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Psicologia

A pedofilia é classificada como uma desordem mental e de


personalidade do adulto, e também como um desvio sexual, pela Organização
Mundial de Saúde. Os atos sexuais entre adultos e crianças abaixo da idade de
consentimento (resultantes em coito ou não) é um crime na legislação de
inúmeros países. Em alguns países, o assédio sexual a tais crianças, por meio
da Internet, também constitui crime. Outras práticas correlatas, como divulgar a
pornografia infantil ou fazer sua apologia, também configuram atos ilícitos
classificados por muitos países como crime. O comportamento pedófilo é mais
comum no sexo masculino.
A Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, aprovada em
1989 pela Assembléia Geral das Nações Unidas, define que os países
signatários devem tomar "todas as medidas legislativas, administrativas, sociais
e educativas" adequadas à proteção da criança, inclusive no que se refere à
violência sexual.
Conseqüências Negativas para as Crianças
Definição da Pedofilia
Pedofilia é o desvio sexual "caracterizado pela atração por crianças, com os
quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de
atos libidinosos"
Algumas outras definições de pedofilia requerem uma diferença de idade de no
mínimo cinco anos. Estas, porém, tendem a negligenciar a inclinação sexual
pedofílica que se desenvolve durante a puberdade ou a infância, e que tende
posteriormente a diminuir e acabar. Alguns sexólogos, porém, como o
especialista americano John Money, acreditam que não somente adultos, mas
também adolescentes, podem ser qualificados como pedófilos[7]. Na França,
esta é a definição dominante.
Muitas culturas reconhecem pessoas como tornando-se adultas em variadas
idades. Por exemplo, a tradição judaica considera como adultos (membros da
sociedade) os homens aos 13 e as mulheres aos 12 anos de idade, sendo a
cerimônia de transição chamada Bat Mitzvah para as garotas e Bar Mitzvah
para os rapazes. Os jovens católicos de ambos os sexos recebem o
sacramento da Crisma por volta da mesma idade. No antigo egito, o faraó
Tutankhamon subiu ao trono com 8 anos de idade e logo casou-se com
Ankhsenpaaton que provavelmente tinha a mesma idade talvez um pouco mais
velha. No Japão a passagem para a idade adulta é celebrada pelo Seijin Shiki
(ou “cerimônia adulta” em tradução literal).
A relação sexual entre adultos e adolescentes é regulada pelas leis de cada
país referentes à idade de consentimento. Alguns países permitem o
relacionamento a partir de uma idade mínima (13 anos na Espanha, 14 no
Brasil, Portugal, Itália, Alemanha e Áustria, 15 na França e Dinamarca, 16 em
Noruega).
O uso do termo pedofilia para descrever criminosos que cometem atos
sexuais com crianças é visto como errôneo por alguns indivíduos,
especialmente quando tais indivíduos são vistos de um ponto de vista clínico,
uma vez que a maioria dos crimes envolvendo atos sexuais contra crianças é
realizada por pessoas que não são clinicamente pedófilas (e sim, realizaram tal
ato por outras razões, tal como para aproveitar-se da vulnerabilidade da
vítima), e não por pessoas que sentem atração sexual primária por crianças.
Alguns especialistas acreditam que a atração sexual por crianças é por
si mesma um tipo de orientação sexual. Isto vai contra ao entendimento
dominante, pelo qual o termo orientação sexual é categorizado como sendo a
atração sexual por pessoas do sexo oposto, do mesmo sexo, ou por ambos os
sexos. Os proponentes desta ideia divergente alegam que a
heterossexualidade, a homossexualidade e a bissexualidade não são
normalmente associados com a atração sexual por crianças, e que estas são
suficientemente diferentes dos adultos, seja física ou psicologicamente, para
que a pedofilia possa ser categorizada como um tipo de orientação sexual.
Ocorrência
Não se sabe ao certo a ocorrência da pedofilia. Alguns estudos afirmaram que
ao menos um quarto de todos os adultos do sexo masculino podem apresentar
algum excitamento sexual em relação a crianças. Um estudo realizado por Hall,
G. C. N. da Universidade Estadual de Kent, por exemplo, observou que 32,5%
de sua amostra (80 homens adultos) exibiram desde algum excitamento sexual
até estímulo pedofílico heterossexual, igual ou maior do que o excitamento
obtido com estímulos sexuais adultos. Kurt Freund (1972) notou que "homens
que não possuem preferências desviantes mostraram reações sexuais
positivas em relação a crianças do sexo feminino entre seis e oito anos de
idade.
Em 1989, Briere e Runtz [40] conduziram um estudo em 193 estudantes
universitários, sobre pedofilia. Da amostra, 21% disseram ter alguma atração
sexual para algumas crianças, 9% afirmaram terem fantasias sexuais
envolvendo crianças, 5% admitiram masturbarem-se por causa destas
fantasias, e 7% concederam alguma probabilidade de realizar ato sexual com
uma criança, caso pudessem evitar serem descobertos e punidos por isto. Os
autores também notaram que, dado o estigma social existente atrás destas
admissões, pode-se hipotetizar que as taxas atuais possam ser ainda maiores.
J. Feierman (1990) estimou que entre 7% a 10% dos homens adultos possuem
alguma atração sexual para crianças do sexo masculino.
Em abusadores sexuais de crianças
Uma pessoa que pratica um ato sexual com uma criança é, apesar de todas as
definições médicas, comumente assumido e descrito como sendo um pedófilo.
Porém, existem outras razões que podem levar ao ato (tais como estresse,
problemas no casamento, ou a falta de um parceiro adulto), tal como o estupro
de pessoas adultas pode ter razões não-sexuais. Por isto, somente o abuso
sexual de crianças pode indicar ou não que um abusador é um pedófilo. A
maioria dos abusadores em fato não possuem um interesse sexual voltado
primariamente para crianças.
Certos pedófilos mantêm uma relação estável com as suas vitimas, que se
justifica normalmente pelo atraso mental que as crianças sofrem. Como está
descrito no livro 'Pedófilia Incestuosa' escrito pelos peritos americanos
Fredcrich Burnay e Beatrisse Ferreira os pedófilos ao tendo relações com os
seus parentes sentem "um nível de poder e subjugação que para eles justifica
o acto em si". Estima-se que apenas entre 2% a 10% das pessoas que
praticaram atos de natureza sexual em crianças sejam pedófilos, tais pessoas
são chamadas de pedófilos estruturados, fixados ou preferenciais. Abusadores
que não atendem aos critérios regulares de diagnóstico da pedofilia são
chamados de abusadores oportunos, regressivos ou situacionais. Um estudo
de Abel, G. G, Mittleman, M. S, e Becker, J. V observou que existem
geralmente claras distinções características entre abusadores oportunistas e
pedófilos estruturados. Abusadores oportunistas tendem a cometer abuso
sexual contra crianças em períodos de estresse, possuem poucas vítimas,
geralmente, pertencentes à própria família, possuem menos probabilidade de
abusar sexualmente de crianças, e possuem preferência sexual para adultos.
Abusadores pedófilos, por outro lado, geralmente começam a cometer atos de
natureza sexual a crianças em tenra idade, muitas vezes possuem um grande
número de menores que são freqüentemente extra familiares, cometem mais
abusos sexuais com crianças, e possuem valores ou crenças que suportam
fortemente um estilo de vida voltado ao abuso. No caso de incesto entre pais e
filhos, acredita-se que a maioria dos abusos envolve pais que são abusadores
oportunistas, ao invés de pedófilos.
Legislação
A pedofilia era tolerada ou ignorada em muitas legislações dos países, o que
foi sendo paulatinamente modificado com a aprovação sucessiva de tratados
internacionais, que culminaram com a aprovação, em 1989, pela ONU, da
Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança que, em seu artigo 19,
expressamente obriga aos estados a adoção de medidas que protejam a
infância e adolescência do abuso, ameaça ou lesão à sua integridade sexual.
O ato sexual entre adultos e adolescentes (o que não configura a pedofilia),
pode não ser considerado um crime, em hipóteses excepcionais que
dependem da idade do adolescente, bem como da legislação local sobre a
idade de consentimento (nos países que adoptam este conceito), ou como
dirimente penal para casos como o estupro. A emancipação de menores é um
instituto não reconhecido pela grande maioria das nações, no tocante à vida
sexual. A pedofilia é sempre um crime de ação pública: ou seja, sua prática
independe da vontade dos pais ou responsáveis pelo menor - alguns deles
envolvidos nos casos de rede internacional de pedofilia já desbaratados.
A pornografia infantil também é considerada crime na grande maioria dos
países do mundo. Alguns países possuem leis proibindo o uso da Internet para
recrutar menores com a intenção de realizar o ato sexual, virtual ou não.
O abuso sexual, no direito internacional moderno, é considerado como mais
uma prática do ilícito pedófilo.
Em alguns países, pessoas com história de atividade sexual com crianças
podem ser proibidas, através de decisões judiciais ou de legislação existente,
de se encontrarem com as mesmas, ou de terem empregos que as aproximem
de crianças ou, ainda, de possuirem computadores e/ou telefones celulares, de
usarem a Internet, ou mesmo de possuir brinquedos infantis.
Muitas vezes, o criminoso é uma pessoa próxima à criança, que se aproveita
da fragilidade da vítima para satisfazer seus desejos sexuais. Em outros casos,
razões não-sexuais podem estar envolvidas. Por isto, o abuso sexual de
crianças, por si só, não necessariamente indica que o criminoso é um pedófilo.
A maioria dos abusadores, de fato, não possui interesse sexual primário por
crianças. Estima-se que apenas entre 2% e 10% das pessoas que abusam
sexualmente de crianças sejam pedófilas.
No Brasil
A lei brasileira não possui o tipo penal "pedofilia". Entretanto, a pedofilia, como
contato sexual entre crianças e adultos, se enquadra juridicamente nos crimes
de estupro (art. 213 do Código Penal) e atentado violento ao pudor (art. 214 do
Código Penal), agravados pela presunção de violência prevista no art. 224, "a",
do CP, ambos com pena de seis a dez anos de reclusão e considerados crimes
hediondos.
Pornografia infantil é crime no Brasil, passível de pena de prisão de dois a seis
anos e multa. Artigo 241, do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº
8.069/90): Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por
qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores
(internet), fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito
envolvendo criança ou adolescente. Em novembro de 2003, a abrangência da
lei aumentou, para incluir também a divulgação de links para endereços
contendo pornografia infantil como crime de igual gravidade[41]. O Ministério
Público do país mantém parceria com a ONG SaferNet que recebe denuncias
de crimes contra os Direitos Humanos na Internet e mantém o sítio SaferNet,
que visa a denúncia anônima de casos suspeitos de pedofilia virtual.
A partir de 2007 os Conselhos Estaduais da Criança e do Adolescente, com a
coordenação nacional da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, lançou
uma ampla campanha para coibir a prática de crimes contra menores, através
de denúncias anônimas feitas através do telefone 100. Em todo o país este
número serve para receber as denúncias de abusos de toda a ordem - e os
sexuais são a maioria dos casos[42].
Em 20 de dezembro de 2007 a Polícia Federal do Brasil, em conjunto com a
Interpol, o FBI e outras agências de investigação desvendou o uso da Internet
como meio para divulgação de material - para tanto usando da identificação
dos IPs anônimos - tendo efetuado três prisões em flagrante e mais de
quatrocentas apreensões pelo país - sendo esta a primeira operação onde foi
possível identificar usuários da rede mundial de computadores para a prática
pedófila no Brasil.
No mundo
O caso mais recente e de maior repercussão foi a busca por um pedófilo que
aparecia em várias fotos abusando de menores. Cerca de 200 imagens com
seu rosto digitalmente alterado foram divulgadas na Internet. Numa busca que
envolveu especialistas em edição de imagens, afim de restaurar a imagem do
rosto do procurado, o canadense Christopher Neil, 32 anos, foi preso e
acusado por crime de pedofilia na província de Nakhon Ratchasima, em Korat,
a cerca de 250 km a norte da capital Bangcoc, uma área turística da Tailândia.
A captura começou quando investigadores captaram um telefonema de uma
travesti tailandesa com quem Neil teve contatos no passado. A travesti, de 25
anos, que já alugou uma casa com Neil em outra região da Tailândia,
colaborou com as investigações levado os policiais até a residência do
acusado[44]. No mesmo dia a instrutora de tênis britânica, Claire Lyte, 29 anos,
foi condenada pelo mesmo crime ao ser considerada culpada de manter
relações sexuais com sua aluna de apenas 13 anos. Lyte deve receber a
sentença pela condenação dentro de um mês.
Nas entidades religiosas
A Revista Veja, da Editora abril, edição nº 1982, ano 39, nº 45, de 15 de
novembro de 2006, publicou uma reportagem nas páginas 112/114, sobre dois
advogados norte-americanos, John Aretakis , de Nova Iorque e Jeff Anderson,
de Minnesota, recordistas de clientes vítimas de abusos sexuais, tendo o
primeiro patrocinado 250 ações, com indenizações no valor de um milhão de
dólares obtidas da Igreja Católica e o segundo patrocinado hum mil ações, com
indenizações no valor de 150 milhões de dólares, também, obtidas da mesma
instituição religiosa. O caso mais famoso foi o do padre Mark Haight, de
Albany, que estuprou um menino, diariamente, durante seis anos. Seguem-se
os casos do padre James Porter, que molestou 28 crianças e foi condenado em
1993 a 28 anos de prisão, do padre Paul Shanley, que molestou uma menina
durante três anos e foi condenado a doze anos de cadeia, do padre John
Geoghan, molestador de mais de cem crianças, foi condenado a dez anos de
prisão e do padre Rudolph Kos, que molestou onze crianças e a sua diocese
pagou indenizações no valor de trinta milhões de dólares às vítimas. Anderson
afirmou à Revista Veja: “luteranos, mórmons, testemunhas de Jeová,
evangélicos...Diga-me o nome de qualquer grupo religioso e eu provavelmente
já o processei”.
Cláudio Hummes, cardeal prefeito da Congregação para o Clero do Vaticano,
reconheceu que casos de pedofilia afetam 4% dos padres católicos, o que
representaria cerca de 20 mil sacerdotes em todo o mundo.
História
Um pretenso ativismo pedófilo teria surgido nos Países Baixos, no final dos
anos 1950, pelo trabalho do neerlandês Frits Bernard, que fundou um grupo
tolerado naquele país, tendo se desenvolvido a partir da Revolução sexual dos
anos 1970 e até o início dos anos 1980, sobretudo na Europa Ocidental e EUA.
Em 1979, uma petição apoiada por grupos não-pedófilos (sexólogos,
homossexuais, feministas, trabalhistas) chegou a ser apresentada ao
Parlamento neerlandês, sem sucesso. Várias alegadas entidades foram
fundadas onde a legislação era tolerante ou omissa. A reação social passou a
desmascarar as intenções dos indivíduos que utilizavam o discurso pró-
pedofilia, o que levou os grupos de pedófilos neles imiscuídos a serem expulso,
a partir de 1994, da ILGA, a confederação mundial de grupos GLBT, que então
proclamou oficialmente a dissociação de pedofilia e homossexualidade,
rechaçando expressamente os portadores daquela anomalia. Novos grupos,
em países como Alemanha e Países Baixos, sobreviveram, centrando sua
ação basicamente na Internet, dificultando sua captura e identificação.
Embora essas siglas pretendam existir e divulgar a pedofilia como algo normal,
as polícias do mundo cada vez mais se unem no combate e prisão dos
praticantes desse crime, desbaratando as redes internacionais de pedofilia.
Dialética do ativismo
Ativismo pró-pedofilia
Artigo principal: Ateísmo pró-pedófilo
O ativismo pró-pedofilo é um pequeno movimento que teve seu período mais
ativo entre os anos 1950 e início dos anos 1990 e atualmente é mantido em
sua maior parte através de sites na Internet.[47][48][49][50] Um de seus
objetivos - de acordo com um de seus apoiadores, Frits Bernard - é defender a
aceitação da pedofilia como uma orientação sexual ao invés de um distúrbio
psicológico.
Ativismo Anti-pedofilia
O ativismo antipedófilo abrange oposição aos pedófilos, activismo pró-pedófilo
e outros fenômenos tidos como relacionados à pedofilia, como a pornografia
infantil e abuso sexual de menores.[52] Muitas ações diretas classificadas
como antipedófila envolvem demonstrações contra acusados de crimes de
natureza sexual[53], grupos que advogam a legalização da atividade sexual
entre adultos e crianças, usuários de internet que solicitam sexo a
adolescentes.