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Medidas de força

5.1

V – MEDIDAS DE FORÇA

1- Introdução

As forças gravitacionais são exercidas em massas devido à interação entre o objeto envolvido e a Terra (ou de fato, qualquer outra grande massa). Para cancelar essa força gravitacional deve ser aplicada uma força de igual intensidade e sentido oposto.

Um objeto estacionário sobre o prato de uma balança de mola não tem sobre si uma força resultante, portanto a força gravitacional terá sido cancelada pela ação da mola, sendo esta, portanto, uma medida do peso do objeto.

Para medir estas forças que exercem sobre os corpos, existem vários meios, sendo eles de diferentes graus de precisão e de capacidade. Durante esta explanação, serão abordados alguns métodos de medição de força, os quais são:

Balanças

Dinamômetros

Transdutores

Anéis Dinamométricos

Célula de Pressão

Célula de Carga

2- Medidores de força

2.1- Balanças

A figura 5.1-(a) mostra a forma de uma balança analítica simples que poderia ser

utilizada na pesagem de substancias químicas. A força gravitacional que atua em uma massa desconhecida é comparada com a que atua em uma massa-padrão. A balança é uma alavanca com as massas (forças) conhecida e desconhecida eqüidistantes em relação ao pivô. Como o momento da força conhecida em relação ao pivô, e ambos estão à mesma distância em relação ao pivô, então as forças conhecida e desconhecida devem ser iguais na condição de equilíbrio, quando a

balança estiver equilibrada, assim:

O

momento da força conhecida em relação ao pivô é F c x d,

O

momento da força desconhecida em relação ao pivô é F d x d.

Em equilíbrio os dois momentos são iguais, portanto, F c x d = F d x d => F c =F d .

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5.2

A condição de equilíbrio é obtida adicionando-se massas em uma extremidade da

alavanca até que F c torne-se igual a F d .

A figura 5.1-(b) mostra outra forma de balança. Nessa balança o equilíbrio é

conseguido através do deslizamento de uma massa ao longo do braço de alavanca.

O alcance do instrumento pode ser mudado adicionando-se massas no extremo do

braço de alavanca. Isso é feito para se obter um equilíbrio grosseiro e, então, o equilíbrio fino é conseguido deslizando-se a massa pelo braço de alavanca.

Em equilíbrio, tem-se, F d x a = F a x c - F c x b.

A posição do cursor ao longo do braço da alavanca, isto é, a distância b, pode ser

utilizada como uma medida de força.

Figura 5.1 - (a) Balança Analítica Simples; (b) Balança Mecânica Simples.

A figura 5.2 mostra outra forma de balança que depende da ação de alavancagem.

A massa desconhecida é colocada no prato da balança e a força gravitacional que

nela atua faz o braço da alavanca oscilar pela escala. A escala é calibrada em termos de massa. A balança é conhecida como balança de braço de alavanca e, geralmente, tem duas faixas. As faixas podem ser relacionadas variando-se a posição do cursor no braço da alavanca.

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5.3

Medidas de força 5.3 Figura 5.2 - Balança de braço de alavanca. As balanças mostradas nas

Figura 5.2 - Balança de braço de alavanca.

As balanças mostradas nas figuras 5.1 e 5.2 dependem da alavancagem. Um outro grupo de balanças e sistemas de medição de força depende do alongamento de algum membro elástico, chamado Dinamômetro.

2.2- Dinamômetros

Um dinamômetro depende, para sua ação, do alongamento de uma mola sob a ação de uma força, sendo o estiramento da mola proporcional à força. Os dinamômetros de leitura direta não são capazes de alta precisão, pois os alongamentos produzidos são relativamente pequenos.

pois os alongamentos produzidos são relativamente pequenos. Figura 5.3 - Dinamômetro. Prof. Edgar V. Mantilla Carrasco

Figura 5.3 - Dinamômetro.

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5.4

2.3- Transdutores

O termo transdutor é utilizado para descrever qualquer item que transforme informação de uma forma para outra. A razão para mudança é obter informação que possa ser medida facilmente.

Um exemplo simples de transdutor é uma mola. Se uma força aplicada a uma mola

presa por uma de suas extremidades (figura 5.4), esta se distendera. A informação

a respeito da força é transformada em informação na forma de um deslocamento da

extremidade da mola. A balança de mola simples utiliza esse princípio medindo o deslocamento da mola. Forças diferentes dão origem a deslocamentos diferentes e, assim, uma medida do deslocamento fornece uma única indicação da força. Para

uma mola simples o deslocamento x é proporcional à força aplicada (F).

Isso freqüentemente é escrito como uma equação, F= k.x, onde k é uma constante.

o como uma equação, F= k .x, onde k é uma constante. A mola é um

A mola é um transdutor

F= k .x, onde k é uma constante. A mola é um transdutor balança eletrônica. Figura

balança eletrônica.

Figura 5.4 - Uma mola é um transdutor.

2.4- Anéis Dinamométricos

Um anel dinamométrico, figura 7, consiste essencialmente de um anel de aço e um relógio comparador com leitura em milésimo de milímetro.

O projeto de um anel dínamométrico deve levar em consideração três fatores:

O diâmetro elástico do anel sob ação de uma força externa deve ser o maior possível, a fim de resultar numa boa sensibilidade e, portanto, precisão de leitura.

O diâmetro interno do anel deve ser suficientemente grande para permitir a montagem de um relógio comparador. A tensão máxima deve ser inferior ao limite de proporcionalidade do material do anel.

A deformação δ de um anel, segundo a linha de ação de uma força externa P, pode

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5.5

ser calculada por:

δ=

0,149

×

P

×

R 3

EI

Sendo : R = raio médio do anel

R =

D

e

+

D

i

4

(

mm

)

E = módulo de elasticidade do material do anel;

I = momento de inércia da seção do anel:

b

×

e

3

12

I =

A tensão de flexão do anel pode ser calculada por:

σ=

0,159

P × R × e

×

I

(

kgf / mm

2

)

O aço a ser utilizado para a construção de anéis dinamométricos deve ser de tubo sem costura, temperado e revertido. Na figura 5.5 é mostrado um anel dinamométrico e na tabela 5.1 as especificações de anéis.

e na tabela 5.1 as especificações de anéis. Figura 5.5 – Vista de um anel dinamométrico.

Figura 5.5 – Vista de um anel dinamométrico.

Tabela 5.1 – Especificações de anel dinamométrico

Descriminação

AD 100

AD 1000

Capacidade (kgf)

100

1000

Diâmetro externo D e (mm)

134

134

Diâmetro interno D i (mm)

120

110

Largura

b (mm)

20

40

Espessura

e (mm)

7

12

Matterial

Tubo sem costura, temperado e revenido

Curva de aferição

P = 0,299 x L

P = 3,27 x L

2.5- Célula de Pressão

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5.6

2.5.1- Sistemas de Medição de Forças por Pressão Hidráulica

Uma câmara que contém óleo é conectada a um manômetro, possivelmente uma manômetro Bourbon. A câmara tem um dispositivo ao qual é conectado um medidor (manômetro). A força aplicada causa uma variação na pressão do óleo que, então, aparece como uma variação na leitura do manômetro.

A figura abaixo mostra uma forma de tal sistema.

manômetro. A figura abaixo mostra uma forma de tal sistema. Figura 5.6 - Sistema de Medição

Figura 5.6 - Sistema de Medição de Forças por Pressão hidráulica.

2.5.2- Sistema Hidráulico e Pneumático

A pressão hidráulica pode ser usada para medir peso. Uma cápsula

apropriadamente projetada contendo óleo é conectada a um tubo de Bourdon ou

outro medidor de pressão. O sistema hidráulico tem o mesmo propósito assim como

o sistema de nível de uma escala tradicional, reduzindo a força devido ao uso de uma célula de carga de uma cápsula tal que o peso é reduzido a uma pressão hidráulica mensurável. Em algumas escalas de alta capacidade, alavancas podem

ser utilizadas para reduzir inicialmente a grande força anterior a última causada pela

contra-força hidráulica. Sistemas pneumáticos nos quais o ar é o transferidor de

força operam em princípios similares

2.6- Célula de Carga

A célula de carga foi desenvolvida e vem sendo comercializada à 50 anos. Sua principal área de aplicação tem sido em indústrias, ou seja, em controle de processos, maquinaria pesada, em teste de engenharia, e outros mais. Durante a década passada, contudo, a célula de carga tem invadido o campo das medições. Com a necessidade de escalas tendo sinais elétricos de saída para operação de

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5.7

dispositivos digitais, e interface com microprocessos e computadores, a célula tem mostrado facilidade na interação com esses processos, se tornando o meio mais prático de medição.

O mais crítico componente mecânico em qualquer célula de carga, é o elemento de

carga. O elemento de carga tem como função, servir de reação para a carga aplicada. O nível de deformação do elemento de carga é elasto-linear a carga

aplicada, ou seja, uma relação proporcional entre a deformação e a carga.

2.6.1- Considerações de Projeto

Os critérios que serão apresentados são em geral aplicáveis a todos os tipos de células de carga:

a- Freqüência Natural:

A freqüência natural do elemento de mola seria tão alta quanto ela pode ser, de

acordo com a sensibilidade especificada e outra operação requerida pela célula de carga.

b- Nível de Deformação Apropriada na Área dos Extensômetros para uma Variação de Carga:

Em um estágio anterior do projeto de elemento de carga, é necessário estabelecer a proporção tal que um nível de deformação será desenvolvido na área dos extensômetros quando a unidade for sujeita a variação de carga. O nível está freqüentemente dentro do intervalo de 1000 a 17000 µε. Com quatro extensômetros em circuito em ponte completa, 1500 µε produzirá um sinal nominal de 3 mV/V de excitação, baseado em um fator extensômetro de 2.0. Os níveis mais altos de deformação são usados quando é necessário alcançar os mesmos 3 mV/V na presença de um circuito compensador dissipativo.

c- Distribuição de Deformações Uniformes na Área dos Extensômetros:

Desde que a saída elétrica da célula de carga é limitada pelo nível máximo de deformações permitida na região dos extensômetros.

d- Proteção contra Sobrecarga:

Em alguns projetos, a configuração do elemento de carga é adequado para fácil incorporação de uma parada mecânica. Em outra palavras, o transdutor deve ser programado para limitar a deformação do elemento de carga. De modo geral as células de carga comerciais são projetadas para resistir uma sobrecarga de 150 a 200% da sua taxa de carga sem danificar, e 300 a 500% da sobrecarga antes da destruição da célula de carga.

e- Considerações sobre Temperaturas

Para minimizar a desestabilização provocada pelo efeito da temperatura em ambos,

o elemento de carga e o extensômetro, a configuração do elemento deverá ser

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simétrica com respeito a localização dos extensômetros. Uma maneira de cancelar o efeito da temperatura é usar um circuito com quatro extensômetros de resistências idênticas, um em cada braço da ponte e, portanto, eliminando o efeito da temperatura. Já que qualquer variação de temperatura que ocorra será absorvida igualmente por cada braço da ponte, e, por conseguinte não produzirá um desequilíbrio potencial. Um circuito apropriado para esse tipo de ponte deverá ser instalado da seguinte forma, como mostrado na figura 5.7.

Figura 5.7 - Elemento de carga.

2.6.2- Células de Carga de Colunas

A célula de carga de coluna tem uma história que data antes dos transdutores de extensômetro elétrico. A coluna do elemento de carga consiste de um ou mais membros cilíndricos em geral como mostrado na figura 5.8 (mas não necessariamente de seção circular). O elemento de carga é destinado para cargas axiais, e tendo no mínimo quatro extensômetros, dois na direção longitudinal, e dois orientados transversalmente para o sentido do coeficiente de Poisson. Os extensômetros são conectados em ponte completa como indicado para um circuito de ponte completa - mais não um circuito de ponte completa ativa, pois a deformação transversal de Poisson é muito menor do que a deformação axial. Quando projetado com a estrutura de suporte apropriada e meios para introduzir a carga na coluna, esse tipo de célula de carga pode ser também usado para forças de compressão ou tração, ou ainda ambas. Embora de simples concepção, o elemento de carga coluna reúne um número de características especiais que requer considerações quando tenta se fazer uma célula de carga de alta precisão. Por exemplo, a coluna é feita preferencialmente longa o bastante com relação a sua seção tal que um campo de deformações uniformes, impassível as suas condições finais, é estabelecido na localização dos extensômetros. Isto normalmente requer que a parte cilíndrica da coluna seja cinco vezes, tão longa quanto, a mais larga dimensão da seção transversal. Um projeto de

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5.9

uma célula de carga é mostrada na figura 5.9

Figura 5.8 – Princípio da célula de carga de coluna

Figura 5.9 – Desenho representativo de uma célula de carga de coluna.

Aliás, célula de carga de coluna tem uma reputação de não-línearidade essencialmente. O afastamento do comportamento linear é normalmente atribuído a mudança na área da seção transversal da coluna (devido ao coeficiente de Poisson), a qual ocorre com a deformação abaixo da carga. Por causa desse efeito, a rigidez do elemento de carga continuamente aumenta quando é carregada a compressão, e decresce com o carregamento de tração. Implicitamente no estado último é suposto que o módulo de elasticidade permanecer constante é independente do acompanhamento da variação da intensidade e sentido de carga. Mais provavelmente, o módulo tende a aumentair ligeiramente na compressão e

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diminuir na tração, agravando-se na área afetada. Apesar disso, essa variação do módulo é tão pequena para detectar nos testes de propriedades dos materiais, ela pode ainda ser significante nos níveis de precisão envolvidos nos modernos transdutores de medição de deformação. Supondo uma coluna de seção circular, pode prontamente ser calculada para a não-linearidade causada pela mudança de área, sendo aproximadamente de 0.003% por 100 µε da deformação longitudinal na coluna.

De fato, os efeitos da área e do módulo descritos acima são somente dois dos vários que podem surgir, diretamente e indiretamente, pela não simetria da distribuição de tensões na coluna. Com ambos, elementos de carga a flexão e cisalhamento, em contraste, eles são usualmente iguais em volume de metal sujeitos a numericamente iguais tensões de tração e compressão, sendo providos de numerosos mecanismos internos com própria compensação de não-línearidade, mas isso não é verdade para elementos de carga de colunas. Os elementos de carga de colunas tomam uma variedade de formas de projetos para otimizar a célula de carga em termos de produção e considerações de performance. A seção transversal da coluna pode ser quadrada, por exemplo, em vez de circular; ou pode ser circular com maquinaria plana nos quatro lados para facilitar a instalação dos extensômetros.

Apesar das células de carga de coluna ser normalmente tão compacta nas direções transversais, elas podem tornar-se inconvenientemente altas e volumosas quando projetadas para grandes cargas. Um meio de obter uma alta precisão é utilizar um perfil baixo de célula de carga de coluna, como mostrado na figura 5.10.

Figura 5.10- Célula de Carga com quatro colunas.

Neste tipo de projeto, a carga é distribuída nas quatro pequenas colunas, cada uma com seu próprio complemento de extensômetros. Os extensômetros correspondentes as colunas são conectados em série no correspondente braço apropriado da ponte. O resultado não é somente uma configuração muito compacta, mas que sem dúvida melhor determina a discriminação contra os efeitos dos componentes da carga fora do eixo. O elemento de carga de coluna pode também

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5.11

ser feito com uma cavidade como mostrado na figura 5.11. Para a mesma área da seção transversal (e portanto a mesma conformidade com respeito a cargas

puramente axiais), a cavidade cilíndrica é mais resistente a flexão por causa da sua maior área de momento de inércia. Este conceito pode também ser implementado em um perfil baixo, configuração de múltiplas colunas tal qual mostrado na figura

5.11.

Figura 5:11 - Células de Carga com Seções Vazadas.

Ainda outro método de aumento da área do momento de inércia para uma dada área da seção transversal é ilustrada na figura 5.12. A coluna de seção H tem a importante vantagem de permitir o extensômetro ser posicionado mais fechado para a parte neutra do eixo da coluna. Neste local eles são correspondentemente menos sensíveis para qualquer deformação a flexão que possa ocorrer no elemento de carga.

Figura 5.12 - Célula de Carga com seção H. Apesar do elemento de carga ter sido, e continuar sendo, largamente aplicado em

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5.12

células de carga de alta-precisão, sua popularidade está evidencialmente declinada. Em muitos casos, um projeto convenientemente para o elemento de carga para cisalhamento pode oferecer maior saída, melhor linearidade, baixa histerese, e resposta mais rápida.

2.6.3- Elementos de Flexão

Elementos de carga que emprega vigas ou uma configuração tal qual uma viga, sujeita a momento fletor, são largamente usadas em transdutores comerciais contemporâneos.

Há várias razões para a popularidade de elementos de flexão, e estes tendem a expressar as propriedades inerentes das vigas. Uma viga tem caracteristicamente uma alta-deformação, membro estrutural de baixa força, comparado, com uma coluna de mesma seção transversal. Além disso, no caso de uma viga com uma seção transversal que é simétrica sobre o eixo fletido, há sempre duas faces sujeitas a igual deformação de sinais opostos. Isto oferece um significado conveniente para implementar um circuito de ponte completa, montando pares de extensômetros elétricos opostos nas duas faces. Se a viga for razoavelmente fina, o arranjo resultará em uma boa compensação de temperatura porque as diferenças de temperatura entre os extensômetros podem ser mantidas muito baixas. Como uma vantagem adicional, a configuração da viga pode normalmente ser designada como plana, Isto devido a que a área aberta facilita a instalação do extensômetro.

A Viga de Cantilever Básica. Pode ser considerada como a mais simples (mas não geralmente a melhor) configuração de viga para um transdutor de flexão, figura 5.13-a. Pares de extensômetros elétricos alinhados longitudinalmente são montados nas superfícies superior e inferior, próximo a origem da viga. Portanto, baixo custo de fabricação e conveniente para a instalação do extensômetro elétrico, este tipo de elemento de carga pode apresentar vários inconvenientes, alguns podem ser eliminados a partir dos cuidados de projeto, mais outros são devido a configuração da viga cantilever.

Um elemento de carga cantilever tem como única formação útil, servindo para maioria do comprimento da viga, converter a carga aplicada no momento de flexão da área do extensômetro. Ao mesmo tempo, esta porção do comprimento da viga contribui significativamente para a deflexão no ponto de aplicação da carga e para a massa sujeita ao deslocamento. Como resultado, o elemento de carga tende a ser baixo em freqüência natural. O projeto pode ser aperfeiçoado um tanto pela concentração da deformação na área do extensômetro como mostrado na. figura 5.13-b. Para o mesmo nível de deformação na área do extensômetro, a deflexão é agora mais baixa, mas a massa tem sido aumentada. Portanto, o ganho pode ser obtido pela diminuição da massa na extensão da viga, e isto pode ser feito, por exemplo, fazendo a extensão da viga com uma cavidade como mostra a figura 5.13- c. O uso do alumínio misturado em vez do aço para o material da viga também resultará numa deflexão menor e freqüência natural mais alta para o mesmo nível de deformação na área do extensômetro.

Com a mudança no projeto, o simples elemento de carga cantílever tem sido notadamente mais simples e mais barato de fabricar. Infelizmente, ainda não tem

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5.13

alguns dos atributos desejados de um elemento de carga ótimos. Isto porque o campo de deslocamento no ponto de aplicação da carga é curvilinear; o ponto move lateralmente quando desvia. Também sob estas condições a carga não é mais aplicada em uma direção perpendicular ao eixo da viga, a menos que esses efeitos sejam eliminados ou compensados para ambos tenderem ao limite da precisão última e linearidade do transdutor.

Outro aspecto indesejável de projeto é a não uniformidade da distribuição de deformação sobre o comprimento da grelha do estensômetro elétrico. A deformação é maior na direção do engastamento da viga e diminui ao longo do comprimento do extensômetro. Este efeito é mais eminente em vigas curtas, desde que o gradiente de deformação varie inversamente com o comprimento da viga. Nós podemos subjugar essa deficiência pela introdução ainda de outro refinamento de projeto, isto é, variar a largura da viga na área do extensômetro para formar uma viga com tensões constantes. A condição de tensão constante pode ser obtida mais facilmente pela linearidade delgada dos lados da viga como mostrado, na vista plana, na figura 5.13-d.

Figura 5.13 - O elemento de carga de viga cantilever básica, com refinamentos sucessivos em configuração sujeitas às limitações de performance 2.6.4- Célula de Carga para Cisalhamento

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5.14

O princípio do elemento de carga de cisalhamento é ilustrado na figura 5.14. Neste caso, é dada a forma de uma viga cantilever que tem sido projetada com uma generosa seção transversal (com respeito à taxa de carga) para minimizar a deformação.

Em uma seção A-A da viga, contudo, uma reentrância tem sido introduzida em cada lado, deixando uma rede relativamente fina no centro. Tal como em uma estrutura de viga I, a maioria das forças de cisalhamento imposta pela força é levada para a rede, enquanto que o momento de flexão é resistido primeiramente pela flange. A seção transversal A-A é mostrada na figura 5.14-b, junto com as distribuições de tensões de cisalhamento e flexão nesta seção. No eixo neutro, onde a tensão de flexão é zero, o estado de tensões na alma é um de cisalhamento puro, atuando nas direções vertical e horizontal. Como resultado, o eixo principal está a aproximadamente 45º do eixo longitudinal da viga e a correspondente deformação principal é de igual magnitude e sinal oposto. Pares de extensômetro elétricos, com suas grelhas orientadas ao longo dos eixos principais, são instalados em ambos lados da alma e conectados em circuito de ponte completa para medição da carga.

Uma das vantagens do elemento de carga de cisalhamento é sua lenta sensibilidade à variação no ponto de aplicação da carga. Considerações de equilíbrio estático determinam que a força de cisalhamento vertical em todas as seções da viga para a direita da carga, figura 5.14-a, seja a mesma e exatamente igual a carga aplicada. Então, o cisalhamento na alma será independente do ponto de aplicação da carga, a medida que a carga é aplicada para. a esquerda da rede. Se os extensômetro elétricos estão somente no sentido das deformações induzidas pelo cisalhamento, a. saída da ponte não seria afetada pela posição da carga ou por outro momento de flexão no plano vertical.

Um meio de minimizar o momento de flexão nas redes de cisalhamento é indicado esquematicamente na figura 5.15-a. Neste caso, o momento de flexão no centro da rede é zero; e para um dado comprimento de viga e taxa de capacidade, o momento de flexão através da viga é reduzido pela metade. Elementos de carga de cisalhamento não são limitados, é claro, para configuração de vigas .cantilever, e uma variedade de outros desenhos podem ser encontrados em células de carga comerciais. A figura 5.15-b, por exemplo, ilustra o que é efetivamente um simples suporte de viga, devido a flexão dos extremos. Neste esquema, quatro extensômetros, um em cada lado de cada rede, é colocado em ponte completa. A disposição dos extensômetros e o arranjo do circuito permitem o cancelamento das deformações de flexão devido às cargas fora do eixo ou cargas laterais.

Outro tipo de elemento de carga é mostrado na figura 5.15-c. Neste e em projetos similares, o elemento consiste de um bloco de metal no qual furos ou reentrâncias tem sido introduzidas para uma forma de rede sujeita a direção de cisalhamento sobre carga axial. Um exemplo adicional pode ser visto na figura 5.15-d onde as redes cisalhadas são produzidas por furos longitudinais na viga. Os extensômetros orientados a aproximadamente 45º do eixo da viga são então instalados do furo para o sentido da força de cisalhamento.

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5.15

Figura 5.14 – Princípios de uma célula de carga para cisalhamento

Figura 5.15 – Alternativas de células de carga para cisalhamento

2.6.5- Elementos de Carga de Torção

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5.16

Num elemento circular submetido a torção as suas deformações máximas serão nas direções situadas a 45º da direção das geratrizes, figura 5.16-a. Essas deformações são iguais e de sinais contrários. Dois extensômetros J 1 e J 2 , figura 5.16-b, situados na mesma geratriz, colados perpendicularmente um ao outro, a 45º do eixo e conectados na configuração como mostra a figura 5.16-d, proporcionarão uma informação dada pelo par de torção. A montagem é, portanto, sensível a flexão. Por outro lado, um complemento da ponte, um par de extensômetros J 3 e .J 4 com suas geratrizes opostas, como na montagem da figura 5.16-c, obtém-se uma montagem sensível à sua torção e eliminação da tração,-compressão e flexão.

Figura 5.35 – Células de carga de torção (fonte: Avril, J., 1974) A seguir é apresentado um formulário para o cálculo de células de carga (fonte:

Avril, J., 1974).

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