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REFERENCIAL TÉCNICO DE CERTIFICAÇÃO Edifícios do setor de serviços Démarche HQE ® Hospedagem e serviços
REFERENCIAL TÉCNICO
DE CERTIFICAÇÃO
Edifícios do setor de serviços
Démarche HQE ®
Hospedagem e serviços
Junho 2008
Adaptação para o Brasil:
Versão 0 (provisória)
16/ 06/ 2008
Em Cooperação com :
Funda ção Va nzolini
Ru a
Fon e
Al t o
Ca m b u r i ú ,
2 5 5
+ 5 5
1 1
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3 8 3 6
SP
-
6 5 6 6
Br a si l

NOTA

O original francês do presente Referencial Técnico de Certificação Edifícios do setor de serviços -

O original francês do presente Referencial Técnico de Certificação Edifícios do setor de serviços - Dém arche HQE ® , elaborado por Certivéa, é protegido pelos direitos autorais e foi objeto de um pedido de registro. Ele foi adequado para a realidade brasileira no

protegido pelos direitos autorais e foi objeto de um pedido de registro. Ele foi adequado para

âmbito de um convênio de cooperação com a Fundação Vanzolini

EQUIPE DO PROJETO

José Joaquim do Amaral Ferreira

Gerente Geral

 

Manuel Carlos Reis Martins

Gerente Executivo

 

Francisco Ferreira Cardoso

Coordenador Técnico

 

Clarice Menezes Degani

Apoio à Coordenação Técnica

 

Luiz Henrique Correia Ferreira

Assistente Técnico e Projeto Piloto

Ana Rocha Melhado

Assistente Técnica

 

DOCUMENTO

Sistema de Gestão do Empreendimento e

 

Terminologia

 

Categoria n°1: Relação do edifício com o seu

 

entorno

 

Categoria n°2: Escolha integrada de produtos,

sistemas e processos construtivos

 

Categoria n°3: Canteiro de obras com baixo

 

impacto ambiental

 

Categoria n°4: Gestão da energia

 

Categoria n°5: Gestão da água

Categoria n°6: Gestão dos resíduos de uso e

 

operação do edifício

 

Categoria n°7: Manutenção - Permanência do

desempenho ambiental

 

Categoria n°8: Conforto higrotérmico

 

Categoria n°9: Conforto acústico

Categoria n°10: Conforto visual

Categoria n°11: Conforto olfativo

Categoria n°12: Qualidade sanitária dos

ambientes

 

Categoria n°13: Qualidade sanitária do ar

Categoria n°14: Qualidade sanitária da água

RESPONSÁVEL (EIS)

Francisco Ferreira Cardoso

 

(Coordenação)

 

Alex Kenya Abiko e Patrícia Aulicino

Bruno Luis Damineli

Francisco Ferreira Cardoso

Racine Tadeu Araújo Prado e Tania

Wakisaka

 

Lúcia Helena de Oliveira

 

Clarice Menezes Degani (apoio

 

coordenação)

 

Clarice Menezes Degani (apoio

 

coordenação)

 

Racine Tadeu Araújo Prado e Tania

Wakisaka

 

Racine Tadeu Araújo Prado e Tania

Wakisaka

 

Racine Tadeu Araújo Prado e Tania

Wakisaka

 

Racine Tadeu Araújo Prado e Tania

Wakisaka

 

Racine Tadeu Araújo Prado e Tania

Wakisaka

 

Racine Tadeu Araújo Prado e Tania

Wakisaka

 

Lúcia Helena de Oliveira

 

A seguinte identificação de copyright é colocada em todas as páginas deste referencial:

Referencial técnico de certificação

"NF Edifícios do setor de serviços - Démarche HQE ® "

Hospedagem e serviços © FCAV / Certivéa

Junho 2008 - Versão 0 (provisória)

 

SUMÁRIO

Parte I: Introdução

5
5

Parte II: Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE)

2
2

2

Parte III: Qualidade Ambiental do Edifício (QAE)

39

Categoria 1: Relação do edifício com o seu entorno

 

41

Categoria 2: Escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos Categoria 3: Canteiro de obras com baixo impacto ambiental Categoria 4: Gestão da energia Categoria 5: Gestão da água Categoria 6: Gestão dos resíduos de uso e operação do edifício Categoria 7: Manutenção - Permanência do desempenho ambiental Categoria 8: Conforto higrotérmico

53

75

85

99

113

121

135

Categoria

9:

Conforto

acústico

151

Categoria

10: Conforto

visual

177

Categoria

11: Conforto olfativo

189

Categoria 12: Qualidade sanitária dos ambientes Categoria 13: Qualidade sanitária do ar Categoria 14: Qualidade sanitária da água

199

211

223

Parte IV: Passaporte dos indicadores ambientais da construção

Parte V: Terminologia

257 2 74
257
2
74

R E F E R EN CI A L

D E

É CN I CO

CE R T I F I CA ÇÃ O

T

EDIFÍCIOS DO SETOR DE SERVIÇOS

D ÉMARCHE HQE ®

H OSPEDAGEM E SERVIÇOS

Adapt ação para o Brasil:

Versão 0 ( provisória)

Versão 0 ( provisória)

Versão 0 ( provisória) 16/ 06/ 2008

16/ 06/ 2008

Pa r t e

I

I n t r o d u çã o

Ju n h o

2 0 0 8

Apresentação

Participaram da redação deste referencial técnico de certificação:

- a Associação HQE, sobretudo dois de seus grupos de trabalho

Certificação ;

Referenciais

e

- os membros do comitê de aplicação da marca NF Edifícios do setor de serviços Démarche HQE ® ;

- o CSTB e seus especialistas.

SUMÁRIO

1. CONTEXTO GERAL

3

1.1 Princípios

3

1.2 Escopo de aplicação

3

1.3 Referências normativas, regulamentares e bibliografia

3

1.4 Organização do referencial técnico

3

2. O REFERENCIAL DO SISTEMA DE GESTÃO DO EMPREENDIMENTO (SGE)

3

2.1 Estrutura do referencial do SGE

3

2.2 O SGE, "coluna vertebral" da certificação

3

3. A QUALIDADE AMBIENTAL DO EDIFÍCIO (QAE)

3

3.1 Perfil de QAE

3

3.2 Apresentação das categorias de QAE

3

3.3 Avaliação da QAE

3

3.4 Quadros de avaliação da QAE

3

3.5 Coerência global do projeto

3

4. O SGE, UM FERRAMENTA PARA ALCANÇAR A QAE

3

SGE

SGE

1. CONTEXTO GERAL

A implementação

empreendedor que deseja se beneficiar do direito de uso da marca

e

o

respeito

ao

presente

referencial

técnico

é

fruto

de

uma

decisão

do

NF Edifícios do setor de serviços

NF Edifícios do setor de serviços

Démarche HQE ®

.

1.1 Princípios

Um empreendedor promove a construção ou a adaptação de edifícios ou gerencia o seu uso. Estes, devido aos recursos consumidos e às emissões, aos efluentes e aos resíduos produzidos, causam impactos ao ambiente, qualquer que seja a fase de sua vida (execução, uso e operação, adaptação, desconstrução).

O empreendedor deve gerenciar suas próprias funções internas e seus fornecedores (projetistas,

construtoras, etc.) a fim de reduzir o impacto ambiental de seus empreendimentos e de assegurar o

conforto e a saúde das pessoas por eles afetadas.

A Elevada Qualidade Ambiental é definida como sendo um processo de gestão de projeto visando

obter a qualidade ambiental de um empreendimento novo ou envolvendo uma reabilitação.

A obtenção do desempenho ambiental de uma construção envolve tanto uma vertente de gestão

ambiental como uma de natureza arquitetônica e técnica. Um dos métodos mais confiáveis para tanto

é se apoiar numa organização eficaz e rigorosa do empreendimento. Esta é a razão pela qual o

referencial técnico de certificação estrutura-se em dois instrumentos permitindo avaliar os

desempenhos alcançados com relação aos dois elementos que estruturam esta certificação:

o referencial do Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE), para avaliar o sistema de gestão ambiental implementado pelo empreendedor;aos dois elementos que estruturam esta certificação: o referencial da Qualidade Ambiental do Edifício (QAE),

o referencial da Qualidade Ambiental do Edifício (QAE), para avaliar o desempenho arquitetônico e técnico da construção.sistema de gestão ambiental implementado pelo empreendedor; A implementação do Sistema de Gestão do Empreendimento

A implementação do Sistema de Gestão do Empreendimento permite definir a Qualidade Ambiental

visada para o edifício e organizar o empreendimento para atingi-la, ao mesmo tempo em que permite controlar o conjunto dos processos operacionais relacionados às fases de programação, concepção e execução da obra.

A Qualidade Ambiental do Edifício estrutura-se em 14 categorias (conjuntos de preocupações), que se pode reunir em 4 famílias:

Eco- construção Categoria n°1: Relação do edifício com o seu entorno

Categoria n°2: Escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos Categoria n°3: Canteiro de obras com baixo impacto ambiental

Gestão

Categoria n°4: Gestão da energia Categoria n°5: Gestão da água

Categoria n°6: Gestão dos resíduos de uso e operação do edifício Categoria n°7: Manutenção - Permanência do desempenho ambiental

Conforto

Categoria n°8: Conforto higrotérmico Categoria n°9: Conforto acústico

Categoria n°10: Conforto visual Categoria n°11: Conforto olfativo

Saúde

Categoria n°12: Qualidade sanitária dos ambientes Categoria n°13: Qualidade sanitária do ar Categoria n°14: Qualidade sanitária da água

Referencial técnico de certificação

"NF Edifícios do setor de serviços - Démarche HQE ® "

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Hospedagem e serviços

- Parte II: SGE

© FCAV / Certivéa

Junho 2008 - Versão 0 (provisória)

1.2

Escopo de aplicação

SGE

1.2 Escopo de aplicação SGE

O referencial técnico permite avaliar um dado empreendimento, novo ou envolvendo uma reabilitação

significativa,

composto por edifícios majoritariamente destinados à hospedagem. São considerados os

hotéis, classificados ou não na categoria

hotéis, classificados ou não na categoria
 
turismo , os edifícios de hospedagem turística de uso

turismo , os edifícios de hospedagem turística de uso

 

semelhante ou não ao habitacional: residenciais de turismo, villages com residências de veraneio,

 

albergues de jovens, flats, etc.

majorite de locaux a usage d hotellerie.

 

Sont concernes les hotels, classes ou non dans la categorie

d hebergement touristique assimilables ou non a des batiments a usage d habitation : residences de tourisme, villages residentiels de tourisme, auberges de jeunesse, appart hotel, etc. Les meubles de tourisme, gites de France, chambres d hotes sont exclus du champ de ce present

referentiel

d hotes sont exclus du champ de ce present referentiel de tourisme , les batiments residenciaisuso

de tourisme

sont exclus du champ de ce present referentiel de tourisme , les batiments residenciaisuso como funçãocomo

, les batiments

residenciaisuso como funçãocomo escritórios ou edifícios escolares

.

Este referencial pode ser utilizado pelos agentes de um empreendimento desde a decisão de realizá- lo até a sua entrega. As fases cobertas por esta certificação são assim a programação, a concepção e a

execução

(ver Parte IV - Terminologia):

Programação:

Fase durante a qual se elabora o program a de necessidades,

documento

destinado aos projetistas para a concepção arquitetônica e técnica de um empreendimento.

 
Concepção : Fase durante a qual os projetistas, com base nas inform ação da program
Concepção : Fase durante a qual os projetistas, com base nas inform ação da program
Concepção : Fase durante a qual os projetistas, com base nas inform ação da program

Concepção: Fase durante a qual os projetistas, com base nas inform ação da program ação,

elaboram a concepção arquitetônica e técnica de um empreendimento.

com base nas inform ação da program ação, elaboram a concepção arquitetônica e técnica de um
Execução : Fase durant e a qual os proj et os são const ruídos, t
Execução : Fase durant e a qual os proj et os são const ruídos, t
Execução : Fase durant e a qual os proj et os são const ruídos, t

Execução: Fase durant e a qual os proj et os são const ruídos, t endo com o result ado final a

construção de um empreendimento.

Fase durant e a qual os proj et os são const ruídos, t endo com o

A fase de uso e operação da construção não é coberta pelo presente referencial, pois não faz parte do

escopo de aplicação certificação 1 . No entanto, o presente referencial traz elementos (sobretudo prevê

a elaboração de documentos) que facilitam a efetiva obtenção dos desempenhos ambientais de uma construção após a sua entrega.

Como cada empreendimento imobiliário é um protótipo, o seu contexto, o programa de necessidades estabelecido e os agentes implicados variam em função do empreendimento. No entanto, quando o empreendedor decide implementar as exigências desta certificação ao conjunto de seus empreendimentos, pode implementar um sistema de gestão ambiental (SGA) conforme com a norma NBR ISO 14001 "Sistemas de gestão ambiental".

1.3 Referências normativas, regulamentares e bibliografia

O presente referencial não substitui exigências de ordem legal, regulamentar ou normativa em vigor,

que o empreendedor e seus parceiros devem de qualquer forma conhecer e respeitar.

Na ausência de regulamentação brasileira sobre um determinado ponto nele coberto, foi adotado o

Na ausência de regulamentação brasileira sobre um determinado ponto nele coberto, foi adotado o

parâmetro francês ou europeu indicado no referencial original.

sobre um determinado ponto nele coberto, foi adotado o parâmetro francês ou europeu indicado no referencial

Edifícios do

setor de serviços

ADEME. Qualité environnementale des bâtiments - Manuel à l'usage de la maîtrise d'ouvrage et des acteurs du bâtiment (Qualidade ambiental dos edifícios - Manual para uso de empreendedores e demais agentes do setor de edificações). Avril 2002.no referencial original. Edifícios do setor de serviços Os seguintes documentos serviram de referência para a

Os seguintes documentos serviram de referência para a redação do referencial técnico

de referência para a redação do referencial técnico Démarche HQE ® ( Hospedagem e serviços )

Démarche HQE ®

(para a redação do referencial técnico Démarche HQE ® Hospedagem e serviços ) original francês: ADEME.

Hospedagem e serviços

) original francês:

ADEME. Démarche HQE ® - Livret de bord d opération - Grille d évaluation (Elevada Qualidade Ambiental. Caderno ® - Livret de bord d opération - Grille d évaluation (Elevada Qualidade Ambiental. Caderno de registros do empreendimento - Tabela de avaliação). Mars 2002.

réalisation

opérationnels en maîtrise d'ouvrage locative (Referencial QUALIMO ® - Gestão dos processos operacionais de empresas de aluguel social) 3 mai 2001.

FNPC/AFAQ/CSTB - Référent iel QUALI PROM ® - Management des processus de réalisation opérationnels en promotion-construction (Referencial QUALIPROM ® - Gestão ® - Management des processus de réalisation opérationnels en promotion-construction (Referencial QUALIPROM ® - Gestão dos processos operacionais no mercado imobiliário) 25 Janvier 2005.

Union HLM/ AFAQ/ CSTB - Référentiel QUALIMO ® - Management des ® - Management des

processus

de

1 A fase de uso e operação apresenta características que exigem a redação de um referencial específico, que está sendo elaborado pelo Certificador francês.

Referencial técnico de certificação

"NF Edifícios do setor de serviços - Démarche HQE ® "

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Hospedagem e serviços

- Parte II: SGE

© FCAV / Certivéa

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SGE

SGE UNSFA/AFAQ/CSTB Référentiel MPRO ® ARCHITECTE opérationnels architecte (Referencial MPRO ® ARQUITETO

UNSFA/AFAQ/CSTB Référentiel MPRO ® ARCHITECTE ® ARCHITECTE

opérationnels architecte (Referencial MPRO ® ARQUITETO Gestão dos processos operacionais de escritórios de arquitetura) 26 novembre 2001.

Association HQE ® - Référentiel du système de management environnemental pour le maître d'ouvrage concernant des opérations ® - Référentiel du système de management environnemental pour le maître d'ouvrage concernant des opérations de construction, adaptation ou gestion des bâtiments (Referencial do sistema de gestão ambiental para o empreendedor relativo a empreendimentos novos, adaptação ou gestão de edifícios) Novembre 2001.

Association HQE ® - Référentiel des caractéristiques HQE ® Définition Explicite de la Qualité Environnementale (Referencial das ® - Référentiel des caractéristiques HQE ® Définition Explicite de la Qualité Environnementale (Referencial das características HQE ® Definição Explícita da Qualidade Ambiental) - Novembre 2001.

Code des marchés publics (Código de licitações públicas).Explícita da Qualidade Ambiental) - Novembre 2001. Recommandation T2-99 de la Commission centrale des marchés

Recommandation T2-99 de la Commission centrale des marchés (Recomendação T2-99 da Comissão central de licitações públicas).des marchés publics (Código de licitações públicas). Recommandation n°T2-2000 de la Commission centrale des

Recommandation n°T2-2000 de la Commission centrale des marchés, aux maîtres d ouvrage publics, relative à la gestion des déchets de chantier (Recomendação n°T2-2000 da Comissão central de licitações públicas, aos empreendedores públicos, relativa à gestão dos resíduos de canteiros de obras).T2-99 da Comissão central de licitações públicas). AFNOR - Norme NF P01- 010 "Qualité environnementale des

AFNOR - Norme NF P01- 010 "Qualité environnementale des produits de construction Déclaration environnementale et sanitaire des produits de construction" (Norma NF P01-010 "Qualidade ambiental dos produtos de construção Declaração ambiental e sanitária dos produtos de construção") Décembre 2004.relativa à gestão dos resíduos de canteiros de obras). AFNOR Norme NF P01-020-1 "Qualité environnementale des

AFNOR Norme NF P01-020-1 "Qualité environnementale des bâtim ents - Partie 1: Cadre méthodologique pour la description et la caractérisation des performances environnementales et sanitaires des bâtiments" (Norma NF P01-020-1 "Qualidade ambiental dos edifícios - Parte 1:dos produtos de construção") Décembre 2004. Orientação metodológica para a descrição e a

Orientação metodológica para a descrição e a caracterização dos desempenhos ambientais e sanitários dos edifícios") Mars 2005.

AFNOR - Norm e NF EN I SO 14001 « Syst èm es de m anagem ent environnem ent al Exigences etambientais e sanitários dos edifícios") Mars 2005. Sistemas de gestão Management des processus de réalisation

Sistemas de gestão

Management des processus de réalisation

Sistemas de gestão Management des processus de réalisation lignes directrices pour son utilisation ». Décembre 2004.

lignes directrices pour son utilisation ». Décembre 2004. (Norma ISO 14001

pour son utilisation ». Décembre 2004. (Norma ISO 14001 ambiental Especificação e diretrizes para uso )

ambiental

utilisation ». Décembre 2004. (Norma ISO 14001 ambiental Especificação e diretrizes para uso ) AFNOR. Norm

Especificação e diretrizes para uso )

AFNOR. Norm e NF EN ISO 14031 - Managem ent environnem ent al - Évaluat ion de la perform ance environnementale - Lignes directrices. Mars 2000. ( Norm a I SO 14031 Gestão ambiental - Avaliação do desempenho ambiental Diretrizes).ISO 14001 ambiental Especificação e diretrizes para uso ) AFNOR, « Managem ent de l environnem

AFNOR, « Managem ent de l environnem entambiental - Avaliação do desempenho ambiental Diretrizes). environnemental des produits », Recueil de normes et

environnemental des produits », Recueil de normes et réglementation environnement ("Gestão do

audits », Tom e 2 « Management

»,

Tome 1

« SME et

do audits », Tom e 2 « Management », Tome 1 « SME et meio ambiente
do audits », Tom e 2 « Management », Tome 1 « SME et meio ambiente
do audits », Tom e 2 « Management », Tome 1 « SME et meio ambiente
do audits », Tom e 2 « Management », Tome 1 « SME et meio ambiente
do audits », Tom e 2 « Management », Tome 1 « SME et meio ambiente

meio ambiente , Volume 1 SGA e auditorias , Volume 2 Gestão ambiental dos produtos , Coletânea de normas e regulamentação ambiental), 4è édition, 2001.

Guide d application GA P 01- 030, « Systèm e de m anagem ent environnem ent al - Qualité environnementale des bâtiments - Système de management environnemental pour le maître d'ouvrage: opérations de construction, adaptation ou gestion des bâtiments - Cadre de conception et de mise en uvre pour la démarche HQE ® » (Guia de aplicação GA I 01-030, "Sistema de gestão ambiental - Qualidade ambiental ® » (Guia de aplicação GA I 01-030, "Sistema de gestão ambiental - Qualidade ambiental dos edifícios - Sistema de gestão ambiental para o empreendedor: empreendimentos de construção, adaptação ou gestão dos edifícios - Orientação para concepção e execução voltadas ao processo HQE ® ), AFNOR, juin 2003.

Quando referências específicas precisam ser mencionadas, elas são citadas diretamente nos diferentes capítulos deste referencial, em particular na parte tratando da avaliação do empreendimento segundo as 14 categorias de QAE.

do empreendimento segundo as 14 categorias de QAE. 1.4 Organização do referencial técnico A PARTE II
do empreendimento segundo as 14 categorias de QAE. 1.4 Organização do referencial técnico A PARTE II

1.4 Organização do referencial técnico

A PARTE II do presente referencial traz as exigências que o Sistema de Gestão do Empreendimento

deve satisfazer para estar conforme a esta certificação.

A PARTE III detalha as modalidades de avaliação da qualidade ambiental do ou dos edifícios que

compõe(m) o empreendimento, segundo as 14 categorias de QAE.

As PARTES I I e I I I são part e audit ada, aplicada

concepção e entrega após a execução da obra.

A PARTE IV, Terminologia, fornece todas as definições úteis.

com plem ent ares e const it uem a base de exigências com um ao audit or e à nas t rês fases essenciais do em preendim ent o: final da program ação, final da

Referencial técnico de certificação

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- Parte II: SGE

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SGE

SGE 2. O (SGE) REFERENCI AL DO SI STEMA DE GESTÃO DO EMPREENDI MENTO 2.1 Estrutura

2. O

(SGE)

REFERENCI AL DO SI STEMA DE GESTÃO DO EMPREENDI MENTO

2.1 Estrutura do referencial do SGE

O referencial do SGE organiza- se segundo os seguintes capítulos:

com prometimento do em preendedor, no qual são descritos os elementos de análise solicitados para a definição do perfil , no qual são descritos os elementos de análise solicitados para a definição do perfil ambiental do empreendimento e as exigências para formalizar tal comprometimento,

implementação e funcionamento, no qual são descritas as exigências em termos de organização, , no qual são descritas as exigências em termos de organização,

gestão do em preendim ento, no qual são descritas as exigências em termos de monitoramento e análises críticas dos , no qual são descritas as exigências em termos de monitoramento e análises críticas dos processos, de avaliação da QAE e de correções e ações corretivas,

aprendizagem, onde são descritas as exigências em term os de aprendizagem da experiência e de balanço onde são descritas as exigências em term os de aprendizagem da experiência e de balanço do empreendimento.

O referencial do SGE adota uma apresentação transversal das exigências: esta se adapta, deste

modo, às diferentes formas de se organizar os papéis dos diferentes agentes de um empreendimento. Cabe assim a cada agente interpretar e atender às exigências em função das especificidades de cada fase do empreendimento.

O anexo A (exigências obrigatórias) do referencial do SGE relaciona os documentos necessários ao

bom funcionamento do sistema de gestão para cada uma das fases do empreendimento.

Os redatores do presente referencial indicaram, sob a forma de notas, explicações e exemplos para facilitar a sua compreensão e implementação eficaz. Estas notas não têm, portanto, caráter compulsório.

2.2 O SGE,

notas não têm, portanto, caráter compulsório. 2.2 O SGE, coluna vertebral da certificação Cabe a cada

coluna vertebral

portanto, caráter compulsório. 2.2 O SGE, coluna vertebral da certificação Cabe a cada empreendedor definir a

da certificação

Cabe a cada empreendedor definir a organização, as competências, o método, os meios e a documentoação necessários para alcançar seus objetivos e atender às necessidades e às expectativas das partes interessadas e às exigências do presente referencial. O nível de detalhe desta definição depende dos desafios colocados, da complexidade e dos riscos específicos de cada empreendimento. Por exemplo, as medidas adotadas para atender às exigências do SGE serão diferentes quando se trata de um empreendimento simples ou de um mais complexo.

O empreendedor tem um papel central de primeira ordem na implementação, acompanhamento e

melhoria do SGE, mas seus parceiros (projetistas, construtoras, etc.) estão também envolvidos. É importante que todos os intervenientes do empreendimento, e, acima de tudo, os intervenientes que atuam em nome do empreendedor, estejam perfeitamente informados do objetivo e do conteúdo do SGE.

O SGE alinha- se com as ferram entas da qualidade e é um instrum ento a serviço da obt enção do

desempenho ambiental do empreendimento. O SGE dá suporte às três fases essenciais da avaliação da Qualidade Ambiental do Edifício.

O SGE exige a formalização de determinadas análises, decisões e modificações. Ele permite que o

empreendedor faça escolhas de forma justificada e coerente. Ele dá ao empreendimento uma dimensão sistêmica. Ele reforça o papel do empreendedor e seu controle do empreendimento e incentiva a realização de estudos e projetos nas fases iniciais (análise do local do empreendimento,

previsão de custos). A implementação do SGE demanda um certo investimento em tempo (sobretudo quando a cultura e as práticas do em preendedor não integrem estes aspectos), rigor e um a boa capacidade de reação. O SGE traz como resultado um empreendimento melhor gerenciado e com maiores chances de se alcançar os objetivos definidos.

Para simplificar e melhor entender o papel do SGE, pode- se dizer que ele permite:

- organizar corretamente o trabalho dos diferentes agentes para que trabalhem conjuntamente,

- tomar as boas decisões no momento correto,

- evoluir, melhorando regularmente a eficácia do sistema.

Referencial técnico de certificação

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SGE

SGE

3. A QUALIDADE AMBIENTAL DO EDIFÍCIO (QAE)

3.1 Perfil de QAE

3.1.1 Níveis de desempenho associados às categorias de QAE

A Qualidade Ambiental do Edifício é expressa em 14 categorias (cf § 1.1) representando os desafios

ambientais de um empreendimento novo ou reabilitado. Estas 14 categorias são desmembradas em subcategorias, representando as principais preocupações associadas a cada desafio ambiental, e depois em preocupações elementares.

O desempenho associado às categorias de QAE se expressa segundo 3 níveis 2 :

BOM: nível correspondendo ao desem penho m ínim o aceit ável para um empreendimento HQE ® nível correspondendo ao desem penho m ínim o aceit ável para um empreendimento HQE ® . Isso pode corresponder à regulamentação se esta é suficientemente exigente quanto aos desempenhos de um empreendimento, ou, na ausência desta, à prática corrente.

SUPERIOR: nível correspondendo ao das boas práticas. nível correspondendo ao das boas práticas.

EXCELENTE: nível calibrado em função dos desem penhos m áxim os constatados em empreendimentos de Elevada nível calibrado em função dos desem penhos m áxim os constatados em empreendimentos de Elevada Qualidade Ambiental, mas se assegurando que estes possam ser atingíveis.

3.1.2 Representação do perfil de QAE

Os desempenhos ambientais e sanitários de um empreendimento são ilustrados pelo perfil de QAE:

este perfil identifica o nível de desempenho visado ou obtido (segundo a fase em questão do empreendimento) para cada categoria e subcategorias a ela associadas.

3.1.3 Exigências relativas ao perfil de QAE

A atribuição do certificado está vinculada à obtenção de um perfil mínimo referente às 14 categorias:

Excelente

Superior

Bom

Mínimo: 3 categorias

Mínimo: 4 categorias

Máximo: 7 categorias

2 Para a presente edição brasileira do referencial, as exigências regulamentares e normativas, as práticas correntes, as boas

práticas e as práticas que levam aos desempenhos máximos foram ajustadas para a realidade do país,

em junho de 2008.

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SGE

SGE Este perfil de QAE é próprio a cada contexto, assim como a cada empreendimento, e

Este perfil de QAE é próprio a cada contexto, assim como a cada empreendimento, e sua pertinência deve ser justificada a partir (cf §1.1 do referencial do SGE):

dos desafios de QAE do empreendedor;ser justificada a partir (cf §1.1 do referencial do SGE): das características funcionais do empreendimento; das

das características funcionais do empreendimento;do referencial do SGE): dos desafios de QAE do empreendedor; das características positivas e das restrições

das características positivas e das restrições do local do empreendimento;das características funcionais do empreendimento; das exigências legais e regulamentares; das necessidades e

das exigências legais e regulamentares;positivas e das restrições do local do empreendimento; das necessidades e expectativas das partes interessadas; da

das necessidades e expectativas das partes interessadas;do empreendimento; das exigências legais e regulamentares; da avaliação dos custos. Ao longo do empreendimento, o

da avaliação dos custos.das necessidades e expectativas das partes interessadas; Ao longo do empreendimento, o perfil pode, respeitados

Ao longo do empreendimento, o perfil pode, respeitados determinados limites, ser modificado, mas isso deve ser justificado de modo coerente pelo empreendedor, sobretudo fazendo referências a oportunidades e restrições não identificadas até então. No entanto, é necessário que o perfil modificado esteja conforme ao perfil mínimo e que o empreendedor se comprometa quanto a este novo perfil (cf §1.2 e § 3.3 do SGE).

3.2 Apresentação das categorias de QAE

Cada categoria é motivo de um capítulo do referencial de avaliação da QAE, que é apresentado segundo o seguinte modelo:

Introdução Apresentação dos desafios ambientais relacionados à categoria e das principais preocupações associadas: leva à Apresentação dos desafios ambientais relacionados à categoria e das principais preocupações associadas: leva à estruturação das subcategorias.

Avaliação da categoria Tabela que apresenta o princípio da avaliação da categoria pela agregação dos desempenhos obtidos nas Tabela que apresenta o princípio da avaliação da categoria pela agregação dos desempenhos obtidos nas subcategorias (cf §3.4.4 a seguir).

I nterações com as outras categorias Lista as outras categorias nas quais a categoria tem influência, que causam impacto na categoria, Lista as outras categorias nas quais a categoria tem influência, que causam impacto na categoria, ou que têm uma relação temática com a categoria afetada sem que isto esteja formalizado no referencial. Estas interações podem ajudar nas escolhas para a hierarquização das categorias, ou para buscar o equilíbrio entre categorias nas escolhas feitas no momento da concepção (cf §3.5).

Interações com o SGE Elementos do SGE relacionados à categoria afetada, por exemplo, por condicionarem os dados de entrada Elementos do SGE relacionados à categoria afetada, por exemplo, por condicionarem os dados de entrada da categoria (Análise do local do empreendimento - Anexo A.1, por exemplo), ou ainda pelo fato deles assegurarem a perenidade do desempenho da categoria (documentos entregues ao proprietário do edifício, por exemplo), etc.

Referências complementares Bibliografia, fontes de informações que foram úteis para a adequação da categoria à realidade brasileira, Bibliografia, fontes de informações que foram úteis para a adequação da categoria à realidade brasileira, ou que permitem se aprofundar na compreensão do tema. Podem incluir referências do documento original francês.

Referências complementares do referencial original francês Bibliografia, fontes de informações anteriormente não citadas que foram úteis para a redação da categoria Bibliografia, fontes de informações anteriormente não citadas que foram úteis para a redação da categoria no referencial original francês, ou que permitem se aprofundar na compreensão do tema.

Subcategoria 1ou que permitem se aprofundar na compreensão do tema. - Introdução - Quadro de avaliação das

- Introdução

- Quadro de avaliação das preocupações (cf §3.4.2 a seguir)

- Quadro de desempenho da subcategoria (cf §3.4.3 a seguir)

Subcategoria 2Quadro de desempenho da subcategoria (cf §3.4.3 a seguir) etc. Referencial técnico de certificação "NF

etc.da subcategoria (cf §3.4.3 a seguir) Subcategoria 2 Referencial técnico de certificação "NF

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3.3 Avaliação da QAE

SGE

3.3 Avaliação da QAE SGE

3.3.1. De que se trata?

A avaliação da QAE é o processo que permite verificar, em diferentes fases do empreendimento, que o

perfil ambiental visado é atingido. Para isso, convém confrontar as características do empreendimento

com as exigências de QAE aplicáveis ao perfil visado. Esta avaliação deve ser feita pelos agentes do empreendimento, sob a responsabilidade do empreendedor, e deve ser baseada na parte III do presente referencial.

A avaliação da QAE consiste assim em se assegurar que as características do empreendimento atendem aos critérios de avaliação da QAE. Esta obediência às exigências de QAE pode se manifestar de duas maneiras:

- ou o critério é passível de ser avaliado na fase considerada, e nesta situação a avaliação consiste em comparar o valor obtido para o empreendimento com o valor de referência (parte III do presente referencial);

- ou o critério não pode ser avaliado na fase considerada, e neste caso a avaliação consiste em verificar se as exigências estão formuladas para as fases posteriores do empreendimento. O nível de detalhe dessas exigências é função do nível de desempenho visado e das exigências do referencial da QAE.

NOTA: Exemplo com o cálculo do consumo de energia primária (coeficiente Cep ver Categoria 4 Gestão da energia)

O coeficiente C não é um parâmetro que possa ser calculado na fase de programação. No entanto, caso nenhuma exigência

seja formulada quanto a este parâmetro que sirva de orientação para as equipes de projeto, é provável que o desempenho alcançado quanto a este coeficiente no final da fase de concepção não permita que se alcance o nível de desempenho visado pelo empreendedor para a Categoria 4 "Gestão da energia". Do mesmo modo, a avaliação na fase do programa de necessidades consistirá em se assegurar que uma exigência quantitativa está definida quanto ao parâmetro C e que esta exigência permite alcançar o nível visado para a categoria afetada.

Deste modo, a avaliação da QAE deve ser baseada em elementos objetivos, sejam eles qualitativos (descrição das medidas adotadas e constantes dos documentos operacionais: especificações, elementos gráficos, estudos, etc.) ou quantitativos (métodos de avaliação utilizados, programa de computador, memórias de cálculo, planilhas de medições, etc.).

NOTA: Cabe assim aos agentes do empreendimento planejar estas etapas de avaliação da QAE (cf §2.1 do referencial do SGE) com relação à sua própria organização e ao contexto do empreendimento. As 3 intervenções do auditor não têm como meta avaliar a QAE, mas sim verificar a avaliação da QAE realizada sob a responsabilidade do empreendedor. Com relação a estas intervenções, convém que a avaliação da QAE seja realizada (cf §3.2 do referencial do SGE) em uma e/ou nas duas das seguintes fases:

antes do processo de seleção para a escolha dos projetistas: para se assegurar que os documentos da fase de programação compreendem todos os elementos que serão necessários para propor um projeto que alcance o desempenho ambiental visado;do SGE) em uma e/ou nas duas das seguintes fases: antes do pedido de aprovação do

antes do pedido de aprovação do projeto legal de prefeitura: para se assegurar que as diretrizes do projeto (que evoluíram pouco em função da elaboração dos projetos) alcançam ou permitirão que se alcance o perfil de QAE visado ao final da concepção.propor um projeto que alcance o desempenho ambiental visado; A avaliação da QAE deve igualmente ser

A avaliação da QAE deve igualmente ser realizada nesses dois momentos:

no final da concepção, para garantir que o projeto que vai ser construído atende ao perfil de QAE visado; Para tanto, a avaliação consiste em se avaliar em que medida:da QAE deve igualmente ser realizada nesses dois momentos: as medidas arquitetônicas e técnicas satisfazem às

as medidas arquitetônicas e técnicas satisfazem às exigências da parte III do presente referencial permitindo atender ao perfil de QAE visado, por um lado, etanto, a avaliação consiste em se avaliar em que medida: os documentos de projeto e suas

os documentos de projeto e suas especificações englobam todos os elementos que permitem à empresa construtora construir o projeto, por outro lado.permitindo atender ao perfil de QAE visado, por um lado, e no final da execução da

no final da execução da obra, para se assegurar que a construção entregue atende ao perfil de QAE visado.à empresa construtora construir o projeto, por outro lado. 3.3.2. Princípio da equivalência Tendo em vista

3.3.2. Princípio da equivalência

Tendo em vista a diversidade das soluções técnicas e arquitetônicas que contribuem para a QAE, que não se pode antever a priori, e a fim de promover as inovações, os agentes do empreendimento podem aplicar, para os níveis Superior e Excelente, o "princípio da equivalência".

Isso consiste a propor, de modo justificado, um método alternativo de avaliação do desempenho, baseado em outros critérios de avaliação que os da parte III do presente referencial, mas que respondam à mesma preocupação. Este princípio torna mais complexa a verificação da avaliação

confere

(pode-se lançar eventualm ente m ão de um especialista para validar a abordagem ) , m as

flexibilidade ao referencial. Caso o auditor não tenha competência técnica para auditar a solução

alternativa proposta, esta deverá ser submetida à avaliação de um novo especialista.

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3.4 Quadros de avaliação da QAE

SGE

3.4 Quadros de avaliação da QAE SGE

3.4.1 Princípio geral

A avaliação das categorias é feita, por exemplo, da maneira seguinte:

CATEGORIA 6 BOM
CATEGORIA
6
BOM
SUPERIOR EXCELENTE
SUPERIOR
EXCELENTE
AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO

Todas as preocupações nível B satisfeitas

Todas as preocupações nível B satisfeitas

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

+

5 PONTOS

NÚMERO DE PONTOS DISPONÍVEIS PARA A CATEGORIA

7

No exemplo acima, se o nível EXCELENTE é desejado para esta categoria, será preciso obter no mínimo 5 pontos dentre os 7 pontos disponíveis para toda a categoria, sem condições particulares.

Certas categorias apresentam particularidades que impõem condições complementares que são descritas diretamente em cada categoria.

Estas condições complementares podem ser um nível de pontos a atender:

Sobre cada subcategoria para o nível EXCELENTE;complementares podem ser um nível de pontos a atender: Sobre um critério de avaliação; Sobre uma

Sobre um critério de avaliação;a atender: Sobre cada subcategoria para o nível EXCELENTE; Sobre uma exigência de um critério de

Sobre uma exigência de um critério de avaliação;para o nível EXCELENTE; Sobre um critério de avaliação; Sobre os tipos de locais; Por espaços,

Sobre os tipos de locais;Sobre uma exigência de um critério de avaliação; Por espaços, uma vez que a categoria é

Por espaços, uma vez que a categoria é estruturada em diferentes espaços (categorias 9 ede um critério de avaliação; Sobre os tipos de locais; 10); Segundo o contexto (categoria 1).

10);

Segundo o contexto (categoria 1).é estruturada em diferentes espaços (categorias 9 e 10); A tabela pode, portanto, tomar a forma

A tabela pode, portanto, tomar a forma abaixo, por exemplo:

Condição sobre uma ou mais subcategorias para o nível Excelente

CATEGORIA 2 BOM
CATEGORIA 2
BOM
SUPERIOR EXCELENTE
SUPERIOR
EXCELENTE
AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO

Todas as preocupações nível B satisfeitas

Todas as preocupações nível B satisfeitas

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

+

8

2

18 PONTOS sendo pontos na subcategoria 2.3 pontos na subcategoria 2.4

NÚMERO DE PONTOS DISPONÍVEIS PARA A CATEGORIA

35

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SGE

SGE Neste caso, se o nível Excelente é pretendido para esta categoria, dentre os 18 pontos

Neste caso, se o nível Excelente é pretendido para esta categoria, dentre os 18 pontos a serem obtidos, devem ser buscados pelo menos 8 pontos na subcategoria 2.3 e 2 pontos na subcategoria 2.4. Os 8 pontos restantes podem ser obtidos sem outros imperativos.

Condição sobre um critério de avaliação

CATEGORIA 4 BOM
CATEGORIA
4
BOM

SUPERIOR

EXCELENTEum critério de avaliação CATEGORIA 4 BOM SUPERIOR AVALIAÇÃO Todas as preocupações nível B satisfeitas

AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO

Todas as preocupações nível B satisfeitas

Todas as preocupações nível B satisfeitas
Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas Todas as preocupações níveis B e S
Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas
Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas
+
7 PONTOS
sendo 3 pontos no critério de avaliação 4.2.1
NÚMERO DE PONTOS DISPONÍVEIS PARA A CATEGORIA

NÚMERO DE PONTOS DISPONÍVEIS PARA A CATEGORIA

NÚMERO DE PONTOS DISPONÍVEIS PARA A CATEGORIA
NÚMERO DE PONTOS DISPONÍVEIS PARA A CATEGORIA 43

43

NÚMERO DE PONTOS DISPONÍVEIS PARA A CATEGORIA 43

Neste caso, se o nível Excelente é pretendido para esta categoria, dentre os 7 pontos a serem obtidos, devem ser buscados pelo menos 3 pontos sobre a subcategoria 4.2.1. Os 4 pontos restantes podem ser obtidos sem outros imperativos.

Condição sobre o tipo de local

CATEGORIA 8 BOM
CATEGORIA
8
BOM
AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO

Todas as preocupações nível B satisfeitas
Todas as preocupações nível B satisfeitas

SUPERIOR

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

SUPERIOR Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas EXCELENTE Todas as preocupações níveis B e

EXCELENTE

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

+

Obtenção de:

as preocupações níveis B e S satisfeitas + Obtenção de: 3 2 4 pontos* se todos

as preocupações níveis B e S satisfeitas + Obtenção de: 3 2 4 pontos* se todos

as preocupações níveis B e S satisfeitas + Obtenção de: 3 2 4 pontos* se todos

3

2

4

pontos* se todos os locais são climatizados pontos * se nenhum local é climatizado pontos * se alguns locais são climatizados

Neste caso, se o nível Excelente é pretendido para esta categoria, o número de pontos a serem obtidos é diferente conforme a tipologia do projeto:

Se o edifício é totalmente climatizado, 3 pontos a serem obtidos para esta categoria;serem obtidos é diferente conforme a tipologia do projeto: Se nenhum espaço é climatizado, 2 pontos

Se nenhum espaço é climatizado, 2 pontos a serem obtidos sobre a categoria;climatizado, 3 pontos a serem obtidos para esta categoria; Se certos espaços são climatizados e outros

Se certos espaços são climatizados e outros não, 4 pontos devem ser obtidos sobre a categoria.é climatizado, 2 pontos a serem obtidos sobre a categoria; Condição por espaços CATEGORIA 9 BOM

Condição por espaços

CATEGORIA 9 BOM
CATEGORIA
9
BOM
AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO

Todas as preocupações nível B satisfeitas

Todas as preocupações nível B satisfeitas

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SUPERIOR

SUPERIOR EXCELENTE Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas Todas as preocupações níveis B e

EXCELENTE

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas
Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

Todas as preocupações níveis B e S satisfeitas

+

Obtenção de 2 pontos na subcategoria 9.1 e de um número mínimo de pontos por espaço na

subcategoria 9.2

SGE

mínimo de pontos por espaço na subcategoria 9.2 SGE Neste caso, se o nível Excelente é

Neste caso, se o nível Excelente é pretendido para esta categoria, o número de pontos a serem obtidos por tipo de espaço é referenciado abaixo do quadro de avaliação relativo a cada espaço, por exemplo:

QUARTOS DE HOTEIS DE TURISMO Desempenho Critérios de avaliação Pontos Nível em E 9.2.1. Isolar
QUARTOS DE HOTEIS DE TURISMO
Desempenho
Critérios de avaliação
Pontos
Nível
em E
9.2.1.
Isolar os dormitórios em relação ao espaço exterior
Isolamento acústico padrão ponderado, D nTA,tr (1) :
frente aos ruídos de infra-estrutura de transportes terrestres D nTA,tr
30
dB (1)
frente às áreas de entrega externas D nTA,tr
35 dB
B
compatibilização dos níveis de ruído permitidos com as Reduções de
Ruído de edifícios na Área II de aeroportos [ [ [ G G G ] ] ]
- m edidas tomadas para compatibilizar os níveis de ruído permitidos
com as Reduções de Ruído de
edifícios na Área II de aeroportos (2)
9.2.2.
Limitar o nível de ruído de impactos percebido nos dormitórios
Nível de pressão ponderado do ruído de impacto padronizado L nT,w percebido
nos dormitórios
B
L
60 dB (3)
nT,w
E
L
57 dB
1
nT,w
9.2.3.
Nível de pressão acústica normalizado LnAT relativo ao ruído de
equipamentos, L nAT ( 4)
L
35 dB(A) se o equipamento está presente no dormitório
nAT
L
30 dB(A) se não está
B
nAT
L
32 dB(A) se o equipamento está presente no dormitório
nAT
E
1
L
27 dB(A) se não está
nAT
9.2.4.
Isolamento acústico padrão ponderado DnT,A (dB) dos
dormitóros e banheios dos clientes frente a outros ambientes
B
D
regulamentar (5)
nTA
D nTA
D
regulamentar + 3dB
E
2
nTA
D nTA
Número mínimo de pontos
em E
3
Neste caso, deverão ser obtidos 3 pontos para os quartos de hotéis de turismo.
3.4.2 Sistema por pontos
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SGE

SGE Os pontos são atribuídos apenas para os níveis EXCELENTE e atuam apenas em certos itens

Os pontos são atribuídos apenas para os níveis EXCELENTE e atuam apenas em certos itens e sob condições específicas, como as indicadas acima.

O número de pontos atribuídos a cada critério de avaliação é variável. Ele é função das preocupações ambientais mais significativas e, também, da dificuldade de sua implantação no empreendimento.

Os pontos distribuídos em cada categoria não são, em nenhuma hipótese, adicionados para dar uma pontuação global ao empreendimento, o que seria contrário ao conceito de perfil de desempenho.

3.4.3 Aplicabilidade

Sobre a aplicabilidade dos critérios de avaliação, em alguns casos, certos critérios podem não ser aplicáveis ao empreendimento. Nestes casos, a razão para a não aplicabilidade deve ser evidente ou justificada a partir das especificidades do projeto. Assim sendo, o critério é ignorado ou a avaliação é conduzida como se ele não existisse.

3.4.4 Ferramenta de auxílio à avaliação

Um software de auxílio à avaliação da QAE está disponível na internet. Ele permite a documentoação e a justificativa da avaliação, a somatória dos pontos, a verificação da conformidade do atendimento ao perfil ambiental visado com relação às medidas e disposições tomadas. Entre outros, ele permite uma boa visualização das interações entre as categorias e a gestão das redundâncias, quando ocorre o fato de um critério de avaliação ser valorizado frente a mais de uma categoria.

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3.5 Coerência global do projeto

SGE

3.5 Coerência global do projeto SGE

Independentemente do respeito às exigências especificadas para cada categoria de QAE, o empreendedor e seus parceiros deverão assegurar a coerência e a qualidade globais do empreendimento, por meio de um processo interativo e integrado. Em termos de programação, de concepção e de gestão, um empreendimento de elevada qualidade ambiental deve ser analisado globalmente e cada fase deve ser coerente com a anterior assim como com os objetivos iniciais.

O elemento principal que condiciona esta coerência global é a análise das interações entre as categorias, e as escolhas que delas derivam.

Para poder implementar um processo de avaliação dos desempenhos ambientais e sanitários de um empreendimento, foi necessário subdividir-se a QAE segundo as diferentes preocupações, a fim de avaliar corretamente o empreendimento com relação a desafios bem identificados e distintos. No entanto, é importante que os usuários do presente referencial realizem esta avaliação da QAE conscientes de que a melhoria no trato de uma categoria pode modificar o trato de outras categorias, num sentido favorável ou desfavorável, dependendo do caso.

Estas interações são de diferentes naturezas, e o conjunto pode ser modelizado desse modo: Cate-
Estas interações são de diferentes naturezas, e o conjunto pode ser modelizado desse modo:
Cate-
Cate-
Cate-
Cate-
Cate-
Cate-
Cate-
Cate-
Cate-
Cate-
Cate-
Cate-
Cate-
Cate-
goria
goria
goria
goria
goria
goria
goria
goria
goria
goria
goria
goria
goria
goria
1
2 3
4 5
6
7
8 9
10
11
12 13
14
Categoria 1 - Relação do edifício
com o seu entorno
Categoria 2 - Escolhas de
produtos, sistemas e processos
Categoria 3 - Canteiro de obras
com baixo impacto ambiental
Categoria 4 - Gestão da energia
Categoria 5 - Gestão da água
Categoria 6 - Gestão dos resíduos
de uso e operação do edifício
Categoria 7 - Manutenção
Permanência do desempenho
ambiental
Categoria 8 - Conforto
higrotérmico
Categoria 9 - Conforto acústico
Categoria 10 - Conforto visual
Categoria 11 - Conforto olfativo
Categoria 12 - Qualidade sanitária
dos ambientes
Categoria 13 - Qualidade sanitária
do ar
Categoria 14 - Qualidade sanitária
da água

Tabela de interações entre categorias

Este tabela evidencia as categorias bastante transversais como as Categorias 1, 2 e 7 que demandam uma concepção integrada. Além disso, ela mostra que é necessário que as categorias de conforto am biental e de qualidade de ar interno sejam tratadas de um a m aneira global, controlando-se corretamente suas interações.

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SGE Convém não confundir ajuda à concepção com ajuda à avaliação. O referencial da QAE é

Convém não confundir ajuda à concepção com ajuda à avaliação. O referencial da QAE é uma ferramenta para a avaliação do projeto em 3 fases precisas (final da programação, final da concepção e final da execução) e não um guia de ajuda à concepção. De fato, devido às interações entre as categorias, a concepção é um processo interativo e integrado, enquanto que a avaliação consiste em se avaliar o em preendim ento segundo diferentes pontos de vista. I sto é ilustrado pelo m odelo a seguir.

pontos de vista. I sto é ilustrado pelo m odelo a seguir. Processo integrado de concepção

Processo integrado

de concepção

Démarche de

Démarche de

conception intégrée

conception intégrée

Evaluation selon

Evaluation selon

Avaliação segundo

différents points de vue

différents points de vue

diferentes pontos de vista

Concepção integrada e avaliação segundo diferentes pontos de vista

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SGE

SGE

4. O SGE, UMA FERRAMENTA PARA SE ALCANÇAR A QAE

A tabela a seguir relaciona as principais exigências do referencial técnico aos possíveis questionamentos que um empreendedor pode ter.

 

REFERENCIAL DO SGE

 

REFERENCIAL DA QAE

QQuuaaiiss ccaatteeggoorriiaass ddee QQAAEE ppoossssoo ccoonnssiiddeerraarr nnoo mmeeuu eemmpprreeeennddiimmeennttoo??

 
     

O

referencial da QAE permite ao

Considerar todos os dados de entrada que irão condicionar a definição do perfil de QAE.

§1.1 Perfil de Qualidade Ambiental do Edifício

empreendedor conhecer as exigências às quais ele deverá responder para alcançar um certo nível de desempenho para uma dada categoria. Ele poderá assim confrontar estas exigências com os meios que pode disponibilizar para

seu empreendimento.

CCoommoo eessttaarr sseegguurroo ddee qquuee ttooddooss ooss iinntteerrvveenniieenntteess vvããoo ccoonnhheecceerr aa ppoollííttiiccaa aammbbiieennttaall ddee mmeeuu eemmpprreeeennddiimmeennttoo ee sseerrããoo ccaappaazzeess ddee rreessppeeiittáá--llaa??

 

Refletir desde o início quanto aos meios e aos recursos que serão necessários.

§1.2 Comprometimento do empreendedor

 

Informar sobre o comprometimento de meu empreendimento.

§2.5 Comunicação

 

CCoommoo ppoossssoo mmee oorrggaanniizzaarr ppaarraa aallccaannççaarr eessttee ppeerrffiill??

 
 

Definir quem vai intervir no meu empreendimento, de que maneira, com qual responsabilidade, etc.

§2.2 Responsabilidades e autoridades §2.1 Planejamento do empreendimento

 

Assegurar-me das competências das diferentes pessoas que vão intervir na QAE.

§2.3 Competência

 

Assegurar-me de que os contratos dos intervenientes relacionados à QAE mencionam claramente a totalidade da extensão e das condições de seu escopo de serviço.

§2.4 Contratos

 

Assegurar-me de que todo interveniente terá recebido uma informação pertinente sobre a QAE e as condições para alcançá- la.

§2.5 Comunicação

 

Assegurar-me da rastreabilidade de meu empreendimento de modo que todo interveniente disponha de todas as informações necessárias.

§2.6 Controle de documentos

 

AAoo lloonnggoo ddaa ffaassee ooppeerraacciioonnaall,, ccoommoo ppoossssoo mmee aasssseegguurraarr qquuee oo ppeerrffiill ddee QQAAEE vviissaaddoo sseerráá aattiinnggiiddoo qquuaannddoo ddaa eennttrreeggaa ddaa oobbrraa??

 

Monitorar continuamente a evolução do empreendimento, e organizar as análises críticas nas fases essenciais. Atentar especificamente para os elementos do empreendimento que podem causar impactos na QAE.

§3.1 Monitoramento e análises críticas

 
   

Empregar as exigências do

Avaliar periodicamente se o perfil de QAE visado é atingido.

§3.2 Avaliação da Qualidade Ambiental do Edifício

referencial de QAE e os princípios

de

avaliação para verificar se o

   

perfil é atingido.

Reagir em caso de desvio constatado de modo a solucionar o problema e evitar que ele se repita.

§3.3 Correções e ações corretivas

 

CCoommoo ppoossssoo mmee aasssseegguurraarr qquuee oo ddeesseemmppeennhhoo aammbbiieennttaall ddee mmeeuu eemmpprreeeennddiimmeennttoo vváá ppeerrdduurraarr??

 

Fazer um balanço do empreendimento e passar os dados ao seu proprietário e ao responsável por gerenciar seu uso e operação.

§4 Aprendizagem §2.6 Controle de documentos

 

CCoommoo ppooddeerreeii ttiirraarr pprroovveeiittoo ddeessttaa eexxppeerriiêênncciiaa ppaarraa uumm oouuttrroo eemmpprreeeennddiimmeennttoo??

 
 

Fazer um balanço do empreendimento.

§4 Aprendizagem

 

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R E F E R EN CI A L

D E

É CN I CO

CE R T I F I CA ÇÃ O

T

EDIFÍCIOS DO SETOR DE SERVIÇOS

D ÉMARCHE HQE ®

H OSPEDAGEM E SERVIÇOS

Adapt ação para o Brasil:

Versão 0 ( provisória)

 

16/ 06/ 200

8

Pa r t e

S i st e m a ( SGE)

I

I

d e

Ge st ã o

d o

Em p r e e n d i m e n t o

Ju n h o

2 0 0 8

SUMÁRIO

1. COMPROMETIMENTO DO EMPREENDEDOR

23

1.1 Perfil de Qualidade Ambiental do Edifício

23

1.2 Comprometimento do empreendedor

3

2. IMPLEMENTAÇÃO E FUNCIONAMENTO

3

2.1 Planejamento do empreendimento

3

2.2 Responsabilidades e autoridades

3

2.3 Competência

3

2.4 Contratos

3

2.5 Comunicação

3

2.6 Controle de documentos

3

3. GESTÃO DO EMPREENDIMENTO

3

3.1 Monitoramento e análises críticas

3

3.2 Avaliação da Qualidade Ambiental do Edifício

3

3.3 Correções e ações corretivas

3

4. APRENDIZAGEM

3

Anexo A (exigências obrigatórias) - Documentos do empreendimento

30

Anexo B (informativo) - Tabela guia para uso pelo empreendedor para a hierarquização das

categorias de QAE em função dos desafios ambientais estabelecidos

35

Anexo C (informativo) - Impactos das características do local do empreendimento nas 14 categorias

37

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Referencial técnico de certificação "Edifícios do setor de serviços - Démarche HQE ® "

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SGE

SGE 1. C OMPROMETIMENTO DO EMPREENDEDOR 1.1 Perfil de Qualidade Ambiental do Edifício O empreendedor deve

1. COMPROMETIMENTO DO EMPREENDEDOR

1.1 Perfil de Qualidade Ambiental do Edifício

O empreendedor deve hierarquizar as preocupações ambientais do empreendimento ou delegar a

alguém a tarefa, a partir:

do empreendimento ou delegar a alguém a tarefa, a partir: da sua estratégia ambiental global, NOTA:

da sua estratégia ambiental global,

NOTA: Esta estratégia representa as prioridades e motivações do empreendedor para seu empreendimento:

proteção do ambiente (preservar os recursos, reduzir a poluição, reduzir os resíduos), gestão patrimonial (durabilidade, adaptabilidade, conservação, manutenção, custos de uso e operação), conforto (dos usuários, da vizinhança, do pessoal de obra), saúde (dos usuários, da vizinhança, do pessoal de obra).

das necessidades e expectativas das partes interessadas internas e externas, considerando-se em primeiro lugar o cliente e os futuros usuários do empreendimento,saúde (dos usuários, da vizinhança, do pessoal de obra). das opções funcionais do edifício, da análise

das opções funcionais do edifício,lugar o cliente e os futuros usuários do empreendimento, da análise das características positivas e das

do empreendimento, das opções funcionais do edifício, da análise das características positivas e das

da análise das características positivas e das restrições do local do empreendimento,

NOTA: O empreendedor deve realizar uma análise do local do empreendimento, ou delegar a alguém a tarefa, baseada em documentos de apoio (projetos, fotos, documentos administrativos) e relacionada no mínimo com os elementos descritos no Anexo A (exigências obrigatórias) (cf A.1).

descritos no Anexo A (exigências obrigatórias) (cf A.1). do contexto legal e regulamentar aplicável ao

do contexto legal e regulamentar aplicável ao empreendimento,

NOTA: O empreendedor deve realizar um inventário das exigências legais e regulamentares aplicáveis ao empreendimento, ou delegar a alguém a tarefa, em todos os níveis (do internacional ao local).

a tarefa, em todos os níveis (do internacional ao local). da análise econômica do empreendimento. NOTA:

da análise econômica do empreendimento.

NOTA: Nas etapas iniciais do empreendimento, isso significa se considerar o seu orçamento global. Uma vez que o empreendimento seja iniciado, a análise econômica não deve se limitar a considerar o orçamento global disponível. Ela deve evidenciar os custos de investimento e as economias potenciais em termos de uso e operação, por um lado, assim como os benefícios indiretos, por outro.

Esta hierarquia deve ser expressa num perfil de Qualidade Ambiental do Edifício (QAE). Este perfil identifica o nível de desempenho visado para cada uma das 14 categorias de QAE, assim como para

as subcategorias associadas a cada categoria.

NOTA: O presente referencial identifica três níveis de desempenho: Bom, Superior ou Excelente. Para definir este perfil, o empreendedor pode empregar a parte III deste referencial. Isso permitirá identificar precisamente os níveis que podem ser reivindicados para cada categoria, assim como os critérios de avaliação.

1.2 Comprometimento do empreendedor

O empreendedor deve formalizar seu comprometimento num documento que indique:

os elementos permitindo compreender e justificar a hierarquização das preocupações ambientais do empreendimento,formalizar seu comprometimento num documento que indique: o perfil de Qualidade Ambiental do Edifício almejado, seu

o perfil de Qualidade Ambiental do Edifício almejado,das preocupações ambientais do empreendimento, seu comprometimento quanto à garantia da disponibilidade

seu comprometimento quanto à garantia da disponibilidade dos recursos apropriados para a implementação e a manutenção do sistema de gestão e a obtenção da QAE,o perfil de Qualidade Ambiental do Edifício almejado, NOTA: Os recursos a disponibilizar podem ser expressos

a manutenção do sistema de gestão e a obtenção da QAE, NOTA: Os recursos a disponibilizar

NOTA: Os recursos a disponibilizar podem ser expressos em termo de tempo/prazos, orçamento, pessoal, etc.

os principais objetivos operacionais, funcionais e financeiros do empreendimento.em termo de tempo/prazos, orçamento, pessoal, etc. O documento de comprometimento representa a referência à

O documento de comprometimento representa a referência à qual o empreendedor e todos seus

colaboradores e intervenientes do empreendimento se referem em termos de desempenho ambiental

do empreendimento, em todas as suas fases.

Embora modificações deste perfil sejam aceitas durante a gestão do empreendimento (§3.3 Correções e ações corretivas), o empreendedor deve se comprometer a respeitá- lo o máximo possível.

O documento de comprometimento deve ser divulgado a todos os colaboradores e intervenientes do

empreendimento. No caso de modificação do perfil de QAE, ele deve ser revisto e divulgado

novamente.

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SGE 2. I MPLEMENTAÇÃO E FUNCIONAMENTO 2.1 Planejamento do empreendimento O empreendedor deve descrever num ou

2. IMPLEMENTAÇÃO E FUNCIONAMENTO

2.1 Planejamento do empreendimento

O empreendedor deve descrever num ou em vários documentos a sucessão de etapas de cada fase do empreendimento (por exemplo, as de: programação, concepção, execução, comercialização).

Para cada uma das etapas, ele deve identificar:

as ações e atividades,Para cada uma das etapas, ele deve identificar: NOTA: Estes ações e atividades podem ser de

NOTA: Estes ações e atividades podem ser de diferentes naturezas:

Definição de objetivos ambientais (sobretudo o perfil de QAE § 1.1)ações e atividades podem ser de diferentes naturezas: Monitoramento e análises críticas (sobretudo §3.1)

Monitoramento e análises críticas (sobretudo §3.1)de objetivos ambientais (sobretudo o perfil de QAE § 1.1) Verificação Validação Avaliação (sobretudo §2.4 e

Verificação1.1) Monitoramento e análises críticas (sobretudo §3.1) Validação Avaliação (sobretudo §2.4 e §3.2) Análise

Validaçãoe análises críticas (sobretudo §3.1) Verificação Avaliação (sobretudo §2.4 e §3.2) Análise Reação

Avaliação (sobretudo §2.4 e §3.2)críticas (sobretudo §3.1) Verificação Validação Análise Reação Controles (sobretudo §3.1) Modificações

AnáliseValidação Avaliação (sobretudo §2.4 e §3.2) Reação Controles (sobretudo §3.1) Modificações

ReaçãoValidação Avaliação (sobretudo §2.4 e §3.2) Análise Controles (sobretudo §3.1) Modificações (sobretudo §3.3)

Controles (sobretudo §3.1)Avaliação (sobretudo §2.4 e §3.2) Análise Reação Modificações (sobretudo §3.3) Ensaios Elaboração de um

Modificações (sobretudo §3.3)§2.4 e §3.2) Análise Reação Controles (sobretudo §3.1) Ensaios Elaboração de um documento (§2.6) Comunicação

EnsaiosControles (sobretudo §3.1) Modificações (sobretudo §3.3) Elaboração de um documento (§2.6) Comunicação (§2.5)

Elaboração de um documento (§2.6)(sobretudo §3.1) Modificações (sobretudo §3.3) Ensaios Comunicação (§2.5) Comercialização as responsabilidades

Comunicação (§2.5)§3.3) Ensaios Elaboração de um documento (§2.6) Comercialização as responsabilidades e autoridades

ComercializaçãoElaboração de um documento (§2.6) Comunicação (§2.5) as responsabilidades e autoridades relativas a cada uma

as responsabilidades e autoridades relativas a cada uma destas ações e atividades (§2.2),um documento (§2.6) Comunicação (§2.5) Comercialização as interfaces entre os diferentes intervenientes envolvidos,

as interfaces entre os diferentes intervenientes envolvidos,relativas a cada uma destas ações e atividades (§2.2), os meios, métodos e documentos utilizados para

os meios, métodos e documentos utilizados para realizar as diferentes ações,as interfaces entre os diferentes intervenientes envolvidos, os registros a conservar. Cabe ao empreendedor determinar o

os registros a conservar.e documentos utilizados para realizar as diferentes ações, Cabe ao empreendedor determinar o grau de detalhamento

Cabe ao empreendedor determinar o grau de detalhamento deste planejamento em função da complexidade do empreendimento. O planejamento e os documentos que dele derivam devem ser considerados como ferramentas de apoio à gestão do empreendimento.

2.2 Responsabilidades e autoridades

Para cada uma das ações e atividades definidas no planejamento (§2.1), a atribuição dos escopos de serviços, das responsabilidades e das autoridades deve ser feita por escrito, e os colaboradores e os intervenientes devem ser informados a seu respeito.

NOTA: Estas informações podem ser integradas no documento de planejamento do empreendimento (ver §2.1).

Dentre outras, o empreendedor deve designar para representá-lo uma ou várias pessoas possuindo

o Sist em a de Gest ão do

Empreendimento, e, por outro, para definir e/ ou avaliar a Qualidade Ambiental do Edifício (§1.1 e

§3.2).

responsabilidade e aut oridade definidas para, por um lado, im plem ent ar

NOTA: Em função das competências de que ele disponha internamente, o empreendedor decide ou não pela contratação de uma consultoria técnica para controlar os aspectos gerenciais e/ou técnicos do empreendimento. Não se trata aqui da criação de agentes adicionais, mas, sobretudo, de confiar uma responsabilidade claramente definida a agentes já envolvidos no empreendimento.

2.3 Competência

O empreendedor deve avaliar, com base em critérios pré-estabelecidos, as capacidades dos intervenientes para realizar os escopos de serviços que ele pretenda lhes confiar, ou delegar a alguém a tarefa.

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SGE Para as ações e atividades relacionadas ao Sistema de Gestão do Empreendimento e à Qualidade

Para as ações e atividades relacionadas ao Sistema de Gestão do Empreendimento e à Qualidade Ambiental do Edifício, estes critérios devem considerar a competência e/ou a experiência no trato das questões ambientais.

NOTA: A competência e a experiência prévia num empreendimento de elevada qualidade ambiental não são necessariamente condições prévias para participar de um empreendimento de elevada qualidade ambiental. É, no entanto, necessário se avaliar as competências ambientais dos intervenientes para tomar as medidas preventivas necessárias. Os critérios adotados para avaliar devem, além disso, ser coerentes com a qualidade desejada para o empreendimento, e, sobretudo, o nível de desempenho visado em termos de Qualidade Ambiental. A obtenção do nível E (e mesmo S) pode exigir a realização de estudos avançados que requeiram competências de ponta e/ ou específicas (análise considerando o custo global de várias soluções técnicas, por exemplo). É o caso, sobretudo, da Categoria 4, da Categoria 8 e da Categoria 9. É importante que o empreendedor mobilize os meios (em termo de competência) para alcançar estes níveis de desempenho.

Caso ele já tenha trabalhado com um interveniente, o empreendedor pode empregar as informações resultantes do balanço do empreendimento em questão.

O empreendedor deve conservar um registro desta avaliação e definir as eventuais ações exigidas

para o empreendimento, que podem ser necessárias para assegurar o sucesso em função da

complexidade do trabalho e das capacidades dos intervenientes.

NOTA: Por exemplo, prever uma formação caso os intervenientes não tenham as competências ou experiências em empreendimentos de elevada qualidade ambiental, definir os tipos de monitoramento dos serviços prestados, gerenciar as informações para os fornecedores, etc.

2.4 Contratos

O empreendedor deve estabelecer contratos que definam:

o conteúdo detalhado dos escopos de serviços, responsabilidades e autoridades dos

o

conteúdo detalhado dos escopos de serviços, responsabilidades e autoridades dos

intervenientes escolhidos, em função das características do empreendimento que ele pretende

construir (§2.2 Responsabilidades e autoridades),

NOTA: A título indicativo, os intervenientes envolvidos podem ser: o gerente do projeto, o profissional responsável pelo programa de necessidades, o arquiteto, o profissional responsável pelo estudo financeiro, o engenheiro responsável pela obra, o profissional responsável pelo PCMAT da obra, o responsável pelo gerenciamento da obra, etc.

os tipos de monitoramento e de validação dos escopos de serviços (§3.1 Monitoramento e

os

tipos de monitoramento e de validação dos escopos de serviços (§3.1 Monitoramento e

análises críticas),

as eventuais exigências em termos de competência do pessoal (§2.3 Competência),

as

eventuais exigências em termos de competência do pessoal (§2.3 Competência),

os documentos do empreendimento pertinentes para os escopos de serviços dos intervenientes (cf Anexo A).

os documentos do empreendimento pertinentes para os escopos de serviços dos intervenientes (cf Anexo A).

Os contratos entre o empreendedor e os intervenientes são:

Os contratos entre o empreendedor e os intervenientes são: analisados empreendimento, criticamente para assegurar sua

analisados

empreendimento,

criticamente

para

assegurar

sua

coerência

com

os

documentos

do

assinados antes do início da execução dos escopos de serviços correspondentes,para assegurar sua coerência com os documentos do analisados criticamente após cada modificação. 2.5

analisados criticamente após cada modificação.da execução dos escopos de serviços correspondentes, 2.5 Comunicação O empreendedor deve determinar as ações

2.5 Comunicação

O empreendedor deve determinar as ações de comunicação pertinentes relacionadas aos intervenientes e às demais partes interessadas. Esta comunicação deve estar adaptada ao contexto do empreendimento e ao perfil de QAE e deve voltar-se, em particular, aos impactos ambientais do empreendimento e às medidas implementadas.

Todos os intervenientes envolvidos no empreendimento, qualquer que seja o seu nível, devem receber

as informações pertinentes para levar em conta as exigências do SGE e da QAE no desenrolar de seus

escopos de serviços.

NOTA: Este requisit o exige a im plem ent ação de um m ecanism o efetivo que perm ita a interação entre o em preendedor e os intervenientes. Por exemplo, no que se refere ao canteiro de obras: divulgação da informação de que se trata de um canteiro de obras com baixo impacto ambiental, difusão de um diário do canteiro de obras, capacitação sobre as medidas

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SGE que garantam a implementação das soluções técnicas planejadas, sensibilização quanto às ações ambientalmente

que garantam a implementação das soluções técnicas planejadas, sensibilização quanto às ações ambientalmente corretas, implementação de uma caixa de sugestões, etc.

No que diz respeito às partes interessadas, cabe ao empreendedor definir as ações de comunicação mais adaptadas ao empreendimento, tendo em vista o contexto político, o contexto do em preendim ento, o envolvim ent o das partes interessadas, et c. O em preendedor deve igualmente assegurar o registro das solicitações das partes interessadas e das respostas dadas.

NOTA: Em certos casos, as ações de comunicação podem incluir, por exemplo: mecanismo interativo das reclamações e comentários (identificação de um porta- voz canteiro de obras lim po ou de um núm ero de t elefone) , t rat o das reclam ações (formulação de uma resposta ao interessado), organização de reuniões públicas, disponibilização de uma caixa de sugestões, etc.). NOTA: Embora as ações de comunicação sejam primordiais durante o canteiro de obras, a estratégia deve considerar todas as fases do empreendimento, e não apenas a de execução.

as fases do empreendimento, e não apenas a de execução. 2.6 Controle de documentos Para assegurar
as fases do empreendimento, e não apenas a de execução. 2.6 Controle de documentos Para assegurar

2.6 Controle de documentos

Para assegurar o monitoramento e a rastreabilidade do desenrolar do empreendimento e o seu desempenho ambiental, assim como para facilitar a comunicação entre os diferentes intervenientes, vários documentos do empreendimento devem ser estabelecidos e controlados.

As informações contidas nestes documentos devem ser confiáveis e estarem disponíveis. Além disso, o empreendedor deve definir as modalidades de identificação, aprovação, emissão, atualização e conservação dos mesmos, ou delegar a alguém a tarefa.

NOTA:

necessidades do empreendimento.

A documentoação pode estar em qualquer forma ou tipo de meio de comunicação que seja conveniente às

Distinguem- se duas classes de documentos do empreendimento:

os documentos "gestão": trata-se do conjunto dos documentos que permitem controlar o Sistema de Gestão do Empreendimento;Distinguem- se duas classes de documentos do empreendimento: os docum entos "em preendim ento": trata-se dos

os docum entos "em preendim ento": trata-se dos docum entos elaborados tradicionalm ente ao longo do processo de projeto, para os quais são relacionados os conteúdos (por se tratar de um processo de gestão da qualidade) e definem- se novas exigências (por se tratar de um processo de gestão ambiental).permitem controlar o Sistema de Gestão do Empreendimento; No caso em que o empreendimento, ou parte

No caso em que o empreendimento, ou parte dele, estiver previsto para ser entregue sem os acabam entos finais a um a dada organização , a qual será encarregada de sua finalização, faz-se necessário um terceiro tipo de documento:

os documentos organização : trat a- se dos documentos elaborados pelo em preendedor E transmitidos à organização , com a finalidade de adequar e estruturar a sua intervenção de forma a não desconfigurar a qualidade ambiental do empreendimento entregue.faz-se necessário um terceiro tipo de documento: Estes documentos do empreendimento são indicados no anexo A

Estes documentos do empreendimento são indicados no anexo A (exigências obrigatórias).

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SGE 3. G ESTÃO DO EMPREENDIMENTO 3.1 Monitoramento e análises críticas Análises críticas devem ser realizadas

3. GESTÃO DO EMPREENDIMENTO

3.1 Monitoramento e análises críticas

Análises críticas devem ser realizadas durante as diferentes etapas do empreendimento, conjuntamente com os intervenientes envolvidos.

Tais análises críticas devem permitir a verificação do avanço do empreendimento com relação ao planejado (cf §2.1 Planejamento do empreendimento), a identificação de todas as questões a serem resolvidas e a proposição das ações necessárias.

NOTA: As questões podem dizer respeito ao avanço do empreendimento, às interfaces, à coerência dos resultados, etc.

Estas análises críticas devem igualmente permitir o monitoramento e o controle do desempenho ambiental do empreendimento, tanto no que se refere à gestão do empreendimento quanto à QAE.

No que se refere a estas análises críticas, o empreendedor deve, sobretudo:

assegurar-se de que os intervenientes execut am seus escopos de serviços de acordo com o contrato assinado,a estas análises críticas, o empreendedor deve, sobretudo: monitorar e medir, quando necessário, as principais

monitorar e medir, quando necessário, as principais características e atividades do empreendimento que podem ter um impacto na obtenção da QAE,seus escopos de serviços de acordo com o contrato assinado, verificar se as medidas e ensaios

verificar se as medidas e ensaios previstos são realizados segundo as condições definidas nos contratos e na regulamentação, ou delegar a alguém a tarefa.que podem ter um impacto na obtenção da QAE, NOTA: O empreendedor pode igualmente realizar medidas

NOTA: O empreendedor pode igualmente realizar medidas e ensaios (por exemplo, medidas acústicas) para verificar o respeito à qualidade ambiental.

Os resultados das análises críticas e de todas as ações que delas resultam devem ser registrados. O empreendedor deve, sobretudo, conservar registros das inform ações pertinentes relativas ao processo de hierarquização das categorias.

3.2 Avaliação da Qualidade Ambiental do Edifício

O empreendedor deve avaliar a QAE com relação ao perfil ambiental visado (§1.1 Perfil de Qualidade

Ambiental do Edifício) em diferentes etapas do empreendimento, definidas pelo planejamento (§2.1), ou delegar a alguém a tarefa.

O empreendedor deve realizar uma avaliação da QAE em um ou ambos os seguintes momentos, ao

final da fase de programação:

antes da seleção dos projetistas: para assegurar que os documentos de programação compreendem todos os elementos que serão necessários para uma proposta de projeto que atinja o desempenho ambiental visado;os seguintes momentos, ao final da fase de programação: antes da entrada do projeto legal de

antes da entrada do projeto legal de prefeitura: para assegurar que as diretrizes do projeto (as quais poderão sofrer pequenas modificações com a elaboração dos projetos) atingem ou permitirão atingir o perfil de QAE visado ao final da concepção.de projeto que atinja o desempenho ambiental visado; A avaliação da QAE deve igualmente ser realizada

A avaliação da QAE deve igualmente ser realizada em outros dois momentos:

ao final da concepção, para garantir que o projeto que vai ser construído atende satisfatoriamente ao perfil de QAE visado;QAE deve igualmente ser realizada em outros dois momentos: NOTA: Para tanto, a avaliação consiste em

atende satisfatoriamente ao perfil de QAE visado; NOTA: Para tanto, a avaliação consiste em verificar se:

NOTA: Para tanto, a avaliação consiste em verificar se:

as medidas arquitetônicas e técnicas satisfazem às exigências da parte III do presente referencial permitindo alcançar o perfil de QAE visado, por um lado, e os documentos de concepção e que servirão para a licitação da obra compreendem todos os elementos permitindo à empresa construtora executar o projeto, por outro lado.

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SGE ao final das atividades de execução da obra e do balanço do empreendimento, para assegurar

ao final das atividades de execução da obra e do balanço do empreendimento, para assegurar que o empreendimento entregue atinge o perfil de QAE visado.SGE Estes duas últim as avaliações consist em no confront o dos dados do em preendim

Estes duas últim as avaliações consist em no confront o dos dados do em preendim ent o (medidas arquitetônicas e técnicas) com as exigências de QAE correspondentes ao perfil de QAE visado (parte

III do presente referencial).

No caso em que o empreendimento, ou parte dele, estiver previsto para ser entregue sem os acabamentos finais a uma dada organização , a qual será encarregada de sua finalização, a última avaliação, para o empreendimento ou parte do empreendimento considerada, refere-se unicamente aos t rabalhos realizados pelo em preendedor e aos documentos elaborados para esta organização (cf. Anexo A).

Cada avaliação deve ser registrada num documento que apresente as j ustificat ivas do atendim ento às preocupações ambientais permitindo alcançar o perfil de QAE visado, para a fase em questão.

Antes de aceitar qualquer modificação, o empreendedor deve verificar se os elementos de seu empreendimento atendem corretamente ao perfil visado (cf §1.2 Comprometimento do empreendedor).

Quando o empreendedor constatar o não alcance da QAE com relação ao perfil visado, ele deve aplicar

as exigências do capítulo 3.3 "Correções e ações corretivas".

3.3 Correções e ações corretivas

O empreendedor deve estabelecer e manter um procedimento para efetuar as correções e executar as

ações corretivas quando a QAE não é alcançada com relação ao perfil com o qual se comprometeu ou

quando uma exigência do SGE não é atendida.

Ele deve de qualquer forma assegurar o registro do conjunto de elementos relacionados aos seguintes

pontos:

modificação do projeto para obter a QAE,do conjunto de elementos relacionados aos seguintes pontos: identificação da causa do não alcance da QAE

identificação da causa do não alcance da QAE ou de uma exigência do SGE não ter sido atendida,seguintes pontos: modificação do projeto para obter a QAE, implementação eventual de uma ação corretiva para

implementação eventual de uma ação corretiva para evitar que o não alcance da QAE ou o não atendimento da exigência do SGE se repitam,da QAE ou de uma exigência do SGE não ter sido atendida, registro das modificações eventuais

registro das modificações eventuais no SGE como conseqüência das ações tomadas.QAE ou o não atendimento da exigência do SGE se repitam, Quando o empreendedor constata o

Quando o empreendedor constata o não alcance da QAE e que nenhuma correção é possível de ser feita segundo condições econômicas e técnicas aceitáveis, ele pode pensar numa modificação do perfil ambiental, mas na medida em que esta modificação seja compatível com as exigências do capítulo 1 "Comprometimento do empreendedor".

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SGE 4. A prendizagem Após a entrega da construção, o empreendedor deve fazer um balanço do

4. Aprendizagem

Após a entrega da construção, o empreendedor deve fazer um balanço do empreendimento a partir:

dos eventuais desvios constatados da QAE, de custos e de prazos;deve fazer um balanço do empreendimento a partir: do número e da natureza das pendências constatadas

do número e da natureza das pendências constatadas na vistoria de entrega;eventuais desvios constatados da QAE, de custos e de prazos; dos eventuais problemas observados ao longo

dos eventuais problemas observados ao longo do empreendimento (programação, concepção e execução);natureza das pendências constatadas na vistoria de entrega; da avaliação da conformidade dos serviços técnicos

da avaliação da conformidade dos serviços técnicos prestados e dos serviços realizados pelos fornecedores e pela construtora;do empreendimento (programação, concepção e execução); NOTA: Ver capítulo 3.1 Monitoramento e análises críticas.

NOTA: Ver capítulo 3.1 Monitoramento e análises críticas.

das pesquisas de satisfação (ou de insatisfação) dos clientes e das outras partes interessadas, que o empreendedor identifica e registra ao longo do desenvolvimento do empreendimento . empreendimento.

NOTA: Estas informações podem ser obtidas por:

- entrevistas a intervalos definidos (entrega inicial, entrega final

- questionários enviados por malas diretas,

- pesquisas telefônicas, etc.

),

O

objetivo deste balanço é aumentar a pertinência e a eficácia das medidas implementadas, a partir

da

experiência concretamente vivida em campo.

NOTA: Trata-se da realimentação da experiência vivida, assegurada por uma reunião com o conjunto das partes interessadas internas e eventualmente externas ao empreendedor, de modo a valorizar a experiência adquirida ao longo do empreendimento e a fim de melhorar continuamente o produto, o serviço e a construção.

O

empreendedor deve confrontar este balanço com os seus objetivos iniciais, definidos no momento

do seu comprometimento (cf §1.1 Perfil de Qualidade Ambiental do Edifício). Isso lhe permitirá implementar eventuais ações de melhoria em seu sistema de gestão para seus empreendimentos futuros, ou melhor apreender as diferentes facetas da política ambiental de um empreendimento.

O empreendedor

como dos elementos que

permitiram a sua elaboração (cf §2.6 Controle de documentos).

deve

conservar

um

registro

deste

balanço,

assim

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ANEXO A (exigências obrigatórias) Documentos do empreendimento

SGE

(exigências obrigatórias) Documentos do empreendimento SGE DOCUMENTOS "GESTÃO" Referem- se aos documentos que

DOCUMENTOS "GESTÃO"

Referem- se aos documentos que permitem controlar o Sistema de Gestão do Empreendimento.

Comprometimento do empreendedor (§1)

Análise do local do empreendimento A . 1 A.1

Identificação das necessidades das partes interessadas(§1) Análise do local do empreendimento A . 1 Identificação das exigências regulamentares e outras

Identificação das exigências regulamentares e outras1 Identificação das necessidades das partes interessadas Avaliação dos custos de execução e de uso e

Avaliação dos custos de execução e de uso e operaçãoIdentificação das exigências regulamentares e outras Perfil de Qualidade Ambiental do Edifício visado para o

Perfil de Qualidade Ambiental do Edifício visado para o empreendimento (§1.1)Avaliação dos custos de execução e de uso e operação Documento de comprometimento (§1.2) Implementação e

Documento de comprometimento (§1.2)Ambiental do Edifício visado para o empreendimento (§1.1) Implementação e funcionamento (§2) Planejamento do

Implementação e funcionamento (§2)

Planejamento do empreendimento (§2.1)(§1.2) Implementação e funcionamento (§2) Alocação intervenientes (§2.2) dos escopos de serviços,

e funcionamento (§2) Planejamento do empreendimento (§2.1) Alocação intervenientes (§2.2) dos escopos de serviços,

Alocação

intervenientes (§2.2)

dos

escopos

de

serviços,

das

responsabilidades

e

autoridades

Avaliação dos colaboradores e intervenientesescopos de serviços, das responsabilidades e autoridades Contratos dos intervenientes (§2.4) Ações de

Contratos dos intervenientes (§2.4)e autoridades Avaliação dos colaboradores e intervenientes Ações de comunicação com intervenientes e partes

Ações de comunicação com intervenientes e partes interessadas (§2.5)e intervenientes Contratos dos intervenientes (§2.4) Competências (§2.3) dos colaboradores e Gestão do

Competências (§2.3)

dos

colaboradores

e

Gestão do empreendimento (§3)

Resultados das análises críticas e de todas as ações que delas decorrem (§3.1)(§2.3) dos colaboradores e Gestão do empreendimento (§3) Avaliação da QAE (§3.2) Procedimento relativo a

Avaliação da QAE (§3.2)críticas e de todas as ações que delas decorrem (§3.1) Procedimento relativo a correções e ações

Procedimento relativo a correções e ações corretivas (§3.3)que delas decorrem (§3.1) Avaliação da QAE (§3.2) Decisões e ações decorrentes das modificações (§3.3)

Decisões e ações decorrentes das modificações (§3.3)relativo a correções e ações corretivas (§3.3) Registros relacionados ao não alcance da QAE e/ ou

Registros relacionados ao não alcance da QAE e/ ou ao não atendimento de uma exigência do Sistema de Gestão do Empreendimento e à identificação de sua causa (§3.3)Decisões e ações decorrentes das modificações (§3.3) Ações corretivas implementadas (§3.3) Aprendizagem (§4)

Ações corretivas implementadas (§3.3)do Empreendimento e à identificação de sua causa (§3.3) Aprendizagem (§4) Balanço do empreendimento Informações

Aprendizagem (§4)

Balanço do empreendimentoAções corretivas implementadas (§3.3) Aprendizagem (§4) Informações sobre a satisfação (ou a insatisfação) dos

Informações sobre a satisfação (ou a insatisfação) dos clientes e das outras partes interessadas(§3.3) Aprendizagem (§4) Balanço do empreendimento Referencial técnico de certificação "NF

Referencial técnico de certificação

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SGE DOCUMENTOS "EMPREENDIMENTO" Referem- se aos documentos tradicionalmente elaborados ao longo de um

DOCUMENTOS "EMPREENDIMENTO"

Referem- se aos documentos tradicionalmente elaborados ao longo de um empreendimento. Devido ao comprometimento com um processo de qualidade ambiental, estes documentos devem integrar novos elementos que são identificados no sistema de gestão.

Programa de necessidades A . 2 A.2

Seleção de projetistas e de construtoras Procurar incluir entre os documentos fornecidos:no sistema de gestão. Programa de necessidades A . 2 os critérios de competência exigidos, que

os

critérios

de

competência

exigidos,

que

fazem

parte

dos

critérios

de

seleção

dos

intervenientes (§2.3)

 

os escopos de serviços detalhados dos intervenientes, e, sobretudo, os relativos à qualidade ambiental (§2.4)

Documentos de concepção A . 3 A.3

Documentos contratuaisambiental (§2.4) Documentos de concepção A . 3 Contrato de execução A . 4 Atas das

Contrato de execução A . 4 A.4

Atas das reuniões do canteiro de obras. 3 Documentos contratuais Contrato de execução A . 4 Manual de intervenções Projetos as built

Manual de intervençõesexecução A . 4 Atas das reuniões do canteiro de obras Projetos as built Manual de

Projetos as built as built

Manual de conservação e de manutenção (ou Agenda de conservação) A . 6 A.6

Manual de uso e operação do edifício A . 7 A.7

Documentos de sensibilização dirigidos aos ocupantes A . 8 A.8

pós- entrega A.5

A.1 Análise do local do empreendimento

Para estabelecer o perfil de QAE e o programa de necessidades de seu empreendimento, o empreendedor deve fazer uma análise das características positivas e das restrições do local do empreendimento quanto à execução de uma construção, baseada em documentos de apoio (projetos, fotos, documentos administrativos), ou delegar a alguém a tarefa.

Esta análise deve ser baseada na identificação das características do local do empreendimento, considerando no mínimo:

meio físico (topologia, natureza do solo, hidrologia, geologia, etc.)do local do empreendimento, considerando no mínimo: clima (sol, vento, chuva, etc.) os ecossistemas (fauna,

clima (sol, vento, chuva, etc.)(topologia, natureza do solo, hidrologia, geologia, etc.) os ecossistemas (fauna, flora, paisagem, vegetação, etc.)

os ecossistemas (fauna, flora, paisagem, vegetação, etc.)hidrologia, geologia, etc.) clima (sol, vento, chuva, etc.) ambiente construído e humano (instalações industriais,

ambiente construído e humano (instalações industriais, atividades técnicas, natureza da vizinhança, etc.)os ecossistemas (fauna, flora, paisagem, vegetação, etc.) as infra-estruturas (estradas, ciclovias, vias para

as infra-estruturas (estradas, ciclovias, vias para pedestres, vias férreas, vias navegáveis, etc.)atividades técnicas, natureza da vizinhança, etc.) as redes (eletricidade, gás, água, saneamento,

as redes (eletricidade, gás, água, saneamento, telecomunicação, etc.)vias para pedestres, vias férreas, vias navegáveis, etc.) os recursos locais (energia, materiais, resíduos, etc.); o

os recursos locais (energia, materiais, resíduos, etc.); o empreendedor dedicará atenção específica para um estudo de viabilidade de uso de energias renováveis no empreendimento, assim como para uma análise das cadeias locais de reaproveitamento de resíduosgás, água, saneamento, telecomunicação, etc.) os serviços (transportes públicos, coletas de resíduos,

os serviços (transportes públicos, coletas de resíduos, etc.).análise das cadeias locais de reaproveitamento de resíduos A análise deve, em seguida, identificar as características

A análise deve, em seguida, identificar as características positivas e as restrições para o empreendimento como conseqüência destas características, sobretudo no que se refere:

o

o

o

aos incômodos para os futuros usuários (sonoros, visuais, olfativos, etc.)destas características, sobretudo no que se refere: o o o Referencial técnico de certificação "NF

Referencial técnico de certificação

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SGE à poluição sobre o meio natural (solo e subsolo, lençol freático, etc.) aos riscos à

à poluição sobre o meio natural (solo e subsolo, lençol freático, etc.)SGE aos riscos à saúde dos futuros usuários (ar externo poluído, ondas eletromagnéticas, etc.) aos riscos

aos riscos à saúde dos futuros usuários (ar externo poluído, ondas eletromagnéticas, etc.)o meio natural (solo e subsolo, lençol freático, etc.) aos riscos naturais e tecnológicos. No caso

aos riscos naturais e tecnológicos.(ar externo poluído, ondas eletromagnéticas, etc.) No caso de requisitos regulamentares específicos para o

No caso de requisitos regulamentares específicos para o empreendimento, esta análise do local do empreendimento deve seguir os procedimentos regulamentares e incluir a documentoação exigida.

O anexo B ( inform at ivo) perm it e orient ar o em preendedor na análise dos im pact os das características

do local do empreendimento nas 14 categorias.

A.2 Programa de necessidades

O empreendedor elabora o programa de necessidades do empreendimento a ser projetado voltado

para os intervenientes do projeto, ou delega a alguém a tarefa.

NOTA: A parte ambiental do programa de necessidades integra-se ao programa de necessidades funcional, arquitetônico e técnico do empreendimento.

Ele comporta ao menos os seguintes elementos:

natureza e situação do empreendimentoEle comporta ao menos os seguintes elementos: perfil de QAE visado e sua justificativa características do

perfil de QAE visado e sua justificativaseguintes elementos: natureza e situação do empreendimento características do local do empreendimento, regras de

características do local do empreendimento, regras de urbanismo aplicáveis, análise do local do empreendimento (Anexo A.1)do empreendimento perfil de QAE visado e sua justificativa exigências regulamentares e legais específicas aplicáveis

exigências regulamentares e legais específicas aplicáveis ao empreendimentoaplicáveis, análise do local do empreendimento (Anexo A.1) número, natureza e tipologia dos ambientes; faixas de

número, natureza e tipologia dos ambientes; faixas de variação de suas árease legais específicas aplicáveis ao empreendimento exigências técnicas, funcionais, arquitetônicas e

exigências técnicas, funcionais, arquitetônicas e ambientaistipologia dos ambientes; faixas de variação de suas áreas nível de desempenho e equipamentos orçamento da

nível de desempenho e equipamentostécnicas, funcionais, arquitetônicas e ambientais orçamento da execução e estimativas de custo de uso e

orçamento da execução e estimativas de custo de uso e operação, de conservação e de manutençãoe ambientais nível de desempenho e equipamentos programação das fases do empreendimento horários de

programação das fases do empreendimentode uso e operação, de conservação e de manutenção horários de ocupação dos diferentes locais programação

horários de ocupação dos diferentes locaise de manutenção programação das fases do empreendimento programação prevista de uso dos diferentes ambientes (com

programação prevista de uso dos diferentes ambientes (com flexibilidades associadas).empreendimento horários de ocupação dos diferentes locais A.3 Documentos de concepção O empreendedor define, em

A.3 Documentos de concepção

O empreendedor define, em comum acordo com o coordenador do projeto e a gerenciadora da obra,

as modalidades de em issão, circulação e aprovação dos docum entos relacionados ao em preendim ento projetado. Ele define a quais de seus colaboradores delega a responsabilidade pela emissão de documentos.

O empreendedor deve zelar pela qualidade dos documentos de concepção, desenhos e documentos

escritos, incluindo os que resultam de estudos feitos em obra, o que significa que eles devem:

responder às exigências do programa de necessidades;de estudos feitos em obra, o que significa que eles devem: permitir a seleção das construtoras

permitir a seleção das construtoras e subcontratadas, a execução adequada da obra e a aceitação dos serviços;responder às exigências do programa de necessidades; ser mantidos atualizados, ser coerentes entre si e

ser mantidos atualizados, ser coerentes entre si e completos.a execução adequada da obra e a aceitação dos serviços; NOTA: O número, a natureza e

NOTA: O número, a natureza e a precisão destes documentos são adaptados às características e à complexidade do empreendimento, de forma que as empresas que intervirão na execução recebam instruções suficientemente precisas para realizar de forma conveniente os serviços.

A.4 Contrato de execução

Cada contrato de execução de obra compreende, obrigatoriamente:

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SGE as exigências para que se tenha um canteiro de obras que cause baixos impactos ou
SGE as exigências para que se tenha um canteiro de obras que cause baixos impactos ou

as exigências para que se tenha um canteiro de obras que cause baixos impactos ou o caderno de encargos ambientais do empreendimento, ao qual as construtoras devem se adaptar (ver a este respeito na Categoria 3 do referencial da QAE);

a cart a convit e do em preendedor ou o docum ento de encam inham ent o da proposta pela empresa, com o aceite do empreendedor;

o planejamento geral dos serviços, as especificações, os memoriais, o orçamento base, os projetos definindo os serviços a serem executados;

os tipos de acompanhamento e de aceitação dos serviços;

NOTA: O empreendedor define seu papel quanto ao acompanhamento da execução dos serviços e, sobretudo, os momentos nos quais ele deseja intervir (pontos de controle, validação de amostras, validação de modelos, decisão de modificações, por exemplo).

as eventuais exigências de qualificação de pessoal;

as eventuais exigências de qualificação de pessoal;

obrigatoriedade de que a empresa construtora informe o empreendedor de qualquer subcontratação dos serviços que

obrigatoriedade de que a empresa construtora informe o empreendedor de qualquer subcontratação dos serviços que lhes foram confiados;

a

as instruções relativas à organização e aos prazos de ajustes finais para a entrega após

as instruções relativas à organização e aos prazos de ajustes finais para a entrega após vistoria.

O prazo de preparação do canteiro de obras deve ser definido contratualmente, precisando se ele está incluído ou não no prazo total de execução da obra.

A.5 Manual de intervenções pós- entrega

No m om ento da entrega da obra, o em preendedor deve passar ao(s) futuro( s) usuário(s) do empreendimento as informações pertinentes para que este(s) o utilize(m) e o mantenha(m) de forma a conservar a sua qualidade ambiental.

Trata- se de um m anual reunindo todas as inform ações, de m odo a facilitar a prevenção dos riscos ocupacionais quando de intervenções posteriores no empreendimento. Isto decorre de uma exigência legal francesa - artigos L.235615 e R.238-37 a R.238-39 do Código do Trabalho francês, que é aqui adotada devido à ausência de regulamentação brasileira equivalente.

Ele deve ser redigido progressivamente desde a fase de concepção, e deve mencionar:

documentos, projetos e notas técnicas de natureza a facilitar as intervenções posteriores no empreendimento.desde a fase de concepção, e deve mencionar: Documento de manutenção específico em se tratando de

Documento de manutenção específico em se tratando de locais de trabalho.a facilitar as intervenções posteriores no empreendimento. Medidas tomadas para: - a limpeza de superfícies

Medidas tomadas para:específico em se tratando de locais de trabalho. - a limpeza de superfícies envidraçadas verticais e

- a limpeza de superfícies envidraçadas verticais e em coberturas

- o acesso à cobertura (dispositivos de fixação - implementação rápida de guarda- corpos ou de redes de proteção)

- a conservação das fachadas (dispositivos de fixação e estabilidade de andaimes e de cordas)

- os serviços int ernos ( lim peza de halls de pés- direit os elevados - acesso a galerias técnicas - acessos às cabines de elevadores)

Indicações relativas aos locais técnicos e de vivência disponibilizados para o pessoal responsável pelos serviços de conservação, quando estes locais existem.a galerias técnicas - acessos às cabines de elevadores) Os procedimentos verbais de transmissão: de projetos

Os procedimentos verbais de transmissão:serviços de conservação, quando estes locais existem. de projetos e o coordenador de obras, uma vez

de projetos e o coordenador de obras, uma vez que são

- Entre

o

coordenador

agentes diferentes.

- Entre o coordenador de obras e o empreendedor na ocasião do recebimento da obra.

A.6 Manual de conservação e de manutenção (ou Agenda de conservação)

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SGE A agenda de conservação destina- se ao responsável pelo gerenciam ento ou ao proprietário e

A agenda de conservação destina- se ao responsável pelo gerenciam ento ou ao proprietário e usuário responsável pelo uso e operação do empreendimento, de forma a permitir que ele mantenha o empreendimento em boas condições e detecte desgastes e deteriorações previsíveis.

Seu objetivo é triplo:

relacionar as intervenções a serem realizadas assim como suas periodicidades,e deteriorações previsíveis. Seu objetivo é triplo: dar destaque para a conservação específica que certos

dar destaque para a conservação específica que certos elementos ou dispositivos relacionados à segurança ao fogo necessitam,a serem realizadas assim como suas periodicidades, fornecer um conjunto de cláusulas contratuais aplicáveis

fornecer um conjunto de cláusulas contratuais aplicáveis às futuras contratações para a conservação do edifício.dispositivos relacionados à segurança ao fogo necessitam, ELEMENTOS QUE NECESSITAM DE UM MONITORAMENTO PERMANENTE:

ELEMENTOS QUE NECESSITAM DE UM MONITORAMENTO PERMANENTE:

Certos elementos constituintes da construção, sobretudo os equipamentos, necessitam de um monitoramento constante, que pode ser assegurado de duas maneiras diferentes, dependendo se estes elementos possuem uma característica técnica específica ou não.

Os primeiros (chaminés, elevadores, aquecedores, ventilações mecânicas controladas, etc.) demandam uma conservação regular sem que uma periodicidade, mesmo se freqüente, possa ser definida, salvo nos casos nos quais a regulamentação imponha uma periodicidade específica. A elaboração de um contrato de conservação especializada, analisado por um profissional com as devidas competências, deve ser considerada.

Para os que não possuam uma característica técnica específica, o monitoramento pode ser assegurado por qualquer pessoa definida pelo responsável pelo uso e operação da construção.

ELEMENTOS QUE NECESSITAM DE UM CONTROLE ROTINEIRO:

Uma construção ou parte dela pode ser afetada por problemas diversos; nas situações onde estes não são sanados rapidamente e se os serviços necessários não são realizados com brevidade, é possível que levem a importantes dificuldades de utilização e a um aumento do custo de reparação. Um controle regular com uma periodicidade mais ou menos freqüente deve ser considerado.

INTERVENÇÕES PERIÓDICAS:

Um certo número de intervenções periódicas deve ser assegurado sistematicamente para manter o empreendimento em condição conforme a sua destinação.

A.7 Manual de uso e operação do edifício

Destina- se aos usuários finais, de m odo a explicar o funcionam ent o do edifício e suas caract eríst icas ambientais. Ele compreende:

as recomendações e boas práticas a serem seguidas sobre os dispositivos construtivos E as particularidades técnicas e ambientais do empreendimento:e suas caract eríst icas ambientais. Ele compreende: funcionamento dos equipam ent os de condicionam

funcionamentodos

dos

equipam ent os

de

condicionam ent o

de

ar,

vent ilação,

iluminação,

energias

renováveis

e

as

recomendações

para

que

se

economize

energia,

para que se economize energia, funcionamento dos equipamentos economizadores de água e as

funcionamento dos equipamentos economizadores de água e as precauções no caso de redes duplas,para que se economize energia, etc. informações do as empreendimento, sobre as soluções

etc.de água e as precauções no caso de redes duplas, informações do as empreendimento, sobre as

informações

do

as

empreendimento,

sobre

as

soluções

adotadas

e

as

particularidades

ambientais

as informações sobre bons comportamentos e boas práticas relacionadas ao ambiente construído (energia, ruído, água, ar, resíduos),as soluções adotadas e as particularidades ambientais as informações sobre a organização das regras coletivas

as informações sobre a organização das regras coletivas relacionadas à rotina dos usuários do edifício (regras de convivência, regulamento interno, etc.).construído (energia, ruído, água, ar, resíduos), Referencial técnico de certificação "NF

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etc.SGE Este documento é destinado aos usuários dos edifícios, quer dizer, às pessoas que irão

SGE

etc. SGE Este documento é destinado aos usuários dos edifícios, quer dizer, às pessoas que irão

Este documento é destinado aos usuários dos edifícios, quer dizer, às pessoas que irão trabalhar nestes ambientes ou ocupá- los de forma permanente.

Exemplo de usuários considerados:

- funcionários dos hotéis;

 

- funcionários dos residenciais e alojamentos;

 

- residentes (pessoas idosas, enfermeiros, estudantes, etc.);

- etc.

 

A.8 Documentos de sensibilização dirigidos aos ocupantes

Destinados a sensibilizar os ocupant es durant e a fase de uso e operação do em preendim ent o, est es documentos deverão ser ant ecipados a partir da fase de concepção e farão part e int egrant e da gest ão am biental do uso e operação do em preendim ento. Est es documentos têm a função de sensibilizar os ocupantes ( clientes, usuários, etc.) inform ando- os a respeito das práticas e gestos a serem adotados tendo considerando os dispositivos técnicos instalados no empreendimento. Os ocupantes para os quais estes documentos de sensibilização se destinam são de dois tipos:

os ocupantes permanentes ou usuários dos edifícios (exemplos citados em A.7),de sensibilização se destinam são de dois tipos: os ocupantes temporários ou clientes do empreendimento.

os ocupantes temporários ou clientes do empreendimento.ou usuários dos edifícios (exemplos citados em A.7), Exemplo de ocupantes temporários ou clientes considerados:

Exemplo de ocupantes temporários ou clientes considerados:

- visitantes;

- hóspedes dos hotéis e residenciais de turismo;

- visitantes dos residentes (idosos, estudantes);

- etc.

Estes documentos podem t om ar qualquer form ato e est rut ura desej ados pelo em preendedor, em função das especificidades do empreendimento. Entretanto, no mínimo, eles devem responder, de forma apropriada para o empreendimento, a dois tipos de sensibilização:

Uma sensibilização geral informando a todos os ocupantes dos dispositivos arquitetônicos e técnicos disponibilizados nos edifíciospara o empreendimento, a dois tipos de sensibilização: Exemplos de sensibilização geral: - murais nas áreas

Exemplos de sensibilização geral:

- murais nas áreas comuns com a apresentação do perfil ambiental escolhido;

- murais nas áreas comuns com a apresentação da política ambiental (se ela existir);

- orientações expostas na área comum contendo explicações a respeito das iniciativas e conceitos de desempenho ambiental;

- plaquetas ou folders (disponíveis na recepção, murais, etc.) informando a respeito dos dispositivos construtivos e técnicos disponíveis para a operação;

- etc.

Uma sensibilização « particular » se referindo aos equipamentos ou dispositivos específicos instalados no edifício e que necessitam de ações diretas do usuário enquanto ele est iver present e no edifício. Estes documentos deverão inform ar o ocupantes a respeito dos gestos a serem realizados em relação a estes equipamentos e dispositivos específicos.e técnicos disponíveis para a operação; - etc. Exemplos de sensibilização « particular »: -

Exemplos de sensibilização « particular »:

- orientações expostas nas áreas privativas explicando as rotinas básicas de triagem (incluindo coleta de

pilhas);

- orientações expostas nos hotéis explicando que os produtos de higiene estão a disposição dos clientes em um