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Prefeitura Municipal de Porto Alegre / Secretaria Municipal de Educação

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

2010
P ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL SAINT-HILAIRE
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R. Gervásio Braga Pinheiro, 429 / Lomba do Pinheiro / CEP: 91570-490 / Porto Alegre
Fone/Fax: (051) 33191629 / Saint-Hilaire@smed.prefpoa.com.br
“O professor que pensa certo deixa transparecer aos educandos que uma das bonitezas da
nossa maneira de estar no mundo e com o mundo, como seres históricos, é a capacidade de,
intervindo no mundo, conhecer o mundo.” Paulo Freire

Nossa escola, seguindo os princípios da mantenedora, propõe-se a desenvolver uma gestão


democrática, que se caracterize pela participação efetiva de toda a comunidade escolar (pais
alunos, professores e funcionários), promovendo o seu envolvimento, cada um a seu modo, com a
escola que acreditamos e queremos para a formação de todos os envolvidos no processo educacional
e institucional.
Preocupados com o descaso e desvalorização que o ensino público vem sofrendo através da
ação das políticas neoliberais, que levam as classes populares a cada vez mais, massificarem-se
nessa sociedade classista, realizamos uma pesquisa junto à comunidade escolar, e comprovamos que,
enquanto comunidade, anda acreditamos na resistência. Por tanto, queremos investir na
qualificação da ação educadora enquanto transformadora. Acreditamos na qualidade do Ensino
Fundamental Popular e na conseqüente democratização da Escola Pública e dos saberes relevantes à
sociedade atual. Temos esperança e acreditamos na ética pedagógica que reflita o interagir com o
mundo e conseqüentemente, que seja capaz de transformá-lo num espaço de solidariedade e justiça
social.
Nossa caminhada ainda é pequena, se comparada às nossas pretensões, mas nossa
esperança de mudanças é imensa e, com certeza, já na realização deste trabalho estamos colhendo
frutos cheirosos de cidadania.
Crystina Di Santo D’Andréa
(Coordenação da elaboração do PPP)
DELÍRIO

Gerson Conrad e
Paulinho Mendonça

Não vou buscar


a esperança
na linha do horizonte
nem saciar
a sede do futuro
da fonte do passado
nada espero
e tudo quero
sou quem toca
sou quem dança
quem na orquestra
desafina
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO

O Projeto Político-Pedagógico caracteriza-se pela sistematização representativa de um determinado

recorte tempo/espaço da Instituição escolar viabilizado por um processo de Planejamento Participativo

(aperfeiçoado ao longo do caminho percorrido) e esclarecedor da ação educativa que se pretende realizar, propondo e

priorizando a construção coletiva do conhecimento. Em síntese, é um elemento intencional, de planejamento,

organização, integração e execução das atividades práticas realizadas na, da e para a instituição em questão.

O presente trabalho caracteriza-se por ser um Projeto porque se compromete à transformação da realidade

a partir das articulações possíveis entre os campos político e pedagógico significativos ao universo escolar de uma

escola ciclada, pública e municipal. Prioriza a superação do atendimento do que se faz urgente no cotidiano escolar,

pelo trabalho elaborado com o emergente que possibilita a transformação da realidade e a construção educadora da

autonomia social.
PROJETO POLÍTICOPEDAGÓGICO/2010 - INTRODUÇÃO
2.

P.
"Portanto, muita gente estudando e pouca gente aprendendo. Nossa
educação não está preparando as novas gerações para que o Brasil idílico
P.
tire as patas do terceiro mundo e ponha os pés no mundo moderno e
desenvolvido. Porque, se continuarmos nessa relutância educacional e nesses
P.
resultados desalentadores, nosso destino será, inevitavelmente, o passado,
de quando os brasileiros que trabalhavam eram politicamente classificados
como semoventes. Essas preocupantes adversidades não devem sobrepor-se
ao fato de que há no País generalizado apreço pela educação e disseminada
vontade de aprender”.
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José de Souza Martins (2008)
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Entre muitas notícias e impressões sobre a educação por ciclos no município de Porto Alegre, nem sempre
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observamos discussões que abordem a essência do processo educador no Ensino Fundamental. Vemos aspectos
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estatísticos sobre matrículas, evasões e promoções que sugerem que a maioria da população municipal tem acesso à O
escola, bem como está com sua permanência garantida. No entanto, fica-nos a dúvida quanto ao aproveitamento dessa D
escolarização, visto que não há pesquisas que evidenciem a continuidade da escolarização posterior ao período relativo U
ao Ensino Fundamental Ciclado e oferecido pela mantenedora a essa comunidade. Ç
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"Espero que o ensino da escola mude bastante, porque desejo que meu filho
possa fazer uma faculdade sem muita dificuldade”. (pais) P.
"Esperamos, não somente um ensino de qualidade boa, mas uma formação
intelectual para um segmento profissional, sabemos que a escola tem lá seus
P.
defeitos, assim como qualquer outra, mas acreditamos nela." (pais) P.
Pensando em resolver parte da distância existente entre os quadros demagógicos e publicitários; entre o

reconhecimento de que a população, de maneira geral, tem acesso a escola e por ela se interessa; e as notícias dos

rendimentos escolares das escolas públicas municipais; para a construção do nosso Plano Político Pedagógico, realizamos I
uma pesquisa com os diferentes segmentos da comunidade escolar, na tentativa de que o processo de N
ensino/aprendizagem realmente possa vir a atender as aspirações e as necessidades educativas dos sujeitos envolvidos
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nesse processo.
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"Espero que meu filho e a escola cresçam lado a lado, e formem um cidadão de
bem. E que meu filho sinta orgulho de ter se formado na E.M.E.F. Saint-Hilaire”. O
(pais)
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Para desenvolver a pesquisa, utilizamo-nos de trabalhos em grupos, questionários escritos, debates e
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depoimentos, tabulando-os por categorias criadas a partir das falas registradas nos diferentes momentos
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proporcionados para todos os segmentos. Para o segmento pais, foi distribuído um questionário que deveria retornar à

escola após ser respondido por escrito. Com o segmento alunos, fizemos trabalhos em aula, a partir de questões
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debatidas e registradas pelos professores referência, no 1º e 2º Ciclo e, no 3º Ciclo, preferencialmente, foi feito pelo O
professor de Filosofia, tendo a participação de alguns outros conforme se fez necessário.O segmento funcionários I

N
realizou um debate temático envolvendo os funcionários da cozinha e da limpeza. E o segmento professores utilizou os

espaços de formação previstos no calendário escolar.


P.
O enriquecedor do processo do trabalho é a possibilidade de transformação histórica, não pelas políticas P.
públicas, de forma verticalizada, mas pela própria comunidade local. P.

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"Toda criança é o futuro do Brasil, então eu creio no ensino de boa
qualidade, até porque se não fosse assim, meu filho não estaria nessa escola,
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e com ela, ele aprendeu muito”. (pais)
O
"Acho que ela está aprendendo o que eu esperava de um colégio
municipal, mas às vezes me desgosta porque algumas professoras não
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respeitam nossas opiniões, decisões ou crenças." (pais)
FILOSOFIA: 3.
O compromisso com a construção da cidadania exige uma prática educacional relacionada à compreensão da
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realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal, coletiva e ambiental envolvendo questões I
presentes na cotidianidade da comunidade escolar. L
Embora não seja de nossa competência modificar a sociedade, podemos compartilhar com o segmento social da O
comunidade em que estamos inseridos, possibilidades de transformação da realidade em busca de equidade e igualdade S
social. A sociedade se constitui por um processo histórico permanente que analisado, nos permite compreender que seus O
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limites são potencialmente transformáveis pela ação social. Consideramos as ações educadoras escolar, públicas e de
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qualidade, como um espaço de transformação, balizado, planejado e organizado pela concretização dos projetos de
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práticas pedagógicas pertinentes.

É nas relações educativas (definidas na vivência da escolaridade, desde a estrutura escolar, até como a escola se D
torna pertencente à comunidade; desde a distribuição de responsabilidades e poder decisório, nas relações entre
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professor e aluno e, principalmente, nas relações com os diferentes saberes populares e científicos) que se estabelecerá E
a cumplicidade entre o aprender e o ensinar, onde ao ensinar, aquele que ensina aprende e, ao aprender, aquele que S
aprende ensina. C
Na escolha dos conteúdos permanece implícita a compreensão crítica da realidade que, por sua vez, oportuniza a O
apropriação dos mesmos como instrumentos de reflexão e transformação. O modo como se dá o ensino/aprendizagem,
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como se organizam as experiências educativas, promovem a construção de valores,
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atitudes, conceitos e práticas sociais favorecedores da autonomia e do aprendizado da participação e da cooperação

social.
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Nossa escola compromete-se, através da educação fundamental institucionalizada, realizar um projeto de
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educação comprometido com a construção e desenvolvimento de capacidades que possibilitem a intervenção dos
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sujeitos na realidade para transformá-la, posicionando-se em relação às questões sociais, compreendendo a ação
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educadora como forma de intervenção na realidade no momento presente, mas que essa educação define outras etapas O
da vida dos sujeitos envolvidos no processo; que valores sociais não são apenas conceitos ideais, mas princípios F
regradores da vida cotidiana; e que determinados conhecimentos são oportunizados apenas durante a vida escolar e, I
dessa forma, na nossa sociedade, a função de desvelar os saberes acadêmicos, é unicamente delegada aos A
professores.
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“Eu sei que uma parte da educação é da família, mas espero A
que a parte da escola seja feita no que diz respeito a formar
cidadãos.” (pais)
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“O cotidiano é uma aprendizagem constante”.(Funcionários)
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“Precisamos possibilitar relações entre os diversos
conhecimentos adquiridos e sua aplicabilidade, tendo C
condições de fazer escolhas”. (professores) O
“Nós esperamos ter uma boa aprendizagem, que proporcione L
um futuro melhor, com acesso à Faculdade e a um bom
emprego”.(aluno) A
MARCO REFERENCIAL:
4.
“A maioria de nós pretende aprender com os professores. Mas só podemos
aprender quando os professores ensinam o que a gente não sabe”. (alunos)
M
Partimos do princípio em que os sujeitos são os principais agentes construtores da sua identidade e do seu
A
conhecimento do mundo. Dessa forma, as condições do meio em que vive, juntamente com as possibilidades de elaboração
do seu pensamento, em cada tempo de sua vida, são os elementos determinantes de cada sujeito como um ser R
inteiramente original. C
Nossa escola parte do modo de ser e da cultura do meio em que está inserida, abrindo um vasto leque de
informações e linguagens com os quais todos os sujeitos envolvidos no processo de aprendizagem institucionalizada O
poderão interagir construindo e reconstruindo conhecimentos.
Constatamos a evidência do prazer pelo conhecimento, na medida em que os adultos convivem com as crianças e
adolescentes em situações de aprendizagens que se organizam a partir das brincadeiras e dos interesses imediatos dos R
mesmos. É através do prazer que se evidencia a forma como os sujeitos observam, refletem, constroem, analisam, E
desorganizam e reconstroem o mundo a sua maneira. Não acreditamos que as aprendizagens/ensinagens sejam possíveis
sem que haja prazer e curiosidade. Apenas através do querer é que as transformações tornam-se possíveis, sendo os F
professores os responsáveis pela mediação desse processo, legitimando ações em soluções de aprendizagens. E
A escola é um espaço legítimo e institucionalizado, para que as pessoas possam expressar, de modo simbólico ou
não, suas fantasias, desejos, medos, sentimentos e conhecimentos, que vão construindo na interação com o meio. Nossa R
escola reconhece, nas formas de satisfação e superação, as formas de linguagem social mais básica, sendo o espaço E
escolar consagrado como um campo de investigação e construção permanente sobre diferentes aspectos do meio sócio-
cultural em que as pessoas convivem e do qual a escola faz parte. N
A partir dessa perspectiva, estamos estimulando novas capacidades e competências. Através do lúdico e das C
diferentes formas de pesquisa, propomos a construção de conhecimentos e o desenvolvimento da inteligência,
favorecendo a organização das diferentes relações com os saberes. I
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Além disso, nossa proposta educadora busca, não apenas socializar, mas qualificar o processo de socialização,

respeitando a liberdade de opinião, vivenciando o diálogo e incentivando a participação de cada um na construção de um M


coletivo educador. Queremos uma educação onde as pessoas possam ser sujeitos de sua própria história, vivenciando A
seu papel social fundamental no presente porque a partir daqui é que se desvelarão as possibilidades futuras de R
cidadania. C
Nossa proposta educadora pretende um processo educativo libertador, no sentido de permitir a cada um, superar O
suas limitações, desenvolvendo o senso crítico e a capacidade de análise/síntese para que seja possível a compreensão

da realidade e sua transformação visando o bem-comum. É preciso que a escola favoreça a vivência solidária e R
comunitária, desenvolvendo a autonomia de cada um na construção dos seus valores morais e nas possibilidades de E
decidir por si mesmos, revelando o respeito mútuo e a compreensão de que as ações coletivas são facilitadoras dos F
processos de transformação. E
Todas atividades promotoras de conhecimentos, buscando a concretização de aprendizagens significativas R
facilitadoras do sucesso escolar, pressupõem planejamento que, por sua vez, se realimentará das produções da E
comunidade escolar, elaborando novos projetos e implementando atividades em consonância com as vivências diárias N
aliadas aos saberes dos sujeitos e do mundo. C
Desde muito cedo, para viver, todos temos que pensar. Cabe a nós, professores, compreender a todos (inclusive a I
nós mesmos) como seres pensantes e descobrir de que forma cada um organiza seu pensamento sobre si e sobre o A
mundo para poder intervir levando os sujeitos a construírem e reconstruírem seus conhecimentos e, consequentemente, L
a si mesmos.
MARCO SITUACIONAL
5.
5.1 HISTÓRICO:

Inicialmente, em função dos limites territoriais entre Porto Alegre e Viamão não estarem bem definidos, H
essa região da Lomba do Pinheiro pertencia ao município de Viamão. Foi o prefeito de Viamão, FREDERICO DHIL, I
quem criou, através do decreto nº 338 de 27 de novembro de 1962, uma sala de aula na Vila Panorama, na rua Sepé

Tiaraju. O nome SAINT-HILAIRE foi uma homenagem ao biólogo pesquisador


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AUGUST SAINT-HILAIRE, cujo nome já havia sido atribuído a um parque nas imediações da escola. T
Foi apenas em 1981 que a escola mudou de endereço, mantendo-se na mesma vila, mas agora se situando no Ó
lugar onde hoje se encontra, na rua Genésio Braga Pinheiro (antiga rua Triunfo), 427. Recebeu um prédio novo com

cinco salas de aula, para atender alunos de 1ª à 4ª série, cozinha, secretaria e sala para a Direção. Essa obra foi
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realizada na administração do prefeito de Viamão, TAPIR ROCHA. I
No ano de 1990, oradores organizaram-se numa mobilização visando à anexação de outras regiões da C
Lomba do Pinheiro ao Município de Porto Alegre, pois a partir da parada doze, no Beco da Taquara, pertenciam ao

município de Viamão. Essa situação causava dificuldades político-administrativas, pois a região acabava prejudicada
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nas decisões relativas ao processo de urbanização.
Foi o Sr PEDRO SILVA FILHO quem organizou um grande movimento de moradores, associações, comunidade

escolar, vereadores e deputados a fim de intermediar as negociações entre as duas prefeituras e anexar a referida

região ao município de Porto Alegre.

Autorizada a funcionar pela portaria nº 6789/86 SE/RS, foi absorvida pelo município de Porto Alegre pela lei

estadual nº 964, de 26 de março de 1992, que retificou os limites entre os municípios de Porto Alegre e Viamão. Sendo
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assim, as solicitações comunitárias foram contempladas e toda lomba do Pinheiro passou a pertencer a Porto Alegre, I
conseqüentemente, nossa escola passa a integrar a Rede de Educação desse Município.
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Dando continuidade às mobilizações, os moradores do bairro passaram a reivindicar melhorias no sistema de água,

luz, saneamento básico, pavimentação, transporte e construção de novas escolas, visto que as existentes não mais
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atendiam à demanda de alunos da região. Foi através do envolvimento da comunidade com o ORÇAMENTO Ó
PARTICIPATIVO, processo de democratização do uso das verbas públicas, instituído pela Administração Popular, que se
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concretizou a necessidade de ampliação da escola.

Em outubro de 1993, foi realizada a primeira eleição para compor o Conselho Escolar, conforme a Lei
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complementar nº 292, do artigo 18. C
No mês de abril de 1995 começaram as obras de construção. Em setembro de 1996, com o prefeito TARSO
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GENRO, é inaugurado um segundo prédio instrumentalizando a escola SAINT-HILAIRE a atender cerca de 600 alunos em

três turnos1. O SEJA começa a funcionar em 18 de junho desse mesmo ano. A escola passou a contar com 11 funcionários

para a cozinha e limpeza e 42 professores. A obra incluía setores administrativos biblioteca, sala para Laboratório, dez

1 13 turmas de 1ª à 4ª série, 5 turmas de 5ª e 6ª série e 3 turmas do SEJA (Serviço de Educação de Jovens e Adultos).
salas de aula, cozinha, refeitório, despensa, banheiros, sala para os funcionários e professores, telefone, pátio gramado e

cercado.

Nesse ano também foi finalizado o regimento escolar que, no entanto, não chegou a passar pelos trâmites legais,

pois se iniciou uma discussão, sob a orientação da Secretaria Municipal de Educação (SMED), a respeito da implantação
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dos Ciclos de Formação nas escolas da Rede Municipal.

A escola foi ciclada por determinação da mantenedora, em fins de 1997, iniciando o ano letivo de 1998, com o 1º I
Ciclo, ao invés das séries iniciais e da pré-escola. S
Em dezembro de 1997, foi entregue à comunidade escolar o terceiro prédio da escola, capacitando-a atender em

torno de 1100 alunos. Juntamente com esse processo, foi autorizado o funcionamento da 7ª série pelo parecer nº
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022/97, de 17 de dezembro. Em 26 de junho de 1998, a Biblioteca passou a chamar-se Sérgio Caparelli. Em 5 de março Ó
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de 1998, através do parecer nº 98, o Conselho Estadual de Educação autoriza o funcionamento da 8ª série. Dessa forma,

nossa escola passa a ser uma Escola Municipal de Ensino Fundamental. Em 1999, a escola passa a usufruir um ambiente

informatizado (Laboratório de Informática) como proposta de diversificação pedagógica da escola por Ciclos. Em março I
de 1999, o ano letivo já iniciou com todo o Ensino Fundamental organizado por Ciclos de Formação.
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No ano de 2002, com a participação da comunidade no Orçamento Participativo escolar, a área coberta

recebe arquibancadas. Em 2003 são construídas salas emergenciais para atender a demanda de alunos para o 2º ano O
do primeiro ciclo. Em 2004, essas alas passaram a funcionar como espaço de Arte-Educação. Também através da

participação no Orçamento participativo Escolar, inauguramos uma moderna sala de multimeios, contando com

televisor 29“, retroprojetor, episcópio, DVD, telão, projetor de slides, cadeiras estofadas para mais de sessenta

espectadores, persianas e murais. Em 2005, participando do Orçamento Participativo Escolar, a comunidade conquista
uma quadra esportiva, a colocação de postes de vôlei e o lajeamento de espaços ainda com terra, atendendo uma

reivindicação antiga dos alunos e professores.

Em 2006, a escola inicia participação no projeto federal Escola Aberta, ampliando as relações com a comunidade
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escolar ao oferecer oficinas e atividades recreativas aos alunos e comunidade em geral. Em 2007, também com as verbas

do O.P. Escolar, foi possível o fechamento da área coberta, bem como a colocação das tabelas de basquete; e a cobertura
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lateral do prédio B, para facilitar a saída do refeitório. Também foram conquistadas verbas específicas para melhorias na S
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pracinha do primeiro Ciclo, embora essas verbas ainda não tenham sido liberadas.

Hoje a escola atende a aproximadamente 1400 alunos em seus três turnos, tendo em seu quadro funcional

noventa professores, treze funcionários, nove funcionários cooperativados e seis estagiários. Ó


Durante alguns anos, desenvolveu o projeto Letras na Lomba, que proporcionava oficina de redação para a

comunidade escolar, culminando em uma publicação. O trabalho foi extinto por falta de patrocínio e incentivos da
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SMED. Atualmente, a escola desenvolve o Além do Giz, que se caracteriza por ser um livro escrito por professores da I
rede municipal e que é produzindo na E.M.E.F. Saint-Hilaire desde 2003. Inicialmente, era feito apenas um concurso
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entre as escolas da Lomba do Pinheiro, mas acabou por estender-se para toda a rede municipal de Ensino, a partir de

2006. Trata-se de uma coletânea de textos não-pedagógicos (contos, crônicas, vivências e poesias). Atualmente, está O
na VII edição.

Entre muitas atividades realizadas pela escola, destacam-se: Oficinas de Xadrez, de Papelagem, de Atletismo e

de Ginástica Artística, de Futebol, Ginástica para a Terceira Idade, Dança Flamenca, Dança Espanhola, Contação de

Histórias, Dança do Ventre e Escolinha de Vôlei e a participação nos jogos e eventos estudantis e a Feira do Livro.
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A escola também participou de diferentes eventos, destacando-se em relatos no Fórum Mundial, publicações

da SMED, Seminários e Concursos. No ano de 2007, destacou-se pelo 1º lugar no Concurso de Redação sobre Santos

Dumont; na classificação da Equipe LEGO na competição de Robótica a ser disputada em São Paulo; e na realização

de um vídeo, pelas turmas de Progressão, com participação especial na 1ª Mostra de Curtas Estudantis.
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No ano de 2008, a escola completou 46 anos. I
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