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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL

CAMPUS DO PANTANAL

ALESSANDER SOUZA VICTOR DA SILVA

ESTUDO DO USO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO EM UM GRUPO DE

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO COMÉRCIO E SERVIÇO EM CORUMBÁ

MS

CORUMBÁ-MS

2010

ALESSANDER SOUZA VICTOR DA SILVA

ESTUDO DO USO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO EM UM GRUPO DE

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO COMÉRCIO E SERVIÇO EM CORUMBÁ

MS

Relatório de Estágio Obrigatório Profissional apresentado pelo acadêmico Alessander Souza Victor da Silva junto à Comissão de Estágio Obrigatório do curso de Administração/Campus do Pantanal, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, como pré-requisito para obtenção de aprovação na disciplina Estágio Obrigatório Profissional II, no segundo período letivo de 2010, sob a orientação do professor Claudio Zarate Max.

CORUMBÁ-MS

2010

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA E CATALOGAÇÃO

SILVA, Alessander Souza Victor. Estudo do uso de Tecnologia da Informação em um Grupo de Micro e Pequenas Empresas do Comércio e Serviço em Corumbá MS. Corumbá: Curso de Administração de empresas, Campus do Pantanal, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 2010, 59 p. Relatório final de estágio obrigatório.

Documento formal, autorizando reprodução desta monografia para empréstimo ou comercialização, exclusivamente para fins acadêmicos, foi passado pelo autor à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campus do Pantanal e acha-se arquivado na Secretaria do Curso. O autor reserva para si os outros direitos autorais, de publicação. Nenhuma parte deste trabalho monográfico pode ser reproduzida sem a autorização por escrito do autor. Citações são estimuladas, desde que citada a fonte.

O Relatório de Estágio Obrigatório Profissional intitulado ESTUDO DO USO DE

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO EM UM GRUPO DE MICRO E PEQUENAS

EMPRESAS DO COMÉRCIO E SERVIÇO EM CORUMBÁ MS, como exigência para

a obtenção de grau de Bacharel em Administração, à banca examinadora, no curso

de Administração do Campus do Pantanal – Universidade Federal de Mato Grosso do

Sul, obteve conceito APROVADO.

BANCA EXAMINADORA

CLAUDIO ZARATE MAX, Professor, UFMS Orientador

ANTONIO TADEU MARTINEZ, Professor, UFMS Examinador Interno

ROBERTO DOMINGUES GALEANO, Professor, UFMS Examinador Interno

Corumbá-MS, 07 de dezembro de 2010.

Dedico este trabalho à minha família, Nielly, Maria Ozita, Edvirgen e Adilson.

AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus e a minha mãe, avó e esposa a quem dedico este trabalho, que me apoiaram em todos os momentos da minha vida. O meu amigo Aldo José que sempre acreditou no meu potencial e que me inspirou para escolher a área de informática para trabalhar e realizar este trabalho. Agora a todos que me ajudaram na realização deste trabalho, especialmente a minha esposa que sempre me incentivando não deixando que eu desistisse, aos colegas da sala, que me incentivavam e não me deixavam esquecer os prazos e de como é difícil entregar um trabalho deste tipo e aos professores da pré banca, Wilsinho e Ana Lucia. Agradeço também o professor Claudio Zarate Max pela paciência e conhecimentos transmitidos para melhor elaboração deste trabalho. Os colegas de trabalho que em momentos cruciais compreenderam a necessidade de minha ausência em algumas atividades para que eu cumprisse os prazos deste trabalho. A todos os professores e colegas, que no decorrer dos três anos do curso, compartilharam comigo seus conhecimentos. A todos vocês meu MUITO OBRIGADO.

RESUMO

O presente trabalho se propõe ao esclarecimento e entendimento do uso da TI no âmbito das Micro e Pequenas Empresas, tendo foco um grupo de empresas do comercio e serviço de Corumbá-MS, expondo suas peculiaridades, necessidades e importância para sociedade como geradora de empregos, enfatizando sua relevante participação no desenvolvimento econômico dos municípios e da economia brasileira. Aborda-se também a necessidade de um esclarecimento mais amplo sobre o que seria a Tecnologia da Informação e a sua importância para os micro e pequenos empreendedores no auxilio de suas ações gerenciais, otimizando a potencialidade de seus negócios. Os resultados obtidos com este trabalho demonstram o grau de conhecimento das possibilidades de investimento em tecnologia, ainda precário, por parte dos micro-empresários. Pode-se detectar que a falta de conhecimento mais amplo sobre a TI e os benefícios que ela proporciona, ainda são as causas da sua não utilização, ou ainda, de sua utilização de forma inadequada, pois embora muitos administradores a julguem importante, segundo estes, os possíveis altos custos relacionados a ela, representam o principal motivo de sua não implementação. Isto poderia ser solucionado à medida que estes empresários tivessem á disposição informações mais precisas sobre o uso e a disponibilidade da TI para as Micro e Pequenas Empresas, desta forma se deparariam com a existência de tecnologias à custos mais baixos, e em alguns casos, até gratuitos. No cenário atual de acirrada concorrência que exige por parte das empresas um crescente aumento de seu poder competitivo, a tecnologia da informação traz para as MPE’s melhor gerenciamento de seus negócios e conseqüentemente, a tomada de decisões mais coerentes com o mercado. Contudo, para que os benefícios da TI se tornem possíveis, é necessária que a mesma seja planejada e cuidadosamente integrada a toda organização, desde o mais alto, até o mais baixo nível hierárquico.

Palavras-chave: Micro e Pequenas Empresas; Tecnologia da Informação; Sistema de Informação.

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Meios de Comunicação utilizados para divulgação

30

Gráfico 2 - Dificuldades/ problemas relatados na gestão das empresas

31

pesquisadas Gráfico 3 - Motivos para não investir em TI

32

Gráfico 4 - Recursos de TI utilizados - software - pelas empresas pesquisadas

33

Gráfico 5 - Importância percebida pela empresa a respeito da informatização

34

da empresa Gráfico 6 - Os principais impactos causados pela utilização de TI nas empresas

35

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Fatores Gerenciais que Influenciam a mortalidade das Micro e

12

Pequenas Empresas Quadro 2 - Classificando o Software por Tipo e Esfera de Influência.

21

Quadro 3 - Modelos de Negócios na Internet

25

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Fluxo de Informação

15

Figura 2 - Estrutura típica de funcionamento de um sistema ERP

17

Figura 3 - Relacionamento com o Cliente

19

LISTA DE ANEXOS

Anexo 1 Modelo do Questionário aplicado

43

Anexo 2 Declaração e Termo de Autenticidade e de Autoria Própria

45

Anexo 3 Relação das Empresas Pesquisadas

47

LISTA DE SIGLAS

B2B - Business-to-Business B2C - Business-to-Consumer BNDES- Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social CRM - Customer Relationship Management EPP - Empresa de Pequeno Porte ERP - Enterprise Resource Planning JUCEMS – Junta Comercial do Estado de Mato Grosso do Sul ME - Micro Empresa MPE’s - Micro e Pequenas Empresas SI - Sistema da Informação SIC - Sistema de Informação Computadorizado SIG - Sistema de Informação Gerencial TI - Tecnologia da Informação

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

3

1.2

OBJETIVOS

5

1.2.1 Objetivo Geral

5

1.2.2 Objetivos Específicos

5

2

MATERIAIS E METODOS

6

2.1 COLETA E TABULAÇÃO DE DADOS

6

2.2 CARACTERIZAÇÃO DAS EMPRESAS PESQUISADAS

8

3

REFERENCIAL TEÓRICO

10

3.1

CARACTERÍSTICAS DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

10

3.1.1 Micro e Pequena Empresa: contexto quantitativo

10

3.1.2 Micro e Pequena Empresa: contexto qualitativo

12

 

3.2

CONCEITO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E TECNOLOGIA DA

INFORMAÇÃO (TI)

13

 

3.2.1

SISTEMA DE INFORMAÇÃO

14

3.2.1.1 Sistema de Informação Gerencial (SIG)

16

3.2.1.2 Sistemas de Gerenciamento de Informação: ERP, CRM

16

3.2.1.2.1 ERP – Enterprise Resource Planning

16

3.2.1.2.2 CRM – Customer Relationship Management (Gerenciamento de

Relacionamento com Clientes)

18

 

3.2.2

CONCEITO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

20

3.2.2.1 Hardware

20

3.2.2.2 Software

21

 

3.3

BENEFÍCIOS DO USO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PELAS MPE`s

23

3.3.1.1

E-commerce

24

 

3.3.1.2

E-learning

25

3.4

CAPACITAÇÃO DA EQUIPE DE TRABALHO

27

4.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

29

4.1

PERFIL DAS EMPRESAS

29

4.2

UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DE TI PELAS EMPRESAS PESQUISADAS

31

5.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

38

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

40

 

ANEXOS

43

3

1 INTRODUÇÃO

As micro e pequenas empresas no Brasil são responsáveis por uma boa parcela na geração de empregos e movimentação da economia do país. Em termos estatísticos, esse segmento empresarial representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB 1 ), gera 14 milhões de empregos, ou seja, 60% do emprego formal no país, e constitui 99% dos 6 milhões de estabelecimentos formais existentes, respondendo ainda por 99,8% das empresas que são criadas a cada ano, segundo dados do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), citado por Koteski (2004). Nota-se que a participação das Micro e Pequenas Empresas (MPE´s) na economia brasileira é muito relevante, ressaltadas pelas pesquisas realizadas pelo SEBRAE, em decorrência disso deve-se atentar para o futuro das MPE`s, estarão elas preparadas para enfrentar um cenário de economia muito dinâmico como nos tempos atuais. No Brasil surgem cerca de 460 mil empresas por ano, sendo a grande maioria de micro e pequenas empresas, lideradas pelo setor de serviços e comercio, que representam aproximadamente 80% das MPE`s. Essa profusão de empresas se deve a ocorrência de vários fatores como: o inicio de uma tendência mundial que começou nos anos 90 onde as grandes empresas passaram a terceirizar as áreas que não eram o foco principal de seus negócios e o fato de no Brasil o índice de desemprego ser muito alto, em torno de 14% de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2005), despertam o interesse das pessoas em ser donos do próprio negócio (INDRIUNAS, 2009). Coêlho (2001) destaca a importância da micro e pequena empresa citando que as mesmas contrabalanceiam as ineficiências e distorções da economia e que se caracterizam por ser uma das mais complexas e admiráveis instituições econômicas que a criatividade humana permitira e que elas estão em constante mudança, visto que as empresas de ontem não são iguais as de hoje e das que virão (COÊLHO, 2001, p. 35).

1 PIB – Produto Interno Bruto, representa a soma em valores monetários, de todos os bens e serviços produzido em uma determinada região, país, estado ou cidade em um intervalo de tempo - http://www.interativo.hypersite.com.br/pib.html.

4

Segundo Rezende (2008) o termo “Tecnologia da Informação serve para designar o conjunto de recursos tecnológicos e computacionais para a geração e uso da informação”. A Tecnologia da Informação (TI) pode ser composta pelos seguintes componentes: hardware, software, telecomunicações e Sistemas de Informação. Pode-se perceber por esta afirmação que o uso de TI no ambiente empresarial sugere uma especial atenção, pois as decisões tomadas em uma empresa geralmente são baseadas em informações seguras e confiáveis, daí a necessidade se ter uma estrutura mínima de Hardware, software e Sistemas de Informação (SI). E ainda conforme afirma Orlandini (2005) a respeito dos SI a sua principal vantagem “é a capacidade de processar um gigantesco numero de dados simultaneamente, tornando a disponibilização das informações demandadas, praticamente on-line.” Diante desta colocação destaca-se a significância que um SI apoiado por uma estrutura de TI bem implantada tem nos processos e rotinas das empresas, elevando o desempenho das atividades proporcionando consequentemente um ganho de produtividade. Apesar das “Micro e Pequenas Empresas estar aderindo em massa a TI”, conforme Gonzales (2008), são poucas as informações na cidade de Corumbá sobre o uso de tecnologia no gerenciamento de seus negócios, sendo que com poucos gastos em equipamentos e softwares as micro e pequenas empresas tendem a melhorar sua gestão, proporcionar um maior controle das atividades realizadas na empresa como: movimentação de estoque, caixa, arquivos e controles financeiros. Diante deste cenário, nota-se uma necessidade de se obter informações mediante uma pesquisa indicando a atual condição em que se encontra a estrutura de TI da Micro e Pequena Empresa localizada na cidade de Corumbá, visto que “os investimentos em tecnologia de informação, comunicação e em um SI cuidadosamente elaborados podem proporcionar uma melhora nos processos dentro de uma empresa” conforme destaca Orlandini (2005). Assim, o que se busca responder através deste trabalho é: qual o grau de informatização e uso de recursos tecnológicos das Micro e Pequenas Empresas do comercio e serviço da cidade de Corumbá?

5

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 Objetivo Geral

Apresentar estudo sobre o uso de Tecnologias da Informação em um grupo de Micro e Pequenas Empresas do comércio e serviços do município de Corumbá.

1.2.2 Objetivos Específicos

a) Identificar o perfil das Micro e Pequenas Empresas do comercio e serviço

da cidade de Corumbá que utilizam TI na condução de suas atividades;

b) Diagnosticar as necessidades de recursos de Tecnologias da Informação das MPE`s;

c) Apresentar alternativas de tecnologias que proporcionam melhorias na gestão das MPE`s.

6

2 MATERIAIS E METODOS

Com base no questionamento levantado, foi utilizado o método de pesquisa bibliográfica, haja vista que é necessário um conhecimento das áreas a serem exploradas através da pesquisa, como: Micro e Pequenas Empresas, Tecnologia da Informação, Sistema de Informação. De acordo com LAKATOS (1992, p. 43-44) a pesquisa bibliográfica “Trata-se de levantamento de toda bibliografia já publicada, em forma de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita”. Também foi realizada a pesquisa de campo, que junto com a bibliográfica permitiu um melhor levantamento da situação do grupo de Micro e Pequenas Empresas do setor de comércio e serviços da cidade de Corumbá. Pesquisa de campo é aquela utilizada com objetivo de, “conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles” (LAKATOS, 1991, p.186).

2.1 COLETA E TABULAÇÃO DE DADOS

As técnicas utilizadas para o levantamento das informações e coleta dos dados foram duas, com o intuito de obter um melhor conjunto de informações que subsidiou as análises do nível de informatização das MPE`s de Corumbá. A entrevista que é definida por LAKATOS (1991, p. 195) como sendo “um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversa de natureza profissional”. Também foi utilizada a técnica de questionário que é definida por Lakatos (1991) como sendo “um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por critérios e sem a presença do entrevistador” (LAKATOS, 1991, p. 201). Esses dados foram classificados em quantitativos que visam “focalizar em termos de grandeza ou quantidade do fator presente em uma situação” MARCONI (1990, p.126) e qualitativos que é “baseado na presença ou ausência de alguma qualidade ou característica, e também na classificação de tipos diferentes de dada propriedade” MARCONI (1990, p.126). O

7

questionário foi composto por perguntas fechadas, abertas, de múltipla escolha e perguntas de opinião, de acordo com Rea (2002):

Em sua maioria, as perguntas de um questionário tem opções ou categorias de resposta fechada. Essas perguntas fornecem uma lista fixa de alternativas de respostas e pedem que o entrevistado selecione uma ou mais como indicativa da melhor resposta possível (REA, 2002, p. 44)

As perguntas de opinião referem se a parte básica de uma pesquisa, já as abertas denominadas como aquelas que permitem ao informante responder livremente, usando linguagem própria, e emitir opiniões que possibilitaram uma investigação mais precisa e as perguntas de múltipla escolha que são aquelas com varias respostas possíveis e que possibilitam uma tabulação mais fácil e que aliada com as respostas abertas vão possibilitar maior numero de informações sobre o assunto. (MARCONI 1990, p. 91-93) Opta-se por esse tipo de perguntas, pois o conjunto de alternativas se torna uniforme facilitando a comparação entre os entrevistados pelo questionário possibilitando ainda uma agilidade na transferência das respostas para o computador, outra vantagem de se ter respostas fixas é que tendem a tornar a pergunta mais clara para o entrevistado (REA, 2002, p. 44). Sendo o universo definido por VERGARA (2007, p.50) como “conjunto de elementos (empresas, produtos, pessoas, por exemplo) que possuem características que serão objeto de estudo” determinado por área, sendo assim escolhida a área central da cidade. Escolha que se deve ao fato de esta região concentrar o maior numero de empresas, possibilitando uma maior agilidade na coleta dos dados. A amostra que é definida por LAKATOS (1991, p.163) como sendo “uma parcela convenientemente selecionada do universo (população); é um subconjunto do universo” a ser utilizada para coleta dos dados será não-probabilista que tem como característica apontada por MALHOTRA (2006, p.325) “é a técnica de amostragem que não utiliza seleção aleatória. Ao contrario confia no julgamento pessoal do pesquisador,” foi utilizada a técnica de amostragem por julgamento. A amostra foi composta de 20 (vinte) empresas do comercio e serviço da cidade de Corumbá. O tamanho reduzido da amostra se faz necessário pelo alto custo se fosse realizado um estudo com uma amostra maior.

8

O seguinte procedimento de amostragem foi realizado para escolher as empresas que foram pesquisadas. Foi utilizado um mapa da área central da cidade para determinação dos quarteirões a serem localizados e escolhidos, área essa que foi delimitada ao sul pela Rua Porto Carreiro, ao norte pela Avenida General Rondon, ao leste pela Rua Albuquerque e ao oeste pela Rua Edu Rocha. Foram excluídos dessa contagem os quarteirões correspondentes à: Praça de República, Praça da Independência; Terminal de Transbordo e Hospital de Caridade. A escolha dos quarteirões foi definida com base em critérios próprios que levou se em consideração a diversidade de empresas encontradas em cada quadra escolhida. A escolha das empresas pesquisadas partiu da possibilidade de se encontrar ou não nesses locais uma estrutura de recursos tecnológicos, possibilitando a comparação entre as empresas.

2.2 CARACTERIZAÇÃO DAS EMPRESAS PESQUISADAS

No Brasil, as Micro e Pequenas Empresas podem ser classificadas quanto ao seu porte de acordo com a receita bruta anual e receita operacional bruta anual (SEBRAE/BNDES) respectivamente. São caracterizadas também por ter um número reduzido de funcionários, não dispondo de elevados recursos financeiros, tendo o valor de seu capital e o faturamento anual reduzido DIESTE (1997). E na cidade de Corumbá, de acordo com o SEBRAE, não existe um levantamento a respeito do uso de Tecnologia da Informação por parte das PMEs. Pode-se ainda destacar outras características, que são a baixa intensidade de capital, as altas taxas de natalidade e de mortalidade, forte presença de proprietários, sócios e membros da família como mão-de-obra ocupada nos

negócios, poder decisório centralizado, estreito vínculo entre os proprietários e as empresas, não se distinguindo proprietário de gerente e quase sempre único funcionário, principalmente em termos contábeis e financeiros, pessoa física e jurídica, registros contábeis pouco adequados, contratação direta de mão-de-obra, utilização de mão-de-obra não qualificada ou pouco qualificada, baixo investimento em inovação tecnológica, maior dificuldade de acesso ao financiamento de capital

de giro[

Em Corumbá – MS é grande o numero de Micro e Pequenas Empresas, de acordo com dados da JUCEMS (Junta Comercial do Estado de Mato Grosso do Sul)

]

(IBGE, citado por SILVA 2003, p. 2)

9

o total de empresas registradas na cidade é de 3.329 (três mil trezentas e vinte e nove), sendo que desse total somente 207 estão enquadradas como EPP (empresa de pequeno porte e 2.071(duas mil e setenta e uma) são consideradas ME (Micro Empresas). Existem ainda 1.051 (um mil e cinqüenta e uma) empresas que não estão enquadradas, podendo estas serem de médio ou grande porte.

10

3 REFERENCIAL TEÓRICO

Diante do exposto sobre as MPE`s, este texto tem como foco central a procura por soluções em TI que possibilitarão uma satisfatória melhora nos processos gerenciais das MPE`s que atuam no comércio varejista da cidade de Corumbá. Atentando para o fato de que por serem Micro e Pequenas Empresas, muitas das vezes não dispõe de um orçamento especificamente destinado ao investimento em inovação tecnológica, sendo assim, o que será apresentado como alternativa faz parte de um conjunto de ferramentas e sugestões de métodos de administração dos Sistemas de Informação, através de softwares que possibilitam o tratamento das informações necessárias as tomadas de decisões dos seus administradores.

3.1 CARACTERÍSTICAS DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

As MPE`s se caracterizam por possuírem um baixo volume de capital, possuem um numero pequeno de funcionários e em sua maioria são administradas pelos próprios donos e por esse fato quase sempre são empregados os familiares nas demais funções dentro da empresa. Canterle (2003) destaca que “a história das micro e pequenas empresas tem sido marcada pela reação criativa a mudanças e à desvantagem, pela busca de formas de equilíbrio competitivo diante da supremacia dos recursos das grandes organizações.” Isso explica o fato das MPE`s geralmente possuírem um numero reduzido de funcionários, quase sempre são gerenciadas pelo proprietário, pois lhe é exigida essa adequação para enfrentar o mercado, adotando este recurso para reduzir custos com folha de pagamento.

3.1.1 Micro e Pequena Empresa: contexto quantitativo

As empresas no Brasil podem recebem diferentes critérios para diferenciar entre si quanto ao seu porte. Os órgãos que as classificam adotam critérios quantitativos e qualitativos, ou seja, em termos numéricos ou de qualidades estruturais. (DIESTE

11

1997 citado por Next-Generation 2 , 2006) descreve quantitativo e qualitativo como sendo:

Quantitativo é de ordem econômica e/ou contábil e determina o porte da empresa através de indicadores como: número de funcionários, valor de faturamento, valor de imobilizados, patrimônio líquido, lucro etc. Qualitativo é como sendo de ordem gerencial e social e apesar de ser mais complexo, apresenta uma visão mais real do porte da organização. Os indicadores neste caso são: dificuldade na obtenção financeira, participação e domínio do mercado em termos concorrências, produtos comercializados, nível tecnológico, organização e administração, entre outros.

Algumas definições a respeito do porte das empresas, levando em consideração o modelo quantitativo são defendidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e SEBRAE.

A classificação de porte de empresa adotada pelo BNDES e aplicável à

indústria, comércio e serviços, conforme a Carta Circular nº 64/02, de 14 de outubro de 2002, é a seguinte: microempresas receita operacional bruta

anual ou anualizada até R$ 1.200 mil (um milhão e duzentos mil reais); pequenas Empresas receita operacional bruta anual ou anualizada superior

a R$ 1.200 mil (um milhão e duzentos mil reais) e inferior ou igual a R$

10.500 mil (dez milhões e quinhentos mil reais); médias Empresas receita operacional bruta anual ou anualizada superior a R$ 10.500 mil (dez milhões e quinhentos mil reais) e inferior ou igual a R$ 60 milhões (sessenta milhões de reais); grandes Empresas receita operacional bruta anual ou anualizada superior a R$ 60 milhões (sessenta milhões de reais) (BNDES,

2002).

Já no estatuto das Micro e Pequenas Empresas, de 1999, o critério utilizado é o da receita bruta anual, cujo os valores foram atualizados pelo Decreto 5.028/2004 (BRASIL, 2004) e seguem os seguintes valores como referência: denomina-se microempresa aquela que possui receita bruta anual igual ou inferior à R$ 433.755,14 (quatrocentos e trinta e três mil, setecentos e cinquenta e cinco reais e quatorze centavos); as empresas de pequeno porte são as que possuem receita bruta anual superior à R$ 433.755,14 e igual ou inferior a R$ 2.133.222,00 ( um milhão, cento e trinta e três mil, duzentos e vinte e dois reais). Outra possibilidade de se definir o porte das empresas por métodos quantitativos levam em consideração o numero de funcionários que esta organização emprega,

2 Curso TI aplicada às Pequenas e Médias Empresas: uma abordagem pratica.NextGeneration. Disponível em: http://www.nextgenerationcenter.com/v3/web/curso.php?curso_id=94

12

segundo o (SEBRAE, 1999) as empresas estão assim enquadradas conforme quadro abaixo:

Tipo / Nº de Funcionários

Porte

Comércio

Serviço

Indústria

Micro Empresa

Até 9 (nove) pessoas

Até

ocupadas

dezenove

(19)

pessoas

Pequena Empresa

De 10 (dez) a 49(quarenta e

nove) pessoas ocupadas

De 20 (vinte) até 99 (noventa e

nove) pessoas ocupadas

Quadro 1 – Porte das MPE’s quanto a numero de funcionários. Fonte: Coelho (2001, p. 31)

3.1.2 Micro e Pequena Empresa: contexto qualitativo

A contextualização das MPE`s de forma qualitativa apresenta uma maior complexidade na sua definição por não adotar indicadores numéricos como critério de avaliação do seu porte. Essa dificuldade se dá pelo fato de que os critérios adotados são de ordem gerencial e social, porém apresenta um panorama mais próximo do real, como é afirmado por (DIESTE 1997 citado por Next-Generation 3 , 2006) sendo então:

Os indicadores neste caso são: dificuldade na obtenção financeira, participação e domínio do mercado em termos concorrências, produtos comercializados, nível tecnológico, organização e administração, entre outros.

Diante desta realidade pode-se perceber o quanto é complexo definir se uma empresa é micro ou pequena, deixando margem para adoção de critérios variados e com possibilidades de diversos entendimentos com relação aos mesmos. Para Morelli (1994, p. 14) as variáveis mais utilizadas para a conceituação do porte levando em consideração aspectos qualitativos são:

] [

de divisão do trabalho especializado; nível de especialização da mão-de-

obra; existência de relacionamento pessoal do administrador com empregados/ fornecedores; relações internas/ externas do tipo essencialmente pessoal; ausência de um sistema de informações para

acesso ao mercado de capitais e às inovações tecnológicas; existência

3 Curso TI aplicada às Pequenas e Médias Empresas: uma abordagem pratica.NextGeneration. Disponível em: http://www.nextgenerationcenter.com/v3/web/curso.php?curso_id=94

13

tomada de decisões; a forma e o grau de concorrência; os tipos de maquinas e ferramentas utilizadas; a caracterização da tecnologia adotada (tradicional ou moderna); nacional ou estrangeira; capital intensivo ou trabalho intensivo; a existência da participação direta do proprietário no processo de produção, comercialização e /ou prestação de serviço e, por fim, a falta de conhecimento/ utilização de modernas técnicas de administração.

As Micro e Pequenas Empresas podem ser diferenciadas também por

apresentarem um melhor desempenho nas atividades mais especificas, ou seja,

onde os trabalhos exigem uma mão-de-obra mais técnica e geralmente possuem um

melhor resultado em mercados menores ou muitas vezes em nichos de mercado e

por esse motivo conhecem muito bem o seu mercado de atuação, respondendo

muito bem as necessidades e mudanças que se apresentam. Gonçalves e

Koprowski (1995, p. 13) apresentam como definição dessas empresas os seguintes

traços:

É administrada ou pode ser dirigida por uma única pessoa. Nunca ocorre a

delegação de competências decisórias, ficando o empresário sob o peso da

gestão centralizada, onde tudo passa por sua avaliação. Portanto, não existe departamentalização e administração especializada,

profissionalizada; por isso mesmo, os que superam as dificuldades de gerir

o próprio negócio em ambientes tão diversificados e adversos o fazem com empenho acima da média.

Por esta afirmação de Gonçalves e Koprowski (1995) pode-se observar que o

fato das MPE`s não possuírem uma estrutura organizacional bem definida, com

departamentos e áreas especificas, são geralmente conduzidas por uma única

pessoa e que esta condição pode gerar uma dificuldade na sua administração,

porem não significa que estas sejam um problema que não possa ser superado.

3.2

INFORMAÇÃO (TI)

CONCEITO

DE

SISTEMAS

DE

INFORMAÇÃO

E

TECNOLOGIA

DA

Primeiramente destaca-se a importância da informação e sua qualidade para

o dia-a-dia da empresa, como observado por Foina (2009) “as empresas relacionam-

se entre si e com o mundo externo por meio de trocas de informações, insumos e

produtos em geral.” Então como definir informação?

14

Podemos agora definir formalmente informação como um dado (ou valor) associado a um conceito claro, não ambíguo e de conhecimento de todos os interessados, que seja acompanhado de uma referencia para efeito de comparação e possa trazer vantagens competitivas para a organização. Normalmente, a conceituação e as referencias não acompanham o dado correspondente, mas deve-se garantir que todos os interessados naquela informação tenham os mesmos conceitos e referencias sobre ela. Dados que não tenham utilidade, para uma pessoa ou para uma organização, não são informações e podem ser descartados (FOINA, 2009, p. 3)

Foina (2009) deixa claro que informação tem que possuir um conceito claro e que seja de conhecimento de todos os interessados e que o dado que não que não possuir utilidade podem ser eliminados, evitando assim um acumulo de dados desnecessários para formação de uma informação que possibilite entendimento por parte dos envolvidos com a utilização desta informação.

3.2.1 SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Pode-se considerar Sistema de Informação (SI) como sendo um modelo de tratamento de dados, onde seu objetivo seria armazenar, processar e gerar informações que possibilitem dar suporte a decisões dentro de uma organização. Para Stair (1998, p.11) um SI, “é uma série de componentes inter-relacionados que coletam (entradas), manipulam e armazenam (processo), (disseminam saída) os dados e informações e fornecem um mecanismo de feedback.” Outro entendimento é interpretado por Foina (2009, p. 9) como segue abaixo :

Entenderemos como Sistema da Informação (S.I) a integração de todos os recursos tecnológicos e organizacionais que manipulem (capturem, processem e distribuam) as informações em uma organização. Rigorosamente, devemos incluir, alem das tecnologias computacionais (computadores, programas e sistemas), os equipamentos de serviços de comunicação e voz (telefone, rádios etc.), imagem (fax), vídeo e em papel (memorando, cartas etc.) As tecnologias emergentes, oriundas da junção de várias outras (multimídias, videoconferência etc.), comprovam que a abrangência dos Sistemas de Informação é muito maior que a limitada pelos recursos de processamento de dados tradicionais.

Foina (2009) destaca que um SI é a integração de todos os recursos tecnológicos em prol da manipulação de informações em uma organização, sendo

15

então considerado um recurso de grande importância para que uma empresa possa

fazer uso e se beneficiar das vantagens de se ter um SI que atenda as necessidades

de informação que a Administração da empresa requer para tomadas de decisões.

Para melhor entendimento de como funciona um SI pode-se analisar a figura 1.

Pode-se identificar com esse simples modelo ilustrativo, como ocorre um fluxo

de informação dentro de uma organização. Precisamos primeiramente de dados/

informações iniciais que serão a entrada, podendo estas serrem adquiridas por

diferentes fontes como pesquisas e relatos de observações, etc. Logo em seguida

ocorre o processamento ou tratamento dos dados/informações, é onde a ferramenta

escolhida para processar e transformar essas informações em relatórios de fácil

interpretação para os interessados, podendo ser estes tanto integrantes da

organização ou terceiros envolvidos com a finalidade do processamento dessa

informação. O próximo processo é a saída que origina a difusão da informação

trabalhada e processada para que possa chegar aos intervenientes interessados no

resultado das informações trabalhadas pelo sistema, e em uma momento final

ocorre o feedback que tem papel fundamental para continuidade de um fluxo de

informações, possibilitando respostas contendo críticas quanto ao desempenho do

processo e possíveis melhorias que possam ocorrer.

Informação/

dados

Entrada Processamento dos dados/ informações
Entrada
Processamento
dos dados/
informações

Saída

Saída Difusão
Saída Difusão

Difusão

Processamento dos dados/ informações Saída Difusão Armazena- mento e recuperação Feedback Uso Receptor
Armazena- mento e recuperação Feedback
Armazena-
mento e
recuperação
Feedback
Uso Receptor Assimilação
Uso
Receptor
Assimilação

Figura 1 - Fluxo de Informação Fonte: O Autor

16

3.2.1.1 Sistema de Informação Gerencial (SIG)

Pode-se perceber a importância dos Sistemas de Informação para uma organização, pelo fato de que os sistemas podem tratar as informações e fluxo de informações necessárias para o funcionamento de uma empresa, Stair e Reynolds (2002) salienta que os Sistemas de Informação Gerencial dão velocidade aos processamentos das atividades empresarias e reduzem custos de escritório, um SIG abrange um conjunto organizado de pessoas, procedimentos, software, banco de dados e dispositivos (hardware) que contribuem para tomada de decisão. O principal foco de um SIG é a eficiência operacional, agilizando o marketing, produção, finanças, recursos humanos e outras áreas funcionais que se encontram ligados através de um banco de dados comum (STAIR e REYNOLDS, 2002, p. 18-19)

3.2.1.2 Sistemas de Gerenciamento de Informação: ERP, CRM

Como observado no sub-tópico anterior, um Sistema de Informação bem conduzido pode gerar benefícios a uma organização no que tange a administrar com eficiência os processos rotineiros que uma empresa possui. Neste sub-tópico apresenta-se as principais ferramentas utilizadas para de gerenciar informações de maneira mais organizada e de fácil entendimento para os interessados em utilizar as informações com objetivos estratégicos. Primeiramente é necessário entender o processo de sistemas integrados que na visão de Sordi (2003) é um sistema integrado tem como finalidade reunir em um só ambiente de base de dados único, e compartilhado entre as diversas aplicações os sistemas de informação anteriormente utilizados pela organização.

3.2.1.2.1 ERP – Enterprise Resource Planning

Com os avanços tecnológicos batendo a porta das empresas, essas passaram a adotar sistemas informatizados (softwares) para auxiliar nos trabalhos diários de cada setor, ou seja, geralmente cada área da empresa possuía seu sistema informatizado que atendia suas necessidades. Os problemas que podiam ocorrer com a utilização de vários sistemas em uma mesma organização e

17

separados por setores seriam a inconsistência das informações e muitas das vezes a redundância de informações e dados. Algumas características dos sistemas ERP do ponto de vista de Sordi (2003), melhoria da consistência e da integridade dos dados, atendimento dos diferentes segmentos industriais, atendimento de empresas de diferentes portes e nacionalidades e homogeneização da plataforma computacional. Um sistema ERP – Enterprise Resource Planning (Planejamento de Recursos Empresariais) tem a finalidade de resolver os problemas de informações duplicadas ou inconsistência das mesmas, pois como explica Zancul (1999), “solucionam esses problemas ao agregar, em um só sistema integrado, funcionalidades que suportam as atividades dos diversos processos de negócio das empresas.” A figura 2 demonstra a estrutura básica de um sistema ERP.

figura 2 demonstra a estrutura básic a de um sistema ERP. Figura 2 - Estrutura típica

Figura 2 - Estrutura típica de funcionamento de um sistema ERP Fonte: Davenport (1998), citado por Zancul (1999).

E de que forma esse sistema pode contribuir para a melhoria e agilidade dos processos dentro de uma organização? Isso é respondido da seguinte forma:

ERP automatiza as tarefas envolvendo a performance de um processo, tal qual a finalização de um pedido, o qual envolve pegar o pedido de um cliente, enviá-lo e cobrá-lo. Com o ERP, quando um representante recebe o pedido de um cliente, ele ou ela, tem todas as informações necessárias

18

para completá-lo. Todas as pessoas na empresa vêm o mesmo visor e têm acesso a um único banco de dados que guarda o novo pedido do cliente. Quando um departamento termina a sua parte em um pedido, este é enviado automaticamente para o próximo departamento via ERP. Para saber em que ponto está um pedido, em um determinado momento, é só checar no ERP. Com sorte, o processo se move como um raio dentro da organização, e os clientes recebem seus pedidos mais rapidamente que antes. O ERP consegue aplicar essa mesma mágica à maioria dos processos empresariais, tal qual manter os funcionários informados sobre seus benefícios ou sobre decisões financeiras em geral (NETTO, 2008, p.1)

Nota-se que os beneficio do uso de um sistema ERP por uma empresa são

muitos, e que portanto essa deve ser uma tendência a ser seguida pelas empresas

que pretendem se destacar no mercado em relação a seus concorrentes, pois o uso

deste sistema tendem a tornar a empresa mais ágil em seus processos internos e

externos.

3.2.1.2.2 CRM – Customer Relationship Management (Gerenciamento de Relacionamento com Clientes)

Diante de um mercado altamente competitivo, a luta por manter e ganhar

novos clientes pode ser uma das saídas para o sucesso de uma organização, no

entanto é necessário um modelo de gerenciamento que atenda as necessidades de

se manter e processar informações a respeito do cliente. Da mesma forma que

ocorre com o ERP, no inicio as empresas possuíam Softwares variados que

executavam essa tarefa numa mesma empresa e ocorriam os mesmos problemas

de conflito de informações. E para sanar esse problema surgiu a estratégia de CRM,

com um conceito bem simples “CRM é o processo de prever como se comporta o

cliente e determinar ações da empresa, visando influenciar comportamentos que

beneficiem da empresa.” (JENKINS, 1999 citado por SORDI, 2003 p. 53)

No entanto a abrangência do CRM pode ser maior do que se imagina, do

ponto de vista de Amboni (2005) que comenta que o CRM foi inspirado no Marketing

de Relacionamentos e que por sua vez tem a seguinte concepção:

]marketing [

obsolescência do marketing tradicional. Este novo marketing toma

de relacionamento veio para suprir uma deficiência ou

importância com a progressiva intensificação da concorrência, o

aprimoramento da tecnologia de banco de dados e a vontade de ampliar o

19

Pode-se perceber que como sugere o marketing de relacionamento o CRM também é baseado no atendimento das necessidades do cliente através do conhecimento do mesmo, de acordo com Sordi (2003) a empresa precisa de uma base sólida de conhecimento de seus clientes, e esta visão abrangente das interações do cliente com a empresa pode-se chamar de visão 360 graus do cliente (SORDI, 2003, p.53). E, portanto uma solução em sistema computacional que melhor atenderia essa demanda por conhecer o cliente e manter uma relação com os mesmos seria o CRM. Para que se possa ter um bom entendimento do funcionamento do CRM podemos analisar a seguinte Figura 3.

func ionamento do CRM podemos analisar a seguinte Figura 3. Venda Cliente Marketing Serviços CRM Figura
Venda Cliente Marketing Serviços CRM Figura 3 - Relacionamento com o Cliente Fonte: O Autor
Venda
Cliente
Marketing
Serviços
CRM
Figura 3 - Relacionamento com o Cliente
Fonte: O Autor

Pode-se concluir portanto, que a criação de um mecanismo que gere informações e que mantenha a empresa em constate interação com os clientes gere um diferencial potencialmente valido pra organização, visto que exigirá uma mudança de cultura organizacional, consequentemente isso possa trazer uma certa vantagem em relação as outras empresas . Porem, como podemos ver pelo entendimento de Sordi (2003) é necessário mudanças:

Entre os aspectos críticos da implementação de uma solução CRM, está a mudança cultural a ser realizada em toda a estrutura organizacional da empresa. O CRM tem como premissa a existência de uma organização

centrada no cliente (customer centric organization), em que o cliente é o elemento principal que dá sentido ao trabalho colaborativo entre as áreas da

Em tempos de economia recessiva, as empresas de

organização.[

sucesso devem investir mais e não menos em seus clientes. A diferença é que o foco deve ser alterado: de aquisição de novos clientes para retenção

dos atuais clientes (SORDI, 2003, p. 58-59).

]

20

3.2.2 CONCEITO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

O conceito de TI por se tratar de duas palavras que por si só possuem um amplo entendimento, juntas podem se desdobrar e ganhar vários conceitos que variam de acordo com o ponto de vista de cada indivíduo. Baudoin (2008, p. 1) entende TI como sendo “todas as “coisas” baseadas em computador e que nos permite registrar, comunicar e obter resultados a partir de uma informação.” Para ele

a TI é composta por: computadores (incluindo seus componentes, como por

exemplo discos e telas); softwares rodados em computadores; a rede pela qual os computadores “conversam” entre si; a segurança que (às vezes) previne que esses computadores sejam invadidos por vírus e que controla o acesso somente de pessoas autorizadas à informação pertencente a eles. Alecrim (2008) entende que TI seja “um conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação”, ou seja, tudo que se puder utilizar com o auxilio de um computador e seus periféricos, estará sendo englobado pela TI. Por ser a TI composta por software, hardware, Sistemas de informação Gerencial (SIG) e telecomunicações se faz necessário, portanto conhecer estes recursos e suas aplicações de maneira individualizada para que possamos chegar a um entendimento a respeito do conceito de TI.

3.2.2.1 Hardware

Pode-se entender hardware como sendo toda parte física de um computador,

Braga (2005) portanto vai além e defini como todo o equipamento, suas peças, isto

é, tudo o que "pode ser tocado", denomina-se hardware. Alguns equipamentos como

monitores, teclado e mouse são também chamados de periféricos. Outros exemplos de hardware: memórias, processadores, gabinetes, disco rígido, etc.

Outra visão a respeito de hardware que pode-se destacar é a abordada por Stair e Reynolds (2002):

Hardware inclui qualquer mecanismo (frequentemente usando circuito digital) que dá assistência às atividades de entrada, de processamento e de saída de um sistema de informação computadorizado (SIC). O hardware é o componente chave de um equipamento, o coração de um SIC. [ ]Os dispositivos de hardware funcionam conjuntamente para executar a entrada, o processamento, o armazenamento e a saída dos dados (STAIR e REYNOLDS, 2002, p. 88)

21

Compreende-se também por hardware a infra-estrutura de TI de uma empresa, para Stair e Reynolds (2002) a infra-estrutura de hardware consiste no subsistema especial do sistema de informação de uma empresa, é o conjunto integrado de dispositivos que são usados para dar entrada nos dados, processar, armazenar e gerar a saída das informações.

3.2.2.2 Software

Entende-se pela parte lógica de um SIC e que “não pode ser tocada”, ou seja, pode ser considerado como a parte intelectual de um sistema de informação computadorizado. Pela ótica de Stair e Reynold (2002, p. 98) “Software é o programa para computador que possibilita a operação do equipamento, [ ] controlam o funcionamento do hardware, ou seja, são sequência de instruções interpretáveis pela maquina.” Destacam-se dois tipos de software essenciais: software básico e software aplicativo. De acordo com Stair e Reynold (2002) software básico consiste em um conjunto de programas projetados para coordenar as atividades e funções do hardware e de outros programas e o software aplicativo consiste em programas que ajudam o usuário a executar tarefas especificas. No quadro 1, pode-se observar a classificação dos softwares quanto ao tipo e esfera de influência.

   

Trabalho

 

Software

Pessoal

De Grupo

Empresa

Software básico

Sistemas operacionais de computador pessoal e Workstation

Sistemas

Sistemas operacionais de computador de médio porte e de mainframes

operacionais de

rede

Software

Processadores de texto, planilhas eletrônicas, banco de dados e gráficos

Correio eletrônico, agendamento de grupo trabalho compartilhado

Razão, entrada de pedidos de pagamento e recursos humanos

aplicativo

Quadro 2 - Classificando o Software por Tipo e Esfera de Influência. Fonte: Stair e Reynold (2002)

Deve-se, no entanto, atentar para uma questão muito peculiar em relação a software no que diz respeito da propriedade intelectual e direitos de comercialização.

22

Taurion (2004) lembra que o atual modelo de mercado de software, chamado de software proprietário, é fechado, ou seja, não é possível ler e alterar o seu código fonte (escrito em linguagem de programação) somente a empresa que o construiu tem acesso a esse código, sendo assim se reserva no direito de proibir ou liberar o seu uso ou comercialização. Geralmente o s softwares proprietários são protegidos por licenças de uso (end user licence agreements) que geralmente restringe o uso de apenas uma copia, porem existem condições especificas nos casos de universidades e centros de pesquisas, onde é possível utilizar varias copias num acordo educacional, mas dês de que a finalidade seja única e exclusivamente para o ensino e a pesquisa (TAURION, 2004, p. 15). Quanto ao seu uso pode-se classificar o os softwares em softwares shareware, softwares freeware e os chamado Open Source. A seguir será listada as principais definições a respeito dos softwares pela ótica de Taurion (2004).

Software shareware – são geralmente distribuídos gratuitamente por um tempo determinado de uso definidos pelo proprietário, decorrido o tempo estipulado pelo fabricante o software perde algumas funções. A idéia é que o usuário possa avaliar o software e em seguida adquirir a licença por um tempo maior de uso, caso esta licença não seja adquirida o software perde algumas funcionalidades e/ou deixa de funcionar.

Software freeware – podem ser usados e distribuídos gratuitamente sem limitação de tempo e não impõe nenhuma obrigação de pagamento ao proprietário pelo seu uso. Algumas vezes é adotado como estratégia de marketing para ganhar um novo mercado, podem ser obtidos gratuitamente, porem não podem ser modificados pelo fato de seu código fonte estar fechado para alterações.

Open Source (código aberto) – também conhecido como software livre é diferente dos demais, pois alem de poderem ser distribuídos gratuitamente e por tempo indeterminado ainda é possível ler o seu código fonte, pois como próprio nome diz esse código é aberto e, portanto passível de ser alterado e redistribuído pelos usuários.

23

3.3 BENEFÍCIOS DO USO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PELAS MPE`s

Pode-se, portanto diante do abordado pelos tópicos anteriores que os ganhos que uma MPE`s pode conseguir ao adotar de maneira correta os recursos de TI são diversos. Primeiramente a micro empresa poderá ganhar em organização ao colocar as rotinas de trabalho em um sistema que atenda as áreas da organização de maneira eficiente, podendo então ser um simples software de automação comercial até um ERP que, poderá atender a empresa como um todo tornando a mais ágil em seus processos rotineiros. Com o CRM integrado ao ERP a empresa alcançaria, alem das melhorias internas de seus trabalhos, um melhor relacionamento com seus clientes, podendo então conhecer melhor os mesmo, visto que, de posse de todas as informações colhidas e armazenadas no CRM, o atendimento das necessidades dos clientes tendem a se tornar mais individualizado. Outras vantagens que as MPE`s podem obter ao adotar TI seriam segundo Beraldi e Filho (2000), pode proporcionar o enxugamento da empresa através da modernização do processo de arquivamento de papeis, fichas, pastas, folhetos, dentre outros documentos; eliminação das atividades burocráticas que podem ser feitas facilmente no computador; o aumento da agilidade, segurança, integridade e exatidão das informações levantadas; redução dos custos em todos os setores envolvidos; aperfeiçoamento da administração geral da empresa, do marketing, do planejamento e controle da produção, das demonstrações financeiras, das previsões orçamentárias, das análises de investimentos e de custos. Porém é bem provável que surja a pergunta: quanto custará tudo isso? Com um investimento pequeno pode-se conseguir implantar uma estrutura de TI em uma MPE`s. Para isso é preciso um levantamento do que realmente é necessário para a empresa no momento elaborando então um planejamento contendo todos os recursos que se pretende implantar.

3.3.1 Modelos de negócios na internet

Note-se que os benefícios proporcionados pela TI são muitos e que cada vez mais se faz necessário aderir aos seus recursos como forma de possibilitar uma

24

melhora no desempenho de suas atividades, alguns autores são até taxativos ao dizer por exemplo que a “TI esta para a empresa assim como o encanamento eletricidade estão para uma casa” (Baudoin, 2008, p. 1). Pode-se destacar o principal modelo de negócios favorecidos pelo uso da TI e que podem ser estudados como referência para empresas que queiram aderir á tecnologia como uma estratégia de novos negócios ou como uma forma de aumentar o seu mix de produtos e serviços.

3.3.1.1 E-commerce

E-commerce é termo técnico mais comumente utilizado para caracterizar o comercio eletrônico onde a letra e é a abreviatura de electronic (SORDI, 2003). Para Fagundes (2009) o e-commerce é o comercio eletrônico através da internet é o ramo de atividade econômica que mais cresce no mundo e podem ser classificados em duas áreas principais: Business-to-Business (B2B) e o Business-to-Consumer (B2C). O e-commerce vem se mostrando muito vantajoso como modelo de negócio, haja vista que, o seu desempenho vem crescendo com o passar dos anos como afirma Felipine (2009) o e-commerce já provou seu sucesso em países onde a internet se desenvolveu mais cedo como é o caso dos Estados Unidos, onde o faturamento das empresas de comercio eletrônico já ultrapassou mais de uma centena de bilhões de dólares, onde as vendas começaram a deslanchar em 1995. No Brasil esse processo começou 5 anos mais tarde e já em 2006 o montante faturado com o comercio eletrônico alcançou a marca de R$ 4,4 bilhões sem considerar as vendas de passagens aéreas, leilões e vendas de automóveis. Segundo dados do E-bit o faturamento com compras on-line no Brasil encerrou o ano de 2008 com um montante de R$ 8,2 bilhões onde 13 milhões de usuários finalizaram compras pela internet e espera-se para 2009 um aumento de mais R$ 10 milhões em compras pela internet (THIAGO, 2009) Outros modelos que variam do e-commerce podem ser observados como modelo de negócios como: Mercantil, Mercantil Direto, Shopping Virtual e Leilões on- line, como mostra o quadro 2 abaixo:

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Variante

Descrição

Exemplo

Mercantil

Empresas que vendem produtos ou serviços para outras empresas utilizando-se a Internet como canal de comercialização

www.quickpack.com.br

Mercantil

Modelo de negócio de empresas produtoras de mercadorias que se utilizam da web como canal direto de venda para o consumidor final, eliminando total ou parcialmente os intermediários.

www.caloi.com.br

directo

www.celta.com.br

Shopping

Site que reúne diversas lojas virtuais. Receita é obtida através de uma taxa mensal + comissão sobre as vendas realizadas ou pagamentos por anúncios.

www.sebraecenter.com.br

Virtual

www.shopfacil.com.br

Leilões on-line

Ambiente virtual que possibilita a oferta de mercadorias e a realização de lances até se chegar a melhor oferta disponível. A Receita é obtida através de taxas de cadastramento + comissão no caso de empresas (B2B) ou comissão sobre venda no caso de pessoas físicas (C2C). Possui variantes como o Leilão reverso, onde os vendedores é que fazem os lances, e o menor preço ofertado leva o pedido.

www.superbid.net

www.mercadolivre.com.br

Quadro 3 – Modelos de Negócios na Internet Fonte: Azougado (2009)

Para Persona (2009, p. 1) o maior volume de recursos transferidos através do

comercio eletrônico, pela sua importância e consequências encontra se no comercio

entre empresas o chamado B2B, mas que se torna quase invisível aos olhares de

pessoas externas ao mundo empresarial e que, no entanto tem uma relevância

muito grande pelo fato de que essas transações eletrônicas reduzem custos para as

organizações. “Hoje é inconcebível que uma empresa ainda dependa de meios

como cartas, fax ou telefone para o relacionamento com fornecedores constantes ou

mesmo eventuais. Tudo pode e deve ser feito via Internet.”

3.3.1.2 E-learning

Se for traduzir e-learnig ao pé da letra obtém se aprendizado eletrônico, no

entanto o seu significado se aproxima disso como afirma Sordi (2003) e-learning são

26

soluções para treinamento via internet e podem ser definidas como: entrega de instrução e treinamento em sua totalidade, ou em partes, utilizando meio eletrônico para promover comunicação e interação entre instrutor e treinando; convergência entre treinamento e internet; uso de tecnologia de redes de trabalho voltada para, projetar entregar, selecionar, administrar e estender facilidades de treinamento. (SORDI, 2003, p. 46) Entende-se então que o e-learning seja uma forma de promover aprendizagem e ensino através de meios eletrônicos com, por exemplo a internet. Felipine (2008, p. 1) define o e-learning como:

Tecnicamente, o e-learning é o ensino realizado através de meios eletrônicos. É basicamente um sistema hospedado no servidor da empresa que vai transmitir, através da Internet ou Intranet, informações e instruções aos alunos visando agregar conhecimento especifico. O sistema pode substituir total ou parcialmente, o que é mais comum, o instrutor, na condução do processo de ensino. No e-learning, as etapas de ensino são pré-programadas, divididas em módulos e são utilizados diversos recursos como o e-mail, textos e imagens digitalizadas, sala de bate-papo, links para fontes externas de informações, vídeos e teleconferências, entre outras. O treinamento com o e-learning pode ser montado pela própria empresa ou por qualquer dos fornecedores desse tipo de solução já existentes no mercado.

As vantagens trazidas com a adoção do e-learning podem ser muitas Felipini (2008) destaca algumas delas, como o treinamento de um novo produto que poderá ser feito apenas acessando a internet e de posse de uma senha outro exemplo seria a possibilidade de o aluno poder gerenciar seu tempo de acordo com parâmetros do curso, outra vantagem seria a facilidade de montar um curso para milhares de alunos, pois uma vez montado para um a facilidade e o custo para se reproduzir acaba se tornando insignificante. Nota-se portanto que o e-learning é mais uma ferramenta que vem a somar para a propagação das vantagens de se optar pelo uso de tecnologias nas organizações, pois, diante das explicações podemos por exemplo adotar este método para aplicar treinamento para os funcionários da empresa, o que talvez possa tornar mais vantajoso, pelo fato de que o funcionários não precisaria sacrificar um horário de trabalho para realizar esse treinamento. Podendo portanto ser concluído em qualquer lugar que se tenha acesso a um computador com conexão com a internet.

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3.4 CAPACITAÇÃO DA EQUIPE DE TRABALHO

Os frutos a serem colhidos pela implementação de tecnologia nos processos

de trabalho das MPE`s serão muitos pelo que foi exposto até o presente pelo texto,

porem toda essa informatização e automação dos processos de uma MPE poderá

não ser utilizada em sua capacidade máxima se a equipe que vai operar todos esses

recursos não estiver devidamente treinada e sendo atualizada.

As mudanças promovidas pela implantação de uma infra-estrutura de TI em

uma empresa provavelmente implicarão em uma reestruturação organizacional tanto

da área de informática quanto dos usuários que farão uso e desfrutarão desses

recursos. Foina (2009) ainda destaca que a necessidade de ser adotar um Plano de

Capacitação que deverá contemplar não somente a equipe que cuidará da estrutura

de TI, mas também os futuros usuários dessas novas tecnologias. Foina (2009, p.

85-86) sugere ainda um conjunto mínimo de ações que devem ser consideradas ao

informatizar as operações da organização:

reciclagem técnica das equipes de informática nas novas tecnologias(hardware, software básico, software aplicativo, operação, suporte);

plano de comunicação e para o envolvimento e comprometimento dos usuários e executivos com os planos táticos estabelecidos;

treinamento (em níveis operacional e conceitual) dos usuários nos sistemas implantados;

treinamento dos níveis gerenciais no uso dos novos recursos;

reciclagem da área de auditória, visando à auditagem dos novos procedimentos;

reuniões periódicas de avaliação e sugestões de melhorias nos sistemas implantados e em implantação.

Percebe-se que as considerações de Foina (2009) em sua plenitude

contemplariam somente grandes organizações, no entanto é possível que uma micro

ou pequena empresa adote em partes o mesmo planejamento para capacitar o

pessoal empregado nas suas atividades e de parceiros que poderão futuramente

também fazer uso de tecnologia nas suas transações.

Stair e Reynolds (2002) salienta que a preparação do usuário é o processo no

qual serão treinados os usuários que irão utilizar o novo sistema de forma a essa

utilização correta e eficiente. O treinamento dos usuários é de suma importância

para capacitação no uso dos sistemas implantados e este pode ser realizado tanto

28

pela equipe interna da organização quanto por uma empresa terceirizada. Pode ocorrer ainda que as próprias empresar fornecedora do software ou equipamentos apliquem o treinamento a custo zero ou com descontos razoáveis (STAIR e REYNOLDS, 2002, p. 425) Entende-se portanto que a capacitação e treinamento continuo dos usuários que estarão diretamente envolvidos com o uso das tecnologias, sistemas implantadas na empresa é de relevante importância, pelo fato de que de nada adiantaria colocar para funcionar um sistema muito moderno se a sua capacidade de operação não fosse explorada ao máximo pelos usuários. Deve-se observar também que a capacitação deve ser planejada de forma não interferir nas atividades do dia- a-dia da empresa.

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4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 PERFIL DAS EMPRESAS

Neste capitulo será analisado os dados coletados com as entrevistas realizadas junto as 20 MPE’s sorteadas que compuseram a amostra de empresas situadas na região da cidade de Corumbá. Esta pesquisa não tem a finalidade nem as condições necessárias para que se possa concluir que os resultados encontrados possam ser considerados para todas as empresas da cidade, visto que a amostra selecionada não atende as necessidades para tal afirmação. Os dados foram reunidos e tabulados resultando em gráficos que serão apresentados possibilitando uma análise superficial da realidade das empresas da cidade em relação ao seu nível de informatização/uso das tecnologias de informação para gestão dessas empresas em rotinas operacionais e gerenciais. Com base nos critérios adotados pelo SEBRAE que considera o numero de funcionários para caracterizar as empresas em Micro ou Pequenas verificou-se que 85% (n=17) das empresas entrevistadas são ME (Micro Empresas), pois dessas o numero de funcionários é abaixo de 10 (dez). Detectou-se que a maioria das empresas entrevistadas já estavam entrando na fase de maturidade, 35% (n=7) dessas empresas tinham até 4 anos de atividade e 25% (n=5) estavam com tempo de atividade superior a 5 anos, o que demonstra uma boa capacidade de administração dos negócios dessas empresas. Outras informações constatadas e que confirma uma das funções e características que as MPE’s possuem e desempenham no país e na região é quanto a capacidade de gerar emprego, 60% (n=12) dessas empresas empregam de 5 (cinco) a 10 (dez) funcionários e o fato de nenhuma das empresas entrevistadas terem fornecido informações a respeito do faturamento anual. Quanto ao tipo de empresa que foi encontrada na pesquisa revelou-se que 55% (n=11) dessas empresas atuam são comercio e 45% (n=9) são consideradas de serviços, sempre considerando a atividade principal da empresa, visto que algumas comercializam produtos e também prestam serviços de suporte e manutenção dos produtos comercializados.

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Das 20 empresas entrevistadas 85% (n=17) delas não elaboraram um Plano de Negócios formal com as projeções de vendas e faturamento, no entanto todos informaram que esse planejamento foi realizado “de cabeça” não foi passado para o papel.

A maioria das empresas entrevistadas 60% (n=12) foram concebidas com capital próprio sem a necessidade de financiamentos, empréstimos ou sociedade, porem 25% (n=5) delas foram abertas através de sociedade com amigos ou parentes. A respeito da comunicação da empresa com o público foi levantada a questão sobre quais os meios de comunicação utilizados para que possam alcançar os clientes, conforme gráfico abaixo:

que possam alcançar os clientes, conforme gráfico abaixo: Gráfico 1- Meios de Comunicação utilizados para

Gráfico 1- Meios de Comunicação utilizados para divulgação. Fonte: Pesquisa de campo.

Pode-se notar com os resultados obtidos que a forma com que essas empresas entrevistadas se comunicam com seus clientes e clientes potenciais se configuram de maneira bem abrangentes, mas pode-se notar que boa parcela das MPE’s já fazem uso da internet para chegar até os clientes. Porém, nenhuma das empresas entrevistadas utilizam site para interagir com seus clientes. Nenhuma das empresas entrevistadas possuíam sequer um perfil em alguma rede social (Orkut, twitter, Facebook, etc.), com a intenção de se relacionar com os clientes já obtidos ou cativar novos clientes. Parte do entendimento é que o perfil empresarial é tido como tradicional na gerência dos negócios.

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Foi levantado também a questão que se refere aos problemas e dificuldades encontrados para gestão da empresa em três aspectos: falta de capital de giro, pouca experiência na área e impostos e taxas, curiosamente nenhuma das empresas alegaram falta de experiência com o negócio em que atuam, como pode- se ver no gráfico 2:

o negócio em que atuam, como pode- se ver no gráfico 2: Gráfico 2 – Dificuldades/

Gráfico 2 – Dificuldades/ problemas relatados na gestão das empresas pesquisadas. Fonte: Pesquisa de campo.

Pode-se notar pelo gráfico 2, a maioria das empresas, 45% (n=9) delas ainda creditam aos impostos e taxas como sendo os maiores problemas para se administrar seus negócios. Foram detectados outros problemas que essas empresas consideram como sendo difíceis de se administrar, exemplo: os Recursos Humanos, fornecedores e clientes.

4.2 UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DE TI PELAS EMPRESAS PESQUISADAS

No que diz respeito a utilização dos recurso de Tecnologia da Informação os resultados foram bem interessantes e mostraram a consciência que os gestores e proprietários das empresas estão desenvolvendo a respeito da importância da informatização de suas empresas. Uma empresa que comercializa móveis, eletrodoméstico e eletro portáteis usados chamou a atenção por ser a única que não utilizava nenhum recurso de TI,

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todas suas vendas, controle de estoque, registros de fluxo de caixa, registros contábeis são feitos manualmente e lançados em livros. Além de a empresa não possuir nem sequer um telefone na loja para contato com clientes, fornecedores, foi informado que esta empresa também não utilizava nenhuma mídia para divulgação, propaganda de seus produtos. O mais intrigante é que esta empresa já está a 8 anos no mercado de móveis usados. Isso demonstra que os métodos utilizados pela empresa são eficientes e atendem as suas necessidades, neste caso a informatização da mesma só viria a somar para que esta se tornasse mais competitiva em relação as concorrentes. Isso possivelmente se deve ao fato da empresa ser familiar, e não possuir uma administração especializada, o fluxo de suas vendas é baixo, onde trabalham somente duas pessoas que dividem as tarefas de vendas e administração do negócio. No entanto esta empresa relatou que tem planos de informatizar seus processos administrativos com a instalação de um Micro-computador com impressoras e software que permitirá controlar o estoque, fluxo de caixa, gerar relatórios com mais facilidade e agilidade. Assim como a maioria das empresas, 45% (n=9), esta informou que pretende implantar o sistema em até 2 anos, e ainda 30% (n=6) pretende implantar ou complementar seus recursos tecnológicos em até 1 ano.

Foi detectado entre as empresas entrevistadas os principais motivos pelos quais elas não investem em TI, os principais fatores são: pouco capital para investimento, falta de conhecimento, custo elevado de softwares e equipamentos. Os resultados estão representados no gráfico 3 com a representação de cada motivo relacionado.

33

33 Gráfico 3 – Motivos para não investir em TI. Fonte: Pesquisa de campo. O fato

Gráfico 3 – Motivos para não investir em TI. Fonte: Pesquisa de campo.

O fato de as empresas terem relatado que possuem pouco capital para investimento em TI’s pode ser resultado da falta do conhecimento a respeito das possíveis alternativas que se encontram disponíveis no mercado que não necessariamente exigem um alto investimento e ainda que este pareça algo inatingível existem as muitas possibilidades de aquisições como por exemplo: linhas de créditos do BNDES, e outros bancos públicos que subsidiam micro e pequenas empresas de diversos ramos de atividades com taxas de juros diferenciadas para Micro e Pequenas Empresas. Das empresas que possuem algum recurso tecnológico auxiliando nos processos foi detectado que muitas já fazem um uso mais abrangente dos recursos, empregando melhor esses recursos para uma melhor administração das rotinas da empresa. Considerando os aplicativos e equipamentos mais utilizados pelas empresas, foram listados computadores, impressoras, fax, scanner, impressoras fiscais. O gráfico 4 mostra os recursos mais utilizados pelas empresas entrevistadas.

34

34 Gráfico 4 – Recursos de TI utilizados – softwares - pelas empresas pesquisadas. Fonte: Pesquisa

Gráfico 4 – Recursos de TI utilizados – softwares - pelas empresas pesquisadas. Fonte: Pesquisa de campo.

Os processadores de texto e planilhas eletrônicas ainda são as principais ferramentas utilizadas pelas empresas entrevistadas para condução das rotinas administrativas das empresas. A utilização de softwares específicos, sistemas comerciais e os ERP ainda representam uma fatia pequena dentro das possibilidades de utilização e implementação dos recursos de TI que essas empresas poderiam utilizar. Isso se deve aos preços elevados de implementação de tecnologias desse porte que se justifica pelos custos embarcados para utilização desses sistemas, tais como um servidor que tenha desempenho elevado e que suporte longos períodos de funcionamento, infra-estrutura de redes consistente sem gargalos e sem falhas. Suporte técnico especializado para atender as eminentes falhas e mudanças que possam surgir por fatores como ampliação dos negócios ou trocas de equipamentos. Foi identificado ainda a utilização de aparelhos de fax, correio eletrônico e telefonia móvel como ferramentas de grande importância para troca de documentos e comunicação com clientes, fornecedores e funcionários. A utilização do correio eletrônico (e-mail) possibilita a formalização de solicitações, pedidos e comunicados a funcionários a respeito de decisões internas e divulgação de promoções, descontos e vantagens oferecidas aos clientes. Quanto à importância da informatização de suas empresas, a consciência de que a utilização de TI nas suas rotinas administrativas trás uma melhora no diz

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respeito à tomada de decisões e maior controle dos processos gerenciais. O gráfico 5 abaixo demonstra tal visão a respeito da importância da TI para uma empresa.

visão a respeito da importância da TI para uma empresa. Gráfico 5 – Importância percebida pela

Gráfico 5 – Importância percebida pela empresa a respeito da informatização. Fonte: Pesquisa de campo.

Apesar de as pesquisas terem apontado que 30% (n=6) das empresas entrevistadas não investiam em TI por falta de conhecimento, isso não elimina a consciência percebida a respeito de sua importância os processos gerenciais e rotinas da empresa. Todas as empresas consideraram alguma importância que a TI exerce na rotina da empresa. A pesquisa nos mostrou quais seriam os principais impactos causados pelo uso das Tecnologias da Informação nas empresas. Os resultados estão representados pelo Gráfico 6, que nos mostra que as empresas percebem os benefícios da TI de diversas formas e que isso pode estar relacionado com o seu ramo de atividade, porte do negócio, e conhecimento a respeito dos benefícios e/ou vantagens que a informatização de sua empresa podem causar.

36

36 Gráfico 6 – Os principais impactos causados pela utilização de TI nas empresas. Fonte: Pesquisa

Gráfico 6 – Os principais impactos causados pela utilização de TI nas empresas. Fonte: Pesquisa de campo.

Das vinte empresas entrevistadas 30% (n=6) entendem que o uso de recursos tecnológicos promove uma melhora no atendimento ao cliente. Isso de deve ao fato de que a automação de caixas e pontos de vendas diminui o tempo de espera em filas, torna as transações financeiras mais ágeis e trás uma certa segurança nas transações. Outros 30% (n=6) estão divididos entre 10% (n=2) redução de estoque, 10% (n=2) redução de problemas operacionais e 10% (n=2) melhora de produtos e serviços. Percebe-se, que com os resultados, as empresas consideram a informatização dos processos como ferramenta de grande importância para os processos operacionais de suas atividades que no caso estão ligados diretamente com a gestão de seus estoques, com a qualidade dos produtos e serviços, neste caso a tecnologia possibilita prestar melhores serviços e produtos mais padronizados. O relato a respeito de como a Tecnologia da Informação poderia contribuir com a administração das empresas entrevistadas mostrou que elas estão atentas as necessidades de modernização de suas rotinas administrativas, e que os recursos que pretendem implantar podem contribuir para agilizar rotinas como movimento de caixa, registro de informações, geração de relatório, uma melhor capacidade de comunicação e atendimento ao cliente, entre outros. As Micro e Pequenas Empresas tendem a ganhar um aumento da competitividade e se consolidarem no mercado através, entre outras estratégias, da

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TI, pois a implantação de novas tecnologias além de representar um fator de sobrevivência no longo prazo, tendem a auxiliá-las na diferenciação perante a concorrência.

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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através dos resultados obtidos com as entrevistas realizadas às empresas selecionadas, pode-se constatar que embora uma parcela significativa das mesmas entenda a importância que a TI representa para os seus negócios, ainda há muito que avançar, visto que, a falta de conhecimento sobre os reais benefícios que a tecnologia da informação proporciona, bem como, sobre as disponibilidades de

investimentos mais acessíveis a estas tecnologias, representa de fato, uma barreira

à utilização adequada da TI, e em muitos casos, à sua não utilização. Embora os Sistemas Gerenciais em sua maioria apresentem custos elevados,

existem alternativas cujo custo para aquisição zero, oferecendo um leque de opções

e uma gama ainda maior de ferramentas gerenciais com múltiplas operações, o que

possibilitaria às Micro ou Pequenas Empresas um controle parcial, se não, total, de todas as suas atividades. A existência de suporte técnico gratuito, seja online ou por e-mail, é só mais um exemplo de que é possível para um pequeno empreendedor a utilização de um Sistema Gerencial que subsidie suas operações gerenciais, entre elas, a tomada de decisão. Ainda explanando sobre os softwares gratuitos, existem àqueles que possibilitam não apenas um eficiente e básico controle de estoques e clientes, como também, controles financeiros com geração de relatórios que contam com interfaces de vendas bem simplificadas de fácil operação, facilmente encontradas em sites que disponibilizam estes tipos de softwares. Constata-se, portanto, que para a utilização das Tecnologias da Informação nem sempre se faz necessário vultuosos investimentos em equipamentos, pois, a maioria destes, incluindo os supracitados, são considerados “leves”, ocupando pouco espaço em disco rígido (HD), utilizando poucos recursos de memória RAM e processador durante sua execução e operação. Logo, o micro empresário pode ainda através de aquisições de equipamentos (micro-computadores, impressoras e leitores de códigos de barras) entre outros, montar uma infra-estrutura mínima de TI a preços acessíveis, com linhas de créditos e facilidades de pagamentos que viabilizam o investimento nessas tecnologias. Diante da tamanha globalização em que vivemos onde as tecnologias se tornam a cada dia mais inovadoras e imprescindíveis, fica clara a relevância da TI

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não apenas para as grandes empresas consolidadas, como também para as MPE’s, que buscam tanto quanto às outras, à otimização de seus negócios. A mudança não é simples nem fácil, caso fosse, as pessoas naturalmente a procurariam, diante disto é de vital importância que ao implementar nas empresas um sistema de Informações Gerenciais, todos possam estar envolvidos e preparados para recebê-la. Considerando às limitações de pesquisa imposta a este trabalho, ciente de que o mesmo ainda tem muito a abranger, espera-se que este seja uma porta de entrada para que futuras pesquisas, mais detalhadas e precisas, possam ser realizadas no Município de Corumbá - MS considerando o âmbito que envolve a TI e sua relação custo benefício, para que as empresas possam ter seus pontos fortes potencializados e as deficiências minimizadas e/ou eliminadas convertendo-se em oportunidades aproveitáveis, atingindo-se assim os principais objetivos de toda e qualquer organização: Sobrevivência e Crescimento.

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43

ANEXOS

44

ANEXO 1 - Modelo do Questionário aplicado

45

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL CAMPUS DO PANTANAL DEPARTAMENTO DE

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL CAMPUS DO PANTANAL DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL CAMPUS DO PANTANAL DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

Entrevistador:

local:

data:

PERFIL DA EMPRESA

1. Caracterização da empresa.

Nome:

_

Endereço:

_

Fone:

E-

mail:

Tempo de atividade (

anos (

N° empregados: (

10

Faturamento anual:

Pessoa

entrevistada:

Cargo:

) menos de 1 ano (

) entre 1 e 2 anos (

) entre 5 e 10

) entre 3 e 4 anos (

) mais de 4 anos

(

) entre 2 e 5 (

) até dois

2. Qual o tipo da empresa?

(

)Comercio

(

)serviço

(

) Outro:

3. Qual a área de atividade da empresa? R:

) entre 2 e 3

(

) mais de

4. Houve planejamento formal (Plano de Negócio) na abertura da empresa?

( )Sim

(

)Não

5. Qual a fonte de capital inicial para abertura da empresa? R:

6. Quais são os meios utilizados para divulgação da empresa?

(

) Internet

(

) “Boca-a-boca”

(

) Panfletos

(

) Jornais

(

) TV

(

) Radio

46

7. Qual a principal dificuldade/problema encontrada na condução de sua empresa?

(

) falta de capital de giro

(

) pouca experiência na área

(

) impostos e taxas

(

) outros:

UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DE TI PELA EMPRESA

1. A empresa utiliza algum recurso de TI na condução de suas atividades?

( ) Sim (ir para questão 5)

(

) Não (ir para questão 2)

2. A empresa pretende implantar recursos tecnológicos para condução de suas atividades?

(

) Sim

(

) Não

3. Caso positivo, em quanto tempo?

( ) menos de 1 ano

(

) entre 1

a 2 anos (

) entre 2

a 3 anos

4. Qual principal motivo para empresa não investir em TI?

(

) pouco capital para investimento

(

) falta de conhecimento

(

) custo elevado de softwares e equipamentos

(

) Outro:

5. Qual o recurso de software utilizado pela empresa para auxilio da gestão de suas atividades?

(

) Processador de texto

(

) Planilha eletrônica

(

) Software específico

(

) Software de contabilidade

(

) Outro:

6. Quais os meios tecnológicos que a empresa utiliza para se comunicar com fornecedores, clientes e funcionários? R:

47

7. Qual a importância percebida pela empresa a respeito da informatização da empresa?

(

) Nenhuma

(

) Pouca importância

(

) Importante

(

) Muito importante

8. Na sua opinião, Quais os principais impactos causados pela utilização de TI nas empresas?

(

) aumento das vendas

(

) redução de pessoal

(

) redução de estoques

(

) melhora de produtos e serviços

(

) melhora atendimento ao cliente

(

) Qualidade da tomada de

decisão

( ) redução de problemas operacionais (

( ) outros:

) aumento dos lucros

9. Como o uso de Tecnologias da Informação poderia contribuir para uma melhor administração de sua empresa? R:

10.Liste os recursos tecnológicos que poderiam contribuir para melhor administração dos processos da sua empresa. R:

48

ANEXO 2 - Declaração e Termo de Autenticidade e de Autoria Própria

49

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL CAMPUS DO PANTANAL DEPARTAMENTO DE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL CAMPUS DO PANTANAL DEPARTAMENTO DE

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL CAMPUS DO PANTANAL DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL CAMPUS DO PANTANAL DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS
DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL CAMPUS DO PANTANAL DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS

DECLARAÇÃO E TERMO DE AUTENTICIDADE E DE AUTORIA PRÓPRIA

Eu, ALESSANDER SOUZA VICTOR DA SILVA, acadêmico do Curso de

Administração/DCS/CPAN/UFMS, regularmente matriculado na disciplina de Estágio

Obrigatório Profissional II, declaro, sob penas da lei e de infração criminal, sujeito a processo

judicial e administrativo, que o relatório final de pesquisa por mim apresentada(o), sob o

título:

ESTUDO DO USO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO EM UM GRUPO DE

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO COMÉRCIO E SERVIÇO EM CORUMBÁ

MS foi por mim elaborada (o) e integralmente redigida (o), não contento qualquer tipo de

cópia, colagem ou qualquer outro processo de inserção que configure o delito de plágio ou

autoria de terceiros.

Assim, firmo o presente termo, demonstrando minha plena consciência de seus

efeitos civis, penais e administrativos, caso se venha a configurar o crime de plágio ou

violação aos direitos autorais.

Por ser verdade, firmo a presente declaração e termo.

Corumbá-MS, 07 de DEZEMBRO de 2010.

Assinatura do Acadêmico CPF nº:004.221.081-03

R.G. nº: 1425863 Orgão Expedidor: SSP/MS

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ANEXO 3 - Relação das empresas pesquisadas

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RELAÇÃO DAS EMPRESAS PESQUISADAS

Empresa: Óptica Suprema Endereço: Rua Major Gama, 440

Empresa: Baterias Paranasul Endereço: Rua Dom Aquino Correia, 1656

Empresa: Consignado Móveis Endereço: Rua Dom Aquino Correia, 1486

Empresa: Via Sat Endereço: Rua Antonio Maria Coelho, 210

Empresa: Rupp Rupp Ltda – Lanchonete Center Coffe Endereço: Rua delamare,967

Empresa: Ferreira e Mello Ltda – Brega e Chique Endereço: Rua 13 de Junho, 970

Empresa: Banho de Cheiro Cosméticos Endereço: Rua Frei Mariano, 211

Empresa: RDC Imobiliária Endereço: Rua 13 de junho, 1429

Empresa: Plexus Soluções em Celulares Endereço: Rua 7 de setembro, 358

Empresa: Lava Jato Automania Conveniência e Estacionamento Endereço: Rua Dom Aquino Correia, 1390

Empresa: Refrigeração Frigimaq Endereço: Rua Firmo de Matos, 461

Empresa: Central Autopeças Endereço: Rua Dom Aquino Correia

Empresa: Jota Mecanica Endereço: Rua 1º de Abril, 744

Empresa: Casa das Piscinas Endereço: Rua América, 302

Empresa: CEV Lopes - Fri Carnes Endereço: Rua America, 312

Empresa: Sylts Malhas Endereço: Rua Cáceres, 537

Empresa: Boi na Brasa Espeteria

52

Endereço: Rua Afonso Pena,

Empresa: SID Extintores Endereço: Av Rio Branco, 200

Empresa: Adrenalina Lan House Endereço: Av Rio Branco, 132

Empresa: MC Segurança Endereço: Rua America, 111