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CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO

Laís Contarin Patrícia Lelis Diniz Profª M.Sc. Máris de Cássia Ribeiro Vendrame Profª M.Sc. Heloisa Helena Rovery da Silva Prof. Esp. Francisco César Vendrame

Lins – SP

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2009

CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO

RESUMO

A palavra contrato vem do latim “Contractus” que quer dizer unir-se, associar,

contrair. O contrato constitui um negócio jurídico uma vez que o homem usa de sua manifestação de vontade com a intenção de gerar efeitos jurídicos. Esta

fundamentado, portanto na vontade humana atuando conforme a ordem jurídica e terá como efeito a criação, modificação ou extinção de direitos e obrigações, ou seja,

os vínculos jurídicos de caráter patrimonial. Dentre os diversos contratos existentes

está o contrato individual de trabalho também conhecido por relação de emprego tendo em vista que não existe uniformidade na denominação que os autores dão a esse vinculo jurídico, sendo certo, porém o que se quer disciplinar qual seja o vinculo criado entre empregado e empregador. Para celebração do contrato há uma parte que toma a iniciativa, faz a declaração inicial de vontade dando inicio a

formação do contrato e formulando a proposta para dar inicio assim a nova relação

de emprego.

Palavras-chave: Manifestação de Vontade - Contratos - Relação de Emprego.

1. INTRODUÇÃO

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Quando se fala na Administração de uma empresa fundamental é que se observem os aspectos relacionados aos contratos que serão celebrados por esta, uma vez que a partir destes estará fundamentada todas as relações que a empresa veja efetuar. Dentre todos os temas abordados pelo Direito do Trabalho um dos mais fascinantes é este que examinamos dada a extraordinária importância social do fato da prestação de trabalho. Para a celebração deste contrato é necessário que tanto os empregados como os empregadores estejam cientes de algumas exigências e regras que a lei impõe para que não aconteçam eventos negativos futuramente para ambas as partes. Está é uma apresentação sucinta deste tema que iremos tratar agora de forma mais aprofundada para analisar seu conceito, forma, prazos, etc.

2. Desenvolvimento

2.1 Conceito

A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em seu Título IV veio dispor a respeito do contrato individual de trabalho, e trás em seu art. 442 como conceitua-lo:

“Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego.”

Ou seja, é o ato jurídico realizado entre empregador e empregado para regulamentar as relações básicas de direito e deveres. O contrato de trabalho pode ser classificado como contrato bilateral, de direito privado, consensual, sinalagmático, comutativo, oneroso, de trato sucessivo e, regra geral, do tipo dos contratos de adesão.

Bilateral - É a participação do sujeito ativo (empregador), podendo ser pessoa física ou jurídica e do sujeito passivo (empregado), necessariamente pessoa física,

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portanto é necessário haver duas partes. Podendo o empregador ser coletivo, mas o empregado somente individual.

Direito Privado – É caracterizado quando existe uma ação entre pessoas, ou seja, Pessoa X Pessoa.

Consensual - é aquele que se aperfeiçoa pelo mero consentimento das partes, sem necessidade de qualquer outro complemento.

Sinalagmático - é aquele que gera obrigações para as duas partes.

Comutativo – Vem a ser aquele onde cada contratante se obriga a dar ou fazer algo que é considerado equivalente àquilo que lhe dão ou fazem e essa equivalência pode ser verificada de imediato.

Oneroso - É aquele onde ambas as partes apresentam vantagens e sacrifícios patrimoniais. No caso do Contrato de Trabalho o empregador fará a remuneração enquanto o empregado irá prestar seus serviços podendo ser atividade física ou intelectual.

Sucessivo- É de trato sucessivo aquele contrato que permite haver continuidade na relação de trabalho, típico do contrato de trabalho.

Contrato de Adesão – Neste contrato não existe a liberdade de convenção, ou seja, uma das partes no caso o empregado se limita a aceitar as clausulas e condições previamente estipuladas pelo empregador.

CONTRATO DE TRABALHO

EMPREGADOR

2.2 Forma de Realização

condições previamente estipuladas pelo empregador. CONTRATO DE TRABALHO EMPREGADOR 2.2 Forma de Realização EMPREGADO 4

EMPREGADO

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O contrato é um instituto que merece forma especial para se caracterizar, possui peculiaridades que devem ser seguidas, sob conseqüência de sua natureza existencial ser considerada nula ou anulável. As obrigações e deveres existentes entre as partes são figuras que podem nascer da simples relação de fato, ou seja, não é necessária a constituição do contrato, porém a existência do contrato caracteriza a vontade consciente das partes. De acordo com o art. 443 da CLT a realização do Contrato Individual de Trabalho pode ser feita de forma tácita ou expressa, verbal ou por escrito.

Escrito ou Expresso – Neste são estipuladas cláusulas contratuais que visam tutelar entre empregador e empregado as obrigações e deveres entre as partes, não devendo ferir, principalmente, os direitos assegurados na Constituição Federal, CLT ou normas coletivas de trabalho, porém a regra geral é a da inexistência de contrato escrito tendo em vista a lei não fazer essa exigência.

Verbal ou Tácito – Nesse caso, não há acordo escrito, forma-se pela confiança entre as partes, pela oralidade do acordo e pelo comportamento.

2.3 Prazo

Quanto ao prazo de duração da prestação de serviço realizada pelo empregado a CLT em seu art. 443, estabelece que este pode ser realizado por prazo determinado ou indeterminado. A diferença entre ambos depende simplesmente de verificar se na sua formação as partes ajustaram ou não seu termo final.

Determinado:

“§ 1º Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada.”

Ou seja, este contrato deve ter um início e um fim ou a realização de um trabalho, ambos pré-determinados.

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O § 2º do art. 443 da CLT traz uma condição para a validade do contrato por prazo determinado, que será:

“a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo;

b) de atividades empresariais de caráter transitório;

c) de contrato de experiência.”

Deve-se observar ainda o art. 445 CLT que estipula que este contrato não poderá ter prazo superior a 2 anos.

São a prazo os contratos de trabalho a seguir indicados:

a) contrato a prazo do empregado em geral, desde que destinado a fins transitórios.

b) Contrato de técnico estrangeiro

c) Contrato de atleta profissional

d) Contrato de artistas

e) Contrato de aprendizagem

f) Contrato por abra certa

g) Contrato de safra

h) Contrato a prazo determinado de empregado admitido acima do quadro fixo da empresa.

Indeterminado:

Na relação de trabalho o contrato indeterminado é uma figura predominante entre as outras modalidades de contrato, este tem data de início certa, porém sem prazo fixo para o término.

2.4 VENCIMENTO DO PRAZO DO CONTRATO DETERMINADO

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Nos casos onde existe interesse do empregador em dar continuidade à prestação de serviço com o mesmo empregado, poderá fazê-lo desde que este

empregado tenha sido contratado nas condições do art 443 §2º alíneas “a” e “b”.

A alínea “a” mantém relação com as possíveis funções que o empregado

possa praticar na empresa, objetivando atingir finalidades específicas da empresa,

como, por exemplo, a fabricação de produtos em determinados períodos, como ovos de Páscoa e panetone. Não é tratada nessa alínea a transitoriedade das atividades econômicas da empresa, mas somente a transitoriedade da função do empregado. Já na alínea “b”o foco principal é a atividade econômica da empresa, a qual sendo transitória, poderá contratar empregados por tempo determinado conforme sua necessidade, a exemplo de uma feira de exposição. Dessa forma é possível o empregador dar seqüência nos contratos acabados,

é o que permite o art. 452 da CLT. Nas condições da alínea “c” do art. 443 da CLT, não há essa seqüência, após

a conclusão do prazo de experiência, havendo interesse o contrato terá continuidade

com prazo indeterminado. Ou seja, duração máxima de 90 (noventa) dias, também é possível fracionar em dois períodos, sendo que a soma deles não ultrapasse o limite

de duração.

2.5 INDENIZAÇÃO EM FAVOR DO EMPREGADO QUANDO O CONTRATO DETERMINADO FOR RESCINDIDO PELO EMPREGADOR ANTES DO PRAZO.

O Capítulo V da CLT trata do tema DA RESCISÃO, e no art. 479 trás:

“Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa

causa, despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a remuneração a que teria direito até o termo do contrato.” Ou seja, podemos entender que existe para o empregador a obrigação de indenizar o empregado que foi despedido antes do tempo previsto.

O fato gerador desta indenização é o rompimento unilateral do contrato, em

dois aspectos – o causal (o empregado não lhe deu justa causa) e o temporal (a

qualquer tempo, na vigência do contrato com ou sem termo estipulado).

2.6 CLÁUSULA RECIPROCA PARA O TERMINO DO CONTRATO

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É também chamada de Cláusula Assecuratória do Direito Recíproco de Rescisão, e determina que os contratos por prazo determinado que a possuam, sendo rescindidos antes de expirado o termo ajustado será aplicado os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado, caso seja exercido por qualquer das partes. É o que trás o art. 481 CLT Ou seja, a rescisão antecipada diz que qualquer uma das partes poderá rescindir antecipadamente o contrato de experiência, observando, entretanto que a parte que rescindir deverá indenizar a outra até o prazo do término do contrato. Somente haverá aviso prévio, se houver no contrato de experiência cláusula recíproca de rescisão antecipada. Não havendo cláusula recíproca de direito de rescisão de contrato, o empregador, ao dispensar o empregado antes do término, fica obrigado ao pagamento de indenização igual à metade da remuneração que o empregado teria direito até o final do contrato.

2.7 CONTRATO DE EXPERIENCIA

2.7.1 FINALIDADE

O contrato de experiência é uma modalidade do contrato por prazo determinado, cuja finalidade é a de verificar se o empregado tem aptidão para exercer a função para a qual foi contratado. Da mesma forma, o empregado, na vigência do referido contrato, verificará se se adapta à estrutura hierárquica dos empregadores, bem como às condições de trabalho a que está sendo subordinado.

2.7.2 PRAZO

De acordo com o art. 445 CLT a duração do contrato de experiência não poderá exceder ao limite máximo de 90 dias.

2.7.3 PRORROGAÇÃO

O contrato de experiência somente poderá ser prorrogado por uma única vez, sob pena de ser considerado contrato por prazo indeterminado. Desta forma, o

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contrato de experiência não poderá ultrapassar os 90 dias e nem sofre mais de uma prorrogação.

A prorrogação do contrato de experiência deverá ser expressa, e conter a

assinatura do empregador e do empregado. Na ausência da assinatura do empregado, o contrato de experiência será considerado de prazo indeterminado.

2.8 AVISO PRÉVIO

O aviso prévio é direito e obrigação recíprocas. Qualquer das partes, ante a

pretensão de rescindir o contrato de prazo indeterminado sem justa causa, tem a obrigação de comunicar o fato à outra parte esta sua intenção, com a antecedência mínima de 30 dias, sob pena de responder pelas conseqüências legais da falta desta comunicação.

Esse prazo é dado para que a outra parte tenha tempo de tomar as providencias necessárias, que no caso do empregado é procurar um novo emprego e caso empregador um novo empregado.

2.8.1 OS CONTRATOS QUE AO TERMINO CABE AVISO PRÉVIO

A regra geral é a do cabimento do aviso na rescisão contratual sem justa

causa dos contratos para os quais não foi estipulado prazo (exato ou aproximado) e seu término é o que diz o art. 487 da CLT. Assim, na dispensa por justa causa (resolução) não cabe aviso prévio, de modo que, se o empregador alega justo motivo, mas concede aviso prévio ao empregado, há a presunção de que ocorreu a dispensa imotivada. No caso de cessação da atividade da empresa (fechamento, falência), o empregado terá direito ao aviso prévio (trabalhado ou indenizado), uma vez que não cabe a ele assumir o risco do empreendimento. Contudo, se ocorrer motivo de força maior ou mesmo o “factum principes” (fato de terceiro, desapropriação), ou ainda a culpa recíproca (justa causa dada por ambas as partes) não cabe o aviso prévio. Se as partes fizerem acordo de extinção do contrato também não cabe o aviso. Cabe, ainda, o aviso prévio, nos termos do art. 481 da CLT, na hipótese das partes estipularem no contrato de prazo determinado a possibilidade da rescisão antecipada do contrato.

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Tratando-se de contrato de prazo determinado, conforme artigo 487, não cabe aviso prévio. É que as partes já sabem, em razão do próprio contrato, da existência de data certa ou aproximada do seu término.

2.8.2 FORMA

Como não se trata de ato solene, a lei não exige forma para a concessão do aviso prévio. Assim, poderá ser efetuado por escrito ou verbalmente. Contudo, a melhor forma é a escrita, em duas vias, ficando cada parte com uma, como prova efetiva do ato praticado.

2.8.3 ARREPENDIMENTO

Qualquer das partes da relação contratual, que tiver comunicado à outra parte acerca da rescisão contratual, poderá apresentar o arrependimento, em forma de pedido de reconsideração, preferencialmente por escrito, ficando facultado á outra parte aceitar ou não o pedido. Não havendo aceitação, a rescisão contratual segue seu curso normal, com a extinção contratual no término do prazo do aviso. A continuação da prestação de serviços após o término do aviso pode caracterizar a reconsideração tácita, dando continuidade à relação contratual, como se não tivesse sido dado aviso.

CONCLUSÃO

Com a finalização deste trabalho podemos verificar de forma concreta a importância de se conhecer o contrato de trabalho uma vez que todos nos estamos sujeitos a participar desta relação tanto na figura de empregador quanto na figura de empregado e independente de qual ocupamos devemos ter a conduta mais correta possível e para que isso aconteça devemos conhecer tanto nossos direitos como obrigações tendo em vista que ao contratar criamos um vinculo jurídico que exige que tenhamos uma conduta em conformidade com a exigência da legislação.

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INDIVIDUAL LABOR CONTRACT

ABSTRACT

The contract comes from the Latin word "Contractus" which means to unite, associate, contract. The contract is a legal business as the man uses the expression of their will with the intention to create legal effects. This reasoned, so will the human acting as the legal system and will have the effect of the establishment, modification or termination of rights and obligations, or the legal ties of character assets. Among the various existing contracts is the individual employment contract also called for employment relationship in view that there is uniformity in the name that the authors give this legal link, and sure, but what if you want to disciplinary which is the established link between employee and employer. For the contract is a party that takes the initiative, made the initial declaration of will initiating the formation of the contract and formulating a proposal to start once the new relationship of employment.

Key-words: Expression of Will - Contracts - List of Employment.

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REFERÊNCIAS

DINIZ, M. H. Curso de Direito Civil Brasileiro. 17 ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

MONTEIRO, W. B. Curso de Direito Civil:direito das obrigações, volume 5 : 2ª parte . 34 ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

SÜSSEKIND, A e FILHO, J. de L. T. Instituições de Direito do Trabalho. 19 ed. São Paulo : LTr 2000

NASCIMENTO, A. M. Iniciação ao Direito do Trabalho. 30 ed.- São Paulo : LTr

2004