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PIC – Projeto Intensivo no Ciclo Material do Professor – 3ª série Volume I
PIC – Projeto Intensivo no Ciclo Material do Professor – 3ª série Volume I
PIC – Projeto Intensivo no Ciclo Material do Professor – 3ª série Volume I

PIC – Projeto Intensivo no Ciclo

PIC – Projeto Intensivo no Ciclo Material do Professor – 3ª série Volume I

Material do Professor – 3ª série Volume I

PIC – Projeto Intensivo no Ciclo Material do Professor – 3ª série Volume I
PIC – Projeto Intensivo no Ciclo Material do Professor – 3ª série Volume I
PIC – Projeto Intensivo no Ciclo Material do Professor – 3ª série Volume I
governo do estado de são paulo secretaria da educação fundação para o desenvolvimento da educação

governo do estado de são paulo secretaria da educação fundação para o desenvolvimento da educação

educação fundação para o desenvolvimento da educação PIC – Projeto Intensivo no Ciclo Material do Professor

PIC – Projeto Intensivo no Ciclo

Material do Professor – 3 a série

Volume I

3 a edição

PROFESSOR(A):

TURMA:

São Paulo, 2010

Governo do Estado de São Paulo

Governador

José Serra

Vice-Governador

Alberto Goldman

Secretário da Educação Paulo Renato Souza

Secretário-Adjunto Guilherme Bueno de Camargo

Chefe de Gabinete Fernando Padula

Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas Valéria de Souza

Coordenador de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo José Benedito de Oliveira

Coordenador de Ensino do Interior Rubens Antônio Mandetta de Souza

Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação Fábio Bonini Simões de Lima

Diretora de Projetos Especiais da FDE Claudia Rosenberg Aratangy

Coordenadora do Programa Ler e Escrever Iara Gloria Areias Prado

Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas

S239L

São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Ler e escrever: PIC – Projeto Intensivo no Ciclo; material do professor - 3 a série / Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento da Educação; concepção e elaboração, Claudia Rosenberg Aratangy, Marisa Garcia, Milou Sequerra. - 3. ed. São Paulo : FDE, 2010. v. 1, 248 p. : il.

Documento em conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

1. Ensino Fundamental 2. Ciclo I 3. Leitura 4. Atividade Pedagógica 5. Programa Ler e Escrever 6. São Paulo I. Fundação para o Desenvolvimento da Educação. II. Aratangy, Claudia Rosenberg. III. Garcia, Marisa IV. Sequerra, Milou. V. Título.

CDU: 372.4(815.6)

Pra começo de conversa – PIC 3 a série

Ao final do Ciclo I, é esperado que todos os alunos já possam ler e escrever convencionalmente, por si mesmos. No entanto, apesar de todos os esforços, nem sempre essa meta é atingida. Assim, a Secretaria de Estado da Educação decidiu implantar o PIC – Projeto Intensivo no Ciclo, uma ação intensiva volta- da especificamente para esses alunos, para que eles aprendam cada vez mais durante o ano e cheguem ao final do Ciclo I com excelentes resultados.

A você, professora ou professor, que decidiu encarar o desafio de ensinar

uma turma de PIC, damos os parabéns, pois trata-se de alunos que não con- seguiram se alfabetizar convencionalmente ao longo de dois anos e, portanto, passaram parte de seu tempo escolar sem terem como acompanhar o restante da turma. Duvidam da própria capacidade de aprender, geralmente têm um au- toconceito muito ruim e sua autoestima é baixa. Por isso, é fundamental que em nenhum momento sejam vistos e tratados como “a turma dos alunos difíceis” ou

“dos burros”, ou “dos que não vão aprender nunca”. Pelo contrário: o PIC é VIP 1

e seus alunos precisam de maior tempo para ler e escrever convencionalmente, com a sua intervenção e seu compromisso de ensiná-los durante este ano.

Para tanto, nas primeiras semanas de aula, será necessário fazer um tra- balho voltado não só para as aprendizagens dos conteúdos do Material, mas principalmente para a construção de um vínculo de confiança entre você e os

alunos e entre os próprios alunos – assim, a interação torna-se importante para

o processo de aprendizagem.

A sua atenção para esse aspecto, somada ao sucesso que, esperamos, os

alunos terão nas atividades propostas, irá fazer com que, aos poucos, comecem

a resgatar a crença na própria capacidade de aprendizagem e na escola como local em que podem aprender.

Você, professor(a), receberá apoio para se guiar nessa difícil tarefa no Material do Professor, com todas as orientações necessárias para que possa acompanhar a aprendizagem dos seus alunos.

Equipe do Programa Ler e Escrever

1 VIP Very Important Person – expressão emprestada do inglês que se refere a pessoas especiais, im- portantes.

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Dicas práticas para o planejamento do trabalho

PIC – 3 a série-2008

Você, professor(a), que está nesta sala e tem como compromisso ampliar o conhecimento linguístico dos alunos sobre uma variedade de gêneros textu- ais e ensiná-los a ler com diferentes propósitos e, assim, construir procedimen- tos de leitura variados, bem como adquirir um repertório de textos e autores, sugerimos que considere as dicas a seguir.

Com relação à leitura:

1. Leia em voz alta todos os dias

Textos literários, contos tradicionais, histórias contemporâneas, lendas

2. Leia com eles, em voz alta, todos os dias

Parlendas, poemas, quadrinhas, cantigas, adivinhas, trava-línguas e outros textos memorizáveis. Os textos podem estar num cartaz no mural, em um papel, com cópia para cada aluno, ou mesmo escrito na lousa.

3. Leia em voz alta pelo menos uma vez por semana

Um texto informativo: artigos e notícias de jornal. O jornal está organizado de modo a facilitar a leitura: há destaques para os principais acontecimen- tos, chamando assim a atenção do leitor. Na primeira página estão os fatos mais relevantes, especialmente uma das notícias, que ganha o maior espa- ço, no alto da página. Seu título é a manchete. Aprender a ler o jornal implica aprender a fazer uso dessas características.

Textos informativos sobre temas científicos (sobre animais, plantas, corpo humano, planetas etc.).

E também (pelo menos duas vezes ao mês) um texto instrucional: regras de

jogos, receitas culinárias

).

4. Proponha também momentos de leitura nos quais

Possam explorar livros, revistas e jornais livremente, como nos cantos de leitura.

Possam ler, ajudados por você, com diferentes propósitos.

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Possam ler, com sua ajuda, informações presentes no ambiente escolar, ampliando o conhecimento que já possuem sobre a função da escrita.

Possam explorar a troca de opiniões e comentários como uma das formas de favorecer a criação, em sua classe, de um grupo de alunos interessados na leitura, especialmente de contos.

Possam expor, em uma conversa, as impressões que tiveram sobre a histó- ria e sobre seus personagens. É importante utilizar o termo “personagem” para se referir aos diferentes seres que fazem com que a história avance, mas atente para a compreensão dos alunos. Talvez seja necessário esclare- cer o significado desse termo.

Possam realizar a leitura de uma notícia, seguida por um momento de co- mentários em que troquem informações sobre o que compreenderam. Lem- bre de levar o jornal inteiro, pois é importante que os alunos aprendam a fa- zer uso desse portador.

Possam, no caso do jornal, comentar a notícia, respondendo, por exemplo, se já ouviram algo a respeito (no jornal da TV, no rádio etc.). Ao perguntar pelo assunto relembre que os cadernos dos jornais são organizados por as- suntos e questione em qual deles a notícia poderia estar.

5. Convide os alunos a ler todos os dias

Os nomes dos colegas, as atividades do dia, o nome da escola, títulos das his- tórias conhecidas e das cantigas e outros textos disponíveis na escola.

6. Mas atenção

Sempre que possível, leve o suporte no qual o texto selecionado por você foi impresso. Se for uma notícia, procure levar todo o jornal para que os alunos tenham contato com esse portador. Se for um verbete de enciclopédia, leve o volume do qual ele foi extraído. Um conto? O livro. A regra de um jogo? O folheto de instruções ou até mesmo a tampa da caixa do jogo.

7. Finalmente, comece a aproveitar

Os seus momentos de leitura em voz alta para favorecer a integração do tra- balho de leitura e de escrita com as demais áreas do currículo.

Por exemplo, ao selecionar uma notícia de jornal, você pode escolher uma notícia que trate dos projetos que estarão estudando neste período. Ou en- tão ler um texto informativo que tenha relação com a história do lugar, com o modo de vida de diferentes grupos sociais (como os povos indígenas) ou

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que relate a vida em outros tempos e em outras partes do Brasil e do mun-

E mais ainda: ao escolher um texto para ser lido para e com seus alu-

nos, você pode aproveitar para tratar de temas relacionados à nossa socie-

dade atual, ao nosso dia a dia. Saúde, alimentação, lixo, preconceito, preser- vação ambiental, respeito aos portadores de necessidades especiais, trânsi-

to, desarmamento

formação de cidadãos mais críticos. Esses temas expressam o conceito de tema transversal proposto pelos PCNs. Você ainda pode se valer dos aconte- cimentos mais recentes para, por exemplo, selecionar notícias de jornal e dis- cutir o conteúdo desses textos com os alunos.

são temas importantes, cuja reflexão contribui para a

do

8. E redobre ainda mais a sua atenção

No momento de selecionar os textos. Escolha sempre textos com qualida- de. Evite as versões adaptadas, que simplificam o conteúdo e a linguagem do texto. Esses textos pouco contribuem para a formação de seus alunos enquanto leitores.

E com relação à produção de texto:

1. Escreva pelos alunos pelo menos uma vez por semana

Uma lista de palavras cujo tema tenha significado no contexto do trabalho realizado até o momento. Pode ser uma lista com os nomes da turma orga- nizados em ordem alfabética, dos nomes e da data de nascimento para a elaboração da “Agenda de Aniversários”, dos dias da semana, dos títulos das histórias lidas, dos nomes dos personagens preferidos, dos títulos das cantigas trabalhadas

Cartas ou bilhetes, produzidos de forma conjunta com a turma. O assunto pode variar: bilhete para pesquisar os nomes dos familiares mais próximos, para pesquisar a letra de uma cantiga, para obter informações sobre a data de nascimento dos alunos e outros dados que possam vir a fazer parte da “Agenda de Aniversários”.

A letra de uma cantiga, uma quadrinha, uma parlenda – eles podem ditar o texto para que você o escreva na lousa.

Uma indicação literária de texto selecionado pelos alunos para aguçar a von- tade de ler de outra turma. Esta atividade tem um propósito muito claro: o de incentivar a leitura dos colegas de outra classe. Para isso, leia para eles mo- delos de resenhas ou indicações antes da proposta. Utilize resenhas sele- cionadas na internet (nos sites das editoras) ou retire-as dos suplementos

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infantis dos jornais (da Folhinha ou do Estadinho). Incluímos abaixo uma re- senha publicada na Folhinha, suplemento infantil do jornal Folha de S.Paulo, como modelo:

“Menina das Estrelas”

Clarice Cardoso

15/9/2007

Colaboração para a Folha

Pense duas vezes quando olhar para o céu ao anoitecer. Viu um montão de estrelas? Pois, para o escritor e cartunista Ziraldo, elas são, na verdade, “os olhos luminosos das meninas”.

Isso mesmo, depois de dar vida aos meninos que vivem nos pla- netas, chegou a vez de as garotas dominarem as galáxias em “Menina das Estrelas” (ed. Melhoramentos, R$ 39 – vem numa lata, com uma camiseta). O lançamento acontece na 13 o Bienal do Livro do Rio.

2. Proponha que os alunos escrevam todos os dias

O próprio nome em pelo menos um de seus trabalhos do dia, consultando ou não o cartaz com os nomes da turma.

A data em pelo menos um de seus trabalhos do dia, copiando-a da lousa.

3. Escreva na frente deles todos os dias

A lista das atividades da rotina do dia, os nomes dos ajudantes do dia, os nomes das duplas/grupos de trabalho, o título do texto que será lido no mo- mento da leitura

Assim, eles podem observar um “escritor” mais experiente escrevendo e ampliar as noções que já possuem sobre os procedimentos que envolvem o ato de escrever.

Seu planejamento deve contemplar sempre uma variedade de textos

E não se esqueça:

De planejar duplas/grupos de trabalho para que os alunos se ajudem mutu- amente, trocando informações entre si.

De ficar mais próximo(a) daqueles alunos que têm hipóteses muito iniciais sobre o sistema de escrita, atuando como “escriba” deles.

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De, vez ou outra, pedir que os alunos leiam aquilo que escreveram.

De que o objetivo dessas atividades não é fazer com que os alunos escre- vam convencionalmente, mas sim que possam colocar em ação aquilo que já sabem sobre o sistema de escrita, sentindo-se cada vez mais dispostos e confiantes a escrever e a aprender a escrever convencionalmente.

De, durante essas produções, incentivá-los a consultar outros materiais escri- tos para buscar informações sobre qual letra utilizar e como grafar as letras.

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Leitura da proposta da atividade pelo(a) professor(a)

Sua rotina de aula deve começar sempre por uma leitura feita por você, para que os alunos se apropriem da linguagem escrita e tenham acesso a dife- rentes tipos de texto (ver as expectativas de aprendizagem no site da SEE).

Neste livro, alguns textos são direcionados aos alunos, mas neste mo- mento, em que nem todos sabem ler autonomamente, solicitamos que sejam lidos por você em voz alta.

, pedimos que

Sempre que você e seus alunos encontrarem o ícone leia o texto para eles.

A leitura de textos literários de qualidade é muito importante para que os alunos conheçam novas histórias e familiarizem-se com alguns elementos próprios das narrativas (personagens, ambientes, as aventuras e os modos inusitados encontrados para lidar com os conflitos). Além disso, fazendo isso, você os aproxima da linguagem literária que, sabemos bem, é diferente da- quela que usamos nas conversas do dia a dia. Por meio da sua leitura, você poderá iniciar os alunos numa nova paixão: os livros e suas histórias maravi- lhosas. E gostar de ler é fundamental para formar bons leitores.

Como estamos nos primeiros dias de aula, sugerimos que você leia para eles o conto “Elefantes”, de Marcelo Coelho, do livro A professora de desenho e outras histórias (São Paulo: Companhia das Letras, 1995).

Antes da leitura, é importante mostrar a capa do livro, indicar o título es- crito ao mesmo tempo em que o lê e referir-se ao autor. Procure explorar as ilustrações (se elas aparecem em todas as páginas ou não, se o texto se mis- tura com elas ou não, se são coloridas ou não), a extensão do texto (quantas páginas tem a história) e, ainda, se no mesmo livro há apenas uma ou várias histórias. Esses dados ajudarão seus alunos a ter expectativas mais ajusta- das àquilo que será lido.

Não

se trata de facilitar o trabalho do aluno contando antes de ler, mas de oferecer

algumas informações sobre os personagens e o que lhes acontecerá, apenas para aumentar a curiosidade da turma.

acontecerá, apenas para aumentar a curiosidade da turma. Ainda antes de ler, você pode dar algumas

Ainda antes de ler, você pode dar algumas dicas sobre a história

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A leitura de textos que os alunos memorizaram é uma excelente ativida-

de, especialmente quando eles não leem convencionalmente. Ao tentar ler, acompanhando alguém que lê em voz alta, a criança procura corresponder partes do que está escrito ao que é lido e, ao fazer isso, tem oportunidade de refletir sobre as características da escrita. A atividade de tentar ler o poema pode ser repetida em outros momentos da rotina, favorecendo assim a memo- rização do texto.

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ser repetida em outros momentos da rotina, favorecendo assim a memo- rização do texto. PROJETO INTENSIVO
ser repetida em outros momentos da rotina, favorecendo assim a memo- rização do texto. PROJETO INTENSIVO

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A atividade de leitura compartilhada será realizada, nesta atividade, a par- tir de um poema. Os poemas são textos que emocionam, criam novos sentidos para palavras conhecidas, brincam com as palavras, com seus sons e com as repetições. Por ter esse caráter lúdico tão presente, são interessantes para tornar explícitas algumas características da linguagem.

Nesse caso, antes de pedir aos alunos que acompanhem o texto com o dedo, faça uma leitura em voz alta e explore a graça do poema. Indicamos al- gumas questões, e você pode propor outras que tornem evidente o modo como o poeta explorou o tema. Além dessa aproximação ao texto poético, é importante que os alunos se familiarizem com alguns termos próprios da poe- sia: versos, estrofes e rimas. Talvez no início os alunos não os compreendam bem e necessitem que você esclareça o sentido de cada um deles.

Proponha aos alunos um ditado diferente: explique que, em vez de pala-

vras, eles vão escrever os números que você for ditando.

Entregue a cada criança meia folha de papel sulfite e peça-lhe que escreva o próprio nome.

Faça o ditado dos números a seguir, na ordem em que estão apresentados aqui:

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15 – 200 – 40 – 36 – 63 – 58 – 70 – 1.238 – 327 – 500 – 3.000

Recolha os ditados dos alunos e, posteriormente, analise as escritas e re- gistre suas observações. Você fará uma nova sondagem no final do semestre, para avaliar os avanços dos alunos em relação ao conhecimento dos números.

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Nesta atividade, os alunos dão continuidade ao poema lido anteriormen-3 4 te. Novamente, deixe espaço para os comentários dos alunos a partir da leitu- ra

te. Novamente, deixe espaço para os comentários dos alunos a partir da leitu- ra da segunda estrofe e proponha que acompanhem o poema apontando com o dedo.

Apresente aos alunos a atividade de resolução de problemas, explicandoe proponha que acompanhem o poema apontando com o dedo. que é importante capricharem ao registrar

que é importante capricharem ao registrar as soluções que encontrarem para cada uma das situações apresentadas.

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Prepare com antecedência tirinhas de papel, copiando em cada uma de- las um problema diferente (ver as sugestões abaixo). É muito importante que esta atividade seja realizada em grupo. Organize a classe em grupos de qua- tro crianças e entregue uma tirinha a cada aluno.

Cada aluno deve resolver sozinho o problema, registrando a solução na folha entregue por você.

Explique que, quando terminarem, devem passar sua tirinha para o colega, e to- dos vão fazendo isso até que cada aluno tenha resolvido os quatro problemas.

Recolha os papéis e faça posteriormente a análise dos registros. Faça o regis- tro a cada sondagem realizada.

Com as informações registradas, você pode acompanhar os avanços dos alu- nos em relação à resolução de problemas e às representações de cálculos.

Ao comparar as informações das duas sondagens, acrescidas das informa- ções de outros instrumentos diários de observação, você poderá avaliar os progressos de seus alunos e fazer novas propostas didáticas.

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Dando início à sequência de atividades para reescrita da história, inicie com

a leitura de uma das versões do conto que será reescrito. Trata-se de um conto dos Irmãos Grimm, chamado “Os elfos”. Esta versão é de Ana Maria Machado.

Explique aos alunos a importância de acompanhar atentamente, pois essa história será reescrita: numa aula posterior, eles vão ditar a história para você e, para isso, precisam conhecê-la muito bem.

Antes da leitura, diga o título e comente sobre a autora, uma famosa escrito- ra brasileira dedicada aos livros infantis, que, além de ter inventado muitas histó- rias, fez versões atuais de contos tradicionais como este.

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Além dessas informações, antecipe alguns elementos da história: ela narra a história de um pobre sapateiro que recebe uma ajuda inesperada! O que será?

Leia a história, se necessário, mais de uma vez.

A história:

Os elfos

Ana Maria Machado

Era uma vez um sapateiro que tinha ficado tão pobre, mesmo sem culpa nenhuma, que a única coisa que lhe restara era um pedaço de couro que dava para fazer um único par de sapatos. De noite, ele cortou o molde dos sapatos, planejando começar a trabalhar neles no dia seguinte. Depois, de consciência tranquila, foi calmamente para a cama, entregou-se a Deus, e adormeceu.

De manhã, rezou suas orações e ia se sentar para começar a trabalhar quando viu que os sapatos estavam prontinhos em cima da banca.

Ficou tão espantado, que nem sabia o que pensar. Pegou os sapatos e olhou de perto. Não havia um único ponto irregular e estava perfeito como se tivesse sido feito por um mestre-artesão.

Melhor ainda: logo chegou um cliente que gostou tanto dos sapatos que pagou por eles mais do que seria o preço normal. Com o dinheiro, o sapateiro podia comprar um pedaço de couro que dava para fazer dois pa- res de sapatos.

Novamente, ele deixou os moldes cortados de noite, antes de ir deitar, pretendendo trabalhar neles com mais ânimo no dia seguinte. Mas nem precisou, porque quando se levantou os sapatos já estavam prontos. E também logo chegaram compradores, que lhe pagaram o suficiente para que ele comprasse couro para quatro pares novos.

Na manhã seguinte, ele encontrou os quatro pares prontos. E assim continuou: os sapatos que ele deixava cortados de noite estavam termina- dos de manhã.

Em pouco tempo ele estava conseguindo se manter decentemente e, daí a mais um pouco, estava rico.

Numa noite, pouco antes do Natal, depois que o sapateiro tinha cortado o couro e eles estavam se preparando para ir dormir, ele disse para a mulher:

cortado o couro e eles estavam se preparando para ir dormir, ele disse para a mulher:
cortado o couro e eles estavam se preparando para ir dormir, ele disse para a mulher:

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— E se a gente ficasse acordado hoje para ver quem é que está nos ajudando?

A mulher gostou da ideia e deixou a lâmpada acesa. Os dois se escon-

deram num canto, atrás de umas roupas, e ficaram esperando.

À meia-noite, dois homenzinhos nus e com ar muito esperto entraram, se

sentaram diante da banca de trabalho, pegaram as peças que estavam corta- das e começaram a furar, costurar e martelar com tanta rapidez e agilidade em seus dedinhos pequenos que o sapateiro nem acreditava, de tão espantado. Trabalharam sem um momento de descanso, até que os sapatos estavam prontinhos, em cima da banca. Então saíram correndo e foram embora.

Na manhã seguinte, a mulher disse:

— Esses homenzinhos nos fizeram ficar ricos. Devíamos mostrar a

eles como estamos gratos. Eles devem ter frio, coitados, correndo de um lado para outro sem nada para vestir. Sabe de uma coisa? Vou fazer umas

camisas e calças para eles, e coletes, e casacos pares de sapatos.

E você podia fazer uns

— Ótima ideia — disse o sapateiro.

Naquela noite, quando aprontaram tudo, deixaram os presentes em cima da banca de trabalho, em vez dos moldes de couro cortado. Depois se esconderam para ver o que os homenzinhos iam fazer.

À meia-noite, lá chegaram eles correndo, prontos para trabalhar. De

início, ficaram meio intrigados ao ver aquelas roupinhas, em vez do couro cortado. Mas deram pulos de alegria. Ligeiros como o relâmpago, vestiram as roupinhas lindas, se ajeitaram todos e cantaram:

Estamos lindos, tão elegantes, sem mais trabalho, como era antes

Pularam e dançaram, saltaram por cima das cadeiras e dos bancos, e finalmente saíram pela porta afora, sem parar de dançar. Depois disso, nunca mais voltaram, mas o sapateiro continuou prosperando até o fim de seus dias, porque tudo em que ele punha as mãos dava certo.

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Assim como quando lê contos, não deixe de propor um momento em que os alunos comentem a história que ouviram. As perguntas que sugerimos no material do aluno são um apoio para essa conversa.

Esta é a estrofe final do poema “Profissões”, um poema que parece um

conjunto de pequenos poemas. Como nas aulas anteriores, oriente os alunos a seguir sua leitura, indicando as palavras lidas com o dedo. Não é preciso cor- rigir se isso não for feito adequadamente: por não saberem ler convencional- mente, essa aparente inadequação é esperada e faz parte de um processo em que o aluno, cada vez mais, ajusta sua leitura àquilo que é oralizado.

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Como esta atividade é para ser feita em duplas, ajustando o falado ao es- crito, é importante que um dos alunos da dupla esteja produzindo escrita den- tro da hipótese silábica com valor sonoro convencional.

Nesta atividade, os alunos trabalham a sequência numérica contando a

partir de diferentes números. Antes de propor a atividade, faça as diversas contagens oralmente. Enquanto realizam a atividade, você pode sugerir a con- sulta a variados materiais, para que os alunos tenham referências (as pági- nas de um livro, um calendário afixado na classe, uma régua e outros mate- riais em que os números estejam organizados em sequência).

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Sugerimos a leitura dessa história por ser um conto de repetição: a mes-ma conversa se repete entre os animais, até que o enigma – o barulho que

ma conversa se repete entre os animais, até que o enigma – o barulho que as- sustou o ratinho – se resolve.

Além de ser apreciada pelos alunos dessa faixa etária, os diálogos repetidos de “O leão bonzinho” dão ensejo a atividades de comunicação oral interessantes.

Antes da leitura, mostre as ilustrações aos alunos e, ao mesmo tempo, pergunte pelos animais que aí estão retratados. Chame a atenção para a pre- sença do ratinho nas primeiras imagens e mostre como, aos poucos, novos animais vão se juntando a ele, de forma que a “fila” vai ficando cada vez maior. Por que será que isso ocorre? Você também pode questionar o título da histó- ria: Por que será que o conto se chama “O leão bonzinho”?

Enquanto você estiver lendo, enfatize as repetições e incentive os alunos a antecipar as falas dos animais.

Confeccione um calendário e mantenha-o exposto na sala de aula parae incentive os alunos a antecipar as falas dos animais. desenvolver outras atividades com seus alunos.

desenvolver outras atividades com seus alunos.

e mantenha-o exposto na sala de aula para desenvolver outras atividades com seus alunos. 2 0

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e mantenha-o exposto na sala de aula para desenvolver outras atividades com seus alunos. 2 0

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Esta é uma atividade de contagem. Usamos a gravura de Escher, pois nela

a contagem não é simples, as figuras se confundem, se misturam umas às ou- tras, é um desafio para o olhar

Antes de propor a contagem, peça que os alunos observem a imagem e, numa conversa, digam o que veem, o que acontece, se veem os peixes e as aves, se esses animais estão separados em dois espaços distintos ou não. Chame a atenção para a região da imagem em que os peixes são o fundo para as figuras de aves e vice-versa.

Em seguida, leia a primeira pergunta e dê tempo para que os alunos a re- alizem, antes de passar à seguinte.

Você também pode trazer algumas informações sobre o autor, o artista gráfico holandês M. C. Escher:

Maurits Cornelis Escher ou M. C. Escher nasceu na Holanda em 1898 e era artista gráfico. Uma das principais contribuições de sua obra está em sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusão de ópti- ca e notável qualidade técnica e estética, tudo isso respeitando as regras ge- ométricas do desenho e da perspectiva (para saber mais sobre Escher, con- sulte http://pt.wikipedia.org/wiki/Maurits_Cornelis_Escher).

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As cruzadinhas são passatempos apreciados pelas crianças que já leem,

mas muito difíceis para aquelas que ainda não dominam o funcionamento da escrita. Porém, quando um banco de palavras é incluído, a atividade se torna possível, porque os alunos podem localizar as palavras usando seus conheci- mentos sobre as letras e seus sons, ou sobre palavras já conhecidas.

Explique que, para localizar as palavras no banco, precisam antes contar as letras e, no quadro correspondente à quantidade de letras, decidir qual das op- ções corresponde à palavra procurada. Se os alunos não tiverem experiência an- terior com as cruzadinhas, talvez seja necessário explicar seu funcionamento: a necessidade de grafar uma letra em cada quadrinho, as letras que se cruzam etc.

a necessidade de grafar uma letra em cada quadrinho, as letras que se cruzam etc. 2
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Nesta atividade, os alunos refletem sobre as adições que têm o 10 como13 resultado. O uso do material concreto (as fichas) é um recurso para que os alu-

resultado. O uso do material concreto (as fichas) é um recurso para que os alu- nos contem com apoio para organizar seus cálculos. Além de buscar as adi- ções, pede-se também que os alunos façam registros de suas descobertas. Isso pode ocorrer pelo uso tanto dos números e de outros sinais matemáticos (9+1=10), quanto de desenhos, pauzinhos ou bolinhas. O importante é que os alunos busquem alternativas para esse registro, que depois poderá ser compar- tilhado com os demais.

Nesta atividade, os alunos se dedicarão à escrita de nomes de colegas daque depois poderá ser compar- tilhado com os demais. classe. Para que saibam que nome escrever,

classe. Para que saibam que nome escrever, faça um sorteio: em pequenos papéis, escreva somente as letras iniciais dos nomes de seus alunos, uma em cada papel (só inclua as letras que iniciem o primeiro nome das crianças). Cada aluno deve sortear quatro papéis e escrever um nome que comece com cada uma das letras sorteadas. Se na classe houver mais de um nome que se inicie com determinada letra, o aluno que a sortear escolherá um deles.

Espera-se nessa produção que os alunos escrevam os nomes correta- mente. Para isso, podem consultar o quadro de nomes afixado na classe ou a lista elaborada anteriormente. Se mesmo assim houver erros de escrita, re- meta o aluno novamente à lista de nomes e aponte o que está errado (se fal- tam letras, se estas devem ser escritas em outra ordem, se houve troca de letras etc.).

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fal- tam letras, se estas devem ser escritas em outra ordem, se houve troca de letras
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Para resolver os problemas, leia o enunciado em voz alta e converse com

os alunos sobre o que entenderam da situação descrita. Esclareça possíveis interpretações erradas e peça aos alunos que resolvam, mostrando aquilo que pensaram.

É interessante que eles possam se dedicar a esse registro a partir de dis- tintas possibilidades: podem usar desenhos para representar a situação, po- dem representar as quantidades por meio de pauzinhos ou bolinhas ou podem usar números e outros sinais da linguagem matemática. Neste momento, é

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importante não valorizar uma forma de registro em detrimento das outras: o essencial é que o aluno encontre uma forma de registro que apoie, de fato, seu raciocínio.

Na segunda atividade da sequência de reescrita da história, você lerá para

seus alunos outra versão do conto dos Irmãos Grimm lido anteriormente. A escri- tora desta versão é Heloísa Prieto e o título é “Os gnomos e o sapateiro”.

Explique novamente aos alunos a importância de acompanhar atentamen- te, pois essa história será reescrita (os alunos vão ditar a história para você).

Antes da leitura, informe o título e comente sobre a autora, outra escrito- ra brasileira que se dedica à literatura infantil e juvenil.

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Leia a história, se necessário, mais de uma vez.

A história:

Os gnomos e o sapateiro

Heloísa Prieto

Era uma vez um sapateiro tão pobre, tão pobre, que só lhe restava couro para um único par de sapatos. Certa noite, quando ia começar a fa- zê-lo, sentiu-se cansado. Apenas recortou uma tira de couro e deixou para terminar o serviço no dia seguinte.

De manhã, quando voltou para a mesa de sua oficina, encontrou o par de sapatos prontinho. Apanhou cada um dos sapatos e examinou-os, ten- tando descobrir quem os havia confeccionado, mas não conseguiu: era um verdadeiro mistério. Intrigava-o ainda mais o fato de que aquele par de sa- patos era o mais perfeito que ele já tinha visto.

O sapateiro ainda estava parado, pensando, com o par de sapatos na mão, quando um freguês entrou em sua oficina. O homem apaixonou-se pelos sapatos e fez questão de comprá-los imediatamente. Peter, o sapa- teiro, não desejava vendê-los; queria primeiro descobrir como haviam apa- recido em sua mesa. Mas o freguês lhe ofereceu tanto dinheiro pelos sa- patos que ele terminou concordando em vendê-los.

Peter usou o dinheiro para comprar mais couro. À noite, cortou o ma- terial e foi se deitar.

No dia seguinte, aconteceu a mesma coisa: os sapatos apareceram pron- tos e em seguida veio um freguês que os comprou por um preço altíssimo. E, assim, os dias se passavam e o sapateiro se tornava cada vez mais rico.

Até que Heidi, sua mulher, sugeriu:

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passavam e o sapateiro se tornava cada vez mais rico. Até que Heidi, sua mulher, sugeriu:
passavam e o sapateiro se tornava cada vez mais rico. Até que Heidi, sua mulher, sugeriu:

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— Precisamos descobrir o que está acontecendo! Em vez de ir dormir, vamos nos esconder atrás da porta e espiar.

À meia-noite em ponto surgiram dois graciosos gnomos, completa- mente nus. Sentaram-se na mesa de Peter e trabalharam com tanta rapi- dez que ele e sua mulher não conseguiam enxergar os movimentos de suas mãos.

Heidi ficou encantada com os pequenos gnomos:

— Eles nos ajudaram, agora estamos ricos! — disse. — Mas os dois

homenzinhos caminham pela noite nus, passando frio! Isso não é justo! Vou costurar roupinhas lindas e confortáveis para dar de presente a eles.

Naquele dia ela passou a tarde trabalhando, e depois do jantar o sa- pateiro e sua mulher colocaram as roupas novas ao lado do couro, em cima da mesa da oficina. Mais uma vez, esconderam-se atrás da porta para ver o que fariam os gnomos.

Os homenzinhos dançaram e cantaram, felizes com o presente. A can- ção dizia mais ou menos isto:

Agora que somos elegantes e lampeiros,

Para que sermos ainda sapateiros?

Desse dia em diante, os dois gnomos nunca mais voltaram, mas mes- mo assim Peter, Heidi e os filhos que vieram a nascer viveram com muita sorte, saúde e fortuna.

Ao chamar a atenção dos alunos para as semelhanças e diferenças entre diferentes versões de um mesmo conto, favorece-se que observem que o con- teúdo da história é o mesmo e que as diferenças são detalhes que uma ou ou- tra autora escolheu introduzir.

Também é interessante chamar a atenção para o fato de que as autoras di- zem o mesmo, usando formas de se expressar distintas, escolhendo palavras diferentes. Isso ocorre quando se escreve um texto: cada um busca expressar- se da melhor forma, mas há uma infinidade de possibilidades de fazer isso.

Proponha que os alunos apontem as principais diferenças entre as duas versões. Uma delas, por exemplo, é que a primeira autora se refere aos ho- menzinhos sapateiros como Elfos e a segunda os chama de Gnomos

autora se refere aos ho- menzinhos sapateiros como Elfos e a segunda os chama de Gnomos

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autora se refere aos ho- menzinhos sapateiros como Elfos e a segunda os chama de Gnomos

PROJETO INTENSIVO NO CICLO

Você pode construir um cartaz em que anota as principais diferenças:

Versão Ana Maria Machado

Versão Heloísa Prieto

Os homenzinhos são elfos.

Os homenzinhos são gnomos.

O sapateiro vendeu rapidamente o primeiro par de sapatos fabricado pelos homenzinhos.

O sapateiro teve dúvidas se deveria vender.

Uma vez que os títulos sempre guardam alguma relação com as histórias a que se referem, escolher outro título é uma forma de propor que os alunos busquem alternativas que sintetizem o conteúdo do conto. Essa busca de um novo título permite que coloquem em jogo sua compreensão da história.

Proponha que os alunos, individualmente ou organizados em duplas, pen- sem em outro título que também seria adequado. Deixe um tempo para que escolham e, em seguida, anote na lousa todas as sugestões.

Por meio de uma votação, os alunos devem escolher o novo título, entre os sugeridos. Depois de escolhido, o novo título será copiado no material do aluno.

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entre os sugeridos. Depois de escolhido, o novo título será copiado no material do aluno. PROJETO
entre os sugeridos. Depois de escolhido, o novo título será copiado no material do aluno. PROJETO

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Procuramos incluir contos bem conhecidos. Todos eles são boas suges-

tões para o momento de você ler paras os alunos, mesmo que eles já os conhe- çam (quando se trata da leitura de boas histórias, ouvir novamente também é uma atividade prazerosa). Antes de ditar o título da primeira história, indique que cor os alunos deverão usar para pintar o quadrinho (por exemplo: “pintem de amarelo a história ‘Cinderela’”). Dite os títulos numa ordem diferente da apresentada no material. Para não comprometer a legibilidade, peça que utili- zem cores claras.

no material. Para não comprometer a legibilidade, peça que utili- zem cores claras. 2 8 PROJETO
no material. Para não comprometer a legibilidade, peça que utili- zem cores claras. 2 8 PROJETO

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Para realizarem esta atividade, os alunos poderão fazer uso de diferentes estratégias: basear-se na letra inicial, na final, nos sons que remetem a partes de palavras conhecidas etc. Como estarão em duplas, é importante que tro- quem informações e que discutam sobre a melhor forma de localizar o conto ditado.

Após a atividade (você pode ditar somente três títulos, no caso de os alu- nos se cansarem rapidamente), faça uma correção coletiva e peça aos alu- nos que conseguiram localizar as histórias para explicarem em que basearam sua escolha. Essa troca favorecerá que outros alunos passem a utilizar as le- tras como índices que lhes permitam ler, mesmo antes de dominarem com autonomia o sistema de escrita alfabético.

Esta atividade deverá ser realizada em duplas, para que haja troca de in-de dominarem com autonomia o sistema de escrita alfabético. formações e comparações entre o período de

formações e comparações entre o período de gestação dos animais. A ativida- de requer que eles compreendam e analisem a tabela para que possam res- ponder às questões. Oriente-os na discussão da tabela para que as respostas não sejam apenas de caráter interpretativo. O mais importante é que compre- endam as diferenças entre os animais e utilizem o cálculo mental, para res- ponder, estabelecendo relação com seus conhecimentos prévios.

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Antes do jogo, é preciso providenciar o material. Se for possível, trabalheestabelecendo relação com seus conhecimentos prévios. 18 com baralhos, mas se for difícil, proponha que os

com baralhos, mas se for difícil, proponha que os alunos construam as cartas, grafando um número de 0 a 9 em cada uma. É importante que o papel seja re- sistente, para que dure mais e para que não seja possível ver o número, quan- do a carta estiver virada com a face para baixo.

Leia as regras, parando em cada passo para recuperar o que compreen- deram do jogo. Essa leitura passo a passo é um comportamento típico dos leitores de textos instrucionais (receitas, regras de jogos), que precisam se assegurar da compreensão de cada orientação para realizar o que se indica.

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Antes de propor o jogo em quartetos ou em duplas, faça uma rodada cole- tiva: com todos em volta das cartas, pergunte quem gostaria de jogar para que todos observassem. Os dois voluntários jogarão uma partida e todos acompa- nharão para aprender. Depois dessa explicação, proponha que cada dupla ou quarteto (como você achar melhor) inicie seu jogo.

Nesta atividade, os alunos terão oportunidade de explicitar os conheci-

mentos que já possuem sobre a Mata Atlântica e sua fauna. As imagens servi- rão como disparadores para que os alunos falem sobre seus conhecimentos. Um aluno pode verbalizar o nome do animal, outro pode se referir a sua ali-

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mentação ou a algum dos seus hábitos. Para caracterizar o lugar onde ele vive, podem observar o tipo de vegetação etc.

Além de referências aos animais, chame a atenção dos alunos para as características do ambiente em que são encontrados. Se isso não ocorrer es- pontaneamente, é importante que você direcione o olhar das crianças para os seguintes aspectos:

A presença de água: como em toda floresta tropical, a abundância de água é um dos fatores que determinam a vegetação e a sobrevivência de tamanha diversidade de animais.

A forma como se apresenta a vegetação: a presença de árvores altas, muito próximas entre si; a mata exuberante; o verde predomina e há grande diver- sidade de plantas.

As condições climáticas no momento da foto: somente o que é possível ob- servar – dias claros, provavelmente quentes.

Antes da conversa a partir das fotos, informe os alunos sobre o tema do estudo (os animais da Mata Atlântica). Proponha a observação das fotos para que digam o que sabem sobre os animais e tentem descrever como é seu há- bitat, a Mata Atlântica. Anote num cartaz as informações já conhecidas e, em seguida, anote também os animais retratados e outros que os alunos acredi- tam viver nesse ambiente.

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Leia o poema e deixe um tempo para que os alunos digam o que entende-

ram e descrevam suas impressões sobre ele. Em seguida, leia novamente, desta vez explicitando, em cada momento, o verso e a estrofe em que você se encontra, para que os alunos possam se localizar ao acompanharem em seus textos. Se julgar necessário, leia mais uma vez.

A roda de conversa proposta a seguir é uma maneira de permitir que os alunos tenham espaço para expor suas impressões sobre o texto. Pela idade e por serem leitores pouco experientes, é possível que os comentários se res- trinjam a dizer se gostaram ou não.

experientes, é possível que os comentários se res- trinjam a dizer se gostaram ou não. 3
experientes, é possível que os comentários se res- trinjam a dizer se gostaram ou não. 3

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Seu papel, como modelo de leitor(a), também será muito importante nes-

te momento, pela possibilidade de ampliar tais comentários: diga o que cha- mou sua atenção no poema – talvez o modo delicado e simples de se referir às borboletas, talvez o modo como os versos são construídos, em que as im- pressões são apresentadas como numa conversa carregada de emoções dife- rentes (isso fica evidente em versos como AS AMARELINHAS SÃO TÃO BONITI-

NHAS, contrastando com E AS PRETAS ENTÃO

Se quiser, também é interessante reler um dos versos, aquele que mais chamou sua atenção. Além de fazer seus comentários, você pode, por meio de perguntas, aprofundar os comentários dos alunos: Por que gostaram do po- ema? O modo como o poeta se refere a algum tipo de borboleta suscitou algum sentimento (medo, alegria)? Qual trecho mais lhes chamou a atenção?

A proposta de reler um trecho para os colegas é possível, mesmo em se

tratando de crianças que ainda não dominam o sistema de escrita: após tan- tas leituras, é provável que os alunos já tenham memorizado alguns versos. Deixe que essa leitura seja voluntária e, quando um aluno ler o seu trecho, aju- de os demais a localizar, em suas cópias, onde se encontra.

O primeiro problema envolve a ideia de completar. Faz parte do campo adi-

tivo, ou seja, da “família” de problemas que podem ser resolvidos pela adição ou subtração. Mesmo que não dominem as técnicas operatórias convencionais (as contas armadas), as crianças conseguem resolvê-lo usando desenhos ou registrando as quantidades com pauzinhos ou bolinhas, como apoio ao raciocí- nio. Para algumas crianças, o recurso a materiais de contagem (botões, fichas ou palitinhos) ajuda a buscar formas de operar com os números propostos.

No caso do segundo problema, relacionado ao campo multiplicativo (com a ideia de distribuir), alguns alunos utilizam desenhos para representar a situ- ação e chegar ao resultado.

Leia o primeiro problema e deixe um tempo para que resolvam. Em seguida, leia o segundo e faça o mesmo. No final, chame dois alunos para resolver cada um dos problemas. Chamar mais de um aluno é uma forma de socializar mais de uma estratégia de resolução, e isso permite que os alunos percebam que há mais de um caminho para operar com os números e registrar o raciocínio.

OH, QUE ESCURIDÃO!).

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um caminho para operar com os números e registrar o raciocínio. OH, QUE ESCURIDÃO!). 21 PROJETO
um caminho para operar com os números e registrar o raciocínio. OH, QUE ESCURIDÃO!). 21 PROJETO

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A atividade de leitura de jornal proposta envolve uma reportagem incluída

no material. Leia a primeira parte (o título e a chamada) e deixe que os alunos antecipem o que imaginam estar escrito. Dessa forma, familiarizam-se com aquilo que os leitores experientes realizam quando leem o jornal: utilizam-se dos vários elementos em destaque (títulos e subtítulos, fotos e legendas) para antecipar o conteúdo das matérias e assim selecionar o que interessa.

Após essa conversa inicial, leia a reportagem e, em seguida, discuta oral- mente as perguntas colocadas: ao questionar a adequação da reportagem ao

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público infantil, queremos que os alunos observem que cada um dos cader- nos de um jornal visa um público e isso implica a escolha de temas de interes- se e a apresentação das informações de maneira clara e compreensível para esse público.

No caso da reportagem incluída no material, há elementos comuns à lin- guagem jornalística (depoimentos de pessoas que têm afinidade com o tema, apresentação dos entrevistados – nome e idade –, inclusão dos depoimentos por meio do discurso direto, uso de siglas etc.) e a escolha de um tema que

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dos depoimentos por meio do discurso direto, uso de siglas etc.) e a escolha de um
dos depoimentos por meio do discurso direto, uso de siglas etc.) e a escolha de um

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desperta o interesse das crianças – o cuidado com animais de estimação, apresentado numa linguagem acessível.

Dando continuidade à sequência de atividades de reescrita de conto, a pro-

posta é reler uma das versões. Como farão a reescrita, é importante que os alu- nos conheçam a história muito bem, além de se familiarizarem com a linguagem utilizada pelas autoras. É por isso que sugerimos que você leia mais de uma vez cada uma das versões. A roda de conversa proposta após a leitura visa favorecer a recuperação pos- terior da história. As perguntas são sugestões para orientar essa conversa. Em seguida, organize um cartaz para registrar o que os alunos vão ditar so- bre os acontecimentos dessa história, de maneira sucinta. Nesse cartaz, os alunos fazem apenas um levantamento do que ocorreu – ainda não estão organizando uma narrativa, o que requer maior rebuscamento e organização da linguagem. Na sequência, há um desafio de leitura: corresponder os títulos de histórias às pistas escritas com dicas de cada conto. Leia cada pista em voz alta e pergunte à classe de que história se trata. Em seguida, proponha que, em duplas, busquem nos quadrinhos onde aquela histó- ria pode estar escrita. Mesmo que não saibam ler convencionalmente, os alunos acionarão diferen- tes estratégias de leitura, especialmente aquelas fornecidas pelo texto e pelas letras, para localizarem o título procurado.

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aquelas fornecidas pelo texto e pelas letras, para localizarem o título procurado. 23 3 6 PROJETO
aquelas fornecidas pelo texto e pelas letras, para localizarem o título procurado. 23 3 6 PROJETO

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Memorizar alguns cálculos serve de apoio para a realização de opera-

ções mais complexas. Os dobros ou adições de números iguais costumam es- tar entre eles. Isso não precisa ser feito a partir de ações sem sentido, pela repetição simples. Mas é interessante que os alunos tenham muitas oportu- nidades de realizar cálculos como esses, para que, aos poucos, possam recu- perar os resultados diretamente da memória.

Nesta atividade, não se espera que os alunos já tenham os resultados memorizados. Eles podem se apoiar na contagem (nos dedos ou desenhando as quantidades).

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memorizados. Eles podem se apoiar na contagem (nos dedos ou desenhando as quantidades). 24 PROJETO INTENSIVO
memorizados. Eles podem se apoiar na contagem (nos dedos ou desenhando as quantidades). 24 PROJETO INTENSIVO

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Após propor que resolvam as primeiras contas, discuta o que elas têm em comum. É importante que os alunos percebam que, em todas, as parcelas são iguais. Explique o que são dobros e proponha, por fim, o preenchimento da tabela. Você pode lançar, como desafio, que façam essa atividade no menor tempo possível.

A contagem é uma habilidade muito importante, base para operar com di-

ferentes quantidades. A contagem em diferentes intervalos (de dois em dois, três em três, cinco em cinco) contribui para ampliar as possibilidades de cálcu- lo mental. Nesta atividade, os alunos são desafiados a realizar contagens cujo

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cálcu- lo mental. Nesta atividade, os alunos são desafiados a realizar contagens cujo 25 3 8
cálcu- lo mental. Nesta atividade, os alunos são desafiados a realizar contagens cujo 25 3 8

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agrupamento já está sugerido, facilitando assim que trabalhem com os agru- pamentos correspondentes. Na última ilustração, poderão contar as balas da forma que acharem mais interessante. Após a atividade, proponha que alunos que escolheram diferentes agrupamentos expliquem aos colegas como fizeram.

Na segunda atividade do projeto Animais da Mata Atlântica, sugerimos

que você compartilhe com os alunos o projeto, o produto final que será realiza- do, o que estudarão no decorrer do trabalho e as diversas atividades a que se dedicarão.

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o que estudarão no decorrer do trabalho e as diversas atividades a que se dedicarão. 26
o que estudarão no decorrer do trabalho e as diversas atividades a que se dedicarão. 26

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Este momento é muito importante: ao compartilhar o que será feito, es- pera-se que os alunos se sintam comprometidos com a proposta e entusias- mados com sua realização. É interessante que esse vínculo seja estabelecido no início do trabalho, pois isso garante maior inserção do aluno, fazendo com que se dedique a atividades que, em muitas ocasiões, implicarão grandes de- safios. Ao mesmo tempo, discutir com os alunos as diferentes etapas neces- sárias à elaboração do produto final torna-os corresponsáveis pelo andamen- to do trabalho.

Sugerimos que você inicie esse momento pela leitura do texto sobre a Mata Atlântica. Antes de lê-lo, recupere oralmente as informações que as crianças forneceram anteriormente, em que falaram dos animais e de seu am- biente. Informe que todos aqueles animais fazem parte da fauna de um am- biente especial: a Mata Atlântica.

Sugerimos que você leia o título e subtítulos com os alunos e explore a observação das imagens. O que eles sugerem em relação ao texto que vai ser lido? A partir dessas pistas, que informações o texto poderá conter?

Deixe que os alunos falem e, em seguida, leia o texto, interrompendo a leitura a cada parágrafo para:

recuperar o que os alunos compreenderam até aquele momento;

relacionar o que leram com o subtítulo correspondente;

relacionar com as imagens;

relacionar com as informações que os alunos anteciparam (o que disseram antes da leitura).

Após a leitura do texto, deixe que os alunos falem daquilo que já sabiam sobre a Mata Atlântica. Em seguida, informe sobre o estudo que será realiza-

do, sobre os produtos finais e sobre os destinatários. Depois, faça um cartaz com a ajuda dos alunos, listando as diferentes etapas necessárias ao estudo

e à elaboração dos produtos finais.

É interessante que esse cartaz seja afixado na sala e que seja retomado

a cada etapa cumprida, para replanejar o trabalho que resta fazer. A intenção

é que os alunos compartilhem com você a responsabilidade por esse traba-

lho. Num projeto didático, o vínculo dos alunos com todas as atividades pro- postas é o que torna o trabalho significativo. Tal vínculo só será possível se os alunos se perceberem como coautores do trabalho.

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Nesta atividade de leitura, os alunos podem utilizar as “pistas” ofereci-

das pelas letras iniciais e finais somente para localizarem o nome do primeiro animal. Para a palavra CAVALO, terão de buscar outros índices, já que as op- ções que incluímos iniciam-se e terminam com a mesma letra.

Depois que os alunos se dedicarem a localizar as palavras, socialize as respostas e, especialmente, as pistas usadas por aqueles que conseguiram chegar à resposta correta.

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Dois problemas do campo aditivo, ambos envolvendo a ideia de combina-

ção. No primeiro, os alunos precisam descobrir o total e, no segundo, calcula- rão uma das parcelas. Siga o mesmo encaminhamento das demais atividades envolvendo problemas de enunciado.

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Nesta atividade, os alunos são desafiados a escrever uma lista (os per-

sonagens da história). O esperado é que essa escrita não seja convencional, uma vez que os alunos ainda não dominam o funcionamento da escrita.

Por outro lado, não se espera que escolham aleatoriamente as letras. Quando colocam em jogo seus conhecimentos sobre a escrita, os alunos re- fletem sobre ela e fazem escolhas coerentes com tais conhecimentos.

Você pode ajudá-los nessa reflexão, propondo questões sobre as letras iniciais ou finais de cada palavra ou sugerindo que consultem o nome de cole-

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gas que se iniciem com parte da palavra que precisam escrever (por exemplo, se na classe houver uma criança chamada GABRIEL, seu nome pode contri- buir para os alunos escreverem a palavra GATO, se este for um dos persona- gens da história escolhida por você).

Incentive os integrantes de cada dupla a trocar informações sobre a me- lhor forma de escrever. Essa troca contribui para ampliar os conhecimentos dos alunos e colocar em jogo as ideias de cada um sobre a escrita.

O jogo de trilha abrange a contagem de um em um (quando os alunos an-

dam o número de casas correspondente ao resultado do lançamento do dado) e a sequência numérica, uma vez que as casas são numeradas. Isso natural- mente dá lugar a várias questões que envolvem operações matemáticas:

quantas casas faltam para chegar, quantas casas um jogador está na frente do outro etc. Por tudo isso, este é um jogo rico, pois, enquanto jogam, os alu- nos acionam vários conceitos matemáticos.

Leia as instruções e deixe que os alunos coloquem suas dúvidas. Expli- que o funcionamento do tabuleiro.

Agrupe os alunos (sugerimos os quartetos), distribua os dados e marca- dores (botões coloridos, peões de outros jogos, peças de papel de cores dife- rentes etc.) e proponha que iniciem o jogo. Enquanto os alunos jogam, obser- ve como interpretam o resultado do dado (se precisam contar de um em um ou recuperam diretamente o número correspondente) e como andam o núme- ro correspondente com seus marcadores (se observam a contagem de um em um, se contam a casa onde estão – o que não é correto – ou começam a con- tar da casa seguinte àquela em que estavam parados).

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é correto – ou começam a con- tar da casa seguinte àquela em que estavam parados).
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O mico-leão-dourado é o primeiro animal a ser estudado no projeto. A par-

tir desse estudo, esperamos que os alunos construam algumas das compe- tências relacionadas ao “aprender a estudar”: ler textos de divulgação científi- ca, selecionar informações relevantes, identificar os assuntos abordados Todas essas são ações que os estudantes realizam para aprender a partir dos textos. Algumas serão propostas ao longo do projeto para que, com sua ajuda, seus alunos aprendam a realizá-las com maior autonomia.

Nesta atividade, os alunos são convidados a, partindo da ilustração, an- tecipar o conteúdo do texto. Isso os ajudará na compreensão das informa- ções a que terão acesso a partir da leitura, feita por você.

Terminada a leitura, converse com os alunos sobre o que compreende- ram e ajude-os a lembrar das informações. Em seguida, organize os alunos em duplas e peça para escreverem um “Você sabia” com a curiosidade que mais lhes chamou a atenção sobre o animal.

Depois da escrita, terão de ler para os colegas. Os alunos escreverão de acordo com suas hipóteses de escrita e, em alguns casos, não será possível recuperar o que escreveram (uma vez que a escrita não será convencional). Enquanto trabalham, você pode conversar com cada dupla e anotar o “Você sabia” escolhido. Assim, no momento de contar aos colegas, será possível ajudar aqueles que não mais se lembrarem do que escreveram.

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Nesta atividade, os alunos precisam contar o total da soma dos dados.

Como os dados indicam a quantidade, eles podem se apoiar na contagem de um em um – uma estratégia mais simples – ou se apoiar em cálculos da me- mória (sabem que 5 mais 4 dá 9).

Para o desafio, os alunos podem contar os dados na ordem em que são apresentados, ou buscar algum agrupamento dos dados (contar antes os da- dos que têm o mesmo valor e formar um subtotal, agrupar os dados que so- mem 10 e dar outro subtotal) para chegar mais rapidamente ao resultado.

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Além disso, observe os alunos que utilizam algum tipo de controle para não contar duas vezes o mesmo dado. Essas estratégias devem ser socializadas com os demais e isso pode ser feito no momento posterior, quando você cha- mar algumas crianças para mostrar como realizaram a atividade.

O jornal está organizado de modo a facilitar a leitura: há destaques para os

principais acontecimentos, chamando assim a atenção do leitor. Na primeira página estão os fatos mais relevantes, especialmente uma das notícias, que ganha o maior espaço, no alto da página. Seu título é a manchete. Aprender a ler o jornal implica aprender a fazer uso dessas características.

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Na atividade proposta, você trará o jornal e lerá a manchete: o título da principal notícia publicada na primeira página (mesmo que não seja o jornal do dia, é importante que a notícia trate de um assunto que, de alguma maneira, seja de interesse dos alunos). A partir da manchete, deverão antecipar o con- teúdo da notícia.

Depois da sua leitura, promova uma conversa sobre o que compreenderam

e sobre os motivos por que consideram que essa notícia teve destaque no dia em que foi publicada.

Após ouvirem, pela segunda vez, a história “Os gnomos e o sapateiro”, osque essa notícia teve destaque no dia em que foi publicada. alunos terão de recuperar a

alunos terão de recuperar a sequência de fatos da história (da mesma forma que fizeram, coletivamente, com a outra versão da história). Farão isso oralmen- te, em pequenos grupos (de, no máximo, cinco integrantes).

Deixe que conversem e, depois, peça que exponham aos colegas o que discutiram. Você organizará um cartaz com as sugestões de todos os grupos sobre as partes dessa história (se houver alguma divergência em relação ao conteúdo ou à sequência dos acontecimentos, volte ao texto e releia o trecho correspondente, para esclarecer a questão). O cartaz resultante dessa dis- cussão será comparado com o produzido em aula anterior, com a lista de fa- tos elaborada a partir da história “Os elfos”. Há diferenças? Quais?

Deixe os dois cartazes afixados na classe, pois serão úteis no momento em que os alunos reescreverem a história.

Conhecer os pares de números que somam 10 é um apoio importante paraúteis no momento em que os alunos reescreverem a história. o cálculo mental. Nesta atividade, os

o cálculo mental. Nesta atividade, os alunos preenchem os espaços para formar

adições cujo resultado seja 10. Terão de pensar em operações com duas e três parcelas, o que lhes permitirá memorizar não apenas na apresentação mais usu- al, mas também a partir de outras propostas: conhecendo uma das parcelas para descobrir a outra, decompondo o 10 em três parcelas em vez de duas etc.

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Nesta atividade, os alunos precisam encontrar os personagens da histó-

ria “Chapeuzinho Vermelho” numa lista. Eles poderão realizá-la acionando suas estratégias de leitura, considerando também os conhecimentos que já construíram sobre a organização da escrita e sobre as letras.

Se achar interessante, você pode ler uma boa versão desse conto no mo- mento destinado à sua leitura para eles.

Antes de propor a atividade, relembre oralmente os personagens da his- tória e explique o que precisa ser feito: eles devem procurar por esses perso- nagens e marcá-los na lista.

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Depois que os alunos terminarem, transcreva a lista na lousa e peça a dife- rentes alunos para localizar os personagens. Sempre que isso ocorrer, pergunte ao aluno como fez para ler, que tipo de pista usou para localizar cada uma das palavras. Essa é uma forma de socializar procedimentos eficientes de alguns alunos para garantir uma leitura mais precisa e observadora de todos.

Nesta atividade, cada um deve escrever os nomes dos alunos que ocu-

pam as mesas próximas. É uma nova oportunidade de grafar os nomes dos colegas. Para isso, a consulta à lista de nomes é uma alternativa para os alu- nos que tiverem dúvidas quanto ao modo correto de escrever.

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alternativa para os alu- nos que tiverem dúvidas quanto ao modo correto de escrever. 37 5

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É interessante que, enquanto trabalham, você circule pelas mesas e oriente aqueles que não escreveram corretamente os nomes. Para corrigir, peça que confiram sua escrita com a lista dos colegas da classe.

As contagens em diferentes intervalos devem ocorrer com frequênciaque confiram sua escrita com a lista dos colegas da classe. para que os alunos se

para que os alunos se familiarizem com elas. É importante também propor as sequências ascendentes e descendentes, pois ambas contribuem para incre- mentar as habilidades de cálculo mental.

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Na atividade proposta para o estudo dos animais da Mata Atlântica, ospara incre- mentar as habilidades de cálculo mental. 39 alunos devem generalizar as informações apresentadas. A

alunos devem generalizar as informações apresentadas. A habilidade de agru- par informações em assuntos é importante por favorecer a leitura e a organi- zação no momento da escrita de um texto.

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Leia com os alunos a lista de assuntos, mas avise que somente alguns deles foram abordados no texto sobre o mico-leão-dourado. Além de ler os as- suntos, explique o tipo de informação pertinente a cada um deles.

Só então releia o texto, propondo que estejam com a atenção voltada à seguinte questão: Quais assuntos são abordados nesse texto?

Com isso, pretende-se que os alunos fiquem atentos a esses blocos de informações e preparados para a atividade seguinte, que é anotar, de maneira resumida, as informações relacionadas a cada um.

Após a leitura de cada parágrafo, converse com os alunos sobre os as- suntos tratados e assinale na lista. No final da atividade, recupere oralmente as informações de cada um desses assuntos e anote na lousa, resumidamen- te, as principais informações.

Os alunos copiarão essas informações em seus livros e terão de escre- ver o assunto a que correspondem. Para isso, poderão ler a lista de assuntos e selecionar aquele que corresponde à informação.

poderão ler a lista de assuntos e selecionar aquele que corresponde à informação. 5 2 PROJETO
poderão ler a lista de assuntos e selecionar aquele que corresponde à informação. 5 2 PROJETO

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As coleções favorecem várias oportunidades de contagem, comparação

de quantidades, registro de números, além de diversas situações envolvendo as operações matemáticas num contexto bastante significativo. A partir desta atividade, iniciaremos uma sequência envolvendo uma coleção de conchas imaginária. Que tal iniciar uma coleção com seus alunos? De chaveiros, selos, cartões-postais, figurinhas ou o que mais vocês considerarem interessante. Será uma oportunidade para ampliar os conhecimentos dos alunos em rela- ção aos números.

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Será uma oportunidade para ampliar os conhecimentos dos alunos em rela- ção aos números. PROJETO INTENSIVO

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Será uma oportunidade para ampliar os conhecimentos dos alunos em rela- ção aos números. PROJETO INTENSIVO

A proposta aqui é a contagem de uma quantidade de conchas que com-

põem a coleção. Além da contagem simples, os alunos são convidados a expe- rimentar outras possibilidades de contar, em diferentes intervalos.

O conto que será lido é o mesmo utilizado na atividade de comunicação

oral proposta a seguir. Sugerimos que você leia “O caso do bolinho”, escrito por Tatiana Belinky, da Editora Moderna. A história é a divertida aventura de um bolinho tentando escapar de vários personagens que querem comê-lo até que encontra um, mais esperto

Leia a história mais de uma vez, até que os alunos a conheçam bem, es- pecialmente os diálogos e a música, que se repetem ao longo da narrativa.

Nesta atividade, a classe vai contar a história. Escolha um aluno para o pa- pel de cada personagem. Você será o(a) narrador(a). Ao contarem, os alunos devem reproduzir, o mais fielmente possível, a fala dos personagens. Você pode ajudá-los a lembrar, recorrendo à leitura das falas sempre que necessário.

Faça esse reconto mais de uma vez, trocando os personagens dos alunos.

Ao reproduzirem partes de um discurso escrito, os alunos se aproximam do vocabulário e das formas de expressão próprios da linguagem escrita. Além disso, aprendem a organizar seus textos, especialmente o modo como intro- duzem falas de personagens utilizando o discurso direto.

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As listas são textos bastante oportunos no momento em que os alunos

se dedicam a compreender o funcionamento do sistema de escrita. Na ativi- dade proposta, os alunos deverão escrever em duplas os nomes de animais da Mata Atlântica. O esperado é que escrevam segundo suas hipóteses. Não é preciso corrigir essa produção, pois isso pode inibir a escrita espontânea, necessária para que o aluno coloque em jogo sua compreensão sobre a escri- ta, refletindo sobre ela.

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para que o aluno coloque em jogo sua compreensão sobre a escri- ta, refletindo sobre ela.
para que o aluno coloque em jogo sua compreensão sobre a escri- ta, refletindo sobre ela.

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O trabalho em duplas é importante por permitir tanto a ampliação dos co- nhecimentos dos

O trabalho em duplas é importante por permitir tanto a ampliação dos co- nhecimentos dos alunos, ao trocarem informações sobre o melhor modo de escrever, como a ocorrência de confrontos de diferentes ideias e conhecimen- tos, o que favorece o avanço de todos.

Para encaminhar a atividade, antes de propor a escrita, garanta que to- dos saibam exatamente o nome de cada um dos animais: mico-leão, preguiça, tucano, onça-pintada e jacaré.

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Este é um jogo tradicional, conhecido há muitos e muitos anos. É uma tri-44 lha, mas torna-se mais interessante por permitir que se jogue com dois da- dos. Assim,

lha, mas torna-se mais interessante por permitir que se jogue com dois da- dos. Assim, os alunos lançam os dados, somam o valor e andam o número de casas correspondente. Além disso, por envolver intervalo numérico maior, fa- miliariza os alunos com esses números.

Nesta aula, os alunos aprenderão novas informações sobre o mico-leão-numérico maior, fa- miliariza os alunos com esses números. dourado, só que desta vez o texto

dourado, só que desta vez o texto está organizado na forma de “Você sabia Tais informações juntam-se àquelas que os alunos já aprenderam a partir da

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sabia Tais informações juntam-se àquelas que os alunos já aprenderam a partir da PROJETO INTENSIVO NO
sabia Tais informações juntam-se àquelas que os alunos já aprenderam a partir da PROJETO INTENSIVO NO

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leitura do texto anterior e servirão para que, na próxima aula, a turma produza um novo texto que será ditado para você. Nele, os alunos apresentarão o que sabem sobre esse macaquinho.

Sugerimos que você leia cada um dos “Você sabia” e depois converse com os alunos sobre qual a relação entre o conteúdo do texto e a foto que o acompa- nha. Fazer a relação entre imagem e texto escrito favorece que os alunos elabo- rem o que foi lido e organizem essa informação para relacioná-la com a imagem.

Após a leitura de todos os “Você sabia”, organize uma nova conversa para que os alunos digam o que aprenderam sobre os micos durante a aula. Outra pos- sibilidade é organizar a classe em pequenos grupos que terão a tarefa de apresen- tar cada um dos “Você sabia” para os demais. Não é preciso que decorem as pala- vras, mas que saibam expor o conteúdo de maneira clara e organizada.

Depois da proposta de leitura dos “Você sabia”, os alunos já terão um bom modelo desses textos e poderão arriscar-se a produzi-los. Em seguida, proponha que pensem, junto com o colega da dupla, um novo “Você sabia”. An- tes de escrevê-los, os alunos devem compartilhá-los com os colegas. Depois desse momento, proponha que escrevam. É interessante que você anote os “Você sabia” de cada dupla, pois, como escreverão de acordo com suas hipó- teses de escrita, é possível que seja difícil recuperar o que quiseram escrever.

hipó- teses de escrita, é possível que seja difícil recuperar o que quiseram escrever. 5 8

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Como os alunos já sabem jogar trilha, precisam, neste problema, realizar

as mesmas ações de um jogo, calculando as somas dos dados e marcando a casa em que o jogador cairá em cada rodada. No final, é preciso indicar tam- bém em que casa caiu.

No problema, os alunos precisam calcular mentalmente as somas dos da- dos, contar o número correspondente de casas e ler e grafar os números que estão nas casas onde o jogador imaginário parou. Como vemos, uma série de ações que ampliam o conhecimento dos alunos a respeito dos números.

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vemos, uma série de ações que ampliam o conhecimento dos alunos a respeito dos números. PROJETO

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vemos, uma série de ações que ampliam o conhecimento dos alunos a respeito dos números. PROJETO
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Por meio de sua leitura, os alunos podem aprender sobre a função e a lin-

guagem dos textos jornalísticos, conhecimentos importantes para formar lei- tores interessados em se manter bem informados.

Escolha uma notícia para ler para seus alunos. É importante que você leve todo o jornal onde ela foi publicada.

Antes da leitura, mostre aos alunos o caderno de onde foi retirada ou, se for uma notícia publicada na primeira página, apresente-a aos alunos.

retirada ou, se for uma notícia publicada na primeira página, apresente-a aos alunos. 6 0 PROJETO
retirada ou, se for uma notícia publicada na primeira página, apresente-a aos alunos. 6 0 PROJETO

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Leia o título e pergunte se ouviram algo a respeito do assunto, se sabem do que a notícia vai tratar. Você também pode oferecer algumas informações sobre o que será lido. Essas informações ajudarão os alunos a acompanhar sua leitura.

Leia a notícia e, a seguir, proponha uma conversa sobre o que compreenderam.

As notícias veiculadas num jornal falado organizam-se de forma diferente do jornal escrito. A proposta de transformarem a notícia escrita como se fos- sem os apresentadores de um jornal da TV coloca-lhes o desafio de reorganiza- rem a linguagem de modo a enfatizar as informações principais (a notícia apre- sentada na TV é mais concisa, se comparada àquilo que é veiculado no jornal).

Na sequência, na atividade de leitura em duplas, os alunos precisam lo- calizar as palavras que você vai ditar. Antes, leia o título várias vezes, até que os alunos o memorizem. Enquanto você lê, peça aos alunos que acompanhem o texto, apontando as palavras lidas com o dedo.

Escolha algumas palavras e diga-as em voz alta. Os alunos têm de locali- zar essas palavras no texto e traçar um círculo em volta. Para localizarem as palavras ditadas, eles acionarão diferentes estratégias de leitura e poderão apoiar-se nas informações do texto (pois já sabem seu conteúdo) e no conhe- cimento que já construíram sobre as letras e sobre a organização da escrita.

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e no conhe- cimento que já construíram sobre as letras e sobre a organização da escrita.
e no conhe- cimento que já construíram sobre as letras e sobre a organização da escrita.

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Nesta variação do jogo de forca, os alunos precisam adivinhar o nome de

um dos animais da Mata Atlântica. Para ajudá-los no desenho dos tracinhos ou na localização das letras, há uma lista de consulta.

É necessário que os alunos saibam localizar os animais dessa lista. Para garantir isso, faça alguns “ensaios”, propondo que localizem os animais que você ditar, considerando as letras iniciais, finais ou outras pistas desse tipo.

Faça algumas rodadas com a classe toda e, em seguida, proponha o jogo em duplas.

tipo. Faça algumas rodadas com a classe toda e, em seguida, proponha o jogo em duplas.
tipo. Faça algumas rodadas com a classe toda e, em seguida, proponha o jogo em duplas.

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Nesta sequência, procuramos abordar uma estratégia de decomposição

que facilite a resolução das subtrações, quando envolvem números menores que 20. Leia as orientações com os alunos, explicando cada passo e solici- tando que exponham suas dúvidas.

Em seguida, proponha que, organizados em duplas, resolvam as opera- ções, utilizando a estratégia abordada. Enquanto trabalham, é importante cir- cular entre as mesas, para ajudar aqueles que precisam, de modo que utili- zem essa forma de resolução como alternativa à contagem de um em um.

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de modo que utili- zem essa forma de resolução como alternativa à contagem de um em
de modo que utili- zem essa forma de resolução como alternativa à contagem de um em

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O texto produzido nesta atividade será incluído no produto final previsto,

e é importante que os alunos saibam disso. Como é uma situação de produ-

ção oral com destino escrito, os alunos vão ditar as informações sobre o mico- leão-dourado e você será o(a) escriba – portanto, escreverá com ortografia e pontuação adequadas, discutindo com a classe a linguagem do texto, ou seja,

a melhor forma de elaborar cada uma das informações.

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Para a escrita, os alunos necessitam relembrar o que aprenderam sobre os micos a partir da leitura dos textos (o texto de divulgação científica e os “Você sabia”). Para organizar melhor a produção, discuta com os alunos a or- dem dos assuntos que serão apresentados (alimentação, hábitat, caracterís- ticas físicas etc.). Depois dessa discussão, coloque os assuntos na lousa, na ordem definida pelo grupo, para que eles copiem em seus livros.

Para iniciar, relembre o que sabem sobre o primeiro assunto e peça aos alunos que sugiram formas de escrever cada uma das informações, buscando garantir que sejam apresentadas com clareza e objetividade, características próprias dos textos de divulgação científica.

Mais de um aluno pode sugerir formas diferentes de escrever a mesma informação. É interessante que discutam qual a melhor alternativa, de que for- ma fica bem explicada.

Durante a produção, todas as vezes que um assunto se esgotar, leia o que já foi ditado, para que as crianças não se percam na ordem dos assuntos e resolvam problemas relacionados ao texto. Ao terminarem, releia em voz alta todo o texto e ajude-os a avaliar se há trechos confusos que precisam ser alterados, se há palavras que foram repetidas excessivamente, se o vocabulá- rio está adequado aos textos de divulgação científica etc.

Os problemas detectados podem ser apontados por você ou pelos alu- nos, mas é importante que as soluções sejam sugeridas pelas crianças. Às vezes, reler um dos textos que serviram como base para o estudo permite ob- servar as soluções que os autores encontraram para superar problemas com que os alunos também se deparam – por exemplo, para não repetir o nome do animal estudado, é possível reler um dos textos para averiguar os recursos utilizados (pronomes e “palavras substitutas”) para resolver a questão.

Os alunos não precisam ditar o texto exatamente igual ao que leram. Esta é uma atividade de produção de texto e não uma reprodução de um texto memorizado.

Lembre-se de registrar o texto num cartaz, pois se trata de uma das pro- duções que comporão o mural previsto como produto final.

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O desafio dos alunos, ao consultarem o banco de palavras, é localizar a50 51 palavra que corresponde às imagens da cruzadinha. A escolha é dificultada pela inclusão de

palavra que corresponde às imagens da cruzadinha. A escolha é dificultada pela inclusão de palavras que têm a mesma letra inicial e final, o que coloca a necessidade de buscar outros índices de leitura.

Se proposta em duplas, é uma atividade que pode suscitar boas trocas de informação entre as crianças.

Dando sequência às coleções, nesta atividade os alunos têm de realizar,suscitar boas trocas de informação entre as crianças. além da contagem, outras ações com os números:

além da contagem, outras ações com os números: comparar quantidades, cal-

de realizar, além da contagem, outras ações com os números: comparar quantidades, cal- 6 6 PROJETO
de realizar, além da contagem, outras ações com os números: comparar quantidades, cal- 6 6 PROJETO

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cular o total de conchas que foi obtido e calcular a diferença entre duas cole- ções. As mesmas atividades podem ser propostas se você organizar uma co- leção em sua classe.

Se isso ocorrer, não esqueça de elaborar uma tabela para controlar as quantidades conseguidas a cada dia.

Na atividade proposta, os alunos conhecerão os outros tipos de mico-

leão, todos eles típicos da Mata Atlântica.

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É preciso que você leia os textos em voz alta e, se possível, apoie sua lei-

tura num mapa do Brasil, para mostrar a localização dos estados. Alunos de 3 a série ainda não conseguem compreender totalmente a localização dos es- tados no mapa. Mesmo assim, usar mapas é uma forma de aproximá-los da linguagem cartográfica.

Mesmo lendo em voz alta, peça aos alunos para acompanharem sua leitura nos livros, especialmente os nomes dos micos-leões. Como todos têm nomes pa- recidos, a comparação entre os diferentes nomes favorece a identificação de cada uma das palavras, ainda que as crianças não leiam convencionalmente.

As perguntas serão propostas oralmente e é dessa forma que se espera que os alunos respondam. Você pode anotar as respostas na lousa, solicitan- do que copiem em seus livros.

É importante que percebam que há duas palavras que se repetem em to-

dos os nomes. Quais serão essas palavras? Ao verbalizarem o nome dos mi- cos, podem observar que em todos há MICO-LEÃO e, provavelmente, são es- sas as palavras que se repetem por escrito.

Indique também onde está escrito MICO-LEÃO-DOURADO e MICO-LEÃO- PRE- TO. Em seguida,pergunte pelo MICO-LEÃO-DA-CARA-DOURADA e pelo MICO-LEÃO- DA-CARA-PRETA. Utilizando pistas de leitura, tais como as palavras repetidas e as letras iniciais das palavras que não se repetem, poderão chegar às respostas.

Ainda nos nomes, proponha aos alunos identificar cada uma das pala- vras: onde pode estar escrita a palavra MICO? Como sabem? Onde está a pa- lavra DOURADA? Como sabem?

pode estar escrita a palavra MICO? Como sabem? Onde está a pa- lavra DOURADA? Como sabem?
pode estar escrita a palavra MICO? Como sabem? Onde está a pa- lavra DOURADA? Como sabem?

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Como se trata de uma história conhecida dos alunos, eles poderão dedi-

car-se a buscar a forma mais interessante de expressá-la. A escolha das pala- vras e expressões, o cuidado na apresentação dos personagens, a mudança de turno entre narrador e personagens, a apresentação dos diálogos são questões com que os alunos vão se deparar enquanto pensam na melhor for- ma de contar.

Essa é uma excelente oportunidade para eles se colocarem como produ- tores de textos, mesmo que ainda não dominem o funcionamento da escrita. Além disso, ao reescreverem o conto, ditando para você, estão se aproximan- do de diversos elementos da estrutura narrativa, o que torna possível que se dediquem à leitura e a novas situações de produção de outros contos.

É interessante que você os incentive a buscar expressões que valorizem o enredo, o que é próprio dos textos literários. Os alunos precisam perceber que neste momento estão realizando uma produção de linguagem que difere daquela que usam no dia a dia, nas conversas cotidianas. Nesse sentido, é interessante voltar às versões lidas, para observar como as autoras descreve- ram os personagens, como introduziram os diálogos e outros recursos utiliza- dos para envolver o leitor.

Não se espera, porém, que os alunos reproduzam o texto de maneira lite- ral. Eles produzirão uma nova versão da história, o que é muito diferente de uma transcrição exata.

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uma nova versão da história, o que é muito diferente de uma transcrição exata. PROJETO INTENSIVO
uma nova versão da história, o que é muito diferente de uma transcrição exata. PROJETO INTENSIVO

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Em duplas, os alunos produzirão uma lista e discutirão a melhor maneira

de escrever as brincadeiras que a turma gosta de realizar no recreio.

Antes da escrita, faça um levantamento oral desses itens (não é preciso escrevê-los na lousa) e depois proponha que os escrevam, na ordem que acha- rem melhor.

Esta é uma proposta de escrita espontânea; não se espera que os alu- nos escrevam corretamente, mas que coloquem em jogo seus conhecimentos sobre a escrita, confrontem esses conhecimentos com os do colega e che-

seus conhecimentos sobre a escrita, confrontem esses conhecimentos com os do colega e che- 7 0

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seus conhecimentos sobre a escrita, confrontem esses conhecimentos com os do colega e che- 7 0

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guem a uma conclusão sobre a melhor forma de grafar cada uma das pala- vras. A correção também não é necessária.

Depois que todos escreverem, você pode usar essa lista para propor al- guma brincadeira para o recreio do dia seguinte.

Nesta atividade, os alunos são desafiados a localizar os números num

quadro. Mesmo que possam contar com o recurso de partir do primeiro e con- tar na sequência, de um em um, o que é mais trabalhoso, espera-se que eles utilizem os números que já estão marcados para encaixar aqueles que estão fora do quadro, em destaque. É importante dizer aos alunos que não se espe- ra que escrevam todos os números – apenas aqueles que estão destacados, fora do quadro.

Localize alguns dos números coletivamente e, em seguida, deixe que tra- balhem individualmente. No final, construa o quadro na lousa e vá preenchen- do junto com os alunos. Para indicar onde escrever cada número, peça para que usem enunciados como: o 23 fica duas casas à direita do 21, o 30 fica na casa logo abaixo do 20 ou o 44 fica na casa logo à esquerda do 45. Assim, uti- lizam os números que já estão assinalados no quadro e buscam a relação que estes têm com os números que precisam ser encaixados.

Nessas atividades, os alunos colocam em jogo seus conhecimentos so-

bre a sequência numérica, a partir de números diferentes. Algumas noções como as de antecessor e sucessor (números que vêm imediatamente antes

ou “o número que fica entre” são propostas, além da recupe-

ou depois de

ração da sequência a partir de diferentes pontos de partida, no sentido tanto crescente quanto decrescente, permitindo assim que essa sequência não seja meramente memorizada, mas flexibilizando seu uso.

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Nessas atividades, os alunos colocam em jogo seus conhecimentos so-

bre a sequência numérica, a partir de números diferentes. Algumas noções como as de antecessor e sucessor (números que vêm imediatamente antes

ou “o número que fica entre” são propostas, além da recupe-

ração da sequência a partir de diferentes pontos de partida, no sentido tanto crescente quanto decrescente, permitindo assim que essa sequência não seja meramente memorizada, mas flexibilizando seu uso.

ou depois de

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sequência não seja meramente memorizada, mas flexibilizando seu uso. ou depois de 56 ) 7 2
sequência não seja meramente memorizada, mas flexibilizando seu uso. ou depois de 56 ) 7 2

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Como parte do projeto, iniciamos o estudo de outro animal. Os alunos te-

rão acesso a várias informações por meio da leitura, e sua compreensão será facilitada se tiverem espaço para antecipar o que pode estar escrito no texto. Você favorecerá essas antecipações se propuser que utilizem as ilustrações que acompanham o texto para, a partir do que representam, imaginarem os temas que serão lidos. Deixe que os alunos falem livremente sobre as fotos. Não importa se o que dizem está ou não de acordo com o texto, já que a pró-

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as fotos. Não importa se o que dizem está ou não de acordo com o texto,
as fotos. Não importa se o que dizem está ou não de acordo com o texto,

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pria leitura, que será feita logo em seguida, se encarregará de definir se tais antecipações são corretas.

Depois dessa conversa inicial, leia o texto. É interessante fazer uma leitu- ra geral e, em seguida, reler interrompendo a cada parágrafo para que as crianças conversem sobre o que entenderam.

No final, compare o que foi lido e aquilo que imaginaram inicialmente a partir das imagens, para distinguir aquilo que estava de acordo com o texto daquilo que não foi confirmado pela leitura. Além disso, você também pode voltar às imagens para discutir como se relacionam àquilo que está escrito.

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Os alunos aprenderão um novo poema, desta vez de Sérgio Capparelli. Opoeta fez uma divertida brincadeira com as palavras, enfatizando as rimas. Leia o poema algumas

poeta fez uma divertida brincadeira com as palavras, enfatizando as rimas.

Leia o poema algumas vezes até que os alunos o tenham memorizado. Em seguida, peça para que acompanhem a leitura em suas cópias.

Proponha uma nova leitura, desta vez em duplas. Eles terão de tentar co- ordenar aquilo que sabem estar escrito com o texto escrito. Para isso, aciona- rão estratégias de leitura diversas. Essa é uma excelente atividade para que os alunos se arrisquem a ler por si mesmos, ainda que não dominem o funcio- namento do sistema alfabético de escrita. Por fim, solicite que eles circulem algumas palavras que você ditará.

Para finalizar a sequência da coleção, incluímos outros problemas: a con-que eles circulem algumas palavras que você ditará. tagem a partir das conchas agrupadas de 10

tagem a partir das conchas agrupadas de 10 em 10, o cálculo do total e, a partir de uma situação de transformação negativa (algumas conchas foram perdidas), o cálculo de um novo total da coleção.

Como estarão lidando com quantidades maiores, talvez alguns alunos encontrem dificuldade para operar e seja necessário o apoio de material con- creto (fichas, botões, feijões etc.). Outros alunos podem, no entanto, realizar as operações utilizando diferentes formas de decomposição dos números. Se isso ocorrer, é importante que tais procedimentos sejam socializados com to- dos os alunos.

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isso ocorrer, é importante que tais procedimentos sejam socializados com to- dos os alunos. PROJETO INTENSIVO
isso ocorrer, é importante que tais procedimentos sejam socializados com to- dos os alunos. PROJETO INTENSIVO

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Como já é um texto bem conhecido, proponha a atividade: devem organi-

zar as estrofes na ordem do poema e depois copiá-lo.

Para apoiar os alunos, você pode reler a primeira estrofe e pedir que a lo- calizem. Faça o mesmo para a segunda estrofe e assim sucessivamente até a última.

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Neste jogo, os alunos realizam contagens de um em um e comparam

quantidades, quando, no final do jogo, definem quem conseguiu reunir o maior número de palitos. Comparar quantidades nas mais variadas situações é uma das ações que contribuem para que os alunos avancem na compreensão do sistema de numeração decimal e em sua organização.

Após ler textos com a finalidade de estudar, é comum a organização de esquemas em que se refaz o percurso do texto, listando os assuntos trata- dos. Para isso, é necessário fazer generalizações, em que uma série de infor- mações é agrupada em torno de um tema.

PROJETO INTENSIVO NO CICLO

generalizações, em que uma série de infor- mações é agrupada em torno de um tema. PROJETO
generalizações, em que uma série de infor- mações é agrupada em torno de um tema. PROJETO

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A proposta de escolher subtítulos busca instrumentalizar os alunos para

realizar essas generalizações e organizá-las em sínteses. Para encaminhá-la, sugerimos que você releia cada parágrafo e, em seguida, discuta com os alu- nos um subtítulo para ele. Explique que esse subtítulo deve dar “dicas” sobre o conteúdo do parágrafo. Deixe que cada aluno dê sua sugestão e escolha com a turma a melhor. O subtítulo será, então, escrito na lousa e os alunos o copiarão no espaço previsto.

O subtítulo será, então, escrito na lousa e os alunos o copiarão no espaço previsto. 7

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O subtítulo será, então, escrito na lousa e os alunos o copiarão no espaço previsto. 7

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Nesta atividade de leitura, os alunos devem descobrir, considerando as63 64 informações do texto lido na atividade anterior, os animais que são caçados pela onça-pintada.

informações do texto lido na atividade anterior, os animais que são caçados pela onça-pintada. Recupere oralmente essa informação e, em seguida, solicite que os alunos localizem na lista os nomes dos animais.

Os alunos precisam calcular o total em moedas. Neste caso, envolve aque os alunos localizem na lista os nomes dos animais. soma de dezenas exatas para chegar

soma de dezenas exatas para chegar ao total. Antes de iniciar a atividade, converse com os alunos sobre nosso sistema monetário e sobre as moedas que existem. Converse também sobre quantos centavos são necessários para completar R$ 1,00.

Explique a atividade e, depois que terminarem, converse sobre o modo como cada aluno calculou, socializando diferentes estratégias. Observe a or- dem que foi escolhida para contar o valor das moedas: é interessante come- çar pela moeda de 50 e acrescentar as moedas de 10 (farão uma contagem de 10 em 10), também é possível iniciar pela moeda de 50, acrescentar as de 10 até formar R$ 1,00 e, em seguida, juntar o resto das moedas.

PROJETO INTENSIVO NO CICLO

de 50, acrescentar as de 10 até formar R$ 1,00 e, em seguida, juntar o resto
de 50, acrescentar as de 10 até formar R$ 1,00 e, em seguida, juntar o resto

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Nesta atividade, ao questionar sobre o que ainda falta saber sobre os fa-

tos abordados, propõe-se que os alunos reflitam sobre aquilo que deverá es- tar escrito, sobre as informações que complementam o que já sabem.

Como o texto foi escrito corretamente, a revisão recairá sobre os aspec- tos discursivos, ou seja, sobre as questões relacionadas à linguagem com que o conto foi escrito.

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Você lerá o texto e, a partir dele, destacará as questões que devem ser melhoradas. Às vezes, há trechos confusos que é preciso reformular. Em ou- tros casos, falta uma informação que compromete a compreensão da histó- ria. E há também as questões que não se relacionam ao conteúdo, mas à for- ma como os diferentes acontecimentos da história foram narrados: repeti- ções excessivas de uma palavra ou o uso de um vocabulário muito simples, ao invés de incluir termos mais rebuscados ou elementos destinados a enfati- zar uma passagem.

A partir do texto que foi produzido pela turma, você analisará as questões que deverão ser revisadas e é importante que defina previamente tais ques- tões, para ajudar os alunos a percebê-las.

Releia o cartaz em que o texto foi escrito e pergunte aos alunos se perce- bem questões que poderiam ser alteradas, de modo a melhorar o texto. Apon- te a questão que você escolheu como problemática e peça aos alunos para sugerirem formas de superá-la. Algumas vezes, um mesmo trecho precisa ser reescrito algumas vezes, até que se encontre uma solução. Faça isso num es- paço à parte até que o grupo julgue que o novo trecho está realmente melhor do que aquele que foi incluído no momento da primeira escrita.

Se os alunos não conseguirem encontrar soluções para melhorar, releia numa das versões trechos em que a autora conseguiu utilizar uma linguagem que não incorresse no problema apontado.

Vejamos um exemplo. Suponha que no texto escrito por uma das turmas, você detecte a repetição de O SAPATEIRO. Como os alunos não sabem que pa- lavras poderiam ser usadas para substituir o nome do personagem, você lê um trecho do conto, previamente selecionado, em que a autora não incorre nesse problema. Antes da leitura, porém, pede aos alunos que fiquem atentos aos recursos que a autora utilizou para evitar repetir a palavra.

Você lê este trecho:

“O sapateiro ainda estava parado, pensando, com o par de sapatos na mão, quando um freguês entrou em sua oficina. O homem apaixonou- se pelos sapatos e fez questão de comprá-los imediatamente. Peter, o sa- pateiro, não desejava vendê-los; queria primeiro descobrir como haviam aparecido em sua mesa. Mas o freguês lhe ofereceu tanto dinheiro pelos sapatos que ele terminou concordando em vendê-los.

Peter usou o dinheiro para comprar mais couro. À noite, cortou o ma- terial e foi se deitar”.

Após a leitura, os alunos identificam o uso do nome PETER, os pronomes ELE e LHE ou a simples omissão da palavra como recursos para evitar a repe- tição de O SAPATEIRO. Neste momento, você propõe que voltem ao texto que

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ditaram para rever essa questão, utilizando os recursos que foram observa- dos na escrita da autora consagrada.

Nesse encaminhamento, fica clara a possibilidade que os bons textos oferecem para ensinar a escrever melhor.

É interessante que os alunos recuperem diretamente da memória todos

os cálculos propostos: as somas de números que resultam 10 e as subtra- ções correspondentes, os dobros e outras contas envolvendo parcelas meno- res que 10.

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Proponha que resolvam as contas, mas fique por perto para ajudar aque- les que têm mais dificuldades. Além disso, observe as estratégias utilizadas e socialize aquela que parecer mais interessante.

Nesta atividade, os alunos terão a oportunidade de construir um gráfico

de barras e, num momento posterior, extrair as informações solicitadas a par- tir de sua interpretação. Uma prática de uso de gráficos e tabelas na escola prepara os alunos para compreender essa linguagem, cada vez mais frequen- te nos meios de comunicação. Ser capaz de extrair informações exatas, a par- tir da leitura de gráficos e tabelas, também é uma forma de preparar seus alu- nos para o exercício da cidadania.

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e tabelas, também é uma forma de preparar seus alu- nos para o exercício da cidadania.
e tabelas, também é uma forma de preparar seus alu- nos para o exercício da cidadania.

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Por meio da ficha técnica, os alunos aprenderão novas informações sobre

a onça-pintada. Além disso, também estão se aproximando de outro tipo de tex- to, em que as informações são apresentadas de maneira mais sintética.

Explique aos alunos que se trata de uma ficha técnica, em que eles terão acesso a novos conhecimentos sobre a onça, apresentados de maneira mais rápida do que num texto de divulgação científica.

Antes da leitura, diga quais assuntos a ficha apresenta e deixe que locali- zem cada um deles, por meio de pistas de leitura (letra inicial, final, apoio dos nomes de colegas ou outras palavras conhecidas). Após essa exploração, peça que consultem a ficha para descobrir o peso médio de uma onça, para saber sobre seu tempo médio de vida e outras perguntas.

Converse também sobre as novas informações, que aprenderam a partir da leitura da ficha.

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Os alunos têm de escrever a parlenda em duplas. Para isso, oriente-os:69 70 cada um escreverá em seu livro, mas, como é preciso que essa escrita fique

cada um escreverá em seu livro, mas, como é preciso que essa escrita fique idêntica, precisam conversar e decidir como escrever cada verso, que letras serão usadas nas palavras etc. Antes de propor a escrita, é interessante relembrar a parlenda.

Nesta atividade, é possível que os alunos necessitem de material concre-de propor a escrita, é interessante relembrar a parlenda. to para a contagem. Eles poderão utilizar

to para a contagem. Eles poderão utilizar o que estiver disponível: grãos, con- chas, botões, pedrinhas ou os próprios dados.

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o que estiver disponível: grãos, con- chas, botões, pedrinhas ou os próprios dados. PROJETO INTENSIVO NO
o que estiver disponível: grãos, con- chas, botões, pedrinhas ou os próprios dados. PROJETO INTENSIVO NO

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Nas linhas, o aluno deverá contar de que maneira realizou a soma. Por exemplo, nos dados 2 – 7 – 1, investigar como cada um realizou essa opera- ção. Alguns poderão contar de um em um; outros, talvez, já conservem a quan- tidade inicial para somar as outras duas, ou seja, do 2 para o 7, o aluno parte do 3 e assim por diante, ou mesmo utilizar recursos mais elaborados, soman- do 2 com 1, o que resulta 3 e já sabendo que 3 com 7 resulta 10. Fique atento(a), pois outras estratégias de cálculo podem surgir e é interessante compartilhá-las com o grupo.

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Faça assim: leia a primeira adivinha. Em seguida, diga todas as respos-

tas, numa ordem diferente daquela que está no livro.

Os alunos conversam entre si para escolher a resposta que “combina” melhor com a adivinha lida. Só então cada um vai procurar essa resposta no livro para escrevê-la no espaço destinado para esse fim.

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procurar essa resposta no livro para escrevê-la no espaço destinado para esse fim. 71 8 6
procurar essa resposta no livro para escrevê-la no espaço destinado para esse fim. 71 8 6

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Nesta roda, cada aluno propõe uma adivinha para os demais. É importan-

te orientá-los a se lembrar da adivinha antes de apresentá-la, a não dizer a resposta e a se colocar com clareza, num tom de voz adequado e num ritmo natural (nem rápido, nem lento).

O aluno que apresentou a adivinha avalia se as respostas sugeridas pelos colegas são ou não corretas. É preciso que saiba essa resposta de antemão.

Se quiserem, alguns alunos têm a opção de usar as adivinhas do livro, mas é interessante estimulá-los a diversificar esse repertório.

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as adivinhas do livro, mas é interessante estimulá-los a diversificar esse repertório. PROJETO INTENSIVO NO CICLO
as adivinhas do livro, mas é interessante estimulá-los a diversificar esse repertório. PROJETO INTENSIVO NO CICLO

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O jogo de batalha coloca o desafio de comparar números, importante74 para compreender nosso sistema de numeração. Nesta versão do jogo, antes de comparar seu número

para compreender nosso sistema de numeração. Nesta versão do jogo, antes de comparar seu número com o do colega, cada aluno deve compor o maior número a partir de dois algarismos (que foram sorteados). Enquanto jogam, estimule os alunos a dizer o número que formaram em cada rodada.

Como ocorreu na atividade de produção do texto informativo sobre o mi-os alunos a dizer o número que formaram em cada rodada. co-leão, os alunos vão ditar

co-leão, os alunos vão ditar e você escreverá (é uma situação de produção oral com destino escrito). Proceda da seguinte forma: inicie com a recupera-

de produção oral com destino escrito). Proceda da seguinte forma: inicie com a recupera- 8 8
de produção oral com destino escrito). Proceda da seguinte forma: inicie com a recupera- 8 8

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ção oral das informações aprendidas e, se necessário, releia trechos dos tex- tos que foram estudados.

Em seguida, combine a ordem que os alunos consideram melhor para apresentar as informações. Essa ordem deve ser anotada na lousa e copiada nos livros pelos alunos.

Definidos os assuntos, proponha que iniciem a produção. Antes de come- çar a escrever determinada informação, questione os alunos sobre como ela poderia ser escrita e, a partir da sugestão de um aluno, pergunte se outras crianças poderiam dizer o mesmo de outra forma. Numa produção oral com destino escrito, importa muito que os alunos discutam a organização do dis- curso e a melhor forma de escrever determinada informação, de maneira que fique clara, bem explicada, e utilizem palavras que denotem a seriedade do es- tudo. Por exemplo, uma criança pode sugerir escrever “A onça come outros animais, como antas e veados”. Outra criança, porém, sugere “A onça se ali- menta de antas, veados e outros animais”. O conteúdo de ambas é o mesmo, mas cada uma se expressou de uma maneira, usando palavras diferentes. Nesse caso, ambas são adequadas, e deixar que os alunos escolham qual preferem empregar em sua produção coloca-os no lugar de escritores: estes têm várias opções oferecidas pela linguagem e fazem escolhas entre formas diferentes de dizer a mesma coisa. Depois que os alunos selecionarem uma maneira de escrever a informação, você escreverá exatamente como eles di- tarem. Em alguns momentos, quando usarem formas inadequadas para se expressar (termos muito coloquiais, por exemplo), é importante que você cha- me a atenção para o fato de que devem buscar se expressar considerando a linguagem dos textos de divulgação científica, com a qual estão tendo contato como leitores, ao longo deste projeto.

Procure favorecer que mais de um aluno sugira formas de dizer a mesma informação, para que o grupo tenha oportunidade de refletir sobre dois modos de estruturar o discurso. Se necessário, anote as duas formas na lousa para que os alunos escolham a que expressa melhor o conteúdo em questão. Só então escreva-a no texto.

Como faremos a revisão em outra aula, não é preciso rever as questões, mas depois da produção, quando os alunos julgarem que o texto está termina- do, releia e inclua as alterações que os alunos sugerirem para melhorar o texto.

Escreva esse texto num cartaz, que será retomado depois. Não é preciso que os alunos copiem. Ele vai compor o mural proposto como produto final do projeto.

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preciso que os alunos copiem. Ele vai compor o mural proposto como produto final do projeto.
preciso que os alunos copiem. Ele vai compor o mural proposto como produto final do projeto.

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Os alunos devem escrever os títulos dos contos e contam com um banco

de palavras que podem consultar. O banco contém um número maior de títu- los para que tenham de lidar com um desafio maior no momento de selecionar o título. Mesmo que ainda não leiam convencionalmente, eles podem realizar atividades como essa, que colocam em jogo seus conhecimentos sobre a es- crita e permitem acionar diferentes estratégias de leitura.

conhecimentos sobre a es- crita e permitem acionar diferentes estratégias de leitura. 9 0 PROJETO INTENSIVO
conhecimentos sobre a es- crita e permitem acionar diferentes estratégias de leitura. 9 0 PROJETO INTENSIVO

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O objetivo desta atividade é favorecer a memorização das somas envol-

vendo números menores que 10, o que é interessante, pois os alunos têm de realizá-las com frequência e isso facilita a operação dos demais cálculos. A tabela preenchida servirá, posteriormente, para a realização de diferentes ati- vidades, em que terão de consultá-la.

Antes de propor a atividade, é preciso explicar o funcionamento das tabe- las de dupla entrada.

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Proponha que o preenchimento se inicie pelas casas coloridas, referen- tes às adições de números iguais. Em seguida, corrija esses cálculos antes de propor que os alunos preencham as outras casas.

Para orientar melhor, preencha coletivamente uma linha e uma coluna e proponha que os alunos busquem células que poderão ser preenchidas a par- tir daquelas que já foram calculadas. Por exemplo: se sabemos que 4+5=9, saberemos o resultado do 5+4, pois é a mesma conta, com as parcelas em outra ordem.

Deixe que os alunos escolham a ordem em que preencherão a tabela: po- dem escolher as linhas ou as colunas.

Faça a correção final da tabela e organize-a num cartaz, para que fique ex- posta na classe. Ela é um material de consulta que apoiará a realização de di- ferentes cálculos até que as adições de números menores que 10 tenham sido memorizadas.

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Leia o título e a legenda que acompanha a foto e deixe que os alunos ante-

cipem o conteúdo da reportagem. Fazer isso permite que eles se preparem me- lhor para ouvir e compreender a notícia. É interessante que você deixe que di- gam o que sabem sobre o trabalho dos Doutores da Alegria. Você também pode trazer algumas informações que saiba. Em seguida, leia a reportagem sem in- terrupções e proponha uma conversa sobre aquilo que compreenderam.

No final, proponha as perguntas para que os alunos respondam oralmen- te. Quando concluírem as respostas, deverão ditar para que você registre no quadro. No final, cada aluno copia em seu livro.

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deverão ditar para que você registre no quadro. No final, cada aluno copia em seu livro.
deverão ditar para que você registre no quadro. No final, cada aluno copia em seu livro.

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Com essa leitura, iniciaremos a preparação da reescrita de um novo con-

to. Fazer mais de uma reescrita permite que os alunos se aproximem cada vez mais das características dos contos e da linguagem própria das narrativas.

O conto que sugerimos faz parte da tradição oral brasileira e foi recolhido por Esther Pedreira de Cerqueira. Há uma belíssima versão gravada no CD Brincadeiras de roda, estórias e canções de ninar. Se for possível, além da sua leitura, organize uma audição do CD.

Conte a história e deixe que os alunos comentem suas impressões. Em seguida, faça o levantamento dos personagens e do cenário em que a história se passa (mostre que não há um lugar específico).

Sugestão de conto a ser lido, para produção de reescrita:

Era uma vez um senhor viúvo que tinha uma filha muito bonita, com os cabelos longos e louros como ouro. Sua mãe, em vida, penteava e cuidava dos cabelos como se realmente fossem fios de ouro.

Na vizinhança morava uma moça que queria se casar com o pai da me- nina. Por isso, fazia-lhe tantos agrados que ela chegou ao pai e lhe disse:

— Meu pai, porque você não se casa com a vizinha? Ela é tão boa para mim! Todos os dias quando vou a sua casa ela me dá pão com mel.

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— Minha filha, quando ela se casar comigo, lhe dará pão com fel.

Mas a menina não acreditava, e tais agrados a moça lhe fez que o pai acabou se casando com ela.

Depois do casamento, a madrasta começou a maltratar a menina, castigando-a pela falta mais insignificante.

O marido tinha, no jardim, uma enorme figueira, e a pequena era obri- gada a vigiá-la o dia todo para que os passarinhos não comessem os figos.

E quando isso acontecia, a madrasta batia-lhe sem piedade.

Aconteceu um dia que os pássaros comeram os figos e, tendo viajado

o marido, a madrasta enterrou a menina no capinzal que havia no fundo do jardim.

No dia seguinte, o marido chegou e procurou a filha. A madrasta dis- se-lhe que havia desaparecido.

Mais tarde, o jardineiro foi cortar capim para dar ao cavalo e, ao pas- sar a foice no capim, ouviu este canto triste e pôs-se a escutar:

“Jardineiro do meu pai,

Não me corte os cabelos

Minha mãe me penteava,

Minha madrasta me enterrou

Pelos figos da figueira

Que o passarinho comeu.

Xô, passarinho da figueira do meu pai!

Xô, passarinho da figueira do meu pai!”

Então o jardineiro foi contar ao patrão o que acabara de ouvir. Este foi ao capinzal e mandou o jardineiro passar a foice no capim, e novamente ouviram o canto. Reconhecendo a voz da filha, mandou o jardineiro cavar a terra e, encontrando a menina com vida, levou-a para casa. Botou a mulher para fora e não quis mais saber dela, ficando só, com a filha.

Entrou por uma porta, saiu pela outra, o rei meu senhor que lhe conte outra.

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com a filha. Entrou por uma porta, saiu pela outra, o rei meu senhor que lhe
com a filha. Entrou por uma porta, saiu pela outra, o rei meu senhor que lhe

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A proposta de procurar identificar a letra inicial de diferentes palavras fa-

vorece que os alunos prestem atenção às “partes sonoras” das palavras e as relacionem ao escrito – neste caso, às letras.

Se considerar que a atividade é longa, faça-a em vários dias. Leia em voz alta o nome de todos os animais da página, apontando para as imagens. É in- teressante que os alunos comentem se já haviam ouvido falar do animal, com qual outro ele se parece etc.

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alunos comentem se já haviam ouvido falar do animal, com qual outro ele se parece etc.
alunos comentem se já haviam ouvido falar do animal, com qual outro ele se parece etc.

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Em seguida, faça uma segunda leitura. Desta vez, leia um dos nomes e pergunte se

Em seguida, faça uma segunda leitura. Desta vez, leia um dos nomes e pergunte se sabem com que letra se inicia. Depois, oriente os alunos a copiar o nome do animal na letra correspondente. A tabela não será totalmente pre- enchida, pois não incluímos animais para todas as letras.

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não será totalmente pre- enchida, pois não incluímos animais para todas as letras. PROJETO INTENSIVO NO
não será totalmente pre- enchida, pois não incluímos animais para todas as letras. PROJETO INTENSIVO NO

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Contar em diferentes intervalos favorece a agilidade no cálculo mental,

pois aos poucos os alunos percebem regularidades em algumas das conta- gens (por exemplo, de dez em dez, os números sempre terminam em 0; se contar de cinco em cinco, os números sempre acabam em 5 ou 0) e passam a operar mentalmente esses cálculos.

Realize a contagem coletivamente, num primeiro momento. Em seguida, faça algumas contagens em que cada aluno, na sua vez, diz o número (de cin- co em cinco ou de dez em dez) que vem em seguida ao que foi dito pelo colega anterior (procure fazer coletivamente todas as sequências propostas no livro,

pelo colega anterior (procure fazer coletivamente todas as sequências propostas no livro, 9 8 PROJETO INTENSIVO
pelo colega anterior (procure fazer coletivamente todas as sequências propostas no livro, 9 8 PROJETO INTENSIVO

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inclusive aquelas que partem do número maior e um valor fixo é retirado de cada vez).

Finalmente, proponha que os alunos completem, por escrito, as sequên- cias propostas – as ascendentes e as descendentes.

Aprender a ler e interpretar tabelas é importante, pois por meio delas é

possível ter acesso a informações ou representá-las de maneira mais direta. Para responder às perguntas por meio da consulta à tabela, os alunos preci- sam decidir qual é o animal.

É preciso apontar para o fato de que a tabela apresenta os pesos utilizan-

do duas grandezas de medida: alguns animais têm seu peso expresso em qui- los e outros, em gramas. Informe aos alunos que 1.000 g correspondem a 1

quilo; portanto, a cuíca e o mico têm peso inferior a 1 quilo.

É preciso ler a pergunta em voz alta e deixar que os alunos consultem a tabela antes de registrarem o nome do animal.

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Leia a parlenda aos alunos mais de uma vez, até que tenham aprendido o

texto. Oriente-os a acompanhar em seus livros a leitura que você realiza em voz alta.

Para preencherem a cruzadinha, os alunos poderão consultar a parlenda, buscando as palavras. Além de conhecerem o conteúdo (por isso, sabem que as palavras se encontram na parlenda), os alunos também poderão utilizar di- ferentes “pistas” fornecidas pelas letras (letra inicial, final, partes dos nomes dos colegas ou de outras palavras que já sabem escrever) para localizar, no meio das palavras da parlenda, aquelas que preenchem a cruzadinha.

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Resolver problemas de enunciados referentes a diferentes ideias permi-

te ampliar o conhecimento sobre o campo aditivo. Os três problemas propos- tos referem-se à mesma ideia: combinar diferentes estados para obter um ter- ceiro, e podem ser resolvidos pelas operações de adição e subtração.

Ao invés de utilizar os problemas para que os alunos apliquem os algorit- mos tradicionais (as contas armadas), deixe que busquem as próprias estra- tégias de resolução. Muitos optarão pela contagem de um em um até chegar ao resultado. Outros, porém, poderão utilizar diferentes formas de decomposi-

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ção numérica para chegar ao resultado de maneira segura, ou seja, com me- nor chance de erro.

Estimule todos a mostrar, no espaço destinado à resolução, o modo como fizeram para chegar aos resultados e observe como cada aluno resolve as si- tuações propostas. No momento da correção, peça a alunos que utilizaram diferentes estratégias para resolver um mesmo problema que as mostrem aos colegas. Assim você estará permitindo que esses conhecimentos sejam socializados.

Após a leitura da história “O macaco e a banana”, que se encontra no li-

vro Lá vem história, de Heloísa Prieto (São Paulo: Cia. das Letras, 1997), recu- pere oralmente os personagens que nela aparecem. Se necessário, leia nova- mente.

Antes da atividade, certifique-se de que saibam qual personagem está re- presentado em cada imagem.

Depois desse levantamento, leia pausadamente a história, até que um novo personagem apareça. Oriente os alunos a numerar esse personagem de acordo com a ordem em que apareceu na história.

Proceda assim até terminar a história ou até que todos os personagens tenham aparecido.

Em seguida, organize os alunos em duplas para que escrevam, segundo suas hipóteses de escrita, a lista do nome dos personagens.

Para apropriar-se da estrutura narrativa, é preciso que os alunos se dedi- quem a diferentes atividades em que leiam e produzam narrativas. Tal produ- ção pode ser oral ou escrita. Na proposta, os alunos se colocarão no lugar de contadores de histórias. Como estarão trabalhando em grupos, é preciso que distribuam os trechos a serem contados, cuidando para que tal distribuição fique equilibrada (todos terão um trecho relativamente igual para contar). Os grupos realizarão alguns ensaios e, em seguida, farão seus recontos para a turma. Se, durante os ensaios, os alunos esquecerem parte da história, aju- de-os relembrando a parte que falta (você pode ler novamente o trecho).

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Este jogo, além de envolver a criação de estratégias, propõe que os alu-

nos realizem adições com números baixos por meio do cálculo mental, pois é necessário contar os pontos para saber quanto cada um ganhará no final. Aos poucos, essas operações, por serem muito usadas em diferentes situações (como neste jogo), terminam por ser memorizadas, o que é positivo, pois se- rão cálculos que facilitarão a execução de outros mais complexos (que envol- vem quantidades maiores).

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Os alunos lerão, a partir da sua leitura, a ficha técnica. Como faremos a

leitura de várias fichas (dos próximos animais estudados), é importante que os alunos saibam onde está escrito cada um dos temas (NOME POPULAR, DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA, HÁBITAT, ALIMENTAÇÃO, REPRODUÇÃO, NINHA- DA, PERÍODO DE VIDA): como estes se repetirão nas próximas fichas, aos pou- cos eles conseguirão localizar as informações correspondentes. Para isso, leia primeiramente os temas indicando-os enquanto lê (é interessante que você co- pie a ficha num cartaz previamente). Explique a que se refere cada um deles (os

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alunos talvez não saibam o que significa “distribuição geográfica”, “ninhada” ou “período de vida”) e, em seguida, leia toda a ficha.

Você também pode comparar essas informações com as da ficha já apre- sentada, da onça-pintada.

É importante que você inicie a atividade lendo junto com os alunos as in- formações que o pequeno texto fornece: peça que acompanhem a leitura feita por você e antecipem o assunto tratado no pequeno texto.

Para essa escrita, que os alunos farão de acordo com suas hipóteses, é in- teressante que trabalhem em duplas, para que possam trocar informações so- bre as letras que devem ser usadas em cada uma das palavras. Como talvez eles não saibam o nome dos animais que a suçuarana caça, é importante que você informe: ela come CATETO ou CAITITU, CAPIVARA e VEADO-CAMPEIRO.

Como é uma escrita espontânea, não se espera que os alunos escrevam corretamente. No entanto, uma prática interessante pode ser realizada: no fi- nal da atividade, peça a um aluno que escreva do seu jeito o nome do animal na lousa (mesmo que não seja convencionalmente). Em seguida, pergunte se alguém sugere acrescentar ou mudar alguma letra. Os colegas vão interferin- do na escrita do primeiro aluno até se aproximarem mais da escrita convencio- nal. É preciso, porém, que, a cada acréscimo ou mudança de letra, seu autor justifique por que acha que isso deva ocorrer. O objetivo desta atividade não é corrigir, mas favorecer a reflexão do grupo a partir da produção de uma das crianças.

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O quadro de números é uma forma de apresentar a sequência numérica

de maneira organizada, favorecendo a percepção de algumas regularidades, especialmente a regra de geração em nosso sistema de numeração: os núme- ros se organizam em grupos de 10 e a cada novo grupo muda o algarismo re- ferente às dezenas, que indica quantos agrupamentos de 10 aquele número representa. No número 43, por exemplo, o algarismo 4 indica que o número “contém” quatro “grupos” de 10, além de três unidades.

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Não é necessário explicar isso aos alunos, mas é interessante atentar para algumas colocações que eles possam fazer, tais como “agora vou preen- cher a linha dos 4”, referindo-se aos números que se iniciam pelo 4 (ou que têm o 4 na posição das dezenas).

As atividades propostas após o preenchimento são interessantes porque explicitam alguns conceitos importantes a enfatizar:

Em relação aos números, é importante que os alunos percebam a dife- rença entre algarismos (que são os símbolos que compõem os números – em nosso sistema, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9), que os números são formados por algarismos, que alguns são formados por apenas um algarismo – os números menores que 10 –, que os demais são compostos por mais de um algarismo.

Em relação ao quadro, é importante que eles se habituem à nomenclatu- ra usada quando se trabalha com tabelas: as colunas, que são as “fileiras” verticais, e as linhas, referentes às “fileiras” horizontais.

Tanto o quadro de números quanto as atividades posteriores podem ser feitos em duplas, para que os alunos possam trocar informações. Em seguida, retome o quadro na lousa e peça que alguns alunos preencham as linhas ou co- lunas de acordo com a ordem que você estabelecer. Após o preenchimento, peça que corrijam seus quadros. Esse quadro precisa estar correto para consul- ta em atividades posteriores (uma cópia do quadro de números, em tamanho grande, pode ficar afixada na classe).

Converse sobre cada uma das atividades que se seguem ao quadro, dis- cutindo as diferentes respostas dos alunos até que cheguem à correta, pela observação dos números. A última atividade proposta será feita somente oral- mente, para que os alunos possam trocar ideias. O objetivo dessa proposta é que eles identifiquem que, em cada linha, há um organizador que se mantém, ou seja, todos os números se iniciam pelo mesmo algarismo das dezenas (essa regularidade também pode ser observada pelo “nome” dos números, pois todos, a partir da terceira linha, se iniciam pela mesma palavra – “vinte e”, “trinta e” etc.). O fato de o último número da linha não corresponder a essa regularidade não deve constituir-se num problema: é interessante que os alunos percebam que esse número é o que vai “mandar” na organização da linha que se seguirá. Espera-se que os alunos deem nomes às linhas como estes: “os vintes”, “os trintas” ou “a família do 2”, que indica os números da terceira linha, todos iniciados pelo 2.

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A atividade é a preparação da cartela que será utilizada no jogo de bingo

dos animais da Mata Atlântica. Para prepará-la, organize papeizinhos com as letras do alfabetário que está na página indicada (inclua somente aquelas que iniciem nomes de animais daquela lista). Cada dupla sorteia seis letras e con- sulta a lista para escolher os animais que preencherão a cartela (devem ser animais cujos nomes se iniciem pelas letras sorteadas). Após o preenchimen- to, cada aluno deverá ler para os colegas o nome de um dos animais de sua cartela. Mesmo que tenham o apoio visual (as figuras que acompanham a lis- ta), é possível que não acertem essa leitura, e você pode ajudar aqueles que não conseguirem.

Como estão em duplas, cada integrante escreverá os animais em seu ca- derno. Terão duas cartelas iguais.

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Neste labirinto, os alunos precisam seguir os números contando de cinco

em cinco, para encontrar o caminho da saída. Como já apontamos anterior- mente, memorizar as contagens em alguns intervalos, como de cinco em cin- co, favorece o cálculo mental. Inicialmente, talvez os alunos precisem se apoiar na contagem de um em um, usando os dedos, para encontrar os núme- ros da sequência de cinco em cinco. Não há problema se isso ocorrer, mas é interessante realizar várias atividades para que, aos poucos, essa sequência seja memorizada.

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Organize os alunos em duplas, mas procure juntar crianças que não sejammuito próximas (não sentam perto uma da outra, não são muito amigas) para que tenham

muito próximas (não sentam perto uma da outra, não são muito amigas) para que tenham maior diversidade de respostas. Oriente os alunos a ajudar o colega e a corrigir quando este não usar as letras corretamente, para escrever os nomes. Leia a primeira pergunta em voz alta e deixe que digam, um para o outro, suas respostas. Deixe um tempo para que as escrevam em seus livros. Proce- da assim até fazer todas as perguntas. Além de constituir-se numa nova oportunidade de escrita dos nomes dos colegas, esta é uma atividade que pode contribuir para a maior integração en- tre os alunos.

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Nesta atividade de geometria, os alunos têm o desafio de representarcontribuir para a maior integração en- tre os alunos. 91 graficamente o espaço da classe, ou

graficamente o espaço da classe, ou seja, precisam desenhar no papel um es-

paço tridimensional. Para isso, colocarão em jogo várias relações topológicas

e organizarão essas informações por meio da linguagem gráfica. Situações como essa contribuem para desenvolver o raciocínio espacial.

Leia as instruções para os alunos e deixe que trabalhem. Após a atividade, é

muito importante que todos possam ver como os colegas resolveram o problema.

É possível que alguns desenhem a classe representando aquilo que veem; ou-

tros, usando um recurso mais sofisticado, podem fazer plantas baixas, ou seja,

desenhar a classe do ponto de vista de um observador que esteja acima da clas- se. Desenhos como este costumam ser mais eficientes, ou seja, incluem correta- mente maior número de informações sobre o espaço.

Enquanto cada aluno mostra seu desenho, discuta com a turma se ele conseguiu mostrar o espaço da classe, considerando as relações entre cada objeto, se o desenho foi capaz de comunicar a alguém que não a conheça o maior número de detalhes sobre a classe. Questione também se fica clara a localização da mesa do aluno.

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Os alunos solucionam um problema a partir do jogo dos pontinhos. É im-

portante que o momento de jogar e o de resolver problemas a partir de jogos sejam distintos. Durante o jogo, os alunos estão realizando vários cálculos, mas cada um está voltado para a própria situação.

Na proposta indicada, todos se debruçam sobre uma mesma situação que simula o jogo para sistematizar procedimentos de cálculo. Mais tarde, tais procedimentos podem ser reaproveitados no jogo.

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procedimentos de cálculo. Mais tarde, tais procedimentos podem ser reaproveitados no jogo. PROJETO INTENSIVO NO CICLO
procedimentos de cálculo. Mais tarde, tais procedimentos podem ser reaproveitados no jogo. PROJETO INTENSIVO NO CICLO
procedimentos de cálculo. Mais tarde, tais procedimentos podem ser reaproveitados no jogo. PROJETO INTENSIVO NO CICLO

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Além de preencherem a tabela com o total de pontos dos jogadores, orien- te-os a mostrar suas estratégias de cálculo. Depois que trabalharem, chame al- guns alunos (que você observou previamente e que utilizaram estratégias de resolução interessantes) para que mostrem seus cálculos aos colegas.

Alguns resolvem contando de um em um. É a estratégia mais simples. Outros já conservam um dos valores – por exemplo, o 2 – e acrescentam a este os seguintes (contam a partir do 2 os demais valores acrescidos). Essa estratégia é mais elaborada, mais rápida e econômica.

A estratégia de contagem mais interessante, porém, é escolher o maior valor e contar os demais a partir dele.

Considerando essas indicações, procure socializar as estratégias mais ela- boradas, para favorecer que um número maior de crianças passe a utilizá-las.

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As receitas são textos instrucionais bastante interessantes para as crian-

ças que estão em processo de aquisição do sistema de escrita. Por serem tex- tos simples, que propõem a realização de ações claras, é possível avaliar a com- preensão que tiveram a respeito deles. Além disso, o modo como os ingredien- tes são apresentados, em forma de lista, favorece o uso de estratégias de ante- cipação e verificação, nas várias atividades de leitura possíveis.

Optamos por incluir várias receitas de biscoitos por considerarmos que, em geral, são pratos fáceis de fazer, que incluem ingredientes conhecidos dos alunos (o que facilita as atividades de leitura). Como muitos se repetirão, con- taremos gradualmente com um novo repertório de palavras estáveis.

Leia o índice em voz alta e peça aos alunos para acompanharem sua leitu- ra. Partindo do primeiro (BISCOITOS AMANTEIGADOS), oriente os alunos a identi- ficar as duas palavras. Faça o mesmo com as outras receitas e converse sobre as palavras que se repetem na lista, o que podem significar etc.

Na atividade seguinte, os alunos irão escrever aquilo que você ditar. Para essa escrita, poderão consultar a lista de biscoitos da atividade anterior.

Dite as palavras que se repetem com frequência (BISCOITOS) e outras da lista (BATATA-DOCE, CHOCOLATE, POLVILHO, LIMÃO). Por fim, compare as pala- vras BISCOITOS e BISCOITINHOS.

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Enquanto jogam 50 CASAS, os alunos realizam vários cálculos: somam

os valores dos dois dados, marcam o total, acrescentando-o ao número de pontos que já tinham, estimam quanto falta para o final, comparam a quanti- dade de casas marcadas com a do colega.

Forme as duplas e explique o jogo, fazendo a leitura em voz alta das regras. Dê alguns exemplos fazendo um quadro na lousa e simulando as rodadas. Em seguida, quando todos compreenderem, proponha que iniciem o jogo.

Oriente os alunos a marcar seus resultados na cartela que indica SUA CARTELA. Além disso, devem marcar também os resultados do adversário na

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CARTELA DO SEU COLEGA. Esse cuidado favorece que comparem as quanti- dades, uma das habilidades necessárias para ampliar a conceituação do sis- tema de numeração decimal.

Nesta atividade, os alunos terão de escrever uma legenda sobre a suçua-

rana e outra sobre a jaguatirica.

Para que possam se dedicar a essa escrita, refletindo sobre as letras e outras questões gráficas, é preciso que saibam antes o texto, pois, se isso não ocorrer, terão muitas coisas ao mesmo tempo para pensar: na informa-

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ção que escreverão, na escolha das melhores palavras, nas letras que preci- sam usar para escrevê-las.

Por isso, é importante que você releia as fichas técnicas, para que os alu-

nos relembrem as informações. Após a leitura, combine com a turma qual infor- mação acham interessante reapresentar na forma de uma legenda (pode ser que prefiram escrever sobre o número de filhotes por ninhada, talvez escolham

o hábitat

Escolhida a informação, é preciso pensar no melhor modo de ex-

pressá-la. Note que não é possível repetir exatamente o que está escrito na fi- cha, pois a informação ali está apresentada de forma muito sucinta. Por exem- plo: para hábitat, na ficha, a informação está escrita assim:

).

HÁBITAT: MONTANHAS, FLORESTAS TROPICAIS, CERRADOS.

Para reapresentar essa informação na forma de uma legenda, é preciso explicar melhor:

A SUÇUARANA VIVE NAS MONTANHAS, FLORESTAS TROPICAIS E NOS CERRADOS.

Após combinar como será escrita a legenda, é importante que os alunos repitam várias vezes o texto, até memorizá-lo. Para ajudar, anote-o para poder relembrar aqueles que esquecerem. Em seguida, os alunos serão agrupados em duplas para escrever a legenda combinada entre todos.

Depois de fazer isso com a suçuarana, siga o mesmo procedimento para escrever a legenda da jaguatirica.

Escolha uma dupla de crianças que não escrevem convencionalmente (de preferência, uma dupla de crianças com hipótese de escrita silábica) e acompanhe-as na escrita da legenda da suçuarana. Enquanto trabalham, procure copiar, numa folha à parte, a produção que realizaram e quais letras correspondem a cada uma das palavras. Essa anotação será retomada pos- teriormente, quando fizermos a revisão da legenda.

Proceda da mesma maneira, com outra dupla de crianças, na legenda da jaguatirica.

Proceda da mesma maneira, com outra dupla de crianças, na legenda da jaguatirica. 1 1 6

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Proceda da mesma maneira, com outra dupla de crianças, na legenda da jaguatirica. 1 1 6
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Além de divertidas, as estrofes desta longa cantiga têm muitos versos

que se repetem, mudando apenas algumas palavras. Isso facilita sua memori- zação e sabemos que os textos memorizados são muito adequados nas sé- ries voltadas à alfabetização inicial, por permitirem que, enquanto acompanha sua leitura, o aluno ajuste aquilo que é dito e o que está escrito.

Faça uma primeira leitura, de preferência com a melodia (para conhecê-la, acesse o site http://www.geocities.com/carrossel_de_poesias2/tangolamango. htm). Cante novamente, mas desta vez peça aos alunos que acompanhem lendo em seus livros. Após algumas sessões de cantoria, quando os alunos

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souberem a música, faça a comparação da primeira e segunda estrofes, cha- mando a atenção para a semelhança entre os primeiros versos:

ERAM NOVE IRMÃS NUMA CASA e ERAM OITO IRMÃS NUMA CASA

Leia em voz alta cada um deles e pergunte qual a diferença entre eles (num deles, a palavra NOVE e, no outro, OITO). Será que conseguem localizar essas palavras no texto escrito? E as demais? Onde poderá estar escrito ERAM, IRMÃS, NUMA, CASA?

Também é interessante explorar a palavra TANGOLAMANGO. Que signifi- cado os alunos imaginam? Conseguem localizar essa palavra nos terceiros versos de cada estrofe (se não conseguirem, podem consultar o título).

A comparação entre os versos de diferentes estrofes permite várias ativi- dades em que os alunos podem perceber semelhanças e diferenças nas pala- vras que os compõem. Ao relacionar essas semelhanças e diferenças com aquilo que é lido em voz alta, a atividade de localizar palavras é facilitada.

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Para que descubram os números que devem ocupar as casas em que

aparecem os símbolos, os alunos precisam observar os números contíguos (vizinhos) e utilizar seus conhecimentos sobre a sequência numérica.

Talvez eles necessitem de alguns exemplos para compreender a atividade. Depois da atividade, oriente-os a conferir os números no quadro de números preenchido anteriormente. Peça também que apresentem os números que pre- encheram e, além de escrevê-los na lousa, proponha que os digam em voz alta.

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Na atividade de jornal proposta, os alunos acompanham em seus livros a

leitura do título da notícia.

Após a leitura, é interessante saber o que os alunos sabem sobre o tema tra- tado, sobre o monumento do Cristo Redentor e sobre a cidade do Rio de Janeiro. Depois de explorar esses conhecimentos, leia a notícia (que está no quadro a se- guir) e, após a leitura, converse com a turma sobre aquilo que compreenderam.

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Cristo Redentor é eleito uma das sete novas maravilhas do mundo

da Folha Online

O Cristo Redentor foi o terceiro anunciado como uma das sete novas

maravilhas do mundo. O primeiro foi a Grande Muralha da China. Os no-

mes dos vencedores foram revelados neste sábado (7) na cerimônia de anúncio do concurso, realizada em Lisboa (Portugal).

O monumento de Petra na Jordânia foi o segundo anunciado das no-

vas sete maravilhas. O quarto foi a cidade inca de Machu Picchu. A pirâmi- de de Chichén Itzá, no México, foi o quinto nome dito pelos apresentado- res. O Coliseu de Roma foi o sexto, e o sétimo e último anunciado como nova maravilha foi o Taj Mahal, na Índia.

O concurso, promovido por uma fundação suíça, recebeu votações

pela internet e por mensagens telefônicas. Ao total, o concurso recebeu cerca de 100 milhões de votos.

A iniciativa não tem apoio unânime e a Unesco, que se dedica ao pa-

trimônio mundial, decidiu não participar do evento. De origem privada, o projeto pretende completar a lista das sete maravilhas definidas por volta de 200 a.C.

As maravilhas da Antiguidade são: o templo de Ártemis, os jardins suspensos da Babilônia, o mausoléu de Halicarnasso, o colosso de Ro- des, o farol de Alexandria, a estátua de Zeus e a grande pirâmide do Egito. Somente esta última existe até hoje.

As pirâmides de Gizé chegaram a figurar na lista de monumentos par- ticipantes do concurso suíço, mas foram retiradas da lista de votação após autoridades egípcias demonstrarem irritação com o fato.

Na atividade em duplas, os alunos registrarão o título de cinco histórias.autoridades egípcias demonstrarem irritação com o fato. Para isso, escreverão de acordo com suas hipóteses de

Para isso, escreverão de acordo com suas hipóteses de escrita e é interes- sante retirar das paredes cartazes onde as histórias lidas estejam registra- das. No entanto, se algum aluno tiver a ideia de consultar esses títulos nas capas dos livros que já foram lidos, é uma iniciativa interessante, que revela um bom conhecimento do livro como portador e da forma como a escrita se apresenta nele.

Para que construam a tabela, você precisa levantar os títulos das histó-como portador e da forma como a escrita se apresenta nele. rias escritas na atividade anterior.

rias escritas na atividade anterior. Escreva na lousa cada um dos títulos esco- lhidos e, ao lado, o número de crianças que o escolheram. Quando terminar a votação, oriente os alunos a preencher a tabela apenas com as cinco histórias mais votadas e o número de votos que recebeu (essas informações serão co-

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piadas da lousa), resultando assim na organização da informação sobre as preferências literárias de seus alunos numa tabela.

Não esqueça de discutir com a turma um bom título para essa tabela.

Preenchida a tabela, proponha cada uma das perguntas que acompa- nham a atividade e espere que os alunos respondam-nas individualmente, re- gistrando as respostas em seus livros.

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Escolha cinco crianças, mas não diga seus nomes. Desenhe alguns ba-

lões na lousa e escreva os nomes com as letras totalmente embaralhadas. Os alunos deverão descobrir a quem se referem e escrever corretamente os nomes dos colegas. Veja um exemplo criado a partir do nome MARIANA.

A N M A I R A
A
N
M
A I
R
A

Se os alunos não conseguirem descobrir o nome do colega, você pode di- zer quem é, e cada um organiza as letras dos nomes desse colega.

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A atividade tem como objetivo comparar medidas. Talvez os alunos não

saibam quanto mede uma girafa, mas sabem que é o animal mais alto e, por- tanto, associado ao maior valor.

Para realizar a atividade, é preciso ordenar os animais e as medidas e li- gar o maior animal à medida que representa o maior valor. Prossegue-se a essa ordenação até chegar ao menor, que mede menos de 1 metro.

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É preciso informar aos alunos que 1 metro equivale a 100 centímetros – portanto, o menor valor deve corresponder ao menor animal, que na tabela é o mico-leão-dourado.

Você também pode lembrar os alunos que a jaguatirica é menor que a onça-pintada.

Nesta proposta de revisão, todos os alunos terão um desafio comum: su-

gerir mudanças no texto produzido por uma dupla de colegas, para que fique mais próximo da escrita correta. Essa intervenção se justifica por se tratar de um texto que será afixado no mural, no final do projeto, para ser lido por várias pessoas. É preciso, portanto, que possa ser recuperado.

Do ponto de vista do ensino, essa intervenção se justifica por propor que os alunos reflitam sobre a escrita dos colegas e analisem-na para sugerir as mudan- ças,colocando em ação,dessa forma,os próprios conhecimentos sobre a escrita.

Faça assim: copie na lousa a legenda da suçuarana que você acompa- nhou na aula anterior. Como ocorre no início do processo de alfabetização, o mais comum é que os alunos tenham escrito um texto com todas as palavras emendadas. É importante que você marque, embaixo da produção dos alu- nos, o conjunto de letras que corresponde a cada palavra, como no exemplo a seguir, criado a partir da escrita da legenda “A SUÇUARANA TEM DOIS OU TRÊS FILHOTES EM CADA NINHADA”.

Solicite aos alunos que sugiram suas alterações e inclua somente aque- las que forem corretas. Por exemplo, um dos alunos percebe que pode copiar o nome da suçuarana da página do livro em que se apresenta a ficha técnica. Outro aproveita a “dica” e sugere a escrita da palavra NINHADA, a partir da consulta ao mesmo texto. Uma terceira criança diz que FILHOTES começa com a letra do nome de seu colega, FÁBIO, e sugere incluir o F no início do tre- cho identificado com a referida palavra.

Quando as sugestões se esgotarem, mesmo que o texto não resulte cor- reto, aceite a produção, mas diga que, para que todos possam compreender, você incluirá a escrita correta abaixo da produção revisada pelos alunos. As- sim se garante que os leitores tenham acesso à informação, ao mesmo tem- po em que se valoriza a produção do grupo.

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Para que possam realizar esta atividade, é importante que você organize

um momento prévio para apresentar oralmente as três adivinhas e suas res- postas. Além de permitir que os alunos se divirtam com as respostas, você favorecerá a atividade de leitura, em que terão de selecionar a resposta corre- ta entre três possibilidades. Para isso, os alunos utilizarão índices de leitura, pois, conhecendo a resposta, podem pensar na letra inicial ou final dessa pa- lavra para localizá-la.

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Depois de ensinar oralmente as adivinhas, leia a primeira, relembre a res- posta e peça que a localizem, pintando a palavra correta. Faça o mesmo com a segunda e terceira adivinhas.

Os três problemas propostos referem-se à ideia de transformar. Alguns

envolvem transformações positivas (os problemas de ganhar) e outros, nega- tivas (em que se perde). Todos podem ser resolvidos pelas operações de adi- ção e subtração, ou seja, fazem parte do campo aditivo. Além disso, em al- guns problemas, há uma quantidade inicial conhecida, ganha-se ou perde-se uma quantidade que também é conhecida (a transformação) e pergunta-se pela quantidade final. Em outros, a quantidade inicial e a final são conhecidas mas não se sabe o valor que se ganhou ou perdeu. Por fim, uma situação que costuma envolver maior dificuldade de resolução: quando se conhece quanto se ganhou ou perdeu, sabe-se o estado final, mas não se tem a quantidade ini- cial, anterior à transformação realizada.

Ao invés de utilizar os problemas para que os alunos apliquem os algorit- mos tradicionais (as contas armadas), deixe que busquem as próprias estra- tégias de resolução. Muitos optarão pela contagem de um em um até chegar ao resultado. Pode ser que outros utilizem diferentes formas de decomposi- ção numérica para chegar ao resultado de maneira segura, ou seja, com me- nor chance de erro.

Estimule todos a mostrar, no espaço destinado à resolução, o modo como fizeram para chegar aos resultados e observe como cada aluno realiza seus cálculos. No momento da correção, peça a alunos que utilizaram diferentes estratégias para que as mostrem aos colegas. Assim você estará permitindo que esses conhecimentos sejam socializados.

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Neste dominó, os alunos realizam adições que envolvem números meno-

res que 10. É interessante que esses cálculos sejam gradativamente memori- zados, para que os alunos possam recuperá-los rapidamente nas situações em que seja necessário se dedicar a operações mais complexas. Por isso, é interessante criar várias situações em que eles tenham de utilizá-los, como no caso deste jogo.

Os alunos que ainda não sabem de memória os resultados podem se apoiar na contagem nos dedos ou no uso de materiais para essa contagem.

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Peças do dominó das adições

28 peças:

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+ 4

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+ 2

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4

 

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5

 

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5

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7

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5

+ 5

 

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+ 1

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+ 3

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+ 3

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Nesta atividade, os alunos terão contato com duas receitas. Vão localizar

os ingredientes comuns e, no final, vão escolher qual delas será preparada. Além de se aproximarem da linguagem própria desse tipo de texto, por meio da leitura, também terão desafios que colocarão em jogo seus conhecimentos sobre o sistema de escrita alfabético.

Leia o título dos dois biscoitos e peça aos alunos para localizar cada uma das palavras. Faça uma leitura das duas receitas (os ingredientes e o modo de fazer) e, em seguida, repita oralmente a lista de ingredientes de cada uma,

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solicitando que fiquem atentos àqueles que se repetem. Peça aos alunos que digam quais são esses ingredientes e, em seguida, que localizem em ambas as receitas esses ingredientes (farinha de trigo, manteiga e açúcar). É interes- sante que pintem com cores claras cada um dos ingredientes comuns (peça que pintem de amarelo as palavras FARINHA DE TRIGO, nas duas receitas; de azul-claro a palavra MANTEIGA; e de verde-claro a palavra AÇÚCAR).

Depois de explorar os ingredientes comuns e localizá-los nos dois textos, pergunte qual dos dois biscoitos os alunos gostariam de preparar. Você pode pe- dir à merendeira da escola ou, se não for possível, recorrer a uma das mães que se disponha a isso previamente. Se optar pela segunda alternativa, é importante solicitar, por meio de um bilhete, que alguns alunos tragam os ingredientes.

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A partir da leitura do texto do tucano, organizado em duas partes, a pri-

meira como ficha técnica e a segunda como uma descrição, as crianças terão de recuperar informações sobre sua alimentação.

Depois de ler em voz alta, organize uma conversa sobre o que aprende- ram a respeito do tucano-de-bico-verde.

Na atividade seguinte, deixe que os alunos retomem as informações oral- ”

e ajude-os a observar que esse foi

escrito a partir do texto de divulgação científica.

mente. Em seguida, leia o “Você sabia

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Proponha ao grupo que escrevam um novo “Você sabia”: primeiro, terão de escolher a informação e, depois, elaborar o texto. Depois de elaborado, é preciso repeti-lo algumas vezes, para que os alunos o conheçam muito bem (memorizem o texto, não as letras que foram usadas para escrevê-lo). Em se- guida, organize os alunos em duplas para que cada dupla escreva esse mes- mo “Você sabia” nas linhas destinadas a essa atividade.

Não deixe o “Você sabia” combinado escrito na lousa, pois, se isso ocor- rer, a atividade se tornará uma cópia.

Os alunos escreverão de acordo com suas hipóteses de escrita. Isso quer dizer que, em sua escrita, haverá letras inadequadas ou letras faltando. Deixe que os alunos escrevam de acordo com suas hipóteses, sempre orientando para que combinem com o colega de dupla aquilo que precisa ser escrito.

Para responder à questão da alimentação, explique o nome de cada um dos animais representados (ARANHA, CIGARRA, GAFANHOTO, GRILO, FRUTAS, FILHOTES DE PÁSSAROS). Releia o trecho em que a alimentação do tucano é tratada, para que os alunos decidam se há algum item que falta nas ilustra- ções. Em seguida, peça que escrevam os alimentos do tucano nas linhas cor- respondentes e oriente-os a consultar as palavras no trecho do texto que abor- da o assunto. Para isso, terão de realizar uma leitura a partir dos índices for- necidos pelas letras e por aquilo que sabem que está escrito.

A recuperação dessas informações é importante para que os alunos pos- sam revê-las, numa das próximas aulas, quando se proporá uma produção oral com destino escrito.

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Faça a leitura do poema em dois momentos: primeiro você lê e os alunos

acompanham o texto para compreendê-lo e apreciá-lo. Após a leitura, conver- se com eles sobre as impressões que o poema suscitou. Em seguida, releia, solicitando que acompanhem indicando cada palavra com o dedo, para que busquem ajustar aquilo que é lido com o que está escrito.

Por fim, organize os alunos em duplas, para a próxima atividade. Eles de- vem ler o poema procurando coordenar aquilo que “leem em voz alta” com o que está escrito.

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Nesta atividade, os alunos escolherão para ler uma notícia de interesse

utilizando um procedimento comum entre os leitores de jornal: selecioná-la a partir dos títulos da primeira página, que tem a função de oferecer um resumo dos principais fatos.

As perguntas propostas após a leitura têm como objetivo favorecer que os alunos reconstituam a notícia oralmente, a partir de seus elementos.

Após a leitura, promova uma conversa para discutir o que compreende-

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ram, e coloque as questões indicadas no livro. É importante que toda a turma reflita e discuta sobre elas. Essa discussão será feita oralmente, não é preci- so que copiem em seus livros.

Como se trata de uma história conhecida, os alunos poderão dedicar-se a

buscar a forma mais interessante de expressá-la. A escolha das palavras e ex- pressões, o cuidado na apresentação dos personagens, a mudança de turno entre narrador e personagens, a apresentação dos diálogos são questões com que os alunos vão se deparar enquanto pensam na melhor forma de contar.

Essa é uma excelente oportunidade para os alunos se colocarem como produtores de textos, mesmo que ainda não dominem o funcionamento da es- crita. Além disso, ao reescreverem o conto, ditando-o para você, estão se aproximando de diversos elementos da estrutura narrativa, o que facilita que se dediquem à leitura e a novas situações de produção de contos.

É interessante que você os incentive a buscar expressões que valorizem o enredo, o que é próprio dos textos literários. Os alunos precisam perceber que nesse momento estão realizando uma produção de linguagem que difere daquela que usam no dia a dia, nas conversas cotidianas. Nesse sentido, é interessante voltar às versões lidas, para observar como os autores descreve- ram os personagens, como introduziram os diálogos e outros recursos utiliza- dos para envolver o leitor.

Não se espera, porém, que os alunos reproduzam o texto de maneira lite- ral. Eles produzirão uma nova versão da história, o que é muito diferente de uma transcrição exata.

Abaixo, a versão de Câmara Cascudo no livro Contos tradicionais do Brasil (Ed. Global):

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A MENINA ENTERRADA VIVA

Versão Câmara Cascudo

Era um dia um viúvo que tinha uma filha muito boa e bonita. Vizinha ao viúvo residia uma viúva, com outra filha, feia e má. A viúva vivia agradan- do a menina, dando presentes e bolos de mel. A menina ia simpatizando com a viúva, embora não se esquecesse de sua defunta mãe, que a acari- ciava e penteava carinhosamente. A viúva tanto adulou a menina que esta acabou pedindo que seu pai casasse com ela.

— Case com ela, papai. Ela é muito boa e me dá mel!

— Agora ela lhe dá mel, minha filha, amanhã lhe dará fel! — respon- dia o viúvo.

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A menina insistiu e o pai, para satisfazê-la, casou com a vizinha. Obri-

gado por seus negócios, o homem viajava muito e a madrasta aproveitou essas ausências para mostrar o que era. Ficou arrebatada, muito bruta e malvada, tratando a menina como se fosse a um cachorro. Dava muito pouco de comer e a fazia dormir no chão em cima de uma esteira velha. Depois mandou que a menina se encarregasse dos trabalhos mais pesa- dos da casa. Quando não havia coisa alguma que fazer, a madrasta não deixava a menina brincar. Mandava que fosse vigiar um pé de figos que es- tava carregadinho, para os passarinhos não bicarem as frutas.

A pobre da menina passava horas e horas guardando os figos e gritando

— Xô! Passarinho! — quando algum voava por perto. Uma tarde, estava tão cansada que adormeceu e quando acordou os passarinhos tinham bicado todos os figos. A madrasta veio ver e ficou doida de raiva. Achou que aquilo era um crime e, no ímpeto do gênio, matou a menina e enterrou-a no fundo do quintal. Quando o pai voltou da viagem a madrasta disse que a menina fugira da casa e andava pelo mundo, sem juízo. O pai ficou muito triste.

Em cima da sepultura da órfã nasceu um capinzal bonito. O dono da casa mandou que o empregado fosse cortar o capim. O capineiro foi pela ma- nhã e, quando começou a cortar o capim, saiu uma voz do chão, cantando:

Capineiro de meu pai!

Não me corte os cabelos

Minha mãe me penteou,

Minha madrasta me enterrou,

Pelo figo da figueira

Que o passarinho picou ,

Xô! passarinho!

O capineiro deu uma carreira, assombrado, e foi contar o que ouvira.

O pai veio logo e ouviu as vozes cantando aquela cantiga tocante. Cavou a terra e encontrou uma laje. Por baixo estava vivinha, a menina. O pai, cho- rando de alegria, abraçou-a e levou-a para casa. Quando a madrasta avis- tou de longe a enteada, saiu pela porta afora, e nunca mais deu notícias se era viva ou morta.

O pai ficou vivendo muito bem com sua filhinha.