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A CERTEZA DA PUNIÇÃO E A CRESCENTE CRIMINALIDADE

À LUZ DA BÍBLIA

“ visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens
está inteiramente disposto a praticar o mal.” Eclesiastes 8: 11

A Bíblia tem muito a nos ensinar em matéria de Direito penal. Ela provê um
remédio absolutamente eficaz na contenção da criminalidade. No antigo testamento
vemos penas duríssimas aplicadas ao infrator, que à nós atualmente talvez nos
provocasse certo espanto por estarmos acostumados com esse nosso sistema brando.
Talvez acharíamos o direito penal bíblico destituído de humanidade, de rigidez
excessiva. Porém, penso que muitos dos princípios que podemos apreender das
Escrituras, seriam perfeitamente aplicáveis em nosso contexto, no combate à
criminalidade.
Atualmente estão se soltando das cadeias do Brasil os bandidos, os marginais,
os assaltantes, estupradores, simplesmente devido à negligência do poder estatal para
com a eficiência do serviço no devido processo legal e na aplicação da pena à estes, os
quais, agora sendo soltos, comentem sequencialmente todo tipo de crimes – desde de
os pequenos até os de maior agravo – proporcionando à sociedade insegurança total
diante das ameaças desses criminosos soltos nas ruas.
Por isso a Bíblia é clara: “visto como se não executa logo a sentença(...)estão
inteiramente dispostos a praticar o mal.” Esses criminosos diante da falta de
punibilidade, continuam a praticar reincidentemente os mesmos delitos. É preciso o
Estado proporcionar a “certeza” de que àquele que cometer qualquer delito pagará
pelo crime que cometeu conscientemente. Penso que essa certeza é um dos meios de
se combater a criminalidade cada vez mais crescente.
No entanto, o que se percebe através de súmulas do STF, de mudanças na
legislação penal, é o fato claro de que há cada vez mais um abrandamento nas penas
aplicadas e promoção de regalias prisional para os infratores; sendo que, diante de tal
quadro, evidência-se a sensação para o criminoso de que o sistema prisional não é
assim tão ruim e que de fato ele não está pagando nada pelo que cometeu. De certo, de
lá da prisão, ele poderá comandar o tráfico, de lá através de celular poderá orquestrar
seqüestros etc. Portanto, é preciso levar a sério esse sistema prisional que de nada
adianta para a sociedade na contenção do crime, que de nada reabilita, que de nada
ressocializa o apenado.
Há uma corrente que advoga que em vez de aprisionar os delinqüentes,
deveríamos tratá-los como pessoas com problemas psíquicos, pessoas que foram
marginalizadas pela sociedade, vítimas do desemprego, vítimas do contexto sócio-
econômico de exclusão daqueles não capacitados etc. E diante desses contextos, essa
corrente diz que devemos abolir o sistema prisional e que deveríamos tratá-los em
liberdade, não os segregando. Pois bem, diz o versículo inicial que o coração dos
homens estão inclinados para fazerem o mal. Então, pensar que esse tipo de
tratamento vai surtir algum efeito, pra mim, é cair numa total ilusão. É apostar de
forma ingênua que criminosos( principalmente aqueles reincidentes, homicidas,
traficantes, estupradores etc.) poderão voltar a serem cidadãos apenas com esses
alucinógenos tratamental. É verdade que o crime deve ser tratado levando em conta
todos esses fatores sócio-econômicos, porém sabemos muito bem que o crime
perpassa todas as camadas sociais. O crime não é praticado somente por pobres,
favelados, desempregados, mas atinge todas as camadas sociais.
Não penso que o sistema prisional deva ser abolido por completo, só penso que
o Estado deve ser cumpridor do que dispõe o art.5º, LXXVIII da CF: “a todos(...)são
assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade
de sua tramitação”. É preciso que o Estado invista recursos na segurança pública,
aparelhe de forma eficiente o judiciário, para que ele possa acelerar os processos que
precisam ser julgados, e execute a pena e eles possam pagar pelos crimes que
cometeram.