UMA ANÁLISE SOCIÓLOGICA SOBRE O CONTO CENTAURO, DE JOSÉ SARAMAGO.

Autores : Jorge Oscar Santos Miranda ; Helio Figueredo da Serra Netto Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ Orientadora : Profª Drª Kátia Marly Leite Mendonça Objetos e Objetivos: O trabalho pretende mostrar uma das inúmeras possibilidades para se estudar e compreender os fenômenos sociológicos, neste caso toma-se como referência a literatura de ficção. O processo denominado modernidade pode ser explicado, a partir do conto, Centauro, de José Saramago. A obra faz uma metáfora sobre o processo de “desencantamento do mundo”, apontado por Max Weber e, mais tarde, trabalhada por Theodor Adorno e Max Horkheimer no livro Dialética do Esclarecimento. O projeto de dominação da natureza e a ordem burguesa retiram gradativamente todas as projeções que o homem primitivo fez sobre o mundo. A ideologia iluminista, como um avanço do conhecimento sobre a superstição, como o desencantamento do mundo, obedece a um imperativo precioso: o de tornar a natureza acessível à exploração humana. As florestas, como simples objetos, sem vida e sem história servem como alegoria para criticar regressão do olhar do ser humano, ocasionado pelo esclarecimento. Metodologia: Buscou-se através da leitura uma coletânea de seis histórias- contos ora breves e, ora tensos- do livro, Objecto Quase, escolher a histórias que mais estabelece uma conexão para explicar modernidade. Pode-se observar que recurso literário, da “alegoria” faz-se presente no conto Centauro, esta é a maneira que Saramago utiliza para contar e/ comunicar aos leitores o desencantamento do mundo, traço que marca a modernidade. Também procurou-se dialogar com a filosofia, através do pensamento de Adorno e Horkheimer, na obra Dialética do esclarecimento. Nesta obra autores, cometam alguns aspectos da modernidade, dentre as quais, a superação do mito pela ciência. É o que acontece com o personagem central do conto, que é “desmitificado” pela racionalidade instrumental.

em particular sociologia. Jorge Zahar. Rodrigo. VIEIRA. Rio de Janeiro. p. v. 2002. Luciana. Flávio R. 36-40. Revista Entre Livros. São Paulo. 2007.1. Revista Entre Livros. TINA. O fabuloso destino do herói modesto. Objecto Quase. SARAMAGO. 4649. .1.23. isso ajudou a encontrar recursos que possam facilitar na compreensão das teorias e conceitos sociológicos. Referências bibliográficas: DUARTE. p.1976. Nau da ficção portuguesa. apresenta o caráter interdisciplinaridade muito latente.23. Rio de Janeiro. F. Alves.Resultados obtidos: As ciências sociais. Adorno & Horkheimer e a Dialética do esclarecimento. 2007. v. José. A literatura. através do imaginário pode estabelecer as conexões necessárias para o entendimento dos fenômenos estudados pela sociologia. ARAUJO. n. São Paulo. Para ler Benjamim. n. 1998. Companhia das Letras. KOTHE.

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