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A PROPOSTA DA LOA NO ÂMBITO DAS CÂMARAS DE VEREADORES

RESUMO

ROHDEN, Sérgio 1 MATTOS ABREU, Marinei²

A proposta de uma LOA no âmbito das Câmaras de Vereadores está delimitada pela apuração de diversos percentuais tomando-se por base de cálculo a Receita Corrente Líquida auferida pelo município para os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal ou as Receitas Tributárias e Transferências Constitucionais para os limites estabelecidos da Constituição Federal de 1988, a previsão dos gastos devem estar dentro dos limites constitucionais e dentro dos limites determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A observação dos princípios gerais do orçamento públicos são impositivos dentre os quais cita-se os mais evidenciados pela doutrina, tais como: princípio da anualidade, do equilíbrio, da programação, da universalidade, da exclusividade, da anualidade, da clareza, da entidade, dentre outros. O uso de informações de anos anteriores é útil para projeção da Lei Orçamentária Anual seguinte; a observância de gastos com pessoal é um dos pontos mais importantes na elaboração de uma proposta orçamentária de qualquer Câmara de Vereadores. A análise imparcial da Lei em sua dimensão dogmática é muito importante para a elaboração correta da proposta de Lei Orçamentária Anual do Legislativo, ainda que as opiniões de autores consagrados possam nortear sua execução, o mais prudente é observar a literalidade da Lei, haja vista que esta peça orçamentária segue padrões técnicos contábeis e jurídicos, não podendo o orçamentista aplicar sua interpretação pessoal, mesmo que baseado nas opiniões de autores consagrados. A apuração dos percentuais estabelecidos na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Responsabilidade Fiscal deverá ser feita conjugando-se as comparações de seus limites respectivos, caso qualquer um deles ultrapasse o estabelecido, a respectiva proposta deverá ser readequada e corrigida até o limite legal, mesmo que um ou outro percentual fique abaixo do permitido, só é possível enquadrar uma proposta de Lei Orçamentária Legislativa como legal quando todos os limites estejam dentro dos parâmetros legais. (para ter 250 palavras deve ter no máximo 19 linhas, sem parágrafos)

Palavras-chave: Constituição Federal. Lei de Responsabilidade Fiscal. Limites de gastos com pessoal civil. Receita Corrente Líquida (RCL). Lei Orçamentária Anual (LOA).

1¹ Pós-graduando lato sensu em Contabilidade Pública e Responsabilidade Fiscal – Uninter/Facinter – Curitiba (EAD) Graduação em Ciências Contábeis – UNIVILLE – Joinville-SC ² Graduada em Ciências Contábeis e mestre em Contabilidade, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

1 INTRODUÇÃO

Para elaboração de uma proposta orçamentária de uma Câmara de Vereadores devem ser conjugadas várias alíquotas e parâmetros previstos em normas constitucionais e infraconstitucionais, o que se propõe então é tratar de forma aprofundada e sistematizada este tema, que é comentado de forma superficial nas obras especializadas da Contabilidade Pública. Os vários percentuais de limites estabelecidos na Constituição Federal e na Lei de Responsabilidade, em um primeiro momento, causam dúvidas e confusões, já que existem duas Leis regulamentando o mesmo assunto. Este artigo apresenta de forma metódica a análise dos limites legais, e distingue sua fonte legal e sua base de cálculo, reunindo todas as informações necessárias para elaboração de uma proposta orçamentária no âmbito do Poder Legislativo Municipal e propõe o uso eficiente do dinheiro público. Uma boa proposta de LOA deve se orientar pela exatidão das previsões de gastos os quais são a base para a estimativa dos duodécimos mensais repassados pela prefeitura à respectiva câmara, a devolução do saldo financeiro ao final do exercício deve refletir a exatidão dessas estimativas, para que não haja onerosidade desnecessária no fluxo de caixa da municipalidade. Para analisar os limites legais leva-se em conta, sobretudo, o que determina a Constituição Federal, Lei de Responsabilidade Fiscal, prejulgados e Ciclos de Estudos do TCE-SC, de pareceres de outros Tribunais de Conta.

2 OS LIMITES DE UMA PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA NO ÂMBITO DE CÂMARAS DE VEREADORES

Com o advento da Constituição Federal de 1988, as Câmaras de Vereadores passaram a ter autonomia funcional, administrativa e financeira, e por consequência os gestores do Poder Legislativo (no âmbito das Câmaras o Vereador Presidente e outros adstritos a este) e quaisquer pessoas que guardem administrem, gastem ou recebam recursos públicos, passaram a responder por seus atos solidariamente no que se refere à aplicação de recursos para custeio e para despesas de capital.

O orçamento aprovado na Lei Orçamentária Anual, no âmbito municipal serve aos dois Poderes, isto significa dizer que a Câmara Municipal como unidade gestora deve consolidar seu balanço ao balanço geral do Município, o qual é gerido pelo Poder Executivo, obedecendo ao princípio da unidade citado por Slomski (2010, p. 307) ¨a) da unidade – deve constituir-se em uma só peça. Indicando as receitas e os programas de trabalho a serem desenvolvidos pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Segundo Andrade (2013, p. 43)

Em seu conceito puro, orçamento é a função primordial da gestão pública de estimar as receitas e fixas as despesas. Momento em que se define legalmente pelas dotações orçamentárias, a formalização de utilização dos recursos disponíveis nas instituições públicas.

2.1 METODOLOGIA

Para realização deste artigo foram efetuadas pesquisas na Constituição Federal de 1988 e a Lei de Responsabilidade Fiscal, utilizando-se de abordagens e conceitos proferidos pelos mais renomados autores da Contabilidade Pública. Utilizou-se da comparação dogmática jurídica para elaboração e sistematização dos tópicos explanados, sempre traçando um paralelo com as obras citadas na bibliografia consultada.

2.2 O LIMITE MÁXIMO DE REPASSE FINANCEIRO QUE AS CÂMARAS DE VEREADORES PODEM EXIGIR DO EXECUTIVO

Cuidou o Legislador Federal em frear a avidez do Poder Legislativo Municipal, determinando faixas de limites de gastos globais, segundo a população do município. Na elaboração da CF/88 não havia este dispositivo, mas ele foi introduzido pela emenda n° 25, de 14 de fevereiro de 2000. Transcreve-se abaixo o respectivo dispositivo legal:

Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os seguintes percentuais, relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no §

5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no exercício anterior:

I

-

7% (sete por cento) para Municípios com população de até

100.000

(cem mil) habitantes;

 

II -

6% (seis por cento) para Municípios com população entre

100.000

(cem mil) e 300.000 (trezentos mil) habitantes;

III - 5% (cinco por cento) para Municípios com população entre

300.001

(trezentos mil e um) e 500.000 (quinhentos mil) habitantes;

 

IV -

4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento) para

Municípios com população entre 500.001 (quinhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habitantes; V - 4% (quatro por cento) para Municípios com população entre 3.000.001 (três milhões e um) e 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; VI - 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população acima de 8.000.001 (oito milhões e um) habitantes. § 1º A Câmara de Vereador não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. § 2º Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal:

I - efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo;

II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou

III -

enviá-lo a menor em

relação à

proporção fixada na Lei

Orçamentária. § 3º Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara de Vereadores o desrespeito ao § 1º deste artigo.

QUANTIDADE DEHABITANTES

PERCENTUAL S/ A RECEITA BASE

 

Até 100.000

7,0%

100.001

a 300.000

6,0%

300.001

a 500.000

5,0%

500.001 a 3.000.000

4,5%

3.000.001 a 8.000.000

4,0%

Acima de 8.000.000

3,5%

Quadro 2 – Limite máximo de repasse.

Ao analisar os números constantes nos incisos do artigo acima, em uma crítica menos apurada, pode-se incorrer no falso juízo de que num município com mais de 8.000.001 (oito milhões e um de habitantes) o repasse seria bem menor para fazer frente aos gastos de uma Câmara de Vereadores, mas os números não dizem tudo, haja vista que a base de cálculo é tomada pelo somatório das Receitas previstas no § 5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159 da CF/88, efetivamente realizado no exercício anterior, ou seja, tome-se por base a Receita Tributária Ampliada de um município como São Paulo-SP e o repasse à sua respectiva Câmara de Vereadores que em 2012 foi de R$ 422.053.653,00 (empenhos acumulados no período + saldo a empenhar), um valor expressivo comparado às Câmaras de Vereadores de municípios pequenos com menos de 100.000 habitantes. Por outro lado, não se

pode esquecer que em municípios com baixa população a arrecadação própria é ínfima, o que faz com que estes sejam muito dependentes dos repasses do FPM e outras transferências constitucionais, de maneira que as despesas com a respectiva Câmara de Vereadores pode impactar de forma negativa as execuções das políticas públicas que dependam da administração direta do erário municipal. Nota-se também que este cálculo toma por base o que foi efetivamente arrecadado no exercício anterior, só que a proposta da LOA do ano seguinte é enviada ao Executivo 2 dentro do ano em curso, ou seja a proposta da LOA de 2014 é feita tomando-se por base as receitas efetivamente arrecadas de 2012, sendo assim o mais prudente a ser feito é tomar por base os 12 (doze) meses anteriores da data de enviou ao Executivo da respectiva proposta de LOA.

2.2.1 A Base De Cálculo do Repasse à Câmara dos Vereadores – A Receita Tributária Ampliada Do Município

Referidos percentuais incidem não apenas sobre os tributos arrecadados pelo próprio Município; também oneram os impostos transferidos pela União e Estado. Daí que a base de apuração se chama receita tributária ampliada:

RECEITA TRIBUTÁRIA PRÓPRIA (IPTU, ISS, ITBI, IRRF, TAXAS E (+) 100% das transferências federais (FPM, ITR, IPI/Exportação, IOF/ouro) (+) 100% das transferências estaduais (ICMS, IPVA) (+) 100% da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE (=) Base sobre a qual se apura o limite da despesa legislativa 3

o somatório das receitas efetivamente realizadas no exercício anterior

Receitas tributárias

Impostos: IPTU, ITBI, ISSQN, IRRF;

Taxas;

Contribuição de Melhoria;

Receita da Dívida Ativa Tributária;

Juros e multas da receita tributária;

Juros e multas da receita da dívida ativa tributária;

Receitas de transferências

Transferências da União: FPM, ITR, IOF s/ ouro, ICMS desoneração das

exportações, CIDE; e

2 No âmbito federal a LOA – anual deve ser encaminha até 30/08 e enviada para sanção até 15/12 . BERNARDONI, Doralice Lopes: 2010, pág. 117. 3 Somatório da receita tributária e das transferências previstas no § 5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no exercício anterior.

Transferências do Estado: ICMS, IPVA, IPI exportação.

Quadro 3 - Somatório para aplicação do percentual máximo (art. 29-A da CF/88) variável segundo o número de habitantes.

2.2.2 O Limite Mínimo de Repasse às Câmaras de Vereadores

O limite mínimo de repasse estabelecido para as Câmaras Municipais advém de sua própria proposta orçamentária aprovada na LOA municipal, isto quer dizer que o Executivo ficará vinculado a esta Lei, e deverá repassar os valores respectivos, apurando-se a média mensal, ou seja, o valor total dos repasses dividido por doze, o que proporciona ao Legislativo estabelecer um cronograma de desembolso financeiro e estabelecer um fluxo de caixa dentro de uma realidade próxima da efetiva arrecadação mensal (Andrade, 2013, pág. 234). Constitui crime se o Prefeito não repassar ou repassar a menor os valores constantes na LOA aprovada 4 .

2.3 DAS DESPESAS COM FOLHA DE PAGAMENTO E SUBSÍDIOS DOS VEREADORES ESTABELECIDAS PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL EM VIGOR

Para se entender este limite convém analisar novamente o art. 29-A em especial seus parágrafos 1° e 2°:

Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os seguintes percentuais, relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no § 5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no exercício anterior:

...

§ 1º A Câmara de Vereadores não gastará mais de setenta por cento (grifo nosso) de sua receita com folha de pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. § 2º Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal:

I - efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo; II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou III - enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária. § 3º Constitui crime de responsabilidade do Presidente das Câmaras de Vereadores o desrespeito ao § 1º deste artigo.

Observa-se que os gastos com folha de pagamento e subsídios não podem ultrapassar 70% de sua receita, entretanto deve-se incluir neste percentual todos os

4 CF/88, art. 29-A, § 2º, III.

gastos com INSS patronal, FGTS se houver, e não só as remunerações e valores dos subsídios. Andrade (2013, p. 235) aponta que este percentual de 70% deve ser observando, mesmo que o Poder Legislativo tenha outros limites que devem ser controlados internamente. Quando se fala em receita o Legislador Federal quis dizer somente os repasses financeiros estabelecidos na LOA, não se incluindo as receitas com aplicações financeiras, as quais deverão ser devolvidas ao Executivo até o final do exercício em que forem auferidas.

2.4

O

LIMITE

DE GASTOS COM PESSOAL ESTABELECIDO PELA LEI DE

RESPONSABILIDADE FISCAL

A presente análise remete-se ao que dispõem o art. 169 da CF/88 e os arts. 18 a 20 da Lei Complementar n° 101/2000, comumente conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal.

O art. 18 da LRF classifica como despesa total com pessoal tudo aquilo que se vincula ao pagamento de pessoal pelo ente público, também o pagamento de aposentadorias, pensões e valores de contrato de terceirização de mão de obra, classificados como Outras Despesas de Pessoal. Observe-se a redação do dispositivo, in verbis:

Art. 18. Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como despesa total com pessoal: o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios, proventos da aposentadoria, reformas e pensões, inclusive adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência. § 1° Os valores dos contratos de terceirização de mão-de-obra que se referem à substituição de servidores e empregados públicos serão contabilizados como "Outras Despesas de Pessoal".

Todas essas despesas estão inseridas na base de cálculo do art. 19 da Lei de Responsabilidade Fiscal, norma que estabelece o limite máximo de gastos do ente público com o seu pessoal.

Art. 19. Para os fins do disposto no caput do art. 169 da Constituição, a despesa total com pessoal, em cada período de apuração e em

cada ente da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente líquida, a seguir discriminados:

I - União: 50% (cinqüenta por cento);

  • II - Estados: 60% (sessenta por cento);

    • III - Municípios: 60% (sessenta por cento).

§ 1° Na verificação do atendimento dos limites definidos neste artigo,

não serão computadas as despesas:

I - de indenização por demissão de servidores ou empregados;

  • II - relativas a incentivos à demissão voluntária;

    • III - derivadas da aplicação do disposto no inciso II do § 6° do art. 57

da Constituição; IV - decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao da apuração a que se refere o § 2° do art. 18; V - com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Roraima, custeadas com recursos transferidos pela União na forma

dos incisos XIII e XIV do art. 21 da Constituição e do art. 31 da Emenda Constitucional n° 19;

  • VI - com inativos, ainda que por intermédio de fundo específico,

custeadas por recursos provenientes:

  • a) da arrecadação de contribuições dos segurados;

  • b) da compensação financeira de que trata o § 9° do art. 201 da

Constituição;

  • c) das demais receitas diretamente arrecadadas por fundo vinculado

a tal finalidade, inclusive o produto da alienação de bens, direitos e

ativos, bem como seu superávit financeiro.

Nos municípios, esse valor não poderá exceder 60% de sua Receita Corrente

Líquida, entendida esta, nos termos do art. 2°, inciso IV, alínea c da Lei Complementar n° 101/00, como o somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas também correntes, deduzida, nos municípios, a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema de previdência e assistência social e as receitas provenientes da compensação financeira citada no § 9° do art. 201 da Constituição. Por sua vez, o art. 20 da Lei Complementar n° 101/00 estabelece que a repartição dos limites globais do art. 19 não poderá exceder os percentuais de:

III — na esfera municipal:

a) 6% (seis por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Município, quando houver;

  • b) 54% (cinquenta e quatro por cento) para o Executivo.

Há que se notar que existem dois limites com gastos de pessoal, o previsto no art. 29-A da CF/88 e o previsto no art. 20 da LRF, estes percentuais máximos de

gastos devem ser conjugados; se um dos limites legais for ultrapassado a elaboração dos valores da proposta da LOA devem ser diminuídos.

2.4.1 Fórmula de Apuração da Despesa De Pessoal 5

 

DESPESA

LIQUIDADA

DESPESA COM PESSOAL

NOS 12

ÚLTIMOS

MESES (R$)

DESPESA BRUTA COM PESSOAL (I)

Pessoal Ativo (remuneração + encargos sociais e contribuições patronais recolhidas à Previdência (INSS ou RPPS)

Pessoal Inativo e Pensionistas

Outras Desp. de Pessoal decorrentes de Contr. Terceirização (art.18, §1º, LRF)

DESPESAS NÃO COMPUTADAS (art. 19, § 1º, LRF) (II)

Indenização por Demissão e Incentivos à Demissão Voluntária

Decorrentes de Decisão Judicial

Despesas de Exercícios Anteriores Inativos e Pensionistas com Recursos Vinculados

DESPESA LÍQUIDA COM PESSOAL (III) = (I) – (II)

Quadro4: Fórmula de apuração de despesa com pessoal.

2.4.2 Base de Cálculo Para Apuração de Despesa com Pessoal: Receita Corrente Líquida ou Receita Tributária Ampliada?

Segundo Paludo (2013, cap. 17) os percentuais constitucionais incidem sobre o somatório da receita tributária e das transferências previstas no § 5° do art. 153 e nos arts. 158 e 159 (Receita Tributária Ampliada), efetivamente arrecadadas no exercício anterior – enquanto que os percentuais da LRF incidem sobre a RCL, como se pode ver no quadro comparativo a seguir:

PODER

Percentuais da CF/88

Não Inclui Inativos

5 Tabela retirada do Manual de Orientação aos Prefeitos do Tribunal de Contas de São Paulo.

LEGISLATIVO

 

Incide sobre o somatório das Receitas Tributárias + Transferências

MUNICIPAL

Inclui Inativo

Percentuais da LRF

Incide sobre a Receita Corrente Líquida

Quadro 5: Base de cálculo dos percentuais.

2.5 DO LIMITE DE GASTOS COM REMUNERAÇÃO DOS VEREADORES

O Limite de gastos com a remuneração dos vereadores não deve ultrapassar o montante de 5% (cinco por cento) da receita do município (receitas tributárias próprias, de contribuições mais transferências constitucionais). Esse limite é determinado pelo art. 29, VII da CRFB/88:

Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara de Vereadores, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:

... VII - o total de despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o montante de cinco por cento da receita do município;

Mesmo que a lei autorize o aumento de vagas para vereadores, se o valor dos subsídios aumentar acima de 5% da receita do município deverá o legislador municipal diminuir os subsídios ou não poderá aumentar o número de vereadores.

2.6 DA DEVOLUÇÃO DO SALDO FINANCEIRO APURADO ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE CADA ANO E DAS RECEITAS COM APLICAÇÃO FINANCEIRA

Para entender melhor o assunto, necessário analisar os aspectos administrativos do Governo Municipal, o qual é exercido pelo Poder Executivo, e pelo Poder Legislativo, o Poder Judiciário que atua nos municípios é mantido pelo Estado-Membro. Pelo princípio da unidade e universalidade consagrados na Carta Magna em seu art. 165, entende-se que a lei orçamentária anual conterá o orçamento fiscal

referente aos Poderes do ente político, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, até mesmo fundações instituídas e mantidas pelo poder público, isto não quer dizer que para cada unidade gestora ou unidade orçamentária possa existir um orçamento, o que há na prática são vários orçamentos consolidados em um só que se concretiza na Lei Orçamentária Anual, o que não pode existir são orçamentos paralelos. A Câmara Municipal de Vereadores como unidade orçamentária ou unidade gestora do orçamento, recebe repasses concedidos pelo Tesouro Municipal, não recebe transferências intragovernamentais como mal interpretado por alguns, caso assim fosse haveria duplicidade de despesas e de receita quando utilizado as classificações "3.2.1.0 e 4.3.1.0 – Transferências Intragovernamentais", Os repasses recebidos pelas Câmaras são para pagar suas despesas de custeio e de capital, neste aspecto o Poder Legislativo mantém sua independência perante o Poder Executivo, todavia o orçamento é municipal e deve ser consolidado e apurado até 31 de dezembro de cada ano para levantar os demonstrativos anuais.

Para corroborar temos os argumentos expostos pelo Conselheiro Eduardo Carone Costa (extraído da revista TCMG Edição Nº 03 de 2001 - Ano XIX) o qual cita as lições do Dr. Nelson Cunha, segundo a qual:

[

...

]o

patrimônio

deve ser visto

e analisado

sob

o

ângulo da sua

unicidade em razão de sua vinculação à entidade governamental, no caso o Município, a quem realmente se dá a personalidade jurídica. Este patrimônio é constituído de valores monetários, valores tangíveis (móveis, imóveis e outros), direitos e obrigações, não importando a que Poder esteja servindo, mas que se encontre no âmbito do controle interno, portanto da responsabilidade do Executivo ou do Legislativo (in Relações Financeiras Câmara – Prefeitura. 4ª ed., RJ :

IBAM/CDM, 1991, p. 54).

Neste sentido temos o préjulgado do TCE-SC

2028

Em observância aos princípios constitucionais da unidade e da universalidade do orçamento - art. 165 da Constituição Federal, cabe ao Poder Executivo repassar recursos financeiros (duodécimo) ao Poder Legislativo Municipal, contabilizados segundo o Plano de Contas Único instituído pela Secretaria do Tesouro Nacional-STN, de adoção obrigatória com vistas à consolidação das contas nacionais, sob a forma de transferências financeiras, de natureza extraorçamentária, competindo ao Legislativo proceder à devolução ao Tesouro Municipal até o final do exercício, mediante registro

contábil de transferência financeira concedida, dos valores monetários não utilizados, apurados em caixa no encerramento do exercício, bem como inventariar os bens e outros valores que se encontrem em sua posse.

Para melhor entender a unicidade orçamentária há que se ter em mente o princípio contábil da entidade o qual esclarece que o patrimônio da entidade não se confunde com os de seus proprietários. No âmbito público o patrimônio público não se confunde nem com o da sociedade (cidadãos) nem muito menos com o patrimônio dos governantes. Neste sentido temos o comentário de Araújo e Arruda (2009, p. 20) ¨Esse princípio contábil aplica-se à contabilidade pública, pois menciona que o patrimônio de uma entidade não se confunde como o patrimônio de uma outra, ou seja, cada uma possui personalidade jurídica própria¨

Quanto aos rendimentos de aplicação financeira observa-se as orientações explanadas no XIII - Ciclo de Estudos de TCE-SC p. 128, retro transcrito:

A Câmara Municipal deve registrar mensalmente em seu ativo e passivo financeiro os rendimentos decorrentes de aplicações financeiras, conforme Prejulgado n° 1231 (SANTA CATARINA, 2011b), e posteriormente repassará este recurso ao Executivo Municipal, conforme lançamentos que seguem.

2.6.1 Registro Contábil da Devolução de Duodécimos

Na

devolução

lançamentos:

de

duodécimos

deverão

se

efetuados

os

seguintes

Na Câmara:

  • D – 5.1.2.1.2.00.00 – Transferências Financeira Concedida - Repasse concedido

  • C – 1.1.1.1.2.00.00 – Bancos

Na Prefeitura:

  • D – 1.1.1.1.2.00.00 – Bancos

  • C – 6.1.2.1.2.00.00 – Transferência Financeira Recebida - Repasses Recebidos 6

Como o lançamento acima movimenta contas do sistema financeiro, gerando, neste caso, uma despesa extraorçamentária na Câmara e uma receita extraorçamentária na Prefeitura, estes fatos deverão figurar no Balanço Financeiro

6 Conforme as disposições contidas na Portaria n° 751/2009 da CTN, Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público.

pois neste demonstrativo deverão constar todas as movimentações financeiras (orçamentárias e extraorçamentárias) ocorridas no exercício).

Neste mesmo sentido temos as orientações do TCE-SC no XIII – Ciclo de Estudos ano 2011, pág. 122, conforme figura abaixo.

Fig. 1

pois neste demonstrativo deverão constar todas as movimentações financeiras (orçamentárias e extraorçamentárias) ocorridas no exercício). Neste

3 PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS PARA ELABORAÇÃO, ESTIMATIVA E ENVIO AO EXECUTIVO DA PROPOSTA DE LOA DE CÂMARA DE VEREADORES

O responsável, normalmente nas câmaras é o contador público, deverá fazer um levantamento das tendências de gastos dos últimos anos, podendo buscar estas informações em relatórios de elementos de despesas. Salutar é ter os valores a nível de subelementos para uma maior exatidão das estimativas de gastos para o próximo ano. Tendo estas estimativas de gastos, o responsável oficiará ao Poder Executivo que mande o Demonstrativo das Receitas Tributárias e das Transferências recebidas dos últimos 12 meses imediatamente a este ofício. Tendo por base estes valores o responsável adequará sua proposta dentro dos limites legais estabelecidos pela CF/88 e pela LRF.

Realizado a proposta e dentro dos limites legais, é prudente demonstrar os percentuais de limites observados. Feito estes procedimentos, oficiará novamente ao Poder Executivo para que o mesmo consolide a proposta na Lei Orçamentária Anual a ser aprovada. Observa-se que a formalidade não poderá ser dispensada, todos os atos e comunicações deverão ser por escrito, oficiados e protocolizados, desta maneira se evita logros políticos que o responsável pela elaboração da proposta não pode se dar ao luxo de tornar-se vítima, pois é deste que se espera imparcialidade, visão técnica, contábil, jurídica e bom senso.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A ênfase dada às despesas com pessoal neste artigo foi proposital, haja vista, os inúmeros percentuais estabelecidos, os quadros resumos apresentados objetivam esclarecer a dicotomia algébrica que há nas determinações de limites e suas respectivas bases de cálculo. A estimativa de outros gastos de custeio e de capital, de apuração menos complexa, também são relevantes na apuração dos repasses totais. Para elaboração da proposta da LOA de uma Câmara Municipal de Vereadores, deve-se atentar para exatidão das estimativas, partindo-se das estimativas de gastos por subelementos, subindo para os elementos, até o nível de projeto/atividade. A exatidão das estimativas desonera o fluxo de caixa da municipalidade, isto quer dizer que uma proposta da LOA baseada em estimativas superestimadas, para intencionalmente ter ao final sobras a serem devolvidas, não se constitui em economia de recursos mas, artimanhas políticas para manipular a opinião dos eleitores desinformados. Por outro lado, a que se atentar para o fato de que uma vez subestimada a proposta da LOA haverá impedimento para futuras contratações que acarretará sobrecarga de trabalho aos servidores ativos haja vista o limite de 70% de gastos com pessoal estabelecido pelo art. 29-A da CF/88.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 23 nov. 2013.

Lei Complementar n. 131, de 27 de maio de 2009. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp131.htm>. Acesso em: 28.9.2010.

_______.

Lei Complementar n° 101, de 04 de maio de 2000. Estabelece normas

_______. de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras

providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/ Lcp101.htm>. Acesso em: 23.11.2013.

Lei

4.320,

de

17

de

março

de

1964.

Disponível

_______. <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4320.htm>. Acesso em: 23.11.2013.

em:

ANDRADE, Nilton de Aquino. Contabilidade Pública na Gestão Municipal. – 5. Ed. – São Paulo: Atlas, 2013. ARAÚJO, Inaldo da Paixão Santos. ARRUDA, Daniel Gomes. Contabilidade pública: da teoria à prática. – 2. Ed. Rev. e Atual. – São Paulo: Saraiva, 2009.

BERNARDONI, Doralice Lopes. CRUZ, June Alisson Westarb. Planejamento e orçamento na administração pública. – 2. Ed. Rev. Atual. e Ampl. – Curitiba:

Ibpex, 2010.

PALUDO, Agostinho. Orçamento Público, AFO e LRF. – 4. Ed. – São Paulo:

Editora Elsavier, 2013.

SLOMSKI, Valmor. Manual de Contabilidade Pública. Um enfoque na contabilidade municipal, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. – 2. Ed. – São Paula: Atlas, 2010.

SANTA CATARINA. Tribunal de Contas. Ciclo de estudos de controle público da administração municipal (13.). – Florianópolis: Tribunal de Contas, 2011.

_______.

Tribunal de Contas do Estado. Prejulgados. Disponível em:

<http://www.tce.sc.gov.br/web/servicos/decisoes>. Acesso em: 23.11.2013.

Tribunal de Contas. Consulta. Processo no CON-09/00559500. Relator:

______. Herneus De Nadal. Florianópolis, 19 de novembro de 2009. Disponível em:

<http://www.tce.sc.gov.br/web/menu/decisoes>. Acesso em: 24.11.2013.

ANEXOS 7

7

Obs.: A apresentação destes anexos está respaldada na Lei Complementar 131/2009 – a Lei da Transparência, portanto estas informações são de caráter público, podendo ser apresentadas sem censura de

Modelo de Ofício ao Executivo requerendo a Receita Corrente Líquida e A Receita

Tributária Ampliada ( § 5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159 da CF/88)

Ofício nº

/20XX

_______

Sr. Prefeito do Município de Schoreder

Schroeder,

...

de ........

de

20XX.

Tem a presente o fim especial de obter informações contábeis da Prefeitura

Municipal de Schoreder referente ao somatório da receita tributária e das

transferências previstas

meses:

no §

do

153 e

nos arts.

158 e 159 da CF/88,

dos

  • - jan/2011 à dez/2011, e

  • - jan/2012 à 04/2012.

e também da RCL (Receita Corrente Líquida) dos meses:

  • - jan/2011 à dez/2011, e

  • - jan/2012 à 04/2012.

Atenciosamente,

-------------------------------------------------------------.

Nome e Assinatura do Vereador Presidente

------------------------------------------------------------.

Nome e Assinatura – Diretor Geral

qualquer espécie.

RREO - ANEXO 3 (LRF. Art. 53, inciso I)

Município de SCHROEDER - SC RELATÓRIO RESUMIDO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA DEMONSTRATIVO DA RECEITA CORRENTE LÍQUIDA ORÇAMENTOS FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL JULHO/2012 A JUNHO/2013

EVOLUÇÃO DA RECEITA REALIZADA NOS ÚLTIMOS 12 MESES

ESPECIFICAÇÃO

jul/12

ago/12

set/12

out/12

nov/12

dez/12

jan/13

RECEITAS CORRENTES (I)

2.438.788,72

2.505.743,27

2.427.896,46

2.462.649,09

2.607.857,21

3.400.054,43

2.650.933,78

RECEITA TRIBUTÁRIA

255.444,10

239.196,95

198.817,64

191.839,98

221.686,54

309.411,90

227.478,50

IPTU

38.546,25

34.480,57

6.983,67

8.419,74

5.500,93

11.024,92

69.745,76

IRRF

30.428,08

29.732,39

3.304,35

30.945,52

42.286,60

34.198,79

0,00

ISS

73.522,16

71.474,22

100.294,61

92.971,68

89.450,04

114.665,40

54.553,23

ITBI

48.111,09

49.810,47

44.342,08

11.454,06

36.440,54

27.077,41

8.629,45

Outras Receitas tributárias

64.836,52

53.699,30

43.892,93

48.048,98

48.008,43

122.445,38

94.550,06

RECEITAS DE CONTRIBUIÇ

48.824,76

51.245,61

58.774,28

48.570,83

51.177,29

110.887,97

2.376,99

RECEITA PATRIMONIAL

29.838,15

27.586,10

22.022,73

22.296,26

16.626,12

25.373,19

6.056,95

RECEITA AGROPECUÁRIA

4.188,88

3.912,61

6.463,98

7.641,53

6.981,61

6.855,23

184,68

RECEITA INDUSTRIAL

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

RECEITA DE SERVIÇOS

143.358,85

147.092,83

129.600,47

155.164,47

153.356,15

167.526,53

139.962,75

TRANSFERÊNCIAS CORRENTES

1.898.993,03

1.954.596,97

1.969.215,11

1.983.714,79

2.126.634,33

2.724.414,80

2.238.350,91

Cota-Parte do F.P.M.

530.087,53

584.940,47

511.814,33

543.313,99

734.378,11

1.193.817,15

765.342,92

Cota-Parte do I.C.M.S.

595.085,73

592.546,67

683.277,13

644.346,58

693.173,36

700.737,34

722.139,94

Cota Parte do I.P.V.A.

115.312,43

134.166,05

105.083,55

109.219,59

77.986,53

45.625,66

49.043,09

Cota -Parte do ITR.

0,00

25,67

1.125,55

5.028,13

534,91

81,83

10,15

Outras Transf Correntes

301.425,30

275.178,11

255.967,46

289.673,46

205.876,76

392.779,73

234.415,12

Transf. Da LC 61/1989

9.769,34

10.798,20

10.920,26

10.554,57

10.685,23

12.269,31

12.930,86

Transf. Da LC 87/1996

3.288,53

0,00

0,00

6.577,06

3.288,53

3.288,53

0,00

Transf. Do FUNDEB

344.024,17

356.941,80

401.026,83

375.001,41

400.710,90

375.815,25

454.468,83

OUTRAS RECEITAS CORRENTES

58.140,95

82.112,20

43.002,25

53.421,23

31.395,17

55.584,81

36.523,00

DEDUÇÕES (II)

250.708,51

264.495,16

262.443,98

263.762,20

304.009,15

318.415,10

309.893,22

Deduções da Receita para formação do FUNDEB

250.708,51

264.495,16

262.443,98

263.762,20

304.009,15

318.415,10

309.893,22

RECEITA CORRENTE LÍQUIDA (III) = (I-II)

2.188.080,21

2.241.248,11

2.165.452,48

2.198.886,89

2.303.848,06

3.081.639,33

2.341.040,56

FONTE:

fev/13

mar/13

abr/13

mai/13

jun/13

total

3.445.920,25

3.278.148,64

2.946.943,91

2.875.097,42

2.838.776,26

33.878.809,44

730.401,91

920.299,13

360.452,49

266.356,24

207.358,28

4.128.743,66

164.858,06

625.395,56

51.642,26

36.543,15

30.484,39

1.083.625,26

31.102,39

33.521,93

31.254,76

33.255,83

38.952,56

338.983,20

54.928,76

73.334,45

70.064,78

95.578,45

57.856,08

948.693,86

72.894,33

46.383,23

46.583,40

41.692,96

35.986,05

469.405,07

406.618,37

141.663,96

160.907,29

59.285,85

44.079,20

1.288.036,27

60.500,35

69.109,70

60.897,95

944,30

34.128,44

597.438,47

9.810,76

10.344,30

12.356,21

10.076,80

27.940,37

220.327,94

1.900,07

2.957,28

3.105,70

7.372,30

7.914,26

59.478,13

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

149.231,46

174.156,33

155.946,32

153.174,12

159.489,59

1.828.059,87

2.459.335,89

2.016.944,15

2.278.676,82

2.405.762,79

2.374.073,09

26.430.712,68

1.029.687,06

593.023,27

636.300,60

914.277,48

762.774,91

8.799.757,82

648.983,26

616.897,35

739.055,23

704.399,47

711.253,70

8.051.895,76

73.615,37

92.911,65

103.261,52

104.320,91

111.813,67

1.122.360,02

197,08

0,00

94,56

6,70

4.084,96

11.189,54

255.422,35

316.825,74

325.187,97

210.206,07

295.659,19

3.358.617,26

9.928,70

8.764,92

8.036,93

8.389,56

2.417,66

115.465,54

0,00

0,00

13.599,41

0,00

3.399,85

33.441,91

441.502,07

388.521,22

453.140,60

464.162,60

482.669,15

4.937.984,83

34.739,81

84.337,75

75.508,42

31.410,87

27.872,23

614.048,69

 

0,00

352.482,11

262.319,29

300.057,01

347.797,81

317.629,59

3.554.013,13

352.482,11

262.319,29

300.057,01

347.797,81

317.629,59

3.554.013,13

 

0,00

3.093.438,14

3.015.829,35

2.646.886,90

2.527.299,61

2.521.146,67

30.324.796,31

 

CÂMARA DE VEREADORES DE SCHROEDER

 
 
 

PROPOSTA DE ORÇAMENTO PARA 2014

 
 

PROPOSTA

01.

LEGISLATIVO

2014

01.01.

PROCESSO

LEGISLATIVO

 

01.01.001

AÇÃO LEGISLATIVA

 

4.4.90.51.00.00

CONSTRUÇÃO DA

SEDE PRÓPRIA

 

18,7%

350.700,87

4.4.90.61.00.00

AQUISIÇÃO

IMÓVEL

 

3.1.90.13.00.00

VENCIMENTOS E

VANTAGEM FIXAS

 

46,6%

875.437,97

58,3%

1.096.895,66

 

Vereadores Subs.

 

514.560,80

6.075,06

1

Presidente (1)

6.682,57

12

80.190,79

4.050,07

8

Vereadores(8)

35.640,62

12

427.687,39

 

1

Ver.Extr/AuxD.

4.455,08

1,5

6.682,62

2.420,00

Diretor - Salário

 

2.662,00

13,3333

35.493,24

1.875,50

Chefe de Gabinete

 

2.063,05

13,3333

27.507,26

1.573,00

Ass.Parlam.

 

1.730,30

13,3333

23.070,61

1.336,08

Aux-Administrat.

 

1.469,69

13,3333

19.595,79

1.043,52

Zeladora

 

1.147,87

13,3333

15.304,92

2.700,00

Aux. Alimentação

 

2.700,00

11

29.700,00

5.194,16

Contador

 

5.713,58

13,33333

76.180,99

3.224,65

Controlador

 

3.547,12

13,33333

47.294,85

2.700,00

Jornalista

 

2.970,00

13,33333

39.599,99

3.224,65

Ass. Jurídico

 

3.547,12

13,3333

47.294,75

 

Aredondamento

 

27.550,72

(165,25)

3.1.90.13.00.00

OBRIGAÇÕES

PATRONAIS

 

11,8%

221.457,69

 

Vereadores -22%

 

9.433,61

12

113.203,38

 

Servidores - 22%

 

6.619,11

12

79.429,33

 

FGTS

2.406,95

12

28.883,39

 

Arredondamento

 

(58,41)

  • 3.3.90.14.00.00 DIARIAS CIVIL

 

38.500,00

2,0%

38.500,00

  • 3.3.90.30.00.00 MATERIAL DE

CONSUMO

 

1,2%

22.000,00

 

Materiais Diversos

 

2.083,33

12

24.999,96

  • 3.3.90.36.00.00 OUTROS

SERVIÇOS

TERCEIROS PES FIS

 

2,0%

38.375,47

 

Arredondamento

 

(7,00)

 

Adto de Viagem

 

136,25

12

1.635,00

 

Outros

650,00

12

7.800,00

2.192,99

Aluguel

2.412,29

12

28.947,47

 

PROPOSTA DE

ORÇAMENTO PARA 2014

 

Continuação página 2

 
 
  • 3.3.90.39.00.00 OUTROS

SERVIÇOS TERCEIROS PES JUR

 

6,6%

123.528,00

 

Arredondamento

 

80,00

 

Luz

660,00

12

7.920,00

 

Fone

506,00

12

6.072,00

 

Beta

750,00

12

9.000,00

 

Assinat.Jornal

 

200,00

12

2.400,00

 

AVEVI

550,00

12

6.600,00

 

Outros

200,00

12

2.400,00

 

Assist.Técnica

 

500,00

12

6.000,00

 

Cursos/Treinamen

 

1.200,00

12

14.400,00

 

Passagem

770,00

12

9.240,00

 

Telefone Celular

 

1.300,00

12

15.600,00

 

Publicações

2.200,00

12

26.400,00

 
 

Radio/Jornal

400,00

12

4.800,00

 

Gedoc

365,00

12

4.380,00

 

Consertos/Mnt

 

250,00

12

3.000,00

 

Seguro Automovel

 

1.312,00

1

1.312,00

 

Internet

200,00

12

2.400,00

 

Taxa Agua

50,00

12

600,00

 

Correio

77,00

12

924,00

  • 3.3.90.92.00.00 DESPESAS DE

EXERCICIOS ANTERIORES

 

3,2%

60.000,00

 

Custeio

500,00

  • 4.4.90.52.00.00 EQUIPAMENTOS E MAT. PERM.

 

8,0%

150.000,00

 

Equip.Móveis e Ute

 

12.500,00

12

150.000,00

 

Duodécimo

TOTAL DO ORÇAMENTO PARA 2014

 

156.666,67

12

100%

1.880.000,00

156.666,67

VALOR ORÇAMENTO ATUAL DE 2013

 

1.365.000,00

113.750,00

Percentual de Aumento 2014/2013

37,73%

RESUMO

DESPESAS DE CAPITAL

500.700,87

26,63%

DESPESAS CORRENTES

1.379.299,13

73,37%

TOTAL

1.880.000,00

-

100,00%

RECEITA POSSÍVEL PARA ORÇ.

30.324.796,31

2.122.735,74

Análise dos Limites Legais

Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os

Análise dos Limites Legais Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os

subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá

ultrapassar os seguintes percentuais, relativos ao somatório da receita

tributária e das transferências previstas no § 5° do art. 153 e nos arts. 158 e

159, efetivamente realizado no exercício anterior: (Incluído pela Emenda

Constitucional nº 25, de 2000)

População de até 100 mil habt

..............

...

 

7%

Análise dos Limites Legais Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os

SOMATÓRIO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS E TRANSFERÊNCIAS

01/01/2012 Á 31/12/2012

RECEITA TRIBUTÁRIA

3.804.397,73

TRANSFERÊNCIAS CORRENTES

 

25.319.183,22

SOMATÓRIO

29.123.580,95

SUBSÍDIOS VEREADORES

=

%

1,77%

514.560,80

VENCIMENTO

=

%

1,24%

361.042,42

OBRIGAÇÕES PATRONAIS

=

%

0,76%

221.457,69

DIARIAS CIVIL

0,13%

38.500,00

MATERIAL DE CONSUMO

0,08%

22.000,00

OUTROS SERV 3 PF

0,13%

38.375,47

OUTROS SERV 3 PJ

0,42%

123.528,00

DESP EXERC ANTER

0,21%

60.000,00

EQUIP MATL PERMN

0,52%

150.000,00

CONSTRUÇÃO DA SEDE PRÓPRIA

 

1,20%

350.700,87

SOMATÓRIO

6,46%

1.880.165,25

 

SOMATÓRIO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS E TRANSFERÊNCIAS

 

01/07/2012 Á 30/06/2013

RECEITA TRIBUTÁRIA

4.128.743,66

TRANSFERÊNCIAS CORRENTES

 

26.430.712,68

SOMATÓRIO

30.559.456,34

SUBSÍDIOS VEREADORES

=

%

1,68%

514.560,80

VENCIMENTO

=

%

1,18%

361.042,42

OBRIGAÇÕES PATRONAIS

=

%

0,72%

221.457,69

DIARIAS CIVIL

=

%

0,13%

38.500,00

MATERIAL DE CONSUMO

=

%

0,07%

22.000,00

OUTROS SERV 3 PF

=

%

0,13%

38.375,47

OUTROS SERV 3 PJ

=

%

0,40%

123.528,00

DESP EXERC ANTER

=

%

0,20%

60.000,00

EQUIP MATL PERMN

=

%

0,49%

150.000,00

CONSTRUÇÃO DA SEDE PRÓPRIA

1,15%

350.700,87

SOMATÓRIO

6,15%

1.880.165,25

 

CONCLUSÃO:

PODE-SE OBSERVAR QUE, TANTO TOMANDO-SE POR BASE DE CÁLCULO

O PERÍODO DE 2012, QUANDO O PERÍODO DE 07/2012 A 06/2013 O ÍNDICE

SATIFAZ AS DETERMINAÇÕES LEGAIS.

RECEITA TRIBUTÁRIA 4.128.743,66 TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 26.430.712,68 SOMATÓRIO 30.559.456,34 SUBSÍDIOS VEREADORES = % 1,68% 514.560,80 VENCIMENTO =

Deve-se considerar ainda que o total da remuneração dos vereadores não pode ultrapassar

o montante de 5% da receita do Município (art 29. VII da CRFB/88)

Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o

interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara

Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta

Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:

...

VII - o total de despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar

o montante de cinco por cento da receita do município;

SOMATÓRIO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS E TRANSFERÊNCIAS

01/01/2012 Á 31/12/2012 RECEITA TRIBUTÁRIA 3.804.397,73 TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 25.319.183,22 SOMATÓRIO 29.123.580,95 SUBSÍDIOS VEREADORES = % 1,77%

01/01/2012 Á 31/12/2012

RECEITA TRIBUTÁRIA

3.804.397,73

TRANSFERÊNCIAS CORRENTES

 

25.319.183,22

SOMATÓRIO

29.123.580,95

SUBSÍDIOS VEREADORES

=

%

1,77%

514.560,80

OBRIGAÇÕES PATRONAIS

=

%

0,39%

113.203,38

SOMATÓRIO
SOMATÓRIO

2,16%

627.764,18

2,16% 627.764,18
2,16% 627.764,18
SOMATÓRIO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS E TRANSFERÊNCIAS
SOMATÓRIO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS E TRANSFERÊNCIAS

SOMATÓRIO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS E TRANSFERÊNCIAS

01/07/2012 Á 30/06/2013

RECEITA TRIBUTÁRIA

4.128.743,66

TRANSFERÊNCIAS CORRENTES

 

26.430.712,68

SOMATÓRIO

30.559.456,34

SUBSÍDIOS VEREADORES

=

%

1,68%

514.560,80

OBRIGAÇÕES PATRONAIS

=

%

0,37%

113.203,38

SOMATÓRIO

2,05%

627.764,18

CONCLUSÃO:

PODE-SE OBSERVAR QUE, TANTO TOMANDO-SE POR BASE DE CÁLCULO

O PERÍODO DE 2012, QUANDO O PERÍODO DE 07/2012 A 06/2013 O ÍNDICE

SATIFAZ AS DETERMINAÇÕES LEGAIS.

01/01/2012 Á 31/12/2012 RECEITA TRIBUTÁRIA 3.804.397,73 TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 25.319.183,22 SOMATÓRIO 29.123.580,95 SUBSÍDIOS VEREADORES = % 1,77%

A presente análise remete-se ao que dispõem o art. 169 da CR/88 e os arts. 18 a

20 da Lei Complementar n. 101/2000, comumente conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal.

o art. 18 classifica como despesa total com pessoal tudo aquilo que se vincula

ao pagamento de pessoal pelo ente público, também o pagamento de aposentadorias,

pensões e valores de contrato de terceirização de mão de obra, classificados

como Outras Despesas de Pessoal. Observe-se a redação do dispositivo, in verbis:

Art. 18. Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como despesa

total com pessoal: o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos,

os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funções

ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies

remuneratórias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios,

proventos da aposentadoria, reformas e pensões, inclusive adicionais,

gratificações, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem

como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de

previdência.

§ 1° Os valores dos contratos de terceirização de mão de obra que se referem

à substituição de servidores e empregados públicos serão contabilizados como

“Outras Despesas de Pessoal”.

Todas essas despesas estão inseridas no art. 19 da Lei de Responsabilidade Fiscal,

norma que estabelece o limite máximo de gastos do ente público com o seu pessoal.

Nos municípios, esse valor não poderá exceder 60% de sua receita corrente líquida,

entendida esta, nos termos do art. 2°, inciso IV, alínea c da Lei Complementar n.

101/00, como o somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais,

industriais, agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas

também correntes, deduzida, nos municípios, a contribuição dos servidores para o

custeio do seu sistema de previdência e assistência social e as receitas provenientes

da compensação financeira citada no § 9° do art. 201 da Constituição.

Por sua vez, o art. 20 da Lei Complementar n. 101/00 estabelece que a repartição

dos limites globais do art. 19 não poderá exceder os percentuais de:

III — na esfera municipal:

  • a) 6% (seis por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Município,

quando houver;

  • b) 54% (cinquenta e quatro por cento) para o Executivo.

 

RECEITA CORRENTE LÍQUIDA

01/01/2012 Á 31/12/2012 RECEITA CORRENTE LÍQUIDA (RCL) = 29.309.829,98 SUBSÍDIOS = 514.560,80 VENCIMENTOS E VANT =

01/01/2012 Á 31/12/2012

RECEITA CORRENTE LÍQUIDA (RCL) =

29.309.829,98

SUBSÍDIOS

=

514.560,80

VENCIMENTOS E VANT

=

361.042,42

OBRIGAÇÕES PATRONAIS

=

221.457,69

SOMATÓRIO

1.097.060,91

SOMATÓRIO EM PERCENTUAL

SOMATÓRIO EM PERCENTUAL
SOMATÓRIO EM PERCENTUAL

3,74%

 

=

3,74% =
3,74% =

RECEITA CORRENTE LÍQUIDA

01/07/2012 Á 30/06/2013

RECEITA CORRENTE LÍQUIDA (RCL) =

30.324.796,31

SUBSÍDIOS

=

514.560,80

VENCIMENTOS E VANT

=

361.042,42

OBRIGAÇÕES PATRONAIS

=

221.457,69

SOMATÓRIO

1.097.060,91

SOMATÓRIO EM PERCENTUAL

=

3,62%

 
 

CONCLUSÃO:

PODE-SE OBSERVAR QUE, TANTO TOMANDO-SE POR BASE DE CÁLCULO

O PERÍODO DE 2012, QUANDO O PERÍODO DE 07/2012 A 06/2013 O ÍNDICE

SATIFAZ AS DETERMINAÇÕES LEGAIS.

SATIFAZ AS DETERMINAÇÕES LEGAIS.
 

Do limite de gastos com folha de pagamento

Do limite de gastos com folha de pagamento

Por meio do art. 29-A, § 1º, da CF/88, restou consagrado que as Câmaras Municipais não

poderão gastar com folha de pagamento, incluídos os subsídios de vereadores,

percentual maior que 70% (setenta por cento) de sua receita. Art. 29-A.

Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios

dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os seguintes

percentuais, relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no

§ 5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no exercício anterior:

...

§ 1º A Câmara Municipal não gastará mais de setenta (70%) por cento de sua receita

com folha de pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores.

§ 3º Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal

o desrespeito ao § 1º deste artigo.

TOTAL DOS DUODÉCIMOS PREVISTOS
TOTAL DOS DUODÉCIMOS PREVISTOS

NA LOA DE 2014=

...........................

1.880.000,00

SUBSÍDIOS

=

514.560,80

VENCIMENTOS E VANT

=

361.042,42

OBRIGAÇÕES PATRONAIS

=

221.457,69

SOMATÓRIO

1.097.060,91

SOMATÓRIO EM PERCENTUAL = 58,35% CONCLUSÃO: O PERCENTUAL DE 58,35% FICA ABAIXO DO MÁXIMO PERMITIDO.
SOMATÓRIO EM PERCENTUAL
=
58,35%
CONCLUSÃO: O PERCENTUAL DE 58,35% FICA ABAIXO DO MÁXIMO PERMITIDO.

CONCLUSÃO GERAL:

MESMO OBSERVANDO O AUMENTO DO REPASSE DE UM 2013 PARA 2014 DE 37,73% OS LIMITES DE GASTOS ESTÃO DENTRO DOS PARÂMETROS LEGAIS COM UMA RAZOÁVEL MARGEM DE SEGURANÇA!