Você está na página 1de 14
A Marinha de Guerra e sua atuação na Guerra de Cisplatina: contribuições para a formação

A Marinha de Guerra e sua atuação na Guerra de Cisplatina:

contribuições para a formação do Estado Nacional

Mayra Cristina Laurenzano

Orientador José Miguel Arias Neto

Londrina

2005

Mayra Cristina Laurenzano

A Marinha de Guerra e sua atuação na Guerra de Cisplatina:

contribuições para a formação do Estado Nacional

Este trabalho esta sendo apresentado como parte do trabalho de conclusão de curso da disciplina de Metodologia e Prática de Pesquisa I, sob orientação do Prof. Dr. José Miguel Arias Neto.

Londrina

2005

Introdução

Esta pesquisa tem por objetivo o estudo da formação dos Estados Nacionais, na região da República Uruguaia, das Províncias Unidas do Rio da Prata e do Império do Brasil, hoje conhecida como Cone Sul. Através do estudo da Guerra da Cisplatina, enfoca-se especificamente a formação do Estado Imperial Brasileiro, e a expansão de seus limites até o Rio da Prata.

A Guerra da Cisplatina pode ser definida como a conseqüência da disputa do

território da Banda Oriental entre o Império Brasileiro e as Províncias Unidas do Rio da Prata. Iniciou-se em 1821, ano da anexação oficial da Banda Oriental ao território brasileiro com o nome de Província Cisplatina, em 1825 temos a declaração de guerra

das Províncias Unidas ao Império Brasileiro e encerrando-se em 1828, quando dos

tratados de paz entre o Império e as Províncias Unidas com a formação da República Uruguaia.

O embasamento político e ideológico que se fundamenta a formação do Estado

Brasileiro será abordado aqui de maneira a refletir o cenário político, econômico e social

do período, demonstrando assim como as orientações que definiram os caminhos do Estado brasileiro influenciaram na definição das Forças Armadas e principalmente da Força Naval. Em outras palavras, as concepções políticas e estratégicas que nortearam esta institucionalização e, portanto, do “lugar” ocupado por esta Força Armada no conjunto do Estado brasileiro, contribuindo assim para a compreensão do momento em que esta inserida a Marinha e a questão da Banda Oriental. Espacialmente estamos falando da Região da Bacia Platina e dos territórios que margeiam seu delta, objeto de disputas desde a época colonial, pois era rota estratégica para a exportação de metais preciosos vindos do Peru e de outras variedades exploradas na região 1 . O domínio do território determinava o controle desse caminho. Aos portugueses interessava o domínio da região para poderem navegar livremente pelas águas do Prata e chegar aos territórios longínquos de Mato Grosso 2 , para obter uma grande fatia no contrabando das mercadorias 3 que passassem pelos portos da Banda Oriental, especialmente Montevidéu.

1 PESAVENTO, Sandra Jatahy. A Revolução Farroupilha. São Paulo: Brasiliense, 1985.

DORATIOTO, Francisco. A Guerra do Paraguai. São Paulo: Editora Brasiliense. 3 PESAVENTO, Sandra Jatahy. A Revolução Farroupilha. São Paulo: Brasiliense, 1985.

2

A pesquisa trabalhará a disputa entre as Províncias Unidas do Prata e o Império

Brasileiro 4 pelo território da Banda Oriental, os conflitos pela área de influência e de

exploração durante a afirmação dos Estados Nacionais. Neste contexto a Guerra da Cisplatina parece ser um momento desta dessa disputa. Assim, enfocar-se-á os interesses e ações do Estado Imperial brasileiro, suas decorrências políticas e

econômicas. Estes interesses a serem defendidos pelo Estado justificavam a intervenção na área e a permanência de tropas.

A guerra é uma outra maneira de se ver a historia do político, como afirma Jean-

Pierre Azéma 5 , não se ao contrário do que afirmam erroneamente, apenas a vida parlamentar e às práticas institucionais. É necessária uma leitura política da guerra, para a compreensão da Guerra de Cisplatina. Na leitura política da guerra deve ser levado em consideração a relação de forças das partes envolvidas na disputa. Não podemos esquecer também de questão logística, sem a qual não se faz uma guerra, como por exemplo, o transporte das tropas e a sua manutenção nos locais de disputa, com toda uma estrutura que permite manter os combatentes. Sobre a leitura política da guerra Azéma afirma: “Seria portanto a vida política tomada no sentido lato do termo que condicionaria os fatores de variadas ordens que a guerra põe em jogo” 6 . Ainda dentro desta leitura política, há a recusa, segundo Azéma, dos dados puramente econômicos o historiador de hoje não nega as pressões econômicas nos conflitos, porém recusa o dado econômico como centro dos conflitos e como fator desencadeador e único. Ainda vendo o político através da Guerra e da abordagem militar o que se busca é a “nova história militar” 7 , associando esta a história nacional, não distinguindo-a da história mais ampla da sociedade, de onde soldado e oficiais e soldados são recrutados, relacionando os eventos militares ás características econômicas, políticas e culturais que estão inseridos. A compreensão da instituição militar presta grande contribuição à “interação” entre a sociedade e as Forças Armadas. Esta à medida que se profissionaliza cristaliza-se como ator político, intervindo na área política. Celso Castro ainda utiliza-se de

4 COSTA, Wilma Peres. A Espada de Dâmocles: O Exército, A Guerra do Paraguai e a crise do Império. São Paulo: Hucitec/ editora da Unicamp, 1996.

5 AZÉMA, Jean-Pierre. A Guerra. In: REMOND, René. Por uma historia política. Rio de Janeiro:

UFRJ/FGV, 1996.

6 Idem.

7 CASTRO, Celso; IZECKSOHN, Vitor; KRAAY, Hendrik. Nova História Militar Brasileira. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004.

José Murilo de Carvalho quando afirma que há uma forte presença militar na elite política do início do Império. Com a vinda da Corte para o Brasil, transplantam-se para aqui os órgãos principais da Marinha portuguesa, lançando os fundamentos de nossa força naval segundo João Batista Magalhães 8 . Porém neste momento não podemos dizer que essas forças navais já constituíam uma Marinha Brasileira. Neste primeiro momento as Forças Armadas que se constituíram em terras brasileiras tinham a preocupação de defender a costa atlântica, organizando a defesa marítima desta, e o comércio colonial:

“Até o início do século XIX, as Forças Armadas presentes no Brasil eram portuguesas, e, portanto, vinculadas à política e aos interesses da Casa de Bragança que se preocupou, sobretudo com a defesa da costa e com a proteção ao comércio colonial - o que projetou as fronteiras brasileiras, de um lado, até o rio da Prata e, de outro, até a África devido à extraterritorialidade do mercado de trabalho - ou, dizendo de outra forma, do tráfico negreiro” 9 .

Também há um grande impulso a construção e armamentos de vasos de guerra, com ofensivas militares contra a Guiana Francesa e contra a Banda Oriental esta última incorporada a Monarquia portuguesa e ao Império brasileiro após a independência. Em 1808 já há a organização dos Arsenais de Guerra e da Marinha e os Hospitais

militares, e o Arquivo Militar comum à Marinha e ao Exército. O período foi propício para a organização do sistema militar brasileiro no sentido de uma autonomia mais completa

em relação ao sistema português. Desenvolveram-se órgãos militares “(

acontecimentos do século XVIII fizeram sentir a necessidade, e foram criados outros que antes só existiam na mãe-pátria. A própria organização do Governo aqui reflete isso” 10 . Com a instalação da Corte em 1808 são formados os ministérios do Reino, da Marinha e Ultramar e Guerra e Estrangeiros, desdobrando-se em 1821 em Reino e Estrangeiros, Marinha, Guerra e Fazenda, refletindo a importância das questões militares. Ainda se dá a implantação, da Secretária de Estado dos Negócios da Marinha, o quartel

de que os

)

8 MAGALHÃES, João Batista. A Evolução Militar do Brasil. 2 ed. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1998. O autor ainda enfatiza os maus cuidados e o abandono dos navios nos ancoradouros, considerando isso uma “infelicidade”.

9 ARIAS NETO, José Miguel. Em busca da Cidadania: Praças da Armada Nacional – 1867-1910. 2001. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo.

Em seu livro Magalhães pontua as organizações militares a que se refere, explicando a criação e o desenvolvimento das mesmas, dando ricos detalhes sobre a estrutura de pessoal destas. MAGALHÃES, João Batista. A Evolução Militar do Brasil. 2 ed. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1998.

10

general da Armada, a Intendência, e a Academia dos Guardas Marinhas. Criaram-se também os serviços de contadoria, a fábrica de pólvora e foi instituído o Conselho Supremo Militar.

A Marinha de Guerra constitui uma força fundamental para se atingir o objetivo do

Estado, isto é, estabelecer a hegemonia dos interesses brasileiros na região platina, região onde se localizaram os maiores efetivos militares navais do império. A Marinha ainda atua decisivamente para impor às províncias do nordeste, especialmente Maranhão, Pará e Bahia, a autoridade do governo estabelecido no Rio de Janeiro, agindo

de maneira decisiva na submissão dos territórios ao Brasil independente. A defesa do território, “objetivo nacional permanente”, nas palavras de Paulo Roberto Almeida 11 , que ao analisar a política externa brasileira delimita os temas

afirmação e preservação da independência nacional,

integridade territorial e manutenção da paz e da segurança militar, desenvolvimento econômico e social, elevação do status do país como ator de relevo no plano mundial

( )”

O autor através de seu trabalho de história da diplomacia brasileira periodiza as

relações internacionais do Brasil em três períodos, o primeiro é o Colonial (1530/1550 – 1808/1822), o segundo é o Independente (1808/1822 – 1930) e o terceiro é o Nacional (inicia-se em 1930 e vem até os dias atuais). Será abordado aqui o segundo período no qual se busca a legitimação da “jovem Nação”, nas palavras de Almeida. A sustentação de um projeto próprio de construção nacional, face aos interesses de poderes hegemônicos externos – perturbado em parte pelos vínculos externos, do monarca brasileiro à dinastia dos Bragança –, reconhecimento externo, legitimação internacional do novo Estado, e o regime regencial transitório, onde se coloca em perigo a definição de unidade nacional, são características do período Independente a serem trabalhadas ao longo da pesquisa. No decorrer de seu trabalho, ao tratar dos períodos Colonial e Independente, Almeida utiliza-se basicamente do exemplo das “questões platinas”, como um episódio político-diplomático, ao falar das demonstrações hegemônicas brasileiras no contexto regional, envolvendo-se desde a época do Reino Unido até quase a República, prosseguindo até a finalização da obra de demarcação de limites fronteiriços do território nacional, e também mencionando as rivalidades regionais em torno da Cisplatina, e as

historicamente recorrentes: “(

)

12 .

11 ALMEIDA, Paulo Roberto de. O Estudo das Relações Internacionais do Brasil. São Paulo:

Unimarco Editora, 1999.

12 Idem.

atitudes de hostilidade frente ao “grande vizinho do Sul”, a Argentina em relação à região

platina “(

Inglaterra, que terminara por forçar uma solução ‘equitável’ sob a forma da independência do Uruguai (1828)” 13 . Neste processo temos uma forte e determinante presença inglesa, tanto no âmbito político, econômico e militar com seus navios, defendendo seus interesses, mediando a independência da República Uruguaia 14 . A política interna e a política externa dos Estados constituem um campo de pesquisa e reflexão em que se cruzam com uma freqüência cada vez maior, entre si e com a história política, como nos apresenta Pierre Milza. Atribui ao “internacionalistas” a iniciativa desta ligação, aprofundada por reflexões teóricas de Pierre Renouvion e Jean Baptiste Duroselle, e considerando a política interna dos Estados como uma das principais chaves de explicação do jogo internacional. Pierre Milza define a questão

política desta maneira:

“Inclinada no mesmo sentido pela evolução da sociologia e da ciência

na qual o Brasil pretendia exercer seu direito de controle, contra a vontade da

)

a história não demorou a seguir os mesmos passos e a

encampar a preocupação com as relações entre o que se passava do

política (

)

lado de dentro e o ambiente internacional, entre as escolhas de política

interna e as que se supõe ligadas aos assuntos externos” 15 .

Na pesquisa serão trabalhados os atos de política interna que se relacionam ao conflito com a Cisplatina, uma vez que não “há nenhum ato de política externa que não tenha um aspecto de política interna” 16 , como afirma Pierre Milza, quer se trate das manifestações cotidianas da atividade internacional, como dos fatos importantes de vida dos Estados. O autor também fala da questão da identidade da Nação, sua afirmação garantindo a defesa do Estado e determinando sua política militar e as escolhas estratégicas em nível global. A questão da afirmação de uma nacionalidade brasileira, através de atos externos, como a Guerra de Cisplatina, é um ponto importante a ser discutido.

13 Idem. 14 SODRÉ, Nelson Werneck. As Razões da Independência. Rio de Janeiro: ED. Civilização Brasileira S.A., 1969.

15 MILZA, Pierre. Política interna e política externa. In: REMOND, René. Por uma historia política. Rio de Janeiro: UFRJ/FGV, 1996.

16 Idem.

Como nos coloca Cláudia Wasserman e César B. Guazzelli 17 , a Banda Oriental viveu em permanente tensão tanto entre os grupos sociais de seu território, como com os agentes externos – o Império Brasileiro, as Províncias Unidas do Rio da Prata, além da presença européia, principalmente ingleses –, a disputa pela província transforma-a em um teatro de lutas.

É este cenário de guerra e disputa política e econômica, que se busca analisar

conforme a nova história política.

A história política, deixada de lado com a Escola dos Annales, tem sua volta e

suas variações resultantes tanto de mudanças que afetam o político como as que dizem

respeito “(

pressão das relações internacionais na vida interna dos Estados, o desenvolvimento de

outra coisa atuou no

mesmo sentido para reintegração os fatos políticos ao campo de observação da história: a ampliação do domínio da ação política com o aumento das atribuições do Estado” 19 , nas palavras de Remond. Ainda segundo o autor a renovação da História política é suscitada pela rediscussão dos conceitos clássicos e das práticas tradicionais, estimulando o contato com outras ciências e pelas trocas com outras disciplinas como a sociologia,

psicanálise, lingüística (através da análise do discurso), ciência política etc.

políticas públicas e sua relação entre economia e política, “(

ao olhar que o historiador dirige ao político” 18 . A experiência das guerras, a

)

)

Justificativa

Este objeto de pesquisa insere-se no contexto da Formação da Marinha de Guerra brasileira, sua formação, consolidação e articulação na formação do Estado Nacional (1821 – 1845), defendendo a integridade territorial, e servindo de instrumento de poder. Para a construção desse capítulo da História Brasileira é imprescindível uma abordagem da situação econômica e política do período do primeiro reinado e início do período regencial. Também é preciso compreender as articulações da política internacional do Brasil na Região platina, pela ameaça que representa a independência do território uruguaio e a constituição de uma aliança dos uruguaios com a burguesia porteña, que poderiam redundar na unificação dos territórios do antigo Vice-Reinado fechando a navegação e a presença brasileira.

17 WASSERMAN, Claúdia; GUAZZELLI, César Barcellos. História da América Latina: do descobrimento a 1900. Portão Alegre-RS: Editora UFRGS, 1996. 18 REMOND, René. Por uma historia política. Rio de Janeiro: UFRJ/FGV, 1996. 19 Idem.

Objetivos:

Gerais

O Objetivo geral da pesquisa é a contribuição para a compreensão do processo de formação do Estado Nacional Brasileiro, demonstrando como o episódio da Guerra de Cisplatina e seus impactos refletiram na política (tanto interna como externa) e na economia durante o processo. Dentro deste pretende-se contribuir para a compreensão das relações entre Estado, Sociedade e Forças Armadas.

Específicos

A pesquisa busca especificamente compreender a atuação da Marinha de Guerra Imperial durante a Guerra de Cisplatina um dos mais importantes conflitos ocorridos na região platina e um dos mais importantes durante o período do primeiro reinado (1821- 1828). As estratégias utilizadas no decorrer da guerra, os momentos decisivos, as principais personagens, demonstrando dessa maneira como foi fundamental na tentativa de manutenção do território da Banda Oriental e a força demonstrada frente às Províncias Unidas no plano externo. Também é abordada a concepção que os estadistas do império tem de Força Naval.

Metodologia

Utiliza-se fontes, como as Leis do Império, Atas do Conselho de Estado, Manuscritos, Biografias e Relatórios dos Ministros da Marinha, do período em questão (1821-1828). Procura-se trabalhar essas fontes e testemunhos questionando-os e investigando-os de maneira a fazer uma análise textual, mostrando a visão que o Império possuía da questão platina, da Marinha de Guerra e de suas estratégias militares. Contribui-se com isso para a construção da história da Guerra de Cisplatina, da história da Marinha de Guerra Brasileira através da compreensão de uma outra face história nacional, do seu aparato militar, do Estado e de sua natureza; trabalhando a memória deste capítulo da história brasileira de acordo com a Nova História Política 20 .

20 Conforme definição de René Remond, a nova história política difere da história política tradicional no que diz respeito tanto aos objetos , quanto às abordagens, considerando os processos políticos em suas correlações com as esferas econômicas, políticas e sociais, deixando,

Trata-se, portanto, de Cisplatina.

Fontes

tentar reconstituir os vários processos entrelaçados no confilto da

Artigos de Guerra para a Armada Real. Lisboa: A . R. Galardo, 1799. BRASIL. Atas do Conselho de Estado. 1822-1831. Brasília: Senado Federal, 1978. BRASIL. Coleção de Leis do Império do Brasil. ( 1810-1831). BRASIL. Relatórios do Ministério da Marinha. (1822-1831). JAVARI, Barão de (Org.). Falas do Trono. São Paulo: Melhoramentos, s/d. MONTEIRO, J.M. Compilação alphabetica e chronologica da legislação da Marinha. Rio de Janeiro: Imprensa Naval, 1901. ( 3 v.). MINISTÉRIO DA MARINHA. Ordens Gerais da Marinha. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional. MINISTÉRIO DA MARINHA. Regimento Provisional para o serviço e disciplina das esquadras e navios da Armada Real que por ordem de Sua Majestade deve servir de regulamento aos comandantes das esquadras e navios da mesma senhora. Rio de Janeiro: Typographia Nacional, 1825. Correspondência entre Comandantes das Unidades Navais e Ministros da Marinha 1822- 1831. Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro Correspondências Oficiais do Ministério da Marinha 1822-1831. Instituto Histórico e Geográfico. Relatórios sobre as forças militares navais 1822-1831. Instituto Histórico e Geográfico.

Bibliografia

ALBUQUERQUE, Manoel Maurício de. Pequena História da Formação Social Brasileira. Rio de Janeiro: Graal, 1982. ALMEIDA, Paulo Roberto de. O Estudo das Relações Internacionais do Brasil. São Paulo:

Unimarco Editora, 1999. ANDRADA E SILVA, José Bonifácio. Projetos para o Brasil. São Paulo: Publifolha, 2000.

ARIAS NETO, José Miguel. Em busca da Cidadania: Praças da Armada Nacional – 1867- 1910. 2001. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo. BANDEIRA, Muniz. O expansionismo brasileiro e a formação dos estados na Bacia do Prata. São Paulo: Revan, 1999.

BETHELL, Leslie. História da América Latina: América Latina Colonial. São Paulo: Edusp,

2004.

História da América Latina: Da Independência até 1870. São Paulo:

Edusp, 2004 BLOCH, Marc. Apologia da História, 2.ed., Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001. BRAVO, M. Pinto. Curso de História Naval, 2.ed., Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha [s.n.], 1959. BURKE, Peter. A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo: Edunesp, 1992. BURLAMAQUI, Tancredo. Escola Naval de Guerra: síntese histórica das campanhas navais nacionais. Rio de Janeiro: Imprensa Naval, 1916. CAMINHA, Herick Marques. História administrativa do Brasil: organização e administração do ministério da Marinha no Império. Rio de Janeiro: Fundação Centro de Formação do Servidor Público; Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1986. CAMINHA, João Carlos Gonçalves. A guerra da independência. Navigator: subsídios para a história marítima do Brasil. Rio de Janeiro, n. 14, p.29-62, junho, 1978. CARDOSO, Ciro Flamarion. Narrativa, sentido, história. Campinas: Papirus, 1997 CARDOSO, Ciro F. & VAINFAS, R. (Orgs.). Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. CARVALHO, José Murilo. A Construção da ordem. Teatro de sombras. Rio de Janeiro:

Editora da UFRJ/Relume Dumará, 1996. CASTRO, Celso; IZECKSOHN, Vitor; KRAAY, Hendrik. Nova História Militar Brasileira. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004. CERTEAU, Michel de. A operação historiográfica. In: A escrita da história. Rio de Janeiro:

Forense Universitária, 1982, p. 65-119. CERVO, Amado Luiz; BUENO, Clodoaldo. História da Política Exterior do Brasil. São Paulo: Editora Ática, 1992.

A Política Externa Brasileira, 1822-1985. São

Paulo: Editora Ática, 1986. COSTA, Emília V. Da Monarquia à República: momentos decisivos. 3° ed. São Paulo:

Brasiliense, 1985.

COSTA, Vilma Peres. A espada de dâmocles: o exército, a guerra do Paraguai e a crise do Império. São Paulo: HUCITEC/Editora da UNICAMP, 1996. CUNHA, Pedro Octavio Carneiro da. A fundação de um império liberal. In HOLANDA,

Sérgio B. (Dir.).História geral da civilização brasileira: o Brasil monárquico. São Paulo:

Bertand Brasil, 1993, t.2 v.1, p. 135-78;238-62. DONGHI, Túlio Halperin. História da América Latina. 3ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,

1997.

DORATIOTO, Francisco. A Guerra do Paraguai. São Paulo: Editora Brasiliense. Maldita Guerra. 2ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva. FAORO, Raimundo. Os donos do poder. 11.ed. Porto Alegre: Globo, 1997. Cap. IX FERTIG, André. Demandas da população ao governo da capitania do Rio Grande de Seu Pedro no Início do séc. XIX (1800-1815), In: Àgora, Santa Cruz do Sul – Rio Grande do Sul: EDUNISC, v.5 N°2 jul/dez, 1999. FLORES, Mário César. Bases Para Uma Política Militar. Campinas-SP: Editora da Unicamp, 1992 GUEDES, Max Justo ( Coord.). História naval brasileira. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1975-1979. HOBSBAWM, Eric. O presente como história. In: Sobre história. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 243-255. HOLANDA, Sérgio Buarque. História Geral da Civilização Brasileira, Tomo II: O Brasil

Monárquico, volumes 3 a 6, Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1993. JANOTTI, Maria de Lourdes M. A falsa dialética: José Justiniano da Rocha. In: Revista Brasileira de História. São Paulo, v 2 n 3, março, 1982, p. 3-17. JENKINS, Keith. A história repensada. São Paulo: Contexto, 2001. LEIVAS, Luís Cláudio Pereira. História da Intendência da Marinha, Rio de Janeiro: IBGE,

1972.

LYRA, Maria de Lourdes Viana. Utopia do Poderoso Império, Portugal e Brasil: Bastidores

da Política 1798-1822. Sette Letras. LOZANO, Jorge. El discurso histórico. Madrid: Alianza Editorial, 1987, MAIA, João Prado. A Marinha de Guerra do Brasil na Colônia e no Império. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1965. MAGALHÃES, João Batista. A Evolução Militar do Brasil. 2 ed. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1998.

MAGNOLI, Demétrio. O Corpo da Pátria, Imaginação geográfica e política externa no Brasil 1808-1912. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista: Moderna,

1997.

MARTINS, Helio Leôncio. Influência Portuguesa na Formação da Marinha Imperial, In:

Revista Marítima Brasileira. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, V.121, N°1/3, JAN/MAR 2001. MATTOS, Ilmar R. O Tempo Saquarema. São Paulo: HUCITEC; Brasília: INL, 1987. MONTEIRO, Hamilton M. Brasil Império, 3.ed. São Paulo. Editora Ática S.A., 1994. MONTEIRO Tobias. A elaboração da independência. São Paulo: EDUSP; Belo Horizonte:

Itatiaia, 1981. (2.v.). MOTA, Arthur Silveira da & FREITAS, Carlos V. de Oliveira. Ensaio histórico sobre a gênesis e desenvolvimento da armada brasileira até o fim do século XIX. Rio de Janeiro: Typographia Leozinger, 1903. PESAVENTO, Sandra Jatahy. A Revolução Farroupilha. São Paulo: Brasiliense, 1985. PESSOA, Reynaldo C. A idéia republicana no Brasil através dos documentos. São Paulo:

Alfa-Omega, 1973. PETRONE, Maria T. Luiza. Áreas de Criação de Gado. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de (org). A Época Colonial: administração, economia, sociedade. 2ed. São Paulo:

Difusão Européia do Livro, 1968 (Col. História Geral da Civilização Brasileira, Tomo I, v.2). PRADO MAIA, João. A Marinha de Guerra do Brasil na Colônia e no Império: tentativa de reconstituição histórica. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965. RÉMOND, René. O século XIX: 1815-1914. 12 ed. São Paulo: Editora Cultrix Ltda, 1997. REMOND, René. Por uma historia política. Rio de Janeiro: UFRJ/FGV, 1996. RIBEIRO, José Iran. Quando o serviço os chama: os milicianos e os guardas nacionais gaúchos (1825-1845). Santa Maria: Editora da UFSM, 2005. RODRIGUES, José Honório. Independência: revolução e contra-revolução. Rio de Janeiro: F. Alves, 1975, Vol. I e II. SCHEIDT, Eduardo. Ecos da Farroupilha no Prata. Revista da ANPHLAC, N.2, 2002. SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Construção da Nação e Escravidão no Pensamento de José Bonifácio, 1783-1823. Campinas, SP: Editora da Unicamp: Centro de Memória Unicamp, 1999. SODRÉ, Nelson Werneck. As Razões da Independência. Rio de Janeiro: ED. Civilização Brasileira S.A., 1969.

SOUZA, Adriana Barreto de. O Exército na consolidação do Império: um estudo histórico sobre a política militar conservadora. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1999. SOUZA, Laura de Mello. Desclassificados do Ouro, a pobreza mineira no século XVIII. Rio de Janeiro: Graal, 1986. SPALDING, Walter. A Revolução Farroupilha: História Popular do Grande Decênio, seguida das “efemérides”. São Paulo: Editora Nacional; [Brasília], 1980. THOMPSON, E. P. A lógica histórica. In: A miséria da teoria ou um planetário de erros. Rio de Janeiro: Zahar, 1981, P. 47-62. VALE, Brian. Estratégia, poder marítimo e a criação da Marinha do Brasil: 1822-23. Navigator: subsídios para a história marítima do Brasil. Rio de Janeiro: n. 4, p.9-10, dezembro, 1971. VIDAL E SOUZA, Candice. A Pátria Geográfica: o espaço vazio e a nacionalidade. In: A Pátria Geográfica: sertão e litoral no pensamento social brasileiro. Goiânia: Editora UFG, 1997. VIDIGAL, Armando Amorim Ferreira. A evolução do pensamento estratégico naval brasileiro. 3ed. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1985. WAREEN, Michael A. O Visconde de Itaboraí, Ministro da Marinha Imperial. Rio de Janeiro, In: Revista Marítima Brasileira, Serviço de Documentação Geral da Marinha, V.119, N. 7/9, JUL/SET 1999. Parte I WAREEN, Michael A. O Visconde de Itaboraí, Ministro da Marinha Imperial. Rio de Janeiro, In: Revista Marítima Brasileira, Serviço de Documentação Geral da Marinha, V.119, N.10/12, JUL/SET 1999. Parte II. WASSERMAN, Claúdia; Guazzelli, César Barcellos. História da América Latina: do descobrimento a 1900. Portão Alegre-RS: Editora UFRGS, 1996.