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1

Caderno de Estudos

Vestibular UNIFAP 2014

Oiapoque

Robson Timoteo Damasceno

(Concurseiro Robson)

2

ARTES

12

1 - Leitura estética e artística de obra de arte: do modernismo à arte

12

2 - A estética do cotidiano e a compreensão da cultura visual

13

3 - O poder da imagem na contemporaneidade e a pluralidade cultural

14

4 - O Século XX e o Movimento Modernista no Brasil: O nascimento de uma nova arte, o

Modernismo e a Semana de 22 no Brasil nas suas diversas manifestações e configurações

artísticas

16

5 - As tendências construtivistas: O Abstracionismo. O Concretismo e a união dos dois

grupos de artistas, o bloco paulista - Grupo Ruptura e o bloco carioca Grupo Frente, e suas

 

rupturas

21

6

- O Neoconcretismo: suas configurações e desdobramentos

24

- A efervescência dos anos 60 (1960) e a Pop Arte nas obras de caráter sócio-político dos artistas brasileiros

7

25

8 - Arte Conceitual: dos diferentes olhares à supremacia do conceito. Arte Contemporânea - catálogos reconhecidos no Brasil: dos anos 50 (1950) aos anos 90 (1990). Elementos da

composição visual. Estudo da Cor

 

28

INGLÊS

 

31

1

-

PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM)

31

2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE)

 

31

3 - VERB TO BE (PRESENT, PAST, FUTURE)

32

4 - VERB THERE TO BE (PRESENT, PAST)

32

5 - DEMONSTRATIVE WORDS

 

33

6

-

PLURAL OF NOUNS

33

7 - SIMPLE PRESENT TENSE

36

8 - NUMBERS (CARDINAL AND ORDINAL)

36

9 - SIMPLE PAST TENSE

 

37

10

- PRESENT/ PAST CONTINUOUS

TENSE

39

11.

FUTURE FORMS (WILL/ GOING TO)

40

12.

POSSESSIVE ADJECTIVE AND PRONOUNS

42

13.

GENITIVE CASE

44

14

- PERSONAL PRONOUNS (OBJECT FORM)

48

15

-

SHORT AND LONG ANSWER

48

16

- TAG QUESTION

 

49

17

- PREPOSITIONS

52

18

- INDEFINITE PRONOUNS

53

3

20 PRESENT PERFECT TENSE

57

21 - PAST PERFECT TENSE

57

22 - CONDITIONAL SENTENCES

59

23 - ACTIVE/ PASSIVE VOICE

59

24 - REPORTED SPEECH

60

 

PORTUGUÊS

63

- Os gêneros textuais, seus elementos (tema, forma de composição/estrutura e estilo); tipologias textuais (narração, descrição, exposição, argumentação, injunção e diálogo/conversação)

1

63

Gêneros orais e escritos

64

2

- Conhecimento dos gêneros: artigos científicos, artigos jornalísticos, editorial, carta ao

leitor, resenhas, reportagens, entrevistas de revistas e jornais, propagandas, anúncios de revistas e jornais, campanhas educativas, charges, tiras, piadas, contos, crônicas, fábulas, letra de canção, poemas

66

3.

Texto verbal e texto não verbal

70

4.

Os processos semânticos: sinonímia, antonímia, hiperonímia, homonímia

70

5. A polissemia, a linguagem denotativa e a conotativa

71

6

- Figuras de linguagem em textos escritos e/ou iconográficos

72

7

- Os mecanismos de coesão e coerência textuais

73

8

- Variedades lingüísticas nas dimensões de registro (formal e informal), social, geográficas,

históricas e técnicas

73

9

- Aspectos morfossintáticos da língua

76

10-

Sistema ortográfico vigente, pontuação e paragrafação

77

11

- Discurso direto, indireto e indireto livre

80

LITERATURA

83

1 - Trovadorismo em Portugal

83

2 - Classicismo português Camões lírico

88

3 - Romantismo no Brasil

88

4 - Simbolismo no Brasil

95

5 - Modernismo no Brasil

96

6 - Literatura Contemporânea

98

7 Leituras recomendadas

100

7.1 - Por mim? - de Álvares de Azevedo

100

7.2 Adormecida - de Castro Alves

101

7.3 - Acrobata da dor, de Cruz e Souza

102

4

7.5 - Emergência, de Mário Quintana

106

7.6 - Destino, de Mauro Guilherme

107

7.7 - Esperança, de Clarice Lispector

108

7.8 - Raiz de Ano-Novo, de Eliúde Viana

109

7.9 - História de Passarinho, de Lygia Fagundes Telles

113

 

FILOSOFIA

117

1

- CAMPOS DE INVESTIGAÇÃO DA FILOSOFIA

117

2

- A DIVISÃO E HISTÓRIA DA FILOSOFIA

117

3

- ÉTICA: UMA INTRODUÇÃO À FILOSOFIA MORAL

120

4-

FILOSOFIA POLÍTICA E IDEOLOGIA

121

5

- FILOSOFIA DA ARTE: ESTÉTICA

123

GEOGRAFIA

127

1 - Amazônia e Amapá

127

 

1.1- As políticas públicas e as novas formas de produção e circulação no espaço amazônico

127

1.2 - A territorialidade dos povos indígenas e as populações tradicionais na organização

socioespacial

129

1.3

- O meio ambiente amazônico e amapaense: recursos hídricos e florestais,

biodiversidade, solos, ambientes marinhos e costeiros, os desastres ambientais (inundações, incêndios florestais, etc)

133

1.4

- Política ambiental e desenvolvimento: unidades de conservação, formação das

monoculturas, patrimônio genético e acordos internacionais

145

2 Brasil

150

2.1

- O Brasil como potência regional na economia do mundo: a inserção da economia

brasileira na Nova Ordem Mundial

150

2.2 - O papel da indústria na (re) estruturação do território brasileiro

152

2.3 - As diferentes formas de regionalização do espaço brasileiro: morfoclimática e

política (IBGE) de planejamento e geoeconômica

154

2.4

- O meio ambiente no Brasil e suas perspectivas: recursos hídricos e florestais,

biodiversidade, solos, ambientes marinhos e costeiros, os desastres ambientais, a

 

degradação dos subsolos, as mudanças climáticas

167

3 Mundo

172

1 - A dinâmica da natureza e seu significado para as sociedades atuais

172

3.2

- A globalização e as reconfigurações do espaço mundial

173

3.3-

A relação campo-cidade

178

5

SOCIOLOGIA

183

1-ESTRUTURA E ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL E A QUESTÃO DAS DESIGUALDADES 183

1.1 - A RELAÇÃO ENTRE A ESTRUTURA SOCIAL E A ESTRATIFICAÇÃO: AS

CASTAS, OS ESTAMENTOS E AS CLASSES

1.2 - FORMAS DE DESIGUALDADES NA SOCIEDADE CAPITALISTA: VIOLÊNCIA E

183

 

EXCLUSÃO SOCIAL

188

2

-

MOVIMENTOS SOCIAIS/ DIREITOS/ CIDADANIA

192

2.1

- MOVIMENTOS SOCIAIS CLÁSSICOS: OS DIREITOS CIVIS, POLÍTICOS E A

DEMOCRACIA NA CONTEMPORANEIDADE

192

2.2

- OS NOVOS MOVIMENTOS SOCIAIS

193

3

- SOCIEDADE E IDENTIDADE

195

3.1 - A QUESTÃO DA IDENTIDADE NAS VÁRIAS SOCIEDADES

195

3.2 -DIVERSIDADE DO PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO: A FAMÍLIA E A ESCOLA 197

HISTÓRIA

201

1 - FORMAS E RELAÇÕES DE TRABALHO

201

1.1

- Formas e condições de trabalho na Europa, durante a Antiguidade Clássica, Idade

Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea

201

1.2

- Formas e condições de trabalho na América durante os períodos pré-colombiano,

colonial e pós-independência

204

1.3

- Formas e condições de trabalho no Brasil, durante os períodos colonial e pós-

independência

208

1.4

- Movimentos migratórios e suas relações com o processo de formação da classe

trabalhadora

219

1.5

- A regulamentação do trabalho, da legislação sindical e trabalhista

221

2 - INSTITUIÇÕES E MOVIMENTOS SOCIAIS

223

2.1

- Relações de poder, construção e constituição do Estado, durante a Antiguidade

Clássica, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea

223

2.2

- Relações de poder, construção e constituição do Estado na América espanhola e

anglo-saxônica, nos períodos "pré-colombiano", colonial e pós-independência

261

2.3 - Relações de poder, construção e constituição do Estado no Brasil no período colonial

e pós-independência

2.4 - Movimentos sociais e suas relações com as formas de organização política, social e

276

econômica

312

3 Cultura e Sociedade

318

3.1 - Formas de organização e expressão cultural, da Antiguidade Clássica, Idade Média,

6

3.2 - Formas de organização e expressão da religiosidade, do imaginário e da mentalidade

na América Espanhola e Anglo-Saxônica, durante os períodos pré-colombianos, colonial e

pós- independência

3.3 - Formas de organização e expressão da religiosidade, do imaginário e da mentalidade

328

 

no Brasil, durante o período colonial e pós-independência

331

BIOLOGIA

 

340

1

Evolução e diversidade

341

1.1 Origem da VidA: Teorias e Formas Primitivas de Vida

341

1.2 Teorias Evolutivas

342

1.3 Diversidade dos seres vivos

343

2

biologia celular

345

Células: Composição química, estrutura e funcionamento das células procariontes e eucariontes; Fisiologia celular: troca com o meio (difusão, osmose, transporte ativo,

fagocitose e pinocitose); processo de obtenção e transformação de energia (fotossíntese,

fermentação e respiração)

345

2.2 - tECIDOS E Órgãos

354

2.3 - Sistemas e principais funções dos seres vivos

355

3

Hereditariedade e Evolução

356

3.1

- Núcleo celular

356

3.2- Mecanismos de perpetuação e diferenciação dos organismos

370

3

Genética

377

 

3.1 Noções de probabilidade

377

3.2 Leis de Mendel

379

3.3 - Alelos múltiplos ou polialelismo

380

3.4 - Interações gênicas

381

3.5 - Herança ligada ao sexo

383

3.6 - Clonagem

386

3.7 - Atuação da engenharia genética: na cura de doenças, no combate a pragas na

lavoura e na criação de espécies transgênicas

387

4

- Seres vivos, meio ambiente e interações

389

4.1 - Ecossistema

389

4.2 - Ecologia

399

4.3 Zonas biogeográficas

405

FÍSICA

 

409

1

Fundamentos

409

7

1.2 - Cinemática (MRU, MRUV e queda livre)

410

1.3 - Leis de Newton e suas aplicações

411

1.4 - Mecânica dos Fluidos

416

1.5 - Termodinâmica

419

1.6 Eletricidade

422

1.7 - Eletromagnetismo

426

 

1.8 Ondas

429

1.9 - Física Moderna

436

2 - Física aplicada à tecnologia

438

2.1.

Aplicações das Leis de Newton ao movimento em duas dimensões: movimento de

projéteis e movimento circular uniforme

438

2.2

- Potência e rendimento

441

2.3

- Dilatação térmica dos sólidos

441

2.4

- Dilatação anômala da água

442

2.5.

Processos de propagação do calor

443

2.6

- Máquinas térmicas

444

2.7

- Circuitos elétricos CC simples redutíveis a uma única malha envolvendo geradores,

resistores, capacitores e receptores

445

2.8 - Potência elétrica e efeito Joule

448

2.9 - Aplicações da Lei de Faraday: Motores elétricos e geradores Mecânicos

449

2.10. Som: natureza e propagação

450

2.11 - Ondas eletromagnéticas e suas aplicações tecnológicas

451

2.12 - Componentes ópticos

451

2.13 - Fundamentos da emissão laser

453

2.14 - Efeito fotoelétrico

453

3 Física Aplicada à Vida

454

3.1 - Mecanismos físicos da visão e defeitos visuais

454

3.2 - Qualidades fisiológicas do som. Eco e reverberação

458

3.3 - Bases acústicas da ultra-sonografia

458

3.4 - Pressão arterial versus pressão atmosférica

459

3.5 - Efeitos fisiológicos das correntes elétricas

459

4 Física da Terra

460

4.1.

Leis de Kepler

460

4.2

- Rotação da Terra

461

8

4.4 - Efeito Estufa

464

4.5 - Brisas Litorâneas

464

4.6 - Relâmpagos e Trovões

465

MATEMÁTICA

466

1 Medidas e Formas Geométricas

466

1.1 - Sistemas de medidas

466

1.2 - Triângulo

467

1.3 Quadrilátero

472

1.4 Circunferência e círculo noções básicas

473

1.5 - Relações métricas no triângulo

476

1.6 - Polígonos regulares

476

1.7 - Principais figuras planas

480

1.8 - Sólidos geométricos: prisma, pirâmide, cilindro, cone e esfera

482

 

2 Aritmética

486

2.1.

Conjuntos numéricos

486

2.2

- Razão e proporção

487

2.3.

Regra de três simples e composta

488

2.4

- Porcentagem

491

2.5.

Juros simples e compost

492

2.6.

Análise combinatorial

493

3 Modelagem Algébrica

494

3.1.

Conjuntos: representação, relações e operações

494

3.2.

Relações: definição e gráficos

498

3.3

- Funções: definição, domínio, contradomínio, imagem, gráficos, tipos, inversa e

operações

501

3.4.

Funções especiais: polinomial, modular, exponencial, logarítmica e trigonométrica503

3.5

- Relações trigonométricas: operações e reduções com arcos

512

3.6

- Progressões aritméticas e geométricas

514

4 - Álgebra e Geometria

515

4.1.

Matrizes e determinantes

515

4.2

- Sistemas lineares

522

4.3

- Ponto, reta e circunferência

526

QUÍMICA

536

9

1.1- Meio ambiente e seus fatores

536

1.2

- Hidrosfera

536

1.3

- Cadeias e teias alimentares

536

1.4

- Fluxo de Energia

537

1.5

- Associação entre os seres vivos

537

1.6

- Crescimento da população humana

538

1.8

- Processo saúde-doença determinantes sociais

539

1.9

- Endemias eepidemias

539

1.10

- Aspectos epidemiológicos, ambientais, econômicos e sanitários

540

1.11- Medidas de controle

540

2 A Química e os materiais

540

2.1

- Propriedades dos materiais

540

2.2. Estrutura atômica da matéria

541

2.3 Classificação Periódica

544

2.4 -Ligações químicas e interações intermoleculares

548

2.5 - Reações químicas e Estequiometria

549

2.6 - Funções inorgânicas

556

2.7 - Soluções e propriedades coligativas

561

2.8 Termoquímica

564

2.9 - Cinética e equilíbrio químico

571

2.10 Estudo dos Gases

577

2.11 - Processos eletroquímicos

581

2.12 Compostos orgânicos

586

2.13 - Reações Orgânicas

597

3 - Química e Meio Ambiente

604

3.1 Química do Petróleo

604

3.2 - Etanol hidratado como fonte de energia renovável e outros usos

606

3.3 - Lixo urbano: impactos a saúde e reciclagem

606

3.4 - A química e atmosfera

607

3.5 Química e Litosfera

610

3.6 - Química e hidrosfera

612

4 - A QUÍMICA E A SOCIEDADE

617

4.1

- Agentes de limpeza e produtos de higiene pessoal

617

10

4.3 - Biocombustíveis

618

4.4 - Química dos alimentos

620

4.5 Polímeros

625

4.5.2 Aplicações

628

4.6

- Perturbações naturais e antrópicas na biosfera produzidas pela ação humana:

pragas, desmatamentos, ruptura das cadeias alimentares e indústrias carbo e

 

petroquímica

628

4.7

Impactos ambientais e desenvolvimento sustentável

628

11

VESTIBULAR UNIFAP 2014 - OIAPOQUE

PARTE 1 LINGUAGENS E CÓDIGOS

Robson Timoteo Damasceno

12

Artes

1 - Leitura estética e artística de obra de arte: do modernismo à arte contemporânea.

- Leitura Estética: interpretação da obra de arte em seu significado, aparência e beleza.

- Leitura Artística: Posicionamento da obra de arte dentro do contexto maior, dentro do movimento artístico a que pertence e como uma obra de arte em si.

- Movimentos artísticos:

Modernismo

Características Gerais: Rompeu com o tradicionalismo e foi de grande influência nos rumos da arte.O movimento modernista baseou-se na ideia de que as formas "tradicionais" das artes plásticas, literatura, design, organização social e da vida cotidiana tornaram-se ultrapassadas, e que se fazia fundamental deixá-las de lado e criar no lugar uma nova cultura. Esta constatação apoiou a ideia de reexaminar cada aspecto da existência, do comércio à filosofia, com o objetivo de achar o que seriam as "marcas antigas" e substituí-las por novas formas, e possivelmente melhores, de se chegar ao "progresso". Em essência, o movimento moderno argumentava que as novas realidades do século XX eram permanentes e eminentes, e que as pessoas deveriam se adaptar a suas visões de mundo a fim de aceitar que o que era novo era também bom e belo. Usa idéias do passado através de reprise, incorporação, reescrita, revisão

e paródia. É considerado uma introspecção estética. Na pintura compõe o modernismo movimentos como impressionismo, simbolismo, dadaísmo, surrealismo e outros.

História: Final do Século XIX e início do Século XX. Foi influenciado pelo desenvolvimento da sociedade industrial moderna e pelo rápido crescimento das cidades. Desenvolveu-se da revolta do Romantismo contra os efeitos da Revolução Industrial e os valores burgueses. Inciou-se na França em torno de 1870. Sua explosão ocorreu do início dos anos 1900 até a década de 1930. É seguido pelo pós-modernismo, que caracteriza o momento atual.

Grandes nomes mundiais Pintura: Manet, Baudelaire, Picasso, Pollock. Literatura/Filosofia:

Kant, Flaubert, Freud e Nietzche.

Arte Contemporânea

Características Gerais: Ideias pós-modernistas. A arte contemporânea é construída não mais

necessariamente com o novo e o original, como ocorria no Modernismo e nos movimentos vanguardistas. Ela se caracteriza principalmente pela liberdade de atuação do artista, que não tem mais compromissos institucionais que o limitem, portanto pode exercer seu trabalho sem

se preocupar em imprimir nas suas obras um determinado cunho religioso ou político. Não há

um consenso entre os autores sobre o início do período contemporâneo na arte. Considera-se que a arte contemporânea, em seus estilos, escolas e movimentos, tenha surgido por volta da segunda metade do século XX, mais precisamente após a Segunda Guerra Mundial, como ação de ruptura com a arte moderna. Depois da guerra os artistas mostraram-se voltados às

13

verdades do inconsciente e interessados pela reconstrução da sociedade. Sobrepôs-se aos costumes, a necessidade da produção em massa. Quando surgia um movimento na arte, este revelava-se por meio das variadas linguagens, através da constante experimentação de novas técnicas. A arte contemporânea se mostrou mais evidente na década de 60, período que muitos estudos consideram o início do seu estado de plenitude. A efervescência cultural da década começou a questionar a sociedade do pós-guerra, rebelando-se contra o estilo de vida difundido no cinema, na moda, na televisão e na literatura. Além disso, os avanços tecnológicos foram convulsivamente impulsionados pela corrida espacial e, como mostra dessa influência, as formas dos objetos tornam-se, quase subitamente, aerodinâmicas, alusivas ao espaço, com forte recorrência ao brilho do vinil. A ciência e a tecnologia abriram caminho à percepção das pessoas, de que a arte feita por outros, poderia estar a traduzir as suas próprias vidas. A consciência ecológica e o reaproveitamento de materiais são temas recorrentes, que se popularizaram no final do século XX. Em paralelo, a revolução digital e a consequente globalização, por meio da internet, formam o período mais recente da contemporaneidade.

História: surge no pós-guerra e é característica do momento atual. Os balanços e estudos disponíveis sobre arte contemporânea tendem a fixar-se na década de 1960, sobretudo com o advento da arte pop e do minimalismo, um rompimento em relação à pauta moderna, o que é lido por alguns como o início do pós-modernismo. Impossível pensar a arte a partir de então em categorias como "pintura" ou "escultura". Mais difícil ainda pensá-la com base no valor visual. A cena contemporânea - que se esboça num mercado internacionalizado das novas mídias e tecnologias e de variados atores sociais que aliam política e subjetividade (negros, mulheres, homossexuais etc.) - explode os enquadramentos sociais e artísticos do modernismo, abrindo-se a experiências culturais díspares. As novas orientações artísticas, apesar de distintas, partilham um espírito comum: são, cada qual a seu modo, tentativas de dirigir a arte às coisas do mundo, à natureza, à realidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras articulam diferentes linguagens - dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc. -, desafiando as classificações habituais, colocando em questão o caráter das representações artísticas e a própria definição de arte. Interpelam criticamente também o mercado e o sistema de validação da arte.

Grandes nomes mundiais: Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Claes Oldenburg e outros.

2 - A estética do cotidiano e a compreensão da cultura visual

- Estética é busca pelo que é belo, pela beleza.

- Contrariamente a ideia de simples utilidade, muitas vezes busca-se deixar os objetos mais belos.

- A ideia de estética é pessoal, mas a cultura de cada época impõe padrões sobre o que é belo.

- Cultura visual é um campo de estudos que aborda os processos culturais: hábitos, costumes

visuais, referentes a um ou vários povos. Área que, sobretudo, procura entender os aspectos

visuais como fonte de transmissão cultural e, as relações e interferências que os sistemas

14

culturais acarretam ao processo visual de identificação e entendimento do mundo e da realidade. Por essas razões, geralmente inclui alguma combinação de estudos culturais, história da arte e antropologia, enfocando aspectos da cultura que se apóiem em imagens.

- Entre os teóricos dos estudos culturais que trabalham com a cultura contemporânea,

frequentemente se estuda a filmologia e os estudos sobre televisão, embora também possa incluir os estudos de Vídeo-games, HQs, mídia artística tradicional, publicidade, Internet e

qualquer outro meio que possua um componente visual crucial.

Com a modernidade, além do livro, surgem a fotografia e o cinema: duas grandes referências para a cultura visual. Tanto como forma de comunicação, transmissão, persistência e transformação de uma conduta ou hábito, como também resultado imagético concreto de uma determinada cultura.

-

-

O processo de representação da imagem e o conteúdo de sua mensagem têm dois aspectos.

O

primeiro é de cunho conotativo, no qual a imagem é portadora de uma codificação referente

a

um determinado saber cultural e a um determinado sistema simbólico; e a segunda, de

cunho denotativo, no qual a imagem porta certo poder de representação do real (recorte do

real).

3 - O poder da imagem na contemporaneidade e a pluralidade cultural

- As imagens publicitárias conquistaram a partir da Modernidade e com o advento das novas tecnologias da Pós-Modernidade um potencial que fascinam criadores e consumidores da propaganda.

- A rapidez do universo comunicacional contemporâneo, deve-se em grande parte à

efervescência das imagens. A Sociedade “Pós-Moderna pode denominar-se neste momento

como “Civilização da Imagem”.

- O homem Pós-Moderno é por excelência um consumidor de imagens, que tem dificuldades para compreender o que elas comunicam e transmitem.

- A imagem é conhecida como “linguagem universal”.

- A criação de imagens nas diversas épocas foi sofrendo transformações no modo

representativo, acompanhando as mudanças no comportamento humano, na trajetória e no

desenvolvimento tecnológico.

- É bastante recorrente tomarmos as sociedades contemporâneas como sociedade da imagem.

- As artes contemporâneas não têm definição. Nem do lugar que elas ocupam. Já não há um

lugar para as artes nem uma forma de arte privilegiada. Os materiais (esponjas, águas, matérias de jornais, tintas, ferrugem, linhas, papeis, madeiras, os meios eletrônicos e digitais, etc.), os dispositivos, os modelos expositivos, são os mais diversos e atendem as linhas investigativas de cada artista, de cada obra. As instituições da arte -o mercado, os museus, os

15

curadores, a crítica, etc. - se vêm frente a processos criativos diversos e mais difíceis de serem catalogados e valorados.

- A partir da metade do Século XIX, a reconstituição escrita dos acontecimentos dá lugar progressivamente à informação através da imagem.

- A partir da facilidade de uso da imagem pela imprensa, esta passou a ser objeto de manipulação e propaganda, notavelmente de cunho político e comercial.

- Não cabe mais perguntar se o produto artístico atual (por exemplo, o produto cinematográfico) é arte ou mercadoria, pois é impossível dissociar um do outro, justamente pela união entre arte e sociedade no contexto da contemporaneidade.

- Nesta perspectiva, e partindo do pressuposto de que olhar uma coisa é ao mesmo tempo

transformá-la e transformar a si próprio, a imagem é caracterizada também pela influência sob os modos de organização social na medida em que transforma o espectador com bases em

suas estruturas simbólicas.

- A mídia, portanto, é uma arma do consenso na medida em que se instaura e deforma a

subjetividade coletiva sem que para isso resulte em qualquer tipo de conflito, pelo contrário, sua representação de mundo, compreendida enquanto real e verossimilhante, passa a ser

definida como dada e imutável.

- A cultura pode ser definida como um conjunto de manifestações realizadas através da arte,

da literatura, da dança, da religião, da linguagem, dos costumes e dos valores morais e éticos, criados e mantidos por uma sociedade, ou um grupo de pessoas. Está presente em nossas

vidas desde os povos mais primitivos, que foram transmitindo seus conhecimentos através de gerações passadas para as atuais gerações.

- A pluralidade cultural se refere à existência de várias culturas, culturas estas representadas pela pluralidade de religiões, de raças, etc. Assim como a sociedade brasileira, o mundo é constituído por diversas etnias, onde cada uma apresenta sua cultura distinta, podendo influenciar as demais culturas. O Brasil, seja através da culinária, da música e da linguagem possui na sua cultura influência de outros povos, como os indígenas, europeus e africanos.

- A cultura é muitas vezes imposta. Assim, uma das potências que mais influencia outras

culturas são os Estados Unidos, que exportam seus hábitos e seus produtos para o mundo

inteiro.

- Para viver democraticamente em uma sociedade plural é preciso respeitar os diferentes grupos e culturas que a constituem.

- A temática da Pluralidade Cultural diz respeito ao conhecimento e à valorização de

características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais que convivem em um território,

às questões socioeconômicas e à crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes que permeiam a sociedade, conhecer o mundo como complexo, multifacetado e algumas vezes paradoxal.

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- A Pluralidade Cultural existente no Brasil é fruto de um longo processo de interações políticas, sociais, históricas e econômicas no plano nacional e internacional.

- Mitos, desigualdades, injustiças, desvalorização da cultural nacional, são frutos do processo exploratório implantado no Brasil, a partir de sua colonização. Portanto as manifestações discriminatórias, o racismo, e vários estereótipos que rotulam pessoas ou regiões praticados de forma consciente ou não devem ser analisados através de um olhar crítico à história brasileira.

- O que se almeja ao tratar de Pluralidade Cultural, não é a divisão ou a marginalização da

sociedade em grupos culturais fechados, mas o enriquecimento propiciado a cada um e a todos pela pluralidade de formas de vida, pelo convívio e pelas opções pessoais, assim como o compromisso ético de contribuir com as transformações necessárias à construção de uma

sociedade mais justa, democrática usufruindo cidadania.

4 - O Século XX e o Movimento Modernista no Brasil: O nascimento de uma nova arte, o Modernismo e a Semana de 22 no Brasil nas suas diversas manifestações e configurações artísticas

- O modernismo rompeu com o tradicionalismo e mudou a arte no país e no mundo.

Movimento artístico do começo do século XX, mexeu com escritores, compositores, pintores e

escultores, entre outros.

- Vários artistas, dos mais variados campos, participaram do movimento modernista no Brasil, entre eles Clarice Lispector. A autora faz parte da terceira geração moderna, que tem como característica a intensificação na busca de uma nova linguagem, priorizando o impacto dos textos sobre os indivíduos em detrimento da descrição dos fatos.

- O modernismo teve presença forte na literatura brasileira, mas a base do movimento por

aqui está em outra arte. As primeiras obras artísticas brasileiras que apresentaram tendências

modernistas surgem em 1913, com o pintor Lasar Segall, nascido na Lituânia.

- No Brasil, o movimento pré-modernista ainda contou com nomes como Euclides da Cunha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos. A fase pré-modernista vai até a Semana de Arte Moderna, realizada em 1922.

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17 - Também conhecida como semana de 22 , a Semana de Arte Moderna é um

- Também conhecida como semana de 22, a Semana de Arte Moderna é um marco na história

brasileira. Nela, pintura, escultura, poesia, literatura e música brasileiras entraram de vez no

modernismo, rompendo com os padrões anteriores.

- Um dos nomes mais importantes que participaram da Semana de Arte Moderna foi Mário de

Andrade. O poeta é considerado um dos fundadores do modernismo brasileiro - o livro Paulicéia Desvairada, lançado em 1922, exerceu uma enorme influência nos poetas brasileiros.

- O movimento modernista brasileiro costuma ser dividido em três fases. A primeira, também

chamada de Fase Heróica, vai da Semana de Arte Moderna até 1930. A principal característica da arte nessa época é o compromisso com a renovação, com quebrar paradigmas e fugir de conceitos tradicionais. Na poesia, o verso livre e a liberdade formal são algumas das mudanças observadas.

- Um grande nome da pintura que fez parte do movimento modernista no Brasil foi Cândido Portinari. O artista plástico brasileiro alcançou fama mundial com suas obras.

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18 - Também na pintura, o modernismo brasileiro teve um nome feminino de peso. Foi Tarsila

- Também na pintura, o modernismo brasileiro teve um nome feminino de peso. Foi Tarsila do

Amaral, autora de um dos mais importantes quadros já feitos no Brasil: Abaporu, de 1928. A obra é um marco na antropofagia modernista, que absorvia a cultura estrangeira, mas sempre fazendo adaptações para o contexto brasileiro.

- Tarsila foi casada com Oswald de Andrade, um dos protagonistas da Semana de Arte

Moderna e do modernismo no Brasil. Na década de 1920, Tarsila começou a usar cores e temas brasileiros nas suas obras, destacando a fauna, a flora e também os símbolos do Brasil moderno e urbano.

- Fora do Brasil o modernismo também teve nomes importantíssimos. O poeta e escritor T.S Elliot, ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1948, foi um deles.

- - O Modernismo Brasileiro é um movimento de amplo espectro cultural, desencadeado

tardiamente nos anos 20, nele convergindo elementos das vanguardas acontecidas na Europa antes da Primeira Guerra Mundial - C2i0N0e, Cubismo e Futurismo - assimiladas

antropofagicamente em fragmentos justapostos e misturados.

- A predominância de valores expressionistas presentes nas obras de precursores como Lasar

Segall, Anita Malfatti e Victor Brecheret e no avançar do nosso Modernismo, a convergência de elementos cubo-futuristas e posteriormente a emergência do surrealismo que estão na pintura de Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro e Ismael Nery. É interessante observar que a disciplina e a ordem da composição cubista constituem estrutura básica das obras de Tarsila, Antonio Gomide e Di Cavalcanti. No avançar dos anos 20, a pintura dos modernistas brasileiros vai misturar ao revival das artes egípcia, pré colombiana e vietnamita, elementos do

Art Déco.

- São Paulo se caracteriza como o centro das idéias modernistas, onde se encontra o fermento

do novo. Do encontro de jovens intelectuais com artistas plásticos eclodirá a vanguarda modernista. Diferentemente do Rio de Janeiro, reduto da burguesia tradicionalista e conservadora, São Paulo, incentivado pelo progresso e pelo afluxo de imigrantes italianos será o cenário propício para o desenvolvimento do processo do Modernismo. Este processo teve eventos como a primeira exposição de arte moderna com obras expressionistas de Lasar Segall em 1913, o escândalo provocado pela exposição de Anita Malfatti entre dezembro de 1917 e

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janeiro de 1918 e a 'descoberta' do escultor Victor Brecheret em 1920. Com maior ou menor peso estes três artistas constituem, no período heróico do Modernismo Brasileiro, os antecedentes da Semana de 22.

- A Semana de Arte Moderna de 22 é o ápice deste processo que visava atualização das artes, e

a sua identidade nacional. Pensada por Di Cavalcanti como um evento que causasse impacto e escândalo. Esta Semana proporcionaria as bases teóricas que contribuirão muito para o desenvolvimento artístico e intelectual da Primeira Geração Modernista e o seu encaminhamento, nos anos 30 e 40, na fase da Modernidade Brasileira.

- Porém, nem todos os participantes desse evento eram modernistas: Graça Aranha, um pré- modernista, por exemplo, foi um dos oradores. Não sendo dominante desde o início, o modernismo, com o tempo, suplantou os anteriores.

- Didaticamente, divide-se o Modernismo em três fases: a primeira fase, mais radical e

fortemente oposta a tudo que foi anterior, cheia de irreverência e escândalo; uma segunda mais amena, que formou grandes romancistas e poetas; e uma terceira, também chamada Pós-Modernismo por vários autores, que se opunha de certo modo a primeira e era por isso

ridicularizada com o apelido de Parnasianismo.

- Primeira Fase do Modernismo foi caracterizada pela tentativa de definir e marcar posições,

sendo ela rica em manifestos e revistas de circulação efêmera. Foi o período mais radical do

movimento modernista, justamente em consequência da necessidade de romper com todas as estruturas do passado. Daí o caráter anárquico dessa primeira fase modernista e seu forte sentido destruidor.

- Havia a busca pelo moderno, original e polêmico, com o nacionalismo em suas múltiplas

facetas. A volta das origens, através da valorização do indígena e a língua falada pelo povo,

também foram abordados. Contudo, o nacionalismo foi empregado de duas formas distintas: a crítica, alinhado a esquerda política através da denúncia da realidade, e a ufanista, exagerado

e de extrema direita. Devido à necessidade de definições e de rompimento com todas as

estruturas do passado foi a fase mais radical, assumindo um caráter anárquico e destruidor. Um mês depois da Semana de Arte Moderna, o Brasil vivia dois momentos de grande importância política: as eleições presidenciais e o congresso de fundação do Partido Comunista em Niterói. Em 1926, surge o Partido Democrático, sendo Mário de Andrade um de seus fundadores. A Ação Integralista Brasileira, movimento nacionalista radical, também vai ser

fundado, em 1932, por Plínio Salgado.

- Estendendo-se de 1930 a 1945, a segunda fase foi rica na produção poética e, também, na prosa. O universo temático amplia-se com a preocupação dos artistas com o destino do Homem e no estar-no-mundo. Ao contrário da sua antecessora, foi construtiva.

- Não sendo uma sucessão brusca, as poesias das gerações de 22 e 30 foram contemporâneas.

A maioria dos poetas de 30 absorveram experiências de 22, como a liberdade temática, o

gosto da expressão atualizada ou inventiva, o verso livre e o antiacademicismo.

- Portanto, ela não precisou ser tão combativa quanto a de 22, devido ao encontro de uma

linguagem poética modernista já estruturada. Passara, então, a aprimorá-la, prosseguindo a

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tarefa de purificação de meios e formas direcionando e ampliando a temática da inquietação filosófica e religiosa, com Vinícius de Moraes, Jorge de Lima, Augusto Frederico Schmidt, Murilo Mendes, Carlos Drummond de Andrade.

- A prosa, por sua vez, alargava a sua área de interesse ao incluir preocupações novas de

ordem política, social, econômica, humana e espiritual. A piada foi sucedida pela gravidade de espírito, a seriedade da alma, propósitos e meios. Essa geração foi grave, assumindo uma postura séria em relação ao mundo, por cujas dores, considerava-se responsável. Também caracterizou o romance dessa época, o encontro do autor com seu povo, havendo uma busca do homem brasileiro em diversas regiões, tornando o regionalismo importante. A Bagaceira, de José Américo de Almeida, foi o primeiro romance nordestino. Rachel de Queiroz, Jorge Amado, José Lins do Rego, Érico Verissimo, Graciliano Ramos, Orígenes Lessa e outros escritores criaram um estilo novo, completamente moderno, totalmente liberto da linguagem tradicional, nos quais puderam incorporar a real linguagem regional, as gírias locais. O humor quase piadístico de Drummond receberia influências de Mário e Oswald de Andrade. Vinícius, Cecília, Jorge de Lima e Murilo Mendes apresentaram certo espiritualismo que vinha do livro

de Mário Há uma Gota de Sangue em Cada Poema (1917).

- A consciência crítica estava presente, e mais do que tudo, os escritores da segunda geração

consolidaram em suas obras questões sociais bastante graves: a desigualdade social, a vida cruel dos retirantes, os resquícios de escravidão, o coronelismo, apoiado na posse das terras - todos problemas sociopolíticos que se sobreporiam ao lado pitoresco das várias regiões

retratadas.

- Com a transformação do cenário sócio-político do Brasil, a literatura também transformou-

se: O fim da Era Vargas, a ascensão e queda do Populismo, a Ditadura Militar, e o contexto da

Guerra Fria, foram, portanto, de grande influência na Terceira Fase.

- Na prosa, tanto no romance quanto no conto, houve a busca de uma literatura intimista, de

sondagem psicológica e introspectiva, tendo como destaque Clarice Lispector. O regionalismo, ao mesmo tempo, ganha uma nova dimensão com a recriação dos costumes e da fala sertaneja com Guimarães Rosa, penetrando fundo na psicologia do jagunço do Brasil central. A

pesquisa da linguagem foi um traço característicos dos autores citados, sendo eles chamados de instrumentalistas.

- A geração de 45 surge com poetas opositores das conquistas e inovações modernistas de 22,

o que faz com que, na concepção de muitos estudiosos (como Tristão de Athayde e Ivan Junqueira), esta geração seja tratada como pós-modernista. A nova proposta, inicialmente, é defendida pela revista Orfeu em 1947. Negando a liberdade formal, as ironias, as sátiras e outras características modernistas, os poetas de 45 buscaram uma poesia mais “equilibrada e

séria”.

- No início dos anos 40, surgem dois poetas singulares, não filiados esteticamente a nenhuma tendência: João Cabral de Melo Neto e Lêdo Ivo. Estes considerados por muitos os mais importantes representantes da geração de 1945.

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- Principais movimentos e correntes artísticas da Arte Moderna: - Impressionismo, - Pós-

impressionismo, - Fauvismo,- Cubismo, - Expressionismo, - Surrealismo, - Concrestismo, -

Futurismo, - Pop Art.

5 - As tendências construtivistas: O Abstracionismo. O Concretismo e a união dos dois grupos de artistas, o bloco paulista - Grupo Ruptura e o bloco carioca Grupo Frente, e suas rupturas

- Construtivismo significa isto: a idéia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação e não por qualquer dotação prévia, na bagagem hereditária ou no meio, de tal modo que podemos afirmar que antes da ação não há psiquismo nem consciência e, muito menos, pensamento.

- A arte abstrata ou abstracionismo é geralmente entendido como uma forma de arte

(especialmente nas artes visuais) que não representa objetos próprios da nossa realidade concreta exterior. Ao invés disso, usa as relações formais entre cores, linhas e superfícies para compor a realidade da obra, de uma maneira "não representacional". Surge a partir das experiências das vanguardas europeias, que recusam a herança renascentista das academias de arte, em outras palavras, a estética greco-romana. A expressão também pode ser usada

para se referir especificamente à arte produzida no início do século XX por determinados movimentos e escolas que genericamente encaixam-se na arte moderna.

- No início do século XX, antes que os artistas atingissem a abstração absoluta, o termo

também foi usado para se referir a escolas como o cubismo e o futurismo que, ainda que fossem representativas e figurativas, buscavam sintetizar os elementos da realidade natural, resultando em obras que fugiam à simples imitação daquilo que era "concreto".

- O abstracionismo divide-se em duas tendências. O abstracionismo lírico ou abstracionismo

expressivo inspirava-se no instinto, no inconsciente e na intuição para construir uma arte imaginária ligada a uma "necessidade interior"; tendo sido influenciado pelo expressionismo. O Abstracionismo geométrico, ao contrário do abstraccionismo lírico, foca-se na racionalização que depende da análise intelectual e científica. Foi influenciado pelo cubismo e pelo futurismo.

- O formato tradicional (paisagens e realismo) é deixado de lado na arte abstrata.

- A arte abstrata surgiu no começo do século XX, na Europa, no contexto do movimento de

Arte Moderna. O precursor da arte abstrata foi o artista russo Kandinsky. Com suas pinceladas rápidas de cores fortes, transmitindo um sentimento violento, Kandinsky marcou seu estilo

abstracionista. Outro artista que ganhou grande destaque no cenário da arte abstrata do começo do século XX foi o holandês Piet Mondrian.

- Quando a arte abstrata surgiu no começo do século XX, provocou muita polêmica e

indignação. A elite europeia ficou chocada com aqueles formatos considerados “estranhos” e

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de mau gosto. A arte abstrata quebrou com o tradicionalismo, que buscava sempre a representação realista da vida e das coisas, tentando imitar com perfeição a natureza.

- Na arte abstrata o artista trabalha muito com conceitos, intuições e sentimentos, provocando

nas pessoas, que visualizam a obra, uma série de interpretações. Portanto, na arte abstrata, uma mesma obra de arte pode ser vista, sentida e interpretada de várias formas.

- No Brasil, a arte abstrata ganhou força a partir da I Bienal de São Paulo (1951). Entre os

artistas brasileiros de arte abstrata, podemos destacar: Antônio Bandeira, Ivan Serpa, Iberê Camargo, Manabu Mabe, Valdemar Cordeiro, Lígia Clarck e Hélio Oiticica. Estes dois últimos

fizeram parte do neoconcretismo.

- Concretismo foi uma vanguarda europeia surgido em 1945, inicialmente na literatura, depois

na música e, por fim, nas poesia. Defendia a racionalidade e rejeitava o Expressionismo, o acaso, a abstração lírica e aleatória. Nas obras surgidas no movimento, não há intimismo nem

preocupação com o tema, seu intuito era acabar com a distinção entre forma e conteúdo e criar uma nova linguagem. Sua máxima expressão mundial é o grupo concretista de São Paulo, fundador da Revista , na década de 1950, liderado pelos irmãos (Augusto e Haroldo de Campos), Décio Pignatari e José Lino. A partir da década de 1960, poetas e músicos do movimento passaram a se envolver em temas sociais, surgindo várias tendências pré ou pós concretistas, entre eles Ferreira Goulart, o poema-práxis e Paulo Leminski.

- Características principais do Concretismo: Elaboração artística em busca da forma precisa;

Ênfase na racionalidade, no raciocínio e na ciência; Uso de figuras abstratas nas artes plásticas; União entra a forma e o conteúdo na obra de arte; na literatura, os poetas concretistas buscavam utilizar efeitos gráficos, aproximando a poesia da linguagem do design;

envolvimento com temas sociais (a partir da década de 1960).

- Na literatura brasileira, destacou-se Noigandres (revista fundada em 1952) que era formado pelos poetas Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos entre outros.

- Os poetas concretos pregavam: o fim da poesia intimista e o desaparecimento do eu-lírico

(acreditavam que a poesia é fruto de um trabalho mental e de esforço que implica em refazer

o

texto várias vezes até que ele atinja a sua forma mais adequada; e não, fruto de sentimentos

e

emoções), a linguagem geométrica e visual, pregavam o fim do verso e da sintaxe tradicional.

-

Brincavam com as formas, cores, decomposição e montagem das palavras. Para conseguir

tais efeitos, recorreram ao Futurismo (destruição da sintaxe, verbos no infinitivo, abolição de

adjetivos e advérbios, abolição dos sinais de pontuação, estes seriam substituídos pelos sinais matemáticos e musicais, etc) e ao Cubismo (ilogismo, humor, linguagem nominal, etc) e deram continuidade a certas experiências formais usadas por Murilo Mendes, Drummond e João Cabral de Melo Neto.

- Abaixo temos um exemplo de um dos textos concretos mais conhecidos.

COCA-COLA

B E B A C O C A C O L A

B A B E C O L A

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B

E B A C O C A

B

A B E C O L A C A C O

C

A C O

C

O L A

C

L O A C A

(Décio Pignatari)

- Abstracionismo: Tendências de vanguarda das artes plásticas do início do Século XX. As obras

abandonam a representação do real, o figurativismo, para concentrar-se em formas e cores. Há dois tipos de abstracionismo: o informal (ou subjetivo), que privilegia as formas livres; e o

geométrico (ou objetivo), de técnicas mais rigorosas. Entre os ícones da tendência estão o russo Kandinsky e o holandês Mondrian.

- Construtivismo: Escola de artes plásticas, do cinema e do teatro que ocorre basicamente na

Rússia após a Revolução Russa, em 1917. Defende a arte funcional, que deve atender às necessidades do povo e divulgar as ideias revolucionárias. Nas artes plásticas, o pioneiro é o

pintor Vladimir Tarlin. No cinema, o grande nome é o cineasta russo Serguei Eisenstein.

- Concretismo: Movimento na música erudita e nas artes plásticas que surge na Europa nos

anos 1950. Prega a elaboração formal precisa, com foco na racionalidade, em obras que ambicionam acabar com a distinção entre a forma e o conteúdo. Os precursores são o suíço Max Bill, nas artes plásticas, e na música, o francês Pierre Schaeffer. Na literatura, a primeira manifestação ocorre no Brasil, com o grupo Noigrandes, formado por Augusto de Campos,

Haroldo de Campos e Décio Pignatari.

- Vanguardas são formadas por grupos de artistas de diferentes regiões e formações. Apesar

de compartilharem da mesma ideia por serem do mesmo movimento, é normal que tenham características particulares na forma de ver, criar e interpretar a própria arte passando adiante, assim, sua ideologia. No Concretismo isso não acontece de forma diferente. Em dezembro de 1952, foi inaugurada a exposição Ruptura, no MASP. A mostra incluía trabalhos de sete artistas que viviam na cidade, embora muitos fossem estrangeiros: Lothar Charoux (austríaco), Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Féjer (húngaro), Leopoldo Haar (polonês), Luiz Sacilotto e Anatol Wladyslaw (polonês). Todos assinaram o “Manifesto Ruptura”, que foi publicado junto com a exposição. Assim como os artistas britânicos, em seu manifesto o grupo foca basicamente na idéia de uma “ruptura” e enfatiza o sentido do “novo” distinguindo-o do “velho” e “aqueles que criam novas formas a partir de velhos princípios”. Já no Rio de Janeiro, o Grupo Frente compartilhava o interesse do Ruptura pela realidade da arte concreta e seu potencial social. O grupo era, contudo, mais livre na interpretação do concreto. O trabalho do

Frente tem uma linguagem mais lírica do que o concreto “quadrado” do Ruptura.

- Após a primeira exposição nacional de arte concreta realizada em São Paulo e no Rio, o

Frente incluiu artistas eternamente renomandos como Aluísio Carvão, Lygia Clark, Lygia Pape, João José da Silva Costa e era apoiado pelo poeta e crítico Ferreira Gullar. Depois disso gerou-

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se uma tensão entre os dois grupos, que começou um confronto ideológico com o Ruptura e deu início ao fim do Frente. Aí se deu início ao movimento Neoconcreto.

- O “Manifesto Neoconcreto”, creditado a Ferreira Gullar, afirmava que não havia “princípios dogmáticos” como anteriormente nos grupos concretos. Não havia espaço para grupos. Descreve que há apenas “participantes”. Fica clara a intenção de distanciar sua posição daquela dos concretos paulistas, por serem considerados a direita e ligados ao Concretismo europeu. Apontavam também erros no Concretismo, principalmente em relação à teoria, que é vista como equivocada. Caso se apegassem à ela, o trabalho se tornaria sem sentido. De acordo com seu Manifesto, ficou clara para esses artistas do Frente a necessidade de desapegar do Ruptura e do velho Concretismo.

- A extinção do Grupo Frente, em 1956, foi uma conseqüência natural do crescimento do

prestígio de muitos de seus participantes, os quais passaram a encontrar condições de

prosseguir cada um o seu próprio caminho.

6 - O Neoconcretismo: suas configurações e desdobramentos

- Neoconcretismo foi um movimento artístico surgido no Rio de Janeiro, Brasil, em fins da década de 1950, como reação ao concretismo ortodoxo.

- Os neoconcretistas procuravam novos caminhos dizendo que a arte não é um mero objeto:

tem sensibilidade, expressividade, subjetividade, indo muito além do mero geometrismo puro. Eram contra as atitudes cientificistas e positivistas na arte. A recuperação das possibilidades criadoras do artista (não mais considerado um inventor de protótipos industriais) e a incorporação efetiva do observador (que ao tocar e manipular as obras torna-se parte delas) apresentam-se como tentativas de eliminar a tendência técnico-científica presente no

concretismo.

- O movimento neoconcreto nunca conseguiu impor-se totalmente fora do Rio de Janeiro,

sendo largamente criticado pelos concretistas ortodoxos paulistas, partidários da autonomia

da forma em detrimento da expressão e implicações simbólicas ou sentimentais.

- No dia 23 de março de 1959, o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil , (dirigido por

Reynaldo Jardim, participante do movimento) publicou o 'Manifesto Neoconcreto', assinado por Ferreira Gullar , Reynaldo Jardim , Theon Spanudis , Amílcar de Castro , Franz Weissmann , Lygia Clark e Lygia Pape. No mesmo dia da publicação do Manifesto, ocorreu a 1ª Exposição de Arte Neoconcreta, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, com a presença dos sete artistas assinantes do Manifesto. Duas outras exposições nacionais de arte neoconcreta ocorreram nos anos seguintes: uma em 1960, no Ministério da Educação do Rio de Janeiro, e outra em 1961, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

- O movimento neoconcreto apoiava-se na filosofia de Merleau-Ponty, que sugeria a recuperação daquilo que é humano, sensível, e uma das formas de expressar isso era através da cor e de seus múltiplos significados emocionais, dando margem à interpretação mais subjetiva da arte. Alguns estudos afirmam que o movimento neoconcreto teria sido um divisor

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de águas na história das artes no Brasil, pois serviria como uma ruptura da arte moderna no país.

- Os autores mais importantes do Neoconcretismo são Oswald de Andrade e Mário de

Andrade, os principais teóricos do movimento. Destacam-se ainda Menotti del Picchia e Graça Aranha (1868-1931). Oswald de Andrade várias vezes mescla poesia e prosa, como em Serafim

Ponte Grande. Outra de suas grandes obras é Pau-Brasil. O primeiro trabalho modernista de Mário de Andrade é o livro de poemas Paulicéia Desvairada. Sua obra-prima é o romance Macunaíma, que usa fragmentos de mitos de diferentes culturas para compor uma imagem de unidade nacional. Embora muito ligada ao simbolismo, a poesia de Manuel Bandeira também exibe traços modernistas, como em Libertinagem.

- Um dos aspectos mais interessantes da poesia concreta foi a aproximação efetuada com a

poesia japonesa, destacando basicamente a importância do conceito de ideograma. Assim o movimento de arte concreta brasileira levou ao ressurgimento pelos ideogramas entre os

jovens poetas japoneses.

- Heitor Villa-Lobos é o principal compositor no Brasil e consolida a linguagem musical nacionalista.

- A compreensão da arte como manifestação ideológica e social foi muito fraca tanto no

concretismo como no neoconcretismo, em toda a década de 1950. Aliás, o sentido social e ideológico dos artistas brasileiros da década de 1950 foi mais baixo que na de 1940. Houve um esquecimento quase total da nossa situação de país latino americano, e, portanto, do Terceiro Mundo, no que tangia à criação artística e cultural. Apesar do declínio rápido das tendências construtivistas na década de 1960 e de surgimento de uma consciência política e social na arte

brasileira, ainda não há uma visão clara no sentido do seu desenvolvimento futuro.

- A radicalidade do movimento neoconcreto reside em que não se esgotou em um movimento,

e em que resiste a que se consigne a ele toda uma constelação de obras pósteras, que, entretanto, de maneira inequívoca, devem algo a seu "construtivismo" sem objetos, sem programas, e livre de repertórios formais. Ele é notável porque conduziu à própria liquidação da noção institucional de "movimento", e porque abriu caminhos insuspeitos à produção artística que a ele se seguiu.

- Os desdobramebntos do neoconcretismo são representados pela produção de Lygia Clark e

Hélio Oiticica e suas obras, que parecem se aproximar do que entendemos como instalações,

performances, bodyart, etc.

7 - A efervescência dos anos 60 (1960) e a Pop Arte nas obras de caráter sócio-político dos artistas brasileiros

- A radicalização política que tomou conta do Brasil nos primeiros anos da década de 1960

propiciou um aprofundamento crescente do processo de politização da cultura iniciado nos anos 1950. A efervescência político-cultural se nutria sem dúvida da proximidade da esquerda com o poder, no interior de um projeto nacional-popular que se afirmava com a presença de

João Goulart na presidência da República.

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- Esse movimento de contestação podia ser percebido, na verdade, em todo o mundo. De

meados da década de 1950 até o final dos anos 1960, a efervescência cultural em diferentes países foi bastante intensa, e as manifestações estéticas se associavam a uma consciência política que tinha como pressuposto um desejo de transformação e de crítica à ordem estabelecida. O binômio arte e política, com intensidade variada segundo cada país e segundo as diferentes manifestações estéticas, predominou mundialmente no campo da reflexão e no da produção cultural. O teatro, a música e o cinema tornaram-se artes nas quais residia preferencialmente o debate cultural de esquerda.

- No Brasil, a radicalização se alternava entre propostas de conscientização popular e de renovação da linguagem estética. Na linha do compromisso com o engajamento da arte, foi

criado em 1962 no Rio de Janeiro o Centro Popular de Cultura (CPC), por inspiração de um grupo de intelectuais de esquerda em associação com a União Nacional dos Estudantes (UNE).

O movimento estudantil, em fase de expansão, se unia assim a jovens teatrólogos, cineastas e

compositores que já vinham desenvolvendo seus trabalhos, e que num futuro próximo viriam

a se tornar expoentes da cultura brasileira nas suas mais variadas vertentes.

- A bossa nova deixava de ser apenas a música moderna nascida na Zona Sul do Rio de Janeiro. Passava a ter uma ligação com o "samba do morro". A ampla receptividade do movimento pode ser comprovada pelos espetáculos que se realizaram em 1962 para platéias absolutamente distintas: de um lado, o concerto no Carnegie Hall, em Nova Iorque, realizado a convite de uma gravadora norte-americana, que contou com a presença não só de João Gilberto, mas também de Sérgio Ricardo, compositor identificado com o espírito nacionalista que interpretava Zelão, cuja letra evoca as dificuldades da vida no morro; de outro, o espetáculo "Noite da Música Popular Brasileira", no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, identificado com as diretrizes do CPC, no qual bossa nova e samba se integravam.

- Fora do CPC, outras vertentes, tanto no cinema quanto no teatro, se afirmavam na busca de

uma nova estética. No teatro, o Arena se renovava, tendo à frente Augusto Boal, e o Oficina

encenava clássicos da dramaturgia mundial voltados sobretudo para uma problemática existencial. No cinema, ampliavam-se os caminhos do cinema moderno brasileiro aberto por Nelson Pereira dos Santos, da mesma forma que se aprofundava o diálogo com várias tendências renovadoras do cinema mundial, à parte do neo-realismo, que influenciara fortemente o diretor em experiências na década anterior.

- Tinha início o Cinema Novo, preocupado em trazer à tona as questões sociais de um país até

então pouco revelado em sua diversidade. Em 1962 Glauber Rocha lançava Barravento, que expressa a tensão social numa aldeia de pescadores, enquanto Nelson Pereira dos Santos - em seguida à experiência de Mandacaru Vermelho, voltada para o mundo rural - levava à tela

Boca de Ouro, peça de Nelson Rodrigues escrita em 1958, sobre a vida de um conhecido bicheiro do subúrbio carioca. Uma afirmação de Glauber Rocha expressou de forma enfática em 1961 o caráter de construção da nacionalidade contido na proposta estética do cinema feito naquele momento: "Nosso cinema é novo porque o homem brasileiro é novo e nossa luz

é nova e por isso nossos filmes já nascem diferentes dos cinemas da Europa." Os filmes mais representativos desse primeiro momento do Cinema Novo foram realizados entre os anos de

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1963 e 1964 e eram ambientados no sertão nordestino: Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e Os Fuzis, de Ruy Guerra.

- As mudanças ocorridas no país a partir do golpe militar de 1964 e que colocam um ponto

final no projeto nacionalista imprimem novos rumos e trazem novas questões para o debate cultural, que persiste com intensidade até o final da década, sobrevivendo mesmo à decretação do AI-5, em dezembro de 1968. Os sindicatos e o movimento estudantil foram duramente atingidos pelo golpe, mas a repressão que se segue não atingiu imediatamente o movimento cultural. Se, por um lado, houve então um redirecionamento do público, a partir da ruptura da ligação pretendida entre o movimento cultural e o povo, por outro lado, a hegemonia cultural da esquerda, mobilizada enquanto resistência ao novo estado de coisas

permaneceu inconteste.

- Além de toda a agitação propriamente política, a década de 60 também ficou famosa pelo

surgimento de uma contracultura influenciada pelos movimentos sociais. Criticando as autoridades e os valores da classe média, muitos jovens adotaram estilos alternativos de vida.

-

Os hippies foram os mais famosos: usando roupas simples, cabelos compridos e defendendo

o

uso de drogas para a alteração de estados de consciência, buscaram uma vida mais livre, na

qual a sexualidade e os instintos individuais não fossem reprimidos pela pesada moral americana. Bairros boêmios como o Haight-Ashbury, em São Francisco, e o Greenwich Village, em Nova York, e as 2 mil comunas rurais que se espalharam pelo país se tornaram os vibrantes centros dessa contracultura.

- Poucos abraçaram essa vida completamente, mas muitas dessas novas práticas sociais foram

abrandadas e adotadas na sociedade como um todo. Jovens começaram se vestir, falar e atuar

mais informalmente no cotidiano; experimentaram drogas e assumiram uma atitude mais liberal em relação à sexualidade.

- A efervescência cultural dos anos 60 foi sentida em todas as artes, porém foi na música popular que as correntes políticas e sociais do período se expressaram com mais vigor

- Pop art (ou Arte pop) é um movimento artístico surgido na década de 50 na Inglaterra mas que alcançou sua maturidade na década de 60 em Nova York.

- A Pop art propunha que se admitisse a crise da arte que assolava o século XX desta maneira

pretendia demonstrar com suas obras a massificação da cultura popular capitalista. Procurava

a estética das massas, tentando achar a definição do que seria a cultura pop, aproximando-se do que costuma chamar de kitsch.

- Diz-se que a Pop art é o marco de passagem da modernidade para a pós-modernidade na cultura ocidental.

- Nos anos 60 frutificou entre os artistas brasileiros uma tendência irônica derivada da Pop art

norte-americana refletindo o clima tenso criado pelo regime militar imposto em 1964. Aderindo apenas à forma e à técnica utilizada na Pop art os artistas expressaram a insatisfação com a censura instalada pelo regime militar, tematizando questões sociais de política. Entre as exposições mais importantes nesse período destaca-se a Opinião 65, realizada no Museu de

28

Arte Moderna do Rio de Janeiro, composta por 17 artistas brasileiros e 13 estrangeiros. Dentre os principais artistas nesta época estão Wesley Duke Lee, Luiz Paulo Baravelli, Carlos Fajardo, Claudio Tozzi, José Roberto Aguilar e Antonio Henrique Amaral, entre outros.

8 - Arte Conceitual: dos diferentes olhares à supremacia do conceito. Arte Contemporânea - catálogos reconhecidos no Brasil: dos anos 50 (1950) aos anos 90 (1990). Elementos da composição visual. Estudo da Cor.

- A Arte Conceptual foi iniciada nos anos 60 do seculo XX (1965); prevaleceu pela década de 70 o que implicou uma remodelação dos processos criativos e expressivos.

- Nesta arte valoriza-se mais a ideia da obra do que o produto acabado, sendo que às vezes

este (produto) nem mesmo precisa de existir. É bastante expressada através de fotografias, vídeos, mapas, textos escritos e performances. Não existem limites muito bem definidos para que uma obra seja considerada Arte Conceptual já que esta abrange vários aspectos tendo como intenção desafiar as pessoas a interpretar uma ideia, um conceito, uma crítica ou uma denúncia. O objetivo é que o observador reflita sobre o ambiente, a violência, o consumo e a sociedade. Esta arte é vivenciada por todos os observadores do mesmo modo ou seja, ela não

possui nenhuma singularidade aos olhos de quem a vê.

- Esta perspectiva artística teve os seus inícios em meados da década de 1960, parcialmente

em reação ao formalismo, sendo depois sistematizada pelo crítico nova-iorquino Clement Greenberg. Contudo, já a obra do artista francês Marcel Duchamp, nas décadas de 1950 tinha prenunciado o movimento conceitualista, ao propor vários exemplos de trabalhos que se tornariam o protótipo das obras conceptuais, como os readymades, ao desafiar qualquer tipo

de categorização, colocando-se mesmo a questão de não serem objetos artísticos.

- A arte conceitual recorre frequentemente ao uso de fotografias, mapas e textos escritos

(como definições de dicionário). Em alguns casos, como no de Sol Lewitt, Yoko Ono e Lawrence Weiner, reduz-se a um conjunto de instruções escritas que descrevem a obra, sem que esta se realize de fato, dando ênfase à ideia no lugar do artefato. Alguns artistas tentam, também,

desta forma, mostrar a sua recusa em produzir objetos de luxo - função geralmente ligada à ideia tradicional de arte - como os que podemos ver em museus.

- O movimento estendeu-se, aproximadamente, de 1967 a 1978. Foi muito influente, contudo,

na obra de artistas subsequentes, como no caso de Mike Kelley ou Tracy Emin que são por vezes referidos como conceptualistas da segunda ou terceira geração, ou pós-conceptualistas.

- As discussões que levaram ao surgimento da Arte Conceitual são muito antigas. Começam no

trabalho de Marcel Duchamp e continuaram através da primeira metade do século XX. Na década de 60 através das idéias veiculadas pelo grupo Fluxus a Arte Conceitual torna-se um fenômeno mundial. No Brasil artistas como Artur Barrio, Baravelli, Carlos Fajardo, Cildo

29

Meirelles, José Rezende, Mira Schendel, Tunga e Waltércio Caldas começam a desenvolver um trabalho nessa forma de expressão.

- Apesar das diferenças pode-se dizer que a arte conceitual é uma tentativa de revisão da

noção de obra de arte arraigada na cultura ocidental. A arte deixa de ser primordialmente visual, feita para ser olhada, e passa a ser considerada como idéia e pensamento. Muitos trabalhos que usam a fotografia, xerox, filmes ou vídeo como documento de ações e processos, geralmente em recusa à noção tradicional de objeto de arte, são designados como

arte conceitual.

- O brasileiro Cildo Meireles, que participa da exposição Information, realizada no The Museum

of Modern Art - MoMA [Museu de Arte Moderna] de Nova York, em 1970, considerada como um dos marcos da arte conceitual, realiza a série Inserções em Circuitos Ideológicos. O artista intervém em sistemas de circulação de notas de dinheiro ou garrafas de coca-cola, para difundir anonimamente mensagens políticas durante a ditadura militar.

- A composição é a organização ou arranjo dos elementos da arte visual de acordo com os princípios da arte visual.

- Elementos da linguagem visual: Os elementos que estruturam a linguagem visual são

chamados de elementos formais. Estes elementos fazem parte de objetos de arte visual, como as imagens, esculturas e edifícios, e transmitem muitos sentimentos e sensações. Os

elementos formais são: Ponto, Valor, Linha, Forma, Textura, Figura, Cor e Espaço

- Princípios da linguagem visual: Podemos organizar os elementos da linguagem seguindo

alguns princípios. Os artistas visuais utilizam os elementos a fim de criar um trabalho especial e pessoal, que resulta em expressão. Os princípios da linguagem visual são: Equilíbrio, Ritmo,

Ênfase, Padrão, Proporção, Harmonia, Movimento e Variedade.

- Quando estudamos percepção das formas e comunicação visual somos levados a nos

aproximar das concepções criadas através da Gestalt. Esta teoria alemã do início do século XX (por volta de 1910) determinou que a forma é processada em nosso cérebro obedecendo à leis que levam em consideração fatores de equilíbrio, clareza e harmonia visual como uma necessidade interna de organização. Até então, vigorava a idéia de que percebemos uma figura a partir de seus elementos e partes componentes, e a compreendemos por associação com experiências passadas. Para a Gestalt, quando olhamos uma imagem, não vemos as

partes isoladas, mas as relações entre elas.

- Ao contrário das palavras, os elementos visuais não possuem significados preestabelecidos e

só passam a determinar alguma coisa se relacionados a um contexto formal. Assim, os significados dos elementos visuais ficam em aberto e apresentam grande variedade de interpretações, dependendo dos repertórios disponíveis. É necessário um grande repertório de contextos para interpretar de forma mais completa diferentes signos visuais e, principalmente, ter uma boa noção do repertório comum à maioria das pessoas em uma determinada

cultura,ca fim de obter sucesso na comunicação.

- Cor é como o cérebro (dos seres vivos animais) interpreta os sinais eletro nervosos vindos do olho, resultantes da reemissão da luz vinda de um objeto que foi emitida por uma fonte

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luminosa por meio de ondas eletromagnéticas; e que corresponde à parte do espectro eletromagnético que é visível. A Cor não é um fenômeno físico. Um mesmo comprimento de onda pode ser percebido diferentemente por diferentes pessoas (ou outros seres vivos animais), ou seja, cor é um fenômeno fisiológico, de caráter subjetivo e individual.

- Uma vez de se tratar não de uma propriedade do objeto, mas de um elemento perceptivo, a

cor tem uma série de implicações na Psicologia. esc Dessa Forma, a percepção da cor pode causar uma série de sensações, de acordo com cada cultura, que costuma ser muito explorada pela publicidade. A cultura ocidental faz associar, por exemplo, o verde a esperança, o vermelho à fome, o púrpura ao luxo e o roxo ao luto. A Gestalt (psicologia da forma) também

se preocupou com a percepção das cores.

- Estímulos: Os estímulos que causam as sensações cromáticas estão divididos em dois grupos:

os das cores-luz e o das cores-pigmento. Cor-luz, ou luz colorida, é a radiação luminosa visível que tem como síntese aditiva a luz branca. Sua melhor expressão é a luz solar, por reunir de

forma equilibrada todos os matizes da natureza. Cor-pigmento é a substância material que, conforme sua natureza, absorve, refrata e reflete os raios luminosos, componentes da luz que se difunde sobre ela.Comumente, chamamos de cores-pigmento as substâncias corantes que fazem parte do grupo das cores químicas.

- Classificação das Cores: Cor geriatriz ou primária é cada uma das três cores indecomponíveis

que, misturadas em proporções variáveis, produzem todas as outras cores. Cor secundária é a cor formada em equilíbrio por duas cores primárias. Cor terciária é a intermediária entre uma cor secundária e qualquer uma das duas cores primárias que lhe dão origem. Para os que trabalham com a cor-luz, as primárias são: vermelho, verde e azul-violetado e as secundárias:

amarelo, magenta e azul ciano. Para o químico e todos que trabalham com substâncias cor- pigmento opacas as primárias são: o vermelho, o amarelo e o azul e as secundárias são: o laranja, o verde e o violeta. Nas artes gráficas, pintura em aquarela e para todos que utilizam a cor-pigmento transparente, as primárias são: o magenta, o amarelo e o ciano e as secundárias

são: o vermelho, o verde e o azul escuro.

- A cor possui três dimensões: matiz, saturação e brilho. Matiz: é a cor em si. Saturação: é a pureza da cor, a proporção de cores primárias, secundárias ou de outras cores misturadas. A cor mais saturada é forte e de grande intensidade. A menos saturada é repousante e suave. Brilho: é quando se refere ao claro e escuro.

é forte e de grande intensidade. A menos saturada é repousante e suave. Brilho : é
é forte e de grande intensidade. A menos saturada é repousante e suave. Brilho : é
é forte e de grande intensidade. A menos saturada é repousante e suave. Brilho : é

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31 INGLÊS 1 - PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM) 2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE) - INDEFINITE ARTICLES:
31 INGLÊS 1 - PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM) 2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE) - INDEFINITE ARTICLES:
31 INGLÊS 1 - PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM) 2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE) - INDEFINITE ARTICLES:
31 INGLÊS 1 - PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM) 2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE) - INDEFINITE ARTICLES:
31 INGLÊS 1 - PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM) 2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE) - INDEFINITE ARTICLES:
31 INGLÊS 1 - PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM) 2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE) - INDEFINITE ARTICLES:
31 INGLÊS 1 - PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM) 2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE) - INDEFINITE ARTICLES:
31 INGLÊS 1 - PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM) 2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE) - INDEFINITE ARTICLES:
31 INGLÊS 1 - PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM) 2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE) - INDEFINITE ARTICLES:

INGLÊS

1 - PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM)

31 INGLÊS 1 - PERSONAL PRONOUNS (SUBJECT FORM) 2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE) - INDEFINITE ARTICLES:

2 - ARTICLE (DEFINITE, INDEFINITE)

- INDEFINITE ARTICLES: A AN: singular: um, uma, não existe no plural A) Usa-se o artigo "a" diante de palavras iniciadas por consoante. a dog, a table, a horse B) Usa-se o artigo "a" diante de palavras iniciadas por uma semivogal (y - w), ou por uma letra que tenha som de semivogal >>> "uniform" é pronunciado /yu/, "one" /wAn/. Ambas têm, portanto, som de semivogal. a yellow submarine, a window, a one-way street (rua de mão única). Usa-se o artigo "an" diante

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de palavras iniciadas por vogal. an Apple, an egg, an ice-cream, an Orange, an umbrella Obs.:

A maioria das palavras iniciadas por "u" tem som de vogal. Ex.: umbrella é pronunciado /An/ B) Usa-se também o artigo "an" diante de palavras iniciadas por "h mudo". an hour, an honest man. Obs.: A maioria das palavras iniciadas por "h" tem o "h" pronunciado.

- DEFINITE ARTICLE: THE - singular: o, a; plural: os, as. The man = masc. sing. The woman = fem. sing. The husbands = masc. pl. The wives = fem. pl.

3 - VERB TO BE (PRESENT, PAST, FUTURE)

- SIMPLE PRESENTE TENSE Singular:

1ª pessoa – I AM (contraction = I’m) 2ª pessoa – YOU ARE (you’re) 3ª pessoa: masc. – HE IS (he’s), fem. – SHE IS (she’s), neutro – IT IS (it’s) Plural:

1ª pessoa – WE ARE (we’re) 2ª pessoa – YOU ARE (you’re) 3ª pessoa – THEY ARE (they’re)

- SIMPLE PAST TENSE

Singular:

1ª pessoa I WAS 2ª pessoa YOU WERE 3ª pessoa: masc. HE WAS, fem. SHE WAS, neutro IT WAS Plural:

1ª pessoa WE WERE 2ª pessoa YOU WERE 3ª pessoa THEY WERE

- O pronome IT, além de substituir um nome (coisa ou animal), exerce também a função de

SUJEITO DE EXPRESSÕES IMPESSOAIS. A finalidade de seu uso é não deixar o verbo sem sujeito. Nesse caso, ele não deve ser traduzido. Ex.: IT IS COLD TODAY. (Está frio hoje.)

4 - VERB THERE TO BE (PRESENT, PAST)

- SIMPLE PRESENT

Singular: THERE IS = há Plural: THERE ARE = há

- SIMPLE PAST

Singular: THERE WAS = havia, houve Plural: THERE WERE = havia, houve

- O verbo haver, em português, quando impessoal, é usado apenas na terceira pessoa do

singular. Em inglês, o verbo equivalente (THERE TO BE) tem duas formas (singular e plural) e

concorda com o objeto direto que o seguir.

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Ex.: There is a calendar on the wall. There is = singular, a calendar (objeto direto) = singular, (Há um calendário na parede.) There are seven days in a week. There are = plural, seven days (objeto direto) = plural, (Há sete dias em uma semana.)

5 - DEMONSTRATIVE WORDS

- Singular:

THIS = este, esta, isto THAT = aquele, aquela, aquilo

- Plural:

THESE = estes, estas THOSE = aqueles, aquelas

- Os pronomes THIS-THESE indicam os seres (animados ou inanimados) que estão próximos da pessoa que fala. Os pronomes THAT-THOSE indicam os seres que estão distantes da pessoa que fala.

6 - PLURAL OF NOUNS

- A) REGRA GERAL acrescentamos S ao substantivo.

Ex.: FLAG FLAGS (bandeira)

- B) Aos substantivos terminados em S, SS, SH, CH, X e Z acrescentamos ES.

Ex.: DRESS DRESSES (vestido) Na maior parte das palavras o CH tem som sibilante /S/ mas, em algumas, o CH tem som de

/k/. Nesse caso, para formar o plural acrescentamos S. Dentre estas palavras, as mais usadas são:

STOMACH /k/ - SOTMACHS (estômago) MONARCH /k/ - MONARCHS (monarca) EPOCH /k/ - EPOCHS (época) PATRIARCH /k/ - PATRIARCHS (patriarca)

- C) Substantivos terminados em Y.

a) Y precedido de vogal, acrescentamos S.

Ex.: BOY BOYS (menino)

b) Y precedido de consoante: transformamos o Y em I e acrescentamos S.

Ex.: LADY LADIES (senhora, dama)

- D) Substantivos terminados em O.

a) "O" precedido de vogal: acrescentamos S.

Ex.: RADIO RADIOS (rádio)

b) "O" precedido de consoante: acrescentamos ES.

Ex.: TOMATO TOMATOES (tomate)

- As palavras de origem estrangeira terminadas em "O" precedido de consoante, recebem apenas S. As principais são as seguintes:

PIANO PIANOS (piano)

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PHOTO PHOTOS (foto) DYNAMO DYNAMOS (dínamo) KILO KILOS (quilo) SOLO SOLOS (solo musical)

- E) Os 12 substantivos seguintes terminados em F ou FE, mudam esse final para VES.

Ex.: LIFE LIVES (vida) WIFE WIVES (esposa) KNIFE KNIVES (faca) WOLF WOLVES (lobo) SELF SELVES (a própria pessoa, eu) CALF CALVES (bezerro) HALF HALVES (metade) SHELF SHELVES (estante, prateleira) LEAF LEAVES (folha de planta, de livro) LOAF LOAVES (forma) THIEF THIEVES (ladrão) SHEAF SHEAVES (feixe)

- Os demais substantivos, com exceção de HOOF (casco), SCARF (cachecol) e WHARF (cais), que admitem as duas formas em S ou VES, seguem a regra geral, ou seja, recebem o sufixo S. Ex.: ROOF ROOFS (telhado)

- PLURAIS IRREGULARES

MAN MEN (homem) WOMAN WOMEN (mulher) CHILD CHILDREN (criança) OX OXEN (boi) FOOT FEET (pé) TOOTH TEETH (dente) GOOSE GEESE (ganso) LOUSE LICE (piolho) MOUSE MICE (camundongo)

- SUBSTANTIVOS COMPOSTOS

Quando houver justaposição de dois ou mais elementos formando uma palavra nova, estabelecemos seu plural obedecendo à regra do último elemento. Ex.: SHOOL + ROOM (escola + sala) = SCHOOLROOM SCHOOLROOMS (sala de aula) POLICE + MAN = POLICEMAN POLICEMEN (policial)

- F) Alguns substantivos têm a MESMA FORMA para o SINGULAR e PLURAL. Nomes de certos animais:

singular plural sheep sheep (carneiro) trout trout (truta) deer deer (veado)

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fish fish (peixe)

- HUNDRED HUNDRED (cem)

THOUSAND THOUSAND (mil)

- Nomes de nacionalidade terminados em SE ou S:

PORTUGUESE PORTUGUESE (português)

SWISS SWISS (suíço) FRUIT FRUIT (frutas) SPECIES SPECIES (espécie) SERIES SERIES (série) MEANS MEANS (meio)

- G) Algumas palavras são usadas APENAS no PLURAL. Entre elas incluem-se os COLETIVOS. GOODS (mercadoria) ALMS (esmola) CONTENTS (conteúdo) RICHES (riqueza, bens) CLOTHES (roupas) PYJAMAS (pijama) GLASSES (óculos) TROUSERS (calças) PANTS (calças) SCISSORS (tesoura) PEOPLE (povo, pessoas) PUBLIC (público) CATTLE (gado) POLICE (polícia)

- H) Algumas palavras são usadas com o verbo no SINGULAR. Nomes de ciências com final ICS:

MATHEMATICS (matemática) PHYSICS (física) POLITICS (política)

NEWS = notícia(s), novidade(s) INFORMATION (informação) ADVICE (conselho) FURNITURE (mobília)

- I) Algumas palavras de origem estrangeira (em geral do latim ou grego) continuam seguindo as regras da língua de origem. singular plural DATUM DATA (dado, informação) ERRATUM ERRATA (errata) BASIS BASES (base) CRISIS CRISES (crise)

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NUCLEUS NUCLEI (núcleo) RADIUS RADII (raio) PHENOMENON PHENOMENA (fenômeno) CRITERION CRITERIA (critério) FORMULA FORMULAE (fórmula) ALUMNA ALUMNAE (aluna)

7 - SIMPLE PRESENT TENSE

- A forma básica da sentença no Simple Present é o verbo no infinitivo, mas sem a partícula to. Essa é a forma para todas as pessoas, exceto para a 3ª pessoa do singular (he/she/it), nessa forma costuma-se acrescentar s no verbo.

nessa forma costuma-se acrescentar – s no verbo. 8 - NUMBERS (CARDINAL AND ORDINAL) - CARDINAL

8 - NUMBERS (CARDINAL AND ORDINAL)

- CARDINAL - ORDINAL - ABBREVIATION

one - first - 1st two - second - 2nd three - third - 3rd four - fourth - 4th five - fifth - 5th six - sixth - 6th seven - seventh - 7th eight - eighth - 8th nine - ninth - 9th ten - tenth - 10th eleven - eleventh - 11th twelve - twelfth - 12th thirteen - thirteenth - 13th fourteen - fourteenth - 14th fifteen - fifteenth - 15th sixteen - sixteenth - 16th seventeen - seventeenth - 17th eighteen - eighteenth - 18th nineteen - nineteenth - 19th

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twenty - twentieth - 20th twenty-one - twenty-first - 21st thirty - thirtieth - 30th forty - fortieth - 40th fifty - fiftieth - 50th sixty - sixtieth - 60th seventy - seventieth - 70th eighty - eightieth - 80th ninety - ninetieth - 90th hundred - hundredth - 100 th thousand thousandth 1000 th

9 - SIMPLE PAST TENSE

- Os verbos, de acordo com suas formas principais, dividem-se em REGULARES e IRREGULARES.

- REGULAR VERB

Infinitive: TO RETURN Simple Past: RETURNED Past Participle: RETURNED

- IRREGULAR VERB

Infinitive: TO WRITE Simple Past: WROTE Past Participle: WRITTEN

TO WRITE Simple Past Tense:

I WROTE

You WROTE He, She, It WROTE We WROTE You WROTE They WROTE

TO RETURN Simple Past Tense:

I RETURNED

You RETURNED He, She, It RETURNED We RETURNED You RETURNED They RETURNED

- O SIMPLE PAST corresponde à segunda forma principal do verbo. Este, conjugado no SIMPLE PAST, mantém a mesma forma para todas as pessoas.

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- REGULAR VERBS: Verificamos, portanto, que para obtermos o SIMPLE PAST e o PAST

PARTICIPLE dos verbos regulares, basta acrescentarmos o sufixo ED ao infinitivo sem o TO.

Infinitive: TO EXPECT Simple Past: EXPECTED Past Participle: EXPECTED

- SPECIAL RULES

A) Infinitive: TO MOVE (mudar)

Simple Past: MOVED Past Participle: MOVED

TO LOVE (AMAR) Simple Past: LOVED Past Participle: LOVED

- Os verbos regulares terminados em E perdem esse E ao acrescentarmos ED.

B) Infinitive: TO TRY (tentar)

Simple Past: TRIED Past Participle: TRIED

TO PLAY (brincar, jogar, tocar) Simple Past: PLAYED Past Participle: PLAYED

a) Verbos regulares terminados em Y precedido de consoante: o Y se transforma em I e

acrescentamos ED.

b) Verbos regulares terminados em Y precedido de vogal: acrescentamos apenas ED, sem

modificações.

C) Infinitive: TO FIT (ajustar, adaptar)

Simple Past: FITTED Past Participle: FITTED

Infinitive: TO PREFER (preferir) Simple Past: PREFERRED Past Participle: PREFERRED

a)

Se o verbo for constituído de uma única sílaba, composta de uma CONSOANTE, uma VOGAL

e

uma CONSOANTE, dobra-se a consoante final.

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b) O mesmo ocorrerá se o verbo tiver duas sílabas e a última for uma sílaba tônica. Os verbos

mais comuns desse caso são:

TO OCCUR ocorrer TO RECCUR repetir-se, tornar a ocorrer TO ADMIT admitir TO COMMIT cometer TO PERMIT permitir TO EMIT emitir TO TRANSMIT transmitir TO PREFER preferir TO REGRET arrepender-se TO WORSHIP idolatrar

10 - PRESENT/ PAST CONTINUOUS TENSE

- PRESENT CONTINUOUS TENSE

FORMAÇÃO:

VERBO AUXILIAR + VERBO PRINCIPAL VERBO AUXILIAR = TO BE (present tense)

VERBO PRINCIPAL = PRESENT PARTICIPLE

TO WORK I am working You are working He is working She is working It is working We are working You are working They are working

- USO DO PRESENT CONTINUOUS TENSE: O PRESENT CONTINUOUS TENSE é o verdadeiro presente. Descreve uma AÇÃO QUE ESTÁ ACONTECENDO AGORA.

Ex.:

The children are playing in the garden now. (As crianças estão brincando no jardim agora.)

Look! It is beginning to rain. (Olhe! Está começando a chover.)

- O PRESENT CONTINUOUS TENSE é geralmente usado com:

a) Certos advérbios como:

40

NOW = agora AT PRESENT AT THIS MOMENT b) Imperativos:

LOOK = olhe LISTEN = ouça

- PAST CONTINUOUS TENSE

FORMAÇÃO:

VERBO AUXILIAR + VERBO PRINCIPAL VERBO AUXILIAR = TO BE (past tense) VERBO PRINCIPAL = PRESENT PARTICIPLE

TO WHISPER = murmurar

I was whispering

You were whispering He was whispering She was whispering It was whispering We were whispering You were whispering They were whispering

- USOS DO PAST CONTINUOUS TENSE

A) O "PAST CONTINUOUS TENSE" descreve uma AÇÃO QUE ESTAVA ACONTECENDO NO

PASSADO, QUANDO OUTRA AÇÃO PASSADA ACONTECEU.

I was dreaming when you woke me up.

dreaming = past continuous woke = simple past (Eu estava dormindo quando você me acordou.)

B) O

OCORRENDO SIMULTANEAMENTE.

"PAST

CONTINUOUS

TENSE"

descreve

também

AÇÕES

PASSADAS

QUE

ESTAVAM

While his poor wife was doing the dishes, he was watching TV. (Enquanto sua pobre esposa estava lavando a louça, ele estava assistindo à televisão.)

11. FUTURE FORMS (WILL/ GOING TO)

- Will

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She will drive It will drive We will drive You will drive They will drive

CONTRACTIONS

I'll drive

You'll drive

He'll drive

She'll drive

It'll drive

We'll drive

You'll drive

They'll drive

NOTA:

As primeiras pessoas do singular (I) e do plural (WE) podem aparecer também com o verbo auxiliar SHALL:

I shall drive (I'll drive).

We shall drive (we'll drive).

- GOING TO

FORMAÇÃO:

TO BE (Present Tense) + GOING TO + INFINITIVE

Ex.:

TO VISIT

I am going to visit

You are going to visit He is going to visit She is going to visit It is going to visit We are going to visit You are going to visit They are going to visit

-USO

TO BE GOING TO descreve uma SIMPLES AÇÃO FUTURA.

Ex.:

I think it is going to rain.

Corresponde em português ao futuro indicado através da seguinte locução verbal:

Eu acho que vai chover.

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- GOING TO (PAST TENSE)

FORMAÇÃO:

TOP BE (Past Tense) + GOING TO + INFINITIVE

Ex.:

TO DANCE I was going to dance

You were going to dance He was going to dance She was going to dance

It was going to dance

We were going to dance You were going to dance

They were going to dance

- USO

A expressão GOING TO no PASSADO indica, geralmente, uma AÇÃO QUE FOI PLANEJADA, MAS

QUE POR ALGUMA RAZÃO NÃO SE REALIZOU. Ex.:

We were going to swim but it rained. (Nós íamos nadar, mas choveu.)

12. POSSESSIVE ADJECTIVE AND PRONOUNS

- POSSESSIVE ADJECTIVES

Singular:

1ª pessoa - MY = meu(s), minha(as)

2ª pessoa - YOUR 3ª pessoa masc. - HIS fem. - HER neutro - ITS

Plural:

1ª pessoa - OUR 2ª pessoa - YOUR 3ª pessoa - THEIR

Paul loves HIS father and HIS mother. Paul = possuidor (3ª pessoa do sing. masc.) HIS = 3ª pessoa do sing. masc.

Mary loves HER father and HER mother. Mary = possuidor (3ª pessoa do sing. fem.) HER = 3ª pessoa do sing. fem.

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They love THEIR father and THEIR mother. They = possuidor (3ª pessoa do plural) THEIR = 3ª pessoa do plural

Conclusão A:

Os adjetivos possessivos em inglês concordam com o possuidor e não com a coisa possuída.

We visited OUR friends. OUR = adjetivo friends = substantivo

Conclusão B:

A função de um adjetivo é modificar um substantivo. Assim, o adjetivo possessivo deve

SEMPRE anteceder um substantivo.

CASOS ESPECIAIS

1) The baby is eating ITS food. The child is eating ITS food.

2) Everybody knows HIS duty (dever). Everyone knows HIS duty. Somebody knows HIS duty.

Se o possuidor for um pronome indefinido (EVERYBODY, EVERYONE, SOMEBODY, ANYONE, NOBODY etc.), o adjetivo possessivo correspondente será HIS.

3) One must respect one's own family. (Deve-se respeitar a própria família.)

- POSSESSIVE PRONOUNS

Singular:

pessoa - MINE = meu(s), minha(s)

pessoa - YOURS

pessoa masc. - HIS

fem. - HERS neutro - ITS

Plural:

1ª pessoa - OURS

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3ª pessoa - THEIRS

You'll study your lessons, and I'll study MINE.

I = 1ª pessoa do singular

MINE = 1ª pessoa do singular

Conclusão A:

O pronome possessivo concorda com o possuidor.

Henry has his ideas and Mary has HERS. HERS = her ideas

Conclusão B:

O pronome possessivo substitui o adjetivo possessivo + o substantivo. Logo, o pronome

possessivo jamais vem seguido de substantivo.

ATTENTION!!!

OF + "POSSESSIVE PRONOUN"

A BOOK OF OURS = ONE OF OUR BOOKS

A HOUSE OF THEIRS = ONE OF THEIR HOUSES

Sheila is a friend of mine = Sheila is one of my friends. (Sheila é uma amiga minha = Sheila é uma de minhas amigas.)

13. GENITIVE CASE

- The doll(s) of the girl. doll(s) = possuído the girl = possuidor

The girl's doll. the girl = possuidor doll = possuído

- FORMAÇÃO: POSSUIDOR + '(S) + COISA POSSUÍDA

Observe que na formação do caso possessivo (genitivo), eliminamos a preposição OF e o artigo THE que precede a coisa possuída.

A) POSSUIDOR NO SINGULAR OU NO PLURAL NÃO TERMINADO EM S The hat of the gentleman. hat = possuído the gentleman = possuidor (singular)

The gentleman's hat. the gentleman = possuidor

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hat = possuído

The hats of the gentlemen. hats = possuído the gentlemen = possuidor (plural não terminado em S)

The gentlemen's hats.

- FORMAÇÃO:

1.

possuidor (singular ou plural não terminado em S)

2.

's

3.

coisa(s) possuída(s)

B)

POSSUIDOR NO PLURAL TERMINADO EM S

The bicycles of the boys. bicycles = possuído the boys = possuidor

The boys' bicycles.

FORMAÇÃO:

1. possuidor no plural terminado em S.

2. '

3. coisa(s) possuída(s)

- SPECIAL CASES

A) VÁRIOS POSSUIDORES

a) Tom and Dick's farm >>>> a mesma fazenda pertence a ambos.

b) Tom's and Dick's wives >>>> cada um tem sua própria esposa.

FORMAÇÃO:

a) havendo mais de um possuidor, acrescentamos 'S ao último, quando todos são possuidores

de um mesmo elemento.

b) havendo mais de um possuidor, e cada um tendo sua própria coisa possuída, acrescentamos

'S a todos.

B) SUBSTANTIVOS COMPOSTOS E NOMES PRÓPRIOS ACOMPANHADOS DE TÍTULOS

a) The books of my brother-in-law.

My brother-in-law's books. brother-in-law = cunhado

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b) The reign of Alexander the Great.

Alexander the Great's reign. reign = reino great = grande

FORMAÇÃO:

a) os substantivos compostos são tratados como substantivos simples.

b) quando o possuidor for representado por um nome próprio, acompanhado de um

sobrenome ou título, apenas o último elemento recebe o 'S.

C) NOMES PRÓPRIOS TERMINADOS EM S

The friend of Charles. Charles's friend.

The laws of Moses. Moses' Laws. law = lei

Com nomes clássicos, bíblicos ou históricos, terminados em S, como: Jesus, Sócrates, Brahms etc., usamos apenas '

D) CASO GENITIVO COM LUGARES

Harry has gone to the dentist's. (Harry foi ao seu dentista.)

She always go shopping at Eldorado's. (Ela sempre como no Eldorado.)

O caso genitivo é muito usado, elipticamente, quando se refere a um lugar muito conhecido,

ou facilmente subentendido.

E)

DUPLO POSSESSIVO

A

play of Shakespeare's.

O

uso do caso genitivo com a preposição of constitui uma construção idiomática em inglês.

Esta construção tem um sentido semelhante a "one of Shakespeare's plays". A diferença é que "a play of Shakespeare's" poderia ser dito ainda que Shakespeare tivesse escrito uma única peça.

A criticism of Fellini # A criticism of Fellini's

A criticism of Fellini = crítica sobre Fellini

A criticism of Fellini's = crítica feita por Fellini

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ATTENTION!!!

possuidor > pessoa The opinion of my uncle. uncle = tio My uncle's opinion.

possuidor > animal The tail of the dog. tail = cauda The dog's tail.

BUT

possuidor > coisa The color of the dress.

The color of the dress.

O caso genitivo é usado especialmente com nomes de seres humanos e alguns animais. Com

nomes de coisas usa-se, de preferência, a construção com OF.

EXCEPTIONS

A) Usa-se o caso genitivo com palavras que indicam QUANTIDADE, TEMPO e ESPAÇO.

QUANTIDADE

A kilo's weight of sugar = a kilo of sugar

weight = peso

Two shillings' worth of sweets = two shillings of sweets worth = valor sweets = doces

TEMPO

Today's new = notícias de hoje.

A

month's work = trabalho de um mês

In

a year's time = in a year

ESPAÇO

Five hundred miles' distance.

A

meter's walk = caminhada

B)

USOS IDIOMÁTICOS

The earth's shape = a forma da Terra The sun's rays = os raios do Sol The moon's face = a face da Lua The sea's color = a cor do mar The wind's force = a força do vento Brazil's beauties = as belezas do Brasil

48

14

- PERSONAL PRONOUNS (OBJECT FORM)

Singular:

1ª pessoa - ME 2ª pessoa - YOU 3ª pessoa masc. - HIM fem. - HER neutro - IT

Plural:

1ª pessoa - US 2ª pessoa - YOU 3ª pessoa THEM

15 - SHORT AND LONG ANSWER

- Para perguntas que exigem como resposta apenas um "sim" ou um "não", usamos em inglês as "short answers" (respostas curtas). Ex.:

Do you speak Spanish? Yes, I do. (Sim.) No, I don't. (Não.)

- A finalidade das "short answers" é evitar a repetição. A resposta completa a essa pergunta seria:

Yes, I speak Spanish. No, I don't speak Spanish.

FORMAÇÃO: YES ou NO + sujeito (sob forma pronominal) + verbo Ex.:

Will Mary help us? Will = verbo aux. do futuro Yes, she will. she = pronome will = verbo aux. do futuro No, she won't (will not)

- Nas "short answers" negativas, deve-se usar a contração do verbo auxiliar e a palavra NOT.

Did Henry invite you to his party?

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Did = verbo aux. do "simple past" Yes, he did. No, he didn't.

- "SHORT ANSWERS" E SUAS VÁRIAS FINALIDADES

A) Resposta a uma pergunta introduzida por WHO.

Ex.:

Who called the doctor? called = simple past John did. did = verbo aux. do "simple past"

B) "SHORT ANSWERS" INDICANDO ACORDO

Ex.:

I think weather is nice. Yes, it is. So it is.

These cars are too expensive (caros). Yes, they are. So they are.

C) "SHORT ANSWERS" INDICANDO DESACORDO

Ex.:

Dr. Smith is Mary's husband. No, he isn't.

You stole the pen. Oh, no, I didn't. steal - stole - stolen = roubar

Rachel can't do it. Yes, she can.

16 - TAG QUESTION

"Question Tag" são pequenas frases acrescentadas ao fim de um período cujo objetivo é uma confirmação ao que foi dito anteriormente.

Ex.:

It's a wonderful day, isn't it? (Está um lindo dia, não está?)

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A) Declaração AFIRMATIVA + "Question Tag" NEGATIVA

Gatsby is a strange man, isn't he? is = afirm. isn't = neg. (Gatsby é um homem estranho, não é?)

You speak French, don't you? (Você fala francês, não fala?)

Nota:

Deve-se sempre usar a contração do verbo auxiliar com a palavra NOT (don't, aren't, won't etc.) na "question tag" negativa.

B) Declaração NEGATIVA + "Question Tag" AFIRMATIVA

He won't be late, will he? won't = neg. will = afirm. (Ele não estará atrasado, estará?)

They don't love each other, do they? (Eles não se amam, se amam?)

ATTENTION!!! As palavras de sentido negativo (NEVER, HARDLY etc.) equivalem a orações negativas com NOT. Ex.:

He is never at home, is he? never = neg. is = afirm. (Ele nunca está em casa, está?)

She can hardly see, can she? (Ela não enxerga bem, enxerga?)

C) FORMAÇÃO

Forma-se a "question tag" com o verbo auxiliar que corresponder ao tempo verbal empregado na declaração.

She knows how to swim, doesn't she? knows = simple present doesn't = verbo auxiliar do "simple present" (Ela sabe nadar, não sabe?)

We can go, can't we?

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(Podemos ir, não podemos?)

She isn't crying, is she? (Ela não está chorando, está?)

NOTA:

Se houver mais de um verbo auxiliar - exemplo anterior: will, be - apenas os primeiro é usado na "question tag".

D) SUJEITO DA "QUESTION TAG"

Charlie didn't give you much information, did he?

Charlie >>> he (Charlie não lhe deu muita informação, deu?)

ATTENTION!!! Everybody knew it, didn't he? Someone knew it, didn't he? etc. (Todo mundo soube, não soube?) (Alguém soube, não soube?)

That was a good joke, wasn't it? (Foi uma boa piada, não foi?)

People need people, don't they? (Pessoas precisam de pessoas, não precisam?)

There is someone in the house, isn't there? (Há alguém em casa, não há?) Verb THERE TO BE = HAVER

- "QUESTION TAG" (SPECIAL CASES)

A) I am right, arent' I?

(Eu estou certo, não estou?)

I am going with you too, aren't I?

(Eu estou indo com você também, não estou?)

A "question tag" correspondente à declaração "I am

B) IMPERATIVE

a) Be quiet, will you?

(Fique quieto, sim?)

" é "aren't I?"

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Go ahead, will you? (Vá em frente, sim?)

A "question tag" correspondente a uma declaração imperativa (2ª pessoa = you) será sempre "WILL YOU?" b) Let's try it again, shall we? (Deixe-nos tentar outra vez, sim?) Let's help her, shall we? (Vamos ajudá-la, sim?)

A "question tag" correspondente a uma declaração imperativa (1ª pessoa do plural = WE) será

sempre "SHALL WE?"

17 - PREPOSITIONS

Preposição é a palavra que liga dois termos e que estabelece entre eles algumas relações. Nessas relações, um termo explica ou completa o sentido do outro. Segue abaixo algumas

preposições:

About sobre; a respeito de After após; depois (de) Against - contra Before antes (de); perante Behind - atrás Beside ao lado de Besides além de During - durante In front of em frente de Inside dentro; do lado de dentro Instead of ao invés de Near = next to perto de Outside- fora; do lado de fora Since- desde With- com Without- sem Algumas especificações For para; durante; por

É usada para indicar:

finalidade: Parks are for people to visit. (Os parques são para as pessoas visitarem).

tempo: I have been here for six hours. (Estou aqui por/durante seis horas).

favor ou benefício: Do it for me, please. (Faça isso por mim, por favor).

É usada também antes de pronome pessoal seguido ou não de infinitivo:

Singing is not for us. (Cantar não é para nós). This medicine is for her to take twice a day. (Este remédio é para ela tomar duas vezes ao dia). To para, a. Usa-se to para:

indicar movimento ou posição:

Don’t go to the other side of the street. (Não vá para o outro lado da rua).

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Turn to the left. (Vire à esquerda).

Para endereçamentos, oferecimento, congratulações, dedicatórias:

I gave my adress to Helen. (Eu dei meu endereço a Helen).

Good luck to you all! (Boa sorte para vocês todos). Happy birthday to you. (Feliz aniversário para você).

Como sinônimo de until (= till). This company is open from Monday to/till Saturday. (Esta empresa é aberta de segunda-feira a/até Sábado). In/on/at In em; dentro (de) É usada antes de:

regiões (bairros, cidades, estados, países, continentes):

The accident was in Goiânia. (O acidente foi em Goiânia).

Indicações de tempo (épocas, meses, anos, estações do ano, séculos e alguns períodos do dia):

I was born in 1989. (Eu nasci em 1989).

On Sobre; em cima; acima(de) Além de indicar contato, a preposição on é usada:

antes de nomes de ruas, praças e avenidas:

The show is going to be on Dom Emanuel Square. (O show será na Praça Dom Emanuel.

antes de dia da semana, datas e feriados seguidos pela palavra day:

They got married on the Teacher’s Day.(Eles se casaram no dia dos professores).

antes de palavras como: fazenda, praia, costa, rio, lago:

I want to spend my vacation on the beach. (Eu quero passar minhas férias na praia). Usa-se at para:

tempo, hora definida: At what time do you get up? (A que horas você se levanta?)

endereço precedido pelo número: They live at l5 Baker Street. (Eles moram na rua Baker, número 15.

Idade, celebração: He gratuated at 24. (Ele se formou aos 24 anos).

18 - INDEFINITE PRONOUNS

SOME AND ITS DERIVATIVES SOME = algum/alguns, aluma(s), um pouco SOMEBODY = SOMEONE = alguém SOMETHING = alguma coisa, algo SOMEWHERE = em algum lugar

USO a) "SOME", ou seus compostos, é usado em ORAÇÕES AFIRMATIVAS. Ex.:

Gilbert has lost something. (Gilbert perdeu algo.)

FUNÇÃO GRAMATICAL

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If you want, I'll lend you some books. books = substantivo (Se você quiser eu emprestarei alguns livros.)

No thanks, I've bought some. some = some books (Não obrigado, eu comprei algum.

There is somebody/someone in the room. somebody/someone = pronome (Há alguém na sala.)

He found something in the box. (Ele encontrou algo na caixa.)

I've seen him somewhere. (Eu o vi em algum lugar.)

b) ATTENTION!!!

"SOME", ou seus compostos, pode ser usado em ORAÇÕES INTERROGATIVAS, quando:

1) uma resposta afirmativa é prevista.

Ex.:

I know you are hungry (com fome). Do you want some fruit?

2) um oferecimento ou um pedido for feito.

Ex.:

Will you have some more coffee? (Você tem um pouco mais de café?) Would you ask someone to help me, please? (Você pediria que alguém me ajudasse, por favor?)

ANY AND ITS DERIVATIVES ANY = algum/alguns, alguma(s), um pouco; nenhum, nenhuma ANYBODY = ANYONE = alguém; ninguém ANYTHING = alguma coisa, algo; nenhuma coisa, nada ANYWHERE = em algum lugar; em nenhum lugar

USO

a) "ANY", ou seus compstos, é usado em ORAÇÕES INTERROGATIVAS.

Ex.:

Do you have any money?

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b) "ANY", ou seus compostos, é usado em ORAÇÕES NEGATIVAS. Incluem-se como elementos negativos, além de NOT, as palavras: NEVER (nunca), SELDOM (raramente), HARDLY = SCARCELY = BARELY (quase não, mal), WITHOUT (sem) etc. Ex.: He does not have any real good friends. not = negação

He succeeded without any help. without = negação

c) ATTENTION!!! "ANY", ou seus compostos, pode ser usado em ORAÇÕES AFIRMATIVAS. Nesse caso, seu significado será alternado:

ANY (qualquer) ANYONE, ANYBODY (qualquer um) ANYTHING (qualquer coisa) ANYWHERE (em qualquer lugar) Ex.:

You can choose anything. (Você pode escolher qualquer coisa.)

FUNÇÃO GRAMATICAL There wasn't any milk in the bottle, so I went out to buy some, but I couldn't find any. (Não havia leite na garrafa, então eu saí para comprar algum, mas não encontrei nenhum.) Is there anyone/anybody here? We coudn't find it anywhere. NO AND ITS DERIVATIVES NO / NONE = nenhum, nenhuma NO ONE / NOBODY = ninguém NOTHING = nada NOWHERE = em nenhum lugar

USO "NO", ou seus compostos, é usado em ORAÇÕES DE SENTIDO NEGATIVO. Observe que quando usamos "NO", ou compostos, NÃO PODEMOS USAR NENHUM OUTRO ELEMENTO NEGATIVO.

Ex.:

He could see nothing = He couldn't see anything. (Ele não pôde ver nada.)

Fica claro, portanto, que a diferença entre "ANY" (e compostos), e "NO" (e compostos) é que o primeiro, para expressar uma oração negativa, exige algum elemento negativo (NOT, NEVER ETC.), enquanto que o segundo não admite o uso de nenhum outro elemento negativo na mesma oração (excetuando-se o "NO" inicial, separado por vírgula).

Ex.:

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No, he has no money.

FUNÇÃO GRAMATICAL

NO # NONE There were no books on the table. no = adj. books = substantivo

- "How many questions did the teacher ask you?"

- "None"! none = pronome

NO = exerce a função de AJETIVO. Deve, portanto, estar seguido de um substantivo. NONE = exerce a função de PRONOME. Logo, não deve estar seguido de um substantivo.

No onw loves me = Nobody loves me = Ninguém me ama.

You know nothing. nothing = pronome

He is free (livre). He lives nowhere. nowhere = advérbio

19 - MODAL VERBS

Os verbos modais são verbos distintos dos outros, pois possuem características próprias, como:

1. Não precisam de auxiliares;

2. Sempre após os modais, o verbo deve vir no infinitivo, só que sem o “to”;

3. Não sofrem alteração nas terceiras pessoas do singular no presente. Logo, eles nunca

recebem “s”, “es” ou “ies”. São verbos modais: can (pode), could (poderia), may (pode, poderia), might (pode, poderia), should (deveria), must (deve), ought to (precisa) e used to (costumava).

Can: pode ser usado para expressar permissão, habilidade.

água?).

I can speak English. (Eu posso falar inglês).

Could: é empregado para expressar habilidade, só que no passado. É usado também com o sentindo de poderia, em um contexto mais formal.

Can

I

drink

water?

(Posso

beber

I

could ride a bike when I was 5 years old. (Eu podia/conseguia andar de bicicleta quando tinha

5

anos

de

idade).

Could you bring me a sandwich and a coke, please? (Você poderia me trazer um sanduíche e

uma coca, por favor?). May: é usado para expressar uma possibilidade no presente ou no futuro. Também pode ser usado para pedir permissão, no entanto, may é usado em contextos mais formais que o can.

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It

May I go to the bathroom? (Eu poderia ir ao banheiro?). Might: é usado para expressar possibilidades no passado ou no presente. She might have come to the party. (Ela poderia ter vindo à festa). He might have lunch with us tomorrow. (Ele pode vir almoçar com a gente amanhã). Should e ought to: é usado para expressar um conselho. You should go to the doctor. (Você deveria ir ao médico). You ought to quit smoking. (Você deveria parar de fumar). Must: é usado para expressar obrigação.

escola).

amanhã).

may

rain

tomorrow.

(Pode

chover

You

must

go

to

school.

(Você

deve

ir

à

She must study more. (Ela deve estudar mais). Used to: é empregado para expressar um hábito do passado. I used to watch cartoons when I was a child. (Eu costumava assistir desenhos quando era criança). She used to play on the street when she was 8 years old. (Ela costumava brincar na rua quando tinha 8 anos de idade).

20 PRESENT PERFECT TENSE

- PRESENT PERFECT CONTINUOUS

FORMAÇÃO:

VERBO AUXILIAR + VERBO PRINCIPAL VERBO AUXILIAR = TO BE (present perfect) VERBO PRINCIPAL = PRESENT PARTICIPLE

TO WATCH

I have been watching

You have been watching He has been watching She has been watching It has been watching We have been watching You have been watching They have been watching USO DO PRESENT PERFECT CONTINUOUS: O "PRESENT PERFECT CONTINUOUS" indica uma AÇÃO QUE COMEÇA NO PASSADO E TEM CONTINUIDADE NO PRESENTE.

I have been teaching English for many years. (Estou lecionando inglês há muitos anos.)

21 - PAST PERFECT TENSE

- Formação: VERBO AUXILIAR + VERBO PRINCIPAL VERBO AUXILIAR = TO HAVE (past tense) VERBO PRINCIPAL = PAST PARTICIPLE

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TO THINK - THOUGHT - THOUGHT = pensar

I had thought - Contraction: I'd thought You had thought - You'd thought

He had thought - He'd thought

She had thought - She'd thought

It had thought - It'd thought

We had thought - We'd thought You had thought - You'd thought

USO DO PAST PERFECT TENSE

O PAST

PASSADA.

PERFECT

TENSE

descreve

uma

AÇÃO PASSADA,

The train had left when Glenn arrived.

left = past perfect (ação passada anterior) arrived = simple past (ação passada)

(O

trem tinha saído quando Glenn chegou.)

O

PAST PERFECT TENSE é comumente usado com:

BEFORE = antes The play had started before we arrived.

(O jogo tinha começado antes que nós chegamos.)

AFTER = depois The police came after the thief had run away.

(A polícia veio depois de o ladrão ter fugido.)

ALREADY - YET ALREADY = já Uso >>>> orações afirmativas e interrogativas. Posição >>>> em geral, precede o verbo principal.

Ex.:

The student has already done the exercises.

(O estudante já fez os exercícios.)

YET = ainda, já Uso >>>> orações negativas e interrogativas. Posição >>>> em geral, no fim da oração.

Ex.:

The student hasn't done the exercices yet.

(O estudante ainda não fez os exercícios.)

ANTERIOR

A

OUTRA

TAMBÉM

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22

- CONDITIONAL SENTENCES

FORMAÇÃO:

VERBO AUXILIAR (WOULD) + VERBO PRINCIPAL (NO INF. SEM O TO)

Ex.:

to run - ran - run = correr, concorrer, dirigir

I would run (Eu correria) You would run He/She/It would run We would run You would run They would run

Henry said he would be here at five. (Henry disse que estaria aqui às cinco.)

CONTRACTIONS:

I would go = I'd go.

(Eu iria.)

NEGATIVE FORM:

I would not go = I wouldn't go.

QUESTION FORM:

Would I go?

23 - ACTIVE/ PASSIVE VOICE

- A voz passiva é utilizada para contar o que acontece com os objetos da ação. Ao contrário da voz ativa, que contamos o que o sujeito realiza. Exemplos:

Voz ativa: "Joca lavou o carro" (Joca washed the car) Voz passiva: "O carro foi lavado" (The car was washed)

Na maioria das vezes a voz passiva só é utilizada quando a ação for mais importante do que o sujeito. Exemplos:

- Brazil was discovered in 1500 (O Brasil foi descoberto em 1500, voz passiva)

- Pedro Alvares Cabral discovered Brasil (Pedro A.C. descobriu o Brasil, voz ativa)

- O passive voice pode ser utilizado em quase todos os tempos verbais do inglês, exceto o "future progressive" e os "perfect progressive".

Abaixo uma tabela com as formas nos respectivos tempos verbais:

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