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ESCOLA RAIMUNDO DE CASTRO FERREIRA

PROF: ROSIMERE SERIE: 2º ANO “A”.


TURMA: B TURNO: NOITE
EQUIPE: MARCIANA Nº 28
ELISIANE Nº 22
Mª FRANCILENE Nº 33
FRANCISLEIDE Nº 20
EDINA Nº 13

POVOADO SOCORRO, 24 DE SETEMBRO 2009


Racismo no Brasil é, no mínimo, uma atitude de ignorância as
próprias origens. Qual é o antepassado do “verdadeiro brasileiro”? Indígena
(os primeiros povos a habitar a terra do ‘Pau Brasil’)? Os negros (que foram
trazidos para trabalhar como escravos e, ainda, serviram de mercadoria
para seus senhores)? Os portugueses (que detém o status de descobridores
desta terra)? Porém, pode ser a miscigenação de todas as raças, como
vemos hoje? Afinal de contas, aqui se instalaram povos de todos os lugares
do mundo. Portugueses, espanhóis, alemães, franceses, japoneses, árabes
e, ultimamente, peruanos, bolivianos, paraguaios, uruguaios e até
argentinos vivem neste país que hospitaleiro até demais com os
estrangeiros e, muitas vezes, hostil com sua população.
Atualmente, a população brasileira faz parte do ‘vira-latismo’
mundial. Quantas pessoas mestiças nascidas no Brasil você conhece ou,
pelo menos, já viu? Quantas vezes você ouviu alguém dizer que...”meu avô
era africano, minha avó espanhola”, ou então...”meu pai é japonês e minha
mãe é árabe”? Quando representantes ‘tupiniquins’ participam de eventos
esportivos ou sociais, o que vemos são pessoas de diferentes raças, mas
apenas um sangue, somente uma paixão, o Brasil.
O que existe por aqui é muito racismo camuflado e que todo mundo
faz questão de não enxergar. Os alvos, mesmo que inconscientemente,
sempre são os mesmos. Negros, mestiços, nordestinos, pessoas fora do
padrão da moda, ou seja, obesos, magrelas, altos demais, baixos ou anões
e, principalmente, os mais pobres sofrem com a discriminação e não
conseguem emprego, estudo, dignidade e respeito. Estes não têm vez na
sociedade brasileira!
Para exemplificar isso, basta visitar as faculdades, os pontos de encontro
(como bares, danceterias, teatros e cinemas) ou, até mesmo, se tiver mais
coragem, verificar o revés da história, ou seja, favelas e presídios.
Claramente, nesses lugares, este racismo hipócrita e camuflado vem à tona
e causa espanto em muitas pessoas que não ‘querem’ encarar a verdade
dos fatos.
Segundo a Constituição Brasileira, qualquer pessoa que se sentir
humilhada, desprezada, discriminada, etc...por sua cor de pele, religião,
opção sexual...pode recorrer a um processo judicial contra quem cometeu
tal atrocidade. Mas, neste país, a verdade é que ninguém encara isto
seriamente e quando atitudes idênticas a do jogador Grafite, do São Paulo
Futebol Clube, acontecem causa estranheza nas pessoas. Grafite está
errado em exigir seus direitos? Certamente, não! Mas, na verdade este fato
deve ser de alento para que todos lutemos por vagas nas faculdades
públicas, trabalho e, conseqüentemente, respeito! Porém, sem ter de passar
pela humilhante condição de “cotas para negros” ou programas de televisão
sensacionalistas que exploram a distinção racial e social para ganhar
audiência. A cota tem de estar disponível para quem não tem condições de
cursar uma faculdade paga. Mas, para que isto ocorra é necessário que haja
uma reforma no ensino, com o objetivo de se melhorar e valorizar as
escolas estaduais e municipais, para que seus alunos possam “brigar” por
vagas em universidade gratuitas. A somatória de notas pela vivência escolar
pode ser uma solução para o caso, contudo, mesmo assim, tem de
acontecer uma reconstituição de educação no Brasil. Voltando ao caso
“Grafite”, dois fatos ficaram mal explicados e precisam ser explicados. O
primeiro se refere ao fato de que se prática de racismo, no Brasil, é crime
inafiançável, Desábato não poderia ter sido libertado mediante pagamento
de fiança. Se o argentino pôde escapar, daqui para frente todos que forem
indiciados neste artigo terão o mesmo direito. A outra preocupação é com a
ação de alguns brasileiros que banalizam o acontecimento e começam a
utilizar as palavras agressivas do zagueiro do Quilmes para hostilizarem os
brasileiros, mesmo sendo mestiços e negros. Pior do que a atitude do
argentino foi a do torcedor que jogou uma banana no campo do Estádio
Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), no jogo da seleção brasileira
contra a Guatemala. Isto é repugnante! Ainda neste pensamento, outro fato
negativo, é que há jornalista esportivo no Brasil desdenhando de toda esta
situação e, ainda, se posiciona contrário a atitude do atacante do tricolor.
Isto é um absurdo! Um formador de opinião não pode cometer tal heresia.
Daqui para frente, tudo tem de ser diferente! O brasileiro tem de
valorizar e acreditar em suas virtudes, para que um dia este país tenha
condições de lutar com igualdade pelos seus direitos e por todos nós, além
de almejar um posto de destaque no cenário mundial. Caso contrário,
seremos sempre o país do futebol, do melhor corredor de automobilismo, da
melhor ginasta, do melhor carnaval, mas, nunca teremos cadeira fixa nos
conselhos mundiais, como a Organização das Nações Unidas, que definem
as regras econômicas e comerciais vigentes.