TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

7 Marcação sobre gabarito 2..8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1........ 25 . 25 ......15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3. 43 .. 5 ...12 Sapata isolada retangular 3.. 20 . 23 ... 41 . 42 ..8 Processo da tábua corrida 2..5 Representação de curva de nível 1... 6 ....12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1..9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.. 5 . 12 ... 7 . 22 . 32 .. 16 .4 Aproveitamento das chapas compensadas 2. 6 .2 Aterro em terreno 2... 42 ..5 Exemplo de um perfil de subsolo 3...LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.. 23 ....13 Sapata corrida sobre parede 3. 29 .. 27 .. 37 . 19 . 15 ..14 Locação de estaca 2..3 Lote irregular com muita profundidade 1..5 Cavalete 2. 9 .11 Com cinta de amarração 3.. 41 ... 28 ... 41 .. 8 .. 34 ...... 36 .7 Profundidade de uma estaca isolada 3.13 Projeto de locação de estacas 2.1 Lote regular 1....2 Equipamento de sondagem a percussão 3......4 Lote com setor curvo 1. 11 .14 Sapata corrida sobre pilares ..11 Traçado de curvas de pequeno raio 2. 10 .13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3.7 Clinômetro inclinado 1.3 Barracão para pequenas obras 2..9 Sem cinta de amarração 3....... 26 .. 38 .9 Utilização do nível de bolha 1.10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2. 24 .Lote irregular com pouco fundo 1.8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3. 21 . 39 . 32 ...1 Esquema de sondagem 3. 8 .2..6 Processo dos cavaletes 2....10 Com cinta de amarração 3..12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2....6 Clinômetro ou nível de Abney 1. 10 .6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3...4 Planta de locação das sondagens 3....1 Corte em terreno 2.11 Processo da mangueira de nível 1...... 12 . 35 ..10Posição da água quando não existe bolhas 1......

. 57 .20 Canto em parede de espelho 4.. 51 ...7 Bloco de concreto 4. 70 .24 Corte do tijolo maciço 4.5 Tijolo de solo cimento comum 4. 64 ...21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4.. 67 .27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4. 53 ... 44 ...20 Tipos de trado 3.6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4... 71 . 72 .. 80 ..30 Vergas sobre e sob os vãos .17 Esforços nas estacas 3. 77 ....23 Execução das estacas Strauss 3..12 Assentamento do tijolo 4.26 Detalhe de execução dos cantos 4.18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4.. 74 ..24 Execução das estacas Franki 3..31 Impermeabilização em locais com ventilação 3.. 46 . 68 .. 43 ...9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4..29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3.22 Exemplo de pilares em alvenaria 4.... 76 . 75 .. 45 ....10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4.. 78 .... 67 ....4 Tijolo laminado 4..... 47 .. 67 .14 Ajuste corrente 4..... 74 .17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4..... 71 . 73 .3 Tijolo com furo prismático 4... 60 ...32 Dreno horizontal 3... 75 ..16 Ajuste inglês ou gótico 4.... 66 .13 Retirada do excesso de argamassa 4. 79 .. 74 .11 Colocação da argamassa de assentamento 4. 68 . 80 ..15 Sapata corrida com viga 3...33 Dreno horizontal cego 3...... 48 .. 56 . 59 .23 Empilhamento de tijolos maciços 4. 49 ...... 58 . 73 .....2 Tijolo com furo cilíndrico 4.19 Bloco de coroamento 3..34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4. 73 .18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3. 70 .8 Bloco canaleta 4.1 Tijolo comum 4. 59 .21 Perfuração das brocas 3..29 Vão de alvenaria 4.15 Ajuste francês 4..28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3. 52 .27 Alvenaria de embasamento 3. 78 .26 Tubulão a ar comprimido 3..... 76 . 57 .25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4.25 Seção típica de um tubulão 3. 54 .. 79 ..30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3..28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4.....19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4. 50 .16 Radier 3. 45 .. 66 .3.22 Perfuratriz 3...

40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4...... 99 . 81 . 96 ..4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5..10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5.24 detalhe do apoio das tábuas da passarela .15 Armadura adicional de compressão 5. 100 .. 95 . 89 . 88 . 82 ... 107 ...... 96 . 92 .. 89 ..2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5... 90 .12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5.47 Assentamento tradicional 4.1 Tipos de forros de madeira 5....3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. 82 .38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4.20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5...7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5.0 e 2..8 Apoio da laje comum passante em beirais 5.36 Coxins de concreto 4..42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente.. 98 . 105 ...0m e entre 1. 98 . 83 .35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1. 104 .... 86 .. 100 .23Detalhe da colocação da armadura negativa 5...... 100 .17 Exemplo de execução de nervuras 5.39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4..22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5....44 Exemplo de fundação para muros 4.21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5.0m 4.37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4. 101 ..0 e 2. 91 .0m e entre 1...48 Assentamento em cordão 4.13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5.. 81 ..4. 102 ...16 reforço em laje treliça 5.32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1. 96 .31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4..43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4... 88 .6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5. 100 .. 94 ..49 Tipos de frizos 5 FORROS 5. 85 .9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.19 Vigota protendida 5. 84 . 104 . revestido e viga baldrame 4.0m 4. 106 .0m 4. 83 .18 Manuseio da laje treliça 5... 81 .. 82 ...5 e 2. 92 .14 Armadura adicional de tração 5..11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5.46 Preparo da argamassa com betoneira 4.5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5...5m 4. 97 .34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1..33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1.0 e 1. 83 .0m 4.. 96 . 87 . 86 .45 Preparo da argamassa manualmente 4.

19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.22 Fixação das ripas nos caibros 6.24 Telha francesa ou marselha 6.41 Calha tipo coxo 6.29 Telha germânica 6. 137 . 141 . 137 . 121 . 140 .14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6. 138 . 118 .12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 125 .30 Inclinação e caimento de telhados retos 6.45 Desenho das linhas de um telhado 6.43 Beiral em telhas vã 6.28 Telha termoplan 6. 123 .8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6. asna e pendural 6. 139 .27 Telha romana e portuguesa 6. 114 .2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6. 127 .3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. 121 .36 Detalhe de uma água furtada 6. 115 . 121 . 125 . 139 . 130 .10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6. 128 . 124 .0m 6. 118 .15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6.18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6.9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6.25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5. 135 . 133 .31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8.37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.44 Detalhe das platibandas 6. 109 .42 Beiral em laje 6. 121 . 108 .39 Divisão do telhado em áreas “a” 6.5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6. 140 .7 Detalhe da galga 6.23 Acabamento da cumeeira 6.20 Detalhe da fixação por pregos menores 6.26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6. 119 . 126 .17 Apoio dos pontaletes em berços 6. 115 . 137 .26 Telha plan 6.1 Esquema de estrutura de telhado 6.25 Telha paulista 6. 120 . 135 . 112 . 123 . 120 .40 Calha tipo platibanda 6.38 Áreas de contribuição condutores 6. 136 . 134 .5. 124 . 129 . 132 . 141 .11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 135 . 120 .13 Detalhe da ligação entre a linha. 129 . 119 . 131 .35 Calha tipo moldura 6.34 Calha tipo platibanda 6.4 Esquema de contraventamento das tesouras 6.21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6.47 Telhados com uma água .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6.16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6. 116 . 128 .33 Calha tipo coxo 6.

20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7.50 Telhados com quatro águas 6.6 Determinação da execução das guias e do emboço 8. 183 .25 Representação das portas em planta e vista 7.49 Telhados com três águas 6.51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7. 146 . 153 .186 .5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7.29 Representação dos caixilhos pivotante 7. 156 .2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8. 147 .30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8.4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7.6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7.149 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7. 142 . 154 .13 Tacos de madeira .23 Caixilho de correr 7.1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8. 157 . 186 .14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7. 163 . 142 .3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7. 172 . 162 . 148 . 160 .6. 184 . 154 . 148 .12 Exemplo de divisão dos azulejos 8.16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7. 167 . 173 .24 Venezianas de projeção 7. 173 .13 Caixilho de abrir 7.2 Vão livre ou vão de luz 7.12 Caixilho de correr 7. 157 . 159 .5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8. 154 . 155 .3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8. 162 . 169 .21 Caixilho maximo ar 7.10 Juntas superficiais dos azulejos 8.48 Telhados com duas águas 6. 159 . 155 .28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7.18 Janela de enrolar 7.11 Determinação do assentamento dos azulejos 8. 153 .8 Determinação dos tipos de juntas 8. 143 .15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7.27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7.9 Porta balcão 7. 162 . 174 . 145 . 161 .9 Determinação da execução do rejuntamento 8.19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7.4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8. 146 .8 Tipo de fechaduras para as portas 7. 151 .11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7. 175 . 192 .7 Detalhe da fixação das guarnições 7. 161 . 150 . 185 .10 Batentes das janelas 7. 142 .22 Janela veneziana 7.17 Janela tipo ideal 7. 158 .1 Componentes das portas de madeira 7.7 Determinação da aplicação do reboco 8. 152 .

196 . 221 .9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11. 259 .8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11. 236 .7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11. 230 .4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11. 208 . 256 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10.7 Flambagem 9.8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10. 236 . 223 .2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9.7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10. 258 . 196 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8. 258 . 234 .8.5 Cargas nos vidros 9.6 Impacto nos vidros 9.4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9. 194 .6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 224 . 226 .5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11. 248 . 221 .1 Local para guarda de material 11.4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10. 225 . 259 . 207 .14 Parquete e tacão 8. 206 . 255 .10 Tipos de reforços em gravatas .9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8.5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10.22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.20 Selante para junta de construção 8.21 Selante para junta serrada 8.6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11.8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 232 .2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 234 . 235 .3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9. 250 . 229 . 255 .1 Vesícula formada no reboco 10. 225 .3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11.19 Junta de expansão tipo diamante 8. 231 . 246 .17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8. 206 .16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8. 194 . 193 .3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10. 220 .

262 . 279 .15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 281 .28 Adição das britas 11.36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11. 261 . 280 . 260 .12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11. 282 . 269 . 265 .15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 263 .37 Pastilhas de argamassa 11. 272 . 278 .24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11.16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11.35 Detalhe das guias de nivelamento 11. 262 .23 Pontos de amarração usuais 11. 261 . 262 .38 Pastilha plásticas 11.31 Aplicação do vibrador na vertical 11. 274 .26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11. 272 . 267 . 263 . 275 .20 Fôrma trepante 11. 286 . 274 .32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11.22 Bancadas com pino de dobramento 11. 281 .13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11.18 Escoramento de madeira tipo H 11.27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11.34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11. 283 .11.29 Colocação da água 11. 268 .14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11.30 Sequência da mistura em betoneira 11.39 Método mais comum de consertos de falha . 264 .25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11. 283 .21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11.11 Detalhe de uma fôrma de viga 11. 270 .19 Escoramento metálico 11.33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11. 274 .17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11. 266 .

.8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7.2 Vão máximo de terças (m) 6. 132 ...1 Altura total da laje (h) 5. 35 .. 91 ..3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8.3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3...4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6.1 Relação de empolamentos 2.0m 6.. 2 .....2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5.3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4. 163 .3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.. 117 . 143 . 164 ..1 Dimensões das portas 7.. 132 .....1 Traço do emboço para as diversas bases 8. 179 .2 Traço do reboco 8... 89 . 68 . 112 ... 163 . 133 .5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6. 97 .1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6.1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4. 131 .7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4. 116 .3 Vão máximo dos caibros (m) 6.. 20 . 18 .2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2..2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4. 171 . 97 .LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1. 33 . 65 ..6 Ponto de cobertura 6. nível e planeza .3 Desvios máximos de prumo.2 Dimensões das janelas 7.. 94 .4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5.1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3. 176 .1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2. 101 ..4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6. 15 .

191 . 223 . externas do dano e solução 10. 181 . 219 . 271 . 187 . 282 .10 Consumo de argamassa colante 8.5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8.1 Defeitos observados. 199 .7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8. 245 . 182 .12 Pedras naturais mais comuns 8. 184 .5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8. 225 . 182 . 224 .7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11. 222 .2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. 242 . 238 .9 Cobrimento das armaduras 11. 251 .6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8. 254 .3 Patologia mais comuns das tintas 10. 269 . 243 .5 Diâmetro dos pinos de dobramento .3 Dimensões dos pregos em “mm” 11. 199 .13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11.2 Característica dos fios e barras 11. 268 .3 Classificação dos vidros 9.Estribos 11.2 Identificação das causas. externas do dano e solução 10. 275 . 237 . 284 .10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento . 276 .1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11.198 .1 Identificação das causas.8 Limite de abatimento (slump-test) 11.4 Resistência ao impacto 9.4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11. 181 .9 junta superficial entre azulejos 8.8. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.8 Consumo de rejunte por m 8.4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8.

Com os dados levantados. • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. uma família etc. municipalidade.1). podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. 1. • Analisar a topografia de um terreno. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares..PROJETO . Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. antes de iniciarmos o projeto. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. para obter o maior número possível de dados. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. 1 . • Utilizando métodos simples. Exame local do terreno.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção.1 . Levantamento topográfico. Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. entidades. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. definir a planimetria e a altimetria de um terreno. Não é possível seu preenchimento completo. que tem a função de orientar evitando esquecimentos.1 . podemos utilizar um questionário (Tabela 1. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. industriais etc).ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada.

__________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .: _______________ nº casas Viz.:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp. Res.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.Tabela 1. Com.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End. da rua: ____________ Tipo de Pav.:____________________________________________ e-mail____________________ End. Com.1 . Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg.

foi devidamente aprovado e está liberado para construção. colhendo-se todas as informações necessárias. se o loteamento onde se situa o terreno. e) Ser resistente para suportar bem a construção. f ) Ter facilidade de acesso. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. c) Ser seco. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade. 3 . c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote.Aprox. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos.: ________ Área aprox. é quase impossível executar-se um bom projeto.IV Da Futura Construção Nº de Pav.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1.2 . As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção.

energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada.et al. unicamente a enxada. em uma das divisas laterais ou fundo.Quando houver árvores de grande porte.d) Situação do lote dentro da quadra. confirmar a posição da linha N-S.3.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos. e) Com bússola de mão. necessitando desgalhar.MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno.1 .LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis. bueiros. houver árvores de pequeno porte. bem como as dimensões dos lotes. linha de alta tensão. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes. usando para tal. Geralmente. medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima. Todo material vegetal.3. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz.. etc. 4 . i) Verificar se existe faixa non edificandi . com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico. posição de postes. 2001) 1. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote.Destocar . Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente.4 . f) Verificar se existem benfeitorias. Obs.3 .4.2 .Quando além da vegetação rasteira.LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno.: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. h) Verificar se passa perto do lote.3. em declive.1 .Carpir . 1. interpretados e manipulados corretamente. esgoto. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote. e na maioria das vezes. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1. 1.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio. 1. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais. podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr.3 . Deve retratar a conformação da superfície do terreno.(água.Roçar . que poderão ser cortadas com foice. 1..

piquetes etc). casos mais complexos.2). portando.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia.1-Lote regular Obs. Figura 1.1). vamos mostrar em alguns desenhos. esquina. sem referência.(Figura 1. Figura 1. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha. são geralmente de pequena área possibilitando. e usar o valor médio.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1. bastando portanto medir os seus "quatro" lados. Para verificar se o lote está no esquadro. Os terrenos urbanos. No entanto. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais.

c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso. c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).3).4-Lote com setor curvo 6 .3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva. Figura 1. Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda.4). Medir a corda e a flecha no local. E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1.

0 3.5. 7 .0 1.0 3.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno.0 2. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar. 1. as distâncias entre as curvas serão menores.0 1.5. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis. Este levantamento não é muito preciso. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.0 d1 2. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote.0 2. os ângulos. caso necessário.0 RN 0.5 . 1. as dimensões de um terreno ou área.1. depressões. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2.0 2. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis.0 d2 Figura 1. Caso seja necessário algo mais rigoroso.0 1. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.2.0 RN 0. inclinações etc. mas nada nos impede de tirarmos mais. de uma superfície (Figura 1.0 1. que geralmente utilizam terrenos pequenos.3).0 3.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional.5) Podemos observar na Figura 1.1.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.5.et al. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer. 3.

5.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1.0m.0m.6 e 1. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5. ou de acordo com a inclinação do terreno. 1972) 8 .Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5.0 em 5.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges.7. 1972) Figura 1. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1.

8).50m (ponto A). Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m".9).Coloca-se o clinômetro (Figura 1. 9 .trena. Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil.8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges. Com o auxílio do nível de bolha.2) Nível de bolha Materiais : . Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α.2 balizas. 1972) 1. O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente. .régua . Utilizando o método do nível de bolha. a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas. Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B. na 1ª baliza a uma altura de 1.Nível de bolha.5. . Figura 1. nivelamos a régua (Figura 1.

Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas..Posição da água quando não existe bolhas 10 . que nos fornece o nível. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos.. parede espessa para evitar dobras e ser transparente. A mangueira deve ter pequeno diâmetro. azulejos etc.Figura 1.10 e 1. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes. batentes.11). A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas.9 Utilização do nível de bolha 1. Figura 1.10 . Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados.5. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1.

podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas. que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”. Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno). O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”.11 . o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.Trena Figura 1.2 balizas .Mangueira . Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 .Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: .Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição.

.. Figura 1..a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h . Figura 1. Htot = h1 + h2 + hn .Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h . Htot = h1 + h2 + hn .13 ..h' .12 . h2 = H'. h2 = H'....Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 ....h' .

ANOTAÇÕES 1 . da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade.Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira.13). 3 .A mangueira deve ser transparente. 2 . e de pequeno diâmetro. para não dar erro nas medições (Figura 1.A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 .

devem ser realizadas. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. algumas atividades prévias.2 . antes do início da obra. • Demolições. 2. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. 1969). de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. descarga.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. quando existirem. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. aterros. • Canteiro de obras e a locação da obra. Antes de iniciarmos a construção de um edifício. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. 2. 14 . compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. carga. • Analisar e executar um canteiro de obras. antes do início das obras. transporte. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. • Realizar as compensações de volume. para facilitar a sua entrada e retirada). Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. como trincas. o registro das condições das construções vizinhas. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas.

Corte em terreno 15 .: Quando não se conhece o tipo de solo. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno. cortes. aterros. Podemos executar.1). 1977) materiais Argila natural Argila escavada. conforme o levantamento altimétrico. Localização do canteiro de obras. Tabela 2. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte.1 alguns empolamentos. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2.1 . Relacionamos na Tabela 2. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. ou cortes + aterros: 2.Cortes: No caso de cortes. O empolamento é o aumento de volume de um material.43 metros cúbicos no estado solto. Níveis das construções vizinhas.1 . seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2. Seqüência da execução do edifício.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2.2.1 . úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta. seca Argila escavada. Por exemplo.1).

2 . Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. 16 . piçarra ou argila. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos.Aterros e reaterros: No caso de aterros. Quando o nível de compactação for baixo. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. isto é. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. Compreendem as terra em geral.2 . incluindo eventual escarificação. podendo fazê-lo maior. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. pedras ou entulhos. 2006).O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. como os compactadores mecânicos (sapos). não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. sem vegetação nem entulhos. Va = Ab . - 2. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação.Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. é possível utilizar pequenos equipamentos.2). hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água. como: ruptura do terreno. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito. os soquetes manuais.2. reduzindo o volume de vazios. sem detritos. ou os próprios equipamentos de escavação. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. quando compactado (Figura 2. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito.

ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. refeitório e instalação sanitária. 17 . aço. Serviços a serem executados. bem como distribuição de máquinas. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios. Empresas empreiteiras previstas. Máquinas e equipamentos necessários. "encaixotamento" do prédio. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem. cal.INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS ... c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). tudo dependendo do vulto da obra.3 . Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. etc.2. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. Materiais a serem utilizados. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira.2. que serão utilizados durante a execução dos serviços. madeiras. e deve-se registrar o número de viagens.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. para evitar que materiais caiam na rua. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central.3). etc. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra.) e ferramentas. tijolos. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material).deverão estar próximas ao ponto de utilização. 2. chapas compensadas (Figura 2. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. Áreas para areia. deve ser feito um tapume.. alojamento para operários.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. com tábuas alternadas ou chapas compensadas. se houver. pedras. Em zonas urbanas de movimento de pedestres. É indicado para obras com grandes movimentos de terra.. Prazos a serem atendidos. por empreitada global ou empreitada por viagem. o tempo de obra e a distância de centros urbanos.

Mas precisam ser feitas de forma correta.o local deve ser de pouco trânsito. ainda. Deve-se providenciar a ligação de energia.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. quantas máquinas serão utilizadas e. 2006).0 trifásico Maquina de corte 2. Na Tabela 2. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. no local.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior.que seja o mais distante possível dos alicerces. no fundo da obra. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância. como.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. c) . aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente).5 a 15 trifásico Betoneira 3. para que sejam seguras. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. Tabela 2. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. Se no local existir rede mais é monofásico. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros.2 temos a potência de alguns equipamentos.0 trifásico Bombas d’água 3. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra. 18 . deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. Antes do início da obra.0 trifásico Serra elétrica 2. deve-se também fazer um pedido de estudo.0 trifásico vibrador 3.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia. isto é. Caso. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. onde ficarão os quadros de força.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. sendo desfeitas após o término dos serviços. ou seja. b) . nunca a menos de 15 metros dos mesmos. com os seguintes cuidados: a) . quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas. Não existindo água. não existir rede elétrica.

3 .4).Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas. 19 .3): Figura 2. e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões.3.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2. como segue (Figura 2.2.1 . pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8. desmontável para utilizar em obras.

5 0.0 10.00m Pontaletes ou caibros de 3. Tabela 2.44 Telhas fibrocimento 4.0m Sarrafo de 7.50m Chapas de compensado 6.5 03 0.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.50x2. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2.0mm 0.22 Viga 6x12 de 5.Figura 2.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.0mm Telhas fibrocimento 4.0mm 0.3 .0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .50x1. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.3.3.

em obras de grande área. Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes. poderão acumular erros.5).6) 21 . sem o auxílio de aparelhos.4. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2. evitar esse processo.LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. o auxílio da topografia. No entanto. que nos garantam certa precisão. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira.2.5 . fio de prumo e trena). Em quaisquer dos casos.1 .Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. os métodos simples. etc. 2. para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito). tropeços. nos casos de obras de pequeno porte. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão. régua. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce.4 . Figura 2. previamente alinhados conforme o projeto. sendo conveniente. Devemos sempre que possível. portanto.

Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção.2 .0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1. que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas.5 x 10. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm). Este processo é o ideal.6 .Figura 2. em nível e aproximadamente 1.5cm ou 7. determinam os alinhamentos (Figura 2.Processo dos cavaletes .determinação dos alinhamentos 2. 22 .20m das paredes da futura construção.0m e a 1.8).4. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta.00m do piso (Figura 2.5 x 7.50m a 2.7).Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção. pontaletes de pinho de (7.

Não obstante.Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra.Marcação sobre gabarito Figura 2. No entanto.7 . seja qual for o método escolhido. possibilitando a conferência durante o andamento das obras. devemos transferir as medidas.8 . 2. retiradas das plantas para o terreno. para auxiliar este processo.5 . pode utilizar o processo dos cavaletes. 23 .A Figura 2. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros.

80 x 1.Quando a obra requer um grau de precisão. para pequenas obras.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0.4 e 5m (triângulo de Pitágoras). cujos lados meçam 3 . Figura 2. 2. 24 . que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos.9 .9). O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las.60 x 0. da construção. Um método simples para isso.Traçado de ângulos retos e paralelas. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente. É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno.10).5. saber locá-las com métodos simplificados. determinando assim o esquadro. fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. cabendo a nós. pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas.1 .

11.Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e. com o auxílio de um arame ou linha. No caso de grandes curvas.12).Figura 2.11 .2 . chamado método das quatro partes. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. quando temos pequenos raios.5. podemos utilizar um método aproximado. sobre a corda obtida com a flecha precedente. a quarta parte deste último valor (Figura 2.10 . Figura 2.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2. Encontram-se assim. por aproximações sucessivas. sucessivamente. Consiste em aplicar.Baud. 1976) 25 . todos os pontos da curva circular (G.Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão.

Figura 2. tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas.12 . 2.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas.13). com o auxílio do gabarito.Traçado de curva pelo método das quatro partes (G. visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos. 26 .3 . inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas. 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto.5.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 .Baud. fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2. caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes").

geralmente de peroba.0cm. Transfere-se esta interseção ao terreno.E D C B A 1 2 3 Figura 2. 27 . através de um prumo de centro (Figura 2.14). No ponto marcado pelo prumo.Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito.13 . crava-se uma estaca de madeira (piquete).5 x 15. com dimensões 2.5 x 2.

15). Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes. 2.Figura 2. para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2.5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes. 28 .14 . No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm. por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros.Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.5.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes". na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14.4 .

E D C B A 1 2 3 Figura 2.Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .15 .

as tábuas devem ser pregadas em nível. canaletas ou eletro dutos.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas.Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. 3 .As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. 5 . blocos e estacas. 3 . 3 .Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas. os valores são mais precisos se o número de seções for maior. 5 – Verificar os afastamentos da obra.Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas. em relação às divisas do terreno. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas. ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo.Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. 2 . Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. materiais e equipamentos.Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes.Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos. sapatas. não deixando partes descobertas.Na execução do gabarito. 6 . elétrica ) e suas implicações. ou redes de esgoto. além de mais precisa. de preferência. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 .A locação da obra deve.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte.A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. 4 . 2 . 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais. 4 .Os taludes instáveis com mais de 1. 30 . Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 . máquinas e materiais.ANOTAÇÕES 1 . 2 .Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. 4 . 5 . pilares. facilita a conferência pelo engenheiro.A marcação pelo eixo. devem estar protegidos por calhas de madeira. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais. 6 .

A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S.3 . ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. apenas 0. fazendo com isso. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam. em média.T. damos nestas anotações de aulas. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. o barateamento das fundações.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens.P. 31 . . no subsolo. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas. 3.1 . Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. • Analisar um perfil de sondagem. 3. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy.005% do custo total da obra. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem. bem como a sua localização. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. que consiste em abertura do furo. até a profundidade de interesse do projeto.Standart Penetration Test. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. As sondagens representam.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações.1 . A execução de uma sondagem é um processo repetitivo.FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1.05 a 0.

Ensaio 55cm .Desta forma.Equipamento de sondagem à percussão 32 .Abertura 100cm 45cm . inicialmente. a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água.Abertura 100cm 45cm . (Figura 3. em cada metro faz-se.1 .Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3. um martelo de 65 kg. utilizando um tripé. e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração. (Figura 3.Ensaio Figura 3. uma haste e o amostrador.2) (Godoy.1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente.2 . 1971) 55cm .

1. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 . no comportamento da fundação. Tabela 3. 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .2).10 Rija 11 .1 .1. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1.200 m² de 1.T.2 .3 . o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3.200m² Será fixada a critério. Conhecido como S. 1971) Tabela 3. Compacta 9 .41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 .400m² Nº.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo. Podemos ainda.P. O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão. No caso de fundações para edifícios. significativamente.2 . que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.3. caindo de uma altura de 75 cm. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens.Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo.S. A Tabela 3.19 Dura > 19 3. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir.P.T.18 Compacta 19 . (Godoy. considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador.200 m² até 2.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.1 apresenta correlações empíricas. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med. dependendo do plano de construção.400 m² acima de 2.

34 . ou No mínimo. Nos terrenos arenosos. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. de maneira a cobrir toda a área em estudo. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. permitem a interrupção do furo. quatro índices elevados de resistência à penetração. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. Nos terrenos argilosos. durante a execução da sondagem.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. Em geral.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². próximos aos limites da área em estudo.3 . a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. A Figura 3. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. em material de boa qualidade.

42 (100. (Godoy.00 CASA EXISTENTE Figura 3. da anterior.00 1.13) 2.00 RUA .40 2.20 25. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3. 1971) 35 . 3.60 (99.0m.1.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo.Obs.4 4 S1 21.NA . nas respectivas cotas.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento.também é indicada.: profundidade mínima 8.40 2.4 .60 S2 21.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2.0m.95) 7.. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso.00 RN=100. Essa profundidade pode ser corrigida. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.00 5. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3. CALÇADA 5.. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos.Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3.00 1. em planta. A posição do nível d'água .5).4 . Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3. Caso necessário.

36 . de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas. técnica e economicamente.5 .2 . Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas. pode o engenheiro.Figura 3. proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. O estudo é conduzido inicialmente.ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens.Exemplo de um perfil de subsolo 3.

Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 . estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3. 3.6 . Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.1 .6).E finalmente. verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.2.

38 .Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. são capazes de suportar as cargas. S nec = P σs . 3. Figura 3.3 . se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água. Em terrenos firmes a mais de 6. Fundações profundas. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3.12). Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar.7 .0m. Dividindo a carga P pela σ s do solo.7). Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3.0 à 6.0m.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. Com o auxílio da sondagem. devemos utilizar estacas ou tubulões. encontramos a área necessária da sapata (Snec).Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. logo abaixo da estrutura. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo. podemos adotar brocas.

3. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga.0 kg/cm² Regular = 2.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados. pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: . (edícula sem laje.Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. podendo ser bi triangular.8 . no terreno. sob atuação do carregamento. barraco de obra. H. retangular ou triangular.Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 . Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e .8). no máximo 50cm. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das . água etc. • • Figura 3. abrigo de gás.0 kg/cm² Fraca = 0.1 .5 kg/cm² A Distribuição das pressões. 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte. É importante conhecer esse tipo de alicerce. o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3. sempre em nível.). 3. apresentar deformação de flexão (Caputo. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1.P.

• Assentamento dos tijolos é feito em nível. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno.feitos com um tijolo. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". a fim de evitar o contato das paredes com o solo. 40 . Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. contudo ser utilizadas como vigas. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. Para economizar formas.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg. utilizam-se tijolos em espelho. não podendo. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. podemos reaterrar as valas. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . Paredes de 1/2 tijolo . • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado.feitos com tijolo e meio.

g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.Sem cinta de amarração (Borges. 1972) Parede de meio tijolo Figura 3.10 .11 .Com cinta de amarração (Borges. 1972) Parede de um tijolo Figura 3.Com cinta de amarração (Borges.9 . 1972) 41 .

Também são denominadas de Blocos.3 . possuindo pequena altura em relação a sua base. As sapatas de concreto simples (sem armaduras). que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado. 3. espaçados de mais ou menos 1. podem ter formato piramidal ou cônico.0m.Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3.14. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras.15) PAREDE h L Figura 3. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição.12 .13 . As sapatas de concreto armado.Sapata corrida sob paredes 42 .13.3. 3. o que lhes confere boa rigidez. devem ser usados estribos. possuem grande altura. 3. Figura 3.Obs.Sapata isolada retangular 3.3.

esgoto e elétrica. 43 . tem-se o que se denomina uma fundação em radier. protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla).4 . Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento.PILAR h L Figura 3. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.3. Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado.Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3.Sapata corrida com viga 3.14 . Colocação das tubulações de água.15 .

encontra-se em camadas mais profundas do solo. Figura 3.4 . cilíndricas ou prismáticas. Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo.Estacas Estacas são peças alongadas.16 . bom para a fundação. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. Podem ser: . 3.4.Moldadas in loco 44 .• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo.1 . Os principais tipos de fundações profundas são: 3.Pré-moldadas . c) Compactação de terrenos. Concretagem e cura.

As estacas recebem esforços axiais de compressão. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento. vigas etc.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento.). A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala.18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 . permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3.17 .a) Nas estacas pré-moldadas. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3. Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior. Figura 3. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno. Figura 3.17. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais). (a) (b) Figura 3.18 b).18.

2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas. distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3. Figura 3. H. 1973).19 – Bloco de coroamento 46 . Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS ... excentricidade e outras solicitações (Caputo. Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais.4.P.3.19)..

não utilizando nenhum equipamento mecânico. Ao atingir a profundidade das brocas. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10"). utilizando pedra nº 2. sempre verificando se não houve fechamento do furo. (geralmente com 1.0m a 4. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento. pois o trabalho é exclusivamente manual.20 .0 MPa conforme NBR 6122.Brocas São feitas a trado. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. que veremos adiante. Figura 3. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas. as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15.20. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado. em solo sem água. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. bem como falhas na concretagem. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada.0m.Tipos de trado 47 .0m.4. no mínimo de 3.3.3 . Limite de comprimento: é da ordem de 6.21). 3.

que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. 48 . No entanto. além de trabalharem a compressão. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo.21 . sem nenhuma proteção. Forem tracionadas. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. também sofrem empuxos laterais. pois sua execução é manual. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade.0m. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: .Figura 3. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas.não armada ≅ 4 a 5t . certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. Quando em algumas brocas.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas.não armada ≅ 7 a 8t . encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3.armada ≅ 6 a 7t .

conjunto de tração e haste de perfuração. 49 . que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal.22). (Falconi et al.22 – Perfuratriz (Hachich et al. A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo.5 . Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga. 1998) Figura 3. Em ambos os casos são empregados guinchos.4.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm. São executadas através de torres metálicas. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água.4.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo.3. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.4 .

enche-se de concreto em trechos de 0. exceto a formação do bulbo. Após abertura inicial do furo com o soquete. Alcançado o comprimento desejado da estaca.23 .Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. O procedimento acima se repete.4. coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 . 1998).A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas. Inicia-se a perfuração utilizando o soquete. até completar o nível proposto pelo projeto. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama.5 a 1. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. Figura 3. guincho. 3.6 . soquete (pilão) e a sonda (balde).

1998). e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. normalmente de seção circular revestido ou não. coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão. 51 .4. apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde.3. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto. ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde).25) (Alonso et al.4. esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t. um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa.7 .24 .8 . Figura 3. tendo no seu interior junto à ponta.Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente. Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre.

Os tubulões à céu aberto é o mais simples. a água afastada do interior do interior do tubulão. = 70cm D ≅ de 3 a 3. 52 . O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço.5d H ≥ D . em etapas. tang60o sendo < 2.25 . existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. pelo ar comprimido injetado. O princípio é manter.d .x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3.0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido. No sistema Chicago a escavação é feita com pá. Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. 1973).Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto.26). Sendo a de aço perdida ou recuperada.

26 . Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.Tubulão a ar comprimido 3.9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm).Figura 3. 53 . possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame.4.

contra a umidade do solo.contra a pressão hidrostática. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. . A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4.27). A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. somam muitas vezes o custo inicial. para impermeabilizar saunas. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3. nas cidades históricas.Alvenaria de embasamento 3. . etc. mais 54 . de acordo com o ataque de água: . Os romanos empregavam clara de ovos. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água.27 . Figura 3. As falhas corrigidas a posteriori. quando anteriormente planejada. Podemos dividir os tipos de impermeabilização. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce. óleos. sangue. Atualmente.contra a infiltração. aquedutos. Já no Brasil. a impermeabilização para esses tipos.

50m nas paredes superiores. local mais indicado para isso.1.. membrana de asfalto com elastômetros. . nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc. penetrando até a altura de 1. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura. causando sérios transtornos. pois esse produto pode ser aplicado. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos. No tijolo a água sobe por capilaridade. a argamassa também o fará. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . Temos também. E no caso de umidade do solo. etc. O semi flexível: . Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. já há algum tempo. e com grande sucesso.28). 55 .utilizada há mais de 50 anos. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. um produto mineral que se aplica na estrutura.-. lençóis termoplásticos.5.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. Se a estrutura fissurar.. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). Como podemos observar. 3.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. pela inclusão de um aditivo. no Brasil. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem. em especial as de concreto. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. Tem sido bem aceito.

pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas. para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: . usando. impermeável gorduroso (Vedacit ou similar). Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. corrigindo os pontos fracos. Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. Viaplus 1000.29).5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar). 56 .1 lata de cimento (18 litros) . Tec 100 ou similar).1. Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas. Devemos aplicar duas demãos e em cruz. mas apenas alisada. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. A camada impermeável não deve ser queimada. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3.Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida.3 latas de areia (54 litros) .28 . geralmente.Figura 3. Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível.

Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários.Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 . nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.29 .Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces. devemos executar uma impermeabilização. 3. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).30 e 3. Figura 3.31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.5. As figuras 3.Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs.: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.2 .30 .Figura 3.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

00Kg resistência do tijolo: de 1. por outro lado.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR . Exige menos mão-de-obra. Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos. também 9x19x19. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais. muitas vezes maior.0 Mpa. denominados tijolo furado (Figura 4. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12. devido à quebra do tijolo. menos argamassa de assentamento. 65 .5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4.5x14x24 também é bem utilizado. o corte para passagem de tubulação é difícil e.Tabela 4.3) com as seguintes características: • • • peso: 3.1 .5 a 2. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12.5 x 20 x 25 12.5 x 20 x 30 12.5 x 20 x 20 12. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço.

3 .Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4. O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .4).70kg resistência do tijolo ≅ 3.5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.2 .5 a 5.0MPa • • 66 .Figura 4.Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4. • • dimensões: 23x11x5.

6 .5 .Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .Figura 4.0MPa Figura 4.Tijolo de solo cimento comum Figura 4. 23x11x5cm ou 25x12. cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente.4 .Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .6).Tijolo laminado 4.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais).5cm. cimento Portland de 4 a 10%.1.2 . e água. prensados mecanicamente ou manualmente.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1. • • • • dimensões: 20x10x4.5x6.5) ou furados (Figura 4. Podem ser maciços (Figura 4.7MPa resistência à compressão média: 2. São assentados por argamassa mista de cimento.

7.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10.3 . 4.5MPa Individual 2. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4. pó de pedra e água (Figura 4.5un resistência do bloco: média 2.7kg 13.8 .10 kg A Tabela 4. Tabela 4. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica. Figura 4.2 .0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm.8).Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13.Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12. areia.7kg 8. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes.50 kg 19 x 19 x 39 = 18.4. Figura 4.7kg .Blocos de concreto Peças regulares e retangulares.6kg 15. fabricadas com cimento.7 .1.8kg 6. pedrisco.

areia e água.9). proporcionando ao material baixo peso específico. com características argilosas.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada). facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. resistência ao fogo. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. para a execução de paredes de vedação. isolamento térmico. resistência à compressão. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. no mínimo.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. que funciona como um elemento aglutinador. secos ao sol. um dia da execução da impermeabilização. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. Devido à argila ser muito retrátil. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. com a mistura de cimento. Os cantos são levantados primeiro porque. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas. Geralmente monolítico. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. cal. estruturado. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. 69 . serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. fixo ou desmontável. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. fiada por fiada. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. desta forma. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical.4. se junta palha. técnicas e materiais utilizados. leve. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. retiradas depois de completar a secagem. gesso comum e sizal. É assentado com gesso cola. 4.

os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .1 .10 . do prumo de pedreiro e da linha.4.9) Figura 4.9 .Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4. cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.3.

conforme a Figura 4. 4. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4.Podemos ver nos desenhos (Figura 4.13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria.11 .Colocação da argamassa de assentamento 2o .12.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha.11. 4.12 . Figura 4. Figura 4.12. verificando o nível e o prumo. 1o – Colocada à linha. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior.11.Assentamento do tijolo 71 .

Por este motivo.5m acima da laje e assim sucessivamente. Quando as paredes atingirem a altura de 1. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada.a . nota-se certa diferença de medidas. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face. 4.A sobra de argamassa é retirada com a colher.13 . Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2.5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos. 4. e o terceiro 1.3o .16). se for sobrado. Figura 4.1. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas. 4.13. o segundo plano será na altura da laje.3.14. Podendo ser: 72 .Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria. conforme Figura 4.50m.15. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4.5m aproximadamente.

Ajuste Francês c .Ajuste Inglês.Ajuste corrente (comum) b .15) Figura 4.Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.15 .16 .Ajuste comum ou corrente. de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.14) Figura 4. é o sistema mais utilizado (Figura 4.14 .a .16). Figura 4.Ajuste Inglês ou gótico 73 .

4.4. pois como já visto.18 . Nas Figuras 4. 4. as paredes iniciam-se pêlos cantos. Figura 4.19.20 e 4.18.21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.3.19 . 4.Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente.b .1.17 .Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .17.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.

Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.3.).1.Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4. muros etc.22) 75 .Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.c ..21 ..Figura 4.20 .Canto em parede de espelho Figura 4.

d . Costuma-se. Como coroamento. São 15 camadas. resultando 240.23. após cada descarga do caminhão. também. arrumam-se mais 10 tijolos.23 .Figura 4.Empilhamento do tijolo maciço 76 . para não haver confusão com as pilhas anteriores. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4.Exemplo de pilares de alvenaria 4. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas.22 .Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos.3. contendo cada 16 tijolos. perfazendo uma pilha de 250 tijolos. Figura 4.1.

.4. . Figura 4. o que facilita no momento da execução. são necessários tijolos comuns. economizandomão-de-obra.nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa.menor tempo de assentamento e revestimento. os desenhos dos blocos.24). Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4.2 . . nas espaletas e arremates do vão. . A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6.Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado.menor consumo de argamassa para assentamento.Corte do tijolo maciço 4. .3.e . .melhor acabamento e uniformidade. se estendem rapidamente em nossas obras.1.Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.3. Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos.não permite cortes para dividi-los.peso menor . Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados. O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços.24 . As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes. Desvantagens: 77 . Vantagens: .geralmente.

Figura 4.26 .Detalhe de execução dos cantos 78 .25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento.Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto). a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo. A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4. Portanto.25 .Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4.26): Figura 4.

só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto.4.4 .3 .28).27). No entanto. No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto. Figura 4.VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas. Figura 4. e o seu assentamento e feito em amarração. não oferecem grande resistência e portanto. os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes. pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4.3.Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto. Para que isso ocorra devemos 79 .Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4.28 . tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4.27 .Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta.

29 .29). No caso de janelas sucessivas.30 . os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura. pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria. Figura 4. tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4. Quando trabalha sobre o vão.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura. 4.31. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. devido aos batentes.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local.32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 .30). executa-se uma só verga.considerar o tipo de batente a ser utilizado. e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura.

0 e 2.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.50m 81 .00m OBS: Caso o vão exceda a 2.0 a 1.00m e entre 1.50m Figura 4. As Figuras 4.Vãos até 1.0m Figura 4.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.0m Vãos de 1.32 .0m Figura 4.00m e 2.33 .Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.00m. deve-se calcular uma viga armada. 4.33.00m Vãos entre 1.31 .Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.00m e 1.

para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.Coxins de concreto 82 . Figura 4.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.0m Figura 4.00m Figura 4.5 .50 até 2.Vãos acima de 1.00m 4.0m Vãos de 1.35 .OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.00m A Figura 4. proveniente principalmente das coberturas.50m e 2.36 .00m e entre 1. descarrega sobre a alvenaria.0 a 2.36). executa-se coxins de concreto (Figura 4. de pequena carga.34 .00m e 2. Quando uma viga.

39) Figura 4. Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente. quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4.Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs.37 e 4.39 . devemos então calcular vigas. As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes. nestes casos para lajes de pequenos vãos. utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga.00m. 83 .Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes). Figura 4. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas). (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5).38 .37 .Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4. As Figuras 4. no máximo entre 2.50 a 3.

portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação.40). pois falta aderência neste ponto. Devem. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. lajes tipo cogumelo). O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4.40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente.4. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . Na parte superior da alvenaria deve ser executado.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. grandes pórticos. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável. Figura 4. além do chapisco. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. Devemos tomar alguns cuidados. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas.

Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca.41) ou revestido (Figura 4.43). neste caso armado. 4. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais.7. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta. pórticos rígidos.esforços de grande amplitude na alvenaria. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. portanto a cada 2.0m executa-se um pilarete de 10 x 25. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto.7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39). evitando que esta se manifeste no revestimento. 4. Obs. para podermos frisá-las.41 . provavelmente. devemos deixar uma junta de dilatação de 1.À vista: Figura 4. desde que a junta seja frágil. NOTA: Quanto ao tipo de ligação. tijolo maciço ou tijolo furado.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 .0cm. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout". Para o tijolo furado e o maciço. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. o importante da fixação. se manifestarão também no revestimento.41).5 a 3. devemos quase sempre revesti-los.00m. é tempo correto de sua execução.1 . para as alvenarias de vedação. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento.00 a 15. ventos etc.42). Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada.Fechamento de divisas em bloco de concreto a . estar parcialmente engastado no alicerce. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. possibilitando a movimentação do painel. Se a escolha for para o revestimento. no máximo. formando assim os pilaretes (Figura 4. e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. Se a escolha for à vista. de 10. No caso “c” panos pouco extensos.

Revestido: Figura 4.42 .2 .7.43 .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .b . revestido e viga baldrame 4.

caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria.44). Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria. 87 . uma proteção impermeável.0m de profundidade e a cada 2.44 .5 ou 3.0m de distância uma das outras. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado.3 . As brocas. devemos executar também. impermeabilização Figura 4.Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro. As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm. dependendo do terreno. Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria.4. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras. através de argamassa e impermeabilizantes.7. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro.

pois são fatores subjetivos que a definem. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade.Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados.46): a) . Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. conforme o desejo de quem vai manuseá-la..Preparo da argamassa com betoneira 88 . Ela pode ser mais ou menos trabalhável.1 . Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.Com betoneira Figura 4. sendo a sua função: .Preparo da argamassa manualmente b) .45 e 4. junto com os elementos de alvenaria.3).. não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria. 4. etc. Podem ser preparadas (figuras 4. não "agarra" a colher do pedreiro.4.unir solidamente os elementos de alvenaria .PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas.vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos.distribuir uniformemente as cargas .8.45 .8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO . são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada.46 .Manualmente Figura 4. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4.

melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.8.Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.48).Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.48 . Figura 4. ideal para paredes em alvenaria aparente.47): Figura 4.Tabela 4.Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.Assentamento em cordão 89 .47 .3 .2 .

49).c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água. 90 . conferindo mais resistência além de um efeito estético.Tipos de frisos Os frisos a.49 .Quando a alvenaria for utilizada aparente. pode-se frisar a junta de argamassa. que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4. Figura 4.b.

5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: .As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração. . Tabela 4. Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes. será necessário uma grande espessura de revestimento.0 10. pois. gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado. . .4).Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado.ANOTAÇÕES 1 .0 12. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4. 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos.Equivalência das bitolas dos aços mm 5.Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios. do contrário.0 6.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento.4 . estão colocadas em polegadas. 91 .3 8.

5. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5. Dependendo do tipo de obra.50m. o acabamento. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. ipê.3) Figura 5. 5. fica a cargo do projetista a sua escolha. pinus. Os forros mais comuns são: madeira. presos às lajes ou nas estruturas do telhado.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0.1 .FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.50 a 0. etc.(Figura 5. a estética.Tipos de forros de madeira 91 . gesso. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma.2. etc. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas. muiracatiara. levando em consideração a acústica. etc.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho. laje pré-fabricada.5 . laje maciça. aglomerados de celulose. jatobá. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas. Existem vários tipos de forros. laje protendidas. pvc.1 .

Entre elas.2 . em geral. colocam-se elementos intermediários de cerâmica. oriundos da flexão.3 .em telhado Figura 5.Laje treliça (LT) . além de resistir os esforços à compressão.Protendidas (LP) 92 .Laje comum (LC) . econômico. onde.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras. Podemos ter segundo a NBR14859: .Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. e o revestimento de concreto.2 . concreto ou outros materiais. A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural. têm a função de solidarização dos elementos. feito no local. etc.LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

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c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

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17).Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.14 .18) Figura 5.Armadura adicional de tração Figura 5.Figura 5. e no seu transporte (Figura 5. pergolados.15 . etc (Figura 5. para reforços em aberturas do tipo domos.16 .Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.Exemplo de execução de nervuras 100 .17 .

Manuseio da laje treliça e) . fica extremamente facilitado e rápido.4 .Figura 5. completado na obra.Vãos máximos para a laje treliça f) . Como conseqüência.Vantagens: . de aproximadamente 12kg por metro.Perfeita planimetria dos tetos. onde se exija resistência à ação do fogo.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. o trabalho de revestimento com chapisco.4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada. . 101 . impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga. Tabela 5. dada à ausência de contraflecha inicial. emboço e reboco. .Facilidade de montagem. . permitindo menor consumo de argamassa.Facilidade de manuseio e transporte. permitindo a utilização de pisos leves nas construções.18 .Vãos livres: Na Tabela 5. porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto. conferido pelo próprio formato da vigota.Garantia de inexistência de fissuras nos tetos. dada à leveza da vigota. . .Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado.

2008). consequentemente. • • • 102 . Redução ou eliminação de escoramento. das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. maior o esforço resistente da laje (TATU. 2008) Figura 5.Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa.4 . Após a cura do concreto de capeamento. b) . maior será a altura final da nervura e.devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. Vão maiores deve-se consular o fabricante. dos elementos de enchimento.Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça.20m. 2008). concreto ou EPS.2. o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. quanto maior a altura do elemento de enchimento. Escoramento (quando necessário). Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais. colocação das vigotas.19). Maiores vãos e menores flechas . Portanto para uma mesma vigota. Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3.5.

sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes.21) 103 .20m uma linha de escoramento central (L/2). Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro. Já no início da obra. e são contraventados transversal e longitudinalmente.20m a 6. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante. quando as paredes estiverem com 1.5 .Escoramento: Todos os vãos superiores a 1.20).2. em base firme.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1. para a escolha das vigotas. ou uma viga armada. deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho. sobre chapuz.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista). e pontaletes (Figura 5.00m duas linhas de escoramento (2/5L . Chegando as paredes no seu respaldo.5. Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3.4% do vão livre. geralmente de aproximadamente 0. 2008). das armaduras de distribuição e das armaduras negativas.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista. para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma. ou de acordo com o projeto.20m não necessitam de escoramento. de 6. Vãos de 3.00m de altura. barrotes e escoras metálicas (Figura 5. executa-se a cinta de amarração. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. deve-se pedir para o fornecedor. b) . assentados sobre calços e cunhas.40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). e procedendo-se da seguinte forma: a) .20m a 10. L/5 .20 a 1.

Figura 5.21 .Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .20 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.

visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal. As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto. de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente.23).Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . No caso de laje treliça. entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5.Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão.Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota. Figura 5.22). 105 . Não deverá ficar nas juntas.22 . a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada.c) . A primeira carreira de intermediária deve apoiar. Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5.

O descimbramento da laje pré-fabricada. deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores. 106 . Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas.23 . e) .Figura 5. ou com uma linha de escoramento. salvo indicações do responsável técnico.Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. como em qualquer estrutura. no mínimo. o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. f) . é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada.Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. Salvo alguma restrição do calculista. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem. este deve ser socado com a colher de pedreiro . Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos).

As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas.0 cm. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas. Figura 5. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje.24).Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto.1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. No item 5.3 . 5. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Painel alveolar de concreto protendido. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas.g) . Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais. Pré-laje unidirecional e bidirecional. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5.24 .Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas. 107 .LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.

5 . g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. montados por justaposição lateral. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento. 108 . para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração.26).4 . Figura 5.0cm e larguras padronizadas. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.25). 5. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861). constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2).0cm a 5. f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária.5. h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes.25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada.

• 109 . b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. com características especificadas pelo fabricante. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.Figura 5. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa.0 cm.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.

7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. nas bordas da periferia da laje. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 110 . 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. mesmo sendo bloco de concreto. com tela. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos.

Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. rufos. 111 . • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. P. • Desenhar todas as linhas de telhado. Geralmente constituída por tesouras. são de chapas galvanizadas. cantoneiras. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. as telhas cerâmicas. podendo ser de madeira. fibrocimento. O telhado é composto pela estrutura. pingadeiras e rincões. etc. sobretudo em construções residenciais unifamiliares.1).1 . escoras.6 . cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. 6. é o quadriculado constituído de terças. metálica. Para facilitar.V. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. pontaletes ou vigas. concreto e galvanizada.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais.C. condutores verticais. que se apóiam sobre a armação. etc. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. etc. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. fibrocimento.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. alumínio. concreto etc. chapa galvanizada. A armação é a parte estrutural. constituída pelas tesouras. caibros e ripas.

1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.1. no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.1 . Tabela 6.1 .Esquema de estrutura de telhado 6.1).Figura 6.Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 .

5 MPa. geralmente com 4. comprimento 2. anjico preto. 4. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm. 3. chapas de aço para os estribos e presilhas. a 15% de umidade.3 mm. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas.0.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia.0. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. 3. 3. a = refere ao diâmetro.0 m. o preço da peça aumenta. comprimento 2. No entanto.0 m.5.5. os parafusos. guaratã e taiuva têm alta dureza.5 MPa.5. a x b . Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13. 3. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila. 113 .0x5.0. 4.0. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores.5. 5.4 mm 18 = 3. 5. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. A cabreúva vermelha.0cm. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. igual ou superior a 55.As madeiras da Tabela 6.5.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . • • • Obs. 4. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira).5.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas. 4.2. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm. Ripas: 1. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. coração de negro. faveiro.

e nos demais tirante. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. as demais de escoras.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . geralmente trabalham à compressão. A Figura 6.2 . Perna: Peças de sustentação da terça. encontramse. denomina-se asna a que sai do pé do pendural. para distribuir a carga do telhado.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte. geralmente.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. : Obs.1. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. Geralmente trabalham à compressão. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. em posição oblíqua ao plano da linha. transmitindo-as aos seus apoios. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio.6. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha.2). Geralmente trabalham à tração. geralmente trabalham à tração.2 .

Vãos até 3. com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.3) .4) Figura 6. . .O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura.0m.A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5.As tesouras devem ser contraventadas.Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3. . .3 . (Figura 6.Esquema de contraventamento das tesouras 115 .00m não precisam de escoras.00m deve-se colocar tirantes. . (Figura 6.4 .Vãos acima de 8.0cm.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.

5) ou pontaletes (Figuras 6.21 a 1.75 B 3.20 C 2. Portuguesa ou plan A 2.20 2.20 3.85 3.45 3.5 . Estes vãos são para as madeiras secas.55 2.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 . bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.10 2.16.50 2. do tipo de madeira e da telha empregada.60 2.45 2.60 1.60 Seção transversal (cm) Francesa.40 2.40 2.25 B 2.50 2.40 1.90 2.35 A 3.85 2.10 3.15 3.50 3.30 3.00 2.45 2.80 C 3.70 2.41 a 1. Romana.40 2.20 3.30 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume). 6.95 2.70 2.00 2. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.60 2.30 2.80 1.00 a 1.10 3.10 2.50m.50 2.20 3.85 2.60 3.40 2.90 A 2. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.35 3.18).20 3.50 a 3.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3. Figura 6.90 2.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras. 6.01 a 2.60 2.75 3.90 2.61 a 1.30 3.65 2.41 a 2.17.50 3.30 3.81 a 2.50 2.00 2.30 2.80 2. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.20 Colonial ou paulista B 2.30 C 3.40 2.21 a 2. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).05 2.40 2.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.50m.20 1.45 2. Caso não se tenha certeza.75 2.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.2 .85 C 3.80 B 3.70 2.5).35 A 3.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.05 2.15 3.40 3.

0cm). Portuguesa ou plan 1. Estes vãos são para as madeiras secas.00m e não ultrapassarem a 2. Portanto. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6.20 2. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças. Para determinar a galga média devemos: 117 . com o tipo de madeira e da telha.00 5x6 1.50m.90 1.0x5.60 2. usamos caibros de 5x7 (6x8). sendo que seu declive determina o caimento do telhado.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros.0cm (1.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1.40 1. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6. São encontradas com seções de 1. São inclinados. • quando as terças excederem a 2. portanto paralela às tesouras.7).50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5.60 2. Romana. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. Tabela 6.3.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. para garantir o espaçamento constante das ripas.2x5. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha. Caso não se tenha certeza.1: : • terças espaçadas até 2.00m usamos caibros de 5 x 6. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha).3 .d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças. devemos utilizar a galga média.00 2.80 2. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la.6).00 2.40 1.

Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6. Se for maior. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6. podemos utilizar as ripas 1.0m.0x5. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.7 .• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. 118 .5x5. Cinco vãos.50 em 0. verificar o espaçamento entre os caibros. portanto.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas. ou seja.6 . utilizamos sarrafos de 2. devemos. ou seja. Se este espaçamento for de 0. Cinco vãos.0m (peroba ou equivalente).50m.

Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.9) • escora/perna (Figura 6.9 .13) Figura 6. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras.6. 1992) 119 .3 .Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas.8 .Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.11 e 6.1.12) • asna/pendural/linha (Figura 6.8 e 6. 1992) Figura 6. com encaixes precisos. 6.10) • pernas/pendural (Figuras 6.

1992) Figura 6.11 .Figura 6. 1992) Figura 6.12 . 1992) 120 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.10 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.

Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6.14). ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.Figura 6. Figura 6. asnas e pendural (Moliterno.13 .15 .15 e 6.Detalhe da ligação entre a linha.Detalhe da emenda das terças com pregos 121 . 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios.14 . no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.70 m.16). com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6.

O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. onde tudo é calculado. .deverá ser acrescido aos pontaletes. o custo da estrutura é menor. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6. devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos.18).Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. Devemos ainda. 122 .16 .a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras. as paredes internas oferecem apoios intermediários. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços. ter algumas precauções como: . Nesses casos. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. portanto. Para isso. Nas lajes maciças.4 . mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. Sendo assim.Figura 6. podemos apoiar em qualquer ponto. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6.17 e 6.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura .17 e 6.1. Em construções residenciais.19).

Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.17 .Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .Figura 6.18 .

deve ser colocado em ângulo (Figura 6.Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.20).5 .Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro. antes do término. pelo carpinteiro.Recomendações: . O ideal seria o prego penetrar 2/3.Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água.19 .Detalhe da fixação por pregos menores . 124 . formando cada painel do telhado um plano uniforme. .1. .20 . do madeiramento.Figura 6. quando os alinhamentos das peças são perfeitos.Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar. Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra. Figura 6. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra. incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.21).

Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C.Detalhe da fixação das ripas nos caibros .2. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora. aço galvanizado.22 . Devem apresentar som metálico.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais. não alinhar os pregos (Figura 6. Essa massa passa pelas prensas de moldagem.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. no caibro. e consiste na mistura de várias argilas. é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos. 6. 125 . acessórios etc.1 .CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. poliéster etc. Não devem apresentar deformações. assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação. Para a sua utilização.21 . devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa. Figura 6.Figura 6.2 . Na próxima etapa.para evitar rachaduras na madeira. indo diretamente para a secagem. As demais telhas (alumínio.Fixação das ripas nos caibros 6. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas.

Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. As somente canal. e deslocar de acordo com a medida da telha. O consumo da argamassa é na ordem de 0. esfoliações. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. desvios geométricos em geral. em até três fiadas sobrepostas. plan. cal e areia no traço 1:2:8. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. romana. É o que se chama de emboçamento das telhas. portuguesa.23 . As curvas do tipo capa e canal. 126 . recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. rebarbas. quando forem do tipo canal. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. com arame galvanizado ou fio de cobre. para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. Ao cobrir. chamadas termoplan entre outras. paulistinha. também as telhas dos beirais e oitões. Figura 6. trincas empenamentos.24). desde a ponta do beiral até a cumeeira.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. são planas e chatas. colonial. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. também chamadas paulista.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° .23) e espigões e . possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6.002m³/m² de telhado.6). As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha. e a do tipo escama (germânica). As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. usar régua em vez de linha. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento.

tolerância ± 1 mm .15 un por m² .seca 83 kgf/m² .Para encaixe. que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.peso: 45 kgf/m² .dimensões: ≅ 46cm comp. .Cumeeira: 3 un/ml Figura 6. Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água. canal.caimento: 33% a 35% .caimento: 25% .tolerância ± 1 mm . cutelos em sentido oposto. e 24 cm de largura . nas bordas superiores e inferiores.cumeeiras: 3un/m 127 .25). (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) .65 kg .26 un por m² .saturada .seca 54 kgf/m² .peso unitario aproximado de 2.0 kg .peso: 69 kgf/m² .dimensões ≅ 40 cm de comp. (canal) 46 cm comp.peso unitario aproximado de 2.Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes.saturada . cuja função é de conduzir a água e capa. .24 .

(capa) 46cm comp. (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) .dimensões: 46cm comp.saturada . A portuguesa é igual à paulista (Figura 6. somente que nesses tipos o canal é junto com a capa. tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6. .caimento: de 20 a 25% .cumeeiras: 3 un/m .25 .26 un por m² .Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan.Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.75kg . mas melhoradas.seca 86 kgf/m² .26 . 128 .peso unitario aproximado de 2.26).peso: 72 kgf/m² .tolerância ± 1 mm Figura 6.27).Figura 6.

5cm largura Figura 6.saturada .seca 58 kgf/m² .28 .30 telhas por m² 129 . .dimensões: 45.27 .caimento mínimo: 30% .caimento mínimo: 30% .saturada Figura 6.15 peças por m² .16 peças por m² .Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada..peso: 48kgf/m² .seca 65 kgf/m² .0cm comprimento 21.Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .peso: 54 kgf/m² .28). consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .

475g .0cm comprimento 30.peso: 49 a 54 kgf/m² . para evitar o apoio da mesma com o solo. as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5. Segundo informações do fornecedor.caimento mínimo: 30% . calcular ventilação do forro. Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares.2.Telha Germânica 6. agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração.29 .peso unitário: 1.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional. . e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical.70 kg . 6.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado.2.0 cm de areia.10.peso unitário aproximado de 4. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto.5 peças por m² .CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes. Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano.dimensões: 32. Figura 6. 130 .4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento. as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg.seca 57 a 60 kgf/m² . A Tabela 6..saturada .caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico.2 .

83 1. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6.2. apoiadas em três pontaletes.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira. parafusos e grampos de ferro zincado. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos.22 – 1.13 – 2. conjuntos de vedação e arruelas. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .10 2. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 .53 – 1.05 – 3. Figura 6.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto. 6. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos.13m (8. fornecidos pelo fabricante. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda.83 m (6.91 – 1.30). 6 e 8 0.0mm) e de 2.44 – 3. Para as telhas com comprimento superior a 1. Tabela 6.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.Tabela 6.

Tabela 6.0m 132 .6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%.0 40.0 35.0 10.60 11.0 100.0 d%) 33. Devido ao seu traçado. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).7: Figura 6.31 14.0 50. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.70 5.0 15. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6.04 16. Portanto.31 . também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.60 45.6). o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.0 αº 18.0 A altura das cumeeiras.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8.48 24.0 30. fazendo com que as águas retornem. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.35 19. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6.23 26. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.αº 1.17 21.0 25. infiltrando parte das águas nos telhados.31).0 20.72 d%) 3.0 45.70 8.

0 6.45 0.28 .0 y2 (m) 0.0m x (m) 3.1.05 1. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas.5 3.30 -33 -39 ou 40 .64 0.44 1.75 .5 4.20 .20m de largura e comprimento variável. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.52 2.60 .60 x2 (m) 1.0 ou 1.32 . Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.32).20 1.20m de largura por 2. Figura 6.0 3. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .50 .0 5.08 1.00 133 . para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.52 3.24 y (m) 1.84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.85 1.00m de comprimento. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.08 3.5 2. rufos e pingadeiras. águas furtadas.12 .00m e 1. e para reduzir o preço das peças.15 .0 2.60 0.0 3. Portanto.0 2.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.0 4.7 . condutores) e arremates (rufos.05 2. águas furtadas.3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.Tabela 6.0 y1 (m) 0.5 2.5 3.75 2. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.0 7.33 1.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.0 x1 (m) 1.25 . quanto a sua largura.5 4.88 1.0 8.

Além do corte. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é.Calha tipo coxo 134 .coxo: Figura 6.33 . 40 e 60 (para as chapas de 1. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc.0m de largura) e o corte 30. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) .1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24.Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1.3. para especificar um sistema de captação de águas pluviais. 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.2m de largura).

São confeccionadas.34 .b) .Calha tipo moldura 6.Calha tipo platibanda c) . como as calhas.3.2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas. Figura 6.platibanda Figura 6.35 . com chapas galvanizadas nº 26 e 24.moldura Figura 6.36 .Detalhe de uma água furtada 135 .

37 . 6. a qual tem dado bons resultados.3. devido ao difícil acesso a esses dados. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas. A = [ n.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores. Figura 6. 6.3.4.6.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais.1 .Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.DIMENSIONAMENTO 6. em certas cidades. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada). 136 .5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.4 .3.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável.

38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6.38 .Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água). adotar calha tipo platibanda.0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande.Calha tipo platibanda 137 . 4º Se for pequena. Exemplo: Figura 6.6.Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.40 . mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado. Figura 6. podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos).39 .

42) ou em telhas vã (Figura 6. Podem ser em laje (Figura 6. O do centro recebe a contribuição de 50m². 0.1 .Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 . o mais comum é 0.2 . geralmente tem uma largura variando entre 0. adotando. Podemos adotar um ∅ de 75 mm. Ex.5.00m. um ∅ de 100 mm.5 .70 e 0.FORMAS DE TELHADOS 6.Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm².80m.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm.40 a 1.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado.Figura 6. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6.60. 6.41 . portanto.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas. 138 .43). Obs: 1 .4.

Neste caso. sempre se coloca uma calha.2 .44). 139 . rufos e pingadeiras.Beiral em laje Figura 6.43 .42 .Figura 6.5.Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6.Beiral em telhas vã 6.

espigões . letra (B) .Desenho das linhas de um telhado .Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6. também.44 . porém inclinados.45).águas-furtadas ou rincões Figura 6.3 .Detalhe das platibandas 6.as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas. As principais linhas são: . letra (C) 140 .cumeeiras .5.45 .os espigões são. um divisor de águas.Figura 6.a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) .

ou um telhado de quatro águas. 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6. portanto sem oitões.Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6.46.48 .Telhados com uma água (Borges. portanto dois oitões.5.Telhados com duas águas (Borges. Na figura 6.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.46 .4 . Figura 6.47 .Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. 1972) 141 . temos um telhado com duas águas e.

geralmente na escala 1:100. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia.Telhado com quatro águas (Borges. Indicam-se por linhas interrompidas. 142 . e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros.As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro. no mínimo 0.51). Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6.6 .Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. isto é.Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos.50m. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias. pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes. 6. os contornos da construção. 3 .REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta.50 . As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada. e facilidade de mão-de-obra.COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6. 2 . devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 .Telhados com três águas (Borges.49 . fazemos a união entre as duas com um espigão. 4 . Também é usual representá-lo na escala 1:200.

• Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.077 143 .053 1.Figura 6.Perspectiva das linhas de um telhado 6.059 1.8 determinando a área inclinada.011 1.005 1.031 1.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.51 .8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.020 1.044 1.

Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura).ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. 144 . 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano. Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura. utilizando guarda-corpo com tela.

alumínio) as de P. da luz natural e da água.7 .1 . A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição. caixilhos etc. Figura 7.Componentes das portas de madeira. Com a sua evolução. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens. onde será colocada a folha por meio de dobradiças. 7. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira.C.1.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. 145 .1 . Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7. dado que a mão de obra era barata e o material abundante.Portas Compõem-se de batente. ferro fundido. 7. • Nivelar e colocar no prumo os batentes.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1). janelas venezianas.1 . • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. que é a peça fixada na alvenaria. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas.V. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas.

5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14.3): Figura 7. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro). Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente. Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes. podendo ser também da mesma madeira da folha (especial).0m. angelim (comercial). canafístula. Esta é à medida que aparece nos projetos. se tijolo inteiro 26. tem espessura em torno de 4.0 a 14.4).a) .5cm.3 . O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7. chamado batente duplo. Figura 7. que já devem vir montados para a obra.Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 . 146 .0cm. Para que isso ocorra. Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias. elevamos este nível em 1.2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação. canela.Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível. podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7.Para facilitar o assentamento.Batente: Em geral é de peroba rosa.2). 2 .2 . a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.

5). Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm. 4 . igualar a marca de lápis com a linha. Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0.Estica-se uma linha no referido nível.08m. parafusos. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos. Figura 7.5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada.Marca-se nos montantes. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7.4). e. espuma de poliuretano ou sobre contramarco.Depois de aprumado e nivelado.09 ou 1. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2. com lápis a medida de 1.Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos. 6 . para dar melhor acabamento.Aprumar os dois montantes. 5 .4 .09 ou 2. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional).3 .08m da travessa para o "pé" do batente. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7. (assim se garante o nível). 7 .No assentamento do batente. portanto de 1 a 2 cm embutido no piso. ou seja. 147 . sem folga entre a alvenaria e o batente. (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes). Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.5 em 0. coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação.

E os batentes por parafusos no contramarco. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm.0cm para possibilitar a colocação da espuma. Figura 7.5).6 . Não alisar a espuma. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura. 148 . em geral. em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7.Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos. depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7.6). Figura 7.5 .Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco. Deixar secar por uma hora. em 6 pontos sucessivamente.

Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. o acabamento nunca é perfeito. c) . O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. etc. Figura 7. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. envidraçadas etc.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. protegendo-os.Guarnição: Na união do batente com a parede. Podem ser lisas. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. b) . Para se verificar se a folha foi bem colocada. choques. (revestimentos. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento).7). OBS. geralmente maciça. Muitas vezes.Este sistema é o ideal. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura. portanto. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12.Detalhe da fixação das guarnições 149 . com almofadas. abrasões. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo.7 . no mínimo. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos.

temos as fechaduras que podem ser (Figura 7. porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.8 .8): .9). Podendo ser de duas ou quatro folhas.1. Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr.tipo gorge (porta interna) . Porta. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas. 7.Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas.de w.p/ portas de correr Figura 7. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela. . envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7. porque permite a iluminação e a ventilação.Ferragens: Além das dobradiças.2 . mais modernamente em qualquer ambiente.c) .Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada. 150 .c.de cilindro (porta externa) .

devem ser completamente estanques à passagem da água. Uma vez instalada. Portando.Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo. mesmo tendo aberturas para passagem do ar. a) . com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. caso haja necessidade.Figura 7. e as guarnições. canela.9 .Batentes: Geralmente de peroba rosa. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos). de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior. Nas janelas. exceto nas varandas. 151 . portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção.1.10). poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. As janelas. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais. Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço. apenas de caixilhos (ambientes sociais). angelim. canafístula.3 .Porta balcão 7. utilizando vidros duplos. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis.

Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. Na posição normal.10 .14). quando desejamos abri-la.Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada.Batentes das janelas b) . Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior.Caixilhos: Podem ser de abrir. ou venezianas de duas folhas. Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. serem de abrir ou correr. o inferior é o caixilho interno e o superior externo. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. mas com venezianas de quatro folhas. basculantes. de correr. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7. c) . Os caixilhos de abrir.13 e 7. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. inferior e superior. quatro folhas ou mais. utilizam duas dobradiças por folha (3"x3").Figura 7. cremona e vara. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum). de dois. Quando fechadas. pivotante ou guilhotina. geralmente em nº de dois.15). Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3"). são trancadas por cremona.11). e as palhetas que preenchem o quadro. Os de correr podem ser em nº de quatro. Utilizam trilhos metálicos.12 e 7. e quando abertas. mas com dobradiças especiais chamadas palmela. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. 152 . não cabendo nesta apostila maior detalhe. Os caixilhos guilhotina são em nº. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. que nesses casos são dois de correr e dois fixos.

13). a). Figura 7.Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas. nas áreas sociais. 7.1. áreas de serviço etc.Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7. e basculantes nos WCs.11 .Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d .Tipos de janelas de madeira. ou seja. utilizadas nas salas.Caixilho de correr 153 . escritórios.4 .Figura 7.12) ou de abrir (Figuras 7.12 .

Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .Figura 7.14).14 .Caixilho de abrir b) .13 .Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.16). veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7. Figura 7.15 .

40m).20m (pode-se conseguir = 1. Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.90m (cada corpo).17 .30m .16 . As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.1.1.30m .10m . sendo que enquanto o painel superior sobe.1.Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana.1.00m . o inferior desce.Figura 7.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) . cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente.1.Janela tipo Ideal 155 .00m . largura livre: 1.1.60m . Figura 7.

portanto devem ser protegidas. I.Janelas: Podem ser:156 .2.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra. e para sua fixação na alvenaria.18 . utilizando peças perfiladas U.d) . utilizam-se grapas. apresenta muitas vantagens sobre o ferro. Para a junção das diversas peças. chatos. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). não oxida. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado. L. quadrados ou redondos. Não podem ter contato com o reboco. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. Podem ser também de alumínio. rebites ou soldas. são utilizados.17). em chapa etc. O alumínio se for anodizado.1 . com resíduos aquosos (infiltração de laje). maior durabilidade. Depois. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro.Janela de enrolar 7. chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7. T. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo.Janela de enrolar Figura 7.2 . 7. A principal desvantagem é a rápida oxidação. não perde o brilho.

Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) .19 .19).a) . pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7. Figura 7. A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. O conjunto de báscula.20 .20).Detalhe do caixilho tipo basculante 157 .Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7.Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação. Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela. do mesmo caixilho. Figura 7.

sob pena dela se enfraquecer.Ferro L das básculas. . grades de segurança.21 . 0. Caso se deseje maior. . devemos compor as básculas. ganharam grande mercado atualmente. dois caixilhos de correr e dois fixos. sendo sua abertura para o exterior (figura 7. Figura 7. . .Caixilho máximo ar d) .22).Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel.21). São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente. simples ou em arabesco.50x0.60m. Os caixilhos basculantes são compostos por: . 158 . pelo seu baixo custo em relação a de madeira. 0.Ferro T de contorno de parte fixa. a colocação do vidro. c) . onde se colocam os vidros (Figura 7.Ferro L de contorno externo.Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana.70m etc. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio. O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro.Podem ser colocadas no caixilho fixo.70x0. 0. .Orelha de alavanca.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje.60x0.Vareta de alavanca. ficando no caixilho móvel.Matajuntas em ferro L com pingadeira.50m. fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões.

que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros.de abrir: São compostas de folhas. Podem também ser compostas com venezianas de chapa.22 .Caixilho de correr g) . cuja abertura se dá em torno de dobradiças. O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona.23 .Figura 7.Janela veneziana e) .24) 159 .de correr: São compostas de folhas . (Figura 7. f) .23). funcionando como uma porta. São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L. e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7. Figura 7.Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado.

No quadro do postigo é que se colocam os vidros. O postigo apenas ocupa a área da grade.10m. maçanetas etc.60m e máxima 1.2 .Figura 7.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil.24 . mesmo com a porta fechada. Acima de 1. Cada folha deverá ter a largura mínima de 0.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas. cremonas. para evitar peso excessivo nas dobradiças. b) . A almofada é geralmente feita em chapa nº16. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas. 160 .de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr. 7.2. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna.10m devemos usar duas folhas. a) . e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão.Venezianas de projeção 7. A grade poderá ter desenho variado. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.

2 – Janelas Figura 7.Representação das portas em planta e vista 7.25 .Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .26 .4.4.1 – Portas Figura 7.4 .7.REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.

Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.Figura 7.Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.28 .Representação dos caixilhos pivotante 162 .27 .29 .

20 1.10 0.60 x 1.20 b) Basculante 0.10 1.1 .60 x 0.00 x 2.00 x 1.2 .60 x 1.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.00 x 1.70 x 0.20 2.5.50 x 1.50 x 1.80 x 1.00 x 1.10 1.00 1.00 2.20 x 0.80 x 1.00 x 0.80 1.60 0.80 2.00 1. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.30 .40 x 1.60 0.20 x 1.00 1.20 1.20 2.40 x 1.20 x 1.00 x 0.60 1.00 1.70 x 0.. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.50 0.Dimensões das janelas a) Venezianas 1.20 x 1. 7. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.20 0.20 x 1. fixação.60 x 2.10 0.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.20 1.00 x 1.00 x 1.40 0.00 1.50 x 0.80 x 0.20 2.20 1.5.20 x 1.40 x 1.00 x 1.00 1.50 x 1.40 x 0.Janelas: Tabela 7.00 x 1.20 2.00 1.50 0.00 1. de perfis.00 0.20 x 1.90 x 2.80 x 0.1 . 7.00 0.50 x 1.50 x 1. para dirimir possíveis dúvidas.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.10 em madeira ou metal.10 0.20 1.80 x 1.20 x 2.00 x 0.60 x 0.20 2.00 x 1.00 1.80 0.50 x 0.50 x 0.40 0.50 x 1.60 2.00 x 1.Dimensões das portas 0.00 2.20 1.50 x 1..20 1.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.60 x 1.20 1.20 1.80 0.Portas: Tabela 7.2 . etc.00 2.00 x 0.50 0.70 0.60 1.80 x 2.60 1.80 1.20 x 0.Figura 7.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1. os manuais técnicos.00 x 1.00 x 1.00 1.20 163 .20 1.00 1.80 1. cada indústria detém um sistema.60 1.20 1.00 x 0.00 x 1.20 2.80 x 1.60 x 0.80 x 1.20 x 1. acessórios.60 x 0.20 x 1.70 x 2.20 x 1.00 1. solicitar ao fabricante desejado.

3) Boa estanqueidade. caso tenha panos fixos. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. 3) Libera parcialmente o vão. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. total. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento.3 . 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. 3) Fácil limpeza na face externa. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. tanto na parte superior com na parte inferior. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. TOMBAR 1) Não libera o vão. áreas próximas a ela. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro.6 . pivôs com ajuste de freio. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). 2) Facilidade de comando a distância. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. mesmo com chuva sem vento. vidro. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. mesmo com chuva sem vento. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. o que permite o controle da ventilação. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . mesmo com chuva sem vento. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. 1) Janela que permite ventilação constante. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 164 . 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. na totalidade do vão. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. 3) Fácil limpeza.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas.7.

3 . evitando danificar a madeira durante o ajuste. para criar a rosca na madeira. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira. devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas.ANOTAÇÕES 1 . 2 . 165 .Nos batentes fixos por parafusos. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados. 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado.Aprumar os dois montantes. nos dois lados.

pedras decorativas. 166 . • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). Portanto devemos preparar o substrato. eflorescências ou outros materiais soltos.1. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência.REVESTIMENTO DAS PAREDES. todos os dutos e redes de água. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. tetos e muros com argamassa convencional. Quando se pretende revestir uma superfície. TETOS. com gesso. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. cerâmicas. A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. substâncias gordurosas. fuligem. 8. ela deve estar sempre isenta de poeira.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. barro. lavagem ou jateamento de areia. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. como: pó. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. impermeabilizar.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. graxas. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. remoção das incrustações.8 . • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. eliminação das irregularidades superiores. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. texturas entre outros.

Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. A Figura 8.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato. desempenado ou rolado. a fim de facilitar o revestimento posterior.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. aplica-se o chapisco.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas.1b).1a). 2005). pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. 2005) Os tetos. 1998b). além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. independentemente das características de seus materiais.1c) (CEOTTO et al. dando maior pega. Consumo de materiais por cimento = 2. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente. pedra ou concreto. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. um rolo de espuma (Figura 8. E no caso de superfícies lisas. devido a sua superfície porosa. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 . É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria.25 kg m² : areia = 0.

3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. 168 . podendo atingir até ± 8 cm. podendo usar o traço 1:2.0 cm. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto.chapisco. nivelando e apiloado. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. que se faz utilizando o nível de mangueira.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação..00m. Quando não se puder confiar num aterro recente. em camadas de 20 cm apiloadas. Quando se tem um aterro e este for maior que 1.1. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7. 5:4.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. que chamamos de contrapiso.0 cm. base ou lastro. ou uma argamassa de regularização. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme. podendo assim executar o emboço. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. cimento cola ou cola. 1:3:5 ou 1:3:6. 8. devemos executá-lo com cuidados especiais. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização. com pequena espessura e acabamento áspero. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. a) . Em residências.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. podendo chegar até a ±10. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). respectivamente. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível.

Caso haja umidade. 169 . deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). b) . pois prejudica todo e qualquer tipo de piso. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. seja ele natural.Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3.0cm. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento. como veremos na descrição de cada piso. no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. devemos realizar uma argamassa de regularização.Figura 8. cerâmico ou sintético.0cm. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização.). Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso. promovendo assim as caídas. apenas devemos variar as alturas das taliscas. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3.2 . pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). quando as mesmas não forem executadas com nível zero. etc.

já nas primeiras idades. do telhado para as fundações. e eram construídas. se lançarmos a argamassa sobre a base. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. pois a massa escorre pela parede. além disso. A umidade não pode ser excessiva.8. A superfície deve estar previamente molhada. Com a adição do cimento. em contato com a base. massa corrida. 8. principalmente para as argamassas industrializadas.1. pastilha.1 Na vertical a) .Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. ou seja. gesso etc. massa corrida. sendo maior na primeira camada. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. sarrafeado e desempenado. ser decrescente. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. A areia empregada é a média ou grossa. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado.. preferencialmente. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. etc. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. ideal para receber o revestimento final (reboco). na sua grande maioria. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. O revestimento é iniciado de cima para baixo.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. Por outro lado.2. azulejo. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. azulejo. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. O consumo de cimento deve. 170 . contínuas e uniformes. Os revestimentos externos devem. completamente seca. O emboço é uma argamassa mista de cimento. ideal para receber gesso. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. conforme a superfície a ser aplicada. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. sarrafeado. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. de preferência a areia média. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98.

0 a 10.0 a 10. O emboço deve ter uma espessura média de 1. depois de seca. deve ser executado com argamassa de cimento e cal. na interna.5 a 3. Nas paredes externas.0 a 4.5 Areia (2) 8. Para isso devemos fazer: a.0 a 10.0 1.0 a 4. o emboço de superfície externa.0 1. resultando um painel de alvenaria. além do consumo inútil.0 11.0 3.5 1. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes. mista de cimento e cal. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas.0 a 12.0 cal hidratada 2.0 a 10. acima do nível do terreno. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo.0 8.0 11. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água.0 a 12.0 a 3.0 1.0 .4).0 a 12.0 3.5cm.0 1.0 11.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1.0 3. corre o risco de desprender.0 3.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos. com argamassa de cal.0 a 10.0 Pasta(1) de cal 1.Tabela 8.0 1.5 8.0 11.5 2.0 2.5 2.5 1.0 3.0 a 10. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede. No caso de tetos.0 1.0 1.0 a 12. em contacto com o solo.0 11.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.3 e 8.0 1.0 1. principalmente o interno.0 9.0 1. ou preferivelmente. pois o seu excesso. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.0 2.0 1.0 1.0 8.0 a 12.0 1.0 a 12. 171 . Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.5 2.0 OBS.0 11.0 1.0 8. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.0 2. com argamassas mistas de cimento e cal. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8.0 2.

No caso de paredes.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede. pois os mesmos podem regular a espessura do emboço. É importante verificar o nível dos batentes. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8.3).5m a 2m entre si. 172 .0m de comprimento. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço.5cm. Figura 8. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. quando forem colocadas as taliscas. favorecendo a sua aplicação.4). e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. para poder utilizar réguas de até 2. com o auxílio de fio de prumo. Sob esta linha. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm.3 .

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

Espátula. avaliação da dureza. Cantoneiras de alumínio. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. 2. Régua de alumínio com 2.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. 180 .0 mm. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. Com a régua de alumínio. e antes que a pega esteja muito avançada. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. Terminada a camada de revestimento. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas.25 x 0. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. o gesseiro inicia à camada seguinte. Colher de pedreiro. Para aplicar a pintura. 6. raspagens e a camada final de acabamento. Neste caso. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. Para pontos localizados. avaliação da aderência do revestimento.0 m de comprimento.Aplicação. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. 1996a).0 m. 3. 4. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. avaliação da aderência da pintura. o gesseiro verifica a sua planeza. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. c) . Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. que irá receber os retoques. ficando o acabamento final liso e brilhante. 7. Desempenadeira de aço. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm.60 m e espessura de 4. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. 5.

saunas úmidas etc. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. filitos. feldspatos (grês). paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 .2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila.6) e a abrasão (Tabela 8. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. talcos. brilhantes ou acetinados.A Tabela 8. Pelas suas características. melhor será a qualidade.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. piscinas. Obs. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento. 5 .Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. podendo ser (Tabela 8.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2. Em pontos localizados.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção.3. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. 8.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. banheiros. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência. Tabela 8. não deve apresentar desvio superior a 3 mm. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al. Normalmente quanto menor o grau de absorção. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) .7). Antes da aplicação de pintura. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8.5): Tabela 8. tanto nas paredes como nos pisos. gretamento. piscinas e saunas Pisos. paredes. utilizando uma régua de 20 cm.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta.

pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. corredores. quintais. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. 6 . que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. cerâmica com EPU de no máximo 0. 182 • . Estab. entradas de hotéis. destacamento da peça. Quartos de dormir etc. Comerciais internos. hall de residência. ela representa a resistência ao desgaste superficial.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais.Tabela 8. 7 .60mm/m. Áreas públicas. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU.8). a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. e externamente no máximo 0. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. padarias. shopping centers.40mm/m. consequentemente.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. show rooms. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais.7): Tabela 8. e as de (Figura 8. as Estruturais. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. fast-food etc. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. aeroportos. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas.

8). na 183 .. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico.• • Expansão ou movimentação. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. etc. dureza. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje. que conferem características especiais a ele como: retenção de água. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8. longitudinalmente e transversalmente. normalmente adicionados com outros componentes. O rejunte (material industrializado). as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. Figura 8.) e ser preenchida com material deformável. flexibilidade. Portanto. contrapiso.. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. De Dessolidarização. estabilidade de cor. que devem existir em grandes áreas. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. resistência a manchas etc.8).

Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8. esteja atento às suas características. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo. com pano.5x7. em gramas 2x2 5x5 7. Tabela 8. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m . assim que começar a secar. O excedente será retirado.9 . Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 .5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8.hora de escolher a argamassa de rejuntamento.8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa.9).

11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima.. 8. que já deverá estar revestida. 185 . de uso interno ou externo. deixando neste caso um espaço próximo à laje.1 . Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço. para melhor distribuição dos azulejos.2. sobre base regularizada. de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas.Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos. Verificar. ou com cimento-colante. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias. de fiada em fiada. se será colocado moldura de gesso. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado.3. colas etc.Revestimento cerâmico na vertical a) . a prumo ou em amarração (Figura 8.. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional).10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento.

9.2) .Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8.Detalhe do assentamento dos azulejos a.12). visto que na maioria das vezes.Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação.Figura 8. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos.1) . Portanto. Figura 8. podemos deixá-los atrás das portas. O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens.12 . dentro dos boxes. no mínimo como descrito na Tabela 8.Exemplo de divisão dos azulejos a.11 . 186 . para que os recortes não fiquem muito visíveis.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

16).d). ganzepes Figura 8.15). Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar.16 . que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8.Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas. sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra.Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas. Para melhor fixação das tábuas. que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) .15 .Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.

A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko. Bonatech.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 .f) . são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. • Figura 8. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento. g) Recomendações Quando assentarmos taco. verniz poliuretano ou encerado. parte do tacão fica colado e outra não. para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. podendo se soltar (Figura 8. devemos fazê-lo o mais próximo possível. sem que ocorra empenamento. pois se não estiverem. • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). deixando assim a superfície fraca. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina).17). • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. principalmente para os tacões. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. Para o bom resultado da calafetação.17 . visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". no mínimo 24horas.

0 e 6.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs. O procedimento correto no caso das rochas. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8.0mm) e os demais podem ser soltos.• Verificar o cerne das tábuas para piso. espessura média de 3. 8. nível. com desempenadeira de aço. 8. régua metálica). piso irregular. distribuído com desempenadeira dentada metálica.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas.4 . 4. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal. serra maquita. por empresas especializadas. alisada sem pó de cimento. Figura 8. falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola.3.5 . sobre a regularização ( 3.3.18 . O 196 .0cm. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato. para evitar o empenamento das mesmas.0.18). e parafusar bem. produtos naturais sujeitos a variação de cor. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha. a) .: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. O adesivo de contato á base de neoprene. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso.

Para auxiliar a formação da pasta. passar colher de pedreiro levemente. devem ter acabamentos ásperos. granito vermelho (Capão Bonito). . granito branco.espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). carrara (Itália). O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. Nas áreas externas. E os granitos mais procurados são: cinza andorinha.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs.Aplicação da argamassa . O mármore tem dureza 3 e o granito 6. cinza Mauá. menos resistente a riscos do que o granito. o travertino. Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas. dependendo do lugar da aplicação. pois a espessura será irregular. verde alpe (Itália). amêndoa rosa. podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. preto São Gabriel. ou seja. Podendo ser: 197 . marrom imperador (Espanha). depois. As pedras. boticcino (Itália). preto absoluto. composta de calcita ou dolomita. verde Ubatuba. Os mármores mais procurados são: O branco.Camada de pó de cimento . formando a pasta ideal. b) .Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. Na Tabela 8. cal e areia média sem peneirar no traço 1:0.5:4. os granitos não podem ser polidos. sarrafeada. crema marfil (Espanha). deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. amarelo Santa Cecília.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. c) . a) . Não atirar o pó sobre a argamassa. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. verde São Francisco.assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: .Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola.

escorregadios quando molhados. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. como o mármore e o granito.Pedras brutas Ardósia. mármore é indicado para o piso do boxe. e a pedra não fica escorregadia. Ele é muito É o mais indicado. miracema.13 os locais mais indicados. são-tomé. deixando-a irregular e antiderrapante. Nenhum tipo de instruções da cozinha. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. Piso interno A princípio. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes .11 .Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. evite o problemas. como o carbono. fazem-se "furinhos" sobre a chapa. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. Nas áreas externas (quintais. Levigado: Lixamento com abrasivos. Dá efeito rústico. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. deixando-a antiderrapante. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. goiás. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. Tabela 8. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. madeira. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. Prefira acabamentos antiderrapantes. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. Na Tabela 8. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. 198 . bancadas. mas o indicados.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. Por isso. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. d) .12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. por isso dão um visual rústico. pedra mineira. No piso. Além disso. Polida a sua contém elementos químicos. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. umidade. superfície torna-se higiênica. todos são Nenhuma restrição. Seguir as travertino. As (mauá.

miracema. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). A limpeza das pedras brutas. Tabela 8. Aplicada em estado bruto.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. A sua superfície é bem irregular. pedra-mineira. miracema. São duros e resistentes. goiás.12 . são tomé Arenito. itacolomi. 13 . itacolomi. Resistente ao sol e chuva. ela aceita polimento. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos.5: 5. paralelepípedo. lustro e apicoamento. costuma ser usado no estado bruto. dolomita. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. pedra goiás Arenito. pedra sabão Ardósia. Antiderrapante. pedra mineira. pedra sabão. utilizando uma argamassa de cal. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. Aceita polimento e resina impermeabilizante. pedra sabão. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . pedra goiás. Antiderrapante. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. são tomé. dolomita. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. após o rejuntamento.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. Enxágüe rápido. Mas também aceita polimento. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. pedramadeira. com textura irregular. Resiste a choques mecânicos e intempéries. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. pedra sabão. Tabela 8. muito absorvente enão propaga calor. Antiderrapante. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais.

com argamassa. O piso de 1. lugares de passagem nas residências. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. desde que esteja firme limpa e seca. ou qualquer outra. deverá ser refeito. salas de consulta ou de espera. banheiros.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. escritórios. escolas. lavabos e outros compartimentos residenciais. fibras. ambientes de pouca utilização: quartos. quartos de hospitais.6 . repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. b) . 8. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. refeitórios coletivos. sanitários públicos e laboratórios. proporcionando um produto bastante versátil. na espessura de 3. Deverão ser molhadas e apiloadas. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. oralite. calcário branco ou vermelho. elevadores. hospitais. pisos plásticos desgastados. salas de aula. 200 . marmorite. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples.Execução: Em imóveis recém-construídos. ou seja. lojas.0cm. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado".6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. escadas. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. a) . anfiteatros. Sua base pode se o próprio contrapiso. ladrilhos. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. risca-se com uma ponta firme.0cm no mínimo. escadas. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade.3. como o hall de entrada. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. cimento e areia no traço 1:3. com espessura mínima de 3cm. É comumente utilizado em residências. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. Além disso. supermercados.e) .6 a 3 mm. Caso apresente problemas. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo.

mas que também pode ser encontrada em outras cores. Possui acessórios como degraus.7 .A. c) . para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local.Em imóveis que já possuem revestimentos. 201 . na proporção de uma parte de P. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. estriada ou lisa. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. de superfície pastilhada. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". (1:8). Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. 8.V.A. devido a tensões internas que deformam a placa.3. se existirem falhas ou pedaços soltos. Para manchas resistentes. rodapés.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação. a colocação pode ser feita. Após a lavagem. com sabão especial e água à vontade. para oito de água. geralmente de cor preta.A. Sobre tacos e assoalhos de madeira. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas.V. pois estes elementos atacariam o produto.V. Antes de se espalhar o adesivo. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. d) . No caso de pisos vitrificados. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento. canaletas e faixa amarela de alerta. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P.A.V.

estações rodoviárias. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. supermercados. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. corredores. previamente preenchidas com argamassa. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. estações de metrô e trem. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. passarelas públicas e. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. deve-se dispor as placas. indicado para o uso mais pesado.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. principalmente em regiões de rampa e escada. A pastilha em relevo. Se opção for pelo piso estriado. com 15 mm de espessura. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. em locais de grande movimentação como aeroportos. em áreas internas ou externas. contra a umidade. para aplicação em escritórios. uma a uma. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. O outro é chamado piso industrial. estriada ou lisa. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas.5cm. e espessura de 4. na Europa.5mm. Além disso. piscinas internas e áreas de rampa. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. Depois disso. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. em suas posições. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. No caso do piso fixado com adesivo. neste caso. devendo ser utilizado somente em áreas internas. No entanto. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. É fornecido com superfície pastilhada. 202 . A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. recentemente. Para tanto basta molhá-lo com água.a) . onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3.

25m.6m. Além disso.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. No entanto. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. As bases podem ser cimentados. antiderrapante. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta. desde que se faça uma encomenda especial.8 . O produto proporciona um acabamento texturizado. mas casos especiais de utilização. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. ladrilhos e outras. encontradas também em réguas com larguras de 0.c) . as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. Não é absorvente. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas.3m e 0.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. não apresenta porosidades e é antialérgico. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. isto é. sob um rígido controle de temperatura. b) . assoalhos. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. recobertos com material melamínico. detergentes e tintas. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. esteja ela revestida ou não. É de difícil penetração. seja por má fixação ou pressa na utilização.6m por 0. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. saltos de sapatos. cerâmicos. resiste bem aos agentes químicos. desde que estejam niveladas e sem falhas. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa.2m por 3. Além disso. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. 8. tacos. a) .3. Nestes casos. como solventes.08m x 1. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. cargas móveis. Não é recomendado que a superfície fique 203 .

aumenta-se a pressão. Em áreas molhadas ou em hospitais . ajustando as mesmas às dimensões desejadas.3.onde a vedação das juntas é obrigatória . Depois disso. c) . que é verificada através de um teste simples . A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. assegurando a boa fixação. Após a evaporação do solvente. a análise do terreno de fundação. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. a lima e a lixa. usa-se a plaina. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural. no entanto. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. deve-se espalhar sobre a base. for necessária a descolagem de uma placa. A operação de marcar a placa exige cuidado. Para o desgaste lateral. Em seguida. seja ela de ordem interna ou externa. isto é. atingindo a metade da espessura da chapa. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. Devem ser armados. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. que é feito ao se marcar com um lápis. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. d) . uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. não deverá apresentar defeitos. o colocador deve. o estudo das juntas. fechando os poros da superfície. a linha onde se quer cortar. Em áreas que possuem umidades. Após a secagem. garagens de edifícios etc. marcar e aprofundar o risco. sobre a face decorativa da chapa. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. 204 . Não é necessário o uso de cera. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. posto de gasolina. com o auxílio de uma régua e do riscador.não deve grudar nos dedos .Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo.. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. 8.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. com um martelo ou rolete de borracha. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. Se. Antes porém. A cola deve ser aplicada nas duas faces.lisa ou áspera demasiadamente. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. é aconselhável a eliminação da mesma. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção.

dando tempo para realizar o acabamento. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. O isolamento entre a placa e a sub-base. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje.0cm da face inferior da placa.Para os pisos armados pouco solicitados.15mm) como as denominadas lonas pretas. lojas . porem representam pontos frágeis no piso. pelos equipamentos e métodos executivos. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. a fim de assegurar a sua homogeneidade. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1. 1998). deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. condições moderadas de ataque químico. garagens. O corte deve ter no mínimo 40 mm. e também evitar a absorção de água pela subbase. Nas regiões de emendas. sem. 40% de brita 2. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. 205 . pois permitem a redução considerável do número de juntas. quadras esportivas etc. com recobrimento máximo de 5. Após o processo de acabamento do concreto. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. escritórios. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto.20 Mpa – Pedestres e carros. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). Resistência mínima do concreto: . utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. como nos salões comerciais. obrigatoriamente. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas.0cm. .

1998).20.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas.20 – -Selante para junta de construção 206 . 8. A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8.21).19. Figura 8. somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas. também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES. Figura 8. isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante).19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8.

OBS: . podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. placas de no máximo 8. sistema mais antigo.0m.5. A recomendação para as placas de concreto simples. sem gerar tensões. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez). a concretagem em dama deve ser evitada.Atualmente.0m. para pisos de 15 a 25 cm de espessura. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga.22).21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto. para pisos de 10 a 12.Figura 8. .5 a 15 cm de espessura e. Piso armado: placas com comprimento até 30m. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa. 207 . que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. placas de no máximo 5.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1. para pisos de 12.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto. onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8.0m.5cm de espessura.

Figura 8.Detalhes da execução do piso de concreto 208 .22 .

com a diferença de que as lâminas são mais finas. 209 . Nesta etapa. para produzir uma superfície densa. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. além disso. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. quando o material está um pouco rígido. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. mais exigem maior cuidado com a superfície. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. . a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. visto que podem danificá-la na sua colocação. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. Poderão ser empregados os filmes plásticos. Para a sua execução. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. que condensando pode provocar manchas no concreto. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. algum tempo após a concretagem. lisa e dura. e pela texturização do concreto.. formam uma câmara de vapor. preferencialmente dupla. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida.

Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão). 3 . que auxiliam na redução das fissuras. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. 4 . e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação.ANOTAÇÕES 1 .). Cuidado.Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço. 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. assentados com cola. 210 . esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. sintéticas etc.Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos.

• Especificar corretamente a colocação dos vidros. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura. para facilitar o empastamento dos pigmentos. etc. torna-se uma película protetora e decorativa. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. solventes e aditivos. veículo. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca. alastramento. quando aplicada sobre uma superfície. pigmentada que.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. cetonas.1 .TINTAS A tinta é uma composição líquida.1 . 9. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. • Verificar a qualidade das tintas. O veículo de uma tinta é constituído por resinas. álcoois. Caiação . aguarrás. • Classificar corretamente os vidros. Sua composição básica inclui pigmentos.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1. além de ser desinfetante. visando à facilidade de aplicação. ativos e inertes. Podem se divididos em dois grandes grupos. etc. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade.09 . dureza. para regular a viscosidade da pasta de moagem. 9.Nas construções rurais. etc. xilol. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. consistência. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. de fácil execução. na fase de enlatamento. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. • Especificar corretamente o esquema de pintura. Uma tinta pode conter vários pigmentos. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. tais como lixabilidade. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação.

é uma solução de resinas poliuretânicas.é uma solução à base de borracha clorada. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). torna-se homogênea mediante agitação manual. para superfícies externas. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo.). resultando uma película uniforme. a tinta precisa se espalhar facilmente. . Látex P. sendo que. Látex Acrílico .peneira fina. Tinta Óleo . galeificação.. três demãos. Há necessidade de. esta capacidade é medida em número de demãos. cor e espessura.é uma tinta à base de resinas alquídicas. de grande resistência à abrasão. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. etc. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. pincéis grandes. Tinta de borracha Clorada .é semelhante ao esmalte sintético. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). Na prática. à base de emulsões acrílicas.é também uma tinta aquosa. de alta plasticidade e de grande resistência à água.2 ..V. Nas caiações em paredes externas. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo.1. empedramento. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. no caso de aplicação de cores.é uma tinta em solução. um leite de cal mais ou menos denso.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. de óleos secativos e solventes. O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²). preferencialmente.V. coagulação. ou seja. em solventes alifáticos. à base de acetato de polivinila (P. Aplicação: brochas. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor). A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável.A. óleo. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos.A. No momento de aplicação. Esmalte Sintético . qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. a primeira demão deve ser branca. se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura. Verniz Poliuretano . no mínimo. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador.é uma tinta aquosa. à base de resinas epóxi. É 212 . não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. com preponderância do teor Tinta Epóxi . quanto ao brilho. 9.

A superfície de madeira. enxaguar a superfície.. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. não sujeitos a grande variação térmica. isenta de poeira. 9. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. etc. comuns no uso doméstico. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. provavelmente a pintura descascará. água sanitária. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. Assim. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia).1. perder sua boa aparência. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. Neste caso. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. a tinta armazenada na embalagem original. com pouco cimento. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo.justamente aqui. Além disso.3 . proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. apresentar resistência à ação de agentes químicos. As tintas devem ser laváveis. em seguida. gordura. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. sabão ou mofo. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. bem como suas propriedades de proteção. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. Normalmente. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo.. 213 . precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. na variação destes elementos. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento.fungos e bactérias. Após a secagem. aumentando a coesão da superfície. usando lixa de grana adequada. causando o descascamento. após um ano da data da fabricação. cheia e fechada. lixa-se novamente. tais como detergentes. desbotar. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. Rebocos deficientes. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. apresentam superfície poucas coesas. eliminar o brilho de qualquer origem. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. seca. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. o que os pode ser feito em laboratório. pintada pela primeira vez.

fazer os reparos. descascando. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. uma demão de látex textura acrílica. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar.A.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. A repintura sobre superfícies críticas. podendo haver significativas variações. ou acrílica). elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta.banheiros. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. escadarias. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. No acabamento texturado em corredores. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1).ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) .4 . com diluição de 20 a 30% de água. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão.1. ou caiação. No externo processe-se da mesma forma. Na repintura. bem diluída (com até 100% de água). utilizando lixa ou escova de aço. para que a 214 . de alto poder de penetração. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. isto é. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. com diluição de até 10% de água. finalmente. cozinhas. No acabamento liso de áreas molháveis . com diluição de 20 a 30% de água. aumentando o brilho da superfície. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. etc. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. mas sim selador para madeira. convenientemente diluído. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. finalmente. duas demãos de esmalte sintético brilhante. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado.Na repintura sobre madeira. No entanto. etc. uma demão de liqui-brilho. com a finalidade de facilitar a limpeza. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. lixar a superfície. No acabamento liso interno. . duas demãos de esmalte sintético brilhante. calcinado. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. 9. impedindo o aparecimento de ferrugem. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. uma demão de látex textura acrílica. No caso de envernizamento da madeira. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. Quando se pretende um acabamento texturizado. látex em mau estado. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. lixa-se e se aplica o verniz. Após a secagem.V. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade.

Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la.superfície não se torne brilhante.A. ou acrílica). Para obter um acabamento texturizado. A massa de assentamento não deve apresentar falhas.A. a umidade penetrará. Na face externa das telhas de fibrocimento. deve-se aplicar uma demão de silicone. poderá haver trincamento na textura acrílica. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. esta primeira demão deve ser feita com pincel. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. com diluição de 20 a 30% de água. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. com diluição de 30 a 40% de água. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. Se forem profundas. esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. 215 .V. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. o que facilita a aplicação da pintura. (usar rolo de espuma). Em seguida. Quando se deseja pintar o concreto aparente. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. aplicam-se duas demãos de tintas látex . prejudicando a pintura interna. duas demãos de tinta látex acrílica. sem alterar o aspecto. som diluição de 20 a 30% de água. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada..com diluição de 20 a 30% de água. Além disso. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. Em seguida. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. conforme orientação do fabricante. de acordo com as instruções do fabricante. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). pois não havendo impermeabilização na face externa. não apresentando falhas. Se isto ocorrer. Para maior resistência e durabilidade. diluído com até 100% de diluente. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. fissuradas ou orifícios. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. Se isto ocorrer. Caso isto ocorra. os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa.P. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto.V. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). Para a pintura da face interna. sobre a massa de assentamento (frisos). com diluição de 20 a 30% de água. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. o que aumentará a impermeabilização da superfície. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. ou acrílica . Neste caso. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. lixa-se levemente para quebrar o brilho. entretanto. Preferencialmente. uma demão de látex textura acrílica. fissuras ou orifícios. Deve-se observar. o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto.

o que demora cerca de 30 dias. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. Primeiro é necessário eliminar a umidade. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. Observa-se. Aqui é tratado apenas. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. neste caso. cura insuficiente e alcalinidade. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. desagregamento e saponificação. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. A causa é a umidade. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. se houver apenas eflorescência. Para se prevenir este inconveniente. onde se deposita. que se torna pulverulento. 9. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. causando a mancha. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. aplicar a tinta. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. acetinado ou fosco. A prevenção. 216 . infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. Para a correção. antes de pintar o reboco. sem desagregamento. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. porém. acetinado ou fosco. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. Lixar levemente entre as demãos.5 . podendo envolver também o substrato. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. com até 5%. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. é suficiente aguardar a secagem total da parede. preparar a superfície e depois.1. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. Nas superfícies de ferro. isto é. antes de iniciar a pintura. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. depois de preparadas adequadamente. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor.

podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. sem prévia preparação da superfície. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). uma demão de fundo à base de solvente. sempre pegajosa. A prevenção. de grande resistência à alcalinidade. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. em certos casos. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. não haverá manchas. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. As trincas e fissuras. na primeira pintura sobre o reboco. na presença de um certo grau de umidade. no primeiro caso.aguardar a secagem e a cura. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. recomenda-se aplicar. Esta alcalinidade. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. é necessário que ele esteja seco e curado. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. sem esfregar. repintar. previamente. e repintar. constituindo camada pulverulenta. A superfície apresenta-se. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. Aplica-se 217 . Em seguida. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. em seguida. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. Como é difícil remover este tipo de tinta. antes da aplicação do reboco. acarretando os defeitos já mencionados. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. Torna-se oportuno esclarecer que. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. No segundo caso. pela utilização do cimento e cal. estreitas. com água. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. raspando-se em seguida. raspando e lixando. escovar e lixar toda a superfície. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. repintar. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. de grande resistência à alcalinidade. E. de grande resistência à alcalinidade. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco.V. Após estas providências. neste caso. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina.A. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco.

Isto acontece quando.A. no primeiro caso. A correção é feita com a remoção total da pintura.A. Não se deve utilizar massa corrida P. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. bolhas e descascamentos. Este procedimento. isto é. sobre massa corrida. A correção. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. principalmente em portas. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. Os mesmos problemas. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida.A. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. Em seguida repintar. Isto feito. Em seguida. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. após o lixamento da massa. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. No segundo caso. repinta-se. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se.V. manchas. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. como se fosse tinta. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. com água em abundância. sendo aplicada com rolo. A correção. antes da repintura.V. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". quebra-se o brilho lixando suavemente. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. 218 . Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. para corrigir imperfeições de madeira. Aguardar a secagem total e repintar. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. não é indicada para superfícies externas. em todos os casos. O certo é o emprego de massa a óleo. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. má aderência e trincas. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina). Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. quando desejável.V. bem diluída. Em seguida. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. Em seguida. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. Cabe aqui observar que a massa corrida P. Estes casos são raros e de difícil solução. seja pela correção da superfície ou para "pintura". provocando a sua dilatação. para este fim. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. A primeira precaução é evitar tais madeiras.

correção das imperfeições com massa a óleo. . .produto inadequado ao fim a que destina. sais. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência. . .aplicação inadequada da pintura. descasc amento. é feita com a eliminação da massa corrida.podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. etc.Defeitos observados. umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. degradando o pigmento e veículo da pintura. água. descasc amento Perda de sais álcalis aderência. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO .A correção. Tabela 9. que provoca esforços originando os citados problemas. aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído. partículas em .podem ocorrer pela preparação inadequada da base. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta.as condições ambientais. . intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . .a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas. lixamento e eliminação de pó para. aplicação Alteração no aspecto .a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta.1 . empol amento. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película. empol amento. neste caso. em seguida. repintar. que podem surgir sob e película ou sobre ela..preparação inadequada da base. .pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura.

De preferência.1 . somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca. alvenarias e concretos aparentes. anteriormente aplicada.vidros.1.9. sem escorrimentos. não provoque na mesma enrugamentos. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura . empregando-se removedor adequado. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes. com o transporte de partículas em suspensão no ar.MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC.7 . desde que seja obedecida a variações de temperatura. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada.6 .. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas. 9. falhas ou imperfeições.1. descoloramentos.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 . Cada demão de tinta subseqüente. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca. pisos. etc. etc.. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. de modo tal que o contato com a película. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem.

ou acrílico. Proporcionam grande rendimento...Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9. Mais comumente.2 . As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada. etc.V.rolos de lã: para aplicação de látex. os rolos são utilizados como segue: . Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso.rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte.A. em alvenaria. madeira ou metal.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa. sem muito esforço físico. 221 . . verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna.• de metais: • parede: Figura 9. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies.3 . P. São mais comumente usados para trabalhos artesanais. São mais usados para pinturas em paredes.

9 . b .Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.2 . 9.A. d . f . certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.V. g. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.Antes de pintar uma superfície.Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado.1.V.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.A. em superfícies externas..Não aplicar massa corrida P.1.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.RENDIMENTOS Tabela 9.Não utilizar produtos látex (P. Látex Acrílico Massa corrida P.A.V.Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P. c .8 .Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo. primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte).6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .V. e . 222 .RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3.

possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. corantes (óxido de cobalto-azul.9. suporta pressões de 5. óxido.4)..800 kg por cm². cloreto de sódio. O vidro é composto por: sílica. é ótimo isolador.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. arsênico. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9. alumina. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro. portas.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. magnésio. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência. óxido de ferro-verde.. O vidro colorido. nitrato de sódio.. Figura 9. etc.. vidros finos: lâmpada. vidro plano: janelas.2 . etc. Tabela 9. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C.. aparelhos eletrônicos. cálcio.3 .4 .800 a 10. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas. automobilística.. soda. além do aspecto estético. vidros curvos: usados na ind.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 . frascos. O vidro não é poroso nem absorvente.

Podem ser feitas opacações leves e desenhos. que o transforma num material extremamente forte.9. IMPORTANTE: Depois de acabado.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C.5 .2.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6. seguindo de um rápido resfriamento.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0. não permite novos processamentos. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes. rompendo-se. de aparência e de composição química.43 m 224 . mas isto reduz sensivelmente a resistência do material. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum. furos e recortes. como cortes.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9. conservando as características de transmissão luminosa. com menor risco de acidentes graves. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica. A segurança reside no fato de.4 .2 m 1. o vidro temperado.81 m 2. resistente aos choques mecânicos e térmicos.1 m Saco de areia de 500g 0.1 . além de conferir-lhe as características de segurança. .Cargas nos vidros Tabela 9. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio.00 m Bolas de aço de 900g 0.53 m 3.).

Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .5 .Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700. enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.00 kgf/cm² Peso específico: 2.Figura 9.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.7 .6 . DADOS TÉCNICOS: Tabela 9. Figura 9.5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.

.8 e 10 mm 226 .relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .incolor 0. a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.8 e 10 mm bronzes 6.tolerâncias dimensionais: Em todos os casos.8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6.8 e 10 mm verde 6. 10mm = 1/10 Figura 9.Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .8 .

16. 5. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. 14. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. 1. 18. usar solução de fosfato trissódico com água. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. 13. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. Não pintar com chuva. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. sem sinais de contaminação e deterioração. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. Remoção de sujeiras efetuada com água. 8. 12. lavando bem a seguir. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. 11. 227 . 7. 3. nem condensação de vapor no substrato. Cada película deve ser contínua. 10. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. nem em presença de ventos fortes. 2. sem condições de secagem. 6. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. lavando bem a seguir. Em substratos muito porosos. Remoção de algas. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. Caso insuficiente. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. 15. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. 17. 4. 9.

má aplicação de revestimento. tais como: a. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. b. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a. c.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos. c. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. em placas compactas ou por desagregação completa. f. d. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético. e. com desenvolvimento de bolor.o reboco endurecido empola progressivamente.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. d. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos. b. deslocando da argamassa de revestimento.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas.fatores externos ao revestimento.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria.mau proporcionamento das argamassas. deslocando do emboço. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos. • Especificar corretamente os reparos. atuando sobre a argamassa de revestimento. g. 228 .há formação de manchas de umidade.

1 .Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada.1) Figura 10. pirita. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. tem como causa a presença de torrões argilosos. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. como agregado. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas .Vesícula formada no reboco. a areia natural essencialmente quartzosa. por sua vez. Outra alternativa é a de 229 .1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS . maiores. mica.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. mas sim. A desagregação do revestimento. Mas. exceção feita à de chapisco. concreções ferruginosas e matéria orgânica. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que. respectivamente . em idades.ANÁLISE DAS CAUSAS 10. material pulverulento escuro. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. é proporcional ao teor de finos. a retração aumenta com o teor de finos. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10. De modo a contornar o problema. por sua vez. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. Dos efeitos observáveis.1 . A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. No centro da vesícula.sulfatos e óxidos de ferro hidratados.10.1.

durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. mais propriamente na camada de reboco. dá-se por uma reação contínua. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. Se utilizada logo após a fabricação. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. pode continuar após o ensacamento. na forma de grãos grossos. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. o aumento de volume causa danos ao revestimento. o carbonato. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. ela se dá simultaneamente à carbonação.2 .Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno.2) Figura 10. A etapa intermediária. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. 230 . melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. com efeitos diferentes. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. de hidratação da cal virgem. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. Comparativamente. Existindo óxido de cálcio livre. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta.

aquecedores.1. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. 10. cuja função é regularizar a superfície da base. Em camadas pouco espessas como as de reboco. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. areia. tubulação de água quente).Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. em massa superior a 1:3. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas.Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. Assim sendo. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. 231 .2 . Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. por exemplo). como já visto.3 . Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. 10. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. iniciando-se na parte inferior da alvenaria.Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. procedentes tanto do agregado como do aglomerante.

1. pode apresentar problema de aderência.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. o qual impede a penetração da nata do aglomerante. 10. construída de saibro e cal. ou da qualidade dos materiais empregados.A Figura 10. A Figura 10. bem como da homogeneidade dessas propriedades. 10. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. uma 232 .4 . Cita-se. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores. é aplicada a utilização de cimento e cal.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. como exemplo. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. quando aplicada como revestimento em uma única camada. como as de emboço. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. Assim. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação.3 . Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas.

Este fato. agravado por em traço rico de cimento. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. deslocando-se. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. preparo. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. na camada superior. No reboco.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. aplicação e manutenção".1. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. 10. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. Se a pintura for aplicada prematuramente. 233 .5).superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. com configuração de mapa. Por carbonatação.4 . impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento.

A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor.Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces.6).5 .5 .1.7).Efeitos da umidade sobre o reboco. 234 .Figura 10. com pulverulência (Figura 10.6 . lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível. A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento. 10. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas. 10.

comprometendo a aderência entre ambas.8b. 10. .hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. As causas podem ser as seguintes: . No caso de tintas impermeáveis.8a. A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa. 10.Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade. 235 . Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco.9). Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10.7 .Figura 10.

6. 10. Em conseqüência. o fenômeno alastra-se progressivamente. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.1. solicitando um reparo constante.9 . Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação. a tendência do usuário é executar pequenos reparos. Nestes casos.Aspecto do revestimento interno.Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10. Por isso mesmo. é necessária a 236 .8a e 10. às vezes por um largo tempo. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido.8b . talvez antieconômico se comparado a uma execução completa. sem a preocupação com a causa. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente.(a) Figura 10.

preta . como segue nas Tabelas 10.branca Vesículas .bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão .2.vermelho acastanhado .Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal. Revestimento em desagregação.Presença de concreções ferruginosas na areia . extensão do dano e solução.1 .Identificação das causas.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia .1 e 10. Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras. Tabela 10. Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura.identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada. apresentando-se as partes internas das empolas na cor: . .

aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada.2 . com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: . desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas. 238 .A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade . do óxido de magnésio da cal.eliminação da base hidrófuga .A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga .Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida. dilatações térmicas diferenciadas. quebrando com dificuldade.Excesso de finos no agregado .Traço excessivamente rico em cal . etc. mas quebradiça. resultantes de causas tais como recalques de fundação.Tabela 10.apicoamento da base . Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base . Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado .Identificação das causas.A superfície da base é muito lisa .Traço em aglomerantes . Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento.O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .Argamassa muito rica .A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica . extensão do dano e solução.Argamassa aplicada em camada muito espessa .Ausência de carbonatação da cal . movimentação de estrutura.

2. variações higrotérmicas e de temperatura.).2 – Trincas. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. • Ausência de detalhes construtivos (vergas. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado.1 . devido a acomodação da construção. características um pouco resiliente dos rejuntes. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica. 2004). ou se observa o estufamento da camada de acabamento. juntas de dessolidarização).Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. quando são escolhidos os materiais. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. mãode-obra etc. Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. 239 . • Utilização do cimento colante vencido. Verificar com cuidado. 10. • Trincas. quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço. • Execução do revestimento sobre base recém executada. 10. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias. • Mão-de-obra não qualificada. • Assentamento sobre superfície contaminada. contravergas. • Eflorescências. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.10.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . 2004). • Gretamento e fissuras. estrutura etc.2. ou da argamassa colante. • Deterioração das juntas. ou na fase de execução.

ocasionando o contato com o ar. contém anidro carbônico. Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. resultanto em carbonato de cálcio. 10. enxaguando muito bem a superfície após seu uso. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. O cimento comum. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 .3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. resulta em uma base medianamente solúvel. denominada hidróxido de cálcio.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. que por sua vez. o que elimina os ais solúveis). Ela aparece devido a um processo químico. com aberturas superiores a 1 mm. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. 2004). que causam a separação das placas em partes. dá-se a reação entre essas duas substâncias. reagindo com a água. sal insolúvel de coloração branca. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.2. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos.2. 10.

A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. por ser de origem orgânica. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). podem causar fissuras. do preenchimento das juntas.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. Diluição excessiva da tinta na aplicação. que. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade. As juntas rígidas. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados).3 e 10. Envelhecimento do material de preenchimento. podem envelhecer e perder a cor.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. Umidade excessiva no substrato. 10.3 – PINTURAS . 2004). bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.• • Perda de estanqueidade. preenchimento com materiais a base de cimento. 241 . A própria película da pintura. As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas.

. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. -superfície calcinada.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. desmoldantes. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. que não tenha sido preparada adequadamente. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. aparecendo um pó bem fino. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. -aplicação da tinta sobre superfície úmida.não hidratação correta da cal. B) aplicação em substrato instável: Causas: . 2007). -conforme se lava o piso.aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. eflorescência.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. C) aplicação sobre base úmida.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. depositamse na interfase do filme com o substrato. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. que por evaporação e capilaridade. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira.aplicação sobre substrato muito poroso. com perda de aderência. que absorve o veículo. . -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. como as tintas a óleo ou alquídicas. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. -escamação da Película. devido a diluição incorreta. -má aderência da tinta. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato.começa o estufamento da superfície. . . -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação. . óleo. restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. etc. poeira. não devem usar massa corrida PVA. -paredes próximas ao chão com piso frio. . mas em contato com água. sobre substrato úmido e alcalino. graxa. -por excesso de cal na preparação do reboco. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. 242 .Tabela 10. . semelhante ao sal. majorado pela alta temperatura e umidade.umidade na superfície. -perda de aderência da película.quando a tinta não for diluída corretamente. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. partículas soltas. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. -verificar a existência de umidade no substrato. porosidade e umidade.

-em caso de umidade. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . 243 . . -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. apresentando bolhas e vesículas. causando manchas. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água.por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. quando a tinta foi diluída excessivamente. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. usados na formulação das tintas. . Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. aparecendo assim marcas do rolo. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. durante a secagem do reboco. -em cores escuras. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. quando a tinta não está totalmente curada. .Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas. que molha somente pontos isolados da parede. .4 . Perda de brilho e de cor. -algas: áreas externas. cinza. pode ocorrer. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: . tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas. junto com a película de tinta. sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. fungos e algas). faz com que aflorem materiais solúveis. verde e outras. verde azulada e vermelho-castanho. -incompatibilidade das várias camadads. -fungos: área interna e externa. enrugando o filme. .Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU.a tinta com filme ainda não curado.aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. marrom.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. da parte interna da parede para a externa. cor verde. na cor preta. . quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso.Tabela 10.

Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. trabalhabilidade. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. a cada tipo de concreto. cimentos. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto.1): 244 .11 . em relação aos materiais inertes disponíveis. devido sempre a problemas referentes a custos.. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento.1 . pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. perda ao fogo etc.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. pois concretos mais fortes tem também. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. ou mesmo. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. • Especificar corretamente a cura e a desforma. de resistência à compressão. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. em geral. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. consumo de cimento e resistência. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. estrutura.1. funcionalidade das estruturas em concreto armado. tecnicamente e economicamente. estabilidade.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. método construtivo.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. 11. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. pega.

2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. com as mesmas características. mais durável. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. marítimas e industriais. O cimento. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. Seu uso. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. 245 . com 5% de material pozolânico em massa. adição recomendado para construção em geral. similares aos demais tipos de cimento. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. c) CPII-F-Com adição de fíler. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. obras submersas. onde o volume é grande. Para uso geral. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. esgotos e efluentes industriais. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. O cimento Portland composto é modificado. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. portanto. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. suficiente. O cimento Portland branco se difere por coloração. apresenta resistência mecânica superior. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. Esse Hidratação. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. b) CPI-S. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. Para aplicações gerais Adicionado com escória. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. Empregado em geral. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. subterrâneas . precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. obras em ambientes agressivos. além de ser resistente a sulfatos. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. além de baixo calor de hidratação. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. a proteção oferecida e em geral. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. 32 e 40. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. Empregado em obras civis em geral.Tabela 11. Caso contrário.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP.

pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. lastros etc. constata-se mesmo. Para armazenar cimento é preciso. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. calçada. freqüentemente. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11.1). ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. de ambientes úmidos e em segundo. 2º .A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade. hidrata-o pouco a pouco. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. o cimento deste saco pode ser utilizado. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação.1 . por ele absorvida. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º . Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. caso em que pode atingir 15 sacos. tanto quanto possível. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado. com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. Figura 11. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão).2). isto é. Caso contrário.Local para guarda de materiais 246 . salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. em primeiro lugar. preservá-lo. O empedramento às vezes é superficial. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar.

1. haverá uma redução na resistência mecânica. daqueles inicialmente escolhidos. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. Neste caso. além de provocar uma redução de finos. em casos específicos (uso de material pozolânicos. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. álcali-silicato. provocando exudação do mesmo. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. • absorsão do material No entanto.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. sem reabastecimento. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. verificar a procedência. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. e também. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. por exemplo). análise petrográfica e mineralógica. siltes. o qual será desnecessário. tipos e classes diferentes. etc. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. resitência à abrasão. no caso de obras de pequeno porte. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. a quantidade. carvão. 247 . pois torna-se antieconômico. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. 11. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. presença de impurezas ou materiais deletéricos. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. consequentemente. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. Se recebermos. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. álcali-carbonato).

11.1. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1.50m.4 . deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira. diminuindo-se o gradiente de umidade. Se. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. além de manchas e eflorescências superficiais. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. No segundo caso de diminuição de seção. impedindo o contato com o concreto. para o concreto simples. Portanto. em função de meio ambiente existente na região da obra. pode não trazer conseqüências danosas. 248 . evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto.1. No primeiro caso.2) ou em pilhas separadas. Deveremos fazer uma inclinação no solo. Figura 11. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras.2 .Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis. pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. dentro de certos limites.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. o mesmo não ocorre com o concreto armado. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11. principalmente nas areias e pedriscos. o problema é de ordem estrutural.Baias de madeira para separar os agregados 11. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos.3 . para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados. Estando a areia com elevada saturação. o uso de águas contendo impurezas.

Obs. .: As barras que foram pintadas com camadas de cimento. .4) de 30 cm de espessura. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. .limpeza manual com saco de estopa úmido. .3) de 20 cm de espessura.jateamento de areia.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente).(avaliar a eficiência periodicamente). para sua utilização na estrutura deverão ser removidas.RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas.Receber as armaduras já montadas.limpeza manual com escova de aço. Meios mediamente agressivos: . ou altamente poluídas): .Armazenar o menor tempo possível. em pequenas quantidades. Meios pouco agressivos: .Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada. . . a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas. .Cobrir com lonas plásticas.Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas.Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11.Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11.Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica. 249 . . Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: .

0 ou inferior. Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras. As barras são produtos de diâmetro nominal 5.3 . fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). O comprimento normal das barras é de 11 m. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm². Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha.0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10. com tolerância de mais ou menos 9%. fabricados por laminação a quente.2). os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica.Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto. E sua unidade é em milímetros (Tabela 11. 250 .Figura 11. o CA 60 em fio. • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido.

067 0.0 8.1 314.175 0. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.021 1.0 20.0 5.038 0. 251 .7 201. em toneladas.269 0. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.1 22.589 0.102 0.3 31. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.1 78.2 14.355 0.8 4.9 13.3 62. rolo) 11.0 6.523 0.169 0.8 31.9 804.238 0.034 0.253 0. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.163 0.0 32.318 2. • embalagem (feixe.4 3. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.5 9.4 3.853 4.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.2 4.6 Perímetro (mm) 7. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.4 11.5 125.5 100.3 50.0 40.5 6.193 0.418 0.0 10.245 0.094 0. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.692 9.5 16.5 18.673 2.115 0.654 0.3 8.5 17.558 0.1 490.3 70.089 0.4 39.963 1. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.145 0.1 29.5 122. fazendo um serviço empírico.235 0.130 0.578 1.198 0.865 10.984 3.466 2.0 6.187 0.2 1256.3 13.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.0 25.4 7. feixe dobrado.0 25.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.284 0.1 11.259 0.8 69.0 12.313 6.5 50.622 3.Tabela 11.220 0.273 9.3 17.123 0.8 20.617 0.2 32.906 0.5 10.614 2.805 2.036 0.8 28.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.2 380.580 0.371 0.084 5.6 19.6 5.6 23. • quantidade.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.268 0.8 19. • comprimento e sua tolerância.230 0. para todos os tipos de obras.0 5. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.137 0.302 0.209 0.0 22.434 0.484 1.163 3.935 6.154 0.2 38. estudadas e projetadas.9 16.5 10.075 0.109 0.222 0.395 0.320 0.0 9.084 0.9 78.072 0.

2. eventuais atrasos. timburi.0 cm ( 1" x 12 "). As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura. alumínio plástico. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras.5 x 15. • textura requerida da superfície do concreto. etc. tendo como principal componente a madeira. • investimento inicial. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e.1 . • tipo de estrutura a ser moldada.5 x 7. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto. papelão etc. as fôrmas devem ser limpas. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. dos quais os mais comuns são os de 2. isso pode danificar os painéis. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. • cargas atuantes. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º. desdobradas em sarrafos. 2. • custo dos componentes e mão-de-obra. 2. o cedrilho.5 x 5.00 cm. b) Antes de concretar. e ter a resistência necessária.0 cm. Portanto. • equipamentos para transporte.0 cm. • cronograma da obra.5 x 30. e similares.5 x 10.5 x 20. estamos considerando os custos diretos. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar. ou podemos utilizar também o aço.2. 11. o caminho crítico. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. No ciclo de execução da estrutura (forma. 2. armação e concreto).Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais.0 cm ( 1" x 8" ). que podem alcançar níveis representativos. em relação as fôrmas. b) Devem ser praticamente estanques. 2.0 cm. existem os chamados indiretos. o item forma é geralmente. 252 . Na concretagem devemos tomar algumas precauções. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2.5 x 25.Nessa análise.0 cm ( 1"x 10 ").

0. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos. a x b .0mm.(Tabela 11.10 m e espessura que variam de 6. além dos escoramentos tubulares metálicos.0 x 16. 12. deve com certeza serem colocados.0 x 6.0 cm. As chapas têm acabamento resinado.0.0 cm. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno. de modo a permitir a colocação das contra flechas. e nos vãos intermediários dos escoramentos.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5.20 x 1. para utilização em estruturas de concreto armado aparente. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm.0 x 12. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem.3) 253 .Devem ter as seguintes qualidades: .0 cm. 8. Nas emendas. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior. Devem. nestes casos. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade.0 cm.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável . As chapas de madeira compensada. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. para evitar recalques. têm dimensões de 2. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda.0 x 7. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas. coladas por cola "branca" PVA. as vigas 6. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. para utilização em estruturas de concreto armado revestida. 10.Não ser excessivamente dura .00m. mais usadas para fôrma. Nos pontaletes com mais de 3. ou cola fenólica. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil.0cm e 6. e acabamento plastificado. 5.0 x 8. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum.

4 X 81.4 X 61.a = refere ao diâmetro.0 X 54.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .4 X 67.46 3.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.53 3.80 3.7 X 40.24 3.4).50 2.3 . Alguns tensores podem ser perdidos.9 X 61.02 3. roscas e porcas ou acessórios especiais.4 X 33.0 X 11.46 2.46 2.02 3.68 2. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares. 254 .4 X 54.80 3.14 3. painéis.24 3. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.9 X 88.2. vigas altas. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.9 X 74.4 X 40.02 3. suportando a pressão do concreto fresco.90 2.24 3.4 mm 18 = 3.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.0 X 67.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .3 mm.0 X 61.7 X 54. Tabela 11.68 2.Fôrmas de chapas: . sendo cortados após a desforma. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.0 X 47.7 X 47.4 X 47.Fôrmas de tábuas: . Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas.

etc.5). como o martelo. e ainda é de 255 . lima. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11. Figura 11.tensores espaguetes Figura 11. Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro.5 .Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. serrote.4 . As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar.Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos. protegidos do sol e da chuva.

Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos. 11. geralmente feitas de sarrafos ou caibros.FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas.FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas. 7 . 10 . 9 . Figura 11. etc.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares. paredes. pilares. dos painéis de vigas.DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes. 12 . 256 . 5 .PAINÉIS: Superfícies planas.Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 . pilares. geralmente feitas de sarrafos ou caibros.grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11. 2 . formadas por tábuas ou chapas.CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas. paredes.6). Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas. no caso de utilizar tábuas. 6 .PÉS. Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ). os travessões são suprimidos. 4 .GUIAS: Peças de suporte dos travessões.Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11. colunas e vigas.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos.TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas. 3 .PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias).6 .2 . 8 .2.TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes.MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares.

16 .ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes.7 e 11. 19 . destinadas a limpeza. fundações e vigas. 11. para garantir o prumo. e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11. 21 .ESCORAS (mãos . Consiste na ligação das fôrmas entre si.. 17 . Em pilares altos. lajes etc. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura.Detalhes de utilização: a) .13 . 15 .Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas. Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos). geralmente usadas aos pares.CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos. trabalhando a compressão. ou como apoio extremo das escoras. geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento. 14 .8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases.JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas.3 .CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas.8).CUNHAS: Peças prismáticas.. Quando os pilares forem concretados antes das vigas.2. 20 .francesas): Peças inclinadas. temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11.CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento.7 e 11.TALAS: Peças idênticas aos chapuzez.TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem. 18 . 257 .

Na parte inferior dos pilares. a cada 2. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto. as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. bem como deixar janelas intermediárias.7 . Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . para concretagem em etapas nos pilares altos. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras".1 9 21 10 2 Figura 11.8 .8).Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco. 9 10 1 2 21 Figura 11.0m (Figura 11.

10).0 ou 10 cm .Tipo 1 = sarrafo simples. ou ainda com espaguetes.5 x 7.0 ou 10 cm .5 x 7.0 ou 10.Tipo 2 = dois sarrafos de 2.Tipos de reforços em gravatas 259 .5 x 7. tensores.Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2. de 2.10 . (1) (2) (3) Figura 11.Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.0 cm Figura 11.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .9 . que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.

E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: .11).80m . 0. Sarrafo de pressão Figura 11.Detalhe de uma fôrma de viga 260 . não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10). que não são travadas pelos painéis de laje. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas. Devemos certificar se as formas têm as amarrações.11) ou contra o piso ou terreno. mãos-francesas e sarrafos de pressão.50 m .00m lajes Nas formas laterais das vigas. espaguetes ou tensores . para evitar a abertura da forma (Figura 11. principalmente nas vigas altas.para as gravatas : 0. Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1.00 a 1. é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11.20m .60 a 0.50.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata.para caibros horizontais das lajes : 0. escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto.11 .

Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.12 .13 .Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11. 1969) Figura 11.

Figura 11.14 .Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.15a .15b .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .

para evitar que as juntas se abram.Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11. Figura 11.17).2.Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . Figura 11. Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais. .Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto. Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras. fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11.11.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 . o que não é muito eficiente.16 .16).Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem. Pode ser utilizada mata-juntas.4 .17 .

18). sendo sua aplicação feita manualmente. b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m². e as lajes formadas por escoras.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual.5 . ou seja.11.19).18 . e somente se necessário. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças.Escoramento de madeira tipo "H" 264 . longarinas e transversinas de madeira (Figura 11. São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11. O peso próprio dessas formas variam de 0.2.4 a 0.6kN/m². Figura 11.

19 . Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0. barragens. consistindo como bastante leves.2. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte. de grua ou guindaste. por exemplo. 11.6 a 1. reservatórios. por uma estrutura de alumínio e compensado. compostos por painéis leves constituídos. paredes e núcleos de edificações.13kN/m2.Figura 11.00 kN/m2. forrando o painel.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. 265 . geralmente.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização.6 .

sem grua. após a desforma.2.20 . Figura 11.2. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos. As mesas voadoras pesam em média de 0.Fôrma trepante 266 .11. Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura. galerias e principalmente lajes. para que. Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema.8 kN/m2. As principais aplicações desses sistemas são os muros.4 a 0.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos.7 . 11. paredes.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma.8 . Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço.

1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto.9 . revestimentos de poços. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11.20). o processo exige concretagem contínua. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11.3 . sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações.21). Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados. 267 .Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas.2.2 ton.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11. tesoura. antes de ser dobrada. 11. máquina ou policorte de bancada (Figura 11. sobre a bancada.3. grandes pilares. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas). poços de elevador e escadas. núcleos de prédios. São de pequena altura. de capacidade.11. silos verticais. com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas.

11. a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento. que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11. Tabela 11.2 .3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12.Diâmetros dos pinos de dobramento . operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra.3.4 . Figura 11.5 para os estribos.5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 .22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos.(Ganchos.22). recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11. chegando a romper por tração (Figura 11. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas. para as quais. Caso as barras continuem quebrando.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço.

dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural.Tabela 11.3.Diâmetros dos pinos de dobramento .5 . volta-seca. laçada e flor (Figura 11. Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11.23 – Pontos de amarração usuais 269 .23). É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem.Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11.3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18. Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples.

é quanto ao seu posicionamento.movimentação das barras durante a concretagem. etc. não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras).24 . . pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. as causas podem ser diversas.descuidos na locação dos pilares.11. Caso as recomendações citadas não forem obedecidas.3. Figura 11.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera. Para evitar esse problema. tais como: .4 .falta de amarração adequada.24). deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11. Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento.Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . devendo nestes casos consultar o projetista. . Para que isso ocorra. recomendamos como principal a fiscalização das ferragens.

suas armaduras. não devem.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. salvo recomendações do calculista. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos.5 .Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco. a ação dos sulfatos. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. quando presente em solução produz. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais.As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. serem apoiadas diretamente sobre o solo.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames.26. Tabela 11. o que deve ser respeitado.1994) Fck (Mpa) CA-50A . Líquidos que possam lixiviar o cimento. e principalmente os blocos de estacas.6). podendo deixar as armaduras expostas. A pedra britada.6 .3. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”.25 e 11. levando a expansão e desagregação do concreto. poderia ser utilizada como lastro. 271 . sapatas. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11.

Lastro de britas sob os blocos de estacas 11. em várias . as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11.7 .3. 11.barras. Quando não houver indicações. As emendas com luvas são excelentes.6 . é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 .3. Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.25 .Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem. Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial.26 . se necessário. mas nunca em mais barras do que a metade.Figura 11.Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003).

se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. 11. misturando os três materiais (Figura 11. que é prejudicial.28). limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. 11.4. pouco a pouco.4 . A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água.29).1 . Depois de bem misturados. é conveniente observar a consistência da massa. ou com latas de 18 litros. sem perder água. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. durabilidade e qualidade.Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. pois a mistura das diversas massadas. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura.27). espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá.barras. a forma da espremedura deve permanecer. Se espremido com a mão um punhado de massa. com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11. com o objetivo de garantir sua homogeneidade. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas.27). sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. não fica com a mesma homogeneidade. a superfície deve ficar úmida. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. de madeira ou cimento. a fim de facilitar o lançamento do concreto. 273 . Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma.

28 .Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.30): • É boa a prática de colocação. e em seguida do agregado graúdo.1. pois a betoneira ficará limpa. medidas de areia e pedra do item 11. em primeiro lugar.29 .27 .Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.Figura 11. 274 .4.Colocação da água 11. parte da água.2 .Adição das britas Figura 11.4. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.

Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11.7). Finalmente. em metros (Tabela 11. Tabela 11.7 . pois havendo água e pedra.Sequência da mistura em betoneira 275 . haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados. coloca-se o agregado miúdo. não deixando sair o graúdo em primeiro lugar. Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal.30 .• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador. que faz um tamponamento nos materiais já colocados. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento.

Se o concreto ficar mole. Min. pois isso diminui a resistência do concreto.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. a) . Tabela 11.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. Min.OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. Se ficar seco. OBS: . 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr. até atingir a consistência adequada. .4.Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. adicione a areia e a pedra aos poucos. • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test). na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. Máx.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central. Máx.8 .3 .8 Tabela 11. o que devemos saber é programar e receber o concreto. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. Depois de colocados os materiais. Máx. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . deixe misturar no mínimo por 3 min.Nunca adicione somente água. coloque mais cimento e água. 11. pois é ele que controla o lançamento dos materiais.

b) . só nos resta verificar . • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. bem como o intervalo de entrega entre caminhões.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível.A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada.4 . aditivo se utilizado Se tudo estiver correto. deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck). • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto. • • • 277 .4.5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros.Recebimento: antes de descarregar. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11.31). • 11. • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto. a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0.

278 .Figura 11.31 . fazer a remoção e limpeza da sua base. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. e contraventá-las. evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". e não a "marteladas" como o usual. a 2. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos".00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. vigas. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. facilitando assim a saída das bolhas de ar. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. antes da concretagem. Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo. • e alguns cuidados nos pilares.32). Em casos de pilares altos.

33). par evitar. no momento de vibração. Caso contrário.Cachimbo para facilitar a concretagem b) . 279 . caso não haja possibilidade. As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista.Nas vigas Deverá ser feito formas. mãos-francesas etc.engastalho Figura 11. através de gavatas.32 . Verificar a estanqueidade das fôrmas. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. pois os momentos negativos e positivos. contraventadas a cada 50 cm. fazer as emendas à 45º (Figura 11. onde geralmente os esforços são menores. respectivamente. são máximos. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez.. a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento.

Figura 11. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência. formando poças. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas . com a utilização dos chamados "Caranguejos.Nas Lajes Após a armação. através de imã. evitando que a mesma absorva água do concreto. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. isenta de partículas soltas. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras.33 ." (Figura 11. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto. A superfície deve ser limpa. c) . transmitida pela armadura. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço.34) 280 .após a interrupção.

35) Figura 11.Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.35 .Detalhe das guias de nivelamento 281 .34 . (Figura 11.Figura 11.

9 .Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras. a resistência ao fogo.36).Recomendamos ainda que as passarelas.Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural. como por exemplo.37 e 11. repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 .36 . Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. Industrial) (Industrial. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado. Na execução. Figura 11. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha.4. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa. (Tabela 11. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas. 11. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003. mas também pelos benefícios adicionais. lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. independentes da armadura (Figura 11. para movimentação de pessoal no transporte de concreto.38).5 .Passarela para concretagem apoiadas na fôrma. em geral à face externa do estribo.9) Tabela 11.

banheiros. aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra. isopor (caixa de ovos). • e = recobrimento Figura 11. metálica etc.37 .38) ou de argamassa (Figura 11.Pastilhas plásticas 283 . que além de mais econômicas. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura..38 . • cordões de argamassa. com o auxílio de formas de madeira.OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas. áreas de serviço de apartamentos..37). (para fazer gelo).Pastilhas de argamassa Figura 11. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11. dormitórios. cozinha.

vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água. molhagem.11. terra. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto.70 10 10 10 5 5 284 . somente serão desenvolvidas totalmente.55 3 3 5 3 3 0.65 7 7 7 5 5 0. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório. 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. bem como a durabilidade do concreto. garantindo ainda.10 . OBS. palha. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais. como mantas de algodão ou juta. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura.35 2 2 2 2 2 0. A resistência potencial. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas.4. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: .tipo de cimento. serragem. uma temperatura favorável ao concreto.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto. . Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias. conforme mostra a Tabela 11. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. areia. evitando a evaporação da água da mistura. se a cura for realizada adequadamente.10: Tabela 11.6 . etc.

Ironicamente. geometria das peças. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. também. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. 11. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. vento e umidade relativa do ar.Há. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. Além disso. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. uma vez que. 285 . que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. área de exposição/volume da peça. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. que podem provocar fissuras e até trincas. além de atender ao exposto acima. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. pelo menos nas peças espessas. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas.4. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. temperatura. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. para evitar tensões internas não previstas no concreto. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. Em certas condições. que pode ser definida pela relação. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão.7 . de alguma forma.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. como pilares e vigas. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa.

Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto. • • Figura 11. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem. • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento. nas obras. • preenchimento do vazio.11.Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada.4. Limpeza e aplicação de desmoldante.4. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado.Método mais comum de consertos de falhas 11. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento.39 . que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto.9 . Estanqueidade. que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor).Consertos de falhas Devemos proibir.8 . 286 . com concreto forte.O que devemos verificar antes da concretagem . b) Armadura • Bitolas. Tratamento da superfície de contato. quantidades e dimensões das barras.

No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. ponteiros. autobomba com lança. vibradores de imersão (agulha). espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. início e intervalos das cargas. paredes com vigas ou lajes).) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. guindaste. jericas. Cobrimento das armaduras (pastilhas.• • • • Posicionamento. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. Especificar a forma de lançamento (convencional. pás. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. 287 . Iniciar o adensamento logo após o lançamento. Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. Fixação. lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. guincho. desempenadeiras. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. preparar rampas e caminhos de acesso. adensamento e cura do concreto. caçamba). vibradores de superfície (réguas vibratórias). encontros de pilares.0cm da camada inferior. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. etc. vibradores externos (vibradores de fôrma). Providenciar ferramentas diversas (enxada. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. Programar o tempo previsto para o lançamento.. bomba estacionária. caçamba). A cura deve ser contínua.0m. esteira. limitar o transporte a 60m. lançar o mais próximo da sua posição final. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento.

ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). beirada das lajes. - - - 288 . protetor auricular. óculos de segurança contra impactos. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas. danificadas ou improvisadas. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. luva e mangote de raspa. calçado. avental. metal ou telados. com guarda-corpos de madeira. escorregões ocasionados pela desforma. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. Para evitar quedas de materiais e objetos. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. corte. poços.

valas). alvenaria. Abóbada – Geométricamente. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. pisos etc. normalmente fixa peças. Adega – Também conhecida como cava. janelas. Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. como tubos. estrume ou fibra vegetal. em geral no subsolo. linha ou outra referência. arqueada a uma superfície. A palavra provavelmente. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. curva. tabuleiros de ponte. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. A Abaular – Dar forma curva. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. Carregada verticalmente.12 . formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. aplainar. areia em pequena quantidade. conduites etc. Acesso – Passagem. escadas. 2 289 . que forma normalmente a cobertura de um recinto. também chamada de abrigo de carros. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. realizadas ao término da estrutura. indica locais como garagem. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . Afagar – Nivelar.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. desbastar saliência ou alisar madeiras. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. quer no vertical. vãos. Acréscimo – É o aumento de uma construção. onde se guardam os vinhos e azeites. Abraçadeira – Peça metálica que. quer no sentido horizontal. No uso corrente.

Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. construir. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. peça com saliência superposta à superfície. turfa e madeira). misturada a um agregado. sem aberturas para o exterior. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Z e L. que principia na cumeeira e segue até a beirada. Aldrava – o mesmo de aldraba. engenheiro no seu trabalho. por onde passam os eixos de simetria da seção. linhito. com o sem adição de água. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. 290 .Afresco – Técnica de pintura. permitindo a absorção da tinta. Agrimensor – Topógrafo. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. resultante da destilação de materiais (hulha. Aglomerante – (ligante. Alçar – Levantar a parede. I. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. Geralmente fica localizada na entrada da casa. aglutinante) substância que. Alicerce – Fundação. calor ou pressão. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. Aglomerado – Placa prensada. forma argamassas e concretos. Alcova – quarto pequeno de dormir. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. juntamente com água e um ligante. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. sótãos ou desvão de telhado. T.

usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. Andaime – Plataformas elevadas do piso. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). rés do chão. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. em sucessivas camadas. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. enfeite fixado em paredes e muros. loja ou sobre loja. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. o gás ou a energia solar. castanho clara. Anteparo – Qualquer objeto. de cor branca sem matizes. que formam paredes. Alvenaria – Conjunto de pedras. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. por meio de registro escrito. acima do porão. Aplique – Ornamento. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. com argamassa ou não. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. rés do chão. muros e alicerces. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. e na composição do fibrocimento. É utilizado na construção de refratários. bloco. para proteger. 291 . Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. Amarração – Modo de assentar tijolos. de tijolos ou blocos. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. flexíveis e incombustíveis. loja ou sobre loja. Angico – Madeira muito dura. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. peça (biombos. quebra-luzes. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. insolúvel na água. antiderrapante. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. embasamento. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada.

Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água.000º a 1. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. em suas extremidades. complementado as moradias. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. e o sentido plástico da época.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. excluídas as paredes. Podendo ser elétrico ou a gás. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. Arrimar – Apoiar. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. 292 . pilares. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. obtido por aquecimento de 1. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Possui a arte da composição. Rocha macia e de corte fácil. escorar.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. se apóia em colunas. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. a realidade social. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. usada no assentamento ou revestimento. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. Arcada – Sucessão de arcos. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. cada fila mais elevada que a outra. encostar. tendo em vista o conforto. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Arquitrave – Viga de sustentação que. Argila expandida – Agregado artificial leve. em forma de escada. calcário ou feldspato usado em pisos.

Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. É protegido com grades ou peitoril. Balizador – Pequena haste cilíndrica. e no qual os constituintes são os betumes. que se funde pelo calor. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. alinhada lado a lado. disposto diante de portas e janelas. pisos. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. sem estrutura de sustentação aparente. Auto de vistoria . esquadrias. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. 293 . Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. de cor entre preta e pardo-escura. Balcão – Elemento em balanço. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. blocos. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. sustenta corrimãos e guarda-corpos. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. com uma ou mais lâmpadas. de cozimento ou de secagem de materiais. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. na altura de pisos elevados. usada em iluminação de jardins. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. Ateliê – Local de trabalho do artista. pastilhas e outros acabamentos. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. que se coloca na parte superior de portas e janelas. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo.

Bangalô – Pequena casa alpendrada. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. plástico ou metal. aberto superiormente em toda sua extensão. abrindo vãos para ventilação. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. 294 . onde os condutores são lançados. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. erguida no campo ou nos arredores das cidades. de grão fino e cor escura. Batente – Peça de madeira. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. que permite fixar o piso de tábua. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. usada na pavimentação de estradas e na construção. metal ou cantaria. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Fragmentos de pedra usados na construção civil. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. Barrote – Peça de madeira. pedra. que avança além da parede que a sustenta. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. chumbada com massa no contrapiso. protegendo-a da ação das chuvas. Bay window – Janela de três faces.Bandeja – Conduto de instalação aparente. Tem função estrutural. classificados em peneiras. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira.5 a 3. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas. Pode ser estrutural ou não. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes.5 cm de espessura. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. presa ao guarnecimento do vão. Basalto – Rocha muito dura.

C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos.0m. Capa – Demão de tinta. com o martelo de calceteiro. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. com ou sem adição de cola. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. implantado em anexo a área reservada a construção principal. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. que suporta pouco peso. Caixa de escada – Espaço. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. execução. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. estradas. em sentido vertical.Broca – Estaca manual simples. executada a trado. retiradas de um bloco de rocha. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. critérios. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. pigmentos ou outros. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. hidratados ou não. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. Caiação – Pintura com cal diluída com água. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. como depósitos. que aplica com broxa. Podem ser simples ou ornamentados. destinado à escada. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. 295 . Canafístula – Madeira dura. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. sobre a qual se pregam as ripas. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. ruas ec. que permite o acesso para limpeza e inspeção. Também profissional que forma as pedras de calçamento. instalada após o sifão. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. na canalização de esgoto da pia de cozinha. oficinas ou outros. fiscalização e controle de serviços e obras. Capitel – Parte superior de uma coluna. A perfuração atinge no máximo 6. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. elétricas ou hidráulicas.

telhas e vasos. Carpete – Forração de pisos. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. em forma de funil. Cachimbo – Anteparo de madeira. que avançam sobre a fachada. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. Tem formato cilíndrico-cônico. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. tipo do colonial americano. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. de barras de aço.Caramanchão – Armação. Chumbar – Fixar com argamassa. 296 . polias e quadros de comando. Chanfrar . Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. feito com tábuas de madeira sobrepostas. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. bem inclinadas. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. feita no telhado. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. para iluminar interiores de uma edificação. Clarabóia – Abertura. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. destinado aos motores. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. como um pergolado. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. em forma de cavalete. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. Os mais comuns são os têxteis. rica em carbonato de cálcio. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. base de extração da cal. em geral envidraçada. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. tais como tijolos. Cerâmica – Objetos de argila.

297 . Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. que se executa no fechamento superior de um edifício. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Concreto – Mistura de água. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. em proporções prefixadas. que suga a fumaça dos fogões. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. cimento. Ao longo da história da arquitetura. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. sobre o frechal. areia e pedra britada.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Apresenta. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. maior resistência e homogeneidade. Coifa – Cobertura feita de metal. porém. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. destinado a espetáculos públicos. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão.

com o aproveitamento do sistema viário existente. Ver abóbada. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. em duas ou mais áreas. demolindo ou cortando acima desta cota. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. de vigas na alvenaria estrutural etc. rampas etc. horizontal e vertical. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). de um lote edificável para fins urbanos. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. concretos. duro e brilhante. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo.). Elemento metálico. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. Cuba – Recipiente das pias. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. Desdobro – É a divisão. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado.Corredor – É o saguão de que segue. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. Curar – Secar madeiras. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. 298 . Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. cimentos etc. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. Desgaste – Ver abrasão.

Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). de pessoas ou mercadorias. Desvão – espaço entre a telha e o forro. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. tanto da superfície quanto de camadas profundas. Também conhecida como oitão. aposentos de empregados etc. despensa. Tem como função uniformizar as superfícies. sem profundidade ou perspectiva. O cimento comum. construção. principalmente a partir de uma variação térmica. biombos. Emboço – Primeira camada de argamassa. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. ou ar. fios (conduítes).Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. denominada hidróxido de cálcio. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. Tapumes. reagindo com a água. Embasamento – Parte inferior de uma construção. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. Ver junta de dilatação. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. resulta em uma base medianamente solúvel. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. Ela aparece devido a um processo químico. cerâmica ou vidro. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. Dilatação – Aumento de dimensão. Drenagem – Retirada de água do solo.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. ou seja. Edificação – Obra. 299 . Elemento vazado – Peça produzida em concreto. Eflorescência . Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical.

embutido. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. colocar o caixilho. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. Engastado – Encaixado. podendo ou não ficar aparente na fachada. Escovado – Metal polido com escovas. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. resultando num efeito irregular e manchado. Engastalho – Calço de madeira. Enquadrar – Emoldurar. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. fixo no concreto. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. ganhando aparência fosca. de forma que fique coeso. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. janelas) utilizado em uma obra. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. que se acumulam em demolições ou construções. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. Espelhado – Superfície polida. ou ambientes expostos a umidades. que coordena serviços de grupos de operários. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. 300 .

Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. Também usada para fazerem forros e ornatos. Fibra de vidro – Material resistente. dobradiças. puxadores etc. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. protendido. fixando-as em sua devida posição. Semelhantes ao canelado. friso.para ser trabalhada em estado granular solto. conferida pela impermeabilização. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. sem causar divisão do sólido em partes separadas. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. correr. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. e quando necessário podem ser abertos.) empregados em portas. desde à ruptura. puxador.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. empregado na fabricação de banheiras. Estanqueidade – Propriedade. fechar. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. que é cravada nos terrenos. aço ou madeira. piscinas e calhas. geralmente de concreto armado. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. a mais freqüente é a fibra do amianto. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. quando são submetidas à compressão. 301 . na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. Filete – Moldura estreita. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. de impedir a passagem de fluídos. chave ou tranqueta. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. janelas. estruturas de madeira ou metálicas. cremonas. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. régua do boxe.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. Fissura – Abertura inferior a 1. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. impermeável. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. pivotar etc.

com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. 302 .) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. ligando entre si dois logradouros. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. drenagem. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. ocultar canalizações ou estruturas. armados. que irão compor a estrutura da construção. após aquecimento. canalizações etc. Forro – Material que reveste o teto. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. Depois desse processo. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. Recuo da construção no pavimento térreo. Galeria – Corredor largo que. servindo de apoio à tesoura. Plantas rasteiras. além da circulação de pessoas. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. musgo ou grama. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. Fôrma – Elemento de madeira. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. como hera. serve para exposição de obras de arte. drenantes. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. utilizando uma bigorna. entre a base e o capitel. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. tornando a passagem coberta. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. Utilizados como muros de contenção. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. pivotar).correr. Duto subterrâneo para escoamento de águas. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. sapatas etc. que fazem o acabamento de um jardim.

Gleba – É uma porção de terra. Granilite – Mistura do cimento. que entra na composição do granilite. dura. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. 303 . Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. com parede de meação. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. uma encostada à outra. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras.50 a 2. Ver guindaste. Gambiarra – Instalação provisória. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. batentes. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. causado por uma variação brusca na velocidade da água. usada para revestir paredes e pisos. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. corrimões etc. para dar segurança aos usuários. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. geralmente dobrada. para proteção de vigia. guardas etc. sacadas. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. composta de quartzo. Grapa – Peça de ferro. janelas. minúsculas. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. válvula. Grana – Conjunto de rochas diversas. de qualquer natureza. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. etc. sentinelas. feldspato e mica. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. Podendo ter um lado fechado por parede. torneira. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. como as rosáceas. geralmente fora das recomendações técnicas. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. pó de mármore e grana. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. com peso específico de 2. Granito – Rocha ígnea granular.

tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. quase sempre temporário. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. escadas. nos grandes edifícios. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. 304 . Guindaste – Máquina composta de sarrilho. como as portas de correr etc. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. O mesmo que locação da obra. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. acrescentado a argamassa. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. para compor coberturas. rampas etc. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. Hidrófugo – Produto químico. Hotel – Prédio destinado a alojamento.

colocado na parte superior de cubas. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. gás etc. de cerâmica.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. 305 . Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. Também conjunto das instalações elétricas. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. Junta – Articulação. linha ou fenda que separa dois elementos. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. em geral envidraçado. do som e da umidade. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. Jardim-de-inverno – Local. cimento. banheiras ou reservatórios. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. feita em uma só peça. Janela basculante . mármore etc. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. além de permitir a visão externa. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. Ladrão – Tubo de escoamento. hidráulicas. que evita o transbordamento do excesso de água. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. com pouca espessura. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. barro cozido. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação.

Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. Lavrar – Gravar. Lance – Comprimento de um pano de parede. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. cunhar. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. proveniente da infiltração de águas de chuva.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. propiciando ventilação. servindo também para puxar ou empurrar a porta. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. pelo cubo. azulejo e outros aplicados à meia altura. Listelo – Filete. Loft – Palavra inglesa. brocas e cupins. usados para moradia. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. apoiada em vigas e pilares. Geralmente situado à entrada da casa. que divide os pavimentos de uma construção. placas de mármore. 306 . Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. feito de tábuas. Lambris – Revestimento interno de parede. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. Hoje são espaços amplos sem divisórias. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. Parte de uma escada que se limita por patamar. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. à pressão atmosférica. que significa depósito. muro etc. Madeira de lei – Madeira dura.

pedras em obras de marcenaria. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. é penteada com uma escova. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. geralmente calcítico ou dolomitico. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. Mástique – Material de consistência pastosa. cal. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. em miniatura. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. depois de aplicada. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. com cargas adicionais a si. água e cimento usado no emboço. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. plásticas ou elásticas. ou filme de polietileno de alta densidade.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. Maquete – Reprodução tridimensional. formando desenhos. 307 . escada externa etc. Não pode ser retocada e. deixando-a pronta para receber a pintura. água e cal empregada para rebocar as paredes. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado.. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. coberturas e contrapisos. usada como divisória. Massa raspada – Mistura de areia. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. ela se projeta para além da parede da construção. Massa grossa – Mistura de areia média. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. cal. Meio-fio ou guia . Ver batente. Massa fina – Mistura de areia fina. adquirindo. diminuindo o vão livre. cimento e corante. dá acabamento liso a parede. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. de um projeto arquitetônico. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. o produto final. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas.

especificando o material que são necessários à obra. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. roupas etc. do qual se quer uniformizar o emprego. em toda a altura da janela. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. da fundação ao acabamento. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. acima do telhado da construção. 308 . Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. prateleiras etc. etc. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. a fim de assegurar ventilação e sombra e. madeira ou concreto que sustenta beirais. sacadas ou balcões.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. também. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. sobre-aterros. Mísula – Peça de pedra. Muxarabiê – Balcão protegido. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. sobrecarga de construções. empuxos de águas de infiltração. Mirante – Parte alta. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. no caixilho divide as folhas. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. Montante – Peça vertical que. por uma treliça de madeira. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias.

galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. Pastilha – Pequena peça de revestimento. Parquete – Piso feito da composição de tacos.O Ofurô – Banheira arredondada. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. P Painel – Grande superfície decorada. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. pastilhas. cerâmicas etc. presentes em janelas. feita de cedro. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. Proteção que atinge a altura do peito. que dá aspecto antigo às superfícies. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. terraços. tanto no interior como no exterior da construção. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. condições locais. Oxidação – Ferrugem. sacadas etc. Parapeito – Peitoril. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. obtido a partir das sementes do linho. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. necessidades de quem vai habitar. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. geralmente construído de alvenaria. Passadiço – Corredor. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Pano – Extensão de parede ou muro. feita de cerâmica. típica do Japão. Apresenta composição de mosaicos. verba disponível etc. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. Pátina – Efeito oxidado. porcelana ou vidro. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. 309 .

Toda esta trama é. a linha. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). Pavimento – Andar. metálico e outros. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. preenchida com barro. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais.Revestimento de base o qual se pode caminhar. Pilar – Elemento estrutural vertical. feito de pedra. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. metálicas ou têxteis. resinosa. pegajosa. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. de pequena seção em relação à sua altura. Andar. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. Piso . Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. caldas. Pilarete – Pequeno pilar. tiras plásticas. Pavimento. por meio de suspensório (estribo). Pilastra – Pilar com quatro faces. alvenaria ou concreto. para demarcações no terreno. cume. argamassas e concretos de cimento. posteriormente. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. destinados a suportar carga vertical. Piche – Substância negra. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. concreto. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. tijolo. píncaro. 310 . pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé.

Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. Porcelanato – Revestimento. utilizado com laminados plásticos colados. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. com baixa absorção de água. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. fabricado e depois montado na própria obra. Prédio – Construção destinada à moradia. terraços ou varandas. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. Escora. depósito ou outro fim similar. Policarbonato – Material sintético transparente. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. fabricado previamente em instalações industriais. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. 311 . Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. formatados por aquecimento. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Ver sarilho. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais.Parte ou componente de uma edificação. Apoio. O mesmo que planalto. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. Pré-moldado . Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. baixa porosidade. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. Polir – Lustrar uma superfície. para depois ser montado na obra. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. inquebrável. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. muros ou painéis. de alta resistência. cuja cobertura é apoiada em colunas.

responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. Radier – Tipo de fundação direta. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. reunindo plantas. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. como a nogueira. Rancho – Habitação rústica do campo. Projeto – Plano geral de uma construção. cortes. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. uma laje de concreto armado. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. colunas etc. Quiosque – Pequena construção. 312 . composta de chave geral e disjuntores. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. elevação. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. a imbuia e o pinho-de-riga. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. detalhamentos etc. recebendo pintura diretamente. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar.

313 . junto ao forro. Servente – Ajudante. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. junto ao piso. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. Como ficam isoladas. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. quando seca. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. estreita e comprida. auxiliar. é usada para cobrir casas e quiosques. e pequena quantidade de argila. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. Rufo – Chapa metálica dobrada que. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes.5 e 2. e a saliente. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo. de camisa ou blusa. as sapatas são interligadas por vigas baldrames.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. Podem ser isolada ou corrida. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. evita a penetração das águas das chuvas. Pode ou não embutir iluminação. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. baldes etc. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. e no qual se enrola corda. Sapé – Tipo de gramínea que.5 cm. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. Sarrafo – Tira de madeira. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. A tábua reentrante é chamada de saia. no encontro de telhados e paredes. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. dos profissionais que trabalham nas obras. Muito comum em portas divisórias retráteis.

Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. de onde são retiradas. que pode ser revestida ou não. onde se encaixa a lâmpada. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. telefone etc. Soquete – Receptáculo. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. Ver lanternim. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. Ele tem geralmente portas ou tampas. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. com rosca interna. que facilitam o acesso às tubulações. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. muito usado em construção de vários pavimentos. que serve para passar as tubulações elétricas. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. formando um degrau na parte de fora. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. É um duto de alvenaria ou de concreto. Silicone – Material usado na vedação. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. não inferior a 2. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja.Seteira – Janela estreita e comprida. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. e nas portas externas. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. de madeira ou ouro material. em relação ao terreno circundante. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. Shaft – Palavra inglesa. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. Arremate na mudança de acabamento de piso. mantendo o mesmo nível. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa.50m. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. Sóculo – É uma base de alvenaria. de água. 314 . Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. como a manta asfáltica. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las.

Terracota – Argila modelada e cozida. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. desviada angularmente em relação ao plano vertical. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. Teodolito – Instrumento ótico portátil. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. formando a moldura que guarnece os telhados. Galeria descoberta. carga. transporte. As telhas e a estrutura ficam aparentes. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. Tabuado – Porção de tábuas. descarga e compactação. destinada ao seu assentamento. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. Telha-vã – Telhado sem forro. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. por meio de colunas e pilares. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. executadas para a construção de aterros e cortes. 315 . constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. Terraço – Cobertura plana. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. pelo menos em parte.

Unifamiliar – Uma única família. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. Textura – Massa. U Umbral – Parte superior das portas. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. Barra de ferro. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. usada em telhados para vencer grandes vãos. compondo os pisos. deixando-a áspera. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). graduada em uma ou ambas as faces. constituída por articulações em múltipla triangulação. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. está sujeita aos esforços de tração. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. sem auxilio de apoios intermediários.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. Tirante – Viga horizontal que. fibra ou tecido. nas instalações de esgotos de prédios elevados. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. Tubo de queda – Tubo vertical que. Trincha – Tipo de pincel achatado. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Tulha – Depósito de café e cereais. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. crespa. Treliça – Estrutura estaticamente definida. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. nas tesouras. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. 316 . tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. formando um conjunto de barras interligadas. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol.

madeira. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. tirando-as das esquadrias. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. Vergalhão – Barra de ferro comprida. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. apropriado para revestir pisos. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. concreto etc. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. que permite a ventilação permanente dos ambientes. Vedação – Ato de fechar. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. Vermiculita . Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. vedar. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. Varanda – Alpendre grande e profundo.) para os pilares. feita de aço. Viga – Peça estrutural.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. 317 . e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. Veneziana – Tipo de esquadria. cargas minerais e pigmentos. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga).É um mineral semelhante a mica. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. plastificantes. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura.

Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. evita a ferrugem. Zincado – Material que foi revestido de zinco. dos agregados. industriais ou mistas. do solo etc. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. de cor alaranjada. comerciais. 318 .Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ .Fornecer aos empregados gratuitamente. Qualquer função deve utilizar. . quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar.Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho . Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. valas etc. quando executar trabalhos acima de 2.Observar as Normas de Segurança do Trabalho . em beiradas de laje. como limitador de espaço.Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI .Tornar obrigatório o uso do EPI .Substituir.00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp.EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar. o EPI danificado ou extraviado . obrigatoriamente. quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . imediatamente. Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado.Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina .

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

8 1.0 6.59 5.0 285.46 6.5 x 4.0 37.75 4.0 6.0 8.03 6.38 4.48 5.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .21 1.36 x 6.0 6.03 x 5.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.46 x 2.0 x 8.4 323.0 x 5.2 1.0 0.4 x 3.47 x 0.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.96 5.28 7.47 3.0 6.91 4.0 7.2 0.97 1.0 x 8.1 8.5 1.1 217.13 x 1.2 x 4.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .61 3.0 9.59 x 1.1 356.11 3.8 57.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans. .1 x 7.0 6.0 1.20m e 6.35 3.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.8 x 3.4 65.0 x 9.2 148.8 x 3.1 45.6 2.83 x 2.92 3.PESO COMPR.38 x 1.75 0.8 0.0 6.13 4.0 6.35 x 3. Trans.6 x 5.9 78.61 x 0.97 10. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.0 2.83 3.37 6.0 x 3.4 0.3 117.5 264.96 x 3. Longc Trans.48 1.96 5.2 x 4.0 6.92 x 0.0 x 6.9 92.09 120 120 120 60 60 60 222.45m 4.52 3.75 x 0.20 2.96 x 1.80 2. cm cm cm²/m cm²/m 3. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.

328 .

h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0. 1.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.10 .85 1. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .2 tf/m³ 1.6 tf/m³ 1.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.bw(cm).25.1. um tij.60 0.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.

0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.0 33.5 4 3.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.6 36.83 14.20 24.41 1.04 1.0 35.6 22.7 28.6 28.1 240.5 28.9 23.14 1.7 23.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.2 203. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.2 145.7 5 0.6 1 0.6 29.7 129.6 33.7 21.0 218.7 1 0.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.5 39.5 27.5 34.5 60.47 1.6 28.9 23.4 33.6 22.1 33.5 1 6 6 6 5.6 22.6 22.4 33. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.0 33.54 1.7 28.27 97.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.4 19.5 30.7 28.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2. Peq.82 1.7 28.5 32.05 0.7 9 0.9 28.3 170.6 8 0.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.4 4 0.9 28.37 1.4 9 0.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.8 6 0.9 5 1.4 28.7 23.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.0 Brita Nº 2 22.6 5 0.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.0 17. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.6 29.2 133.9 312.84 1.27 2. de Concr.6 181.9 168.35 x 0.6 33.4 19.5 187.1 33.5 5 0.48 m 330 .4 28.

331 .

TERÇAS E PONTALETES DET.TESOURAS. ESPIGÃO 332 .

50 3. (m) 01 (Pont. . .Ripas acrescentar 10% .) 03 (Pont. Compr.00 3.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.CAIBROS Obs.0 Viga 6 x 12 Quant. (m) 01 26 04 04 02 03 2. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.Sarrafo para travamento na linha da cumeeira.) 07 01(Berço) 2.00 3.00 Sarrafo 2.50 520.50 3. . Compr.0 4.50 4.50 4. (m) 24 07 05 26 30 2.5 5.00 333 .0 4.5 x 10.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.5 3. Compr.00 4.0 4.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant.0 (m) 15.

Edvaldo G. 1998. 2a edição. 1993 11 MELLO. Editora Hemus. São Paulo.Vilela.F. G. Técnica de armar as estruturas de concreto.2 volumes. Rio de Janeiro. 2000 8 FALCONI. 1993 3 BORGES. A. J. 1992 13 PIANCA. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação.1992 4 BAUD. Técnica da Construção. Manual de Construção. Manual do Construtor.Falcão. A . Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. São Paulo. Editora Pini. Fundações Teoria e prática. J. Antonio. Materiais de Construção. 9a edição. 1995. Sistema treliçado global . Rio de Janeiro. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado.B. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. 4a edição. 4a edição. São Paulo 1998. PCMAT. Editora Pini. 16 SANTOS. Estruturas. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. P.et al. Batista. et al. Copiare. F. 1974 14 RODRIGUES. São Paulo. F. Celso.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. São Paulo 1995 6 CARDÀO.C. Ed. Editora Globo. Editora Calcitec. 1996 12 MOLITERNO. Tesouras de Telhados. 5 volumes. L. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis.Boletim Técnico de Edifício. Editora Glob. 334 . P. Pisos Indistriais de Concreto Armado. Firme. Prática das Pequenas Construções. 2 volumes. Editora Edgard Blucher. 15 SAMPAIO.R. São Paulo. 1976 5 BAUER.O.. 9 FUSCO. Editora Edgard Blucher.P.Caio. Porto Alegre. São Paulo. Editora Pini. 2a edição. Editora Tecnoprint. 6a edição. 10 LIMA. P. Curitiba/PR. Editora Pini. Rio de Janeiro. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 1969 7 DIAS. C Arruda. 1o volume. C. J.. 3a edição. desenhos de concreto armado.

Associação dos Fabricantes de Lajes. 335 .Fôrma e Ferragens. P. A técnica de Edificar.Construção Mercado e Téchne . 1978. Detalhaes de execução . São Paulo. Editora Pini. 1998. Walid.IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua.17 TERZIAN.Editora Pini Manual Técnico Blindex . Roberto. 18 YAZIGI. Apostila 4oSimpatcon.Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . Campinas/SP. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas . Jornal da AFALA .

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