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1

PROJETO:

DIMCA_RN

TÍTULO:

DIMENSIONAMENTO DE CONCRETO ARMADO DE SEÇÃO

RETANGULAR, SOLICITADA A FLEXÃO COMPOSTA NORMAL.

EQUACIONAMENTO TEÓRICO E ELABORAÇAO DO

PROGRAMA PARA SUA APLICAÇÃO NO CÁLCULO ESTRUTURAL

AUTOR:

Antônio Bugan

DATA:

SÃO PAULO 24 DE MAIO DE 2013

2

1 ÍNDICE

Pg.

1

Índice

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2

2 Referências

 

Bibliográficas

 

3

3

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4

4

Introdução e objetivos

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7

5

Metodologia

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7

6

Bases de cálculo

 

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8

7

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9

 

7.1 Concreto

 

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9

7.2 Aço

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12

8

Carregamentos

 

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15

9

Desenvolvimento Teórico

 

17

9.1

Esquema de deformações NBR

 

17

9.2. Esquema de deformações no CG

18

9.3 Detalhes de Deformações Limite

19

9.4 Curvas de

 

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23

10

Resultantes no Concreto.

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27

10.1 <= 0

Para

 

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.27

10.2 0 < <=

Para

 

1

 

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27

10.3 1 < <=

Para

2

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28

Para

10.4 2 <

 

<= 1

 

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28

10.5 1 < <

Para

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29

11

Resultantes no Aço

 

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. 29

12

Equações de equilíbrio

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.30

13

Diagrama de Iteração

 

31

14

Armadura mínima

 

31

15

Armadura máxima

 

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32

16

Instruções para uso do programa

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33

17

Exemplos de dimensionamento de CA

 

34

18

Conclusões

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44

3

2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

[1] Aço Estrela

COMENTÁRIOS SOBRE A NORMA

EB 3,

BARRAS E FIOS

DE AÇO DESTINADOS A ARMADURAS PARA CONCRETO ARMADO, 1969.

[2]

Bugan A. e

Zalszupin R. J., CONSIDERAÇÕES SOBRE O

 

DIMENSIONAMENTO

DE PEÇAS DE CONCRETO ARMADO DE SEÇÃO

QUALQUER

SOLICITADAS À FLEXÃO COMPOSTA OBLÍQUA,. 1976.

[3]

van Langendonck Telêmaco,

FLEXÃO COMPOSTA OBLÍQUA

 

NO CONCRETO ARMADO,

1977

 

[4]

Leonhardt Fritz,

CONSTRUÇÕES DE CONCRETO,

vol 1, 1977.

[5]

NB 1 PROJETO E

EXECUÇÃO DE OBRAS DE CONCRETO

ARMADO, 1978.

 

[6]

Fusco Péricles Brasiliense, ESTRUTURAS DE CONCRETO,

 

SOLICITAÇOES

NORMAIS,

1981.

 

[7]

Bugan A. e Candreva P., FLEXÃO COMPOSTA NORMAL

 

SOLICITAÇÕES

MÚLTIPLAS , SEÇÕES RETANGULARES,

1982.

[8]

Santos Lauro Modesto, SUB-ROTINAS BÁSICAS DO

DIMENSIONAMENTO DE CONCRETO ARMADO,

1994.

9]

BETON KALENDER 1999

vol 1 pg 419.

 

[10] NBR 6118 PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO 2004.

4

3 SIMBOLOGIA

b - largura da seção

c min - cobrimento mínimo

c nom - cobrimento nominal

d’ - posição da armadura respeito da face

d C - posição de resultante respeito da borda mais comprimida

e 0 - excentricidade entre o CG do concreto e o CG verdadeiro

f c = Resistência de concreto a compressão reduzida

f cd - Resistência de concreto a compressão de calculo

f ck - Resistência de concreto a compressão característica

f yd - Resistência do aço de cálculo

f yk - Resistência do aço caraterística

h

- altura da seção

s

- coeficiente que considera a velocidade de pega do cimento

t -

idade efetiva do concreto em dias

x - posição de linha neutra respeito da fibra superior da seção

y t - distancia do CG à fibra mais tracionada

z C - posição da resultante respeito do eixo neutro

A c - Área da seção transversal de concreto

Ac - área de concreto

As1 - Área de aço na parte inferior

As2 - Área do aço na parte superior

As2 - Área do aço superior

A T - Área total de aço

C - parâmetro de distribuição da armadura entre As1 e As2

5

E C0 - Módulo de elasticidade do concreto na origem

E S - Módulo de elasticidade do aço

F S1 - Força no aço inferior

F S2 - Força no aço superior

M d - Momento fletor de cálculo

I C - Momento de inércia da seção bruta de concreto

K - Curvatura da peça de C.A.

M K - Momento fletor caraterístico (sentido anti-horário, tração na fibra inferior + )

M S1 - Momento devido ao aço inferior

M S2 - Momento devido ao aço superior

N d - Força normal de cálculo aplicada no CG da seção de concreto

N K - Força normal caraterística (tração é positiva + , compressão é negativa - )

R

- Radio de curvatura da peca de C.A.

R

C - Resultante do concreto

S

C - Momento estático do concreto

S

1 - tensão adimensional no aço inferior

S 2 - tensão adimensional no aço superior

W 0 - módulo de resistência da seção bruta de concreto

 - funções auxiliares adimensionais

1 - coeficiente de variação da resistência do concreto com a idade

C - Coeficiente de ponderação da resistência do concreto

f - Coeficientes de ponderação das ações

S - Coeficientes de ponderação das resistências do aço

C - deformação no concreto

G - Deformação no centro de gravidade da seção retangular

6

S1 - Deformação no aço inferir

S2 - Deformação no aço superior

- Rotação da seção

- valor adimensional da distância entre o CG e a posição da armadura

-

Momento fletor reduzido adimensional

-

Força norma adimensional

1 - Taxa de armadura inferior

2 - Taxa de armadura superior

c - tensão no concreto

S1 - Tensão no aço inferior

S2 - Tensão no aço superior

- bitola da barra ou do estribo

- Línea neutra adimensional

- Taxa mecânica total da armadura

7

4. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

O objetivo deste relatório e a elaboração de Programa de Dimensionamento

de Peças de seções Retangulares de Concreto Armado submetidas a

Flexão Composta Normal.

5. METODOLOGIA

Para atingir o objetivo proposto será inicialmente necessário o

desenvolvimento teórico do problema.

Definidos os modelos teóricos procede-se a Programação dos mesmos.

Com o Programa funcionando, ajustam-se as entradas dos dados, e

procede-se a verificação do Programa para valores usuais e valores

extremos .

Para finalizar descreve-se, o funcionamento e a utilização do programa e sua

aplicação com vários exemplos.

8

6 BASES DE CÁLCULO

a) Até a ruptura as seções permanecem planas.

b) O encurtamento de ruptura do concreto nas seções não inteiramente

comprimidas é de 0,35 %. Nas seções inteiramente comprimidas o

encurtamento da borda mais comprimida, na ocasião da ruptura, varia de

0,35 % a 0,20 %%, mantendo-se inalterada e igual a 0,2 % a deformação a

3/7 da altura total da seção, a partir da borda mais comprimida.

c) O Alongamento máximo permitido ao longo da armadura de tração é de

1,0 % .

d) A distribuição das tensões de compressão no concreto será a parabólica

igual a

C = 0,85 f cd [ 1 ( 1 c / 0,2 % ) 2 ] conforme fig. 8.2 da NBR 6118,

até a deformação de 0,2 % e constante entre 0,2 % e 0,35 %, igual a

C = 0,85 f cd

.

e) A tensão na armadura é a correspondente à deformada de acordo com

as alíneas anteriores. Para os aços de armaduras passivas usa-se o módulo de

deformação E S = 2100 tf/cm², para a deformação elástica, e

para a plástica

S =

f yd

f) No cálculo da área de concreto não se descontará o espaço

ocupado pela armadura.

9

7 MATERIAIS

7.1 Concreto

Qualidade de concreto

Atendidas as demais condições , a durabilidade das estruturas é altamente

dependente das características do concreto e da espessura e qualidade do

concreto do cobrimento da armadura.

Ver Tabela 7.1 e Tabela 7.2 da NBR 6118 .

Esta Norma se aplica a concretos compreendidos nas classes de resistência do

grupo I, indicados na ABNT NBR 8953 , ou seja, o concreto da classe :

(ver gráfico da página seguinte)

C 15

C20

C25

C30

C35

C40

C45

C50

A classe C20, ou superior, se aplica a concreto com armadura passiva e a

classe C25, ou superior, a concreto com armadura ativa.

A classe C15 pode ser usada apenas em fundações, e em obras provisórias.

ou superior, a concreto com armadura ativa. A classe C15 pode ser usada apenas em fundações,

10

A resistência de calculo do concreto

Quando a verificação se faz em data j igual ou superior a 28 dias, adota-se a

expressão a)

fcd = fck / C

Quando a verificação se faz em data j inferior a 28 dias, adota-se a expressão :

b)

f cd = 1 * fck / C

Sendo a relação

1 = fckj / fck

1 = exp { s [1 - (28 / t ) 1/2 ]}

0nde :

s

= 0.38 para concreto de cimento CPIII e IV

(lento)

s

= 0.25 para concreto de cimento CPI e II

(normal)

s

= 0.20 para concreto de cimento CPV-ARI (rápido)

t

e a idade efetiva do concreto, em dias

Esta verificação deve ser feita aos t dias, para as cargas aplicadas até essa data.

Ainda deve ser feita a verificação para a totalidade das cargas aplicadas aos 28

dias.

Nesse caso, o controle da resistência à compressão do concreto deve ser feito

em duas datas: aos t dias e aos 28 dias, de forma a confirmar os valores de fckj

e fck adotados no projeto. Para a evolução da resistência à compressão com a idade

ver gráfico do anexo da NBR 7197/1989 Pg.15

no projeto. Para a evolução da resistência à compressão com a idade ver gráfico do anexo

11

Coeficientes de ponderação das resistências no estado limite último (ELU)

Item 12.4.1

Para o Concreto temos os seguintes valores de C

Combinações

Concreto

Concretagem

Testemunhos

normal

deficiente

Extraídos da

estrutura

Normais

1,40

1,54

1,273

Especiais ou de construção

1,20

1,32

1,091

Excepcionais

1,20

1,32

1,091

Estado limite de serviço ELS

1,00

1,10

1,00

Fluência e Retração

Deformações especificas devidas à fluência e à retração mais precisas podem

ser calculadas segundo indicado no anexo A da NBR 6118

Cobrimento.

Para o cobrimento deve ser observado o prescrito em 7.4.71 a 7.4.7.7

c nom = c min + c

Nas obras correntes o valor c >= 10 mm

Quando houver um adequado controle de qualidade e rígidos limites de

tolerância da variabilidade das medidas durante a execução, pode ser adotado

o valor c = 5 mm, mas a exigência de controle rigoroso deve ser explicitada

nos desenhos de projeto. Permite-se, então , a redução dos cobrimentos

nominais prescritos na tabela 7.2 em 5 mm.

Os cobrimentos nominais e mínimos estão sempre referidos à superfície da

armadura externa, em geral à face externa do estribo. O cobrimento nominal de

12

uma determinada barra deve sempre ser:

a) c nom >= barra

b) c nom >= feixe =

n *

n

c) c nom >= 0,5 * bainha.

A dimensão máxima característica do agregado graúdo utilizado no concreto

não pode superar em 20% a espessura nominal do cobrimento, ou seja:

a máx <= 1,2 c nom

Concreto,

Tipo de

 

Componente

estrutura

Classe de agressividade ambiental (tabela 6.1)

ou elemento

   

I

II

III

IV

Agua / Cimento

C. Armado

=< 0,65

=< 0,60

=< 0,55

=< 0,45

Agua / Cimento

C. Protendido

=< 0,60

=< 0,55

=< 0,50

=< 0,45

NBR 8953.

C.Armado

>= C20

>= C25

>= C30

>= C40

NBR 8953

C.Protendido

>= C25

>= C30

>= C35

>= C40

     

Cobrimento nominal

mm

Laje

C.Armado

20

 

25

35

45

Viga / Pilar

C.Armado

25

 

30

40

50

Todos

C.Protendido

30

 

35

45

55

Reservatórios *

C.Armado

45

 

45

45

45

ver nota 3) na Tabela 7.2 da NBR 6118

O valor da posição do centro da armadura

d’

a ser usado no

dimensionamento e:

d’ = c nom + estribo; + 0,5 * barra

7.2

Aços

e sua Resistência Característica

A NBR 6118

no item 8.3.1 diz :

fyk (ver gráf. da pagina seguinte)

Nos projetos de estruturas de concreto armado deve ser utilizado aço

classificado pela ABNT NBR 7480 com o valor característico da resistência de

escoamento nas categorias CA-25, CA-50 e CA-60.

(Na antiga EB-3 Ref. [1] existiam ainda as classes de Aços CA-32 e CA-40, conforme

a serie de Renard R5 da N 71 hoje NBR 6403)

13

13 O módulo de elasticidade e dado pela NBR 6118 item 8.3.5 A resistência de cálculo

O módulo de elasticidade e dado pela NBR 6118 item 8.3.5

A resistência de cálculo do aço e :

fyd = fyk / S

em E S = 210 GPa

Os diâmetros seguem a série Renard R10, e suas seções transversais nominais

seguem a série de Renard R20 devem ser os estabelecidos na ABNT

NBR 7480 (antiga EB-3 ). Ref [1]

14

TABELA DE SEÇÕES DAS BITOLAS DE AÇO

 

Bitola

3,2

4

5

6,3

8

10

12,5

16

20

25

32

40

 

Polg ~

1/8

5/32

3/16

1/4

5/16

3/8

1/2

5/8

3/4

1

1 1/4

1 1/2

N barra

Esp cm

AREA DE AÇO EM

cm²

 

1

100,0

0,080

0,125

0,200

0,315

0,50

0,80

1,25

2,00

3,15

5,0

8,0

12,5

2

50,0

0,160

0,250

0,400

0,630

1,00

1,60

2,50

4,00

6,30

10,0

16,0

25,0

 

2,5

40,0

0,200

0,313

0,500

0,788

1,25

2,00

3,13

5,00

7,88

12,5

20,0

31,3

3

33,3

0,240

0,375

0,600

0,945

1,50

2,40

3,75

6,00

9,45

15,0

24,0

37,5

 

3,3

30,0

0,267

0,417

0,667

1,050

1,67

2,67

4,17

6,67

10,50

16,7

26,7

41,7

3,7

27,0

0,296

0,463

0,741

1,167

1,85

2,96

4,63

7,41

11,67

18,5

29,6

46,3

4

25,0

0,320

0,500

0,800

1,260

2,00

3,20

5,00

8,00

12,60

20,0

32,0

50,0

 

4,5

22,2

0,360

0,563

0,900

1,418

2,25

3,60

5,63

9,00

14,18

22,5

36,0

56,3

5

20,0

0,400

0,625

1,000

1,575

2,50

4,00

6,25

10,00

15,75

25,0

40,0

62,5

 

5,3

19,0

0,421

0,658

1,053

1,658

2,63

4,21

6,58

10,53

16,58

26,3

42,1

65,8

5,6

18,0

0,444

0,694

1,111

1,750

2,78

4,44

6,94

11,11

17,50

27,8

44,4

69,4

5,9

17,0

0,471

0,735

1,176

1,853

2,94

4,71

7,35

11,76

18,53

29,4

47,1

73,5

6

16,7

0,480

0,750

1,200

1,890

3,00

4,80

7,50

12,00

18,90

30,0

48,0

75,0

 

6,3

16,0

0,500

0,781

1,250

1,969

3,13

5,00

7,81

12,50

19,69

31,3

50,0

78,1

6,7

15,0

0,533

0,833

1,333

2,100

3,33

5,33

8,33

13,33

21,00

33,3

53,3

83,3

7

14,3

0,560

0,875

1,400

2,205

3,50

5,60

8,75

14,00

22,05

35,0

56,0

87,5

 

7,1

14,0

0,571

0,893

1,429

2,250

3,57

5,71

8,93

14,29

22,50

35,7

57,1

89,3

7,7

13,0

0,615

0,962

1,538

2,423

3,85

6,15

9,62

15,38

24,23

38,5

61,5

96,2

8

12,5

0,640

1,000

1,600

2,520

4,00

6,40

10,00

16,00

25,20

40,0

64,0

100,0

 

8,3

12,0

0,667

1,042

1,667

2,625

4,17

6,67

10,42

16,67

26,25

41,7

66,7

104,2

9

11,1

0,720

1,125

1,800

2,835

4,50

7,20

11,25

18,00

28,35

45,0

72,0

112,5

 

9,1

11,0

0,727

1,136

1,818

2,864

4,55

7,27

11,36

18,18

28,64

45,5

72,7

113,6

10

10,0

0,800

1,250

2,000

3,150

5,00

8,00

12,50

20,00

31,50

50,0

80,0

125,0

11

9,1

0,880

1,375

2,200

3,465

5,50

8,80

13,75

22,00

34,65

55,0

88,0

137,5

 

11,1

9,0

0,889

1,389

2,222

3,500

5,56

8,89

13,89

22,22

35,00

55,6

88,9

138,9

12

8,3

0,960

1,500

2,400

3,780

6,00

9,60

15,00

24,00

37,80

60,0

96,0

150,0

 

12,5

8,0

1,000

1,563

2,500

3,938

6,25

10,00

15,63

25,00

39,38

62,5

100,0

156,3

13

7,7

1,040

1,625

2,600

4,095

6,50

10,40

16,25

26,00

40,95

65,0

104,0

14

7,1

1,120

1,750

2,800

4,410

7,00

11,20

17,50

28,00

44,10

70,0

112,0

 

14,3

7,0

1,143

1,786

2,857

4,500

7,14

11,43

17,86

28,57

45,00

71,4

114,3

15

6,7

1,200

1,875

3,000

4,725

7,50

12,00

18,75

30,00

47,25

75,0

120,0

16

6,3

1,280

2,000

3,200

5,040

8,00

12,80

20,00

32,00

50,40

80,0

 

16,7

6,0

1,333

2,083

3,333

5,250

8,33

13,33

20,83

33,33

52,50

83,3

17

5,9

1,360

2,125

3,400

5,355

8,50

13,60

21,25

34,00

53,55

85,0

18

5,6

1,440

2,250

3,600

5,670

9,00

14,40

22,50

36,00

56,70

90,0

19

5,3

1,520

2,375

3,800

5,985

9,50

15,20

23,75

38,00

59,85

95,0

20

5,0

1,600

2,500

4,000

6,300

10,00

16,00

25,00

40,00

63,00

100,0

 
 

22,2

4,5

1,778

2,778

4,444

7,000

11,11

17,78

27,78

44,44

70,00

25

4,0

2,000

3,125

5,000

7,875

12,50

20,00

31,25

50,00

78,75

 

28,6

3,5

2,286

3,571

5,714 9,000

14,29

22,86

35,71

 

30

3,3

2,400

3,750

6,000 9,450 15,00 6,667 10,500 16,67

24,00

37,50

 

33,3

3,0

2,667

4,167

26,67

35

2,9

2,800

4,375

7,000 11,025 17,50

40

2,5

3,200

5,000

8,000

   

Separação máxima dos Estribos em [cm]

 

CA 24 e 32 CA 40 50 60

6,615

8,40

10,50

13,23

16,80

21,00

26,25

30,0

30,0

30,0

30,0

30,0

3,780

4,80

6,00

7,56

9,60

12,00

15,00

19,2

24,0

30,0

30,0

30,0

15

Coeficientes de ponderação das resistências no estado limite último (ELU)

Para o Aço temos os seguintes valores de S

Combinações

Aço normal

Obras de pequena Importância e aço CA-25

Normais

1,15

1,265

Especiais ou de construção

1,15

1,265

Excepcionais

1,00

1,100

Estado limite de serviço ELS

1,00

1,100

8 CARREGAMENTOS

Carregamento é o conjunto de combinações concomitantes de cargas



(Pontos), aplicadas sobre uma seção de concreto, ao longo de sua vida útil.

A força normal aplicada no centro de gravidade CG da peça de concreto é

N k sendo tração positiva (+) e compressão negativa (-).

O momento aplicado sobre a seção é

M k sendo positiva (+) a tração na

parte inferior da peça ( A S1 ). O momento M k é positivo no sentido anti-horário

Para o dimensionamento usamos os valores majorados

Sendo

N d = f * N k

e

M d = f * M k

N d

e

M d

16

Ou valores adimensionais

=

N d / ( A c * f cd )

sendo :

e

=

M d

/ ( A c *h* f cd )

Onde o coeficiente de ponderação das ações f

da NBR 6118

varia entre os valores de :

0,9

conforme a tabela 11.1

1,0

1,2

1,3

e

1,4

Considerando ainda o coeficiente adicional para pilares temos conforme a

Tabela 13.1, onde

f

varia entre

1,40

a

1,89

17

9 DESENVOLVIMENTO TEÓRICO

9.1 Esquema de deformações NBR 6118.

O diagrama de distribuição de deformações limites (de “ruptura”)

ao longo da altura da secção x (posição de linha neutra), permitidas

pela norma, passam pelos polos de ruptura ( ou deformação

máxima) A , B e C conforme a figura 1 da pg. 4. (Item 17.2.2. da

NBR 6118)

pelos polos de ruptura ( ou deformação máxima) A , B e C conforme a figura

Fig 1

18

9.2. Esquema de deformações no CG

Para melhor forma de visualizar o campo de deformações limite da

Seção, transformamos o diagrama fig 1 em um diagrama de limite de

deformações baricentricas .fig. 2

ESQUEMA DE DEFORMAÇÕES NO BARICENTRO DA SEÇAO DE CONCRETO

ESQUEMA DE DEFORMAÇÕES NO BARICENTRO DA SEÇAO DE CONCRETO Fig. 2 No cálculo estrutural é praxe

Fig. 2

No cálculo estrutural é praxe considerar o centro de gravidade CG da peça

de concreto, sem considerar a armadura.

Para seção retangular o CG c do concreto esta localizado no b w / 2 e h / 2,

mas tendo uma armadura assimétrica com A s1 < > A s2 e evidente que o

19

CG real da peça está locado excentricamente respeito do centro de

gravidade CG da seção do concreto.

Esta excentricidade e 0 muda com a altura da zona comprimida de concreto

(posição da linha neutra), e com a relação das áreas de aço inferior e superior, e

produz um momento interno M i

que corrige a ilusion do calculista que

considera o CG somente de concreto.

A peça real se comporta considerando a influência do concreto comprimido e a

eventual armadura assimétrica, ou seja, o CG verdadeiro

9.3 Detalhes de Deformações Limite

Mudando a variável

x (posição da linha neutra) ou seu

valor adimensional

= x / h

em um par de variáveis

concomitantes que são:

a deformada no baricentro CG

G e

a rotação angular da seção (* h) .(ver fig 2)

Este diagrama de deformações é valido inclusive para os valores

de rotação angular negativos , ou seja para ( -*h).

Desta forma obtemos uma curva fechada e uma visão mais clara

da envoltória de deformações na seção Retangular de concreto armado.

Um par de deformações (G , ) dentro da curva fechada não

atinge o limite de deformações de ruptura (e aceitável), e um par de

deformações fora da curva ultrapassa os limites de deformação

permitidas pela norma ( e inaceitável).

Portanto esta envoltória representa o estado limite último de

deformações de “ruptura” (ou o esgotamento das deformações )

exigência de estado limite de deformações da norma.

20

No gráfico da Fig.2 temos como eixos principais o eixo

G deformação no CG e

o eixo

* h que representa a rotação angular da seção, A curvatura e igual a

, K = 1/R = * h

A posição da linha neutra

= x / h

e representada pelo eixo azul que passa pela

ordenada * h = 1 com o valor

0 na escala defasado em 0,5 respeito dos eixos principais

Onde :

= x / h = 0,5 - G / ( * h )

O eixo vermelho representa a variação de

, O valor de

=

0,5 - d’/h

e representa o

cobrimento da armadura. As retas A B são função de . Para o valor limite

= 0

a

reta é vertical, sendo a armadura A1 e A2 concentradas no centro da peça.

O

ponto B neste caso tem as coordenadas

G = 1,0 %

,

* h = 2,7 %

no centro da peça. O ponto B neste caso tem as coordenadas  G = 1,0

21

CALCULO DAS COORDENADAS DOS PONTOS A B C e D e os DOMINIOS

21 CALCULO DAS COORDENADAS DOS PONTOS A B C e D e os DOMINIOS A posição

A posição dos polos

nas coordenadas de:

A) G = 1,0 %

A, B , C e D do diagrama de deformações da NBR 6118

G

e

* h

são:

* h

= 0

Fig 17.1

B) G = ( * h ) / 2 0,35

* h = 1,35 / ( 0,5 + )

C) G = -0,175 %

* h = 0,35 %

D) G = -0,200 %

* h = 0 %

O valor de

é :

= 0,5 – d’ / h

variando entre:

0 <= <= 0,5

A variação entre os pontos acima definidos é linear, ou seja, as equações das retas

entre os polos são as seguintes:

A * h = ( 1 - G ) / Fibra no Aço inferior A1

- B )

B * h

C )

= 0,7 + 2 *

G

Fibra no Concreto superior C2

C * h = 2,8 + 14 * G

D)

Fibra no Concreto superior C2

22

Esta envoltória é válida para qualquer seção de concreto armado, porque não depende da

forma da seção, dependendo só do material considerado (concreto armado).

A única variável

depende da posição da armadura em relação da altura h.

Desta forma podemos completar a curva “Limite de Deformações de Concreto Armado”

na parte de rotações negativa, obtendo-se

:

Armado” na parte de rotações negativa, obtendo-se : Desta forma obtemos uma curva fechada, envoltória de

Desta forma obtemos uma curva fechada, envoltória de todas as deformações

aceitáveis, e válida para todo o campo de deformações de uma peça retangular de concreto

armado.

23

.

9.4 Curvas de Iteração

Transformando agora o diagrama de deformações limite em tensões, e Integrando

estas, obtemos as forças resultantes no concreto e no aço conforme o

equacionamento do capitulo 10,

Calculada a curva  , para o  positivo e um par , C dado, obtemos uma

curva aberta,

O perigo desta curva aberta é que podem ser considerados satisfatórios todos os

Valores Inferiores a esta, o que não e verdadeiro.

Para obter curva completa e necessário, mantendo as armaduras As1 e As2 na sua

Posição na peça, e desenhar a curva para o ramo negativo de -( mudando 

por - e substituir a relação

C

por (1-C).

Para peças com armadura assimétrica (para valores de C <> 0.5 , percebe-se

claramente que a curva aberta pode conduzir a erros graves de interpretação dos

resultados. Ver zona vermelha no gráfico da pagina seguiente.

Os pontos de cargas de coordenadas

e  têm que ser verificados, e estar

dentro da envoltória das armaduras efetivamente usadas no gráfico de iteração. para

satisfazer a exigência de estado limite de deformações da norma.

As curvas de interação obtidas são a envoltória de todos os pontos de

carregamentos

 (esforços aplicados ) que produzem as deformações

limites. As características destas curvas já foram descritas pelo autor no livro

este livro foi usado o parâmetro

= ( A T * f yd ) / ( A C * f cd )

, que corresponde a

com a definição tradicional do mesmo,

24

24

25

O valor do parâmetro

C ver Ref [7] que era a novidade do procedimento tem

como a sua definição

C = A S2 / ( A S1 + A S2 ) = A S2 / A T

Este parâmetro

C define a distribuição da armadura entre a A S1 e

A S2 e permite calcular rapidamente a armadura inferior A S1 e a

armadura superior A S2

A cada par de valores



corresponde um par de valores de

, C

o que permite calcular a armadura inferior e a superior.

Em peças armadas simetricamente

assimetricamente ver [3], [7], [8]

C

C = 0,5

[9] , e em peças armadas

varia entre:

0 <= C <= 1

Da observação dos diagramas de Iteração concluímos que na zona C (zonas

descritas por Jaime Fereira da Silva) do concreto armado, os valores de

são valores que dependem de

dependem somente de

.

e ,

e, nas zonas A e E as curvas

As Zonas de referência são as descritas por Jaime Ferreira da Silva,

e citadas pelo Prof. Telêmaco van Langendonck, [3] pg.21 e 22 , e

foram ampliadas para o campo de tração.

As peças de Concreto Armado solicitadas a

Compressão, Flexo-

compressão , Flexão pura, Flexo-tração ou a Tração pura, podem ser

localizadas em várias zonas desde ”A” até “F” , conforme os

carregamentos aplicados nelas, a ser:

26

A) Zona com Compressão pura e Flexo-compressão

B) Zona com Flexo- compressão

C = 1

C) Zona com Flexo- compressão , Flexão pura, e Flexo- tração

D) Zona com pequena Flexo- compressão, Flexão- pura

ou Flexo- traçao

C = 0

E) Zona de concreto armado com Flexo- tração, ou Tração pura

F) ou zona O) ver [8] pg. 179 zona de Concreto Sem armadura

com pequena compressão ou Flexo- compressão.

Com as curvas de iteração podemos definir melhor as operações de:

Dimensionar é obter a mínima armadura para o carregamento considerado.

A armadura deve ser escolhida da forma que todas as cargas estejam dentro da envoltória

limite e que as cargas extremas estejam sobre a envoltória,

Verificar e considerando os materiais, a geometria, e a armadura , verificar se todos os

pontos de cargas de um carregamento estão dentro da envoltória da seção considerada

Havendo cargas fora da envoltória, à peça não é capaz de suportar o carregamento aplicado.

10 DETERMINAÇÃO DAS RESULTANTES DE ESFORÇOS NO CONCRETO

E

27

SEU PONTO

DE APLICAÇÃO

Podemos resumir o processo de cálculo ao seguinte esquema:

G

* h

R C

S C

A curva tensão deformação para

C entre

d C

0 %

e 0,2 %

e:

c = ( 0,85 * f ck / c ) * ( C / 0,2% ) * ( 2 C / 0,2% )

para C entre 0,2 % e 0,35 %

c = f C = 0,85 * f ck / c = 0,85 * f cd

O módulo de elasticidade do concreto é na origem : E C0 = 0,85 * f cd * 1000 = f C * 1000

10.1

Para

<= 0 temos a resultante de esforços no concreto

e o momento estático

S C = 0

R C = 0

10.2 Para :

0

<

<= 1

Sendo :

1 =

1 / 6 * ( 0,5 + )

A resultante das tensões no concreto é :

R C = b * f C * ( C / 0,2% ) * x * [ 1 - ( C / 0,2% ) / 3 ]

=

R C

=

f C * b * h *

* 1 ( 1 -

1 / 3 )

=

f C * b * h *

* 1

sendo

1 =

5 * / ( 0,5 + )

e

1 =

O momento estático respeito da posição da linha neutra

1 * ( 1 -

x

é:

S C =

f C * b * h² *

2 * 1 * ( 2 / 3

-

/ 4 )

=

f C * b * h² *

² * 1

1

/ 3 )

Sendo

1

= 1 * ( 2 / 3

-

1 / 4 )

A

posição da resultante respeito do eixo neutro é:

z C = S C / R C = h * * 1 /

e,

respeito da borda mais comprimida temos :

1

Sendo

d C =

h *

* 1

d C

=

h *

* ( 4 - 1 ) / ( 12 4 * 1 )

28