Você está na página 1de 77

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

AULA 0

1. Planejamento de projetos e obras: programação e controle. 2. Viabilidade, planejamento e controle das construções: técnico, físico- financeiro e econômico. 3. Noções sobre gestão na produção de edificações, incluindo gestão de: projeto, materiais, execução, uso e manutenção.

Olá pessoal!

Convido vocês a participarem deste novo curso de Obras de Edificações Especiais, Planejamento, Normas, Fiscalização e Legislação em exercícios para a CGU.

É uma grande satisfação estarmos juntos na preparação para o próximo

concurso de Analista de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União – CGU. É uma satisfação especial porque trabalhei na CGU até o ano de 2009,

tendo sido aprovado no concurso de 2006. Trago ótimas lembranças do órgão, dos colegas e do trabalho que eu realizava.

O Edital ESAF n° 07, de 16 de abril de 2012, do concurso público para

provimento de cargos de analista de finanças e controle da Controladoria-Geral

da União – CGU, para Auditoria e Fiscalização de Infraestrutura, dividiu o conteúdo programático dos conhecimentos especializados em quatro áreas:

1. Obras – planejamento, normas, fiscalização e legislação;

2. Obras de edificações especiais;

3. Obras rodoviárias;

4. Obras hídricas.

Contudo, há superposição de conteúdo entre a primeira e a segunda área. Isto faria com que, caso o Ponto dos Concursos lançasse um curso para cada uma das quatro áreas, inevitavelmente ocorresse repetição de conteúdo entre os cursos. Pensando na melhor relação custo-benefício para os alunos, e buscando a melhor didática, optou-se por abordar o conteúdo das áreas 1 e 2 em um mesmo curso. Assim, os tópicos de planejamento, normas, fiscalização e legislação serão temas abordados neste curso, conjuntamente com as obras

de edificações e especiais.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Muito embora o programa do concurso contenha temas complexos, os assuntos serão abordados nas aulas até a profundidade necessária à resolução das questões dos concursos anteriores. Não se pretende aqui esgotar os temas ou ir além da abrangência exigida pela banca examinadora. Assim, o foco das aulas será manter o custo-benefício do estudo, indo até a medida necessária e suficiente à resolução das questões de prova.

A metodologia proposta neste curso consiste em apresentar exercícios com resolução comentada, de forma a trazer aos alunos, de forma organizada, clara e concisa, as melhores questões das bancas examinadoras, preferencialmente da ESAF, cobrindo a totalidade do conteúdo programático proposto.

No fim das aulas os exercícios nelas comentados serão apresentados numa lista, para que o aluno, a seu critério, os resolva antes de ver o gabarito e ler os comentários correspondentes.

Durante o curso daremos preferência para as questões de provas da ESAF. Contudo, devido ao universo restrito de concursos da ESAF em que houve a cobrança de conhecimentos de obras, complementaremos o curso com questões do CESPE.

Veremos agora o conteúdo e o cronograma do curso.

Conforme comentamos, o curso será baseado no Edital ESAF n° 07, de 16 de abril de 2012.

Assim, daremos ênfase às questões cobradas nos últimos concursos realizados pela ESAF e pelo CESPE na área de obras. Numa divisão mais didática que a do edital, buscando ser o mais completo e objetivo possível, serão 13 aulas, desenvolvidas da seguinte forma:

Aula

Data

Conteúdo

   

1. Planejamento de projetos e obras: programação e controle. 2. Viabilidade, planejamento e controle das

0 09/05

construções: técnico, físico-financeiro e econômico. 3. Noções sobre gestão na produção de edificações, incluindo gestão de: projeto, materiais, execução, uso e manutenção.

   

1. NBR 12721 – Avaliação de custos unitários e preparo de

1 09/05

orçamento. 2. Quantificação de materiais e serviços. 3. Avaliação de custos.

   

1. Análise orçamentária: composição de custos unitários,

2 11/05

planilhas de orçamento: sintético e analítico. 2. Curva ABC:

de serviços e de insumos. 3. Benefícios e despesas indiretas

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

   

(BDI). 4. Encargos sociais. 5. Exigências da LDO quanto à utilização de parâmetros de referências de custo. 6. Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. Conceitos básicos e aplicação.

3

14/05

1.

Organização do canteiro de obras. 2. Segurança e higiene

do trabalho.

 

4

16/05

1. Execução de fundações.

 
   

1. Estruturas de concreto armado e protendido. 2. Estruturas

5

18/05

metálicas (inclusive para coberturas).

 

6

21/05

1.

Instalações

(elétrica,

hidrossanitária,

prevenção

a

incêndio etc).

 

7

23/05

1. Alvenaria. 2. Impermeabilização. 3. Cobertura. 4. Esquadrias. 5. Pisos. 6. Revestimento. 7. Pinturas.

   

1.

Especificações de materiais e serviços. 2. Controle de

8

25/06

material (cimento, agregados, aditivos, concreto usinado, aço, madeira, materiais cerâmicos, vidro etc). 3. Controle de execução de obras e serviços.

   

1.

Engenharia legal. NBR 13752 – Perícias de engenharia na

construção civil. 2. Engenharia de avaliações: métodos;

9

30/05

níveis de rigor; depreciação; fatores de homogeneização. 3. Desapropriações; laudos de avaliação (NBR 14653 – antiga NBR 5676 – Avaliação de Imóveis Urbanos).

   

1.

Documentação da obra: diários, documentos de

legalização, ARTs. 2. Análise e interpretação de

10

01/06

documentação técnica (editais, contratos, aditivos contratuais, cadernos de encargos, projetos, diário de obras etc.).

   

1.

Acompanhamento de obras: apropriação de serviços. 2.

Controle de execução de obras e serviços. 3. Fiscalização:

acompanhamento da aplicação de recursos (medições,

11

06/06

cálculos de reajustamento, mudança de data-base, emissão de fatura etc.). 4. Fiscalização de obras civis, linhas de transmissão, instalações especiais e de equipamentos

elétricos. 5. Ensaios de recebimento da obra.

 
   

1.

Noções de legislação ambiental. Resolução CONAMA n.º

237/97: licenciamento ambiental (licença prévia, licença de instalação, licença de operação). 2. Resolução CONAMA n.º

12

08/06

001/86: estudo de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental. 3. Unidades de conservação (Lei n.º 9985/00).

4.

Lei n.º 9.605/98 – Lei de Crimes Ambientais.

 

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Será um prazer acompanhá-lo na preparação para o concurso de Analista de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União.

Sucesso, boa sorte e bom estudo!

Marcelo Ribeiro.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

1. (ESAF/CGU/AFC/Auditoria de Obras/2008) Planejamento e controle de projetos podem ser definidos como um enfoque sistemático e formal na execução das responsabilidades administrativas, que envolve a definição de objetivos, um plano para alcançar os resultados esperados e um sistema de relatórios. Nesse contexto, assinale a opção incorreta.

a) A elaboração do planejamento obriga analisar antecipadamente os projetos e quantificar o que é necessário para um desempenho satisfatório da execução.

Primeiramente, vejamos alguns conceitos sobre o gerenciamento da produção de edificações.

O gerenciamento das construções é composto por planejamento, programação,

acompanhamento e controle. No planejamento é definido o que fazer, em que sequência e quando. A programação determina onde, quanto fazer e com que

recursos. O acompanhamento trata da execução propriamente dita e o controle

é utilizado para conferir contra um padrão e verificar ou não a ocorrência de desvios a serem corrigidos, preferencialmente durante a execução do empreendimento.

Planejamento da produção de edificações

Planejamento pode ser definido como “um futuro desejado e os meios eficazes para alcançá-lo”. Ou seja, trata de documentar o que foi decidido para todo o empreendimento, de modo a permitir a tomada de decisão apropriada para cada situação. É uma representação devido à capacidade limitada da memória humana e da incerteza envolvida nos processos. Deve ser feito principalmente quando executamos tarefas nunca antes realizadas. Além disso, as incertezas envolvidas na construção de um empreendimento são muitas e devem ser evitadas ou contornadas para evitar interrupções constantes. É sabido que alterações ou interrupções levam ao aumento de prazo e ao acréscimo de custo.

Ainda, segundo Formoso (1991), planejamento é “o processo de tomada de decisão que envolve o estabelecimento de metas e dos procedimentos necessários para atingi-las, sendo efetivo quando seguido de um controle”.

Dimensões do planejamento

As dimensões do planejamento são:

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

a) Horizontal – etapas pelas quais o processo de planejamento e controle é realizado. Compreende as etapas de preparação do processo de planejamento (I), coleta de informações (II), preparação de planos (III), difusão da informação (IV), avaliação do processo de planejamento (V) e ação (VI). As etapas (I) e (V) ocorrem somente quando do lançamento de novos empreendimentos.

Ilustração das etapas da dimensão horizontal do planejamento:

das etapas da dimensão horizontal do planejamento: b) Vertical – ilustra a forma como essas etapas

b) Vertical – ilustra a forma como essas etapas são vinculadas entre os diferentes níveis gerenciais de uma organização. O planejamento é realizado em todos os níveis gerenciais da organização. Por causa da incerteza no processo construtivo, os planos são detalhados em cada nível com o grau apropriado, que varia com o horizonte de planejamento.

Os níveis são:

Estratégico – define o escopo e as metas. Decisões de questões de longo prazo, vinculadas às etapas iniciais do processo de projeto.

Tático – enumera os meios e as limitações para alcançar as metas, identificar os recursos, estrutura o trabalho, faz o recrutamento e treinamento de pessoal. O horizonte é de longo ou médio prazo.

Operacional – nele é feita à seleção do curso das ações através das quais as metas são alcançadas. Corresponde às decisões a serem tomadas no curto prazo.

O horizonte de planejamento considera as incertezas e o grau de detalhamento dos planos. O planejamento tático, em termos de horizonte de tempo, compreende o planejamento de longo e médio prazo. Já o operacional é o de curto prazo. Assim:

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Planejamento de longo prazo – tem baixo grau de detalhamento e é chamado de plano mestre. É usado para facilitar a identificação dos objetivos do empreendimento. Descreve o trabalho a ser executado através de metas gerais. Destina-se à alta gerência, para informá-la e para estabelecer contratos.

Planejamento de médio prazo – vincula as metas do plano mestre com o curto prazo. É um planejamento móvel (lookahead planning), sendo essencial para a melhoria do plano de curto prazo, para a redução de custos e durações. Ele considera: análise de fluxo, especificação de métodos construtivos, identificação de recursos necessários à execução, quantificação de recursos disponíveis em canteiro e restrições relacionadas ao desenvolvimento dos trabalhos. Possibilita que trabalhos interdependentes sejam agrupados e ajusta os recursos disponíveis do fluxo do trabalho. O lookahead planning tem um horizonte de 4 semanas planejadas, começando a contar a partir da segunda semana, uma vez que a primeira semana refere-se ao curto prazo. Ele determina que atividades devem ser concluídas no plano de médio prazo. Busca identificar e remover as restrições que impedem o fluxo contínuo do trabalho.

Planejamento de curto prazo – tem a função de proteger a produção contra os efeitos da incerteza. Trata de um plano com análise de cumprimento dos requisitos e das razões para que as tarefas planejadas não sejam cumpridas.

Atenção! A incerteza de execução de uma atividade aumenta com o aumento do horizonte necessário para a implementação do plano (são grandezas diretamente proporcionais).

Agora, vejamos a conceituação de projeto.

Tradicionalmente, um engenheiro realiza projetos. Projeto é uma palavra que a maioria das pessoas tem uma noção intuitiva do que seja, mas somente na segunda metade do século XX a realização de projetos começou a ser feita de acordo com sólidos princípios formais.

Contribuíram para o desenvolvimento teórico da área o surgimento dos grandes projetos militares e espaciais, que exigiam, além da superação de desafios técnicos, a coordenação do trabalho de milhares de pessoas e o atendimento a requisitos de prazo e custo. Simultaneamente, o advento dos computadores permitiu a criação de técnicas mais sofisticas de planejamento e controle dos projetos.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

O que é um projeto?

“Um empreendimento único e não-repetitivo, de duração determinada, formalmente organizado e que congrega e aplica recursos visando o cumprimento de objetivos preestabelecidos.”

Fonte: Darci Prado.

“É o processo de reunir e liderar uma equipe de pessoas e outros recursos, visando estimar, planejar, acompanhar e controlar um número de tarefas relacionadas entre si, que resulta num produto final exclusivo, que deve ser criado num prazo, dentro de um orçamento e de acordo com as especificações.”

Fonte: American Management Association.

Dois termos da definição de projetos merecem destaque. Duração determinada não significa necessariamente de curta duração, mas sim que um projeto possui um início e um término definidos. Isso distingue o projeto dos trabalhos operacionais de natureza contínua.

E exclusivo indica a singularidade da natureza de cada projeto, pois mesmo que elementos repetitivos ou similares possam estar presentes em algumas entregas do projeto, o resultado de cada projeto é obtido sob uma combinação exclusiva de objetivos, circunstâncias, condições, contextos, fornecedores etc. Por exemplo, podemos utilizar o mesmo desenho arquitetônico para dois edifícios diferentes, mas certamente eles serão construídos em lugares diferentes e possivelmente em tempos diferentes e por pessoas diferentes.

Com base nas definições apresentadas, podemos concluir que o projeto é um conjunto de atividades, que tem um ponto inicial e um estado final definidos, persegue uma meta estabelecida e utiliza um conjunto de recursos para alcançá-la. Estas atividades formam um sistema complexo e se inter- relacionam, interagem e são interdependentes. As atividades que compõe um projeto são compostas e executadas por recursos de mão-de-obra, materiais e equipamentos.

Esses recursos são aplicados diretamente nas atividades, agregando valor ao produto final e devem ser previamente definidos dentro de um plano de condições de prazo, custo, qualidade e risco.

Elementos de um projeto

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Em maior ou menor grau, todos os projetos têm alguns elementos em comum, principalmente os seguintes:

Objetivo: resultado (custo, qualidade, prazo);

Complexidade: relacionamento entre tarefas;

Unicidade: é um produto de características únicas;

Incerteza: internas e externas;

Natureza temporária: início e fim definidos;

Recursos no ciclo de vida: recursos mudam nas fases do projeto.

O projeto é condicionado pelo ambiente em que está inserido, relacionando-se

com todos os fatores que podem afetá-lo durante sua vida: geografia, governo, usuários, concorrentes, fornecedores, subcontratados, estratégia da

empresa, recursos, outros projetos, cultura nacional, e outros.

O gerenciamento de um projeto em toda a sua plenitude garante ao longo do

tempo de planejamento, programação, acompanhamento e controle a garantia

de que todas as atividades que compõem o projeto estejam sendo executadas

dentro das diretrizes e metas estabelecidas.

A mão-de-obra, os materiais e os equipamentos aplicados diretamente no

projeto, são recursos importantes e seu acompanhamento ao longo do tempo

de execução garante um produto final que se enquadra dentro do plano de

condições de planejamento.

O projeto, para atingir todos os seus objetivos, deve ser planejado e

acompanhado, durante todo o tempo de execução até a sua conclusão. Portanto o planejamento e o acompanhamento são as principais ferramentas

de sucesso de um projeto.

Planejar é traçar objetivos e metas, visando o sucesso do projeto, ou seja, é o futuro planejado. Acompanhar é realizar os objetivos e as metas, alcançando o sucesso planejado, ou seja, é o presente realizado a cada dia.

Dessa forma, em função do exposto, a questão está correta porque a elaboração do planejamento obriga analisar antecipadamente os projetos e quantificar o que é necessário para um desempenho satisfatório da execução,

de forma a atingir as metas e os objetivos propostos.

Gabarito: Item CERTO.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

b) A elaboração de um plano de resultados implica no uso mais econômico de mão-de-obra, matéria-prima, instalações e equipamentos.

Importante: o Plano de Resultados é mais conhecido na prática como Plano de Negócios.

Trata-se de um documento onde o empreendedor expõe sua estratégia de abordagem do negócio. O plano irá orientá-lo na busca de informações detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que irá oferecer, seus clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do seu negócio, contribuindo para a identificação da viabilidade de sua idéia e na gestão da empresa.

No caso específico do planejamento de uma obra civil, o plano de resultados é o documento que materializa o gerenciamento do empreendimento, contemplando as etapas do processo, suas características e as estratégias adotadas para sua implementação. Sob o ponto de vista do empreendedor, há sempre a busca pelo melhor negócio, pelo melhor resultado, qual seja a consecução dos objetivos propostos com a menor utilização dos diversos recursos necessários.

Logo, a questão está correta porque a elaboração de um plano de resultados implica no uso mais econômico dos recursos necessários (mão-de-obra, materiais e equipamentos), de forma a atingir os objetivos do projeto com o menor custo.

Gabarito: Item CERTO.

c) O planejamento e o controle de resultados de um projeto devem ser constantemente adaptados às circunstâncias, em função de eventos que surgem no decorrer da sua execução.

Importante: naturalmente, os assuntos mais explorados em determinada prova de concurso são aqueles mais relevantes para o desempenho das atividades do cargo a ser preenchido. Dessa forma, para o cargo de AFC, o controle de resultados é importantíssimo, sendo um assunto extensamente cobrado em prova.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Pessoal, já vimos o conceito de planejamento e projeto. Agora, vejamos a conceituação de controle:

Controle de projetos

O controle é a prática gerencial cujo objetivo é acompanhar a evolução do

trabalho realizado em termos físicos e financeiros; registrar e comparar o

trabalho e o custo realizados com o que foi programado ou pactuado; e, avaliar e relatar a evolução do processo de execução do projeto.

Por meio do controle é possível realizar uma análise de conformidade quando são verificados desvios nos quantitativos e nas características de cada trabalho realizado, nos custos praticados, nos tempos gastos e nos recursos empregados.

Atividades do Controle.

O processo de controle ocorre sob três atividades: Apropriação; Medição;

Análise de Custos.

a) Apropriação – corresponde às atividades referentes à coleta de informações quanto a: número de homens ou equipamentos empregados na realização de cada atividade, homens-hora ou horas de equipamento despendidos na realização de cada trabalho ou serviço, insumos disponibilizados em canteiro, custo de empregados, insumos e equipamentos utilizados nas composições de custos; etc.

b) Medição - ato ou efeito de medir tem por objetivo quantificar os serviços realizados. Como exemplo tem-se: volume de concreto lançado; volume de aterro compactado ou a ser transportado; metro quadrado de azulejo colocado; área de grama plantada, etc.

c) Análise de Custos - visa efetuar a comparação entre os custos incorridos com os planejados. E, além disso, amparar a tomada de decisão quanto à orientação de eventuais ações corretivas.

A análise de conformidade mostra, e quantifica, quais atividades sofreram

desvios, tornando possível uma deflagração, tempestiva e adequada, de ação corretiva necessária à solução dos desvios constatados. Evidencia, então, a

real necessidade de replanejamento.

O processo de planejamento e controle de projeto é grandemente ajudado pelo uso de técnicas que auxiliam os gerentes de projeto a lidar com sua complexidade e sua natureza temporal: Método do Caminho Crítico – CPM;

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Gráfico de GANTT; e Técnica PERT – Avaliação e Revisão de Programas. (nota de aula: abordaremos estas técnicas ao longo desta aula).

Em resumo, o controle de projetos é um conjunto de atividades, com a utilização de técnicas específicas, que visa garantir o sucesso do planejamento, ou seja, evitar o seu fracasso.

Dentre os fatores que contribuem para o fracasso de um projeto, temos os seguintes:

para o fracasso de um projeto, temos os seguintes: O controle é feito com o intuito

O controle é feito com o intuito de evitar o fracasso do projeto.

Um sistema de controle eficaz deve permitir analisar o projeto sob todos os seus aspectos: técnicos, financeiros, econômicos e gerenciais. Normalmente controla-se o prazo e o custo, o primeiro pelo acompanhamento do processo executivo em termos de tempos e o segundo pelo acompanhamento dos recursos consumidos neste processo.

A programação dos serviços e o acompanhamento e controle são trabalhos que se completam. No caso o controle serve para alimentar a programação. Esta última deve ser flexível para permitir essa atualização, devido à imprevisibilidade dos fatores da construção civil.

Dessa forma, o enunciado da questão está errado porque o planejamento e o controle de resultados de um projeto não devem ser adaptados às circunstâncias, no sentido de serem determinados por elas, mas sim atualizados em função das circunstâncias para, apesar dos novos fatos, atingirem os objetivos previamente determinados.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Exemplificando, imagine que determinada atividade não tenha sido concluída no tempo planejado. Tal acontecimento faz com que seja necessária uma atualização do planejamento, de forma a se determinar quais as medidas necessárias para terminar o projeto no prazo previsto, apesar do atraso dessa atividade.

O atraso da atividade não causará o atraso do projeto porque o planejamento

não deve se adaptar (no sentido de resignação, passividade) às circunstâncias, mas sim organizar (no sentido de reagir) as ações necessárias à consecução dos objetivos apesar das circunstâncias.

Gabarito: Item ERRADO.

d) Uma vez concluído, um plano somente torna-se eficaz quando a equipe responsável exercer esforços contínuos no sentido da sua execução.

Atenção! Pessoal, essa questão aborda conceitos relacionados ao PMBOK.

Os conceitos constantes do Guia PMBOK têm sido cobrados em provas recentes. Assim, vamos contemplá-lo no nosso estudo.

O gerenciamento de projetos (GP) é uma área de atuação e conhecimento que

tem ganhado, nos últimos anos, cada vez mais reconhecimento e importância. Um dos principais difusores do gerenciamento de projetos e da profissionalização do gerente de projetos é o Instituto de Gerenciamento de

Projetos (PMI - Project Management Institute).

Fundado nos Estados Unidos em 1969 e atualmente difundido em mais de 120 países, o PMI é distribuído geograficamente pelo mundo em Capítulos. Existe o Capítulo Brasil do PMI e capítulos em diversos estados brasileiros.

Duas das principais iniciativas do PMI na difusão do conhecimento em gerenciamento de projetos são a certificação profissional em gerência de projetos — Project Management Professional (PMP) e Certified Associate in Project Management (CAPM) — e a publicação de um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK® - Project Management Body of Knowledge).

Editado na forma de livro, o Guia PMBOK está atualmente na quarta edição, de 2008, e traduzido oficialmente para diversos idiomas, inclusive o português do Brasil. As edições anteriores foram publicadas nos anos de 1996, 2000 e 2004.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

O PMBOK formaliza diversos conceitos em gerenciamento de projetos, como a

própria definição de projeto e do seu ciclo de vida. Também identifica na comunidade de gerenciamento de projetos um conjunto de conhecimentos amplamente reconhecido como boa prática, aplicáveis à maioria dos projetos na maior parte do tempo. Estes conhecimentos estão categorizados em nove áreas e os processos relacionados são organizados em cinco grupos de

processos ao longo do ciclo de vida do projeto.

O PMBOK conceitua projeto como um esforço temporário empreendido para

criar um produto, serviço ou resultado exclusivo.

Áreas de conhecimento

As nove áreas de conhecimento caracterizam os principais aspectos envolvidos em um projeto e no seu gerenciamento: Integração, Escopo, Tempo, Custos, Qualidade, Recursos humanos, Comunicações, Riscos, e Aquisições.

Escopo, Tempo, Custos e Qualidade são os principais determinantes para o objetivo de um projeto: entregar um resultado de acordo com o escopo, no prazo e no custo definidos, com qualidade adequada; em outras palavras, o que, quando, quanto e como. Recursos Humanos e Aquisições são os insumos para produzir o trabalho do projeto. Comunicações e Riscos devem ser continuamente abordados para manter as expectativas e as incertezas sob controle, assim como o projeto no rumo certo. E Integração abrange a orquestração de todos estes aspectos.

Um projeto consiste nisso: pessoas (e máquinas) que utilizam tempo, materiais e dinheiro realizando trabalho para atingir determinado objetivo.

Ilustração das nove áreas de conhecimento:

objetivo. Ilustração das nove áreas de conhecimento: Prof. Marcelo Ribeiro www.pontodosconcursos.com.br 14

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

A aplicação dos conhecimentos requer a adoção eficaz de processos apropriados. Cada área de conhecimento abrange diversos processos no gerenciamento de projetos.

Um processo é um conjunto de ações e atividades inter-relacionadas que são executadas para alcançar um objetivo. Cada processo é caracterizado por suas entradas, as ferramentas e as técnicas que podem ser aplicadas, e as saídas resultantes.

Os cinco grupos de processos de gerenciamento de projetos são: Iniciação, Planejamento, Execução, Monitoramento e Controle, e Encerramento, conforme ilustrado abaixo.

e Controle, e Encerramento, conforme ilustrado abaixo. Os grupos de processos de gerenciamento de projetos têm

Os grupos de processos de gerenciamento de projetos têm grande correspondência com o conceito do Ciclo PDCA (Plan - Do - Check - Act):

Planejar - Fazer - Verificar - Agir (corrigir e melhorar). O grupo de Planejamento corresponde ao Planejar; Execução, ao Fazer; e Monitoramento e controle englobam Verificar e Agir. E como a natureza dos projetos é finita, o PMBOK ainda caracteriza os grupos de processos que iniciam (Iniciação) e finalizam (Encerramento) um projeto.

Por fim, o entendimento e a aplicação do conhecimento, das habilidades, das ferramentas e das técnicas amplamente reconhecidas como boa prática não são suficientes isoladamente para um gerenciamento de projetos eficaz. Um gerenciamento de projetos eficaz exige que a equipe de gerenciamento de projetos entenda e use o conhecimento e as habilidades de pelo menos cinco áreas de especialização: gerenciamento de projetos, área de aplicação, ambiente, administração geral e habilidades interpessoais.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Assim, a questão está correta porque, uma vez concluído, um plano somente torna-se eficaz quando a equipe responsável exerce esforços contínuos no sentido da sua execução, com a aplicação das técnicas corretas, utilizando-se de conhecimentos e habilidades de todas as áreas de conhecimento necessárias ao melhor gerenciamento do projeto.

Gabarito: Item CERTO.

e) Um sistema de planejamento e controle de resultados deve ser concebido de modo a adaptar-se ao meio específico a que se destina, e, além disso, deve ser atualizado e modificado continuamente.

Pessoal, como comentamos na letra “c” desta questão, é exatamente isso.

O controle de resultados mostra, e quantifica, quais atividades sofreram

desvios, tornando possível uma deflagração, tempestiva e adequada, de ação corretiva necessária à solução dos desvios constatados. Evidencia, então, a real necessidade de replanejamento.

O planejamento e a programação devem ser flexíveis para permitir atualizações em função da imprevisibilidade dos fatores da construção civil.

Dessa forma, o enunciado da questão está certo porque o planejamento e o controle de resultados de um projeto devem ser atualizados em função das circunstâncias para, apesar delas, atingirem os objetivos previamente determinados.

Gabarito: Item CERTO.

2. (CESPE/ANTAQ/Especialista/2009) A estrutura analítica de partição do projeto (EAP) é uma divisão natural do projeto, de caráter essencialmente prático, que se realiza levando-se em conta os produtos finais e as suas divisões funcionais suscetíveis de controle.

No âmbito de gerência de projetos, uma Estrutura Analítica de Projetos (EAP) é

uma ferramenta de decomposição do trabalho do projeto em partes controláveis. É uma estrutura em árvore exaustiva, hierárquica (de mais geral para mais específica) orientada às entregas que precisam ser feitas para completar um projeto.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

O

objetivo de uma EAP é identificar elementos terminais (os produtos, serviços

e

resultados a serem feitos em um projeto). Assim, a EAP serve como base

para a maior parte do planejamento de projeto. A ferramenta primária para descrever o escopo do projeto (trabalho) é a estrutura analítica do projeto

(EAP).

A EAP deve ser completa, organizada e pequena o suficiente para que o progresso possa ser medido, mas não detalhada o suficiente para se tornar, ela mesma, um obstáculo para a realização do projeto.

Contudo, não há regras para os níveis de decomposição, sendo o processo de caráter eminentemente prático. Cada gerente de projeto ou membros da equipe encarregados da decomposição deve usar o bom senso de parar no nível no qual o custo de acompanhar o pacote seja inferior ao benefício de controle.

Gabarito: Item CERTO.

3. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) Define-se como valor agregado o montante de trabalho valorado de quanto deveria ter sido realizado conforme previsão em cronograma, e, como custo real, o custo do trabalho que deixou de ser realizado.

A análise de valor agregado é uma ferramenta de gerenciamento de projetos.

O gerenciamento do valor agregado consiste em avaliar a execução do planejamento pela comparação do custo do projeto com seu valor agregado. De forma resumida, significa analisar três curvas de desempenho. Uma curva representa o valor planejado ao longo do tempo, outra representa o valor realmente gerado até o momento e a terceira curva representa o valor do custo do projeto. No exemplo abaixo, é mostrado um projeto de R$ 50.000,00, atrasado e acima do custo previsto:

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO Gráfico COTA x COTR x CRTR COTA (PV):

Gráfico COTA x COTR x CRTR

COTA (PV): Custo Orçado do Trabalho Agendado ou PV – Planned Value: É o custo planejado do projeto na sua linha de base, sendo em regra o custo usado para o cotação do projeto. No gráfico acima está representado pela linha preta.

COTR (EV): Custo Orçado do Trabalho Realizado ou EV – Earned Value: É o custo planejado do projeto para o trabalho realizado até o momento. No gráfico está representado pela linha azul. Como o valor atual da linha azul está abaixo da linha preta, o projeto está atrasado. O COTR (EV) é o valor dos serviços realmente executados baseados nos preços orçados, ou seja, é o valor da medição – em Reais – de um empreendimento.

CRTR (AC): Custo Real do Trabalho Realizado ou AC – Actual Cost: É o custo efetivamente desembolsado no projeto até o momento. No gráfico está representado pela linha vermelha. Como o valor atual da linha vermelha está acima da linha preta, o projeto está acima do custo previsto.

Dessa forma, a questão está errada porque se define como valor agregado o montante de trabalho valorado de quanto foi realizado (valor medido). Ainda, o quanto deveria ter sido realizado conforme previsão em cronograma é o valor planejado (COTA) e o custo real é o custo do trabalho que foi realizado.

Gabarito: Item ERRADO.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

4. (CESPE/Banco da Amazônia/Técnico Científico /Engenharia Civil/2007) O cronograma físico-financeiro de uma obra é a representação gráfica do andamento previsto para a obra ou serviço, em relação ao tempo e respectivos desembolsos financeiros.

Atenção! Pessoal, esta questão trata de um assunto muito cobrado em prova: o cronograma físico-financeiro.

Em termos gerais, quando fazemos a programação da obra, os resultados são apresentados na forma de cronogramas de redes, de barras, de mão-de-obra, de materiais, de equipamentos, e físico-financeiro. Os cronogramas normalmente são gerados por algum software (ex: MSProject, Primavera). Atualmente há softwares inclusive para o planejamento com linha de balanço, cujas características veremos ao longo dessa aula.

O cronograma é uma ferramenta de planejamento que permite acompanhar o desenvolvimento físico dos serviços e efetuar previsões de quantitativos de mão-de-obra, materiais e equipamentos, tanto os incorporados à obra construída quanto aqueles usados na construção. Ainda, permite que se determine o desembolso e o faturamento a ser feito ao longo da execução da obra, constituindo-se no chamado cronograma físico-financeiro.

Ilustração de um cronograma físico-financeiro:

Ilustração de um cronograma físico-financeiro: Dessa forma, a questão está correta. Gabarito: Item CERTO.

Dessa forma, a questão está correta.

Gabarito: Item CERTO.

5. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) O cronograma físico-financeiro é a representação gráfica

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

do plano de execução da obra, em que todas as fases de execução são representadas.

Um cronograma é a representação gráfica da execução de um projeto, indicando os prazos em que deverão ser executadas as atividades necessárias, mostradas de forma lógica, para que o projeto termine dentro de condições previamente estabelecidas.

Pode ser apresentado como rede (gráficos PERT/CPM) ou como gráfico de barras (gráfico de Gantt), sendo estes mais usados para mostrar partes detalhadas que aqueles. É interessante mostrar através de cronogramas de recursos como mão-de-obra, materiais e equipamentos, em que medida cada tipo de tais recursos será necessário durante a execução do projeto.

Assim, a questão está correta porque o cronograma físico-financeiro, como todo cronograma, é a representação gráfica do plano de execução da obra e, para que todo o projeto seja visualizado, todas as suas fases de execução devem estar representadas.

Gabarito: Item CERTO.

O orçamento, além do objetivo de valorar a obra, constitui a entrada de vários processos de acompanhamento e controle. Em relação às ferramentas de controle desses processos, julgue o item a seguir.

6. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) Os custos indiretos não são considerados na elaboração do cronograma físico-financeiro, pois não podem ser quantificados para fins de acompanhamento e controle por parte da fiscalização.

Vimos que o cronograma físico-financeiro é a representação gráfica do plano de execução da obra, permitindo inclusive a visualização do desembolso e do faturamento realizados ao longo da execução da obra. Logo, não seria possível visualizar o desembolso e o faturamento se todos os custos não estivessem considerados no cronograma. Assim, a questão está errada porque os custos indiretos, assim como os diretos, são considerados na elaboração do cronograma físico-financeiro.

Gabarito: Item ERRADO.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

O bom planejamento e o acompanhamento de projetos são condições indispensáveis para o sucesso de empreendimentos da indústria da construção civil. Acerca desse assunto, julgue o item subsequente.

7. (CESPE/ANTAQ/Especialista/2009) Em uma rede PERT/CPM, só pode existir um caminho crítico.

Atenção! Nesta questão é cobrado o conhecimento de uma técnica de planejamento importantíssima para o nosso estudo: o PERT/CPM.

PERT/CPM, na realidade são dois modelos de planejamento em rede, PERT e CPM, ambos desenvolvidos na década de 1950, respectivamente desenvolvidos para a Marinha americana (pela empresa Bozz-Allen and Hamilton) e pela empresa Dupont.

O PERT – (Program Evaluation and Review Technique – Técnica de Avaliação e Revisão de Programas), foi elaborado por volta de 1958 por uma equipe de Projetos Especiais da Marinha dos EUA que necessitava desenvolver um projeto muito complexo, construir um foguete, o qual requeria um sólido planejamento e um rígido controle. O projeto envolveu muitos profissionais e componentes, nunca produzidos antes em série. O projeto contava com 200 empreiteiras, 9000 subempreiteiras e deveriam ser construídas em torno de 70.000 peças. O prazo inicial era de cinco anos e por razões políticas foi reduzido para três. Como não se tinha experiência nos prazos de fabricação de cada componente, perguntou-se aos fabricantes que prazos máximos (b), normal (m) e mínimo (a) seriam necessários para produzir cada peça. Com estes dados determinou-se o tempo esperado (T): T= (a + 4 m + b)/6. O desvio padrão é σ = (b – a)/6 e a variância é σ². Por causa desse tratamento estatístico a técnica PERT é chamada de probabilística.

A técnica CPM (Critical Path Method - Método do Caminho Crítico) foi

desenvolvida em 1957, por uma empresa de produtos químicos (Dupont) que

ao

expandir seu parque fabril resolveu planejar suas obras por meio da técnica

de

redes, considerando para as atividades durações obtidas em projetos muito

semelhantes, executados por ela anteriormente. Assim, para uma dada atividade a empresa possuía em seus arquivos o prazo e as condições em que foi executada, possibilitando a elaboração da rede com uma única

determinação de prazo para cada atividade. Por causa disto o CPM é chamado

de determinístico.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Como os procedimentos operacionais de montagem de redes propostos para os dois métodos se mostraram semelhantes, ocorrendo diferença apenas no estabelecimento da duração do atributo tempo das atividades, atualmente ambos os métodos estão abrigados sob a denominação: PERT/CPM.

Assim, a diferença entre os dois métodos está adstrita à determinação do atributo tempo de cada atividade. No método do PERT, a duração das atividades é determinada de forma probabilística. E, no CPM, de forma determinística.

O diagrama PERT/CPM sistematicamente é um método de análise de tarefas,

sobretudo do tempo necessário para cumpri-las. O objetivo é minimizar o tempo, ou seja, encontrar o tempo para concluir cada uma das tarefas e identificar um “caminho”, um tempo mínimo total necessário para concluir o

projeto.

O PERT/CPM, então, é uma metodologia recomendada para ser aplicada no

processo de gestão de projetos, dada a facilidade em integrar e correlacionar, adequadamente, as atividades de planejamento, coordenação e controle.

Gestão e PERT/CPM:

planejamento, coordenação e controle. Gestão e PERT/CPM: Atenção! O PERT/CPM pode ser aplicado em tudo que

Atenção! O PERT/CPM pode ser aplicado em tudo que se possa imaginar que tenha uma origem e um término previamente fixado. Desde a fabricação de um prego até a elaboração de um projeto de uma missão espacial.

Objetivo

O método do PERT/CPM foi desenvolvido com o objetivo de:

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Minimizar

localizados

estrangulamentos da produção e interrupções de serviços;

problemas

de

projetos,

tais

como:

atrasos,

Conhecer, antecipadamente, atividades criticas cujo cumprimento possa influenciar a duração total do programa;

Manter a administração informada quanto ao desenvolvimento, favorável ou desfavorável, de cada etapa ou atividade do projeto, permitindo a constatação, antecipada, de qualquer fator crítico que possa prejudicar o desempenho e permitir uma adequada e corretiva tomada de decisão;

Estabelecer o momento em que cada envolvido deverá iniciar ou concluir suas atribuições.

Ser um forte instrumento de planejamento, coordenação e controle.

Qualquer rede de planejamento é definida segundo suas atividades constitutivas, suas durações, as datas em que elas ocorrem, e outros atributos que as caracterizam.

Caminho crítico

O caminho crítico é a sequência de atividades compreendidas entre o início e o fim da rede que apresentam folga zero. Ou seja, são as atividades que devem ter controle prioritário para que o projeto possa ser concluído dentro do prazo final. Se o prazo final for excedido, é porque no mínimo uma das atividades do caminho crítico não foi concluída na data programada.

É importante entender a sequência do caminho crítico para saber onde você tem e onde você não tem flexibilidade. Por exemplo, você poderá ter uma série de atividades que foram concluídas com atraso, no entanto, o projeto como um todo ainda será concluído dentro do prazo, porque estas atividades não se encontravam no caminho crítico. Por outro lado, se o seu projeto está atrasado, e você alocar recursos adicionais em atividades que não estão no caminho crítico, isto não fará com que o projeto termine mais cedo.

As atividades que integram o caminho crítico são chamadas de atividades críticas. Na ilustração abaixo, elas estão ressaltadas com setas cujo corpo é mais largo que as demais, sendo o caminho crítico composto pelas seguintes atividades: ADFI.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Ilustração de uma rede PERT/CPM segundo o Método Americano (as setas representam as atividades, com sua duração, e os nós representam eventos, com as datas de início e fim limitantes das atividades):

com as datas de início e fim limitantes das atividades): A partir do entendimento do que

A partir do entendimento do que significa o caminho crítico, vislumbra-se que em uma rede pode haver mais de uma sequência de atividades cujas folgas, caso ultrapassadas, farão com que o projeto não seja concluído no tempo planejado, fazendo com que possa existir mais de um caminho crítico. Quando há mais de um caminho crítico, ele é conhecido como caminho crítico alternativo.

Gabarito: Item ERRADO.

Considerando que, no planejamento de uma obra, o tempo é um parâmetro importante para que se garanta a conclusão da obra dentro dos prazos acordados, julgue o seguinte item.

8. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) Na elaboração de redes de planejamento, em função do tratamento estatístico, a técnica PERT é também chamada de probabilística.

Conforme vimos na questão anterior, por causa do tratamento estatístico empregado, a técnica PERT é chamada de probabilística. Já a técnica CPM, como foi elaborada com base em um histórico de projetos semelhantes, resultando na elaboração da rede com uma única determinação de prazo para cada atividade, é chamada de determinística.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Gabarito: Item CERTO.

9. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) O caminho crítico de um projeto é a sequência das atividades que determinam o prazo total do projeto, ou seja, representa o menor caminho entre o início e o fim do projeto.

O caminho crítico determina o menor tempo no qual um projeto pode ser

concluído. Como, em regra, não há razão para se prolongar um projeto além do necessário, sendo do interesse de todos os envolvidos que o projeto seja concluído no menor prazo possível, o menor tempo possível costuma ser

entendido como prazo total do projeto.

Dizer que o caminho crítico determina o menor tempo no qual um projeto pode ser concluído é o mesmo que dizer que ele determina o caminho mais longo do projeto. Ou seja, o caminho MAIS longo determina o MENOR tempo do projeto.

Assim, a questão está errada porque o caminho crítico representa o maior caminho entre o início e o fim do projeto e não o menor, como afirmado no enunciado.

Gabarito: Item ERRADO.

10. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) Em uma rede de planejamento, o caminho crítico é a sequência de atividades críticas compreendidas entre o início e o fim da rede; já as atividades críticas são aquelas que apresentam sempre as menores folgas.

Pessoal, nós vimos que o caminho crítico é a sequência de atividades compreendidas entre o início e o fim da rede que apresentam folga zero. Dizer que apresentam folga zero não é o mesmo que dizer que apresentam as menores folgas e isto pode gerar uma polêmica. Contudo, não torna a questão errada porque as atividades que possuírem folga zero serão consequentemente

as atividades que apresentam as menores folgas.

Existe uma divergência entre os estudiosos do método do caminho crítico com relação à existência de folga diferente de zero no caminho crítico.

O que devemos ter em mente para nossa prova é que o fundamento teórico do método CPM é que as atividades críticas possuem folga zero. Contudo, este

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

método foi validado segundo determinadas hipóteses, como, por exemplo, a utilização de um único calendário para todas as atividades e a disponibilidade dos insumos necessários às atividades.

Porém, por exemplo, em um planejamento real podemos nos deparar com atividades que não podem ser realizadas aos sábados ou domingos, ou que apenas podem ser realizadas em um determinado dia da semana. Isto fará com que sejam inseridas folgas no cronograma do projeto por condicionantes externas à execução da própria atividade. Por exemplo, uma atividade que teoricamente poderia ser iniciada na segunda-feira, com duração de dois dias, seria finalizada na quarta-feira. Contudo, se esta atividade depende de um evento que apenas acontece às quintas-feiras (uma reunião ou uma vistoria, por exemplo), teremos um tempo ocioso de segunda a quinta, no qual a atividade não poderá ser realizada por causa de eventos externos. Isso causa a existência de folgas no caminho crítico do cronograma do projeto. O mesmo aconteceria se houvesse o conhecimento prévio da indisponibilidade dos recursos necessários à execução de uma atividade. Essas folgas criadas por eventos externos às atividades consequentemente aumentam o prazo do projeto.

Mas pessoal, atenção! Citei esse exemplo de planejamento apenas para alertá- los para a existência desta discussão e porque o enunciado da questão falou em “menor folga”. Para a nossa prova isso não deve ser abordado e fiquem com a regra: no método CPM, o caminho crítico tem atividades com folga zero.

Gabarito: Item CERTO.

11. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) O tempo de duração de determinada atividade é obtido dividindo-se a produtividade da equipe de trabalho a ser empregada na atividade pela quantidade de serviço a ser executado.

Segundo Limmer (1997), o tempo de duração de um projeto constitui um dos elementos fundamentais do seu planejamento. Sua determinação é feita a partir da duração de cada uma das atividades que compõem o projeto e do respectivo inter-relacionamento, resultante da metodologia de execução definida.

A duração de cada atividade é determinada em função do tipo e da quantidade de serviço que a compõe, bem como em função da produtividade da mão-de-

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

obra que a executa, admitindo-se inicialmente estarem disponíveis tempestivamente a mão-de-obra, os tipos e quantidades de materiais, equipamentos e outros recursos necessários a sua execução. A duração de uma dada atividade é: D = Q / P

D

-> duração.

Q

-> quantidade de serviço a ser executado na atividade.

P -> produtividade da mão-de-obra que a executa.

A duração é estimada por profissionais experientes ou orçamentistas. O tempo

é representado por cronogramas e definido no planejamento, com a função de

alimentar a programação e o controle da obra.

A mão-de-obra é constituída por equipes de trabalhadores de diferentes profissões e níveis de especialização (pedreiros, montadores, serventes).

Quando os prazos são estimados a partir da mão-de-obra necessária à sua execução, na verdade está-se alocando o recurso mão-de-obra às atividades. Isto acontece porque a mão-de-obra é um dos dois insumos mais presentes em todas as atividades de um projeto.

Assim, a questão está errada porque o tempo de duração de determinada atividade é obtido dividindo-se a quantidade de serviço a ser executado pela produtividade da equipe de trabalho, e não o contrário como diz a questão.

Gabarito: Item ERRADO.

12. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) Há dois métodos de construção de diagramas de rede: o método das flechas e o método dos blocos. Em ambos os métodos, convenciona-se representar cada atividade por um reta interligando dois círculos. Diferentemente do que ocorre no método dos círculos, no método que utiliza flechas, é permitida a inclusão do nome da atividade sobre a reta, no sentido paralelo a esta.

O tempo total estimado para a duração do projeto pode ser representado na

forma de um cronograma. No planejamento e no controle de projetos podem ser utilizados tanto o cronograma em rede (PERT/CPM) quanto o cronograma em barras (Gantt).

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Cronograma em redes: são chamados de redes de planejamento. As redes podem ser representadas com as atividades em setas e com as atividades em nós.

Dois são os métodos adotados para a caracterização das redes PERT/CPM.

Método Americano ou de Setas ou de Flechas;

Método Francês de Blocos ou Redes Roy.

A montagem de uma rede pelo método Americano ou de Setas (flechas) é de mais fácil utilização, especialmente quando se calcula os tempos e as folgas vinculados a cada evento. Recomenda-se sua utilização quando se elabora, manualmente, uma rede de planejamento.

O método Francês permite uma visualização mais expedita. Porém, é mais trabalhoso ao se determinar as folgas e os tempos correlatos às atividades. Recomenda-se sua utilização quando se divulga o resultado das redes, pois é de mais fácil interpretação pelo leigo.

Método Americano ou de Setas ou de Flechas

Neste método, cada seta representa uma atividade, ou seja, o consumo de recursos relacionados à atividade de produção. E, os nós, caracterizam eventos, isto é, datas. As setas, então, indicam a seqüência de execução lógica das atividades. Além disto, as setas interligam os eventos que definem a data de início e a data de fim limitante de cada atividade.

Exemplo de uma Rede PERT/COM utilizando o Método Americano:

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO A aplicação do PERT/CPM, utilizando o método de

A aplicação do PERT/CPM, utilizando o método de flechas ou americano, recomenda que, entre dois eventos consecutivos, ocorra apenas uma única atividade. No caso da rede Roy, ou método francês, tal exigibilidade não ocorre.

Havendo a necessidade de estabelecer duas atividades entre dois eventos consecutivos, o artifício proposto é criar uma atividade denominada de “fantasma”. A atividade fantasma, ou fictícia, é um artifício utilizado visando facilitar a representação gráfica, mantendo a condição de unicidade de atividades entre eventos consecutivos. É interessante notar que a atividade fantasma é utilizada somente no método americano.

As redes elaboradas segundo o método Frances prescindem de tal artifício, já que os nós representam atividades, diferentemente do método americano onde representam eventos.

A necessidade de interpor uma atividade fantasma ocorre quando há uma repetição de dependência. A repetição de dependência é caracterizada quando uma atividade é dependente de duas ou mais atividades que lhe são precedentes.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Pode-se definir atividade fantasma como a representação de uma atividade que visa solucionar problemas de interdependência entre atividades ou estabelecer uma melhor comunicação gráfica. Como a atividade fantasma é um artifício, ela não tem atributo. Por convenção, sua duração é zero sendo representada por uma linha tracejada.

Método Francês de Blocos ou Redes Roy

O Método Francês, também denominado de rede de blocos ou redes de Roy, foi

desenvolvido pelo matemático francês Roy. Neste formato, os nós, representados por blocos, especificam o nome da atividade, o seu atributo tempo bem como a folga total. As setas, por sua vez, indicam, simplesmente, relações de precedência entre atividades. Porém, o modo de calcular tempos e

folgas é similar ao método americano.

Visando comparar as duas redes, a ilustração abaixo mostra uma mesma rede elaborada pelo método francês e pelo método americano. As duas redes representam uma mesma EAP:

método americano. As duas redes representam uma mesma EAP: Ao ser elaborada uma rede Roy, é

Ao ser elaborada uma rede Roy, é recomendável caracterizar o evento início e

o final da rede por um bloco de início e outro de fim. Este procedimento

permite a perfeita caracterização do início e do final da rede. Caso contrário poder-se-á obter uma rede que apresente diversos inícios ou finais, fato que colide com as exigibilidades contratuais e, também, pode levar a equívocos quanto à determinação dos tempos de início e de fim de cada atividade

intermediária da rede.

Alguns softwares, a exemplo do Microsoft-Project e do Primavera, apresentam as redes de planejamento pelo método francês dada sua fácil visualização e entendimento.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Como vimos, realmente há dois métodos de construção de diagramas de rede:

o Método das Flechas (Americano) e o Método dos Blocos (Francês). Contudo, em apenas um dos métodos, e não em ambos, convenciona-se representar cada atividade por um reta interligando dois círculos, que é no método Americano. Dessa forma, a questão está errada. Outro erro da questão é diferenciar o método dos círculos (americano) do método que utiliza flechas, sendo trata-se do mesmo método.

Gabarito: Item ERRADO.

O planejamento das atividades de construção é de fundamental importância para o sucesso técnico e econômico de um empreendimento. Nesse contexto, as redes PERT/CPM são instrumentos usados para o planejamento de uma obra. Com relação a planejamento e redes PERT/CPM, julgue o item seguinte.

13.

(CESPE/ME/Engenheiro/2008)

Em

uma

rede

PERT/CPM,

as

atividades são representadas por setas.

Atenção!

Esta questão é exemplar para ilustrar um tipo de enunciado muito utilizado pelo CESPE e que causa dúvida nos alunos. Como vimos na questão anterior, o enunciado está incompleto porque as atividades também podem ser representadas por blocos. Contudo, o enunciado, apesar de incompleto, está correto. Não há erro em afirmar que em uma rede PERT/CPM as atividades são representadas por setas. Assim, a questão está correta.

Se no enunciado houvesse a afirmação, por exemplo, que “as atividades são SEMPRE representadas por setas”, a questão estaria errada porque sabemos que não é sempre que as atividades são representadas por setas, o sendo também por blocos.

Gabarito: Item CERTO.

14. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) O PERT/CPM preconiza que o planejamento deve ser feito sempre em consideração à sequência das atividades (precedências) e à disponibilidade de recursos.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

O PERT/CPM não preconiza que o planejamento deve ser feito sempre em

consideração à disponibilidade de recursos, mas sim, em consideração à sequência das atividades. Dessa forma, a questão está errada. É com base no PERT/CPM que será possível fazer a administração dos recursos da forma mais eficiente possível. Ao montar o PERT/CPM é feita a consideração de que os

recursos estarão sempre disponíveis.

de

fundamental importância para o seu gerenciamento, pois assim podem-se concentrar esforços para que as atividades críticas tenham prioridade na

É por

isso que

a identificação do caminho crítico de

um projeto

é

alocação dos recursos produtivos.

Já as atividades não críticas, como possuem folga, permitem certa margem de

manobra pelo gestor do projeto, porém se uma delas consumir sua folga total

passará a gerar um novo caminho crítico que merecerá atenção.

Gabarito: Item ERRADO.

15. (ESAF/CGU/AFC/Auditoria de Obras/2008) Um empreiteiro, antes da licitação, confronta-se com um preço vencedor e a necessidade de planejar um equilíbrio ótimo entre receita, investimentos em estoques e equipamentos e a produção efetiva. Para vencer a licitação, recomenda-se ao empreiteiro:

a) investir em equipamentos para reduzir custos unitários e o custo total da obra como forma de ganhar a concorrência.

Pessoal, essa questão cobra conceitos de programação de recursos. Vivemos num mundo de recursos limitados, pelo que os sistemas de produção de bens ou de serviços devem funcionar dentro de princípios de economia dos recursos que utiliza. Em consequência, o sucesso de qualquer empreendimento passa necessariamente pela sua viabilidade econômica.

Torna-se assim fundamental que quaisquer propostas de alteração dos sistemas existentes, visando quer alterações de capacidade, quer melhorias de produtividade, sejam previamente avaliadas e os consequentes valor e custo previstos, devidamente ponderados.

O ponto de partida para o planejamento financeiro de uma obra é a definição do que se pretende produzir e em quanto tempo. No caso da questão, essa é uma decisão muito simples, uma vez que o edital da concorrência traz todas as informações sobre a obra que se pretende contratar.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Logo, em função dos quantitativos dos serviços e do prazo de execução, a análise financeira indicará a melhor técnica a ser empregada, dentre aquelas que atendam aos requisitos físicos da obra. Assim, será conhecida a técnica que permita a construção da obra nas características e no prazo contratados, no menor custo possível.

A questão está errada porque caso já tenha sido adotada a melhor opção em termos financeiros, o aumento do investimento em equipamentos causará o aumento dos custos unitários uma vez que a quantidade a ser produzida e o prazo são fixos (a obra está determinada). Logo, os novos equipamentos não seriam a opção de melhor resultado financeiro.

Gabarito: Item ERRADO.

b) fazer um planejamento abrangente e detalhado da produção, preparar planos contingenciais para situações de desequilíbrio e manter um controle rígido sobre a execução dos planos.

O enunciado da questão cita as medidas corretas que devem ser adotadas pela empresa no sentido de aumentar suas chances de vencer a licitação.

Ao fazer um planejamento abrangente e detalhado da produção, a empresa reduz a probabilidade de ocorrerem eventos não previstos ou situações não consideradas previamente.

Ao preparar planos contingenciais, a empresa faz uma análise dos diversos cenários que podem vir a acontecer durante a execução da obra e se antecipa a eles, prevendo as medidas compensatórias a serem adotadas.

Por fim, ao manter um controle rígido sobre a execução dos planos a empresa está em consonância com a melhor prática de gestão de projeto, assegurando conformidade ao plano, garantindo que as atividades planejadas sejam cumpridas.

Gabarito: Item CERTO.

c) dar preferência à estabilidade da produção para reduzir custos, estabelecer uma política rígida de produção e deixar investimentos variarem em relação direta com a receita.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

O erro

investimentos variarem em relação direta com a receita.

da

questão

está

em

afirmar

que

a

empresa

deve

deixar

os

No caso específico da situação trazida pela questão, que trata de uma obra

pública contratada mediante licitação, os projetos e o cronograma físico- financeiro são parte da documentação disponibilizada aos licitantes. Assim,

estes oferecem suas propostas tendo pleno conhecimento do objeto a ser contratado e do fluxo de caixa a ser gerado durante a execução.

A grande maioria dos negócios de construção civil exige o investimento de capital. Embora o preço seja, em regra, superior aos custos, a receita entra no caixa bem depois da necessidade de pagamentos de despesas. Contratos de prestação de serviços de construção civil por empreitada quase sempre exigem que se coloque antecipadamente uma quantidade de recursos para alavancar a sua produção.

Logo, em regra os investimentos são realizados anteriormente às receitas, até mesmo porque é necessário investir para poder realizar a obra e ter o direito a receber. Assim, os investimentos são definidos de forma a obter a melhor equação financeira para o empreendimento.

Dessa forma, os investimentos não variam em relação direta com a receita. A não ser no caso de uma alteração do planejamento, não há margem para ajustar posteriormente os investimentos às receitas, uma vez que se tem conhecimento com antecedência do cronograma físico-financeiro.

De acordo com o exposto, a questão está errada porque a variação dos investimentos em função direta com a receita não reflete a realidade da construção de uma obra e, caso seja feita, não configuraria um diferencial competitivo a ser utilizado para vencer a licitação.

Gabarito: Item ERRADO.

d) dar preferência à estabilidade de estoques e fazer a produção flutuar em relação direta com a receita.

A gestão de estoque é, basicamente, o ato de gerir recursos ociosos possuidores de valor econômico e destinado ao suprimento das necessidades futuras de materiais na obra.

Os investimentos não são dirigidos por uma organização somente para aplicações diretas que produzam lucros, tais como os investimentos em

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

máquinas e em equipamentos destinados ao aumento da produção e, consequentemente, das vendas.

Outros tipos de investimentos, aparentemente, não produzem lucros. Entre estes estão as inversões de capital, destinadas a cobrir fatores de risco em circunstâncias imprevisíveis e de solução imediata. É o caso dos investimentos em estoque, que evitam que se perca dinheiro em situação potencial de risco presente.

Por exemplo, na falta de materiais ou de produtos que levam a não realização de vendas, a paralisação de fabricação, a descontinuidade das operações ou serviços etc., além dos custos adicionais e excessivos que, a partir destes fatores, igualam, em importância estratégica e econômica, os investimentos em estoque aos investimentos ditos diretos.

Porém, toda a aplicação de capital em inventário priva de investimentos mais rentáveis uma organização industrial ou comercial. A gestão dos estoques visa, portanto, numa primeira abordagem, manter os recursos ociosos expressos pelo inventário, em constante equilíbrio em relação ao nível econômico ótimo dos investimentos. E isto é obtido mantendo estoques mínimos, sem correr o risco de não tê-los em quantidades suficientes e necessárias para manter o fluxo da produção da encomenda em equilíbrio com o fluxo de consumo.

O conceito de estabilidade de estoque é mais aplicado em indústrias com produção em série, como a indústria automobilística, e está fortemente relacionado à dimensão quantitativa do estoque. Na construção civil, a não ser nos casos de obras repetitivas, este conceito não é muito adequado porque os materiais a serem estocados variam qualitativamente em função da etapa em que se encontra a obra.

Logo, não faz sentido falarmos em estabilidade quantitativa de estoque se não há uma estabilidade qualitativa de estoque em função das características próprias da construção civil. Na construção civil, a regra é manter os estoques no menor nível possível. Contudo, esse nível varia ao longo da execução da obra em função das diversas etapas da obra (estrutura, obra bruta, acabamento, etc).

No caso específico da questão, que trata de uma obra pública contratada mediante licitação, o cronograma físico-financeiro é parte da documentação disponibilizada aos licitantes. Assim, estes oferecem suas propostas tendo o pleno conhecimento do fluxo de caixa a ser gerado durante a execução. Logo, não há margem para ajustar a produção às receitas, uma vez que se sabe com antecedência a quantidade de obra a ser executada e o valor a ser faturado.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Dessa forma, a questão está errada porque a estabilidade de estoques e a flutuação da produção com as receitas são características que não configuram um diferencial competitivo a ser utilizado para vencer a licitação.

Gabarito: Item ERRADO.

e) fazer planejamento da compra de matéria-prima, de mão-de-obra, estoques, da utilização de equipamentos, despesas administrativas, e permitir que haja razoável flexibilidade para acomodar desvios.

O erro da questão está em afirmar que para vencer a licitação a empresa deva permitir que haja flexibilidade para acomodar desvios em seu planejamento.

Atenção! Pessoal, devemos ficar muito atentos às construções semânticas utilizadas pelas bancas examinadoras. Estas questões de planejamento frequentemente possuem redações prolixas e tentam confundir o candidato utilizando uma excessiva quantidade de termos e informações nos enunciados.

Como vimos na aula passada, o planejamento e o controle de resultados de um projeto não devem ser adaptados às circunstâncias, mas sim atualizados em função das circunstâncias para, apesar delas, atingirem os objetivos previamente determinados.

Logo, o planejamento não é flexível para acomodar desvios. Ele é flexível para acomodar alterações de forma a evitar desvios nos objetivos planejados. Viram como a diferença é sutil? Os desvios são justamente o que o planejamento busca evitar.

Tenha em mente: o planejamento não é rígido. Deve ser flexível e modificado à medida que surgem situações imprevistas que impactem a consecução dos objetivos planejados. Contudo, o planejamento não deve ser alterado para se adequar às situações imprevistas, mas para combater seus efeitos. As situações imprevistas não podem fazer com que os resultados planejados sejam alterados. O planejamento deve ser modificado para garantir que os resultados sejam atingidos apesar das imprevisões.

Dessa forma, quando houver uma situação imprevista, o planejamento deve ser alterado para, por exemplo, contemplar um aumento na utilização de mão- de-obra ou de algum equipamento, a troca de uma técnica por outra, a substituição de um material por outro, de forma a viabilizar a obtenção do objetivo planejado apesar da situação imprevista.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Ainda, há a possibilidade de o planejamento ser alterado em função de uma modificação do objetivo a ser atingido. Contudo, essa seria uma situação onde, por alguma razão, decidiu-se alterar o objetivo planejado, em tese, voluntariamente. Não é o caso de alterar o objetivo compulsoriamente em virtude de uma situação imprevista.

Em virtude do exposto, a questão está errada porque o planejamento não deve ter razoável flexibilidade para acomodar desvios, mas sim para acomodar alterações que impeçam o desvio do objetivo previsto.

Gabarito: Item ERRADO.

16. (ESAF/CGU/AFC/Auditoria de Obras/2008) O estudo de viabilidade econômico-financeira de um projeto de construção consiste da avaliação do projeto específico, do local onde será implantado e do momento no tempo, e decorre de um conjunto de ações relacionadas com várias áreas do conhecimento. Nesse contexto, é correto afirmar que:

a) uma vez que se utilizem modelos teóricos quantitativos, o resultado do estudo é objetivo.

Pessoal, vamos falar um pouco de estudo de viabilidade econômico-financeira de projetos.

No atual cenário econômico globalizado e em meio às diferentes tecnologias existentes no mundo contemporâneo, faz-se necessário ao empreendedor, no momento de decidir em que será aplicado seu capital, fazer um estudo da viabilidade econômico-financeira desse empreendimento.

De acordo com Costa Neto, Brim Junior e Amorin (2003), a análise de investimentos consiste em coletar informações e aplicar técnicas de engenharia econômica, considerando as taxas de desconto, os prazos e os valores previstos em fluxo de caixa. A análise de viabilidade está relacionada especificamente ao estudo de uma nova construção.

A grande maioria dos negócios de construção civil exige o investimento de capital. Embora o preço seja, em regra, superior aos custos, a receita entra no caixa bem depois da necessidade de pagamentos de despesas. Contratos de prestação de serviços de construção civil por empreitada e incorporações imobiliárias quase sempre exigem que se coloque antecipadamente uma quantidade de recursos para alavancar a sua produção.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Em suma, quando a decisão de investir está baseada na disponibilização de recursos, com o objetivo de se obter o equilíbrio das entradas e saídas, levando-se em conta os saldos a cada momento (fluxo de caixa), trata-se de viabilização financeira (BEZERRA DA SILVA, 1995 apud COSTA NETO, BRIM JUNIOR e AMORIN, 2003).

A decisão de fazer um investimento de capital é parte de um processo que envolve a geração e a avaliação de alternativas que atendam às especificações técnicas. Depois de relacionadas as alternativas viáveis tecnicamente, se analisam quais delas são atrativas econômico-financeiramente.

Para se estabelecer a viabilidade econômico-financeira de uma atividade devem-se considerar diversos indicadores para assegurar a inferência sobre os resultados. Logo, a escolha de vários métodos é sempre salutar, mesmo que estes tenham características distintas, pois certamente vão se complementar na cobertura das variáveis importantes no ato da decisão.

Além disso, utilizando-se técnicas em uma análise múltipla, ou seja, comparando as respostas de cada método de forma a cruzar informações, pode-se tomar decisões menos viesadas por um outro método individualmente. Isso também ajuda a respeitar os princípios e limites de cada método.

Autores como Damodaran (1997) e Souza e Clemente (2004) ressaltam que a decisão de investir é de natureza complexa, porque muitos fatores, inclusive de ordem pessoal, entram em cena. Entretanto, é necessário que se desenvolva um modelo teórico mínimo para prever e explicar essas decisões. Faz-se relevante, então, avaliar os ganhos potenciais futuros de cada alternativa apresentada, que não são certos, levando em consideração o risco inerente a cada alternativa.

Apesar disso, há várias áreas na avaliação em que existe espaço para discórdia, entre estas: a estimativa dos fluxos de caixa e do custo de oportunidade. Ou seja, mesmo que os modelos de avaliação sejam quantitativos, a avaliação possui aspectos subjetivos. Isso faz com que, por exemplo, dois analistas possam através da utilização das mesmas técnicas chegarem a conclusões diferentes com relação à avaliação de um ativo.

Em função do exposto, a questão está errada.

Gabarito: Item ERRADO.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

b) um estudo bem pesquisado e elaborado é perecível e necessita logo

ser atualizado.

Pessoal, essa questão possui um enunciado “escorregadio”. A banca examinadora busca confundir o candidato ao vincular o conceito de “bem pesquisado e elaborado” a “perecível”. Devemos ter em mente que todo estudo de viabilidade é feito com base em projeções e tem sua validade vinculada à manutenção das projeções consideradas.

De acordo com Macedo e Siqueira (2006), os gestores devem usar técnicas de valor de dinheiro no tempo para reconhecer explicitamente suas oportunidades de obter resultados positivos quando avaliando séries de fluxos de caixa esperados associados a alternativas de decisão. Devido ao fato deles estarem no tempo zero (atual) ao tomar decisões, eles preferem basear-se em técnicas de valor presente.

Dessa forma, um estudo de viabilidade econômico-financeira, por melhor elaborado que seja, faz uso de projeções de situações futuras. Logo, com o passar do tempo, o estudo pode ou não continuar válido, uma vez que as considerações realizadas podem, ou não, terem se mostrado acertadas. Assim, os estudos devem ser constantemente atualizados, à medida que os dados estimados se materializem ou não.

Ainda que a projeção realizada se materialize, o estudo deve ser atualizado porque aquela situação deixa de ser uma projeção para se tornar realidade, alterando assim os riscos inerentes à projeção uma vez que houve uma diminuição das incertezas.

Diante do exposto, a questão está correta.

Gabarito: Item CERTO.

c) um bom estudo oferece uma estimativa precisa de valor.

De acordo com Macedo (2006), a aplicação de qualquer técnica não se constitui em uma estimativa precisa de valor, mas apenas um parâmetro para auxiliar no processo de tomada de decisão. Com isso, mais importante que o resultado encontrado é a perfeita compreensão da ferramenta de análise utilizada. É preciso entender as restrições, aplicações e resultados que podem ser encontrados na utilização de uma certa formulação matemática e não encará-la como uma fórmula “mágica”.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Gabarito: Item ERRADO.

d) quanto mais quantitativo o modelo utilizado, melhor a avaliação.

Um dos modelos de análise econômico-financeira mais importantes e mais utilizados para avaliar ações de investimento, em termos financeiros, é o Modelo de Desconto de Fluxo de Caixa (DFC), que representa a análise, a valor presente, dos fluxos de caixa futuros líquidos gerados.

Neste modelo, várias técnicas podem ser utilizadas, tais como: o Valor Presente Líquido (VPL), que mede a riqueza gerada por um determinado ativo

a valores atuais; a Taxa Interna de Retorno (TIR), que representa a

rentabilidade do projeto; a Relação Benefício Custo (B/C), que representa a

relação entre o valor presente das entradas e o das saídas de caixa; e o

Período de Payback Descontado (PPD), que representa o prazo de recuperação

do capital investido, considerando explicitamente o valor do dinheiro no tempo.

Outras técnicas também são importantes, pois complementam as ferramentas do modelo DFC, como é o caso da Análise do Ponto de Equilíbrio (PE), que representa o ponto mínimo de operação de um negócio, empresa ou projeto.

Além disso, a consideração de condições de incerteza na análise se faz necessária. Para isso, tem-se a possibilidade de fazer uma análise de sensibilidade, que vai desde a atribuição discreta de valores a certas variáveis para saber o impacto desta variação nos indicadores de viabilidade, passando pela análise de pontos de mudança de decisão, até uma medida de risco representada pela probabilidade de viabilidade dos projetos.

Como vimos no comentário da letra “c”, a aplicação de qualquer técnica não se constitui em uma estimativa precisa de valor, mas apenas um parâmetro para auxiliar no processo de tomada de decisão. É preciso entender as restrições, aplicações e resultados que podem ser encontrados na utilização de uma certa formulação matemática. Conjugando-se esta realidade com as condições de incerteza inerentes às previsões realizadas e o aspecto subjetivo inerente às considerações, temos que a melhor avaliação é a que se apresenta mais equilibrada entre os aspectos objetivos e subjetivos.

Os modelos essencialmente quantitativos (objetivos) ou estritamente subjetivos não fornecem uma avaliação confiável, sendo preferível a conjugação de fatores quantitativos e subjetivos para obter uma melhor avaliação. Dessa forma, a questão está errada.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Gabarito: Item ERRADO.

e) o produto da avaliação (ou seja, o valor) é o que importa.

De acordo com Brigham & Houston (1999) as decisões de negócios não são tomadas em um vácuo, os tomadores de decisão têm em vista objetivos específicos. Certamente um dos mais presentes é a maximização da riqueza dos proprietários do empreendimento, que consiste na maximização do valor deste.

Muitos fatores combinam para fazer com que a elaboração do orçamento de capital, ou seja, estruturar os projetos através da descrição de seu fluxo de caixa ao longo do tempo, para posterior análise, represente, talvez, a função mais importante de uma análise econômico-financeira.

Neste sentido, Gitman (2001) afirma que vários investimentos representam dispêndios consideráveis de recursos que comprometem o investidor com um determinado curso de ação. Conseqüentemente, este necessita de procedimentos para analisar e selecionar apropriadamente seus investimentos. Para tanto se faz necessário mensurar os fluxos de caixa relevantes e aplicar técnicas de decisão apropriadas. O Modelo de Desconto de Fluxo de Caixa (DFC) é um processo que cumpre este papel em consonância com a meta de maximização da riqueza dos proprietários do empreendimento.

Na análise de qualquer projeto se faz necessário uma abordagem de viabilidade econômico-financeira. Para isso, se faz importante o entendimento do timing dos fluxos de caixa destes, ou seja, o valor do dinheiro no tempo, que é baseado na idéia de que uma unidade monetária hoje vale mais do que uma outra que será recebida em uma data futura. Isso explica porque deseja- se receber o quanto antes e pagar o mais tarde possível uma determinada quantia que não será reajustada ao longo do tempo.

Dessa forma, no estudo de viabilidade econômico-financeira o valor exerce papel primordial, mas não é o único fator a ser levado em consideração. A distribuição temporal dos valores, em função dos fluxos de caixa destes, também é de importância capital para a análise de projetos.

O valor não pode ser considerado de forma absoluta, devendo ser considerado juntamente com as demais características econômico-financeiras do empreendimento. O resultado final das análises de viabilidade econômica pode ser expresso sob a forma de taxas internas de retorno, valor presente líquido,

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

custo anual, períodos de recuperação (pay-back) e índices de lucratividade. Logo, a questão está errada.

Gabarito: Item ERRADO.

17. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) A técnica denominada linha de balanço é utilizada no planejamento de atividades repetitivas. Essa técnica consiste em traçar, referidas a um par de eixos cartesianos, linhas que representam cada uma das atividades e seu respectivo andamento. No eixo das ordenadas, é marcado o tempo e, no das abscissas, os valores acumulados do andamento planejado para cada unidade do conjunto.

No planejamento de longo prazo, o horizonte dos planos abrange todo o período de construção e tem como objetivo a definição dos ritmos das atividades, que constituem as grandes etapas construtivas do empreendimento como, por exemplo, a estrutura, a alvenaria e as instalações hidrossanitárias (MENDES JR e HEINECK, 1998). Em função do fluxo de recursos financeiros, desenvolvidos no estudo de viabilidade e da estimativa de custo, são dadas instruções para a coordenação destas atividades (TOMMELEIN e BALLARD,

1997).

Outra importante decisão, relacionada a esse nível de planejamento, trata da definição da estratégia de ataque à obra. Através deste estudo é estabelecido o sequenciamento das atividades, eliminando-se possíveis interferências entre equipes, propiciando a melhoria dos fluxos de materiais e mão-de-obra dentro do canteiro.

A elaboração dos planos é realizada a partir do uso de técnicas de programação, como a Linha de Balanço, no qual são especificadas informações a respeito do início e fim das atividades, bem como a duração máxima necessária para a execução do empreendimento (TOMMELEIN e BALLARD, 1997; MENDES JR. E HEINECK, 1998).

A técnica da Linha de Balanço (Line of Balance – LOB) para programação de tarefas foi criada pela empresa Goodyear nos anos 40. Suas primeiras aplicações foram na indústria de manufaturados para programar o fluxo de produção. O Método da LOB é um dos métodos mais conhecidos entre os pesquisadores para a programação de projetos lineares.

Seu uso na construção civil se difundiu mais na Europa em obras com serviços bastante repetitivos, como estradas e pontes. Recentemente vários

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

pesquisadores vêm procurando diversas formas de difundir o uso da Linha de Balanço nos EUA e outros países, em conjuntos habitacionais e edifícios altos, estudando os seus conceitos juntamente com outras técnicas matemáticas ou computacionais, como simulação, e sistemas baseados no conhecimento.

A técnica da Linha de Balanço se resume ao conceito de que as tarefas são

repetidas inúmeras vezes ao longo de uma unidade de repetição. Por exemplo,

o serviço de revestimento de paredes é realizado inúmeras vezes ao longo de

todas as unidades de um conjunto habitacional ou pavimentos de um edifício.

O ritmo de conclusão da tarefa nas diversas unidades dependerá de quantas

equipes sejam alocadas. A técnica é de aplicação bastante simples principalmente por que pode ser feita graficamente, se assumirmos a linearidade do desenvolvimento da tarefa, podendo ser visualizada num gráfico espaço versus tempo, indicando a unidade e quando a tarefa é executada nesta unidade.

A Linha de Balanço é uma técnica de planejamento e controle que considera o

caráter repetitivo das atividades de uma edificação. Por meio da Linha de Balanço o engenheiro da obra passará a ter uma visão mais simples da execução das atividades, servindo como ferramenta de apoio na melhoria da produtividade e qualidade nos canteiros. Ainda, poderá dispor de uma técnica eminentemente gráfica (visual) que será um valioso aliado nas suas

comunicações na obra.

Atenção! Esta técnica é adotada principalmente quando se trata de obras repetitivas.

Exemplo de planejamento utilizando Linha de Balanço:

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO A LOB é derivada do gráfico de barras

A LOB é derivada do gráfico de barras (Gantt), onde ao invés de colocarmos as atividades ou fases da obra no eixo vertical, colocamos, por exemplo, os pavimentos, as casas ou as repetições do mesmo serviço. Assim cada barra continua representando uma atividade ou fase da obra, obtendo-se um conjunto de curvas de produção mostradas num plano cartesiano com unidades de repetição (cômodos, apartamentos, pavimentos, fachadas, etc.) e durações (semanas) definindo-se ritmos de trabalho (iguais ou diferentes) que promovam linhas balanceadas, inclinadas, representando o seu ritmo de avanço.

Dessa forma a Linha de Balanço pode indicar o sequenciamento da atividade pelas diversas unidades de repetição da obra (pavimentos, apartamentos, casas, quilômetros de estrada, metros de canalização, etc).

O balanceamento das linhas pode ser obtido através de: eliminação de conflitos entre equipes pela mudança da precedência de uma atividade ou pela mudança de ritmo (número de operários executando a tarefa basicamente é o que indica o ritmo); eliminação dos gargalos na obra – tarefas que são executadas com ritmo lento atrapalhando as demais; definição de estratégias de execução que permitam o espalhamento das atividades pela obra diminuindo o tempo de ocupação ou de entrega de uma unidade, entre outras decisões gerenciais que a Linha de Balanço pode apoiar de uma forma mais efetiva do que outras técnicas de planejamento e controle.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Através da adoção do conceito da Linha de Balanço as atividades seguirão ritmos de produção definidos. Nesta situação diz-se que a produção está balanceada.

Este balanceamento permite definir quantas unidades (cômodos, apartamentos ou pavimentos) estarão concluídas num determinado tempo, permitindo:

estudo de reaproveitamento de equipes, melhor programação das equipes, evitar interrupções do trabalho de uma equipe melhorando sua produtividade, minimização dos estoques e produtos em processo, melhores possibilidades de implantação do trabalho em grupo (células de produção), agrupamento do trabalho com melhor definição de tarefas, e uma gerência facilitada – visual, entre os benefícios mais importantes.

Resumindo, a Linha de Balanço permite atender às necessidades de programação de uma obra tradicional, a melhoria da produtividade na forma clássica (taylorista – repetição e volume de trabalho) ou o apoio à gestão moderna da produtividade e qualidade. A sua estratégia de produção, atendendo aos objetivos da empresa, é que irá determinar quais os benefícios mais importantes e qual a ênfase a ser dada na aplicação da Linha de Balanço.

Todos os principais componentes necessários à programação de obra são identificados na Linha de Balanço:

O quê (qual atividade, qual pacote de trabalho) deve ser feito;

Quem deve fazer (qual ou quais equipes);

Onde fazer (qual cômodo, apartamento, pavimento ou fachada);

Quando fazer (qual semana).

O enunciado da questão está errado apenas porque troca o eixo das abscissas (x) pelo eixo das ordenadas (y). Perceba no exemplo acima que temos “casas” nas ordenadas e “tempo (minutos)” nas abscissas.

Gabarito: Item ERRADO.

18. (CESPE/CEF/Engenheiro Civil/2010) O controle de projeto requer um sistema que seja adequado às suas peculiaridades. Esse controle recai sobre as atividades desenvolvidas em obra, que podem ser de duas formas, qualitativas e quantitativas. Acerca desse assunto, assinale a opção correta.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

a) A classificação ABC é feita com base no princípio de Pareto e pode ser utilizada para controle de estoque de materiais nos processos de produção da construção.

Atenção! Pessoal, a classificação ABC é um assunto que é constantemente cobrado em provas, por todas as bancas examinadoras. As questões cobram tanto os casos de sua aplicação quanto sua base teórica no princípio de Pareto.

O controle de projeto requer um sistema que seja adequado a suas

peculiaridades. Este deve: ser relacionado com as demais funções do projeto; ser econômico, para justificar seu custo operacional; antecipar e permitir que a gerência seja informada em prazo oportuno sobre desvios, de modo que ações corretivas possam ser iniciadas; e ser acessível para se ajustar rapidamente às

mudanças do ambiente organizacional.

O controle deve ser feito por profissionais alocados no canteiro de obras, atuando diretamente nas frentes de serviços. Ele recai sobre as atividades desenvolvidas em obra, que podem ser de duas formas, qualitativas e quantitativas. As primeiras são aquelas voltadas ao controle de qualidade da obra, como: verificações e liberações, controle de lançamento de materiais,

controle de instalações, controle de montagem, ensaios e testes, entre outros.

As segundas envolvem a verificação ou elaboração das medições, exatidão de

faturas, controle de quantitativos executados, etc.

Atualmente as empresas recorrem ao uso de softwares para a execução do planejamento e seu acompanhamento na forma de controle, para que a resposta seja rápida e permita-se a tomada de decisão em tempo hábil.

As informações de controle podem ser: atualização do cronograma físico- financeiro; mapas padrões, recursos humanos, equipamentos e materiais; alocação de custos unitários dos serviços; apuração de índices de produtividade da mão-de-obra, materiais e equipamentos; faturamento.

Para determinar o que deve ser controlado pode-se utilizar o princípio de Pareto. A Lei de Pareto (também conhecida como princípio 80-20), afirma que para muitos fenômenos, 80% das consequências advém de 20% das causas. A classificação ABC é baseada neste princípio. Ela controla os estoques nos processos de produção. A faixa A abrange cerca de 20% do total de todos os itens considerados e corresponde a 80% do valor total; a B, cerca de 30% e corresponde a 15% do valor total e a C 50% e corresponde a 5%.

Os itens devem ser ordenados por sua importância relativa, determinando-se o

peso do valor de cada um em relação ao valor do conjunto, calculando-se em

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

seguida os valores acumulados desses pesos. O número de ordem do item e o respectivo valor acumulado definem um ponto e com uma série de pontos, a classificação ABC pode ser representada de forma gráfica, conforme abaixo:

pode ser representada de forma gráfica, conforme abaixo: A classe A reflete os itens mais importantes

A classe A reflete os itens mais importantes e que merecem tratamento especial em termos de acompanhamento e controle de obra. A classe C representa os itens menos importantes. A classe B é uma situação intermediária.

Gabarito: Item CERTO.

b) O controle de um projeto resulta da integração dos controles de prazos, de recursos e de custos, comparando-se com o controle dos ensaios de materiais, de forma a garantir o realizado com o planejado.

O controle pode abranger aspectos econômicos ou operacionais. Tudo depende de seu objetivo. Na curva ABC é possível controlar a intensidade dos custos dos itens.

Na execução de um projeto são feitos os seguintes controles: custos e prazo, qualidade e produtividade. Verificam-se ainda falhas em materiais, ferramentas e equipamentos, arranjo físico e mão-de-obra. Para operacionalizar os controles utilizam-se cronogramas, orçamentos, fichas de execução das atividades, composições de custos unitários ou de custo global segmentado por componentes desse custo e fichas de produtividade.

No caso do controle da qualidade há uma metodologia relacionada com o sistema de controle da qualidade.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

O controle de um projeto resulta da integração dos controles de prazos, de

recursos e de custos, comparando-se o que foi realizado com o planejado.

Curva de controle – comparação entre o planejado e o realizado (Limmer,

1997):

comparação entre o planejado e o realizado (Limmer, 1997): Bom, agora que já vimos os conceitos

Bom, agora que já vimos os conceitos relacionados ao controle de execução de obras, fica fácil responder essa questão, não é mesmo?

O erro da questão está na parte final do enunciado, sendo que não há relação

entre o controle de um projeto e o controle de ensaios de materiais. O primeiro tem o objetivo de garantir a execução do planejamento. O segundo tem o objetivo de verificar o atendimento das especificações técnicas dos materiais. Logo, o CESPE misturou dois conceitos diferentes de controle na questão.

Gabarito: Item ERRADO.

c) A técnica de linha de balanço utilizada na indústria da construção civil visa permitir maior controle contábil de uma obra.

Diante do conceito visto na questão anterior, concluímos que este item está errado porque a técnica de Linha de Balanço utilizada na indústria da construção civil visa permitir maior controle da execução da obra, não tenho nenhuma relação com o controle contábil.

Gabarito: Item ERRADO.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

d) A modelação por intermédio de redes de PERT/CPM permite a

visualização do planejamento de um empreendimento de construção, e

não permite a visualização dos processos de controle da produção.

Como vimos, o método do PERT/CPM foi desenvolvido com o objetivo de ser um forte instrumento de planejamento, coordenação e controle, dentre outros.

Com relação ao processo de controle, considerando que as datas de início e final de cada atividade são adequadamente definidas, torna-se expedita a definição da mobilização de cada ator envolvido no processo, da responsabilidade lhe atribuída e da duração de sua participação. E, também, permite prever as datas de contratação de projetistas e fornecedores de modo a não ocorrer solução de continuidade entre a atuação dos diversos atores durante a execução do projeto.

Finalizando, o exercício de atividades de controle fica favorecido, pois torna-se imediato comparar os tempos e custos realizados com aqueles planejados, dada a expressão de coerência dos fluxos de caixa com as atividades previstas ou realizadas. Assim, em decorrência, pode-se conhecer o desempenho do projeto. Logo, a questão está errada.

Gabarito: Item ERRADO.

e) O controle é a operação pela qual se obtém o custo relativo de

determinado serviço por meio do acompanhamento de cada etapa de

sua execução.

O controle tem por objetivo acompanhar a execução de determinado produto ou processo e dar suporte ao sistema construtivo no sentido de garantir que as atividades planejadas sejam cumpridas. Isto é feito ao comparar os resultados contra um padrão, para que medidas de correções de desvios possam ser tomadas em tempo hábil e para fornecer meios para correções de ações.

Deve-se também verificar a parte por executar para ver sua adequação ao plano. Isto tornou o processo de controle dinâmico. Quanto mais eficientes forem estas ações, menores serão os desvios, o tempo e as despesas para correções.

Uma das atividades do controle é a verificação da execução de uma ou mais etapas de serviços e o controle dos preços de seus insumos, para comparação com os parâmetros orçados e planejados.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Obter o custo de determinado serviço é o objetivo da orçamentação e não do controle. O controle permite avaliar se o custo da execução de um serviço ou de uma etapa de serviço está de acordo com o custo orçado. Assim, a questão está errada.

Gabarito: Item ERRADO.

19. (CESPE/CEF/Engenheiro Civil/2010) O estudo de viabilidade técnico-econômica, definido na NBR 14653, destina-se a diagnosticar a viabilidade técnico-econômica de um empreendimento, com a utilização de indicadores de viabilidade. A respeito dos indicadores de viabilidade, seus significados e aplicações na avaliação de empreendimentos, assinale a opção correta.

a) O índice de lucratividade é o tempo necessário para que a renda líquida acumulada do empreendimento iguale o investimento nele comprometido, sendo que a utilização isolada do índice de lucratividade como indicador de viabilidade não é conclusiva.

A NBR 14653-4 (Parte 4: Empreendimentos) é a primeira Norma da ABNT que

trata da avaliação de empreendimentos. Anteriormente, o assunto foi tratado de forma limitada em algumas das normas de avaliação específicas.

Esta parte da NBR 14653 visa detalhar e complementar os procedimentos gerais estipulados na NBR 14653-1, nos aspectos que dizem respeito à avaliação de empreendimentos.

A NBR 14653-4 fixa as diretrizes para a avaliação de empreendimentos quanto

a: a) classificação da sua natureza; b) instituição de terminologia, definições, símbolos e abreviaturas; c) descrição das atividades básicas; d) definição da metodologia básica; e) especificação das avaliações; f) requisitos básicos de

laudos e pareceres técnicos de avaliação.

Indicadores de viabilidade

O resultado final das análises de viabilidade econômica pode ser expresso sob

a forma de taxas internas de retorno, valor presente líquido, custo anual,

períodos de recuperação (pay-back) e índices de lucratividade (por exemplo:

retorno sobre ativos - ROA, retorno sobre investimentos – ROI, valor econômico adicionado – EVA, valor de mercado adicionado (market value added) – MVA e o Retorno sobre o patrimônio líquido – ROE).

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Índice de lucratividade

É a relação entre o valor presente das receitas líquidas e o dos investimentos. O empreendimento será considerado viável quando o seu índice de lucratividade for igual ou superior à unidade, para uma taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.

Tempo de retorno

Este indicador de viabilidade é expresso pelo tempo necessário para que a renda líquida acumulada do empreendimento iguale o investimento nele comprometido.

O tempo de retorno pode ser simples ou descontado: o simples corresponde ao

tempo necessário para anular a diferença entre as despesas de investimento e as receitas líquidas, sem considerar a remuneração do capital; o descontado corresponde ao tempo necessário para anular a mesma diferença, quando as parcelas são descontadas a uma taxa de desconto.

A utilização isolada do período de recuperação como indicador de viabilidade

não é conclusiva, mas é útil para comparar alternativas de investimento a uma

mesma taxa de desconto.

A questão está errada porque trocou os conceitos de tempo de retorno e índice

de lucratividade.

Gabarito: Item ERRADO.

b) O índice de lucratividade é a relação entre o valor presente das receitas líquidas e o valor dos investimentos, sendo o empreendimento considerado viável quando seu índice de lucratividade for igual ou superior à taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.

Como vimos na letra “a”, o empreendimento será considerado viável quando o seu índice de lucratividade for igual ou superior à unidade, para uma taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.

A condição de viabilidade de empreendimento trazida pelo enunciado da questão é o da taxa interna de retorno.

Taxa interna de retorno

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Este indicador de viabilidade é expresso pela taxa de desconto que anula o valor presente do fluxo de caixa projetado no horizonte do empreendimento, incluindo o valor do investimento a realizar.

O empreendimento será considerado viável quando a sua taxa interna de

retorno for igual ou superior à taxa de desconto equivalente ao custo de

oportunidade de igual risco.

Gabarito: Item ERRADO.

c) O valor presente líquido é expresso pelo tempo necessário para que a renda líquida acumulada do empreendimento se iguale ao investimento nele comprometido, sendo o empreendimento considerado viável quando o seu valor presente líquido for nulo ou positivo, para uma taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.

A questão está errada porque mistura os conceitos de Valor Presente Líquido e Tempo de Retorno.

Valor presente líquido

Este indicador de viabilidade é expresso pelo valor presente do fluxo de caixa descontado, projetado no horizonte do empreendimento, incluindo o valor do investimento a realizar.

O empreendimento será considerado viável quando o seu valor presente

líquido for nulo ou positivo, para uma taxa de desconto equivalente ao custo

de oportunidade de igual risco.

Gabarito: Item ERRADO.

d) O tempo de retorno é expresso pelo valor presente do fluxo de caixa descontado, projetado no horizonte do empreendimento, incluindo o valor do investimento a realizar, sendo o empreendimento considerado viável quando o seu tempo de retorno for nulo ou positivo, para uma taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.

Esta questão cobra conceitos que já vimos na letra “a” e “c” e está errada porque mistura os conceitos de Valor Presente Líquido e Tempo de Retorno.

Gabarito: Item ERRADO.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

e) A taxa interna de retorno é um valor expresso pela taxa de desconto

que anula o valor presente do fluxo de caixa projetado no horizonte do empreendimento, incluindo o valor do investimento a realizar, sendo o empreendimento considerado viável quando a sua taxa interna de retorno for igual ou superior à taxa de desconto equivalente ao custo

de oportunidade de igual risco.

Como vimos no item “b”, o enunciado traz corretamente o conceito de Taxa Interna de Retorno.

Gabarito: Item CERTO.

20. (ESAF/MPU/Analista – Área: Pericial – Especialidade: Engenharia Civil/2004) Diversas ferramentas de planejamento podem ser utilizadas para a montagem de um cronograma físico para execução de obras. Com relação às ferramentas utilizadas para planejamento de obras, é incorreto afirmar que:

a) a aplicação do método da Linha de Balanço se restringe a projetos

de construção com serviços não-repetitivos.

Como vimos, a Linha de Balanço é uma técnica de planejamento e controle que considera o caráter repetitivo das atividades de uma edificação.

Dessa forma, a questão está errada porque o método da Linha de Balanço se aplica principalmente em projetos de construção com serviço repetitivos.

Gabarito: Item ERRADO.

b) os métodos PERT e CPM fundamentam-se na montagem de uma rede de trabalho que retrate o projeto real.

O PERT/COM é um instrumento de planejamento que distribui as atividades a serem realizadas em rede, com o início e o final de cada uma delas devidamente definidos, bem como a lógica de execução segundo a tecnologia adotada, retratando o projeto que se pretende executar.

Dessa forma, o enunciado da questão está correto.

Gabarito: Item CERTO.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

c) o caminho crítico representa a seqüência de atividades que definem o prazo mínimo para realização de uma obra.

Conforme já comentamos, o caminho crítico é a seqüência de atividades que devem ser concluídas nas datas programadas para que o projeto possa ser finalizado dentro do prazo final. Se o prazo final for excedido, é porque no mínimo uma das atividades do caminho crítico não foi concluída na data programada.

Atenção! O caminho crítico é definido como sendo o caminho da rede em que todos os eventos/atividades que o constituam apresentem FOLGA ZERO.

Dessa forma, o caminho crítico define o prazo mínimo para a realização de uma obra, estando correta a questão.

Gabarito: Item CERTO.

d)

visualização direta das datas de início e término das atividades

previstas.

o

Diagrama

de

Gantt

é

um

recurso

gráfico

que

permite

a

O cronograma de barras, criado por Gantt, é uma forma de representar as atividades com suas precedências e distribuídas em um intervalo de tempo. O Gráfico de Gantt (Cronograma de Gantt ou Gráfico de Barras) é um gráfico que apresenta as “atividades” em uma coluna, indicando as respectivas durações por barras horizontais.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Exemplo genérico do cronograma de barras:

MARCELO RIBEIRO Exemplo genérico do cronograma de barras: No MSProject é esse cronograma que aparece na

No MSProject é esse cronograma que aparece na tela. O PERT/CPM é a forma

como este programa organiza a precedência entre as atividades.

A desvantagem desse cronograma é não mostrar com clareza a

interdependência entre as atividades. Outra desvantagem e que as datas de início e fim de uma atividade, assim como as folgas, devem ser definidas antes

de se desenhar, pois qualquer mudança na programação implicará seu

redesenho, o que lhe confere certa rigidez.

As vantagens são: facilidade de entendimento e pode ser empregado como complemento de outras técnicas de programação. É perfeitamente aplicável quando se lida com um número não muito grande de atividades e de durações relativamente curtas, como é o caso do detalhamento de pacotes de trabalho.

São utilizados na representação de cronogramas de demanda de mão-de-obra, de materiais e de equipamentos, sendo de fundamental importância no uso da técnica de alocação e nivelamento de recursos. As atividades do caminho crítico são destacas das demais por outra coloração.

Assim, conforme vimos, o Diagrama de Gantt é um recurso gráfico que permite a visualização direta das datas de início e término das atividades previstas, estando correta a questão.

Gabarito: Item CERTO.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

e) a apresentação do planejamento PERT pode ser feita com o uso de diagramas de flechas ou de diagramas de blocos.

Pessoal, vimos que existem dois métodos para a caracterização das redes PERT/CPM:

Método Americano ou de Setas ou de Flechas;

Método Francês de Blocos ou Redes Roy.

Logo, a questão está correta.

Observe que a redação desta questão é mais adequada tecnicamente do que a da questão 13 (do CESPE), conforme comentamos naquela oportunidade.

Gabarito: Item CERTO.

O planejamento das atividades de construção é de fundamental importância para o sucesso técnico e econômico de um empreendimento. Nesse contexto, as redes PERT/CPM são instrumentos usados para o planejamento de uma obra. Com relação a planejamento e redes PERT/CPM, julgue os itens seguintes.

21. (CESPE/ME/Engenheiro/2008) Na programação das atividades de uma construção, o tempo inicial de uma atividade não-crítica não precisa ser necessariamente igual ao tempo final da sua atividade precedente.

Pessoal, agora que já vimos os conceitos básicos das redes PERT/CPM, veremos com maior detalhe alguns aspectos que também são cobrados em provas.

Definições

a) Atividade – é a denominação pela qual se caracteriza uma tarefa, serviço ou projeto a ser realizado e que consome tempo e recursos. Recursos esses:

humanos, materiais tecnológicos ou financeiros.

b) Evento – representa um marco temporal, ou seja, uma data delimitando o tempo de início ou de término de qualquer atividade. Não consome tempo ou recursos.

c) Evento Inicial – representa a data de início do programa. Alerta-se que todo programa deve ser iniciado em um único evento.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

d) Evento Final – representa a data final do programa. Similarmente à definição anterior, alerta-se que todo programa deve ser finalizado em um único evento.

e) Atributo – exprime a medida (unidade) da atividade. Como atributos são

considerados: o tempo de duração, o custo e os recursos envolvidos.

f) Tempo Mais Cedo de Início – TCI é definido como o tempo mais cedo

possível de se iniciar uma atividade. Equivale à data mais cedo possível de se

iniciar uma atividade sem ocorrer atraso na data mais cedo de término previsto para o evento final da rede.

g) Tempo Mais Tarde de Início – TTI corresponde ao tempo mais tarde possível de se iniciar uma atividade sem causar atraso no início da(s) atividade(s) subseqüente(s). Corresponde à data mais tarde possível de se iniciar uma atividade sem causar atraso na data mais tarde de término prevista para o evento final da rede.

h) Tempo Mais Cedo de Fim – TCF é definido como o tempo mais cedo possível

de se concluir uma atividade. Equivale à data mais cedo possível de se concluir uma atividade sem ocorrer atraso na data mais cedo de término previsto para o evento final da rede.

i) Tempo Mais Tarde de Fim – TTF corresponde ao tempo mais tarde possível

para ser concluída uma atividade sem causar atraso no início da(s) atividade(s) subseqüente(s). Corresponde à data mais tarde possível de se concluir uma

atividade sem causar atraso na data mais tarde de término prevista para o evento final da rede.

j) Folga de Evento – é definida como a disponibilidade de tempo medida pela

diferença entre a data mais tarde e a data mais cedo de ocorrência de um

evento.

k) Caminho Crítico – é definido como sendo o caminho da rede em que todos

os eventos que o constituam apresentem FOLGA ZERO. Ou, caso ocorra folga nos eventos iniciais e finais da rede, o caminho crítico corresponde àquele que apresentar a MENOR FOLGA TOTAL.

l) Dependência – é definida como a relação entre duas atividades contíguas, de

modo que uma atividade, denominada dependente, somente possa ser iniciada

quando a imediatamente precedente estiver conclusa, data a tecnologia adotada.

Exemplo de representação de tempos e eventos:

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO Como vimos, o Tempo Mais Cedo de Fim

Como vimos, o Tempo Mais Cedo de Fim de qualquer atividade corresponde ao Tempo Mais Cedo de Início da atividade subseqüente. Ainda, vimos que caso a atividade faça parte do caminho crítico (atividade crítica), não haverá folga nos eventos.

Logo, na programação das atividades de uma construção, o tempo inicial de uma atividade não-crítica não precisa ser necessariamente igual ao tempo final da sua atividade precedente em função da folga inerente às atividades não- críticas.

Gabarito: Item CERTO.

22. (CESPE/ME/Engenheiro/2008) O diagrama de Gantt consiste de barras horizontais e paralelas que indicam atividades executadas, ou a executar, dispostas em série em uma escala de tempo horizontal, ou dispostas umas sobre as outras, indicando concomitância de prazos.

Pessoal, podemos visualizar isso no item “d” da questão 18, onde há atividades dispostas em série e em paralelo, indicando respectivamente prazos sequenciais e concomitância de prazos. Assim, a questão está correta.

Gabarito: Item CERTO.

23. (CESPE/ME/Engenheiro/2008) O tarde de um evento corresponde à data de início do evento que será realizado por último na programação da obra.

A questão está errada porque o tarde de um evento corresponde à data de início do evento que será realizado em seguida e não do último evento a ser realizado.

Gabarito: Item ERRADO.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

24. (CESPE/ANTAQ/Especialista/2009) A curva S é amplamente utilizada no planejamento de projetos e, entre outras características, permite visualizar o ritmo de andamento previsto para a implementação do projeto.

A representação gráfica da correlação entre variáveis é um dos recursos amplamente usados no planejamento, pela sua facilidade de visualização e de entendimento.

A “Curva S”, tal como a “Curva ABC”, é outra curva de aspecto particular e característico, representativa de “fatos” do nosso dia-a-dia.

Apresentando a soma acumulada de recursos (materiais, humanos, financeiros, etc.) aplicados na realização de empreendimentos quaisquer. Tem tipicamente a forma de um “S” porque essa é a aparência da soma acumulada (“integral”) de uma distribuição de “valores” que crescem no início e decrescem próximo ao fim de um período. E isso é o que acontece na maioria dos nossos empreendimentos: numa construção civil, numa montagem industrial, no desenvolvimento de uma tecnologia, etc.

Ela é muito usada e particularmente útil para as atividades de planejamento e controle porque fornece uma visão que propicia uma interpretação bastante sensível e prática para ajustes e adequações tanto na fase do planejamento quanto na do controle. Ainda, permite visualizar o ritmo de andamento previsto para a implementação do projeto.

Dessa forma, está correta a questão. Existem tabelas de curva S. Porém, a curva é característica da individualidade de cada projeto.

Ilustração exemplificativa de uma “Curva S”:

cada projeto. Ilustração exemplificativa de uma “Curva S”: Prof. Marcelo Ribeiro www.pontodosconcursos.com.br 59

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Gabarito: Item CERTO.

25. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011) A curva S, elaborada a partir do cronograma físico- financeiro da obra, representa a curva do valor agregado que, graficamente, corresponde ao planejamento inicial.

Conforme vimos na questão 3 da aula, as curvas de valor planejado (PV), valor agregado (EV) e custo real (AC) representam a soma acumulada de recursos (materiais, humanos, financeiros, etc.) aplicados na realização de empreendimentos quaisquer e têm tipicamente a forma de um “S”.

A questão está errada porque a curva S elaborada a partir do cronograma físico-financeiro da obra não representa a curva do valor agregado, mas sim a curva do valor planejado que, graficamente, corresponde ao planejamento inicial.

Gabarito: Item ERRADO.

26. (ESAF/MPU/Analista – Área: Pericial – Especialidade: Engenharia Civil/2004) A curva S é uma ferramenta gráfica utilizada para controle da aplicação e consumo de recursos ao longo da execução de um empreendimento. Com relação a esta ferramenta, é incorreto afirmar que:

a) a curva S depende da existência de um planejamento adequado para o consumo de recursos durante a execução da obra.

Para traçar a curva S é necessário ter o conhecimento do comportamento do consumo dos recursos ao longo do tempo de execução da obra. Dessa forma, a questão está correta.

Gabarito: Item CERTO.

b) a curva S pode ser utilizada como ferramenta no controle do consumo de concreto durante a execução da obra.

A questão está correta porque a curva S pode ser utilizada como ferramenta no controle do consumo de qualquer recurso necessário à execução da obra.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Gabarito: Item CERTO.

c) a curva S caracteriza os recursos a serem utilizados apenas em

termos monetários, relacionando-os às datas previstas de utilização.

A questão está errada porque a curva S pode ser utilizada como ferramenta no controle do consumo de qualquer recurso necessário à execução da obra, como mão-de-obra, material, equipamentos e recursos monetários.

Gabarito: Item ERRADO.

d) a curva S pode ser utilizada na avaliação do progresso físico da obra em função do custo apropriado.

Conforme já vimos, a curva S também permite visualizar o ritmo de andamento previsto para a implementação da obra.

Gabarito: Item CERTO.

e) a curva S apresenta sempre o consumo acumulado de recursos ao

longo do tempo de construção.

A questão está certa porque

apresentando sempre a utilização de recursos ao longo do tempo de forma

acumulada.

de curva de carga,

a

curva

S

é

um tipo

Gabarito: Item CERTO.

27. (CESPE/TCU/ACE/ Auditoria de Obras Públicas/2007) A representação de um recurso, como mão-de-obra, pela curva S, mostra a distribuição desse recurso de forma cumulativa.

Pessoal, essa questão é boa para que vocês vejam como alguns assuntos são sempre cobrados em prova, independentemente de qual seja a banca examinadora. Na questão anterior, letra “e”, temos uma cobrança idêntica à questão atual, sendo que aquela é da ESAF (2004) e esta é do CESPE (2007).

Como vimos anteriormente, a questão está correta porque a curva S mostra a distribuição de qualquer recurso da obra de forma cumulativa.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Gabarito: Item CERTO.

28. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010) A curva S, empregada em estudos e análises para tomada de decisões gerenciais sobre desembolso e fluxos de caixa, é sempre crescente, pois os valores que a compõem são acumulados.

Atenção! Nessa questão temos mais uma vez um exemplo de como o CESPE, ou outras bancas, cobram um mesmo conhecimento ao longo dos anos, chegando até mesmo a praticamente repetir questões. Comparem esta questão do MPU 2010 com a anterior do TCU 2007 e com o item “e” da questão do MPU 2004.

Novamente, a curva S mostra a distribuição de qualquer recurso da obra, inclusive recursos monetários, de forma cumulativa. Logo, a questão está correta.

Gabarito: Item CERTO.

29. (CESPE/TSE/Analista Judiciário/Engenharia Civil/2006 – Item 46) As figuras I, II e III a seguir mostram a distribuição da alocação de três recursos (mão-de-obra, matéria-prima e equipamentos) na execução de um projeto hipotético em função do tempo.

na execução de um projeto hipotético em função do tempo. Prof. Marcelo Ribeiro www.pontodosconcursos.com.br 62

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

A figura IV mostra a curva S de custos totais e a curva de receitas. A partir da análise dos cronogramas ilustrados nas figuras, assinale a opção correta.

a) A figura I mostra que a alocação da mão-de-obra ao longo do tempo foi satisfatória, uma vez que picos de alocação são seguidos por vales.

As oscilações do gráfico da figura I demonstram que houve grande variação da mão-de-obra mobilizada. Esta variação brusca deve ser evitada, sendo preferível uma variação mais suave. As ilustrações abaixo demonstram como deve ser a alocação “ideal” e como é na prática a alocação “real” de recursos.

Ilustrações:

prática a alocação “real” de recursos. Ilustrações: Gabarito: Item ERRADO. Prof. Marcelo Ribeiro
prática a alocação “real” de recursos. Ilustrações: Gabarito: Item ERRADO. Prof. Marcelo Ribeiro

Gabarito: Item ERRADO.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

b) A figura II mostra que a alocação de equipamentos segue uma curva teórica ideal.

Como vimos na ilustração da questão anterior, a alocação “ideal” não tem variações bruscas. Embora a figura II esteja com o pico um tanto achatado se comparado com a curva tida como “ideal” pela doutrina, a questão está correta.

Gabarito: Item CERTO.

c) A figura III mostra que a alocação da matéria-prima na obra foi intensificada para encurtar o prazo de execução da obra, e, desse modo, pode ser considerada como satisfatória.

Analisando a figura III percebemos que a alocação da matéria-prima não foi intensificada para encurtar o prazo de execução da obra porque o pico de utilização não se deu próximo ao período final da obra.

Ocorreu um pico de utilização de matéria-prima ao longo da obra, mas sem características que permitam concluir que a obra teve seu prazo de execução encurtado.

Gabarito: Item ERRADO.

d) A sobreposição do cronograma de desembolso acumulado (curva S) com o da receita acumulada, representados na figura IV, não deve ser entendida como o fluxo de caixa do projeto, já que uma curva é contínua e a outra, escalonada.

A Curva “S” é um tipo de curva de carga, instrumento destinado ao acompanhamento periódico de seu andamento. (M. Casarotto, 1995).

Sob sua forma clássica, a utilização é recomendada para a análise do comportamento dos fluxos de caixa, quando permite verificar se ocorre compatibilidade entre o que foi pago e o efetivamente realizado. Ou, em outras palavras, se os recursos despendidos correspondem ao volume de serviços realizados. (Antonio V. Avila)

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Assim, a questão está errada porque a Curva S da figura IV permite a análise do fluxo de caixa apesar da curva representativa das entradas das receitas ser escalonada. O caixa em determinado momento é dado pela diferença entre a Curva S de desembolso e a curva escalonada de receitas.

Gabarito: Item ERRADO.

O resumo das atividades previstas para o primeiro período da construção de um edifício, cujo planejamento global inclui uma área total de construção igual a 5.000 m2 distribuídos em um terreno com 40.000 m2 de área, é apresentado na figura e na tabela seguintes.

m2 de área, é apresentado na figura e na tabela seguintes. Tendo em vista esse resumo

Tendo em vista esse resumo de atividades e sua composição usual nas obras de engenharia, julgue os itens que se seguem, relativos ao planejamento das atividades para acompanhamento da obra em questão.

30. (CESPE/INSS/Analista/Engenheiro Civil/2008) A execução de fundações com estacas pré-fabricadas tem como evento de início o nó 3 e depende do término das atividades de instalação provisória e de drenagem.

Em função da rede apresentada, percebemos que a atividade “E” tem como predecessores as atividades “B” e “D”, e tem como evento de início o nó 3. Assim, a questão está correta.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Gabarito: Item CERTO.

31. (CESPE/INSS/Analista/Engenheiro Civil/2008) A duração total do projeto com evento de início no nó 1 e com evento de término no nó 5 é de 60 unidades de tempo.

A duração total do projeto será obtida pela soma da duração das atividade que formam o caminho mais demorado entre os nós de início (1) e fim (5). Dessa forma, a duração total será a soma da duração das atividades “A”, “C” e “F”, totalizando 120 unidades de tempo. Logo, a questão está errada.

Gabarito: Item ERRADO.

Cronogramas de atividades são ferramentas de planejamento que permitem acompanhar o desenvolvimento físico dos serviços e efetuar previsões de quantitativos de obras, materiais e equipamentos. No planejamento e no controle de projetos, um dos tipos básico de cronograma é o cronograma em barra, exemplificado na tabela a seguir.

é o cronograma em barra, exemplificado na tabela a seguir. Em relação a esse assunto e

Em relação a esse assunto e ao cronograma apresentado acima, julgue os itens a seguir.

32. (CESPE/SECONT-ES/Auditor do Estado/Engenharia Civil) A partir do cronograma de barra apresentado acima, é correto afirmar que a execução da atividade C somente será iniciada após a conclusão da atividade B.

Como vimos na resolução da questão 9, letra “d”, a principal desvantagem do cronograma de barras (Gantt) é não mostrar com clareza a interdependência entre as atividades.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

Com base no cronograma não é possível afirmar que a atividade C somente será iniciada após a conclusão da atividade B. O que é possível afirmar é que se planejou que a atividade C comece no período de tempo imediatamente posterior ao término da atividade B. Contudo, não é possível afirmar que haja uma relação de dependência entre as atividades, podendo ter sido planejado assim por mera conveniência.

Gabarito: Item ERRADO.

33. (CESPE/SECONT-ES/Auditor do Estado/Engenharia Civil/2009) O esquema de cronograma apresentado é um exemplo de gráfico de Gantt.

Pessoal, vejam que esta questão é recente (2009) e de resolução muito simples.

Como vimos ao longo da aula, o cronograma de barras é também conhecido como cronograma (diagrama, gráfico) de Gantt.

Gabarito: Item CERTO.

Assim, pessoal, essa é a nossa primeira aula, voltada para a preparação para o cargo de Analista de Finanças e Controle da CGU, mediante a apresentação de exercícios com teoria comentada.

Aqui começa nossa jornada, em busca da tão almejada aprovação na CGU!

Aguardo você para nosso próximo encontro. Bons estudos!

Marcelo Ribeiro

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

1. (ESAF/CGU/AFC/Auditoria de Obras/2008) Planejamento e controle de projetos podem ser definidos como um enfoque sistemático e formal na execução das responsabilidades administrativas, que envolve a definição de objetivos, um plano para alcançar os resultados esperados e um sistema de relatórios. Nesse contexto, assinale a opção incorreta.

a)

A elaboração do planejamento obriga analisar antecipadamente os projetos

e

quantificar o que é necessário para um desempenho satisfatório da

execução.

b) A elaboração de um plano de resultados implica no uso mais econômico de

mão-de-obra, matéria-prima, instalações e equipamentos.

c) O planejamento e o controle de resultados de um projeto devem ser constantemente adaptados às circunstâncias, em função de eventos que surgem no decorrer da sua execução.

d) Uma vez concluído, um plano somente torna-se eficaz quando a equipe responsável exercer esforços contínuos no sentido da sua execução.

e)

Um sistema de planejamento e controle de resultados deve ser concebido

de

modo a adaptar-se ao meio específico a que se destina, e, além disso, deve

ser atualizado e modificado continuamente.

2. (CESPE/ANTAQ/Especialista/2009) A estrutura analítica de partição do projeto (EAP) é uma divisão natural do projeto, de caráter essencialmente prático, que se realiza levando-se em conta os produtos finais e as suas divisões funcionais suscetíveis de controle.

3. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010 – Item 118) Define-se como

valor agregado o montante de trabalho valorado de quanto deveria ter sido realizado conforme previsão em cronograma, e, como custo real, o custo do

trabalho que deixou de ser realizado.

4. (CESPE/Banco da Amazônia/Técnico Científico /Engenharia Civil/2007) O cronograma físico-financeiro de uma obra é a representação gráfica do andamento previsto para a obra ou serviço, em relação ao tempo e respectivos desembolsos financeiros.

5. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011 - Item

80) O cronograma físico-financeiro é a representação gráfica do plano de

execução da obra, em que todas as fases de execução são representadas.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

O orçamento, além do objetivo de valorar a obra, constitui a entrada de vários processos de acompanhamento e controle. Em relação às ferramentas de controle desses processos, julgue o item a seguir.

6. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011 - Item

79) Os custos indiretos não são considerados na elaboração do cronograma

físico-financeiro, pois não podem ser quantificados para fins de acompanhamento e controle por parte da fiscalização.

7. (CESPE/ANTAQ/Especialista/2009) Em uma rede PERT/CPM, só pode existir

um caminho crítico.

Considerando que, no planejamento de uma obra, o tempo é um parâmetro importante para que se garanta a conclusão da obra dentro dos prazos acordados, julgue o seguinte item.

8. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011 - Item

78) Na elaboração de redes de planejamento, em função do tratamento

estatístico, a técnica PERT é também chamada de probabilística.

9. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010 – Item 115) O caminho crítico de um projeto é a sequência das atividades que determinam o prazo total do projeto, ou seja, representa o menor caminho entre o início e o fim do projeto.

10. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011 - Item 76) Em uma rede de planejamento, o caminho crítico é a sequência de atividades críticas compreendidas entre o início e o fim da rede; já as atividades críticas são aquelas que apresentam sempre as menores folgas.

11. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011 - Item 77) O tempo de duração de determinada atividade é obtido dividindo-se a produtividade da equipe de trabalho a ser empregada na atividade pela quantidade de serviço a ser executado.

12. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010 – Item 112) Há dois métodos de construção de diagramas de rede: o método das flechas e o método dos blocos. Em ambos os métodos, convenciona-se representar cada atividade por um reta interligando dois círculos. Diferentemente do que ocorre no método dos círculos, no método que utiliza flechas, é permitida a inclusão do nome da atividade sobre a reta, no sentido paralelo a esta.

O planejamento das atividades de construção é de fundamental importância para o sucesso técnico e econômico de um empreendimento. Nesse contexto,

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

as redes PERT/CPM são instrumentos usados para o planejamento de uma obra. Com relação a planejamento e redes PERT/CPM, julgue o item seguinte.

13. (CESPE/ME/Engenheiro/2008 – Item 95) Em uma rede PERT/CPM, as atividades são representadas por setas.

14. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010 – Item 119) O PERT/CPM

preconiza que o planejamento deve ser feito sempre em consideração à sequência das atividades (precedências) e à disponibilidade de recursos.

15. (ESAF/CGU/AFC/Auditoria de Obras/2008 – Item 3) Um empreiteiro, antes

da licitação, confronta-se com um preço vencedor e a necessidade de planejar um equilíbrio ótimo entre receita, investimentos em estoques e equipamentos

e a produção efetiva. Para vencer a licitação, recomenda-se ao empreiteiro:

a) investir em equipamentos para reduzir custos unitários e o custo total da

obra como forma de ganhar a concorrência.

b) fazer um planejamento abrangente e detalhado da produção, preparar

planos contingenciais para situações de desequilíbrio e manter um controle

rígido sobre a execução dos planos.

c) dar preferência à estabilidade da produção para reduzir custos, estabelecer uma política rígida de produção e deixar investimentos variarem em relação direta com a receita.

d) dar preferência à estabilidade de estoques e fazer a produção flutuar em

relação direta com a receita.

e) fazer planejamento da compra de matéria-prima, de mão-de-obra, estoques, da utilização de equipamentos, despesas administrativas, e permitir que haja razoável flexibilidade para acomodar desvios.

16. (ESAF/CGU/AFC/Auditoria de Obras/2008 – Item 6) O estudo de viabilidade econômico-financeira de um projeto de construção consiste da avaliação do projeto específico, do local onde será implantado e do momento no tempo, e decorre de um conjunto de ações relacionadas com várias áreas do conhecimento. Nesse contexto, é correto afirmar que:

a) uma vez que se utilizem modelos teóricos quantitativos, o resultado do

estudo é objetivo.

b) um estudo bem pesquisado e elaborado é perecível e necessita logo ser

atualizado.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

c) um bom estudo oferece uma estimativa precisa de valor.

d) quanto mais quantitativo o modelo utilizado, melhor a avaliação.

e) o produto da avaliação (ou seja, o valor) é o que importa.

17. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010 – Item 116) A técnica

denominada linha de balanço é utilizada no planejamento de atividades repetitivas. Essa técnica consiste em traçar, referidas a um par de eixos cartesianos, linhas que representam cada uma das atividades e seu respectivo andamento. No eixo das ordenadas, é marcado o tempo e, no das abscissas, os valores acumulados do andamento planejado para cada unidade do

conjunto.

18. (CESPE/CEF/Engenheiro Civil/2010 – Item 18) O controle de projeto requer um sistema que seja adequado às suas peculiaridades. Esse controle recai sobre as atividades desenvolvidas em obra, que podem ser de duas formas, qualitativas e quantitativas. Acerca desse assunto, assinale a opção correta.

a) A classificação ABC é feita com base no princípio de Pareto e pode ser utilizada para controle de estoque de materiais nos processos de produção da construção.

b) O controle de um projeto resulta da integração dos controles de prazos, de

recursos e de custos, comparando-se com o controle dos ensaios de materiais,

de forma a garantir o realizado com o planejado.

c) A técnica de linha de balanço utilizada na indústria da construção civil visa

permitir maior controle contábil de uma obra.

d) A modelação por intermédio de redes de PERT/CPM permite a visualização

do planejamento de um empreendimento de construção, e não permite a

visualização dos processos de controle da produção.

e) O controle é a operação pela qual se obtém o custo relativo de determinado

serviço por meio do acompanhamento de cada etapa de sua execução.

19. (CESPE/CEF/Engenheiro Civil/2010 – Item 52) O estudo de viabilidade

técnico-econômica, definido na NBR 14653, destina-se a diagnosticar a viabilidade técnico-econômica de um empreendimento, com a utilização de indicadores de viabilidade. A respeito dos indicadores de viabilidade, seus significados e aplicações na avaliação de empreendimentos, assinale a opção

correta.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

a) O índice de lucratividade é o tempo necessário para que a renda líquida

acumulada do empreendimento iguale o investimento nele comprometido, sendo que a utilização isolada do índice de lucratividade como indicador de

viabilidade não é conclusiva.

b) O índice de lucratividade é a relação entre o valor presente das receitas

líquidas e o valor dos investimentos, sendo o empreendimento considerado viável quando seu índice de lucratividade for igual ou superior à taxa de

desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.

c) O valor presente líquido é expresso pelo tempo necessário para que a renda líquida acumulada do empreendimento se iguale ao investimento nele comprometido, sendo o empreendimento considerado viável quando o seu valor presente líquido for nulo ou positivo, para uma taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.

d) O tempo de retorno é expresso pelo valor presente do fluxo de caixa

descontado, projetado no horizonte do empreendimento, incluindo o valor do investimento a realizar, sendo o empreendimento considerado viável quando o seu tempo de retorno for nulo ou positivo, para uma taxa de desconto

equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.

e) A taxa interna de retorno é um valor expresso pela taxa de desconto que

anula o valor presente do fluxo de caixa projetado no horizonte do empreendimento, incluindo o valor do investimento a realizar, sendo o empreendimento considerado viável quando a sua taxa interna de retorno for igual ou superior à taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de

igual risco.

20. (ESAF/MPU/Analista – Área: Pericial – Especialidade: Engenharia Civil/2004 – Item 41) Diversas ferramentas de planejamento podem ser utilizadas para a montagem de um cronograma físico para execução de obras. Com relação às ferramentas utilizadas para planejamento de obras, é incorreto afirmar que:

a) a aplicação do método da Linha de Balanço se restringe a projetos de

construção com serviços não-repetitivos.

b) os métodos PERT e CPM fundamentam-se na montagem de uma rede de

trabalho que retrate o projeto real.

c) o caminho crítico representa a seqüência de atividades que definem o prazo mínimo para realização de uma obra.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

d) o Diagrama de Gantt é um recurso gráfico que permite a visualização direta

das datas de início e término das atividades previstas.

e) a apresentação do planejamento PERT pode ser feita com o uso de diagramas de flechas ou de diagramas de blocos.

O planejamento das atividades de construção é de fundamental importância

para o sucesso técnico e econômico de um empreendimento. Nesse contexto, as redes PERT/CPM são instrumentos usados para o planejamento de uma

obra. Com relação a planejamento e redes PERT/CPM, julgue os itens seguintes.

21. (CESPE/ME/Engenheiro/2008 – Item 97) Na programação das atividades

de uma construção, o tempo inicial de uma atividade não-crítica não precisa ser necessariamente igual ao tempo final da sua atividade precedente.

22. (CESPE/ME/Engenheiro/2008 – Item 98) O diagrama de Gantt consiste de

barras horizontais e paralelas que indicam atividades executadas, ou a executar, dispostas em série em uma escala de tempo horizontal, ou dispostas

umas sobre as outras, indicando concomitância de prazos.

23. (CESPE/ME/Engenheiro/2008 – Item 99) O tarde de um evento corresponde à data de início do evento que será realizado por último na programação da obra.

24. (CESPE/ANTAQ/Especialista/2009 - Item 67) A curva S é amplamente

utilizada no planejamento de projetos e, entre outras características, permite

visualizar o ritmo de andamento previsto para a implementação do projeto.

25. (CESPE/STM/Analista Judiciário/Especialidade Engenharia Civil/2011 - Item

81) A curva S, elaborada a partir do cronograma físico-financeiro da obra, representa a curva do valor agregado que, graficamente, corresponde ao planejamento inicial.

26. (ESAF/MPU/Analista – Área: Pericial – Especialidade: Engenharia Civil/2004

– Item 43) A curva S é uma ferramenta gráfica utilizada para controle da

aplicação e consumo de recursos ao longo da execução de um empreendimento. Com relação a esta ferramenta, é incorreto afirmar que:

a) a curva S depende da existência de um planejamento adequado para o

consumo de recursos durante a execução da obra.

b) a curva S pode ser utilizada como ferramenta no controle do consumo de

concreto durante a execução da obra.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

c) a curva S caracteriza os recursos a serem utilizados apenas em termos

monetários, relacionando-os às datas previstas de utilização.

d) a curva S pode ser utilizada na avaliação do progresso físico da obra em

função do custo apropriado.

e) a curva S apresenta sempre o consumo acumulado de recursos ao longo do

tempo de construção.

27. (CESPE/TCU/ACE/ Auditoria de Obras Públicas/2007 – Item 192) A

representação de um recurso, como mão-de-obra, pela curva S, mostra a

distribuição desse recurso de forma cumulativa.

28. (CESPE/MPU/Analista de Engenharia Civil/2010 – Item 117) A curva S, empregada em estudos e análises para tomada de decisões gerenciais sobre desembolso e fluxos de caixa, é sempre crescente, pois os valores que a compõem são acumulados.

29. (CESPE/TSE/Analista Judiciário/Engenharia Civil/2006 – Item 46) As

figuras I, II e III a seguir mostram a distribuição da alocação de três recursos

(mão-de-obra, matéria-prima e equipamentos) na execução de um projeto hipotético em função do tempo.

execução de um projeto hipotético em função do tempo. A figura IV mostra a curva S

A figura IV mostra a curva S de custos totais e a curva de receitas. A partir da análise dos cronogramas ilustrados nas figuras, assinale a opção correta.

a) A figura I mostra que a alocação da mão-de-obra ao longo do tempo foi

satisfatória, uma vez que picos de alocação são seguidos por vales.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

b) A figura II mostra que a alocação de equipamentos segue uma curva teórica ideal.

c) A figura III mostra que a alocação da matéria-prima na obra foi intensificada para encurtar o prazo de execução da obra, e, desse modo, pode ser considerada como satisfatória.

d) A sobreposição do cronograma de desembolso acumulado (curva S) com o da receita acumulada, representados na figura IV, não deve ser entendida como o fluxo de caixa do projeto, já que uma curva é contínua e a outra, escalonada.

O resumo das atividades previstas para o primeiro período da construção de um edifício, cujo planejamento global inclui uma área total de construção igual a 5.000 m2 distribuídos em um terreno com 40.000 m2 de área, é apresentado na figura e na tabela seguintes.

m2 de área, é apresentado na figura e na tabela seguintes. Tendo em vista esse resumo

Tendo em vista esse resumo de atividades e sua composição usual nas obras de engenharia, julgue os itens que se seguem, relativos ao planejamento das atividades para acompanhamento da obra em questão.

30. (CESPE/INSS/Analista/Engenheiro Civil/2008 – Item 114) A execução de fundações com estacas pré-fabricadas tem como evento de início o nó 3 e depende do término das atividades de instalação provisória e de drenagem.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

31. (CESPE/INSS/Analista/Engenheiro Civil/2008 – Item 115) A duração total

do projeto com evento de início no nó 1 e com evento de término no nó 5 é de

60 unidades de tempo.

Cronogramas de atividades são ferramentas de planejamento que permitem acompanhar o desenvolvimento físico dos serviços e efetuar previsões de quantitativos de obras, materiais e equipamentos. No planejamento e no controle de projetos, um dos tipos básico de cronograma é o cronograma em barra, exemplificado na tabela a seguir.

é o cronograma em barra, exemplificado na tabela a seguir. Em relação a esse assunto e

Em relação a esse assunto e ao cronograma apresentado acima, julgue os itens a seguir.

32. (CESPE/SECONT-ES/Auditor do Estado/Engenharia Civil/2009 – Item 104)

A partir do cronograma de barra apresentado acima, é correto afirmar que a execução da atividade C somente será iniciada após a conclusão da atividade

B.

33.

(CESPE/SECONT-ES/Auditor do Estado/Engenharia Civil/2009 – Item 105)

O esquema de cronograma apresentado é um exemplo de gráfico de Gantt.

OBRAS DE EDIFICAÇÕES ESPECIAIS, PLANEJAMENTO, NORMAS, FISCALIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO EM EXERCÍCIOS PARA A CGU. PROFESSOR: MARCELO RIBEIRO

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CHARBEL ATALLA ANTONIO. Curva S – o que é, como e porque fazer e usar. Disponível em: http://operandobien.blogspot.com/2007/10/curva-s-como-e- porque-fazer-e-usar.html

RICARDO MENDES JUNIOR. Programação da Produção na Construção de Edifícios de Múltiplos Pavimentos.– UFSC, 2001

LUIZ EDUARDO LOLLATO JUNQUEIRA - Aplicação da Lean Construction para Redução dos Custos de Produção da Casa 1.0®. São Paulo, 2006. 146p. Escola Politécnica da USP.

SOUZA, A.; CLEMENTE, A. Decisões Financeiras e Análise de Investimentos:

fundamentos, técnicas e aplicações. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2004.

FERREIRA, J. A. S. Finanças Corporativas: conceitos e aplicações. São Paulo:

Pearson/Prentice Hall, 2005.

MACEDO, M. A. S.; SIQUEIRA, J. R. M. Custo e estrutura de capital – uma abordagem crítica. In: MARQUES, J. A. V. C.; SIQUEIRA, J. R. M. Finanças Corporativas: aspectos essenciais. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2006.

DÉBORA DE GOIS SANTOS. Planejamento, programação, acompanhamento e controle de obras. Disciplina: Gerenciamento de Obras – 101295. São Cristóvão, Sergipe, sd.

MÁRCIO D'ÁVILA. PMBOK e Gerenciamento de Projetos. 2006. Revisão 3, 4 de maio de 2010. Disponível em: http://www.mhavila.com.br/ topicos/gestao/pmbok.html

ANTONIO

http://petecv.ecv.ufsc.br/site/downloads/apoio_did%E1tico/ECV5318%20-

%20Planjamento_cap13.pdf

VICTORINO

AVILA.

Planejamento

Disp.

em

SOUZA, Ubiraci Espinelli Lemes de; ALMEIDA, Fernanda Marchiori de; SILVA, Luciano Luis Ribeiro da. O Conceito de Produtividade Variável aplicado aos manuais de orçamentação. São Carlos, 2003.

SILVA, Guilherme. Pequena Introdução à Análise de Valor Agregado – EVA.

em:

Disponível

http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/gerenciamento_de_

projetos/

analysis-eva/#ixzz1EcNzqr3i

pequena-introducao-a-analise-de-valor-agregado-earned-value-