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Oscilador Forçado Fernanda Gonçalves, Rafaela Vaz, Ravenna Lessa, Verônica Pereira FIS122 – Departamento de Física Geral

Oscilador Forçado

Fernanda Gonçalves, Rafaela Vaz, Ravenna Lessa, Verônica Pereira FIS122 – Departamento de Física Geral Universidade Federal da Bahia e-mail: rafarvps@yahoo.com.br

Oscilador Forçado Fernanda Gonçalves, Rafaela Vaz, Ravenna Lessa, Verônica Pereira FIS122 – Departamento de Física Geral

Resumo. Neste relatório trataremos sobre pêndulos forçados através da análise dos resultados obtidos experimentalmente. Foi utilizado um gerador de áudio freqüência, que regulava a freqüência de oscilação e conseqüentemente a amplitude de uma haste, a qual teve seu comprimento oscilante variado. Através da medida da amplitude correspondente a cada freqüência de oscilação, foi possível determinar a curva de ressonância do oscilador forçado e determinar o fator de qualidade para cada um dos sistemas montados.

Palavras chave: oscilador forçado, freqüência de ressonância, amplitude.

Introdução

Todos os corpos após sofrerem apenas um estímulo de uma fonte externa oscilam livremente com uma freqüência angular própria chamada de freqüência natural de oscilação ωo. Esta freqüência depende das características do corpo, como por exemplo, a massa, a rigidez, o comprimento, a espessura e o material do qual é constituído. As oscilações forçadas são aquelas em que uma força externa atua constantemente sobre o sistema oscilante. Considerando que uma fonte de excitação atue periodicamente com uma freqüência ω sobre um corpo, teremos duas freqüências angulares associadas a este sistema: a freqüência natural de oscilação ωo e, a freqüência angular externa ω. Inicialmente o corpo que é excitado pela fonte externa (um gerador de freqüência) não

responde ao estímulo de maneira satisfatória. Isto se deve a resistência inicial do sistema em sair da sua posição de equilíbrio. Além disso, o aparelho elétrico utilizado leva um certo intervalo de tempo para funcionar de forma regular. Assim, o sistema passa por um período transitório até que as condições se tornem aproximadamente constantes. A fonte externa fornece energia para o sistema fazendo com que a amplitude do movimento oscilatório se modifique a depender da freqüência emitida. Tem-se a seguinte expressão para A em função de ω:

A(ω) =

Fo __________ m[(ω 2 –ω o 2 ) 2 + γ 2 ω 2 ] 1/2

sendo, Fo a força aplicada pela fonte externa, e γ o fator de amortecimento dado por γ = b/m, onde b é o coeficiente da força de atrito, proporcional a velocidade instantânea da massa m.

Para γ pequeno a expressão de A(ω) pode ser dada por:

A(ω) =

Fo __________ 2mω o [(ω 2 –ω o 2 ) 2 + γ 2 /4] 1/2

A partir dessa equação pode-se perceber que a

amplitude será máxima quando ω = ω o. Nesta situação dizemos que o sistema está em ressonância, ou seja, a transferência de energia da fonte externa para o sistema é máxima e o corpo atinge sua maior amplitude. Em uma curva de ressonância que relaciona a

amplitude A com a freqüência angular ω

chamamos

,

de semi-largura de pico à distância no gráfico entre os pontos onde a amplitude ao quadrado é igual à metade da amplitude máxima, ou seja, A = A max /√2.Essa distância determina o valor de γ. O fator de qualidade Q é dado por: Q = ω o / γ. Ele indica a existência de muito ou pouco atrito no sistema, ou seja, quanto menor o valor de Q maior será o atrito entre os componentes do sistema e vice- versa. O objetivo do experimento realizado é determinar as curvas de ressonância de uma haste metálica variando seu comprimento, e em cada caso determinar o fator de amortecimento γ. Objetivamos também analisar o comportamento da freqüência natural de oscilação diante da variação do comprimento da haste encontrando, através do método dos mínimos quadrados, a equação que relaciona essas duas

grandezas.

Procedimento Experimental

O experimento realizado consistiu em variar o

comprimento

de

uma

haste,

observando

a

correspondente variação

na

amplitude.

Para

cada

tamanho da barra encontrou-se aproximadamente a maior amplitude. A partir desse valor frequência para o qual a amplitude é máxima, encontrou-se dois pontos com frequência maior e dois com a frequência menos. Assim foi possível construir gráficos para analisar a relação das variáveis.

Resultados e Discussão

Cálculo das semi-larguras de pico

A partir dos gráficos, que se encontram em anexo, podemos obter a medida da semi-largura de pico para cada L. O fator de qualidade Q é dado pela razão entre ω 0 / δ. Abaixo temos as semi-larguras de pico e o fator de qualidade para cada L.

Para L = 0,2781 m δ = 1,80 rad/s

 

Q = ω 0 = 114,42 = 63,6

δ

1,8

Para L = 0,2575 m

 

δ = 1,75 rad/s Q = ω 0 = 132,16

= 75,5

δ

1,75

Para L = 0,2385 m δ = 2,30 rad/s

 

Q = ω 0 = 154,19

=

67,0

δ

2,3

Para L = 0,2178 m

 

δ = 0,92 rad/s Q = ω 0 = 183,17 =

203,5

δ

0,92

a = (∑ x)( ∑ y) ̶ n(∑xy) (∑ x) 2 ̶ n(∑x 2 )

a = -2,42948 . 8,630499 – 4 . -5,253875 (-2,42948) 2 – 4 . 1,481784

a = -1,93321

b = (∑xy)( ∑x) ̶ (∑x 2 )( ∑y) (∑x) 2 ̶ n (∑x 2 )

b = ( -5,253875 . -2,42948) - 1,481784 . 8,630499 (-2,42948) 2 – 4 . 1,481784

b = 0,983456

Traçando-se se o gráfico dos valores das freqüências de ressonância em função do comprimento da haste em papel log-log, obtemos uma curva que se aproxima de uma reta.Usando o método dos mínimos quadrados, podemos calcular a dependência entre a

freqüência de vibração natural de uma haste delgada e seu comprimento como mostrado a seguir:

a = (∑ x)( ∑ y)

- n(∑xy)

 

(∑ x) 2

- n(∑x 2 )

 

a= -2,42948 . 8,630499 – 4 . -5,253875 (-2,42948) 2 – 4 . 1,481784

a= -1,93321

 

b = (∑xy)( ∑x)

-

 

(∑x) 2 -

(∑x 2 )( ∑y) n (∑x 2 )

b= -5,253875 . ( -2,42948) - 1,481784 . 8,630499 (-2,42948) 2 – 4 . 1,481784

b= 0,983456

 

log ω o = a . log L + b log ω o = a . log L + log 10 b log ω o = log L a .10 b

ω o

=

10 b .L a

Substituindo os valores

de

a

e

b

temos:

 

ω o = 10 0,983456 .L -1,93321

 

Conclusão

 

O

procedimento

experimental

realizado

demonstrou que a alteração no comprimento da barra varia sua frequência natural de oscilação e que, em um sistema de oscilação forçada, a frequência de ressonância é diferente para cada comprimento de barra. À medida que o comprimento da barra aumenta, a frequência de ressonância diminui. Uma característica importante observada é que existe um ponto onde a amplitude é máxima e, em torno deste ponto, aumentando-se ou diminuindo-se a frequência de ressonância, a amplitude passa a ter valores menores. Encontramos também a relação entre a freqüência de ressonância ω o e o comprimento da haste L, e concluímos que quanto maior o comprimento da haste menor é a freqüência de ressonância da mesma.

Referências

[1]

Halliday,

D.;

Resnick,

R.;

Walker,J,

“Fundamentos de Física, vol 2” , pp. 71-79, LTC

editora, 2002.

[2] Young,

H. D.; Freedman,

R. A., “Física

II

Termodinâmica

e

Ondas”,

pp.

52-55, Addison

Wesley,2008.

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