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Enna comunidade geografica ou psicossocial que o vido cotidiana é vivida. A psicologia social comunitéria estuda sistema de relacdes e representacoes, niveis de cconsciéncia, identificacéo e pertinéncia dos individuos aos ‘grupos. Visa 0 desenvolvimento do consciéncia dos ‘moradores como sujeitos histericos e comunitarios, através de um esforco interdisciplinar que perpassa 0 desenvolvimento dos grupos. Seu objetivo é.0 transformacde do individuo em sujeito. PSICOLOGIA SOCIAL | COMUNITARIA do solidariedade a autonomia | 13° Ediggo . ‘DEFREITAS CAMPOS (Or) ANE. 5 Yeo WANA ‘vores SEN ove 26.306: t640.9 lt ae | sta coletinca apresenta reflexdes do Grupo de Trabalho em psicologia social ‘comunitiria da Associagio Nacional de Pesquisa e Ps- -aduago em Psicologia (ANPEPP). Esta nova érea de ‘studos, a psicologia social ‘comunitaria,preende ccontribuir para a construgdo ‘de relagiessociais mais democrticasesolidirias,e para a promogio da ‘autonomia e da melhor da ‘qualidade de vida nas ‘comunidades. Neste livro, diferentes aspectos das relagies entre 0 psicdlogo e 8 ‘comunidade sio abordados, ‘em especial 0 histoico, as perspectivas tericas © 0s insrumentos de andlise itervengdo disponiveis ¢ em laboracio neste campo. ‘aver psivologia comunitiria Gestudar as condigdes (interna e externas) 20 hhomem que o impedem de ser sujeito eas condigdes que © fazem sujeito numa comunidade, 20 mesmo tempo ‘que, no ato de compreender, trabalhar com esse homem a partir dessas condigies, na PSICOLOGIA SOCIAL COMUNITARIA saitiocana omer = Soe eens eS oo ae See See ee an, ee Sree areeneraaens ‘Leonie Carmina ~ Unevesidade Pesatal ds Paras (UFPE) ast Pegg ct eatenpernea «Pe sl at xcs cutie (ico) "sa rg go Fting Gate sie are ica tun rs 8) A ing eg moore Pegs acs Mapes aetnae ei sa Ha att Rratmn eiaae attains. SEE aeeucs one cack usr caiean, ce en eens ‘aa eerie snes aay =, ee ate "nation Mea TS eet Stone ona naa os) ‘oie Eons ania nitermons caps ham Ner Se Sian incaivich Desa» peer Seer amar “a Gaate ame Dessay Gacy une in ta, Fr eis vere ene etcao 2 tases one! Regina Helena de Freitas Campos (org.) Silvia Tatiana Maurer Lane, Bader Burihan Sawaia, Maria de Fatima Quintal de Freitas, Pedrinho Guareschi, Jacyara C. Rochael Nasciutti, ‘Naumi A. de Vasconcelos, Regina Helena de Freitas Campos PSICOLOGIA SOCIAL COMUNITARIA Da solidariedade a autonomia y EDITORA vozes Peupal © 105, ear Vom ase us Fels 100 ts #00 Popo RD lear: tren om “odor os Grete asnados,Neshuna par sat ra pote tei ‘ou tarsi ox air fra lou qu. els nin ca mein, Tnetundo ote era ou suc quar aura eu banc So ido um parm sorta So or. (ie Sosa Put sa oreae-m6 16468 ‘Dados intmaconl de Catalogo ne abn (CP) (Glam resto doi, al nog al mia: stan duce / Raa ‘atin eins Ganpr gas“ feeap Vos 5 |. tgs el ema, gn a Ge Pae H.T Teco pn cio mri pga cme ‘mo compa eg p Es Ve SUMARIO Apresentagio, 7 Introdugio: A psicologia social comunitira, 9 Regina Helena de Freitas Campos Historico e fundamentos da psicolosia comunitaria no Brasil, 17, Silva Taviana Maurer Lane Comunidade: A apropriagio cientifica de um conceito Go antigo quanto a humanidade, 35, Bader Burihan Sawaia Psicologia na comunidade, psicologia da comunidade psicoloaia (socal) comuntétia: Praticas da psicalogia em comunidade nas décadas de 60 a 90, no Brasil, 54 ‘Maria de Fitima Quinta de Freitas Relagoes comunititias ~ Relagies de dominacio, 81 Pecinho A, Guareschi A instituigSo como via de acesso & comunidede, 100 Jacyara C. Rochacl Naschati Quabdade de vida e habtagio, 127, ‘Naum’ A, de Vasconcelos Psicologia comuntla, cultura e conscitncla, 164 Regina Helena de Freitas Campos APRESENTAGAO Esta coletinea apresenta reflexes do Grupo de Trabalho ‘em psicologia social comunitaria da Associagi0 Nacional de Pesquisa © Pés-graduacio em Psicologia (ANPEPP). Inspitados nas discussdes do grupo, constituido durante a realizagao do V Simpésio de Pesquisa e Intercimbio Cie ‘fico da ANPEPP, realizado em Caxambu, Minas Gerais, fem maio de 1994, 0s texio exploram diferentes aspectos das relagdes entre 0 psicélogo e a comunidade, vsando fenriquecer 0 debate sobre a5 perspectivas teérces do campo. (Os autores sio todos professores de psicologa social lem programas de Pos raduacuo na area em diversas un: ‘ersidades brasilias ~ Pontificia Universidade Catdica de ‘Séo Paulo, Pontificia Universidade Catoica do Rio Grande «do Su, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universi de Federal do Espirito Santo e Universidade Federal de Minas Gerais. ‘A reunio deste grupo de pesquisadores, na ANPEPP, tem por objetivo promover a melhor deimitacio do cam. po, €aperfeicoar os instrumentos de andlisee intervengio Csponiveis e em elaboracso. Esta 6a primeira producio ‘conjunta do grupo, que esperamos seja sil as profissio nals, estudantes © pesquisadores que compartiham de raseas preacupacées e buscam, em seu trabalho, cor buir para a consirugio de relagbes democrticas e solids Flag nas comunidades em que atvam, INTRODUGAO: A PSICOLOGIA SOCIAL COMUNITARIA ‘eg Helena Fins Campos A comunidade, seja googitica ~ um bai, por exemple = ou psicossocal - por exemplo, os colegas de profissi0 ~ 0 lugar em que grande parte da vida cotiona é vivid, Eniretanto, conceito de-comunidade utlizado pela psico- fogla social comunitinia tem algumas caracterstcas pré- pias, derivadas da propria fora como surg ente ns ‘esta nova srea de estudos. Sabemos que a préticacientiica nao ¢ imuune 20s movimentos socias em cujo cantexto se dosenvole, @ a psicologia socal comunitiria no é exce- (Glo aestaregra Destie meados da década de 60, no Brasi-autlizagao de teoras e méiodos da psicologia em trabalhos fetos em comunidades de baixa renda, visando, por um lado, dese- liizar a profssio,e, de outro, buscar a melhoriadas cond bes de vida da populacia tabalhadora, constitu o espac0 teérico e pritico do que passamos a denominar a “psico- logia comunitaria’, ou“psicologia na comunidad” (Freitas, 1994). Bairos populares, favelas, associacdes de baino, ‘comunidades eclesias de base, movimentas populares em eral oram os lugares em que tiveram inicio ess experiér Gas de “Psicologia comanitavia” Mais recentemente, com a ampliag30 dos sistemas de ‘side e educasgo piblica no pais, eo aumento donimero de pscclogosvabahando em poses de see, creches insttugber de promos do bemestr sok, ou Setres to Sse jai woos para o cada de ase trenoes nfm em nsugbes bls que vsam promo- Wrodesemelvimeny soc, acto socal comunit- Yin procra desonoiver os insumentas de one Inerento relevant pre eno problemi que = thresertm 38 piles, Tiicarente, os rabalhos comunirios parem de um levantmeno das necesstiades caren ves o> trupoctont, sobenido no ques eee 3s condos de toe, eduayaoe resent bea. ses, wan Shot motos e process de consceizarao,rocuese trator com os rapes populres para que ses asuram progresckamente seu papel de sujetos desta propria ison, conentes dos determinants sSiopolitos Taso e atvos ma busea de luce ar 0s proble ins enfermaos, A busta do desenrlimont da cons Sane cten, do en da sodaredace © de pateas oopeatvesoumestnougesontfata part de ands hoc prebemas cotanos da comunidad, marca 3 prod oo teen pain dh pcg soc comnts. ‘Apespecva dapicolyi soci comunitra eit: ~ em termoste6cos,» roblematizago da lao ene roto leben eapegao do corhecimein: are set pressuposto de que oconhecimerto se produ na imerogio ene o reson e or sues da vesia- (Bo. Untzandose onceuaszo do pepe dosintlec fins de Cramses, padese caer que os psedlomes ‘nds em abe de pcp nc comnts Seserpenham o papel de nlelectas taonas na Imes em ave ogarza 0 saber je consid pela ucolog socal ese encaegam de rst, mas Tienda formacio de nlecti exgaios, tO & sujeltos capazes de sinttizar o ponto de vista da comu- nidade e de coordenar processos de transformacao do Insti; = em terms de metodologa,utlizase sobretudo a meto dologia da pesquisa participate, na qual o pesquisador 05 sujetos da pesquisa trabalham juntos na busca de cexpicagSer para os problemas colocados, ¢ no planeja- mento e execugio de programas de transformacao da tealidade vivids, = em termos de valores, 05 rabalhos de psicologia comuni tiria enfatizam sobretudo a ética da solidariedade, os dios humanos fundamentais e a busca da melhoria dd qualidade de vida da populacio focalizada. Ou sea uestionase a vis3o da ciéncia como atividade nova loratva, eassume-se atvamente 0 compromissoético e poltico. Em termos cos, buscase wabalhar no sentido de estabelecer as condigdes apropriadss para o exer cio pleno da cidadania, da democracia e da igualdade centre pares. Em termos poltcos, questionam-se todas as formas de opressio © de dominagio, e buscase 0 desenvolvimento de praticas de autogestdo cooperatva (Bomiim, 1987) G6is (1993) define a psicologia comunitiria como ‘uma érea da psicologia social que estuda a aividede do psiquisma decorrente do modo de vida do lugar/comune dade; estuda o sistema de relagbes erepresentagdes,ider~ tidade, rivels de consciénca, identiicacio e perinéncia dos inivicuos ao lugar/comunidade e aos grupos comun> iris. Visa 20 desenvolvimento da consciBncia dos mors dores como sujitoshistéricos e comunitirios, avavés de Lum esforcointerdsciplinar que perpassa 0 desenvolvimen- to dos grupos e da comunidad. (.) Seu problema central a transformacio do indviduo em sujeito” " Em trabalho recente sobre a stuagso da psicologia social no Brasil, Somvim observa o crescimento da drea ene n6s informa que “as atviddados so, om sua grande ‘maioria, Constituidas por atuacdes em equipes multiisc- plinares que estabelecem procedimentos priticas de acor do com a demanda socal © possibilidades de a¢ao” {Bomim, 1994) As prinipais esratégjas de agso detects. das foram: reunides com os moradores para andlse das necestidades e possveissolugSes, inclusive com o incent +0 a formagao de grupos de autogestio e & formacio de recursos humanos da prépria Comunidade, e propostas de ativdades especiicas. Para que a foimacio de recursos hhumanes capazes de desenvolver e dar continuidade a projetos de melhoria da qualidade de vida seja visvel, tense verficado aimportincia de fortalecero envolvimen: to aletivo com os objetivos e programas de acao propostos. ‘A promosio deste envolvimento tem sido feta exatamente através da busca de uma definicio pela propria comune de das priordades de atuacSo. Nesta sentido, 0 psicblogo atua mais como um analistafaciltador, que como um profisional que toma as iniiativas de solucionar as proble: ‘mas. So cents, portanto, nesta rea de estudos, os ‘onceitos que contnbuem na anilise da consituigao do Sujit social, produto © produtor da cultura, eas metodo- logias de desenvolvimento da consciénci, [Neste volume, estudos ¢ reflexGes sobre algumas des a8 prableméticas espectficas da psicologia socal comun \éria sfo apresentados 20 letor,Pioneia na delimitagdo ‘ronceitual da rea na América Latina iva Tatiana Maurer Lane, professora de psicologia social no programa de estu dos ps graduados em psicologia da Pontfca universidade Catblica de Sto Paulo, explica o surgimento da psicologia ‘comunitria entre nds, durante os anos 70, como reacBo 8 ‘opressao paca e dominaga0 econdmicaeideol6gics que ccaacterizaram o periado militar na regio, Observase, nos relatos de experiéncias na drea, a tentatva de promover, fem comunidades populares, a erescente consciéncia da stuacio de opressio e a iniiava de aces iransformado- ‘as aut6nomas que levassem em consideragio 3 nacessiria vinculagao entre condicoes objetvas de va e processos pisicol6gicos.A partic desces relatos, a autora busca definir (0s principas conceitos te6ricas necessaios a0 trabalho do psicdlogo em comunidade, ¢ a evohucio dos modelos de atuacao no Bras. ‘A sepuir, Bader Sawai, também lecionandl no progra- rma de estudos pésgiaduados da Pontificia universdade Cat6ica de S30 Paulo, explora as origens do proprio con- ‘olvidas por elas ao longo de quatro anos. Sawaia demons ira a importincia metodoligiea da pesquisa particpante, ‘come recurso cientfco, distinto da militanca, porém sem ‘negar os compromissos sociale poltico, necessariamente, tenvolvidas neste processo (Sawaia, 1987) ‘Quando decidimos detinear nova visio histrica da pst cologia comunitéria no Brasl, pudemos observar que 0s fnupos, seja como recurso da pesquisa partcipante,seja ‘camo referénciate6rca, so 0s espagosprivilegiados para luma analise teéricopratica dos avangos dgs consciéncias individuais envolvidas no process. E no contexte grupal que nos identiicamos com 0 outro © € nele também que nos diferenciamos deste, & fssim constuimos a nossa identidade, sendo 0 grupo ‘condicSo para a ua manutenco ov metemoxtose, om, & também as elagee erupt qe sentimos 3 acto do poder o qual nto pode nega nossa end amo redetntle H-« poder do "bom fare” ~ aqule Guz emende de tudo, asin, mpi 0 seu perbanent Sr dey coro una verde aol. Neste og, 9 erbepants “expressions s senleprddo pls ele (0 wo) estado”, “le sabe faarbem’ «“preciamos de 2 um lider”. Ea conclusio acaba sendo: “dea ele deci,” Desia forma crstalzamos a nossa identade, nos subme- tendo a um poder autor e espario, esquecendo que mum grupo, por principio, somos tol iguals em dircios oe deveres, 7 BIBLIOGRAFIA [NBRAPSO. Anais do 1 Enconto de Psicolagts ns Comunicosio, ‘Sto Paulo, 1981, AMIMANN, Sara Becerra. Meobgia de desenvolvimento de ‘comunidad no Bras, Sto Paul, Cortez Editor, 1985, ANDERY, A.A. “PsiGologa na comune no ras: A do | Encanto Regional de Psicologia ns comunidad Paul, 1901 ARANTES, AM. “Via Acaba Mundo. 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Aparece como referencial analtico apenas os anos 70, quando um ramo da psicalagia social se avtoqudlcou de comunitiria, Assim fazendo, defini in- tencionalidades e destinativios para apresantarse como cléncia comprometida com a realdade estudada, especial mente com os excluidos da cidadanva. AA descoberta da comunidade nio foi um processo especico da psicologia socal Fez partede um movimento ‘mais amplo de avaliagao erica do papel social das ciéncias «por conseguinte, do paradigma da neutralidade cient: ‘a, desencadeado nos anos 60 0 culminado nas décadas dde 70 e 80, quando © conceito de comunidad invacks lteralmente, 0 discurso das ciéncias humanas © socials, especialmente as prticas na drea da sade mental Nao ha dvidas de que a inroducio deste canceito no ‘corpo tesrico da psicologia social consituiu um aspecto cepstemoldgico importante, na medica que representou a .9P550 por uma teoria cica que interpreta o mundo com intencao de transforméo (Helle, 1984:289), Enretanto, Fe comunicade tomouse conceit capac deabarcar qualquer perspectva de pritica profisional, contanto que reaizada, fr coals © use, pert ou wo sdomapagico no discurso politico neoliberal, pura designar ‘© compromisso com a pova € a unio do pve, cu ainda rradlscurso des que se arvoram de inventores a suciedade ‘ou defensores da pureza étnica e cultural, Hoje, comunidad aparece como 2 utopia do final do séeulo para enfrentar 0 processo de slobalizacio, conside- ‘ado grande vilto davies em comum eolidina, mas uma utopia reacionaria, saudosista, que, em vez de orientar 2,8es voltadas 20 futor, remete 20 passaclo, como uma ‘especie de lament, Ais, s restos tendo, nearer que oda Uo gia probe rds ge contndide como argoipo de Snazno eal ue tra ocrhonospordaa dara fidade ee orem perdu. Un lar cups habants Incase so Detainee porta, ad se tgs 5 perecto © nao Fao que mar Incase, na ea ds Seer reve mc tp do nag thc, como o harmo contamhado pela cvzagao, Send ss comunidades cigeas 0 fee. ar i Gsencadeosnavas decors de comunidad de Carer pico socials, ato no Bal como os EU. Devo deride de significado, e 0 uno demas ioc pala comida acon aprese thd € preciso ret sobre este cone, nt sat multpeisgnticarsesn ecancera eeuemtdonch pena de cometriahase inerretages (as, expec Menthe, quando salva ds prisons ade tds clcashumanas dzem esr tabahundo nas © com enonnidad 6 1.4 comunidade na histéria do pensamento social ‘A. O debate entre comunidade € individualismo ot! Utopia que remete a0 passado Comunidade tem presenca intermitente na Pistia das Idéias, Fe aparece e desaparece das rellebes sobre 0 homeme sociedade em consondnca is especiicidades do Context histrico e esse movimento expicitaa dimensio Politica eo conceito, objetivado no conironto ente valores coletivistase valores indvidualstas. ‘A cada avanco do indvicualamo, vse 0 lorescer de utopias comunittias e vice-versa, como aponta, Nisbet {1973} ao afimmar que o movimento de hosilidade intelec ‘ual 3 comunidad @ seu substratoético ocorrida na lum mismo fot decorréncia de sua associagdo 30 sistema feudal Os filésofos da tustraco estavam empentados na dest SBo dos prunes e associagdes surgdas na klade Medi, Dara eombater os resquicios de dominagio e exploracie do homem resultanie de inteidependencias basicas do feudalismo. Contra aidéia de sociedade fundada na com. nidade, defendiam a kisia de sociedad fundada no con. {rato entre homens livres (nd hamens membros. de Comoragbes ou camponeses} que se vinculam, raconal. mente, em modos especifcos e limita de asociaedes, Esse movimento anticomunititio, assentado no deseo de destrura ordem feudal njust, fl reforgado pelas duos revolugdes, francesa e industial, @ encontrau apo tam. bbém entre os que recusavam a dia de contraio e defen dan doutrina do egoismoracionale,conseqiientemente, do racionalsmo econdmico. Para todas esses comunidade a 0 inimigo do progresso que se islambravano final do século XVI, representardo a perssténcia das tradigdes a serem veneidas, pois impediao desenvolvimento econdmi. ‘0 € a eforma adhinisrativa,Frvim, toda as forcas socials ” cts rire atc slanted sitar on des rogoscomunct lease nla eade Meda ue pene moomeox No eta, exe mes poo si a erergbct eum ay lel cada plo petsamen9 cor Std drecuperosncominnadecomomodelo de Stnsocletade aneotaopeiodhusisma ea roce Talo, ares ropagne plo Desa oma, comunidade rouse cent de debs te a made hascere, De um Io. condenae Come conervdora canepnice 20 poss. Oe our ‘tion pelos que ia hore modemzaco, com Stray detugo de bome do progeso desta Nas Sm anbas os pennechas, comuniade aparece om pls que rome soprano comegnfcadoeocon Caio tp ¢ 2 ami, secondo sua expresso Scrat anager i delntagio pode se oslo global pos o ce Impena & comune oben congo de con wubete eo tempo 0 engajete mor #coesBo 8 pence cazemepmo eee tts enon a ger eee feasts hi sen Essa corrente de pensamento atingju ds tedlogos dos paises 28 Ccidentais, provocendo um verdadelro renascimento dos temas intrgicos © candnicos © qual subsiiou, posterior. ‘mente, o reavivamento das comunidades eclsiais de base, emo no Bras, nos anos 70, Na fllosofa, a idéia de comunidad apareceu sob os mais variados aspactos, mas sempre como fundamento do ‘taque 0 racionalismo uiltério, a0 individualsmo, 30 Industalismo do lisesi © 20 igualtarsme da Revol: (fo Francesa. Na obra de Hegel (Filosofia do dieit}, um dos pensadores mais proeminentes do século XIX, cuja flosofia dlaltca serviu de base ao marxsmo, o Estado & uma “Commuritas communitaum” « nfo a agregasio de Individuos pelo contrto como propuntalluminism, Sua Visio de sociedade & concénrica, formada por crculoe Interlgados de associagbes como familia, comune lr ‘al classe sociale lgreja, cada qual autdnoma nos fmites de Sua abrangencia funcional, cada uma delas considerads fonte de afrmacio do ndviduo 6, odos eles em conjunto, Feconhecidos como elemento formativo do. verdadeiro Estado (Nisbet, 1973:55) Mas foi na sociologia, cigncia emergente no inicio do. século XIX, que Comunidade elevouse & categoria anaktica Central do pensamento social e se estabelece a antese de Comunidade esociedade, como expressio do contraste ent valores comunitirios¢ nio comunitiros, respecthvamente B. O debate entre comunidade e sociedade (Cemeins- chaft und Gesellschaft) ise debate foi expressado na sociologia alema por “Tonnies (194), através dos termos Gemeinschafte Gesell chaft, no final do século XIX, que ctiou uma estaatura tipolépica da idéia de comunidade, onde siternatizou a oso de comunidade esbocada no inicio do referido século, tanto pelos conservadores como pelos revolucioné- 39 fis, recolocandosa como eritéio de oposi¢zo entre mo- demizacao e vadigao, apesar de afmar que comunidade faz pare da sociedade, Gemeinschaft est baseado em tes eixos: 0 sangue, 0 lugar esprito ou 0 parentesco,avizinhanca eaamizade, respectivamente, sendo o sangue 0 seu elemento consti 190 € o trabalho e a crenca comuns, a sua base de cons- ‘eugdo, Todos 0s sentimentos nobres como o amor, a lealdade, a honra, a amizadesio emocdes de Gemeinschaft sendo que na Geselkchaft ndo ha nada de positivo do onto devisla moral, Nela os homens nao esto vinculados, mas divididos. Ela aparece na atividade aquisva e na ciéncia racianal e sia base € © mercado, a troca e 0 dinheit, Fm resumo, para Ténnies, comunidade no & uma vatiével ou um espago, mas uma realidad © a causa para ‘outros fendmenos (Nisbet, 1973), Talidéia permeia as reflexes sociolégicas desde seus fundadores a hoje; associada a diferentes fendmenos e cobjetivada em diferentes oposigdes, Weber, considerado 0 socidlogo da acao social, em suas reflexdes sobre as rele GBes sociais soldirias (1917), dstinguiu dois pos que, segundo ele, recordam a classiicacao feita por Tonnies, a Ccomunitra ea associatva, tendo como cristo de dist ‘Gia. processaderacionalzaco. Ambas podem ser fecha ddas ou abertas em dtecio a0 exterior ese combinarem de cfrentes formas nas relacies entre os homens. Comuna lzago eferese relaciobaseada no sentimento subjetvo do pertencer, estar implicado na existenca do outro, como 2 familia e grupos unidos pela camaradagem,vizinhanga © fraternidade religioa. A relagio pode ser afetiva(piedade, amizade) ou erotica e"amorosa; enfin, baseads em qual ‘quer expécie de fundamentos, emocional ou tradicional. Sociacao é uma relacio cua atividade se funda sobre um 0 (Fempromisso de interesse motivado racionabmente (em Wor ou finaldade| e resultante de vontade ou opcso. Iclonals, mais que na identificacao afetiva, Um outro socidtogo que trouxe importante contribu lo a0 conceito de comunidade foi Simmel, considerado Freud da socedade, porseus estdos das relacdes incons- lentes da organizacdo social Ele também denunciou a ‘bjeivagao crescente da cultura modema ea consequent Impessoalidade das relagdes a ponto de anular a totaidade da subjetinidade humana Esse context favorece 0 surgi= mento de um tipo de comunidade, que ele denominou Sociedade secreia, criada para separaro individu alenado da sociedadle impessoal,e darthe sentimento de pertenci- ‘mento, portant, lugar de identidade de valores associados 4 comunidade, alertando, porém, que essa sociedade se ‘rela pode tornarse um fator de dissociacio, mais do que de socializacio, e, aos olhos do governo e da sociedatle, um inimigo (Wolff, 1950 e Simmel, 1894), C.Coinunidade como fendmeno empirico No inicio do século XX, presencia-sena sociologia uma explosio de estudos sobre comunidades, confgurando-a cde um lado como espago empiric de pesquisa em contra- Posigao as situacdes laboratviis dos experimentos, e de ‘outro de estudos microssociis em contraposisao as an ses estruturais. Comunidade tornouse referencia de anslise que per- mite olhar a sociedade do ponto de vista do vivido, sem air no psicologismo reducionista © pesquisar segundo procedimentos, até entdo proprios da antopologia nos Seus estudos sobre “comunidades indigenae", como a ob- servagdo partcipante ou empinca e estudos de caso" 1D. Comunidade como utopia que remete 20 futuro Marc dre deforma sicava das implies ve oats rdiions que suse o comaste ene co Imridado © soca. Sea concepcto daltica mate Tala ds secede sta hstercament dete com fidode sored no cptazmo, mo & no cent da ita Geass A sociedad a eons manta, 0 €hemo- mos, mas conta, sed que oSamorono «confit Tho so deteinados pla pesenca ou asencia de valo- tes comoriion mas por problemas ne les depo. Glace. © indiduaono, imigo das relgSes comt- nits, fo do “etch” da mereaor, do tabaho Shona eprotor de mas vas No entanto, Mars também se rend 30 comuntars me, enauanto ca dada soci gna it Mas Su {ls de comuniade noe refre 3 ols 30 pasa fd 3 tecuperac dos valores omntos em Pfalocal ou record pre spear a apure donc {noes afta demos buses no tacoma tro oclsnn, pi screen vata ooo de ages ha comunidad arena e encanta ma csewebalhe- Crease pate a densi Gade anna, como ‘dronsn espe queferro Nene do pate comunia (T9035) "Pltaa dedon expen uno” 1. Comunidade no corpo teérico da psicologia [io se encontram refaréncias explicit sobre comuni- dade nas obras de psicologia social até 0s anos 70, quando fol introduzida no corpo tebricoretodolégico da psicolo- aia comunitira, contorme dito anteriormente. ‘Mesmo nas reflexes sobre “que mantém 0 homem «em sociedad” e sobrea “formagao da consciéncia’, femas 2 ‘entiais do debate entre os pioneiros da paicologia, a ‘comunidades aparece muito raramente para releri-se 38 Instincias intermedirias ene o homem e a sociedade ou ‘come sindnimo de sociedade, ecom diferentes conotacées \aloratvas. Como exemplo, podese citar os estudos sobre Psicologia dos povosrealizados por Wundt em 1904 onde ‘comunidad aparece como sindnimo de interagSo coetiva, Segundo ele, a psicologia popular consiste nos produtos mmentais criados por uma comunidade humana, ue n30 se ‘reduzem & consciéncia individual, pois pressupiiem acées ‘ecipcocas ce muitos indviduos. Esse produto da interac ‘oletiva mantm unidos os membros de uma naco (Word, 1926 e Bard, 1983). Freud também aponta o carster homogeneizador da ‘comunidad, ressaltando, porém, a sua dimensdo negatva € injsta de considera todos os homens iguais em desejos fe necessidades. Segundo ele, a natureza humana difck ‘mente se dobra a qualquer espécie de comunidade social vive em comunidade é "trocar uma parte de felcidade pessoal pdr uma parte de seguranca, através de mecanis: ‘mos que faciltam essa ma roca” (Freud, 1976), Nem mesmo na psicologia social, ramo de psicologia Ctiada no inicio do século XX, com o intuita de analisar a relag3o homem/sociedade, o conceito de comuniade aparece como central, Em lugar dele, grupo! e interacio social toraramse dominantes nos estudos sobre 0s fend- ‘menos coletivos, especialmente na psicologia social norte: 2."Agolara po fume eee econ um tii seus a ‘eer qatar to te rdgio mercnenee igh Seo ‘piano pues ann Adore one Pat uu core oramanconal ent en aoe a ron domes 50) 8 americana, volada aos problemas socais prevocados pela imigracio ® pela ll Guerra Mundial, com 0 objstiva de promover 3 intesracao de grupos eindviduos 8 sociedade Ennesse corpo te6rico da psicologia que o caneeito de comunidade foi introduzido como categoria analitica, acompanhando um movimento mais geral da épacs, No \década de 50, comunidad penetrou com muita forca nas ciéncias socials, apés ter sido recuperada na cena politica no bojo de idéiasliberaispopulsias & comporatvistas, ins crevendose nas estratégias ce modemizacio do pos guer ‘a, criadas par enirensar a Guetta Fra (Wanderley, 1990}. Porcanta, comunidade entrou na psicologia no selo de ‘um corpo teérico orientado pelo condutivisimo e pelo mitedo experimental, com 0 objetivo de inteprar indivi ‘duos e grupos a partir da ranformacao de aitudes, spice cdo nos estudos psicossociais sobre grupo’. diferenca ceive comunidide e grupo era dada pelo simboismo do primeiro como denotaivo de legitimidade da prxspsicos social com assoclagbes ti variadas como estado sindicaio ‘emovimenos revolucionstios, Inicialmente, comunidade fi ineoduzida na rea cin «a, visando humanizar 0 atendimento a0 dente mental e se espalhou, através das polticas deserwolvimentstas peo pagadas por organismas internacionais como OEA, CEPAL, BID, ONU e Aanga para o Progresso, especialmente nos paises da América Latina, A invengio era educatva e ‘breventva,Trabalhavase em comunidades com o objetiva ‘de deservolver potenciaidades individuals, grupalse cole +434 ier tena afc mud cree nere ‘pra ors sts eo er mp Ieee pbs etapa Mau nk ‘Saeafec ico tvs, para integar a populago aos programas ofciais de Iademizagio © para prevenie doercas. Suas primetas tiperibnciasprticasestiveram associadas, portanto, edo ‘agi0 popular, & medicina psquiatrica comuntinia e sem Pre soba protecao #orientaco do Fstado, Sua tese socio Ubica centval era a cronga na modetrizacao cultural € fecondmica, coma viade progresto, através de reformas de base na agiculura, industria e nos valores e atitudes da populacso. ‘Comunidade era entendida como unidade consensual ‘wieto Unico e homogéneo, lugar de gerenciamento. de conflto e de mudangas de atitude. Sua pritica vsave o Uno de estorcos entre povo e autoridade goveeramental para mebhorar as condiges de vida de comunidades ©, através delas, integra a sociedede nacional, constind a pprosperidade do pals. E sua delimitacdo era expacial/geo- wrsica (Os psiclogos que trabalhavam em comunidades pas- saram ase insprar nas teoras psicoldgicas que mais com templavam‘o social na andlise da subjetvdade, tanto de tradigao psicanalica quanto insttucional e sociomética Os autores que mais se destacaram foram Kurt Lewin, Goffman, Reich, Moflrte Bleger e um pouco mais tarde -Moscovici e pensadores da fenomenologia, Nose periodo, 0 corpo teérico da psicologia comuni: Uirla apresentou avangos posithos na medida em que ‘comegou 2 superat a cio entre subjetividae ¢ objetivi- dade, mas ngo akerou sua intenconalidade pratica que ‘continuava voada ainteyracSo sacialmais que bexclusio. ‘A tomaca de conscigncia da necessidade de rever Ciitcamente a intenclonaidade e o destinatiro da teoria se consolidou apenas no final da década de 70, cam o dominio da mat'z marisia, quando a psicologta comuni térla se apresentou como sea de contiecimento centile oo rio elitist, 2 servigo do pave, para superar a exploraco e a dominacao, CO psicdlogo, que na fase anteror se confundlia com 0 educador social, com 0 assistente social e com 0 clnico fora do consultério, agora se tornou “ilitante” com 0 ‘objetivo de promover apassagem da consciencia de classe fem s 3 consciéncia de classe pra si, favorecendo a “toma dda de consciéncla” (expresso fundamental da psicologia, ccomunitiria) da exploracao e da aera e a organizacao dda populagdo em movimentos de resistncla e de revi aga. esse contexto, comunidad passou a ser entendida ‘coma lugar que reGne pares da classe trabalhadora, consi dlorads o agente social capaz de realizar a intencionalidade piritica da teoria erica, isto & a negagio da exclusio no Ccapitalsmo mantida pela exploracio da maisvalia © pela alfenagdo do homem do produto de seu trabalho. Apesar das dierengas essencias, as duas vertentes se aproximaram na medida que incorporaram as caractest- ‘cas apresentadas nas reflexes clissicas, tanto floséficas ‘quanto sociolbgicas sobre comunidad, quats ejam, acio conjunta rede de socisbildade haseada na cooperagio ¢ solidariedade, homogencizacao de inteesses em tomo de rnecessidades coletivas, lugar de sentimentos nobres nao indwidualstas como lealdade, amizade e honva,e espaco ‘seogrificoempirico de acio'e pesquisa, Por out lado, ambas as concepcoes afastaramse dos estudos clissicos ‘40 concordarem que a Comunidade & célula de sociedad, ‘capaz de ieradiar mudancas e no exradicar mudancas Mudanca social € © ponto que marca a profunda dif renga entre essas das vertentes da psicologia comunitiia, do ponta de vista epistemot6gica, politica e‘deoligico. Na Psicologia comunitiia narteamericana 2 concepeso de ‘mudanga esta acoplada 8 modernizacio dos setores aire 4% tados e pobres, visande sua adaptaclo a0 captalsmo tvangado © na psicologia comunititia ltinoamevicana, 3 mudanca é concebida como ransformacao de uma socle dade exploradora e portanto como revoluco movimento call passive de ser apreenddo. Ness abordotem, prep fade componta pel pacossocslogo csevsucioornase ten srupe micuturale»problemitice da ierpeta dos son comptes nia un numer eabaho que corr para a compreenso dos deter, nantes cl 30 de od un dos sts massa Na anise de pos muliculis, como os rupos om os ui nos relaconamos em jt comuntron, esta propose anise & expectant area, Ns medida em que buss ranpe com 2 pretreat fad em qe e ola o pesqusadrtactona, perme incor 3 penis n30 ss viso do obserodor = le Props mers em ina rede de reas cota © de Terria ta acre ema ropes vase de so penqusado corm um depomento secon ‘ado como digno de figurar como um reeto da stuagso tequivalente aodo pesquisadar Superase asim aidéiade que Sspercencdes do suieto da pesquisa seam mxosindicado tes de uma realdade desconhecia para ole proprio, 8 qual 46 teria acesso 0 pesquisador munida de sua teoria E assim se movimenta 0 estudo psicossocioigico dos srupos muticuturis: de uma abordagem centrada no individu passamos 3 histéria do grupo social como forte das representaces que os individos se tazem uns dos ‘uttos, para chegar 2 uma abordagem em que a propria andlse das represeniagdes se tora um empreendimen’o intersubjetvo. Nesta ima sbordagem,ainterpretacao da ‘agdo dos sujetos imersos na cultura € a resutante de um procesto de reflesio no qual a andlsefocaliza precisamen: {eos diferentes pontos de vista envolvidos na detinigso da Staci. Para a psicologia social comumitiria, estas cont ‘uicdes sd0 relevantes, na medida em que apontam para fos aspecios cruciais do processo de conscientizacao: a Cultura, como consitg2o intersubjetiva de sigrificados, © ‘dillogo, como cantexto para aproblematizas.io.erecons ‘rucdo cultural BIBLIOGRAFIA ANDERY, Aborto A "Psicologia a2 comune” n: Lane, Sia = Cov, Wanderley (orgs, Psicologia social: 0 homem em ‘movimento, Sao Paulo, Brastiense, 1984, ASCH, S. Social Psychology, Englewood Cli, NJ, Prentice tal, 1952, BOMFIM, Elizabeth, CAMPOS, Regina HF e FRETTAS, Mala de Talim Q. Pcblogo Brasco: A consvucio de novos res, Campinas £4. Atom, 1992, ‘CAMPOS, Regina HF "Notas para ua hist das iia pico Toaicas em Minos Gerais. 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Sivia Tatiana Mauser Lane & doutora em psicologia Social, © atua no Programa de Fstudos Pas gaduados em Psicologia socal da Pontificia Universidade Catoica de S30 Paulo, Bader Burihan Sawaia & dovtora em psicolosia social Peel PUCSF, professora dos programas de is eraduacdo ‘em psicologia social da Ponta Universidade Catdlica de $0 Paulo, ede Enfermagem na Universidade de Sdo Paul, E também chefe do Departamento de Sociologia da PUC- SP. Maria de Ftima Quinta de Fekas & doutora em psico- logia social pela PUCSP, ¢ professora do Departamenta de Psicologia Sociel e do Desenvolvimento do Programa de Pos-sraduacio em Psicologia da Universidade Federal do Expinto Santo, Pediho A. Guareschi & PRD pela University of Wis ‘consin a Madison e profesor do programa de Possradua ‘go em Psicologia Social da Pontificia Universidade Cat. lica do Rio Grande do Sul Jacyrara C. Rachael Nasciutt & doutora em psicologia nica, e professora do Instituto de Psicologia da Univers. dacie Federal do Rio de Janeio, atuando no Programa de ‘Mestrado EICOS ~ Estudos interdisciplinares em Comuni rlades e Ecologia Soca va Naumi A, de Vasconcelos, psicanalia, & doutora em cisncias sexolégicas pela Universidade de Louvain, Belgica, fe professora do Instituto de Paicologia da Universidade Federal do Rin de Janeiro, atuando no Programa de Mes: ttado EICOS ~ Estudos intercsciplinares em Comunidades Ecologia Socal Regina Helena de Freitas Campos, PD pela Universi de de Stanford, UA, & professora no Programa de Mesto