O Pai amoroso

Continuando nossa série de estudos sobre a parábola do Filho Pródigo, Allan Murray nos traz mais uma análise sobre essa história:
“Deus é amor” (1 João 4:8). Ele também é Pai, Filho e Espírito Santo – três pessoas, e ainda um só Deus. Nunca devemos perder de vista a unidade de Deus, mas nos referimos a cada uma das pessoas da Trindade de maneira diferente. Nos referimos ao Filho como Aquele que se tornou o homem Jesus Cristo, e nos comprou a salvação; ao Espírito Santo como Aquele que está sempre presente conosco e nos aplica os benefícios da obra de Cristo; e nos referimos ao Pai como Aquele que amou o mundo dos pecadores ao ponto de “dar o seu Filho unigênito” (João 3:16). Esse amor que Deus Pai tem pelos pecadores nos é graficamente retratado no pai da parábola, a qual chamamos de “parábola do filho pródigo”. O que aconteceu naquela casa no dia em que o filho mais novo partiu para um país distante? Não nos é dito, mas não parece que o pai fez muito esforço para impedir o que estava acontecendo. Talvez ele conhecesse bem seu filho mais novo para tentar qualquer coisa. Isso não significa que ele não o amava, mas o pai deu-lhe a sua herança e o deixou ir. No entanto, o desenrolar da parábola indica que o pai o amava muito. Esse “deixar ir” ilustra uma das maneiras de Deus Pai interagir com algumas pessoas que ele ama. Ele lida com cada indivíduo de forma diferente e sempre de acordo com a sua perfeita sabedoria. O ponto aqui é que ele, às vezes, permite que algumas pessoas a quem ama façam o que parece ser desvios desastrosos pelo mundo. Durante esse tempo ele cuida delas, preserva suas vidas e, até mesmo, as impede de cometer certos pecados. O pai terrestre não pode fazer isso. Ele só pode orar e pedir a Deus que cuide de seu filho e um dia traga-o de volta em segurança. Enquanto o filho estiver no país distante, ele está fora do controle do seu pai. Outra única coisa que o pai terreno pode fazer é olhar para o horizonte, dia após dia, em busca de qualquer sinal do retorno do seu filho muito amado para casa. De passagem, pode-se dizer que isso destaca um ponto importante sobre a interpretação desta parábola. O pai terreno é, de certa forma, uma ilustração de Deus Pai, mas em outros aspectos, ele não é e não o pode ser. Deus é Deus e o homem é homem. Agora nos movemos para o país distante e encontramos o filho enfrentando tempos difíceis depois de ter satisfeito a si mesmo e gasto todo o seu dinheiro. Para sobreviver, ele aceita o único trabalho que consegue, o de alimentar porcos, só que agora ele está com fome, sozinho e completamente miserável. No entanto, ele ainda representa o pecador que Deus Pai continua a proteger e amar, apesar do fato de ter pecado gravemente contra Deus.

http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/12/o-pai-amoroso/ .

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