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MINISTÉRIO DA FAZENDA

ASSISTENTE TÉCNICO - ADMINISTRATIVO

MATEMÁTICA:
Numeração; Números naturais: múltiplos, divisores, divisibilidade e restos; M.D.C. e M.M.C.; Números fracionários e
Operações com frações; Números Decimais e Dízimas Periódicas; ................................................................................. 5
Sistemas de Unidade, Notação Científica e Bases não Decimais; .................................................................................. 24
Razões e Proporções; Escalas; Divisão Proporcional; Regra de Três Simples ou Composta;. Porcentagem; ................ 32
Teoria dos Conjuntos: Conjuntos Numéricos; .................................................................................................................... 1
Relações, Funções de Primeiro e Segundo Grau; ........................................................................................................... 41
Noções de Probabilidade e Estatística Descritiva; ........................................................................................................... 90
Aplicações e Operações com Inequações; ...................................................................................................................... 50
Sequências e Progressões Aritméticas e Geométricas; ................................................................................................... 77
Operações com Matrizes, Logaritmos, Raízes e Radicais, Fatoração Algébrica; ............................................................ 94

Assistente Técnico Administrativo – MIN FAZENDA


 Elemento: qualquer um dos componentes de um
conjunto, geralmente representado por letras
minúsculas;

 Pertinência: é a característica associada a um


elemento que faz parte de um conjunto;
Numeração; Números naturais: múltiplos, divisores,
divisibilidade e restos; M.D.C. e M.M.C.; Números fra- Pertence ou não pertence
cionários e Operações com frações; Números Decimais
e Dízimas Periódicas; Se é um elemento de , nós podemos dizer que o
Sistemas de Unidade, Notação Científica e Bases não elemento pertence ao conjunto e podemos escrever
Decimais;
. Se não é um elemento de , nós podemos
Razões e Proporções; Escalas; Divisão Proporcional;
Regra de Três Simples ou Composta;. Porcentagem; dizer que o elemento não pertence ao conjunto e
Teoria dos Conjuntos: Conjuntos Numéricos;
podemos escrever .
Relações, Funções de Primeiro e Segundo Grau;
Noções de Probabilidade e Estatística Descritiva;
Aplicações e Operações com Inequações; 1. Conceitos primitivos
Sequências e Progressões Aritméticas e Geométricas;
Operações com Matrizes, Logaritmos, Raízes e Radi- Antes de mais nada devemos saber que conceitos
cais, Fatoração Algébrica; primitivos são noções que adotamos sem definição.

Adotaremos aqui três conceitos primitivos: o de con-


TEORIA DOS CONJUNTOS junto, o de elemento e o de pertinência de um elemento
a um conjunto. Assim, devemos entender perfeitamente
a frase: determinado elemento pertence a um conjunto,
CONJUNTO sem que tenhamos definido o que é conjunto, o que é
elemento e o que significa dizer que um elemento per-
Em matemática, um conjunto é uma coleção de tence ou não a um conjunto.
elementos. Não interessa a ordem e quantas vezes os
elementos estão listados na coleção. Em contraste, 2 Notação
uma coleção de elementos na qual a multiplicidade,
mas não a ordem, é relevante, é chamada Normalmente adotamos, na teoria dos conjuntos, a
multiconjunto. seguinte notação:

Conjuntos são um dos conceitos básicos da • os conjuntos são indicados por letras maiúsculas:
matemática. Um conjunto é apenas uma coleção de A, B, C, ... ;
entidades, chamadas de elementos. A notação padrão • os elementos são indicados por letras
lista os elementos separados por vírgulas entre chaves minúsculas: a, b, c, x, y, ... ;
(o uso de "parênteses" ou "colchetes" é incomum) • o fato de um elemento x pertencer a um conjunto
como os seguintes exemplos: C é indicado com x ∈ C;
• o fato de um elemento y não pertencer a um
{1, 2, 3}
conjunto C é indicado y ∉ C.
{1, 2, 2, 1, 3, 2}
3. Representação dos conjuntos
{x : x é um número inteiro tal que 0<x<4}
Um conjunto pode ser representado de três
maneiras:
Os três exemplos acima são maneiras diferentes de
representar o mesmo conjunto.
• por enumeração de seus elementos;
É possível descrever o mesmo conjunto de • por descrição de uma propriedade
diferentes maneiras: listando os seus elementos (ideal característica do conjunto;
para conjuntos pequenos e finitos) ou definindo uma • através de uma representação gráfica.
propriedade de seus elementos. Dizemos que dois Um conjunto é representado por enumeração
conjuntos são iguais se e somente se cada elemento quando todos os seus elementos são indicados e
de um é também elemento do outro, não importando a colocados dentro de um par de chaves.
quantidade e nem a ordem das ocorrências dos
elementos. Exemplo:

Conceitos essenciais a) A = ( 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 ) indica o conjunto


formado pelos algarismos do nosso sistema de
numeração.
 Conjunto: representa uma coleção de objetos,
geralmente representado por letras maiúsculas;

Matemática 1
b) B = ( a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, l, m, n, o, p, q, r, s, t,
u, v, x, z ) indica o conjunto formado pelas letras do
nosso alfabeto.
c) Quando um conjunto possui número elevado de
elementos, porém apresenta lei de formação bem clara,
podemos representa-lo, por enumeração, indicando os
primeiros e os últimos elementos, intercalados por
reticências. Assim: C = ( 2; 4; 6;... ; 98 ) indica o
conjunto dos números pares positivos, menores do
que100.
d) Ainda usando reticências, podemos representar,
por enumeração, conjuntos com infinitas elementos que
tenham uma lei de formação bem clara, como os
seguintes: Por esse tipo de representação gráfica, chamada
diagrama de Euler-Venn, percebemos que x ∈ C, y ∈
D = ( 0; 1; 2; 3; .. . ) indica o conjunto dos números C, z ∈ C; e que a ∉ C, b ∉ C, c ∉ C, d ∉ C.
inteiros não negativos;
E = ( ... ; -2; -1; 0; 1; 2; . .. ) indica o conjunto dos 4 Número de elementos de um conjunto
números inteiros;
F = ( 1; 3; 5; 7; . . . ) indica o conjunto dos números Consideremos um conjunto C. Chamamos de núme-
ímpares positivos. ro de elementos deste conjunto, e indicamos com n(C),
ao número de elementos diferentes entre si, que per-
A representação de um conjunto por meio da des- tencem ao conjunto.
crição de uma propriedade característica é mais sintéti- Exemplos
ca que sua representação por enumeração. Neste ca-
so, um conjunto C, de elementos x, será representado a) O conjunto A = { a; e; i; o; u }
da seguinte maneira: é tal que n(A) = 5.
b) O conjunto B = { 0; 1; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } é tal
C = { x | x possui uma determinada propriedade } que n(B) = 10.
c) O conjunto C = ( 1; 2; 3; 4;... ; 99 ) é tal que n
que se lê: C é o conjunto dos elementos x tal que (C) = 99.
possui uma determinada propriedade:
5 Conjunto unitário e conjunto vazio
Exemplos
Chamamos de conjunto unitário a todo conjunto C,
O conjunto A = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } pode ser tal que n (C) = 1.
representado por descrição da seguinte maneira: A =
{ x | x é algarismo do nosso sistema de numeração } Exemplo: C = ( 3 )

O conjunto G = { a; e; i; o, u } pode ser E chamamos de conjunto vazio a todo conjunto c,


representado por descrição da seguinte maneira G = tal que n(C) = 0.
{ x | x é vogal do nosso alfabeto }
2
Exemplo: M = { x | x = -25}
O conjunto H = { 2; 4; 6; 8; . . . } pode ser
representado por descrição da seguinte maneira: O conjunto vazio é representado por { } ou por
∅.
H = { x | x é par positivo }
Exercício resolvido
A representação gráfica de um conjunto é bastante
cômoda. Através dela, os elementos de um conjunto Determine o número de elementos dos seguintes
são representados por pontos interiores a uma linha com juntos :
fechada que não se entrelaça. Os pontos exteriores a
esta linha representam os elementos que não perten- a) A = { x | x é letra da palavra amor }
cem ao conjunto. b) B = { x | x é letra da palavra alegria }
c) c é o conjunto esquematizado a seguir
Exemplo d) D = ( 2; 4; 6; . . . ; 98 )
e) E é o conjunto dos pontos comuns às
relas r e s, esquematizadas a seguir :

Matemática 2
Sejam os conjuntos A = {x | x é mineiro} e B = { x | x
Resolução é brasileiro} ; temos então que A ⊂ B e que B ⊃ A.

a) n(A) = 4 Observações:
b) n(B) = 6,'pois a palavra alegria, apesar de
possuir dote letras, possui apenas seis letras distintas • Quando A não é subconjunto de B, indicamos
entre si. com A ⊄ B ou B A.
c) n(C) = 2, pois há dois elementos que • Admitiremos que o conjunto vazio está contido
pertencem a C: c e C e d e C em qualquer conjunto.
d) observe que:
2 = 2 . 1 é o 1º par positivo 8 Número de subconjuntos de um conjunto dado
4 = 2 . 2 é o 2° par positivo Pode-se mostrar que, se um conjunto possui n
6 = 2 . 3 é o 3º par positivo n
elementos, então este conjunto terá 2 subconjuntos.
8 = 2 . 4 é o 4º par positivo Exemplo
. .
. . O conjunto C = {1; 2 } possui dois elementos; logo,
. . 2
ele terá 2 = 4 subconjuntos.
98 = 2 . 49 é o 49º par positivo
Exercício resolvido:
logo: n(D) = 49
1. Determine o número de subconjuntos do conjunto
e) As duas retas, esquematizadas na C = (a; e; i; o; u ) .
figura, possuem apenas um ponto comum.
Logo, n( E ) = 1, e o conjunto E é, portanto, unitário. Resolução: Como o conjunto C possui cinco
5
elementos, o número dos seus subconjuntos será 2 =
6 igualdade de conjuntos 32.

Vamos dizer que dois conjuntos A e 8 são iguais, e Exercícios propostas:


indicaremos com A = 8, se ambos possuírem os mes-
mos elementos. Quando isto não ocorrer, diremos que 2. Determine o número de subconjuntos do conjunto
os conjuntos são diferentes e indicaremos com A ≠ B. C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 }
Exemplos .
Resposta: 1024
a) {a;e;i;o;u} = {a;e;i;o;u}
b) {a;e;i;o,u} = {i;u;o,e;a} 3. Determine o número de subconjuntos do conjunto
c) {a;e;i;o;u} = {a;a;e;i;i;i;o;u;u} 1 1 1 2 3 3
d) {a;e;i;o;u} ≠ {a;e;i;o} C=  ; ; ; ; ; 
2
e) { x | x = 100} = {10; -10} 2 3 4 4 4 5 
2
f) { x | x = 400} ≠ {20}
Resposta: 32
7 Subconjuntos de um conjunto
B) OPERAÇÕES COM CONJUNTOS
Dizemos que um conjunto A é um subconjunto de
um conjunto B se todo elemento, que pertencer a A, 1 União de conjuntos
também pertencer a B.
Dados dois conjuntos A e B, chamamos união ou
Neste caso, usando os diagramas de Euler-Venn, o reunião de A com B, e indicamos com A ∩ B, ao con-
conjunto A estará "totalmente dentro" do conjunto B : junto constituído por todos os elementos que perten-
cem a A ou a B.

Usando os diagramas de Euler-Venn, e


representando com hachuras a interseção dos
conjuntos, temos:

Indicamos que A é um subconjunto de B de duas


maneiras:

a) A ⊂ B; que deve ser lido : A é subconjunto de


B ou A está contido em B ou A é parte de B;
b) B ⊃ A; que deve ser lido: B contém A ou B
inclui A. Exemplos

Exemplo a) {a;b;c} U {d;e}= {a;b;c;d;e}


b) {a;b;c} U {b;c;d}={a;b;c;d}

Matemática 3
c) {a;b;c} U {a;c}={a;b;c}

2 Intersecção de conjuntos

Dados dois conjuntos A e B, chamamos de interse-


ção de A com B, e indicamos com A ∩ B, ao conjunto
constituído por todos os elementos que pertencem a A
e a B.

Usando os diagramas de Euler-Venn, e


representando com hachuras a intersecção dos
conjuntos, temos: .Resolução

Exemplos
a) {a;b;c} ∩ {d;e} = ∅
b) {a;b;c} ∩ {b;c,d} = {b;c}
c) {a;b;c} ∩ {a;c} = {a;c}

Quando a intersecção de dois conjuntos é vazia,


como no exemplo a, dizemos que os conjuntos são
disjuntos.

Exercícios resolvidos

1. Sendo A = ( x; y; z ); B = ( x; w; v ) e C = ( y; u; t 3. No diagrama seguinte temos:


), determinar os seguintes conjuntos: n(A) = 20
a) A ∪ B f) B ∩ C n(B) = 30
b) A ∩ B g) A ∪ B ∪ C n(A ∩ B) = 5
c) A ∪ C h) A ∩ B ∩ C
d) A ∩ C i) (A ∩ B) U (A ∩ C)
e) B ∪ C Determine n(A ∪ B).
Resolução
Resolução
a) A ∪ B = {x; y; z; w; v }
b) A ∩ B = {x }
c) A ∪ C = {x; y;z; u; t }
d) A ∩ C = {y }
e) B ∪ C={x;w;v;y;u;t}
f) B ∩ C= ∅ Se juntarmos, aos 20 elementos de A, os 30
g) A ∪ B ∪ C= {x;y;z;w;v;u;t} elementos de B, estaremos considerando os 5
elementos de A n B duas vezes; o que, evidentemente,
h) A ∩ B ∩ C= ∅
é incorreto; e, para corrigir este erro, devemos subtrair
i) (A ∩ B) ∪ u (A ∩ C)={x} ∪ {y}={x;y}
uma vez os 5 elementos de A n B; teremos então:
2. Dado o diagrama seguinte, represente com n(A ∪ B) = n(A) + n(B) - n(A ∩ B) ou seja:
hachuras os conjuntos: :
n(A ∪ B) = 20 + 30 – 5 e então:
a) A ∩ B ∩ C
b) (A ∩ B) ∪ (A ∩ C)
n(A ∪ B) = 45.

4 Conjunto complementar

Dados dois conjuntos A e B, com B ⊂ A,


chamamos de conjunto complementar de B em relação
a A, e indicamos com CA B, ao conjunto A - B.

Matemática 4
Observação: O complementar é um caso particular
de diferença em que o segundo conjunto é subconjunto símbolo ou usualmente representa este
do primeiro. conjunto.

Usando os diagramas de Euler-Venn, e 5. Números reais incluem os números algébricos


representando com hachuras o complementar de B em e os números transcendentais. O símbolo
relação a A, temos: usualmente representa este conjunto.

6. Números imaginários aparecem como soluções


2
de equações como x + r = 0 onde r > 0. O símbolo
usualmente representa este conjunto.

7. Números complexos é a soma dos números


reais e dos imaginários: . Aqui tanto r quanto s
podem ser iguais a zero; então os conjuntos dos
números reais e o dos imaginários são subconjuntos do
Exemplo: {a;b;c;d;e;f} - {b;d;e}= {a;c;f} conjunto dos números complexos. O símbolo
usualmente representa este conjunto.
Observação: O conjunto complementar de B
em relação a A é formado pelos elementos que
faltam para "B chegar a A"; isto é, para B se
igualar a A.
NÚMEROS NATURAIS, INTEIROS, RACIONAIS,
IRRACIONAIS E REAIS.
Exercícios resolvidos:
Conjuntos numéricos podem ser representados de
4. Sendo A = { x; y; z } , B = { x; w; v } e C = { y; diversas formas. A forma mais simples é dar um nome
u; t }, determinar os seguintes conjuntos: ao conjunto e expor todos os seus elementos, um ao
lado do outro, entre os sinais de chaves. Veja o exem-
A–B C-A plo abaixo:
B–A B–C A = {51, 27, -3}
A–C C–B
Esse conjunto se chama "A" e possui três termos,
Resolução que estão listados entre chaves.
a) A - B = { y; z } Os nomes dos conjuntos são sempre letras maiús-
b) B - A= {w;v} culas. Quando criamos um conjunto, podemos utilizar
c) A - C= {x;z} qualquer letra.
d) C – A = {u;t}
e) B – C = {x;w;v} Vamos começar nos primórdios da matemática.
f) C – B = {y;u;t} - Se eu pedisse para você contar até 10, o que você
me diria?
Exemplos de conjuntos compostos por números - Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove
e dez.
Nota: Nesta seção, a, b e c são números naturais,
enquanto r e s são números reais. Pois é, estes números que saem naturalmente de
sua boca quando solicitado, são chamados de números
1. Números naturais são usados para contar. O NATURAIS, o qual é representado pela letra .
símbolo usualmente representa este conjunto.
Foi o primeiro conjunto inventado pelos homens, e
2. Números inteiros aparecem como soluções de tinha como intenção mostrar quantidades.
*Obs.: Originalmente, o zero não estava incluído
equações como x + a = b. O símbolo usualmente
neste conjunto, mas pela necessidade de representar
representa este conjunto (do termo alemão Zahlen que
uma quantia nula, definiu-se este número como sendo
significa números).
pertencente ao conjunto dos Naturais. Portanto:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
3. Números racionais aparecem como soluções
de equações como a + bx = c. O símbolo Obs.2: Como o zero originou-se depois dos outros
usualmente representa este conjunto (da palavra números e possui algumas propriedades próprias, al-
quociente). gumas vezes teremos a necessidade de representar o
conjunto dos números naturais sem incluir o zero. Para
4. Números algébricos aparecem como soluções isso foi definido que o símbolo * (asterisco) empregado
de equações polinomiais (com coeficientes inteiros) e ao lado do símbolo do conjunto, iria representar a au-
envolvem raízes e alguns outros números irracionais. O sência do zero. Veja o exemplo abaixo:
N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}

Matemática 5
Estes números foram suficientes para a sociedade Conjunto dos Números Naturais
durante algum tempo. Com o passar dos anos, e o São todos os números inteiros positivos, incluindo o
aumento das "trocas" de mercadorias entre os homens, zero. É representado pela letra maiúscula N.
foi necessário criar uma representação numérica para Caso queira representar o conjunto dos números natu-
as dívidas. rais não-nulos (excluindo o zero), deve-se colocar um *
ao lado do N:
Com isso inventou-se os chamados "números nega- N = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,10, ...}
tivos", e junto com estes números, um novo conjunto: o N* = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11, ...}
conjunto dos números inteiros, representado pela letra
. Conjunto dos Números Inteiros
São todos os números que pertencem ao conjunto
O conjunto dos números inteiros é formado por to- dos Naturais mais os seus respectivos opostos (negati-
dos os números NATURAIS mais todos os seus repre- vos).
sentantes negativos.
São representados pela letra Z:
Note que este conjunto não possui início nem fim Z = {... -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
(ao contrário dos naturais, que possui um início e não
possui fim). O conjunto dos inteiros possui alguns subconjuntos,
eles são:
Assim como no conjunto dos naturais, podemos re-
presentar todos os inteiros sem o ZERO com a mesma - Inteiros não negativos
notação usada para os NATURAIS. São todos os números inteiros que não são negati-
Z* = {..., -2, -1, 1, 2, ...} vos. Logo percebemos que este conjunto é igual ao
conjunto dos números naturais.
Em algumas situações, teremos a necessidade de
representar o conjunto dos números inteiros que NÃO É representado por Z+:
SÃO NEGATIVOS. Z+ = {0,1,2,3,4,5,6, ...}

Para isso emprega-se o sinal "+" ao lado do símbolo - Inteiros não positivos
do conjunto (vale a pena lembrar que esta simbologia São todos os números inteiros que não são positi-
representa os números NÃO NEGATIVOS, e não os vos. É representado por Z-:
números POSITIVOS, como muita gente diz). Veja o Z- = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
exemplo abaixo:
Z+ = {0,1, 2, 3, 4, 5, ...} - Inteiros não negativos e não-nulos
É o conjunto Z+ excluindo o zero. Representa-se es-
Obs.1: Note que agora sim este conjunto possui um se subconjunto por Z*+:
início. E você pode estar pensando "mas o zero não é Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
positivo". O zero não é positivo nem negativo, zero é Z*+ = N*
NULO.
- Inteiros não positivos e não nulos
Ele está contido neste conjunto, pois a simbologia São todos os números do conjunto Z- excluindo o
do sinalzinho positivo representa todos os números zero. Representa-se por Z*-.
NÃO NEGATIVOS, e o zero se enquadra nisto. Z*- = {... -4, -3, -2, -1}

Se quisermos representar somente os positivos (ou Conjunto dos Números Racionais


seja, os não negativos sem o zero), escrevemos: Os números racionais é um conjunto que engloba
Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, ...} os números inteiros (Z), números decimais finitos (por
exemplo, 743,8432) e os números decimais infinitos
Pois assim teremos apenas os positivos, já que o periódicos (que repete uma sequência de algarismos
zero não é positivo. da parte decimal infinitamente), como "12,050505...",
são também conhecidas como dízimas periódicas.
Ou também podemos representar somente os intei-
ros NÃO POSITIVOS com: Os racionais são representados pela letra Q.
Z - ={...,- 4, - 3, - 2, -1 , 0}
Conjunto dos Números Irracionais
É formado pelos números decimais infinitos não-
Obs.: Este conjunto possui final, mas não possui i- periódicos. Um bom exemplo de número irracional é o
nício. número PI (resultado da divisão do perímetro de uma
circunferência pelo seu diâmetro), que vale 3,14159265
E também os inteiros negativos (ou seja, os não po- .... Atualmente, supercomputadores já conseguiram
sitivos sem o zero): calcular bilhões de casas decimais para o PI.
Z*- ={...,- 4, - 3, - 2, -1}
Também são irracionais todas as raízes não exatas,
Assim: como a raiz quadrada de 2 (1,4142135 ...)
Matemática 6
4+3=7
Conjunto dos Números Reais
É formado por todos os conjuntos citados anterior- EXPRESSÕES NUMÉRICAS
mente (união do conjunto dos racionais com os irracio-
nais). Para calcular o valor de uma expressão numérica
envolvendo adição e subtração, efetuamos essas ope-
Representado pela letra R. rações na ordem em que elas aparecem na expressão.

Representação geométrica de Exemplos: 35 – 18 + 13 =


A cada ponto de uma reta podemos associar um ú- 17 + 13 = 30
nico número real, e a cada número real podemos asso- Veja outro exemplo: 47 + 35 – 42 – 15 =
ciar um único ponto na reta. 82 – 42 – 15=
Dizemos que o conjunto é denso, pois entre dois 40 – 15 = 25
números reais existem infinitos números reais (ou seja,
na reta, entre dois pontos associados a dois números Quando uma expressão numérica contiver os sinais
reais, existem infinitos pontos). de parênteses ( ), colchetes [ ] e chaves { }, procede-
remos do seguinte modo:
Veja a representação na reta de : 1º Efetuamos as operações indicadas dentro dos
parênteses;
2º efetuamos as operações indicadas dentro dos
colchetes;
3º efetuamos as operações indicadas dentro das
chaves.
Fonte:
http://www.infoescola.com/matematica/conjuntos- 1) 35 +[ 80 – (42 + 11) ] =
numericos/ = 35 + [ 80 – 53] =
= 35 + 27 = 62
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (N)
2) 18 + { 72 – [ 43 + (35 – 28 + 13) ] } =
ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO = 18 + { 72 – [ 43 + 20 ] } =
Veja a operação: 2 + 3 = 5 . = 18 + { 72 – 63} =
A operação efetuada chama-se adição e é indicada = 18 + 9 = 27
escrevendo-se o sinal + (lê-se: “mais") entre os núme-
ros. CÁLCULO DO VALOR DESCONHECIDO

Os números 2 e 3 são chamados parcelas. 0 núme- Quando pretendemos determinar um número natu-
ro 5, resultado da operação, é chamado soma. ral em certos tipos de problemas, procedemos do se-
2 → parcela guinte modo:
+ 3 → parcela - chamamos o número (desconhecido) de x ou
5 → soma qualquer outra incógnita ( letra )
- escrevemos a igualdade correspondente
- calculamos o seu valor
A adição de três ou mais parcelas pode ser efetua-
da adicionando-se o terceiro número à soma dos dois
Exemplos:
primeiros ; o quarto número à soma dos três primeiros
1) Qual o número que, adicionado a 15, é igual a 31?
e assim por diante.
3+2+6 = Solução:
5 + 6 = 11 Seja x o número desconhecido. A igualdade cor-
respondente será:
Veja agora outra operação: 7 – 3 = 4 x + 15 = 31

Quando tiramos um subconjunto de um conjunto, Calculando o valor de x temos:


realizamos a operação de subtração, que indicamos x + 15 = 31
pelo sinal - . x + 15 – 15 = 31 – 15
7 → minuendo x = 31 – 15
–3 → subtraendo x = 16
4 → resto ou diferença
Na prática , quando um número passa de um lado
0 minuendo é o conjunto maior, o subtraendo o sub- para outro da igualdade ele muda de sinal.
conjunto que se tira e o resto ou diferença o conjunto
que sobra. 2) Subtraindo 25 de um certo número obtemos 11.
Qual é esse número?
Somando a diferença com o subtraendo obtemos o
minuendo. Dessa forma tiramos a prova da subtração. Solução:

Matemática 7
Seja x o número desconhecido. A igualdade corres- - efetuamos as multiplicações
pondente será: - efetuamos as adições e subtrações, na ordem
x – 25 = 11 em que aparecem.
x = 11 + 25
x = 36 1) 3.4 + 5.8– 2.9=
=12 + 40 – 18
Passamos o número 25 para o outro lado da igual- = 34
dade e com isso ele mudou de sinal.
2) 9 . 6 – 4 . 12 + 7 . 2 =
3) Qual o número natural que, adicionado a 8, é i- = 54 – 48 + 14 =
gual a 20? = 20
Solução:
x + 8 = 20 Não se esqueça:
x = 20 – 8 Se na expressão ocorrem sinais de parênteses col-
x = 12 chetes e chaves, efetuamos as operações na ordem
em que aparecem:
4) Determine o número natural do qual, subtraindo 1º) as que estão dentro dos parênteses
62, obtemos 43. 2º) as que estão dentro dos colchetes
Solução: 3º) as que estão dentro das chaves.
x – 62 = 43
x = 43 + 62 Exemplo:
x = 105 22 + {12 +[ ( 6 . 8 + 4 . 9 ) – 3 . 7] – 8 . 9 }
= 22 + { 12 + [ ( 48 + 36 ) – 21] – 72 } =
Para sabermos se o problema está correto é sim- = 22 + { 12 + [ 84 – 21] – 72 } =
ples, basta substituir o x pelo valor encontrado e reali- = 22 + { 12 + 63 – 72 } =
zarmos a operação. No último exemplo temos: = 22 + 3 =
x = 105 = 25
105 – 62 = 43
DIVISÃO
MULTIPLICAÇÃO
Observe a operação: 30 : 6 = 5
Observe: 4 X 3 =12
Também podemos representar a divisão das se-
A operação efetuada chama-se multiplicação e é in- guintes maneiras:
dicada escrevendo-se um ponto ou o sinal x entre os 30
números. 30 6 ou =5
6
Os números 3 e 4 são chamados fatores. O número 0 5
12, resultado da operação, é chamado produto.
3 X 4 = 12 O dividendo (D) é o número de elementos do con-
junto que dividimos o divisor (d) é o número de elemen-
3 fatores tos do subconjunto pelo qual dividimos o dividendo e o
X 4 quociente (c) é o número de subconjuntos obtidos com
12 produto a divisão.

Por convenção, dizemos que a multiplicação de Essa divisão é exata e é considerada a operação
qualquer número por 1 é igual ao próprio número. inversa da multiplicação.
SE 30 : 6 = 5, ENTÃO 5 x 6 = 30
A multiplicação de qualquer número por 0 é igual a 0.
observe agora esta outra divisão:
A multiplicação de três ou mais fatores pode ser efe-
tuada multiplicando-se o terceiro número pelo produto 32 6
dos dois primeiros; o quarto numero pelo produto dos 2 5
três primeiros; e assim por diante. 32 = dividendo
3 x 4 x 2 x 5 = 6 = divisor
5 = quociente
12 x 2 x 5
2 = resto
24 x 5 = 120
Essa divisão não é exata e é chamada divisão apro-
EXPRESSÕES NUMÉRICAS ximada.

Sinais de associação ATENÇÃO:


O valor das expressões numéricas envolvendo as 1) Na divisão de números naturais, o quociente é
operações de adição, subtração e multiplicação é obti- sempre menor ou igual ao dividendo.
do do seguinte modo: 2) O resto é sempre menor que o divisor.
Matemática 8
3) O resto não pode ser igual ou maior que o divi- 3 x = 18 + 12
sor. 3 x = 30
4) O resto é sempre da mesma espécie do divi- x = 30 : 3
dendo. Exemplo: dividindo-se laranjas por certo x = 10
número, o resto será laranjas.
5) É impossível dividir um número por 0 (zero), 9) Dividindo 1736 por um número natural, encon-
porque não existe um número que multiplicado tramos 56. Qual o valor deste numero natural?
por 0 dê o quociente da divisão. 1736 : x = 56
1736 = 56 . x
PROBLEMAS 56 . x = 1736
x. 56 = 1736
1) Determine um número natural que, multiplica- x = 1736 : 56
do por 17, resulte 238. x = 31
X . 17 = 238
X = 238 : 17 10) O dobro de um número é igual a 30. Qual é o
X = 14 número?
Prova: 14 . 17 = 238 2 . x = 30
2x = 30
2) Determine um número natural que, dividido x = 30 : 2
por 62, resulte 49. x = 15
x : 62 = 49
x = 49 . 62 11) O dobro de um número mais 4 é igual a 20.
x = 3038 Qual é o número ?
2 . x + 4 = 20
3) Determine um número natural que, adicionado 2 x = 20 – 4
a 15, dê como resultado 32 2 x = 16
x + 15 = 32 x = 16 : 2
x = 32 – 15 x=8
x =17
12) Paulo e José têm juntos 12 lápis. Paulo tem o
4) Quanto devemos adicionar a 112, a fim de ob- dobro dos lápis de José. Quantos lápis tem
termos 186? cada menino?
x + 112 = 186 José: x
x = 186 – 112 Paulo: 2x
x = 74 Paulo e José: x + x + x = 12
3x = 12
5) Quanto devemos subtrair de 134 para obter- x = 12 : 3
mos 81? x=4
134 – x = 81 José: 4 - Paulo: 8
– x = 81 – 134
– x = – 53 (multiplicando por –1) 13) A soma de dois números é 28. Um é o triplo
x = 53 do outro. Quais são esses números?
Prova: 134 – 53 = 81 um número: x
o outro número: 3x
6) Ricardo pensou em um número natural, adi- x + x + x + x = 28 (os dois números)
cionou-lhe 35, subtraiu 18 e obteve 40 no re- 4 x = 28
sultado. Qual o número pensado? x = 28 : 4
x + 35 – 18 = 40 x = 7 (um número)
x= 40 – 35 + 18
x = 23 3x = 3 . 7 = 21 (o outro número).
Prova: 23 + 35 – 18 = 40 Resposta: 7 e 21

7) Adicionando 1 ao dobro de certo número ob- 14) Pedro e Marcelo possuem juntos 30 bolinhas.
temos 7. Qual é esse numero? Marcelo tem 6 bolinhas a mais que Pedro.
2 . x +1 = 7 Quantas bolinhas tem cada um?
2x = 7 – 1 Pedro: x
2x = 6 Marcelo: x + 6
x =6:2 x + x + 6 = 30 ( Marcelo e Pedro)
x =3 2 x + 6 = 30
O número procurado é 3. 2 x = 30 – 6
Prova: 2. 3 +1 = 7 2 x = 24
x = 24 : 2
8) Subtraindo 12 do triplo de certo número obte- x = 12 (Pedro)
mos 18. Determinar esse número. Marcelo: x + 6 =12 + 6 =18
3 . x -12 = 18

Matemática 9
EXPRESSÕES NUMÉRICAS ENVOLVENDO AS am . an = a m + n
2 8 2+8
QUATRO OPERAÇÕES Exemplos: 3 . 3 = 3 = 310
6 1+6 7
5.5 = 5 =5
Sinais de associação: 2ª) para dividir potências de mesma base, conser-
O valor das expressões numéricas envolvendo as va-se a base e subtraem-se os expoentes.
quatro operações é obtido do seguinte modo:
- efetuamos as multiplicações e as divisões, na
am : an = am - n
Exemplos:
ordem em que aparecem;
- efetuamos as adições e as subtrações, na ordem 37 : 33 = 3 7 – 3 = 34
em que aparecem; 510 : 58 = 5 10 – 8 = 52
3ª) para elevar uma potência a um outro expoente,
Exemplo 1) 3 .15 + 36 : 9 = conserva-se base e multiplicam-se os expoen-
= 45 + 4 tes.
2 4 2.4
= 49 Exemplo: (3 ) = 3 = 38
Exemplo 2) 18 : 3 . 2 + 8 – 6 . 5 : 10 = 4ª) para elevar um produto a um expoente, eleva-
= 6 . 2 + 8 – 30 : 10 = se cada fator a esse expoente.
= 12 + 8 – 3 = (a. b)m = am . bm
= 20 – 3
3 3 3
= 17 Exemplos: (4 . 7) = 4 . 7 ; (3. 5)2 = 32 . 52

POTENCIAÇÃO RADICIAÇÃO

Considere a multiplicação: 2 . 2 . 2 em que os três Suponha que desejemos determinar um número


fatores são todos iguais a 2. que, elevado ao quadrado, seja igual a 9. Sendo x esse
2
número, escrevemos: X = 9
Esse produto pode ser escrito ou indicado na forma
3
2 (lê-se: dois elevado à terceira potência), em que o 2 De acordo com a potenciação, temos que x = 3, ou
2
é o fator que se repete e o 3 corresponde à quantidade seja: 3 = 9
desses fatores.
A operação que se realiza para determinar esse
3
Assim, escrevemos: 2 = 2 . 2 . 2 = 8 (3 fatores) número 3 é chamada radiciação, que é a operação
inversa da potenciação.
A operação realizada chama-se potenciação.
O número que se repete chama-se base. Indica-se por:
O número que indica a quantidade de fatores iguais 2
9 =3 (lê-se: raiz quadrada de 9 é igual a 3)
a base chama-se expoente.
O resultado da operação chama-se potência. Daí , escrevemos:
3
2 = 8
3 expoente
2
9 = 3 ⇔ 32 = 9

base potência Na expressão acima, temos que:


- o símbolo chama-se sinal da raiz
Observações: - o número 2 chama-se índice
1) os expoentes 2 e 3 recebem os nomes especi- - o número 9 chama-se radicando
ais de quadrado e cubo, respectivamente. - o número 3 chama-se raiz,
2) As potências de base 0 são iguais a zero. 02 = - o símbolo 2
9 chama-se radical
0.0=0
3) As potências de base um são iguais a um. As raízes recebem denominações de acordo com o
3
Exemplos: 1 = 1 . 1 . 1 = 1 índice. Por exemplo:
15 = 1 . 1 . 1 . 1 . 1 = 1 2
36 raiz quadrada de 36
4) Por convenção, tem-se que:
0 3
- a potência de expoente zero é igual a 1 (a = 1, 125 raiz cúbica de 125
a ≠ 0) 4
81 raiz quarta de 81
30 = 1 ; 50 = 1 ; 120 = 1
1 5
- a potência de expoente um é igual à base (a = 32 raiz quinta de 32 e assim por diante
a)
21 = 2 ; 71 = 7 ; 1001 =100 No caso da raiz quadrada, convencionou-se não es-
crever o índice 2.
PROPRIEDADES DAS POTÊNCIAS
Exemplo : 2 49 = 49 = 7, pois 72 = 49
1ª) para multiplicar potências de mesma base,
conserva-se a base e adicionam-se os expoen- EXERCÍCIOS
tes.
01) Calcule:

Matemática 10
a) 10 – 10 : 5 = b) 45 : 9 + 6 = coube a cada um? (16)
c) 20 + 40 : 10 = d) 9. 7 – 3 =
e) 30 : 5 + 5 = f) 6 . 15 – 56 : 4 = 14) A diferença entre dois números naturais é zero
g) 63 : 9 . 2 – 2 = h) 56 – 34 : 17 . 19 = e a sua soma é 30. Quais são esses números?
i) 3 . 15 : 9 + 54 :18 = j) 24 –12 : 4+1. 0 = (15)

Respostas: 15) Um aluno ganha 5 pontos por exercício que a-


a) 8 b) 11 certa e perde 3 pontos por exercício que erra.
c) 24 d) 60 Ao final de 50 exercícios tinha 130 pontos.
e) 11 f) 76 Quantos exercícios acertou? (35)
g) 12 h) 18
i) 8 j) 21 16) Um edifício tem 15 andares; cada andar, 30 sa-
las; cada sala, 3 mesas; cada mesa, 2 gavetas;
02) Calcule o valor das expressões: cada gaveta, 1 chave. Quantas chaves diferen-
3 2
a) 2 +3 = tes serão necessárias para abrir todas as gave-
2 2
b) 3.5 –7 = tas? (2700).
3 3
c) 2 . 3 – 4. 2 =
3 2 2
d) 5 –3 .6 +2 –1= 17) Se eu tivesse 3 dúzias de balas a mais do que
2 4 2
e) (2 + 3) + 2 . 3 – 15 : 5 = tenho, daria 5 e ficaria com 100. Quantas balas
2 4 2
f) 1 + 7 – 3 . 2 + (12 : 4) = tenho realmente? (69)

Respostas: 18) A soma de dois números é 428 e a diferença


a) 17 b) 26 entre eles é 34. Qual é o número maior? (231)
c) 22 d) 20
e) 142 f) 11 19) Pensei num número e juntei a ele 5, obtendo 31.
Qual é o número? (26)
03) Uma indústria de automóveis produz, por dia,
1270 unidades. Se cada veículo comporta 5 20) Qual o número que multiplicado por 7 resulta
pneus, quantos pneus serão utilizados ao final 56? (8)
de 30 dias? (Resposta: 190.500)
21) O dobro das balas que possuo mais 10 é 36.
04) Numa divisão, o divisor é 9,o quociente é 12 e o Quantas balas possuo? (13).
resto é 5. Qual é o dividendo? (113)
22) Raul e Luís pescaram 18 peixinhos. Raul
05) Numa divisão, o dividendo é 227, o divisor é 15 pescou o dobro de Luís. Quanto pescou cada
e o resto é 2. Qual é o quociente? (15) um? (Raul-12 e Luís-6)

06) Numa divisão, o dividendo é 320, o quociente é PROBLEMAS


45 e o resto é 5. Qual é o divisor? (7)
Vamos calcular o valor de x nos mais diversos ca-
07) Num divisão, o dividendo é 625, o divisor é 25 e sos:
o quociente é 25. Qual ê o resto? (0)
1) x + 4 = 10
08) Numa chácara havia galinhas e cabras em igual Obtêm-se o valor de x, aplicando a operação inver-
quantidade. Sabendo-se que o total de pés des- sa da adição:
ses animais era 90, qual o número de galinhas? x = 10 – 4
Resposta: 15 ( 2 pés + 4 pés = 6 pés ; 90 : 6 = x=6
15).
2) 5x = 20
09) O dobro de um número adicionado a 3 é igual a Aplicando a operação inversa da multiplicação, te-
13. Calcule o número.(5) mos:
x = 20 : 5
10) Subtraindo 12 do quádruplo de um número ob- x=4
temos 60. Qual é esse número (Resp: 18)
3) x – 5 = 10
11) Num joguinho de "pega-varetas", André e Rena- Obtêm-se o valor de x, aplicando a operação inver-
to fizeram 235 pontos no total. Renato fez 51 sa da subtração:
pontos a mais que André. Quantos pontos fez x = 10 + 5
cada um? ( André-92 e Renato-143) x =15

12) Subtraindo 15 do triplo de um número obtemos 4) x : 2 = 4


39. Qual é o número? (18) Aplicando a operação inversa da divisão, temos:
x=4.2
13) Distribuo 50 balas, em iguais quantidades, a 3 x=8
amigos. No final sobraram 2. Quantas balas
Matemática 11
x = 2100 : 7
COMO ACHAR O VALOR DESCONHECIDO EM UM x = 300
PROBLEMA 300 . 2 = 600
300 . 4 =1200
Usando a letra x para representar um número, po- Resposta: R$ 300,00; R$ 600,00; R$ 1200,00
demos expressar, em linguagem matemática, fatos e
sentenças da linguagem corrente referentes a esse PROBLEMA 5
número, observe: A soma das idades de duas pessoas é 40 anos. A
- duas vezes o número 2.x idade de uma é o triplo da idade da outra. Qual a i-
dade de cada uma?
- o número mais 2 x+2 Solução:
3x + x = 40
x
- a metade do número 4x = 40
2 x = 40 : 4
- a soma do dobro com a metade do número x = 10
x 3 . 10 = 30
2⋅ x + Resposta: 10 e 30 anos.
2
x PROBLEMA 6
- a quarta parte do número
4 A soma das nossas idades é 45 anos. Eu sou 5 a-
nos mais velho que você. Quantos anos eu tenho?
PROBLEMA 1 x + x + 5 = 45
Vera e Paula têm juntas R$ 1.080,00. Vera tem o x + x= 45 – 5
triplo do que tem Paula. Quanto tem cada uma? 2x = 40
Solução: x = 20
x + 3x = 1080 20 + 5 = 25
4x= 1080 Resposta: 25 anos
x =1080 : 4
x= 270 PROBLEMA 7
3 . 270 = 810 Sua bola custou R$ 10,00 menos que a minha.
Resposta: Vera – R$ 810,00 e Paula – R$ 270,00 Quanto pagamos por elas, se ambas custaram R$
150,00?
PROBLEMA 2 Solução:
Paulo foi comprar um computador e uma bicicleta. x + x – 10= 150
Pagou por tudo R$ 5.600,00. Quanto custou cada 2x = 150 + 10
um, sabendo-se que a computador é seis vezes 2x = 160
mais caro que a bicicleta? x = 160 : 2
Solução: x = 80
x + 6x = 5600 80 – 10 = 70
7x = 5600 Resposta: R$ 70,00 e R$ 80,00
x = 5600 : 7
x = 800 PROBLEMA 8
6 . 800= 4800 José tem o dobro do que tem Sérgio, e Paulo tanto
R: computador – R$ 4.800,00 e bicicleta R$ 800,00 quanto os dois anteriores juntos. Quanto tem cada
um, se os três juntos possuem R$ 624,00?
PROBLEMA 3 Solução: x + 2x + x + 2x = 624
Repartir 21 cadernos entre José e suas duas irmãs, 6x = 624
de modo que cada menina receba o triplo do que x = 624 : 6
recebe José. Quantos cadernos receberá José? x = 104
Solução: Resposta:S-R$ 104,00; J-R$ 208,00; P- R$ 312,00
x + 3x + 3x = 21
7x = 21 PROBLEMA 9
x = 21 : 7 Se eu tivesse 4 rosas a mais do que tenho, poderia
x =3 dar a você 7 rosas e ainda ficaria com 2. Quantas
Resposta: 3 cadernos rosas tenho?
Solução: x+4–7 = 2
PROBLEMA 4 x+4 =7+2
Repartir R$ 2.100,00 entre três irmãos de modo que x+4 =9
o 2º receba o dobro do que recebe o 1º , e o 3º o x =9–4
dobro do que recebe o 2º. Quanto receberá cada x =5
um? Resposta: 5
Solução:
x + 2x + 4x = 2100 CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (Z)
7x = 2100

Matemática 12
Conhecemos o conjunto N dos números naturais: N A soma de três ou mais números inteiros é efetuada
= {0, 1, 2, 3, 4, 5, .....,} adicionando-se todos os números positivos e todos os
negativos e, em seguida, efetuando-se a soma do nú-
Assim, os números precedidos do sinal + chamam- mero negativo.
se positivos, e os precedidos de - são negativos.
Exemplos: 1) (+6) + (+3) + (-6) + (-5) + (+8) =
Exemplos: (+17) + (-11) = +6
Números inteiros positivos: {+1, +2, +3, +4, ....}
Números inteiros negativos: {-1, -2, -3, -4, ....} 2) (+3) + (-4) + (+2) + (-8) =
(+5) + (-12) = -7
O conjunto dos números inteiros relativos é formado
pelos números inteiros positivos, pelo zero e pelos nú- PROPRIEDADES DA ADIÇÃO
meros inteiros negativos. Também o chamamos de A adição de números inteiros possui as seguintes
CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS e o represen- propriedades:
tamos pela letra Z, isto é: Z = {..., -3, -2, -1, 0, +1,
+2, +3, ... } 1ª) FECHAMENTO
A soma de dois números inteiros é sempre um nú-
O zero não é um número positivo nem negativo. To- mero inteiro: (-3) + (+6) = + 3 ∈ Z
do número positivo é escrito sem o seu sinal positivo.
2ª) ASSOCIATIVA
Exemplo: + 3 = 3 ; +10 = 10 Se a, b, c são números inteiros quaisquer, então: a
Então, podemos escrever: Z = {..., -3, -2, -1, 0 , + (b + c) = (a + b) + c
1, 2, 3, ...}
Exemplo:(+3) +[(-4) + (+2)] = [(+3) + (-4)] + (+2)
N é um subconjunto de Z. (+3) + (-2) = (-1) + (+2)
+1 = +1
REPRESENTAÇÃO GEOMÉTRICA
Cada número inteiro pode ser representado por um 3ª) ELEMENTO NEUTRO
ponto sobre uma reta. Por exemplo: Se a é um número inteiro qualquer, temos: a+ 0 = a
e0+a=a

... -3 -2 -1 0 +1 +2 +3 +4 ... Isto significa que o zero é elemento neutro para a


... C’ B’ A’ 0 A B C D ... adição.

Ao ponto zero, chamamos origem, corresponde o Exemplo: (+2) + 0 = +2 e 0 + (+2) = +2


número zero.
4ª) OPOSTO OU SIMÉTRICO
Nas representações geométricas, temos à direita do Se a é um número inteiro qualquer, existe um único
zero os números inteiros positivos, e à esquerda do número oposto ou simétrico representado por (-a),
zero, os números inteiros negativos. tal que: (+a) + (-a) = 0 = (-a) + (+a)

Observando a figura anterior, vemos que cada pon- Exemplos: (+5) + ( -5) = 0 ( -5) + (+5) = 0
to é a representação geométrica de um número inteiro.
5ª) COMUTATIVA
Exemplos: Se a e b são números inteiros, então:
 ponto C é a representação geométrica do núme- a+b=b+a
ro +3
 ponto B' é a representação geométrica do núme- Exemplo: (+4) + (-6) = (-6) + (+4)
ro -2 -2 = -2

ADIÇÃO DE DOIS NÚMEROS INTEIROS SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS


1) A soma de zero com um número inteiro é o pró- Em certo local, a temperatura passou de -3ºC para
prio número inteiro: 0 + (-2) = -2 5ºC, sofrendo, portanto, um aumento de 8ºC, aumento
2) A soma de dois números inteiros positivos é um esse que pode ser representado por: (+5) - (-3) = (+5) +
número inteiro positivo igual à soma dos módulos (+3) = +8
dos números dados: (+700) + (+200) = +900
3) A soma de dois números inteiros negativos é um Portanto:
número inteiro negativo igual à soma dos módu- A diferença entre dois números dados numa certa
los dos números dados: (-2) + (-4) = -6 ordem é a soma do primeiro com o oposto do segundo.
4) A soma de dois números inteiros de sinais contrá-
rios é igual à diferença dos módulos, e o sinal é Exemplos: 1) (+6) - (+2) = (+6) + (-2 ) = +4
o da parcela de maior módulo: (-800) + (+300) = 2) (-8 ) - (-1 ) = (-8 ) + (+1) = -7
-500 3) (-5 ) - (+2) = (-5 ) + (-2 ) = -7

ADIÇÃO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS INTEIROS Na prática, efetuamos diretamente a subtração, eli-
Matemática 13
minando os parênteses gual a 0: (+5) . 0 = 0
- (+4 ) = -4
- ( -4 ) = +4 PRODUTO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS IN-
TEIROS
Observação: Exemplos: 1) (+5 ) . ( -4 ) . (-2 ) . (+3 ) =
Permitindo a eliminação dos parênteses, os sinais (-20) . (-2 ) . (+3 ) =
podem ser resumidos do seguinte modo: (+40) . (+3 ) = +120
(+)=+ +(-)=- 2) (-2 ) . ( -1 ) . (+3 ) . (-2 ) =
- (+)=- - (- )=+ (+2 ) . (+3 ) . (-2 ) =
(+6 ) . (-2 ) = -12
Exemplos: - ( -2) = +2 +(-6 ) = -6
- (+3) = -3 +(+1) = +1 Podemos concluir que:
- Quando o número de fatores negativos é par, o
PROPRIEDADE DA SUBTRAÇÃO produto sempre é positivo.
A subtração possui uma propriedade. - Quando o número de fatores negativos é ímpar,
o produto sempre é negativo.
FECHAMENTO: A diferença de dois números intei-
ros é sempre um número inteiro. PROPRIEDADES DA MULTIPLICAÇÃO
No conjunto Z dos números inteiros são válidas as
MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS seguintes propriedades:
1º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS
INTEIROS POSITIVOS 1ª) FECHAMENTO
Exemplo: (+4 ) . (-2 ) = - 8 ∈ Z
Lembremos que: 3 . 2 = 2 + 2 + 2 = 6 Então o produto de dois números inteiros é inteiro.
Exemplo:
(+3) . (+2) = 3 . (+2) = (+2) + (+2) + (+2) = +6 2ª) ASSOCIATIVA
Logo: (+3) . (+2) = +6 Exemplo: (+2 ) . (-3 ) . (+4 )
Este cálculo pode ser feito diretamente, mas tam-
Observando essa igualdade, concluímos: na multi- bém podemos fazê-lo, agrupando os fatores de duas
plicação de números inteiros, temos: maneiras:
(+) . (+) =+ (+2 ) . [(-3 ) . (+4 )] = [(+2 ) . ( -3 )]. (+4 )
(+2 ) . (-12) = (-6 ) . (+4 )
2º CASO: UM FATOR É POSITIVO E O OUTRO É -24 = -24
NEGATIVO
Exemplos: De modo geral, temos o seguinte:
1) (+3) . (-4) = 3 . (-4) = (-4) + (-4) + (-4) = -12 Se a, b, c representam números inteiros quaisquer,
ou seja: (+3) . (-4) = -12 então: a . (b . c) = (a . b) . c

2) Lembremos que: -(+2) = -2 3ª) ELEMENTO NEUTRO


(-3) . (+5) = - (+3) . (+5) = -(+15) = - 15 Observe que:
ou seja: (-3) . (+5) = -15 (+4 ) . (+1 ) = +4 e (+1 ) . (+4 ) = +4

Conclusão: na multiplicação de números inteiros, Qualquer que seja o número inteiro a, temos:
temos: ( + ) . ( - ) = - (-).(+)=- a . (+1 ) = a e (+1 ) . a = a
Exemplos :
(+5) . (-10) = -50 O número inteiro +1 chama-se neutro para a multi-
(+1) . (-8) = -8 plicação.
(-2 ) . (+6 ) = -12
(-7) . (+1) = -7 4ª) COMUTATIVA
Observemos que: (+2). (-4 ) = - 8
3º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS IN- e (-4 ) . (+2 ) = - 8
TEIROS NEGATIVOS Portanto: (+2 ) . (-4 ) = (-4 ) . (+2 )
Exemplo: (-3) . (-6) = -(+3) . (-6) = -(-18) = +18
isto é: (-3) . (-6) = +18 Se a e b são números inteiros quaisquer, então: a .
b = b . a, isto é, a ordem dos fatores não altera o pro-
Conclusão: na multiplicação de números inteiros, duto.
temos: ( - ) . ( - ) = +
Exemplos: (-4) . (-2) = +8 (-5) . (-4) = +20 5ª) DISTRIBUTIVA EM RELAÇÃO À ADIÇÃO E À
SUBTRAÇÃO
As regras dos sinais anteriormente vistas podem ser Observe os exemplos:
resumidas na seguinte: (+3 ) . [( -5 ) + (+2 )] = (+3 ) . ( -5 ) + (+3 ) . (+2 )
(+).(+)=+ (+).(-)=- (+4 ) . [( -2 ) - (+8 )] = (+4 ) . ( -2 ) - (+4 ) . (+8 )
(- ).( -)=+ (-).(+)=-
Conclusão:
Quando um dos fatores é o 0 (zero), o produto é i- Se a, b, c representam números inteiros quaisquer,
Matemática 14
temos:
a) a . [b + c] = a . b + a . c Portanto potência é um produto de fatores iguais.
A igualdade acima é conhecida como proprieda-
2
de distributiva da multiplicação em relação à adi- Na potência (+5 ) = +25, temos:
ção. +5 ---------- base
b) a . [b – c] = a . b - a . c 2 ---------- expoente
A igualdade acima é conhecida como proprieda- +25 ---------- potência
de distributiva da multiplicação em relação à sub-
tração. Observacões :
1 1
(+2 ) significa +2, isto é, (+2 ) = +2
1 1
DIVISÃO DE NÚMEROS INTEIROS ( -3 ) significa -3, isto é, ( -3 ) = -3

CONCEITO CÁLCULOS
Dividir (+16) por 2 é achar um número que, multipli-
cado por 2, dê 16. O EXPOENTE É PAR
16 : 2 = ? ⇔ 2 . ( ? ) = 16 Calcular as potências
4
1) (+2 ) = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é,
4
O número procurado é 8. Analogamente, temos: (+2) = +16
4
1) (+12) : (+3 ) = +4 porque (+4 ) . (+3 ) = +12 2) ( -2 ) = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é,
4
2) (+12) : ( -3 ) = - 4 porque (- 4 ) . ( -3 ) = +12 (-2 ) = +16
3) ( -12) : (+3 ) = - 4 porque (- 4 ) . (+3 ) = -12
4 4
4) ( -12) : ( -3 ) = +4 porque (+4 ) . ( -3 ) = -12 Observamos que: (+2) = +16 e (-2) = +16

A divisão de números inteiros só pode ser realizada Então, de modo geral, temos a regra:
quando o quociente é um número inteiro, ou seja,
quando o dividendo é múltiplo do divisor. Quando o expoente é par, a potência é sempre um
número positivo.
Portanto, o quociente deve ser um número inteiro.
6 2
Outros exemplos: (-1) = +1 (+3) = +9
Exemplos:
( -8 ) : (+2 ) = -4 O EXPOENTE É ÍMPAR
( -4 ) : (+3 ) = não é um número inteiro Calcular as potências:
3
1) (+2 ) = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8
3
Lembramos que a regra dos sinais para a divisão é isto é, (+2) = + 8
3
a mesma que vimos para a multiplicação: 2) ( -2 ) = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8
3
(+):(+)=+ (+):( -)=- ou seja, (-2) = -8
(- ):( -)=+ ( -):(+)=-
3 3
Observamos que: (+2 ) = +8 e ( -2 ) = -8
Exemplos:
( +8 ) : ( -2 ) = -4 (-10) : ( -5 ) = +2 Daí, a regra:
(+1 ) : ( -1 ) = -1 (-12) : (+3 ) = -4 Quando o expoente é ímpar, a potência tem o
mesmo sinal da base.
PROPRIEDADE
3 4
Como vimos: (+4 ) : (+3 ) ∉ Z Outros exemplos: (- 3) = - 27 (+2) = +16

Portanto, não vale em Z a propriedade do fecha- PROPRIEDADES


mento para a divisão. Alem disso, também não são
válidas as proposições associativa, comutativa e do PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
3 2 3 2 5
elemento neutro. Exemplos: (+2 ) . (+2 ) = (+2 ) +2 = (+2 )
( -2 )2 . ( -2 )3 . ( -2 )5 = ( -2 ) 2 + 3 + 5 = ( -2 )10
POTENCIAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
Para multiplicar potências de mesma base, mante-
CONCEITO mos a base e somamos os expoentes.
A notação
3
(+2 ) = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
(+2 ) 5 : (+2 )2 = (+2 )5-2 = (+2 )3
( -2 )7 : ( -2 )3 = ( -2 )7-3 = ( -2 )4
é um produto de três fatores iguais Para dividir potências de mesma base em que o ex-
poente do dividendo é maior que o expoente do divisor,
Analogamente: mantemos a base e subtraímos os expoentes.
4
( -2 ) = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 )
POTÊNCIA DE POTÊNCIA
[( -4 )3]5 = ( -4 )3 . 5 = ( -4 )15
é um produto de quatro fatores iguais Para calcular uma potência de potência, conserva-

Matemática 15
mos a base da primeira potência e multiplicamos os
expoentes . QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
5 2 5-2 3
(+2 ) : (+2 ) = (+2 ) = (+2 )
7 3 7-3 4
POTÊNCIA DE UM PRODUTO ( -2 ) : ( -2 ) = ( -2 ) = ( -2 )
4 4 4 4
[( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )] = ( -2 ) . (+3 ) . ( -5 ) Para dividir potências de mesma base em que o ex-
poente do dividendo é maior que o expoente do divisor,
Para calcular a potência de um produto, sendo n o mantemos a base e subtraímos os expoentes.
expoente, elevamos cada fator ao expoente n.
POTÊNCIA DE POTÊNCIA
3 5 3.5 15
POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO [( -4 ) ] = ( -4 ) = ( -4 )
(+2 )5 : (+2 )5 = (+2 )5-5 = (+2 )0 Para calcular uma potência de potência, conserva-
e
5 5
(+2 ) : (+2 ) = 1 mos a base da primeira potência e multiplicamos os
expoentes .
0 0
Consequentemente: (+2 ) = 1 ( -4 ) = 1
POTÊNCIA DE UM PRODUTO
4 4 4 4
Qualquer potência de expoente zero é igual a 1. [( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )] = ( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )
Para calcular a potência de um produto, sendo n o
Observação: expoente, elevamos cada fator ao expoente n.
2 2 2
Não confundir -3 com ( -3 ) , porque -3 significa
2
-( 3 ) e portanto POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO
5 5 5-5 0
2
-3 = -( 3 ) = -92 (+2 ) : (+2 ) = (+2 ) = (+2 )
5 5
2 e (+2 ) : (+2 ) = 1
enquanto que: ( -3 ) = ( -3 ) . ( -3 ) = +9 0 0
2 Consequentemente: (+2 ) = 1 ( -4 ) = 1
Logo: -3 ≠ ( -3 )2 Qualquer potência de expoente zero é igual a 1.
2 2 2
CÁLCULOS Observação: Não confundir-3 com (-3) , porque -3
2 2 2
significa -( 3 ) e portanto: -3 = -( 3 ) = -9
O EXPOENTE É PAR 2
enquanto que: ( -3 ) = ( -3 ) . ( -3 ) = +9
Calcular as potências Logo: -3
2
≠ ( -3 )2
4 4
(+2 ) = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é, (+2)
= +16 NÚMEROS PARES E ÍMPARES
4 4
( -2 ) = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, (-2 )
= +16 Os pitagóricos estudavam à natureza dos números, e
4 4
baseado nesta natureza criaram sua filosofia e modo de
Observamos que: (+2) = +16 e (-2) = +16 vida. Vamos definir números pares e ímpares de acordo
com a concepção pitagórica:
Então, de modo geral, temos a regra: • par é o número que pode ser dividido em duas par-
Quando o expoente é par, a potência é sempre um tes iguais, sem que uma unidade fique no meio, e
número positivo. ímpar é aquele que não pode ser dividido em duas
6 2
partes iguais, porque sempre há uma unidade no
Outros exemplos: (-1) = +1 (+3) = +9 meio

O EXPOENTE É ÍMPAR Uma outra caracterização, nos mostra a preocupação


com à natureza dos números:
Exemplos: • número par é aquele que tanto pode ser dividido
Calcular as potências: em duas partes iguais como em partes desiguais,
3
1) (+2 ) = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8 mas de forma tal que em nenhuma destas divisões
3
isto é, (+2) = + 8 haja uma mistura da natureza par com a natureza
3
2) ( -2 ) = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8 ímpar, nem da ímpar com a par. Isto tem uma úni-
3
ou seja, (-2) = -8 ca exceção, que é o princípio do par, o número 2,
3 3 que não admite a divisão em partes desiguais, por-
Observamos que: (+2 ) = +8 e ( -2 ) = -8 que ele é formado por duas unidades e, se isto po-
de ser dito, do primeiro número par, 2.
Daí, a regra:
Quando o expoente é ímpar, a potência tem o Para exemplificar o texto acima, considere o número
mesmo sinal da base. 10, que é par, pode ser dividido como a soma de 5 e 5,
3 4 mas também como a soma de 7 e 3 (que são ambos
Outros exemplos: (- 3) = - 27 (+2) = +16 ímpares) ou como a soma de 6 e 4 (ambos são pares);
PROPRIEDADES mas nunca como a soma de um número par e outro ím-
PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE par. Já o número 11, que é ímpar pode ser escrito como
3 2 3 2 5
Exemplos: (+2 ) . (+2 ) = (+2 ) +2 = (+2 ) soma de 8 e 3, um par e um ímpar. Atualmente, definimos
2 3 5 2+3+5 10
( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = ( -2 ) = ( -2 ) números pares como sendo o número que ao ser dividido
por dois têm resto zero e números ímpares aqueles que
Para multiplicar potências de mesma base, mante- ao serem divididos por dois têm resto diferente de zero.
mos a base e somamos os expoentes. Por exemplo, 12 dividido por 2 têm resto zero, portanto 12

Matemática 16
é par. Já o número 13 ao ser dividido por 2 deixa resto 1, 60 2
portanto 13 é ímpar.
0 30 2
MÚLTIPLOS E DIVISORES
0 15 3
DIVISIBILIDADE 5 0 5
Um número é divisível por 2 quando termina em 0, 2, 4,
6 ou 8. Ex.: O número 74 é divisível por 2, pois termina em 1
4. Portanto: 60 = 2 . 2 . 3 . 5

Um número é divisível por 3 quando a soma dos valo- Na prática, costuma-se traçar uma barra vertical à di-
res absolutos dos seus algarismos é um número divisível reita do número e, à direita dessa barra, escrever os divi-
por 3. Ex.: 123 é divisível por 3, pois 1+2+3 = 6 e 6 é divi- sores primos; abaixo do número escrevem-se os quocien-
sível por 3 tes obtidos. A decomposição em fatores primos estará
terminada quando o último quociente for igual a 1.
Um número é divisível por 5 quando o algarismo das
unidades é 0 ou 5 (ou quando termina em o ou 5). Ex.: O Exemplo:
número 320 é divisível por 5, pois termina em 0. 60 2
30 2
Um número é divisível por 10 quando o algarismo das 15 3
unidades é 0 (ou quando termina em 0). Ex.: O número 5 5
500 é divisível por 10, pois termina em 0. 1
Logo: 60 = 2 . 2 . 3 . 5
NÚMEROS PRIMOS
DIVISORES DE UM NÚMERO
Um número natural é primo quando é divisível apenas
por dois números distintos: ele próprio e o 1. Consideremos o número 12 e vamos determinar todos
os seus divisores Uma maneira de obter esse resultado é
Exemplos: escrever os números naturais de 1 a 12 e verificar se
• O número 2 é primo, pois é divisível apenas por dois cada um é ou não divisor de 12, assinalando os divisores.
números diferentes: ele próprio e o 1. 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12
• O número 5 é primo, pois é divisível apenas por dois = = = = = ==
números distintos: ele próprio e o 1. Indicando por D(12) (lê-se: "D de 12”) o conjunto dos
• O número natural que é divisível por mais de dois divisores do número 12, temos:
números diferentes é chamado composto. D (12) = { 1, 2, 3, 4, 6, 12}
• O número 4 é composto, pois é divisível por 1, 2, 4.
• O número 1 não é primo nem composto, pois é divi- Na prática, a maneira mais usada é a seguinte:
sível apenas por um número (ele mesmo). 1º) Decompomos em fatores primos o número consi-
• O número 2 é o único número par primo. derado.
12 2
6 2
DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS (FATORA-
3 3
ÇÃO)
1
Um número composto pode ser escrito sob a forma de
um produto de fatores primos. 2º) Colocamos um traço vertical ao lado os fatores
primos e, à sua direita e acima, escrevemos o nume-
Por exemplo, o número 60 pode ser escrito na forma: ro 1 que é divisor de todos os números.
2
60 = 2 . 2 . 3 . 5 = 2 . 3 . 5 que é chamada de forma fato- 1
12 2
rada.
6 2
Para escrever um número na forma fatorada, devemos 3 3
decompor esse número em fatores primos, procedendo 1
do seguinte modo:
3º) Multiplicamos o fator primo 2 pelo divisor 1 e es-
Dividimos o número considerado pelo menor número crevemos o produto obtido na linha correspondente.
primo possível de modo que a divisão seja exata. x1
Dividimos o quociente obtido pelo menor número pri- 12 2 2
mo possível. 6 2
3 3
1
Dividimos, sucessivamente, cada novo quociente pelo
menor número primo possível, até que se obtenha o quo-
ciente 1. 4º) Multiplicamos, a seguir, cada fator primo pelos
divisores já obtidos, escrevendo os produtos nas
Exemplo: linhas correspondentes, sem repeti-los.
x1

Matemática 17
12 2 2 comuns a esses números.
6 2 4
3 3 O processo prático para o cálculo do M.M.C de dois ou
1 mais números, chamado de decomposição em fatores
primos, consiste das seguintes etapas:
x1 1º) Decompõem-se em fatores primos os números
12 2 2 apresentados.
6 2 4 2º) Determina-se o produto entre os fatores primos
3 3 3, 6, 12 comuns e não-comuns com seus maiores expo-
1 entes. Esse produto é o M.M.C procurado.

Os números obtidos à direita dos fatores primos são Exemplos: Calcular o M.M.C (12, 18)
os divisores do número considerado. Portanto:
D(12) = { 1, 2, 4, 3, 6, 12} Decompondo em fatores primos esses números, te-
mos:
Exemplos: 12 2 18 2
1) 6 2 9 3
1 3 3 3 3
18 2 2 1 1
9 3 3, 6 D(18) = {1, 2 , 3, 6, 9, 18}
2 2
3 3 9, 18 12 = 2 . 3 18 = 2 . 3
2 2
1 Resposta: M.M.C (12, 18) = 2 . 3 = 36

2) Observação: Esse processo prático costuma ser sim-


1 plificado fazendo-se uma decomposição simultânea dos
30 2 2 números. Para isso, escrevem-se os números, um ao
15 3 3, 6 lado do outro, separando-os por vírgula, e, à direita da
5 5 5, 10, 15, 30 barra vertical, colocada após o último número, escrevem-
1 se os fatores primos comuns e não-comuns. 0 calculo
estará terminado quando a última linha do dispositivo for
D(30) = { 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30} composta somente pelo número 1. O M.M.C dos números
apresentados será o produto dos fatores.
MÁXIMO DIVISOR COMUM
Exemplo:
Recebe o nome de máximo divisor comum de dois ou Calcular o M.M.C (36, 48, 60)
mais números o maior dos divisores comuns a esses 36, 48, 60 2
números. 18, 24, 30 2
9, 12, 15 2
Um método prático para o cálculo do M.D.C. de dois 9, 6, 15 2
números é o chamado método das divisões sucessivas 9, 3, 15 3
(ou algoritmo de Euclides), que consiste das etapas se- 3, 1, 5 3
guintes: 1, 1 5 5
1ª) Divide-se o maior dos números pelo menor. Se a 1, 1, 1
divisão for exata, o M.D.C. entre esses números é 4 2
o menor deles. Resposta: M.M.C (36, 48, 60) = 2 . 3 . 5 = 720
2ª) Se a divisão não for exata, divide-se o divisor (o
menor dos dois números) pelo resto obtido na di- RAÍZ QUADRADA EXATA DE NÚMEROS INTEIROS
visão anterior, e, assim, sucessivamente, até se
obter resto zero. 0 ultimo divisor, assim determi- CONCEITO
nado, será o M.D.C. dos números considerados. Consideremos o seguinte problema:
Descobrir os números inteiros cujo quadrado é +25.
2 2
Exemplo: Solução: (+5 ) = +25 e ( -5 ) =+25
Calcular o M.D.C. (24, 32) Resposta: +5 e -5

32 24 24 8 Os números +5 e -5 chamam-se raízes quadradas de


+25.
8 1 0 3
Outros exemplos:
Resposta: M.D.C. (24, 32) = 8 Número Raízes quadradas
+9 + 3 e -3
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM +16 + 4 e -4
+1 + 1 e -1
Recebe o nome de mínimo múltiplo comum de dois ou +64 + 8 e -8
mais números o menor dos múltiplos (diferente de zero) +81 + 9 e -9

Matemática 18
+49 + 7 e -7 b) eliminamos os colchetes
+36 +6 e -6
O símbolo 25 significa a raiz quadrada de 25, isto 3º ETAPA:
a) efetuamos o que está entre chaves { }
é 25 = +5 b) eliminamos as chaves
Como 25 = +5 , então: − 25 = −5
Em cada etapa, as operações devem ser efetuadas na
Agora, consideremos este problema. seguinte ordem:
1ª) Potenciação e radiciação na ordem em que apa-
Qual ou quais os números inteiros cujo quadrado é - recem.
25? 2ª) Multiplicação e divisão na ordem em que apare-
2 2
Solução: (+5 ) = +25 e (-5 ) = +25 cem.
Resposta: não existe número inteiro cujo quadrado 3ª) Adição e subtração na ordem em que aparecem.
seja -25, isto é, − 25 não existe no conjunto Z dos
números inteiros. Exemplos:
1) 2 + 7 . (-3 + 4) =
Conclusão: os números inteiros positivos têm, como 2 + 7 . (+1) = 2 + 7 = 9
raiz quadrada, um número positivo, os números inteiros 3 2
negativos não têm raiz quadrada no conjunto Z dos nú- 2) (-1 ) + (-2 ) : (+2 ) =
meros inteiros. -1+ (+4) : (+2 ) =
-1 + (+2 ) =
RADICIAÇÃO -1 + 2 = +1

3) -(-4 +1) – [-(3 +1)] =


A raiz n-ésima de um número b é um número a tal que
n -(-3) - [-4 ] =
a = b.
+3 + 4 = 7
n
b = a ⇒ an = b 4)
2
–2( -3 –1) +3 . ( -1 – 3) + 4
3
2 3
-2 . ( -4 ) + 3 . ( - 4 ) + 4 =
5
32 = 2 -2 . (+16) + 3 . (- 64) + 4 =
-32 – 192 + 4 =
5 índice -212 + 4 = - 208
5
32 radicando pois 2 = 32
2 2
5) (-288) : (-12) - (-125) : ( -5 ) =
raiz
(-288) : (+144) - (-125) : (+25) =
2 radical (-2 ) - (- 5 ) = -2 + 5 = +3

Outros exemplos : 3
8 = 2 pois 2 3 = 8 6) (-10 - 8) : (+6 ) - (-25) : (-2 + 7 ) =
(-18) : (+6 ) - (-25) : (+5 ) =
3
− 8 = - 2 pois ( -2 )3 = -8 -3 - (- 5) =
- 3 + 5 = +2
PROPRIEDADES (para a ≥ 0, b ≥ 0)
2 2 4 2
m: p 7) –5 : (+25) - (-4 ) : 2 - 1 =
1ª)
m
a n = a n: p 15
310 = 3 3 2 -25 : (+25) - (+16) : 16 - 1 =
2ª) n
a⋅b = n a ⋅n b 6 = 2⋅ 3 -1 - (+1) –1 = -1 -1 –1 = -3
4
5 5 8)
2
2 . ( -3 ) + (-40) : (+2) - 2 =
3 2
3ª) n
a:b = n a :n b 4 =
16 4
16 2 . (+9 ) + (-40) : (+8 ) - 4 =
+18 + (-5) - 4 =
4ª) ( a)
m
n
= m an ( x)
3
5
= 3 x5 + 18 - 9 = +9

5ª)
m n
a = m⋅n a 6
3 = 12 3 CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (Q)

EXPRESSÕES NUMÉRICAS COM NÚMEROS IN- Os números racionais são representados por um
TEIROS ENVOLVENDO AS QUATRO OPERAÇÕES a
Para calcular o valor de uma expressão numérica com numeral em forma de fração ou razão, , sendo a e b
números inteiros, procedemos por etapas. b
números naturais, com a condição de b ser diferente de
1ª ETAPA: zero.
a) efetuamos o que está entre parênteses ( ) 1. NÚMERO FRACIONARIO. A todo par ordenado
b) eliminamos os parênteses (a, b) de números naturais, sendo b ≠ 0, corresponde
a
um número fracionário .O termo a chama-se nume-
2ª ETAPA: b
a) efetuamos o que está entre colchetes [ ] rador e o termo b denominador.

Matemática 19
2. TODO NÚMERO NATURAL pode ser represen- c) impróprias: as que indicam quantidades iguais ou
tado por uma fração de denominador 1. Logo, é possí- maiores que 1.
vel reunir tanto os números naturais como os fracioná- 5 8 9
rios num único conjunto, denominado conjunto dos , , ,⋅ ⋅ ⋅ etc.
números racionais absolutos, ou simplesmente conjun- 5 1 5
to dos números racionais Q.
d) aparentes: todas as que simbolizam um número
Qual seria a definição de um número racional abso- natural.
luto ou simplesmente racional? A definição depende 20 8
= 5, = 4 , etc.
das seguintes considerações: 4 2
a) O número representado por uma fração não mu-
da de valor quando multiplicamos ou dividimos e) ordinárias: é o nome geral dado a todas as fra-
tanto o numerador como o denominador por um ções, com exceção daquelas que possuem como de-
mesmo número natural, diferente de zero. 2 3
nominador 10, 10 , 10 ...
Exemplos: usando um novo símbolo: ≈
≈ é o símbolo de equivalência para frações f) frações iguais: são as que possuem os termos i-
2 2 × 5 10 10 × 2 20 3 3 8 8
≈ ≈ ≈ ≈ ≈ ⋅⋅⋅ guais = , = , etc.
3 3 × 5 15 15 × 2 30 4 4 5 5
b) Classe de equivalência. É o conjunto de todas as
frações equivalentes a uma fração dada. g) forma mista de uma fração: é o nome dado ao
3 6 9 12 numeral formado por uma parte natural e uma parte
, , , ,⋅ ⋅ ⋅ (classe de equivalência da fra-
1 2 3 4  4
fracionária;  2  A parte natural é 2 e a parte fracio-
3  7
ção: )
1 4
nária .
7
Agora já podemos definir número racional : número
racional é aquele definido por uma classe de equiva-
h) irredutível: é aquela que não pode ser mais sim-
lência da qual cada fração é um representante.
plificada, por ter seus termos primos entre si.
NÚMERO RACIONAL NATURAL ou NÚMERO 3 5 3
, , , etc.
NATURAL: 4 12 7
0 0
0= = = ⋅⋅⋅ (definido pela classe de equiva- 4. PARA SIMPLIFICAR UMA FRAÇÃO, desde que
1 2 não possua termos primos entre si, basta dividir os dois
lência que representa o mesmo ternos pelo seu divisor comum.
número racional 0)
8 8:4 2
1 2 = =
1 = = = ⋅⋅⋅ (definido pela classe de equiva- 12 12 : 4 3
1 2
lência que representa o mesmo 5. COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES.
número racional 1) Para comparar duas ou mais frações quaisquer pri-
e assim por diante. meiramente convertemos em frações equivalentes de
mesmo denominador. De duas frações que têm o
NÚMERO RACIONAL FRACIONÁRIO ou NÚME- mesmo denominador, a maior é a que tem maior nume-
RO FRACIONÁRIO: rador. Logo:
1 2 3 6 8 9 1 2 3
= = = ⋅ ⋅ ⋅ (definido pela classe de equivalên- < < ⇔ < <
2 4 6 12 12 12 2 3 4
cia que representa o mesmo (ordem crescente)
número racional 1/2).
De duas frações que têm o mesmo numerador, a
NOMES DADOS ÀS FRAÇÕES DIVERSAS maior é a que tem menor denominador.
Decimais: quando têm como denominador 10 ou 7 7
uma potência de 10 Exemplo: >
5 7 2 5
, ,⋅ ⋅ ⋅ etc.
10 100 OPERAÇÕES COM FRAÇÕES

b) próprias: aquelas que representam quantidades ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO


menores do que 1. A soma ou a diferença de duas frações é uma outra
1 3 2 fração, cujo calculo recai em um dos dois casos seguin-
, , ,⋅ ⋅ ⋅ etc. tes:
2 4 7

Matemática 20
1º CASO: Frações com mesmo denominador. Ob- 1 2 5 3
servemos as figuras seguintes: 1) + = 2) + =
3 4 8 6
4 6 15 12
= + = = + =
12 12 24 24
15 + 12
3 2 4+6 = =
= = 24
6 6 12
27 9
5 10 5 = =
= = 24 8
6 12 6
3 2 5
Indicamos por: + =
6 6 6 Observações:
Para adicionar mais de duas frações, reduzimos to-
das ao mesmo denominador e, em seguida, efetuamos
a operação.

Exemplos.
2 2 7 3
a) + + =
3 5 1 1
b) + + + =
6 15 15 15 4 6 8 2
2+7+3 18 20 3 12
= = = + + + =
5 15 24 24 24 24
6 12 4
= = 18+ 20+ 3 +12
= =
15 5 24
3 53
=
6 24
5 2 3 Havendo número misto, devemos transformá-lo em
Indicamos por: − = fração imprópria:
6 6 6
Exemplo:
Assim, para adicionar ou subtrair frações de mesmo
1 5 1
denominador, procedemos do seguinte modo: 2 + +3 =
 adicionamos ou subtraímos os numeradores e 3 12 6
mantemos o denominador comum. 7 5 19
+ + =
 simplificamos o resultado, sempre que possível. 3 12 6
28 5 38
Exemplos: + + =
12 12 12
3 1 3 +1 4 28 + 5 + 38 71
+ = = =
5 5 5 5 12 12
4 8 4 + 8 12 4
+ = = = Se a expressão apresenta os sinais de parênteses (
9 9 9 9 3 ), colchetes [ ] e chaves { }, observamos a mesma
7 3 7−3 4 2 ordem :
− = = = 1º) efetuamos as operações no interior dos parênte-
6 6 6 6 3
ses;
2 2 2−2 0 2º) as operações no interior dos colchetes;
− = = =0
7 7 7 7 3º) as operações no interior das chaves.

Observação: A subtração só pode ser efetuada Exemplos:


quando o minuendo é maior que o subtraendo, ou igual 2 3 5 4
a ele. 1) +  −  −  =
3 4 2 2
2º CASO: Frações com denominadores diferentes:  8 9  1
Neste caso, para adicionar ou subtrair frações com = + − =
denominadores diferentes, procedemos do seguinte
 12 12  2
modo: 17 1
= − =
• Reduzimos as frações ao mesmo denominador. 12 2
• Efetuamos a operação indicada, de acordo com o
caso anterior.
17 6
= − =
• Simplificamos o resultado (quando possível). 12 12
11
Exemplos: =
12
Matemática 21
  3 1   2 3 
2)5 −  −  − 1 +  =
  2 3   3 4 
  9 2   5 3 
= 5 −  −  −  +  =
  6 6   3 4 
 7   20 9 
= 5 −  −  +  =
 6   12 12 
 30 7  29
= − − =
 6 6  12
23 29 1 2 3
= − = Dizemos que: = =
6 12 2 4 6
46 29
= − = - Para obter frações equivalentes, devemos multi-
12 12 plicar ou dividir o numerador por mesmo número dife-
17 rente de zero.
=
12 1 2 2 1 3 3
Ex: ⋅ = ou . =
2 2 4 2 3 6
NÚMEROS RACIONAIS
Para simplificar frações devemos dividir o numera-
dor e o denominador, por um mesmo número diferente
de zero.

Quando não for mais possível efetuar as divisões


dizemos que a fração é irredutível.

Um círculo foi dividido em duas partes iguais. Dize- Exemplo:


mos que uma unidade dividida em duas partes iguais e 18 2 9 3
: = = ⇒ Fração Irredutível ou Sim-
indicamos 1/2. 12 2 6 6
onde: 1 = numerador e 2 = denominador plificada

1 3
Exemplo: e
3 4

Calcular o M.M.C. (3,4): M.M.C.(3,4) = 12


1 3 (12 : 3 ) ⋅ 1 (12 : 4 ) ⋅ 3 temos: 4 e 9
e = e
3 4 12 12 12 12
Um círculo dividido em 3 partes iguais indicamos
(das três partes hachuramos 2).
1 4
A fração é equivalente a .
Quando o numerador é menor que o denominador 3 12
temos uma fração própria. Observe:
3 9
A fração equivalente .
Observe: 4 12

Exercícios:
1) Achar três frações equivalentes às seguintes fra-
ções:
1 2
1) 2)
4 3
2 3 4 4 6 8
Respostas: 1) , , 2) , ,
Quando o numerador é maior que o denominador 8 12 16 6 9 12
temos uma fração imprópria.
COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES
FRAÇÕES EQUIVALENTES
a) Frações de denominadores iguais.
Duas ou mais frações são equivalentes, quando re- Se duas frações tem denominadores iguais a maior
presentam a mesma quantidade. será aquela: que tiver maior numerador.

Matemática 22
3 1 1 3 Exercícios: Colocar em ordem crescente:
Ex.: > ou <
4 4 4 4 2 2 5 4 5 2 4
1) e 2) e 3) , e
5 3 3 3 6 3 5
b) Frações com numeradores iguais
Se duas frações tiverem numeradores iguais, a me- 2 2 4 5
nor será aquela que tiver maior denominador. Respostas: 1) < 2) <
5 3 3 3
7 7 7 7
Ex.: > ou < 4 5 3
4 5 5 4 3) < <
3 6 2
c) Frações com numeradores e denominadores
receptivamente diferentes. OPERAÇÕES COM FRAÇÕES
Reduzimos ao mesmo denominador e depois com-
paramos. Exemplos: 1) Adição e Subtração
2 1 a) Com denominadores iguais somam-se ou subtra-
> denominadores iguais (ordem decrescente) em-se os numeradores e conserva-se o denominador
3 3 comum.
4 4 2 5 1 2 + 5 +1 8
> numeradores iguais (ordem crescente) Ex: + + = =
5 3 3 3 3 3 3
4 3 4−3 1
SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES − = =
5 5 5 5
Para simplificar frações devemos dividir o numera-
b) Com denominadores diferentes reduz ao mesmo
dor e o denominador por um número diferente de zero.
denominador depois soma ou subtrai.
Ex:
Quando não for mais possível efetuar as divisões,
dizemos que a fração é irredutível. Exemplo: 1 3 2
1) + + = M.M.C.. (2, 4, 3) = 12
18 : 2 9 : 3 3 2 4 3
= =
12 : 2 6 : 3 2
(12 : 2).1 + (12 : 4).3 + (12.3).2 6 + 9 + 8 23
= =
Fração irredutível ou simplificada. 12 12 12
9 36 4 2
Exercícios: Simplificar 1) 2) 2) − = M.M.C.. (3,9) = 9
12 45 3 9
3 4 (9 : 3).4 - (9 : 9).2 12 - 2 10
Respostas: 1) 2) = =
4 5 9 9 9

REDUÇÃO DE FRAÇÕES AO MENOR DENOMINA- Exercícios. Calcular:


DOR COMUM 2 5 1 5 1 2 1 1
1) + + 2) − 3) + −
7 7 7 6 6 3 4 3
1 3
Ex.: e 8 4 2 7
3 4 Respostas: 1) 2) = 3)
7 6 3 12
Calcular o M.M.C. (3,4) = 12
MULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES
1
e
3
=
(12 : 3 ) ⋅ 1 e (12 : 4 ) ⋅ 3 temos:
3 4 12 12 Para multiplicar duas ou mais frações devemos mul-
4 9 tiplicar os numeradores das frações entre si, assim
e
12 12 como os seus denominadores.
1 4 3 Exemplo:
A fração é equivalente a . A fração equiva- 2 3 2 3 6 3
3 12 4 . = x = =
9 5 4 5 4 20 10
lente .
12
Exercícios: Calcular:
Exemplo: 2 5 2 3 4  1 3  2 1
1) ⋅ 2) ⋅ ⋅ 3)  +  ⋅  − 
2 4 5 4 5 2 3 5 5 3 3
? ⇒ numeradores diferentes e denomina-
3 5 10 5 24 4 4
Respostas: 1) = 2) = 3)
dores diferentes m.m.c.(3, 5) = 15 12 6 30 5 15

(15 : 3).2 (15.5).4 10 12 DIVISÃO DE FRAÇÕES


? = < (ordem
15 15 15 15
crescente) Para dividir duas frações conserva-se a primeira e
multiplica-se pelo inverso da Segunda.
Matemática 23
4 2 4 3 12 6 Outros exemplos:
Exemplo: : = . = =
5 3 5 2 10 5 34 635 2187
1) = 3,4 2) = 6,35 3) =218,7
10 100 10
Exercícios. Calcular:
4 2 8 6  2 3  4 1 Note que a vírgula “caminha” da direita para a es-
1) : 2) : 3)  +  :  −  querda, a quantidade de casas deslocadas é a mesma
3 9 15 25 5 5 3 3 quantidade de zeros do denominador.

20 Exercícios. Representar em números decimais:


Respostas: 1) 6 2) 3) 1
9 35 473 430
1) 2) 3)
10 100 1000
POTENCIAÇÃO DE FRAÇÕES
Respostas: 1) 3,5 2) 4,73 3) 0,430
Eleva o numerador e o denominador ao expoente
dado. Exemplo: LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL
3 3
2 2 8
  = 3 = Ex.:
3
  3 27

Exercícios. Efetuar:
2 4 2 3
3  1  4   1
1)   2)   3)   −  
4 2 3 2

9 1 119
Respostas: 1) 2) 3)
16 16 72

RADICIAÇÃO DE FRAÇÕES

Extrai raiz do numerador e do denominador.


4 4 2
Exemplo: = =
9 9 3
OPERAÇÕES COM NÚMEROS DECIMAIS
Exercícios. Efetuar:
1 16 9  1
2 Adição e Subtração
1) 2) 3) +  Coloca-se vírgula sob virgula e somam-se ou sub-
9 25 16  2  traem-se unidades de mesma ordem. Exemplo 1:

1 4 10 + 0,453 + 2,832
Respostas: 1) 2) 3) 1
3 5 10,000
+ 0,453
2,832
NÚMEROS DECIMAIS _______
13,285
Toda fração com denominador 10, 100, 1000,...etc,
chama-se fração decimal. Exemplo 2:
3 4 7 47,3 - 9,35
Ex: , , , etc
10 100 100 47,30
9,35
Escrevendo estas frações na forma decimal temos: ______
3 37,95
= três décimos,
10
Exercícios. Efetuar as operações:
4 1) 0,357 + 4,321 + 31,45
= quatro centésimos
100 2) 114,37 - 93,4
7 3) 83,7 + 0,53 - 15, 3
= sete milésimos
1000
Respostas: 1) 36,128 2) 20,97 3) 68,93
Escrevendo estas frações na forma decimal temos:
MULTIPLICAÇÃO COM NÚMEROS DECIMAIS
3 4 7
=0,3 = 0,04 = 0,007
10 100 1000 Multiplicam-se dois números decimais como se fos-
sem inteiros e separam-se os resultados a partir da

Matemática 24
direita, tantas casas decimais quantos forem os alga- DIVISÃO
rismos decimais dos números dados. Para dividir os números decimais, procede-se as-
sim:
Exemplo: 5,32 x 3,8 1) iguala-se o número de casas decimais;
5,32 → 2 casas, 2) suprimem-se as vírgulas;
x 3,8→ 1 casa após a virgula 3) efetua-se a divisão como se fossem números in-
______ teiros.
4256
1596 + Exemplos:
______ ♦ 6 : 0,15 = 6,00 0,15
20,216 → 3 casas após a vírgula
000 40
Exercícios. Efetuar as operações: Igualam – se as casas decimais.
1) 2,41 . 6,3 2) 173,4 . 3,5 + 5 . 4,6 Cortam-se as vírgulas.
3) 31,2 . 0,753  7,85 : 5 = 7,85 : 5,00 785 : 500 = 1,57

Respostas: 1) 15,183 2) 629,9 Dividindo 785 por 500 obtém-se quociente 1 e resto
3) 23,4936 285

DIVISÃO DE NÚMEROS DECIMAIS Como 285 é menor que 500, acrescenta-se uma
vírgula ao quociente e zeros ao resto
Igualamos as casas decimais entre o dividendo e o ♦ 2 : 4 0,5
divisor e quando o dividendo for menor que o divisor
acrescentamos um zero antes da vírgula no quociente. Como 2 não é divisível por 4, coloca-se zero e vír-
gula no quociente e zero no dividendo
Ex.: ♦ 0,35 : 7 = 0,350 7,00 350 : 700 =
a) 3:4 0,05
3 |_4_
30 0,75 Como 35 não divisível por 700, coloca-se zero e vír-
20 gula no quociente e um zero no dividendo. Como 350
0 não é divisível por 700, acrescenta-se outro zero ao
b) 4,6:2 quociente e outro ao dividendo
4,6 |2,0 = 46 | 20
60 2,3 Divisão de um número decimal por 10, 100, 1000
0
Obs.: Para transformar qualquer fração em número
Para tornar um número decimal 10, 100, 1000, ....
decimal basta dividir o numerador pelo denominador.
vezes menor, desloca-se a vírgula para a esquerda,
Ex.: 2/5 = 2 |5 , então 2/5=0,4
respectivamente, uma, duas, três, ... casas decimais.
20 0,4
Exemplos:
Exercícios
25,6 : 10 = 2,56
1) Transformar as frações em números decimais.
04 : 10 = 0,4
1 4 1 315,2 : 100 = 3,152
1) 2) 3)
5 5 4 018 : 100 = 0,18
Respostas: 1) 0,2 2) 0,8 3) 0,25 0042,5 : 1.000 = 0,0425
0015 : 1.000 = 0,015
2) Efetuar as operações:
1) 1,6 : 0,4 2) 25,8 : 0,2 milhar centena dezena Unidade décimo centésimo milésimo
simples
3) 45,6 : 1,23 4) 178 : 4,5-3,4.1/2
5) 235,6 : 1,2 + 5 . 3/4 1 000 100 10 1 0,1 0,01 0,001

Respostas: 1) 4 2) 129 3) 35,07


4) 37,855 5) 200,0833.... LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL
Procedemos do seguinte modo:
Multiplicação de um número decimal por 10, 100, 1º) Lemos a parte inteira (como um número natural).
1000 2º) Lemos a parte decimal (como um número natu-
ral), acompanhada de uma das palavras:
Para tornar um número decimal 10, 100, 1000..... - décimos, se houver uma ordem (ou casa) deci-
vezes maior, desloca-se a vírgula para a direita, res- mal
pectivamente, uma, duas, três, . . . casas decimais. - centésimos, se houver duas ordens decimais;
2,75 x 10 = 27,5 6,50 x 100 = 650 - milésimos, se houver três ordens decimais.
0,125 x 100 = 12,5 2,780 x 1.000 = 2.780
0,060 x 1.000 = 60 0,825 x 1.000 = 825 Exemplos:
1) 1,2 Lê-se: "um inteiro e

Matemática 25
dois décimos". irracionais.

2) 12,75 Lê-se: "doze inteiros Usaremos o símbolo estrela (*) quando quisermos
e setenta e cinco indicar que o número zero foi excluído de um conjunto.
centésimos".
Exemplo: N* = { 1; 2; 3; 4; ... }; o zero foi excluído de
3) 8,309 Lê-se: "oito inteiros e N.
trezentos e nove
milésimos''. Usaremos o símbolo mais (+) quando quisermos
indicar que os números negativos foram excluídos de
Observações: um conjunto.
1) Quando a parte inteira é zero, apenas a parte de-
cimal é lida. Exemplo: Z+ = { 0; 1; 2; ... } ; os negativos foram
Exemplos: excluídos de Z.
a) 0,5 - Lê-se: "cinco Usaremos o símbolo menos (-) quando quisermos
décimos". indicar que os números positivos foram excluídos de
um conjunto.
b) 0,38 - Lê-se: "trinta e oito
centésimos".
Exemplo: Z − = { . .. ; - 2; - 1; 0 } ; os positivos foram
c) 0,421 - Lê-se: "quatrocentos excluídos de Z.
e vinte e um
milésimos". Algumas vezes combinamos o símbolo (*) com o
símbolo (+) ou com o símbolo (-).
2) Um número decimal não muda o seu valor se a-
crescentarmos ou suprimirmos zeros â direita do Exemplos
último algarismo.
Exemplo: 0,5 = 0,50 = 0,500 = 0,5000 " ....... a) Z *− = ( 1; 2; 3; ... ) ; o zero e os negativos foram
excluídos de Z.
3) Todo número natural pode ser escrito na forma b) Z *+ = { ... ; - 3; - 2; - 1 } ; o zero e os positivos
de número decimal, colocando-se a vírgula após
o último algarismo e zero (ou zeros) a sua direita. foram excluídos de Z.
Exemplos: 34 = 34,00... 176 = 176,00...
Exercícios resolvidos
1. Completar com ∈ ou ∉ :
CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS (R)
a) 5 Z g) 3 Q*
b) 5 *
Z−
CORRESPONDÊNCIA ENTRE NÚMEROS E h) 4 Q
PONTOS DA RETA, ORDEM, VALOR ABSOLUTO *
c) 3,2 Z+
Há números que não admitem representação i) ( − 2)2 Q-
decimal finita nem representação decimal infinita e 1
periódico, como, por exemplo: d) Z j) 2 R
4
π = 3,14159265...
4 k) 4 R-
2 = 1,4142135... e) Z
1
3 = 1,7320508... f) 2 Q
5 = 2,2360679... Resolução
a) ∈ , pois 5 é positivo.
b) ∉ , pois 5 é positivo e os positivos foram
Estes números não são racionais: π ∈ Q, 2
*
excluídos de Z −
∈ Q, 3 ∈ Q, 5 ∈ Q; e, por isso mesmo, são
chamados de irracionais. c) ∉ 3,2 não é inteiro.
1
Podemos então definir os irracionais como sendo d) ∉ , poisnão é inteiro.
4
aqueles números que possuem uma representação
decimal infinita e não periódico.
4
e) ∈ , pois = 4 é inteiro.
1
Chamamos então de conjunto dos números reais, e f) ∉ , pois 2 não é racional.
indicamos com R, o seguinte conjunto:
g) ∉ , pois 3 não é racional
R= { x | x é racional ou x é irracional} h) ∈ , pois 4 = 2 é racional
Como vemos, o conjunto R é a união do conjunto i) ∉ , pois ( − 2)2 = 4 = 2 é positivo, e os
dos números racionais com o conjunto dos números

Matemática 26
positivos foram excluídos de Q− . a) ⊂ c) ⊄ e) ⊄
b) ⊄ d) ⊂
j) ∈ , pois 2 é real.
k) ∉ , pois 4 = 2 é positivo, e os positivos foram 4.
excluídos de R−

2. Completar com ⊂ ou ⊄ :
a) N Z* d) Q Z
* * Reta numérica
b) N Z+ e) Q + R+ Uma maneira prática de representar os números re-
c) N Q ais é através da reta real. Para construí-la, desenha-
mos uma reta e, sobre ela, escolhemos, a nosso gosto,
Resolução: um ponto origem que representará o número zero; a
seguir escolhemos, também a nosso gosto, porém à
a) ⊄ , pois 0 ∈ N e 0 ∉ Z * . direita da origem, um ponto para representar a unidade,
b) ⊂, pois N = Z + ou seja, o número um. Então, a distância entre os pon-
c) ⊂ , pois todo número natural é também tos mencionados será a unidade de medida e, com
racional. base nela, marcamos, ordenadamente, os números
d) ⊄ , pois há números racionais que não são positivos à direita da origem e os números negativos à
2 sua esquerda.
inteiros como por exemplo, .
3
e) ⊂ , pois todo racional positivo é também real
positivo.

Exercícios propostos: EXERCÍCIOS


1. Completar com ∈ ou ∉ 1) Dos conjuntos a seguir, o único cujos elementos
a) 0 N 7 são todos números racionais é:
g) Q +*
b) 0 N* 1  1
a)  , 2, 3, 5, 4 2 

c) 7 Z h) 7 Q  2 
d) - 7 Z+  2 
i) 7 2 Q c)  − 1, , 0, 2, 3 
e) – 7 Q−  7 
j) 7 R*
f)
1
Q b) { − 3, − 2, − 2, 0 }
7
d) { 0, 9, 4 , 5, 7 }

2. Completar com ∈ ou ∉
a) 3 Q d) π Q 2) Se 5 é irracional, então:
b) 3,1 Q e) 3,141414... Q m
a) 5 escreve-se na forma , com n ≠0 e m, n ∈ N.
c) 3,14 Q n
b) 5 pode ser racional
3. Completar com ⊂ ou ⊄ :
m
*
a) Z + N* *
d) Z − R c) 5 jamais se escreve sob a forma , com n ≠0 e
n
b) Z − N e) Z − R+ m, n ∈ N.
c) R+ Q d) 2 5 é racional

4. Usando diagramas de Euler-Venn, represente os 3) Sendo N, Z, Q e R, respectivamente, os conjuntos


conjuntos N, Z, Q e R . dos naturais, inteiros, racionais e reais, podemos
Respostas: escrever:
1. a) ∀x ∈ N⇒x∈R c) Z ⊃ Q
a) ∈ e) ∈ i) ∈ b) ∀x ∈Q⇒x∈Z d) R ⊂ Z
b) ∉ f) ∈ j) ∈
c) ∈ g) ∈ 4) Dado o conjunto A = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 }, podemos
d) ∉ h) ∉ afirmar que:
a) ∀ x ∈ A ⇒ x é primo
2. b) ∃ x ∈ A | x é maior que 7
a) ∈ c) ∈ e) ∈ c) ∀ x ∈ A ⇒ x é múltiplo de 3
b) ∈ d) ∉ d) ∃ x ∈ A | x é par
e) nenhuma das anteriores
3.
5) Assinale a alternativa correta:
Matemática 27
a) Os números decimais periódicos são irracionais
b) Existe uma correspondência biunívoca entre os
pontos da reta numerada, e o conjunto Q.
c) Entre dois números racional existem infinitos nú-
escrito em linguagem simbólica é:
meros racionais.
a) { x ∈ R | 3< x < 15 } c) { x ∈ R | 3 ≤ x ≤ 15 }
d) O conjunto dos números irracionais é finito
b) { x ∈ R | 3 ≤ x < 15 } d) { x ∈ R | 3< x ≤ 15 }
6) Podemos afirmar que:
a) todo real é racional. 14) Assinale a alternativa falsa:
b) todo real é irracional. a) R* = { x ∈ R | x < 0 ou x >0}
c) nenhum irracional é racional. b) 3∈ Q
d) algum racional é irracional. c) Existem números inteiros que não são números
naturais.
7) Podemos afirmar que:
a) entre dois inteiros existe um inteiro.
b) entre dois racionais existe sempre um racional. d) é a repre-
c) entre dois inteiros existe um único inteiro. sentação de { x ∈ R | x ≥ 7 }
d) entre dois racionais existe apenas um racional.
15) O número irracional é:
8) Podemos afirmar que: 4
a) 0,3333... e)
a) ∀a, ∀b ∈ N⇒a-b∈N 5
b) ∀a, ∀b ∈ N⇒a:b∈N b) 345,777... d) 7
c) ∀a, ∀b ∈ R⇒a+b∈R
d) ∀a, ∀b ∈ Z⇒a:b∈Z 16) O símbolo R − representa o conjunto dos núme-
ros:
9) Considere as seguintes sentenças:
a) reais não positivos c) irracional.
I) 7 é irracional. b) reais negativos d) reais positivos.
II) 0,777... é irracional.
III) 2 2 é racional. 17) Os possíveis valores de a e de b para que a nú-
Podemos afirmar que: mero a + b 5 seja irracional, são:
a) l é falsa e II e III são verdadeiros.
a) a = 0 e b=0 c) a = 0 e b = 2
b) I é verdadeiro e II e III são falsas.
c) I e II são verdadeiras e III é falsa. c) a=1eb= 5 d) a = 16 e b = 0
d) I e II são falsas e III é verdadeira.
18) Uma representação decimal do número 5 é:
10) Considere as seguintes sentenças:
a) 0,326... c) 1.236...
I) A soma de dois números naturais é sempre um
b) 2.236... d) 3,1415...
número natural.
II) O produto de dois números inteiros é sempre um
19) Assinale o número irracional:
número inteiro.
a) 3,01001000100001... e) 3,464646...
III) O quociente de dois números inteiros é sempre
b) 0,4000... d) 3,45
um número inteiro.
Podemos afirmar que:
20) O conjunto dos números reais negativos é repre-
a) apenas I é verdadeiro.
sentado por:
b) apenas II é verdadeira.
a) R* c) R
c) apenas III é falsa.
b) R_ d) R*
d) todas são verdadeiras.
21) Assinale a alternativo falso:
11) Assinale a alternativa correta:
a) 5 ∈ Z b) 5,1961... ∈ Q
a) R ⊂ N c) Q ⊃ N
5
b) Z ⊃ R d) N ⊂ { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 } c) − ∈Q
3
12) Assinale a alternativa correto: 22) Um número racional compreendido entre 3 e
a) O quociente de dois número, racionais é sempre
um número inteiro. 6 é:
b) Existem números Inteiros que não são números 3. 6
reais. a) 3,6 c)
2
c) A soma de dois números naturais é sempre um
número inteiro. 6 3+ 6
b) d)
d) A diferença entre dois números naturais é sempre 3 2
um número natural.
23) Qual dos seguintes números é irracional?
13) O seguinte subconjunto dos números reais a) 3
125 c) 27

Matemática 28
4 Transformações de unidades: Cada unidade de
b) 1 d) 169
comprimento é dez (10) vezes maior que a unidade
imediatamente. inferior. Na prática cada mudança de vírgula
para a direita (ou multiplicação por dez) transforma uma
unidade imediatamente inferior a unidade dada; e cada
24) é a representação mudança de vírgula para a esquerda (ou divisão por dez)
gráfica de: transforma uma unidade na imediatamente superior.
a) { x ∈ R | x ≥ 15 } b) { x ∈ R | -2≤ x < 4 }
c) { x ∈ R | x < -2 } d) { x ∈ R | -2< x ≤ 4 } Ex.: 45 Km ⇒ 45 . 1.000 = 45.000 m
500 cm ⇒ 500 ÷ 100 = 5 m
RESPOSTAS 8 Km e 25 m ⇒ 8.000m + 25m = 8.025 m
1) d 5) b 9) b 13) b 17) c 21) b ou 8,025 Km.
2) c 6) c 10) c 14) d 18) b 22) b
Resumo
3) a 7) b 11) b 15) d 19) a 23) c
4) e 8) c 12) c 16) b 20) b 24) d

SISTEMA DE MEDIDAS LEGAIS

A) Unidades de Comprimento
B) Unidades de ÁREA
Permitido de um polígono: o perímetro de um polígono
C) Áreas Planas
é a soma do comprimento de seus lados.
D) Unidades de Volume e de Capacidade
E) Volumes dos principais sólidos geométricos
F) Unidades de Massa

A) UNIDADES DE COMPRIMENTO

Medidas de comprimento:

Medir significa comparar. Quando se mede um


determinado comprimento, estamos comparando este
comprimento com outro tomado como unidade de medida.
Portanto, notamos que existe um número seguido de um
nome: 4 metros — o número será a medida e o nome será a
unidade de medida.

Podemos medir a página deste livro utilizando um Perímetro de uma circunferência: Como a abertura do
lápis; nesse caso o lápis foi tomado como unidade de medida compasso não se modifica durante o traçado vê-se logo que
ou seja, ao utilizarmos o lápis para medirmos o comprimento os pontos da circunferência distam igualmente do ponto zero
do livro, estamos verificando quantas vezes o lápis (tomado (0).
como medida padrão) caberá nesta página.

Para haver uma uniformidade nas relações humanas


estabeleceu-se o metro como unidade fundamental de
medida de comprimento; que deu origem ao sistema métrico
decimal, adotado oficialmente no Brasil.

Múltiplos e sub-múltiplos do sistema métrico: Para


escrevermos os múltiplos e sub-múltiplos do sistema métrico
decimal, utilizamos os seguintes prefixos gregos:

KILO significa 1.000 vezes


Elementos de uma circunferência:
HECTA significa 100 vezes
DECA significa 10 vezes
DECI significa décima parte
CENTI significa centésima parte
MILI significa milésima parte.

1km = 1.000m 1 m = 10 dm
1hm = 100m e 1 m = 100 cm
1dam = 10m 1 m = 1000 mm

O perímetro da circunferência é calculado multiplican-


do-se 3,14 pela medida do diâmetro.

3,14 . medida do diâmetro = perímetro.

Matemática 29
B) UNIDADES DE ÁREA: a ideia de superfície já é
nossa conhecida, é uma noção intuitiva. Ex.: superfície da
mesa, do assoalho que são exemplos de superfícies planas
enquanto que a superfície de uma bola de futebol, é uma
superfície esférica.

Damos o nome de área ao número que mede uma


superfície numa determinada unidade. Perímetro: é a soma dos quatro lados.
Metro quadrado: é a unidade fundamental de medida Triângulo: a área do triângulo é dada pelo produto da
de superfície (superfície de um quadrado que tem 1 m de base pela altura dividido por dois.
lado).

Propriedade: Toda unidade de medida de superfície é


100 vezes maior do que a imediatamente inferior.

Múltiplos e submúltiplos do metro quadrado:


Perímetro – é a soma dos três lados.
Múltiplos Submúltiplos
2 2 2 2 2
km : 1.000.000 m m cm : 0,0001 m Trapézio: a área do trapézio é igual ao produto da
2 2 2 2
hm : 10.000 m dm : 0,01 m semi-soma das bases, pela altura.
2 2 2 2
dam : 100 m mm : 0,000001m
2 2
1km = 1000000 (= 1000 x 1000)m
2 2
1 hm = 10000 (= 100 x 100)m
2 2
1dam =100 (=10x10) m

Regras Práticas:

• para se converter um número medido numa unidade


para a unidade imediatamente superior deve-se Perímetro – é a soma dos quatro lados.
dividi-lo por 100.
• para se converter um número medido numa unidade, Losango: a área do losango é igual ao semi-produto
para uma unidade imediatamente inferior, deve-se das suas diagonais.
multiplicá-lo por 100.

Medidas Agrárias:
2
centiare (ca) — é o m
2 2
are (a) —é o dam (100 m )
2 2
hectare (ha) — é o hm (10000 m ).
Perímetro – á a soma dos quatro lados.
C) ÁREAS PLANAS
Área de polígono regular: a área do polígono regular é
Retângulo: a área do retângulo é dada pelo produto da
igual ao produto da medida do perímetro (p) pela medida do
medida de comprimento pela medida da largura, ou, medida
apotema (a) sobre 2.
da base pela medida da altura.

Perímetro: a + a + b + b

Quadrado: a área do quadrado é dada pelo produto


“lado por lado, pois sendo um retângulo de lados iguais, base
= altura = lado. Perímetro – soma de seus lados.

DUNIDADES DE VOLUME E CAPACIDADE

Unidades de volume: volume de um sólido é a medida


deste sólido.

Matemática 30
Chama-se metro cúbico ao volume de um cubo cuja
aresta mede 1 m.

Propriedade: cada unidade de volume é 1.000 vezes


maior que a unidade imediatamente inferior.
Volume do cubo: o cubo é um paralelepipedo
Múltiplos e sub-múltiplos do metro cúbico: retângulo de faces quadradas. Um exemplo comum de cubo,
é o dado.
MÚLTIPIOS SUB-MÚLTIPLOS
3 3 3 3
km ( 1 000 000 000m ) dm (0,001 m )
3 3 3 3
hm ( 1 000 000 m ) cm (0,000001m )
3 3 3 3
dam (1 000 m ) mm (0,000 000 001m )

Como se vê:
3
1 km3 = 1 000 000 000 (1000x1000x1000)m
3 3
1 hm = 1000000 (100 x 100 x 100) m O volume do cubo é dado pelo produto das medidas
3 3
1dam = 1000 (10x10x10)m de suas três arestas que são iguais.
3 3 3
1m =1000 (= 10 x 10 x 10) dm V = a. a . a = a cubo
3 3
1m =1000 000 (=100 x 100 x 100) cm
3 3
1m = 1000000000 ( 1000x 1000x 1000) mm Volume do prisma reto: o volume do prisma reto é
dado pelo produto da área da base pela medida da altura.

Unidades de capacidade: litro é a unidade


fundamental de capacidade. Abrevia-se o litro por l.

O litro é o volume equivalente a um decímetro cúbico.

Múltiplos Submúltiplos

hl ( 100 l) dl (0,1 l)
dal ( 10 l) litro l cl (0,01 l)
ml (0,001 l)

Como se vê:
Volume do cilindro: o volume do cilindro é dado pelo
1 hl = 100 l 1 l = 10 dl produto da área da base pela altura.
1 dal = 10 l 1 l = 100 cl
1 l = 1000 ml

VOLUMES DOS PRINCIPAIS SÓLIDOS


GEOMÉTRICOS

Volume do paralelepípedo retângulo: é o mais comum


dos sólidos geométricos. Seu volume é dado pelo produto de
suas três dimensões. F) UNIDADES DE MASSA

— A unidade fundamental para se medir massa de um


corpo (ou a quantidade de matéria que esse corpo possui), é
o kilograma (kg).
3
— o kg é a massa aproximada de 1 dm de água a 4
graus de temperatura.

Matemática 31
— Múltiplos e sub-múltiplos do kilograma:
4 + 8 + 12 + 20 44
Múltiplos Submúltiplos ma = = = 11
kg (1000g) dg (0,1 g) 4 4
hg ( 100g) cg (0,01 g)
dag ( 10 g) mg (0,001 g) Média Aritmética Ponderada (mv):

Como se vê: A média aritmética ponderada de vários números aos


quais são atribuídos pesos (que indicam o número de vezes
1kg = 1000g 1g = 10 dg que tais números figuraram) consiste no quociente da soma
1 hg = 100 g e 1g= 100 cg dos produtos — que se obtém multiplicando cada número
1 dag = 10g 1g = 1000 mg pelo peso correspondente, pela soma dos pesos.

Ex.: No cálculo da média final obtida por um aluno


durante o ano letivo, usamos a média aritmética ponderada.
A resolução é a seguinte:

Matéria Notas Peso


Português 60,0 5
Matemática 40,0 3
História 70,0 2
Para a água destilada, 1.º acima de zero.
volume capacidade massa 60 . 5 + 40 3 + 70 . 2
2
mp =
1dm 1l 1kg 5+3+2

Medidas de tempo: 300 + 120 + 140


Não esquecer: = = 56
1dia = 24 horas 10
1 hora = sessenta minutos
1 minuto = sessenta segundos
Dízima periódica simples
1 ano = 365 dias
1 mês = 30 dias Numa dízima periódica simples, o período aparece imediata-
mente após a vírgula1 .
Média geométrica Exemplos:
0,444444…
Numa proporção contínua, o meio comum é 0,5125125125…
denominado média proporcional ou média geométrica dos 0,68686868…
extremos. Portanto no exemplo acima 8 é a média 0,354235423542..
proporcional entre 4 e 16. O quarto termo de uma proporção
contínua é chamado terceira proporcional. Assim, no nosso Dízima periódica composta
exemplo, 16 é a terceira proporcional depois de 4 e 8. Na dízima periódica composta, há um ou mais algarismos
entre a vírgula e o período, que não entram na composição
Para se calcular a média proporcional ou geométrica do período1 .
de dois números, teremos que calcular o valor do meio Exemplos:
comum de uma proporção continua. Ex.: 0,72222222…
4 X 0,58444444…
= 0,15262626…
X 16

4 . 16 x . x RAZÕES E PROPORÇÕES
2
x = 64 x 1. INTRODUÇÃO
64 =8 Se a sua mensalidade escolar sofresse hoje um rea-
juste de R$ 80,00, como você reagiria? Acharia caro,
4.º proporcional: é o nome dado ao quarto termo de normal, ou abaixo da expectativa? Esse mesmo valor,
uma proporção não continua. Ex.: que pode parecer caro no reajuste da mensalidade,
seria considerado insignificante, se tratasse de um
4 12 acréscimo no seu salário.
= , 4 . x = 8 . 12
8 F
Naturalmente, você já percebeu que os R$ 80,00
96
x= =24. nada representam, se não forem comparados com um
4 valor base e se não forem avaliados de acordo com a
natureza da comparação. Por exemplo, se a mensali-
Nota: Esse cálculo é idêntico ao cálculo do elemento
dade escolar fosse de R$ 90,00, o reajuste poderia ser
desconhecido de uma proporção).
considerado alto; afinal, o valor da mensalidade teria
Média Aritmética Simples: (ma) quase dobrado. Já no caso do salário, mesmo conside-
rando o salário mínimo, R$ 80,00 seriam uma parte
A média aritmética simples de dois números é dada mínima. .
pelo quociente da soma de seus valores e pela quantidade
das parcelas consideradas. A fim de esclarecer melhor este tipo de problema,
Ex.: determinar a ma de: 4, 8, 12, 20 vamos estabelecer regras para comparação entre

Matemática 32
grandezas. que 20 em 80.
10 20
2. RAZÃO Escrevemos: =
Você já deve ter ouvido expressões como: "De cada
40 80
20 habitantes, 5 são analfabetos", "De cada 10 alunos,
A esse tipo de igualdade entre duas razões dá-se o
2 gostam de Matemática", "Um dia de sol, para cada
nome de proporção.
dois de chuva".

Em cada uma dessas. frases está sempre clara uma


ca
Dadas duas razões , com b e d ≠ 0,
e
comparação entre dois números. Assim, no primeiro db
caso, destacamos 5 entre 20; no segundo, 2 entre 10, e a c
no terceiro, 1 para cada 2. teremos uma proporção se = .
b d
Todas as comparações serão matematicamente
expressas por um quociente chamado razão. Na expressão acima, a e c são chamados de
antecedentes e b e d de consequentes. .
Teremos, pois:
A proporção também pode ser representada como a
De cada 20 habitantes, 5 são analfabetos. : b = c : d. Qualquer uma dessas expressões é lida
5 assim: a está para b assim como c está para d. E im-
Razão = portante notar que b e c são denominados meios e a e
20 d, extremos.
De cada 10 alunos, 2 gostam de Matemática. Exemplo:
2
Razão = 3 9
10 A proporção = , ou 3 : 7 : : 9 : 21, é
7 21
c. Um dia de sol, para cada dois de chuva. lida da seguinte forma: 3 está para 7 assim como 9
está para 21. Temos ainda:
1
Razão = 3 e 9 como antecedentes,
2 7 e 21 como consequentes,
7 e 9 como meios e
A razão entre dois números a e b, com b ≠ 0, é o 3 e 21 como extremos.
a
quociente , ou a : b.
b 3.1 PROPRIEDADE FUNDAMENTAL
O produto dos extremos é igual ao produto dos
Nessa expressão, a chama-se antecedente e b, meios:
consequente. Outros exemplos de razão:
a c
= ⇔ ad = bc ; b, d ≠ 0
Em cada 10 terrenos vendidos, um é do corretor. b d
1
Razão =
10 Exemplo:

Os times A e B jogaram 6 vezes e o time A ganhou


Se 6 =
24 , então 6 . 96 = 24 . 24 = 576.
24 96
todas.
6
Razão = 3.2 ADIÇÃO (OU SUBTRAÇÃO) DOS
6 ANTECEDENTES E CONSEQUENTES
Em toda proporção, a soma (ou diferença) dos an-
3. Uma liga de metal é feita de 2 partes de ferro e 3 tecedentes está para a soma (ou diferença) dos conse-
partes de zinco. quentes assim como cada antecedente está para seu
2 3 consequente. Ou seja:
Razão = (ferro) Razão = (zinco).
5 5 a c a + c a c
Se = , entao = = ,
3. PROPORÇÃO b d b + d b d
Há situações em que as grandezas que estão sendo a - c a c
ou = =
comparadas podem ser expressas por razões de ante- b - d b d
cedentes e consequentes diferentes, porém com o
mesmo quociente. Dessa maneira, quando uma pes- Essa propriedade é válida desde que nenhum
quisa escolar nos revelar que, de 40 alunos entrevista- denominador seja nulo.
dos, 10 gostam de Matemática, poderemos supor que,
se forem entrevistados 80 alunos da mesma escola, 20 Exemplo:
deverão gostar de Matemática. Na verdade, estamos
afirmando que 10 estão representando em 40 o mesmo

Matemática 33
21 + 7 28 7 so pela metade.
= =
12 + 4 16 4 Número de torneiras de mesma vazão e tempo para
21 7 encher um tanque, pois, quanto mais torneiras estive-
= rem abertas, menor o tempo para completar o tanque.
12 4
21 - 7 14 7 Podemos concluir que :
= =
12 - 4 8 4
Duas grandezas são inversamente proporcionais
GRANDEZAS PROPORCIONAIS E DIVISÃO quando, aumentando (ou diminuindo) uma delas
PROPORCIONAL numa determinada razão, a outra diminui (ou
aumenta) na mesma razão.
1. INTRODUÇÃO:
No dia-a-dia, você lida com situações que envolvem Vamos analisar outro exemplo, com o objetivo de
números, tais como: preço, peso, salário, dias de traba- reconhecer a natureza da proporção, e destacar a
lho, índice de inflação, velocidade, tempo, idade e ou- razão. Considere a situação de um grupo de pessoas
tros. Passaremos a nos referir a cada uma dessas situ- que, em férias, se instale num acampamento que cobra
ações mensuráveis como uma grandeza. Você sabe R$100,00 a diária individual.
que cada grandeza não é independente, mas vinculada
a outra conveniente. O salário, por exemplo, está rela- Observe na tabela a relação entre o número de
cionado a dias de trabalho. Há pesos que dependem pessoas e a despesa diária:
de idade, velocidade, tempo etc. Vamos analisar dois
tipos básicos de dependência entre grandezas propor-
Número de
cionais. pessoas 1 2 4 5 10
2. PROPORÇÃO DIRETA
Grandezas como trabalho produzido e remuneração Despesa
obtida são, quase sempre, diretamente proporcionais.
diária (R$ ) 100 200 400 500 1.000
De fato, se você receber R$ 2,00 para cada folha que
datilografar, sabe que deverá receber R$ 40,00 por 20 Você pode perceber na tabela que a razão de au-
folhas datilografadas. mento do número de pessoas é a mesma para o au-
mento da despesa. Assim, se dobrarmos o número de
Podemos destacar outros exemplos de grandezas pessoas, dobraremos ao mesmo tempo a despesa.
diretamente proporcionais: Esta é portanto, uma proporção direta, ou melhor, as
grandezas número de pessoas e despesa diária são
Velocidade média e distância percorrida, pois, se diretamente proporcionais.
você dobrar a velocidade com que anda, deverá, num
mesmo tempo, dobrar a distância percorrida. Suponha também que, nesse mesmo exemplo, a
quantia a ser gasta pelo grupo seja sempre de
Área e preço de terrenos. R$2.000,00. Perceba, então, que o tempo de perma-
nência do grupo dependerá do número de pessoas.
Altura de um objeto e comprimento da sombra pro-
jetada por ele. Analise agora a tabela abaixo :
Número de 1 2 4 5 10
Assim: pessoas

Duas grandezas São diretamente proporcionais


quando, aumentando (ou diminuindo) uma delas Tempo de
permanência
numa determinada razão, a outra diminui (ou (dias) 20 10 5 4 2
aumenta) nessa mesma razão.
Note que, se dobrarmos o número de pessoas, o
3. PROPORÇÃO INVERSA tempo de permanência se reduzirá à metade. Esta é,
Grandezas como tempo de trabalho e número de portanto, uma proporção inversa, ou melhor, as gran-
operários para a mesma tarefa são, em geral, inver- dezas número de pessoas e número de dias são inver-
samente proporcionais. Veja: Para uma tarefa que 10 samente proporcionais.
operários executam em 20 dias, devemos esperar que
5 operários a realizem em 40 dias. 4. DIVISÃO EM PARTES PROPORCIONAIS

Podemos destacar outros exemplos de grandezas 4. 1 Diretamente proporcional


inversamente proporcionais: Duas pessoas, A e B, trabalharam na fabricação de
um mesmo objeto, sendo que A o fez durante 6 horas e
Velocidade média e tempo de viagem, pois, se você B durante 5 horas. Como, agora, elas deverão dividir
dobrar a velocidade com que anda, mantendo fixa a com justiça os R$ 660,00 apurados com sua venda?
distância a ser percorrida, reduzirá o tempo do percur- Na verdade, o que cada um tem a receber deve ser

Matemática 34
diretamente proporcional ao tempo gasto na confecção x + y x x + y x
= ⇒ =
Dividir um número em partes diretamente 1 1 1 8 1
proporcionais a outros números dados é +
encontrar partes desse número que sejam 3 5 3 15 3
diretamente proporcionais aos números dados e Mas, como x + y = 160, então
cuja soma reproduza o próprio número. 160 x 160 1
do objeto. = ⇒ x = ⋅ ⇒
8 1 8 3
No nosso problema, temos de dividir 660 em partes
diretamente proporcionais a 6 e 5, que são as horas 15 3 15
que A e B trabalharam.
Vamos formalizar a divisão, chamando de x o que A 15 1
tem a receber, e de y o que B tem a receber. ⇒ x = 160 ⋅ ⋅ ⇒ x = 100
Teremos então:
8 3
X + Y = 660
Como x + y = 160, então y = 60. Concluindo, A
deve receber R$ 100,00 e B, R$ 60,00.
X Y
=
6 5 4.3 DIVISÃO PROPORCIONAL COMPOSTA
Vamos analisar a seguinte situação: Uma empreitei-
Esse sistema pode ser resolvido, usando as ra foi contratada para pavimentar uma rua. Ela dividiu o
propriedades de proporção. Assim: trabalho em duas turmas, prometendo pagá-las propor-
cionalmente. A tarefa foi realizada da seguinte maneira:
X + Y
= Substituindo X + Y por 660, na primeira turma, 10 homens trabalharam durante 5
6 + 5 dias; na segunda turma, 12 homens trabalharam duran-
vem
660 X 6 ⋅ 660 te 4 dias. Estamos considerando que os homens ti-
= ⇒ X = = 360 nham a mesma capacidade de trabalho. A empreiteira
11 6 11
tinha R$ 29.400,00 para dividir com justiça entre as
Como X + Y = 660, então Y = 300 duas turmas de trabalho. Como fazê-lo?
Concluindo, A deve receber R$ 360,00 enquanto B,
R$ 300,00. Essa divisão não é de mesma natureza das anterio-
res. Trata-se aqui de uma divisão composta em partes
4.2 INVERSAMENTE PROPORCIONAL proporcionais, já que os números obtidos deverão ser
E se nosso problema não fosse efetuar divisão em proporcionais a dois números e também a dois outros.
partes diretamente proporcionais, mas sim inversamen-
te? Por exemplo: suponha que as duas pessoas, A e B, Na primeira turma, 10 homens trabalharam 5 dias,
trabalharam durante um mesmo período para fabricar e produzindo o mesmo resultado de 50 homens, traba-
vender por R$ 160,00 um certo artigo. Se A chegou lhando por um dia. Do mesmo modo, na segunda tur-
atrasado ao trabalho 3 dias e B, 5 dias, como efetuar ma, 12 homens trabalharam 4 dias, o que seria equiva-
com justiça a divisão? O problema agora é dividir R$ lente a 48 homens trabalhando um dia.
160,00 em partes inversamente proporcionais a 3 e a 5,
pois deve ser levado em consideração que aquele que Para a empreiteira, o problema passaria a ser,
se atrasa mais deve receber menos. portanto, de divisão diretamente proporcional a 50 (que
é 10 . 5), e 48 (que é 12 . 4).

Dividir um número em partes inversamente propor- Para dividir um número em partes de tal forma que
cionais a outros números dados é encontrar partes uma delas seja proporcional a m e n e a outra a p
desse número que sejam diretamente proporcio- e q, basta divida esse número em partes
nais aos inversos dos números dados e cuja soma proporcionais a m . n e p . q.
reproduza o próprio número.
Convém lembrar que efetuar uma divisão em partes
No nosso problema, temos de dividir 160 em partes inversamente proporcionais a certos números é o
inversamente proporcionais a 3 e a 5, que são os nú- mesmo que fazer a divisão em partes diretamente pro-
meros de atraso de A e B. Vamos formalizar a divisão, porcionais ao inverso dos números dados.
chamando de x o que A tem a receber e de y o que B
tem a receber. Resolvendo nosso problema, temos:
x + y = 160 Chamamos de x: a quantia que deve receber a
primeira turma; y: a quantia que deve receber a
segunda turma. Assim:
x y
Teremos: = x y x y
1 1 = ou =
10 ⋅ 5 12 ⋅ 4 50 48
3 5 x + y x
⇒ =
Resolvendo o sistema, temos: 50 + 48 50

Matemática 35
29400 x Concluindo, o automóvel percorrerá 1 200 km em 8
Como x + y = 29400, então = horas.
98 50
29400 ⋅ 50 Vamos analisar outra situação em que usamos a
⇒x= ⇒ 15.000 regra de três.
98
Um automóvel, com velocidade média de 90 km/h,
Portanto y = 14 400. percorre um certo espaço durante 8 horas. Qual será o
tempo necessário para percorrer o mesmo espaço com
Concluindo, a primeira turma deve receber R$ uma velocidade de 60 km/h?
15.000,00 da empreiteira, e a segunda, R$ 14.400,00.
Grandeza 1: tempo Grandeza 2: velocidade
Observação: Firmas de projetos costumam cobrar (horas) (km/h)
cada trabalho usando como unidade o homem-hora. O
nosso problema é um exemplo em que esse critério
poderia ser usado, ou seja, a unidade nesse caso seria 8 90
homem-dia. Seria obtido o valor de R$ 300,00 que é o
resultado de 15 000 : 50, ou de 14 400 : 48. x 60
REGRA DE TRÊS SIMPLES A resposta à pergunta "Mantendo o mesmo espaço
percorrido, se aumentarmos a velocidade, o tempo
REGRA DE TRÊS SIMPLES aumentará?" é negativa. Vemos, então, que as grande-
Retomando o problema do automóvel, vamos zas envolvidas são inversamente proporcionais.
resolvê-lo com o uso da regra de três de maneira Como a proporção é inversa, será necessário inver-
prática. termos a ordem dos termos de uma das colunas, tor-
nando a proporção direta. Assim:
Devemos dispor as grandezas, bem como os valo-
res envolvidos, de modo que possamos reconhecer a 8 60
natureza da proporção e escrevê-la.
Assim: x 90

Grandeza 1: tempo Grandeza 2: distância Escrevendo a proporção, temos:


(horas) percorrida 8 60 8 ⋅ 90
(km) = ⇒ x= = 12
x 90 60
6 900
Concluindo, o automóvel percorrerá a mesma
8 x distância em 12 horas.

Observe que colocamos na mesma linha valores Regra de três simples é um processo prático utilizado
que se correspondem: 6 horas e 900 km; 8 horas e o para resolver problemas que envolvam pares de
valor desconhecido. grandezas direta ou inversamente proporcionais.
Essas grandezas formam uma proporção em que se
conhece três termos e o quarto termo é procurado.
Vamos usar setas indicativas, como fizemos antes,
para indicar a natureza da proporção. Se elas estive-
rem no mesmo sentido, as grandezas são diretamente REGRA DE TRÊS COMPOSTA
proporcionais; se em sentidos contrários, são inversa- Vamos agora utilizar a regra de três para resolver
mente proporcionais. problemas em que estão envolvidas mais de duas
grandezas proporcionais. Como exemplo, vamos anali-
Nesse problema, para estabelecer se as setas têm sar o seguinte problema.
o mesmo sentido, foi necessário responder à pergunta:
"Considerando a mesma velocidade, se aumentarmos Numa fábrica, 10 máquinas trabalhando 20 dias
o tempo, aumentará a distância percorrida?" Como a produzem 2 000 peças. Quantas máquinas serão ne-
resposta a essa questão é afirmativa, as grandezas são cessárias para se produzir 1 680 peças em 6 dias?
diretamente proporcionais.
Como nos problemas anteriores, você deve verificar
Já que a proporção é direta, podemos escrever: a natureza da proporção entre as grandezas e escrever
6 900 essa proporção. Vamos usar o mesmo modo de dispor
= as grandezas e os valores envolvidos.
8 x
Grandeza 1: Grandeza 2: Grandeza 3:
7200
Então: 6 . x = 8 . 900 ⇒ x = = 1 200
número de máquinas dias número de peças
6

Matemática 36
porcentagem, uma vez que o seu conhecimento é fer-
10 20 2000 ramenta indispensável para a maioria dos problemas
relativos à Matemática Comercial.
x 6 1680
2. PORCENTAGEM
Natureza da proporção: para estabelecer o sentido O estudo da porcentagem é ainda um modo de
das setas é necessário fixar uma das grandezas e comparar números usando a proporção direta. Só que
relacioná-la com as outras. uma das razões da proporção é um fração de denomi-
nador 100. Vamos deixar isso mais claro: numa situa-
Supondo fixo o número de dias, responda à ques- ção em que você tiver de calcular 40% de R$ 300,00, o
tão: "Aumentando o número de máquinas, aumentará o seu trabalho será determinar um valor que represente,
número de peças fabricadas?" A resposta a essa ques- em 300, o mesmo que 40 em 100. Isso pode ser resu-
tão é afirmativa. Logo, as grandezas 1 e 3 são direta- mido na proporção:
mente proporcionais. 40 x
=
Agora, supondo fixo o número de peças, responda à 100 300
questão: "Aumentando o número de máquinas, aumen-
tará o número de dias necessários para o trabalho?" Então, o valor de x será de R$ 120,00.
Nesse caso, a resposta é negativa. Logo, as grandezas Sabendo que em cálculos de porcentagem será
1 e 2 são inversamente proporcionais. necessário utilizar sempre proporções diretas, fica
claro, então, que qualquer problema dessa natureza
Para se escrever corretamente a proporção, deve- poderá ser resolvido com regra de três simples.
mos fazer com que as setas fiquem no mesmo sentido,
3. TAXA PORCENTUAL
invertendo os termos das colunas convenientes. Natu-
O uso de regra de três simples no cálculo de por-
ralmente, no nosso exemplo, fica mais fácil inverter a
centagens é um recurso que torna fácil o entendimento
coluna da grandeza 2.
do assunto, mas não é o único caminho possível e nem
sequer o mais prático.
10 6 2000
Para simplificar os cálculos numéricos, é
necessário, inicialmente, dar nomes a alguns termos.
x 20 1680
Veremos isso a partir de um exemplo.
Agora, vamos escrever a proporção:
Exemplo:
10 6 2000 Calcular 20% de 800.
= ⋅
x 20 1680 20
Calcular 20%, ou de 800 é dividir 800 em
100
(Lembre-se de que uma grandeza proporcional a
duas outras é proporcional ao produto delas.) 100 partes e tomar 20 dessas partes. Como a
centésima parte de 800 é 8, então 20 dessas partes
10 12000 10 ⋅ 33600
= ⇒ x= = 28 será 160.
x 33600 12000
Chamamos: 20% de taxa porcentual; 800 de
Concluindo, serão necessárias 28 máquinas. principal; 160 de porcentagem.

Temos, portanto:
 Principal: número sobre o qual se vai calcular a
porcentagem.
PORCENTAGEM  Taxa: valor fixo, tomado a partir de cada 100
partes do principal.
1. INTRODUÇÃO  Porcentagem: número que se obtém somando
Quando você abre o jornal, liga a televisão ou olha cada uma das 100 partes do principal até
vitrinas, frequentemente se vê às voltas com conseguir a taxa.
expressões do tipo:
 "O índice de reajuste salarial de março é de A partir dessas definições, deve ficar claro que, ao
16,19%." calcularmos uma porcentagem de um principal conhe-
 "O rendimento da caderneta de poupança em cido, não é necessário utilizar a montagem de uma
fevereiro foi de 18,55%." regra de três. Basta dividir o principal por 100 e to-
 "A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi marmos tantas destas partes quanto for a taxa. Veja-
de 381,1351%. mos outro exemplo.
 "Os preços foram reduzidos em até 0,5%."
Exemplo:
Mesmo supondo que essas expressões não sejam Calcular 32% de 4.000.
completamente desconhecidas para uma pessoa, é Primeiro dividimos 4 000 por 100 e obtemos 40, que
importante fazermos um estudo organizado do assunto é a centésima parte de 4 000. Agora, somando 32 par-
Matemática 37
tes iguais a 40, obtemos 32 . 40 ou 1 280 que é a res- De acordo com os dados do problema, temos:
posta para o problema. 25% em 1ano ⇒ 125% (25 . 5) em 5 anos
125
Observe que dividir o principal por 100 e multiplicar 125% = = 1,25
100
o resultado dessa divisão por 32 é o mesmo que multi-
32 Nessas condições, devemos resolver o seguinte
plicar o principal por ou 0,32. Vamos usar esse
100 problema:
raciocínio de agora em diante: Calcular 125% de R$ 720 000,00. Dai:
x = 125% de 720 000 =
Porcentagem = taxa X principal 1,25 . 720 000 = 900 000.
900.000 – 720.000 = 180.000
Resposta: Os juros produzidos são de R$
JUROS SIMPLES 180.000,00
Consideremos os seguintes fatos:
• Emprestei R$ 100 000,00 para um amigo pelo 2.° exemplo: Apliquei um capital de R$ 10.000,00 a
prazo de 6 meses e recebi, ao fim desse tempo, uma taxa de 1,8% ao mês, durante 6 meses. Quan-
R$ 24 000,00 de juros. to esse capital me renderá de juros?
• O preço de uma televisão, a vista, é R$ 4.000,00. 1,8% em 1 mês ⇒ 6 . 1,8% = 10,8% em 6 meses
Se eu comprar essa mesma televisão em 10 10,8
10,8% = = 0,108
prestações, vou pagar por ela R$ 4.750,00. Por- 100
tanto, vou pagar R$750,00 de juros. Dai:
No 1.° fato, R$ 24 000,00 é uma compensação em x = 0,108 . 10 000 = 1080
dinheiro que se recebe por emprestar uma quantia por Resposta: Renderá juros de R$ 1 080,00.
determinado tempo.
3.° exemplo: Tomei emprestada certa quantia du-
No 2.° fato, R$ 750,00 é uma compensação em di- rante 6 meses, a uma taxa de 1,2% ao mês, e devo
nheiro que se paga quando se compra uma mercadoria pagar R$ 3 600,00 de juros. Qual foi a quantia em-
a prazo. prestada?
De acordo com os dados do problema:
Assim: 1,2% em 1 mês ⇒ 6 . 1,2% = 7,2% em 6 meses
 Quando depositamos ou emprestamos certa 7,2
quantia por determinado tempo, recebemos uma 7,2% = = 0,072
compensação em dinheiro. 100
 Quando pedimos emprestada certa quantia por Nessas condições, devemos resolver o seguinte
determinado tempo, pagamos uma compensa- problema:
ção em dinheiro. 3 600 representam 7,2% de uma quantia x. Calcule
 Quando compramos uma mercadoria a prazo, x.
pagamos uma compensação em dinheiro.
Dai:
Pelas considerações feitas na introdução, podemos 3600 = 0,072 . x ⇒ 0,072x = 3 600 ⇒
dizer que : 3600
x=
0,072
Juro é uma compensação em dinheiro que se
recebe ou que se paga. x = 50 000
Resposta: A quantia emprestada foi de R$
50.000,00.
Nos problemas de juros simples, usaremos a se-
guinte nomenclatura: dinheiro depositado ou empresta- 4.° exemplo: Um capital de R$ 80 000,00, aplicado
do denomina-se capital. durante 6 meses, rendeu juros de R$ 4 800,00.
Qual foi a taxa (em %) ao mês?
O porcentual denomina-se taxa e representa o juro De acordo com os dados do problema:
recebido ou pago a cada R$100,00, em 1 ano. x% em 1 mês ⇒ (6x)% em 6 meses
Devemos, então, resolver o seguinte problema:
O período de depósito ou de empréstimo denomina- 4 800 representam quantos % de 80 000?
se tempo. Dai:
4 800 = 6x . 80 000 ⇒ 480 000 x = 4 800
A compensação em dinheiro denomina-se juro.
4 800 48
x= ⇒ x= ⇒ x = 0,01
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE JUROS SIMPLES 480 000 4 800
1
0,01 = =1%
Vejamos alguns exemplos: 100
Resposta: A taxa foi de 1% ao mês.
1.° exemplo: Calcular os juros produzidos por um
capital de R$ 720 000,00, empregado a 25% ao a- Resolva os problemas:
no, durante 5 anos. - Emprestando R$ 50 000,00 à taxa de 1,1% ao
Matemática 38
mês, durante 8 meses, quanto deverei receber está na presença de uma operação de juros
de juros? compostos.
- Uma pessoa aplica certa quantia durante 2 anos,
à taxa de 15% ao ano, e recebe R$ 21 000,00 de Nestas operações, o capital não é constante através
juros. Qual foi a quantia aplicada? do tempo; pois aumenta ao final de cada período pela
- Um capital de R$ 200 000,00 foi aplicado durante adição dos juros ganhos de acordo com a taxa
1 ano e 4 meses à taxa de 18% ao ano. No final acordada.
desse tempo, quanto receberei de juros e qual o
capital acumulado (capital aplicado + juros)? Esta diferença pode ser observada através do
- Um aparelho de televisão custa R$ 4 500,00. seguinte exemplo:
Como vou comprá-lo no prazo de 10 meses, a lo-
ja cobrará juros simples de 1,6% ao mês. Quanto Exemplo 1: Suponha um capital inicial de R$
vou pagar por esse aparelho. 1.000,00 aplicado à taxa de 30.0 % a.a. por um período
- A quantia de R$ 500 000,00, aplicada durante 6 de 3 anos a juros simples e compostos. Qual será o
meses, rendeu juros de R$ 33 000,00. Qual foi total de juros ao final dos 3 anos sob cada um dos
a taxa (%) mensal da aplicação rearmes de juros?
- Uma geladeira custa R$ 1 000,00. Como vou
compra-la no prazo de 5 meses, a loja vendedo- Pelo regime de juros simples:
ra cobrara juros simples de 1,5% ao mês. Quan- J = c . i . t = R$ 1.000,00 (0,3) (3) = R$ 900,00
to pagarei por essa geladeira e qual o valor de
cada prestação mensal, se todas elas são iguais. Pelo regime de juros compostos:
- Comprei um aparelho de som no prazo de 8 me- n
J = Co  1 + i − 1 =
ses. O preço original do aparelho era de R$ ( ) 
800,00 e os juros simples cobrados pela firma fo-
ram de R$ 160,00. Qual foi a taxa (%) mensal [ ]
J = R$1.000,00 (1,3) − 1 = R$1.197,00
3

dos juros cobrados?


Demonstrando agora, em detalhes, o que se passou
Respostas com os cálculos, temos:
R$ 4 400,00
R$ 70 000,00 Ano Juros simples Juros Compostos
R$ 48 000,00 e R$ 248 000,00 1 R$ 1.000,00(0,3) = R$ 300,00 R$ 1.000,00(0,3) = R$ 300,00
R$ 5 220,00 2 R$ 1.000,00(0,3) = R$ 300,00 R$ 1.300,00(0,3) = R$ 390,00
1,1% 3 R$ 1.000,00(0,3) = R$ 300,00 R$ 1.690,00(0,3) = R$ 507,00
R$ 900,00 R$ 1.197,00
R$ 1 075,00 e R$ 215,00
2,5%
Vamos dar outro exemplo de juros compostos:
JUROS COMPOSTOS Suponhamos que você coloque na poupança R$
100,00 e os juros são de 10% ao mês.
1. Introdução
O dinheiro e o tempo são dois fatores que se Decorrido o primeiro mês você terá em sua
encontram estreitamente ligados com a vida das poupança: 100,00 + 10,00 = 110,00
pessoas e dos negócios. Quando são gerados ex-
cedentes de fundos, as pessoas ou as empresas, No segundo mês você terá:110,00 + 11,00 =111,00
aplicam-no a fim de ganhar juros que aumentem o
capital original disponível; em outras ocasiões, pelo No terceiro mês você terá: 111,00 + 11,10 = 111,10
contrário, tem-se a necessidade de recursos
financeiros durante um período de tempo e deve-se E assim por diante.
pagar juros pelo seu uso. Para se fazer o cálculo é fácil: basta calcular os
juros de cada mês e adicionar ao montante do mês
Em período de curto-prazo utiliza-se, geralmente, anterior.
como já se viu, os juros simples. Já em períodos de
longo-prazo, utiliza-se, quase que exclusivamente, os DESCONTO SIMPLES
juros compostos.
Desconto é uma operação de crédito que se realiza, prin-
2. Conceitos Básicos cipalmente, em instituições financeiras bancárias ou monetá-
No regime dos juros simples, o capital inicial sobre o rias, e consiste em que estas instituições aceitem títulos de
qual calculam-se os juros, permanece sem variação crédito, tais como notas promissórias e duplicatas mercantis,
entre outros antes da data de seus vencimentos, e descon-
alguma durante todo o tempo que dura a operação. No
tem de seus valores nominais, o equivalente aos juros do
regime dos juros compostos, por sua vez, os juros que
mercado mais comissões de serviço, além do IOF - Imposto
vão sendo gerados, vão sendo acrescentados ao sobre Operações Financeiras. Este imposto é da União e a
capital inicial, em períodos determinados e, que por sua instituição de crédito apenas recolhe-o do cliente financiado,
vez, irão gerar um novo juro adicional para o período creditando o erário público. Dependendo da política de crédi-
seguinte. to do governo e do momento econômico, os bancos costu-
mam exigir dos financiados uma manutenção de saldo mé-
Diz-se, então, que os juros capitalizam-se e que se dio, deixando parte do empréstimo vinculado à conta corren-
Matemática 39
te. Esta operação é chamada de reciprocidade bancária. recebe $87.912,00. A taxa contratada é de 55% a.a. e o valor
Depois de todos estes descontos sobre o valor nominal do nominal do titulo é de $100.000,00 . Calcular quanto tempo
título, ao financiado resta o valor líquido recebido. Esta mo- falta para o vencimento do título.
dalidade de desconto, é a que denominamos de desconto
comercial, ou bancário, ou por fora. Resolução:
VF = $100.000 d = 0,55 a.a. VP = $ 87.912
Desconto Comercial, Bancário ou Por Fora Df = 100.000 - 87.912 = 12.088
Esta modalidade de desconto é a mais utilizada, a curto
prazo, no Brasil. As fórmulas utilizadas são as seguintes: Usando a fórmula Df = VF. d . n, temos:
12.088
12.088 = 100.000(0,55)n ∴ n= =
e VP = VF(1 – d . n) 55.000
onde: n = 0,21978 anos (12 meses) = 2,64 meses, n = 0,64
Df = valor do desconto efetuado. meses = 19,2 dias ≅ 19 dias
VF = valor nominal do título, ou seja, o valor futuro. o prazo é de 2 meses e 19 dias.
n = prazo da operação ou prazo de vencimento do título.
d = taxa de juros utilizada no desconto do título. 2. Desconto Racional ou por Dentro
VP = valor presente ou valor líquido recebido pelo título Esta modalidade de desconto simples, praticamente, não
descontado. é utilizada no Brasil, em operações de desconto e, vamos ver
porque, mais adiante. Este tipo de desconto representa,
Exemplo 1 - A Cia. Descontada descontou um título no precisamente, o conceito de juros, já que é mensurado a par-
Banco Recíproco com o valor nominal de $2.000,00 vencível tir do capital reaImente utilizado na operação.
dentro de 4 meses, à taxa contratada de 5% a.a. Calcular o As fórmulas utilizadas são:
desconto comercial e o valor liquido recebido pela empresa. VF ⋅ i ⋅ n
Dd = VP . i . n ou Dd =
Resolução: 1+ i ⋅n
Para calcular o desconto comercial, vamos utilizar a
fórmula: Exemplo 4 - Se um banco realiza operações de desconto
Df = VF. d . n. = 2.000 (0,05) (4) = 400 à taxa de juros de 50% a.a. e uma empresa deseja descontar
um título, com data de vencimento de 15 de agosto, em 15
A seguir, vamos calcular o valor liquido recebido, usando de junho, de valor nominal de $185.000,00 qual será o valor
a fórmula: líquido a receber?
VP = VF(1 – d . n) = 2.000(1 - 0,20) =
VP = 1.600 Resolução:
VF = $185.000,00 n = 2/12 = 1/6 = 0,50
Exemplo 2 - Uma empresa descontou em um banco uma VP = valor Líquido Recebido
duplicata. Recebeu $166.667,00. Se este tipo de desconto é Como neste caso temos o VF, vamos utilizar a fórmula do
VP = Dd
de 60% a.a., e o vencimento da duplicata era de 4 meses
depois de seu desconto, qual era o valor nominal do título na 185.000(0,5 )(1 6) 15.417
data de seu vencimento? Dd = = = $14.231
1 + (0,5 )(1 6) 1083333
,
Resolução: VL = $185.000 - $14.231 = $170.769, (valor líquido recebido)
Vamos utilizar a fórmula do desconto:
Podemos observar que, no regime de juros simples, o
desconto racional aplicado ao valor nominal é igual dos juros
VP ⋅ d ⋅ n devidos sobre o capital inicial (VP), que é o valor descontado
Df = (VF – Dd), desde que ambos sejam calculados à mesma taxa
1− d⋅n
(taxa de juros da operação = taxa).
VP = $166.667 d = 0,6 Exemplo 5 - Uma empresa descontou em um banco uma
a.a. n = 4/12 =1/3 duplicata. Recebeu $166.677,00. Se a taxa de desconto é de
60% a.a. e o vencimento do título era quatro meses depois
Sabendo-se que Df = VP . d . n e que VF = VP + Df vem: de seu desconto, qual era o valor nominal do título na data de
D f = ( VF + D f )d ⋅ n = VP ⋅ d ⋅ n + D ⋅ d ⋅ n seu vencimento?

D − D ⋅ d ⋅ n = VP ⋅ d ⋅ n Resolução:
VP ⋅ d ⋅ n VP = 166.677, i = 0,60 n = 1/3
D(1 − d ⋅ n) = VP ⋅ d ⋅ n ∴ Df = Fórmula: VF = VP(1 + i . n)
(1 − d ⋅ n) VF = 166.677(1 +(0,6) (1/3) = $200.000
166.667(0,6 )(1 3) 33.333
Df = = = Comparando este exemplo com o exemplo 1.9.2., obser-
1 − ( 0,6)(1 3) 0,8 vamos a diferença, no valor dos juros, entre a modalidade de
Df =$41.667,00 desconto comercial e o desconto racional:

Utilizando a fórmula VF = VP + D, temos: Juros pelo desconto racional:


VF = 166.667, + 41.667, = $208.334,00 $200.000 - $166.667 = $ 33.333
$208.333 - $166.667 = $ 41.667
Exemplo 3 - Uma empresa desconta um titulo, pelo qual

Matemática 40
Esta é uma das principais razões que justificam a 13
( Valor nominal)
escolha, pelos bancos, pela utilização do desconto bancário,
ao invés do desconto racional: maior taxa de desconto sobre (iem ) = i em =
Valor do desconto
−1=
o mesmo valor descontado.
i em =
(10.000,00)1 3 − 1 = 0,07 ou 7% ao mes
3. Desconto Comercial e a Taxa de IOF 8.163,10
O Imposto sobre Operações Financeiras é defini do pelo 12
Banco Central do Brasil e, na data que elaborávamos este (
iea = 1 + iem ) − 1 = (107
, )
12
− 1 = 12522
, ou 125,22% a. a.
trabalho, as alíquotas vigentes em relação aos tipos de ope- b) com reciprocidade de 30%
rações eram as seguintes: O saldo médio de 30% sobre $10.000 é de $3.000, que
deverá ficar sem movimentação pela companhia, na sua
TIPO _______________________________I O F conta bancária, durante o prazo da operação. Assim, temos:
Operações até 364 dias ...........................................0,0041% ao dia valor líquido recebido, na data zero: 8,163,10 - 3,000 =
Operações com prazo 360 dias ....................................1,5% no ato $5.163,10
Crédito Direto ao Consumidor (CDC)..........0,3% a.m. e máx. 3,6% valor de resgate, daqui a 3 meses: 10.000 - 3.000 =
Desconto de Duplicatas...........................................0,0041% ao dia $7.000
Repasses governamentais............................................1,5% no ato 13
iem = (7000 5163,10) − 1 = 0,1068 ou 10,68% a.m.
12
Exemplo 1 - Considerando uma situação de desconto de iea = (11068
, ) − 1 = 2,3783 ou 237,83% a. a.
duplicata com as seguintes condições:
valor nominal do título = 100.000 EQUAÇÕES
Prazo = 60 dias; IOF = 0,0041% ao dia; EXPRESSÕES LITERAIS OU ALGÉBRICAS
Taxa mensal = 5%.
Calcular a taxa de custo efetivo e o desconto no ato. IGUALDADES E PROPRIEDADES
São expressões constituídas por números e letras,
Resolução: unidos por sinais de operações.
Temos: D1=C . i . n/100 =10.000
C ⋅ IOF ⋅ n 100.000( 0,0041)( 60 ) D = 246,00 2 2
D2 = = = 2 Exemplo: 3a ; –2axy + 4x ; xyz; x + 2 , é o mesmo
100 100 3
2 2
que 3.a ; –2.a.x.y + 4.x ; x.y.z; x : 3 + 2, as letras a, x, y
Onde: D1 = desconto de juros, D2 = desconto de IOF e z representam um número qualquer.
O desconto total será: D1 + D2 =10.000 + 246 =10.246
O valor descontado do título = Valor nominal - desconto Chama-se valor numérico de uma expressão algé-
total =100.000 - 10.246 = 89.754 brica quando substituímos as letras pelos respectivos
Custo efetivo = (100.000/89.754)1/2 - 1 = 0,055 ou 5,5% valores dados:
ao mês.
2
Exemplo: 3x + 2y para x = –1 e y = 2, substituindo
4. Saldo Médio para Reciprocidade 2
os respectivos valores temos, 3.(–1) + 2.2 → 3 . 1+ 4
O saldo médio, eventualmente, solicitado pela instituição
→ 3 + 4 = 7 é o valor numérico da expressão.
financeira, como reciprocidade, influi no custo total da opera-
ção de desconto de títulos.
Exercícios
Exemplo 1 - A Cia Emperrada descontou no Banco Des- Calcular os valores numéricos das expressões:
conta Tudo, uma duplicata. A operação teve os seguintes 1) 3x – 3y para x = 1 e y =3
parâmetros: 2) x + 2a para x =–2 e a = 0
2
Valor nominal do título = $10.000. 3) 5x – 2y + a para x =1, y =2 e a =3
Prazo de vencimento do título = 3 meses (90 dias) Respostas: 1) –6 2) –2 3) 4
IOF = 0,0041% ao dia, Taxa de desconto = 6% ao mês
Termo algébrico ou monômio: é qualquer número
Determinar o fluxo de caixa da empresa e o custo efetivo real, ou produto de números, ou ainda uma expressão
anual, nas hipóteses de: na qual figuram multiplicações de fatores numéricos e
- não haver exigência de saldo médio (reciprocidade); e literais.
- exigência de um saldo médio de 30% 4
Exemplo: 5x , –2y, 3 x , –4a , 3,–x
Resolução:
a) não haver existência de reciprocidade Partes do termo algébrico ou monômio.
Valor do IOF, em $: IOF = 10.000(0,0041/100)
(90) = $36,90 Exemplo:
Valor do Desconto: D = 10.000 / 6 / 3000) (90) = sinal (–)
5
$1.800 –3x ybz 3 coeficiente numérico ou parte numérica
5
Valor Líquido, na data zero: 10.000 - IOF - D =10.000 x ybz parte literal
- 36,90 - 1.800 = 58,163,10
Valor a desembolsar, dentro de 90 dias =10.000 Obs.:
1) As letras x, y, z (final do alfabeto) são usadas co-
Primeiramente, calculamos o custo mensal efetivo mo variáveis (valor variável)
2) quando o termo algébrico não vier expresso o co-
eficiente ou parte numérica fica subentendido que

Matemática 41
2 2
este coeficiente é igual a 1. 3x + 2x – 1 + 3a + x – 2x + 2 – 4a =
2 2
3x + 1.x + 2x – 2x + 3a – 4a – 1 + 2 =
3 4 3 4 2
Exemplo: 1) a bx = 1.a bx 2) –abc = –1.a.b.c (3+1)x + (2–2)x + (3–4)a – 1+2 =
2
Termos semelhantes: Dois ou mais termos são se- 4x + 0x – 1.a + 1 =
2
melhantes se possuem as mesmas letras elevadas aos 4x – a + 1
mesmos expoentes e sujeitas às mesmas operações.
Obs.: As regras de eliminação de parênteses são as
Exemplos: mesmas usadas para expressões numéricas no conjunto
3 3 3
1) a bx, –4a bx e 2a bx são termos semelhantes. Z.
3 3 3
2) –x y, +3x y e 8x y são termos semelhantes. Exercícios. Efetuar as operações:
1) 4x + (5a) + (a –3x) + ( x –3a)
2 2 2
Grau de um monômio ou termo algébrico: E a so- 2) 4x – 7x + 6x + 2 + 4x – x + 1
ma dos expoentes da parte literal.
2
Respostas: 1) 2x +3a 2) 9x – 3x + 3
Exemplos:
4 3 4 3 1
1) 2 x y z = 2.x .y .z (somando os expoentes da MULTIPLICAÇÃO DE EXPRESSÕES ALGÉBRICAS
parte literal temos, 4 + 3 + 1 = 8) grau 8.
Multiplicação de dois monômios: Multiplicam-se os
Expressão polinômio: É toda expressão literal coeficientes e após o produto dos coeficientes escre-
constituída por uma soma algébrica de termos ou mo- vem-se as letras em ordem alfabética, dando a cada
nômios. letra o novo expoente igual à soma de todos os expoen-
2 2 tes dessa letra e repetem-se em forma de produto as
Exemplos: 1)2a b – 5x 2)3x + 2b+ 1 letras que não são comuns aos dois monômios.

Polinômios na variável x são expressões polinomiais Exemplos:


com uma só variável x, sem termos semelhantes. 4 3 2 3
1) 2x y z . 3xy z ab = 2.3 .x
4+1 3+2 1+3
. y . z .a.b =
5 5 4
6abx y z
Exemplo: 2 2+1 1 +1
2) –3a bx . 5ab= –3.5. a .b . x = –15a b x
3 2
2
5x + 2x – 3 denominada polinômio na variável x cuja
2 3 n
forma geral é a0 + a1x + a2x + a3x + ... + anx , onde a0, Exercícios: Efetuar as multiplicações.
a1, a2, a3, ..., an são os coeficientes. 2 3 3
1) 2x yz . 4x y z =
3 2 2 2
2) –5abx . 2a b x =
Grau de um polinômio não nulo, é o grau do monô-
mio de maior grau. 5 4
Respostas: 1) 8x y z
2 3
2) –10a b x
3 5

2 4 2
Exemplo: 5a x – 3a x y + 2xy EQUAÇÕES DO 1.º GRAU
Grau 2+1 = 3, grau 4+2+1= 7, grau 1+1= 2, 7 é o
Equação: É o nome dado a toda sentença algébrica
maior grau, logo o grau do polinômio é 7.
que exprime uma relação de igualdade.
Exercícios
Ou ainda: É uma igualdade algébrica que se verifica
1) Dar os graus e os coeficientes dos monômios:
2 somente para determinado valor numérico atribuído à
a)–3x y z grau coefciente__________
7 2 2 variável. Logo, equação é uma igualdade condicional.
b)–a x z grau coeficiente__________
c) xyz grau coeficiente__________
Exemplo: 5 + x = 11
2) Dar o grau dos polinômios: ↓ ↓
0 0
4 2
a) 2x y – 3xy + 2x grau __________ 1 .membro 2 .membro
5 2
b) –2+xyz+2x y grau __________
onde x é a incógnita, variável ou oculta.
Respostas:
1) a) grau 4, coeficiente –3 Resolução de equações
b) grau 11, coeficiente –1
c) grau 3, coeficiente 1 Para resolver uma equação (achar a raiz) seguire-
2) a) grau 5 b) grau 7 mos os princípios gerais que podem ser aplicados numa
igualdade.
CÁLCULO COM EXPRESSÕES LITERAIS Ao transportar um termo de um membro de uma i-
gualdade para outro, sua operação deverá ser invertida.
Adição e Subtração de monômios e expressões poli- Exemplo: 2x + 3 = 8 + x
nômios: eliminam-se os sinais de associações, e redu- fica assim: 2x – x = 8 – 3 = 5 ⇒ x = 5
zem os termos semelhantes.
Note que o x foi para o 1.º membro e o 3 foi para o
Exemplo: 2.º membro com as operações invertidas.
2 2
3x + (2x – 1) – (–3a) + (x – 2x + 2) – (4a) Dizemos que 5 é a solução ou a raiz da equação, di-
zemos ainda que é o conjunto verdade (V).

Matemática 42
soma-se membro a membro:
Exercícios 5x + 2y = 18
Resolva as equações : 6x – 2y = 4
1) 3x + 7 = 19 2) 4x +20=0 22
3) 7x – 26 = 3x – 6 11x+ 0=22 ⇒ 11x = 22 ⇒ x = ⇒x=2
11
Substituindo x = 2 na equação I:
Respostas: 1) x = 4 ou V = {4} 5x + 2y = 18
2) x = –5 ou V = {–5} 3) x = 5 ou V = {5} 5 . 2 + 2y = 18
10 + 2y = 18
EQUAÇÕES DO 1.º GRAU COM DUAS VARIÁVEIS 2y = 18 – 10
OU SISTEMA DE EQUAÇÕES LINEARES 2y = 8
8
Resolução por adição. y=
2
 x+ y=7 -I y =4
Exemplo 1: 
 x − y = 1 - II então V = {(2,4)}

Soma-se membro a membro. Exercícios. Resolver os sistemas de Equação Linear:


2x +0 =8 7 x − y = 20 5 x + y = 7 8 x − 4 y = 28
1)  2)  3) 
2x = 8 5 x + y = 16 8 x − 3 y = 2 2x − 2y = 10
8
x=
2 Respostas: 1) V = {(3,1)} 2) V = {(1,2)} 3) V {(–3,2 )}
x=4
INEQUAÇÕES DO 1.º GRAU
Sabendo que o valor de x é igual 4 substitua este va-
lor em qualquer uma das equações ( I ou II ), Distinguimos as equações das inequações pelo sinal,
Substitui em I fica: na equação temos sinal de igualdade (=) nas inequa-
4+y=7 ⇒ y=7–4 ⇒ y=3 ções são sinais de desigualdade.
> maior que, ≥ maior ou igual, < menor que ,
Se quisermos verificar se está correto, devemos ≤ menor ou igual
substituir os valores encontrados x e y nas equações
x+y=7 x–y=1 Exemplo 1: Determine os números naturais de modo
4 +3 = 7 4–3=1 que 4 + 2x > 12.
4 + 2x > 12
Dizemos que o conjunto verdade: V = {(4, 3)} 2x > 12 – 4
2x + y = 11 - I 8
Exemplo 2 :  2x > 8 ⇒ x > ⇒ x>4
 x + y = 8 - II 2

Note que temos apenas a operação +, portanto de- Exemplo 2: Determine os números inteiros de modo
vemos multiplicar qualquer uma ( I ou II) por –1, esco- que 4 + 2x ≤ 5x + 13
lhendo a II, temos: 4+2x ≤ 5x + 13
2x + y = 11 2x + y = 11 2x – 5x ≤ 13 – 4
 →
 x + y = 8 . ( - 1) - x − y = − 8 –3x ≤ 9 . (–1) ⇒ 3x ≥ – 9, quando multiplicamos por
(-1), invertemos o sinal dê desigualdade ≤ para ≥, fica:
soma-se membro a membro −9
3x ≥ – 9, onde x ≥ ou x ≥ – 3
2x + y = 11 3
 +
 - x- y =-8 Exercícios. Resolva:
x+0 = 3 1) x – 3 ≥ 1 – x,
x=3 2) 2x + 1 ≤ 6 x –2
3) 3 – x ≤ –1 + x
Agora, substituindo x = 3 na equação II: x + y = 8, fica Respostas: 1) x ≥ 2 2) x ≥ 3/4 3) x ≥ 2
3 + y = 8, portanto y = 5 PRODUTOS NOTÁVEIS
Exemplo 3:
5x + 2y = 18 -Ι 1.º Caso: Quadrado da Soma
 2 2
(a + b) = (a+b). (a+b)= a + ab + ab + b
2
3x - y = 2 - ΙΙ
↓ ↓
2 2
neste exemplo, devemos multiplicar a equação II por 1.º 2.º ⇒ a + 2ab +b
2 (para “desaparecer” a variável y).
Resumindo: “O quadrado da soma é igual ao qua-
5x + 2y = 18 5 x + 2 y = 18
 ⇒ drado do primeiro mais duas vezes o 1.º pelo 2.º mais o
3x - y = 2 .(2) 6 x − 2 y = 4 quadrado do 2.º.

Matemática 43
2
3a : 3a = a e 6 a : 3 a = 2, fica: 3a. (a + 2).
Exercícios. Resolver os produtos notáveis
2 2 2 2
1)(a+2) 2) (3+2a) 3) (x +3a) Exercícios. Fatorar:
2 2 3 2
1) 4a + 2a 2) 3ax + 6a y 3) 4a + 2a
Respostas: 1.º caso
2 2
1) a + 4a + 4 2) 9 + 12a + 4a Respostas: 1.º caso 1) 2a .(2a + 1)
4 2 2 2
3) x + 6x a + 9a 2) 3a .(x + 2ay) 3) 2a (2a + 1)

2.º Caso : Quadrado da diferença 2.º Caso: Trinômio quadrado perfeito (É a “ope-
2 2 2
(a – b) = (a – b). (a – b) = a – ab – ab - b ração inversa” dos produtos notáveis caso 1)
↓ ↓
2 2
1.º 2.º ⇒ a – 2ab + b Exemplo 1
2 2
a + 2ab + b ⇒ extrair as raízes quadradas do ex-
Resumindo: “O quadrado da diferença é igual ao
quadrado do 1.º menos duas vezes o 1.º pelo 2.º mais o tremo a2 + 2ab + b2 ⇒ a 2 = a e b2 = b e o
2 2 2
quadrado do 2.º. termo do meio é 2.a.b, então a + 2ab + b = (a + b)
(quadrado da soma).
Exercícios. Resolver os produtos notáveis:
2 2 2 2
1) (a – 2) 2) (4 – 3a) 3) (y – 2b) Exemplo 2:
2
4a + 4a + 1 ⇒ extrair as raízes dos extremos
Respostas: 2.º caso
2
1) a – 4a +4 2) 16 – 24a + 9a
2 4a2 + 4a + 1 ⇒ 4a2 = 2a , 1 = 1 e o termo cen-
2 2
4 2
3) y – 4y b + 4b
2 tral é 2.2a.1 = 4a, então 4a + 4a + 1 = (2a + 1)

3.º Caso: Produto da soma pela diferença Exercícios


2 2 2
(a – b) (a + b) = a – ab + ab +b = a – b
2 Fatorar os trinômios (soma)
2 2 2
↓ ↓ ↓ ↓ 1) x + 2xy + y 2) 9a + 6a + 1
2
1.º 2.º 1.º 2.º 3) 16 + 8a + a
2
Resumindo: “O produto da soma pela diferença é Respostas: 2.º caso 1) (x + y)
2 2
igual ao quadrado do 1.º menos o quadrado do 2.º. 2) (3a + 1) 3) (4 + a)

Exercícios. Efetuar os produtos da soma pela dife- Fazendo com trinômio (quadrado da diferença)
2 2
rença: x – 2xy + y , extrair as raízes dos extremos
1) (a – 2) (a + 2) 2) (2a – 3) (2a + 3) x2 = x e y 2 = y, o termo central é –2.x.y, então:
2 2
3) (a – 1) (a + 1) 2 2 2
x – 2xy + y = (x – y)
Respostas: 3.º caso
2 2 Exemplo 3:
1) a – 4 2) 4a – 9 2
4
3) a – 1 16 – 8a + a , extrair as raízes dos extremos
16 = 4 e a2 = a, termo central –2.4.a = –8a,
FATORAÇÃO ALGÉBRICA 2
então: 16 – 8a + a = (4 – a)
2

1.º Caso: Fator Comum Exercícios


Fatorar:
2 2 2 2
Exemplo 1: 1) x – 2xy + y 2) 4 – 4a + a 3) 4a – 8a + 4
2a + 2b: fator comum é o coeficiente 2, fica:
2
2 .(a+b). Note que se fizermos a distributiva voltamos Respostas: 2.º caso 1) (x – y)
2 2
no início (Fator comum e distributiva são “operações 2) (2 – a) 3) (2a – 2)
inversas”)
3.º Caso: (Diferença de dois quadrados) (note que
Exercícios. Fatorar: é um binômio)
1) 5 a + 5 b 2) ab + ax 3) 4ac + 4ab
Exemplo 1
Respostas: 1.º caso
a2 = a e
2 2
1) 5 .(a +b ) 2) a. (b + x) a – b , extrair as raízes dos extremos
3) 4a. (c + b) b2 = b, então fica: a – b = (a + b) . (a – b)
2 2

Exemplo 2:
2 Exemplo 2:
3a + 6a: Fator comum dos coeficientes (3, 6) é 3,
a2
2
porque MDC (3, 6) = 3. 4 – a , extrair as raízes dos extremos 4 = 2,
2
2
= a, fica: (4 – a ) = (2 – a). (2+ a)
O m.d.c. entre: “a e a é “a” (menor expoente), então
2
o fator comum da expressão 3a + 6a é 3a. Dividindo Exercícios. Fatorar:

Matemática 44
2 2 2 2
1) x – y 2) 9 – b 3) 16x – 1 Operações: Adição e Subtração
Só podemos adicionar e subtrair radicais semelhan-
Respostas: 3.º caso 1) (x + y) (x – y) tes.
2) (3 + b) (3 – b) 3) (4x + 1) (4x – 1)
Exemplos:
EQUAÇÕES FRACIONÁRIAS 1) 3 2 − 2 2 + 5 2 = (3 − 2 + 5 ) 2 = 6 2

São Equações cujas variáveis estão no denominador 2) 53 6 − 33 6 + 73 6 = (5 − 3 + 7 )3 6 = 93 6


4 1 3
Ex: = 2, + = 8, note que nos dois exem- Multiplicação e Divisão de Radicais
x x 2x Só podemos multiplicar radicais com mesmo índice e
plos x ≠ 0, pois o denominador deverá ser sempre dife-
usamos a propriedade: n a ⋅ n b = n ab
rente de zero.

Para resolver uma equação fracionária, devemos a- Exemplos


char o m.m.c. dos denominadores e multiplicamos os 1) 2 ⋅ 2 = 2.2 = 4 = 2
dois membros por este m.m.c. e simplificamos, temos 2) 3 ⋅ 4 = 3 . 4 = 12
então uma equação do 1.º grau. 3
1 7 3) 3 ⋅ 3 9 = 3 3 . 9 = 3 27 = 3
Ex: + 3 = , x ≠ 0, m.m.c. = 2x 3
x 2 4) 5 ⋅ 3 4 = 3 5 . 4 = 3 20
1 7 5) 3 ⋅ 5 ⋅ 6 = 3 . 5 . 6 = 90
2x . +3 = . 2x
x 2
2x 14 x Exercícios
+ 6x = , simplificando
x 2
Efetuar as multiplicações
2 + 6x = 7x ⇒ equação do 1.º grau. 1) 3⋅ 8 2) 5⋅ 5 3) 3 6 ⋅ 3 4 ⋅ 3 5

Resolvendo temos: 2 = 7x – 6x Respostas: 1) 24 2) 5 3) 3 120


2 = x ou x = 2 ou V = { 2 }
Para a divisão de radicais usamos a propriedade
Exercícios a
Resolver as equações fracionárias: também com índices iguais = a : b = a:b
b
3 1 3
1) + = x≠0
x 2 2x Exemplos:
1 5
2) + 1 = x≠0
x 2x 18
1) = 18 : 2 = 18 : 2 = 9 = 3
Respostas: Equações: 1) V = {–3} 2) V = { 3 } 2
2
20
RADICAIS 2) = 20 : 10 = 20 : 10 = 2
10
3
15
4 = 2, 1 = 1, 9 = 3, 16 = 4 , etc., são raízes exa- 3) = 3 15 : 3 5 = 3 15 : 5 = 3 3
3
5
tas são números inteiros, portanto são racionais: 2=
1,41421356..., 3 = 1,73205807..., 5 = Exercícios. Efetuar as divisões
2,2360679775..., etc. não são raízes exatas, não são 6 3
16 24
números inteiros. São números irracionais. Do mesmo 1) 2) 3)
3
3 2 6
modo 3 1 = 1, 3 8 = 2 , 3 27 = 3 , 3 64 = 4 ,etc., são
Respostas: 1) 2 2) 2 3) 2
racionais, já 3 9 = 2,080083823052.., 3
20 =
2,714417616595... são irracionais. Simplificação de Radicais

Nomes: n a = b : n = índice; a = radicando = sinal Podemos simplificar radicais, extraindo parte de raí-
da raiz e b = raiz. Dois radicais são semelhantes se o n n
zes exatas usando a propriedade a simplificar índice
índice e o radicando forem iguais. com expoente do radicando.
Exemplos:
Exemplos:
1)Simplificar 12
1) 2, 3 2 , - 2 são semelhantes observe o n = 2
decompor 12 em fatores primos:
“raiz quadrada” pode omitir o índice, ou seja, 2 5 = 5 12 2
2) 53 7 , 3 7 , 23 7 são semelhantes 6 2
2
12 = 22 ⋅ 3 = 22 ⋅ 3 = 2 3
3 3
Matemática 45
1 3
16 33 2 3
18
Respostas: 1) 2) 3)
2) Simplificar 32 , decompondo 32 fica: 4 2 3
32 2
16 2 EQUAÇÕES DO 2.º GRAU
8 2
4 2 Definição: Denomina-se equação de 2.º grau com
2 2 variável toda equação de forma:
2
32 = 22 ⋅ 22 ⋅ 2 = 2 2 2 ⋅ 2 22 ⋅ 2 = 2 ⋅ 2 ⋅ 2 = 4 2 ax + bx + c = 0
onde : x é variável e a,b, c ∈ R, com a ≠ 0.
3) Simplificar 3 128 , decompondo fica: Exemplos:
128 2 2
3x - 6x + 8 = 0
64 2 2
2x + 8x + 1 = 0
32 2 2
x + 0x – 16 = 0
2
y -y+9 =0
16 2 2
- 3y - 9y+0 = 0
2
5x + 7x - 9 = 0
8 2
4 2 COEFICIENTE DA EQUAÇÃO DO 2.º GRAU
2 2 Os números a, b, c são chamados de coeficientes da
1 equação do 2.º grau, sendo que:
fica 2
• a representa sempre o coeficiente do termo x .
3 3 3
3
128 = 23 ⋅ 23 ⋅ 2 = 23 ⋅ 23 ⋅ 3 2 = 2 ⋅ 2 ⋅ 3 2 = 43 2 • b representa sempre o coeficiente do termo x.
• c é chamado de termo independente ou termo
Exercícios constante.
Simplificar os radicais:
Exemplos:
1) 20 2) 50 3) 3 40 2
a)3x + 4x + 1= 0
2
b) y + 0y + 3 = 0
3 a =3,b = 4,c = 1 a = 1,b = 0, c = 3
Respostas: 1) 2 5 2) 5 2 3) 2. 5 2 2
c) – 2x –3x +1 = 0 d) 7y + 3y + 0 = 0
Racionalização de Radiciação a = –2, b = –3, c = 1 a = 7, b = 3, c = 0
Em uma fração quando o denominador for um radical
2 Exercícios
devemos racionalizá-lo. Exemplo: devemos multipli- Destaque os coeficientes:
3 2
1)3y + 5y + 0 = 0
2
2)2x – 2x + 1 = 0
2 2
car o numerador e o denominador pelo mesmo radical 3)5y –2y + 3 = 0 4) 6x + 0x +3 = 0
do denominador.
2 3 2 3 2 3 2 3 Respostas:
⋅ = = = 1) a =3, b = 5 e c = 0
3 3 3⋅3 9 3
2)a = 2, b = –2 e c = 1
2 2 3 3) a = 5, b = –2 e c =3
e são frações equivalentes. Dizemos que
3 3 4) a = 6, b = 0 e c =3

3 é o fator racionalizante. EQUAÇÕES COMPLETAS E INCOMPLETAS


Temos uma equação completa quando os
Exercícios coeficientes a , b e c são diferentes de zero.
Racionalizar: Exemplos:
1 2 3
1) 2) 3) 2
3x – 2x – 1= 0
5 2 2 2
y – 2y – 3 = 0 São equações completas.
2
5 6 y + 2y + 5 = 0
Respostas: 1) 2) 2 3)
5 2
Quando uma equação é incompleta, b = 0 ou c = 0,
costuma-se escrever a equação sem termos de coefici-
2 ente nulo.
Outros exemplos: devemos fazer:
3
2
Exemplos:
2 3
22 2 ⋅ 3 22 23 4 23 4 3 2
x – 16 = 0, b = 0 (Não está escrito o termo x)
⋅ = = = = 4 2
3
21 3
22
3
21 ⋅ 22
3
23 2 x + 4x = 0, c = 0 (Não está escrito o termo inde-
pendente ou termo constante)
2
x = 0, b = 0, c = 0 (Não estão escritos
Exercícios.
o termo x e termo independente)
Racionalizar:
3
1 3 2 FORMA NORMAL DA EQUAÇÃO DO 2.º GRAU
1) 2) 3) 2
3 3 3 ax + bx + c = 0
4 2 2 3

Matemática 46
2
EXERCÍCIOS 2) 2x + x – 3 = 0
2
Escreva as equações na forma normal: 3) 2x – 7x – 15 = 0
2 2 2 2 2
1) 7x + 9x = 3x – 1 2) 5x – 2x = 2x + 2 4) x +3x + 2 = 0
2 2 2
Respostas: 1) 4x + 9x + 1= 0 2) 3x – 2x –2 = 0 5) x – 4x +4 = 0
Respostas
Resolução de Equações Completas 1) V = { 4 , 5)
Para resolver a equação do 2.º Grau, vamos utilizar a −3
fórmula resolutiva ou fórmula de Báscara. 2) V = { 1, }
2 2
A expressão b - 4ac, chamado discriminante de
−3
equação, é representada pela letra grega ∆ (lê-se deita). 3) V = { 5 , }
2
2 4) V = { –1 , –2 }
∆ = b - 4ac logo se ∆ > 0 podemos escrever:
5) V = {2}

−b± ∆ EQUAÇÃO DO 2.º GRAU INCOMPLETA


x= Estudaremos a resolução das equações incompletas
2a 2
do 2.º grau no conjunto R. Equação da forma: ax + bx =
RESUMO 0 onde c = 0
NA RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DO 2.º GRAU
COMPLETA PODEMOS USAR AS DUAS FORMAS: Exemplo:
2
ou 2
∆ = b - 4ac 2x – 7x = 0 Colocando-se o fator x em evidência
2
−b ± b − 4 a c (menor expoente)
x=
2a −b± ∆
x= x . (2x – 7) = 0 x=0
2a
7
ou 2x – 7 = 0 ⇒ x=
Exemplos: 2
2
a) 2x + 7x + 3 = 0 a = 2, b =7, c = 3 7
2 Os números reais 0 e são as raízes da equação
− b ± b2 − 4 a c − (+ 7 ) ± (7 ) − 4 ⋅ 2 ⋅ 3 2
x= ⇒ x= 7
2a 2⋅2 S={0; )
− (+ 7 ) ± 49 − 24 − (+ 7 ) ± 25 2
2
x= ⇒x = Equação da forma: ax + c = 0, onde b = 0
4 4
− (+ 7 ) ± 5 −7 + 5 -2 -1 Exemplos
x= ⇒x'= = = 2
4 4 4 2 a) x – 81 = 0
2
−7 − 5 -12 x = 81→transportando-se o termo independente
x"= = =-3 para o 2.º termo.
4 4
−1  x = ± 81 →pela relação fundamental.
S =  , - 3 x=±9 S = { 9; – 9 }
2 
2
b) x +25 = 0
ou 2
2 x = –25
b) 2x +7x + 3 = 0 a = 2, b = 7, c = 3
2
∆ = b – 4.a. c x = ± − 25 , − 25 não representa número real,
2
∆ =7 – 4 . 2 . 3 isto é − 25 ∉ R
∆ = 49 – 24 a equação dada não tem raízes em IR.
∆ = 25 S=φ ou S = { }
− (+ 7 ) ± 25 − (+ 7 ) ± 5
x= ⇒x = c)
2
9x – 81= 0
4 4 2
−7 + 5 -2 -1 9x = 81
⇒ ‘x'= = = e 2 81
4 4 2 x =
−7 − 5 -12 9
2
x"= = =-3 x = 9
4 4
x= ± 9
−1 
S =  , - 3 x=±3
 2  S = { ±3}

Observação: fica ao SEU CRITÉRIO A ESCOLHA Equação da forma: ax = 0 onde b = 0, c = 0


DA FORMULA. A equação incompleta ax = 0 admite uma única
solução x = 0. Exemplo:
EXERCÍCIOS 2
3x = 0
Resolva as equações do 2.º grau completa:
2
1) x – 9x +20 = 0

Matemática 47
2 0 b
x = S=x'+x"= −
3 a
2
x =0 c
2 • Representamos o Produto pôr P P = x '⋅x " =
x = + 0 a
S={0} Exemplos:
2
Exercícios Respostas: 1) 9x – 72x +45 = 0 a = 9, b = –72, c = 45.
2
1) 4x – 16 = 0
2
1) V = { –2, + 2}
S=x'+x"= − =-
b (-72) = 72 = 8
2) 5x – 125 = 0 2) V = { –5, +5}
2 a 9 9
3) 3x + 75x = 0 3) V = { 0, –25}
c 45
P = x '⋅ x " = = =5
Relações entre coeficiente e raízes a 9
2
2
Seja a equação ax + bx + c = 0 ( a ≠ 0), sejam x’ e x” 2) 3x +21x – 24= 0 a = 3, b = 21,c = –24
as raízes dessa equação existem x’ e x” reais dos S=x'+x"= − =-
b (21) = - 21 = −7
coeficientes a, b, c. a 3 3
−b+ ∆ −b− ∆ c + (- 24 ) − 24
x'= e x"= P = x'⋅x " = = = = −8
2a 2a a 3 3
a = 4,
RELAÇÃO: SOMA DAS RAÍZES
2
−b+ ∆ −b − ∆ 3) 4x – 16 = 0 b = 0, (equação incompleta)
x'+ x"= + ⇒ c = –16
2a 2a
b 0
−b+ ∆ −b− ∆ S = x ' + x "= − = = 0
x'+x"= a 4
2a c + (- 16 ) − 16
−2b b P = x '⋅ x " = = = = −4
x'+x"= ⇒ x'+ x"= − a 4 4
2a a a = a+1
2
4) ( a+1) x – ( a + 1) x + 2a+ 2 = 0 b = – (a+ 1)
Daí a soma das raízes é igual a -b/a ou seja, x’+ x” = c = 2a+2
-b/a
S=x'+x"= − =-
b [- (a + 1)] = a + 1 = 1
b a a +1 a +1
Relação da soma: x ' + x " = −
a c 2a + 2 2(a + 1)
P = x'⋅x" = = = =2
a a +1 a +1
RELAÇÃO: PRODUTO DAS RAÍZES
−b+ ∆ −b− ∆ Se a = 1 essas relações podem ser escritas:
x'⋅ x "= ⋅ ⇒
2a 2a b

x'⋅x "=
(− b + ∆ )⋅ (− b − ∆ ) x'+x"= −
1
x ' + x " = −b

4a2 x'⋅x "=


c
x '⋅ x "=c
1
 − b2  − ∆ 2
  ( )
x'⋅x "=   ⇒ ∆ = b2 − 4 ⋅ a ⋅ c ⇒ Exemplo:
4a 2 2
x –7x+2 = 0 a = 1, b =–7, c = 2
b2 −  b2 − 4ac  S=x'+x"= − =-
b (- 7) = 7
x '⋅ x " =   ⇒ a 1
4a2 c 2
P = x'⋅x " = = = 2
b2 − b2 + 4ac a 1
x'⋅x "= ⇒ EXERCÍCIOS
4a2 Calcule a Soma e Produto
2
4ac c 1) 2x – 12x + 6 = 0
x'⋅x "= ⇒ x '⋅x " = 2
4a2 a 2) x – (a + b)x + ab = 0
2
3) ax + 3ax–- 1 = 0
2
4) x + 3x – 2 = 0
c
Daí o produto das raízes é igual a ou seja:
a Respostas:
c 1) S = 6 e P = 3
x '⋅ x " = ( Relação de produto) 2) S = (a + b) e P = ab
a
−1
3) S = –3 e P =
Sua Representação: a
• Representamos a Soma por S 4) S = –3 e P = –2

Matemática 48
APLICAÇÕES DAS RELAÇÕES
2
Se considerarmos a = 1, a expressão procurada é x RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
+ bx + c: pelas relações entre coeficientes e raízes
temos: Um problema de 2.º grau pode ser resolvido por meio
x’ + x”= –b b = – ( x’ + x”) de uma equação ou de um sistema de equações do 2.º
x’ . x” = c c = x’ . x” grau.
2
Daí temos: x + bx + c = 0 Para resolver um problema do segundo grau deve-se
seguir três etapas:
• Estabelecer a equação ou sistema de equações cor-
respondente ao problema (traduzir matemati-
camente), o enunciado do problema para linguagem
simbólica.
• Resolver a equação ou sistema
• Interpretar as raízes ou solução encontradas

REPRESENTAÇÃO Exemplo:
Representando a soma x’ + x” = S Qual é o número cuja soma de seu quadrado com
Representando o produto x’ . x” = P seu dobro é igual a 15?
2
E TEMOS A EQUAÇÃO: x – Sx + P = 0 número procurado : x
2
equação: x + 2x = 15
Exemplos:
a) raízes 3 e – 4 Resolução:
2
S = x’+ x” = 3 + (-4) =3 – 4 = –1 x + 2x –15 = 0
2 2
P = x’ .x” = 3 . (–4) = –12 ∆ =b – 4ac ∆ = (2) – 4 .1.(–15) ∆ = 4 + 60
x – Sx + P = 0 ∆ = 64
2
x + x – 12 = 0 − 2 ± 64 −2 ± 8
x= x=
2 ⋅1 2
b) 0,2 e 0,3
−2 + 8 6
S = x’+ x” =0,2 + 0,3 = 0,5 x'= = =3
P = x . x =0,2 . 0,3 = 0,06 2 2
2
x – Sx + P = 0 −2 − 8 −10
2 x"= = = −5
x – 0,5x + 0,06 = 0 2 2

5 3 Os números são 3 e – 5.
c) e
2 4
5 3 10 + 3 13 Verificação:
2 2
S = x’+ x” = + = = x + 2x –15 = 0 x + 2x –15 = 0
2 4 4 4 2
(3) + 2 (3) – 15 = 0
2
(–5) + 2 (–5) – 15 = 0
5 3 15 9 + 6 – 15 = 0 25 – 10 – 15 = 0
P=x.x= . =
2 4 8 0=0 0=0
2
x – Sx + P = 0 (V) (V)
2 13 15 S = { 3 , –5 }
x – x+ =0
4 8
RESOLVA OS PROBLEMAS DO 2.º GRAU:
d) 4 e – 4
S = x’ +x” = 4 + (–4) = 4 – 4 = 0 1) O quadrado de um número adicionado com o quá-
P = x’ . x” = 4 . (–4) = –16 druplo do mesmo número é igual a 32.
2
x – Sx + P = 0 2) A soma entre o quadrado e o triplo de um mesmo
2
x –16 = 0 número é igual a 10. Determine esse número.
3) O triplo do quadrado de um número mais o próprio
Exercícios número é igual a 30. Determine esse numero.
Componha a equação do 2.º grau cujas raízes são: 4) A soma do quadrado de um número com seu quín-
−4 tuplo é igual a 8 vezes esse número, determine-o.
1) 3 e 2 2) 6 e –5 3) 2 e
5 Respostas:
4) 3 + 5e3– 5 5) 6 e 0 1) 4 e – 8 2) – 5 e 2
3) −10 3 e 3 4) 0 e 3
Respostas:
2 2
1) x – 5x+6= 0 2) x – x – 30 = 0
2 −6 x 8
3)x – – =0
5 5
2 2
4) x – 6x + 4 = 0 5) x – 6x = 0

Matemática 49
SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 2° GRAU
Como resolver
Para resolver sistemas de equações do 2º grau, é im- Substituindo em I:
portante dominar as técnicas de resolução de sistema
de 1º grau: método da adição e método da substitui-
ção.

Imagine o seguinte problema: dois irmãos possuem


idades cuja soma é 10 e a multiplicação 16. Qual a
idade de cada irmão?

Equacionando:

As idades dos dois irmãos são, respectivamente, de 2


e 8 anos. Testando:
a multiplicação de 2 X 8 = 16 e a soma 2 + 8 = 10.

Outro exemplo
Encontre dois números cuja diferença seja 5 e a soma
dos quadrados seja 13.

Pela primeira equação, que vamos chamar de I:

Substituindo na segunda: Da primeira, que vamos chamar de II:

Logo: Aplicando na segunda:

Usando a fórmula:

De Produtos notáveis:

Logo

Dividindo por 2:

Matemática 50
x² + y² = 20
(6 – y)² + y² = 20
(6)² – 2 * 6 * y + (y)² + y² = 20
36 – 12y + y² + y² – 20 = 0
16 – 12y + 2y² = 0
2y² – 12y + 16 = 0 (dividir todos os membros da equaç-
ão por 2)

y² – 6y + 8 = 0

Logo: ∆ = b² – 4ac
∆ = (–6)² – 4 * 1 * 8
∆ = 36 – 32
∆=4

a = 1, b = –6 e c = 8

Substituindo em II:

Determinando os valores de x em relação aos valores


Substituindo em II: de y obtidos:

Para y = 4, temos:
x=6–y
x=6–4
x=2

Par ordenado (2; 4)


Os números são 3 e - 2 ou 2 e - 3.

Para y = 2, temos:
x=6–y
Os sistemas a seguir envolverão equações do 1º e do x=6–2
2º grau, lembrando de que suas representações gráfi- x=4
cas constituem uma reta e uma parábola, respectiva-
mente. Resolver um sistema envolvendo equações Par ordenado (4; 2)
desse modelo requer conhecimentos do método da
substituição de termos. Observe as resoluções comen- S = {(2: 4) e (4; 2)}
tadas a seguir:

Exemplo 1 Exemplo 2

Isolando x ou y na 2ª equação:
x – y = –3
Isolando x ou y na 2ª equação do sistema: x=y–3
x+y=6
x=6–y Substituindo o valor de x na 1ª equação:

Substituindo o valor de x na 1ª equação: x² + 2y² = 18

Matemática 51
(y – 3)² + 2y² = 18
y² – 6y + 9 + 2y² – 18 = 0
3y² – 6y – 9 = 0 (dividir todos os membros da equação
por 3)

y² – 2y – 3 = 0
Esta relação é uma função de A em B, pois associa a
∆ = b² – 4ac
todo elemento de A um único elemento de B.
∆ = (–2)² – 4 * 1 * (–3)
∆ = 4 + 12
b)
∆ = 16

a = 1, b = –2 e c = –3

Esta relação não é uma função de A em B, pois


associa a x1 Є A dois elementos de B : y1 e y2.
c)

Determinando os valores de x em relação aos valores


de y obtidos: Esta relação é uma função de A em B, pois associa
todo elemento de A um único elemento de B.
Para y = 3, temos: d)
x=y–3
x=3–3
x=0

Par ordenado (0; 3)

Para y = –1, temos:


x=y–3 Esta relação não é uma função de A em B, pois não
x = –1 –3 associa a x2 Є A nenhum elemento de B.
x = –4 e)

Par ordenado (–4; –1)

S = {(0; 3) e (–4; –1)}

FUNÇÕES Esta relação é uma função de A em B, pois associa


todo elemento de A um único elemento de B.
DEFINICÂO f)
Consideremos uma relação de um conjunto A em um
conjunto B. Esta relação será chamada de função ou
aplicação quando associar a todo elemento de A um úni-
co elemento de B.

Exemplos:
Consideremos algumas relações, esquematizadas Esta relação é uma função de A em B, pois associa
com diagramas de Euler-Venn, e vejamos quais são todo elemento de A um único elemento de B.
funções:
Observações:
a) a) Notemos que a definição de função não permite

Matemática 52
que fique nenhum elemento "solitário" no domínio pode ser indicado com a notação CD ( f ).
(é o caso de x2, no exemplo d); permite, no entan-
to, que fiquem elementos "solitários" no contrado- O conjunto de todos os elementos de B que são ima-
mínio (são os casos de y2, no exemplo e, e de y3, gem de algum elemento de A denomina-se conjunto-
no exemplo f ) . imagem de f e indica-se Im ( f ).
b) Notemos ainda que a definição de função não
permite que nenhum elemento do domínio "lance No nosso exemplo acima temos:
mais do que uma flecha" (é o caso de x1, no e- D(f)=A ⇒ D ( f ) = { 2, 3, 4 }
xemplo b); permite, no entanto, que elementos do CD ( f ) = B ⇒ CD ( f ) = { 4, 5, 6, 7, 8 }
contradomínio "levem mais do que uma flechada" Im ( f ) = { 4, 5, 6 }.
(são os casos dos elementos y1, nos exemplos c e
f ). TIPOS FUNDAMENTAIS DE FUNÇÕES

NOTAÇÃO FUNCÀO INJETORA


Considere a função seguinte, dada pelo diagrama Uma função f definida de A em B é injetora quando
Euler-Venn: cada elemento de B , é imagem de um único elemento de
A.

Exemplo:

Esta função será denotada com f e as associações


que nela ocorrem serão denotadas da seguinte forma:

y2 = f ( x 1): indica que y2 é a imagem de x1 pela f


FUNÇÃO SOBREJETORA
y2 = f ( x 2): indica que y2 é a imagem de x2 pela f
Uma função f definida de A em B é sobrejetora se
y3 = f ( x 3): indica que y3 é a imagem de x3 pela f
todas os elementos de B são imagens, ou seja:
Im ( f ) = B
O conjunto formado pelos elementos de B, que são
imagens dos elementos de A, pela f, é denominado con-
Exemplo:
junto imagem de A pela f, e é indicado por Im (f) .
No exemplo deste item, temos:
A = {x1, x2, x3 } é o domínio de função f.
B = {y1, y2, y3 } é o contradomínio de função f.
Im ( f ) = { y2, y3 } é o conjunto imagem de A pela f.

DOMÍNIO, CONTRADOMINIO E IMAGEM DE UMA


FUNCÃO Im ( f ) = { 3, 5 } = B
Consideremos os conjuntos:
A = { 2, 3, 4 } FUNCÃO BIJETORA
B = { 4, 5, 6, 7, 8 } Uma função f definida de A em B, quando injetora e
e f(x) = x+2 sobrejetora ao mesmo tempo, recebe o nome de função
bijetora.
f(2)=2+2=4
f(3)=3+2=5 Exemplo:
f(4)=4+2=6 é sobrejetora ⇒ Im(f) = B
é injetora - cada elemento da imagem em B tem um
Graficamente teremos: único correspondente em A.
A = D( f ) Domínio B = CD( f ) contradomínio

Como essa função é injetora e sobrejetora, dizemos


que é bijetora.

FUNÇÃO INVERSA
O conjunto A denomina-se DOMINIO de f e pode ser
Seja f uma função bijetora definida de A em B, com
indicado com a notação D ( f ).
x Є A e y Є B, sendo (x, y) Є f. Chamaremos de fun-
-1
ção inversa de f, e indicaremos por f , o conjunto dos pa-
O conjunto B denomina-se CONTRADOMINIO de f e -1
res ordenados (y, x) Є f com y Є B e x Є A.

Matemática 53
Exemplo: Achar a função inversa de y = 2x

Solução:
a) Troquemos x por y e y por x ; teremos: x = 2y

b) Expressemos o novo y em função do novo x ;


x x
teremos y = e então: f −1( x ) =
2 2

GRÁFICOS

SISTEMA CARTESIANO ORTOGONAL Os pontos A, B, C, D e E formam o gráfico da função.


Como já vimos, o sistema cartesiano ortogonal é
composto por dois eixos perpendiculares com origem OBSERVAÇÃO
comum e uma unidade de medida. Se tivermos para o domínio o intervalo [–1,3], teremos
para gráfico de f(x) = 2x – 1 um segmento de reta com
infinitos pontos).

- No eixo horizontal, chamado eixo das abscissas,


representamos os primeiros elementos do par or-
denado de números reais.
- No eixo vertical, chamado eixo das ordenadas, re-
presentamos os segundos elementos do par or-
denado de números reais. Se tivermos como domínio o conjunto IR, teremos
para o gráfico de f(x) = 2x – 1 uma reta.
Vale observar que:
A todo par ordenado de números reais corresponde ANÁLISE DE GRÁFICOS
um e um só ponto do plano, e a cada ponto corresponde Através do gráfico de uma função podemos obter
um e um só par ordenado de números reais. informações importantes o respeito do seu
comportamento, tais como: crescimento, decrescimento,
Vamos construir gráficos de funções definidas por leis domínio, imagem, valores máximos e mínimos, e, ainda,
y = f (x) com x Є IR . Para isso: quando a função é positiva ou negativa etc.
1º) Construímos uma tabela onde aparecem os valo- 3x 1
res de x e os correspondentes valores de y, do se- Assim, dada a função real f(x) = + e o seu gráfi-
5 5
guindo modo: co, podemos analisar o seu comportamento do seguinte
a) atribuímos a x uma série de valores do domínio, modo:
b) calculamos para cada valor de x o correspondente
valor de y através da lei de formação y = f ( x );
2º) Cada par ordenado (x,y), onde o 1º elemento é a
variável independente e o 2º elemento é a variável
dependente, obtido na tabela, determina um ponto
do plano no sistema de eixos.
3º) 0 conjunto de todos os pontos (x,y), com x Є D(f)
formam o gráfico da função f (x).

Exemplo:
Construa o gráfico de f( x ) = 2x – 1 onde
D = { –1, 0, 1, 2 , 3 }

x y ponto
f ( –1 ) = 2 . ( –1 ) –1 = –3 –1 –3 ( –1, –3)
f ( 0 ) = 2 . 0 – 1 = –1 0 –1 ( 0, –1)
f(1)=2. 1 –1=1 1 1 ( 1, 1)
f(2)=2. 2 –1=3 2 3 ( 2, 3)
f(3)=2. 3 –1=5 3 5 ( 3, 5)

Matemática 54
interceptado num único ponto, o que não acontece com
b) e c ).

FUNÇÂO CRESCENTE
Consideremos a função y = 2x definida de IR em IR.
Atribuindo-se valores para x, obtemos valores
correspondentes para y e os representamos no plano
cartesiano:

• ZERO DA FUNÇÃO:
3x 1 1
f(x)= 0 ⇒ + =0 ⇒ x = −
5 5 3

Graficamente, o zero da função é a abscissa do ponto


de intersecção do gráfico com o eixo x.

• DOMÍNIO: projetando o gráfico sobre o eixo x :


D ( f ) = [ –2, 3 ] Observe que a medida que os valores de x aumentam,
• IMAGEM: projetando o gráfico sobre o eixo y : os valores de y também aumentam; neste caso dizemos
Im ( f ) = [ –1, 2 ] que a função é crescente.

observe, por exemplo, que para: FUNÇÃO DECRESCENTE


– 2 < 3 temos f (–2) < f ( 3 ) Consideremos a função y = –2x definida de IR em IR.
–1 2
portanto dizemos que f é crescente. Atribuindo-se valores para x, obteremos valores
correspondentes para y e os representamos no plano
• SINAIS: cartesiano.
1
x Є [ –2, – [ ⇒ f(x)<0
3
1
xЄ ]– ,3] ⇒ f(x)>0
3
• VALOR MÍNIMO: –1 é o menor valor assumido
por y = f ( x ) , Ymín = – 1
• VALOR MÁXIMO: 2 é o maior valor assumido
por y = f ( x ) , Ymáx = 2

TÉCNICA PARA RECONHECER SE UM GRÁFICO


REPRESENTA OU NÃO UMA FUNÇAO
Para reconhecermos se o gráfico de uma relação re-
presenta ou não uma função, aplicamos a seguinte técni- Note que a medida que as valores de x aumentam, os
ca: valores de y diminuem; neste caso dizemos que a função
é decrescente.
Traçamos várias retas paralelas ao eixo y ; se o gráfico
da relação for interceptado em um único ponto, então o FUNÇÃO CONSTANTE
gráfico representa uma função. Caso contrário não repre- É toda função de IR em IR definida por
senta uma função. f(x)= c (c = constante)

Exemplos: Exemplos:
a) f(x) = 5 b) f(x) = –2
c) f(x) = 3 d) f(x) = ½

Seu gráfico é uma reta paralela ao eixo x , passando


pelo ponto (0, c).

O gráfico a) representa uma função, pois qualquer que


seja a reta traçada paralelamente a y, o gráfico é

Matemática 55
Exemplos:
2
a) f(x) = 3x + 5x + 2
2
b) f(x) = x – 2x
2
c) f(x) = –2x + 3
2
d) f(x) = x

FUNÇÃO IDENTIDADE Seu gráfico e uma parábola que terá concavidade


É a função de lR em lR definida por voltada "para cima" se a > 0 ou voltada "para baixo" se
f(x) = x a < 0.
x y=f(x)=x
–2 –2 Exemplos:
2
–1 –1 f ( x ) = x – 6x + 8 (a = 1 > 0) concavidade p/ cima
0 0
1 1
2 2

Observe que seu gráfico é uma reta que contém as


bissetrizes do 1º e 3º quadrantes.
D = IR CD = IR lm = IR

FUNÇÃO AFIM
É toda função f de IR em IR definida por
f (x) = ax + b (a, b reais e a ≠ 0)
2
Exemplos: f ( x ) = – x + 6x – 8 (a = –1 < 0) concavidade p/ baixo
a) f(x) = 2x –1 b) f(x) = 2 – x
c) f(x) = 5x

Observações
1) quando b = 0 a função recebe o nome de função
linear.
2) o domínio de uma função afim é IR: D(f) = IR
3) seu conjunto imagem é IR: lm(f) = IR
4) seu gráfico é uma reta do plano cartesiano.

FUNÇÃO COMPOSTA
Dadas as funções f e g de IR em IR definidas por
2
f ( x ) = 3x e g(x)=x temos que: FUNÇÃO MODULAR
f(1)=3.1=3 Consideremos uma função f de IR em IR tal que, para
f(2)=3.2=6 todo x Є lR, tenhamos f ( x ) = | x | onde o símbolo | x |
f ( a ) = 3 . a = 3 a (a Є lR) que se lê módulo de x, significa:
f ( g ) = 3 . g = 3 g (g Є lR) x, se x ≥0
x =
f [ g( x ) ] = 3.g( x ) - x, se x<0
⇒ f [ g ( x ) ] = 3x 2 esta função será chamada de função modular.
2
g( x )= x
Gráfico da função modular:
função composta de f e g
Esquematicamente:

Símbolo:
f o g lê-se "f composto g" - (f o g) ( x ) = f [ g ( x)]
FUNÇÃO PAR E FUNÇÃO ÍMPAR
Uma função f de A em B diz-se função par se, para
FUNÇÃO QUADRÁTICA
todo x Є A, tivermos f (x ) = f ( –x ).
É toda função f de IR em IR definida por
2
f(x) = ax + bx + c
Uma função f de A em B diz-se uma função ímpar se,
(a, b ,c reais e a ≠ 0 )
para todo x Є R, tivermos f( –x ) = – f (x).
Matemática 56
Decorre das definições dadas que o gráfico de uma
função par é simétrico em relação ao eixo y e o gráfico
de uma função ímpar é simétrico em relação ao ponto
origem.

função par: f( x ) = f ( – x ) unção ímpar: f( –x ) = – f (x)

EXERCICIOS
01) Das funções de A em B seguintes, esquematiza-
das com diagramas de Euler-Venn, dizer se elas
são ou não sobrejetoras, injetoras, bijetoras.
a) b)

Respostas:
1) D ( f ) = ] –3, 3 ] e lm ( f ) = ] –1, 2 ]
2) D ( f ) = [ –4, 3 [ e lm ( f ) = [ –2, 3 [
3) D ( f ) = ] –3, 3 [ e lm ( f ) = ] 1, 3 [
4) D ( f ) = [ –5, 5 [ e lm ( f ) = [ –3, 4 [
5) D ( f ) = [ –4, 5 ] e lm ( f ) = [ –2, 3 ]
c) d) 6) D ( f ) = [ 0, 6 [ e lm ( f ) = [ 0, 4[

03) Observar os gráficos abaixo, e dizer se as funções


são crescentes ou decrescentes e escrever os in-
tervalos correspondentes:

RESPOSTAS
a) Não é sobrejetora, pois y1, y3, y4 Є B não estão
associados a elemento algum do domínio: não é
injetora, pois y2 Є B é imagem de x1, x2, x3, x4 Є A:
logo, por dupla razão, não é bijetora.
b) É sobrejetora, pois todos os elementos de B (no
caso há apenas y1) são imagens de elementos de
A; não é injetora, pois y1 Є B é imagem de x1, x2,
x3, x4 Є A, logo, por não ser injetora, embora seja
sobrejetora, não é bijetora.
c) Não é sobrejetora, pois y1, y2, y4 Є B não estão
associados a elemento algum do domínio; é
injetora, pois nenhum elemento de B é imagem do
que mais de um elemento de A; logo, por não ser
sobrejetora, embora seja injetora, não é bijetora.
d) É sobrejetora, pois todos os elementos de B (no
caso há apenas y1) são imagens de elementos de
A; é injetora, pois o único elemento de B é imagem
de um único elemento de A; logo, por ser
simultaneamente sobrejetora e injetora, é bijetora.

2) Dê o domínio e a imagem dos seguintes gráficos:

RESPOSTAS
1) crescente: [ –3, 2] decrescente: [ 2, 5 ] crescente:
[ 5, 8 ]
2) crescente: [ 0, 3] decrescente: [ 3, 5 ] crescente:
[5, 8 ]
3) decrescente
Matemática 57
4) crescente 2 3 2 3
5) decrescente: ] – ∞ , 1] crescente: [ 1, + ∞ [ • f ( x ) é decrescente em ] – , [
3 3
6) crescente: ] – ∞ , 1] decrescente: [ 1, + ∞ [
7) crescente • Domínio → D(f) = lR
8) decrescente • Imagem → Im(f) = lR
• Sinais: x Є ] – ∞ , –2 [ ⇒ f ( x ) < 0
04) Determine a função inversa das seguintes x Є ] – 2, 0 [ ⇒ f ( x ) > 0
funções: x Є ] 0, 2 [ ⇒ f ( x ) < 0
a) y = 3x b) y = x – 2 x Є ] 2, + ∞ [ ⇒ f ( x ) > 0
3 x −5
c) y = x d) y =
3 FUNÇÃO DO 1º GRAU
RESPOSTAS
FUNCÃO LINEAR
x
a) y = b) y = x + 2 Uma função f de lR em lR chama-se linear quando é
3 definida pela equação do 1º grau com duas variáveis y =
c) y = 3 x d) y = 3x + 5 ax , com a Є lR e a ≠ 0.

2
05) Analise a função f ( x ) = x – 2x – 3 ou y = x –2x
2 Exemplos:
– 3 cujo gráfico é dado por: f definida pela equação y = 2x onde f : x → 2x
f definida pela equação y = –3x onde f : x → –3x

GRÁFICO
Num sistema de coordenadas cartesianas podemos
construir o gráfico de uma função linear.

Para isso, vamos atribuir valores arbitrários para x


(que pertençam ao domínio da função) e obteremos valo-
res correspondentes para y (que são as imagens dos
valores de x pela função).

A seguir, representamos num sistema de coordenadas


cartesianas os pontos (x, y) onde x é a abscissa e y é a
ordenada.

Vejamos alguns exemplos:


Construir, num sistema cartesiano de coordenadas
• Zero da função: x = –1 e x = 3 cartesianas, o gráfico da função linear definida pela
• f ( x ) é crescente em ] 1, + ∞ [ equação: y = 2x.
• f ( x ) e decrescente em ] – ∞ , 1[ x=1 →y=2.(1)=2
• Domínio → D(f) = IR x = –1 → y = 2 . ( –1 ) = –2
• Imagem → Im(f) = [ –4, + ∞ [ x=2 → y=2.(2)=4
• Valor mínimo → ymín = – 4 x = – 3 → y = 2 . ( –3 ) = – 6
• Sinais: x Є ] – ∞ , –1[ ⇒ f ( x ) > 0
x Є ] 3, + ∞ [ ⇒ f ( x ) > 0 x y
x Є [ – 1, 3 [ ⇒ f ( x ) < 0 1 2 → A ( 1, 2)
3
06) Analise a função y = x – 4x cujo gráfico é dado –1 –2 → B (–1, –2)
por: 2 4 → C ( 2, 4)
–3 –6 → D ( –3, –6)

RESPOSTAS
• Zero da função: x = – 2; x = 0; x = 2
2 3 2 3 O conjunto dos infinitos pontos A, B, C, D, ..:... chama-
• f (x) é crescente em ]– ∞ ,– [ e em ] , +∞ [ se gráfico da função linear y = 2x.
3 3

Matemática 58
Outro exemplo: Solução:
Construir, num sistema de coordenadas cartesianas, o x=0 → y=0 –1=–1
gráfico da função linear definida pela equação y = –3x. x=1 → y=1–1 =0
x = 1 → y = – 3 . (1) = – 3 x = –1 → y = –1 – 1 = –2
x = –1 → y = –3 . (–1) = 3 x=2 → y=2 –1=1
x = 2 → y = –3 . ( 2) = – 6 x = –3 → y = –3 – 1 = –4
x = –2 → y = –3 . (–2) = 6
x y → pontos ( x , y)
x y 0 –1 → A ( 0, –1)
1 –3 → A ( 1,– 3) 1 0 → B ( 1, 0 )
–1 3 → B ( –1, 3) –1 –2 → C ( –1, –2)
2 –6 → C ( 2, – 6) 2 1 → D ( 2, 1 )
–2 6 → D ( –2, 6) –3 –4 → E ( –3, –4)

O conjunto dos infinitos pontos A, B, C, D, E,... chama-


se gráfico da função afim y = x – 1.

Outro exemplo:
O conjunto dos infinitos pontos A, B, C, D , ...... Construir o gráfico da função y = –2x + 1.
chama-se gráfico da função linear y = –3x.
Solução:
Conclusão: x=0 → y = –2. (0) + 1 = 0 + 1 = 1
O gráfico de uma função linear é a reta suporte dos x=1 → y = –2. (1) + 1 = –2 + 1 = –1
infinitos pontos A, B, C, D, .... e que passa pelo ponto x = –1 → y = –2. (–1) +1 = 2 + 1 = 3
origem O.
x=2 → y = –2. (2) + 1 = –4 + 1 = –3
Observação x = –2 → y = –2. (–2)+ 1 = 4 + 1 = 5
Como uma reta é sempre determinada por dois
pontos, basta representarmos dois pontos A e B para x y → pontos ( x , y)
obtermos o gráfico de uma função linear num sistema de 0 1 → A ( 0, 1)
coordenadas cartesianas. 1 –1 → B ( 1, –1)
–1 3 → C ( –1, 3)
FUNÇÃO AFIM 2 –3 → D ( 2, –3)
Uma função f de lR em lR chama-se afim quando é –2 5 → E ( –2, 5)
definida pela equação do 1º grau com duas variáveis
y = ax + b com a,b Є IR e a ≠ 0. Gráfico

Exemplos:
f definida pela equação y = x +2 onde f : x → x + 2
f definida pela equação y = 3x –1onde f : x → 3x – 1

A função linear é caso particular da função afim,


quando b = 0.

GRÁFICO
Para construirmos o gráfico de uma função afim, num
sistema de coordenadas cartesianas, vamos proceder do
mesmo modo como fizemos na função linear.

Assim, vejamos alguns exemplos, com b ≠ 0.


FUNÇÃO DO 1º GRAU
As funções linear e afim são chamadas, de modo
Construir o gráfico da função y = x – 1
geral, funções do 1º grau.
Matemática 59
do gráfico dessa função.
Assim são funções do primeiro grau: x = 1 ⇒ f ( 1) = 1 ⇒ y = 1; logo (1, 1) é um ponto
f definida pela equação y = 3x do gráfico dessa função.
f definida pela equação y = x + 4 x = –1 ⇒ f (–1) = – 1 ⇒ y = –1; logo (–1,–1) é um
f definida pela equação y = – x ponto gráfico dessa função.
f definida pela equação y = – 4x + 1
Usando estes pontos, como apoio, concluímos que o
FUNÇÃO CONSTANTE gráfico da função identidade é uma reta, que é a bissetriz
Consideremos uma função f de IR em IR tal que, para dos primeiro e terceiro quadrantes.
todo x Є lR, tenhamos f(x) = c, onde c Є lR; esta função
será chamada de função constante.

O gráfico da função constante é uma reta paralela ou


coincidente com o eixo x ; podemos ter três casos:
a) c > 0 b) c = 0 c) c < 0

VARIAÇÃO DO SINAL DA FUNÇÃO LINEAR


Observações: A variação do sinal da função linear y = ax + b é forne-
Na função constante, f ( x ) = c ; o conjunto imagem é cida pelo sinal dos valores que y adquire, quando atribuí-
unitário. mos valores para x.

A função constante não é sobrejetora, não é injetora e 1º CASO: a > 0


não é bijetora; e, em consequência disto, ela não admite Consideremos a função y = 2x – 4, onde a = 2 e
inversa. b= – 4.

Exemplo: Observando o gráfico podemos afirmar:


Consideremos a função y = 3, na qual a = 0 e b = 3
Atribuindo valores para x Є lR determinamos y Є lR
xЄR y=0.X+3 y Є lR (x, y)
–3 y = 0 .(–3)+ 3 y = 3 (–3, 3)
–2 y = 0. (–2) + 3 y = 3 (–2, 3)
–1 y = 0. (–1) + 3 y = 3 (–1, 3)
0 y = 0. 0 + 3 y=3 ( 0, 3)
1 y = 0. 1 + 3 y=3 (1 , 3)
2 y = 0. 2 + 3 y=3 ( 2, 3) a) para x = 2 obtém-se y = 0
b) para x > 2 obtém-se para y valores positivos, isto
Você deve ter percebido que qualquer que seja o valor é, y > 0.
atribuído a x, y será sempre igual a 3. c) para x < 2 obtém-se para y valores negativos, isto
é, y < 0.
Representação gráfica: Resumindo:
∀ x ∈ lR | x > 2 ⇒ y>0
∀ x ∈ lR | x < 2 ⇒ y<0
∀ x ∈ lR | x = 2 ⇒ y=0

Esquematizando:

Toda função linear, onde a = 0, recebe o nome de


função constante.

FUNÇÃO IDENTIDADE
Consideremos a função f de IR em IR tal que, para to-
do x Є R, tenhamos f(x) = x; esta função será chamada 2º CASO: a < 0
função identidade. Consideremos a função y = –2x + 6, onde a = – 2 e
b = 6.
Observemos algumas determinações de imagens na
função identidade.
x = 0 ⇒ f ( 0 ) = 0 ⇒ y = 0; logo, (0, 0) é um ponto

Matemática 60
02) Verificar quais dos gráficos abaixo representam
funções:

Observando o gráfico podemos afirmar:


a) para x = 3 obtém-se y = 0
b) para x > 3 obtêm-se para y valores negativos, isto
é, y < 0.
c) para x < 3 obtêm-se para y valores positivos, isto
Resposta:
é, y > 0.
Somente o gráfico 3 não é função, porque existe x
Resumindo:
com mais de uma imagem y, ou seja, traçando-se uma
∀ x ∈ lR | x > 3 ⇒ y<0 reta paralela ao eixo y, ela pode Interceptar a curva em
∀ x ∈ lR | x < 3 ⇒ y>0 mais de um ponto. Ou seja:
∃ x ∈ lR | x = 3 ⇒ y=0
Os pontos P e Q têm a mesma abscissa, o que não
satisfaz a definição de função.
Esquematizando:

De um modo geral podemos utilizar a seguinte técnica


para o estudo da variação do sinal da função linear:

3) Estudar o sinal da função y = 2x – 6


Solução a = +2 (sinal de a)
b=–6
y tem o mesmo sinal de a quando x assume valores
maiores que a raiz. a) Determinação da raiz:
y tem sinal contrário ao de a quando x assume valores y = 2x – 6 = 0 ⇒ 2x = 6 ⇒ x = 3
menores que a raiz. Portanto, y = 0 para x = 3.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS b) Determinação do sinal de y:


01) Determine o domínio das funções definidas por: Se x > 3 , então y > 0 (mesmo sinal de a)
2
a) f ( x ) = x + 1 Se x < 3 , então y < 0 (sinal contrário de a)
x3 + 1
b) f ( x ) =
x−4
x −1
c) f ( x ) =
x−2

Solução:
a) Para todo x real as operações indicadas na
fórmula são possíveis e geram como resultado 04) Estudar o sinal da fundão y = –3x + 5
um número real dai: D ( f ) = IR Solução:
b) Para que as operações indicadas na fórmula se- a = –3 (sinal de a) b=+5
jam possíveis, deve-se ter: x – 4 ≠ 0, isto é, x
≠ 4. D ( f ) = { x Є lR | x ≠ 4} a) Determinação da raiz:
c) Devemos ter: 5
y = –3x + 5 = 0 ⇒ –3x = – 5 ⇒ x=
x –1 ≥ 0 e x–2 ≠0 3
x ≥ 1 x ≠2
e daí: D ( f ) = { x Є lR | x ≥ 1 e x ≠ 2 }

Matemática 61
5 e) y = – x
Portanto, y = 0 para x =
3

b) Determinação do sinal de y:
5
se x > , então y < 0 (mesmo sinal de a)
3
5
se x < , então y > 0 (sinal contrário de a)
3

Solução:

07) Uma função f, definida por f ( x ) = 2x – 1, tem


05) Dentre os diagramas seguintes, assinale os que domínio D(f ) = { x Є lR | –1 ≤ x ≤ 2} Determine
representam função e dê D ( f ) e Im( f ) o conjunto-imagem

Solução:
Desenhamos o gráfico de f e o projetamos sobre o
eixo 0x

x y O segmento AB é o gráfico de f; sua


–1 –3 projeção sobre o eixo 0y nos dá:
2 3 Im ( f ) = [ – 3 , 3 ]

08) Classifique as seguintes funções lineares em


crescentes ou decrescentes:
a) y = f ( x ) = – 2x – 1
b) y = g ( x ) = – 3 + x
1
c) y = h ( x ) = x–5
Respostas: 2
1) È função ; D(f) = {a.b,c,d} e Im(f) = {e,f } d) y = t ( x ) = – x
2) Não é função
3) È função ; D(f) = {1, 2, 3} e Im(f) = { 4, 5, 6 } Respostas:
4) È função ; D(f) = {1, 2, 3 } e Im(f) = { 3, 4, 5} a) decrescente b) crescente
5) Não é função c) crescente d) decrescente
6) È função ; D(f) = {5, 6, 7, 8, 9} e Im(f) = {3}
7) É função ; D(f) = { 2 } e Im(f) = { 3 } 09) Fazer o estudo da variação do sinal das funções:
1) y = 3x + 6 6) y = 5x – 25
06) Construa o gráfico das funções: 2) y = 2x + 8 7) y = –9x –12
1 3) y = –4x + 8 8) y = –3x –15
a) f(x) = 3x b) g ( x ) = – x
2 4) y = –2x + 6 9) y = 2x + 10
2 5 5) y = 4x – 8
c) h ( x ) = 5x + 2 d) i ( x ) = x +
3 2 Respostas:

Matemática 62
1) x > –2 ⇒ y > 0; x = –2 ⇒ y = 0; x < –2 ⇒ y < 0 ∆ = - 68 e - 68 ∉ lR
2) x > –4 ⇒ y > 0; x = –4 ⇒ y = 0; x < –4 ⇒ y < 0 não existem raízes reais V = { }
3) x > 2 ⇒ y < 0; x = 2 ⇒ y = 0; x < 2 ⇒ y > 0
4) x > 3 ⇒ y < 0; x = 3 ⇒ y = 0; x < 3 ⇒ y > 0
FUNÇÃO QUADRÁTICA
5) x > 2 ⇒ y > 0; x = 2 ⇒ y = 0; x < 2 ⇒ y < 0
6) x > 5 ⇒ y > 0; x = 5 ⇒ y = 0; x < 5 ⇒ y < 0
Toda lei de formação que pode ser reduzida a forma:
4 4 4 2 2
f ( x ) = ax + bx + c ou y = ax + bx + c
7) x > – ⇒ y < 0; x = – ⇒ y = 0; x < – ⇒ y>0
3 3 3
8) x > –5 ⇒ y < 0; x = –5 ⇒ y = 0; x < –5 ⇒ y > 0 Onde a, b e c são números reais e a ≠ 0, define uma
9) x > –5 ⇒ y > 0; x = –5 ⇒ y = 0; x < –5 ⇒ y < 0 função quadrática ou função do 2º grau para todo x real.

GRÁFICO
FUNÇÃO QUADRÁTICA Façamos o gráfico de f : IR → IR definida por
2
f ( x ) = x – 4x + 3
EQUACÃO DO SEGUNDO GRAU
Toda equação que pode ser reduzida à equação do
2 A tabela nos mostra alguns pontos do gráfico, que é
tipo: ax + bx + c = 0 onde a, b e c são números reais e
uma curva aberta denominada parábola. Basta marcar
a ≠ 0, é uma equação do 2º grau em x.
estes pontos e traçar a curva.
Exemplos: 2
x y = x - 4x + 3 ponto
São equações do 2º grau:
2
-1 y = ( -1 ) - 4 ( -1 ) + 3 = 8 (-1, 8)
2 2
x – 7x + 10 = 0 ( a = 1, b = –7, c = 10) 0 y =0 -4.0+3=3 ( 0, 3)
2 2
3x +5 x + 2 = 0 ( a = 3, b = 5, c = 2) 1 y =1 -4 .1+3=0 ( 1, 0)
2 2
x – 3x + 1 = 0 ( a = 1, b = –3, c = 1) 2 y = 2 - 4 . 2 + 3 = -1 ( 2,-1)
2 2
x – 2x = 0 ( a = 1, b = –2, c = 0) 3 y =3 -4. 3+3=0 ( 3, 0)
2 2
–x +3=0 ( a = –1, b = 0, c = 3) 4 y =4 -4. 4+3=3 ( 4, 3)
2 2
x =0 ( a = 1, b = 0, c = 0) 5 y =5 -4. 5+3=8 ( 5, 8)

Resolução: De maneira geral, o gráfico de uma função quadrática


Calculamos as raízes ou soluções de uma equação do é uma parábola.
−b± ∆
2º grau usando a fórmula: x = Gráfico:
2a
2
onde ∆ = b – 4a c
2
Chamamos ∆ de discriminante da equação ax + bx +
c=0

Podemos indicar as raízes por x1 e x2, assim:


−b + ∆ −b − ∆
x1 = e x2 =
2a 2a

A existência de raízes de uma equação do 2º grau


depende do sinal do seu discriminante. Vale dizer que:
∆ >0 → existem duas raízes reais e distintas (x1 ≠ x2)
∆ = 0 → existem duas raízes reais e iguais (x1 =x2)
∆ < 0 → não existem raízes reais
2
Exercícios: Eis o gráfico da função f(x) = –x + 4x

1) Determine o conjunto verdade da equação x y = - x + 4x


2
ponto
2
x – 7x + 10 = 0, em IR 2
temos: a = 1, b = –7 e c = 10 -1 y = - ( -1 ) + 4 ( -1 ) = -5 (-1, -5)
2
2
∆ = (–7) – 4 . 1 . 10 = 9 0 y =-0 +4.0=0 ( 0, 0 )
2
1 y = -( 1 ) + 4 .1 = 3 ( 1, 3 )
−(-7)± 9 7±3 x1 = 5 2 y
2
=-(2) + 4.2=4 ( 2, 4 )
x= = ⇒ 2
2 ⋅1 2 x2 = 2 3 y =-(3) + 4.3=3 ( 3, 3 )
2
As raízes são 2 e 5. 4 y =-(4) + 4.4=0 ( 4, 0 )
2
V = { 2, 5 } 5 y = - ( 5 ) + 4 . 5 = -5 ( 5, -5)

2
2) Determine x real, tal que 3x – 2x + 6 = 0 Gráfico:
temos: a = 3, b = –2 e c = 6
2
∆ = (–2 ) – 4 . 3 . 6 = –68

Matemática 63
Observe os seguintes esboços de gráficos de funções
do 2º grau:

VÉRTICE E CONCAVIDADE
O ponto V indicado nos gráficos seguintes é
denominado vértice da parábola. Em ( I ) temos uma Note que a abscissa do vértice é obtida pela semi-
parábola de concavidade voltada para cima (côncava soma dos zeros da função. No esboço ( a ) temos:
para cima), enquanto que em (II) temos uma parábola de x + x2 2 + 4 6
xv = 1 = = =3
concavidade voltada para baixo (côncava para baixo) 2 2 2
2
I) gráfico de f(x) = x – 4x + 3 No esboço (b) temos:
x + x 2 −1 + 3 2
xv = 1 = = =1
2 2 2

Como a soma das raízes de uma equação do 2º grau


−b
é obtida pela fórmula S = , podemos concluir que:
a
−b
x1 + x 2 S −b
xv = = = a =
2 2 2 2a

Parábola côncava para cima ou seja, a abscissa do vértice da parábola é obtida


−b
2 pela fórmula: x v =
II) gráfico de f(x) = – x + 4x 2a

Exemplos de determinação de coordenadas do vértice


da parábola das funções quadráticas:
2
a) y = x – 8x + 15
Solução:
−b −( −8 ) 8
xv = = = =4
2a 2(1) 2
2
y v = (4) – 8. (4) + 15 = 16 – 32 + 15 = – 1

Portanto: V = (4, –1)


2
b) y = 2x – 3x +2

parábola côncava para baixo Solução:


− b − (− 3) 3
Note que a parábola côncava para cima é o gráfico de
xv = = =
2 2a 2 (2 ) 4
f(x) = x – 4x + 3 onde temos a = 1 (portanto a > 0) en-
2
quanto que a côncava para baixo é o gráfico de f(x) = 3 3
2
– x + 4x onde temos a = –1 (portanto a > 0). y v = 2  − 3  + 2 =
4 4
De maneira geral, quando a > 0 o gráfico da função 9 9 18 9 18 − 36 + 32
2
f(x) = ax + bx + c é uma parábola côncava para cima.
= 2.  − + 2 = − + 2 = =
 16  4 16 4 16
E quando a < 0 a parábola é côncava para baixo.

COORDENADA DO VÉRTICE

Matemática 64
14 7 Vamos determinar os zeros e esboçar o gráfico das
= = funções:
16 8 2
a) y = x – 4x + 3
3 7
Portanto: V = ( , )
4 8 Solução:
2
x – 4x + 3 = 0
2
EXERCICIOS ∆ = b – 4ac
2
Determine as coordenadas do vértice da parábola ∆ = (–4) – 4. ( 1 ) . ( 3 )
definida pelas funções quadráticas:
2 ∆ = 16 – 12 = 4 ⇒ ∆=2
a) y = x – 6x + 5
2
b) y = –x – 8x +16 −b± ∆
2 x=
c) y = 2x + 6x 2a
2
d ) y = –2x + 4x – 8 6
2
e) y = –x + 6x – 9 =3
2 − ( −4 ) ± 2 4 ± 2 2
f) y = x – 16 x= = ⇒
2 ( 1) 2 2
=1
Respostas: 2
a) V = {3, –4} b) V = {–4, 32}
c) V = {–3/2, –9/2} d) V = { 1, –6} Como a = 1 > 0, a concavidade está voltada para
e) V = { 3, 0} f) V = {0, –16} cima.

RAÍZES OU ZEROS DA FUNÇAO DO 2º GRAU


2
Os valores de x que anulam a função y = ax + bx + c
são denominados zeros da função.
2 2
Na função y = x – 2x – 3 : b) y = –2x + 5x – 2
• o número –1 é zero da função, pois para x = –1,
temos y = 0. Solução:
2
• o número 3 é também zero da função, pois para x ∆ = b – 4ac
2
= 3, temos y = 0. ∆ = ( 5 ) – 4. ( –2 ) . ( –2 )
2 ∆ = 25 – 16 = 9 ⇒ ∆=3
Para determinar os zeros da função y = ax + bx + c
2
devemos resolver a equação ax + bx + c = 0. −b± ∆
x=
2a
Exemplos: −2 1
Determinar os zeros da função =
2
y = x – 2x – 3 − (5) ± 3 − 5 ± 3 −4 2
x= = ⇒
2(−2) −4 −8
Solução: =2
2
x – 2x – 3 = 0 −4
2
∆ = b – 4ac
2
∆ = ( – 2) – 4. ( 1 ). ( –3) Como a = –2 < 0, a parábola tem a concavidade
voltada para baixo.
∆ = 4 + 12 = 16 ⇒ ∆=4
6
=3
− ( −2) ± 4 2 ± 4 2
x= = ⇒
2(1) 2 −2
= −1 2
2 c) y = 4x – 4x + 1

Portanto: – 1 e 3 são os zeros da função: Solução:


2
2
y = x – 2x – 3 4x – 4x +1= 0
2
∆ = b – 4ac
2
Como no plano cartesiano os zeros da função são as ∆ = ( –4 ) – 4. ( 4 ) . ( 1 )
abscissas dos pontos de intersecção da parábola com o ∆ = 16 – 16 = 0
eixo x, podemos fazer o seguinte esboço do gráfico da −b -(-4) 4 1
2 x= ⇒ x= = =
função y = x – 2x – 3. 2a 2(4) 8 2

Lembre-se que, como a > 0, a parábola tem a Como a = 4 > 0, a parábola tem a concavidade voltada
concavidade voltada para cima. para cima.

Matemática 65
Gráfico:

2
d) y = –3x + 2x – 1

Solução:
2
–3x + 2x – 1= 0
2
∆ = b – 4ac
2
∆ = ( 2 ) – 4( –3 ) ( –1 )
∆ = 4 – 12 = – 8

A função não tem raízes reais.


ESTUDO DO SINAL DA FUNÇÃO DO 2º GRAU
Como a = –3 < 0, a parábola tem a concavidade Estudar o sinal de uma função quadrática é determinar
voltada para baixo. os valores de x que tornam a função positiva, negativa ou
nula.

Já sabemos determinar os zeros (as raízes) de uma


função quadrática, isto é, os valores de x que anulam a
Em resumo, eis alguns gráficos de função quadrática: função, e esboçar o gráfico de uma função quadrática.
2
Sinais da função f ( x ) = ax + bx + c

Vamos agora esboçar o gráfico de


2
f ( x ) = x – 4x + 3

As raízes de f, que são 1 e 3, são as abscissas dos


pontos onde a parábola corta o eixo x.

CONSTRUÇÃO DO GRÁFICO
Para construir uma parábola começamos fazendo uma
tabela de pontos da curva. O vértice é um ponto
importante e por isso é conveniente que ele esteja na
tabela.
Eis como procedemos: Vamos percorrer o eixo dos x da esquerda para a
−b direita.
a) determinemos xv, aplicando a fórmula xV =
2a Antes de chegar em x = 1, todos os pontos da
b) atribuímos a x o valor xv e mais alguns valores, parábola estão acima do eixo x, tendo ordenada y
menores e maiores que xv . positiva. Isto significa que para todos os valores de x
c) Calculamos os valores de y menores que 1 temos f ( x ) > 0.
d) marcamos os pontos no gráfico
e) traçamos a curva Para x = 1 temos f ( x ) = 0 (1 é uma das raízes de f )
Exemplo: Depois de x = 1 e antes de x = 3, os pontos da
2
Construir o gráfico de f(x) = x – 2x + 2 parábola estão abaixo do eixo x, tendo ordenada y
Solução: temos: a = 1, b = –2 e c = 2 negativa. Isto significa que para os valores de x
−b −( −2) compreendidos entre 1 e 3 temos f ( x ) < 0.
xv = = =1
2a 2 ⋅ 1
Fazemos a tabela dando a x os valores -1, 0, 2 e 3.

x y = x² – 2x + 2 ponto
2
-1 y = ( -1 ) – 2( -1) + 2 = 5 ( -1, 5)
2
0 y=0 –2. 0+2=2 ( 0, 2)
2
1 y= 1 –2. 1+2=1 ( 1, 1)
2
2 y=2 –2. 2+2=2 ( 2, 2) Para x = 3 temos f ( x ) = 0 (3 é raiz de f ).
2
3 y=3 –2. 3+2=5 ( 3, 5)
Matemática 66
x=0 ⇒ f(x)=0
Depois de x = 3, todos os pontos da parábola estão x>0 ⇒ f(x)<0
acima do eixo x, tendo ordenada y positiva. Isto significa
2
que para todos os valores de x maiores do que 3 temos 2) f ( x ) = 2x – 8x +8
f(x) > 0. Solução:
Raízes:
2 8 ± 64 − 4 ⋅ 2 ⋅ 8
2x – 8x + 8 = 0 ⇒ x=
4
8± 0
Este estudo de sinais pode ser sintetizado num = =2
esquema gráfico como o da figura abaixo, onde 4
representamos apenas o eixo x e a parábola.
A parábola tangência o eixo x no ponto de abscissa 2.

concavidade: a = 2 ⇒ a > 0 ⇒ para cima

Esquema gráfico
Marcamos no esquema as raízes 1 e 3, e os sinais da
função em cada trecho. Estes são os sinais das ordena-
das y dos pontos da curva (deixamos o eixo y fora da
jogada mas devemos ter em mente que os pontos que
estão acima do eixo x têm ordenada y positiva e os que
estão abaixo do eixo x têm ordenada negativa). Conclusões:
x< 2 ⇒ f(x)>0
Fica claro que percorrendo o eixo x da esquerda para x= 2 ⇒ f(x)=0
a direita tiramos as seguintes conclusões: x> 2 ⇒ f(x)>0
x<1 ⇒ f(x)>0
x=1 ⇒ f(x)=0 2
3) f ( x ) = x + 7x +13
1<x<3 ⇒ f(x)<0 Solução:
x=3 ⇒ f(x)=0 Raízes:
x >3 ⇒ f(x)>0 − 7 ± 49 − 4 ⋅ 1 ⋅ 13 − 7 ± − 3
x= = ∉ lR
2 2
De maneira geral, para dar os sinais da função poli-
2
nomial do 2º grau f ( x ) = ax + bx + c cumprimos as se-
Esquema gráfico
guintes etapas:
a) calculamos as raízes reais de f (se existirem)
b) verificamos qual é a concavidade da parábola
c) esquematizamos o gráfico com o eixo x e a
parábola
d) escrevemos as conclusões tiradas do esquema

Exemplos: Conclusão: ∀ x ∈ lR, f ( x ) > 0


Vamos estudar os sinais de algumas funções
quadráticas: 2
4) f ( x ) = x –6x + 8
2 Solução:
1) f ( x ) = –x – 3x 2
Raízes: ∆ = ( – 6) – 4 . 1 . 8
Solução: ∆ = 36 –32 = 4 ⇒ ∆ = 2
2
Raízes: – x – 3x = 0 ⇒ –x ( x + 3) = 0 ⇒ 6+2 8
= =4
( - x = 0 ou x + 3 = 0 ) ⇒ x = 0 ou x = – 3 6±2 2 2
x= ⇒
concavidade: a = – 1 ⇒ a < 0 para baixo 2 6−2 4
= =2
2 2
Esquema gráfico
x1 = 2 e x2 = 4

Esboço gráfico:

Conclusões:
x < –3 ⇒ f(x)<o Estudo do sinal:
x = –3 ⇒ f(x)=0 para x < 2 ou x > 4 ⇒ y>0
–3 < x < 0 ⇒ f(x)>0 para x = 2 ou x = 4 ⇒ y=0

Matemática 67
para 2 < x < 4 ⇒ y<0 para x ≠ –3 ⇒ y < 0 para x = –3 ⇒ y = 0
2
5) f ( x ) = –2x + 5x – 2 Observe que não existe valor de x que torne a função
Solução: positiva.
2
Zeros da função: ∆ = ( 5 ) – 4 . ( –2) .( –2)
2
∆ = 25 – 16 = 9 ⇒ ∆ =3 8) f ( x ) = x – 3x + 3
Solução:
-5+3 −2 1 2
Zeros da função ∆ = (–3) – 4 . 1 . 3
= =
−5±3 -4 −4 2 ∆ = 9 –12 = –3
x= ⇒
2( −2) -5-3 −8
= =2
-4 −4 A função não tem zeros reais
1
x1 = e x2 = 2 Esboço do gráfico:
2

Esboço do gráfico:

Estudo do sinal: ∀ x ∈ lR ⇒ y > 0

9) Determine os valores de m, reais, para que a


Estudo do sinal função
1 2 2
f ( x ) = (m – 4)x + 2x
Para x < ou x > 2 ⇒ y < 0
2 seja uma função quadrática.
1 Solução:
Para x = ou x = 2 ⇒ y = 0 A função é quadrática ⇔ a ≠ 0
2 2 2
Assim: m – 4 ≠ 0 ⇒ m ≠ 4 ⇒ m ≠ ± 2
1
Para < x <2 ⇒ y > 0 Temos: m Є lR, com m ≠ ± 2
2
2 10) Determine m de modo que a parábola
6) f ( x ) = x – 10x + 25 2
y = ( 2m – 5 ) x – x
2
Solução: ∆ = ( –10 ) – 4 . 1 . 25 tenha concavidade voltada para cima.
∆ = 100 – 100 = 0 Solução:
−( −10 ) 10 Condição: concavidade para cima ⇔ a > 0
x= = =5
2(1 ) 2 5
2m – 5 > 0 ⇒ m >
2
Esboço gráfico:
11) Determinar m para que o gráfico da função qua-
2
drática y = (m – 3)x + 5x – 2 tenha concavidade
volta para cima.
solução:
condição: a > 0 ⇒ m – 3 > 0 ⇒ m > 3
Estudo do sinal:
2
para x ≠ 5 ⇒ y > 0 12) Para que valores de m função f ( x ) = x – 3 x +
para x = 5 ⇒ y = 0 m – 2 admite duas raízes reais iguais?
Solução:
Observe que não existe valor que torne a função condição: ∆ > 0
negativa. ∆ = ( –3)² – 4 ( 1 ) ( m – 2) = 9 – 4m +8 ⇒
−17 17
2
7) f ( x ) = – x – 6x – 9 ⇒ –4 m + 17 > 0 ⇒ m => ⇒m>
−4 4
Solução:
2
Zeros da função: ∆ = (–6) – 4(–1)(–9 ) 2
13) Para que valores de x a função f(x) = x –5x + 6
∆ = 36 – 36 = 0 assume valores que acarretam f(x) > 0 e f(x) < 0?
−( −6) 6 Solução:
x= = = −3 2
2( −1 ) − 2 f ( x ) = x – 5x + 6
2
Esboço gráfico: f ( x ) = 0 ⇒ x – 5x + 6 = 0 ⇒ x1 = 2 e x2 = 3

Portanto:
f(x)>0 para [ x Є R / x < 2 ou x > 3 ]
f(x)<0 para [ x Є R / 2 < x < 3 ]

Estudo do sinal: EXERCÍCIOS


01) Determine as raízes, o vértice, D( f ) e Im( f ) das

Matemática 68
seguintes funções: par se e somente se: f ( x ) = f (– x ), ∀ x , x ∈ D isto
2
a) y = x + x +1 é, a valores simétricos da variável x correspondem a
2
b) y = x – 9 mesma imagem pela função.
2
c) y = – x + 4x – 4
2
d) y = – x – 8x Exemplo:
2
f ( x ) = x é uma função par, pois temos, por exemplo:
Respostas:
3
a) não tem; (-1/2, 3/4); IR; { y Є lR | y ≥ } f ( - 2) = ( - 2)2 = 4
4 f ( - 2) = f ( 2 )
b) 3, -3; (0, 0); lR; { y Є lR | y ≥ 0} f ( 2 ) = 22 = 4
c) 2; (2,0); lR; { y Є R | y ≤ 0}
d) 0, -8; (-4, 16); lR; { y Є lR | y ≤ 16} Observe o seu gráfico:

02) Determine os zeros (se existirem) das funções


quadráticas:
2
a) y = x – 6x + 8
2
b) y = –x + 4x – 3
2
c ) y = –x + 4x
2
d) y = x – 6x + 9
2
e) y = –9x + 12x – 4
2
f) y = 2x – 2x +1
2
g) y = x + 2x – 3
2
h) y = 3x + 6x
2
i) y = x
Vale observar que: o gráfico de uma função par é
Respostas: simétrico em relação ao eixo dos y.
a) 2 e 4 b) 1 e 3
c) 4 e 0 d) 3 FUNÇÃO ÍMPAR
e) 2/3 f) φ Dizemos que uma função D em A é uma função
g) –3 e 1 h) – 2 e 0 impar se e somente se f ( – x ) = – f ( x ),
i) 0 ∀ x , x ∈ D , isto é, os valores simétricos da variável x
correspondem as imagens simétricas pela função.
03) Determine os valores reais de m, para os quais:
2
a) x – 6x – m – 4 = 0 admita duas raízes reais
Exemplo:
diferentes
2 f ( x ) = 2x é uma função ímpar, pois temos, por
b) mx – (2m – 2)x + m – 3 = 0 admita duas raízes
exemplo:
reais e iguais
2
c) x – (m + 4)x + 4m + 1 = 0 não admita raízes reais f ( - 1) = 2( - 1) = - 2
2
f ( - 1) = − f ( 1 )
d) x – 2mx – 3m + 4 = 0 admita duas raízes reais di- f ( 1) = 2 ⋅ 1 = 2
ferentes.
Observe o seu gráfico:
Respostas:
{
a) m ∈ lR | m > − 13 }
b) { m ∈ lR | m = - 1 }
c) { m ∈ lR | 2 < m < 6 }
d) { m ∈ lR | m < - 4 e m > 1 }

2
04) Dada a função y = x – x – 6, determine os valores
de x para que se tenha y > 0.
{
Resposta : S = x ∈ lR | x < - 2 ou x > 3 }
2
05) Dada a função y = x – 8x + 12, determine os O gráfico de uma função impar é simétrico em relação
valores de x para que se tenha y < 0. a origem do sistema cartesiano.
{
Resposta : S = x ∈ lR | 2 < x < 6 } EXERCÍCIOS
01) Dizer se as funções seguintes são pares, ímpares
FUNÇÃO PAR ou nenhuma das duas.
FUNÇÃO ÍMPAR a) f(x) = x
2
b) f(x) = x
3
c) f(x) = x
FUNÇAO PAR
d) f(x) = | x |
Dizemos que uma função de D em A é uma função
e) f(x) = x +1

Matemática 69
Respostas
a) f(-x) = -x = -f(x); é função ímpar
2 2
b) f(-x) = (-x) = x = f(x); é função par
3 3
c) f(-x) = (-x) = -x = -f ( x ); é função ímpar
d) f(-x) = | -x | = | x | = f ( x ); é função par
e) f(-x) = -x + 1
≠x+1=f(x)
≠ - ( x + 1)= - f ( x )
não é função par nem função ímpar

02) Dizer se as funções seguintes, dados seus D(f)=R Im ( f ) = { y Є lR | y ≥ 1}


gráficos cartesianos são pares, ímpares ou
nenhuma das duas. b) Calcular | x – 5 | = 3
Solução:
| x – 5 | = 3 ⇔ x – 5 = 3 ou x – 5 = –3

Resolvendo as equações obtidas, temos:


x – 5=3 x – 5=–3
x=8 x=2
S = {2, 8}
2
c) Resolver a equação | x | + 2 | x | – 15 = 0
Resposta Solução:
a) é uma função par, pois seu gráfico é simétrico em Fazemos | x | = y, com y ≥ 0, e teremos
2
relação ao eixo x. y + 2y – 15 = 0 ∆ = 64
b) é uma função ímpar, pois seu gráfico é simétrico y’ = 3 ou y " = – 5 (esse valor não convêm pois y ≥ 0)
em relação ao ponto origem,
c) é uma função par, pois seu gráfico é simétrico em Como | x | = y e y = 3, temos
relação ao eixo y. | x | = 3 ⇔ x =3 ou x = –3
d) Não é nem função par nem função impar, pois seu S = { –3, 3}
gráfico não é simétrico nem em relação ao eixo y 2
e nem em relação ao ponto origem. d) Resolver a equação | x – x – 1| = 1
Solução:
2 2
FUNÇÃO MODULO | x – x – 1| = 1 x – x – 1 = 1 ou
2
Chamamos de função modular a toda função do tipo y = | x –x–1 =–1
2 2
x | definida por: x –x–1 =1 x –x–1 =–1
2 2
x –x–2 =0 x –x =0
x, se x ≥ 0 ∆ =9
f (x)=
- x, se x < 0, para todo x real x ( x – 1) = 0
Representação gráfica: x’ = 2 ou x ” = –1 x’ = 0 ou x “ = 1
S = { –1, 0, 1, 2 }
2
e) Resolver a equação | x | – 2 | x | – 3 = 0
Solução:
Fazendo | x | = y, obtemos
2
y – 2y – 3 = 0 ⇒ y = –1 ou y = 3

Como y = | x |, vem:
| x | = 3 ⇒ x = –3 ou x = 3
| x | = –1 não tem solução pois | x | ≥ 0

Assim, o conjunto-solução da equação é


D(f)=R S = { –3, 3}
Im ( f ) = R+
EXERCÍCIOS
Exemplos: Represente graficamente as seguintes funções
a) y = | x | + 1 modulares e dê D ( f ) e lm ( f ) :
 x + 1, se x ≥ 0 1) y = | x | + 2 4) y = –| x – 3 |
y= 2) y = | x | – 1 5) y = –| x + 1 |
- x + 1, se x < 0 3) y = | x + 2| 6) y = | x – 1 | – 1

Matemática 70
y=f(x)
⇒ z = g[ f ( x ) ]
z = g( y )

z =h( x )
⇒ h( x ) = g[h( x )]
z = g [f(x)]

A função h ( x ), composta de g com f, pode ser


indicada por:
g[f(x)] ou (g o f ) ( x )

EXERCICIOS
x3
01) Sendo f ( x ) = 2x e g (x ) = funções reais,
2
calcule g [ f ( –2) ].

FUNÇÃO COMPOSTA Temos :


Consideremos a seguinte função: f ( x ) = 2x ⇒ f ( –2) = 2 ( –2) = ⇒ f ( –2)= –4
x3
Um terreno foi dividido em 20 lotes, todos de forma g(x)= e g [ f ( –2) ] = g ( –4 ) =
2
quadrada e de mesma área. Nestas condições, vamos
mostrar que a área do terreno é uma função da medida ( −4)3
g [ f ( –2) ] = = –32 ⇒ g [ f ( –2) ] = –32
do lado de cada lote, representando uma composição de 2
funções.
x3
Para isto, indicaremos por: 02) Sendo f ( x ) = 2x e g ( x ) = funções reais,
x = medida do lado de cada lote 2
calcule f [ g ( –2 ) ].
y = área de cada terreno
z = área da terreno
Temos :
1) Área de cada lote = (medida do lado)
2
g(x)=
x3
⇒ g ( –2 ) =
(− 2)3 ⇒ g ( –2) = –4
2
⇒ y =x 2 2
f ( x ) = 2x e f [ g (–2)] = f (–4)
Então, a área de cada lote é uma função da medida do f [ g(–2)] = 2 . (–4) = – 8 ⇒ f [ g (–2)] = – 8
2
lado, ou seja, y = f ( x ) = x
03) Sendo f(x) = 2x – 1 e g ( x ) = x + 2 funções reais,
2) Área do terreno = 20. (área de cada lote) calcule:
⇒ z = 20y a) ( g o f ) ou g [ f ( x ) ]
Então, a área do terreno é uma função da área de cada b) ( f o g ) ( x )
lote, ou seja: z = g(y) = 20y
a) Para obter g[ f ( x ) ] substituímos x de g( x ) por
3) Comparando (1) e (2), temos: (2x – 1) que é a expressão de f ( x ).
2
Área do terreno = 20 . (medida do lado) , ou seja: z = g ( x ) = x + 2 ⇒ g [ f ( x )] = (2x – 1) + 2 ⇒
2 2
20x pois y = x e z = 20y ⇒ g [ f ( x ) ] = 2x + 1

então, a área do terreno é uma função da medida de f(x) 2x – 1


2
cada lote, ou seja, z = h ( x ) = 20x
b) Para obter f [ g ( x ) ] substituímos o x de f ( x ) por (
x + 1 ) que é a expressão de g ( x ).
f ( x ) = 2x – 2 ⇒ f [ g ( x )] = 2 (x + 2) –1 ⇒
⇒ f [ g ( x ) ] = 2x + 3

g(x) x+2

A função h, assim obtida, denomina-se função 04) Dados f ( x ) = 2x – 1 e f [ g ( x ) ] = 6x + 11,


composta de g com f. calcular g ( x ).

Observe agora: Solução

Matemática 71
Neste caso, vamos substituir x por g ( x ) na função f V = {-7}
(x)e teremos 2 [ g ( x ) ] – 1 = 6x + 11.
18. Resolva a equação:
2 g ( x ) – 1 = 6x + 11 ⇒ 2 g ( x ) = 6x + 12 X
33 ⋅ 3 X = 243 2 ( x ∈ lN, x ≥ 2)
6x + 12
g ( x) = ⇒ g ( x ) = 3x + 6
2 5 2 5 2 10
Sendo 243 = 3 , temos 243 = (3 ) = 3 ; então:
05) Considere as funções: x 10
33 + x = 310 ⇒ 33 + x = 310 x ⇒ 3 + x = ⇒
f de lR em lR, cuja lei é f ( x ) = x + 1 x
2
⇒ x 2 + 3 x − 10 = 0 ⇒ x1 = 2 ou x 2 = −5
g de lR em lR, cuja lei é x
Como x é índice de raiz, a solução é x = 2
V = { 2}
a) calcular (f o g) ( x ) d) calcular (f o f ) ( x )
b) calcular (g o f) ( x ) e) calcular (g o g ) ( x ) 2x+1 x+1
e) dizer se (f o g) ( x ) = (g o f ) ( x ) 19. Determine x em: 3 –3 = 18
2x x x 2 x
3 . 3 – 3 . 3 = 18 ⇒ (3 ) . 3 – 3 . 3 - 18 = 0
x
Respostas: e fazendo 3 = y , temos:
2 2
a) ( f o g) ( x ) = x + 1 3y – 3y - 18 = 0 ⇒ y = -2 ou y = 3
2
b) (g o f) ( x) = x +2x +1 x x
3 = -2 ∃ solução, pois 3 > 0
c) Observando os resultados dos itens anteriores, x
constatamos que, para x ≠ 0, (f o q) ( x) ≠ ( g o f) 3 –y
(x) ∀ x real
d) ( f o f )(x) = x + 2
e) ( g o g)( x ) = x
4 3x = 3 ⇒ x = 1

V = { 1}
EQUAÇÕES EXPONENCIAIS
Exercícios:
20. Resolva a equação:
Vamos resolver equações exponenciais, isto é,
1
equações onde a variável pode aparecer no expoente. a) 3 x = 3 81 c) 27 2 + x =
81
São equações exponenciais: x 2 1
b) 10 = 0,001 d) 2 x +1 =
X X2 − X 2X X 2
1] 2 = 32 2] 5 = 25 3] 3 – 3 –6=0
21. Determine x em :
x -2 x-2 2x+1
Resolução: Para resolver uma equação a) 3 . 3 = 27 c) (0,001) =10
2 x
exponencial, devemos lembrar que: b) ( 7 ) = 343

a x1 = a x 2 ⇔ x1 = x 2 (a > 0 e a ≠1 ) 22. Resolva a equação:


2 (x-1) (2 –x)
RESOLVENDO EXERCÍCIOS: a) 2 x ⋅ 22 x = 215 c) [3 ] =1
4x
1 3 x-2 2  1 1 0
15. Resolva a equação (11 ) = b) 5 x ⋅   = Obs: 1 = 3
121 5 125
3( x –2) –2
11 = 11 ⇒ 3(x – 2)= -2 ⇒
4 23. Determine x tal que:
⇒ 3 x – 6 = - 2⇒ x =
3 6
a) 253 x +1 = 1254 x − 2
4 x-2 x
V=  b) 81 . 3 = 94 (x ∈ lN | x ≥ 2)
3 
−3 x
2  1 1 24. Resolva a equação:
16. Determine x tal que 2x =   ⋅ x+3 x-2 x x
2 4 a) 2 + 2 = 33 b) 25 –2 . 5 = -1
2x x 2x + 3 x
2 1 2 c) 3 + 2 . 3 = 0 d) 2 - 6 . 2 +1 = 0
2 x = 23 x ⋅ ⇒ 23 x ⋅ 2− 2 ⇒ 2 x = 23 x − 2 ⇒
2
2 25. Resolva a equação;
2 2 x +2 x+3 6x 3x
⇒ x = 3x – 2 ⇒ x – 3x + 2 = 0 ⇒ x = 1 ou x = 2 a) 4 –2 + 1= 0 b) 2 –9.2 +8=0
V = {1, 2}
INEQUAÇÕES EXPONENCIAIS
2x + 5 4 x −1
17. Resolva a equação 8 ⋅ 2 = 8
3x −3 Vamos resolver inequações exponenciais, isto é,
3
2 .2 = [2
2x +5
] ⇒2
3(x –1 ) 1/4
= ⇒
2x + 8
2 4 inequações onde podemos ter a variável no expoente.
Exemplos:
3x − 3
⇒ 2x + 8 = ⇒ 8x + 32 = 3x - 3 ⇒ x = -7
4
Matemática 72
x 2 −6x 9 positivo e diferente de 1, temos:
x –1 2 2
1] 2 <8 2]   ⋅  ≥ 1
3 3 loga 1 = 0
Resolução:
Para resolver uma inequação exponencial, vamos d) log9 27
lembrar que: Solução: Se log9 27 = x, então 9 = 27.
x
2 3
Como 9 = 3 e 27 = 3 , temos :
a>1 0< a < 1 2 x
(3 ) = 3
3

x1 x2
a < a ⇔ x1 < x 2 a < a x 2 ⇔ x1 > x 2
x1
2x 3 3
3 = 3 ou 2x = 3 e x =
“conservamos” a “invertemos” a desigual- 2
desigualdade dade 3
Resposta: log927 =
2
1
FUNÇÃO LOGARÍTMICA e) log8
2
1 x 1
Definição: Solução: Se log8 = x, então 8 = .
3
Podemos dizer que em : 5 = 125 2 2
3 é o logaritmo de 125 na base 5. isso pode ser 3 1 –1
Como 8 = 2 e = 2 temos:
escrito da seguinte forma: log5 = 125 = 3 2
3 x –1
(2 ) =2
Veja outros casos: 3x –1 −1
5
2 = 32 ⇔ log232 = 5 2 =2 ou 3x = -1 e x =
4 3
3 = 81 ⇔ log381 = 4
0.3010 1 −1
10 = 2 ⇔ log10 2 = 0,3010 Resposta: log8 =
2 3
De um modo geral, dados dois números reais a e b, f) log100,1
x
positivos, com b ≠ 1, chama-se logaritmo de a na base Solução: log100,1= x, então 10 = 0,1
C
b, ao número c, tal que b = a. Ou seja: 1 –1
C
logb a = c ⇔ b = a Como 0,1 = = 10 , temos:
10
O número a recebe o nome de logaritimando e b é a x –1
10 = 10 ou x = -1
base.
Resposta: log100,1= -1
Alguns logaritmos são fáceis de serem encontrados.
Outros são achados nas tabelas. g) log2 3 2
x
Solução: Se log2 3 2 =x, então 2 = 3 2
Vamos, agora, achar alguns logaritmos fáceis. 1 1
3 3 x 3 1
1. Calcular: Como 2= 2 , temos: 2 = 2 ou x =
3
a) log416 1
Solução: Se log416 = x,
x
então 4 = 16. Resposta: log2 3 2 =
2 3
Como 16 = 4 , temos :
x 2 h) log125 3 25
4 =4
x
Comparando, vem que: x = 2 Solução: Se log125 3 25 =x, então 125 = 3 25
Resposta: log416 = 2 2
3 3 3 2
Como 125 = 5 e 25 = 5 = 53 , temos:
b) log25 5 3 x 3 2
x (5 ) = 5
Solução: Se log25 5 = x, então 25 =5 2
3x 2 2
2 2 x 5 = 53 ou 3x=
ex=
Como 25 = 5 , temos: (5 ) = 5 3 9
2x 1 2
5 =5 ou 2x = 1 ex= Resposta: log125 3 25 =
2 9
1
Resposta: log25 5 =
2 2. O logaritmo de 243 numa certa base é 5. Qual é
c) log3 1 a base?
x
Solução: Se log3 1 = x, então 3 = 1. Solução
5
0
Como 3 = 1, temos: Se logx243 = 5, então x = 243.
5 5
x 0
3 = 3 ou x = 0 Como 243 =3 x =3 ou x =3
Resposta: A base é 3.
Resposta: log3 1 = 0
3. Qual é o logaritmo de - 9 na base 3?
Obs.: De modo geral, para um número a qualquer

Matemática 73
Solução
x onde a, b e c são tais que tornam possível a
log3(-9) = x, então 3 = - 9
Não há um número x que satisfaça essas existência da expressão.
condições. Lembre-se de que em logb a, a deve ser
positivo. 2. Logaritmo de um quociente
Resposta: Não existem logaritmo de - 9 na base 3. Já sabemos que log216 = 4 e log28 = 3 Podemos
 16   16 
achar log2   da seguinte maneira: log2   = x,
4. Encontrar um número x tal que logx36 = 2  8  8 
Solução 16
2 x
Se logx36= 2, então x = 36. então 2 =
8
ou x = ± 36 ou x = ± 6 4 3
Mas 16 = 2 e 8 = 2 . Podemos escrever então:
Como não tem sentido log-636, ficaremos somente
com x = 6. 24
Resposta: x = 6 2x = ⇒ 2 x = 24 − 3 ou x = 4 - 3
23
Exercícios Propostos
1. Calcular: Assim :
1  16 
a) log232 i) log2 log2   = 4 – 3 ou ainda:
8  8 
1
b) log1664 j) log8  16 
16 log2   = log216 - log2 8
 8 
c) log100,01 l) log10010 000
d) log16 32 m) log6255 De um modo geral, temos:
e) log6464 n) log 3 3
a
f) logxx, x > 0 e x ≠ 1 o) log981 log c   = log c a − log c b
b
1 3
g) log4 p) loga a 2 , a > 0 e a ≠ 1
4 3. Logaritmo da potência
5
h) log4 3
4 Sabendo que log2 8 = 3, podemos achar log2 8 da
seguinte maneira:
5 x 5
2. Achar o valor de x tal que: Se log2 8 = x, então 2 = 8 .
3
a) logx4 = 1 f) log(x+1)4 = 2 Mas como 8 = 2 , podemos escrever:
x 3 5 x 3.5
b) log2 x = -1 g) log x 18 = 2 2 = (2 ) ⇒ 2 = 2
x = 3 . 5 ou x = 5 . log28
c) log2(4+x ) = 3 h) logx0,00001 = - 5
d) log2 x = 4 i) log2x2 = 2
e) logx169 = 2 j) log749 = 1 + x 5
Desta maneira: log28 = 5 . log2 8

3. Qual é a base na qual o logaritmo de 4 dá o De um modo geral, temos:


mesmo resultado que o logaritmo de 10 na base
100? logban = n logba
PROPRIEDADES DOS LOGARITMOS
Quatro propriedades serão de importância 4. Mudança de base
fundamental nos cálculos com logaritmos daqui para Sabendo que log28 = 3 e log216 = 4, podemos
frente. Vamos estudá-las.
calcular Iog168 da seguinte forma:
1. Logaritmo de um produto x
Já sabemos que log2 16 = 4 e log28 = 3. Podemos log28 = x ⇒ 16 = 8
achar o log2( 16 . 8) da seguinte maneira: 4 3 4 x 3
x Mas como 16 = 2 e 8 = 2 , temos: (2 ) = 2
Se log2 (16 . 8) = x, então 2 = 16 . 8
4x 3 3
2 = 2 ou 4x = 3 ⇒ x=
4 3
Como 2 = 16 e 2 = 8, então : 4
x 4 3 3
2 = 2 . 2 ou x = 4 + 3 Portanto: log168 = ou ainda
4
Assim: log2(16 . 8) = 4 + 3 ou ainda:
log 28
log2(16 . 8) = log2 16 + log2 8 log 16 8 =
log 216
De um modo geral: De um modo geral, temos: log
log ba = ca
log cb
logC (a . b) = logC a + logC b

Matemática 74
1
Nessa expressão, c é a base em que pretendemos
c) log x =
(a b) 2 3
trabalhar. 1
c 2
Exercícios Resolvidos Solução:
1. Sabendo que log2 5 = 2,289 e log26 = 2,585, 1
calcular:
log x=
(a b)
2 3
( )
1
= log x a2b 3 − log x c 2 =
1

a) log230 1
Solução c2
Como 30 = 5 . 6, então log230 = log2 (5 . 6). 1
Aplicando a propriedade do logaritmo do produto,
vem:
=
1
3
( )
log x a2b − log x c 2 =

log2 30 = log2 (5 . 6) = log2 5 + log2 6 1

log2 30 = 2,289 + 2,585


1
(
= log x a2 + log xb − log x c 2 =
3
)
Resposta: log2 30 = 4,874
1 1
= ( 2 log x a + log x b ) − log x c =
3 2
5
b) log2  
6  a 
Solução: Aplicando a propriedade do logaritmo do d) log x  
quociente, vem :  bc 
5  a 
log2   = log25 - log26 = 2,289 - 2,585 Solução: log x   = log x a − log x bc =
6  bc 
5 1
Resposta: log2   = - 0,296 2
6 = log x a − log x (bc ) =
1
= log xa − log x (bc ) =
c) log2625 2
4
Solução Como 625 = 5 , temos : 1
4 = log x a − (log xb + log x c )
log2 625 = log2 5 2
Usando a propriedade do logaritmo de potência,
temos: 3. Dados log102 = 0,301 e log103 = 0,477, calcular
4
log2 625 = log2 5 = 4 log25 = 4 . 2,289 log10162.
Resposta: log2 625 = 9,156 Solução:
Decompondo 162 em fatores primos, encontramos
4 4
d) log65 162 = 2 . 3 . Então: log10 162 = log10 ( 2 . 3 )
Solução: Usando a propriedade da mudança de Aplicando as propriedades, vem :
base, temos: log10162 = log102 + 4log103
log 25 2,289 log10162 = 0,301 + 4 . 0,477
log 65 = = = 0,885
log 26 2,585 log10162 = 2,209
Resposta: log65 = 0,885
4. Encontrar um número x > 0 tal que:
2. Desenvolver as expressões abaixo usando as log5 x + log5 2 = 2
propriedades dos logaritmos: Solução: Utilizando ao contrário a propriedade do
 ab  logaritmo do produto, teremos:
a) log x   log5 x + log5 2 = 2
 c 
2 25
 ab  log5(x . 2) = 2 ou x . 2 = 5 e x =
Solução: log x   =logX(ab)-logXc=logXa+logXb– logXc 2
 c 
5. Resolva a equação:
2
 a2b3  log2(x + 2x + 7) – log2 ( x - 1) = 2
b) log x  
Solução:
 c4 
  Antes de começar a resolver esta equação,
Solução: devemos nos lembrar de que não podemos encontrar
 a2b3  logaritmos de números negativos. Por isso, o valor de x
log x  = 2
que encontraremos não poderá tornar x + 2x + 7 ou x -
 c4 
  1 negativos.
2 3 4 2 3 4
= logx(a b ) – logxc = logxa + logxb – logxc =
= 2logxa + 3logxb – 4logxc Aplicando a propriedade do logaritmo do quociente
no sentido inverso, teremos:

Matemática 75
2
log2(x + 2x - 7) – log2 ( x - 1) = 2 b) log 10 27 g) log 32
 x 2 + 2x − 7   1
log  =2 ou c) log 10  h) log 23
2  
 x - 1   16 
3  10 
x 2 + 2x − 7 x 2 + 2x − 7 d) log 10  i) log 105  sugestão : 5 = 
= 22 ⇒ =4 2  2 
x -1 x -1
e) log 1054 j) log 10 45
x 2 + 2x − 7 = 4( x − 1) ⇒ x 2 + 2x − 7 = 4 x − 4
x 2 − 2x − 3 = 0 6. Encontrar o valor de x tal que :
a) log3x + log34 = 2
Aplicando a fórmula de Báskara para resolução de b) log32 – log3x = 4
c) log3x - 1 = log32
− b ± b2 − 4ac
equações do segundo grau, x= , na d) log4(x + 1) = log45
2a e) log10 3 + log10(2x +1) = log10(2 - x)
2
qual a é o coeficiente de x , b é o coeficiente de x e c, o
termo independente de x, vem : FUNÇÃO LOGARITMICA
x1 = 3 Chamamos de função logarítmica a junção que a
2 ± (− 2)2 − 4 ⋅ 1 ⋅ (− 3 ) 2 ± 4 cada número real e positivo x associa o seu logaritmo a
x= =
2 ⋅1 2 certa base positiva e diferente de 1.
x2 = − 1 Assim = y = logax, x > 0, a > 0, a ≠ 1
2
Observe que x2 = -1 torna as expressões x - 1 e x -
2 Vamos construir o gráfico de algumas funções
2x - 7, em log2(x - 1)e Iog2(x + 2x - 7), negativas. Por
isso, deveremos desprezar esse valor e considerar logarítmicas.
apenas x1 = 3.
Resposta: x = 3. Gráfico 1 y = log2x
x log2x
6. Resolver a equação : 8 3
log4x = log2 3 4 2
Solução: 2 1
Primeiramente vamos igualar as bases desses 1 0
logaritmos, passando-os para base 2. 1
log 2 x log 2 x 2 -1
= log 23 ⇒ = log 23
log 2 4 2 1
-2
log 2 x = 2 log 23 ⇒ log 2 x = log 232 4
log2 x = log2 9

Comparando os dois termos da igualdade,


concluímos que x = 9.
Resposta: x = 9.

Exercícios Propostos
4. Aplicar as propriedades dos logaritmos para
desenvolver as expressões:
Gráfico 2 y = log 1 x
a) log c a2b ( )  ab 
f) log c 
 d 
 2
  x log 1 x
b) log c (a b )
3 4
g) log c ab( )
n 2

 3  8 -3
 a   a  4 -2
c) log c   h) log c  
 b2   3 b2 2 1
  1 0
 1  1
d) log c a i) log c  
 abc  2 -1
 a  1
e) log c   -2
 b2d3  4

5. Sendo dado log102 = 0,301 e log103 = 0,477,


calcular:
a) log 106 f) log 10 8

Matemática 76
a) 2logc a + logc b b) 3logc a + 4 logc b
1
c) logc a - logc b d) logc a
2
e) logc a - 2 logc b –3logc d
1 1
f) logc a + logc b – logc d
2 2
3 2
g) logc a + n logc b h) logc a - logc b
2 3
Perceba que y = log2x é crescente. Então, podemos i) - logc a - logc b –1
dizer que se b > c então log2b > log2c. Isso de fato
acontece sempre que a base do logaritmo é um 5)
número maior que 1. a) 0,778 f) 0,451
b) 1,431 g) 0,631
Em contrapartida, y = log 1 x é decrescente. c) –1,204 h) 1,585
2 d) 0,176 i) 0,699
Então, podemos dizer que se b > c, então e) 1.732 j) 1,653
log 1 b < log 1 c Isso acontece sempre que a base é um
2 2
6)
número entre 0 e 1. 9 2 −1
a) b) c) 6 d) 4 e)
4 81 7
Exercícios Propostos
16. Construir os gráficos das funções ; 16)
a) y = log3x b) y = log 1 x a) b)
3
17. Verifique se as afirmações abaixo são
verdadeiras ou falsas:
a) log25 > log23 b) log 1 5 > log 1 3
2 2
c) log0,40,31 > log0,40,32 d)Iog403100>Iog403000
e) log41,4> log51,4 f) log0,40,5 < log0,40,6 17)
a) V b) F c) V d) V e) V f) F
18. Construir num mesmo sistema de eixos os 18) (0, 1)
x
x  1
gráficos das funções f1(x) = 2 e f2(x) =   .
2
PROGRESSÕES
Encontrar o ponto (x , y) em que f1(x) = f2(x).
Observe a seguinte sequência: (5; 9; 13; 17; 21; 25; 29)
Respostas dos exercícios
1)
Cada termo, a partir do segundo, é obtido somando-
a) 5 i) –3
se 4 ao termo anterior, ou seja:
b) 1,5 −4
c) –2 j) an = an – 1 + 4 onde 2 ≤ n ≤ 7
3
d) 0,625
l) 2 Podemos notar que a diferença entre dois termos
e) 1
1 sucessivos não muda, sendo uma constante.
f) 1 m)
g) –1 4 a2 – a 1 = 4
1 n) 2 a3 – a 2 = 4
h) o) 2 ..........
3
2 a7 – a 6 = 4
p)
3
2) Este tipo de sequência tem propriedades
a) 4 f) 1 interessantes e são muito utilizadas, são chamadas de
1 g) 18 PROGRESSÕES ARITMÉTICAS.
b) h) 10
2
c) 4 2 Definição:
i) Progressão Aritmética ( P.A.) é toda sequência
d) 256 2
e) 13 onde, a partir do segundo, a diferença entre um termo
j) 1
e seu antecessor é uma constante que recebe o nome
3) 16 de razão.
4) AN – AN -1 = R ou AN = AN – 1 + R

Matemática 77
Exemplos: extremos é uma constante igual à soma dos extremos.
a) ( 2, 5, 8, 11, 14, . . . . ) a1 = 2 e r = 3
1 1 3 1 1 1 Exemplo:
b) ( , , , ,. . . . ) a1 = e r= ( –3, 1, 5, 9, 13, 17, 21, 25, 29 )
16 8 16 4 16 16
– 3 e 29 são extremos e sua soma é 26
c) ( -3, -3, -3, -3, ......) a1 = –3 e r = 0 1 e 25 são equidistantes e sua soma é 26
d) ( 1, 3, 5, 7, 9, . . . . ) a1 = 1 e r = 2 5 e 21 são equidistantes e sua soma é 26
Dessa propriedade podemos escrever também que:
Classificação Se uma PA finita tem número ímpar de termos
As Progressões Aritméticas podem ser classificadas então o termo central é a média aritmética dos
em três categorias: extremos.
1.º) CRESCENTES são as PA em que cada termo
é maior que o anterior. É imediato que isto VI - INTERPOLACÃO ARITMÉTICA
ocorre somente se r > 0. Dados dois termos A e B inserir ou interpolar k
(0, 5, 10, 15, 20, 25, 30 ) meios aritméticos entre A e B é obter uma PA cujo
(2, 4, 6, 8, 10, 12, 14 ) primeiro termo é A, o último termo é B e a razão é
2.º) DECRESCENTES são as PA em que cada calculada através da relação:
termo é menor que o anterior. Isto ocorre se r < B−A
0.
( 0, - 2, - 4, - 6, - 8, - 10, - 12) K +1
( 13, 11, 9, 7, 5, 3, 1 ) Exemplo:
3.º) CONSTATES são as PA em que cada termo é Interpolar (inserir) 3 meios aritméticos entre 2 e 10
igual ao anterior. É fácil ver que isto só ocorre de modo a formar uma Progressão Aritmética.
quando r = 0.
( 4, 4 , 4, 4, 4, 4 ) Solução:
( 6, 6, 6, 6, 6, 6, 6 ) 1º termo A = 2
B−A
Aplicando a fórmula: último termo B = 10
As PA também podem ser classificadas em: K +1
k meios = 3
a) FINITAS: ( 1, 3, 5, 7, 9, 11)
Substituindo na forma acima vem:
b) INFINITAS: ( 6, 10 , 14 , 18 , ...)
B−A 10 − 2 8
⇒ = = 2
lV - TERMO GERAL K +1 3 +1 4
Podemos obter uma relação entre o primeiro termo portanto a razão da PA é 2
e um termo qualquer, assim:
a2 = a1 + r A Progressão Aritmética procurada será: 2, 4, 6, 8,
10.
a3 = a2 + r = ( a1 + r ) + r = a1 + 2r
a4 = a3 + r = ( a1 + 2r ) + r = a1 + 3r VII –SOMA DOS N PRIMEIROS TERMOS DE UMA
a5 = a4 + r = ( a1 + 3r ) + r = a1 + 4r PA
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Podemos determinar a fórmula da soma dos n
a10 = a9 + r = ( a1 + 8r ) + r = a1 + 9r primeiros termos de uma PA Sn da seguinte forma:
logo AN = A 1 + ( N – 1) . R Sn = a1 + a2 + a3 +....+ an -2 + an -1 + an ( + )
Sn = an -2 + an -1 + an +....+ a1 + a2 + a3
que recebe o nome de fórmula do Termo Geral de
uma Progressão Aritmética.
2Sn = (a1+ an) + (a1+ an)+ (a1 + an)+....+ (a1+ an)
V - TERMOS EQUIDISTANTES
Em uma PA finita, dois termos são chamados Observe que aqui usamos a propriedade dos termos
equidistantes dos extremos, quando o número de equidistantes, assim: 2Sn = n (a1+ an)
termos que precede um deles é igual ao número de ( A + AN ) ⋅ N
termos que sucede o outro. logo: SN = 1
2
Por exemplo: Dada a PA EXERCICIOS
( a1, a2, a3, a4, a5, a6, a7, a8 ) Não esquecer as denominações:
an → termo de ordem n
a1 → 1º termo
n → número de termos
r → razão

a2 e a7 são equidistantes dos extremos 1) Determinar o 20º termo (a20) da PA (2, 5, 8, ...)
a3 e a6 são equidistantes dos extremos Resolução:
a1 = 2 an = a1 + (n – 1) . r
E temos a seguinte propriedade para os termos r=5–2=8–5=3 a20 = 2 + (20 – 1) . 3
equidistantes: A soma de dois termos equidistantes dos
Matemática 78
n = 20 a20 = 2 + 19 . 3 a2 6
= = 3
a20 = ? a20 = 2 + 57 a1 2
a20 = 59 a3 18
= = 3
a2 6
2) Escrever a PA tal que a1 = 2 e r = 5, com sete
a4 54
termos. = = 3
Solução: a2 = a1 + r = 2 + 5= 7 a3 18
a3 = a2 + r = 7 + 5 = 12 a5 162
= = 3
a4 = a3 + r = 12 + 5 = 17 a4 54
a5 = a4 + r = 17 + 5 = 22
a6 = a5 + r = 22 + 5 = 27 Sequências onde o quociente entre dois termos
consecutivos é uma constante também possuem
a7 = a6 + r = 27 + 5 = 32
propriedades interessantes. São também úteis para a
Matemática recebem um nome próprio:
Logo, a PA solicitada no problema é: (2, 7, 12, 17, PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS.
22, 27, 32).
PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS é toda sequência
3) Obter a razão da PA em que o primeiro termo é em que cada termo, a partir do segundo, é igual ao
– 8 e o vigésimo é 30. produto do seu termo precedente por uma constante.
Solução: Esta constante é chamada razão da progressão
a20 = a1 + 19 r = ⇒ 30 = – 8 + 19r ⇒ geométrica.
⇒ 30 + 8 = 19r ⇒ 38 = 19r ⇒ r = 38 = 2
19 Em símbolos:
AN = A N - 1 . Q N = 1, 2, 3, . . .
4) Calcular r e a5 na PA (8, 13, 18, 23, ....) a 2 a3 a 4
Solução: ou seja: = = =. . .= q
a1 a2 a3
r = 23 – 18 = 13 – 8 = 5

CLASSIFICAÇÃO E TERMO GERAL


a5 = a4 + r
Quanto ao número de termos, podemos classificar a
a5 = 23 + 5 Progressão Geométrica em:
a5 = 28 - FINITA: quando o nº de termo for finito: 2, 4, 8,
16, 32, 64 ( 6 termos)
5) Achar o primeiro termo de uma PA tal que - INFINITA: quando o número de termos for
r = – 2 e a10 = 83. infinito: 2, 4, 8, 16, 32, 64, . . .
Solução:
Aplicando a fórmula do termo geral, teremos que o Quanto à razão, podemos classificar a PG em:
décimo termo é: a10 = a1 + ( 10 – 1 ) r ou seja: - CRESCENTE: quando cada termo é maior que o
anterior: 2, 4, 8, 16, 32
83 = a1 + 9 . (–2) ⇒ – a1 = – 18 – 83 ⇒
- DECRESCENTE: quando cada termo é menor
⇒ – a1 = – 101 ⇒ a1 = 101 que o anterior: 16, 8, 4, 2, 1, 1/2, 1/4, ..,
- CONSTANTE: quando cada termo é igual ao
6) Determinar a razão (r) da PA, cujo 1º termo (a1) anterior: 3, 3, 3, 3, 3, . . . (q = 1)
é – 5 e o 34º termo (a34) é 45. - OSCILANTE OU ALTERNANTE: quando cada
Solução: termo, a partir do segundo tem sinal contrário ao
a1 = –5 a34 = – 5 + (34 – 1) .r do termo anterior.
a34 = 45 45 = – 5 + 33 . r
Em alguns problemas, seria útil existir uma relação
n = 34 33 r = 50
entre o primeiro termo e um termo qualquer. Vejamos
50 como obtê-la.
R=? r=
33 a2 = a1 . q
2
a3 = a2 . q = ( a1 . q ) . q = a1 . q
PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS 2 3
a4 = a3 . q = ( a1 . q ) . q = a1 . q
3 4
a5 = a4 . q = ( a1 . q ) . q = a1 . q
1 - DEFINIÇÃO
. . . . . . . . . . . . .
Vejamos a sequência 2, 6, 18, 54, 162 n -2 n -1
an = an -1 . q = ( a1 . q ) . q = a1 . q
Onde cada termo, a partir do 2.º, é obtido AN = A1 . Q N -1
multiplicando-se o termo anterior por 3, ou seja:
an = an – 1 . 3 n = 2, 3, . . . , 5 Esta última expressão é chamada termo geral de
uma Progressão Geométrica.
Observe que o quociente entre dois termos
sucessivos não muda, sendo uma constante. EXERCÍCIOS

Matemática 79
1) Determinar o 9.º termo (a9) da P.G. (1, 2, 4, 8;....). Pn = a1n. q1+ 2 + 3 + . . . + (n -1)
Solução:
an → termo de ordem n Mas 1 + 2 + 3 + .... + (n –1) é uma PA de (n –1)
a1 → 1º termo termos e razão 1. Considerando a fórmula da soma dos
n → número de termos termos de uma PA, temos:
q → razão
S=
(a1 + an )n
⇒S=
[ 1+ ( n - 1) ] ⋅ n - 1 ⇒ S = n (n − 1)
n –1 2 2 2
FÓRMULA DO TERMO GERAL: an = a1 . q
a1 = 1 q=4=2=2 n=9 a9 = ? Assim, podemos afirmar que:
2 1
9 –1 8
n ( n -1)
a9 = 1 . 2 ⇒ a9 = 1 . 2 ⇒
PN = A N • Q 2
a9 = 1 . 256 ∴ a9 = 256 1
2) Determinar a1 (1º termo) da PG cuja a8 (8º termo) V - INTERPOLAÇÃO GEOMÉTRICA.
é 729, sabendo-se que a razão é 3. Inserir ou interpolar k meios geométricos entre os
Solução: números A e B, significa obter uma PG de k+2 termos,
a1 = ? q=3 n=8 a8 = 729 onde A é o primeiro termo e B é o último e a razão é
8 –1 B
a8 = a1 . 3 dada por: QK +1 =
7 A
729 = a1 . 3
6 7
3 = a1 . 3
6 7 VI - SOMA DOS N PRIMEIROS TERMOS DE UMA PG
a1 = 3 : 3 Seja uma PG de n termos a1 , a2, a3, ...., an
–1 1
a1 = 3 ⇒ a1 =
3 A soma dos n primeiros termos será indicada por:
Sn = a1 + a2 + a3 + .... + an
3) Determinar a razão de uma PG com 4 termos
cujos extremos são 1 e 64. Observe que, se q = 1, temos S = n . a1.
4 –1
Solução: a4 = a1 . q Suponhamos agora que, na progressão dada,
4 –1 tenhamos q ≠ 1. Multipliquemos ambos os membros
64 = 1 . q
3 3 por q.
4 =1 .q
3 3 Sn . q = a1 . q + a2 . q + a3 . q +....+ an –1 . q + an . q
4 =q
q =4 Como a1 . q = a2 , a2 . q = a3 , ... an –1 . q = an
temos:
TERMOS EQUIDISTANTES Sn . q = a2 + a3 + a4 +....+ an + an . q
Em toda PG finita, o produto de dois termos
equidistantes dos extremos é igual ao produto dos E sendo a2 + a3 + a4 +....+ an = Sn – a1 , vem:
extremos. Sn . q = S n – a 1 + a n . q
Sn - S n . q = a 1 - a n . q
Exemplo:
a -a . q
( 1, 3, 9, 27, 81, 243 ) Sn = 1 n ( q ≠ 1)
1 e 243 extremos → produto = 243 1- q
3 e 81 equidistantes → produto = 3 . 81 = 243 a1 - a1 . qn -1 ⋅ q
9 e 27 equidistantes → produto = 9 . 27 = 243 Sn =
1- q
Desta propriedade temos que: a1 - a1 . qn
Sn =
Em toda Progressão Geométrica finita com número 1- q
ímpar de termos, o termo médio é a média geométrica
dos extremos. 1 - qn
Sn = a1 ⋅ ( q ≠ 1)
1- q
Exemplo: ( 3, 6, 12, 24, 48, 96, 192)
2
24 = 3 . 192
VII - SOMA DOS TERMOS DE UMA PG INFINITA
IV - PRODUTO DOS N PRIMEIROS TERMOS COM - 1 < Q < 1
DE UMA PG Vejamos como calcular S = 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + . . .
Sendo a1, a2, a3, ..., an uma PG de razão q, 2 4 8 16
indicamos o produto dos seus n primeiros termos por:
Pn = a1 . a2 . a3 . ... . an Neste caso, temos a soma dos termos de uma PG
1
0bserve que: infinita com q = .
2 3 n –1
2
Pn = a1. ( a1 . q ) . (a1 . q ) . (a1 . q ) ... (a1 . q )
1 2 3 n –1
Pn = ( a1. a1 . a1 . . . . a1 ) . ( q . q . q . . . q ) Multiplicando por 2 ambos os membros, temos:

Matemática 80
2 ⋅ ( 1 - 28 ) 2 ⋅ ( 1 - 256)
1 1 1 1 S8 = = =
2S = 2 + 1 + + + + + . .. 1- 2 -1
2 4 8 16
2 ⋅ ( - 255)
S = = 510 ∴ S8 = 510
−1
2S=2+S ⇒ S=2
1 1 1 1 1 1
Calculemos agora S = 1 + + + + ... 3) Determinar a razão da PG ( 2 ; 1; ; ; ; ... )
3 9 27 2 4 8
Multiplicando por 3 ambos os membros, temos: Solução: De a2 = a1. q tiramos que:
1 1 1 a 1 1
3 S = 3 +1 + + + +... q= 2 = ⇒ q=
3 9 27 a1 2 2
S 1
4) Achar o sétimo termo da PG ( ; 1 ; 2 ; . . .)
3 2
3S = 3 + S ⇒ 2S = 3 ⇒ S =
2 Solução:
1
A PG é tal que a1 = e q=2
Vamos obter uma fórmula para calcular a soma dos 2
termos de uma PG infinita com -1 < q < 1, Neste caso a Aplicando então a fórmula do termo geral,
soma converge para um valor que será indicado por S teremos que o sétimo termo é:
S = a1 + a2 + a3 +....+ an + . . . 1 1
2 n –1 a7 = a1 ⋅ q(7 - 1) = ⋅ 26 = ⋅ 64
S = a1 + a1 . q + a1 . q +....+ a1 . q +... 2 2
portanto ( ∴ ) a7 = 32
multiplicando por q ambos os membros, temos:
2 3 n
Sq = a1q+ a1 q + a1 q +....+ a1 q + . . . ⇒
⇒ Sq = S – a1 ⇒ S – Sq = a1
a
⇒ S(1 – q) = a1 ⇒ S = 1
1− q
ANÁLISE COMBINATÓRIA
Resumindo:
se - 1 < q < 1, temos:
Princípio fundamental da contagem (PFC)
Se um primeiro evento pode ocorrer de m maneiras
a1
S = a1 + a2 + a3 + .... + an + . . . = diferentes e um segundo evento, de k maneiras diferen-
1− q tes, então, para ocorrerem os dois sucessivamente,
existem m . k maneiras diferentes.
EXERCÍCIOS
1) Determinar a soma dos termos da PG Aplicações
1 1 1 1) Uma moça dispõe de 4 blusas e 3 saias. De
( 1, , , . . . . , ) quantos modos distintos ela pode se vestir?
2 4 64
1
Solução: a1 = 1 q= Solução:
2 A escolha de uma blusa pode ser feita de 4 manei-
a1 - an . q ras diferentes e a de uma saia, de 3 maneiras diferen-
Sn =
1- q tes.
1 1 1
1- . 1- Pelo PFC, temos: 4 . 3 = 12 possibilidades para a
Sn = 64 2 ⇒ Sn = 128 escolha da blusa e saia. Podemos resumir a resolução
1 1 no seguinte esquema;
1-
2 2
127 Blusa saia
127 127
Sn = 128 = ⋅ 2 ⇒ Sn = ou
1 128 64
2
Sn = 1,984375 4 . 3 = 12 modos diferentes

2) Existem 4 caminhos ligando os pontos A e B, e


2) Determinar a soma dos oito primeiros termos da 5 caminhos ligando os pontos B e C. Para ir de
2 3
PG (2, 2 , 2 , . . .). A a C, passando pelo ponto B, qual o número
Solução: de trajetos diferentes que podem ser realiza-
a1 = 2 q = 2 n=8 dos?
a1 ⋅ ( 1 - qn )
Sn = Solução:
1- q Escolher um trajeto de A a C significa escolher um
caminho de A a B e depois outro, de B a C.

Matemática 81
Como para cada percurso escolhido de A a B temos
ainda 5 possibilidades para ir de B a C, o número de
trajetos pedido é dado por: 4 . 5 = 20.

Esquema:
Percurso Percurso
AB BC

4 . 5 = 20
6) Quantos números de 3 algarismos distintos po-
3) Quantos números de três algarismos podemos demos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6,
escrever com os algarismos ímpares? 7, 8 e 9?

Solução: Solução:
Os números devem ser formados com os algaris- Existem 9 possibilidades para o primeiro algarismo,
mos: 1, 3, 5, 7, 9. Existem 5 possibilidades para a esco- apenas 8 para o segundo e apenas 7 para o terceiro.
lha do algarismo das centenas, 5 possibilidades para o Assim, o número total de possibilidades é: 9 . 8 . 7 =
das dezenas e 5 para o das unidades. 504

Assim, temos, para a escolha do número, 5 . 5 . 5 = Esquema:


125.
algarismos algarismos algarismos
da centena da dezena da unidade

5 . 5 . 5 = 125 7) Quantos são os números de 3 algarismos distin-


tos?
4) Quantas placas poderão ser confeccionadas se
forem utilizados três letras e três algarismos pa- Solução:
ra a identificação de um veículo? (Considerar 26 Existem 10 algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.
letras, supondo que não há nenhuma restrição.) Temos 9 possibilidades para a escolha do primeiro
algarismo, pois ele não pode ser igual a zero. Para o
Solução: segundo algarismo, temos também 9 possibilidades,
Como dispomos de 26 letras, temos 26 possibilida- pois um deles foi usado anteriormente.
des para cada posição a ser preenchida por letras. Por
outro lado, como dispomos de dez algarismos (0, 1, 2, Para o terceiro algarismo existem, então, 8 possibi-
3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9), temos 10 possibilidades para cada lidades, pois dois deles já foram usados. O numero
posição a ser preenchida por algarismos. Portanto, pelo total de possibilidades é: 9 . 9 . 8 = 648
PFC o número total de placas é dado por:
Esquema:

5) Quantos números de 2 algarismos distintos po- 8) Quantos números entre 2000 e 5000 podemos
demos formar com os algarismos 1, 2, 3 e 4? formar com os algarismos pares, sem os
repetir?
Solução:
Observe que temos 4 possibilidades para o primeiro Solução:
algarismo e, para cada uma delas, 3 possibilidades Os candidatos a formar os números são : 0, 2, 4, 6 e
para o segundo, visto que não é permitida a repetição. 8. Como os números devem estar compreendidos entre
2000 e 5000, o primeiro algarismo só pode ser 2 ou 4.
Assim, o número total de possibilidades é: 4 . 3 =12
Assim, temos apenas duas possibilidades para o
primeiro algarismo e 4 para o segundo, três para o
Esquema:
terceiro e duas paia o quarto.

O número total de possibilidades é: 2 . 4 . 3 . 2 = 48


Matemática 82
Esquema: em o zero como algarismo de dezena?
19) Quantos números de 5 algarismos distintos possu-
em o zero como algarismo das dezenas e come-
çam por um algarismo ímpar?
20) Quantos números de 4 algarismos diferentes tem
o algarismo da unidade de milhar igual a 2?
Exercícios 21) Quantos números se podem escrever com os alga-
1) Uma indústria automobilística oferece um determi- rismos ímpares, sem os repetir, que estejam com-
nado veículo em três padrões quanto ao luxo, três preendidos entre 700 e 1 500?
tipos de motores e sete tonalidades de cor. Quan- 22) Em um ônibus há cinco lugares vagos. Duas pes-
tas são as opções para um comprador desse car- soas tomam o ônibus. De quantas maneiras dife-
ro? rentes elas podem ocupar os lugares?
2) Sabendo-se que num prédio existem 3 entradas 23) Dez times participam de um campeonato de fute-
diferentes, que o prédio é dotado de 4 elevadores e bol. De quantas formas se podem obter os três
que cada apartamento possui uma única porta de primeiros colocados?
entrada, de quantos modos diferentes um morador 24) A placa de um automóvel é formada por duas letras
pode chegar à rua? seguidas e um número de quatro algarismos. Com
3) Se um quarto tem 5 portas, qual o número de ma- as letras A e R e os algarismos pares, quantas pla-
neiras distintas de se entrar nele e sair do mesmo cas diferentes podem ser confeccionadas, de modo
por uma porta diferente da que se utilizou para en- que o número não tenha nenhum algarismo repeti-
trar? do?
4) Existem 3 linhas de ônibus ligando a cidade A à 25) Calcular quantos números múltiplos de 3 de quatro
cidade B, e 4 outras ligando B à cidade C. Uma algarismos distintos podem ser formados com 2, 3,
pessoa deseja viajar de A a C, passando por B. 4, 6 e 9.
Quantas linhas de ônibus diferentes poderá utilizar 26) Obtenha o total de números múltiplos de 4 com
na viagem de ida e volta, sem utilizar duas vezes a quatro algarismos distintos que podem ser forma-
mesma linha? dos com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
5) Quantas placas poderão ser confeccionadas para a
identificação de um veículo se forem utilizados du- ARRANJOS SIMPLES
as letras e quatro algarismos? (Observação: dis-
pomos de 26 letras e supomos que não haverá ne- Introdução:
nhuma restrição) Na aplicação An,p, calculamos quantos números de 2
6) No exercício anterior, quantas placas poderão ser algarismos distintos podemos formar com 1, 2, 3 e 4.
confeccionadas se forem utilizados 4 letras e 2 al- Os números são :
garismos? 12 13 14 21 23 24 31 32 34 41 42 43
7) Quantos números de 3 algarismos podemos formar
com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? Observe que os números em questão diferem ou
8) Quantos números de três algarismos podemos pela ordem dentro do agrupamento (12 ≠ 21) ou pelos
formar com os algarismos 0, 1, 2, 3, 4 e 5? elementos componentes (13 ≠ 24). Cada número se
9) Quantos números de 4 algarismos distintos pode- comporta como uma sequência, isto é :
mos escrever com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? (1,2) ≠ (2,1) e (1,3) ≠ (3,4)
10) Quantos números de 5 algarismos não repetidos
podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 A esse tipo de agrupamento chamamos arranjo
e 7? simples.
11) Quantos números, com 4 algarismos distintos, po-
demos formar com os algarismos ímpares? Definição:
12) Quantos números, com 4 algarismos distintos, po- Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se ar-
demos formar com o nosso sistema de numera- ranjo simples dos n elementos de /, tomados p a p, a
ção? toda sequência de p elementos distintos, escolhidos
13) Quantos números ímpares com 3 algarismos distin- entre os elementos de l ( P ≤ n).
tos podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5
e 6? O número de arranjos simples dos n elementos,
14) Quantos números múltiplos de 5 e com 4 algaris- tomados p a p, é indicado por An,p
mos podemos formar com os algarismos 1, 2, 4, 5
e 7, sem os repetir? Fórmula:
15) Quantos números pares, de 3 algarismos distintos,
podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 A n ,p = n . (n -1) . (n –2) . . . (n – (p – 1)),
e 7? E quantos ímpares? p ≤ n e {p, n} ⊂ IN
16) Obtenha o total de números de 3 algarismos distin-
tos, escolhidos entre os elementos do conjunto (1,
2, 4, 5, 9), que contêm 1 e não contêm 9. Aplicações
17) Quantos números compreendidos entre 2000 e 1) Calcular:
7000 podemos escrever com os algarismos ímpa- a) A7,1 b) A7,2 c) A7,3 d) A7,4
res, sem os repetir? Solução:
18) Quantos números de 3 algarismos distintos possu- a) A7,1 = 7 c) A7,3 = 7 . 6 . 5 = 210
Matemática 83
b) A7,2 = 7 . 6 = 42 d) A7,4 = 7 . 6 . 5 . 4 = 840 5! 11! + 10 !
b) d)
4! 10 !
2) Resolver a equação Ax,3 = 3 . Ax,2.
Solução:
Solução:
a) 5 ! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120
x . ( x - 1) . ( x – 2 ) = 3 . x . ( x - 1) ⇒
5! 5 ⋅ 4!
⇒ x ( x – 1) (x –2) - 3x ( x – 1) =0 b) = =5
∴ x( x – 1)[ x – 2 – 3 ] = 0 4! 4!
8! 8 ⋅7 ⋅ 6!
c) = = 56
x = 0 (não convém) 6! 6!
ou 11! + 10 ! 11 ⋅ 10 ! + 10 ! 10 ! (11 + 1)
x = 1 ( não convém) d) = = = 12
10 ! 10! 10 !
ou
x = 5 (convém) n! n ⋅ ( n - 1)( n - 2 )!
e) = = n2 − n
S = {5} (n - 2)! ( n - 2 )!
3) Quantos números de 3 algarismos distintos 2) Obter n, de modo que An,2 = 30.
podemos escrever com os algarismos 1, 2, 3, 4,
5, 6, 7, 8 e 9? Solução:
Utilizando a fórmula, vem :
Solução: n! n ( n - 1) ( n - 2) !
Essa mesma aplicação já foi feita, usando-se o prin- = 30 ⇒ = 30 ∴
(n - 2)! (n - 2)!
cipio fundamental da contagem. Utilizando-se a fórmu-
la, o número de arranjos simples é: n=6
2
A9, 3 =9 . 8 . 7 = 504 números n – n – 30 = 0 ou
n = –5 ( não convém)
Observação: Podemos resolver os problemas sobre
arranjos simples usando apenas o principio fundamen- 3) Obter n, tal que: 4 . An-1,3 = 3 . An,3.
tal da contagem.
Solução:
Exercícios 4 ⋅ ( n - 1 )! n! 4 ⋅ ( n - 3 )! n!
= 3⋅ ⇒ = 3⋅ ∴
1) Calcule: ( n - 4) ! ( n - 3)! ( n - 4) ! ( n - 1) !
a) A8,1 b) A8,2 c ) A8,3 d) A8,4
4 ⋅ ( n - 3 )( n - 4 ) ! n ( n - 1) !
2) Efetue: = 3⋅
A 8,2 + A 7,4
( n - 4)! ( n - 1) !
a) A7,1 + 7A5,2 – 2A4,3 – A 10,2 b) ∴ 4n − 12 = 3n ∴ n = 12
A 5,2 − A10,1
( n + 2 )! - ( n + 1) !
3) Resolva as equações: 4) Obter n, tal que : =4
n!
a) Ax,2 = Ax,3 b) Ax,2 = 12 c) Ax,3 = 3x(x – 1)
Solução:
FATORIAL
( n + 2 ) ( n +1) ⋅ n !- ( n + 1 ) ⋅ n !
= 4∴
Definição: n!
• Chama-se fatorial de um número natural n, n ≥
2, ao produto de todos os números naturais de 1 n ! ( n + 1 ) ⋅ [n + 2 - 1]
até n. Assim : ⇒ =4
• n ! = n( n - 1) (n - 2) . . . 2 . 1, n ≥ 2 (lê-se: n n!
fatorial)
• 1! = 1 n + 1 = 2 ∴ n =1
2
• 0! = 1 ∴ (n + 1 ) = 4
n + 1 = –2 ∴ n = –3 (não
Fórmula de arranjos simples com o auxílio de convém )
fatorial:
n! Exercícios
A N,P = , p ≤ n e { p, n} ⊂ lN 1) Assinale a alternativa correta:
( n − p) !
10 !
a) 10 ! = 5! + 5 ! d) =5
2!
Aplicações b) 10 ! = 2! . 5 ! e) 10 ! =10. 9. 8. 7!
1) Calcular: c) 10 ! = 11! -1!
8! n!
a) 5! c) e) 2) Assinale a alternativa falsa;
6! (n - 2)!
a) n! = n ( n-1)! d) ( n –1)! = (n- 1)(n-2)!

Matemática 84
b) n! = n(n - 1) (n - 2)! e) (n - 1)! = n(n -1) O número de permutações simples de n elementos
c) n! = n(n – 1) (n - 2) (n - 3)! é indicado por Pn.

3) Calcule: OBSERVA ÇÃO: Pn = An,n .


12 ! 7!
a) c) Fórmula:
10 ! 3! 4!
Aplicações
7! + 5! 8! - 6!
b) d) 1) Considere a palavra ATREVIDO.
5! 5! a) quantos anagramas (permutações simples)
podemos formar?
4) Simplifique: b) quantos anagramas começam por A?
n! n! c) quantos anagramas começam pela sílaba TRE?
a) d)
( n - 1) ! n ( n - 1) ! d) quantos anagramas possuem a sílaba TR E?
e) quantos anagramas possuem as letras T, R e E
juntas?
b)
( n + 2 )! n ! e)
5M ! - 2 ( M - 1 ) !
f) quantos anagramas começam por vogal e
[( n + 1 ) ! ]2 M! terminam em consoante?
n ! + ( n + 1)!
c) Solução:
n!
a) Devemos distribuir as 8 letras em 8 posições
disponíveis.
5) Obtenha n, em:
Assim:
(n + 1)!
a) = 10 b) n!+( n - 1)! = 6 ( n - 1)!
n!
n (n - 1)!
c) =6 d) (n - 1)! = 120
(n - 2)!
Ou então, P8 = 8 ! = 40.320 anagramas
1 n
6) Efetuando − , obtém-se: b) A primeira posição deve ser ocupada pela letra A;
n ! (n + 1)!
assim, devemos distribuir as 7 letras restantes em 7
1 2n + 1 posições, Então:
a) d)
(n + 1) ! (n + 1) !
1
b) e) 0
n!
n ! ( n + 1) !
c)
n -1 c) Como as 3 primeiras posições ficam ocupadas
pela sílaba TRE, devemos distribuir as 5 letras restan-
7) Resolva as equações: tes em 5 posições. Então:
a) Ax,3 = 8Ax,2 b) Ax,3 = 3 . ( x - 1)

(n + 2) ! + (n + 1) !
8) Obtenha n, que verifique 8n! =
n +1

9) O número n está para o número de seus


d) considerando a sílaba TRE como um único
arranjos 3 a 3 como 1 está para 240, obtenha n.
elemento, devemos permutar entre si 6 elementos,
PERMUTAÇÕES SIMPLES

Introdução:
Consideremos os números de três algarismos
distintos formados com os algarismos 1, 2 e 3. Esses
números são : 123 132 213 231 312 321
e) Devemos permutar entre si 6 elementos, tendo
A quantidade desses números é dada por A3,3= 6. considerado as letras T, R, E como um único elemento:

Esses números diferem entre si somente pela posi-


ção de seus elementos. Cada número é chamado de
permutação simples, obtida com os algarismos 1, 2 e 3.
Definição:
Seja I um conjunto com n elementos. Chama-se
permutação simples dos n elementos de l a toda a se- Devemos também permutar as letras T, R, E, pois
quência dos n elementos. não foi especificada a ordem :

Matemática 85
Aplicações
1) Obter a quantidade de números de 4 algarismos
formados pelos algarismos 2 e 3 de maneira
Para cada agrupamento formado, as letras T, R, E que cada um apareça duas vezes na formação
podem ser dispostas de P3 maneiras. Assim, para P6 do número.
agrupamentos, temos
P6 . P3 anagramas. Então: Solução:
P6 . P3 = 6! . 3! = 720 . 6 = 4 320 anagramas 2233 2323 2332
os números são 
f) A palavra ATREVIDO possui 4 vogais e 4 3322 3232 3223
consoantes. Assim:
A quantidade desses números pode ser obtida por:
4! 4 ⋅ 3 ⋅ 2!
P4(2,2 ) = = = 6 números
2! 2! 2! ⋅ 2 ⋅ 1

2) Quantos anagramas podemos formar com as


letras da palavra AMADA?
Exercícios solução:
1) Considere a palavra CAPITULO: Temos:
A, A, A M D
a) quantos anagramas podemos formar?
b) quantos anagramas começam por C? Assim: 3 1 1
c) quantos anagramas começam pelas letras C, A
5! 5 ⋅ 4 ⋅ 3!
e P juntas e nesta ordem? p5(3,1,1) = = = 20 anagramas
d) quantos anagramas possuem as letras C, A e P 3 ! 1! 1! 3!
juntas e nesta ordem?
e) quantos anagramas possuem as letras C, A e P 3) Quantos anagramas da palavra GARRAFA
juntas? começam pela sílaba RA?
f) quantos anagramas começam por vogal e ter-
minam em consoante? Solução:
2) Quantos anagramas da palavra MOLEZA Usando R e A nas duas primeiras posições, restam
começam e terminam por vogal? 5 letras para serem permutadas, sendo que:
3) Quantos anagramas da palavra ESCOLA
possuem as vogais e consoantes alternadas?
G A, A R F
{

{
{

4) De quantos modos diferentes podemos dispor Assim, 1 temos:


2 1 1
as letras da palavra ESPANTO, de modo que as 5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 !
vogais e consoantes apareçam juntas, em p5(2,1,1) = = 60 anagramas
2!
qualquer ordem?
5) obtenha o número de anagramas formados com Exercícios
as letras da palavra REPÚBLICA nas quais as 1) O número de anagramas que podemos formar
vogais se mantenham nas respectivas posições. com as letras da palavra ARARA é:
a) 120 c) 20 e) 30
PERMUTAÇÕES SIMPLES, COM ELEMENTOS RE- b) 60 d) 10
PETIDOS
2) O número de permutações distintas possíveis
Dados n elementos, dos quais : com as oito letras da palavra PARALELA,
α1 são iguais a a1 → a1 , a1 , . . ., a1 começando todas com a letra P, será de ;
α1 a) 120 c) 420 e) 360
α 2 são iguais a a2 → a2, a2 , . . . , a2 b) 720 d) 24
α2
3) Quantos números de 5 algarismos podemos
n!
pn (α1, α 2 , . . . αr ) = formar com os algarismos 3 e 4 de maneira que
α1 ! α ! . . . αr ! o 3 apareça três vezes em todos os números?
a) 10 c) 120 e) 6
b) 20 d) 24
. . . . . . . . . . . . . . . . .
ar → ar , ar , . . . , ar 4) Quantos números pares de cinco algarismos
αr são iguais a αr
podemos escrever apenas com os dígitos 1, 1,
2, 2 e 3, respeitadas as repetições
sendo ainda que: α1 + α 2 + . . . + αr = n, e indicando- apresentadas?
a) 120 c) 20 e) 6 b) 24 d) 12
se por pn (α1, α 2 , . . . α r ) o número das permutações
simples dos n elementos, tem-se que: 5) Quantos anagramas da palavra MATEMÁTICA

Matemática 86
terminam pela sílaba MA? 5! 5 ⋅ 4 ⋅ 3!
a) 10 800 c) 5 040 e) 40 320 C5,3 = = = 10 subconjunt os
3! 2! 3! ⋅ 2 ⋅ 1
b) 10 080 d) 5 400
Cn,3 4
COMBINAÇÕES SIMPLES 3) obter n, tal que =
Cn,2 3
Introdução: Solução:
Consideremos as retas determinadas pelos quatro n!
pontos, conforme a figura. 3! ( n - 3 )! 4 n! 2!( n - 2 )! 4
= ⇒ ⋅ = ∴
n! 3 3!( n - 3 ) n! 3
2! ( n - 2 )!
2 ⋅ ( n - 2 ) ( n - 3 )! 4
∴ = ∴n - 2 = 4
3 ⋅ 2 ⋅ ( n - 3 )! 3

n=6 convém
Só temos 6 retas distintas ( AB, BC, CD,
AC, BD e AD) porque AB e BA, . . . , CD e DC represen- 4) Obter n, tal que Cn,2 = 28.
tam retas coincidentes. Solução:
Os agrupamentos {A, B}, {A, C} etc. constituem n! n ( n -1 ) ( n - 2 ) !
= 28 ⇒ = 56 ∴
subconjuntos do conjunto formado por A, B, C e D. 2 ! ( n - 2 )! (n − 2) !
Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se combi-
nação simples dos n elementos de /, tomados p a p, a n=8
2
qualquer subconjunto de p elementos do conjunto l. n – n – 56 = 0

n = -7 (não convém)
Diferem entre si apenas pelos elementos
componentes, e são chamados combinações simples 5) Numa circunferência marcam-se 8 pontos, 2 a 2
dos 4 elementos tomados 2 a 2. distintos. Obter o número de triângulos que po-
demos formar com vértice nos pontos indicados:
O número de combinações simples dos n elementos
n
tomados p a p é indicado por Cn,p ou   .
p

OBSERVAÇÃO: Cn,p . p! = An,p.

Fórmula:

n!
C n ,p = , p≤n e { p, n } ⊂ lN Solução:
p! ( n - p )! Um triângulo fica identificado quando escolhemos 3
desses pontos, não importando a ordem. Assim, o nú-
Aplicações mero de triângulos é dado por:
1) calcular: 8! 8 ⋅ 7 ⋅ 6 . 5!
a) C7,1 b) C7,2 c) C7,3 d) C7,4 C 8,3 = = = 56
3!5 ! 3 ⋅ 2 . 5!
Solução:
6) Em uma reunião estão presentes 6 rapazes e 5
7! 7 ⋅ 6!
a) C7,1 = = =7 moças. Quantas comissões de 5 pessoas, 3 ra-
1! 6 ! 6! pazes e 2 moças, podem ser formadas?
7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 !
b) C7,2 = = = 21
2! 5! 2 ⋅ 1 ⋅ 5 ! Solução:
Na escolha de elementos para formar uma
7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4!
c) C7,3 = = = 35 comissão, não importa a ordem. Sendo assim :
3!4! 3 ⋅ 2 ⋅ 1 ⋅ 4 ! 6!
7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4! • escolher 3 rapazes: C6,3 = = 20 modos
d) C7,4= = = 35 3!3!
4!3! 4! ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1 5!
• escolher 2 moças: C5,2= = 10 modos
2! 3!
2) Quantos subconjuntos de 3 elementos tem um
conjunto de 5 elementos?
Como para cada uma das 20 triplas de rapazes te-

Matemática 87
mos 10 pares de moças para compor cada comissão, A
então, o total de comissões é C6,3 . C5,2 = 200.
A p,3
7) Sobre uma reta são marcados 6 pontos, e sobre 7) Obtenha o valor de p na equação: = 12 .
Cp,4
uma outra reta, paralela á primeira, 4 pontos.
a) Quantas retas esses pontos determinam?
b) Quantos triângulos existem com vértices em 8) Obtenha x na equação Cx,3 = 3 . Ax , 2.
três desses pontos?
9) Numa circunferência marcam-se 7 pontos
Solução: distintos. Obtenha:
a) C10,2 – C6,2 – C4,2 + 2 = 26 retas onde a) o número de retas distintas que esses
pontos determinam;
C6,2 é o maior número de retas possíveis de serem b) o número de triângulos com vértices nesses
determinadas por seis pontos C4,2 é o maior número pontos;
de retas possíveis de serem determinadas por c) o número de quadriláteros com vértices
quatro pontos . nesses pontos;
d) o número de hexágonos com vértices
nesses pontos.

b) C10,3 – C6,3 – C4,3 = 96 triângulos onde 10) A diretoria de uma firma é constituída por 7 dire-
tores brasileiros e 4 japoneses. Quantas comis-
C6,3 é o total de combinações determinadas por três sões de 3 brasileiros e 3 japoneses podem ser
pontos alinhados em uma das retas, pois pontos formadas?
colineares não determinam triângulo.
C4,3 é o total de combinações determinadas por três 11) Uma urna contém 10 bolas brancas e 4 bolas
pontos alinhados da outra reta. pretas. De quantos modos é possível tirar 5 bo-
las, das quais duas sejam brancas e 3 sejam
pretas?

12) Em uma prova existem 10 questões para que os


8) Uma urna contém 10 bolas brancas e 6 pretas. alunos escolham 5 delas. De quantos modos is-
De quantos modos é possível tirar 7 bolas das to pode ser feito?
quais pelo menos 4 sejam pretas?
13) De quantas maneiras distintas um grupo de 10
Solução: pessoas pode ser dividido em 3 grupos conten-
As retiradas podem ser efetuadas da seguinte do, respectivamente, 5, 3 e duas pessoas?
forma:
4 pretas e 3 brancas ⇒ C6,4 . C10,3 = 1 800 ou 14) Quantas diagonais possui um polígono de n la-
5 pretas e 2 brancas ⇒ C6,5 . C10,2 = 270 ou dos?
6 pretas e1 branca ⇒ C6,6 . C10,1 = 10
15) São dadas duas retas distintas e paralelas. So-
bre a primeira marcam-se 8 pontos e sobre a
Logo. 1 800 + 270 + 10 = 2 080 modos
segunda marcam-se 4 pontos. Obter:
a) o número de triângulos com vértices nos
Exercícios
pontos marcados;
1) Calcule:
b) o número de quadriláteros convexos com
a) C8,1 + C9,2 – C7,7 + C10,0
vértices nos pontos marcados.
b) C5,2 +P2 – C5,3
c) An,p . Pp
16) São dados 12 pontos em um plano, dos quais 5,
e somente 5, estão alinhados. Quantos triângu-
2) Obtenha n, tal que :
los distintos podem ser formados com vértices
a) Cn,2 = 21
em três quaisquer dos 12 pontos?
b) Cn-1,2 = 36
c) 5 . Cn,n - 1 + Cn,n -3 = An,3
17) Uma urna contém 5 bolas brancas, 3 bolas pre-
tas e 4 azuis. De quantos modos podemos tirar
3) Resolva a equação Cx,2 = x.
6 bolas das quais:
a) nenhuma seja azul
4) Quantos subconjuntos de 4 elementos possui
b) três bolas sejam azuis
um conjunto de 8 elementos?
c) pelo menos três sejam azuis
5) Numa reunião de 7 pessoas, quantas
18) De quantos modos podemos separar os
comissões de 3 pessoas podemos formar?
números de 1 a 8 em dois conjuntos de 4
elementos?
6) Um conjunto A tem 45 subconjuntos de 2
elementos. Obtenha o número de elementos de
19) De quantos modos podemos separar os

Matemática 88
números de 1 a 8 em dois conjuntos de 4
a)
[n !] c) ( n – 4 ) ! e) 4 !
elementos, de modo que o 2 e o 6 não estejam 24( n - 4 )
no mesmo conjunto?
n!
b) d) n !
20) Dentre 5 números positivos e 5 números (n-4)
negativos, de quantos modos podemos escolher
quatro números cujo produto seja positivo? 28) No cardápio de uma festa constam 10 diferentes
tipos de salgadinhos, dos quais apenas 4 serão
21) Em um piano marcam-se vinte pontos, não servidos quentes. O garçom encarregado de ar-
alinhados 3 a 3, exceto cinco que estão sobre rumar a travessa e servi-la foi instruído para que
uma reta. O número de retas determinadas por a mesma contenha sempre só dois tipos dife-
estes pontos é: rentes de salgadinhos frios e dois diferentes dos
a) 180 quentes. De quantos modos diversos pode o
b) 1140 garçom, respeitando as instruções, selecionar
c) 380 os salgadinhos para compor a travessa?
d) 190 a) 90 d) 38
e) 181 b) 21 e) n.d.a.
c) 240
22) Quantos paralelogramos são determinados por
um conjunto de sete retas paralelas, 29) Em uma sacola há 20 bolas de mesma dimen-
interceptando um outro conjunto de quatro retas são: 4 são azuis e as restantes, vermelhas. De
paralelas? quantas maneiras distintas podemos extrair um
a) 162 conjunto de 4 bolas desta sacola, de modo que
b) 126 haja pelo menos uma azul entre elas?
c) 106 20 ! 16 ! 1  20 ! 16 ! 
d) 84 a) − d) ⋅  − 
16 ! 12 ! 4 !  16 ! 12 ! 
e) 33
20 !
b) e)n.d.a.
23) Uma lanchonete que vende cachorro quente o- 4 ! 16 !
ferece ao freguês: pimenta, cebola, mostarda e 20 !
molho de tomate, como tempero adicional. c)
16 !
Quantos tipos de cachorros quentes diferentes
(Pela adição ou não de algum tempero) podem
ser vendidos? 30) Uma classe tem 10 meninos e 9 meninas.
a) 12 Quantas comissões diferentes podemos formar
b) 24 com 4 meninos e 3 meninas, incluindo obrigato-
c) 16 riamente o melhor aluno dentre os meninos e a
d) 4 melhor aluna dentre as meninas?
e) 10 a) A10,4 . A9,3 c) A9,2 – A8,3 e) C19,7
b) C10,4 - C9, 3 d) C9,3 - C8,2
24) O número de triângulos que podem ser traçados
utilizando-se 12 pontos de um plano, não ha- 31) Numa classe de 10 estudantes, um grupo de 4
vendo 3 pontos em linha reta, é: será selecionado para uma excursão, De quan-
a) 4368 tas maneiras distintas o grupo pode ser forma-
b) 220 do, sabendo que dos dez estudantes dois são
c) 48 marido e mulher e apenas irão se juntos?
d) 144 a) 126 b) 98 c) 115 d)165 e) 122
e) 180
25) O time de futebol é formado por 1 goleiro, 4 de- RESPOSTAS
fensores, 3 jogadores de meio de campo e 3 a-
tacantes. Um técnico dispõe de 21 jogadores, Principio fundamental da contagem
sendo 3 goleiros, 7 defensores, 6 jogadores de 1) 63 14) 24
meio campo e 5 atacantes. De quantas manei- 2) 12 15) 90 pares e 120 ím-
ras poderá escalar sua equipe? 3) 20 pares
a) 630 4) 72 16) 18
b) 7 000 5) 6 760 000 17) 48
c) 2,26 . 10
9 6) 45 697 600 18) 72
d) 21000 7) 216 19) 1 680
e) n.d.a. 8) 180 20) 504
9) 360 21) 30
26) Sendo 5 . Cn, n - 1 + Cn, n - 3, calcular n. 10) 2 520 22) 20
11) 120 23) 720
27) Um conjunto A possui n elementos, sendo n ≥ 12) 4 536 24) 48
4. O número de subconjuntos de A com 4 13) 60 25) 72
elementos é: 26) 96

Matemática 89
Arranjos simples
1) a) 8 c) 336
b) 56 d) 1680
Cinco são favoráveis á extração da bola vermelha.
2) a) 9 b) 89,6 Dizemos que a probabilidade da extração de uma bola
5 1
3) a) s = {3} b) S = {4} c) S = {5} vermelha é e a da bola branca, .
6 6
Fatorial
Se as bolas da urna fossem todas vermelhas, a ex-
1) e 2) e
tração de uma vermelha seria certa e de probabilidade
3) a) 132 b) 43 c) 35 d) 330
igual a 1. Consequentemente, a extração de uma bola
n+2 5M − 2 branca seria impossível e de probabilidade igual a zero.
4) a) n b) c) n + 2 d) 1 e)
n +1 M
5) n = 9 b) n = 5 c) n = 3 d) n = 6 Espaço amostral:
Dado um fenômeno aleatório, isto é, sujeito ás leis do
6) a acaso, chamamos espaço amostral ao conjunto de todos
os resultados possíveis de ocorrerem. Vamos indica-lo
7) a) S = {10} b) S = {3} pela letra E.

8) n = 5 EXEMPLOS:
Lançamento de um dado e observação da face
9) n = 17 voltada para cima:
E = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
Permutações simples
1) a) 40 320 d) 720 2) 144 Lançamento de uma moeda e observação da face
b) 5 040 e) 4 320 3) 72 voltada para cima :
c) 120 f) 11 520 4) 288 E = {C, R}, onde C indica cara e R coroa.
5) 120
Lançamento de duas moedas diferentes e
Permutações simples com elementos repetidos observação das faces voltadas para cima:
1) d 2) c 3) a 4) d 5) b E = { (C, C), (C, R), (R, C), (R, R) }

Combinações simples Evento:


n! p! 15) a) 160 b) 168 Chama-se evento a qualquer subconjunto do espaço
1) a) 44 c) 16) 210
(n − p)! amostral. Tomemos, por exemplo, o lançamento de um
17) a) 28 c) 252 dado :
b) 2
b) 224 • ocorrência do resultado 3: {3}
2) a) n = 7 b) n = 10
18) 70 • ocorrência do resultado par: {2, 4, 6}
c) n = 4
19) 55 • ocorrência de resultado 1 até 6: E (evento certo)
3) S = {3}
20) 105
4) 70 • ocorrência de resultado maior que 6 : φ (evento
21) e
5) 35 impossível)
22) b
6) 10
23) c
7) p=5 Como evento é um conjunto, podemos aplicar-lhe as
24) b
8) S={20} operações entre conjuntos apresentadas a seguir.
25) d
9) a) 21 c) 35 • União de dois eventos - Dados os eventos A e B,
26) n =4
b) 35 d) 7 chama-se união de A e B ao evento formado pe-
27) a
10) 140 los resultados de A ou de B, indica-se por A ∪ B.
28) a
11) 180
29) d
12) 252
30) d
13) 2 520
31) b
n(n − 3)
14)
2

PROBABILIDADE • Intersecção de dois eventos - Dados os eventos


A e B, chama-se intersecção de A e B ao evento
ESPAÇO AMOSTRAL E EVENTO formado pelos resultados de A e de B. Indica-se
Suponha que em uma urna existam cinco bolas ver- por A ∩ B.
melhas e uma bola branca. Extraindo-se, ao acaso, uma
das bolas, é mais provável que esta seja vermelha. Isto
irão significa que não saia a bola branca, mas que é
mais fácil a extração de uma vermelha. Os casos possí-
veis seu seis:

Matemática 90
Indicando o evento pela letra B, temos:
B = { (2, 5), (4, 3), (6, 1)} ⇒ n(B) = 3 elementos

Exercícios
1) Dois dados são lançados. O número de
elementos do evento "produto ímpar dos pontos
Se A ∩ B = φ , dizemos que os eventos A e B são mu- a) 6
obtidos nas faces voltadas para cima" é:
b) 9 c) 18 d) 27 e) 30
tuamente exclusivos, isto é, a ocorrência de um deles eli-
mina a possibilidade de ocorrência do outro. 2) Num grupo de 10 pessoas, seja o evento ''esco-
lher 3 pessoas sendo que uma determinada este-
ja sempre presente na comissão". Qual o número
de elementos desse evento?
a) 120 b) 90 c) 45 d) 36 e) 28

3) Lançando três dados, considere o evento "obter


pontos distintos". O número de elementos desse
• Evento complementar – Chama-se evento comple- evento é:
mentar do evento A àquele formado pelos resulta- a) 216 b) 210 c) 6 d) 30 e) 36
dos que não são de A. indica-se por A .
4) Uma urna contém 7 bolas brancas, 5 vermelhas
e 2 azuis. De quantas maneiras podemos retirar
4 bolas dessa urna, não importando a ordem em
que são retiradas, sem recoloca-las?
a) 1 001 d) 6 006
14 !
b) 24 024 e)
Aplicações 7! 5! 2!
1) Considerar o experimento "registrar as faces c) 14!
voltadas para cima", em três lançamentos de
uma moeda. PROBABILIDADE
a) Quantos elementos tem o espaço amostral? Sendo n(A) o número de elementos do evento A, e
b) Escreva o espaço amostral. n(E) o número de elementos do espaço amostral E ( A
⊂ E), a probabilidade de ocorrência do evento A, que se
Solução: indica por P(A), é o número real:
a) o espaço amostral tem 8 elementos, pois para
cada lançamento temos duas possibilidades e, n( A )
P( A )=
assim: 2 . 2 . 2 = 8. n(E )
b) E = { (C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R,
R,C), (R, C, R), (C, R, R), (R, R, R) } OBSERVAÇÕES:
1) Dizemos que n(A) é o número de casos favoráveis
2) Descrever o evento "obter pelo menos uma cara ao evento A e n(E) o número de casos possíveis.
no lançamento de duas moedas". 2) Esta definição só vale se todos os elementos do
espaço amostral tiverem a mesma probabilidade.
Solução:
Cada elemento do evento será representado por um 3) A é o complementar do evento A.
par ordenado. Indicando o evento pela letra A, temos: A
= {(C,R), (R,C), (C,C)} Propriedades:
3) Obter o número de elementos do evento "soma
de pontos maior que 9 no lançamento de dois
dados".

Solução: Aplicações
O evento pode ser tomado por pares ordenados com 4) No lançamento de duas moedas, qual a
soma 10, soma 11 ou soma 12. Indicando o evento pela probabilidade de obtermos cara em ambas?
letra S, temos:
S = { (4,6), (5, 5), (6, 4), (5, 6), (6, 5), (6, 6)} ⇒ Solução:
⇒ n(S) = 6 elementos Espaço amostral:
E = {(C, C), (C, R), (R, C), (R,R)} ⇒ n(E).= 4
4) Lançando-se um dado duas vezes, obter o nú-
mero de elementos do evento "número par no Evento A : A = {(C, C)} ⇒ n(A) =1
primeiro lançamento e soma dos pontos igual a n( A ) 1
7". Assim: P ( A ) = =
n(E ) 4
Solução:

Matemática 91
5) Jogando-se uma moeda três vezes, qual a probabilidade de se obter soma dos pontos igual
probabilidade de se obter cara pelo menos uma a 10?
vez?
Solução:
Solução: Considere a tabela, a seguir, indicando a soma dos
E = {(C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R, pontos:
C), (R, C, R), (C, R, R), (R. R, R)} ⇒ n(E)= 8 A
A = {(C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R, B 1 2 3 4 5 6
C), (R, C, R), (C, R, R) ⇒ n(A) = 7 1 2 3 4 5 6 7
n( A ) 7 2 3 4 5 6 7 8
P( A )= ⇒ P(A) = 3 4 5 6 7 8 9
n(E ) 8
4 5 6 7 8 9 10
6) (Cesgranrio) Um prédio de três andares, com 5 6 7 8 9 10 11
dois apartamentos por andar, tem apenas três 6 7 8 9 10 11 12
apartamentos ocupados. A probabilidade de que
cada um dos três andares tenha exatamente um Da tabela: n(E) = 36 e n(A) = 3
apartamento ocupado é : n( A ) 3 1
Assim: P ( A ) = = =
a) 2/5 c) 1/2 e) 2/3 n ( E ) 36 12
b) 3/5 d) 1/3
Exercícios
Solução: 1) Jogamos dois dados. A probabilidade de obtermos
O número de elementos do espaço amostral é dado pontos iguais nos dois é:
6! 1 1 7
por : n(E) = C6,3 = = 20 a) c) e)
3!3! 3 6 36
5 1
O número de casos favoráveis é dado por n (A) = 2 . b) d)
36 36
2 . 2 = 8, pois em cada andar temos duas possibilidades
para ocupa-lo. Portanto, a probabilidade pedida é:
2) A probabilidade de se obter pelo menos duas
n( A ) 8 2
P( A )= = = (alternativa a) caras num lançamento de três moedas é;
n ( E ) 20 5 3 1 1
a) c) e)
8 4 5
7) Numa experiência, existem somente duas
possibilidades para o resultado. Se a 1 1
b) d)
1 2 3
probabilidade de um resultado é , calcular a
3
ADIÇÃO DE PROBABILIDADES
probabilidade do outro, sabendo que eles são
Sendo A e B eventos do mesmo espaço amostral E,
complementares.
tem-se que:
Solução:
P(A ∪ B) = P (A) + P(B) – P(A ∩ B)
1
Indicando por A o evento que tem probabilidade ,
3
"A probabilidade da união de dois eventos A e B é i-
vamos indicar por A o outro evento. Se eles são gual á soma das probabilidades de A e B, menos a pro-
complementares, devemos ter: babilidade da intersecção de A com B."
1
P(A) + P( A ) = 1 ⇒ + P( A ) = 1 ∴
3

2
P( A ) =
3

8) No lançamento de um dado, qual a probabilidade


de obtermos na face voltada para cima um Justificativa:
número primo? Sendo n (A ∪ B) e n (A ∩ B) o número de
elementos dos eventos A ∪ B e A ∩ B, temos que:
Solução: n( A ∪ B) = n(A) +n(B) – n(A ∩ B) ⇒
Espaço amostral : E = {1, 2, 3, 4, 5, 6} ⇒ n(E) = 6
Evento A : A = {2, 3, 5} ⇒ n(A) = 3 n( A ∪ B) n( A ) n(B) n( A ∩ B)
n( A ) 3 1 ⇒ = + − ∴
Assim: P ( A ) = = ⇒ P( A ) = n(E) n(E) n(E) n(E)
n(E ) 6 2 ∴ P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B)

9) No lançamento de dois dados, qual a OBSERVA ÇÃO:

Matemática 92
Se A e B são eventos mutuamente exclusivos, isto é: 13 7 11
a) c) e)
A ∩ B= φ , então, P(A ∪ B) = P(A) + P(B). 20 10 20
4 3
b) d)
Aplicações 5 5
1) Uma urna contém 2 bolas brancas, 3 verdes e 4
azuis. Retirando-se uma bola da urna, qual a 2) (Santa casa) Num grupo de 60 pessoas, 10 são
probabilidade de que ela seja branca ou verde? torcedoras do São Paulo, 5 são torcedoras do
Palmeiras e as demais são torcedoras do Corin-
Solução: thians. Escolhido ao acaso um elemento do gru-
Número de bolas brancas : n(B) = 2 po, a probabilidade de ele ser torcedor do São
Número de bolas verdes: n(V) = 3 Paulo ou do Palmeiras é:
Número de bolas azuis: n(A) = 4 a) 0,40 c) 0,50 e) n.d.a.
b) 0,25 d) 0,30
A probabilidade de obtermos uma bola branca ou
uma bola verde é dada por: 3) (São Carlos) S é um espaço amostral, A e B e-
P( B ∪ V) = P(B) + P(V) - P(B ∩ V) ventos quaisquer em S e P(C) denota a probabi-
lidade associada a um evento genérico C em S.
Porém, P(B ∩ V) = 0, pois o evento bola branca e o Assinale a alternativa correta.
evento bola verde são mutuamente exclusivos. a) P(A ∩ C) = P(A) desde que C contenha A

Logo: P(B ∪ V) = P(B) + P(V), ou seja: P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A)


2 3 5
P(B ∪ V) = + ⇒ P(B ∪ V ) =
9 9 9 b) P(A ∪ B) ≠ P(A) + P(B) – P(A ∩ B)
c) P(A ∩ B) < P(B)
2) Jogando-se um dado, qual a probabilidade de se d) P(A) + P(B) ≤ 1
obter o número 4 ou um número par? e) Se P(A) = P(B) então A = B

Solução: 4) (Cescem) Num espaço amostral (A; B), as


O número de elementos do evento número 4 é n(A) = probabilidades P(A) e P(B) valem
1. 1 2
respectivamente e Assinale qual das
3 3
O número de elementos do evento número par é n(B) alternativas seguintes não é verdadeira.
= 3.
a) A ∪ B = S d) A ∪ B = B
Observando que n(A ∩ B) = 1, temos: b) A ∪ B = φ e) (A ∩ B) ∪ (A ∪ B) = S
P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) ⇒
c) A ∩ B = A ∩ B
1 3 1 3 1
⇒ P(A ∪ B) = + − = ∴ P( A ∪ B) = 5) (PUC) Num grupo, 50 pessoas pertencem a um
6 6 6 6 2 clube A, 70 a um clube B, 30 a um clube C, 20
pertencem aos clubes A e B, 22 aos clubes A e
3) A probabilidade de que a população atual de um C, 18 aos clubes B e C e 10 pertencem aos três
pais seja de 110 milhões ou mais é de 95%. A clubes. Escolhida ao acaso uma das pessoas
probabilidade de ser 110 milhões ou menos é presentes, a probabilidade de ela:
8%. Calcular a probabilidade de ser 110 milhões. 3
a) Pertencer aos três Clubes é ;
5
Solução:
b) pertencer somente ao clube C é zero;
Temos P(A) = 95% e P(B) = 8%.
c) Pertencer a dois clubes, pelo menos, é 60%;
d) não pertencer ao clube B é 40%;
A probabilidade de ser 110 milhões é P(A ∩ B).
e) n.d.a.
Observando que P(A ∪ B) = 100%, temos:
P(A U B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) ⇒
6) (Maringá) Um número é escolhido ao acaso entre
⇒ 100% = 95% + 8% - P(A ∩ B) ∴
os 20 inteiros, de 1 a 20. A probabilidade de o
(A ∩ B) = 3% número escolhido ser primo ou quadrado perfeito
é:
Exercícios
1 4 3
1) (Cescem) Uma urna contém 20 bolas numeradas a) c) e)
de 1 a 20. Seja o experimento "retirada de uma 5 25 5
bola" e considere os eventos; 2 2
b) d)
A = a bola retirada possui um número múltiplo de 25 5
2
B = a bola retirada possui um número múltiplo de PROBABILIDADE CONDICIONAL
5 Muitas vezes, o fato de sabermos que certo evento
Então a probabilidade do evento A ∪ B é: ocorreu modifica a probabilidade que atribuímos a outro
Matemática 93
evento. Indicaremos por P(B/A) a probabilidade do even-
to B, tendo ocorrido o evento A (probabilidade condicio-
nal de B em relação a A). Podemos escrever:

n ( A ∩ B)
P(B / A ) =
n (A)

Multiplicação de probabilidades:
A probabilidade da intersecção de dois eventos A e B
é igual ao produto da probabilidade de um deles pela
probabilidade do outro em relação ao primeiro. 2) Jogam-se um dado e uma moeda. Dê a
probabilidade de obtermos cara na moeda e o
Em símbolos: número 5 no dado.

Justificativa: Solução:
n ( A ∩ B) Evento A : A = {C} ⇒ n(A) = 1
n ( A ∩ B) n(E) Evento B : B = { 5 } ⇒ n ( B ) = 1
P(B / A ) = ⇒ P(B / A ) = ∴
n (A) n (A)
n(E) Sendo A e B eventos independentes, temos:
1 1
P ( A ∩ B) P(A ∩ B) = P(A) . P(B) ⇒ P(A ∩ B) = ⋅ ∴
∴ P(B / A ) = 2 6
P (A)
1
P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A) P(A ∩ B) =
12
Analogamente:
3) (Cesgranrio) Um juiz de futebol possui três cartões
P(A ∩ B) = P(B) . P(A/B) no bolso. Um é todo amarelo, outro é todo vermelho,
e o terceiro é vermelho de um lado e amarelo do
Eventos independentes: outro. Num determinado lance, o juiz retira, ao
Dois eventos A e B são independentes se, e somente acaso, um cartão do bolso e mostra a um jogador. A
se: P(A/B) = P(A) ou P(B/A) = P(B) probabilidade de a face que o juiz vê ser vermelha e
de a outra face, mostrada ao jogador, ser amarela é:
Da relação P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A), e se A e B
1 2 1 2 1
forem independentes, temos: a) b) c) d) e)
2 5 5 3 6
P(A ∩ B) = P(A) . P(B)
Solução:
Evento A : cartão com as duas cores
Aplicações: Evento B: face para o juiz vermelha e face para o
1) Escolhida uma carta de baralho de 52 cartas e jogador amarela, tendo saído o cartão de duas cores
sabendo-se que esta carta é de ouros, qual a
probabilidade de ser dama? Temos:
1 1
Solução: P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A), isto é, P(A ∩ B) = ⋅
3 2
Um baralho com 52 cartas tem 13 cartas de ouro, 13
de copas, 13 de paus e 13 de espadas, tendo uma dama 1
P(A ∩ B) = (alternativa e)
de cada naipe. 6
Respostas:
Observe que queremos a probabilidade de a carta
ser uma dama de ouros num novo espaço amostral mo- Espaço amostral e evento
dificado, que é o das cartas de ouros. Chamando de: 1) b 2) d 3) b 4) a
• evento A: cartas de ouros
• evento B: dama Probabilidade
• evento A ∩ B : dama de ouros 1) c 2) b

Temos: Adição de probabilidades


n ( A ∩ B) 1 1) d 2) b 3) a 4) b 5) b 6) e
P(B / A ) = =
n (A) 13

MATRIZES

Conceito

Matrizes formam um importante conceito matemáti-


co, de especial uso n transformações lineares.
Não é o propósito de o estudo de sta página a
Matemática 94
teoria dessas transformações, mas apenas al- Exemplo:
guns fundamentos e operações básicas com ma-
trizes que as representam.
4 0 2 8 0 4
2x  = 
Uma matriz Am×n pode ser entendida como um conjunto 1 3 3  2 6 6
de m×n (m multiplicado por n) números ou variáveis dispostos
em m linhas e n colunas e destacados por colchetes confor-
ALGUMAS PROPRIEDADES DAS OPERAÇÕES DE
me abaixo:
ADIÇÃO E DE MULTIPLICAÇÃO POR ESCALAR

a11 a12 ... a1n  Sejam as matrizes A e B, ambas m×n, e os escalares a e


  b.
a 21 a 22 ... a 2n 
A mxn =  • a (bA) = ab (A)
 
.  • a (A + B) = aA + aB
.a a ...a 
 m1 m2 mn  • se aA = aB, então A = B

Portanto, para a matriz da Figura 02, de 2 linhas e 3 Matrizes nulas, quadradas, unitárias, diagonais e si-
colunas, métricas

a11 = 4 a12 = 0 a13 = 9 Uma matriz m×n é dita matriz nula se todos os elementos
são iguais a zero. Geralmente simbolizada por Om×n.
a21 = 1 a22 = 7 a23 = 3
Assim, Oij = 0

4 0 9 
A 2x3 =   0 0 0 
1 7 3  Exemplo: O 3x2 =  
0 0 0 
Rigorosamente, uma matriz Am×n é definida como
uma função cujo domínio é o conjunto de todos Matriz quadrada é a matriz cujo número de linhas é igual
os pares de números inteiros (i, j) tais que 1 ≤ i ≤ ao de colunas. Portanto, se Am×n é quadrada, m = n. Pode-
m e 1 ≤ j ≤ n. E os valores que a função pode as- se então dizer que A é uma matriz m×m ou n×n.
sumir são dados pelos elementos aij.
Matriz unitária In (ou matriz identidade) é uma matriz
ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO quadrada n×n tal que

Essa operação só pode ser feita com matrizes de mesmo Iij = 1 se i = j e Iij = 0 se i ≠ j.
número de linhas e mesmo número de colunas.
Exemplo:
Sejam duas matrizes Am×n e Bm×n. Então a matriz R = A
± B é uma matriz m×n tal que cada elemento de R é dado
por:
1 0 0 
I 3 = 0 1 0 
rij = aij ± bij . 0 0 1 
Exemplo:
Uma matriz quadrada An×n é dita matriz diagonal se

4 0 8 2 4 1  6 4 9 aij = 0 para i ≠ j
1 3 3  + 2 5 4 = 3 8 7 
     
Exemplo:
MULTIPLICAÇÃO POR UM ESCALAR
- 3 0 0
= 0 5 0 
NESSA OPERAÇÃO, TODOS OS ELEMENTOS DA MATRIZ
SÃO MULTIPLICADOS PELO ESCALAR. SE AM×N É UMA A 3x3
MATRIZ QUALQUER E C É UM ESCALAR QUALQUER, 0 0 8 
P = c A é uma matriz m×n tal que
A matriz unitária é, portanto, uma matriz diagonal com os
pij = c aij elementos não nulos iguais a 1.

Matemática 95
Uma matriz quadrada An×n é dita matriz simétrica se Isso significa que nem sempre ocorre a propriedade co-
mutativa. Se AB = BA, as matrizes A e B são denominadas
comutativas.
aij=aji
Algumas propriedades do produto de matrizes
Exemplo:
Sejam as matrizes A, B e C.
3 7 9 1) Se os produtos A (BC) e (AB) C são possíveis de cálculo,
A 3x3 = 7 4 6  então

9 6 2  A (BC) = (AB) C

Multiplicação de matrizes 2) Se os produtos AC e BC são possíveis, então

Sejam Am×p e Bp×n, isto é, duas matrizes tais que o núme- (A + B) C = AC + BC


ro de colunas da primeira (p) é igual ao número de linhas da
segunda (p).
3) Se os produtos CA e CB são possíveis, então

O produto C = AB é uma matriz m×n (Cm×n) tal que


C (A + B) = CA + CB

cij = ∑k=1,p aik bkj 4) Se Ip é a matriz unitária p×p conforme visto em página
anterior, então valem as relações:

1 2 Ip Ap×n = Ap×n
 4 0 5   9 8  Bm×p Ip = Bm×p
A=  B = 2 5 C = AB =  
1 1 3     6 7 Potências de matrizes
1 0
Seja A uma matriz quadrada e n um inteiro n≥1. As rela-
No exemplo acima,os cálculos são: ções básicas de potências são:

0
c11 = 4.1 + 0.2 + 5.1 = 9 A =I

c12 = 4.2 + 0.5 + 5.0 = 8 n n−1


A =AA

c21 = 1.1 + 1.2 + 3.1 = 6


Transposição de matrizes
c22 = 1.2 + 1.5 + 3.0 = 7
Seja uma matriz A m×n. A matriz transposta de A, usual-
Na linguagem prática, pode-se dizer que se toma a pri-
meira linha de A e se multiplica pela primeira coluna de B (a mente simbolizada por AT, é uma matriz n×m tal que
soma é a primeira linha e primeira coluna da matriz do produ-
to). Depois, a primeira linha de A pela segunda coluna de B. a
T = a para 1 ≤ i ≤ n e1≤ j ≤ m
ij ji
Depois, a segunda linha de A pela primeira coluna de B e
assim sucessivamente.
Na prática, as linhas de uma são as colunas da outra. E-
xemplo:
Ordem dos fatores

Notar que, segundo a definição anterior de produto, só é T


possível calcular AB e BA se A e B são matrizes quadradas.
1 4 
2 5  1 2 3 
= 4 5 6 
   
1 1  2 2 3 3  3 6
A=  B=  AB =  
1 2  1 1  4 4 
Algumas propriedades da transposição de matri-
Entretanto, na multiplicação de matrizes, a ordem dos fa- zes
tores não é indiferente. Em geral, AB ≠ BA. Veja exemplo:
(A )
T T = A

 2 2 1 1 4 8 
1 1  A = 1 2  BA = 2 3 
T = AT + BT
B= (A + B)

     
(kA)
T = k AT

Matemática 96
(AB)
T = B T AT Com essa operação, consegue-se 1 no elemento 11 (pri-
meira linha, primeira columa) da matriz esquerda.
T
Se A = A , então A é simétrica
1 0 0 1 -1 0 
1 1 1 0 1 0 
T
det(A ) = det(A)

2 3 2 0 0 1 
Matriz inversa

Seja A uma matriz quadrada. A matriz inversa de A, usu- Os elementos 12 e 13 tornaram-se nulos, mas é apenas
−1 uma coincidência. Em geral isso não ocorre logo na primeira
almente simbolizada por A , é uma matriz também quadrada
operação.
tal que
2ª linha = 2ª linha + 1ª linha multiplicada por −1.
A A
− 1 = A− 1 A = I

3ª linha = 3ª linha + 1ª linha multiplicada por −2.


Ou seja, o produto de ambas é a matriz unitária (ou matriz
identidade).
1 0 0 1 - 1 0 
Nem toda matriz quadrada admite uma matriz inversa. Se 0 1 1 - 1 2 0 
a matriz não possui inversa, ela é dita matriz singular. Se a  
inversa é possível, ela é uma matriz não singular. 0 3 2 - 2 2 1 
Algumas propriedades das matrizes inversas

− 1)− 1 = A
(A Com as operações acima, os elementos 21 e 22 torna-
ram-se nulos, formando a primeira coluna da matriz unitária.
(AB)
− 1 = B − 1 A− 1
3ª linha = 3ª linha + 2ª linha multiplicada por −3.

(A )
T − 1 = (A− 1)T
1 0 0 1 -1 0
0 1 1 - 1 2 0 
Matriz ortogonal é uma matriz quadrada cuja transpos-
ta é igual á sua inversa. Portanto,

0 0 - 1 1 - 4 1 
A AT = AT A = I
Essa operação formou a segunda coluna da matriz identi-
dade.
Determinando a matriz inversa
3ª linha = 3ª linha multiplicada por −1.
Neste tópico são dados os passos para a determinação
da matriz inversa pelo método de Gauss-Jordan.
Multiplicação executada para fazer 1 no elemento 33 da
matriz esquerda.
Seja a matriz da abaixo, cuja inversa se deseja saber.

2 1 1 1 0 0 1 -1 0
1 0 1 1 - 1 2 0 
 1 1  
2 0 0 1 - 1 4 - 1
3 2 
2ª linha = 2ª linha + 3ª linha multiplicada por −1.
O primeiro passo é acrescentar uma matriz unitária no la-
do direito conforme abaixo:
Essa operação forma a terceira e última coluna da dese-
jada matriz identidade no lado esquerdo.
2 1 1 1 0 0
1 1 1 0 1 0  1 0 0 1 -1 0
 0 1 0
2 3 2 0 0 1   0 - 2 1 
0 0 1 - 1 4 - 1 
O objetivo é somar ou subtrair linhas multiplicadas por es-
calares de forma a obter a matriz unitária no lado esquerdo.
Notar que esses escalares não são elementos da matriz. E a matriz inversa é a parte da direita.
Devem ser escolhidos de acordo com o resultado desejado.

1ª linha = 1ª linha + 2ª linha multiplicada por −1.

Matemática 97
 1 - 1 0 a b
 0 - 2 1 A=  , o determinante de A é indicado por:
  c d 
- 1 4 - 1 
a b a b
detA = det  =
É claro que há outros métodos para a finalidade. Para ma- c d c d
trizes 2x2, uma fórmula rápida é dada na Figura 08A (det =
O cálculo de um determinante é efetuado através de regras
determinante.
específicas que estudaremos mais adiante. É importante
ressaltarmos alguns pontos:
a b 
Se A= , Somente às matrizes quadradas é que associamos de-
c d  terminantes.

 d -b  O determinante não representa o valor de uma matriz.


então A
−1
= ( 1 / det(A) ) = Lembre-se, matriz é uma tabela, e não há significado falar em
- c a  valor de uma tabela.
 
Obs: o método de Gauss-Jordan pode ser usado também DETERMINANTE DE 1 ª ORDEM
para resolver um sistema de equações lineares. Nesse
caso, a matriz inicial (Figura 01) é a matriz dos coeficientes e Dada uma matriz quadrada de 1ª ordem M = [a11 ] , o
a matriz a acrescentar é a matriz dos termos independentes.
seu determinante é o número real a11 :
Seja o sistema de equações:
detM = [a11 ] = a11
2x − 5y + 4z = −3

x − 2y + z = 5 Exemplo

x − 4y + 6z = 10 M = [5] ⇒ detM = 5 ou | 5 |= 5

Monta-se a matriz conforme abaixo: Determinante de 2ª Ordem

2 - 5 4 -3  a a 
1 - 2  Dada a matriz M =  11 12  ,
1 5  a 21 a 22 
 
1 - 4 6 10 
de ordem 2, por definição o determinante associado a
Usando procedimento similar ao anterior, obtém-se a ma- M , determinante de 2ª ordem, é dado por:
triz unitária:
a11 a12
1 0 0 124  = a11 a 22 − a12 a 21
a21 a22
0 1 0 75 
 
0 0 1 31  DETERMINANTE DE 3ª ORDEM

Para o cálculo de determinantes de ordem 3 podemos uti-


E a solução do sistema é: lizar uma regra prática, conhecida como Regra de Sarrus,
que só se aplica a determinantes de ordem 3. A seguir, expli-
x = 124 y = 75 z = 31 . caremos detalhadamente como utilizar a Regra de Sarrus
para calcular o determinante

a11 a12 a13 a11 a12


Fonte: http://www.mspc.eng.br
D = a 21 a 22 a 23 a 21 a 22
DETERMINANTES a 31 a32 a 33 a 31 a 32
Determinante é um número que se associa a uma matriz
1º passo:
quadrada. De modo geral, um determinante é indicado es-
crevendo-se os elementos da matriz entre barras ou antece-
Repetimos as duas primeiras colunas ao lado da terceira:
dendo a matriz pelo símbolo det .

Assim, se

Matemática 98
a11 a12 a13 a11 a12 De modo análogo, para obtermos o menor complementar
relativo ao elemento a13 , eliminamos a linha 1 e a coluna 2:
a 21 a 22 a 23 a 21 a 22
a 31 a 32 a 33 a 31 a 32

2ª passo:

Devemos encontrar a soma do produto dos elementos da Para um determinante de ordem 3, o processo de obten-
diagonal principal com os dois produtos obtidos pela multipli- ção do menor complementar é o mesmo utilizado anterior-
cação dos elementos das paralelas a essa diagonal: mente, por exemplo, sendo

 a11 a12 a13 


M =  a 21 a 22 a 23 

 a 31 a32 a 33 

de ordem 3, temos:
multiplicar e somar

3º passo:

Encontramos a soma do produto dos elementos da diago-


Cofator
nal secundária com os dois produtos obtidos pela multiplica-
ção dos elementos das paralelas a essa diagonal:
Chama-se de cofator de um elemento ai j de uma matriz
quadrada o número A i j tal que

Ai j = (− 1)
i+ j
⋅ MC i j

Exemplo
multiplicar e somar

Assim, subtraindo o segundo produto do primeiro, pode-


 a11 a12 a13 
mos escrever o determinante como: Considerando M =  a 21 a 22 a 23 

 a 31 a32 a 33 
D = (a11 a 22 a 33 + a12 a 23 a 31 + a13 a 21 a 32 )
- (a13 a 22 a 31 + a11 a 23 a 32 + a12 a 21 a 33 )
calcularemos o cofator A23 . Temos que i = 2 e j = 3 ,
A23 = (− 1)
2+ 3
MENOR COMPLEMENTAR logo: ⋅ MC 23 .
Chamamos de menor complementar relativo a um ele-
Devemos calcular MC 23 .
mento ai j de uma matriz M quadrada de ordem n > 1, o
determinante MC i j , de ordem n −1, associado à matriz

obtida de M quando suprimimos a linha e a coluna que


passam por ai j . Por exemplo, dada a matriz:
A23 = (− 1) ⋅ (a11 a32 − a12 a31 )
2+3
Assim
a a 
M =  11 12 
 a 21 a 22  TEOREMA DE LAPLACE

de ordem 2, para determinar o menor complementar rela- O determinante de uma matriz quadrada
tivo ao elemento a11 (MC11 ) , eliminamos a linha 1 e a colu- [ ]mXn (m ≥ 2) pode ser obtido pela soma dos produtos
M = a ij
na 2: dos elementos de uma fila qualquer (linha ou coluna) da ma-
triz M pelos respectivos cofatores.

Desta forma, fixando j ∈ N , tal que 1 ≤ j ≤ m , temos:

Matemática 99
igual ao produto dos elementos dessa diagonal multipli-
det M = ∑i =1 aij Aij
m
(
n n −1 )
cados por (− 1) .
2
m
em que ∑ i=1 é o somatório de todos os termos de ín-
Para A e B matrizes quadradas de mesma ordem n ,
dice i , variando de 1 até m , m ∈ N .
det ( AB ) = detA ⋅ detB . Como A ⋅ A −1 = I ,
Exemplo: det A -1 = 1/det A .

Calcule o determinante a seguir utilizando o Teorema de Se k ∈ R , então det (k ⋅ A) = k n ⋅ det A .


Laplace:

2 3 -4
D = -2 1 2 Fonte: http://www.mundofisico.joinville.udesc.br
0 5 6

SISTEMAS LINEARES
Aplicando o Teorema de Laplace na coluna 1, temos:
Resolvendo sistemas
1 2 3 -4 3 -4
D = 2 (− 1)
1+1
+ (− 2 )(− 1) 2 +1
+ 0(− 1)
3+1 Introdução
5 6 5 6 1 2 Nas equações de 1º grau, cada equação tem uma
incógnita, em geral representada pela letra x.
D = 2 (+1)(−4) + (−2)(−1)38 + 0 = -8 + 76 = 68 Qualquer equação com duas incógnitas (x e y) não
pode ser resolvida porque, para cada valor de x, pode-
mos calcular um valor diferente para y. Por exemplo, na
Observação
equação 2x + y = 20, se fizermos x = 3 e x = 6 então
Se calcularmos o determinante utilizando a Regra de Sar-
teremos, respectivamente:
rus, obteremos o mesmo número real. 2 · 3 + y = 20 → y = 20 - 6 = 14
2 · 6 + y = 20 → y = 20 - 12 = 8
PROPRIEDADES DOS DETERMINANTES e assim por diante. Vemos então que, para saber os
valores corretos de x e y precisamos de uma outra
Quando todos os elementos de uma fila (linha ou coluna) são informação a respeito das nossas incógnitas.
nulos, o determinante dessa matriz é nulo. Se conseguimos obter duas equações a respeito
das mesmas incógnitas, temos um sistema.
Se duas filas de uma matriz são iguais, então seu determi- Por exemplo:
nante é nulo. 2x + y = 20

Se duas filas paralelas de uma matriz são proporcionais, 3x - y = 10
então seu determinante é nulo. é um sistema de duas equações nas incógnitas x e
y. É possivel resolver esse sistema, ou seja, é possivel
Se os elementos de uma matriz são combinações lineares descobrir quais são os valores de x e y que satisfazem
dos elementos correspondentes de filas paralelas, então às duas equações simultaneamente.
seu determinante é nulo. Você pode verificar que x = 6 e y = 8 é a solução do
nosso sistema, substituindo esses valores nas duas
Teorema de Jacobi: o determinante de uma matriz não se equações, temos:
altera quando somamos aos elementos de uma fila, uma
combinação linear dos elementos correspondentes de fi- 2 · 6 + 8 = 20

las paralelas. 3 · 6 - 8 = 10
Vamos aprender a resolver sistemas de duas equa-
O determinante de uma matriz e o de sua transposta são ções com duas incógnitas.
iguais.
Mas, antes, vamos perceber que, para serem resol-
vidos, muitos problemas dependem dos sistemas.
Multiplicando-se por um número real todos os elementos de
Sistemas aparecem em problemas
uma fila em uma matriz, o determinante dessa matriz fica
multiplicado por esse número. Para que você perceba que os sistemas aparecem
em problemas simples, imagine a situação a seguir.
Quando trocamos as posições de duas filas paralelas, o de- Pedro e Paulo conversam despreocupadamente
terminante de uma matriz muda de sinal. quando chega José, um amigo comum, que está para
se aposentar. José fala sobre as idades das pessoas
Quando, em uma matriz, os elementos acima ou abaixo da que se aposentam e percebe que os dois amigos ain-
diagonal principal são todos nulos, o determinante é igual dam estão longe da aposentadoria. Então, ele pergun-
ao produto dos elementos dessa diagonal. ta:
- Que idade vocês têm?
Quando, em uma matriz, os elementos acima ou abaixo da Pedro, o mais velho, percebendo um pequeno erro
diagonal secundária são todos nulos, o determinante é na pergunta, responde:
- Nós temos 72 anos.
Matemática 100
A conversa, então, segue assim: Para começar, devemos isolar uma das letra em
José - Como? Você está brincando comigo. Esse aí qualquer uma das equações.
não passa de um garoto e você certamente não chegou Observando o sistema, vemos que o mais fácil é
aos 50. isolar a incógnita y na segunda equação; assim:
Pedro - Da maneira que você perguntou, eu res- 4x - y =11
pondi. Nós, eu e Paulo, temos juntos 72 anos. - y =11 - 4x
José - Está bem, eu errei. Eu devia ter perguntado - y = -11 + 4x
que idades vocês têm. Mas, pela sua resposta, eu não Isso mostra que o valor de y é igual a 4x - 11. As-
consigo saber as idades de cada um. sim, podemos trocar um pelo outro, pois são iguais.
Pedro - É claro que não. Você tem duas coisas Vamos então substituir y por 4x - 11 na primeira equa-
desconhecidas e apenas uma informação sobre elas. É ção.
preciso que eu lhe diga mais alguma coisa e, aí sim, 3x + 2y = 22
você determina nossas idades. 3x + 2(4x - 11) = 22
José - Diga. Temos agora uma equação com uma só incógnita, e
Pedro - Vou lhe dizer o seguinte. A minha idade é o sabemos o que temos de
dobro da de Paulo. Agora, José, você tem duas coisas fazer para resolvê-la:
desconhecidas, mas tem também duas informações 3x + 2(4x - 11) = 22
sobre elas. Com a ajuda da matemática, você poderá 3x + 2 · 4x - 2 · 11 = 22
saber nossas idades. 3x + 8x = 22 + 22
Vamos pensar um pouco na situação apresentada. 11x = 44
José tem duas coisas a descobrir: a idade de Pedro e a 11x 44
idade de Paulo. Essas são suas incógnitas. =
11 11
Podemos então dar nomes a essas incógnitas: x =4
idade de Pedro = x Já temos o valor de x. Repare que logo no inicio da
idade de Paulo = y solução tínhamos concluido que y = - 11 + 4x. Então,
A primeira informação que temos é que os dois jun- para obter y, basta substituir x por 4.
tos possuem 72 anos. y = - 11 + 4x
Então, nossa primeira equação é: y = - 11 + 4 · 4
x + y = 72 y = - 11 + 16
A outra informação que temos é que a idade de Pe- y =5
dro é o dobro da idade de A solução do nosso sistema é, portanto, x = 4 e y =
Paulo. Com isso, podemos escrever a nossa 5.
segunda equação: Observações - Ao resolver um sistema, é sempre
x = 2y aconselhável conferir a resposta encontrada para ver
Essas duas equações formam o nosso sistema: se não erramos na solução. Os valores de x e de y
x + y = 72 encontrados estarão certos se eles transformarem as

x = 2y duas equações em igualdades verdadeiras.
Esse sistema, por simplicidade, pode ser resolvido 3x + 2y = 22
 x = 4, y = 5
sem necessidade de nenhuma técnica especial. Se a 4x - 0y = 11
segunda equação nos diz que x é igual a 2y, então 3 · 4 + 2 · 5 = 22 → certo
substituiremos a letra x da primeira equação por 2y.
4 · 4 - 5 = 11 → certo
Veja.
Tudo confere. Os valores encontrados estão corre-
x+y = 72
tos.
2y+y = 72
Outra coisa que desejamos esclarecer é que isola-
3y = 72
mos a incógnita y na segunda equação porque isso nos
3y 72 pareceu mais simples.
=
3 3 No método da substituição, você pode isolar
y = 24 qualquer uma das duas incógnitas em qual-
Como x = 2y, então x = 2 · 24 = 48. Assim, conclui- quer das equações e, depois, substituir a
mos que Pedro tem 48 anos e que Paulo tem 24. expressão encontrada na outra equação.
Nem sempre os sistemas são tão simples assim. O método da adição
Nesta aula, vamos aprender dois métodos que você Para compreender o método da adição, vamos re-
pode usar na solução dos sistemas. cordar inicialmente o que significa somar duas igualda-
O método da substituição des membro a membro. Se temos:
O sistema do problema que vimos foi resolvido pelo A=B
método da substituição. e
Vamos nos deter um pouco mais no estudo desse C=D
método prestando atenção na técnica de resolução. podemos somar os dois lados esquerdos e os dois
Agora, vamos apresentar um sistema já pronto, sem lados direitos, para concluir:
a preocupação de saber de onde ele veio. Vamos, en-
tão, resolver o sistema:
A+C=B+D
Considere agora o seguinte problema.
3x + 2y = 22
 “Encontrar 2 números, sabendo que sua soma é 27
4x - y = 11 e que sua diferença é 3.”

Matemática 101
Para resolvê-lo, vamos chamar nossos números 3y = - 3
desconhecidos de x e y. De acordo com o enunciado, 3y 3
temos as equações: =−
3 3
x + y = 27 y =-1
x-y=3{ A solução do nosso sistema é, portanto, x = 3 e y = -
{
1
10
Você agora deve praticar fazendo os exercícios
A U L A Veja o que acontece quando somamos
propostos. Procure resolver cada sistema pelos dois
membro a membro as duas equações:
métodos para que, depois, você possa decidir qual
x + y = 27 deles é o de sua preferência. Não se esqueça também
x - y = 03 + de conferir as respostas.
x + x + y - y = 27 + 3 Exercícios
2x 30 Exercício 1 x - 3y = 1
=
2 2 
2x + 5y = 13
2x = 30
x = 15 Exercício 2 2x + y = 10

Encontramos o valor de x. Para encontrar o valor de x + 3y = 15
y vamos substituir x por 15 em qualquer uma das e- Exercício 3 3x + y = 13
quações. Por exemplo, na segunda: 
15 - y = 3 2x - y = 12
- y = 3 - 15 Exercício 4 2x + 7y = 17
- y = - 12 
y = 12 5x - y = - 13
A solução do nosso problema é, portanto, x = 15 e y Exercício 5 2x + y = 4
= 12. 
4x - 3y = 3
O método da adição consiste em somar membro a Exercício 6 x + y = 2
membro as duas equações, com o objetivo de eliminar 
uma das incógnitas. No sistema que resolvemos, a 3x + 2y = 6
incógnita y foi eliminada quando somamos membro a Exercício 7 x y
membro as duas equações. Mas isso freqüentemente  + =3
não acontece dessa forma tão simples. Em geral, de- 2 3
x - y = 1
vemos ajeitar o sistema antes de somar. 
Vamos mostrar a técnica que usamos resolvendo o Respostas:
seguinte sistema: 1. x = 4, y = 1 2. x = 3, y = 4
8x + 3y = 21 3. x = 5, y = - 2 4. x = - 2, y = 3
 5. x = 3/2 , y = 1 6. x = 2, y = 0
5x + 2y = 13 7. x = 4, y = 3
Para começar, devemos escolher qual das duas in-
cógnitas vamos eliminar. SISTEMAS RESOLVEM PROBLEMAS
Por exemplo, o y será eliminado. Mostramos como resolver sistemas de duas
Observe que, multiplicando toda a primeira equação equações de 1º grau com duas incógnitas.
por 2 e toda a segunda equação por 3, conseguimos Agora vamos usar essa importante ferra-
tornar os coeficientes de y iguais. menta da matemática na solução de pro-
blemas.
8x + 3y = 21 (x 2) 6x + 6y = 42 Em geral, os problemas são apresentados em lin-
 →  guagem comum, ou seja, com palavras. A primeira
5x + 2y = 13 (x 3) 15x + 6y = 39 parte da solução (que é a mais importante) consiste em
traduzir o enunciado do problema da linguagem comum
Para que o y seja eliminado, devemos trocar os si- para a linguagem matemática. Nessa linguagem,
nais de uma das equações e depois somá-las membro usamos os números, as operações, as letras que re-
a membro. presentam números ou quantidades desconhecidas, e
Veja: as nossas sentenças são chamadas de equações.
- 16x + 6y = 42 Para dar um exemplo, considere a seguinte situa-
- 15x - 6y = - 39 + ção: uma costureira de uma pequena confecção ganha
R$ 7,00 por dia mais uma determinada quantia por
x=3 cada camisa que faz. Certo dia, ela fez 3 camisas e
ganhou R$ 19,00.
Se quisermos saber quanto essa costureira ganha
por cada camisa que faz devemos traduzir em lingua-
Em seguida, substituimos esse valor em qualquer gem matemática a situação apresentada. Vamos então
uma das equações do sistema. Por exemplo, na primei- representar por x a quantia que ela recebe por cada
ra. camisa. Ela faz 3 camisas e ganha R$ 7,00 por dia,
8 · 3 + 3y = 21 independentemente do número de camisas que faz. Se
24 + 3y = 21
3y = 21 - 24
Matemática 102
nesse dia ela ganhou R$ 19,00, a equação que traduz os mais variados pesos. Então, no nosso problema,
o problema é: vamos chamar de y a quantidade de calorias contidas
7 + 3x = 19 em cada grama de queijo. l Se cada grama de queijo
Como já sabemos resolver equações e sistemas, possui y calorias, quantas calorias estão contidas em
daremos mais importância, nesta aula, à tradução do 30 gramas de queijo?
enunciado dos problemas para linguagem matemática. Quantas calorias possuem dois ovos?
Agora vamos apresentar alguns problemas e suas so- Escreva em linguagem matemática a frase: “dois ovos
luções. Entretanto, procure resolver cada um antes de mais 30 gramas de queijo possuem 280 calorias”.
ver a solução. Para ajudar, incluímos algumas orienta- Escreva em linguagem matemática a outra informação
ções entre o enunciado e a solução. contida no enunciado.
EXEMPLO 1 Solução - Vamos novamente seguir as orientações
Em uma festa havia 40 pessoas. Quando 7 homens para resolver o problema.
saíram, o número de mulheres passou a ser o dobro do Se as nossas incógnitas estão bem definidas, não
número de homens. Quantas mulheres estavam na teremos dificuldade em traduzir o enunciado do pro-
festa? blema em linguagem matemática. Temos que:
Pense um pouco e leia as orientações a seguir. número de calorias contidas em um ovo = x
Orientações - A quantidade de homens e mulheres número de calorias contidas em um grama de quei-
serão as nossas incógnitas. Então: jo = y
o número de homens = x Portanto, se dois ovos e 30 gramas de queijo pos-
o número de mulheres = y suem 280 calorias temos a equação:
Traduza em linguagem matemática a frase: “havia 40 2x + 30y = 280
pessoas na festa”. Da mesma forma, se três ovos e 10 gramas de quei-
Se 7 homens saíram, quantos ficaram na festa? jos possuem 280 calorias podemos escrever:
Traduza em linguagem matemática a frase: “o número 3x + 10 y = 280
de mulheres é o dobro do número de homens que O sistema que dará a solução do nosso problema é
ficaram na festa”. 2x + 30 y = 280
Solução - Seguindo as nossas orientações, temos 3x + 10 y = 280
como primeira equação x + y = 40. Depois, se tínhamos Repare que o problema pergunta qual é o número
x homens e 7 saíram, então ficaram na festa x - 7 ho- de calorias contidas em um ovo. Portanto, se a respos-
mens. E, se o número de mulheres é o dobro do núme- ta do problema é o valor de x, podemos usar o método
ro de homens, podemos escrever y = 2 (x - 7). da adição e eliminar a incógnita y.
O problema dado é traduzido em linguagem mate- Observe que, multiplicando a segunda equação por
mática pelo sistema: 3, tornamos iguais os coeficientes de y.
x + y = 40 Se, em seguida, mudamos todos os sinais da pri-
 meira equação, estamos prontos para eliminar a incóg-
y = 2 (x - 7) nita y.
Agora, vamos resolvê-lo. Como a incógnita y está
isolada na segunda equação, podemos usar o método
da substituição. Temos, então: 2x + 30y = 280 x (- 2) 2x - 30y = - 280
 →
x + y = 40 3x + 10y = 280 x (3) 9x + 30y = 840 +
x + 2 (x - 7) = 40
9x - 2x = 840 - 280
x + 2x - 14 = 40
7x = 560
3x = 40 + 14
7x 560
3x 54 =
= 7 7
3 3
x = 80
x = 18 Concluímos, então, que cada ovo contém 80 calori-
Substituindo esse valor na primeira equação, temos: as.
18 + y = 40 EXEMPLO 3
y = 40 - 18 Para ir de sua casa na cidade até seu sítio, João
y = 22 percorre 105 km com seu automóvel. A primeira parte
Na festa havia então 22 mulheres. do percurso é feita em estrada asfaltada, com veloci-
EXEMPLO 2 dade de 60 km por hora. A segunda parte é feita em
Uma omelete feita com 2 ovos e 30 gramas de quei- estrada de terra, com velocidade de 30 km por hora. Se
jo contém 280 calorias. João leva duas horas para ir de sua casa até o sítio,
Uma omelete feita com 3 ovos e 10 gramas de quei- quantos quilômetros possui a estrada de terra?
jo contém também 280 calorias. Quantas calorias pos- Pense um pouco e leia as orientações a seguir.
sui um ovo? Pense um pouco e leia as orientações a Orientações - A velocidade de um automóvel é o
seguir. número de quilômetros que ele percorre em uma hora.
Orientações - A caloria é uma unidade de energia. De uma forma geral, a distância percorrida é igual ao
Todos os alimentos nos fornecem energia em maior ou produto da velocidade pelo tempo de percurso.
menor quantidade. Neste problema, vamos chamar de distância = velocidade x tempo
x a quantidade de calorias contida em um ovo. Para
Estabeleça as incógnitas:
diversos alimentos, a quantidade de calorias é dada por
x = distância percorrida na estrada asfaltada
grama. Isso ocorre porque um queijo pode ter diversos
y = distância percorrida na estrada de terra
tamanhos, assim como uma abóbora pode também ter
Matemática 103
O esquema abaixo ajuda a compreender o proble- ções. Depois, resolva os sistemas e verifique se os
ma. valores encontrados estão corretos.
Exercícios:
1) Determine dois números, sabendo que sua soma é
43 e que sua diferença é 7.
2) Um marceneiro recebeu 74 tábuas de compensa-
do. Algumas com 6 mm de espessura e outras com
Escreva uma equação com as distâncias. 8 mm de espessura. Quando foram empilhadas, a-
Procure escrever uma equação com o seguinte sig- tingiram a altura de 50 cm. Quantas tábuas de
nificado: “o tempo em que João andou na estra- 8mm ele recebeu?
da asfaltada mais o tempo em que ele andou na 3) Em um estacionamento havia carros e motocicletas
de terra é igual a duas horas”. num total de 43 veículos e 150 rodas. Calcule o
Solução - Mais uma vez, vamos resolver o problema número de carros e de motocicletas estacionados.
seguindo as orientações. Se João andou x km na es- 4) Uma empresa desejava contratar técnicos e, para
trada asfaltada e y km na estrada de terra, então a isso, aplicou uma prova com 50 perguntas a todos
nossa primeira equação é x + y = 105. os candidatos. Cada candidato ganhou 4 pontos
Observe novamente a relação: para cada resposta certa e perdeu um ponto para
(distância) = (velocidade) x (tempo) cada resposta errada. Se Marcelo fez 130 pontos,
Na primeira parte do percurso, a distância foi x, a quantas perguntas ele acertou?
velocidade foi 60 e o tempo gasto será chamado de t1. 5) Certo dia, uma doceira comprou 3 kg de açúcar e 4
Temos, então: kg de farinha e, no total, pagou R$ 3,20. Outro dia,
x = 60 · t1 ou ela comprou 4 kg de açúcar e 6 kg de farinha, pa-
x gando R$ 4,50 pelo total da compra. Se os preços
= t1 foram os mesmos, quanto estava custando o quilo
60
Na segunda parte do percurso a distância foi y, a do açúcar e o quilo da farinha?
velocidade foi 30 e o tempo gasto será chamado de t2. 6) Pedro e Paulo têm juntos R$ 81,00. Se Pedro der
Temos, então: 10% do seu dinheiro a Paulo, eles ficarão com
y = 30 · t2 ou quantias iguais. Quanto cada um deles tem?
7) A distância entre duas cidades A e B é de 66 km.
y
= t2 Certo dia, às 8 horas da manhã, um ciclista saiu da
30 cidade A, viajando a 10 km por hora em direção à
Como a soma dos dois tempos é igual a 2 horas, cidade B. No mesmo dia e no mesmo horário um
conseguimos a segunda equação: ciclista saiu da cidade B, viajando a 12 km por hora
x y em direção à cidade A. Pergunta-se:
+ = 2
60 30 a) A que distância da cidade A deu-se o encontro
Vamos melhorar o aspecto dessa equação antes de dos dois ciclistas?
formarmos o sistema. b) A que horas deu-se o encontro?
Multiplicando todos os termos por 60, temos:
Respostas:
1. 25 e 18
2. 28
3. 32 automóveis;;11 motos
4. 36
5. açúcar: R$ 0,60;; farinha: R$ 0,35
6. Pedro: R$ 45,00;; Paulo: R$ 36,00QQ
Temos, agora, o sistema formado pelas duas equa- 7. 30 km; 11hs
ções: Fonte: http://www.bibvirt.futuro.usp.br
x + y = 105

x + 2y = 120
O valor de y nesse sistema é calculado imediata-
mente pelo método da adição:

- x - y = - 105
x + 2y = 120 +
2y - y = 120 - 105
y = 15
Concluímos, então, que a estrada de terra tem
15 km.
Nesta aula você viu a força da álgebra na solução
de problemas. Entretanto, para adquirir segurança é
preciso praticar. Para cada um dos exercícios, procure
“matematizar” as situações descritas usando o método
algébrico. Escolha suas incógnitas e arme as equa-

Matemática 104