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FICHA TÉCNICA

AGÊNCIA DE VIAGEM

Idéias de Negócio

A Idéia de Negócio é um material meramente informativo acerca dos empreendimentos existentes

no segmento correspondente ao seu título. Os dados apresentados são extraídos de publicações

técnicas e, em linhas gerais, não têm a pretensão de ser um guia para a implementação dos

respectivos negócios. É destinada apenas à apresentação de um panorama da atividade ao futuro

empresário, que poderá enriquecer suas idéias com as informações apresentadas, mas carecerá de

um estudo mais detalhado e específico para a implementação do seu empreendimento, este

material ajudará você a conhecer a atividade escolhida.

AGÊNCIA DE VIAGEM

(FONTE: SEBRAE/MG)

Em todo o mundo, o turismo é uma importante fonte de riquezas e emprego. No Brasil há uma oportunidade avistada no ramo de turismo uma vez que surgiram novos nichos que possibilitam uma forte atuação das empresas de Agências de Viagens. Segundo dados de pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo, até as Classes Sociais de baixa renda (C, D e E), estão preocupadas com o lazer e não deixaram de viajar, fato que apresenta possibilidades e potencial para a implantação de pequenas agências de viagens focadas no público de baixa renda. O turismo para as Classes Sociais (A e B) também está com ótimas perspectivas e continuará em crescimento, portanto, apresenta boas condições para o ingresso de novos empreendedores profissionais. Recomenda-se que comece pequeno, fazendo

FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM Idéias de Negócio A Idéia de Negócio é um material meramente
FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM Idéias de Negócio A Idéia de Negócio é um material meramente

viagens nacionais. Viagens internacionais, somente quando tiver mais domínio do setor. As atividades das agências de viagens compreendem a oferta, a reserva e a venda de serviços turísticos fornecidos por terceiros tais como: passagens, acomodação/hospedagem, serviços de recepção, transferência e assistência, excursões, viagens e passeios turísticos, marítimos, fluviais e lacustres. Fazer a adequação de tais serviços às necessidades dos turistas é fundamental para os empreendedores que pretendem atuar no segmento turístico. A concorrência é grande, por isso é bom você se diferenciar oferecendo serviços extra como entrega de passagens na casa dos clientes, uma correspondência periódica com as opções de viagens mais atraentes e também ajude o cliente a tirar os documentos necessários. A diversificação nos serviços oferecidos é de grande importância, existem várias modalidades de turismo que podem ser explorados, tais como o turismo rural, ecológico, cultural, para a terceira idade e recepção de executivos e estrangeiros. Um pacote turístico, geralmente, é composto de hospedagem, transporte, alimentação, traslados, serviço de guias, dentre outros. Os pacotes podem ser elaborados de forma individual, isto é sob medida para as necessidades de cada cliente, ou em grupo. Neste último, os meios de transporte, hotéis, horários, etc. são definidos previamente, podendo ser oferecidas, ainda, opções de inclusão de outros produtos, como, por exemplo, ingressos para eventos, aluguel de veículos, etc. Para o Código Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, as atividades de uma agência de viagem são:

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  • - organização e venda de viagens, pacotes turísticos, excursões;

  • - reserva de hotel e de venda de passagens de empresas de transportes;

  • - fornecimento de informação, assessoramento e planejamento de viagens para o público em geral e para clientes comerciais;

  • - venda de bilhetes de viagens para qualquer finalidade;

  • - venda de passagens aéreas por companhias estrangeiras.

* Esta subclasse não compreende as atividades de operadores turísticos.

Já para operadores turísticos, são definidas as seguintes atividades:

  • - organizar e reunir pacotes turísticos e excursões que são vendidas em agências de viagens ou diretamente ao público cliente. As excursões podem incluir uma ou todas dentre as seguintes atividades: transporte, alojamento, alimentação, visitas a museus, lugares históricos e culturais, teatro, música e eventos esportivos,

  • - guias turísticos.

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* A subclasse não compreende as atividades de agências de viagens. Operadoras de viagens são

empresas que realizam as atividades de elaboração dos pacotes, negociando com todos os demais fornecedores e comercializando seus produto através da agências de viagem. Estas últimas não podem elaborar pacotes, contudo, trabalham na comercialização dos pacotes oferecidos pelas operadoras, recebendo um percentual do valor da venda, bem como oferecendo um ou mais dos serviços turísticos. Por exemplo, venda de passagens aéreas, reservas de hotel, entre outros. Antes de oferecer um pacote, a empresa deve verificar a existência de demanda pelo produto e as características de tal demanda, o que pode ser feito por meio de uma pesquisa de mercado. Esta pesquisa tem como objetivo levantar informações sobre volume potencial da demanda pelo serviço e o perfil dos consumidores (idade, poder aquisitivo, interesses, disponibilidade para viagens, etc.). A partir de tais informações, é possível você definir não apenas as características dos pacotes a serem oferecidos, mas também como será a própria empresa. Nesse sentido, por exemplo, para a comercialização de pacotes turísticos direcionados para as classes A e B, a agência deve estar localizada em locais freqüentados por consumidores destas classes sociais. Por causa da grande variedade de serviços que podem ser oferecidos neste tipo de negócio, é necessário que você defina, claramente, os tipos de atividades que pretende desenvolver. O conhecimento do mercado e as boas relações com hotéis, companhias aéreas, etc. são de extrema importância. Conhecer e gerenciar a sazonalidade do setor é outro aspecto importante a ser considerado. Verifica-se um aumento da demanda nos meses de férias, ou seja, julho, dezembro e

janeiro.

Para garantir a demanda nos demais meses, usualmente, as agências oferecem pacotes

promocionais, baseando-se nos menores custos de hotéis, transporte, etc. da baixa temporada. Outra alternativa para a geração de demanda consiste na oferta de pacotes direcionados para certos grupos de consumidores, que preferem ou precisam viajar nos períodos de baixa temporada, como idosos

FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM * A subclasse não compreende as atividades de agências de
FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM * A subclasse não compreende as atividades de agências de

(turismo para a terceira idade) e profissionais em viagens de negócios. Outra opção é a especialização das agências: viagens de lua-de-mel, turismo didático para crianças e adolescentes, turismo esportivo/ecológico, turismo para terceira idade, dentre outras. Contudo, deve-se destacar que a especialização, apesar de facilitar as operações da agência/operadora, limita o mercado consumidor, o que pode implicar em dificuldades para a empresa, caso esta não consiga se posicionar adequadamente junto ao seu mercado.

O local

Pesquise junto a Prefeitura se a região de pretensão poderá receber a empresa de seu segmento. A Lei de Zoneamento Urbano de cada município muitas vezes não permite que alguns tipos de empresas possam ser instalados em determinados bairros. A localização preferencialmente deverá ser próxima a um local em que haja grande fluxo de pessoas, seja de pedestres ou de veículos. Uma agência de viagens pode funcionar numa sala de 40m² com um banheiro, isto é o suficiente já que 90% do trabalho é feito por telefone, e-mail e fax. É importante destinar um espaço físico para estacionamento ou que a empresa seja instalada em uma área que ofereça facilidades para que os clientes estacionem seus veículos como um shopping Center.

Algumas especialidades

Turismo ecológico

O ecoturismo teve significativa expansão, nos últimos anos, e é uma boa opção para quem deseja ampliar as atividades. Ecoturismo é uma definição genérica, que apresenta uma segmentação múltipla: turismo de aventura, turismo rural, turismo cultural, turismo esotérico e turismo esportivo. É importante que a empresa tenha vários roteiros, para atender aos diversos tipos de clientes. Antes de promover as viagens, o agente de viagens deverá pesquisar as condições do local, as opções de hospedagem, as trilhas dos parques, a infra-estrutura da região a ser explorada e outras informações que se fizeram necessárias para o bom desempenho das atividades.

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Turismo pedagógico

O turismo pedagógico tem como público alvo crianças e adolescentes. Consiste em proporcionar excursões em locais relacionados a disciplinas escolares. Por exemplo, em uma viagem às cidades históricas mineiras, os estudantes poderão ver de perto a arte barroca, tema das disciplinas de história e literatura. Ou seja, as excursões são direcionadas, de acordo com o assunto que o aluno está aprendendo. Neste sentido, o empreendedor deverá entrar em contato com as escolas, a fim de agendar excursões e viagens. É importante que a empresa busque informações jurídicas junto aos órgãos competentes, quanto aos documentos que serão necessários para a viagem ou excursão. Cabe ao empreendedor, neste tipo de atividade, zelar pela segurança dos clientes, oferecendo profissionais altamente qualificados para supervisionar os estudantes.

Turismo receptivo

Esta atividade tem como objetivo promover o desenvolvimento do turismo em determinada região, estado ou cidade. O primeiro passo para se planejar o turismo receptivo é fazer o inventário turístico da região. Quanto mais detalhado for esse inventário, mais oportunidades de negócios poderão ser criadas. A empresa poderá buscar parcerias com a iniciativa privada, a fim de criar alternativas e contribuir para o desenvolvimento de uma determinada região. Quando um turista decide viajar, primeiramente, ele escolhe o que quer fazer. Depois, ele procura saber onde encontrará o que deseja fazer. Por último, ele decide como viajar. Assim, o conjunto de atrativos da região é que leva o turismo até a localidade. A infraestrutura da cidade e seus eventos também são fatores importantes para a decisão do turista. Para que os viajantes possam desfrutar dos atrativos de uma cidade/região,

FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM Turismo pedagógico O turismo pedagógico tem como público alvo crianças
FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM Turismo pedagógico O turismo pedagógico tem como público alvo crianças
FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM Turismo pedagógico O turismo pedagógico tem como público alvo crianças
FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM Turismo pedagógico O turismo pedagógico tem como público alvo crianças

é preciso que haja infra-estrutura adequada, vias de acesso à localidade, serviços básicos de

urbanização, atendimentos de emergência, sinalização turística, transportes públicos, etc

Os

.. serviços podem ser os mais variados: hotéis, restaurante, lazer, comércio local, serviço de passeio,

aluguel de equipamentos esportivos, informações turísticas etc.

Turismo para a terceira idade

O aumento da expectativa de vida dos indivíduos tem impulsionado o mercado de produtos voltados para a terceira idade. O mercado de turismo vem seguindo tal tendência, de modo que, atualmente, várias empresas oferecem pacotes de viagens voltados para este público. Este mercado mostra-se bastante promissor, na medida em que as pessoas idosas, apresentando maior estabilidade financeira e maior disponibilidade de tempo, buscam formas de entretenimento para ocupar o tempo. É aí que pode se enquadrar a atividade turística. Uma das vantagens deste tipo de turismo é a possibilidade de ocupação da estrutura turística na baixa temporada, uma vez que, geralmente, as pessoas na terceira idade preferem locais tranqüilos e com boa estrutura. Dentre as formas de turismo mais apropriadas para este público, destacam-se os de saúde, cultural, de eventos, religioso e ecológico. Independentemente da modalidade a ser adotada, o empreendedor deve ter o cuidado de adequar os roteiros e a agenda de eventos às especificidades dos clientes. Assim, por exemplo, ao investir em turismo ecológico, devem-se considerar as condições de deslocamento dos turistas, evitando-se percursos que demandem grande esforço físico ou que sejam de difícil acesso para carros ou outros meios de transporte. Além dos cuidados na definição do roteiro, a agência deve preocupar se com a alimentação oferecida durante a viagem e com a facilidade de acesso aos serviços de saúde nos destinos, visando garantir comodidade e segurança aos turistas. Com o objetivo de ter acesso ao público alvo, a agência de viagens pode estabelecer parcerias com asilos e clubes da terceira idade, fechando pacotes com descontos para grandes grupos. Aliás, geralmente, este público prefere as viagens em grupo, nas quais têm contato com pessoas da mesma faixa etária. As oportunidades de socialização podem ser aumentadas com a organização de atividades durante a viagem, como bailes e cursos.

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Dicas de Marketing e divulgação

1º) Jornal é o meio de comunicação mais eficiente para divulgar o turismo nacional e internacional e o folheto informativo é o material promocional que mais dá resultados. 2º) Cada cliente deve ter um cadastro, no qual são anotados dados específicos, como destinos anteriores, época das viagens, tipo de viagem (turismo ou trabalho), empresas aéreas preferidas, hotéis onde se hospedou, se alugou carro (tipo e empresa), preferências culturais e gastronômicas. Quanto mais informações forem recolhidas, mais fácil será fornecer um tratamento personalizado ao cliente. 3º) No cadastro devem constar dados sobre os documentos básicos do cliente, como passaporte, vistos, vacinação, cartões de crédito e respectivos números, carteira de motorista, seguro saúde e programa de milhas atualizado. Estes dados servem para alertar o cliente sobre a necessidade de renovação de passaporte, vistos, vacinas ou licenças internacionais para dirigir veículos. Também são fundamentais no caso de extravio ou roubo. 4º) O cadastro deve conter, ainda, endereços de familiares ou amigos, para situações de emergência. Também é muito útil ter informações sobre seguro de vida. 5º) Todas estas informações podem ser obtidas entregando-se ao cliente um questionário padrão antes do embarque e outro depois da chegada. A finalidade do segundo questionário é obter as reações do cliente aos serviços oferecidos durante a viagem. O que ele disser ajudará a traçar o seu

FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM Dicas de Marketing e divulgação 1º) Jornal é o meio

perfil de

consumo, que será extremamente útil para o planejamento de deslocamentos futuros. Serve

também para a agência obter referências sobre companhias aéreas, hotéis, restaurantes, aluguel de carro, para ampliar seu cadastro. 6º) A tendência crescente é as agências funcionarem como banco de dados, com informações úteis

FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM Dicas de Marketing e divulgação 1º) Jornal é o meio
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FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM Dicas de Marketing e divulgação 1º) Jornal é o meio

para viagens, ao invés de intermediárias na venda de serviços. Cada vez mais, as pessoas usarão a Internet para comprar passagens, reservar quartos em hotéis ou alugar carros. 7º) Mantenha contato constante com seus clientes. A melhor maneira é através de mala direta ou por e-mail, com sugestões e dicas de roteiros, programas e excursões.

Pergunta freqüente

Uma empresa de prestação de serviços turísticos pode explorar atividade de transporte de passageiros?

É importante não confundir a atividade de turismo com prestação de serviços de transporte de passageiros. Empresas de prestação de serviços turísticos não podem explorar atividade de transporte de passageiros, porque estas são atividades distintas. O empreendedor pode optar por explorar as duas atividades cumulativamente, hipótese em que fará constar nos atos constitutivos (contrato social), na cláusula do objeto social, as duas atividades. A prestação de serviços de transporte de passageiros, quando realizada exclusivamente dentro de um único município (transporte intramunicipal), configura serviço público, cuja exploração depende de concessão do Poder Público (artigo 30, inciso V, da Constituição da República). A concessão, nestes casos, ocorre mediante processo de licitação. Para a prestação de serviços de transporte de passageiros intermunicipal e/ou interestadual, a empresa fica obrigada a obter licenciamento do DER ou do DNER, respectivamente, mediante vistoria do(s) veículo(s).Sobre os requisitos e exigências legais para a obtenção do registro na EMBRATUR, concessão pública municipal (serviço de transporte de passageiros intramunicipal) e licenciamento junto ao DER e DNER, recomendamos ao interessado solicitar informações detalhadas diretamente às entidades e órgãos mencionados, tendo em vista a transitoriedade da legislação que regulamenta o assunto e a dinâmica que rege o Direito no País.

Recursos Humanos

Possua um quadro de colaboradores à altura

Sugestão de composição de equipe de trabalho, que irá variar de acordo com a estrutura

do negócio:

• Atendente para recepção e telefonia;

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AGÊNCIA DE VIAGEM

• Office boy; • Agentes de turismo; • Assistentes administrativos financeiros; • Serviços gerais. Há também alguns prestadores de serviços que você poderá precisar:

• Advogado • Contador • Arquiteto • Bombeiro hidráulico • Eletricista • Pedreiro • Pintor • Profissional de Comunicação e Marketing • Serviços de manutenção • Segurança Lembrando que a presença do empresário no cotidiano da agência de viagem será fundamental para assegurar que todos os processos de tal empreendimento fluam com naturalidade e com extremo profissionalismo.

FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM • Office boy; • Agentes de turismo; • Assistentes administrativos
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Equipamentos, produtos e serviços O que você precisa para montar Equipamentos • Computadores
Equipamentos, produtos e serviços O que você precisa para montar Equipamentos • Computadores
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Equipamentos, produtos e serviços

Equipamentos, produtos e serviços
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O que você precisa para montar

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Equipamentos

Equipamentos
Equipamentos

• Computadores

• Computadores
• Computadores
• Computadores
 

• Telefones

• Fax

• Scanner

• Impressora

• Mesas

• Cadeiras

• Armários

• Cartazes/Banners de roteiros turísticos.

Principais serviços

• Intermediação na venda de passagens aéreas; • Reserva de hotéis; • Locação de carros e ônibus; • Fornecimento de guias de turismo; • Reserva e compra de ingressos para espetáculos; • Planejamento de atividades esportivas, culturais, etc. Na parte de tecnologia o empreendedor deverá dotar a agência de viagem, desde o seu início, com software especifico de atendimento automatizado dos clientes tanto externo quanto interno, que passa pelo processo de emissão de bilhetes e tickets de passagens, de notas fiscais, de comprovante eletrônico de pacotes turísticos, dentre outros.

Legislação Específica

Conheça as leis que regulamentam o negócio que você pretende montar Considerações iniciais Mesmo sendo a atividade desenvolvida uma agência de viagem, o empreendedor deverá consultar o órgão de fiscalização ambiental (Feam) ou a Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Supram, a fim de obter esclarecimentos sobre regularização ambiental, e se for o caso obter a Certidão de Dispensa – CD junto ao órgão ambiental competente. Diante disso, mesmo para esta atividade desenvolvida, o estabelecimento está obrigado a preencher o Formulário de Caracterização do Empreendimento – FCE. Para maiores informações recomendamos a leitura das instruções contidas no título REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL presente no “Ponto de Partida – aspectos gerais para abertura de negócios”. A atividade de agências de turismo,

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cadastramento e fiscalização está englobada em diversas legislações esparsas. A competência para o regular cadastramento e fiscalização fica a cargo do Ministério do Turismo, nos termos do Decreto nº 4.898/03 e Decreto 5.406/05. Tanto o cadastramento quanto a fiscalização são obrigatórios. O cadastramento do empreendimento no Ministério do Turismo além de obrigatório comprova o elevado padrão de qualidade do estabelecimento e viabiliza determinadas operações comerciais.

Agência de viagem

A atividade de intermediação própria de agências de turismo, comumente chamadas "agências de

viagens" compreendem a oferta, a reserva e a venda a consumidores de um ou mais dos seguintes serviços turísticos fornecidos por terceiros:

  • I - passagens;

II - acomodações e outros serviços em meios de hospedagem;

  • III - programas educacionais e de aprimoramento profissional;

IV - serviços de recepção, transferência e assistência; e V - excursões, viagens e passeios turísticos,

marítimos, fluviais e lacustres.

Cadastramento no Ministério do Turismo

FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM cadastramento e fiscalização está englobada em diversas legislações esparsas. A
FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM cadastramento e fiscalização está englobada em diversas legislações esparsas. A

De acordo com

o

artigo

1o

do Decreto 4.898

de

26

de novembro de 2003, é competência do

Ministério do Turismo o cadastramento de empresas, a classificação de empreendimentos dedicados às atividades turísticas e o exercício da função fiscalizadora. A agência de viagem está obrigada à obtenção de cadastro no Ministério do Turismo. Diante de alterações introduzidas na legislação em

FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM cadastramento e fiscalização está englobada em diversas legislações esparsas. A
FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM cadastramento e fiscalização está englobada em diversas legislações esparsas. A

vigor com o advento da Lei nº 8.181/91 que alterou o nome da entidade (antes denominada Empresa Brasileira de Turismo); Decreto nº 4.898/03, que alterou a competência para o cadastramento e fiscalização, hoje a cargo do Ministério do Turismo e por fim o Decreto federal nº 5.406/05 a fiscalização e cadastro são obrigatórios e ambos de competência do Ministério do Turismo. Ademais, a obtenção do registro no Ministério do Turismo comprova o padrão de qualidade e viabiliza determinadas operações comerciais. Maior relevância ainda atribui-se ao registro no Ministério do Turismo, quando o empreendedor pretende emitir passagens aéreas em seu estabelecimento, hipótese em que é imprescindível a obtenção de registro no SNEA - Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, o que somente é possível para as empresas cadastradas no Ministério do Turismo. Portanto, o registro no Ministério do Turismo é requisito para a obtenção do registro no SNEA, sem o qual a empresa não pode emitir passagens aéreas, no próprio estabelecimento. É bom lembrar que o Ministério do Turismo não registra empresas que têm nome comercial semelhante ou idêntico, em nível nacional. Para evitar esta situação, deve ser feita uma consulta no Ministério do Turismo, antes do registro da empresa. Estão sujeitos ao cadastramento no Ministério do Turismo os seguintes prestadores de serviços turísticos, definidos em legislações específicas:

  • I - meios de hospedagem de turismo; II - agências de turismo;

    • III - transportadoras turísticas;

IV - prestadores de serviços de organização de congressos, convenções e eventos congêneres;

  • V - prestadores de serviço de organização de feiras, exposições e eventos congêneres;

VI - parques temáticos; e

  • VII - outros prestadores de serviços que exerçam atividades reconhecidas pelo Ministério do Turismo

como de interesse para o turismo. Sujeitam-se também ao cadastramento de que trata este artigo as filiais dos prestadores de serviços

turísticos.

Sanções por descumprimento da legislação aplicável:

A infração à legislação aplicável acarreta ao infrator as seguintes penalidades:

  • I - advertência;

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II – multa; III - suspensão ou cancelamento do registro; IV - interdição do local, veículo, estabelecimento ou atividade. A fiscalização da agência de turismo é obrigatória.

Conclusão

O cadastramento da agência de viagem junto ao Ministério do Turismo é obrigatório. As empresas que pretendem emitir passagens aéreas em seus estabelecimento, devem, obrigatoriamente, obter o registro no SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), o que somente é possível para as empresas registradas no Ministério do Turismo. Da mesma forma é obrigatória a regularização ambiental junto às autoridades competentes.

Importante

A legislação brasileira está sujeita a alterações constantes. É necessário e indispensável que o empreendedor solicite às autoridades fiscais informações atualizadas sobre exigências e requisitos legais, para a regularização da pessoa jurídica e a exploração da atividade econômica. As instruções recebidas sobre legislação devem ser confirmadas junto às autoridades fiscais e junto ao contador ou contabilista responsável pela escrita fiscal da empresa. A relação de documentos necessários para o cadastramento de agências de turismo junto ao SNEA pode ser obtida com o mesmo.

FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM II – multa; III - suspensão ou cancelamento do registro;
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FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM II – multa; III - suspensão ou cancelamento do registro;
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Fundamentação legal

  • a) Lei Federal nº 11.771 de 17 de setembro de 2008 - Dispõe sobre a Política Nacional de Turismo,

define as atribuições do Governo Federal no planejamento, desenvolvimento e estímulo ao setor turístico; revoga a Lei no 6.505, de 13 de dezembro de 1977, o Decreto- Lei no 2.294, de 21 de novembro de 1986, e dispositivos da Lei no 8.181, de 28 de março de 1991; e dá outras providências;

  • b) Lei Federal nº 8.181, de 28 de março de 1991 - Dá nova denominação à Empresa Brasileira de

Turismo - EMBRATUR e dá outras providências;

  • c) Lei Federal nº 8.623/93 - Dispõe sobre a profissão do guia de turismo e dá outras providências;

  • d) Decreto Federal nº 89.707, de 25 de maio de 1984 - Dispõe sobre empresas prestadoras de

serviços para organização de congressos, convenções, seminários e eventos congêneres;

  • e) Decreto Federal nº 448, de 14 de fevereiro de 1992 - Regulamenta dispositivos da Lei nº

8.181/91, dispõe sobre a Política Nacional de Turismo e dá outras providências;

  • f) Decreto Federal nº 946, de 1º de outubro de 1993 - Regulamenta a Lei nº 8.623/93, que dispõe

sobre a profissão do guia de turismo;

  • g) Decreto Federal nº 4.898, de 26 de novembro de 2003 - Transfere competências da EMBRATUR -

Instituto Brasileiro de Turismo para o Ministério do Turismo;

  • h) Decreto Federal n° 5.406, de 30 de março de 2005 - Regulamenta o cadastro obrigatório para fins

de fiscalização das sociedades empresárias, das sociedades simples e dos empresários individuais que

prestam serviços turísticos remunerados, e dá outras providências;

  • i) Decreto Estadual nº 44.844 de 25 de junho de 2008 - Estabelece normas para licenciamento

ambiental e autorização ambiental de funcionamento, tipifica e classifica infrações às normas de proteção ao meio ambiente e aos recursos hídricos e estabelece procedimentos administrativos de fiscalização e aplicação das penalidades;

  • j) Deliberação Normativa Copam nº 74, de 9 de setembro de 2004 - Estabelece critérios para

classificação, segundo o porte e potencial poluidor, de empreendimentos e atividades modificadoras do meio ambiente passíveis de autorização ambiental de funcionamento ou de licenciamento ambiental no nível estadual, determina normas para indenização dos custos de análise de pedidos de

autorização ambiental e de licenciamento ambiental, e dá outras providências.

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Sugestão para Leitura Expandindo seu conhecimento

Turismo de negócios: qualidade na gestão de viagens empresariais

Autor: Hilário Ângelo Pelizzer Editora: Cengage Learning * O livro passa informações muito detalhadas e de fundamental importância para o desempenho e sucesso da agência de turismo receptivo. Além de toda a visão voltada para esse segmento, não deixa de apresentar minuciosamente o aspecto do turismo de negócios.

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Autores: André Sathler Guimarães e Marta Poggi Borges Editora: Cengage Learning * O livro aborda as mudanças no setor de turismo principalmente no que se refere a mudança tecnológica.

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FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM Sugestão para Leitura Expandindo seu conhecimento Turismo de negócios: qualidade
FICHA TÉCNICA AGÊNCIA DE VIAGEM Sugestão para Leitura Expandindo seu conhecimento Turismo de negócios: qualidade

turísticos. O dinamismo e os desafios são inerentes à atividade turística, razão pela qual o profissional desta área deverá ter formação acadêmica multidisciplinar, que o credencie a desenvolver trabalhos em conjunto com outros profissionais do ambiente empresarial ou a trabalhar em projetos decorrentes de políticas públicas para o desenvolvimento do setor.

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