Prof.

Rosiel Sousa Bacabal – MA 2014

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1.

INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO

O desenho técnico é uma forma de expressão gráfica que tem por finalidade a representação de forma, dimensão e posição de objetos de acordo com as diferentes necessidades requeridas pelas diversas modalidades de engenharia e também da arquitetura. Utilizando-se de um conjunto constituído por linhas, números, símbolos e indicações escritas normalizadas internacionalmente, o desenho técnico é definido como linguagem gráfica universal da engenharia e da arquitetura. Assim como a linguagem verbal escrita exige alfabetização, a execução e a interpretação da linguagem gráfica do
desenho técnico exige treinamento específico, porque são utilizadas figuras planas (bidimensionais) para representar formas

espaciais. Conhecendo-se a metodologia utilizada para elaboração do desenho bidimensional é possível entender e conceber mentalmente a forma espacial representada na figura plana. Na prática pode-se dizer que, para interpretar um desenho técnico, é necessário enxergar o que não é visível e a capacidade de entender uma forma espacial a partir de uma figura plana é chamada visão espacial. Que é desenho?

É uma forma importante de comunicação, porque por meio de desenhos podemos conhecer as técnicas, os hábitos e as idéias de quem os projetou. Desenho técnico É uma forma de representação gráficfa, usada entre outras finalidades, para ilustrar instrumentos de trabalho, como máquinas, peças e ferramentas. O que é Visão Espacial

Visão espacial é um dom que, em princípio todos têm, dá a capacidade de percepção mental das formas espaciais. Perceber mentalmente uma forma espacial significa ter o sentimento da forma espacial sem estar vendo o objeto. Por exemplo, fechando os olhos pode-se ter o sentimento da forma espacial de um copo, de um determinado carro, da sua casa etc.. Ou seja, a visão espacial permite a percepção (o entendimento) de formas espaciais, sem estar vendo fisicamente os objetos. Apesar da visão espacial ser um dom que todos têm, algumas pessoas têm mais facilidade para entender as formas espaciais a partir das figuras planas. A habilidade de percepção das formas espaciais a partir das figuras planas pode ser desenvolvida a partir de exercícios progressivos e sistematizados. O Desenho Técnico e a Engenharia Nos trabalhos que envolvem os conhecimentos tecnológicos de engenharia, a viabilização de boas idéias depende de cálculos exaustivos, estudos econômicos, análise de riscos etc. que, na maioria dos casos, são resumidos em desenhos que representam o que deve ser executado ou construído ou apresentados em gráficos e diagramas que mostram os resultados dos estudos feitos. Todo o processo de desenvolvimento e criação dentro da engenharia está intimamente ligado à expressão gráfica. O

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desenho técnico é uma ferramenta que pode ser utilizada não só para apresentar resultados como também para soluções gráficas que podem substituir cálculos complicados. Apesar da evolução tecnológica e dos meios disponíveis pela computação gráfica, o ensino de Desenho Técnico ainda é imprescindível na formação de qualquer modalidade de engenheiro, pois, além do aspecto da linguagem gráfica que permite que as idéias concebidas por alguém ejam executadas por terceiros, o desenho técnico desenvolve o raciocínio, o senso de rigor geométrico, o espírito de iniciativa e de organização. Assim, o aprendizado ou o exercício de qualquer modalidade de engenharia irá depender de uma forma ou de outra, do desenho técnico.

1.1.

Tipos de Desenho Técnico

O desenho técnico é dividido em dois grandes grupos:

• Desenho projetivo – são os desenhos resultantes de projeções do objeto em um ou mais planos de projeção e correspondem às vistas ortográficas e às perspectivas.

ficas: figuras resultantes de projeções ortogonais, sobre planos convenientemente escolhidos, de modo a representar, com exatidão, a forma do mesmo com seus detalhes. de permitir uma percepção mais fácil da forma do objeto. plano, com a finalidade • Desenho não-projetivo – na maioria dos casos corresponde a desenhos resultantes dos cálculos algébricos e compreendem os desenhos de gráficos, diagramas etc...

desenhos nos quais valores funcionais são representados em um sistema de coordenadas. funções.

anograma: quadro geométrico que representa os níveis hierárquicos de uma organização, ou de um serviço, e que indica os arranjos e as inter-relações de suas unidades constitutivas.

• Os desenhos projetivos compreendem a maior parte dos desenhos feitos n as indústrias e alguns exemplos de utilização são:

(indústrias mecânicas, aeroespaciais, químicas, farmacêuticas, petroquímicas, alimentícias etc.). os seus detalhamentos elétricos, hidráulicos, elevadores etc..

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viadutos etc. is, sistemas de tratamento e distribuição de água, sistema de coleta e tratamento de resíduos.

icos.

Pelos exemplos apresentados pode-se concluir que o desenho projetivo é utilizado em todas as modalidades da engenharia e pela arquitetura. Como resultado das especificidades das diferentes modalidades de engenharia, o desenho projetivo aparece com vários nomes que correspondem a alguma utilização específica: • • • • • •

Desenho Mecânico Desenho de Máquinas Desenho de Estruturas Desenho Arquitetônico Desenho Elétrico/Eletrônico Desenho de Tubulações

Mesmo com nomes diferentes, as diversas formas de apresentação do desenho projetivo têm uma mesma base, e todas seguem normas de execução que permitem suas interpretações sem dificuldades e sem mal-entendidos. Os desenhos não-projetivos são utilizados para representação das diversas formas de gráficos, diagramas, esquemas, ábacos, fluxogramas, organogramas etc.. Quanto ao Grau de Elaboração

• Esboço: representação gráfica aplicada habitualmente aos estágios iniciais de elaboração de um projeto, podendo, entretanto, servir ainda à representação de elementos existentes ou à execução de obras. • Desenho preliminar: representação gráfica empregada nos estágios intermediários da elaboração do projeto, sujeita ainda a alterações e que corresponde ao anteprojeto.

• Croqui: desenho não obrigatoriamente em escala, confeccionado normalmente à mão livre e contendo todas as informações necessárias à sua finalidade. • Desenho definitivo: desenho integrante da solução final do projeto, contendo os elementos necessários à sua compreensão. Quanto ao Grau de Pormenorização • Desenho de componente: desenho de um ou vários componentes representados separadamente. • Desenho de conjunto: desenho mostrando reunid os componentes, que se associam para formar um todo. • Detalhe: vista geralmente ampliada do componente ou parte de todo um complexo. Quanto ao Material Empregado • Desenho executado a lápis, giz, carvão ou outro material adequado.

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Quanto á Técnica de Execução • Se executado manualmente (à mão livre ou com instrumento) ou à máquina. Quanto ao Modo de Obtenção Desenho matriz que serve para reprodução. • Original: desenho matriz que serve para reprodução. • Reprodução: desenho obtido a partir do original mediante cópia (reprodução na mesma escala do original),

ampliação (reprodução Espaço para desenho: • Os desenhos são dispostos na ordem horizontal ou vertical. • O desenho principal é colocado acima e à esquerda, na área para desenho. • Os desenhos são executados, se possível, levando em consideração o dobramento das cópias do padrão de desenho, conforme formato A4. Espaço para texto: • Todas as informações necessárias ao entendimento do conteúdo do espaço para desenho são colocadas no espaço para texto. • O espaço para texto é colocado à direita ou na margem inferior do padrão de desenho. • Quando o espaço para texto é colocado na margem inferior, a altura varia conforme a natureza do serviço. • A largura do espaço de texto é igual a da legenda ou no mínimo 100 mm. • O espaço para texto é separado em colunas com larguras apropriadas de forma que possível leve em consideração o dobramento da cópia do padrão de desenho, conforme padrão A4. • As seguintes informações devem conter no espaço para texto: explanação (identificação dos símbolos empregados no desenho), instrução (informações necessárias à execução
do desenho), referência a outros desenhos ou documentos que se façam necessários, tábua de revisão (histórico da elaboração do desenho com identificação/assinatura do responsável pela revisão, data, etc).

Legenda: • Usada para informação, indicação e identificação do desenho, a saber: designação da firma, projetista, local, data, assinatura, conteúdo do desenho, escala, número do desenho, símbolo de projeção, logotipo da firma, unidade empregada, escala, etc. • A legenda deve ter 178 mm de comprimento nos formatos A2, A3 e A4, e 175 mm nos formatos A0 e A1.

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O formato final do dobramento de cópias de desenhos formatos A0, A1, A2 e A3 deve ser o formato A4. Para formatos maiores que o A0 (formatos especiais), o dobramento deve ser tal que esteja no formato A4. As cópias devem ser dobradas de modo a deixar visível a legenda. Quando as cópias de formato A0, A1 e A2 tiverem de ser perfuradas para arquivamento, deve ser dobrado para trás o canto superior esquerdo.
1.2. Técnico Quais as diferenças entre desenho técnico e o desenho artístico?

exemplo, na mecânica, na marcenaria.

o Deve transmitir com exatidão todas as características do objeto que representa. Dessa forma, todos os elementos do desenho técnico obedecem as normas técnicas, ou seja, são normalizados. • Desenho artístico - reflete o gosto e a sensibilidade do artista que o criou. Importante:

• No Brasil a entidade responsável pelas normas técnicas é a ABNT ( Associação Brasileira de Normas Técnicas) • Desenho técnico tal como entendemos hoje, foi desenvolvido graças ao matemático Francês Gaspar Monge (1746 –1818)

O método permite representar com precisão objetos que tem 3 dimensões em superfícies planas. Esse

método é denominado de método mongeano que é usado em geometria descritiva.
1.3. Importância do Desenho Técnico

• O desenho técnico constitui-se no único meio conciso, exato e inequívoco para comunicar a forma dos objetos; daí a sua importância na tecnologia, face a notória dificuldade da linguagem escrita ao tentar a descrição da forma, apesar da riqueza de outras informações que essa linguagem possa veicular.

• “O design é uma atividade criadora cujo propósito é determinar as qualidades formais dos objetos produzidos industrialmente. Por qualidades formais não se deve apenas entender as características exteriores, mas, sobretudo, as relações estruturais e funcionais que são objeto de uma unidade coerente.” (SCHULMANN, Denis. 1994. P.10) 1.4. Formas de Elaboração e apresentação do Desenho Técnico

Atualmente, na maioria dos casos, os desenhos são elaborados por computadores, pois existem vários softwares que facilitam a elaboração e apresentação de desenhos técnicos. Nas áreas de atuação das diversas especialidades de engenharias, os primeiros desenhos que darão início à viabilização das idéias são desenhos elaborados à mão livre, chamados de esboços. A partir dos esboços, já utilizando computadores, são elaborados os desenhos preliminares que correspondem ao estágio intermediário dos estudos que são chamados de anteprojeto. Finalmente, a partir dos anteprojetos devidamente modificados e corrigidos são elaborados os desenhos definitivos que servirão para execução dos estudos feitos. Os desenhos definitivos são completos, elaborados de acordo com a normalização envolvida, e contêm todas as informações necessárias à execução do projeto.

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• Desenho técnico - é um tipo de representação gráfica utilizado por profissionais de uma mesma área, como, por

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A Padronização dos Desenhos Técnicos Para transformar o desenho técnico em uma linguagem gráfica foi necessário padronizar seus procedimentos de representação gráfica. Essa padronização é feita por meio de normas técnicas seguidas e respeitadas internacionalmente. As normas técnicas são resultantes do esforço cooperativo dos interessados em estabelecer códigos técnicos que regulem relações entre produtores e consumidores, engenheiros, empreiteiros e clientes. Cada país elabora suas normas técnicas e estas são acatadas em todo o seu território por todos os que estão ligados, direta ou indiretamente, a este setor. No Brasil as normas são aprovadas e editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, fundada em 1940. Para favorecer o desenvolvimento da padronização internacional e facilitar o intercâmbio de produtos e serviços entre as nações, os órgãos responsáveis pela normalização em cada país,
.

Desenho Técnico

Reunidos em Londres, criaram em 1947 a Organização Internacional de Normalização (International Organization for Standardization – ISO). Quando uma norma técnica proposta por qualquer país membro é aprovada por todos os países que compõem a ISO, essa norma é organizada e editada como norma internacional. As normas técnicas que regulam o desenho técnico são normas editadas pela ABNT, registradas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) como normas brasileiras -NBR e estão em consonância com as normas internacionais aprovadas pela ISO. 1.5. Normas

O desenho técnico permite, por meio de um conjunto de linhas, números, símbolos e indicações escritas, fornecerem informações sobre a função, forma e dimensões e material de um dado objeto que poderá ser executado sem o contato direto entre projetista e executante.

Por esse motivo, a execução correta de um desenho técnico, pressupõe da parte de quem executa o conhecimento de todas as normas que foram elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em acordo com a ISO. Sem tal conhecimento e, sobretudo sem a aplicação constante das normas, que devem ser estudadas e discutidas, não é possível uma execução correta do desenho que deve, pois ser lido e entendido facilmente sem equívocos e interpretação. A execução de desenhos técnicos é inteiramente normalizada pela ABNT. Os procedimentos para execução de desenhos técnicos aparecem em normas gerais que abordam desde a denominação e classificação dos desenhos até as formas de representação gráfica, como é o caso da NBR 5984 – NORMA GERAL DE DESENHO TÉCNICO (Antiga NB 8) e da NBR 6402 – EXECUÇÃO DE DESENHOS TÉCNICOS DE MÁQUINAS E ESTRUTURAS METÁLICAS (Antiga NB 13), bem como em normas específicas que tratam os assuntos separadamente, conforme os exemplos seguintes:

• NBR 10647 – DESENHO TÉCNICO – NORMA GERAL, cujo objetivo é definir os termos empregados em desenho técnico. A norma define os tipos de desenho quanto aos seus aspectos geométricos (Desenho Projetivo e Não-Projetivo), quanto ao grau de elaboração (Esboço, Desenho Preliminar e Definitivo), quanto ao grau de pormenorização (Desenho de Detalhes e Conjuntos) e quanto à técnica de execução (À mão livre ou utilizando computador) • NBR 10068 – FOLHA DE DESENHO LAY-OUT E DIMENSÕES, cujo objetivo é padronizar as

dimensões das folhas utilizadas na execução de desenhos técnicos e definir seu lay-out com suas respectivas

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margens e legenda. • NBR 10582 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO, que normaliza a

distribuição do espaço da folha de desenho, definindo a área para texto, o espaço para desenho etc.. Como regra geral deve-se organizar os desenhos distribuídos na folha, de modo a ocupar toda a área, e organizar os textos acima da legenda junto à margem direita, ou à esquerda da legenda logo acima da margem inferior. • NBR 13142 – DESENHO TÉCNICO – DOBRAMENTO DE CÓPIAS, que fixa a forma de dobramento

de todos os formatos de folhas de desenho: para facilitar a fixação em pastas, eles são dobrados até as dimensões do formato A4. •

NBR 8402 – EXECUÇÃO DE CARACTERES PARA ESCRITA EM DESENHOS TÉCNICOS que,

visando à uniformidade e à legibilidade para evitar prejuízos na clareza do desenho e evitar a possibilidade de interpretações erradas, fixou as características de escrita em desenhos técnicos.

Além das normas citadas acima, como exemplos, os assuntos abordados nos capítulos seguintes estarão em consonância com as seguintes normas da ABNT: •

NBR 8403 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS – TIPOS DE LINHAS – LARGURAS DAS

LINHAS • •

NBR10067 – PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO NBR 8196 – DESENHO TÉCNICO – EMPREGO DE ESCALAS

NBR 12298 – REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM DESENHO

TÉCNICO • • • • NBR10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO NBR8404 – INDICAÇÃO DO ESTADO DE SUPERFÍCIE EM DESENHOS TÉCNICOS NBR 6158 – SISTEMA DE TOLERÂNCIAS E AJUSTES

NBR 8993 – REPRESENTAÇÃO CONVENCIONAL DE PARTES ROSCADAS EM DESENHO

TÉCNICO Existem normas que regulam a elaboração dos desenhos e têm a finalidade de atender a uma determinada modalidade de engenharia. Como exemplo, pode-se citar: a NBR 6409, que normaliza a execução dos desenhos de eletrônica; a NBR 7191, que normaliza a execução de desenhos para obras de concreto simples ou armado; NBR 11534, que normaliza a representação de engrenagens em desenho técnico. Uma consulta aos catálogos da ABNT mostrará muitas outras normas vinculadas à execução de algum tipo ou alguma especificidade de desenho técnico.

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6. FOLHA DE DESENHO – FORMATOS DIMENSÕES E LAYOUT
6.1. Formatos e Dimensões de Folhas A ABNT determina a forma e as dimensões das folhas para o desenho. O formato básico do qual derivam todos os
outros é denominado A0 e possui as seguintes dimensões: 841 x 1189 mm e a área de 1m². Os outros formatos são representados por triângulos semelhantes, tais que a área de uma folha seja a metade daquela cujo formato imediatamente superior é tal que seja possível

passar de uma a outra dividindo a dimensão maior ao meio. Importante:
• Em termos comerciais, o formato A4 é o mais importante em função das suas dimensões protocolares.

• A margem esquerda serve para ser perfurada e utilizada no arquiva mento. FORMATO

formatos é originária da Alemanha e conhecida como: série DIN - A (Deutsch Industrien Normen - A) , cuja base é o formato
Ao (A zero) , constituído por um retângulo de 841 mm x 1189 mm = 1 m², aproximadamente .

Mediante uma sucessão de cortes , dividindo em duas partes iguais os formatos , a partir do Ao, obtém-se os tamanhos menores da série . Veja pelas figuras abaixo, que a maior dimensão de um formato obtido corresponde à menor do formato anterior . O espaço de utilização do papel fica compreendido por margens, que variam de dimensões, dependendo do formato usado. A margem esquerda, entretanto, é sempre 25 mm a fim de facilitar o arquivamento em pastas próprias .

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É a dimensão do papel. Os formatos de papel para execução de desenhos técnicos são padronizados. A série mais usada de

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6.2.

Legenda

A legenda deve situar-se no canto inferior direito, nos formatos A3, A2, A1 e A0, ou ao longo da largura da folha de desenho no formato A4. Nos formatos A1 e A0 deve ter (175 mm) no comprimento. E nos formatos A3, A2 e A4 (178mm). A legenda ou identificação na gíria profissional chama-se Carimbo, que tem a finalidade de uniformizar as informações que devem acompanhar os desenhos. Os tamanhos e formatos dos carimbos obedecem à tabela dos formatos A.Recomenda-se que o carimbo seja usado junto à margem, no canto inferior direito. Esta colocação é necessária para que haja boa visibilidade quando os desenhos são arquivados. Nos desenhos industriais, as legendas variam em função das necessidades internas da empresa. Essas legendas devem conter obrigatoriamente. • Nome da repartição, escritório, companhia, firma ou empresa... • Título do desenho ou do Projeto • Nome do Responsável • Nome do Desenhista e Data • Escala (s) • Número de Folhas e o número do desenho • Data e assinaturas dos responsáveis pela execução, verificação e aprovação • Nome e assinatura do cliente • Local para nomenclatura necessária ao arquivamento do desenho • Número da peça, quantidade, denominação, material e dimensões em bruto • Controle de Revisões

O carimbo deve possuir as tais informações principais , ficando, no entanto, a critério do escritório, o acréscimo ou a supressão de outros dados.

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ESCALA
As medidas de um desenho de uma peça qualquer, a ser construída, são expressas em sua verdadeira dimensão. O desenho de uma peça, por diversas razões, nem sempre poderá ser executado com as dimensões reais da mesma. Se for uma peças grande, teremos que desenhá-la com medidas menores, conservando sua proporção, com igual redução em todas as medidas. Esta relação entre a peça e o desenho tem o nome de ESCALA e vai sempre indicada no desenho. Escala natural 1:1

Ou seja: a) Se formos desenhar uma peça com suas próprias dimensões, a escala será NATURAL ou ESCALA 1:1. b) Se for necessário reduzir um desenho de uma peça, a norma técnica recomenda as seguintes ESCALAS DE REDUÇÃO: 1:2, 1: 5, 1:10, 1:20, 1:50 e sucessivamente (as escalas podem ser reduzidas á razão de 10). c) Para ampliar pequenas peças, difíceis de interpretar e cotar na escala natural emprega-se as ESCALAS DE AMPLIAÇÃO: 2:1, 5:1, 10:1, 20:1, 50:1 e sucessivamente (as escalas podem ser ampliadas á razão de 10). d) Os valores indicados sobre as cotas se referem sempre as medidas reais da peça, e nunca as medidas reduzidas ou ampliadas do desenho. e) Quando há uma referência a uma escala REDUÇÃO, por exemplo 1:100, significa que o DESENHO (representação gráfica) encontra-se REDUZIDO 100 vezes em relação ao tamanho REAL. f) Quando há uma referencia a uma escala AMPLIAÇÃO, por exemplo 10:1, significa que o DESENHO encontra-se AMPLIADO 10 vezes em relação ao tamanho REAL.

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Virmos que a escala é a relação linear entre o desenho e o objeto real. Se designarmos por: • R = uma medida linear no Real do objeto; • D = uma medida linear no Desenho; • E = o denominador da fração – Escala. Sendo “1” o denominador, teremos a seguinte proporção: D/R = 1/E, de onde extrairmos as seguintes formulas: E = R / D (formula 1), R = D x E (formula 2), e D = R / E (formula 3). Exemplos: 1. Para determinar a ESCALA de um desenho de uma rua na qual mede 12m de largura e que mede 24mm, no desenho, devemos proceder da seguinte forma: Sendo R = 12m e D = 0,024m (*), teremos: E = R/D = 12/0,024 = 500 Resposta 1:500

2. Para determinar a ALTURA REAL de um prédio desenhado na escala 1:75, sabendo-se que, no desenho do projeto, essa altura mede 15cm, devemos proceder da seguinte maneira: Sendo E = 75 e D = 0,15m, teremos: R = D x E = 0,15 x 75 = 11,25m Resposta 11,25m 3. Para determinar qual será a MEDIDA NO DESENHO, de um dos lados de um determinado terreno que mede 82,50m, se a escala for 1:250, devemos proceder da seguinte maneira: Sendo R = 82,50m e E = 250, teremos: D = R/E = 82,50/250 = 0,33 Resposta 0,33m (*) Observe que transformamos os valores de MILIMETRO para METRO. Lembram-se da escala de conversão de medida.

km = quilometro, hectômetro (hm), decâmetro (dam), metro (m), decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm)

km → hm → dam → m → dm → cm → mm
0,001 → 0,01 → 0,1 → 1 → 10 → 100 → 1000
7.1. Critérios para Escolha da Escala da Planta

Não existem regras rígidas para a escolha da escala. Normalmente compete ao topógrafo sua determinação de acordo com as características e natureza do trabalho. A escala do desenho topográfico depende da:

Alguns fatores que influenciam no momento da escolha da escala:

A precisão gráfica do desenho.

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7.2.

Precisão Gráfica de uma Escala

É a menor dimensão gráfica percebida pela vista humana, ou seja, menor dimensão capaz de ser representada em planta. Norma Técnica - mínima representação gráfica = 0,0002 m Erro admissível: (e ) = 0,0002.M
a

Onde, M = denominador da escala adotada Exemplos:
a

) = 0,0002m.100 = 0,02 m

Determinação de uma escala para desenho de um terreno

Não é possível representar detalhes com dimensões inferiores as dos erros da tabela acima.

Determinação de uma escala para desenho de um terreno

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COTAGEM A cotagem de um desenho deve ser executada de forma funcional e objetiva, possibilitando, na maioria das vezes, utilização do desenho como meio para consecução de um fim (fabricação ou construção). As cotas devem fornecer uma perfeita idéia de todas as dimensões, não deixando duvidas que justifique futuros cálculos. COTAS: Representam sempre dimensões reais do objeto e não dependem, portanto, da escala em que o de sendo está

Os elementos fundamentais de uma cotagem são: a LINHA DE COTA, a LINHA AUXILIAR, a COTA e os LIMITES DA LINHA DE COTA. As linhas de cota assim como as linhas auxiliares, devem ser representadas por traços contínuos estreitos.

1. Os limites da linha de cota podem ser representados por SETAS ou TRAÇOS OBLÌQUOS. No técnico são vez do ângulo de 15° podem simplesmente ter uma distância 1mm, equivalente a 1/3 da medida da flecha, podendo ser abertas ou fechadas. No desenho Arquitetônico são representados por traços oblíquos com relação à LINHA DE COTA, utilizando o ângulo de 45° ou representados por pontos.

2. A DISTÂNCIA entre uma LINHA DE COTA e o contorno do desenho é aconselhável que tenham ±7mm, assim como entre uma linha de cota e outra. A LINHA DE EXTENSÃO não deve tocar o desenho e deverá ultrapassar a Linha de Cota ±3mm.

3. A Cota deverá situar-se eqüidistante das extremidades, ACIMA da Linha de Cota quando esta estiver na horizontal

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representados por SETAS em que seus lados possuem uma medida ± 3mm e devem formar um ângulo de 15° ou um

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executado. São os números que correspondem às medidas.

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. Estando a Linha de Cota na vertical, a cota deverá situar-se á ESQUERDA da mesma, também na vertical, possibilitando a leitura de BAIXO para CIMA.

Observações: a. Vistas Ocultas não se cotam; b. Linhas de Extensão, quando sobrepostas, não se tocam; c. Cotas que se encontram entre duas vistas ortográficas valem para ambas; d. Em relação ás peças (vistas), as cotas menores deveram ser inseridas primeiro, em relação às maiores; e. Somente quando for impossível colocar as cotas externamente ao desenho, eles podem ser colocados no seu interior; f. No Desenho Técnico as cotas são expressas em MILIMETRO sem mencionar o símbolo desta unidade; g. No Desenho Arquitetônico as cotas são expressas em METRO sem mencionar o símbolo desta unidade; h. Deve-se evitar duplicação de cotas; i. Nos cortes de Desenho Arquitetônico as cotas deveram ser marcadas somente na vertical. j. Tanto as linhas de chamada como as linhas de cota se desenham com traço contínuo fino . As linhas de chamada devem , em princípio , ser perpendiculares ao elemento a cotar , mas em casos excepcionais , podem haver conveniência em que sejam desenhadas obliquamente , preferindo-se nesses casos inclinações de 60° ou 75°;. k. As linhas de cota não devem ser escritas muito próximo das linhas de contorno , dependendo a distancia a que se colocam as dimensões do desenho e do tamanho do algarismo das cotas ; l. Os ângulos serão medidos em graus , exceto em coberturas e rampas que se indicam em porcentagem ( % ). m. As linhas de cota paralelas devem ser espaçadas igualmente. n. Colocar as linhas de referencia de preferência fora da figura. o. Evitar repetições de cota. p. Todas as cotas necessárias serão indicadas . q. Não traçar linha de cota como continuação de linha da figura. r. As cotas prevalecem sobre as medidas calculadas no desenho. s. As cotas de um desenho devem ser expressas na mesma unidade. t. A altura dos algarismos é uniforme dentro do mesmo desenho. Em geral usa-se 2.5 a 3mm . u. No caso de divergência entre cotas de desenhos diferentes, prevalece a cota do desenho feito na escala maior. v. As linhas de cota são desenhadas paralelas à direção de medida. Obs.: As cotas devem ser escritas na posição horizontal, de modo que sejam lidas com o desenho em posição normal, colocando-se o leitor do lado direito da prancha. Para localizar exatamente uma cota e indicar qual a parte ou elemento do objeto a que ela se refere é necessário recorrer a dois tipos de linhas que são: a) linhas de chamada (ou de exte nsão ou ainda linha de referencia ) b) linhas de cota (ou de medida).

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Exemplos:

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REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS

As normas procuram unificar os diversos elementos do desenho técnico de modo a facilitar a execução (uso), a consulta (leitura) e a classificação. O desenho arquitetônico ou desenho técnico, por ser feito em escala reduzida e por abranger áreas relativamente grandes, é obrigado a recorrer a símbolos gráficos. Assim utilizaremos as simbologias para definir, como por exemplo, as paredes, portas, janelas, louças sanitárias, telhas, concreto ... 9.1. Tipos de Linhas

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HACHURAS:

Hachuras são traços eqüidistantes e paralelos que produzem em desenhos e gravuras o efeito do sombreado. No desenho técnico, as hachuras representam um tracejado convencional, os materiais utilizados na construção de peças e máquinas. Para cada peça de material, há uma hachura determinada. • O material é representado por linhas traçadas com a inclinação de 45º em relação á base da peça, ou em relação ao eixo da mesma; • Se atrás de uma hachura houver alguma vista oculta, ela não será representada; • Havendo necessidade de fazer qualquer inscrição na área hachurada, deve-se interromper as hachuras para deixar bem nítida a inscrição feita; • O espaçamento para as hachuras, nos desenhos comuns, é aconselhável que não seja menor do que 1,5mm e maior que 3,0mm

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9.3.

Representação em Cores - Convenção

Na representação de uma reforma é indispensável diferenciar muito bem o que existe e o que será demolido ou acrescentado. Estas indicações podem ser feitas usando as seguintes convenções:

10. ETAPAS DE UM PROJETO
10.1. Estudo Preliminar

Cabe ao cliente dizer os objetivos que pretende atingir com sua construção, fornecer um programa ou lista de necessidades, fixar o tempo que gastará para construir e o custo máximo para a obra. No diálogo cliente - engenheiro vão surgindo problemas e soluções. Ao mesmo tempo o engenheiro estará fazendo suas pesquisas e anotações de modo a orientar suas primeiras idéias (croquis). A partir da localização do terreno (lote, quadra e bairro), faz-se a consulta prévia na prefeitura, que é um documento obrigatório para aprovação de projetos. Este documento fornece os parâmetros mínimos recomendados pela prefeitura, como: recuos, altura máxima da edificação, taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento... Logo depois o projeto vai tomando forma em esboços. 10.2. Anteprojeto instrumentos , em cores , perspectivas internas e externas , localização de mobílias etc. 10.3. Projeto

Do esboço passado a limpo surge o anteprojeto , feito geralmente no papel sulfurizê a mão livre ou com

Discutido o anteprojeto junto com o cliente, e feito as modificações necessárias, parte-se para o desenho definitivo o projeto, o qual é desenhado com instrumentos e deve ser apresentado às repartições públicas e servirá de orientação para a construção. 10.4. Detalhes e os Projetos Complementares

O projeto completo deve ser acompanhado de detalhes construtivos (portas, janelas, balcões, armários, e outros) e de especificações de materiais (piso, parede, forros, peças sanitárias, coberturas, ferragens, etc.). Com estes dados preparamse o orçamento de materiais, e os projetos complementares como: projetos estrutural, elétrico, telefônico, hidro-sanitário, prevenção contra incêndio e outros. Todos estes projetos, chamados de originais, chegam à construção sob forma de cópias, em geral feitas em papel heliográfico ou sulfite (AUTOCAD). O papel heliográfico (tipo azul ou preto) é o resultado da ação química do amoníaco em presença da luz ou vice-versa.

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11. MONTAGEM GRAFICA DE UM PROJETO
O projeto relativo a qualquer obra de construção , reconstrução , acréscimo e modificação de edificação , constará , conforme a própria natureza da obra que se vai executar , de uma série de desenhos : 1. Plantas cotadas de cada pavimento , do telhado e das dependências a construir , modificar ou sofrer acréscimo . Nessas plantas devem ser indicados os destinos e áreas de cada compartimento e suas dimensões. 2. Desenho da elevação ou fachada ou fachadas voltadas para vias públicas . Num lote de meio de quadra é obrigatório a representação de apenas uma fachada . No caso de lote de esquina é obrigatório a representação de pelo menos duas fachadas . 3. A planta de situação em que seja indicado : a. Posição do edifício em relação às linhas limites do lote b. Orientação em relação ao norte magnético

c. Indicação da largura do logradouro e do passeio , localizando as árvores existentes no lote e no trecho do logradouro , poste e outros dispositivos de serviços de instalações de utilidade publica . 4. Cortes longitudinal e transversal do edifício projetado . No mínimo representa-se 2 cortes , passando principalmente onde proporcione maiores detalhes ao executor da obra ou dos projetos complementares. 5. Escalas mais utilizadas : a. Planta baixa ..............1:50 b. Cortes........................1:50 c. Fachadas....................1:50 d. Situação.....................1:200 / 1: 500 e. Localização................1:1000 / 1:2000 f. Cobertura...................1:100 * Prediais = Instalações elétricas, estabilizada, lógica, telefone, gás, hidráulicas, sanitárias, esgoto e águas pluviais. ATENÇÃO: A escala não dispensará a indicação de cotas .

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PERSPECTIVAS

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A origem do nome cavaleira é duvidosa, afirmando uns que provém do nome dado a um tipo de construção alta — o cavalier — que existia em certas fortificações militares do séc. XVI e de onde se tinha sobre a própria fortificação uma visão "do alto" - que seria semelhante à dada pela perspectiva cavaleira. Outros dizem que o nome está relacionado com o ponto de vista alto de um cavaleiro, e ainda outros que deriva dos trabalhos do matemático italiano Cavalieri. Paralelo a uma das faces principais do objeto. A figura obtida por esta projeção não está conforme à visão, mas à inteligência que temos dos objetos representados, e daí a sua aceitação natural. O desenho em perspectiva cavaleira é um auxiliar essencial na visualização e resolução de

problemas de geometria no espaço. Na figura abaixo pode-se compreender-se como se forma a perspectiva cavaleira de um cubo, representado pelas suas vistas (frente e planta). C" e C', quadrados sombreados a cinzento, são a vista de frente e a planta do cubo.

O plano b, de projeção, paralelo a duas faces do cubo, está também representado pelas suas vista de frente e planta. As setas d" e d' são as vistas do vector d que define a direcção da projecção

oblíqua de que resulta a perspectiva cavaleira.

Na perspectiva cavaleira, verificam-se as seguintes propriedades:

• segmentos e figuras paralelos ao plano de projeção (plano do papel) são representados em verdadeira grandeza; figuras congruentes, situadas em planos diferentes mas paralelos ao plano do papel, têm representações congruentes - isto é contrário à visão, mas está conforme com a realidade dos objetos;

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• segmentos perpendiculares ao plano do papel são representados por segmentos oblíquos (no caso adotado, fazendo ângulos de 30° com o bordo inferior do papel), e têm o seu comprimento reduzido (no caso adotado, a redução é de 50%); • segmentos e retas paralelos são representados por segmentos e retas paralelos (trata -se de uma projeção cilíndrica); • conservam-se os pontos médios dos segmentos e os baricentros das figuras; • como convenção, traçam-se a cheio as linhas visíveis para o observador e a tracejado as linhas invisíveis.

13.1. Perspectiva Isométrica E a mais utilizada no desenho técnico pela simplicidade do traçado. Nesta perspectiva são utilizados três (3) eixos isométricos que formam entre si ângulos de 120°. Na prática colocamos um eixo na posição vertical e os outros dois oblíquos a 30° em relação a uma reta horizontal. O termo PERSPECTIVA provém do latim PERSPICERE que significa VER ATRAVÉS. Para facilitar a execução do desenho, é comum a utilização da Perspectiva Isométrica SIMPLIFICADA ou DESENHO Isométrico, em que se colocarmos nos eixos as MEDIDAS REAIS do objeto. Desta forma tem-se um desenho semelhante ao da Perspectiva Isométrica EXATA, só que ligeiramente maior (18,4% da medida real).

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APLICAÇÃO: A perspectiva isométrica emprega-se com freqüência na representação de esquemas de sistemas, de
engrenagem, hidráulica, hidro-sanitária, mecânica e em outros casos em que se devem ressaltar aspectos importantes nas três

direções ou magnitude. Para executar a confecção do desenho isométrico a mão livre é necessário ter uma folha de papel reticulado. É aconselhável utilizar grafite 0,9 para um melhor destaque do desenho. Para facilitar o traçado da perspectiva isométrica teve-se fazer um QUADRICULADO AUXILIAR sobre os eixos isométricos da seguinte forma:

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14. SINALIZAÇÃO

Objetivos: • Reduzir o risco de perdas humanas mediante a informação de saídas de emergência, rotas de fuga e locais seguros. • Garantir adoção de medidas adequadas na evacuação de prédios, edificações e demais obras cíveis. Funções das Cores na Sinalização de Segurança: • Prevenção de Acidentes; • Identificar os equipamentos de segurança; • Delimitando áreas; • Identificação de Tubulações de líquidos e gases advertindo contra riscos; • Identificar e advertir acerca dos riscos existentes. 14.1. Sinalização Complementar

A sinalização complementar tem a finalidade de: I - Complementar, através de um conjunto de faixas de cor, símbolos ou mensagens escritas, a sinalização básica, nas seguintes situações: a) indicação continuada de rotas de saída; b) indicação de obstáculos e riscos de utilização das rotas de saída; c) mensagens específicas que acompanham a sinalização básica, onde for necessária a complementação da mensagem dada pelo símbolo; II - Informar circunstâncias específicas em uma edificação ou áreas de risco, através de mensagens escritas; III - Demarcar áreas para assegurar corredores de circulação destinados às rotas de saídas e acesso a equipamentos de combate a incêndio em locais ocupados por estacionamento de veículos, depósitos de mercadorias e máquinas ou equipamentos de áreas fabris; IV – Identificar sistemas hidráulicos fixos de combate a incêndio.

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14.2. Sinalização de Emergência

A sinalização de emergência tem como finalidade reduzir o risco de ocorrência de incêndio, alertando para os riscos existentes e garantir que sejam adotadas ações adequadas à situação de risco, que orientem as ações de combate e facilitem a localização dos equipamentos e das rotas de saída para abandono seguro da edificação em caso de incêndio. Segundo o item 23.2.5 da NR 23 que fala sobre proteção contra incêndios, as aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos indicando a direção de saída. Segundo as normas de segurança ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) nº 13437 / 13434 / 13435 Sinalização de emergência e segurança fotoluminosa (fosforescente). Em saídas de emergência podem ser usadas fitas e placas fotolumisonas, facilitando, quando necessário, a evacuação imediata de um local quando ocorre por exemplo a falta de luz.

Placas e adesivos de sinalização destinados a facilitar a localização dos equipamentos de prevenção e combate a incêndio, saídas de emergência e demais orientações necessárias a segurança em um ambiente. NR – 26 - Sinalização de Segurança É permitido o uso de normas estrangeiras reconhecidas internacionalmente, desde que não haja norma brasileira mais exigente sobre o assunto. As normas mais comumente empregadas são as seguintes: • NBR 9077 - Saídas de Emergência em Edificações; • NBR 11742 - Porta Corta-fogo para Saída de Emergência; • IT N° 11 - Saídas de Emergência em Edificações. (Corpo de Bombeiros) • IT N° 12 - Dimensionamento de Lotação e Saídas de Emergência em Recintos Esportivos e de Espetáculos Artístico - Culturais. (Corpo de Bombeiros) • IT N° 20 – Sinalização de Emergência. (Corpo de Bombeiros) Nas vistorias, as instalações são confrontadas com o Projeto Técnico aprovado pelo Corpo de Bombeiros. As alterações encontradas são analisadas com vistas à manutenção das condições de segurança previstas no Decreto Estadual 46.076/01 (mais 38 Instruções Técnicas) e pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Havendo deficiências elas são

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anotadas e um relatório é fornecido ao interessado para que analise e proponha uma solução técnica. Caso não existam alterações, será emitido o Auto de Vistoria. As alterações mais comuns são as seguintes: situações que fiquem escondidos, a sinalização deve apontar nestes locais a direção onde estão aqueles equipamentos; ser tomada, principalmente em locais de reunião de pessoas, tratando-se de sinalização comum ou integrante do sistema de luz de emergência; corta-fogo, na face voltada para os halls;

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Visa proibir e coibir ações capazes de conduzir ao início do incêndio ou ao seu agravamento. Sinalização e Rotulagem de Produtos Perigosos

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15. MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS

15.1. O que é Mapa de Risco Mapa é a representação gráfica do reconhecimento dos riscos existentes nos locais de trabalho, por meio de círculos de diferentes tamanhos; e cores. O seu objetivo é informar e conscientizar os trabalhadores pela fácil visualizacão desses riscos. É um instrumento que pode ajudar a diminuir a ocorrência de a acidentes do trabalho objetivo que interessa aos empresários a aos trabalhadores. 15.1.1. Quem Faz o Mapa de Risco?

O mapa de riscos é feito pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA, após ouvir os trabalhadores de todos os setores produtivos e com a orientação do Serviço Especializado em Engenharia e Segurança e Medicina do Trabalho SESIVIT da empresa, quando houver. 15.1.2. Planta ou Croqui?

É importante ter uma planta do local, mas se não houver condições de conseguir, isto não deverá ser um obstáculo: faz se um desenho simplificado, um esquema ou croqui do local. 15.1.3. Estudo dos Tipos de Riscos

A CIPA deve se familiarizar com a tabela abaixo, que classifica os riscos de acidentes de trabalho. Nessa tabela que faz parte dos anexos da Portaria Ministerial há cinco tipos de riscos que corresponderão a cinco cores diferentes no mapa. 15.1.4. A Legislação Brasileira

Com redação dada pela Portaria nº 25 de 2912994, incluiu se na NR 5, item 5.16, alínea o, "elaborar, ouvidos os trabalhadores de todos os setores do estabelecimento e com a colaboração do SESMT, Quando houver, o MAPA DE RISCOS, com base nas orientações constantes do anexo IV devendo o mesmo ser refeito a cada gestão da CIPA. 15.2. Mapas de Riscos Mapa de Riscos tem como objetivos: a) reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa, b) possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção.

15.2.1.

Etapas de Elaboração

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a) conhecer o processo de trabalho no local analisado: • Os trabalhadores: número,sexo,idade,treinamentos profissionais e de segurança e saúde, jornada, • Os instrumentos e materiais de trabalho, • As atividades exercidas, o ambiente. b) identificar os riscos existentes no local analisado, conforme a classificação da tabela 1, c) identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia: • Medidas de proteção coletiva • Medidas de organização do trabalho • Medidas de proteção individual; • Medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários, bebedouro, refeitório, área de lazer d) identificar os indicadores de saúde: • Queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores • Expostos aos mesmos riscos. • Acidentes de trabalho ocorridos, • Doenças profissionais diagnosticadas,

A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes de círculos. Após discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos, completo ou setorial, deverá ser afixado em cada local analisado, de forma claramente visível e de fácil acesso para os trabalhadores No caso das empresas da indústria da construção, o Mapa de Riscos do estabelecimento deverá ser realizado por etapa de execução dos serviços, devendo ser revisto sempre que um fato novo e superveniente, modificar a situação de riscos estabelecidas.

15.2.2.

Classificação dos Riscos

Os riscos estão presentes nos locais de trabalho e em todas as demais atividades humanas, comprometendo a segurança e a saúde das pessoas e a produtividade da empresa. Esses riscos podem afetar o trabalhador a curto, médio e longo prazos, provocando acidentes com lesões imediatas e/ou doenças chamadas profissionais ou do trabalho, que se equiparam a acidentes do trabalho. Os agentes que causam riscos à saúde dos trabalhadores e que costumam estar presentes nos locais de trabalho são agrupados em cinco tipos:

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Cada um desses tipos de agentes é responsável por diferentes riscos ambientais que podem provocar danos à saúde ocupacional dos funcionários da empresa. Para fazer o mapa de riscos, consideram se os riscos ambientais provenientes de:

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15.3. O Agente Mapeador O agente mapeador é uma pessoa capacitada para elaborar o Mapeamento de Riscos Ambientais na empresa. São características necessárias do mapeador: Observação, Percepção Criatividade, Visão global; Objetividade, poder de síntese; Capacidade de comunicação; Educação / discrição; 15.3.1. Conhecimentos Necessários Bom senso, Capacidade de organização; Receptividade à segurança; Persistência / agente de mudança; Simpatia.

Para sua ação, o mapeador deve possuir conhecimentos básicos sobre a empresa, a Cipa, o SEESMT (Serviço de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), segurança patrimonial, bem como sobre aspectos legais do acidente do trabalho. 15.3.2. A Empresa

O mapeador deve conhecer como funcionam os diversos setores da empresa em que trabalha(produção, administração, suprimentos etc.), bem como:

ação (geral); de mudança

15.4.3.

A Colocação dos Círculos na Planta ou Croqui

Depois disso é que se começa a colocar os círculos na planta ou croqui para representar os riscos. Os riscos são caracterizados

graficamente por cores e círculos.

O tamanho do círculo representa o grau do risco. (Segundo a portaria ministerial, o risco pequeno é representado menor, o médio por um círculo médio e o grande, por um círculo maior.) E a cor do círculo representa o tipo de risco, conforme a Tabela mostrada.

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Os círculos podem ser desenhados ou colados. O importante é que os tamanhos e as cores correspondam aos graus e tipos. Cada círculo deve ser colocado naquela parte do mapa que corresponde ao lugar onde existe o problema. Caso existam, num mesmo ponto de uma seção, diversos riscos de um só tipo por exemplo, riscos físicos: ruído, vibração e calor não é preciso colocar um círculo para cada um desses agentes. Basta um círculo apenas neste exemplo, com a cor verde, dos riscos físicos, desde que os riscos tenham o mesmo grau de nocividade. Uma outra situação é a existência de riscos de tipos diferentes num mesmo ponto. Neste caso, divide se o círculo conforme a quantidade de riscos em 2, 3, 4 e até 5 partes iguais, cada parte com a sua respectiva cor, conforme a figura abaixo (este procedimento é chamado de critério de incidência): Diversos tipos de risco num mesmo ponto

Quando um risco afeta a seção inteira exemplo: ruído, uma forma de representar isso no mapa é colocá-lo no meio do setor e acrescentar setas nas bordas, indicando que aquele problema se espalha pela área toda.

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15.5. Simbologia para Mapa de Riscos

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BIBLIOGRAFIA
16.1. Apostilas • Estudo Dirigido de Desenho Geométrico e Técnico (CEFET -SE) 2ª – 2008 – Profº Chateaubriand Vieira Morura – Arquitetura, Construção Civil e Técnico de Segurança do Trabalho

• Desenho de Arquitetura (FAU-FISS) – Prof. Raul Vasconcellos

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TS T

• Desenho Arquitetônico (OBERG) 22ª Edição – São Paulo: Editora ao Livro Técnico

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