Você está na página 1de 21
RELAÇÕES PÚBLICAS NAS ORGANIZAÇÕES
RELAÇÕES PÚBLICAS NAS
ORGANIZAÇÕES

Capítulo III

Relações Públicas

“Relações Públicas implica planejar, negociar e executar programas e projetos de comunicação a fim de desencadear ações cooperativas por parte dos públicos (em todos os seus segmentos) e obter sua colaboração com relação à organização, legitimando-a e permitindo-lhe manter com a mesma uma relação de confiança e cumplicidade que lhe faculte continuar existindo”. (BASEGGIO, 2000, p. 69-70).

Relações Públicas:
Relações Públicas:
– Atividade Profissional – Disciplina Acadêmica
– Atividade Profissional
– Disciplina Acadêmica
Objeto: Organizações e seus públicos Desafios: gerenciar a comunicação, promovendo e administrando relacionamentos
Objeto: Organizações e seus públicos
Desafios: gerenciar a comunicação, promovendo
e administrando relacionamentos e
intermediando interesses e conflitos
Objetivo maior: contribuir para o cumprimento
dos objetivos globais e da responsabilidade
social das organizações
Grande desafio – gerenciar a comunicação entre as partes diante da complexidade da sociedade contemporânea;
Grande desafio – gerenciar a comunicação entre
as partes diante da complexidade da sociedade
contemporânea;
Comunicação organizacional – setor estratégico, agregando valores e facilitando os processos interativos e as
Comunicação organizacional – setor estratégico,
agregando valores e facilitando os processos
interativos e as mediações.
RP no que concerne à administração gerenciamento da comunicação: ou ao
RP no que concerne à administração
gerenciamento da comunicação:
ou
ao

Pesquisar

O

processo do sistema organização-públicos; identifica

quem é, o que fazem os públicos (e suas expectativas e

interesses com relação à organização), os canais de comunicação, etc.

Diagnosticar

Análise das conjunturas local, nacional e internacional e da realidade onde se pretende atuar; análise da relação organização-públicos.

Prognosticar

O

futuro da

relação, desenhando cenários

resultantes

possíveis

de

impasses

e

problemas

de

comunicação

possíveis.

 

Assessorar

As lideranças quanto às políticas de comunicação e aos programas de ação que devem ser colocados em prática

Implementar

Programas planejados de comunicação interna e externa a fim de aproximar, explicar, justificar ou negociar as decisões

da

organização.

Controlar e Avaliar

O programa e o cumprimento de seus objetivos, verificando

o

impacto das ações organizacionais, dos projetos de

 

comunicação e dos resultados da intervenção.

 

Fonte: Elaborado, a partir de Simões (2006, p. 70-77).

Kunsch (2003, p. 100-111),

considera que a atividade de

Relações Públicas cumpre funções essenciais, tais como:

função administrativa: promove articulações necessárias entre setores, grupos, subgrupos, etc., criando e assegurando relações de confiabilidade e credibilidade entre a organização e seus públicos;

função estratégica: promove o posicionamento da organização perante a sociedade, por meio de diferentes canais de comunicação, demonstrando seu valor, sua razão de ser, seus valores e suas crenças;

função mediadora: promove o diálogo e o tornar comum a informação, mediando e harmonizando interesses por meio de instrumentos de negociação;

função política: gerencia problemas de relacionamento internos e externos, tentando encontrar soluções para impasses e conflitos instalados.

Mix de Marketing -Esforços direcionados à “PERSEGUIÇÃO” dos objetivos de MKT junto ao mercado-alvo.
Mix de Marketing
-Esforços direcionados à “PERSEGUIÇÃO” dos objetivos de MKT junto
ao mercado-alvo.

PRODUTO

• Variedades de

Produtos

• Qualidade

• Design

• Características

• Nome da Marca

• Embalagem

• Tamanhos

• Serviços

• Garantias

• Devoluções

MKT MIX

Mercado

Alvo

PREÇO

• Preço de Lista

• Descontos

• Concessões

• Prazo de

pagamento

Financiamento

Condições de

PRAÇA

• Canais

• Cobertura

• Variedades

• Locais

• Estoque

• Transporte

PROMOÇÃO

Promoção

Vendas

de

• Publicidade

• Força de Vendas

• Relações Publicas

• Marketing Direto

RP X Marketing
RP X Marketing
A atividade de RP de marketing vai muito além que a divulgação/promoção de produtos, serviços
A atividade de RP de marketing vai muito além que a
divulgação/promoção
de
produtos,
serviços
e/organizações

Conforme Kotler e Keller (2006), podemos conceituar relações públicas como uma série de programas elaborados para promover ou proteger a imagem da empresa ou de seus produtos. Em outras palavras, é a administração da reputação, da imagem da empresa perante seus diversos públicos.

O marketing, como área administrativa e estratégica, visa atingir o mercado:
O marketing, como área administrativa e estratégica,
visa atingir o mercado:
– Baseia-se em modelos de competitividade para atingir objetivos econômicos; – Objetiva persuadir o
– Baseia-se
em modelos
de competitividade
para
atingir objetivos econômicos;
– Objetiva persuadir o público-alvo e satisfazer os
clientes/consumidores;
– Identifica
e
cria mercados para os
produtos e
serviços das organizações;
– Coordena e supervisiona os programas de
comunicação mercadológica ou de marketing para
criar e manter os produtos e serviços.

Relações públicas de marketing

RP de marketing
RP de marketing
RP desenvolvem atividades em parceria com o marketing e em apoio a ele, mas têm
RP desenvolvem atividades em parceria com o marketing
e em apoio a ele, mas têm funções distintas, na medida
em que se ultrapassam os limites do mercado e dos
produtos.
Seu terreno é muito mais amplo, pois trabalham com as organizações como um todo e
Seu terreno é muito mais amplo, pois trabalham com as
organizações como um todo e seu universo de públicos
no contexto do sistema social global.
As Relações Públicas enfatizam o lado institucional e corporativo das organizações. Em síntese: – Identificam
As Relações Públicas enfatizam o lado institucional e
corporativo das organizações. Em síntese:
– Identificam os públicos , suas reações, percepções e
pensam em estratégias comunicacionais de
relacionamento de acordo com as demandas sociais e
o ambiente organizacional;
– Supervisionam
e
coordenam
programas
de
comunicação com públicos;
– Prevêem e supervisionam conflitos e crises que porventura passam as organizações e podem despontar
– Prevêem e supervisionam conflitos e crises que
porventura passam as organizações e podem
despontar dentro de : público interno, governos,
grupos de pressão etc.

Comunicação Institucional: agrega valor à imagem da organização. A imagem é, senão o maior, um dos principais patrimônios de uma empresa

No caso da comunicação interna, a comunicação com os colaboradores tem a atribuição de gerar significado, a fim de promover o entendimento e o comprometimento com as estratégias organizacionais.

A comunicação institucional ocupa-se de gerar esse mesmo sentido para os demais públicos da empresa:

clientes, fornecedores, comunidade, governos, imprensa etc.

É preciso entender que a imagem não basta ser positiva, precisa ser competitiva: gerar os melhores negócios com clientes e fornecedores, atrair os melhores profissionais, promover o diferencial da organização perante a concorrência através da imagem que projeta no mercado.

Afinal, o alinhamento coerente entre discurso e prática confere legitimidade à atividade da empresa, já que os relacionamentos se dão sobre um forte embasamento cultural e, por que não dizer, filosófico. Essa é a proposta de valor, esse o é diferencial humano que proporciona às empresas que adotam essa postura alcançar um novo e elevado patamar de mercado

Teorias essenciais para o desenvolvimento do estudo de Relações Públicas:
Teorias essenciais para o desenvolvimento do
estudo de Relações Públicas:
– A teoria interorganizacional – função administrativa, – A teoria de gerenciamento – função
– A
teoria
interorganizacional
função
administrativa,
– A teoria de gerenciamento – função estratégica,
– A teoria da comunicação – função mediadora,
– A teoria de conflitos-resoluções – função política
Práxis de Relações Públicas
Práxis de Relações Públicas
Relações Públicas em apoio a Recursos Humanos;
Relações Públicas em apoio a Recursos
Humanos;
Relações Públicas em apoio a Marketing;
Relações Públicas em apoio a Marketing;
Relações Públicas e responsabilidade social;
Relações Públicas e responsabilidade social;
Relações Públicas e o Terceiro Setor
Relações Públicas e o Terceiro Setor

Falta de conversa eleva o número de mortes em UTI

Comunicação falha entre médicos causa atrasos fatais em procedimentos

Estudo com 792 doentes mostrou que taxa de mortalidade cai quando equipes fazem mais troca de informações

GABRIELA CUPANI DE SÃO PAULO

A falta de comunicação entre médicos de UTI pode aumentar a taxa de mortalidade, revela um estudo feito por grupo ligado ao Hospital Moinhos de Vento e à Universidade Federal de Ciências da Saúde, de Porto Alegre.

De tão grave, o problema é uma das prioridades da campanha lançada esta semana pela Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) com o objetivo de aumentar a segurança nas unidades de terapia intensiva.

FALTA REUNIÃO

"Certamente, a falta de comunicação é a primeira causa de eventos adversos em UTIs", diz Álvaro Réa-Neto, coordenador da campanha da entidade, que prevê reuniões em várias

capitais. Um dos itens da cartilha é dedicado a essa questão.

O ambiente lotado de pacientes críticos, a correria dos

profissionais e a falta de rotinas estabelecidas para disseminar

as informações criam um terreno fértil para a comunicação

truncada. Entre os problemas mais citados estão a falta de encontros entre todos os profissionais envolvidos, os atrasos em procedimentos como o início de uma terapia com antibióticos, a retirada da ventilação mecânica e técnicas de prevenção da trombose venosa profunda. Os especialistas notam também diferentes percepções do que é importante relatar, dificuldades que os membros mais jovens têm de questionar os mais velhos e visões diferentes de condutas dentro da equipe.

"Um dos grandes problemas é a comunicação entre diferentes profissionais. Nem sempre o que um transmite é o mesmo que é ouvido pelo outro", diz o médico especialista em medicina intensiva Cassiano Teixeira, um dos líderes do trabalho. "A rotina ideal é aquela em que todos os participantes do caso conseguem se reunir em algum momento do dia para discutir o caso." Mas isso nem sempre acontece. Para chegar ao resultado, os pesquisadores gaúchos acompanharam 792 pacientes durante um ano e meio. Eles foram divididos em três grupos, conforme a frequência de comunicação entre os médicos-assistentes -que comandam o caso, mas não ficam o tempo todo na UTI- e os médicos rotineiros da unidade, responsáveis pelas complicações agudas. A taxa de mortalidade foi de 26% no grupo que se comunicava raramente -que incluiu quase 10% dos pacientes. Naqueles em que as conversas eram quase diárias, a taxa ficou em 13%.

"O importante não é achar culpados, mas encontrar processos que levam a repetições de erros. Se não cuidar do processo, não adianta trocar pessoas", diz Réa-Neto. "É uma questão de hábito, de boa vontade, mas muitas equipes ainda não desenvolveram esse hábito", observa Maria Ângela Gonçalves Paschoal, enfermeira-chefe da UTI do Hospital Santa Isabel e da Santa Casa de São Paulo.

Unidades com dez leitos têm, em média, dois médicos e dois enfermeiros por turno, e oito técnicos de enfermagem e dois fisioterapeutas.

médicos de outras

Também

especialidades, fonoaudiólogos, psicólogos e nutricionistas. Todos se revezam em turnos de quatro ou seis horas e plantões noturnos de doze horas.

circulam

por

ali