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NOÇÕES BÁSICAS DE

ORÇAMENTO
ROTEIRO

Planejamento Público no Brasil

Instrumentos de Planejamento

Orçamento Público

PMDI - PPAG - LDO - LOA

Classificação Orçamentária

Estágios da Despesa
PLANEJAMENTO PÚBLICO NO
BRASIL
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

ART. 165 da CF de 1988 definiu a forma de


integração entre plano e orçamento através
da criação de três novos instrumentos :

 PLANO PLURIANUAL – PPA

 LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIA - LDO

 LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL - LOA


INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO,
ORÇAMENTO E GESTÃO

Instrumentos de
Planejamento, Plano Plurianual
Orçamento e
Gestão.
L. D. O.

L. O A.

Interface entre o Plano e o Orçamento


ORÇAMENTO PÚBLICO

 Instrumento que os governos usam para


organizar seus recursos financeiros.

 No Brasil, é uma lei constitucionalmente


prevista que estima as receitas e fixa as
despesas para um exercício.

 As despesas só poderão ser realizadas se


forem previstas ou incorporadas ao
orçamento.
Tendências Tendências

Ambiente
Econômico Ambiente
Tecnológico

Ambiente de
Criminalidade
Plano Mineiro de e Violência
Desenvolvimento integrado -
Ambientes PMDI
Demográfico e Ambientes Político e
Sócio-Cultural Legal

Tendências Tendências
PMDI

-Inovação da Constituição Mineira;


-Não propõe prazos específicos;
-Propõe ações estruturantes e programas
prioritários;
-Matriz e referência para as demais ações
de planejamento do Estado;
-Compatibilização com PPAG, LOA ( art.
154, parágrafo único CE e parágrafos 2º e
5 º art. 157 CE)
PLANEJAMENTO EM MINAS GERAIS
Ok !!

 1989 - CONSTITUIÇÃO ESTADUAL - PMDI


ART 231 - O Estado, para fomentar o
desenvolvimento econômico, observados os
princípios da Constituição da República e os
desta Constituição, estabelecerá e executará o
Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado -
PMDI, que será proposto pelo Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social e
aprovado em lei.
Parágrafo 1º - Na composição do Conselho será
assegurada a participação da sociedade civil.
PLANEJAMENTO EM MINAS
GERAIS
 § 2º - O Plano tem, entre outros, os seguintes
objetivos:

I. O desenvolvimento sócio-econômico
integrado do Estado;
II. A racionalização e a coordenação das ações
do Governo;
III. O incremento das atividades produtivas do
Estado;
IV. A expansão social do mercado consumidor;
V. A superação das desigualdades sociais e
regionais do Estado;
VI. A expansão do mercado de trabalho;
VII. O desenvolvimento dos municípios de
escassas condições de propulsão sócio-
econômica;
VIII. O desenvolvimento tecnológico do Estado.
PLANO PLURIANUAL DE
AÇÃO
GOVERNAMENTAL -
PPAG
PPAG – PLANO PLURIANUAL DE
AÇÃO GOVERNAMENTAL
 1989 - CONSTITUIÇÃO ESTADUAL - PPAG

 ART. 154 – A lei que instituir o Plano Plurianual de


Ação Governamental estabelecerá, de forma
regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da
Administração Pública para as despesas de capital
e outras delas decorrentes e para as relativas a
programas de duração continuada.

 Parágrafo Único – O Plano Plurianual e os


programas estaduais, regionais e setoriais
previstos nesta constituição serão elaborados em
consonância com o Plano Mineiro de
Desenvolvimento Integrado –PMDI e submetidos à
apreciação da Assembléia Legislativa.
PPAG – PLANO PLURIANUAL DE
AÇÃO GOVERNAMENTAL

 É um instrumento de planejamento
estratégico.

 É um instrumento de Gestão, utilizado na


otimização da aplicação dos recursos
disponíveis.

 Contém o programa de trabalho relativo ao


período de 4 anos.
PPAG – PRINCIPAIS OBJETIVOS
 Promover, em cada órgão setorial, o
desenvolvimento do planejamento
estratégico, ajustando os resultados
almejados aos recursos disponíveis e à
efetiva capacidade de execução do gestor;

 Dotar os administradores públicos de um


sistema gerencial estruturado e atualizado,
facilitando a tomada de decisões, corrigindo
desvios e direcionando a aplicação dos
recursos para obtenção dos resultados
pretendidos.
PPAG – PRINCIPAIS OBJETIVOS
 Organizar em programas todas as ações,
assegurando o alinhamento dos programas
com a orientação estratégica e com as
provisões de recursos, por área.

 Tornar públicas as informações referentes à


execução dos programas de Governo.
LEI DE DIRETRIZES
ORÇAMENTÁRIAS - LDO
LEGISLAÇÃO BÁSICA DA LDO
Lei de Diretrizes Orçamentárias

CONST. FEDERAL, LEI COMPLEMENTAR


TÍTULO VI, CAPÍTULO II Nº. 101 - LRF CONST. ESTADUAL LEI FEDERAL
SEÇÃO II. (EM ESPECIAL, ART. 155 4.320

(EM ESPECIAL, OS ARTS. 4º, 9º E 14)


OS ARTS. 165 A 169)
TRÂMITE LEGAL DA LDO
PODER EXECUTIVO EXECUTIVO - Sanciona e publica
a Lei, podendo propor veto ao
Elabora o Projeto de Lei texto aprovado pelo
Legislativo

ENCAMINHA
DEVOLVE

Poder Legislativo – Discute,


altera e aprova o projeto Legislativo - Aprova ou não os vetos
de Lei propostos pelo Executivo

Prazo para encaminhamento do projeto da LDO ao Poder Legislativo é 15 de


maio.
CONTEÚDO BÁSICO DA
LDO
Metas e Prioridades para o Exercício Seguinte
Plano Plurianual
( Plano de Governo de 4 anos) LDO

Programa 1
Ações 1 a n
Programa 2
Ações 1 a n
Programa n
Ações 1 a n
PRINCIPAIS FUNÇÕES DA
LDO
 Organizar em programa todas as ações,
alinhando os programas com as provisões
de recursos;

 Dispor sobre as alterações na legislação


tributária;

 Estabelecer normas relativas ao controle


de custos e avaliação de resultados dos
programas financiados com recursos
públicos.

CHEGADA
PRINCIPAIS FUNÇÕES DA
LDO
 Dispor sobre os critérios e forma de
limitação de empenho a fim de garantir o
alcance das metas de resultado primário e
nominal;

 Dispor sobre o equilíbrio entre receitas e


despesas;

 Dispor sobre a constituição de reserva de


contingência.

CHEGADA
PRINCIPAIS FUNÇÕES DA
LDO
 Criar condições para avaliação e
mensuração dos indicadores, a partir da
avaliação anual do PPAG;

SIGPLAN – Sistema de Informações


Gerenciais e de Planejamento –

 alimentação trimestral
LEI ORÇAMENTÁRIA
ANUAL - LOA
Etapas de Elaboração da Proposta Orçamentária

Plano Plurianual de Lei de Diretrizes


Ação Governamental Orçamentárias

Elaboração da Proposta
Orçamentária Anual (LOA)
A LOA NA CONSTITUIÇÃO
ESTADUAL

A Constituição Estadual estabelece, em seu art. 157 incisos I e II,


que a Lei Orçamentária Anual – LOA compreenderá:

 o orçamento fiscal referente aos Poderes do Estado,


seus fundos, órgão e entidades da administração direta
e indireta;

 o orçamento de investimento das empresas em que o


Estado, direta ou indiretamente, detenha a maioria do
capital social com direito a voto.
SOBRE A L. O. A.
FORMA

A LOA se compõe de duas partes: texto e anexos.

O texto dispõe sobre a estimativa da receita, a fixação da despesa e a


autorização para a abertura de créditos suplementares e para a
contratação de operações de crédito.
Os anexos contêm a programação orçamentária, que nos permite
verificar como serão alocados os recursos públicos.

VIGÊNCIA

Vigência limitada a um exercício financeiro.


O Poder Executivo deverá elaborar e encaminhar o Projeto de Lei
Orçamentária - PLOA ao Poder Legislativo até 30 de setembro e este
deverá devolvê-lo para sanção até o encerramento da sessão
legislativa.
CLASSIFICAÇÃO ORÇAMENTÁRIA

Isaac Newton Beethoven Einstein


1251 06 181 141 4232 0001
339030 23 1 10 1
CLASSIFICAÇÃO
1251ORÇAMENTÁRIA
06 181 141 4232 0001
339030 23 1 10 1
As classificações orçamentárias de receitas e
despesas são de fundamental importância para a
transparência das operações constantes de um
orçamento.
As receitas e despesas públicas podem ser classificadas
de acordo com vários aspectos. O propósito destas
classificações é facilitar sua avaliação, ao mesmo
tempo em que permitem uma certa padronização.
O Classificador das Despesas e Receitas encontra-se
hospedado no site www.planejamento.mg.gov.br

Vide Intranet, no link Financeiro.


CLASSIFICAÇÃO
ORÇAMENTÁRIA

A classificação institucional tem como finalidade evidenciar as


unidades administrativas, ou seja, quais os órgãos
incumbidos de executar a programação orçamentária.

Classificação Institucional:
1 25 1 – Polícia Militar de Minas Gerais

1 – Tipo de Administração – Administração Direta

25 – Órgão – Polícia Militar de Minas Gerais

1 – Unidade Orçamentária – Polícia Militar de Minas Gerais


CLASSIFICAÇÃO
ORÇAMENTÁRIA

- CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL
A classificação funcional (função + subfunção) está
representada em 5 dígitos. Os dois primeiros dizem
respeito a função, que pode ser traduzida como o maior
nível de agregação dos diversos espaços de atuação do
setor público. A PMMG atualmente executa três funções:
06 – Seg. Pública; 10 – Saúde e 12 – Educação.

Já os três dígitos seguintes referem-se a subfunção . Esta


pode ser entendida como a partição da função. Está
associada à própria característica de atuação. Hoje a PMMG
tem as seguintes subfunções:
122- Adm. Geral; 126- Tecnologia da Informação; 128 –
Formação de Recursos Humanos; 181 – Policiamento; 272
– Prev. do Reg. Estatutário; 302 – Assistência Hospitalar e
Ambulatorial; 361 – Ensino Fundamental e 362 – Ensino
Médio.
CLASSIFICAÇÃO
ORÇAMENTÁRIA
- PROGRAMAS 
Cada nível de governo passará a ter estrutura própria, seus próprios programas
adequados à solução dos seus problemas, haja vista que todo programa surge
para solucionar um problema. A PMMG tem atualmente 09 programas:

701 – Apoio à Administração Pública; 021 - Gestão Integrada de Ações e


Informações de defesa Social; 227 - Educação Profissional de Segurança
Pública; 016 - Destinos Turísticos Estratégicos; 034 - Prevenção Social da
Criminalidade; 141- Polícia Ostensiva; 172 - Assistência ao Militar; 702 -
Obrigações Especiais; 170 - Desenvolvimento do Ensino Fundamental e médio.

Programas Estruturadores (Constam no Plano Plurianual de Ação Governamental –


PPAG, como prioritários pelo Governo) – Gerente SEDS

- AÇÕES ORÇAMENTÁRIAS (Atv – Proj)

Contribuem para a consecução do objetivo do programa, gerando bem ou serviço


para uma parcela ou para a totalidade de seu público alvo, e que demanda
recursos orçamentários.

As ações orçamentárias dividem-se em Atividades e Projetos:


 ATIVIDADES
Instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa,
envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e
permanente. Atualmente a PMMG trabalha com as seguintes atividades:

2001 – Direção Superior;


2002 – Planejamento, Gestão e Finanças;
2063 – Auxílios Transporte, Alimentação, Funeral e Doença;
2417 – Remuneração do Pessoal Ativo;
2427 – Tecnologia da Informação;
2089 – Treinamento Profissional de Seg. Pública; (antiga 2624)
2731 – Manutenção e ampliação de Telecomunicações;
4232 – Policiamento Ostensivo Geral; (antiga 4391)
4289 – Policiamento Ostensivo de Trânsito; (antiga 4395)
4290 – Policiamento Ostensivo de Meio Ambiente; (antiga 4396)
2088 – Assistência e Promoção Social; (antiga 2649)
7007 – Proventos de Inativos;
2060 – Assistência Médica e Psicológica; (antiga 2652)
2061 – Assistência Odontológica; (antiga 2653)
2057 – Desenvolvimento do Ensino Fundamenta; (antiga 2402) e
2059 – Desenvolvimento do Ensino Médio. (antiga 2406)
* As atividades sofrem alteração de acordo com a Lei Orç. Anual e são expostas via
PARO
 PROJETOS
Instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa,
envolvendo um conjunto de operações limitadas no tempo, das quais
resulta um produto que concorre para a expansão ou aperfeiçoamento da
ação de governo. Atualmente a PMMG desenvolve os seguintes Projetos:

1.034 – Disseminação de Acesso aos Sistemas de Informação;


1.314 – Estruturação e Promoção da Estrada Real;
1.032 – Modernização Logística de Unidades Prediais Integradas;
1.033 – Modernização da Logística das Unidades que compõem as RISP,
ACISP e AISP (Áreas Integradas);
1.039 – Cinturão de Segurança de Minas Gerais;
4.572 – Terceirização da Frota;
4.265 – Fica Vivo - Controle de Homicídios;

Projetos Estruturadores (Constam no PPAG como prioritários pelo Governo)


– Gerente SEDS
90 30
A classificação por natureza da despesa tem por finalidade possibilitar a obtenção
de informações macroeconômicas sobre os efeitos dos gastos do setor
público na economia. Além de facilitar o controle contábil do gasto.

Compõe-se de:

 categoria econômica (3 – despesas correntes; 4 – despesas de


capital)

 Grupo da despesa (1 – Pessoal e Encargos Sociais; 2 - Juros e


Encargos da Dívida; 3 – Outras Despesas Correntes; 4 –
Investimentos; 5 - Inversões Financeiras e 6 - Amortização Da
Dívida)

 Modalidade de Aplicação Indica que os recursos dão aplicados


diretamente pelos órgãos e entidades da esfera governamental. São
elas:
90 – Aplicações Diretas;
40 – Transferências a Municípios
70 – Transferências a Instituições Multi-governamentais

 Elemento de despesa - identifica os objetos de gasto, tais como:


11- vencimentos e vantagens fixas; 15 Diárias; 30- material de
consumo; 39 - outros serviços de terceiros; 51 - obras e
instalações; 52 - equipamentos e material permanente, etc
NATUREZA DA DESPESA
CLASSIFICAÇÃO
ORÇAMENTÁRIA

CATEG
CLASSIFICAÇÃO
ORÇAMENTÁRIA

GRUP
CLASSIFICAÇÃO
ORÇAMENTÁRIA

MODA
CLASSIFICAÇÃO
ORÇAMENTÁRIA

Eleme
Elem
CLASSIFICAÇÃO
ORÇAMENTÁRIA

Item
CLASSIFICAÇÃO
ORÇAMENTÁRIA
- Identificadores de Programa Governamental – IPG

O objetivo é o de identificar os recursos destinados aos


Programas Estruturadores e Não Estruturadores nas
ações de Serviço Público.

0 = Programa Associado ou Especial;

1 = Programa Estruturador.
FONTES DE RECURSOS -
PMMG
Recursos Ordinários 10 - Tesouro Estadual

24 - Convênios, Acordos,
25 - Operações de Crédito,
27 - Taxa de Segurança,
Recursos Vinculados 31 - Utilização Rec. Hídricos,
34 - Not. Infrações Trânsito,
45 - Doações,
52 - Taxa Ctl Fiscal.
Ambiental

Diretamente Arrecadados 60 - Próprio Esforço de Arrecadação


INDICADORES DE
PROCEDÊNCIA E USO
-Indicam a origem e a utilização do recurso.

C Ó D IG O
ESTÁGIOS DA DESPESA
Após aprovação da Lei Orçamentária Anual – LOA e
das cotas orçamentárias no Sistema Integrado de
Administração Financeira - SIAFI, as Unidades
Orçamentárias – UO estão em condições de
efetuar a realização da despesa.

Empenho,

Liquidação, e

Pagamento (este último está vinculado à execução


financeira).
OBSERVAÇÕES
1) A descentralização à nível de item, basicamente, ocorre na
Fonte de Recurso 10.1. Exceção feita as despesas com
aeronaves, que inclusive na Fonte de Recurso 60.1 é
obrigatória;

2) Atualmente as despesas descritas no anexo “M” do


PARO/2009 são descentralizadas à nível de item de
despesa;

3) O Parágrafo Único do Art. 12 do PARO/2009 estabelece


que as demandas da FR 60.1 deverão ser consolidadas na
PM4;

4) FR 45.1 - Doação - a geração da receita deverá


corresponder a despesa que será realizada. Se a despesa
for de material permanente a receita deverá ser gerada
como receita de capital, em sendo despesa de consumo a
receita deverá ser de custeio. O classificador de Receitas
encontra-se hospedado no site
WWW.planejamento.mg.gov.br;
OBSERVAÇÕES
5) O Memorando 60.618.3/05-EMPM6, de 16/05/05,
publicado no BGPM 39, de 31/05/05, determinada que a
destinação dos recursos de fontes vinculadas deverá
obedecer a atv. fim da Instituição e que para fins de
padronização de materiais e equipamentos as
solicitações deverão ser encaminhadas aos Gestores;

6) LOA- 2008 - Lei n.º 17.333, de 10/01/2008;

7) LDO - 2008 - Lei 16.919, de 06/08/2007;

8) Ordenador de Despesa (Decreto 37.924, de 16/05/96) e de


Responsável Técnico (Decreto 42.251, de 09/01/02), além do
Artigo 29 do PARO e o Ofício DF 2025 – 08.