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INSTITUTO DE CINCIAS HUMANAS E FILOSOFIA DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA Disciplina: Filosofia da Linguagem Aluna: Fernanda Lo"es de Oli#eira Professor: Dir

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O ENIGMA DE FREGE
Nes*e *e+*o, "ro-uraremos e+"li-i*ar o .ue / o enigma de Frege e a solu01o "ro"os*a "or ele no "rimeiro sis*ema a"resen*ado% Para isso, *omaremos "or 2ase de es*udo o *e+*o do mesmo au*or3 4So2re sen*ido e refer5n-ia6% Numa lei*ura ini-ial, "are-e .ue o "ro2lema le#an*ado "or Frege /3 4o .ue / iden*idade76, mas lendo a*en*amen*e "odemos o2ser#ar .ue o *ema -en*ral /3 4-omo en*ender os enun-iados de iden*idade76% Para res"onder a essa .ues*1o, o au*or "ro"8e, no $9 sis*ema :a"resen*ado em Begriffsschrift;, .ue a iden*idade :igualdade; / uma rela01o en*re nomes de o2<e*os% Por isso, de"reendemos .ue o enigma de Frege / sem=n*i-o3 ele -onsidera .ue o "rin->"io da in#es*iga01o filos?fi-a / a an@lise do signifi-ado% Es*e, "or sua #eA, de"ende da forma -omo a linguagem se -ons*r?i e fun-iona% Assim, "ara -om"reender o signifi-ado das sen*en0as, Frege se -on-en*ra na rela01o en*re linguagem e realidade, desen#ol#endo os -on-ei*os de sen*ido e refer5n-ia3 Sen*ido / o modo de designar o o2<e*oB o modo de a"resen*a01o de um signo% Refer5n-ia / o o2<e*o designadoB o referen*e do signoB a.uilo a .ue o signo se refere :MARCONDES, )((C, ""% DCE');% Por*an*o, "ara e+"li-ar a iden*idade -omo rela01o en*re nomes de o2<e*os, Frege "ro"8e a -oE refer5n-ia3 a "ossi2ilidade de ) nomes diferen*es deno*arem o mesmo o2<e*o :refer5n-ia;% Dessa forma, ele analisa as sen*en0as a=a e a=b, -onsiderando .ue3 ainda .ue am2as as sen*en0as "ossam *er a mesma refer5n-ia, o sen*ido delas / diferen*e e, "or -onseguin*e, n1o *em o mesmo #alor -ogni*i#o% Fe<amos um e+em"lo3 analisando as sen*en0as 4Dilma6G4Dilma6 e 4Dilma6G4a*ual "residen*e do Hrasil6, "odemos no*ar .ue se referem ao mesmo o2<e*o :a "essoa .ue o-u"a a*ualmen*e o -argo de "residen*e do Hrasil;% Con*udo, os #alores -ogni*i#os :-on*ri2ui01o da sen*en0a "ara a a.uisi01o de -onIe-imen*o; s1o diferen*es3 a "rimeira sen*en0a *em #alor *ri#ial, "ois n1o re"resen*a um desen#ol#imen*o do -onIe-imen*o, mas a"enas e+"ressa um e#iden*e "rin->"io de iden*idade do

o2<e*o -onsigo mesmo .ue "ode ser a"reendido a priori% J@ a segunda sen*en0a *em #alor informa*i#o K a-res-en*a -onIe-imen*os K e ne-essi*a de #erifi-a01o a posteriori% L "or isso .ue o enigma de Frege en#ol#e rela08es de sinMnimos en*re refer5n-ias e le#an*a a "ossi2ilidade de .ue uma "essoa des-onIe0a essa rela01o% Assim, no e+em"lo -i*ado a-ima, -er*amen*e .ual.uer "essoa sa2eria .ue 4Dilma6 / 4Dilma6, "ois / um *i"o de -onIe-imen*o au*oE e#iden*eB mas / "oss>#el .ue des-onIe0a .ue 4Dilma6 / a 4a*ual "residen*e do Hrasil6%

Referncia Bibliogr fica MARCONDES, Danilo% Te+*os 2@si-os de linguagem3 de Pla*1o a Fou-aul*% Rio de Janeiro3 Jorge NaIar Ed%, )((C%