Esta é uma obra de ficção.

Nomes, personagens, fatos elugares são frutos da imaginação do autor e usados de modof ictício. Qualquer semelhança com fatos reais ouqualquerpessoa, viva ou morta, é mera c oincidência.Créditos de Tradução:Fallen Series Staff (@FallenSeries, @calebhenrique)

P R Ó L O G O C A I N D O Primeiro, houve silêncio No espaço entre o Céu e a Queda, na profundidade dadistância desconhecida, houve um momento em que o zumbidoglorioso do Céu desapareceu e foi substituído por u m silêncio tãoprofundo que a alma de Daniel se esforçou para fazer qualquerruído.Depois, veio o sentimento real de cair o tipo de quedada qual nem mesmo suas asas poderiam salvá-lo, como se oTrono houve sse amarrado luas nelas. Elas mal batiam, e quando ofaziam não causavam impacto algum sobre a trajetória de suaqueda. Para onde ele estava indo? Não havia nada em frente a elee nada atrás. Nada acima e nada abaixo. Só a profunda escuridão,e o contorno borrado do que restava da alma de Daniel.Na au sência completa de qualquer ruído, sua menteassumiu: Ele encheu a cabeça com outra coisa, algo inevitável : aspalavras da assombrosa maldição de Luce. Ela morrerá... Ela nunca passará da adolescência... Morrerá novamente, novamente e nova mente, exatamente nomomento em que se lembrar da escolha dele. Dessa forma, vocês jamais estarão realmente juntos. Este havia sido o castigo de Lúcifer, sua adição à sentençado Trono que aconteceu no Prado celeste. Agora a morte vinha junto com seu amor.Daniel poderia pará-la? Poderia sequer rec onhecê-la?Quanto um anjo sabe a respeito da morte? Daniel haviatestemunhado que ela vem em paz a algumas das novas raçasmortais, cham ada humanos, mas a morte não era a preocupaçãodos anjos. Morte e adolescência: as duas certezas absolutas namaldição de Lúcifer. Isso não significa va nada para Daniel. Tudoo que sabia era que ser separado de Lucinda não era um castigoque pudesse suportar. Eles tinham de ficar j untos. Lucinda! Ele gritou.Sua alma tinha se aquecido só de pensar nela. Mas haviaapenas a dor d a ausência. Ele deveria ter sido capaz de perceber seus irmãos ao seuredor Todos os que tinham escolhido mal; ou muito tarde; e osque não escolheram nenhum d os lados e foram expulsos por suaindecisão. Sabia que não estava realmente só. Mais de cemmilhões deles haviam caído quando o chão sob eles se abriu e oslançou para o vazio. Mas ele não podia ver, ou sentir qualquer outra pessoa.Antes deste momento, ele nu nca tinha estado sozinho. Ele sentiucomo se ele fosse o último dos anjos em todos os mundos. Não pense assim. Você vai se perder. Tentou se segurar... Lucinda, a chamada, Lucinda, a escolha ... mas enquanto caia, tudo ficava mais difícil de lembrar.Como por exemplo, quais foram as últimas palavras queouviu do Trono? Os portões do céu...Os portões do céu estão... Ele não conseguia lembrar o que vinha depois, lembravavagamente de como a luz pisc

ou e o mais severo frio varreu oPrado, e as árvores do Pomar caíram umas sobre as outras,causando ondas de perturbação tão furiosas que pude ram sersentidas em todos os cosmos. Tsunamis de nuvens negras tãofortes que cegou todos os anjos e esmagou sua glória. Tinhaacontecido algo mais, antes da destruição do Prado, algo como... Uma visita do futuro... Um valente anjo brilhante tinha aparecido durante achamada dizendo ser Daniel vi ndo do futuro.Havia uma tristeza em seus olhos, que parecia tão antiga.Aquele anjoesta... versão da alma de Daniel haviarealmente sofrido?Pela Lucinda?Daniel fervia de raiva. Ele encontraria Lúcife r, o anjo queviveu na morte de todas as ideias. Daniel não temia o traidor queoutrora foi a Estrela da Manhã. Onde, ou quando quer q uechegasse ao fim desse esquecimento, Daniel teria sua vingança.Mas primeiro ele encontraria Lucinda, pois sem ela nadai mportava. Sem seu amor, nada era possível. Aquele amor era tão verdadeiro que tornou inconcebível aescolha entre Lúcifer ou Trono . O único lado que ele sempreescolheria seria o dela. Agora Daniel pagaria por essa escolha,mas ele ainda não entendia a forma que essa punição tomaria. Sósabia que ela sairia do lugar ao qual pertencia: ao seu lado.A dor da separação de sua alma gêmea percorria Daniel, derepent e, afiada e brutal. Ele gemia sem palavras, sua mentenublou, e de repente, assustadoramente, ele não conseguiulembrar-se do porquê.Ele caia para frente e para baixo em meio à densa escuridão.Ele já não podiaver, sentir ou lembrar-se de como tinhaterminado aqui, nada, vagando pelo nada para onde? Porquanto tempo?Sua memória falhou e desvaneceu. Era mais e mais difícild e lembrar as palavras ditas pelo anjo no Prado, que parecia tão... Que tinha aquele anjo que parecia tão semelhante? E o queele havia dito que era tão importante?Daniel não sabia, não sabia mais nada.Só que estava caindo no vazio. Ele estava cheio de desejo de encontrar alguma coisa...Alguém.Um desejo de se sent ir inteiro novamente.Mas só havia escuridão dentro da escuridão.O silêncio abafando seus pensamentos Um nada que era tudo.Daniel caiu. U M O LIVRO DOS OBSERVADORES Bom dia.Uma mão quente acariciou a bochecha de Luce e colocouuma mecha de cabelo a trás de sua orelha.Rolando para o lado, ela bocejou e abriu os olhos.Havia dormido profundamente, sonhando com Daniel. Oh, ela ofegou, sentindo sua bochecha. Ali estava ele.Ele estava sentado ao lado dela. Usava um suéter preto etinha amarrado ao pescoço o mesmo cachecol vermelho que usava quando ela o viu pela primeira vez na Sword & Cross. Ele pareciamelhor que qualquer sonho. Seu peso fez a beirada da cama afundar um pouco, e Luceemaranhou suas pernas pa ra se aconchegar mais perto dele. Você não é um sonho disse ela.Seus olhos estavam mais turvos que de costume, mas elesa inda tinham o brilho intenso de violeta enquanto olhava para seurosto. Estudando suas feições como se não fosse vê-la outra vez.Ele se inclinou e apertou seus lábios contra os dela.Luceo abraçou, enrolando seus braços ao redor de sua nuca, feliz ao beijá-lo de volta. Ela não se importava com o fato de queprecisava escovar os dentes e que seu cabelo deveria estar umcaos. Ela não se importava com nada além de seu beijo. El esestavam juntos agora e nenhum deles conseguia deixar de sorrir. Então tudo voltou correndo:Garras que pareciam navalhas e olhos vermelhos sombrios .O sufocante cheiro de morte e podridão. Escuridão por todos oslados, tão completa em sua condenação que fazia a luz, o amor etudo o que há de bom nesse mundo sentirem-se cansados,quebrados e mortos.Esse Lúcifer que tinha sido alguém para ela Bill, ateimosa gárgula de pedra que ela pensou ser um amigo eraimpossível. Ela o dei

xou se aproximar, e agora, porque ela nãohavia feito precisamente o que ele desejava Escolher não matarsua alma no antigo Egito ele decidiu limpar a lousa. Voltar ao tempo e apagar tudo, desde a Queda.Cada vida, cada amor, cada momento que cada alma mortalou angelical tenha experimentado seria destruído e descartado porum capricho irresponsável de Lúcif er. Como se o mundo fosseum jogo de tabuleiro e ele uma criança mimada que chora e querdesistir assim que começa a perder. Mas o que ele queria ganharcom isso? Luce não fazia a menor ideia. Sua pele estava quente lembrando sua ira. Ele queria que ela visse, que tremesse em suas mãos quando ele a levou de voltaao temp o da Queda. Então, deixando-a de lado, ele lançou um Anunciadorcomo uma rede para capturar os an jos que caiam do céu.Assim que Daniel a pegou em meio à escuridão daquele lugar não estrelado, Lúcifer desapareceu, como se nunca tivesseexistido, e todo o ci clo começaria novamente.Foi uma jogada drástica. Daniel explicou que para guiar osanjos para o futuro, Lúcifer teria que confrontar se unir ao seu eupassado e ren unciar seu poder. Até que os anjos caíssem, ele seriaincapaz de fazer qualquer coisa . Assim como o resto deles, ele cairia em um isolamentoimpotente, com seus irmãos, m as separado, juntos e sós.E uma vez que caíssem na Terra, haveria um salto notempo e tudo começaria de novo. Como se os sete mil anos entreaquela época e agora nunca ho uvessem acontecido.Luce, finalmente, começou a entender sua maldição.O mundo inteiro estava em perigoa menos qu e Luce,sete anjos e dois Nephilim pudessem detê-lo. Tinham apenas novedias e nenhuma ideia de por onde começar.Luce estava tão cansada na noite anterior que não selembrava de ter deitado na cama e se enrolado até os ombros comesse cobertor azul. Havia teias de aranhas nas vigas da pequenacabana, e uma mesa cheia de xíca ras de chocolate quente queGabbe havia preparado para todos na noite anterior. Mas tudoparecia um sonho para Luce. Seu voo no Anunciador até estapequena ilha Tyb ee, uma zona segura para os anjos, havia sidoborrada por uma exaustão ofuscante. Ela tinha adormecido, enquanto os outros ainda estavamconversando, deixando a vo z calma de Daniel entrar em seussonhos. Agora, a cabana estava silenciosa, e, na janela atrás dasilhueta de Daniel o ceú estava no cinza de um quase amanhecer.Ela estendeu a mão para tocar sua bochecha . Ele virou acabeça e beijou o interior da palma da mão dela. Luce apertou os olhos para impedir o choro. Por que, afinal de contas, depois de tudo que eles t inham passado, Luce e Daniel tinham que vencer oDiabo para poder ser livres para amar? Daniel a voz de Roland chamou na porta da cabana.Tinha as mãos dentro dos bolsos d e seu casaco de lã e usava umgorro de lã cinza que contornava seu penteado rastafári. Deu umsorriso cansado para Luce. Está na hora. Hora de quê? Luce apoiou-se nos cotovelos. Estamos indo embora? Já? E os meus pais? Eles provavelmenteestão em pânico. Pensei em te levar para casa agora, Daniel disse, para dizer adeus. Mas como vou explicar o meu desaparecimento após o jantar de Ação de Graças?Ela se lembr ou das palavras de Daniel na noite passada:Embora parecesse que eles passaram um a eternidade dentro dosAnunciadores, no tempo real se passaram apenas algumas ho ras.Ainda assim, para Harry e Doreen algumas horas com suafilha desaparecida era uma eternidade.Daniel e Roland trocaram um olhar. Eu cuidei disso, disse Roland, entregando a Daniel omolho de chaves do carro. Como cuidou disso? Luce perguntou Uma vezmeu pai chamou a polícia porque eu estava meia hora atrasadaapós a escola. Não se preocupe criança,

disse Roland. Nós tedaremos cobertura. Você só precisa trocar de roupa. Eleapontou para uma mochila pendurada na cadeira de balanço pertoda porta. Gabbe trouxe suas coisas. Hum, obrigada. ela disse confusa. Onde estavaGabbe? Onde estavam os outros? A cabana pareceu ac olhedora nanoite anterior, com o brilho de asas de anjos e cheiro de chocolatequ ente e canela. A lembrança daquele aconchego, junto com a promessa de dizer adeus a seus pais sem saber para onde ia, fezesta manhã parecer vazia.O piso de madeira era áspero contra seus pés descalços.Olhando para baixo, ela percebeu que ainda usava o estreitovestido branco do Egito, a última vida que visitou através dosAnunciadores. Bill tinha a feito usar.Não, Bill não.Lúcifer. Ele deu um sorriso de aprovaçãoquando ela guardou a seta estelar em sua cintura, con templando oconselho que havia dado a ela sobre como matar sua alma. Nunca, nunca, nunca. Luce tinha muito para viver.Dentro da antiga mochila verde que ela usou noacampa mento de verão, Luce encontrou seu par de pijamasfavorito um drapeado com listras vermelhas e brancas, compantufas brancas combinando. Mas, é de manhã, disse ela. Porque preciso de pijamas?Mais uma vez Daniel e Roland trocaram um olhar, e dest avez, Luce poderia jurar que eles estavam tentando não rir. Só confie em nós.disse Rol and. Depois de se vestir. Luce seguiu Daniel para fora dacabana, deixando que seus om bros largos a protegessem do ventoforte enquanto caminhavam pelo caminho de pedras na água.A pequena ilha Tybee ficava a c erca de uma milha da costade Savannah. Após esse trecho de mar, Roland tinha prometidoque haveria um carro esperando. As asas de Daniel estavam escondidas, mas ele deve tersentido seu olhar no lugar onde elas deveriam estar. Quandotudo estiver em ordem, voaremos para onde quer que seja atéparar Lúcifer. Mas por enquanto, é melhor ficar longe do céu. Tudo bem disse Luce. Corrida até o outro lado?Sua respiração congelou o ar. Sabe que eu te vencerei.

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