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Uma Publicação Educacional Shure INTRODUÇÃO HOme ReCORDINg e PODCasTINg Por Chris Lyons

Uma Publicação Educacional Shure

INTRODUÇÃO

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

Por Chris Lyons

Uma Publicação Educacional Shure INTRODUÇÃO HOme ReCORDINg e PODCasTINg Por Chris Lyons

Conteúdo

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

Introdução

4

Seção Um: Iniciando

5

A

diferença entre Home Recording e Podcasting

5

Então, o que é um Bom Som?

6

Necessidades Básicas de Equipamento

7

Seção Dois: Capturando

8

O

Ambiente de Gravação

8

Microfones

9

Acessórios para Microfones

14

Técnicas Básicas para Microfones

15

Técnicas Gerais de Gravação

15

VTécnicas de Posicionamento para Microfones de Vocal

17

Técnicas de Posicionamento para Microfones de Instrumentos

18

Seção Três: Aprimoramento

20

Dispositivos de Gravação

20

Mixers e Interfaces

20

Softwares de Gravação e Processamento de Efeitos

23

Monitores

24

Seção Quatro: Salvando e Compartilhando

26

Seção Cinco: Sumário e Recursos Adicionais

27

Seção Seis: Apêndices

28

Latência

28

Saída de Microfone

29

Cartas de Seleção de Produtos

31

Glossário

33

Sobre o Autor

35

Home Recording

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

Introdução

Home Recording (gravação doméstica) e Podcasting estão aumentando em popularidade a cada dia. O equipamento usado para estas aplicações tornou-se mais sofisticado, prático, e acessível - e mais e mais pessoas estão se envolvendo com estes tipos de projetos de áudio.

A Shure tem sido líder em produção de áudio por mais de 80 anos, e aprendemos que a

“qualidade de áudio” pode tornar um projeto um grande sucesso, ou um completo fracasso.

O propósito deste guia é o de ajudar você, o entusiasta em home recording ou podcaster,

a capturar o melhor som para seus projetos de gravação, seja lá quais forem

• Monólogos

• Discussões em mesa redonda

• Entrevistas

• Performances musicais, ou

• Criação de trilhas de áudio para vídeo

Se você é novato em home recording e podcasting, este é um ótimo lugar para começar!

Se você vive perguntando por que outras pessoas são capazes de criar gravações de melhor sonoridade, este guia irá ajudá-lo a identificar as razões e as soluções.

O guia toma um aspecto passo-a-passo para discutir princípios, produtos e posicio-

namentos, assim como pode ajudá-lo a resolver alguns dos problemas mais comuns. Proporcionamos também fontes de referência onde você pode encontrar informações mais técnicas.

Sendo assim, coloque de lado seu iPod (somente por alguns minutos) e aprenda a razão pela qual alguns podcasts e gravações domésticas são limpos e cristalinos enquanto que outros soam como se tivessem sido gravados a partir do fundo de uma lata ou em frente

a uma unidade de ar condicionado.

Introdução

seÇÃO Um

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

INICIaNDO

O conceito mais importante de todos: Comece com Bom som

Um bom som começa com um princípio básico: Quanto melhor a fonte original de gravação, melhor será o áudio final. Sendo assim, seu objetivo número um é certificar-se de que sua gravação inicial de vozes e instrumentos proporcione bons pontos de partida para mixagem e combinação em um programa final.

Para obter mais flexibilidade, você precisa saber controlar e editar cada ou instrumento individualmente. Em estúdios de gravação profissionais, cada voz, instrumento, e efeito sonoro individual é gravado separadamente, para que todos possam ser misturados com a mixagem correta. Em um estúdio doméstico (chamado Home Studio), você pode não ter tempo ou não possuir o equipamento para gravar cada coisa separadamente, todavia é uma boa idéia separar ao menos as pistas de voz das pistas de instrumentos, ou diferentes tipos de instrumentos uns dos outros (uma pista para bateria e uma para guitarra, por exemplo). Isto permitirá ajustar o nível ou a qualidade de timbre de cada voz e instrumento separadamente, para que as alterações feitas em uma pista não sejam aplicadas a outras pistas que não precisam de tais alterações. Se você está montando um home studio ou simplesmente prestes a iniciar seu primeiro podcast, você precisa manter este princípio de guia em mente durante todos os três passos principais a seguir:

Escolher sua localidade de gravação

Selecionar seu equipamento, acessórios, e até mesmo cabos e adaptadores

Gravar o áudio

Embora você possa de certa forma limpar o som durante o processo de edição e mixagem, o equipamento se torna rapidamente mais caro e as técnicas começam a se tornar muito avançadas. Mesmo que dinheiro e experiência estejam ao seu dispor, não há muito o que até mesmo o melhor engenheiro do planeta possa fazer para suavizar os efeitos negativos de ruídos de fundo e chiados sem alterar notavelmente o som da voz ou dos instrumentos.

Colocando em forma simples: a melhor maneira de eliminar ruídos de ambiente é certificar-se de não capturar estes ruídos em primeiro lugar.

a diferença entre home recording e podcasting

Home recording é o termo usado para qualquer gravação criada fora de um estúdio de gravação

profissional tradicional. O termo pode ser mal interpretado, todavia, pois o equipamento de gravação se tornou tão compacto, fácil de usar, e acessível, que pode simplesmente não haver diferença entre

o equipamento usado em um estúdio de gravação tradicional e aquele usado em um home ‘project’

studio. Hoje em dia, um estúdio de gravação pode estar localizado em um escritório, porão, ou garagem,

e pode ser capaz de produzir conteúdo de qualidade profissional. Um estúdio de gravação tradicional ainda oferece um componente crítico que não está presente na maioria dos estúdios de gravação domésticos: uma sala silenciosa adequada para gravação de som. 5

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

A palavra podcasting vem da combinação de ‘broadcasting’ com o popular player de áudio da Apple, o iPod. É agora um termo genérico para criação de arquivos de áudio ou vídeo aos quais é possível se subscrever, para que o assinante seja automaticamente notificado quando um novo episódio está disponível. É também um termo genérico para gravações que podem ser baixadas (sem ser assinante) - especialmente aquelas que fazem parte de uma série contínua. Podcasts podem conter somente áudio, áudio com elementos gráficos, ou vídeo, e podem ser reproduzidos em um MP3 player ou computador. Alguns podcasts são criados por organizações de mídia tradicionais (redes de notícias, revistas, jornais, etc.), enquanto que outros são criados por empresas, grupos religiosos, instituições educacionais, ou indivíduos. A única coisa que possuem em comum é o desejo de proporcionar informação às pessoas que estão interessadas em um assunto em particular. Em resumo, home recording é um método de capturar e produzir conteúdo, enquanto que podcasting é o meio de distribuir este conteúdo. Em outras palavras, muitas pessoas que estão lendo este guia fazem gravações e são podcasters.

então, o que é um Bom som?

Subjetivo como o termo ‘bom som’ possa parecer, é a organização de três componentes:

1. Audibilidade – o som está alto o suficiente? Mais ao ponto, o som alcança um nível suficiente para que não seja necessário ao ouvinte se esforçar para ouvir ou procurar o controle de volume?

2. Inteligibilidade – o som está claro o suficiente? Inteligibilidade descreve o quão bem o ouvinte pode compreender a informação que está sendo proporcionada. Inteligibilidade é um fator crítico em gravações de palavras faladas, pois determina se o ouvinte pode captar precisamente a diferença entre palavras como “gato” e “pato”. Uma inteligibilidade pobre pode ser resultado de dicção ou pronuncia pobre por parte do narrador, de uma gravação pobre, ou simplesmente de muito ruído ou som ambiente indesejado.

3. Fidelidade – tudo soa como se realmente “estivesse lá’? Cada componente do caminho do som pode afetar o caráter de timbre do som que chega aos ouvidos do ouvinte. Isto modifica o realismo e a fidelidade da gravação. Embora o ouvinte possa ouvir suas palavras e a música claramente em um nível confortável, se isto não soa como a performance original, então falta fidelidade. Você pode ouvir muitos termos fantasiosos, todavia vagos, para descrever o som - tais como ‘calor’, ‘pegada, e ‘peso’ - porém estes termos não são mensuráveis. Por exemplo: Uma fala quente, porém não inteligível, não agrada muito o ouvinte. Mas, no final das contas, “bom som” é 100% subjetivo. Se você e seus ouvintes acreditam que

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HOme ReCORDINg aND PODCasTINg

suas gravações e podcasts possuem um bom som (ou seja, soam da forma com a qual você pretendia e seus ouvintes podem entender as mensagens), então você conseguiu um bom som. Agora a parte difícil: fazer com que suas gravações soem como você pretende.

Necessidades básicas de equipamento

Abaixo estão caminhos de sinal de gravação básicos e mais complexos para necessidades de home recording e podcasting.

Antes de criar um orçamento e correr atrás de todos os componentes de hardware que

e correr atrás de todos os componentes de hardware que Básico: Microfone Cabo Dispositivo de Gravação
Básico: Microfone Cabo Dispositivo de Gravação (mais frequentemente, o computador)
Básico: Microfone
Cabo
Dispositivo de Gravação (mais frequentemente, o computador)
de Gravação (mais frequentemente, o computador) mais complexo: Microfone Cabo Pré Amplificador

mais complexo:

Microfone

(mais frequentemente, o computador) mais complexo: Microfone Cabo Pré Amplificador Mixer/Processador de Sinal + Caixas

Cabo

frequentemente, o computador) mais complexo: Microfone Cabo Pré Amplificador Mixer/Processador de Sinal + Caixas

Pré Amplificador

computador) mais complexo: Microfone Cabo Pré Amplificador Mixer/Processador de Sinal + Caixas acústicas Dispositivo

Mixer/Processador de Sinal + Caixas acústicas

Dispositivo de Gravação

você pode comprar, é crítico adequar seu equipamento ao seu ambiente de gravação.

seÇÃO DOIs

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CaPTURaNDO O sOm

O ambiente de gravação

Quanto mais ‘morto’, melhor

Como o equipamento de gravação está se tornando mais compacto, você pode procurar por espaços cada vez menores para suas necessidades de home recording e podcasting. Isto é bom, pois proporciona mais oportunidades de encontrar a área mais acusticamente neutra (mais silenciosa, menos reflexiva, ou ‘morta’).

Então o que você está procurando? Na verdade, é mais o que você está procurando evitar:

Evite superfícies reflexivas ou duras, como janelas ou paredes de concreto. Se o seu espaço inclui estas superfícies, você irá desejar ‘amortecê-las’ com espuma, carpete, cobertores, ou materiais similares.

Evite ventiladores, unidades de ar condicionado, e outros aparelhos que geram ruído mecânico ou elétrico.

Evite outras pessoas. Use um sinal para alertar a família e os amigos para ficarem longe enquanto você está gravando.

Faça gravações simples

Seu cérebro é muito bom em ignorar chiados de fundo ou ruídos mecânicos, sendo assim faça uma gravação das áreas escolhidas por alguns instantes. Então ouça estas gravações em seu MP3 player ou computador. Você se surpreenderá com a quantidade de ruído o microfone pode captar, ruídos que você nem notava quando estava na sala. Obviamente, a área com a menor quantidade de ruído deve ser a vencedora.

Dica: Dica: Não consegue encontrar um espaço “morto” o suficiente? Cante ou fale dentro do armário ou guarda-roupas. Um dos melhores truques que encontramos é o de abrir a porta do armário, jogar cobertores ou sacos de dormir sobre as portas abertas, e posicionar o microfone para que o lado menos sensível do mesmo esteja voltado para o fundo do armário. Quanto mais cobertores no armário, melhor! Isto absorve muitas das reflexões e pode proporcionar um som mais inteligível.

Estilos de Microfones

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A escolha do estilo de microfone é determinada pela fonte de som (uma pessoa, um instrumento,

etc.), pelo tipo de som que a fonte produz (fonte parada, se movendo, etc.), e pela montagem mais conveniente do microfone em relação à fonte. O estilo do microfone deve ajudar a colocar o mesmo no local correto e manter o mesmo neste local. Microfone de mão – Condizente com seu nome (segurado na mão), o microfone handheld tem um formato específico que facilita segurar o mesmo na mão. Handhelds podem, é claro, ser posicionados em um suporte para microfones para liberar as mãos. Suportes para microfones são uma boa idéia para home recording. Uma das variáveis principais para aprimorar os níveis de som e a qualidade geral do som é manter uma distância consistente entre a fonte sonora e o microfone. Posicionar o microfone em um suporte também reduz o ruído de manuseio, que são

“thumps” de baixa frequência criados pelas mãos de quem segura o microfone interagindo com o corpo do mesmo. Montado em suporte – Estes microfones são desenhados para serem presos a um suporte (montado em suporte). Por esta razão, acessórios adicionais, como shock mounts (absorventes de choque), funcionam melhor com estes tipos de microfones. Lapela–Microfonesmuitopequenosquepodem ser presos a uma camisa ou gravata, os microfones Lavalier são bons para pessoas que precisam se mover enquanto falam (exemplos: apresentadores, atores de teatro) ou que podem se sentir intimidados ao ver um microfone na frente de seus olhos (como em uma entrevista para podcast). Microfones Lavalier também liberam as mãos para outras finalidades, como ao demonstrar como se opera uma ferramenta ou ao

realizar outras atividades. Microfone de cabeça – Estes microfones levam o Lapela à um próximo nível. Enquanto o Lapela é fixo em uma posição no corpo, um microfone Headworn é fixo em relação à boca, mantendo constante a distância entre a fonte sonora (a voz da pessoa) e o microfone. Como o

microfone está mais próximo, há menos captação de ruídos de fundo em um ambiente barulhento. Montado em instrumento – Alguns microfones são desenhados especificamente para serem fixos em determinados instrumentos, como a 9

para serem fixos em determinados instrumentos, como a 9 Microfone de mão Microfone montado em suporte

Microfone

de mão

em determinados instrumentos, como a 9 Microfone de mão Microfone montado em suporte Microfone lapela Microfone

Microfone montado

em suporte

Microfone lapela
Microfone
lapela

Microfone de cabeça

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abertura de um trompete ou o aro de uma caixa de bateria. Isto ajuda a isolar o som do instrumento em particular dos outros sons ao redor do mesmo, mantendo constante a

Microphone montado em instrumento
Microphone
montado em
instrumento

distância entre o microfone e a fonte sonora (veja o exemplo ao lado). Conexão direta – Alguns instrumentos, como um contra-baixo, podem ser conectados diretamente à um dispositivo chamado direct box, que converte o sinal do instrumento em um sinal padrão de microfone. A direct box não é um microfone, mas substitui o microfone no caminho do sinal. A vantagem de usar uma direct

box é que você pode eliminar o microfone, sendo assim haverá menos ruído ambiente na gravação.

A desvantagem é que alguns instrumentos podem

não soar como esperado ao serem gravados diretamente, pois estão perdendo o caráter de timbre que é adicionado pelo corpo do instrumento (ou, no caso de uma guitarra ou contra-baixo, o amplificador).

Exemplo de uma entrada direta (ou “direct box”)

Tip: Dica: Ao usar uma entrada direta, você

deve considerar também o uso de monitores para que você possa ouvir exatamente o que

você está gravando (Veja “Monitores”, na página 24).

Tipos de Transducer

O transducer é a parte do microfone que converte energia acústica (som) em um sinal elétrico que pode ser gravado. Existem diversos tipos de Transducers, porém os dois tipos mais comuns usados para gravação são Dynamic e Condenser. Microfones dinâmicos são muito resistentes e podem suportar altos níveis de pressão sonora, como os gerados por uma bateria ou amplificadores de guitarra. São também muito

tolerantes a condições hostis como alta temperatura e umidade

e entrevistados pouco

cuidadosos. Microfones condensador são mais sensíveis e mais responsivos à frequências mais altas,

o que permite aos mesmos capturar mais detalhes de instrumentos como violões ou pratos de bateria. Microfones Condenser podem também revelar textura e realismo em vozes.

Existem dois tipos principais de microfones Condenser:

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Diafragma pequeno – usado geralmente para performances ou gravações ao vivo. São chamados small diaphragm pois o diâmetro do diafragma do transducer é menor que uma polegada. (Veja o diagrama abaixo.) Diafragma grande – tradicionalmente preferidos pelos engenheiros de estúdios de gravação, microfones do tipo large diaphragm (uma polegada de diâmetro ou mais) usualmente possuem uma saída de sinal mais alta, menos ruído-integrado (o “chiado” que o microfone pode gerar), e uma melhor resposta à frequências baixas, o que pode resultar em um som com fidelidade mais alta para vocais e instrumentos

O tamanho do diafragma realmente importa?

< 1” de diâmetro Diafragma pequeno
< 1”
de diâmetro
Diafragma pequeno
importa? < 1” de diâmetro Diafragma pequeno < 1” de diâmetro Diafragma grande Ao procurar por

< 1”

de diâmetro
de diâmetro

Diafragma grande

Ao procurar por um microfone de diafragma grande, você encontrará termos como ‘large style’ (estilo grande) e ‘large diaphragm type’ (tipo diafragma grande). Geralmente, estes termos não referem-se aos reais microfones de diafragma grande, mas a microfones de diafragmas menores que são desenhados para se parecerem com versões de diafragmas maiores. Um verdadeiro microfone de diafragma grande tipicamente possui um diafragma de 1 polegada ou mais de diâmetro. (Como mostrado na ilustração acima.) Mas a questão permanece “Isso importa?” Como os custos para alguns verdadeiros microfones de diafragma grande agora são competitivos com microfones de diafragma pequeno e até mesmo com microfones dinâmicos, tudo é uma questão de performance e gosto pessoal. A resposta é depende. Se você necessita da mais alta sensibilidade, o menor ruído-integrado, e

um som mais verdadeiro, escolha o microfone de diafragma grande. Em todo caso

estes microfones antes de comprá-los. Mas lembre-se de que ‘bom som’ é subjetivo. Se você gosta da forma com a qual sua voz soa em suas gravações, desconsiderando o tamanho do diafragma,

entãovocêencontrouomicrofonecorreto. Microfones USB Mais e mais empresas fabricantes de microfones profissionais estão fabricando microfones USB.

experimente

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Um microfone USB é essencialmente um microfone que possui um interface de áudio USB integrada, para que o mesmo possa ser conectado ao seu computador sem o requerimento de uma interface de áudio externa. Além disso, alguns microfones USB proporcionam uma saída para fones de ouvido para ajudar você a monitorar

suasgravações.(Veja“Monitores”,página24.)

USB ou não?

USB ou não? Conector XLR Conector USB Se você precisa usar somente um

Conector XLR

Conector USB

Se você precisa usar somente um microfone e planeja gravar diretamente em seu computador, um microfone USB é a solução mais conveniente. É rápido e fácil conectar tal microfone, e o mesmo elimina a necessidade de um pré amplificador, mixer, ou interface de áudio USB. Se você precisa usar múltiplos microfones de uma só vez (ao gravar múltiplas vozes ou instrumentos, por exemplo), ou deseja poder conectar um microfone a um mixer ou outro equipamento de áudio além do computador, considere um adaptador XLR-USB. Isto permite conectar microfones XLR existentes a uma porta USB em seu computador.

Padrões de captação

Os microfones estão disponíveis em vários padrões de captação (padrões polares) O padrão de

captação é a representação da direcionalidade do microfone. Em outras palavras, o padrão de captação descreve a sensibilidade do microfone a sons que chegam a partir de diferentes direções. Omnidirecional – Capta os sons igualmente

a partir de todas as direções. Bom para som natural de sala e grupos vocais. Bom também para quando

o vocalista ou narrador precisa se mover ao redor de

lados diferentes do microfone (porém sua distância em relação ao microfone permanece a mesma). Todavia, se o objetivo é eliminar o som ambiente, um padrão unidirecionaléumaescolhamelhor. Unidirecional – Mais sensível a sons provenientes da frente do microfone, e menos sensível a sons

provenientes dos lados e da parte de trás. Microfones

unidirecionaispertencemaduascategoriasprincipais:

Microfones unidirecionaispertencemaduascategoriasprincipais: Omnidirecional Cardióide (Unidirecional) Cardióide – o

Omnidirecional

Omnidirecional Cardióide (Unidirecional) Cardióide – o tipo mais comum

Cardióide (Unidirecional)

Cardióide – o tipo mais comum de microfone. Chamado de ‘cardióide’ devido ao seu padrão de captação em formato de coração (veja o diagrama), este microfone ajuda a reduzir a captação de ruídos de fundo ou vazamentos a partir de fontes sonoras

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HOme ReCORDINg e PODCasTINg

Introdução a HOme ReCORDINg e PODCasTINg Supercardióide próximas. Todavia, se o objetivo é permitir que o

Supercardióide

próximas. Todavia, se o objetivo é permitir que o ouvinte escute

o que está acontecendo no fundo, você deve considerar um

padrão de captação omnidirecional. Supercardióide – é ainda mais direcional que o cardióide. Supercardióides possuem o padrão de captação mais estreito, isolando mais ainda a fonte sonora. Bom para ambientes cheios de pessoas e barulhentos e, e para quando múltiplos microfones estão

sendo usados, como para discussões em mesa redonda onde você deseja manter as vozes distintas.

Um exemplo: O podcast de tricô de Annie

Annie é anfitriã de um programa sobre tricô. Se ela deseja que o ouvinte escute o ‘click e clack’ de suas agulhas durante o podcast, ela deve usar um microfone com um padrão de captação omnidirecional. Se não, ela deve usar um microfone com um padrão de captação cardióide. Melhor ainda, ela pode usar dois microfones. Um cardióide apontado para a sua boca, para captar suasexplicações,eoutrocardióideapontadoparasuasmãos,paracaptaro‘clickeclack’dasagulhas. Ela pode então mixar estes microfones juntos - ajustado os níveis dos sois sons para obter a máxima combinação de inteligibilidade e fidelidade - durante o processo de edição.

Saídas elétricas de microfone

As características elétricas do sinal de saída do microfone são importantes, pois devem ser compatíveis com a entrada de áudio à qual o microfone está conectado. Sinais de microfone têm sido historicamente analógicos, mas a crescente popularidade do áudio e da gravação e edição digital, microfones com saída de áudio digital se tornaram disponíveis.

Alguns ‘puristas’ preferem o sinal analógico, enquanto que outros preferem ter o sinal do microfone já em domínio digital. A verdade é que você precisa terminar em domínio digital, sendo assim isto depende na verdade de como e quando você deseja aprimorar seu som. (Veja

o Apêndice para uma discussão mais detalhada sobre saída analógica e digital.)

Microfones Condensador e Phantom Power

Microfones do tipo Condensador requerem energia. Uma forma comum de proporcionar energia para estes microfones é através de algo chamado Phantom Power. Phantom Power é energia real, mas é o termo usado para quando uma voltagem é fornecida através de um cabo de microfone. A maioria dos mixers para microfones proporcionam Phantom Power, então se você está usando um microfone condensador e um mixer, certifique-se de que o mixer possui uma entrada de microfone que proporciona Phantom Power. Nota:

Microfones dinâmicos não requerem Phantom Power, nem serão danificados caso sejam conectados em uma entrada de microfone que possui Phantom Power acionado.

acessórios para microfones

Acessórios de montagem e posicionamento podem ajudar a aprimorar o som resultante de suas

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gravações domésticas e podcasts. O uso criativo destes acessórios podem permitir que microfones sejam posicionados praticamente em qualquer lugar, livrando suas mãos para outras necessidades ou ajudandoagarantirqueomicrofoneestáposicionadoprecisamente no lugar correto. Suportes, Pedestais e Goosenecks – devem ser fortes o suficiente para suportar o microfone na localização pretendida e para acomodar a desejada razão de movimento. Estes acessórios são comercializados em muitos tamanhos e formatos, todavia o propósito continua sendo o mesmo: para posicionar o microfone no local correto e para captar somente o som desejado. Sendo assim, encontraraversãocertaparasuasnecessidadeseseumicrofoneé oquemaisimporta. Shock Mounts – São usados para isolar o microfone de vibrações transmitidas através do pedestal ou da superfície de montagem, como uma mesa ou o chão. Um shock mount pode reduzir ou eliminar o ruído de ‘manuseio’ que você ouve quando microfones são movidos durante uma sessão de gravação ou se a superfície sobre a qual o microfone repousa está vibrando (isto é chamado usualmente de ‘stand thumps’). Windscreens and Pop Filters – Primeiramente, você precisa entender o que é popping. Quando você fala a palavra ‘pop’, por exemplo, você pode ouvir uma explosão de sopro após o ‘p’. Pops ocorrem com maior frequência com os sons “p”, “t”, “d”, e “b”, e podem ser muito inconvenientes na gravação final. Windscreens e Pop Filters proporcionam um escudo acusticamente transparente ao redor do microfone, o que quebra a parede de ar antes desta alcançar o microfone, e ajuda a reduzir sons de popping. (Veja Técnica 2 e o diagrama na página 17).

de popping. (Veja Técnica 2 e o diagrama na página 17). Um pedestal com braço, embora

Um pedestal com braço, embora mais caro que um pedestal normal, balanceia o microfone no ar e pode ser reposicionado com uma leve pressão que, se realizada com cuidado, não é ouvida na gravação.

que, se realizada com cuidado, não é ouvida na gravação. Exemplo de shock mount e pop

Exemplo de shock mount e pop filter

Duas dicas para acessórios de microfone:

• Muito ruído de manuseio? - Ou o som está como se o microfone estivesse recebendo leves pancadas (stand

thumps) durante a gravação? Use um shock mount. • ‘Sons de ‘p’, ‘t’, d’ e ‘b’ estão muito explosivos para o seu gosto? Experimente um pop filter. Nota: Você pode também posicionar o microfone for do caminho do pop, como algumas polegadas para o lado, para cima, ou abaixo da boca. (Veja o diagrama na página 17.)

Técnicas gerais de gravação

Com este guia, vamos destacar as técnicas gerais para gravação doméstica e

podcasting.

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1. Técnicas de microfone são na verdade uma questão de gosto pessoal. O método correto é

o que soa bem para você, seja lá qual for. Continue experimentando diferentes posicionamentos até obter o som que você deseja.

2. Manter um nível de som consistente é crítico. Certifique-se de que sua fonte sonora não está

se movendo para dentro e para fora das áreas de captação do microfone. O movimento (variações de distância do microfone) irá modificar os níveis de gravação, o que é mais difícil de consertar depois.

3. Mantenha o microfone distante de superfícies reflexivas. Reflexões (ondas sonoras que

saltam de um lado para outro) causadas por superfícies duras, incluindo até mesmo o topo de uma mesa e suportes para partituras, podem afetar a qualidade do som capturado pelo microfone. Isto é também chamado de reverberação e, se você deseja este efeito, é melhor adicionar isso depois. (Veja “Reverberação” na página 24).

4. Posicione o microfone distante de fontes sonoras não desejadas. Certifique-se também de

apontar os microfones para longe de ruídos indesejados. Faça algumas gravações de amostra da

área de gravação escolhida, com o microfone apontado para diferentes direções, para encontrar

o posicionamento mais silencioso possível.

5. Certifique-se de usar um microfone com o padrão de captação e o tipo de

3
3

Captar ruídos indesejados (como ruído da rua através de janelas ou de aparelhos mecânicos como unidades de ar condicionado) é um problema comum em gravações domésticas. Quanto mais você conseguir isolar suas gravações dos ruídos de fundo, melhor estas irão soar.

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transdutor correto para a aplicação. (Veja em “Microfones” na página 9).

6. Use a menor quantidade de microfones possível. Menos microfones significa menos problemas técnicos e, para os propósitos de capturar um som limpo, menos catação de ruído de fundo.

7. cada voz e instrumento (ou fonte sonora) separadamente. (Veja “Comece com um bom som” na página 5.)

8. Mantenha a regra 3-para-1 em mente. Quando múltiplos microfones são usados, a distância entre os microfones deve ser de no mínimo três vezes a distância de cada microfone de sua fonte sonora pretendida. Por exemplo, se dois microfones estão posicionados, cada um, a 30 cm de suas fontes sonoras, a distância entre os microfones deve ser de pelo menos 90 cm. Se cada microfone está a apenas duas polegadas de um instrumento, então precisam estar a somente seis polegadas um do outro.

Técnicas de Posicionamento para microfones de Vocal

outro. Técnicas de Posicionamento para microfones de Vocal 30 cm 90 cm A Regra 3-para-1: A
outro. Técnicas de Posicionamento para microfones de Vocal 30 cm 90 cm A Regra 3-para-1: A
outro. Técnicas de Posicionamento para microfones de Vocal 30 cm 90 cm A Regra 3-para-1: A
outro. Técnicas de Posicionamento para microfones de Vocal 30 cm 90 cm A Regra 3-para-1: A

30 cm

Técnicas de Posicionamento para microfones de Vocal 30 cm 90 cm A Regra 3-para-1: A distância
Técnicas de Posicionamento para microfones de Vocal 30 cm 90 cm A Regra 3-para-1: A distância

90 cm

A Regra 3-para-1: A distância entre os microfones deve ser de pelo menos três vezes a distância de cada microfone de sua fonte sonora pretendida.

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Além das técnicas gerais, aqui estão algumas específicas para gravação de voz.

1. Mantenha o microfone a uma distância de 6” a 12” da sua boca. Esta distância é

próxima o suficiente para minimizar a captação de ruídos da boca e de respiração. Não se aproxime demais. ‘Comer o microfone’ pode diminuir a inteligibilidade.

2. Aponte o microfone em direção à boca a partir de cima ou de baixo. Este

posicionamento minimiza o popping causado por consoantes explosivas (por exemplo, “p” e “b”; “d” e “t”). Cada pessoa é diferente, sendo assim algum jogo de tentativa e erro é usualmente necessário. Algumas pessoas possuem problemas com “p” mas não com “t”, por exemplo.

3. Use um pop filter externo. Embora a maioria dos microfones possua algum tipo de

windscreen integrado, em filtro adicional irá proporcionar segurança extra contra pops de “p”. O pop filter também serve como referência para que você mantenha uma distância consistente do microfone.

4. Fale diretamente no microfone. Ao virar a cabeça para longe do microfone, o som

capturado pelo microfone pode se tornar notavelmente mais opaco. Se um narrador tende a mover a cabeça para longe do microfone, experimente um microfone de cabeça. (Veja na página 9.)

Direções Plosivas

Posições de microfone arriscadas

d e t b e p
d e t b e p

d e t

b e p

2 3 1 3 “b”e“p”apontamparaomicrofonecausandopopping.
2 3 1 3 “b”e“p”apontamparaomicrofonecausandopopping.
2
2
3
3

1 3

“b”e“p”apontamparaomicrofonecausandopopping.2 3 1 3

“b” e “p” tendem a ir diretamente para frente “d” e “t” tendem a cair.

“d”e“t”apontamparaomicrofonecausandopopping.“b” e “p” tendem a ir diretamente para frente “d” e “t” tendem a cair.

Posicionamentos de microfone sugeridos

Use um isolador

3 b & p 4 d & t 3
3
3
b & p 4 d & t
b & p
4
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3 b & p 4 d & t 3

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3

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3

3

Posicioneomicrofoneacimaparaevitarpopping.Um pop filter pode isolar o microfone de plosivas

Um pop filter pode isolar o microfone de plosivas

Posicioneomicrofoneentreasplosivasparaevitarpopping.(Veja na página 14).

(Veja na página 14).

Plosives (popping) e dicas para evitar este problema com posicionamento de microfones

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

Técnicas de Posicionamento de microfones de Instrumento

Ao gravar instrumentos, é sempre melhor encontrar técnicas de posicionamento específicas ao instrumento que você está usando. Além disso, o mesmo que para gravação de vocais, tudo é uma questão de gosto pessoal. O que soa bem para você é o correto.

Todavia, para os propósitos deste guia, proporcionaremos alguns pontos:

1. Experimente algumas gravações diferentes e veja qual posicionamento soa melhor para seus ouvidos.

2. Grave quaisquer instrumentos separados dos vocais. Use dois microfones: um posicionado

próximo à boca do vocalista e outro posicionado próximo à fonte de som do instrumento.

3. Posicione o microfone somente próximo o suficiente. Too close a placement can color the sound source’s tone quality (timbre), by picking up only one part of the instrument. But too far away means you will pick up more ambient sound.

Dica: Para determinar uma boa posição inicial para o microfone, experimente tapar um ouvido com uma dedo. Ouça a fonte sonora com o outro ouvido e mova-se até o que você ouve soar bem. Posicione o microfone ali.

Diferentes instrumentos requerem diferentes posicionamentos de microfone e técnicas. Podemos destacar algumas destas diferenças observando alguns instrumentos específicos:

Violão – Assumindo que você não possui múltiplos microfones, você pode obter um som natural e bem balanceado posicionando o microfone a seis polegadas (6”) sobre a lateral, sobre a ponte, e em linha com o tampo (veja o gráfico). Algumas pessoas preferem fixar um microfone miniatura na parte externa do orifício de som, o que permite mais liberdade de movimento.

15cm Exemplo de posicionamento para violão
15cm
Exemplo de posicionamento
para violão
Aberto
Aberto

Microfones

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg Microfones ou
HOme ReCORDINg e PODCasTINg
Microfones
ou

Piano vertical – Assumindo que você possui apenas um microfone de instrumento, experimente posicioná-lo sobre o topo aberto, sobre as cordas agudas. Se você pode remover o painel frontal, experimente apontar o microfone para frente dos martelos.

Piano – Abra a tampa e aponte um microfone condensador logo acima do topo, sobre as cordas agudas.

Dica: Minimize a captação de vibrações do chão usando um shock mount de borracha para o microfone. (Veja “Acessórios”, na página 14.)

Novamente, não existe solução correta, apenas algumas técnicas que proporcionam um bom ponto de partida para que você possa experimentar. (Veja “Recursos Adicionais”, na página 27, para obter conselhos específicos para suas necessidades de gravação de instrumentos.)

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

seÇÃO TRÊs

aPRImORameNTO

Dispositivos de gravação

O

final do caminho de sinal (antes do compartilhamento) é

o

dispositivo de gravação. Em muitos estúdios de gravação

domésticos, o dispositivo de gravação será o computador. (Veja

“Necessidades Básicas de Equipamento”, anteriormente.) Todavia, alguns projetos de áudio requerem equipamentos mais complexos ou sons gravados fora do estúdio. De qualquer

forma, vamos observar quatro dispositivos de gravação comuns. Gravador digital – Pode ser uma unidade isolada ou parte de uma solução “estúdio-em-um-pacote”. Algumas características

de dispositivos de gravação incluem funções simples de edição

e

gravação de CDs. Alguns permitem criar arquivos MP3 e WAV,

e

até mesmo converter arquivos entre os dois para distribuição

mesmo converter arquivos entre os dois para distribuição Exemplo de gravador digital portátil. Imagem do PMD620,

Exemplo de gravador digital portátil. Imagem do PMD620, cortesia de Marantz Professional

facilitada. Existem também gravadores de voz portáteis e fáceis de usar, para uso em ambientes externos (fora do estúdio), para

capturar entrevistas e outras gravações “não musicais”. Para algunspodcasters,esteúnicodispositivopodesertudooqueénecessário. Gravador analógico – Muitas vezes associado com os antigos sistemas de dois carretéis, todavia ainda podem ser encontrados em estúdios onde os músicos procuram por um determinado som característico destes sistemas. Placa de som – É a placa de circuito em hardware no interior do seu computador. Se o seu computador tem som, existe uma placa de som dentro dele. Usualmente isto é o suficiente para seus video games e trabalho de escritório, porém a placa é poderosa o suficiente para suas necessidades de gravação? Se não, considereuma Audio interface – É um dispositivo externo que se situa entre suas entradas e saídas de áudio e o seu computador. Imagine isto como uma placa de som externa. Uma interface de áudio pode ter uma porta USB ou Firewire para conexão com o computador, embora as portas USB sejam mais comuns.

mixers/Interfaces

No centro nervoso de um estúdio de gravação profissional típico está uma enorme mesa de mixagem. As chances são que você tem uma imagem de um filme que você viu, com uma velha banda de rock. Hoje, especialmente para necessidades de gravação doméstica, você pode encontrar mixers muito mais compactos e, em muitos casos, você pode trabalhar totalmente sem o uso de um mixer.

e, em muitos casos, você pode trabalhar totalmente sem o uso de um mixer. Exemplo de

Exemplo de interface de áudio externa

Trabalhar sem um mixer depende de

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

1. Quantas entradas de áudio você está combinando

2. Sua interface (software ou sequencer de áudio) proporciona o controle necessário

3. Se você possui ou não muitos itens de hardware externos (como sintetizadores, dispositivos de efeito como reverbs, delays, outros pedais, etc.)

4. Se você planeja produzir CDs ou DVDs, ou somente podcasts ou gravações digitais.

5. Seu orçamento.

Você precisa de um mixer ou de uma interface? Ou: Quão rápido é o seu computador?

O mixer sozinho não define seu estúdio de gravação doméstico. Enquanto um mixer proporciona aquele visual de estúdio profissional, o mesmo pode ser completamente desnecessário para suas aplicações. De fato, muitos estúdios profissionais estão trabalhando sem mixer.

Isto não significa que estão dispensando a habilidade de controlar múltiplas pistas de áudio. Significa que estão deixando este trabalho para as interfaces de áudio e computadores para a execução da mixagem.

A boa notícia é que, aqui, dispensar o mixer muitas vezes diminui os custos e proporciona

um estúdio mais portátil/móvel. Todavia, quanto menos poderosa sua placa de som, mais você vai precisar de uma interface externa ou até mesmo de um mixer, caso você esteja planejando executar qualquer manipulação mais séria. Além disso, enquanto alguns softwares (como o GarageBand da Apple) não precisam de uma interface, outros (como o Pro Tools da Digidesign) requerem uma interface de áudio compatível conectada para que o software possa funcionar. Em adição, conectar seu microfone diretamente à placa de som do computador pode não proporcionar a qualidade de áudio que você deseja. Muitas placas de som internas não são isoladas de ruído elétrico que muitas vezes é causado por ventiladores de

coolers, discos rígidos, e o próprio circuito do computador. Por causa disso, ruído e hum podem ser introduzidos no seu áudio.

A maioria das placas de som internas não é equipada com conectores de microfone

profissionais, não proporcionam phantom power, e não apresentam amplificação ou

ganho suficiente para trabalhar com pistas ou sons de nível baixo.

Qual é o conselho? Experimente usar seu computador. Se você não está

satisfeito com o som resultante, então você precisa de um mixer.

Então

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

Mixers Alguns dispositivos de gravação não permitem conectar um microfone diretamente, embora isto esteja se tornado cada vez menos comum. Na maioria das vezes, haverão casos em que você estará capturando um número de fontes sonoras e poderá desejar manipular e combinar estas pistas em uma única gravação, o que é chamado de mixagem. Em ambos os casos, você deve considerar um mixer (‘mesa de mixagem’, ou ‘mesa de som’). Mixers são comercializados em muitas variedades - podem se tornar caros e técnicos muito rapidamente - sendo assim certifique-se de adquirir somente o que você precisa. Certifique-se de que o mixer escolhido possui entradas suficientes para administrar o número de microfones que você está usando. Você deve considerar também o que você pode precisar em um futuro próximo. Você não pode adicionar mais entradas facilmente, então se você vai investir em um mixer, deixe um certo espaço para crescimento. Também, se você deseja capturar o som de cada microfone em uma pista separada (o que é altamente recomendável), então seu mixer deve possuir saídas direta (direct outputs) para cada canal, para conectar seu dispositivo de gravação. De outra forma, você poderia capturar somente uma mistura de todas as entradas.

Interfaces Uma interface de áudio é o que faz com que o som entre e saia do seu computador. Tecnicamente, este dispositivo converte um sinal analógico de microfones e outros equipamentos de áudio em dados digitais (para que possa manipular e compartilhar os mesmos). Existem dois tipos básicos: uma placa de som (usualmente integrada no interior do seu computador) e uma unidade isolada de interface de áudio (standalone audio interface box) (Veja o exemplo na página 20.)

Pré Amplificador de Microfone Um bom pré-amplificador de microfone (chamado ‘preamp’ ou ‘mic-pre’) aumenta o nível de som do seu microfone sem adicionar chiado detectável e, muitas vezes, faz um trabalho melhor em rejeitar ruído elétrico e hum que uma interface de áudio. Um mic preamp usualmente acomoda apenas um ou dois microfones e oferece controles separados para cada um. Os pré-amplificadores integrados em muitas interfaces de áudio USB e Firewire são adequados para a ampla maioria das aplicações de home recording. Mas se você está gravando uma voz ou instrumento suave, e posicionar o microfone longe da fonte, ou simplesmente usar um microfone não muito sensível, você pode descobrir que seu mixer ou interface de áudio simplesmente não pode amplificar o sinal o suficiente sem adicionar chiado excessivo. Neste caso, você deve considerar o uso de um preamp externo para aumentar a força do som para um nível mais audível. Adicionalmente, algumas interfaces de áudio podem possuir até mesmo oito entradas, porém usualmente apenas duas destas aceitam sinais de nível de microfone. Um preamp externo permite tomar vantagem destas entradas adicionais.

Um preamp externo permite tomar vantagem destas entradas adicionais. Exemplo de pré-amplificador de microfone 22

Exemplo de pré-amplificador de microfone

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

Cabos e Adaptadores Enquanto é melhor tentar encontrar um novo equipamento que seja compatível com seu equipamento atual, usar adaptadores não é tão ruim quanto você pensa. Seis adaptadores em série para conectar seu mixer ao seu dispositivo de gravação? Talvez isso seja demais e você vai ouvir algum chiado e hum. Mas não substitua todo o equipamento se tudo o que você precisa é de um adaptador. As chances são de que qualquer chiado ou hum não está vindo do adaptador. Um melhor conselho, todavia, é não economizar nos cabos. Encontrar um cabo de qualidade, do tipo correto para o seu equipamento, é importante para reduzir ruído e hum.

software de gravação

Agora que você tem o seu som capturado, você precisa editar, mixar, e aplicar efeitos. Alguns softwares incluem extensas bibliotecas de samples (amostras de instrumentos reais que podem ser tocados ou disparados por um teclado, por exemplo) e sintetizadores que imitam vários instrumentos. O software de gravação depende das capacidades de mixagem (sobre as quais discutimos anteriormente), processamento de efeitos (sobre o que você pode ler logo abaixo), e características de exportação que você pode desejar (Veja “Salvando e Compartilhando”, mais adiante.) Faça uma lista do que você planeja fazer e certifique-se de escolher um software que ofereça todas as funcionalidades necessárias. Também, alguns softwares requerem um interface (Veja “Mixers/Interfaces” na página 21.) É bom que você saiba sobre isto antes de abrir a caixa.

Processamento de efeitos

Processamento de efeitos é uma maneira de manipular e modificar certos aspectos do som gravado com o objetivo de aprimorar a qualidade geral do som. Em algumas situações o efeito é aplicado a uma pista individual (vocal, guitarra, etc.), enquanto que em outras é aplicado à gravação finalizada. Existem muitos efeitos que você pode usar para home recording, embora a maioria dos podcasts (especialmente se você captura som limpo) não requer muito no que diz respeito a processamento de efeitos. Enquanto você pode encontrar uma peça separada de equipamento para proporcionar cada efeito isolado, a maioria é usualmente incluída como controles únicos dentro de um único pacote de software ou console de mixagem digital. Compressão – Um compressor diminui automaticamente os picos (partes altas) do narrador ou cantor por uma quantidade pré-ajustada para que não causem distorção. A compressão também reduz a diferença entre as partes mais fracas e as partes mais fortes, para que o volume aparente seja maior. Exemplo de uso: Um cantor pode variar em volume de muito suave para muito forte, mas o compressor reduz a magnitude destas mudanças extremas. Limitação – Limiters são como compressores, mas ao invés de reduzir os níveis que vão além do threshold (limiar) pré-ajustado, não permitem que estes fiquem mais altos de forma alguma, ou seja, fixando um limite superior que não pode ser excedido. Como isto é diferente? Imagine um som que vai à 11. O compressor poderia reduzi-lo a 10 ou 10.5 dependendo da dinâmica do sinal, mas o limiter iria manter o sinal firmemente em 10, não importando o quão abrupto isto poderia soar. Note que compressores e limiters afetam igualmente todas as vozes ou instrumentos igualmente em uma mesma pista. Se um vocalista grita no microfone fazendo com que o compressor reduza o nível, outras vozes na mesma pista também são similarmente afetadas.

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Equalização (também chamada EQ) - O EQ enfatiza ou atenua determinadas nadas de frequência, o que pode fazer com que pistas diferentes se destaquem umas das outras, ou ajudar pistas de sonoridades diferentes soarem de forma mais similar. A equalização é crítica ao combinar múltiplos instrumentos em uma única mixagem.

Dica avançada: Evite a curva de EQ em forma de sorriso. Como uma regra geral, você deve dar forma ao som reduzindo determinadas frequências, ao invés de enfatizar outras. Em particular, um aumento excessivo das frequências graves é uma causa comum de gravações sem inteligibilidade. Estas falas de sonoridade abafada muitas vezes resultam de uma curva de EQ em forma de sorriso, quando os graves e os agudos são enfatizados ao ponto onde a importante extensão média (crítica para a inteligibilidade) é mascarada.

Reverberação (ou ‘reverb’) - Reverb é um termo usado para descrever as formas de onda refletindo-se irregularmente no interior de um espaço acústico, como uma sala. (Veja “Técnicas Gerais de Gravação”, dica 3, anteriormente.) Reverb é usualmente adicionado a uma pista para criar uma sensação de que a gravação foi realizada em um ambiente em particular ao invés de um estúdio de gravação. Por exemplo: Em um filme, você deseja que o ator pareça estar falando em uma estação de metrô. Adicionando a quantidade certa de reverb você pode obter este efeito. Delay – Delay é a adição de latência intencional a um sinal de áudio, o que é usualmente combinado com o sinal original sem atraso para um criativo efeito. Assim como o reverb, o delay pode ser usado para imitar o som de um ambiente em particular. (Veja o Apêndice para uma descrição mais completa de latência.) Normalização – Normalização ajusta os níveis de diferentes arquivos de áudio ou partes de um arquivo para que sejam iguais. Pistas de áudio provenientes de fontes diferentes ou que foram gravadas em momentos diferentes podem ter níveis diferentes. Como estas diferenças de nível podem ser percebidas pelos ouvintes, você pode normalizá-las para fazer com que os sons pareçam ter sido gravados juntos, evitando a “montanha russa” de áudio para aqueles que irão ouvir o seu podcast.

monitores

Por que monitorar suas gravações?

Antes que você possa gravar e mixar um bom som, você deve poder ouvir o que você está obtendo. Em termos de áudio, monitores permitem ouvir o áudio enquanto este está sendo gravado ou editado. • Se você está mixando ou editando sons diferentes que foram gravados previamente, você pode monitorar o som através de alto-falantes ou fones de ouvido.

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

• Se você está tentando cantar ou tocar juntamente com uma música gravada, você

precisa monitorar o som através de fones de ouvido. Se você tentar fazer isto com alto-falantes, o som das caixas será captado pelo microfone, o que poderia vazar para

a nova pista, ou ser re-amplificado pelos falantes. Isto pode causar o assovio ou uivo chamado feedback (ou microfonia).

• Se você está tentando cantar ou tocar em sincronia com pistas previamente gravadas, você deve poder monitorar o som em tempo real, sem latência. (Veja “Latência” na seção Apêndice.) Alguns milésimos de segundo não são críticos, embora possam alterar levemente a sua percepção de afinação ou timbre. Mais de 10 milésimos de segundo de latência podem ter um efeito perceptível em seu ritmo e sincronia de tempo. Para monitorar em tempo real, você precisa obter o sinal para a monitoração antes que este seja convertido de analógico para digital e enviado ao computador.

Dica: Alguns microfones USB e interfaces de áudio proporcionam uma saída de fones de ouvido, o que permite monitorar o som sem latência.

Os Tipos Básicos de Monitores

Alto-falantes – Muitas pessoas que gravam em casa começam com seu sistema de som estéreo doméstico, o qual já possui caixas acústicas. Ao passar para gravações mais sofisticadas, você deve considerar um par de ‘monitores de estúdio’ dedicados. A escolha mais comum para home recording são os monitores chamados ‘near field’ ou ‘close field’. Estes são desenhados para proporcionar um som preciso quando você está bem próximo aos mesmos, o oposto de caixas acústicas normais, que são desenhadas para soar melhor a partir de uma certa distância e não são necessariamente fiéis e precisas. Fones de ouvido ou de cabeça – A maneira mais simples e fácil de compreender a monitoração é através de um par de fones de ouvido. Earphones (também chamados fones de ouvido “in-ear“) são basicamente fones que podem ser inseridos diretamente no ouvido. Qualquer um destes permite ouvir o som sem distrações externas e sem incomodar outras pessoas nas proximidades.

externas e sem incomodar outras pessoas nas proximidades. Tipos de monitores (esquerda para direita) alto-falante,
externas e sem incomodar outras pessoas nas proximidades. Tipos de monitores (esquerda para direita) alto-falante,
externas e sem incomodar outras pessoas nas proximidades. Tipos de monitores (esquerda para direita) alto-falante,

Tipos de monitores (esquerda para direita) alto-falante, fones de ouvido, e fones “in-ear”.

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seÇÃO QUaTRO

saLVaNDO e COmPaRTILHaNDO

Agora que você possui a sua gravação, duas questões surgem:

1. Como você vai salvá-la? 2. Como você vai fazer a gravação chegar ao seu público?

A maneira mais fácil de salvar seus arquivos é em seu computador, todavia todos que já experimentaram falhas no computador sabem que isto não é a melhor maneira. Além disso, os arquivos podem se tornar realmente grandes rapidamente. A maioria das pessoas que realiza home recording e podcasts possui uma quantidade de soluções de backup para armazenar suas gravações:

Backup em um disco rígido externo – dedicado para armazenar seus arquivos. Neste caso quanto maior (em GB) e mais rápido (em RPM) o disco rígido, melhor.

Gravar em CDs/DVDs –Estes são usados meramente como backup para seu disco

todavia certifique-se de fazer novas versões periodicamente. A boa

rígido externo

notícia é que CDs e DVDs virgens são muito baratos.

Dica: Ao salvar seus arquivos em CD, use arquivos WAV. Isto assegura que você terá a mais alta qualidade possível caso queira re-utilizar ou re-editar o arquivo posteriormente para um projeto diferente.

Coloque o arquivo em um website de hospedagem – Websites como o MySpace. com, Garageband.com, e outros permitem armazenar o conteúdo criado, e permitem que outras pessoas o escutem também.

MP3 ou WAV?

MP3 é atualmente o formato mais popular de gravação digital. Por que? Porque são arquivos pequenos, o que os torna perfeitos para e-mails, hospedagem em websites, e para compartilhamento geral. Existem também algumas versões para arquivos em MP3; músicas baixadas do iTunes estão no formato M4A, que pode ser reproduzido somente no iPod. A Microsoft possui seu próprio formato chamado WMA (Windows Media Audio), que toca em dispositivos compatíveis com Windows. Porém, arquivos MP3 podem ser reproduzidos em praticamente qualquer modelo de player, incluindo iPods e computadores. Quando arquivos MP3 são colocados em um CD, o resultado é um disco de dados (não um CD de áudio), o qual não pode ser reproduzido em todos os CD players. Arquivos MP3 são pequenos porque são comprimidos; isto significa que parte dos dados é descartada e estes não podem ser recobrados. Arquivos WAV não são comprimidos, o que proporciona a melhor qualidade de áudio possível, todavia requerem muito mais espaço para armazenamento no computador, além de tomarem mais tempo para upload/download.

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

Muitos programas em software (incluindo o iTunes) convertem arquivos WAV em MP3. esta redução em tamanho afeta a qualidade de áudio, embora muitas pessoas aceitem esta troca pela possibilidade de armazenar mais músicas em seu player. Enquanto existem programas que convertem MP3 em arquivos WAV, estes não melhoram o som em nenhum aspecto, pois os dados que foram descartados quando o arquivo MP3 foi criado não podem ser ‘adicionados de volta’. Em resumo: Sempre salve suas gravações iniciais em arquivos WAV. Use os arquivos WAV para queimar CDs, e converta para MP3 somente para distribuição através da internet.

seÇÃO CINCO

sUmÁRIO e ReCURsOs aDICIONaIs

Home recording e podcasting são aplicações que estão evoluindo constantemente. A tecnologia está mudando rapidamente; as pessoas estão encontrando novas soluções para problemas comuns; e os ouvintes estão esperando gravações com mais e mais qualidade, mesmo quando baixadas de graça. Esta é a razão pela qual a Shure atualiza continuamente as seções FAQ e Support no website Shure.com. Além disso, criamos e mantemos nossos ‘Shurecasts’, que são versões em podcasts dos tópicos de áudio mais populares, de assuntos sobre problemas técnicos a entrevistas com artistas e engenheiros. Um benefício chave de nossos Shurecasts é que você pode ouvir a diferença que boas técnicas e efeitos específicos fazem às nossas gravações. Para acessar nossa extensa biblioteca educacional e nossos Shurecasts, visite http://shure.libsyn.com/.

Tecnicas de Microfone

A

chamada Microphone Techniques for Recording, na qual os membros

da Shure Application Engineers descrevem técnicas e posicionamen-

tos para microfones para uma ampla variedade de necessidades

de gravação de vocais e instrumentos. Um recurso valioso para

músicos, esta publicação está disponível gratuitamente online e também em versão impressa.

Shure escreveu uma publicação educacional compreensiva

gratuitamente online e também em versão impressa. Shure escreveu uma publicação educacional compreensiva 27

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

seÇÃO seIs

Apêndice 1

Latência

aPÊNDICes

Latência

Latência é um atraso no caminho do sinal, causado pelo tempo requerido para

converter o som de analógico para digital (ou vice versa) ou processar o som de outra maneira. Usualmente medida em milésimos de segundo (milliseconds), a latência pode

e isto pode realmente aumentar. O que

isto significa é que o som que você está ouvindo ao escutar você cantando pode não estar acontecendo em tempo real. Pode estar cinco, dez, vinte, ou até mesmo cem milésimos de segundo latente, atrasado. Enquanto não é possível evitar totalmente a latência, não importando o quanto você gasta em poder de processamento, você pode usar itens de hardware que permitem ouvir o som no início do caminho de sinal. Se você está usando um microfone procure um microfone com ‘zero latency

ocorrer em múltiplos pontos no caminho do sinal

monitoring’(o que significa que o microfone possui um amplificador integrado de fones de ouvido) para que você possa monitorar o som diretamente a partir do microfone.

Se você está usando múltiplos microfones

saídas para fones de ouvido, que permitem mixar e monitorar a saída combinada. Se você está gravando diretamente a partir da fonte sonora (como de um contra-baixo elétrico ou guitarra conectada em uma direct box) veja se o seu adaptador USB possui mais opções de monitoração.

use uma interface de áudio externa com

de monitoração. use uma interface de áudio externa com A conversão do som de analógico para

A conversão do som de analógico para digital causa um atraso (caminho superior) chamado latência. O som que você ouve diretamente (caminho inferior) chega milésimos de segundo antes do som convertido.

Apêndice 2 Saída de Microfone

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

Saídas elétricas de microfone

As características elétricas do sinal de saída do microfone são importantes, pois devem ser

compatíveis com a entrada de áudio à qual o microfone está sendo conectado. Sinais de microfone tem sido tradicionalmente analógicos, porém com o aumento da popularidade da gravação e edição de áudio digital, microfones com saídas de áudio digital se tornaram disponíveis.

A configuração de cabeamento do microfone pode ser balanceada (com dois fios carregando o

sinal de áudio, com um isolamento de metal ao redor destes conectado ao terra) ou não balanceadas

(com somente um fio de sinal e um isolamento). A configuração de cabeamento balanceada reduz

a captação de ruído ou hum elétrico através do cabo do microfone, todavia o microfone, o cabo, e a entrada do gravador devem todos estar cabeados desta maneira para que isto funcione.

O conector físico usado para um microfone analógico pode variar, embora o conector de três pinos

XLR seja de longe o mais comum. Estes conectores são resitentes e seguros, e estão disponíveis com

múltiplos pinos para acomodar configurações de cabeamento balanceadas ou não balanceadas.

Saída Analógica

A saída de um microfone analógico possui três características elétricas importantes: nível de saída,

impedância, e configuração de cabeamento. O nível de saída ou sensibilidade é o nível do sinal elétrico (usualmente especificado em milésimos de volt ou decibéis) para um determinado nível de som de entrada. Microfones de condensador tipicamente possuem um nível de saída mais alto que microfones dinâmicos, o que os torna mais adequados para o uso com equipamentos de gravação que requerem mais ganho adicionado no mixer ou interface de entrada, ou que o microfone seja posicionado mais próximo da fonte sonora. Por exemplo, microfones dinâmicos não são bons para corais, pois não captam o conjunto inteiro uniformemente, são posicionados em uma distância que resulta em uma saída extremamente baixa. Neste caso, um microfone condensador com uma saída mais alta seria uma escolha melhor.

A maioria dos microfones profissionais possui uma baixa impedância de saída (menos que 600

ohms), o que permite o uso de cabos longos (de até 1000 pés ou mais) sem perda de qualidade sonora. Microfones de alta impedância exibem perda notável de frequências altas com cabos de extensão maior que 20 pés. Ao contrário do que se pensa, a impedância do microfone não deve se igualar à impedância da entrada à qual está sendo conectado, mas sim muito menor.

Saída Digital

Microfones com saída digital direta possuem um conversor analógico-para-digital (ou ‘A to D converter’) integrado, que transforma o sinal analógico para o formato digital. As características importantes deste sina digital são a razão de amostragem (sampling rate), bit depth, e formato digital. Em geral, a conversão de analógico para digital envolve tomar medições periódicas ou amostras (samples) do nível do sinal de áudio e traduzir estas medições em uma cadeia de 0’s e 1’s. Você deve certificar-se de que o software que você está usando pode suportar a razão de amostragem e o valor de bit depth do seu microfone digital. Microfones digitais oferecem a vantagem de conexão direta com o computador sem a necessidade de um mixer, placa

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

Apêndice 2 Microphone Output

de som, ou interface externa.

A razão de amostragem descreve quantas vezes por segundo o sinal analógico é medido. Quanto

mais alta a razão de amostragem, mais alta pode ser a resposta máxima de frequência. Uma razão de amostragem de 44.1 kHz (o que significa que o som é amostrado 44.100 vezes por segundo) pode acomodar frequências de áudio tão altas quanto 22.050 Hertz, proporcionando “qualidade de CD”. Razões de amostragem mais baixas proporcionam qualidade de som reduzida (por vezes descrita como ‘qualidade de fala’), todavia resultam em tamanhos de arquivo menores e velocidades de download mais rápidas. Razões de amostragem mais altas são muitas vezes encontradas em equipamentos de gravação profissionais, embora exista um debate que questiona se razões de amostragem muito maiores que 44.1 kHz são traduzidas ou não em aprimoramentos audíveis na qualidade sonora. Bit depth descreve o número de bits digitais usados para armazenar a medição do sinal de áudio cada vez que este é amostrado. Usar mais bits permite uma medição mais precisa e uma gravação com melhor qualidade, aumentando a extensão dinâmica e reduzindo o chiado. Por exemplo, um sample em 8-bit permite que o nível de sinal seja medido em 256 passos discretos; se o nível real de sinal está em algum lugar entre dois passos, então a estimativa não será precisa. Um sample em 16-bit (como usado em CDs de áudio) permite 65.536 passos discretos, o que é o suficiente para criar uma estimativa muito precisa do sinal. Usar mais bits também resulta em arquivos de tamanho maior e tempos de download mais extensos, todavia, e requer mais poder de processamento e memória ao editar.

O formato da saída de um microfone digital descreve como os dados digitais são arranjados

No de bits/sample = bit depth Sample No de samples/ segundo = razão de amostragem
No de bits/sample =
bit depth
Sample
No de samples/
segundo = razão
de amostragem
No de bits
Regra básica de bit depth:
• 8 bits é bom
• 16 bits é ótimo
1 segundo

enquanto se movem do microfone para o computador ou gravador. O formato mais comum para microfones digitais é o padrão USB (‘Universal Serial Bus’). O formato USB é reconhecido pela maioria dos computadores atuais, e conectores USB são suficientemente compactos e confiáveis para uso em microfones.AconexãoUSBpodetambémfornecerenergiaparaomicrofone,tornandodesnecessárias baterias ou fontes externas. Conexões USB são limitadas a uma extensão máxima de 5 metros (aproximadamente 15 pés).

Novo

Novo

Novo

Novo

Novo

Novo

Apêndice 3 Guia de Seleção

Introdução a

HOme ReCORDINg aND PODCasTINg

Guia de Seleção de Produtos Shure

PG27*

Microfone condensador cardióide side-adress para aplicações de

gravação de vocal e instrumentos.

PG27USB*

Microfone condensador cardióide side-adress para aplicações de grava- ção digital de vocal e instrumentos.

PG42*

Microfone condensador cardióide side-adress para aplicações de grava- ção de vocal principal.

PG42USB*

Microfone condensador cardióide side-adress para aplicações de

gravação digital de vocal principal.

X2u*

Adaptador de Sinal USB, para reprodução clara e quente em aplica ções de gravação digital.

SM27*

Microfone condensador cardióide side-adress de diafragma grande para aplicações em estúdio ou palco.

SM7B

Microfone blindado de frequência de resposta selecionável que proporciona re

produção de áudio suave e quente em aplicações de captação próxima.

Beta58A

Microfone dinâmico supercardióide otimizado para aplicações de

vocal principal.

otimizado para aplicações de vocal principal. PG27 PG27USB PG42 X2u SM27 Regra 3-para-1 – Ao usar

PG27

otimizado para aplicações de vocal principal. PG27 PG27USB PG42 X2u SM27 Regra 3-para-1 – Ao usar

PG27USB

para aplicações de vocal principal. PG27 PG27USB PG42 X2u SM27 Regra 3-para-1 – Ao usar múltiplos

PG42

para aplicações de vocal principal. PG27 PG27USB PG42 X2u SM27 Regra 3-para-1 – Ao usar múltiplos

X2u

aplicações de vocal principal. PG27 PG27USB PG42 X2u SM27 Regra 3-para-1 – Ao usar múltiplos microfones,

SM27

Regra 3-para-1 – Ao usar múltiplos microfones, a distância entre os microfones deve ser de ao

Introdução a

Apêndice 3

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

Selection Guide

Guia de Seleção de Produtos Shure

SM58

Microfone referência de mercado desenhado para proporcionar re- produção vocal clara e quente.

PG58

Microfone de qualidade profissional ideal para aplicações de perfor- mance vocal principal ou backup.

SM81

Microfone referência de mercado de resposta flat, conhecido por sua precisão sonora em aplicações de performance em palco e estúdio.

PG81

Microfone de qualidade profissional ideal para aplicações de instru- mentos acústicos.

Beta57A

Microfone dinâmico cardióide projetado com precisão para reprodução de instrumentos amplificados ou acústicos.

SM57

Microfone referência de mercado, muito versátil e adequado para re- produção clara de instrumentos amplificados ou acústicos.

PG57

Microfone de qualidade profissional para aplicações de instrumentos amplificados ou acústicos.

Categorias de Microfones Shure:

PG

Microfones acessíveis de alta qualidade

SM

Padrão de mercado/preformance profissional

Beta

Alta performance, sensíveis a detalhes

KSM

Ultra sensíveis, reprodução precisa

Alta performance, sensíveis a detalhes KSM Ultra sensíveis, reprodução precisa SM58 SM81 Beta57A SM57 PG57 32

SM58

Alta performance, sensíveis a detalhes KSM Ultra sensíveis, reprodução precisa SM58 SM81 Beta57A SM57 PG57 32

SM81

Alta performance, sensíveis a detalhes KSM Ultra sensíveis, reprodução precisa SM58 SM81 Beta57A SM57 PG57 32

Beta57A

Alta performance, sensíveis a detalhes KSM Ultra sensíveis, reprodução precisa SM58 SM81 Beta57A SM57 PG57 32

SM57

Alta performance, sensíveis a detalhes KSM Ultra sensíveis, reprodução precisa SM58 SM81 Beta57A SM57 PG57 32

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Informações de Referência Glossário

menos 3 vezes a distância de cada microfone em relação a sua fonte sonora pretendida.

Processador de Sinal de Áudio – Veja ‘Processador de Sinal’

Microfone Cardióide – Um microfone unidirecional com captação frontal moderadamente ampla (131 graus). O ângulo de melhor rejeição é 180 graus da frente do microfone, ou seja, diretamente na traseira.

Captação Próxima – Posicionamento de microfone dentro de 2 pés de uma fonte sonora.

Compressor – Um dispositivo ou recurso de software que controla os níveis variantes de sinal reduzindo o nível de sons altos.

Microfone Condensador – Um microfone que gera um sinal elétrico quando ondas sonoras causam um espaçamento entre duas superfícies carregadas (o diafragma e a placa traseira) para variar.

Decibel (dB) – Um número usado para expressar a sensibilidade relativa de saída. É uma razão logarítmica.

Delay – O atraso de tempo de um sinal de áudio. Dependendo da extensão do atraso e de quanto sinal atrasado é misturado com o sinal de áudio sem atraso,

o efeito pode imitar as reflexões acústicas que ocorrem em salas de variados tamanhos, adicionando assim um senso de ‘espaço’ a uma gravação que sugere um ambiente de gravação em particular.

Microfone Dinâmico – Um microfone que gera um sinal elétrico quando ondas sonoras fazem um condutor vibrar em um campo magnético. Em um microfone moving-coil, o condutor é uma mola de fio presa ao diafragma.

Eco – Tempo de atraso de um sinal de áudio que

é extenso o suficiente (tipicamente mais de 20

milésimos de segundo) para ser ouvido como uma repetição distinta do som original. EQ – Equalização ou controle de timbre para dar forma à resposta de frequências (e a qualidade do

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

som) de uma maneira em particular.

Feedback – Em um sistema de som que consiste de um microfone, amplificador, e caixa de som, feedback (re-alimentação) é o som de assovio ou uivo causado pela re-amplificação do som gerado pela caixa e captado pelo microfone.

Resposta Flat – Uma resposta de frequência que é uniforme e igual para todas as frequências.

Frequência – A razão de repetição de um fenômeno cíclico como uma forma de onda. Usualmente medida em Hertz (Hz).

Resposta de Frequência – Um gráfico que mostra como um microfone responde a diversas frequências sonoras. É uma representação da saída elétrica (em decibéis) versus frequência (em Hertz).

Ganho – Amplificação de nível de som ou voltagem.

Microfone Headworn – Um microfone desenhado para ser usado na cabeça.

Hertz (Hz) – Uma unidade de medida que representa ciclos-por-segundo. A nota musical “A” acima do “C” central é equivalente a 440 Hz.

Impedância – Em um circuito elétrico, oposição ao fluxo de corrente alternada, medida em ohms. Um microfone de alta impedância possui uma impedância de 10.000 ohms ou mais. Um microfone de baixa impedância possui uma impedância de 50 a 600 ohms.

Interface – Tipicamente refere-se a um dispositivo que converte sinais de áudio analógicos em sinais de áudio digitais para conexão com um computador, e vice versa. Interfaces de áudio digital podem ser internas (em uma placa PCI) ou externas (com uma conexão USB ou Firewire ao computador).

Latência – Um atraso entre o tempo que um sinal de áudio é convertido de analógico para

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Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

digital, processado, e transmitido, e o tempo que é ouvido pelo ouvinte. A latência pode variar muito dependendo do software e do formato de arquivo usado. A típica latência para áudio vai de alguns milésimos de segundo até 100 milésimos de segundo (/10 de um segundo). Caso o sinal atrasado esteja sendo comparado a um sinal sem atraso (como um vocalista ouvindo sua própria voz), atrasos de mais de alguns milésimos de segundo podem ser perceptíveis.

Microfone Lavalier (Lapela) – Um microfone pequeno desenhado para uso com as mãos livres. Usualmente preso à roupa.

Vazamento – Captação de um instrumento pelo microfone que deveria estar captando somente outro instrumento.

MP3 – O formato mais popular de arquivos de áudio comprimidos. Quando um arquivo MP3 é criado, o software de conversão descarta alguns dos dados que parecem ser desnecessários ou redundantes. Quanto mais dados são descartados, menor o tamanho do arquivo, porém menor também a qualidade de som. MP3 é um acrônimo para MPEG3, o qual é uma abreviação para “Motion Picture Exprets Group, Layer 3”.

Gravação Multi-pista – Um método de gravar onde cada instrumento (ou grupo de instrumentos) é gravado em uma pista separada e posteriormente combinado em uma mixagem estéreo. Formatos comuns incluem 4, 8, 16, e 24 pistas de gravação.

Microfone Omnidirecional – Um microfone que capta o som igualmente bem a partir de todas as direções.

Microfone Overhead – Microfones tipicamente presos ao teto. Aplicações comuns são microfonação de corais

Reference Information Glossário

e teatro.

Phantom Power – Um método de proporcionar energia para microfones condensador através do cabo do microfone.

Pop Filter – Uma tela, tipicamente feita de nylon ou outra malha fina, desenhada para prevenir que plosivos (ruídos altos de baixa frequência causados pelas consoantes “p” e “t”) alcancem o microfone.

Reverberação – A reflexão de um som por um número suficiente de tempos que se torna não-direcional

e persiste por algum tempo após o som original ter

parado. A quantidade de reverberação depende da quantidade relativa de reflexão de som e absorção da sala.

Sensibilidade – A saída elétrica que um microfone produz para um determinado nível de pressão sonora.

Resposta com Forma – uma resposta de frequência

que exibe variação significante de flat em sua extensão.

É usualmente designada para aprimorar o som para um aplicação em particular.

Shock Mount – Um sistema de suspensão para montagem de microfone que reduz a captação de sons de baixa frequência indesejados causados por vibração mecânica.

Microfone Shotgun – Um microfone extremamente direcional, comumente usado em aplicações de broadcast e produção de cinema.

Processador de Sinal – Um dispositivo ou recurso de software que pode manipular o sinal de áudio, em termos de nível, frequência, tempo, ou fase. Exemplos de processadores de sinal incluem equalizers, compressors, delay (eco), e reverb. Processadores de sinal podem corrigir problemas em um sinal de áudio, ou podem ser usados para efeitos criativos. Reforço Sonoro – Amplificação de fontes de áudio ao vivo.

Informações de Referência Glossário

Estéreo – Dois canais de áudio, esquerdo e direito, que podem ser usados para simular ambientes de audição reais.

Microfone Supercardióide – Um microfone unidirecional com um ângulo mais estreito de captação frontal (115 graus) que um microfone

cardióide, porém com alguma captação traseira.

O ângulo de melhor rejeição é 126 graus a partir

da frente do microfone, ou seja, 54 graus a partir da traseira.

Microfone Unidirecional – Um microfone que

é mais sensível a sons vindos de uma única

direção - à frente do microfone. Microfones cardióide ou super cardióide são unidirecionais.

USB – Um acrônimo para Universal Serial Bus, um padrão desenhado para permitir que diferentes tipos de dispositivos possam ser conectados a um computador usando uma interface padronizada. USB pode também

Introdução a

HOme ReCORDINg e PODCasTINg

proporcionar energia para dispositivos de baixo consumo, dispensando o uso de fontes externas de energia. Existem atualmente dois padrões:

USB 1.1 e USB 2.0. Para aplicações de áudio, USB 2.0 (que oferece razões muito mais rápidas de transferência de dados) permite que muito mais canais de áudio possam ser transmitidos ao computador de uma vez.

WAV – Uma extensão de arquivo que se refere

a um padrão para armazenamento de áudio

digital. Chamado tipicamente de arquivo WAVE, é

a abreviação para formato de áudio de Waveform

(forma de onda). Os arquivos WAVE mais comuns armazenam áudio não comprimido para a mais alta qualidade.

WMA – Um formato de arquivo próprio do sistema Windows.

sOBRe O aUTOR

Chris Lyons é Gerente de Comunicações Educacionais e Técnicas da Shure Incorporated.

Com mais de 21 anos de experiência em treinamento, suporte técnico, e administração de produ-

tos na Shure, Chris apresentou sessões de treinamento para revendedores, criou conteúdo de

treinamento online, e supervisionou o desenvolvimento de demonstradores de produtos de outras

empresas, nos Estados Unidos e em outros países. Chris escreveu numerosos artigos e materiais

impressos técnicos, incluindo Introduction to Wireless Systems e Audio for Distance Learning.

Publicações Shure Adicionais Disponíveis:

Versões impressas e eletrônicas dos guias a seguir estão disponíveis gratuitamente. Para obter suas cópias complementares, visite www.shure. com ou entre em contato através dos números de telefone abaixo.

• Selection and Operation of Personal Monitor Systems

• Selection and Operation of Wireless Microphone Systems

• Microphone Techiques for Live Sound Reinforcement

• Microphone Techiques for Studio Recording

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A Shure oferece uma linha completa de microfones e sistemas de microfone

sem fio para todos, de iniciantes a profissionais na indústria musical - para praticamente qualquer aplicação possível. Por mais de oito décadas, o nome Shure tem sido sinônimo de áudio de qualidade. Todos os produtos Shure são desenvolvidos para proporcionar performance consistente e de alta qualidade sob as condições de operação mais extremas do dia-a-dia da vida real.

de operação mais extremas do dia-a-dia da vida real. United States, Canada, Latin America, Caribbean: Shure

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