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SOCIEDADE DO VALE DO IPOJUCA SESVALE

MANTEDORA DA FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA FAVIP

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO

ANA PAULA DE VASCONCELOS

DO LIVRO À BIBLIOTECA:

Anteprojeto para uma Biblioteca Pública em Caruaru

Caruaru

2011

1

Catalogação na fonte -

Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE

V331l

Vasconcelos, Ana Paula de.

Do livro a biblioteca: anteprojeto para uma biblioteca pública em

Caruaru / Ana Paula de Vasconcelos. Caruaru : FAVIP, 2011. 97 f.

Orientador(a) : Gustavo Miranda. Trabalho de Conclusão de Curso (Arquitetura e Urbanismo) -- Faculdade do Vale do Ipojuca. Inclui apêndice.

1. Biblioteca pública Caruaru (Anteprojeto). 2. Cultura Conhecimento e informação. I. Título.

CDU 72[12.1]

Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367

2

ANA PAULA DE VASCONCELOS

DO LIVRO À BIBLIOTECA:

Anteprojeto para uma Biblioteca Pública em Caruaru

Trabalho de graduação II apresentado ao Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade do Vale do Ipojuca FAVIP, como requisito final para obtenção do grau de Arquitetura e Urbanista.

Área de concentração: Projeto Arquitetônico

Orientador: Professor Gustavo Miranda.

Caruaru

2011

3

ANA PAULA DE VASCONCELOS

DO LIVRO À BIBLIOTECA:

Anteprojeto para uma Biblioteca Pública em Caruaru

Este Trabalho de Graduação II foi julgado e aprovado para obtenção do título de

bacharel em Arquitetura e Urbanismo no Curso de Arquitetura e Urbanismo da

Faculdade do Vale do Ipojuca.

Caruaru, 24 de novembro de 2011.

Gustavo Miranda

Professor Orientador

Banca Examinadora

Convidado externo

Professora e convidada interna

Professor e convidado interno

Caruaru

2011

4

“Este tipo de biblioteca foi feito à minha medida, posso decidir

passar lá um dia inteiro em santa delícia: leio os jornais, desço até o bar com alguns livros, depois vou à procura de outros, faço

A biblioteca, converte-se, neste sentido, numa

aventura” (Umberto Eco).

descobertas, (

)

5

À minha mãe e irmãs, pelo carinho e incentivo, Ao meu pai, Marcos Manuel de Vasconcelos (in memorian), que nutriu em mim o gosto e apreço pela leitura.

6

AGRADECIMENTOS

Muitas pessoas foram essenciais para a realização deste Trabalho de Graduação, sendo assim, agradeço a todos que de alguma forma contribuíram para conclusão deste estudo.

Primeiramente, agradeço a minha família, a qual fomentou em mim a inquietude e disposição necessárias à busca pelo conhecimento.

Aos meus amigos, em especial, a Edmário Santos, pela dedicação e colaboração.

A Romero Amâncio de Moura, pelos constantes incentivos e apoio.

A Wagner Carvalho, bibliotecário da Biblioteca Pública de Pernambuco, pelas constantes conversas que facilitaram e encorajaram a conclusão deste trabalho.

E, por fim, mas não menos importante, ao meu orientador, Gustavo Miranda, pela paciência e dedicação.

7

RESUMO

Vaconcelos, Ana Paula. Biblioteca Pública de Caruaru, 2011. Trabalho de

Graduação (Arquitetura e Urbanismo) Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru,

2011.

A biblioteca pública é uma instituição democrática fomentada pelo poder público, podendo ser utilizada por todos para o usufruto de seus serviços. É fonte de conhecimento, informação e proporciona desenvolvimento intelectual e social, além de promover e disseminar a cultura local. Este Trabalho de Graduação trata do estudo para a elaboração de um equipamento cultural voltado à população baseado em estudos e análises de conceitos teóricos e práticos sobre o tema. É um trabalho teórico projetual que tem como objetivo a concepção de um anteprojeto de uma biblioteca pública para a cidade de Caruaru. O tema é sugerido pela falta de um equipamento condizente com os anseios sociais e culturais da população, pois a cidade é um pólo de comercio, serviço, cultura e educação para toda região, e a biblioteca existente não atende às necessidades da comunidade. Assim, foram desenvolvidas metas para atingir tal objetivo com o intuito de suprir as lacunas culturais e educacionais da cidade e região, resultando num Trabalho de Graduação embasado em estudos bibliográficos, métodos de pesquisas e estudos de casos. Com as análises resultantes desses estudos foram extraídas analogias e diferenças que auxiliaram no desenvolvimento deste trabalho, e em seguida, fez-se os estudos preliminares que culminaram no anteprojeto da biblioteca proposta.

PALAVRAS-CHAVES: Biblioteca, cultura, conhecimento e informação.

8

ABSTRACT

Vaconcelos, Ana Paula. Caruaru Public Library, 2011. Research Project (Architecture and Urban Planning) Vale do Ipojuca College, Caruaru, 2011.

The public library is a democratic institution fostered by the goverment and can be used by everyone to the enjoyment of its services. It is a source of knowledge, information, and provides intellectual and social development, and besides promotes and disseminates the local culture. This research deals with the study for the development of a cultural facility focused on the population based on studies and analysis of theoretical and practical concepts on the subject. It is a projectual and theoretical work which aims to design a blueprint of a public library for the city of Caruaru. The theme is suggested because of the lack of equipment suitable with social and cultural aspirations of the population, once the city is a hub for trade, service, culture and education for the whole region and the existing library does not meet the needs of the community. Thus, goals were developed to achieve this goal in order to meet the cultural and educational gaps in the city and region, resulting in a Graduate Work grounded in bibliographical studies, research methods and case studies. With the resulting analysis of these studies were extracted similarities and differences that helped in the development of this work, and then became the preliminary studies that culminated in the draft proposal of the library.

KEYWORDS: Library, culture, knowledge and information.

9

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 01 Biblioteca Municipal de Caruaru

24

Figura 02 - Recepção (BMAL)

24

Figura 03 - Acervo geral, BMAL

24

Figura 04 - Acervo geral, BMAL

24

Figuras 05, 06 e 07 - Espaços para periódicos, Braille e infantil respectivamente- Biblioteca Municipal de Caruaru

25

Figura 08 - Localização do município de Caruaru no estado

25

Figura 09 - Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

34

Figura 10 - Planta de locação e coberta da Biblioteca Pública do Estado de Pernam-

buco

34

Figura 11 - Planta baixa do pav. Térreo - Biblioteca Pública do Estado de Pernam-

buco

35

Figura

12

-

Planta

baixa

do

pav.

-

Biblioteca

Pública

do

Estado

de

Pernambuco

 

35

Figura 13

- Planta baixa

do

Pav.

- Biblioteca

Pública do

 

Estado de

Pernambuco

 

36

Figura 14 - Fachada da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco com a amplia-

ção á esquerda

36

Figuras 15 e 16 - Fachada principal da Biblioteca Pública de Pernambuco

37

Figuras 17 e 18 - Fachada principal e acesso da Biblioteca Pública

de

Pernambu-

Co

37

10

Figuras 21 e 22 - Espaço para periódicos e setor infantil da Biblioteca Pública de

nambuco

38

Figura 23 e 24 - Setor de restauro e circulação do 2º pav. da Biblioteca

Pública

de

Pernambuco

38

Figura 25 - Biblioteca Pública do Paraná

 

39

Figura 26 - Setorização e

distribuição dos

espaços

da

Biblioteca

Pública

do

Paraná

40

Figura 27 - Planta baixa do pav. inferior da Biblioteca Pública do Paraná

 

41

Figura 28 - Planta baixa do pav. Térreo da Biblioteca Pública do Paraná

42

Figura 29 - Planta baixa do 1º pav. da Biblioteca Pública do Paraná

42

Figura 30 - Planta baixa do 2º pav. da Biblioteca Pública do Paraná

43

Figura 31- Planta baixa do 3º pav. da Biblioteca Pública do Paraná

43

Figura 32 - Planta baixa do 4º pav. da Biblioteca Pública do Paraná

44

Figura 33 - Corte AA da Biblioteca Pública do Paraná

 

44

Figura 34 - Corte BB da Biblioteca Pública do Paraná

45

Figura 35 - Corte CC da Biblioteca Pública do Paraná

45

Figura 36 - Corte DD da Biblioteca Pública do Paraná

46

Figura 37 - Vista do Pav. Inferior da Biblioteca Pública do Paraná

 

46

11

Figura 39 - Vista do 1º Pav. da Biblioteca Pública do Paraná

47

Figura 40 - Vista do 3º Pav. da Biblioteca Pública do Paraná

47

Figura 41 - Materiais utilizados na composição da Biblioteca Pública do Paraná

48

Figura 42 - Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

49

Figura 43 Implantação - Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

50

Figura 44 - Planta baixa do pav. inferior, térreo, 1º e 2º pav. - Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

51

Figura 45 - 1º Pav.da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

52

Figura 46 - 2º Pav.da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

52

Figura 47 - Pavimento inferior e pav. térreo da Biblioteca de Montarville, Quebec,

Canadá

53

Figura 48 - Elevação sul e corte longitudinal da Biblioteca de Montarville, Quebec,

Canadá

53

Figuras 49 e 50 - Interior da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

54

Figuras 51 e 52 - Setor Infantil e fachada da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

55

Figuras 53 e 54 - Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

55

Figura 55 - Macro-setorização

68

12

Figura 56A - Zoneamento

70

Figura 57 - Localização do terreno

71

Figura 58 - Imagem do espaço para implantação do equipamento

72

Figura 59 - Imagem do espaço para implantação do equipamento

72

Figura 60 - Planta de situação sem escala

73

Figura 61 - Mapa dos condicionantes ambientais

74

Figura 62 - Mapa de usos do setor

75

Figura 63 - Mapa dos condicionantes ambientais

76

Figura 64 - Evolução da proposta

83

Figura 65 - Perspectiva da fachada oeste

87

Figura 66 Resolução programática

85

Figura 67 - Perspectiva do edifício (fachada principal)

86

Figura 68 - Perspectiva do edifício (fachada leste)

87

Figura 69 - Perspectiva do café

87

Figura 70 - Implantação do edifico no terreno

88

Figura 71 - Planta baixa 1º pavimento (térreo)

89

13

Figura 73 - Perspectiva do setor infantil

90

Figura 74 - Planta baixa 2º pavimento

91

Figura 75 - Perspectiva do espaço para leitura - setor adulto

92

Figura 76 - Planta baixa 3º pavimento

92

Figura 77 - Planta baixa 3º pavimento

93

14

LISTA DE TABELAS

Tabela 01 - Estatística do quantitativo de alunos no município de Caruaru

23

Tabela 02 - Relatório de freqüência da Biblioteca Álvaro Lins

23

Tabela 03 - Comparativo entre os estudos de caso

58

Tabela 04 - Dimensionamentos dos ambientes dos estudos de caso

59

Tabela 05 - Análise SWOT

60

Tabela 06 - Sugestão de dimensionamento para espaços culturais 1

62

Tabela 07 - Sugestão de dimensionamento para espaços culturais 2

63

Tabela 08 - Projeção de crescimento de uma coleção

64

Tabela 09 - Distribuição do acervo e capacidade das estantes

64

Tabela 10 - Capacidade de volumes das estantes e prateleiras

65

Tabela 11 - Programa e pré-dimensionamento

66

Tabela 12: Programa e dimensionamento

82

15

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

SWOT

Strengths - Weakness - Opportunities - Threats

UNESCO

Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura

IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

BMAL

Biblioteca Municipal Álvaro Lins

PE

Pernambuco

CD-ROM

Compact Disc Read Only Memory

e-books

Eletronic books

ZR3

Zona Residencial 3

ZAM1

Zona de Atividades Múltiplas

BPEP

Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

CFTV

Circuito fechado de TV

Pav.

Pavimento

BPSC

Biblioteca Pública de Santa Catarina

Fig.

Figura

16

SUMÁRIO

1.

INTRODUÇÃO

18

1.1

Do livro à Biblioteca

21

1.2. O porquê de uma Biblioteca?

22

2.

PROCESSO METODOLÓGICO

27

2.1 Pesquisas bibliográficas

27

2.2 Pesquisas em campo

28

2.3 Entrevistas

28

2.4 Estudos de caso

28

2.5 Análise comparativa

29

2.6 SWOT

30

3. REFERENCIAL TEÓRICO

31

4. ESTUDOS DE CASO

33

4.1 Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

34

4.2 Biblioteca Pública de Santa Catarina

39

4.3 Biblioteca de Montarville

49

4.4 Análise comparativa

57

4.5 Aplicação do SWOT nos estudos de caso

60

5. PROGRAMA E PRÉ-DIMENSIONAMENTO

62

6. ORGANOGRAMA, FLUXOGRAMA E ZONEAMENTO

68

17

7.1 Análise do contexto urbano

 

73

7.2 Análise dos condicionantes físico-ambientais

 

75

7.3 Análise dos condicionantes legais

 

77

 

7.3.1

Código de Urbanismo, Obras e Posturas do município de Caruaru

 

77

7.3.2

Plano Diretor de Caruaru

 

78

7.3.3

Manual de Diretrizes e Normas para Biblioteca Públicas (Brasil, 2000)

78

7.3.4

Normas técnicas da ABNT, lei 9050

 

79

7.3.5

Código

de

segurança

contra

incêndios

e

pânico

para

o

estado

de

Pernambuco

 

79

8.0 A PROPOSTA

81

8.1 Programa

81

8.2 Memorial Justificativo

 

83

8.3 Apresentações gráficas

94

9. CONCLUSÕES

 

95

10.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

97

18

1. INTRODUÇÃO

Do livro a biblioteca é um trabalho teórico projetual que elabora passos para o

desenvolvimento de um anteprojeto de biblioteca embasado na percepção oriunda

das pesquisas fundamentadas no objeto de estudo e nas observações empíricas.

É mostrado nesse estudo que a biblioteca não é um espaço destinado apenas à leitura e acúmulo de livros, mas também um ambiente que conecta e transforma pessoas, onde se inicia a construção do conhecimento e sua proliferação, dando margem ao conceito de cidadania e desenvolvimento social, sendo assim, um espaço livre de amarras e censuras.

Contudo, apesar da importância deste recinto como ferramenta de desenvolvimento social da comunidade e do crescimento econômico e populacional da cidade de Caruaru, a mesma não possui equipamentos de cultura e lazer que atenda à demanda da sociedade que ainda está muito enraizada na cultura de feira, na arte popular e em festas folclóricas, já que a cidade surgiu dessa atividade econômica e possui uma cultura popular latente.

A biblioteca pública proporciona desenvolvimento intelectual, dissemina

conhecimento e perpetua a cultura local, sendo de fundamental importância para o desenvolvimento da comunidade e sua região. Essa instituição é uma ferramenta democrática e geralmente promovida pelo poder público, onde todos têm o direito a usufruir de seus serviços.

Em Caruaru, tal fenômeno acontece, porém a biblioteca pública existente não

atende às necessidades da comunidade, visto que o espaço é insuficiente e inadequado para um centro de cultura. Portanto, este trabalho tem o intuito de desenvolver um estudo para a concepção de uma biblioteca pública para a cidade de Caruaru como forma de suprir as lacunas educacionais e culturais da região.

Baseadas nessas premissas traçaram-se metas para responder à questão: como

elaborar um equipamento de cultura, como uma biblioteca pública, com conceito contemporâneo de centro de cultura, como atualmente a biblioteca é considerada,

que atenda às necessidades sociais, culturais e educacionais da comunidade?

19

Por tudo isto, buscou-se no desenvolvimento deste trabalho de graduação conceituar este equipamento no primeiro capítulo, dando ênfase à origem da biblioteca e sua evolução no tempo, e em seguida justificar sua escolha para este estudo.

Deste modo, prosseguiu-se o trabalho de graduação com o objetivo de desenvolver um anteprojeto de uma Biblioteca pública no município de Caruaru-PE, tendo como meta a elaboração de ambientes flexíveis e dinâmicos, utilizando arquitetura contemporânea, integração dos espaços internos através das disposições dos mobiliários e o diálogo aprazível dos ambientes de convivência com os setores internos do edifício.

Desta forma, procurou-se apresentar vários métodos de pesquisa para obtenção de dados e consequentemente enriquecimento deste trabalho, como as visitas em campo, pesquisa bibliográficas, entrevistas, estudos de caso e análises comparativas e SWOT¹.

O trabalho continua com a abordagem do referencial teórico, cujo embasamento

conceitual propicia uma percepção geral do equipamento biblioteca. E, em seguida,

aspectos legais ligados ao planejamento do equipamento.

A ênfase é dada aos estudos de caso, os quais proporcionaram fundamentos para o desenvolvimento do projeto, e as análises oriundas destes estudos. Resultando assim, no programa e pré-dimensionamento do equipamento, seguidos do organograma e fluxograma.

E,

para melhor compreensão deste trabalho, apresentaram-se tabelas comparativas

e

SWOT, as quais facilitam a compreensão dos equipamentos analisados nos

estudos de caso.

Em seguida, avaliou-se a área de implantação do equipamento e seu entorno, com a

análise do contexto urbano local, dos condicionantes físico-ambientais e dos condicionantes legais, facilitando assim o diagnostico da área e a melhor disposição

do edifício no terreno.

1. Método utilizado para pontuar aspectos negativos, positivos, ameaças e oportunidades de um determinado equipamento e seu funcionamento.

20

Continuadamente, analisaram-se os estudos preliminares, gerando assim, o programa e dimensionamento da biblioteca proposta, bem como o memorial justificativo, o qual descreve as características técnicas e pragmáticas do projeto.

O trabalho prossegue com as representações gráficas das perspectivas, planta de situação, planta de coberta, plantas baixas, cortes e fachadas, sendo finalizado com as conclusões e as referências bibliográficas a cerca de todo o estudo desenvolvido.

Portanto, pretende-se com este estudo contribuir com a concepção de um anteprojeto de uma biblioteca pública para a cidade de Caruaru que no futuro dissemine o conhecimento e o apreço à leitura na região.

21

1.1 Do livro a biblioteca

Com o surgimento da escrita na antiguidade, o homem utiliza materiais, como o papiro e a argila, para registrar sua história e deixar seu legado no tempo. Com a evolução desses objetos, descobre-se o livro como se conhece hoje, elaborado a partir de papel manufaturado, sendo fonte de informação e conhecimento. Consequentemente nasce à biblioteca para arquivar registros e conservar a história cultural de um povo.

A palavra biblioteca tem sua origem do vocábulo grego bibliothéke, que significa depósito de livros e fez-se conhecida em português através da palavra latina bibliotheca. E tem por definição:

“uma coleção pública ou privada de livros ou documentos congêneres, para estudo, leitura e consulta; Edifício ou recinto onde ela se instala; móvel onde se guardam e/ou ordenam livros”. (HOLANDA, 2005).

Desde o centro de cultura mais conhecida da antiguidade, o de Alexandria², até os nossos dias essa instituição passou por várias modificações. Ao longo do tempo, foram transformando-se, à medida que crescia a ânsia por novas fontes de informação e cultura. Inicialmente, poucos tinham acesso ao conhecimento proferido nesse espaço, e com o passar do tempo a informação foi mudando de formato e velocidade, e mais recentemente, impulsionada pelo advento da internet o conhecimento foi-se democratizando.

Do mesmo modo, de um simples depósito de livros para um espaço diversificado de informações e convívio, este passou a ser o papel das bibliotecas no mundo. Com conceitos e temas pertinentes à sociedade contemporânea, ela favorece o desenvolvimento cultural da população, seguindo o curso da história e adaptando-se à sociedade à qual está inserida.

Como cita o pensador e escritor inglês Samuel Johnson (século XVIII)³ :

“Nenhum lugar proporciona uma prova mais evidente da vaidade das esperanças humanas do que uma biblioteca pública”.

2. Fundada pelo rei do Egito, Ptolomeu I Sóter no século III a.C. Fonte: Artigo de Antonio Carlos Pinho.

Disponível em: <www.mundocultural.com.br>. Acessado em abril de 2011.

22

1.2 O porquê de uma Biblioteca?

A importância do estudo das bibliotecas dá-se porque esta instituição não é apenas um espaço destinado à leitura e acúmulo de livros, mas também um ambiente que conecta e transforma pessoas através da colaboração da coletividade. Nele, inicia- se a construção do conhecimento e sua proliferação, dando margem ao conceito de cidadania e desenvolvimento social, sendo um espaço livre de amarras e censuras, como cita o Manifesto da UNESCO (1994):

"Liberdade, prosperidade e desenvolvimento da sociedade e dos indivíduos são valores humanos fundamentais. Eles serão alcançados somente através da capacidade de cidadãos, bem informados, para exercerem seus direitos democráticos e terem

A biblioteca pública, porta de entrada

papel ativo na sociedade. [

para o conhecimento, proporciona condições básicas para a aprendizagem permanente, autonomia de decisão e desenvolvimento cultural dos indivíduos e grupos sociais." (Manifesto da UNESCO,

1994).

]

Baseado na premissa de que o acesso à cultura é o caminho para uma sociedade democrática e mais igualitária, sob o ponto de vista de inclusão social, percebe-se a importância em realizar uma pesquisa para a elaboração de um anteprojeto de uma biblioteca pública no município de Caruaru-PE, tendo em vista a importância desse espaço de inserção, ponto de encontro e perpetuação do conhecimento, pois segundo Milanese (2002, pág. 11): “os homens precisam repartir o pensamento criado, disseminando-o para garantir a posse do conhecimento.

Atrelado à importância cultural de uma biblioteca na cidade, emerge a necessidade de crescimento da população fundamentado no desenvolvimento social e intelectual, pois o município de Caruaru destaca-se no contexto populacional e econômico no estado. De acordo com o censo do IBGE (2010), o município possui 314.951 habitantes, sendo o 4º município com maior população do estado de Pernambuco, e segundo o censo do IBGE (2000), possui um público flutuante de aproximadamente 150.000 pessoas/mês, as quais são atraídas pelo comércio e educação da região.

Observou-se também, através de pesquisas em fontes indiretas e diretas que município de Caruru possui 307 estabelecimentos de ensino (escolas municipais,

23

estaduais, particulares e faculdades), totalizando 100.000 estudantes, além dos estudantes dos cursos profissionalizantes, técnicos e especializações (tabela 01).

Tabela 01: Estatística do quantitativo de alunos no município de Caruaru.

INSTITUIÇÕES DE ENSINO

QUANT.

Nº ALUNOS

Escolas:

Escolas municipais

138

31.517

Escolas estaduais

26

32.000

Escolas particulares

139

23.208

Total:

86.725

Faculdades:

   

FAFICA

1

1.800

ASCES

   

1

3.100

FEDERAL

1

2.807

FAVIP

   

1

5.406

Total:

4

13.113

Total geral:

 

99.838

Fonte: Ana P. Vasconcelos, com dados oriundos da GERE e Secretaria de educação de Caruaru.

Essa parcela da população, conforme “manual de normas de diretrizes das bibliotecas públicas no Brasil” (BRASIL, 2000) é a maior freqüentadora desse espaço de inserção no mundo do conhecimento, o que também se confirma em Caruaru devido à precariedade das bibliotecas escolares. (tabela 02).

Tabela 02: Relatório de freqüência da Biblioteca Álvaro Lins

 

BIBLIOTECA ÁLVARO LINS

 
 

Relatório Geral 2010 (a partir do 2º Tri)

 
 

Freq geral

Inscrições

Consultas

Empréstimos

Freq.periódicos

2º Tri

957

20

773

164

957

3º Tri

4.183

113

3.114

756

4.183

4º Tri

5.832

57

2.394

465

2.916

Total:

10.972

190

6.281

1.385

8.056

Fonte: da autora com dados oriundos da GERE Caruaru.

24

Portanto, apesar do crescimento econômico e populacional da cidade, a mesma não possui equipamentos que atendam à demanda cultural da comunidade que está baseada na cultura da feira, arte popular e festas folclóricas, sendo de fundamental importância um equipamento público que propicie o preenchimento das lacunas culturais e educacionais da comunidade, pois de acordo com o Ministério da Cultura (2000), todo município com população a partir de 50.000 habitantes deve ter uma biblioteca pública como suporte à aprendizagem e conhecimento.

Para atender à demanda existente, a biblioteca Municipal Álvaro Lins (BMAL) foi inaugurada na cidade em março de 2010, com acervo de apenas 10.000 volumes e espaço limitado, cerca de 250m², que não condiz com as necessidades da população. Falta de acessibilidade, conforto ambiental e flexibilidade nos espaços internos, são alguns problemas encontrados na biblioteca local, como mostram as figuras abaixo (Figs. 01 a 07).

Fig. 01: Biblioteca Municipal de Caruaru. 2011

01 a 07). Fig. 01: Biblioteca Municipal de Caruaru. 2011 Fonte: Ana Paula Vasconcelos Fig. 03:

Fonte: Ana Paula Vasconcelos

Fig. 03: Acervo geral, BMAL. 2011

Ana Paula Vasconcelos Fig. 03: Acervo geral, BMAL. 2011 Fonte: Ana Paula Vasconcelos Fig. 02: Recepção

Fonte: Ana Paula Vasconcelos

Fig. 02: Recepção (BMAL). 2011

Ana Paula Vasconcelos Fig. 02: Recepção (BMAL). 2011 Fonte: Ana Paula Vasconcelos Fig. 04: Sala de

Fonte: Ana Paula Vasconcelos

Fig. 04: Sala de informática (BMAL). 2011

(BMAL). 2011 Fonte: Ana Paula Vasconcelos Fig. 04: Sala de informática (BMAL). 2011 Fonte: Ana Paula

Fonte: Ana Paula Vasconcelos

25

Fig. 05, 06 e 07: Espaços para periódicos, Braille e infantil respectivamente - Biblioteca Municipal de Caruaru. 2011.

respectivamente - Biblioteca Municipal de Caruaru. 2011. Fonte: Ana Paula Vasconcelos Paralelamente ao crescimento
respectivamente - Biblioteca Municipal de Caruaru. 2011. Fonte: Ana Paula Vasconcelos Paralelamente ao crescimento
respectivamente - Biblioteca Municipal de Caruaru. 2011. Fonte: Ana Paula Vasconcelos Paralelamente ao crescimento

Fonte: Ana Paula Vasconcelos

Paralelamente ao crescimento populacional e econômico, a região desenvolveu vocação educacional, devido a sua posição estratégica, entre a capital e o sertão, sendo provedora de estabelecimentos de ensino para toda essa região (Fig. 08).

Fig. 08: Localização do município de Caruaru no estado.

ensino para toda essa região (Fig. 08). Fig. 08: Localização do município de Caruaru no estado.

Fonte: Google (maps)

26

Deste modo, a população da cidade de Caruaru não possui um equipamento que propicie a velocidade e coerência necessárias às informações provenientes do mundo globalizado, o qual necessita de formatos diversos de mídia para captação dessas fontes de informação. Um espaço destinado à cultura e disseminação do conhecimento surge como respaldo à necessidade da população em consolidar sua cultura e agregar novos valores.

Assim, este trabalho teve como foco o planejamento de uma biblioteca pública que preenchesse as lacunas educacionais da população e se tornasse um referencial na comunidade, engajando a sociedade local no conceito contemporâneo de biblioteca e melhorando o convívio sócio-cultural.

27

2. PROCESSO METODOLÓGICO

Sou por meu gosto pesquisador. Experimento toda sede de conhecer a ávida inquietude de progredir, do mesmo modo que a satisfação que toda inquietude proporciona” (KANT, 1689-1755).

Para atingir o objetivo pretendido da elaboração de um anteprojeto de uma Biblioteca Pública para a cidade de Caruaru, buscaram-se caminhos para execução de tal ação e ferramentas a serem utilizados para obtenção de repostas e soluções, pois segundo Gil (1991) Processo Metodológico “é um conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos”, sendo assim, vislumbra réplicas a questões pertinentes a pesquisa.

Deste

investigativos:

modo,

surgiu

a

escolha

de

alguns

2.1 Pesquisa Bibliográfica

procedimentos

metodológicos

A pesquisa alimenta réplicas referentes a inquietudes provenientes de estudos e

inquietações intelectuais, buscando respostas a indagações e percepções oriundas

do desejo de conhecer e descobrir.

Assim, utilizou-se esta pesquisa para alimentar e nortear este estudo, pois é a fonte teórica e conceitual desta pesquisa. Só a partir do estudo criterioso do tema puderam-se desenvolver conceitos próprios, organizar atos e fatos condizentes com

o problema. A Pesquisa da literatura criou embasamento teórico sobre o conceito biblioteca e sua evolução funcional e contextual.

Ressaltou-se a importância da pesquisa bibliográfica como base teórica ao desenvolvimento do trabalho, pois é um procedimento necessário ao estudo do tema que consiste na obtenção, escolha e resumos das informações recolhidas. De acordo com AMARAL (2007), podem-se conseguir tais informações manualmente, pesquisas em livros, ou eletronicamente, pela internet, CD-ROM, e-books.

28

Portanto, foi a partir do conhecimento adquirido através do estudo bibliográfico que se percebeu relevâncias sobre o tema sugerido, servindo como norteador para o projeto.

2.2 Pesquisa em Campo

É uma forma de orientar o estudo através das observações a equipamentos similares, acrescentando ao trabalho uma visão geral do objeto de trabalho e seu funcionamento. Pesquisa que analisa objetivamente os aspectos reais de um determinado fato ou tema.

Esse tipo de pesquisa determina questionamentos relevantes ao objeto de estudo, compreendendo na prática aspectos físicos e funcionais do elemento em estudo. Portanto, através desse tipo de procedimento pode-se colher informações in loco e documentar as observações de forma escrita ou fotográfica.

2.3 Entrevistas

Oriundas das pesquisas de campo, essa ferramenta de pesquisa respondeu a várias indagações a respeito do tema proposto dando suporte informal à pesquisa. Através das entrevistas com bibliotecários e coordenadores pode-se conhecer melhor o objeto de estudo, suprindo a demanda por respostas práticas e funcionais, facilitando assim, o entendimento do conceito biblioteca, suas funções e divisões.

2.4 Estudo de casos

Esse tipo de pesquisa auxiliou na obtenção de respostas oriundas de questões onde a análise de fatos é imprescindível, auxilia nas analogias pertinentes através de coletas de dados, análise e conclusões das informações obtidas, pois segundo Yin

29

(2009) “o estudo de caso é uma estratégia de pesquisa empírica”. Possibilitam análises comparativas, sendo de fundamental importância o diagnóstico resultante para a elaboração de um projeto que atenda as necessidades contemporâneas de um centro de cultura como a Biblioteca Pública.

Essa estratégia foi escolhida para verificar pontos intrínsecos ao tema, bem como sua funcionalidade. Com isso, pode-se nortear o trabalho em tese com base nos equipamentos existentes, obtendo informações importantes dos casos estudados, resultando num comparativo eficiente para a elaboração do equipamento pretendido.

As etapas dos estudos seguiram-se da seguinte forma: seleção dos casos com estruturas físicas similares, porém com diferenças culturais e regionais; coleta de dados através de estudo em campo, entrevistas, obtenção de registros documentais, como plantas; e análise dos estudos.

Demonstrou-se com o resultado dessa pesquisa semelhanças e diferenças entre os casos analisados dando suporte ao embasamento técnico e funcional à elaboração do anteprojeto de um centro de cultura eficiente.

2.5 Análise comparativa

Após o estudo de casos, comparativos e descritivos, originou-se a análise comparativa geral. O que se pode aproveitar dos estudos analisados e aplicar no objeto de estudo? Qual a semelhança e diferença entre os casos apresentados?

Com base nessas perguntas perceberam-se quais os pontos constantes de cada objeto e sua funcionalidade, como também pontos que alteram a percepção geral de cada conceito.

30

2.6 SWOT

"Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças " (SUN TZU, 500 a.C). Esta citação define claramente o conceito SWOT, que é uma método utilizado para analizar ambientes, determinando pontos relevantes para aprimorar e monitorar objetos ou objetivos. Segundo o site www.administracaoegestao.com.br (2011), SWOT significa Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).

Deste modo, esta análise foi uma ferramenta importante para a compreensão do contexto das bibliotecas estudadas, pois pontuou-se as relevâncias de cada projeto analisado, como seus pontos negativos, positvivos, suas ameças e oportunidades. Analisou-se cada estudo e pontuou-se esses quatro aspectos, assim criou-se um parâmetro entre eles e verificou-se o que pode ser utilizado ou evitado no projeto proposto.

31

3. REFERENCIAL TEÓRICO

Alguns autores abordam o tema biblioteca de maneira similar, dando ênfase à importância desse equipamento como mediador cultural na vida cotidiana das

pessoas. Segundo Milanese (2003), “a biblioteca é a mais freqüente instituição identificada com a cultura”. O mesmo autor acredita no poder de persuasão desse espaço na sociedade, desenvolvendo e repassando idéias a fim de tornar

imortalizado o conceito de uma época. E afirma “

os homens precisam repartir o

pensamento criado, disseminando-o para garantir a posso do conhecimento.” (MILANESE, 2002, p,12).

MILANESE (2003) também questiona a forma que se constroem espaços para cultura, “ela é gerada sem conceito e sem programa” e diz “É muito mais fácil projetar um hospital ou uma cadeia: sabe-se exatamente para que servem e há especialistas para fornecer programas específicos aos que arquitetam as formas.” Assim, o autor contesta a forma, na maioria das vezes, desprovida de cuidados oriundos da falta de planejamento e diretrizes projetuais.

Já no “manual Biblioteca Pública: princípios e diretrizes” (Brasil, 2000, pág.17) os autores argumentam que “a biblioteca é, pois, uma instituição que agrupa e proporciona o acesso aos registros do conhecimento e das idéias do ser humano através de suas expressões criadoras”. E em relação ao espaço de cultura argumentam que “a biblioteca pública é o espaço privilegiado do desenvolvimento das práticas leitoras, e através do encontro do leitor com o livro forma-se o leitor crítico e contribui-se para o florescimento da cidadania.

E continua o manual (pág. 50): “A biblioteca deve ser planejada como uma série de áreas interligadas, mas de uso bem definido, por onde as pessoas possam circular livremente e escolher livros e outros materiais, sem atrapalhar as pessoas que estão lendo ou estudando.”

Ponto de vista comum com os autores acima tem o Manifesto da UNESCO (1994):

A biblioteca pública é o centro local de informação, disponibilizando prontamente para os usuários todo tipo de conhecimento.

32

Portanto, com base nos autores já citados percebeu-se que os espaços destinados à biblioteca devem ser flexíveis, dinâmicos e interligados, fazendo com que o leitor perceba todas as oportunidades fornecidas por um ambiente de introspecção, lazer e cultura, o qual conecta o usuário ao conhecimento.

Assim, percebeu-se a importância de se projetar um centro de cultura de forma adequada, com características pertinentes a cada setor, pois a biblioteca possui espaços diversos que se conectam de forma harmoniosa, ambientes introspectivos dialogam com setores de convivência. Dessa forma, o projeto de uma biblioteca requereu prudência e racionalidade.

Assim, atrelados a estes argumentos e conceitos emergiu o embasamento teórico necessário para percepção do equipamento biblioteca como um todo, pois foi de fundamental importância conhecer o objeto de estudo e sua conjectura na comunidade.

33

4. ESTUDO DE CASOS

A proposta desse estudo teve como objetivo identificar analogias e diferenças entre

os projetos analisados com o intuito de obter um referencial para o anteprojeto pretendido.

O primeiro estudo é do projeto da Biblioteca Pública de Pernambuco, localizada no

bairro Santo Amaro, Recife-PE, com 5.206m², distribuídos em três pavimentos. O projeto é dos arquitetos Castro e Esteves. Atualmente a biblioteca possui um projeto

de reforma e ampliação em curso feito pela arquiteta Silvana Marta Affonso Ferreira.

A segunda análise é do projeto para a Biblioteca Pública de Santa Catarina, o qual

ficou com o 1º lugar no concurso de projetos, sendo autores: Bruno Conde, Filipe Gebrim Doria, Filipe Lima Romeiro, Lucas Bittar. O edifício localiza-se na área central da cidade de Florianópolis e possui 3.804m², dispostos em seis pavimentos.

O terceiro estudo é da Biblioteca de Montarville, localizada em Quebec, Canadá. A

edificação localiza-se na área central da pequena cidade de Boucheville, com cerca

de 40.000 habitantes. Projeto oriundo de um concurso para reforma e ampliação da

sede da biblioteca existente, proposto pelos arquitetos Briere, Gilbert e Associados.

O edifício é composto por três pavimentos e possui uma área aproximada de

3.170m².

A escolha desses projetos deu-se para avaliar equipamentos de diferentes níveis

regionais e culturais. O primeiro estudo, uma biblioteca do estado do projeto pretendido (Pernambuco), o segundo de um equipamento de outro estado do Brasil (Santa Catarina) e o último de uma edificação no exterior (Canadá). Com isso, observam-se propostas diferentes e percebe-se qual a constância no conceito dessas edificações, além de observações pertinentes a serem utilizadas no modelo

proposto.

34

4.1 Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (BPEP)

Fig. 09: Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

(BPEP) Fig. 09: Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. Segundo os

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

Segundo os dados da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, a mesma foi construída na época da ditadura, sua edificação iniciou-se em 1968, na gestão de Nilo De Souza Coelho, e foi inaugurada em 1971. O edifício mostra esse conservadorismo atribuído a tal regime, onde os livros não ficavam a mostra e o usuário não tinha relação direta com o acervo (Fig. 09 e 10).

Fig. 10: Planta de locação e coberta da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco.

e coberta da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco. Fonte: Secretaria de Educação de Recife, Departamento

Fonte: Secretaria de Educação de Recife, Departamento de obras, setor de Arquitetura.

35

De acordo com dados fornecidos pela BPPE, a mesma possui área de 5.206m², e freqüência média de 1.200 usuários por dia, cerca de 24.000 por mês.

A distribuição dos espaços da-se da seguinte forma: no térreo localiza-se o setor reservado da biblioteca, como o Acervo Geral, Coleção Pernambucana, Processamento técnico, depósito e CFTV, o setor Infanto-Juvenil e o setor de Empréstimos (Fig. 11).

Fig. 11: Planta baixa do pav. Térreo - Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

pav. Térreo - Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. No 1ª

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

No 1ª pavimento o espaço é dividido entre Periódicos, Referências, Braille, e salas de leitura, além do guarda volumes. No mezanino funciona o setor administrativo, espaço para internet, sala de línguas e setor de restauro e manutenção (Fig. 12).

Fig. 12: Planta baixa do 1º pav. - Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

„

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

36

Observa-se no interior do equipamento o uso do concreto aparente com fechamento exterior em vidro e esquadrias de alumínio. O edifício possui três pavimentos, térreo, 1º pav. e mezanino, distribuídos de forma a compor um grande vão central com pé direito monumental (Fig. 13 e 14).

Fig. 13: Planta baixa do 2º Pav. - Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco.

do 2º Pav. - Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco. Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. Fig.

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

Fig. 14: Fachada da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco com a ampliação á esquerda.

do Estado de Pernambuco com a ampliação á esquerda. Fonte: Secretaria de Educação de Recife, Departamento

Fonte: Secretaria de Educação de Recife, Departamento de obras, setor de Arquitetura.

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A Biblioteca do Estado de Pernambuco é um equipamento que atende às necessidades da comunidade a qual está inserida em relação ao espaço e acervo, pois possui grande área para futura expansão, ambientes amplos e fechamentos exteriores em vidro, acolhendo assim a iluminação natural. Por outro lado, esses ambientes espaçosos não dialogam com os usuários, os quais não têm acesso direto aos livros, necessitando de intermediadores para concluir tarefas comumente feitas pelos próprios usuários.

O edifício da BPEP é composto por volumes concebidos em concreto aparente de forma retangular envolvidos por brises que protegem as fachadas poentes, dando funcionalidade e retidão à edificação. No interior do equipamento percebe-se a falta de atratividade lúdica no setor infantil e adequada divisão interna de fluxos e ambientes (Figs. 15 a 24).

Figs. 15 e 16: Fachada principal da Biblioteca Pública de Pernambuco

e 16: Fachada principal da Biblioteca Pública de Pernambuco Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. Figs. 17
e 16: Fachada principal da Biblioteca Pública de Pernambuco Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. Figs. 17

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

Figs. 17 e 18: Fachada principal e acesso da Biblioteca Pública de Pernambuco

2011. Figs. 17 e 18: Fachada principal e acesso da Biblioteca Pública de Pernambuco Fonte: Ana
2011. Figs. 17 e 18: Fachada principal e acesso da Biblioteca Pública de Pernambuco Fonte: Ana

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

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Figs. 19 e 20: Guarda volume e hall da Biblioteca Pública de Pernambuco

Guarda volume e hall da Biblioteca Pública de Pernambuco Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. Figs. 21
Guarda volume e hall da Biblioteca Pública de Pernambuco Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. Figs. 21

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

Figs. 21 e 22: Espaço para periódicos e setor infantil da Biblioteca Pública de Pernambuco

e setor infantil da Biblioteca Pública de Pernambuco Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. Figs. 23 e
e setor infantil da Biblioteca Pública de Pernambuco Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. Figs. 23 e

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

Figs. 23 e 24: Setor de restauro e circulação do 2º pav. da Biblioteca Pública de Pernambuco

24: Setor de restauro e circulação do 2º pav. da Biblioteca Pública de Pernambuco Fonte: Ana
24: Setor de restauro e circulação do 2º pav. da Biblioteca Pública de Pernambuco Fonte: Ana

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

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O equipamento está com uma reforma em curso, onde será implantado um anexo com dois pavimentos, no 1º piso será disposto o acesso principal, salão de exposição, auditório, café e no 2º pavimento o setor de periódicos. Assim, a Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco se enquadrará no conceito contemporâneo de espaço para leitura que é o dialogo entre o usuário, os espaços e os livros de forma harmônica, criativa e lúdica.

4.2 Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC)

Fig. 25 : Biblioteca Pública de Santa Catarina

(BPSC) Fig. 25 : Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte: <wwwconcursosdeprojetos>. Acessado em:

Fonte: <wwwconcursosdeprojetos>. Acessado em: 05/05/2011.

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A Biblioteca Pública de Santa Catarina localiza-se na cidade de Florianópolis, a qual,

segundo censo do IBGE 2010, possui população de 404.224 habitantes, e uma área

de

3.800m², a BPSC é freqüentada por cerca de 20.000 usuários por mês.

A

readequação do edifício da BPSC (Fig. 25) desenvolve-se com o intuito de tornar

o

equipamento um marco na comunidade. Busca-se assim, harmonia entre os

espaços internos, com a disposição de ambientes amplos que transmitem fluidez, alternando com espaços que sugerem introspecção e reflexão, e a integração com o exterior, refletida pela fachada contestadora e convidativa.

O edifício é composto por seis pavimentos, distribuídos de forma a agregar os

diversos ambientes que formam o equipamento. Observam-se também, as necessidades em atender questões técnicas e operacionais que envolvem um projeto de biblioteca Distribuição de fluxos, setorização dos ambientes e condicionantes ambientais. Para solucionar as questões técnicas, dividiu-se o programa em quatro partes: 1. Acesso/Café/Periódicos,Diários/ Espaço de Eventos/Auditório; 2. Divisão de Pesquisa e Memória; 3. Divisão Infanto- Juvenil/Serviço de Multimídia e Internet/Divisão de Atendimento ao Usuário; e 4. Divisão Administrativa Geral/Serviços (Fig. 26).

Fig. 26: Setorização e distribuição dos espaços da Biblioteca Pública de Santa Catarina

dos espaços da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte:< wwwconcursosdeprojetos>. Acessado em:

Fonte:< wwwconcursosdeprojetos>. Acessado em: 05/05/2011.

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O Setor 1 localiza-se no pavimento térreo, acolhe o usuário e serve como mediador do espaço externo e interno distribuindo o fluxo interno. Desse pavimento o usuário pode acessar o pavimento inferior e Divisões diversas, do 1º ao 4º pisos (Fig. 27).

Fig. 27: Planta baixa do pav. Térreo da Biblioteca Pública de Santa Catarina

do pav. Térreo da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte: < www.concursosdeprojetos > . Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos>. Acessado em 05/05/2011.

No Setor 2 - Disposto no pavimento inferior, apresenta áreas de introspecção e pesquisa, ambiente mais reservado do edifício, com controle de temperatura e iluminação, alternando com o auditório que promove grande fluxo ao local (Fig. 28).

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Fig. 28: Planta baixa do pav. inferior da Biblioteca Pública de Santa Catarina

do pav. inferior da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte: < www.concursosdeprojetos>. Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos>. Acessado em 05/05/2011.

Setor 3 - Composto por três pavimentos, onde concentra a maior área do equipamento, diferenciando-se sua setorização por fechamentos dispostos a transmitir ora transparência, ora opacidade (Figs 29 a 31).

Fig. 29: Planta baixa do 1º pav. da Biblioteca Pública de Santa Catarina

ESC. GRÁFICA
ESC. GRÁFICA

Fonte: <www.concursosdeprojetos>. Acessado em 05/05/2011.

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Fig. 30: Planta baixa do 2º pav. da Biblioteca Pública de Santa Catarina

baixa do 2º pav. da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

Fig. 31: Planta baixa do 3º pav. da Biblioteca Pública de Santa Catarina

ESC. GRÁFICA
ESC. GRÁFICA

Fonte: <www.concursosdeprojetos>. Acessado em 05/05/2011.

Setor 4 locado no último piso da edificação situa-se a área administrativa da biblioteca, onde se concentra os serviços diversos para gerir todo o edifício (Fig. 32).

44

Fig. 32: Planta baixa do 4º pav. da Biblioteca Pública de Santa Catarina

baixa do 4º pav. da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte:

Fonte: wwwconcursosdeprojetos.org/2010/04118/bibliotecapublicadesantacatarina

A BPSC possui forma regular, com traços retos e a disposição dos ambientes respeita a hierarquia dos fluxos, onde nota-se que a mesma foi divida por setores de forma a coibir ou influenciar os devidos usos do edifício, como mostra as figuras 33 a

40.

Fig. 33: Corte AA da Biblioteca Pública de Santa Catarina

Fig. 33: Corte AA da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte:< www.concursosdeprojetos > Acessado em

Fonte:< www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

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Fig. 34: Corte BB da Biblioteca Pública de Santa Catarina

45 Fig. 34: Corte BB da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte: <wwwconcursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <wwwconcursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

Fig. 35: Corte CC da Biblioteca Pública de Santa Catarina

Fig. 35: Corte CC da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte: <wwwconcursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <wwwconcursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

46

Fig. 36: Corte DD da Biblioteca Pública de Santa Catarina

46 Fig. 36: Corte DD da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

Fig. 37: Vista do Pav. Inferior da Biblioteca Pública de Santa Catarina

do Pav. Inferior da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

Fig. 38: Vista Pav. Térreo da Biblioteca Pública de Santa Catarina

Vista Pav. Térreo da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

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Fig. 39: Vista do 1º Pav. da Biblioteca Pública de Santa Catarina.

Vista do 1º Pav. da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

Fig. 40: Vista do 3º Pav. da Biblioteca Pública de Santa Catarina.

Vista do 3º Pav. da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

A localização do edifico, de esquina, favorece o acesso do público em geral. Na composição externa do edifico observa-se que o mesmo é envolvido por brises verticais, composto por aletas metálicas, posicionadas a 60cm do fechamento interno. A coberta é de estrutura metálica leve e telha composta com tratamento termo-acústico. Internamente, a circulação principal é feita através de uma escada em estrutura metálica disposta livremente nos pavimentos (Fig. 41).

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Fig. 41: Materiais utilizados na composição da Biblioteca Pública de Santa Catarina

na composição da Biblioteca Pública de Santa Catarina Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

O projeto é pertinente e eficiente, pois atende às necessidades contemporâneas de uma biblioteca pública, além de pensar na otimização dos espaços e adequada comunicação com os usuários, como por exemplo, o Layout organizado livremente na Divisão Infanto-Juvenil, o qual se adéqua a forma lúdica que inspira a infância e juventude.

49

4.3 Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

Realizou-se um concurso na cidade de Boucherville, Quebec, Canadá para a reforma e ampliação da biblioteca de Montarville, a qual se situa na área central da cidade de Boucheville com população de 40.000 habitantes. A biblioteca possui uma área total de 3.170m² (Fig. 42).

Fig. 42: Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

42). Fig. 42: Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

A região é envolvida por uma floresta que inspira a leitura e o convívio com a natureza. Com toda essa riqueza natural os arquitetos utilizaram um partido que impulsiona os usuários a um contato direto com o verde, disponibilizando os ambientes para serem acolhidos pela natureza, como o uso de grandes paredes de vidro e revestimento de madeira (Fig.43).

50

Fig. 43: Implantação - Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

Implantação - Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

O equipamento possui três pavimentos de forma retangular, revestimento em

madeira de cedro natural e alguns fechamentos em vidro. Internamente grandes espaços compõem os ambientes que possuem forma livre, com adequada iluminação dada pelo posicionamento da edificação na disposição sul, o que nessa área favorece a entrada de luz natural.

O edifício da biblioteca divide-se em onze setores: 1 - Recepção central; 2-

Empréstimo/Devolução; 3 - Audiovisual; 4 - Documentário adulto; 5 - Referência Bibliografia eletrônica; 6 - História e Genealogia; 7 - Romances para adultos; 8 - Periódicos; 9 - Adolescentes; 10 Infantil; 11 Serviços técnicos e auxiliares, como

mostra as figuras 44 a 48.

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Fig. 44: Planta baixa do pav. inferior, térreo, 1º e 2º pav. - Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

1º e 2º pav. - Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

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Fig. 45: 1º Pav.da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

45: 1º Pav.da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

Fig. 46: 2º Pav.da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

46: 2º Pav.da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em
46: 2º Pav.da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

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Fig. 47: Pav. inferior e pav. térreo da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

e pav. térreo da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

Fig. 48: Elevação sul e corte longitudinal da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

longitudinal da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

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O edifico é racional e fluido, possui forma retangular e grandes fechamentos em vidro, promovendo a iluminação natural e a conexão com a floresta existente. Percebe-se um conceito ecológico, sendo empregados materiais da terra, como o cedro, madeira proveniente dessa região. Com isso, a proposta é integrar visualmente o ambiente interno com a mata existente no entorno, promovendo sensação de tranqüilidade e reflexão (Fig. 49 a 54).

Figs. 49 e 50: Interior da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

e 50: Interior da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em
e 50: Interior da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

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Figs. 51 e 52: Setor Infantil e fachada da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

e fachada da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em
e fachada da Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

Figs. 53 e 54: Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá

Figs. 53 e 54: Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em
Figs. 53 e 54: Biblioteca de Montarville, Quebec, Canadá Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em

Fonte: <www.concursosdeprojetos> Acessado em 05/05/2011.

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A percepção é de ambientes voltados para leitura e introspecção, sem espaços de convivência como um café ou auditório, fato esse disposto pela diferença cultural, pois os canadenses são condicionados desde cedo a freqüentar bibliotecas, não carecendo para isso de uma recepção provida de atrativos convidativos.

Sendo assim, esse espaço atende às necessidades locais de uma biblioteca pública, pois o equipamento possui ambientes amplos e diversificados, além de um apelo ecológico que desperta a ciência nos usuários em utilizar técnicas sustentáveis em sua comunidade.

57

4.4 Análise comparativa

Após observações pertinentes sobre questões que envolvem o ambiente das bibliotecas públicas, do estudo de casos e coleta de dados, perceberam-se elementos que podem contribuir para um projeto mais preciso e adequado a população de Caruaru.

Dentre o estudo de casos adotados, observam-se três estruturas físicas distintas pela região de locação, tamanho, cultura, disposição de setores e diversidade dos ambientes, porém existem pontos em comum a todas as bibliotecas analisadas (tabelas 03 e 04).

Percebem-se questões similares entre os equipamentos enumerados como:

heterogeneidade de ambientes, divisão por faixa etária, interesse e função; posicionamento do auditório, hall, salão de exposição próxima a entrada principal e o setor infanto-juvenil separado, em local amplo, lúdico e convidativo; e a presença de espaços de convívio e lazer.

Outro fator importante verificou-se nos dimensionamentos dos ambientes, como espaços destinados para o setor Infanto-Juvenil, o qual ocupa grande área das bibliotecas estudadas. E, conforme o Manual de Diretrizes para Bibliotecas Públicas (Brasil, 2000), esse setor é responsável por boa parte da área dessas edificações.

O conceito utilizado nas edificações está atrelado ao que se quer propor especificamente a cada comunidade, e a forma de transmitir essas considerações a determinado público. No contexto geral, os equipamentos tentam ser atrativos, utilizando o conceito contemporâneo de biblioteca que é aproximar o público desse ambiente de inserção, dispondo espaços livres, convidativos, os quais não só educam como entretêm.

Na questão das dimensões dos ambientes (Tab.04), o estudo mostrou certa proporcionalidade em relação a áreas comuns às edificações de acordo com a área total de cada equipamento.

58

Tabela 03: Comparativo entre os estudos de caso.

 

TABELA COMPARATIVA ENTRE OS ESTUDOS DE CASO

 

BIBLIOTECA

BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO

BIBLIOTECA PÚBLICA DE SANTA CATARINA

BIBLIOTECA DE

PÚBLICA

MONTARVILLE

Descrição

Biblioteca Pública do Estado de

Biblioteca Pública de Santa Catarina, Rua Tenente Silveira, 343 Florianópolis SC Criada em 31 de maio de 1851, inaugurada em 7 de janeiro de 1855. 1º lugar no concurso. Autores: Bruno Conde, Filipe Gebrim Doria, Filipe

Biblioteca de Montarville, Quebec, Canada

geral do

PE

equipamento

Rua João lira, s/n, Santo Amaro,

lugar Concurso -

Recife-PE

Arquitetos: Briere, Gilbert e

Arquitetos: Castro e Esteves Arquiteta (reforma e ampliação):

Associados

Área existente: 1.700 m2

Silvana Marta Affonso Ferreira Área terreno: 7.418m² Const. Existente: 5.206m² Ampliação: 1.457m² Área construida (com ampliação): 6.662m²

Área de expansão: 1.470

m2

Lima Romeiro, Lucas Bittar. Área: 3.804m².

Área total: 3.170m² Ano do projeto: 2009

Partido

A

construção existente foi

Readequação do edifício da BPSC. Desenvolvido a partir das necessidades em atender questões

O

projeto de ampliação e

arquitetônico

desenvolvida na época da

renovação da biblioteca de Montarville foi pensado para aproximar os usuários da natureza ao redor, pois a biblioteca fica próximo a

adotado

ditadura e seus espaços

demonstram a seriedade e introspecção condizentes com a época. Os espaços reservados

técnicas e funcionais que envolvem um projeto de biblioteca Distribuição de fluxos, setorização dos ambientes

os livros não ficam a mão do usuário. No projeto recente de

ampliação, a arquiteta trabalhou

e

e

condicionantes ambientais. Dividiu-

uma floresta, uma ligação do espaço interno com o externo através do conceito de introspecção aliado a natureza, um convite a contemplação das idéias ecologias e locais.

se o programa em quatro partes:

âncora (pav. Inferior), área de transição (térreo), Divisões diversas

o

conceito de atualização do

( 1º ao 3º pav.) e Divisão geral Administrativa/Serviços. Externamente o edifício diferencia-se das construções locais, criando um diálogo marcante através deu sua fachada intrigante, e no interior acolhe os visitantes com espaços atrativos, diversificados, fluidos e amplos.

edifício a época atual, dando fluidez, dinâmica e atratividade

aos espaços.

 

Aspectos

A

construção antiga é de

O

edifício é envolvido por um brise

O

Edifício é composto por

Construtivos

concreto aparente, pé direito monumental, janelas com esquadrias de alumínio e vidro, portas de madeira e divisórias de madeira. A fachada é

soleil, composto de aletas metálicas, posicionadas a 60cm do fechamento interno. A coberta é de estrutura metálica leve e telha composta com tratamento termo-acústico. A circulação principal é feita através de

três pavimentos. O uso da madeira, cedro natural, na fachada transmite o acolhimento e o vidro faz a ligação entre os dois

composta por brise soleil metálico vertical. Piso de mármore na maioria dos ambientes e piso cerâmico no restante. Parapeito do pavimento superior de concreto aparente.

espaços: exterior e interior.

 

A

fachada de concreto

uma escada em estrutura metálica solta.

aparente, esquadrias de alumino e vidro, faz um contraste entre transparência e opacidade.

Questões

O

edifício está localizado

A

condição urbana do edifico, de

O

edifico está localizado na

espaciais

próximo a escolas e praças,

esquina, favorece o fluxo intenso e

área central da pequena cidade de Boucherville, envolvido por uma floresta, possui fluxo moderado.

externas

possui fluxo intenso de veículos

acesso do público em geral.

e pedestre.

Questões

A construção existente possui

O

edifício é composto por seis

Os espaços internos são amplos e conectam-se de forma harmoniosa. As

espaciais

três pavimentos, distribuídos de

pavimentos, distribuídos de forma a

internas

integrar alguns ambientes e em outros

forma concisa e estática, não sendo convidativo ao usuário.

gerar introspecção necessária a alguns setores.

a

divisões existentes são necessárias e eficientes, como é o caso da área infantil, multimídia e acervo de memória.

Mobiliário

Mobiliário deficiente, não dialoga com o lugar. Espaço infantil desprovido de imaginação. Falta cor, vida ao mobiliário para serem atrativos ao usuário

Na divisão infanto-Juvenil o layout é definido com estantes de 1,20m de altura, posicionadas livremente. Nos outros ambientes as estantes são posicionadas de forma linear, convidando os usuários a um passeio intelectual.

O

mobiliário é funcional,

diversificado e objetivo,

proporcionando

versatilidade aos espaços internos da biblioteca.

Acervo

220.000 volumes

115.000 volumes

 

X

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, sobre dados do site www.concursodeprojetos.org.

59

Tabela 04: Dimensionamentos dos ambientes dos estudos de caso.

 

BIBLIOTECA DE

BIBLIOTECA

BIBLIOTECA DE

PROGRAMA/SETOR

PERNAMBUCO, sem

PÚBLICA DE

MONTARVILLE

ampliação (*)

SANTA CATARINA

(*)

Acesso/Social

     

Hall/ Espaço p/Eventos/Salão Multifuncional/Foyer

291m²

124m²

Hall: 40m²

Sala Multifuncional:

 

60m² = 100m²

Café

------

31m²

-----

Guarda volumes

45m²

58m²

-----

Área de leitura

291m²

77m²

75m²

Empréstimo e devolução

195m²

20m²

50m²

Espaço p/ Periódicos/Diários

125m²

20m²

52m²

Auditório/Espaço p/ oficina

Oficina 85m²

102m²

-----

Braille

195m²

-----

-----

WC

80m²

20m²

33m²

ÁREA TOTAL DO SETOR

1.307m²

452m²

310m²

Divisão de Pesquisa e Memória

     

Acervo reservado/Pesq e memória

173m²

72m²

15m²

Áreas de leitura

-----

55m²

15m²

Laboratório e oficinas de restauro

38m²

22m²

15m²

Laboratório de encadernação e conservação

-----

22m²

15m²

Atendimento

-----

9m²

12m²

Depósito/Almoxarifado

2x31m²=62m²

12m²

20m²

CFTV

9m²

3m²

-----

WC

48m²

11m²

-----

Serviço de processamento técnico

105m²

15m²

-----

ÁREA TOTAL DO SETOR

435m²

221m²

92m²

Divisão Infanto- Juvenil/Multimídia/internet

     

Divisão Infanto-Juvenil

105m²

300m²

232m²

Sala TV/DVD/Espaço criativo

-----

22m²

20m²

Computadores

-----

37m²

18m²

WC

35m²

36m²

6m²

ÁREA TOTAL DO SETOR

135m²

395m²

276m²

Divisão de atendimento ao usuário

     

Acervo referência/catálogos

90m²

30m²

450m²

Acervo referência eletrônico

-----

-----

100m²

Atendimento

9m²

14m²

-----

Acervo geral

555m²

190m²

100m²

Audiovisual/Internet

95m²

X

54m²

Área de estudo/leitura

100m²

390m²

200m²

ÁREA TOTAL DO SETOR

849m²

624m²

904m²

Divisão Geral/Serviços gerais

     

Administração

44m²

X

X

Direção

70m²

35m²

9m²

Espera/Recepção

X

15m²

11m²

Secretaria/Telefonista

X

7m²

X

Coordenação/Ação cultural

54m²

40m²

20m²

Sala Reunião

X

43m²

20m²

Área serviço

X

9m²

 

Copa

10m²

24m²

22m²

Vestiários/WC

28m²

36m²

21m²

Arquivo administrativo

X

44m²

18m²

Serv. Tecnologia, Informação e com

X

34m²

82m²

Acessoria de cultura, extensão e proj.

40m2

39m²

-----

Sala direitos autorais

17m²

-----

-----

ÁREA TOTAL DO SETOR

263m²

326m²

203m²

ÁREA TOTAL (**)

2.989m²

2.018m²

1785m²

(*)

valores aproximados devido a falta de escala correta, buscou-se uma escala equivalente.

 

(**) apenas dimensionamentos dos ambientes. ----- Não se aplica

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, elaborada a partir do site www.concurosdeprojetos.gov.

60

No contexto geral, não existe regras fixas para dimensionamento entre os estudos analisados, são modificados conforme importância que cada equipamento propõe a determinado setor, e posicionamento hierárquico em relação aos demais espaços.

Portanto, essa análise teve a intenção de concatenar idéias afins e ordenar prioridades para o anteprojeto, propondo com isso embasamento técnico para o desenvolvimento do projeto.

4.5 Aplicação do SWOT nos estudos de caso

Após análise comparativa oriunda do estudo de casos, notaram-se pontos relevantes nos projetos que podem enfraquecer e ameaçar, ou outros que facilitam e melhoram a intenção projetual.

Assim, originou-se a análise SWOT, onde foram verificados os pontos principais e determinantes de cada projeto estudado, gerando a tabela abaixo:

Tabela 05: Análise SWOT

 

BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (1)

BIBLIOTECA PÚBLICA DE SANTA CATARINA(2)

BIBLIOTECA DE

MONTARVILLE(3)

 

-

Os ambientes não demonstram conexão

- Não possui WC infantil;

- Não possui café e auditório

com a época atual, tanto no quesito de conexões internas como externas;

- Área p/ leitura desprovida de

tratamento acústico;

PONTOS NEGATIVOS

O edifício não é convidativo, pois o acesso aos usuários e pedestres é escondido e recuado.

-

Não possui estacionamento;

O edifício não possui setor de Braille, salas para cursos ou oficinas

-

-

 

-

A possibilidade da freqüência dos usuários

-

A falta de estacionamento

- O equipamento não possui

AMEÇAS

da biblioteca diminuir, por a mesma não ser atrativa, não convidar o público a usufruir dos ambientes

pode ocasionar diminuição da freqüência dos usuários no edifício.

ambientes internos de convivência,podendo ocorrer diminuição da frequência dos usuários.

 

- Possui WC infantil;

-

Boa resolução no quesito de

-

Ambientes com boa

- Climatização dos ambientes;

diversidade de ambientes,

conexão entre si;

- Setor de Braille;

alguns amplos, integradores,

-

O espaço exterior dialoga

PONTOS POSITIVOS

- Programa diversificado

outros introspectivo;

com seu interior e o entorno;

- Dispõe de grande área, podendo ser

Climatização necessária no pavimento inferior

-

-

Diversidade de ambientes

expandida, como está acontecendo no momento;

Localização central, próximo a praças e escolas;

-

 

-

Possui estacionamento

POTENCIALIDADES

O fato de possuir estacionamento facilita a freqüência dos usuários, pois no entorno não há muitos locais para estacionar veículos.

-

Área para expansão favorece atualização do equipamento.

-

Edifício convidativo, atrai os usuários a conhecer o local;

-

Por ter ambientes integrados e diversificados há uma boa

freqüência de usuários, cerca de 20.000 por mês.

-

Atrair os usuários pelas propostas sustentáveis;

-

Dispõe de espaços para ampliação

-

-

A localização do edifício promove o

equipamento, pois pode ser facilmente acessado pelos usuários.

Fonte: Da autora, elaborada a partir de pesquisas em fontes diretas e indiretas

61

Dentre os principais fatores pontuados com a utilização do SWOT (Tab. 05), observou-se que há aspectos funcionais que alteram a dinâmica de um projeto de

biblioteca. Os pontos negativos do primeiro estudo de caso, a falta de diálogo entre

os ambientes e o fato do edifício não ser atrativo pode desencadear na iminência de

diminuição da freqüência dos usuários, e por outro lado, há pontos positivos no edifico como possuir setor de Braille, ambientes climatizados, WC infantil e um programa diversificado, gerando várias potencialidades como a facilidade do acesso, por ter uma localização central e estacionamento.

No segundo estudo verificou-se que o equipamento não possui setor de Braille, ambientes para leitura com tratamento acústico adequado e estacionamento,

podendo ocasionar a diminuição da freqüência. Por outro lado, há várias percepções interessantes no projeto desse centro, como a boa resolução nas questões de funcionalidade e diversidade dos ambientes, sendo com isso um espaço convidativo

e

dinâmico.

O

terceiro estudo mostrou um equipamento diferente dos costumeiros centros

contemporâneos de cultura, pois não possui espaços de convivência que convidam

o público a utilizar outros serviços. É um equipamento funcional, racional e possui boa resolução projetual.

Com essa análise observou-se que para atender a comunidade onde o equipamento está sendo inserido é necessário ressalvar a cultura local e fazer com que o edifício seja convidativo para os usuários. Porém, algumas questões são relevantes a todo projeto de biblioteca como a funcionalidade, dinâmica e atratividade dos ambientes. Nota-se que o conceito desse equipamento cultural mudou ao longo dos tempos, fato este que pode ser visto na BPEP, a qual possui um projeto de reforma e ampliação para atender as novas necessidades dos usuários que carecem de espaços de convivência e ambientes flexíveis e dinâmicos que dialoguem entre si.

Portanto, com essa ferramenta analisou-se questões determinantes que alteram o conceito e funcionalidade dos equipamentos avaliados, sendo um instrumento importante para o desenvolvimento do anteprojeto.

62

5. PROGRAMA E PRÉ-DIMENSIONAMENTO

O programa e o dimensionamento de um espaço como a biblioteca nascem das

necessidades da população e são concebidos para atender à comunidade onde está inserida. Devem-se analisar as questões sociais, tamanho da população e legado cultural para a formação de espaços e distribuição dos setores e fluxos, além de

insolação, ventilação, vegetação e análise do entorno.

Não há regras fixas na elaboração de um projeto para biblioteca, tem-se que

verificar o que se quer transmitir com esse equipamento e qual público atingir, pois segundo Milanese (2003), não existe demanda clara por parte da população em relação às atividades culturais, assim, deve-se observar a população, seus anseios

e objetivos, além do que os espaços devem ser multifuncionais, informativos e

integrados, ou seja, “Devem informar, discutir e criar” (MILANESE, 2003). Três elementos devem integrar esse espaço: setor do conhecimento, áreas de convivência e salas de oficinas e laboratórios.

Assim, Milanese (2003) em seu livro “A casa da Invenção”, propõe alguns pontos abaixo (Tab. 06).

Tabela 06: Sugestão de dimensionamento para espaços culturais1

SUGESTÕES DIMENSIONAMENTO PARA ESPAÇOS DE CULTURA, MILANESE (2003)

ESPAÇOS DA

MÁXIMO

MÍNIMO

BIBLIOTECA

ÁREA TOTAL

100 hab/m²

30 hab/m²

ACERVO

3 títulos/hab.

8 hab/títulos

CONVIVÊNCIA

1/3 da área total

1/6 da área total

INFANTIL

1/3 da área total

1/6 da área total (só acervo bibliográfico)

MULTIMIDIA

1 terminal p/ cada mil habitantes

1 terminal p/ cada 10 mil habitantes

FUNCINÁRIOS

1 p/ cada 2.000 habitantes

1 p/ 20.000 habitantes

AUDITÓRIO

300 assentos ou mais

150 assentos ou 360m²

Fonte: Da autora, elaborado a partir de dados oriundos de: MILANESI, Luís. (2003, pág.236 a 250)

63

Dessa análise recomenda-se que para a população de Caruaru, a qual possui cerca de 300.000 habitantes, a área mínima da biblioteca para atender a demanda populacional é de 3.000m² e a máxima de 10.000m², assim como dever possuir capacidade mínima de 100 hab/m² e máxima de 30 hab/m². Dessa área proposta de 1/3 a 1/6 devem ser reservados para área de convivência, e também 1/3 a 1/6 da área total devem ser destinados ao setor infanto-juvenil. Para o espaço multimídia deve ser proposto de 1 terminal para cada mil habitantes a 1 terminal a cada 10 mil habitantes. O acervo mínimo para essa comunidade é de 8 hab/títulos e máximo de 3 títulos/hab, para sua área mínima.

Portanto, com base no que foi sugerido pelo autor criou-se a tabela a seguir (Tab.

07):

Tabela 07: Sugestão de dimensionamento para espaços culturais 2

SUGESTÕES DIMENSIONAMENTO PARA ESPAÇOS DE CULTURA

ESPAÇOS DA

MÍNIMO P/ CRUARU

MÁXIMO P/

BIBLIOTECA

CARUARU

ÁREA TOTAL

3.000m²

10.000m²

ACERVO

37.500

900.000

CONVIVÊNCIA

X

X

INFANTIL

X

X

MULTIMIDIA

30 terminais

300 terminais

FUNCINÁRIOS

15 funcionários

150 funcionários

AUDITÓRIO

300 assentos ou mais

150 assentos ou 360m²

Fonte: Da autora, elaborado a partir de dados oriundos de: MILANESI, Luís. (2003, pág.236 a 250)

Complementando as informações acima, tomou-se o Manual de Normas e Diretrizes para as Bibliotecas Públicas (2000), que cita que as bibliotecas devem conter espaços para armazenamento do acervo; ambientes de leitura, referência e pesquisa; serviços internos; e áreas para convívio, atividades culturais e entretenimento.

Já de acordo com os estudos de caso, verificou-se que na biblioteca de Pernambuco

a relação usuários/livro é de aproximadamente 0.17 livros por habitante, e na

biblioteca de Santa Catarina a relação é de 0.28 livros por habitantes. Esses índices estão dentro da média sugerida pelo Manual de Normas e Diretrizes para as Bibliotecas Públicas (2000), como mostrado na tabela abaixo (Tab.08).

64

Tabela 08: Projeção de crescimento de uma coleção

 

Projeção de crescimento de uma coleção

 

Ano

Coleção

Livros a serem comprados

 

Relação

nº hab/livro

 

livro/hab

Atual

3.000

0.1

1 p 10 hab

1 4.000

1.000

 

0.133

1 p 7.5 hab

2 5.000

1.000

0.166

1 p 6 hab

3 6.000

1.000

 

0.2

1 p 5 hab

Fonte: Manual de Normas e diretrizes das Bibliotecas públicas no Brasil, Ministério da Cultura (2000).

Assim, adota-se a relação de 0.2 livros por habitantes, o que possibilitou o desenvolvimento da tabela a seguir:

Tabela 09: Distribuição do acervo e capacidade das estantes.

 

TABELA COM DISTRIBUIÇÃO DO ACERVO

 

TIPO ACERVO

%

QT.

QT. ESTAMTES SIMPLES

QT. ESTANTES DUPLAS

LIVROS

*

**

FICÇÃO

30

18.000

120

60

NÃO FICÇÃO

30

18.000

120

60

REFERÊNCIA

5

3.000

20

10

INFANTO-JUVENIL

32

19.200

128

64

SOM E AUDIO VISUAL

3

1.800

12

06

 

MUNICIPIO DE CARUARU

 

REFERÊNCIA

QT. ACERVO

CAP. ESTANTES

CAP. ESTANTES DUPLAS

SIMPLES

0.2 livros por hab.

60.000 vol.

150 volumes

300 volumes

*Dimensionamento da estante simples: 1,70m comprimento, 2,0m de altura e 0,25m de profundidade. ** Dimensionamento da estante dupla: 1,70 de comprimento, 2,0m de altura e 0,50m de profundidade.

Fonte: Da autora, elaborada com dados do Manual de Diretrizes para bibliotecas públicas, 2000.

Deste modo, tem-se a quantidade de acervo específico a cada setor e

conseqüentemente a área estimada. Como a estante dupla possui 1,70 de

comprimento e abriga 150 volumes, constata-se que para o acervo do setor infantil,

32% da coleção, são necessárias 128 estantes simples ou 64 estantes duplas

(Tab.10).

65

Tabela 10: Capacidade de volumes das estantes e prateleiras

 

VOLUMES POR ESTANTES SIMPLES E DUPLA Prateleira de um metro linear

 
 

Nº.de Prateleiras

Vol./prateleira (1)

Vol./estante

Simples

Duplas

 

Simples

Dupla

Livros de

         

referência

4

8

 

25-30

100-120

200-240

Livros de consulta

5-6*

10-(12)

 

30-35

150-175

300-350

Livros p/

5-6*

10-(12)

 

35-40

175-200

350-400

empréstimo

Livros infantis

3-(4)*

6-(8)

 

50-55

150-165

300-330

Jornais (deitados)

5**

10

3

Deitados

   

Revistas

5**

10

5

Deitados

   

(deitadas)

 

Revistas em pé

5**

10

 

10

   

(1) Com espaço para crescimento da coleção *Eventualmente, pode aumentar-se o número de prateleiras aumentado, assim, a capacidade das estantes. Os totais de volumes/estante se referem aos números sem parênteses da coluna Nº. de prateleiras **Estante de jornais e revistas: 3 prateleiras inclinadas para exposição e 2 horizontais para caixas de revistas

Fonte: Manual de diretrizes para bibliotecas públicas, 2000.

E, segundo NEUFERT (1976), por metro quadrado de pavimento, incluindo passagem, estima-se de 200 a 250 volumes. Assim, para o setor infantil, o qual se considera 19.200 volumes obtêm-se 96m², resultando assim a área para esse setor específico.

Novamente, referindo-se aos estudos de caso, percebe-se a frequência dos usuários da Biblioteca de Pernambuco, a qual possui população de cerca de 1.500.000 habitantes é de 1.200 pessoas por dia, e na biblioteca de Florianópolis, que possui população de aproximadamente 400.000, a freqüência é de 900 usuários por dia. Caruaru possui população aproximada de 300.000 habitantes, e utilizando a média de freqüência dos estudos analisados, estima-se um público médio de 500 pessoas por dia. E, segundo NEUFERT (1976), cogita-se um espaço de 2,5m² por leitor, os quais permanecem em média duas horas na biblioteca. Assim, calculando oito horas de funcionamento, percebe-se que nesse intervalo quatro pessoas usarão o espaço (2,5m²). Portanto, multiplica-se a freqüência dos usuários por 2,5m² e divide-se por 4 (quatro), originado assim, uma área de 312.5m² de espaços para leitura, distribuídos nos diversos setores.

Com base nessas informações, nos estudos de caso, na análise comparativa, nas pesquisas de campo e SWOT chegou-se ao seguinte programa e pré- dimensionamento, como mostrado na tabela a seguir (Tab. 11):

66

Tabela 11: Programa e pré-dimensionamento.

TABELA COM PROGRAMA E PRÉ-DIMENSIONAMENTO

SETOR

PRÉ-DIMENSIONAMENTO

Setor Social:

Guarda volumes

40m²

Foyer

120m²

Periódicos/Diários

90m²

Leitura

100m²

Empréstimo/Devolução

50m²

Terminal de consultas

10m²

Braille

80m²

WC (Fem. e masc.)

50m²

Estacionamento

-

TOTAL DO SETOR:

540m²

Setor de Convivência:

Salão para exposição

120m²

Auditório

360m²

Café

40m²

WC (Fem. e masc.)

50m²

TOTAL DO SETOR:

570m²

Setor de Referências:

Acervo Referência/Catálogos

120m²

Acervo Referência eletrônico

90m²

Atendimento

20m²

Espaço para leitura

100m²

TOTAL DO SETOR:

330m²

Setor Técnico:

Atendimento

20m²

Acervo Reservado/Pesquisa e Memória

100m²

Leitura

100m²

Depósito

12m²

Sala de restauro

25m²

Almoxarifado

25m²

Encadernação

25m²

CFTV

12m²

Processos técnicos

25m²

WC (fem. e masc.)

50m²

TOTAL DO SETOR:

394m²

Setor Infanto-Juvenil:

Espaço para acervo

120m²

Leitura

120m²

Salas para oficinas

2 X 40m² = 80m²

Espaço criativo

100m²

Espaço multimídia

40m²

WC infantil

25m²

TOTAL DO SETOR:

485m²

Setor adulto:

Espaço para acervo diverso

120m²

Acervo geral

120m²

Espaço para leitura

200m²

Multimídia

40m²

WC (fem. e masc.)

50m²

TOTAL DO SETOR:

530m²

Setor Geral/Serviços:

Direção

35m²

Administração

30m²

Espera/Recepão

20m²

Coordenação/Ação Cultural

35m²

Sala reunião

40m²

Sala para projetos

40m²

Sala de Direitos Autorais

20m²

Informação/Acessoria de Cultura

40m²

Arquivo administrativo

40m²

Sala para funcionários

30m²

Área serviço

9m²

Copa

15m²

Vestiário/WC (fem. e masc.)

60m²

Depósito

12m²

TOTAL DO SETOR:

435m²

ÁREA TOTAL:

3.284 m²

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

67

O programa e pré-dimensionamento sugeridos propuseram que a Biblioteca Pública de Caruaru fosse condizente com os objetivos de um centro de cultura e disseminação do conhecimento que almeja o equilíbrio entre estética e funcionalidade, com ambientes racionais e lúdicos, espaços amplos e acolhedores.

Deste modo, o conteúdo referente ao programa e pré-dimensionamento foi racionalizado no organo-fluxograma a seguir, o qual permitirá uma visão geral do equipamento.

68

6. ORGANOGRAMA, FLUXOGRAMA E ZONEAMENTO

Para determinar a organização espacial dos ambientes da biblioteca utilizaram-se três ferramentas: o organograma, o fluxograma e o zoneamento, que proporcionaram uma representação esquemática dos setores e sua disposição hierárquica, bem como seu fluxo interno.

Na macro-setorização determinou-se a localização geral dos setores e como se conecta um ambiente com outro. O arranjo desses espaços deu-se pelo fluxo e a hierarquia funcional como mostra os esquemas abaixo (Fig. 55, 56 e 56A):

como mostra os esquemas abaixo (Fig. 55, 56 e 56A): MACRO-SETORIZAÇÃO Fig.55: Macro-setorizaçao. Fonte: Ana
como mostra os esquemas abaixo (Fig. 55, 56 e 56A): MACRO-SETORIZAÇÃO Fig.55: Macro-setorizaçao. Fonte: Ana

MACRO-SETORIZAÇÃO

Fig.55: Macro-setorizaçao.

esquemas abaixo (Fig. 55, 56 e 56A): MACRO-SETORIZAÇÃO Fig.55: Macro-setorizaçao. Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

69

69

70

Fig.56A: Zoneamento

70 Fig.56A: Zoneamento Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. Desta forma, o esquema permite uma visualização geral

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

Desta forma, o esquema permite uma visualização geral dos setores, suas conexões e disposição hierárquica, facilitando com isso o planejamento dos espaços atrelado aos usos e fluxos. Com o estudo setorial dos ambientes internos, tem-se base para projetar ambientes racionais e adequados ao equipamento biblioteca, que articulem entre si de forma harmoniosa e dinâmica.

Portanto, os estudos feitos até então promoveram a concepção interna dos ambientes, adequando os setores a sua localização eficiente no projeto.

Assim, prosseguiu-se com o desenvolvimento de etapas para concepção de um equipamento cultural que atenda as necessidades climáticas e contextuais da região, sendo necessário para isto um estudo do terreno, seu contexto urbano, e os condicionantes ambientais atrelados a área de implantação, os quais possibilitam ao equipamento boa ventilação, iluminação adequada, controle da insolação, e presença de vegetação, tornando o espaço aprazível.

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7. ANÁLISE DO TERRENO

O espaço escolhido para implantação da Biblioteca Pública localiza-se no bairro

Mauricio de Nassau, o qual possui vínculo direto com os bairros Salgado e Centro, acolhendo o fluxo da periferia e centro da cidade. Posiciona-se na esquina da

quadra 255, compreendida entre as Ruas Belmiro Pereira e Frei Caneca, com área

de 9.778 m² (Fig. 57). Fig.57: Localização do terreno Fonte: Google Earth. Acessado em 03/06/2011.
de
9.778 m² (Fig. 57).
Fig.57: Localização do terreno
Fonte: Google Earth. Acessado em 03/06/2011.
O
terreno situa-se numa área central da cidade, próximo a escolas, comércio e

serviços, favorecendo o acesso dos usuários e atingindo a população como um todo. Outro fator importante relaciona-se ao contexto urbano do terreno, posicionado na esquina da quadra favorece os fluxos oriundos de vários setores diferente da cidade, além de proporcionar uma melhor visão urbana do conjunto como um todo.

O setor é estratégico, pois acolhe os fluxos oriundos da periferia ao centro da

cidade, sendo um caminho intenso durante todo o dia, caracterizando-se num

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espaço pertinente para um centro de cultura, o qual necessita de um lugar de fácil acesso e central.

O terreno é envolvido por calçadas largas e arborizadas, sendo posicionado em frente a uma praça, a qual torna o setor agradável à população, onde pessoas transitam durante todo o dia. Por ser um local central é um percurso muito acessado por todos da cidade e região, pois é um dos acessos ao setor de comércio e serviços da cidade (Fig. 58 e 59).

Fig.58: Imagem do espaço para implantação do equipamento

Fig.58: Imagem do espaço para implantação do equipamento Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. Fig.59:Fachada principal

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

Fig.59:Fachada principal do espaço para implantação

2011. Fig.59:Fachada principal do espaço para implantação Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011 Contudo, encontra-se

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011

Contudo, encontra-se neste terreno um grande galpão sem valor histórico ou cultural que se sugere demolição para a concepção da biblioteca em tese (Fig. 59).

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7.1 Análise do contexto urbano

É fundamental que um centro de cultura seja acessível a todos e que sua localização seja estratégica para atender a demanda de todo município, quiçá da região. De acordo com VANZ (1999)³: “A localização geográfica da biblioteca pode ser considerada um fator que define a freqüência de uso da mesma, independente

da

relevância e qualidade do acervo, dos bons profissionais e serviços prestados.”

O

terreno para construção da Biblioteca Pública de Caruaru possui pouca

declividade, podendo ser considerado plano, localiza-se numa área de fluxo intenso

de veículos e pedestre, e está envolto a equipamentos históricos e culturais como a

Estação Ferroviária e o Pátio de Eventos (Figs.60 e 61).

Fig.60: Planta de situação sem escala

(Figs.60 e 61). Fig.60: Planta de situação sem escala Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. 4. Disponível

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

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Os acessos ao entorno são feitos através das vias primárias (Ruas Belmiro Pereira, Filemon Bastos, Frei Caneca, Capitão João Velho e Dr. Julio de Melo), as quais ligam bairros da periferia ao centro da cidade, e via terciária, em frente ao Pátio de eventos (Fig. 61).

Fig.61: Planta de situação sem escala

eventos (Fig. 61). Fig.61: Planta de situação sem escala Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. No entorno
eventos (Fig. 61). Fig.61: Planta de situação sem escala Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. No entorno

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

No entorno há setores de uso comercial/serviços, residencial, equipamentos históricos e culturais, além de instituições como escolas e equipamentos públicos. No setor de implantação do equipamento biblioteca há predominância de equipamentos de uso comercial e de serviços, como mostra a tabela a seguir (Fig.

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Fig.62: Mapa de usos do setor

75 Fig.62: Mapa de usos do setor Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011. Portanto, um equipamento como

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

Portanto, um equipamento como a biblioteca neste setor agregará valores culturais e educacionais à área, já que são encontrados no entorno muitos equipamentos históricos e culturais, bem como instituições de ensino.

7.2 Análise dos condicionantes físico-ambientais

É de fundamental importância o estudo dos condicionantes físico-ambientais para o desenvolvimento de um projeto que atenda as necessidades climáticas da região. Assim, observou-se que o terreno está posicionado livremente na esquina da

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quadra, favorecendo a ventilação no setor, bem como a melhor escolha para a disposição do equipamento, visto que há três acessos a área.

Em relação à ventilação no setor observou-se que há predominância dos ventos nordestes voltados à Rua Manoel Surubim, situada entre o terreno e o Pátio de eventos, e os ventos sudestes acolhidos pela Rua Frei Caneca, formando assim ventilação cruzada na área do terreno (Fig. 63).

Fig.63: Mapa dos condicionantes ambientais

cruzada na área do terreno (Fig. 63). Fig.63: Mapa dos condicionantes ambientais Fonte: Ana Paula Vasconcelos,

Fonte: Ana Paula Vasconcelos, 2011.

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Há presença de grandes árvores nas calçadas do terreno, no entorno e na praça situada em frente à área de implantação. Portanto, essa vegetação local permite o sombreamento necessário à fachada oeste, castigada pela insolação durante os horários de maior incidência solar (Fig.63).

Deste modo, os condicionantes naturais como o sol e a ventilação contribuíram para definir o partido do projeto, juntamente com as etapas já mencionadas, pois tais indutores criam circunstâncias específicas a cada projeto alterando sua disposição na área e a distribuição dos setores e fluxos internos.

7.3 Análise dos condicionantes legais

Para projetos de cunho cultural existem alguns condicionantes legais como: Código de Urbanismo, Obras e Posturas do município de Caruaru; plano diretor; Manual de Normas e Diretrizes para Bibliotecas Públicas do ministério da educação; Normas técnicas da ABNT, lei 9050; e Código de segurança contra incêndios e pânico para o estado de Pernambuco.

7.3.1 Código de Urbanismo, Obras e Posturas do município de Caruaru.

A lei 2454 de 27 de janeiro de 1977 versa sobre os equipamentos destinados a reuniões culturais.

• Na subseção I, art. 381, enfatiza o tamanho da área da ante sala, a largura das portas de acesso e o dimensionamento dos corredores do setor destinado a eventos, além de fazer referência à sinalização indicadora do percurso e equipamentos necessários ao combate de incêndio.

• O art. 382 dessa lei salienta que o total de poltronas não deve exceder a 250 unidades com distância entre elas de 0,90cm, de encosto a encosto. A largura proposta é de 0,60cm.

• No art. 386 da lei 2454, destacam-se uma relação para dimensionamento de sanitários destinado ao público e para funcionários.

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7.3.2 Plano Diretor de Caruaru.

O terreno localiza-se na Macrozona de Consolidação e Estruturação, onde há concentração de atividade urbana, com diferentes graus de ocupação do solo, sendo estruturada para ocupação nos próximos dez anos.

A área está concentrada na Zona ZR3 e de ZAM 1. Considera-se a ZAM1, a qual possui uso comercial e residencial, tendo os seguintes parâmetros urbanísticos para lote isolado:

Coeficiente de utilização 1,5 :

Área do terreno 9.778m²

Portanto, Área construída da biblioteca 4.292m²

Afastamentos frontal ---

lateral ---

fundos 3,00m

Taxa de solo natural: mínimo 20%

Deste modo, têm-se os seguintes parâmetros para o terreno proposto:

9.778m² x 1,5 = 14.667m² (área máxima a ser construída)= 12.813 m².

Área verde + solo permeável da biblioteca = 3.357m² 34,33%

Estacionamento: Utiliza-se 1 vaga para cada 50m² de área construida = 86 vagas.

7.3.3 Manual de Diretrizes e Normas para Biblioteca Públicas (Brasil,

2000).

Este manual sugere algumas considerações a respeito do equipamento de cultura escolhido, assim definidas:

- A biblioteca deve estar em lugar central;

- O projeto arquitetônico deve propor soluções funcionais:

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- Os ambientes devem ser flexíveis, amplos e agradáveis

- O raio de influência do equipamento é de 1,5km;

- Cada leitor ocupa área de 2,5m² e para cada funcionário calcula-se a média de

4m².

7.3.4 Normas técnicas da ABNT, lei 9050.

Segundo essa norma, os espaços destinados a cultura devem prever na área destinada ao público, espaços destinados às pessoas com mobilidade reduzida, desta forma devem:

a) estarem localizados em uma rota acessível vinculada a uma rota de fuga;

b) estarem distribuídos pelo recinto, recomendando-se que seja nos diferentes setores e com as mesmas condições de serviços;

c) estarem localizados junto de assento para acompanhante, sendo no mínimo um

assento e recomendável dois assentos de acompanhante;

d) garantir conforto, segurança, boa visibilidade e acústica;

e) estarem instalados em local de piso plano horizontal;

f) ser identificados por sinalização no local e na bilheteria, conforme; g) estarem preferencialmente instalados ao lado de cadeiras removíveis e articuladas para permitir ampliação da área de uso por acompanhantes ou outros usuários.

7.3.5 Código de segurança contra incêndios e pânico para o estado de Pernambuco.

• O artigo 15 deste código trata das edificações de Reunião de público como os centros de cultura e afins, e o terceiro parágrafo determina:

§ 3º Ocorrendo situações em que os locais de reunião de público façam parte de edificações de riscos diversos, deverão ser observadas as especificações do presente parágrafo:

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a) quando a edificação for construída no plano horizontal, contando com apenas um pavimento, a ocupação dos locais de reunião de público será predominante para a área total construída, e os sistemas de segurança contra incêndio e pânico exigidos para a ocupação considerada deverão ser dimensionados para o caminhamento entre o ponto de reunião às áreas de descarga, independentemente da proteção da edificação total;

b) quando a edificação for construída no plano vertical, contando com pavimentos elevados, a ocupação dos locais de reunião de público será predominante para todo

o pavimento de mesmo nível e inferiores aos dos locais considerados, e os sistemas de segurança contra incêndio e pânico exigidos deverão ser dimensionados para o caminhamento entre o ponto de reunião de público às áreas de descarga, independentemente da proteção da edificação total.

Essa análise dos condicionantes legais orientou as questões processuais do projeto