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Medindo as estrelas: seu brilho, luminosidade, magnitude, temperatura e raio A lei do Inverso do

Medindo as estrelas:

seu brilho, luminosidade, magnitude, temperatura e raio

A lei do Inverso do Quadrado da distância e o brilho aparente de uma estrela

Os físicos verificaram que existe uma lei relacionando a energia emitida por unidade de tempo por um objeto e o quadrado da distância na qual o estamos observando. Essa lei é chamada de lei do inverso do quadrado da distância. Ela é conseqüência do fato de que a radiação emitida por um corpo ou seja, sua energia, vai se espalhando uniformemente no espaço à medida que se afasta da fonte. Isso faz com que haja um decréscimo no brilho do objeto à medida que a distância aumenta. Assim, observamos a radia ção emitida por uma fonte distante como sendo mais fraca por que a maior parte dela foi espalhada em direções que não serão registra das pelo observador.

em direções que não serão registra das pelo observador. Os astrônomos definem a energia emitida por

Os astrônomos definem a energia emitida por unidade de tempo como sendo a luminosidade de um objeto, enquanto que a quantidade de energia emitida por unidade de tempo e por unidade de área é definida como sendo o fluxo de energia de uma estrela. Esse fluxo de energia que chega à Terra também é chamado de brilho aparente de uma estrela.

Por meio dessas definições somos capazes de medir o brilho aparente de um objeto ou seja, quão brilhante ele parece ser para nó s. Assim, o brilho aparente (fluxo) de uma estrela é a quantidade de energia que ela emite por unidade de área e por unidade de tempo na direção do observador. A uma distância d de uma fonte luminosa a energia eletromagnética emitida por ela já se espalhou por toda

eletromagnética emitida por ela já se espalhou por toda uma esfera de raio d . Essa

uma esfera de raio d. Essa esfera tem uma área superficial equivalente a 4 d 2 e, portanto, o brilho aparente dessa fonte é dado por

B = L/4

d 2
d 2

Mas, para que serve essa expressão? Existe um equipamento chamado fotômetro que é capaz de medir o brilho aparente de uma estrela ou seja, o valor de B na expressão acima. Se você tem B e a distância d poderá facilmente calcular a luminosidade da estrela.

A luminosidade de um corpo celeste Se somarmos a energia luminosa emitida, em todos os

A luminosidade de um corpo celeste

Se somarmos a energia luminosa emitida, em todos os comprimentos de onda, por um dado objeto celeste vamos obter a energia total radiante proveniente dele por unidade de tempo. A este valor total da energia por unidade de tempo damos o nome de luminosidade do corpo celeste.

Para obter a luminosidade de uma estrela precisamos usar a chamada "lei de Stefan-Boltzmann". De acordo com essa lei se um determinado corpo é aquecido a uma temperatura T, cada metro quadrado de sua superfície irradia em um segundo um a quantidade de energia igual a

T 4
T 4

A energia total que a estrela irradia por segundo ou seja, a sua luminosidade L, é obtida multiplicando-se a energia irradiada por metro

quadrado por segundo (σT 4 ) pelo número de metros quadrados de sua área superficial. Supondo que a estrela é esférica sua área é

superficial. Supondo que a estrela é esférica sua área é dada por 4 R 2 ,

dada por 4 R 2 , onde R é seu raio. Assim a luminosidade é dada por:

2 , onde R é seu raio. Assim a luminosidade é dada por: onde L é

onde L é a luminosidade, R é o raio da área visível do objeto e T é a temperatura medida em "Kelvins".

A letra σ representa a constante de Stephan-Boltzmann cujo valor é

σ = 5,67 x 10 -8 W m -2 K -4

Aqui W é a unidade de potência chamada "watt" que é o mesmo que joule por segundo.

Vemos, portanto, que a luminosidade de um objeto depende, de uma maneira muito sensível, da temperatura e também da área de superfície do objeto.

A

magnitude aparente de uma estrela

O

sistema de magnitudes que os astrônomos usam para representar o brilho das estrelas foi inventado na Grécia antiga pelo

astrônomo Hiparcos. Por volta do ano 150 a.C. Hiparcos mediu o brilho aparente das estrelas no céu noturno usando unidades qu e ele chamou de magnitudes.

Hiparcos chamou as estrelas mais brilhantes de estrelas de primeira magnitude. Aquelas que tinham aproximadamente metade do brilho dessas receberam a classificação de estrelas de segunda magnitude. Outras estrelas que tinham metade do brilho daquelas classificadas como segunda magnitude foram chamadas de estrelas de terceira magnitude e assim por diante. Essa classificação atingiu até a sexta magnitude, que englobava as estrelas mais fracas que podemos observar a olho nú.

Somente após a invenção do telescópio é que os astrônomos puderam estender a classificação criada por Hiparcos para as estrel as mais fracas do que a sexta magnitude ou seja, aquelas que só podiam ser observadas com o auxílio de instrumentos astronômicos .

Essas magnitudes são adequadamente chamadas de magnitudes aparentes uma vez que elas descrevem quão brilhante um objeto parece ser para um observador situado na Terra. Assim, a magnitude aparente de uma estrela é uma medida da quantidade de energia emitida por ela e que chega até um detector situado na Terra, seja ele o nosso olho ou um detector eletrônico.

Note que a magnitude aparente de uma estrela depende da sua luminosidade e da sua distância até nós. Uma estrela pode parecer fraca ou por que ela tem uma luminosidade pequena, e portanto não emite muita energia, ou porque ela está muito distante.

No século XIX foram desenvolvidas técnicas bem mais apuradas para medir a energia luminosa que

No século XIX foram desenvolvidas técnicas bem mais apuradas para medir a energia luminosa que era emitida por uma estrela e que alcançava os nossos detectores. Os astrônomos procuraram então definir a escala de magnitudes de modo mais preciso. As medições de brilho aparente realizadas mostraram que uma estrela de primeira magnitude é cerca de 100 vezes mais brilhante do que uma estrela de sexta magnitude. Isso quer dizer que você teria que reunir 100 estrelas de magnitude aparente + 6 para obter a mesma quantidade de energia luminosa emitida por uma única estrela de magnitude aparente + 1. Baseado nisso a escala de magnitudes foi redefinida de modo que uma diferença de magnitude igual a 1 corresponde a um fator 2,512 de diferença na energia luminosa emitida pelos objetos que estão sendo comparados. Por exemplo, uma diferença de magnitudes aparentes igual a 5

corresponde exatamente a um fator de 100 na quantidade de energia luminosa recebida pelos nossos detectores uma vez que 2,512 x 2,512 x 2,512 x 2,512 x 2,512 = (2,512) 5 = 100.

Vemos, portanto, que 2 1/2 estrelas de terceira magnitude fornecem a mesma quantidade de energia que uma única estrela de segunda magnitude.

A tabela abaixo nos dá exemplos do que representa a diferença de magnitude em função da razão entre os brilhos das estrelas. Por

exemplo, se duas estrelas têm uma diferença de magnitude aparente igual a 3 isso quer dizer que uma delas é 2,512 x 2,512 x 2,512

= 15,85 vezes mais brilhante que a outra.

Relacionando magnitudes com razões de brilho aparente

diferença em magnitude

razão entre os brilhos

1

2,512 : 1

2

(2,512) 2 = 6,31 : 1

3

(2,512) 3 = 15,85 : 1

5

(2,512) 5 = 100 : 1

10

(2,512) 10 = 10 4 : 1

20

(2,512) 20 = 10 8 : 1

Preste bastante atenção nisso:

As diferenças de magnitudes não correspondem a diferenças de brilhos e sim a razões entre brilhos.

Matemáticamente, a expressão da magnitude é dada como uma razão entre brilhos pela expressão

(b 2 /b 1 ) = 100 (m 1 - m 2 )/5

ou então

m 1 - m 2 = 5 log (b 2 /b 1 )

Vamos ver isso com mais detalhes. Medimos o brilho de uma estrela de magnitude 1 e então o comparamos com o brilho de uma estrela de magnitude 6. Poderíamos ser levados a pensar que a estrela de magnitude 6 é seis vezes menos brilhante que a de magnitude 1 ou então que a diferença de brilho entre elas é dada pela diferença entre suas magnitudes, no caso 6-1=5. Isso está completamente errado!

Uma estrela de magnitude 1 é 100 vezes mais brilhante do que uma estrela de magnitude 6. Assim, uma diferença de 5 magnitudes (6-1=5) corresponde a uma razão de brilhos igual a 100. Quando dizemos que uma estrela é 5 magnitudes mais brilhante do que outra estamos afirmando que ela é um fator 100 mais brilhante.

Cada diferença de magnitude corresponde a um fator de 2,512 em brilho. Assim, uma estrela de primeira magnitude é 2,512 mais brilhante do que uma estrela de magnitude 2 e é 2,512 x 2,512 = 6,310 vezes mais brilhante do que uma estrela de magnitude 3, e assim por diante.

Devemos notar também que o sistema de magnitudes aparentes foi definido de uma forma que

Devemos notar também que o sistema de magnitudes aparentes foi definido de uma forma que pode confundir o estudante. Preste bastante atenção:

A escala de magnitudes está "ao contrário"! Com isso queremos dizer que, em vez de magnitudes maiores indicarem estrelas mais brilhantes, é o contrário que acontece.que pode confundir o estudante. Preste bastante atenção: Quanto menor o valor da magnitude aparente de

Quanto menor o valor da magnitude aparente de uma estrela maior é o seu brilho. Quanto maior o valor da magnitude aparente de uma estrela menor é o seu brilho.

As medições modernas mostraram que Hiparcos havia subestimado as magnitudes aparentes das estrelas mais brilhantes e logo foi notado que as magnitudes aparentes associadas às estrelas mais brilhantes deveriam, em geral, ser representadas por números negativos . Deste modo números negativos. Deste modo

Quanto mais negativo for o valor da magnitude aparente de uma estrela mais brilhante ela é.

da magnitude aparente de uma estrela mais brilhante ela é. A figura acima mostra a escala

A figura acima mostra a escala de magnitudes aparentes moderna. Note que as estrelas mais fracas que podemos ver através de u m par de binóculos têm uma magnitude + 10 e as estrelas mais fracas que podem ser fotografadas em uma hora de exposição com um grande telescópio são de magnitude + 25. Note também que quanto mais brilhante o objeto no céu mais negativo é o valor de sua magnitude aparente. Um objeto com magnitude -5 é muito mais brilhante do que um objeto com magnitude +30 !

Por exemplo, vamos comparar o brilho aparente do planeta Vênus com a estrela Aldebaran. No seu maior brilho o planeta Vênus tem uma magnitude aparente de -4,2. A estrela Aldebaran tem uma magnitude aparente de 0,8. A diferença de suas magnitudes é 0,8 - (- 4,2) = 5,0. Por conseguinte vemos que o planeta Vênus é 100 vezes mais brilhante para o nosso olho do que a estrela Aldebaran.

A magnitude absoluta de uma estrela

Os astrônomos também usam uma quantidade chamada magnitude absoluta para medir a luminosidade de uma estrela. Lembre-se que as magnitudes aparentes nos dizem quão brilhante uma estrela parece ser aos olhos de um determinado observador. É fácil entender isso se lembrarmos que uma mesma estrela parecerá brilhante se vista a pouca distância mas se tornará fraca se for colocada a grande distância. Isto nos diz que a magnitude aparente de uma dada estrela depende também da sua distância ao observador.

No entanto, precisamos saber quão brilhantes as estrelas realmente são. Para esse propósito os astrônomos

No entanto, precisamos saber quão brilhantes as estrelas realmente são. Para esse propósito os astrônomos inventaram uma medida verdadeira do fluxo de energia de uma estrela, que é chamado de magnitude absoluta.

A magnitude absoluta de uma estrela é definida como a magnitude aparente que ela teria se estivesse localizada a uma distância padrão de exatamente 10 parsecs da Terra.

Por exemplo, se o Sol fosse deslocado para uma distância de 10 parsecs da Terra ele teria uma magnitude aparente de + 4,8. As sim, a magnitude absoluta do Sol é + 4,8.

As magnitudes absolutas das estrelas variam de cerca de - 10 para as estrelas mais brilhantes até + 15 para aquelas mais fracas. A magnitude absoluta do Sol está aproximadamente no meio desse intervalo, o que nós dá a primeira pista de que o Sol é uma estr ela média.

A tabela abaixo ilustra como a magnitude absoluta está relacionada com a luminosidade de uma estrela.

Relacionando Magnitude Absoluta com Luminosidade

 

Luminosidade aproximada (em unidades solares)

Magnitude Absoluta

 

-5

10000

0

100

5

1

10

0,01

O módulo de distância

Usando a lei do inverso do quadrado da distância os astrônomos deduziram uma equação bem simples que reflete o caráter especi al da escala de magnitudes. Essa equação relaciona a magnitude aparente de uma estrela, chamada de m, sua magnitude absoluta, chamada M, e sua distância à Terra, chamada d, medida em parsecs. A equação é:

m - M = 5 log d - 5

É importante notar que se você conhece duas das três quantidades envolvidas nessa equação você pode calcular a terceira quant idade. Assim, se você conhece, por exemplo, a magnitude aparente e a distância a uma estrela você pode obter sua magnitude absoluta. Nesse caso o astrônomo poderia medir a magnitude aparente de uma estrela vizinha, encontrar a sua distância pelo método da paralaxe e então calcular a sua magnitude absoluta.

Também podemos escrever a equação acima como

d = 10 (m-M+5)/5

À quantidade m - M damos o nome de módulo de distância . Ela é

À quantidade m - M damos o nome de módulo de distância. Ela é uma medida da distância existente entre a estrela e a Terra.

Quanto maior o módulo de distância, maior é a distância entre a estrela e a Terra.

 

Módulos de distância

m - M

distância (em parsecs)

0

10

1

16

2

25

3

40

4

63

5

100

10

1000

15

10000

20

100000

Temperatura

Para medir a temperatura de uma estrela aplicamos os conceitos já estudados no módulo anterior que envolvem a lei de Wien. Es sa lei

é uma relação simples entre a temperatura de um corpo negro e o comprimento de onda máximo da energia que ele emite. A lei de

Wien estabelece que o comprimento de onda no qual um determinado corpo irradia mais fortemente é inversamente proporcional à

temperatura do corpo. Desse modo ficamos sabendo que corpos mais quentes irradiam mais fortemente em comprimentos de onda mais curtos.

O comprimento de onda do máximo da curva é dado pela equação:

de onda do máximo da curva é dado pela equação: O termo λ m a x

O termo λ max surge devido ao fato de que, embora todos os objetos emitam radiação em um amplo intervalo de comprimentos de onda, existe sempre um comprimento de onda característico, representado por λ max , no qual a emissão de energia é a maior possível. Como já dissemos a cor de uma estrela está diretamente relacionada com sua temperatura da superfície por intermédio da lei de Wien. A intensidade da luz emitida por uma estrela fria tem seu pico em comprimentos de onda longos, fazendo a estrela parece r mais vermelha. A curva de intensidade de uma estrela quente tem seu pico em comprimentos de onda mais curtos e, por essa razão, a estrela parece mais azul. A intensidade máxima de uma estrela com temperatura intermediária, assim como o Sol, ocorre aproximadamente no meio da região visível do espectro eletromagnético, o que dá à estrela uma cor amarelada.

Para medir com precisão as cores das estrelas, os astrônomos inventaram uma técnica chamada de fotometria. Essa técnica coloca um equipamento sensível à luz, tal como um CCD, no foco de um telescópio e usa um conjunto padronizado de filtros coloridos. Os filtros mais comumente usados são os chamados filtros UBV. Cada um dos três filtros UBV é transparente em uma das três largas bandas de comprimentos de ondas: o ultravioleta (U), o azul (B) (inicial da palavra inglesa blue) e o amarelo central (V) (inicial da palavra inglesa visual). A transparência do filtro V copia a sensitividade do olho humano.

Para fazer fotometria o astrônomo aponta um telescópio para uma estrela e mede a intensidade
Para fazer fotometria o astrônomo aponta um telescópio para uma estrela e mede a intensidade

Para fazer fotometria o astrônomo aponta um telescópio para uma estrela e mede a intensidade da luz estelar que passa através de cada um desses filtros. Esse procedimento dá três medidas de magnitudes aparentes para a estrela, que são comumente designada s pelas letras U, B e V. Quanto menor o número dessas medidas mais brilhante é a estrela nesse intervalo de comprimentos de ond a.

O astrônomo então compara a intensidade da luz estelar nos comprimentos de onda vizinhos subtraindo uma magnitude da outra pa ra formar as combinações (B-V) e (U-B). A essas combinações damos o nome de índices de cor.

Um índice de cor nos diz quão mais brilhante ou mais fraca é uma estrela em uma banda de comprimento de onda do que em outra. Por exemplo, o índice de cor (B-V) nos diz quão mais brilhante ou mais fraca uma estrela aparece através do filtro B do que através do filtro V.

O índice de cor de uma estrela está diretamente relacionado com a sua temperatura da superfície. Se a estrela é muito quente, sua radiação é mais intensa no ultravioleta, de comprimento de onda curto, o que faz a estrela brilhante através do filtro U, mais fraca através do filtro B e muito mais fraca através do filtro V. Um exemplo de estrela desse tipo é Regulus.

No entanto, se a estrela é fria, a radiação emitida por ela tem seu pico em comprimentos de onda longos o que faz a estrela ser mais brilhante através do filtro V, mais fraca através do filtro B e mais fraca ainda através do filtro U. Dois exemplos de estrel as desse tipo são Aldebaran e Betelgeuse.

As magnitudes UBV e os índices de cor de algumas estrelas Estrela U B V
As magnitudes UBV e os índices de cor de algumas estrelas
Estrela
U
B
V (B-V)
(U-B)
cor aparente
Bellatrix (γ Ori)
o,55
1,42
1,64
-0,22
-0,87
azul
Regulus (α Leo)
0,88
1,24
1,35
-0,11
-0,36
azul-branco
Sirius (α CMa)
-1,52
-1,46
-1,46
0,00
-0,06
azul-branco
Megrez (δ UMa)
3,46
3,39
3,31
+0,08
+0,07
branca
Altair (α Aql)
1,07
0,99
0,77
+0,22
+0,08
amarelo-branco
Sol
-26,06
-26,16
-26,78
+0,62
+0,10
amarelo-branco
Aldebaran (α Tau)
4,29
2,39
0,85
+1,54
+1,90
alaranjado
Betelgeuse (α Ori)
4,41
2,35
0,50
+1,85
+2,06
vermelho
A figura mostrada abaixo dá a relação entre o índice de cor (B-V) de uma

A figura mostrada abaixo dá a relação entre o índice de cor (B-V) de uma estrela e sua temperatura.

o índice de cor (B-V) de uma estrela e sua temperatura. Se você conhece o índice

Se você conhece o índice de cor (B-V) da estrela você pode usar esse gráfico para encontrar sua temperatura da superfície. Por exemplo, o índice de cor (B-V) do Sol é + 0,62, o que corresponde a uma temperatura da superfície de 5800 Kelvin.

No entanto devemos ter cuidado com essas medidas. Veremos mais tarde que existe no espaço interplanetário gás e poeira que fazem com que estrelas distantes pareçam ser mais vermelhas do que realmente são. Os astrônomos têm que levar em conta esse avermelhamento interestelar sempre que estiverem determinando a temperatura da superfície de uma estrela a partir de seus índices de cor. Veremos também mais tarde que o espectro de uma estrela fornece uma medição mais direta da sua temperatura da superfície. No entanto, é mais rápido e mais fácil observar as cores de uma estrela com um conjunto de filtros UBV do que obter seu espectro com um espectrógrafo, o equipamento usado para isso.

Raio

Sabemos que dois objetos a mesma temperatura mas com diferentes tamanhos emitirão quantidades diferentes de energia: o maior deles emitirá mais energia do que o menor. O mesmo ocorre com as estrelas. Se duas estrelas têm a mesma temperatura, a maior delas emitirá mais energia e, consequentemente, terá uma luminosidade maior do que a outra estrela. Desse modo, se sabemos a temperatura de uma estrela podemos inferir o seu tamanho a partir da quantidade de energia que ela irradia. Usando a equação que nos dá a luminosidade de uma estrela podemos deduzir seu raio. Se temos sua luminosidade e temperatura calculamos trivialmente o raio da estrela por meio da equação:

deduzir seu raio. Se temos sua luminosidade e temperatura calculamos trivialmente o raio da estrela por