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APOSTILA HISTÓRIA PROFº ORLANDO PRIMEIRO BIMESTRE

HISTÓRIA - INTRODUÇÃO

1.

POR QUE ESTUDAR HISTÓRIA?

História ajuda a desenvolver as identidades e cria um sentimento de pertencimento a um lugar

Identidade é o modo como nos definimos e somos definidos por outros indivíduos.

2.

PESQUISAS HISTÓRICAS

Durante o sec. XIX (1801-1900), as principais fontes ou documentos históricos utilizados pelos historiadores eram os textos escritos, sobretudo os de origem oficial. Naquela época, os historiadores valorizavam essas fontes escritas.

Partindo da pesquisa e do estudo, buscavam fornecer uma versão única de um acontecimento (uma verdade). Hoje em dia não é mais assim

3.

EXISTE UMA VERDADE?

Atualmente a historiografia não aceita o termo “verdade”. Ela aceita o termo “versão”.

Toda versão pode ser aceita desde que seja comprovada por mais de uma fonte histórica.

4.

FONTES HISTÓRICAS

Fontes Históricas são todos os vestígios da vida humana utilizados pelo historiador para verificar a autenticidade de fatos. Exemplo: documentos pessoais, cartas, fotografias, objetos, roupas, depoimentos, pinturas, livros didáticos, etc.

5.

O HISTORIADOR TRABALHA APENAS COM FONTES HISTÓRICAS?

Não. Além das fontes históricas, os historiadores mantém interdependência com o trabalho de pesquisadores de outras áreas.

6.

UNIDADE DE MEDIDA NA HISTÓRIA

O tempo é usado como unidade de medida.

Os instrumentos mais usados para calcular o tempo são os relógios (o mais antigo) e o calendário.

Calendários mais usados no mundo:

Cristãos Utilizado na maior parte do mundo. O tempo é contado a partir do nascimento de Cristo;

Judaico Utilizado apenas pelos judeus. O tempo é contado a partir do que é considerado o início da criação do universo (3761 a.c. do calendário cristão);

Islamico ou Muçulmano Utilizado nos países de maioria muçulmana. O tempo é contado a partir da fuga do profeta Maomé de Meca para Medina (622 do calendário cristão).

6.1. AS DIMENSÕES DO TEMPO

O historiador Frances Fernand Braudel afirmou que é possível dividir os acontecimentos históricos em:

Curta duraçãoÉ o tempo rápido dos acontecimentos (as notícias de um dia); Média duração É um período de existência de uma conjuntura: os anos em que durou um governo, o tempo de vigência de uma constituição, uma guerra. Longa duração São fatos que podem durar séculos. Exemplo: os hábitos alimentares, um mito, uma crença.

6.2. LINHA DO TEMPO

É uma maneira de facilitar a organização dos acontecimentos históricos.

7.

O TERMO PRÉ-HISTÓRIA

O termo pré-história foi cunhado na segunda metade do séc. XIX e designa o período de tempo anterior ao surgimento da escrita (a escrita surgiu por volta de 4000 a.c.).

Para os historiadores, os acontecimentos só fazem parte da história se estiverem registrados através da escrita.

O termo “pré-história”entrou em desuso porque até os dias atuais existem povos que vivem sem o uso da escrita e se organizam em sociedades como a nossa.

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CIVILIZAÇÃO GREGA - HERANÇAS

Foi na Grécia antiga que o ser humano foi definido como animal político. Mas, o que significa política? Pólis Cidade-Estado

1. MITO

Mythos significa apenas relato, narração. Essa palavra serve hoje para designar, na história do pensamento grego, uma tradição transmitida oralmente e que não se insere na ordem do racional.

Nossa ciência atual está repleta de mithos: um deles é o big-bang.

As narrativas da origem transmitidas pelos mitos continuam atuais na Grécia clássica, porque respondem a desafios relacionados com a identidade: o grego sabe de onde é porque conhece de cor todas essas histórias.

Essas narrativas transmitem modos de ser e de comportar-se. Em Homero, aprende-se a trabalhar, a navegar, a fazer a guerra e a morrer - afirmava Platão. A tradição mitológica define assim um estilo exemplar de existência, nos planos moral e estético, que para os gregos se confundem.

2. DEMOCRACIA

A plenitude da democracia grega se deu com as experiências democráticas que ocorreram em Atenas e se irradiou por toda a Grécia.

Nas cidades onde a democracia não era exercida da mesma forma de Atenas, existiam canais de comunicação (assembleias) entre o poder publico e os cidadãos.

Somente em Atenas a democracia desenvolveu-se de forma institucionalizada, ou seja, um governo do povo, exercido pelos cidadãos reunidos em Assembleias.

A noção de cidadania na cultura política grega determinava a vinculação do cidadão a uma determinada polis,

por laços de família, obrigação de defesa da cidade, contribuindo para seu bem geral e o direito de opinar sobre

o destino de suas cidades.

OBS:

Fundamentos do Estado democrático de Direito no Brasil:

Artigo 1° da Constituição de 1988, são:

"Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição." Soberania e cidadania. Dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, pluralismo político.

A cultura grega trouxe uma visão e um sentimento aristocrático de sociedade (aqueles considerados “os melhores” - proprietários rurais - que dispunham de boas condições financeiras para adquirir uma boa educação

e de tempo para se dedicarem ao serviço publico não remunerado, eram concebidos como portadores de uma

cultura geneticamente transmitida, aperfeiçoada e em parte adquirida dos seus antepassados).

No governo de Péricles, a democracia incorporou a totalidade dos cidadãos no processo decisório, tornando viável através de uma modesta remuneração (Misthos) aos servidores cívicos, assim os cidadãos comuns puderam passar a tomar parte nas decisões públicas.

As mulheres não tinham direito a voz e nem a voto nas decisões publicas, mas contribuíam na formação da opinião publica, ou seja, sua participação se dava através do aconselhamento a seus maridos e seus filhos nas tomadas de decisões e nos destinos das cidades.

Os estrangeiros eram considerados hóspedes sem cidadania, mas possuíam direitos privados assegurados por lei, embora sujeitos a restrições.

Os escravos também não eram considerados cidadãos, visto que não podiam opinar de forma alguma sobre os negócios públicos, mas, eram respeitados como uma dignidade humana socialmente protegida por lei.

Na democracia grega a liberdade era ao mesmo tempo um atributo de cidadania e um requisito para exercê-la. A liberdade para os atenienses era tida como um sentimento de orgulho em relação aos povos de outras cidades, entretanto, essa liberdade era delimitada pelos direitos do Estado, face às obrigações de disciplina cívica, a submissão as autoridades constituídas e a obediência as leis.

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Em Atenas, todos os indivíduos eram politizados e qualquer pessoa que não participasse dos negócios públicos era considerada um ser inútil.

Na democracia a liberdade dependia do exercício pleno da democracia, que para isso, era necessário a observância aos direitos e deveres de cada cidadão assim como do Estado.

No governo de Clistenes democracia veio a se consolidar, embora com dois tipos de objeções: a conservadora, que foi uma forma de patriciado ateniense exprimir a sua superioridade ante a plebe e as exportações fiscais das Assembléias, na medida em que atingia um nível de racionalidade universalista e tendia a fundir-se com a objeção filosófica de Sócrates.

3.

ÉTICA

Ética e política são inerentes ao entendimento e a pratica do bem, o bem da alma assegurando a harmonia interior do homem e o bem da cidade e a justiça assegurando a harmonia da polis. Daí a afirmação de Sócrates e Platão de que o exercício da política requer um longo aperfeiçoamento, não podendo ser arbitrariamente confiado a homens desprovidos de senso de justiça e bem social. A essa objeção Péricles e o partido popular contrapuseram-se com uma tese de que todos os homens possuem in nato técnicas políticas e a partir das suas prerrogativas estes tendem a desenvolvê-las.

Os gregos apesar de criadores da racionalidade e de uma aplicação prática a todas as dimensões da vida não tiveram uma eficaz continuidade ao seu saber político. Durante o período histórico em que a polis pode sobreviver seu governo foi escassamente racional. Faltou tanto em sua política interna como externa uma visão política superior que lhes assegurasse longa duração.

Foram dois os principais problemas da administração da polis grega, durante o período histórico em que puderam sobreviver. Um de caractere político-institucional que diz respeito ao fato de que a cidade grega ao contrario do que acontecia em Roma, não foi capaz de criar verdadeiras magistraturas, resultando na incompetência de gerir os negócios cívicos e militares mais complexos. O segundo foi a incapacidade de gerar arrecadação tributária equânime e confiável, por falta de um pré-definido sistema tributário.

A arrecadação na Grécia dependia da generosidade patriótica dos ricos ou de sua espoliação por decretos da Assembleia ou atos dos tiranos aos pobres. Tal situação gerava a propulsão a guerra civil ou a aliança de partidos de uma determinada cidade com seus dirigentes a outras cidades, com vistas a derrubar o governo local.

4.

TEATRO

Antes de se desenvolver, tinha como característica principal sua estruturação religiosa

O teatro grego se desenvolveu a partir do séc. VI a.c.

Nasceu das declamações líricas realizadas por um coro (com acompanhamento musical), ditirambos, que apresentavam ao público os feitos de Dionísio e de outros deuses e heróis da mitologia grega.

O teatro evoluiu e deu origem à tragédia, comédia e ao drama satírico.

o

A Tragédia aborda em profundidade os sentimentos, os conflitos e as aspirações que fazem parte da vida humana (comum o uso da relação do homem com o poder);

o

Já a comédia, tratava o cotidiano de forma engraçada

o

O drama satírico eram histórias que ridicularizavam um determinado tema ou indivíduo famoso na sociedade.

5.

FILOSOFIA

Construção de teorias para o entendimento da realidade e da existência humana e divina.

No séc. V a.c. aconteceu uma verdadeira “revolução filosófica” com Sócrates.

Criou o método “malêutico” conhecer a si mesmo (conhece-te a ti mesmo).

Sócrates reconheceu os limites do ser humano para alcançar a sabedoria plena e se dizia pertencente a uma humanidade.

Sócrates foi condenado a morte por ter ideias perigosas.

Seu pensamento foi recuperado por seu discípulo, Platão, autor de várias obras, entre elas A REPÚBLICA (é um modelo de Estado no qual o poder deveria ser exercido por filósofos, e não por guerreiros).

Platão considerava o governo de Esparta a melhor forma de governo.

Aristóteles foi discípulo de Platão.

Escreveu sobre vários assuntos (física, matemática, política, moral e zoologia).

Todos os fenômenos possuíam uma essência que devia ser decifrada.

Tudo que existia resultava de causas racionais e a mais importante é a finalidade para algo existir.

O filósofo deveria procurar a essência das coisas através de questionamentos.

6.

JOGOS OLÍMPICOS

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Eram realizados na cidade de Olímpia na primeira lua cheia do verão, a cada quatro anos para homenagear os mortos nas batalhas.

A HISTÓRIA GREGA

1.

ORIGENS DA CIVILIZAÇÃO GREGA

A Grécia atual é um país europeu localizado no sul da Península Balcânica.

O atual território grego pode ser dividido em quatro partes: o sul da Península dos Balcãs (Grécia continental), a Península do Peloponeso (Grécia peninsular) e as ilhas do mar Egeu e os antigos territórios da Ásia Menor.

Por ter relevo montanhoso e clima relativamente seco, apenas um terço do território é ocupado com atividades agrícolas.

A partir do século VIII a. c., os gregos se expandiram pelo Mar Mediterrâneo e ocuparam as terras do sul da Itália (Magna Grécia), da França e da Península Ibérica, a região do mar negro e áreas da Ásia.

2.

A CULTURA CRETENSE OU MINÓICA

Os historiadores não sabem ao certo a origem dos cretenses, mas é certo que eles não eram gregos. Sua escrita ainda não foi decifrada pelos estudiosos.

As primeiras organizações políticas que apareceram nas ilhas do mar Egeu eram semelhantes àquelas do Egito antigo e da Mesopotâmia.

Na ilha de Creta, por volta do ano 2000 a. c., existiam luxuosos palácios nos quais residiam os reis. O palácio mais importante era o de Cnossos.

Os reis cretenses controlavam grandes extensões de terras, onde trabalhavam muitos camponeses.

Esses camponeses pagavam tributos ao governo na forma de produtos agrícolas.

Os escribas encarregavam-se de registrar os tributos recolhidos pelo Estado e de arquivar as anotações nos palácios.

Por volta do ano 1450 a. c., os palácios cretenses foram destruídos, provavelmente pelas invasões dos aqueus, um povo indo-europeu.

A escrita dos aqueus foi preservada em tabuinhas de cerâmica e decifrada na década de 1950. Ao decifrá-la, os estudiosos descobriram que se tratava de um dialeto grego.

3.

SOCIEDADE MICÊNICA

Micenas, na Grécia peninsular, foi uma das mais importantes cidades fundadas pelos aqueus.

A sociedade micênica também estava organizada em torno do palácio. O rei e uma aristocracia guerreira mantinham controle sobre uma população de camponeses.

Os palácios micênicos foram destruídos em torno de 1200 a. c., mas as razoes desse fato ainda não são claras. Nessa mesma época, os dórios estabeleceram-se em Creta e na Grécia peninsular; os jônios e os eólios ocuparam a Grécia continental, os aqueus, os dórios, os jônios e os eólios, todos povos indo-europeus, deram origem aos gregos.

4.

DO GENOS À CIDADE-ESTADO

A ruína dos palácios provocou o fim do poder dos reis. A aristocracia guerreira manteve controle sobre os camponeses, MS dentro do grupo aristocrático, vários gené (plural de genos) buscavam concentrar o poder.

O genos era uma grande família aristocrática que acreditava descender de um antepassado comum. O chefe do genos mais poderoso era o rei da comunidade e governava com o auxilio de uma assembleia de guerreiros. A assembleia discutia os assuntos de interesse da comunidade e tinha como principio a igualdade entre todos os aristocratas. Essa forma de governar deu origem a pólis (cidade-estado) por volta dos séculos VIII e VII a. c

5.

CIDADE-ESTADO

Durante a Antiguidade, a Grécia era dividida em cidades-Estados.

Cada Cidade-Estado tinha autonomia e própria forma de governar.

As duas mais importantes foram Esparta e Atenas.

Enquanto Esparta preparava seus jovens para as guerras, mandando-os desde criança; Atenas incentivava o intelecto e obteve grande destaque no Teatro com o desenvolvimento dos gêneros tragédia e comédia (representações da vida real como forma de entretenimento e informação).

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Atenas destacou-se também na Arquitetura, com construções como o Parthenon; e na Filosofia, com os pensadores Sócrates, Platão e Aristóteles.

Das poucas particularidades em comum, os povos gregos eram politeístas. Acreditavam que sua principal divindade, Zeus, habitava o alto do monte Olimpo e de lá observava, controlava, castigava e, de vez em quando, descia a Terra para algumas peripécias. Entre elas, relacionar-se com humanos e conceber filhos semideuses, como Aquiles e Hércules.

Outro ponto em comum entre os gregos era a prática de esportes. Reuniam-se de quatro em quatro anos na cidade de Olímpia para disputar entre si competições de atletismo, corrida, lutas, entre outras. Tal competição ficou conhecida como Olimpíadas e perdura até os dias atuais. Eles respeitavam tanto essa competição que, mesmo em guerra, os povos acordavam uma trégua durante a realização dos jogos.

Além de Esparta e Atenas, Tebas, Creta e Troia também foram importantes Cidades-Estados, porém se destacaram mais nas relações comerciais. Os gregos também são chamados de Helenos pelo fato de, na Antiguidade, a Grécia ser conhecida como Hélade.

6.

EXPANSÃO COLONIAL GREGA

Por volta dos séculos IX e VIII a. c., a população cresceu rapidamente na Grécia, e as terras agrícolas tornaram- se insuficientes.

A constante divisão de terras entre os membros dos gene (do pai para filhos homens) foi diminuindo o tamanho das terras cultiváveis.

Ao mesmo tempo, os aristocratas tinham mais terras que os camponeses pobres, que se viam obrigados a trabalhar para eles e acabavam endividados, tornando-se, às vezes, escravos. Essa situação gerou forte tensão social.

A saída encontrada foi fundar colônias em outras regiões do mar Mediterrâneo.

As colônias eram chamadas pelos gregos de apoikiai, ou seja, “afastamento de casa”. Elas mantinham laços estreitos com a cidade-mãe, mas eram independentes e podiam até criar outras colônias.

O sul da Itália tinha tantas colônias gregas que foi chamado de Magna Grécia (Grande Grécia).

7.

A DERROTA DOS GREGOS

Os gregos apesar de criadores da racionalidade e de uma aplicação prática a todas as dimensões da vida não tiveram uma eficaz continuidade ao seu saber político. Durante o período histórico em que a polis pode sobreviver seu governo foi escassamente racional. Faltou tanto em sua política interna como externa uma visão política superior que lhes assegurasse longa duração.

Foram dois os principais problemas da administração da polis grega, durante o período histórico em que puderam sobreviver. Um de caractere político-institucional que diz respeito ao fato de que a cidade grega ao contrario do que acontecia em Roma, não foi capaz de criar verdadeiras magistraturas, resultando na incompetência de gerir os negócios cívicos e militares mais complexos. O segundo foi a incapacidade de gerar arrecadação tributária equânime e confiável, por falta de um pré-definido sistema tributário.

A arrecadação na Grécia dependia da generosidade patriótica dos ricos ou de sua espoliação por decretos da Assembleia ou atos dos tiranos aos pobres. Tal situação gerava a propulsão a guerra civil ou a aliança de partidos de uma determinada cidade com seus dirigentes a outras cidades, com vistas a derrubar o governo local.

 

IMPÉRIO ROMANO

1.

SURGIMENTO

Roma foi fundada em 753 a.c.

A cidade de Roma foi originalmente um entreposto comercial etrusco.

Versão mítica: A cidade de Roma foi fundada por Rômulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba.

Versão histórica: evidências arqueológicas indicam que os romanos antigos descendem da mistura de grupos residentes na região do Lácio (região central da península itálica banhada pelo mar Tirreno) e de povos vindos de outras áreas do península itálica e do Mediterrâneo. Influencia grega e etrusca na vida cultural, religiosa e política na península.

2.

O DOMÍNIO ETRUSCO

Roma se desenvolveu durante o domínio etrusco (séc. VII a.c.).

A organização social, política e econômica romana tinha por base a família.

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As famílias se reuniam em clãs, que estavam divididos em Cúrias.

Durante o domínio etrusco, o rei acumulava as funções executiva, legislativa, judicial e religiosa; mas suas funções tinham que ser aprovadas pelo conselho de anciãos (Senado).

As decisões do senado tinham que ser aprovadas pela CÚRIA, uma assembleia composta de cidadão em idade militar.

Formação da sociedade romana durante o período etrusco:

Patrícios Proprietários de terras férteis, dos grandes rebanhos e minas. Exerciam o poder político no Senado, Cúria e nas Magistraturas. Detinham a maior parte dos saques de guerras, davam proteção aos clientes e prestavam-lhes auxilio econômico, cedendo uma fração de suas terras.

Clientes Maioria de camponeses e eram muito dependentes dos patrícios.davam-lhes apoio político e militar.

Plebeus Comerciantes em geral.

Escravos prisioneiros de guerra ou obtidos através de dívidas não pagas.

Os etruscos acabaram fragilizados após a guerra contra os gregos. Os patrícios aproveitaram o momento e conseguiram autonomia. Mais tarde passaram a exercer diretamente o poder.

Em 509 a.c. comandados pelos patrícios, os romanos se revoltaram contra o rei etrusco, Tarquínio, o Soberbo. O antigo Senado assumiu o poder. Assim surgiu um novo regime político: A República. Caracterizada por uma luta entre patrícios e plebeus.

3.

A REPÚBLICA ROMANA

Após perder a proteção militar etrusca, a base da infantaria passou a ser de plebeus. Isto reforçou a sua base social e política.

A importância conseguida pelos plebeus obrigou os patrícios a negociarem e permitir acesso a seus grupos políticos, mas isto aconteceu após muitas lutas políticas.

A riqueza monetária passou a ser critério de definição de hierarquia social.

As disputas entre patrícios e plebeus se acirraram durante a expansão territorial.

A disputa aconteceu porque as terras recém-conquistadas eram concentradas nas mãos dos patrícios

Houve uma reforma agrária e política. Os plebeus ricos passaram a poder ocupar cargos hierárquicos maiores (cônsul, pretor, ditador).

A escravidão por dívida foi abolida e as resoluções da assembleia da plebe tornaram-se leis.

4.

A EXPANSÃO TERRITORIAL

A disputa entre plebeus e patrícios coincidiram com o processo de expansão territorial. Primeiro foi pela península itálica e mais tarde pelas regiões banhadas pelo Mediterrâneo.

O principal problema romano foi consolidar seu poder diante de Cartago que detinha o poder econômico e político no Mediterrâneo ocidental.

Guerras Púnicas (Romanos contra Cartagineses)

A conquista das terras cartaginesas estimulou o crescimento da escravidão em Roma. Isto gerou um novo conflito: Senhores e Escravos.

Os escravos tornaram-se a base da mão de obra romana após o declínio econômico dos camponeses, que eram expulsos de suas terras por vários motivos, como não pagar as próprias dívidas.

5.

ESCRAVOS

A condição de escravo no mundo romano variou conforme a época, a origem e o meio em que viviam.

Em geral, os escravos tinham uma vida sofrida e curta por estarem sujeitos a castigos cruéis.

Era autorizado ao escravo agir em nome do senhor tornando-se seu representante legal.

O escravo podia ser alforriado ou comprar a própria liberdade. No entanto, permanecia ligado ao senhor (dívida moral).

Houveram revoltas de escravos com o objetivo de conseguir a liberdade e voltar as suas terras de origem.

A revolta de escravos mais importante foi liderada por Spartacus.

 

IMPÉRIO ROMANO- parte 2

1.

A POLÍTICA DO PÃO E CIRCO

Empobrecimento da população livre durante a expansão territorial.

Solução: O Estado passou a distribuir cereais e a promover espetáculos públicos nas arenas.

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2.

CONSTRUÇÃO DO IMPERIO

Os irmãos Graco (Caio e Tibério) propuseram várias medidas como a reforma agrária, baixa do preço do trigo, permitir acesso aos plebeus a cargos ao lado dos patrícios e cidadania romana aos outros povos latinos.

Um acabou assassinado e o outro não conseguiu se eleger tribuno.

O prestígio dos generais crescia.

Os soldados passaram a ser profissionais e receber salário. Isto gerou lealdade aos generais.

Os generais usaram a lealdade dos soldados para fortalecer suas condições políticas.

3.

JÚLIO CESAR

O general que mais se destacou foi Júlio César. Este se uniu a Marcus Crasso e Pompeu formando um triunvirato.

Durante esta fase, Roma se expandiu pela Gália, Britânia, Hispânia, Ásia Menor e Egito.

As conquistas de César o deixava famoso e assustava o senado.

Ele foi desafiado por Pompeu e o venceu, se tornando ditador.

César foi morto a facadas em 44 a.c. no senado.

Um novo triunvirato assumiu o poder no ano seguinte e durou três anos. Acabou com os poderes sendo concentrados nas mãos de Otávio, o primeiro imperador Romano.

Cesar acabou divinizado após sua morte.

4.

O IMPÉRIO ROMANO

Otávio incorporou a denominação de César ao título de imperador e acrescentou o de Princeps e Augusto, título reservado aos deuses.

A Estrutura econômica e social passou a ser a mesma da República.

Os poderes do imperador eram a soma de todos os títulos elegíveis durante a república. A vontade do imperador estava acima das demais e dos governadores das províncias.

As conquistas territoriais diminuíram, os soldados desmobilizados receberam lotes de terras. Começava a Pax Romana.

Otávio foi sucedido por Tibério, Calígula, Cláudio e Nero.

Outras dinastias se sucederam.

O Edito de Caracala (212 a.c.) concedeu cidadania romana para todos os habitante livres do Império e a descentralização econômica.

As populações conquistadas tinham liberdade de culto desde que não desafiassem as autoridades romanas.

5.

CRISTIANISMO

A pregação dos apóstolos de Jesus acabou fundando o cristianismo no inicio do Séc. I d.c.

A penetração da fé cristã nas cidades e a conversão em massa a uma religião monoteísta puseram em xeque o caráter divino do imperador e os deuses romanos.

Foram perseguidos durante alguns séculos até seu culto passar a ser permitido (Édito de Milão, 313 d.c. promulgada por Constantino) e se tornar a religião oficial do Estado (380 d.c.).

6.

CRISE DO IMPÉRIO ROMANO (Séc. III)

A arrecadação de impostos foi comprometida por causa da corrupção.

O fim da expansão territorial fez a quantidade de escravos diminuir.

Conflito com os povos germânicos gerou gastos para proteger as cidades.

Muitas pessoas iam para os campos fugir das guerras.

O governo romano proibiu as pessoas de deixarem as terras.

O império foi dividido em 395 d.c.: Império Romano o Ocidente (capital em Roma) e Império Romano do Oriente, ou Bizâncio (Capital em Constantinopla).

O Império Romano do Ocidente cai em 475 d.c.

 

A FORMAÇÃO DO MUNDO MEDIEVAL

1.

A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO DO OCIDENTE

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No séc. I, o fim da política de expansão (pax romana) e a necessidade de manter e abastecer as tropas nas fronteiras do Império aproximaram Roma dos povos germânicos (também conhecidos como povos bárbaros).

Em meados do séc. II, a dificuldade em obter mão de obra escrava para o trabalho agrícola, devido ao término das guerras de conquista, e o alto custo para transportar alimentos para os soldados levaram Roma a arrendar aos germanos pequenos lotes. Esta medida provocou uma infiltração dos bárbaros.

No séc. III, as regiões da Gália, Hispânia e o norte da península itálica foram saqueadas por alamanos e francos; a costa da Bretanha foi invadida pelos saxões, a parte oriental do império foi invadida por godos.

Os romanos conseguiram conter a investida por um tempo, mas tiveram que organizar o sistema defensivo e a estrutura militar (bárbaros foram incorporados ao exército romano, por exemplo). Isto abriu caminho para a entrada pacífica dos povos bárbaros no Império Romano.

A partir do séc. IV, a entrada de bárbaros no império aumentou, porém desta vez com incentivo do governo. No entanto, as investidas militares contra Roma não acabaram.

Muitos dos bárbaros chegaram a ocupar postos importantes na administração imperial e no exército.

Com o tempo, o colapso do Império Romano continuou porque as legiões estavam desestruturadas, imperadores eram manipulados, povos federados estavam sempre prontos a conquistar mais território.

A instituição mais bem organizada era a Igreja.

Em 476, os bárbaros germânicos depuseram Rômulo Augústulo e acabaram com o Império Romano do Ocidente.

2.

FASES DA EXPANSÃO BÁRBARA

Séc. V e VI Através de guerras e alianças, mas sem criar um centro político (um local onde emanassem as decisões).

Séc. VI em diante alguns povos estabeleceram domínios duradouros após criar um centro político, como os francos na Gália e lombardos na Península Ibérica

3.

A GUERRA PARA OS BÁRBAROS GERMÂNICOS

A guerra era um elemento central;

As terras tomadas dos derrotados eram redistribuídas pelos chefes germânicos;

Inicialmente, os chefes guerreiros germânicos eram aclamados por uma assembleia (comitatus);

Os eleitos dirigiam o bando armado nas conquistas e dividiam o butim (saque) entre eles.

Com o tempo, os chefes germânicos deixaram de serem eleitos (tornaram-se hereditários);

Os povos germânicos provocaram a fragmentação do poder imperial romano;

No lugar do poder centralizado, surgiram realezas em que o poder era local e exercido por um rei.

Os reis germânicos assimilaram elementos da cultura romana (exemplo: cristianismo)

As leis baseavam-se nos costumes e eram transmitidas oralmente (direito consuetudinário).

Os germânicos tinham o hábito de doar parte das terras conquistas e o poder nelas para outros guerreiros (feudo).

Aquele que doava o feudo passava a ser chamado “suserano” e aquele que recebia passava a se chamar “vassalo”.

4.

FEUDALISMO

Sistema social que predominou na Europa Ocidental entres os séc. X e XIII.

A palavra vem de “feudo”.

O principal bem era a terra.

Para assegurar a posse da terra e os bens sobre ela, os aristocratas firmavam alianças reforçadas por juramento de fidelidade.

5.

A SOCIEDADE FEUDAL

A sociedade feudal se organizava de forma hierarquizada segundo critérios de inclusão, de dependência e exploração, de domínio e poder.

O primeiro critério de inclusão era religioso: só seriam incluídos os cristãos.

Pode-se dividir os cristãos entre “clérigos” e “leigos” e subdividir cada um deles.

8

Reis Senhores de terra, Nobreza e Clérigos Camponeses 6. A ECONOMIA FEUDAL
Reis
Senhores de
terra, Nobreza e
Clérigos
Camponeses
6. A ECONOMIA FEUDAL

Camponeses

Vilões

Servos

Escravos

Base agrária (a agricultura era a fonte de sustento da maior parte da população);

A base da alimentação eram os cereais (verduras, leguminosas, trigo e aveia);

O comércio não desapareceu. Continuou como antes no norte da Europa e na península itálica. Nas outras regiões o comércio era feito com trocas de mercadorias (escambo);

A propriedade agrícola era chamada “senhorio”;

As terras forneciam alimentos e outros artigos necessários à sobrevivência (utensílios domésticos, roupas e ferramentas);

Entre os séc. XI e XIII, os senhorios dividiam-se em:

o

Reserva senhorial Os produtos dessas terras pertenciam exclusivamente ao senhor. Nelas trabalhavam servos e outros camponeses;

o

Manso servil Terras destinadas aos servos para produzir para a própria sobrevivência (em troca de uma série de obrigações);

o

Terras comunais os produtos pertenciam aos senhores e servos com algumas restrições

a.

A agricultura e o trabalho servil

Impostos pagos pelos servos:

Corveia os servos deviam cultivar as terras da reserva senhorial duas a três vezes por semana, sem ganhar na por isso;

Talha Os servos entregavam ao senhor uma parte do que produziam no manso servil (30% a 40%);

Banalidades Os servos entregavam uma parte da produção para utilizar a reserva senhorial.

Obs: Fora estes, o servos tinham outros tributos a pagar, como a obrigação de oferecer alimentação e hospedagem ao senhor que tivesse viajando pela aldeia.

AS DINASTIAS MEROVÍNGIAS, CAROLÍNGIAS E A IGREJA CATÓLICA NA EUROPA MEDIEVAL

1. OS FRANCOS E A DINASTIA MEROVÍNGIA

Os francos ocuparam a Gália no início do séc. V e se expande militarmente pela região, além de efetuar alianças políticas com outros povos germânicos.

A expansão franca ganhou impulso com Clóvis (482-511), que se dizia descendente de Meroveu, um chefe guerreiro que teria fundado a dinastia Merovíngia.

Clóvis estabeleceu a capital de seus domínios em Lutetia Parisionrum (Lutécia, atual Paris). Nela, estabeleceram-se muitos aristocratas que formaram a corte.

Por volta de 495, Clóvis converteu-se ao cristianismo e manteve as conquistas territoriais em direção a atual Alemanha e seus sucessores a mantiveram mesmo de forma irregular.

Os Merovíngios fortaleceram as regras de sucessão (com a morte de um rei, era comum dividir a administração do reino entre os filhos).

Uma série de lutas pelo poder permitiram aos aristocratas mais importantes da corte desempenhar as funções reais. Eram os “prefeitos” ou “mordomos” que ganharam importância quando passaram a não ser mais nomeados pelo rei.

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Pepino, um “mordomo”, lutou contra os lombardos na Península Itálica e entregou ao papa os territórios conquistados (formação dos Estados Pontifícios, ou Patrimônio de São Pedro).

Em troca desta ajuda, o Papa reconheceu Pepino como rei dos Francos (751-768) pondo fim a dinastia merovíngia e iniciando a dinastia Carolíngia.

2.

CARLOS MAGNO

O sucessor de Pepino foi seu filho, Carlos Magno, coroado imperador no natal de 800 pelo Papa Leão III (esse gesto reafirmava a autoridade da Igreja sobre os homens e os reis, ao mesmo tempo em que declarava que o poder vinha de Deus)

Carlos Magno consolidou e expandiu os territórios francos, além de fortalecer a aliança com a Igreja Romana.

Carlos Magno recebeu a coroa de ferro da Lombardia, dominou os bávaros e saxões, e se tornou senhor de praticamente toda a Europa ocidental.

Para administrar o imenso território Carlos Magno partilhou o poder entre seus homens mais próximos que o auxiliaram nas conquistas (inicio do feudalismo).

3.

A ADMINISTRAÇÃO DO IMPÉRIO DE CARLOS MAGNO E SUA FRAGMENTAÇÃO

Nas fronteiras foram estabelecidas as “marcas”, controladas por marqueses, e os ducados, governados pelos duques.

Características dessas regiões: exércitos e justiça próprios.

Carlos Magno estimulou o costume das relações de fidelidade e honra entre senhor e servidor (vassalagem).

Essa medida funcionou para concentrar o poder nas mãos de Carlos Magno, mas após sua morte contribuiu para a divisão do seu reino.

Luis, o Piedoso, sucedeu Carlos Magno. Seu reinado se caracterizou pela interrupção das conquistas territoriais, reforço da cristianização e por novas disputas familiares pelo poder.

Com a morte de Luis, seus filhos disputaram a coroa imperial. Isto terminou com o tratato de Verdum (843), que estabeleceu a divisão do Império.

As disputas por territórios e poder enfraqueceram os reis e fortaleceram os senhores locais.

No mesmo séc. IX, várias regiões da Europa foram saqueadas pelos vikings.

4.

A IGREJA CATÓLICA E AS CRUZADAS

Em meio à desorganização administrativa, econômica e social produzida pelas invasões germânicas e ao esfacelamento do Império Romano, praticamente apenas a Igreja Católica, com sede em Roma, conseguiu manter-se como instituição.

Consolidando sua estrutura, a Igreja foi difundindo o cristianismo entre os povos bárbaros, enquanto preservava muitos elementos da cultura greco-romana.

A Igreja passou a servir como instrumento de unificação, diante da fragmentação política da sociedade feudal.

Mundo e Mosteiros

Os sacerdotes da Igreja:

Clero secular Aqueles que viviam fora dos mosteiros. Hierarquizado em padres, bispos, arcebispos etc.; Clero regular Aqueles que viviam nos mosteiros e obedeciam às regras de sua ordem religiosa: veneditinos, franciscanos, dominicanos, carmelitas e agostinianos.

No ponto mais alto da hierarquia eclesiástica estava o papa, bispo de Roma, considerado sucessor do apóstolo Pedro. Nem sempre a autoridade do papa era aceita por todos os membros da Igreja, mas em fins do século VI ela acabou se firmando, devido, em grande parte, à atuação do papa Gregório Magno.

O Poder Temporal da Igreja

Além da autoridade religiosa, o papa contava com o poder advindo da riqueza que acumulara com as grandes doações de terras feitas pelos fiéis em troca da possível recompensa do céu.

Calcula-se que a Igreja Católica tenha chegado a controlar um terço das terras cultiváveis da Europa Ocidental.

O papa, desde 756, era o administrador político do Patrimônio de São Pedro, o Estado da Igreja, constituído por um território italiano doado pelo rei Pepino, dos francos.

O poder temporal da Igreja levou o papa a envolver-se em diversos conflitos políticos com monarquias medievais. Exemplo é a Questão das Investiduras, no século XI, quando se chocaram o papa Gregório VII e o imperador do Sacro Império Romano Germânico, Henrique IV.

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Tribunais da Inquisição

Nos diversos países cristãos, nem sempre a fé popular manifestava-se nos termos exatos pretendidos pela doutrina católica. Havia uma série de doutrinas, crenças e supertições, denominadas heresias, que se chocavam com os dogmas da Igreja.

Para combater essas heresias, o papa Gregório IX criou, em 1231, os tribunais da Inquisição, cuja missão era descobrir e julgar os heréticos. Os condenados pela inquisição eram entregues às autoridades administrativas do Estado, que se encarregavam da execução das sentenças. As penas aplicadas a cada caso iam desde a confiscação de bens até a morte em fogueiras.

Cruzadas

Atendendo ao apelo do papa Urbano II, em 1095, foram organizadas na Europa expedições militares conhecidas como cruzadas para lutar inicialmente contra os turcos que invadiam o Império Bizantino, mas o objetivo oficial era conquistar os lugares sagrados do cristianismo que estavam em poder dos muçulmanos.

Entretanto, além da questão religiosa, outras causas motivaram as cruzadas: a mentalidade guerreira da nobreza feudal, canalizada pela Igreja contra inimigos externos do cristianismo (os muçulmanos); e o interesse econômico de dominar importantes cidades comerciais do Oriente.

De 1096 a 1270, a cristandade europeia organizou oito cruzadas, tendo como bandeira promover guerra santa contra os infiéis muçulmanos.

As Consequências das Cruzadas:

Empobrecimento dos senhores feudais, que tiveram suas economias arrasadas com os esforços despendidos nas

guerras;

Fortalecimento do poder real, à medida que os senhores feudais perdiam suas forças;

Reabertura do Mediterrâneo e conseqüente desenvolvimento do intercâmbio comercial entre a Europa e Oriente;

Ampliação do universo cultural europeu, promovida pelo contato com os povos orientais.

 

O FIM DA IDADE MÉDIA

1.

RENASCIMENTO URBANO

No séc. XI houve a ampliação do comércio e dos espaços urbanos.

Isto foi causado pela produção de excedentes agrícolas e conquistas de territórios muçulmanos

A melhora da produção agrícola foi causada pela utilização do arado de rodas, difusão dos moinhos de ventos ou hidráulicos e a rotação trienal das terras cultivadas.

Entrepostos mercantis foram criados em cidades banhadas pelo mar, mas que contavam com proteção de fortalezas.

O comércio passou a se desenvolver em volta das feiras, que se tornaram mercados permanentes.

2.

CENTRALIZAÇÃO POLÍTICA

No séc. XI, várias regiões da Europa iniciaram um processo conhecido como de Formação dos Estados Nacionais.

Motivos: O desenvolvimento do comércio e das cidades; e o fracasso das cruzadas (as Cruzadas empobreceram

a nobreza, que pediu ajuda ao rei para sobreviver).

2.1. CASOS ESPECÍFICOS:

a.

PORTUGAL

Afonso VI, rei de Leão e Castela, concedeu a Henrique de Borgonha o Condado Portucalense, terras situadas entre os rios Douro e Minho por sua ajuda na luta contra os muçulmanos.

O filho de Afonso, Henriques, rompeu com Castela e proclamou-se rei das terras herdadas do pai, dando origem

a Portugal, em 1139.

Durou 116 anos (1337-1453). O conflito fortaleceu o rei e minou os poderes da nobreza e clero em ambos os reinos. Gerou revolta entre camponeses, pois destruiu plantações e aumentou impostos.

b.

FRANÇA

No fim do séc. XII, Felipe o Belo, tomou medidas para enfraquecer a nobreza como a criação de um exército nacional assalariado, submeter à Igreja na França e cobrar taxas dos nobres e clérigos.

Desdobramentos da Guerra dos Cem anos.

Revoltas camponesas como as Jacqueries, que tinham o objetivo de exterminar todos os nobres.

As revoltas camponesas foram reprimidas porque a nobreza aceitou se submeter ao rei.

c.

INGLATERRA

Consequências da Guerra dos Cem Anos:

Criação da Magna Carta em 1215, limitando os poderes do rei.

3.

A PESTE NEGRA E A GRANDE FOME

Muitas doenças que hoje em dia tem tratamento causavam mortes na Idade Média (tuberculose e disenteria).

A doença que teve mais impacto foi a Peste Negra.

A Peste Negra é causada por uma bactéria transmitida ao ser humano por meio de pulgas contaminadas que se alojam nos ratos.

Os primeiros casos apareceram na China (séc. XIV) e, em pouco tempo, dizimou populações desde a Ásia Central até Constantinopla porque acompanhou as rotas comerciais terrestres usadas para transportar seda, especiarias, peles e outros artigos de luxo para o Ocidente.

A Peste Negra alcançou os portos europeus entre 1348-1352.

Na mentalidade da época, as doenças eram vistas como castigos divinos.

Entre 1314 e 1315, a produção agrícola ficou distante das necessidades alimentares da população.

A epidemia de Peste Negra encontrou a população desnutrida e fragilizada

As más colheitas fizeram aumentar o preço dos cereais e o banditismo cresceu.

Os senhores feudais passaram a explorar mais intensamente os camponeses para compensar as más colheitas.

A crise atingiu todas as camadas sociais.

3.1. CONSEQUENCIAS

Diante do avanço da peste, as pessoas procuravam se isolar.

As cidades evitavam a entrada de estranhos.

A peste provocou a destruição de comunidades inteiras e um desequilíbrio social e econômico.

Calcula-se que até o ano de 1390 a peste tenha vitimado entre 20 e 25 milhões de pessoas somente na Europa (1 terço da população europeia da época)

Redução da atividade econômica e desabastecimento, tanto no campo quanto na cidade.

Mesmo depois da epidemia abrandar, milhares de europeus continuaram morrendo atingidos pela fome.

4.

A SUPERAÇÃO DO FEUDALISMO

As guerras, más colheitas, peste negra e as revoltas camponesas desestabilizaram o feudalismo apesar de terem sido superadas.

Houve um rearranjo político e social

Os nobres se deslocaram para a cidade e procuraram casar as mulheres com ricos comerciantes

Os burgueses passaram a ocupar cargos administrativos.

Muitos impostos cobrados dos camponeses deixaram de ser pagos.

Houve migração em massa para as cidades.

OBS:

Idade Média e feudalismo são apenas termos históricos.

Para facilitar o estudo da história, convenciona-se que ambos terminaram com a conquista de Constantinopla pelos turcos (1453).

Suas características permaneceram durante séculos.

CARACTERÍSTICAS DA REGIÃO ONDE NASCEU O ISLÃ

Islamismo = movimento religioso e político.

O islamismo nasceu na península no séc. VII.

Habitantes da península arábica são os árabes (povos semitas).

Os árabes que vivam no sul da península dedicavam-se principalmente à agricultura e ao pastoreio; os do norte e centro ao comércio de caravanas, atravessando o deserto em camelos para negociar artigos variados nas cidades do litoral e m oásis do interior.

No sul, os árabes se dividiam em monarquias hereditárias e eram politeístas, enquanto os do norte se organizavam em confederações e eram muito influenciados pelas culturas grega e judaica.

Os árabes do norte e sul, do deserto e litoral, dividiam-se em tribos ou clãs. O chefe do grupo era escolhido entre os homens mais velhos e era chamado de sheik. A religião era o principal elemento de distinção entre esses grupos.

Os beduínos adoravam ídolos e acreditavam que os elementos da natureza eram habitados por espíritos. Tinham o habito de uma vez por ano ir a Meca, para depositar no santuário desta cidade (Kaaba ou Caaba) ima gens de seus deuses e adorá-los.

A REVELAÇÃO DE ALÁ

O fundador do islamismo foi Mohamed (conhecido também como Maomé).

Maomé era filho de comerciantes. Ficou órfão cedo e foi criado por um tio, a quem acompanhava frequentemente em expedições comerciais para a Síria. Aos 25 anos casou-se com uma rica viúva, Cadija, com quem teve 6 filhos.

Durante o casamento com Cadija, passou a ter contato com as religiões judaicas e cristãs.

Em 610, aos 40 anos, ele recebeu a visita do anjo Gabriel, que lhe revelou a existência de um único deus, Alá, ordenando-lhe ainda que recitasse os versos enviados por ele (esses versos serviram de base para o Corão, o livro sagrado do Islamismo).

Ao iniciar a pregação de uma doutrina monoteísta em Meca, Maomé encontrou grande resistência e enfrentou perseguições.

Maomé fugiu para Iatreb, futura Medina, em 622, no episódio chamado Hégira (fuga ou migração).

Em Medina, Maomé tornou-se chefe da primeira comunidade muçulmana, reconhecido como profeta, líder religioso e político. Mas ali também houve problemas, pois muitas pessoas não aceitavam o islamismo.

Já em Meca, a pregação de Maomé tinha fincado raízes, principalmente entre seus parentes. Isto gerou uma rivalidade entre Medina e Meca.

Meca foi conquistada por Maomé em 627 e transformou a Caaba em um ponto de referência do islamismo. Manteve a tradição das peregrinações anuais, mas redirecionada para o culto exclusivo de Alá.

Após vários conflitos, o islamismo se tornou a base para a unificação entre os árabes. Em 631, quase toda a península arábica era governada por Maomé.

O império islâmico se expande pelo norte da África, por outras regiões da Ásia e parte da Europa após a morte de Maomé.

A SUCESSÃO DO PROFETA

A morte do profeta provocou uma crise. Ele morreu sem deixar descendente masculino e sem sucessor claramente designado. Abu-Bekr, foi nomeado em 8 de junho de 632 d.C. como sucessor do profeta Mohammad (Maomé), por meio de uma eleição em que participaram líderes presentes na capital, al-Madinah.

O sucessor do profeta seria um governante, um califa (Khalifah). Mas a questão concernente a quem eram os verdadeiros sucessores de Mohammad (Maomé) virou motivo de divisão do Islamismo.

Os mulçumanos Sunitas aceitam a eleição de Abu-Bekr (sogro do profeta) como califa e sucessor de Mohammad. E os califas Omar (conselheiro do profeta) e Otmã (genro do profeta).

Os mulçumanos Xiitas discordam do princípio de cargo eletivo. Os Xiitas acreditam que a verdadeira liderança

vem da linhagem sangüínea do profeta, através de seu primo e genro, Ali ibn Ai Talib, o primeiro Imane (líder e sucessor), que se casou com a filha predileta de Mohammad (Maomé), "Fátima". Seu casamento produziu os

Husain.

Os Xiitas afirmam também que desde o início Deus e seu profeta haviam claramente nomeado Ali ibn Ai Talib, como único legítimo sucessor, mas os três primeiros califas sunitas, usurparam seu cargo de direito.

Durante o domínio de Ali ibn Ai Talib o quarto Califa (xiita), surgiu rivalidades entre o governador da Síria, Moávia e sua liderança. Envolveram-se em batalha sangrenta, e para evitar mais derramamento de sangue eles resolver submeter suas disputas ao arbítrio. Mas isto causou indignação de muitos seguidores de Ali, enfraquecendo assim sua liderança. Muitos dos seguidores de ALi, incluindo os Caridjita (Dissidentes),

netos

de

Mohammad,

Hasã

e

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tornaram-se seus inimigos mortais. No ano de 661 d.C. o califa Ali, foi assassinado por um caridjita fanático, com um sabre envenenado. Os dois grupos Xiitas e Sunitas estavam em forte desacordo, daí o grupo sunita do Islamismo escolheu um líder dentre os omíadas (ricos chefes de Meca), que não era da família do profeta.

Para os Xiitas, o primogênito de ALi, Hasã, neto de Mohammd, era o verdadeiro sucessor. Contudo, Hasã renunciou e foi assassinado. Seu irmão Husain tornou-se o novo imame, mas também foi morto, por tropas

omíadas, em 10 de outubro de 689

Sua morte, ou martírio, como os xiitas encaram, teve um significativo

efeito sobre o Shiat Ali (partido de Ali) . Eles crêem que Ali era o verdadeiro sucessor de Mohammad e o primeiro imame (líder e sucessor) divinamente protegido contra o erro e o pecado.

Os Xiitas acreditam que houve apenas 12 verdadeiros imames, e que o último, Maomé al Muntazar, desapareceu em 878 d.C. na gruta da grande mesquita de Samarra, sem deixar descendências. Assim ele se tornou o Mustatir (o imame oculto) ou Muntazar (o esperado). No seu devido tempo ele aparecerá como Madi (divindade guiado) para restaurar o verdadeiro Islamismo e preparar o mundo para o fim dos tempos.

Anualmente, os xiitas comemoram o martírio do Imame Husain. Fazem procissões em que alguns se cortam com facas e espadas e de outras formas se autoflagelam.

Os xiitas representam cerca de 20% da população mulçumana, os demais mulçumanos são sunitas.

OBS:

O islamismo é hoje uma das três grandes religiões monoteístas do mundo (ao lado do judaísmo e cristianismo). Sua doutrina fundamental reside na crença em um deus único e invisível, criador de todas as coisas. Assim como nas outras crenças citadas, o Corão afirma que Adão foi o primeiro homem.

Maomé é considerado o último e principal profeta, ao receber de Alá a grande revelação: “Não há outro Deus senão Alá, e Maomé é seu profeta”.

São 25 os profetas citados no Corão: Adão, Enoque, Noé, Héber, Chela, Abrão, Lot, Ismael, Isaac, Jacob, José, Job, Jetro, Moisés, Aarão, Ezequiel, Davi, Salomão, Elias, Eliseu, Jonas, Zacarias, João Baptista, Jesus e Maomé.

TRABALHO

CONTRIBUIÇÕES DO ISLÃ PARA O OCIDENTE

Vocês deverão pesquisar (EM GRUPOS DE 4 PESSOAS) as contribuições vindas do islamismo para o ocidente em diversas áreas, como a matemática, filosofia, astronomia e medicina. ESTE TRABALHO DEVERÁ SER ENTREGUE EM POWER POINT DENTRO DE UMA MÍDIA (DVD, CD ou pendrive!! DATA DE ENTREGA 18/04 PODERÁ SER ENTREGUE POR E-MAIL juniorsperle@yahoo.com.br (escreva o assunto TRABALHO DE HISTÓRIA e o nome do colégio) até às 23:59 do dia 18/04

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