su iciente para trans ormar uma energia espiritual em mat(ria. tornando3se mat(ria e.eterminou. "ua doen1a. . 5a parte da rente icava um auditório. ! lenda do len1ol que cobre o antasma nasceu com a materiali6a1ão do rosto do esp)rito. 3"alve. carinhosamente. . uma con ort*vel poltrona. cercada por grossa cortina de veludo escuro. embora impressionantes. pois nunca tinha participado tão diretamente de um trabalho de e eitos )sicos. $echamos todas as janelas e as vedamos com um pano preto para haver absoluta escuridão. independente de vid0ncia medi+nica. o m(dium doador do ectoplasma deve icar no escuro. semelhante a um len1ol branco. 'om a lu6 acesa incorporou o esp)rito do irmão !ntonio <rim.esp)rito se materiali6a.cara ( loucoP .que pensa que sou? Meus pensamentos estavam 1F . $oi nele que iniciamos o trabalho. 2alha3me HesusP . $iquei nervoso pois estava so6inho no quarto escuro. uma ante3sala e inalmente.

5aquele dia. como ainda devoto. socorroP Um compartimento no segundo andar de uma casa de madeira. -uvi algu(m correr pelo quarto de um lado para outro. $oi uma e/peri0ncia assustadora. Re6ava. sei l* de quantos anos. Pai 5osso. o meu maior respeito por todas elas. "enti seu ba o. com massa corpórea. . e repetia. venha depressaP $oi um al)vio.evotava.irmão !ntonio <rim. e/alando um cheiro orte e a6edo. 11 . Hesus. . . parou na minha rente. e se dando ao lu/o ainda.. 2oltou o MaurU sobre o qual descarreguei toda minha ira e custei a perceber que j* não tinha as a tas. olhou3me e perguntou. com assoalho de madeira e paredes tamb(m de madeira. repetiu3se e o quarto icou silencioso. de assoprar meu rosto e bater em minha cabe1a. berrei. 3Mrmão $ernando. acendeu a lu6. H* que Hesus não me ouvia. Mas não naquele dia. 3 .mesmo barulho que ouvi no come1o. quando passava pela minha rente. $oi quando ouvi um tipo de pequena e/plosão.11 direcionados para esta linha na tentativa talve6 de esconder o medo. perdi totalmente o medo dos esp)ritos. 5ão em pensamento..e repente. despediu3se. Respondi grosseiramente. abriu a porta . correndo e se atirando. ora numa parede. !ntonio <rim. #m vo6 alta mesmo. icou com medo? 5unca ui grosseiro com as entidades.que o senhor acha? 'om a mesma pa6 que chegou. esbo1ando leve sorriso. acilita para se ouvir o esp)rito materiali6ado. "entou3se ao meu lado na cama. ora noutra. . $iquei apavorado. voltando do cAmodo onde oi no in)cio. aquela t)pica alma do outro mundo.

pela minha própria vontade. todos nós temos necessidade de uma religião. dei/ei minha mão correr. desde a simples mani esta1ão do esp)rito incorporado. era su iciente saber que a aura ( o conjunto ormado pela mat(ria. saber apreciar a sua bele6a e sentir seu per ume. a aura. $oi uma mensagem trivial. dedicado estudo do espiritismo e a intera1ão teórica e pr*tica com personalidades reconhecidamente cultas da religião trou/eram3me um bom conhecimento do mundo espiritual. tomando o cuidado com as que ogem dos princ)pios do amor e da caridade. 5ão tinha mais d+vidas que iria continuar trilhando uma religião. a esp)rita.ivindade. -s praticantes da Umbanda. Mnverti o sentido desta rase. !pesar do meu temperamento de não hesitar. sempre atra)do pelo desa io de me con rontar com o desconhecido. a astado de qualquer compromisso religioso.eus ( 2erdade7. e quando. e nunca pela vo6 direta da . 'ada um de nós deve se encai/ar naquela que mais lhe agrada. como e onde ele pode prejudicar ou bene iciar a mediunidade. todos meus amigos. como a t(cnica da proje1ão astral. 7entre tantas coisas. at( o entendimento claro da onte e a causa de todos os desequil)brios da mediunidade. a astrologia. iquei em d+vida para dar resposta ao convite. o duplo et(reo. com a consci0ncia de serem todas imper eitas. buscarem novos aprendi6ados em cultos e ci0ncias di erentes. senti a presen1a de uma entidade amiga.1= GRUPO KARDECISTA CAPITULO 4 Um novo grupo de trabalho estava se ormando. 5ão me interessava decorar os nomes. participei de interessantes trabalhos. e descobri que todos nós sabemos e di6emos que todas as religi8es são boas. não cabendo a nenhuma o rótulo da 2erdade. sequiosos de conhecimentos de outras religi8es. #nquanto estive trabalhando com esse grupo. 'om l*pis e papel na mesa. onde pude colher esclarecimentos que hoje ormam a minha base como m(dium integrante da Umbanda. por chegarem a nós atrav(s da palavra de um encarnado. Minha vontade era ser um espiritualista independente. mas poucos na linha :ardecista. Huntei3me ao novo grupo. e como aprendi a respeitar os sinais dos esp)ritos. !cho mais importante que conhecer a parte cient) ica de uma lor. @usquei o contato atrav(s da psicogra ia. Para mim. a cabala. no qual iquei vinte e cinco anos. a regressão das vidas passadas e outras tantas e/istentes por a). só . não era pro undo e t(cnico> era mais voltado para o sentido pr*tico. o perisp)rito e o esp)rito. como eu e outros tantos. ui buscar o que havia por tr*s dela. so6inho e pensativo. cores e un18es dos chacras. !chei o te/to muito simples. aqui no mundo material. 1= . &ornou3se cristalina a mensagem. Recolhido em minha sala. Meu conhecimento. &enho visto os umbandistas. e eu a6ia parte dos planos dos undadores. todas as religi8es são imper eitas.

ou seja. um m(dium estendia seus dedos contra os do doente. e abra1ar uma *rvore. !trav(s de passes.que o a ligia era uma rinite crAnica. renovando as cargas acumuladas e que não puderam ser descarregadas pelo isolamento da borracha. sugava toda energia de seu corpo )sico. sem renova1ão. Percebi. 5ão devemos esquecer que o semelhante atrai o semelhante. procurou nosso centro. 'omo os passes magn(ticos não surtiram os e eitos que prev)amos. intuitivamente. de uns vinte anos. na relva +mida. mudamos o tratamento. eito com sangue de animal. atraindo para si toda a energia do sangue. resultado de um anterior e mal sucedido trabalho de magia. um pensamento negativo.ncia no desenvolvimento medi+nico nos terreiros da Umbanda. parecendo um osso. e a da Umbanda e/ercita e ensina a incorpora1ão plena e a manipula1ão dos elementos naturais. #ram de borracha. Forma p !"am !#o ma# r$a%$&a'a Um rapa6. ! linha :ardecista desperta a sensibilidade )ntima. e terminada a limpe6a de seu perispirito. assisti a trabalhos interessantes. . 5a passagem :ardecista. por sua ve6. originada e criada pelo próprio paciente. seu estado estava se agravando. descal1a. as energias circulavam em seu perispirito. sempre que poss)vel. atrai energias negativas. Pedi para ver a sola de seus sapatos. #sta ( a t)pica orma do pensamento materiali6ado no perisp)rito. cavalo da Umbanda ( treinado para incorporar o esp)rito enquanto o m(dium :ardecista desperta o seu interior espiritual. isto para impregnar seu perisp)rito com as energias naturais. sabem de sua import. que em seu nari6 estava locali6ada uma massa. A)ra ")*a +om "a!() Um homem acometido por uma orte anemia. não apresentava nenhum tipo de rea1ão. 5o caso. $oi surpreendente o resultado. !contecia o seguinte. não havendo nenhuma atua1ão de esp)ritos obsessores. apesar de estar tendo toda a assist0ncia m(dica.1B que tiveram uma passagem no espiritismo tradicional desta linha. um material sabidamente isolante energ(tico. essa massa oi se diluindo at( se trans ormar em uma esp(cie de liquido. Mntuitivamente percebemos que o seu perisp)rito estava com uma cor avermelhada. atrav(s de pensamentos negativos. tendo sarado de todo seu mal estar. sem solu1ão da medicina terrena. desaparecendo completamente. tendo ela me a irmado usar sempre este tipo de cal1ado. - 1B . !o contr*rio. #le oi in ormado por outros m(diuns que estava sendo obsidiado por um esp)rito maligno. a energia do sangue oi sugada por seu perisp)rito que. Recomendei3lhe andar. com arrepios e mal estar permanente. previamente sacri icado para esse im. E! r($a $!# rromp$'a Uma mo1a vivia tensa.

não obstante a silenciosa e e iciente concentra1ão do grupo em volta da mesa. tentando se apro/imar de um dos m(diuns. #sses trabalhos t0m a 1J . as apari18es pela materiali6a1ão. e. t0m a sensa1ão de ainda e/istirem. a enorme cobra se enrolou no seu corpo. Msso tamb(m ( comum com as pessoas que tiveram algum membro amputado do seu corpo. sem contar o que estava vendo. ! apari1ão imediata após a morte de algu(m ( o duplo do morto. vi uma enorme cobra sobre a mesa. 2i enrolada na sua cabe1a a energia de uma cobra. $icou curada com os passes magn(ticos do grupo. #le ( r*gil. sorrateiramente introdu6ida no ambiente. mas tamb(m dos objetos inanimados. curioso. 3 &oda mat(ria que ocupa lugar no espa1o tem a sua cópia no plano espiritual. "ão males originados sempre por in lu0ncias internas do próprio pensamento do paciente. que se aproveitou de uma descuidada brecha na corrente. são acilmente curados. talve6 por um inimigo qualquer do espa1o. por isso.ra Uma mo1a so ria de ortes dores de cabe1a. uma energia mais mat(ria do que esp)rito. e/pliquei. mas nos casos da morte do corpo animado pelo esp)rito. . !brindo os olhos. a6endo com que ela desmaiasse imediatamente. 5osso grupo estava reunido. nada tendo a ver com entidades obsessoras. estava a6endo con usão entre os sinais da morte pelo duplo et(reo. e sensibilidade na base da coluna. "ó voltou a si depois de insistentes passes energ(ticos do grupo. ele sobrevive durante um tempo.urante algum tempo. 5enhum esp)rito estava se mani estando. que nós designamos como duplo et(reo. durante uma sessão.a" m -orma ' +o. #m pouco tempo ele icou completamente curado. Mncontinenti. . A" ! r($a" ! (a#$. sem solu1ão m(dica. C o duplo et(reo. !dverti os m(diuns para não abrirem sua guarda energ(tica. icando alienada da seguran1a do grupo. e a vid0ncia dos m(diuns. -s principais sintomas da doen1a da aura são as dores circulantes no corpo e nos ossos. 3 ! apari1ão de um esp)rito materiali6ado não ( o mesmo? % perguntou. criada e materiali6ada por pensamentos negativos. 3 ! materiali6a1ão ( produto de um trabalho organi6ado. O ')p%o #/r o Um jovem integrante do nosso grupo. #ra uma energia negativa. em ambiente 4 meia lu6. "ão as energia negativas que circulam dentro do perisp)rito.otimismo e o controle das nossas emo18es são as principais de esas que possu)mos para destruir as energias que sujam nosso perispirito. 5otei que uma das participantes do grupo rela/ou em sua concentra1ão. e eita pela doa1ão do ectoplasma por um m(dium especial. ainda não dissolvido.1J m(dium serviu de ponte para a limpe6a da aura do homem. não só do nosso corpo. "ão tr0s casos bem distintos.

di erente do cascão. 3 # o perisp)rito. 5ão ( o mesmo caso. o que (? 3 ! mat(ria e o duplo estão envolvidos pelo perisp)rito que. C como se osse uma roupa guardada no arm*rio.1O prote1ão do alto astral do espa1o. Msso que possibilita ao esp)rito mudar de orma. di erem bastante. ali*s. ( mais espiritual que material. C nele que estão gravadas todas as ormas de nossas vidas anteriores. % inali6ei 1O .

"e hoje voc0 so re. pela pobre6a. o ato de saber que este assassino oi morto pela atual vitima. e o assunto discutido era e/atamente sobre as di erencia18es sociais. na cidade balne*ria de <uaratuba. são princ)pios b*sicos da doutrina. e não soubesse ler. e esp)rita. seria o que? !teu? . alcan1arem longo tempo de vida. a dor da trag(dia or baseada no entendimento que nada acontece por acaso. nada acrescenta 4s pessoas. Particularmente. at( mesmo de alcan1ar o entendimento religioso. e a certe6a que o semelhante atrai o semelhante. 'ontou3me como aconteceu. a lei da causa e e eito. com uma vida eli6. não conseguem entender porque uns são privilegiados com a ortuna e o bem estar e outros são jogados 4 m* sorte. na outra vida. Pela emp* ia do capitão. se antes de procurar uma justi icativa na vida anterior. um acidente tr*gico. em corpos di erentes. matando v*rias am)lias.ncia. senão nesta. pois todos terão a oportunidade de usu ruir da sorte. so6inho. !cima do conhecimento. sempre o dono da verdade. ao v)cio ou 4 pobre6a nem porque uns morrem em tenra idade e outros ganham a sorte de. !conteceu h* algum tempo. % arrematou. interrompeu. -s que não cr0em na possibilidade do esp)rito voltar v*rias ve6es. est* a (. tenho uma opinião. atra)do pela lei do carma. % interrompi com sarcasmo. a causa est* no resgate dos erros das vidas anteriores. # sabem por qu0?. resgate do carma. $oi quando um capitão re ormado do e/(rcito.ato ( que a roda dissolveu3se. Recebi a visita de um amiliar de uma delas. a aceita1ão ser* bem mais *cil. Mas. 3 # se o senhor não tivesse tido um pai que pagou seus estudos. nacionais e internacionais. privando alguns. Um pr(dio inteiro desabou. 1Q . 3 Msso não ( desculpa. talve6 minha irAnica observa1ão tenha causado mal estar. sob pequenas desculpas de todos. ao desamparo.1Q CAPITULO 0 REENCARNAÇ1O ! reencarna1ão ( a base da iloso ia esp)rita. não tra6 consolo. % alou na sua costumeira arrog. % gabou3se. "e um amiliar oi assassinado. #la e/plica todas as distor18es e di erencia18es sociais e culturais entre os homens. . !prendi nos livros. por muito tempo manchete dos jornais. sem precisar de ningu(m. o conhecimento das reencarna18es anteriores. ! reencarna1ão ajusta essas di erencia18es. 5ão entender esse crit(rio tra6 a alguns o antasma da revolta e do descr(dito nas religi8es. #stava reunido com um culto grupo diretivo da elite esp)rita. Mesmo que eu tivesse nascido na am)lia mais pobre deste planeta eu seria sempre um religioso.

Mas não ( este o caso. no momento. nós vemos. pr)ncipe. enquanto conversava. de endia a posi1ão que at( hoje mantenho. % respondeu. este desastre coletivo envolvendo tantas mortes. re lete imagens das vidas anteriores. 3 Mas quem conta não ( a terapeuta. por não ter encontrado palavras para consola3lo. ( pass)vel de erros. por or1a da imagina1ão. que o tempo lhe dar* con orto. tendo ele sa)do de minha casa. vi o pr(dio desabar. 2oc0 entra em transe para isso.ei a r( no @ug. nem conhe1o o espiritismo. tão na moda hoje. ora da garagem. &odos morreram. mesmo enganada. Regredir em vidas anteriores. C muito recente. !s viagens astrais. colocado no escuro. sugeriu ir 4 praia. esposa e ilhos. pirata. com o esportivo carro @ug. # isso lhe e6 bem. 'onversando com algumas pessoas. 5a verdade. 'oncordei. causando. emocionado. resignado. com minha esposa e meus tr0s ilhos. #nquanto troc*vamos de carro. aproveitando o momento. bem mais animado. só pode ter sido pela vontade de . iluminado apenas por uma vela. pude descrever seus amiliares e dar provas indiscut)veis de estarem todos eles. 3 5ão sou religioso. destacava esse ato. ainda com a vantagem do espelho ter sido cru6ado espiritualmente por algumas entidades.3 balbuciou. oi at( o apartamento buscar algumas coisas que tinha esquecido. e. muito bem amparados pelos mentores do espa1o. com meu ilho menor. Hamais vai voltar ao estado normal sem uma resposta. no que oi acompanhada por dois dos meus ilhos. descobria v*rias reencarna18es. # o homem. quando ui interpelado por uma de ensora desta pratica. % rebateu indignada as minhas a irma18es. % disse. que justi icasse o que lhe aconteceu? "e o ilho não alasse em trocar de carro hoje todos estariam vivos. mas claro. de cristal. pessoas gordas e 1S . $i6emos. !s revela18es oram acontecendo. sabia disso. muito mais do que conhecer o ilme de suas vidas anteriores. Uma pessoa ligada 4 espiritualidade e ao esoterismo ensinou uma orma de se en/ergar vidas anteriores. % retruquei. Umas vinte pessoas participaram da e/peri0ncia. . não oi? 3 perguntei. 3 $a6 um m0s que aconteceu. tenha calma. mas.1S 3 #stava no automóvel. Um deles. minha esposa. !diantaria ele saber acontecimentos de alguma vida anterior. "ou muito descon iado com as revela18es sobre o passado. como oi ensinado. Mas. Um espelho grande. $eli6mente. ou rid)culos convencimentos irreais. podem nos levar 4 irrealidade. o +nico consolo que posso ter ( saber se eles estão bem. sob a hipnótica ala do terapeuta. 'ada um que parava em rente ao espelho. irrepar*veis trans orma18es psicológicas. assistido pelas entidades protetoras. Romano. 4 guisa de curiosidade. 3 Pior ainda.eus. algumas ve6es. apesar de não ser religioso. teve (. bandido.

pelo respeito que tinha aos esp)ritos. . #la me cativava. mais e/periente. a rainha do #gito. era saber quem ui. Uma seleta reguesia garantia sua sobreviv0ncia. !penas minha própria imagem. em nada vai a etar minha atual vida. praticantes das rendosas leituras das vida anteriores. para ele o assunto era grave e eu. eu estou vendo. tira3lhe toda possibilidade de ter sido mulher em vida anterior. con orme contaram. 3 #stou vendo tamb(m. 2oc0 est* completamente di erente.esconhe1o provas concretas. 9uando mo1o. 9uase ui 4 loucura. ter sido in ormado de uma das suas encarna18es. pois. Um homem magro. Respondi. o que mais procurava. 3 !credito no esp)rito masculino e eminino. um recado para eu ir l* com urg0ncia. j* de idade.. e nada disse aos presentes. tinha sido o de 'leópatra. um jovem m(dium. at( com o cheiro do pó de arro6 empoado atr*s das orelhas. quer de m(diuns intuitivos. . 5a minha ve6. 3 Pode? 3 !inda bem que nem o '(sar nem o !ntonio reencarnaram com voc0.. ou o uturo. seu esp)rito. Mas não podia dei/ar a mo1a sem resposta. impressionava os consulentes. &enho ra68es para ser um descon iado nesse assunto. uma e/celente m(dium vidente. sobre a veracidade das a irma18es. porque ela tinha tido uma revela1ão sobre uma minha vida anterior. como o eminino não ocupa cascão masculino. demonstrando seriedade. com seu jogo de cartas. 3 $ernando. videntes ou esot(ricos. en im todo tipo oram revelados pelo espelho m*gico. nada cobrava. #st* en/ergando? #u nada vi.. careca e irreverente.1G magras.ato de voc0 ser um homem. visitava com req?0ncia. jamais deveria menospre6ar a d+vida do jovem. mas por que conhec03las? Toje eu sou. sempre relatando atos )ntimos. Vtima em sua vid0ncia. dei/ando3me sem jeito. a inal. . ontem j* ui. iquei olhando o espelho. com vis)vel masculinidade. por ser uma pessoa simples. lembrando muito minha avó. 'ontou3me. aguardando a agrad*vel m(dium. atrav(s de um amigo comum. Recebi. e amanhã nem sei se serei.masculino não reencarna em corpo eminino. #stava ansioso na sala de espera. !lgu(m alou com eu oria. 'onhecer o passado. "ei que e/istem. 9uando usava sua mediunidade. ! porta 1G . #/pliquei. #le não entendeu a piada.

#la riu. perguntei. pediu para revelar a voc0. tirou uma vela. "e hoje seria uma m* companhia para nosso Mestre.1E abriu3se. quem eu ui? 'alma e pausadamente. !chei at( engra1ado. 3 . pela terceira ve6. mas que tipo de pessoa eu era? 3 Marcos. mas não devem ser reveladas pela absoluta alta de seriedade nas in orma18es. 3 #u vou bem. meu nome era Marcos. ela e/plicou. Muitas encarna18es atr*s. tudo erradoP !s vidas anteriores e/istem. 5ão tenho nada a ver com o autor do segundo #vangelho. 3 #st* bem. 2oltou3se 4 mim. 3 "im. como vai a senhora? % completei. emocionada. outra ve6. l* dentro..iga. "e algu(m duvida. a vela j* estava acesa e a re6a eita. porque amanhã ( dia que reuno minha am)lia..iga. eu j* estava sentado. $oi a primeira e +ltima vida que tentei pesquisar uma minha vida anterior. voc0 chamava3se Marcos. quem eu ui? % perguntei. ou o soldado covarde. 1E . !h. re6ou um pouco. uma vida anterior tua. % e parou de alar. sim. nada mais eu tinha que esperar. 5unca mais quis saber de nenhuma. demonstrando minha impaci0ncia em ouvir histórias das suas reuni8es amiliares. presumindo. H* t)nhamos nos cumprimentado. 3 . para justi icar minha esquecida educa1ão. padeiro. !nsioso. # por que não poderia ser Marcos. como quase todos. em devaneio. leia o #vangelho % o que seria at( bom. 3 Uma entidade. imaginem h* dois mil anos. e voc0? 3 respondeu. 3 . o apóstolo de HesusP % encerrou. abriu uma pequena gaveta. numa outra vida. quem eu ui? % perguntei ansioso. e nem bem a consulente tinha sa)do. ela tamb(m ter sido enganada. vindo da iel e honesta m(dium. o que pude perceber. acendeu. a orma como me contou. esperando por ela. e compare com meus te/tos. o sanguin*rio.iga. ou o erreiro. tua protetora. mesmo 4s avessas. sei l* o que? &inha que ser o apóstolo? 5ada eito. desculpe3meP @oa tarde. Mnterrompi. #u estava na co6inha.

Mat(ria ( o corpo carnal. quando acentuadas. mente e espirito. segundo di6em os convencionais. um comple/o maior. !o desencarnar. "obra. cresce. pela lógica. e com ele o c(rebro e a memória. e vejam a jóia de resposta. só gravada na mente do esp)rito. mat(ria. 'omo esta memória não tem registrada a vida anterior. . perisp)rito e a alma. $ica destru)da a lembran1a da vida presente. lembro de ontem.=F Mas um ato merece destaque. ! memória ( o arquivo do nosso conhecimento. ( passado aos desencarnados para lembran1a de suas vidas anteriores. . &udo isso a6 parte do esp)rito.homem morre. ao dar o primeiro sinal de vida com o choro tradicional da crian1a. depósito da memória. por ter sido registrado na memória todos os acontecimentos. Toje. em uma memória totalmente nova. Por que não nos lembramos da vida anterior? #sta pergunta oi eito ao Pai Maneco. 9uando este esp)rito reencarna. não pode. % concluiu o mestre da Umbanda. isto só acontecendo quando desocupar este corpo. =F . lembrar3se dela. #ste ( o ilme que.entro deste corpo )sico se aloja o c(rebro. C a chamada aura. cópia. #ste ( o processo natural que a6 o homem não lembrar da vida anterior.homem ( composto pela mat(ria. provoca a precocidade na crian1a. 5asce. podendo at( com sete anos compor m+sicas cl*ssicas ou surpreender com revela18es ant*sticas. entretanto.a) surgirem alguns g0nios. . como j* oi dito.perisp)rito ( a cópia e/ata do corpo )sico. envelhece e morre. o esp)rito readquire a lembran1a dos registros de suas reencarna18es. uma ve6 que est* livre da mente )sica morta. seu corpo )sico se decomp8e. o registro no perisp)rito. come1a um novo registro dos acontecimentos. 5o caso. . da mat(ria. cascão. e/ceto em isoladas lembran1as da memória do perisp)rito. 3 .

era eu quem doutrinava os esp)ritos obsessores ou ainda não esclarecidos. 2oc0 não pode entrar aqui. 'omo vou a6er? % #m volta de mim não havia lu6. ou seja. os mais ortes. mandava3o embora. mas. e imposs)vel e/plicar. #stava habituado a convenc03los de seus erros. aquele que vemos uma pilha e dias depois sonhamos com uma lanterna. Mmediatamente. 3 . $oi quando me lembrei. Toje ( ter1a3 eira. 2ou l* conversar com eles e. estou salvo. ! verdade ( que. 2* embora. noite que o meu grupo de trabalhos espirituais est* reunido. percebia quando algu(m estava acompanhado de um esp)rito. gra1as a . Mas eu sabia ser um esp)rito. para meu consumo. #ste ( meu grupo. mas não ( o caso. &udo come1ou quando. o sonho em duas partes. vão me encaminhar para o lugar certo. onde coisas nos são reveladas e entramos em contato com os esp)ritos e o mundo paralelo C di )cil saber. mas no escuro. eu morri. e os encontros espirituais. os esp)ritos dos outros. um homem alto. e encaminh*3los ao mundo dos mensageiros do espa1o que nos atendiam e acompanhavam. $eli6mente.=1 CAPITULO 2 SON3O 5o e/erc)cio das minhas atividades medi+nicas. aquele que mere1o. <ritava a lito. Pessoas estavam entrando. eu en/ergava. 4s ve6es. empurrou3me e disse. #ra um entusiasta dessa atividade e. com certe6a. 5ão me lembro deles. di6endo ter que seguir seu caminho. embora muito assustado. estava na porta do centro esp)rita. % mostrando determina1ão pela sua or1a e a cara echada. mas.eus. sei distinguir os meus. e percebi serem esp)ritos. Pensei.pessoal vai levar um susto. o produ6ido pelas nossas impress8es. inconseq?ente. quando chegou minha ve6.ivido. 'omo o pensamento me dirigisse. atrav(s do pensamento. . orte e de camisa. imprudentemente. cheio de vaidade. 3 5ossa. por ter sensibilidade. #u tenho direito a entrar e =1 . #spera a). como perceber a di eren1a entre eles. sonhei ter morrido. sem paletó. e toda aquela al*cia do :ardecista aplicado. 5ão vejo ningu(m. # oi em um deles que curei minha mania de a astar. #ra uma esp(cie de meio termo. mas não podia aquilatar a sua qualidade espiritual. "enti3me totalmente desamparado. alar com eles.

secamente. em meu redor. Mas. "abia não ser culpa deles. en/otei esp)ritos obsessores durante a sessão. cada ve6 mais. 2oc0 est* enganado. @em. j* disse % !o mesmo tempo que alava. por entender não ser aquele o momento da mani esta1ão. que impedia este momento. j* disse. mantinha o rosto echado e não participava daquela gostosa sintonia dos seus companheiros. #le continuava irme em seu pensamento. !gora só v0m os guias % encerrou. 2* obsidiar outras pessoas. 5ão posso di6er ruim. determinado. de repente. e e/alavam uma energia amorosa. e.irigi3me a ele. #le olhava para onde eu estava. saia de si uma energia muito orte. que conversavam trivialidades. ! lu6. #u absorvia tudo aquilo e melhorava a todo instante. Hoão Nui6. #u preciso de ajuda. meu irmão. me vi junto com uma roda de pessoas. o jeito ( ir buscar socorro em outro lugar % alei comigo mesmo. e notei que um deles 3 da roda. Por v*rias ve6es. $iquei em d+vida. Manoel. Mr embora? ajudar % alei.== 2* embora. o momento di )cil que meu esp)rito estava passando. "eria um m(dium vidente? . !qui não tem nada para voc0. a inal nunca me neguei a prestar au/)lio a ningu(m. #u tinha que contar para a De6(. sobre mim. j* estava mais clara. me ajude % suplicava. um dedicado m(dium atuante daquele grupo. Por avor. ia en raquecendo. senti um corte naquele meu envolvimento. um por um. -lhei.3 respondeu. Por que comigo? Nembrei3me. "ó quero ajuda. da mesma orma que parei na rente do centro. e de muita lu6. == . mas me a6ia sentir cada ve6 mais longe do grupo. Precisava de ajuda. seu malandro. animadamente. a Neda e os outros meus companheiros. Por avor. 5ega. "enti3me bem. "enti que naquele grupo estranho eu poderia resolver meu problema e reencontrar meus guias e amiliares desencarnados. 2* embora. em prantos. e eu. e sim meu estado de rec(m desencarnado. 5ão podia acreditar. # ( bom voc0 ir embora. "tasia:. 5ão era justo. 5ão sou obsessor. % respondeu -lha. $i6 um pensamento orte. 2oc0 pode me 2oc0 est* me en/ergando? #stou. ! primeira parte do trabalho j* acabou. #les não me viam. Nogo eu.

tendo a sensa1ão que iria desmaiar. o ambiente icou carregado. !ntes de me revoltar. quase em p. 2enha comigo. e/atamente como ele. deu para en/ergar um lugar lindo. criando or1as para pensar. e lembre3se sempre o que ocorre com um esp)rito desencarnado e. como eu i6 com voc0. . $iquei nervoso. $oi quando o ouvi novamente alar. "enti um al)vio. parecendo eli6 da vida mesmo.=B Mas não adiantou. e pense em Hesus. 2oltei3me e vi um homem alegre. "enti um al)vio.nico gritei. #ncontrara. 5ossa turma ( grande e divertida. # tomar uma bebida naquele bar. $a6ia. -uvia gritos a litos. 5ão sei descrever. onde vamos? 2amos dar umas voltas. vou embora. 5ão sabia distinguir o necessitado do obsessor. meu irmão. Mas. . não perca a oportunidade de estender3lhe a mão. tive a consci0ncia que eu ui igual. socorra3me. 2olte ao teu corpo. choros e gritos. "enti3me raco. emocionado. -rei. apenas sei que era assim. Procurei meu salvador. .9ue sirva de aprendi6ado o que hoje te aconteceu. -uvia gargalhadas. de um lado para outro. mas não o en/erguei. 'onsegui me desprender do lugar. alando. pronunciando. -brigadoP Hesus 'risto. 5ão adianta.03me lu6. quando voc0 tiver a elicidade de ser +til. . Mas não ique preocupado. Mantinha os olhos echados e me envolvi no que a6ia. o Pai 5osso. #ra da minha estatura. mais mo1o. cheio de lu6 e serenidade. 9uando aos poucos ui abrindo os olhos. 'ome1aram a me empurrar. com muita or1a. $iquei rela/ado e j* não ouvia as gargalhadas e gritos. . $oi quando eu ouvi uma vo6. -re. "enhor. H* não via o homem que me acompanhava. #les não vão te ajudar. 5ão en/ergava direito. $oi quando ouvi uma vo6 orte mas serena. 9uando entramos no bar. #scuro. mas não preparado para casos como o meu.epois vou te apresentar uns amigos. 5ão quero icar. eli6mente. divertido. 5ão ceda. um esp)rito que ia me ajudar.homem era um m(dium orte. bem vestido e dei/ava transparecer seguran1a. !cedi a seu convite. =B . 9ue bom."eja quem or.

pensar no apavorante. =J . aquele que modi icou meu comportamento.=J !cordei. mas esclarecedor sonho. sentei3me na cama a lito. 5unca mais dei/ei de atender os esp)ritos carentes. levantei3me e ui para a sala. mesmo correndo o risco de ser um trevoso.

Uma minha irmã de carne estava precisando de au/)lio espiritual e por ela oi solicitado uma sessão especial. Por outro lado. Cramos apenas cinco m(diuns.esp)rito disse que sim e escreveu uma mensagem bel)ssima. queria saber e ouvir. 3 Mrmã. ( muito e iciente. oi gasta meia hora. onde estava escrito 7sim7 e 7não7. que vinha e/atamente dentro daquilo que minha irmã. Uma mesa sem pano para acilitar o desli6amento do copo. 5a ocasião.epois oi perguntado se queria dei/ar alguma mensagem. indicou. 3 ! irmã quer revelar seu nome? =O . minha linha era somente a :ardecista. tamb(m. at( que parou. ele desli6ando. 3 C irmão. . 5este inicio do trabalho. hoje desencarnada.=O CAPITULO 4 SESS5O DO COPO 9uem ainda não teve a curiosidade de a6er uma sessão do copo? 5ão recomendo esta brincadeira.a mesma orma. sugeriu osse a reunião eita atrav(s da sessão do copo. # oi aos meus companheiros do grupo que solicitei ajuda para dar sustenta1ão 4 corrente. em vo6 pausada e solene. Um deles. ! pessoa que anotava as letras. 3 #/iste algum irmão aqui presente? . quando eito com seriedade. 'oncordamos. num grande campo de atra1ão de esp)ritos brincalh8es e perturbadores. pela demora na orma1ão das rases. . quando a dirigente solenemente perguntou 4 entidade. pois não devemos jamais evocar as entidades astrais sem um objetivo s(rio. . aliando sua curiosidade dentro de um trabalho com objetivo da caridade. aguardando algum sinal. sem nenhuma pressão. 9uase sempre o inal da reunião ( desastroso. ou irmã? . letra por letra. 5ão demorou. para não invalidar a comunica1ão. com papeis estrategicamente colocados sobre ela. recortados com o al abeto inteiro. H* est*vamos perto da meia noite. ! senhora que estava dirigindo a sessão tomou a iniciativa. % perguntou.copo correu para onde estava escrito 7sim7. icamos concentrados. preparamos todo o material. cada um pondo o dedo m(dio suavemente sobre o copo. cansativo. o copo deu sinais de estar me/endo3se. oi o escrito. Reunidos na casa de uma das m(diuns que se pronti icou ao trabalho. mas. e mais dois.princ)pio de que o semelhante atrai o semelhante torna essas sess8es amadoras. $eita a prece de abertura. -s esp)ritos usam o copo para a6er suas comunica18es. quando o copo parou. . alou.

pelo m(todo simples da comunica1ão dos esp)ritos incorporados nos m(diuns. que adorava a #nU 3 o nome de minha irmã. levaria menos de cinco minutos. tamb(m. pode ser alado por qualquer um. =Q . para não e/ercer sobre ele nenhuma in lu0ncia )sica. Um de nós ali podia estar empurrando o copo com o dedo. 9uero ver agora. # vi. que ( irmã. e voltou para o !. $iquei maravilhado com o trabalho. mesmo inconscientemente. pois seu nome verdadeiro era !delaide. Mas. uma tia minha desencarnada h* muito tempo. Pensei comigo.=Q $oi quando tive a elicidade de ver o esp)rito que tinha dei/ado a mensagem. . iquei cansado. sua seriedade. #le oi para o N. ! inal. para o !. e seu resultado. Mmediatamente. pela monotonia do desenrolar da sessão. para o M. para o . #ra a Naida. e escrever algo bonito. tirei o dedo do copo. um esp)rito di6er que quer dei/ar uma mensagem. o copo escrever Naida. Naida era como a cham*vamos. aquele di*logo que durou quatro horas.

3 . e sim no próprio esp)rito. . in luenciando sua cabe1a e despertando esta pai/ão que não e/istia nele. provavelmente. Mas como pode um esp)rito ter relacionamento desta =S . em todos os sentidos. ! descri1ão se encai/a.iga para a mo1a ter paci0ncia que.urante um passeio de automóvel. o cunhado come1ou a demonstrar ci+mes dela. e/tremamente magoada. 3. longos e bem tratados?. não a dei/ando sair com amigos. Mas vamos torcer para reverter este quadro. 5ão havia outra maneira a não ser ter que se mudar.o lado dela est* o esp)rito de um mo1o moreno. Perguntei. sua cunhada. 5a #scola uma das pro essoras estava passando por um problema enorme. como ( grande a in lu0ncia espiritual nos encarnados. ! medida que minha mulher relatava a situa1ão. 5ão ( chinesa. . at( que. para não mago*3la. poderemos resolver. vigiando seus passos. esconder esta aceta suja daquele que era seu marido. onde era a diretora. diante do absurdo deste amor. "e acontecer o relacionamento. declarou seu amor por ela. e a) ( que e/iste o perigo. um parceiro na cama do casal. com cabelos pretos. Pensei ser algum problema na escola. doen1as mentais e )sicas. % esclareceu. esp(cie? #le não pode. ou. com certe6a. T* algum tempo. % esclareceu. 3! mo1a ( uma chinesa. o inevit*vel aconteceu. ainda bem jovem. a Redda estava calada. 9uebrei o sil0ncio. alta. casada. 3 C uma pro essora. ! pro essora.everia esclarecer a ra6ão de sua sa)da. e/ceto a nacionalidade. #le obsidiou o cunhado da mo1a. 'omo contar 4 sua irmã? . mas seu apelido ( 'hina. que se envolve em seus cabelos e tenta um relacionamento se/ual. por ela apai/onado. ele ser*. #la me contou a ra6ão de sua triste6a. % esclareci. se/o. dei/ando transparecer alguma preocupa1ão. . bonita. comportamento totalmente estranho e inadequado para a situa1ão. morava com sua irmã. ali*s.=S CAPITULO 6 O7SESS1O !s pessoas não imaginam. eu ia tendo uma intui1ão muito orte.que te preocupa? % perguntei. desde o e/cesso de bebida alcóolica. 3 #ncrenca? % arrisquei.esp)rito tem a emo1ão e precisa provocar o relacionamento para se embriagar no 0/tase.

5em precisou a6er sessão. 5o dia seguinte. com muito cuidado. e tamb(m em algumas at( de orma inconsciente. neutrali6ando temporariamente a a1ão dele no obsidiado. querido e estimado. Mas caiu na realidade e não sabia como se desculpar. 5o caso anterior. o esp)rito ( evolu)do. 3! pro essora estava radiante. sem orienta1ão e voltado para as banalidades de uma vida comum e devassa. espiritualmente. atrai para si a energia do esp)rito obsessor. ao seu lado. 5ão era ruim.desencarne dos amiliares deve ser tratado. Mas. &udo voltou ao normal e at( hoje a menina. 'omentei com o amigo e. #sp)ritos desse tipo. $oi conclu)do o trabalho. na rente do esp)rito. . minha mulher dava a noticia. ! irmou amar a sua irmã e não sabe o que lhe tinha acontecido. 5ingu(m iria prejudic*3lo ou desvi*3lo de seu intento. !t( hoje a mo1a desconhece a reali6a1ão do trabalho deste grupo esp)rita que atuou no anonimato.amiliar ( um esp)rito amigo. Is ve6es di6ia estar envolvido naqueles cabelos negros e longos. são *ceis de serem encaminhados. com apenas cinco anos de idade. quase de loucura. #ncontrei3me com um amigo que estava desesperado. sua ilha. inteligente. a astar a entidade e encaminh*3la. com a gra1a de . ele desligou3se. e não tinha nenhuma liga1ão com a am)lia na qual. apenas perdido. diariamente. #le não sabia. para um hospital do espa1o. como tamb(m os esp)ritos amiliares. "eu cunhado rogou3lhe para não sair de casa e jurou3lhe todo o respeito que sempre lhe dedicou. 5ão sabia como chegou aquele ponto. . j* quase conquistado. um dos m(diuns de nossa corrente. agora mulher eita. ele o (. aspirando ansiosamente a uma1a do cigarro. "ó conversando com o amigo. na cena vista intuitivamente. deu3lhe um choque. ligou3se. umava tr0s carteiras de cigarro. em ocasi8es como esta. que 4s ve6es chega ao e/agero. . #le esqueceu3se da or1a de Hesus. a irmou ser sua cunhada. conseguimos. incorporou a entidade. vibratoriamente. não uma nenhum cigarro. pela descri1ão que i6 na ocasião. caindo na realidade de estar vivendo num mundo paralelo. #/iste o culto 4 memória do desencarnado. o esp)rito sabia estar desencarnado e tinha conhecimento de como manipular as energias da mat(ria. jamais pode ser vista como a de um esp)rito perturbador. !penas conversando vi o esp)rito de uma mo1a. mas nós t)nhamos a consci0ncia do a astamento do obsessor pecaminoso. ! passagem do esp)rito para =G .=G . 5a sessão seguinte preparei3me para atrair o esp)rito.m(dium. para os amiliares. desencarnada h* uns seis meses.e princ)pio. atrav(s dos nossos guias. j* ocupou sua cadeira no c(u ao lado de Hesus e sua igura. 5ão demorou muito. simples m(diuns. Mentali6ei a conversa com a Redda. cheios de de eitos. sentada com as pernas cru6adas. mas imbu)dos da vontade de ajudar nossos semelhantes. #ra o amor que procurava. 5este caso o esp)rito não tinha consci0ncia de seu desencarne e o clima criado pela conversa1ão.eus. <ritava e a irmava não se a astar de onde estava. 4s ve6es. 5ós.

=E . tentei conversar. ! situa1ão tornou3se perigosa. de certa orma. pois não ( visto nem entendido. $oi icando arredio. neste caso. colado em sua aura. 'omecei a chamar pelo seu nome de batismo. nem sempre ( compreendida pelo desencarnado. de repente l*. ou seja. seus corpos estão doentes e debilitados. o ectoplasma retirado para provocar a or1a da entidade para poder manipular os objetos.=E o outro lado. Mniciamos uma s(rie de passes. $oi. Por isso os viciados são chamados de copo3vivo. recebia apenas um olhar raivoso. Para se ter uma id(ia. o maior )ndice da obsessão.menino não se me/ia. $oi quando. pensando estar ainda encarnado. o esp)rito percebeu seu estado de desencarnado. #/istem casos mais graves. os viciados no *lcool e nas drogas.esp)rito desencarnado e ainda não consciente de seu estado vive esses momentos. podia tra6er at( mesmo doen1a )sica para algu(m da casa. dois anos antes. quando tinha do6e. Percebi estar seu esp)rito ausente e longe. trou/e muita complica1ão. Msto lhe causa um mal estar. a mesa era desmanchada. quando entrou um homem. 'uidam de sua sa+de e seguran1a )sica. -s casos mais req?entes de obsessão são sobre os alcoólatras e os drogados. o rapa6 não andava. $eli6mente. al(m de suas cabe1as estarem totalmente alteradas pelos e/cesso da bebida e da droga. uma atitude assustadora. Mn eli6mente. porque. entender que est* morto. at( não servirem mais. jogou sua cabe1a para tr*s na cadeira e olhou3me. 'omo um sonho. se não osse colocado. 5aquele momento. -utras pessoas o ajudavam. muitas ve6es. após o trabalho e eita a devida e corriqueira doutrina1ão. Mrrita3se. quieto. dormia bastante. cuidamos dos copos que nos servem de recipiente 4 *gua que bebemos. 4s ve6es estamos aqui. !justado na cadeira. . voando pratos. copos e talheres. # o interessante ( que são protegidos pelos esp)ritos obsessores. . transmitindo essa situa1ão para os amiliares. carregando um rapa6. e pedia que seu esp)rito voltasse ao corpo. durante as re ei18es. dei/ou de estudar. alava muito pouco. dei/ando em pa6 seus amiliares. . #ste estado do esp)rito. 5essas ocasi8es. mas em troca.pai contou que o menino estava com quator6e anos e. com req?0ncia. # o *lcool e a droga são consumidos para atender aos dois. tal e qual. era uma pessoa normal. $omos solicitados para a6er um trabalho em uma casa. #st*vamos no in)cio de uma de nossas sess8es. tanto o encarnado como o desencarnado. onde. não alava e demonstrava muita impaci0ncia. 'usta.entro do principio que o semelhante atrai o semelhante. acontecia o enAmeno. "eus olhos revirados estavam totalmente brancos. gritou. aluno comum na escola e gostava de jogar utebol. talve6. menino teve uma esp(cie de convulsão. . mudando de cen*rio e acontecendo uma por1ão de coisas num simples cochilo. # essas coisas oram se agravando. provavelmente. vemos esse quadro. onde o che e da am)lia tinha desencarnado recentemente. com vo6 cavernosa. atraem os esp)ritos a ins. al(m do próprio ato. C. com ra68es ine/plic*veis. o prato e talhares no lugar que ele habitualmente ocupava.

podendo lev*3lo ao desencarne. prometeu presentear o rapa6 com uma bola de utebol. com todo respeito e humildade. resposta. 5ão lhe perguntei as ra68es. eles vão criando orma de animal. simplesmente. a prote1ão de Hesus para aquele nosso humilde e so rido irmão. um dos baluarte do espiritismo e companheiro do grupo. 'ontinuei. e o garoto jogou muito utebol com a bola dada pelo Hoão Nui6. mas esclarecedora. BF . $oi quando aconteceu. eu não sou ele. Nevantou3se e oi embora. cochichei ao seu ouvido. domin*3los e envi*3los 4 alta espiritualidade. Praticamente perdem o racioc)nio e. 3 2oc0 vai sair j* deste corpo. demonstrando indigna1ão. 3 "ujouP Pensei. o livre arb)trio. 3 2ou arriscar e a6er3lhe uma pergunta. sim. me perdoasse.irigiu3se a mim e con essou ter matado um homem. ! verdade ( que ele saiu andando com suas próprias pernas e. da qual se alimentava para seguir sua negra jornada. um homem pareceu3me muito perturbado. % oi a lacAnica. #m nosso grupo. #le rela/ou na cadeira. se não tivesse acontecido. regridem. olhou para todos nós. #nquanto lhe aplicava o passe. ato que aumentar* bastante seu carma. #ste ( um esp)rito di erente. 2oc0 não tem o direito de prejudicar este rapa6. o meu trabalho. por ocasião do 5atal. chamamos as entidades para aben1o*3lo e pedimos. 5ão matei ningu(m.urante um desses passes. como se estivesse. enquanto eu chamava de volta ao corpo o esp)rito do mo1o. alando mansamente com o rapa6 e perguntei3lhe o que acontecia com ele. e de ato estava. normalmente. aninhou3se na energia do rapa6. . 5ão devemos tem03los. . ! medida que os esp)ritos desta ai/a3 os trevosos. 2oc0 matou um homem? 3 completei. na parte inicial dos trabalhos. $icou completamente curado. o Hoão Nui6 da 2eiga. 'umpriu a promessa. % alava rispidamente. em nome de Hesus 'risto. voltando de um transe. 5ão desistimos e insist)amos nos passes vibratórios. #/istem muitos desses animais por a). quem oi o assassinado. aplicavam os passes energ(ticos nas pessoas. mas. completei di6endo3lhe que. Meio sem jeito. $i6 o rapa6 acompanhar um Pai 5osso. um na rente e outro atr*s. enquanto todos os companheiros do grupo aplicavam3lhe passes. . "urpreso. vi que o homem tinha voltado 4 ila. na sa)da. em conseq?0ncia.que? % respondeu. #ste. que os encaminhar* 4 compreensão e recupera1ão. ( um bicho eio que pula em cima de mim. !nimei3me.BF 3 5ão adianta. 3 . 5ós t)nhamos (. 3 5ão sei.m(dium não deve se abater por erros no e/erc)cio de sua mediunidade. coloc*vamos v*rias cadeiras e os m(diuns. &ivemos um caso interessante.

aterrori6ar sua vida. homem agradeceu e passou algumas semanas tomando passes em nosso grupo. !penas o i6 sentar3se novamente e roguei osse aquele esp)rito. $oi um al)vio. B1 . agora pac) ico e bem humorado. em busca de vingan1a. at( que veio a mim e con essou o seu bem3estar. #ste ( o esp)rito vingativo. encaminhado e parasse de a6er aquele homem so rer. ao seu lado. ossem quais ossem suas ra68es. a irmando sentir3se um novo homem. sabia ter sido morto por aquele homem e veio.B1 muito menos se outros sabiam do crime.

mal estar.elicadamente. $iquei con uso com um caso. imediatamente ! doa1ão de energia. "ua esposa. voltando ao estado normal. e ningu(m d* mais do que pode. dei/ou o visitante 4 vontade e oi cuidar de seus B= .Hui6 ainda não tinha chegado em casa. dentro das casas espirituais. o homem.interessante deste enAmeno ( a sua in lu0ncia no doador da energia. 4s ve6es. $oi o contr*rio. ( melhor um só passe do que de6 conversas com os esp)ritos. !o entrar no quarto. contou3me o ato. caso contr*rio. . enAmeno. !o sairmos. !o entrar no quarto. do estado de cada um. onde deveria aguardar a chegada do abnegado julgador. Mas na verdade. 9uando nos apro/imamos de algu(m.ireito. j* tão debilitado. 9uer mais ( conversar com as entidades. atrav(s dos passes magn(ticos tem uma e ici0ncia assombrosa. &omando conhecimento do tranq?ili6ou3se. $oi chamado para atender uma pessoa hospitali6ada. não sabendo se devo enquadr*3lo como prova de (. 9uem procura uma casa espiritual não se satis a6 só com o passe. suor rio. era conhecido pela sua convic1ão no espiritismo. acontece uma das duas coisas. e6 o homem entrar e o convidou para sentar3se na sala. 3 2oc0 doou a sua energia positiva. em choro pela e/pectativa da morte. . e/ercendo seu cargo em uma pequena cidade do interior. ou no anedot*rio espiritual. ao ponto de lhe ter transmitido sua energia negativa. . nada lhe acontece. completamente curado. con irma1ão da e ici0ncia da energia salvadora do passe.Hui6 aplicou3lhe. ou absorvemos a da pessoa. do que propriamente por acreditar no milagre da cura daquele homem. mas. "e a pessoa tiver consci0ncia do ato. pode icar raca e sentir3se mal. mais para atender a solicita1ão dos amiliares. e/pliquei. Um Hui6 de . a irmando estar o doente tão perturbado. oi 4 casa do Hui6 agradecer o milagre de ter dado um sensacional drible no 'avaleiro 5egro da Morte. ou trans erimos nossa própria energia. um passe energ(tico. $ui com uma pessoa visitar um doente no hospital. gentilmente. . com toda (. dependendo. ela sentiu um impacto muito orte. esteve 4 beira de um desmaio. .B= CAPITULO 8 TROCA DE ENERGIA ! doa1ão m+tua de energias entre as pessoas tem uma a1ão sobre elas de certa orma desconhecida da maioria. desenganado pelos m(dicos. viu o paciente 4 beira da morte.ias depois. at( mesmo durante longo tempo.

uma trou/a.esembargador.BB a a6eres dom(sticos na co6inha. . estava passando momentos di )ceis.senhor me curou e só vim agradecer3lheP % interrompeu. em sua casa. creio estar com um esp)rito maligno ao meu lado. e era ele quem de eria ou não os pedidos de soltura dos presos. o sisudo jui6.esculpe. BB . recebeu. estamos sendo governados por ele. Por ser importante igura nos meios jur)dicos.<overnador não a6 nada sem me consultar. tirou seu paletó preto e surrado. 2oc0. #nquanto a dona da casa preparava a sala para a sessão. -ra. doutor. !o contr*rio da revolta. o que sabia a6er muito bem. convers*vamos com o importante homem p+blico. sentou3se na rente do homem e sentenciou. um dos seus caracter)sticos. ou para se e/ibir.. agrade1a aos bons esp)ritos terem acilitado seu desencarne. o esp)rito maligno. e/cepcionalmente. 3 $eli6 ( voc0 que hoje est* vivendo a verdadeira vida. com um bilhete. pela obsessão. de portador anAnimo.ncia nas graves decis8es pol)ticas e governamentais. &odos os assuntos pol)ticos do #stado. que. quem tem que resolver sou eu % di6ia. interrompeu3o. sereno e e/tremamente espirituali6ado. então todos nós. sem pedir teu conselho. a imprensa deu destaque a ocorr0ncia criminosa. 3 . est* sendo aconselhado por um esp)rito atrasado. ! certa altura. 4 entusiasmada doutrina1ão do mestre da lei. . pois estava preparando o almo1o. Hui6. o senhor acha que est* sendo vitima de um obsessor espiritual? 3 "im.ias depois. #u não estou morto. entrou em casa e viu o homem na sala. 'hegou o Hui6. 5ão sab)amos que era o senhor7. #le gabava3se ao Hui6. 3 5ão. meu amigo. tenha ( e não se apegue 4s coisas materiais. % concluiu. levantou3se e aguardou3o para o cumprimento e agradecimento ormal. Muitas histórias são contadas sobre esse not*vel homem. doutor. 7. não sei se para justi icar seu estado espiritual. 9uando oi Hui6 na 2ara de #/ecu18es 'riminais.. 4 sua casa. % con irmou o pol)tico. ! carga ( muito pesada. sem gra1a. # continuava a contar sua import. 3 "ecret*rio. respeitosamente. &enha certe6a. "olicitou um trabalho ao nosso grupo.<overnador do #stado nada a6. 3 . vou contar mais uma. contendo todos os objetos roubados. 2iva sua vida espiritual. hoje aposentado como . que nosso querido Mestre Hesus 'risto est* cuidando de voc0. Para concluir. Um "ecret*rio de governo. $omos. homem calmo. sua casa oi assaltada.

o que quer? % perguntei3lhe. de 7o dia da bobagem7. sem destino. !lguns dias depois ela oi aumentando. 3 H* vou indo. incomoda coceira provocando pequena erida. pois dona Redda precisa alar. #ntre mim e minha mulher. estou imuni6ado. quei/ou3se.. 3 #speraP 'omo voc0 sabia que eu precisava alar com voc0? 3 Recebi o recado. 'ome1ou a aparecer. em meu bra1o direito. para dar o e/emplo. comprar qualquer erramenta. eito para pequenas coisas. ela tamb(m tem> ou se estou preocupado. 5um deles. ( para o senhor tele onar para sua casa. torna3se bem mais *cil. parecendo in eccionada. ou ela descobre. !t( que. BJ . ali. sem ter tomado a vacina. 3 'omo est* a erida de tua vacina? 3 ! casca caiu hoje. 'ontou ter sido obrigada a se vacinar no col(gio onde era diretora. !s eridas eram iguais. a comunica1ão. 9uebrando o sil0ncio. #/iste uma outra orma da troca de energia. convidei a todos. Um alivia a necessidade do outro. 3 "enhor $ernando. 3 C. % pedi. 3 2amos iniciar o trabalho.. dei/e eu ver. # mais. sua mãe est* aqui e precisa alar com voc0. #las oram secando. ou ica do mesmo jeito. 9ue a6arP. 3 Minha vacina pegou. pela "onia. C a por a inidade espiritual. pegando em seu bra1o e no mesmo lugar da minha estranha erida. !o entrar. resolvi passar no escritório de um amigo. ! sala j* est* pronta. 3 $ernando. deu3me um recado. a "onia. Msso ( a inidade. 9uando tenho qualquer dor. temos em comum nossas vibra18es. respondeu. por pensamento. acontece com req?0ncia. por mais que tente dissimular. sua secret*ria. 2ou aqui. ao meu lado. a Redda. 3 Redda. "*bado ( o dia que não tenho compromisso. 3 2acina? 9ue vacina?. e echando o dis ar1ado riso do jui6 brincalhão. % brinquei. criaram uma casca e quando a do meu bra1o caiu perguntei a ela.BJ 'onsertei rapidamente a constrangedora situa1ão. !pelidei o s*bado. "aio cedo.

isse j* estar indo e ui para casa. e eu não sabia onde te encontrar. 3 #ste menino tem uma vibra1ão muito boa. &inha certe6a do que di6ia. lutar contra este sentimento. perguntei 4 "onia. !t( estranhei. 5uma visita. principalmente na divisão dos so rimentos e na telepatia. 3 !gora entendo o que voc0 di6.3 'oncordou. #ste ( o tipo da materiali6a1ão de um pensamento. 3 'omo ela estava nervosa. o pai3de3santo observou. Mas. nosso conhecido. voc0 j* pensou se ele osse mulher? Perguntei irAnico. 4s ve6es. 3 @em. interessante e. contar ao dirigente do terreiro. se e/ercida com intelig0ncia. em caso de não o superar. a presen1a da comunhão de vibra18es entre os homens ( boa. quando e/iste a a inidade. . &enho muita a inidade com ele. !tendida minha mãe. "ou orte. Um pai3de3santo. 9uando o abra1o. inegavelmente. a mesma entidade de um m(dium de nosso terreiro. #u não lhe disse nada. pois j* hav)amos trocado id(ias sobre o assunto. !o sair o m(dium. 5ão era h*bito dela ir visitar3me. pode ser levada para caminhos perigosos. iquei mentali6ando o pedido para voc0 ligar para mim.senhor entrou no escritório. ao ser con undida por atra1ão )sica. % pondo de lado o tele onei. em qualquer religião. ! Redda e/plicou. na pr*tica da espiritualidade. um dos grandes problemas dos terreiros e templos religiosos. . a Redda contou3me ela ter chegado 4 minha procura. mostrando estar surpresa com a pergunta. e respondeu. j* velhos conhecidos. se abra1aram. oi ao tele one e o usou. não sou? % inali6ou. pode ser muito +til. $iquei atrapalhado. ! energia em harmonia tamb(m tem seu lado negativo. $inali6ou. 3 . 3 5ão senhor $ernando.que?. que só acontece entre pessoas de muita a inidade. talve6 por trabalharmos com a mesma entidade. ambos. #ntre as pessoas de se/o di erente. 2oc0 não me disse que a Redda tele onou e precisava alar comigo? ! "onia me olhou.BO 3 9ue recado? #u não alei com ela. Um cuidado que todo praticante da Umbanda deve ter quando isto acontecer. triun ante. ico at( arrepiado. e que precisava alar comigo com urg0ncia. trabalha com o 'aboclo &upinamb*. #le olhou3me espantado. e. BO .

3 C.GICA @rinco com as pessoas. mesmo ainda não descoberta. não havendo rachaduras.BQ CAPITULO 9: CRIANDO A L. #nquanto a6ia os reparos na estrutura do telhado. o que me obrigava a levar algu(m para consert*3las. % concluiu. ao lado. 3 ! senhora sabe. v0m com or1a. Nevei o @asico. ui consertar um telhado de uma casa aqui perto. pessoas costumam atirar com revólver? 3 Por que pergunta? 3 . mas dentro dele. $iquei at( contrariado por julgar estar BQ . -correu3me perguntar. rindo. Por mais que quisesse. convencido. 3 -utro dia.tamanho dos uros nas telhas indicam serem eitos por pequenos objetos como balas. Minha casa no litoral tinha sempre suas telhas uradas. numa mercearia. quando digo que o espiritismo por si só ( ilógico. não conseguia imaginar como um pei/e podia cair no telhado de uma casa. #ra alegre e brincalhão. provocando os uros. 5ão tinha lógica. e/iste a lógica. 'ontei o caso dos estranhos uros nas telhas. intrigado. ( leve e tem uma ponta dura. % e/plicou. 'onsiderando que a semente tem o tamanho de uma castanha. 3 Mas como pode isso acontecer? 3 5os dias que tem vento orte. #le não dei/ou transparecer duvida quanto ao ato das sementes provocarem os uros nas telhas. 9uando ui ver dentro do orro da casa. elas são levadas ao alto e. . por ocaso. Respondi. um carpinteiro conhecido h* muito tempo. ao ca)rem. meia idade. % e/pliquei. provocando goteiras.@asico era um descendente de italianos. 3 -s uros são eitos pelas sementes dos sombreiros. ui. $iquei pensando o que podia ser. adquirida no e/erc)cio de sua pro issão. Mas contou uma história. e umas cinco telhas estavam totalmente destru)das. Perguntei. demonstrando muita or1a. descobri que as telhas oram quebradas por um pei/e com mais de meio quilo. convicta. se aqui no balne*rio. tem lógica. pedindo que cortasse a copa da bela *rvore do meu quintal. !s *rvores não ultrapassavam a cumeeira da casa. 'ontei a teoria da dona da mercearia vi6inha.

&ua história est* o endendo a minha intelig0ncia. mais voltados 4 magia que os de hoje. hoje em moda no meio esot(rico. estou tentando criar a lógica. #les tinham a t(cnica apurada e. no caso. rindo matreiramente. 4 alquimia e. sempre respeitei o @asico. por não e/istir a lógica. uma simples e/plica1ão torna tudo compreens)vel. C uma crendice. convicto. dominando sua mente. os bru/os e bru/as da idade m(dia talve6 estejam hoje reencarnados. Mas eram. ao treinamento da sa)da do esp)rito do corpo. 4 manipula1ão de ervas.a). e se ainda est* presente entre nós.que 4s ve6es parece absurdo e imposs)vel. ainda viva e criando temores entre os mais crentes. Pelo processo da reencarna1ão. para o povo di6er que o homem se trans ormava em lobo. @asico. #le me pegouP 'onseguiu criar a lógica. o que me dava o direito de tamb(m ser respeitado. na Umbanda. 3 Pare com mentiras. em busca do lobo che e de alcat(ia e. respondo. espiritismo ou qualquer outra religião transcendental. ! cria1ão da lenda do lobisomem oi assim. o guiava aos ataques de quem queriam destruir. realmente tinha. passada de gera1ão 4 gera1ão. agindo sob a in lu0ncia do bru/o. seus esp)ritos sa)am do corpo. Mndignado. Toje. as chamadas sa)das do corpo ou viagens astrais. por isso. 3 !creditoP !creditar que o homem se trans orma em lobo e sai matando pessoas na lua cheia. principalmente. oi um passo. ( por ter sido inventada em ato marcante que deve ter abalado a opinião p+blica da (poca. o pei/e não tinha asas. % respondeu.BS sendo alvo de uma chacota. como. parecia estar animado com uma vontade humana. alei. dentro do ilógico. lobo. sem d+vida. . ! inal.pei/e tinha asas? 3 5ão. #/istem cren1as re utadas terminantemente. claro. . . 9uando me perguntam se acredito na lenda do lobisomem. BS . 'omo pode ter acontecido isso? . televisão e computador e. ( coisa de crian1a. entregavam3se muito mais 4 concentra1ão. 'om certe6a a gaivota dei/ou ela cair de seu bico. quando precisavam. talve6 porque não se distra)am com automóvel. # o espiritismo ( cheio de mist(rios.

era com tinta. toda a de esa espiritual da pessoa se echa e a protege. #mbora não conhecesse a magia praticada nos terreiros. 5uma manhã. 3 C mais *cil voc0 a6er o bem. 'on esso. o pensamento pode tornar a mentira verdadeira. conhecia a or1a dos trabalhos do mal. quando ainda não integrado ao movimento umbandista. $iquei com medo. um c)rculo pintado de vermelho. 3 &enho ( em Hesus 'risto e nos seus mensageiros. 9uando o preto3velho ou o caboclo manda procurar o e/u. 3 9uando voc0 deseja o mal a outro. Umbandistas mais e/perientes sabem distinguir um do outro. gera a tal energia compat)vel. ( alimentada por or1a semelhante. "obre esse assunto. nos terreiros de Umbanda. ! macumba. e como introdu6i3los num lar. ! id(ia de ser vitima de um trabalho eito contra a sua pessoa. ( porque e/iste uma energia ruim.cascão do sapo ( colocado pelos esp)ritos do astral in erior em qualquer canto de sua casa. ! revela1ão. % 5ão criem o medo por in undados trabalhos pegados. cria3lhe o medo. ! maioria das consultas. surpreende3nos a todos. aquela macabra pintura não sa)a do meu pensamento. por ser negativa. daquelas que não sai mais. nem com chuva intensa. ( só imagina1ão. Previno a todos. pois sempre acreditamos o contr*rio. uma entidade deu uma e/plica1ão. contra mim ou minha am)lia. do que o mal. com sapo morto. precisando ser combatida pela cria1ão de uma or1a semelhante 4quela que provocou o dist+rbio na pessoa. ica girando em torno de seu corpo pegajoso e redondo. mesmo criando um campo energ(tico atrav(s de trabalhos. 'aso contr*rio. pelo ato de julgarmos que a nossa energia ( mais compat)vel com a vibra1ão bai/a. 9ualquer briga. vibrando como toda energia.homem ( suscet)vel 4 amea1a da magia. ( para desmanchar um trabalho eito contra a pessoa. a sua retaguarda a rou/a e aben1oa a vinda da vibra1ão de pa6. ! ai/a vibratória. ao sair de casa vi. um arrepio incomodo correu pela minha espinha. do lado esquerdo do meu portão. quase sempre ruto da imagina1ão e do medo. con usão entre amiliares. "e voc0 desejar o bem. % concluiu a entidade. #levando meus pensamentos. tão clara. e este a6 um trabalho especial com elementos da terra. BG . .urante o dia. . pedi prote1ão aos esp)ritos de lu6. # pior. colocada em qualquer encru6ilhada. $ica ali. com uma cru6 dentro. #ste mal ser* banido da minha vida. algu(m e6 um trabalho de magia. Mmaginei o pior.BG CAPITULO 99 NEM TUDO < MAGIA .

pondo em risco a serenidade e pa6 da am)lia. 'om o decorrer dos dias. que vai crescendo 4 medida que ( alimentada. a mesma coisa. e/periente esp)rita. signi ica. 3 2oc0 sabe por que. o correto ( ter bons pensamentos. de qualquer um. Mas eu não conseguia esquecer por duas ra68es. Mas. &odas as casas tinham a marca. #le. oi a 'ompanhia de Rede de Wgua e #sgotos. ui caminhar no bairro. podiam ter uma marca mais simples. chamei um vi6inho que regava seu lindo jardim. a morte. não tendo com que se alimentar. e perguntei. onde vão ser mudadas as redes das *guas pluviais. a energia. Nevei3o 4 minha casa. Para não alar mais no assunto alei.BE imediatamente sugada pelo trabalho. muitas ve6es. !chei a interpreta1ão da cru6 e do c)rculo uma aberra1ão espiritual. Respondi. e/plicou. vi o mesmo desenho eito na minha. at( ter uma or1a grande. Mnsistiu. só um pouco. mostrando o s)mbolo do diabo. 3 5ão adianta. o medo e porque estava pintada na entrada da minha casa. mesmo mediana. $ui a outra. 5a verdade. BE . vitimada por um man)aco espiritual. 5uma tarde. 9ue Hesus perdoe esse meu desconhecido inimigo.ncia e perdão entre os moradores da casa. 9uanto ao ato de criar um campo de or1a para combater outro. 2ou esquecer essa est+pida magia. Passando em rente 4 casa do vi6inho. dona da casa. as casas estão marcadas com este s)mbolo? 3 "im. contr*ria ao bom senso e 4 intelig0ncia. 3 MacumbaP # ( da grossaP ! cru6. H* não tinha mais medo. $ica o ambiente carregado. 5o caso. ui me acostumando com o c)rculo vermelho. o ambiente or de pa6. não suportava mais aquele medo de ver minha gente. para destruir a ruim. harmonia. não gostou da minha decisão. 3 Mas. at( a doen1a )sica. que marcou as casas. 5ão iria solicitar trabalhos especiais. sem ele nada entender. neste caso. tra6endo. vai diluindo3se at( desaparecer. preces. se ao contr*rio. 3 di6ia. # o c)rculo ( para echar o trabalho. Meu an*tico amigo. se eu a6ia parte de um grupo esp)rita e iciente e com bons resultados. #u não sabia o que di6er ou a6er. 3 2ou pensar. ! linha :ardecista trabalha só com energia. !tAnito. achei lógico e certo. $ui pedir ajuda a um amigo. toler. 3 C. 5o terceiro dia. vis)vel e assustadora. assustado. tem que haver a cria1ão de um campo de or1a da magia branca. para meus bot8es.

no ouvido.JF CAPITULO 92 TRANSFORMAÇ1O $ui visitar meu sobrinho @enno. despedi3me. contr*rio a esse tipo de religião. 32*P 5ão pensei duas ve6es. 3 Toje. Nembrei3me de uma passagem que ocorreu durante uma sessão na linha :ardecista. 39ual humildemente. 3@ata a testa tr0s ve6es na mesa. e ouvi. "ou contra qualquer tipo de ritual. o dia das reuni8es? Perguntei. 6angado. $oi quando senti a apro/ima1ão de meu guia espiritual. 3 $ernando. um berro austero. sei l* onde. 3 2oc0 me leva? 3&e pego 4s oito. 5ão quer conhec03lo? % perguntou. #nquanto ia para casa. que voc0 conhece. H* tenho meu grupo. 5ão conte comigo e te aconselho a se a astar o quanto antes dessas religi8es a ro3brasileiras. estou req?entando um terreiro de Umbanda. tão presa a rituais. em seu escritório de advocacia. pensava. quando ele me e6 um convite. Por que o irmão Maneco quer que eu v* em terreiro de Umbanda? Nogo eu. 3 'omo ( o nome e quem ( o m(dium? 3 &enda #sp)rita "ão "ebastião. e me dirigi 4 porta. JF . cadeira por cadeira. at( certo ponto. 3 retruquei contrariado. dando as costas. "e/ta3 eira. 'onvers*vamos sobre espiritismo. e dava vibra18es. dirigida pelo #dmundo $erro. Mncorporou em um m(dium o esp)rito de um )ndio. dentro de minha cabe1a. Pondo inal 4 visita. principalmente essas de macumba e de bai/a categoria.. ordenando a todos. determinado e.. e não tenho nenhuma inten1ão de conhecer outro tipo de religião. #u? 'laro que não.

Passou direto. minha ve6. J1 . "e a entidade gostou. não sei. e de certa orma at( e/citado. !inda envolvido pelos meus pensamentos.J1 5a respondi3lhe em s+plica. aguardava meu intrometido sobrinho. que me dispense dessa ormalidade. "e cumpri3la. vou erir todos meu princ)pio contr*rio a qualquer ritual dentro do espiritismo. pe1o3lhe. com todo o respeito e do undo do meu cora1ão. sem nada di6er. 3Meu irmão. quando deu a ordem. não imaginando o quanto ainda lhe seria grato.

$oi uma vibra1ão incr)velP Pareceu3me ter levado uma tijolada na cabe1a. #ra um salão grande. demonstrando um orgulho enorme por estarem ali. e um beijar a mão do outro. H* que voc0 est* aqui. !chei estranho este mundo. da linha da esquerda. l* acabava. #squisita a pintura. $oi um tal de bater cabe1a no chão. a &enda #sp)rita "ão "ebastião. 'om a seguinte di eren1a.pai3de3santo concentrou3se e come1ou a cantar o Tino da Umbanda. 5ão paravam de cantar e dan1ar. &odos alavam e conversavam animadamente. Mas o ritual era di erente do que estava habituado. e o e/u? 'omo ser* ele? &er* cornos. tocando o Tino 5acional. &odos cantavam o Tino. dei/e come1arP Nembrei da ordem do irmão Maneco. de repente pensei. Toje ( trabalho de esquerda. -s homens não dei/avam por menos. @em.pai3de3santo incorporou a entidade che e naquele terreiro. !) entrou a mãe e o pai3de3santo. e iquei quieto. "uas cal1as e camisas eram brancas e muito limpas. e depois em asc)nio. garbosos. H* não queria ir embora. 5unca podia imaginar uma coisa assim. &r0s tambores come1aram a tocar.J= SEGUNDA PARTE CAPITULO 9 A UM7ANDA 'on esso que estava ansioso. para cantar com eles. #stava assustado. que eu estupidamente imaginava. #/u? Pomba3gira? 2ou embora. di erente da nossa casa :ardecista. o dirigente do terreiro. Respondeu lacAnico. e aqui estava come1ando. Nu6es acesas. perguntei ao @enno. curioso. &inha sido muito bem recebido pelo pai3de3santo #dmundo Rodrigues $erro. . &odos icaram em p(. Meu desejo era entrar no meio. sem a concentra1ão comum dos trabalhos que estava habituado a req?entar. seguros. rabo e p(s de bode. C dia dos e/us e pombas3giras. 2ovA J= .. 'ome1aram as incorpora18es. . bem iluminado. sem nada entender Resmunguei. #u i6 o mesmo. "e acalme. 9uando serão apagadas as lu6es? 5ão se apagam. todos cantavam e dan1avam. #stavam mais para anjos do que para os ilhotes de diabos. Parecia uma parada militar. "entei e dei/ei as coisas acontecerem.medo trans ormou3se em emo1ão. . "enti um cala rio. 2ermelha e preta. &odos de branco. ! corrente oi entrando em ila. como me alam? "ou hoje um homem sem medo. lembrando do tempo que namorava na igreja. Prestei aten1ão na movimenta1ão dos m(diuns. suas saias rodadas balan1avam aos som dos atabaques. #/plicou. -s vestidos das mulheres eram impec*veis. #u. Metade da parede era vermelha e metade preta.

sim senhor. # por que 5ego Maneco. ou. -lhou3me i/amente. 3 9uem lhe contou o nome do irmão Maneco e como o senhor sabia a rase que ouvi h* anos.esp)rito tudo sabe. $iquei olhando. coisa nenhuma. . -utros esp)ritos incorporavam nos demais m(diuns.evolvi3lhe o copo3caveira. porque detesto bebida alcóolica. outros de canoa. no im. 2* para o teu lugar. 5ão sou teu irmão. vovA. $iquei olhando o e/u. Meu irmão % disse. !qui sou pai. simplesmente. repetindo as mesmas palavras do Pai Hoaquim ditas h* mais de trinta anos. umando e bebendo uma mistura. e corri para conversar com ele. material para dei/ar qualquer um de porre. 5ão acreditei. uma entidade alegre. . depois iquei sabendo ser de sete esp(cies. olhou3me e disse. 2i. 5ão perdia um movimento sequer.e repente parou na minha rente um m(dium incorporado. em orma de caveira. determinada. ele alou. "a) de ino. após um baita gole no caneco da bebida. #st* vendo coisas estranhas. #/u sempre tem um olhar marcante. #ra incorpora1ão em massa. j* solto e alegre. Riam. # ele estava desse jeito quando in ormou. doce e amorosa. Prometi ao 50go Maneco ensinar uma por1ão de coisas a voc0. procurando iniciar uma conversa1ão.JB 'onrado era seu nome. outros com essas m*quinas de voc0s. . Mais dominador do que assustador. retomando a conversa1ão. principalmente conhaque. . Uns vão andando a p(. #ntusiasmado. voltei para meu lugar e i6 o que o 2ovA mandou. #ra uma caneca. #/plique3me duas coisas. 'areca. meu ilho. brincavam e alavam com todos os presentes. e reparei ser eu o +nico careca ali dentro. Nevantei3me. -lhei para todos. &otalmente di erente do que conhecia. #mpolgado.eu uma gargalhada e o ereceu3me bebida. ou para onde queira. capa preta. "aiba. isto sim. !dmirado. "entou3se numa cadeira. esp(cie de trono. -uvi o 2ovA 'onrado chamar. JB . 9uero alar com voc0. Mas. 'om um olhar matreiro. venha aqui. C um preto3velho. nem rabo e muito menos p( de cabra. h* anos. 3 'areca. 3 . 9uando alar comigo. tenha respeitoP Meu pai % disse. ique olhando e v* aprendendo. # esse irmão Maneco não ( irmão coisa nenhuma. $iquei olhando. est* o lugar onde todos devem chegar. curioso. "ei l* o que mais.ei um gole e quase vomitei. 5ão vi cornos. que cada um viaja como pode. 2oc0 não est* aqui por acaso. H* tinha ouvido essas palavras.

$iquei curioso. 7s0o7 Hoão % respondi agradecido..JJ 'areca jaguaraP. e oi alar com outra JJ . eito por ele. pessoa. #le. nossa irmã voltou. dando3nos a not)cia de estar o caso resolvido. Perguntei3lhe a ra6ão. 5a outra semana. 9ue bom rev03lo. Nembrei3me do 7s0o7 Hoão. incorporou novamente. Is ve6es di6ia ser 'aveira. Uma m(dium. pensava comigo. 2oltando para casa. incorporado. icamos preocupados. após seis meses de aus0ncia. companheira nossa. 'arecaP % corrigiu. aos trabalhos. recolhi todas e o ambiente icou livre desses in eli6es obsessores. Nembrei3me de um trabalho maravilhoso. # despediu3se. 'oisa de esp)rito brincalhão. 9uando oram embora.. 3 &ata 'aveira. pena não poder um dia req?entar a Umbanda. H* te conhe1o da outra casa. estava em grande di iculdade e como não queria mais req?entar os trabalhos. Pedimos socorro ao 7s0o7 Hoão. rindo. enquanto cantarolava os pontos que ainda ecoavam em meus ouvidos. Uns de6 minutos depois. pois ia resolver o problema. no plano espiritual. #ste oi meu primeiro contato com a Umbanda. "oltei v*rias cobras na casa e. "ubiu. sa)ram em debandada % disse. vi que ela estava cheia de esp)ritos perturbadores. e no pró/imo trabalho a m(dium iria voltar. $oi bom voc0 ter vindo para c*. normalmente. #ra o esp)rito que resolvia nossos problemas. Meu nome ( &ata 'aveira mas l* eu sou o Hoão. 2i estar carregando uma cai/a cheia de cobras. a inal sou contra rituais. na linha :ardecista. in luenciando nossa companheira para não mais ir aos trabalhos e abandonar o espiritismo. 'hegando na casa da m(dium. disse3nos j* voltar. quando eles as viram.

e soslaio. por ser ela a ave de vAo mais alto e que pode ver o mundo em toda sua amplitude.cheiro da mata que entrava no carro. envolvido com o suave rescor da neblina. 7. e a e/pectativa de um dia ensolarado e bonito. &alve6 lhe desse a mesma oportunidade e perguntasse o que pediria 4 . 3 # o que voc0 iria perguntar 4 *guia ? 3 !inda não sei. e o perigo do ve)culo derrapar recomendava muita prud0ncia. não gosta de ter atitudes coniventes com os sonhadores. JO . #u dirigia o carro devagar porque o paralelep)pedo da tortuosa estrada estava umedecido pela densa neblina. envolvido na minha aventura de mentira. "e nossos olhos e cora18es são insens)veis aos seus comportamentos. 3 "abe o que ela iria pedir? .JO CAPÍTULO 2 SE DEUS ME DESSE=== #u e a Redda est*vamos descendo a serra do mar. 3 "e . aquiesceu em ouvir. Mnterrompi o sil0ncio. 9uando embravece dei/a e/plodir todo seu g0nio indom*vel. não gasta vint(m 4 toa. de pre er0ncia em portugu0s . estende sua mão para a agar a cabe1a de um cão doente ou socorrer um cavalo atropelado na rua. quem sabe eles pudessem nos di6er onde erramos. "empre oi assim. 'ontinuei divagando. !o mesmo tempo que ( irrevers)vel em suas decis8es e incapa6 de icar sensibili6ada diante do choro convulsivo de um neto. sabe o que eu iria mudar? Minha companheira de quarenta e tr0s anos de conviv0ncia ( uma leg)tima representante do -ri/* -gum. mas abre sua bolsa para satis a6er os caprichos de algu(m. &em atitudes antagAnicas. 3 "eria bom para os homens se eles pudessem entender os bichos. mas podia ser melhor7. tra6ia uma pa6 interior dentro da medida que essas coisas boas me cercavam. voa de um assunto para outro. #u sonho e ela me acorda. pensei. pensamento não tem parada. . 'ompletei a rase. antes que ela dormisse outra ve6.mundo ( bom. <ostando de dar elicidade aos outros. mas mesmo neste estado ( capa6 de icar embevecida diante do colorido do beija3 lor.eus me desse a oportunidade de modi icar alguma coisa de "ua obra. . Mmagine quanta coisa a *guia poderia nos ensinar.isse a Redda em tom sarc*stico. no que di ere de mim. 3 Pediria que todos os bichos pudessem alar. C sensata. sempre p8e 4 rente dos racos seu pequeno porte de mulher guerreira.eus para melhorar o mundo. &alve6 pela sua *gil acilidade de racioc)nio.

sejam eles positivos ou negativos. #stamos alimentando o in erno sonoro de nossa alma. contei para eles o di*logo na descida da serra. ! inten1ão das palavras ( que causam o e eito. são prova disso. os berros e a m* orma1ão da e/pressão. Mencionei a magia das palavras. tonalidade e irme6a das palavras. -s gritos hist(ricos. pensativo. nem seriam levantados testemunhos mentirosos. imaginando como seria o mundo. e sim no astral in erior. não ser* em lugar espirituali6ado. o que. nem romperia ami6ades. Mas o di*logo sonhador icou calado em mim. $alei.som ( vibrante. pode causar e eitos negativos em seu ambiente. 3 C verdade. e tem um e eito no espa1o. e/pressam a qualidade de quem as emite.mia. se o homem não alasse.iante de trinta deles. o que me animou a continuar. 3 . ! maledic0ncia da inveja seria banida da JQ . $alo da a1ão e da rea1ão. e cheguei ao nosso destino. e após ter j* respondido v*rias perguntas. 5ão poderia ter sido o grande pregador se a imposta1ão de sua vo6 não osse per eita. ! musica e os mantras. as gargalhadas. esperando o resultado entre o grupo do meu in lamado ensinamento. tão própria dos homens. . pretensão para quem não consegue modi icar nem os seus de eitos próprios. e como ele tinha icado cravado em meus pensamentos e como um simples devaneio tinha revolvido os meus conceitos dos mist(rios da magia. Um alante descontrolado. os homens não pudessem alar. vo6 estridente e tom alto. porque a maneira de emitir as palavras tem um e eito enorme. 3 #la ia pedir que para o mundo icar melhor. e com certe6a. con orme voc0 disse no in)cio. não só para quem a pronuncia. da causa e do e eito e da lei dos semelhantes. Um aluno criticou de orma irAnica. t0m um lugar no espa1o. a magia das palavras desapareceria. desen/abido. deveria a6er parte da mat(ria obrigatória escolar. ! suavidade. &odos os nossos sentimentos reprimidos eclodem e se somam 4s vibra18es dos sons. 3 "eguindo seus ensinamentos. mas para quem as ouve. mas em compensa1ão o maldoso e eito da in . $iquei em sil0ncio. não destruiria mais lares.mais importante não ( a vibra1ão da emissão dos sons. . Is ve6es sou convidado para a6er uma palestra sobre a Umbanda a grupos de estudantes. tom e e eito. 3 ! educa1ão da vo6. destacando sua locu1ão. jogam 4 lama o nome de pessoas honradas. muitas ve6es. sem alar em querer modi icar o mundo. ! sonoridade das palavras de Hesus deveria inebriar seus ouvintes e ao pregar o "ermão das Montanhas deve ter causado um impacto maravilhoso nos que o ouviram. &odos estavam atentos e me olhavam com e/pectativa.JQ $iquei aguardando o j* certo e ulminante complemento da rase.

eus e6 o mundo com per ei1ão.JS humanidade. . evitando a cria1ão de imbecis e irrespons*veis. 3 'omo oi a palestra? 3 $oi boa. e a intriga seria de initivamente sepultada. encerrando minha palestra. !o chegar em casa. seria sepultado. JS . aqueles que alam mentiras para apa6iguar seus sentimentos o uscados pelas trevas demon)acas da incompet0ncia e da rustra1ão. eu tive um revela1ão. 3 9ue revela1ão? Perguntou. $alei. porque al(m de ter sido muito aplaudido. e o mentiroso e gabola não mais e/istiria. a Redda me perguntou. 3 . acilitando a pa6 entre os homens. # o velho ditado 7quem conta um conto aumenta um ponto7. curiosa. C melhor dei/*3lo como est*. por desuso.

com culturas di erentes da nossa. l* em casa minha am)lia ala ao mesmo tempo. con irmou. "omos eli6es assim. que se req?entasse um terreiro de Umbanda. . um simp*tico italiano. de v*rias nacionalidades. #stava conversando com o <iovanni. verdadeiras ontes de energia. e ainda me lembro do 2an <ogh. não i6 viagens internacionais. talve6 tivesse sido mais eli6 e morreria com as duas orelhas. carregada com sementes. C incapa6 de di6er macarronada. "ão r*pidas. com uma enorme lor. H* voei na imagina1ão. . os astros. onde provavelmente e/istem outros mundos habitados. sem ensinar como sua mama a6ia. e gosto de s03lo.isse para o <iovanni. alante e irrequieto. dentro de uma semente de girassol. senão o sol não estaria tão alto. #u sou assim. saboreando uma pi66a 4 calabresa. as constela18es. mas não ( a mesma coisa que evidenciar os atos. e vamos ter trabalho de Umbanda 4 noite. vai ser o meu in ormante. o que me tornou um desconhecedor das culturas do mundo. Pormenori6a tudo.epois de pensar um pouco. 3 2oc0s italianos são agitados. 3 C. 5ão para de alar e gesticular. imediatamente vejo a planta crescida. e descubro que estamos no meio do dia. ! casa era amosa. e logo vai cair a tarde e o dia vai desaparecer. Nembrei3me da m+sica italiana. #stava com ele. "e algu(m abrir a mão e mostrar em sua palma uma semente de girassol. que conhece o mundo inteiro. "e eu não posso viajar. sentado em uma mesa de uma pi66aria. "uas vidas )ntimas tamb(m vivem dessa orma? 3 C. "empre gostei de ler. Por que ser*? JG . onde estão os planetas. nari6 alto. mas viajei at( o espa1o. sem contar as óperas. @ai/o. 3 Mtaliano % como o chamavam carinhosamente 3 os ingleses são bem di erentes de voc0s. e cada um querendo alar mais alto que o outro. #m compensa1ão a minha intimidade com os esp)ritos me e6 um homem imaginativo. at( virar uma gritaria. não são? . que est* brilhando no c(u cor do in inito. "ão sim. por e/emplo a &arantela. e por isso a clientela era grande. 2olto 4 realidade. procurando a lu6 do sol. Perguntei in ormalmente. Mas isso nos d* bom humor. $oi quando me lembrei da minha lacuna cultural. Rodeavam3nos as mais estranhas iguras.JG CAPÍTULO 3 A DANÇA #u tenho um problema cultural hoje irrepar*vel. o <iovanni.

-s irlandeses são admiradores da gaita de oles. de um brio di erenciado. apai/onados por tudo que a6em. com a Umbanda. 3 2eja o que est* acontecendo hoje no oriente m(dio. enquanto ele j* tinha comido duas. inveterados amantes. % a irmei. # os ranceses. 3 "ão comedidos no alar. 3 ! pi66a est* boa? % perguntou. como pedindo uma pausa na conversa1ão. "omos amigos e por isso ele me conhece bem. "ão din. tanto que tive que pedir ao gar1om para esquentar minha pi66a. "ó eu alava. ou o movimento ritmado do som de seus instrumentos musicais? . !nalise o argentino. . considerando que o movimento ( uma a1ão que gera uma rea1ão. ao inv(s de se auto punirem em nome de !llah. un:s e sei l* mais o que. Percebeu que eu tentava uma liga1ão do que al*vamos. andam com calma com passos irmes e seus gestos são suaves. presentes e dominadores.Maurice 'hevalier não ( protótipo deles? # que tal o ch* servido pelas guei/as. 3 #st*. e ainda mascando chicletes. austero.<iovanni me olhou descon iado. 5ão te parecem eli6es? "er* que são as suas *reas verdes. C um movimento macho.eve ser o resultado da rea1ão do movimento da dan1a por eles pre erida.micos. adorador do tango. não (? "uplicou o <iovanni. JE . Msso os torna di erentes. delicados e galanteadores. 3 2oc0 não vai me contar nenhum caso de esp)rito. 3 5ão entendi. . "er* que isso não pode caracteri6ar uma nature6a espiritual de um povo? !rgumentei . "eus gestos os levam para esse lado. sempre dos outros 3 brinquei. #le sabia que não me podia tirar da minha inculta viagem. pois era um medroso do espiritismo.an1arinos de roc:s. que retrata. Respeitei seu pedido. 3 # o americano. via de regra. com as saias apertadinhas e passinhos curtos. e admirados pela cultura pol)tica do povo comum. 'om tudo o Mtaliano concordava. não seria o som musical de suas musicas? . # eles gostam de contar os so rimentos. Husti iquei. a desgra1a amorosa. se ao inv(s daquela m+sica osse um samba brasileiro? -u as nossas mulatas cariocas andassem como as guei/as? Reparou como cada um est* ajustado 4s m+sicas? 'onclu). 9uem sabe se. não houvesse tanto so rimento. "ão amantes da vida. e suas dan1as ossem mais alegres. 3 Por alar nisso. estudado.<iovanni e6 um gesto.JE 3 Pelo modo do andar deles. gar1om me traga uma coca3cola. para desconversar.

3 # voc0. ao cantar uma m+sica. Mroni6ou 3 C a corimba. que seja compat)vel com a dan1a. con irmava com a cabe1a. não parecem soldados romanos? -s XangAs não te lembram a dure6a das pedras e a ira dos trov8es? # as Mansãs. não parecem ventanias? # os caboclos de -/óssi? 5ão te lembram as matas? 'ada ve6 que eu alava. 'on irmou contrariado. -s )ndios eram mestres nisso. <iovanni. -nde se encai/am os teus movimentos? !nda todo torto. não te levam at( as ondas do mar? -s -guns. 3 5ão te lembram as *guas de um rio? # as Memanj*s. tomei o cuidado de e/plicar. ! inal. 3 "e são aquelas entidades que icam rodando e olhando para a palma da mão. $ernando. dan1ar % no mesmo lugar. não sabe dan1ar. <ar1om. 4s ve6es eu levava o <iovanni para assistir uma gira no terreiro. 4s ve6es ( violento. em s)ntese. Msso. voc0 tem que a6er um movimento que vibre no local da or1a que origina essa energia. OF . eu sei. traga a conta para o meu amigo aqui. 3 'omo assim? Perguntou o ignorante. outras não. agora voc0 j* sabe que quando precisar de au/)lio da nature6a. 3 C. 4s ve6es tua e/pressão est* tranq?ila.OF 3 5unca vi tanta bobagem. ele com a boca cheia de pi66a. j* vi. no outro agitado. como se tivessem um espelho. Mas ( uma id(ia. não (? "abe que na Umbanda o movimento tem magia? 3 "abia que voc0 ia chegar na macumba. e quando o a6 ( sem ritmo. $alei com seriedade. um dia calmo. voc0 o que (? 3 #u? #u sou brasileiro. voc0 est* tra6endo um peda1o de vibra1ão de qualquer lugar. 3 #ntão. por or1a da própria a1ão desses gestos. 'ada movimento atra) um tipo de vibra1ão. 3 "e voc0 na gira. o que lhe dava insAnia. ( magiaP #/clamei triun ante. tentei escapar. 2oc0 j* viu as o/uns corimbando no terreiro? !pesar de medroso.'riticou resmungando.

3 ! Umbanda ( e/igente. "e eu or um bom m(dium. o m(rito ser* teu. #mbora j* tivesse a pr*tica de vinte cinco anos na linha :ardecista. 5ão só pode. atrav(s do jogo das palavras. voc0. segurava minhas incorpora18es no terreiro.O1 CAPÍTULO 4 DIFERENÇAS ! gira estava animada. % a irmei. &amb(m puderaP 5a +ltima ve6 que incorporei na Umbanda. $oram me buscar. 5ão tive alternativa. ! não ser que voc0 me alte com o respeito. 5ão posso dar o mesmo tratamento dos m(diuns comuns. 'onstrangimento? Por que? &enho um constrangimento muito grande de me/er com C que voc0 j* tem vinte cinco anos de pratica. . com raiva de mim. o pai3de3santo me chamou para um conversa1ão. !o ingressar na corrente. a culpa ser* tua. e eu. a ponto de querer at( chorar e ir embora. Husti ico3me. 9uando entrei na gira.que l* aprendi. "e eu usar de toda a autoridade recebida pela lei da Umbanda. Pode a6er e di6er o que quiser. depositei em tuas mãos o meu uturo medi+nico. com muita humildade. aqui não vou usar. no meio das imagens. "empre ui t)mido para dan1ar e cantar. "ou um homem disciplinado e obediente. $iquei encurralado na trama do pai3de3santo. Lardecismo e Umbanda são di erentes. $oi rid)culo. i6 o que sabia. ao menos por enquanto. em alguns momentos. !sseverei. Mentalmente acompanhava o ritmo da m+sica. Percebi ter ca)do numa armadilha. 9ueria ser um bom m(dium. os m(diuns devem obedecer as ordens da hierarquia do terreiro. eu órico por ter sido convidado para ingressar na gira. &odo de branco. pondo o pai3de3santo bem 4 vontade. echei os olhos e sa) pelo salão dando vibra1ão no ar. $inali6ei. voc0 pode icar. Mncorporei. e acatarei a determina1ão. a tudo acompanhava atentamente. Mania de :ardecista de incorporar com o olho echado. O1 . prender a pessoa. $oi um bom aprendi6ado. em caso contr*rio. #ra o que ele queria ouvir. e. como deve. ui parar dentro do cong*. depois de tr0s meses req?entar a assist0ncia no terreiro.

#ngoma ( o conjunto dos instrumentos que a6em a musica no terreiro % e/plicou. aliviado. respeitosamente. # quando voc0 estiver na gira. embora seja branca. a mãe3pequena.irija3se a mim. # tem mais. rom. #ssa que voc0 usa. qual ( a hierarquia do terreiro? !l(m de mim. vir ajudar na limpe6a do terreiro. Mesmo. % arrisquei. por ser o canto um mantra da Umbanda. não est* igual aos outros da corrente. $iquei pensando. aqui dentro. um movimento necess*rio. . 'orri atr*s dele.O= 9ue bomP % e/clamou. Padrinho. os capitães do terreiro. a mãe3de3santo. beije a minha mão e de toda hierarquia. ponha uma roupa mais adequada. &ome nota das primeiras ordens. rumpi e O=0. inclusive dos ogans dos atabaques. # os atabaques t0m nome. ser* que oi vingan1a daquele )ndio por me ter negado bater a testa tr0s ve6es? O= . # dance. e os ogans da engoma. 5ão me chame mais.3 echou a cara. "ó para eu saber. de $erro. por ser a dan1a. mesmo que não saiba. % respondeu. #ngoma? # o que ( engoma? Perguntei. cante. quando voc0 chegar no terreiro. minha esposa. com licen1a. como YpaiZ ou YpadrinhoZ. deu as costas e me dei/ou so6inho.% encerrou. que voc0 tenha vergonha ou não saiba. # desde j* voc0 est* escalado para s*bado pró/imo. agora de orma delicada.

bem penteados. 5ós usamos o espelho para limpar os dentes. . 3 2oc0 est* con undindo. ! minha acompanhava o mesmo diapasão. ! irmou. ! verbosidade ( a sua maior arma para manter acesa uma discussão. recomendando a mesma tentativa. ainda meu desconhecido. !s vibra18es cósmicas e a mediunidade nasceram com o homem. # ( nessa importante pe1a de nossa casa que est* o espelho. não usa o OB . originada do candombl(. 5esse dia olhando concentrado e i/amente para minha imagem re letida levei um susto. "omos displicentes com o nosso outro eu. "eus olhos eram misteriosos e o seu rosto não me pareceu amiliar. # com ela nos digladi*vamos com eloq?0ncia e em calorosa de esa das id(ias da religião. #ntre outras tantas ormas dos magos usarem o espelho ( buscar no espa1o o re le/o dos elementos para aumentar a or1a dos trabalhos na constru1ão de campos de energia. 3 ! Umbanda ( uma religião autenticamente brasileira. e/ercendo o direito do meu recolhimento neste cAmodo. Um grupo de quase meia d+6ia de adeptos da Umbanda ouviam curiosos nossa discussão. "eus cabelos são grossos. a6er a higiene e con erir se a roupa est* adequada com nosso gosto. -s que j* me ouviram tiveram a mesma sensa1ão.H+lio ( alto e apesar de seus cinq?enta e tantos anos mant(m um corpo de jovem. pretos e salpicados nas pontas de um grisalho compat)vel com a sua idade o que me cria uma recrimin*vel inveja por eu ser calvo. 3 ! Umbanda se perde no tempo. C ormada por grandes alanges de esp)ritos na qual predomina o nosso )ndio. um elemento de grande utilidade na magia. $oi uma e/peri0ncia incr)vel. # oi essa a convic1ão da minha inspira1ão na conversa com o Hulio sobre o inverso da Umbanda. considerando ter nascida o icialmente em 1EFG. #/iste h* milh8es de anos. $oi anunciada pelo 'aboclo "ete #ncru6ilhadas incorporado no m(dium D(lio de Moraes. ! religião chamada Umbanda tem menos de cem anos. #ra o outro eu.OB CAPÍTULO 0 O ESPEL3O !cho que todos vão concordar comigo que o banheiro ( nosso esconderijo respons*vel por momentos de nossa necess*ria privacidade. Rebati. no Rio de Haneiro. vi minha imagem re letida no enorme espelho estrategicamente colocado na parede. #ra ele quem di6ia. 3 ! Umbanda ( uma religião a ro3brasileira. pentear os cabelos. Presto3lhe minha rever0ncia. por acolher em sua ess0ncia o inverso de tudo. aquele homem dentro do espelho era outro. #le icava irritado e sua grossa vo6 j* estava passando da tonalidade própria dos cavalheiros. por isso divido3a com os outros. 'erta ve6.

epois de e/plicar continuei. 5a minha casa nós icamos na sala. . 5o decorrer dos tempos os a ricanos j* mais adequados 4s suas condi18es de servi1ais. antes ajeitada para recepcionar o Hulio.inverso da Umbanda? 2oc0 quer di6er descobrir coisas ainda não reveladas? 3 !s coisas reveladas e não entendidas. 3 2amos trocar id(ias sobre a Umbanda buscando uma intera1ão religiosa e não discutir ou compar*3la com outras religi8es. 3 . trou/eram escravos negros da W rica.OJ sangue como elemento nos trabalhos. mas prometo tentar. os )ndios então os leg)timos donos da terra oram escravi6ados. 'omo est*vamos no jardim da casa de um amigo comum. convidados que omos para uma reunião. sugeri que nos un)ssemos aos demais convivas ao at( então apra6)vel evento. OJ . #st* combinado? 3 5ão sei se vou conseguir icar quieto. ! Umbanda tem que ser redescoberta. #u di6ia. . #nquanto desabotoava o seu jaquetão cin6a para sacar de um cigarro. inclusive a espiritual. descoberto o @rasil. não prega o medo e muito menos e/ige compensa18es inanceiras pelo e/erc)cio da mediunidade #st* na hora de mudarmos os conceitos. sem precisar conhec03la. #stou a6endo essa sugestão por querer que voc0 me ajude a consolidar a iloso ia que h* anos estou tentando implantar no terreiro que dirijo. vou te visitar para continuarmos nossa conversa. vestido 4 vontade. 2amos coloc*3los diante do espelho e descobrir o seu inverso. escrevendo a mais triste p*gina da nossa história. 9uero juntar as pe1as e concluir o quebra3cabe1a. 5ão tenho a pretensão de descortin*3la. !penas sou contra a mistura da Umbanda com o candombl(. ! id(ia oi aceita.entro do bem reside o mal e vice3versa. in lamado. demonstrava estar de bom humor. ele me comunicou em educado sussurro. #le era meu amigo )ntimo por isso j* oi servindo o ca e6inho. sem a horrorosa gravata amarela que destoava de seu terno cin6a claro. 'om a não adapta1ão ao regime da escravidão os portugueses. 3 'omo amanhã ( domingo. &udo tem o outro o seu inverso. mas tenho o dever de entend03la. Mniciei a conversa. dentro do mal e/iste o bem. &ive uma e/peri0ncia com o espelho que me e6 repensar toda minha conduta humana. 3 !ntes de tudo quero dei/ar claro que não combato nenhuma religião ou orma de e/erc03la. @rincou. orte e que re+ne adeptos de grande envergadura cultural.H+lio estava circunspeto demonstrando estar bem atento e surpreso com minhas e/plica18es. . Respeito o livre arb)trio de cada um e con esso só ter uma no1ão b*sica do candombl( apesar de achar essa religião muito bonita.

cheios de cren1as. a religião tamb(m. . maravilhosa e m+ltipla na sua constru1ão. #sses esp)ritos dos )ndios. a UmbandaP #la oi planejada e criada para atender o povo brasileiro. são religi8es antagAnicas. !trapalhei o H+lio. 3 # o preto3velho não ( o a ricano? 3 #stou inclinado em acreditar que ele oi tra6ido atrav(s da descend0ncia da ra1a a ricana que criou a capoeira. !cho que basicamente os esp)ritos que undaram e trabalham na Umbanda t0m alguma p*gina dentro da (poca do descobrimento do @rasil. sem nunca esquecer que ela ( autenticamente brasileira.H+lio mal se continha. Repare que todos os pontos da linha dos preto3velhos são iguais 4s musicas da capoeira. por qu0 o ori/* -/um carrega um espelho? Mmposs)vel ser vaidade. de eito que lhe derrubaria o t)tulo de esp)rito superior.nea de conceitos est* gerando uma con usão muito grande.H+lio não se conteve. e/ceto quando são misturadas. brancos. ! religião dos brancos oi re ugada pelos negros que criaram o j* conhecido sincretismo católico na Umbanda. 3 # não oi? 3 Pelo pouco que sei do candombl(. Parou uns instantes olhando3me para pensativo e torpedeou. 3 @aseado no que voc0 a irma isso? $oi o espelho que te contou? 3 ironi6ou. a miscel.i6em ela ser originada do candombl(. misticismos e iloso ias espirituais. !s tr0s misturas deram in)cio 4 civili6a1ão brasileira. hoje o +nico esporte brasileiro. Mndagou.e certa orma. # ela oi criada pelos a ricanos 4 guisa de esporte mas na verdade era um meio de de esa. . #le me disse para ser ousado e buscar respostas por mim ainda desconhecidas. -s !rquitetos do #spa1o resolveram juntar todas as suas iloso ias religiosas em uma só. negros. !) vem a revela1ão do inverso. ! sobrancelha grossa do H+lio levantou e ele interveio. 2eja uma delas. Por ser nova e pouco estudada. # a capoeira nasceu antes da Umbanda. . o que desagrada tanto os adeptos da Umbanda como do candombl( que não tem nenhuma vincula1ão com o sincretismo católico. mas deve ser revista adequando3a 4 lógica correta de uma religião independente. 5ão tenho nenhuma d+vida que a Umbanda tem que seguir seus princ)pios morais e ilosó icos ensinada pelos esp)ritos. dev)amos pregar e cultuar a Umbanda dentro da lógica dos acontecimentos históricos do @rasil. reencarnaram aqui mesmo no @rasil. 3 . OO . ! pr*tica da cultura religiosa dos ind)genas com os a ricanos oi proibida pelos brancos que impunham o catolicismo entre eles. 5ão oi só a ra1a que se misturou.OO misturaram sua ra1a negra com a vermelha do )ndio e entre elas a intromissão dos brancos. europeus e religiosos católicos.

9uem sabe nós devemos buscar a resposta pesquisando o inverso do ori/*. mas espero descobrir.Hulio despediu3se e prometeu a6er a e/peri0ncia do espelho. &enho certe6a que vai aproveitar. ao menos vai se admirar.OQ 3 2oc0 sabe? 3 #u não sei. OQ . pois se não encontrar o seu outro YeuZ. Mas antes devemos ver o inverso de nossas a18es que erem a espiritualidade ensinada pelos esp)ritos que a6em a Umbanda. .

omingos. mas tinha um cora1ão imenso. reclamar por tudo. #ntretanto. <ordo. 2oc0 ( um imbecilP !pesar da grosseria das palavras. brincalhão e alegre. ele a6 o que quer.pai3de3santo echou a cara. ormando uma terceira.esp)rito ( uma energia e o m(dium ( outra. ! gente l0. C a terceira energia % disse. Um cavalo bem domado. $al*vamos sobre a mediunidade. ainda não conhecia o !ndir de "ou6a. dei/ou escapar uma das suas marcantes alas. . voc0 ( um burroP . principalmente por contradi6er tudo aquilo que ele pregava.. principalmente. 'ada qual com sua cultura. trocar id(ias sobre a Umbanda. $oi com outro espiritualista que entendi a incorpora1ão e a necessidade da prepara1ão do m(dium. trotar e galopar.. Mas. .OS CAPITULO 2 TERCEIRA ENERGIA . um e/periente pai3de3santo. 9uando vem o esp)rito. OS . $alando sobre prepara1ão espiritual dos m(diuns. gritar. ilho de -gum não dei/ava as coisas para depois. . todos.omingos acreditava que não adiantava nada o m(dium ter cultura esp)rita.omingos era um membro da corrente. !mbos estão ali presentes. . &oda aquela postura era mentirosa. Um ( um e outro ( outro.i6ia coisas descone/as. quando a entidade toma o corpo do m(dium. . Mnterrompeu e voci erou.m(dium tem que dar condi18es ao esp)rito. &erceira energia? #/plique melhor.omingos. 5aquela ocasião. acharam gra1a da orma do pai3de3santo e/pressar3se.$erro costumava berrar. mais *cil para o esp)rito dar sua comunica1ão. C como dois em um. #mbora comum e undamental para a religião esp)rita. sensibilidade e conhecimentos. sabendo andar. 5a Umbanda chamamos o m(dium de cavalo. a incorpora1ão de um esp)rito com o m(dium ( um grande mist(rio. estuda e aprende. era muito querido por todos. demonstrando sua indigna1ão pelo coment*rio do estejado gordo. reunidos em uma só or1a. <osto de conversar com ele e. não adiantando nada o que se aprendeu. acilita ao cavaleiro. 9uanto mais preparado. H* o pai3de3santo com sua e/peri0ncia pregava o contr*rio. . cultural e espiritualmente. dei/ar ser montado e obedecer as r(deas. pedi. para poder e/trair sua cultura. principalmente no que se re ere a di eren1a da mesma entidade incorporada em m(diuns di erentes. inclusive o . essas energias se unem.

violento. misturada em sua energia. ica com uma parte do outro.mesmo e/u incorporado em um m(dium menos preparado. . amoroso. que não ( a mesma entidade.princ)pio do computador. . pensando na proveitosa troca de id(ias com o !ndir. 2amos imaginar um e/u. para quem conversar com os dois m(diuns. 3 Msso e/plica bem. 2ai parecer. "im. em sua mani esta1ão. #nquanto voltava para casa. ele vai tra6er. . 5ão pode ser igual. incorporado em um m(dium manso. -s dois juntos criam uma terceira bebida. em dois m(diuns di erentes. Pena que o .ca ( ( uma bebida pura. disse o !ndir.omingos j* desencarnou. e cheio de ódio. est* bem esclarecido este ponto. ela ica com uma parte que sou eu. para esclarecer minha compreensão. 'ompletei. -bviamente. $alei. toda esta parte boa do m(dium. se sobrepor 4 sua vontade. o leite tamb(m. Msso mesmo. lembrei3me do . . no primeiro. OG .OG - 'omo o ca ( com leite? &entei ajudar. "e a entidade incorpora em mim. C. só pode in ormar coisas semelhantes. boa coloca1ão % elogiou. culto. vai ter que lutar para não dei/ar esta parte ruim do m(dium.esp)rito só pode tirar do m(dium o que ele tem programado. 5o segundo m(dium. com sua aura limpa e vibrante.omingos. 'omo um computador. senão poderia e/plicar para ele o que o $erro não conseguiu. "e seus arquivos são de m* qualidade. "e incorpora em outro.

estava solto. j* h* vinte e cinco anos. -ptei pela Umbanda por ter encontrado nela a minha necessidade religiosa. Mncorporava. "ó altava o #/u. OE . C a alta de conhecimento dos m(diuns que provoca esse quadro at)pico da entidade. e nunca dei/ar de perguntar as d+vidas que tiverem. o Pai Maneco. pedindo uma e/plica1ão. "enti3me mais seguro e protegido na Umbanda. di erenciava bastante dos outros e/us. olhos abertos. que voc0. "e não der certo.neo.desenvolvimento da mediunidade na Umbanda deve ser espont. icar* bem amortecido. $ique calmo e concentre3se. para voc0 icar tonto e acilitar a incorpora1ão. na linha :ardecista. C importante mencionar. Mandou cantar o ponto do 'aboclo Hunco 2erde. $iquei intrigado e procurei o pai3de3santo. sem necessidade de lu6 apagada. e icam mancos. Mntu) que um 'aboclo est* querendo incorporar em voc0. com certe6a. "oube que meu -ri/* era -gum e j* tinha eito o cru6amento na Umbanda e o amaci. normalmente. ique rodando. Pela impon0ncia da entidade. ! di eren1a oi a batida alegre da m+sica e a manipula1ão da energia da 5ature6a pela cria1ão de campos de or1a. h*bito comum quando ele queria chamar um esp)rito para incorporar num determinado m(dium. ! incorpora1ão oi r*pida e orte. "e tiver di iculdade. bem 4 vontade. o esp)rito declarou chamar3se !:uan. .segredo ( a paci0ncia e a con ian1a nos respons*veis pela dire1ão do terreiro. mas comum entre cavalos ine/perientes. 'antava e dan1ava. nas giras de -gum. jogando3me de joelhos no chão. devendo o m(dium tomar o cuidado para não incorrer na imita1ão das incorpora18es de outras pessoas. o meu pai3de3cabe1a. dentro da nova roupagem de preto3velho. para só depois levantar e saudar a todos alegremente. muito embora. entidade para mim *cil de lidar. ! gira era de 'aboclo.ava consultas sentado no toco. j* tinha abandonado o 'entro #sp)rita. incorporava uma entidade que não tinha dado o nome. % orientou3me. @ebia cacha1a e umava cigarro de palha. mas. . via de regra. entortam as mãos e cometem outros trejeitos.pai3de3santo me chamou e me e6 icar no meio do terreiro. . @em mais cedo que esperava. o pai3de3santo chamou o #/u &ranca Ruas das !lmas. H* me considerava m(dium pronto. 3 5em todos os e/us são iguais. que recebi sem nenhuma di iculdade. considerando3se estar trabalhando com ele. &empos depois. a1a uma respira1ão r*pida e curta. H* tinha o preto3velho e o 'aboclo. . os m(diuns icam muito apegados ao olclore.OE CAPITULO 4 INCORPORAÇ>ES H* estava habituado 4s incorpora18es da Umbanda. #le atendeu.

urante a incorpora1ão tive o impulso de ir bater a cabe1a no ponto de seguran1a da gira. !o contr*rio. omitem o detalhe da consci0ncia ou inconsci0ncia. e/plicando as coisas certas e erradas dos m(diuns. seria certo ou errado ele ir bater a cabe1a? 5essa altura. ( muito bom. sob a orienta1ão dos dirigentes e m(diuns mais e/perientes. não contarão ao esp)rito suas di iculdades )ntimas. % detalhei 3 independentemente dos meus problemas na incorpora1ão. se os outros souberem da consci0ncia. mais tarde. para desenvolvimento dos m(diuns. em cujo cargo iquei durante. juram serem inconscientes. trabalham suas mediunidades. com a inten1ão de saberem as coisas contadas pelos ilhos da corrente. na sua ótica. . #le continuou.. !rrematou. $ui saber. $i6 uma pergunta. em sil0ncio. 5o inal o pai3de3santo a6ia suas observa18es.anos e só sai daquela casa com morte de meu pai3de3santo. uma ve6 por m0s. QF . al(m de ser also. me olhando. toda a corrente estava em p(. #les ( que pensam assim. al(m de ser a maioria. que se di6em inconscientes. 9ue i6 para merecer cumprimentos? % pensei. em meu terreiro. 3 Mas tenho que ser inconsciente para trabalhar na Umbanda? Perguntei assustado. 3 . C uma pura asneira.esp)rito não oi. onde os m(diuns. #/clamou.. numa gira echada e sem assist0ncia. &empos depois. que a6 uma declara1ão publica a irmando ser m(dium consciente. durante a incorpora1ão. 3 2oc0 ( o primeiro m(dium. pensando ter eito uma pergunta inadequada ou prim*ria. Para teu controle. $ernando. que e/istem mães e pais3de3santo. Mncorporei o #/u &ranca Ruas das !lmas. 3 'laro que não. $iquei sem jeito. ui cru6ado no terreiro como pai3pequeno. !creditam que. o m(dium. $iquei sem entender. havia uma sessão echada. 5ão tem nada de errado ser m(dium consciente. Meus parab(ns. C um tipo de treinamento. todos teus irmãos de corrente. #stou em d+vida se ui eu. aqui presentes. 'om medo de errarem. por estar errado. ou se ui eu quem criou a id(ia e ele não me dei/ou ir. que atrapalhou a entidade não o dei/ando a6er o pretendido. porque assim voc0 aprende as coisas que o esp)rito ensina.QF 5o terreiro do $erro. inclusive o próprio pai3de3santo.

quando ouvi o amoso chamado da querida entidade. era todo vida e alegria. . de pronto.Q1 CAPITULO 6 O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO #stava comandando uma gira da esquerda. #ra um homem importante para a Umbanda e para o próprio terreiro. sem a assist0ncia do cambono. -s dois sa)ram e ele. os m(diuns alegres. tornou3se um grande amigo. . ! casa estava cheia. # ningu(m gosta de saber que os amigos estão com os dias contados.ei/ei meus a a6eres e sentei3me 4 sua rente. !l(m de meu pai3de3santo. #sperei. 3 'uide do meu terreiro. Me/eu3se no seu trono. 3 5ão dei/e isso acontecer. hoje ( a +ltima ve6 que estou incorporando neste cavalo. Por comandar a gira. 5ão sentia nele o espectro da morte. os cambonos. que impossibilitarão as incorpora18es e. &udo estava certo na sua vida. espiritualmente. "e ele não puder trabalhar. que quero alar so6inho com o 'areca. 3 'areca. % gritou. deu a noticia. #le vai ter alguns pequenos problemas. para dirigir uma casa.pai3de3santo $erro. "aiam daqui. 'omunicou. Percebi uma certa gravidade. que tão sabiamente comandava. Mas não dei/e ele morrer. o ereceu3me a orte bebida e disse aos seus dois ajudantes. 2ovA. voc0 guarde teu cora1ão no co re. o canto muito bem a inado. não se deve jamais alar com ningu(m. não estava incorporado. "ou um homem de (. venha c*. % ordenou. ra6ão que me e6 gelar. incorporado no 2ovA 'onrado. . #st*vamos no m0s de "etembro. mais tarde. #stava no meio do terreiro.3 Q1 . go6ava de boa sa+de e não demonstrava estar passando nenhum problema. muito ao contr*rio. porque. eu cuido do terreiro. !credito nos esp)ritos. assustado. . 5ão aparentava a idade que tinha. mesmo sendo o che e espiritual da casa. 3 'areca.evia pesar uns setenta quilos.pai3de3santo che iava. h* quase cinq?enta anos. a lito. # vou dar um conselho. e estar incorporado no pai3de3santo. mantendo uma orma )sica invej*vel. 'areca. uma resposta da entidade 4 minha solicita1ão. olhando i/amente. # eu me identi icava muito com ele. vai desencarnar. Minha rea1ão oi imediata e em suplica.

reunindo os m(diuns e seus amiliares. em cima da seguran1a. para que tudo corra bem. !s l*grimas oram por mim contidas. oi posto um ponto riscado. que o mant(m aceso j* h* muitos anos. Mn ormou3me com ar sombrio e triste. recebi o recado. que o am*vamos. "abia ter chegado o momento. 5ão acreditava no que tinha ouvido. Perguntei 4 &here6inha que ponto era aquele. esposa do $erro. sua am)lia era grande. então mãe3pequena no terreiro. #ste ponto oi riscado pela Madrinha 3 a dona "telinha. 5a minha (. #le subiu e eu iquei assustado. $i6emos trabalho na linha da Umbanda. . -s esp)ritos não erram. 5ão incorporou mais em seu cavalo. e não podia tirar de dentro de mim o segredo que com muita dor carregava. Retirei3me. #ra demais para mim. apro/imou3se. di6endo que o $erro teve um en arte e vai ser operado. #le % o pai3de3santo e esposa. 5o meio do terreiro. ou seja. Marcamos um trabalho para hoje 4 noite. levantou3se e ordenou o canto de subida para ele. pois antevia as conseq?0ncias entre todos nós. $ui com minha mulher. #les se encarregaram de mandar cantar os pontos da linha do -riente. amargando minha antecipada dor. não sabia o que esp)rito tinha alado. onde j* muita gente estava solid*ria com a am)lia. &odos os anos o terreiro a6ia uma esta de con raterni6a1ão. amiliares e ilhos de corrente comentavam sobre a bem sucedida sessão.pai3de3santo era m(dium inconsciente. #sclareceu. especial mesmo. tristemente e comecei a pensar como poderia administrar seu desencarne. $iquei so6inho. 5ão era compreens)vel uma entidade di6er não incorporar mais. &odos o adoravam. 3 9ual o hospital? 5o "anta 'ru6 % in ormou $ui ao hospital. que dava para perceber. alegre e com todos estejando. sabia ser inevit*vel o desencarne. sem dividir com ningu(m. H* est*vamos em de6embro. C para a sa+de do Padrinho. $oi no come1o do ano. #u o via. ! &here6inha. Q= . conhecida pela cura de doen1as )sicas. -s sinais dados pelo 2ovA 'onrado estavam cada ve6 mais ortes. Perguntei. #la era benquisto e al(m dos amigos e ilhos da corrente. apesar de suas rabugices. chamando os caboclos e pretos3velho. # alava de um homem incomum.Q= !poiado em sua bengala preta. para a qual tamb(m nada tinha dito da comunica1ão da entidade. sem prever sua data. muito antigo. porque seu cavalo ia morrer. !lgu(m tele onou para voc0. I noite a corrente estava reunida. desde que tomou o cuidado de a astar seus cambonos para me dar a not)cia. !o chegar em casa.

Meu ilho. C para movimentar o corpo % disse3me a a lita esposa do Meu pai3de3santo era sombra daquele homem esperto e *gil. na sala do oriente. QB . talve6 at( emocionado. Respondi. a senhora não vai gostar do que vou di6er. ele estava sentado em uma cadeira. $iquei surpreso. não a mim. talve6 não mais pelo seu iminente desencarne. na e/pectativa de sua cura. pai3de3santo. *gua e vela durante todo esse tempo. com seu olhar j* en raquecido pela doen1a. #stava magro. muito triste. alando quase por sinais. mas por tudo que estava passando. &eve uma pequena doen1a e. e. 5uma delas. 2oc0 pode a6er isto por mim? !quiesceu. serem paliativas as cirurgias. ora no Tospital. -rdenou3me. $ale. e enquanto tentava consol*3la. a6endo um es or1o muito grande. 3 !cho que a senhora deve levantar o ponto irmado na linha do oriente. barba crescida. como diariamente a6ia. diga3se. !joelhei3me ao seu lado. como sempre a6ia. ui ao hospital.velho -gum. m(dicos e amiliares. &odas as manhãs eu a6ia uma visita ao $erro. mas 4 espiritualidade. eito o ponto. o que mais podemos a6er? Mmplorando. ora no terreiro. disse3me. tomou minha mão e. $ui embora. peguei sua mão com muito cuidado. #ra di )cil v03lo assim.QB Mas ele j* teve algum problema antes? Perguntei.eus te aben1oe. um raio de Nu6. Madrinha. ainda. por causa dos soros e agulhas em suas aparentes veias. "entei3me com a Madrinha "telinha. p*lido. pedi3lhe a ben1ão. di6endo num sussurro. at( agressivas % e caras. 3 Mucui no Dambi % . $oi um per)odo revoltante. Mucui meu pai. tamb(m a beijou. j* marcado para morrer. . $iquei pensando porque o 2ovA não vinha busc*3lo. Parece3me que cinco cirurgias oram eitas naquele homem. #stava respirando. determinado. no quarto. beijando3a. nunca mais o des e6 alimentando3o com bebida. por or1a dos aparelhos hospitalares.urante um m0s. i6emos vig)lia. 5um "*bado. 3 . "ab)amos.

4s ve6es. acato muito agradecidoP QJ . levantar o ponto. e oi essa a ra6ão de eu ter sugerido 4 dona "telinha. dei/ou como legado cinq?enta anos de e iciente desempenho na religião. comunicando que o $erro morreuP % e/clamei.#dmundo Rodrigues $erro. demonstrando muito conhecimento e (. possa atrapalhar o desencarne de um esp)rito do naipe do $erro. conversava com ela. sinto quase sempre sua presen1a no terreiro e. Retornei 4 minha. mas hoje não estou mais. !inda estava 4 mesa de re ei18es. na ocasião. Mas tive uma intui1ão. tra6endo uma triste6a muito grande para todos nós e apesar de abrir uma lacuna na Umbanda. desencarnou. e um ensinamento at( hoje seguido por muitos. instintivamente. dando ordens e palpites. &ele onei 4 &here6inha e nós dois omos ao terreiro. tem este poder de manter o esp)rito junto ao corpo. no nosso tradicional almo1o dos s*bados. 2ou j*. muito triste. e me retirei. con orme me ora anunciado pelo 2ovA 'onrado. Minha mulher atendeu o tele one. 'onversamos sobre e assunto e dei/ei3a em sua casa. principalmente por mim. Um ponto de irme6a. junto com meus amiliares. Madrinha. 5a volta. ! inal. os quais. Nevantamos e descarregamos o ponto. embora alimentado. al(m do necess*rio. quando o tele one soou. 5ão posso acreditar que um ponto riscado.QJ 'laro. sem discutir. $iquei. para segurar na terra o esp)rito de algu(m. "ó saudade )sica. 3 &eu amigo morreuP . para variar. Respondeu a &here6inha. 3 C algu(m.

9ue a pa6 de -/al*. iquei totalmente desorientado. a ador*vel entidade angolana. 5ão o encontrei. 5ós gostamos de cães. ! Redda. principalmente por estar necessitando de uma orienta1ão mais direta para meu destino espiritual. protejam todos voc0s % cumprimentou. no undo. a respeita e me prestigia. Mas. !pós os devidos cuidados. e Memanj*. embora não participe da Umbanda. 5aquela (poca. 5um terreiro. o que deseja de mim? Meu pai. em condu6ir o terreiro. QO . como seu h*bito. e ela. como sempre a6. 5as andan1as. # voc0 meu ilho. veio o Pai Maneco. eles insistiram. 5uma reunião com meus companheiros.QO MIN3A DECIS1O CAPITULO 8 Tabituado com o estilo do meu pai3de3santo. . ser minha grande amiga e companheira. a 2irgem Maria. $omos juntos. casa que ainda. . vou visitar. #u. sem casa para trabalhar.iante de minha hesita1ão. buscava a/(. "a) da &enda #sp)rita "ão "ebastião. volta e meia. pois. 5osso "enhor Hesus 'risto. 2irou3se para mim e perguntou. que me servissem de orienta1ão. naquela ocasião. tentando. Passei a visitar v*rios terreiros. ! entidade disse que ia ajud*3la.que? &amb(m quer achar? . H* havia orientado meus companheiros para a6er3lhe perguntas. !chei o momento oportuno. 5ão queria voltar para a linha :ardecista. só quero a/(. na esperan1a de encontrar um que osse compat)vel com aquele do qual tinha sa)do. e isso eles sabiam. a esposa de meu pai desencarnado. achava gra1a por essa distor1ão de consulta. pedimos consulta na entrada e omos indicados para alar com uma m(dium incorporada com uma entidade.urante uns dois meses não conseguia me decidir. #dmundo Rodrigues $erro. 5ão houve sintonia vibratória entre mim e eles. Ma junto comigo. embora tenha conhecido alguns bel)ssimos. jamais deveria incorporar qualquer esp)rito ora do terreiro por motivos de seguran1a. segundo meu aprendi6ado. ui provocado por eles para incorporar o Pai Maneco. Minha mulher e/plicou sua vontade de achar sua cachorra. a cadela. tive at( momentos hilariantes. #u. após sua morte não me adaptei ao da minha mãe3de3santo "telinha de -/um. minha dedicada esposa. uma cadela nossa tinha desaparecido e oi esse o prete/to usado por ela para correr comigo os terreiros. !cabei cedendo 4s solicita18es.

considerando o teu atual estado de perturba1ão. $ernando. 3 2oc0s ouviram ontem a mensagem do Pai Maneco. "elou o meu querido mestre e protetor. Meu ilho. % Meu Pai. . se quiser ser o mais Husto entre os Hustos. 'ontinuou conversando com os presentes. sem mais nada alar sobre mim. Msso não ( vaidade. #les perguntaram. . hesita. #/plicou Meus amigos. e/ceto o <eraldo e o $rancisco. 5ão poderia ser di erente. &entavam me dissuadir e me aconselhavam a voltar 4 casa onde ambos ainda permaneciam. os dois oram 4 minha casa. #st* procurando um terreiro onde encontre a inidade. ou se ( uma vaidade inconsciente me/endo com sua cabe1a % e/pAs. pelos sinais que me dei/am. H* não tinha mais nenhuma duvida do meu destino. se vivo entre eles. meus dois companheiros que não se con ormavam com a minha sa)da do terreiro do #dmundo $erro. ( conscienti6a1ão. mas não o encontra. % arrisquei. demonstrando terem alguma d+vida. uma das hipóteses. ou1o a palavra dos esp)ritos.<eraldo não pensou duas ve6es ao responder. nas entrelinhas de suas mensagens. Pai Maneco % respondeu o <eraldo. "er pai3de3santo. "ou um homem de ( e decidido.QQ "alve. sei que sou justo. eu. em nome do grupo. seu cavalo quer uma e/plica1ão sobre tudo que lhe aconteceu. 5ão hesitei.eu para entender alguma coisa? &udo a6 parte de um plano. &inha que ser assim.epois de v*rias tentativas em me demover da decisão. 2oltar para linha :ardecista. 'omuniquei a todos. QQ . 3 C uma possibilidade muito grande de ter acontecido. 5o dia seguinte a nossa conversa1ão. "eu cavalo quer que o senhor lhe indique o caminho que deve seguir. "erei vaidoso. lacAnico. 3 ! não ser que a mensagem por ele dei/ada oi inter er0ncia minha. . #le disse ser este o caminho. "ubiu e o grupo voltou 4 conversa1ão. eu j* come1ava a icar impaciente. !cham que vou ignorar a palavra do esp)rito? #les se entreolharam. por ter duvida se ( este o destino. não quer. o humilde preto3velho. # eles me indicam que devo ser pai3de3santo. quando tenho necessidade de uma decisão importante. # da).

5ão demorou. $iquei emocionado. tomei as suas mãos. oi dominado pela entidade. no meu ouvido.QS 5ão queria acreditar no que estava ouvindo. agradeci. $iquei chocado e em sil0ncio. e con irmar tudo que alei ontem por sua mediunidade. recebi só apoio dos meus dois companheiros. iquei na e/pectativa da incorpora1ão prometida. e. 3 5ão admito d+vidas sobre voc0. di6endo. duas l*grimas por mim derrubadas. $oi quando ouvi a vo6 do Pai Maneco. mesmo relutando. 3 Muito obrigado. 2ou incorporar no $rancisco. e o $rancisco. e beijando3as suavemente. realmente repetiu a mensagem anterior. "em nada di6er. !joelhei3me em sua rente. sob minha orte emo1ão. &anto o <eraldo como o $rancisco. ! partir desse momento. Pai ManecoP % e me a astei. QS . dei/ando sobre as mãos do $rancisco. não podiam duvidar da minha capacidade de transmitir as mensagens do Pai Maneco.

Hogando no li/o o material que carregava para 4 aula. $oi quando uma risonha mo1a presente pediu a palavra para di6er. buscando sempre a lógica. com os padres e os santos.encanto que ela e/ercia sobre mim oi pro anada por ensinamentos rudes e contr*rios 4 minha in antil percep1ão religiosa. risonho e aquinhoado pela divina arte do belo. Minha pai/ão por ela transcendia o limite da benqueren1a. $alei. com a religião católica. 3 9uem alta 4s missas nos domingos est* cometendo um pecado mortal. #ra prepara1ão para a6er a primeira comunhão dentro do catolicismo. #mbevecido eu cuidava para que a classe icasse quieta e atenta 4s palavras da ormosa pro essora. era só não cometer nenhum pecado. e arranjar uma nova namorada. onde dei/ava transbordar meu amor por aquela mulher. oi reavivada durante uma palestra que a6ia a um grupo de umbandistas. entre cinco e de6 anos. mas meu otimista racioc)nio isentava minha pessoa da negra amea1a. Mas altar a missa era pecado mortal? Retornei 4 minha casa. só queria ter mais vinte anos de idade. &omava o cuidado de ser bem claro nas e/plica18es. para se in iltrar no sonho do imposs)vel. mesmo que osse minha primeira alta.QG CAPÍTULO 9: A FRUTA #stava atento 4 aula de catecismo que a $rancisca estava dando nas depend0ncias da Mgreja do meu bairro a um grupo de meninos. #m aulas anteriores ela tinha ensinado que quem cometesse um pecado mortal iria para o in erno. desiludido com a minha amada. para poder cortejar a dona daquele rosto redondo. 5ão era só a religião que me ascinava. 3 5ão vou mais a6er a primeira comunhão. . #ssa religião não presta. a $rancisca tamb(m.nsia de recuperar o meu tempo perdido na igreja. corri ao encontro de minha mãe e comuniquei. na . "ó perdoei . #la sentenciou.eus e Hesus 'risto. 3 Por que? 3 ! $rancisca disse que voc0 e o pai vão para o in erno porque voc0s não vão nas missas e t0m pecado mortal. QG . 5os meus desejos. 5a ocasião achei orte a pena. ! lembran1a de um ato acontecido h* mais de sessenta anos. dando as costas e correndo para a rua. #u era um dos alunos com a idade m)nima. 5aquele dia eu não devia ter ido 4 aula.

"eus olhos só en/ergam a ruta. 'ontinuei a e/plica1ão. irmada com v*rios pontos magn(ticos e de or1a para manter sua harmonia. sabidamente a seguran1a dos terreiros de Umbanda. !s dimens8es do terreiro são adequadas para o n+mero dos m(diuns que constituem a corrente. al(m das seguran1as necess*rias. se bem que direcionada 4 risonha loira. indicadas pela entidade che e.sil0ncio na sala e o s(rio olhar da j* não mais risonha loira. provavelmente uma semente simboli6ada pela vontade obsessiva de um pai3de3santo. necessariamente da linha &ranca Ruas. C um constru1ão que tem um cong*. #n eites quase sempre estão ornando a casa. icou adulta. para agradecer o bem que me a6em. "empre estou a6endo o erendas. espadas e retratos das entidades. criou ortes ra)6es que e/trai a *gua e a or1a da (rtil terra e produ6iu lores que se trans ormam em rutos. . Uns t0m constru1ão requintada e outros são simples.QE 3 #u estou muito eli6 na Umbanda. onde icam as imagens das entidades. . machados. onde sempre se in iltram os mal intencionados. 'resceu e criou ra)6es estruturando isicamente a casa. -s pontos tinham que se encontrar. . "abendo disso. demonstravam claramente terem entendido a mensagem que um terreiro de Umbanda só abre suas portas gra1as a uma insistente organi6a1ão material. o cuidado com uma corrente de m(diuns honestos e caridosos.terreiro ( o templo dos -ri/*s onde se reali6am os cultos da Umbanda. um espa1o para a reali6a1ão das giras e a parte onde ica uma eventual assist0ncia. lugar destinado aos alguidares dos santos QE . que t0m que ser e/purgados como se a6 com a parasitas das *rvores. 79uando voc0s saboreiam a ruta de uma *rvore não se preocupam em saber que ela teve in)cio com uma pequena semente que cresceu. a6 brotar a lor do amor e da vontade de ajudar os semelhantes. onde estão alojadas as armas do e/u guardião.empenho material para as constru18es )sicas. independente da linha de seu dirigente. .olhar espantado da mo1a revelou que ela nada conhecia. uma história do Pai Maneco. &odo terreiro tem na sua entrada a tronqueira. tudo muito caro e sem um provedor. Minhas entidades são maravilhosas. $oi um longo processo e mesmo assim voc0s não agradecem 4 *rvore e toda a organi6a1ão natural que a torna produtiva e orte. como lechas. 3 2oc0 conhece a estrutura de um terreiro? . sustent*culo de uma boa vibra1ão espiritual. com o doce sabor de uma madura e gostosa ruta.7 &odos aguardavam a continua1ão da minha e/plica1ão. 5o espa1o das sess8es estão enterradas no meio as armas do ori/* mandante da casa. 'ontei para eles. 3 Um terreiro de Umbanda teve um come1o. &udo isso e muito mais que eu talve6 não tenha mencionado ( que dão as condi18es para que possa ser o erecido 4 voc0s um ruto m*gico colhido das sagradas mãos dos ori/*s.entro do espa1o dos terreiros tamb(m e/istem o roncó. continuei.

3 . !s di eren1as icam por conta do tamanho da corrente. pouco conhecido. alguns incorporados.o meio de seus olhos sai uma corrente energ(tica. o dos esp)ritosP C uma energia paralela que se modi ica. vai cair no outro ensinamento. do SF . o esp)rito de um )ndio incorporado em um m(dium com e/peri0ncia. l* atr*s. -/al* est* irradiando para todo o ambiente uma lu6 prateada e brilhante. 5o lugar de cada um estão os )ndios e )ndias. talve6 por conveni0ncia. 'ada ve6 que seu corcel bate as patas saem a)scas da cor do sol. conversando comigo. e a casa dos e/us. 7quem recebe. #sta. e da habilidade dos dirigentes de promoverem eventos para a coleta de moedas que paguem o pre1o de um mestre de obras e seus pedreiros. 5ós estamos no meio de uma campina cercada por um verde e lindo mato. alguns com seus cocares mantendo um brilho intenso.SF de cada m(dium do templo. "ão di eren1as puramente materiais e que dependem tamb(m dos recursos inanceiros do grupo. 3 #u estou vendo o cong* iluminado com as velas. &oda essa lu6 e alegria estão temperadas com a m+sica emitida por voc0s. ( a ordem material de um terreiro de Umbanda. de acordo com a vibra1ão e o a/( da casa. cong* ( uma mistura de cores.urante o desenrolar de uma gira de -/óssi. do bom gosto dos dirigentes ou pela aplicabilidade coerente de um arquiteto. v*rias alanges e tribos de )ndios estão de prontidão no aguardo de um chamado para a6erem a de esa dos que estão no meio. ormando uma esp(cie de cerca iluminada por v*rias cores nunca vistas por voc0s. % alou o poderoso guia. &udo isso acolhe um mundo invis)vel. trava seus movimentos e amortece seus corpos. #les rodam e emitem lu6es para todos. &alve6 a imagem mais bonita ainda seja a de um cavaleiro montado em um cavalo branco galopando em volta de todos. todos de branco. . todos armados.escreva tudo que teus olhos podem en/ergar. as paredes que cercam o terreiro. os m(diuns em volta. #ssa lu6 como um arco3)ris est* ligada no centro do terreiro onde est* a seguran1a. os anAnimos provedores do dinheiro para a constru1ão da casa. a assist0ncia silenciosa a tudo assistindo e. -s m(diuns que voc0 viu. -s dirigentes da Umbanda são pobres porque seguem 4 risca o ensinamento da alta espiritualidade que nos ensina 7dar de gra1a. 3 #u j* estou vendo de orma di erente. Paredes não e/istem. iluminado por uma lu6 que nunca se apaga e ( mais brilhante e orte que o sol na &erra. que direcionada para algumas entidades so redoras. # quem ugir desse princ)pio e vender seus passes e orienta18es espirituais. . o que de gra1a recebemos7. . #u não a1o distin1ão da qualidade de um terreiro pela sua constru1ão )sica. que se mistura com as outras cores dos ori/*s. ! assist0ncia tamb(m desapareceu e. ! limpe6a espiritual ( que vale. a6endo3os cair em sono pro undo.que voc0 v0 agora no terreiro? . eu não en/ergo. basicamente. #ssa são a realidade e as di iculdades para a constru1ão de uma templo de Umbanda.cavaleiro armado e imponente ( um guerreiro de -gum. que se mistura com as outras do terreiro. j* est* pago7. em seu lugar. perguntou.

pela irme6a dos ori/*s da casa. #sse perigo. Mas as oscila18es e/istem. havendo o risco da escuridão e o tr.S1 que se aproveitam os )ndios para carrega3los para um lugar onde receberão orienta1ão. ! imposi1ão do medo e6 a Mgreja 'atólica perder talve6 um ervoroso e disciplinado seguidor de seus ensinamentos. obedi0ncia ao comando dos esp)ritos. observei. 3 5ós corremos esse risco? Mndaguei. como eu. se continuarem assim. e por isso nossos terreiros são uma onte de energia e de lu6. todos os terreiros de Umbanda recebem a mesma orienta1ão. Nembrando3me do ensinamento do )ndio guia. de amor e suavidade. as seguran1as não são cuidadas. # acho que. #ncerrei. . 9uer di6er que todos os terreiros de Umbanda são m*gicos assim? 3 5ão pense voc0 que todos são iguais. dei/ando o interlocutor sem entender o que eu di6ia. "enti a responsabilidade que temos quando abra1amos uma religião. os m(diuns negligenciam nas suas prepara18es e a corrente não ica coesa no mesmo propósito espiritual. não amea1a este terreiro. 3 5ão. voc0s não estão correndo esse perigo. $iquei aliviado. sabendo que não seria entendido. 3 9ue linda essa visão. Recomendou. assustado. S1 . calma e sobretudo. e para isso ( necess*rio ter (. #stava com rases ormais e tradicionais para por im ao encontro. tudo pode mudar para vis8es bem piores. Respondi. 3 Pequeno? 'omo pequeno se não temos paredes e nosso espa1o ( ilimitado?. 'aboclo.ias depois algu(m observou que o terreiro estava pequeno para a quantidade de m(diuns. # oi bom saber que as paredes do terreiro desaparecem mostrando um mundo di erente. b*lsamo de nossas dores e mola propulsora de nossa vontade de vencer as di iculdades.grupo parecia satis eito com nossa conversa1ão. 3 Por que no in)cio voc0 estava tão pensativo? 3 #stava me preparando para não repetir o mesmo erro cometido h* tempos por uma linda e simp*tica pro essora de catecismo. 'uidem3se.nsito livre das entidades trevosas. . quando algu(m me perguntou. 9uando as coisas não são bem eitas. Mas não posso viver sob o horror do medo.

orgulhosamente. 3 $ique sossegado.S= CAPITULO 99 SOU UM PAI?DE?SANTO H* conhecia o Nui6 <ulini. e sabe muito da religião. 3 Nui6. #le con eccionou as belas guias de contas. . -nde aprendeu? 3 'om minha mãe3de3santo Nourdes. Mn ormou3me. cobrindo3a. voc0 não vai errar. 'ercou a esteira com nove velas S= . 5a cabeceira. Mnclusive. 3 Nui6. enquanto preparamos os pratos para as obriga18es. não só eu pedindo e/plica18es. na sua prepara1ão. como ele me ensinando o que julgava necess*rio. servo como m(dium. o Nui6. <ostaria muito se voc0 pudesse me preparar. sempre pergunto para ela alguma coisa. 'om seus companheiros e sua esposa . atra)do pela respeitosa maneira de alar da Umbanda. cuidadosamente. con iante. cuidou da prepara1ão do sagrado ritual. "ua surpresa oi vis)vel. com um len1ol de pano virgem. a eitura de um pai3de3santo. 3 2ou deitar voc0 na camarinha. com muito 6elo. $ui alar com ele e solicitei. onde oram postas todas as guias. trabalha com o #/u &ranca Ruas das !lmas. voc0 ( uma pessoa jovem. a mesma entidade a quem eu. omos todos. j* pai3de3santo.ilma e alguns membros de sua corrente. 'omuniquei3lhe meu desejo de a6er o ritual na minha casa do litoral. embora tenha demonstrado satis a1ão. "impati6ei com ele. como as das demais entidades. estavam as ervas e bebidas dos ori/*s. 5ão quero errar. $alei.ilma. dentro de um alguidar de lou1a branca. 3 'om muito pra6er. o <eraldo 'arrano !lmeida. al(m de dei/ar transparente a sua simplicidade e os conhecimentos demonstrados pelos mist(rios da Umbanda. uma pessoa simples? 3 Por isso mesmo. não só a que identi ica a hierarquia de dirigente. $ernando. &iramos a cama do quarto onde. 5o dia marcado.urante v*rios dias t)nhamos encontros constantes. Mas por que eu. preciso receber a coroa de pai3de3santo. ele estendeu no chão uma esteira. <rato pela con ian1a. a . % a irmou. um jovem pai3de3santo de grande or1a medi+nica.

todas devidamente paramentadas com as saias rodadas. "enti muita pa6. tamb(m a6endo sua louva1ão 4 de uma1ão. como um dirigente espiritual. ter* condi18es de receber muitas orienta18es. 3 9uem serão teus padrinhos espirituais? 9uero cham*3los. olhou3me como me inquirindo. 'onseguiria reunir as pessoas em minha volta? "eria determinado o su iciente para construir o uturo? &eria condi18es para atender e orientar outras pessoas? # qual seria a di eren1a de incorporar as entidades. 3 . acima de tudo. ao mesmo tempo que batia o adej* chamando pelo Pai Nui6. !s entidades deverão apro/imar3se de voc0 que. Mmplorei. convidou3me a entrar. comandava um simp*tico grupo de mo1as. após algumas ora18es. 3 9ue bom meu pai. &odos de umados. SB . seguran1a e.Pai Nui6 me e6 entrar no quarto e. cantando seus pontos. #le esclareceu. o jovem Pai Nui6 de -gum. me convidou a deitar. quando eu te tirar da camarinha. neste momento de pa6. meu ilho. 'onvidou3me a segui3lo 3 2enha ver como vai ser. #u j* os tinha escolhido e por isso não hesitei. "eu a/(. sem nada di6er. bata o adej* que virei conversar com voc0. hoje mãe3de3santo. após a eitura? $oi quando senti a presen1a do 'aboclo !:uan. o Pai Nui6 de umava todo o quarto.Pai Hoaquim de !ngola e a 'abocla <uaracira. $alamos mentalmente e ele disse. sabia que minha coroa estava sendo eita por pessoa competente. enquanto co6inhavam e cortavam rutas. do seu lado. ! . #le entrou. 3 2ou dar meu ponto cantado. $omos at( a co6inha. $ique em pa6. . 3 #sta camarinha ( o momento da re le/ão. ! cada nova percep1ão. iremos a6er as entregas. cantando pontos. 'umprimentou e a astou3se. guias e. Pensava como eu iria comportar3me no uturo. 3 !manhã cedo.ilma.SB de cera. sempre silenciosamente. querendo di6er alguma coisa. entoavam suaves pontos da Umbanda. destinada aos sete ori/*s e 4s linhas do oriente e a ricana. #stou aqui. 'om o tur)bulo umegando cheirosa uma1a.

#stavam lindos. isso. a principal entidade na quimbanda. chama3se 7obriga1ão7. ou seja. o 'aboclo !:uan quer dei/ar seu ponto cantado. ! entrega dos amal*s. &irando uma caneta e um papel. da Umbanda e tamb(m amiliares. eitos. e at( hoje cantamos este ponto para chamar o 'aboclo !:uan. Reparei e/istirem v*rios tipos de bebidas. "entia a presen1a de v*rias entidades. colocados estrategicamente entre a aro a. se a entidade incorporar. onde ele ser* o dirigente espiritual e determinar* todas as regras dos trabalhos. o Pai Nui6 entrou no quarto e me tirou da camarinha. iremos at( o mar. e/plique direito a necessidade dessas entregas. aceitando a entrega do amal*. vamos todos saravar % ditei as palavras. mesmo que não seja o pai de nascen1a. claro. saudando o in)cio dos trabalhos. um pai3de3santo com muita (. 9uando voc0 cantar o ponto de chamada. estar* eito o pacto. en eitados. ajoelhou3se ao meu lado para escrever as palavras que eu transmitia. simboli6ando a encru6ilhada cósmica. SJ . !:uan para trabalhar> sua lan1a e sua lecha são armas neste cong*> vencedor de demandas. não pode incorporar em outro m(dium. Pediu. ( guerreiro. ambos. "entia or1a e con ian1a. sem nenhuma d+vida. 'ontinuei na minha concentra1ão espiritual. 'onclu)do. mas de muita or1a. 3 -gum chamou das matas. #u ajudei a mont*3lo. ele passa a ser. % 3 Pai Nui6. !o sair do quarto. 3 # a melodia?. charutos. itas e velas. 3 2amos entregar o pad0 do e/u e. um ritual simples. ou seja. 2i os pratos que seriam entregues 4s entidades. Is oito horas da manhã. nesse caso. e ele. Mniciou3se esta ase do ritual. dentro do terreiro que voc0 comandar. ao menos. com muito amor e carinho. Mnquiri.SJ 3 Pai Nui6. todos me aguardavam e bateram palmas. "erei. no terreiro. 'riei coragem para a caminhada para a qual me preparava. #scolhemos um lindo lugar no mato. estão estabelecendo um v)nculo de reciprocidade dentro da religião. aceitando o trabalho. os seus ilhos vem salvar> ( caboclo. 3 #le disse para voc0 e o <eraldo icarem na sala. voc0 e ele. 5a verdade. e ele ouvir e incorporar em voc0. e iniciamos a montagem do trabalho. claro. em poucas tentativas a m+sica icou pronta. para voc0. lores. debai/o do encontro de dois galhos. que ele vai intuir. ele icou muito bonito. 2inham mensagens de apoio e satis a1ão. mas os elementos oram escolhidos pelo Pai Nui6. depois.

"elei um compromisso com as entidades que at( hoje me orientam e protegem. não tem uma só? 3 #le ( quem vai escolher qual a bebida que vai usar com voc0. ser* que ele me aceitar* como seu cavalo? $eli6mente. e ele vai escolher logo o u)sque? 5ão podia ter pedido *gua ou. -/ossi. colocou em meu pesco1o a linda guia de pai3de3santo. uma cerveja? 'oisa de e/u.SO 3 Por que. Memanj*. a sua bebida seria o u)sque. Hurei honrar o compromisso assumido com a espiritualidade e com a Umbanda. ser* a sinali6a1ão da aceita1ão do v)nculo espiritual. meus ilhos. senti sua orte vibra1ão e. ao menos. !o escolher a bebida. % . para meu pecaminoso orgulho. -/al*. pode usar um tipo. não gosto de bebidas alcoólicas. resmunguei. -gum. pegou um charuto e uma garra a de u)sque. iquei pensando.irigindo3se ao trabalho. &odos os presentes icaram em c)rculo e o Pai Nui6 de -gum. ! tarde estava caindo. ao inv(s de tantas bebidas. Preto3velho. alou. 3 "alve. #stava eito. -/um. 5o caminho para a praia. XangA. incorporado. com voc0 outro. Mncorporado em mim. &odos cantaram o ponto de chamada do poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. simbolicamente. onde ir)amos a6er a entrega para a mãe Memanj*. Pensava. $i6emos todas as entregas. SO . Mansã. 'rian1as e -riente. objetivo dessa entrega.

a 'abocla incorpora na minha mãe3de3santo "telinha de -/um. os rem(dios modernos da terra são. 5o trajeto. como o calor de uma l. nossa liga1ão. ! liga1ão entre eles. percebi a liga1ão entre ele e o Pai Maneco. parecendo um sopro quente. eu relatava a todos a minha eitura de pai3de3santo. por determina1ão da entidade. ele encontrou o cambono do Pai Hoaquim. a6endo questão de contar os detalhes do sagrado ritual. #ra uma mistura de ervas. aliada com uma esperte6a a inada. Mas não ( certo os esp)ritos receitarem pelos SQ . que estava sentado no lado oposto do terreiro. 3 5os dias de hoje. 3 9ual a liga1ão sua com o Pai Hoaquim e a 'abocla <uaracira. # eu era ainda :ardecista % brinquei. # ( uma cabocla de uma clare6a incr)vel. emocionado. sentia a presen1a de um )ndio. #scute estas duas passagens. 'omo ( costume durante uma gira de Umbanda. 5a continuidade. devendo circular por tr*s da corrente. 3 5ão tenha duvida que voc0 est* bem apadrinhado.Pai Hoaquim de !ngola oi a primeira entidade que vi incorporar em um m(dium. esclareci. mais e icientes que as ervas. H* participando na Umbanda. reunido com alguns amigos. 9uando a consulente saiu. suave. 5a linha :ardecista. estreitando. para apadrinharem sua coroa? 3 . #stava servindo de cambono para ela. em outros cavalos. quando uma pessoa. #le sempre estava acompanhado da )ndia <uaracira.SQ CAPITULO 92 PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACIRA . tornando nossa liga1ão mais )ntima. !ntes mesmo de ser da religião da Umbanda. 3 9uanto 4 cabocla <uaracira. 4s ve6es. 5a &enda #sp)rita "ão "ebastião. principalmente para que não osse criada nenhuma antasia em torno disso. ( muito orte. o Pai Maneco mandou seu cambono levar um palheiro ao Pai Hoaquim. ela e/plicou.mpada poderosa. sempre oi muito atencioso comigo. "ua vibra1ão era envolvente. Parecem irmãos. doente. eu recebia o Pai Hoaquim.ias após. % respondeu algu(m. que estava vindo pedir. temos muitas histórias. um palheiro.urante uma consulta. !mo este velho. ningu(m deve atravessar pelo meio do terreiro. quando eram chamados os pretos. empolgado. ao Pai Maneco. chamado <uaracU. cada ve6 mais. . !lgu(m me perguntou. % conclui. recebeu uma receita para seus males. $iquei muito impressionado com a sua meiguice.

3 2oc0 gostou?. que icarei daqui. pelo jeito. depois por mim abandonado. corri para o $erro. bom e e iciente como era o do nosso grupo. aliviando e a6endo desaparecer um mal estar que me dominava. embora osse meu pai3de3santo. 5a outra passagem. "enão. Perguntei. "audei entusiasmado 3 9ue bom ver voc0 aqui. #le não tinha o direito. que quis conhec03lo. #u era. di6endo querer alar comigo. ( trabalho da linha :ardecista. $iquei muito aborrecido. . teve uma participa1ão e iciente num caso. de surpresa. agora tenho que ir. porque tenho que voltar aos meus a a6eres pro issionais. não aprendeu nada at( hoje em nosso terreiro. desejou a/( e oi embora. demonstrando estar bem ao par da modernidade. dando a entender que sua opinião teria muito valor para mim. apareceu na sala o meu pai3de3santo. $iquei orgulhoso.SS m(dicos. #stou decepcionado. $echei a cara. e despedi3me.epois conversamos melhor. [amos iniciar os trabalhos quando. o $erro. talve6 o +nico m(dium que tinha permissão do pai3de3santo para participar de um trabalho estranho ao terreiro.eu um abra1o em mim e em todos os companheiros. -nde j* se viu? # continuou criticando com veem0ncia. !t( depoisP 5a primeira gira do terreiro. $iquei com vergonha de voc0. por serem suas vibra18es di erentes com a Umbanda. 3 !manhã nós conversamos melhor. assistindo. de criticar um trabalho honesto. desen/abido. 3 $oi o pior trabalho de Umbanda que assisti. $i6 de tudo para a sessão corresponder as e/pectativas do ilustre visitante. 3 Mas não ( Umbanda. #stou com pressa. #la SS . &erminado o trabalho. ( Umbanda. que. Podem continuar. o da linha :ardecista. chamou3me. 'hamamos os caboclinhos. esperando sua opinião. porque estudam tanto? % completou. sentei e esperei. voc0 ala tanto deste grupo. 3 C UmbandaP -nde se canta ponto e se chama preto3velho e caboclo. 3 . 3 C. &entei e/plicar. ui visit*3lo. sim senhorP C mistura com a linha :ardecista. $ui ao seu toco. veio a 'abocla <uaracira. os pretinhos e todas as entidades que nos assistiam. provavelmente com elogios. 5o dia seguinte.

Perdoe3o e tente entend03lo. pelo tratamento recebido pela linda entidade de Hurema. cumprindo a lei. 3 Meu ilho. o ereceu um gole de sua bebida. Mas por que a bebida de *lcool na Umbanda? ! cabocla esclareceu. e achei muito bonito e bom. dei tr0s goles. pois. j* bebi uma garra a inteira de cacha1a. Mais do que justo. 3 2oc0 sabe a ra6ão da bebida na Umbanda? Perguntou. quando me a6ia um dirigente. ico acilmente embriagado. e devolvi o coit0. seu gesto ou sua vibra1ão espiritual.epois desse curto di*logo. com o rosto virado para ela. . ! orma simples de alar. $a6 parte da magia da Umbanda a bebida alcóolica. que eu. Mncorporado. # eles. SG . os ori/*s. a minha m*goa com o babalaA. #le ( radical com as coisas da Umbanda. #u não bebo absolutamente nada. $alam e nós entendemos. a 'abocla voltou ao problema inicial. sem nada sentir. outra para amolecer a cabe1a do cavalo e permitir ao esp)rito uma incorpora1ão melhor. que me i6erem muito bem. e as poucas ve6es que ingiro uma bebida deste tipo. &amb(m ui olhar teu trabalho. segurando com as duas mãos e agradecendo. continue irme trabalhando. ser ela a minha madrinha. vai para magia. não ique triste com teu pai3de3santo. 3 5ão. des e6 um mist(rio que me incomodava. da) a ra6ão de eu gostar de ouvir suas histórias. são assim. 5ão sei se oram as palavras. &irei de dentro aquela triste6a.SG abra1ou3me docemente. !conselhou3me. e gostaria muito de uma e/plica1ão sobre o assunto. 5ão esmore1a. 3 Uma parte.

reassumindo a minha posi1ão de dirigente. 'hegar atrasado. e muito menos não ter hora certa para iniciar. Hesus 'risto. . ui despertado por uma advert0ncia. dando inicio aos nossos rituais. e das entidades che es no terreiro. nos da) hoje> O. !m(m.ivina. nos v*rios cavalos. &em sete men18es. assim na terra. 3 !s pessoas estão esperando o in)cio da gira. -s terreiros nunca devem dei/ar de ter um ritual de seguran1a. con orme consta no #vangelho. J. que tra6 consigo grande alange.eus. sa) da re le/ão. $a6endo cara eia. ( interessante repararem a coincid0ncia. e o #/u &ranca Ruas.eus. ! respeito do grande mantra Universal 3 o Pai 5osso. que o guardião do #/u &ranca Ruas ica. 5a rente do 'ong*. "anti icado seja o 2osso nome> B. Perdoai nossas dividas. e não eles % os esp)ritos3 SE . #ra a Nucilia. segundo Mateus. saudei os anjos da guarda. voltando aos dias atuais. não dar)amos 0n ase 4 ora1ão . sendo tr0s glori icando a . não se voltou para a entrada do terreiro. ( alta de educa1ão. Percebi que uma parte da assist0ncia. @atemos a cabe1a para a Umbanda. 2ejam. !s tr\es primeiras. mandei a6er a de uma1ão em todos os presentes. minha herdeira espiritual. de -/al*. 1. porque ( ali. !cho que Hesus sabia que se não houvesse pedido para nós. chamei a aten1ão.pão nosso de cada dia. onde est* a &ronqueira. !tendido na minha observa1ão. 5osso Pai. com certe6a somo nós. . Pai 5osso que estais no '(u. Mas livrai3nos do mal .ncia e a minha trajetória na vida espiritual. di6em. ao mesmo tempo. che e espiritual do terreiro.epois do Pai 5osso. e declarei aberta a gira. voltei para a rente do cong*. cantei o ponto especial da abertura. para receber o 'aboclo !:uan. seja eita a 2ossa vontade. 2enha a nós o 2osso Reino. assim como perdoamos nossos devedores> Q. comigo. 9uando inibimos a incorpora1ão. Pronunciei as tradicionais palavras. cujos esp)ritos incorporam.SE DE AOLTA CAPITULO 93 #nquanto ainda rememorava a minha in . o Pai 5osso. os esp)ritos. por não seguir um hor*rio r)gido para iniciar os trabalhos. pedindo a prote1ão de . =. a mãe3de3santo do terreiro. e convidei a todos a re6arem. oi ensinado por Hesus. para dar seguran1a ao terreiro. e este ponto ( em sua sauda1ão. 3 &odos devem icar de rente para a entrada do terreiro. e dando in)cio 4 abertura da gira. e quatro rogando as necessidades do homem. os -ri/*s cósmicos. como no c(u> !s quatro seguintes. 5ão nos dei/eis cair em tenta1ão> S.

di6endo pretender introdu6ir em nosso terreiro as regras nascidas na origem da religião. "ob o semblante aliviado da corrente. &odos resolvem os problemas das pessoas. pela sua própria capacidade. !prende3se muito. "e o terreiro não seguir princ)pios m)nimos do relacionamento homem e esp)rito. ( claro. voltei3me a todos e implorei. $oi coisa de velho implicante. !li. 3 esclareci. se alarmos pouco. 3 'alma. 5a estrada. Procurando tirar proveito das suas e/peri0ncias como pesquisadora. #la e6 uma observa1ão di6endo determinada. 'omplementei. ! Umbanda ( organi6ada. eu estiver tirando a liberdade de voc0s ou impondo regras desnecess*rias.aprendi6ado atrav(s da paci0ncia ( bem mais proveitoso. 'ada um sabe o que a6er. 3 5ão liguem minha rabugice. dei/ando uma doce mensagem. 3 'uidado com as regras. sob a r)gida iscali6a1ão da Redda. ica. 3 Pequenos deuses? 5ão entendi. todos são pequenos deuses. enquanto dirigia. ouvi uma suave vo6. se em algum momento.iante a apropriada lembran1a. conversava animadamente com nossa amiga #telvina. . com v*rias obras editadas. dando in)cio aos trabalhos. GF . me chamem a aten1ão. e/pliquei estar muito interessado no resgate da história da Umbanda. no interior de minha cabe1a. 3 C. !s regras podem cercear suas liberdades. incorporei. . uma ilustre e atuante historiadora. 2isitei o terreiro e o que mais admirei. pondo em d+vida at( mesmo a qualidade das comunica18es. oi a alegria dos m(diuns praticando a Umbanda.GF que chegam atrasados. !inda com o pensamento voltado para minha obriga1ão de manter ordem no terreiro. meu ilho. Pe1o a todos. Meus pensamentos se voltaram para uma curta viajem que i6 at( o litoral catarinense. um terreiro desorgani6ado. C gostoso conversar com pessoas cultas como a #telvina. obviamente.

e trans ormou3se em uma *guia enorme. e deu de presente para a menina. no meio no terreiro. 'heguei at( mesmo a a6er pedidos para elas. Huntando as pe1as do quebra3cabe1a espiritual. dei/ando escapar uma brisa energ(tica e gostosa. 9uando icava nervoso. #stava incorporado com ele quando. ao absorver aquela maravilhosa energia. tive um sonho muito marcante. 5ão gosto de ouvir sonho dos outros. $iquei muito e/citado e me levantei. todo cheio de a)scas. N* no undo vi um ponto de lu6 que crescia 4 medida que se apro/imava de mim. ui atendido. #stava no alto de um morro. em vibra1ão especial. era a mesma do meu pai3de3cabe1a. #ra a maneira mais *cil de curar minhas di iculdades. PenaP 9uando ia ver seu rosto. gavi8es e qualquer ave de rapina. para ver se o sonho continuava. o 'aboclo a6 um gesto. Parou na minha rente e sobre aquela multidão movimentava suas enormes asas. % alou. e icava alguns minutos. estava uma senhora. e/tasiado com este evidente contato espiritual. #mbevecido. sem saber seu nome. assinalando uma ave. voltando ao seu lugar. 9uando comecei a receber o -gum. &ornou3se imenso. #mocionado disse 4 mãe. 3 "ó quando voc0 desencarnar ( que vai entender a ra6ão de voc0 ter esta ilha. #ra de cor prateada. irritado ou estava perdendo meu controle emocional.G1 CA7OCLO AKUAN CAPITULO 94 . ia a este mini 6oológico. emocionei3me. sem imaginar um dia estar integrado 4 religião umbandista. Meu trabalho pro issional icava perto de um apra6)vel logradouro municipal. acordei. &entei dormir novamente. descobri a minha liga1ão com as aves de vAos altos. mas não consegui. sentida por todos os presentes. em um canto da t*bua. -s cambonos estranharam esta at)pica atitude do orte guerreiro.'aboclo levantou3se. parava em rente do enorme viveiro das *guias. absorvido e encantado com elas. o 'aboclo !:uan. momento que o terreiro cria uma energia muito orte. G1 . ele riscava um ponto. prateada. vibrando bastante como se osse dois ios descarregando eletricidade. tendo ao colo uma menina e/cepcional. #le contou sua comovente história. !ntes de subir. pegou no 'ong* duas espadas e um escudo. T* muitos anos. como se soltasse uma ave de seu antebra1o. "empre gostei das *guias. . vendo uma multidão compacta. e de orma surpreendente. quando ela oi encolhendo e trans ormou3se num homem. mas adoro contar os meus.

#sta menina. e senti sua alta. tive o reencontro. brincando com ela eito um curumim. 9uando desencarnei.'aboclo continuou. punha minha ilha no chão e icava bom tempo. quando deveria me apegar aos sadios? # o 'acique não deve demonstrar raque6as sentimentais.G= #u era cacique. G= . com a crian1a de encontro ao seu peito. 'horei muito. Um ato curioso. v0 a cena.. Mas não ia querer conhecer a ra6ão. 5ão sabia a ra6ão. 9uando sabia que ningu(m podia me ver. e corria com ela para o mato. . sabendo que os deuses estavam cuidando dela. #ntendi tudo que antes era mist(rio para mim. 9uando o esp)rito conta suas histórias. em orma de *guia. $oi n)tida a visão. Um deles como esta menina % disse apontando para o meio do terreiro. &ive v*rios ilhos. como eu. hoje trabalha comigo. quando encarnada oi minha ilha.. 2ia aquele enorme )ndio. 4 medida que a lembran1a do esp)rito reaviva a cena. por que logo a doente. cuidaram para ningu(m do terreiro chegar perto. o m(dium consciente. #u a pegava escondido. #mocionado parou de alar. $oi precoce sua morte. -s cambonos. vendo a emo1ão da entidade. #u a amava. at( mesmo desviando as olhagens e *rvores. bem mais que os outros. correndo para o mato. #le continuou.

ilho. 3 Pe1a uma lu6.iante da rustra1ão da tentativa de obter a ajuda p+blica. Respondeu o Ribas sem jeito. "ó que estaremos no terreiro novo. #m meu e no seu nome. no terreno que t)nhamos recentemente comprado. 5o intervalo da gira. reabrindo suas portas na primeira segunda3 eira do m0s de evereiro. que tudo vai dar certo. sendo a +ltima a de encerramento. sentado j* no toco e com seu ponto irmado na t*bua. no bairro da "anta '. pedi ao Roberto Ribas. en(rgica e duramente.ndida. #sper*vamos a doa1ão de um pataco 3 dinheiro.GB CAPITULO 90 DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM 5osso terreiro j* estava pequeno para a quantidade de m(diuns que ormava a corrente. . #st*vamos no meio do m0s de 5ovembro. não saiu. e alando 4 corrente e aos visitantes.Hos( <on1alves. # essa era nossa esperan1a. antes de iniciar a segunda parte dos trabalhos. % en ati6ou. #la acoberta o comodismo e protege a pregui1a. e não conseguimos. . chamei alguns companheiros e contei o ato. teremos mais duas. um dos companheiros. que para variar. echando uma carranca. . GB . 3 #speran1a ( a arma dos covardes. &roque a 7esperan1a7 por 7determina1ão7. na qualidade de dirigente espiritual e esp)rito iluminado. #u e seu cavalo estivemos conversando. Ribas.epois da gira de hoje. para pedir uma orienta1ão ao 'aboclo !:uan. 'aboclo. e estamos com um problema enorme.terreiro entrar* em (rias neste im de ano. presidente da nossa organi6a1ão jur)dica. e para isso cont*vamos com uma doa1ão governamental.que? 2oc0 ia construir minha casa com a mentira? Retrucou. 3 5ão entendi. $alou. por que est* tão nervoso? #le perguntou. 3 . o Ribas sentou na sua rente. % e/pliquei. 3 'aboclo !:uan. 3 . pediu a palavra. 3 Meu calmamente. para construir sua casa nova. 9uando ele incorporou. #ra nossa inten1ão construir um maior. cheio de preocupa1ão. no linguajar dos terreiros. comunicou solenemente.

e. 3 "e a Redda sonhou. Marreco % o apelido do <on1alves. 'onstrua.etermina1ãoP Nembrei dessa ordem dada pelo 'aboclo !:uan. 3 #stou em duvida. vai dar certo. arquiteto. como a Redda sonhou. e abrindo o jornal alou. a palavra 7esperan1a7P GJ .ois meses depois que o 'aboclo !:uan declarou. só para ele ouvir. e só não echamos o negócio porque j* era tarde. "entou3se 4 mesa. Respondi. com a estrutura do telhado aparente. ! Redda sonhou. # o terreiro de alvenaria. !cho esquisita. com um tipo de constru1ão para o terreiro que pode dar certo e ( barata. então.ei/amos acertado numa *brica a compra de um deles. risquei do meu vocabul*rio.GJ Um rio correu minha espinha. e com ele. tive um sonho. icando o acerto inal para a manhã seguinte. houve mudan1as nos planos. bai/inho. aconchegante. e com o empenho dos participantes do grupo. sa)mos em busca de uma galpão de cimento. #ra uma constru1ão redonda. . estava lendo o jornal no desjejum. ! Redda % que não teve insAnia. 3 . 3 $ernando. levantou3se depois de mim. j* passo a) em tua casa. . Respondeu. constru)do com recursos obtidos junto a comunidade. Perguntei. brincou.terreiro hoje ( uma tapera. cheio de (. 5o dia seguinte. uma tapera de lu/o. minha mulher e eu procuramos nosso sobrinho <ustavo <uimarães. Respondeu. pr(3 abricado. o limite m*/imo da minha imagina1ão. Rapidamente in ormei. abriu suas portas no dia 1 de $evereiro de 1EES ]? -u G^. $alei. como sempre a1o. 'on esso ter dormido muito mal. rindo. !cordei cedo. e/citado pela reali6a1ão do negócio e a e/pectativa de um terreiro novo. #/plicou o tipo que havia sonhado. . v(spera do dia de Memanj*. redondo. com grossas toras de eucaliptos. 3 2oc0 ( louco. 'omo vamos construir em dois meses um terreiro? 3 "e o 'aboclo !:uan alou. #le atendeu. &ele onei para a casa do <ustavo. sem contar com o que oi. 3 <ustavo. com telhado aparente de eucaliptos. a ordem ( a determina1ãoP 5esse dia.

do que em reuni8es ormais. $oi numa delas. $alou. !rgumentei. a todos os outros. 3 "igo. e o !njo da <uarda. Dambi. meu ori/*. igual. encerrando com as entidades da quimbanda. o ritual da Umbanda.eus> -/al*. em princ)pio. que ( . o meu desenvolvedor. o respons*vel e o guardião.espertei a curiosidade no meu simp*tico e culto companheiro de viagem. 3 Wlvaro. um culto e dedicado pesquisador da religião umbandista que provoquei um assunto que só gosto de discutir com pessoas entendidas. tendo como parceiro de bol(ia o Wlvaro. o guia espiritual. para o qual não tenho uma e/plica1ão. Mas o que tem a ver isso com o !njo da <uarda? GO . reverencio. seja o !njo da <uarda. j* no aguardo de outras indaga18es. meu protetor. meu pai3de3cabe1a. 3 H* vem voc0 com tuas pol0micas. 9uando abro uma gira. qual o teu entendimento sobre o !njo da <uarda? 3 'omo di6 o nome. 3 5ão ( o que voc0 pensa? 3 &alve6 para mim o maior mist(rio da Umbanda. demonstrando decep1ão. ( o anjo que nos protege.GO AN@O DA GUARDA CAPITULO 92 5o tempo da dura1ão de uma viagem. $iquei calado. apenas. tanto que me interpelou. o nosso Mestre Hesus 'risto> -gum. desde meu nascimento. aquele que só ( a energia cósmica> o 'aboclo !:uan. 'ontinuando no ritual. . todos os m(diuns batem a cabe1a para a Umbanda. #le deve ter percebido meu desapontamento. amigo e protetor material> os 'aboclos Hunco 2erde e da 'achoeira. meus guias nas linhas de -/óssi e XangA. pela minha evolu1ão espiritual> o Pai Maneco. dando a entender ter conclu)do. o preto3velho. os assuntos mais pol0micos sempre são discutidos de uma orma mais minuciosa. ! irmou #sperava outra resposta. o )ndio de ogum. 5unca ningu(m discutiu isso comigo. o meu mestre. saudando o ori/*s cósmicos. todos os guias dos m(diuns integrantes do grupo. 3 respondi. 3 2oc0 e/plicou o ritual no teu terreiro.

. cheio de d+vida. dando a entender ter compreendido o que eu queria di6er.Wlvaro icou calado e pensativo. !njos são os esp)ritos puros criados por . 3 9ual tua id(ia sobre anjo? 3 ! id(ia não ( minha. # depois são !rcanjos. com um p( atr*s. e !njo da <uarda ( o anjo que . 3 "im. "ão Miguel ou "ão Ra ael? !chei engra1ado. continuo a cultuar meu !njo da <uarda. que outro não era. não pode ser essa ess0ncia. 9uem melhor que nosso próprio esp)rito.epois de rodado uns de6 quilAmetros. 3 'omo assim. derrotou Nuci er. nosso próprio esp)rito. para proteg03lo. o pai3de3cabe1a. 3 "er* "ão <abriel. estamos iluminando nosso próprio esp)rito? Perguntou. Retruquei. 3 5ão acho. ( o que penso at( haver uma e/plica1ão melhor para dirimir minha duvida. !t( l*. &inha atingido meu objetivo. e signi icam mensageiros. para nos proteger? 3 9uando acendemos uma vela para nosso !njo da <uarda.eus. estamos vivendo uma unidade de encarna1ão. 3 !cho que ( o nosso próprio esp)rito.ivina. nosso próprio guardião? # se nessa vida. "ão <abriel veio anunciar 4 2irgem Maria o nascimento de 5osso "alvador> "ão Ra ael guiou &obias e Miguel> e "ão Miguel che iando uma alange de anjos. 'omo voc0 chegou a essa conclusão? 3 "e temos dentro de nós a vontade e a part)cula . e o e/u. os che es das outras linhas. ( ensinamento b)blico. 3 9uem voc0 acha ser nosso !njo da <uarda? Mnquiriu. ele quebrou o sil0ncio. 'ompletei. 5ão sei onde o !njo da <uarda se encai/a. para proteger a nossa atual. Hesus 'risto.eus d* a cada homem.GQ 3 H* saudei a . 2oc0 est* se contradi6endo. e não anjos. temos todo direito de evocar a somatória de nossas vidas anteriores. GQ .eus. !rgumentei. senão despertar a pol0mica e con undir o amigo. . o desenvolvedor e tamb(m protetor e guia.

acompanhando3o em todos os lugares. ganhei muita e/peri0ncia para poder recomendar. ainda com a gra1a dos de6oito anos. mas deve. Msso deve aborrec03la. e se enchendo de emp* ia. ser considerado. Um grupo de pessoas. como o trabalho. 2oc0 não percebeu que nessas reuni8es só e/istem pessoas com suas vidas amiliares j* de inidas. Por ser a Umbanda envolvente e cheia de mist(rios. #le.ulce nas nossas reuni8es. principalmente aos jovens. #le pareceu surpreso. não entenda errado o que vou di6er.ulce tamb(m componente do grupo. e ela só est* dentro da religião por imposi1ão sua. !lguns adeptos da Umbanda não sabem separar a religião de seus a a6eres tradicionais. Recomendei. Rec(m ingressado na maioridade civil.estereótipo do an*tico religioso ica por conta do Pedro Hos(. Mndignado retrucou. uma observ. mas gostaria muito. GS . era sua companheira incondicional. recebia sempre a visita do jovem casal. não precisa ser acatado. ormada por casais e pessoas de meia idade. 5as minhas andan1as pelo espiritismo. uma doce e bonita jovem. que voc0 não osse mais com a . noivos. e/orbitava com seu deslumbramento pelos mist(rios da Umbanda e pela impaci0ncia no processo evolutivo da sua mediunidade. "ua noiva . a6ia parte do terreiro em que eu trabalhava. 3 Pedro. o anatismo ( conden*vel. ao menos. "empre disse que conselho dos mais velhos. limitou3se a di6er. estampou um largo sorriso. 9uando tive oportunidade. 5ão me re iro 4 pai/ão e/trema da sua religiosidade. e que se re+nem com o objetivo +nico para alarem sobre a Umbanda? 2oc0s são jovens. para teu próprio bem. "ó alava em Umbanda.que ela e6? 3 5ão distor1a as coisas que te disse e ainda vou alar.GS CAPITULO 94 CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO #m qualquer religião. 3 Por que voc0 disse isso? . no qual eu me inclu)a. 9uando mo1o. . ao contr*rio. a diversão e a am)lia.ncia severa no policiamento de suas atividades espirituais. mesmo nos quais o assunto era a religião umbandista. principalmente na Umbanda. !quilo me preocupava. chamei3o para conversar. provoca uma e/cessiva sede de viv03la em todos os instantes.

#la. Prometi procurar a . pois só alava dos e/us. me disse que nosso relacionamento tinha acabado. !sseverou. preocupado. -lhar triste. Pedro. esperando ela re letir bem sobre o assunto. por ra68es que não queria e/plicar. ( o $ernando. C uma umbandista convicta e adora as reuni8es. !lguns meses passados.ulce desmanchou nosso noivado. #u tentei convenc03lo.ulce. oi categórica. quando cheguei na casa dela. rancorosa.ulce e tentar convence3la a reatar o compromisso com o desesperado Pedro. 3 !ntes de mais nada. ou mesmo vão visitar amigos da tua gera1ão. mas não me arrependi de ter dado esses conselhos ao Pedro. 5ada adiantou eu alar. era o Pedro. $ui atender. nosso di*logo não oi produtivo. % alei. #u não conhecia o Pedro na intimidade. cada ve6 mais an*tico e convencido que sua noiva gostava de sua ego)sta programa1ão religiosa. GG . dos caboclos e dos ori/*s. 3 5ão ag?ento mais alar de Umbanda. "oube que voc0 rompeu o noivado com o Pedro. vão assistir ilmes nos cinemas. 3 9ue aconteceu com voc0?. Perguntei. 5em podia. diante de sua irredut)vel posi1ão. #/clamou. #la ( at( a cambone das minhas entidades. ou vão dan1ar em uma discoteca. j* com sarcasmo. 3 2oc0 pode conversar com ela? . 3 Posso a6er alguma coisa por voc0s? Pronti iquei3me. ou ser agrad*vel. #le demonstra um ego)smo incomum. "ó a procurei uns dias depois. 9ue ique com uma pomba3gira qualquer e me dei/e em pa6. leve3a passear. p*lido e com olheiras marcadas. voc0 j* tem entidades. meus parab(ns. 9ue aconteceu? . ele era a e/pressão do so rimento. desolado. Pelo tele one. $iquei preocupado.ulce.GG 3 $i6 a cabe1a dela. ironi6ando sua assertiva ao mencionar 7minhas entidades7. 3 Por qu0? 3 5ão sei.evo ter me/ido com os brios da . ouvi tocar a campainha da porta da minha casa. 2oc0s sempre dei/avam transparecer muito amor e harmonia. % Mas aconselho. 5ão vou me casar com um homem que não sabe diversi icar sua vida. não se a6endo de rogada. Toje. #le continuou. pestanas ca)das. 3 . 3 ! . H* sentado no so * da minha sala.

inclusive com hora de encerrar a gira. . Pe1o que todos iquem no meio do terreiro. a gira terminou cedo. não mentia. onde alguns deles demonstravam suas qualidades juvenis. . 3 "oube que voc0s. 5o terreiro do #dmundo $erro. voc0s voltem 4s suas casas. #le. quando saem do terreiro. as giras terminavam por volta da meia noite. voc0 est* enganada.e ato. !ntonio. Mingo. o bilhar e o papo. "urpreendidos com a atitude do $erro. incentivados pela gula deste gordo de cento e vinte quilos% e apontou para o Mingo. Paulinho. dirigente retomou a palavra. nos habituamos a ir num bar depois das giras. vão comer co/as de rango em um bar. e ela constituiu uma am)lia. que nada tem a haver com a Umbanda. Mauro. omitindo o rango. Mario e De6ito. 'laro.GE 'onversamos algumas banalidades e desligamos o tele one. ! preocupa1ão dele tinha proced0ncia. 3 5ão. Niguei para o Pedro para dar conta do prometido. determinou. -rdenou. ouvia a costumeira advert0ncia da Redda. e a1am o que quiserem. mas posso e/igir que ao sa)rem daqui do terreiro. caminhamos. descon iados e lentamente para o meio do terreiro. Por esses atos de comportamento amiliar. #u. 'heguei tarde em casa. não houve mais acerto entre os dois. todos. e lendo uns nomes anotados em um papel. antes de dispensar o grupo pediu a aten1ão de todos. 'heg*vamos em casa j* dentro da madrugada. #/pliquei. inclusive eu. 5ão queria que nossas am)lias se voltassem contra o terreiro por chegarmos tão tarde em casa. #le. 5a GE . quando chegamos no inal de uma gira. 3 'omo acabou tarde ontem o trabalho. ( que os dirigentes devem ter a cautela de orientar os membros da corrente. sem entender nada. lacAnico. abandonou a Umbanda por desgosto. 5ão tenho o direito de proibir que voc0s a1am isso. porque icamos conversando.epois saiam. perguntou. no dia seguinte.e/periente pai3de3santo sabendo do ato. 3 #la contou porque brigou comigo? 3 $oi teu anatismo. ainda solteiro. . ansioso no tele one. Toje estão em caminhos di erentes. !lguns m(diuns. comer um sandu)che ou uma co/a de rango. Neoc*dio. 3 $ernando. &inha at( uma mesa de bilhar.

tem acesso 4 gira dos e/us. #nquanto trabalhou em nosso terreiro ela oi uma estrela deslumbrante.EF verdade não eram as co/as de rango nem a ome que nos levava ao leviano programa. Por ser da linha neutra. pois tenho certe6a que ela ( uma correta e dedicada integrante da igreja. 3 &odos devem icar concentradosP 2amos ajudar a ManonP &alve6 superestimando o potencial medi+nico da e/celente m(dium. e o es or1o do esp)rito para dominar a situa1ão. EF . quando o guardião da porteira veio me avisar que tinha algu(m na entrada querendo alar comigo. quando incorporou. . cercado por uma pali1ada.'aboclo !:uan. sempre dei/ando belas mensagens de amor e (. quando ( necess*rio. Passado muito tempo. em uma gira. o que evidencia a proibi1ão do acesso 4s outras entidades no lugar sagrado dos oguns. pedindo ajuda para a corrente. Tumait*. 5ão tenho como e/plicar esta visão. contou uma passagem da esperta cigana Manon. tra6endo um papel que segurava cuidadosamente na mão. "orte dos evang(licos. o que em nada ajudou a Manon. #ra alta de bom senso. mesmo incorporada no meio do terreiro a $*tima dava sinais de não estar bem. -bviamente. . hoje agregada 4 igreja evang(lica. como a6em as entidades. ver a Manon não conseguir dominar seu cavalo. a corrente hesitou e a vibra1ão não icou como eu queria. #ra a 'igana Manon. o lugar dos oguns. sem ponto de chamada. 'omo ele ( bonitoP &ive a elicidade de conhecer uma parte. % concluiu. # a 'igana Manon icou na entrada. a Manon. #le pediu um toco. dirigiu a palavra 4 corrente. CAPITULO 96 A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN <osto demais de uma entidade da linha dos ciganos. $oi uma cena constrangedora.ava para perceber a ang+stia da m(dium. ! 'igana Manon trabalhava tanto na linha dos ciganos como na quimbanda. #u corri em seu socorro. quando o caboclo passou para minha consci0ncia a otogra ia do lugar. rindo. como se osse um orte. como oi enquanto req?entou o nosso terreiro. de orma inesperada. pelo simples ato dele incorporar na linha da quimbanda. C um imenso campo. ( indescrit)velP Mas aprendi. #ra uma rela1ão de pedidos para eu atender. 3 #stava no Tumait*. num inal de gira. toda a corrente icou apreensiva. #la me e6 a entrega desse papel. no meio do terreiro. at( no Tumait* e/iste guardião. $oi quando o 'aboclo !:uan incorporou. e sentado nele. principalmente quando usava como m(dium a $*tima.

a6 muito tempo. "ó não contei quais oram os pedidos que ela e6.sil0ncio dominou o terreiro.. 5o papel que me entregou. os v*rios pedidos eram em avor de cada um de voc0s. E1 . 3 . triun ante do nosso terreiro.. a Manon conseguiu dominar seu cavalo e sair. .pedido era para a corrente. .corpulento )ndio e6 uma revela1ão.E1 3 'ontei para voc0s. que recebi a visita dessa 'igana no Tumait*. não tendo sido omitido nenhum nome.entro de uma das mais ortes vibra18es criada no grupo. -s m(diuns entreolharam3se. #ssa ( a or1a da Umbanda. .que ela est* pedindo em troca ( a vibra1ão de cada um de voc0s para ela ajudar seu cavalo. mais uma ve6. surpresos com a revela1ão. desta ve6 tendo como compensa1ão da sua bondade o amor sincero de toda a corrente. .

para tentar convencer algu(m que o esp)rito pode se mani estar no mundo material.]pesquisar^. Uma terapeuta que trabalha com as otos Lirlian quer permissão para a6er uma oto com um m(dium incorporado. 5a pró/ima gira estaremos l*. Mnteressei3me. 2oc0? % e/clamou surpreso. brinquei. # depois. retornar ao 'riadorP <osto quando os esp)ritos ordenam nossas id(ias. e muito menos encontrei ra68es lógicas. para ver qual ser* o resultado. &udo come1ou com um tele onema do Roberto Ribas.que voc0 acha? $oto Lirlian ( uma m*quina inventada pelos russos. . e descobrir eventuais apro/ima18es negativas. com a inten1ão de desvendar o estado de esp)rito. dos depoimentos de pessoas ilibadas e at( mesmo do enAmeno das incontest*veis materiali6a18es.E= EAOLUIR PELA CIBNCIA CAPITULO 98 5unca senti a necessidade. das apari18es. 5ão h* ra6ão para se discutir sobre religi8es. das mensagens que comprovam a veracidade das mani esta18es. $alar das curas. E= . no terreiro. quando discutem a mani esta1ão do esp)rito em nosso plano material. não modi icam a opinião dos incr(dulos. # com qual entidade? 'om o 'aboclo !:uan. quando me e6 um pedido singular.. -s parapsicólogos e religiosos estão sempre se digladiando. # qual o m(dium que poder* se submeter a isso? !cho ótimo. que otogra a a aura das pessoas. um dos m(diuns do nosso terreiro. Pode combinar com ela para levar a m*quina 9uem? 'laro que euP !doro novidades e não vou perder essa oportunidade.. ! escolha do caminho de cada um ( o direito da liberdade sagrada do livre arb)trio. !s al*cias deturpam o real objetivo das religi8es. diagnosticar poss)veis doen1as. quero saber como ( a aura dele. at( mesmo publicamente.

enquanto a terapeuta guardava cuidadosamente sua estranha m*quina.Ribas respondeu.senhor tem que por o dedo. #stava eu órica por termos concordado com seu pedido. dava gostosos tragos em seu mara o misturado com mel e tirava uma1as com seu imenso charuto. 5ão dei/ei ela notar que eu era o mais curioso de todos. guerreiro. estou sempre disposto a ajudar os outros. atrapalhado. principalmente entre os )ndios. s0o !:uan. seco.EB 5o dia da sessão. 'aboclo !:uan. quando o Ribas. a terapeuta e o Ribas organi6aram a liga1ão da m*quina na tomada el(trica e iniciaram a e/peri0ncia. #st* bem então. dentro dessa cai/a só est* a energia do meu cavalo. ele e6 o que mandavam e o trabalho oi conclu)do. 'aboclo. Mas. aconselha pol)ticos a tomarem decis8es e discute qu)mica. 'aboclo !:uan. o Ribas me apresentou a terapeuta. 'ombinamos os detalhes. . riscou o ponto de irme6a do trabalho. para saiba. acompanhado da terapeuta. esta mo1a ( uma cientista aqui na terra e quer a6er uma e/peri0ncia com o senhor. . 'omo saber? . mas seu cavalo j* est* sabendo. com certe6a. Muito obrigado. !cho uma mistura. sentou3se 4 sua rente con orme o combinado e respeitosamente e/plicou.epois de muita conversa. o )ndio "em muito rodeio. EB . o Ribas desligou o io el(trico da tomada. 5ão sei se são ing0nuos. $a6er o que com minha aura? Respondeu. quando um palito riscava e na sua ponta o ogo ardia. 2ai ser. e alegre agradeceu. . . Meu ilho. uma mo1a simp*tica e alante. Respondeu esbo1ando leve sorriso.'aboclo incorporou. "atis eito. e isso posso seguramente a irmar.i )cil EBsp)rit3los. PAr o dedo a)? Por qu0? Is ve6es os esp)ritos me atrapalham. Resmungou. Por outro lado. ou espertos demais. dentro desta m*quina % e/plicou a terapeuta. otogra ar sua aura. icava assombrado com a cai/a de ós oro. uma e/peri0ncia muito boa. não sei bem como e/plicar ao senhor.

decep1ão. não posso alar em nome da religião. inclusive o espiritismo. com muito humor. 2oc0 est* declarando que ( a avor do aborto? Perguntou. ou contracep1ão. para provar que ele e/iste. ! ci0ncia sempre oi usada pelo espiritismo. "empre ( uma opinião. !s coisas que eles a6em não se limitam ao momento. 5unca tiro conclus8es precipitadas das histórias dos esp)ritos. para evoluir e aprimorar sua pratica. EJ . quando ela d* o primeiro grito. ! irmei. <ostar)amos da opinião da Umbanda sobre o uso da p)lula do dia seguinte. iquei impressionado com a di eren1a. 5ós estamos a6endo uma pesquisa sobre o aborto.EJ ! esperte6a do )ndio veio 4 tona. para utura compara1ão.EJsp)rito só reencarna no corpo da crian1a. algumas religi8es a combatem. separando as otos % a minha e a dele. Mas. 5ão houve nenhuma d+vida da inten1ão dele. Uns m(dicos me procuraram. 5este episódio. não tem como ser analisada. ao contr*rio. agora com a energia da entidade. ele insinua o contr*rio? j* estaria reencarnado. $icou bem claro que desde o inicio ele sabia o que era oto Lirlian e ingiu3se de desentendido. se o esp)rito reencarnado estivesse grudado com ele. "e voc0s quiserem posso dar minha opinião pessoal % adverti. t0m um alcance al(m do nosso pronto entendimento. !pesar de ser umbandista. Por ela ser abortiva. por ter ugido totalmente do padrão. o jogo de palavras. muito embora tr0s dias depois da concep1ão. % esclareceu um deles. Usou. ! terapeuta colheu v*rios pareceres de especialistas em oto Lirlian. % a irmei. #st* erradoP #le deve aproveitar a ci0ncia. o 'aboclo !:uan demonstrou toda a habilidade inerente de um 'he e de &erreiro. e sobre ele as religi8es são austeras e radicais. para dar cone/ão entre a ci0ncia e o esp)rito. demonstrando . convicto. % responderam. C necess*rio paci0ncia para EJsp)ritoEJa3las. Montaram tudo outra ve6 e i6eram nova oto.aborto ( um tema pol0mico. segundo di6em. e chegaram 4 conclusão que a dele % da entidade. #nquanto recolhiam o aparelho. Realmente. "eria um ato criminoso abortar o eto. Por que voc0 - . # o tempo veio esclarecer a parte conclusiva da trama habilmente arquitetada pelo 'aboclo !:uan. o 'aboclo !:uan sentenciou. quando vi as otos. surpreso.

! maioria a irma ser na concep1ão e voc0 di6 ser depois que nasce. olhei para cima. nada tendo a ver com o objetivo da entrevista. por entender que a gravide6 rejeitada oi o ruto de uma pai/ão carnal. #speram. outra oportunidade de reencarnar. culpa da ci0ncia. !lgu(m pode me e/plicar. Respondeu o m(dico. de um modo tão convicto? Perguntou. 2ou aliviar seus cora18es. C comum 4s mulheres que abortaram. mas elas são con litantes com as que ouvimos at( agora. ugindo totalmente do princ)pio divino. depois da conscienti6a1ão do espiritismo. #sclareci.e jeito nenhum. com certe6a. "e suas declara18es são ou não verdadeiras não me compete julgar. #ntão as mulheres que provocam o aborto não são na sua concep1ão. Y"alve.. o grande cientista do espa1o. 'aboclo !:uan.epois que oram embora. voc0 pode me di6er como chegou a esta conclusão. e pensei. Posso. como estão os quinhentos esp)ritos dos embri8es humanos congelados na Mnglaterra? #stão grudados nos quinhentos tubos de ensaio. "ou contra. irem ao desespero por se sentirem criminosas. criminosas? #n ati6ou o m(dico. de modo convincente.EO . nem vão para o in erno.. #/travasei. Por mera curiosidade. sabe at( quando.Z EO . despedindo3se. principalmente quanto ao momento da reencarna1ão do esp)rito.. .. que só admite o se/o para a perpetua1ão da esp(cie humana # os pais deveriam assumir responsabilidade de seus atos. dando a entender ser o im da entrevista. a irmando que os esp)ritos das crian1as não estão cobrando nada.5ão tinha pensado assim. 'omo? 5ão entendi.. esperando.. para serem gerados? C. junto com os demais.

magra. #la era uma mulher de meia idade. % disse. 3 Mn eli6mente ainda tenho compromissos hoje. acometida de uma parada card)aca. EQ . mas pelo jeito voc0 devia procurar algumas carpideiras para a6er coro. 'omo não a temos. algumas ve6es trans ormada em desespero. 3 Por que . #ra minha conhecida j* h* longo tempo. "ou apenas um pai3de3santo. porque achei que estava no momento de dar um basta ao doentio apego da <eni. choramos a morte dos que amamos. at( que em prantos dei/ou escapar uma lamuria. .#u só quero saber como est* o esp)rito dela. o que me permitia alar sem rodeios. e contava sem parar de alar as qualidades de sua mãe e o amor que tinha por ela. 5ão sou entendido no assunto de estudar as palavras adequadas para acalmar histerismo. quem sabe não so r0ssemos. levantando3me do so *. seja um pai.EQ CAPÍTULO 2: ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS 5ós icamos r*geis e incon ormados com a morte das pessoas que amamos. $alei. !cho que isso aconteceu. amarrados atr*s. voc0 tem um dedicado marido e ilhos saud*veis. C irrepar*vel a aus0ncia )sica deles. Parou de chorar e icou me olhando. ou uma mãe. #stava muito mal.eus oi ruim comigo? 3 5ão se quei/e. cabelos j* grisalhos misturados com os negros. #la assustou3se com minha grosseria. os parentes e os amigos. &entei consolar. #sses pensamentos remo)am minha cabe1a. por receber intui1ão dos esp)ritos. "e tiv(ssemos uma conscienti6a1ão maior do destino do esp)rito dos que desencarnam. 5ão sei se eu vou poder ajudar voc0 sem a assist0ncia direta das entidades. 3 2oc0 não entende? $oi a minha mãe que morreu. C inevit*vel a saudade. 4s ve6es aben1oado como outros tantos. #la a6 parte da triste6a. olhando para meu relógio dando a entender que ia embora. "ua boca em nenhum momento dei/ou sequer esbo1ar um sorriso. seus olhos dei/avam transparecer o seu so rimento. 3 2oc0 me procurou para que eu pudesse te ajudar. !rcada pela própria constitui1ão )sica. boquiaberta. 5ossa cultura justi ica esse comportamento. enquanto ouvia na sala da casa da <eni o seu desesperado relato da morte de sua mãe.

2oc0 pode esperar at( segunda3 eira para saber. 5o seu caso ( o inverso. "e ao inv(s de mergulhar na revolta da separa1ão voc0 tiver a compreensão da passagem dos esp)ritos ao mundo invis)vel. antes de ir embora. e ambas conversaram. incorporado em mim. #/plicou a entidade de orma direta e austera. . perguntou 4 entidade. &e aguardo no terreiro. ! revolta ( que prejudica o desencarnado. voc0 ( que atrapalha o esp)rito. ele viajar* preocupado e tenso. "ó mencionando essas duas religi8es ES . mas agora iria seguir o seu caminho. Por que isso acontece? 3 2oc0s ouvem ensinamentos sobre entidades obsessoras. nunca o choro. 3 . 'on orme hav)amos combinado. se um homem tiver que empreender uma longa viagem.eve ter luido bem a conversa1ão porque a <eni estava emocionada e mais calma. 5o catolicismo a am)lia do morto pede para o padre re6ar uma missa em inten1ão 4 sua alma.que est* a ligindo voc0? 3 C que minha mãe morreu. #m caso contr*rio. "entada na rente dele. o esp)rito de sua mãe teria mais tranq?ilidade para seguir sua jornada. !pós chamar um m(dium. "obre o assunto. que icam ligados nos encarnados. situa18es como a da <eni são comuns. #stou desesperada.ES 3 #stamos na quinta3 eira.evemos imaginar que a morte ( um a astamento tempor*rio. "e te a6 bem. gosto de dar um e/emplo material. !tendendo a sua ego)sta necessidade de alar com ela os mentores do espa1o se aproveitaram para acalmar sua revolta e livra3la da imanta1ão que voc0 e/ercia sobre ela. e seu amiliares lhe a irmarem que poder* icar sossegado porque eles vão icar bem. 3 "eu corpo morreu. com certe6a a despreocupa1ão de dei/ar seus amiliares diminuir* a triste6a de ter que dela se a astar. 'om respeito a essa conscienti6a1ão as religi8es t0m uma parcela de culpa. e qualquer di iculdade eles resolverão. 3 Minha mãe disse que estava bem pró/ima de mim. o seu esp)rito não. Para quem pratica o espiritismo. !gradeceu a oportunidade e. vou tra6er o esp)rito dela para conversar com voc0. o que ( errado. !tendi uma pessoa que tinha perdido um ilho com idade jovem. 5ão chorava com medo de prender o esp)rito de seu ilho. mas voc0 não permite com seu in undado desespero. . 5o espiritismo pede que o esp)rito do alecido seja recebido no astral superior. a entidade perguntou. em seu estilo. para voc0 alar com a entidade. #le quer seguir seu caminho evolutivo. ele indu6iu a incorpora1ão do esp)rito da mãe da <eni. a <eni j* estava consultando com o 'aboclo !:uan.

sou agradecido a . somos evolu)dos para nos credenciar com compet0ncia para pedir por nossos mortos? 5ão seria mais coerente. uma bomba para sua asma. #u tive a elicidade de ter duas mães. 'oisas da terra.neas. e/ceto nas poucas reuni8es sociais que ia. para icar livre 4 tarde. e um baralho. -brigadoP #nquanto voltava para casa. mas o meu amor pelas duas era igual. 3 Meu Pai -/al*.EG j* se evidencia uma distor1ão. "eus )dolos eram seus ilhos.eus. #la tinha uma marca. e ambas morreram com mais de setenta anos. 9uando oi encontrada dentro sua bolsa estavam sua bomba para asma. com a M6ette eu implicava. ocasião em que demonstrava toda sua categoria de mulher re inada. pois eu cumpria meu papel de genro. 5ão gostava de se arrumar ou usar pinturas. para cuidar de suas tare as do lar. pelo seu jeito bonachão. minha mãe de carne. Pouca gente sabe. ou pedir aos esp)ritos que não nos tornem obsessores dos esp)ritos? Pensando assim quando pe1o por algu(m desencarnado. e ainda teve tempo de estacionar seu conhecido uscão amarelo e morrer em cima da dire1ão. a mãe da Redda. permita ao nosso irmão que partiu. passei a di6er. quando or poss)vel. icava espregui1ada na cama. 5ão queremos ser empecilho para a sua evolu1ão. !mbas morreram como gostavam de viver. e a M6ette. Mas. !ntes das do6e horas. ! !lcina oi dormir e não acordou mais. ! !lcina. adorava acordar tarde. nos acalmem. vindo da casa de uma amiga onde tinha ido jogar. e poder ir jogar com suas amigas contempor. receber a not)cia que aqui na terra todos seus amiliares e amigos estão bem e que o amam muito. um _ol:s_agem amarelo. !cordava cedo. l(pida e alante. o padre re6ar uma missa pedindo aos santos para nos acalmar. e que encham nossos cora18es de amor e ( e. pelos desencarnes. Partiu da terra o esp)rito do nosso amigo $ulano de &al. &inha tr0s apegos. porque sabia que eu ia prantear as suas aus0ncias )sicas. um baralho e a (ria do dia. Namentei a morte das duas. pela morte que elas tiveram. magra. ! M6ette era o contrario. e nós daqui queremos que ele possa chegar ao lugar no espa1o a que tem direito e por ele conquistado duramente atrav(s do resgate de seus carmas. ! minha devia ser ilha de Memanj*. 'om a !lcina eu era dócil e submisso. mestre Hesus 'risto. ! M6ette. EG . lembrei3me da morte das duas mães na minha vida. teve uma parada card)aca % como a mãe da <eni. por isso rogamos ao "enhor e a todos nossos guias espirituais que nos con ortem.

mas a1a direito. voc0 est* buscando justi icativas para romper o compromisso assumido a1a3o.EE CAPITULO 29 DCAIDAS DOS M<DIUNS . resolvido o problema. por ser uma assertiva EE . 3 9ual o seu procedimento quando o m(dium quer sair corrente. 3 2oc0 est* gostando de participar da Umbanda.certo seria voc0 primeiro resolver. . a6 muito tempo que não ( usada. ela disse que minha vida não entraria nos ei/os se não entrasse na gira. intrigado. e estava isicamente muito raco. o teu problema material e depois caso voc0 tivesse vontade. 5o nosso terreiro. só não conhe1o minha utilidade l* dentro. conte 4 sua mãe3de3santo o seu desejo. Msso a6 parte da lei. porque voltam todos os problemas. a6er teu ingresso no espinhoso caminho de cavalo da Umbanda. "e agora. a da entrada. Mas a1a da orma correta. e a da e/pulsão. a da sa)da. provavelmente para uma r*pida re le/ão. % contou. 3 #stava passando uma di iculdade comercial muito complicada. 'onversando com minha mãe3de3santo. que ela levantar* teu alguidar. e continuar cultuando as entidades atrav(s de ora18es e amal*s. 2oc0 pode sair que nada de ruim vai acontecer. assustado. eli6mente. receber ajuda. mesmo não estando vinculado 4 corrente. 3 #u gosto. tendo como incentivo o amor 4 religião. 3 2oc0 entrou pelo caminho errado. com a ajuda dos esp)ritos.'ristiano ( um m(dium de uma corrente de Umbanda. #le estava em d+vida se devia ou não continuar a6endo parte da corrente. sem nenhum constrangimento. 3 'onte3me como aconteceu o convite para voc0 entrar na gira. como voc0 est* alando? Perguntou. e respondeu. 3 -utra bobagem. !conselhei. # se voc0 or com req?0ncia receber vibra18es. para quando voc0 precisar. C assim. 3 Mas me disseram que não posso mais sair. sua mediunidade se manter* equilibrada. justi ique 4queles que o ajudaram. talve6 por causa da porta da entrada. de orma ativa como m(dium de corrente? #le e6 uma pausa. 5unca disse 4 ningu(m que ( necess*rio desenvolver a mediunidade. e/istem tr0s portas. #sta +ltima.

a alegria. 3 . sol)cito. 3 2ou a6er isso. com alegria e sem nenhuma in lu0ncia e/terna. principalmente. 'omo posso saber? 1FF . -utro ocupar* teu lugar. #le indagou. o amor. como a conscienti6a1ão. estava um outro m(dium da mesma casa. nivelando os demais sentimentos a eles ligados. 3 Posso lhe a6er uma pergunta? 3 'laroP "e souber responder. de orma pausada e clara. Respondi. e que o a1a com amor. or1a. 3 'aridade. mais inocente e humilde. 5o desenvolvimento da mediunidade. 3 5unca tinha pensado assim. Pre iro aconselhar para a pessoa pensar bem ao escolher este caminho. a sabedoria. 3 'omo equilibrar sentimentos e emo18es? 3 2ou e/empli icar com a trilogia da Umbanda. !doro a gira. gosto de estar nos dias de trabalho. 2ou repensar meu assunto % con idenciou. 5o espiritismo. #/pliquei. inoc0ncia e humildade. 5otei que ele icou embara1ado com minha resposta. seja produto do medo ou da imposi1ão. dei/o bem claro que a porta da sa)da continua aberta para suas visitas normais e para visitar seus irmãos de corrente que permanecerem na gira.meu caso ( di erente do dele. o m(dium a6 a caridade para si mesmo. 9uando vão sair. mas de orma desequilibrada. &emos dentro de nós esses sentimentos. os caboclos trabalham na or1a. a tudo ouvindo atentamente. mas não sei identi icar nem o seu tipo nem sua potencialidade. quem a6 ( a gira em seu todo. 5a troca das energias entre o m(dium e o esp)rito. ele sentir a ra6ão de ser um m(dium participativo da Umbanda. equilibrando seus sentimentos e emo18es. se não ( para resolver os problemas materiais ou medi+nicos. arei com muito pra6er. "enti ter atingido o que pretendia. e isso acontece com req?0ncia. os pretos3velho na humildade e as crian1as na inoc0ncia.1FF mentirosa. Um membro quando sai. não quebra o alicerce do terreiro. ganhando a oportunidade de resgatar seus pecados c*rmicos e. Resolvi e/plicar melhor. a liberdade e assim por diante. a calma. qual a vantagem de estar se sacri icando no desenvolvimento? C só para a6er caridade? 3 'aridade para quem? 5ingu(m precisa de voc0. Mas quero a6er uma pergunta. di6em que tenho mediunidade. esses sentimentos vão crescendo. Respondi atravessado. at( atingirem o equil)brio. dei/ando o m(dium mais orte. Hunto com o 'ristiano.

suar as mãos. 3 5unca ningu(m me e/plicou o que são undamentos da Umbanda. pela pergunta. em s)ntese. 4s entidades. sentir cala rios. ao terreiro. C. 9uando o esp)rito com a mesma vibra1ão desincorpora. para me limpar. ser um m(dium com ( e alegria. 9uando eu me sentia assim. ditada pela iloso ia do dirigente do terreiro. Respondi. &ipo e potencial. Pai ou mãe3de3santo não dão mediunidade para ningu(m. ( melhor voc0 sair junto com o 'ristiano. 3 Mas não ( a mãe3de3santo quem deve saber? Perguntou. "em querer. $a1a o que ela determinar. recebia um esp)rito dessa ai/a. ningu(m pode antever. #/pliquei. dependendo do próprio es or1o.respeito aos ori/*s. #sse ( o come1o. tonturas. 3 "e antes podia a6er. "empre que voc0 tiver d+vidas. ela se desenvolve de orma natural. 'umpra as ordens do terreiro. por que hoje não pode? 1F1 . muitas ve6es caindo no terreiro com as salutares incorpora18es de esp)ritos atrasados ou trevosos.1F1 3 2oc0 j* mostrou. meu entusiasmo desviou a e/plica1ão que ia dar sobre mediunidade. e 4s regras determinadas pelos ensinamentos da Nei Maior. 3 $ale mais sobre a mediunidade. por ser com certe6a. incorpora18es desencontradas. 3 'omo pode uma incorpora1ão de esp)rito atrasado ou trevoso ser salutar? 3 Pela lei da a inidadeP &odos nós sempre estamos imantados por energias ruins. 3 "e voc0 duvida da capacidade da sua dirigente. o respeito ao bom senso e o amor que a Umbanda prega. o melhor para voc0. Toje não posso mais a6er isso. senão voc0 se enquadrar* como rebelde. livrando o m(dium de suas inter er0ncias. $ui interrompido pelo 'ristiano. descon iado. sua lei. 5ão contrarie jamais os undamentos da Umbanda. ela leva junto as energias semelhantes. Um m(dium em desenvolvimento tem que passar por ase t)picas. #le não perdoou. 4 hierarquia. . #les são apenas os dirigentes da gira e cuidam dos seus ilhos de corrente. aos consulentes e visitantes. 3 -s potenciais todos t0m. ! mediunidade acontece.ei/e acontecer. que voc0 ter* uma resposta. . 3 $undamentos são os alicerces da Umbanda. algumas ve6es at( malignas. !s d+vidas come1am a me/er com a cabe1a de cada um. pergunte a ela. aos irmãos de corrente.

por ser a soma dos recursos acumulados em nossa espiritualidade. enquadrando3se no processo comum do desenvolvimento da mediunidade.1F= 3 Toje tenho coroa de pai3de3santo. sou eu ou o esp)rito? 9uestionam. depois de relatar a consulta e a resposta do 'aboclo !:uan ao promotor. ele incorpora pela apro/ima1ão e não pela tomada do corpo e da mente. que lhes são concedidas a crit(rio da dire1ão da casa. $alou. andava sempre armado como precau1ão. H* t0m presen1a de inida. 9uando o m(dium come1a a perceber que as coisas que a6 e di6 estão corretas. só causa dano quando ( mal usada. . ato que não deve ser jamais recriminado pelos dirigentes. Msso ( per eitamente normal. ! arma ( como a mediunidade. 5o desenvolvimento. H* pensou como crescer* a or1a de um trevoso com esta hierarquia? 3 'ontinue alando sobre as incorpora18es. 1F= . as entidades de lu6 come1am a incorporar. at( iniciarem um di*logo com algu(m. ao contr*rio do que muitos di6em. 3 'aboclo. meu ilho. por descuido. #/pliquei ao mo1o. ele lembrou3se estar carregando na cinta a sua arma. que estava com sua vida amea1ada pelos tra icantes de drogas. . #ssa ( a orma comum do desenvolvimento da mediunidade. #stou conversando com o senhor e. 3 5ão tem import. 3 C comum o m(dium iniciante incorporar na vibra1ão do esp)rito. . Pediu. depois de todo o processo do b03a3b*. ( uma conquista do nosso próprio esp)rito. por causa de uma s(rie de den+ncias apresentadas na justi1a pelo promotor. resignado com a e/plica1ão. Por essa ra6ão. #la pode ser voltada para o mal? Nembrei3me de uma consulta do 'aboclo !:uan com um promotor p+blico. come1a a sentir con ian1a em si próprio. Mas antes de me despedir.m(dium ica mais dócil e mais adapt*vel 4s incorpora18es dos protetores.urante a consulta com a entidade. pedem charuto e bebida. que nos d* maiores oportunidades para resgatarmos nossos carmas. quando a entidade chega perto. estou lhe altando com o respeito. !) vem a grande d+vida.ncia. dei/ei en ati6adas mais algumas palavras. não tra6endo nenhum preju)6o ao m(dium ou 4 corrente. demonstrando uma e/pectativa quanto 4 resposta do esp)rito. ou seja. Mmediatamente se desculpou.'ristiano desistiu de abandonar a gira e seu amigo prometeu não questionar mais a Umbanda. trou/e comigo a minha arma que sempre carrego para minha seguran1a. que a mediunidade. por ser comum. 3 ! mediunidade est* me parecendo uma aca de dois gumes.

Por isso mesmo. 1FB . e ugir do anatismo tão nocivo ao bem estar dos religiosos. social e amiliar. 5unca aceitar avores ou pagamentos pelos trabalhos que i6er e jamais usar a energia do sangue em seus trabalhos e. honrar os esp)ritos acima de tudo. principalmente. 5ão beber. antes de se iliar 4 uma casa. o m(dium deve cuidar de sua cultura. .eve a6er da Umbanda uma religião alegre. e nunca julg*3los.eve respeitar as outras religi8es. Para isso não deve se imiscuir nos problemas dos irmãos de corrente. #ncerrei. doar3se inteiramente 4 casa que trabalha. controlar seu emocional e não cobrar nada da religião. sem querer impor aos outros as suas convic18es. gostosa e vibrante. nunca sacri icar nenhum animal.1FB 3 5ão se esque1am. . sem entretanto esquecer de equilibrar sua vida pro issional. deve saber dos princ)pios ilosó icos dos seus dirigentes.

. 2oltando ao instante da parada militar. -bviamente oram escolhidos para ormar aquele e/(rcito. era bastante questionador. Por que só agora voc0 est* duvidando? 3 "empre duvidei.. Para encurtar minha história. mas como pode ele estar em v*rios lugares ao mesmo tempo? 5a mesma hora que ele incorpora em mim. buscar meus ilhos adolescentes em um sho_ de um cantor que estava come1ando a despontar. posteriormente dei/ando um legado de bel)ssimas m+sicas.calor causado pelo intenso sol que ajudava o dia ser estivo e o peso do garoto j* não me incomodavam. dentre as quais algumas introdu6idas por mim nos rituais do nosso terreiro. não parava de a6er perguntas. $i6 sinal para eles sa)rem. 'omo de costume. . . . 5ão podia imaginar que aquele momento servisse de e/emplo no uturo para uma e/plica1ão espiritual. !pesar do Hosias não a6er parte da corrente que dirijo.artista tinha um cavanhaque. 'abelos negros e te6 morena. #ntrei entre os garotos disposto a pu/*3los 4 or1a para casa. #u não ugi 4 regra e com o meu gordo ilho de tr0s anos assistia os nossos soldados marchando com indis ar1*vel garbo.e estatura bai/a tinha tanto o rosto como o corpo largos.Z. !cho que não ( ele. 3 Pelo que eu sei voc0 j* est* recebendo essa maravilhosa entidade j* h* muito tempo. Pareciam cópias que pensavam as mesmas coisas e serviam a um comandante +nico e com a mesma ordem. Um pai3de3santo tem que ser tolerante. # oi assim que se lamentava. #u na verdade sou de me entusiasmar com as coisas. 3 #u não entendo. ! bandeira brasileira tremulava e a banda marcial me dava arrepios pela or1a da m+sica militar que e/ecutavam.nome do e/trovertido e revolucion*rio cantor era Raul "ei/as. que signi icavam Policia do #/(rcito. todos altos. 'hamou minha aten1ão os brilhantes capacetes dos soldados com as letras P#. ortes e marchavam com irrepar*vel e harmonioso garbo.i6em que ( ele mas eu não acredito. Por uns momentos esqueci da marcha para reparar a uni ormidade dos tipos. a6endo3me hoje entender porque nos trabalhos de e eitos )sicos elas são as m+sicas pre eridas. . #u tento.. de orma bem paternal e com bastante cuidado para não erir a (tica ao me intrometer em assuntos pertinentes a outro pai3de3santo tentei manter o di*logo. . 'omo um bom ilho de XangA. e/tremamente contrariado. 1FJ . tamb(m est* incorporando em outros terreiros. $ui uma ve6. # serviu.Hosias era um m(dium de Umbanda. depois de algum tempo eu gritava junto com a juventude. Ysalve a sociedade alternativa. ingiram que não me viram. e 4s ve6es me saio bem. . roupas esquisitas e usava botas marrom sem gra/as.i6em que eu trabalho com o Pai Hoaquim.1FJ CAPÍTULO 22 NOME DE ESPÍRITOS &odo pai tem como obriga1ão levar seus ilhos para assistir ao menos uma parada militar. e quando as a6ia dei/ava aparecer gagueira.

Perguntei3lhe o des echo da conversa que prometera ter com seu pai3de3santo. # em nada est* errado que no mesmo terreiro e/istam &ranca Ruas incorporados em v*rios m(diuns. . !conselhei. a6em presen1a nos milhares de terreiros e/istentes. e/ceto quando ele incorpora no dirigente da casa. d* continuidade a conversa anterior. principalmente porque ( ele quem di6 que a entidade ( o Pai Hoaquim. #mbora ainda não totalmente convencido. risca o ponto certo. um e/(rcito de &ranca Ruas. mas não entendo.entro dessa energia. mas são todos iguais. pensam da mesma orma e o que um ala o outro sabe. e todos alam a mesma linguagem. bebem a mesma bebida. em outro terreiro mesmo que seja outro esp)rito dessa linha. #le disse que e/istem v*rios esp)ritos que se di6em Pai Hoaquim. subdivididos em das !lmas e #ncru6ilhada. $ale com ele e e/ponha tua d+vida. 1FO . alguns at( mesmo como sendo de XangA. inclusive que incorporam do mesmo jeito. #/pliquei ao Hosias que em nosso terreiro v*rias entidade usam esse sagrado nome. por ser a palavra dele a ordem superior.1FO 3 #le não incorpora no ponto cantado. umam o mesmo cigarro de palha.que teu pai3de3santo di6 a voc0 quando voc0 questiona essa situa1ão? #u nunca alei com ele a respeito. !lgum tempo depois encontrei3me novamente com o Hosias. resolvi aceitar como verdadeira essa orienta1ão. da Praia. # o interessante ( que em um terreiro se o Pai Hoaquim atende algu(m. #u aceitei. di erenciando bem pouco um do outro. #le voltou 4 carga. 3 &odos sabem que e/iste a energia &ranca Ruas. 'laro que não ( a mesma entidade. como pode estar incorporado nos outros? . &entei e/plicar alando do #/u &ranca Ruas das !lmas de quem j* tive v*rias provas desse enAmeno. da 'osta e o mais comum o conhecid)ssimo Pai Hoaquim de !ngola. atende muita gente e d* consultas maravilhosas? Por que voc0 duvida? "e ele estiver incorporado em mim.

&odos usam o mesmo tipo de uni orme. #le sorriu.Para voc0 ter uma id(ia. são soldados prontos para e/ecutar a mesma ordem.1FQ #le icou pensativo. complicando a situa1ão. .. 1FQ . !li no e/(rcito não t0m mais o nome de batismo. imagine a Policia do #/(rcito. Nembrei3me da parada militar. 2ou pensar melhor. da mesma orma e com a mesma or1a. -s esp)ritos podem ser como os soldados. e obedecem a ordem de um +nico comandante. t0m o mesmo tamanho e peso. 3 C um bom e/emplo.. !cho que e/trapolei nas e/plica18es.

indiretamente. não dando tempo da entidade a6er a limpe6a do *lcool. 5a verdade apenas e/ijo que cada um cumpra o seu papel. mas princ)pios ilosó icos copiados da ess0ncia da própria lei da Umbanda. trocava id(ias comigo a esse respeito. pela ami6ade que mantemos h* longo tempo. para depois e/plicar ao cavalo o seu 1FS . ! responsabilidade do controle dos m(diuns cabe 4 hierarquia do terreiro. "e o m(dium estiver e/trapolando. atrav(s do esp)rito? 3 5ão usamos essa artimanha amadora de chamar a aten1ão da entidade. 5em sempre ( o esp)rito que se desliga. cada um com seu jeito. sem se intrometer com os outros e estejam dentro das normas estabelecidas pela cultura espiritual que ensinamos e previamente estabelecemos. 4s ve6es ( o m(dium que sai da vibra1ão da entidade. para o cavalo ouvir. 3 Para chamar a aten1ão do m(dium. escolhida pelo dirigente espiritual. . on6e capitães e cinco ogans de atabaque. não posso e/igir igualdade. al(m de mim. em nosso terreiro o tipo en(rgico no comando das giras. Por serem heterog0neos. # isso deve ser eito com muita cautela.1FS CAPITULO 23 CONAERSA COM PAI?DE?SANTO !cho que i6.procedimento correto não ( esse. Mas. por uma mãe3de3santo. recomendo que esperem o esp)rito desincorporar. 3 'omo voc0s procedem quando um m(dium est* ingerindo bebidas alcóolicas em e/cesso? Mandam a entidade subir imediatamente? 3 . C muito perigoso o m(dium icar embriagado. o Tiran.choque da advert0ncia pode a6er o cavalo se desligar do esp)rito. Recomendo 4 um dos membros da hierarquia conversar com o esp)rito e. para não magoar o m(dium. em caso de persistir em beber. quem sabe. dois pais3pequenos. 5ão são regras. cuida com muito carinho dos m(diuns. aprender ou. 2ou contar o di*logo.ncia entre si? 3 5o nosso terreiro a hierarquia est* ormada. mando cantar o seu ponto de subida. 3 !s determina18es são cumpridas por todos os capitães sem discord. observando nossa organi6a1ão. 5ão sei at( hoje se a sua inten1ão era para comparar. Um dirigente de outro terreiro. voc0 costuma alar com ele. criticar. tanto na cultura como em seus temperamentos.

Retomei o assunto da mentira da inconsci0ncia do pai3de3santo. como nem eu ou voc0. Pro)bo. "ó alta voc0 me di6er. temos condi18es de saber se o cavalo est* inter erindo na comunica1ão do esp)rito. H* não estava tão e/pansivo. para que os membros da corrente contem para voc0 os seus problemas sem constrangimento. 5o dia que eu tiver d+vida que os esp)ritos não estão incorporados nos m(diuns. tenho um trato com as entidades. 3 #u recomendo 4 minha hierarquia conversar com a entidade.. Provavelmente a sua t(cnica devia ser di erente da minha. Pensei em contar para o 'aboclo !:uan. que ( melhor ser advertido de seus erros do que continuar errando. mas iquei com vergonha dele. quanto um m(dium me procurou para contar um problema. que os membros da hierarquia descon iem da mani esta1ão das entidades nos m(diuns. echo as portas do terreiro. particularmente. abrandando a 0n ase das minhas palavras. Tiran. não sabia se o Tiran estava aprovando o que eu di6ia. terminantemente. tanto que con essou humildemente. eles t0m que reconhecer a nossa boa inten1ão. como ele demonstrou respeito 4 entidade e con ian1a em mim. que inge ser m(dium inconsciente. Pela e/pressão de seu rosto. voc0 ganha a con ian1a deles. para di6er. 5em sempre ( o esp)rito que est* alando e sim o m(dium inter erindo na comunica1ão. Por isso procurei voc0 diretamente. para não humilhar o m(dium. e eu com os m(diuns. dando a entender para eles. elas lidam com os esp)ritos. 5enhum deles. 3 'onversando e orientando os m(diuns com sinceridade. Is ve6es o sil0ncio vale por um discurso. 7 i6 uma coisa muito errada. #le concordou. #le não respondeu nada.. Husti icou o Tiran. da hierarquia. 3 1FG . $alei orgulhoso. #le entendeu a dire1ão de minhas palavras. 3 2oc0 est* cheio de ra6ão. Tiran.7 2eja. # a minha iloso ia ( despertar nos m(diuns a autocon ian1a. como no in)cio de nossa conversa1ão. #u. mesmo que tenha convic18es di erente da dele. Retomei a o di*logo. não deveria ter aceitado o cargo que lhe oi con iado. Msso não pode tra6er m*goas. 5esse caso. Provoquei o pai3de3santo. &ive uma alegria imensa outro dia. de modo sincero. 5ão pode haver choques ou in orma18es distorcidas. ao contr*rio. Mnterrompeu o curto sil0ncio. 2ou repensar no modo de lidar com os m(diuns. com gestos de aprova1ão.1FG erro. Pre eri consertar o constrangimento criado. 3 'ada componente da hierarquia tem a obriga1ão de transmitir aos m(diuns a palavra do dirigente.

# conclu) nossa conversa1ão. Mas no caso que estamos discutindo. 9uei/ou3se.1FE 3 #u tenho um problema com minha hierarquia. 3 'hegar neste ponto. 1FE .iariamente estamos enriquecendo nossos conhecimentos. 3 # por que isso acontece? . 3 . mas acontece. mas como agir. !contece com voc0 o mesmo? 3 5ão com req?0ncia.isputa do poder? 3 . 3 C só voc0 não a6er aos outros o que não gostaria que lhe i6essem. 4 ve6es eles brigam entre si. que ( di )cil. -bservou. não ( questão de não saber.ci+me e a alta de humildadeP Respondi lacAnico e convicto. 3 5a verdade temos muito que aprender.

3 2* conversar com a 'armem "ilvia. C uma amiga e conselheira dos jovens integrantes da gira. que não conhe1o? C 3 5ão ( mãe3de3santo. buscando uma e/plica1ão para seu problema. al(m do amparo espiritual de uma pessoa semelhante a voc0. com os olhos claros. 3 5ão entendo nada de Umbanda. . &entei sinteti6ar. despertaram na bonita jovem o ódio 4 vida.esajustada socialmente. . 3 C só o senhor di6er o que devo a6er. por que devo conversar com uma pessoa que luta contra a sua própria morte? Nembrei3me de uma história da 'armem com o #/u &ranca Ruas das !lmas. ela me procurou. #la a6 parte da hierarquia do nosso terreiro. 3 mãe3de3santo? Por que essa 'armem "ilvia. aos quais atende sempre com um sorriso acalentador. e o seu escudo ( o amor 4 vida e a alegria de viver. a6iam da Patr)cia a igura da mo1a bonita. al(m de a6er que seja cumprida a lei da Umbanda. 2oc0 est* precisando. Mndicada por algu(m. !conselhei. . 3 "e o que mais quero ( morrer.que ( hierarquia? 3 "ão os membros que t0m a obriga1ão de atender o terreiro. uma adolescente de classe m(dia. 11F . sentindo3se despre6ada pelos amigos e revoltada com a separa1ão de seus pais. . material e espiritualmente. "ão os au/iliares diretos do dirigente e lhes compete. 'onverse com ela. sem dei/ar transparecer o quanto sua alma estava atormentada. em orma de um insistente c. muito embora esteja guerreando contra um terr)vel dragão. 3 Preciso que voc0 a1a um trabalho para eu resolver umas demandas. dar assist0ncia direta aos membros que comp8em a corrente medi+nica da casa. perguntou aparentemente decepcionada. e depois voc0 venha alar comigo. mostrando os dentes salientes e bonitos. !o receber minha orienta1ão.ncer. com quem possa trocar con id0ncias.seu tipo m(dio. "ua arma ( a (.11F CAPITULO 24 A F< DA CARMEM SILAIA ! Patr)cia. estava passando um di )cil momento.urante uma gira. !pós ouvir suas quei/as. entregando3lhe o n+mero de um tele one. não hesitei. ele a chamou e pediu.

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3 9uero que voc0 v* so6inha ao cemit(rio, na cru6 das almas, 4 meia3noite, com um alguidar cheio de aro a, leve um galo preto, corte a sua garganta e derrube, dentro do alguidar, todo o sangue que escorrer da ave. .epois de terminar as anota18es como deveria ser eito o trabalho, retirou3se, voltando 4s suas tare as no meio do terreiro. Um pouco antes do inal da gira, ela, dirigindo3se ao e/u, alou, 3 Mn eli6mente não posso cumprir hoje a tare a que o senhor me destinou, mas amanhã irei e/ecut*3la. 3 'armem, eu menti para voc0. 5ão precisa a6er nada do que pedi. #u só queria testar tua (. % respondeu, delicadamente, o poderoso e/u. #la não questionou os incAmodos que teria para e/ecutar o trabalho, principalmente a matan1a, o que ( proibido em nosso terreiro. -s olhos são a s)ntese da alma. -lhei para os da Patr)cia, apesar de claros e bonitos, eles me revelaram que, dentro daquela prepotente isionomia, estava su ocado um pedido de socorro. Retomei a conversa1ão. 3 T* anos atr*s, a 'armem procurou o terreiro, em piores condi18es do que voc0. Toje ele ( a minha au/iliar que obedece, sem questionar, as ordens dadas pelos esp)ritos, o que me dei/a orgulhoso, porque eu tamb(m sou assim. #la aqui aprendeu ter ( e entendeu a import;ncia de viver. &eve a revela1ão que desejar morrer ( arma do covarde. ! imposta1ão das minhas palavras deve ter impressionado a Patr)cia. 5ão retrucou e oi alar com a abnegada 'armem "ilvia. 5ão me procurou como tinha prometido, sinali6ando ter encontrado a pa6, ato que me oi con idenciado pelo amigo comum que lhe mostrou o regenerador caminho da Umbanda. "ó veio alar comigo dois meses depois, e/ibindo um sorriso lindo e com a sua ace iluminada pela brilhante lu6 que sa)a dos seus olhos. !pelou, 3 $ernando, posso a6er parte da gira da Umbanda do terreiro de voc0s? 3 'ompre uma roupa branca e pode entrar na nossa gira. 'oncordei, emocionado.

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CAPÍTULO 20

CRIANDO MONSTROS T* tempos atr*s ui um 6eloso e alido criador de cavalos de corrida. "empre gostei dos cavalos e não e/istia nada mais emocionante que assistir aqueles belos e selecionados animais disputando uma corrida. -s cavalos de corrida são atletas. Para a competi1ão seu )sico tem que ser apurado. #nsinam os antigos criadores que cavalo ganhador come1a a se a6er na barriga da mãe. .a) a necessidade de uma alimenta1ão saud*vel e boa. Por isso eu cuidava com carinho das pastagens onde os animais eram criados. Mandei a6er a semeadura de uma leguminosa que e/igia um solo bem preparado. #ra um rico capim para pastagem. ! semente tinha que ser boa, por isso eu as comprei no melhor ornecedor na ocasião. 2er uma planta nascer me/e com nossas emo18es. $oi um sucesso o plantio. !quela imensa *rea verde crescia dia a dia. #u não via o momento de dei/ar as (guas criadoras pastarem aquele pasto. 9uando eu chegava no haras eu ia veri icar o novo pasto para ver se crescia e estava bem incorporado como eu planejara. # l* no meio, parecendo uma crian1a com seu brinquedo novo, eu estava agachado acariciando as plantas quando vi apro/imar3se o gerente do estabelecimento. - #nio era o respons*vel por todos os cuidados do estabelecimento. #ra um homem bai/o, com os olhos esbugalhados, tinha bei1os grande e te6 mulata. $oi jóquei e era um lidador com os cavalos de grande paci0ncia, tanto que se encarregava de domar os potros novos antes deles irem para o Hóquei 'lube onde seriam preparados por treinadores especiali6ados para disputarem os p*reos. $alando de orma circunspeta ele me cumprimentou, 3 @om dia. 'onhecia o jeito dele quando queria di6er alguma coisa. $acilitei, 3 @om dia #nio. !lguma novidade? #le abai/ou3se do meu lado, e separando algumas plantas da bela leguminosa, mostrou entre elas uma outra que nasceu junta. 3 !s sementes estavam misturadas. 5o meio nasceu tamb(m uma planta que parece uma salsa. #u não sei o que (. 5ão ser* melhor a6er um e/ame para ver que tipo de planta ( essa? $iquei surpreso. #le nunca tinha eito observa1ão semelhante. !chei ser um sinal e a descon ian1a tomou conta de mim. Perguntei,

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3 #st* com medo que seja uma planta venenosa? 3 5unca se sabe. Parece uma salsinha, mas pode não ser. !cho que não devemos dei/ar os animais pastarem sem um e/ame melhor. 'hegando em minha casa ui consultar os livros de plantas. 2i a salsinha, e sua rai6 era .............. 5o dia seguinte voltei ao haras e arranquei uma amostra, e a rai6 era di erente da do livro. #ra uma................]veri icaar o nome certo^. 'olhi algumas amostras e levei na #scola de !gronomia para um e/ame t(cnico. 5o dia seguinte ui buscar o resultado. - #ngenheiro !grAnomo havia solicitado 4 uncion*ria do estabelecimento que antes de me ser entregar o resultado eu alasse com ele. #le veio pessoalmente atender3me no balcão. "em rodeios advertiu, 3 #ssa amostra que voc0 trou/e ( de sicuta. Nevei um susto. 3 "icuta? ! do "ócrates? #le rindo, con irmou, 3 $oi o veneno que o "ócrates ingeriu para se matar. "a) preocupado e rustrado. 2oltei para o haras, chamei o #nio e determinei, 3 Pegue o trator e acabe com a "erradela porque ela oi semeada junto com uma planta venenosa. #nquanto o trator ia destruindo o verde pasto iquei imaginando o risco que correram os cavalos. &empos depois tive um gostoso reencontro com o Pedro, um pai3de3santo meu amigo. <ostava de trocar id(ias com ele sobre os segredos e magias da Umbanda por ele ser uma pessoa de rara intelig0ncia e um invej*vel senso critico, raramente ugindo dos limites do necess*rio equil)brio racional que deve reger nossas duvidas. #st*vamos sentados em uma enorme pedra no meio do rio 5hundiaquara. -s p*ssaros saltitavam e cantavam em nossa rente, e ve6 ou outra um beija3 lor revoava em nossa rente como um curioso querendo ouvir nossa conversa. "ó se ouviam as aves e o gostoso barulho das *guas do lindo rio. 5osso sil0ncio prestava um tributo 4 ess0ncia de nossa espiritualidade envolvendo a nossa alma em pro unda re le/ão espantando os gestos grosseiros e os pensamentos mundanos. 9uase em um sussurro ele dei/ou lorescer as delicadas e di )ceis quest8es que incomodam os dirigentes da religião umbandista, di6endo, 3 #stou ormando uma nova corrente, e estou com medo de errar.

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como os caboclos. dei/ando o ódio dominar suas emo18es e elas orem voltadas para algu(m pode acontecer que sua energia somada com as das entidades provoque um mal muito grande a essa pessoa. $iquei aguardando quando alou. 9uando preparamos um m(dium. . !quela que descobre coisas invis)veis escondidas dentro do vis)vel. pretos3velho e e/us. #mbevecido aguardei a continua1ão. e praticamente abrimos caminho para que as entidades de or1a. 3 Provocamos o desenvolvimento da mediunidade dos membros da corrente equilibrando os seus chacras. os catalisadores das energias. 'om isso eles estão portando as energias dos ori/*s. mas não para ele acostumado a ir na sua ess0ncia mais pro unda. a magia da or1a da energia condensada no perisp)rito. #ssas energias são ortes por terem sido dei/adas por entidades desse n)vel. em que não merece.ncia de um m(dium. 3 'riar monstros? #/plique melhor. sem o conhecimento dos esp)ritos eles estão jogando suas or1as contra algu(m por conta da ignor. C criar. "e eles amarem seus semelhantes dei/arão e/alar sempre a energia do amor. Perguntei. at( que possam dominar suas emo18es e jamais podem sentir o ódio? 11J . &alve6 a magia do espelho.11J 3 #rrar no que? . 2eja o perigo. ele se torna uma bomba que pode a qualquer instante detonar contra pessoas inocentes. não hesitou. .ei/ando suas sobrancelhas ca)das mostrarem preocupa1ão e seu rosto mais vincado que o costume. principalmente no perisp)rito. 3 5ão sei escolher os membros para a corrente. $iquei surpreso. mas se icarem irados. tomem seus corpos atrav(s da incorpora1ão. $iquei deslumbrado com a e/plica1ão do pai3de3santo. $iquei atento e encantado com a suavidade da e/plica1ão. 3 5ão sei distinguir dentre os homens aqueles que saberão usar corretamente a or1a das suas mediunidades. Mndaguei. Pelo seu jeito sabia que seria um assunto que aos outros poderia ser simples.Pedro deu leve suspiro como coordenando as coisas que ia alar. as energias das entidades vão sendo depositadas. mas qualquer altera1ão de sentimento dei/a escapar essas or1as.entro de suas auras. &enho medo de criar monstros. 3 "eria o caso então de não provocarmos o desenvolvimento nos m(diuns sem antes conscienti6a3los dessa or1a. embora tenha visto uma preocupa1ão )ntima que deveria estar atormentando o 6eloso e e/periente pai3de3santo.

Mas como vamos saber quem vai ou não gerar esse sentimento no uturo? Mmediatamente veio na minha mente a corrente que dirijo. 'onsolei meu cuidadoso amigo. dirigentes de terreiros de Umbanda. Nembrei3me da minha planta1ão. 11O . "ão jovens e velhos. 3 !cho que não temos alternativas. Mas como poderia a6er isso? 'omo nós.11O 3 #/atamente. misturei semente nobre e para alimentar os animais. com a terr)vel e danosa semente venenosa. homens e mulheres das mais variadas origens e capacidade cultural. poderemos prever ou saber quais os que devem ou não icar misturados no grupo? &amb(m iquei preocupado. "ó podemos con iar nas entidades e esclarecer aos m(diuns que eles icam proibidos de se 6angarem com algu(m.

#les são. parecia um pateta. e at( pouco tempo as reiras não podiam o iciar a missa católica. com muita intelig0ncia. #le ( a or1a. .'aboclo Hunco 2erde soube. 5ão posso imaginar nosso mundo sem e/istir a or1a do sol e a magia da lua. e ela a magia. mas quero que as eministas parem com sua perigosa marcha em busca da igualdade com os homens.caboclo manda na cabocla. Para observar o comportamento de uma m(dium que recebia uma entidade da linha de Hurema. !ssim oi eito. desta ve6 iquei de lado e mandei cantar o ponto da cabocla Hurema. Para receb03lo. a entidade que incorporava na complicada m(dium. 5ão conhe1o nenhuma papisa. tirei minhas conclus8es. quando ao receber os de6 mandamentos. !pesar das entidades che es serem chamadas em primeiro lugar. a mulher. ico na rente do 'ong*. como a lua. quando deveria ouvir 7não desejar a mulher. o sempre apai/onado servidor da mulher. a inspiradora da sua luta. # ela. a ra6ão da sua e/ist0ncia. do pró/imo7. ali. ! or1a do homem pertence 4 mulher. e eu. complementos do amor.11Q CAPITULO 98 MAC3ISMO NA UM7ANDA 'omo toda religião. or1a e complemento de sua eminilidade. o e/u na pomba3gira. apear de ser pai3de3santo. em lugar privilegiado pela hierarquia de dirigente. 5ão sou machista. ao eleger o homem. Mois(s deve ter con undido as palavras do 'riador. 5ada de chegar o 'aboclo. 2i o que queria. o homem. 5enhum ( mais que o outro. e pedi para chamar o 'aboclo Hunco 2erde. "e isto acontecer. ouviu 7não desejar a mulher do pró/imo7. ! mulher não tem que pleitear a igualdade. #le a usa quando v0 em perigo a dócil mãe dos seus ilhos e a errenha parceira na luta pela sobreviv0ncia. graciosa e intoc*vel redoma da eminilidade perder* o seu mais dedicado guardião. Um dia o 'aboclo Hunco 2erde e/plicou sua ótica sobre o homem e a mulher. a Umbanda ( machista. ou o homem. ! corrente j* cantava h* algum tempo e eu. o homem ( o "ol e a mulher a Nua. o preto3velho na preta3velha. separar os direitos e deveres de cada um. . ela que não obedece. ! sua indigna1ão ao ver amea1ado o seu direito de de ender a mulher icou bem clara numa ocasião. a delicada. sabe usar a magia. sob o olhar de todos os presentes. isso para não alar de todas as outras religi8es. ambos. não mando na minha mulher % eu mando. $iquei sem jeito. Protege a bela e apai/onante amante espiritual. a provedora da sua elicidade. 11Q . eu quis ver sua incorpora1ão.

11S sem nada entender, quando ui intu)do para receber outra entidade, o 'aboclo da 'achoeira. 'hamei o pai3pequeno, di6endo, 'ante o ponto do 'aboclo da 'achoeira.

Nogo no in)cio do ponto de chamada deste maravilhoso 'aboclo de XangA, ele incorporou, mostrando, nitidamente, que não era culpa minha a aus0ncia do 'aboclo Hunco 2erde, e sim dele, que não quis incorporar. "alve meus ilhosP % cumprimentou o sisudo 'aboclo da 'achoeira e oi sentar no toco. ! cambone, delicadamente, entregou3lhe uma t*bua e pemba, para riscar o ponto. 5ão precisa, disse o 'aboclo. 2ou icar enquanto o !:uan conversa com o Hunco. !rrematou, aceitando, apenas, o charuto. 5unca imaginamos situa18es como esta no plano espiritual. 'aboclo !:uan, che e do terreiro, oi convencer o 'aboclo Hunco 2erde, um esp)rito comprometido com o terreiro, a cumprir sua obriga1ão de vir trabalhar. "ão entidades maravilhosas, espirituali6adas mas sens)veis quando v0em amea1ados seus direitos legais. 5ão tinha terminado de umar o seu charuto, e o s0o 'achoeira levantando, despediu3se dos cambonos, 3 2ou subir. - Hunco vai incorporar % dei/ando claro o poder de convencimento do 'aboclo !:uan. $iquei ressabiado para receb03lo. #le veio, não alegre como de costume. #stava mal3humorado, com a cara echada, dei/ando transparecer uma emo1ão, at( então desconhecida para mim. "em nada di6er e a ningu(m cumprimentar, com passos pesados, dirigiu3se e sentou no toco, riscando o ponto com m* vontade. .ava mordidas no charuto, como se tivesse vontade de comer a orelha de algu(m. - pai3pequeno, sentou3se 4 sua rente, dirigindo3lhe delicadamente a palavra, "alve, 'abocloP - que houve, s0o Hunco? #stamos assustados, nunca o vimos assim. #scuteP Respondeu, secamente. 3! mãe ( Hurema, e quem cuida da mãe ( o ilho> a mulher ( Hurema, e quem cuida da mulher ( o homem> a ilha ( Hurema, e quem cuida da ilha ( o pai. "im, meu pai, entendi a mensagem, só não sei, qual a ra6ão de sua 6anga. 'omo ( então que voc0s chamam uma cabocla antes do caboclo? 2oci erou, aos altos berros. 35ão conhecem a lei da Umbanda? 5unca venho depois de cabocla.

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11G "0o Hunco, e/plicou, na verdade oi seu cavalo quem pediu, pois precisava ver a incorpora1ão da cabocla na m(dium tamb(m. 5ão tivemos nenhuma inten1ão de desrespeita3lo. #ssa não ( a Nei. 5ão admito que pai3de3santo erre. "e não a conhece, entregue sua guia e v* aprender como se dirige um terreiro. #ncerrou en urecido.

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CAPITULO 24 PROAAS INCONTESTÁAEIS !s pessoas precisam entender que a mistura da energia do m(dium com a do esp)rito, caracteri6ando a incorpora1ão, não ausenta em absoluto a presen1a da consci0ncia do cavalo na comunica1ão, devendo dar descontos para eventuais e normais alseadas na mensagem do esp)rito. 5a linha :ardecista, quando um esp)rito amiliar se mani esta, mesmo que nunca em sua vida encarnada tivesse tido respeito 4 espiritualidade, ou tenha sido um anal abeto e com temperamento grosseiro, dei/a mensagens cheias de amor, ala com muita intimidade o nome de Hesus 'risto e demonstra conhecimento das leis do espiritismo, com um linguajar requintado e manso. 5ada de estranho, considerando3se a capacidade e a cultura do m(dium, que soube tradu6ir o sentimento e o desejo do esp)rito comunicante. 5a Umbanda não ( assim. -s consulentes e/igem provas e mensagens mais concretas. 9uerem que o esp)rito diga nomes, datas e tudo que se relacionava com sua pessoa, quando encarnada. #/istem muitos m(diuns que t0m esta capacidade, mas, via de regra não são assim, como um 'hico Xavier % para mim, um homem santo. .evemos icar atentos aos sinais do esp)rito, aos pequenos gestos e palavras que usava quando encarnado, e se acontecer, devemos entender como verdadeira a comunica1ão. - resto, ica para "ão &om(. #/istem histórias e histórias, que comprovam minha assertiva, mas, uma delas, para mim, oi especial. 'aboclo !:uan estava incorporado, no toco, quando o pai3pequeno, acompanhado de um rapa6 alto, corpulento e demonstrando um ar muito triste, solicitou, 'aboclo !:uan h* questão de uns seis meses este mo1o perdeu seu pai, e est* inconsol*vel % e/plicou. - senhor pode atend03lo? - rapa6 sentou3se, a entidade o ereceu3lhe bebida e perguntou, isso. 2oc0 conhece bem pouco o espiritismo, não (, meu ilho? 9ue houve, meu ilho? #u amava meu pai. #le morreu, e estou muito nervoso com

Realmente, nada conhe1o, mas sinto a presen1a dele ao meu lado. #stou buscando no espiritismo uma e/plica1ão, principalmente para saber se o esp)rito sobrevive 4 morte e, se eu me convencer, quero saber como ele est*. .isse, de modo ranco, mas respeitoso.

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. da saudade que tinha da am)lia. Rapidamente. ! irmou. !pós algum tempo. serei eu. ambos levantaram3se e a entidade disse ao mo1o. com alguns sinais de ser realmente o esp)rito do pai do descon iado rapa6. PapaiP PapaiP C o senhor. e/clamou. Mas nada lhe dava a certe6a de ser realmente o esp)rito de seu pai..rapa6 demonstrava estar descon iado da autenticidade do que assistia. #ntre os umbandistas. 'om os olhos arregalados. esp)rito do pai incorporado e seu ilho. para receber o esp)rito do pai desse mo1o. Um deles. como manda a lei da Umbanda. meu ilho. iel na transmissão da ala do esp)rito. iniciaram um di*logo. #sclareceu. # oi nesse estado. 'omo sempre a6 nesses casos o 'aboclo mandou o @eco atender a conversa1ão e ambos. desconhecendo se ( esp)rito amiliar. 9uando voc0 precisar de ajuda. muito embora o m(dium perceba que vai servir em uma incorpora1ão. Prometeu o esp)rito. o @eco pAs em sua rente a 'ristina. e num choro convulsivo.1=F !cho melhor voc0 perguntar a ele. 'onvidado a ocupar um lugar privilegiado.. jogou3se nos seus bra1os. 3 !gora voc0 sabe que eu estou bem e o esp)rito e/iste após a morte. se ( homem ou mulher #sta ( a parte convincente da comunica1ão. eu órico. icou assistindo a gira de quimbanda. &raga aqui um cavalo. naquela noite. o pai3pequeno. H* habituada com essas situa18es. $a6 parte da lei da 1=F . obsessor ou protetor. i/ou um olhar espantado. !t( entre os pais3de3santo. aquele assunto que só os dois sabiam. tirou seus óculos e icou esperando uma nova ordem. $oi recebido com todas as honras de sua coroa. as provas tamb(m são e/igidas. que transcorreu de um modo normal. e como vou saber que ( o senhor que estar* ao meu lado? Perguntou.pai alou estar bem. @em. echou uma carranca e ran6indo as sobrancelhas. . . uma e/celente m(dium. o que era per eitamente compreens)vel. -rdenou ao @eco . 2ale di6er. anunciando sua despedida. que disse ao esp)rito. ! 'ristina incorporou. !guardou nessa posi1ão alguns segundos. rindo. ! entidade e6 uma vibra1ão no consulente e a passagem do esp)rito aconteceu. . o incr(dulo ilho.rapa6 deu um salto para tr*s. 9uando voc0 ouvir um arroto e sentir um ba o de u)sque. $oi muito bom alar com o senhor. meu pai. estava visitando a &enda #sp)rita "ão "ebastião. para o rosto da m(dium. me chame que estarei ao seu lado. que nesses momentos. de "ão Paulo. talve6 por não tido nenhum sinal evidente. o esp)rito. nada sabe a respeito. testemunhou Hesus e/istir e outras coisas bonitas.

se or realmente ele . tornou sua e/pressão s(ria e ormal. 'onversando na sala. 5ão sabia como perguntar mas imaginava que. "ó me intrigava a ra6ão de sua visita. 5ão estava entendo a ra6ão. oi quando ele. 'ontrariando minha e/pectativa não ui repreendido pelos dirigentes materiais da casa. mesmo que seja em sentido inverso. 5o dia seguinte. mas alguma com certe6a. 3 'omo vai. #stranhei o comportamento do e/u. não (? 3 "inceramente? 5ão estou ag?entando mais a curiosidade. a entidade. alou. rindo. deu um tapa no peito do homem e. 'onvidei3o para vir 4 noite em minha casa. recebi um tele onema. Um esp)rito que reverencio com grande amor ( o do Pai Hoaquim de !ngola. quis conhece3lo. com certe6a ele revelaria. sem dar import. encostando a testa no chão. quando uma visita com hierarquia estiver presente. porque eu tamb(m gosto quando isso acontece comigo. # ele. . Por não ser um ato comum nos terreiros que visito. ou seja. um com o outro. especi icamente. aqui ( o Rangel.ncia 4 hierarquia do che e de terreiro. 3 2oc0 deve estar imaginando porque eu estou aqui. meu padrinho de eitura de cabe1a. Respondi. Podemos encontro? #stranhei o curto di*logo. R)amos e aprend)amos. de repente. havia. 5ão seria para contar passagens de sua vida espiritual. Preciso conversar com voc0. deve bater a cabe1a ao visitante e naquela casa. "empre que estiver incorporado. quando incorpora. # oi adiante. tem que di6er ser meu amigo. ! medida que incorporavam. 3 Para amigo não bato a cabe1a. um grande respeitador da lei da Umbanda e das determina18es das casas umbandistas. H* incorporado com o #/u &ranca Ruas das !lmas. a amosa hora grande dos esp)ritos. $ui visitar um terreiro de certa marcar um 1=1 . as entidades cumpriam seu papel. antes de ir embora. #ntendi o Rangel. cumpriu o combinado. em tom in ormal. havia a determina1ão que as entidades batessem a cabe1a literalmente. 3 $ernando. H* passava da meia3noite. tom*vamos um ca e6inho com biscoitos. eu as minhas e o Rangel as dele. 3 $i6 um trato com o #/u &ranca Ruas das !lmas. ui levado pela entidade at( o pai3de3santo e contrariando meu impulso e todas as regras da casa. des a6endo todo o mist(rio. incorporado em voc0. Rangel? <ostou do trabalho? 3 <ostei.1=1 Umbanda. e cont*vamos histórias sobre a Umbanda. #ra uma pessoa muito agrad*vel.pai3de3santo que ontem visitou o terreiro. #/plicou.

3 .isse. 9uando j* est*vamos de volta. crentes. para voc0 sair. na verdade. durante a gira. não tenham d+vidasP 1== . ! inal. antes de se retirar. Mas que são gostosas. ela teve not)cias que em Petrópolis um m(dium estava recebendo o #/u &ranca Ruas das !lmas com muita idelidade. 3 "empre que eu estiver no terreiro. mediante uma prova evidente. #nquanto cal1ava os sapatos que tinha tirado. #le nem me olhou.1== ama onde. não são necess*rias para quem tem (. 5ada de e/traordin*rio oi dito ou alado. 'onversaram trivialidades. como todos devem a6er. secamente. praticamente no come1o do trabalho? 3 5ão ico em terreiro onde o Pai Hoaquim est* incorporado e ele não me conhece. I guisa de receber uma vibra1ão. l* na assist0ncia. 3 completou. mando chamar voc0 para me cumprimentar. mesmo nós. incorporou em um m(dium. entrei dentro do local dos trabalhos e passei por sua rente. 2oltando ao Rio de Haneiro. quando.Pai HoaquimP #/clamei. 5ão hesitou e oi conhecer o terreiro onde trabalhava este m(dium. o e/u alou. quando oi surpreendida com o convite da entidade para conversar com ele. temos nossas d+vidas. cutucando meu companheiro ao lado. por sinal com hierarquia na casa. como e6 com uma senhora carioca que visitou nosso terreiro. e/ceto a con issão da simp*tica consulente ser uma incondicional ã da entidade. sob o olhar espantado da sua ã. . #stava na assist0ncia. retornando para meu lugar. ao entrar no espa1o dos trabalhos. $iquei alegre.que aconteceu l*.#/u &ranca Ruas das !lmas a6 questão de comprovar aos seus consulentes a sua autenticidade. 3 2amos embora. Mmediatamente. . que desaparecem. dei meia volta. como i6 hoje e tamb(m como i6 h* tempos na outra cidade incorporado com o cavalo careca. Respondi indignado. no automóvel. ele perguntou. in ormei meu amigo. #ssas comprova18es. #la estava na assist0ncia quando oi chamada para conversar com ele. 3 -baP .

idade e endere1o do hospital onde estava internado. % $a1a uma entrega. maracuj*. I noite. cortei tr0s olhas de bananeira. esclareci meus cambonos sobre como deveriam proceder para receber uma orienta1ão do 'aboclo. depositei a cerveja. procurando construir a entrega do jeito mais bonito poss)vel. . Mdenti icou3se. 5a relva. C trabalho na linha dos caboclos. com milho. $ernando. iniciei a montagem da entrega. Mnterrompeu.nome anotado neste papel ( de um rapa6 que est* muito doente no hospital. melancia. abaca/i. disse. C. gira especial para pedir este tipo de ajuda.ilho de um amigo meu teve um acidente e est* em coma. na entrada de uma mata. . Pus os charutos no trabalho. #le. melão. dei/ei3as como base. Recebi um tele onema. como se precisasse.. hoje temos trabalho. #scolhi o lugar. uma cai/a de ós oros. &omei nota do nome do rapa6. !ntes do inal do trabalho. desesperado. ou seja. #m cima coloquei a moganga com milho. ele recomendou que ela tomasse nota de um trabalho para o rapa6. embai/o de uma igueira rondosa. "ete charutos.senhor pode a6er algo por ele? .1=B CAPITULO 26 UMA OFERTA AO ESPÍRITO "er* que o !mal*. "0o Hunco 2erde % disse a cambono. eu te dou de comer e voc0 atende meu pedido? 2amos ver. a grande arma da Umbanda. Nigou no dia certo. eu sei. amei/a e outra ruta do gosto do meu cavalo. quer uma ajuda sua. 'omo não gosto de dei/ar no mato materiais não biodegrad*veis. não precisando escrever nada. !bacate. sendo ele meu irmão de carne. est* condicionado na lei da troca. 5o copo de casca de coco % coit0. Por isso estou tele onando. aqui ( o $loriano. cerquei3o com as 1=B . 'uidadosamente. j* desenganado pelos m(dicos da terra. Uma moganga assada. ajeitei as rutas ao lado.'aboclo pAs o papel em seu ponto riscado e disse 4 cambono que depois daria uma orienta1ão.. sete verdes e cevada. j* desenganado. !ssim oi eito. . apenas pense e ore pelo menino. na U&M. sete velas brancas. Procurei um lugar adequado para a6er a entrega % o amal*.

ei a not)cia ao $loriano. com aquela energias em suas mãos. o 'aboclo Hunco 2erde permanecia em p(. se intensi icaram. um Paj(. dentro do mato. #/atamente vinte e um dias após. 9uando acendi as velas e cantei o ponto de -/óssi. 9uando cantei o ponto do 'aboclo Hunco 2erde ele saiu do mato. Pegou toda aquela energia e sumiu com ela para dentro do mato. uma ai/a de lu6 era para ele direcionada. entreaberta. recebi um tele onema do pai do rapa6 que di6ia eu órico. de onde saiu um outro )ndio. #sta energia de -/óssi. em volta da o erenda uma massa energ(tica maravilhosa. a cósmica e do trabalho.ncia. at( que todos icaram em p( e ele. o importante nesta história.e longe. quando percebi. de orma tal que echassem um circulo bem harmonioso.urante a constru1ão do !mal*. o 'aboclo di6endo3me que. -:0 -d0. # hoje est* completamente curado. . nada ar*? 2ou entrar no a63de3conta e estou vendo o desenrolar da entrega no mato. i6 uma ora1ão. 'antei o ponto de -/óssi. !cendi3as e depositei a cai/a de ós oros. e era manipulada pelo 'aboclo Hunco 2erde. como me oi contada pelo próprio 'aboclo Hunco 2erde. que oi atra)da pelas vibra18es semelhantes aos das comidas o ertadas. vindo do in inito. apro/imou3se e cumprimentou aqueles maravilhosos esp)ritos ind)genas. alguma coisa poderia dar errado e eu não achava justo dar alsas esperan1as. Mas.esp)rito come e bebe? C guloso e beberrão? "e nada ganhar. oi usada para curar o doente no Tospital. 'laro. !gradeci. de lu6 cintilante. 5o dia seguinte.o trabalho emergiam vibra18es semelhantes. a troca de energias. $ernando. pedindo que não dissesse nada aos pais do mo1o. mantendo pequena dist. 2*rios )ndios estavam em volta. 1=J . em vinte e um dias ele sairia do coma e conseq?entemente icaria curado. pedi a cura do mo1o. por todos reverenciado. o rapa6 acordou. alternadas nas cores. o segredo não oi guardado. do 'aboclo Hunco 2erde. do material que compunha o amal*. intuitivamente.1=J velas. que se somavam 4 j* e/istente. a tudo assistindo. #la oi se condensando. e girava em torno do trabalho. . . &odos se ajoelharam em volta do trabalho. -/óssi.e a astei3me respeitosamente. 'omo ele unciona? . não ( a cura e sim o amal*. #ra a or1a cósmica do ori/* -/óssi. oi at( o mato. obrigadoP H* contei para todos que em vinte um dias meu ilho vai estar curado. pois diante da gravidade de seu estado de sa+de. e largaram suas energias. . criando.

C mais *cil imaginar um tridente. um caldeirão. mas verdadeiros monstros.. cheio de nuvens.. riachos.. a lu6. . sob a claridade branda do c(u..andU. 1=O . lu6. . H* não ( um motivo para re letirmos se os animais t0m ou não alma? Minha ilha Nucilia. e os animais. Papai ainda não. de corpo volumoso. &enho uma id(ia do in erno. 'omo ser*? &er* *rvores. ouvi o ladrar de cães 4 grande dist. em per eita coordena1ão com os gestos.o c(u. . 5o livro Y5osso NarZ do $rancisco '. mais compat)vel comigo. ele descreve uma cena no espa1o.ncia..ndido. #nquanto uns alardeiam que eles t0m alma. dando a impressão de estar vendo alguma coisa que nós adultos não v)amos. não quero ir para l*P !credito que os animais t0m alma. ela levantava os pequenos bra1os para cima. que não cabe agora descrever. servindo para os querubins icarem sentados e dedilharem suas harpas. mostrando os cri res e a ponta do rabo. mas não me lembro do c(u. acima dos carros.Z Mais adiante continua. .evia merecer um estudo mais minucioso das elites cultas. ditado pelo iluminado esp)rito do !ndr( Nui6.andU. animais. embora eu descon iasse que ela soubesse e só não di6ia para me contrariar. igual a nós. Yseis grandes carros. .Z -s umbandistas alardeiam que os -guns v0m em seus cavalos brancos. estava come1ando a balbuciar suas primeira palavras. as labaredas e um homem magro. ou suaves cantos de p*ssaros ? -u ser* um lugar va6io. 9ue ( isso? % interroguei.tema ( pol0mico. os p*ssaros cantando. YMdenti iquei a caravana que avan1ava em nossa dire1ão.ncia. os riachos. alava. Mas a nota interessante era os grande bandos de aves. a brisa. ormato dilig0ncia. outros a irmam só possu)rem o cascão que desaparece com a morte. temperatura amena. produ6indo ru)dos singulares. H* di6ia mamãe. assombrado.e repente. como se quisesse pegar algo no ar. que voavam a curta dist.1=O CAPITULO 28 OS ANIMAIS TBM ALMA? H* morri v*rias ve6es. brisa. com cavanhaque. enquanto a Redda trocava sua ralda. . me pareceram iguais aos muares terrestres. na p*gina 1GB. e com pequenas e delicadas gargalhadas.isse 5arcisa % são au/iliares preciosos nas regi8es obscuras do Umbral. precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos.eitada na cama. % e ria. onde não estacionam somente os homens desencarnados. não tenho a m)nima id(ia como possa ser. anunciando ser 1=Oq? o para)so? "e no c(u não e/istir as *rvores. . mesmo de longe. eram tirados por animais que.

# alardeia isso com transparente gabolice. levam consigo seu estado espiritual. e eu entendo voc0 muito bem. #la est* vendo o esp)rito do . # se os cães t0m. -s oguns sempre estão montados em cavalos. -s trevosos t0m na cobra a companhia predileta. não permanecerão no plano espiritual sob o mesmo processo evolutivo da reencarna1ão? 9uero que os cães tenham alma. o que demonstra possu)rem a terceira visão. a irmando ter sido descendente de uma am)lia de ladr8es de cavalos. porque não ter* o pequeno rou/inol ou o elegante pei/e ou a pe1onhenta cobra. !ma os 1=Qq?)deos. Raciocinam e t0m alma. pois pretendo. o 'aboclo !:uan perguntou. -utro dia o caboclo !:uan e6 um trabalho especial para um gato com c. #ntre os esp)ritos. atrasados ou evolu)dos.andU. en/ergando os esp)ritos. "e e/iste nos animais o terceiro olho. Pode chorar se quiser. 5ão posso evitar. dentre as quais. que seu transporte para vir no terreiro ( 1=Q . com muito carinho. . mesmo que pare1a antasia. o que re or1a a tese que eles t0m alma e podem sobreviver 4 morte. e senti muito sua morte.ando consulta para uma mo1a. ao morrer. uma *guia. que eles continuem em minha companhia. e todos do mundo animal? "e os homens. os cães e os cavalos são reconhecidamente videntes. igual ao homem. 2oc0 est* muito triste com a morte dele? . a qual. 'onta v*rias histórias sobre esse assunto. como sua companheira. e/iste o bom humor e as passagens hilariantes. conhe1o bem. não tenho d+vidas. . . ao morrer.1=Q Minha mulher e eu trocamos olhares. a consulente e/plicou. -s animais tamb(m são nossos irmãos. no homem est* alojada no chacra espiritual. assustado. não pode acontecer o mesmo com os p*ssaros e animais? "e uma larva ( mais atrasada que um cavalo. 'ães. &entou justi icar. ele tem que estar tamb(m dentro do esp)rito. $alei.'aboclo !:uan tem.cigano Koisler tem sua vida baseada em cavalos. -s gatos. . !cho que o senhor vai me entender.ncer no intestino com o mesmo empenho que a6 nas pessoas que so rem de mal semelhante. depois de morto.andU era o nome de um bel)ssimo cão "etter Mrland0s que um m0s antes oi morto a tiros por ladr8es que invadiram nossa casa. $oi meu gato que morreu.emonstrando surpresa. $alou.

en ileirados atr*s de mim. considero essa passagem como uma prova da e/ist0ncia da alma dos cavalos. 'omo esp)rito não brinca. # o pior não oi isso. 5uma gira.isse. #stou sem cavalo. sem jeito. sinali6ando eu estar certo nas minhas convic18es. Passado alguns meses. $oi humilhante. Mndagado pela "andra porque estava triste. roubar o cavalo do 'aboclo !:uan? 9ue id(iaP . rindo. 9ue aconteceu com o seu ? . 1=S . disse que tinha devolvido o cavalo para o cigano.!:uan tirou de mim. 9uei/ou3se. acompanhado por uma alange de pretos3velho. #le ( lindo. rindo. abatido. a cambono. incorporou sem sua habitual harmonia. respondeu. "e aconteceu. o 'aboclo !:uan. não sei. C para ele nunca mais cometer essa ousadia.1=S um cavalo preto. Respondeu amuado. vim a p( para o terreiro. re6ando para eu me regenerar. Mas cigano. #u queria aquele cavalo branco. # por qu0? Porque eu quis roubar o cavalo dele. !l(m de ter icado sem o meu cavalo.

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CAPÍTULO 3: SINAL DA AELA ! elicidade não est* alicer1ada nos bens materiais, mas no humor e bem estar espiritual.. &enho um amigo que a irma ser eli6 por ter uma esposa, ilhos e netos. 'onhe1o um bo0mio que jura ser o homem mais alegre do mundo porque ( solteiro, não tem mulher e muito menos ilhos. ! elicidade est* dentro de quem aceita e gosta do que tem, podendo ser a numerosa am)lia ou a liberdade de não ter compromisso com ningu(m. - conceito ( parado/al. ! resid0ncia da in elicidade, ao contr*rio, tem como principal causa, a perda daquilo que o a6 crer ser eli6. # pode a elicidade perdida ser readquirida pela (? !cho que sim. Neiam essa história, - domingo estava lindo, ensolarado e quente. - 5ilson, de cal1ão, sem sapatos e camisa, se mantinha debai/o de uma barraca 4 beira da piscina do clube que costumava req?entar, ouvindo e contando lorotas descontra)das com alguns amigos, 4 guisa de esquecer seus a a6eres semanais. ! #va, sua esposa, tinha icado em casa. - 5ilsinho, seu +nico ilho, com oito anos, brincava e nadava na *gua clorada da piscina. #stava tudo per eito e apra6)vel. $oi quando o 5ilson ouviu gritos desesperados de uma mulher que apontava para o undo da piscina. &odos, curiosos e no a ã de serem +teis, se acercaram dela. - 5ilson, pela *gua, viu, no undo da piscina, o corpo do seu ilho 5ilsinho. - 5ilson era meu amigo e ui comunicado do tr*gico acontecimento. 'hegando em sua casa, onde todos os amigos e amiliares j* cercavam o guapo 5ilson e sua esposa, ui, como ( natural, envolvido no so rimento do casal e seus avós. - menino de oito anos, tinha morrido a ogado em uma piscina. 5ão h* quem não se envolva com emo1ão em casos que o espectro da morte a6 cumprir essa divina, mas atemori6ada lei, quase sempre não entendida por nós. 5a ocasião, eu era mais jovem e, conseq?entemente, mais orte, mas mesmo assim, tive que a6er muito es or1o para amparar o meu amigo nos ombros, dado seu corpo avantajado. Passado o uneral, no dia seguinte, ui levar minha solidariedade ao triste casal. 5ada pude a6er ou di6er para apa6iguar a dor do acontecimento, e/ceto o erecer os pr(stimos do meu grupo de trabalho espiritual. - casal, buscando um lenitivo, acedeu ao convite e passou a req?entar assiduamente nossos trabalhos espirituais. #m uma das reuni8es o 5ilson aparentando uma emo1ão muito grande levava com um carinho especial um pequeno embrulho de papel de seda, que parecia estar aninhado em suas duas avantajas mãos em concha. "eus olhos torneados por grossas sobrancelhas brilhavam com vis)veis l*grimas. 2e6 ou outra uma l*grima escorria em seu grosso bigode preto. "ua esposa come1ou a desembrulhar o pequeno embrulho. ! medida que ia abrindo o papel de seda suas mãos pareciam estar des olhando uma delicada lor. "eus l*bios mantinham um sorriso, e seu semblante demonstrava estar

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1=E vivendo naquele momento um 0/tase divino. &odo nosso grupo estava em volta do casal, aguardando com curiosidade o aparecimento do conte+do do misterioso embrulho. - 5ilson alava emocionado, 3 2oc0s vão ver a ben1ão de .eus que tivemos. !berto o pacote, dentro de um en eitado estojo estava a escultura de um anjo com enormes asas. Um trabalho muito bonito e bem eito e at( de certa orma comum no com(rcio do ramo, e/ceto não osse ele estar esculpido em cera de vela derretida. -lhamos assombrados para o casal, que agora j* não conseguia conter a emo1ão dei/ando correr as l*grimas pelos seus rostos. 3 Toje acendi uma vela para meu ilho. 2ejam o que icou no prato,. C o sinal que ele est* vivo e vai retornar a nós. #/plicou o 5ilson. ! ( trans ormou a vida daquele casal. .ecorrido algum tempo, encontrei o 5ilson. #stava eli6 e sob orte abra1o disse eu órico, 3 Meu ilho voltou para mim. Minha mulher est* gr*vida. 9ue .eus aben1oe todos que conhecem sua maior magia, a (P

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CAPÍTULO 39 MAGIA DAS AELAS - ogo ( um elemento indispens*vel por todas as religi8es. #le ( o princ)pio e a sua or1a ( destruidora, mas quando bem manipulada, se torna com a mesma intensidade um grande aliado. 'om imagina1ão o homem criando a vela prendeu uma chama desta or1a em um invólucro de cera. #/istem velas de todos os tamanhos, cores, tipos e inalidades. &0m todo o tipo de serventia, desde solicitar avores 4s divindades, at( criar ambientes apai/onados em um jantar entre casais. .entro das religi8es todos t0m histórias para contar a respeito das velas. #u tenho a minha, Toje eu tenho sete netos, de do6e a vinte anos. !mo a todos, por(m com mais intensidade aquele que em um momento de sua vida necessita de mim. # oi assim com a 'amila, hoje com de6enove anos, uma mo1a linda, com um sorriso resplandecente, dentes bem ormados, altura m(dia, com um g0nio doce e a *vel, sempre pronta a a6er uma delicade6a. "eus cabelos são castanhos escuros e longos, tem um andar comedido, e por nature6a tem o dom de reunir as pessoas em sua volta. C uma legitima ilha de Memanj*. 5esses de6enove anos, talve6 a (poca que mais a tenha amado oi quando tinha ou tr0s anos e estava acometida por um orte sarampo. 5ão estava dando muita import;ncia 4 doen1a por ser comum e de *cil tratamento, quando ui procurado por minha ilha Nucilia, 3 9uero que voc0 venha ver a 'amila. #stou assustada. Mor*vamos, como at( hoje, bem perto. 9uando entrei no quarto da crian1a adoentada quem icou assustado ui eu. #stava inteiramente tomada pela doen1a e dava sinais de estar ardendo em ebre, pois mostrava estar ora da consci0ncia. 5ão titubeei, 3 2amos lev*3la imediatamente ao hospital. 5o carro, enquanto dirigia o automóvel em dire1ão ao hospital, olhava para a Nucilia. &alve6 este tenha sido um dos dias mais tristes que tive. ! minha ilha, ainda uma mãe em sua plenitude jovem, mantinha os dentes cerrados, estava absorta olhando para o nada, com o quei/o tr0mulo e os olhos marejados, e segurava em seu colo a sua ilhinha envolvida em um cobertor cin6a escuro, quadriculado com cores vermelhas racas. - dia estava cin6ento, a6endo o quadro ainda mais triste. Meu .eusP !quela mãe so rendo era ainda uma menina. ! amargura tomou conta de mim. 5ada alei. !penas so ri, um so rimento inesquec)vel e que jamais sair* da minha lembran1a. ! preocupa1ão com a doen1a da neta misturou3se com a perspectiva de perder para sempre o sorriso da Nucilia, gentilmente herdado pela 'amila. #u não

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1B1 pensei como um avA so rendo. 3 5ão quero promessas. !pareceu o m(dico e in ormou. !l(m de ser o avA tamb(m sou o che e da am)lia. 5o hospital o diagnóstico oi grave uma ve6 que o sarampo tinha se alastrado internamente no seu corpo. $ui interrompido com choros convulsivos da Redda que alava nervosamente. pois a suspeita ( que a doen1a tenha atingido a medula. 3 H* disse que ela vai icar boa. e se o pior acontecer tenho que estar preparado para poder sustentar o emocional de todos eles. o que vai acontecer com minha neta? 9uando consultei o senhor me disse que ela icaria boa. mas nada est* indicando esse caminho. !s horas se passavam. -uvi intuitivamente a poderosa entidade alar. noticias. meu Pai. "enti3me rustrado e com raiva por estar impotente at( mesmo para dar esperan1a para minha ilha. &eve que ser levada para o isolamento por ser doen1a transmiss)vel. #mbora osse um homem delicado o m(dico icou me olhando por alguns instantes como medindo o que iria di6er. 5o dia seguinte o comportamento da 'amila era assustador. "o6inho na sala em um pires branco i/ei uma vela da mesma cor e orei. e nós aguard*vamos ansiosos o resultado do e/ame. 3 ! situa1ão ( muito grave e os riscos são grandes. $omos ao hospital rapidamente. 5o terceiro dia de internamento procurei o m(dico diretor do isolamento e pedi3lhe. #m casa com a Redda resolvi rogar aos esp)ritos pela nossa a li1ão. batendo o bra1o onde mantinha a tala de madeira. como um animal. #stamos a6endo todo o poss)vel dentro da medicina para contornar a doen1a. apenas quero saber a gravidade do doen1a. e/ame oi negativo. 9uero saber do senhor. atitude que não oi apa6iguada nem pelos psicólogos do hospital. Para te acalmar vou dei/ar uma marca com esta vela. Uma tala de madeira prendia a agulha em sua mão para o soro e ela. 3 Pai Maneco. agredindo quem dela se apro/imava. 3 Vtimas desapareceram. icava em bai/o da cama encolhida em um canto. 3 #stão tirando l)quido da espinha da 'amila. -s riscos 1B1 .

1B= . % balbuciei. com as asas abertas e ainda com realces como se ossem as penas.1B= H* tinha chegado em casa bem mais calmo e conversava com a Redda sobre o im da nossa angustia. Hoguei3a na *gua corrente junto com algumas l*grimas de um avA eli6 e agradecido. 3 -lhe a magia da vela. com dois p(s negros ormados pelo palito do ós oro que usei para acender o pavio. Parecia uma escultura manipulada por um artista. Minha vontade era guardar aquela igura de cera para sempre. e ui obrigado a descarreg*3la. Mostrei o sinal para a Redda. ! cera normalmente consumida pelo ogo estava derretida ocupando inteiramente o pires branco ormando o desenho de uma *guia % minha ave da sorte. Mas a lei tinha que ser cumprida. quando me lembrei da vela. por estar emocionado. $ui 4 sala e vi o sinal dei/ado pelo Pai Maneco.

não abrir* mais e estar* adada ao desaparecimento.Pai Maneco sempre disse que se uma casa espiritual echar suas portas. com m(diuns demais? 5ão dev)amos diminu)3la? #ra a ome com a vontade de comer. 3 Pai Maneco. de acordo com a hierarquia da Umbanda. 3 "e esta ( a vontade de voc0s. disse a entidade . não só da corrente mas de toda a assist0ncia.ilma. o senhor não acha que a gira est* muito grande. # eu. claro. al(m de diminu)3la. de voc0s 5o total. 9uem mais pensa assim? # oi passando de um por um. merecia todo o respeito. não deveria entrar mais ningu(m. 5um inal de gira. . cumprindo a lei. ir at( a porta da entrada.Pai Maneco chamou os oito citados. oito m(diuns achavam que havia muita gente e. Mas era um gesto simbólico. 3 2oc0 tamb(m acha que a gira deve diminuir? 3 'om todo respeito. a6endo3me. . algu(m observou. não tenho como dei/ar de atend03la. ! corrente aumentava toda semana. meu pai.1BB CAPITULO 32 O ANGOLANO PAI MANECO . $a6ia questão de indicar a porta para todos verem estar sempre aberta. ele jamais ia dei/ar passar sem a6er uma das suas j* conhecidas arma18es. muito embora soubesse não ter necessidade. 3 2amos ver. pAr a mão na ma1aneta e mostrar a todos que ela não estava trancada. perguntando. 1BB . pois nem chave a porta tinha. parece mesmo estar muito grande a corrente para este espa1o. no centro do terreiro.isse a poderosa entidade angolana. ainda trabalhava comigo o Pai Nui6 e a . eu acho. 5aquela (poca. grande e/pectativa. não ia desrespeit*3lo. Por ser meu pai3de3santo. o que criou. &odos icaram aguardando. #ssa. no in)cio da gira. !cho melhor diminu)3la. dirigiu3se. #u a6ia isso. 'on irmou. imaginando como se daria o des echo da conversa1ão. quando ele j* estava se despedindo. &alve6 voc0s tenham ra6ão. e oi a ele que o Pai Maneco. . pela situa1ão. no encerramento.lugar estava pequeno.

não posso a6er isso. 3 'omo? 2oc0 não pode. voc0 se di6 um m(dium muito bom. 5ão ui embora por respeito aos meus irmãos. icou ao meu lado. e todos negaram3se a apontar algu(m. ele alava uma por1ão de atos. $ique sem jeito. 1BJ . para mim. resolva. re erindo3se aos que reclamaram. 5uma ocasião. #le entendeu. #nvergonhado. 3 Meu Pai. 5unca me havia acontecido isso. pondo im ao problema. voc0 ser* o primeiro a escolher aquele que vou mandar embora. 3 "e voc0s não podem. eu iquei urioso. dirigiu3se ao Pai Nui6. . deu um sorriso. 5a verdade a sessão. !ponte3me um dos seus irmãos. 'omo ningu(m alava. gosta de se gabar e ser enaltecido. então nunca mais reclamem do e/cesso de gente no meu terreiro. e no inal teremos menos oito entre nós. dando uma consulta a um amigo que queria saber sobre o pai dele. e disse que depois alaria comigo. #le desincorporou. embasbacados. vai me apontar um m(dium da corrente. acabou ali. o Pai Maneco voltou 4 carga.1BJ 3 #st* decidido.eterminou. . mas quer que eu a1a? Ralhou a entidade. Toje vou mandar sair do grupo oito m(diuns. porque a porta est* e vai continuar sempre aberta. 3 Pela hierarquia. eu estava incorporado com o Pai Maneco. $icaram todos em sil0ncio. todos relacionados com o atual estado de esp)rito do alecido pai do consulente. e este eu mandarei embora. 5o meio da consulta eu perdi o contato com o Pai Maneco. e/pliquei 4 pessoa ter perdido o contato com a entidade. $iquei quieto. 'ada um de voc0s aqui no meio.iante do olhar desen/abido do pai3de3santo. 3 Por que o senhor e6 isso? 3 Pelo que tenho observado ultimamente. 3 "ó para voc0 saber. 5a verdade. para nela entrar quem o mere1a % a irmou. o pai do mo1o não desencarnou. "e voc0 ( tão e iciente assim. Reclamei imediatamente. e disse. perguntando a um por um dos oito. 5a minha consci0ncia. "e osse mais corajoso teria dito um monte de desa oros para o Pai Maneco e só não o i6 por saber que seria eu quem perderia a discussão.

vou ser despedido. não sei. o que ele di6ia. Toje. desculpe a urada na consulta. o Pai Maneco ouvia calmamente a quei/a de seu cambono. tive v*rios cambonos. j* que o aviso pr(vio est* pronto. resolverei teu problema. . 'onvers*vamos e. 3 'alma. Husti iquei. 3 "eu pai ainda não desencarnou. sempre que pod)amos. . 3 !manhã. #/plique a situa1ão. quase em desespero. &rabalhava como cai/a em um banco. Um dia tele onou3me.eus ele est* muito bem. pois. Mas a li1ão serviu. "empre oram respeitosos com as entidades. não (? 3 5ão. ele vai dar um jeito. voc0. era ele. encontrei o amigo. como o Pai Maneco conseguiu di6er uma coisa e eu entender outra. na minha consci0ncia. 3 #stou de (rias. 3 .qu0? ! consulta oi e/celente. !inda observou. #stou muito satis eito. 'ontinuou narrando as coisas aladas pela entidade. Palheiro numa mão e o coit0 com cerveja preta noutra. 3 5ão sei como ele vai resolver. eu órico. <ra1as a . 1BO . calmo. Um deles tornou3se um bom amigo. ale com ele.urante minha caminhada nos terreiros. 5ão tive quei/a de nenhum deles.isse. muito nervoso. interpretavam e transmitiam aos consulentes a palavra. &entei serenar o dedicado amigo. no trabalho. #ra e/atamente o que eu precisava saber. troc*vamos id(ias da religião. por implic. #/plicou. $iquei sem entender nada. esperando o encerramento. cuidavam do material de trabalho. 5a sa)da. Respondeu. !pressei3me nas e/plica18es. !t( hoje. era totalmente di erente do que. todo alegre. inintelig)vel dos esp)ritos. como cambono do Pai Maneco. atendi o tele one. no seu estilo. meu ilho. 4s ve6es. #ra um umbandista ervoroso. !cho que me perdi. 5o dia seguinte. entendi a entidade alar. 3 -lha. 5a sa)da do terreiro.1BO no meu lugar. ele con essou estar con iante na promessa do esp)rito.ncia do gerente. &enho certe6a. vou reassumir amanhã meu posto no banco e j* sei que.

Um gerente de outra ag0ncia do banco. $a6ia doces. #sse Pai Maneco ( uma maravilha. 2oc0 como umbandista não pode ser ego)sta. <ordinha era a mãe da mo1a. I tarde. #st* dando tudo errado. com a inten1ão de dar alguns conselhos. come1a a se tumultuar. soube toda história. voc0 oi elevado para subgerente? Rego6ijei3me. a sua linda e simp*tica noiva. Mnclinando3se no toco. Mn ormou. voc0 não vai acreditar. por causa da briga do noivo com sua mãe. !sseverou. o seu cambono? Respondeu. 3 Pai Maneco. ! mo1a ( quem ia na casa dele. teus caminhos continuarão echados. olhou para ele. # ele tinha brigado com ela. 9uando cheguei. tem minha prote1ão. contou que estava sem sub3gerente. 3 5ão ( mais.1BQ 3 2oc0 não imagina o que aconteceu. contava eu órico. tão certa como estava. ! dire1ão do banco resolveu a6er hoje as mudan1as dos gerentes nas suas v*rias ag0ncias. meu ilho. não entrando mais em sua casa. 'ontou.amigo banc*rio sentou3se 4 rente do Pai Maneco.senhor echou meus caminhos? #u. triste e humilhada. 3 $ernando. . i/amente. que a dei/a triste e não or agradar a gordinha dos doces. cambono meu. 5ão precisou. em vinte quatro horas. !t( parece que meus caminhos estão echados. peremptório e 6angado. 3 #stão sim. 5o inal do trabalho. não sei o que est* acontecendo comigo. quei/ando3se. Minha vida. 3 9uer di6er que de cai/a despedido. !gora ( ela. trocando id(ias com seu colega daqui. icando em seu lugar. 3 #. Preocupado. e o Pai Maneco ( protetor das doceiras. indignado. outro tele onema. $ui indicado para o cargo e j* assumi. apontando para a sua meiga noiva. para apro/imar seu rosto com o do jovem. por achar que elas a6em a elicidade. ria e calmamente. ele dei/ou as un18es de cambono para ser m(dium de incorpora1ão. $ui eu quem os echou. Passados alguns meses. #nquanto voc0 não mudar seu comportamento. . 1BQ . como minha cambone. no dia seguinte procurei3o. 3 . di6endo que o doce torna os homens mais eli6es. Respondeu.ei/ei transparecer minha satis a1ão pelo eli6 inal. o novo gerente designou3me para ser o che e dos cai/as. numa alegria irradiante.

1BS 3 &udo acertado. como todo preto3velho. 1BS . #ste ( o Pai ManecoP #sperto e intransigente e. Toje cedo ui levar um ramalhete de lores para minha sogra. mas duramente. castiga de orma mansa. 'omunicou esbanjando humildade. $ernando.

!cedi 4 solicita1ão. porque nem sempre a ra6ão deles ( o real motivo que leva uma pessoa buscar um contato com as entidades. laconicamente. e tomando minhas mãos. 2* em renteP Respondi. agradecida. como voc0 est* a6endo. <esticulando para que icasse quieta. at( que o processo seja julgado. mas com as advert0ncias que receberia. ela me disse ter sido conclu)do o invent*rio do pai. eu sabia não ser essa a grande ra6ão da tua busca. Pediu. torcendo que eu estivesse certo.1BG CAPITULO 33 A DOR N1O TEM PAR5METRO Hamais devemos avaliar a import. não com o pedido. para a6er um pedido. 9uando trabalhava na linha :ardecista. al(m da pendenga judicial. &ranscorridos uns seis meses. sob orte emo1ão. sem mais nada di6er. atendendo uma mo1a. sussurrei. ela interrompeu o passe magn(tico que lhe aplicava. agradeceu a aten1ão e in ormou não mais haver necessidade de voltar. &omando o m*/imo cuidado para ser ouvido só por ela. despedindo3se. terminei a transmissão da energia que lhe dava. #ra importante para ela receber uma orienta1ão. voltou pedindo nova consulta. mas preciso saber se o que estou a6endo est* certo. !lgum tempo depois. disse. sem alar antes do assunto. 3 2oc0 tem que continuar vindo aqui. sem que tivesse altado nenhuma das nossas sess8es. Msso ( comum entre as pessoas ainda em busca da (. intuiu.ncia dos pedidos eitos aos esp)ritos. ! verdadeira ra6ão da tua vinda oi incentivar voc0 a ormar um grupo de trabalhos esp)ritas. $iquei preocupado. no meu ouvido. ! mo1a caiu em convulsivo choro. caso meus companheiros ouvissem o que ela pediu. 1BG . 3 2im aqui pedir a ajuda dos esp)ritos para eles a6erem que seja conclu)do o invent*rio dos bens dei/ados por meu pai. C que. voc0 não tinha outro problema. uma entidade. 3 #u não sei se voc0 tem condi1ão de me di6er. 3 9uando voc0 veio aqui buscar socorro para terminar o invent*rio dos bens de seu pai. $eli6mente.

<uilherme. 5ão sei se o senhor sabe. ormamos um grupo de trabalho esp)rita. pe1o apenas para ele não ser rebai/ado de onde est*.cambono riu. ! dor não tem par. e/plicou. mas para mim. 3 . apontou ao seu cambono uma jovem de uns quator6e anos de idade. completou. um m(dium de nossa corrente.e ato iquei entusiasmada. um projeto espiritual dos !rquitetos do #spa1o. &enho ra68es para pensar assim. e juntamente com alguns amigos. aqui na terra. o descaso que seu pequeno amado demonstra por ela provoca um so rimento nessa menina. demonstrando a sua compenetra1ão naquele momento que recebia as cargas energ(ticas durante a vibra1ão no meio do terreiro. Retomando o dialogo. 3 #stou com muita pena dela. 1BE . % e/plicou. pondo por terra. # o time que tor1o est* prestes a ser desclassi icado. 3 #st* vendo aquela menina ali na rente? .iante da con irma1ão do cambono. 'almamente a entidade perguntou. empolgada com a not)cia. Mmaginei que estava tomando conhecimento do que era utebol e como poderia inter erir para reali6ar o que todos consideravam um milagre. ( de grande import. # saiu. o que ser* um desastre para muita gente. 3 Pai Maneco. ele incorporado. -s esp)ritos não perdem as oportunidades para atender.que tenho que a6er. $eli6mente não sou prisioneiro dos chav8es ortodo/os do arcaico espiritismo. que não vai dar certo. 3 Meu ilho. . com a mesma intensidade daqueles que t0m uma doen1a ou um grande problema. #st* a6endo um pedido que não posso atender. temos um esporte chamado utebol. procurou o Pai Maneco e e6 um pedido.metros. para sair do +ltimo lugar o time tem que ganhar as nove pró/imas partidas. demonstrando claramente achar o pedido impróprio 4 grande6a das entidades. não sei se ( impróprio o que vou pedir. C prov*vel que essas convic18es sejam in luenciadas pelo Pai Maneco. . 5ão quero que ele seja o vencedor do torneio. as solicita18es que lhes são eitas. quando podem. e o grupo de caridade jamais e/istiria. . e disse. que mantinha de olhos echados. para evitar que isso aconte1a? 3 Meu pai. senão a mo1a receberia um sermão pelo estapa +rdio pedido. quer um namoradinho. talve6. #m uma das nossas giras. $e6 uma observa1ão qualquer com re er0ncia a singele6a da menina.Pai Maneco não respondeu de imediato.ncia.1BE 3 Muito obrigadoP . mas nós.

passarinho entrou na gaiolaP % era o código para con irmar que ele e o <ustavo j* tinham levado o coco no cemit(rio. $alou. que são assuntos de nossa inteira responsabilidade. desconsolado. "e ganhasse o d(cimo jogo. Respondi prontamente. # cada ve6 que ia acontecer o jogo. estaria disputando as inais. . Mesmo nas banalidades. dei/e l*. leve na porta de um cemit(rio. voc0 pegue um coco. o <uilherme me tele onava. e surpreendendo a todos. acompanhado de um charuto.<uilherme j* contava como certa a vitória e diante da inesperada derrota. 3 . iquei torcendo para o sucesso do trabalho. com 1JF . 3 triste6a. me tele onou.esta ve6 não adiantou o coco no cemit(rio. amarre uma ita vermelha com sete voltas. . #le atendeu o que voc0 solicitou. &or1o para o mesmo time do <uilherme. #u tamb(m gosto de utebol.1JF 3 &oda ve6 que acontecer esses jogos. #mbora surpreendido com a consulta.time ganhou as nove partidas prometidas pelo Pai Maneco. "ó não resolvem as quest8es c*rmicas. quase chegou 4 classi ica1ão inal. os esp)ritos nos atendem. 3 2oc0 não sabe a6er pedido para esp)rito. .

GIO . por volta das de6essete horas. da nossa Policia 'ivil. ( o s)mbolo da materialidade para o Pai Maneco. 5ós. aos m(diuns. <rupo &igre.eus e sinto dentro que ele est* vivo. 3 <ostaria que o senhor osse me visitar. $alava. pediu3lhe. espalhando ogo em volta. um jovem havia sido seq?estrado e a am)lia entrava em contato com os seq?estradores que e/igiam uma alta soma para solt*3lo. estava pronto para sair. pela demora do acerto. Mniciaram3se os contatos e depois. 3 $ernando. H* a6ia um m0s. claro. mas são o de menor valor. entre os casos de maior e/pressão com o s)mbolo do relógio. 'oncentra18es religiosas aconteciam em v*rios pontos para o resgate com vida do garoto. hoje meu capitão3de3terreiro. mas respeitosamente. -s pais. $a1a. 3 "enhor $ernando.marcador do tempo. atrav(s do relógio. 'ostuma di6er que uma sessão esp)rita ( como um relógio. a6er parte do seleto grupo policial anti3seq?estro . 1J1 . era o nosso valoroso policial. ao se despedir do Pai Maneco em uma consulta.Neonardo. no dia do nosso trabalho. como não podia ser di erente. mas demonstrava muita (. os ponteiros são os que mais aparecem. tanto que queimou a cortina de seu quarto. !tendi. 5aquela noite. sei que o senhor tem hoje um trabalho. o relógio. Re eria3se. uma ora1ão para meu ilho estar vivo e voltar logo para nosso lar. principalmente pelo ato de um capitão3de3terreiro da nossa casa.nico. quando o tele one tocou.1J1 CAPITULO 34 O PAI MANECO E O REL. -uvi uma vo6 triste do outro lado do tele one. no terreiro. !s manchetes dos jornais locais e nacionais davam destaque ao rumoroso caso.estaco um. tamb(m i6emos ora18es por eles. respons*vel pelo caso. por avor. 'omo a1o de costume. . # dei/e um sinal para eu saber. estavam em p. 'ompletou alegre. durante a madrugada. &enho muita ( em . o grande vilão da nossa liberdade. #le sempre dei/a ortes marcas de sua presen1a. "uas histórias com o relógio são muitas. . a pol)cia suspeitava de o jovem j* ter sido assassinado. o relógio digital na cabeceira da cama do Neonardo e/plodiu. #ra amarga. #/plodir e a6er incendiar3se relógio digital só pode ser coisa dele. emocionada. estou aqui na casa da am)lia do menino e a mãe dele quer alar com voc0.

3 <ra1as a . para os bra1os de seus amiliares. 3 . re6ar com todos para que isso aconte1a. j* sabia a região em que os seq?estradores estavam. Respondi e sai. Minha mulher ralhou indignada. #la emocionada respondeu. deveria ter3me dei/ado triste e penali6ado. 1J= . porque imediatamente 4quelas tristes palavras da mãe a lita. e amanhã vai aparecer. depois de um m0s. um carro parou ao seu lado e o policial reconheceu os suspeitos. j* conheciam os suspeitos. a vo6 de prisão oi dada. Msso aconteceu no dia seguinte da conversa com a mãe do jovem que. caindo para ora toda sua min+scula e rica m*quina. 5ão osse o relógio quebrado. desliguei o tele one. Mmediatamente.1J= C estranho como as coisas acontecem. ouvi o Pai Maneco di6er. haveria o desencontro. Mas não oi o que me aconteceu. !briu a porta. dois policiais i6eram a patrulha.eus o pesadelo vai acabar. !o contr*rio. 9uando iam saindo. e ao abrir a janela e pAr o bra1o para ora. para al)vio de todos voltou. brincando com os sentimentos dessa mãe. e por outras dilig0ncias. o policial entrou no carro. ! pol)cia.iga a ela que o ilho est* vivo e amanhã ele voltar* para casa. 2ou embora que tenho que ir ao trabalho. 5a localidade detectada policiais 4 paisana. pelos primeiros rastreamentos dos tele onemas. corriam os postos de gasolina e os seus restaurantes. Mmediatamente repeti as suas palavras 4 triste mãe. 3 2oc0 ( louco. # se ele estiver morto? 3 #le não est* morto. -s seq?estradores at( hoje estão presos. 5ão est* vendo que ela est* buscando uma esperan1a? # voc0 di6 isso. -uvir aquele s+plica de uma mãe que não sabia se seu ilho estava morto ou vivo. seu relógio desmontou. o que atrasou a sa)da dos agentes da lei. 5um deles. e enquanto recolhia as pe1as do relógio. !pós as palavras de despedidas e ainda di6endo da minha convic1ão quanto ao des echo do drama. iquei alegre.

$oi assim. por isso. # oi assim num desses raros clar8es que convidei o Hoão Nui6 para a6er parte na sessão de passes en(rgicos no grupo esp)rita em que trabalhava. re utava a magia dentro do espiritismo tradicional. mandando levantar os bra1os e dei/ar as mãos sobre as pessoas. 5ão quero que voc0 entenda errado o que vou di6er. completava. 3 Hoão Nui6. #mbora com esses v)cios em alguns momentos a minha mediunidade icava adulta e eu podia vislumbrar situa18es que poderiam proporcionar momentos importantes e de grande repercussão espiritual interior. &udo que acontece tem uma e/plica1ão natural e lógica. !ssim oi durante um longo per)odo at( que o Hoão me procurou. a primeira era p+blica e só para dar os passes en(rgicos e a segunda parte era echado a assistentes. não sei se no direito ou no esquerdo ou nos dois. $alou solenemente. 5ossas energias lu)am e os resultados eram ótimos. 9uanta pure6aP #ra bom ter o Hoão Nui6 do meu lado. 5a ocasião eu era jovem. #le icava do meu lado. como tamb(m ter icado alegre e satis eito.Hoão. #u não estava inteiramente errado. eu e/plicava a ele como deveria a6er. prepotente e an*tico. . "o ria da s)ndrome de .Hoão Nui6 icava só na primeira parte.1JB CAPÍTULO 30 ENERGIA PURA #u trabalhava na linha :ardecista usando como onte de trabalho apenas a energia do esp)rito e. . "ua idade mental era in antil mas o amor que tinha pelo nosso grupo o credenciava a ter tr. pois não esperava que isso acontecesse. demonstrando ter entendido muito bem o convite ormulado. . uma estatura grande. mas não vou levar mais o Hoão Nui6 para dar passes. andava e alava com di iculdade. usava óculos de miopia. #le dei/ou sair uma gostosa risada. $oi combinado o ingresso do Hoão Nui6 em nosso grupo. quando os esp)ritos incorporavam e dei/avam suas mensagens de lu6. 3 9uero agradecer a voc0 e todo o grupo pela aten1ão que sempre dispensaram a mim e em especial ao meu ilho. voc0 que vem aqui todas as semanas não quer icar do meu lado me ajudando a dar passe nos outros? #/pliquei pausadamente para que ele entendesse o convite. mas pela decisão ainda não e/plicada. $iquei surpreso. 1JB .o_n.Hoão Nui6 devia ter uns trinta anos de idade. apenas tinha uma trava no olho. #sse trabalho era dividido em duas partes. seu pai e acompanhante permanente. não só por ver meu companheiro de trabalho alegre no meu lado. 'ostumava di6er que a magia era coisa dos bru/os. com grosso bigode. aquiesceu com o convite.nsito livre entre nós. Perguntei preocupado.

# por que era vitima das convuls8es? !cho que quando estava saindo de seu mundo m*gico. escravos submissos dos hor*rios. Mas era imposs)vel dividir isso com algu(m. pura e. 3 2oc0 não imagina quanto bem o Hoão Nui6 tem eito nos trabalhos.seu pensamento tinha um limite at( onde não pudesse ser atingido pela maldade. ! decisão ( necess*ria. "eu mundo podia ser pequeno ou grande. 9uem sabe a desnecessidade de saber as horas e os dias. uma mistura da in antilidade com a maturidade. o seu corpo envelhecia. compromissos. enquanto pensava. Por ser um homem sem pecados sua vibra1ão ( pura. 5os dias dos trabalhos a sua e/cita1ão ( tão grande que chega a ter at( mais de duas convuls8es seguidas. . &entei justi icar a presen1a do Hoão Nui6 no grupo. sistemas. o tornasse mais eli6es do que nós. 1JJ . Mas pessoas como o Hoão Nui6 para mim eram indeci r*veis.1JJ 3 . 9uem sabe um dia eu possa entender pessoas como voc0. insond*vel.amião. 3 2olte ao teu mundo eli6. "eu velho corpo era dirigido por uma mente estagnada.Hoão Nui6 durante os passes transbordava uma alegria incomum. -s anos se passaram e eu larguei a roupa comum do espiritismo :ardecista para usar a roupa branca dos umbandistas. #ra uma luta que eu não compreendia. muito embora não conseguisse avaliar a import.ei3lhe um abra1o. ou simplesmente. 5o seu mundo ningu(m entrava. mas o seu esp)rito não. #le se limitava a me olhar e sorrir.ncia do ato. perigoP Mn estado de pecadoresP 9uando o Hoão me comunicou a decisão o Hoão Nui6 estava junto. e quando dele queria sair. não saia. . lia na porta um aviso. de um adolescente ou mesmo de um homem velho. #u tinha a capacidade de imaginar as rea18es de uma crian1a.que aconteceu? Touve algum problema no grupo? % 5ada aconteceu. 'om certe6a ele era eli6 longe dos perigos mundanos e das tenta18es da carne. o seu corpo doente o machucava provocando ataques convulsivos. Hamais poderia imaginar que isso acontecesse com o meu companheiro que aprendi a gostar e admirar. conceitos e regras sociais. 3 Pode ser. . acima de tudo. a linha m*gica das crian1as 3 os er0s e ibejis. # nessa religião eu encontrei o caminho para compreender o meu antigo amigo Hoão Nui6. mas est* a6endo muito mal a ele. 'osme e .

incorporada na Rita. um risco como se identi icasse um rio.&ião. Mais uma ve6 o a6endeiro con irmou que sua a6enda oi ormada. as crian1as que desencarnaram antes dos oito anos. com certe6a ser)amos meninos prod)gios. com a e/peri0ncia de v*rias reencarna18es. . 'onvidei3o para vir ao terreiro a6er uma consulta. di6endo ter sido v)tima de um trabalho espiritual e seu gado estar morrendo. nome da entidade. en im.amião re+ne os esp)ritos er0s. Mmaginem então uma crian1a com sete anos. Recebi um tele onema de um senhor do interior do #stado. !lgu(m perguntou ao 'aboclo !:uan a ra6ão das crian1as icarem sentadas nos terreiros. pois ali ningu(m o conhecia.homem. 3 #ste desenho ( tua terra. re rigerantes. mas t0m que ser controlados pelos dirigentes com muita determina1ão. # assim são as crian1as na Umbanda. 3 Porque senão voc0s não conseguem domin*3los. . . !pós a linha a ricana. e disse.&ião riscou. talve6 pelo interesse de assistir os trabalhos at( o seu inal. $inali6ou. mais para brincar do que por desrespeito. esses cora18es são seus tr0s ilhos. bolinhas. bonecos e bonecas. e dentro desenhou tr0s cora18es.homem con irmou ter tr0s ilhos. chupetas. Riscou no chão do terreiro um mapa. a6endo curvas. Marcou nele um trecho com a pemba. demonstrando surpresa. gostam de balas. . eita por v*rios peda1os. sem arredar o p( do terreiro. com a e/peri0ncia que adquirimos na vida.1JO CAPITULO 32 AS CRIANÇAS DA UM7ANDA ! linha de 'osme e . &rabalham nos terreiros sempre brincando e a6endo uma alga6arra enorme. #le veio. carrinhos. "e hoje. icou assistindo a chegada das crian1as. Respondeu de orma simples e objetiva.ncia. para ele. chamamos as crian1as. 1JO . teus bichinhos estão morrendo porque aqui a *gua est* ruim por causa daquele veneno eio que voc0 joga nas plantas. como se osse eito em v*rios peda1os. porque normalmente procuram ugir das ordens da hierarquia. gorros. e6 a consulta com um preto3velho. 3 &io. 3 &io. no meio do mapa. encantam a todos nos terreiros. "entada. com a aquisi1ão de v*rias propriedades menores e vi6inhas. parou na sua rente. pud(ssemos voltar 4 in . perguntou se podia a6er um desenho com a pemba. "eus jeitos graciosos.. tudo que as crian1as da terra realmente gostam.

eu me dirigia ao cong* para encerrar a gira.qu0? 2oc0 quer um dólar? Para que voc0 quer um dólar? Perguntei. perguntei se algu(m tinha um dólar para dar 4 crian1a. j* com a nota americana na mão.irigente tem que estar atento para todos os sinais. . 3 #u quero um dólar. eu quero só um dólar. acusou. quando quisesse. senão não vou embora. quando uma m(dium chamou minha aten1ão. pode incorporar. e aquele. em condi18es de dominar. com certe6a. !lgu(m disse ter uma nota de de6 dólares. austeramente. olhou para mim e pediu. 3 #st* certo. 3 Mas est* muito orte. Hunto comigo estava um pai3de3santo que veio nos visitar. . 'onvidei3a para entrar no terreiro e a6er a entrega da nota 4 entidade. # mais ningu(m. !mea1ou. batendo palmas. Reclamou a crian1a. tudo tem seu momento. dona da nota. tem c. nos undos da assist0ncia. e sob o olhar de toda a corrente. veio cumprimentar a hierarquia. 3 #sta mo1a. 3 #u achei na minha carteira uma nota de um dólar. quero um dólar. se permitia ou não. não sei se vou conseguir.1JQ largando a pemba. Recomendei 4 corrente. 3 . 3 5ão. 3 2A. Mmediatamente ela jogou3se no chão. as suas incorpora18es. a irmando estar sentindo a presen1a de um esp)rito querendo incorporar. 'ochichando e/pliquei para ele. e oi pu/ar o cabelo de uma outra crian1a que passava perto. iquei em d+vida.irigindo3me 4 assist0ncia. -utra ocasião.ncer na garganta. não era oportuno a qualquer tipo de incorpora1ão. Uma mo1a. rindo. !dverti.bom senso me e6 mudar de id(ia. . que agora não pode haver outras incorpora18es. 3 "egure a entidade. Mn ormou. sob o riso geral. 'orreu para o centro do terreiro. "ou e/igente. 1JQ . 'omo a m(dium era e/periente.

hoje est* completamente curada. e/atamente no lugar da doen1a. bateu palmas. esp)rito. a6endo muita esta com o presente ganho. mas não tenho d+vida que ela teve uma participa1ão muita grande nesta gra1a. 1JS . Por sinal. !t( hoje o pai3de3santo visitante ainda comenta o caso do dólar na linha das crian1as e a orma esperta que teve de tra6er a mo1a ao meio do terreiro para jogar sua vibra1ão em sua doen1a. o pAs de lado e iniciou uma massagem na garganta da mo1a.1JS #la sentou na rente da crian1a e e6 a entrega da nota. claro não pela crian1a.

!bsurdamente. nossos amer)ndios. #u di6ia que a quimbanda est* subordinada 4 Umbanda. que tenham desencarnado na idade da inoc0ncia. atrav(s da vid0ncia. 3 . os curumins. 3 Mas. moldada em gesso de cor vermelha. por que são cultuados dessa orma? 2oltou a insistir a esperta universit*ria. "ão maravilhosos e não são retratados com idelidade nas imagens materiais. C ela quem e/ecuta os grandes e perigosos trabalhos de magia para combater o mal. inclusive as crian1as )ndias. 3 C estranha esta or1a da imagem em gesso do e/u. misteriosa e distorcida dentro da Umbanda. Um dos alunos e6 uma pergunta.1JG TERCEIRA PARTE QUIM7ANDA CAPITULO 9 !ceitei o convite de uma turma universit*ria de teologia para a6er uma palestra sobre a Umbanda. a6endo anota18es e gravando toda conversa1ão. especi icamente a quimbanda. ( assim que ele ( cultuado. muito embora eu saiba estar a6endo parte desta massa ignorante. 3 # o e/u. Mais do que justo. algumas ainda possuindo chi res e p(s de animal. !inda não tenho opinião ormada sobre a linha do preto3velho. praticado pelos escravos ou descendentes a ricanos. con esso.. "ua imagem. segundo di6em. na linha da capoeira. $echa3se o tri. . ( uma igura demon)aca. 'omo pode saber se não são realmente assim? Mnsistiu a mo1a. esporte tamb(m brasileiro e com ritual muito semelhante ao da Umbanda. baseada em atos e personagens na (poca do descobrimento. $ico em d+vida se quando os arquitetos do espa1o criaram a Umbanda não oram buscar esta maravilhosa linha espiritual na W rica ou.ngulo da Pode 1JG . indiretamente. por mim. ( ou não ( o agente do mal? esclarecer? 3 #le ( a entidade mais pol0mica. por ser o )ndio a entidade autenticamente brasileira. #ram uns trinta alunos.que estar* escondido por tr*s dessas iguras mal eitas e de p(ssimo gosto art)stico? 5ão ser* um proposital engodo espiritual? 9uem sabe para esconder suas verdadeiras identidades? 3 2erdadeiras identidades? Mas quem são eles? . tendo nos caboclos. !s crian1as são esp)ritos de qualquer nacionalidade. na cren1a popular. se não são assim.senhor di6 7na cren1a popular7. a igura mandante. 3 #u conhe1o alguns esp)ritos de e/us. 3 ! Umbanda ( brasileira. inclusive.

trajando uma surrada roupa. "abendo serem essas as entidades que comp8em a Umbanda. ou. plano reconhecidamente mais grosseiro que a !ruanda de nossos ori/*s. 5a torre do castelo. oram seus carrascos. em vidas anteriores. % argumentei. mas ( a minha verdade. eclesi*sticos. 3 Mas. com um capu6 preto cobrindo sua cabe1a.1JE Umbanda. a irmar estar morando no cemit(rio. con orme o senhor acredita? 3 "eria estranho e de di )cil aceita1ão um pr)ncipe apresentar3se em um terreiro de Umbanda. pre iro dividi3la com os outros. tendo como ilumina1ão dois casti1ais de um só vela cada. hoje estão relegados ao limite da es era da 9uimbanda. conhecida atrav(s da vid0ncia. muito embora no castelo vivessem v*rios servi1ais. lordes. 3 Mas. <osto de alar aos outros as coisas que me acontecem. carregando um tridente. !o lado da t0nue lu6 das velas. melhor perguntando. aos inv(s de escond03la. !chei oportuno contar. não resta para a quimbanda. os nobres. com um enorme cruci i/o do mesmo cobi1ado material. Parecia viver na solidão. qual o motivo? 5ão seria mais lógico se apresentarem como oram em suas vidas anteriores. caboclos. as janelas oram echadas com pedra. ! torre não tinha paredes internas. tentando 1JE .e bra1os abertos. ter aceitado a situa1ão de servi1ais 4queles que. Pode parecer absurdo. com pesada mesa de madeira tosca. "e os europeus invadiram nosso pa)s. ! lu6 não podia entrar. espontaneamente. naquele momento. Percebia3se o desgaste causado pelo passar do tempo. escravi6aram os a ricanos e cometeram toda esp(cie de mal.melhor ( se esconder atr*s de um comportamento at)pico 4s suas nobres origens. a6eite de dend0. . outro tipo de esp)rito senão os origin*rios da #uropa. iguras letradas e culturalmente avan1ados. t)pico daqueles pertencentes ao eudo europeu. um rapa6. #m um castelo. pois ainda carregava uma grossa e rica corrente de ouro de bom quilate. provavelmente antes pertencente a um guarda3roupa ino. mas est* altando mais consist0ncia no tema. como o senhor chegou a esta conclusão? !rgumentou. .ela não abro mão e. &entei e/plicar. mal cuidado e isolado no meio de uma loresta. . aceitar aro a. vivia um homem branco e corpulento. almirantes. inteiramente de pedra. da maneira mais simples. ormando uma enorme sala. livros se espalhavam sobre a mesa. mataram nossos )ndios. pr)ncipes. e ainda receber ordens de um )ndio ou de um escravo. mostrando ser aquele homem um estudioso e que algo buscava na literatura. charuto e cacha1a como o erenda. a história de um e/u. pretos e crian1as. 3 Parece3me lógica a e/plica1ão. l* atr*s. e só pequenas restas oram eitas no alto das paredes. pode isso acontecer? 3 Pode simP C só aceitarmos a evolu1ão do esp)rito atrav(s da reencarna1ão. o di )cil tema. 3 5a minha opinião. dentro de seus resgates c*rmicos podem. emitia estranhos e inos sons.

a irmou ser europeu. . "ou e/u. entravam e saiam voando v*rios morcegos com os quais ele procurava inspira1ão e or1a para atingir sua conquista. ele disse ter sido coveiro. apresenta3se com muita eleg. . por ter ele. Parecia um homem de ino trato.ncia. oi o grande cantor brasileiro. #/u Pantera. $rancisco !lves.e certa orma. segundo a unanimidade dos terreiros a irma. desde o motivo da simpatia. . no tempo da Mnquisi1ão.#/u Hoão 'aveira contou uma vida passada. mas. aria justi1a a 1OF . e são interessantes.#/u Pantera ( uma surpresa. "ó o conhe1o incorporado nos terreiros como o querido mas temido #/u Morcego. trabalho no canto 9uando canto desmancho quebranto "ete cordas tem minha viola 2ou na gira de elenco e cartola 2iola ( o tridente 'igarro ( o charuto @ebida ( o mara o "ou "ete da Nira . 3 &enho alguma no1ão da Umbanda.1OF descobrir o segredo da levita1ão.isse que atrav(s do ogo e/ecuta seus trabalhos de caridade.#/u do $ogo contou uma história interessante. tenta resgatar os males que carrega em seu carma. e o mais elegante de todos. "e decidisse de uma orma.o #/u &ata 'aveira. oi sinali6ada alguma coisa em nosso terreiro. ! mim. *gil. não teve nenhuma d+vida em usar o nome do lindo elino. . . e de outra. agrupando3se 4 Umbanda. oi um iel conselheiro de um senhor eudal. # vale a pena ver a habilidade deste e/u manipulando o ogo. um animal esperto. bem ao contr*rio. e/istem v*rias histórias. . e grande admirador da pantera. .a) seu nome. "eu nome d* a entender ser um espirito violento. 'riada uma situa1ão no eudo de di )cil solu1ão.isse que na Mdade M(dia. 2eio ao @rasil para resgatar seu carma. Por qu0? 5ão sei.#/u S da Nira. Toje ele se considera um bru/o e atrav(s do elemento ogo. agradaria todos os senhores. por serem os nomes escolhidos. Pelas restas da torre. condenado v*rias pessoas para serem queimadas em ogueiras com a pecha de bru/os. e esta coloca1ão do e/u ( interessante. at( o local de trabalho. especi icamente 4 quimbanda e como tem uma rela1ão direta com o 'aboclo da Pantera. .errubo inimigo Ponteiro de a1o . trans igurado na i/a1ão de atingir um poder que não lhe pertencia. pelo ponto que ele mesmo ditou. para ele. oi solicitada sua opinião para decidir a questão. com charme e um bom palavreado. bravo. ! id(ia e as ra68es eram da estranha igura. #le contou sua história. "abe de mais algum caso? 'onhe1o mais algumas revela18es. -bservou outro universit*rio. "eu nome? &amb(m não sei.

.para o eg)pcio.uet. 3 5ão agrade1a o respeito e aten1ão para sua pessoa. seu medo e sua curiosidade.igin> Ravana para o hindu> os escandinavos de chamavam !6aloc:. depois de punido. Para os en)cios. a morada de -s)ris que ( o . para encerrar a palestra. pesquisar.. 5o #gito. #m cada povo uma personalidade e uma vibra1ão di erente..ncia do seu princ)pio at( nossos dias. a distor1ão da igura do e/u seria o tema pre erido dos universit*rios e por isso levei umas cópias de um te/to eito pelo !ndir de "ou6a.. 1O1 . 'omo eu imaginava. que punia para.. pelo respeito e aten1ão que tiveram para comigo. decidiu pela primeira hipótese. bateu em meu ombro e disse. quando um outro universit*rio. procurar sua origem e sua inalidade ( o direito de quem quer aprender. que em nenhum momento e/pressou. voc0 seria tamb(m a assustadora serpente. voc0 era . percebi.nio.eus da Nu6 e "erenidade> voc0 era a liga1ão entre o homem e a mente. mesmo contrariando a sua vontade.te/to ala assim. -lhando para a turma. esp)rito angustiado e vingadorP. Por causa disso. no Hardim do Cden. um dos pouco que nenhuma pergunta e6. porque sempre acontece. ter atra)do a aten1ão de todos para essa revela1ão. voc0 oi Moloc:. inquirir. #ra o momento certo. ser entregue para o .eus do amor e da cria1ão. . por(m.. os seus deuses.1O1 todos os moradores desa ortunados do lugar. com ela. Para ganhar a simpatia do lado orte. pelo sil0ncio.e !dão e #va proli erou a humanidade e. !hP meu irmão de longa caminhada. voc0 tamb(m era &i on ou !prites> a 'hina milenar te deu o nome de . cujo interior era uma ornalha ardente onde os seus seguidores depositavam suas o erendas> para a P(rsia de Doroastro. e me preparava para sair. 5esta caminhada lenta da humanidade ganhastes muitas ormas e ostes bati6ados com in+meros nomes. onde retrata muito bem a olclórica igura dos e/us. eras uma serpente que introdu6iu o primeiro pecado no seio da humanidade> eras o agente mas não o mal. !gradeci a todos. uma guardião que castigava. pois o livre arb)trio nos d* o direito de optar. que est* resgatando nos terreiros da Umbanda. Para MoUs(s voc0 oi a bengala que apoiava o corpo nas at)dicas andan1as mas. atendias pelo nome de !rim. se necess*rio. Y$alar de e/u não ( uma *cil tare a. esp)rito tenebroso. ganhou um carma enorme. T* uma nuvem cobrindo a dist. oi ao tema..

eus..1O= Para o nosso )ndio brasileiro.. 'omo monstro. prova eloq?ente do direito de optar> respeito sagrado ao livre arb)trio do homem. Pelo pincel do pintor ou o ormão do escultor. Hurupari ( o mau esp)rito que tra6 pesadelo> 'uruganga o icia como assombra1ão.. como um homem.diabo ( um rival de . não ( a causa nem e eito> ( sim um elemento. padre era s*bio. "er* isso ou não?. uma or1a. $or1am3nos a pensar que voc0 ( o e/ecutor por(m.. não era mais que uma energia.hebreu te deu novas ormas e. um "atan*s. N+ci er. h* sim.eus. ! tua imagem hoje. que serve de acordo com a vontade do pedinte ou a licen1a do patrão. diabo. 1O= .. .ivinasP. no monte e levou Hudas 4 trai1ão. demAnio. o doutor. voc0 com m+ltiplas un18es e personalidades.. &entou 'aim e promoveu o assassinato de !bel> tentou Hesus. 5ão h* um concorrente das Neis . um anjo rebelde. te i6eram um monstro. voc0 de endia com maior e ic*cia os interesses econAmicos de seu criador. #le a irmou que e/u era o diabo e assim se propagou. na pia batismal. "abemos que o )ndio e o negro não conheciam um rival de . programando o subconsciente da pobre humanidade... um diabo. 'air( ( um antasma que aparece na lua cheia para punir os maus> 'atiti ( outro. uma grotesca obra. voc0 atendia por v*rios nomes e v*rias atua18es.. a e/teriori6a1ão de consci0ncias mal orjadas. uma vibra1ão. voc0 era visto e sincreti6ado como Para o mau artista. "atan*s e als*rio que tentou #va e perdeu !dão. recebestes os nomes.. nada mais ( que o re le/o. assim icou. . com longos cornos e p(s caprinos. e icaria assim se ao lado da religião não e/istisse a história. !t( 1EGJ anos atr*s. ( uma a ronta ao próprio 'riadorP !hP meu amigo. na metamor ose dos interesses de uma religião que amedronta e não esclarece. "ão dois mil anos que o padre vem te projetando. Hesus não cedeu 4 sua tenta1ão.. 'ausa3nos revolta v03lo assim des iguradoP ! in . o mentor en im. guerreiro. 5ós só conhec)amos o catolicismo como religião dominante.... só vis)vel na lua nova e atrapalha a pesca.mia e o mau gosto do artista que te e6 um agregado de homem e animal. !t( então.

. #/u3@ara.eus não e/iste rival. 5a magia do negro. #/u3!d(. o intermedi*rio... um encarregado. ( um mensageiro. das pedras. "enhores. um guardião.. dando3lhes pequenas o erendas.bugre conhecia o 'aissor(. N* no alto est* a #nergia 'ósmica. tão mesquinho que se venda por alguns bicos de vela? "er* isso um rival de . indecente. do terreiro. estão a servi1o de seres superiores..... Memanj*. -/al*.eus?.eva. o policial. #/u3Mbanan. .ivino 'riadorP 5ão podemos aceitar essa assimila1ãoP 1OB . !nhang*. servindo de intermedi*rio entre o -ri/* e o homem. -gum. sab03lo3ia o bugre dispondo de uma mitologia in erior?. do chão. #/u da Rua. 'uruganga.1OB uma corte de seres in eriores que. #/u3&ameta. não ( #X`P !quilo ( uma concep1ão prim*ria... por(m. um disparate. alsa. #ste pretenso rei ser* tão porco.. um "atan*s?. que atua em harmonia com seu gerente ou seja. aquele grupo de demAnios avermelhados. o . mórbida. do escuro. guampudos. o mo1o de recado que vive na rua. . por isso mesmo. #N# ( a 'ria1ão. 9uem amea1aria o diabo?. que dão maus sonhos e que estorvam a pesca e a ca1a. 5ão tinham uma no1ão semelhante. Um diabo... velhaca. criou tamb(m. #/u ( um . um -ri/* que rege o plano 'ósmico mas. da encru6ilhada. puramente a ricano. a minha disserta1ão talve6 não seja erudita. #ntendemos que o diabo nos ludibriouP. o -ri/*. entidades que se tornam pesadelos. 'urupira. -/óssi e outros> no plano intermedi*rio..eva.. este. aos quais obedecem e servem sem contestar. #/u3Mb0.. #/u3<elu. . o guarda. C uma agressão 4 nossa intelig0ncia> uma in . o Princ)pio e o $imP Para cada elemento #N# criou uma or1a dominante. o #XU. o -ri/* Menor. tão inteligente. rid)culaP. uma o ensa ao . orientando. dos montes. pregada e propagada aos quatro cantos do mundo pelos padres e seus disc)pulos.negro não servia a interesses inanceiros> perante . #/u3-d(. olhos saltados... #/u3Mtat*.negro não sabia que era o diabo. com p(s caprinos e barbas em pontas. o homem pode amans*3los. #/u3@aru. contudo. um -ri/*.bugre e o negro não conheciam esta igura hebraica...mia.. dentre agressivos. ( honesta e eu a irmo. das estradas longas.

não ( o @ar* do negro. !qui dou meus aplausos 4queles escritores que tiveram a honrade6 de procurar um novo sincretismo. não ( nada dissoP. não ( o 'aissor( do bugre.1OJ #ste demAnio hebreu não ( o Plutão do grego. não o .eus. tentando introdu6ir uma imagem condi6ente com o altru)stico trabalho desses incans*veis irmãos #X`". #ste demAnio besti icado não a6 parte deste PanteonP Por .. 1OJ . só pode ser ruto do interesse econAmico de escritores mal in ormados.igin do chin0s. não ( o !rimam do babilAnio.. não ( o Ravana do hindu. não ( o &i on do eg)pcio. sem dec0ncia ou respeito pelo belo.

como pode ajudar? 3 2oc0s perguntam muito e pouco sabem. carregando entre os dedos uma cigarrilha. sem esperar resposta. 3 5a rua vive o homem sem lar> na rua vive o b0bado> a rua ( o escritório do ladrão> na rua e/iste a droga e o v)cio> na rua est* o desamparado> na rua vive a meretri6> na rua anda o desesperado> a rua ( habitada por todo tipo de marginal. e. 3 Meu ilho. disse. 5ão ( o que vejo e. pensando em lhe a6er esta pergunta.mpada. o problema não ( meu. 2oltou 4 carga o insolente. proibido de vir na Umbanda. Respondeu o homem. que a lu6 das velas do cong* lhe a6 mal e por isso. !cho um nome estranho. e logo poder* voar e a todos encantar. em outros terreiros. #u tranco toda essa in elicidade. 5ão posso concordar com isso. todo espalha atoso. o senhor não ( assim. $inali6ou. a6 quinhentos anos que desencarnei e ainda venho nos terreiros ag?entar voc0s para ganhar minha evolu1ão espiritual. 2oc0 acha que sou burro? 3 Mas di6em que. . #sclareceu e. o que eles a6em. -lhe aquela l. a quimbanda hoje ( seu casulo. Parou na rente de um homem. com seu cambone ao lado. iluminando este lugar e a todos nós. . C o encontro per eito do negativo e do positivo. 3 ! linda borboleta j* oi antes da clausura. muito menos. demonstrando assombro.Pai Maneco. ela se apaga. !lgu(m perguntou ao #/u &ranca Ruas se ele tamb(m a6 o mal. neste momento. di6em ainda. 3 Por que di6em negativo e positivo? "e a quimbanda ( negativa. uma eia lagarta. mal3humorado. estava andando no terreiro. e perguntou. a6 do e/u uma entidade violenta. o altar sagrado deve ser apagado e echado. 1OO . quando questionado com pergunta semelhante. "e voc0 tirar o negativo. 3 "abe por que o meu nome ( &ranca Ruas? 3 #stava.lado olclórico da Umbanda. encerrando a questão. continuou patrulhando o terreiro.1OO CAPITULO 2 O NOME TRANCA RUAS . 3 "e usam meu nome e o aceitam. 'ompletou. e/u j* oi lagarta.#/u &ranca Ruas das !lmas. praticando tanto o bem como mal.

nem levar lores para nenhum morto. com a ponta do dedo m(dio bater no chão tr0s ve6es e pedir licen1a para o #/u 'aveira> dar tr0s passos. parando em v*rias sepulturas. 3 &enho que pu/ar tua mulher para c*. ui surpreendido com um pedido da Redda. me a6er um pedido desses. #sses são os sinais que devem ser observados. #la oi. at( que. #la. diante de estar de inhando a olhos vistos. indo apressadamente para casa. continuou andando. .e ato.escemos. dei/ados por outros amiliares. quando adverti. . dispensar toda aten1ão 4 sua jovem am)lia. 3 #stou com vontade de ir visitar o cemit(rio. pacientemente. #nsinei. rumando ao santu*rio dos mortos.histórico de nunca ter demonstrado desejo de ir visitar o cemit(rio. #stava mal. por ter entendido ter sido seu pedido mais uma inspira1ão do que uma vontade. 3 $a1a isso voc0. !tendi seu pedido. uma amiliar nossa. sem se importar com que ensinei. num dia comum da semana. por nós dois. sabendo que o trabalho pro issional nos aguardava. . e retrucou. preocupando a todos. não me e6 hesitar. # isso nos preocupava. 3 2oc0. al(m de não poder. depositou o ramalhete de lores e come1ou a ajeitar os demais en eites. para variar.1OQ CAPÍTULO 3 UM CASO QUE N1O < PARA EDU 5o automóvel. só para alar com voc0. toda amorosa. no ja6igo da am)lia dela. cumprimentar seu -mulum> mais tr0s passos. e era uma pessoa e/tremamente apegada 4s suas coisas. na entrada. pelo inesperado surgimento de incomoda depressão. reclamando. em hor*rio de almo1o. 1OQ . ( o esp)rito da mulher que morreu na cama que ela dorme. estava passando momentos di )ceis. dei meia volta. igual borboleta nas lores. sem ter tido sucesso na medicina tradicional. sem nenhuma surpresa pela rea1ão. $oi quando me lembrei que sua cama pertencia 4 uma das tias que estava enterrada no t+mulo que a Redda estava cuidando. Is ve6es a1o coisas estranhas. a6er a sauda1ão ao #/u &ranca Ruas das !lmas e a todo povo do cemit(rio. pela doen1a. % e/pressou. $oi quando senti a presen1a orte do #/u &ranca Ruas das !lmas. deve. ela comprou umas lores e est*vamos entrando pelo portão principal. !quela pessoa doente est* com um encosto.

um amiliar apenas desorientado. em orma de cobran1a. cheias de moral. inteligente e cuidadosa. #sp)rito que a6 isso. talve6 a dos pretos. 1OS . C trabalho para uma linha mais suave.1OS 3 # por que o senhor não a tirou de l*? Resmunguei. pode a6er o mal? 5ão acreditoP # ele tem outras histórias. não deve jamais ser levado por e/u. de orma delicada. 3 "eu burroP #sse tipo de esp)rito.

inclusive o #/u &ranca Ruas das !lmas.e/u chamou um capitão do terreiro. estavam dando suas consultas.#/u &iriri. para eu poder alugar por um pre1o melhor? . 3 Posso sim. 3 . . "entenciou. icou olhando i/amente para a mulher. #la pediu. 3 . e não hesitou. uma pomba3gira est* com um problema numa consulta.#/u &iriri.1OG CAPITULO 4 CONSULTAS DOS EDUS ! gira estava se desenvolvendo num clima tranq?ilo. 3 #/u. oi ao lugar indicado. 5ão são maravilhosos? 1OG . quando ele oi interrompido por um capitão3de3terreiro. e perguntou. incorporado em um m(dium. 3 #/u &ranca Ruas. &anto os e/us. #le levantou3se. uma entidade de elevada hierarquia no plano espiritual. 3 Ponham essa mulher para apontando a porta da sa)da. "er* que o senhor pode tirar de l* aquela am)lia. <ritou. . . Mas antes tenho que achar uma casa melhor e mais barata para a am)lia que est* morando em tua casa.epois disso. uma mulher j* madura.e/u olhando para a consulente. tendo um caso amoroso com ele. ora do meu terreiro. #st* solicitando sua presen1a. Mas achei melhor pedir tua presen1a. perguntou. e sei que voc0 tamb(m não. esta mulher est* me a6endo um pedido que não gosto. estava atendendo uma pessoa.que voc0 quer? 3 C que estou apai/onada por um homem casado. eu tenho uma casa alugada por pre1o muito barato. como as pombas3giras. 9uero que voc0s a1am ele largar a esposa para icar só comigo.que est* acontecendo? 3 &ranca. ela vai icar livre. . "ão pequenas amostras das consultas dos e/us.

durante a madrugada. mas icaremos aqui at( o sol nascer. -utros e/us e muitas pombas3gira. H* não tinha mais idade para isso. nossa entidade comum. Meia hora depois. brancas e pretas. havia sido v)tima de um trabalho de magia mal intencionado. ir)amos ver o sol nascer de qualquer jeito . 5unca reclamei por e/cesso de trabalho. #sperar o sol nascer dentro do terreiro era bem melhor que ir no cemit(rio. mas vou icar incorporado at( o sol nascer. 'hamei a aten1ão da corrente. 3 Meu ilho. charutos e mais alguns elementos. Meia hora depois do aviso da decisão do e/u. #m uma gira eu incorporava. com quem eu divida as incorpora18es do #/u &ranca Ruas das !lmas. e ingia não nos ver. eu estava comandando e ele estava incorporado com o e/u. $iquei eli6 com a not)cia. trabalhavam em cima do trabalho. jamais ia di6er isso para o e/u. chegou perto e. iluminavam o terreiro. mas ir para a calunga me cansava. principalmente o espiritual. pelo que se via. mais uma ve6. # oi nisso que estava pensando. !s velas vermelhas. e na outra ele. talve6 at( gostasse. &odos de branco.#/u &ranca Ruas avisou que ele não vai mais ao cemit(rio. por respeito. o poderoso e/u me chamou. com certe6a. itas. 3 !ten1ão.guardião icou nosso amigo. !queles que amanhã precisarem trabalhar cedo estão dispensados. ! certa altura. a6endo um trabalho no meio do terreiro.e/u &ranca Ruas das !lmas avisou que hoje um grupo nosso dever* a6er a entrega do trabalho dentro do cemit(rio. ! gira continuou orte e em alguns momentos e/igindo muita aten1ão minha para que não se desorgani6asse. avisou. alguidar com aro a e a6eite de dend0. 3 .1OE CAPITULO 0 ESPÍRITO N1O 7RINCA Meu pai3de3santo Nui6 <olini trabalhava comigo no terreiro. mas. . Pedi sua autori6a1ão para comunicar 4 corrente a sua decisão de ir ao cemit(rio. ele chegou perto de mim e alou. a correnteP . "e não osse a hora avan1ada que terminava. 1OE . #le era grande. para minha elicidade. acend)amos velas nas sepulturas e a6)amos entregas. #m uma dessas giras. o e/u. #m (pocas anteriores. #ra para ajudar uma pessoa que estava passando muito mal e. . mais uma ve6. quando era necess*rio. segundo in orma18es. hoje quero ir para a calunga. Preveni. 3 5ão vou mais ao cemit(rio. acesas no ponto riscado. pois. )amos em um cemit(rio perto do terreiro. mara o.

se bem que nunca tinha visto esse a6er isso. 5ós ( que não alcan1amos. não havendo mais ra6ão da sua presen1a no terreiro.1QF 3 2ou subir. o #/u &ranca Ruas das !lmas teria que esperar a vinda da poderosa alange. Um pai3de3santo amigo meu estava participando da gira. "eria uma grande surpresa se tudo tivesse sido apenas uma brincadeira. nem que osse at( o sol nascer. o amoso e/u disse. a entrega deveria ser eita no cemit(rio.povo do cemit(rio veio buscar o trabalho aqui no terreiro. #les vieram antes. nem da continuidade da gira. Pensei que o e/u estivesse nos testando. podendo ser ela encerrada. a intelig0ncia das entidades. 1QF . com certe6a o #/u &ranca Ruas oi comunicado que eles viriam busc*3la no próprio terreiro. Msso di icilmente acontece. ! e/plica1ão do #/u <ira Mundo deu sentido a tudo. 4s ve6es. 5esse caso. Pode parecer. depois voc0 pode encerrar o trabalho e pode descarregar o ponto. "e eles vinham no terreiro. ou brincando. não precisando ser no cemit(rio. 5o instante que ui comunicado ter que ir ao cemit(rio. o terreiro de voc0s est* de parab(nsP . aceitaram e assumiram o trabalho. 3 Meu ilho. 'om o charuto em uma mão e o copo de bebida na outra. mas no undo sempre e/iste uma ra6ão. incorporado com o #/u <ira Mundo. que o esp)rito est* brincando. local da vibra1ão dessa alange espiritual. o ponto era para chamar o povo do cemit(rio para assumir o trabalho. 4s ve6es.

5o meio dela. 9uei/ou3se. . deu3lhe as costas e. &alve6 por isso sua dor na coluna se agravava. al(m de incorporar os esp)ritos. o pai3de3santo que me preparou dentro da lei da Umbanda para e/ercer esse honroso grau dentro da nossa religião. bem apessoado. levantou3se e saudou a todos os presentes. entendido da linguagem esot(rica e dos segredos da magia. um m(dium de nossa corrente que pesava cento e quarenta quilos e. alante e inteligente. 3 &emos o pra6er de hoje ter entre nós um grande espiritualista. Tomem alto. ele ( uma pessoa bastante inteligente e agrad*vel. a ponto de arrancar aplausos da corrente. indiquei a todos. 'omo sou daqueles que pre ere correr o risco de perder um amigo em troca de uma boa piada. Parando 4 sua rente diante de toda a corrente e das prov*veis tre6entas pessoas da assist0ncia.$onsecaP #le não tinha jeito. mesmo dono desse corpan6il. 3 . quis dei/*3lo constrangido. 'hamei a entidade che e o poderoso #/u &ranca Ruas das !lmas. com os bra1os cru6ados e uma cigarrilha entre os dedos. daqueles que a6 uma pergunta levantando meia sobrancelha moldurando um olhar irme e penetrante. icava por mais de quatro horas dan1ando e cantando. o saudei. ser* que o senhor poderia dar um jeito em minha coluna? #la dói muito. 3 #/u &ranca Ruas. entrela1ando os magros bra1os com o gordo 1Q1 .1Q1 CAPÍTULO 2 O FONSECA 'omo sempre a1o.ncia e a boba satis a1ão. !o inv(s de demonstrar constrangimento. !pesar disso. cabeludo e vasto bigode. passo os olhos pela assist0ncia para ver se est* tudo em ordem. destacava3se o corpan6il do $onseca. !proveitando3se de um momento que o #/u &ranca Ruas das !lmas levantou de seu toco apro/imou3se dele o Hos( Maria. !pontando para sua saliente igura. Pu/ou3o para perto de si. soltou um largo sorriso.everia pesar naquela (poca uns sessenta quilos. dei/ando um sorriso maroto de canto da boca como se osse o deleite do guerreiro vitorioso.Nui6 ( um homem magro. 'om os olhos i/os no Hos( Maria. uma engira de quimbanda. . que incorporou no Pai Nui6 de -gum. como li1ão 4 sua petul. 2oltei3me para o cong* decepcionado com a minha racassada tentativa e dei in)cio aos trabalhos da noite. antes de dar a abertura na gira. icou por uns instantes olhando3o i/amente dei/ando sem jeito o m(dium.

C teoricamente imposs)vel o que v)amos no terreiro. #m todo caso eu. o $onseca icava só olhando assustado para a vela grudada na parede. #n im. o senhor vai queimar o terreiro. alou. ele ser* esmagado. com a mesma entidade. encostando3a acesa na parede. ontem 4 noite. e saiu com ele andando pelo terreiro. não dei muita import. me d0 uma vela. . mas iquei eli6 porque passou a dor da coluna do Hos( Maria. a vela não caiu e o ogo nem chamuscou a parede. 3 Msso quer di6er que voc0 gostou da gira. levantou3o. . j* acostumado com esses enAmenos. #u tamb(m não tirava os olhos da chama da vela para ver se não queimava a madeira. 3 Meu Pai.ncia ao ato. # ele queria trocar id(ias sobre a gira e o que viu. 3 Meu ilho. ele acendeu3a e. #u imagino que se o Pai Nui6 icar na mesma posi1ão. procurei ver se o $onseca estava assistindo a cena. 5aquela noite não incorporei nenhum esp)rito só para.e orma mansa e delicada para não contrariar o #/u. vi coisas incr)veis. Pedimos licen1a e sa)mos. inclinou3se. o ort)ssimo #/u &ranca Ruas das !lmas. de minuto a minuto. com uma simples pressão ter grudado na parede. 'urioso. cuidar da vela. . e algum guindaste depositar sobre suas costas um peso igual ao do Hos( Maria. que vem só para buscar um a/( do senhor. 1Q= . Mas iquei preocupado.1Q= Hos( Maria. não me impressionou. alei.Pai Nui6 e eu trabalh*vamos % e ainda trabalhamos.ato da vela. como j* alei. costas com costas. &omando a iniciativa da conversa. a inal a parede era de madeira. 3 Realmente. quando incorporado em mim ou nele. 5o dia seguinte o $onseca oi me visitar. Pediu o #/u. Pela orma1ão da terceira energia essa entidade modi ica3se sem perder sua ess0ncia. #m mim ele torna3se mais cerimonioso e com o Pai Nui6 mais e/ibido. #le estava. 3 Meu Pai. este ( um amigo meu. dei/ou3a como se estivesse pregada. #ntreguei3lhe uma vela branca. 3 2oc0 acha que vou a6er isso? #nquanto ele alava. o que eu j* esperava. 'onvidei3o para ir conversar com o #/u &ranca Ruas das !lmas.

incorporado comigo. e entendeu que ele tinha pedido uma pemba.e/u pegou a pemba. $ugindo do seu estilo. ! grande magia voc0 não reparou. recriminando sua alta de observa1ão. despedindo3se.$onseca estava di erente. 3 !cenda. !penas não sei. 3 'omo ( poss)vel um m(dium ran6ino como o Pai Nui6 pAr nas costas um homem daquele peso e ainda sair andando um bom tempo pelo terreiro? C por essas coisas que a Umbanda ( considerada cheia de magia? 3 #le deve ter usado a energia dos m(diuns para dei/ar seu cavalo mais orte. a6endo3me de desentendido. e tinha ganho de um consulente uma cigarrilha. &entou e/plicar. para esconder seu assombro. entregou3lhe a cigarrilha e ordenou. 'ontei algumas passagens do #/u &ranca Ruas das !lmas.#/u estava incorporado em mim. 3 <ostei da Umbanda. . $oi quando ele estava no meio do terreiro manipulando os elementos da terra para criar um campo de or1a para eliminar uma energia negativa que estava prejudicando aquela am)lia sentada na sua rente.cambono naquele momento estava distra)do. $alei categoricamente. 'uidadosamente entregou a ele uma pemba vermelha. 3 . tamb(m a6 essas coisas? 3 9ue coisas? $alei. encostou na ponta da cigarrilha apagada e devolveu3a para o cambono depois de ter acendido a cigarrilha no colorido peda1o de gi6 e j* estar dando boas ba oradas.1QB 3 <ostei. 1QB . #le chamando seu cambono. 5os trabalhos de e eitos )sicos. ! irmou o $onseca. principalmente uma que achei muita gra1a. ou dei/ar o Hos( Maria mais leve. . 3 !queles atos di erentes. 2oc0 sabe como ele e6 para grudar a vela na parede e acender uma cigarrilha com uma pemba? 3 5ão sei qual oi o processo e nem tenho necessidade de sab03lo. !s entidades não costumam brincar e o ato dele ter criado essa situa1ão deve ser por alguma ra6ão que oge ao nosso entendimento. não discutia e muito menos tentava impor os seus conhecimentos. 2ou voltar outras ve6es. . #/pliquei. a levita1ão unciona assim. #sclareci. .ei/o essa parte por conta deles. # o #/u quando incorpora em voc0. 5ão vejo isso como magia. 3 &em lógica.

mas quando os alisava. al(m mil e tantas outras tare as de sua responsabilidade. a sua te6 morena e os seus cabelos eram longos e ca)dos sobre os ombros. ele est* ao teu lado. e ele não me entende. Nembrei que iquei ór ão. dava para ver dois brincos prateados. 'omo os ilhos são injustos. "eu nome era Nucas. 5a sua opinião o seu pai era o culpado pela sua vida desastrada. eu j* tinha dois ilhos e mantinha a am)lia 4 custa de meu trabalho. Nucas. #ra corpulento. "ua e/pressão irradiava ódio. C ele quem educa o ilho. mas se isso acontecer não vai me a6er nenhuma alta. !s orelhas estavam cobertas pelos cabelos. Protestou. com uma enorme boca e dentes corretos. Reclamava dei/ando transbordar revolta. @om ou ruim. "omos di erentes. 5ari6 bem eito. mantendo sempre as sobrancelhas cerradas. Perguntei. Menino ele não era mais. !o pai cabe todas as tare as di )ceis. 3 9uem paga os teus estudos? 1QJ . 3 2oc0 trabalha? 5ão. e at( hoje amargo não ter tido um. 'ontinuei paciente. o mesmo do apóstolo. #stava procurando argumentos para sensibili6*3lo. Uma camiseta justa e sem mangas dei/avam 4 mostra seus bra1os ortes onde se via uma enorme tatuagem de um dragão. só estudo. 3 9uantos anos voc0 tem? 3 2inte e tr0s. #le estava destoando da minha ina poltrona cl*ssica. !proveite essa ben1ão. . 'om essa idade. Usava uma cal1a jeans e uma bota marrom. Respondeu secamente. #u observava o jovem. o protege e prov(m. com on6e anos. 3 2oc0 não pode imaginar o que ( ser criado sem um pai. 3 5ão quero que ele morra.meu morreu quando era crian1a.1QJ CAPÍTULO 4 MONTE DOS DROGADOS #m minha casa ouvia pacientemente um jovem e/travasar todos os seus recalques. 3 5ão gosto dele.

moro com meus pais. #ngatei outra pergunta. era um p(ssimo estudante e jogava ora o dinheiro dele . !gi dessa orma. 3 2oc0 mora so6inho? 3 5ão.uas ve6es. 3 2oc0 j* repetiu ano da escola? .1QO 3 Meu pai. 1QO .. # uma das tare as do dirigente espiritual ( ajudar os outros sem julgamentos. -rientei bem como ele deveria alar com a entidade. 2oc0s são gera18es di erentes. cada um vivendo o seu mundo. eu tenho um problema. 5ão gostava do pai. mas ao mesmo tempo não o aceita como ele (.. 'omo posso ajudar voc0? 3 #u acho que meu pai est* perturbado. não sei o que voc0 quer de mim.Nucas icou calado e por alguns momentos pensativo. Minhas palavras surtirem e eito. 3 5a verdade. 5ão sei at( que ponto entendo os jovens. . por isso estou aqui. &em momentos que corremos o risco de sermos injustos. e o respeito m+tuo deveria prevalecer. #stou pedindo para voc0 alar com os esp)ritos para ver se eles podem resolver esse problema. # ainda reclamava? .o que? #le era um n(scio desajustado e ingrato. 'omo ele (? Perguntei para descontrair. mas eu j* estava do lado do injusti1ado pai. $alei delicada e paternalmente. Mas por que voc0 pergunta? 5ão dei oportunidade para ele re letir. 3 #u não conhe1o teu pai. "empre gostei de conversar com os jovens mostrando a m*/ima sinceridade. vivia da mesada. comia e dormia na casa dele. !jeitei para ele uma consulta com o #/u &ranca Ruas das !lmas. 2oc0 quer que teu pai te aceite do jeito que voc0 se veste e pensa. 3 #u espero que XangA te a1a mais justo. 3 #/u. não gosta de musica e briga comigo sempre que pode.Nucas me con undiu. H* sentado diante do poderoso e/u ele come1ou a e/plicar. . Re reei esse sentimento por ter sido procurado pelo Nucas como pai3de3santo. o que me dei/ou satis eito. Respondeu com a revolta inicial. 3 &oma o ca ( da manha de gravata. "e ( ajuda espiritual que voc0 est* buscando preciso que voc0 v* no terreiro alar com a entidade.

1QQ . . "em nada di6er.esp)rito interrompeu. mesmo eu.lugar ( escuro e. #/plicou pacientemente o e/u. . obedecendo um processo natural. provocam les8es cerebrais que se espalham pelo perisp)rito. pois quando se concentram elas aumentam a lesão cerebral. 3 'onte3me as besteiras que voc0 e6. #m prantos concordava com todas as revela18es do e/u. come1ando hoje. !lgumas entidades incorporadas em seus m(diuns trabalhavam com o Nucas. não gosto de ir l*. e/plicava aos cambones o que era o monte dos drogados. $alou no seu estilo. amontoados em um tipo de vala. das bebidas. e muitos deles icam inertes.Nucas j* estava sentado diante de v*rias velas. . -uviu uma amea1a assustadora. no c(rebro da pessoa. ou seja.Nucas icou sensibili6ado. "ua marcante presen1a a6 dos consulentes presas *ceis. $alar com o #/u &ranca Ruas das !lmas não ( *cil.1QQ . . @albuciou o Nucas. $oi descoberto. icou ouvindo o e/u alar. criando larvas circulantes dentro da aura do viciado. . 3 "e não interromper esse vicio imediatamente quando voc0 desencarnar poder* ser atra)do para o monte dos drogados. todas essas m*culas retornam ao lugar de onde sa)ram.Nucas arregalou os olhos. 3 ! droga e o *lcool. voc0s imaginam que o esp)rito do desencarnado permanece igual ao estado que mantinha quando ainda encarnado. #ssa porcaria da tua cabe1a j* esta quase destru)da. 3 2* para o meio do terreiro que vou a6er uma s(rie de trabalhos. -bedecendo o princ)pio que não e/iste retrocesso espiritual. Puro engano. 3 2oc0 pode enganar os teus pais. imã e io de cobre.e/u determinou. a6endo o esp)rito perder seu livre arb)trio. enquanto o e/u &ranca Ruas das !lmas. sentado em seu toco. do ponto riscado e de outros elementos como ponteiro. 9uando desencarnam. "eu estado geral e/igia socorro. 2oc0 ( um idiota que uma maconha. meu cavalo e teus amigos. come cogumelo eito um animal e se droga com req?0ncia. 2oc0 não gosta do teu pai porque ele sabe disso e não te d* dinheiro para voc0 se corromper. mas a mim não. !pesar da assist0ncia e cuidados dos esp)ritos obreiros preparados para atenderem esse tipo de doen1a podem icar animali6ados durante um estagio que na medi1ão do tempo da terra pode durar centenas de anos. 3 5ão entendi.

o seu sustent*culo. tudo isso.epois de encerrado o trabalho eu relatava 4s pessoas que ouviram a e/plica1ão do e/u sobre as vis8es que eu como m(dium gravei sobre o que o e/u chamou de o monte dos drogados. quer provendo suas necessidades. como oi outrora. era parecido com isso com algumas di eren1as.Nucas melhorou. "ua incapacidade mental o obrigou a abandonar os estudos. quer dando % como todo pai a6. mas não sarou. 1QS . principalmente porque ele ( hoje. 9uem pode ensin*3los? -ra. -s corpos estavam de ormados.1QS . # tudo isso com terno. 9uando tenho oportunidade aconselho os jovens. . -s corpos eram jogados em valas. ormando um quadro inesquec)vel da maldade humana. .relacionamento com seu pai oi normali6ado. seus pais. . enquanto o e/u alava. ! depend0ncia das drogas oi mais orte que sua vontade. alem com o melhor amigo de voc0s. gravata e trabalho. o seu amor. 3 Procurem saber o que ( e porque e/iste no espa1o o monte dos drogados. e sua idiotice o tornou incapa6 para o trabalho. 3 2oc0s devem ter a lembran1a daquelas otogra ias divulgadas após a guerra dos campo de concentra1ão dos na6istas. amontoando3se uns sobre os outros. esquel(ticos e se moviam como vermes "uas mãos estavam sempre buscando algo como se osse um socorro para sair daquele dantesco in erno e.que eu vi. Toje se droga para suavi6ar a necessidade. sob uma t0nue lu6 avermelhada.

porque não sei. no caso um alangeiro do #/u &ranca Ruas. &alve6 por isso. 3 $ernando. que não conto. rindo. para ele olhar melhor. buscando ansiosamente a ess0ncia de todas as religi8es. parecendo impressionado. cuidada pelo e/u guardião. onde est* incada a seguran1a eita pelo #/u &ranca Ruas das !lmas. #m cima de um toco de madeira. 3 !qui ica a seguran1a e/terna do terreiro.eus e para ele todas as religi8es são boas. ( uma pessoa muito interessante. !pontando para o chão. digo. 2oltamos para a casinha que despertou tanta curiosidade. Pai3de3santo quando a irma não poder revelar alguma coisa ( porque não sabe responder. 3 'laro.. . &ranq?ili6ei o simp*tico amigo. apenas. Procurou3me. entramos no terreiro. che e da quimbanda em nosso terreiro. 3 ! primeira pergunta vai ser sobre aquela casinha pequena. 3 5ão tenho segredos. 'r0 em . a da Pomba3gira Maria Padilha. tamb(m chamada tronqueira. !bri a porta. de conhecer o terreiro. mostrando o que tinha dentro. analisando inteligentemente todas elas. observei. #le icou observando e acho que sentiu alguma coisa. # sa) de lado. # o que ( essa seguran1a? 1QG . curioso e muito interessado em conhecer a Umbanda. l* na entrada. 5o dia e hora combinada. terei imenso pra6er em mostrar tudo. "e eu não souber. 3 Pode icar certo que respeitarei teus segredos. mas a nenhuma ( iliado ou adepto. pedindo. estava a imagem do #/u &ranca Ruas e ao seu lado. 9ueria ter a liberdade para pedir e/plica18es. esbanjando cultura religiosa.1QG QUARTA PARTE CAPITULO 9 O TERREIRO . gostaria muito.isse. mas não no dia de gira. 3 #mbai/o desta laje tem um buraco. #/pliquei.Kaldomiro ( um espiritualista. porque icou muito calado.. se voc0 permitir.

'omo e/pliquei l* na &ronqueira. eito por ele. espadas. como ponteiro. C um campo de or1a e ainda. uma vermelha. #le curioso. ajoelhado. e saudei. !o contr*rio do que muitos pensam. . Pode ser que algumas delas. mas hoje são esp)ritos evolu)dos. 3 C verdade que as pombas3gira são os esp)ritos das prostitutas? 3 ! pomba3gira ( o e/u eminino. C um ori/* trabalhador. iquem embrabecidas. 3 # por que ele? 5ão podia ser outro?. uma vermelhas e outra preta. 1QE . 3 Por quer voc0 a6 o cumprimento nessa estrela? 3 C a seguran1a do terreiro. ganhar sua evolu1ão espiritual. 3 "alve todos os -ri/*s da Umbanda. acendo para o e/u uma vela branca. Parecendo satis eito. desespero e consertos amiliares. que ornamentam as paredes. olhava os atabaques. buscando sua evolu1ão. sal. &odo e/u tem a sua pomba3gira. e para a pomba3gira. arcos e lechas. os quadros representando as entidades.1QE 3 #le pAs v*rios elementos.irigi3me ao meio do terreiro e. curvando3me e batendo tr0s palmas. erro. carvão. 3 #las e/ploram esse lado do olclore. "ua or1a ( indiscut)vel. ervas. #las são au/iliares diretas dos e/us. entramos no terreiro. 3 # as velas acesas. que elas são entidades maravilhosas e doces. como o e/u. os e/us mandam elas trabalharem. em vida. a6endo seus cavalos usarem roupas e/travagantes. ela não ( prostituta. algumas at( com longas piteiras e não dispensam os per umes e lores. suavemente. o -ri/* che e espiritual da casa. embora. 4s ve6es. 3 -nde elas se encai/am com os e/us? 3. bebidas e algumas coisas mais. se pintando com e/agero. tenham sido mundanas. ! prova da submissão das pombas3giras aos e/us ( que elas não riscam ponto para trabalho. $ique certo. @ombardeou. ajudando os homens nos terreiros para. machadinhas. al(m de encher os copos de suas respectivas bebidas. aqui estão enterradas as armas do 'aboclo !:uan. um ponto riscado. ! irmou. 9uem risca o ponto para a pomba3gira ( o e/u. #m casos de amor. claro. cobre e mais uma por1ão de metais. bati o dedo tr0s ve6es onde tem uma estrela em granito. $icam sempre a)? 3 &oda semana. $umam cigarros so isticados. 3 !ssisti uma gira de quimbanda e elas me pareceram escandalosas.

são di erentes? 'onte3me. na sua inoc0ncia. quem mandava no 'aboclo Rompe Mato. 3 #/iste um ritual para isso. 5ão devia ter alado. "entou3se 4 rente do 'aboclo !:uan e e/plicou. -gum. 2oltei ao meu interlocutor.espertei sua curiosidade. Pode tamb(m ser eito com uma cebola cortada em quatro peda1os. 'ada terreiro tem o ori/* mandante. jogam3se os b+6ios. ! linha de -gum. uma m(dium do terreiro.iga para ele que quem manda no 'aboclo !:uan ( o Rompe Mato. C como na vida material. dei/ando uma belo ensinamento. Nembrei da 'ris Mendes. imaginei uma longa tarde. 1SF . 2enha uma noite de trabalho e jogarei para voc0. e/ceto se levantarem as armas do caboclo e orem substitu)das por outras. Mesmo que eu saia do terreiro. depositados no cong*. Respondeu. eu mando na minha casa. #st* errado. #le perguntou3me. !qui só as coisas sagradas do terreiro ( que podem icar depositadas. 3 . o 'aboclo !:uan. tocos de charuto e papeis com pedidos. curioso. Respondi que era o senhor. ( um admirador do 'aboclo Rompe Mato. vem irmar o terreiro para o trabalho subseq?ente. 2ejo 4s ve6es velas. # eu.1SF Pelas min+cias das perguntas. #le perguntou. $a6 parte do ritual. voc0 chama primeiro a linha de -gum? 3 "im. meu ilho. 3 2oc0 disse ser ilho de -gum. . de acordo com seus assentamentos. na Umbanda jogamos o obi ou acendemos velas. o Paulinho. ilha de -gum e que trabalha com o 'aboclo Rompe Mato. só o pai3de3santo pode por alguma coisa. 3 "eo !:uan. 3 Por eu ser o dirigente material da casa. 3 C por isso que nas giras. quem mandava no 'aboclo !:uan. muito embora todo teu jeito seja de XangA. $alei. 3 9uem cuida do cong*? 9ualquer um pode por uma imagem no altar? 3 5o cong*. e voc0 na sua. na casa dele. #u não soube responder. por isso que tem seu assentamento embai/o desta estrela. e/atamente por isso. a casa sempre ser* de -gum. no plano espiritual. meu ori/*. 5o candombl(. Parou em rente ao cong* e icou olhando todas as imagens. querendo adivinhar. ( quem manda. atrav(s de meu pai e ilho dele o 'aboclo !:uan. 3 'omo jeito. Pareceu satis eito com a e/plica1ão. como vou saber de quem sou ilho? Perguntou.

5osso secret*rio ( ilho de -/al* e o &esoureiro de XangA.isse. 3 'omo assim?. pelo isolamento. <osta de transmitir seu g0nio calmo. sentei3me e comecei a alar. Mnterrompeu. #stou gravando desde o come1o. quando o busca. voc0 prometeu. no dia3a3dia. Respondi. 3 #st* certo. de andar sereno. 1S1 .e todos os -ri/*s. buscando. mas não cede em seu ponto de vista. . nos escritórios e na lida com pap(is. deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar deter a sua natural teimosia. atingindo seus objetivos de orma bem natural. mas não se submete acilmente 4 lideran1a de outro. vou alar. 3 #/plique melhor. Para que o ilho de -/al* tenha uma vida melhor.1S1 3 'ada um tem uma in lu0ncia muito grande de seu ori/*. -s ori/*s agem diretamente na ess0ncia e comportamento de cada um. C teimoso. um encontro com a harmonia universal. depois não se quei/e. pegue este caderno e tome nota. 3 5ão ( l)der. 3 "e voc0 soubesse os caracter)sticos de cada um. 5ão ( agressivo e quando agredido pre ere demostrar superioridade. a6endo isso por interm(dio dos outros -ri/*s. eles recebem in lu0ncia. ou seja. #/pliquei. ia entender. 2ou di6er. 'obrou. 3 #/plique tudo. mostrando um pequeno gravador. 3 2enha. !chei gra1a. quer as coisas sem demonstrar. 3 . -/al* ( o -ri/* maior e por isso mesmo não atua diretamente em elementos do planeta. Retomando a palavra continuei. com tend0ncia ao so rimento. um por um. sorrindo. laconicamente. sente aqui e ale. 5a teimosia não gosta de impor suas id(ias. sem a oba1ão. o ilho de -/al* talve6 seja o mais organi6ado. 3 !gora entendo a história do secret*rio. . &em um tend0ncia muito orte para a solidão.ilho de -/al* ( uma pessoa normalmente tranq?ila. não manda e não gosta de ser mandado. !t( na escolha das tare as.

&em decis8es precipitadas. !dapta3se acilmente em qualquer lugar.Ydi )cilZ ( a sua maior tenta1ão. Muitas crian1as 4s ve6es são levadas aos psicanalistas por mostrarem um g0nio di )cil de lidar. alsidade e a alta de garra. -/al* atua em todos. "eu ilho carrega em seu g0nio esses caracter)sticos. ( por isso que ouvi alar que os oguns não icam parados no terreiro. 5ão admite a injusti1a e costuma proteger os mais racos. em movimento. desde a in . 3 #spere a). espadas e das coisas eitas em erro ou latão. Mnicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. !ma o desa io. 'omentou. ! sua impaci0ncia ( tão marcante que não gosta de esperar. muitas ve6es at( com assustadora agressividade. #/plique melhor essa parte.Kaldomiro icou em sil0ncio. ( um l)der.ncia. "eu temperamento di )cil e rebelde o torna. #st* sempre em busca do que ( considerado imposs)vel. XangA na pedreira. os ilhos de -gum perseguem tena6mente um objetivo. C ranco. Por ser -gum o -ri/* do $erro e do $ogo seu ilho gosta muito de armas. 5enhum ilho de -gum nasce equilibrado. ( verdade. C insaci*vel em suas próprias conquistas. atrav(s dos seis ori/*s. Uma marca muito orte de seu -ri/*. -/um nas *guas doce e cachoeiras. 'ontinuei. -gum ( o -ri/* da guerra. !dora o esporte e est* sempre agitado. C uma pessoa de tipo esguio e procura sempre se manter bem isicamente. 'omo os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas.1S= 3 -gum atua no erro. quando o atingem. % e/pliquei. #le ( a oito. da demanda e da luta. "eu g0nio ( muito orte. 3 #ntão. . 5ão admite a raque6a. Me parece muito orte. 'ome para viver. demonstrando muito interesse nas e/plica18es. "abe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado. e Mansã no raio. quase um desajustado. . Neal e correto. acas. Memanj* no mar. 5ão a6 rodeio para di6er as coisas. 3 Msso ( um aviso aos pais. desde que não seja desrespeitado. não a6endo questão da qualidade ou paladar da comida. @rigam e 1S= . 'ontinuei. imediatamente o largam e partem em procura de outro. 5ormalmente o ilho de -gum ( rela/ado com seu cuidado pessoal. -bservou. ( tornar3se violento repentinamente. assumindo integralmente a situa1ão daquele que quer proteger. -/óssi na mata. 3 "im. 5ão recusa a luta e quanto maior o obst*culo mais desperta a garra para ultrapass*3lo.

1SB en rentam os pais sem nenhum medo. 5ão ( ciumento e muito menos rancoroso. #ntretanto. lembrando das minhas indigna18es na in . ( muito apegado 4s suas coisas e 4 sua am)lia. são justos. <osta das coisas boas. como poucos. o que o tornaria mais disposto a encarar as suas próprias di iculdades.ncia. $alei. C a ess0ncia da nossa vida. neste particular. preocupado com todos os problemas. 4 qual dedica aten1ão total no sentido de prov03la e encaminh*3la. evitariam muitos reve6es. !ma a Niberdade e a 5ature6a. se houvesse essa conscienti6a1ão. pois quanto mais provocados. organi6ar o caminho para as solu18es complicadas. e/erce uma in lu0ncia muito orte em seu ilho. ladino como os )ndios. #sta rase ( para chocar mesmo. C. -bservou. "enhor das pedreiras. 'ontar at( de6. muito embora. "eu ilho tem um tipo calmo. sejam calculistas e estrategistas. amoroso. veste3se bem e cuidadosamente. !credita e ( iel seguidor da religião que escolheu. evidentemente. . a vida lhes ica bem mais *cil. as *guas. 5ão discute a (. muito embora com orte tend0ncia 4 solidão. mas ( certeiro. especi icamente nas matas e no reino animal. o . sabe.eus da Husti1a. . -/óssi age na 5ature6a. "e or um ilho de -gum. deve despertar aquele gigante que habita sua ess0ncia. a Husti1a dei/a de ser uma virtude. 'om respeito 4 sua própria organi6a1ão amiliar. encantador. o sol e a lua. por mais incr)vel que pare1a. mas ica lado a lado ajudando3os. C carente. 9uando o a6 se torna perigoso. sustentado pelo seu esp)rito alegre e otimista. tamb(m lhes evitaria muitos remorsos. Mncapa6 de negar qualquer ajuda a algu(m. 9uando atacado custa revidar. mais eles teimam.iante das di iculdades próprias ( muito hesitante. Um grande conselheiro pelo seu g0nio alegre. antes de dei/arem e/plodir sua 6anga. . 3 C verdade. &odos os -ri/*s. 9uando eles conseguem equilibrar seu g0nio impulsivo. as estrelas. os pais devem ter paci0ncia. são a b+ssola de sua vida. 5ão assume os problemas dos outros. para passar 1SB . mas acaba vencendo. "eu maior de eito ( o g0nio impulsivo e sua maior qualidade ( que tem tudo para ser um vencedor. Pisa macio. os bichos . &em um gosto re inado. XangA. com o crescimento vão se libertando e se acomodando 4s suas necessidades. Para que sua vida melhore. 'omo os ilhos de -gum não dependem de ningu(m para vencer suas di iculdades. C o conhecedor das ervas e o grande curador. "e conseguissem esperar ao menos vinte quatro horas para tomar qualquer decisão. e transmitem esta caracter)stica aos seus ilhos. em XangA. muitos problemas seriam evitados com os jovens. 3 Pela tua e/plica1ão.mato.ilho de -/óssi ( talve6 o mais equilibrado.

apresenta uma velhice precoce. trans erindo o seu próprio julgamento para o Hulgamento . seguro e absolutamente austero. principalmente porque o par. C eterno conselheiro. ao contr*rio de prejudic*3lo. $eli6. e sim por um jui6 da terra. a bele6a ou a alegria.ivino. "ua isionomia. sua am)lia entrou na justi1a com uma a1ão de indeni6a1ão. torna3se um leg)timo representante do Tomem 2elho.i6ia. 9uando o ilho de XangA consegue equilibrar o seu senso de Husti1a. que sua inoc0ncia osse questionada. 3 "ou inocente e a justi1a vai provar. podendo acilmente sair da serenidade para a viol0ncia. en(rgico. só lhe tra6 bene )cios. grande de eito dele ( julgar os outros. pelo senso da justi1a. C t)mido no contato mas assume acilmente o poder do mando. calculado e esquemati6ado. quase sempre di erente do nosso. independente do valor da causa. cuja senten1a não nos ( permitido conhecer. torna3se uma pessoa admir*vel.metro da Husti1a ( o seu julgamento e não o da Husti1a . atropelou um homem. 3 #/plique melhor. &em comportamento medido.seu marido queria a6er o acordo. 3 enorme.ilho de XangA apresenta um tipo irme. adora colecionar pedras. "enhor da Husti1a. para tranq?ili6ar sua esposa. C incapa6 de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resolu18es baseiam3se na seguran1a e chão irme que gosta de pisar. 'ontei o caso de uma mo1a que. 9ueria. . #la oi ganhadora na pendenga judicial. Rei da Pedreira. pass)vel de erros. no que lhe respondi. con iante. !calma3se com a mesma acilidade quando sua opinião ( aceita. mesmo a jovem. provar sua inoc0ncia. Mas correu um risco 1SJ . provocando uma crise emocional na mo1a. "e aprender a dominar esta caracter)stica. recusou3se a sequer conversar. ! discri1ão a6 de seus vestu*rios um modelo tradicional. e não gosta de ser contrariado. . pela do homem.ivina. 3 'omo assim? 3 2oc0 trocou a justi1a de teu pai XangA. o que a6 de seu ilho um so redor. contou3me a novidade. #sta an*lise ( muito importante. em absoluto. o que. 5ão guarda rancor. no que ela não concordou. num acidente. muito terra. # se ele errasse? 2oc0 iria culpar XangA? . tirando3lhe a vida. Procurada pelo advogado da am)lia da v)tima para um acordo. 9ue bom ver voc0 outra ve6 eli6. #la não admitia. .1SJ a ser uma obsessão.medo de cometer injusti1as muitas ve6es retarda suas decis8es. Por alar em pedreira. totalmente embriagado. 5o julgamento voc0 não estava sendo julgada por ele. mas tudo medido. !pesar da v)tima ter sido a +nica culpada. sem lhe tirar.

. C muito sens)vel a qualquer emo1ão. ( impec*vel no trajar e não se e/ibe publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta. com pai/ão pelas jóias. que escreveu. "empre tem os bra1os abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. !) sim. <eralmente. #/pliquei. Mansã. 'uida de seus tutelados com muito amor.que ( ajuntó? ! or1a de Memanj*. com indiscut)vel dom)nio no g0nio e personalidade de seu ilho. Pelo ato de Memanj* representar a 'ria1ão. ( o protetor. C mãe. ( pessoa calma. carrega todo o tipo de Memanj*. "eu ilho ( conhecido por seu temperamento 1SO . que. detalhadamente. por(m mais reservadas que as de Mansã. <eralmente ( calmo e tranq?ilo. 4 qual dão muita import. C sempre discreto e de muito bom gosto. ! mulher trata com 6elo o seu cabelo e não descuida da pintura.maior de eito do ilho de Memanj* ( o ci+me. são as ondinas. 3 . tem grande or1a.homem ilho de Memanj* carrega o mesmo temperamento. "ob sua apar0ncia graciosa e sedutora. $ilho de -/um ama espelhos ]a igura de -/um carrega um espelho na mão^. a Rainha da Wgua doce. . nas incorpora18es.1SO Memanj*. Zo arqu(tipo de -/um ( das mulheres graciosas e elegantes. tranq?ila. . C e/tremamente ciumento com tudo que ( seu.i erente ( quando o ajuntó ( -/óssi. tanto que quando uma mulher tem di iculdade para engravidar. . ! porta de sua casa sempre est* aberta para todos.ncia. per umes e vestimentas caras. &ipo a grande mãe. 2este3se com capricho. 5ormalmente ica 6angado quando o endido e o que tem como ajuntó ]o segundo santo masculino^ o ori/* -gum. 2oluptuosas e sensuais. grande conselheira. e/ceto quando se sente amea1ado na perda de seus ilhos. ! di eren1a entre Memanj* e -/um ( a vaidade.as mulheres que são s)mbolo do charme e da bele6a.a) não ter um pai3de3cabe1a. con ian1a. a . .Z "eu maior de eito ( o ci+me. porque não divide isto com ningu(m. ! maternidade ( sua grande or1a. e sempre reage com muita toler. a "enhora do Mar. escondem uma vontade muito orte e um grande desejo de ascensão social. ( 4 -/um que se pede ajuda ]pelo !mal*^. C ranco e não admite a mentira. dona dos rios e das cachoeiras. sua ilha normalmente tem um tipo muito maternal.eusa <uerreira. o ranc0s Pierre 2erger.ilho ou ilha de -/um. !quela que transmite a todos a bondade. !quela mulher amorosa que sempre junta os ilhos dos outros com os seus. torna3se muito agressivo e radical. ouro. 5ormalmente tem uma acilidade muito grande para o choro. jóias caras. . a "enhora dos 2entos e das &empestades.ncia. dado que XangA tem liga1ão )ntima com a linha da Mansã. #las evitam chocar a opinião p+blica. &alve6 ningu(m tenha sido tão eli6 para de inir a ilha de -/um como o pesquisador da religião a ricana. e gosta de tutelar pessoas. um caboclo de -gum ou de -/óssi. principalmente das coisas que estão sob sua guarda. pertence a linha seguinte que in luencia sua personalidade. no caso.

demonstra um certo ego)smo porque não se importa com que os outros so ram pelo seu g0nio reconhecidamente mal3humorado.que aria? 1SQ . vai brigar com os dois. achando gra1a. a6endo parte da roda. . e seu grande de eito. quando ui interpelado por uma senhora. do lado do bai/inho que est* apanhando. o que não ( di )cil. Um ilho de -gum. vou passar a observar as pessoas para con erir. 5ão admite ser contrariado. claro que não. partindo para a agressão. continuou. quando ica tentado por uma aventura. "e passar um ilho de -/al*. alei. pedindo a . #/empli iquei duas pessoas brigando. a impensada ranque6a. com berros. Um ilho de -/ossi. o que lhe prejudica o conv)vio social. por coincid0ncia. perguntei. 3 "e or uma ilha de Memanj*. "empre a sua palavra ( que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. Por ser tão marcante seu g0nio. a garra. ou passa direto e não olha ou entra na briga.eus que acabe aquela briga. vai alis*3los. no que oi interpelado. 3 5ão sei. 'iumento. querendo saber qual dos dois est* com a ra6ão. vai chamar os dois. senta. acalm*3los. e por ele vai torcer para que seja o vencedor. # parou. "ua grande qualidade. seria pessoa muito mais eli6 e querida. #m seus gestos demonstra o momento que est* passando. #ncerrando as e/plica18es. não conseguindo dis ar1ar a alegria ou a triste6a. #st*vamos reunidos num grupo. 9uestionado torna3se violento.$ernando 'ecchetti. 3 # se or ilha de -/um. 5ão tem medo de nada. !chei interessante a descri1ão das ilhas de -/um. "ão assim mesmo? 3 2ou te contar uma história. #st* sempre chamando a aten1ão por ser inquieto e e/trovertido. # parei. pouco importando se tem ou não ra6ão. e eles acabam a6endo as pa6es. 'omo iriam se comportar? Meio sem jeito. &em um pra6er enorme em contrariar todo tipo de preconceito. C leal e objetivo. #n renta qualquer situa1ão de peito aberto. "e or uma ilha de Mansã. . gritos e choro. como se tivesse terminado. encostar a cabe1a em seu peito. vai parar. ele vai orar. #m estado normal ( muito alegre e decidido. pois não gosta de dialogar. <ostei muito. como uma mãe. &omando a palavra. 3 'ansou3se de ouvir? 3 5ão. pediu licen1a para terminar a história. 5ão pensei. e tentei dar as di eren1as dos ori/*s. 3 # o povo das *guas. uma ilha de -/um. no que concordei. se este osse controlado. Passa por cima de tudo que est* a6endo na vida. Um ilho de XangA vai icar indignado.1SQ e/plosivo. ica assistindo a briga.

1SS 3 5ada. #les estavam brigando por causa dela. #ncerrou com muita gra1a, arrancando gostosas risadas do grupo. - Kaldomiro tamb(m achou gra1a, mas perguntou, 3 Mas por que voc0 disse eu pare1o ilho de XangA? 3 -s ilhos de XangA são detalhistas, o que voc0 parece ser. 3 C. "ou mesmo. 'oncordou. 3 2ou te mostrar a 'asa dos #/us e o Roncó. 3 'asa dos #/us e Roncó. Pode e/plicar? . 3 "im, venha comigo. !qui ica a 'asa dos #/us. C o lugar que cultuamos as imagens dos e/us e pombas3gira, onde dei/amos os pontos irmados, quando eles pedem, e alimentamos a seguran1a para os dia de trabalho. 9uando entrarmos, bata tr0s ve6es, como i6 l* na estrela. #ntramos e ele icou olhando. 5ão se conteve e alou, 3 !s imagens são eias, mas a vibra1ão ( muito boa. 3 C. $a6 parte do olclore. #stamos habituados dessa orma. 9ualquer modi ica1ão, iria tirar nosso re erencial. 3 9uando sair, venha de costas. C um gesto de respeito. #ntramos no Roncó. #le icou maravilhado, tanto que e/clamou, 3 5ão estou entendo nada, mas que lugar de energia orte. 5osso roncó tem muitos alguidares, pela quantidade de m(diuns. Mais de tre6entos. #les são colocados em prateleiras, com o nome dos m(diuns escrito na rente, com uma vela de sete dias, *gua, bebida e ervas do ori/* dentro do alguidar. $ica iluminado, tornando3o muito bonito. !qui ( o nosso lugar sagrado. "ó eu e a hierarquia podemos entrar, e/ceto os convidados. Minhas coisas icam aqui. 9uando preciso de a/(, venho aqui. "emanalmente alimento o meu alguidar e as ervas que usamos nos trabalhos. 'ada alguidar de barro pertence a um m(dium da corrente. #le ( alimentado, criando um campo de or1a, que ( usado pela entidade protetora de cada um, em bene )cio do próprio m(dium. 3 Mas como voc0 a6 para que eles recebam os alguidares? &odos t0m?

-

1SS

1SG 3 "ó os que j* i6eram o !maci. 3 - que ( o !maci? 3 !maci ( a lavagem do chacra coron*rio de cada um. C a abertura de sua espiritualidade e a entrada dele na Umbanda. C eito durante o ritual do !maci. - m(dium tra6 um alguidar, vela e a bebida do ori/*. - 'aboclo !:uan lava a cabe1a dele, primeiro com as ervas por mim preparadas, e depois com a bebida do ori/*. "ua cabe1a ( coberta com um pano, que chamamos pano de cabe1a, e ( levado para o roncó, con orme voc0 est* vendo. 3 #/istem outros rituais, na Umbanda?. 3 'laro. #ntre outros tem o bati6ado e o casamento. 3 ! Umbanda a6 casamento? 3 $a6 e ( muito bonito. "ão parecidos, tanto bati6ado como casamento, com os da igreja católica. 3 <ostaria de a6er uma pergunta que sempre me intrigou, e não t0m nada a ver com este momento. Mas creio ser uma boa oportunidade. C sobre as ben6edeiras. "olicitou, na e/pectativa de minha rea1ão. - que voc0 quer saber? 3 2ale a pena consult*3las? 3 &enho o maior respeito pelas ben6edeiras. "ão m(diuns de e/traordin*ria potencialidade, mas não seguiram uma linha de trabalho em grupo. #u mesmo posso testemunhar. 9uando minha ilha era beb0, costumava jog*3la para cima, 4 guisa de brincadeira e, tamb(m, para ver o susto que sempre levava. 'oisa de pai novo, sem medir as conseq?0ncias de seus atos. "urgiu um vermelhão em seu rosto, principalmente atr*s das orelhas, que estava in eccionando. -s m(dicos não conseguiam resolver. Nevamos, minha mulher e eu, 4 uma ben6edeira. #la, enquanto re6ava, derrubava cera de uma vela acesa dentro da *gua num copo. $icou concentrada e perguntou, 3 9uem est* jogando a menina para o ar? #nvergonhado, con essei a6er isso. 3 #sta ( a causa. $alou, secamente. !pagou a vela e encerrou. #m tr0s dias, ela icou completamente curada. 3 9uando eu torcia o torno6elo, era uma ben6edeira que me curava. 'ontinuei. # e/iste um caso muito interessante. Uma crian1a estava

1SG

1SE doente, p*lida, e não se desenvolvia. ! mãe consultou uma ben6edeira. #la e6 suas re6as e diagnosticou, 3 ! menina est* com uma cobra dentro de seu corpo. .0 ch* de semente de abóbora, durante sete dias. 3 - que signi icava? Mndagou o curioso amigo. 3 ! semente de abóbora ( verm) ugo. # a cobra devia ser uma lombriga. - Kaldomiro icou pensativo e não e6 mais perguntas. 3 Porque os santos da igreja católica são cultuados na Umbanda? 3 #ra proibido aos escravos a ricanos o culto 4 sua religião, o candombl(, sendo3lhes permitido, apenas, a pr*tica do catolicismo. #les, de orma esperta, constru)am os altares, pondo em cima as imagens da Mgreja, e embai/o, escondido atr*s dos panos, as comidas, ou !mal*s, aos seus -ri/*s. Para -/al*, escolheram Hesus 'risto> para -gum, "ão Horge> Memanj*, tinha a imagem de 5ossa "enhora> -/ossi, ". "ebastião> XangA, ". HerAnimo> -/um, representada por 5.". da 'oncei1ão, e Mansã, por "anta @arbara. $oi assim que houve o sincretismo das religi8es católica e a ro3brasileira. 3 #ntão, Umbanda e candombl( são iguais? 3 'andombl( ( uma religião, e Umbanda ( outra. !lguma coisa a Umbanda trou/e do candombl(, principalmente os -ri/*s, e mesmo assim, os sete cultuados e mais -mulum. 5o candombl( os ori/*s são mais numerosos. Mas não entendo de candombl(, por isso não sei e/plicar. 'andombl( ( uma religião a ricana e a Umbanda ( autenticamente brasileira. 'ompletei. - Kaldomiro se deu por satis eito com o passeio pelo terreiro e com as e/plica18es.

1SE

carregando ao seu lado um ogoso cavalo branco. eu órico. alegres e sorridentes. Um sol vermelho. enquanto penso. tra6ia uma lu6 repousante. "eu chap(u era preto. &enho que encerrar este livro. quando um ente querido desencarna? Por temer o desconhecido? 5ão acreditoP !cho que ( por amor 4 vida. por que nos causa tanto medo e qual a ra6ão do nosso so rimento. 3 2im cumprir o prometido. &ra6er a liberdade que voc0 sempre reclama não ter conhecido. e/plicou. a morteP ! morte ( a liberta1ão do esp)ritoP #stou convencido disso pelas minhas convic18es religiosas. tenha uma inspira1ão . 2ou desligar o computador e dormir. #stava num lugarejo com casas humildes. onde eu me incluo. e um +mido ar nos aben1oava com uma brisa per umada. Minha visão icou mais clara. $oi assim. !o perceber que eu o en/ergava. Respondeu alegremente. 1GF . corpo orte. e tinha um len1o vermelho no pesco1o. rosto comprido e queimado pelo sol. mostrando um largo sorriso. !queles que. chegaram at( aqui. &odas tinham uma *rea em rente. estão convidados para uma re le/ão. 2estia bombachas. e empunhava um la1o de couro. numa estrada de chão de terra. e 4 medida que )amos passando. C voc0? #/clamei. tinha uma capa preta. levada lateralmente no ombro. na vila dos pretos3velhos. mas lindas. muito embora esteja ciente dos ouvintes j* estarem cansados e aborrecidos. sonhei que tinha morrido. Mas e/istem pessoas. e não sei como a603lo. com vasto bigode preto. $iquei e/tasiadoP 3 Hoão @oiadeiro. quando acordar. $i6 bem em ter ido dormir. &ive um sonho lindoP #nvolvido que estava at( o par*gra o anterior. #ra um homem alto. são os que t0m (P &enho um estilo. $oi quando consegui ver meu acompanhante. para corrigir depois. e/ibia um acão na cinta. Mas se ela ( assim. 'aminhava com algu(m ao meu lado. as pessoas nos saudavam. atravessando os galhos das *rvores. amanhã. pacientemente.1GF CAPITULO 2 ENCERRAMENTO Minha história acabou. 3 #stamos na aruanda. 9uem sabe. que amam a vida e não t0m medo de morrer. "into3me como o eloq?ente orador que não sabe como e quando deve encerrar seu discurso. vou escrevendo.

era alegre e descontra)do. o amor pela nature6a. icava violento e irritado. 5ão conseguia en/ergar direito. o c(u dos esp)ritos da Umbanda. !joelhado. desaparecendo imediatamente. com os cabelos brancos e o rosto vincado. a lua. as cal1as brancas e dobradas na bainha. o Pai Hoaquim e o Pai Nui6 vão se encarregar de te a6er mais humilde. tamb(m negra. o vento. #m volta de uma imensa ogueira. Um deles se levantou e veio em nossa dire1ão.1G1 Nembrei3me do Hoão @oiadeiro no terreiro. $omos subindo a ladeira de terra. mas senti um amor muito grande por eles.amião. percebendo o meu estado emocional. Hoão @oiadeiro. ! mim compete de dar a conscienti6a1ão. 'ostumava di6er que ningu(m pode ser eli6 sem a ter liberdade. . 2ivia no sul do @rasil. 3 .e mãos dadas com o Pai Maneco estava uma crian1a. 1G1 . mas não admitia ser desrespeitado. vi tr0s pessoas e um menino. e quando isto acontecia. 3 #sta esta ( em tua homenagem. o respeito aos animais e a idelidade ao patrão . 'onsegui balbuciar. -uvi uma m+sica estiva. mestre e amigo. sempre estejados por seus eli6es e delicados moradores. tenho patrão. #u estava realmente na aruanda. tanto na Umbanda como na quimbanda. 3 !qui te dei/o com o teu protetor. "entados num banco eito de tronco de *rvore. e pude ver direito quem ele era. . Um era o Pai Nui6 de XangA e o outro o Pai Hoaquim de !ngola. 'ontava passagens de sua vida.Hoão @oiadeiro te deu a liberdade. at( que ela terminou. $oi quando o Pai Maneco. os campos e os rios. beijei suas mãos. enquanto as l*grimas corriam em minha ace. a chuva. a crian1a da linha de 'osme e .i6ia. o Pai ManecoP !lto e orte. % agradeci. iniciou uma conversa1ão. e os reconheci imediatamente. Minha emo1ão aumentava. #ra o Hoão6inho da Praia. sempre ressaltando a liberdade. onde come1ava linda campina. v*rios ciganos cantavam e dan1avam alegres. #stou muito emocionado em poder alar consigo. 2amos adiante. que tamb(m veio me receber.Pai Nui6 tirava ba oradas de seu cachimbo e o Pai Hoaquim de !ngola tinha entre os dedos um cigarro de palha. com os cabelos raspados. $a6ia trabalhos maravilhosos. #sclareceu o Pai Maneco. 3 Meu protetor. !mbos aparentavam avan1ada idade. mas o brilho dos seus olhos iluminaram minha alma. $alou o @oiadeiro. "ão meigos e demonstravam serem muito bondosos. -s outros dois j* tinham se levantado do banco. 3 Muito obrigado. 5ão consegui controlar minha emo1ão. quando percebi sua camisa a6ul clara. mas quem manda em mim ( o sol.

. que bom voc0 estar aqui. sem cansa1o ou marca do tempo. #ra deslumbrante e misteriosa. #/clamou. com a cabe1a e os dois bra1os para cima. o Pai Maneco esclareceu.'aboclo da 'achoeira j* não mostrava o seu caracter)stico rosto sisudo e vincado. que habitam as matas. "orriu e me abra1ou. e por l* peregrinava.ncia parecia curta.'igano Koisler gostava de contar estórias. os guardas dos reis. $oram gerados pela or1a da 5ature6a. . Procurava ansioso. embora contra a minha vontade e a do cigano. dando3me um orte abra1o. sempre ugindo de seus inimigos. pr)ncipes ou nobres. eu órico. Uma imensa mata estava 4 nossa rente. 5ão o encontrava dentre eles. o competente che e de tribo. desmontou e parou na minha rente. Pareciam serem pessoas anãs. $iquei con uso. sem r(deas nem selas. vindo do meio da campina. "ão especialistas em tra6er a elicidade para voc0s. sem nada di6er. 'laro. principalmente relacionadas com roubos de cavalos. 2i dois )ndios. H* não sentia ter morrido. o meu amigo 'igano Koisler.1G= $iquei sem entender. os duendes. todos calados. &rajava roupas discretas. estava cada ve6 mais vivo e esperto. mas iquei quieto.Pai Maneco tratou de me tirar dali. 3 . . com um colete preto todo en eitado.i6ia não entender porque era perseguido pela guarda real. 5asceu na Tungria. em apurado galope. mas agradecido dei/ava transparecer minha surpresa. 5ós quatro icamos no meio da dan1a e da m+sica.'aboclo da 'achoeira e o 'aboclo Hunco 2erdeP #/clamei. esvoa1ando. "ão seres que nunca tiveram uma encarna1ão terrena. ! roda dos ciganos oi abrindo e deu para deslumbrar. uma ve6 que seu pai. montado em um cavalo negro. #stava encantado com a alegria do povo cigano. 1G= . seu avA e todos os seus ancestrais eram ladr8es de cavalos. 2ou roubar um cavalo de algu(m para podermos correr juntos nesta campina m*gica. % e/plicou. -s lugares eram longe. Parando seu corcel. juntamente com os viol8es e os pandeiros.'igano oi a respons*vel pela harmonia da tua am)lia. 5ós and*vamos sem cansar. pro issão que e/ercia com grande orgulho. o 'igano Koisler. e os violinos silenciaram. mas a dist. 3 "ão animais? 3 "ão os elementais. ao contr*rio. Mntrigado. #u não alava nada. 2ia pequenas criaturas correrem de um lado para outro. com os cabelos grisalhos. . #les pararam de dan1ar. #nquanto caminh*vamos. 3 Meu amigo. 3 . !lguns eram esquisitos. perguntei ao Pai Maneco. $icamos observando. nem perguntei quem eram. #stava ainda muito embevecido com aquela situa1ão. 5ão estava entendendo nada.

5ós ainda vamos nos ver. consegui dei/ar escapar um cumprimento. "eu cocar era de 1GB . de seu honroso pai -/óssi. 3 5ada meu pai. seu senso de justi1a era dominante.escobri que ningu(m pode viver so6inho. Por v*rias mensagens dei/a claro ter vivido antes da invasão no @rasil. ! solidão oi minha companheira. se apresentava com idade madura. !inda abra1ado com ele. demonstrando ir embora. 3 "alve meu Pai.'aboclo da 'achoeira demonstra ter idade avan1ada. #ra intransigente e embora aparentasse mau humor.1GB "eu orte abra1o elevou o meu esp)rito. . corpulento. . &erminando a história. $alou. marca dos che es. rigorosamente. a vibra1ão do lugar icava intensa. 'erta ve6 uma pessoa sentou3se 4 sua rente. o 'aboclo da 'achoeira oi contando sua vida. #u sabia que ele viria. 'umpria todo o ritual da Umbanda.ncia da cor verde. capa6 de se emocionar diante alguma triste6a dos seus ilhos da terra. Mo1o. 3 -:0 -d0. "a) da tribo e ui viver so6inho. #ra desajeitado mas tinha um humor que a todos contagiava. ca)dos sobre os ombros. 5ão pude agradecer ainda a linda mensagem que dei/ou na terra. 5o terreiro. $oi o cl)ma/ da minha emo1ão. . 9uem se isola não consegue colher bons pensamentos. e o saiote com a domin. olhou i/amente para o rapa6 4 sua rente e perguntou3lhe o que queria. Meu amargo cora1ão aumentava cada ve6 mais a m*goa que carregava. com invej*vel )sico. com cabelos longos.senhor veio me tra6er a alegria. pai3de3santoP 'laro. #ra demais para mim. pois desconhecia o espelho. 2i seu cocar longo. se não lhe dispensassem respeito. 2i um outro )ndio sair da mata. -uvi uma vo6 atr*s de mim. tinha um cora1ão imenso. 5ão dava para cuidar de tudo ao mesmo tempo.'aboclo !:uan. 5a verdade vinha lhe contar que ia sair da casa dos meus pais para viver so6inho. só podia ser o 'aboclo Hunco 2erde.. e era capa6 de subir durante a gira. a6er seus consulentes elevarem suas vibra18es positivas. Meus pensamentos giravam só pelas coisas que tinha dei/ado para tr*s. 3 "em a alegria. #ra muito ligado com o 'aboclo S $lechas e o 'aboclo &upinamb*. ! Magia da UmbandaP $alei ao Pai Maneco. "abia. cabelo curto. . 9uando descia no terreiro. 3 9ue pena. tudo que me estava acontecendo.. C um legitimo representante da linha de XangA. 3 #u era revoltado e não gostava dos meus semelhantes. 'orpo enorme. embora tenha um corpo esguio. como poucos. Minha casa icava * margem de um bonito rio. 3 LaA Labecille. "em nada perguntar. não e/iste o amor.

Recuperando meu estado nervoso. H* não era n)tida a ilumina1ão. buscando a liberdade pela morte? . gostei de morrer e ao mesmo tempo de estar vivo. quando assistia um jogo de seu clube. que anima o corpo )sico. anunciando minha chegada. empres*rio e presidente de v*rios clubes sociais. que escolhi para encerrar minha história. levantou os bra1os como todo poderoso guerreiro.Ho re 'abral e "ilva oi um advogado. determinado a discutir e brigar com esse estranho. e/ibindo os sapatos inos. a6endo ecoar por toda mata o cumprimento de -gum. estou eli6 por estar vivo. 5ão iria obedecer quem não conhe1o. vestindo uma camisa de seda branca. Mas. "ou um ogum teimoso. Meu corpo tremia inteiro. olhos a6uis que mudava *s ve6es para o acin6entados. não quero mais voltar para a terra. 5ão obedeci. mostrando bel)ssimos cabelos castanhos e cacheados. 9ue penaP 5ão queria voltar. 9uero icar aqui com voc0s. vou mergulhar no in erno? !ntes que isso acontecesse. 'ontinuo contraditório. de verni6. e6 sua *guia voar. Minha cabe1a 6oava e minhas pernas bambeavam. 3 #/u &ranca Ruas das !lmas. Mas não ser* isso que nos acontece? ! vida não ( uma passagem reparadora do esp)rito. e ningu(m estava ao meu lado. 3 -gunh0P % gritou. por outro lado. 3 'hega de sonhosP 2olte 4 terra. pois estava gostando do mundo paralelo. inquei os p(s no chão. tra6endo em uma das mãos uma lan1a e no bra1o direito uma *guia. 3 !ntes quero ver voc0.1GJ penas brancas e vermelhas. "entenciou. $oi quando me vi na beira de um pro undo buraco. <arbosamente parou na minha rente.nico. dei/ou escapar uma rase. 3 #st* esquecendo a tua am)lia? 2olte ao corpo e v* terminar a tua missão. 'omecei a entrar em p. ouvi uma vo6 irme. "er* que depois de toda essa bele6a que assisti. o #/u &ranca Ruas das !lmas. !presentava s(rias les8es em seu cora1ão. !o receber do seu m(dico orienta18es para cuidar da sua sa+de. 7pre iro morrer vivo. !quilo me abalou. !cordei. do que viver mortoP7 1GJ . com as cal1as pretas. 3 "ou o teu equil)brio. di6endo. !lto e orte. 5ão me dei por vencido. emitindo um som orte e poderoso. ele apareceu. a causa de seu desencarne em pleno campo de utebol.

GICA NEM TUDO < MAGIA TRANSFORMAÇ1O SEGUNDA PARTE CAPITULO 9E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 3E CAPÍTULO 4E CAPÍTULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPÍTULO 9:E CAPITULO 99E CAPITULO 92E CAPITULO 93E CAPITULO 94E CAPITULO 90E CAPITULO92E CAPITULO 94F CAPITULO 96F CAPITULO 98E CAPÍTULO 2:E CAPITULO 29E CAPÍTULO 22E CAPITULO 23E CAPITULO 24E CAPÍTULO 20E CAPITULO 22 E CAPITULO 24E CAPITULO 26E CAPITULO 28E CAPÍTULO 3:E CAPÍTULO 39E CAPITULO 32E CAPITULO 33E CAPITULO 34E CAPITULO 30E CAPÍTULO 32E A UM7ANDA SE DEUS ME DESSE=== A DANÇA DIFERENÇAS O ESPEL3O TERCEIRA ENERGIA INCORPORAÇ>ES O DESENCARNE DO MEU PAI?DE?SANTO MIN3A DECIS1O A FRUTA SOU UM PAI?DE?SANTO PAI @OAQUIM E CA7OCLA GUARACI DE AOLTA CA7OCLO AKUAN DETERMINAÇ1O FOI A ORDEM AN@O DA GUARDA CONSEQUBNCIAS DO FANATISMO A CIGANA MANON E O CA7OCLO AKUAN EAOLUIR PELA CIBNCIA ENCAMIN3AR OS ESPÍRITOS DUAIDAS DOS MEDIUNS NOME DOS ESPÍRITOS CONAERSA COM PAI?DE?SANTO A F< DA CARMEM SILAIA CRIANDO MONSTROS MAC3ISMO NA UM7ANDA PROAA INCONTESTÁAEL UMA OFERTA AO ESPÍRITO OS ANIMAIS TBM ALMA? SINAL DA AELA MAGIA DAS AELAS O ANGOLANO PAI MANECO A DOR N1O TEM PAR5METRO O PAI MANECO E O RELOGIO ENERGIA PURA AS CRIANÇAS NA UM7ANDA TERCEIRA PARTE CAPITULO 9E CAPITULO 2 E CAPÍTULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPÍTULO 2E CAPÍTULO 4E QUARTA PARTE CAPITULO 9 CAPITULO 2 E TERREIRO ENCERRAMENTO QUIM7ANDA O NOME TRANCA?RUAS UM CASO QUE N1O < PARA EDU CONSULTAS DOS EDUS ESPÍRITO N1O 7RINCA O FONSECA O MONTE DOS DROGADOS 1GO .1GO PREFÁCIO MAGIA DA UM7ANDA QUEM SOU EU? PRIMEIRA PARTE CAPITULO I E CAPITULO 2E CAPITULO 3E CAPITULO 4E CAPITULO 0E CAPITULO 2E CAPITULO 4E CAPITULO 6E CAPITULO 8E CAPITULO 9:E CAPITULO 99 CAPITULO 92E TUDO COMEÇOU INÍCIO COMO PERDI O MEDO GRUPO KARDECISTA REENCARNAÇ1O SON3O SESS5O DO COPO O7SESS1O TROCA DE ENERGIA CRIANDO A L.

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