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Jornal Regional de Bebedouro

Jornal Regional de Bebedouro jornal brasil atual jorbrasilatual nº 30 Março de 2014

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Protocolo Agroambiental gera desemprego para cortadores de cana da região

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uma nova Polícia Para a democracia brasileira

Sociedade debate mudanças no modelo autoritário, herdeiro da ditadura; PEC tramita no Senado Federal

Pág. 4-5

mídiada ditadura; PEC tramita no Senado Federal Pág. 4-5 violência Apresentadora do SBT propaga discursos de

da ditadura; PEC tramita no Senado Federal Pág. 4-5 mídia violência Apresentadora do SBT propaga discursos

violência

Apresentadora do SBT propaga discursos de ódio e vingança

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culturado SBT propaga discursos de ódio e vingança Pág. 2 música Banda Gotas de Amor canta

propaga discursos de ódio e vingança Pág. 2 cultura música Banda Gotas de Amor canta mensagens

música

Banda Gotas de Amor canta mensagens de união e amizade

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de Amor canta mensagens de união e amizade Pág. 6 esPorte taekwondo Filho incentiva pai, que

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Amor canta mensagens de união e amizade Pág. 6 esPorte taekwondo Filho incentiva pai, que se

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Filho incentiva pai, que se tornou faixa preta e referência na modalidade

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2 Bebedouro editorial Um assunto frequente entre jornalistas e pessoas que se preocupam com a cidadania

editorial2 Bebedouro Um assunto frequente entre jornalistas e pessoas que se preocupam com a cidadania é

Um assunto frequente entre jornalistas e pessoas que se preocupam com a cidadania é a blindagem que os jornais do interior paulista fazem à gestão do PSDB e do governador Ge- raldo Alckmin. Blindagem significa que os noticiários escon- dem ou esfriam as notícias desfavoráveis à gestão tucana. Um exemplo: São Paulo está em segundo lugar em quan- tidade de pessoas inscritas no programa Bolsa Família – atrás apenas da Bahia. Como o Estado mais rico do país tem tal carência e dissemina tanto ódio ao programa que atende os mais pobres da população? Essa é uma contradição exemplar. A riqueza aqui é da elite, esta é a verdade que deveria estar nos noticiários. Outro exemplo: o Brasil vive, hoje, quase a pleno emprego. Em 12 anos, foram criados cerca de 22 milhões de empregos com carteira assinada. E qual noticiário tem coragem de dar essa notícia muito positiva para os brasileiros? O que se vê é o contrário, com os noticiários destilando pessimismo, fazendo voz aos bancos e aos empresários. Vários observadores de comunicação concordam que a no- tícia está longe da verdade dos fatos e distante dos interesses da imensa parcela da população trabalhadora. Com a circulação desta edição e com um temário voltado ao povo e ao trabalho, o jornal Brasil Atual caminha no sen- tido inverso, que é o de aumentar a qualidade do jornalismo popular e consciente.

de aumentar a qualidade do jornalismo popular e consciente. mídia violência na bancada de telejornal Apresentadora

mídia

violência na bancada de telejornal

Apresentadora do SBT prega justiça com as próprias mãos

Na primeira semana de fevereiro, um adolescente foi espancado, torturado e acor- rentado a um poste após ser

acusado de furto por um gru- po de jovens da zona sul do Rio de Janeiro (região nobre) – autointitulados “justiceiros do Flamengo”. O caso ganhou ainda mais repercussão quando a apresen- tadora Rachel Sheherazade, do telejornal SBT Brasil, emitiu opinião em defesa da ação. “A atitude dos vingadores é até

O contra-

-ataque aos bandidos é o que eu chamo de legítima defe- sa coletiva de uma sociedade sem Estado, contra um estado de violência sem limite”. Sheherazade foi alvo de críticas nas redes sociais. O Sindicato dos Jornalistas Pro- fissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética da entidade se mani- festaram contra a declaração e a classificaram como “grave violação dos direitos huma- nos e do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros”. Eles também solicitaram a inves- tigação da Federação Nacio- nal dos Jornalistas (Fenaj), pois consideram ser algo “que ocorre de forma rotineira em programas de radiodifusão em nosso país”. A senadora Ana Rita (PT- -ES), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legis- lação Participativa do Senado,

compreensível (

).

divulGação
divulGação

encaminhou à Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo um ofício cobrando providên-

cias em relação à jornalista. O Partido Socialismo e Liberda- de (PSOL) também entrou com uma representação no Ministé- rio Público contra Sheherazade por apologia à tortura. No dia seguinte à polêmi- ca, a jornalista se defendeu na bancada do SBT Brasil, afirmando ser contra a vio- lência. “Eu defendo as pes- soas de bem deste País, que foram abandonadas à própria

sorte (

O que eu fiz não foi

defender a atitude dos justi- ceiros. O que eu defendi foi

o direito da população de se

defender quando o Estado é omisso.” Para o sociólogo e jorna-

lista Lalo Leal, o episódio é um “caso gravíssimo de aten- tado aos direitos humanos e

à democracia”. Segundo ele,

).

Sheherazade utilizou o canal de televisão de forma crimi- nal. “O comentário da jor- nalista fere a Constituição, a mesma que diz que a televisão deve promover informação, educação e entretenimento. Ela utilizou a concessão [pú- blica do canal televisivo] para promover e instigar a barbárie, realizando apologia à violên- cia como forma de resolver problemas sociais”, explica. Lalo ainda lembra que é responsabilidade do Estado decidir se uma pessoa é delin- quente. E se assim o for, de- verá puni-la de forma adequa- da. “Os órgãos de fiscalização

precisam ficar de olho. Os agressores do adolescente são verdadeiros fascistas e devem ser presos e julgados. A jorna- lista e a emissora também de- vem ser punidos por violação à Constituição e ao Estatuto da

Criança e do Adolescente.”

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Bebedouro 3 trabalho Profissão de cortador de cana está próxima da extinção Protocolo Agroambiental beneficia o

trabalho

Profissão de cortador de cana está próxima da extinção

Protocolo Agroambiental beneficia o meio ambiente, mas gera desemprego na região Por Lauany Rosa

O Estado de São Paulo é o

principal produtor de cana-de- açúcar do país, sendo respon- sável por mais de 50% da pro- dução. Em 2007, as elevadas taxas de gases emitidos duran- te a queima da cana fizeram com que usineiros e o governo paulista firmassem um acordo para substituir a Lei Estadual 11.241/2002. O novo Proto- colo Agroambiental estipula

que o fim das queimadas nas áreas mecanizáveis (previsto para 2021) ocorra até o final

de 2014. Nas demais áreas, o prazo para a extinção da quei- ma muda de 2031 para 2017.

O documento contou com

adesão de mais de 170 unida- des agroindustriais e 29 asso- ciações de fornecedores, que juntos representam mais de 90% dos produtores da cana paulista. Além da queima controlada, o acordo inclui a conservação do solo e dos re- cursos hídricos, a recuperação de nascentes e a proteção de matas ciliares. A diminuição da poluição causada pelos gases tóxicos das queimadas, a fumaça e a fuligem foi reivindicação que facilitou o avanço tecnológico nos canaviais. Os novos ma- quinários substituíram progres-

sivamente a mão de obra e, por

divulGação
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consequência, elevaram o ín- dice de desemprego de várias regiões do Estado: cada colhei- tadeira de cana-de-açúcar subs- tituiu de 80 a 100 trabalhadores – ela colhe em torno de 800 to- neladas de cana por dia.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bebedouro, Gon- çalves dos Santos, o Salo, a mecanização em Bebedouro começou em 2004 e intensi- ficou-se nos últimos quatro

anos, mas não causou desem- prego no município. “A maio- ria dos cortadores de cana é de outros Estados. O desempre- go foi maior em Viradouro e Terra Roxa, onde muitos tra- balhadores são analfabetos e não conseguiram recolocação profissional.” Apesar do desemprego, Salo afirma que a mudan- ça trouxe alguns benefícios. “Cortar cana é um trabalho muito sofrido, desgasta o tra- balhador e causa problemas de saúde. O protocolo beneficiou o meio ambiente e deu a chan-

ce de a maioria dos cortadores de cana ser reaproveitada.”

o desemprego e o mea culpa dos usineiros

Em algumas empresas fo- ram oferecidos treinamentos e oportunidades aos antigos co- lonos em setores de operação ou serviços gerais. É o caso da Usina Pitangueiras Açúcar e Álcool (Pitaa), uma das maio- res da região, que começou a mecanizar o corte da cana de açúcar em 2005. Atualmente,

ela está com 90% da lavoura me- canizada e deve atingir a marca de 98% até o final deste ano. “A nossa maior preocupa- ção foi com o trabalhador. A gente sabe da dificuldade em manter uma família trabalhan- do, que dirá sem trabalho. Por isso, readaptamos e reaprovei- tamos alguns trabalhadores.

Mas muita gente ficou sem em- prego”, explica Eduardo Prezi- nhas, gerente agrícola da Pitaa. A máquina colheitadeira custa em média R$ 850 mil e para funcionar precisa de mais dois tratores e quatro transbor- dos, levando a um investimen- to final de aproximadamente R$ 1,6 milhão – segundo Pre-

zinhas, um custo semelhante à colheita manual. A auxiliar de limpeza Dolo- res dos Santos, de 54 anos, é uma das trabalhadoras que mudou de ofício, após cortar cana por vinte anos. “Eu ganho um pouco me- nos na faxina, mas tenho horário fixo e minha coluna não dói.” José Carlos dos Santos, de 38

anos, também se realocou, mas

atenta ao fato de que muitos de seus companheiros não tiveram

o mesmo destino. “Trabalhei

por duas safras e quando tive a oportunidade fui fazer o curso para mudar de profissão. Agora, sou tratorista, mas tenho muitos amigos que foram prejudicados com a mudança”, lamenta.

mudar de profissão. Agora, sou tratorista, mas tenho muitos amigos que foram prejudicados com a mudança”,
mudar de profissão. Agora, sou tratorista, mas tenho muitos amigos que foram prejudicados com a mudança”,
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segurança4 Bebedouro Qual é o futuro das polícias brasileiras? Sociedade debate mudanças no paradigma autoritário que

Qual é o futuro das polícias brasileiras?

Sociedade debate mudanças no paradigma autoritário que está em xeque Por Enio Lourenço

“Não acabou, tem que aca- bar, eu quero o fim da Polícia Militar.” Desde as jornadas de junho, quando jovens (majori- tariamente) saíram às ruas de todo o Brasil para barrar o rea- juste das tarifas do transporte público e foram duramente re- primidos pela Polícia Militar, é comum ouvir essa palavra de ordem nas manifestações, tan- genciando as pautas originais. Em São Paulo, no primeiro grande ato de rua do ano (com aproximadamente 4.000 pes-

FotóGRaFos ativistas
FotóGRaFos ativistas

soas) – que contestava a rea- lização da Copa do Mundo no Brasil diante da remoção de comunidades nas redondezas dos estádios, da morte de ope- rários e do poderio da FIFA no país –, o estoquista Fabrício Proteus Nunes, de 22 anos, foi alvejado no tórax e na vi- rilha pelas balas de três poli- ciais enquanto tentava fugir da manifestação novamente reprimida pela PM, após caos generalizado no Centro da ca- pital paulista.

A redemocratização do país assegurou as liberdades demo- cráticas, o restabelecimento dos partidos políticos, o direi- to à livre organização sindical, entre outras garantias. Porém, trouxe consigo uma polícia carregada de métodos autoritá- rios, que se utiliza dos mesmos expedientes repressivos da di- tadura civil-militar: chacinas, desaparecimento de pessoas, truculência, em suma, observa e trata o cidadão como um po- tencial inimigo.

enio louRenço

movimentos sociais

A tensão e a revolta com a Polícia Militar não são ex- clusividade dos manifestan- tes de junho. Os movimentos sociais sempre denunciaram as ações irregulares da PM contra os trabalhadores e es- tudantes, com especial aten- ção às periferias dos grandes centros urbanos. Para o dirigente da Cen- tral dos Movimentos Popu- lares (CMP), Luiz Gonzaga

da Silva, o Gegê, o trata- mento dado pela polícia aos movimentos sociais e aos pobres sempre foi coerente com o tratamento dado pelo Estado: “com violência”. “A PM não protege a socieda- de, ela persegue as pessoas, ameaça, reprime”, explica. Muitas vezes o militan- te foi perseguido devido a suas atividades políticas. Além das ameaças de morte, Gegê chegou a ser preso em 2004, quando o Estado lhe imputou um homicídio em uma ocupação disputada por traficantes e trabalhadores

em uma ocupação disputada por traficantes e trabalhadores sem-teto no Centro de São Paulo (em 2011,

sem-teto no Centro de São Paulo (em 2011, após quase oito anos de cárcere à espera de julgamento, Gegê foi ino- centado por falta de provas). “Quando a laranja tá po- dre, não tem mais jeito. Não é uma aula de Direitos Huma- nos que vai mudar a PM. Para o policial, a farda é sinônimo de poder, não é apenas para ganhar o pão. Os caras assal- tam e matam. O governador diz uma coisa e eles fazem outra”, conta Gegê, pouco crédulo em uma reforma das polícias: “Pode até amenizar [a violência policial] por um período, mas nos momentos críticos ela vai voltar às mes- mas práticas de sempre”.

divergências internas nas Pms

Há um acirramento de posições dentro das Polícias Militares quanto à desmilita- rização da instituição. Segun- do o tenente Cesário – que comanda 400 policiais no ba- talhão de área da região cen- tral de São Paulo – não exis- te consenso entre os praças (soldados e militares de baixa patente), que em sua maio- ria defendem internamente a desmilitarização, e o oficiala- to da PM paulista, contrário à proposta – tal divisão é pró- pria do militarismo. “Eu perguntei para os ho- mens que eu comando e vi que aproximadamente 70% são a favor da desmilitariza- ção. A carreira única seria po- sitiva para a sociedade. Seria muito melhor que o policial que chegasse a comandar a instituição tivesse passado por todas as posições. Sou favorável à unificação das Polícias (Civil e Militar), porque existe até um terroris- mo interno na cultura militar.

aameeP
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As posições diferentes daquelas centralizadas sofrem sanções administrativas, como transfe- rências. Eu mesmo fiquei quase um ano trabalhando a 650 km da capital, sendo que a minha esposa trabalha na cidade, por- que tive divergências com o alto comando”, explica o oficial. Já o vereador paulistano e ex-capitão das Rondas Os- tensivas Tobias Aguiar (Rota) Roberval Conte Lopes se diz favorável à desmilitarização, mas não acredita nessa refor- ma. “Eu duvido que alguém te- nha coragem de desmilitarizar a PM, porque é ela que é cha- mada para acabar com as inva-

sões dos alunos na Reitoria da USP, ou com as greves, como aquelas que o Lula fa- zia nos anos 70.” Para o policial reforma- do, contraditoriamente, a estrutura militar é a forma de manter a disciplina nos quartéis da polícia. “Se não for hierarquizada, qual é o policial que vai obedecer ao comando? Não funcionaria [a desmilitarização], porque se eles puderem decidir nin- guém iria acordar cedo para fazer essas reintegrações. Os policiais têm que atender ao comando.” Conte Lopes ainda pro- põe a valorização da Rota (tropa de elite da PM pau- lista, conhecida por muitas execuções e pouco diálogo) como uma solução para a se- gurança pública. “É a única polícia em que eu confio no Brasil. E eu já falei para o governador que ele deveria ampliá-la e expandi-la para todo o Estado de São Paulo.”

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a reforma da polícia (para além da desmilitarização)

Ao final de 2013, entidades promoveram a aula pública “Que polícia queremos?”, na Faculdade de Direito da Uni- versidade de São Paulo (USP). Lá, o pesquisador Renato Sér-

de São Paulo (USP). Lá, o pesquisador Renato Sér- arcaicas, também agravam as arbitrariedades das polícias,

arcaicas, também agravam as arbitrariedades das polícias, como se observa na grande quantidade de presos provi- sórios à espera de um julga- mento. “Existe um padrão operacional anacrônico. Com

base na Lei de Acesso à Infor- mação, percebe-se que a polí- cia mata muito e morre muito.

O evento “morte” é esperado

pelo policial”, complementa. Lima acentua a urgência de o Congresso Nacional ampliar

gio de Lima, membro do Fó- rum Brasileiro de Segurança Pública, lembrou que uma polí- cia forte é uma polícia diferente de violenta. “No Brasil, a estru- tura autoritária da polícia não é herdeira apenas da ditadura mi- litar. Desde o período colonial, a polícia está a serviço do Esta- do e não da sociedade.” A estrutura e a morosida- de do Poder Judiciário, assim como as legislações criminais

esse debate de forma menos corporativa. “Nas manifesta- ções de junho, adotou-se [os governos e as polícias] táticas do exército para reprimir a po- pulação. Esse sistema é falido. As evidências também estão nas mortes dos jovens negros nas periferias. Debater segu- rança pública não é algo ex- clusivo das polícias. O debate político é diferente do debate técnico. É preciso gerar uma nova doutrina.” A existência de duas polí-

cias (militar e civil) em cada Estado proporciona uma fa- lha no trabalho da segurança pública, já que a Polícia Mi-

litar tem por atribuição fazer

o patrulhamento ostensivo,

enquanto a Polícia Civil cuida

da investigação. No entanto,

as duas instituições pouco dia- logam e apresentam divergên- cias entre si. Uma das conse- quências é a incapacidade de resolução dos crimes. “Mais

do que desmilitarizar a polí-

cia, é preciso refundá-la. Nós temos o ciclo incompleto. Já temos a polícia civil, que não é militar, e está longe de ser eficiente. Prova disso é que apenas 8% dos homicídios são esclarecidos por ela”, afirmou Carolina Ricardo, do Instituto Sou da Paz.

Proposta de emenda à constituição nº 51/2013

Está em trâmite no Se- nado a Proposta de Emen- da à Constituição (PEC) nº 51/2013, de autoria do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que prevê uma reforma profunda na segu- rança pública brasileira. A formação de polícias mu- nicipais, estaduais e federal

desmilitarizadas, de ciclo úni- co (patrulhamento ostensivo

e investigação); e a criação

de ouvidorias externas e in- dependentes são algumas das medidas. “Acreditamos oferecer uma solução de profunda reestrutu- ração de nosso sistema de se- gurança pública, para a trans-

formação radical de nossas polícias. A partir da desmilita-

rização da Polícia Militar e da repactuação das responsabili- dades federativas na área, bem como da garantia do ciclo po- licial completo e da exigência de carreira única por institui- ção policial, pretende-se criar condições para que a provisão

da segurança pública se dê de forma mais humanizada e mais isonômica em relação a todos os cidadãos, rompendo, assim, com o quadro dramático da segurança pública no País.”, justifica o documento. A PEC está na Comissão Temporária de Segurança, e vai seguir para a Comissão

de Constituição e Justiça do Senado. A expectativa

da assessoria do senador Lindbergh é que a matéria

vá ao plenário ainda neste

ano. Caso seja aprovada, a União, os Estados e os Mu- nicípios têm até seis anos para fazer a readequação ao novo modelo.

Protestos contra a copa podem impulsionar mudanças

O professor de Gestão de Políticas Públicas da USP Pablo Ortellado acre- dita que o contexto das manifestações contra a rea- lização da Copa do Mundo é propício para dar início à transformação das polí- cias brasileiras. “Para esses protestos, não há mais de- mandas atendíveis, pois as remoções, a Lei da Copa e os estádios já foram feitos. Mas uma reforma da polícia pode mitigar o antagonismo crescente entre manifestan- tes e governos.”

Para o acadêmico – que enfatiza não ser especialista em segurança pública –, al- gumas providências podem

ser tomadas imediatamente:

acabar com os “autos de resis- tência”, expressão usada nos boletins de ocorrência após mortes ou lesões em decorrên- cia da intervenção policial; a criação de corregedorias com

o controle da sociedade civil;

a regulamentação das armas menos letais (bombas de gás lacrimogêneo, balas de bor- racha, spray de pimenta) por meio de um protocolo disci-

BRuno teRRiBas
BRuno teRRiBas

plinar do governo federal, que oriente as polícias estaduais. “Não houve reação por par-

te da presidenta Dilma Rous-

seff (PT) ou dos governadores

Geraldo Alckmin (PSDB) e Sérgio Cabral (PMDB) a essa reivindicação, que aparecia

como transversal em junho. Atendê-la sinalizaria boa von-

tade por parte dos gover- nos, uma nova disposição em tratar os movimentos sociais e da periferia, que sempre denunciaram o ge-

nocídio dos jovens negros e pobres. Representaria o diá- logo”, disse Ortellado. E complementa: “Mas isso também implicaria o governo arriscar seu único instrumento de garantia da ordem: uma polícia violen-

ta e assassina”. Em 2014,

uma reposta a esse imbró- glio deve começar a ser es- boçada.

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cultura6 Bebedouro banda gotas de amor canta o espiritismo Jovens da MEB divulgam mensagem cristã de

banda gotas de amor canta o espiritismo

Jovens da MEB divulgam mensagem cristã de união e amizade em suas canções

Em 2011, jovens da Mo- cidade Espírita de Bebedouro (MEB) criaram o grupo mu- sical Gotas de Amor, com o objetivo de transmitir a mensa- gem espírita relacionada à ami- zade e união entre as pessoas. Vitor Ferreira, de 26 anos, vocalista e violonista, explica como surgiu a iniciativa: “A vontade de unir amigos para fazer música já existia bem antes da formação da banda, mas a ideia concretizou-se a partir de uma apresentação do extinto grupo Mensagem de Amor, também da MEB. Gotas de Amor veio da ideia

de algo que espalha e toca a todos.” Além de Vitor, o conjunto tem Luan Henrique, 18, nos vocais e guitarra; o baixis- ta Danilo Messias, 23; Luiz Felipe Paschoali, 18, na per- cussão; e Marcus Vinicius Duarte, 24, no vocal, violão e ukulelê (instrumento havaiano semelhante ao cavaquinho). O repertório do Gotas de Amor é formado por compo- sições próprias. No entanto, o grupo não se furta a interpretar consagrados nomes da MPB. No meio espírita, as referên- cias principais são o Grupo Arte

Nascente (GAN), a banda Alma Sonora e o cantor Denis Soares. A primeira apresentação dos músicos foi na Semana Cultural Espírita, organizada pela União das Sociedades Es- píritas (USE), em Terra Roxa. Desde então, o grupo realiza apresentações em eventos es- píritas e ecumênicos, concur- sos e festivais. Em 2013, a banda partici- pou do 14º Festival da Canção e Encontro da Arte Espírita, em Franca, e foi classificada entre as finalistas com a can- ção Amizade Mais Bonita. “Foi uma honra ter sido clas-

divulGação
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sificado para este evento, que

é de grande referência para

a arte espírita. Lá, trocamos

experiências, fizemos novas amizades e aprendemos mais sobre música”, relembra Vitor. Neste ano, Gotas de Amor

pretende aumentar o número

de apresentações e compor

novas músicas. O trabalho dos jovens pode ser conheci- do através da página na rede social Facebook: <facebook. com/grupogotasdeamor>

social Facebook : <facebook. com/grupogotasdeamor> Jornalismo premiado no seu rádio anelize Moreira e Marilu
Jornalismo premiado no seu rádio
Jornalismo premiado no
seu rádio
com/grupogotasdeamor> Jornalismo premiado no seu rádio anelize Moreira e Marilu Cabañas são as duas repórteres

anelize Moreira e Marilu Cabañas são as duas repórteres da rádio brasil atual que levaram o Prêmio Vladimir Herzog de anistia e Direitos Humanos deste ano. isso é reconhecimento ao talento das jornalistas e à presença da rádio no noticiário humanista.

sintonize a frequência que dá as notícias que os outros não dão

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Bebedouro

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Bebedouro 7 esPorte de pai apoiador a faixa preta em taekwondo O vigilante noturno João Batista

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de pai apoiador a faixa preta em taekwondo

O vigilante noturno João Batista Alves é uma das referências da arte marcial na região

Em 2001, João Batista Al- ves, o JB, de 37 anos, saiu de Mossoró (RN) para ganhar a vida em Bebedouro. Ao che- gar, o vigilante noturno, curio- samente, enveredou para a área de defesa pessoal. Ele tornou- se faixa preta em taekwondo graças ao filho João Flávio, que aos quatro anos era “muito arteiro” e arrumava confusão com os colegas na escola. “A psicóloga recomen- dou que o colocássemos para praticar algum esporte. Ten- tamos o judô e o caratê, mas pela sua pouca idade não deu certo. Ele gostou do taekwon- do, mas disse que só treinaria

se eu também treinasse ao seu lado.” Em três anos, JB já pos- suía a graduação máxima do esporte. O filho, hoje com 12 anos, também é faixa preta. Em 2010, o vigilante noturno montou a Academia Bebedou- ro TKD Bang. Nas horas vagas, João Ba- tista ainda ensina taekwondo gratuitamente para 30 alunos, de 6 a 60 anos, no Centro So- cial Urbano (CSU), do Jardim Alvorada. “Este trabalho vo- luntário é uma forma de tirar as crianças da rua e ensinar-lhes o valor da disciplina, porque o taekwondo não é somente um

o valor da disciplina, porque o taekwondo não é somente um divulGação esporte olímpico, mas sim
divulGação
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esporte olímpico, mas sim um estilo de vida. É isso que eu tento passar para essas crian- ças”, conta entusiasmado. No ano passado, JB e seu parceiro Ruciel Silva, de 30

anos, (que ministra aulas na Feccib velha) firmaram uma parceria com o Departamento Municipal de Esportes (DME) e representam Bebedouro em diversos campeonatos. “Na

nossa última competição, em Valinhos, sagramo-nos cam- peões e recebemos R$ 2.000 em prêmios, que foram rever- tidos para a compra de mate- riais dos alunos dos dois pro- jetos sociais”, explica JB. O taekwondo surgiu na Coreia há mais de 2 mil anos e tem sua base na disciplina. É uma técnica de combate e defesa pessoal, sem armas, en- volvendo destreza no emprego das mãos e punhos, com pon- tapés, voadoras, esquivas e interceptações de golpes com as mãos, braços ou pés. Desde 1992, o esporte tornou-se uma modalidade olímpica.

e interceptações de golpes com as mãos, braços ou pés. Desde 1992, o esporte tornou-se uma
e interceptações de golpes com as mãos, braços ou pés. Desde 1992, o esporte tornou-se uma
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rijo de
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Cenário,
Programa
em francês
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Companhia
Ambiente
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Conflito
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Brasil-
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Escrevem
passado
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Padroeiro
protetor da
saúde da
garganta
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dos filhos
Poema
Comple-
é
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grego (pl.)
tamente
molhada
da após o
divórcio
Apelido de
"Tatiana"
Copo em
Instrumen-
Canoa
que se
to de can-
feita de
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Bob Dylan
escavado
Caráter do
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Médicos
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