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GALINDO, Bruno."Tem o Reino Unido uma constituição? Limites e possibilidades de uma teoria da constituição britânica.

" in Revista da Faculdade de Caruaru, ano 34, out/2003, 73-90.

ASSUNTO
Concretização da codificação
constituição - EUA e FRANÇA.

ARISTÓTELES
Adendo
O que ele não falou
O que falou

Aristótoles ≠ Cícero

Características do
constitucionalismo
continental.
Sieyés

Kelsen

Constitucionalismo XX

R.U. tem constituição

R.U. não tem constituição

Caráter histórico do
constitucionalismo inglês

Magna Charta Libertatum


1215
GALINDO, Bruno."Tem o Reino Unido uma constituição? Limites e possibilidades de uma teoria da constituição britânica. " in Revista da Faculdade de Caruaru, ano 34, out/2003, 73-90.

ASSUNTO

Outros documentos
constitucionais.

Natureza proteção à
constituição inglesa
Especificidades da história
inglesa
Faz parte da constituição
inglesa
Direito da constituição e
convenção constitucional

Direito da constituição

Convenção Constitucional

Estrutura do parlamento
inglês.

Supremacia do parlamento
(SP)

Conseqüências da SP
GALINDO, Bruno."Tem o Reino Unido uma constituição? Limites e possibilidades de uma teoria da constituição britânica. " in Revista da Faculdade de Caruaru, ano 34, out/2003, 73-90.

TEXTO PP
"Redigir em um documento solene e aprovado por uma assembléia constituinte a organização do poder político do Estado e os limites à atuação deste último, além dos direitos
fundamentais dos cidadãos, é o modo encontrado pelos revolucionários franceses e norte-americanos para regulamentarem socialmente as condutas dos agentes estatais e dos cidadãos 92
no espírito iluminista liberal".
ARISTÓTELES
Termo original usado por ele era politeia, cuja tradução por constituição é bastante questionável.
•       "Não havia em Aristóteles qualquer referência a hierarquia normativa ou supremacia constitucional frente às demais normas jurídicas" 93
•        "Para ele, constituição é a estrutura política da polis, que ordena a distribuição dos cargos governamentais, a determinação do poder governamental superior e a finalidade da
93
comunidade política."
“A maior predominância dos aspectos técnicos-jurídicos e um certo distanciamento do telos axiológico apontado por Aristóteles diferenciam Cícero do filósofo ateniense quanto ao
conceito de constituição." 93

”1. em termos formais, a supremacia hierárquico-normativa, a rigidez (imutabilidade relativa), o controle de constitucionalidade e a forma escrita e codificada;
2. em termos substanciais, a regulamentação fundamental da organização e funcionamento do aparato estatal e a relação dos direitos fundamentais mais relevantes concernentes aos
94
cidadãos, alegáveis dogmaticamente contra os demais cidadãos e/ou grupos de cidadãos e contra o próprio Estado.”
“(...) estabelece uma sólida teoria do poder constituinte, diferencia este em relação aos poderes constituídos (legislativo, executivo e judiciário), e ainda propugna por uma teoria da representação
95 política e prop
“(...) estrutura em uma graduação hierárquica na qual a constituição ocupa a supremacia normativa em relação aos demais atos de natureza jurídico-positiva.”
“(...) rigidez constitucional (...) controle de constitucionalidade destas” (destas = leis infra-constitucionais)
“(...) o surgimento do constitucionalismo social no séc. XX exija novos conteúdos para a constituição, tornando-a um instrumento de consagração direitos sociais e econômicos e não
95
apenas individuais.”
“(...) se levarmos em conta apenas os aspectos substanciais, com uma certa relativização no que diz respeito à idéia de separação de poderes, podemos dizer que há uma constituição
britânica, na medida em que existem no Reino Unido normas regulamentadoras dos fundamentos organizacionais do Estado, assim como cartas de direitos fundamentais dos cidadãos.” 95-96

“Se considerarmos um conceito de constituição que exija a presença de caracteres formais” “podemos afirmar com segurança que o Reino Unido não possui uma constituição.”
95

“Mais do que em qualquer outro país ocidental, o direito constitucional britânico é fruto de suas tradições e consolidações históricas, mais do que de fórmulas racionais estruturadas
96
legislativa ou constitucionalmente.”
“(...) trata-se de uma carta de direitos destinada apenas aos nobres feudais insatisfeitos com a política desenvolvida pelo Rei João Sem Terra, especialmente no que diz respeito à
96
tributação.”
“(...) é no documento medieval inglês que nascem importantes instrumentos de garantias fundamentais, assim como limitações ao poder estatal, tais como princípio da legalidade
tributária e penal, e a ação de habeas corpus.” 97
GALINDO, Bruno."Tem o Reino Unido uma constituição? Limites e possibilidades de uma teoria da constituição britânica. " in Revista da Faculdade de Caruaru, ano 34, out/2003, 73-90.

TEXTO PP
1. 1628 – Petition of Rights: reforça legalidade tributária e penal
2. 1653 – Instrument of Government: considerada a 1ª constituição escrita, não fala em direitos fundamentais nem separação de poderes; estabelece superioridade hierárquica aos
atos regulares do parlamento e organização institucional da República Inglesa.
Não sobrevive à morte da república e de seu fundador – Cromwell
3. 1679 – Habeas Corpus Act
4. 1689 – Bill of Rigths: Guilherme e Mª de Orange são imperadores/estabelecidas normas de sucessão/ catálogo de direitos e liberdades extendidos aos comuns/ parlamento seus
poderes e sua relação com a coroa)/leis (execução e suspensão)/tributos/ exército (recrutamento e manutenção)/ eleição/ liberdade de expressão/ penas e sentenças.
•       É uma constituição formal
•       Não é uma constituição formal: não é uma carta totalizante, não derroga atos constitucionais anteriores, não é protegida contra mudanças.

“(...) sua consagração tem se dado muito mais pela força material e dimensão político-institucional dos seus preceitos do que pela existência de garantias formalizadoras”.

“(...) há, já nessa época, uma centralização monárquica semi-absolutista, o que antecipa também as lutas antiabsolutistas modernas, embora os direitos e liberdades sejam apenas para
96-97
os ‘homens livres’, os pertencentes a setores privilegiados da sociedade.”
“1. As regras concernentes à estruturação do Parlamento, do governo e da magistratura, assim como seus poderes, o exercício destes e o relacionamento interinstitucional;
99
2. A proteção dos direitos e liberdades individuais e direitos políticos”
“(...) definição dos membros do poder soberano, a regulamentação de suas relações recíprocas, o modo como esse poder exerce a sua autoridade, a ordem de sucessão ao trono, as
100
prerrogativas da magistratura, o processo legislativo e a forma das eleições parlamentares.”
Common law + statute law + costumes/tradições jurídicas aceitos como tais pelos tribunais, desde que versem nos assuntos acima. 101
1.      Common law = “Consiste fundamentalmente nos precedentes judiciais que possuem força obrigatória. No caso do direito constitucional, somente os precedentes referentes às
matérias constitucionais é que passam a fazer parte do direito da constituição.”
100
•      Este não é nem não-escrito (já que surge das decisões judiciais, principalmente dos Tribunais de Westminster), nem costumeiro já que surge da jurisprudência e vem tomar o lugar dos
costumes locais.
2. Statute law = “(...) compreende os diversos atos oriundos do Parlamento que regulamentam as aludidas matérias constitucionais”.
101
Pex: Bill of Rights, Magna Charta Libertarum...
•       “São convenções, entendimentos, hábitos ou práticas que, embora não consolidadas pelas cortes judiciais, regulam a conduta de muitos membros do poder soberano”.
•        “As mais importantes convenções constitucionais estão relacionadas com os limites dos poderes legais do monarca e com a regulação das relações recíprocas entre governo e 101
parlamento.”
1. House of Lords: esvaziado da função legislativa ao longo do tempo por diversas convenções constitucionais (as quais em 1911 e 1949 se desembocaram no Parliament Acts), ainda
desempenham importantes funções como a Appellate Comunittee, um comitê de apelação que funciona como último grau de recurso judicial no Reino Unido.
2. House of Communs: predominância nas questões legislativas e governamentais.
Antes de outro país da Europa, houve uma aspiração por um órgão “representativo dos súditos e que efetivamente determine a direção política do Estado”. Esse órgão seria o parlamento.

Esse é o princípio constitucional fundamental do Reino Unido, não existindo limites formais ao poder do Parlamento.
1. Inexistência de supremacia hierárquica dos atos constitucionais em relação aos demais atos do Parlamento.
2. Não há dispositivos constitucionais imutáveis.
3. Não há > dificuldade para a reforma dos atos constitucionais do que para atos legislativos comuns.
4. Inexistência de um controle judicial de constitucionalidade
•       “O Parlamento tem sido prudente na observância e na modificação dos atos constitucionais, assim como na institucionalização de novos atos legislativos desta natureza. “ 104-108

•       “Tendo em vista ser o direito britânico concretamente um direito jurisprudencial, a dimensão efetiva dos próprios Atos do Parlamento termina sendo dada pela jurisprudência”

•        “(...) percebe-se que a supremacia do Parlamento, embora não seja negada diretamente por nenhum juiz ou tribunal britânico, termina por ser mitigado na prática interpretativa das
cortes judiciais”.
GALINDO, Bruno."Tem o Reino Unido uma constituição? Limites e possibilidades de uma teoria da constituição britânica. " in Revista da Faculdade de Caruaru, ano 34, out/2003, 73-90.
GALINDO, Bruno."Tem o Reino Unido uma constituição? Limites e possibilidades de uma teoria da constituição britânica. " in Revista da Faculdade de Caruaru, ano 34, out/2003, 73-90.
SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo.(pp.36-46)

ASSUNTO
 Conteúdo da constituição I

 Sentido das constituições

 CARL SCHMITT

Conceito autor

Conteúdo da constituição II

Classificações

Objeto constituição hoje


Formal ≠ Material
SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo.(pp.36-46)

Elementos 

Supremacia constitucional
SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo.(pp.36-46)

TEXTO
Forma de governo/aquisição e exercício do poder/ organização do Estado/ limites ao poder do Estado/ direitos fundamentais e garantias.
a) sociológico è Lassale
b) político è Schimitt
c) Puramente jurídicoè Kelsen
Constituição: “(...) só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado, direitos individuais, ≠
vida democrática etc.)”

Leis Constitucionais: demais dispositivos constantes do texto constitucional, mas que não se referem (↑)
“Busca-se, assim, formular uma concepção estrutural de constituição, que a considera no seu aspecto normativo, não como norma pura, mas como norma em sua conexão com a
realidade
a) forma èsocial, que lhe
complexo de dá o conteúdo
normas fático
(escritas e o sentido axiológico.”
ou costumeiras)
b) conteúdo è conduta humana motivada pelas relações sociais
c) fim è realização de valores
d) causa criadora è o poder que emana do povo.
1. Conteúdo: materiais ou formais. Materiais relacionam-se com a estrutura do Estado + organização de seus órgãos + direitos fundamentais.
Formais: tanto são as normas não-materiais dentro do documento constitucional, como se refere ao procedimento especial e solene de elaboração
da norma constitucional.
2. Forma: escritas ou não-escritas Escritas ↔ Dogmáticas
3. Modo de elaboração: dogmáticas ou históricas Não escritas ↔ Históricas
4. Origem: populares (democráticas) ou outorgadas. Há as cesaristas, que são formadas através de plebiscito popular sobre projeto elaborado por Imperador ou Ditador
5. Estabilidade: rígida, flexíveis e semi-rígidas. Rígida ≠ escrita ou dogmática e flexível ≠ não-escrita ou histórica. Sobre constituição semi-rígida, ver art. 178 da constituição de 1824.
Estrutura do Estado/ organização de seus órgãos / modo de aquisição do poder e seu exercício/ limites de sua atuação/ direitos e garantias dos indivíduos/ fixar o regime político/
disciplinar
≠ não tem os fins sócio-econômicos
sentido, doobjetivos
já que os fins e os Estado/ fundamentos dos direitos econômicos,
do Estado (considerados sociais
aspectos formais) e culturais.
fazem parte constitutiva do Estado
SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo.(pp.36-46)

1. Orgânicos: regulamentam estrutura do Estado e do poder


2. Limitativos: direitos e garantias fundamentais è direitos individuais e suas garantias + de nacionalidade + políticos e democráticos
3. Sócio-ideológicos: revelam o caráter de compromisso das constituições modernas entre o Estado individualista e o Estado Social, intervencionista.
4. Estabilização constitucional: assegurar a solução de conflitos constitucionais + defesa da constituição, do Estado e das instituições democráticas.
5. Formais de aplicabilidade: estatuem regras de aplicação das constituições.
O princípio da supremacia constitucional decorre da rigidez constitucional que é a > dificuldade de alteração de suas normas do que de normas ordinárias.
Supremacia material: está ligada muito + a fatores sociológicos e políticos do que simples normas constitucionais.

Supremacia formal: se resume à rigidez constitucional.
SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo.(pp.36-46)

PP
38 

 38

nexão com a 39

41-42 

or
 42-43
ão de 1824.
gime político/
43
SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo.(pp.36-46)
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

ASSUNTO TEXTO
Conceito +vista de (...) o termo constituição possui um significado meramente descritivo, perfeitamente igual ao que possui
constituição nas ciências naturais. Esse significado científico é absolutamente independente e autônomo de qualquer
relação com o conteúdo concreto da Constituição que, por sua vez, seria político e axiológico."
Constituição para o "Para o jurista, todos os Estados - portanto, também os absolutistas do séculoXVII e os totalitários do
jurista século XX - têm uma constituição, uma vez que existe sempre, tácita ou expressa, uma norma básica que
confere o poder soberano de império(...)"
"(...) notaremos que a ciência jurídica realizou uma obra lenta mas de inflexível depuração dos valores
nelas originariamente implícitos, esvaziando-se, assim, de alcance político para garantir-lhes um uso
neutro na pesquisa científica"

2 técnicas 1ª) "Afirmou-se, por um lado, que o constitucionalismo consiste na divisão do poder, de modo que se
constitucionais (TC) impeça todo o arbítrio(...) temos a divisão do poder horizontal, a famosa separação dos poderes, e a
divisão
2ª) "Porvertical, o Federalismo."
outro lado, afirmou-se também que o constitucionalismo representa o Governo das leis e não dos
homens, da racionalidade do direito e não do mero poder (...)
1ª TC:
MONTESQUIEU

Definição "Montesquieu, para obter equilibio efetivo entre os diversos poderes, introduz em sua construção o ideal
clássico do Governo misto, que fora buscar no próprio pensamento político inglês."
Divisão dos poderes "(...) o poder estava dividido entre rei, a nobreza e a burguesia, e era constitucional o regime que
versus divisão de experimentava sua harmônica cooperação na formação da vontade do Estado."
classes

1ª TC: KANT
Definição "(...) ele prefere antes compreender em sua natureza particular ou 'dignidade' as diversas funções do
Estado: legislativo, executivo e judiciário." (...) Para Kant, esses três poderes hão de ser autônomos e
independentes em sua própria esfera.
≠ executivo e "Para Kant, a lei possui um avalor universal, porquanto não exprime a vontade empírica da maioria, mas a
legislativo = ≠ lei e vontade unitária do povo em que 'cada um decide a mesma coisa para todos'; o decreto, pelo contrário, é
decreto um ato particular para casos particulares."
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

ASSUNTO TEXTO
1ª TC: críticas "Esse princípio era certamente mais adequado a um sistema social em que havia dois ou três poderes, o
do rei, o da nobreza e o do povo, do que ao nosso, baseado no Governo da maioria."
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

ASSUNTO TEXTO
2ª TC: GARANTIAS "A teoria das garantias, que tem se principal teórico em Benjamim Constant, acentua sobremaneira (...) a
FRANÇA necessidade de tutelar, no plano constitucional, os direitos fundamentais do indivíduo, ou seja, a
liberdade pessoal, a liberdade de imprensa, a liberdade religiosa e, finalmente, a inviolabilidade da
propriedade privada."
2ª TC: ESTADO DE "(...) O Estado só pode interferir nos direitos subjetivos dos indivíduos se justificar sua ação com uma lei
DIREITO geral; (...) deve manter distinta a função executiva da legislativa, operando aquela por meio de decretos
ALEMANHA que têm de estar conformes com as leis gerais: daí a necessidade de um controle constante da ação do
executivo (...)"
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

ASSUNTO TEXTO
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

ASSUNTO TEXTO
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

ASSUNTO TEXTO
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

ASSUNTO TEXTO
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

ASSUNTO TEXTO
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

ASSUNTO TEXTO
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

OBSERVAÇÕES PP

Esvaziamento do conteúdo político da definição de


constituição. 1

Hoje, constitucionalismo retoma seu conteúdo


político/axiológico que lhe fora retirado.
2

No caso inglês, pex, rei, câmara dos lords com


aristocracia, câmara dos comuns com burguesia e o
judiciário preservado pela inamovibilidade dos juízes. 4

Essa versão foi de pouca utilidade haja vista o


parlamentarismo. 5

Não se leva em conta o conteúdo típico de um e outro


instrumento juridico e sim apenas sua fonte. 5

Kant faz distinção qualitativa levando em


consideração as 3 funções do Estado; a ciência
jurídica faz distinção apenas quantitativa em relação a
posição de cada um na hierarquia do ordenamento
jurídico.
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

OBSERVAÇÕES PP
Referindo-se ao parlamentarismo não se aplica já que
nesse sistema de governo só um poder governa, que 6
é o da maioria.
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

OBSERVAÇÕES PP
Apesar desse enfoque, não se esquece da divisão de
poderes que gaha um plus: a divisão vertical de
poderes, ou seja, o federalismo 6

Se o estado de direito é só uma forma de exercer o


poder, o direito não é limitador do poder, podendo
desembocar num despotismo juídico. 6e7
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

OBSERVAÇÕES PP
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

OBSERVAÇÕES PP
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

OBSERVAÇÕES PP
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

OBSERVAÇÕES PP
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

OBSERVAÇÕES PP
MATTEUCI, Nicola. "Constitucionalismo" in BOBBIO, N. Dicionário de Política. Brasília:UNB, 1999.

OBSERVAÇÕES PP
BARROSO, Luís Roberto. O direito constitucional e a efetividade de suas normas.

ASSUNTO

 Motivo prolixidade da CF 1988

Papel do patriamonialismo  no célula de cima


BARROSO, Luís Roberto. O direito constitucional e a efetividade de suas normas.

TEXTO
1. “Em primeiro lugar, no caso brasileiro de 1988, como já observado, a ânsia de participação de uma sociedade longamente marginalizado do processo político.”
2. “Em segundo lugar, pela razão constatada pelo grande jurista M. Seabra Fagundes, que ainda estava vivo e atuante quando do nascimento da Carta: ‘ no Brasil e preciso dizer tudo
tin-tin-por-tin-tin, senão não se cumpre”.
3. A terceira causa dos textos longílineos é patológica, dramaticamente patológica: o atávico patrimonialismo da formação social brasileira.”’
“A má distinção entre o espaço público e o espaço privado, aliado ao populismo paternalista entranhado em nossa prática política, infla a constituição com disposições que, de um lado,
protegem os cartórios, tanto os literais, como os figurados e, de outro, acenam com benesses retóricas.”
BARROSO, Luís Roberto. O direito constitucional e a efetividade de suas normas.

PP

315-
316

317
ASSUNTO
Importância do estudo das 3
revoluções
 Experiência Inglesa
 Causas da Magna Carta

 Autores ingleses

 Parlamento inglês medieval

 Peculiaridades da constituição
inglesa

 Supremacia da lei

Desejo de uma constituição


escrita 
ASSUNTO
 Experiência EUA

Fatores formadores da
mentalidade rebelde americana

 Supremacia constituição
Influência do calvinismo no
constitucionalismo

Nacional X Federal

Experiência Francesa

Exemplos: constituição inglesa,


revolução francesa

Autores franceses

Novos valores
ASSUNTO

 4. Liberdade

 Governo Impessoal

Princípios 
 Direito Resistência

versus
Revolução

Revolução pré-burguesa

Revolução burguesa

Constituição aparece

Nascimento de poder
constituinte
TEXTO PP
“(...) abriram espaço ao chamado Estado Constitucional (...). Tais experiências foram a inglesa, a norte-americana e a
50
francesa.”
 Experiência Inglesa
“Ela foi redigida e assinada, depois de uma série de lutas contramarchas dentro de uma sociedade feudal, expressando o
51
poder dos barões e a necessidade em que e viu o rei de pactuar com eles”.
1. Salisbury (1110- 1180): autor de Policraticus, visto como o 1º grande pensador medieval
2. Glanvil: autor de De Legibus et Consuetudinibus Angliae, se situa na literatura jurídico inicial da Idade Média; reflete a
situação do common law no séc XII.
3. Bracton:
4. Frontscue: seu tema central era demonstrar as ≠ entre a experiência inglesa e francesa. 57
5. John Smith: via o parlamento como tribunal e a constituição como um sistema composta principalmente por tribunais
57

6. Edward Coke: foi o ponto de partida da idéia de controle de constitucionalidade por via judicial 58
7. John Loecke: a idéia de contrato, apesar de não explícita, aparece como um pressuposto ao expor a idéia de governo por
consentimento. Embora não existam referências a constituição, “(...) suas concepções sobre os poderes, as formas de 59
governo, e as relações entre mando e garantias são uma teoria da constituição inglesa.”
8. Blackstone: publica suas obras entre 1776 e 1769 e “(...) se fundava no direito natural e também no direito divino, adotava
60
por outro lado a teoria do contrato social e o princípio da supremacia do legislativo (...)”
“O parlamento não era law-maker, não criava direito: era antes uma corte judicial, justamente a corte ‘ mais alta’ do Reino,
num sentido bastante diverso do que vieram a ter, modernamente, os parlamentos e as instituições judiciais”. 53

“(...) ausência de constituição ‘escrita’, ausência de ‘poder constituinte’, permanência de praxes seculares e de hábitos
55
institucionais medievais (...)”
Para nós: “(...) equivale a uma supremacia da constituição e não apenas do direito” 55
 Para os ingleses: “Pensava-se, então, na supremacia da lei como um todo, como se pensava também na estrutura política
55
como um todo, e este todo ficou sendo chamado de constituição.”
Durante o séc VXII havia a solicitação por “(...) documento escrito e unificado apto a fundar e limitar o poder político. O
espírito puritano, disciplinado na obediência à ‘lei’ e na severa discussão conceitual, orientou essa exigência em dimensão 58
quase religiosa”.
TEXTO PP
 Experiência EUA
1. Direito natural; 62
2. Representação política
3. “(...) idéia de uma lei fundamental, justificadora e ao mesmo tempo limitadora do uso do poder(...)” 62
4. espírito puritano que “(...) representou uma espécie de radicalismo ou de superlativo, em relação à religiosidade
63
protestante”
5. Leituras clássicas: Cícero e Aristóteles 63
6. Praticismo que possibilitou conciliar: “(...) tanto a tradição provinda dos framers da constituição, embora um tanto
transformada em mito e retórica, como a austeridade calvinista e puritana, embora às vezes mantida como mera fachada
legalista e mero espírito de censura estética.
Apareceu sob a forma do federalismo. 65
“(...) a estima pelos textos fundamentais – o da Bíblia como o da Lei. E da lei evangélica à lei jurídica e constitucional o passo
66
não foi difícil. A idéia de lei escrita deu base à noção definitivamente assente de constituição.”
“(...) ora entendidos como idênticos (os Estados sendo áreas provinciais ou regionais), ora como contrapostos (os Estados
sendo unidades nacionais ou paranacionais). (...) De resto, a história mostraria o crescimento dos poderes da União, sem 66
embargo de ‘os poderes remanescentes’ caberem aos Estados.”
Experiência Francesa
“É certo que o conjunto da história constitucional inglesa ficou sendo altamente exemplar, mas do que sua revolução (1688)
como revolução; mas no caso da França, cuja história constitucional como um todo não ficou tão modelar, a importância 68
assumida por sua revolução tornou-se comparativamente maior”.
1. Claude Joly: sua obra de 1653 buscava resgatar princípios medievais de liberdade política.
2. Quesnay: proto-constitucionalismo
3. Voltaire: liberal, mas não democrata 69
4. Montesquieu: liberal, mas reformista
5. Rousseau: liberal e coletivista (totalitarista?) 
1. Iluminismo clarifica o individualismo e o racionalismo
2. Modernidade se apura e desemboca na noção de progresso
71
3. Direito natural e liberalismo
4. Liberdade
TEXTO PP
Na Idade Média: “(...) era uma liberdade localista e presa a uma visceral vivência do comunitário
Na Revolução Francesa: “(...) é individualista, universalizante e abstrata; tende ao racionalismo conceitual e ao reformismo 72
legislativo.”
“Em Rousseau, o severo repúdio às vontades particulares (inclusive a da maioria) em prol de uma ‘vontade geral’ sempre
infalível porque desligada das vontades empíricas, era uma tentativa de situar o fundamento do governo em nível genérico.” 72

 Decorrente da idéia de governo impessoal 72 


“(...) correspondia a uma visão ética da política e entendia como base da resistência o descumprimento de deveres por parte
do mocarca.”
74
“(...) se encaixa num conceito laico-racional do progresso das sociedades e entende as revoluções como atos criativos.”

“(...) como transformação ou como mutação (...) concebendo as revoluções no sentido de alterações dadas num quadro
evolutivo (...) a idéia platônico-polibiana de um rodízio de formas de governo ou a concepção aristotélica de mutações nas 74
instituições.
(...) a mudança de estrutura e de perspectiva no todo da sociedade, estando a mudança política em compromisso com a
74
mudança de classes, ou nos valores, ou em algo bastante essencial (...)”
1. Declaração de Direitos: muita ambigüidade, ou para falar de estrutura social e política ou para falar da lei fundamental
garantidora de todos.
75-76
2. Atos legislativos 1789/90/91: “(...) visava mais designar a nova organização dada ao Estado, ainda, do que caracterizar de
modo específico a norma promulgada”.
RF: concepção de separação de poderes (Monstesquieu) + idéia de nação + generalidade dos atos nacionais
78